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Glossário de termos de

UM CURSO EM MILAGRES
As citações que não estão assinaladas com um código (por exemplo: Texto.II.2.5:4 - Pág. 21)
foram retiradas do livro Psicologia Cristã de Um Curso Em Milagres, de Kenneth Wapnick,
editado pela Foundation for Inner Peace.

Códigos utilizados no final de alguns excertos


Exemplo: (Texto.II.2.5:4 - Pág. 21).

T - Abreviatura de «Texto». Também pode surgir como LE («Livro de Exercícios») ou MP («Manual de Professores»),
os três «livros» que compõem Um Curso em Mila gres.

II – Indicação, em numeração romana, do capítulo. Quando o código começa com «LE», e uma vez que o Livro de
Exercícios não tem capítulos mas sim duas partes, a referência pode ser "Parte I" ou "Parte II" (parte I ou parte II).

2 - Indicação do número do Artigo dentro de cada capítulo.

5:4 - Indicação do parágrafo dentro do Artigo (5) e da frase dentro desse parágrafo (4).

Pág. - Indicação da página correspondente ao livro (T, LE ou MP) de onde a citação foi retirada.

Termos apresentados neste glossário


(por ordem alfabética)

Abundância - Amor - Apocalipse - Aprendizagem - Ataque – Autoridade - Caridade –


Causa/efeito - Céu - Conhecimento - Consciência - Corpo – Criação – Criar - Cristo -
Crucificação - Culpa – Cura - Dádiva - Dar/receber - Defesas - Demónio/Diabo - Deus – Doença
- Ego - Erro - Espírito - Espírito Santo - Expiação – Extensão - Fé - Fazer/criar - Filho de Deus -
Inocência – Inferno - Jardim do Éden - Jesus - Juízo Final - Julgamento – Justiça - Liberdade -
Livre arbítrio - Magia - Medicamentos - Medo - Mente - Mente correcta - Mente errada - Mente
una - Milagre - Momento santo - Morte - Mundo - Mundo real – Negação – Oração - Pecado -
Percepção - Percepção verdadeira - Perdão - Princípio de escassez - Professor de Deus –
Projecção - Relação santa - Relações especiais - Ressurreição - Revelação - Rosto de Cristo -
Sacrifício - Salvação - Segunda Vinda - Separação - Ser – Sonho - Ter/ser - Templo - Tempo –
Trindade - Um Curso em Milagres

Nota - O temo separação surge inúmeras vezes nestas citações. Trata-se da separação de Deus, aquilo que a Bíblia
descreve como a «Queda» ou a «Expulsão do Paraíso».
ABUNDÂNCIA
Princípio do Céu que contrasta com a crença do ego na escassez. O Filho de Deus não pode precisar seja do que
for ou sentir necessidades, uma vez que as dádivas de Deus, outorgadas eternamente na criação, estão sempre
com ele.

AMOR
Conhecimento – A expressão da relação de Deus com a Sua criação, que é imutável e eterna. Está para além de
qualquer definição e ensinamento e somente pode ser vivida ou conhecida.
Percepção - O amor expressa-se através do perdão. É a emoção que Deus nos deu (em contraste com a emoção
de medo do ego), e manifesta-se em qualquer expressão de união com outra pessoa.

APRENDIZAGEM
A aprendizagem correctiva sempre começa com o despertar do espírito e o afastamento da crença na vida
física. (Texto.2.V.7:1 - Pág. 28)
A capacidade de aprender não tem nenhum valor quando a mudança já não é necessária. Os que são
eternamente criativos não têm nada a aprender. (Texto.II.2.5:4 - Pág. 21).

ATAQUE
Intenção de justificar a projecção da culpa sobre os outros para demonstrar a sua maldade e a sua culpa, com
o fim de nos livrarmos dela. Uma vez que o ataque é sempre uma projecção da responsabilidade da separação
nunca se justifica (porque a dita separação, de facto, nunca ocorreu). Este termo também se utiliza para indicar o
«pecado» da separação de Deus, do qual resulta a crença de que Deus nos atacará para nos castigar (a «ira de
Deus»).

AUTORIDADE
O tema da autoridade é, realmente, uma questão de autoria. Quando tens um problema de autoridade, sempre
é porque acreditas ser o autor de ti mesmo e (porque) projectas este equívoco nos outros. Assim, percebes a
situação como se eles estivessem literalmente a lutar contigo pela tua autoria. Este é o erro fundamental de todos
aqueles que acreditam que usurparam o poder Deus. (Texto.3.VI.8:1 - Pág. 51).

CARIDADE
A caridade é realmente um fraco reflexo de uma abrangência do amor muito mais poderosa, que está muito
além de qualquer forma de caridade que possas conceber por enquanto. (Texto.2.V.9:6 - Pág. 28).

CAUSA E EFEITO
Causa e efeito dependem mutuamente um do outro, uma vez que a existência de um, determina a existência
do outro. Além disto, se algo não é uma causa, não pode existir porque tudo tem efeitos.
Conhecimento - Deus é a única Causa e o Seu Filho é o Seu Efeito.
Percepção - O «pecado» da separação é a causa; o sonho de sofrimento e morte o seu efeito. O perdão desfaz o
«pecado» ao demonstrar aos outros que os «pecados» deles contra nós não tiveram qualquer efeito; por não terem
efeito, não podem ser uma causa e, portanto, não podem existir.

CÉU
O nível a que chamamos Céu é o mundo do conhecimento onde «mora» Deus e a Sua Criação em unidade com a
Sua Vontade e Espírito. Ainda que esteja excluído do mundo da percepção (ego/mente errada), aquilo a que
chamamos Céu pode reflectir-se neste mundo através de uma relação santa (aquela onde as duas pessoas não
projectam as suas culpas uma sobre a outra).
Quando a vontade da Filiação e a do Pai são uma só, o acordo perfeito entre elas é o Céu. (Texto.3.II.4:6 - Pág.
41).

CONHECIMENTO
É o nível a que chamamos Céu, o mundo de Deus da pré-separação e da Sua Criação unificada. no qual não há
diferenças ou formas, e, assim, está excluído do mundo da percepção (este em que parece que vivemos). Não se
deve confundir com o uso mais comum de «conhecimento», que implica alguém que «conhece» e algo que é
«conhecido». Nesta asserção reflecte a experiência pura, sem a dicotomia sujeito/objecto.

CONSCIÊNCIA
A consciência, ou seja, o nível da percepção, foi a primeira divisão introduzida na mente depois da separação,
fazendo com que a mente seja um perceptor ao invés de um criador. A consciência é correctamente identificada
como o domínio do ego. (Texto.3.IV.2:1 - Pág. 44).

7. Neste mundo, a única liberdade que resta é a liberdade de escolha, sempre entre duas opções ou duas
vozes. 2A Vontade não está envolvida na percepção em nenhum nível e não tem nada a ver com a escolha. 3A
consciência é o mecanismo receptivo que recebe mensagens de cima ou de baixo, do Espírito Santo ou do ego. 4A
consciência tem níveis e a consciencialização pode deslocar-se drasticamente, mas não pode transcender o
domínio da percepção. 5Na melhor das hipóteses, torna-se consciente do mundo real e pode ser treinada para
fazer isso cada vez mais. 6Entretanto, o próprio facto de ter níveis e poder ser treinada demonstra que é incapaz
de atingir o conhecimento. (Manual de Professores/Esclarecimento de Termos - 1:7)
CORPO
NÍVEL I - A encarnação do ego. O pensamento de separação projectado pela mente numa forma física. É o
aparente testemunho da realidade da separação. Inclui tanto os nossos corpos físicos, como as personalidades.
NÍVEL II - O corpo é inerentemente neutro, nem «bom», nem «mau»; o seu propósito é dado só pela mente.
Percepção (Mente errada) - O corpo é o símbolo da culpa e do ataque.
Percepção (Mente correcta) - O corpo é o instrumento da salvação, o meio para ensinar e aprender o perdão
através do qual se desfaz a culpa.
O corpo não existe, excepto como instrumento de aprendizagem para a mente. (Texto.2.V.1:9 - Pág. 26).
Deve-se enfatizar mais uma vez que o corpo não aprende nem tampouco cria. Como um instrumento de
aprendizagem, ele meramente segue o aprendiz; mas se é falsamente dotado de iniciativa própria torna-se uma
séria obstrução à aprendizagem que devia facilitar. Apenas a mente é capaz de iluminação. (Texto.2.V.6:1 - Pág.
27).

CRIAÇÃO
Extensão do Espírito de Deus, a Causa, que resultou no Seu Filho, o Efeito.
Nota: a criação só existe ao nível do conhecimento, e não é equivalente à criação ou à criatividade tal como se
entendem no mundo da percepção.
A criação é a soma de todos os pensamentos de Deus, em número infinito, omnipresentes e ilimitados. Só o
Amor cria e só cria como Ele mesmo. Nunca houve um tempo em que o que Ele (Deus) criou não existisse. E
tampouco haverá um tempo em que algo que Ele tenha criado possa sofrer qualquer perda. (Livro de Exercícios -
Parte II.11.1:1 - Pág. 485).

CRIAR
Desde a separação, as palavras «criar» e «fazer» passaram a ser confusas. Quando fazes alguma coisa fazes a
partir de um sentimento especifico de falta ou de necessidade. Qualquer coisa feita para um propósito específico
não tem nenhuma generalizabilidade* verdadeira. Quando fazes alguma coisa para preencher uma falta percebida,
estás a implicar tacitamente que acreditas na separação. O ego inventou muitos sistemas de pensamento
engenhosos com este propósito. Nenhum deles é criativo. A inventividade é um esforço desperdiçado mesmo na
sua forma mais engenhosa. A natureza altamente específica da invenção (fazer) não é digna da criatividade
abstracta das criações de Deus. (Texto.3.V.2:1 - Pág. 47).
* - Este termo não existe em português.

CRISTO
A Segunda Pessoa da Trindade. O Unigénito de Deus ou a totalidade da Filiação. O Ser que Deus criou por
extensão do seu Espírito. Ainda que Cristo crie como Seu Pai, Ele não é o Pai, uma vez que Deus criou Cristo, mas
Cristo não criou Deus.
Nota: Cristo não deve ser equiparado exclusivamente com Jesus.

CRUCIFICAÇÃO
Um símbolo do ataque do ego a Deus, portanto, ao Seu Filho, o qual atesta a «realidade» do sofrimento, do
sacrifício e da morte que parecem manifestar-se no mundo. Também se refere à crucificação de Jesus, um
exemplo extremo que ensinou que a nossa verdadeira identidade de Amor jamais pode ser destruída porque a
morte não tem poder sobre a vida.

CULPA
O sentimento vivido em relação com o «pecado». É a totalidade dos sentimentos e crenças negativas que temos
sobre nós mesmos, na sua maioria inconscientes. A culpa descansa sobre um sentido de indignidade inerente,
aparentemente ainda maior do que o poder de perdoar de Deus, Aquele que julgamos exigir castigo devido ao
nosso «pecado»» de separação contra Ele. A culpa sempre será projectada sob a forma de ataque, seja contra os
outros através da ira, ou contra os nossos próprios corpos, sob a forma de doenças.

CURA
É a correcção, na mente, da crença na doença, o que faz com que a separação e o corpo pareçam reais. A cura
está baseada na crença de que a nossa verdadeira identidade não é o corpo, mas o espírito. Portanto, qualquer
doença tem de ser ilusória, uma vez que só um corpo, ou ego, pode sofrer. Deste modo, a cura reflecte o princípio
de que não há ordem de dificuldade nos milagres. A cura é o resultado da união, no perdão, da nossa pessoa com
outra, a qual muda a percepção dos nossos corpos separados - fonte de todas as doenças - por um propósito
compartilhado de cura neste mundo.

DÁDIVA
Conhecimento - As dádivas de Deus são amor, vida e liberdade, as quais jamais poderão ser-nos arrebatadas,
ainda que, neste mundo, as possamos negar.
Percepção (Mente errada) - As dádivas do ego são o medo, o sofrimento e a morte, ainda que, frequentemente,
os não reconheçamos como tal. As dádivas do ego dão «compradas» através do sacrifício.
Percepção (Mente correcta) - As dádivas de Deus são traduzidas pelo Espírito Santo em perdão e alegria, e são-
nos dadas na medida em que as damos aos outros.
DAR - RECEBER
Mente errada - Dando tem-se menos. Esta é a ideia que reforça a crença do ego na escassez e no sacrifício, e
exemplifica o seu princípio «dar para receber». Crendo que pode dar os suas dádivas de culpa e medo, a versão do
ego do acto de dar é, de facto, projecção.
Mente correcta - Dar e receber é o mesmo. Esta ideia espelha o princípio da abundância do (nível a que
chamamos) Céu e da lei da extensão. O espírito nunca pode perder, uma vez que quando se dá amor, recebe-se
amor. As dádivas do espírito são qualitativas e não quantitativas. Por conseguinte, aumentam sempre que se
compartilham. O mesmo princípio funciona ao nível do ego porque, à medida que se dá culpa (projecção) é culpa
que recebemos.

DEFESAS
Percepção - São os meios que utilizamos para nos «protegermos» da nossa culpa, medo e ataques aparentes dos
outros. As defesas mais importantes são a negação e a projecção. Dada à sua própria natureza, «criam» o que
querem defender, já que reforçam a crença na nossa própria vulnerabilidade, a qual, simplesmente, faz aumentar
o medo e, portanto, a convicção de que necessitamos de defesas.

DEMÓNIO/DIABO
Uma projecção do ego, que tenta negar a responsabilidade do «pecado» e da culpa, projectando-o sobre um
agente externo (pessoa ou instituição).

DEUS
A Primeira Pessoa da Trindade. O Criador, a Fonte de qualquer ser ou vida. O Pai, Cuja Paternidade se
estabelece pela existência do Seu Filho, Cristo. A essência de Deus é espírito o qual é compartilhado por toda a
criação, cuja unidade é o estado do (nível a que chamamos) Céu.

DOENÇA
Decorre de um conflito na mente (culpa) que se desloca para o corpo. É a intenção do ego de se defender
contra a verdade (espírito), focando a atenção no corpo. Um corpo doente é o resultado de uma mente doente ou
dividida e representa o desejo do ego de culpabilizar os outros através do sacrifício de si mesmo, bem como da
projecção do ataque sobre eles.

EGO
É a crença na realidade do ser separado ou falso, o qual foi feito como substituto do Ser que Deus criou. Trata-
se do pensamento de separação que faz surgir o «pecado», a culpa e o medo, bem como um sistema de
pensamento baseado no ataque para se autoproteger. É a parte da mente que crê estar separada da Mente de
Cristo. Esta mente divida tem duas partes: a mente errada e a mente correcta. De uma forma geral, o termo
«ego» refere-se à «mente errada», embora possa incluir a «mente correcta», a parte do ego que pode aprender. O
ego não deve ser equiparado com o «ego» da psicanálise, embora possa ser equiparado com a psique inteira, da
qual o «ego» psicoanalítico faz parte.
O ego é idolatria; o sinal de um ser separado e limitado, nascido em um corpo, destinado a sofrer e a terminar
a sua vida na morte. (Livro de Exercícios - Parte II.12.1:1 - Pág. 491).
Quanto te sentes culpado, lembra-te de que, de facto, o ego violou as leis de Deus, mas tu não. Deixa os
«pecados» do ego para mim. É para isso que serve a Expiação. (Texto.4.IV.5:1 - Pág. 67).

ERRO
Concentrares-te no erro é apenas mais um erro. (Texto.2.VII.5:7 - Pág. 34).
Quando (por exemplo) te sentes cansado, é porque julgaste a ti mesmo como se fosses capaz de estar cansado.
Quando ris de alguém, é porque julgaste esse alguém indigno. Quando ris de ti mesmo, necessariamente ris dos
outros, nem que seja apenas porque não podes tolerar a ideia de seres mais indigno do que eles. Tudo isto faz com
que te sintas cansado, porque é essencialmente desanimador. (Texto.3.VI.5:1 - Pág. 50).

ESPÍRITO
É a natureza da nossa verdadeira realidade, a qual, por ser de Deus, é imutável e eterna. Contrasta com o
corpo - a encarnação do ego - que se degrada e morre. A energia do espírito é activada através da mente, da qual
é o equivalente aproximado.

ESPÍRITO SANTO
É a Terceira Pessoa da Trindade. É a resposta de Deus à separação e o elo de comunicação entre Deus e os Seus
Filhos separados. O Espírito Santo vê as nossas ilusões (percepção) e guia-nos através delas até à verdade
(conhecimento). É a Voz por Deus que fala por Ele e pelo nosso Ser real, recordando-nos a Identidade que
esquecemos. Também é conhecido como Consolador, Curador, Guia, Intercessor e Professor.

O Espírito Santo é o mediador entre as ilusões e a verdade. (Livro de Exercícios - Parte II.7.1:1 - Pág. 461).

2. Ao longo do curso, o Espírito Santo é descrito como Aquele que nos dá resposta para a separação e nos traz o
plano da Expiação, estabelecendo nele o nosso papel particular e mostrando-nos exactamente qual ele é. 2Ele
estabeleceu Jesus como o líder na realização do Seu plano, já que foi o primeiro a cumprir, com perfeição, a sua
própria parte. 3Todo o poder no Céu e na terra, portanto, lhe é dado e ele vai compartilhá-lo contigo quando
tiveres completado a tua. 4O princípio da Expiação foi dado ao Espírito Santo muito antes de Jesus o pôr em
movimento.
3. O Espírito Santo é descrito como o elo de comunicação que permanece entre Deus e os seus filhos separados.
2
De modo a cumprir essa função especial, o Espírito Santo assumiu uma função dupla. 3Ele conhece porque é parte
de Deus; Ele percebe porque foi enviado para salvar a humanidade. 4É o grande princípio da correcção, o portador
da verdadeira percepção, o poder inerente da visão de Cristo. 5É a luz na qual o mundo perdoado é percebido, na
qual apenas a face de Cristo é vista. 6Ele nunca esquece o Criador e a Sua Criação. 7Ele nunca esquece o Filho de
Deus. 8Ele nunca te esquece. 9E traz-te o amor do teu Pai, num brilho eterno que nunca será obliterado porque foi
Deus que lá o colocou. (Manual de Professores/Esclarecimento de Termos - 6:2,3).

EXPIAÇÃO
É o plano de correcção do Espírito Santo para desfazer o ego e curar a crença na separação. Surgiu com a
criação do Espírito Santo depois da separação, e terá terminado quando cada Filho separado tenha cumprido a sua
parte no Plano por meio do perdão total.

EXTENSÃO
Conhecimento - É o processo activo da criação, no qual o espírito flui de si mesmo.
Percepção - É o acto de estender a visão do Espírito Santo ou de Cristo sob a forma de perdão e paz. É o uso
que o Espírito Santo dá à lei da mente, em contraste com a projecção do ego.


A expressão daquilo onde escolhemos colocar a nossa confiança. Somos livres de ter fé no ego ou no Espírito
Santo, na ilusão do« pecado» nos outros ou na verdade da sua santidade enquanto Filhos de Deus.

FAZER/CRIAR
O espírito cria; o ego faz.
Conhecimento - A criação só ocorre dentro do mundo do conhecimento (Deus), a verdade criadora.
Percepção - Fazer conduz apenas a ilusões.

FILHO DE DEUS
Conhecimento - A Segunda Pessoa da Trindade; o Cristo, que é o nosso verdadeiro Ser.
Percepção - A nossa identidade enquanto Filhos separados, ou o Filho de Deus enquanto ego com uma mente
errada e uma mente correcta. A frase «filho do homem» rara vezes é utilizada para designar o Filho como
separado (de Deus).

INFERNO
O quadro ilusório do ego de um mundo para além da morte, através do qual nos quer castigar pelos nossos
«pecados». O inferno é, assim, a culpa do passado projectada no futuro.

INOCÊNCIA
A inocência é incapaz de sacrificar qualquer coisa porque a mente inocente tem tudo e só se esforça por
proteger a sua integridade. A mente inocente não pode projectar. Só pode honrar as outras mentes porque a honra
é o cumprimento natural dos verdadeiramente amados para outros que são como eles. (...) A inocência é
sabedoria porque não está ciente do mal e o mal não existe. Todavia, está perfeitamente ciente de tudo o que é
verdadeiro. (Texto.3.I.6:1 - Pág. 39).
A inocência não é um atributo parcial. Não é real enquanto não é total. Os que são parcialmente inocentes
estão aptos a ser bastante tolos às vezes. Enquanto a sua inocência não se torna um ponto de vista de aplicação
universal, não vem a ser sabedoria. (Texto.3.II.2:1 - Pág. 41).
Porque os seus corações são puros, os inocentes defendem a percepção verdadeira ao invés de se defenderem
contra ela. Compreendendo a lição da Expiação, eles não têm o desejo de atacar e, portanto, vêem
verdadeiramente. É esse o significado da Bíblia quando diz «quando Ele se manifestar seremos semelhantes a Ele,
porque havemos de vê-Lo como Ele é». (Texto.3.II.5:8 - Pág. 41).

JARDIM DO ÉDEN
O jardim do Éden, ou a condição anterior à separação, era um estado da mente no qual nada era necessário.
Quando Adão deu ouvidos às «mentiras da serpente», tudo o que ouviu não era verdade. Não tens de continuar a
acreditar no que não é verdadeiro, a não ser que escolhas fazê-lo. (Texto.2.I.3:1 - Pág. 18).

JESUS
Trata-se de quem fala na primeira pessoa - o «Eu» - no Curso. Foi o primeiro a completar a sua parte na
Expiação, o que o capacitou para ficar a cargo de todo o Plano. Ao transcender o ego, Jesus identificou-se com
Cristo e, agora, pode servir-nos de modelo de aprendizagem e de ajuda, estando sempre presente quando o
chamamos. Não deve ser exclusivamente identificado com Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade.

O nome de Jesus é o nome de alguém que foi um homem, mas viu a face de Cristo em todos os seus irmãos e se
lembrou de Deus. 2Assim, ele veio a identificar-se com Cristo, deixando de ser um homem, mas um com Deus. 3O
homem era uma ilusão, pois parecia um ser separado, caminhando por si mesmo, dentro de um corpo que
aparentava manter o seu ser separado do Ser, como fazem todas as ilusões. 4Entretanto, quem poderá salvar, a
não ser que veja as ilusões e as identifique exactamente como são? 5Jesus continua a ser um Salvador porque viu o
falso, sem o aceitar como verdadeiro. E Cristo precisava da sua forma para que pudesse aparecer aos homens e
salvá-los das suas próprias ilusões.

Na sua completa identificação com o Cristo - o Filho perfeito de Deus, Sua única criação e Sua felicidade, para
sempre como Ele e um com Ele - Jesus veio a ser o que todos vocês têm de ser. 2Ele mostrou o caminho para que o
sigas. 3Ele conduz-te de regresso a Deus porque viu a estrada diante de si e seguiu-a. 4Ele fez uma distinção clara,
ainda obscura para ti, entre o falso e o verdadeiro. 5Ele ofereceu-te uma demonstração final de que é impossível
matar o filho de Deus; e que a sua vida também não pode ser mudada seja de que forma for pelo pecado e pelo
mal, pela malícia, pelo medo ou pela morte. (Manual de Professores/Esclarecimento de Termos - 5:2,3).

Eu ressuscitei os mortos por saber que a vida é um atributo eterno de todas as coisas que o Deus vivo criou.
(Texto.4.IV.11:7 - Pág. 69).

Eu fui um homem que se lembrou do espírito e do conhecimento do espírito. Como homem, não tentei
compensar o erro com o conhecimento, mas corrigir o erro de baixo para cima. Demonstrei tanto a ausência de
poder do corpo, como o poder da mente. Unindo a vontade com a do meu Criador, naturalmente lembrei-me do
espírito e do seu propósito real. Eu não posso unir a tua vontade à de Deus por ti, mas posso apagar todas as
percepções equivocadas da tua mente, se as trouxeres à minha orientação. (Texto.3.IV.7:3 - Pág. 46).

Não há nada em mim que tu não possas atingir. Eu nada tenho que não venha de Deus. A diferença entre nós,
agora, é que eu não tenho mais nada. Isso coloca-me num estado que, em ti, é apenas potencial. (Texto.1.II.3:10 -
Pág. 7).

Tu és um estranho aqui. 2Mas pertences a Deus que te ama como ama a Si Mesmo. 3Basta pedir a minha ajuda para
rolar a pedra para longe e isso é feito de acordo com a Sua Vontade. 4Nós já começámos a jornada. 5Há muito
tempo que o fim está escrito nas estrelas e firmado nos Céus com um raio brilhante que o manteve a salvo na
eternidade, assim como ao longo de todo o tempo. 6E ainda o mantém; sem que nada tenha sido mudado, sem que
nada esteja a ser mudado e para sempre imutável. (Manual de Professores/Esclarecimento de Termos – Epílogo:5).

JUÍZO (OU JULGAMENTO) FINAL


Refere-se ao final da Expiação, quando, depois da Segunda Vinda, se faz a distinção final entre a verdade
(Deus/conhecimento) e a ilusão (ego/medo/culpa), quando toda a culpa se desfaz e nos é devolvida a consciência
da nossa Identidade como filho amado de Deus.

O Juízo Final é uma das ideias mais ameaçadoras no teu pensamento. (Texto.2.VIII.2:1 - Pág. 36).

É uma cura final ao invés de um acerto punitivo, por mais que possas pensar que a punição é merecida. A
punição é um conceito totalmente oposto à mentalidade certa e o objectivo do Juízo Final é restaurar em ti essa
mesma mentalidade. O Juízo Final podia ser chamado: um processo de avaliação certa. Simplesmente significa que
todas as pessoas, finalmente, virão a compreender o que tem valor e o que não tem. Depois disso, a capacidade de
escolher pode ser dirigida racionalmente. Até que essa distinção seja feita, porém, as oscilações entre a vontade
livre e a vontade aprisionada não podem senão continuar. (Texto.2.VIII.3:3 - Pág. 36).

A expressão «Juízo Final» é assustadora, não só porque foi projectada para Deus, mas também por causa da
associação entre «final» e morte. (Texto.2.VIII.5:1 - Pág. 37).

JULGAMENTO
Uma das ilusões de que sofres é acreditares que quando fazes um julgamento contrário a alguma coisa, ele não
tem efeito. Isto não pode ser verdadeiro a não ser que também acredites que aquilo contra o qual julgaste, não
existe. Evidentemente não acreditas nisso ou não terias feito um julgamento contrário. (Texto.3.VI.2:7 - Pág. 50).

JUSTIÇA
Deus oferece só misericórdia. As tuas palavras só deveriam reflectir misericórdia porque é isso o que tens
recebido e (portanto) isso é o que deverias dar. A justiça é um recurso temporário, ou uma tentativa de te ensinar
o significado da misericórdia. Só é julgadora porque tu és capaz de injustiça. (Texto.3.VI.6:1 - Pág. 51).

LIBERDADE
O primeiro passo para a liberdade envolve uma selecção entre o falso e o verdadeiro. Este é um processo de
separação no sentido construtivo e reflecte o verdadeiro significado do Apocalipse. (Texto.2.VII.4:1 - Pág. 36).

LIVRE ARBÍTRIO
Existe apenas no mundo ilusório da percepção, onde parece que o Filho de Deus tem o poder de separar-se de
Deus. Uma vez que neste nível escolhemos estar separados, também podemos escolher mudar (curar) a mente.
Esta liberdade de escolha - entre mente errada e mente correcta – é a única possível neste mundo.
Se eu interviesse entre os teus pensamentos e os seus resultados, estaria a adulterar uma lei básica de causa e
efeito, a lei mais fundamental que existe. Dificilmente poderia ajudar-te se depreciasse o poder do teu próprio
pensamento. (Texto.2.VII.1:4 - Pág. 33).
MAGIA
A intenção de resolver um problema onde ele não está. Trata-se da estratégia do ego para manter a crença na
separação, o qual é o verdadeiro problema. Neste processo, a culpa projecta-se sobre os outros (ataque), ou sobre
o nosso corpo (doença), e aí procuramos resolvê-la, em vez de permitirmos que o Espírito Santo a desfaça na nossa
mente.

MEDICAMENTOS
Todos os meios materiais que aceitas como remédios para enfermidades corporais são reafirmações de
princípios mágicos. Este é o primeiro passo para se acreditar que o corpo faz as suas próprias enfermidades.
(Texto.2.IV.4:1 - Pág. 25).

MEDO
A emoção do ego que contrasta com o amor - a emoção que Deus nos deu. O medo tem origem no castigo que
esperamos pelos nossos «pecados», os quais provêem da culpa. É o terror que resulta daquilo que julgamos que
merecemos e que nos leva a defendermo-nos atacando outros, o que não só reforça o nosso sentimento de
vulnerabilidade e de medo, mas também estabelece um círculo vicioso entre medo e defesa.
Quando tens medo de alguma coisa, estás a admitir que essa coisa tem o poder de ferir-te. (Texto.2.II.1:4 -
Pág. 20).
Sempre que sentes medo estás enganado e a tua mente não pode servir ao Espírito Santo. (Texto.2.III.5:9 -
Pág. 24).
O medo é sempre um sinal de tensão, e surge todas as vezes em que o que queres entra em conflito com o que
fazes. (Texto.2.VI.5:1 - Pág. 31).
Os que têm medo não podem deixar de criar de forma equivocada, porque percebem equivocadamente a
criação. (Texto.2.VII.3:8 - Pág. 34).

MENTE
Conhecimento - O agente activo do espírito, do qual é um equivalente aproximado e ao qual proporciona a sua
energia criadora.
Percepção - O agente da selecção. Somo livres de crer que a nossa mente pode estar separada ou dividida da
mente de Deus (mente errada), ou que a ela pode regressar (mente correcta). A mente não se refere ao cérebro, o
qual é um órgão físico, sendo, por isso, um aspecto do ego ou ser corporal.

Uma vez que os pensamentos que pensas que pensas aparecem em imagens, não os reconheces como (sendo)
nada. Pensas que os pensas e, assim, pensas que os vês. Assim foi feito o teu (acto de) «ver». Esta é a função que
tens dado aos olhos do teu corpo. (Mas) Isto não é ver. É fazer imagens. Isto toma o lugar do «ver» substituindo a
visão por ilusões. (Livro de Exercícios - Parte I.L15.1:1 - Pág. 26).

1. O termo mente é usado para representar o agente dinamizador do espírito, fornecendo a sua energia
criativa. 2Quando o termo aparece em maiúsculas, refere-se a Deus ou a Cristo (isto é, a Mente de Deus ou a Mente
de Cristo). 3Espírito é o Pensamento de Deus que Ele criou como Ele mesmo. 4O espírito unificado é o Filho único
de Deus, ou Cristo.
2. Neste mundo, porque a mente é dividida, os Filhos de Deus parecem estar separados. 2Nem as suas mentes
parecem estar unidas. 3Neste estado ilusório, o conceito de «mente individual» parece ser significativo. 4Ele é,
portanto, descrito no curso como se tivesse duas partes: espírito e ego. (Manual de Professores/Esclarecimento de
Termos - 1:1,2).

MENTE CORRECTA (ou CERTA)


Trata-se da parte da nossa mente separada que escuta o Espírito Santo - a Voz do perdão e da razão - e escolhe
seguir a Sua orientação em vez da do ego, a fim de regressar à Mente Una.

A mente pode estar certa ou errada, dependendo da voz que escuta. 2A mente certa ouve o Espírito Santo,
perdoa o mundo e, através da visão de Cristo, vê o mundo real no seu lugar. 3Esta é a visão final, a última
percepção, a condição na qual o próprio Deus dá o passo final. 4Aqui, o tempo e as ilusões terminam
conjuntamente. (Manual de Professores/Esclarecimento de Termos - 1:5).

A mentalidade certa não deve ser confundida com a mente que conhece, porque só é aplicável à percepção
certa. Tu podes ter a tua mente disposta para o que é certo ou errado e até mesmo isso está sujeito a graus,
demonstrando claramente que o conhecimento não está envolvido. O termo «mentalidade certa» é usado de forma
adequada como a correcção para a «mentalidade errada» e aplica-se ao estado mental que induz a percepção
acurada. (A «mentalidade certa») É a mente que se volta para o milagre porque cura a percepção equivocada e
isso, considerando o modo como percebes a ti mesmo, é de facto um milagre. (Texto.3.IV.4:1 - Pág. 45).

MENTE ERRADA
Trata-se da parte da nossa mente separada que escuta a voz do «pecado», da culpa, do medo e do ataque, e
escolhe seguir a sua orientação, aprisionando-nos cada vez mais no mundo da separação. Quase sempre se
relaciona com o ego.

6. A mente errada escuta o ego e dá origem a ilusões: percebendo o pecado e justificando a raiva, vendo a
culpa, a doença e morte como reais. 2Tanto este mundo como o mundo real são ilusões, porque a mente certa
meramente não vê, ou perdoa, o que nunca aconteceu. 3A mente certa não é, portanto, a mente Una que está na
Mente de Cristo, Cuja Vontade é una com a de Deus. (Manual de Professores/Esclarecimento de Termos - 1:6).

MENTE UNA
Trata-se da mente de Deus ou Cristo. A extensão de Deus, a qual constitui a Mente unificada da Filiação. Uma
vez que transcende quer a mente correcta, quer a mente errada, a Mente Una existe somente ao nível do
conhecimento.

MILAGRE
É a mudança da mente que altera a nossa percepção do mundo do ego - o «pecado», a culpa e o medo - no
sentido do perdão do Espírito Santo. O que corrige e desfaz o erro da separação é a expressão da união com outra
pessoa. Os milagres transcendem as leis do mundo para reflectirem as leis de Deus. Efectuam-se por meio do
Espírito Santo ou Jesus e através de nós, sendo o meio para curarmos a nós mesmos e aos outros. Não deve ser
confundido com o conceito tradicional de milagres enquanto mudanças nos fenómenos externos.
O milagre é um sinal de que a mente escolheu ser guiada por mim ao serviço de Cristo. A abundância de Cristo
é o resultado natural da escolha de segui-Lo. (Texto.1.V.6:1 - Pág. 13).

Mas lembra-te do primeiro princípio deste curso: não há nenhuma ordem de dificuldades em milagres. Na
realidade, tu és perfeitamente intocável por todas as expressões de falta de amor. Elas podem vir de ti e de
outros, de ti para os outros e dos outros para ti. (Mas) A paz é um atributo em ti. Não podes achá-la do lado fora.
A enfermidade é alguma forma de busca externa. A saúde é a paz interior. (Texto.2.I.5:5 - Pág. 19).

Eu pedi-te para apresentar milagres e esclareci que os milagres são naturais, correctivos, curativos e
universais. Não há nada que não possam fazem, mas não podem ser apresentados no espírito da dúvida ou do
medo. Quando tens medo de alguma coisa, está a admitir que essa coisa tem o poder de ferir-te. (Texto.2.II.1:2 -
Pág. 20).

MOMENTO SANTO ou INSTANTE SANTO


É o intervalo de tempo em que escolhemos o perdão em vez da culpa, o milagre em vez do agravo, o Espírito
Santo em vez do ego. É a expressão da nossa simples disposição de vivermos no presente, o qual se abre para a
eternidade, em vez de nos aferrarmos ao passado que nos mantém no inferno. Também se utiliza para designar o
momento final, a culminação de todos os momentos santos que escolhemos ao longo do caminho.

MORTE
Mente errada - O último testemunho da realidade aparente do corpo e da separação do nosso Criador, que é a
Vida. Se o corpo morre, então, tem de ter vivido, o que significa que o seu criador - o ego - tem de ser real e estar
igualmente vivo. A morte é encarada como o castigo máximo pelo nosso «pecado» da separação.
Mente correcta - O tranquilo abandono do corpo depois de ter cumprido o seu propósito como instrumento de
ensinamento.

MUNDO
NÍVEL I - É o efeito da crença do ego na separação, a qual é a causa da sua existência. É o que decorre de se
dar forma ao pensamento da separação. O mundo - a expressão da crença no tempo e no espaço - não foi criado
por Deus, o Qual transcende totalmente o tempo e o espaço. A menos que se refira especificamente ao mundo do
conhecimento, «mundo» refere somente a percepção, ou seja o mundo da pós-separação do ego.
NÍVEL II. Mente errada - O mundo da separação reforça a crença do ego no «pecado» e na culpa, e perpetua a
aparente existência desse mesmo mundo.
NÍVEL II. Mente correcta - O mundo converte-se no lugar onde aprendemos as nossas lições de perdão, um
recurso didáctico de que o Espírito Santo se serve para nos ajudar a transcender o mundo. Assim, o propósito do
mundo é ensinar-nos que não há qualquer mundo.
O propósito real deste mundo é ser usado para corrigir a tua descrença. (Texto.1.VI.4:1 - Pág. 15).
O mundo é falsa percepção. Nasceu do erro e não deixou a sua fonte. Deixará de existir quando o pensamento
que lhe deu origem deixar de ser apreciado. Quando o pensamento da separação for mudado para um pensamento
de verdadeiro perdão, o mundo será visto sob outra luz; uma luz que conduz à verdade, na qual o mundo todo tem
de desaparecer, assim como todos os seus erros. (Livro de Exercícios - Parte II.3.1:1 - Pág. 437).

MUNDO REAL
Trata-se do estado mental no qual, através do perdão, o mundo da percepção (do ego) se liberta das
projecções de culpa que havíamos posto sobre ele. Desta forma, é a mente que muda, não o mundo, e passamos a
ver através da visão de Cristo, a qual abençoa em vez de condenar. É o sonho feliz do Espírito Santo, o qual é o
fim da Expiação. ao desfazer os nosso pensamentos de separação, o que permite a Deus dar o último passo.

NEGAÇÃO
Mente errada - Evitar a culpa, empurrando a decisão que a fez para fora da nossa consciência (projectando-as
sobre os outros), o que a torna inacessível à Expiação. É um termo que anda próximo de «repressão». A negação é
a crença do ego em que ele, e não Deus, é o nosso pai.
Mente correcta - A negação é usada para negar o erro e afirmar a verdade.
ORAÇÃO
A oração pertence ao mundo da percepção, uma vez que orar é pedir a Deus algo que cremos necessitar. A
única oração verdadeira é pelo perdão, dado que este devolve à consciência o facto de que já possuímos o que
necessitamos. Tal como se usa neste contexto, a oração não inclui as experiências de comunhão com Deus que
surgem durante os períodos de quietude e meditação.
A oração é um modo de pedir alguma coisa. É o veículo dos milagres. Mas a única oração significativa é a que
perde o perdão, porque aqueles que foram perdoados têm tudo. Uma vez que o perdão tenha sido aceite, a
oração, no sentido usual, vem a ser completamente sem significado. A oração pelo perdão não é nada mais do que
um pedido para que possas ser capaz de reconhecer o que já possuis. (Texto.3.VI.6:1 - Pág. 48).

PECADO
A crença na realidade da nossa separação de Deus, a qual o ego considera algo impossível de corrigir, uma vez
que representa o nosso ataque a Deus, Quem, como consequência, jamais nos perdoará. Esta crença no «pecado»
conduz à culpa, a qual exige castigo. O pecado é equivalente à separação, e é o conceito central do sistema de
pensamento do ego, do qual logicamente surgem todos os outros. Para o Espírito Santo, os pecados são erros que
se corrigem e se curam.
Quanto te sentes culpado, lembra-te de que, de facto, o ego violou as leis de Deus, mas tu não. Deixa os
«pecados» do ego para mim. É para isso que serve a Expiação. (Texto.IV.4.5:1 - Pág. 67).

PERCEPÇÃO
Nível I - Significa o mundo das formas e as diferenças da pós-separação («Queda/Expulsão do Paraíso»),
mutuamente à parte do mundo do conhecimento (Deus). Este mundo (físico) emana da nossa crença na separação
e não tem realidade verdadeira fora deste pensamento.
Nível II - A percepção vem da projecção: o que vemos internamente determina o que vemos no exterior.
Portanto, a nossa interpretação da «realidade» é fundamental para a percepção, em vez do que aparente ser
objectivamente real.
A percepção baseia-se num estado separado, de modo que qualquer pessoa que perceba seja o que for,
necessita de cura. (Texto.III.5.10:3 - Pág. 49).

PERCEPÇÃO VERDADEIRA
Ver através dos olhos de Cristo: a visão que corrige as percepções erradas do ego. Não dever ser associada com
a visão física. É a atitude que desfaz as projecções de culpa e que nos permite contemplar o mundo real em lugar
do mundo de medo, sofrimento e morte.

3. O conhecimento não é o remédio para a falsa percepção já que, estando noutro nível, nunca poderão
encontrar-se. 2A única correcção possível para a falsa percepção tem de ser a verdadeira percepção. 3Ela não
durará. Mas, enquanto durar, vem para curar. 4Pois a percepção verdadeira é um remédio com muitos nomes.
5
Perdão, salvação, Expiação, percepção verdadeira; todos são um. 6Todos eles são o único começo com o objectivo
de conduzir à Unicidade, muito além deles próprios. 7A percepção verdadeira é o meio pelo qual o mundo é salvo
do pecado, pois o pecado não existe. 8E é isso que a percepção verdadeira vê. (Manual de
Professores/Esclarecimento de Termos - 4:3).

PERDÃO
A nossa função especial que altera a percepção que temos dos outros enquanto «inimigos» (ódio especial) ou
«ídolos salvadores» (amor especial), para uma percepção de irmãos e amigos. Portanto, o perdão retira deles
todas as projecções de culpa que lhes apontamos. É a expressão do milagre ou visão de Cristo, que vê todos, sem
excepção, unidos na Filiação de Deus, para além das diferenças aparentes que reflectem a separação. Deste modo,
perceber o «pecado», torna impossível o perdão, o qual reconhece que aquilo que julgamos que nos fizeram, de
facto, nós o fizemos a nós mesmos, uma vez que somente nós mesmos nos podemos privar da paz de Deus.
Portanto, perdoamos aos outros pelo que não nos fizeram.
O perdão é um gesto vazio a não ser que acarrete correcção. Sem isso, é essencialmente julgador em vez de
curativo. (Texto.2.VA.15:3 - Pág. 29).
O perdão reconhece que aquilo que pensaste que o teu irmão te fez, não ocorreu. Ele (Deus) não perdoa
pecados tornando-os reais; ele vê que não há pecado. (Livro de Exercícios - Parte II.1.1:1 - Pág. 425).
O perdão é a cura da percepção da separação. (Texto.3.V.9:1 - Pág. 49).

PRINCÍPIO DE ESCASSEZ
Um dos aspectos da culpa. A crença de que estamos vazios e incompletos, e temos necessidades. Isto leva-nos
a procurar ídolos ou relações especiais que preencham a escassez que experimentamos dentro de nós. Com
frequência é associado com sentimentos de privação pelo que acreditamos que outros nos estão a privar da paz. A
verdade, porém, é que nós mesmos nos privámos dela. Contrasta com o princípio de abundância de Deus.

PROFESSOR DE DEUS
No momento em que decidimos unir-nos com outra pessoa - uma decisão de nos unirmos à Expiação -
convertemo-nos em professores de Deus. Ao ensinarmos a lição do perdão do Espírito Santo aprendemo-la nós
mesmos, reconhecendo que o nosso Professor é o Espírito Santo, que ensina através de nós usando o nosso exemplo
de perdão e paz. Também é conhecido como «trabalhador de milagres», «mensageiro» e «ministro de Deus».
PROJECÇÃO
A lei fundamental da mente. A projecção cria a percepção, ou seja, o que vemos internamente determina o
que vemos fora de nós.
Mente errada - Desde este ponto de vista a projecção reforça a culpa e coloca-a sobre outra pessoa. Ao atacá-
la, negamos a presença dela em nós. É um esforço para adjudicar a outros a responsabilidade da nossa separação
(de Deus).
Mente correcta - É o princípio da extensão que desfaz a culpa ao estender (projectar) o perdão do Espirito
Santo.

RELAÇÃO SANTA
A união, na visão de Cristo, de duas pessoas que, antes, se percebiam como separadas. É o meio usado pelo
Espírito Santo para desfazer a culpa de uma relação não-santa ou especial (ver abaixo), reorientando o seu
objectivo para o perdão e para a verdade.

RELAÇÕES ESPECIAIS
São as relações sobre as quais projectamos a culpa, e utilizamos como substitutos do amor e da relação com
Deus. Dado que todas as relações especiais retêm a culpa, reforçam a crença no princípio da escassez e «criam»
aquilo que querem defender. Todas as relações neste mundo começam como relações especiais, uma vez que se
iniciam com base na percepção de separação. Assim sendo, o Espírito Santo deve corrigi-las e torná-las relações
santas (ver acima). Existem duas formas de relações especiais: as de «ódio especial» justificam a projecção da
culpa através do ataque; as de «amor especial» escondem o ataque com a ilusão de amor, ao crermos que as
nossas necessidades especiais são satisfeitas por pessoas especiais com qualidades especiais, pelas quais as
amamos. Neste sentido, o amor especial é o equivalente aproximado da dependência.

RESSURREIÇÃO
O despertar do sonho da morte. A mudança da mente que triunfa sobre o mundo e transcende o ego,
permitindo que nos identifiquemos totalmente com o nosso Ser verdadeiro. Também se refere à ressurreição de
Jesus.
A ressurreição demonstrou que nada pode destruir a verdade (Deus). O bem pode resistir a qualquer forma de
mal, assim como a luz abole todas as formas de escuridão. (Texto.3.I.7:6 - Pág. 40).
A ressurreição foi o meio para o retorno ao conhecimento (Deus), realizado pela união da minha vontade com a
do meu Pai. (Texto.3.V.1:3 - Pág. 47).

REVELAÇÃO
A comunicação directa de Deus com o Seu Filho, a qual reflecte a forma original de comunicação presente na
nossa criação. Procede de Deus para o Seu Filho, mas não é recíproca. Um breve regresso a este estado é possível
neste mundo.
A revelação induz à suspensão completa, porém temporária, da dúvida e do medo. Reflecte a forma original de
comunicação entre Deus e as Suas criações, envolvendo o sentido extremamente pessoal da criação buscado, por
vezes, nos relacionamentos físicos. (...) A revelação é literalmente indizível porque é uma experiência de amor
indizível. (Texto.1.II.1:1 - Pág. 7).

ROSTO DE CRISTO
Símbolo do perdão. O rosto da libertação da culpa que se vê na outra pessoa quando a vemos através da visão
de Cristo, ou seja quando a vemos livre das nossas projecções de culpa. Assim, trata-se da extensão até aos outros
da libertação da culpa que vemos em nós mesmos, independentemente do que vêem os nossos olhos físicos.

SACRIFÍCIO
A crença central no sistema de pensamento do ego: alguém tem de perder se outro ganha. O princípio de ter
de renunciar para poder receber (dar para receber). Por exemplo: para receber o Amor de Deus devemos pagar um
preço, normalmente na forma de sofrimento, a fim de expiar a nossa culpa («pecado»). É o oposto do princípio da
salvação ou justiça através do qual ninguém perde e todos ganham.
O sacrifício é uma noção totalmente desconhecida de Deus. Ele só surge do medo e pessoas assustadas podem
ser perversas. O sacrifício, sob qualquer forma, é uma violação da injunção (ordem formal) segundo a qual
deverias ser misericordioso, tal como o teu Pai no Céu é misericordioso. Tem sido difícil a muitos cristãos
reconhecer que isto se aplica a eles próprios. (Texto.3.I.4:1 - Pág. 39).

SALVAÇÃO
A Expiação, o desfazer da separação. Somos «salvos» da nossa crença na realidade do «pecado» e da culpa, por
meio da mudança (cura) da mente que induz ao perdão e ao milagre.
A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que encontrarias, finalmente, um caminho para Ele. Ela não
pode deixar de ser cumprida e garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos nascidos do tempo
também terão um fim. (Livro de Exercícios - Parte II.2.1:1 - Pág. 431).

SEGUNDA VINDA
É a recuperação da consciência da nossa realidade como o Unigénito de Deus (Cristo), que tivemos na nossa
criação, na Primeira Vinda; precede o Juízo Final, após o qual termina o mundo da ilusão.
A Primeira Vinda de Cristo é apenas um outro nome para a criação, pois Cristo é o Filho de Deus. A Segunda
Vinda de Cristo não significa nada mais do que o fim do domínio do ego e a cura da mente. Fui criado, como tu, na
primeira e tenho-te chamado para te unires a mim na segunda. (Texto.4.IV.10:1 - Pág. 68).
A Segunda Vinda de Cristo, que é tão certa quanto Deus, é apenas a correcção de erros e a volta da sanidade. É
a parte da condição que restitui o que nunca foi perdido e restabelece o que é para sempre e eternamente
verdadeiro. (Livro de Exercícios - Parte II.9.1:1 - Pág. 473).

SEPARAÇÃO
A crença no «pecado» que afirma uma identidade separada no nosso Criador. A separação parece que ocorreu
em determinado momento do tempo, sendo que o mundo que surgiu desse pensamento é simbolizado pelo ego. É
um mundo de percepção e de forma, de dor, sofrimento e morte. A separação é real no tempo, mas é
desconhecida na eternidade.

SER
A nossa verdadeira identidade enquanto o Filho de Deus. Sinónimo de Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade.
Contrasta com o ser do ego, que fizemos como substituto do Ser que Deus criou. Raramente é utilizado para referir
o Ser de Deus.

SONHO
É o estado da pós-separação, no qual o Filho de Deus sonha com um mundo de «pecado, culpa e medo», crendo
que esta é sua a realidade e que o Céu é um sonho. O Filho, que é o sonhador, é a causa do mundo, sendo este o
efeito dela. Dá a sensação, no entanto, de que esta relação de causa/efeito está invertida neste mundo, pois
parece que somos o efeito, ou as vítimas do mundo. Ocasionalmente, este termo é usado para referir sonhos
(quando dormimos) dentro do sonho (este mundo que parece real), apesar de não haver diferença real entre esses
sonhos nocturnos e o sonhar acordado, porque ambos são parte do mundo ilusório da percepção.

TER/SER
Estado do Reino, onde não há distinção entre o que temos e o que somos. Uma expressão do princípio da
abundância. Tudo o que temos vem de Deus; jamais poderemos perdê-lo ou necessitar de algo mais, o que inclui a
nossa identidade como Seu Filho. É parte integrante das lições do Espírito Santo.

TEMPLO
(...) um templo não é absolutamente uma estrutura. A sua verdadeira santidade está no altar interior em torno
do qual é construída a estrutura. A ênfase em belas estruturas é um sinal do medo da Expiação e uma recusa em
alcançar o altar propriamente dito. (Texto.2.III.1:7 - Pág. 22).

TEMPO
Nível I - Parte integrante do mundo ilusório da separação do ego, em contraste com a eternidade, que existe
apenas no (nível a que chamamos) Céu. Apesar do tempo parecer que é linear, na verdade está contido num
instante diminuto que já foi corrigido e desfeito pelo Espírito Santo.
Nível II - Mente errada - Um meio para manter o ego através da preservação dos «pecados» do passado usando
a culpa, a qual se projecta no futuro por medo ao castigo, menosprezando o presente que é o único tempo que
existe.
Nível II - Mente correcta - Um meio para desfazer o ego através do perdão do passado e do instante santo - o
intervalo de tempo dos milagres. Quando se completar o perdão, o mundo do tempo terá cumprido o seu propósito
e desaparecerá na eternidade.
O tempo é essencialmente um instrumento através do qual se pode desistir de qualquer transigência a este
respeito (entre o amor/Deus e o medo/ego). Ele apenas parece ser abolido por etapas, porque o tempo em si
mesmo envolve intervalos que não existem. (Texto.2.VII.5:11 - Pág. 22).
O propósito do tempo é unicamente «dar-te tempo» para conseguires (...) o teu próprio julgamento perfeito
das tuas próprias criações perfeitas. Quando tudo o que reténs é amável, não há razão para o medo permanecer
contigo. Essa é a tua parte na Expiação. (Texto.2.VIII.5:8 - Pág. 37).

TRINDADE
Consiste em Deus, o Pai e Criador; o Seu Filho, Cristo, o nosso verdadeiro Ser, e o Espírito Santo, a Voz por
Deus. Na Segunda Pessoa da Trindade incluem-se as nossas criações. A unidade destes três níveis não se entende
neste mundo.

UM CURSO EM MILAGRES
Frequentemente, o Curso refere-se a si mesmo. A sua meta não é o amor ou Deus, mas sim a dissolução -
através do perdão - das interferências da culpa e do medo que nos impedem de O aceitar. Portanto, o objectivo
principal está no ego e na sua dissolução, mais do que em Cristo ou no espírito.