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Teste de visionamento de documentário

Nome: ______________________ Nº ____ Turma: ___ Prof:__________ Classificação: ______________

Visiona, atentamente, um programa "Grandes Livros”, sobre o Auto da Barca do Inferno, e, de seguida, resolve
os exercícios propostos.

1. Sublinha a palavra correta de acordo com o conteúdo do documentário apresentado.


Ao contrário de muitos autores, Gil Vicente viveu muito [perto / longe] do Poder. Homem da confiança de D.
Leonor, a rainha-mãe, de D. Manuel I e, mais tarde, também de D. João III, o dramaturgo viveu cerca de [quinze / trinta
e cinco] anos na corte.
No século XXI, continua a ser um dos autores [menos / mais] conhecidos do país. Pensa-se que terá nascido em
1465, em [Guimarães / Lisboa], e que terá morrido em 1536. A sua obra foi editada, pela [segunda / primeira] vez em 1586
e, a partir dessa data, e durante mais de dois [anos / séculos], caiu no esquecimento.
Um dos poucos dados seguros da biografia do dramaturgo é uma [peça de teatro / carta] que escreveu e enviou
ao rei em defesa dos judeus que, à época, eram perseguidos.
Sabemos que Gil Vicente apresentou a última peça em 1536 - [Floresta de Enganos/Auto da Barca do
Inferno], e que nela havia indícios de que a vida e obra não teriam sido tão livres como à primeira vista pareceriam.
No início dessa peça, entra em cena um [Filósofo / Fidalgo] que se queixa de que está proibido de [falar / viver] na
corte porque outrora falou de mais.
O ano em que Gil Vicente desaparece - 1536 - é o ano em que a Inquisição é [extinta / introduzida] em Portugal.
Assim, quando os seus [filhos / amigos] organizaram a compilação das suas obras completas já a censura inquisitória
tinha suprimido peças inteiras e aplicado cortes profundos em muitas outras.

2. Lê as perguntas a que terás de responder de seguida.

a. Para além de autor das suas peças, que funções desempenhava Gil Vicente nos seus espetáculos?
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b. Quais são os seis ofícios atribuídos a Gil Vicente?
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c. De que atividades estava o escritor incumbido pelo rei?
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d. Que tipos de peças fazem parte da sua extensa obra?
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e. Por que razão é invocado o nome de Camões no documentário?
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f. Segundo o documentário, que “golpe de génio” está por trás do Auto da Barca do Inferno?
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3. Escolhe, para cada uma das afirmações que se seguem, a alínea a. ou b., conforme o que viste e ouviste
no documentário.
a. Os mortos que chegam ao cais para embarcar
 são seres individuais, que se representam a si próprios.
 embora tendo a sua própria personalidade, simbolizam classes sociais.
b. O primeiro a chegar ao cais é
 o Fidalgo.
 o Onzeneiro.
c. As duas primeiras personagens a chegarem ao cais
 procuram convencer o Anjo a deixá-las embarcar a troco de ouro.
 trocam argumentos com os dois barqueiros.
d. Joane, o Parvo, é a terceira personagem e
 chega carregado de bens materiais.
 representa a voz de Gil Vicente, dizendo aquilo que, de outra forma, o escritor não
poderia dizer.
e. Os Quatro Cavaleiros embarcam na barca da Glória porque
 deram a própria vida na luta pela Cristandade.
 o Diabo não os quer na sua barca.
f. No final da peça, todas as personagens embarcam no batel do Inferno, exceto
 os Quatro Cavaleiros e o Parvo
 os Quatro Cavaleiros, o Parvo e o Judeu.
4. Seleciona, na coluna da direita, as ações que conduziram as personagens indicadas a entrar no batel
infernal.
Personagens “Vícios"
a. Fidalgo 1. perverteram as leis.
b. Onzeneiro 2. roubou o povo.
c. Sapateiro 3. foi tirano e desprezou o povo.
d. Frade 4. não está disposto a abandonar a sua fé.
e. Alcoviteira 5. vendeu raparigas.
f. Judeu 6. foi mulherengo.
g. Juiz e Procurador 7. emprestava dinheiro a troco de juros
excessivos.

8. No final do documentário, fazem-se as seguintes observações.


O Auto da Barca do Inferno não é um ato de injustiça para com um tempo de grandeza e esplendor, mas a obra de
um autor mais dado à sátira do que à epopeia. Um olhar com a perspicácia e o sentido crítico de que nenhuma grande
cultura poderia prescindir.
Em pleno apogeu imperialista, denunciava a decadência que já se pressentia com preocupações humanistas que o
aproximavam da Europa renascentista.
Mas será a crítica do auto válida ainda hoje, quinhentos anos depois?
in Grandes Livros - Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente

a. Num texto argumentativo bem estruturado, responde à questão proposta.

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