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Farmacologia I Emanoel B.

Oliveira
Conceitos Básicos em Farmacologia
 Farmacologia é o estudo dos efeitos dos fármacos no funcionamento de sistemas vivos.

 Fármacos são substâncias químicas que afetam o organismo vivo.

 Medicamento é uma preparação química contendo ou não um fármaco.

 Adjuvantes são aditivos que auxiliam os fármacos a terem maior solubilidade, estabilidade...

 Formas Farmacêuticas:

o Sólidas: Comprimidos, cápsulas, drágeas, pós, óvulos e supositórios.

 Vantagens: Fácil uso, dose controlada e é portátil.

 Desvantagens: Difícil deglutição e forma complexos com os alimentos.

o Semissólidas: Pomadas, emplastos, cremes, géis e pastas.

 Vantagens: Fácil uso e é portátil.

 Desvantagens: Difícil ajuste da dose.

o Líquidas: Soluções, suspensão, xaropes e injetáveis.

 Vantagens: Efeito rápido.

 Desvantagens: Difícil ajuste da dose, menor estabilidade microbiana e dor.

 Fórmulas Farmacêuticas:

o Fórmulas Oficiais são aquelas escritas na Farmacopeia ou em Formulários.

o Fórmulas Magistrais são as fórmulas de autoria do clínico.

o Fórmulas Especializadas são aquelas produzidas por empresas especializadas e


que passam por critérios econômicos e políticos.

 Medicamento de Referência que tem a patente e é inovador.

 Medicamento Similar que tem o mesmo princípio ativo, mas não passou pelas
mesmas exigências do de referência.

 Medicamento Genérico tem o mesmo princípio ativo e passaram pelos


mesmos testes do medicamento de referência.

Vias de Administração
 Enteral

o Vai atuar dentro dos intestinos, por isso, pode ser Oral ou Retal.
o Via Oral:

 Boca / Esôfago / Estômago / Intestino / Fígado / Circulação

 Vantagem por comodidade, menor custo operacional, mais seguro.

 Desvantagem é o efeito de primeira passagem, requer cooperação, pode ter


vômitos e tem interações alimentares.

o Via Retal:

 Ânus / Reto / Intestino / Circulação Mesentérica / Fígado

 Vantagem por menor efeito de primeira passagem e sem vômitos.

 Desvantagens no desconforto e diarreias.

 Parenteral

o É paralela ao tubo digestivo.

o Parenteral Indireta (Cutânea / Inalatória / Conjuntival / Rino / Geniturinária).

o Parenteral Direta (Intramuscular / Endovenosa / Subcutânea).

o Sublingual

 Tem uma absorção e resposta rápida.

 Evita inativação dos sucos gástricos e biliares e pancreáticos.

 Não sofre efeito de primeira passagem.

Farmacocinética
 Absorção:

o É a transferência do fármaco do ambiente exógeno para o organismo (sangue).

o Dosagem, forma farmacêutica, pH, circulação influenciam na absorção do fármaco.

o Biodisponibilidade é a quantidade de fármaco administrada que consegue chegar à


corrente sanguínea.

 Distribuição:

o É o momento em que há chegada de fármaco ao liquido intersticial e intracelular.

o Depende do DC, fluxo sanguíneo, concentração de proteína, permeabilidade capilar


e volume tecidual.

o Janela Terapêutica compreende os níveis de concentração do fármaco pelo tempo,


necessário para que mantenha o efeito deste fármaco no corpo.

 Metabolização:

o Consiste em anabolismo e catabolismo por ação enzimática, geralmente no fígado.

o A família do Citocromo P-450 atua metabolizando os fármacos lipossolúveis.


 Excreção:

o É o processo de eliminação do fármaco.

o Fármacos Hidrossolúveis são eliminados pelos rins.

o Fármacos Lipossolúveis são eliminados pelas fezes (metabolismo hepato-biliar).

o Fármacos Gasoso são eliminados pelos pulmões.

o Tempo de Meia-Vida (T¹/²) é o tempo para eliminar 50% do fármaco do plasma para
o meio externo via urinária ou fecal ou respiratória.

Farmacodinâmica
 Diz respeito aos locais de ação (tecidos e células alvo) e efeito dos fármacos.

 As moléculas do fármaco devem ter tamanha afinidade com as moléculas do corpo de forma
que haja uma interação química para que tenha assim, uma alteração das funções do corpo
(ação farmacológica esperada).

 Os alvos farmacológicos são Receptores, Enzinas, Transportadores e Canais Iônicos.

 Tipos de Interação:

o Agonista terá moléculas que se ligam a receptores para simular os efeitos biológicos
dos compostos sinalizadores endógenos, ou seja, induzem a resposta de ativação.

 Agonista Pleno aquele que gera resposta máxima do fármaco.

 Agonista Parcial aquele que gera resposta intermediaria do fármaco.

o Antagonistas serão moléculas que se ligam a receptores, mas não induzem efeito
biológico, ou seja, impedem o acoplamento dos agonistas.

 Antagonista Competitivo ávido pelo sítio de ligação.

 Antagonista Não Competitivo, pois não compete pelo sítio de ligação.

o Controle Alostérico é quando um receptor diferente, não competitivo, tem seu sítio
ocupado para que assim, haja a modulação da ação de um fármaco.

o A resposta de um fármaco depende não somente da ligação de seu agonista no sítio


de ligação, mas também se há ou não ligantes alostéricos.

 Afinidade diz respeito ao quanto esse fármaco consegue se ligar. Se a afinidade é baixa,
isso nos diz que a droga necessita de doses mais altas pra surtir efeito.

 Eficácia é o quanto, depois de ligado, esse fármaco consegue ativar receptores para que se
tenha a geração de um efeito.

 Índice Terapêutico (IT) é o quanto de droga seria necessário para provocar uma intoxicação.
Quanto maior for esse IT, mais segura é a droga, pois apenas em doses altíssimas uma
pessoa seria intoxicada e morreria por isso.
 Tipos de Receptores:

o Receptor de GABA:

 Agonistas: Benzodiazepínicos / GABA

 Antagonistas: Flumazenil / Zolpidem

 A medida que a ligação ao receptor GABA se eleva, também se eleva o


influxo de cloro, promovendo uma hiperpolarização (coma).

o Receptores Intracelulares:

 Tem alteração no DNA desta célula que é estimulada pelo fármaco.

 Tem alteração na expressão gênica.

 Tem alterações metabólicas celulares também.

 Exemplo com os Receptores de Glicocorticóides.

o Receptores Acoplados a Tirosina Kinase:

 São os receptores da insulina ou de citocinas, por exemplo.

 Se ligam ao fator de crescimento, gerando uma auto fosforilação, que, ativa


um segundo mensageiro.

o Receptores Canis Iônicos:

 São os receptores da Acetilcolina.

 Se abrem quando há mudança no potencial de ação (despolarização),


gerando influxo de sódio.

o Receptores Acoplados a Proteína G:

 São os receptores β-Adrenérgicos.

 É uma grande família proteica de receptores transmembranares que captam


sinais extracelulares e ativam vias de transdução de sinal no interior
da célula.

 Efetores e Segundos Mensageiros são o Cálcio, Fosfatidil Inositol (IP³), AMPc


e DAC.

 Transmissão Neuroquímica:

o Síntese do NT no corpo neuronal, geralmente.

o Armazenamento em vesículas.

o Liberação do NT por diferença no potencial de ação (Despolarização / Excitação).

o Interação do NT e seu Receptor na Fenda Sináptica.

o Remoção rápida do NT da Fenda Sináptica.

o Recuperação da célula efetora (Repolarização / Inibição).


 Regulação dos Receptores:

o Dessensibilização por estimulação contínua e prolongada.

o Tolerância.

o Dependência Química por dessensibilização.

o Grande quantidade de antagonistas alostéricos.

Agonistas e Antagonistas Adrenérgicos


 Divisão do SN

 O SN Autônomo Regula as atividades orgânicas de forma inconsciente, automática como no


controle da homeostasia.

 O SN Autônomo trabalha em balança com o Simpático e Parassimpático.

 SNA Simpático:

o É de localização toraco-lombar.

o Tem em sua maioria fibras Adrenérgica e por isso, seu NT é a Noradrenalina.

o Sinaliza ao corpo ações de luta e fuga, aumento da FC e vasoconstricção periférica.

o A síntese da Noradrenalina se inicia nos corpos neuronais a partir da Fenilalanina,


aa de importante função no organismo. Em seguida a Fenilalanina se converte em
Tirosina, depois em Levo Dopa e Dopamina. Através da enzima Dopamina-β-
hidroxilase surge a Noradrenalina.

o Nas Glândulas Suprarrenais há uma enzima, a Feniletanolamina-N-Metiltransferase,


que converte a Noradrenalina em Adrenalinas apenas.

o Se tem alta liberação de NT, estes são liberados ainda envesiculados.

 Receptores α e β adrenérgicos são metabotrópicos:

o α¹ se ligam à Proteína Gq e estão nos Vasos Sanguíneos.

o α² se ligam à Proteína Gi e estão no SNC.

o β¹ se ligam à Proteína Gs e estão no Coração.

o β² se ligam à Proteína Gi e estão nos Pulmões.


o A via Gq é a que ativa Adenilciclase, AMPc, ATP e por fim, Fosfolipase C.

o A via Gi é inibitória e por isso, não há resposta células.

o A conversão do AMPc em AMP faz um feedback negativo; e isso provoca uma


inibição a nível celular. Isso porque o AMPc é um 2º Mensageiro celular.

o Sem influxo de Ca²+ não há liberação de NT.

 Agonistas de Ação Direta

o Não são seletivos:

 Ou seja, atuam em α¹ , α² , β¹ e β².

 São a Epinefrina e Norepinefrina. Estes estimulam diretamente o miocárdio,


elevam a FC, fazem vasoconstricção periférica e relaxam a musculatura dos
brônquios.

 São usados como broncodilatadores, estimulantes cardíacos e


descongestionantes nasal.

 Podem provocar arritmias, cefaléias, elevação súbita da PA e hiperglicemia.

o Seletivos α¹:

 Fenilefrina

 α¹ se ligam à Proteína Gq e estão nos Vasos Sanguíneos.

 Aumenta a contração da musculatura lisa dos vasos.

 É usado como descongestionante nasal e dilatador das pupilas.

 Pode provocar arritmias, fotossensibilidade e hiperemia conjuntival.

o Seletivos α²:

 Clonidina

 α² se ligam à Proteína Gi e estão no SNC.

 Diminuem a liberação de Noradrenalina, por isso tem ação inibitória (Gi).

 É usado para tratar a HAS e congestão nasal.

 Pode provocar ressecamento oral, sedação e bradicardia.

o Seletivos β¹:

 Dobutamina

 β¹ se ligam à Proteína Gs e estão no Coração.

 Aumenta o DC, o volume sistólico e a contratilidade cardíaca.

 É usado para tratar descompensações cardíacas num pré-operatório.

 Pode aumentar a dimensão de IAM.


o Seletivos β²:

 Salbutamol e Terbutalina.

 β² se ligam à Proteína Gi e estão nos Pulmões.

 São usados como broncodilatadores na asma ou na inibição do parto.

 Provocam tremores, taquicardia, ansiedade e inquietação.

o Efeito Misto Entre os Receptores α¹, α², β¹ e β²:

 Efedrina.

 No receptor α¹, aumento da RVP e PA.

 No receptor α², inibe a liberação de Noradrenalina.

 No receptor β¹, aumenta a FC, DC e PA.

 No receptor β², broncodilatação.

 Agonistas de Ação Direta

o Agentes Liberadores:

 Aníetamina / Tiramina / Efedrina.

 Elas aumentam a liberação de Noradrenalina inibindo a receptação de NET.

 São usadas em analgesias, TDAH, para depressão do apetite, em fadigas e


em depressão respiratória.

 Podem provocar tonturas, inquietação, tremores, hiperatividade dos reflexos,


agressividade, confusão e tendência a cometer homicídio ou suicídio.

o Inibidores da MAO e COMT:

 Fenilzina / Moclobemida / Selergina / Levodopa.

 Com a inibição dessas enzimas, a concentração de NT se eleva na fenda.

 COMT nos nervos periféricos e MAO no SNC.

 Uso: narcolepsia, hipotensão, choque hipovolêmico, arritmias cardíacas,


asma, Parkinson, TDAH, Midríase, HAS...

 Antagonistas Adrenérgicos

o Esses fármacos vão bloquear a ação dos fármacos agonistas.

o Eles atuarão diretamente sobre os receptores dos agonistas.

o Antagonista α Não Seletivos:

 Fentolamina (reversível) / Fenoxibezamina (irreversível).

 Diminui a contração da musculatura lisa dos vasos e aumenta a liberação NE.

 Podem provocar hipotensão postural, taquicardia e congestão nasal.

 São usados na Feocromatina, tumor de suprarrenal que libera catecolaminas.


o Antagonistas α¹ Seletivos:

 Prazosina / Doxazocina / Terazosina.

 Inibem receptores adrenérgicos α¹, restando apenas os α².

 Têm efeito anti-hipertensivo, vasodilatador, redutor da RVP e PA.

 Podem provocar hipotensão, taquicardia e congestão nasal.

 São usados para associação em HAS e em hiperplasia Prostática.

o Antagonistas α² Seletivos:

 Ioimbina

 Inibe a recepção para α², sobrando apenas α¹.

 Não é usado na clínica pois seus efeitos seriam devastadores.

o Antagonistas β Não Seletivos:

 Propanolol / Nadolol / Timolol.

 Eles diminuem a FC, a força de contratilidade e fazem broncoconstricção.

 Podem fazer bradicardia, insuficiência cardíaca, fadiga e hipoglicemia.

 Estão indicados para Angina, Arritmias e Glaucoma.

o Antagonistas β¹ Seletivos:

 Atenolol / Metropolol.

 Inibem a ação ionotrópica e cronotrópica, ou seja diminuem a FC e PA.

 Podem fazer bradicardia, insuficiência cardíaca, fadiga e hipoglicemia.

 São usados nas HAS severas, IAM e Anginas.

o Antagonistas β² Seletivos:

 Não são comumente usados por conta de seu efeito bronconstrictor.

o Anti-Adrenérgicos de Ação Indireta:

 Reserpina

 São os antagonistas de receptores adrenérgicos.

 Atuam inibindo a liberação de Noradrenalina na fenda sináptica sem que haja


a cascata de Dopa.
Agonistas e Antagonistas Colinérgicos
 Possui receptores Muscarínicos e Nicotínicos.

 Seus NT é a Acetilcolina e é pós-ganglionar.

 Tem ações como miose, vasodilatação, bradicardia, redução da PA, broncoconstricção...

 A transmissão colinérgica se dá pelo Sistema Nervoso Somático, ou seja, ativado por minha
vontade como na contração muscular que dependa de Ca²+ e Acetilcolina.

 Receptores Muscarínicos:

o São metabotrópicos, acoplados à Proteína G e vão M1 a M5.

o Os receptores M1/M3/M5 (impares) se ligam à Proteína Gq, que ativa fosfolipase C.


Já os receptores M2/M4 se ligam à Proteína Gi, que inibe AMPc.

o No SNC (M1), Estômago (M1 aumenta a secreção de HCl), Coração (M2


hiperpolarização e inibição cardíaca), Musculatura Lisa e Glândulas (M3 secreção).

 Receptores Nicotínicos:

o São canais iônicos e são Mn na placa motora e Nn neuronal.

o Estão na sinapse entre dois nervos e entre os nervos e o musculo (Placa Motora).

o Estão relacionados a transmissão sináptica rápida.

 Agonistas Colinérgicos:

o Colinérgicos de Ação Direta

 Acetilcolina / Betanecol / Pilocarpina / Carbacol.

 Agem sobre os receptores como agonistas para os efeitos colinérgicos.

 Os agonistas muscarínicos provocam lacrimejamento, bradicardia, redução


da FC e PA, vasodilatação, broncoconstricção, aumento da secreção
glandular e da contração de musculatura lisa no intestino e útero.

 Como efeitos adversos temos cólicas no TGI, sudorese, dificuldade na


acomodação visual, salivação e vômitos.

 Estes devem ser evitados em pacientes com asma, distúrbios pépticos,


hipotensos e com insuficiência coronariana.

o Colinérgicos de Ação Indireta

 Metacolina / Carbacol / Cevimelina / Agonista M1-seletivo.

 Usados para teste de hiper-reatividade brônquica, glaucoma, xerostomia e


Alzheimer (nesta ordem).

 São Anticolinesterásicos, pois são inibidores da enzima Acetilcolinesterase


(Ach E), enzima que degrada a Acetilcolina.
o Anticolinesterásicos Reversíveis

 Fisostigmina usada para o tratamento do glaucoma pois produz miose e


contração do musculo ocular;

 Neoestigmina usada na miastenia gravis e no retorno de anestesias gerais


por aumentar o tônus muscular.

 Edrofônio usada no diagnóstico da miastenia gravis.

 Rivastigmina usada no Mal de Alzheimer.

o Anticolinérgicos Irreversíveis

 Organofosforados

 Provocam bradicardia intensa, dificuldades respiratórias, salivação, diarreia,


cólicas miose, convulsão e fasciculação.

 O antídoto é Pralidoxima.

 Agonistas Nicotínicos

o Nicotina / Lobelina / Dimetilfenilpiperazínio (DMPP).

o São fármacos que estimulam gânglios autônomos simpáticos e parassimpáticos.

o Provocam taquicardia, regulação da PA, secreção brônquica e sudoração.

o Sem efeitos terapêuticos no Brasil.

 Antagonistas Colinérgicos

o São as drogas que favorecem os efeitos contrários ao da Acetilcolina. São os


Bloqueadores Colinérgicos.

o Atuam sobre os músculos promovendo uma paralisia flácida.

o Boqueadores Ganglionares:

 Trimetafan / Mecamilamina.

 São agonistas competitivos da Acetilcolina nos receptores nicotínicos.

 Promove bloqueio dos gânglios autônomos e entéricos gerando hipotensão,


inibição das secreções, paralisia gastrointestinal e de micção.

o Boqueadores Neuromusculares:

 São os paralisantes musculares pois fazem paralisia flácida momentânea.

 Não-Despolarizantes são aqueles que bloqueiam por competição como é o


caso da Tubocurarina.

 Para os fármacos Ñão-Despolarizante, o antídoto é a Neoestigmina que


aumenta a concentração de Acetilcolina na fenda sináptica, promovendo a
contração muscular.

 Despolarizantes são aqueles que são agonistas de Acetilcolina e por ativar o


receptor o bloqueia, como com a Succinilcolina e Suxametônio.
 Efeitos adversos dos Despolarizantes são a paralisia prolongada em RN e
pacientes com problemas hepáticos e a Hipertermia Maligna, onde os canais
de Rianodina permanecem entreabertos promovendo a liberação de Ca²+,
gerando contração muscular, quebra de ATP e aumento da temperatura
corporal. O Dantrolene é o antidoto para a Hipertermia Maligna.

o Boqueadores Neuromusculares Indiretos:

 Toxina Botulínica

 Antagonistas Muscarínicos

o Atropina / Ipratrópio.

o São antagonistas competitivos reversíveis dos receptores muscarínicos.

o Promovem vasodilatação, inibem a broncoconstricção, midríase, inibe o peristaltismo


TGI, inibem a micção e inibem a secreção pelas glândulas.

o Se há intoxicação por um desses, o paciente terá taquicardia, hipertermia, boca


seca, visão embaçada, midríase, excitação do SNC, irritabilidade e PCR. O antídoto
é Fisiostigmina a cade 2 horas e Diazepan para sedar e evitar convulsões.

o Efeitos colaterais são aumento da pressão intraocular, constipação, rentenção de


urina e não secreção pelas glândulas.

Agentes Anticoagulantes, Inibidores Plaquetários e Fibrinolíticos


 Fisiologia da Hemostasia

o Vasoconstricção

 Ocorre a liberação de endotelina que promove uma vasoconstricção inicial.

o Hemostasia Primária

 Tem por objetivo formar o tampão plaquetário.

 Passa pela Aderência (Fator de vW + Colágeno), Reação de Grânulos (Ca² +


ATP + FvW) e Agregação (Ca²+).

o Hemostasia Secundária

 É a ativação da cascata de coagulação (intrínseca ou extrínseca).

 Aqui acontece uma interação entre fatores pro-fibrinóides e anti-fibrinóides.

 Protrombrina Trombrina Fibrinogênio Fibrina.

 Sem Cálcio e sem Fator 13 não é possível nada de fibrina.

 O coágulo é um polímero de fibrina com fibras cruzadas e pseudópodes que


se unem às plaquetas e se retraem compactando tudo.

o Regulação da Hemostasia

 Fatores Pró-Coagulantes: Fator Tecidual e Fosfatidil Serina.


 Fatores Anti-Coagulantes: Prostaciclinas, Antitrombina III, Proteínas S e C,
Ativador do plasminogênio e Inibidor da Via Tecidual (TFPI).

 A Heparina ligada à Antitrombina III promove inativação dos Fatores de


Coagulação.

 As Proteínas C e S atuam impedindo a formação de trombos.

 O Plasminogênio degrada os polímeros de fibrina.

 Terapia Antitrombótica

o Lesão endotelial se trata com redução dos fatores de risco.

o Adesão e Ativação Plaquetária se trata com Antiplaquetários.

o Formação de Trombos e de Fibrina se trata com Anticoagulantes.

o Formação de Plasmina e Fibrinólise se consegue com Fibrinolíticos.

 AntiAgregantes Plaquetários

o Inibidores da Ciclooxigenase

 Ácido Acetilsalicílico (AAS).

o Inibidores da Fosfodiesterase

 Dipiridamol

 Inibe o AMP e isso diminui a concentração de PPK e Ca²+. Deve ser


associado à Varfarina pois tem uma ação antiagregante muito fraca.

o Inibidores do Receptor de ADP

 Ticlopidina e Clopidogrel.

 Inibe a agregação, pois impede a ligação do fibrinogênio ao GPIIb/IIIa.

 Esse efeito é tardio, só aparece depois de 4 dias de uso contínuo.

o Antagonistas dos Receptores GPIIb/IIIa

 Abcixmaba / Eptifibatide / Tirofibana.

 Não há agregação plaquetário e, por isso não há formação de tampão


hemostático primário.

 São usados para as síndromes coronarianas obstrutivas (Anginas).

 O Abcixmaba é um inibidor irreversível da função plaquetaria, por isso


seu antidoto interromper sua administração e ofertar mais plaquetas
para que supere o nível de fármacos.

 Os Eptifibatide e Tirofibana são inibidores reversíveis, por isso, seu


antidoto é interromper sua administração, esperar passar o efeito e
não administrar mais plaquetas.
 Anticoagulantes

o Antagonistas da Vitamina K

 Varfarina

 Provoca o boqueio da δ-carboxilaçao do Glutamato de Fatores de


coagulação como os fatores 7, 9 e 10.

 A vitamina K é transformada em uma forma inativa.

 Heparina

 São mucopolissacarídeos sulfatados que se ligam à superfície das


células endoteliais.

 A Heparina Não Fracionada atua no Fator 10a e na Trombina e, por


isso é mais propensa a fazer hemorragias.

 A Heparina Facionada atua de forma mais seletiva, apenas no Fator


10a, por isso é menos propensa a hemorragias.

 O uso de Heparina pode provocar plaquetopenia e trombocitopenia.

 É usada nos casos de Trombose Aguda ou Crônica.

 Também é usada preventivamente nas TVP, Embolias Pulmonares,


pacientes acamados e em Trombose de Valvas Cardíacas.

 Trombolíticos

o São utilizados nos tratamentos iniciais de Oclusão Vascular Periférica Aguda, TVP e
Embolia Pulmonar.

o Seu efeito adverso maior é a hemorragia.

o Estão contra-indicados nos casos de pericardite aguda, hemorragias internas ativas,


AVC recente e em feridas profundas.

o Estreptocinase

 Após a infusão endovenosa, combina-se com o plasminogênio formando


plasmina que degradará o trombo já formado.

 Pode provocar reações alérgicas.

o Urocinase

 Converte diretamente o plasminogênio em plasmina.

 É menos antigênica.

o Anistreplase (APSAC)

 Liga-se ao plasminogênio.

o Alteplase (rt-PA)

 É um ativador do plasminogênio tissular pelo DNA recombinante.

 É a mais segura pois faz menos hemorragia.


Farmacologia dos Hormônios Gonadais
 Fisiologia dos Hormônios da reprodução

o Progestina, Andrógenos e Estrógenos são sintetizados a partir do colesterol.

o A Progestina tem um efeito antiproliferativo no endométrio uterino e é que mantem a


gravidez; até o 3º mês é produzida pelo trofoblasto, após pela placenta. Ela também
atua na segunda fase do ciclo menstrual, ou seja, na fase secretora.

o Os Andrógenos têm função masculinizante. Sua forma ativa é a Diidrotestosterona


(DHT). É ela quem atua intracelularmente.

o Os Estrógenos têm função feminilizante. Todos derivam da aromatização de um


precursor Andrógeno. Após a menopausa o Estrógeno vem do tecido adiposo.

o Aromatasa é a enzima que converte os Andrógenos em Estrógenos, ela é produzida


pelos ovários, placenta, tecido adiposo, músculos e neurônios hipotalâmicos.

 Ciclo Menstrual

o A 1ª Fase é a Proliferativa, nela há o aumento das camadas do endométrio e


crescimento do óvulo. Estrógeno e progesterona estão elevando os seus níveis.
Nesta fase, as células gonadotrópicas da adenohipófise secretam de forma pulsada
LH e FSH em resposta à estimulação do GnRH (hipotálamo).

o O LH e FSH circulantes promovem um crescimento e amadurecimento do folículo


ovariano fazendo com que ele estimule a liberação de Estrógeno, gerando um pico
de Estrógeno (ovulação). Isso acontece na metade do ciclo (14º dia de 28).

o A 2ª Fase é a Secretora, nela há expulsão do óvulo para ser fecundado seguido, ou


não, de descamação do endométrio caso não haja Nidação. Há pico dos hormônios.

 Fisiopatologia no Trato Reprodutor

o Ruptura do Eixo Hipotalâmico – Hipofisário – Reprodução:

 Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é provocada por a grande diminuição


dos níveis de Aromatasa que se refletem nos baixos níveis de estrógeno,
provocando altos níveis de andrógenos levado as paciente, normalmente
jovens, a masculinização, hirsutismo, infertilidade e anovulação.

 Esse distúrbio pode ser tratado com contraceptivos de estrogenoprogestina


para suprimir a produção ovariana de testosterona associado a um anti-
androgênico como a Espirolactona para diminuir a masculinização.

o Crescimento Inapropriado de Tecido Dependente de Hormônio:

 Em carcinomas de mama com expressão do Receptor de Estrógeno (ER) se


utiliza drogas para antagonizar esse receptor (Fulvestano), ou para modular
o ER como o Tamoxifeno, ou ainda um inibidor de estrógeno como o
Anastrozol, Letrozol e outros para que se diminua o tumor.

 Em hiperplasia prostática se utilizam drogas para impedir a conversão de


testosterona em DHT pela 5α-redutasa, por isso, se utiliza Finasterida ou
Flutamida que é um antagonista de receptor do DHT.
 A endometriose refere-se ao crescimento de tecido endometrial fora da
cavidade uterina como em trompas, bexiga e ovários. Geralmente acontece
por aumento da Aromatasa no tecido endometrial. Essas pacientes
apresentarão alto fluxo e muita cólica, podendo causar infertilidade,
cavitações uterinas e escavações para o peritônio. O uso contínuo de
agonistas de GnRH suprimem a atividade dos gonadotróficos o que suprime
o eixo hipotálamo-hipofisário, mantendo os níveis de estrógeno com
Leuprolida, Gosserrelina e Nafarrelina.

o Secreção Inapropriada de Hormônios (Menopausa):

 Se a paciente tem útero, o tratamento será com Estrógeno e Progestina para


que seja evitado o câncer endometrial.

 Em paciente histerectomisada, o tratamento será com Estrógenos apenas.

 A reposição hormonal tem seus efeitos adversos como aumento dos riscos de
AVE e outros eventos Cardiovasculares e câncer de mama.

 Classes e Agentes Farmacológicos

o Antagonistas dos Receptores de Progesterona (Abortivo):

 Mifepristona utilizada para indução do aborto no 1º trimestre. Com o bloqueio


da Progesterona, o blastocisto tende a morrer e se desprender da parede. É
geralmente associada com a Misoprostol que é um agonista de
prostaglandinas, isso favorece as contrações uterinas na expulsão do feto.

o Hormônios e Análogos Hormonais (Contracepção):

 A função desses fármacos é manter altos os níveis de Estrógeno, gerando


um feedback negativo a nível Hipotálamo – Hipofisário impedindo a ovulação.

 Os que são Progesterona fazem:

 Inibição da secreção de LH e inibem a ovulação;

 Alteram o muco cervical e dificulta a chegada dos espermatozóides;

 Atrofiam as glândulas endometriais e impedem a implantação;

 Alteram a motilidade das trompas dificultando o transporte do óvulo;

 Ex.: Norgestimato / Linestrenol / *Drospirenona / Levonorgestrel.

 Efeitos adversos são aumento do apetite, depressão, acne e fadiga.

 Fármacos com atividade *Antimineralocorticóides liberam mais Sódio


na urina, tendo uma ação também antidiurética.

 Atividade *Anti-androgênico diminuem a Acne e a Seborreia.

 São as pílulas de Pós-Coito (Pílula do dia seguinte), elas impedem a


nidação. São 2 comprimidos de Levonorgestrel de 750mg. A 1ª dose
12h após o coito e a 2ª com mais 12h.

 Os que são Estrógeno fazem:

 Inibição da secreção de FSH e isso interfere no crescimento folicular;


 Potencializam a ação da Progesterona;

 Mantém o padrão de fluxo cíclico;

 Efeitos adversos como aumento da glicemia, dos triglicerídeos e dos


fatores de coagulação (TVP) além de HAS e retenção hídrica;

 Ex.: Etinilestradiol.

o Monofásicos / Bifásicos / Trifásicos

 Monofásicos combinam estrógeno com progesterona nas mesmas


concentrações. Serão 21 dias de administração com 1 semana de repouso.

 Bifásicos a dose de progesterona varia durante o ciclo em duas vezes,


enquanto que o estrógeno permanece com a mesma concentração sempre.

 Trifásicos a dose de progesterona varia 3 vezes no ciclo, enquanto que a do


estrógeno vai variar uma vez só.

o Contraceptivos Injetáveis

 A diferença na sua formulação é porque tem Estradiol e um Progestágeno


sintético. Tem liberação lenta e podem durar até por 3 meses seu efeito.

 Ex.: Mesigyna / Cyclofemina / Perlutan / Ciclovular / Unociclo.

o Contraceptivos Transdérmicos

 São sempre de Estrógeno e Progestina. Devem ser trocados toda semana,


no mesmo dia e por 3 vezes em um mês, pois na 4º semana é o repouso.

o Dispositivo Intrauterino (DIU)

 Podem ser de Cobre, onde não há liberação de hormônio.

 Podem ser Hormonais com liberação constante e lenta de Progestina.

o Implantes Subdérmicos

 É um dispositivo em forma de bastonete contendo apenas Progesteno


(Etonogestrel) que são implantados sob a pele na parte superior do braço.
Esses inibem a ovulação por inibir os picos de LH.

 São contraindicados em neoplasias, tromboflebites, DAC, dismenorreia, HAS,


fumantes e suspeitos de CA de mama.

Fármacos Anti-Histamínicos
 Histamina e Receptores

o É uma molécula hidrofílica vinda de uma descarboxilação da histidina (aa).

o As histaminas são as aminas dos tecidos, elas estão distribuídas por todo o corpo.

o Basicamente, elas atuam na pele com a inflamação, no SNC como NT e no


estomago com a secreção gástrica e formação do muco protetor. No vaso faz
vasodilatação com extravasamento de sangue, podendo fazer choque anafilático.
o Nos processos alérgicos, inicialmente os mastócitos e basófilos são sensibilizados;
com isso, há degranulação, liberação de grânulos de histamina. Os macrófagos ao
fagocitarem partículas estranhas, eles apresentam essas partículas ao MHC e este,
aos Linfócitos T Help que induzem os plasmócitos a produzirem IgE fazendo a
reação alérgica em um segundo contato com aquela partícula apresentada.

o As IgE estão fixas nos macrófagos e basófilos sensibilizados. Numa infecção temos
o microrganismo gerando a resposta imune.

o Receptores:

 H¹ se ligam a Gq e isso aumenta IP³, DAG e Cálcio. (Alergias e Vigília)

 H² se ligam a Gs e isso aumenta AMPc. (Secreção Gástrica)

 Locais de Atuação da Histamina

o O Choque Anafilático ocorre quando os Linfócitos B detectam substâncias alérgenas


ao corpo e produzem anticorpos que se aderem aos mastócitos; em seguida, os
mastócitos caem na corrente sanguínea ávidos a atacar. Seus efeitos são sistémicos
e podem ser taquicardia, mas com queda da PA, vasodilatação potente e sistêmica,
broncoconstricção e alta produção de muco e contração nos intestinos. Nestes
casos pode-se usar Adrenalina para reverter a vaso dilatação sistêmica.

o Na Secreção Gástrica, temos a participação da histamina que é liberada pelas


células Enterocromafins (ECL) e isso estimula as células parietais a liberarem H+.
Além disso, a presença de histamina no estômago estimula a secreção de gastrina e
acetilcolina e produção do muco gástrico protetor (H²).

o No SNS, a histamina é responsável pela vigília. Ela é liberada no Núcleo


Tuberomamilar. Por esse motivo, um anti-histamínico nos dá sono. Ex.: Dramin.

o Na Musculatura Lisa dos Brônquios faz broncoconstricção ao ligar-se ao H¹.

o No Intestino, os receptores H¹ fazem aumento de contração se ligados à histamina.

 Fármacos Anti-Histamínicos

o Seletivos H¹:

 Dexelorfeniramina/Carbinoxamina/Pronietazina/Cetirizina/ Fexofenadrina

 Têm boa absorção oral, têm o pico de ação em 2h, são lipossolúveis,
atravessam a BHC e são eliminados pelo fígado e rins.

 Podem ser utilizados para reduzir sensação de enjoo, em urticárias, sedação,


supressão dos efeitos do Parkinson, mas também são antinflamatórios.

 A diferença entre os de 1ª e 2ª geração é o fato de passar pouco para BHC,


evitando os efeitos adversos de sono e maior fome nos processos alérgicos.

 Como efeitos adversos temos os efeitos anti-muscarínicos com hipotensão


postural, bloqueio α-adrenérgico e bloqueio da serotonina.

o Seletivos H²:

 Cimetidina / Ranitidina / Nizatidina / Famotidina

 Têm poucos efeitos colaterais.


 Eles inibem a secreção ácida induzida pela histamina e gastrina, pois
bloqueiam um dos mecanismos que ativa a bomba de prótons.

 São por isso, utilizados nos casos de distúrbios pépticos. Sua vantagem é
poder serem usados por mais tempo sem adaptação, contudo, a Cimetidina
pode levar o paciente à desenvolver ginecomastia.

Peptídeos Vasoativos, Eucosanóides e Óxido Nítrico


 Introdução

o Os peptídeos são aglomerados de aminoácidos (aa), mas ainda não são proteínas.

o São moléculas sinalizadoras muito importantes na farmacologia.

o Tipos de Peptídeos: Neurotransmissores / Hormônios / Fatores de Crescimento /


Mediadores Imunológicos.

 Peptídeos no Sistema Nervoso

o Nos neuropeptídios ocorre um sinal para ser transcrito, ocorre um Splice como no
RNAm que sai do núcleo e vai ao citoplasma ser traduzido pelo ribossomo em pré-
peptídeo que será clivado e vesiculado no complexo de Golgi para ser liberado na
fenda sináptica e atuar como NT.

o A inervação parassimpática das glândulas salivares secreta acetilcolina para a


resposta secretora, mas também libera peptídeo intestinal vaso ativo (VIP) para a
salivação. Ou seja, um potencializa o outro em conjunto.

 Peptídeos Vasoativos

o Vasoconstrictores:

 Angiotensina II atua como um potente (100x) vasoconstrictor na via SRAA.

 Vasopressina faz vasoconstricção em menor intensidade que a Angiotensina.

 Endotelinas atuam na camada muscular dos vasos.

o Vasodilatadores:

 Cininas são potentes vasodilatadores tem ação em vários órgãos e sistemas


como modulação das secreções das glândulas, processos inflamatórios e
estimulação nociceptora a nível SNC.

 Peptídeo Natriurético atua quando há distensão das aurículas cardíacas


aumentando a excreção de sódio pelos rins.

 VIP produz acentuada vaso dilatação, redução da FC e relaxamento da


musculatura lisa do intestino com aumento da secreção de bicarbonato pelo
pâncreas e redução da secreção de HCl no estômago.

 Substância P é encontrada no SNC, onde atua como NT e no TGI como um


hormônio local. Suas funções também são vasodilatação arteriolar, liderada
pela liberação de óxido nítrico do endotélio.
 Eucosanoides

o São produtos de oxigenação de ácidos poli-insaturados de cadeia longa. Eles estão


relacionados a produção do ácido araquidônico nos processos inflamatórios.

o Produtos das Ciclo-Oxigenases:

 COX-1 é construtiva. Ex.: Citoproteção da mucosa gástrica.

 COX-2 é indutiva. Ex.: Numa situação de estres ela é liberada.

 Os AINES vão atuar contra essas enzimas.

 Os asmáticos devem diminuir seus níveis de Leucotrieno, bem como não


devem usar AINES-COX1 como a aspirina, pois aumentaria sua
broncoconstricção significativamente.

 Óxido Nítrico (NO)

o É uma molécula gasosa sinalizadora, produzida a partir da L-Arginina, que se


difunde rapidamente por todas as membranas e regula uma ampla variedade de
processos fisiológicos como a indução da Guanil Ciclase, que produz Guanosina
Monofosfato Cíclico (GMPc) que tem entre outros efeitos, através da interação com
receptores β² específica, promove o relaxamento do músculo liso o que provoca,
como ações biológicas, como a vasodilatação e a broncodilatação.

o O Óxido Nitroso (N²O) é um gás anestésico, e, nada a ver tem com o NO.

o Com a inibição da Fosfodioesterase não ocorre a degradação da GMPc e assim, se


consegue mais NO.

o São drogas que extimulam a doação de NO para relaxamento da musculatura lisa.


Ex.: Nitratos / Nitritos / Nitropusseto de Sódio.

o Efeitos do NO:

 Vasculares: Vasodilatação e Anti-Embólico (usados nas isquemias agudas).

 Inflamatório: Indução de TNF, IL-1 e Leucotrienos.

 Distúrbios Respiratórios: Broncodilatador quando inalado.


Fármacos Hipoglicemiantes e Antidiabéticos

 Regulação Fisiológica da Glicemia

o O Pâncreas é uma glândula mista, pois tem os ácinos (exócrinos) e as ilhotas


(endócrino). As Células Delta secretam somatostatina, as Células α o glucagon e as
Células β secretam insulina e amilina pancreática.

o A Insulina é um hormônio péptido que está associado ao metabolismo de


carboidratos, lipídios e proteínas também.

o A secreção de insulina se dá mediante a elevação da glicemia. Isso promove


retenção de K+ intracelular e influxo de Ca²+ para serem liberadas vesículas (pré-
fabricadas) contendo insulina. É neste momento que observamos um pico de
insulina logo após a ingestão de alimentos.

o Quando a insulina se liga aos seus receptores ligados a Tirosina Quinase, em


segundos ocorre um rápido influxo intracelular de glicose, principalmente nas células
musculares e adipócitos por captação pelo GLUT-4.

o A insulina tem função anabólica, ou seja, de construção de reserva de glicose:


Produção de Glucagon e armazenamento nos músculos, adipócitos e fígado.

o O Glucagon, é a reserva energética usado quando estamos em um estado de jejum.

 Fisiopatologia do Diabetes Mellitus

o O Diabetes Mellitus é um grupo de distúrbios metabólicos que apresentam em


comum a hiperglicemia como fruto de uma ação da insulina defeituosa por
dessensibilização dos receptores, ou por baixa liberação dela ou ambas.

o Classificação:

 Diabetes Mellitus Tipo 1 acontece por destruição das Células β;

 Diabetes Mellitus Tipo 2 acontece por resistência a insulina;

 Diabetes Gestacional acontece por hiperglicemia na gravidez;

 Diabetes Por Outras Causas como doença do pâncreas exócrino, ou induzida


por medicamentos, ou por uso de drogas etc.

 Diabetes Mellitus Tipo 1

o São fatores de risco autoimunidade, alimentação, infecções virais, genética...

o É uma doença progressiva, autoimune, que acomete as Células β das ilhotas


pancreáticas, tem início na infância e a destruição pode ser de até 95% das células.

o Sintomatologia: polidipsia, poliúria, polifagia, hálito cetônico, visão turva, fadiga,


perda de peso súbita e infecções recorrentes.

 Diabetes Mellitus Tipo 2

o É caracterizada por ser de início tardio (acima dos 45 anos), chega a ser 90% dos
tipos de Diabetes Mellitus, os pacientes têm insulina, contudo há uma resistência a
essa insulina e por consequente hiperinsulinemia com hiperglicemia.

o Fatores de risco são obesidade, alimentação, sedentarismo e genética.


o Método de Diagnóstico:

o Comparação entre Tipo 1 e Tipo 2:

 Drogas Anti-Diabéticas

o Fármacos Hiperglicemiantes:

 Esses diminuem a secreção da insulina e, por isso, aumentam a glicemia.

 São a Epnefrina, os Glicocorticóides, os Diuréticos e os β2- Adrenérgicos.

o Fármacos Hipoglicemiantes:

 Esses otimizam a ação da insulina.

 São os Antagonistas β- Adrenérgicos e os Inibidores da ECA.

o Insulinoterapia:

 Pré-mistura sua característica química limitam a flexibilidade de ajuste


individual e tem pior controle metabólico, principalmente em indivíduos
jovens (os portadores do DM Tipo1).

 Insulina Inalável é uma alternativa segura para DM 1 e 2, elas têm pico de


absorção mais rápido e se trata da insulina humana .

 O esquema de aplicações é de 3 a 4 dose diárias combinadas com a insulina


regular ou ultra-rápida antes das refeições .
 Efeitos adversos podem ser vistos como hipoglicemia, taquicardia, sudorese,
pele fria, náuseas, fome, lipodistrofia na área de inoculação e até coma.

o Hipoglicemiantes Orais:

o Mecanismos de Ação:

 Sulfonilureas: Bloqueiam os canais de K+, aumentam o influxo de Ca²+ e


secretam mais insulina no sangue. Ex.: Tolbutamida e Glibenclamida.

 Meglitinidas: Também bloqueias canais de K+, aumentam o influxo de Ca²+ e


secretam mais insulina no sangue e de forma mais rápida. Ex.: Neteglinida.

 Biguanidas: Reduzem a síntese de glicose hepática e aumentam a captação


de glicose pleo tecido musculoesquelético. Ex.: Metformina.

 Tiazolidinedionas: Aumentam a sensibilidade a insulina e a adipogênese


através da ativação da PPAR-ϫ. Ex.: Pioglitazona e Rosiglitazona.

 Inibidores da α-Glicosidase: Inibem as enzimas das células em borda de


escova no intestino delgado (α-Glicosidase) e impedem a quebra dos
açúcares, bem como a sua absorção. Ex.: Acarbose.

 Inibidores de DPP-IV: Aumentam a ação da GLP-1 no intestino com isso há


um aumento da síntese e secreção de insulina, além de redução da liberação
de glucagon. Ex.: Sitagliptina, Vildagliptina, Saxagliptina e Linagliptina.

 Cuidados Com o Paciente Diabético

o Alimentação

 Alimentos dietéticos, ricos em K+ e em fibras.

o Atividade Física

o Auto-Cuidado com os Pés

 Evitar o Pé Diabético.
Farmacologia da Tireóide

 Fisiologia da Tireóide

o Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins.
Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes;
na regulação dos ciclos menstruais; na fertilidade; no peso; na memória; na
concentração; no humor; e no controle emocional.

o É responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que


atuam em todos os sistemas do nosso organismo.

o O iodo reduzido em iodeto é absorvido no intestino e por simporte entra na célula.


Após isso ele é conduzido para o colóide nas células foliculares da tireóide para
formar os hormônios tireoidianos. Esse carreamento de iodo só acontece na tireóide.

o As células foliculares são ricos em Tiroglobulina, aa importantes para a formação de


T3 e T4. O iodeto se une 3 ou 4 vezes para formar o T3 e T4.

o As enzimas deiodizantes retiram iodo de T4 para se transformarem em T3 nos


tecidos. T3 é uma forma mais ativa e T4 seria mais uma reserva.

 Ação dos Hormônios Tireoidianos e Seus Análogos Farmacológicos

o Metabolismo com ativação dos ciclos metabólicos, renovação celular, síntese e


quebra de carboidratos e lipídios.

o Efeitos sobre as bombas de Na+/K+, Ca²+ e ATPase Miofibrilar.

o Manutenção da cognição, cronoionotropismo cardíaco, Turn over muscular e óssea.

o Os fármacos eutiroidianos irão ou inibir receptores ou irão alterar o eixo hipotálamo-


hipófise-tireóide. T4 para casos crônicos e T3 para casos agudos.

o T3/T4 são aa, mas não tem característica peptídica, por esse motivo podem ser
administrados de forma oral.

o Contudo, formam complexos com os alimentos. Por isso são tomados em jejum.

 Disfunções da Tireóide:

o Hipotireoidismo:
 Condição de hipoestimulação da glândula com ou sem bócio.

 É tratada com reposição hormonal por Levotiroxina (T4) nos tratamentos,


casos crônicos; e com Liotironina (T3) nos casos agudos e de forma aguda.

o Hipertireoidismo:

 Condição de hiperestimulação da glândula com ou sem bócio.

 Quando são de origem autoimune como em Graves, os receptores de TSH


são os afetados pelos anticorpos.

 O tratamento pode ser por Fármacos Antitireoidianos, Tireoidectomia ou


Destruição da Glândula por Iodo 131I.

 Agentes Antitireoidianos: Tionamidas / Iodetos / Iodo Radioativo.

 Tionamidas: Propiltiouracil / Metimazol.

Farmacologia Adrenocortical

 Hormônios Adrenocorticais

 Cortisol e Cortisona

o Prednisona / Prednisolona / Metilprednisolona / Dexametasona / Betametasona.

o Tem ação de catabolismo, ou seja, de quebra. Todas as células têm receptor para.

o Provoca mobilização de reservas como hiperglicemia, deposito de gordura,


proteólise e perda de massa muscular, glicogenólise, e lipólise.

o Os corticoides tem função anti-inflamatória e Imunossupressor (redução da


requisição dos macrófagos, células T helper, fibroblastos e osteoblastos).

o Seus receptores são intracelular e promovem alterações na síntese proteica.

o Em casos onde há deficiência dos hormônios supre renais, a reposição é feita com
doses pela manhã para que seja simulado o ciclo circadiano.

o O desmame é importante, pois as células precisam de um tempo para voltar ao seu


padrão de expressão gênica aos níveis anteriores ao uso dos corticoides.

 Antagonistas α-Adrenérgicos

o Fentolamina (reversível) / Fenoxibenzamina (irreversível)

o São usados para hipertensão em um Feocromatoma.