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A AUTOGENESE DE D.EU.

S (EM TI) <<<>>> HELENA SCHAFFNER

A AUTOGÊNESE

DE D.EU.S

(EM TI)!

Helena Schaffner

editado no
www.scribd.com/helena schaffner
em 03.09.2010

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Prefácio da vida

Silêncio!
Silencia, disse-me o Ser!
Agora vais nascer!

Inspira profundamente e vai!


Logo vais dar o grito “ai” para inspirar o ar material!

Lá serás visível como carne, mas invisível como espírito!


Aqui eras visível como espírito, despido de tua veste carnal!

Será um dia frio de inverno, no sul de um país chamado


Brasil!
Nascerás no campo, em meio a flores, frutas, e pássaros
multicores!
Terás a alegria como tua grande fonte de luz!
A saudade de um tempo singular te será fonte de inspiração!
E a vontade de desvendar todos os mistérios da vida, te será
fonte de toda tua peregrinação sobre o planeta que chamam
de Terra!

Sentirás ser uma estranha mesmo entre parentes, e uma


solitária, mesmo em meio aos teus!
Pois poucos vão entender a dor da busca que arde em teu
peito como um motor!

Vais querer ir embora deste Planeta onde se busca a Paz por


meio da Guerra!
Não só a nível político, mas também nos lares, nos bares e na
vida em geral.

Vais usar preciosos anos tentando contatar teus irmãos


extraterrestres em vão, pois eles sabem de tua decisão
tomada:

- De usar a estadia neste Planeta ambíguo, para extrair de tua


Alma o Diamante Divino, primeiro com as garras da dor e
depois com as asas do amor!

E finalmente vais aquietar tua mente, coração e até tua


peregrinação, pois começarás a entender o valor inestimável

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desta encarnação sobre um planeta tão violento, a ponto de


matar o menor rebento de puro Amor que tenta aqui fazer
florescer a Harmonia prevista pelo Criador!

Vais entender isto e muito mais! E afinal amarás esta Terra


por ter-te dado uma tão valiosa oportunidade, como se ama a
Mãe e o Pai pela vida terrestre!

E então chegará o momento de expressar tua verdadeira


identidade!

Agora vai, e não esqueça da senha que te foi dada para usar
nas horas em que perderás a fé e a coragem!

-LIBERDAD!

A intensa viagem rumo à verdade

Esta viagem que se inicia com o nascimento, parece mais um


tormento da alma, do que uma busca a princípio. Muitos não
vão perceber tal tormento, até que uma situação estrague
seus planos, ou estrague sua alegria de viver, enfim,
geralmente alguma perda ou algum momento muito forte.
E então, se inicia uma longa marcha pelo “por que” isto
aconteceu comigo? Por que Deus permitiu? Que Deus é este?
Que mundo é este!

Muitos, porém nascem com esta angústia em estado latente,


sem algum motivo aparente. Não foi meu caso, porque penso
que o que deflagrou tão cedo meu processo de busca, foi a
separação dos meus pais e com isto a perda do pai no sentido

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psicológico e físico, pois que ele ficaria ausente de nossas


vidas dali pra frente.
Suponho que isto foi a causa. Não posso garantir. O que posso
garantir é que este processo foi deflagrado de forma tão
intensa, que nunca parei de buscar pela Verdade final!

O início da peregrinação

- Mãe, a vida é só isto que vejo?


A gente nasce, cresce, casa, constrói uma casa, tem filhos e
morre?

Minha Mãe não soube me responder!

- Se a vida for só isto, eu quero morrer hoje, pois não acho


graça alguma, mas não posso crer. Não posso acreditar que
um Deus nos criou para tão pouco. Deve ter mais. Deve haver
uma razão maior e eu vou buscar o sentido da vida, e não vou
parar até encontrar. Deve existir algo como vida eterna. Eu
não vou morrer. Vou viver mil anos.

Este diálogo inusitado para uma menina de 12 ou 13 anos


(não lembro exatamente), marcaria minha vida para sempre.
Lembro que fiquei chocada com a idéia de que a vida se
resumia no que eu via.
O detalhe de “construir uma casa” tinha a ver com meu pai
que era realmente um Mestre de Obras, quer dizer:
- Um Mestre em construir casas, igrejas, galpões, pois embora
não possuísse diploma, superava engenheiros. E provou tal

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maestria ao ele, sem estudos, achar uma solução para um


detalhe singular da construção da igreja católica local! Qual
detalhe não lembro, mas sei que isso marcou ainda mais sua
fama de bom construtor, a ponto de liderar as construções no
oeste do Paraná, numa extensão que quase abarca o pequeno
país de origem de seu pai, meu avô: da Suíça. De sua mãe,
Helena herdei o segundo nome e alguns genes russos!

E voltando ao diálogo com minha Mãe, ainda nascida em


Berlin, cidade natal que acaba de visitar (junho 2010); diria
que dela e de meu avô, seu pai, herdei o talento para
escrever, embora esta minha avó também gostasse!
Minha Mãe escreveu belíssimas poesias em alemão; amava
algumas artes e por isto talvez minha grande admiração pelo
mundo das artes.
E se o mistério da vida não fosse minha paixão mais forte, eu
teria investido meu tempo sobre a Terra para dançar, cantar,
pintar e encenar.
Descobri em diferentes épocas talentos em cada área, para
meu próprio espanto, pois sempre me pus na condição de
admiradora e não de autora!

Falando em autora: foi com muita dificuldade que assumi


minha paixão por escrever!
E quanto a este livro em especial, ele é fruto de uma intuição
matinal:
- Acho que foi dia 3 de junho de 2010; vou checar a data, eu
anotei!
Foi dia 13 de junho, domingo! Acordei com a frase feita e
estava claro que se tratava do título de um livro.

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Hoje é dia 22.6 e senti que poderia ser o dia para iniciar este
livro. E deixei fluir como gosto de dizer, apenas pedi para
minha Alma dar “o tom inicial” para eu saber como, ou qual a
nota desta obra. E daí surgiu aquele texto inusitado sobre
meu nascimento. O “prefácio”... a pré-face de minha vida na
Terra.

Confesso que é algo delicado, sinto-me pouco à vontade de


expor minha trajetória espiritual até aqui (a exatamente 31
dias de meus 50 anos). Esta minha busca que me fez viajar
por algumas partes do mundo. Não tanto quanto gostaria,
mas o suficiente para perceber algumas chaves.
O pouco à vontade tem a ver com a delicadeza do tema: uma
vida é um processo espiritual, mesmo que não se acredite em
nada! A existência toda é um lento desabrochar da Idéia
Semente que Deus impregnou em cada átomo, que possui em
si o DNA Divino da Idéia Semente, como cada célula possui a
cadeia do nosso DNA humano.
Se alguém conhece a teoria do holograma, sabe do que falo.
E é incrível como se torna simples desvendar grandes
segredos usando-se a Lei da Analogia, expressa na famosa
frase do famoso Hermes Trismegistrus, assim chamado pelos
Gregos, ou por deus Thot, pelos Egípcios, ou por Mercúrio!
Todos nomes analógicos, sendo Mercúrio o símbolo mais
forte, pois ele pretende ser “o Mensageiro dos Deuses”.
O nosso Mercúrio pessoal é a nossa Alma, que tenta passar a
nós a Mensagem do Pai, através da Presença de Seu Espírito
em nós!

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E o dia que isto ocorrer, é porque a Alma cumpriu com seu


papel de intermediária entre a Personalidade Humana e o
Espírito Divino!
Viram que usei a lei da analogia, indo do macro ao micro,
baseando-me na frase de Hermes:
- Assim como em cima, embaixo!

Portanto, sem planejar iniciei minha trajetória pessoal


espiritual pelo final.
A conquista do uso da Lei da Analogia requer que a Alma já
esteja tendo bastante Liberdade por parte da Personalidade,
para repassar algumas mensagens sem as habituais
interferências dela, por sempre querer manipular a
interpretação do sentido das diversas circunstâncias e
situações em nossa vida.

Talvez fosse oportuno falar que a vida de um ser humano


contém de antemão determinados marcos, ou metas que
estão injetadas em sua alma e células. Ambas sabem como
deverá ser o projeto final, apenas a mente humana não e
somente a partir de um determinado estágio é que ela terá
uma noção de qual é este projeto.
Até lá a personalidade viverá como uma cega, sempre
tateando, supondo, interpretando, baseado em suas
suposições se aquela situação poderia ser um aviso ou um
impulso; se a zebra de algo foi porque era para o bem, ou
porque ela bobeou em algo, enfim, ela sempre estará
supondo! E os acertos equivalem à sorte. Nada realmente
certo.

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Lembro-me de como foi difícil constatar que esta vida é feita


de “tatear”, feito cega. Cheguei a me revoltar contra Deus e
todos os Grandes, afinal, ninguém nos tinha prevenido que a
vida seria algo tão difícil. A gente nasce com a esperança de
ser feliz. De viver uma vida de alegria e harmonia. Esta idéia
faz parte do Plano H, ou seja, de se nascer um Ser Humano.
Então porque é tão difícil de realizar? Quase impossível para
alguns com personalidades mais imaturas, que se revoltam o
tempo todo!
Epícuro responderia que é porque buscamos a Felicidade no
lugar errado!
Bela resposta. Nem precisa de embasamento físico ou
metafísico!
No entanto, mesmo quando eu aprendi isto e não foi com
Epícuro, ainda assim foi tão difícil não buscar a felicidade no
dia a dia, ou em uma relação, em um emprego, em uma
realização pessoal, enfim!

E então aprendi a seguinte lição:


- Saber não significa poder!
O poder é fruto de várias tentativas frustradas de realizar o
saber! Até este se transformar em um conhecimento de
primeira mão: por experiência pessoal!

A personalidade vive para ter felicidade por meio de


realizações pessoais!
A alma realiza a felicidade por meio de vivências impessoais!
E a felicidade do Espírito Divino consiste em buscar a Fonte
da Felicidade!

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Nestas três frases estão embutidas as metas das três fases


que compõem a vida de um ser humano, que é tríplice em
sua composição total, formado por corpo, alma e espírito!
E a grande meta e maestria final, é os três se tornarem UM.
As três fases citadas são, em sua essência, algo fácil de ser
descrito em teoria, na prática é que o “bicho pega”.

A fase da personalidade do Ser Humano

Esta fase requer, de fato, que o ser humano busque a


felicidade nas suas realizações pessoais, sejam estas
profissionais, materiais, conjugais, filiais.
Pois um quantum mínimo de realizações pessoais e a
satisfação gerada pelas mesmas, são condição para que a
personalidade amadureça os seus três veículos de expressão:
o pensar, sentir e agir!
Vejam como o três é um número que vai definindo a escala de
valores da vida!

Resumindo a fase da personalidade, esta serve para


amadurecer os três veículos de expressão do ser humano.
Na prática, isto pode implicar em centenas de encarnações
para uma Alma!
Desenvolver uma personalidade em que o pensar, sentir e
agir interajam em harmonia, é um fruto raro! Isto requer não
apenas o tempo, mas o uso da mente de forma superior. A
mente que comanda, sem mandar. Que regula, sem tolher.
Geralmente quando um ser humano atinge tanto a fase

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racional aos 21 anos, como a fase mental de sua trajetória de


alma após 210 encarnações, ele se torna um ser racional, frio,
que busca controlar não só a sua vida, mas a vida de todos
que se encontram sob seu poder! Sejam estes os filhos, o
companheiro, os seus fiéis, ou um povo, se for político.
Quanto a 210 encarnações, eu fiz uma brincadeira, mas quem
sabe tem algum valor real neste número análogo aos 21!! Isto
me faz lembrar que alguém disse (acho que foi Rudolf
Steiner) que via de regra uma alma reencarna 700 vezes até
atingir a maturidade final! Ou a cada 700 anos, enfim. Que
importa!

A fase mais longa e delicada diz o Tibetano em seus livros


escritos telepaticamente via Alice A. Bailey, dos quais li quase
todos, é a fase emocional. E para isto basta observar um ser
humano, como um modelo de vida, para entender a analogia
em várias vidas. Raros são os seres humanos que são
emocionalmente equilibrados antes dos 50 anos e muitos
nem aos 80 anos!
Porque isto depende do nível de maturidade que esta Alma
atingiu até então.
Devemos considerar a Alma como sendo uma espécie de Chip
onde são registrados todos os saldos positivos e negativos de
cada personalidade da qual ela tomou parte. Assim, quando
ela decide se “encarnar”, literalmente se tornar visível por
meio de um corpo feito de carne, ela, automaticamente vai
espelhar nele o desenvolvimento computado no seu chip!
Seria como colocar um chip de um celular em um outro;
automaticamente você transfere os dados dele para o
próximo e inicia o uso do novo celular com o “velho chip”. Por

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isto temos as almas chamadas de velhas ou sábias, porém,


nem todas almas velhas são sábias, pois algumas
personalidades insistem em manter o controle. Elas querem
continuar mandando!
E de fato, não é fácil largar o controle sobre a vida, quando a
personalidade começa a desenvolver o seu mental! E isto é a
meta de todos a nível individual e se tornou a meta coletiva
da humanidade com o advento da Raça Ariana há vários mil
anos atrás, sendo a Hindu uma das primeiras sub-raças.
Ariano em seu conceito original significa “mental”. E como o
corpo mental é o último dos três, ele é o superior, por isto
existe a conotação de “superior” embutido no nome Ariano,
mas não de uma raça física, e sim do estado mental que
todas as raças terão que atingir!
Portanto, é fascinante o ser humano perceber que não está
mais a mercê das emoções. Ele consegue agora domar as
emoções usando a mente e claro que comete nesta fase
muita confusão:
- Ao invés de domar, ele primeiro começa a tolher as
emoções, pois não quer mais sofrer! Torna-se um ser humano
frio, racional, mas no sentido negativo. Mais tarde ele vai
saber diferenciar entre ser o sábio conselheiro das emoções e
o tirano controlador (controlar a dor) das mesmas!

O que é fundamental entender neste processo de


desenvolvimento dos corpos e raças, é que não existe um fim
e começo exato: elas se mesclam a partir de uma fase e não
podemos mais ver quem está “no comando”: se as emoções
ou a mente. Há muitas fases confusas, tanto na vida pessoal
do ser humano até os seus 28 anos, quando ele deveria ter

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uma certa maturidade, como nas raças e seres humanos.


Estas fases confusas são frutos dos períodos de transição.
Por exemplo: da infância para adolescência, depois desta para
a fase jovem-adulto e depois para se tornar um adulto e mais
tarde um adulto-maduro e finalmente um maduro-idoso!
Cada período de transição de uma fase para outra, provoca,
portanto um período de confusão maior ou menor, depende
da maturidade desta alma encarnada! E claro, do apoio
“logístico” que ela terá a disposição, seja pela sua cultura
local, nacional e racial, como pela sua cultura familiar.
Traduzindo:
- Infelizmente a grande falha na educação do ser humano tem
sido a constante falta de esclarecimento destas fases que
fazem parte de todas as vidas de todos os seres humanos,
desde o momento em que o ser humano teve condições de
usar minimamente sua capacidade de pensar!

Hoje, em pleno século 21, a escola não oferece uma disciplina


em que se estudem as diversas fases do ser humano e suas
implicações psicológicas. Conclusão:
- O amadurecimento dos seres humanos ocorre de forma
aleatória, por acaso, por sorte, por desejo pessoal de buscar
por livros que elucidem um pouco, mas geralmente motivado
por crises! As crises fazem parte da vida, mas se a Educação
previsse uma disciplina explicando o ABC das fases
psicológicas as quais estão sujeitos todos os seres humanos,
elas não precisariam ser tão fortes, tão dissonantes. Elas
apenas seriam crises normais.

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Nem estamos falando de a Educação prever em suas


disciplinas o estudo da Alma. E, neste caso, de explicar que
após a Personalidade estar madura e integrada, íntegra no
pensar, sentir e agir, ela deveria servir a Alma! Literalmente
servir! Mas isto já deveria ser parte das disciplinas, pois o ser
humano vai a Lua, Marte, ou seja, atinge o “céu”, mas não
desenvolveu uma base educacional real sobre a terra.
A educação ainda visa somente a vida material do ser
humano. Sua existência como personalidade psicológica é
totalmente ignorada.
Portanto, falta esta ponte: entre a matéria e o espírito na
sociedade humana que é o estudo da psicologia como parte
da educação.
Temos então o seguinte quadro:
- na escola o ser humano aprende alguma profissão para viver
materialmente e, se possível, satisfazer alguma vocação!
- via religião ele busca aprender as regras para viver
espiritualmente!
- falta o elemento conciliador: a psicologia.
Entre a vida material e espiritual, deveria existir a vida
psicológica.
A Harmonia sempre se faz com três: corpo, alma e espírito.
Chegará o dia em que a Educação será capaz de fornecer
alimento para os três corpos: ela será uma preparadora, uma
antecâmara para a vida material, psicológica e espiritual dos
seres humanos.
Quando este dia chegar, a Humanidade estará vivendo pela
primeira vez como Humanidade, como Seres Humanos!
Neste dia, Deus não será monopólio de um grupo, ou de
igrejas, mas será um Bem Universal! E os educadores serão

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os alfabetizadores neutros, a explicar os conceitos


elementares que deveriam nortear cada ser humano,
independente de sua religião! Nesta Humanidade também já
teriam desaparecidas as religiões primitivas, cheias de
dogmas criados por mentes humanas que apenas tolhem
almas por vidas a fio!
Nos povos primitivos os dogmas são frutos de ignorância!
Nos povos civilizados os dogmas são frutos de ganância!
Ganância por Deus, por poder, por saber!

Mas, voltando ao nosso tema sobre a conclusão de


amadurecimento da personalidade no pensar, sentir e agir.
Quando um ser humano atingir um nível mínimo necessário
de amadurecimento, soa um alarme na Alma e ela sabe que
agora se inicia a fase dela, pois o seu instrumento de
expressão, a Personalidade está pronta para seu uso!

A fase do comando da Alma do Ser Humano

Mas quem disse que a personalidade ia deixar? Quem tinha


avisado a Alma que quando a Personalidade atingisse esta
maturidade, ela, via de regra, não ia querer abrir mão de
continuar sendo o Sr. e a Sra. de seus atos, pensamentos e
desejos?
Assim como não somos preparados para viver como
personalidade, não somos preparados para vivermos a fase
da alma e levamos, às vezes, encarnações só para entender

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que estamos lutando contra a maré de bobeira! Por


ignorância!
Por não sabermos.
Veja um exemplo: para poder desenvolver uma
personalidade, o ser humano tinha que usar ao máximo sua
força, sua inteligência, sua capacidade de pensar, sentir e
agir de forma autônoma.
Pois bem, mas ninguém explicou a ele, que quando chegasse
na fase de concluir esta “escola primária da vida”, ele teria
que agora aprender a ouvir a Voz da Alma e agir sob sua
orientação. Que não precisaria mais controlar a vida e ter
medo, mas usar sua experiência e maturidade adquirida como
personalidade isolada e ativa que foi para agora trabalhar em
conjunto com a Alma!
O que ocorre por ignorância?
- Este ser humano teoricamente maduro para servir de
veículo de expressão da alma, lutará contra esta entrega de
poder, pois a interpreta como fraqueza!
Vivi isso com uma pessoa. Ela me disse um dia que agora com
60 anos entendia o que eu dizia para ela com 19 anos. Até
então ela achava que era fraqueza se ela deixasse de fazer.
Eu via que ela não entendia o valor em fazer sua parte e de
entregar o resultado para Deus, ao invés de forçar o mesmo.
Era assim que na época eu “entregava” meu poder para a
Alma e sempre pedia por orientação em tudo que fazia. Na
verdade eu não entregava para alma, porque não tinha noção
dela, nem do espírito em mim, mas entregava a Deus. No
final dá tudo na mesma, porque a chave é a personalidade
aprender que existe um poder superior ao da mente e
inteligência humana. Inclusive é melhor definir este superior

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como Deus, do que com algum elemento duvidoso, do qual


não se tem uma idéia clara.

E afinal, todos desejam Paz, Liberdade, Amor e Prosperidade!

A paz que provem do amor e da prosperidade.


A liberdade que provem da prosperidade.
O amor que provem da liberdade de sermos quem somos.
A prosperidade que provem do sentimento de paz
(segurança).
E disto tudo, deveria resultar a felicidade!

O problema começa com nosso enfoque sobre onde devemos


buscar os ingredientes para a Receita da Felicidade!

Diferem as fontes, quando a buscamos via materialismo,


ciência, psicologia, filosofia ou via religiosidade!

Diferem, por isto, os métodos para a busca e diferem os níveis


de satisfação, pois que cada uma das fontes citadas tem o
seu quantum de satisfação mínima e máxima!

Portanto, quando se inicia a fase de viver o espírito, temos


que considerar que cada alma ainda se encontra em um
estágio muito pessoal e por isto precisa de um suporte
espiritual de acordo com seu estágio ou nível de consciência.
O grande Xis da questão é onde buscar e por quanto tempo é
válido permanecer num sistema X ou Y?
O dinamismo de hoje requer que se façam eventuais trocas, e
sobretudo que se tenha cuidado, pois as ofertas são tantas

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que muitas almas sucumbem aos “traficantes espirituais”:


eles vendem e revendem verdadeiras drogas só para terem
seus seguidores! E isto vale para todas as classes e gêneros.
Da mais elementar ao mais elevado grupo filosófico. Sempre
tem alguém dando uma de esperto.
Por isto para a fase em que a Alma busca pelo Espírito
Vivente, é preciso ter uma noção básica, um ABC do que são
ferramentas válidas.

Não pretendo esgotar o tema com este livreto, pelo contrário,


vejo que é um tema de 500 páginas se fôssemos a fundo, mas
toda caminhada começa com um passo, então este livro
pretende ser um primeiro passo neste sentido e todo o mais
vai se mostrar!
E por ser um ABC, vou começar do enfoque material, o mais
óbvio e o mais natural para nós nascidos num mundo regido
pela matéria, dinheiro e pelas aparências!

Enfoque material

O enfoque material consiste essencialmente de vermos nosso


emprego, nosso companheiro, nossa personalidade e nossa
capacidade como fontes dos quatro tesouros!
Em função disto cada um se vende de algum modo, faz
concessões com as quais nem sempre concorda e que lhe
roubam a paz, sobretudo.

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Para não perder o emprego, sacrificamos às vezes um ideal


ou uma carreira que teria exigido um pulso mais firme e um
risco saudável.
Mas por não sabermos a diferença (e nem usarmos a reflexão
para descobrir), dos riscos que compensam e outros que
representam desrespeito à vida, falhamos aqui muitas vezes!
Simplesmente desistimos sem nem mesmo tentar! Fracasso
total!
Para não perder o amor do companheiro, sacrificamos nossa
personalidade de sermos quem somos, e com isto abdicamos
de nossa liberdade de ser!
E deste modo o outro também ficará incapaz de explorar seu
ser num sentido mais profundo e dinâmico.

Portanto, este enfoque é o mais forte no mundo todo. Quanto


mais civilizada a sociedade, mais o enfoque está em delegar o
poder a coisas e pessoas. Toda nossa felicidade depende de
pessoas e coisas! Se as perdemos, perdemos a felicidade!

É interessante observar que mesmo as pessoas ditas


espirituais, vendem seus princípios por um “prato de lentilha”.
Dependendo da dificuldade, negam sua fé em um Poder
Supremo e colocam todo o poder de suas vidas em coisas e
pessoas!
Não se respeitam e muito menos respeitam sua fé em um
Poder Supremo que dirige Tudo e é a Fonte de Tudo!
Esta é uma constatação e não uma crítica, afinal, se fosse tão
fácil encontrar o enfoque correto, muitos não cairiam na
tentação de sempre estarem se negando de algum modo! Se
vendendo!

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 18 - 95
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Aqui as palavras chaves são: eu acredito que o poder está em


objetos externos: nas pessoas e posses! Dependo deles para
ser feliz!

Enfoque otimista

Já há décadas existe uma corrente positivista, onde o enfoque


central é sempre ver o lado bom em tudo e permanecer
otimista. Chegando ao cúmulo do otimismo, na singela piada
dos dois irmãos:
Enquanto um recebe uma bicicleta para o natal, ou outro
recebe estrume de cavalo e todo animado diz para o irmão:
- Você vai ver o cavalo que vou receber!!

Este enfoque de fato forja portas e janelas onde não existia


nenhuma. Trata-se de usar uma lei de forma inconsciente
quanto a sua origem real. Usa-se uma camada dela e ela
realmente funciona.
O verdadeiro otimista é um mago que transforma todas as
situações em oportunidades de sucesso.
Com este enfoque muitos salvaram sua pele, mudaram suas
vidas e alteraram o rumo de muitos, seja por meio de seu
exemplo, seja pelos livros escritos pelos mesmos.

Otimismo é mais do que fixar sua atenção na metade do copo


cheia; é ver o copo cheio, mesmo se ele parece estar vazio ou
só pela metade! Eles simplesmente se negam a ver o copo
vazio! E como que por milagre (desta fé), ele se enche de

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fato! Ativa-se o poder do pensamento positivo “ipsis literis”;


literalmente!
Isto poucos conseguiram no decorrer da vida, porque de fato
requer uma personalidade singular, a qual exigiria um estudo
mais aprofundado para entender sua complexidade neuronial!
Fato é que o otimista desafia o crente em sua fé. Ele é um
crente da Vida e prestigia o Criador e seu Poder de uma
maneira indireta e despretensiosa.
Na verdade, o otimismo é o nome psicológico para a fé!
Mas uma fé em um Universo bom, onde, talvez, por detrás,
esteja um Criador. O otimista não é necessariamente um
religioso no sentido tradicional, mas o próximo passo seria ele
ser um homem de fé! E depositar toda esta confiança no
Criador... de Tudo e Todos!

Aqui a palavra chave é: eu acredito e realizo com o poder da


mente! Portanto, eu forjo minha felicidade!

Enfoque do bom senso

A pessoa de bom senso, vai sim avaliar a metade do copo


cheia e ver o lado bom de uma situação aparentemente ruim.
E o curioso é que vai descobrir o lado bom, porque ele existe
sempre, e sabe por quê?
Porque todas as situações vêm para nosso bem, para nos
ensinar algo; nada vem para nosso mal ou muito menos por
castigo!
Esta fase na vida de um ser humano é uma das mais
poderosas, pois se está buscando desenvolver uma mente
sensata, justa e ponderada, seja para consigo, seja em

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relação a uma imagem mais sensata de um Deus justo,


bondoso e poderoso, sem usar a mera fé, mas a razão!
Esta fase torna o ser humano um ser racional no melhor dos
sentidos.
São poucos seres que desenvolveram de forma sadia e
suficiente esta fase, porque a maioria via na metade vazia do
copo algo como um castigo, um modo de sofrer para
aprender. Fruto de um conceito distorcido de um Deus
Bondoso e Pai.
Portanto, este bom senso, é o nome moral para a fé!
E ele representa o melhor do homem racional, que busca
Deus usando seu poder mental de avaliar, analisar e concluir!
Ele parte do princípio que tudo que me acontece, tem um
bom propósito! Portanto, ele é um avaliador de uma ação que
ocorre em sua vida, não provocada por um ato seu.

Aqui a palavra chave é: eu avalio! Eu uso o poder da razão! E


com isto vejo o bom em tudo e preservo meu equilíbrio e sou
feliz!

Enfoque quântico

Este enfoque é recente e varreu o mundo com uma força que


poucos resistiram a ele. Foi como se de repente o mundo
visse a criação com os olhos do criador! Parecia um
“abracadabra” metafísico, apoiado pela ciência e sustentado
indiretamente pela psicologia.
Ele trouxe de fato muitas coisas boas. Muitas pessoas
perceberam que podem alterar suas escolhas, suas vidas e
mudar tudo a qualquer momento e que não precisam ficar

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presos a situações por verem nelas algo fixo, único, absoluto


e total.

A totalidade ganhou um novo enfoque: formada por múltiplas


escolhas!
Ou seja: era possível explorar a totalidade da vida e não vê-la
tolhida por alguma lei mecânica inexorável ou alguma lei
espiritual fatalista!
Muitos chegaram com seus experimentos rapidamente às
limitações de determinadas situações e amadureceram de
forma quântica!
Isto promoveu um enorme feedback para a alma. Trocando
em miúdos. Quando usamos de forma altamente dinâmica
nosso poder de escolher, amadurecemos e atingimos os
limites de uma situação, seja ela profissional, material,
sentimental e até espiritual. Quanto mais objetivos somos,
mais depressa atingimos nossos limites.
De fato, agora a personalidade tinha atingido o apogeu de seu
aperfeiçoamento:
- Ela tinha descoberto o uso do livre arbítrio num contexto
muito mais abrangente e mágico. De poder influir de forma
mais potente e profunda em suas escolhas.
Claro que nem todos aproveitaram desta magia quântica,
porque não levaram em conta o seu subconsciente e seu
inconsciente, repleto de mensagens subliminares do tipo:
- Não posso! Não devo! Não mereço!
- Sou incapaz! Sou indigno! Sou um fracasso!
- Imagine! Quem sou eu para merecer o amor e a
prosperidade?

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- E a responsabilidade que isto implica? Não, melhor deixar


quieto!
- Meus pais me ensinaram a lutar por tudo! Isto parece fácil
demais!
- Quem se preze, trabalha e conquista! Isto sim é digno!

Enfim, muitos se frustraram e acharam que era apenas mais


um golpe literário ou então um disfarce barato de magia!
Esta onda com certeza teve sua função como todas as
anteriores. Hoje coexistem em diversos estratos da
sociedade, todos os enfoques simultaneamente. Cada um
com seus fãs e seguidores.

Aqui a palavra chave seria “eu posso” e uso meu poder de


escolher e manipular as leis cósmicas e assim crio minha
felicidade por meio da manipulação delas!

Enfoques variados

Antes de adentrarmos ao enfoque religioso tradicional, vou


resumir dois enfoques ou métodos, pelos quais as almas
buscam a felicidade quando percebem que esta vem acima e
antes de tudo de Deus!

a) Temos a prática devocional, ou Bhakti-Yoga.

O termo Yoga sempre designa “união” e, portanto, o


significado completo é: buscar a união com Deus por meio da
devoção!

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A devoção atinge seu objetivo ou culmina na entrega perfeita,


plena e total, para atingir a plenitude, ou seja: Deus toma
conta do eu, da alma, enfim do Ser e o ilumina e o transfigura
no melhor dos casos.
Nesta prática o objeto devocional pode ser variado: pode ser
Deus Transcendente, Imanente, algum Mestre, ou então um
deus ou deusa ou imagens equivalentes. Mas nem todas as
práticas permitem a culminância plena; algumas são
realmente preparatórias e nisto consiste seu valor.
Nestas práticas preparatórias inclui-se a de adorar outros
“deuses” que não o Deus! E quanto à validade dela, vamos
encontrá-la na resposta que Krishna dá a Arjuna, seu discípulo
dileto que lhe pergunta a respeito.
Krishna responde que para os seres que ainda não
conseguem vir “direto até ele”, Ele aceita as oferendas feitas
por via indireta, basta que a oferta seja pura e feita de
materiais condizentes. (Dá-se a entender que ele não deseja
sacrifícios de animais e coisas do gênero, mas flores, cereais,
etc.).
Krishna simboliza para o Hindu algo semelhante que Cristo
para o ocidente.

No entanto, a mais elevada prática devocional que um Ser


Humano pode realizar, é entregar toda a sua vida e alma para
seu Deus Interno!
Mas, no final, o que importa não é de usar a prática mais
elevada, ou ideal, e sim aquela que lhe inspira a entrega
total! Isto é que conta!
Portanto, siga seu coração e descubra o que lhe inspira a
entrega. O que flui sem forçar. Esforçar-se faz parte, mas não

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ter que forçar-se. E fique aberto! Pode ser que por algum
tempo uma prática ou mestre lhe inspire e depois outro. Nada
precisa ser para sempre.
Mas se um objeto for o suficiente para atingir ao propósito da
Alma, então também está perfeito!

b) O outro enfoque é a Karma-Yoga: União por meio do


serviço a Deus!
Existem igualmente várias formas, e a que Babaji de
Haidhakan usou, foi a mais simples dela e talvez a mais
sublime:
- Consagrar cada ação a Deus!
Nesta categoria da karma-yoga, do serviço a Deus, eu
entendo que se inclui a prática do serviço ao próximo para
nós ocidentais, tão apregoada por Jesus. Entendo que na
época, esta foi para aquele povo e mentalidade, a prática
mais simples e efetiva, para criar o amor ao próximo de
forma ativa, e, ao mesmo tempo, de tirar a atenção de si!
Uma prática para esquecer o eu!

Ambas as práticas, seja a do gênero oriental ou ocidental, são


poderosas em sua simplicidade. No entanto, o eu humano é
muito esperto, e muitos reforçam seu sentido de importância
ao buscarem ajudar aos outros, ao invés de diminuir. Por isto
é tão importante a gente se autoconhecer, ser sincero, não
mentir para si mesmo, pois, uma coisa é certa, baseado nas
minhas experiências e observações:

- Todas as práticas, por mais belas, elevadas ou singelas que


sejam, tem seu lado sombra, ou melhor: o ser humano

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consegue perverter seu uso e acaba usando para “si” os


frutos. Para o seu eu. O eu é quem cria a sombra da prática.
Ele sempre acha um jeitinho de pegar seus frutos!

c) Resumo do valor de cada prática

Portanto, não se iludam em achar que alguma prática seja tão


perfeita que possa tirar esta tentação do caminho da alma
anelante!
Mas não use a mente racional para definir qual a melhor
prática para sua alma; não a escolha por parecer ser a
melhor, a mais certa.
Veja, sinta, qual lhe inspira o amor e a entrega a Deus, nem
que seja via mente! Ou seja: que goste de práticas que
envolvem conhecimento!
Sim, na Índia tal prática teria o nome de Jnana-Yoga!

Outros preferem práticas físicas, como a Hatha-Yoga, outras a


Raja-Yoga.

Enfim, comece com aquela que mais lhe inspirar e fique


aberto. Se algum dia outra prática lhe inspirar mais ou de
forma diferente e que sinta ser importante, siga em frente.
Afinal, na vida, uma coisa é degrau para a outra. O único erro
que o ser humano sempre de novo comete, é na mente, ao
ele achar que um degrau deve ser o definitivo.

De fato, em algum momento, um degrau, um método, um


caminho, acabará por coroar todos os esforços humanos, e
vai permitir que esta alma seja tomada por Deus, pelo seu

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Deus Interno, pelo Mestre Interno, por Jesus, por Allah, por
Buddha, por Tao.
Todos nomes variados para simbolizar esta Fonte Eterna,
independente se alguns dos seres viveram em corpo físico.
E não será seu eu quem vai determinar qual método no final e
afinal vai propiciar atingir a meta do ser humano prevista e
desejada pelo Criador!
Você será compelido a ela, talvez até contra sua vontade, e a
permanecer nela neste caso até o final.
Enfoque Tradicional

Mas agora vamos avaliar justamente o método mais


tradicional de todos: via religiões ortodoxas, por onde a
maioria das almas inicia sua jornada. Praticamente o primeiro
degrau para todas, mudam apenas os nomes, as práticas e as
fontes.
Em comum elas têm a adoração ao Deus Transcendente!
E pode-se, de fato, atingir grandeza de alma, se a prática e a
entrega forem sinceras! Portanto, não é porque se trata do
degrau elementar na vida de uma alma, que ele não possa ter
altos resultados.
Vejam vocês, deste meio surgiu um São Francisco de Assis,
um Martin Luther, provavelmente um Ghandi na Índia. Todos
tiveram seu valor como líderes. Cada um representou frutos
distintos para a Grande Obra da Salvação da Alma Humana! E
mesmo que alguns frutos pareçam ruins para alguns, ainda
assim é preciso lembrar que a mente humana, principalmente
por sempre ser parcial, não conseguiria enxergar mesmo que
quisesse o valor de algumas obras que parecem não ter tido
proveito para o Criador!

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Por exemplo: para um católico Martin Luther poderá ser


apenas um ex-membro rebelde que decidiu fundar outro
movimento. E embora nada seja perfeito, mas ele trouxe, por
exemplo, uma grande liberdade dentro da adoração a Deus.
Alguns membros do Clero Católico da época estavam,
sempre de novo, se aproveitando da ignorância dos humildes
ao inclusive compactuarem com o poder político. Mas foi vital
que o povo tivesse acesso às escrituras, que o povo
aprendesse a ler e a escrever. Isto é um direito do ser
humano.
Portanto, devemos aprender a avaliar um movimento, uma
religião não pelos líderes que erram, isto é humano (o abuso é
que é desumano), mas dos que a usam com a idéia-semente
pela qual foram concebidas.
Pois humano é ver os erros, a metade do copo vazia, mas é
divino ver os acertos (se focar neles), ou na metade do copo
cheia!
No dia que todos os seres humanos souberem praticar este
simples preceito, as religiões poderão respeitar umas às
outras, sabendo que nenhuma delas está isenta de ter líderes
e “fiéis” que denigrem sua imagem, e nem por isto a semente
é má! Apenas alguns frutos de alguns maus jardineiros!
Este pensamento, aliado ao fato que cada religião, grupo e
movimento espiritual possui seu valor e sua função dentro do
gigante plano de “salvação da alma humana”, deveria banir
para sempre as rivalidades, as disputas e as infantis
hostilidades! Coisa de criança! Não de gente adulta, do século
21, que sabe pensar e avaliar! Pensem nisto!

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E como já falamos, nem todas as almas atingem com um


método, um degrau, o objetivo espiritual final. Portanto,
importante apenas ser sincero e diferenciar, claro, métodos
espirituais de práticas ocultistas de magia, de
desenvolvimento de poderes psíquicos, e outras do gênero.
Estas práticas apenas reforçam o eu humano, ao desenvolver
os ditos poderes ocultos nele, tais como o fazem certos
yogues que usam mal esta prática espiritual antiga, quando o
corpo racial exigia uma técnica bem material, até corporal por
motivos diversos. Ou seja: ela era o instrumento mais próximo
para conectar o ser humano simultaneamente com a matéria,
a qual ele estava se acostumando, e com Deus!
Já em relação aos poderes espirituais e aos poderes psíquicos
existem alguns pontos chaves:
- Todo caminho espiritual genuíno acaba por desenvolver uma
ou mais faculdades extrassensoriais latentes no ser humano,
com a grande diferença que uma prática espiritual genuína
desenvolve paralelamente a humildade, a entrega do eu, o
grande respeito pelo livre arbítrio e pelo próximo.
- Já a mera prática de poderes que é possível via alguns
exercícios, desenvolve tais poderes na personalidade do jeito
como ela se encontra, e, portanto, confere-lhe poderes, dos
quais ela usa e abusa, pois um poder “extra” reforça de forma
“extra” os defeitos desta personalidade e o que vai acarretar
uma soma de erros / culpas / carmas!
Por exemplo: Ninguém tem o direito de invadir a vida de outro
ser humano, nem por palavras, muito menos por magias ou
outros meios em que se força algo!

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Para alguém sedento por poder, a conquista de alguns


siddhis, como se fala em termos hindus, ou de poderes, é algo
fatal. Ele irá se tornar um mago duplo!
Porque duplo?
Por que uma pessoa que gosta de mandar, de exercer o
poder, ela, já na sua condição normal de pai, companheiro,
colega, superior, perverte o uso de sua gana pelo poder e
acaba sempre oprimindo, coagindo, exigindo, enfim, sempre
interferindo na vida das pessoas, seja por atos, pensamentos
ou sentimentos! E isto é uma forma de magia!

Se tal pessoa ainda praticar algo para acordar os poderes


dormentes, ela se tornará um mago duplo, pois agora vai
interferir na vida de outros, usando sua pouca inteligência ou
muita, mas sobretudo sua falta de amor, sabedoria e
compaixão, que evitariam um abuso.
E algumas almas ainda acham que estão fazendo algum bem
ao interferirem! Terão que arcar com as consequências de
todas as suas magias, sejam elas por boa ou má intenção,
pois não existe magia boa baseado no fato que ela “interfere
no livre arbítrio”.

Este é, contudo, um tema altamente polêmico, principalmente


num país como o Brasil, onde o Espiritismo se transformou em
religião e onde a prática de magias e espiritismo chega a se
confundir em alguns movimentos.

Quanto à filosofia do Espiritismo, é diferente:


Ela alargou a mente de muitos seres humanos sobre o fato de
existir algo “depois”; fez nascer em muitas almas um conceito

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 30 - 95
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muito nobre de bondade e amor ao próximo, como também


de humildade.
Portanto, em minha opinião, ela acabou por encontrar um
espaço dentro da Grande Obra, onde se computam apenas os
resultados e não as etiquetas. Assim sendo, creio que existe
muita coisa boa dentro do Espiritismo como um todo. E creio
que atualmente, ela, como todas as Obras que buscam Deus
do seu jeito e de forma sincera, são assistidas pela Grande
Gama de Seres que dirigem atrás dos véus os destinos da
Alma Humana sem, contudo, interferir no livre arbítrio de
cada uma! Falamos aqui da Hierarquia das Almas Libertas em
Deus, composta por seres de todos os povos e religiões, pois
as diferenças e preconceitos só existem na nossa cabeça,
mas jamais nos seres divinos ou em Deus!
E claro que assim como há erros e desvirtuamentos em todas
(e friso: em todas) as religiões, grupos e escolas, o mesmo
ocorre no espiritismo! Pelo simples fato do ser humano estar
longe da perfeição! Portanto, aonde ele põe a mão, uma parte
do trabalho é em vão!
Sei que alguns argumentam com justa razão, que o campo
astral por onde se movimentam os espíritas é altamente
maleável e nunca se sabe que está “por detrás” repassando
uma mensagem.
Se isto é um fato (e é), também é um fato que o espiritismo,
por ter se tornado uma ampla fonte de conhecimentos
básicos para muitas almas, acabou se convertendo num
instrumento de maturação da alma, com todos os normais
perigos que cada grupo religioso apresenta, visto que são
dirigidos por pessoas humanas falhas.

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 31 - 95
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Há muita nobreza dentro do espiritismo e por isto, na minha


opinião pessoal, ao checar alguns grupos e mensagens, tive
que concordar que a Hierarquia também aqui se faz presente
buscando orientar as almas que vão ali buscar alento e
informações.
Pois, de fato, é mais salutar e sensato aproveitar um
arcabouço já formado, vendo o que de bom ele possui, do que
se fixar no negativo e taxá-lo de ineficiente!

Dizem que a Fraternidade dos Libertos é obrigada a fazer pão


de pedra aqui na Terra, senão muito pouco seria aproveitável
dada a capacidade infinita de nós seres humanos,
desvirtuarmos todos os conhecimentos genuínos e puros!
E isto vale para todos os grupos!

Finalizando o tema da magia:


Toda obra, seja por magia direta ou indireta (afinal, uma
oração é uma forma de magia, ou um pensamento) que
busque interferir no destino de uma alma, sem que ela tenha
solicitado por tal interferência, arcará com as conseqüências,
que não são poucas!
Aqui fica o alerta para os que agem por má ou por boa
intenção, mas interferindo sem autorização!
Claro que a primeira categoria pagará um preço nada
agradável.

Enfoque religioso (x enfoque material)

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O enfoque religioso é o mais praticado depois ou em meio ao


enfoque material, afinal, ele é nossa primeira ligação com a
vida não material.

Sem Deus o que seria a razão da busca pelo Bem, pelo Bom,
e pela Verdade?
A moralidade humana atinge os mais altos picos terrenos,
mas a moralidade divina é transcendente e atinge as esferas
divinas.
Por isto a busca pelo Bom, pelo Belo e pelo Verdadeiro deve
ser emoldurada em algum momento pelo Divino.
O artista mais genial, a obra de arte mais perfeita, a música
mais complexa são belos, mas são divinamente belos se eles
contiverem algum impulso espiritual a lhes emprestar um
brilho celeste!

A verdade é que este enfoque produziu no passado em alguns


povos e épocas, mais miséria do que dignidade material, que
seria o fruto natural de uma fé sadia e equilibrada! Hoje isto
já mudou.

O enfoque religioso em seu formato mais tradicional ou


parcial busca Deus e nega a Matéria que afinal foi criada por
Deus também.
E ignoram, movidos por uma fé cega ou por sentimentos de
culpa pessoais, que um Deus Justo e Bondoso jamais exigiria
que seus Filhos fossem privados de bem-estar, segurança, de
um lar confortável e de um trabalho digno!

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O enfoque religioso tradicional e parcial, em todas as


religiões, tem cooperado para se instalar uma idéia falsa de
pobreza x riqueza x Deus!
Deus, Krishna, Buddha, Allah apenas não querem que seus
filhos busquem mais a matéria que ao divino!
Que apenas não invertam a ordem!
E só isto!
“Buscai em primeiro lugar o Reino dos Céus e todo o mais (o
Material) vos será dado por acréscimo”.
Esta era a “dica”, seja em qual religião for, apenas mudam as
palavras e os idiomas.

Mas como as almas via de regra são muito corruptíveis,


muitos preferiram negar a matéria a sucumbir ao seu fascínio
e por isto um dogma relacionado à “pobreza como sendo uma
virtude”, pôde fazer tanto sucesso entre todas as religiões.
E claro que alguns líderes espertos usaram tal dogma para
dominar a classe pobre materialmente e assim garantir seus
súditos!
Afinal, imagine como seria um mundo onde todos fossem
iguais? Ninguém para te servir de capacho, empregado, para
você mandar, para você te servir?
Isto era o final do mundo e dos tempos para muitas pessoas,
que só conseguem encontrar “felicidade” enquanto estão no
comando e no poder de algum modo, seja por terem uma
empregada em casa, ou por terem um companheiro que se
submete aos seus desejos e vontades! Em último caso usam
os filhos para exercer sua gana por poder! Não falo aqui de os
pais exercerem uma autoridade necessária e importante para
ensinar limites às crianças. Caso contrário aquele criança

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adulta, dará muito trabalho para a sociedade, amigos e


parentes. Mas o que acontece: quem quer apenas exercer
poder, provoca nos filhos e nas pessoas um mero desejo de
vingança, de fugir, de mentir! Por isto cuidado! Aqui o estrago
poder ser grande e irreversível. Saber diferenciar entre
ensinar limites para os filhos e buscar controlá-los, ou de
alterar suas personalidades, tem uma diferença enorme!

Portanto, todo desejo mal usado por poder gera frutos


nefastos para toda a sociedade e por isto estamos vivendo
uma sociedade altamente intoxicada. Pior que o lixo
ambiental, é o lixo moral que produz a cadeia de seres
humanos sedentos por poder!

Mas claro que não são só os sedentos por poder culpados, os


sadistas, mas os masoquistas também, pois se não houvesse
um alto senso de masoquismo na alma dos dominados, os
que adoram exercer o poder de forma impositiva não teriam
espaço.
Portanto, aqui voltamos à origem do enfoque: da religião!

Infelizmente a religião, sem querer por parte de alguns e de


forma calculada por outros membros, acabou inseminando na
alma das criaturas este senso de masoquismo, ao ela pregar
o mal e dar tanto poder ao mal. Ao invés de se focar no Bem e
em Deus, a maioria das religiões foca sua atenção no Mal,
seja com qual nome for!
E muitos ainda fizeram questão de frisar e cimentar a idéia de
que o ser humano é filho do Mal, do Pecado, da Dor.

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E mesmo que a queda tenha um fundo real e deve ter, ainda


assim o ser humano até hoje ainda não percebeu o grande
poder que é se focar na metade do copo vazio... seja na vida
diária, seja no nível religioso, ao focar tanta a sua atenção
sobre a queda, o mal e a dor, ao invés de focar a visão na
metade do copo cheia!

Por isto teve que vir um Ser da estatura de um Jesus, não por
ter sido judeu ou porque depois de sua morte, terem fundado
o Cristianismo baseado em suas máximas, mas porque ele foi
o primeiro que buscou mudar este Foco.
Jesus era um grande otimista por natureza. Fazia questão de
ver em tudo e em todos o Bom, o Bem, o Belo e o Verdadeiro.
E isto é apenas um ato muito inteligente, muito sensato, pois
afinal, hoje sabemos que onde está nosso foco, lá está nosso
resultado!
Ou como diz na Bíblia: Onde está teu coração, lá está teu
tesouro!
Portanto, o grande problema atualmente não é a diversidade
das religiões, mas a necessidade totalmente insensata de
cada uma querer ser a única certa, baseada em seus
argumentos e interpretações.
Porque não é isto que conta para Deus no final e acima de
tudo (de filosofias, de rituais, de normas) e de todos (de seus
líderes):

- No balanço final de cada alma, volto a insistir, Deus ou seus


Encarregados (e seja lá o nome que tiver o Deus de teu povo
ou da tua religião), não vai olhar a etiqueta da Religião para
avaliar os resultados!

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Ele vai apenas olhar os resultados!


E daí, depois de talvez avaliadas mil almas, Ele vai ficar
curioso e pedir um levantamento de qual “Etiqueta” (leia-se
“Religião”, “Grupo”) vieram os melhores resultados e daí sim,
haverá mérito nela, maior que nas outras, mas só então e
sempre pelos resultados e não pelo mero nome de tua
religião e da filosofia e do método dela! E por alguns a
considerarem a melhor!
Cuidado! Estes talvez serão testados pelo falso orgulho! E
cairão!

Portanto, se quiserem ser espertos de fato, que cada líder


avalie o grau de amor a Deus E AO PRÓXIMO (seja este
próximo da própria religião ou de outras), que sua religião
tenha gerado, pois o Amor a Deus é medido e avaliado pelo
Amor ao Próximo, e por meio dele se avalia o nível real de
Humildade e Respeito!
Estes são os valores fundamentais, sobre os quais uma alma
pode galgar os demais degraus rumo a Deus, a Perfeição do
Pai, afinal, nos foi pedido:
- “Sede perfeitos como o vosso Pai”.
E não se enganem: Deus vê o Coração de cada! Não adianta
fingirmos amor ao próximo!
Precisamos ser sinceros e admitir nossas dificuldades, pois só
assim Deus pode iluminar nossas almas, cada vez mais!
Afinal, a personalidade é incapaz de expressar um amor real
ao próximo, ela apenas sabe amar a si e aos seus!
Mas uma alma iluminada por Deus, ama a todos, mesmo que
ame aos seus e a sua religião acima de todas, e até deve
amar assim, pois só este amor gera suficiente fogo para

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 37 - 95
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manter acesa a fogueira do Amor a Deus que gera calor e luz


para a Alma!

Portanto, é urgente que aprendamos a ser mais flexíveis:


- Podemos amar simultaneamente nossa religião e fé e
respeitar todas as demais religiões e seus membros!
- Podemos e devemos avaliar todas as religiões apenas pelo
fruto que vemos em cada membro! E não pelo nome, pelo
ritual ou pela filosofia!
Pois daí vamos constatar algo curioso:
- Todas elas produzem frutos bons e frutos maus, pois todas
elas têm líderes melhores e piores!
- E todas elas possuem membros bons e um grande número
de almas que infelizmente denigrem a imagem do movimento
pela sua imaturidade; poucos são de fato maldosos.

- Quem vai atirar a primeira pedra, portanto?

E agora pretendo tocar num tema controverso, aproveitando


o tema das religiões tradicionais ou ortodoxas! Desejo falar
sobre:

Os anos ausentes de Jesus na Bíblia!

A igreja seja ela católica ou luterana, tem a liberdade de fazer


vista grossa e achar as explicações mais absurdas que as
mentes ingênuas ainda acreditam porque nem querem se
ocupar pessoalmente de sua salvação e fé, mas delegar tudo
a terceiros. Porém, da mesma forma outros tem a liberdade

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de usar seu bom senso e inteligência para questionar os anos


ausentes de Jesus e pesquisar.
Afinal, ausentes aonde se ele não ficou na casa dos pais?

Então, aonde iria um ser que precisaria se preparar para ser


um líder religioso e que buscaria trazer um elemento novo
para o conceito humano em relação a Deus, que seria
ancorar definitivamente na Terra (entre outros):
- O Amor ao Próximo e a idéia de que todos podem ser salvos
e que isto não depende do método e da religião, mas do Amor
ao Pai que a religião e método possam ou não acender em
cada alma (por isto cada religião teria que repensar seu
método e talvez aperfeiçoa-lo) e expressar este Amor ao Pai,
fazendo plenamente a Sua Vontade!

Portanto, houve muitas pesquisas e foi constatado que Jesus


realmente viajou e foram encontradas provas e pistas de
suas estadias expostas em diversos livros (dos quais possuo
alguns em português, alemão e em inglês)!
E que ele estudou diferentes religiões, inclusive para poder
se preparar para sua missão, mesmo que não tenha feito isto
a princípio de forma intencional, mas acabou por gerar o
maravilhoso fruto:
- De extrair de todas o melhor e acrescentar algo novo!

Quem já leu algo a respeito, sabe que muitas das suas frases
de efeito foram tiradas de outras vertentes religiosas, como
da Hindu, Egípcia, da Chinesa, do melhor da Filosofia Grega e
claro do melhor do Judaísmo!
E acrescentou as seguintes máximas:

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- Todos somos Filhos de Deus! (Não do mal).


- Todos somos iguais perante o Pai!
- Por isto ama a teu próximo como a ti mesmo!
- O Reino de Deus está em vós, mais próximo que mãos e
pés!
E não nos Templos e nos Sacerdotes, embora eles possam e
deveriam ajudar o ser humano a encontrar o Reino em si e
não fora e muito menos neles. Claro que crer num Deus, Pai,
Criador Transcendente e, portanto “externo”, é apenas
natural, mas a grande lacuna (não falei erro!) das religiões
ditas de tradicionais em todos os povos, é não dar a menor
atenção a Parcela Divina do Pai em cada um! Seu Espírito
Divino, sendo que todos Grandes deixaram “pistas” destas
verdades em suas palavras, inclusive Jesus!
Por isto, esta última afirmação não é nova, nem original de
Jesus; na Índia e em outros povos existe a Idéia relativamente
equilibrada de um Deus Transcendente e Imanente, mas na fé
Judaica e na filosofia Grega isto era desconhecido a nível
popular. E os Romanos até então nem possuíam algo como
uma religião formada por uma revelação ou equivalente; toda
a sua busca estava concentrada na política, e tinham alguma
noção de divindades, deuses, mas sem um conceito muito
profundo!
Claro que não se pode resumir esta questão em uma ou duas
páginas e nem é esta a pretensão deste livro, mas de dar
uma boa cutucada neste detalhe em especial, porque ele
compõe no final a essência deste livro.
Ou seja:

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- De se popularizar mais a questão do Deus Imanente e de dar


uma dica para poder ativar este Espírito, ao se tornar
Consciente Dele!

Esta é uma das chaves de todo o processo de Despertar o


Deus Adormecido em Ti! Adormecido para tua consciência!!!
Lembre-se disto!
A questão toda, portanto, está em primeiro lugar na mente!
Depois no método para ativar o Deus Adormecido para tua
Consciência (e isto é que faz toda a diferença) e
simultaneamente purificar tua Mente e Coração, pois são os
dois Órgãos pelos quais este Deus em Ti vai poder se
comunicar com o mundo e contigo!! Mas ambos estão tão
sujos e contaminados, via de regra, por isto precisam de uma
boa purificação e com grande regularidade para tirar o pior!

Voltando ao tema das máximas de Jesus citadas


anteriormente:
- Elas eram até então as máximas ensinadas em pequenos
grupos, em toda a parte do mundo, mas não eram
popularizadas!
Jesus as tornou públicas e isto causou tanto rebuliço, não só
em seu país e na sua religião de origem, mas em todos os
lugares por onde peregrinou chegando a ser perseguido!
Afinal tornar de conhecimento público que o Pai ama a Todos
independente da religião e do método, que o Reino de Deus
está em cada um e que todos somos irmãos, convenhamos,
era um chute na estrutura da maioria das religiões e mais
ainda na tirania do poder político. Não estranhemos que ele

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tenha sido considerado um inimigo de ambas as classes


dominantes da época: da política e da religião ortodoxa!

Máximas assim, tiram o poder dos sacerdotes e causam


sulcos no poder político que geralmente era pautado em
tirania, ou seja, abuso do poder!
Por isto o povo que menos teve problemas com a “filosofia”
de um Jesus, foram os gregos, que viram um enriquecimento
de seus conceitos filosóficos! Ou melhor:
- As máximas “religiosas” de Jesus tornaram suas máximas
filosóficas vivas, plenas de beleza, bondade e verdade
transcendentais!
Afinal a Filosofia é a antecâmara da Teosofia: do amor a Deus
e não apenas o amor a Verdade! Ou da “Fesofia” dos Judeus:
amor pela Fé.
- A Fé se exalta e se realiza por meio do Amor a Deus e Amor
à Verdade!
- O Amor pela Verdade (Filosofia) se exalta e se realiza por
meio do Amor a Deus!
E só quem possui este Amor, pode e sabe como fazer a
Vontade de Deus!
De fato! E não por boas intenções!
E aqui está toda a diferença de uma fé ingênua de uma fé
provada e toda a diferença de um saber filosófico humano
sem ter por iluminação o saber divino, fruto gerado pelo Amor
a Deus!

Portanto, o enfoque religioso tem em sua base mais profunda,


a semente do próximo enfoque no qual vamos nos focar!!

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Semente esta que muitos seres luminosos transformaram em


árvores frondosas no decorrer dos séculos e neste século em
especial, com a diferença que cada um usa uma linguagem
diferente para cada época. E cada um toca corações e mentes
diferentes, por isto a mesma verdade deve ser sempre de
novo “revelada” em novos formatos e cores, para atender às
diferentes almas que cada época e povo produz! E esta obra
pretende ser uma pedra dentro deste gigante projeto que
existirá até a última alma humana ter sido resgatada pelo
Divino!
Particularmente sempre de novo fico chocada de ver que
hoje, em plena Era Espacial, ainda se busca achar motivos
pueris e infantis para esta ausência prolongada de Jesus! Um
ser que transformou séculos e vem instigando cada vez mais
os estudiosos!
E prova que as mentes pouco evoluíram e a maioria ainda não
tem coragem de usar seu poder de raciocinar não só para
ganhar dinheiro e conquistar o companheiro, mas para
desmistificar o Papai Noel que as religiões contam, é que elas
(as pessoas) se contentam e preferem continuar acreditando
no Papai Noel que traz presentes do céu, ninguém sabe de
onde vem, onde mora, nem para onde vai.
Assim é vista a história do Jesus Homem, o ser humano!
Claro que afinal o que conta é a fé e não se ele viveu, onde
viveu, se viajou mais ou menos. Mas a questão aqui é
perceber que os seres humanos são mais evoluídos e dá para
mais contar historinhas! Para mim, por exemplo, com 13 anos
bastou. Vi que não sabiam responder de forma coerente
perguntas que todo ser humano se faz em algum momento da
vida, quanto a dor, quanto a uns que nascem ricos, outros

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doentes, outros são vítimas de violências, outros não, enfim. É


apenas coerente, sensato que um ser humano queira
entender isto! E hoje é preciso mais do que saber citar a
Bíblia, mas ter uma maturidade espiritual para querer ser um
dirigente espiritual mesmo de uma linha tradicional.
Mas justo hoje fundam-se igrejas a cada duas quadras e no
esoterismo existe um oba-oba sem fim de temas sérios!

E aqui pretendo encerrar este parêntesis dentro do tema do


enfoque religioso tradicional e a avaliação de seus frutos.
Vejamos agora alguns deles, ou os que mais repercutiram no
decorrer dos séculos e por que!

O enfoque religioso na vida comum, no dia-a-dia, pede para


aceitarmos a dor e todas as situações negativas como formas
de provar a nossa fé!
Isto vale para todas as religiões, e não apenas para as
denominadas de cristãs! Eu não falo que não existem outros
conceitos, mas aqui defino tão somente o que ficou preso no
subconsciente das massas!
Pois é esta mensagem quem comanda o espetáculo da vida!

Fato é que este enfoque ou fruto produz, ressalta e exalta a


fraqueza, a pobreza e a dor! Quando a mensagem dos
Grandes que propagaram os preceitos de uma vida religiosa
exemplar, quiserem dizer o seguinte:

- Busque Deus em primeiro lugar!


- Não para menosprezar a matéria, mas para não dar-lhe o
primeiro lugar em sua vida!

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- Aceite as dores da vida como purificadores!


- Mas este aceitar requer um dinamismo, ou seja, requer
entender o que uma determinada situação quer me ensinar!
Se apenas aceito passivamente eu sofro, não aprendo, não
me arrependo e não me transformo e ainda acho que sou um
herói de Deus!
Portanto, para entender o que uma dor quer me ensinar, sou
obrigada a usar os neurônios do meu cérebro e os fios de fé
em meu coração!
Ou seja, deve-se pedir a Deus para iluminar os neurônios da
mente, para que ela possa entender o motivo da dor e assim
transforma-la e elimina-la de sua vida.
Quem não entende o motivo de uma dor, está condenado a
vê-la se repetir por anos a fio, mudando apenas a roupagem
dela!
Hoje temos os psicólogos que podem nos ajudar a entender
algumas dores de origem meramente psicológica. Mas
também para isto é bom orar e pedir pela benção Divina, pois
há os bons e os medianos e os maus profissionais, e tanto os
medianos quantos os maus podem provocar mais lesões do
que cura! Com a diferença que o mediano o fará sem má
intenção, provavelmente bem imbuído, e o mau profissional é
aquele que vamos encontrar em toda as profissões, só que
quando uma trata do corpo, da alma ou do espírito dos seres
humanos, a questão se torna importante e não podemos
brincar com nossas vidas e nem deixar que outros nos usem
como cobaias!

Portanto, o foco central do religioso sadio, deveria ser sim:

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- Amar Deus acima de todas as coisas materiais e pessoais!


- Aceitar dinamicamente as dores da vida, ao buscar entendê-
las e transformá-las por amor a Deus e com ajuda da
Psicologia se for o caso!

E agora vamos à proposta desta obra, expressa em seu título


um tanto provocativo. Mas esta era mesmo a intenção! Sem
uma dose saudável de provocação ninguém mais presta
atenção, ninguém mais acorda, porque temos coisas demais
para fazer, ver, ler, pensar, decidir, enfim, viver se tornou
uma maratona contra o tempo! Principalmente por que ainda
não entendemos que o Tempo nos foi dado para Descobrir
Deus em Nós e em Tudo e em Todos!

Os 50, 70 ou 90 anos de Vida física de cada ser humano,


portanto, não são medidos pela quantidade de coisas que
realizou como ser humano, mas se estas coisas o
amadureceram para descobrir seu ser divino nele! Isto vale
principalmente para esta época! Pois a maioria das almas já
fez suas conquistas materiais no passado e hoje veio para
resgatar o espírito! Mas, a tentação, o consumismo está tão
grande, que até as Crianças Índigos foram afetadas e
perderam o foco de sua vinda, danificando em grande escala
o trabalho que as Crianças Cristais teriam que fazer! Mas,
este é outro tema!

Enfoque do Deus Imanente!

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Um conhecimento muito antigo já continha um elemento que


foi totalmente ignorado no conhecimento mais atual (da física
quântica):
- O elemento divino per se!
Ou seja: a teoria quântica raspou as portas da eternidade e
deu uma olhadinha pelo buraco da fechadura e percebeu que
tem mais coisas do lado de lá do que supunha nossa e sua vã
filosofia!
Portanto, longe da fatalidade das religiões horizontais e perto
do grande poder da livre escolha doada pelo Criador via Livre
Arbítrio, se inaugurou a Era da Escolha regada a Energia
Quântica.
Mas o que está além dela?
Quem comanda a energia quântica?
Quem faz o coração pulsar no ritmo do Planeta?
Quem faz a mente indagar mistérios sem fim?
O pobre “homo sapiens” feito de carne e quando muito de pó
das estrelas?
Ou será que o elemento chave, a chave, é um fator além da
Criatura e da Criação, mesmo sendo um fator quase
fantástico para a mente?

Benjamin Franklin achou uma analogia genial para derrubar


com uma frase o conceito de que a Criação é mero fruto de
um big-bang:

“Achar que o mundo não tem um criador é o mesmo que


afirmar que um dicionário é o resultado de uma explosão
numa tipografia”.

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O Big-Bang é perfeitamente aceitável como sendo o “Fiat


Lux” em sua versão científica! Isto sim! Releia se não
entendeu!
Daí o “dicionário cósmico” começa a fazer sentido!
Do mesmo modo achar que um ser humano é movido a
nervos, músculos e um punhado de átomos e partículas
quânticas é acreditar que um Einstein e um Shakespeare ou
um Benjamin Franklin foram o produto de seu meio ambiente!
Obras do acaso. De um capricho da natureza! De um
momento de inspiração de uma cadeia de DNA que decidiu
dar uma “melhoradinha” naqueles “genes” hereditários e
transformá-los em “geniais”. Oras! Crer nisto é como crer no
Papai Noel!

Portanto, eis que surge um elemento central na história da


Criatura e da Criação: o Criador!

Se avaliarmos as descobertas modernas da biologia acerca


dos genes e com que simplicidade seus moldes compõem a
cadeia do DNA, não podemos querer simplificar o mistério da
Vida com um desdém pelo mistério! Ou nos sentirmos
afrontados por ele!
Na Era Medieval era impossível imaginar uma humanidade
espacial.
E na nossa Era? O que hoje nos parece medieval (impossível),
um dia será espacial (realidade)! Portanto, vamos parar de
achar que apenas o Planeta Terra entre bilhões de galáxias e
trilhões de planetas, foi habitado pelo Criador! Que heresia tal
pensamento! Que falta de respeito para com Deus que Tudo
pode!

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Afinal, está comprovado que não usamos nem 5% da


capacidade de nosso cérebro.
- Como querer explicar o mistério da Vida com 5%, se ele
requer o uso dos 100% para identificar todas as nuances
dele? Ou falando em termos científicos: todas as infinitas
variáveis dele?
Uma destas nuances ou variáveis do mega Mistério que
envolve a tríade: CRIADOR, CRIAÇÃO, CRIATURA é a versão do
Deus Imanente, do Deus Presente em cada Criatura e não
apenas de forma indireta como na Criação, mas de forma
comprovável.
Sim, comprovável, mas apenas pela experiência pessoal e
direta!
Não em laboratórios.
Os laboratórios são excelentes para estudar as infinitas
variáveis contidas no Mistério da Criação, mas as variáveis da
Criatura é assunto pessoal.
O laboratório alquímico é o Coração e o ajudante, ou o grande
pesquisador, ou o seu “Paracelsus”, é a Mente!
Portanto, é mister, é apenas sinônimo de inteligência quântica
ou superior, se partirmos do conceito que DEUS se expressa
via:
- CRIADOR, CRIAÇÃO E CRIATURA!
Como Criador Ele instituiu inúmeros Elohins e outros Seres de
Poder para criar e aperfeiçoar a obra continuamente!
Na Criação Ele se expressa de forma indireta, subjetiva. Como
o sal na água e comida, que deixa apenas seu sabor! A gente
não o vê, mas sente sua presença!

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Nas Criaturas Ele decidiu fazer sua morada em forma de


Espírito, quando estas atingem um certo nível evolutivo
quanto ao corpo bem como quando a mente adquire alguns
traços de moralidade!

Deste modo, Ele pode experimentar, mesmo que de forma


indireta e ainda inconsciente por parte da Criatura, a sua
Criação de modo direto!
Com o detalhe de ter dotado as Criaturas criadas nos mundos
regidos pela Lei da Evolução, com o poder do Livre Arbítrio.
O que isto significa exatamente?
Significa que estas Criaturas teriam que optar por Livre
Escolha amar o Pai e querer voltar a sua Casa (aos mundos
divinos perfeitos)!
(Esta é uma das hipóteses; mas um poder tão imenso quanto
o é o Livre Arbítrio certamente cumpre várias funções dentro
da Criação e em relação às metas “secretas” ou “pessoais” do
Criador).

Assim o Espírito Divino contido em cada Criatura é Perfeito,


como o Pai o é e se ouvirmos a Voz do Pai através do Espírito
Dele em nós, seguiremos uma Rota Segura para a Casa do
Pai, ou seja, para vivermos no Paraíso, nos mundos criados
perfeitos, com criaturas perfeitas desde o início de sua
criação, porém, sem o poder da livre escolha. Mas eu diria,
que até lá tem muito chão. O mais natural é que vamos “de
glória em glória” conhecer as várias “casas do Pai” dentro dos
mundos criados, afinal, só porque a Terra foi vítima de Lúcifer,
isto não significa que outros planetas tiveram a mesma sorte.

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Creio por vários motivos, que a maioria dos planetas e seres


não foram afetados pela Rebelião de Lúcifer e mesmo vivendo
dentro dos Mundos Criados (da Criação, portanto), eles
realizam seu processo espiritual de forma mais amena, sem
tantas dores e sem as maldades possíveis dentro de um
planeta infectado pela Rebelião como o nosso!
Já nos mundos perfeitos, diz O Livro de Urântia, que estas
criaturas sempre obedecem ao Pai e O amam pela perfeição
de sua natureza divina plena.
Nós, no entanto, Criaturas frutos da Criação baseada na Lei
da Evolução, temos que conquistar esta Perfeição.
E a conquista da perfeição está diretamente ligada a Fazer a
Vontade do Pai!
E não só fazer, mas aperfeiçoar a prática, a qual culmina na
capacidade de Comungar Diretamente com o Pai em Nós, por
meio do Espírito Dele em cada um, que daí O orientará de
forma direta e segura!
(Não vou entrar na questão mais abrangente que pediria para
incluir o Espírito da Verdade, deixado para todo o Planeta por
Jesus, o Cristo, e o Espírito Santo. Pessoalmente creio que os
três atuam sob a liderança do Espírito do Pai presente em
cada criatura com um mínimo de moralidade e humanidade).

Para chegar até esta etapa, uma Alma percorre um longo


caminho por vezes. Melhor, o Espírito do Pai é obrigado a
habitar diversos corpos e mentes, até que uma personalidade
bastante madura se prontifique a realizar a Vontade do Pai de
forma consciente!
- Não mais a Minha, mas a Sua Vontade Seja Feita!
Ou na versão hindu:

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- Om Namah Shivay! “Senhor, seja feita sua vontade”!


Por isto este é um dos mais poderosos mantrans da Índia.
E muitos o usam como único método e fórmula para purificar
sua personalidade, ao o pronunciarem diversas vezes ao dia!
Claro que alguns o usam para mera proteção, outros o
repetem sem noção real de sua grandeza, e cada um ainda o
interpreta de forma variada, mas baseada na concepção de
Babaji de Haidhakan, que viveu de 1970 a 1984, no Norte da
Índia, seria este seu significado superior!
Ele sintetiza toda a Filosofia e toda a Religiosidade a que uma
Alma pode chegar!
Portanto, para embasar o exposto, vamos citar algumas
frases bem reveladoras de caráter cristão, pois na linha cristã
a Divindade Imanente nem sempre é vista com tanta
naturalidade como em outras vertentes:
Temos duas frases bem fortes, que dispensam comentários:
“O Reino de Deus está em vós”
“Não sabeis que sois templos de Deus?”

O Oriente dá inúmeras denominações a esta Fonte Interna e


Eterna:
- Lótus Sagrado, Flor Divina, Jóia, Diamante, Centelha Divina,
e mais tarde surgiram outros nomes pela ala Ocidental, como
Mônada, Átomo Crístico, Rosa Divina, tudo para designar o
que deveria ser óbvio:
- Que o Pai legou em cada criatura uma Semente de Sua
Divindade!

E enquanto as religiões coletivas optaram por adorar o Deus


Transcendente e Onipotente, os grupos místicos formados a

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partir de algumas almas mais inquiridoras, colocaram seu


enfoque no cultivo e na adoração do Deus Imanente, sem
desmerecer o Deus Transcendente!

Nem todos os grupos místicos se formaram com este intuito,


mas estamos nos referindo a estes no caso. E estes foram
perseguidos pela religião ortodoxa, porque viam naquela
afirmação, crença, e adoração, um ato de heresia para com o
Pai, com o Criador, quando, em verdade, era a forma mais
direta e secreta de Comungar com o Pai, tal como Jesus
mesmo sugeriu de forma velada, mas clara o suficiente para
os que sabiam do que Ele falava!
- Quem tem ouvidos que ouça!

De todas as grandes religiões tradicionais ou ortodoxas onde


sempre se venera apenas o Deus Transcendente, surgiram
portanto pequenos grupos que criaram práticas para “ativar,
adorar e alimentar” a Semente do Deus Imanente para fazer
florescer:
A Rosa Mística!
O Lírio Imaculado!
O Lótus Divino!
Nomes poéticos e místicos para esta Flor Divina que
desabrocha somente mediante adubo, água e luz Divinas!

Nenhuma Força humana ou do mundo, pode fazer florescer


tal Semente Divina, salvo o Esforço! Este sim terá de ser
Humano.
Mas a Força sempre terá de ser Divina, vir de Deus ou de
algum Mestre que já floresceu sua Sagrada Flor e pode agora

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atuar como Inspirador e Mediador para deflagrar esta Força


Divina e ajudar muitas Almas a converterem sua Alma
Humana em uma bela e imaculada Alma Divina! Mas como?
Ativando a Força do Espírito do Pai presente no Coração de
cada Ser Humano que tenha um mínimo de Fé no Criador,
seja por qual Religião for, ou sem religião tradicional, mas que
sinta a “religação” com o Pai, Criador, ou Deus.

A ativação deste Espírito do Pai pode ser feito de muitas


maneiras e muitas não são muito boas, mas mesmo assim, se
a pessoa em questão for determinada, acreditar no processo,
poderá fazer milagres com sua prática e sua fé, mesmo tendo
uma ferramenta menos adequada em suas mãos!
Este é o sagrado mistério do “esforço pelo sagrado”.

Ele rompe barreiras, ele realiza milagres também neste


sentido!
Portanto, o que define no final e afinal o sucesso, é o Esforço,
a Fé e a Entrega da Alma que busca por Deus!
A verdade no final é sempre paradoxal!
Portanto:
Não adianta ter-se o melhor método, no sentido dele
representar o mais adequado para o corpo racial da atual
humanidade, SE a alma não tem um anseio de fato profundo
e uma entrega equivalente! Ou SE o método não instigar nela
um quantum mínimo de entrega, para com isto multiplicar
seu anseio e este poder acender o Fogo Divino!

Mas claro que existem métodos que dão larga margem para
que se confunda o esforço humano com a Força Divina e

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acabam fazendo uma confusão entre: onde começa o esforço


do eu humano e onde se inicia a Força do Eu Divino!
E existem métodos que tem tanto cuidado para o elemento
humano não macular a Força Divina, que o excesso de
cuidado, por vezes, culmina no aborto do esforço!

Portanto, aqui na Terra existe uma lei que vale inclusive para
este nível:
- Que tudo tem seu lado sombra! Os excessos e os “escassos”
sempre provocam algum problema!

Pessoalmente provei três métodos de forma mais intensa:


- Num deles o esforço implicava em assistir aos serviços
templários e conferências para neles receber a Força Divina
concentrada em seus templos e nos textos inspiradores lidos
durante as conferências.
Claro que tais templos devem ser construídos por um Obreiro
da Luz. Alguém que realizou o processo!
Refiro-me, no caso ao Lectorium Rosicrucianum!

Ela possui um site e quem quiser pode pesquisar e encontrar


de forma direta todas as informações. Possui centros no
mundo todo, inclusive no Brasil, onde a frequentei e depois na
Suíça e Alemanha. Só posso recomendá-la, pois graças aos 14
anos de discipulado, minha alma sofreu um processo de
purificação intenso! E cheguei a iniciar o processo de
construção da alma divina! E foi sobre esta base que pude
fazer uso com “tanto sucesso” dos dois métodos que
experimentei a seguir! Ou seja: de não precisar mais tanto me
focar na purificação, mas na construção e por isto aproveitar

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o “melhor” deles! A parte boa! Pois a etapa da purificação,


seja feita via uma Escola ou Mestre, é sempre dolorosa para o
ego!

- O outro método partia do ato de perguntar: Quem Sou Eu?


O método pretende ativar a falsa idéia que a mente formou
no decorrer dos tempos, de que o nome, a profissão e o corpo
são seu verdadeiro eu ou sua única e real identidade! Imagine
que antes de nascer você não tinha nome, nem religião, nem
cultura, portanto, seu eu atual é coisa adquirida!
Ficando a Identidade Divina sempre ignorada e em estado de
“dormência”, de inconsciência... para nossa consciência
humana!
Este método, portanto, ativa, atiça esta Identidade Divina,
este Eu de Deus! Este D.EU.S! Daí o nome deste livro, pois
trata-se, de certa forma, de uma “autogênese do divino” em
ti. Na verdade todos os três métodos que cito, tem esta
proposta, com diferenças apenas em sua filosofia e em seus
métodos.

- O terceiro método, que é “de afirmação” da Identidade


Divina, e que pelo que sei foi criado pelo controverso e
misterioso Conde de Saint Germain, citarei mais no final com
alguns detalhes!

Agora desejo fazer uma exposição mais detalhada do método


de ativar a Divindade Interna por meio do “Perguntar”.

Método Atma-Vichara – Ramana Maharshi

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O método de se perguntar “quem sou eu?” não foi criado,


mas reativado pelo grande mestre Indiano, Ramana Maharshi
e se chama em sânscrito: Atma-Vichara!

Portanto, aqui o esforço humano consiste em regularmente,


de preferência uma a várias vezes ao dia, parar, relaxar e
deixar esta pergunta agir como um “fermento na alma”. Ou
como uma isca lançada nas profundezas da mente... até ela
“fisgar este Eu Divino”.
A Força Divina deste método provém da ligação supramental
que se fará com Ramana Maharshi, que acabará sendo seu
Mentor.
Eu sempre me senti amplamente apoiada, porém nunca senti
nada místico, nem tive visões com Ramana, mas a Mão
Invisível dele aparecia de forma tão delicada, tão impessoal,
que demorei um pouco para percebê-la! Assim, por meio
deste método, tive minha primeira e outras experiências de
ouvir A Voz do Silêncio!
O perigo é quando o aluno ou a pessoa quer a todo custo
sentir algo, ver algo, por isto é bom ler algum livro do Ramana
se quiser usar este método. E só posso aconselhar tal leitura,
por que este é um dos raros métodos que pode ser usado de
forma “autodidata” sem grandes perigos de mistificação ou
de grandes erros digamos. De grandes estragos que métodos
mais “poderosos” implicam!
O livro ABC é o clássico de Paul Brunton “O Caminho Secreto”.
Depois sugiro passar diretamente para o melhor livro lançado
sobre os diálogos de Ramana Maharshi com seus inúmeros
seguidores:

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“Be as You Are” – Seja o que Você é! – “Sei was du bist” (em
alemão).
Parece que o livro já foi traduzido por um grupo. Basta
pesquisar na internet que deve se achar o mesmo.
Neste livro não se percebe somente a grande Alma que foi
Ramana Maharshi, mas ele personifica uma espécie de quinta
essência da Yoga menos conhecida:
- a Jnana-Yoga, ou Yoga-Gnóstica! Gnose é conhecimento!
Mas trata-se do Conhecimento Divino, de Deus! Não dos
Homens!

Existem também vários verdadeiros iluminados pela linhagem


de Ramana; são atualmente iluminados de 3ª geração, ou
seja, a maioria fruto de vivência direta com um dos grandes
discípulos direto de Ramana Maharshi, Poonji ou Papaji que
de iluminado virou mestre também. Do contato e convívio
com Papaji surgiram alguns fortes candidatos a novos
mestres, que precisam, portanto, ainda “amadurecer” sua
iluminação via satsangs por exemplo (afinal, a prática faz o
mestre, já diz um antigo ditado alemão).

Se isto soa herético para alguns, digo que de tanto ler sobre
iluminados, acabei me deparando com esta verdade: que um
iluminado não é um mestre de um dia para outro! Ele precisa
amadurecer também!

Quem me deu esta dica foi outro iluminado direto de Ramana


Maharshi, nascido em New York e que atuou lá até morrer:
Robert Adams! Se buscarem no Google a respeito, vão
encontrar links sem fim de um fotógrafo com este nome, mas

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não é ele. Relacione Adams com Ramana e daí devem


encontrar algo. Tenho o livro com os satsangs dele em
alemão e em inglês, com o título: Silence of the Heart.

Sat-Sanga ou Satsang em sua essência pura, é estar na


presença de um Mestre e absorver dele, do campo de força
dele, a Força Divina que irá ativar a Mônada, a Alma Divina, o
Despertar do Cristo Interno, da Rosa, do Lírio, do Lótus
Sagrado. Portanto em presença silenciosa. Mas disse Ramana
Maharshi, como a maioria não sabe ficar neste silêncio e
absorver de forma tão indireta e sutil a força, é preciso que o
Mestre use a fala e assim atinja primeiro a mente dos
buscadores, via perguntas e respostas; portanto a maioria dos
livros dos iluminados são simples compilações destes
satsangs, que são como uma “aula com o mestre”, onde os
alunos fazem todas as perguntas, das mais simples às mais
complexas e todos aproveitam as respostas para seu
caminho!

Perguntado a Ramana se era necessária a presença física do


mestre para receber a Força dele, ele respondeu que o
mestre não é o corpo, portanto, basta pensar nele para se
conectar a ele e ao seu campo de força! (Por isto pude
receber tantas bênçãos de forma tão delicada e quase
imperceptível ao praticar o Atma-Vichara e me conectar a
ele).
Possuo sim uma foto dele, pois o considero um dos raros
mestres de grande simplicidade e poder. Um poder que ele
jamais ostentava, mas que transparecia, como consequência
natural de seu estado de ser! Sei que existem mestres puros

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de outros raios que usam o poder como forma de trabalho, e


também sei de outros mestres que não merecem este nome,
porque usam poderes psíquicos para se fazerem de mestre!
Por isto Jesus nos advertiu:
- Sede espertos como as serpentes e simples como as
pombas!
Neste sentido vale a penar ler ainda de Paul Brunton “A Índia
Secreta”, embora tenha que se considerar que na época Paul
Brunton não tinha ainda o discernimento suficiente para saber
qual mestre era qual!
Ele apenas descreveu cada de forma bastante impessoal, mas
pelas entrelinhas percebe-se qual tinha de fato calibre de
mestre como a gente imagina que deva ser um!
E se alguém quer aproveitar e criar uma imagem mais
coerente da Índia, deve ler ou reler o livro de Yogananda
“Autobiografia de um Yogue”. Considerando que hoje muitas
formas de Yoga foram abolidas por novos mestres, porque o
corpo racial foi mudando e algumas não são mais apropriadas
para esta época e corpo. Cada um deve, portanto, usar seu
feeling, checar o que vale para si, pois o que não vale para a
maioria pode ser que para ti em particular, possa ter algum
uso por algum tempo!
Devemos parar de querer fazer de tudo algo eternamente
bom ou eternamente mau! Muitos métodos são apenas
chaves como pontes, como intervalos ou como purificadores
inicias, enfim. Cada um deve sempre e somente responder
por si! Neste campo ninguém pode nos dizer o que hoje é
certo para mim! E o que hoje é certo, amanhã pode ser
“errado”, não porque o método não “presta”, o que também

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pode ser o caso, mas porque não serve mais para meu
processo!

Usemos, pois nosso feeling se não temos discernimento


suficiente quando a gente se deparar com “tantos falsos
mestres” nesta era onde todos possuem algum tipo de poder!

Porém, às vezes, é necessário se deparar com algum falso


mestre para poder saber como agem, suas sutilezas.
Realmente somente almas maduras conseguem com o tempo
discernir claramente a diferença mínima externa entre
ambos! Internamente são opostos quanto a Fonte da qual
tiram sua Força! E aqui reside o único perigo para os
ingênuos!
Sempre peçam por orientação divina quando têm duvidas
sobre algo ou alguém. Peçam de coração e em nome da
Verdade para que possam ser “salvos” de anos de práticas
danosas para sua alma!
Como os estragos maiores são causados por mestres que se
valem de poderes, é preciso vigilância tripla nestes casos!
“Orai e vigiai”. Não entregue sua alma tão rapidamente!
Avalie!
Neste sentido vou deixar citado um comentário em inglês de
um amigo meu, inglês, que conheceu vários e que conheci na
Índia:
My definition of a Master
> is one who enables others to see as with their eyes.
> Ramana certainly, as Papaji was his disciple, and
> Papaji was also a Master, as many students of his
> give satsang. Gangaji, Mira, Mooji. Osho was a
> genius. Maybe a master, but certainly a genius.
> I don't analyses it too much or I'll
> become stuck and opinionated. From John de Ruiter, I

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> received, "Be what you know, not what you think, and
> not what you feel"
> Goodnight love John

Quando eu comentei para usar o “feeling”, referia-me aquele


sentimento que todos temos quando algo não nos desce
totalmente! Pois nosso saber geralmente é fraco ou apenas
incompleto e nosso discernimento somente se torna mais
amplo via experiências externas mescladas a experiências
internas. Portanto, resta a gente ficar alerta e checar o que
sentimos; a primeira impressão nem sempre é a certa, as
vezes é a última. Nada obedece a uma ordem rígida. Mas
aquele “feeling” é um dos termômetros mais seguros! Se ele
soou um alarme, por menor que seja, fique alerta, pois se foi
apenas um alarme em função de seus preconceitos, o tempo
vai lhe amadurecer; mas se for um alarme de que algo está
errado com tal pessoa, método ou grupo, então o tempo
também vai lhe responder, basta não entrar de cheio e ir
checando tudo que puder, sem maiores alardes.

Voltando ao tema interrompido:

Portanto, discípulos diretos de Ramana Maharshi dos quais sei


e li algo, são Robert Adams e Papaji. De Papaji surgiram
Madhukar, Gangaji, Mooji e via John soube de Mira.
Pessoalmente posso falar dos que citei:

Madhukar é um alemão, hoje atuante na Holanda.


Li alguns relatos e artigos, vi alguns interviews dele, mantive
contato via e-mail com uma de suas seguidoras, e cheguei a

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receber um e-mail dele há alguns anos quando contatei o


grupo que ainda vivia na Alemanha.
A outra é Gangaji, uma americana, senão me engano.
Li um dos livros dela editado em alemão, fruto dos diálogos
(satsangs) com seus pesquisadores! E gostei bastante.

O outro é Mooji, residente em Londres.


Ele vem há algum tempo ao Brasil, onde o conheci
pessoalmente e comprovei em três dias de Satsang, que de
fato é alguém muito especial. Sério mas com um senso de
humor maravilhoso, e sem dúvida um ser que se libertou do
poder da matéria! Comprove por você mesmo na próxima
vinda dele, se o método de Atma-Vichara te tocar ou
“chamar”.
Esqueça aparências e procedências: o divino não escolhe e
não tem preconceitos! Ele apenas busca corações puros ou
purificados pela vida!

Desejo contar ainda rapidamente como ocorreu o meu


contato com Ramana Maharshi, que infelizmente morreu
pelos anos 50:

- Conheci Ramana Maharshi (não confundir com Maharishi)


por meio de um livro que um amigo me presenteou (via
correio), há vários anos e que me causou a seguinte reação
quando o peguei em mãos:
- Ora! Mais um hindu que se diz de santo!!
Foi muita paradoxal esta minha reação, pois adorava ler na
Bhagavad-Gita e gostava da versão Hindu sobre Brahman e
Brahma (Deus Absoluto e Deus da Criação), portanto, a

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diferença entre os mundos divinos e os mundos criados, x


maya, ilusão, etc. Portanto, não entendi a tal da reação que
tive.
E levei algum tempo para criar coragem e folhear no livro,
para afinal dar um feedback para meu amigo!
E qual a surpresa quando abro ao acaso e leio uma resposta
dada a um suíço (e eu vivia justo na Suíça) por Ramana! A
minha reação foi novamente paradoxal, eu disse espontânea
e “presunçosamente”:
- Resposta digna de um Mestre!

Para resumir esta história pessoal, vou concluir dizendo, que


quando decidi largar o Lectorium para dar um tempo e ver se
eu ainda e de fato concordava com o método dela para mim
(não que eu duvidasse dele), um dia, lembrei do livro e de
Ramana... e comecei singelamente a fazer a prática da
pergunta e não párei!
Senti-me tentada a voltar para a Escola, pois me deparei com
algo com o qual não contava:
- Sozinha, autodidata, eu tinha que ter e determinar um ritmo
que nem sempre conseguia... pois sem um ritmo e sem uma
regularidade, NADA ACONTECE COM METODO NENHUM!
E na Escola, como gosto de chamar o Lectorium, bastava
seguir a prática e o ritmo; aqui eu tinha que determinar o
ritmo e ter autodisciplina para seguir a prática!
Isto quase me fez voltar a Escola, mas no final percebi que
queria ir mais a fundo. Que queria experimentar mais esta
prática que estava me transformando, tal como a Escola o
tinha feito, mas agora em outros níveis, como a Escola o teria
feito se eu tivesse permanecido nela!

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E agora vou inserir aqui uma homenagem espontânea que fiz


um dia via e-mail a um amigo sobre Ramana Maharshi, o qual
me falou de Mooji, quando veio ao Brasil:

Helena’s Homenagem a Ramana Maharshi

Mestre é todo aquele que te liberta.


Todo aquele que te desperta o desejo de ser integro, livre e
inteiro.
Mestre é todo aquele que é verdadeiro.
Todo aquele que busca a verdade em primeiro lugar,
acima e abaixo de toda tradição.
Mestre é aquele que mora no fundo de teu coração.
Que transforma tua vida num poema e elimina o dilema.
Que faz você sorrir sem querer e deixa você pronto para
“morrer”.
Que não escolhe hora ou dia para te livrar da agonia do querer.
Que seduz sem intenção.
Que evoca a saudade do Eterno sem palavras, apenas por
vibração.
Mestre é aquele que superou a superação.
Que fez de seu ser um estado de oração.
Que faz de Você um altar para sua devoção!
Hoje acrescentaria:
Que faz de teu Ser um Templo para Deus viver!
(Morrer se refere ao ego; o ego egoísta, separatista, cheio de manias e
vontades; pois o ego como instrumento neutro e purificado é de um
valor imenso para um mestre “sem ego”). As verdades são sempre
paradoxais!

Mas sendo bem justa, devo dizer que fiz muita poesia em
nome da Escola e inspirada por ela e sua profunda filosofia.
Tenho uma pasta cheia que guardo com muito carinho e
talvez publique alguma algum dia.
É que a de Ramana me caiu nas mãos sem eu buscar e
confesso que nem lembrava mais dela!

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Terceiro método: da Afirmação por Saint Germain

De repente entrei num período em que simplesmente não


fazia mais a prática do Perguntar! Por nada. E o curioso é que
não neguei, não forcei nada e nem me alarmei. Olhando para
trás hoje, vejo que foi algo realmente “comandado” pelo meu
Interior ou por Ramana, enfim, fato é que seguindo uma
intuição há algumas semanas, fui pegar um livro antigo de
Trigueirinho sobre os Sete Raios.
Lá encontrei algumas dicas preciosas para vencer de vez um
resto de ansiedade, fruto de minha personalidade altamente
dinâmica em determinados sentidos, não em todos.
Mas, abaixo do livro de Trigueirinho, havia um livro que
minhas mãos pegaram sem minha permissão! Pelo contrário!
Era avessa a tal livro, pois que o conhecia de nome há
tempos, antes de entrar na Escola. Aliás, tinha sido minha
última prática “por conta” na época:
- A invocação a Chama Violeta! O sétimo raio para os que
entendem esta linguagem. E o curioso foi que logo a seguir
entrei numa Escola de Sétimo Raio! (Este é um tema à parte;
seria como explicar a forma e o método pelo qual algo é
fabricado! Para o consumidor, importa que o produto seja
bom! Portanto, não é vital saber o que são os sete raios, mas
eles explicam as grandes variáveis de “adoração” a Deus;
Jesus, por exemplo, usou o poder do Sexto Raio, o
Devocional).

Mas então porque a resistência com relação ao livro, alguém


poderia perguntar com justa razão?

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A resistência se devia ao constatar nos últimos anos a grande


explosão de escritos ditos de canalizados!
Todo mundo acha que pode canalizar os ditos Mestres da
Hierarquia, ou da Fraternidade dos Libertos da Matéria!
E eu folheei alguns dos livros canalizados, li artigos e pude
constatar que a maioria não tem um valor espiritual de fato,
mas um valor filosófico relativo. Relativo da alma que o lê. Da
maturidade dela.
Não senti na maioria “o Mestre presente”; a Força Dele
presente, pois isto é a chave para um livro ser poderoso ou
não, verdadeiramente canalizado ou não!
E lendo o livro “Um Trata de Magia Branca” de Alice A. Bailey
que ditou telepaticamente mais de 20 livros do Mestre
Tibetano, ou de Djwal Kuhl, entendi porque a maioria das
canalizações não “tem Força”. (Em tempo: a magia neste
caso, nem é branca, mas da alma; magia pura teria sido um
título mais adequado, pois quando alma purificada recebe os
raios dourados do espírito, ela se torna naturalmente mágica
e impregna o ambiente com sua força espiritual).

Ele disse que ele não iria mais usar ninguém para repassar
seus conhecimentos, a não ser por volta de 1975, quando
suas revelações atingiriam uma terceira etapa. A primeira
fora com Helena Blavatsky, a segunda com Alice A. Bailey e a
terceira... eu acho que foi com Trigueirinho! Esta é minha
opinião! Só que com ele não foi mais um mero trabalho de
repassar informações, mas de simplificar e destrinchar os
elementos mais chaves, ou os mais relacionados ao Plano
Espiritual; em segundo plano, eu arriscaria dizer, formatar
um método para ativar as Chaves Espirituais, que sempre

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culminam na ativação da Mônada, do EU SOU! Em terceiro


plano diria que Trigueirinho tem uma tarefa relacionada a
preparar o planeta para a próxima Era; de transferir, fundar e
ativar os centros de força planetários, principalmente
relacionados ao papel da América Latina para a Nova Era).
Mas voltando ao Tibetano e no livro citado! Lá ele disse algo
que se gravou como fogo em minha mente:
- Que todos os mestres deixam uma espécie de cascão seu no
plano astral (e suponho no mental concreto), de onde a
maioria retira os ditos conhecimentos canalizados!
A maioria ou muitas das canalizações não são diretas ou
puras, mas provindas das memórias por assim dizer dos
Mestres e, quem sabe, mesclados a conteúdos
subconscientes do canalizador, afinal esta prática jamais
estará livre de falhas, pois para tal, seria preciso que a
canalização fosse direta, com o Mestre, para ele cuidar de
não ocorrerem falhas!
Não há outro modo de evitar as normais falhas e enganos da
mente humana que ainda não foi completamente purificada
por um genuíno processo espiritual. E neste caso, a
“canalização” mais óbvia seria a de expressar seu MESTRE
IMANENTE, seu EU SOU!

Aproveitando este gancho, vamos voltar então ao livro que


minhas mãos pegaram e minha mente não queria pegar por
eu partir do princípio que este poderia ser um dos livros
canalizados via indireta; pelas memórias astrais e mentais do
Conde de Saint Germain.
E, portanto, não totalmente confiável para um tema tão
delicado:

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- A ativação do SER!
O Livro Alquímico de Saint Germain!

Mas, algo me moveu a ler aquele livro contra a minha vontade


consciente! Foi realmente muito forte. Simplesmente não
resisti!
E então fez EURECA! Digo, depois de ler o livro todo.
- Percebi que o método de Ramana Maharshi ou do Atma-
Vichara, tinha “acordado” algo em mim! A pergunta QUEM
SOU EU? estava sendo respondida por meio do método de
afirmação de Saint Germain:
- EU SOU!
A ficha caiu como um raio. E senti que deveria sim arriscar a
prática que num passado recente eu teria negado com todas
as forças. Mas dadas às circunstâncias, senti-me compelida a
pelo menos experimentar a prática! Senti que a afirmação
poderia ser agora o próximo método!
Não poderia explicar hoje porque vejo-me compelida a mudar
de método, mesmo não tendo o desejo, como foi o caso com
o Atma-Vichara! Algo me moveu a isto.
E meu EU SOU deve ter um propósito para mim com tais
mudanças que ainda não consigo entrever, ou pelo menos
muito vagamente.

E quanto a Saint Germain! Quem foi ele afinal?


Existem muitas evidências reais sobre suas diversas
aparições desde o século XVII. Existem relatos, notas, datas e
quem quiser pode pesquisar na rede, tomando o cuidado de
discernir um pouco. Melhor pegar uma Wikipedia e algum site
menos misticóides (expressão cunhada por Livio Vinardi,

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senão me engano – um argentino, criador da


Biopsicoenergética e que foi um dos que cunhou na época a
diferença de um movimento espiritual genuíno dos tantos
“improvisados”; diferenciando místicos autênticos de
misticóides – soube que ele está novamente no Brasil e
vivendo em Bragança Paulista).

Saint Germain foi o revelador de várias descobertas científicas


no decorrer dos séculos e também de uma das mais
poderosas técnicas de ativação do Deus Imanente!

Por que ativação? Por que nascemos pela Lei do Livre Arbítrio
e nada acontece mecanicamente ao nível da alma.
Tudo é decorrente de um contínuo processo de
conscientização e permissão por parte da personalidade.
Nascemos como crianças e vamos conquistando a maturidade
no decorrer dos anos.
O mesmo percurso faz a alma em cada ser humano: almas
maduras conseguem finalmente perceber este Deus Imanente
e voltar-se para seu desabrochar.
Uma purificação mínima é necessária para que se possa ouvir
esta Voz do Silêncio e entender a delicadeza de sua
mensagem.
A purificação dos três templos, em três dias, ou três etapas:
- o corpo físico, emocional e mental!
Eles devem tornar-se com o tempo em veículos adequados
para expressar Deus através de nós, pois somos “templos de
Deus”, ou pelo menos fomos criados com esta finalidade
última!

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Esta imagem poderosa de sermos Templos de Deus é ao


mesmo tempo igualmente poderosa na vida humana!
E aqui entra em cena a mensagem de Saint Germain, que tem
repassado sua técnica de purificação via Chama Violeta e da
ativação da Divindade via Afirmação da chave EU SOU!
Não meditação em primeira instância, nem oração, mas
afirmação, embora a oração seja uma antecâmara e a
meditação uma ferramenta aliada muito importante!

Vamos nos valer de um dos livros clássicos editados sobre a


técnica da Afirmação do “EU SOU”.
Diante da avalanche de textos canalizados, precisamos colher
as pérolas e saber separar as autênticas das falsas. Não
porque houve má intenção, mas falta de discernimento.
Considero assim O Livro Alquímico de Saint Germain uma
obra autêntica em termos de canalização, editado pela
Editora Record e que se encontrava esgotado pelo que sei.
Portanto, vão com calma, nem todo livro de Saint Germain foi
realmente canalizado por ele, embora ele, pelo visto, tenha
de fato se servido mais vezes do método, face a vários
motivos. Portanto leia e sinta. Eu sempre peço orientação a
minha Alma antes de comprar algo ou na dúvida. Vale o
mesmo pedir para a Fonte de sua Fé!

A Afirmação do “EU SOU”

Estamos cientes que muitos vão precisar ler esta obra e


talvez outra complementar, para poderem entender a
profundidade de uma prática que parece tão simples!

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Muitos vão confundir e afirmar o “Eu Sou” pensando neles,


como personalidades, esquecendo que o autor e mesmo Jesus
(sim!), fez tais afirmações sempre e somente considerando o
“Eu Sou” o nome do Deus Imanente, na verdade O Verbo
Vivente, o qual foi simbolizado por Cristo; Jesus simboliza a
personalidade ciente de que possuí o Verbo e precisa viver e
conjugar o Verbo do Pai nele! Justo para servir de exemplo
para toda uma comunidade que até então apenas
vislumbrava o Deus Transcendente, longe, distante, vingativo
e desumano! Moldado, portanto, a imagem de cada grupo
religioso e de seus líderes. Na verdade “um deus deformado”
por eles!
E para inspirar e ajudar na elaboração de uma idéia mais
clara do Verbo Vivente, vamos a algumas citações:
“EU SOU” o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao
Pai senão por Mim!
Eu, o Espírito do Pai em vós, Sou o Caminho, a Verdade e a
Vida. Ninguém vem ao Pai senão por meu intermédio!
“EU SOU” o Alfa e o Omega!
Eu, vosso Espírito do Pai em vós, existiu antes dos mundos
terem sido criados e existirá depois!
“EU SOU” a Ressurreição e a Vida.
Eu, o Espírito Divino do Pai em vós, tem o poder de tornar a
vossa alma imortal e garantir a vida eterna dela!
E se disserem a uma montanha que se mova, ela se moveria
se tivésseis fé... no vosso EU SOU, que tudo pode, porque é o
Espírito do Pai atuando em vós e por meio de vós.
Vós sois deuses... sim, pequenos deuses, por contermos em
nós o Espírito Divino do Pai, que se pudesse agir por meio de

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nós sem entraves e sem impedimentos de nossa parte, Ele


faria milagres diariamente!
Não para demonstrar poderes, nem para desafiar a ciência,
mas porque o Espírito do Pai é Poder, logo Ele tudo pode!
Nada lhe é impossível, a não ser bloqueado por nossa falta de
fé e falta de oportunidade. Sim, porque como fomos criados
pela Lei do Livre Arbítrio, nem o Pai, nem seu Espírito podem
nos forçar a algo.
(Somente os seres humanos forçam e coagem seus irmãos
em nome de uma boa intenção).
O Espírito inspira, sugere, mas jamais coage!
O Ser humano conspira, impõe e sempre coage!
Infelizmente não respeitamos o livre arbítrio do outro, assim
como gostamos de ver respeitado o nosso!

Portanto,
EU SOU o Espírito Divino em vós, mais próximo que mãos e
pés!
O Reino de Deus está em vós!
EU SOU a água viva e o pão da vida eterna!
Quem beber da minha água e comer do meu pão, jamais terá
sede e fome! (Pois será saciado com o maná da eternidade).

Esperamos que estas passagens e ligeiras observações os


tenham descortinado um novo Jesus e uma nova Bíblia um
pouco mais coerente quando interpretada em seu nível
espiritual e não apenas literal!
E que tenham começado a perceber a força da afirmação do
Verbo Vivente EU SOU! (No livro “Chá das Cinco com o
Mestre” eu aprofundo estas citações por meio de inspirações).

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Mas lembrem-se dos dois ingredientes para o sucesso de


qualquer prática, plano ou desejo:

- Um ritmo e uma regularidade constante!


Um ritmo pode ser uma vez ao dia, duas, três, ou três vezes
por semana, uma vez por mês, enfim, sempre depende do
que se trata.
Vejamos alguns exemplos bem óbvios:
- O ritmo do tempo humano se divide em segundos, minutos,
horas, dias, semanas, meses e anos!
Ele nos permite escolher qual ritmo será o mais adequado
para o que viermos a praticar.
As estações se alteram a cada três meses!
Um bebê precisa de nove meses para nascer!
O sol nasce a cada 24 horas, mas na verdade ele sempre está
brilhando!
(Assim também o Sol Interno está sempre brilhando, mas a
nossa Face está sempre voltada para a Noite! Quando
virarmos lentamente nosso Pólo Magnético, nós O veremos: o
nosso Cristo Solar Interno)!

A natureza fixou seus ritmos com as regularidades que o


Criador e seus inúmeros Ajudantes viram como sendo “bom”.
Assim cada um deve ver como, onde e quando deseja fazer
suas. Eu percebi que é bem cedinho. De preferência antes de
o sol nascer. Parece que neste momento o silêncio é o mais
profundo, como uma moldura para o grande espetáculo
matinal.

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Pessoalmente gosto de começar meu serviço espiritual


matinal ou a noite, com a afirmação:
“EU SOU o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai
senão por Mim”!
Ela me centra, e me lembra que o Eu Sou que vou usar, é o
Verbo Divino do Pai em mim, e não este meu eu consciente
que está usando a prática, esta mente humana!

Haverá um momento na vida de cada um, em que saberá o


valor que tem esta mente humana, este eu consciente, além
do fato dele cooperar com o processo! Portanto, não a
supervalorizem achando que a mente, ou seu eu humano, é o
Eu Sou, nem a menosprezem. Sua função é chave e sua
cooperação plena é a chave para o sucesso!

O Pai age por meio do Filho, do EU SOU em cada um!


Quando cada alma tiver realizada a Glória do Pai por meio do
Filho, o Pai terá atingido seu propósito para com as Criaturas
dotadas com seu Espírito, seu Filho!

Vamos agora as citações que escolhi na medida em que


sentiam serem chaves. O valor de se retirar elementos chaves
de um contexto, seja de um livro ou de outro objeto, é que
você as negrita de uma maneira especial, recortando-as de
seu “habitat” para enfatizar seu conteúdo. Geralmente
quando se lê um livro novo, perde-se no final as chaves
contidas nele e com isto o motivo pelo qual ele foi escrito!
Salvo as pessoas que costumam reler livros bons, as demais
acabam não absorvendo o conteúdo chave!
Aprendi uma chave neste sentido, por ler muito:

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- Não só reler é essencial, mas muitas vezes abrir um livro de


bom conteúdo “ao acaso” ou fazendo uma pergunta chave
para ti. A frase ou as páginas que se lê desta maneira,
altamente focada, revelam facetas que numa leitura geral se
perde!

E nesta era corrida, onde não nos damos mais tempo para
digerir nem a comida que alimenta nosso corpo, muito menos
os conteúdos da vida que alimentam nossa alma, é
importante facilitar a assimilação!
Este foi o objetivo de ter retirado as citações do contexto do
livro original e ter escrito uma espécie de prefácio, onde
busquei mostrar pelo método da comparação, o espaço desta
prática espiritual.

Via de regra toda nossa vida se baseia em comparações e


baseado nelas que vamos “subindo a escada evolutiva”,
mesmo que não o percebamos!
Usar, portanto, uma lei da vida de forma consciente e
ordenada, deveria ser um fator ativador ou facilitador para
atingir novos degraus da longa Escada da Vida.

Por outro lado, SE algo me moveu a usar esta prática da


Afirmação e de compor um livro com ela, isto não significa
que desmereço ou não creio com a mesma intensidade na
prática do QUEM SOU EU, reativada por Ramana Maharshi, ou
pelas “práticas” do LECTORIUM ROSICRUCIANUM (que não são
práticas como as concebemos).

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Se os citei, foi justamente para mostrar que para mim, a


prática da Afirmação do EU SOU, está sendo a última de uma
série de três!
Portanto, fique aberto, tal como eu, e veja qual das três
experenciadas por mim, lhe toca. Desperta o interesse. E siga
a Bússola da sua Alma!
Afinal ela é comandada por detrás dos bastidores pelo seu
Espírito Divino. Mesmo que você não o saiba e dificilmente vai
perceber um toque tão sutil e suave enquanto não fizer uma
bela faxina interna. E falo bela duplamente:
- Intensa e extensa! A parte extensa significa para mim o
“pente fino”. Todos sabemos que são os detalhes que mais
gastam tempo e mais custam na construção de uma casa.
O mesmo com relação a faxina. Depois de você fazer a parte
mais grossa, mais elementar, vai começar a perceber que
cada pensamento, sentimento e atitude que vá contra sua
consciência espiritual (do que sabe!), é um impedimento para
o Divino se manifestar!
Um excelente sinal de purificação é quando o menor
pensamento e sentimento de desarmonia lhe provocam
agonia.
Este é um termômetro excelente para o curioso “eu humano”
saber o quanto ele está “purificado” para poder expressar em
algum momento, com a máxima pureza possível, o Divino.
Ser um vaso vazio, perfeito, puro, para poder suportar ser um
Graal!
Um suporte para a Graça Divina!
Afinal, como disse minha xará russa Helena Blavatsky (aliás,
meu nome Helena provem de uma avó russa):

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- Não se pode por essências de rosas em um recipiente que


continha arenques!
(Arenques são uma espécie de peixes).
A frase não é exatamente esta, mas a idéia confere.

Portanto, tornar-se um vaso purificado, puro e perfeito, é a


condição sine qua non para poder receber o Maná Divino e
alimentar com ele outras almas sedentas!

Eu gostaria de retomar rapidamente o tema que abordei há


pouco, sobre os sinais para o eu saber em que pé anda sua
purificação.
Desejo citar alguns indícios que podem indicar o índice de seu
preparo:

- A necessidade de criticar diminui diariamente! E se


transforma num tormento se continuada! Você se verá
naturalmente em alerta. Qualquer desvio lhe pesa na
consciência e isto é apenas sadio!

- A necessidade de silêncio cresce diariamente! E culmina


num período de relativo isolamento para aprofundar o
mesmo! Provavelmente terá ansiado já há algum tempo por
um período de isolamento, e na hora em que realmente
saberá aproveita-lo ele lhe será dado, talvez até doado, pelas
mais curiosas circunstâncias. Ou então duramente
conquistado (como foi meu caso agora); em que tive que ir
contra críticas e julgamentos de parentes e terceiros! E pagar
um preço alto também quanto a parte monetária, usando de
economias para poder me dar ao luxo de ter um tempo de

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 78 - 95
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silêncio e solidão! Mas garanto que depois de 7 meses, eu


posso dizer que teria me arrependido amargamente se não
tivesse seguido a voz da alma. Mas não pensem que foi fácil:
fiz uma volta por Mato Grosso, achando que era lá o lugar que
minha alma poderia ter mais tempo e acabei com mala e cuia
no Paraná! No entanto, tudo teve seu valor e sua razão de
ser. Existem tentativas na vida que devem ser feitas,
independente do resultado!

Outro termômetro indicador de que um processo real está


ocorrendo:

- A sua prática ou se aprofunda ou surge outra, que por


alguma razão, nem sempre clara, e com direito a muitas
duvidas e reflexões, vai lhe permitir um maior
aprofundamento!

- A sua compreensão interna começa a ganhar clareza. Parece


que as verdades universais começam a ficar “vivas”. Como se
você as tivesse descoberto de fato. Em primeira mão! E assim
deve ser!

- A sua única fonte de Força, Fé e Felicidade vêm de Deus,


seja lá como você O conceba! E isto não significa que não terá
mais abalos, mas não serão sísmicos, antes cíclicos e com
uma diminuição decrescente!
Portanto, esta é a Receita da Felicidade: Ter Fome de DEUS!

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 79 - 95
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- Só o Pão e a Água da Vida Eterna saciarão a Alma Faminta e


Sedenta! Não lhe daí pedras em troca, coisas humanas!
Cuidai!

E agora vamos finalmente às citações do livro citado!!

PG 14 – CONTROLE DA ENERGIA
Precisas adquirir o hábito de governar tua energia. Senão
senta-te várias vezes ao dia e aquieta-te. Aquieta teu ser
exterior. Isto permite que te nutras de energia. Aprende a
ordená-la. Se queres que ela (sua energia) se aquiete, fica
também quieto! Se precisas dela ativa, fica ativo.

PG 14 – A FORÇA DO HUMOR E DO PERDÃO


Antes de lamentar-te de cada coisa que experimentas em ti e
no teu mundo, recorda que elas vêm para que te livres dela,
para que as transmutes. Cuida para não fixares a atenção
naquelas coisas das quais queres te limpar. (...) A forma mais
rápida de conseguir isto (se livrar) é empregando o humor. A
sensação leve e descontraída que o humor nos dá permite
maravilhosas manifestações.
Se te empenhas e invocas a Lei do Perdão, podes extinguir
todas as más criações do passado com a Chama Violeta da
Transmutação e te libertar. Deves estar consciente que a
Chama Violeta é a ativa Presença de Deus atuando.

PG 15 – SIGNIFICADO DE ACEITAR
Está aceito pelo indivíduo tudo aquilo com que ele concorda
mentalmente. Se ele fixa a atenção numa coisa, estará se
tornando uno ou unificando-se com a coisa. Estará se

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 80 - 95
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identificando com aquilo, seja bom ou mau. Quando a mente


aceita ou concorda com alguma coisa ou condição, o indivíduo
está estabelecendo aquilo em seu mundo.

PG 16 – CONFIANÇA
Para tudo o que ele não quer, o discípulo (e os seres humano
em geral) demonstra toda a confiança no mundo exterior.
Para tudo o que se deseja, deve obrigar-se a ter a mesma
confiança no espiritual.

PG 17 – “EU SOU”
Quando Jesus disse: “Eu sou a Ressurreição e a Vida”, emitiu
uma das maiores expressões de todos os tempos.
Quando ele disse: “EU SOU”, não se referia à expressão
exterior, mas sim à Magna Presença de Deus Interior, porque
disse repetidamente: “Eu, de meu próprio ser, não posso
fazer nada; é o Nosso Pai, o EU SOU, quem realiza as obras.”
Disse também: “EU SOU a Luz que ilumina cada homem que
vem ao mundo.”
Quando reconheces e aceitas plenamente o “EU SOU” como a
Magna Presença de Deus em ti, em ação, terás dado um dos
maiores passos para a libertação.
Agora, guarda bem esta afirmação: “EU SOU a porta aberta
que nenhum homem pode fechar.” Se puderes fazê-lo, tens a
chave que permite atravessar o véu da carne, e, levando
contigo toda a consciência imperfeita que tenhas acumulado,
podes transmutá-la ou elevá-la a essa perfeição na qual
ingressaste.

PG 18 – SERVIR DOIS SENHORES

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Há muitos séculos que é repetido à humanidade: “Não se


pode servir a dois senhores”. Por quê? Porque só existe uma
Inteligência, uma Presença, um Poder que possa atuar, e essa
Presença é Deus em ti. Quando te voltas à manifestação
exterior e acreditas no poder das aparências, está servindo a
um amo falso e usurpador que só encontra uma aparência
porque contém energia de Deus, a qual está usando mal.

PG 19 – O MUNDO EXTERNO
A expressão exterior de vida não é mais que um constante e
mutante ato criado pela mente exterior, presumindo ser o
ator autêntico. De modo que a atenção está constantemente
fixa na aparência externa que só contem imperfeições, o que
fez com que os filhos de Deus tenham esquecido sua própria
Divindade, precisando de novo retornar a ela.

PG 20 – AFIRMAÇÃO PODEROSA & AUTOSABOTAGEM


A singela afirmação seguinte, usada com determinação
sincera, trará ao indivíduo tudo o que ele possa
possivelmente desejar:
“EU SOU a grande fartura de Deus tornada visível em meu
uso agora e continuamente”.

O elemento limitador que tantos discípulos sentem é, por


exemplo, eles começarem declarando a Verdade quando
usam a afirmação anterior. Mas antes de passarem algumas
horas, caso se analisem conscientemente, descobrirão que
em seus sentimentos existem vestígios de dúvidas ou temor.
Estes dois sentimentos, naturalmente, neutralizam em grande

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 82 - 95
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parte a força construtora que traria rapidamente o desejo ou


a procura.

PG 22 – O PODER ÚNICO
Quando consegues compreender que os teus pensamentos,
sentimentos e expressão de “EU SOU” colocam em ação o
ilimitado Poder de Deus, recebes então o que desejas. Não
deve ser nenhum problema para o discípulo ver e entender
que a aparência externa não passa da distorcida criação do
homem (via livre arbítrio), o qual acredita que no exterior
existe uma fonte de poder à parte, quando um momento de
reflexão o fará perceber que só existe um único amor, uma só
inteligência e um só poder que podem atuar, e que isso é
Deus.

PG 28 – O USO CORRETO DO PENSAMENTO


O uso descontrolado do pensamento e do sentimento tem
trazido todo tipo de discórdia, enfermidades e moléstias.
Contudo, são poucos os que crêem nisto, e continuam criando
caos em seus mundos com seus pensamentos e desejos
desordenados, quando poderiam, com a mesma facilidade
com que se respira, tornar a usar seu pensamento construtivo
e, com o motivo do amor, construir um paraíso perfeito (em
sua vida) num período de dois anos.

PG 29 – O PERDÃO DIVINO
Os discípulos devem, a todo o momento, recordar que, não
importa os erros que tenham cometido Deus jamais critica ou
condena. Ao contrário, a cada tropeço, diz, doce e
amorosamente: “Levanta filho, e recomeça, continua

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ensaiando até conseguires a verdadeira vitória e a liberdade


de teu domínio divino”.
Quando alguém percebe ter cometido um erro, a primeira
coisa a fazer deve ser sempre invocar a Lei do Perdão e pedir
força e sabedoria para não repetir o erro. Deus, todo amor,
tem uma infinita paciência e, não importa a quantidade de
nossos erros, sempre podemos dizer “eleva-te e sobe até o
Pai”.

PG 31 – O FOGO CRIADOR
O FOGO CRIADOR que “EU SOU” é a Chama de Deus. Sua
Presença Mestra está ancorada no coração de todos os filhos
de Deus, ainda que para alguns não passe de uma fagulha.
Contudo, se tratada corretamente, esta fagulha pode se
converter num grande Fogo Criador e numa Chama
Consumidora.

PG 32 – MANTER A CHAMA
Mantem-te unido a esta Magna Presença que pulsa em teu
coração, cuja vida flui através de tuas veias, cuja energia se
derrama em tua mente. Tens livre arbítrio e podes classificá-
la [dar-lhe o tom] e abençoá-la para que te aperfeiçoe ou te
faça imperfeito. Recorda sempre que, devido a não invocares
esta Magna Presença, te encontraste criando desarmonia e
desordens.
Não te impacientes quando as coisas não se ajustarem tão
depressa como gostarias. Elas funcionam de acordo com a
velocidade de tua própria aceitação e da intensidade de teus
sentimentos.

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 84 - 95
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PG 32 – A ENERGIA E SEU USO


Esta grande energia que surge através de teu corpo e mente
é a pura energia eletrônica de Deus, a Grande Presença “EU
SOU”.
Se teus pensamentos são mantidos prazerosamente em teu
ser divino, como origem de teu ser e de tua vida, essa pura
energia eletrônica atuará sem cessar, e imaculada, por
qualificação humana discordante.
Mas se tu permites, consciente ou inconscientemente, que
teu pensamento comece a se infestar com a discórdia que
com frequência te cerca, tu mesmo mudas a cor e a qualidade
desta energia radiante e pura.
Ela está obrigada a atuar, e tu decides como terá de se
comportar quanto a ti. Não creias jamais que possas escapar
deste ato singelo. É uma Lei imutável e nenhum ser humano
pode mudá-la. [Imagine que esta Energia vem a nós pura
como uma água da montanha, mas então despejamos nela
dejetos, esgotos de medo, rancor, inveja, e ela vai se
contaminando; e se persistimos, garantimos a poluição!].

PG 38 – O ABANDONO DE CERTOS HABITOS


Há indivíduos que, sendo muito bondosos e dedicados, logo
percebem que têm de abandonar certos alimentos e certas
atividades, o que lhes produz uma espécie de choque. A eles
direi que a Divina Inteligência dentro de cada um fará com
que deixem com naturalidade as coisas que não estejam de
acordo com a Grande Presença, a cada passo e quando
necessário. Para que um indivíduo se abstenha de algo
conscientemente, precisa sentir que existe algo mais forte
que mereça ancorar-se nele. À medida que os discípulos se

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 85 - 95
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tornam conscientes disto, recebem a força e a confiança para


dar o passo.

PG 45 – ANCORAR A FÉ NO “EU SOU”


Recorda com frequência à consciência exterior que, quando
dizes “EU SOU”, pensando no poder infinito de Deus,
colocaste este poder em ação para cumprir com êxito a idéia
que tens em mente.
Os discípulos sinceros não devem esquecer isto por um
momento sequer, até que a verdade se enraíze e atue
automaticamente. Verão, portanto, como é ridículo dizer
“estou doente, estou mal economicamente” quando parece
faltar qualquer coisa.
Eu te digo que é impossível que sejas afetado se te manténs
na idéia anterior. Usa-a.
[Tenha sempre algumas afirmações chaves na mente para
deletar afirmações negativas de qualquer tipo].

PG 46 – REAFIRMAR SEMPRE
Em cada contato com o mundo exterior dos negócios, e
sempre que haja uma condição negativa que aparente tocar
teu mundo, assume de imediato esta determinação:
“EU SOU a Precipitação [materialização] e a Presença Visível
de qualquer coisa que deseje e não há homem nem coisa que
possa interferir nele”.
Quando falo de precipitação, não apenas me refiro à abertura
dos canais invisíveis, como também a qualquer canal, já que
tudo é precipitação, o criado e o ainda não criado, e há
apenas uma pequena diferença de atividade.

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 86 - 95
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PG 46 – 47 - O PODER DA PRÁTICA
Quando reconheço quem “EU SOU”, entrei no grande silêncio
onde está a maior atividade de Deus. Este reconhecimento
deve trazer grandes revelações ao indivíduo que o aceita
prazerosamente.
Em tua experiência exterior [na matéria], a prática de
qualquer atividade desenvolve mais e mais tua eficácia, não é
mesmo? Se alguém pode aplicar isto a uma atividade exterior,
não percebes o quanto mais importante o é para uma
atividade interior? Quanto mais o usares, mais poder
manifestarás. Sabes que podes fazê-lo com as coisas
espirituais, de modo maior e mais rápido que com o exterior,
já que no espírito o poder atua instantaneamente. Não há
espera quando o “EU SOU” atua.

PG 49 – CRENÇA & FÉ
Crer é ter fé em tudo que acreditas ser a Verdade. Há,
portanto um entrelaçamento entre a crença e a fé. No
princípio se forma a crença, que se mantida, se converte em
fé.
Se não acreditas que algo é verdade, não podes trazer a
manifestação.
Se não podes crer em tuas próprias palavras quando
pronuncias o “EU SOU tal ou qual coisa”, como pode se
estabelecer e manifestar-se o dito de Shakespeare: “Não
existe nada bom e mau, o pensamento é que o torna assim”?
É absolutamente certo.

PG 50 – O SEGREDO É PERSISTIR

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 87 - 95
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Não considere o elemento tempo. Quando afirmas algo que


desejas ver manifestado, faça-o com prazer e o mantenhas
com firmeza até que se manifeste. Se manténs com
frequência a presença “EU SOU” enquanto fazes aquilo que
desejas, entrarás na plenitude e perfeição de tudo que já está
preparado para teu uso. Todo ganho permanente deve ser o
resultado do esforço consciente de cada indivíduo.

O que é a lástima? É colocar-se de acordo com o imperfeito.


Não deves jamais te deixar invadir pela lástima, pois é o
mesmo que ser arrastado às areais movediças, deves sim
elevar-te a altura, por cima de toda coisa destrutiva, elevando
ao mesmo tempo aquilo que estás testando e que quer
produzir essa lástima. Não julgues; mantem-te firme na
presença “EU SOU” e tudo manifestará a perfeição.

PG 68 – A NECESSIDADE DO PERDOAR
Todo ser encarnado cometeu inúmeros erros. Por este motivo
ninguém deve permitir-se uma atitude de “EU SOU mais santo
que você”, e sim, pelo contrário, se deve invocar a Lei do
Perdão, já que se está sentindo crítica, condenação ou ódio
contra outro filho de Deus, saberá que jamais poderá
prosperar. Em vez disso, deve dizer mentalmente à pessoa
em questão: “Te envio a plenitude do meu Amor Divino para
benzer-te [abençoar-te] e para que prosperes”! Essa é a
atitude que liberta dos fracassos da atividade exterior.

PG 68-69 – PAZ E LIBERDADE FINANCEIRA VERDADEIRA


A maior coisa que a humanidade está procurando na
realidade é a Paz e a Liberdade, que sempre são as portas da

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 88 - 95
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sorte. Só existe um modo de receber isto, e é conhecer Deus


na Presença “EU SOU”, e que esta Presença é a única
Inteligência que atua em tua vida e teu mundo a todo
momento. Adota isto, vive-o. Uma das coisas mais
assombrosas que testemunhei desde que estou no Estado
Elevado é a idéia distorcida da Liberdade Financeira. Só há
um rochedo firme sobre o qual se pode construir a liberdade
financeira eterna, e é o de conhecer e sentir em todas as
fibras do ser “EU SOU a Substância e a Opulência já
aperfeiçoada em Meu Mundo, de todas as coisas construtivas
que eu possa conceber ou desejar”.
Esta é a liberdade financeira verdadeira. Este conceito vai
trazê-la para ti ou não deixará que ela te escape.

PG 69 – A RELATIVIDADE DAS RIQUEZAS


Por outro lado, o homem pode usar consciente ou
inconscientemente o necessário desta Presença “EU SOU” ou
desta Energia Divina para acumular milhões de dólares
através da atividade exterior. Mas onde está a segurança de
que os vai conservar? Eu te asseguro que é impossível que
nenhum ser do mundo físico possa conservar a riqueza
acumulada se ele não leva em conta que Deus é o poder que
a produz e a mantém. Vês diante de ti exemplos constantes
de grandes riquezas que se vão numa noite. Há milhares de
pessoas que foram vítimas disso em recentes anos passados
e que, mesmo depois de terem perdido a fortuna, tomaram a
decisão consciente “EU SOU a riqueza de Deus em ação
agora manifestada em minha vida e meu mundo”, e a porta
se lhes abriu imediatamente para receber de novo a fartura.
Por que se diz “de novo”? Porque se foram ricos haviam

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 89 - 95
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construído um momentum de confiança. Todos os requisitos


estavam à mão para que as riquezas continuassem; mas na
maioria dos casos destas perdas permite-se a entrada de
grandes depressões, com frequência ódios e condenação, que
é o que fecha a porta do progresso.

PG 69 – O PODER DE RECUPERAR
Todo indivíduo que tenha expressado uma aparente perda
econômica deve usar imediatamente a maravilhosa afirmação
de Jesus: “EU SOU a Ressurreição e a Vida” ... [de meu
negócio, minha compreensão ou o que seja pertinente].
Te digo francamente, amado discípulo, que não há esperança
alguma no céu ou na terra para aquele que insista em manter
em sua consciência pensamentos e sentimentos de critica,
condenação e ódio de qualquer descrição, e isto inclui até um
leve desagrado. Isto nos leva ao ponto vital de que só
interessa a tua própria atividade e teu mundo. Não é de tua
conta julgar outro porque não conheces as forças que o
influem nem as suas condições. Só conheces o ângulo visível
dele, e eu te digo que se alguém envia pensamentos críticos,
condenação e ódio a um terceiro que tinha sido inteiramente
inocente de toda intenção de prejudicar o próximo, este
estaria cometendo algo pior que um assassinato físico. Por
que isso?
Porque o pensamento e sentimento formam o único poder
criador, e ainda que tais sentimentos e pensamentos possam
não prejudicar o objetivo, têm que restituir e atrair condições
enviadas pelo indivíduo que as lançou, e sempre com energia
acumulada. Assim é que tais pensamentos danosos a outros
estão destruindo os negócios e assuntos de quem os envia.

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 90 - 95
A AUTOGENESE DE D.EU.S (EM TI) <<<>>> HELENA SCHAFFNER

Não há forma possível de evitá-lo, exceto que aquele


indivíduo desperte e, conscientemente inverta as correntes.

PG 80 – EVITAR OUVIR COISAS PERTURBADORAS


Uma coisa importante para os discípulos sinceros é que
devem evitar ouvir coisas perturbadoras e negativas, porque
estas permitem a entrada de elementos indesejáveis que se
infiltram inconscientemente. Quando não se pode evitar
materialmente, recorre-se à seguinte afirmação: “EU SOU a
Presença Guardiã que consome no ato tudo o que tenta me
perturbar”.

PG 80 – MANTER O FOCO NA PRESENÇA


Procura te manter o máximo possível no gozo e entusiasmo
da Presença “EU SOU”. Entrega-lhe todo o poder e não
mantenhas perguntas na mente. Atira tudo aos quatro ventos,
entrega-lhes tudo e espera por suas revelações mágicas. A
maravilhosa milagrosa Presença é a que pode resolver todas
as perguntas que necessitam de revelações e contestações.

Uma grandiosa afirmação, de imensa ajuda é:

“EU SOU a milagrosa Presença trabalhando em tudo


que necessito que se faça”.

Posfácio

HELE NIS@ YMA IL.C OM << >> J UNHO – SETEM BRO 2 010 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <> > PG 91 - 95
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Quando achei que tinha finalizado o livro, que deixei tempos


sem reler ou revisar, eu me deparei novamente com o
primeiro livro que me deu a consciência do Eu Sou!

Isso foi em 1982, em um acampamento. O interessante é a


forma como ocorreu, digo, as circunstâncias:
- Eu havia recebido o convite para passar o carnaval daquele
ano em Paranaguá de uma família que conheci na Alemanha
(há 2 anos quando lá trabalhei de baby sitter). Eles tinham
linhagem real (príncipes), ricos, para não dizer milionários,
mas pessoas simples em tudo. Paralelamente recebi um
convite de uma Senhora amiga, para passar o Carnaval
acampada próximo ao Observatório de Capricórnio, em
Joaquim Egidio, região de Campinas, onde, há 4 anos atrás,
fazíamos vigílias para ver se víamos alguma nave. Mas na
verdade a gente adorava mesmo é de acampar e fazer fogo e
contar histórias, enfim. E esta Senhora, do Peru, era como
uma mãe e guia para nós todos muito jovens!
Pois bem, considerei aqueles dois convites como uma prova
por algum motivo e por isto fiz algo que fazia para situações
delicadas: orava e abria a Bíblia ao acaso, para saber o que
Deus queria que eu fizesse.
E foi o que fiz. E abri numa parte onde se dizia de festas
pagãs e etc. e embora eu adorasse dançar e sambar optei por
não ir. E fui com a D. Cila V. Perez acampar (tenho foto até
hoje). Nesse acampamento ela me deu o livro em espanhol
para ler:
“La Vida Impersonale” de Joseph S. Benner!
Lembro que na época fazia curso de manequim em São Paulo
com a inesquecível Christine Yufon, e então eu levava o livro

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para ler. Era tamanha “comoção” que ele me provocava que


eu só podia ler algumas páginas no ônibus. Ficava quase sem
respiração! Pudera, tinha 22 anos e aquilo foi uma revelação
sem paralelos para minha alma.

Pois bem, ontem ao buscar pelo livro de Ramana (citado) eu


me deparei com o livro “A Vida Impessoal” em português (que
tenho há anos, e em alemão também). Recomecei a ler então
o livro e por isto quero citá-lo como um clássico do gênero
“autogênese de D.EUS.”; ou seja, ele não poderia faltar justo
neste livro, pelo menos não sem ao menos citá-lo,
independente de minha curiosa história pessoal ligada a ele.
Diria então, que paralelo ao livro de Saint Germain (quem se
sentir atraído por este método), vale muito a pena ler o livro
de J. Benner e espero que a edição que vão encontrar, tenha
mantido o prólogo do tradutor para o espanhol, Ricardo V.
Barbero, pois complementa com conhecimento o conteúdo
inédito do livro, pelo menos para a época. Meu exemplar
ainda foi editado pelo Depto. Editorial da Associação
Macrobiótica de Porto Alegre em 1979.

Em complemento a este livro, gostaria de sugerir lerem no


Scribd minha série que começou com o texto VIAGEM AO
VALE DA VERDADE! Tanto aqueles textos, como este livro,
são fruto de uma longa caminhada que iniciei com 13 anos
conforme prefácio!

A pretensão do livro foi mostrar como é amplo o leque para


encontrar Deus!

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Que cada um tem seu valor dentro da grandiosa obra divina


para com os seres humanos!
E que existem muitos mistérios e portanto, ninguém pode
afirmar que compreendeu tudo.
Tampouco eu, quis justamente dar a entender, que há muito
mais a compreender. O que expus, é o que eu consegui
compreender no decurso de 50 anos exatamente!
Faça suas viagens rumo a Verdade e Deus!
E neste sentido, espero que este livro possa ter sido um
pequeno guia!

E Boas Viagens. De coração!


E para finalizar, um pouco de mim:

Nasci no Paraná, filha de pais de origem alemã, suíça e russa,


portanto, sangue germânico, celta e eslavo, mas com alma de
brasileira! Sou grata a todos os povos que me formaram!
Cursei o primeiro ano de Pedagogia quando optei por viver
um ano na Suíça; acabei morando quase 9 anos lá!
No Brasil fui manequim, redatora e secretária executiva
bilíngue em grandes empresas multinacionais e tradutora de
manuais; na Suíça trabalhei como gerente e vendedora em
Butiques!

Escrever sempre foi e é minha paixão e o resumo que segue


comprova que o ato de escrever acompanhou minha vida
durante todas as profissões:
- PR 1976: escrevi o conto A Rosa Branca e o Disco Voador para
participar
de um concurso, mas não foi premiado!

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- PR 78-79: redatora do Jornal Interno da COOP. AGR. M. VALE DO


PIQUIRI
- PR 1979: publicação do 1º artigo Ufologia e um pouco mais, em 2
JORNAIS
- SP 1984 : série de 3 contos de ficção para a Revista CASA VOGUE
- SP 1984: criação de um Curso por Correspondência, sobre
Técnicas de
Concentração para um AMIGO em São Paulo, Capital
- MT 1985: série de 11 artigos sobre a Vida para o JORNAL DA
BARRA
- MT 1985: criação de um Curso sobre Consciência Turística a
pedido do Depto. de Turismo da PREFEITURA DE BARRA DO GARÇAS -
MT
- MT 86-87: escrevi editoriais para o jornal DIARIO DO ARAGUAIA e
outros
- MT 1987: publicação da poesia Paz e Guerra, pela SHOGUN EDIT E
ARTE
- SP 1988: vencedora do concurso Hino das Olimpíadas da DEGUSSA
- SP 1992: publicação do artigo Influência de C. Colombo..., na
Revista FORUM, do DEUTSCHE BANK, de circulação internacional
- SP 1994: publicação do artigo A Cidade de Campinas, no jornal
DSB INTERN, de veiculação internacional, do DEUTSCH-SÜDAM. BANK
1996-2004: ausente do Brasil – estadia na Suíça (escrevi poesias e
contos)
- SP 2005: poesia Quo Vadis Homini lida pelos 7 a. do CORAL CANTO
E RISO
- SP 2006: frase premiada sobre o Sucesso, no Concurso on line da
CALIPER-PR
- SP 2006: autora do livro em alemão Blue Planet Urgent (em revisão
final)
- SP 2008: autora do livro Um GPS para sua Vida (em revisão final)
- PR 2010: autora de 3 livros: Os Super Secretos Arquivos X de
nossa Mente; A Autogênese de D.EU.S; Chá das Cinco com o
Mestre
editados no www.scribd.com/helena schaffner em 04.09.2010

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