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INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

ITAIPU - Margem direita

Centenas de instalações fornecidas para O elevado conceito alcançado por estas


a indústria de agregados, cimento, mi- instalações se deve à nossa equipe de
técnicos altamente capacitados, aliada à
nerações, barragens, hidrelétricas e
experiência acumulada ao longo dos
obras rodo-ferroviárias no Brasil e no ex-
anos de projeto e pesquisa, bem como
terior, atestam a alta qualidade das ins- à incorporação de know-how mundial-
talações de britagem e moagem da mente consagrado de todas as divisões
Metso Minerals. da corporação Metso .
8- 1
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

O projeto de uma instalação de britagem A seguir, cada um dos itens será anali-
é bastante complexo por envolver mui- sado individualmente.
tas variáveis. A fase mais importante, a qual
Basicamente, se poderia dividir os freqüentemente não recebe tratamen-
projetos em dois grupos distintos: to adequado, é o estabelecimento dos
- Ampliações ou duplicações das insta- critérios do projeto.
lações existentes. Dentre os vários fatores de projeto, o
- Projetos novos processando minerais estabelecimento da disponibilidade
de características não totalmente conhe- merece um tratamento especial.
cidas. Devemos lembrar que a exigência de
No presente trabalho, dedicaremos a maior disponibilidade aumenta os cus-
atenção aos empreendimentos novos, tos iniciais de investimento. O nível de
embora, mesmo as duplicações, devem automatização, facilidade de operação e
ser tratadas como uma oportunidade de manutenção, problemas ambientais são
melhoramento, evitando as imperfeições os principais fatores determinantes.
cometidas no projeto original. A disponibilidade de uma instalação é
Conforme já mencionado, o assunto é resultado do cálculo de probabilidade, o
extremamente complexo e a aborda- qual leva em conta os parâmetros indi-
gem aqui empregada, apesar da tenta- viduais de cada equipamento e o fluxo-
tiva de torná-la ampla é, sem dúvida, su- grama da instalação.
perficial, servindo somente como guia A capacidade real de uma planta é a mul-
de procedimento. tiplicação da capacidade nominal vezes
Como premissa, foi assumido que as a disponibilidade. Desta forma, para ob-
prospecções, bem como o estabeleci- ter um valor desejado, pode-se atuar em
mento de parâmetros de produção, já ambos fatores.
tenham sido feitos. Trata-se, então, ex- Não existe uma receita pronta para re-
clusivamente de projeto otimizado da comendar o nível de disponibilidade
instalação de britagem. ideal, mas pode-se afirmar o seguinte:
O ciclo de um estudo pode ser subdivi- - Em plantas complexas, a otimização da
dido nas seguintes fases: disponibilidade reduz os custos iniciais
1. Estabelecimento dos critérios do pro- dos investimentos.
jeto - A disponibilidade maior reduz sempre
2. Definição do fluxograma de processo os custos operacionais.
3. Simulações - Escolha dos tipos e ta- - A capacidade de uma planta de vários
manhos dos equipamentos estágios interdependentes é o resulta-
do da multiplicação da disponibilidade
4. Cálculo dos investimentos
de todos os blocos pela menor capaci-
5. Estimativa do custo operacional dade nominal de um deles.
6. Análise crítica do projeto - A capacidade de uma planta com es-
7. Início do detalhamento tágios independentes corresponde ao
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PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

menor valor obtido das multiplicações ficar paralisada do que na operação que
de disponibilidade de cada um deles tem como objetivo só a britagem (exem-
pela respectiva capacidade nominal. plo: Pedreira).
- Os valores usuais para equipamentos A otimização da disponibilidade é feita
de britagem são: em três planos independentes: fluxogra-
Giratórios primários 85-95% ma de processo, escolha do equipamen-
to e automatização, conforme apresen-
Britadores de mandíbulas 80-90%
tado abaixo:
Cones 80-90%
a) O fluxograma de processo é feito
Peneiras 85-95% visando minimizar as conseqüênci-
Alimentadores 90-96% as das falhas ocorridas nos equipa-
Transportadores 93-97% mentos.
Máquinas de impacto 65-80% Os arranjos complexos, a fim de poder
manter um nível de funcionamento ele-
Máquinas de impacto
vado, precisam ser projetados na forma
autógenas 75-85%
de estágios independentes, separados
por estoques intermediários. Do contrá-
rio torna-se necessária a introdução de
máquinas reserva (stand-by) para cada
estágio.
O exemplo a seguir ilustra o problema:
Suponhamos que temos um equipa-
mento com disponibilidade estatística de
80%. A instalação formada por uma des-
tas máquinas, tendo outra de reserva, te-
ria 96% de disponibilidade representan-
do um ganho de somente 20%, dobran-
do o capital investido. Provavelmente o
uso de máquina maior permitiria atingir
As instalações que trabalham em regi- o mesmo nível de produção com muito
me intensivo (20-24 horas/dia) devem menor desembolso. Agora, imaginemos
receber tratamento mais cuidadoso na que 5 equipamentos com estas caracte-
análise da disponibilidade, mas talvez rísticas sejam colocados em seqüência.
uma maior atenção deva ser dada às ins- A disponibilidade resultante = (0,8)^5
talações onde a britagem represente só *100 será só de 32%. Com a colocação
uma pequena parcela do investimento. de máquina reserva, em cada estágio, o
Uma planta de mineração de 100 mi- índice subirá para 81%, quase triplicando
lhões de dólares, dos quais só 10 mi- a disponibilidade. O mesmo resultado
lhões foram gastos em britagem, a per- poderá ser obtido se considerarmos que
da é muito mais sensível se esta, por cada um dos estágios é totalmente in-
algum acidente no circuito de britagem, dependente já que a disponibilidade da

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PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

instalação será igual à disponibilidade de escadas bem planejadas permitem ob-


cada estágio que, neste caso, foi aceito servar melhor os equipamentos e dimi-
como 80%. nuem os tempos de eventuais reparos.
A conclusão óbvia é que, em instalações A existência de meios de manuseio, tipo
complexas, a introdução de equipamen- pontes-rolantes ou talhas, abrevia os
tos reserva e a separação em blocos in- tempos de parada. O controle ambiental
dependentes é mais que justificada. adequado torna o trabalho do pessoal
de manutenção mais fácil e, conseqüen-
Os exemplos anexos mostram um cál-
temente, de maior qualidade e mais
culo de disponibilidade de uma instala-
rápido. O monitoramento de parâmetros
ção para os blocos seqüenciais ou inde-
como temperaturas, amperagens, vibra-
pendentes e com ou sem máquinas re-
ções permite prever os problemas, per-
servas.
mitindo a programação das paradas para
b) Otimização do nível de disponi- reparos.
bilidade dos equipamentos.
Para minimizar as interrupções de ope-
ração, mesmo provocadas por manuten-
ções programadas, devem ser conside-
rados os seguintes fatores:
- Tipo de equipamento escolhido
- Qualidade do próprio equipamento
c) Escolha do nível de automatização
- Facilidade de acesso à máquina
das instalações de britagem.
- Disponibilidade de meios de manu-
O aperfeiçoamento dos equipamentos
seio (pontes-rolantes, talhas)
de medição e o desenvolvimento de cir-
- Condições ambientais (nível de ruí- cuitos lógicos de processamento, cada
do, poluição) vez mais confiáveis e acessíveis, intro-
- Monitoramento e proteção duziram um importante progresso nos
Estas exigências podem ser melhor conceitos de automatização dos proces-
entendidas pelos exemplos a seguir. sos industriais. As instalações de
britagem não poderiam ficar imunes à
Escolhendo um britador de impacto para
esta tendência. Mesmo assim, não são
redução intermediária estaremos dando
ainda muitos os casos bem sucedidos
preferência ao baixo custo inicial quan-
de automatização completa de instala-
do comparado com a opção de britador
ções de britagem. Pode-se encontrar
cônico. As paradas para manutenção, es-
ainda inúmeras operações controladas
pecialmente em britagem de material
manualmente. Há variações de condi-
abrasivo, serão freqüentes e a disponibi- ções operacionais, tais como: caracterís-
lidade baixa. Escolhendo uma peneira ticas do mineral, umidade ou
com telas de borracha, em vez de telas especificação do produto, as quais cri-
de arame, optamos pela qualidade e am dificuldades na elaboração de
custo inicial maiores. As plataformas e softwares confiáveis para a tomada de
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PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

decisões. Deve-se entender que o entemente aproveitada se o britador


objetivo primário da introdução de con- puder ser ajustado à distância sem in-
troles computadorizados não é a sim- terromper o trabalho.
ples redução de pessoal, mas sim o
4. Automatização de subprocessos
aumento da eficiência e segurança da
operação. Os britadores alimentados a partir de
silos independentes podem ter contro-
As decisões humanas são qualitativa-
les de fluxo, potência, esforços de
mente superiores às tomadas por
britagem, etc.
processadores quando os fatores exter-
nos não estão dentro dos limites da pro- 5. Automatização de instalações
gramação usada. O que, porém, deve ser completas
garantido ao pessoal de comando são É o último estágio onde se requer contro-
informações sintetizadas confiáveis, les complexos e investimento significativo.
como também, uma automatização efi- Especial atenção deve ser dada à
ciente de alguns subprocessos onde são confiabilidade dos sensores usados, os quais,
exigidas correções freqüentes. em difíceis condições ambientais, normal-
O caminho da automatização plena mente apresentam desempenho abaixo do
passa pelas seguintes fases: desejado. De qualquer modo, uma avalia-
ção econômica é recomendável para jus-
1. Automatização da segurança tificar sistema completo de automatização.
operacional dos equipamentos:
- Seqüência de partida e parada
- Parada automática em caso de pro-
blemas ocorridos (falta de óleo, tem-
peratura, vibração, desalinhamento...)
2. Monitoramento do desempenho
O operador deve ter à sua disposição
informações sobre o desempenho das
instalações e equipamentos. Estamos nos
referindo às amperagens dos motores,
temperaturas, fluxos de massas nos
transportadores de correia, volumes em
silos e, em caso de paradas, indicação
do motivo à mesa de comando.
3. Atuação à distância
Este é um item fundamental. A disponi-
bilidade de dados só poderá ser útil se
o operador puder atuar em parâmetros
de processo a partir da mesa de coman-
do. A informação de que a carga
circulante está crescendo só será efici-

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PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

DEFINIÇÃO DO FL FLUUX OGR


XOGR AMA DE
OGRAMA mendação rígida determinando o que é
PROCESSO certo.
A definição do fluxograma de processo Como exemplo, têm-se duas instalações
já foi, de certa maneira, abordada quan- com circuitos semelhantes, ambas de
três estágios, mas com fluxograma de
do a disponibilidade foi discutida e, na processo bem diferentes, tendo como
essência, é conseqüência dela. Desta for- conseqüência, disponibilidades em dife-
ma não se consegue formular uma reco- rente nível.

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PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

ESC OLHA DOS EQUIP


ESCOLHA AMENT
EQUIPAMENT
AMENTOS OS A solução de custo inicial mais baixo é
Vamos nos concentrar somente nas má- sempre o britador de impacto, o qual,
quinas principais sem entrar em equipa- com menor peso próprio oferece maior
mentos auxiliares: redução. O fator limitante é o desgaste
rápido das peças tornando-o inviável na
Britagem primária maioria das aplicações quando o mate-
- Britador de impacto rial é abrasivo.
- Britador giratório O gráfico abaixo representa o custo
operacional de britadores primários em
- Britador de mandíbulas função de abrasividade do material.

Custo Operacional de britadores pri- caso. A tabela a seguir compara as má-


mários em função de Ai quinas localizadas nesta zona:
Uma vez que o britador de impacto é Mandíbula Giratório
descartado, a escolha entre as outras Modelo C160 4265
duas opções é feita em função da capa- Peso ( t ) 68 125
cidade desejada. Capacidade t/h 800 800
Britadores de mandíbulas 10-800 t/h Produto 80% passante mm 300 150
Abertura de entrada 1200 1050
Britadores giratórios 700-6000 t/h
Custo relativo — 2,2
Existe um pequeno overlap na faixa de
700/800 entre as duas máquinas. A de- O britador de mandíbulas tem a boca
cisão pode ser feita em função dos fa- mais ampla e custa menos, mas o pro-
tores operacionais importantes para cada duto dele é mais graúdo obrigando, às

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PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

vezes, a adicionar um estágio, como tam- - Ajuste de abertura à distância.


bém, é necessário um alimentador adi- - Eficiente sistema de proteção contra
cional. entrada de corpos não britáveis.
O britador giratório pode ser alimenta- - Dispositivos de esvaziamento da câ-
do diretamente mas a limitação é a boca
mara quando a queda de energia
de entrada.
pára o britador cheio de material.
É indispensável incluir um rompedor hi-
- Capacidade de operar com as aber-
dráulico no silo da máquina, como tam-
bém, uma ponte-rolante para manuten- turas pequenas, flexibilizando a dis-
ções e manuseio de grandes blocos de tribuição de produtos.
pedra. - Formato possivelmente mais cúbico
Britagem Secundária de produto.
- Cone
- Secundário giratório
Em instalações com britador primário gi-
ratório, o caminho da escolha sempre
conduz ao cone mas, no caso do primá-
rio ser de mandíbulas, o uso de um gi-
ratório secundário apresenta a vantagem
de eliminar as limitações de abertura de
saída do estágio anterior.
Por outro lado, o cone, devido à sua mai-
or capacidade de redução, permite di-
minuir o número de estágios de
britagem, simplificando a instalação e
tornando possível até o fechamento do
circuito em máquina secundária, que é Estas exigências são fundamentais para
uma prática freqüente em conjuntos otimizar o desempenho de toda a ins-
móveis. talação possibilitando a automatização
parcial ou total.
Britagem Quaternária
- Cone
- Impactor autógeno de eixo vertical
(VSI)
As exigências em relação ao cone são
B r itagem Ter ciár
erciár ia
ciária as mesmas que as apresentadas no caso
Esta é dominada quase que exclusiva- dos terciários.
mente por cones. Queremos ressaltar al- Nos últimos anos, está ganhando posi-
gumas características desejáveis que es- ção o impactor autógeno, o qual, em apli-
tes equipamentos deveriam possuir: cações difíceis, quando a umidade é alta,

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PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

mostra claramente sua superioridade, Queremos chamar à atenção em rela-


tanto em desempenho como em custo ção a algumas novas tendências:
de operação. - O uso cada vez mais freqüente de pe-
neiras tipo banana.
Peneiras banana são as máquinas de in-
clinação variável proporcionando maior
velocidade no início do deck, reduzindo
a camada de material. É importante no-
tar que o ganho de capacidade, que
pode chegar até 100%, ocorre só quan-
do a porcentagem de finos é elevada
(mínimo 40% passante).
- O uso de elementos não metálicos.
A grande vantagem é a durabilidade (10/
20 vezes maior), bem como, a facilida-
de na troca (exemplo: Trellstep). O pon-
to negativo é a diminuição da capacidade
(até 20%) e a excelência de separação
Peneiramento inferior.
Os equipamentos vibratórios são exclu-
sivos para este serviço. A separação
graúda é feita em peneiras inclinadas de
movimento circular. O peneiramento
médio é feito tanto em máquinas incli-
nadas como em horizontais de movi-
mento linear. Em desaguamento e se-
paração fina o movimento linear é pre-
dominante.
Na escolha do tipo de máquina deve
ser levada em conta a robustez do pro-
jeto, como também, a facilidade de
manutenção.

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PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

Os investimentos em instalações de % C usto


Insumos %
britagem e os custos operacionais de- Total
vem ser estudados junto com outros Explosi vos 19 13
segmentos do empreendimento tais Perfuração 14 10
como a perfuração, o desmonte e o Peças de desgaste
13 9
transporte. Os estudos mais detalhados - bri tagem
possivelmente permitirão uma escolha Peças de reposi ção
4 3
de solução otimizada. - bri tagem

A fim de facilitar um posicionamento ini- C ombustívei s 9 6

cial, apresentamos alguns dados médi- Energi a elétri ca 10 7


os levantados em território brasileiro. Manutenção de
equi pamentos de 23 26
transporte e carga
P e ça s e
manutenção de 3 2
correi as
D i versos 5 4
Total 100 70

O trabalho de avaliação de custos é com-


plexo e demorado, mas mesmo em uma
análise superficial dos dados apresenta-
dos, o transporte é colocado como seg-
mento principal.
Sempre que possível reduza o transpor-
te por caminhões – ele é muito mais
oneroso que por meio de correias trans-
portadoras. Recomenda-se iniciar sem-
pre os estudos a partir do conceito de
Britagem In-Pit, e só se ele não for apli-
cável, ir para o arranjo tradicional.
Obs.: O conceito chamado In-Pit refere-
se à instalação de britagem que se situa
Nota: As divisão de custos pode variar dentro da própria mina, ou cava da
significativamente de instalação para ins- pedreira, eliminando ou encurtando o
talação em função do arranjo e modo transporte rodoviário.
de exploração da jazida. Nas soluções tradicionais, toda a
britagem fica separada da lavra, deman-
É instrutivo analisar mais profundamen- dando alto custo de transporte.
te os insumos, já que eles representam
60-75% do custo total.
A distribuição aproximada é demonstra-
da na tabela a seguir:

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PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

As próximas ilustrações apresentam duas Os dados e conclusões gerados devem


soluções de instalação In-Pit. Na primei- ser revistos para evitar a condução de
ra a britagem é colocada à certa distân- trabalhos futuros, sem uma sólida base
cia do ponto de desmonte, usando o estabelecida.
transporte por caminhões num percur-
so limitado. Neste caso a necessidade O procedimento proposto parece óbvio,
de deslocamento é de acompanhar o porém, existe numerosos exemplos de
ponto de lavra, e como ele se altera len- casos de implementações, nos quais,
tamente, as trocas de posição são pou- para cumprir cronograma, o
co freqüentes podendo optar por solu- detalhamento foi iniciado antes da de-
ções semi-móveis de britagem. terminação dos parâmetros principais do
projeto, comprometendo, conseqüente-
mente, os prazos e os custos do empre-
endimento.
Mais um ponto importante deve ser
ressaltado: O projeto preliminar pode ser
conduzido com base nos dados de de-
sempenho listados em catálogos de fa-
bricantes, mas a fase de detalhamento
só pode ser iniciada após ter uma boa
certeza sobre o comportamento do
mineral em britagem. Evidentemente
No segundo exemplo, mais radical, a que, tratando-se de uma ampliação, os
unidade de britagem junto à frente do testes podem ser omitidos, mas em
desmonte elimina totalmente o uso de todos os demais casos, a pesquisa deve-
caminhões, mas isto obriga a unidade rá ser feita.
de britagem ter alto grau de mobilidade
para se afastar da frente de desmonte O ideal seria sempre o uso de planta
quando da detonação e reposicionar-se piloto reproduzindo o processo, mas
rapidamente para iniciar a britagem. Em como nem sempre é viável, recomen-
casos assim toda a instalação, em bloco damos no mínimo testes de britabilidade
único ou dividida no máximo em dois em escala de laboratório com amostras
estágios de britagem, é deslocada por da jazida.
sistema de locomoção normalmente por
lagartas autopropelidas. CÁLCUL
CÁLCUL O DE INST
CULO AL
INSTAL AÇÕES
ALAÇÕES
A decisão pela implantação do conceito DE BRIT AGEM - EXEMPL
BRITA EXEMPLOO
In-Pit deve basear-se na análise Dos vários tipos de problemas sobre
econômica, comparando com soluções britagem, o presente exemplo tem
tradicionais. como objetivo mostrar a utilização de
gráficos de granulometrias e tabelas de
ANÁLISE CRÍTICA DO PROJETO produção dos diversos tipos de máqui-
O projeto deve ser executado em ciclos, nas.
começando com um preliminar, passan- Na escolha de parâmetros de cada má-
do cada vez para uma fase mais adian- quina devemos lembrar o seguinte:
tada. A finalização de cada ciclo deve a)- O tamanho do material produzido
ser feita mediante uma análise crítica. não pode ultrapassar o limite de aceita-
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PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

ção do estágio seguinte. Abrindo dema- divisão de produção inicialmente aceita


siadamente o britador primário, podemos pelo fator de aproveitamento mais alto
maximizar a capacidade dele, mas o ma- dentre os calculados.
terial talvez não caiba dentro da boca e)- Se os fatores de aproveitamento dos
do britador secundário. estágios são discrepantes, pode-se ten-
b)- Os britadores que trabalham em cir- tar atenuar as diferenças pelo aumento
cuito fechado devem ter as aberturas da carga do estágio ocioso, alterando a
controladas para que a carga circulante malha da peneira ou reduzindo a aber-
não atinja níveis que prejudiquem a tura, gerando produto mais fino e alivi-
operação. Em britagens graúdas e médi- ando o estágio seguinte.
as, os britadores devem ser regulados f)- Se após todos os recálculos, ainda per-
para uma carga circulante de 20 a 60%. manecerem grandes diferenças entre
Em britagem fina (-10mm), os britadores fatores de aproveitamento, a solução é
trabalham normalmente com cargas alterar os tamanhos escolhidos dos equi-
circulantes maiores, da ordem de 50 a pamentos.
200%. g)- O dimensionamento de instalações
c)- O cálculo é interativo e para se che- de britagem ganhou grande facilidade
gar ao resultado otimizado, é preciso ser com o advento dos programas de simu-
refeito várias vezes. lação. O tempo de dimensionamento foi
d)- O método mais comum é assumir grandemente reduzido, pois consegue-
inicialmente algum valor de produção se resultados imediatos do trabalho
para a instalação e determinar os fato- interativo. Existem vários programas dis-
res de aproveitamento de cada estágio. poníveis no mercado, bem como os
(A carga do estágio em relação à capa- programas desenvolvidos pelos fabri-
cidade teórica de catálogo). A capacida- cantes de britadores. Um fato comum
de teórica da instalação é o resultado da a todos eles é não dispensar boa base
teórica e experiência prática para se
fazer um dimensionamento confiável.

1 - Alimentador vibratório MV-40120


2 - Britador primário C110
3 - Calha vibratória CV-1308
4 - Peneira vibratória M-30012/1A
5 - Rebritador de cone HP200
6 - Rebritador de cone HP100
7 - Peneira vibratória SH 7’ x 16’ TD
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PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM
EXEMPLO DE CÁLCULO
Problema: Dada a instalação abaixo Assumindo o tamanho de corte em pe-
esquematizada, deseja-se saber: neira intermediária como sendo 50 mm,
1) A capacidade de produção da ins- temos 37% passante ou 63% retido que
talação dos seguintes produtos: vai para o secundário, ou seja (63 / 100 x
Brita nº 1: - 19 - 10 mm 180 = 113 t/h).
Pedrisco + pó: - 10 mm A abertura de fechamento mínimo per-
mitida para o HP200 com câmara grossa
Estágio primário - Britador de man- é de 19 mm (tabela da página 2-38) e a
díbulas C110 capacidade, 150-190 t/h (tabela 2-37).
Assumimos uma abertura de 100 mm. Em função de ter o granito britabilidade
Pela tabela da página 2-16, a produção é média será assumido o valor médio de
255 t/h. A distribuição granulométrica do 170 t/h. O fator de utilização será de 113
produto é dada pelo gráfico da página 2- / 170 = 0,67.
17. Para material duro, como granito, 70% A distribuição granulométrica do produ-
do material produzido tem tamanho in- to do HP200, conforme gráfico da página
ferior à abertura. Cruzando a linha hori- 2-40, pela curva de 19 mm, é:
zontal de 70% com a vertical correspon-
dente à abertura, achamos a curva certa.
Em caso de o ponto determinado pelo Tamanho (mm) 35 19 10
cruzamento de linhas não indicar clara-
mente uma das curvas, deve-se fazer a % passante 100 80 45
interpolação.
Neste caso, pela curva de 100 mm, te- O resultado da britagem após os dois pri-
mos a seguinte distribuição meiros estágios é mostrado na tabela a
granulométrica: seguir:

Tamanho P as s ag e m
160 100 50 40 19 10 E stági o 19-10m m - 10m m
(mm) t/ h
% 16 - 9 =
100 68 37 30 16 9 C110 1 80 9% - 16 t/ h
passante 7% -13t/ h
80 - 45 =
HP 200 113 45% - 51t/ h
Assumimos a capacidade da instalação 35% - 40t/ h
como 180 t/h que resultará no aproveita- Total 53 t/ h 67 t/ h
mento teórico do primário em 180 /
255 = 70%. Estágio terciário com HP100
Estágio secundário com HP200 Após os dois estágios de britagem, temos
A abertura de alimentação do HP200 com no total 53 + 67 = 120 t/h de produto.
câmara grossa é de 185 mm, valor supe- Restam 180 - 120 = 60 t/h da fração
rior ao eventual tamanho máximo do pro- +19mm a serem transformados em pro-
duto do primário. duto pelo HP100.

8- 13
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM
EXEMPLO DE CÁLCULO
Escolhemos a abertura de 19 mm do O cálculo do produto do HP100, incluin-
HP100 para limitar a carga circulante. Te- do a recirculação, é resultado da divisão
remos, pelo gráfico da página 2-40, o pro- da carga nova pela parcela de material
duto do britador com 80% de material fino, saída do britador:
passante em 19 mm. Os 20% retidos na
malha de 19 mm serão recirculados. Carga total = 60 = 75 t/h
0,8
Distribuição granulométrica do produto A capacidade do HP100 com 19 mm de
do HP100 em circuito aberto (APF:19 abertura é de 75-95 t/h. Assumindo o va-
mm) lor médio de 85 t/h, temos o seguinte
fator de utilização do estágio: 77 / 85 =
Tamanho (mm) 19 10 0,90.
% passante 80 45 A curva granulométrica do produto do
HP100 precisa ser corrigida para o circui-
to fechado. Para tal, divide-se cada um
Carga circulante
dos pontos da curva pela fração passante
A fração +19 mm do produto do HP100 na malha de fechamento do circuito, nes-
sendo recirculado, gerará carga circulante. te caso, 0,80. A curva corrigida será:
A carga circulante, como porcentagem
da alimentação nova pode ser calculada
pela fórmula: Tamanho (mm) 19 10
% passante 100 56
Cc (%) = 100 / (1 - r/e)

onde:
Resumindo os cálculos, temos como re-
e = eficiência de peneiramento sultado final:
n = % do produto do britador retido na
malha de fechamento do circuito. Estágio
Fator Passagem 19-10mm - 10mm
Utilização t/h t/h t/h
No presente caso, temos:
C110 0,70 180 13 16
e = 90% (valor assumido, considerado HP200 0,67 113 40 51
satisfatório para a maioria das aplicações. HP100 0,90 75 26 34
n = 20% Total t/h 79 101
A carga circulante será então: % 44% 56%

100 / (1 - 20/90) - 100 = 28% Na prática, devido a fatores operacionais,


A carga total no britador será: a produção horária efetiva será sempre
60 x 1,28 = 77 t/h. menor que a capacidade teórica.
Pela fórmula, como este material, após As tabelas seguintes indicam os prová-
ser retido na peneira,retornará ao britador, veis fatores de redução em função do
sua passagem por ele será maior que 60 projeto da instalação e do modo de ope-
t/h. ração.

8- 14
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

PR ODUÇÃO E C
PRODUÇÃO AP
CAP ACIDADE
APA • Tamanho da instalação
Os cálculos de produção de britagem • Esquema da instalação
baseados simplesmente nas tabelas de • Tipo de material
capacidades de produção de britadores
• Método de alimentação
não podem ser considerados como va-
lores efetivos de produção da instalação. • Equipamentos usados
Para melhor compreensão, esclarecemos • Jornada de trabalho
os seguintes conceitos: • Manutenção
• Capacidade de uma instalação - é a • Pilha intermediária, etc.
produção calculada, baseada somente É difícil prever qual será a variação entre
nas tabelas de capacidades. Pode ser a capacidade e a produção de uma ins-
chamada de “Produção Instantânea da talação, considerando-se que mesmo a
Instalação”. primeira é difícil de ser definida com
• Produção de uma instalação - é a quan- maior precisão.
tidade efetivamente produzida pela ins- Para obter os valores de produção de
talação durante um período de tempo uma instalação, foi efetuado grande nú-
significativo ( semanas, meses, etc.). mero de levantamentos nas mais varia-
Pode ser obtida da anterior, consideran- das instalações, chegando-se a uma fór-
do-se os seguintes fatores: mula empírica:

8- 15
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

C = produção teórica (t/h)


Q = C x K1 x K 2 x K3
K 1 = fator tipo de material
onde: K 2 = fator método de alimentação
Q = produção da instalação (t/h) K 3 = fator jornada de trabalho

K1 K2
C alcário 1,1 Modo de Inst. Inst.
alimentação p eq u en a grande
Granito 1,0
Alim. com pré-silo 0,95 0,95
B asalto 0,9

Minério de ferro 0,8 Alim. com tremonha 0,9 0,85

K3
Horas trabalhadas ( h / dia )
Instalação
8 - 10 11 - 15 16 - 24

Pequena 0,9 0,8 0,75

Grande sem pilha intermediária 0,85 0,75 0,7

Grande com pilha intermediária 0,9 0,8 0,75

Grande com pilha intermediária e primário


0,95 0,85 0,8
com abertura ≥ 180mm (7") APF

8- 16
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

DADOS PAR
PAR
ARAA DIMENSIONAMENTO DE INST
DIMENSIONAMENTO AL
INSTAL AÇÕES DE BRIT
ALAÇÕES AGEM
BRITA

Os seguintes dados são necessários para o dimensionamento de uma instalação de


britagem:

• Produção desejada: __________ t/h ou m³ / h

• Jornada de trabalho: __________ h / dia _________ h / mês

• Tamanho máximo de alimentação: _______ cm

• Distribuição granulométrica completa em caso de seixo rolado

• Faixa granulométrica do(s) produto(s) desejado(s) e % de cada um:

• Tipo de rocha ou minério: granito dolomita

basalto minério de ferro

calcário outros _____________

• Índices conhecidos: Abrasão ( Los Angeles ), Wi, Resistência, Compressão,


Abrasividade, etc.

• Densidade aparente: _______ t / m³ Peso específico _______ t / m³

• Natureza da fratura: lamelar cúbica

• Natureza da rocha ou minério: mole dura friável

• Presença de material argiloso: sim não

Quantificar, em caso afirmativo

• Umidade: úmido ________ % seco

• Tipo de armazenagem: silo pilha misto

• Volume da pilha pulmão: _____ m³ Total Útil

• Tipo de instalação: Fixa Semi-móvel Móvel

• Volume de estocagem de cada produto: _________ m³

• Tipo de alimentação da instalação:

Caminhão Pá-carregadeira Manual Outros

• Acionamento da instalação: gerador rede elétrica diesel


8- 17
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

• Ciclagem da linha: 50 60 Fa tor es de segur


ores ança
segurança
• Voltagem ____________ No cálculo de uma instalação devem
ser usados fatores de segurança para
• “Croquis” de instalação ( como suges- garantir a produção e granulometria
tão ) desejadas, muito importantes, principal-
• Altitude sobre o nível do mar: mente, para instalações que por obriga-
________ m ções contratuais trabalham em um regi-
me de 16 a 24 horas / dia.
• Planta topográfica plani-altimétrica
Lay-out
• Existência de máquinas a serem apro-
veitadas no projeto: Todos os projetos de instalações devem,
na medida do possível, seguir esque-
Sim Não mas de instalações simples, de eficiên-
Nota: em caso afirmativo, indicar os cia já comprovada em outras aplicações,
tipos e marcas possibilitando a diminuição de custo,
facilidade de montagem e a garantia
• Observações e dados complementa- de bom funcionamento.
res
ASPECTOS IMPOR
ASPECTOS IMPORTTANTES
INVESTIMENTOS E CUSTOS
Simplificação OPERACIONAIS
Não prejudicando o funcionamento nor-
mal da instalação, uma redução no nú- Todos os valores monetários são dados
mero de máquinas é sempre vantajosa. em US$.
Isto é, seguir o princípio, “usar sempre Os resultados obtidos deverão ser trata-
uma máquina maior em lugar de duas dos com reserva, pois todos os cálculos
menores” , com as seguintes excessões: e valores apresentados têm caráter es-
tatístico, podendo variar sensivelmente
a) Quando a rebritagem é feita em duas de caso para caso. O objetivo é servir
linhas independentes; como orientação para estudos prelimi-
nares de investimentos.
b) Quando a compra da instalação é
feita por etapas. Integração do equi- CUST
CUSTOS OS DE EQUIP AMENT
EQUIPAMENT
AMENTOS OS
pamento com o aumento de linhas Para avaliar o custo dos equipamentos
de britagem. usados nos processos de redução de ma-
Flexibilidade teriais, a seguinte fórmula poderá ser apli-
cada:
Uma instalação deve ser projetada de
forma a atender às eventuais alterações, Custos = a ( x )b ( valor em US$ )
tais como plano de expansão ou mu- onde: x = parâmetro dimensional do
danças na granulometria dos produtos, equipamento
sem a necessidade de modificações
dispendiosas. a, b = fatores da tabela a seguir.

8- 18
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

Equipamento Parâmetros (x) Unid. Faixa de tamanhos a b


Britador de mandíbulas área da boca cm² 20 x 15 a C-200 20 0,94
diâmetro do
Britador giratório pol.² 42 x 65 a 60 x 109 12 1,4
cone x abertura
Cone - Cone HP motor hp 100 a 800 700 0,93
Impactor área da boca pol.² 6 x 4 a 46 x 60 600 0,67
Moinho de barras motor hp hp 50 a 2000 10000 0,84
Moinho de bolas motor hp hp 50 a 2000 10000 0,87
Peneiras vibratórias
área do deck m² 1 a 25 3000 1
2 decks sem telas
Alimentador vibratório tamanho da
cm² 200 x 40 a 700 x 200 5 0,8
sem tremonha mesa
Classificador espiral ø espiral pol. 16" a 48" 210 1,5
Transportador 36" comprimento m 5 a 150 400 1,13
Motor 1800 rpm hp hp 100 a 600 25 1,11
Sistema coletor de pó ca p a ci d a d e m³/min 70 a 500 250 0,72

I NVESTIMENTOS INICIAIS EM • Pilha intermediária com volume 15 ve-


INST AL
INSTAL AÇÃO DE BRIT
ALAÇÃO A GEM
BRITA zes a capacidade horária.
Foram feitas as comparações dos investi- • Estocagem de produtos em 6 pilhas,
mentos necessários para aquisição e com volume total de 50 vezes a capa-
montagem de instalações de britagem cidade horária.
com capacidade de 200, 500 e 1000 t/ h. • Produção com redução até 1¼” ( 32
Dentro dos valores apresentados não foi mm ).
computado o montante referente à aqui- • Terreno plano.
sição de terreno e pedreira.
• Material britado: granito.
Para tornar os resultados mais compará-
veis, os seguintes parâmetros foram fixa- A fórmula genérica do valor do investi-
dos: mento para previsão inicial de investi-
mento pode ser apresentada da seguin-
• Distância entre a pedreira e a instala- te maneira:
ção: em metros numericamente igual a
duas vezes a capacidade horária da ins- I = 140.000 x Q0,8 x P-0,3 US$
talação. onde:
• Tamanhos dos caminhões: 10% da ca- Q = capacidade horária ( t / h )
pacidade horária ( 20, 50, 100 t ). P = tamanho final do produto (mm)

8- 19
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM

INVESTIMENTO INICIAL US$

Capacidade ( t / h )
Setores
200 500 1000

Transporte (caminhões/carregadeiras) 650.000 30% 2.100.000 41% 2.900.000 36%

Ar comprimido - perfuração 210.000 9% 300.000 6% 500.000 6%

Equipamentos 750.000 33% 1.600.000 32% 2.800.000 35%

Instalação elétrica 225.000 10% 337.000 7% 450.000 6%

Bases - prédios - montagem 400.000 18% 700.000 14% 1.300.000 16%

Total 2.235.000 100% 5.037.000 100% 7.950.000 100%

US$ / tonelada - hora 11.170 10.000 8.000

CUSTOS OPERACIONAIS
Os custos operacionais mensais apresentados no quadro abaixo referem-se às mesmas
instalações e parâmetros considerados no estudo do investimento inicial.

Capacidade horária (t/h) 200 500 1000


Horas trabalhadas / mês 250 250 250
Eficiência 80% 80% 80%
Capacidade mensal ( t ) 40.000 100.000 200.000
Consumo + manutenção (US$) 42.500 13% 83.000 32% 110.000 28%
M. O. com indiretos (US$) 32.000 24% 47.000 18% 65.000 16%
Energia elétrica (US$) 7.500 5% 13.700 5% 30.000 7,5%
Combustível + lubrificantes (US$) 11.000 8% 17.000 7% 25.000 7%
Administração (US$) 7.500 5% 15.000 6% 32.000 8%
Depreciação (5 anos) (US$) 37.000 27% 84.000 32% 135.000 33,5%
Total ( US$ ) 137.500 100% 259.000 100% 395.000 100%
US$ / tonelada 3,5 2,6 2

CUSTO DO PRODUTO
O custo aproximado do produto pode ser calculado pela seguinte equação genérica:
111 W i e4,16 x Ai
C = 3_______ x 07 + ___________ US$
Qx P 350
onde: Q = capacidade da instalação (t / h )
A i = índice de abrasividade
W i = work index do material britado ( kWh / st )

8- 20
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM
DURAÇÃO DAS PEÇAS DE DESGASTE
DURAÇÃO DAS PEÇAS DE DESGASTE vem ser usados como base para qual-
- BRIT ADORES
BRITADORES quer forma de garantia.
O custo operacional de qualquer insta- É uma estimativa de vida em horas
lação de britagem ou moagem está baseado em um valor de referência
diretamente relacionado com a potên- (Lref ), que é multiplicado por fatores de
cia aplicada e consumo de peças de correção para as diferentes aplicações
desgaste. ou operações em relação ao mesmo
Os estudos realizados correlacionaram (C1, C2, C3, C4).
o desgaste de metal em peças com a Da seguinte maneira:
energia dispendida, em função das ca- L (Hs)= Lref x C1 x C2 x C3 x C4
racterísticas de abrasividade do mineral Os valores de referência (Lref - vide Tab
processado. 01) são considerados para versão
standard de peças de desgaste que
ESTIMA
ESTIMAT TIV A DE VIDA ÚTIL P
VA AR
PA A
RA
normalmente são fornecidos com os
BRIT ADORES MANDÍB
BRITADORES MANDÍBULUL AS LINHA C
ULAS
equipamentos, cujos pesos são aproxi-
E CONES HP
madamente os apresentados em tabela
Para britadores linha C e HP, segue adiante. Como estimativa, para peças
método de cálculo aproximado da vida com pesos menores ou maiores, podem
média de peças de desgaste em função ser adotados a proporcionalidade res-
da aplicação e características do mate- pectiva.
rial britado. Também considera como material
Os números decorrentes deste procedi- britado o granito com Wi=14kWh/st
mento tem caráter orientativo, não de- (Bond) e Ai=0,45 (Bond).

Tab ela 01
abela

Fa t or es de ccor
ores or
orrr eção C2: Ai (abrasividade) do material -
C1: Wi do ma matter ial - Tab
erial ela 02
abela Tab ela 03
abela

8- 21
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM
DURAÇÃO DAS PEÇAS DE DESGASTE
C3: A
Abb er tur
ertur a de tr
tura abalho -T
trabalho ab
ab.. 04
-Tab Exemplo 2:
Britador Cone HP300
Material britado: basalto
Wi= 16kWh/st Ai= 0,2
Revestimentos Standard Médio
APF 16mm
C4: Para tipo de câmara (para cones HP)
Com isto temos:
C4= 1 ...... para câmaras standard
Lref (manta e côncavo)= 360hs (Tab.
C4= 0,9 .... para câmaras short head 01)
Exemplo 1: C1= 0,8 (Tab. 02: Wi= 16kWh/st)
Britador de Mandíbulas C125 C2= 2,3 (Tab. 03: Ai= 0,2)

Material britado: basalto C3= 0,9 (Tab. 04: HP opera com abertu-
ra mínima de 16mm)
Wi= 16kWh/st Ai= 0,2
C4= 1 (Tipo da câmara standard)
APF 175mm
Portanto a vida estimada em horas dos
Com isto temos: revestimentos (manta e côncavo) será:
Lref (fixa)= 460hs (Tab 01) L= 360 x 0,8 x 2,3 x 0,9 x 1 = 596,2 hs
Lref (móvel)= 800hs (Tab 01) Considerando produção horária do
C1= 0,8 (Tab. 02: Wi= 16kWh/st) britador HP300, com abertura de 16mm,
C2= 2,3 (Tab. 03: Ai= 0,2) em torno de 200t/h, a estimativa de
vida em produção é:
C3= 1 (Tab. 04: C125 opera com aber-
tura entre 100 a 250mm, APF de 175mm L= 596,2 x 200 = 119.232t
pode ser considerada próximo ao valor
médio)
Portanto a vida estimada em horas será:
Lfixa= 460 x 0,8 x 2,3 x 1 = 846 hs
Lmóvel= 800 x 0,8 x 2,3 x 1 = 1472 hs
Considerando produção horária do
britador C125, com abertura de 175mm,
em torno de 500t/h, a estimativa de
vida em produção é:
Lfixa= 846 x 500 = 423000t
Lmóvel= 1472 x 500 = 736000t

8- 22
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM
DURAÇÃO DAS PEÇAS DE DESGASTE
FÓRMUL
FÓRMULASAS EMPÍRIC AS P
EMPÍRICAS AR
PAR
ARAA DETERMINAÇÃO DE DESGASTE EM FUNÇÃO DO
ÍNDICE DE ABR ASÃO P
ABRASÃO AR
PAR
ARAA OUTR OS EQUIP
OUTROS AMENT
EQUIPAMENTOS
AMENTOS

Notas:
1. As fórmulas se aplicam para 0,02 < Ai Importante:
< 0,8
Todos os cálculos de vida das
2. Foram consideradas como material
peças apresentados neste capítu-
das peças de desgaste as seguintes li-
lo são de caráter estatístico, po-
gas:
dendo variar sensivelmente de
Britadores/cones: aço manganês caso para caso. Assim, os resulta-
austenítico dos obtidos não podem ser con-
Bolas de moinhos: aço liga 400HB siderados para efeito de garantia
Barras: aço SAE 1090 de desempenho, mas somente
Revestimentos moinhos: aço liga 300- como uma informação orientativa
350HB para o dimensionamento de esto-
A Tabela na próxima página, representa ques e avaliação de custos
valores referentes às equações acima. operacionais.

8- 23
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM
DURAÇÃO DAS PEÇAS DE DESGASTE

8- 24
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM
DURAÇÃO DAS PEÇAS DE DESGASTE
O grau de aproveitamento da peça de- condições diferentes ( tamanho de ali-
pende não somente do tipo de equipa- mentação, abertura de trabalho, grau de
mento, mas também, em grande parte, enchimento ).
do regime operacional da máquina, po-
dendo apresentar fatores bastante diver- Como guia, poderão ser usados os se-
gentes para os mesmos equipamentos guintes números de aproveitamento
e materiais processados, operados em percentual das peças.

BRITADORES DE MANDÍB
BRITADORES UL
MANDÍBUL AS I / II EIX
ULAS OS
EIXOS
P eça d e Abertura Aproveitamento
Características da alimentação
desgaste de saída (% )

O p e r a ç ã o c o m m a t e r i a l c o m d i s t r i b ui ç ã o grande
granulométrica uniforme, com tamanho máximo ou média 40 - 50
d e 7 0 - 8 0 % d a a b e r t ur a d e e nt r a d a d o
Mandíbula pequena 30 - 40
britador.
fixa e
móvel Op e ra ç ã o c o m ma te ri a l c o m g ra nulo me tri a grande 20 - 30
concentrada ou com tamanho máximo inferior ou média
a 50% da boca de alimentação pequena 15 - 25

Nota: A tendência é diminuir o índice de aproveitamento, à medida que aumenta o


tamanho do britador.

BRITADORES GIR
BRITADORES GIRAATÓRIOS

P eça d e Abertura Aproveitamento


Características da alimentação
desgaste de saída (% )

O p e r a ç ã o c o m m a t e r i a l c o m d i s t r i b ui ç ã o grande 40 - 45
granulométrica uniforme, com tamanho máximo ou média
de 70 - 80% da abertura de alimentação pequena 20 - 30
Revestimento
e manto
Op e ra ç ã o c o m ma te ri a l c o m g ra nulo me tri a grande 20 - 25
concentrada ou com tamanho máximo inferior ou média
a 50% da boca de alimentação pequena 10 - 20

Nota: O baixo aproveitamento do manto do giratório, quando este trabalha com abertu-
ras mínimas, é provocado em parte pela limitação do curso de ajuste de fechamento ( o
curso não consegue, a partir de um certo ponto, compensar o desgaste do manto e
revestimento).

8- 25
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM
DURAÇÃO DAS PEÇAS DE DESGASTE
REBRITADORES CÔNIC
REBRITADORES OS
CÔNICOS
P eça d e Abertura Aproveitamento
Características da alimentação
desgaste de saída (% )

Op e ra çã o co m a li me nta çã o a b und a nte co m média ou 50 - 60*


material de distribuição granulométrica natural grande 40 - 50**
Manta (ou e tamanho máximo em torno de 60 - 70% da 40 - 50*
camisa) abertura de alimentação pequena
25 - 40**
Revestimento
do bojo (ou média ou 30 - 40*
A l i m e nt a ç ã o i nc o ns t a nt e o u d i s t r i b ui ç ã o grande 20 - 30**
côncavo)
g r a nul o m é t r i c a c o nc e nt r a d a e m t o r no d e
alguma bitola 20 - 30*
pequena
10 - 20**

* câmara para médios ou grossos ** câmara para finos

REBRITADORES DE R
REBRITADORES OL
ROL OS
OLOS
P eça d e Abertura Aproveitamento
Características da alimentação
desgaste de saída (% )

média ou grande 45 - 60
Alimentação abundante
pequena 30 - 40
Revestimento
do rolo média ou grande 30 - 40
Alimentação insuficiente
pequena 15 - 25

MOINHO DE BARRAS / BOLAS


Aproveitamento
Peça de desgaste
(% )
Revestimento 60 - 70
Nota: Com materiais abrasivos, o grau de
Bolas 90 - 100
aproveitamento das peças tem tendên-
Barras 80 - 90 cia a ficar nos níveis mais altos.

8- 26
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM
DURAÇÃO DAS PEÇAS DE DESGASTE
Britador de mandíbulas de 1 eixo Britadores Cônicos HP
Mand. fixa Mand. Standard Cabeça
Modelo Modelo P eça
(kg) móvel (kg) (kg) Curta (kg)
2015 C/E 18 18 Manta — 220
3020 C/E 52 60 HP 100
Revest. — 255
4230 C/E 100 110 Manta 480 430
6240 C/E 276 280 HP 200
Revest. 538 462
8050 C/E 570 600
Manta 780 735
10060 C/E 1000 1000 HP 300
Revest. 780 755
11080 C/E 1870 1670
Manta 1190 1230
12090 C/E 2800 2800 HP 400
Revest. 1370 1150
150120 C/E 3300 4600
Manta 1930 2090
HP 500
Revest. 1795 1710
Britador de mandíbulas de 1 eixo
Manta 4525 4690
Série C HP 800
Revest. 4540 4120
Mand. fixa Mand.
Modelo
(kg) móvel (kg)
C-80 590 510 Britador Giratório Primário
C-100 1380 1240 Manto C ô n cavo
Modelo
C-110* 920 880 (kg) (kg)
C-125* 1185 975 4265 5900 6130
C-140* 1500 1350 5474 8200 14650
6089 12160 21670
*mandíbulas bipartidas

8- 27
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM
DURAÇÃO DAS PEÇAS DE DESGASTE

Britadores Cônicos Linha Omnicone Britadores Cônicos Linha Symons


Manta Revestimento Manta Revestimento
Modelo Modelo
(kg) (kg) (kg) (kg)

937 STD 320 510 2´ STD 90 90


937 S H 320 410 2´ S H 120 135
1144 STD 560 830 3´ STD 285 365
1144 SH 460 680 3´ S H 285 310
1352 STD 825 1205 4´ STD 680 790
1352 S H 740 945 4´ S H 480 635
1560 STD 1460 1870 4¼´ STD 890 860
1560 S H 1620 1710 4¼´ SH 575 635
5½´ STD 1680 1870
Britadores Cônicos 5½´ SH 1270 1270
Linha Hydrocone
7´ STD 2500 3180
Manta Revestimento
Modelo
(kg) (kg) 7´SH 2680 2540
36" 310 510
45" 660 790
Nota: Os pesos indicados referem-se
60" 1500 1900 aos pesos médios dos perfis standard,
84" 3780 4000 existindo outros perfis mais pesados.

8- 28
PROJETO DE INSTALAÇÕES DE BRITAGEM
CUSTOS OPERACIONAIS DE EQUIPAMENTOS
EM FUNÇÃO DO ÍNDICE DE como: capacidade, taxa de redução, ta-
manho de admissão, poderão forçar a
ABRASÃO (Ai ) escolha do equipamento com custos
Os custos operacionais dos equipamen- operacionais mais elevados. Os custos
tos, em função do índice de abrasão do indicados são dados em dólar ( US$ ) e
material, foram relacionados para diver- contêm depreciação do equipamento
sos equipamentos com kWh de potên- em 5 anos ( 200 horas /mês ), base de
concreto, mais custo das peças de des-
cia instalada. As informações apresenta-
gaste, englobando manutenção neces-
das poderão ser usadas como um dos sária. O estudo tem um valor relativa-
fatores secundários no processo de mente preciso, na faixa das potências
decisão de escolha do equipamento, já indicadas e fora delas poderá ser usado
que os parâmetros mais importantes apenas como orientação grosseira.

B R I TTA
A GEM
PRIMÁRIA
150 - 400 hp

B R I TTA
A GEM
SECUNDÁRIA
150 - 400 hp

8- 29