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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC

CENTRO DE CIENCIAS HUMANAS E DA EDUCAÇÃO – FAED


CURSO DE PEDAGOGIA – 3ª FASE
DISCIPLINA: ARTES VISUAS E ENSINO
PROFESSORA: ARLETE COSTA
ACADÊMICA: PÂMELA DOS SANTOS

Síntese do texto "Educação Infantil e Arte: ensaios para transver o mundo".

A autora Luciana Esmeralda Ostetto começa o texto questionando se é possível


ensinar a transver o mundo, olhar o mundo fugindo de suas limitações e
automatismo. Ela questiona também “qual o sentido das propostas
encaminhadas e dos produtos resultantes? ” (p. 54), e se a a arte estaria
presente nessas propostas. Pois é muito comum, na educação infantil, os
professores darem folhas em brancos para as crianças desenharem, ou
massinhas para modelarem e depois guardarem tudo em pastas, ou ate mesmo
ensaiarem uma musiquinha ou dança para apresentações das famílias.

Carlos Drummond de Andrade (1976), dizia que as crianças eram grandes


poetas e que as instituições não reparavam nesse seu lado artístico. As crianças
“pensam metaforicamente” (p. 54), fazendo poesias, mesmo sem perceber. Elas
convivem com o mundo inventando novos mundos. Ostestto diz que para
entender as linguagens criadas é preciso

“ver a criação e o criador envolvidos no processo. É necessário ‘reparar


no ser poético’ de cada criança. Assim, então, poderemos contribuir
para a ampliação das tão decantadas ‘múltiplas linguagens’, ajudando
meninos e meninas a darem forma/expressão aos seus sonhos e
devaneios. Só a partir do reconhecimento da base poética e metafórica
do pensamento da criança poderemos, partilhando experiências e
conhecimentos, ajudá-la a seguir adiante em seus ‘despropósitos’. ”
(OSTETTO, 2010, p. 55)

Isto quer dizer que professores da educação infantil, devem reparar no lado
artístico de cada criança e influencia-las a pesquisarem e a usarem diferentes
tipos de materiais para que entrem em contato com diferentes tipos de
expressões artísticas.
Um dos problemas que a Ostetto encontra para a acolhida da arte no espaço da
educação infantil, é o fato de os artistas terem a autonomia de pesquisarem
coisas que não têm conhecimentos. Ela afirma isso como um problema, pois os
professores prosseguem contemplados pela certeza pedagógica, assim tendo
medo das coisas desconhecidas.

“Mais importante que qualquer suposto conteúdo a ser dominado pelo


professor (a ser trabalhado com as crianças), valerá a atitude – de abrir
ou fechar caminhos para a busca, de estar disponível ou não para os
mistérios do mundo, para ampliar repertórios”. (OSTETTO, 2010).

Vamos ampliando nosso repertorio e possibilidades de expressão, através do


nosso dia a dia, das experiencias compartilhadas com o convívio com outras
pessoas. Como vivemos em sociedade, vamos interagindo com pessoas e
lugares diferentes, e nosso repertorio vai se constituindo dessas vivencias.
Como afirma Ostetto é através desse repertorio constituído aos poucos que
vamos entendendo o mundo ao nosso redor, “fazendo a leitura do que nos rodeia
e nos acontece” (p. 57). Quanto maior for esse agrupamento das nossas
experiencias, teremos mais facilidade de estabelecer um diálogo com o “mundo”,
com as coisas que nos cercam.

As crianças são influenciadas pela arte desde cedo. Sejam através de imagens
e atos de produções artísticas que observam na TV, computador, obras de arte,
desenhos, etc. Dessa maneira, a criança chega à escola com um grande
repertório sobre a arte, e os professores, como mediadores irão abranger esse
conhecimento por meio de novas experiências.