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Técnico Judiciário - Área Administrativa

Edital n° 01 / 2012
SUMÁRIO

Português - Prof. Carlos Zambeli . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5


Redação - Prof. Carlos Zambeli . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
Matemática - Prof. Dudan . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
Raciocínio Lógico - Prof. Edgar Abreu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215
Direito do Trabalho - Prof. Pedro Kuhn . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 307
Direito Processual do Trabalho - Prof. Pedro Kuhn . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 385
Direito Processual Civil - Prof. Giuliano Tamagno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 443
Direito Constitucional - Prof. André Vieira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 515
Direito Constitucional - Profª Alessandra Vieira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 653
Direito Constitucional - Prof. Giuliano Tamagno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 675
Direito Constitucional - Prof. Cristiano de Souza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 697
Direito Administrativo - Prof. Cristiano de Souza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 713
Administração Pública - Prof. Rafael Ravazolo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 909
Administração Pública - Prof. Darlan Eterno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1093
Orçamento Público e Finanças - Prof. Fábio Furtado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1149

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Professor Carlos Zambeli

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Acentuação Gráfica

ACENTUAÇÃO

Toda palavra tem uma sílaba que é pronunciada com mais intensidade que as outras. Essa sílaba
é chamada de sílaba tônica. Pode ocupar diferentes posições e, de acordo com essa colocação,
ser classificada como: oxítona, paroxítona, proparoxítona e monossílaba tônica.

Regras de acentuação

1. Proparoxítonas – todas são acentuadas.


Simpática, proparoxítona , lúcida , cômodo

2. Paroxítonas
Quando terminadas em
a) L, N, R, X, PS, I, US: amável, hífen, repórter, tórax, bíceps, tênis, vírus.
b) UM, UNS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS, EI:
álbum, ímã, órgão.
c) Ditongo crescente (SV +V): cárie, polícia, história.

3. Oxítonas
Quando terminadas em EM, ENS, A(S), E(S), O(S):
a) A, AS: está, guaraná, comprá-la. 

b) E, ES: jacaré, você, fazê-los.
c) O, OS: avó, paletós.
d) EM: armazém, ninguém.
e) ENS: parabéns, armazéns.

4. Monossílabos tônicos
A, AS, E, ES, O, OS: mês, pó, já.

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5. Ditongo Aberto

Antes da reforma Depois da reforma


Os ditongos ‘éi’, ‘ói’ e ‘éu’ só continuam a ser
acentuados no final da palavra (oxítonas)
ÉU, ÉI, ÓI
céu, dói, chapéu, anéis, lençóis.
idéia, colméia, bóia, céu, constrói
Desapareceram para palavras paroxítonas.
boia, paranoico, heroico

6. Hiatos I e U

Antes da reforma Depois da reforma


Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na Nas paroxítonas, I e U não serão mais acentuados
sílaba ou com S (hiato). se vierem depois de um ditongo:
saída, saúde, miúdo, aí, Araújo, Luís, Piauí baiuca, bocaiuva, cauila, feiura, Sauipe

7. ÊE, ÔO

Antes da reforma Depois da reforma


Hiatos em OO (s) e as formas verbais terminadas Sem acento:
em EE(m) recebem acento circunflexo:
vôo, vôos, enjôos, abençôo, perdôo; voo, voos, enjoos, abençoo, perdoo;
crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem. creem, deem, leem, veem, releem, preveem.

8. Verbos ter e vir


Ele tem e vem
Eles têm e vêm

a) Ele contém, detém, provém, intervém (singular do presente do indicativo dos verbos
derivados de TER e VIR: conter, deter, manter, obter, provir, intervir, convir);

b) Eles contêm, detêm, provêm, intervêm (plural do presente do indicativo dos verbos
derivados de TER e VIR).

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Português – Acentuação Gráfica – Prof. Carlos Zambeli

9. Acentos Diferenciais

Antes Depois
Ele pára Só existem ainda
Eu pélo
O pêlo, os pêlos Pôde (pretérito)
A pêra (= fruta) Pôr (verbo)
Pôde (pretérito)
Pôr (verbo)

10. Trema

Antes Depois
gue, gui, que, qui O trema não é mais utilizado.
quando pronunciados Exceto para palavras estrangeiras ou nomes
próprios: Müller e mülleriano...
bilíngüe
Pingüim
Cinqüenta

1. Classifique as palavras destacadas, de acordo com a posição da sílaba tônica:


a) Ninguém sabia o que fazer.
b) Era uma pessoa sábia.
c) Vivo querendo ver o tal sabiá que canta nas palmeiras.
d) Anos antes ele cantara no Teatro São Pedro.
e) Anunciaram que ele cantará no teatro.
f) Não contem com a participação dele.
g) Ele alega que nosso projeto contém erros.
h) Tudo não passou de um equívoco.
i) Raramente me equivoco.

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2. Marque as opções em que as palavras são acentuadas seguindo a mesma regra. (regras antigas)
a) ( ) magnífico - básica
b) ( ) português - saí
c) ( ) gaúcho – renúncia
d) ( ) eliminatória – platéia
e) ( ) rápido – assédio
f) ( ) cipó – após
g) ( ) distribuído – saísse
h) ( ) realizará – invés
i) ( ) européia – sóis
j) ( ) alguém – túnel
l) ( ) abençôo – pôr
m) ( ) ânsia - aluguéis
n) ( ) prevêem - soubésseis
o) ( ) imbatível – efêmera

3. Acentue ou não:
a) Sauva , sauvinha, gaucha, gauchinha, viuvo, bau, bauzinho, feri-la, medi-la, atrai-los;
b) sos, le-la, reu, odio, sereia, memoria, itens, pires, tenue;
c) America, obito, coluna, tulipa, cinico, exito, panico, penico;
d) pendulo, pancreas, bonus, impar, item, libido, ravioli, traduzi-la, egoista.

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Português
Aula XX

Ortografia

Os Porquês

1. Por que
Por qual motivo / Por qual razão / O motivo pelo qual / Pela qual

•• Por que não me disse a verdade?

•• Gostaria de saber por que não me disse a verdade.

•• As causas por que discuti com ele são sérias demais.

2. por quê = por que


Mas sempre bate em algum sinal de pontuação!

•• Você não veio por quê?

•• Não sei por quê.

•• Por quê? Você sabe bem por quê!

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3. porque = pois
•• Ele foi embora, porque foi demitido daqui.

•• Não vá, porque você é útil aqui.

4. porquê = substantivo
Usado com artigos, pronomes adjetivos ou numerais.

•• Ele sabe o porquê de tudo isso.

Este porquê é um substantivo.

Quantos porquês existem na Língua Portuguesa?

Existem quatro porquês.

HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS

Homônimos
Vocábulos que se pronunciam da mesma forma, e que diferem no sentido.
•• Homônimos perfeitos: vocábulos com pronúncia e grafia idênticas (homófonos e
homógrafos).
São: 3ª p. p. do verbo ser.
•• Eles são inteligentes.

São: sadio.
•• O menino, felizmente, está são.

São: forma reduzida de santo.


•• São José é meu santo protetor.

Eu cedo essa cadeira para minha professora!

Eu nunca acordo cedo!

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Ortografia – Português – Prof. Carlos Zambeli

•• Homônimos imperfeitos: vocábulos com pronúncia igual (homófonos), mas com grafia
diferente (heterógrafos).
Cessão: ato de ceder, cedência
Seção : corte, subdivisão, parte de um todo
Sessão: Espaço de tempo em que se realiza uma reunião

Parônimos
Vocábulos ou expressões que apresentam semelhança de grafia e pronúncia, mas que diferem
no sentido.
Cavaleiro: homem a cavalo
Cavalheiro: homem gentil

Acender: pôr fogo a


Ascender: elevar-se, subir

Acessório: pertences de qualquer instrumento; que não é principal


Assessório: diz respeito a assistente, adjunto ou assessor

Caçado: apanhado na caça


Cassado: anulado

Censo: recenseamento
Senso: juízo

Cerra: do verbo cerrar (fechar)


Serra: instrumento cortante; montanha; do v. serrar (cortar)

Descrição: ato de descrever


Discrição: qualidade de discreto

Descriminar: inocentar
Discriminar: distinguir, diferenciar

Emergir: sair de onde estava mergulhado


Imergir: mergulhar

Emigração: ato de emigrar


Imigração: ato de imigrar

Eminente: excelente
Iminente: sobranceiro; que está por acontecer

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Empossar: dar posse
Empoçar: formar poça

Espectador: o que observa um ato


Expectador: o que tem expectativa

Flagrante: evidente
Fragrante: perfumado

Incipiente: que está em começo, iniciante


Insipiente: ignorante

Mandado: ordem judicial


Mandato: período de permanência em cargo

Ratificar: confirmar
Retificar: corrigir

Tacha: tipo de prego; defeito; mancha moralTaxa - imposto


Tachar: censurar, notar defeito em; pôr prego emTaxar - determinar a taxa de

Tráfego: trânsito
Tráfico: negócio ilícito

Acento: inflexão de voz, tom de voz, acento


Assento: base, lugar de sentar-se

Concerto: sessão musical; harmonia


Conserto: remendo, reparação

Deferir: atender, conceder


Diferir: ser diferente, distinguir, divergir, discordar

Acerca de: Sobre, a respeito de.


Falarei acerca de vocês.
A cerca de: A uma distância aproximada de.
Mora a cerca de dez quadras do centro da cidade.
Há cerca de: Faz aproximadamente.
Trabalha há cerca de cinco anos

Ao encontro de: a favor, para junto de. Ir ao encontro dos anseios do povo.
De encontro a: contra. As medidas vêm de encontro aos interesses do povo.

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Português
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Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e Verbal

A morfologia está agrupada em dez classes, denominadas classes de palavras ou classes


gramaticais.
São elas: Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio, Preposição,
Conjunção e Interjeição.

Substantivo (nome)
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é a classe gramatical de palavras
variáveis, as quais denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
também nomeiam:
•• lugares: Brasil, Rio de Janeiro...
•• sentimentos: amor, ciúmes ...
•• estados: alegria, fome...
•• qualidades: agilidade, sinceridade...
•• ações: corrida, leitura...

Destaque zambeliano
Concretos:
os que indicam elementos reais ou imaginários com existência própria, independentes
dois sentimentos ou julgamentos do ser humano.
•• Deus, fada, espírito, mesa, pedra.

Abstratos:
os que nomeiam entes que só existem na consciência humana, indicam atos,
qualidades e sentimentos.
•• vida (estado), beleza (qualidade), felicidade (sentimento), esforço (ação).

•• Dor, saudade, beijo, pontapé, chute, resolução, resposta

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Sobrecomuns
Quando um só gênero se refere a homem ou mulher.a criança, o monstro, a vítima, o
anjo.
Comuns de dois gêneros
Quando uma só forma existe para se referir a indivíduos dos dois sexos.
•• o artista, a artista, o dentista, a dentista...

Artigo

Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica se ele está sendo empregado de
maneira definida ou indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o
número dos substantivos.

Detalhe zambeliano 1
Substantivação!
•• Os milhões foram desviados dos cofres públicos.

•• Não aceito um não de você.

Detalhe zambeliano 2
Artigo facultativo diante de nomes próprios.
•• Cláudia não veio. / A Cláudia não veio.

Detalhe zambeliano 3
Artigo facultativo diante dos pronomes possessivos.
•• Nossa banca é fácil.

•• A Nossa banca é fácil.

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Emprego das Classes de Palavras/Morfologia – Português – Prof. Carlos Zambeli

Adjetivo

Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou característica do ser e se "encaixa"


diretamente ao lado de um substantivo.
•• O querido médico nunca chega no horário!

•• O aluno concurseiro estuda com o melhor curso.

Morfossintaxe do Adjetivo:
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos substantivos, atuando como adjunto
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

Detalhe zambeliano!
•• Os concurseiros dedicados estudam comigo.

•• Os concurseiros são dedicados.

Locução adjetiva
•• Carne de porco (suína)
•• Curso de tarde (vespertino)
•• Energia do vento (eólica)
•• Arsenal de guerra (bélico)

Pronome

Pessoais
•• a 1ª pessoa: aquele que fala (eu, nós), o locutor;
•• a 2ª pessoa: aquele com quem se fala (tu, vós) o locutário;
•• a 3ª pessoa: aquele de quem se fala (ele, ela, eles, elas), o assunto ou referente.
As palavras EU, TU, ELE, NÓS, VÓS, ELES são pronomes pessoais. São denominados desta forma
por terem a característica de substituírem os nomes, ou seja, os substantivos.

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•• Vou imprimir uma apostila da Casa do concurseiro para dar no dia da inscrição da Ana.

•• Vou imprimir uma apostila da Casa do concurseiro para dar no dia da inscrição dela.

Os pronomes pessoais classificam-se em retos e oblíquos, de acordo com a função que


desempenham na oração.
RETOS: assumem na oração as funções de sujeito ou predicativo do sujeito.
OBLÍQUOS: assumem as funções de complementos, como o objeto direto, o objeto indireto, o
agente da passiva, o complemento nominal.

“Não sei, apenas cativou-me. Então, tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que
cativa. Tu podes ser igual a todos outros no mundo, mas para mim serás único.”

Indefinidos
Algum material pode me ajudar. (afirmativo)
Material algum pode me ajudar. (negativo).
Outros pronomes indefinidos:
tudo, todo (toda, todos, todas), algo, alguém, algum (alguma, alguns, algumas), nada, ninguém,
nenhum (nenhuma, nenhuns, nenhumas), certo (certa, certos, certas), qualquer (quaisquer), o
mesmo (a mesma, os mesmos, as mesmas),outrem, outro (outra, outros, outras), cada, vários
(várias).

Demonstrativos
Este, esta, isto – perto do falante.
ESPAÇO � Esse, essa, isso – perto do ouvinte.
Aquele, aquela, aquilo – longe dos dois.
Este, esta, isto – presente/futuro
TEMPO � Esse, essa, isso – passado breve
Aquele, aquela, aquilo – passado distante
Este, esta, isto – vai ser dito
DISCURSO �
Esse, essa, isso – já foi dito
RETOMADA
Edgar e Zambeli são dois dos professores da Casa do Concurseiro. Este é ensina Português;
aquele, Matemática.

Possessivos
•• Aqui está a minha carteira. Cadê a sua?

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Emprego das Classes de Palavras/Morfologia – Português – Prof. Carlos Zambeli

Verbos

As formas nominais do verbo são o gerúndio, infinitivo e particípio. Não apresentam flexão de
tempo e modo, perdendo desta maneira algumas das características principais dos verbos.

Tempo e Modo
As marcas de tempo verbal situam o evento do qual se fala com relação ao momento em que se
fala. Em português, usamos três tempos verbais: presente, passado e futuro.
Os modos verbais, relacionados aos tempos verbais, destinam-se a atribuir expressões
de certeza, de possibilidade, de hipótese ou de ordem ao nosso discurso. Essas formas são
indicativo, subjuntivo e imperativo.
O modo indicativo possui seis tempos verbais: presente; pretérito perfeito, pretérito imperfeito
e pretérito mais-que-perfeito; futuro do presente e futuro do pretérito.
O modo subjuntivo divide-se em três tempos verbais: presente, pretérito imperfeito e futuro.
O modo imperativo apresenta-se no presente e pode ser afirmativo ou negativo.

Advérbio

É a classe gramatical das palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio.
É a palavra invariável que indica as circunstâncias em que ocorre a ação verbal.

•• Ela reflete muito sobre acordar cedo!

•• Ela nunca pensa muito pouco!

•• Ela é muito charmosa.

O advérbio pode ser representado por duas ou mais palavras: locução adverbial (à direita,
à esquerda, à frente, à vontade, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de
manhã, de súbito, de propósito, de repente...)
•• Lugar: longe, junto, acima, atrás…
•• Tempo: breve, cedo, já, dentro, ainda…
•• Modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, (usa, muitas vezes, o sufixo-mente).
•• Negação: não, tampouco, absolutamente…
•• Dúvida: quiçá, talvez, provavelmente, possivelmente…
•• Intensidade: muito, pouco, bastante, mais, demais, tão…
•• Afirmação: sim, certamente, realmente, efetivamente…

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Preposição
Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando o segundo
ao primeiro, ou seja, o regente e o regido.
Regência verbal: Entregamos aos alunos nossas apostilas no site.

Regência nominal: Somos favoráveis ao debate.

Zambeli, quais são as preposições?


a – ante – até – após – com – contra – de – desde – em – entre – para – per – perante –
por – sem – sob – sobre – trás.

•• Lugar: Estivemos em Londres.


•• Origem: Essas uvas vieram da Argentina.
•• Causa: Ele morreu, por cair de um guindaste.
•• Assunto: Conversamos muito sobre política.
•• Meio: Fui de bicicleta ontem.
•• Posse: O carro é de Edison.
•• Matéria: Comprei pão de leite.
•• Oposição: Corinthians contra Palmeiras.
•• Conteúdo: Esse copo é de vinho.
•• Fim ou finalidade: Ele veio para ficar.
•• Instrumento: Você escreveu a lápis.
•• Companhia: Sairemos com amigos.
•• Modo: nas próximas eleições votarei em branco.

Conjunções
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes
de uma mesma oração.
As conjunções podem ser classificadas em coordenativas e subordinativas
•• Edgar tropeçou e torceu o pé.

•• Espero que você seja estudiosa.

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Emprego das Classes de Palavras/Morfologia – Português – Prof. Carlos Zambeli

No primeiro caso temos duas orações independentes, já que separadamente elas têm sentido
completo: período é composto por coordenação.
No segundo caso, uma oração depende sintaticamente da outra. O verbo “espero” fica sem
sentido se não há complemento.
Coordenadas – aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas.
Subordinadas – concessivas, conformativas, causais, consecutivas, comparativas, condicionais,
temporais, finais, proporcionais.

Curiosidade
Das conjunções adversativas, "mas" deve ser empregada sempre no início da oração:
as outras (porém, todavia, contudo, etc.) podem vir no início ou no meio.
Ninguém respondeu a pergunta, mas os alunos sabiam a resposta.

Ninguém respondeu a pergunta; os alunos, porém, sabiam a resposta

Numeral
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico. Ex.: cinco, dois, duzentos mil
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada. Ex.: primeiro, segundo, centésimo
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão. Ex.: meio, terço, três quintos
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a
quantidade foi aumentada. Ex.: dobro, triplo, quíntuplo, etc.

Interjeição

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Classifique a classe gramatical das palavras destacadas (substantivo, adjetivo, advérbio)
A cerveja que desce redondo.

A cerveja que eu bebo gelada.

André Vieira é um professor exigente.

O bom da aula é o ensinamento que fica para nós.

Carlos está no meio da sala.

Leu meia página da matéria.

Aquelas jovens são meio nervosas.

Ela estuda muito.

Não faltam pessoas bonitas aqui.

O bonito desta janela é o visual.

Vi um bonito filme brasileiro.

O brasileiro não desiste nunca.

A população brasileira reclama muito de tudo.

O crescimento populacional está diminuindo no Brasil.


Número de matrimônios cresce, mas gaúchos estão entre os que menos casam no país.

Classifique as palavras destacadas, usando este código


1. numeral
2. artigo indefinido
a) ( ) Um dia farei um concurso fácil!
b) ( ) Tu queres uma ou duas provas de Português?
c) ( ) Uma aluna apenas é capaz de enviar os emails.
d) ( ) Zambeli só conseguiu fazer uma prova?
e) ( ) Não tenho muitas canetas. Então pegue só uma para você!
f) ( ) Ontem uma professora procurou por você.
g) ( ) Escrevi um artigo extenso para o jornal!
h) ( ) você tem apenas um namorado né?

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Emprego das Classes de Palavras/Morfologia – Português – Prof. Carlos Zambeli

Preencha as lacunas com os pronomes demonstrativos adequados:


a) A grande verdade é ___________: foi o Zambeli o mentor do plano.
b) Embora tenha sido o melhor plano, ele nunca admitiu _________ fato.
c) Ninguém conseguiu provar sua culpa, diante _____________, o júri teve de absolvê-lo.
d) Assisti à aula de Português aqui no curso. Uma aula _________ é indispensável para mim!
e) Por que você nunca lava _________ mãos?
f) Ana, traga ____________ material que está aí do seu lado.
g) Ana, ajude-me a carregar _______ sacolas aqui.

Classifique a classe gramatical das palavras numeradas no texto extraído do jornal


Zero Hora.
Ciência mostra que estar só pode trazer benefícios, mas também prejudicar a saúde física e
mental
As (1) pessoas preferem sofrer a ficar sozinhas e desconectadas(2), mesmo que por poucos
minutos. Foi isso(3) que mostrou um recente(4) estudo realizado por pesquisadores(5) da
Universidade de(6) Virginia, nos Estados Unidos, e publicado este(7) mês na revista científica(8)
"Science". Colocados sozinhos em uma sala(9), os voluntários do experimento deveriam passar
15 minutos sem fazer(10) nada, longe de seus(11) celulares e qualquer outro estímulo, imersos
em seus pensamentos. Mas(12), caso quisessem, bastava apertar um botão(13) e tomariam
um choque(14) elétrico(15).
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.

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Português
Aula XX

Colocação Pronominal

Número Pessoa Pronomes Retos Pronomes Oblíquos


Primeira Eu Me, mim, comigo
Singular Segunda Tu Te, ti, contigo
Terceira Ele / Ela Se, si, consigo, o, a, lhe
Primeria Nós Nos, conosco
Segunda Vós Vos, convosco
Plural
Se, si, consigo, os, as,
Terceira Eles / Elas
lhes

Emprego

Pronomes retos (morfologia) exercem a função de sujeito (sintática).


Pronomes oblíquos (morfologia) exercem a função de complemento.
Eu o ajudo, ele lhe oferece uma água!

2) Formas de tratamento
a) o, a, os, as, quando precedidos de verbos que terminam em –r, -s, -z, assumem a forma lo,
la, los, las,e os verbos perdem aquelas terminações.
Queria vendê-la para o Pedro Kuhn.
b) o, a, os, as, quando precedidos de verbos que terminam em –m, -ão, -õe, assumem a
forma no, na, nos, nas.
André Vieira e Pedro Kuhn enviaram-nas aos alunos.
c) O/A X Lhe
A Casa do Concurseiro enviou a apostila aos alunos nesta semana.

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Colocação

É o emprego dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em
relação ao verbo na frase.
Os pronomes átonos podem ocupar 3 posições: antes do verbo (próclise), no meio do verbo
(mesóclise) e depois do verbo (ênclise).

PRÓCLISE
a) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada, ninguém, nem, de modo
algum.
Nada me emociona.
Ninguém te viu, Edgar.

b) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme, embora, logo, que,
caso...
Quando me perguntaram, respondi que te amava!
Se lhe enviarem o bilhete, avise que nos lembramos dela.

c) Advérbios
Aqui se estuda de verdade.
Sempre me esforcei para passar no concurso.
Se houver vírgula depois do advérbio, a próclise não existirá mais.
Aqui, estuda-se muito!

d) Pronomes 
Alguém me perguntou isso? (indefinido)
A questão que te tirou do concurso foi anulada!!! (relativo)
Aquilo me emocionou muito. (demonstrativo)

e) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo).


Deus o abençoe.
Macacos me mordam!

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Português – Colocação Pronominal – Prof. Carlos Zambeli.

f) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM.


Em se plantando tudo dá.
Em se tratando de concurso, A Casa do Concurseiro é referência!

MESÓCLISE
Usada quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito.
Convidar-me-ão para a festa.
Entregá-lo-ia a você, se tivesse tempo.
Dar-te-ei a apostila de Português do Zambeli.

ÊNCLISE
Com o verbo no início da frase.
Entregaram-me as apostilas do curso.
Com o verbo no imperativo afirmativo.
Edgar, retire-se daqui!

COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS

Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + infinitivo, gerúndio ou particípio.

AUX + PARTICÍPIO:
O pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. Se houver palavra atrativa, o pronome deverá
ficar antes do verbo auxiliar.
Havia-lhe contado aquele segredo.
Não lhe havia enviado os cheques.
Tenho-lhe contado a verdade.
Não lhe tenho contado a verdade.

AUX + GERÚNDIO OU INFINITIVO:


Se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou do verbo
principal.

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Infinitivo
Quero-lhe dizer o que aconteceu.Quero dizer-lhe o que aconteceu.

Gerúndio
Estou lhe dizendo a verdade.
Ia escrevendo-lhe o e-mail.
Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo auxiliar ou depois do
verbo principal.
Infinitivo 
Não lhe vou dizer aquela história.
Não quero dizer-lhe meu nome.
Gerúndio 
Não lhe ia dizendo a verdade.
Não ia dizendo-lhe a verdade.
Vou-lhe confessar. Estou-lhe telefonando.
Vou confessar-lhe. Estou telefonando-lhe.

Não lhe vou falar. Não lhe estou perguntando.


Não vou lhe falar. Não estou lhe perguntando.
Não vou falar-lhe. Não estou perguntando-lhe.

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Português – Colocação Pronominal – Prof. Carlos Zambeli.

Exercício (verdadeiro ou falso) 13. ( ) Ninguém podia ajudar-nos naquela


hora.
1. ( ) Vamos, amigos, cheguem-se aos bons.
14. ( ) Algumas haviam-nos contado a
verdade.
2. ( ) O torneio iniciar-se-á no próximo
Domingo.
15. ( ) Todos se estão entendendo bem.
3. ( ) Amanhã dizer-te-ei todas as novidades.
16. ( ) As meninas não tinham nos convidado
para sair.
4. ( ) Os alunos nos surpreendem com suas
respostas.

5. ( ) Os amigos chegaram e me esperam lá


fora.

6. ( ) O torneio iniciará-se no próximo


domingo.

7. ( ) Tinha oferecido-lhes as explicações,


saíram felizes.

8. ( ) Este casamento não deve realizar-se.

9. ( ) Para não falar- lhe, resolveu sair cedo.

10. ( ) É possível que o leitor não nos creia.

11. ( ) A turma quer-lhe fazer uma surpresa.

12. ( ) A turma havia convidado-o para sair.

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Português
Aula XX

Concordância Verbal

Regra geral
O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.
“A renúncia progressiva dos instintos parece ser um dos fundamentos do desenvolvimento da
civilização humana.” (Freud)
Os concurseiros dedicados adoram esta matéria nas provas.
•• As alunas dedicadas estudaram esse assunto complicado ontem.

1. Se
a) Pronome apassivador – o verbo (VTD ou VTDI) concordará com o sujeito passivo.
•• Compraram-se alguns salgadinhos para a festa.
•• Estuda-se esse assunto na aula.
•• Exigem-se referências do candidato.
•• Emplacam-se os carros novos em três dias.
•• Entregou-se um brinde aos alunos durante o intervalo.

b) Índice de indeterminação do sujeito – o verbo


•• (VL, VI ou VTI) não terá sujeito claro! Terá um sujeito indeterminado.
•• Não se confia em pessoas que não estudam.
•• Necessita-se, no decorrer do curso, de uma boa revisão.
•• Assistiu-se a todas as cenas da novela no capítulo final.

2. Pronome de tratamento
O verbo fica sempre na 3ª pessoa (= ele/eles).
•• Vossa Excelência merece nossa estima. Sua obra é reconhecida por todos.

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3. Haver
No sentido de “existir ou ocorrer” ou indicando “tempo” ficará na terceira pessoa do singular. É
impessoal, ou seja, não possui sujeito.
•• Nesta sala, há bons e maus alunos.
•• Avisaram agora que a sala está desarrumada porque houve um simulado antes.
•• Há pessoas que não valorizam a vida.
•• Deve haver aprovações desde curso.
•• Devem existir aprovações desde curso.

4. Fazer
Quando indica “tempo”, “temperatura” ou “fenômenos da natureza”, também é impessoal e
deverá ficar na terceira pessoa do singular.
•• Faz 3 dias que vi essa aula no site do curso.
•• Fez 35 graus em Recife!
•• Faz frio na serra gaúcha.
•• Deve fazer 15 dias já que enviei o material.

5. Expressões partitivas ou fracionárias


Verbo no singular ou no plural (parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a maioria de,
a maior parte de, grande parte de...)
•• A maioria das pessoas aceita/ aceitam os problemas sociais.
•• Um terço dos candidatos errou/ erraram aquela questão.

6. Mais de um
O verbo permanece no singular:
•• Mais de um aluno da Casa passou neste concurso.

Se expressão aparecer repetida ou associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo


deverá ficar no plural:
•• Mais de um deputado, mais de um vereador reclamaram dessa campanha.
•• Mais de um jogador se abraçaram após a partida.

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Concordância Verbal e Nominal – Português – Prof. Carlos Zambeli

7. Que x Quem
QUE: se o sujeito for o pronome relativo que, o verbo concorda com o antecedente do pronome
relativo.
•• Fui eu que falei. (eu falei) Fomos nós que falamos. (nós falamos)

QUEM: se o sujeito for o pronome relativo quem, o verbo ficará na terceira pessoa do singular
ou concordará com o antecedente do pronome (pouco usado).
•• Fui eu quem falei/ falou. Fomos nós quem falamos/falou.

1. É preciso que se _________ os acertos do preço e se ___________ as regras para não _____
mal-entendidos. ( faça- façam/ fixe- fixem/ existir – existirem)

2. Não ________ confusões no casamento. (poderia haver - poderiam haver)

3. _________de convidados indesejados. (Trata-se - Tratam-se)

4. As madrinhas acreditam que _______convidados interessantes, mas sabem que _______


alguns casados. (exista- existam / podem haver- pode haver)

5. ______vários dias que não se ________casamentos aqui; ________ alguma coisa estranha
no local. (faz- fazem/ realiza - realizam/ deve haver- devem haver)

6. Não ______ emoções que ______esse momento. (existe - existem/ traduza-traduzam)

7. ______ problemas durante o Buffet. (aconteceu – aconteceram)

8. Quando se _____ de casamentos, onde se _______trajes especiais, não _____ tantos


custos para os convidados.(trata- tratam/ exige- exigem/ deve haver- devem haver)

9. _____ às 22h a janta, mas quase não______ convidados.


(Iniciou-se- Iniciaram-se/ havia- haviam)

10. No Facebook, ______fotos bizarras e ______muitas informações inúteis. (publica-se -


publicam-se/ compartilha-se - compartilham-se)

11. Convém que se ______nos problemas do casamento e que não se ____ partido da sogra.
(pense – pensem / tome – tomem)

12. Naquele dia, _____________37º C na festa. (fez - fizeram)

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13. __________aos bêbados todo auxílio. (prestou-se - prestaram–se)

14. Não se ____ boas festas de casamento como antigamente. (faz –fazem)

15. No Sul, _______ invernos de congelar. (faz - fazem)

16. É preciso que se ____ aos vídeos e que se ______ os recados.


(assista – assistam / leia – leiam)

17. Convém que se ________ às ordens da sogra e que se _________ os prometidos. (obedeça
– obedeçam / cumpra – cumpram)

18. As acusações do ex-namorado _____ os convidados às lágrimas. (levou / levaram)

19. Uma pesquisa de psicólogos especializados _______ que a maioria dos casamentos não se
_______ depois de 2 anos. (revelou / revelaram – mantém / mantêm)

20. A maior parte dos maridos _____ pela esposa durante as partidas de futebol.
(é provocada / são provocados)

21. Mais de uma esposa ___________ dos maridos. (reclama – reclamam)

Concordância Nominal

Regra geral
Os artigos, os pronomes, os numerais e os adjetivos concordam com o substantivo a que eles
se referem.

Casos especiais
Adjetivo + substantivos de gênero diferente: concordância com o termo mais próximo.
•• Aquele professor ensina complicadas regras e conteúdos.
complicados conteúdos e regras.
•• Notei caídas as camisas e os prendedores.
•• Notei caída a camisa e os prendedores.
•• Notei caído o prendedor e a camisa.

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Concordância Verbal e Nominal – Português – Prof. Carlos Zambeli

Substantivos de gêneros diferentes + adjetivo: concordância com o termo mais próximo ou uso
do masculino plural.
•• A Casa do Concurseiro anunciou a professora e o funcionário homenageado.
•• A Casa do Concurseiro anunciou a professora e o funcionário homenageados.
•• A Casa do Concurseiro anunciou o funcionário e a professora homenageada.

3. Anexo
•• Seguem anexos os valores do orçamento.
•• As receitas anexas devem conter comprovante.

4. Obrigado – adjetivo
•• “Muito obrigada”, disse a nova funcionária pública!

5. Só
•• “O impossível é só questão de opinião e disso os loucos sabem, só os loucos sabem.”
(Chorão)
•• “Eu estava só, sozinho! Mais solitário que um paulistano, que um canastrão na hora
que cai o pano”
•• “Bateu de frente é só tiro, porrada e bomba.” (Valesca Popozuda)

Observação!
A locução adverbial a sós é invariável.

6. Bastante
Adjetivo = vários, muitos
Advérbio = muito, suficiente
•• Entregaram bastantes problemas nesta repartição.
•• Trabalhei bastante.
•• Tenho bastantes razões para estudar na Casa do Concurseiro!

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7. TODO, TODA – qualquer
•• TODO O , TODA A – inteiro
•• “Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.” (Teatro Mágico)
•• Todo o investimento deve ser aplicado nesta empresa.

8. É bom, é necessário, é proibido, é permitido


Com determinante = variável
Sem determinante = invariável
•• Vitamina C é bom para saúde.
•• É necessária aquela dica na véspera da prova.
•• Neste local, é proibido entrada de pessoas estranhas.
•• Neste local, é proibida a entrada de pessoas estranhas.

9. Meio
Adjetivo = metade
Advérbio = mais ou menos
•• Comprei meio quilo de picanha.
•• Isso pesa meia tonelada.
•• O clima estava meio tenso.
•• Ana estava meio chateada.

10. Menos e Alerta


Sempre invariáveis
•• Meus professores estão sempre alerta.
•• Tayane tem menos bonecas que sua amiga.

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Concordância Verbal e Nominal – Português – Prof. Carlos Zambeli

1. Complete as lacunas com a opção mais adequada:


a) É _________ (proibido OU proibida) conversa durante a aula.
b) É _________ (proibido OU proibida) a conversa durante a aula.
c) Não é ______ (permitido OU permitida) a afixação de propagandas.
d) Saída a qualquer hora, neste curso, não é _____ (permitido OU permitida).
e) No curso, bebida não é _____ (permitido OU permitida).
f) Crise econômica não é ____ (bom OU boa) para o governo.
g) Bebeu um litro e ________ (meio OU meia) de cachaça.
h) Respondeu tudo com __________ (meio OU meias) palavras.
i) Minha colega ficou ___________ (meio OU meia) angustiada.
j) Ana estava ___________ (meio OU meia) estressada depois da prova.
k) Nesta turma há alunos _________ (meio OU meios) irrequietos.
l) Eles comeram ______________ (bastante OU bastantes).
m) Os alunos saíram da prova _________ (bastante OU bastantes) cansados.
n) Já temos provas _______ (bastante OU bastantes) para incriminá-lo.
o) Os alunos ficam _____ (só OU sós).

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Português
Aula XX

Crase

Eles foram à praia no fim de semana (A prep. + A artigo)


A aluna à qual me refiro é estudiosa (A prep. + A do pronome relativo A Qual)
A minha blusa é semelhante à de Maria (A prep. + A pronome demonstrativo)
Ele fez referência àquele aluno (A prep. + A pronome demonstrativo Aquele).

Ocorre crase

1. Substitua a palavra feminina por outra masculina correlata; em surgindo a combinação AO,
haverá crase.
•• Eles foram à praia.
•• O menino não obedeceu à professora.
•• Sou indiferente às críticas!

2. Substitua os demonstrativos Aqueles(s), Aquela(s), Aquilo por A este(s), A esta(s), A isto;


mantendo-se a lógica, haverá crase.
•• Ele fez referência àquele aluno.
•• Aquele: Refiro-me àquele rapaz.
•• Aquela: Dei as flores àquela moça!
•• Aquilo: Refiro-me àquilo que me contastes

3. Nas locuções prepositivas, conjuntivas e adverbiais.


à frente de; à espera de; à procura de; à noite; à tarde; à esquerda; à direita; às vezes; às pressas;
à medida que; à proporção que; à toa; à vontade, etc.
•• Pagamos a vista / à vista.
•• Tranquei a chave / à chave.
•• Estudaremos a sombra / à sombra.

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4. Na indicação de horas determinadas: deve-se substituir a hora pela expressão “meio-dia”;
se aparecer AO antes de “meio-dia”, devemos colocar o acento, indicativo de crase no A.
•• Ele saiu às duas horas e vinte minutos. (ao meio dia)
•• Ele está aqui desde as duas horas. (o meio-dia).

5. Antes de nome próprio de lugares, deve-se colocar o verbo VOLTAR; se dissermos VOLTO
DA, haverá acento indicativo de crase; se dissermos VOLTO DE, não ocorrerá o acento.
•• Vou à Bahia. (volto da). Vou a São Paulo (volto de).

Observação:
Se o nome do lugar estiver acompanhado
de uma característica (adjunto
adnominal), o acento será obrigatório.

•• Vou a Portugal. Vou à Portugal das grandes navegações.

6. Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais


A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as quais depende do verbo. Se o
verbo que rege esses pronomes exigir a preposição "a", haverá crase.
•• São regras às quais todos os funcionários devem obedecer.
•• Esta foi a conclusão à qual Pedro Kuhn chegou.
•• A novela à qual assisto passa também na internet.

7. Crase com o Pronome Demonstrativo "a“


•• Minha crise é ligada à dos meus irmãos
•• Suas lutas não se comparam as dos jovens de hoje.
•• As frases são semelhantes às da minha ex-namorada.

8. Se a palavra "distância" estiver determinada, especificada, o "a" deve ser acentuado.


Observe:
•• A cidade fica à distância de 70 km daqui (determinada).
•• A cidade fica a grande distância daqui (não-determinada).

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Crase – Português – Prof. Carlos Zambeli

Crase Opcional

1. Antes de nomes próprios femininos.


•• Entreguei o presente a Ana (ou à Ana).

2. Depois da preposição ATÉ.


•• Fui até a escola. (ou até à escola).

3. Antes de pronomes possessivos femininos adjetivos no singular.


•• Fiz alusão a minha amiga (ou à minha amiga). Mas não fiz à sua.

Não ocorre crase

1. Antes de palavras masculinas.


•• Ele saiu a pé.
•• Barco a vapor.

2. Antes de verbos.
•• Estou disposto a colaborar com ele.
•• Produtos a partir de R$ 1,99.

3. Antes de artigo indefinido.


•• Fomos a uma lanchonete no centro.

4. Depois de preposição diferente de A


•• Eles foram para a praia.
•• Ficaram perante a torcida após o gol.

5. Antes de alguns pronomes


•• Passamos os dados do projeto a ela.
•• Eles podem ir a qualquer restaurante.
•• Refiro-me a esta aluna.
•• A pessoa a quem me dirigi estava atrapalhada.
•• O restaurante a cuja dona me referi é ótimo.

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6. Quando o A estiver no singular e a palavra a que ele se refere estiver no plural.
•• Refiro-me a pessoas que são competentes.
•• Entregaram tudo a secretárias do curso.

7. Em locuções formadas pela mesma palavra.


•• Tomei o remédio gota a gota.
•• A vítima ficou cara a cara com o ladrão.

Utilize o acento indicativo de crase quando necessário.


a) Chegamos a ideia de que a regra não se refere a pessoas jovens.
b) A todo momento, damos sinais de que nos apegamos a vida.
c) Ela elevou-se as alturas.
d) Os alunos davam valor as normas da escola.
e) As duas horas as pegaríamos a frente da escola.
f) Ele veio a negócios e precisa falar a respeito daquele assunto.
g) Foi a Bahia, depois a São Paulo e a Porto Alegre.
h) Eles tinham a mão as provas que eram necessárias.
i) Graças a vontade de um companheiro de trabalho, reformulamos a agenda da semana.
j) Refiro-me a irmã do colega e as cunhadas, mas nada sei sobre a mãe dele.
k) Aderiu a turma a qual todos aderem.
l) A classe a qual pertenço é a única que não fará a visita aquela praia.
m) Não podemos ignorar as catástrofes do mundo e deixar a humanidade entregue a própria
sorte.
n) Somos favoráveis as orientações dos professores.
o) O ser humano é levado a luta que tem por meta a resolução das questões relativas a
sobrevivência.
p) Sou a favor da preservação das baleias.
q) Fique a espera do chefe, pois ele chegará as 14h.
r) A situação a que me refiro tornou-se complexa, sujeita a variadas interpretações.
s) Após as 18h, iremos a procura de auxilio.
t) Devido a falta de quorum, suspendeu-se a sessão.
u) As candidatas as quais foram oferecidas as bolsas devem apresentar-se até a data marcada.

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Crase – Português – Prof. Carlos Zambeli

v) Dedicou-se a uma atividade beneficente, relacionada a continuidade do auxílio as camadas


mais pobres da população.
w) Se você for a Europa, visite os lugares a que o material turístico faz referência.
x) Em relação a matéria dada, dê especial atenção aquele caso em que aparece a crase.
y) Estaremos atendendo de segunda a sexta, das 8h as 19h.
z) A pessoa a quem me refiro dedica-se a arte da cerâmica.

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Português
Aula XX

Regência Nominal e Verbal

A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os
complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou as circunstâncias (adjuntos adverbiais).
Um verbo pode assumir valor semântico diferente com a simples mudança ou retirada de uma
preposição.

Verbos Intransitivos

Os verbos intransitivos não possuem complemento. São verbos significativos, capazes de


constituir o predicado sozinhos. Sua semântica é completa.
•• O balão subiu.
•• O cão desapareceu desde ontem.
•• Aquela geleira derreteu no inverno passado.

Verbos Transitivos Diretos

Os verbos transitivos diretos são complementados por objetos diretos. Isso significa que não
exigem preposição para o estabelecimento da relação de regência.
•• Zambeli comprou livros nesta loja.
•• Pedro ama, nesta loja, as promoções de inverno.

Verbos Transitivos Indiretos

Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos indiretos. Isso significa que
esses verbos exigem uma preposição para o estabelecimento da relação de regência.
•• Edgar Abreu necessita de férias nesta semana.
•• Pedro confia em Kátia sempre!

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Verbos Transitivos Diretos ou Indiretos

Há verbos que admitem duas construções: uma transitiva direta, outra indireta, sem que isso
implique modificações de sentido. Ou seja, possuem dois complementos: um OD e um OI.
•• Tereza ofereceu livros a Zambeli.
•• O professor emprestou aos alunos desta turma alguns livros novos.

Verbos de Ligação

Esse tipo de verbo tem a função de ligar o sujeito a um estado, a uma característica. A
característica atribuída ao sujeito por intermédio do verbo de ligação chama-se predicativo do
sujeito.
Uma maneira prática de se identificar o verbo de ligação é exclui-lo da oração e observar se
nesta continua a existir uma unidade significativa: Minha professora está atrasada. → Minha
professora atrasada.
São, habitualmente, verbos de ligação: ser, estar, ficar, parecer, permanecer, continuar, tornar-
se, achar-se, acabar...

Pronome relativo

QUE:
Retoma pessoas ou coisas.

•• André Vieira, que me ensinou Constitucional, é uma grande professor!

•• Os arquivos das provas de que preciso estão no meu email.

•• O colega em que confio é o Dudan.

Função sintática dos pronomes relativos

Sujeito
•• Os professores que se prepararam para a aula foram bem avaliados.

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Português – Regência Nominal e Verbal – Prof. Carlos Zambeli

Objeto direto

•• Chegaram as apostilas que comprei no site.

Objeto indireto

•• Aqui há tudo de que você precisa para o concurso.

Complemento nominal

•• São muitas aprovações de que a Casa do Concurseiro é capaz.

Predicativo do sujeito

•• Reconheço a grande mulher que você é.

Agente da passiva

•• Aquela é a turma do curso por que foste homenageado?

Adjunto adverbial

•• Este é o curso em que trabalho de segunda a sábado!

QUEM:
Só retoma pessoas. Um detalhe importante: sempre antecedido por preposição.

•• A professora em quem tu acreditas pode te ajudar.

•• O amigo de quem Pedro precisará não está em casa.

•• O colega a quem encontrei no concurso foi aprovado.

O QUAL:
Existe flexão de gênero e de número: OS QUAIS, A QUAL, O QUAL, AS QUAIS.

•• O chocolate de que gosto está em falta.

•• O chocolate do qual gosto está em falta.

•• A paixão por que lutarei.

•• A paixão pela qual lutarei.

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•• A prova a que me refiro foi anulada.

•• A prova à qual me refiro foi anulada.

CUJO:
Indica uma ideia de posse. Concorda sempre com o ser possuído.

•• A prova cujo assunto eu não sei será amanhã!

•• A professora com cuja crítica concordo estava me orientando.

•• A namorada a cujos pedidos obedeço sempre me abraça forte.

ONDE:
Só retoma lugar. Sinônimo de EM QUE

•• O país aonde viajarei é perto daqui.

•• O problema em que estou metido pode ser resolvido ainda hoje.

•• O lugar onde deixo meu carro fica próximo daqui.

Assistir
VTD: ajudar, dar assistência:

•• O policial não assistiu as vítimas durante a prova = O policial não as assistiu...

•• O conselho tutelar assiste todas as crianças.

VTI: ver, olhar, presenciar (prep. A obrigatória):

•• Assistimos ao vídeo no youtube = Assistimos a ele.

•• O filme a que eu assisti chama-se “ Intocáveis”.

Pagar e Perdoar
VTD: OD – coisa:

•• Pagou a conta.

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Português – Regência Nominal e Verbal – Prof. Carlos Zambeli

VTI: OI – A alguém:

•• Pagou ao garçom.

VTDI: alguma COISA A ALGUÉM:

•• Pagou a dívida ao banco.

•• Pagamos ao garçom as contas da mesa.

Querer
VTD – desejar, almejar:

•• Eu quero esta vaga para mim.

VTI – estimar, querer bem, gostar:

•• Quero muito aos meus amigos.

•• Quero a você, querida!

Implicar
VTD: acarretar, ter consequência

•• Passar no concurso implica sacrifícios.

•• Essas medidas econômicas implicarão mudanças na minha vida.

VTI: ter birra, implicância

•• Ela sempre implica com meus amigos!

Preferir
VTDI: exige a prep. A= X a Y

•• Prefiro concursos federais a concursos estaduais.

Ir, Voltar, Chegar


Usamos as preposições A ou DE ou PARA com esses verbos.

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•• Chegamos a casa.

•• Foste ao curso.

Esquecer-se, Lembrar-se: VTI (DE)


Esquecer, Lembrar: VTD
•• Eu nunca me esqueci de você!

•• Esqueça aquilo.

•• O aluno cujo nome nunca lembro foi aprovado.

•• O aluno de cujo nome nunca me lembro foi aprovado.

Aspirar
VTD – respirar

•• Naquele lugar, ele aspirou o perfume dela.

•• O cheiro que aspiramos era do gás!

VTI – desejar, pretender

•• Alexandre aspira ao sucesso nos concursos!

•• O cargo a que todos aspiram está neste concurso.

Obedecer/ desobedecer
VTI = prep. A

•• Zambeli nunca obedece ao sinal de trânsito.

Constar
(A) No sentido de “ser composto de”, constrói-se com a preposição DE:

•• A prova do concurso constará de trinta questões objetivas.

(B) No sentido de “estar incluído, registrado”, constrói-se com a preposição EM:

•• Seu nome consta na lista de aprovados do concurso!

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Português – Regência Nominal e Verbal – Prof. Carlos Zambeli

Visar
VTD – quando significa “mirar”

•• O atirador visou o alvo certo!

VTD – quando significa “assinar”

•• Você já visou o chegue?

VTI – quando significar “ almejar, ter por objetivo”

•• Visamos ao sucesso no vestibular de verão!

•• A vaga a que todos visam está desocupada.

Proceder
VTI (a) – iniciar, dar andamento.

•• Logo procederemos à reunião.

VTI (de) – originar-se.

•• Ele procede de boa família.

VI – ter lógica.

•• Teus argumentos não procedem.

Usufruir – VTD
•• Usufrua os benefícios da fama!

Namorar – VTD
•• Namoro Ana há cinco anos!

Simpatizar/ antipatizar – VTI


•• Eu simpatizei com ela.

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Regência Nominal

É o nome da relação existente entre um substantivo, adjetivo ou advérbio transitivos e seu


respectivo complemento nominal. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição.
Deve-se considerar que muitos nomes seguem exatamente a mesma regência dos verbos
correspondentes. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime
dos nomes cognatos. Por exemplo, obedecer e os nomes correspondentes: todos regem
complementos introduzidos pela preposição a: obedecer a algo/a alguém; obediência a algo/a
alguém; obediente a algo/a alguém; obedientemente a algo/a alguém.

admiração a, por horror a


atentado a, contra impaciência com
aversão a, para, por medo a, de
bacharel em, doutor em obediência a
capacidade de, para ojeriza a, por
devoção a, para com, por proeminência sobre
dúvida acerca de, em, sobre respeito a, com, para com, por

Distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal


a) Somente os substantivos podem ser acompanhados de adjuntos adnominais; já os
complementos nominais podem ligar-se a substantivos, adjetivos e advérbios. Logo, o ermo
ligado por preposição a um adjetivo ou a um advérbio só pode ser complemento nominal.

b) O complemento nominal equivale a um complemento verbal, ou seja, só se relaciona a


substantivos cujos significados transitam. Portanto, seu valor é passivo, é sobre ele que
recai a ação. O adjunto adnominal tem sempre valor ativo.

•• A vila aguarda a construção da escola.

•• A autor fez uma mudança de cenário.

•• Observamos o crescimento da economia.

•• Assaltaram a loja de brinquedos.

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Português
Aula XX

Pontuação

Emprego da Vírgula

Na ordem direta da oração (sujeito + verbo + complemento(s) + adjunto adverbial), NÃO use
vírgula entre os termos. Isso só ocorrerá ao deslocarem-se o predicativo ou o adjunto adverbial.
•• As pessoas desta turma enviaram as dicas de Português aos colegas no domingo.

•• As pessoas desta turma enviaram aos colegas as dicas de Português no domingo.

Dica Zambeliana = Não se separam por vírgulas


•• predicado de sujeito = Restam, dúvidas sobre a matéria!

•• objeto de verbo = Informei, ao grupo, o sério problema.

•• adjunto adnominal de nome = A prova, do concurso, estava acessível!

Entre os termos da oração

1. Para separar itens de uma série. (Enumeração)

•• Na páscoa, preciso comer também alface, rúcula, brócolis, cenoura, tomate, chocolate!

•• Tempo é um recurso raro, valioso e não renovável.

2. Para assinalar supressão de um verbo.


•• Ele vê filmes no youtube; eu, no cinema.

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3. Para separar o adjunto adverbial deslocado.

•• "O preço que se paga, às vezes, é alto demais…"

•• No próximo domingo, farei meu concurso!

•• O tomate, em razão da sua abundância, vem caindo de preço.

Observação: Se o adjunto adverbial for pequeno, a utilização da vírgula não é necessária, a não
ser que se queira enfatizar a informação nele contida.
•• Ontem comemoramos o seu aniversário.

4. Para separar o aposto.

•• Sempre dei dois conselhos: viva muito e seja feliz!

•• São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um trânsito caótico.

5. Para separar o vocativo.

•• Colega, você pode me emprestar esta caneta?

6. Para separar expressões explicativas, retificativas, continuativas, conclusivas ou enfáticas


(aliás, além disso, com efeito, enfim, isto é, em suma, ou seja, ou melhor, por exemplo,
etc.).

•• As indústrias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir mão
dos lucros altos.

•• Preciso estudar, ou seja, adeus final de semana.

Entre as orações
1. Para separar orações coordenadas assindéticas.

•• ”Não me falta cadeira, não me falta sofá, só falta você sentada na sala, só falta você
estar.” (Arnaldo Antunes)

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Pontuação – Português – Prof. Carlos Zambeli

2. As orações coordenadas devem sempre ser separadas por vírgula. Orações coordenadas
são as que indicam adição (e, nem, mas também), alternância (ou, ou ... ou, ora ... ora),
adversidade (mas, porém, contudo...), conclusão (logo, portanto...) e explicação (porque,
pois).

•• Todos os alunos gostarão dessa dica, no entanto não há chances de ser cobrada na
prova.

3. Para separar orações coordenadas sindéticas ligadas por “e”, desde que os sujeitos sejam
diferentes.
•• As pessoas assistiam ao protestos pacificamente, e a polícia respeitava a todos.

•• Os sentimentos podem mudar com o tempo e as pessoas não entendem isso!

4. Para separar orações adverbiais, especialmente quando forem longas.


•• Em determinado momento, ele ficou bastante estressado, porque não encontrava vaga
para estacionar.

5. Para separar orações adverbiais antepostas à principal ou intercaladas, tanto desenvolvidas


quanto reduzidas.
•• Como pretendia retirar-se logo, aproximou-se da porta.

•• Nossas intenções, conforme todos podem comprovar, são as melhores.

6. Orações Subordinadas Adjetivas


Podem ser:
a) Restritivas: Delimitam o sentido do substantivo antecedente (sem vírgula). Encerram uma
qualidade que não é inerente ao substantivo.

•• As frutas que apodreceram foram descartadas no lixo.

•• Os protestos que ocorreram em 2013 podem voltar!

•• As rosas que são vermelhas embelezam o planeta.

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b) Explicativas: Explicações ou afirmações adicionais ao antecedente já definido plenamente
(com vírgula). Encerram uma qualidade inerente ao substantivo.

•• A telefonia móvel, que facilitou a vida do homem moderno, provocou também


situações constrangedoras.

•• Os cachorros, que são peludos, devem ser bem tratados neste canil.

•• As rosas, que são perfumadas, embelezam o planeta.

Emprego do Ponto-e-Vírgula

1. Para separar orações que contenham várias enumerações já separadas por vírgula ou que
encerrem comparações e contrastes.
•• Os jogadores estavam suados, nervosos, procurando a vitória; os espectadores
gritavam, incentivavam o time, exigiam resultados; o treinador angustiava-se, projetava
substituições.

2. Para separar orações em que as conjunções adversativas ou conclusivas estejam deslocadas.


•• As pessoas educadas, todavia, não suportaram aquela atitude.

•• Considere-se, portanto, livre deste compromisso.

•• Esperava encontrar todos os conteúdos na prova; enxerguei, porém, apenas alguns

3. Para alongar a pausa de conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto,
etc.), substituindo, assim, a vírgula.
•• Gostaria de estudar hoje; todavia, só chegarei perto dos livros amanhã.

Emprego dos Dois-Pontos


1. Para anunciar uma citação.
•• Lembrando um poema de Vinícius de Moraes: "Tristeza não tem fim, Felicidade sim."
2. Para anunciar uma enumeração, um aposto, uma explicação, uma consequência ou um
esclarecimento.
•• Sempre tive três grandes amigos: Edgar, Pedro e Sérgio.

•• Não há motivo para preocupações: tudo já está resolvido.

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Português
Aula XX

Tempos e Modos Verbais – Verbos

Tempos verbais do Indicativo

1. Presente – é empregado para expressar um fato que ocorre no momento em que se fala;
para expressar algo frequente, habitual; para expressar um fato passado, geralmente
nos textos jornalísticos e literários (nesse caso, trata-se de um presente que substitui o
pretérito).
“Não vejo mais você faz tanto tempo. Que vontade que eu sinto de olhar em seus olhos, ganhar
seus abraços. É verdade, eu não minto.” (Caetano Veloso)
“Eu sei que um outro deve estar falando ao seu ouvido palavras de amor.” (Roberto Carlos)

2. Pretérito Perfeito – revela um fato concluído, iniciado e terminado no passado.


“Pra você guardei o amor que nunca soube dar. O amor que tive e vi sem me deixar sentir sem
conseguir provar.” (Nando Reis)
“Ela parou, olhou, sorriu, me deu um beijo e foi embora.” (Natiruts)

3. Pretérito Imperfeito – pode expressar um fato no passado, mas não concluído ou uma ação
que era habitual, que se repetia no passado.
“Quando criança só pensava em ser bandido, ainda mais quando com um tiro de soldado o pai
morreu. Era o terror da sertania onde morava...” (Legião)

4. Pretérito mais-que-perfeito – expressa um fato ocorrido no passado, antes de outro


também passado.
“E se lembrou de quando era uma criança e de tudo o que vivera até ali.” (Legião)
Eu já reservara a passagem, quando ele desistiu da viagem.

5. Futuro do presente – indica um fato que vai ou não ocorrer após o momento em que se
fala.
“Verás que um filho teu não foge à luta”. (Hino Nacional)
Os professores comentarão a prova depois do concurso.

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6. Futuro do pretérito – expressar um fato futuro em relação a um fato passado, habitualmente
apresentado como condição. Pode indicar também dúvida, incerteza.
“Estranho seria se eu não me apaixonasse por você.”
“Eu aceitaria a vida como ela é, viajaria a prazo pro inferno, eu tomaria banho gelado no
inverno.” (Frejat)

Tempos verbais do Subjuntivo

1. Presente – expressa um fato atual exprimindo possibilidade, um fato hipotético


Espero que o André Vieira faça um churrasco.

Talvez eu volte com você.


Só quero que ela retorne para mim.

2. Pretérito imperfeito – expressa um fato passado dependente de outro fato passado.

“Mas se eu ficasse ao seu lado de nada adiantaria. Se eu fosse um cara diferente sabe lá como
eu seria.” (Engenheiros)

3. Futuro – indica uma ação hipotética que poderá ocorrer no futuro. Expressa um fato futuro
relacionado a outro fato futuro.

Se eu fizer 18 acertos, passarei.


Se vocês se concentrarem, a aula termina mais cedo!
Disse-me que fará quando puder.
“Quando o segundo sol chegar...” (Nando Reis)

Cuidado com eles!

Ter – tiver – Se ela mantiver a calma, passará!

Ver – vir – Quando ela vir a bagunça, ficará brava!

Vir – vier – Se isso lhe convier, será interessante!

Pôr – puser – Se você dispuser de tempo, faça o curso.

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Português – Tempos e Modos Verbais/ verbos – Prof. Carlos Zambeli

Imperativo

Presente do IMPERATIVO Presente do IMPERATIVO


indicativo AFIRMATIVO Subjuntivo NEGATIVO
EU QUE EU NÃO
TU QUE TU NÃO
ELE QUE ELE NÃO
NÓS QUE NÓS NÃO
VÓS QUE VÓS NÃO
ELES QUE ELES NÃO

1. EU

2. Ele = você
Eles = vocês

3. Presente do indicativo = tu e vós – S = Imperativo Afirmativo

4. Presente do subjuntivo (Que) – completa o restante da tabela.

Exercícios

1. Complete
a) Ele ____________ no debate. Porém, eu não _____________ (intervir – pretérito perfeito)
b) Se eles não ___________ o contrato, não haveria negócio. (manter)
c) Se o convite me _____________, aceitarei. (convir)
d) Se o convite me _____________, aceitaria. (convir)
e) Quando eles __________ o convite, tomarei a decisão. (propor)
f) Se eu ____________ de tempo, aceitarei a proposta. (dispor)
g) Se eu ______________ de tempo, aceitaria a proposta. (dispor)
h) Se elas __________ minhas pretensões, faremos o acordo. (satisfazer)
i Ainda bem que tu _________ a tempo. (intervir – pretérito perfeito)
j) Quem se ____________ de votar deverá comparecer ao TRE. (abster –futuro do subjuntivo)
k) Quando eles __________ a conta, perceberão o erro. (refazer)
l) Se eles _______________ a conta, perceberiam o erro. (refazer)
m) Quando não te ____________, assinaremos o contrato. (opor)
n) Se eu ___________ rico, haveria de ajudá-lo. (ser )
o) Espero que você _______ mais atenção a nós. (dar )
p) Se ele ________________ no caso, poderia resolver o problema. (intervir)
q) Eu não __________ nesta cadeirinha! ( caber – presente indicativo)

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r) Se nós ____________ sair, poderíamos. (querer)
s) Quando ela ___________ o namorado com outra, vai ficar uma fera! (ver – futuro do
subjuntivo)
t) e ela __________ aqui com o namorado, poderá se hospedar aqui. (vir – futuro do subj.)

2. Complete as lacunas com a forma do imperativo mais adequada:

a) Por favor, ___________ à minha sala, preciso falar com você. (vir)
b) __________ para nós. Participe do nosso programa. (ligar)
c) __________ agora os documentos que lhe pedimos hoje. (enviar)
d) __________ a sua boca e ________ quieto. (calar e ficar)
e) _______ até o guichê 5 para receber a sua ficha de inscrição. (ir)
f) _______ a sua casa e _______ o dinheiro num fundo. (vender e pôr)
g) _______ o seu trabalho e ________ os resultados. (fazer e ver)
h) Vossa Excelência está muito nervoso. _________ calma. (ter)
i) Só me resta lhe dizer uma coisa: ________ feliz. (ser)

3. Complete
a) Já lhe avisei! ____________ esse objeto com cuidado. (pegar)
b) Já te avisei! _____________ esse objeto com cuidado. (pegar)
c) Vocês aí! ________________ com mais entusiasmo. (cantar)

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Português
Aula XX

Vozes Verbais

Voz é a forma assumida pelo verbo para indicar a relação entre ele e seu sujeito.
Escrevi uma redação!
Fui atropelado pela moto!
Para passar uma oração da voz ativa para a voz analítica, é necessário que haja objeto direto,
pois esse termo será o sujeito da voz passiva.

Voz Ativa

O professor abriu a gramática.


Na frase acima, o professor pratica a ação expressa pelo verbo. É um sujeito agente. A gramática
recebe a ação expressa pelo verbo. É um objeto direto.

Voz Passiva

A voz passiva é marcada principalmente pela circunstância de que o sujeito passa a sofrer a
ação. Como é construída tanto com o auxílio verbo ser (passiva analítica ou com auxiliar), como
com o pronome se (passiva sintética ou pronominal), suas nuances de emprego textual devem
ser observadas com atenção.
A rua foi interditada pelos manifestantes.
A rua sofre a ação expressa pelo verbo. Trata-se de um sujeito paciente. Os manifestantes é o
elemento que pratica a ação de interditar. É o agente da passiva.

A voz passiva pode ser:


Analítica: formada pelo verbo ser + o particípio do verbo principal.
Sintética ou pronominal: formada pelo verbo principal na 3a. pessoa, seguido do pronome se.

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Passiva Analítica

As questões serão elaboradas pelos professores do curso.


•• Os candidatos devem ser apresentados, neste dia, pelos seus partidos.
Obs.: Os verbos TER, HAVER e POSSUIR, a despeito de exigirem objeto direto, NÃO podem ser
apassivados.

TRANSFORMAÇÃO DA ATIVA PARA A PASSIVA ANALÍTICA


•• objeto direto – sujeito
•• SER no tempo do verbo + particípio
•• sujeito – agente da passiva
•• A passiva analítica SEMPRE terá um verbo a mais que a ativa.
Os nossos colegas podem estudar a gramática nesta aula!

O detalhe está aqui ó!


O segredo está no verbo SER, pois ele terá o tempo e o modo do verbo principal! O principal vai
ficar no particípio (invariável)

Eu fiz a redação. (pretérito perfeito do indicativo)


A redação foi feita por mim.
Ana fará a redação. (futuro do presente do indicativo)
A redação será feita por Ana.
Eu escrevia uma redação. (pretérito imperfeito do indicativo)
Uma redação era escrita por mim.

Passiva Sintética

Formada por um verbo transitivo na terceira pessoa (singular ou plural, concorda com o sujeito)
mais o pronome apassivador se:
Consertam-se aparelhos elétricos.

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Português – Vozes Verbais – Prof. Carlos Zambeli

TRANSFORMAÇÃO DA ATIVA PARA A PASSIVA SINTÉTICA


•• verbo no mesmo tempo e modo que na ativa + se
•• objeto direto – sujeito paciente
•• O número de verbos é o mesmo que na ativa.
•• na voz passiva sintética nunca há agente da passiva.
•• o sujeito fica posposto ao verbo.

Escreveram as notícias no site!


Escreveram-se as notícias no site!
Viram-se todos os jogos neste final de semana.
Exigem-se referências.
Plastificam-se documentos.
Entregou-se uma flor à mulher.

Voz Reflexiva

Ele se penteou. Eu me afastei constrangido.


O sujeito pratica e recebe a ação verbal, ou seja, ele é, ao mesmo tempo, o agente e o paciente
da ação.
Passe as frases a seguir de uma voz para a outra.

1. Os voluntários promoveram campanhas de donativos.

2. A Gripe Suína e a Febre Amarela ceifam milhares de vida.

3. O governo liberou os recursos em vinte dias.

4. A experiência ensina-nos muitas coisas.

5 Eu já lhes dei todas as questões da prova.

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6. Todos o consideravam honesto.

7. Quem pagará esses prejuízos?

8. Sem o povo, o Chile não reconstruiria a cidade.

9. O crime da família foi julgado também pelo povo.

10. A polícia pode ser corrompida pelo povo facilmente.

Exemplos de questão

1. Só não é possível a voz passiva em:


a) Os brasileiros defendem a idéia de uma democracia social.
b) Conflitos sociais não transpõem os abismos estratificados.
c) Esse abismo não conduz a conflitos tendentes à transposição dos estragos sociais.
d) Os privilegiados ignoram ou ocultam as mazelas sociais.
e) Os brasileiros raramente percebem os profundos abismos cruciais a seu desenvolvimento.

2. Talvez o governo adote outras medidas de combate à inflação.


Mudando a oração acima para a voz passiva, sem alterar tempo e modo do verbo, obtém-se a
forma verbal:
a) são adotadas
b) fossem adotadas
c) sejam adotadas
d) seja adotada
e) será adotada.

Gabarito: 1. C 2. C

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Redação

Professor Carlos Zambeli

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Redação

10 dicas para começar!

1. A redação não é um texto construído por um monte de frases, é, sim, um enredo semântico
a que dados o nome de textualidade (coesão).
Por exemplo: Escreva a redação. Coloque-a sobre a mesa depois de pronta.
Essas frases possuem coesão?
Sim, pois tratam do mesmo assunto! Além disso temos o pronome “a” recuperando a palavra
“redação”.

Pedi um refrigerante. O refrigerante, porém, não estava gelado. (com coesão)

Pedi um refrigerante. Um refrigerante, porém, não estava gelado. (sem coesão)

2. Quais os tipos de erro de coesão?


a) Uso inadequado do conectivo:
Preposição: “Este governo diminuiu o salário dos professores e eliminou conteúdos importantes
no desenvolvimento de todos os estudantes.”

Pronome Relativo: “As crianças que as mães são presentes se caracterizam pela disciplina.”

Conjunção: “Aumentar a passagem, para muitas pessoas, é fundamental para qualificar o


serviço. Portanto, se as pessoas não aceitam essa verdade, devem protestar sem violência.”

b) Redundância:
Entende-se por redundância a repetição desnecessária ou exagerada da palavra, ideia ou
expressão. Quanto mais redundante for o texto mais fica provado que o candidato não tem
repertório suficiente para escrever uma boa redação.
Exemplos:
“Nesta semana, eu ganhei um brinde grátis da Casa do Concurseiro.”

“O projeto não foi aprovado, porque não houve consenso geral.”

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c) Ambiguidade:
Esse problema ocorre quando algo que está sendo dito admite mais de um sentido,
comprometendo a compreensão do conteúdo. Isso pode provocar dúvidas no leitor e levá-lo a
conclusões equivocadas na interpretação do texto.
Ex: “A mãe discutia com a filha sentada no sofá!”
Como resolver?
Opção 1 _________________________________________________

Opção 2 _________________________________________________

3. Como estruturar a minha redação, Zambeli?


Existem vários modelos de redação. No texto expositivo-argumentativo, vamos trabalhar
com introdução, 2 desenvolvimentos e conclusão. A chave para começar essas 3 estruturas é
caprichar no tópico frasal. No texto descritivo, a análise do ser ou do produto pode ser objetiva
ou subjetiva. No texto narrativo, a organização na sequência de fatos é o grande segredo. Já
no texto instrucional (prescritivo), a base se faz como se estivéssemos orientando algo a fazer,
construir, vender algo.

4. O que é o trópico frasal?


Esse item resume o conteúdo do parágrafo. Ele enuncia a ideia a ser desenvolvida. Esse trópico
frasal deve ser claro, detalhado e específico.

5. Erro de clareza:
“Para passar em um concurso, devemos saber como fazer isso.”

“Estudar é importante.”

“Ver Big Brother é prejudicial.”

Como consertar?
O sonho de ser concursado exige muito estudo por parte dos candidatos.

O estudo desenvolve no aluno o domínio do assunto e permite a reflexão crítica.

Programas considerados fúteis podem entreter as pessoas e fazê-las perder o foco de seus reais
objetivos.

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Redação – Prof. Carlos Zambeli

6. Essa divisão do texto em três parte faz o que exatamente?


A introdução estabelece o objetivo e a ideia central do texto, ela é a promessa do debate.
O desenvolvimento explana a ideia central, é onde ficam os argumentos para sustentar sua
opinião. A conclusão sintetiza seu conteúdo.

7. O que é a falta de unidade de um texto?


A falta de unidade decorre da “emoção” na analise de um argumento em detrimento do outro.
Assim o texto não fica uniforme e o corretor pode interpretar como uma bela manha para
completar as linhas!

8. Como fugir da ausência de coerência?


Não seja repetitivo, aborde o tópico no mesmo parágrafo de desenvolvimento, não aborde um
assunto sem um encadeamento progressivo, não comece a conclusão por nexos adversativos.

9. Como manter a coesão no texto?


Use sinônimos, capriche na escolha dos nexos, seja simples no vocabulário, etc.

10. O que são frases siamesas?


São duas frase completas, escritas como se fossem uma apenas. Essas frase unem o que não
deveria estar junto.
Exemplo:
Errado: “ Quis fazer o curso de redação do Zambeli e do Cássio acho sempre importante estudar
mais.”

Certo: “ Quis fazer o curso de redação do Zambeli e do Cássio, pois acho sempre importante
estudar mais.”

10 detalhes da estrutura para um texto argumentativo!

1. A dica da introdução
Uma boa introdução é aquela que informa o que será trabalhado. Sabe o que é necessário para
ficar legal? Informar o tema e as partes em que este tema foi dividido (exatamente na ordem
como vão aparecer no decorrer do texto.)

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2) Tipos de introduções problemáticas
a) Introduções vagas:
Esse tipo de introdução apresenta de forma vaga ou indiretamente o assunto do texto.

“Esse tema realmente é complicado.”

“Esse produto do Banco do Brasil é tão incrível quanto o da Caixa.”

b) Introduções prolixas:
vá direto ao que interessa! Exagerar nas explicações pode gerar dúvidas no leitor!

c) Introduções abruptas:
calmaaaaaaaaaaa! Não precisa ir tão direto ao ponto! Seu leitor precisa conhecer o assunto
com uma boa explanação. Seu leitor precisa ter o roteiro adequado para começar a ler seu
texto.

3. Resumo da introdução!
Não exagere no tamanho e não comece a argumentar ainda!

Busque apresentar o tema, delimitar o assunto e deixe claro o seu posicionamento.

4 Modelos de Introdução
a) Declaratória:
Você expõe o sugerido pela banca, usando as suas palavras! Não se esqueça de que você deve
delimitar a abordagem do assunto.
Qual o problema dessa?
___________________________________________________

b) Perguntas:
Só pergunte se você tiver a resposta para desenvolver depois! Não pense em fazer a introdução
toda com pergunta, mas é um bom recurso para iniciar.
Qual o problema dessa?
___________________________________________________

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Redação – Prof. Carlos Zambeli

c) Hipóteses:
Você supõe algumas formas de abordar e as fará no desenvolvimento do texto.
Qual o problema dessa?
___________________________________________________

d) Histórica:
Você compara algo do passado com a problemática do tema de redação. Apresenta uma
trajetória histórica para reforçar sua tese.
Qual o problema dessa?
___________________________________________________

e) Comparação
Você compara fatos, países, casos, problemas, enfim, apresenta sua ideia deixando claro que
nada é tão novidade assim.
Qual o problema dessa?
___________________________________________________

f) Citação
Você abre o texto com as palavras de uma autoridade no tema em questão.
Qual o problema dessa?
___________________________________________________

5. Zambeli, posso começar como esse texto?


•• Ao contrário do que muitos pensam...
•• Muito se discute a importância de...
•• Apesar de muitos acreditarem que...
•• Pode-se afirmar que, em razão de/ devido a
•• É indiscutível que...

6. E o desenvolvimento?
É a base do seu texto! Aqui ficam suas ideias principais. Vamos trabalhar com dois
desenvolvimentos (D1 e D2).
No D1, pode-se desdobrar o tema, detalhar, analisar, demonstrar!
No D2, apresentaremos nossos argumentos a favor ou contra. De que maneira? Demonstrando,
confrontando a validade dos nossos argumentos. Apresentando ordenada, clara e
convictamente.
Neles, devemos usar todo nosso poder de convencimento!

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7. Como desenvolver?
a) Hipóteses:
Você apresenta hipóteses para dar as soluções! Apresenta prováveis resultados. Assim,
demonstra dominar o assunto e ter interesse por ele.

b) Causa e Consequência:
Você analisa o que leva ao problema e apresenta suas consequências!

c) Exemplificação:
Você mostra, na prática, como seus argumentos são bons! Mas cuidado!!!! Exemplificar demais
pode transformar sua dissertação em narração! Os exemplos deve ser concretos, importantes
para a sociedade.

8. Como argumentar?
O que escrever? Para que escrever? Como escrever? Para que lado puxar? Essas perguntas
podem ajudá-lo a argumentar com mais precisão, sem se perder em detalhes desnecessários.

Observe: palavras- frases; frases-parágrafos; parágrafos-texto! Simples? Então fique fiel ao


tema, evidencie sentido e associe à realidade!
•• Argumente com algo de valor universal, ou com dados estatísticos, ou com a opinião de
uma autoridade, ou com uma breve narrativa!

9. Como ligar um desenvolvimento no outro?


D1
•• É preciso frisar também...

•• É necessário, primeiramente, considerar/lembrar/ater-se...

D2
•• Nota-se, por outro lado, que...

•• Não se pode esquecer...

•• Além disso...

•• Outro fator importante é...

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Redação – Prof. Carlos Zambeli

10. Concluindo então? Ufa!


A conclusão não é apenas uma recapitulação do que foi trabalhado. Deixe claro o caminho que
você seguiu para chegar até ali. Nesse momento tão fundamental, admite-se um fato novo,
uma ideia, um argumento, mas não se esqueça da estrutura: tema – tese – solução.
Essa parte deve ser breve, no entanto, não use apenas um período. Para concluir use: portanto,
logo, dessa forma, definitivamente...

10 detalhes tão pequenos! Mas...

1. Registro equivocado!
•• Só que – prefira mas, porém...
•• Ter – cuide se for o sentido de “haver”.
•• A gente – prefira “nós”
•• Fazer com que – Essas injustiças fazem com que as pessoas desacreditem no sistema./
Essas injustiças fazem as pessoas desacreditarem no sistema.

2. Problemas de Semântica!
•• Redundância e obviedade: Há dois meses atrás./ Eu penso.../ No mundo em que vivemos...
•• Sentido amplo demais: A crise da educação é uma coisa enorme!
•• Uso de gírias: Após resolver esse detalhe, a vida ficou um barato!

3. Lugar-comum
•• de mão beijada, depois de um longo e tenebroso inverno, desbaratada a quadrilha, de
vento em popa...
•• agradável surpresa, amarga decepção, calor escaldante, calorosa recepção, carreira
meteórica, cartada decisiva, chuvas torrenciais, corpo escultural, crítica construtiva
•• “se cada um fizer a sua parte...”, “é preciso lembrar que dinheiro não traz felicidade...”, “as
pessoas saem de casa sem saber se voltarão...”

4. Expressões comuns!
•• Em princípio – antes de mais nada, em tese.
•• A princípio – no início, no começo.
•• Possuir – só no sentido de posse, propriedade. “Edgar possui um carro velho.”/ “Edgar
desfruta de uma boa condição de vida.”

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•• Na medida em que – = porque
•• À medida que – = proporção
•• A meu ver – não use “ao meu ver”.
•• Em frente de/ diante de – não use “frente a”

5. Gerúndio (-ndo) – ação continua


•• Suas atitudes acabam gerando intrigas. (errado)
•• Suas atitudes geram intrigas. (certo)

6. Pontuação
•• Dois-pontos: usa-se para explicações, consequências.
•• Aspas: servem para indicar estes casos: palavras estrangeiras, ironia, transcrições textuais,
neologismos, títulos.

7. Paralelismo
•• Engano no paralelismo nas comparações:
“Falar com pessoas é mais fácil do que a conversa do dia a dia.” (errado)

“Falar com pessoas é mais fácil do que conversar no dia a dia.” (certo)

•• Falso paralelismo de sentido:


“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis.”

•• Falso paralelismo morfológico:


“Essas crises se devem a mágoas, humilhações, ressentimentos e a agressores que
insistentemente o humilhavam na empresa.”

•• Falso paralelismo sintático:


“A preservação dessa consciência representa não só um dever de cidadania e é para que a
ordem seja mantida.”

8. Emprego dos nexos


•• Este,esta,isto = vai ser dito / esse, essa, isso = já foi dito
•• Onde = lugar parado! Na redação, use “em que”

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Redação – Prof. Carlos Zambeli

•• Mesmo(a) = não retoma palavras ou expressões. Use ele(a)


•• Prefira entretanto, contudo, todavia, não obstante no lugar de mas e porém.

9. Dúvidas comuns!
Letra: utilize tamanho regular. Não importa a letras, apenas diferencie maiúscula de minúscula.
Retificações: (excessões) exceções
•• Linhas: veja o edital! Obedeça à indicação!

10. Ortografia nova ou antiga?


Leia o edital!!!!!

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Matemática

Professor Dudan

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Matemática

Conjuntos Numéricos

Números Naturais (ℕ)

Definição: ℕ = {0, 1, 2, 3, 4,...}

Subconjuntos
ℕ* = {1, 2, 3, 4,...} naturais não nulos.

Números Inteiros (ℤ)

Definição: ℤ = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 0, 1, 2, 3, 4,...}

Subconjuntos
ℤ* = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 1, 2, 3, 4,...} inteiros não nulos.

ℤ + = {0, 1, 2, 3, 4,...} inteiros não negativos (naturais).

ℤ*+ = {1, 2, 3, 4,...} inteiros positivos.

ℤ- = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 0} inteiros não positivos.

ℤ*- = {..., – 4, – 3, – 2, – 1} inteiros negativos.

O módulo de um número inteiro, ou valor absoluto, é a distância da origem a esse ponto


representado na reta numerada. Assim, módulo de – 4 é 4 e o módulo de 4 é também 4.

|– 4| = |4| = 4

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Faça você

1. Assinale V para as verdadeiras e F para as falsas


( ) 0 ∈ N ( ) 0 ∈ Z ( ) -3 ∈ Z ( ) -3 ∈ N ( )NcZ

2. Calcule o valor da expressão 3 - |3+ |-3|+|3||.

Números Racionais (ℚ)

Definição: Será inicialmente descrito como o conjunto dos quocientes entre dois números
inteiros.
p
Logo ℚ = { | p ∈ ℤ e q ∈ ℤ*}
q

Subconjuntos
ℚ* à racionais não nulos.
ℚ + à racionais não negativos.
ℚ*+ à racionais positivos.
ℚ - à racionais não positivos.
ℚ*- à racionais negativos.

Faça você
3. Assinale V para as verdadeiras e F para as falsas:
( ) 0,333... ∈ Z ( ) 0 ∈ Q* ( ) – 3 ∈ Q+
( ) – 3,2 ∈ Z ( ) N c Q ( ) 0,3444... ∈ Q*
( ) 0,72 ∈ N ( ) 1,999... ∈ N ( ) 62 ∈ Q
( ) Q c Z

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Matemática – Conjuntos Numéricos – Prof. Dudan

Frações, Decimais e Fração Geratriz


Decimais exatos
2 1
= 0,4 = 0,25
5 4

Decimais periódicos
1 7
= 0,333... = 0,3 = 0,777... = 0,7
3 9

Transformação de dízima periódica em fração geratriz

São quatro passos

1. Escrever tudo na ordem, sem vírgula e sem repetir.


2. Subtrair o que não se repete, na ordem e sem vírgula.
3. No denominador:
a) Para cada item “periódico”, colocar um algarismo “9”;
b) Para cada intruso, se houver, colocar um algarismo “0”.

Exemplos
a) 0,333... Seguindo os passos descritos acima: (03 – 0) = 3/9 = 1/3
9
b) 1,444... Seguindo os passos descritos acima: 14 – 1 = 13/9
9
c) 1,232323... Seguindo os passos descritos acima: 123 – 1 = 122/99
99
d) 2,1343434... Seguindo os passos descritos acima: 2134 – 21 = 2113/990
990

Números Irracionais (𝕀)

Definição: Todo número cuja representação decimal não é periódica.

Exemplos:
0,212112111... 1,203040... 2 π

Números Reais (ℝ)


Definição: Conjunto formado pelos números racionais e pelos irracionais.

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ℝ = ℚ ∪ 𝕀, sendo ℚ ∩ 𝕀 = Ø

Subconjuntos
ℝ* = {x ∈ R | × ≠ 0} à reais não nulos
ℝ + = {x ∈ R | × ≥ 0} à reais não negativos Q I

Z
ℝ*+ = {x ∈ R | × > 0} à reais positivos
N
ℝ- = {x ∈ R | × ≤ 0} à reais não positivos
ℝ*- = {x ∈ R | × < 0} à reais negativos

Números Complexos ( )
Definição: Todo número que pode ser escrito na forma a + bi, com a e b reais.

Exemplos:
3 + 2i – 3i – 2 + 7i

9 1,3 1,203040...

2 π

Resumindo:
Todo número é complexo.

Faça você
4. Seja R o número real representado pela dízima 0,999...
Pode-se afirmar que:
a) R é igual a 1.
b) R é menor que 1.
c) R se aproxima cada vez mais de 1 sem nunca chegar.
d) R é o último número real menor que 1.
e) R é um pouco maior que 1.

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Matemática – Conjuntos Numéricos – Prof. Dudan

5. Entre os conjuntos abaixo, o único formado apenas por números racionais é


a)

b)

c)

d)

e)

6. Dados os conjuntos numéricos ℕ, ℤ, ℚ e ℝ, marque a alternativa que apresenta os


elementos numéricos corretos, na respectiva ordem.
a) -5, - 6, -5/6, .
b) -5, -5/6, -6, .
c) 0, 1, 2/3, .
d) 1/5, 6, 15/2, .
e) , 2, 2/3, .

- 1 + 25
7. A lista mais completa de adjetivos que se aplica ao número é:
2
a) Complexo, real, irracional, negativo.
b) Real, racional, inteiro.
c) Complexo, real, racional, inteiro, negativo.
d) Complexo, real, racional, inteiro, positivo.
e) Complexo, real, irracional, inteiro.

8. Observe os seguintes números.


I - 2,212121...
II - 3, 212223...
III - /5
IV - 3,1416
V-
Assinale a alternativa que identifica os números irracionais.
a) I e II
b) I e IV
c) II e III
d) II e V
e) III e V

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9. Se a = , b = 33/25, e c = 1,323232..., a afirmativa verdadeira é
a) a<c<b
b) a<b<c
c) c<a<b
d) b<a<c
e) b<c<a

Gabarito: 1. * 2. * 3. * 4. A 5. B 6. C 7. D 8. C 9. E

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Matemática

Teoria dos Conjuntos (Linguagem dos Conjuntos)

Conjunto é um conceito primitivo, isto é, sem definição, que indica agrupamento de objetos,
elementos, pessoas etc. Para nomear os conjuntos, usualmente são utilizadas letras maiúsculas
do nosso alfabeto.

Representações:
Os conjuntos podem ser representados de três formas distintas:
I – Por enumeração (ou extensão): Nessa representação, o conjunto é apresentado pela citação
de seus elementos entre chaves e separados por vírgula. Assim temos:
•• O conjunto “A” das vogais –> A = {a, e, i, o, u}.
•• O conjunto “B” dos números naturais menores que 5 –> B = {0, 1, 2, 3, 4}.
•• O conjunto “C” dos estados da região Sul do Brasil –> C = {RS, SC, PR}

II – Por propriedade (ou compreensão): Nesta representação, o conjunto é apresentado por


uma lei de formação que caracteriza todos os seus elementos. Assim, o conjunto “A” das vogais
é dado por A = {x / x é vogal do alfabeto} –> (Lê-se: A é o conjunto dos elementos x, tal que x é
uma vogal)
Outros exemplos:
•• B = {x/x é número natural menor que 5}
•• C = {x/x é estado da região Sul do Brasil}
III – Por Diagrama de Venn: Nessa representação, o conjunto é apresentado por meio de uma
linha fechada de tal forma que todos os seus elementos estejam no seu interior. Assim, o
conjunto “A” das vogais é dado por:

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Classificação dos Conjuntos
Vejamos a classificação de alguns conjuntos:
•• Conjunto Unitário: possui apenas um elemento. Exemplo: o conjunto formados pelos
números primos e pares.
•• Conjunto Vazio: não possui elementos, é representado por ∅ ou, mais raramente, por { }.
Exemplo: um conjunto formado por elemento par, primo e diferente de 2.
•• Conjunto Universo (U): possui todos os elementos necessários para realização de um
estudo (pesquisa, entrevista etc.)
•• Conjunto Finito: um conjunto é finito quando seus elementos podem ser contados um a
um, do primeiro ao último, e o processo chega ao fim. Indica-se n(A) o número (quantidade)
de elementos do conjunto “A”.
Exemplo: A = {1, 4, 7, 10} é finito e n(A) = 4
•• Conjunto Infinito: um conjunto é infinito quando não é possível contar seus elementos do
primeiro ao último.

Relação de Pertinência

É uma relação que estabelecemos entre elemento e conjunto, em que fazemos uso dos
símbolos ∈ e ∉.
Exemplo:
Fazendo uso dos símbolos ∈ ou ∉, estabeleça a relação entre elemento e conjunto:

a) 10 ____ ℕ

b) – 4 ____ ℕ

c) 0,5 ____ 𝕀

d) – 12,3 ____ ℚ

e) 0,1212... ____ ℚ

f) 3 ____ 𝕀

g) -16 ____ ℝ

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Matemática – Teoria dos Conjuntos (Linguagem dos Conjuntos) – Prof. Dudan

Relação de Inclusão

É uma relação que estabelecemos entre dois conjuntos. Para essa relação fazemos uso dos
símbolos ⊂, ⊄, ⊃ e ⊅.

Exemplos:
Fazendo uso dos símbolos de inclusão, estabeleça a relação entre os conjuntos:
a) ℕ _____ ℤ
b) ℚ _____ ℕ
c) ℝ _____ 𝕀
d) 𝕀 _____ ℚ

Observações:
•• Dizemos que um conjunto “B” é um subconjunto ou parte do conjunto “A” se, e somente
se, B ⊂ A.
•• Dois conjuntos “A” e “B” são iguais se, e somente se, A ⊂ B e B ⊂ A.
•• Dados os conjuntos “A”, “B” e “C”, temos que: se A ⊂ B e B ⊂ C, então A ⊂ C.

União, Intersecção e Diferença entre Conjuntos

Exemplos:
Dados os conjuntos A = {1, 3, 4, 5}, B = {2, 3, 4} e C = {4, 5, 10}. Determine:
a) A ⋂ B c) A – B e) A ⋂ B ⋂ C

b) A ⋃ B d) B – A f) A ⋃ B ⋃ C

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1. Numa sala há n pessoas. Sabendo que 75 pessoas dessa sala gostam de
matemática, 52 gostam de física, 30 pessoas gostam de ambas as matérias e
13 pessoas não gostam de nenhuma dessas matérias. É correto afirmar que
n vale
a) 170
b) 160
c) 140
d) 100.
e) 110.

2. Numa pesquisa encomendada sobre a preferência entre rádios numa determinada


cidade, obteve o seguinte resultado:
•• 50 pessoas ouvem a rádio Riograndense
•• 27 pessoas escutam tanto a rádio Riograndense quanto a rádio Gauchesca
•• 100 pessoas ouvem apenas uma dessas rádios
•• 43 pessoas não escutam a rádio Gauchesca O número de pessoas entrevistadas
foi.
a) 117
b) 127
c) 147
d) 177
e) 197

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Matemática – Teoria dos Conjuntos (Linguagem dos Conjuntos) – Prof. Dudan

3. Uma pesquisa sobre a inscrição em cursos de esportes tinha as seguintes


opções: A (Natação), B (Alongamento) e C (Voleibol) e assim foi montada a
tabela seguinte:

Cursos Alunos
Apenas A 9
Apenas B 20
Apenas C 10
AeB 13
AeC 8
BeC 18
A, B e C 3

Analise as afirmativas seguintes com base nos dados apresentados na tabela.


1. 33 pessoas se inscreveram em pelo menos dois cursos.
2. 52 pessoas não se inscreveram no curso A.
3. 48 pessoas se inscreveram no curso B.
4. O total de inscritos nos cursos foi de 88 pessoas.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
a) 1e2
b) 1e3
c) 3e4
d) 1, 2 e 3
e) 2, 3 e 4

4. Assinale a alternativa incorreta:


a) ℝ⊂𝕔
b) ℕ⊂ℚ
c) ℤ⊂ℝ
d) ℚ⊂ℤ
e) �⊂ℕ

Gabarito: 1. E 2. C 3. B 4. D

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Matemática

NÚMEROS PRIMOS

Por definição, os números primos são números pertencentes ao conjunto dos números naturais
não nulos, que possuem exatamente apenas dois divisores naturais distintos, o número 1 e o
próprio número.
Segundo esta definição o número 1 não é um número primo, pois o mesmo não apresenta dois
divisores distintos. Seu único divisor é o próprio 1.
O número 2 é o único número primo par, já que todos os demais números pares possuem ao
menos 3 divisores, dentre eles a unidade, o próprio número e o número 2.
Números naturais não nulos que possuem mais de dois divisores são chamados de números
compostos.

Exemplos:
a) 2 tem apenas os divisores 1 e 2, portanto 2 é um número primo.
b) 17 tem apenas os divisores 1 e 17, portanto 17 é um número primo.
c) 10 tem os divisores 1, 2, 5 e 10, portanto 10 não é um número primo.

Observações:
•• 1 não é um número primo, porque ele tem apenas um divisor que é ele mesmo.
•• 2 é o único número primo que é par.
Os números que têm mais de dois divisores são chamados números compostos.

Exemplo:
15 tem mais de dois divisores → 15 é um número composto.

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Como identificar se um número é primo?

Iremos testar a divisibilidade do número por cada um dos números primos, iniciando em 2, até
que a divisão tenha resto zero ou que o quociente seja menor ou igual ao número primo que se
está testando como divisor.
Vamos testar se o número 17 é primo ou não:
17 ÷ 2 = 8, resta 1;
17 ÷ 3 = 5, restam 2;
17 ÷ 5 = 3, restam 2.
Neste ponto já podemos ter a certeza de que o número 17 é primo, pois nenhum dos divisores
primos testados produziu resto 0 e o quociente da divisão pelo número primo 5 é igual a 3 que
é menor que o divisor 5.
Vejamos agora se o número 29 é primo ou não:
29 ÷ 2 = 14, resta 1;
29 ÷ 3 = 9, restam 2;
29 ÷ 5 = 5, restam 4.
Como neste ponto quociente da divisão de 29 pelo número primo 5 é igual ao próprio divisor
5, podemos então afirmar com certeza que o número 29 é primo, pois nenhum dos divisores
primos testados resultou em uma divisão exata.
E o número 161?
Ele não é par, portanto não é divisível por 2;
1+6+1 = 8, portanto não é divisível por 3;
Ele não termina em 0 nem em 5, portanto não é divisível por 5;
Quando dividido por 7 ÷ 161 / 7 = 23, com resto zero, logo 161 é divisível por 7, e portanto não
é um número primo.
E o número 113:
Ele não é par, portanto não é divisível por 2;
1+1+3 = 5, portanto não é divisível por 3;
Ele não termina em 0 nem em 5, portanto não é divisível por 5;
Se dividido por 7 ÷ 113 / 7 = 16, com resto 1. O quociente (16) ainda é maior que o divisor (7).
Agora dividido por 11 ÷ 113 / 11 = 10, com resto 3. O quociente (10) é menor que o divisor (11),
e além disso o resto é diferente de zero (o resto vale 3), portanto 113 é um número primo.

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Matemática – Números Primos e Primos Entre Si – Prof. Dudan

O QUE SÃO NÚMEROS PRIMOS ENTRE SI?

Um resultado na teoria de números é que todo número natural, maior que 1, pode ser escrito
como um produto, em que os fatores são todos números primos.
Por exemplo, (2.2.5) é a decomposição do número 20 em fatores primos, isto é, 20 = 2.2.5
Deve-se observar que, se o número em questão for um número primo, então a decomposição
será o próprio número.
Por exemplo, 7 será a decomposição em fatores primos do número 7.
Assim, se após a decomposição de dois números naturais a e b (maiores que 1), em fatores
primos, não houver fatores comuns; então a e b serão denominados números primos entre si.
Observe que 20 e 21 são números primos entre si, pois 20 = 2.2.5 e 21 = 3.7;
Já os números 15 e 21 não são primos entre si, pois 15 = 3.5 e 21 = 3.7
Resumindo: Um conjunto de números inteiros é chamado de mutuamente primo se não existir
um inteiro maior do que 1 que divida todos os elementos.
Assim chamamos de números primos entre si um conjunto de dois ou mais números naturais
cujo único divisor comum a todos eles seja o número 1.

Exemplo:
Os divisores do número 10 são: 1, 2, 5 e 10.
Os divisores de 20 são: 1, 2, 4, 5, 10 e 20.
Os divisores de 21 são: 1, 3, 7 e 21.
Podemos então afirmar que juntos, os números 10, 20 e 21 são primos entre si, ou mutuamente
primos, já que o único divisor comum a todos eles continua sendo o número 1.
Observe, no entanto que os números 10 e 20 não são números primos, pois os números 1, 2, 5
e 10 são divisores comuns aos dois.
Em síntese para sabermos se um conjunto de números são primos entre si, ou mutuamente
primos, basta calcularmos o seu máximo divisor comum (MDC). Se for 1, todos números do
conjuntos serão primos entre si.
Regra prática para descobrir se dois números naturais são primos entre si:
Seriam os números 49 e 6 primos entre si?
Se colocarmos 49 e 6 na forma de fração 49 , não dá para simplificar por nenhum número,
logo temos uma fração IRREDUTÍVEL. 6

Assim dizemos que 49 e 6 são PRIMOS ENTRE SI.

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Matemática

Operações Matemáticas

Observe que cada operação tem nomes especiais:


•• Adição: 3 + 4 = 7, onde os números 3 e 4 são as parcelas e o número 7 é a soma ou total.
•• Subtração: 8 – 5 = 3, onde o número 8 é o minuendo, o número 5 é o subtraendo e o número
3 é a diferença.
•• Multiplicação: 6 × 5 = 30, onde os números 6 e 5 são os fatores e o número 30 é o produto.
•• Divisão: 10 ÷ 5 = 2, onde 10 é o dividendo, 5 é o divisor e 2 é o quociente, neste caso o resto
da divisão é ZERO.

Regra de sinais da adição e subtração de números inteiros

•• A soma de dois números positivos é um número positivo.


(+ 3) + (+ 4) = + 7, na prática eliminamos os parênteses. + 3 + 4 = + 7

•• A soma de dois números negativos é um número negativo.


(-3) + (-4) = – 7, na prática eliminamos os parênteses. – 3 – 4 = – 7

•• Se adicionarmos dois números de sinais diferentes, subtraímos seus valores absolutos e


damos o sinal do número que tiver o maior valor absoluto.
(– 4) + (+ 5) = + 1, na prática eliminamos os parênteses. – 4 + 5 = 1 assim, 6 – 8 = – 2.

•• Se subtrairmos dois números inteiros, adicionamos ao 1º o oposto do 2º número.


(+ 5) – (+ 2) = (+ 5) + (– 2) = + 3, na prática eliminamos os parênteses escrevendo o oposto
do segundo número, então: + 5 – 2 = + 3 (o oposto de +2 é – 2)
(– 9) – (- 3) = – 9 + 3 = – 6
(– 8) – (+ 5) = – 8 – 5 = – 13

DICA
Na adição e subtração, quando os sinais forem iguais, somamos os números e
conservamos o mesmo sinal, quadno os sinais forem diferentes, diminuimos os
números e conservamos o sinal do maior valor absoluto.

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1. Calcule:
a) – 3 + 5 = b) + 43 – 21 =

c) – 9 – 24 = d) - 25 + (– 32) =

e) + 5 – 14 = f) + 7 + (– 4) =

g) – 19 – (– 15) = h) + 7 – (– 2) =

i) + 9 – 5 = j) - 8 + 4 + 5 =

k) – 9 – 1 – 2 = l) + (-6) – (+3) + 5 =

Regra de sinais da multiplicação e divisão de números inteiros


•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais positivos, o resultado é um
número positivo.
a) (+ 3) × (+ 8) = + 24
b) (+12) ÷ (+ 2) = + 6

•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais negativos, o resultado é um


número positivo.
a) (– 6) × (– 5) = + 30
b) (– 9) ÷ (– 3) = + 3

•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais diferentes, o resultado é um


número negativo.
a) (– 4) × (+ 3) = – 12
b) (+ 16) ÷ (– 8) = – 2

DICA
Na multiplicação/divisão, quando os dois sinais forem iguais, o resultado é (+), e
quando forem diferentes, o resultado é (–).

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Matemática – Operações Básicas – Prof. Dudan

2. Calcule os produtos e os quocientes:


a) (– 9) × (– 3) = b) 4 ÷ (– 2) = c) – 6 × 9 =

d) (– 4) ÷ (– 4) = e) 12 ÷ (– 6) = f) – 1 × (– 14) =

g) (+ 7) × (+ 2) = h) (– 8) ÷ (– 4) = i) - 5 x (- 4) ÷ 2 =

3. Efetue os cálculos a seguir:


a) 2085 - 1463 = b) 700 + 285 = c) 435 x 75 =

d) 4862 ÷ 36 = e) 3,45 - 2,4 = f) 223,4 + 1,42 =

g) 28,8 ÷ 4 = h) 86,2 x 3 =

Potenciação e Radiciação
•• No exemplo 72 = 49 temos que: 7 é a base, 2 é o expoente e 49 é a potência.
•• A potência é uma multiplicação de fatores iguais: 72 = 7 x 7 = 49
•• Todo número inteiro elevado a 1 é igual a ele mesmo:
Ex.: a) (– 4)1 = – 4 b) (+ 5)1 = 5
•• Todo número inteiro elevado a zero é igual a 1.
Ex.: a) (– 8)0 = 1 b) (+ 2)0 = 1
•• No exemplo 3 8 = 2 temos que: 3 é o índice da raiz, 8 é o radicando, 2 é a raiz e o simbolo
é o radical.
Ex.: a) 52 = 25 b) 23 = 8 c) 34 = 81
d) 4 625 = 5 e) 64 = 8 f) 3 27 = 3

Regra de sinais da potenciação de números inteiros


•• Expoente par com parênteses: a potência é sempre positiva.
Exemplos: a) (– 2)4 = 16, porque (– 2) × (– 2) × (– 2) × (– 2) = + 16
b) (+ 2)² = 4, porque (+ 2) × (+ 2) = + 4

•• Expoente ímpar com parênteses: a potência terá o mesmo sinal da base


Exemplos: a) (– 2)3 = – 8, porque (- 2) × (– 2) × (- 2) = – 8
b) (+ 2)5 = + 32, porque (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) = + 32

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•• Quando não tiver parênteses, conservamos o sinal da base independente do expoente.
Exemplos: a) – 2² = – 4
b) – 23 = – 8
c) + 3² = 9
d) + 53 = + 125

4. Calcule as potências:
a) 3² = b) (– 3)² =

c) – 3² = d) (+ 5)3 =

e) (– 6)² = f) – 43 =

g) (– 1)² = h) (+ 4)² =

i) (– 5)0 = j) – 7² =

k) (– 2,1)² = l) – 1,13 =

m) (–8)² = n) – 8² =

Propriedades da Potenciação

•• Produto de potência de mesma base: Conserva-se a base e somam-se os expoentes.


Exemplos:
a) a3 x a4 x a2 = a9
b) (– 5)2 x (– 5) = (– 5)3
c) 3 x 3 x 32 = 34

•• Divisão de potências de mesma base: Conserva-se a base e subtraem-se os expoentes.


Exemplos:
a) b5 ÷ b2 = b3
b) (– 2)6 ÷ (– 2)4 = (– 2)2
c) (– 19)15 ÷ (– 19)5 = (– 19)10

•• Potência de potência: Conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes.


Exemplos:
a) (a2)3 = a6
b) [(– 2)5]2 = (– 2)10

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Matemática – Operações Básicas – Prof. Dudan

•• Potência de um produto ou de um quociente: Multiplica–se o expoente de cada um dos


elementos da operação da multiplicação ou divisão pela potência indicada.
Exemplos:
a) [(– 5)2 x (+ 3)4]3 = (– 5)6 x (+ 3)12
b) [(– 2) ÷ (– 3)4]2 = (– 2)2 ÷ (– 3)8

Expressões numéricas
Para resolver expressões numéricas é preciso obedecer a seguinte ordem:
1º resolvemos as potenciações e radiciações na ordem em que aparecem.
2º resolvemos as multiplicações e divisões na ordem em que aparecem.
3º resolvemos as adições e subtrações na ordem em que aparecem.

Caso contenha sinais de associação:


1º resolvemos os parênteses ( )
2º resolvemos os colchetes [ ]
3º resolvemos as chaves { }

5. Calcule o valor das expressões numéricas:


a) 6² ÷ 3² + 10² ÷ 50 =

b) 20 + 23 × 10 – 4² ÷ 2 =

c) 100 + 1000 + 10000 =

d) 5² – 5 × 15 + 50 × 53 =

e) 53 – 2² × [24 + 2 × (23 – 3)] + 100 =

f) 2 × {40 – [15 – (3² – 4)]} =

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Simplificação de frações

•• Para simplificar uma fração, dividi-se o numerador e o denominador da fração por um


mesmo número.
Exemplo:
a) 6 ÷ 2 = 3
14 2 7
2
b) 40 ÷ 2 = 20 ÷ 2 = 10 ou 40 ÷ 4 = 10
12 2 6 3 12 4 3
•• Quando o numerador é divisível pelo denominador efetua-se a divisão e se obtém um
número inteiro.
Exemplo:
a) 100 = – 4
-25
b) 299 = 13
23

6. Simplifique as frações, aplicando a regra de sinais da divisão:

a) - 75 b) - 48 c) - 36 d) - 10
50 84 2 15

A relação entre as frações decimais e os números decimais

•• Para transformar uma fração decimal em número decimal, escrevemos o numerador da


fração e o separamos com uma vírgula deixando tantas casas decimais quanto forem os
zeros do denominador.
Exemplo: a) 48 = 4,8 b) 365 = 3,65 c) 98 = 0,098 d) 678 = 67,8
10 100 1.000 10

•• Para transformar um número decimal em uma fração decimal, colocamos no denominador


tantos zeros quanto forem os números depois da vírgula do número decimal.

Exemplo: a) 43,7 = 437 b) 96,45 = 9.645 c) 0,04 = 4 d) 4,876 = 4.876


10 100 100 1.000

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Adição e subtração de frações


Com o mesmo denominador
•• Sendo os denominadores iguais, basta somar ou diminuir os numeradores.
Exemplo: a) 21 – 4 + 9 = 26 simplificando 26 = 13 b) 1 + 3 = 4 = 1
6 6 6 6 6 3 4 4 4

Com denominadores diferentes


•• Sendo os denominadores diferentes é preciso encontrar as frações equivalentes às frações
dadas de modo que os denominadores sejam iguais, uma maneira prática é encontrar o
MMC dos denomiadores, veja:
2 4
3 – 5 o MMC de 3 e 5 é 15. Para encontrar os novos numeradores, dividi-se o MMC (15)
pelo denominador da primeira fraçã e multiplica o resultado da divisão pelo seu numerador:
15 ÷ 3 = 5 x 2 = 10 e assim procedemos com as demais frações, então: 2 – 4 = 10 – 12
3 5 15 15
2
Observe que a fração 10 é equivalente à fração e a fração 12 é equivalente a fração 4
15 3 15 5
Por fim, efetuamos o cálculo indicado entre 10 – 12 = – 2
15 15 15

7. Calcule o valor das expressões e simplifique quando for possível:

a) – 3 + 2 – 5 – 5 b) 7 + 2 – 1
4 10 2 10 3 4

Multiplicação e divisão de frações


•• Para multiplicar frações, basta multiplicar os numeradores entre si e os denominadores
entre si também.
Exemplo: a) 2 x �– 3 � = – 6 simplificando – 3
5 4 20 10

•• Para dividir frações, basta multiplicar a primeira fração pelo inverso da segunda.
1
3 3 7 21 2
5
Exemplo: a) – ÷ = – x = – b) _____
=– 1 x 5 – 5
8 7 8 5 40 3 2 3 6

5

DICA
Dividir por um número é multiplicar pelo seu inverso!

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8. Efetue e simplifique quando for possível:
a) 4 ÷ �– 2 � b) – 1 �– 3 � 2 c) (– 4) ÷ �– 3 � d)
7 5 2 4 3 8

9. Aplique seus conhecimentos e calcule o valor das expressões numéricas. Observe


as operações indicadas, a existência de sinais de associação e tenha cuidado com as
potências.

a) (– 1 – 2 – 3 – 4 – 5) ÷ (+ 15) =

b) (8 + 10 ÷ 2 – 12) ÷ (– 4 + 3) =

c) – 3 – {– 2 – [(- 35) ÷ 25 + 2]} =

d) 4 – {(– 2) × (– 3) – [– 11 + (– 3) × (– 4)] – (– 1)} =

e) – 2 + {– 5 – [- 2 – (– 2) – 3 – (3 – 2) ] + 5} =

f) – 15 + 10 ÷ (2 – 7) =

10. Efetue os cálculos a seguir:

a) 2075 – 2163 b) 740 – 485 c) 415 × 72

d) 1548 ÷ 36 e) 13,46 – 8,4 f) 223,4 + 1,42

g) 3,32 × 2,5 h) 86,2 × 3 i) 78,8 ÷ 4

j) 100 ÷ 2,5 k) 21,2 ÷ 0,24 l) 34,1 ÷ 3,1

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Potenciação e radiciação de frações


•• Para elevarmos uma fração a uma determinada potência, determina-se a potenciação do
numerador e do denominador obedecendo as regras de sinais da potenciação.
Exemplo: a) �- 2 �2 = + 4 b) �- 1 �3 = – 1 c) �+ 3 �3 = 27
3 9 4 64 5 125
•• Um número racional negativo não tem raiz de índice par no conjunto Q, se o índice for
ímpar pode ter raiz positiva ou negativa.
Exemplo: a) - 36 = ∉ Q
b) 4 -81 = ∉ Q
•• Já o índice ímpar admite raiz nagativa em Q.
Exemplo: a) 3 -64 = – 4, porque (- 4)3 = – 64
b) 5 -32 = – 2, porque (- 2)5 = -32

Expoente negativo

Todo número diferente de zero elevado a um expoente negativo é igual ao inverso do mesmo
número com expoente positivo.
Exemplo: a) 1 = 1 b) 4-3 = 1 = 1 c) �– 2 �-2 = �– 4 �2 = + 16
7² 49 4³ 64 4 2 4

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Matemática

FRAÇÕES

Definição

Fração é um modo de expressar uma quantidade a partir de uma razão de dois números
inteiros. A palavra vem do latim fractus e significa "partido", dividido ou "quebrado (do verbo
frangere: "quebrar").
Também é considerada parte de um inteiro, que foi dividido em partes exatamente iguais. As
frações são escritas na forma de números e na forma de desenhos. Observe alguns exemplos:

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Na fração, a parte de cima é chamada de numerador, e indica quantas partes do inteiro foram
utilizadas.
A parte de baixo é chamada de denominador, que indica a quantidade máxima de partes em
que fora dividido o inteiro e nunca pode ser zero.

Ex.: Uma professora tem que dividir três folhas de papel de seda entre quatro alunos, como ela
pode fazer isso?
Se cada aluno ficar com 3/4 (lê-se três quartos) da folha. Ou seja, você vai dividir cada folha em
4 partes e distribuir 3 para cada aluno.
Assim , por exemplo, a fração 56/8 (lê-se cinquenta e seis oitavos) designa o quociente de 56
por 8. Ela é igual a 7, pois 7 × 8 = 56.

Relação entre frações decimais e os números decimais


Para transformar uma fração decimal (de denominador 10) em um número decimal, escrevemos
o numerador da fração e o separamos com uma vírgula deixando tantas casas decimais à direita
quanto forem os zeros do denominador.
Exemplo: 48 /10 = 4,8 365 / 100 = 3,65
98/1000 = 0,098 678 / 10 = 67,8
Para a transformação contrária (decimal em fração decimal), colocamos no denominador
tantos zeros quanto forem os números à direita da vírgula no decimal.
Exemplo: 43,7 = 437 / 10 96,45 = 9645/ 100
0,04 = 4 / 100 4,876 = 4876 / 1000

SIMPLIFICAÇÃO de FRAÇÕES
Para simplificar uma fração, se possível, basta dividir o numerador e o denominador por um
mesmo número se eles não são números primos entre si.
Exemplos:

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COMPARAÇÃO entre FRAÇÕES


Se duas frações possuem denominadores iguais, a maior fração é a que possui maior numerador.
Por exemplo:
3 < 4
5 5

Para estabelecer comparação entre frações, é preciso que elas tenham o mesmo denominador.
Isso é obtido através do menor múltiplo comum.
Exemplo:

Na comparação entre frações com denominadores diferentes, devemos usar frações


equivalentes a elas e de mesmo denominador, para assim compará-las.
O MMC entre 5 e 7 é 35, logo:

Assim temos que

ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO
• Sendo os denominadores iguais, basta somar ou subtrair os numeradores e manter o
denominador.
Exemplos:

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• Se os denominadores forem diferentes será necessário encontrar frações equivalentes
(proporcionais) que sejam escritas no mesmo denominador comum. Usaremos o M.M.C , veja:
Exemplo:

O m.m.c de 3 e 5 é 15 , em seguida divide-se o m.m.c pelo denominador original de cada fração


e multiplica o resultado pelo numerador , obtendo assim , uma fração equivalente.
Observe que com isso , temos :

Por fim efetuamos o cálculo

Exemplo:

Exemplo: Calcule o valor das expressões e simplifique quando for possível:

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MULTIPLICAÇÃO e DIVISÃO
Para multiplicar frações basta multiplicar os numeradores entre si e fazer o mesmo entre os
denominadores, independente se são iguais ou não.
Exemplo:

Para dividir as frações , basta multiplicar a primeira fração pelo inverso da segunda fração.
Exemplo:

Exemplos: Efetue e simplifique quando for possível:

→ Potenciação e radiciação de frações


Para elevarmos uma fração à uma determinada potência, basta aplicar a potencia no numerador
e também no denominador, respeitando as regras dos sinais da potenciação.
Exemplo:

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Caso seja necessário aplicar um radical numa fração, basta entender que : “ a raiz da fração é a
fração das raízes.”
Exemplos:

Exemplo: Calcule o valor das expressões:

Questões:

1. João e Tomás partiram um bolo retangular. João comeu a metade da terça parte e Tomás comeu
a terça parte da metade. Quem comeu mais?
a) João, porque a metade é maior que a terça parte.
b) Tomás.
c) Não se pode decidir porque não se conhece o tamanho do bolo.
d) Os dois comeram a mesma quantidade de bolo.
e) Não se pode decidir porque o bolo não é redondo.

2. Dividir um número por 0,0125 equivale a multiplicá-lo por:


a) 1/125.
b) 1/8.
c) 8.
d) 12,5.
e) 80.

Gabarito: 1. D 2. E

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Matemática

Potências

A potenciação indica multiplicações de fatores iguais.


Por exemplo, o produto 3 . 3 . 3 . 3 pode ser indicado na forma 34. Assim, o símbolo an, sendo
a um número inteiro e n um número natural, n > 1, significa o produto de n fatores iguais a a:

an = a . a . a . ... . a
n fatores

Exemplo:
26 = 64, onde,
2 = base
6 = expoente
64 = potência

Exemplos:
a) 54 = 5 . 5 . 5 . 5 . = 625
•• 5 é a base;
•• 4 é o expoente;
•• 625 é a potência
b) (-6)2 = (-6) . (-6) = 36
•• -6 é a base;
•• 2 é o expoente;
•• 36 é a potência
c) (-2)3 = (-2) . (-2) . (-2) = - 8
•• -2 é a base;
•• 3 é o expoente;
•• -8 é a potência
d) 101 = 10
•• 10 é a base;
•• 1 é o expoente;
•• 10 é a potência

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Casos especiais:

a1 = a 1n = 1 a0 = 1
a ≠ 0

Exemplo: Calcule as potências.


a) 52 = b) -52 = c) (-5)2 =

d) -53 = e) (-5)3 = f) -18 =

g) - (-5)3 = h) (√3)0 = i) -100 =

j) - 3³ = k) (-3)³ = l) -3²=

m) (-3)² = n) (-3)0 = o) -30 =

Potências “famosas”
21 = 2 3¹ = 3 5¹= 5
2² = 4 3² = 9 5² = 25
2³ = 8 3³ = 27 5³ = 125
24 = 16 34 = 81 54 = 625
25 = 32 35 = 243
26 = 64
27 = 128
28 = 256
29 = 512
210 = 1024

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Matemática – Potências – Prof. Dudan

Potências de base “dez”

“n” inteiro e positivo “n” inteiro e positivo

10n = 10000...0 10n = 0,0000...001


“n” zeros “n” algarismos

Exemplos:
a) 104 = 10000 d) 10-5 = 0,00001
b) 106 = 1000000 e) 10-2 = 0,01
c) 103 = 1000 f) 10-1 = 0,1

Exemplo: Analise as sentenças abaixo e assinale a alternativa que completa os parênteses


corretamente e na ordem correta.
( ) 44 + 44 + 44 + 44 = 45
( ) 320 + 320 + 320 = 920
( ) 27 + 27 = 28
( ) 53 + 53 + 53 + 53 + 53 = 515
a) V–F–F–F
b) V–V–V–V
c) F–V–F–V
d) V–F–V–F
e) F–V–V–F
Exemplo: Qual o dobro de 230?

a) 430
b) 260
c) 460
d) 231
e) 431
Exemplo: Qual a metade de 2100?
a) 250
b) 299
c) 1100
d) 150
e) 225

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Propriedades de potências

Produto de potências de mesma base


Na multiplicação de potências de bases iguais, conserva-se a base e somam-se os expoentes.

ax . ay = ax + y

Exemplos:

a) 23 . 22 = 23 + 2 = 25 = 32
b) 54 . 5 = 54 + 1 = 56
c) 2x . 26 = 2x + 6
d) 24 . 2-3 = 24 + (-3) = 24 - 3 = 21 = 2
e) 37 . 3-7 = 37 + (-7) = 37 - 7 = 30 = 1
f) xn . x-n = xn + (-n) = xn - n = x0 = 1
g) 8 . 2x = 23 . 2x = 23 + x
h) 2x . 2x = 2x + x = 22x

Observação: A propriedade aplica-se no sentido contrário também

am + n = am . an
Exemplo:
a) 2x + 2 = 2x . 22 = 2x . 4 = 4 . 2x
b) 32x = 3x + x = 3x . 3x = (3x)2
c) 5m + x = 5m . 5x
d) 42 + n = 42 . 4n = 16 . 4n

Observação: Somente podemos aplicar essa propriedade quando as bases são iguais.
25 . 32 ≠ 65 + 2 (não há propriedade para esses casos)

Não é possível multiplicar as bases quando houver expoente (não há propriedade para esses
casos)
Exemplos:
a) 2 . 6x ≠ 12x
b) 32 . 3x = 92 + x

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Divisão de potências de mesma base


Na divisão de potências de bases iguais, conserva-se a base e subtraem-se os expoentes.

ax ÷ ay = ax - y
OU

ax = a x - y
ay
Exemplos:
a) 710 ÷ 78 = 710 - 8 = 72 = 49
b) 32 ÷ 3-5 = 32- (-5) = 32 + 5 = 37
c) 102x ÷ 10x = 102x - x = 10x
d) 20 ÷ 25 = 20 - 5 = 2-5
103x
e) = 103x - x = 102x
10x
f) 13x ÷ 13x + 2 = 13x - (x + 2) = 13x - x - 2 = 132
g) 53 ÷ 53 = 53 - 3 = 50 = 1
h) 43 ÷ 48 = 43 - 8 = 4-5
i) 11-5 ÷ 113 = 11-5 - 3
x5n
j) = x5n - 10n = x-5n
x10n

A propriedade aplica-se no sentido contrário também.

am - n = am + an
Exemplos:
a) 2x-2 = 2x ÷ 22 = 2x ÷ 4 = 2x/4
b) 5m-x = 5m ÷ 5x = 5m/5x
c) 42 - n = 42 ÷ 4n = 16 + 4n = 16/4n

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Potência de potência
Quando uma potência está elevada a algum expoente, conserva-se a base e multiplica-se o
expoente.

(ax)y = axy
Exemplos:

a) (22)3 = 22 . 3 = 26 = 128
b) (33x)2 = 36x
c) (54 + x)3 = 512+3x
d) (77)0 = 77 . 0 = 70 = 1
e) (2-3)2 = 2(-3) . 2 = 2-6

Cuidado!
n
(am)n ≠ am
Exemplo:
2
(23)2 ≠ 23   →  26 ≠ 29  →   128 = 512

Potência de mesmo expoente


O produto de dois números quaisquer a e b, ambos elevados a um expoente n, conserva-se o
expoente e multiplicam-se as bases.

an . bn = (a . b)n
Exemplos:
a) (3 . 2)3 = 33 . 23 = 27 . 8 = 216
b) (5x)2 = 52 . x2 = 25x2
c) (-2ab)4 = (-2)4 . a4 . b4 = 16 a4 . b4
d) (x2y3)4 = (x2)4 . (y3)4 = x8 . y12
e) 57 . 27 = (5 . 2)7 = 107
f) (4 . a3 . b5)2 = 42 . (a3)2 . (b5)2 = 16 . a6 . b10

Exemplo: A soma dos algarismos do produto 421 . 540 é

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Divisão de mesmo expoente


A divisão de dois números quaisquer a e b, ambos elevados a um expoente n, conserva-se os
expoentes e dividem-se as bases. (b ≠ 0)

an = an n

bn bn

Exemplos:

4
 2 24 16
a)   = 4 =
 3 3 81
7
 5
57
b) 7 =   = 17 = 1
5  5

( )( )
3 3 3
 2x 4z2  2 3 x 4 z2 8x12z6
c)   = =
 3y 3  ( )
3
33 y 3 27y 9
8
 8
88
d) 8 =   = 48
8  2
2x
92 x  9
e) =  = 32 x
32 x  3

Potência de expoente negativo


O expoente negativo indica que se deve trabalhar com o inverso multiplicativo dessa base.

Expoente -1 Expoente qualquer

n n n
−1 1 1  1  1  1 1 − n − n1  1  1
a = a a = =   a− n =a− na−=1 =n
−1 − n
a =a oun=   a− n =
a a  a  a a a a  a an

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Exemplos:

1
a) 5−1 =
5
2
 1
−2 1
b) x =   = 2
 x x
3
 1
−3 1
c) 2 =   =
 2 8
1
d) y −1 =
y

Casos especiais:

−n n −1
 a  b  a b
 b  =    b  =
 a a

Exemplos:

−1
 2 3
a)   =
 3 2
−2 2
 5  3 9
b)   =   =
 3  5 25
−4 4
 1  2
c)   =   = 24 = 16
 2  1
−2 2
 3  x x2
d)  −  = −  =
 x  3 9

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Regras importantes
Base NEGATIVA elevada a expoente ÍMPAR resulta em NEGATIVO
Exemplo:
a) (-1)5 = (-1) . (-1) . (-1) . (-1) . (-1) = -1
b) (-2)3 = (-2) . (-2) . (-2) = -8
c) (-5)1 = -5

Base NEGATIVA elevada a expoente PAR resulta em POSITIVO


Exemplo:
a) (-2)4 = (-2) . (-2) . (-2) . (-2) = +16
b) (-7)2 = (-7) . (-7) = +49
c) (-1)6 = (-1) . (-1) . (-1) . (-1) . (-1) . (-1) = +1

Caso especial para BASE = -1


Exponente PAR Exponente ÍMPAR
(-1)0 = +1 (-1)1 = -1
(-1)2 = (-1) . (-1) = +1 (-1)3 = (-1) . (-1) . (-1) = -1
(-1)4 = (-1) . (-1) . (-1) . (-1) = +1 (-1)5 = (-1) . (-1) . (-1) . (-1) . (-1) = -1
(-1)6 = (-1) . (-1) . (-1) . (-1) . (-1) . (-1) = +1 (-1)7 = (-1) . (-1) . (-1) . (-1) . (-1) . (-1) . (-1) = -1
. .
. .
. .
(-1)PAR = + 1 (-1)ÍMPAR = - 1

Exemplos:

a) (-1)481 = -1
b) (-1)1500 = +1
c) (-1)123 . (-1)321 = (-1)123 + 321 = (-1)444 = +1
d) (-1)2n = +1 pois "2n" é um número par
e) (-1)6n - 1 = -1 pois "6n - 1" é um número ímpar

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Exemplos: Calcule as potências:

a) 83 . 165 = j) 0,25-3 =
−1
b) 77 ÷ 7-4 =  
k) 7 =
-3
 4 
c) 5 =

d) (33)5 = l) π0 =

e) (-5)0 = m) 105 =
-3
f) -50 = n) 10 =
2 −4 −1
 3  1  7 o) (0,001)3 =
g) − = −
 4   2   4 
p) (0,001)-3 =
-23 −4 −1
 3    7 q) 410 ÷ 2 =
h) = −1
 − 4   2   4 
r) 10003 =
2 −4 −1
 3  1  7
 − 4 i)  − 2  =  4 

Exemplo: Relacione a coluna da esquerda com a coluna da direita.


( ) 05
( ) 50 a) 1
( ) (-1)7 b) -1
( ) (-1)10 c) 0
( ) 10

A alternativa que completa corretamente os parênteses, de cima para baixo é


a) a-b-c-b-a
b) c-a-b-a-a
c) c-b-b-b-a
d) c-b-a-b-c
e) a-a-a-a-c

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Matemática

Radicais

Certas situações envolvendo radicais podem ser simplificadas utilizando algumas técnicas
matemáticas. Vamos através de propriedades, demonstrar como simplificar números na forma
de radicais, isto é, números ou letras que podem possuir raízes exatas ou não. Nesse último
caso, a simplificação é primordial para os cálculos futuros e questões de concurso.

Definição
Se perguntássemos que número multiplicado por ele mesmo tem resultado 2, não
encontraríamos nenhum número natural, inteiro ou racional como resposta.
Uma raiz nada mais é que uma operação inversa à potenciação, sendo assim, ela é utilizada
para representar, de maneira diferente, uma potência com expoente fracionário.
Radiciação de números relativos é a operação inversa da potenciação. Ou seja:
n
an = b ⇔ b = �a (com n > 0)

Regra do “SOL e da sombra”

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Exemplos:
3 3
5 5
a)a)7 57=5 = 737=3 =5 343
5
343
3 3
4 4
b)b) 232=3 =
2 42 4
1 1

3 3= = 3 3
c)c) 2 2

5 5
3 3
d)d) 3232= =
22 3 3

8 8 4 4
0 ,80 ,8 5 5 5 5 4 4 5 5
e)10
e)10
  = 10
= 10 = 10
= 10= = 1010= = 10000
10 10
10000

Atenção: par
negativo ≠ IR

Propriedades

I. Simplificação de radicais
Regra da chave-fechadura
Exemplos:
a) �27 = b) = �32
c) 3�16 = d) = 5�32
e) �36 = f) = 4�512
g) �243 = h) = 3�729
i) �108 = j) = 3�-64

Atenção!
�an = a
n

II. Soma e subtração de radicais


Exemplos:
a) �5 − 5�20 + �45 − 7�125 + �320 =
b) 3�2 − 3�54 + 3�128 =

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III. Multiplicação de raízes de mesmo índice

�a . n�b = n�a . b
n

Exemplos:
a) �2 . �5 = 4.5 = �10
3
b) 3�4 . 3�2 = 4.2 = 3�8 = 2
c) 2�27 . 2�3
d) 3�16 . 3�2

IV. Divisão de raízes de mesmo índice

n 20 20
a a a) = = 4 =2
= n
20 20 5
5
n
b b a) = = 4 =2
5 5 4 3
4 3
b) = = 2 3
Exemplos: Atenção:
2 3 2

3
a)
20
=
20
= 4 =2 4 4 3 144 144 12
5 5 b) =3 1 ,=44 =2
100
= =
10
= 1 ,2
3
2 2 100
20 20
a) 3 = = 4 =2
45 3 4 5 3 m n
b) = = 2 a = m.n a
3
2 2

144 144 12
1 , 44 = = 64 = 64= 2 ,2
= 64 == 1
3
4 4
b) =3 =32 a) 3 2.3
=2 6 6 6
3
V. 1 Raiz
144
2
, 442= de raiz
=
144 12
= = 1 ,2
100 100 10
100 100 10
5 4
b) 3 = 5.4 3 = 20 3
144 144 12
1 , 44 = = = = 1 ,2
m n
a = m.n a
m n
a = m.n a100 100 10

m n m.n
a) a =3 64 a= 2.3 64 = 6 64 = 26 = 2
6

Exemplos:
3 6
5 34 2.3 6
a) 64 = 2.3 64 = 6 64 = 26 = 2
20 6
3 ==5.4 364= = 3 64 = 2 = 2
6
a)
b) 64

5 4 5 4
b) 3 = 5.4 3 = 20 3
b) 3 = 5.4 3 = 20 3

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VI. Simplificação de índice e expoente

n.p n
am.p = am
n.p n
am.p = am n.p n
Exemplos: am.p =4 am 4 2
4 4
a) 9= 3 = 3
a) 9 = 32 = 3
4 4
a) 9 8= 6 32 2= 3 4 3
.4 2.3
b)
8
76 =
2.4
72.3 = 73
4
b) 7 = 7 = 7
n.p n
am.p = am
2.3 8 2.4 4
m
a⋅n b =
m.n
b) 7 6
=
an ⋅ bm
VII. Multiplicação de raízes de míndices
7 = 7 3

a ⋅ n bdistintos
m.n
a) 4
9= 3 = 3
4 2 = an ⋅ bm
3 12
a) 5 ⋅ 4 7 = 5 4 ⋅ 73 m m.n
b)
8
76 =
2.4
72.3 = 73
4
a ⋅ n b 3= 4an ⋅ b12m 4 3
5 4 20 20
a)15 5 ⋅ 7 = 5 ⋅ 7
b)
m n ⋅ 5n3 =m 22⋅4 ⋅ 53⋅5 = 2 ⋅ 5
22 m.n 8
a⋅ b = a ⋅ b
Exemplos: 3 12
a) 5 5⋅ 4 27 =4 354 ⋅2073 2⋅4 3⋅5 20 8 15
a) 3
5 ⋅ 4 7 = 5 4 ⋅ 73
12 b) 2 ⋅ 5 = 2 ⋅ 5 = 2 ⋅5
5 4 20 20
b)
5
22 ⋅ 53 = 22⋅4 ⋅ 53⋅5 = 28 ⋅b)
4 20
515
20
22 ⋅ 53 = 22⋅4 ⋅ 53⋅5 = 28 ⋅ 515

Exercícios

1. Se x = �2 e y = �98 − �32 − �8 então:


a) y = 3x
b) y = 5x
c) y=x
d) y = -x
e) y = 7x

2. Se a = �2 e b = �2 − �8, então a/b é um número


a) racional positivo.
b) racional não inteiro.
c) racional.
d) irracional.
e) complexo não real.

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3. O numeral 5120,555 é equivalente a


a) 32.
b) 16�2.
c) 2.
d) �2.
�2.
5
e)
1,777...
4. O valor de é
0,111...

a) 4,444...
b) 4.
c) 4,777...
d) 3.
e) 4/3.
5. O valor de (16%)50% é
a) 0,04%
b) 0,4%
c) 4%
d) 40%
e) 400

2 2 3
6. O valor de  8 + 14 + 6 + 4  é
a) 2�3
b) 32�2
c) �5
d) 2�5
e) 5�2
7. Se a = 23,5, então
a) 6 < a < 8,5.
b) 8,5 < a < 10.
c) 10 < a < 11,5.
d) 11,5 < a < 13.
e) 13 < a < 14,5.

Gabarito: 1. C 2. C 3. A 4. B 5. D 6. A 7. C

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Divisores e Múltiplos

Os múltiplos e divisores de um número estão relacionados entre si da seguinte forma: 


Se 15 é divisível por 3, então 3 é divisor de 15, assim, 15 é múltiplo de 3. 
Se 8 é divisível por 2, então 2 é divisor de 8, assim, 8 é múltiplo de 2. 
Se 20 é divisível por 5, então 5 é divisor de 20, assim, 20 é múltiplo de 5. 

Múltiplos de um número natural 


Denominamos múltiplo de um número o produto desse número por um número natural
qualquer. Um bom exemplo de números múltiplos é encontrado na tradicional tabuada. 
Múltiplos de 2 (tabuada da multiplicação do número 2) 
2 x 0 = 0 
2 x 1 = 2 
2 x 2 = 4 
2 x 3 = 6 
2 x 4 = 8 
2 x 5 = 10 
2 x 6 = 12 
2 x 7 = 14 
2 x 8 = 16 
2 x 9 = 18 
2 x 10 = 20 
E assim sucessivamente. 
Múltiplos de 3 (tabuada da multiplicação do número 3) 
3 x 0 = 0 
3 x 1 = 3 
3 x 2 = 6 
3 x 3 = 9 
3 x 4 = 12 
3 x 5 = 15 
3 x 6 = 18 
3 x 7 = 21 
3 x 8 = 24 
3 x 9 = 27 
3 x 10 = 30 

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E assim sucessivamente. 
Portanto, os múltiplo de 2 são: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 18, 20, ... 
E os múltiplos de 3 são: 0, 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 24, 27, 30, ... 

Divisores de um número natural 


Um número é divisor de outro quando o resto da divisão for igual a 0. Portanto, 
12 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6 e 12. 
36 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12, 18 e 36. 
48 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24 e 48. 

Importante!
• O menor divisor natural de um número é
sempre o número 1. 
• O maior divisor de um número é o próprio
número. 
• O zero não é divisor de nenhum número. 
• Os divisores de um número formam um
conjunto finito.

Principais Critérios de Divisibilidade


Dentre as propriedades operatórias existentes na Matemática, podemos ressaltar a divisão,
que consiste em representar o número em partes menores e iguais.
Para que o processo da divisão ocorra normalmente, sem que o resultado seja um número
não inteiro, precisamos estabelecer situações envolvendo algumas regras de divisibilidade.
Lembrando que um número é considerado divisível por outro quando o resto da divisão entre
eles é igual a zero.

Regras de divisibilidade
Divisibilidade por 1
Todo número é divisível por 1.

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Divisibilidade por 2
Um número natural é divisível por 2 quando ele termina em 0, ou 2, ou 4, ou 6, ou 8, ou seja,
quando ele é par.
Exemplos: 5040 é divisível por 2, pois termina em 0.
237 não é divisível por 2, pois não é um número par.

Divisibilidade por 3
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores absolutos dos seus algarismos for
divisível por 3.
Exemplo: 234 é divisível por 3, pois a soma de seus algarismos é igual a 2+3+4=9, e como 9 é
divisível por 3, então 234 é divisível por 3.

Divisibilidade por 4
Um número é divisível por 4 quando termina em 00 ou quando o número formado pelos dois
últimos algarismos da direita for divisível por 4.
Exemplos: 1800 é divisível por 4, pois termina em 00.
4116 é divisível por 4, pois 16 é divisível por 4.
1324 é divisível por 4, pois 24 é divisível por 4.
3850 não é divisível por 4, pois não termina em 00 e 50 não é divisível por 4.

Divisibilidade por 5
Um número natural é divisível por 5 quando ele termina em 0 ou 5.
Exemplos: 55 é divisível por 5, pois termina em 5.
90 é divisível por 5, pois termina em 0.
87 não é divisível por 5, pois não termina em 0 nem em 5.

Divisibilidade por 6
Um número natural é divisível por 6 quando é divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo.
Exemplos: 54 é divisível por 6, pois é par, logo divisível por 2 e a soma de seus algarismos é
múltiplo de 3 , logo ele é divisível por 3 também.
90 é divisível por 6, pelo mesmos motivos..
87 não é divisível por 6, pois não é divisível por 2.

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Divisibilidade por 7
Um número é divisível por 7 quando estabelecida a diferença entre o dobro do seu último
algarismo e os demais algarismos, encontramos um número divisível por 7.

Exemplos:
161 : 7 = 23, pois 16 – 2.1 = 16 – 2 = 14
203 : 7 = 29, pois 20 – 2.3 = 20 – 6 = 14
294 : 7 = 42, pois 29 – 2.4 = 29 – 8 = 21
840 : 7 = 120, pois 84 – 2.0 = 84

E o número 165928? Usando a regra : 16592-2.8 =16592 -16=16576


Repetindo o processo: 1657 -2.6 = 1657-12 =1645
Mais uma vez : 164-2.5 = 164-10 = 154 e 15-2.4 = 15-8 =7
Logo 165928 é divisível por 7.

Divisibilidade por 8
Um número é divisível por 8 quando termina em 000 ou os últimos três números são divisíveis
por 8.

Exemplos:
1000 : 8 = 125, pois termina em 000
45128 é divisível por 8 pois 128 dividido por 8 fornece 16
45321 não é divisível por 8 pois 321 não é divisível por 8.

Divisibilidade por 9
Será divisível por 9 todo número em que a soma de seus algarismos constitui um número
múltiplo de 9.

Exemplos:
81 : 9 = 9, pois 8 + 1 = 9
1107 : 9 = 123, pois 1 + 1 + 0 + 7 = 9
4788 : 9 = 532, pois 4 + 7 + 8 + 8 = 27

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Matemática – Divisores e Múltiplos – Prof. Dudan

Divisibilidade por 10
Um número é divisível por 10 se termina com o algarismo 0 (zero).
Exemplos: 5420 é divisível por 10 pois termina em 0 (zero)
6342 não é divisível por 10 pois não termina em 0 (zero).

Divisibilidade por 11
Um número é divisível por 11 nas situações em que a diferença entre o último algarismo e o
número formado pelos demais algarismos, de forma sucessiva até que reste um número com 2
algarismos, resultar em um múltiplo de 11. Como regra mais imediata, todas as dezenas duplas
(11, 22, 33, 5555, etc.) são múltiplas de 11.
1342 : 11 = 122, pois 134 – 2 = 132 → 13 – 2 = 11
2783 : 11 = 253, pois 278 – 3 = 275 → 27 – 5 = 22
7150: 11 = 650, pois 715 – 0 = 715 → 71 – 5 = 66

Divisibilidade por 12
Se um número é divisível por 3 e 4, também será divisível por 12.

Exemplos:
192 : 12 = 16, pois 192 : 3 = 64 e 192 : 4 = 48
672 : 12 = 56, pois 672 : 3 = 224 e 672 : 4 = 168

Divisibilidade por 15
Todo número divisível por 3 e 5 também é divisível por 15.

Exemplos:
1470 é divisível por 15, pois 1470:3 = 490 e 1470:5 = 294.
1800 é divisível por 15, pois 1800:3 = 600 e 1800:5 = 360.

Exemplo: Teste a divisibilidade dos números abaixo por 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10.


a) 1278
b) 1450
c) 1202154

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Matemática

Mínimo Múltiplo Comum

O mínimo múltiplo comum entre dois números é representado pelo menor valor comum
pertencente aos múltiplos dos números. Observe o MMC entre os números 20 e 30:
M(20) = 0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, .... e M(30) = 0, 30, 60, 90, 120, 150, 180, ...
Logo o MMC entre 20 e 30 é equivalente a 60.
Outra forma de determinar o MMC entre 20 e 30 é através da fatoração, em que devemos
escolher os fatores comuns de maior expoente e os termos não comuns.
Observe:
20 = 2 * 2 * 5 = 2² * 5 e 30 = 2 * 3 * 5 = 2 * 3 * 5 logo
MMC (20; 30) = 2² * 3 * 5 = 60
A terceira opção consiste em realizar a decomposição simultânea dos números, multiplicando
os fatores obtidos. Observe:
20,  30  2
10,  15  2
5,  15  3
5,  5   5
1
MMC(20, 30) = 2 * 2 * 3 * 5 = 60

Dica:
Apenas números naturais
têm MMC.

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Um método rápido e fácil para se determinar o MMC de um conjunto de números naturais é a
FATORAÇÃO.
Nela iremos decompor simultaneamente os valores, de forma que ao menos um deles possa
ser dividido pelo fator primo apresentado, até que não sobrem valores maiores que 1.
O produto dos fatores primos utilizados nesse processo é o Mínimo Múltiplo Comum.
Para que possamos fazer uma comparação, vamos tomar os números 6, 8 e 12 como exemplo.
Da fatoração destes três números temos:
6, 8, 12  2
3, 4, 6   2
3, 2, 3   2
3, 1, 3    3
1, 1, 1

O MMC(6, 8, 12) será calculado pelo produto desses fatores primos usados na decomposição
dos valores dados.
Logo: M.M.C (6 , 8 , 12) = 2.2.2.3 = 24
Qual é o MMC(15, 25, 40)?
Fatorando os três números temos:
15, 25, 40  2
15, 25, 20  2
15, 25, 10  2
15, 25, 5    3
5,  25, 5  5
1,  5,  1  5
1,  1,  1

Assim o MMC(15, 25, 40) = 2. 2 . 2 . 3 . 5 . 5 = 600

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Matemática – Mínimo Múltiplo Comum – Prof. Dudan

Propriedade do M.M.C.
Todo múltiplo comum de dois ou mais números inteiros é múltiplo do m.m.c. destes números.
Exemplo: os múltiplos comuns positivos de 2 , 5 e 6 são exatamente os múltiplos positivos de
30 (m.m.c. (2 ,5 , 6) = 30), ou seja, são 30 , 60, 90,... 

Como identificar questões que exigem o cálculo do M.M.C?


Para não ficar em dúvida quanto à solicitação da questão, M.M.C ou M.D.C, basta entender que
o M.M.C por ser um “múltiplo comum”, é um número sempre será maior ou igual ao maior dos
valores apresentados , logo sempre um valor além dos valores dados.
Apesar do nome Mínimo Múltiplo Comum é equivocado pensar que o “mínimo” indica um
número pequeno, talvez menor que os valores apresentados. Na verdade ele é o menor dos
múltiplos e quase sempre maior que todos esses valores de quem se busca o cálculo do M.M.C.

Exemplo

1. Numa linha de produção, certo tipo de manutenção é feita na máquina A a cada 3 dias, na
máquina B, a cada 4 dias, e na máquina C, a cada 6 dias. Se no dia 2 de dezembro foi feita a
manutenção nas três máquinas, após quantos dias as máquinas receberão manutenção no
mesmo dia?
Temos que determinar o MMC entre os números 3, 4 e 6.
3, 4, 6  2
3, 2, 3  2
3, 1, 3  3
1, 1, 1   
Assim o MMC (3, 4, 6) = 2 * 2 * 3 = 12
Concluímos que após 12 dias, a manutenção será feita nas três máquinas. Portanto, dia 14
de dezembro.

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2. Um médico, ao prescrever uma receita, determina que três medicamentos sejam ingeridos
pelo paciente de acordo com a seguinte escala de horários: remédio A, de 2 em 2 horas,
remédio B, de 3 em 3 horas e remédio C, de 6 em 6 horas. Caso o paciente utilize os três
remédios às 8 horas da manhã, qual será o próximo horário de ingestão dos mesmos?
Calcular o MMC dos números 2, 3 e 6.
2, 3, 6  2
1, 3, 3  3
1, 1, 1
MMC(2, 3, 6) = 2 * 3 = 6
O mínimo múltiplo comum dos números 2, 3, 6 é igual a 6.
De 6 em 6 horas os três remédios serão ingeridos juntos. Portanto, o próximo horário será
às 14 horas.

3. Em uma arvore de natal, três luzes piscam com frequência diferentes. A primeira pisca a
cada 4 segundos, a segunda a cada 6 segundos e a terceira a cada 10 segundos. Se num
dado instante as luzes piscam ao mesmo tempo, após quantos segundos voltarão, a piscar
juntas?

4. No alto da torre de uma emissora de televisão, duas luzes “piscam” com frequências
diferentes. A primeira “pisca” 15 vezes por minuto e a segunda “pisca” 10 vezes por
minuto. Se num certo instante, as luzes piscam simultaneamente, após quantos segundos
elas voltarão a “piscar simultaneamente”?
a) 12
b) 10
c) 20
d) 15
e) 30
5. Três ciclistas percorrem um circuito saindo todos ao mesmo tempo, do mesmo ponto, e com
o mesmo sentido. O primeiro faz o percurso em 40 s, o segundo em 36 s e o terceiro em 30
s. Com base nessas informações, depois de quanto tempo os três ciclistas se reencontrarão
novamente no ponto de partida, pela primeira vez, e quantas voltas terá dado o primeiro, o
segundo e o terceiro ciclistas, respectivamente?
a) 5 minutos, 10 voltas, 11 voltas e 13 voltas.
b) 6 minutos, 9 voltas, 10 voltas e 12 voltas.
c) 7 minutos, 10 voltas, 11 voltas e 12 voltas.
d) 8 minutos, 8 voltas, 9 voltas e 10 voltas.
e) 9 minutos, 9 voltas, 11 voltas e 12 voltas.

Gabarito: 3. 60 Segundos 4. A 5. B 6. B

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Matemática

Fatoração

Podemos escrever os números como produto (multiplicação) de números primos. Contudo,


qual a finalidade de fatorarmos esses números? Preciso realizar a fatoração separadamente ou
posso fazê-la simultaneamente, com dois ou mais números? Esses respostas virão adiante.
Um dos pontos importantes da fatoração, encontra-se no cálculo do M.D.C (Máximo Divisor
Comum) e do M.M.C (Mínimo Múltiplo Comum). Entretanto, devemos tomar cuidado quanto
à obtenção desses valores, pois utilizaremos o mesmo procedimento de fatoração, ou seja, a
mesma fatoração de dois ou mais números para calcular o valor do M.D.C e do M.M.C. Sendo
assim, devemos compreender e diferenciar o modo pelo qual se obtém cada um desses valores,
através da fatoração simultânea.
Vejamos um exemplo no qual foi feita a fatoração simultânea:
12,  42  2 (Divisor Comum)
6,  21  2
3,  21  3 (Divisor Comum)
1,  7   7
1  1

Note que na fatoração foram destacados os números que dividiram simultaneamente os


números 12 e 42. Isto é um passo importante para conseguirmos determinar o M.D.C. Se
fossemos listar os divisores de cada um dos números, teríamos a seguinte situação:
D(12)={1, 2,3,4,6,12}
D(42)={1, 2,3,6,7,21,42}

Note que o maior dos divisores comuns entre os números 12 e 42 é o número 6. Observando
a nossa fatoração simultânea, este valor 6 é obtido realizando a multiplicação dos divisores
comuns.
Por outro lado, o M.M.C será obtido de uma maneira diferente. Por se tratar dos múltiplos,
deveremos multiplicar todos os divisores da fatoração. Sendo assim, o M.M.C (12,14) = 2 x 2 x
3 x 7 = 84.
Portanto , esse processo de fatoração é muito utilizado no cálculo do M.M.C e do M.D.C também,
mas cada um com seu respectivo procedimento, portanto, cuidado para não se confundir.

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Exemplos: Vamos fatorar ,para o cálculo do M.M.C os valores abaixo:
15, 24, 60  2
15, 12, 30  2
15, 6,  15  2
15, 3,  15   3
5,  1,  5   5
1,  1,  1

Logo o produto desses fatores primos: 2 . 2 . 2 . 3 . 5 = 120 é o menor múltiplo comum entre os
valores apresentados.
Agora se quiséssemos calcular o M.D.C , teríamos que fatora-los sempre juntos, até não haver
mais divisor comum além do número 1.
Assim:
15, 24, 60  3
5,  8,  20  

E com isso temos que o M.D.C dos valores dados é 3.


Exemplo: Fatore 20 e 30 para o cálculo do M.M.C
20,  30  2
10,  15  2
5,  15  3
5,  5   5
1  1

Assim o produto desses fatores primos obtidos: 2.2.3.5 =60 é o M.M.C de 20 e 30.

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Matemática – Fatoração – Prof. Dudan

De fato, se observarmos a lista de múltiplos de 20 e 30 verificaremos que dentre os comuns,


o menor deles é, de fato, o 60.
M(20) = 0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140, 160,...
M(30) = 0, 30, 60, 90, 120, 150,...
Agora se buscássemos o M.D.C teríamos que fatorar de forma diferente.
20,  30  2
10,  15  5
2,  3

Com isso o produto desses fatores primos, 2 . 5 = 10, obtidos pela fatoração conjunta,
representa o M.D.C .
De fato, se observarmos a lista de divisores de 20 e 30 verificaremos que dentre os comuns,
o maior deles é, de fato, o 10.
D(20) = 1, 2, 4, 5, 10, 20.
D(30) = 1, 2 ,3 ,5 ,6, 10, 15, 30.

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Matemática

Máximo Divisor Comum (MDC)

O máximo divisor comum entre dois números é representado pelo maior valor comum
pertencente aos divisores dos números. Observe o MDC entre os números 20 e 30:
D(20) = 1, 2, 4, 5, 10, 20. e D(30) = 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30.
O maior divisor comum dos números 20 e 30 é 10.
Podemos também determinar o MDC entre dois números através da fatoração, em que
escolheremos os fatores comuns de menor expoente. Observe o MDC de 20 e 30 utilizando
esse método.
20 = 2 * 2 * 5 = 2² * 5 e 30 = 2 * 3 * 5 = 2 * 3 * 5
Logo MDC (20; 30) = 2 * 5 = 10
A terceira opção consiste em realizar a decomposição simultânea e conjunta dos números,
multiplicando os fatores obtidos. Observe:
20,  30  2
10,  15  2
2,  3   

Logo o M.D.C(20 , 30) = 10


Um método rápido e fácil para se determinar o MDC de um conjunto de números naturais é a
FATORAÇÃO.
Nela iremos decompor simultaneamente os valores, de forma que todos eles devem
ser divididos, ao mesmo tempo, pelo fator primo apresentado, até que se esgotem as
possibilidades dessa divisão conjunta.
O produto dos fatores primos utilizados nesse processo é o Máximo Divisor Comum.

www.acasadoconcurseiro.com.br 141
Para que possamos fazer uma comparação, vamos tomar novamente os números 6, 8 e 12
como exemplo.
Da fatoração conjunta destes três números temos:
6, 8, 12  2
3, 4, 6  

O MDC(6, 8, 12) será calculado pelo produto desses fatores primos usados na decomposição
dos valores dados.
Logo: M.D.C (6 , 8 , 12) = 2

Qual é o MDC (15, 25, 40)?


Fatorando os três números temos:
15, 25, 40  2
3,  5,  5  

Assim o MDC(15, 25, 40) = 5

Exemplo:
Qual é o MDC(15, 75, 105)?
Fatorando os três números temos:
15,  75, 105  3
5,  25, 35  5
1,  5,  7   

MDC(15, 75, 105) = 3 . 5 = 15


Note que temos que dividir todos os valores apresentados, ao mesmo tempo, pelo fator primo .
Caso não seja possível seguir dividindo todos , ao mesmo tempo, dá-se por encerrado o cálculo
do M.D.C.

Propriedade Fundamental
Existe uma relação entre o m.m.c e o m.d.c de dois números naturais a e b.
m.m.c.(a,b) . m.d.c. (a,b) = a . b
Ou seja, o produto entre o m.m.c e m.d.c de dois números é igual ao produto entre os dois
números.

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Matemática – Máximo Divisor Comum – Prof. Dudan

Exemplo
Se x é um numero natural em que m.m.c. (14, x) = 154 e m.d.c. (14, x) = 2, podemos dizer que
x vale.
a) 22
b) -22
c) +22 ou -22
d) 27
e) -27

Como identificar questões que exigem o cálculo do M.D.C?


Para não ficar em dúvida quanto à solicitação da questão, M.M.C ou M.D.C, basta entender
que o M.D.C por ser um “divisor comum”, é um número sempre será menor ou igual ao menor
dos valores apresentados , logo sempre um valor aquém dos valores dados, dando ideia de
corte, fração.
Já o o M.M.C por ser um “múltiplo comum”, é um número sempre será maior ou igual ao
maior dos valores apresentados , logo sempre um valor além dos valores dados, criando uma
ideia de “futuro”.
Apesar do nome Mínimo Múltiplo Comum é equivocado pensar que o “mínimo” indica um
número pequeno, talvez menor que os valores apresentados. Na verdade ele é o menor
dos múltiplos e quase sempre maior que todos esses valores de quem se busca o cálculo do
M.M.C.

Exemplo:

1. Uma indústria de tecidos fabrica retalhos de mesmo comprimento. Após realizarem os


cortes necessários, verificou-se que duas peças restantes tinham as seguintes medidas: 156
centímetros e 234 centímetros. O gerente de produção ao ser informado das medidas, deu
a ordem para que o funcionário cortasse o pano em partes iguais e de maior comprimento
possível. Como ele poderá resolver essa situação?

2. Uma empresa de logística é composta de três áreas: administrativa, operacional e


vendedores. A área administrativa é composta de 30 funcionários, a operacional de 48 e a
de vendedores com 36 pessoas. Ao final do ano, a empresa realiza uma integração entre as
três áreas, de modo que todos os funcionários participem ativamente. As equipes devem
conter o mesmo número de funcionários com o maior número possível. Determine quantos
funcionários devem participar de cada equipe e o número possível de equipes.

www.acasadoconcurseiro.com.br 143
3. Para a confecção de sacolas serão usados dois rolos de fio de nylon. Esses rolos, medindo
450cm e 756cm serão divididos em pedaços iguais e do maior tamanho possível. Sabendo
que não deve haver sobras, quantos pedaços serão obtidos?
a) 25
b) 42
c) 67
d) 35
e) 18
4. Nas últimas eleições, três partidos políticos tiveram direito, por dia, a 90 s, 108 s e 144 s
de tempo gratuito de propaganda na televisão, com diferentes números de aparições. O
tempo de cada aparição, para todos os partidos, foi sempre o mesmo e o maior possível. A
soma do número das aparições diárias dos partidos na TV foi de: 
a) 16
b) 17
c) 18
d) 19
e) 20
5. Um escritório comprou os seguintes itens: 140 marcadores de texto, 120 corretivos e 148
blocos de rascunho e dividiu esse material em pacotinhos, cada um deles contendo um
só tipo de material, porém todos com o mesmo número de itens e na maior quantidade
possível. Sabendo-se que todos os itens foram utilizados, então o número total de
pacotinhos feitos foi
a) 74.
b) 88.
c) 96.
d) 102.
e) 112.

Dica:
Quando se tratar de MMC
a solução será um valor no
mínimo igual ao maior dos
valores que você dispõe. Já
quando se tratar de MDC
a solução será um valor no
máximo igual ao menor dos
valores que você dispõe.

Gabarito: 1. 78 2. 6 e 19 3. C 4. D

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Matemática

Problemas Algébricos e Aritméticos

Definição
A aritmética (da palavra grega arithmós,”número”) é o ramo da matemática que lida com
números e com as operações possíveis entre eles. É o ramo mais antigo e mais elementar da
matemática, usado por quase todos, seja em tarefas do cotidiano, em cálculos científicos ou de
negócios e sempre cobrada em concursos públicos.
Já a álgebra é o ramo que estuda a manipulação formal de equações, operações matemáticas,
polinômios e estruturas algébricas. A álgebra é um dos principais ramos da matemática pura,
juntamente com a geometria, topologia, análise combinatória, e Teoria dos números.
O termo álgebra, na verdade, compreende um espectro de diferentes ramos da matemática,
cada um com suas especificidades.
A grande dificuldade encontrada pelos alunos nas questões envolvendo problemas é na
sua interpretação. O aluno tem que ler o texto e “decodificar” suas informações para o
matematiquês.
Em algumas questões iremos abordar alguns pontos importantes nessa interpretação.

Exemplos
Há 19 anos uma pessoa tinha um quarto da idade que terá daqui a 14 anos. A idade da pessoa,
em anos, está entre:
a) 22 e 26.
b) 27 e 31.
c) 32 e 36.
d) 37 e 41.
e) 42 e 46

www.acasadoconcurseiro.com.br 145
Um casal e seu filho foram a uma pizzaria jantar. O pai comeu 3/4 de uma pizza. A mãe comeu
2/5 da quantidade que o pai havia comido. Os três juntos comeram exatamente duas pizzas,
que eram do mesmo tamanho. A fração de uma pizza que o filho comeu foi:
a) 3/5
b) 6/20
c) 7/10
d) 19/20
e) 21/15

Dois amigos foram a uma pizzaria. O mais velho comeu 3/8 da pizza que compraram. Ainda da
mesma pizza o mais novo comeu 7/5 da quantidade que seu amigo havia comido. Sendo assim,
e sabendo que mais nada dessa pizza foi comido, a fração da pizza que restou foi:
a) 3/5
b) 7/8
c) 1/10
d) 3/10
e) 36/40

O dono de uma papelaria comprou 98 cadernos e ao formar pilhas, todas com o mesmo número
de cadernos, notou que o número de cadernos de uma pilha era igual ao dobro do número de
pilhas. O número de cadernos de uma pilha era:
a) 12.
b) 14.
c) 16.
d) 18.
e) 20.

Durante o seu expediente Carlos digitalizou 1/3 dos processos que lhe cabiam pela parte
da manhã; no início da tarde ele digitalizou metade do restante e no fim da tarde ¼ do que
havia sobrado após os 2 períodos iniciais.Se no fim do expediente ele decidiu contar todos
os processos que não haviam sido digitalizados e encontrou 30 processos, o número total de
processos que ele devia ter digitalizado nesse dia era de.
a) 80.
b) 90.
c) 100.
d) 110.
e) 120.

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Matemática

Expressões Algébricas

Definição
Expressões algébricas são expressões matemáticas que apresentam letras e podem conter
números, são também denominadas expressões literais. As letras constituem a parte variável
das expressões, pois elas podem assumir qualquer valor numérico.
No cotidiano, muitas vezes usamos expressões sem perceber que as mesmas representam
expressões algébricas ou numéricas.
Numa papelaria, quando calculamos o preço de um caderno somado ao preço de duas canetas,
usamos expressões como 1x+2y, onde x representa o preço do caderno e y o preço de cada
caneta.
Num colégio, ao comprar um lanche, somamos o preço de um refrigerante com o preço de um
salgado, usando expressoes do tipo 1x+1y onde x representa o preço do salgado e y o preço do
refrigerante.
As expressões algébricas podem ser utilizadas para representar situações problemas, como as
propostas a seguir:
•• O dobro de um número adicionado a 20: 2x + 20.
•• A diferença entre x e y: x – y
•• O triplo de um número qualquer subtraído do quádruplo do número: 3x – 4x

Propriedades das expressões algébricas


Para resolver uma expressão algébrica, é preciso seguir a ordem exata de solução das operações
que a compõem:
1º) Potenciação ou Radiciação
2º) Multiplicação ou divisão
3º) Adição ou subtração

www.acasadoconcurseiro.com.br 147
Se a expressão algébrica apresentar parênteses, colchetes ou chaves, devemos resolver
primeiro o conteúdo que estiver dentro dos parênteses, em seguida, o que estiver contido nos
colchetes e, por último, a expressão que estiver entre chaves. Em suma:
1º) Parênteses
2º) Colchetes
3º) Chaves

Assim como em qualquer outro cálculo matemático, esta hierarquia é muito importante, pois,
caso não seja seguida rigorosamente, será obtido um resultado incorreto. Veja alguns exemplos:

a) 8x - (3x - √4)


8x - (3x - 2)
8x - 3x + 2
5x +2

Exemplo Resolvido:
Uma mulher é 5 anos mais nova do que seu marido. Se a soma da idade do casal é igual a 69
anos, qual é a idade de cada um?
x + ( x – 5) = 69
x + x- 5 = 69
2x – 5 = 69
2x = 69 + 5
2x = 74
x = 37
69 – 37 = 32
37 – 5 = 32
Logo, a idade do marido é 37 anos e da mulher 32 anos.

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Matemática – Expressões Algébricas – Prof. Dudan

Exercícios:

1. O resultado da expressão:
1 – 2 + 3 – 4 + 5 – 6 + 7 – 8 + . . . - 168 + 169 – 170
é igual a:
a) 170.
b) - 170.
c) 85.
d) - 85.
e) - 87.
2. De um total de 40 questões planejadas para uma prova, eliminaram-se 2x delas e, do resto,
ainda tirou-se a metade do que havia sobrado. Qual a tradução algébrica do número de
questões que restaram?
a) (40 - 2x) - 20 + x
b) (40 - 2x) – 20
c) (40 - 2x) – X/2
d) (40 - 2x) – x
e) (40 - 2x) - 20 – x
3. Um ano de 365 dias é composto por n semanas completas mais 1 dia. Dentre as expressões
numéricas abaixo, a única cujo resultado é igual a n é:
a) 365 ÷ (7 + 1)
b) (365 + 1) ÷7
c) 365 + 1 ÷ 7
d) (365 - 1) ÷7
e) 365 - 1 ÷ 7
4. Adriano, Bernardo e Ciro são irmãos e suas idades são números consecutivos, cuja soma é
igual a 78. Considerando que Ciro é o irmão do meio, então a soma das idades de Adriano e
Bernardo há 8 anos era igual a:
a) 33
b) 36
c) 34
d) 37
e) 35

Gabarito: 1. D 2. A 3. D 4. B

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Enigma Facebookiano

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Matemática

Razão e Proporção
Razão
A palavra razão vem do latim ratio e significa a divisão ou o quociente entre dois números A e B,
A
denotada por .
B
12
Exemplo: A razão entre 12 e 3 é 4, pois = 4.
3
Proporção
Já a palavra proporção vem do latim proportione e significa uma relação entre as partes de uma
grandeza, ou seja, é uma igualdade entre duas razões.

6 10 6 10
Exemplo: = , a proporção é proporcional a .
3 5 3 5

A C
Se numa proporção temos B = D , então os números A e D são denominados extremos enquanto
os números B e C são os meios e vale a propriedade: o produto dos meios é igual ao produto
dos extremos, isto é:

A×D=C×B

x 12
Exemplo: Dada a proporção = , qual o valor de x?
3 9
Dica
x 12
= logo 9.x=3.12 → 9x=36 e portanto x=4 DICA: Observe a ordem com
3 9
que os valores são enunciados
para interpretar corretamente a
questão.
Exemplo: Se A, B e C são proporcionais a 2, 3 e 5,
•• Exemplos: A razão entre a e b
é a/b e não b/a!!!
logo: A B C A sua idade e a do seu colega são
= =
2 3 5 proporcionais a 3 e 4,
sua idade 3
logo = .
idade do colega 4

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Faça você

2
1. A razão entre o preço de custo e o preço de venda de um produto é . Se for
vendida a R$ 42,00 qual o preço de custo? 3

2. A razão entre dois números P e Q é 0,16. Determine P+Q, sabendo que eles são primos
entre si?

3. A idade do professor Zambeli está para a do professor Dudan assim como 8 está para
7. Se apesar de todos os cabelos brancos o professor Zambeli tem apenas 40 anos, a
idade do professor Dudan é de.
a) 20 anos.
b) 25 anos.
c) 30 anos.
d) 35 anos.
e) 40 anos.

4. A razão entre os números (x + 3) e 7 é igual à razão entre os números (x – 3) e 5. Nessas


condições o valor de x é?

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Matemática – Razão e Proporção – Prof. Dudan

Grandezas diretamente proporcionais

A definição de grandeza está associada a tudo aquilo que pode ser medido ou contado. Como
exemplo, citamos: comprimento, tempo, temperatura, massa, preço, idade e etc.
As grandezas diretamente proporcionais estão ligadas de modo que à medida que uma
grandeza aumenta ou diminui, a outra altera de forma proporcional.
Grandezas diretamente proporcionais, explicando de uma forma mais informal, são grandezas
que crescem juntas e diminuem juntas. Podemos dizer também que nas grandezas diretamente
proporcionais uma delas varia na mesma razão da outra. Isto é, duas grandezas são diretamente
proporcionais quando, dobrando uma delas, a outra também dobra; triplicando uma delas, a
outra também triplica... E assim por diante.

Exemplo:
Um automóvel percorre 300 km com 25 litros de combustível. Caso o proprietário desse
automóvel queira percorrer 120 km, quantos litros de combustível serão gastos?

300 km 25 litros
120 km x litros
Dica
Quando a regra
300 25 3000 de três é direta
= 300.x = 25.120 x=  à x = 10
120 x 300 multiplicamos em
X, regra do “CRUZ
CREDO”.

Exemplo:
Em uma gráfica, certa impressora imprime 100 folhas em 5 minutos. Quantos minutos ela
gastará para imprimir 1300 folhas?

100 folhas 5 minutos


1300 folhas x minutos

100 5 5 × 1300
= = 100.x = 5.1300 à x= = 65 minutos
1300 x 100

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Grandeza inversamente proporcional

Entendemos por grandezas inversamente proporcionais as situações onde ocorrem operações


inversas, isto é, se dobramos uma grandeza, a outra é reduzida à metade.

São grandezas que quando uma aumenta a outra


diminui e vice-versa. Percebemos que variando Dica!!
uma delas, a outra varia na razão inversa da
primeira. Isto é, duas grandezas são inversamente
proporcionais quando, dobrando uma delas, a Dias
outra se reduz pela metade; triplicando uma inv
delas, a outra se reduz para a terça parte... E Op. H/d
assim por diante.

Exemplo:
12 operários constroem uma casa em 6 semanas. 8 operários, nas mesmas condições,
construiriam a mesma casa em quanto tempo?
12 op. 6 semanas
8 op. x semanas
Antes de começar a fazer, devemos pensar: se diminuiu o número de funcionários, será que
a velocidade da obra vai aumentar? É claro que não, e se um lado diminui enquanto o outro
aumentou, é inversamente proporcional e, portanto, devemos multiplicar lado por lado (em
paralelo).

8.x = 12.6
8x = 72 Dica
72 Quando a regra de três é
x =  à x = 9
8 inversa, multiplicamos lado
por lado, regra da LALA.

Exemplo: A velocidade constante de um carro e o tempo que esse carro gasta para dar uma
volta completa em uma pista estão indicados na tabela a seguir:

Velocidade (km/h) 120 60 40


Tempo (min) 1 2 3

Observando a tabela, percebemos que se trata de uma grandeza inversamente proporcional,


pois, à medida que uma grandeza aumenta a outra diminui.

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Matemática – Razão e Proporção – Prof. Dudan

5. Diga se é diretamente ou inversamente proporcional:


a) Número de cabelos brancos do professor Zambeli e sua idade.
b) Número de erros em uma prova e a nota obtida.
c) Número de operários e o tempo necessário para eles construírem uma
casa.
d) Quantidade de alimento e o número de dias que poderá sobreviver um náufrago.
e) O numero de regras matemática ensinadas e a quantidade de aulas do professor
Dudan assistidas.

6. Se um avião, voando a 500 Km/h, faz o percurso entre duas cidades em 3h, quanto
tempo levará se viajar a 750 Km/h?
a) 1,5h.
b) 2h.
c) 2,25h.
d) 2,5h.
e) 2,75h.

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7. Em um navio com uma tripulação de 800 marinheiros há víveres para 45 dias. Quanto
tempo poderíamos alimentar os marinheiros com o triplo de víveres?
a) 130.
b) 135.
c) 140.
d) 145.
e) 150.

8. Uma viagem foi feita em 12 dias percorrendo-se 150km por dia. Quantos dias seriam
empregados para fazer a mesma viagem, percorrendo-se 200km por dia?
a) 5.
b) 6.
c) 8.
d) 9.
e) 10.

Gabarito: 1. R$28,00 2. 29 3. D 4. 18 5. B 6. B 7. B 8. D

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Matemática

Grandezas diretamente proporcionais

A definição de grandeza está associada a tudo aquilo que pode ser medido ou contado. Como
exemplo, citamos: comprimento, tempo, temperatura, massa, preço, idade e etc.
As grandezas diretamente proporcionais estão ligadas de modo que à medida que uma
grandeza aumenta ou diminui, a outra altera de forma proporcional.
Grandezas diretamente proporcionais, explicando de uma forma mais informal, são grandezas
que crescem juntas e diminuem juntas. Podemos dizer também que nas grandezas diretamente
proporcionais uma delas varia na mesma razão da outra. Isto é, duas grandezas são diretamente
proporcionais quando, dobrando uma delas, a outra também dobra; triplicando uma delas, a
outra também triplica... E assim por diante.

Exemplo:
Um automóvel percorre 300 km com 25 litros de combustível. Caso o proprietário desse
automóvel queira percorrer 120 km, quantos litros de combustível serão gastos?

300 km 25 litros
120 km x litros
Dica
Quando a regra
300 25 3000 de três é direta
= 300.x = 25.120 x=  à x = 10
120 x 300 multiplicamos em
X, regra do “CRUZ
CREDO”.

Exemplo:
Em uma gráfica, certa impressora imprime 100 folhas em 5 minutos. Quantos minutos ela
gastará para imprimir 1300 folhas?

100 folhas 5 minutos


1300 folhas x minutos

100 5 5 × 1300
= = 100.x = 5.1300 à x= = 65 minutos
1300 x 100

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Grandeza inversamente proporcional

Entendemos por grandezas inversamente proporcionais as situações onde ocorrem operações


inversas, isto é, se dobramos uma grandeza, a outra é reduzida à metade.

São grandezas que quando uma aumenta a outra


diminui e vice-versa. Percebemos que variando Dica!!
uma delas, a outra varia na razão inversa da
primeira. Isto é, duas grandezas são inversamente
proporcionais quando, dobrando uma delas, a Dias
outra se reduz pela metade; triplicando uma inv
delas, a outra se reduz para a terça parte... E Op. H/d
assim por diante.

Exemplo:
12 operários constroem uma casa em 6 semanas. 8 operários, nas mesmas condições,
construiriam a mesma casa em quanto tempo?
12 op. 6 semanas
8 op. x semanas
Antes de começar a fazer, devemos pensar: se diminuiu o número de funcionários, será que
a velocidade da obra vai aumentar? É claro que não, e se um lado diminui enquanto o outro
aumentou, é inversamente proporcional e, portanto, devemos multiplicar lado por lado (em
paralelo).

8.x = 12.6
8x = 72 Dica
72 Quando a regra de três é
x =  à x = 9
8 inversa, multiplicamos lado
por lado, regra da LALA.

Exemplo: A velocidade constante de um carro e o tempo que esse carro gasta para dar uma
volta completa em uma pista estão indicados na tabela a seguir:

Velocidade (km/h) 120 60 40


Tempo (min) 1 2 3

Observando a tabela, percebemos que se trata de uma grandeza inversamente proporcional,


pois, à medida que uma grandeza aumenta a outra diminui.

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Matemática – Regra de Três Simples – Prof. Dudan

Questões

1. Diga se é diretamente ou inversamente proporcional:


a) Número de cabelos brancos do professor Zambeli e sua idade.
b) Número de erros em uma prova e a nota obtida.
c) Número de operários e o tempo necessário para eles construírem uma casa.
d) Quantidade de alimento e o número de dias que poderá sobreviver um náufrago.
e) O número de regras matemática ensinadas e a quantidade de aulas do professor
Dudan assistidas.

2. Se (3, x, 14, ...) e (6, 8, y, ...) forem grandezas diretamente proporcionais, então o valor
de x + y é:
a) 20
b) 22
c) 24
d) 28
e) 32

3. Uma usina produz 500 litros de álcool com 6 000 kg de cana – de – açúcar. Determine
quantos litros de álcool são produzidos com 15 000 kg de cana.
a) 1000 litros.
b) 1050 litros.
c) 1100 litros.
d) 1200 litros.
e) 1250 litros.

4. Um muro de 12 metros foi construído utilizando 2 160 tijolos. Caso queira construir
um muro de 30 metros nas mesmas condições do anterior, quantos tijolos serão
necessários?
a) 5000 tijolos.
b) 5100 tijolos.
c) 5200 tijolos.
d) 5300 tijolos.
e) 5400 tijolos.

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5. Uma equipe de 5 professores gastaram 12 dias para corrigir as provas de um
vestibular. Considerando a mesma proporção, quantos dias levarão 30
professores para corrigir as provas?
a) 1 dia.
b) 2 dias.
c) 3 dias.
d) 4 dias.
e) 5 dias.

6. Em uma panificadora são produzidos 90 pães de 15 gramas cada um. Caso queira
produzir pães de 10 gramas, quantos iremos obter?
a) 120 pães.
b) 125 pães.
c) 130 pães.
d) 135 pães.
e) 140 pães.

7. Se um avião, voando a 500 Km/h, faz o percurso entre duas cidades em 3h, quanto
tempo levará se viajar a 750 Km/h?
a) 1,5h.
b) 2h.
c) 2,25h.
d) 2,5h.
e) 2,75h.

8. Em um navio com uma tripulação de 800 marinheiros há víveres para 45 dias. Quanto
tempo poderíamos alimentar os marinheiros com o triplo de víveres?
a) 130 dias.
b) 135 dias.
c) 140 dias.
d) 145 dias.
e) 150 dias.

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9. A comida que restou para 3 náufragos seria suficiente para alimentá-los por
12 dias. Um deles resolveu saltar e tentar chegar em terra nadando. Com um
náufrago a menos, qual será a duração dos alimentos?
a) 12 dias.
b) 14 dias.
c) 16 dias.
d) 18 dias.
e) 20 dias.

10. Uma viagem foi feita em 12 dias percorrendo-se 150km por dia. Quantos dias seriam
empregados para fazer a mesma viagem, percorrendo-se 200km por dia?
a) 5 dias.
b) 6 dias.
c) 8 dias.
d) 9 dias.
e) 10 dias.

11. Para realizar certo serviço de manutenção são necessários 5 técnicos trabalhando
durante 6 dias, todos com o mesmo rendimento e o mesmo número de horas. Se
apenas 3 técnicos estiverem disponíveis, pode-se concluir que o número de dias a
mais que serão necessários para realizar o mesmo serviço será
a) 2 dias.
b) 3 dias.
c) 4 dias.
d) 5 dias.
e) 6 dias.

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12. Três torneiras, com vazões iguais e constantes, enchem totalmente uma
caixa d’água em 45 minutos. Para acelerar esse processo, duas novas
torneiras, iguais às primeiras, foram instaladas. Assim, o tempo gasto para
encher essa caixa d’água foi reduzido em:
a) 18 min.
b) 20 min.
c) 22 min.
d) 25 min.
e) 28 min.

13. Um empreiteiro utilizou 10 pedreiros para fazer um trabalho em 8 dias. Um vizinho


gostou do serviço e contratou o empreiteiro para realizar trabalho idêntico em sua
residência. Como o empreiteiro tinha somente 4 pedreiros disponíveis, o prazo dado
para a conclusão da obra foi:
a) 24 dias.
b) 20 dias.
c) 18 dias.
d) 16 dias.
e) 14 dias.

Casos particulares

João, sozinho, faz um serviço em 10 dias. Paulo, sozinho, faz o mesmo serviço em 15 dias. Em
quanto tempo fariam juntos esse serviço?
Primeiramente, temos que padronizar o trabalho de cada um, neste caso já esta padronizado,
pois ele fala no trabalho completo, o que poderia ser dito a metade do trabalho feito em um
certo tempo.
Se João faz o trabalho em 10 dias, isso significa que ele faz 1/10 do trabalho por dia.

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Na mesma lógica, Paulo faz 1/15 do trabalho por dia.

1 1 3 2 5 1
Juntos o rendimento diário é de + = + = =
10 15 30 30 30 6
Se em um dia eles fazem 1/6 do trabalho em 6 dias os dois juntos completam o trabalho.

Sempre que as capacidades forem diferentes, mas o serviço a ser feito for o mesmo,
1 1 1
seguimos a seguinte regra: + =
t1 t2 tT (tempo total)

14. Uma torneira enche um tanque em 3h, sozinha. Outra torneira enche o
mesmo tanque em 4h, sozinha. Um ralo esvazia todo o tanque sozinho em
2h. Estando o tanque vazio, as 2 torneiras abertas e o ralo aberto, em quanto
tempo o tanque encherá?
a) 10 h.
b) 11 h.
c) 12 h.
d) 13 h.
e) 14 h.

Gabarito: 1. * 2. E 3. E 4. E 5. B 6. D 7 B 8. B 9. D 10. D 11. C 12. A 13. B 14. C

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Matemática

Regra de três composta

A regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou
inversamente proporcionais. Para não vacilar, temos que montar um esquema com base na
análise das colunas completas em relação à coluna do “x”.
Vejamos os exemplos abaixo.
Exemplo:
Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m3 de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão
necessários para descarregar 125m3?
A regra é colocar em cada coluna as grandezas de mesma espécie e deixar o X na segunda linha.

+ –
Horas Caminhões Volume
8 20 160

5 x 125

Identificando as relações em relação à coluna que contém o X:


Se em 8 horas, 20 caminhões carregam a areia, em 5 horas, para carregar o mesmo volume,
serão MAIS caminhões. Então se coloca o sinal de + sobre a coluna Horas.
Se 160 m³ são transportados por 20 caminhões, 125 m³ serão transportados por MENOS
caminhões. Sinal de – para essa coluna.
Assim, basta montar a equação com a seguinte orientação: ficam no numerador, acompanhando
o valor da coluna do x, o MAIOR valor da coluna com sinal de +, e da coluna com sinal de –, o
MENOR valor.
Assim:
20 × 125 × 8
= 25 Logo, serão necessários 25 caminhões.
160 × 5

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Exemplo:
Numa fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20 carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos
serão montados por 4 homens em 16 dias?
Solução: montando a tabela:

– +
Homens Carrinhos Dias
8 20 5
4 x 16

Observe que se 8 homens montam 20 carrinhos, então 4 homens montam MENOS carrinhos.
Sinal de – nessa coluna.

Se em 5 dias se montam 20 carrinhos, então em 16 dias se montam MAIS carrinhos. Sinal de +.


20 × 4 × 16
Montando a equação: x = = 32
8× 5
Logo, serão montados 32 carrinhos.

Exemplo:
O professor Cássio estava digitando o material para suas incríveis aulas para a turma do BNB
e percebeu que digitava 30 linhas em 2,5 minutos num ritmo constante e errava 5 vezes a
digitação nesse intervalo de tempo.
Sabe-se que o numero de erros é proporcional ao tempo gasto na digitação.
Assim com o objetivo de diminuir o total de erros para 4, se Cassio for digitar 120 linhas com
velocidade 20% inferior ele precisará de um tempo igual a:
a) 300 segundos.
b) 400 segundos.
c) 500 segundos.
d) 580 segundos.
e) 600 segundos.

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RESOLUÇÃO:
Inicialmente organizaremos as colunas nas mesmas unidades de medida, portanto, usaremos o
tempo em segundos lembrando que 2,5 minutos = 2,5 x 60 segundos , logo 150 segundos.
Assim:

linhas t(seg) erros velocidade(%)


30 150 5 100
120 x 4 80

Agora temos que fazer as perguntas para a coluna do x:


Se 30 linhas precisam de 150 segundos para serem digitadas, 120 linhas gastarão MAIS ou
MENOS tempo? RESPOSTA: MAIS tempo.
Se 5 erros são cometidos em 150 segundos de digitação, 4 erros seriam cometidos em MAIS ou
MENOS tempo? RESPOSTA: MENOS tempo.
Se com velocidade de 100% a digitação é feita em 150 segundos, com velocidade reduzida em
20%gastaríamos MAIS ou MENOS tempo?RESPOSTA: MAIS tempo.
Agora colocamos os sinais nas colunas e montamos a equação.

+ – +
linhas t(seg) erros velocidade(%)
30 150 5 100
120 x 4 80

Assim basta colocar no numerador o valor que respeita o sinal colocado na coluna completa:
Sinal de + , coloca-se o MAIOR , sinal de - , coloca-se o MENOR valor.
X = 150.120.4.100 = 150.120.4.100 = 5.120.4.100 = 120.4.100 =
30.5.80 30.5.80 5.80 80
12.4.100 = 12.50 = 600 segundos.
8
Alternativa E

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Questões

1. Num acampamento, 10 escoteiros consumiram 4 litros de água em 6 dias. Se


fossem 7 escoteiros, em quantos dias consumiriam 3 litros de água?
a) 6,50
b) 6,45
c) 6,42
d) 6,52
e) 6,5

2. Em uma campanha publicitária, foram encomendados, em uma gráfica,quarenta e oito


mil folhetos. O serviço foi realizado em seis dias, utilizando duas máquinas de mesmo
rendimento, oito horas por dia. Dado o sucesso da campanha, uma nova encomenda
foi feita, sendo desta vez de setenta e dois mil folhetos. Com uma das máquinas
quebradas, a gráfica prontificou-se a trabalhar doze horas por dia, entregando a
encomenda em
a) 7 dias
b) 8 dias
c) 10 dias
d) 12 dias
e) 15 dias

3. Franco e Jade foram incumbidos de digitar os laudos de um texto. Sabe-se que ambos
digitaram suas partes com velocidades constantes e que a velocidade de Franco era
80% de Jade. Nessas condições, se Jade gastou 10 min para digitar 3 laudos, o tempo
gasto por Franco para digitar 24 laudos foi?
a) 1h e 15 min.
b) 1h e 20 min.
c) 1h e 30 min.
d) 1h e 40 min.
e) 2h.

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4. Uma fazenda tem 30 cavalos e ração estocada para alimentá-los durante 2


meses. Se forem vendidos 10 cavalos e a ração for reduzida à metad, os
cavalos restantes poderão ser alimentados durante:
a) 3 meses.
b) 4 meses.
c) 45 dias.
d) 2 meses.
e) 30 dias.

5. Uma ponte foi construída em 48 dias por 25 homens, trabalhando​-se 6 horas por dia.
Se o número de homens fosse aumentado em 20% e a carga horária de trabalho em 2
horas por dia, esta ponte seria construída em:
a) 24 dias.
b) 30 dias.
c) 36 dias.
d) 40 dias.
e) 45 dias

6. Usando um ferro elétrico 20 minutos por dia, durante 10 dias, o consumo de energia
será de 5 kWh. O consumo do mesmo ferro elétrico se ele for usado 70 minutos por
dia, durante 15 dias será de.
a) 25 kWh.
b) 25,5 kWh.
c) 26 kWh.
d) 26,25 kWh.
e) 26,5 kWh.

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7. Trabalhando oito horas por dia, durante 16 dias, Pedro recebeu R$ 2 000,00.
Se trabalhar 6 horas por dia, durante quantos dias ele deverá trabalhar para
receber R$ 3000,00?
a) 31 dias.
b) 32 dias.
c) 33 dias.
d) 34 dias.
e) 35 dias.

8. Cinco trabalhadores de produtividade padrão e trabalhando individualmente,


beneficiam ao todo, 40 kg de castanha por dia de trabalho referente a 8 horas.
Considerando que existe uma encomenda de 1,5 toneladas de castanha para ser
entregue em 15 dias úteis, quantos trabalhadores de produtividade padrão devem ser
utilizados para que se atinja a meta pretendida, trabalhando dez horas por dia?
a) 10
b) 11
c) 12
d) 13
e) 14

9. Uma montadora de automóveis demora 20 dias, trabalhando 8 horas por dia, para
produzir 400 veículos. Quantos dias serão necessários para produzir 50 veículos,
trabalhando 10 horas ao dia?
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.

10. Em 12 horas de funcionamento, três torneiras, operando com vazões iguais e


constantes, despejam 4500 litros de água em um reservatório. Fechando-se uma das
torneiras, o tempo necessário para que as outras duas despejem mais 3 500 litros de
água nesse reservatório será, em horas, igual a:
a) 10h
b) 11h
c) 12h
d) 13h
e) 14h

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Matemática – Regra de Três Composta – Prof. Dudan

11. Em uma fábrica de cerveja, uma máquina encheu 2 000 garrafas em 8 dias,
funcionando 8 horas por dia. Se o dono da fábrica necessitasse que ela
triplicasse sua produção dobrando ainda as suas horas diárias de
funcionamento, então o tempo, em dias, que ela levaria para essa nova
produção seria:
a) 16
b) 12
c) 10
d) 8
e) 4

12. Em uma fábrica de tecidos, 7 operários produziram, em 10 dias, 4 060 decímetros de


tecido. Em 13 dias, 5 operários, trabalhando nas mesmas condições, produzem um
total em metros de tecidos igual a
a) 203
b) 377
c) 393
d) 487
e) 505

13. Para cavar um túnel, 30 homens demoraram 12 dias. Vinte homens, para cavar dois
túneis do mesmo tamanho e nas mesmas condições do primeiro túnel, irão levar:
a) 36 dias.
b) 38 dias.
c) 40 dias.
d) 42 dias.
e) 44 dias.

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14. Através de um contrato de trabalho, ficou acertado que 35 operários
construiriam uma casa em 32 dias, trabalhando 8 horas diárias. Decorridos 8
dias, apesar de a obra estar transcorrendo no ritmo previsto, novo contrato
foi confirmado: trabalhando 10 horas por dia, 48 operários terminariam a
obra. O número de dias gasto, ao todo, nesta construção foi:
a) 14
b) 19
c) 22
d) 27
e) 50

15. Numa editora, 8 digitadores, trabalhando 6 horas por dia, digitaram 3/5 de um
determinado livro em 15 dias. Então, 2 desses digitadores foram deslocados para um
outro serviço, e os restantes passaram a trabalhar apenas 5 horas por dia na digitação
desse livro. Mantendo-se a mesma produtividade, para completar a digitação do
referido livro, após o deslocamento dos 2 digitadores, a equipe remanescente terá de
trabalhar ainda:
a) 18 dias.
b) 16 dias.
c) 15 dias.
d) 14 dias.
e) 12 dias.

Gabarito: 1. C 2. D 3. D 4. C 5. B 6. D 7. B 8. A 9. B 10. E 11. B 12. B 13. A 14. C 15. B

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Matemática

DIVISÃO PROPORCIONAL

Existem problemas que solicitam a divisão de um número em partes diretamente proporcionais


a outro grupo de números, assim como aqueles que pedem a divisão em partes inversamente
proporcionais. Temos também os casos onde em uma mesma situação um número de
ser dividido em partes diretamente proporcionais a um grupo de números e em partes
inversamente proporcionais a um outro grupo de números.
A divisão proporcional é muito usada em situações relacionadas à Matemática Financeira,
Contabilidade, Administração, na divisão de lucros e prejuízos proporcionais aos valores
investidos pelos sócios de uma determinada empresa, por grupos de investidores em bancos
de ações e contas bancárias.
São questões sempre presentes em concursos públicos por isso faremos uma abordagem
cuidadosa e detalhada desse mecanismo.

CONSTANTE DE PROPORCIONALIDADE

Considere as informações na tabela:

A B As colunas A e B não são iguais, mas são PROPORCIONAIS.


5 10 Então, podemos escrever:
6 12
5 ∞ 10
7 14
6 ∞ 12
9 18
9 ∞ 18
13 26
15 30
Toda a proporção se transforma em uma
Assim podemos afirmar que: igualdade quando multiplicada por uma
constante
5k = 10
6k = 12


9k = 18
Onde a constante de proporcionalidade k é igual a dois.

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DIVISÃO PROPORCIONAL

Podemos definir uma DIVISÃO PROPORCIONAL, como uma forma de divisão no qual se
determinam valores que, divididos por quocientes previamente determinados, mantêm-se
uma razão constante (que não tem variação).
Exemplo Resolvido 1
Vamos imaginar que temos 120 bombons para distribuir em partes diretamente proporcionais
a 3, 4 e 5, entre 3 pessoas A, B e C, respectivamente:
Num total de 120 bombons, k representa a quantidade de bombons que cada um receberá.
Pessoa A - k k k = 3k
Pessoa B - k k k = 4k
Pessoas C - k k k = 5k
Se A + B + C = 120 então 3k + 4k + 5k = 120
3k + 4k + 5k = 120 logo 12k = 120 e assim k = 10
Pessoa A receberá 3 x 10 = 30
Pessoas B receberá 4 x 10 = 40
Pessoas C receberá 5 x 10 = 50
Exemplo Resolvido 2
Dividir o número 810 em partes diretamente proporcionais a 2/3, 3/4 e 5/6.
Primeiramente tiramos o mínimo múltiplo comum entre os denominadores 3, 4 e 6.
2 3 5 8 9 10
=
3 4 6 12 12 12

Depois de feito o denominador e encontrado frações equivalentes a 2/3, 3/4 e 5/6 com
denominador 12 trabalharemos apenas com os numeradores ignorando o denominador, pois
como ele é comum nas três frações não precisamos trabalhar com ele mais.
Podemos então dizer que:
8K + 9K + 10K = 810
27K = 810
K = 30.
Por fim multiplicamos cada parte proporcional pelo valor encontrado de k e assim obtemos:
240, 270 e 300.
8 x 30 = 240
9 x 30 = 270
10 x 30 = 300

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Matemática – Divisão Proporcional – Prof. Dudan

Exemplo Resolvido 3
Dividir o número 305 em partes inversamente proporcionais a 3/8, 5 e 5/6.
O que muda quando diz inversamente proporcional? Simplesmente invertemos as frações pelas
suas inversas.

3 8
 à 
8 3
1
5 à  Depois disto usamos o mesmo método de cálculo.
5
5 6
 à 
6 5

8 1 6 40 3 18
=
3 5 5 15 15
5 15

Ignoramos o denominador e trabalhamos apenas com os numeradores.


40K + 3K + 18K = 305 logo 61K = 305 e assim K = 5
Por fim,
40 x 5 = 200
3 x 5 = 15
18 x 5 = 90
200, 15 e 90
Exemplo Resolvido 4
Dividir o número 118 em partes simultaneamente proporcionais a 2, 5, 9 e 6, 4 e 3.
Como a razão é direta, basta multiplicarmos suas proporcionalidades na ordem em que foram
apresentadas em ambas.
2 x 6 = 12
5 x 4 = 20
9 x 3 = 27 logo 12K + 20K + 27K =
118 → 59K = 118 daí
K=2
Tendo então,
12 x 2 = 24
20 x 2 = 40 24, 40 e 54.
27 x 2 = 54

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Questões

1. Dividir o número 180 em partes diretamente proporcionais a 2,3 e 4.

2. Divida o número 250 em partes diretamente proporcionais a 15, 9 e 6.

3. Dividir o número 540 em partes diretamente proporcionais a 2/3, 3/4 e 5/6.

4. Dividir o número 48 em partes inversamente proporcionais a 1/3, 1/5 e 1/8.

5. Dividir o número 148 em partes diretamente proporcionais a 2, 6 e 8 e inversamente


proporcionais a 1/4, 2/3 e 0,4.

6. Dividir o número 670 em partes inversamente proporcionais simultaneamente a 2/5,


4, 0,3 e 6, 3/2 e 2/3.

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7. Dividindo-se 70 em partes proporcionais a 2, 3 e 5, a soma entre a menor e a


maior parte é:
a) 35
b) 49
c) 56
d) 42
e) 28

8. Com o lucro de R$ 30.000,00. O sócio A investiu R$ 60.000,00, o sócio B R$ 40.000,00


e o sócio R$ 50.000,00. Qual a parte correspondente de cada um?

9. Quatro amigos resolveram comprar um bolão da loteria. Cada um dos amigos deu a
seguinte quantia:
Carlos: R$ 5,00 Roberto: R$ 4,00 Pedro: R$ 8,00 João: R$ 3,00
Se ganharem o prêmio de R$ 500.000,00, quanto receberá cada amigo, considerando
que a divisão será proporcional à quantia que cada um investiu?

10. Três sócios formam uma empresa. O sócio A entrou com R$ 2 000 e trabalha 8h/dia.
O sócio B entrou com R$ 3 000 e trabalha 6h/dia. O sócio C entrou com R$ 5 000 e
trabalha 4h/dia. Se, na divisão dos lucros o sócio B recebe R$ 90 000, quanto recebem
os demais sócios?

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11. Três pessoas montam uma sociedade, na qual cada uma delas aplica,
respectivamente, R$ 20.000,00, R$ 30.000,00 e R$ 50.000,00. O balanço
anual da firma acusou um lucro de R$ 40.000,00. Supondo-se que o lucro seja
dividido em partes diretamente proporcionais ao capital aplicado, cada sócio
receberá, respectivamente:
a) R$ 5.000,00; R$ 10.000,00 e R$ 25.000,00
b) R$ 7.000,00; R$ 11.000,00 e R$ 22.000,00
c) R$ 8.000,00; R$ 12.000,00 e R$ 20.000,00
d) R$ 10.000,00; R$ 10.000,00 e R$ 20.000,00
e) R$ 12.000,00; R$ 13.000,00 e R$ 15.000,00

12. Uma herança foi dividida entre 3 pessoas em partes diretamente proporcionais às suas
idades que são 32, 38 e 45
Se o mais novo recebeu R$ 9 600, quanto recebeu o mais velho?

13. Uma empresa dividiu os lucros entre seus sócios, proporcionais a 7 e 11. Se o 2º sócio
recebeu R$ 20 000 a mais que o 1º sócio, quanto recebeu cada um?

14. Certa herança foi dividida de forma proporcional às idades dos herdeiros, que tinham
35, 32 e 23 anos. Se o mais velho recebeu R$ 525,00 quanto coube ao mais novo?
a) R$ 230,00
b) R$ 245,00
c) R$ 325,00
d) R$ 345,00
e) R$ 350,00

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15. Certo mês o dono de uma empresa concedeu a dois de seus funcionários
uma gratificação no valor de R$ 500. Essa gratificação foi dividida entre eles
em partes que eram diretamente proporcionais aos respectivos números de
horas de plantões que cumpriram no mês e, ao mesmo tempo, inversamente
proporcional à suas respectivas idades. Se um dos funcionários tem 36 anos
e cumpriu 24h de plantões e, outro, de 45 anos cumpriu 18h, coube ao mais
jovem receber:
a) R$ 302,50
b) R$ 310,00
c) R$ 312,5
d) R$ 325,00
e) R$ 342,50

Casos Especiais

Usaremos o método da divisão proporcional para resolver sistemas de equações que


apresentem uma das equações como proporção.
Exemplo Resolvido 5 :
A idade de meu pai está para a idade do filho assim como 9 está para 4. Determine essas idades
sabendo que a diferença entre eles é de 35 anos.
P=9
F=4

P–F=9
Como já vimos as proporções ocorrem tanto “verticalmente” como “horizontalmente”. Então
podemos dizer que:
P∝4
P está para 9 assim como F está para 4. Simbolicamente,
F∝9
Usando a propriedade de que “toda proporção se transforma em uma igualdade quando
multiplicada por uma constante”, temos:
P = 9k e F = 4k
Logo a expressão fica:
P – F = 35
9k – 4k = 35 Assim, P = 9 x 7= 63 e F = 4 x 7 = 28
5k = 35
K=7

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y
16. Se 9x = e x + y = 154 determine x e y:
13

17. Sabendo-se que x – y = 18, determine x e y na proporção xy = 5 .


2

18. Os salários de dois funcionários do Tribunal são proporcionais às suas idades que são
40 e 25 anos. Se os salários somados totalizam R$9100,00 qual a diferença de salário
destes funcionários?

19. A diferença entre dois números é igual a 52. O maior deles está para 23, assim como o
menor está para 19.Que números são esses?

20. A idade do pai está para a idade do filho assim como 7 está para 3. Se a diferença entre
essas idades é 32 anos, determine a idade de cada um.

Gabarito: 1. 40, 60 e 80 2. 125, 75 e 50 3. 240, 270 e 300 4. 9, 15 e 24 5. 32,36 e 80 6. 50, 20 e 600 7. B 8. 1200 / 8000 / 10000
9.R$ 125000, R$10000, R$200000 e R$75000 10. R$80000, R$ 90000 e R$100000 11.C 12. R$ 13500
13. R$35000 e R$ 55000 14. D 15. C 16. x = 63 / y = 91 17. 30 e 12 18. R$ 2100 19. 299 e 247 20. 56 e 24

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Matemática

Porcentagem

DEFINIÇÃO: A percentagem ou porcentagem (do latim per centum, significando “por cento”,
“a cada centena”) é uma medida de razão com base 100 (cem). É um modo de expressar uma
proporção ou uma relação entre 2 (dois) valores (um é a parte e o outro é o inteiro) a partir de
uma fração cujo denominador é 100 (cem), ou seja, é dividir um número por 100 (cem).

Taxa Unitária
Quando pegamos uma taxa de juros e dividimos o seu valor por 100, encontramos a taxa
unitária.
A taxa unitária é importante para nos auxiliar a desenvolver todos os cálculos em matemática
financeira.
Pense na expressão 20% (vinte por cento), ou seja, essa taxa pode ser representada por uma
fração cujo numerador é igual a 20 e o denominador é igual a 100.

Como Fazer Agora é sua vez


10
10% = = 0,10
100 15%
20 20%
20% = = 0, 20
100
4,5%
5
5% = = 0, 05 254%
100
38 0%
38% = = 0,38
100 63%
1,5 24,5%
1,5% = = 0, 015
100
6%
230
230% = = 2,3
100

Dica:
A porcentagem vem
sempre associada a um
elemento, portanto,
sempre multiplicado a ele.

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Exemplos:

I. Calcule:

a) 20% de 450

b) 30% de 300

c) 40% de 400

d) 75% de 130

e) 215% de 120

f) 30% de 20% de 50

g) 20% de 30%de 50

Exemplo Resolvido
II. Um jogador de futebol, ao longo de um campeonato, cobrou 75 faltas, transformando em
gols 8% dessas faltas. Quantos gols de falta esse jogador fez?
8 600
8% de 75 = .75 = =6
100 100

Portanto o jogador fez 6 gols de falta.

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Matemática – Porcentagem – Prof. Dudan

Exemplos:

2. Calcule
a)
b) (20%)²
c) (1%)³

3. A expressão (10%)2 é igual a


a) 100%.
b) 1%.
c) 0,1%.
d) 10%.
e) 0,01%

4. Uma mercadoria que custava US$ 2.400 sofreu um aumento, passando a custar US$ 2.880. A
taxa de aumento foi de:
a) 30%
b) 50%
c) 10%
d) 20%
e) 15%

5. Em um exame vestibular, 30% dos candidatos eram da área de Humanas. Dentre esses
candidatos, 20% optaram pelo curso de Direito. Do total dos candidatos, qual a porcentagem
dos que optaram por Direito?
a) 50%.
b) 20%.
c) 10%.
d) 6%.
e) 5%.

6. Uma certa mercadoria que custava R$ 10,50 teve um aumento, passando a custar R$ 11,34.
O percentual de aumento da mercadoria foi de:
a) 1,0%

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b) 10,0%
c) 10,8%
d) 8,0%
e) 0,84%

7. Se uma prova de matemática de 40 questões objetivas, um candidato ao vestibular errar 12


questões, o percentual de acertos será:
a) 4,8%
b) 12%
c) 26%
d) 52%
e) 70%

8. Dentre os inscritos em um concurso público, 60% são homens e 40% são mulheres. Já têm
emprego 80% dos homens e 30% das mulheres. Qual a porcentagem dos candidatos que já
tem emprego?
a) 60%
b) 40%
c) 30%
d) 24%
e) 12%

9. O preço de um bem de consumo é R$100,00. Um comerciante tem um lucro de 25% sobre o


preço de custo desse bem. O valor do preço de custo, em reais, é
a) 25,00.
b) 70,50.
c) 75,00.
d) 80,00.
e) 125,00.

10. Numa melancia de 10 kg, 95% dela é constituída de água. Após desidratar a fruta, de modo
que se eliminem 90% da água, pode-se afirmar que a massa restante da melancia será, em
kg, igual a
a) 1,45

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Matemática – Porcentagem – Prof. Dudan

b) 1,80
c) 5
d) 9
e) 9,5

11. Em uma sala onde estão 100 pessoas, sabe-se que 99% são homens. Quantos homens devem
sair para que a percentagem de homens na sala passe a ser 98%?
a) 1
b) 2
c) 10
d) 50
e) 60

Fator de Capitalização

Vamos imaginar que certo produto sofreu um aumento de 20% sobre o seu valor inicial. Qual o
novo valor deste produto?
Claro que, se não sabemos o valor inicial deste produto, fica complicado para calcularmos, mas
podemos fazer a afirmação abaixo:
O produto valia 100% e sofreu um aumento de 20%. Logo, está valendo 120% do seu valor
inicial.
Como vimos no tópico anterior (taxas unitárias), podemos calcular qual o fator que podemos
utilizar para calcular o novo preço deste produto após o acréscimo.

120
Fator de Captalização = = 1,2
100
O Fator de capitalização é um número pelo qual devo multiplicar o preço do meu produto para
obter como resultado final o seu novo preço, acrescido do percentual de aumento que desejo
utilizar.
Assim, se o meu produto custava R$ 50,00, por exemplo, basta multiplicar R$ 50,00 pelo meu
fator de capitalização (por 1,2) para conhecer seu novo preço. Nesse exemplo, será de R$ 60,00.
CALCULANDO O FATOR DE CAPITALIZAÇÃO: Basta somar 1 com a taxa unitária. Lembre-se que
1 = 100/100 = 100%

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COMO CALCULAR:
•• Acréscimo de 45% = 100% + 45% = 145% = 145/ 100 = 1,45
•• Acréscimo de 20% = 100% + 20% = 120% = 120/ 100 = 1,2

ENTENDENDO O RESULTADO:
Para aumentar o preço do meu produto em 20%, deve-se multiplicar o preço por 1,2.
Exemplo: um produto que custa R$ 1.500,00 ao sofrer um acréscimo de 20% passará a custar
1.500 x 1,2 (fator de capitalização para 20%) = R$ 1.800,00

COMO FAZER:

Agora é a sua vez:

Acréscimo Cálculo Fator


15%
20%
4,5%
254%
0%
63%
24,5%
6%

Fator de Descapitalização

Vamos imaginar que certo produto sofreu um desconto de 20% sobre o seu valor inicial. Qual
novo valor deste produto?
Claro que, se não sabemos o valor inicial deste produto, fica complicado para calcularmos, mas
podemos fazer a afirmação abaixo:

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Matemática – Porcentagem – Prof. Dudan

O produto valia 100% e sofreu um desconto de 20%. Logo, está valendo 80% do seu valor inicial.
Conforme dito anteriormente, podemos calcular o fator que podemos utilizar para calcular o
novo preço deste produto após o acréscimo.
80
Fator de Captalização = = 0,8
100
O Fator de descapitalização é o número pelo qual devo multiplicar o preço do meu produto
para obter como resultado final o seu novo preço, considerando o percentual de desconto que
desejo utilizar.
Assim, se o meu produto custava R$ 50,00, por exemplo, basta multiplicar R$ 50,00 pelo meu
fator de descapitalização por 0,8 para conhecer seu novo preço, neste exemplo será de R$
40,00.
CALCULANDO O FATOR DE DESCAPITALIZAÇÃO: Basta subtrair o valor do desconto expresso
em taxa unitária de 1, lembre-se que 1 = 100/100 = 100%

COMO CALCULAR:
•• Desconto de 45% = 100% - 45% = 55% = 55/ 100 = 0,55
•• Desconto de 20% = 100% - 20% = 80% = 80/ 100 = 0,8

ENTENDENDO O RESULTADO:
Para calcularmos um desconto no preço do meu produto de 20%, devemos multiplicar o valor
desse produto por 0,80.

Exemplo:
Um produto que custa R$ 1.500,00 ao sofrer um desconto de 20% passará a custar 1.500 x 0,80
(fator de descapitalização para 20%) = R$ 1.200,00

COMO FAZER:

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AGORA É A SUA VEZ:
Desconto Cálculo Fator

15%

20%

4,5%

254%

0%

63%

24,5%

6%

Acréscimo e Desconto Sucessivos


Um tema muito comum abordado nos concursos é os acréscimos e os descontos sucessivos.
Isso acontece pela facilidade que os candidatos tem em se confundir ao resolver uma questão
desse tipo. O erro cometido nesse tipo de questão é básico: o de somar ou subtrair os
percentuais, sendo que na verdade o candidato deveria multiplicar os fatores de capitalização
e descapitalização.

Exemplo resolvido 1:
Os bancos vêm aumentando significativamente as suas tarifas de manutenção de contas.
Estudos mostraram um aumento médio de 30% nas tarifas bancárias no 1º semestre de 2009 e
de 20% no 2° semestre de 2009. Assim, podemos concluir que as tarifas bancárias tiveram em
média suas tarifas aumentadas em:
a) 50%
b) 30%
c) 150%
d) 56%
e) 20%

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Matemática – Porcentagem – Prof. Dudan

Ao ler esta questão, muitos candidatos se deslumbram com a facilidade e quase por impulso
marcam como certa a alternativa “a” (a de “apressadinho”).
Ora, estamos falando de acréscimos sucessivos. Vamos considerar que a tarifa média mensal
de manutenção de conta no início de 2009 seja de R$ 100,00, logo após um acréscimo teremos:
100,00 x 1,3 = 130,00
Agora, vamos acrescentar mais 20% referente ao aumento dado no 2° semestre de 2009:
130,00 x 1,2 = 156,00
Ou seja, as tarifas estão 56,00 mais caras que o início do ano.
Como o valor inicial das tarifas era de R$ 100,00, concluímos que elas sofreram uma alta de
56%, e não de 50% como parecia inicialmente.

Como resolver a questão acima de uma forma mais direta:


Basta multiplicar os fatores de capitalização, como aprendemos no tópico 1.3:
• Fator de Capitalização para acréscimo de 30% = 1,3
• Fator de Capitalização para acréscimo de 20% = 1,2

1,3 x 1,2 = 1,56


logo, as tarifas sofreram uma alta média de: 1,56 – 1 = 0,56 = 56%

DICA: Dois aumentos sucessivos de 10% não implicam num aumento final de 20%.

COMO FAZER
Exemplo Resolvido 2:
Um produto sofreu em janeiro de 2009 um acréscimo de 20% sobre o seu valor, em fevereiro
outro acréscimo de 40% e em março um desconto de 50%. Neste caso podemos afirmar que o
valor do produto após a 3ª alteração em relação ao preço inicial é:
a) 10% maior
b) 10 % menor
c) Acréscimo superior a 5%
d) Desconto de 84%
e) Desconto de 16%

Resolução:
Fator para um aumento de 20% = 100% + 20% = 100/100 + 20/100 = 1+0,2 = 1,2
Aumento de 40% = 100% + 40% = 100/100 + 40/100 = 1 + 0,4 = 1,4
Desconto de 50% = 100% - 50% = 100/100 - 50/100 = 1 - 0,5 = 0,5

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Assim: 1,2 x 1,4 x 0,5 = 0,84 (valor final do produto)
Como o valor inicial do produto era de 100% e 100% = 1, temos:
1 – 0,84 = 0,16
Conclui-se então que este produto sofreu um desconto de 16% sobre o seu valor inicial.
Alternativa E

Exemplo Resolvido 3:
O professor Ed perdeu 20% do seu peso de tanto “trabalhar” na véspera da prova do concurso
público da CEF. Após este susto, começou a se alimentar melhor e acabou aumentando em 25%
do seu peso no primeiro mês e mais 25% no segundo mês. Preocupado com o excesso de peso,
começou a fazer um regime e praticar esporte conseguindo perder 20% do seu peso. Assim o
peso do professor Ed em relação ao peso que tinha no início é:
a) 8% maior
b) 10% maior
c) 12% maior
d) 10% menor
e) Exatamente igual

Resolução:
Perda de 20% = 100% - 20% = 100/100 – 20/100 = 1 – 0,2 = 0,8
Aumento de 25% = 100% + 25% = 100/100 + 25/100 = 1 + 0,25 = 1,25
Aumento de 25% = 100% + 25% = 100/100 + 25/100 = 1 + 0,25 = 1,25
Perda de 20% = 100% - 20% = 100/100 – 20/100 = 1 – 0,2 = 0,8
Assim: 0,8 x 1,25 x 1,25 x 0,8 = 1
Conclui-se então que o professor possui o mesmo peso que tinha no início.
Alternativa E

Exemplo Resolvido 4:
O mercado total de um determinado produto, em número de unidades vendidas, é dividido por
apenas duas empresas, D e G, sendo que em 2003 a empresa D teve 80% de participação nesse
mercado. Em 2004, o número de unidades vendidas pela empresa D foi 20% maior que em
2003, enquanto na empresa G esse aumento foi de 40%. Assim, pode-se afirmar que em 2004 o
mercado total desse produto cresceu, em relação a 2003,
a) 24 %.
b) 28 %.
c) 30 %.
d) 32 %.
e) 60 %.

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Matemática – Porcentagem – Prof. Dudan

Resolução:
Considerando o tamanho total do mercado em 2003 sendo 100%, e sabendo que ele é
totalmente dividido entre o produto D (80%) e o produto G (20%):

2003 2004
Produto D 0,8 Aumento de 20% = 0,8 * 1,2 = 0,96
Produto G 0,2 Aumento de 40% = 0,2 * 1,4 = 0,28
TOTAL: 1 0,96 + 0,28 = 1,24

Se o tamanho total do mercado era de 1 em 2003 e passou a ser de 1,24 em 2004, houve um
aumento de 24% de um ano para o outro.
Alternativa A

Exemplo Resolvido 5:
Ana e Lúcia são vendedoras em uma grande loja. Em maio elas tiveram exatamente o mesmo
volume de vendas. Em junho, Ana conseguiu aumentar em 20% suas vendas, em relação a maio,
e Lúcia, por sua vez, teve um ótimo resultado, conseguindo superar em 25% as vendas de Ana,
em junho. Portanto, de maio para junho o volume de vendas de Lúcia teve um crescimento de:
a) 35%.
b) 45%.
c) 50%.
d) 60%.
e) 65%.

Resolução:
Como não sabemos as vendas em maio, vamos considerar as vendas individuais em 100% para
cada vendedora. A diferença para o problema anterior é que, no anterior, estávamos tratando
o mercado como um todo. Nesse caso, estamos calculando as vendas individuais de cada
vendedora.

Maio Junho
Ana 1 Aumento de 20% = 1 * 1,2 = 1,2
Lúcia 1 Aumento de 25% sobre as vendas de Ana em junho = 1,2 * 1,25 = 1,5

Como as vendas de Lúcia passaram de 100% em maio para 150% em Junho (de 1 para 1,5),
houve um aumento de 50%.
Alternativa C

www.acasadoconcurseiro.com.br 191
12. Um trabalhador recebeu dois aumentos sucessivos, de 20% e de 30%, sobre o seu
salário.Desse modo, o percentual de aumento total sobre o salário inicial desse
trabalhador foi de
a) 30%
b) 36%
c) 50%
d) 56%
e) 66%

13. Descontos sucessivos de 20% e 30% são equivalentes a um único desconto de:
a) 25%
b) 26%
c) 44%
d) 45%
e) 50%

14. Considerando uma taxa mensal constante de 10% de inflação, o aumento de preços
em 2 meses será de
a) 2%.
b) 4%.
c) 20%.
d) 21%.
e) 121%.
e) 25%

15. Um comerciante elevou o preço de suas mercadorias em 50% e divulgou, no dia


seguinte uma remarcação com desconto de 50% em todos os preços. O desconto
realmente concedido em relação aos preços originais foi de:
a) 40%
b) 36%
c) 32%
d) 28%
e) 25%

16. Um revendedor aumenta o preço inicial de um produto em 35% e, em seguida, resolve


fazer uma promoção, dando um desconto de 35% sobre o novo preço. O preço final do
produto é
a) impossível de ser relacionado com o preço inicial.
b) superior ao preço inicial.
c) superior ao preço inicial, apenas se este for maior do que R$ 3.500,00.
d) igual ao preço inicial.
e) inferior ao preço inicial.

Gabarito: 1. * 2. * 3. B 4. D 5. D 6. D 7. E 8. A 9. D 10. A 11. D 12. D 13. C 14. D 15. E 16. E

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Matemática

Sistema Métrico Decimal 

Definição: O SISTEMA MÉTRICO DECIMAL é parte integrante do Sistema de Medidas. É adotado


no Brasil tendo como unidade fundamental de medida o metro. O Sistema de Medidas é um
conjunto de medidas usado em quase todo o mundo, visando padronizar as formas de medição.  
Unidades de medida ou sistemas de medida é um tema bastante presente em concursos
públicos e por isto é mais um dos assuntos tratados nesse livro.
Para podermos comparar um valor com outro, utilizamos uma grandeza predefinida como
referência, grandeza esta chamada de unidade padrão.
As unidades de medida padrão que nós brasileiros utilizamos com maior frequência são o
grama, o litro e o metro, assim como o metro quadrado e o metro cúbico.
Além destas também fazemos uso de outras unidades de medida para realizarmos, por exemplo
a medição de tempo, de temperatura ou de ângulo.
Dependendo da unidade de medida que estamos utilizando, a unidade em si ou é muito grande
ou muito pequena, neste caso então utilizamos os seus múltiplos ou submúltiplos. O grama
geralmente é uma unidade muito pequena para o uso cotidiano, por isto em geral utilizamos
o quilograma, assim como em geral utilizamos o mililitro ao invés da própria unidade litro,
quando o assunto é bebidas por exemplo.

Utilização das Unidades de Medida


Quando estamos interessados em saber a quantidade de líquido que cabe em um recipiente, na
verdade estamos interessados em saber a sua capacidade. O volume interno de um recipiente
é chamado de capacidade. A unidade de medida utilizada na medição de capacidades é o litro.
Se estivéssemos interessados em saber o volume do recipiente em si, a unidade de medida
utilizada nesta medição seria o metro cúbico.
Para ladrilharmos um cômodo de uma casa, é necessário que saibamos a área deste cômodo.
Áreas são medidas em metros quadrados.
Para sabermos o comprimento de uma corda, é necessário que a meçamos. Nesta medição a
unidade de medida utilizada será o metro ou metro linear.
Se você for fazer uma saborosa torta de chocolate, precisará comprar cacau e o mesmo será
pesado para medirmos a massa desejada. A unidade de medida de massa é o grama.
Veja a tabela a seguir na qual agrupamos estas principais unidades de medida, seus múltiplos e
submúltiplos do Sistema Métrico Decimal, segundo o Sistema Internacional de Unidades – SI:

www.acasadoconcurseiro.com.br 193
Subconjunto de Unidades de Medida do Sistema Métrico Decimal

Medida de Grandeza Fator Múltiplos Unidades Submúltiplos

Capacidade Litro 10 kl hl dal l dl cl ml


3 3 3 3 3 3
Volume Métro Cúbico 1000 km hm dam m dm cm mm3
Metro
Área 100 km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quadrado
Comprimento Metro 10 km hm dam m dm cm mm
Massa Grama 10 kg hg dag g dg cg mg

�⥂x �⥂x �⥂x �⥂x ⥂x


� ⥂x
� �⥂x ⥂x

Observe que as setas que apontam para a direita indicam uma multiplicação pelo fator
multiplicador (10, 100 ou 1000 dependendo da unidade de medida), assim como as setas que
apontam para a esquerda indicam uma divisão também pelo fator.
A conversão de uma unidade para outra unidade dentro da mesma grandeza é realizada
multiplicando-se ou dividindo-se o seu valor pelo fator de conversão, dependendo da unidade
original estar à esquerda ou à direita da unidade a que se pretende chegar, tantas vezes quantos
forem o número de níveis de uma unidade a outra.

O metro
O termo “metro” é oriundo da palavra grega “métron” e tem como significado “o que mede”.
Estabeleceu-se no princípio que a medida do “metro” seria a décima milionésima parte da
distância entre o Pólo Norte e Equador, medida pelo meridiano que passa pela cidade francesa
de Paris. O metro padrão foi criado no de 1799 e hoje é baseado no espaço percorrido pela luz
no vácuo em um determinado período de tempo.

Múltiplos e submúltiplos do Metro


Como o metro é a unidade fundamental do comprimento, existem evidentemente os seus
respectivos múltiplos e submúltiplos.
Os nomes pré-fixos destes múltiplos e submúltiplos são: quilo, hecto, deca, centi e mili.
Veja o quadro:

Múltiplos Unidade Principal Submúltiplos


Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Km Hm Dam M Dm Cm Mm
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
2000m 200m 20m 2m 0,2m 0,02m 0,002m
3000m 300m 30m 3m 0,3m 0,03m 0,003m

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Matemática – Sistema Métrico Decimal – Prof. Dudan

Os múltiplos do metro são usados para realizar medição em grandes áreas/distâncias, enquanto os submúltiplos
para realizar medição em pequenas distâncias.

Leitura das Medidas de Comprimento


Podemos efetuar a leitura correta das medidas de comprimento com auxilio de um quadro
chamado “quadro de unidades”.
Exemplo: Leia 16,072 m

Km Hm Dam M Dm Cm Mm
Kilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1 6, 0 7 2

Após ter colocado os respectivos valores dentro das unidades equivalentes, lê-se a parte inteira
acompanhada da unidade de medida do seu último algarismo e a parte decimal com a unidade
de medida o último algarismo.
16,072m : dezesseis metros e setenta e dois milímetros.
Veja outros exemplos de leitura:
8,05 km = Lê-se assim: “Oito quilômetros e cinco decâmetros”
72,207 dam = Lê-se assim: “Setenta e dois decâmetros e duzentos e sete centímetros”
0,004 m = Lê-se assim: “quatro milímetros”.

Sistemas não Decimais

Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km
O pé, a polegada, a milha e a jarda são unidades não pertencentes ao sistemas métrico decimal,
são utilizadas em países de língua inglesa. Observe as igualdades abaixo:
Pé = 30,48 cm
Polegada = 2,54 cm
Jarda = 91,44 cm
Milha terrestre = 1.609 m
Milha marítima = 1.852 m

www.acasadoconcurseiro.com.br 195
Observe que:
1 pé = 12 polegadas
1 jarda = 3 pés

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Matemática

Sistema de Medida de Tempo

Medidas de tempo

É comum em nosso dia-a-dia pergunta do tipo:


•• Qual a duração dessa partida de futebol?
•• Qual o tempo dessa viagem?
•• Qual a duração desse curso?
•• Qual o melhor tempo obtido por esse corredor?
Todas essas perguntas serão respondidas tomando por base uma unidade padrão de medida
de tempo.
A unidade de tempo escolhida como padrão no Sistema Internacional (SI) é o segundo.
Um dia é um intervalo de tempo relativamente longo, neste período você pode dormir, se
alimentar, estudar, se preparar para concursos e muitas outras coisas.
Muitas pessoas se divertem assistindo um bom filme, porém se os filmes tivessem a duração de
um dia, eles não seriam uma diversão, mas sim uma tortura.
Se dividirmos em 24 partes iguais o intervalo de tempo relativo a um dia, cada uma destas
frações de tempo corresponderá a exatamente uma hora, portanto concluímos que um dia
equivale a 24 horas e que 1 24 do dia equivale a uma hora.
Uma ou duas horas é um bom tempo para se assistir um filme, mas para se tomar um banho é
um tempo demasiadamente grande.
Portanto dependendo da tarefa precisamos fracionar o tempo, nesse caso, a hora.
Se dividirmos em 60 partes iguais o intervalo de tempo correspondente a uma hora, cada uma
destas 60 partes terá a duração exata de um minuto, o que nos leva a concluir que uma hora
equivale a 60 minutos, assim como 1 60 da hora equivale a um minuto.
Dez ou quinze minutos é um tempo mais do que suficiente para tomarmos um bom banho
ouvindo uma boa música, mas para atravessarmos a rua este tempo é um verdadeiro convite a
um atropelamento.
Se dividirmos em 60 partes iguais o intervalo de tempo relativo a um minuto, cada uma destas
partes terá a duração exata de um segundo, com isto concluímos que um minuto equivale a 60
segundos e que 1 60 do minuto equivale a um segundo.
Das explicações acima podemos chegar ao seguinte resumo:
•• 1 dia = 24 horas
•• 1 hora = 60 minutos
•• 1 minuto = 60 segundos

www.acasadoconcurseiro.com.br 197
Assim tambem podemos concluir que :
•• 1 hora = 1/24 dia
•• 1 minuto = 1/60 hora
•• 1 segundo = 1/60 minuto.

Múltiplos e Submúltiplos do Segundo


Quadro de unidades

Múltiplos
Minutos Horas Dia
min h d
60s 60 min = 3.600s 24h = 1.440min = 86.400s

São submúltiplos do segundo:


•• décimo de segundo
•• centésimo de segundo
•• milésimo de segundo
Cuidado: Nunca escreva 2,40h como forma de representar 2h 40min. Pois o sistema de medidas
de tempo não é decimal.
Observe:

Tabela para Conversão entre Unidades de Medidas de Tempo

198 www.acasadoconcurseiro.com.br
Matemática – Unidade de Tempo – Prof. Dudan

Além das unidades vistas anteriormente, podemos também relacionar algumas outras:

Unidade Equivale
Semana 7 dias
Quinzena 15 dias
Mês 30 dias *
Bimestre 2 meses
Trimestre 3 meses
Quadrimestre 4 meses
Semestre 6 meses
Ano 12 meses
Década 10 anos
Século 100 anos
Milênio 1000 anos

* O mês comercial utilizado em cálculos financeiros possui por convenção 30 dias.

Exemplos Resolvidos
•• Converter 25 minutos em segundos
A unidade de tempo minuto é maior que a unidade segundo, já que 1 minuto contém 60
segundos, portanto, de acordo com o explicado acima, devemos realizar uma multiplicação,
mas devemos multiplicar por quanto?
Devemos multiplicar por 60, pois cada minuto equivale a 60 segundos:
Visto que:
A min = 60 seg
Então:
Assim 25 min é igual a 1500 s

•• Converter 2220 segundos em minutos


Este exemplo solicita um procedimento oposto ao do exemplo anterior. A unidade de tempo
segundo é menor que a unidade minuto já que: 1s = 1 60 min
Logo devemos dividir por 60, pois cada segundo equivale a 1 60 do minuto: 2.200 ÷ 60 = 37
Note que alternativamente, conforme a tabela de conversão acima, poderíamos ter multiplicado
60 ao invés de termos dividido por 60, já que são operações equivalentes:
1

2.200 x 1 = 37
60
Assim 2.220 s é igual a 37 min

www.acasadoconcurseiro.com.br 199
•• Quantos segundos há em um dia?
Nos exemplos anteriores nos referimos a unidades vizinhas, convertemos de minutos para
segundos e vice-versa.
Como a unidade de tempo dia é maior que a unidade segundo, iremos solucionar o problema
recorrendo a uma série de multiplicações.
Pela tabela de conversão acima para convertermos de dias para horas devemos multiplicar por
24, para convertermos de horas para minutos devemos multiplicar por 60 e finalmente para
convertermos de minutos para segundos também devemos multiplicar por 60. Temos então o
seguinte cálculo:
1 x 24 x 60 x 60 = 864.000

•• 10.080 minutos são quantos dias?


Semelhante ao exemplo anterior, só que neste caso precisamos converter de uma unidade
menor para uma unidade maior. Como as unidades não são vizinhas, vamos então precisar de
uma série de divisões.
De minutos para horas precisamos dividir por 60 e de horas para dias temos que dividir por 24.
O cálculo será então:
10.080 ÷ 60 ÷ 24 = 7
Assim 10.080 minutos correspondem 7 dias.

1. Fernando trabalha 2h 20min todos os dias numa empresa, quantas minutos


ele trabalha durante um mês inteiro de 30 dias.

a) 420
b) 4200
c) 42000
d) 4,20
e) 42,00

2. Um programa de televisão começou às 13 horas, 15 minutos e 20 segundos, e


terminou às 15 horas, 5 minutos e 40 segundos. Quanto tempo este programa durou,
em segundos?
a) 6.620 s
b) 6.680 s
c) 6.740 s
d) 10.220 s
e) 13.400 s

200 www.acasadoconcurseiro.com.br
Matemática – Unidade de Tempo – Prof. Dudan

3. Uma competição de corrida de rua teve início às 8h 04min. O primeiro atleta


cruzou a linha de chegada às 12h 02min 05s. Ele perdeu 35s para ajustar
seu tênis durante o percurso. Se esse atleta não tivesse tido problema com
o tênis, perdendo assim alguns segundos, ele teria cruzado a linha de chegada com o
tempo de
a) 3h 58min 05s.
b) 3h 57min 30s.
c) 3h 58min 30s.
d) 3h 58min 35s.
e) 3h 57min 50s.

4. Um atleta já percorreu o mesmo percurso de uma corrida por dez vezes. Em duas vezes
seu tempo foi de 2h 25 min. Em três vezes percorreu o percurso em 2h 17 min. Por
quatro vezes seu tempo foi de 2h 22 min e em uma ocasião seu tempo foi de 2h 11 min.
Considerando essas marcações, o tempo médio desse atleta nessas dez participações
é
a) 2h 13 min.
b) 2h 18 min.
c) 2h 20 min.
d) 2h 21 min.
e) 2h 24 min.

5. Uma espaçonave deve ser lançada exatamente às 12 horas 32 minutos e 30 segundos.


Cada segundo de atraso provoca um deslocamento de 44 m de seu local de destino,
que é a estação orbital. Devido a uma falha no sistema de ignição, a espaçonave foi
lançada às 12 horas 34 minutos e 10 segundos. A distância do ponto que ela atingiu até
o destino previsto inicialmente foi de
a) 2,2 km.
b) 3,3 km.
c) 4,4 km.
d) 5,5 km.
e) 6,6 km.

6. Os 3 de um dia correspondem a
50
a) 1 hora, 4 minutos e 4 segundos.
b) 1 hora, 26 minutos e 4 segundos.
c) 1 hora, 26 minutos e 24 segundos.
d) 1 hora, 40 minutos e 4 segundos.
e) 1 hora e 44 minutos.

Gabarito: 1. B 2. A 3. B 4. C 5. C 6. C

www.acasadoconcurseiro.com.br 201
Matemática

CONVERSÃO DE UNIDADES

Apresentamos a tabela de conversão de unidades do sistema Métrico Decimal

Medida de Grandeza Fator Múltiplos Unidades Submúltiplos

Capacidade Litro 10 kl hl dal l dl cl ml


Volume Metro Cúbico 1000 km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Metro
Área 100 km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quadrado
Comprimento Metro 10 km hm dam m dm cm mm
Massa Grama 10 kg hg dag g dg cg mg
⥂x
� �⥂x �⥂x �⥂x �⥂x ⥂x
� �⥂x � ⥂x

Exemplos de Conversão entre Unidades de Medida

Converta 2,5 metros em centímetros


Para convertermos 2,5 metros em centímetros, devemos multiplicar (porque na tabela metro
está à esquerda de centímetro) 2,5 por 10 duas vezes, pois para passarmos de metros para
centímetros saltamos dois níveis à direita.
Primeiro passamos de metros para decímetros e depois de decímetros para centímetros:
2,5m .10.10 = 250cm
Isto equivale a passar a vírgula duas casas para a direita.
Portanto: 2,5 m é igual a 250 cm

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Passe 5.200 gramas para quilogramas
Para passarmos 5.200 gramas para quilogramas, devemos dividir (porque na tabela grama
está à direita de quilograma) 5.200 por 10 três vezes, pois para passarmos de gramas para
quilogramas saltamos três níveis à esquerda.
Primeiro passamos de grama para decagrama, depois de decagrama para hectograma e
finalmente de hectograma para quilograma:
5200g :10:10:10 = 5,2 kg
Isto equivale a passar a vírgula três casas para a esquerda.
Portanto:5.200 g é igual a 5,2 kg

Quantos centilitros equivalem a 15 hl?


Para irmos de hectolitros a centilitros, passaremos quatro níveis à direita. Multiplicaremos
então 15 por 10 quatro vezes:
15hl .10.10.10.10 = 150000 cl
Isto equivale a passar a vírgula quatro casas para a direita.
Portanto: 150.000 cl equivalem a 15 hl.

Quantos quilômetros cúbicos equivalem a 14 mm3?


Para passarmos de milímetros cúbicos para quilômetros cúbicos, passaremos seis níveis à
esquerda. Dividiremos então 14 por 1000 seis vezes:
Portanto: 0,000000000000000014 km3, ou a 1,4 x 10-17 km3 se expresso em notação científica
equivalem a 14 mm3.

Passe 50 dm2 para hectometros quadrados


Para passarmos de decímetros quadrados para hectometros quadrados, passaremos três
níveis à esquerda. Dividiremos então por 100 três vezes:
50dm² :100:100:100 = 0,00005 km²
Isto equivale a passar a vírgula seis casas para a esquerda.
Portanto: 50 dm2 é igual a 0,00005 hm2.

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Matemática – Conversão de Unidades – Prof. Dudan

Agora observe os exemplos de transformações

1. Transforme 17,475hm em m

Para transformar hm (hectômetro) em m (metro) – observe que são duas casas à direita –
multiplicamos por 100, ou seja, (10 x 10).
17,475 x 100 = 1.747,50 ou seja 17,475 hm é = 1.747,50m

2. Transforme 2,462 dam em cm

Para transformar dam (Decâmetro) em cm (Centímetro) – observe que são três casas à direita –
multiplicamos por 1000, ou seja, (10 x 10 x 10).
2,462 x 1000 = 2462 ou seja 2,462dam é = 2462cm

3. Transforme 186,8m em dam.

Para transformar m (metro) em dam (decâmetro) – observe que é uma casa à esquerda –
dividimos por 10.
186,8 ÷ 10 = 18,68 ou seja 186,8m é = 18,68dam

www.acasadoconcurseiro.com.br 205
4. Transforme 864m em km.

Para transformar m (metro) em km (Kilômetro) – observe que são três casas à esquerda –
dividimos por 1000.
864 ÷ 1000 = 0,864 ou seja 864m é = 0,864km
Obs: Os quadros das medidas foram colocados em cada operação repetidamente, de
propósito, para que haja uma fixação, pois é fundamental conhecer “decoradamente” estas
posições.

Exercícios:

3
1. Os de um hectômetro correspondem a:
50

a) 60 mm.
b) 60 cm.
c) 60 dm.
d) 60 m.
e) 60 dam.

2. A atleta brasileira Fabiana Murer alcançou a marca de 4,60 m no salto com vara,
nos Jogos Pan-americanos realizados no Rio de Janeiro em 2007. Sua melhor
marca é de 4,80 m, recorde sul-americano na categoria. Qual é a diferença, em
centímetro, entre essas duas marcas?
a) 0,2.
b) 2.
c) 20.
d) 200.
e) 2000.

3. O resultado de 15.000 mm² + 15 cm² é igual a:


a) 0,1515 dm²
b) 1,5015 dm²
c) 1,65 dm²
d) 15,15 dm²
e) 151,5 dm²

206 www.acasadoconcurseiro.com.br
Matemática – Conversão de Unidades – Prof. Dudan

4. Uma tartaruga percorreu, num dia, 6,05 hm. No dia seguinte, percorreu mais 0,72
km e, no terceiro dia, mais 12.500 cm. Qual a distância que a tartaruga percorreu
nos três dias?
a) 1,45m
b) 14,5m
c) 145m
d) 1450m
e) 14500m.

5. Se 13,73 dam foram convertidos para várias unidades diferentes. Das conversões
abaixo, assinale a única que está errada.
a) 13730 cm
b) 137,3 m
c) 1,373 hm
d) 0,01373 km
e) 1373 dm

Equivalência entre medidas de Volume e medidas de Capacidade

As principais conversões entre volume e capacidade são:


1m³ = 1000 litros
1 dm³ = 1 litro
1 cm³ = 1 ml
• Um cubo de aresta de 10 cm terá um volume de 1.000 cm3, medida que equivalente a 1 l.
• Como 1.000 cm3 equivalem a 1 dm3, temos que 1 dm3 equivale a 1 l.
• Como um litro equivale a 1.000 ml, podemos afirmar que 1 cm3 equivale a 1 ml.
• dm3 equivalem a 1 m3, portanto 1 m3 é equivalente a 1.000 l, que equivalem a 1 kl.

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Exemplos de Conversão entre Medidas de Volume e Medidas de Capacidade

Quantos decalitros equivalem a 1 m3?


Sabemos que 1 m3 equivale a 1.000 l, portanto para convertermos de litros a decalitros,
passaremos um nível à esquerda. Dividiremos então 1.000 por 10 apenas uma vez:
1000l :10 = 100 dal
Isto equivale a passar a vírgula uma casa para a esquerda.
Poderíamos também raciocinar da seguinte forma:
Como 1 m3 equivale a 1 kl, basta fazermos a conversão de 1 kl para decalitros, quando então
passaremos dois níveis à direita. Multiplicaremos então 1 por 10 duas vezes:
ikl .10.10 = 100dal
Portanto: 100 dal equivalem a 1 m3.

348 mm3 equivalem a quantos decilitros?


Como 1 cm3 equivale a 1 ml, é melhor dividirmos 348 mm3 por mil, para obtermos o seu
equivalente em centimetros cúbicos: 0,348 cm3. Logo 348 mm3 equivale a 0,348 ml, já que cm3
e ml se equivalem.
Neste ponto já convertemos de uma unidade de medida de volume, para uma unidade de
medida de capacidade.
Falta-nos passarmos de mililitros para decilitros, quando então passaremos dois níveis à
esquerda.
Dividiremos então por 10 duas vezes:
0,348 ml :10:10 = 0,00348 dl
Logo: 348 mm3 equivalem a 0,00348 dl.

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Matemática – Conversão de Unidades – Prof. Dudan

6. Transformando 3,5 m³ em dal, temos:


a) 0,35
b) 3,5
c) 35
d) 350
e) 3500

7. Quantos cm³ existem em 10 litros?


a) 10
b) 100
c) 1.000
d) 10.000
e) 100.000

Dúvidas Frequentes
•• Um metro cúbico equivale a quantos metros quadrados?
•• Converter medidas em decilitros para gramas.
•• Quantos litros cabem em um metro quadrado?
•• Como passar litros para milímetros?
•• Quantos centímetros lineares há em um metro quadrado?
•• Conversão de litros para gramas.
•• Um centímetro corresponde a quantos litros?
•• Como passar de centímetros quadrados para mililitros?
•• Quantos mililitros tem um centímetro?
•• Transformar m3 em metro linear.
•• Quanto vale um centímetro cúbico em gramas?

Você consegue notar algum problema nestas pesquisas?


O problema é que elas buscam a conversão entre unidades de medidas incompatíveis, como
por exemplo, a conversão de metro cúbico para metro quadrado. A primeira é uma unidade de
medida de volume e a segunda é uma unidade de medida de área, por isto são incompatíveis e
não existe conversão de uma unidade para a outra.
Então todas as conversões acima não são possíveis de se realizar, a não que se tenha outras
informações, como a densidade do material na última questão, mas isto já é uma outra
disciplina.
Acredito que a razão destas dúvidas é o fato de o estudante não conseguir discernir claramente
o que são comprimento, área, volume e capacidade, por isto vou procurar esclarecer tais
conceitos com maiores detalhes.
Gabarito: 1. C 2. C 3. C 4. D 5. D 6. C 7. D

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Matemática

RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS

Definição

Definimos por grandeza tudo aquilo que pode ser contado e medido, como o tempo,
a velocidade, comprimento, preço, idade, temperatura entre outros. As grandezas são
classificadas em: diretamente proporcionais e inversamente proporcionais.

Grandezas diretamente proporcionais


São aquelas grandezas onde a variação de uma provoca a variação da outra numa mesma razão.
Se uma dobra a outra dobra, se uma triplica a outra triplica, se uma é divida em duas partes
iguais a outra também é divida à metade.

Grandezas inversamente proporcionais


Uma grandeza é inversamente proporcional quando operações inversas são utilizadas nas
grandezas. Por exemplo, se dobramos uma das grandezas temos que dividir a outra por dois, se
triplicamos uma delas devemos dividir a outra por três e assim sucessivamente. A velocidade
e o tempo são considerados grandezas inversas, pois aumentarmos a velocidade, o tempo é
reduzido, e se diminuímos a velocidade, o tempo aumenta.
Questões sobre esse assunto exigirão que o candidato ao se deparar com uma tabela ou um
gráfico saiba interpreta-lo, por exemplo, o crescimento populacional de uma região em relação
ao crescimento econômico; o desmatamento de uma mata com relação ao numero de espécies
de pássaros presentes etc.
Os gráficos podem ser curvas ou retas, crescentes ou decrescentes.
Muitas vezes, a área sob a curva pode nos dar algumas informações (que e o produto de x vezes
y do gráfico). Gráficos e tabelas são intercambiáveis, ou seja, os dados de uma tabela podem
ser plotados em um gráfico, assim como os pontos de um gráfico podem ser tabelados.

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Exemplo

1. O gráfico abaixo apresenta o consumo médio de oxigênio, em função do tempo, de um atleta


de 70 kg ao praticar natação.

Considere que o consumo médio de oxigênio seja diretamente proporcional à massa do atleta.
Qual será, em litros, o consumo médio de oxigênio de um atleta de 80 kg, durante 10 minutos
de prática de natação?
a) 50,0
b) 52,5
c) 55,0
d) 57,5
e) 60,0

2. O gráfico apresenta informações sobre a relação entre o número de mulheres e o número de


homens atendidos em uma instituição, nos anos de 2012 e 2013.
Mantendo-se a mesma relação de atendimentos observada em 2012 e 2013, essa instituição
pretende atender, em 2014, 110 homens. Dessa forma, o número total de pessoas que essa
instituição pretende atender em 2014 e o número médio anual de atendimentos a mulheres
que se pretende atingir, considerando-se os anos de 2012, 2013 e 2014, são, respectivamente,
a) 160 e 113,3
b) 160 e 170
c) 180 e 120
d) 275 e 115
e) 275 e 172,2

212 www.acasadoconcurseiro.com.br
Matemática – Relação entre Grandezas – Prof. Dudan

Exemplo:

3. O gráfico mostra as receitas que uma empresa conseguiu em cada mês de um ano, além dos
custos que ela teve nos respectivos meses.

Considerando que o lucro mensal de uma empresa seja dado pela diferença entre a receita e o
custo, nessa ordem, observados naquele mês, o maior lucro mensal obtido por essa empresa
no ano considerado ocorreu no mês de:
a) dezembro
b) outubro
c) maio
d) fevereiro
e) janeiro

Gabarito: 1. E 2. D 3. B

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Raciocínio Lógico

Professor Edgar Abreu

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Raciocínio Lógico

PROPOSIÇÃO SIMPLES

Um argumento é uma sequência de proposições na qual uma delas é a conclusão e as demais


são premissas. As premissas justificam a conclusão.
Proposição: Toda frase que você consiga atribuir um valor lógico é proposição, ou seja, frases
que podem ser verdadeiras ou falsas.

Exemplos:

1) Ed é feliz.

2) João estuda.

3) Zambeli é desdentado

Não são proposições frases onde você


não consegue julgar, se é verdadeira
ou falsa, por exemplo:

1) Vai estudar?

2) Mas que legal!

Sentença: Nem sempre permite julgar se é verdadeiro ou falso. Pode não ter valor lógico.

Frases interrogativas, no imperativo, exclamativas e com sujeito indeterminado, não


são proposições.

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Sentenças Abertas: São sentenças nas quais não podemos determinar o sujeito. Uma forma
simples de identificá-las é o fato de que não podem ser nem Verdadeiras nem Falsas. Essas
sentenças também não são proposições
Aquele cantor é famoso.
A + B + C = 60.
Ela viajou.

QUESTÃO COMENTADA
(Cespe: Banco do Brasil – 2007) Na lista de frases apresentadas a seguir, há exatamente três
proposições.
I – “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
II – A expressão X + Y é positiva.
III – O valor de
IV – Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
V – O que é isto?
Solução:
Item I: Não é possível atribuir um único valor lógico para esta sentença, já que se considerar
que é verdadeiro, teremos uma resposta falsa (mentira) e vice-versa. Logo não é proposição.
Item II: Como se trata de uma sentença aberta, onde não estão definidos os valores de X e Y,
logo também não é proposição.
Item III: Como a expressão matemática não contém variável, logo é uma proposição,
conseguimos atribuir um valor lógico, que neste caso seria falso.
Item IV: Uma simples proposição, já que conseguimos atribuir um único valor lógico.
Item V: Como trata-se de uma interrogativa, logo não é possível atribuir valor lógico, assim não
é proposição.
Conclusão: Errado, pois existem apenas 2 proposições, Item III e IV.

PROPOSIÇÕES COMPOSTAS

Proposição composta é a união de proposições simples por meio de um conector lógico. Este
conector irá ser decisivo para o valor lógico da expressão.
Proposições podem ser ligadas entre si por meio de conectivos lógicos. Conectores que criam
novas sentenças mudando ou não seu valor lógico (Verdadeiro ou Falso).
Uma proposição simples possui apenas dois valores lógicos, verdadeiro ou falso.

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Raciocínio Lógico – Proposição – Prof. Edgar Abreu

Já proposições compostas terão mais do que 2 possibilidades distintas de combinações dos


seus valores lógicos, conforme demonstrado no exemplo abaixo:
Consideramos as duas proposições abaixo, “chove” e “faz frio”
Chove e faz frio.

Cada proposição existe duas possibilidades distintas, falsa ou verdadeira, numa sentença
composta teremos mais de duas possibilidades.

E se caso essa sentença ganhasse outra proposição, totalizando agora 3 proposições em uma
única sentença:
Chove e faz frio e estudo.

A sentença composta terá outras possibilidades,

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PARA GABARITAR
É possível identificar quantas possibilidades distintas teremos de acordo com o número
de proposição em que a sentença apresentar. Para isso devemos apenas elevar o
numero 2 a quantidade de proposição, conforme o raciocínio abaixo:

Proposições Possibilidades
1 2
2 4
3 8
n
n 2

QUESTÃO COMENTADA
(CESPE: Banco do Brasil – 2007) A proposição simbólica P Ʌ Q V R possui, no máximo,
4 avaliações.
Solução:
Como a sentença possui 3 proposições distintas (P, Q e R), logo a quantidade de
avaliações será dada por:
2proposições = 23= 8
Resposta: Errado, pois teremos um total de 8 avaliações.

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Raciocínio Lógico – Proposição – Prof. Edgar Abreu

Slides – Proposição

Prova:  UESPI  -­‐  2014  -­‐  PC-­‐PI  -­‐  Escrivão  de  Polícia  Civil  
 
Assinale,   dentre   as   alterna>vas   a   seguir,   aquela   que   NÃO  
caracteriza  uma  proposição.  
 
 a)  107  -­‐  1  é  divisível  por  5  
 b)  Sócrates  é  estudioso.  
 c)  3  -­‐  1  >  1  
 d)  
 e)  Este  é  um  número  primo.  

 Prova:  CESPE  -­‐  2014  -­‐  MEC  -­‐  Todos  os  Cargos  
 
Considerando  a  proposição  P:  “Nos  processos  sele?vos,  se  o  candidato  for  
pós-­‐graduado   ou   souber   falar   inglês,   mas   apresentar   deficiências   em  
língua   portuguesa,   essas   deficiências   não   serão   toleradas”,   julgue   os   itens  
seguintes  acerca  da  lógica  sentencial.  
 
 
A  tabela  verdade  associada  à  proposição  P  possui  mais  de  20  linhas  
 
(      )  Certo    (      )Errado  

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Prova:  CESPE  -­‐  2013  -­‐  SEGER-­‐ES  -­‐  Analista  Execu<vo    
 
Um  provérbio  chinês  diz  que:  
 
P1:  Se  o  seu  problema  não  tem  solução,  então  não  é  preciso  se  preocupar  com  ele,  
pois  nada  que  você  fizer  o  resolverá.  
P2:  Se  o  seu  problema  tem  solução,  então  não  é  preciso  se  preocupar  com  ele,  pois  
ele  logo  se  resolverá.  
 
O   número   de   linhas   da   tabela   verdade   correspondente   à   proposição   P2   do   texto  
apresentado  é  igual  a  
 a)  24.  
 b)  4.  
 c)  8.  
 d)  12.  
 e)  16.  

Prova:  CESPE  -­‐  2011  -­‐  MEC  -­‐  Todos  os  Cargos  
 
Considerando   as   proposições   simples   P,   Q   e   R,   julgue   os  
próximos   itens,   acerca   de   tabelas-­‐verdade   e   lógica  
proposicional.  
 
A  tabela-­‐verdade  da  proposição  (¬PVQ)→(R∧Q)V(¬R∧P)  tem  8  
linhas.  
(      )  Certo    (      )  Errado  
 
 
 

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Raciocínio Lógico

NEGAÇÃO SIMPLES

1. Éder é Feio.
Como negamos essa frase?

Para quem, também disse: “Éder é bonito”, errou. Negar uma proposição não significa dizer o
oposto, mas sim escrever todos os casos possíveis diferentes do que está sugerido.
“Éder NÃO é feio.”
A negação de uma proposição é uma nova proposição que é verdadeira se a primeira for falsa e
é falsa se a primeira for verdadeira

PARA GABARITAR
Para negar uma sentença acrescentamos o não, sem mudar a estrutura da frase.

2. Maria Rita não é louca.


Negação: “Maria Rita é louca.”
Para negar uma negação excluímos o não

Simbologia: Assim como na matemática representamos valores desconhecidos por x, y, z... Na


lógica também simbolizamos frases por letras. Exemplo:

Proposição: Z
Para simbolizar a negação usaremos ~ ou ¬.
Negação: Éder não é feio.
Simbologia: ~ Z.

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Proposição: ~ A
Negação: Aline é louca.
Simbologia: ~ (~A)= A

p= Thiago Machado gosta de matemática.


~p = Thiago Machado não gosta de matemática.
Caso eu queira negar que Thiago Machado não gosta de matemática a frase voltaria para a
proposição “p”, Thiago Machado gosta de matemática”.
~p = Thiago Machado não gosta de matemática.
~(~p) = Não é verdade que Thiago Machado não gosta de matemática.
ou
~(~p) = Thiago Machado gosta de matemática.

EXCEÇÕES
Cuidado, em casos que só existirem duas possibilidades, se aceita como negação o
"contrário", alternando assim a proposição inicial. Exemplo:
p: João será aprovado no concurso.
~p: João será reprovado no concurso
q: O deputado foi julgado como inocente no esquema "lava-jato".
~q: O deputado foi julgado como culpado no esquema "lava jato".

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Raciocínio Lógico

CONECTIVOS LÓGICOS

Um conectivo lógico (também chamado de operador lógico) é um símbolo ou palavra usado para
conectar duas ou mais sentenças (tanto na linguagem formal quanto na linguagem natural) de
uma maneira gramaticalmente válida, de modo que o sentido da sentença composta produzida
dependa apenas das sentenças originais.
Muitas das proposições que encontramos na prática podem ser consideradas como construídas
a partir de uma, ou mais, proposições mais simples por utilização de uns instrumentos lógicos,
a que se costuma dar o nome de conectivos, de tal modo que o valor de verdade da proposição
inicial fica determinado pelos valores de verdade da ou das, proposições mais simples que
contribuíram para a sua formação.
Os principais conectivos lógicos são:
I – "e" (conjunção).
II – "ou" (disjunção).
III – "se...então" (implicação).
IV – "se e somente se" (equivalência).

CONJUNÇÃO – “E”
Proposições compostas ligadas entre si pelo conectivo “e”.
Simbolicamente, esse conectivo pode ser representado por “ ”.
Exemplo:
Chove e faz frio
Tabela verdade: Tabela verdade é uma forma de analisarmos a frase de acordo com suas
possibilidades, o que aconteceria se cada caso acontecesse.

Exemplo:
Fui aprovado no concurso da PF e Serei aprovado no concurso da PRF
Proposição 1: Fui aprovado no concurso da PF.
Proposição 2: Serei aprovado no concurso da PRF.
Conetivo: e.

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Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “q” e o conetivo de “^”.
Assim podemos representar a “frase” acima da seguinte forma: p^q.
Vamos preencher a tabela abaixo com as seguintes hipóteses:
H1:
p: Não fui aprovado no concurso da PF.
q: Serei aprovado no concurso da PRF.

H2:
p: Fui aprovado no concurso da PF.
q: Não serei aprovado no concurso da PRF.

H3:
p: Não fui aprovado no concurso da PF.
q: Não serei aprovado no concurso da PRF.

H4:
p: Fui aprovado no concurso da PF.
q: Serei aprovado no concurso da PRF.
Tabela Verdade: Aqui vamos analisar o resultado da sentença como um todo, considerando
cada uma das hipóteses acima.

p q P^Q
H1 F V F
H2 V F F
H3 F F F
H4 V V V

Conclusão

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Raciocínio Lógico – Conectivo E (Conjunção) – Prof. Edgar Abreu

Slides – Conectivo E (Conjunção)

1. Prova: CESPE - 2014 - TJ-SE - Técnico Judiciário

Julgue o item que se segue, relacionado à lógica proposicional.

A sentença “O reitor declarou estar contente com as políticas relacionadas


à educação superior adotadas pelo governo de seu país e com os rumos
atuais do movimento estudantil” é uma proposição lógica simples.
( ) Certo ( ) Errado

2. Prova: FCC - 2009 - TJ-SE Técnico Judiciário

Considere as seguintes premissas:

p : Trabalhar é saudável
q : O cigarro mata.

A afirmação "Trabalhar não é saudável" ou "o cigarro mata" é FALSA se


a) p é falsa e ~q é falsa.
b) p é falsa e q é falsa.
c) p e q são verdadeiras.
d) p é verdadeira e q é falsa.
e) ~p é verdadeira e q é falsa.

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Gabarito: 1. Errado 2. D

228 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico

DISJUNÇÃO – “OU”

Recebe o nome de disjunção toda a proposição composta em que as partes estejam unidas
pelo conectivo ou. Simbolicamente, representaremos esse conectivo por “v”.
Exemplo:
Estudo para o concurso ou assisto o Big Brother.
Proposição 1: Estudo para o concurso.
Proposição 2: assisto o Big Brother.
Conetivo: ou.
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “q” e o conetivo de “v”.
Assim podemos representar a sentença acima da seguinte forma: p v q.
Vamos preencher a tabela abaixo com as seguintes hipóteses:

H1:
p: Estudo para o concurso.
q: assisto o Futebol.
H2:
p: Não Estudo para o concurso.
q: assisto o Futebol.

H3:
p: Estudo para o concurso.
q: Não assisto o Futebol...

H4:
p: Não Estudo para o concurso.
q: Não assisto o Futebol.

www.acasadoconcurseiro.com.br 229
Tabela Verdade:

p q PvQ
H1 V V V
H2 F V V
H3 V F V
H4 F F F

230 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico

DISJUNÇÃO EXCLUSIVA – “OU...OU”

Recebe o nome de disjunção exclusiva toda a proposição composta em que as partes estejam
unidas pelo conectivo ou “primeira proposição” ou “segunda proposição”. Simbolicamente,
representaremos esse conectivo por “v”.
Exemplo:
Ou vou a praia ou estudo para o concurso.
Proposição 1: Vou a Praia.
Proposição 2: estudo para o concurso.
Conetivo: ou.
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “q” e o conetivo de “ V
Assim podemos representar a sentença acima da seguinte forma: p V q
Vamos preencher a tabela abaixo com as seguintes hipóteses:

H1:
p: Vou à praia.
q: estudo para o concurso do Banco do Brasil.

H2:
p: Não Vou à praia.
q: estudo para o concurso do Banco do Brasil.

H3:
p: Vou à praia.
q: Não estudo para o concurso do Banco do Brasil.

H4:
p: Não Vou à praia.
q: Não estudo para o concursodo Banco do Brasil.

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Tabela Verdade:

p q PvQ
H1 V V F
H2 F V V
H3 V F V
H4 F F F

232 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico

CONDICIONAL – “SE...ENTÃO...”

Recebe o nome de condicional toda proposição composta em que as partes estejam unidas
pelo conectivo Se... então, simbolicamente representaremos esse conectivo por “→”.

Em alguns casos o condicional é apresentado com uma vírgula substituindo a palavra “então”,
ficando a sentença com a seguinte característica: Se proposição 1 , proposição 2.

Exemplo: “Se estudo, então sou aprovado”.

Proposição 1: estudo (Condição Suficiente).

Proposição 2: sou aprovado (Condição Necessária).

Conetivo: se... então.

Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “q” e o conetivo de “→”

Assim podemos representar a “frase” acima da seguinte forma: p → q

Agora vamos preencher a tabela abaixo com as seguintes hipóteses:

H1:
p: estudo.
q: sou aprovado.

H2:
p: Não estudo.
q: sou aprovado.

H3:
p: Não estudo.
q: Não sou aprovado.

H4:
p: estudo.
q: Não sou aprovado.

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p q P→Q
H1 V V V

H2 F V V
H3 V F V
H4 F F F

A tabela verdade do condicional é a mais cobrada em provas de concurso público.


A primeira proposição, que compõe uma condicional, chamamos de condição suficiente da
sentença e a segunda é a condição necessária.
No exemplo anterior temos:
• Estudo é condição necessária para ser aprovado.
• Ser aprovado é condição suficiente para estudar.

234 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico

BICONDICIONAL – “... SE SOMENTE SE ...”

Recebe o nome de bicondicional toda proposição composta em que as partes estejam unidas
pelo conectivo ... se somente se ... Simbolicamente, representaremos esse conectivo por “ ↔”.
Portanto, se temos a sentença:
Exemplo: “Maria compra o sapato se e somente se o sapato combina com a bolsa”.
Proposição 1: Maria compra o sapato.
Proposição 2: O sapato combina com a bolsa.
Conetivo: se e somente se.
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “q” e o conetivo de “↔”.
Assim podemos representar a “frase” acima da seguinte forma: p ↔ q.
Vamos preencher a tabela abaixo com as seguintes hipóteses:

H1:
p: Maria compra o sapato.
q: O sapato não combina com a bolsa.

H2:
p: Maria não compra o sapato.
q: O sapato combina com a bolsa.

H3:
p: Maria compra o sapato.
q: O sapato combina com a bolsa.

H4:
p: Maria não compra o sapato.
q: O sapato não combina com a bolsa.

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p q P↔Q
H1 V F F
H2 F V F
H3 V V V
H4 F F V

O bicondicional só será verdadeiro quando ambas as proposições


possuírem o mesmo valor lógico, ou quando as duas forem verdadeiras
ou as duas proposições forem falsas.

Uma proposição bicondicional pode ser escrita como duas condicionais, é como se tivéssemos
duas implicações, uma seta da esquerda para direita e outra seta da direita para esquerda,
conforme exemplo abaixo:

Neste caso, transformamos um bicondicional em duas condicionais conectadas por uma


conjunção. Estas sentenças são equivalentes, ou seja, possuem o mesmo valor lógico.

PARA GABARITAR

SENTENÇA LÓGICA VERDADEIROS SE... FALSO SE...


p∧q p e q são, ambos, verdade um dos dois for falso

p∨q um dos dois for verdade ambos, são falsos

p→q nos demais casos que não for falso p=Veq=F

p↔q p e q tiverem valores lógicos iguais p e q tiverem valores


lógicos diferentes

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Raciocínio Lógico – Conectivo “se e somente se” (Bicondicional) – Prof. Edgar Abreu

Slides – Conectivo “se e somente se” (Bicondicional)

1. Prova: FJG - RIO - 2014 - Câmara Municipal -RJ - Analista

P Q ~Q↔P
V V F
V F x
F V y
F F z

Os valores lógicos que devem substituir x, y e z são, respectivamente:

a) V, F e F
b) F, V e V
c) F, F e F
d) V, V e F

2. Prova: CESPE - 2012 - Banco da Amazônia - Técnico Científico

Com base nessa situação, julgue os itens seguintes.

A especificação E pode ser simbolicamente representada por A↔[B∨C], em que A, B e


C sejam proposições adequadas e os símbolos ↔ e ∨ representem, respectivamente,
a bicondicional e a disjunção.

( ) Certo ( ) Errado

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3. Prova: CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor de Controle Externo

Com a finalidade de reduzir as despesas mensais com energia elétrica na sua


repartição, o gestor mandou instalar, nas áreas de circulação, sensores de presença e
de claridade natural que atendem à seguinte especificação:

P: A luz permanece acesa se, e somente se, há movimento e não há claridade natural
suficiente no recinto.

Acerca dessa situação, julgue os itens seguintes.

A especificação P pode ser corretamente representada por p ↔ (q Λ r ), em que p, q e


r correspondem a proposições adequadas e os símbolos ↔ e Λ representam,
respectivamente, a bicondicional e a conjunção

( ) Certo ( ) Errado

Gabarito: 1. D 2. Certo 3. Certo

238 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico

TAUTOLOGIA

Uma proposição composta formada por duas ou mais proposições p, q, r, ... será dita uma
Tautologia se ela for sempre verdadeira, independentemente dos valores lógicos das
proposições p, q, r, ... que a compõem.
Exemplo:
Grêmio cai para segunda divisão ou o Grêmio não cai para segunda divisão.
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “~p” e o conetivo de “V”.
Assim podemos representar a sentença acima da seguinte forma: p V ~p.
Agora vamos construir as hipóteses:

H1:
p: Grêmio cai para segunda divisão.
~p: Grêmio não cai para segunda divisão.

H2:
p: Grêmio não cai para segunda divisão.
~p: Grêmio cai para segunda divisão.

p ~p p V ~p
H1 V F V
H2 F V V

Como os valores lógicos encontrados foram todos verdadeiros, logo temos uma TAUTOLOGIA!
Exemplo 2, verificamos se a sentença abaixo é uma tautologia:
Se João é alto, então João é alto ou Guilherme é gordo.
p = João é alto.
�p→pVq
q = Guilherme é gordo.

www.acasadoconcurseiro.com.br 239
Agora vamos construir a tabela verdade da sentença anterior:

p q pvq p→pvq
H1 V F V V
H2 F V V V
H3 F V V V
H4 F F F V

Como para todas as combinações possíveis, sempre o valor lógico da sentença será verdadeiro,
logo temos uma tautologia.

240 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico – Tautologia – Prof. Edgar Abreu

Slides – Tautologia

1. Prova: Uespi - 2014 - PC-PI - Escrivão de Polícia Civil

Um enunciado é uma tautologia quando não puder ser falso, um


exemplo é:

a) Está fazendo sol e não está fazendo sol.


b) Está fazendo sol.
c) Se está fazendo sol, então não está fazendo sol.
d) não está fazendo sol.
e) Está fazendo sol ou não está fazendo sol.

2. Prova: Cespe - 2014 - TJ-SE - Técnico Judiciário

Julgue os próximos itens, considerando os conectivos lógicos usuais


¬, ∧, ∨, →, ↔ e que P, Q e R representam proposições lógicas simples.

A proposição 𝑃 → 𝑄 ∧ 𝑅 ↔ ¬𝑃 ∨ 𝑄 ∧ ¬𝑃 ∨ 𝑅 é
uma tautologia.

( ) Certo ( ) Errado

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Gabarito: 1. E 2. C

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Raciocínio Lógico

CONTRADIÇÃO

Uma proposição composta formada por duas ou mais proposições p, q, r, ... será dita uma
contradição se ela for sempre falsa, independentemente dos valores lógicos das proposições p,
q, r, ... que a compõem.
Exemplo: Lula é o presidente do Brasil e Lula não é o presidente do Brasil.
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “~p” e o conetivo de “^”.
Assim podemos representar a “frase” acima da seguinte forma: p ^ ~p.

p ~p p ^ ~p
H1 V F F
H2 F V F

Logo temos uma CONTRADIÇÃO!

PARA GABARITAR
•• Sempre verdadeiro = Tautologia
•• Sempre Falso = Contradição
•• Verdadeiro e Falso = Contigência

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Raciocínio Lógico

NEGAÇÃO DE UMA PROPOSIÇÃO COMPOSTA

Agora vamos aprender a negar proposições compostas, para isto devemos considerar que:
Para negarmos uma proposição conjunta devemos utilizar à propriedade distributiva, similar
aquela utilizada em álgebra na matemática.

NEGAÇÃO DE UMA DISJUNÇÃO.

Negar uma sentença composta é apenas escrever quando esta sentença assume o valor lógico
de falso, lembrando as nossas tabelas verdade construídas anteriormente.
Para uma disjunção ser falsa (negação) a primeira e a segunda proposição tem que ser falsas,
conforme a tabela verdade abaixo, hipótese 4:

p q P∨Q
H1 V V V
H2 F V V
H3 V F V
H4 F F F

Assim concluímos que para negar uma sentença do tipo P v Q, basta negar a primeira (falso) E
negar a segunda (falso), logo a negação da disjunção (ou) é uma conjunção (e).
Exemplo 1:
1. Estudo ou trabalho.
p = estudo.
� P∨Q
q = trabalho
Conectivo = ∨
Vamos agora negar essa proposição composta por uma disjunção.
∼ (p ∨ q) = ∼ p ∧ ∼ q
Não estudo e não trabalho.

www.acasadoconcurseiro.com.br 245
Para negar uma proposição composta por uma disjunção, nós negamos a primeira proposição,
negamos a segunda e trocamos “ou” por “e”.
Exemplo 2:
Não estudo ou sou aprovado.
p = estudo
q = sou aprovado � ∼p∨q
~p = não estudo
Conectivo: “∨”
Vamos agora negar essa proposição composta por uma disjunção.
∼ (∼ p ∨ q) = p ∧ ∼ q
Lembrando que negar uma negação é uma afirmação e que trocamos “ou” por “e” e negamos
a afirmativa.
Estudo e não sou aprovado.

NEGAÇÃO DE UMA CONJUNÇÃO.

Vimos no capítulo de negação simples que a negação de uma negação é uma afirmação, ou
seja, quando eu nego duas vezes uma mesma sentença, encontro uma equivalência.
Vimos que a negação da disjunção é uma conjunção, logo a negação da conjunção será uma
disjunção.
Para negar uma proposição composta por uma conjunção, nós devemos negamos a primeira
proposição e depois negarmos a segunda e trocamos “e” por “ou”.
Exemplo 1:
Vou a praia e não sou apanhado.
p = vou a praia.
�p∧∼q
q = não sou apanhado
Conectivo = ∧
Vamos agora negar essa proposição composta por uma conjunção.
Não vou à praia ou sou apanhado.

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Raciocínio Lógico – Negação da conjunção e disjunção inclusiva (Lei de Morgan)– Prof. Edgar Abreu

PARA GABARITAR
Vejamos abaixo mais exemplo de negações de conjunção e disjunção:
~(p v q) = ~(p) ~(v) ~(q) = (~p ˄ ~q)
~(~p v q) = ~(~p) ~(v) ~(q) = (p ˄ ~q)
~(p˄~q) = ~(p) ~(˄) ~(~q) = (~p v q)
~(~p˄ ~q) = ~(~p) ~(˄) ~(~q) = (p v q)

1. Prova: CESPE – 2008 - TRT 5ª Região(BA) - Téc. Judiciário


Na linguagem falada ou escrita, o elemento primitivo é a sentença, ou proposição simples, formada basicamente
por um sujeito e um predicado. Nessas considerações, estão incluídas apenas as proposições afirmativas ou
negativas, excluindo, portanto, as proposições interrogativas, exclamativas etc. Só são consideradas proposições
aquelas sentenças bem definidas, isto é, aquelas sobre as quais pode decidir serem verdadeiras (V) ou falsas (F).
Toda proposição tem um valor lógico, ou uma valoração, V ou F, excluindo-se qualquer outro. As proposições serão
designadas por letras maiúsculas A, B, C etc. A partir de determinadas proposições, denominadas proposições
simples, são formadas novas proposições, empregando-se os conectivos “e”, indicado por v, “ou”, indicado por w,
“se ... então”, indicado por ÷, “se ... e somente se”, indicado por ø. A relação AøB significa que (A÷B) v (B÷A).
Emprega-se também o modificador “não”, indicado por ¬. Se A e B são duas proposições, constroem-se as
“tabelas-verdade”, como as mostradas abaixo, das proposições compostas formadas utilizando-se dos conectivos e
modificadores citados — a coluna correspondente a determinada proposição composta é a tabelaverdade daquela
proposição.
A B R
V V F
V F F
F V F
F F V

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Há expressões às quais não se pode atribuir um valor lógico V ou F, por exemplo: “Ele é juiz do TRT da 5.ª
Região”, ou “x + 3 = 9”. O sujeito é uma variável que pode ser substituído por um elemento arbitrário,
transformando a expressão em uma proposição que pode ser valorada como V ou F. Expressões dessa forma
são denominadas sentenças abertas, ou funções proposicionais. Pode-se passar de uma sentença aberta a
uma proposição por meio dos quantificadores “qualquer que seja”, ou “para todo”, indicado por oe, e
“existe”, indicado por ›. Por exemplo: a proposição (oex)(x 0 R)(x + 3 = 9) é valorada como F, enquanto a
proposição (›x)(x 0 R)(x + 3 = 9) é valorada como V. Uma proposição composta que apresenta em sua
tabelaverdade somente V, independentemente das valorações das proposições que a compõem, é
denominada logicamente verdadeira ou tautologia. Por exemplo, independentemente das valorações V ou F
de uma proposição A, todos os elementos da tabela-verdade da proposição Aw(¬A) são V, isto é, Aw(¬A) é
uma tautologia.
Considerando as informações do texto e a proposição P: "Mário pratica natação e judô", julgue os itens seguintes.

A negação da proposição P é a proposição R: “Mário não pratica natação nem judô”, cuja tabela-
verdade é a apresentada ao lado.

Certo Errado

2. Prova: FCC - 2014 - AL-PE - Agente Legislativo

A negação da frase “Ele não é artista, nem jogador de futebol” é


equivalente a:

a) ele é artista ou jogador de futebol.


b) ele é artista ou não é jogador de futebol.
c) não é certo que ele seja artista e jogador de futebol.
d) ele é artista e jogador de futebol.
e) ele não é artista ou não é jogador de futebol.

Gabarito: 1. E 2. A

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Raciocínio Lógico

NEGAÇÃO DE UMA CONDICIONAL

Conforme citamos anteriormente, negar uma proposição composta é escrever a(s) linha(s) em
que a tabela verdade tem como resultado “falso”.
Sabemos que uma condicional só será falsa, quando a primeira proposição for verdadeira “e” a
segunda for falsa.
Assim para negarmos uma sentença composta com condicional, basta repetir a primeira
proposição (primeira verdadeira), substituir o conetivo “se...então” por “e” e negar a segunda
proposição (segunda falsa).
Vejamos um exemplo:

1. Se bebo então sou feliz.


p = bebo.
�p→q
q = sou feliz.
Conectivo = →

Negação de uma condicional.


~ (p → q) = p ∧ ~ q
Resposta: Bebo e não sou feliz.

2. Se não estudo então não sou aprovado.


p = estudo.
~p = não estudo.
� ~p→~q
q = sou aprovado.
~q = não sou aprovado
Conectivo = →

Negando: ~ (~ p → ~ q)= ~ p ∧ q
Resposta: Não estudo e sou aprovado.

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3. Se estudo então sou aprovado ou o curso não é ruim.
p = estudo.
q = sou aprovado.
� p→q∨~r
r = curso é ruim.
~r = curso não é ruim.
Negando, ~ (p →q ∨ ~ r).
Negamos a condicional, mantém a primeira e negamos a segunda proposição, como a
segunda proposição é uma disjunção, negamos a disjunção, usando suas regras (negar as duas
proposições trocando “ou” por “e”).
~ (p →q ∨ ~ r)=p ∧ ~ (q ∨ ~ r)=p ∧ ~ q ∧r.
Estudo e não sou aprovado e o curso é ruim.

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Raciocínio Lógico

NEGAÇÃO DE UMA BICONDICIONAL.

Existe duas maneiras de negar uma bicondicional. Uma é a trivial onde apenas substituímos o
conetivo “bicondiciona” pela “disjunção exclusiva”, conforme exemplo abaixo:
Sentença: Estudo se e somente se não vou à praia.
p = estudo.
q = vou à praia. � ~[ p ↔ ~ q ] = [ p � ~ q ]
~ q = não vou à praia
Conectivo = ↔
Logo sua negação será: Ou Estudo ou não vou à praia.
A segunda maneira de negar uma bicondicional é utilizando a propriedade de equivalência e
negando as duas condicionais, ida e volta, temos então que negar uma conjunção composta
por duas condicionais.
Negamos a primeira condicional ou negamos a segunda, usando a regra da condicional em
cada uma delas.
Exemplo 1:
Estudo se e somente se não vou à praia.
p = estudo.
q = vou à praia. � p ↔ ~ q = [ p → ~ q ] Ʌ [ ~ q → p]
~ q = não vou à praia
Conectivo = ↔
Uma bicondicional são duas condicionais, ida e volta.
Negando,

~ (p ↔ ~ q) = ~ [[p → ~ q] Ʌ [~ q → p]] =
~ [p ↔ ~ q] � ~ [~ q → p ]
p Ʌ q � ~ q Ʌ ~ p.
Estudo e vou à praia ou não vou à praia e não estudo.

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Raciocínio Lógico

EQUIVALÊNCIA DE UMA CONDICIONAL.

Vamos descobrir qual a sentença equivalente a uma condicional, negando duas vezes a mesma
sentença.
Exemplo: Se estudo sozinho então sou autodidata.
Simbolizando temos:

p = estudo sozinho
�p → q
p = sou autodidata
conectivo = →

Simbolicamente: p → q
Vamos negar, ~ [ p →q ] = p ∧ ~ q
Agora vamos negar a negação para encontrarmos uma equivalência.
Negamos a negação da condicional ~ [p ∧ ~ q] = ~ p ∨ q

Solução: Não estudo sozinho ou sou autodidata.

Mas será mesmo que estas proposições, p → q e ~ p ∨ q são mesmo equivalentes? Veremos
através da tabela verdade.

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Perceba na tabela verdade que p → q e ~ p ∨ q tem o mesmo valor lógico, assim essas duas
proposições são equivalentes.
Exemplo 2: Vamos encontrar uma proposição equivalente a sentença “Se sou gremista então
não sou feliz.”

p = Sou gremista.
q = Sou feliz. �p→~q
~ q = Não sou feliz.

Negação: ~ [ p → ~ q ] = p ∧ q
Sou gremista e sou feliz.
Equivalência: negação da negação.

~[p→~q]=p∧q
~[p∧q]=p∨~q
Logo, Não sou gremista ou não sou feliz é uma sentença equivalente.

Exemplo 3: Agora procuramos uma sentença equivalente a “Canto ou não estudo.”

c = Canto.
e = Estudo .� c ∨ ~ e
~ e = Não estudo.

Negação: ~ [ c ∨ ~ e ] = ~ c ∧ e
Equivalência: Negar a negação: ~ [ ~ c ∧ e ] = c ∨ ~ e
Voltamos para a mesma proposição, tem algo errado, teremos que buscar alternativa. Vamos
lá:
Vamos para a regra de equivalência de uma condicional.

p→q=~p∨q
, podemos mudar a ordem da igualdade.

~p∨q=p→q
Veja que o valor lógico de p mudou e q continuou com o mesmo valor lógico.
Usando a regra acima vamos transformar a proposição inicial composta de uma disjunção em
numa condicional.
c∨~e=p→q
Para chegar à condicional, mudo o valor lógico de p,

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Raciocínio Lógico – Equivalência de uma Condicional e Disjunção Inclusiva – Prof. Edgar Abreu

Troco “ou” por “se...então” e mantenho o valor lógico de q, ficando


Se não canto então não estudo.
Exemplo 4: Estudo ou não sou aprovado. Qual a sentença equivalente?

e = Estudo.
a = Sou aprovado. �e∨~a
~ a = Não sou aprovado.

Dica: quando for “ou” a equivalência sempre será “se...então”.


Assim, temos que transformar “ou” em “se...então”. Mas como?
p → q = ~ p ∨ q (equivalentes), vamos inverter.

~p∨q=p→q
Inverte o primeiro e mantém o segundo, trocando “ou” por “se...então”, transferimos isso para
nossa proposição.

e∨~a=~e→~a

Trocamos “e” por “~ e”, mantemos “~ a” e trocamos " ∨" por " →".
Logo, Se não estudo então não sou aprovado.
Não podemos esquecer que “ou” é comutativo, assim a opção de resposta pode estar trocada,
então atente nisto, ao invés de e ∨ ~ a pode ser ~ a ∨ e , assim a resposta ficaria:
Se sou aprovado então estudo.
Quaisquer das respostas estarão certas, então muita atenção!

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Raciocínio Lógico

CONTRAPOSITIVA:

Utilizamos como exemplo a sentença abaixo:


Se estudo lógica então sou aprovado
p = estudo lógica.
�p→q
q = sou aprovado.

Vamos primeiro negar esta sentença:

�(p →q) = p Ʌ � q
Lembrando da tabela verdade da conjunção “e”, notamos que a mesma é comutativa, ou seja,
se alterarmos a ordem das premissas o valor lógico da sentença não será alterado. Assim vamos
reescrever a sentença encontrada na negação, alterando o valor lógico das proposições.
p Ʌ � q = �q Ʌ p
Agora vamos negar mais uma vez para encontrar uma equivalência da primeira proposição.

�(�q Ʌ p) ↔ � q � � p
Agora vamos utilizar a regra de equivalência que aprendemos anteriormente.
Regra:
p→q↔� p�q
Em nosso exemplo temos:
q � �p ↔ � q → � p

Logo encontramos uma outra equivalência para a nossa sentença inicial.


Esta outra equivalência chamamos de contrapositiva e é muito fácil de encontrar, basta
comutar as proposições (trocar a ordem) e negar ambas.
p→q=� q→� p
Exemplo 2: Encontrar a contrapositiva (equivalente) da proposição “Se estudo muito então
minha cabeça dói”
p = estudo muito.
� p → q
q = minha cabeça dói.

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Encontramos a contrapositiva, invertendo e negando ambas proposições.
p→q=� q→� p
Logo temos que: Se minha cabeça não dói então não estudo muito.

PARA GABARITAR
EQUIVALÊNCIA 1: p → q = p � q

EQUIVALÊNCIA 2: p → q = q → p (contrapositiva)
� �

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Raciocínio Lógico – Equivalência Contrapositiva – Prof. Edgar Abreu.

Slides - Equivalência Contrapositiva

'

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Raciocínio Lógico

EQUIVALÊNCIA BICONDICIONAL E CONDICIONAL

Recebe o nome de bicondicional toda proposição composta em que as partes estejam unidas
pelo conectivo ... se somente se... Simbolicamente, representaremos esse conectivo por “ ↔ ”.
Portanto, se temos a sentença:
Exemplo: “Estudo se e somente se sou aprovado”
Proposição 1: Estudo.
Proposição 2: Sou aprovado.
Conetivo: se e somente se.
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “q” e o conetivo de “ ↔ ”
Assim podemos representar a “frase” acima da seguinte forma: p ↔ q
Sua tabela verdade é:

p q p↔q
H1 V F F
H2 F V F
H3 V V V
H4 F F V

Uma proposição bicondicional pode ser escrita como duas condicionais, é como se tivéssemos
duas implicações, uma seta da esquerda para direita e outra seta da direita para esquerda,
conforme exemplo abaixo:

Neste caso, transformamos um bicondicional em duas condicionais conectadas por uma


conjunção. Estas sentenças são equivalentes, ou seja, possuem o mesmo valor lógico.

p q p→q p←q (p → q) Ʌ (p ← q) p↔q


V V V V V V
F F V V V V
F V V F F F
V F F V F F

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Raciocínio Lógico

QUANTIFICADORES LÓGICOS

Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de proposições iniciais redunda em uma


outra proposição final, que será conseqüência das primeiras. Estudaremos aqui apenas os
argumentos que podemos resolver por diagrama, contendo as expressões: Todo, algum,
nenhum ou outras similares.
Um argumento válido tem obrigatoriamente a conclusão como consequência das premissas.
Assim, quando um argumento é válido, a conjunção das premissas verdadeiras implica
logicamente a conclusão.
Exemplo: Considere o silogismo abaixo:

1. Todo aluno da Casa do Concurseiro é aprovado.

2. Algum aprovado é funcionário da defensoria.


Conclusão:
Existem alunos da casa que são funcionários da defensoria.
Para concluir se um silogismo é verdadeiro ou não, devemos construir conjuntos com as
premissas dadas. Para isso devemos considerar todos os casos possíveis, limitando a escrever
apenas o que a proposição afirma.

Pelo exemplo acima vimos que nem sempre a conclusão acima é verdadeira, veja que quando
ele afirma que “existem alunos da casa que são funcionários da defensoria”, ele está dizendo
que sempre isso vai acontecer, mas vimos por esse diagrama que nem sempre acontece.

www.acasadoconcurseiro.com.br 263
Nesse diagrama isso acontece, mas pelo dito na conclusão, sempre vai existir, e vimos que não,
logo a conclusão é falsa.
No mesmo exemplo, se a conclusão fosse:
“Existem funcionários da defensoria que não são alunos da casa”.
Qualquer diagrama que fizermos (de acordo com as premissas) essa conclusão será verdadeira,
tanto no diagrama 1 quanto no diagrama 2, sempre vai ter alguém de fora do desenho.
Logo, teríamos um silogismo!
Silogismo é uma palavra cujo significado é o de cálculo. Etimologicamente, silogismo significa
“reunir com o pensamento” e foi empregado pela primeira vez por Platão (429-348 a.C.). Aqui
o sentido adotado é o de um raciocínio no qual, a partir de proposições iniciais, conclui-se uma
proposição final. Aristóteles (384-346 a.C.) utilizou tal palavra para designar um argumento
composto por duas premissas e uma conclusão.

ALGUM

Vamos representar graficamente as premissas que contenham a expressão “algum”.


São considerados sinônimos de algum as expressões: existe(m), há pelo menos um ou qualquer
outra similar.
Analise o desenho abaixo, que representa o conjunto dos A e B. O que podemos inferir a partir
do desenho?

Conclusões:
Existem elementos em A que são B.
Existem elementos em B que são A.
Existem elementos A que não são B.
Existem elementos B que não estão em A.

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Raciocínio Lógico – Quantificadores Lógicos: Todo, Nenhum e Existe – Prof. Edgar Abreu

NENHUM

Vejamos agora as premissas que contém a expressão nenhum ou outro termo equivalente.
Analise o desenho abaixo, que representa o conjunto dos A e B. O que podemos inferir a partir
do desenho?

Conclusões:
Nenhum A é B.
Nenhum B é A.

TODO

Vamos representar graficamente as premissas que contenham a expressão “todo”.


Pode ser utilizado como sinônimo de todo a expressão “qualquer um” ou outra similar.
Analise o desenho abaixo, que representa o conjunto dos A e B. O que podemos inferir a partir
do desenho?

Conclusão:
Todo A é B.
Alguns elementos de B é A ou existem B que são A.

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Prova: FGV - 2014 - AL-BA - Téc.Nível Médio

Afirma-se que: “Toda pessoa gorda come muito”.

É correto concluir que:

a) se uma pessoa come muito, então é gorda.


b) se uma pessoa não é gorda, então não come muito.
c) se uma pessoa não come muito, então não é gorda.
d) existe uma pessoa gorda que não come muito.
e) não existe pessoa que coma muito e não seja gorda.

Gabarito: 1. C

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Raciocínio Lógico

NEGAÇÃO DE TODO, ALGUM E NENHUM.

As Proposições da forma Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos um


elemento em comum com o conjunto B.
As Proposições da forma Todo A é B estabelecem que o conjunto A é um subconjunto de B.
Note que não podemos concluir que A = B, pois não sabemos se todo B é A.
Como negamos estas Proposições:
Exemplos:

1. Toda mulher é friorenta.


Negação: Alguma mulher não é friorenta

2. Algum aluno da casa será aprovado.


Negação: Nenhum aluno da casa vai ser aprovado.

3. Nenhum gremista é campeão.


Negação: Pelo menos um gremista é campeão.

4. Todos os estudantes não trabalham


Negação: Algum estudante trabalha.

PARA GABARITAR

Cuide os sinônimos como por exemplo, existem, algum e etc.

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1. Prova: Instituto AOCP – 2014 – UFGD – Analista
de Tecnologia da Informação

Assinale a alternativa que apresenta a negação de “Todos


os pães são recheados”.

a) Existem pães que não são recheados.


b) Nenhum pão é recheado.
c) Apenas um pão é recheado.
d) Pelo menos um pão é recheado.
e) Nenhuma das alternativas.

2. Prova: FJG-RIO – 2014 – Câmara Municipal do Rio de Janeiro –


Analista Legislativo

Seja a seguinte proposição: “existem pessoas que não acordam cedo e


comem demais no almoço”.

A negação dessa proposição está corretamente indicada na seguinte


alternativa:

a) Todas as pessoas acordam cedo ou não comem demais no almoço.


b) Não existem pessoas que comem demais no almoço.
c) Não existem pessoas que acordam cedo.
d) Todas as pessoas que não acordam cedo comem demais no almoço.

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Raciocínio Lógico – Negação Todo, Nenhum e Existe – Prof. Edgar Abreu

3. Prova: CESPE – 2014 – Câmara dos Deputados –


Técnico Legislativo

Considerando que P seja a proposição “Se o bem é público, então


não é de ninguém”, julgue os itens subsequentes.

A negação da proposição P está corretamente expressa por “O


bem é público e é de todos”.

( ) Certo ( ) Errado

4. Prova: FGV - 2013 – TJ/AM - Analista Judiciário - Serviço Social

José afirmou: “— Todos os jogadores de futebol que não são ricos jogam
no Brasil ou jogam mal“.

Assinale a alternativa que indica a sentença que representa a negação do que


José afirmou:

a) Nenhum jogador de futebol que não é rico joga no Brasil ou joga mal.
b) Todos os jogadores de futebol que não jogam no Brasil e não jogam mal.
c) Algum jogador de futebol que não é rico não joga no Brasil e não joga mal.
d) Algum jogador de futebol é rico mas joga no Brasil ou joga mal.
e) Nenhum jogador de futebol que é rico joga no Brasil ou joga mal.

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Gabarito: 1. A 2. A 3. Errado 4. C

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Raciocínio Lógico

SILOGISMO
Silogismo Categórico é uma forma de raciocínio lógico na qual há duas premissas e uma
conclusão distinta destas premissas, sendo todas proposições categóricas ou singulares.
Existem casos onde teremos mais de duas premissas.
Devemos sempre considerar as premissas como verdadeira e tentar descobrir o valor lógico de
cada uma das proposições, com objetivo de identificar se a conclusão é ou não verdadeira.
Sempre que possível devemos começar nossa linha de raciocínio por uma proposição simples
ou se for composta conectada pela conjunção “e”.
Abaixo um exemplo de como resolver uma questão envolvendo silogismo.

QUESTÃO COMENTADA
(FCC: BACEN - 2006) Um argumento é composto pelas seguintes premissas:
I – Se as metas de inflação não são reais, então a crise econômica não demorará a
ser superada.
II – Se as metas de inflação são reais, então os superávits primários não serão
fantasioso.
III – Os superávits serão fantasiosos.
Para que o argumento seja válido, a conclusão deve ser:
a) A crise econômica não demorará a ser superada.
b) As metas de inflação são irreais ou os superávits serão fantasiosos.
c) As metas de inflação são irreais e os superávits são fantasiosos.
d) Os superávits econômicos serão fantasiosos.
e) As metas de inflação não são irreais e a crise econômica não demorará a ser
superada.
Solução:
Devemos considerar as premissas como verdadeiras e tentar descobrir o valor
lógico de cada uma das proposições.
Passo 1: Do português para os símbolos lógicos.

I – Se as metas de inflação não são reais, então a crise econômica não demorará a ser superada
~ P →~ Q

II – Se as metas de inflação são reais, então os superávits primários não serão fantasiosos.

~ P →~ R

III – Os superávits serão fantasiosos.

Passo 2: Considere as premissas como verdade.

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PREMISSA 1 PREMISSA 2 PREMISSA 3
VERDADE VERDADE VERDADE
~P→~Q ~P→~R R
Não é possível determinar Não é possível determinar
o valor lógico de P e Q, já o valor lógico de P e Q, já
que existem 3 possibilidades que existem 3 possibilidades CONCLUSÃO: R=V
distintas que torna o distintas que torna o
condicional verdadeiro. condicional verdadeiro.

Passo 3: Substitui a premissa 3 em 2 e analise.


•• Como na premissa 3 vimos que R é V logo ~ R = F.
•• Como P é uma proposição, o mesmo pode ser F ou V.

Vamos testar:

P → ~R P → ~R
F F F V F
V F V F F

Como a premissa 2 é verdade e caso a proposição P tenha valor V teremos uma


premissa falsa, logo chegamos a conclusão que P = F.
Passo 3: Substitui a premissa 2 em 1 e analise.
•• Como na premissa 2 vimos que P é F logo ~ P = V.
•• Como Q é uma proposição, o mesmo pode ser F ou V.
•• Analisando o condicional temos:
~P → ~Q
V V V
V F F
Logo ~ Q = V, assim Q = F
Passo 4: Traduzir as conclusões para o português.
Premissa 1: P = F
•• as metas de inflação não são reais.
Premissa 2: Q = F
•• crise econômica não demorará a ser superada.

Conclusão: Alternativa A

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Raciocínio Lógico – Argumento Com Proposições Válido (Silogismo) – Prof. Edgar Abreu

Slides

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Raciocínio Lógico – Argumento Com Proposições Válido (Silogismo) – Prof. Edgar Abreu

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Raciocínio Lógico

ARGUMENTO COM QUANTIFICADORES VÁLIDO – SILOGISMO

QUESTÃO COMENTADA
FCC: TCE-SP – 2010
Considere as seguintes afirmações:
I – Todo escriturário deve ter noções de Matemática.
II – Alguns funcionários do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo são escriturários.
Se as duas afirmações são verdadeiras, então é correto afirmar que:
a) Todo funcionário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo deve ter noções de
Matemática.
b) Se Joaquim tem noções de Matemática, então ele é escriturário.
c) Se Joaquim é funcionário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, então ele é
escriturário.
d) Se Joaquim é escriturário, então ele é funcionário do Tribunal de Contas do Estado de São
Paulo.
e) Alguns funcionários do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo podem não ter noções
de Matemática.

Resolução:
Primeiramente vamos representar a primeira premissa.
I – Todo escriturário deve ter noções de Matemática.

II – Alguns funcionários do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo são escriturários.

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Vejamos uma hipótese para a segunda premissa.

Vamos considerar agora a possibilidade de todos os funcionários terem noções de Matemática,


ficamos agora com duas possibilidades distintas.

Analisamos agora as alternativas:


Alternativa A: Todo funcionário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo deve ter noções
de Matemática

Solução:

Observe que o nosso símbolo representa um funcionário do TCE que não possui noção de
matemática. Logo a conclusão é precipitada.

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Raciocínio Lógico – Argumento com quantificadores válidos (Silogismo) – Prof. Edgar Abreu

Alternativa B: Se Joaquim tem noções de Matemática, então ele é escriturário.

Solução:

O ponto em destaque representa alguém que possui noção de matemática, porém não é
escriturário, logo a conclusão é precipitada e está errada.

Alternativa C: Se Joaquim é funcionário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, então


ele é escriturário.

Solução:

O ponto em destaque representa alguém que possui é funcionário do TCE, porém não é
escriturário, logo a conclusão é precipitada e está errada.

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Alternativa D: Se Joaquim é escriturário, então ele é funcionário do Tribunal de Contas do
Estado de São Paulo.

Solução:

O ponto em destaque representa alguém que é escriturário, porém não é funcionário do TCE,
logo a conclusão é precipitada e está alternativa está errada.

Alternativa E: Alguns funcionários do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo podem não
ter noções de Matemática.

Solução:

O ponto em destaque representa um funcionário do TCE que não tem noção de matemática,
como a questão afirma que “podem”, logo está correta.

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Raciocínio Lógico – Argumento com quantificadores válidos (Silogismo) – Prof. Edgar Abreu

Prova: IESES - 2014 - IGP-SC - Auxiliar Pericial – Criminalístico

Considere que as seguintes frases são verdadeiras e assinale a alternativa


correta:

- Algum policial é alto;


- Todo policial é educado.

a) Todo policial educado é alto.


b) Algum policial alto não é educado.
c) Algum policial não educado é alto.
d) Algum policial educado é alto.

Prova: FDRH - 2008 - IGP-RS - Papiloscopista Policial

Considere os argumentos abaixo:

I – Todos os gatos são pretos.


Alguns animais pretos mordem.
Logo, alguns gatos mordem.

II – Se 11 é um número primo, então, 8 não é um número par.


Ora 8 é um número par, portanto, 11 não é um número primo.

III – Todos os X são Y.


Todos os Z são Y.
Alguns X estão quebrados.
Logo, alguns Y estão quebrados.

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Quais são válidos?

a) Apenas o I.
b) Apenas o II.
c) Apenas o III.
d) Apenas o II e o III.
e) O I, o II e o III.

Gabarito: 1. D 2. D

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Raciocínio Lógico

Códigos e Anagramas

1. (Prova: FCC – 2014 - TJ-AP – Analista Judiciário) Bruno criou um código secreto para se
comunicar por escrito com seus amigos. A tabela mostra algumas palavras traduzidas para esse
código.

A palavra MEL, no código de Bruno, seria traduzida como:


a) LDK.
b) NFM.
c) LFK.
d) NDM.
e) OGN.

2. (Prova: FCC – 2012 – PREF. São Paulo-SP – Auditor Fiscal) Considere a multiplicação abaixo, em
que letras iguais representam o mesmo dígito e o resultado é um número de 5 algarismos.

A soma (S + O + M + A + R) é igual a:
a) 33.
b) 31.
c) 29.
d) 27.
e) 25.

Gabarito: 1. D 2. D

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Raciocínio Lógico

QUESTÕES DE RESTO DE UMA DIVISÃO

São comuns as questões de raciocínio lógico que envolva resto de uma divisão. Normalmente
essas questões abordam assuntos relacionados a calendário, múltiplo ou divisores ou qualquer
outra sequência que seja cíclica.
Estas questões são resolvidas todas de forma semelhante, vejamos os exemplos abaixo:

QUESTÃO COMENTADA 1
CESGRANRIO: CAPES – 2008
Em um certo ano, o mês de abril termina em um domingo. É possível determinar o próximo
mês a terminar em um domingo?
a) Sim, será o mês de setembro do mesmo ano.
b) Sim, será o mês de outubro do mesmo ano.
c) Sim, será o mês de dezembro do mesmo ano.
d) Sim, será o mês de janeiro do ano seguinte.
e) Não se pode determinar porque não se sabe se o ano seguinte é bissexto ou não.
Solução:
Sabendo que o mês de Abril possui 30 dias, logo sabemos que dia 30 de abril foi um domingo.
Vamos identificar quantos dias teremos até o último dia de cada mês, assim verificamos se esta
distância é múltipla de 7, já que a semana tem 7 dias e os domingos acontecerão sempre um
número múltiplo de 7 após o dia 30 de Abril:

MÊS QUANT. DIAS DO DIAS ATÉ 30/04 MÚLTIPLO DE 7


MÊS
MAIO 31 31 NÃO
JUNHO 30 61 NÃO
JULHO 31 92 NÃO
AGOSTO 31 123 NÃO
SETEMBRO 30 153 NÃO
OUTUBRO 31 184 NÃO
NOVEMBRO 30 214 NÃO
DEZEMBRO 31 245 SIM (245/7 = 35)
Solução será dia 31 de Dezembro do mesmo ano, alternativa C.

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QUESTÃO COMENTADA 2
FCC: TST – 2012
Pedro é um atleta que se exercita diariamente. Seu treinador orientou-o a fazer flexões de
braço com a frequência indicada na tabela abaixo:

Dia da semana Número de flexões


2ª e 5ª feiras 40
3ª e 6ª feiras 10
4ª feiras 20
Sábados 30
Domingos nenhuma

No dia de seu aniversário, Pedro fez 20 flexões de braço. No dia do aniversário de sua namorada,
260 dias depois do seu, Pedro:
a) não fez flexão.
b) fez 10 flexões.
c) fez 20 flexões.
d) fez 30 flexões.
e) fez 40 flexões.

Solução:
Com Pedro fez 20 flexões em seu aniversário, logo concluímos que caiu em uma quarta-feira.
Devemos descobrir qual o dia da semana será após 260 dias. Primeiramente vamos descobrir
quantas semanas se passaram até este dia, dividindo 260 por 7, já que uma semana tem 7 dias.
260= 37 (resto 1)
7
Assim sabemos que se passaram 37 semanas e mais um dia.
Como ele fez aniversário na quarta, se somarmos 1 dia temos quinta-feira e o total de flexões
para este dia será de 40, segundo a tabela. Alternativa E

286 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico – Problemas Cíclicos/Calendário e Datas – Prof. Edgar Abreu

Prova: FCC - 2014 - AL-PE - Agente Legislativo

O dia 04 de março de 2014 foi uma terça-feira. Sendo assim, é


correto afirmar que o dia 04 de março de 2015 será:

a) segunda-feira.
b) quarta-feira.
c) quinta-feira.
d) domingo.
e) terça-feira.

Prova: FCC - 2013 - TRT - 5ª Região (BA) - Analista Judiciário

Um ano bissexto possui 366 dias, o que significa que ele é composto por
52 semanas completas mais 2 dias. Se em um determinado ano bissexto
o dia 1º de janeiro caiu em um sábado, então o dia 31 de dezembro cairá
em:

a) um sábado.
b) um domingo.
c) uma 2ª feira.
d) uma 3ª feira.
e) uma 4ª feira.

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Prova(s): FCC - 2013 - DPE-RS - Técnico de Apoio Especializado
Em uma montadora, são pintados, a partir do início de um turno de
produção, 68 carros a cada hora, de acordo com a seguinte sequência de
cores: os 33 primeiros são pintados de prata, os 20 seguintes de preto, os
próximos 8 de branco, os 5 seguintes de azul e os 2 últimos de vermelho.
A cada hora de funcionamento, essa sequência se repete.

Dessa forma, o 530º carro pintado em um turno de produção terá a cor:

a) prata.
b) preta.
c) branca.
d) azul.
e) vermelha.

Gabarito: 1. B 2. B 3. C

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Raciocínio Lógico

Problemas de Mínimo e Máximo

1. Prova: FCC - 2012 - TJ-RJ - Analista Judiciário

A câmara municipal de uma cidade é composta por 21 vereadores, sendo


10 do partido A, 6 do partido B e 5 do partido C. A cada semestre, são
sorteados n vereadores, que têm os gastos de seus gabinetes auditados
por uma comissão independente. Para que se garanta que, em todo
semestre, pelo menos um vereador de cada partido seja necessariamente
sorteado, o valor de n deve ser, no mínimo,

a) 11.
b) 10.
c) 17.
d) 16.
e) 14.

2. Prova: FCC - 2009 - SEFAZ-SP - Agente Fiscal de Rendas - Prova 1

Numa cidade existem 10 milhões de pessoas. Nenhuma delas possui mais do


que 200 mil fios de cabelo. Com esses dados, é correto afirmar que,
necessariamente,

a) existem nessa cidade duas pessoas com o mesmo número de fios de cabelo.
b) existem nessa cidade pessoas sem nenhum fio de cabelo.
c) existem nessa cidade duas pessoas com quantidades diferentes de fios de
cabelo.
d) o número médio de fios de cabelo por habitante dessa cidade é maior do que
100 mil.
e) somando-se os números de fios de cabelo de todas as pessoas dessa cidade
obtém-se 2 × 1012.

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3. Prova: FCC - 2014 - TRT - 16ª REGIÃO (MA) - Analista Judiciário

Em uma floresta com 1002 árvores, cada árvore tem de 900 a 1900 folhas.
De acordo apenas com essa informação, é correto afirmar que,
necessariamente,

a) ao menos duas árvores dessa floresta têm o mesmo número de folhas.


b) apenas duas árvores dessa floresta têm o mesmo número de folhas.
c) a diferença de folhas entre duas árvores dessa floresta não pode ser
maior do que 900.
d) não há árvores com o mesmo número de folhas nessa floresta.
e) a média de folhas por árvore nessa floresta é de 1400.

Gabarito: 1. C 2. A 3. A

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Raciocínio Lógico

Problemas Envolvendo Futebol

1. (Prova: FCC – 2014 - TRT 2ª Região (SP) – Técnico Judiciário) Um jogo de vôlei entre duas equipes
é ganho por aquela que primeiro vencer três sets, podendo o placar terminar em 3 a 0, 3 a 1 ou
3 a 2. Cada set é ganho pela equipe que atingir 25 pontos, com uma diferença mínima de dois
pontos a seu favor. Em caso de igualdade 24 a 24, o jogo continua até haver uma diferença de
dois pontos (26 a 24, 27 a 25, e assim por diante). Em caso de igualdade de sets 2 a 2, o quinto
e decisivo set é jogado até os 15 pontos, também devendo haver uma diferença mínima de dois
pontos. Dessa forma, uma equipe pode perder um jogo de vôlei mesmo fazendo mais pontos
do que a equipe adversária, considerando-se a soma dos pontos de todos os sets da partida. O
número total de pontos da equipe derrotada pode superar o da equipe vencedora, em até:
a) 47 pontos.
b) 44 pontos.
c) 50 pontos.
d) 19 pontos.
e) 25 pontos.

2. (Prova: SHDIAS – 2014 – CEASA-Campinas – Assistente Administrativo) No basquete, uma cesta


pode valer 1, 2, ou 3 pontos, Na partida final do campeonato, Leonardo fez 5 cestas, em um
total de 11 pontos. Nesse caso, não é possível que Leonardo tenha feito exatamente:
a) Uma cesta de 1 ponto.
b) Quatro cestas de 2 pontos.
c) Três cestas de 3 pontos.
d) Três cestas de 2 pontos.

3. (Prova: CESPE – 2014 – SUFRAMA – Nível Superior) Em um campeonato de futebol, a pontuação


acumulada de um time é a soma dos pontos obtidos em cada jogo disputado. Por jogo, cada
time ganha três pontos por vitória, um ponto por empate e nenhum ponto em caso de derrota.
Com base nessas informações, julgue o item seguinte.
Nesse campeonato, os critérios de desempate maior número de vitórias e menor número de
derrotas são equivalentes.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Gabarito: 1. B 2. D 3. Errado

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Raciocínio Lógico

Problemas com Direção e Sentido

1. (Prova: FCC – 2014 – METRÔ-SP – Técnico de Sistemas Metroviários) M, N, O e P são quatro


cidades próximas umas das outras. A cidade M está ao sul da cidade N. A cidade O está à leste
da cidade M. Se a cidade P está à sudoeste da cidade O, então N está a:
a) noroeste de P.
b) nordeste de P.
c) norte de P.
d) sudeste de P.
e) sudoeste de P.

2. (Prova: FCC – 2014 – SABESP – Tecnólogo) Partindo de um ponto inicial A, Laura caminhou 4 km
para leste, 2 km para sul, 3 km para leste, 6 km para norte, 6 km para oeste e, finalmente, 1 km
para sul, chegando no ponto B. Artur partiu do mesmo ponto A de Laura percorrendo X km para
norte e 1 km para a direção Y, chegando no mesmo ponto B em que Laura chegou. Sendo Y uma
das quatro direções da rosa dos ventos (norte, sul, leste ou oeste), X e Y são, respectivamente,
a) 6 e sul.
b) 2 e norte.
c) 4 e oeste.
d) 3 e leste.
e) 4 e leste.

3. (Prova: FCC – 2014 – TRF 3ª Região – Técnico Judiciário) Partindo do ponto A, um automóvel
percorreu 4,5 km no sentido Leste; percorreu 2,7 km no sentido Sul; percorreu 7,1 km no
sentido Leste; percorreu 3,4 km no sentido Norte; percorreu 8,7 km no sentido Oeste; percorreu
4,8 km no sentido Norte; percorreu 5,4 km no sentido Oeste; per- correu 7,2 km no sentido
Sul, percorreu 0,7 km no sentido Leste; percorreu 5,9 km no sentido Sul; percorreu 1,8 km no
sentido Leste e parou. A distância entre o ponto em que o automóvel parou e o ponto A, inicial,
é igual a :
a) 7,6 km.
b) 14,1 km.
c) 13,4 km.
d) 5,4 km.
e) 0,4 km.

Gabarito: 1. C 2. D 3. A

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Raciocínio Lógico

QUESTÕES ENVOLVENDO SEQUÊNCIA DE NÚMEROS

É comum aparecer em provas de concurso questões envolvendo sequências de números, onde


o candidato terá que descobrir a “lógica” da sequência para solucionar o problema.
A verdade é que não existe uma regra de resolução destas questões, cada sequência é diferente
das demais, depende da lógica que o autor está cobrando.
O que vamos aprender neste capítulo é a resolver algumas das sequências que já foram
cobradas em concursos anteriores, este tipo de questão, só existe uma única maneira de
aprender a resolver, fazendo!

QUESTÃO COMENTADA
FCC: BACEN – 2006
No quadriculado seguinte os números foram colocados nas células obedecendo a um
determinado padrão.

16 34 27 X
13 19 28 42
29 15 55 66

Seguindo esse padrão, o número X deve ser tal que:


a) X > 100
b) 90 < X < 100
c) 80 < X < 90
d) 70 < X < 80
e) X < 70

Solução:
Quando a sequencia se apresenta em tabelas, similares a esta, procure sempre encontrar uma
lógica nas linhas ou nas colunas. A lógica da sequencia desta questão está na relação da linha
três com as linhas 1 e 2.
A linha 3 é a soma das linhas 1 e 2 quando a coluna for impar e a subtração das linhas 1 e 2
quando a coluna for par, note:

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Coluna 1: 16 + 13 = 29
Coluna 2: 34 - 19 = 15
Coluna 3: 27 + 28 = 55
Logo a coluna 4, que é par, teremos uma subtração:
x – 42 = 66 => x = 66 + 42 = 108
Alternativa A

QUESTÃO COMENTADA 2
FCC : TRT – 2011
Na sequência de operações seguinte, os produtos obtidos obedecem a determinado padrão.
1x1=1
11 x 11 = 121
111 x 111 = 12.321
1.111 x 1111 = 1.234.321
11.111 x 11.111 = 123.454.321
Assim sendo, é correto afirmar que, ao se efetuar 111 111 111 × 111 111 111, obtém-se um
número cuja soma dos algarismos está compreendida entre:
a) 85 e 100.
b) 70 e 85.
c) 55 e 70.
d) 40 e 55.
e) 25 e 40.

Solução:
Note que o termo centra do resultado da multiplicação é sempre a quantidade de número 1
que estamos multiplicando, conforme destacado na tabela abaixo:

1x1 1
11 x 11 121
111 x 111 12. 321
1. 111 x 1. 111 1. 234. 321
11. 111 x 11. 111 123. 454. 321

Perceba também que o resultado da multiplicação é formado por um número que começa com
1 e vai até a quantidade de números 1 que tem a multiplicação e depois começa a reduzir até o
número 1 de volta.

296 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico – Números – Prof. Edgar Abreu

Logo a multiplicação de 111 111 111 × 111 111 111 temos 9 números 1, assim o resultado
certamente será composto pelo número 12345678 9 87654321. Agora basta apenas somar os
algarismos e encontra como resposta o número 81, alternativa B.

QUESTÃO COMENTADA 3
CESGRANRIO: TCE/RO – 2007
O sistema binário de numeração, só se utilizam os algarismos 0 e 1. Os números naturais,
normalmente representados na base decimal, podem ser também escritos na base binária
como mostrado:

DECIMAL BINÁRIO
0 0
1 1
2 10
3 11
4 100
5 101
6 110
7 111

De acordo com esse padrão lógico, o número 15 na base decimal, ao ser representado na base
binária, corresponderá a:
a) 1000
b) 1010
c) 1100
d) 1111
e) 10000

Solução:
No sistema decimal que conhecemos, cada vez que conhecemos, a cada 10 de uma casa
decimal forma-se outra casa decimal. Exemplo: 10 unidades é igual uma dezena, 10 dezenas é
igual a uma centena e assim sucessivamente.
Já no sistema binário, a lógica é a mesma, porém a cada 2 unidades iremos formar uma nova
casa decimal. Assim para transformar um número decimal em binário, basta dividirmos este
número sucessivamente por dois e analisar sempre o resto, conforme exemplo abaixo.
Transformando 6 em binário:
6 / 2 = 3 (resto zero, logo zero irá ocupar primeira casa binária).

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3 / 2 = 1 (resto 1, logo o 1 do resto irá ocupar a segunda casa binária enquanto o 1 quociente da
divisão irá ocupar a terceira casa binária).
Resultado: 110
Para saber se está certo, basta resolver a seguinte multiplicação:
110 = 1 x 2² + 1 x 2¹ + 0 x 20 = 4 + 2 + 0 = 6
Utilizando esta linha de raciocínio temos que:
15 / 2 = 7 (resto 1)
7 / 2 = 3 (resto 1)
3 / 2 = 1 (resto 1)
Logo o número será 1111, Alternativa D

1. Prova: IDECAN - 2014 - AGU - Agente Administrativo

Observe a sequência: 49, 64, 81, 100, ...

Qual será o sétimo termo?

a) 144.
b) 169.
c) 196.
d) 225.
e) 256.

298 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico – Números – Prof. Edgar Abreu

2. Prova: Instituto AOCP - 2014 - UFGD - Analista Administrativo

A sequência a seguir apresenta um padrão:

1; 8; 15; 22; ...

Qual é o quinto termo desta sequência?

a) 27.
b) 28.
c) 29.
d) 30.
e) 31.

3. Prova: FCC - 2010 - TCE-SP - Auxiliar da Fiscalização Financeira

Considere que os números inteiros e positivos que aparecem no


quadro abaixo foram dispostos segundo determinado critério.

www.acasadoconcurseiro.com.br 299
3. Completando corretamente esse quadro de acordo
com tal critério, a soma dos números que estão
faltando é:

a) maior que 19.


b) 19.
c) 16.
d) 14.
e) menor que 14.

4. Prova: FCC - 2014 - TRF - 4ª REGIÃO – Analista


Judiciário – Informática

A sequência numérica 1, 7, 8, 3, 4, 1, 7, 8, 3, 4, 1, 7, 8, 3, 4, 1, ..., cujos


dezesseis primeiros termos estão explicitados, segue o mesmo padrão de
formação infinitamente. A soma dos primeiros 999 termos dessa
sequência é igual a:

a) 4596.
b) 22954.
c) 4995.
d) 22996.
e) 5746.

Gabarito: 1. B 2. C 3. A 4. A

300 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico

1. Prova: FCC – 2014 – TRT 16ª REGIÃO (AM)– Téc. Judiciário

Considere as figuras abaixo:

Seguindo o mesmo padrão de formação das dez primeiras


figuras dessa sequência, a décima primeira figura é:

a)

b)

c)

d)

e)

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2. Prova: FCC – 2012 – TST – Téc. Judiciário
Marina possui um jogo de montar composto por várias peças quadradas,
todas de mesmo tamanho. A única forma de juntar duas peças é unindo-as
de modo que elas fiquem com um único lado em comum. Juntando-se três
dessas peças, é possível formar apenas dois tipos diferentes de figuras,
mostradas abaixo.

Note que as duas figuras podem aparecer em


diferentes posições, o que não caracteriza
novos tipos de figuras. O número de tipos
diferentes de figuras que podem ser formados
juntando-se quatro dessas peças é igual a

a) 4.
b) 5.
c) 6.
d) 7.
e) 8.

302 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico – Imagens e Figuras – Prof. Edgar Abreu

3. Prova: FCC – 2012 – TRT – Analista Judiciário

Partindo de um quadriculado n × n formado por palitos de


fósforo, em que n é um número ímpar maior ou igual a 3, é
possível, retirando alguns palitos, obter um “X” composto por
2n-1 quadrados. As figuras a seguir mostram como obter esse
“X” para quadriculados 3 × 3 e 5 × 5.

Seguindo o mesmo padrão dos exemplos acima,


partindo de um quadriculado 9 × 9, o total de
palitos que deverão ser retirados para obter o
“X” é igual a

a) 64.
b) 96.
c) 112.
d) 144.
e) 168.

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Gabarito

1. B 2. B 3. C

304 www.acasadoconcurseiro.com.br
Raciocínio Lógico

Letras

1. (Prova: CEPERJ – 2014 – RIOPREVIDÊNCIA – Assistente Previdenciário) Observe atentamente a


sequência a seguir:
ABCDEEDCBAABCDE...
A centésima primeira letra nessa sequência será:
a) A
b) B
c) C
d) D
e) E

2. (Prova: FCC – 2014 – TJ-AP – Técnico Judiciário) Cada termo da sequência a seguir é formado
por seis vogais:
(AAAEEI; EEEIIO; IIIOOU; OOOUUA; UUUAAE; AAAEEI; EEEIIO; . . . )
Mantido o mesmo padrão de formação da sequência, se forem escritos os 12°, 24°, 36° e 45°
termos, o número de vezes que a vogal U será escrita nesses termos é igual a
a) 1
b) 6
c) 5
d) 2
e) 3

3. Prova: FCC – 2014 – TRT 19ª Região (AL) – Técnico Judiciário


Gabriel descobriu pastas antigas arquivadas cronologicamente, organizadas e etiquetadas na
seguinte sequência:
07_55A; 07_55B; 08_55A; 09_55A; 09_55B; 09_55C;
09_55D; 09_55E; 10_55A; 10_55B; 11_55A; 12_55A;
12_55B; 12_55C; 01_56A; 01_56B; 02_56A; 02_56B;
03_56A; xx_xxx; yy_yyy; zz_zzz; 04_56B.
Sabendo-se que as etiquetas xx_xxx; yy_yyy; zz_zzz representam que o código foi encoberto,
a etiqueta com as letras yy_yyy deveria, para manter o mesmo padrão das demais, conter o
código

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a) 03_56C.
b) 04_57C
c) 04_56C.
d) 03_56B.
e) 04_56ª.

Gabarito: 1. A 2. C 3. A

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Direito do Trabalho

Professor Pedro Kuhn

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Direito do Trabalho

CONCEITO, FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO

CONCEITO DO DIREITO DO TRABALHO: Pode ser definido como o ramo do direito que regula as
relações de emprego e outras situações semelhantes. (Gustavo Filipe Barbosa Garcia).
NATUREZA JURÍDICA: O Direito do Trabalho tem natureza jurídica de DIREITO PRIVADO, pois
tem como instituto central o próprio contrato de trabalho.
FONTES MATERIAIS: É o momento anterior à lei, é a pressão exercida pelos trabalhadores em
busca de melhores e novas condições de trabalho. Ex: Greves
FONTES FORMAIS: É o momento jurídico, é a regra plenamente materializada, é a norma já
construída.
As fontes formais se subdividem em:
A) FONTES HETERÔNOMAS: Fontes criadas por agente externo, um terceiro, geralmente o
Estado, sem a participação imediata dos interessados: exs: Constituição Federal, Emendas
a Constituição, Leis (complementar e ordinária), Medida Provisória, Decreto, Súmulas vin-
culantes do STF.
B) FONTES AUTÔNOMAS: Fontes criadas com a imediata participação dos destinatários das
regras produzidas (trabalhadores) sem interferência de agente externo: exs: convenções
coletivas de trabalho, acordo coletivo de trabalho e costume.

HIERARQUIA DAS FONTES:

1. Constituição;
2. Emendas à Constituição;
3. Lei complementar e ordinária;
4. decretos;
5. sentenças normativas e sentenças arbitrais em dissídios coletivos;
6. convenção coletiva;
7. acordos coletivos;
8. costumes.

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DOS PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO:

1. Princípio da PROTEÇÃO: É o princípio mais abrangente e de maior importância no Direito


do Trabalho, consiste em conferir ao polo mais fraco da relação laboral – empregado – uma
superioridade jurídica capaz de lhe garantir mecanismos destinados a tutelar os seus direi-
tos mínimos.
O Direito do Trabalho precisa tratar diferente os desiguais, uma vez que, o trabalhador é a par-
te hipossuficiente (mais fraca) dentro de uma relação de trabalho, daí o desmembramento do
princípio da proteção nos seguintes princípios:

1.1 PRINCÍPIO IN DÚBIO PRÓ OPERÁRIO que induz ao intérprete da lei a optar, dentre duas ou
mais interpretações possíveis, pela mais favorável ao empregado.

1.2 PRINCÍPIO DA APLICAÇÃO DA NORMA MAIS FAVORÁVEL que faz com que apliquemos
sempre a norma mais favorável ao trabalhador, independente de sua posição hierárquica.
(artigo 620 da CLT “As condições estabelecidas em Convenção quando mais favoráveis, pre-
valecerão sobre as estipuladas em acordo“).

1.3 PRINCÍPIO DA CONDIÇÃO MAIS BENÉFICA que determina a aplicação das condições mais
vantajosas estipuladas no contrato de trabalho

2. Princípio da IRRENUNCIABILIDADE DOS DIREITOS: Também chamado de princípio da IN-


DISPONIBILIDADE DE DIREITOS ou DA INDERROGABILIDADE. Está presente no artigo 9º. Da
CLT que dispõe: “Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvir-
tuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação.”→
Este princípio torna os direitos dos trabalhadores irrenunciáveis, indisponíveis e inderrogá-
veis.

3. Princípio da CONTINUIDADE DA RELAÇÃO DE EMPREGO: A regra presumida, dentro do di-


reito do Trabalho, é a de que os contratos sejam pactuados por prazo indeterminado, pas-
sando o trabalhador a integrar a estrutura da empresa de forma permanente, somente por
exceção admite-se o contrato por prazo determinado. (ex: contrato de safra, para substituir
empregado doente, para executar determinada tarefa).

4. Princípio da PRIMAZIA DA REALIDADE: A verdade real prevalecerá sobre a realidade for-


mal, não importa a documentação, por exemplo, o que vale é a verdade da relação. É bas-
tante utilizado no Direito do Trabalho para impedir procedimentos fraudatórios praticados
pelo empregador no sentido de tentar mascarar uma relação de emprego ou diminuir direi-
tos do trabalhador.

5. Princípio da INALTERABILIDADE CONTRATUAL LESIVA: Proíbe-se a alteração do contrato


de trabalho prejudicial ao empregado. O artigo 468 da CLT somente permite alterações das

310 www.acasadoconcurseiro.com.br
Direito do Trabalho - Fotnes e Princípios do Direito do Trabalho – Prof. Pedro Kuhn

cláusulas e condições fixadas no contrato de trabalho em caso de concordância do empre-


gado e desde que não cause prejuízo ao mesmo.
“Art. 468. Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas con-
dições por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indi-
retamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta
garantia.“
6. Princípio da INTANGIBILIDADE SALARIAL: Dada a natureza alimentar do salário existem di-
versos dispositivos legais que protegem o salário do trabalhador, por exemplo: a) das con-
dutas do empregador por meio de regras jurídicas que previnam a retenção, o atraso, a
sonegação ou descontos indevidos de salário. b) dos credores dada a impenhorabilidade
dos salários: c) dos credores do empregador determinando a manutenção dos direitos dos
trabalhadores em caso de falência ou dissolução da empresa. → Derivado deste princípio
surge na Constituição Federal de 1988 o princípio da irredutibilidade salarial que, como o
próprio nome diz, traz como regra a impossibilidade de redução de salários. No entanto, a
própria Constituição flexibilizou este princípio pois possibilitou, por meio de convenção ou
acordo coletivo de trabalho, a redução temporária de salários (preferiu-se, neste caso, a
diminuição temporária dos salários, preservando o bem maior do trabalhador, qual seja o
emprego).

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Direito do Trabalho

CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO

TÍTULO I de trabalhador, nem entre o trabalho inte-


lectual, técnico e manual.
Introdução Art. 4º Considera-se como de serviço efetivo o
Art. 1º Esta Consolidação estatui as normas que período em que o empregado esteja à disposi-
regulam as relações individuais e coletivas de ção do empregador, aguardando ou executando
trabalho, nela previstas. ordens, salvo disposição especial expressamen-
te consignada.
Art. 2º Considera-se empregador a empresa,
individual ou coletiva, que, assumindo os riscos Parágrafo único. Computar-se-ão, na con-
da atividade econômica, admite, assalaria e diri- tagem de tempo de serviço, para efeito de
ge a prestação pessoal de serviço. indenização e estabilidade, os períodos em
que o empregado estiver afastado do traba-
§ 1º Equiparam-se ao empregador, para os lho prestando serviço militar ... (VETADO) ...
efeitos exclusivos da relação de emprego, e por motivo de acidente do trabalho.
os profissionais liberais, as instituições de
beneficência, as associações recreativas ou Art. 5º A todo trabalho de igual valor correspon-
outras instituições sem fins lucrativos, que derá salário igual, sem distinção de sexo.
admitirem trabalhadores como emprega- Art. 6º Não se distingue entre o trabalho reali-
dos. zado no estabelecimento do empregador, o exe-
§ 2º Sempre que uma ou mais empresas, cutado no domicílio do empregado e o realizado
tendo, embora, cada uma delas, persona- a distância, desde que estejam caracterizados
lidade jurídica própria, estiverem sob a di- os pressupostos da relação de emprego.
reção, controle ou administração de outra, Parágrafo único. Os meios telemáticos e
constituindo grupo industrial, comercial ou informatizados de comando, controle e su-
de qualquer outra atividade econômica, pervisão se equiparam, para fins de subor-
serão, para os efeitos da relação de empre- dinação jurídica, aos meios pessoais e dire-
go, solidariamente responsáveis a empresa tos de comando, controle e supervisão do
principal e cada uma das subordinadas. trabalho alheio.
Art. 3º Considera-se empregado toda pessoa fí- Art. 7º Os preceitos constantes da presente
sica que prestar serviços de natureza não even- Consolidação salvo quando for em cada caso,
tual a empregador, sob a dependência deste e expressamente determinado em contrário, não
mediante salário. se aplicam:
Parágrafo único. Não haverá distinções re- a) aos empregados domésticos, assim con-
lativas à espécie de emprego e à condição siderados, de um modo geral, os que pres-
tam serviços de natureza não-econômica à

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pessoa ou à família, no âmbito residencial I – em cinco anos para o trabalhador urba-
destas; no, até o limite de dois anos após a extinção
do contrato;
b) aos trabalhadores rurais, assim conside-
rados aqueles que, exercendo funções dire- II – em dois anos, após a extinção do contra-
tamente ligadas à agricultura e à pecuária, to de trabalho, para o trabalhador rural.
não sejam empregados em atividades que,
pelos métodos de execução dos respectivos § 1º O disposto neste artigo não se aplica
trabalhos ou pela finalidade de suas opera- às ações que tenham por objeto anotações
ções, se classifiquem como industriais ou para fins de prova junto à Previdência So-
comerciais; cial.

c) aos funcionários públicos da União, dos Art. 12. Os preceitos concernentes ao regime de
Estados e dos Municípios e aos respectivos seguro social são objeto de lei especial.
extranumerários em serviço nas próprias
repartições;
d) aos servidores de autarquias paraesta-
tais, desde que sujeitos a regime próprio de
proteção ao trabalho que lhes assegure si-
tuação análoga à dos funcionários públicos.
Art. 8º As autoridades administrativas e a Jus-
tiça do Trabalho, na falta de disposições legais
ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela
jurisprudência, por analogia, por equidade e ou-
tros princípios e normas gerais de direito, prin-
cipalmente do direito do trabalho, e, ainda, de
acordo com os usos e costumes, o direito com-
parado, mas sempre de maneira que nenhum
interesse de classe ou particular prevaleça so-
bre o interesse público.
Parágrafo único. O direito comum será fon-
te subsidiária do direito do trabalho, naqui-
lo em que não for incompatível com os prin-
cípios fundamentais deste.
Art. 9º Serão nulos de pleno direito os atos pra-
ticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou
fraudar a aplicação dos preceitos contidos na
presente Consolidação.
Art. 10. Qualquer alteração na estrutura jurídica
da empresa não afetará os direitos adquiridos
por seus empregados.
Art. 11. O direito de ação quanto a créditos re-
sultantes das relações de trabalho prescreve:

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Direito do Trabalho

TÍTULO IV c) de contrato de experiência.


Art. 444. As relações contratuais de trabalho
Do Contrato Individual do Trabalho podem ser objeto de livre estipulação das par-
tes interessadas em tudo quanto não contrave-
nha às disposições de proteção ao trabalho, aos
contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e
CAPÍTULO I às decisões das autoridades competentes.
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 445. O contrato de trabalho por prazo de-
Art. 442. Contrato individual de trabalho é o terminado não poderá ser estipulado por mais
acordo tácito ou expresso, correspondente à re- de 2 (dois) anos, observada a regra do art. 451.
lação de emprego.
Parágrafo único. O contrato de experiência
Parágrafo único. Qualquer que seja o ramo não poderá exceder de 90 (noventa) dias.
de atividade da sociedade cooperativa, não
existe vínculo empregatício entre ela e seus Art. 447. Na falta de acordo ou prova sobre con-
associados, nem entre estes e os tomadores dição essencial ao contrato verbal, esta se pre-
de serviços daquela. sume existente, como se a tivessem estatuído
os interessados na conformidade dos preceitos
Art. 442-A. Para fins de contratação, o em- jurídicos adequados à sua legitimidade.
pregador não exigirá do candidato a emprego
comprovação de experiência prévia por tempo Art. 448. A mudança na propriedade ou na es-
superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de ati- trutura jurídica da empresa não afetará os con-
vidade. tratos de trabalho dos respectivos emprega-
dos.
Art. 443. O contrato individual de trabalho po-
derá ser acordado tácita ou expressamente, ver- Art. 449. Os direitos oriundos da existência do
balmente ou por escrito e por prazo determina- contrato de trabalho subsistirão em caso de fa-
do ou indeterminado. lência, concordata ou dissolução da empresa.

§ 1º Considera-se como de prazo determi- § 1º Na falência constituirão créditos privi-


nado o contrato de trabalho cuja vigência legiados a totalidade dos salários devidos
dependa de termo prefixado ou da execu- ao empregado e a totalidade das indeniza-
ção de serviços especificados ou ainda da ções a que tiver direito.
realização de certo acontecimento suscetí- § 2º Havendo concordata na falência, será
vel de previsão aproximada. facultado aos contratantes tornar sem
§ 2º O contrato por prazo determinado só efeito a rescisão do contrato de trabalho e
será válido em se tratando: consequente indenização, desde que o em-
pregador pague, no mínimo, a metade dos
a) de serviço cuja natureza ou transitorieda- salários que seriam devidos ao empregado
de justifique a predeterminação do prazo; durante o interregno.
b) de atividades empresariais de caráter Art. 450. Ao empregado chamado a ocupar, em
transitório; comissão, interinamente, ou em substituição

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eventual ou temporária, cargo diverso do que inadimplemento daquelas obrigações por parte
exercer na empresa, serão garantidas a conta- do primeiro.
gem do tempo naquele serviço, bem como volta
ao cargo anterior. Parágrafo único. Ao empreiteiro principal
fica ressalvada, nos termos da lei civil, ação
Art. 451. O contrato de trabalho por prazo de- regressiva contra o subempreiteiro e a re-
terminado que, tácita ou expressamente, for tenção de importâncias a este devidas, para
prorrogado mais de uma vez passará a vigorar a garantia das obrigações previstas neste ar-
sem determinação de prazo. tigo.
Art. 452. Considera-se por prazo indeterminado Art. 456. A prova do contrato individual do tra-
todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) balho será feita pelas anotações constantes da
meses, a outro contrato por prazo determinado, carteira profissional ou por instrumento escrito
salvo se a expiração deste dependeu da execu- e suprida por todos os meios permitidos em di-
ção de serviços especializados ou da realização reito.
de certos acontecimentos.
Parágrafo único. A falta de prova ou inexis-
Art. 453. No tempo de serviço do empregado, tindo cláusula expressa e tal respeito, en-
quando readmitido, serão computados os pe- tender-se-á que o empregado se obrigou a
ríodos, ainda que não contínuos, em que tiver todo e qualquer serviço compatível com a
trabalhado anteriormente na empresa, salvo se sua condição pessoal.
houver sido despedido por falta grave, recebido
indenização legal ou se aposentado espontane-
amente.
§ 2º O ato de concessão de benefício de
aposentadoria a empregado que não tiver
completado 35 (trinta e cinco) anos de ser-
viço, se homem, ou trinta, se mulher, im-
porta em extinção do vínculo empregatício.
Art. 454. Na vigência do contrato de trabalho,
as invenções do empregado, quando decorren-
tes de sua contribuição pessoal e da instalação
ou equipamento fornecidos pelo empregador,
serão de propriedade comum, em partes iguais,
salvo se o contrato de trabalho tiver por objeto,
implícita ou explicitamente, pesquisa científica.
Parágrafo único. Ao empregador caberá a
exploração do invento, ficando obrigado a
promovê-la no prazo de um ano da data da
concessão da patente, sob pena de reverter
em favor do empregado da plena proprie-
dade desse invento.
Art. 455. Nos contratos de subempreitada res-
ponderá o subempreiteiro pelas obrigações de-
rivadas do contrato de trabalho que celebrar,
cabendo, todavia, aos empregados, o direito de
reclamação contra o empreiteiro principal pelo

316 www.acasadoconcurseiro.com.br
Direito do Trabalho

CAPÍTULO III Art. 470. As despesas resultantes da transferên-


DA ALTERAÇÃO cia correrão por conta do empregador.

Art. 468. Nos contratos individuais de trabalho


só é lícita a alteração das respectivas condições
por mútuo consentimento, e ainda assim desde
que não resultem, direta ou indiretamente,
prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade
da cláusula infringente desta garantia.
Parágrafo único. Não se considera alteração
unilateral a determinação do empregador
para que o respectivo empregado reverta
ao cargo efetivo, anteriormente ocupado,
deixando o exercício de função de confiança.
Art. 469. Ao empregador é vedado transferir o
empregado, sem a sua anuência, para localidade
diversa da que resultar do contrato, não se
considerando transferência a que não acarretar
necessariamente a mudança do seu domicílio.
§ 1º Não estão compreendidos na proibição
deste artigo: os empregados que exerçam
cargo de confiança e aqueles cujos
contratos tenham como condição, implícita
ou explícita, a transferência, quando esta
decorra de real necessidade de serviço.
§ 2º É licita a transferência quando ocorrer
extinção do estabelecimento em que
trabalhar o empregado.
§ 3º Em caso de necessidade de serviço o
empregador poderá transferir o empregado
para localidade diversa da que resultar
do contrato, não obstante as restrições
do artigo anterior, mas, nesse caso, ficará
obrigado a um pagamento suplementar,
nunca inferior a 25% (vinte e cinco por
cento) dos salários que o empregado
percebia naquela localidade, enquanto
durar essa situação.

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Direito do Trabalho

CAPÍTULO IV tauração do competente inquérito adminis-


trativo.
DA SUSPENSÃO E DA INTERRUPÇÃO
§ 5º Durante os primeiros 90 (noventa) dias
Art. 471. Ao empregado afastado do emprego, desse afastamento, o empregado continua-
são asseguradas, por ocasião de sua volta, to- rá percebendo sua remuneração.
das as vantagens que, em sua ausência, tenham
sido atribuídas à categoria a que pertencia na Art. 473 O empregado poderá deixar de compa-
empresa. recer ao serviço sem prejuízo do salário:

Art. 472. O afastamento do empregado em vir- I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso
tude das exigências do serviço militar, ou de ou- de falecimento do cônjuge, ascendente,
tro encargo público, não constituirá motivo para descendente, irmão ou pessoa que, de-
alteração ou rescisão do contrato de trabalho clarada em sua carteira de trabalho e pre-
por parte do empregador. vidência social, viva sob sua dependência
econômica;
§ 1º Para que o empregado tenha direito a
voltar a exercer o cargo do qual se afastou II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtu-
em virtude de exigências do serviço militar de de casamento;
ou de encargo público, é indispensável que III – por um dia, em caso de nascimento de
notifique o empregador dessa intenção, por filho no decorrer da primeira semana;
telegrama ou carta registrada, dentro do
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses
prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados
de trabalho, em caso de doação voluntária
da data em que se verificar a respectiva bai-
de sangue devidamente comprovada;
xa ou a terminação do encargo a que estava
obrigado. V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não,
para o fim de se alistar eleitor, nos termos
§ 2º Nos contratos por prazo determinado,
da lei respectiva.
o tempo de afastamento, se assim acorda-
rem as partes interessadas, não será com- VI – no período de tempo em que tiver de
putado na contagem do prazo para a res- cumprir as exigências do Serviço Militar
pectiva terminação. referidas na letra "c" do art. 65 da Lei nº
4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Ser-
§ 3º Ocorrendo motivo relevante de inte-
viço Militar).
resse para a segurança nacional, poderá a
autoridade competente solicitar o afasta- VII – nos dias em que estiver comprovada-
mento do empregado do serviço ou do local mente realizando provas de exame vesti-
de trabalho, sem que se configure a suspen- bular para ingresso em estabelecimento de
são do contrato de trabalho. ensino superior.
§ 4º O afastamento a que se refere o pará- VIII – pelo tempo que se fizer necessário,
grafo anterior será solicitado pela autorida- quando tiver que comparecer a juízo.
de competente diretamente ao emprega- IX – pelo tempo que se fizer necessário,
dor, em representação fundamentada com quando, na qualidade de representante de
audiência da Procuradoria Regional do Tra- entidade sindical, estiver participando de
balho, que providenciará desde logo a ins-

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reunião oficial de organismo internacional do no caput deste artigo mais de uma vez no pe-
qual o Brasil seja membro. ríodo de dezesseis meses.
Art. 474. A suspensão do empregado por mais de § 3º O empregador poderá conceder ao em-
30 (trinta) dias consecutivos importa na rescisão pregado ajuda compensatória mensal, sem
injusta do contrato de trabalho. natureza salarial, durante o período de sus-
Art. 475. O empregado que for aposentado por in- pensão contratual nos termos do caput deste
validez terá suspenso o seu contrato de trabalho artigo, com valor a ser definido em convenção
durante o prazo fixado pelas leis de previdência ou acordo coletivo.
social para a efetivação do benefício. § 4º Durante o período de suspensão contra-
§ 1º Recuperando o empregado a capacidade tual para participação em curso ou programa
de trabalho e sendo a aposentadoria cance- de qualificação profissional, o empregado fará
lada, ser-lhe-á assegurado o direito à função jus aos benefícios voluntariamente concedi-
que ocupava ao tempo da aposentadoria, fa- dos pelo empregador.
cultado, porém, ao empregador, o direito de § 5º Se ocorrer a dispensa do empregado no
indenizá-lo por rescisão do contrato de traba- transcurso do período de suspensão contra-
lho, nos termos dos arts. 477 e 478, salvo na tual ou nos três meses subsequentes ao seu
hipótese de ser ele portador de estabilidade, retorno ao trabalho, o empregador pagará ao
quando a indenização deverá ser paga na for- empregado, além das parcelas indenizatórias
ma do art. 497. previstas na legislação em vigor, multa a ser
§ 2º Se o empregador houver admitido substi- estabelecida em convenção ou acordo coleti-
tuto para o aposentado, poderá rescindir, com vo, sendo de, no mínimo, cem por cento sobre
este, o respectivo contrato de trabalho sem o valor da última remuneração mensal ante-
indenização, desde que tenha havido ciência rior à suspensão do contrato.
inequívoca da interinidade ao ser celebrado o § 6º Se durante a suspensão do contrato não
contrato. for ministrado o curso ou programa de quali-
Art. 476. Em caso de seguro-doença ou auxílio-en- ficação profissional, ou o empregado perma-
fermidade, o empregado é considerado em licença necer trabalhando para o empregador, ficará
não remunerada, durante o prazo desse benefício. descaracterizada a suspensão, sujeitando o
empregador ao pagamento imediato dos sa-
Art. 476-A. O contrato de trabalho poderá ser sus- lários e dos encargos sociais referentes ao
penso, por um período de dois a cinco meses, para período, às penalidades cabíveis previstas na
participação do empregado em curso ou progra- legislação em vigor, bem como às sanções
ma de qualificação profissional oferecido pelo em- previstas em convenção ou acordo coletivo.
pregador, com duração equivalente à suspensão
contratual, mediante previsão em convenção ou § 7º O prazo limite fixado no caput poderá ser
acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal prorrogado mediante convenção ou acordo
do empregado, observado o disposto no art. 471 coletivo de trabalho e aquiescência formal do
desta Consolidação. empregado, desde que o empregador arque
com o ônus correspondente ao valor da bol-
§ 1º Após a autorização concedida por inter- sa de qualificação profissional, no respecti-
médio de convenção ou acordo coletivo, o vo período.
empregador deverá notificar o respectivo sin-
dicato, com antecedência mínima de quinze
dias da suspensão contratual.
§ 2º O contrato de trabalho não poderá ser
suspenso em conformidade com o disposto

320 www.acasadoconcurseiro.com.br
Direito do Trabalho

CAPÍTULO V rá exceder o equivalente a um mês de re-


DA RESCISÃO muneração do empregado.
§ 6º O pagamento das parcelas constantes
Art. 477. É assegurado a todo empregado, não do instrumento de rescisão ou recibo de
existindo prazo estipulado para a terminação do quitação deverá ser efetuado nos seguintes
respectivo contrato, e quando não haja êle dado prazos:
motivo para cessação das relações de trabalho,
o direto de haver do empregador uma indeni- a) até o primeiro dia útil imediato ao térmi-
zação, paga na base da maior remuneração que no do contrato; ou
tenha percebido na mesma empresa.
b) até o décimo dia, contado da data da no-
§ 1º O pedido de demissão ou recibo de tificação da demissão, quando da ausência
quitação de rescisão, do contrato de traba- do aviso prévio, indenização do mesmo ou
lho, firmado por empregado com mais de 1 dispensa de seu cumprimento.
(um) ano de serviço, só será válido quando
feito com a assistência do respectivo Sindi- § 7º O ato da assistência na rescisão contra-
cato ou perante a autoridade do Ministério tual (§§ 1º e 2º) será sem ônus para o traba-
do Trabalho e Previdência Social. lhador e empregador.

§ 2º O instrumento de rescisão ou recibo de § 8º A inobservância do disposto no § 6º


quitação, qualquer que seja a causa ou for- deste artigo sujeitará o infrator à multa de
ma de dissolução do contrato, deve ter es- 160 BTN, por trabalhador, bem assim ao pa-
pecificada a natureza de cada parcela paga gamento da multa a favor do empregado,
ao empregado e discriminado o seu valor, em valor equivalente ao seu salário, devida-
sendo válida a quitação, apenas, relativa- mente corrigido pelo índice de variação do
mente às mesmas parcelas. BTN, salvo quando, comprovadamente, o
trabalhador der causa à mora.
§ 3º Quando não existir na localidade ne-
nhum dos órgãos previstos neste artigo, a Art. 478 A indenização devida pela rescisão de
assistência será prestada pelo Represente contrato por prazo indeterminado será de 1
do Ministério Público ou, onde houver, pelo (um) mês de remuneração por ano de serviço
Defensor Público e, na falta ou impedimen- efetivo, ou por ano e fração igual ou superior a
to deste, pelo Juiz de Paz. 6 (seis) meses.

§ 4º O pagamento a que fizer jus o empre- § 1º O primeiro ano de duração do contra-


gado será efetuado no ato da homologação to por prazo indeterminado é considerado
da rescisão do contrato de trabalho, em como período de experiência, e, antes que
dinheiro ou em cheque visado, conforme se complete, nenhuma indenização será de-
acordem as partes, salvo se o empregado vida.
for analfabeto, quando o pagamento so- § 2º Se o salário for pago por dia, o cálculo
mente poderá ser feito em dinheiro. da indenização terá por base 25 (vinte e cin-
§ 5º Qualquer compensação no pagamento co) dias.
de que trata o parágrafo anterior não pode-

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§ 3º Se pago por hora, a indenização apurar- Art. 482. Constituem justa causa para rescisão
-se-á na base de 200 (duzentas) horas por do contrato de trabalho pelo empregador:
mês.
a) ato de improbidade;
§ 4º Para os empregados que trabalhem a
comissão ou que tenham direito a percenta- b) incontinência de conduta ou mau proce-
gens, a indenização será calculada pela mé- dimento;
dia das comissões ou percentagens percebi- c) negociação habitual por conta própria
das nos últimos 12 (doze) meses de serviço. ou alheia sem permissão do empregador,
§ 5º Para os empregados que trabalhem por e quando constituir ato de concorrência à
tarefa ou serviço feito, a indenização será empresa para a qual trabalha o empregado,
calculada na base média do tempo costu- ou for prejudicial ao serviço;
meiramente gasto pelo interessado para d) condenação criminal do empregado, pas-
realização de seu serviço, calculando-se o sada em julgado, caso não tenha havido
valor do que seria feito durante 30 (trinta) suspensão da execução da pena;
dias.
e) desídia no desempenho das respectivas
Art. 479 Nos contratos que tenham termo es- funções;
tipulado, o empregador que, sem justa causa,
despedir o empregado será obrigado a pagar- f) embriaguez habitual ou em serviço;
-lhe, a titulo de indenização, e por metade, a
g) violação de segredo da empresa;
remuneração a que teria direito até o termo do
contrato. h) ato de indisciplina ou de insubordinação;
Parágrafo único. Para a execução do que i) abandono de emprego;
dispõe o presente artigo, o cálculo da par-
te variável ou incerta dos salários será feito j) ato lesivo da honra ou da boa fama prati-
de acordo com o prescrito para o cálculo da cado no serviço contra qualquer pessoa, ou
indenização referente à rescisão dos contra- ofensas físicas, nas mesmas condições, sal-
tos por prazo indeterminado. vo em caso de legítima defesa, própria ou
de outrem;
Art. 480. Havendo termo estipulado, o empre-
gado não se poderá desligar do contrato, sem k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou
justa causa, sob pena de ser obrigado a indeni- ofensas físicas praticadas contra o empre-
zar o empregador dos prejuízos que desse fato gador e superiores hierárquicos, salvo em
lhe resultarem. caso de legítima defesa, própria ou de ou-
trem;
§ 1º A indenização, porém, não poderá ex-
ceder àquela a que teria direito o emprega- l) prática constante de jogos de azar.
do em idênticas condições. Parágrafo único. Constitui igualmente justa
Art. 481. Aos contratos por prazo determinado, causa para dispensa de empregado a práti-
que contiverem cláusula assecuratória do di- ca, devidamente comprovada em inquérito
reito recíproco de rescisão antes de expirado o administrativo, de atos atentatórios à segu-
termo ajustado, aplicam-se, caso seja exercido rança nacional.
tal direito por qualquer das partes, os princípios Art. 483. O empregado poderá considerar res-
que regem a rescisão dos contratos por prazo cindido o contrato e pleitear a devida indeniza-
indeterminado. ção quando:

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Direito Do Trabalho – Da Rescisão (Art. 477 a 486) – Prof. Pedro Kuhn

a) forem exigidos serviços superiores às terão direito, conforme o caso, à indenização a


suas forças, defesos por lei, contrários aos que se referem os art. 477 e 497.
bons costumes, ou alheios ao contrato;
Art. 486. No caso de paralisação temporária ou
b) for tratado pelo empregador ou por seus definitiva do trabalho, motivada por ato de au-
superiores hierárquicos com rigor excessi- toridade municipal, estadual ou federal, ou pela
vo; promulgação de lei ou resolução que impossi-
bilite a continuação da atividade, prevalecerá o
c) correr perigo manifesto de mal conside- pagamento da indenização, que ficará a cargo
rável; do governo responsável.
d) não cumprir o empregador as obrigações § 1º Sempre que o empregador invocar em
do contrato; sua defesa o preceito do presente artigo, o
e) praticar o empregador ou seus prepos- tribunal do trabalho competente notificará
tos, contra ele ou pessoas de sua família, a pessoa de direito público apontada como
ato lesivo da honra e boa fama; responsável pela paralisação do trabalho,
para que, no prazo de 30 (trinta) dias, ale-
f) o empregador ou seus prepostos ofende- gue o que entender devido, passando a fi-
rem-no fisicamente, salvo em caso de legíti- gurar no processo como chamada à autoria.
ma defesa, própria ou de outrem;
§ 2º Sempre que a parte interessada, fir-
g) o empregador reduzir o seu trabalho, mada em documento hábil, invocar defesa
sendo este por peça ou tarefa, de forma a baseada na disposição deste artigo e indicar
afetar sensivelmente a importância dos sa- qual o juiz competente, será ouvida a parte
lários. contrária, para, dentro de 3 (três) dias, falar
sobre essa alegação.
§ 1º O empregado poderá suspender a pres-
tação dos serviços ou rescindir o contrato, § 3º Verificada qual a autoridade responsá-
quando tiver de desempenhar obrigações vel, a Junta de Conciliação ou Juiz dar-se-á
legais, incompatíveis com a continuação do por incompetente, remetendo os autos ao
serviço. Juiz Privativo da Fazenda, perante o qual
correrá o feito nos termos previstos no pro-
§ 2º No caso de morte do empregador cons-
cesso comum.
tituído em empresa individual, é facultado
ao empregado rescindir o contrato de tra-
balho.
§ 3º Nas hipóteses das letras "d" e "g", po-
derá o empregado pleitear a rescisão de seu
contrato de trabalho e o pagamento das
respectivas indenizações, permanecendo
ou não no serviço até final decisão do pro-
cesso.
Art. 484. Havendo culpa recíproca no ato que
determinou a rescisão do contrato de trabalho,
o tribunal de trabalho reduzirá a indenização à
que seria devida em caso de culpa exclusiva do
empregador, por metade.
Art. 485. Quando cessar a atividade da empre-
sa, por morte do empregador, os empregados

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Direito do Trabalho

CAPÍTULO VI Art. 488. O horário normal de trabalho do


DO AVISO PRÉVIO empregado, durante o prazo do aviso, e se a
rescisão tiver sido promovida pelo empregador,
Art. 487. Não havendo prazo estipulado, a será reduzido de 2 (duas) horas diárias, sem
parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o prejuízo do salário integral.
contrato deverá avisar a outra da sua resolução Parágrafo único. É facultado ao empregado
com a antecedência mínima de: trabalhar sem a redução das 2 (duas) horas
I – oito dias, se o pagamento for efetuado diárias previstas neste artigo, caso em que
por semana ou tempo inferior; poderá faltar ao serviço, sem prejuízo do
salário integral, por 1 (um) dia, na hipótese
II – trinta dias aos que perceberem por do inciso l, e por 7 (sete) dias corridos,
quinzena ou mês, ou que tenham mais de na hipótese do inciso II do art. 487 desta
12 (doze) meses de serviço na empresa. Consolidação.
§ 1º A falta do aviso prévio por parte do Art. 489. Dado o aviso prévio, a rescisão torna-
empregador dá ao empregado o direito se efetiva depois de expirado o respectivo prazo,
aos salários correspondentes ao prazo do mas, se a parte notificante reconsiderar o ato,
aviso, garantida sempre a integração desse antes de seu termo, à outra parte é facultado
período no seu tempo de serviço. aceitar ou não a reconsideração.
§ 2º A falta de aviso prévio por parte do Parágrafo único. Caso seja aceita a
empregado dá ao empregador o direito de reconsideração ou continuando a prestação
descontar os salários correspondentes ao depois de expirado o prazo, o contrato
prazo respectivo. continuará a vigorar, como se o aviso prévio
§ 3º Em se tratando de salário pago na base não tivesse sido dado.
de tarefa, o cálculo, para os efeitos dos Art. 490. O empregador que, durante o prazo do
parágrafos anteriores, será feito de acordo aviso prévio dado ao empregado, praticar ato
com a média dos últimos 12 (doze) meses que justifique a rescisão imediata do contrato,
de serviço. sujeita-se ao pagamento da remuneração
§ 4º É devido o aviso prévio na despedida correspondente ao prazo do referido aviso, sem
indireta. prejuízo da indenização que for devida.

§ 5º O valor das horas extraordinárias Art. 491. O empregado que, durante o prazo
habituais integra o aviso prévio indenizado. do aviso prévio, cometer qualquer das faltas
consideradas pela lei como justas para a
§ 6º O reajustamento salarial coletivo, rescisão, perde o direito ao restante do
determinado no curso do aviso prévio, respectivo prazo.
beneficia o empregado pré-avisado
da despedida, mesmo que tenha
recebido antecipadamente os salários
correspondentes ao período do aviso, que
integra seu tempo de serviço para todos os
efeitos legais.

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Direito do Trabalho

Seção II mediante opção manifestada perante a


DA JORNADA DE TRABALHO empresa, na forma prevista em instrumento
decorrente de negociação coletiva.
Art. 58. A duração normal do trabalho, para os Art. 59. A duração normal do trabalho poderá
empregados em qualquer atividade privada, ser acrescida de horas suplementares, em
não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde número não excedente de 2 (duas), mediante
que não seja fixado expressamente outro limite. acordo escrito entre empregador e empregado,
§ 1º Não serão descontadas nem ou mediante contrato coletivo de trabalho.
computadas como jornada extraordinária § 1º Do acordo ou do contrato coletivo de
as variações de horário no registro de trabalho deverá constar, obrigatoriamente,
ponto não excedentes de cinco minutos, a importância da remuneração da hora
observado o limite máximo de dez minutos suplementar, que será, pelo menos, 20%
diários. (vinte por cento) superior à da hora normal.
§ 2º O tempo despendido pelo empregado (Vide CF, art. 7º inciso XVI).
até o local de trabalho e para o seu retorno, § 2º Poderá ser dispensado o acréscimo
por qualquer meio de transporte, não será de salário se, por força de acordo ou
computado na jornada de trabalho, salvo convenção coletiva de trabalho, o excesso
quando, tratando-se de local de difícil de horas em um dia for compensado pela
acesso ou não servido por transporte correspondente diminuição em outro dia,
público, o empregador fornecer a condução. de maneira que não exceda, no período
§ 3º Poderão ser fixados, para as máximo de um ano, à soma das jornadas
microempresas e empresas de pequeno semanais de trabalho previstas, nem seja
porte, por meio de acordo ou convenção ultrapassado o limite máximo de dez horas
coletiva, em caso de transporte fornecido diárias.
pelo empregador, em local de difícil acesso § 3º Na hipótese de rescisão do
ou não servido por transporte público, o contrato de trabalho sem que tenha
tempo médio despendido pelo empregado, havido a compensação integral da
bem como a forma e a natureza da jornada extraordinária, na forma do
remuneração. parágrafo anterior, fará o trabalhador
Art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de jus ao pagamento das horas extras não
tempo parcial aquele cuja duração não exceda a compensadas, calculadas sobre o valor da
vinte e cinco horas semanais. remuneração na data da rescisão.

§ 1º O salário a ser pago aos empregados § 4º Os empregados sob o regime de tempo


sob o regime de tempo parcial será parcial não poderão prestar horas extras.
proporcional à sua jornada, em relação aos Art. 60. Nas atividades insalubres, assim
empregados que cumprem, nas mesmas consideradas as constantes dos quadros
funções, tempo integral. mencionados no capítulo "Da Segurança e da
§ 2º Para os atuais empregados, a adoção Medicina do Trabalho", ou que neles venham
do regime de tempo parcial será feita a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho,

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Industria e Comercio, quaisquer prorrogações essa recuperação à prévia autorização da
só poderão ser acordadas mediante licença autoridade competente.
prévia das autoridades competentes em
matéria de higiene do trabalho, as quais, para Art. 62. Não são abrangidos pelo regime
esse efeito, procederão aos necessários exames previsto neste capítulo:
locais e à verificação dos métodos e processos I – os empregados que exercem atividade
de trabalho, quer diretamente, quer por externa incompatível com a fixação de
intermédio de autoridades sanitárias federais, horário de trabalho, devendo tal condição
estaduais e municipais, com quem entrarão em ser anotada na Carteira de Trabalho
entendimento para tal fim. e Previdência Social e no registro de
Art. 61. Ocorrendo necessidade imperiosa, empregados;
poderá a duração do trabalho exceder do limite II – os gerentes, assim considerados os
legal ou convencionado, seja para fazer face exercentes de cargos de gestão, aos quais
a motivo de força maior, seja para atender à se equiparam, para efeito do disposto
realização ou conclusão de serviços inadiáveis neste artigo, os diretores e chefes de
ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo departamento ou filial.
manifesto.
Parágrafo único. O regime previsto neste
§ 1º O excesso, nos casos deste artigo, capítulo será aplicável aos empregados
poderá ser exigido independentemente mencionados no inciso II deste artigo,
de acordo ou contrato coletivo e deverá quando o salário do cargo de confiança,
ser comunicado, dentro de 10 (dez) dias, compreendendo a gratificação de função,
à autoridade competente em matéria de se houver, for inferior ao valor do respectivo
trabalho, ou, antes desse prazo, justificado salário efetivo acrescido de 40% (quarenta
no momento da fiscalização sem prejuízo por cento).
dessa comunicação.
Art. 63. Não haverá distinção entre empregados
§ 2º Nos casos de excesso de horário por e interessados, e a participação em lucros e
motivo de força maior, a remuneração comissões, salvo em lucros de caráter social, não
da hora excedente não será inferior à da exclui o participante do regime deste Capítulo.
hora normal. Nos demais casos de excesso
previstos neste artigo, a remuneração será, Art. 64. O salário-hora normal, no caso de
pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) empregado mensalista, será obtido dividindo-se
superior à da hora normal, e o trabalho não o salário mensal correspondente à duração do
poderá exceder de 12 (doze) horas, desde trabalho, a que se refere o art. 58, por 30 (trinta)
que a lei não fixe expressamente outro vezes o número de horas dessa duração.
limite.
Parágrafo único. Sendo o número de dias
§ 3º Sempre que ocorrer interrupção do inferior a 30 (trinta), adotar-se-á para o
trabalho, resultante de causas acidentais, cálculo, em lugar desse número, o de dias
ou de força maior, que determinem a de trabalho por mês.
impossibilidade de sua realização, a
Art. 65. No caso do empregado diarista, o
duração do trabalho poderá ser prorrogada
salário-hora normal será obtido dividindo-se
pelo tempo necessário até o máximo de 2
o salário diário correspondente à duração do
(duas) horas, durante o número de dias
trabalho, estabelecido no art. 58, pelo número
indispensáveis à recuperação do tempo
de horas de efetivo trabalho.
perdido, desde que não exceda de 10 (dez)
horas diárias, em período não superior a
45 (quarenta e cinco) dias por ano, sujeita

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Direito do Trabalho

Seção III das pelas autoridades competentes em matéria


DOS PERÍODOS DE DESCANSO de trabalho.
Art. 70. Salvo o disposto nos artigos 68 e 69, é
Art. 66. Entre 2 (duas) jornadas de trabalho vedado o trabalho em dias feriados nacionais
haverá um período mínimo de 11 (onze) horas e feriados religiosos, nos têrmos da legislação
consecutivas para descanso. própria.
Art. 67. Será assegurado a todo empregado um Art. 71. Em qualquer trabalho contínuo, cuja
descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a
consecutivas, o qual, salvo motivo de conveni- concessão de um intervalo para repouso ou ali-
ência pública ou necessidade imperiosa do ser- mentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma)
viço, deverá coincidir com o domingo, no todo hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo
ou em parte. em contrário, não poderá exceder de 2 (duas)
Parágrafo único - Nos serviços que exijam horas.
trabalho aos domingos, com exceção quan- § 1º Não excedendo de 6 (seis) horas o tra-
to aos elencos teatrais, será estabelecida balho, será, entretanto, obrigatório um in-
escala de revezamento, mensalmente orga- tervalo de 15 (quinze) minutos quando a
nizada e constando de quadro sujeito à fis- duração ultrapassar 4 (quatro) horas.
calização.
§ 2º Os intervalos de descanso não serão
Art. 68. O trabalho em domingo, seja total ou computados na duração do trabalho.
parcial, na forma do art. 67, será sempre subor-
dinado à permissão prévia da autoridade com- § 3º O limite mínimo de uma hora para re-
petente em matéria de trabalho. pouso ou refeição poderá ser reduzido por
ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Co-
Parágrafo único. A permissão será conce- mércio, quando ouvido o Serviço de Alimen-
dida a título permanente nas atividades tação de Previdência Social, se verificar que
que, por sua natureza ou pela conveniên- o estabelecimento atende integralmente às
cia pública, devem ser exercidas aos do- exigências concernentes à organização dos
mingos, cabendo ao Ministro do Trabalho, refeitórios, e quando os respectivos empre-
Industria e Comercio, expedir instruções gados não estiverem sob regime de traba-
em que sejam especificadas tais atividades. lho prorrogado a horas suplementares.
Nos demais casos, ela será dada sob forma
transitória, com discriminação do período § 4º Quando o intervalo para repouso e
autorizado, o qual, de cada vez, não excede- alimentação, previsto neste artigo, não for
rá de 60 (sessenta) dias. concedido pelo empregador, este ficará
obrigado a remunerar o período corres-
Art. 69. Na regulamentação do funcionamento pondente com um acréscimo de no mínimo
de atividades sujeitas ao regime deste Capítulo, 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da
os municípios atenderão aos preceitos nele es- remuneração da hora normal de trabalho.
tabelecidos, e as regras que venham a fixar não
poderão contrariar tais preceitos nem as instru- § 5º Os intervalos expressos no caput e no §
ções que, para seu cumprimento, forem expedi- 1º poderão ser fracionados quando compre-
endidos entre o término da primeira hora

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trabalhada e o início da última hora traba-
lhada, desde que previsto em convenção ou
acordo coletivo de trabalho, ante a natureza
do serviço e em virtude das condições es-
peciais do trabalho a que são submetidos
estritamente os motoristas, cobradores, fis-
calização de campo e afins nos serviços de
operação de veículos rodoviários, emprega-
dos no setor de transporte coletivo de pas-
sageiros, mantida a mesma remuneração e
concedidos intervalos para descanso meno-
res e fracionados ao final de cada viagem,
não descontados da jornada.
Art. 72. Nos serviços permanentes de mecano-
grafia (datilografia, escrituração ou cálculo), a
cada período de 90 (noventa) minutos de traba-
lho consecutivo corresponderá um repouso de
10 (dez) minutos não deduzidos da duração nor-
mal de trabalho.

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Direito do Trabalho

Seção IV
DO TRABALHO NOTURNO
Art. 73. Salvo nos casos de revezamento sema-
nal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remu-
neração superior a do diurno e, para esse efei-
to, sua remuneração terá um acréscimo de 20
% (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora
diurna.
§ 1º A hora do trabalho noturno será com-
putada como de 52 minutos e 30 segundos.
§ 2º Considera-se noturno, para os efeitos
deste artigo, o trabalho executado entre as
22 horas de um dia e as 5 horas do dia se-
guinte.
§ 3º O acréscimo, a que se refere o presente
artigo, em se tratando de empresas que não
mantêm, pela natureza de suas atividades,
trabalho noturno habitual, será feito, tendo
em vista os quantitativos pagos por traba-
lhos diurnos de natureza semelhante. Em
relação às empresas cujo trabalho noturno
decorra da natureza de suas atividades, o
aumento será calculado sobre o salário mí-
nimo geral vigente na região, não sendo de-
vido quando exceder desse limite, já acres-
cido da percentagem.
§ 4º Nos horários mistos, assim entendidos
os que abrangem períodos diurnos e notur-
nos, aplica-se às horas de trabalho noturno
o disposto neste artigo e seus parágrafos.
§ 5º Às prorrogações do trabalho noturno
aplica-se o disposto neste capítulo.

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Direito do Trabalho

CAPÍTULO III nados nos quadros a que alude o parágrafo


DO SALÁRIO MÍNIMO anterior, os alimentos, quando as condições
da região, zona ou subzona o aconselharem,
Seção I respeitados os valores nutritivos determi-
nados nos mesmos quadros.
DO CONCEITO
§ 3º O Ministério do Trabalho, Industria e
Art. 76. Salário mínimo é a contraprestação mí- Comercio fará, periodicamente, a revisão
nima devida e paga diretamente pelo emprega- dos quadros a que se refere o § 1º deste ar-
dor a todo trabalhador, inclusive ao trabalhador tigo.
rural, sem distinção de sexo, por dia normal de
serviço, e capaz de satisfazer, em determinada Art. 82. Quando o empregador fornecer, in na-
época e região do País, as suas necessidades tura, uma ou mais das parcelas do salário mí-
normais de alimentação, habitação, vestuário, nimo, o salário em dinheiro será determinado
higiene e transporte. pela fórmula Sd = Sm - P, em que Sd representa
o salário em dinheiro, Sm o salário mínimo e P a
Art. 78. Quando o salário for ajustado por em- soma dos valores daquelas parcelas na região,
preitada, ou convencionado por tarefa ou peça, zona ou subzona.
será garantida ao trabalhador uma remunera-
ção diária nunca inferior à do salário mínimo Parágrafo único. O salário mínimo pago em
por dia normal da região, zona ou subzona. dinheiro não será inferior a 30% (trinta por
cento) do salário mínimo fixado para a re-
Parágrafo único. Quando o salário-mínimo gião, zona ou subzona.
mensal do empregado a comissão ou que
tenha direito a percentagem for integra- Art. 83. É devido o salário mínimo ao trabalha-
do por parte fixa e parte variável, ser-lhe-á dor em domicílio, considerado este como o exe-
sempre garantido o salário-mínimo, vedado cutado na habitação do empregado ou em ofi-
qualquer desconto em mês subsequente a cina de família, por conta de empregador que o
título de compensação. remunere.

Art. 81. O salário mínimo será determinado pela


fórmula Sm = a + b + c + d + e, em que "a", "b",
"c", "d" e "e" representam, respectivamente, o
valor das despesas diárias com alimentação, ha-
bitação, vestuário, higiene e transporte neces-
sários à vida de um trabalhador adulto.
§ 1º A parcela correspondente à alimenta-
ção terá um valor mínimo igual aos valores
da lista de provisões, constantes dos qua-
dros devidamente aprovados e necessários
à alimentação diária do trabalhador adulto.
§ 2º Poderão ser substituídos pelos equi-
valentes de cada grupo, também mencio-

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Direito do Trabalho

CAPÍTULO IV II – dezesseis dias, para a duração do traba-


DAS FÉRIAS ANUAIS lho semanal superior a vinte horas, até vin-
te e duas horas;
Seção I III – quatorze dias, para a duração do tra-
DO DIREITO A FÉRIAS E balho semanal superior a quinze horas, até
DA SUA DURAÇÃO vinte horas;

Art. 129. Todo empregado terá direito anual- IV – doze dias, para a duração do trabalho
mente ao gozo de um período de férias, sem semanal superior a dez horas, até quinze
prejuízo da remuneração. horas;

Art. 130. Após cada período de 12 (doze) meses V – dez dias, para a duração do trabalho se-
de vigência do contrato de trabalho, o emprega- manal superior a cinco horas, até dez horas;
do terá direito a férias, na seguinte proporção: VI – oito dias, para a duração do trabalho
I – 30 (trinta) dias corridos, quando não semanal igual ou inferior a cinco horas.
houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco) Parágrafo único. O empregado contrata-
vezes; do sob o regime de tempo parcial que tiver
II – 24 (vinte e quatro) dias corridos, quando mais de sete faltas injustificadas ao longo
houver tido de 6 (seis) a 14 (quatorze) fal- do período aquisitivo terá o seu período de
tas; férias reduzido à metade.

III – 18 (dezoito) dias corridos, quando hou- Art. 131. Não será considerada falta ao serviço,
ver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três) fal- para os efeitos do artigo anterior, a ausência do
tas; empregado:

IV – 12 (doze) dias corridos, quando hou- I – nos casos referidos no art. 473;
ver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e II – durante o licenciamento compulsório da
duas) faltas. empregada por motivo de maternidade ou
§ 1º É vedado descontar, do período de fé- aborto, observados os requisitos para per-
rias, as faltas do empregado ao serviço. cepção do salário-maternidade custeado
pela Previdência Social;
§ 2º O período das férias será computado,
para todos os efeitos, como tempo de ser- III – por motivo de acidente do trabalho ou
viço. enfermidade atestada pelo Instituto Nacio-
nal do Seguro Social – INSS, excetuada a hi-
Art. 130-A. Na modalidade do regime de tem- pótese do inciso IV do art. 133;
po parcial, após cada período de doze meses de
vigência do contrato de trabalho, o empregado IV – justificada pela empresa, entendendo-
terá direito a férias, na seguinte proporção: -se como tal a que não tiver determinado o
desconto do correspondente salário;
I – dezoito dias, para a duração do trabalho
semanal superior a vinte e duas horas, até V – durante a suspensão preventiva para
vinte e cinco horas; responder a inquérito administrativo ou de

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prisão preventiva, quando for impronuncia- nal, bem como afixará aviso nos respectivos
do ou absolvido; e locais de trabalho.
VI – nos dias em que não tenha havido ser-
viço, salvo na hipótese do inciso III do art.
133.
Art. 132. O tempo de trabalho anterior à apre-
sentação do empregado para serviço militar
obrigatório será computado no período aquisiti-
vo, desde que ele compareça ao estabelecimen-
to dentro de 90 (noventa) dias da data em que
se verificar a respectiva baixa.
Art. 133. Não terá direito a férias o empregado
que, no curso do período aquisitivo:
I – deixar o emprego e não for readmitido
dentro de 60 (sessenta) dias subsequentes
à sua saída;
II – permanecer em gozo de licença, com
percepção de salários, por mais de 30 (trin-
ta) dias;
III – deixar de trabalhar, com percepção do
salário, por mais de 30 (trinta) dias, em vir-
tude de paralisação parcial ou total dos ser-
viços da empresa; e
IV – tiver percebido da Previdência Social
prestações de acidente de trabalho ou de
auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses,
embora descontínuos.
§ 1º A interrupção da prestação de serviços
deverá ser anotada na Carteira de Trabalho
e Previdência Social.
§ 2º Iniciar-se-á o decurso de novo período
aquisitivo quando o empregado, após o im-
plemento de qualquer das condições pre-
vistas neste artigo, retornar ao serviço.
§ 3º Para os fins previstos no inciso lIl deste
artigo a empresa comunicará ao órgão local
do Ministério do Trabalho, com antecedên-
cia mínima de 15 (quinze) dias, as datas de
início e fim da paralisação total ou parcial
dos serviços da empresa, e, em igual prazo,
comunicará, nos mesmos termos, ao sindi-
cato representativo da categoria profissio-

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Direito do Trabalho

Seção II § 2º O empregado estudante, menor de 18


DA CONCESSÃO E DA ÉPOCA (dezoito) anos, terá direito a fazer coincidir
suas férias com as férias escolares.
DAS FÉRIAS
Art. 137. Sempre que as férias forem concedidas
Art. 134. As férias serão concedidas por ato do após o prazo de que trata o art. 134, o emprega-
empregador, em um só período, nos 12 (doze) dor pagará em dobro a respectiva remuneração.
meses subsequentes à data em que o emprega-
do tiver adquirido o direito. § 1º Vencido o mencionado prazo sem que
o empregador tenha concedido as férias, o
§ 1º Somente em casos excepcionais serão empregado poderá ajuizar reclamação pe-
as férias concedidas em 2 (dois) períodos, dindo a fixação, por sentença, da época de
um dos quais não poderá ser inferior a 10 gozo das mesmas.
(dez) dias corridos.
§ 2º A sentença dominará pena diária de
§ 2º Aos menores de 18 (dezoito) anos e aos 5% (cinco por cento) do salário mínimo da
maiores de 50 (cinquenta) anos de idade, as região, devida ao empregado até que seja
férias serão sempre concedidas de uma só cumprida.
vez.
§ 3º Cópia da decisão judicial transitada em
Art. 135. A concessão das férias será participa- julgado será remetida ao órgão local do Mi-
da, por escrito, ao empregado, com antecedên- nistério do Trabalho, para fins de aplicação
cia de, no mínimo, 30 (trinta) dias. Dessa partici- da multa de caráter administrativo.
pação o interessado dará recibo.
Art. 138. Durante as férias, o empregado não
§ 1º O empregado não poderá entrar no poderá prestar serviços a outro empregador,
gozo das férias sem que apresente ao em- salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude
pregador sua Carteira de Trabalho e Previ- de contrato de trabalho regularmente mantido
dência Social, para que nela seja anotada a com aquele.
respectiva concessão.
§ 2º A concessão das férias será, igualmen-
te, anotada no livro ou nas fichas de registro
dos empregados.
Art. 136. A época da concessão das férias será
a que melhor consulte os interesses do empre-
gador.
§ 1º Os membros de uma família, que traba-
lharem no mesmo estabelecimento ou em-
presa, terão direito a gozar férias no mesmo
período, se assim o desejarem e se disto
não resultar prejuízo para o serviço.

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Direito do Trabalho

Seção IV Art. 143. É facultado ao empregado converter


DA REMUNERAÇÃO E DO 1/3 (um terço) do período de férias a que tiver
direito em abono pecuniário, no valor da remu-
ABONO DE FÉRIAS neração que lhe seria devida nos dias corres-
Art. 142. O empregado perceberá, durante as pondentes.
férias, a remuneração que lhe for devida na data § 1º O abono de férias deverá ser requerido
da sua concessão. até 15 (quinze) dias antes do término do pe-
§ 1º Quando o salário for pago por hora ríodo aquisitivo.
com jornadas variáveis, apurar-se-á a média § 2º Tratando-se de férias coletivas, a con-
do período aquisitivo, aplicando-se o valor versão a que se refere este artigo deverá ser
do salário na data da concessão das férias. objeto de acordo coletivo entre o emprega-
§ 2º Quando o salário for pago por tarefa dor e o sindicato representativo da respec-
tomar-se-á por base a media da produção tiva categoria profissional, independendo
no período aquisitivo do direito a férias, de requerimento individual a concessão do
aplicando-se o valor da remuneração da ta- abono.
refa na data da concessão das férias. § 3º O disposto neste artigo não se aplica
§ 3º Quando o salário for pago por percen- aos empregados sob o regime de tempo
tagem, comissão ou viagem, apurar-se-á a parcial.
média percebida pelo empregado nos 12 Art. 144. O abono de férias de que trata o artigo
(doze) meses que precederem à concessão anterior, bem como o concedido em virtude de
das férias. cláusula do contrato de trabalho, do regulamen-
§ 4º A parte do salário paga em utilidades to da empresa, de convenção ou acordo coleti-
será computada de acordo com a anotação vo, desde que não excedente de vinte dias do
na Carteira de Trabalho e Previdência Social. salário, não integrarão a remuneração do em-
pregado para os efeitos da legislação do traba-
§ 5º Os adicionais por trabalho extraordi- lho.
nário, noturno, insalubre ou perigoso serão
computados no salário que servirá de base Art. 145. O pagamento da remuneração das fé-
ao cálculo da remuneração das férias. rias e, se for o caso, o do abono referido no art.
143 serão efetuados até 2 (dois) dias antes do
§ 6º Se, no momento das férias, o empre- início do respectivo período.
gado não estiver percebendo o mesmo
adicional do período aquisitivo, ou quando Parágrafo único. O empregado dará quita-
o valor deste não tiver sido uniforme será ção do pagamento, com indicação do início
computada a média duodecimal recebida e do termo das férias.
naquele período, após a atualização das im-
portâncias pagas, mediante incidência dos
percentuais dos reajustamentos salariais
supervenientes.

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Direito do Trabalho

CAPÍTULO II I – vestuários, equipamentos e outros acessó-


DA REMUNERAÇÃO rios fornecidos aos empregados e utilizados
no local de trabalho, para a prestação do ser-
Art. 457. Compreendem-se na remuneração do viço;
empregado, para todos os efeitos legais, além do II – educação, em estabelecimento de ensino
salário devido e pago diretamente pelo emprega- próprio ou de terceiros, compreendendo os
dor, como contraprestação do serviço, as gorjetas valores relativos a matrícula, mensalidade,
que receber. anuidade, livros e material didático;
§ 1º Integram o salário não só a importância III – transporte destinado ao deslocamento
fixa estipulada, como também as comissões, para o trabalho e retorno, em percurso servi-
percentagens, gratificações ajustadas, diárias do ou não por transporte público;
para viagens e abonos pagos pelo emprega-
dor. IV – assistência médica, hospitalar e odon-
tológica, prestada diretamente ou mediante
§ 2º Não se incluem nos salários as ajudas de seguro-saúde;
custo, assim como as diárias para viagem que
não excedam de 50% (cinquenta por cento) V – seguros de vida e de acidentes pessoais;
do salário percebido pelo empregado. VI – previdência privada;
§ 3º Considera-se gorjeta não só a importân- VIII – o valor correspondente ao vale-cultura.
cia espontaneamente dada pelo cliente ao
§ 3º A habitação e a alimentação fornecidas
empregado, como também aquela que fôr co-
como salário-utilidade deverão atender aos
brada pela empresa ao cliente, como adicio-
fins a que se destinam e não poderão exce-
nal nas contas, a qualquer título, e destinada a
der, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por
distribuição aos empregados.
cento) e 20% (vinte por cento) do salário-con-
Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, com- tratual.
preende-se no salário, para todos os efeitos le-
§ 4º Tratando-se de habitação coletiva, o va-
gais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras
lor do salário-utilidade a ela correspondente
prestações "in natura" que a empresa, por força
será obtido mediante a divisão do justo valor
do contrato ou do costume, fornecer habitual-
da habitação pelo número de co-habitantes,
mente ao empregado. Em caso algum será permi-
vedada, em qualquer hipótese, a utilização da
tido o pagamento com bebidas alcoólicas ou dro-
mesma unidade residencial por mais de uma
gas nocivas.
família.
§ 1º Os valores atribuídos às prestações "in
Art. 459. O pagamento do salário, qualquer que
natura" deverão ser justos e razoáveis, não
seja a modalidade do trabalho, não deve ser esti-
podendo exceder, em cada caso, os dos per-
pulado por período superior a 1 (um) mês, salvo
centuais das parcelas componentes do salá-
no que concerne a comissões, percentagens e gra-
rio-mínimo (arts. 81 e 82).
tificações.
§ 2º Para os efeitos previstos neste artigo, não
serão consideradas como salário as seguintes § 1º Quando o pagamento houver sido estipu-
utilidades concedidas pelo empregador: lado por mês, deverá ser efetuado, o mais tar-
dar, até o quinto dia útil do mês subsequente
ao vencido.

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Art. 460. Na falta de estipulação do salário ou não § 3º Sempre que não for possível o acesso
havendo prova sobre a importância ajustada, o dos empregados a armazéns ou serviços não
empregado terá direito a perceber salário igual mantidos pela Empresa, é lícito à autoridade
ao daquela que, na mesma empresa, fizer servi- competente determinar a adoção de medidas
ço equivalente ou do que for habitualmente pago adequadas, visando a que as mercadorias se-
para serviço semelhante. jam vendidas e os serviços prestados a preços
Art. 461. Sendo idêntica a função, a todo trabalho razoáveis, sem intuito de lucro e sempre em
de igual valor, prestado ao mesmo empregador, benefício das empregados.
na mesma localidade, corresponderá igual salário, § 4º Observado o disposto neste Capítulo, é
sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade. vedado às empresas limitar, por qualquer for-
§ 1º Trabalho de igual valor, para os fins deste ma, a liberdade dos empregados de dispor do
Capítulo, será o que for feito com igual pro- seu salário.
dutividade e com a mesma perfeição técnica, Art. 463. A prestação, em espécie, do salário será
entre pessoas cuja diferença de tempo de ser- paga em moeda corrente do País.
viço não for superior a 2 (dois) anos. Parágrafo único. O pagamento do salário re-
§ 2º Os dispositivos deste artigo não preva- alizado com inobservância deste artigo consi-
lecerão quando o empregador tiver pessoal dera-se como não feito.
organizado em quadro de carreira, hipótese Art. 464. O pagamento do salário deverá ser efetu-
em que as promoções deverão obedecer aos ado contra recibo, assinado pelo empregado; em
critérios de antiguidade e merecimento. se tratando de analfabeto, mediante sua impres-
§ 3º No caso do parágrafo anterior, as promo- são digital, ou, não sendo esta possível, a seu rogo.
ções deverão ser feitas alternadamente por Parágrafo único. Terá força de recibo o com-
merecimento e por antiguidade, dentro de provante de depósito em conta bancária,
cada categoria profissional. aberta para esse fim em nome de cada em-
§ 4º O trabalhador readaptado em nova fun- pregado, com o consentimento deste, em es-
ção por motivo de deficiência física ou mental tabelecimento de crédito próximo ao local de
atestada pelo órgão competente da Previdên- trabalho.
cia Social não servirá de paradigma para fins Art. 465. O pagamento dos salários será efetuado
de equiparação salarial. em dia útil e no local do trabalho, dentro do horá-
Art. 462. Ao empregador é vedado efetuar qual- rio do serviço ou imediatamente após o encerra-
quer desconto nos salários do empregado, salvo mento deste, salvo quando efetuado por depósito
quando este resultar de adiantamentos, de dispo- em conta bancária, observado o disposto no artigo
sitivos de lei ou de contrato coletivo. anterior.
§ 1º Em caso de dano causado pelo emprega- Art. 466. O pagamento de comissões e percenta-
do, o desconto será lícito, desde de que esta gens só é exigível depois de ultimada a transação
possibilidade tenha sido acordada ou na ocor- a que se referem.
rência de dolo do empregado.
§ 1º Nas transações realizadas por prestações
§ 2º É vedado à empresa que mantiver arma- sucessivas, é exigível o pagamento das per-
zém para venda de mercadorias aos empre- centagens e comissões que lhes disserem
gados ou serviços estimados a proporcionar- respeito proporcionalmente à respectiva li-
-lhes prestações " in natura " exercer qualquer quidação.
coação ou induzimento no sentido de que os
empregados se utilizem do armazém ou dos § 2º A cessação das relações de trabalho
serviços. não prejudica a percepção das comissões e

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Direito do Trabalho – Da Remuneração Art. 457 a 467 – Prof. Pedro Kuh

percentagens devidas na forma estabeleci-


da por este artigo.
Art. 467. Em caso de rescisão de contrato de
trabalho, havendo controvérsia sobre o mon-
tante das verbas rescisórias, o empregador
é obrigado a pagar ao trabalhador, à data do
comparecimento à Justiça do Trabalho, a parte
incontroversa dessas verbas, sob pena de pagá-
-las acrescidas de cinquenta por cento".

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Direito do Trabalho

13º SALÁRIO

LEI Nº 4.090, DE 13 DE JULHO DE 1962. Art. 4º Esta Lei entrará em vigor na data de sua
publicação, revogadas as disposições em con-
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que trário.
o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte Lei: Brasília, 13 de julho de 1962; 141º da Indepen-
dência e 74º da República.
Art. 1º No mês de dezembro de cada ano, a
todo empregado será paga, pelo empregador,
uma gratificação salarial, independentemente DECRETO Nº 57.155, DE 3 DE
da remuneração a que fizer jus. NOVEMBRO DE 1965.
§ 1º A gratificação corresponderá a 1/12
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atri-
avos da remuneração devida em dezembro,
buição que lhe confere o art. 87, item I, da Cons-
por mês de serviço, do ano correspondente.
tituição, e tendo em vista o disposto no art. 6º
§ 2º A fração igual ou superior a 15 (quinze) da Lei nº 4.749, de 12 de agosto de 1965,
dias de trabalho será havida como mês in-
DECRETA:
tegral para os efeitos do parágrafo anterior.
Art. 1º O pagamento da gratificação salarial, ins-
§ 3º A gratificação será proporcional:
tituída pela Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962,
I – na extinção dos contratos a prazo, entre com as alterações constantes da Lei nº 4.749, de
estes incluídos os de safra, ainda que a rela- 12 de agosto de 1965, será efetuado pelo em-
ção de emprego haja findado antes de de- pregador até o dia 20 de dezembro de cada ano,
zembro; e tomando-se por base a remuneração devida
nesse mês de acordo com o tempo de serviço
II – na cessação da relação de emprego re- do empregado no ano em curso.
sultante da aposentadoria do trabalhador,
ainda que verificada antes de dezembro. Parágrafo único. A gratificação correspon-
derá a 1/12 (um doze avos) da remuneração
Art. 2º As faltas legais e justificadas ao serviço devida em dezembro, por mês de serviço,
não serão deduzidas para os fins previstos no § do ano correspondente, sendo que a fração
1º do art. 1º desta Lei. igual ou superior a 15 (quinze) dias de tra-
Art. 3º Ocorrendo rescisão, sem justa causa, do balho será havida como mês integral.
contrato de trabalho, o empregado receberá a Art. 2º Para os empregados que recebem sa-
gratificação devida nos termos dos parágrafos lário variável, a qualquer título, a gratificação
1º e 2º do art. 1º desta Lei, calculada sobre a será calculada na base de 1/11 (um onze avos)
remuneração do mês da rescisão. da soma das importâncias variáveis devidas nos
meses trabalhados até novembro de cada ano.

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A esta gratificação se somará a que correspon- Art. 6º As faltas legais e as justificadas ao servi-
der à parte do salário contratual fixo. ço não serão deduzidas para os fins previstos no
art. 2º deste decreto.
Parágrafo único. Até o dia 10 de janeiro de
cada ano, computada a parcela do mês de Art. 7º Ocorrendo a extinção do contrato de tra-
dezembro, o cálculo da gratificação será balho, salvo na hipótese de rescisão com justa
revisto para 1/12 (um doze avos) do total causa, o empregado receberá a gratificação de-
devido no ano anterior, processando-se a vida, nos termos do art. 1º, calculada sobre a re-
correção do valor da respectiva gratifica- muneração do respectivo mês.
ção com o pagamento ou compensação das
possíveis diferenças. Parágrafo único. Se a extinção do contrato
de trabalho ocorrer antes do pagamento de
Art. 3º Entre os meses de fevereiro e novembro que se trata o art. 1º, o empregador poderá
de cada ano, o empregador pagará, como adian- compensar o adiantamento mencionado no
tamento da gratificação, de uma só vez, metade art. 3º, com o valor da gratificação devida
do salário recebido pelo empregado no mês an- na hipótese de rescisão.
terior.
Art. 8º As contribuições devidas aos Institutos
§ 1º Tratando-se de empregados que rece- de Aposentadoria e Pensões que incidem sobre
bem apenas salário variável, a qualquer tí- a gratificação salarial serão descontadas levan-
tulo, o adiantamento será calculado na base do-se em conta o seu valor total e sobre este
da soma das importâncias variáveis devidas aplicando-se o limite estabelecido na Previdên-
nos meses trabalhados até o anterior àque- cia Social.
le em que se realizar o mesmo adiantamen-
to. Parágrafo único. O desconto, na forma des-
te artigo, incidirá sobre o pagamento da
§ 2º O empregador não estará obrigado a gratificação efetuado no mês de dezembro.
pagar o adiantamento no mesmo mês a to-
dos os seus empregados. Art. 9º O presente decreto entrará em vigor na
data de sua publicação, revogadas as disposi-
§ 3º A importância que o empregado hou- ções em contrário.
ver recebido a título de adiantamento será
deduzida do valor da gratificação devida. Brasília, 3 de novembro de 1965; 144º da Inde-
pendência e 77º da República.
§ 4º Nos casos em que o empregado for ad-
mitido no curso do ano, ou, durante este,
não permanecer à disposição do emprega-
dor durante todos os meses, o adiantamen-
to corresponderá à metade de 1/12 avos da
remuneração, por mês de serviço ou fração
superior a 15 (quinze) dias.
Art. 4º o adiantamento será pago ao ensejo das
férias do empregado, sempre que este o reque-
rer no mês de janeiro do correspondente ano.
Art. 5º Quando parte da remuneração for paga
em utilidades, o valor da quantia efetivamente
descontada e correspondente a essas, será com-
putado para fixação da respectiva gratificação.

346 www.acasadoconcurseiro.com.br
Direito do Trabalho

DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA.

A prescrição, assim como a decadência, são te- Art. 208. Aplica-se à decadência o disposto nos
mas de direito material e não de direito proces- arts. 195 e 198, inciso I (Art. 198. Também não
sual, contudo, o reconhecimento da prescrição corre a prescrição: I – contra os incapazes de
gera efeitos processuais. que trata o art. 3º).

Código Civil. Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada


em lei.
Da Prescrição – Disposições Gerais Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da de-
cadência, quando estabelecida por lei.
Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular
a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, Art. 211. Se a decadência for convencional, a
nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206. parte a quem aproveita pode alegá-la em qual-
quer grau de jurisdição, mas o juiz não pode su-
Art. 190. A exceção prescreve no mesmo prazo
prir a alegação.
em que a pretensão.
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser ex- Decadência Prescrição
pressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem Extingue o direito; Extingue a ação;
prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se
consumar; tácita é a renúncia quando se presu- Atinge o direito potes- Direitos reais e pesso-
me de fatos do interessado, incompatíveis com tativo; ais que envolvem uma
prestação e, em conse-
a prescrição.
quência, uma obriga-
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ção da contraparte;
ser alterados por acordo das partes. São simultâneos os A ação nasce depois do
nascimentos do direito direito, após sua vio-
Art. 193. A prescrição pode ser alegada em
e da ação, assim como lação, perecendo sem
qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem a sua extinção; que ele se extinga;
aproveita.
O prazo decadencial O prazo prescricional
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pes- pode advir de norma somente por lei;
soas jurídicas têm ação contra os seus assisten- jurídica autônoma, he-
tes ou representantes legais, que derem causa à terônoma, instrumen-
prescrição, ou não a alegarem oportunamente. tos contratuais ou de-
claração unilaterais de
Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pes- vontade (testamento
soa continua a correr contra o seu sucessor. ou regulamento de em-
presa);
Da Decadência
O prazo não sofre sus- Pode ser interrompida
Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, pensão ou interrupção; ou suspensa;
não se aplicam à decadência as normas que im- Pode ser alegada pela Pode ser alegada pela
pedem, suspendem ou interrompem a prescri- parte, MP, ou de ofício parte ou pronunciada
ção. pelo juiz; de ofício pelo Juiz,
ainda que se tratar de
direitos patrimoniais;

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Direito do Trabalho

CAPÍTULO V I – promover a fiscalização do cumprimen-


DA SEGURANÇA E DA MEDICINA to das normas de segurança e medicina do
trabalho;
DO TRABALHO
II – adotar as medidas que se tornem exigí-
Seção I veis, em virtude das disposições deste Capí-
DISPOSIÇÕES GERAIS tulo, determinando as obras e reparos que,
em qualquer local de trabalho, se façam ne-
Art. 154. A observância, em todos os locais cessárias;
de trabalho, do disposto neste Capitulo, não
desobriga as empresas do cumprimento III – impor as penalidades cabíveis por des-
de outras disposições que, com relação à cumprimento das normas constantes deste
matéria, sejam incluídas em códigos de obras Capítulo, nos termos do art. 201.
ou regulamentos sanitários dos Estados ou Art. 157. Cabe às empresas:
Municípios em que se situem os respectivos
estabelecimentos, bem como daquelas oriundas I – cumprir e fazer cumprir as normas de se-
de convenções coletivas de trabalho. gurança e medicina do trabalho;

Art. 155. Incumbe ao órgão de âmbito nacional II – instruir os empregados, através de or-
competente em matéria de segurança e medici- dens de serviço, quanto às precauções a to-
na do trabalho: mar no sentido de evitar acidentes do tra-
balho ou doenças ocupacionais;
I – estabelecer, nos limites de sua compe-
tência, normas sobre a aplicação dos pre- III – adotar as medidas que lhes sejam de-
ceitos deste Capítulo, especialmente os re- terminadas pelo órgão regional competen-
feridos no art. 200; te;

II – coordenar, orientar, controlar e supervi- IV – facilitar o exercício da fiscalização pela


sionar a fiscalização e as demais atividades autoridade competente.
relacionadas com a segurança e a medicina Art. 158. Cabe aos empregados:
do trabalho em todo o território nacional,
inclusive a Campanha Nacional de Preven- I – observar as normas de segurança e me-
ção de Acidentes do Trabalho; dicina do trabalho, inclusive as instruções
de que trata o item II do artigo anterior;
III – conhecer, em última instância, dos re-
cursos, voluntários ou de ofício, das deci- II – colaborar com a empresa na aplicação
sões proferidas pelos Delegados Regionais dos dispositivos deste Capítulo.
do Trabalho, em matéria de segurança e
medicina do trabalho. Parágrafo único. Constitui ato faltoso do
empregado a recusa injustificada:
Art. 156. Compete especialmente às Delegacias
Regionais do Trabalho, nos limites de sua juris- a) à observância das instruções expedidas
dição: pelo empregador na forma do item II do ar-
tigo anterior;

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b) ao uso dos equipamentos de proteção in-
dividual fornecidos pela empresa.
Art. 159. Mediante convênio autorizado pelo
Ministro do Trabalho, poderão ser delegadas a
outros órgãos federais, estaduais ou municipais
atribuições de fiscalização ou orientação às em-
presas quanto ao cumprimento das disposições
constantes deste Capítulo.

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Seção XIII Art. 192. O exercício de trabalho em condições


DAS ATIVIDADES INSALUBRES insalubres, acima dos limites de tolerância esta-
belecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura
OU PERIGOSAS a percepção de adicional respectivamente de
Art. 189. Serão consideradas atividades ou ope- 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cen-
rações insalubres aquelas que, por sua natureza, to) e 10% (dez por cento) do salário-mínimo da
condições ou métodos de trabalho, exponham região, segundo se classifiquem nos graus máxi-
os empregados a agentes nocivos à saúde, aci- mo, médio e mínimo.
ma dos limites de tolerância fixados em razão Art. 193. São consideradas atividades ou ope-
da natureza e da intensidade do agente e do rações perigosas, na forma da regulamentação
tempo de exposição aos seus efeitos. aprovada pelo Ministério do Trabalho e Empre-
Art. 190. O Ministério do Trabalho aprovará o go, aquelas que, por sua natureza ou métodos
quadro das atividades e operações insalubres e de trabalho, impliquem risco acentuado em vir-
adotará normas sobre os critérios de caracteri- tude de exposição permanente do trabalhador
zação da insalubridade, os limites de tolerância a:
aos agentes agressivos, meios de proteção e o I – inflamáveis, explosivos ou energia elétri-
tempo máximo de exposição do empregado a ca;
esses agentes.
II – roubos ou outras espécies de violência
Parágrafo único. As normas referidas neste física nas atividades profissionais de segu-
artigo incluirão medidas de proteção do or- rança pessoal ou patrimonial.
ganismo do trabalhador nas operações que
produzem aerodispersóides tóxicos, irritan- § 1º O trabalho em condições de periculosi-
tes, alérgicos ou incômodos. dade assegura ao empregado um adicional
de 30% (trinta por cento) sobre o salário
Art. 191. A eliminação ou a neutralização da in- sem os acréscimos resultantes de gratifica-
salubridade ocorrerá: ções, prêmios ou participações nos lucros
I – com a adoção de medidas que conser- da empresa.
vem o ambiente de trabalho dentro dos li- § 2º O empregado poderá optar pelo adi-
mites de tolerância; cional de insalubridade que porventura lhe
II – com a utilização de equipamentos de seja devido.
proteção individual ao trabalhador, que di- § 3º Serão descontados ou compensados do
minuam a intensidade do agente agressivo adicional outros da mesma natureza even-
a limites de tolerância. tualmente já concedidos ao vigilante por
Parágrafo único. Caberá às Delegacias Re- meio de acordo coletivo.
gionais do Trabalho, comprovada a insalu- § 4º São também consideradas perigosas as
bridade, notificar as empresas, estipulando atividades de trabalhador em motocicleta.
prazos para sua eliminação ou neutraliza-
ção, na forma deste artigo. Art.194. O direito do empregado ao adicional
de insalubridade ou de periculosidade cessará
com a eliminação do risco à sua saúde ou in-

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tegridade física, nos termos desta Seção e das cia quanto aos materiais e substâncias peri-
normas expedidas pelo Ministério do Trabalho. gosos ou nocivos à saúde.
Art. 195. A caracterização e a classificação da
insalubridade e da periculosidade, segundo as
normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão
através de perícia a cargo de Médico do Traba-
lho ou Engenheiro do Trabalho, registrados no
Ministério do Trabalho.
§ 1º É facultado às empresas e aos sindica-
tos das categorias profissionais interessadas
requererem ao Ministério do Trabalho a re-
alização de perícia em estabelecimento ou
setor deste, com o objetivo de caracterizar
e classificar ou delimitar as atividades insa-
lubres ou perigosas.
§ 2º Arguida em juízo insalubridade ou pe-
riculosidade, seja por empregado, seja por
Sindicato em favor de grupo de associado,
o juiz designará perito habilitado na forma
deste artigo, e, onde não houver, requisita-
rá perícia ao órgão competente do Ministé-
rio do Trabalho.
§ 3º O disposto nos parágrafos anteriores
não prejudica a ação fiscalizadora do Minis-
tério do Trabalho, nem a realização ex offi-
cio da perícia.
Art.196. Os efeitos pecuniários decorrentes do
trabalho em condições de insalubridade ou pe-
riculosidade serão devidos a contar da data da
inclusão da respectiva atividade nos quadros
aprovados pelo Ministro do Trabalho, respeita-
das as normas do artigo 11.
Art. 197. Os materiais e substâncias emprega-
dos, manipulados ou transportados nos locais
de trabalho, quando perigosos ou nocivos à saú-
de, devem conter, no rótulo, sua composição,
recomendações de socorro imediato e o símbo-
lo de perigo correspondente, segundo a padro-
nização internacional.
Parágrafo único. Os estabelecimentos que
mantenham as atividades previstas nes-
te artigo afixarão, nos setores de trabalho
atingidas, avisos ou cartazes, com advertên-

352 www.acasadoconcurseiro.com.br
Direito do Trabalho

CAPÍTULO IV II – em locais ou serviços prejudiciais à sua


DA PROTEÇÃO DO TRABALHO DO moralidade.
MENOR § 2º O trabalho exercido nas ruas, praças
e outros logradouros dependerá de prévia
Seção I autorização do Juiz de Menores, ao qual
DISPOSIÇÕES GERAIS cabe verificar se a ocupação é indispensável
à sua própria subsistência ou à de seus pais,
Art. 402. Considera-se menor para os efeitos avós ou irmãos e se dessa ocupação não
desta Consolidação o trabalhador de quatorze poderá advir prejuízo à sua formação moral.
até dezoito anos.
§ 3º Considera-se prejudicial à moralidade
Parágrafo único. O trabalho do menor do menor o trabalho:
reger-se-á pelas disposições do presente
Capítulo, exceto no serviço em oficinas em a) prestado de qualquer modo, em teatros
que trabalhem exclusivamente pessoas da de revista, cinemas, boates, cassinos,
família do menor e esteja este sob a direção cabarés, dancings e estabelecimentos
do pai, mãe ou tutor, observado, entretanto, análogos;
o disposto nos arts. 404, 405 e na Seção II. b) em empresas circenses, em funções de
Art. 403. É proibido qualquer trabalho a acróbata, saltimbanco, ginasta e outras
menores de dezesseis anos de idade, salvo na semelhantes;
condição de aprendiz, a partir dos quatorze c) de produção, composição, entrega ou
anos. venda de escritos, impressos, cartazes,
Parágrafo único. O trabalho do menor não desenhos, gravuras, pinturas, emblemas,
poderá ser realizado em locais prejudiciais imagens e quaisquer outros objetos que
à sua formação, ao seu desenvolvimento possam, a juízo da autoridade competente,
físico, psíquico, moral e social e em horários prejudicar sua formação moral;
e locais que não permitam a frequência à d) consistente na venda, a varejo, de
escola. bebidas alcoólicas.
Art. 404. Ao menor de 18 (dezoito) anos é § 4º Nas localidades em que existirem,
vedado o trabalho noturno, considerado este oficialmente reconhecidas, instituições
o que for executado no período compreendido destinadas ao amparo dos menores
entre as 22 (vinte e duas) e as 5 (cinco) horas. jornaleiros, só aos que se encontrem sob o
Art. 405. Ao menor não será permitido o patrocínio dessas entidades será outorgada
trabalho: a autorização do trabalho a que alude o §
2º.
I – nos locais e serviços perigosos ou
insalubres, constantes de quadro para § 5º Aplica-se ao menor o disposto no art.
êsse fim aprovado pelo Diretor Geral do 390 e seu parágrafo único.
Departamento de Segurança e Higiene do
Trabalho;

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Art. 406. O Juiz de Menores poderá autorizar ao
menor o trabalho a que se referem as letras "a"
e "b" do § 3º do art. 405:
I – desde que a representação tenha fim
educativo ou a peça de que participe não
possa ser prejudicial à sua formação moral;
II – desde que se certifique ser a ocupação
do menor indispensável à própria
subsistência ou à de seus pais, avós ou
irmãos e não advir nenhum prejuízo à sua
formação moral.
Art. 407. Verificado pela autoridade competente
que o trabalho executado pelo menor é
prejudicial à sua saúde, ao seu desenvolvimento
físico ou a sua moralidade, poderá ela obrigá-
lo a abandonar o serviço, devendo a respectiva
empresa, quando for o caso, proporcionar
ao menor todas as facilidades para mudar de
funções.
Parágrafo único. Quando a empresa não
tomar as medidas possíveis e recomendadas
pela autoridade competente para que o
menor mude de função, configurar-se-á a
rescisão do contrato de trabalho, na forma
do art. 483.
Art. 408. Ao responsável legal do menor é
facultado pleitear a extinção do contrato de
trabalho, desde que o serviço possa acarretar
para ele prejuízos de ordem física ou moral.
Art. 409. Para maior segurança do trabalho e
garantia da saúde dos menores, a autoridade
fiscalizadora poderá proibir-lhes o gozo dos
períodos de repouso nos locais de trabalho.
Art. 410. O Ministro do Trabalho, Industria e
Comercio poderá derrogar qualquer proibição
decorrente do quadro a que se refere a alínea
"a" do art. 405 quando se certificar haver
desaparecido, parcial ou totalmente, o caráter
perigoso ou insalubre, que determinou a
proibição.

354 www.acasadoconcurseiro.com.br
Direito do Trabalho

Seção II
DA DURAÇÃO DO TRABALHO
Art. 411. A duração do trabalho do menor
regular-se-á pelas disposições legais relativas à
duração do trabalho em geral, com as restrições
estabelecidas neste Capítulo.
Art. 412. Após cada período de trabalho efetivo,
quer contínuo, quer dividido em 2 (dois) turnos,
haverá um intervalo de repouso, não inferior a
11 (onze) horas.
Art. 413. É vedado prorrogar a duração normal
diária do trabalho do menor, salvo:
I - até mais 2 (duas) horas,
independentemente de acréscimo salarial,
mediante convenção ou acordo coletivo
nos termos do Título VI desta Consolidação,
desde que o excesso de horas em um dia
seja compensado pela diminuição em outro,
de modo a ser observado o limite máximo
de 48 (quarenta e oito) horas semanais ou
outro inferior legalmente fixada;
II - excepcionalmente, por motivo de força
maior, até o máximo de 12 (doze) horas,
com acréscimo salarial de, pelo menos,
25% (vinte e cinco por cento) sobre a hora
normal e desde que o trabalho do menor
seja imprescindível ao funcionamento do
estabelecimento.
Parágrafo único. Aplica-se à prorrogação do
trabalho do menor o disposto no art. 375,
no parágrafo único do art. 376, no art. 378 e
no art. 384 desta Consolidação.
Art. 414. Quando o menor de 18 (dezoito) anos
for empregado em mais de um estabelecimento,
as horas de trabalho em cada um serão
totalizadas.

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Direito do Trabalho

Seção III VII – duas fotografias de frente, com as


DA ADMISSÃO EM EMPREGO E dimensões de 0,04m x 0,03m.
DA CARTEIRA DE TRABALHO E Parágrafo único. Os documentos
PREVIDÊNCIA SOCIAL exigidos por este artigo serão fornecidos
gratuitamente.
Art. 415. Haverá a Carteira de Trabalho e
Previdência Social para todos os menores de Art. 419. A prova de saber ler, escrever e
18 anos, sem distinção do sexo, empregados contar, a que se refere a alínea "f" do art. 417
em empresas ou estabelecimentos de fins será feita mediante certificado de conclusão
econômicos e daqueles que lhes forem de curso primário. Na falta deste, a autoridade
equiparados. incumbida de verificar a validade dos
documentos submeterá o menor ou mandará
Parágrafo único. A carteira obedecerá submetê-lo, por pessoa idônea, a exame
ao modelo que o Ministério do Trabalho, elementar que constará de leitura de quinze
Indústria e Comércio adotar e será emitida linhas, com explicação do sentido, de ditado,
no Distrito Federal, pelo Departamento nunca excedente de dez linhas, e cálculo
Nacional, do Trabalho e, nos Estados, pelas sobre as quatro operações fundamentais de
Delegacias Regionais do referido Ministério. aritmética. Verificada a alfabetização do menor,
será emitida a carteira.
Art. 416. Os menores de 18 anos só poderão ser
admitidos, como empregados, nas empresas § 1º Se o menor for analfabeto ou não
ou estabelecimentos de fins econômicos e estiver devidamente alfabetizado, a carteira
naqueles que lhes forem equiparados, quando só será emitida pelo prazo de um ano,
possuidores da carteira a que se refere o artigo mediante a apresentação de um certificado
anterior, salvo a hipótese do art. 422. ou atestado de matrícula e frequência em
escola primária.
Art. 417. A emissão da carteira será feita a
pedido do menor, mediante a exibição dos § 2º A autoridade fiscalizadora, na hipótese
seguintes documentos: do parágrafo anterior, poderá renovar o
prazo nele fixado, cabendo-lhe, em caso
I – certidão de idade ou documento legal de não renovar tal prazo, cassar a carteira
que a substitua; expedida.
II – autorização do pai, mãe ou responsável § 3º Dispensar-se-á a prova de saber ler,
legal; escrever e contar, se não houver escola
III – autorização do Juiz de Menores, nos primária dentro do raio de dois quilômetros
casos dos artigos 405, § 2º, e 406; da sede do estabelecimento em que
trabalhe o menor e não ocorrer a hipótese
IV – atestado médico de capacidade física e prevista no parágrafo único do art. 427.
mental; Instalada que seja a escola, proceder-se-á
como nos parágrafos anteriores.
V – atestado de vacinação;
Art. 420. A carteira, devidamente anotada,
VI – prova de saber ler, escrever e contar;
permanecerá em poder do menor, devendo,

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entretanto, constar do Registro de empregados
os dados correspondentes.
Parágrafo único. Ocorrendo falta
de anotação por parte da empresa,
independentemente do procedimento
fiscal previsto so § 2º do art. 29, cabe ao
representante legal do menor, ao agente da
inspeção do trabalho, ao órgão do Ministério
Público do Trabalho ou ao Sindicato, dar
início ao processo de reclamação, de acordo
com o estabelecido no Título II, Capítulo I,
Seção V.
Art. 421. A carteira será emitida, gratuitamente,
aplicando-se à emissão de novas vias o disposto
nos artigos 21 e seus parágrafos e no artigo 22.
Art. 422. Nas localidades em que não
houver serviço de emissão de carteiras
poderão os empregados admitir menores
como empregados, independentemente de
apresentação de carteiras, desde que exibam
os documentos referidos nas alíneas "a", "d" e
"f" do art. 417. Esses documentos ficarão em
poder do empregador e, instalado o serviço
de emissão de carteiras, serão entregues à
repartição emissora, para os efeitos do § 2º do
referido artigo.
Art. 423. O empregador não poderá fazer outras
anotações na carteira de trabalho e previdência
social além das referentes ao salário, data da
admissão, férias e saída.

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Direito do Trabalho

Seção IV cológico, e o aprendiz, a executar com zelo e di-


DOS DEVERES DOS RESPONSÁVEIS ligência as tarefas necessárias a essa formação.
LEGAIS DE MENORES E DOS § 1º A validade do contrato de aprendiza-
EMPREGADORES DA APRENDIZAGEM gem pressupõe anotação na Carteira de
Trabalho e Previdência Social, matrícula e
Art. 424. É dever dos responsáveis legais de me- frequência do aprendiz na escola, caso não
nores, pais, mães, ou tutores, afastá-los de em- haja concluído o ensino médio, e inscrição
pregos que diminuam consideravelmente o seu em programa de aprendizagem desenvolvi-
tempo de estudo, reduzam o tempo de repouso do sob orientação de entidade qualificada
necessário à sua saúde e constituição física, ou em formação técnico-profissional metódica.
prejudiquem a sua educação moral. § 2º Ao menor aprendiz, salvo condição
Art. 425. Os empregadores de menores de 18 mais favorável, será garantido o salário mí-
(dezoito) anos são obrigados a velar pela obser- nimo hora.
vância, nos seus estabelecimentos ou empresas, § 3º O contrato de aprendizagem não pode-
dos bons costumes e da decência pública, bem rá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos,
como das regras da segurança e da medicina do exceto quando se tratar de aprendiz porta-
trabalho. dor de deficiência.
Art. 426. É dever do empregador, na hipótese § 4º A formação técnico-profissional a que
do art. 407, proporcionar ao menor todas as fa- se refere o caput deste artigo caracteriza-se
cilidades para mudar de serviço. por atividades teóricas e práticas, metodi-
Art. 427. O empregador, cuja empresa ou esta- camente organizadas em tarefas de com-
belecimento ocupar menores, será obrigado a plexidade progressiva desenvolvidas no am-
conceder-lhes o tempo que for necessário para biente de trabalho.
a frequência às aulas. § 5º A idade máxima prevista no caput des-
Parágrafo único. Os estabelecimentos situ- te artigo não se aplica a aprendizes porta-
ados em lugar onde a escola estiver a maior dores de deficiência.
distância que 2 (dois) quilômetros, e que § 6º Para os fins do contrato de aprendi-
ocuparem, permanentemente, mais de 30 zagem, a comprovação da escolaridade de
(trinta) menores analfabetos, de 14 (qua- aprendiz portador de deficiência mental
torze) a 18 (dezoito) anos, serão obrigados deve considerar, sobretudo, as habilidades
a manter local apropriado em que lhes seja e competências relacionadas com a profis-
ministrada a instrução primária. sionalização.
Art. 428. Contrato de aprendizagem é o contra- § 7º Nas localidades onde não houver ofer-
to de trabalho especial, ajustado por escrito e ta de ensino médio para o cumprimento do
por prazo determinado, em que o empregador disposto no § 1º deste artigo, a contratação
se compromete a assegurar ao maior de 14 do aprendiz poderá ocorrer sem a frequên-
(quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos cia à escola, desde que ele já tenha concluí-
inscrito em programa de aprendizagem forma- do o ensino fundamental.
ção técnico-profissional metódica, compatível
com o seu desenvolvimento físico, moral e psi- Art. 429. Os estabelecimentos de qualquer na-
tureza são obrigados a empregar e matricular

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nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendi- das entidades mencionadas no inciso II des-
zagem número de aprendizes equivalente a cin- te artigo.
co por cento, no mínimo, e quinze por cento, no Art. 431. A contratação do aprendiz poderá
máximo, dos trabalhadores existentes em cada ser efetivada pela empresa onde se realizará a
estabelecimento, cujas funções demandem for- aprendizagem ou pelas entidades mencionadas
mação profissional. no inciso II do art. 430, caso em que não gera
§ 1ºA. O limite fixado neste artigo não se vínculo de emprego com a empresa tomadora
aplica quando o empregador for entidade dos serviços.
sem fins lucrativos, que tenha por objetivo Parágrafo único. Aos candidatos rejeitados
a educação profissional. pela seleção profissional deverá ser dada,
§ 1º As frações de unidade, no cálculo da tanto quanto possível, orientação profis-
percentagem de que trata o caput, darão lu- sional para ingresso em atividade mais ade-
gar à admissão de um aprendiz. quada às qualidades e aptidões que tiverem
§ 2º Os estabelecimentos de que trata o demonstrado.
caput ofertarão vagas de aprendizes a ado- Art. 432. A duração do trabalho do aprendiz não
lescentes usuários do Sistema Nacional de excederá de seis horas diárias, sendo vedadas a
Atendimento Socioeducativo (Sinase) nas prorrogação e a compensação de jornada.
condições a serem dispostas em instrumen- § 1º O limite previsto neste artigo poderá
tos de cooperação celebrados entre os esta- ser de até oito horas diárias para os apren-
belecimentos e os gestores dos Sistemas de dizes que já tiverem completado o ensino
Atendimento Socioeducativo locais. fundamental, se nelas forem computadas
Art. 430. Na hipótese de os Serviços Nacionais as horas destinadas à aprendizagem teórica.
de Aprendizagem não oferecerem cursos ou Art. 433. O contrato de aprendizagem extin-
vagas suficientes para atender à demanda dos guir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz
estabelecimentos, esta poderá ser suprida por completar 24 (vinte e quatro) anos, ressalvada
outras entidades qualificadas em formação téc- a hipótese prevista no § 5º do art. 428 desta
nico-profissional metódica, a saber: Consolidação, ou ainda antecipadamente nas
I – Escolas Técnicas de Educação; seguintes hipóteses:
II – entidades sem fins lucrativos, que te- I – desempenho insuficiente ou inadapta-
nham por objetivo a assistência ao adoles- ção do aprendiz;
cente e à educação profissional, registra- II – falta disciplinar grave;
das no Conselho Municipal dos Direitos da
Criança e do Adolescente. III – ausência injustificada à escola que im-
plique perda do ano letivo; ou
§ 1º As entidades mencionadas neste artigo
deverão contar com estrutura adequada ao IV – a pedido do aprendiz.
desenvolvimento dos programas de apren- § 2º Não se aplica o disposto nos arts. 479
dizagem, de forma a manter a qualidade do e 480 desta Consolidação às hipóteses de
processo de ensino, bem como acompanhar extinção do contrato mencionadas neste ar-
e avaliar os resultados. tigo.
§ 2º Aos aprendizes que concluírem os cur-
sos de aprendizagem, com aproveitamento,
será concedido certificado de qualificação
profissional.
§ 3º O Ministério do Trabalho e Emprego fi-
xará normas para avaliação da competência

360 www.acasadoconcurseiro.com.br
Direito do Trabalho

Seção V
DAS PENALIDADES
Art. 434. Os infratores das disposições deste
Capítulo ficam sujeitos à multa de valor igual a
1 (um) salário mínimo regional, aplicada tantas
vezes quantos forem os menores empregados
em desacordo com a lei, não podendo, todavia,
a soma das multas exceder a 5 (cinco) vezes o
salário-mínimo, salvo no caso de reincidência
em que esse total poderá ser elevado ao dobro.
Art. 435. Fica sujeita à multa de valor igual a 1
(um) salário-mínimo regional e ao pagamento
da emissão de nova via a empresa que fizer
na Carteira de Trabalho e Previdência Social
anotação não prevista em lei.
Art. 438. São competentes para impor as
penalidades previstas neste Capítulo:
a) no Distrito Federal, a autoridade de 1ª
instância do Departamento Nacional do
Trabalho;
b) nos Estados e Território do Acre, os
delegados regionais do Ministério do
Trabalho, Industria e Comercio ou os
funcionários por eles designados para tal
fim.
Parágrafo único. O processo, na
verificação das infrações, bem como na
aplicação e cobrança das multas, será o
previsto no título "Do Processo de Multas
Administrativas", observadas as disposições
deste artigo.

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Direito do Trabalho

Seção VI
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 439. É lícito ao menor firmar recibo pelo
pagamento dos salários. Tratando-se, porém, de
rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao
menor de 18 (dezoito) anos dar, sem assistência
dos seus responsáveis legais, quitação ao
empregador pelo recebimento da indenização
que lhe for devida.
Art. 440. Contra os menores de 18 (dezoito)
anos não corre nenhum prazo de prescrição.
Art. 441. O quadro a que se refere o item I do
art. 405 será revisto bienalmente.

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Direito do Trabalho

CAPÍTULO III III – considerar o sexo, a idade, a cor ou si-


DA PROTEÇÃO DO TRABALHO DA tuação familiar como variável determinante
para fins de remuneração, formação profis-
MULHER sional e oportunidades de ascensão profis-
sional;
Seção I
DA DURAÇÃO, CONDIÇÕES DO IV – exigir atestado ou exame, de qualquer
natureza, para comprovação de esterilidade
TRABALHO E DA DISCRIMINAÇÃO
ou gravidez, na admissão ou permanência
CONTRA A MULHER no emprego;
Art. 372. Os preceitos que regulam o trabalho V – impedir o acesso ou adotar critérios
masculino são aplicáveis ao trabalho feminino, subjetivos para deferimento de inscrição ou
naquilo em que não colidirem com a proteção aprovação em concursos, em empresas pri-
especial instituída por este Capítulo. vadas, em razão de sexo, idade, cor, situa-
ção familiar ou estado de gravidez;
Parágrafo único. Não é regido pelos dispo-
sitivos a que se refere este artigo o trabalho VI – proceder o empregador ou preposto a
nas oficinas em que sirvam exclusivamente revistas íntimas nas empregadas ou funcio-
pessoas da família da mulher e esteja esta nárias.
sob a direção do esposo, do pai, da mãe, do
tutor ou do filho. Parágrafo único. O disposto neste artigo
não obsta a adoção de medidas temporárias
Art. 373. A duração normal de trabalho da mu- que visem ao estabelecimento das políticas
lher será de 8 (oito) horas diárias, exceto nos ca- de igualdade entre homens e mulheres, em
sos para os quais for fixada duração inferior. particular as que se destinam a corrigir as
distorções que afetam a formação profissio-
Art. 373-A. Ressalvadas as disposições legais
nal, o acesso ao emprego e as condições ge-
destinadas a corrigir as distorções que afetam o
rais de trabalho da mulher.
acesso da mulher ao mercado de trabalho e cer-
tas especificidades estabelecidas nos acordos Art. 377. A adoção de medidas de proteção ao
trabalhistas, é vedado: trabalho das mulheres é considerada de ordem
pública, não justificando, em hipótese alguma, a
I – publicar ou fazer publicar anúncio de em-
redução de salário.
prego no qual haja referência ao sexo, à ida-
de, à cor ou situação familiar, salvo quando
a natureza da atividade a ser exercida, pú-
blica e notoriamente, assim o exigir;
II – recusar emprego, promoção ou motivar
a dispensa do trabalho em razão de sexo,
idade, cor, situação familiar ou estado de
gravidez, salvo quando a natureza da ativi-
dade seja notória e publicamente incompa-
tível;

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Direito do Trabalho

Seção II
DO TRABALHO NOTURNO
Art. 381. O trabalho noturno das mulheres terá
salário superior ao diurno.
§ 1º Para os fins desse artigo, os salários
serão acrescidos duma percentagem
adicional de 20% (vinte por cento) no
mínimo.
§ 2º Cada hora do período noturno de
trabalho das mulheres terá 52 (cinquenta e
dois) minutos e 30 (trinta) segundos.

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Direito do Trabalho

Seção III
DOS PERÍODOS DE DESCANSO
Art. 382. Entre 2 (duas) jornadas de trabalho,
haverá um intervalo de 11 (onze) horas
consecutivas, no mínimo, destinado ao repouso.
Art. 383. Durante a jornada de trabalho, será
concedido à empregada um período para refei-
ção e repouso não inferior a 1 (uma) hora nem
superior a 2 (duas) horas salvo a hipótese pre-
vista no art. 71, § 3º.
Art. 384. Em caso de prorrogação do horário
normal, será obrigatório um descanso de 15
(quinze) minutos no mínimo, antes do início do
período extraordinário do trabalho.
Art. 385. O descanso semanal será de 24 (vin-
te e quatro) horas consecutivas e coincidirá no
todo ou em parte com o domingo, salvo motivo
de conveniência pública ou necessidade impe-
riosa de serviço, a juízo da autoridade compe-
tente, na forma das disposições gerais, caso em
que recairá em outro dia.
Parágrafo único. Observar-se-ão, igualmen-
te, os preceitos da legislação geral sobre a
proibição de trabalho nos feriados civis e re-
ligiosos.
Art. 386. Havendo trabalho aos domingos, será
organizada uma escala de revezamento quinze-
nal, que favoreça o repouso dominical.

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Direito do Trabalho

Seção IV ção individual, tais como óculos, máscaras,


DOS MÉTODOS E LOCAIS DE luvas e roupas especiais, para a defesa dos
olhos, do aparelho respiratório e da pele, de
TRABALHO acordo com a natureza do trabalho.
Art. 388. Em virtude de exame e parecer da au- § 1º Os estabelecimentos em que trabalha-
toridade competente, o Ministro do Trabalho, rem pelo menos 30 (trinta) mulheres com
Industria e Comercio poderá estabelecer der- mais de 16 (dezesseis) anos de idade terão
rogações totais ou parciais às proibições a que local apropriado onde seja permitido às em-
alude o artigo anterior, quando tiver desapare- pregadas guardar sob vigilância e assistên-
cido, nos serviços considerados perigosos ou cia os seus filhos no período da amamenta-
insalubres, todo e qualquer caráter perigoso ou ção.
prejudicial mediante a aplicação de novos mé-
todos de trabalho ou pelo emprego de medidas § 2º A exigência do § 1º poderá ser supri-
de ordem preventiva. da por meio de creches distritais mantidas,
diretamente ou mediante convênios, com
Art. 389. Toda empresa é obrigada: outras entidades públicas ou privadas, pelas
I – a prover os estabelecimentos de medi- próprias empresas, em regime comunitário,
das concernentes à higienização dos méto- ou a cargo do SESI, do SESC, da LBA ou de
dos e locais de trabalho, tais como ventila- entidades sindicais.
ção e iluminação e outros que se fizerem Art. 390. Ao empregador é vedado empregar a
necessários à segurança e ao conforto das mulher em serviço que demande o emprego de
mulheres, a critério da autoridade compe- força muscular superior a 20 (vinte) quilos para
tente; o trabalho continuo, ou 25 (vinte e cinco) quilos
II – a instalar bebedouros, lavatórios, apare- para o trabalho ocasional.
lhos sanitários; dispor de cadeiras ou ban- Parágrafo único. Não está compreendida
cos, em número suficiente, que permitam na determinação deste artigo a remoção de
às mulheres trabalhar sem grande esgota- material feita por impulsão ou tração de va-
mento físico; gonetes sobre trilhos, de carros de mão ou
III – a instalar vestiários com armários indi- quaisquer aparelhos mecânicos.
viduais privativos das mulheres, exceto os Art. 390-A. (VETADO).
estabelecimentos comerciais, escritórios,
bancos e atividades afins, em que não seja Art. 390-B. As vagas dos cursos de formação de
exigida a troca de roupa e outros, a critério mão-de-obra, ministrados por instituições go-
da autoridade competente em matéria de vernamentais, pelos próprios empregadores ou
segurança e higiene do trabalho, admitin- por qualquer órgão de ensino profissionalizan-
do-se como suficientes as gavetas ou esca- te, serão oferecidas aos empregados de ambos
ninhos, onde possam as empregadas guar- os sexos.
dar seus pertences; Art. 390-C. As empresas com mais de cem em-
IV – a fornecer, gratuitamente, a juízo da au- pregados, de ambos os sexos, deverão manter
toridade competente, os recursos de prote- programas especiais de incentivos e aperfeiçoa-
mento profissional da mão-de-obra.

www.acasadoconcurseiro.com.br 371
Art. 390-D. (VETADO).
Art. 390-E. A pessoa jurídica poderá associar-se
a entidade de formação profissional, sociedades
civis, sociedades cooperativas, órgãos e entida-
des públicas ou entidades sindicais, bem como
firmar convênios para o desenvolvimento de
ações conjuntas, visando à execução de proje-
tos relativos ao incentivo ao trabalho da mulher.

372 www.acasadoconcurseiro.com.br
Direito do Trabalho

Seção V I – transferência de função, quando as


DA PROTEÇÃO À MATERNIDADE condições de saúde o exigirem, assegurada
a retomada da função anteriormente
Art. 391. Não constitui justo motivo para a exercida, logo após o retorno ao trabalho;
rescisão do contrato de trabalho da mulher II – dispensa do horário de trabalho pelo
o fato de haver contraído matrimônio ou de tempo necessário para a realização de, no
encontrar-se em estado de gravidez. mínimo, seis consultas médicas e demais
Parágrafo único. Não serão permitidos exames complementares.
em regulamentos de qualquer natureza § 5º (VETADO)
contratos coletivos ou individuais de
trabalho, restrições ao direito da mulher ao Art. 392-A. À empregada que adotar ou obtiver
seu emprego, por motivo de casamento ou guarda judicial para fins de adoção de criança
de gravidez. será concedida licença-maternidade nos termos
do art. 392.
Art. 391-A. A confirmação do estado de gravidez
advindo no curso do contrato de trabalho, ainda § 4º A licença-maternidade só será
que durante o prazo do aviso prévio trabalhado concedida mediante apresentação do termo
ou indenizado, garante à empregada gestante judicial de guarda à adotante ou guardiã.
a estabilidade provisória prevista na alínea b § 5º A adoção ou guarda judicial conjunta
do inciso II do art. 10 do Ato das Disposições ensejará a concessão de licença-
Constitucionais Transitórias. maternidade a apenas um dos adotantes ou
Art. 392. A empregada gestante tem direito à guardiães empregado ou empregada.
licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias, Art. 392-B. Em caso de morte da genitora,
sem prejuízo do emprego e do salário. é assegurado ao cônjuge ou companheiro
§ 1º A empregada deve, mediante atestado empregado o gozo de licença por todo o período
médico, notificar o seu empregador da da licença-maternidade ou pelo tempo restante
data do início do afastamento do emprego, a que teria direito a mãe, exceto no caso de
que poderá ocorrer entre o 28º (vigésimo falecimento do filho ou de seu abandono.
oitavo) dia antes do parto e ocorrência Art. 392-C. Aplica-se, no que couber, o disposto
deste. no art. 392-A e 392-B ao empregado que adotar
§ 2º Os períodos de repouso, antes e ou obtiver guarda judicial para fins de adoção.
depois do parto, poderão ser aumentados Art. 393. Durante o período a que se refere o
de 2 (duas) semanas cada um, mediante art. 392, a mulher terá direito ao salário integral
atestado médico. e, quando variável, calculado de acordo com a
§ 3º Em caso de parto antecipado, a mulher média dos 6 (seis) últimos meses de trabalho,
terá direito aos 120 (cento e vinte) dias bem como os direitos e vantagens adquiridos,
previstos neste artigo. sendo-lhe ainda facultado reverter à função que
anteriormente ocupava.
§ 4º É garantido à empregada, durante a
gravidez, sem prejuízo do salário e demais Art. 394. Mediante atestado médico, à mulher
direitos: grávida é facultado romper o compromisso

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resultante de qualquer contrato de trabalho, de 1ª instância do Departamento Nacional do
desde que este seja prejudicial à gestação. Trabalho, e, nos Estados e Território do Acre,
Art. 395. Em caso de aborto não criminoso, pelas autoridades competentes do Ministério
comprovado por atestado médico oficial, a do Trabalho, Industria e Comercio ou por
mulher terá um repouso remunerado de 2 aquelas que exerçam funções delegadas.
(duas) semanas, ficando-lhe assegurado o § 1º A penalidade será sempre aplicada no
direito de retornar à função que ocupava antes grau máximo:
de seu afastamento.
a) se ficar apurado o emprego de artifício
Art. 396. Para amamentar o próprio filho, até ou simulação para fraudar a aplicação dos
que este complete 6 (seis) meses de idade, dispositivos deste Capítulo;
a mulher terá direito, durante a jornada de
trabalho, a 2 (dois) descansos especiais, de meia b) nos casos de reincidência.
hora cada um.
§ 2º O processo na verificação das infrações,
Parágrafo único. Quando o exigir a saúde bem como na aplicação e cobrança das
do filho, o período de 6 (seis) meses poderá multas, será o previsto no título "Do
ser dilatado, a critério da autoridade Processo de Multas Administrativas",
competente. observadas as disposições deste artigo.
Art. 397. O SESI, o SESC, a LBA e outras
entidades públicas destinadas à assistência
à infância manterão ou subvencionarão, de
acordo com suas possibilidades financeiras,
escolas maternais e jardins de infância,
distribuídos nas zonas de maior densidade de
trabalhadores, destinados especialmente aos
filhos das mulheres empregadas.
Art. 399. O Ministro do Trabalho, Industria e
Comercio conferirá diploma de benemerência
aos empregadores que se distinguirem pela
organização e manutenção de creches e de
instituições de proteção aos menores em
idade pré-escolar, desde que tais serviços se
recomendem por sua generosidade e pela
eficiência das respectivas instalações.
Art. 400. Os locais destinados à guarda dos
filhos das operárias durante o período da
amamentação deverão possuir, no mínimo, um
berçário, uma saleta de amamentação, uma
cozinha dietética e uma instalação sanitária.
SEÇÃO VI
DAS PENALIDADES
Art. 401. Pela infração de qualquer dispositivo
deste Capítulo, será imposta ao empregador
a multa de cem a mil cruzeiros, aplicada,
nesta Capital, pela autoridade competente

374 www.acasadoconcurseiro.com.br
Direito do Trabalho

DAS PENALIDADES
Art. 401. Pela infração de qualquer dispositivo
deste Capítulo, será imposta ao empregador
a multa de 2 (dois) valores-de-referência a 20
(vinte valores-de-referência regionais, aplicada
pelas Delegacias Regionais do Trabalho ou por
autoridades que exerçam as funções delegadas.
§ 1º A penalidade será sempre aplicada no
grau máximo:
a) se ficar apurado o emprego de artifício
ou simulação para fraudar a aplicação dos
dispositivos deste Capítulo;
b) nos casos de reincidência.
§ 2º O processo na verificação das infrações,
bem como na aplicação e cobrança das mul-
tas, será o previsto no título "Do Processo
de Multas Administrativas", observadas as
disposições deste artigo.

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Direito do Trabalho
Aula XX

DA ESTABILIDADE DA GESTANTE.
Art. 10. Até que seja promulgada a lei
complementar a que se refere o artigo 7º. Inciso
I, da Constituição:
II – Fica vedada a dispensa arbitrária ou sem
justa causa:
b) da empregada gestante, desde a
confirmação da gravidez até 5 meses após
o parto.

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Direito do Trabalho

Seção V nas entidades sindicais que tenham mais de


DAS CONVENÇÕES COLETIVAS DE 5.000 (cinco mil) associados.
TRABALHO Art. 613. As Convenções e os Acordos deverão
conter obrigatoriamente:
Art. 611. Convenção Coletiva de Trabalho é o
acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou I – Designação dos Sindicatos convenentes
mais Sindicatos representativos de categorias ou dos Sindicatos e empresas acordantes;
econômicas e profissionais estipulam condições II – Prazo de vigência;
de trabalho aplicáveis, no âmbito das respecti-
vas representações, às relações individuais de III – Categorias ou classes de trabalhadores
trabalho. abrangidas pelos respectivos dispositivos;
§ 1º É facultado aos Sindicatos representa- IV – Condições ajustadas para reger as re-
tivos de categorias profissionais celebrar lações individuais de trabalho durante sua
Acordos Coletivos com uma ou mais em- vigência;
presas da correspondente categoria econô-
mica, que estipulem condições de trabalho, V – Normas para a conciliação das diver-
aplicáveis no âmbito da empresa ou das gências sugeridas entre os convenentes por
acordantes respectivas relações de traba- motivos da aplicação de seus dispositivos;
lho. VI – Disposições sobre o processo de sua
§ 2º As Federações e, na falta desta, as prorrogação e de revisão total ou parcial de
Confederações representativas de catego- seus dispositivos;
rias econômicas ou profissionais poderão VII – Direitos e deveres dos empregados e
celebrar convenções coletivas de trabalho empresas;
para reger as relações das categorias a elas
vinculadas, inorganizadas em Sindicatos, no VIII – Penalidades para os Sindicatos conve-
âmbito de suas representações. nentes, os empregados e as empresas em
caso de violação de seus dispositivos.
Art. 612. Os Sindicatos só poderão celebrar Con-
venções ou Acordos Coletivos de Trabalho, por Parágrafo único. As convenções e os Acor-
deliberação de Assembleia Geral especialmente dos serão celebrados por escrito, sem
convocada para esse fim, consoante o disposto emendas nem rasuras, em tantas vias quan-
nos respectivos Estatutos, dependendo a vali- tos forem os Sindicatos convenentes ou as
dade da mesma do comparecimento e votação, empresas acordantes, além de uma desti-
em primeira convocação, de 2/3 (dois terços) nada a registro.
dos associados da entidade, se se tratar de Con-
Art. 614. Os Sindicatos convenentes ou as em-
venção, e dos interessados, no caso de Acordo,
presas acordantes promoverão, conjunta ou
e, em segunda, de 1/3 (um terço) dos mesmos.
separadamente, dentro de 8 (oito) dias da assi-
Parágrafo único. O "quórum" de compare- natura da Convenção ou Acordo, o depósito de
cimento e votação será de 1/8 (um oitavo) uma via do mesmo, para fins de registro e arqui-
dos associados em segunda convocação, vo, no Departamento Nacional do Trabalho, em
se tratando de instrumento de caráter nacional

www.acasadoconcurseiro.com.br 379
ou interestadual, ou nos órgãos regionais do Mi- do Trabalho e Previdência Social, para con-
nistério do Trabalho e Previdência Social, nos vocação compulsória dos Sindicatos ou em-
demais casos. presas recalcitrantes.
§ 1º As Convenções e os Acordos entrarão § 2º No caso de persistir a recusa à nego-
em vigor 3 (três) dias após a data da entrega ciação coletiva, pelo desatendimento às
dos mesmos no órgão referido neste artigo. convocações feitas pelo Departamento Na-
cional do Trabalho ou órgãos regionais do
§ 2º Cópias autênticas das Convenções e Ministério de Trabalho e Previdência Social,
dos Acordos deverão ser afixados de modo ou se malograr a negociação entabolada, é
visível, pelos Sindicatos convenentes, nas facultada aos Sindicatos ou empresas inte-
respectivas sedes e nos estabelecimentos ressadas a instauração de dissídio coletivo.
das empresas compreendidas no seu cam-
po de aplicação, dentro de 5 (cinco) dias da § 3º Havendo convenção, acordo ou senten-
data do depósito previsto neste artigo. ça normativa em vigor, o dissídio coletivo
deverá ser instaurado dentro dos 60 (ses-
§ 3º Não será permitido estipular duração senta) dias anteriores ao respectivo termo
de Convenção ou Acordo superior a 2 (dois) final, para que o novo instrumento possa
anos. ter vigência no dia imediato a esse termo.
Art. 615. O processo de prorrogação, revisão, § 4º Nenhum processo de dissídio coletivo
denúncia ou revogação total ou parcial de Con- de natureza econômica será admitido sem
venção ou Acordo ficará subordinado, em qual- antes se esgotarem as medidas relativas à
quer caso, à aprovação de Assembleia Geral dos formalização da Convenção ou Acordo cor-
Sindicatos convenentes ou partes acordantes, respondente.
com observância do disposto no art. 612.
Art. 617. Os empregados de uma ou mais em-
§ 1º O instrumento de prorrogação, revisão, presas que decidirem celebrar Acordo Coletivo
denúncia ou revogação de Convenção ou de Trabalho com as respectivas empresas darão
Acordo será depositado para fins de regis- ciência de sua resolução, por escrito, ao Sindica-
tro e arquivamento, na repartição em que o to representativo da categoria profissional, que
mesmo originariamente foi depositado ob- terá o prazo de 8 (oito) dias para assumir a di-
servado o disposto no art. 614. reção dos entendimentos entre os interessados,
§ 2º As modificações introduzidos em Con- devendo igual procedimento ser observado pe-
venção ou Acordo, por força de revisão ou las empresas interessadas com relação ao Sindi-
de revogação parcial de suas cláusulas pas- cato da respectiva categoria econômica.
sarão a vigorar 3 (três) dias após a realiza- § 1º Expirado o prazo de 8 (oito) dias sem
ção de depósito previsto no § 1º. que o Sindicato tenha se desincumbido do
Art. 616. Os Sindicatos representativos de cate- encargo recebido, poderão os interessados
gorias econômicas ou profissionais e as empre- dar conhecimento do fato à Federação a
sas, inclusive as que não tenham representação que estiver vinculado o Sindicato e, em fal-
sindical, quando provocados, não podem recu- ta dessa, à correspondente Confederação,
sar-se à negociação coletiva. para que, no mesmo prazo, assuma a dire-
ção dos entendimentos. Esgotado esse pra-
§ 1º Verificando-se recusa à negociação zo, poderão os interessados prosseguir dire-
coletiva, cabe aos Sindicatos ou empresas tamente na negociação coletiva até final.
interessadas dar ciência do fato, conforme
o caso, ao Departamento Nacional do Tra- § 2º Para o fim de deliberar sobre o Acordo,
balho ou aos órgãos regionais do Ministério a entidade sindical convocará assembleia

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Direito Do Trabalho – Das Convenções Coletivas de Trabalho ( Art. 611 a 625) – Prof. Pedro Kuhn

geral dos diretamente interessados, sindica- Parágrafo único. Na hipótese deste artigo,
lizados ou não, nos termos do art. 612. a nulidade será declarada, de ofício ou me-
diante representação, pelo Ministro do Tra-
Art. 618. As empresas e instituições que não es- balho e Previdência Social, ou pela Justiça
tiverem incluídas no enquadramento sindical a do Trabalho em processo submetido ao seu
que se refere o art. 577 desta Consolidação po- julgamento.
derão celebrar Acordos Coletivos de Trabalho
com os Sindicatos representativos dos respecti- Art. 624. A vigência de cláusula de aumento ou
vos empregados, nos termos deste Título. reajuste salarial, que implique elevação de tari-
fas ou de preços sujeitos à fixação por autorida-
Art. 619. Nenhuma disposição de contrato indi- de pública ou repartição governamental, depen-
vidual de trabalho que contrarie normas de Con- derá de prévia audiência dessa autoridade ou
venção ou Acordo Coletivo de Trabalho poderá repartição e sua expressa declaração no tocante
prevalecer na execução do mesmo, sendo consi- à possibilidade de elevação da tarifa ou do preço
derada nula de pleno direito. e quanto ao valor dessa elevação.
Art. 620. As condições estabelecidas em Con- Art. 625. As controvérsias resultantes da aplica-
venção quando mais favoráveis, prevalecerão ção de Convenção ou de Acordo celebrado nos
sobre as estipuladas em Acordo. termos deste Título serão dirimidas pela Justiça
Art. 621. As Convenções e os Acordos poderão do Trabalho.
incluir entre suas cláusulas disposição sobre
a constituição e funcionamento de comissões
mistas de consulta e colaboração, no plano da
empresa e sobre participação, nos lucros. Estas
disposições mencionarão a forma de constitui-
ção, o modo de funcionamento e as atribuições
das comissões, assim como o plano de participa-
ção, quando for o caso.
Art. 622. Os empregados e as empresas que ce-
lebrarem contratos individuais de trabalho, es-
tabelecendo condições contrárias ao que tiver
sido ajustado em Convenção ou Acordo que lhes
for aplicável, serão passíveis da multa neles fi-
xada.
Parágrafo único. A multa a ser imposta ao
empregado não poderá exceder da metade
daquela que, nas mesmas condições seja
estipulada para a empresa.
Art. 623. Será nula de pleno direito disposição
de Convenção ou Acordo que, direta ou indire-
tamente, contrarie proibição ou norma discipli-
nadora da política econômico-financeira do Go-
verno ou concernente à política salarial vigente,
não produzindo quaisquer efeitos perante au-
toridades e repartições públicas, inclusive para
fins de revisão de preços e tarifas de mercado-
rias e serviços.

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Direito do Trabalho

TÍTULO VI-A Art. 625-C. A Comissão instituída no âmbito


do sindicato terá sua constituição e normas
Da Comissões De Conciliação Prévia de funcionamento definidas em convenção ou
acordo coletivo.
Art. 625-A. As empresas e os sindicatos podem
instituir Comissões de Conciliação Prévia, Art. 625-D. Qualquer demanda de natureza
de composição paritária, com representante trabalhista será submetida à Comissão de
dos empregados e dos empregadores, com Conciliação Prévia se, na localidade da prestação
a atribuição de tentar conciliar os conflitos de serviços, houver sido instituída a Comissão
individuais do trabalho. Parágrafo único. As no âmbito da empresa ou do sindicato da
Comissões referidas no caput deste artigo categoria.
poderão ser constituídas por grupos de § 1º A demanda será formulada por escrito
empresas ou ter caráter intersindical. ou reduzida a tempo por qualquer dos
Art. 625-B. A Comissão instituída no âmbito da membros da Comissão, sendo entregue
empresa será composta de, no mínimo, dois cópia datada e assinada pelo membro aos
e, no máximo, dez membros, e observará as interessados.
seguintes normas: § 2º Não prosperando a conciliação, será
I – a metade de seus membros será indicada fornecida ao empregado e ao empregador
pelo empregador e outra metade eleita declaração da tentativa conciliatória
pelos empregados, em escrutínio, secreto, frustrada com a descrição de seu objeto,
fiscalizado pelo sindicato de categoria firmada pelos membros da Comissão, que
profissional; devera ser juntada à eventual reclamação
trabalhista.
II – haverá na Comissão tantos suplentes
quantos forem os representantes titulares; § 3º Em caso de motivo relevante
que impossibilite a observância do
III – o mandato dos seus membros, titulares procedimento previsto no caput deste
e suplentes, é de um ano, permitida uma artigo, será a circunstância declarada na
recondução. petição da ação intentada perante a Justiça
do Trabalho.
§ 1º É vedada a dispensa dos representantes
dos empregados membros da Comissão de § 4º Caso exista, na mesma localidade e para
Conciliação Prévia, titulares e suplentes, até a mesma categoria, Comissão de empresa e
um ano após o final do mandato, salvo se Comissão sindical, o interessado optará por
cometerem falta grave, nos termos da lei. uma delas submeter a sua demanda, sendo
competente aquela que primeiro conhecer
§ 2º O representante dos empregados
do pedido.
desenvolverá seu trabalho normal na
empresa afastando-se de suas atividades Art. 625-E. Aceita a conciliação, será lavrado
apenas quando convocado para atuar como termo assinado pelo empregado, pelo
conciliador, sendo computado como tempo empregador ou seu proposto e pelos membros
de trabalho efetivo o despendido nessa da Comissão, fornecendo-se cópia às partes.
atividade.

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Parágrafo único. O termo de conciliação é
título executivo extrajudicial e terá eficácia
liberatória geral, exceto quanto às parcelas
expressamente ressalvadas.
Art. 625-F. As Comissões de Conciliação Prévia
têm prazo de dez dias para a realização da
sessão de tentativa de conciliação a partir da
provocação do interessado.
Parágrafo único. Esgotado o prazo sem a
realização da sessão, será fornecida, no
último dia do prazo, a declaração a que se
refere o § 2º do art. 625-D.
Art. 625-G. O prazo prescricional será suspenso
a partir da provocação da Comissão de
Conciliação Prévia, recomeçando a fluir, pelo
que lhe resta, a partir da tentativa frustrada
de conciliação ou do esgotamento do prazo
previsto no art. 625-F.
Art. 625-H. Aplicam-se aos Núcleos Intersindicais
de Conciliação Trabalhista em funcionamento
ou que vierem a ser criados, no que couber,
as disposições previstas neste Título, desde
que observados os princípios da paridade e da
negociação coletiva na sua constituição.

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Direito Processual do Trabalho

Professor Pedro Kuhn

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Direito Processual do Trabalho

TÍTULO VIII Art. 645. O serviço da Justiça do Trabalho é


relevante e obrigatório, ninguém dele podendo
Da Justiça Do Trabalho eximir-se, salvo motivo justificado.
Art. 646. Os órgãos da Justiça do Trabalho
funcionarão perfeitamente coordenados, em
regime de mútua colaboração, sob a orientação
CAPÍTULO I do presidente do Tribunal Superior do Trabalho.
INTRODUÇÃO
Art. 643. Os dissídios, oriundos das relações
entre empregados e empregadores bem como
de trabalhadores avulsos e seus tomadores de
serviços, em atividades reguladas na legislação
social, serão dirimidos pela Justiça do Trabalho,
de acordo com o presente Título e na forma
estabelecida pelo processo judiciário do
trabalho.
§ 1º As questões concernentes à Previdência
Social serão decididas pelos órgãos e
autoridades previstos no Capítulo V deste
Título e na legislação sobre seguro social.
§ 2º As questões referentes a acidentes
do trabalho continuam sujeitas a justiça
ordinária, na forma do Decreto nº 24.637,
de 10 de julho de 1934, e legislação
subsequente.
§ 3º A Justiça do Trabalho é competente,
ainda, para processar e julgar as ações entre
trabalhadores portuários e os operadores
portuários ou o Órgão Gestor de Mão-de-
Obra – OGMO decorrentes da relação de
trabalho.
Art. 644. São órgãos da Justiça do Trabalho:
a) o Tribunal Superior do Trabalho;
b) os Tribunais Regionais do Trabalho;
c) as Juntas de Conciliação e Julgamento ou
os Juízos de Direito.

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Direito Processual do Trabalho

CAPÍTULO II
DAS JUNTAS DE CONCILIAÇÃO E
JULGAMENTO
Seção I
DA COMPOSIÇÃO E
FUNCIONAMENTO
Art. 647. Cada Junta de Conciliação e Julgamento
terá a seguinte composição:
a) um juiz do trabalho, que será seu
Presidente;
b) dois vogais, sendo um representante dos
empregadores e outro dos empregados.
Parágrafo único. Haverá um suplente para
cada vogal.
Art. 648. São incompatíveis entre si, para
os trabalhos da mesma Junta, os parentes
consanguíneos e afins até o terceiro grau civil.
Parágrafo único. A incompatibilidade
resolve-se a favor do primeiro vogal
designado ou empossado, ou por sorteio, se
a designação ou posse for da mesma data.
Art. 649. As Juntas poderão conciliar, instruir
ou julgar com qualquer número, sendo, porém,
indispensável a presença do Presidente, cujo
voto prevalecerá em caso de empate.
§ 1º No julgamento de embargos deverão
estar presentes todos os membros da Junta.
§ 2º Na execução e na liquidação das
decisões funciona apenas o Presidente.

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Direito Processual do Trabalho

Seção II foro da celebração do contrato ou no da


DA JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA DAS prestação dos respectivos serviços.
JUNTAS Art. 652. Compete às Juntas de Conciliação e
Julgamento:
Art. 650. A jurisdição de cada Junta de
Conciliação e Julgamento abrange todo o a) conciliar e julgar:
território da Comarca em que tem sede, só I – os dissídios em que se pretenda o
podendo ser estendida ou restringida por lei reconhecimento da estabilidade de
federal. empregado;
Parágrafo único. As leis locais de II – os dissídios concernentes a
Organização Judiciária não influirão sobre remuneração, férias e indenizações por
a competência de Juntas de Conciliação motivo de rescisão do contrato individual
e Julgamento já criadas até que lei federal de trabalho;
assim determine.
III – os dissídios resultantes de contratos
Art. 651. A competência das Juntas de de empreitadas em que o empreiteiro seja
Conciliação e Julgamento é determinada pela operário ou artífice;
localidade onde o empregado, reclamante ou
reclamado, prestar serviços ao empregador, IV – os demais dissídios concernentes ao
ainda que tenha sido contratado noutro local ou contrato individual de trabalho;
no estrangeiro.
b) processar e julgar os inquéritos para
§ 1º Quando for parte de dissídio agente apuração de falta grave;
ou viajante comercial, a competência será
da Junta da localidade em que a empresa c) julgar os embargos opostos às suas
tenha agência ou filial e a esta o empregado próprias decisões;
esteja subordinado e, na falta, será d) impor multas e demais penalidades
competente a Junta da localização em que o relativas aos atos de sua competência;
empregado tenha domicílio ou a localidade
mais próxima. V – as ações entre trabalhadores
portuários e os operadores portuários ou
§ 2º A competência das Juntas de Conciliação o Órgão Gestor de Mão-de-Obra – OGMO
e Julgamento, estabelecida neste artigo, decorrentes da relação de trabalho;
estende-se aos dissídios ocorridos em
agência ou filial no estrangeiro, desde que Parágrafo único. Terão preferência para
o empregado seja brasileiro e não haja julgamento os dissídios sobre pagamento de
convenção internacional dispondo em salário e aqueles que derivarem da falência
contrário. do empregador, podendo o Presidente da
Junta, a pedido do interessado, constituir
§ 3º Em se tratando de empregador que processo em separado, sempre que a
promova realização de atividades fora do reclamação também versar sobre outros
lugar do contrato de trabalho, é assegurado assuntos.
ao empregado apresentar reclamação no

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Art. 653. Compete, ainda, às Juntas de
Conciliação e Julgamento:
a) requisitar às autoridades competentes
a realização das diligências necessárias
ao esclarecimento dos feitos sob sua
apreciação, representando contra aquelas
que não atenderem a tais requisições;
b) realizar as diligências e praticar os atos
processuais ordenados pelos Tribunais
Regionais do Trabalho ou pelo Tribunal
Superior do Trabalho;
c) julgar as suspeições arguidas contra os
seus membros;
d) julgar as exceções de incompetência que
lhes forem opostas;
e) expedir precatórias e cumprir as que lhes
forem deprecadas;
f) exercer, em geral, no interesse da Justiça
do Trabalho, quaisquer outras atribuições
que decorram da sua jurisdição.

392 www.acasadoconcurseiro.com.br
Direito Processual do Trabalho

CAPÍTULO VI Art. 712. Compete especialmente aos secretários


DOS SERVIÇOS AUXILIARES DA das Juntas de Conciliação e Julgamento:
JUSTIÇA DO TRABALHO a) superintender os trabalhos da secretaria,
velando pela boa ordem do serviço;
Seção I
b) cumprir e fazer cumprir as ordens emana-
DA SECRETARIA DAS JUNTAS DE das do Presidente e das autoridades superio-
CONCILIAÇÃO E JULGAMENTO res;
Art. 710. Cada Junta terá 1 (uma) secretaria, sob a c) submeter a despacho e assinatura do Presi-
direção de funcionário que o Presidente designar, dente o expediente e os papéis que devam ser
para exercer a função de secretário, e que recebe- por ele despachados e assinados;
rá, além dos vencimentos correspondentes ao seu
padrão, a gratificação de função fixada em lei. d) abrir a correspondência oficial dirigida à
Junta e ao seu Presidente, a cuja deliberação
Art. 711. Compete à secretaria das Juntas: será submetida;
a) o recebimento, a autuação, o andamento, e) tomar por termo as reclamações verbais
a guarda e a conservação dos processos e ou- nos casos de dissídios individuais;
tros papéis que lhe forem encaminhados;
f) promover o rápido andamento dos proces-
b) a manutenção do protocolo de entrada e sos, especialmente na fase de execução, e a
saída dos processos e demais papéis; pronta realização dos atos e diligências depre-
cadas pelas autoridades superiores;
c) o registro das decisões;
g) secretariar as audiências da Junta, lavrando
d) a informação, às partes interessadas e seus as respectivas atas;
procuradores, do andamento dos respectivos
processos, cuja consulta lhes facilitará; h) subscrever as certidões e os termos proces-
suais;
e) a abertura de vista dos processos às partes,
na própria secretaria; i) dar aos litigantes ciência das reclamações
e demais atos processuais de que devam ter
f) a contagem das custas devidas pelas partes, conhecimento, assinando as respectivas noti-
nos respectivos processos; ficações;
g) o fornecimento de certidões sobre o que j) executar os demais trabalhos que lhe forem
constar dos livros ou do arquivamento da se- atribuídos pelo Presidente da Junta.
cretaria;
Parágrafo único. Os serventuários que, sem
h) a realização das penhoras e demais diligên- motivo justificado, não realizarem os atos,
cias processuais; dentro dos prazos fixados, serão desconta-
i) o desempenho dos demais trabalhos que dos em seus vencimentos, em tantos dias
lhe forem cometidos pelo Presidente da Jun- quantos os do excesso.
ta, para melhor execução dos serviços que lhe
estão afetos.

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Direito Processual do Trabalho

Seção II
DOS DISTRIBUIDORES
Art. 713. Nas localidades em que existir mais de
uma Junta de Conciliação e Julgamento haverá
um distribuidor.
Art. 714. Compete ao distribuidor:
a) a distribuição, pela ordem rigorosa de
entrada, e sucessivamente a cada Junta,
dos feitos que, para esse fim, lhe forem
apresentados pelos interessados;
b) o fornecimento, aos interessados,
do recibo correspondente a cada feito
distribuído;
c) a manutenção de 2 (dois) fichários dos
feitos distribuídos, sendo um organizado
pelos nomes dos reclamantes e o outro dos
reclamados, ambos por ordem alfabética;
d) o fornecimento a qualquer pessoa que
o solicite, verbalmente ou por certidão, de
informações sobre os feitos distribuídos;
e) a baixa na distribuição dos feitos,
quando isto lhe for determinado pelos
Presidentes das Juntas, formando, com as
fichas correspondentes, fichários à parte,
cujos dados poderão ser consultados pelos
interessados, mas não serão mencionados
em certidões.
Art. 715. Os distribuidores são designados
pelo Presidente do Tribunal Regional dentre os
funcionários das Juntas e do Tribunal Regional,
existentes na mesma localidade, e ao mesmo
Presidente diretamente subordinados.

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Direito Processual do Trabalho

PRINCÍPIOS DO PROCESSO DO TRABALHO.

Este capítulo foi resumido da obra do professor Bezerra Leite.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO.

•• PRINCÍPIO DO IGUALDADE – consagrado do artigo 5º. Caput da Constituição Federal


segundo o qual todos são iguais perante a lei.
•• PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO – também constitucional pois está presente no artigo 5º.
Inciso LV. É a possibilidade de permitir a manifestação da outra parte acerca das alegações
da parte contrária ou demais atos processuais.
•• PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA – também constitucional pois está presente no artigo 5º.
Inciso LV complementando o princípio do contraditório ao não admitir, em regra, a relação
processual sem a presença do réu.
•• PRINCÍPIO DA IMPARCIALIDADE DO JUIZ – refere a pressuposto processual subjetivo em
relação ao juiz (art. 267, IV, CPC), o qual informa que o juiz deve ser imparcial em suas
decisões. O juiz é considerado imparcial quando não for impedido ou suspeito para julgar a
lide (art. 799, CLT, c/c art. 134 e 135, CPC). Com a imparcialidade do Juiz temos a igualdade
de tratamento das partes dentro do processo.
•• PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES – O artigo 93 da Constituição dispõe: “Todos
os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as
decisões, sob pena de nulidade...” Segundo o mandamento da Carta Magna o Juiz deverá
sempre motivar suas decisões.
•• PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL – é a obrigatoriedade da observância da lei na
tramitação do processo (art. 5º, LIV, CF). É uma garantia individual fundamental.
•• PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL – A função jurisdicional somente será exercida por juiz
investido nela afastando, por conseguinte, o julgamento por outro poder como ainda
impede a criação de tribunais de exceção.
•• PRINCÍPIO DO PROMOTOR NATURAL – Segue a idéia do princípio do Juiz Natural mas esta
atrelado ao membro do Ministério Público.
•• PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO – estabelece a possibilidade de a sentença
definitiva ser reapreciada por órgão de Jurisdição, geralmente de hierarquia superior à
daquele que a proferiu, o que se faz necessário pela interposição de recurso.

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•• PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO – consagrado no artigo 5º. XXXV da
Constituição onde diz que a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou
ameaça a direito.
•• PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE DA DURAÇÃO DO PROCESSO – Está recentemente posto em
nossa Constituição Federal no artigo 5º. Inciso LXXVIII que a todos, no âmbito judicial e
administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a
celeridade de sua tramitação.
•• PRINCÍPIO DO IRRECORRIBILIDADE IMEDIATA DAS DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS – É
também chamado de princípio da concentração. As decisões interlocutórias são as decisões
incidentais do processo que em regra não cabem recurso imediato, deverão ser atacadas
somente em sede de recurso contra a decisão definitiva.
•• PRINCÍPIO DA COOPERAÇÃO OU COLABORAÇÃO – este princípio orienta o magistrado
a tomar uma posição de agente-colaborador do processo, de participante ativo do
contraditório e não mais de um mero fiscal das regras.

PRINCÍPIOS COMUNS AO DIREITO PROCESSUAL CIVIL E AO DIREITO


PROCESSUAL DO TRABALHO

•• PRINCÍPIO DISPOSITIVO OU DA DEMANDA – é a emanação do princípio da livre-iniciativa


uma vez que a tutela jurisdicional somente será prestada se a pessoa que se sente lesada
ou ameaçada em seu direito buscar o poder judiciário.
•• PRINCÍPIO INQUISITIVO OU DO IMPULSO OFICIAL – está consagrado expressamente
no artigo 262 do Código de Processo Civil que dispõe textualmente que o processo civil
começa por iniciativa da parte, mas se desenvolve por impulso oficial. Isso quer dizer que
após o ajuizamento da ação o juiz assume o dever de prestar a jurisdição. Tal princípio está
albergado também no artigo 756 da CLT que estabelece: “os Juízos e Tribunais do Trabalho
terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento rápido das causas,
podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas”.
•• PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE OU FINALIDADE – informa que os atos processuais
somente serão nulos se efetivamente não atingirem a sua finalidade ou houver manifesto
prejuízo às partes (art. 794, CLT, e art. 244, CPC), porquanto o processo é instrumento de
realização do direito postulado.
•• PRINCÍPIO DA IMPUGNAÇÃO ESPECIFICADA – é a incumbência destinada ao réu para que
se manifeste precisamente quanto as alegações do autor.
•• PRINCÍPIO DA ESTABILIDADE DA LIDE – informa que se o autor já propôs sua demanda e
deduziu os seus pedidos, e se o réu já foi citado para sobre eles se pronunciar, não poderá
mais o autor modificar sua pretensão sem anuência do réu e, depois de ultrapassado o
momento da defesa, nem mesmo com o consentimento de ambas as partes isso será
possível.

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Direito do Trabalho – Princípios do Processo do Trabalho – Prof. Pedro Kuhn

•• PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE – Informa que as partes devem alegar, na oportunidade


própria prevista em lei, ou por ocasião do exercício de faculdade processual, todas as
matérias de defesa ou de seu interesse.
•• PRINCÍPIO DA PRECLUSÃO – A preclusão será aplicada quando a pessoa não pratica o
ato que deveria praticar no momento oportuno dentro da relação processual, perdeu o
momento correto perdeu o direito ao ato, ou seja, precluiu, já que o processo deve andar
para frente. A preclusão pode ser lógica, consumativa e temporal. Dá-se a preclusão lógica
quando a parte pratica ato incompatível com o anteriormente praticado, exemplo a parte
que ofereceu exceção de incompetência não poderá suscitar o conflito de competência;
a preclusão consumativa ocorre, por exemplo, quando a parte apresenta contestação e,
posto que no prazo, intenta apresentar nova contestação; preclusão temporal é a perda do
prazo para prática do ato.
•• PRINCÍPIO DA ECONOMIA PROCESSUAL – consiste em obter da prestação jurisdicional
o máximo de resultado com o mínimo de atos processuais, evitando-se dispêndios
desnecessários de tempo e dinheiro para os jurisdicionados.
•• PRINCÍPIO DA PERPETUATIO JURISDICTIONIS (PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO) – informa
que a competência é fixada no momento em que a ação é proposta, sendo irrelevantes as
modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente.
•• PRINCÍPIO DO ÔNUS DA PROVA – está consagrado no artigo 818 da CLT que diz que “a
prova das alegações incumbe à parte que as fizer”.
•• PRINCÍPIO DA ORALIDADE – encontra terreno fértil na Justiça do Trabalho pela previsão
expressa da CLT da reclamação verbal (artigo 840 parágrafo segundo da CLT).
•• PRINCÍPIO DA IMEDIATIDADE OU DA IMEDIAÇÃO – informa o dever do juiz de estar em
contato direto com a prova dos autos (depoimento das partes, testemunhas, peritos e
inspeção judicial) com a finalidade de obter um melhor esclarecimento do processo e um
julgamento mais justo.
•• PRINCÍPIO DA CONCENTRAÇÃO – decorre da concentração de atos processuais e está
consagrado no Direito do Trabalho principalmente nas previsões da CLT que informam
a continuidade da audiência (artigo 849) ou mesmo no artigo 852-C que trata do rito
sumaríssimo que terá audiência única.
•• PRINCÍPIO DA LEALDADE PROCESSUAL – tem como finalidade impor aos litigantes uma
conduta moral, ética e de respeito mútuo, que possa ensejar o curso natural do processo
e levá-lo à consecução de seus objetivos que são a correta prestação jurisdicional, a paz
social e a justa composição da lide. A parte que atenta contra este princípio poderá ser
condenada em litigância de má-fé e esta afirmação costuma aparecer nas provas da
Fundação Carlos Chagas.

PRINCÍPIOS PECULIARES DO PROCESSO DO TRABALHO.

•• PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO – No processo do trabalho busca compensar a desigualdade


existente na realidade socioeconômica com uma desigualdade jurídica em sentido oposto.

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•• PRINCÍPIO DA FINALIDADE SOCIAL – permite que o Juiz tenha uma atuação mais ativa,
na medida em que auxilia o trabalhador, em busca de uma solução justa, até chegar o
momento de proferir a sentença.
•• PRINCÍPIO DA BUSCA DA VERDADE REAL – este princípio processual é derivado do princípio
da primazia da realidade já estudado por nós nos princípios do direito do trabalho. Como o
próprio nome diz, o processo trabalhista tem a finalidade de buscar a verdadeira realidade
da relação, por exemplo, uma relação de trabalho autônoma que na realidade trata-se de
relação de emprego.
•• PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE – Tendo em vista o princípio da indisponibilidade dos
direitos trabalhistas – já analisado nesta apostila nos princípios do direito do trabalho –
transporta-se este princípio para o processo do trabalho uma vez que ele busca a efetivação
do cumprimento dos direitos trabalhistas que são indisponíveis.
•• PRINCÍPIO DA CONCILIAÇÃO – consagrado no artigo 764 da CLT que diz: “os dissídios
individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre
sujeitos a conciliação”.
•• PRINCÍPIO DA NORMATIZAÇÃO COLETIVA – informa a possibilidade da Justiça do Trabalho
de criar normas e condições gerais e abstratas de trabalho, através do Poder Normativo.
Esse poder deve observar as normas de proteção mínima ao trabalhador (art. 9º e 444,
CLT), assim como ao já previsto em acordo ou convenção coletivos (art. 7º, XXVI, CF).
•• PRINCÍPIO DA SIMPLICIDADE – busca a simplicidade das formas tendo em vista a natureza
social da Justiça do Trabalho e a necessidade da celeridade da prestação jurisdicional.
•• PRINCÍPIO DA CELERIDADE – conforme mencionado em epígrafe tendo em vista a natureza
social da Justiça do Trabalho e a natureza alimentar dos créditos trabalhistas.

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Direito Processual do Trabalho

CAPÍTULO II pena de responsabilidade do servidor, a


DO PROCESSO EM GERAL devolvê-la, no prazo de 48 (quarenta e oito)
horas, ao Tribunal de origem.
Seção I Art. 775. Os prazos estabelecidos neste Título
DOS ATOS, TERMOS E PRAZOS contam-se com exclusão do dia do começo
PROCESSUAIS e inclusão do dia do vencimento, e são
contínuos e irreleváveis, podendo, entretanto,
Art. 770. Os atos processuais serão públicos ser prorrogados pelo tempo estritamente
salvo quando o contrário determinar o interesse necessário pelo juiz ou tribunal, ou em virtude
social, e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) de força maior, devidamente comprovada.
às 20 (vinte) horas.
Parágrafo único. Os prazos que se vencerem
Parágrafo único . A penhora poderá realizar- em sábado, domingo ou dia feriado,
se em domingo ou dia feriado, mediante terminarão no primeiro dia útil seguinte.
autorização expressa do juiz ou presidente.
Art. 776. O vencimento dos prazos será
Art. 771. Os atos e termos processuais poderão certificado nos processos pelos escrivães ou
ser escritos a tinta, datilografados ou a carimbo. secretários.
Art. 772. Os atos e termos processuais, que Art. 777. Os requerimentos e documentos
devam ser assinados pelas partes interessadas, apresentados, os atos e termos processuais,
quando estas, por motivo justificado, não as petições ou razões de recursos e quaisquer
possam fazê-lo, serão firmados a rogo, na outros papéis referentes aos feitos formarão
presença de 2 (duas) testemunhas, sempre que os autos dos processos, os quais ficarão sob a
não houver procurador legalmente constituído. responsabilidade dos escrivães ou secretários.
Art. 773. Os termos relativos ao movimento dos Art. 778. Os autos dos processos da Justiça do
processos constarão de simples notas, datadas Trabalho, não poderão sair dos cartórios ou
e rubricadas pelos secretários ou escrivães. secretarias, salvo se solicitados por advogados
regularmente constituído por qualquer das
Art. 774. Salvo disposição em contrário, os partes, ou quando tiverem de ser remetidos aos
prazos previstos neste Título contam-se, órgãos competentes, em caso de recurso ou
conforme o caso, a partir da data em que for requisição.
feita pessoalmente, ou recebida a notificação,
daquela em que for publicado o edital no jornal Art. 779. As partes, ou seus procuradores,
oficial ou no que publicar o expediente da poderão consultar, com ampla liberdade, os
Justiça do Trabalho, ou, ainda, daquela em que processos nos cartórios ou secretarias.
for afixado o edital na sede da Junta, Juízo ou
Tribunal. Art. 780. Os documentos juntos aos autos
poderão ser desentranhados somente depois
Parágrafo único. Tratando-se de notificação de findo o processo, ficando traslado.
postal, no caso de não ser encontrado
o destinatário ou no de recusa de Art. 781. As partes poderão requerer certidões
recebimento, o Correio ficará obrigado, sob dos processos em curso ou arquivados, as quais
serão lavradas pelos escrivães ou secretários.

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Parágrafo único. As certidões dos
processos que correrem em segredo de
justiça dependerão de despacho do juiz ou
presidente.
Art. 782. São isentos de selo as reclamações,
representações, requerimentos. atos e
processos relativos à Justiça do Trabalho.

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Direito Processual do Trabalho

Seção II
DA DISTRIBUIÇÃO
Art. 783. A distribuição das reclamações
será feita entre as Juntas de Conciliação e
Julgamento, ou os Juízes de Direito do Cível, nos
casos previstos no art. 669, § 1º, pela ordem
rigorosa de sua apresentação ao distribuidor,
quando o houver.
Art. 784. As reclamações serão registradas
em livro próprio, rubricado em todas as folhas
pela autoridade a que estiver subordinado o
distribuidor.
Art. 785. O distribuidor fornecerá ao interessado
um recibo do qual constarão, essencialmente, o
nome do reclamante e do reclamado, a data da
distribuição, o objeto da reclamação e a Junta
ou o Juízo a que coube a distribuição.
Art. 786. A reclamação verbal será distribuída
antes de sua redução a termo.
Parágrafo único. Distribuída a reclamação
verbal, o reclamante deverá, salvo motivo
de força maior, apresentar-se no prazo de 5
(cinco) dias, ao cartório ou à secretaria, para
reduzi-la a termo, sob a pena estabelecida
no art. 731.
Art. 787. A reclamação escrita deverá ser
formulada em 2 (duas) vias e desde logo
acompanhada dos documentos em que se
fundar.
Art. 788. Feita a distribuição, a reclamação
será remetida pelo distribuidor à Junta ou
Juízo competente, acompanhada do bilhete de
distribuição.

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Direito Processual do Trabalho

Seção III pelo pagamento das custas, calculadas


DAS CUSTAS E EMOLUMENTOS sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo
Presidente do Tribunal.
Art. 789. Nos dissídios individuais e nos Art. 789-A. No processo de execução são
dissídios coletivos do trabalho, nas ações e devidas custas, sempre de responsabilidade do
procedimentos de competência da Justiça do executado e pagas ao final, de conformidade
Trabalho, bem como nas demandas propostas com a seguinte tabela:
perante a Justiça Estadual, no exercício da
jurisdição trabalhista, as custas relativas ao I – autos de arrematação, de adjudicação
processo de conhecimento incidirão à base de e de remição: 5% (cinco por cento) sobre
2% (dois por cento), observado o mínimo de R$ o respectivo valor, até o máximo de R$
10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e 1.915,38 (um mil, novecentos e quinze reais
serão calculadas: e trinta e oito centavos);
I – quando houver acordo ou condenação, II – atos dos oficiais de justiça, por diligência
sobre o respectivo valor; certificada:
II – quando houver extinção do processo, a) em zona urbana: R$ 11,06 (onze reais e
sem julgamento do mérito, ou julgado seis centavos);
totalmente improcedente o pedido, sobre o
valor da causa; b) em zona rural: R$ 22,13 (vinte e dois reais
e treze centavos);
III – no caso de procedência do pedido
formulado em ação declaratória e em ação III – agravo de instrumento: R$ 44,26
constitutiva, sobre o valor da causa; (quarenta e quatro reais e vinte e seis
centavos);
IV – quando o valor for indeterminado,
sobre o que o juiz fixar. IV – agravo de petição: R$ 44,26 (quarenta e
quatro reais e vinte e seis centavos);
§ 1º As custas serão pagas pelo vencido,
após o trânsito em julgado da decisão. No V – embargos à execução, embargos de
caso de recurso, as custas serão pagas e terceiro e embargos à arrematação: R$
comprovado o recolhimento dentro do 44,26 (quarenta e quatro reais e vinte e seis
prazo recursal. centavos);

§ 2º Não sendo líquida a condenação, o juízo VI – recurso de revista: R$ 55,35 (cinquenta


arbitrar-lhe-á o valor e fixará o montante e cinco reais e trinta e cinco centavos);
das custas processuais. VII – impugnação à sentença de liquidação:
§ 3º Sempre que houver acordo, se de outra R$ 55,35 (cinquenta e cinco reais e trinta e
forma não for convencionado, o pagamento cinco centavos);
das custas caberá em partes iguais aos VIII – despesa de armazenagem em
litigantes. depósito judicial – por dia: 0,1% (um décimo
§ 4º Nos dissídios coletivos, as partes por cento) do valor da avaliação;
vencidas responderão solidariamente

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IX – cálculos de liquidação realizados pelo e instrumentos, àqueles que perceberem
contador do juízo – sobre o valor liquidado: salário igual ou inferior ao dobro do mínimo
0,5% (cinco décimos por cento) até o limite legal, ou declararem, sob as penas da lei,
de R$ 638,46 (seiscentos e trinta e oito reais que não estão em condições de pagar as
e quarenta e seis centavos). custas do processo sem prejuízo do sustento
próprio ou de sua família.
Art. 789-B. Os emolumentos serão suportados
pelo Requerente, nos valores fixados na Art. 790-A. São isentos do pagamento de custas,
seguinte tabela: além dos beneficiários de justiça gratuita:
I – autenticação de traslado de peças I – a União, os Estados, o Distrito Federal,
mediante cópia reprográfica apresentada os Municípios e respectivas autarquias e
pelas partes – por folha: R$ 0,55 (cinquenta fundações públicas federais, estaduais ou
e cinco centavos de real); municipais que não explorem atividade
econômica;
II – fotocópia de peças – por folha: R$ 0,28
(vinte e oito centavos de real); II – O Ministério Público do Trabalho.
III – autenticação de peças – por folha: R$ Parágrafo único. A isenção prevista
0,55 (cinquenta e cinco centavos de real); neste artigo não alcança as entidades
fiscalizadoras do exercício profissional,
IV – cartas de sentença, de adjudicação, de nem exime as pessoas jurídicas referidas
remição e de arrematação – por folha: R$ no inciso I da obrigação de reembolsar as
0,55 (cinquenta e cinco centavos de real); despesas judiciais realizadas pela parte
V – certidões – por folha: R$ 5,53 (cinco vencedora.
reais e cinquenta e três centavos). Art. 790-B. A responsabilidade pelo pagamento
Art. 790. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de dos honorários periciais é da parte sucumbente
Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior na pretensão objeto da perícia, salvo se
do Trabalho, a forma de pagamento das custas beneficiária de justiça gratuita.
e emolumentos obedecerá às instruções que
serão expedidas pelo Tribunal Superior do
Trabalho.
§ 1º Tratando-se de empregado que não
tenha obtido o benefício da justiça gratuita,
ou isenção de custas, o sindicato que
houver intervindo no processo responderá
solidariamente pelo pagamento das custas
devidas.
§ 2º No caso de não-pagamento das custas,
far-se-á execução da respectiva importância,
segundo o procedimento estabelecido no
Capítulo V deste Título.
§ 3º É facultado aos juízes, órgãos
julgadores e presidentes dos tribunais do
trabalho de qualquer instância conceder, a
requerimento ou de ofício, o benefício da
justiça gratuita, inclusive quanto a traslados

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Direito Processual do Trabalho

Seção IV
DAS PARTES E DOS PROCURADORES
Art. 791. Os empregados e os empregadores
poderão reclamar pessoalmente perante a
Justiça do Trabalho e acompanhar as suas
reclamações até o final.
§ 1º Nos dissídios individuais os empregados
e empregadores poderão fazer-se
representar por intermédio do sindicato,
advogado, solicitador, ou provisionado,
inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.
§ 2º Nos dissídios coletivos é facultada aos
interessados a assistência por advogado.
§ 3º A constituição de procurador com
poderes para o foro em geral poderá ser
efetivada, mediante simples registro em
ata de audiência, a requerimento verbal
do advogado interessado, com anuência da
parte representada.
Art. 792. Os maiores de 18 (dezoito) e menores
de 21 (vinte e um) anos e as mulheres casadas
poderão pleitear perante a Justiça do Trabalho
sem a assistência de seus pais, tutores ou
maridos.
Art. 793. A reclamação trabalhista do menor de
18 anos será feita por seus representantes legais
e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça
do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério
Público estadual ou curador nomeado em juízo.

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Direito Processual do Trabalho

Seção VIII Parágrafo único. Do registro das audiências


DAS AUDIÊNCIAS poderão ser fornecidas certidões às pessoas
que o requererem.
Art. 813. As audiências dos órgãos da Justiça do
Trabalho serão públicas e realizar-se-ão na sede
do Juízo ou Tribunal em dias úteis previamente
fixados, entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, não
podendo ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas,
salvo quando houver matéria urgente.
§ 1º Em casos especiais, poderá ser
designado outro local para a realização das
audiências, mediante edital afixado na sede
do Juízo ou Tribunal, com a antecedência
mínima de 24 (vinte e quatro) horas.
§ 2º Sempre que for necessário, poderão
ser convocadas audiências extraordinárias,
observado o prazo do parágrafo anterior.
Art. 814. Às audiências deverão estar presentes,
comparecendo com a necessária antecedência.
os escrivães ou secretários.
Art. 815. À hora marcada, o juiz ou presidente
declarará aberta a audiência, sendo feita pelo
secretário ou escrivão a chamada das partes,
testemunhas e demais pessoas que devam
comparecer.
Parágrafo único. Se, até 15 (quinze) minutos
após a hora marcada, o juiz ou presidente
não houver comparecido, os presentes
poderão retirar-se, devendo o ocorrido
constar do livro de registro das audiências.
Art. 816. O juiz ou presidente manterá a ordem
nas audiências, podendo mandar retirar do
recinto os assistentes que a perturbarem.
Art. 817. O registro das audiências será feito
em livro próprio, constando de cada registro os
processos apreciados e a respectiva solução,
bem como as ocorrências eventuais.

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Direito Processual do Trabalho

Súmula nº 219 do TST

HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. HIPÓTESE


DE CABIMENTO (nova redação do item
II e inserido o item III à redação) – Res.
174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e
31.05.2011
I – Na Justiça do Trabalho, a condenação
ao pagamento de honorários advocatícios,
nunca superiores a 15% (quinze por cen-
to), não decorre pura e simplesmente da
sucumbência, devendo a parte estar assis-
tida por sindicato da categoria profissional
e comprovar a percepção de salário inferior
ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se
em situação econômica que não lhe permi-
ta demandar sem prejuízo do próprio sus-
tento ou da respectiva família. (ex-Súmula
nº 219 – Res. 14/1985, DJ 26.09.1985)
II – É cabível a condenação ao pagamento
de honorários advocatícios em ação rescisó-
ria no processo trabalhista.
III – São devidos os honorários advocatícios
nas causas em que o ente sindical figure
como substituto processual e nas lides que
não derivem da relação de emprego.

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Seção VI que, depois de conhecida, aceitou o juiz


DAS EXCEÇÕES recusado ou, finalmente, se procurou de
propósito o motivo de que ela se originou.
Art. 799. Nas causas da jurisdição da Justiça Art. 802. Apresentada a exceção de suspeição,
do Trabalho, somente podem ser opostas, com o juiz ou Tribunal designará audiência dentro
suspensão do feito, as exceções de suspeição ou de 48 (quarenta e oito) horas, para instrução e
incompetência. julgamento da exceção.
§ 1º As demais exceções serão alegadas § 1º Nas Juntas de Conciliação e Julgamento
como matéria de defesa. e nos Tribunais Regionais, julgada
§ 2º Das decisões sobre exceções de procedente a exceção de suspeição, será
suspeição e incompetência, salvo, quanto a logo convocado para a mesma audiência
estas, se terminativas do feito, não caberá ou sessão, ou para a seguinte, o suplente
recurso, podendo, no entanto, as partes do membro suspeito, o qual continuará
alegá-las novamente no recurso que couber a funcionar no feito até decisão final.
da decisão final. Proceder-se-á da mesma maneira quando
algum dos membros se declarar suspeito.
Art. 800. Apresentada a exceção de
incompetência, abrir-se-á vista dos autos § 2º Se se tratar de suspeição de Juiz de
ao exceto, por 24 (vinte e quatro) horas Direito, será este substituído na forma da
improrrogáveis, devendo a decisão ser proferida organização judiciária local.
na primeira audiência ou sessão que se seguir.
Art. 801. O juiz, presidente ou vogal, é obrigado
a dar-se por suspeito, e pode ser recusado, por
algum dos seguintes motivos, em relação à
pessoa dos litigantes:
a) inimizade pessoal;
b) amizade íntima;
c) parentesco por consanguinidade ou
afinidade até o terceiro grau civil;
d) interesse particular na causa.
Parágrafo único. Se o recusante houver
praticado algum ato pelo qual haja
consentido na pessoa do juiz, não mais
poderá alegar exceção de suspeição, salvo
sobrevindo novo motivo. A suspeição não
será também admitida, se do processo
constar que o recusante deixou de alegá-la
anteriormente, quando já a conhecia, ou

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Direito Processual do Trabalho

Seção VIII Parágrafo único. Do registro das audiências


DAS AUDIÊNCIAS poderão ser fornecidas certidões às pessoas
que o requererem.
Art. 813. As audiências dos órgãos da Justiça do
Trabalho serão públicas e realizar-se-ão na sede
do Juízo ou Tribunal em dias úteis previamente
fixados, entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, não
podendo ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas,
salvo quando houver matéria urgente.
§ 1º Em casos especiais, poderá ser
designado outro local para a realização das
audiências, mediante edital afixado na sede
do Juízo ou Tribunal, com a antecedência
mínima de 24 (vinte e quatro) horas.
§ 2º Sempre que for necessário, poderão
ser convocadas audiências extraordinárias,
observado o prazo do parágrafo anterior.
Art. 814. Às audiências deverão estar presentes,
comparecendo com a necessária antecedência.
os escrivães ou secretários.
Art. 815. À hora marcada, o juiz ou presidente
declarará aberta a audiência, sendo feita pelo
secretário ou escrivão a chamada das partes,
testemunhas e demais pessoas que devam
comparecer.
Parágrafo único. Se, até 15 (quinze) minutos
após a hora marcada, o juiz ou presidente
não houver comparecido, os presentes
poderão retirar-se, devendo o ocorrido
constar do livro de registro das audiências.
Art. 816. O juiz ou presidente manterá a ordem
nas audiências, podendo mandar retirar do
recinto os assistentes que a perturbarem.
Art. 817. O registro das audiências será feito
em livro próprio, constando de cada registro os
processos apreciados e a respectiva solução,
bem como as ocorrências eventuais.

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Seção IX Art. 825. As testemunhas comparecerão a audiên-


DAS PROVAS cia independentemente de notificação ou intima-
ção.
Art. 818. A prova das alegações incumbe à parte Parágrafo único. As que não comparecerem
que as fizer. serão intimadas, ex officio ou a requerimento
Art. 819. O depoimento das partes e testemunhas da parte, ficando sujeitas a condução coerciti-
que não souberem falar a língua nacional será feito va, além das penalidades do art. 730, caso, sem
por meio de intérprete nomeado pelo juiz ou presi- motivo justificado, não atendam à intimação.
dente. Art. 826. É facultado a cada uma das partes apre-
sentar um perito ou técnico.
§ 1º Proceder-se-á da forma indicada neste ar-
tigo, quando se tratar de surdo-mudo, ou de Art. 827. O juiz ou presidente poderá arguir os pe-
mudo que não saiba escrever. ritos compromissados ou os técnicos, e rubricará,
para ser junto ao processo, o laudo que os primei-
§ 2º Em ambos os casos de que este artigo tra- ros tiverem apresentado.
ta, as despesas correrão por conta da parte a
que interessar o depoimento. Art. 828. Toda testemunha, antes de prestar o com-
promisso legal, será qualificada, indicando o nome,
Art. 820. As partes e testemunhas serão inquiridas nacionalidade, profissão, idade, residência, e, quan-
pelo juiz ou presidente, podendo ser reinquiridas, do empregada, o tempo de serviço prestado ao em-
por seu intermédio, a requerimento dos vogais, das pregador, ficando sujeita, em caso de falsidade, às
partes, seus representantes ou advogados. leis penais.
Art. 821. Cada uma das partes não poderá indicar Parágrafo único. Os depoimentos das teste-
mais de 3 (três) testemunhas, salvo quando se tra- munhas serão resumidos, por ocasião da audi-
tar de inquérito, caso em que esse número poderá ência, pelo secretário da Junta ou funcionário
ser elevado a 6 (seis). para esse fim designado, devendo a súmula ser
assinada pelo Presidente do Tribunal e pelos
Art. 822. As testemunhas não poderão sofrer qual- depoentes.
quer desconto pelas faltas ao serviço, ocasionadas
pelo seu comparecimento para depor, quando devi- Art. 829. A testemunha que for parente até o tercei-
damente arroladas ou convocadas. ro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer
das partes, não prestará compromisso, e seu depoi-
Art. 823. Se a testemunha for funcionário civil ou mento valerá como simples informação.
militar, e tiver de depor em hora de serviço, será re- Art. 830. O documento em cópia oferecido para
quisitada ao chefe da repartição para comparecer à prova poderá ser declarado autêntico pelo próprio
audiência marcada. advogado, sob sua responsabilidade pessoal.
Art. 824. O juiz ou presidente providenciará para Parágrafo único. Impugnada a autenticidade
que o depoimento de uma testemunha não seja da cópia, a parte que a produziu será intimada
ouvido pelas demais que tenham de depor no pro- para apresentar cópias devidamente auten-
cesso. ticadas ou o original, cabendo ao serventu-
ário competente proceder à conferência e
certificar a conformidade entre esses docu-
mentos.

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Seção X dos cálculos de liquidação de sentença não


DA DECISÃO E SUA EFICÁCIA prejudicará os créditos da União.
§ 7º O Ministro de Estado da Fazenda
Art. 831. A decisão será proferida depois de poderá, mediante ato fundamentado,
rejeitada pelas partes a proposta de conciliação. dispensar a manifestação da União nas
Parágrafo único. No caso de conciliação, o decisões homologatórias de acordos em
termo que for lavrado valerá como decisão que o montante da parcela indenizatória
irrecorrível, salvo para a Previdência Social envolvida ocasionar perda de escala
quanto às contribuições que lhe forem decorrente da atuação do órgão jurídico.
devidas. Art. 833. Existindo na decisão evidentes erros
Art. 832. Da decisão deverão constar o nome ou enganos de escrita, de datilografia ou de
das partes, o resumo do pedido e da defesa, cálculo, poderão os mesmos, antes da execução,
a apreciação das provas, os fundamentos da ser corrigidos, ex officio, ou a requerimento dos
decisão e a respectiva conclusão. interessados ou da Procuradoria da Justiça do
Trabalho.
§ 1º Quando a decisão concluir pela
procedência do pedido, determinará o prazo Art. 834. Salvo nos casos previstos nesta
e as condições para o seu cumprimento. Consolidação, a publicação das decisões e sua
notificação aos litigantes, ou a seus patronos,
§ 2º A decisão mencionará sempre as custas consideram-se realizadas nas próprias
que devam ser pagas pela parte vencida. audiências em que forem as mesmas proferidas.
§ 3º As decisões cognitivas ou Art. 835. O cumprimento do acordo ou
homologatórias deverão sempre indicar a da decisão far-se-á no prazo e condições
natureza jurídica das parcelas constantes estabelecidas.
da condenação ou do acordo homologado,
inclusive o limite de responsabilidade Art. 836. É vedado aos órgãos da Justiça do
de cada parte pelo recolhimento da Trabalho conhecer de questões já decididas,
contribuição previdenciária, se for o caso. excetuados os casos expressamente previstos
neste Título e a ação rescisória, que será
§ 4º A União será intimada das decisões admitida na forma do disposto no Capítulo IV
homologatórias de acordos que contenham do Título IX da Lei no 5.869, de 11 de janeiro
parcela indenizatória, na forma do art. 20 da de 1973 – Código de Processo Civil, sujeita ao
Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004, depósito prévio de 20% (vinte por cento) do
facultada a interposição de recurso relativo valor da causa, salvo prova de miserabilidade
aos tributos que lhe forem devidos. jurídica do autor.
§ 5º Intimada da sentença, a União poderá Parágrafo único. A execução da decisão
interpor recurso relativo à discriminação de proferida em ação rescisória far-se-á nos
que trata o § 3o deste artigo. próprios autos da ação que lhe deu origem,
§ 6º O acordo celebrado após o trânsito em e será instruída com o acórdão da rescisória
julgado da sentença ou após a elaboração e a respectiva certidão de trânsito em
julgado.

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CAPÍTULO III no que couber, o disposto no parágrafo


DOS DISSÍDIOS INDIVIDUAIS anterior.
Art. 841. Recebida e protocolada a reclamação,
Seção I o escrivão ou secretário, dentro de 48 (quarenta
DA FORMA DE RECLAMAÇÃO E DA e oito) horas, remeterá a segunda via da petição,
NOTIFICAÇÃO ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao
mesmo tempo, para comparecer à audiência do
Art. 837. Nas localidades em que houver apenas julgamento, que será a primeira desimpedida,
1 (uma) Junta de Conciliação e Julgamento, depois de 5 (cinco) dias.
ou 1 (um) escrivão do cível, a reclamação será
apresentada diretamente à secretaria da Junta, § 1º A notificação será feita em registro
ou ao cartório do Juízo. postal com franquia. Se o reclamado criar
embaraços ao seu recebimento ou não
Art. 838. Nas localidades em que houver for encontrado, far-se-á a notificação por
mais de 1 (uma) Junta ou mais de 1 (um) edital, inserto no jornal oficial ou no que
Juízo, ou escrivão do cível, a reclamação será, publicar o expediente forense, ou, na falta,
preliminarmente, sujeita a distribuição, na afixado na sede da Junta ou Juízo.
forma do disposto no Capítulo II, Seção II, deste
Título. § 2º O reclamante será notificado no ato da
apresentação da reclamação ou na forma
Art. 839. A reclamação poderá ser apresentada: do parágrafo anterior.
a) pelos empregados e empregadores, Art. 842. Sendo várias as reclamações e havendo
pessoalmente, ou por seus representantes, identidade de matéria, poderão ser acumuladas
e pelos sindicatos de classe; num só processo, se se tratar de empregados da
mesma empresa ou estabelecimento.
b) por intermédio das Procuradorias
Regionais da Justiça do Trabalho.
Art. 840. A reclamação poderá ser escrita ou
verbal.
§ 1º Sendo escrita, a reclamação deverá
conter a designação do Presidente da
Junta, ou do juiz de direito a quem for
dirigida, a qualificação do reclamante e do
reclamado, uma breve exposição dos fatos
de que resulte o dissídio, o pedido, a data
e a assinatura do reclamante ou de seu
representante.
§ 2º Se verbal, a reclamação será reduzida a
termo, em 2 (duas) vias datadas e assinadas
pelo escrivão ou secretário, observado,

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Seção II consignando-se o prazo e demais condições


DA AUDIÊNCIA DE JULGAMENTO para seu cumprimento.
§ 2º Entre as condições a que se refere o
Art. 843. Na audiência de julgamento deverão parágrafo anterior, poderá ser estabelecida
estar presentes o reclamante e o reclamado, a de ficar a parte que não cumprir o acordo
independentemente do comparecimento obrigada a satisfazer integralmente o pedido
de seus representantes salvo, nos casos ou pagar uma indenização convencionada,
de Reclamatórias Plúrimas ou Ações de sem prejuízo do cumprimento do acordo.
Cumprimento, quando os empregados poderão
fazer-se representar pelo Sindicato de sua Art. 847. Não havendo acordo, o reclamado
categoria. terá vinte minutos para aduzir sua defesa, após
a leitura da reclamação, quando esta não for
§ 1º É facultado ao empregador fazer-se dispensada por ambas as partes.
substituir pelo gerente, ou qualquer outro
preposto que tenha conhecimento do fato, Art. 848. Terminada a defesa, seguir-se-á a
e cujas declarações obrigarão o proponente. instrução do processo, podendo o presidente,
ex officio ou a requerimento de qualquer juiz
§ 2º Se por doença ou qualquer outro motivo temporário, interrogar os litigantes.
poderoso, devidamente comprovado, não
for possível ao empregado comparecer § 1º Findo o interrogatório, poderá qualquer
pessoalmente, poderá fazer-se representar dos litigantes retirar-se, prosseguindo a
por outro empregado que pertença à instrução com o seu representante.
mesma profissão, ou pelo seu sindicato.
§ 2º Serão, a seguir, ouvidas as testemunhas,
Art. 844. O não-comparecimento do reclamante os peritos e os técnicos, se houver.
à audiência importa o arquivamento da
reclamação, e o não-comparecimento do Art. 849. A audiência de julgamento será
reclamado importa revelia, além de confissão contínua; mas, se não for possível, por motivo
quanto à matéria de fato. de força maior, concluí-la no mesmo dia, o juiz
ou presidente marcará a sua continuação para a
Parágrafo único. Ocorrendo, entretanto, primeira desimpedida, independentemente de
motivo relevante, poderá o presidente nova notificação.
suspender o julgamento, designando nova
audiência. Art. 850. Terminada a instrução, poderão
as partes aduzir razões finais, em prazo não
Art. 845. O reclamante e o reclamado excedente de 10 (dez) minutos para cada uma.
comparecerão à audiência acompanhados Em seguida, o juiz ou presidente renovará a
das suas testemunhas, apresentando, nessa proposta de conciliação, e não se realizando
ocasião, as demais provas. esta, será proferida a decisão.
Art. 846. Aberta a audiência, o juiz ou presidente Parágrafo único. O Presidente da Junta,
proporá a conciliação. após propor a solução do dissídio, tomará
os votos dos vogais e, havendo divergência
§ 1º Se houver acordo lavrar-se-á termo, entre estes, poderá desempatar ou proferir
assinado pelo presidente e pelos litigantes, decisão que melhor atenda ao cumprimento

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da lei e ao justo equilíbrio entre os votos
divergentes e ao interesse social.
Art. 851. Os tramites de instrução e julgamento
da reclamação serão resumidos em ata, de que
constará, na íntegra, a decisão.
§ 1º Nos processos de exclusiva alçada
das Juntas, será dispensável, a juízo do
presidente, o resumo dos depoimentos,
devendo constar da ata a conclusão do
Tribunal quanto à matéria de fato.
§ 2º A ata será, pelo presidente ou juiz, junta
ao processo, devidamente assinada, no
prazo improrrogável de 48 (quarenta e oito)
horas, contado da audiência de julgamento,
e assinada pelos juízes classistas presentes
à mesma audiência.
Art. 852. Da decisão serão os litigantes
notificados, pessoalmente, ou por seu
representante, na própria audiência. No caso
de revelia, a notificação far-se-á pela forma
estabelecida no § 1º do art. 841.

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Seção II-A ou substituto, que poderá ser convocado para


DO PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO atuar simultaneamente com o titular.
Art. 852-D. O juiz dirigirá o processo com
Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo liberdade para determinar as provas a serem
valor não exceda a quarenta vezes o salário produzidas, considerado o ônus probatório de
mínimo vigente na data do ajuizamento da cada litigante, podendo limitar ou excluir as
reclamação ficam submetidos ao procedimento que considerar excessivas, impertinentes ou
sumaríssimo. protelatórias, bem como para apreciá-las e dar
Parágrafo único. Estão excluídas do especial valor às regras de experiência comum
procedimento sumaríssimo as demandas ou técnica.
em que é parte a Administração Pública Art. 852-E. Aberta a sessão, o juiz esclarecerá
direta, autárquica e fundacional. as partes presentes sobre as vantagens da
Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no conciliação e usará os meios adequados de
procedimento sumaríssimo: persuasão para a solução conciliatória do litígio,
em qualquer fase da audiência.
I – o pedido deverá ser certo ou determinado
e indicará o valor correspondente; Art. 852-F. Na ata de audiência serão
registrados resumidamente os atos essenciais,
II – não se fará citação por edital, as afirmações fundamentais das partes e as
incumbindo ao autor a correta indicação do informações úteis à solução da causa trazidas
nome e endereço do reclamado; pela prova testemunhal.
III – a apreciação da reclamação deverá Art. 852-G. Serão decididos, de plano, todos os
ocorrer no prazo máximo de quinze dias incidentes e exceções que possam interferir no
do seu ajuizamento, podendo constar de prosseguimento da audiência e do processo. As
pauta especial, se necessário, de acordo demais questões serão decididas na sentença.
com o movimento judiciário da Junta de
Conciliação e Julgamento. Art. 852-H. Todas as provas serão produzidas na
audiência de instrução e julgamento, ainda que
§ 1º O não atendimento, pelo reclamante, não requeridas previamente.
do disposto nos incisos I e II deste artigo
importará no arquivamento da reclamação § 1º Sobre os documentos apresentados
e condenação ao pagamento de custas por uma das partes manifestar-se-á
sobre o valor da causa. imediatamente a parte contrária, sem
interrupção da audiência, salvo absoluta
§ 2º As partes e advogados comunicarão ao impossibilidade, a critério do juiz.
juízo as mudanças de endereço ocorridas no
curso do processo, reputando-se eficazes as § 2º As testemunhas, até o máximo de
intimações enviadas ao local anteriormente duas para cada parte, comparecerão
indicado, na ausência de comunicação. à audiência de instrução e julgamento
independentemente de intimação.
Art. 852-C. As demandas sujeitas a rito
sumaríssimo serão instruídas e julgadas em § 3º Só será deferida intimação de
audiência única, sob a direção de juiz presidente testemunha que, comprovadamente

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convidada, deixar de comparecer. Não
comparecendo a testemunha intimada,
o juiz poderá determinar sua imediata
condução coercitiva.
§ 4º Somente quando a prova do fato o
exigir, ou for legalmente imposta, será
deferida prova técnica, incumbindo ao juiz,
desde logo, fixar o prazo, o objeto da perícia
e nomear perito.
§ 6º As partes serão intimadas a manifestar-
se sobre o laudo, no prazo comum de cinco
dias.
§ 7º Interrompida a audiência, o seu
prosseguimento e a solução do processo
dar-se-ão no prazo máximo de trinta dias,
salvo motivo relevante justificado nos autos
pelo juiz da causa.
Art. 852-I. A sentença mencionará os elementos
de convicção do juízo, com resumo dos fatos
relevantes ocorridos em audiência, dispensado
o relatório.
§ 1º O juízo adotará em cada caso a
decisão que reputar mais justa e equânime,
atendendo aos fins sociais da lei e as
exigências do bem comum.
§ 3º As partes serão intimadas da sentença
na própria audiência em que prolatada.

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CAPÍTULO V Previdência Social, sem prejuízo da cobrança de


DA EXECUÇÃO eventuais diferenças encontradas na execução
ex officio.
Seção I Art. 879. Sendo ilíquida a sentença exequenda,
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ordenar-se-á, previamente, a sua liquidação, que
poderá ser feita por cálculo, por arbitramento
Art. 876. As decisões passadas em julgado ou ou por artigos.
das quais não tenha havido recurso com efeito
suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; § 1º Na liquidação, não se poderá
os termos de ajuste de conduta firmados perante modificar, ou inovar, a sentença liquidanda
o Ministério Público do Trabalho e os termos de nem discutir matéria pertinente à causa
conciliação firmados perante as Comissões de principal.
Conciliação Prévia serão executada pela forma § 1º-A. A liquidação abrangerá, também, o
estabelecida neste Capítulo. cálculo das contribuições previdenciárias
Parágrafo único. Serão executadas ex- devidas.
officio as contribuições sociais devidas em § 1º-B. As partes deverão ser previamente
decorrência de decisão proferida pelos intimadas para a apresentação do cálculo
Juízes e Tribunais do Trabalho, resultantes de liquidação, inclusive da contribuição
de condenação ou homologação de acordo, previdenciária incidente.
inclusive sobre os salários pagos durante o
período contratual reconhecido. § 2º Elaborada a conta e tornada líquida,
o Juiz poderá abrir às partes prazo
Art. 877. É competente para a execução das sucessivo de 10 (dez) dias para impugnação
decisões o Juiz ou Presidente do Tribunal que fundamentada com a indicação dos itens e
tiver conciliado ou julgado originariamente o valores objeto da discordância, sob pena de
dissídio. preclusão.
Art. 877-A. É competente para a execução de § 3º Elaborada a conta pela parte ou pelos
título executivo extrajudicial o juiz que teria órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o
competência para o processo de conhecimento juiz procederá à intimação da União para
relativo à matéria. manifestação, no prazo de 10 (dez) dias, sob
Art. 878. A execução poderá ser promovida por pena de preclusão.
qualquer interessado, ou ex officio pelo próprio § 4º A atualização do crédito devido à
Juiz ou Presidente ou Tribunal competente, nos Previdência Social observará os critérios
termos do artigo anterior. estabelecidos na legislação previdenciária.
Parágrafo único. Quando se tratar de § 5º O Ministro de Estado da Fazenda
decisão dos Tribunais Regionais, a execução poderá, mediante ato fundamentado,
poderá ser promovida pela Procuradoria da dispensar a manifestação da União quando
Justiça do Trabalho. o valor total das verbas que integram o
Art. 878-A. Faculta-se ao devedor o pagamento salário-de-contribuição, na forma do art.
imediato da parte que entender devida à 28 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991,

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ocasionar perda de escala decorrente da
atuação do órgão jurídico.
§ 6º Tratando-se de cálculos de liquidação
complexos, o juiz poderá nomear perito
para a elaboração e fixará, depois da
conclusão do trabalho, o valor dos
respectivos honorários com observância,
entre outros, dos critérios de razoabilidade
e proporcionalidade.

428 www.acasadoconcurseiro.com.br
Direito Processual do Trabalho

Seção II atualizada e acrescida das despesas processuais,


DO MANDADO E DA PENHORA ou nomeando bens à penhora, observada a
ordem preferencial estabelecida no art. 655 do
Art. 880. Requerida a execução, o juiz ou Código Processual Civil.
presidente do tribunal mandará expedir Art. 883. Não pagando o executado, nem
mandado de citação do executado, a fim de que garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos
cumpra a decisão ou o acordo no prazo, pelo bens, tantos quantos bastem ao pagamento da
modo e sob as cominações estabelecidas ou, importância da condenação, acrescida de custas
quando se tratar de pagamento em dinheiro, e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso,
inclusive de contribuições sociais devidas à devidos a partir da data em que for ajuizada a
União, para que o faça em 48 (quarenta e oito) reclamação inicial.
horas ou garanta a execução, sob pena de
penhora.
§ 1º O mandado de citação deverá conter
a decisão exequenda ou o termo de acordo
não cumprido.
§ 2º A citação será feita pelos oficiais de
diligência.
§ 3º Se o executado, procurado por 2 (duas)
vezes no espaço de 48 (quarenta e oito)
horas, não for encontrado, far-se-á citação
por edital, publicado no jornal oficial ou,
na falta deste, afixado na sede da Junta ou
Juízo, durante 5 (cinco) dias.
Art. 881 No caso de pagamento da importância
reclamada, será este feito perante o escrivão ou
secretário, lavrando-se termo de quitação, em
2 (duas) vias, assinadas pelo exequente, pelo
executado e pelo mesmo escrivão ou secretário,
entregando-se a segunda via ao executado e
juntando-se a outra ao processo.
Parágrafo único. Não estando presente o
exequente, será depositada a importância,
mediante guia, em estabelecimento
oficial de crédito ou, em falta deste, em
estabelecimento bancário idôneo.
Art. 882 O executado que não pagar a
importância reclamada poderá garantir a
execução mediante depósito da mesma,

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Direito Processual do Trabalho

Seção III
DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO E DA
SUA IMPUGNAÇÃO
Art. 884. Garantida a execução ou penhorados
os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para
apresentar embargos, cabendo igual prazo ao
exequente para impugnação.
§ 1º A matéria de defesa será restrita às
alegações de cumprimento da decisão ou
do acordo, quitação ou prescrição da divida.
§ 2º Se na defesa tiverem sido arroladas
testemunhas, poderá o Juiz ou o Presidente
do Tribunal, caso julgue necessários seus
depoimentos, marcar audiência para a
produção das provas, a qual deverá realizar-
se dentro de 5 (cinco) dias.
§ 3º Somente nos embargos à penhora
poderá o executado impugnar a sentença
de liquidação, cabendo ao exequente igual
direito e no mesmo prazo.
§ 4º Julgar-se-ão na mesma sentença os
embargos e as impugnações à liquidação
apresentadas pelos credores trabalhista e
previdenciário.
§ 5º Considera-se inexigível o título judicial
fundado em lei ou ato normativo declarados
inconstitucionais pelo Supremo Tribunal
Federal ou em aplicação ou interpretação
tidas por incompatíveis com a Constituição
Federal.

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Direito Processual do Trabalho

Art. 888. Concluída a avaliação, dentro de


dez dias, contados da data da nomeação do
Seção IV avaliador, seguir-se-á a arrematação, que será
DO JULGAMENTO E DOS TRÂMITES anunciada por edital afixado na sede do juízo ou
FINAIS DA EXECUÇÃO tribunal e publicado no jornal local, se houver,
com a antecedência de vinte (20) dias.
Art. 885. Não tendo sido arroladas testemunhas
§ 1º A arrematação far-se-á em dia, hora e
na defesa, o juiz ou presidente, conclusos os
lugar anunciados e os bens serão vendidos
autos, proferirá sua decisão, dentro de 5 (cinco)
pelo maior lance, tendo o exequente
dias, julgando subsistente ou insubsistente a
preferência para a adjudicação.
penhora.
§ 2º O arrematante deverá garantir o lance
Art. 886. Se tiverem sido arroladas testemunhas,
com o sinal correspondente a 20% (vinte
finda a sua inquirição em audiência, o escrivão
por cento) do seu valor.
ou secretário fará, dentro de 48 (quarenta
e oito) horas, conclusos os autos ao juiz ou § 3º Não havendo licitante, e não
presidente, que proferirá sua decisão, na forma requerendo o exequente a adjudicação dos
prevista no artigo anterior. bens penhorados, poderão os mesmos ser
vendidos por leiloeiro nomeado pelo Juiz ou
§ 1º Proferida a decisão, serão da mesma
Presidente.
notificadas as partes interessadas, em
registrado postal, com franquia. § 4º Se o arrematante, ou seu fiador, não
pagar dentro de 24 (vinte e quatro) horas
§ 2º Julgada subsistente a penhora, o juiz,
o preço da arrematação, perderá, em
ou presidente, mandará proceder logo à
benefício da execução, o sinal de que trata
avaliação dos bens penhorados.
o § 2º deste artigo, voltando à praça os bens
Art. 887 A avaliação dos bens penhorados em executados.
virtude da execução de decisão condenatória,
Art. 889. Aos trâmites e incidentes do processo
será feita por avaliador escolhido de comum
da execução são aplicáveis, naquilo em que não
acordo pelas partes, que perceberá as custas
contravierem ao presente Título, os preceitos
arbitradas pelo juiz, ou presidente do tribunal
que regem o processo dos executivos fiscais
trabalhista, de conformidade com a tabela a ser
para a cobrança judicial da dívida ativa da
expedida pelo Tribunal Superior do Trabalho.
Fazenda Pública Federal.
§ 1º Não acordando as partes quanto à
Art. 889-A. Os recolhimentos das importâncias
designação de avaliador, dentro de cinco
devidas, referentes às contribuições sociais,
dias após o despacho que o determinou
serão efetuados nas agências locais da Caixa
a avaliação, será o avaliador designado
Econômica Federal ou do Banco do Brasil S.A.,
livremente pelo juiz ou presidente do
por intermédio de documento de arrecadação
tribunal.
da Previdência Social, dele se fazendo constar o
§ 2º Os servidores da Justiça do Trabalho número do processo.
não poderão ser escolhidos ou designados
§ 1º Concedido parcelamento pela
para servir de avaliador.
Secretaria da Receita Federal do Brasil, o

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devedor juntará aos autos a comprovação do
ajuste, ficando a execução da contribuição
social correspondente suspensa até a
quitação de todas as parcelas.
§ 2º As Varas do Trabalho encaminharão
mensalmente à Secretaria da Receita
Federal do Brasil informações sobre os
recolhimentos efetivados nos autos,
salvo se outro prazo for estabelecido em
regulamento.

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Direito Processual do Trabalho

Tribunal Superior do Trabalho ou súmula


vinculante do Supremo Tribunal Federal.
§ 2º A divergência apta a ensejar
CAPÍTULO VI os embargos deve ser atual, não se
considerando tal a ultrapassada por súmula
DOS RECURSOS
do Tribunal Superior do Trabalho ou do
Art. 893. Das decisões são admissíveis os Supremo Tribunal Federal, ou superada
seguintes recursos: por iterativa e notória jurisprudência do
Tribunal Superior do Trabalho.
I – embargos;
§ 3º O Ministro Relator denegará
II – recurso ordinário; seguimento aos embargos:
III – recurso de revista; I – se a decisão recorrida estiver em
consonância com súmula da jurisprudência
IV – agravo.
do Tribunal Superior do Trabalho ou do
§ 1º Os incidentes do processo são Supremo Tribunal Federal, ou com iterativa,
resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal, notória e atual jurisprudência do Tribunal
admitindo-se a apreciação do merecimento Superior do Trabalho, cumprindo-lhe indicá-
das decisões interlocutórias somente em la;
recursos da decisão definitiva.
II – nas hipóteses de intempestividade,
§ 2º A interposição de recurso para o deserção, irregularidade de representação
Supremo Tribunal Federal não prejudicará a ou de ausência de qualquer outro
execução do julgado. pressuposto extrínseco de admissibilidade.
Art. 894. No Tribunal Superior do Trabalho § 4º Da decisão denegatória dos embargos
cabem embargos, no prazo de 8 (oito) dias: caberá agravo, no prazo de 8 (oito) dias.
I – de decisão não unânime de julgamento Art. 895. Cabe recurso ordinário para a instância
que: superior:
a) conciliar, julgar ou homologar conciliação I – das decisões definitivas ou terminativas
em dissídios coletivos que excedam a das Varas e Juízos, no prazo de 8 (oito) dias;
competência territorial dos Tribunais e
Regionais do Trabalho e estender ou rever
II – das decisões definitivas ou terminativas
as sentenças normativas do Tribunal
dos Tribunais Regionais, em processos de
Superior do Trabalho, nos casos previstos
sua competência originária, no prazo de 8
em lei; e
(oito) dias, quer nos dissídios individuais,
II – das decisões das Turmas que divergirem quer nos dissídios coletivos.
entre si ou das decisões proferidas pela
§ 1º Nas reclamações sujeitas ao
Seção de Dissídios Individuais, ou contrárias
procedimento sumaríssimo, o recurso
a súmula ou orientação jurisprudencial do
ordinário:

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II – será imediatamente distribuído, uma decisão recorrida, interpretação divergente,
vez recebido no Tribunal, devendo o relator na forma da alínea a;
liberá-lo no prazo máximo de dez dias, e a
Secretaria do Tribunal ou Turma colocá-lo c) proferidas com violação literal de
imediatamente em pauta para julgamento, disposição de lei federal ou afronta direta e
sem revisor; literal à Constituição Federal.

III – terá parecer oral do representante do § 1º O recurso de revista, dotado de efeito


Ministério Público presente à sessão de apenas devolutivo, será interposto perante
julgamento, se este entender necessário o o Presidente do Tribunal Regional do
parecer, com registro na certidão; Trabalho, que, por decisão fundamentada,
poderá recebê-lo ou denegá-lo.
IV – terá acórdão consistente unicamente
na certidão de julgamento, com a indicação § 1º-A. Sob pena de não conhecimento, é
suficiente do processo e parte dispositiva, ônus da parte:
e das razões de decidir do voto prevalente. I – indicar o trecho da decisão recorrida
Se a sentença for confirmada pelos próprios que consubstancia o prequestionamento da
fundamentos, a certidão de julgamento, controvérsia objeto do recurso de revista;
registrando tal circunstância, servirá de
acórdão. II – indicar, de forma explícita e
fundamentada, contrariedade a dispositivo
§ 2º Os Tribunais Regionais, divididos em de lei, súmula ou orientação jurisprudencial
Turmas, poderão designar Turma para do Tribunal Superior do Trabalho que
o julgamento dos recursos ordinários conflite com a decisão regional;
interpostos das sentenças prolatadas
nas demandas sujeitas ao procedimento III – expor as razões do pedido de reforma,
sumaríssimo. impugnando todos os fundamentos
jurídicos da decisão recorrida, inclusive
Art. 896. Cabe Recurso de Revista para Turma mediante demonstração analítica de cada
do Tribunal Superior do Trabalho das decisões dispositivo de lei, da Constituição Federal,
proferidas em grau de recurso ordinário, em de súmula ou orientação jurisprudencial
dissídio individual, pelos Tribunais Regionais do cuja contrariedade aponte.
Trabalho, quando:
§ 2º Das decisões proferidas pelos Tribunais
a) derem ao mesmo dispositivo de lei Regionais do Trabalho ou por suas Turmas,
federal interpretação diversa da que lhe em execução de sentença, inclusive em
houver dado outro Tribunal Regional do processo incidente de embargos de terceiro,
Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a não caberá Recurso de Revista, salvo na
Seção de Dissídios Individuais do Tribunal hipótese de ofensa direta e literal de norma
Superior do Trabalho, ou contrariarem da Constituição Federal.
súmula de jurisprudência uniforme dessa
Corte ou súmula vinculante do Supremo § 3º Os Tribunais Regionais do Trabalho
Tribunal Federal; procederão, obrigatoriamente, à
uniformização de sua jurisprudência e
b) derem ao mesmo dispositivo de lei aplicarão, nas causas da competência
estadual, Convenção Coletiva de Trabalho, da Justiça do Trabalho, no que couber,
Acordo Coletivo, sentença normativa ou o incidente de uniformização de
regulamento empresarial de observância jurisprudência previsto nos termos do
obrigatória em área territorial que exceda a Capítulo I do Título IX do Livro I da Lei nº
jurisdição do Tribunal Regional prolator da

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Direito Processual do Trabalho – Dos Recursos (Art. 893 a 902) – Prof. Pedro Kuhn

5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de as circunstâncias que identifiquem ou


Processo Civil). assemelhem os casos confrontados.
§ 4º Ao constatar, de ofício ou mediante § 9º Nas causas sujeitas ao procedimento
provocação de qualquer das partes ou do sumaríssimo, somente será admitido
Ministério Público do Trabalho, a existência recurso de revista por contrariedade a
de decisões atuais e conflitantes no âmbito súmula de jurisprudência uniforme do
do mesmo Tribunal Regional do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho ou a súmula
sobre o tema objeto de recurso de revista, o vinculante do Supremo Tribunal Federal e
Tribunal Superior do Trabalho determinará por violação direta da Constituição Federal.
o retorno dos autos à Corte de origem, a
fim de que proceda à uniformização da § 10. Cabe recurso de revista por violação a
jurisprudência. lei federal, por divergência jurisprudencial
e por ofensa à Constituição Federal nas
§ 5º A providência a que se refere o § 4º execuções fiscais e nas controvérsias da
deverá ser determinada pelo Presidente fase de execução que envolvam a Certidão
do Tribunal Regional do Trabalho, ao emitir Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT),
juízo de admissibilidade sobre o recurso de criada pela Lei no 12.440, de 7 de julho de
revista, ou pelo Ministro Relator, mediante 2011.
decisões irrecorríveis.
§ 11. Quando o recurso tempestivo contiver
§ 6º Após o julgamento do incidente a que se defeito formal que não se repute grave,
refere o § 3º, unicamente a súmula regional o Tribunal Superior do Trabalho poderá
ou a tese jurídica prevalecente no Tribunal desconsiderar o vício ou mandar saná-lo,
Regional do Trabalho e não conflitante com julgando o mérito.
súmula ou orientação jurisprudencial do
Tribunal Superior do Trabalho servirá como § 12. Da decisão denegatória caberá agravo,
paradigma para viabilizar o conhecimento no prazo de 8 (oito) dias.
do recurso de revista, por divergência. § 13. Dada a relevância da matéria, por
§ 7º A divergência apta a ensejar o iniciativa de um dos membros da Seção
recurso de revista deve ser atual, não se Especializada em Dissídios Individuais do
considerando como tal a ultrapassada por Tribunal Superior do Trabalho, aprovada
súmula do Tribunal Superior do Trabalho ou pela maioria dos integrantes da Seção, o
do Supremo Tribunal Federal, ou superada julgamento a que se refere o § 3º poderá ser
por iterativa e notória jurisprudência do afeto ao Tribunal Pleno.
Tribunal Superior do Trabalho. Art. 896-A O Tribunal Superior do Trabalho, no
§ 8º Quando o recurso fundar-se em recurso de revista, examinará previamente se a
dissenso de julgados, incumbe ao recorrente causa oferece transcendência com relação aos
o ônus de produzir prova da divergência reflexos gerais de natureza econômica, política,
jurisprudencial, mediante certidão, cópia social ou jurídica.
ou citação do repositório de jurisprudência, Art. 896-B Aplicam-se ao recurso de revista,
oficial ou credenciado, inclusive em no que couber, as normas da Lei no 5.869,
mídia eletrônica, em que houver sido de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo
publicada a decisão divergente, ou ainda Civil), relativas ao julgamento dos recursos
pela reprodução de julgado disponível extraordinário e especial repetitivos.
na internet, com indicação da respectiva
fonte, mencionando, em qualquer caso, Art. 896-C Quando houver multiplicidade
de recursos de revista fundados em idêntica

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questão de direito, a questão poderá ser § 6º O recurso repetitivo será distribuído
afetada à Seção Especializada em Dissídios a um dos Ministros membros da Seção
Individuais ou ao Tribunal Pleno, por decisão Especializada ou do Tribunal Pleno e a um
da maioria simples de seus membros, mediante Ministro revisor.
requerimento de um dos Ministros que
compõem a Seção Especializada, considerando § 7º O relator poderá solicitar, aos Tribunais
a relevância da matéria ou a existência de Regionais do Trabalho, informações a
entendimentos divergentes entre os Ministros respeito da controvérsia, a serem prestadas
dessa Seção ou das Turmas do Tribunal. no prazo de 15 (quinze) dias.

§ 1º O Presidente da Turma ou da Seção § 8º O relator poderá admitir manifestação


Especializada, por indicação dos relatores, de pessoa, órgão ou entidade com interesse
afetará um ou mais recursos representativos na controvérsia, inclusive como assistente
da controvérsia para julgamento pela Seção simples, na forma da Lei nº 5.869, de 11 de
Especializada em Dissídios Individuais ou janeiro de 1973 (Código de Processo Civil).
pelo Tribunal Pleno, sob o rito dos recursos § 9º Recebidas as informações e, se for o
repetitivos. caso, após cumprido o disposto no § 7º
§ 2º O Presidente da Turma ou da Seção deste artigo, terá vista o Ministério Público
Especializada que afetar processo para pelo prazo de 15 (quinze) dias.
julgamento sob o rito dos recursos § 10. Transcorrido o prazo para o Ministério
repetitivos deverá expedir comunicação aos Público e remetida cópia do relatório aos
demais Presidentes de Turma ou de Seção demais Ministros, o processo será incluído
Especializada, que poderão afetar outros em pauta na Seção Especializada ou no
processos sobre a questão para julgamento Tribunal Pleno, devendo ser julgado com
conjunto, a fim de conferir ao órgão julgador preferência sobre os demais feitos.
visão global da questão.
§ 11. Publicado o acórdão do Tribunal
§ 3º O Presidente do Tribunal Superior Superior do Trabalho, os recursos de revista
do Trabalho oficiará os Presidentes dos sobrestados na origem:
Tribunais Regionais do Trabalho para que
suspendam os recursos interpostos em I – terão seguimento denegado na hipótese
casos idênticos aos afetados como recursos de o acórdão recorrido coincidir com a
repetitivos, até o pronunciamento definitivo orientação a respeito da matéria no Tribunal
do Tribunal Superior do Trabalho. Superior do Trabalho; ou

§ 4º Caberá ao Presidente do Tribunal II – serão novamente examinados pelo


de origem admitir um ou mais recursos Tribunal de origem na hipótese de o acórdão
representativos da controvérsia, os quais recorrido divergir da orientação do Tribunal
serão encaminhados ao Tribunal Superior Superior do Trabalho a respeito da matéria.
do Trabalho, ficando suspensos os demais
§ 12. Na hipótese prevista no inciso II
recursos de revista até o pronunciamento
do § 11 deste artigo, mantida a decisão
definitivo do Tribunal Superior do Trabalho.
divergente pelo Tribunal de origem, far-se-á
§ 5º O relator no Tribunal Superior do o exame de admissibilidade do recurso de
Trabalho poderá determinar a suspensão revista.
dos recursos de revista ou de embargos que
§ 13. Caso a questão afetada e julgada sob
tenham como objeto controvérsia idêntica
o rito dos recursos repetitivos também
à do recurso afetado como repetitivo.
contenha questão constitucional, a
decisão proferida pelo Tribunal Pleno não

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Direito Processual do Trabalho – Dos Recursos (Art. 893 a 902) – Prof. Pedro Kuhn

obstará o conhecimento de eventuais b) de instrumento, dos despachos que


recursos extraordinários sobre a questão denegarem a interposição de recursos.
constitucional.
§ 1º O agravo de petição só será
§ 14. Aos recursos extraordinários recebido quando o agravante delimitar,
interpostos perante o Tribunal Superior justificadamente, as matérias e os valores
do Trabalho será aplicado o procedimento impugnados, permitida a execução imediata
previsto no art. 543-B da Lei nº 5.869, da parte remanescente até o final, nos
de 11 de janeiro de 1973 (Código de próprios autos ou por carta de sentença.
Processo Civil), cabendo ao Presidente do
Tribunal Superior do Trabalho selecionar § 2º O agravo de instrumento interposto
um ou mais recursos representativos da contra o despacho que não receber agravo
controvérsia e encaminhá-los ao Supremo de petição não suspende a execução da
Tribunal Federal, sobrestando os demais sentença.
até o pronunciamento definitivo da Corte, § 3º Na hipótese da alínea a deste artigo, o
na forma do § 1º do art. 543-B da Lei no agravo será julgado pelo próprio tribunal,
5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de presidido pela autoridade recorrida, salvo
Processo Civil). se se tratar de decisão de Juiz do Trabalho
§ 15. O Presidente do Tribunal Superior de 1ª Instância ou de Juiz de Direito,
do Trabalho poderá oficiar os Tribunais quando o julgamento competirá a uma
Regionais do Trabalho e os Presidentes das Turmas do Tribunal Regional a que
das Turmas e da Seção Especializada estiver subordinado o prolator da sentença,
do Tribunal para que suspendam os observado o disposto no art. 679, a quem
processos idênticos aos selecionados como este remeterá as peças necessárias para o
recursos representativos da controvérsia e exame da matéria controvertida, em autos
encaminhados ao Supremo Tribunal Federal, apartados, ou nos próprios autos, se tiver
até o seu pronunciamento definitivo. sido determinada a extração de carta de
sentença.
§ 16. A decisão firmada em recurso
repetitivo não será aplicada aos casos em § 4º Na hipótese da alínea b deste artigo, o
que se demonstrar que a situação de fato agravo será julgado pelo Tribunal que seria
ou de direito é distinta das presentes no competente para conhecer o recurso cuja
processo julgado sob o rito dos recursos interposição foi denegada.
repetitivos. § 5º Sob pena de não conhecimento,
§ 17. Caberá revisão da decisão firmada em as partes promoverão a formação do
julgamento de recursos repetitivos quando instrumento do agravo de modo a
se alterar a situação econômica, social ou possibilitar, caso provido, o imediato
jurídica, caso em que será respeitada a julgamento do recurso denegado, instruindo
segurança jurídica das relações firmadas a petição de interposição:
sob a égide da decisão anterior, podendo o I – obrigatoriamente, com cópias da
Tribunal Superior do Trabalho modular os decisão agravada, da certidão da respectiva
efeitos da decisão que a tenha alterado. intimação, das procurações outorgadas aos
Art. 897. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias: advogados do agravante e do agravado, da
petição inicial, da contestação, da decisão
a) de petição, das decisões do Juiz ou originária, do depósito recursal referente
Presidente, nas execuções; ao recurso que se pretende destrancar, da
comprovação do recolhimento das custas e

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do depósito recursal a que se refere o § 7º representação da parte ou ausente a sua
do art. 899 desta Consolidação; assinatura.
II – facultativamente, com outras peças que Art. 898. Das decisões proferidas em dissídio
o agravante reputar úteis ao deslinde da coletivo que afete empresa de serviço público,
matéria de mérito controvertida. ou, em qualquer caso, das proferidas em revisão,
poderão recorrer, além dos interessados, o
§ 6º O agravado será intimado para oferecer Presidente do Tribunal e a Procuradoria da
resposta ao agravo e ao recurso principal, Justiça do Trabalho.
instruindo-a com as peças que considerar
necessárias ao julgamento de ambos os Art. 899. Os recursos serão interpostos por
recursos. simples petição e terão efeito meramente
devolutivo, salvo as exceções previstas neste
§ 7º Provido o agravo, a Turma deliberará Título, permitida a execução provisória até a
sobre o julgamento do recurso principal, penhora.
observando-se, se for o caso, daí em diante,
o procedimento relativo a esse recurso. § 1º Sendo a condenação de valor até 10
(dez) vezes o salário-mínimo regional, nos
§ 8º Quando o agravo de petição versar dissídios individuais, só será admitido o
apenas sobre as contribuições sociais, o recurso inclusive o extraordinário, mediante
juiz da execução determinará a extração prévio depósito da respectiva importância.
de cópias das peças necessárias, que Transitada em julgado a decisão recorrida,
serão autuadas em apartado, conforme ordenar-se-á o levantamento imediato da
dispõe o § 3º, parte final, e remetidas à importância de depósito, em favor da parte
instância superior para apreciação, após vencedora, por simples despacho do juiz.
contraminuta.
§ 2º Tratando-se de condenação de valor
Art. 897-A Caberão embargos de declaração indeterminado, o depósito corresponderá
da sentença ou acórdão, no prazo de cinco ao que for arbitrado, para efeito de custas,
dias, devendo seu julgamento ocorrer na pela Junta ou Juízo de Direito, até o limite de
primeira audiência ou sessão subsequente 10 (dez) vezes o salário-mínimo da região.
a sua apresentação, registrado na certidão,
admitido efeito modificativo da decisão nos § 4º O depósito de que trata o § 1º far-se-á
casos de omissão e contradição no julgado e na conta vinculada do empregado a que
manifesto equívoco no exame dos pressupostos se refere o art. 2º da Lei nº 5.107, de 13
extrínsecos do recurso. de setembro de 1966, aplicando-se-lhe os
preceitos dessa Lei observado, quanto ao
§ 1º Os erros materiais poderão ser respectivo levantamento, o disposto no §
corrigidos de ofício ou a requerimento de 1º.
qualquer das partes.
§ 5º Se o empregado ainda não tiver conta
§ 2º Eventual efeito modificativo dos vinculada aberta em seu nome, nos termos
embargos de declaração somente poderá do art. 2º da Lei nº 5.107, de 13 de setembro
ocorrer em virtude da correção de vício na de 1966, a empresa procederá à respectiva
decisão embargada e desde que ouvida a abertura, para efeito do disposto no § 2º.
parte contrária, no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 6º Quando o valor da condenação, ou o
§ 3º Os embargos de declaração arbitrado para fins de custas, exceder o
interrompem o prazo para interposição de limite de 10 (dez) vezes o salário-mínimo da
outros recursos, por qualquer das partes, região, o depósito para fins de recursos será
salvo quando intempestivos, irregular a limitado a este valor.

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Direito Processual do Trabalho – Dos Recursos (Art. 893 a 902) – Prof. Pedro Kuhn

§ 7º No ato de interposição do agravo


de instrumento, o depósito recursal
corresponderá a 50% (cinquenta por cento)
do valor do depósito do recurso ao qual se
pretende destrancar.
§ 8º Quando o agravo de instrumento tem a
finalidade de destrancar recurso de revista
que se insurge contra decisão que contraria
a jurisprudência uniforme do Tribunal
Superior do Trabalho, consubstanciada
nas suas súmulas ou em orientação
jurisprudencial, não haverá obrigatoriedade
de se efetuar o depósito referido no § 7º
deste artigo.
Art. 900. Interposto o recurso, será notificado o
recorrido para oferecer as suas razões, em prazo
igual ao que tiver tido o recorrente.
Art. 901. Sem prejuízo dos prazos previstos
neste Capítulo, terão as partes vistas dos autos
em cartório ou na secretaria.
Parágrafo único. Salvo quando estiver correndo
prazo comum, aos procuradores das partes será
permitido ter vista dos autos fora do cartório ou
secretaria.

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Direito Processual Civil

Professor Giuliano Tamagno

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Direito Processual Civil

Da Jurisdiçao e Da Ação

Estes institutos se interagem, se ligam, formando o que se denomina triângulo


processual ou trilogia processual.

O Estado tem o poder e a obrigação de realizar o Direito,


JURISDIÇÃO resolvendo conflitos e preservando a paz social. A esta
função estatal dá-se o nome de JURISDIÇÃO.

A ação é regida por atos complexos, petições, decisões


interlocutórias, decisões de mero expediente, recursos,
PROCESSO sentenças, acórdãos, etc... e o conjunto destes atos, damos
o nome de PROCESSO.

Umas das mais marcantes características da jurisdição é a


AÇÃO inércia, que consiste no fato de só agir quando provocada, e
o meio de se fazer isso é a AÇÃO. (Princípio da Inércia)

O Estado para fazer cumprir seus objetivos divide o seu campo de atuação em três grandes poderes,
quais sejam; Executivo, Legislativo e Judiciário. Cada um deles tem uma função precípua:
Legislativo = legislar.
Executivo = administrar.
Judiciário = resolver os litígios nos casos concretos.

Essa função de resolução de litígios, nada mais é que a


JURISDIÇÃO JURISDIÇÃO (que vem do latim juris dicto – dizer o direito). A
Jurisdição é uma garantia fundamental, encartada em nossa
Constituição Federal uma vez que a parte não pode ter seu
direito obstado por lei ou por contrato.

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I – Lide: conflito de interesses caracterizado por uma pretensão resistida.
II – Inércia: Estado deve manter inerte somente podendo, se pronunciar se for provocado.
III – Definitividade: ou seja, imutabilidade das decisões judiciais, em respeito ao principio da
segurança jurídica, art. 5º (XXXVI) da Constituição Federal.

INDECLINABILIDADE: O órgão
jurisdicional não pode recusar
nem delegar a função que lhe foi
comedita.
JURISDIÇÃO PRINCÍPIOS
JUIZ NATURAL: Investido na forma
da Constituição; juiz competente,
em face das normas, para processar
e julgar o feito.
IMPRORROGABILIDADE: Os limites
da juridição são os estabelecidos
na Constituição.

JURISDIÇÃO CONTECIOSA: Jurisdição propriamente dita, poder-


dever atribuído aos juízes para que possam compor os conflitos

JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA: Participação da Justiça em negócios


privados, a fim de conferir-lhe validade (v.g., nomeação de tutor,
alienação judicial).

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Direito Processual Civil – Da Jurisdição e Da Ação – Prof. Giuliano Tamagno

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DA JURISDIÇÃO
Art. 1º A jurisdição civil, contenciosa e voluntária, é exercida pelos juízes, em todo o território
nacional, conforme as disposições que este Código estabelece.
Art. 2º Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer,
nos casos e forma legais.

DA AÇÃO
Art. 3º Para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade.
Art. 4º O interesse do autor pode limitar-se à declaração:
I – da existência ou da inexistência de relação jurídica;
II – da autenticidade ou falsidade de documento.
Parágrafo único. É admissível a ação declaratória, ainda que tenha ocorrido a violação do
direito.
Art. 5º Se, no curso do processo, se tornar litigiosa relação jurídica de cuja existência ou inexistência
depender o julgamento da lide, qualquer das partes poderá requerer que o juiz a declare por
sentença.
Art. 6º Ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei..

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Direito Processual Civil

PARTES

O INCAPAZ PODE SER PARTE?


SIM. Os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na
forma da lei civil.
E quando o incapaz não possui representante?

Art. 9º diz que o juiz nomeará CURADOR ESPECIAL ao:


•• Incapaz sem representante;
•• Representante com interesses colidentes;
•• Réu preso;
•• Réu revel citado por edital ou hora certa.

REPRESENTAÇÃO
União
Estados
Distrito federal � PROCURADOR
Territórios
Municípios ⟶ PROCURADOR OU PREFEITO
Massa falida ⟶ SÍNDICO*
Condomínio ⟶ SÍNDICO OU ADMINISTRADOR
Herança jacente ou vacante ⟶ CURADOR NOMEADO PELO JUÍZ
Espólio ⟶ INVENTARIANTE
Pessoa jurídica estrangeira ⟶ REPRESENTANTE/ADMINISTRADOR/GERENTE
Pessoa jurídica nacional ⟶ QUEM O ESTATUTO NOMEAR, SE OMISSO, OS DIRETORES
Empresário de fato ⟶ ADMINISTRADOR

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Art. 7º Toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade para estar em juízo.
Art. 8º Os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na
forma da lei civil.
Art. 9º O juiz dará curador especial:
I – ao incapaz, se não tiver representante legal, ou se os interesses deste colidirem com os
daquele;
II – ao réu preso, bem como ao revel citado por edital ou com hora certa.
Parágrafo único. Nas comarcas onde houver representante judicial de incapazes ou de ausentes,
a este competirá a função de curador especial.
Art. 10. O cônjuge somente necessitará do consentimento do outro para propor ações que versem
sobre direitos reais imobiliários.
§ 1º Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para as ações:
I – que versem sobre direitos reais imobiliários;
II – resultantes de fatos que digam respeito a ambos os cônjuges ou de atos praticados por eles;
III – fundadas em dívidas contraídas pelo marido a bem da família, mas cuja execução tenha de
recair sobre o produto do trabalho da mulher ou os seus bens reservados;
IV – que tenham por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre
imóveis de um ou de ambos os cônjuges.
§ 2º Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é
indispensável nos casos de composse ou de ato por ambos praticados.
Art. 11. A autorização do marido e a outorga da mulher podem suprir-se judicialmente, quando um
cônjuge a recuse ao outro sem justo motivo, ou lhe seja impossível dá-la.
Parágrafo único. A falta, não suprida pelo juiz, da autorização ou da outorga, quando necessária,
invalida o processo.
Art. 12. Serão representados em juízo, ativa e passivamente:
I – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Territórios, por seus procuradores;
II – o Município, por seu Prefeito ou procurador;
III – a massa falida, pelo síndico;
IV – a herança jacente ou vacante, por seu curador;
V – o espólio, pelo inventariante;
VI – as pessoas jurídicas, por quem os respectivos estatutos designarem, ou, não os designando,
por seus diretores;
VII – as sociedades sem personalidade jurídica, pela pessoa a quem couber a administração dos
seus bens;

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Direito Processual Civil – Das Partes e dos Procuradores – Prof. Giuliano Tamagno

VIII – a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante ou administrador de sua filial,
agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil (art. 88, parágrafo único);
IX – o condomínio, pelo administrador ou pelo síndico.
§ 1º Quando o inventariante for dativo, todos os herdeiros e sucessores do falecido serão
autores ou réus nas ações em que o espólio for parte.
§ 2º - As sociedades sem personalidade jurídica, quando demandadas, não poderão opor a
irregularidade de sua constituição.
§ 3º O gerente da filial ou agência presume-se autorizado, pela pessoa jurídica estrangeira, a
receber citação inicial para o processo de conhecimento, de execução, cautelar e especial.
Art. 13. Verificando a incapacidade processual ou a irregularidade da representação das partes, o
juiz, suspendendo o processo, marcará prazo razoável para ser sanado o defeito.
Não sendo cumprido o despacho dentro do prazo, se a providência couber:
I – ao autor, o juiz decretará a nulidade do processo;
II – ao réu, reputar-se-á revel;
III – ao terceiro, será excluído do processo.

Verificada a irregularidade (art. 13)


Quanto ao autor ⟶ NULIDADE DO PROCESSO
Quanto ao réu ⟶ REVELIA
Quanto ao terceiro ⟶ EXCLUSÃO

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Direito Processual Civil

Deveres das Partes e Procuradores

DOS DEVERES

Apesar do nome atribuído ao capítulo – dos deveres das partes e seus procuradores – os incisos
impõem deveres que transcendem tais personagens, estendendo-se a todos aqueles que,
de qualquer forma, participam do processo, como os intervenientes, o Ministério Público, os
funcionários do Judiciário, os peritos e assistentes técnicos, as testemunhas e as pessoas que
são dirigidas as determinações judiciais (estas, ainda que não participem do processo).
Aquele que violar os quatro primeiros incisos do art. 14 responderá por perdas e danos que
causar (art. 16). Sem prejuízo dessa obrigação, o juiz ou tribunal, de ofício ou a requerimento,
condenará o litigante de má-fé em multa não excedente a 1% do valor da causa, bem como a
ressarcir os honorários advocatícios e todas as despesas da parte contrária.
A violação do inciso V do art. 14, que obriga ao cumprimento exato dos provimentos
mandamentais e à não criação de embaraços aos provimentos judiciais antecipados ou finais,
constitui ato atentatório ao exercício da jurisdição, que não se confunde com o ato atentatório
à dignidade da justiça, tratado no art. 600, do CPC.
A sanção ao primeiro é imposta no parágrafo único do art. 14. A obrigação de cumprir o
provimento mandamental só é imposta às partes; a de não criar embaraço aos provimentos
judiciais é dirigida às partes, ao Ministério Público, aos intervenientes, e a eventuais terceiros a
quem sejam impostas as determinações judiciais.
Só não pode ser aplicada ao advogado, por força de ressalva expressa no dispositivo legal,
acrescentada ao projeto originário, por força de pressão de entidades da classe dos advogados,
ressalvada de duvidosa constitucionalidade, já que, por eximir tão somente a eles das sanções
por descumprimento de determinações judiciais, ofende o princípio da isonomia.
Sem prejuízo das sanções penais (como, por exemplo, crime de desobediência), civis ou
processuais cabíveis, o juiz, de ofício ou a requerimento da parte, aplicará multa não superior
a 20% do valor da causa. Pode haver violação cumulativa dos quatro primeiros incisos e do
último, caso em que serão aplicadas cumulativamente as penas de litigância de má-fé e do ato
atentatório ao exercício da jurisdição.
Diferentemente do que ocorre com a litigância de má-fé, a condenação imposta pelo juiz não
reverte em proveito da parte contrária, mas em favor da Fazenda Pública. É que, no caso da
violação do inciso V, o ofendido não é o adversário, mas a administração da Justiça. Por isso, se
não houver o pagamento, a multa será, após o trânsito em julgado, inscrita como dívida ativa
da União ou do Estado.

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Haverá dificuldade se o autor do ato atentatório for a própria Fazenda Pública, uma vez que a
multa reverte em seu proveito. Parece-nos, que, nesse caso, deverá ser imputado ao funcionário
que desobedeceu a determinação judicial.
Art. 14. São deveres das partes e de todos aqueles que de qualquer forma participam do processo:
I – expor os fatos em juízo conforme a verdade;
II – proceder com lealdade e boa-fé;
III – não formular pretensões, nem alegar defesa, cientes de que são destituídas de fundamento;
IV – não produzir provas, nem praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa
do direito.
V – cumprir com exatidão os provimentos mandamentais e não criar embaraços à efetivação de
provimentos judiciais, de natureza antecipatória ou final.
Parágrafo único. Ressalvados os advogados que se sujeitam exclusivamente aos estatutos da
OAB, a violação do disposto no inciso V deste artigo constitui ato atentatório ao exercício da
jurisdição, podendo o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis,
aplicar ao responsável multa em montante a ser fixado de acordo com a gravidade da conduta
e não superior a vinte por cento do valor da causa; não sendo paga no prazo estabelecido,
contado do trânsito em julgado da decisão final da causa, a multa será inscrita sempre como
dívida ativa da União ou do Estado.
Art. 15. É defeso às partes e seus advogados empregar expressões injuriosas nos escritos
apresentados no processo, cabendo ao juiz, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscá-
las.
Parágrafo único. Quando as expressões injuriosas forem proferidas em defesa oral, o juiz
advertirá o advogado que não as use, sob pena de Ihe ser cassada a palavra.

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Direito Processual Civil

Da Responsabilidade das Partes por Dano Processual

Durante a tramitação do processo o juiz tem o poder-dever de velar pela solução do litígio de
forma adequada, reprimindo aqueles atos que se manifestem contrários ao desenvolvimento
regular do feito e à dignidade da justiça.
Assim, em se verificando que uma das partes está litigando de má-fé, o juiz tem o poder-dever
e aplicar, de ofício e em qualquer grau de jurisdição, multa não excedente a 1% sobre o valor da
causa.
As hipóteses de litigância de má fé encontram-se configuradas no Art. 17 do CPC.
O rol é taxativo, não comportando ampliações.
Praticada quaisquer condutas elencadas no art. 17, além do pagamento de multa, o litigante
de má-fé será condenado a indenizar a parte contrária dos prejuízos que esta sofreu, mais
honorários e despesas. (18 CPC)

Art. 16. Responde por perdas e danos aquele que pleitear de má-fé como autor, réu ou interveniente.
Art. 17. Reputa-se litigante de má-fé aquele que:
I – deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso;
II – alterar a verdade dos fatos; 
III – usar do processo para conseguir objetivo ilegal;
IV – opuser resistência injustificada ao andamento do processo;
V – proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo;
Vl – provocar incidentes manifestamente infundados.
VII – interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.
Art. 18. O juiz ou tribunal, de ofício ou a requerimento, condenará o litigante de má-fé a pagar
multa não excedente a um por cento sobre o valor da causa e a indenizar a parte contrária dos
prejuízos que esta sofreu, mais os honorários advocatícios e todas as despesas que efetuou.
§ 1º Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juiz condenará cada um na proporção
do seu respectivo interesse na causa, ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a
parte contrária.
§ 2º O valor da indenização será desde logo fixado pelo juiz, em quantia não superior a 20%
(vinte por cento) sobre o valor da causa, ou liquidado por arbitramento.

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Direito Processual Civil

Das Despesas e das Multas

Art. 19. Salvo as disposições concernentes à justiça gratuita, cabe às partes prover as despesas
dos atos que realizam ou requerem no processo, antecipando-lhes o pagamento desde o início até
sentença final; e bem ainda, na execução, até a plena satisfação do direito declarado pela sentença.
§ 1º O pagamento de que trata este artigo será feito por ocasião de cada ato processual.
§ 2º Compete ao autor adiantar as despesas relativas a atos, cuja realização o juiz determinar
de ofício ou a requerimento do Ministério Público.
Art. 20. A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os
honorários advocatícios. Esta verba honorária será devida, também, nos casos em que o advogado
funcionar em causa própria.
§ 1º O juiz, ao decidir qualquer incidente ou recurso, condenará nas despesas o vencido.

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§ 2º As despesas abrangem não só saneamento do processo e perderá, ainda que
as custas dos atos do processo, como vencedor na causa, o direito a haver do vencido
também a indenização de viagem, diária de honorários advocatícios.
testemunha e remuneração do assistente
técnico. Art. 23. Concorrendo diversos autores ou
diversos réus, os vencidos respondem pelas
§ 3º Os honorários serão fixados entre o despesas e honorários em proporção.
mínimo de dez por cento (10%) e o máximo
de vinte por cento (20%) sobre o valor da Art. 24. Nos procedimentos de jurisdição
condenação, atendidos: voluntária, as despesas serão adiantadas pelo
requerente, mas rateadas entre os interessados.
a) o grau de zelo do profissional;
Art. 25. Nos juízos divisórios, não havendo
b) o lugar de prestação do serviço; litígio, os interessados pagarão as despesas
proporcionalmente aos seus quinhões.
c) a natureza e importância da causa, o
trabalho realizado pelo advogado e o tempo Art. 26. Se o processo terminar por desistência
exigido para o seu serviço. ou reconhecimento do pedido, as despesas e os
honorários serão pagos pela parte que desistiu
§ 4º Nas causas de pequeno valor, nas ou reconheceu.
de valor inestimável, naquelas em que
não houver condenação ou for vencida § 1º Sendo parcial a desistência ou o
a Fazenda Pública, e nas execuções, reconhecimento, a responsabilidade pelas
embargadas ou não, os honorários serão despesas e honorários será proporcional
fixados consoante apreciação equitativa do à parte de que se desistiu ou que se
juiz, atendidas as normas das alíneas a, b e c reconheceu.
do parágrafo anterior.
§ 2º Havendo transação e nada tendo as
§ 5º Nas ações de indenização por ato partes disposto quanto às despesas, estas
ilícito contra pessoa, o valor da condenação serão divididas igualmente.
será a soma das prestações vencidas com
o capital necessário a produzir a renda Art. 27. As despesas dos atos processuais,
correspondente às prestações vincendas efetuados a requerimento do Ministério Público
(art. 602), podendo estas ser pagas, ou da Fazenda Pública, serão pagas a final pelo
também mensalmente, na forma do § 2º do vencido.
referido art. 602, inclusive em consignação Art. 28. Quando, a requerimento do réu, o juiz
na folha de pagamentos do devedor. declarar extinto o processo sem julgar o mérito
Art. 21. Se cada litigante for em parte vencedor (art. 267, § 2º), o autor não poderá intentar
e vencido, serão recíproca e proporcionalmente de novo a ação, sem pagar ou depositar em
Distribuídos e compensados entre eles os cartório as despesas e os honorários, em que foi
honorários e as despesas. condenado.

Parágrafo único. Se um litigante decair Art. 29. As despesas dos atos, que forem
de parte mínima do pedido, o outro adiados ou tiverem de repetir-se, ficarão a
responderá, por inteiro, pelas despesas e cargo da parte, do serventuário, do órgão do
honorários. Ministério Público ou do juiz que, sem justo
motivo, houver dado causa ao adiamento ou à
Art. 22. O réu que, por não arguir na sua resposta repetição.
fato impeditivo, modificativo ou extintivo
do direito do autor, dilatar o julgamento da
lide, será condenado nas custas a partir do

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Direito Processual Civil – Das Despesas e das Multas – Prof. Giuliano Tamagno

Art. 30. Quem receber custas indevidas ou Parágrafo único. O juiz poderá determinar
excessivas é obrigado a restituí-las, incorrendo que a parte responsável pelo pagamento
em multa equivalente ao dobro de seu valor. dos honorários do perito deposite em juízo
o valor correspondente a essa remuneração.
Art. 31. As despesas dos atos manifestamente O numerário, recolhido em depósito
protelatórios, impertinentes ou supérfluos bancário à ordem do juízo e com correção
serão pagas pela parte que os tiver promovido monetária, será entregue ao perito após
ou praticado, quando impugnados pela outra. a apresentação do laudo, facultada a sua
Art. 32. Se o assistido ficar vencido, o assistente liberação parcial, quando necessária.
será condenado nas custas em proporção à Art. 34. Aplicam-se à reconvenção, à
atividade que houver exercido no processo. oposição, à ação declaratória incidental e aos
Art. 33. Cada parte pagará a remuneração procedimentos de jurisdição voluntária, no que
do assistente técnico que houver indicado; couber, as disposições constantes desta seção.
a do perito será paga pela parte que houver Art. 35. As sanções impostas às partes em
requerido o exame, ou pelo autor, quando consequência de má-fé serão contadas como
requerido por ambas as partes ou determinado custas e reverterão em benefício da parte
de ofício pelo juiz. contrária; as impostas aos serventuários
pertencerão ao Estado.

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Direito Processual Civil

Litisconsórcio

O que é? Pluralidade de partes – artS. 46 ao 49. Via de regra é definido no


momento da distribuição
da ação.
Exceção: Intervenção de
terceiros, que é ulterior.

Como autores: Como réus:


LITISCONSÓRCIO ATIVO LITISCONSÓRCIO PASSIVO

De autores e réus:
LITISCONSÓRCIO MISTO

Quanto à sentença do processo com litisconsortes

•• A sentença poderá ser:

Simples: apresenta uma relação individual para cada litisconsorte (individualizada);


Unitária: é a mesma sentença para todos litisconsortes.

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Quanto à criação do Litisconsórcio

Litisconsórcio necessário Litisconsórcio facultativo

Art. 47 CPC Art. 46 CPC


Tem caráter obrigatório Tem caráter obrigatório
depende da vontade
Pode ser limitado

Por lei Pela relação


De ofício Pelo réu
jurídica
alegando alegando
Não pode ser limitado
Celeridade Prejuízo para defesa
processual art. 46§ ú CPC

IMPORTANTE!!

•• NÃO HÁ RELAÇÃO ENTRE LITISCONSÓRICO FACULTATIVO OU NECESSÁRIO COM SENTENÇA


SIMPLES OU UNITÁRIA.

SIMPLES

FACULTATIVO UNITÁRIA

SIMPLES
NECESSÁRIO
UNITÁRIA

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Direito Processual Civil

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Art. 127. O Ministério Público é instituição 3º, o Poder Executivo procederá aos ajustes
permanente, essencial à função jurisdicional necessários para fins de consolidação da
do Estado, incumbindo-lhe a defesa da proposta orçamentária anual.
ordem jurídica, do regime democrático e dos
interesses sociais e individuais indisponíveis. § 6º Durante a execução orçamentária do
exercício, não poderá haver a realização
§ 1º São princípios institucionais de despesas ou a assunção de obrigações
do Ministério Público a unidade, a que extrapolem os limites estabelecidos
indivisibilidade e a independência na lei de diretrizes orçamentárias, exceto
funcional. se previamente autorizadas, mediante a
abertura de créditos suplementares ou
§ 2º Ao Ministério Público é assegurada especiais.
autonomia funcional e administrativa,
podendo, observado o disposto no art. Art. 128. O Ministério Público abrange:
169, propor ao Poder Legislativo a criação
e extinção de seus cargos e serviços I – o Ministério Público da União, que
auxiliares, provendo-os por concurso compreende:
público de provas ou de provas e títulos, a) o Ministério Público Federal;
a política remuneratória e os planos de
carreira; a lei disporá sobre sua organização b) o Ministério Público do Trabalho;
e funcionamento.
c) o Ministério Público Militar;
§ 3º O Ministério Público elaborará
d) o Ministério Público do Distrito Federal
sua proposta orçamentária dentro dos
e Territórios;
limites estabelecidos na lei de diretrizes
orçamentárias. II – os Ministérios Públicos dos Estados.
§ 4º Se o Ministério Público não encaminhar § 1º O Ministério Público da União tem por
a respectiva proposta orçamentária chefe o Procurador-Geral da República,
dentro do prazo estabelecido na lei de nomeado pelo Presidente da República
diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo dentre integrantes da carreira, maiores de
considerará, para fins de consolidação da trinta e cinco anos, após a aprovação de seu
proposta orçamentária anual, os valores nome pela maioria absoluta dos membros
aprovados na lei orçamentária vigente, do Senado Federal, para mandato de dois
ajustados de acordo com os limites anos, permitida a recondução.
estipulados na forma do § 3º.
§ 2º A destituição do Procurador-Geral
§ 5º Se a proposta orçamentária de que trata da República, por iniciativa do Presidente
este artigo for encaminhada em desacordo da República, deverá ser precedida de
com os limites estipulados na forma do §

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autorização da maioria absoluta do Senado d) exercer, ainda que em disponibilidade,
Federal. qualquer outra função pública, salvo uma
de magistério;
§ 3º Os Ministérios Públicos dos Estados e
o do Distrito Federal e Territórios formarão e) exercer atividade político-partidária;
lista tríplice dentre integrantes da carreira,
na forma da lei respectiva, para escolha de f) receber, a qualquer título ou pretexto,
seu Procurador-Geral, que será nomeado auxílios ou contribuições de pessoas físicas,
pelo Chefe do Poder Executivo, para entidades públicas ou privadas, ressalvadas
mandato de dois anos, permitida uma as exceções previstas em lei.
recondução. § 6º Aplica-se aos membros do Ministério
§ 4º Os Procuradores-Gerais nos Estados Público o disposto no art. 95, parágrafo
e no Distrito Federal e Territórios poderão único, V.
ser destituídos por deliberação da maioria Art. 129. São funções institucionais do
absoluta do Poder Legislativo, na forma da Ministério Público:
lei complementar respectiva.
I – promover, privativamente, a ação penal
§ 5º Leis complementares da União e pública, na forma da lei;
dos Estados, cuja iniciativa é facultada
aos respectivos Procuradores-Gerais, II – zelar pelo efetivo respeito dos Poderes
estabelecerão a organização, as atribuições Públicos e dos serviços de relevância pública
e o estatuto de cada Ministério Público, aos direitos assegurados nesta Constituição,
observadas, relativamente a seus membros: promovendo as medidas necessárias a sua
garantia;
I – as seguintes garantias:
III – promover o inquérito civil e a ação civil
a) vitaliciedade, após dois anos de exercício, pública, para a proteção do patrimônio
não podendo perder o cargo senão por público e social, do meio ambiente e de
sentença judicial transitada em julgado; outros interesses difusos e coletivos;
b) inamovibilidade, salvo por motivo de IV – promover a ação de
interesse público, mediante decisão do inconstitucionalidade ou representação
órgão colegiado competente do Ministério para fins de intervenção da União e
Público, pelo voto da maioria absoluta de dos Estados, nos casos previstos nesta
seus membros, assegurada ampla defesa; Constituição;
c) irredutibilidade de subsídio, fixado V – defender judicialmente os direitos e
na forma do art. 39, § 4º, e ressalvado o interesses das populações indígenas;
disposto nos arts. 37, X e XI, 150, II, 153, III,
153, § 2º, I; VI – expedir notificações nos
procedimentos administrativos de sua
II – as seguintes vedações: competência, requisitando informações e
a) receber, a qualquer título e sob qualquer documentos para instruí-los, na forma da lei
pretexto, honorários, percentagens ou complementar respectiva;
custas processuais; VII – exercer o controle externo da atividade
b) exercer a advocacia; policial, na forma da lei complementar
mencionada no artigo anterior;
c) participar de sociedade comercial, na
forma da lei; VIII – requisitar diligências investigatórias
e a instauração de inquérito policial,

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Direito Processual Civil – Do Ministério Público – Prof. Giuliano Tamagno

indicados os fundamentos jurídicos de suas II – quatro membros do Ministério Público


manifestações processuais; da União, assegurada a representação de
cada uma de suas carreiras;
IX – exercer outras funções que lhe
forem conferidas, desde que compatíveis III – três membros do Ministério Público dos
com sua finalidade, sendo-lhe vedada Estados;
a representação judicial e a consultoria IV – dois juízes, indicados um pelo Supremo
jurídica de entidades públicas. Tribunal Federal e outro pelo Superior
§ 1º A legitimação do Ministério Público Tribunal de Justiça;
para as ações civis previstas neste artigo V – dois advogados, indicados pelo Conselho
não impede a de terceiros, nas mesmas Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
hipóteses, segundo o disposto nesta VI – dois cidadãos de notável saber jurídico
Constituição e na lei. e reputação ilibada, indicados um pela
§ 2º As funções do Ministério Público só Câmara dos Deputados e outro pelo Senado
podem ser exercidas por integrantes da Federal.
carreira, que deverão residir na comarca § 1º Os membros do Conselho oriundos do
da respectiva lotação, salvo autorização do Ministério Público serão indicados pelos
chefe da instituição. respectivos Ministérios Públicos, na forma
§ 3º O ingresso na carreira do Ministério da lei.
Público far-se-á mediante concurso § 2º Compete ao Conselho Nacional do
público de provas e títulos, assegurada a Ministério Público o controle da atuação
participação da Ordem dos Advogados do administrativa e financeira do Ministério
Brasil em sua realização, exigindo-se do Público e do cumprimento dos deveres
bacharel em direito, no mínimo, três anos funcionais de seus membros, cabendo lhe:
de atividade jurídica e observando-se, nas I – zelar pela autonomia funcional e
nomeações, a ordem de classificação. administrativa do Ministério Público,
§ 4º Aplica-se ao Ministério Público, no que podendo expedir atos regulamentares, no
couber, o disposto no art. 93. âmbito de sua competência, ou recomendar
providências;
§ 5º A distribuição de processos no
Ministério Público será imediata. II – zelar pela observância do art. 37 e
apreciar, de ofício ou mediante provocação,
Art. 130. Aos membros do Ministério Público a legalidade dos atos administrativos
junto aos Tribunais de Contas aplicam-se as praticados por membros ou órgãos do
disposições desta seção pertinentes a direitos, Ministério Público da União e dos Estados,
vedações e forma de investidura. podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar
prazo para que se adotem as providências
Art. 130-A. O Conselho Nacional do Ministério necessárias ao exato cumprimento da lei,
Público compõe-se de quatorze membros sem prejuízo da competência dos Tribunais
nomeados pelo Presidente da República, depois de Contas;
de aprovada a escolha pela maioria absoluta do
Senado Federal, para um mandato de dois anos, III – receber e conhecer das reclamações
admitida uma recondução, sendo: contra membros ou órgãos do Ministério
Público da União ou dos Estados, inclusive
I – o Procurador-Geral da República, que o contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo
preside; da competência disciplinar e correicional
da instituição, podendo avocar processos
disciplinares em curso, determinar

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a remoção, a disponibilidade ou a I – receber reclamações e denúncias,
aposentadoria com subsídios ou proventos de qualquer interessado, relativas aos
proporcionais ao tempo de serviço e aplicar membros do Ministério Público e dos seus
outras sanções administrativas, assegurada serviços auxiliares;
ampla defesa; II – exercer funções executivas do Conselho,
IV – rever, de ofício ou mediante de inspeção e correição geral;
provocação, os processos disciplinares de III – requisitar e designar membros
membros do Ministério Público da União ou do Ministério Público, delegando-lhes
dos Estados julgados há menos de um ano; atribuições, e requisitar servidores de
V – elaborar relatório anual, propondo as órgãos do Ministério Público.
providências que julgar necessárias sobre a § 4º O Presidente do Conselho Federal da
situação do Ministério Público no País e as Ordem dos Advogados do Brasil oficiará
atividades do Conselho, o qual deve integrar junto ao Conselho.
a mensagem prevista no art. 84, XI.
§ 5º Leis da União e dos Estados criarão
§ 3º O Conselho escolherá, em votação ouvidorias do Ministério Público,
secreta, um Corregedor nacional, dentre competentes para receber reclamações e
os membros do Ministério Público denúncias de qualquer interessado contra
que o integram, vedada a recondução, membros ou órgãos do Ministério Público,
competindo-lhe, além das atribuições que inclusive contra seus serviços auxiliares,
lhe forem conferidas pela lei, as seguintes: representando diretamente ao Conselho
Nacional do Ministério Público.

CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Art. 81. O Ministério Público exercerá o direito Art. 83. Intervindo como fiscal da lei, o
de ação nos casos previstos em lei, cabendo- Ministério Público:
lhe, no processo, os mesmos poderes e ônus
que às partes. I – terá vista dos autos depois das partes,
sendo intimado de todos os atos do
Art. 82. Compete ao Ministério Público intervir: processo;
I – nas causas em que há interesses de II – poderá juntar documentos e certidões,
incapazes; produzir prova em audiência e requerer
medidas ou diligências necessárias ao
II – nas causas concernentes ao estado descobrimento da verdade.
da pessoa, pátrio poder, tutela, curatela,
interdição, casamento, declaração de Art. 84. Quando a lei considerar obrigatória
ausência e disposições de última vontade; a intervenção do Ministério Público, a parte
promover-lhe-á a intimação sob pena de
III – nas ações que envolvam litígios nulidade do processo.
coletivos pela posse da terra rural e nas
demais causas em que há interesse público Art. 85. O órgão do Ministério Público será
evidenciado pela natureza da lide ou civilmente responsável quando, no exercício de
qualidade da parte. suas funções, proceder com dolo ou fraude.

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Direito Processual Civil

Da Competência

A competência é a medida da jurisdição, o que delimita onde determinado órgão pode ou não
exercer suas atribuições.
Assim, podemos dizer que a jurisdição é una e indivisível e que materializa-se pela competência,
que nada mais é que a atribuição legal a qual um órgão estatal é investido para o exercício da
jurisdição no caso concreto.
Existem ações para as quais o juiz brasileiro tem jurisdição. Outras há, no entanto, que refogem
ao âmbito da justiça brasileira. (art. 88 a 90 CPC).
O artigo 88. trata da competência concorrente, ou seja, hipóteses em que a jurisdição civil
brasileira poderá atuar sem prejuízos da competência as jurisdições estrangeiras; assim,
há competência concorrente sempre que o réu for domiciliado no Brasil (independente de
nacionalidade) se no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação, bem como na hipótese da ação se
originar de fato ocorrido ou de ato praticado no Brasil.
O artigo 89 trata da competência exclusiva, ou seja, em que a autoridade judiciária brasileira
é a única competente para apreciar e julgar as lides; a competência é exclusiva quando a ação
versar sobre imóveis situados no Brasil, bem como proceder a inventário e partilha de bens,
situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja estrangeiro e tenha residido fora do
território nacional.
A competência absoluta é a competência que não pode jamais ser modificada, é determinada
segundo o interesse público (pelos critérios material, pessoal ou funcional), não podendo ser
modificada pela vontade das partes em foro de eleição, nem por circunstâncias processuais.
A incompetência absoluta deve ser declarada de ofício, independente da arguição da parte e
pode ser alegada em qualquer fase do processo tanto pelo juiz como pelas partes (art. 113,
CPC), o seu não cumprimento da norma gera nulidade absoluta.
Na competência relativa, ao contrário da absoluta, o interesse privado prevalece, é fixada pelos
critérios: territorial ou econômico; exceto no caso do CPC, artigo 95; a competência de juízo é
sempre absoluta, como também a funcional e a territorial estabelecida com fundamento no
artigo 95 (ações que versam direito real sobre bem imóvel).
A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício, pois, trata-se de nulidade relativa,
ou seja, que depende de arguição do réu que deverá alegá-la por meio de exceção (exceção de
incompetência), no prazo de resposta.
Se o réu não arguir a incompetência relativa no momento oportuno, ou seja, no prazo de
resposta, prorroga-se a competência, de modo que o juízo tornar-se competente para
o julgamento da lide. Assim, absoluta é competência improrrogável (que não comporta

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modificação alguma) e relativa é a competência prorrogável (que, dentro de certos limites,
pode ser modificada).

DA COMPETÊNCIA INTERNACIONAL
Art. 88. É competente a autoridade judiciária brasileira quando:
I – o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil;
II – no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação;
III – a ação se originar de fato ocorrido ou de ato praticado no Brasil.
Parágrafo único. Para o fim do disposto no I, reputa-se domiciliada no Brasil a pessoa jurídica
estrangeira que aqui tiver agência, filial ou sucursal.
Art. 89. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra:
I – conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil;
II – proceder a inventário e partilha de bens, situados no Brasil, ainda que o autor da herança
seja estrangeiro e tenha residido fora do território nacional.
Art. 90. A ação intentada perante tribunal estrangeiro não induz litispendência, nem obsta a que a
autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que Ihe são conexas.

DA COMPETÊNCIA EM RAZÃO DO VALOR DA MATÉRIA


Art. 91. Regem a competência em razão do valor e da matéria as normas de organização judiciária,
ressalvados os casos expressos neste Código.
Art. 92. Compete, porém, exclusivamente ao juiz de direito processar e julgar:
I – o processo de insolvência;
II – as ações concernentes ao estado e à capacidade da pessoa.

Da Competência Funcional
Art. 93. Regem a competência dos tribunais as normas da Constituição da República e de organização
judiciária. A competência funcional dos juízes de primeiro grau é disciplinada neste Código.

Da Competência Territorial
Art. 94. A ação fundada em direito pessoal e a ação fundada em direito real sobre bens móveis
serão propostas, em regra, no foro do domicílio do réu.
§ 1º Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles.
§ 2º Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele será demandado onde for
encontrado ou no foro do domicílio do autor.
§ 3º Quando o réu não tiver domicílio nem residência no Brasil, a ação será proposta no foro
do domicílio do autor. Se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer
foro.

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Direito Processual Civil – Da competência – Prof. Giuliano Tamagno

§ 4º Havendo dois ou mais réus, com diferentes domicílios, serão demandados no foro de
qualquer deles, à escolha do autor.
Art. 95. Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro da situação da coisa.
Pode o autor, entretanto, optar pelo foro do domicílio ou de eleição, não recaindo o litígio sobre
direito de propriedade, vizinhança, servidão, posse, divisão e demarcação de terras e nunciação de
obra nova.
Art. 96. O foro do domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a
partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade e todas as ações em que
o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro.
Parágrafo único. É, porém, competente o foro:
I – da situação dos bens, se o autor da herança não possuía domicílio certo;
II – do lugar em que ocorreu o óbito se o autor da herança não tinha domicílio certo e possuía
bens em lugares diferentes.
Art. 97. As ações em que o ausente for réu correm no foro de seu último domicílio, que é também
o competente para a arrecadação, o inventário, a partilha e o cumprimento de disposições
testamentárias.
Art. 98. A ação em que o incapaz for réu se processará no foro do domicílio de seu representante.
Art. 99. O foro da Capital do Estado ou do Território é competente:
I – para as causas em que a União for autora, ré ou interveniente;
II – para as causas em que o Território for autor, réu ou interveniente.
Parágrafo único. Correndo o processo perante outro juiz, serão os autos remetidos ao juiz
competente da Capital do Estado ou Território, tanto que neles intervenha uma das entidades
mencionadas neste artigo.
Excetuam-se:
I – o processo de insolvência;
II – os casos previstos em lei.
Art. 100. É competente o foro:
I – da residência da mulher, para a ação de separação dos cônjuges e a conversão desta em
divórcio, e para a anulação de casamento;
II – do domicílio ou da residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos;
III – do domicílio do devedor, para a ação de anulação de títulos extraviados ou destruídos;
IV – do lugar:
a) onde está a sede, para a ação em que for ré a pessoa jurídica;
b) onde se acha a agência ou sucursal, quanto às obrigações que ela contraiu;

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c) onde exerce a sua atividade principal, para a ação em que for ré a sociedade, que carece de
personalidade jurídica;
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se Ihe exigir o cumprimento;
V – do lugar do ato ou fato:
a) para a ação de reparação do dano;
b) para a ação em que for réu o administrador ou gestor de negócios alheios.
Parágrafo único. Nas ações de reparação do dano sofrido em razão de delito ou acidente de
veículos, será competente o foro do domicílio do autor ou do local do fato.

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Direito Processual Civil

Dos Poderes, dos Deveres e da Responsabilidade do Juiz

A relação jurídica, de um modo geral, cria direitos e obrigações para as partes. Na relação
jurídica oriunda do processo não é diferente.
Os sujeitos da relação processual (autor, réu e juiz) possuem direitos e obrigações estabelecidos
pelos artigos seguintes.

PODER-DEVER DE PRESTAR A TUTELA JURISDICIONAL


O juiz não se exime de sentenciar alegando lacuna na lei. Caso não exista norma sobre o caso
concreto deve ser aplicado analogia, costumes ou princípios do direto.
Uma vez provocada, a atuação da jurisdição é inexorável.

LIMITES DA DECISÃO
Ao distribuir a petição inicial, o autor limita a demanda, sendo que o juiz ficará adstrito aos
pedidos do autos, não podendo conceder nada a mais, ou fora daqueles pedidos, não podendo,
ainda, deixar de apreciar algum dos pedidos.
Art. 125. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, competindo-lhe:
I – assegurar às partes igualdade de tratamento;
II – velar pela rápida solução do litígio;
III – prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à dignidade da Justiça;
IV – tentar, a qualquer tempo, conciliar as partes.
Art. 126. O juiz não se exime de sentenciar ou despachar alegando lacuna ou obscuridade da lei. No
julgamento da lide caber-lhe-á aplicar as normas legais; não as havendo, recorrerá à analogia, aos
costumes e aos princípios gerais de direito.
Art. 127. O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei.
Art. 128. O juiz decidirá a lide nos limites em que foi proposta, sendo-lhe defeso conhecer de
questões, não suscitadas, a cujo respeito a lei exige a iniciativa da parte.
Art. 129. Convencendo-se, pelas circunstâncias da causa, de que autor e réu se serviram do
processo para praticar ato simulado ou conseguir fim proibido por lei, o juiz proferirá sentença que
obste aos objetivos das partes.

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Art. 130. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias à
instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias.
Art. 131. O juiz apreciará livremente a prova, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos
autos, ainda que não alegados pelas partes; mas deverá indicar, na sentença, os motivos que Ihe
formaram o convencimento.
Art. 132. O juiz, titular ou substituto, que concluir a audiência julgará a lide, salvo se estiver
convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou aposentado, casos em que
passará os autos ao seu sucessor.
Parágrafo único. Em qualquer hipótese, o juiz que proferir a sentença, se entender necessário,
poderá mandar repetir as provas já produzidas.
Art. 133. Responderá por perdas e danos o juiz, quando:
I – no exercício de suas funções, proceder com dolo ou fraude;
II – recusar, omitir ou retardar, sem justo motivo, providência que deva ordenar de ofício, ou a
requerimento da parte.
Parágrafo único. Reputar-se-ão verificadas as hipóteses previstas no II só depois que a parte,
por intermédio do escrivão, requerer ao juiz que determine a providência e este não Ihe atender
o pedido dentro de 10 (dez) dias.

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Direito Processual Civil

Dos Impedimentos e da Suspeição

As causas de impedimento e suspeição estão previstas nos artigos 134 a 138, do Código de
Processo Civil (CPC) e dizem respeito à imparcialidade do juiz no exercício de sua função.
É dever do juiz declarar-se impedido ou suspeito, podendo alegar motivos de foro íntimo. O
impedimento tem caráter objetivo, enquanto que a suspeição tem relação com o subjetivismo
do juiz. A imparcialidade do juiz é um dos pressupostos processuais subjetivos do processo.  No
impedimento há presunção absoluta (juris et de jure) de parcialidade do juiz em determinado
processo por ele analisado, enquanto na suspeição há apenas presunção relativa (juris
tantum).  O CPC dispõe, por exemplo, que o magistrado está proibido de exercer suas funções
em processos de que for parte ou neles tenha atuado como advogado.
O juiz será considerado suspeito por sua parcialidade quando for amigo íntimo ou inimigo
capital de qualquer das partes, receber presente antes ou depois de iniciado o processo,
aconselhar alguma das partes sobre a causa, entre outros.
Art. 134. É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário:
I – de que for parte;
II – em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como órgão do
Ministério Público, ou prestou depoimento como testemunha;
III – que conheceu em primeiro grau de jurisdição, tendo-lhe proferido sentença ou decisão;
IV – quando nele estiver postulando, como advogado da parte, o seu cônjuge ou qualquer
parente seu, consanguíneo ou afim, em linha reta; ou na linha colateral até o segundo grau;
V – quando cônjuge, parente, consanguíneo ou afim, de alguma das partes, em linha reta ou,
na colateral, até o terceiro grau;
VI – quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica, parte na causa.
Parágrafo único. No caso do no IV, o impedimento só se verifica quando o advogado já estava
exercendo o patrocínio da causa; é, porém, vedado ao advogado pleitear no processo, a fim de
criar o impedimento do juiz.
Art. 135. Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando:
I – amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes;
II – alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou de parentes destes,
em linha reta ou na colateral até o terceiro grau;
III – herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de alguma das partes;

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IV – receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo; aconselhar alguma das partes
acerca do objeto da causa, ou subministrar meios para atender às despesas do litígio;
V – interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes.
Parágrafo único. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo.
Art. 136. Quando dois ou mais juízes forem parentes, consanguíneos ou afins, em linha reta e no
segundo grau na linha colateral, o primeiro, que conhecer da causa no tribunal, impede que o
outro participe do julgamento; caso em que o segundo se escusará, remetendo o processo ao seu
substituto legal.

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Direito Processual Civil

Atos Processuais

Forma é o conjunto de solenidades que se devem observar para que o ato jurídico seja
plenamente eficaz.
É através da forma que a declaração de vontade adquire realidade e se torna ato jurídico
processual.
Quanto à forma, os atos jurídicos em geral costumam ser classificados em solenes ou não
solenes.
Solenes são aqueles para os quais a lei prevê uma determinada forma como condição de
validade.
E não solenes, os atos de forma livre, isto é, que podem ser praticados independentemente de
qualquer solenidade e que se provam por quaisquer dos meios de convencimento admitidos
em direito.
Os atos processuais são solenes porque, via de regra, se subordinam à forma escrita, a termos
adequados, a lugares e tempo expressamente previstos em lei.
A regra geral é a forma livre dos atos (107 CC).
PRINCÍPIO IMPORTANTE: O princípio da instrumentalidade do processo instituído de forma
genérica no art. 244 do CPC preceitua que nenhuma nulidade seja declarada sem que exista um
efetivo prejuízo.
Para o Código, portanto, as formas que prescrevem são relevantes, mas sua inobservância não
é causa de nulidade, a não ser que dela tenha decorrido a não consecução da finalidade do ato.
Quando, todavia, o texto legal cominar, expressamente, a pena de nulidade para a inobservância
de determinada forma, como no caso das citações (art.247), não incide a regra liberal do art.
154, de maneira que o ato não produzirá eficácia jurídica, ainda que a ciência da in ius vocacio
tenha efetivamente chegado ao réu.
Art. 154. Os atos e termos processuais não dependem de forma determinada senão quando a lei
expressamente a exigir, reputando-se válidos os que, realizados de outro modo, Ihe preencham a
finalidade essencial.
Parágrafo único. Os tribunais, no âmbito da respectiva jurisdição, poderão disciplinar a prática
e a comunicação oficial dos atos processuais por meios eletrônicos, atendidos os requisitos de
autenticidade, integridade, validade jurídica e interoperabilidade da Infra-Estrutura de Chaves
Públicas Brasileira - ICP - Brasil.
§ 2º  Todos os atos e termos do processo podem ser produzidos, transmitidos, armazenados e
assinados por meio eletrônico, na forma da lei.

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Art. 155. Os atos processuais são públicos. Correm, todavia, em segredo de justiça os processos:
I – em que o exigir o interesse público;
Il – que dizem respeito a casamento, filiação, separação dos cônjuges, conversão desta em
divórcio, alimentos e guarda de menores.
Parágrafo único. O direito de consultar os autos e de pedir certidões de seus atos é restrito
às partes e a seus procuradores. O terceiro, que demonstrar interesse jurídico, pode requerer
ao juiz certidão do dispositivo da sentença, bem como de inventário e partilha resultante do
desquite.
Art. 156. Em todos os atos e termos do processo é obrigatório o uso do vernáculo.
Art. 157. Só poderá ser junto aos autos documento redigido em língua estrangeira, quando
acompanhado de versão em vernáculo, firmada por tradutor juramentado.
Atos das partes são aqueles praticados por autor, réu, terceiros intervenientes e Ministério
Público, regra geral produzem efeitos imediatamente (cuidado com a desistência da ação, que
produz efeito só depois de homologada pelo juiz – 158 § único).
O principal ato da parte autora é a petição inicial, que rompe a inércia, provocando o judiciário
acerca de uma questão controvertida, esperando uma decisão estatal.
Nos atos do réu, destaca-se a defesa, denominada contestação, onde o réu deve arguir toda
matéria invocada a seu favor.

DOS ATOS DA PARTE


Art. 158. Os atos das partes, consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade,
produzem imediatamente a constituição, a modificação ou a extinção de direitos processuais.
Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeito depois de homologada por sentença.
Art. 159. Salvo no Distrito Federal e nas Capitais dos Estados, todas as petições e documentos que
instruírem o processo, não constantes de registro público, serão sempre acompanhados de cópia,
datada e assinada por quem os oferecer.
§ 1º Depois de conferir a cópia, o escrivão ou chefe da secretaria irá formando autos
suplementares, dos quais constará a reprodução de todos os atos e termos do processo original.
§ 2º Os autos suplementares só sairão de cartório para conclusão ao juiz, na falta dos autos
originais.
Art. 160. Poderão as partes exigir recibo de petições, arrazoados, papéis e documentos que
entregarem em cartório.
Art. 161. É defeso lançar, nos autos, cotas marginais ou interlineares; o juiz mandará riscá-las,
impondo a quem as escrever multa correspondente à metade do salário mínimo vigente na sede do
juízo.
Os atos do juiz, apresentados no art. 162 do CPC, não são taxativos, sendo um rol exemplificativo,
ao passo que no curso do processo o juiz pode praticar outros atos como inspeção judicial,
inquirição de testemunha...
Sentença: antes da lei 11.232/2005 sentença era “ato pelo qual o juiz põe termo ao processo”
pois até então o processo se encerrava com a sentença. Hoje em dia, o conceito foi alterado, e

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Direito Processual Civil – Da Forma dos Atos Processuais – Prof. Giuliano Tamagno

sentença é somente mais uma fase do processo sendo o seu conceito inscupido no §1º do art.
162 “sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. 267 e 269
desta lei” ou seja, a sentença não encerra mais o processo, pois com o advento do sincretismo
processual não se faz mais necessário um processo de execução de sentença, mas sim o
mero cumprimento da sentença em uma nova fase, dentro do mesmo processo, denominada
cumprimento de sentença. Ressalvo que o processo de execução ainda existe, mas se destina
basicamente a fazer a execução de títulos executivos extrajudiciais.
Ainda, sentença pode ser dividida em terminativa e definitiva.
Terminativa é aquela que não resolve o mérito do processo, aplicando o art. 267 do CPC,
produzindo a coisa julgada formal.
Definitiva é a sentença que resolve o mérito, aplicando o art. 269 do CPC, produzindo, por sua
vez, coisa julgada material.
Requisitos da sentença não são importantes por hora, devendo ser estudado em apartado.
Decisão interlocutória, prevista no Art. 162 §2º é um ato de cunho decisório, que o juiz se faz
valer para resolver alguma questão incidental.
Exemplo: o Advogado da parte autora requer a oitiva de uma testemunha, o juiz indefere o
pedido por entender já provado tal fato.
Tal ato é uma sentença? Obviamente que não. Tem cunho decisório? Sim, ele decidiu que não
ouvirá mais testemunhas, então é decisão interlocutória.
Por possuir cunho decisório, cabe recurso, denominado AGRAVO, previsto no art. 522 do CPC.
Nos Tribunais também há prolação de decisão interlocutória.
Macete: todo ato do juiz com conteúdo decisório que não se enquadre como sentença, é uma
decisao interlocutória
DESPACHOS – tem a finalidade de dar andamento ao processo. Não cabe recurso.

DOS ATOS DO JUIZ


Art. 162. Os atos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos.
§ 1º Sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. 267 e 269
desta Lei.
§ 2º Decisão interlocutória é o ato pelo qual o juiz, no curso do processo, resolve questão
incidente.
§ 3º São despachos todos os demais atos do juiz praticados no processo, de ofício ou a
requerimento da parte, a cujo respeito a lei não estabelece outra forma.
§ 4º Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, independem
de despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando
necessários.
Art. 163. Recebe a denominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais.

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Art. 164. Os despachos, decisões, sentenças e acórdãos serão redigidos, datados e assinados
pelos juízes. Quando forem proferidos, verbalmente, o taquígrafo ou o datilógrafo os registrará,
submetendo-os aos juízes para revisão e assinatura.
Parágrafo único. A assinatura dos juízes, em todos os graus de jurisdição, pode ser feita
eletronicamente, na forma da lei.
Art. 165. As sentenças e acórdãos serão proferidos com observância do disposto no art. 458; as
demais decisões serão fundamentadas, ainda que de modo conciso.

DOS ATOS DO ESCRIVÃO OU DO CHEFE DE SECRETARIA


Art. 166. Ao receber a petição inicial de qualquer processo, o escrivão a autuará, mencionando o
juízo, a natureza do feito, o número de seu registro, os nomes das partes e a data do seu início; e
procederá do mesmo modo quanto aos volumes que se forem formando.
Art. 167. O escrivão numerará e rubricará todas as folhas dos autos, procedendo da mesma forma
quanto aos suplementares.
Parágrafo único. Às partes, aos advogados, aos órgãos do Ministério Público, aos peritos e às
testemunhas é facultado rubricar as folhas correspondentes aos atos em que intervieram.
Art. 168. Os termos de juntada, vista, conclusão e outros semelhantes constarão de notas datadas
e rubricadas pelo escrivão.
Art. 169. Os atos e termos do processo serão datilografados ou escritos com tinta escura e indelével,
assinando-os as pessoas que neles intervieram. Quando estas não puderem ou não quiserem firmá-
los, o escrivão certificará, nos autos, a ocorrência.
§ 1º É vedado usar abreviaturas.
§ 2º Quando se tratar de processo total ou parcialmente eletrônico, os atos processuais
praticados na presença do juiz poderão ser produzidos e armazenados de modo integralmente
digital em arquivo eletrônico inviolável, na forma da lei, mediante registro em termo que
será assinado digitalmente pelo juiz e pelo escrivão ou chefe de secretaria, bem como pelos
advogados das partes.
§ 3º No caso do § 2º deste artigo, eventuais contradições na transcrição deverão ser suscitadas
oralmente no momento da realização do ato, sob pena de preclusão, devendo o juiz decidir de
plano, registrando-se a alegação e a decisão no termo.
Art. 170. É lícito o uso da taquigrafia, da estenotipia, ou de outro método idôneo, em qualquer juízo
ou tribunal.

Art. 171. Não se admitem, nos atos e termos, espaços em branco, bem como entrelinhas, emendas
ou rasuras, salvo se aqueles forem inutilizados e estas expressamente ressalvadas.

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Direito Processual Civil

Do Tempo e do Lugar dos Atos Processuais

IMPORTANTE: esqueça tudo o que você sabe sobre dias úteis!


Sábado, para efeito processual é considerado um dia útil e podem ser realizadas diligências
independente de autorização expressa do juiz.
É considerado feriado, os domingos e os dias declarados por lei.
Regra geral: atos realizam-se das 6h às 20h em dias úteis. Podem ser concluídos após as 20h se
o adiamento prejudicar a diligencia ou causar grave dano.
PODE OCORRER ALGUM ATO FORA DESSE HORÁRIO? Sim, mediante autorização expressa do
juiz a penhora e a citação podem ocorrer fora do horário estabelecido na lei, inclusive nos
feriados.

DO TEMPO
Art. 172. Os atos processuais realizar-se-ão em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.
§ 1º Serão, todavia, concluídos depois das 20 (vinte) horas os atos iniciados antes, quando o
adiamento prejudicar a diligência ou causar grave dano.
§ 2º A citação e a penhora poderão, em casos excepcionais, e mediante autorização expressa
do juiz, realizar-se em domingos e feriados, ou nos dias úteis, fora do horário estabelecido neste
artigo, observado o disposto no art. 5º, inciso Xl, da Constituição Federal.
§ 3º Quando o ato tiver que ser praticado em determinado prazo, por meio de petição, esta
deverá ser apresentada no protocolo, dentro do horário de expediente, nos termos da lei de
organização judiciária local.
Art. 173. Durante as férias e nos feriados não se praticarão atos processuais. Excetuam-se:
I – a produção antecipada de provas (art. 846);
II – a citação, a fim de evitar o perecimento de direito; e bem assim o arresto, o sequestro,
a penhora, a arrecadação, a busca e apreensão, o depósito, a prisão, a separação de corpos,
a abertura de testamento, os embargos de terceiro, a nunciação de obra nova e outros atos
análogos.
Parágrafo único. O prazo para a resposta do réu só começará a correr no primeiro dia útil
seguinte ao feriado ou às férias.
Art. 174. Processam-se durante as férias e não se suspendem pela superveniência delas:

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I – os atos de jurisdição voluntária bem como os necessários à conservação de direitos, quando
possam ser prejudicados pelo adiamento;
II – as causas de alimentos provisionais, de dação ou remoção de tutores e curadores, bem
como as mencionadas no art. 275;
III – todas as causas que a lei federal determinar.
Art. 175. São feriados, para efeito forense, os domingos e os dias declarados por lei.

DO LUGAR
Art. 176. Os atos processuais realizam-se de ordinário na sede do juízo. Podem, todavia, efetuar-
se em outro lugar, em razão de deferência, de interesse da justiça, ou de obstáculo arguido pelo
interessado e acolhido pelo juiz.

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Direito Processual Civil

Prazo

PRAZO DOS ATOS PROCESSUAIS

Prazo é o lapso de tempo que um ato processual pode ser validamente praticado. É delimitado
pelo termo inicial e termo final.

Os prazos podem ser próprios ou impróprios:


Próprios são aqueles destinados às partes para a pratica de determinado ato, uma vez não
observados ensejam a perda da possibilidade (preclusão temporal).
Impróprios, são aqueles destinados ao juiz, que a não observância não representa nenhuma
sanção. Esta consequência fere a garantia da razoável duração do processo (art. 5º LXXVII CF).
Quanto à possibilidade de dilação os prazos podem ser dilatórios ou peremptórios.
Dilatórios são aqueles que podem ser ampliados ou reduzidos de acordo com a convenção das
partes. Por exemplo, prazo que o advogado continuará a representar o cliente após a revogação
(45) – prazo de suspensão do processo por convenção das partes (265,II).
Importante, só tem eficácia se, requerida antes do vencimento do prazo, se fundar em motivo
legítimo.
Peremptórios são fixados em lei de forma imperativa, não permitem alteração, NEM COM A
CONCORDÂNCIA DO JUIZ. Ex. prazo para contestar, recorrer.

ATENÇÃO
Qualquer que seja a natureza do prazo, o juiz pode prorrogá-lo por até 60 dias nas comarcas
onde for difícil o transporte (182).
Em casos de calamidade a prorrogação não tem limite (182, parágrafo único)

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Curso dos prazos
Via de regra, todo prazo é continuo, não se interrompendo nos feriados, mesmo os prolongados
como natal, semana santa, carnaval. (178)
O recesso e as férias do judiciário no fim do ano suspendem os prazos. (179)
Suspende-se também o curso do prazo por obstáculo criado pela parte (retirada indevida dos
autos de secretaria), pela morte de uma das partes, interdição, impedimento. (180).

MARCO INICIAL DOS PRAZOS


Os prazos são contados excluindo o dia do começo e incluindo o dia do vencimento (184), sendo
a INTIMAÇÃO o marco inicial do prazo (240).
O prazo começa a fluir no primeiro dia útil subsequente ao dia da publicação.

Prazos para o MP, FP, e DP


Computar-se-á em quadruplo o prazo para contestar, e em dobro para recorrer quando a parte
for a Fazenda Pública ou o Ministério Público (188).
4C2R
Entende-se por Fazenda Pública:
União, Estado, Distrito Federal, Territórios, Municípios, Autarquias e Fundações Públicas.
Quanto à Defensoria Pública, todos os prazos serão em dobro (não está no CPC).
(art. 5º §5º lei 1.060/50– Estados) e (Art. 89, I LC 80/94– União)
Art. 177. Os atos processuais realizar-se-ão nos prazos prescritos em lei. Quando esta for omissa, o
juiz determinará os prazos, tendo em conta a complexidade da causa.
Art. 178. O prazo, estabelecido pela lei ou pelo juiz, é contínuo, não se interrompendo nos feriados.
Art. 179. A superveniência de férias suspenderá o curso do prazo; o que Ihe sobejar recomeçará a
correr do primeiro dia útil seguinte ao termo das férias.
Art. 180. Suspende-se também o curso do prazo por obstáculo criado pela parte ou ocorrendo
qualquer das hipóteses do art. 265, I e III; casos em que o prazo será restituído por tempo igual ao
que faltava para a sua complementação.
Art. 181. Podem as partes, de comum acordo, reduzir ou prorrogar o prazo dilatório; a convenção,
porém, só tem eficácia se, requerida antes do vencimento do prazo, se fundar em motivo legítimo.
§ 1º O juiz fixará o dia do vencimento do prazo da prorrogação.
§ 2º As custas acrescidas ficarão a cargo da parte em favor de quem foi concedida a prorrogação.

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Direito Processual Civil – Prazo – Prof. Giuliano Tamagno

Art. 182. É defeso às partes, ainda que todas estejam de acordo, reduzir ou prorrogar os prazos
peremptórios. O juiz poderá, nas comarcas onde for difícil o transporte, prorrogar quaisquer prazos,
mas nunca por mais de 60 (sessenta) dias.
Parágrafo único. Em caso de calamidade pública, poderá ser excedido o limite previsto neste
artigo para a prorrogação de prazos.
Art. 183. Decorrido o prazo, extingue-se, independentemente de declaração judicial, o direito de
praticar o ato, ficando salvo, porém, à parte provar que o não realizou por justa causa.
§ 1º Reputa-se justa causa o evento imprevisto, alheio à vontade da parte, e que a impediu de
praticar o ato por si ou por mandatário.
§ 2º Verificada a justa causa o juiz permitirá à parte a prática do ato no prazo que Ihe assinar.
Art. 184. Salvo disposição em contrário, computar-se-ão os prazos, excluindo o dia do começo e
incluindo o do vencimento.
§ 1º Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o vencimento cair em feriado ou
em dia em que:
I – for determinado o fechamento do fórum;
II – o expediente forense for encerrado antes da hora normal.
§ 2º Os prazos somente começam a correr do primeiro dia útil após a intimação (art. 240 e
parágrafo único).
Art. 185. Não havendo preceito legal nem assinação pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a
prática de ato processual a cargo da parte.
Art. 186. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor.
Art. 187. Em qualquer grau de jurisdição, havendo motivo justificado, pode o juiz exceder, por igual
tempo, os prazos que este Código Ihe assina.
Art. 188. Computar-se-á em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a
parte  for a Fazenda Pública ou o Ministério Público.
Art. 189. O juiz proferirá:
I – os despachos de expediente, no prazo de 2 (dois) dias;
II – as decisões, no prazo de 10 (dez) dias.
Art. 190. Incumbirá ao serventuário remeter os autos conclusos no prazo de 24 (vinte e quatro)
horas e executar os atos processuais no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, contados:
I – da data em que houver concluído o ato processual anterior, se Ihe foi imposto pela lei;
II – da data em que tiver ciência da ordem, quando determinada pelo juiz.
Parágrafo único. Ao receber os autos, certificará o serventuário o dia e a hora em que ficou
ciente da ordem, referida no ll.

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Art. 191. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores, ser-lhes-ão contados em dobro
os prazos para contestar, para recorrer e, de modo geral, para falar nos autos.
Art. 192. Quando a lei não marcar outro prazo, as intimações somente obrigarão a comparecimento
depois de decorridas 24 (vinte e quatro) horas.

DA VERIFICAÇÃO DOS PRAZOS E DAS PENALIDADES


Art. 193. Compete ao juiz verificar se o serventuário excedeu, sem motivo legítimo, os prazos que
este Código estabelece.
Art. 194. Apurada a falta, o juiz mandará instaurar procedimento administrativo, na forma da Lei de
Organização Judiciária.
Art. 195. O advogado deve restituir os autos no prazo legal. Não o fazendo, mandará o juiz, de
ofício, riscar o que neles houver escrito e desentranhar as alegações e documentos que apresentar.
Art. 196. É lícito a qualquer interessado cobrar os autos ao advogado que exceder o prazo legal.
Se, intimado, não os devolver dentro em 24 (vinte e quatro) horas, perderá o direito à vista fora
de cartório e incorrerá em multa, correspondente à metade do salário mínimo vigente na sede do
juízo.
Parágrafo único. Apurada a falta, o juiz comunicará o fato à seção local da Ordem dos Advogados
do Brasil, para o procedimento disciplinar e imposição da multa.
Art. 197. Aplicam-se ao órgão do Ministério Público e ao representante da Fazenda Pública as
disposições constantes dos arts. 195 e 196.
Art. 198. Qualquer das partes ou o órgão do Ministério Público poderá representar ao presidente do
Tribunal de Justiça contra o juiz que excedeu os prazos previstos em lei. Distribuída a representação
ao órgão competente, instaurar-se-á procedimento para apuração da responsabilidade. O relator,
conforme as circunstâncias, poderá avocar os autos em que ocorreu excesso de prazo, designando
outro juiz para decidir a causa.
Art. 199. A disposição do artigo anterior aplicar-se-á aos tribunais superiores na forma que dispuser
o seu regimento interno.

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Direito Processual Civil

DAS COMUNICAÇÕES DOS ATOS

A comunicação dos atos processuais se dá através de carta rogatória, carta de ordem, carta
precatória, citação e intimação.
Carta rogatória é um instrumento jurídico de cooperação entre dois países. É similar à carta
precatória, mas se diferencia deste por ter caráter internacional. A carta rogatória tem por
objetivo a realização de atos e diligências processuais no exterior, como, por exemplo, audição
de testemunhas, e não possui fins executórios.
Carta precatória é um instrumento utilizado pela Justiça quando existem indivíduos em
comarcas diferentes. É um pedido que um juiz envia a outro de outra comarca. Assim, um
juiz (dito deprecante), envia carta precatória para o juiz de outra comarca (dito deprecado),
para citar/intimar o réu ou intimar testemunha a comparecer aos autos. É uma competência
funcional horizontal, não havendo hierarquia entre deprecante e deprecado.
Carta de ordem é um instrumento processual pelo qual uma autoridade judiciária determina
a outra hierarquicamente inferior, a prática de determinado ato processual necessário à
continuação do processo que se encontra no tribunal.
Ambas autoridades judiciárias precisam ser, obrigatoriamente, do mesmo Tribunal e estado.

CITAÇÃO

Ato