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Língua Portuguesa

Língua, Linguagem e fala - signos, índices, ícones e símbolos.


Signos: representação de algo ao qual atribuímos valor, significado ou sentido. Sempre que
há atribuição de sentido, há a formação de um signo.
Os signos linguísticos, significantes e significados: Todo signo se constitui de duas
faces: o significante, que é o aspecto sensorial; e o significado, que é o aspecto
compreensível. A harmonia entre percepção e entendimento, significante e significado
resultam na significação.
São signos os ícones, os símbolos e os índices.
Ícones: guardam uma relação de semelhança com o que representam.
Símbolos: signos complexos, não guardam relação de semelhança ou contiguidade com a
coisa representada. A relação é puramente convencional. Para compreender um símbolo, é
necessário aprender o que ele significa.
Índices: Tem uma relação com o que representam, estabelecem uma associação de uma
coisa com outra através da experiência adquirida.

Os conceitos de gramática.
O termo gramática provém do latim grammatica e faz referência à arte de falar e escrever
uma língua de forma correta.
A gramática tem como principal função regular a linguagem e estabelecer padrões de
escrita e fala para os falantes da língua.
A gramática apresenta abordagens diversas, sendo dividida em tipos distintos:

1-Gramática normativa
Busca a padronização da língua, privilegiando
Reconhece-se três sentidos para o conceito de gramática.
1) A gramática é considerada “um conjunto de regras para o bom uso da língua”, isto é, um
compêndio com normas para falar e escrever corretamente. Tais normas advêm do uso que
os escritores consagrados fazem da língua. Sob essa perspectiva a única variedade
realmente válida é a norma culta ou padrão. As demais variedades linguísticas são
consideradas desvios.
2) A gramática refere-se a “um conjunto de regras que o cientista encontra nos dados que
analisa, à luz de determinada teoria ou método”.
Nesta acepção a função do gramático é a de descrever a estrutura e o funcionamento da
língua. Não há noção de um padrão a ser observado; é considerado gramatical tudo o que
está em consonância com as regras de funcionamento da língua em qualquer uma das suas
variantes ou registros. Adotam uma postura includente e não excludente. As gramáticas
descritivas são representantes desta metodologia.
3) A gramática é o “conjunto de regras que o falante de fato aprendeu e das quais lança
mão ao falar”. Conceito que corresponde à gramática internalizada. Este sentido para
gramática foi introduzido por Noam Chonsky. Segundo suas próprias palavras, a gramática
pode ser definida como um “conhecimento implícito sobre o que constitui a língua materna e
como ela funciona”
Estrutura e elementos de textos normativos, descritivos e dissertativos.
Estrutura e elementos dos textos normativos
O texto normativo deve possuir 3 (três) partes básicas, consubstanciadas na parte preliminar, na parte normativa
e na parte final.
-A parte preliminar se refere a: epígrafe, ementa, preâmbulo, enunciado do objeto e indicação de aplicação das
disposições normativas.
a) Epígrafe: deve ser grafada com letras maiúsculas, devendo conter indicação numérica singular ao texto
normativo e, obrigatoriamente, a espécie normativa, o número de identificação e o ano de publicação.
c) Preâmbulo: indica o órgão ou instituição competente para a prática do ato e sua base legal.
-A parte normativa compreende o texto das normas de conteúdo substantivo relacionadas com a matéria
regulada. São os artigos, parágrafos, incisos etc. que efetivamente apresentam a matéria regulada
- A parte final corresponde a disposições pertinentes às medidas necessárias para implementação das normas
de conteúdo substantivo, às disposições transitórias, se for o caso, além da cláusula de vigência e cláusula de
revogação, quando couber. É o caso do artigo que indica o início de vigência, se imediato ou após certo prazo.
Ou o caso de uma regra transitória, que possui uma vigência determinada, extinguindo-se após o transcurso
deste prazo.
3 SUBDIVISÕES DO TEXTO NORMATIVO
3.1 Artigo
O Artigo é a unidade básica para apresentação, divisão ou agrupamento de assuntos num texto normativo. No
tocante à numeração, utiliza-se a numeração ordinal até o artigo nono (art. 9º). A partir do número 10, emprega-
se o algarismo arábico correspondente, seguido de ponto final (art. 10.).
Os artigos serão designados pela abreviatura "Art." separado do texto por dois espaços. Os textos dos artigos
serão iniciados com letra maiúscula e encerrados com ponto final, exceto quando tiverem incisos, caso em que
serão encerrados por dois pontos. Os artigos podem desdobrar-se, por sua vez, em parágrafos e incisos.
(MENDES, 2007)
3.2 Parágrafos (§§)
Os parágrafos constituem, na técnica legislativa, a imediata divisão de um artigo, representando uma disposição
secundária de um artigo em que se explica, apresenta exceção ou modifica a disposição principal.
O parágrafo é representado pelo sinal gráfico §. Também em relação ao parágrafo, consagra-se a prática da
numeração ordinal até o nono (§ 9º) e cardinal a partir do parágrafo dez (§ 10.). No caso de haver apenas um
parágrafo, adota-se a grafia Parágrafo único (e não "§ único"). Os textos dos parágrafos serão iniciados com
letra maiúscula e encerrados com ponto final e, caso se subdividam em alíneas, será encerrado por dois pontos.
(MENDES, 2007)
3.3 Incisos
Os incisos são utilizados como elementos discriminativos de artigo ou parágrafo se o assunto nele tratado não
puder ser condensado no próprio artigo. Os incisos são indicados por algarismos romanos, separados do texto
por hífen. (MENDES, 2007)
3.4 Alíneas
As alíneas ou letras constituem desdobramentos dos incisos. A alínea ou letra será grafada em minúsculo e
seguida de parêntese: a); b); c); etc., e são separados do texto com um espaço simples. As alíneas terminam
com ponto e vírgula, salvo se for a alínea que antecede outro artigo ou parágrafo. (MENDES, 2007)
3.4 Itens
Os itens são desdobramentos das alíneas, que são representados por números arábicos, seguidos do ponto: 1.;
2.; etc., e separados do texto por um espaço simples. Os itens terminam com ponto e vírgula, salvo se for o item
que antecede outro artigo ou parágrafo. (MENDES, 2007)
3.6 Agrupamentos
Com a finalidade de organizar o texto normativo podem ser formadas agrupamentos relativos a matérias afins.
O agrupamento de artigos poderá constituir Subseções ou Seções; o de Subseções, a Seção; o de Seções, o
Capítulo; o de Capítulos, o de Títulos; o de Títulos, o Livro e o de Livros, a Parte
As Partes, os Livros, os Títulos e os Capítulos devem ser redigidos em caixa alta. As seções e as subseções
serão redigidas em caixa baixa e em negrito. Para todas as modalidades de agrupamentos a numeração deve
ser feita com números romanos, de forma centralizada, separando-se a expressão indicativa da espécie e o
número da nomenclatura adotada e dos artigos com um espaçamento simples.

Coesão e coerência textuais.


Coesão trata da conexão harmoniosa entre as partes do texto.
Coerência é a relação lógica entre as ideias expressas no texto, formando um todo
significativo.

Coesão textual: São os mecanismos linguísticos que permitem uma sequência lógico
semântica entre as partes do texto.
Elementos que garantem a coesão textual:
1. Referências e Reiterações
Um termo faz referência a outro dentro do texto, reitera algo que já foi dito antes ou quando
uma palavra é substituída por outra que possui com ela alguma relação semântica*. Alguns
destes termos só podem ser compreendidos mediantes estas relações com outros termos
do texto (como é o caso da anáfora e da catáfora).
2. Substituições lexicais
Um termo é substituído por outro dentro do texto, estabelecendo com ele uma
relação de sinonímia, antonímia, hiponímia ou hiperonímia, ou mesmo quando há a
repetição da mesma unidade lexical (palavra).
3. Conectores
Elementos coesivos que estabelecem as relações de dependência e ligação entre os
termos, ou seja: conjunções, preposições e advérbios conectivos.
4. Correlação dos verbos (coesão temporal e aspectual).
Consiste na correta utilização dos tempos verbais, ordenando assim os acontecimentos de
forma lógica e linear, que permitirá a compreensão da sequência dos mesmos.

Coerência Textual: Refere-se ao significado do texto, e não mais dos elementos estruturais
que o compõe.
Os 3 princípios básicos da coerência textual:
1. Princípio da não contradição
Um texto deve obedecer uma lógica e se contradizer, pois assim não estará tendo sucesso
em emitir uma mensagem inteligível.
2. Princípio da Não-Tautologia
Tautologia é um vício de linguagem que consiste na repetição de alguma ideia, utilizando
palavras diferentes. Um texto coerente não deve repetir excessivamente palavras ou
termos. Caso não construa uma informação ou mensagem completa, então ele será
incoerente.
3. Princípio da Relevância: Fragmentos de texto que falam de assuntos diferentes, e que
não tem relação entre si, acabam tornando o texto incoerente, mesmo que suas partes
contenham certa coerência individual. Ou seja, a representação de ideias ou de fatos não
relacionados entre si, fere o princípio da relevância, e trazem incoerência ao texto.

(*) Relações semânticas entre as palavras


1. Relações de Hierarquia.
1. Hiperonímia/hiperonímia: O significado de uma palavra, designada de
hiperônimo, por ser mais geral, engloba o significado de outras, designadas de
hipónimos.
2. Relações de parte-todo
1. Holonímia/Meronímia: O significado de uma palavra, designada holônimo,
designa um todo, do qual as outras palavras, designadas merônimos, são partes
constituintes.
3. Relações semelhança/oposição
1. Sinonímia
2. Antonímia

Relação entre coerência e coesão.


Coerência narrativa, figurativa, argumentativa. Coesão no período composto, o papel
dos elementos de coesão;
A coesão referencial.
Formas remissivos gramaticais presos; Formas remissivos gramaticais livres;

Formas remissivos lexicais e nominalizações; Coesão sequencial; Sequênciação


Parafrástica; Recorrência de termos; Recorrência de conteúdos semânticos -
paráfrase; Recorrência de tempo e os aspectos verbal; Sequênciação frástica;
Procedimentos de manutenção temática; Progressão temática. O vocábulo formal,
análise mórfica: princípios Básicos e Auxiliares; Tipos de morfemas. Estrutura:
Formação do vocábulo; Tipos de derivação; Processos de Composição; Outros
processos de formação de palavras; Flexão nominal e verbal; Concordâncias verbal e
nominal; Período simples e composto; Termos da oração: Essenciais integrantes e
acessórios. Tipos de orações; Sintagma e seus tipos; Orações coordenadas e
subordinadas; Orações independentes coordenadas entre si; Orações ou período
interferentes; Orações subordinadas.