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MINISTÉRIO DA SAÚDE

SECRETARIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA

RELATÓRIO DE GESTÃO
EXERCÍCIO 2016

Brasília
Março de 2017
Ministério da Saúde
Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa

Relatório de Gestão - Exercício de 2016

Relatório de Gestão do exercício de 2016, apresentado aos


órgãos de controle interno e externo e à sociedade como
prestação de contas anual a que esta Unidade Prestadora
de Contas está obrigada nos termos do parágrafo único do
art. 70 da Constituição Federal, elaborado de acordo com
as disposições da IN TCU nº 63/2010, da DN TCU nº
154/2016, da Portaria TCU nº 59/2017, e das orientações
do órgão de controle interno.

Brasília
Março de 2017
Relatório de Gestão da SGEP – 2016 2
LISTA DE SIGLAS E ABREVIAÇÕES

ABEn - Associação Brasileira de Enfermagem


ABRASCO - Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
ACE - Agentes de Combate a Endemias
ACS - Agentes Comunitários de Saúde
AECI - Assessoria Especial de Controle Interno
AIH/APAC - Autorização de Internação Hospitalar/ Autorizações de Procedimentos Ambulatoriais
ANEPS - Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular em Saúde
AVASUS - Ambiente Virtual de Aprendizagem do SUS
CAPS – Centro de Atenção Social Psicossocial
CEP - Comitê de Ética e Pesquisa
CGAL - Coordenação-Geral de Administração e Logística
CGGP - Coordenação Geral de Gestão de Projetos
CGPLAN – Coordenação-Geral de Planejamento e Orçamento
CGPO - Coordenação-Geral de Planejamento e Orçamento
CGU - Controladoria Geral da União
CIAMP Rua - Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para inclusão
de Pessoas em situação de Rua.
CIAN - Comissão Intersetorial de Alimentação e Nutrição
CIASCV - Comissão Intersetorial de Atenção à Saúde nos Ciclos de Vida (Criança, Adolescente,
Adulto e Idoso)
CIASPD - Comissão Intersetorial de Atenção à Saúde das Pessoas com Deficiência
CIASPP - Hanseníase e Hepatites Virais
CIB - Comissão Intergestores Bipartite
CICTAF - Comissão Intersetorial de Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica
CIEPCSS - Comissão Intersetorial de Educação Permanente para o Controle Social do SUS
CIPPE - Comissão Intersetorial de Políticas de Promoção da Equidade ()
CIPPSPICS - Comissão Intersetorial de Promoção, Proteção à Saúde e Práticas Integrativas e
Complementares em Saúde
CIR - Comissão Intergestores Regional
CIRHRT - Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relação de Trabalho
CISB - Comissão Intersetorial de Saúde Bucal
CISI - Comissão Intersetorial de Saúde Indígena
CISM - Comissão Intersetorial de Saúde Mental
CISMU - Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher
CISS - Comissão Intersetorial de Saúde Suplementar
CISTT Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador (a)
CIT - Comissão Intergestores Tripartite
CIVS - Comissão Intersetorial de Vigilância em Saúde
CNDH - Conselho Nacional de Direitos Humanos
CNES - Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde
CNS - Conselho Nacional de Saúde
CNSMu - Conferência Nacional de Saúde das Mulheres
CNVS - Conferência Nacional de Vigilância em Saúde
Relatório de Gestão da SGEP – 2016 3
COAP - Contrato Organizativo da Ação Pública de Saúde
CODEP - Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas
COFIN - Comissão de Orçamento e Financiamento
CONANDA - Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
CONAQ - Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas
CONASEMS - Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde
CONEP - Comissão Nacional de Ética em Pesquisa
CONITEC - Comissão Nacional e Incorporação de Tecnologias no SUS
CONJUR - Consultoria Jurídica
COSEMS - Conselho de Secretários Municipais de Saúde
CT - Cooperação Técnica
CTA - Centros de Testagem e Aconselhamento
CTSPN - Comitê Técnico de Saúde da População Negra
DAB - Departamento de Atenção Básica
DAF – Departamento de Assistência Farmacêutica
DAGEP - Departamento de Apoio à Gestão Participativa
DAI - Departamento de Articulação Interfederativa
DAS – Direção e Assessoramento Superior
DATASUS - Departamento de Informática do SUS
DEMAGS - Departamento de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS
DEMAS – Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS
DENASUS - Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde
DICON - Divisão de Convênios
DN – Decisão Normativa
DOGES - Departamento de Ouvidoria Geral do Sistema Único de Saúde
EAAB - Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil
EaD - Educação a Distância
E-CAR - Controle, Acompanhamento e Avaliação de Resultados
EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
ENSP - Escola Nacional de Saúde Pública
ESB - Equipe de Saúde Bucal
ESF - Equipe de Saúde da Família
FCPE - Função Comissionada do Poder Executivo
FDR - Fundação Demócrito Rocha
FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz
FNS - Fundo Nacional de Saúde
FREPOP - Fórum de Educação Popular
FUB - Fundação Universidade de Brasília
FUNASA - Fundação Nacional de Saúde
GDASUS - Gratificação de Desempenho de Atividade de Execução e Apoio Técnico à Auditoria
GM - Gabinete do Ministro
GT - Grupos de Trabalho
HAOC - Hospital Alemão Oswaldo Cruz

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IAM/AVC - Infarto Agudo do Miocárdio ou Acidente Vascular Cerebral
INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA
INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
LBL - Liga Brasileira de Lésbicas
LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros
LOA – Lei Orçamentária Anual
MDS – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
MP – Ministério Público
MS - Ministério da Saúde
NEAB – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros
NEMS – Núcleo Estadual do Ministério da Saúde
OE – Objetivo Estratégico
OFSS – Orçamento Fiscal da Seguridade Social
OI - Ouvidoria Itinerante
ONU – Organização das Nações Unidas
OPAS - Organização Pan Americana de Saúde
PAAA - Plano Anual de Atividades de Auditoria
PAC - Programa de Aceleração do Crescimento
PDTI - Plano Diretor de Tecnologia da Informação
PE - Planejamento Estratégico
PEC - Prontuário Eletrônico do Cidadão
PEP - Plano de Educação Permanente
PFPB – Programa Farmácia Popular do Brasil
PMES – Planejamento Estratégico do Ministério da Saúde
PNAB – Política Nacional de Atenção Básica
PNASS - Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde
PNEPS-SUS - Política Nacional de Educação Popular em Saúde
PNS - Plano Nacional de Saúde
PNSIPN - Política Nacional de Saúde Integral da População Negra
PPA - Plano Plurianual
PROADESS/ICICT - Projeto de Avaliação de Desempenho do Sistema de Saúde do Instituto de
Comunicação e Informação Cientifica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz
PROADISUS - Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde
PSR - População em Situação de Rua
RAG – Relatório Anual de Gestão
RQPC - Relatório Quadrimestral de Prestação de Contas
SAA - Subsecretaria de Assuntos Administrativos
SARGSUS - Sistema de Apoio ao Relatório Anual de Gestão
SAS - Secretária de Atenção à Saúde
SCTIE - Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos
SE - Secretaria Executiva
SEAUD - Serviços de Auditoria
SEI – Sistema Eletrônico de Informações
SENALESBI – Seminário Nacional de Lésbica e Mulheres Bissexuais

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 5


SESAU/AL – Secretária de Estado da Saúde / Alagoas
SFC - Sistema Federal de Controle
SGEP - Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa
SGTES - Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
SIACS - Sistema de Acompanhamento dos Conselhos de Saúde
SIACS – Sistema de Acompanhamento dos Conselhos de Saúde
SIC - Serviço de Informação ao Cidadão
SIMBRAVISA - Simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária
SINAN - Sistema de Informação de Agravos de Notificação
SIOP - Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento
SIOPS - Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde
SIPEC - Sistema de Pessoa Civil da Administração Federal
SISAB – Sistema de Informação de Saúde para Atenção Básica
SISAUD/SUS - Sistema de Auditoria do SUS
SISMOB - Sistema de Monitoramento de Obras
SISPACTO - Sistema de Pactuação de Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores
SISPRENATAL - Sistema de Acompanhamento do Programa de Humanização no Pré-Natal e
Nascimento
SMS - Secretaria Municipal de Saúde
SNA - Sistema Nacional de Auditoria
SNAS – Secretária Nacional de Assistência Social
SNO - Sistema Nacional de Ouvidoria
ST/CIT - Secretaria Técnica da Comissão Intergestores Tripartite
SUS - Sistema Único de Saúde
SUSLEGIS - Sistema de Legislação da Saúde. ... Saúde
SVS - Secretaria de Vigilância em Saúde
TC - Termo de Cooperação
TCU - Tribunal de Contas da União
TED - Termo de Execução Descentralizada
TI - Tecnologia da Informação
TMO – Transplante de Medula Óssea
UBS - Unidade Básica de Saúde
UFBA – Universidade Federal da Bahia
UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora
UNALGBT - União Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
UNASUS - Universidade Aberta do SUS
UNB - Universidade de Brasília
UNEGRO - União de Negros pela Igualdade
UNFPA – Fundação de População das Nações Unidas
UPA - Unidades de Pronto Atendimento
USP – Universidade de São Paulo

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 6


LISTA TABELAS, QUADROS, GRÁFICOS E FIGURAS

Figura 1 – Organograma Funcional da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa 15


Tabela 1 - Informações sobre Áreas ou Subunidades Estratégicas 16
Quadro 1 – Macroprocessos Finalísticos 18
Figura 2 – Instrumentos de Planejamento 19
Figura 3 – Objetivos Estratégicos do MS 20
Figura 4 – Objetivos Estratégicos Transversais 20
Figura 5 – Estrutura do Planejamento Estratégico 2016-2019. 21
Quadro 2 – Metas e Inciativas sob responsabilidades da SGEP no PEMS 2016-2019 21
Quadro 3 - Ações relacionadas ao Programa 2015 do PPA de responsabilidade da SGEP – OFSS 59
3A - Ação 20YM 59
3B - Ação 2016 59
3C - Ação 8287 60
3D - Ação 6182 60
3E - Ação 8708 61
Quadro 4 - Ações não previstas na LOA 2016 - Restos a Pagar – OFSS 61
4A - Ação 8705 61
4B - Ação 8707 62
Quadro 5 - Despesas por Modalidade de Contratação 66
Quadro 6 - Despesas por grupo e elemento de despesa 66
Quadro 7 - Concessão de suprimento de fundos 67
Quadro 8 - Utilização de suprimento de fundos 67
Quadro 9 - Classificação dos gastos com suprimento de fundos no exercício de referência 67
Quadro 10 – Força de Trabalho da SGEP 74
Quadro 11 – Distribuição da Lotação Efetiva 74
Quadro 12 – Detalhamento da estrutura de cargos em comissão e funções gratificadas 75
Quadro 13 – Despesas do pessoal 77
Quadros 14 A e B – Deliberações do TCU que permanecem pendentes de cumprimento 90
Quadros 14 C e D – Deliberações do TCU que permanecem pendentes de cumprimento 91
Quadro 14 E – Deliberações do TCU que permanecem pendentes de cumprimento 92
Quadros 15 A e B – Situação das recomendações do OCI que permanecem pendentes de
atendimento no exercício 93
Quadros 15 C e D – Situação das recomendações do OCI que permanecem pendentes de
atendimento no exercício 94

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 7


LISTA DE ANEXOS E APÊNDICES

ANEXO I – Formulários de resposta da SGEP ao Plano Diretor de Tecnologia da Informação -


PDTI biênio 2017-18
Formulário 1 – Gabinete SGEP e CGPO
Formulário 2 – DENASUS
Formulário 3 – DOGES
Formulário 4 – DAGEP

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 8


SUMÁRIO

1 – APRESENTAÇÃO ...................................................................................................................................11
2 - VISÃO GERAL .........................................................................................................................................12
2.1 - Finalidade e Competências ..................................................................................................................12
2.1.1 - Conselho Nacional de Saúde .........................................................................................................12
2.2 - Normas e regulamento de criação, alteração e funcionamento ............................................................12
2.2.1 - Normas e regulamento de criação, alteração e funcionamento do CNS .......................................13
2.3 - Ambiente de Atuação ...........................................................................................................................14
2.4 - Organograma ........................................................................................................................................15
2.5 - Macroprocessos Finalísticos ................................................................................................................18
3 - PLANEJAMENTO ORGANIZACIONAL E RESULTADOS.............................................................19
3.1 - Planejamento Organizacional ..............................................................................................................19
3.1.1 - Objetivos do exercício e vinculação com as competências institucionais e outros planos ...........19
3.2 - Formas e Instrumentos de Monitoramento da Execução e Resultados dos Planos ..............................23
3.3 – Desempenho Orçamentário .................................................................................................................24
3.3.1 – Resultados Alcançados .................................................................................................................24
3.3.2 - Outros resultados da gestão ...........................................................................................................47
3.3.3 - Execução física e financeira das ações da LOA de responsabilidade da SGEP ............................58
3.3.3.1 - Ações relacionadas ao Programa 2015 do PPA de responsabilidade da SGEP – OFSS ............59
3.3.3.2 - Ações não previstas na LOA 2016 - Restos a Pagar – OFSS ....................................................61
3.3.3.3 - Ações – Orçamento de Investimento – OI .................................................................................62
3.3.3.4 - Análise Situacional/ Fatores intervenientes no desempenho orçamentário ...............................62
3.3.4 - Execução descentralizada com transferência de recursos .............................................................65
3.3.4.1 - Informações sobre a estrutura de pessoal para análise das prestações de contas .......................65
3.3.5 - Informações sobre a execução das despesas .................................................................................65
3.3.6- Suprimentos de fundos, contas bancárias tipo B e cartões de pagamento do governo federal ......67
3.3.6.1 - Concessão de suprimento de fundos ..........................................................................................67
3.3.6.2 - Utilização de suprimento de fundos ...........................................................................................68
3.3.6.3 - Classificação dos gastos com suprimento de fundos no exercício de referência .......................68
3.3.6.4 - Análise crítica ............................................................................................................................68
3.4 – Apresentação e Análise de Indicadores de Desempenho ....................................................................68
4 - GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCOS E CONTROLES INTERNOS ...........................................70
4.1 - Descrição Das Estruturas De Governança ...........................................................................................70
4.1.1 - Colegiado da Secretaria.................................................................................................................70
4.1.2 - Colegiado dos Departamentos.......................................................................................................70

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 9


4.1.3 - Sistemática de Monitoramento do Planejamento da SGEP ..........................................................70
4.1.4 - Avaliação de Desempenho Funcional ...........................................................................................71
4.1.5 - Estrutura de governança do CNS ..................................................................................................71
4.2 - Atividades de Correição e Apuração de Ilícitos Administrativos ........................................................72
4.3 - Gestão de Riscos e Controles Internos .................................................................................................72
5 – ÁREAS ESPECIAIS DA GESTÃO ........................................................................................................74
5.1 - Gestão de Pessoas ................................................................................................................................74
5.1.1 - Estrutura de pessoal da unidade ....................................................................................................74
5.1.1.1 – Análise Crítica ...........................................................................................................................75
5.1.2 - Demonstrativo das despesas com pessoal .....................................................................................77
5.1.3 - Gestão de riscos relacionados ao pessoal ......................................................................................78
5.1.4 - Contratação de pessoal de apoio e de estagiários ..........................................................................78
5.2 - Gestão da Tecnologia da Informação ...................................................................................................79
5.2.1 - Principais sistemas de informações ...............................................................................................79
6 - RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE ......................................................................................84
6.1 - Canais de Acesso do Cidadão ..............................................................................................................84
6.1.1 - Disque Saúde 136..........................................................................................................................84
6.1.2 - Formulário WEB ...........................................................................................................................84
6.1.3 - Via Correios ..................................................................................................................................85
6.1.4 - Atendimento Presencial ................................................................................................................85
6.1.5 - Carta SUS......................................................................................................................................85
6.1.6 - Pesquisas .......................................................................................................................................85
6.1.7 - Ouvidoria Itinerante – OI ..............................................................................................................87
6.1.8 - Serviço de Informação ao Cidadão – SIC .....................................................................................87
6.2 - Aferição do Grau de Satisfação dos Usuários da Ouvidoria do Sus ....................................................87
6.3 - Mecanismos de Transparência das Informações Relevantes dobre a Atuação da SGEP .....................87
6.4 - Medidas para garantir a acessibilidade aos Produtos, Serviços a Instalações ......................................88
7 - CONFORMIDADE DA GESTÃO E DEMANDAS DE ÓRGÃOS DE CONTROLE .......................90
7.1 - Tratamento de Determinações e Recomendações do TCU ..................................................................90
7.1.1 - Deliberações do TCU que permanecem pendentes de cumprimento ............................................90
7.2 - Tratamento de Recomendações do Órgão de Controle Interno ...........................................................92
7.2.1 - Recomendações do Órgão de Controle Interno pendentes de atendimento ao final do exercício 93
8 – ANEXOS E APÊNDICES........................................................................................................................95

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 10


1 – APRESENTAÇÃO

A Constituição Federal de 1988 indica, de forma clara, no parágrafo único do Art. 70 o


dever de prestar contas - “Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada,
que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos
quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária”.

Em obediência a esse preceito constitucional, apresenta-se aqui o Relatório de Gestão da


Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), relativo ao exercício de 2016.

SGEP é órgão do Ministério da Saúde responsável por fomentar, implementar e coordenar


ações de auditoria, ouvidoria, articulação interfederativa e promoção da equidade, visando a
qualificação e o fortalecimento da gestão estratégica e participativa e do controle social no SUS.
Nesse sentido, este relatório contém informações sobre as principais atividades desenvolvidas pela
Secretaria, seus quatro Departamentos e pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) no exercício de
referência.

O relatório está estruturado de acordo com as disposições da IN TCU nº 63/2010, da DN


TCU nº 154/2016, da Portaria TCU nº 59/2017, e das orientações do órgão de controle interno. Por
esta razão está dividido em 7 (sete) seções: Visão Geral da SGEP; Planejamento Organizacional e
Resultados; Governança, Gestão de Riscos e Controles Internos; Áreas Especiais da Gestão;
Relacionamento com a Sociedade; Conformidade da Gestão e Demandas dos Órgãos de Controle e
Anexos.

É importante destacar que este documento foi elaborado com base na estrutura e
competências da SGEP aprovadas pelo Decreto n.º 8.490, de 13 de julho de 2015, na qual se
inseriam quatros Departamentos: Departamento de Apoio à Gestão Participativa (DAGEP),
Departamento de Articulação Interfederativa (DAI), Departamento Nacional de Auditoria do SUS
(DENASUS) e Departamento de Ouvidoria Geral do SUS (DOGES), além da competência de
apoiar administrativa e financeiramente a Secretaria-Executiva do CNS. No entanto, em 10 de
novembro de 2016, foi publicado o Decreto 8.901, com vigência a partir de 08 de dezembro de
2016, aprovando uma nova estrutura para a Secretaria, na qual o DAI passa para a estrutura da
Secretaria Executiva (SE). Houve, também, uma mudança no nome do DAGEP, que passou a ser
denominado Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 11


2 - VISÃO GERAL

2.1 - Finalidade e Competências

A Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) é um órgão do Ministério da


Saúde, criado em 2003, pelo Decreto nº 4.726, de 9 de junho de 2003, que tem como finalidade
institucional promover, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o modelo de gestão
democrática, estratégica e participativa.
As bases desse modelo de gestão estão definidas na Constituição Federal, na legislação e normas
que regem o SUS, com destaque para as disposições da Política Nacional de Gestão Estratégica e
Participativa no SUS (ParticipaSUS).
É um modelo de gestão que se destaca por ser:
a) Voltado para Resultados: a gestão do SUS deve gerar resultados diretos para os cidadãos,
para a garantia do seu direito universal à saúde com equidade, universalidade e
integralidade.
b) Interfederativo: responsabilização compartilhada, solidária e cooperativa entre os gestores
públicos das três esferas de Governo. Permanente articulação, interação e integração da ação
pública da saúde mediante planejamento integrado, regionalização das ações de promoção
da saúde e Contratos Organizativos de Ação Pública de saúde – COAP.
c) Participativo: participação e controle social do SUS. Protagonismo da população na garantia
do seu direito à saúde: canais de comunicação com os cidadãos; participação popular na
definição das políticas e estratégias de saúde; e espaços institucionalizados de controle
social.

2.1.1 - Conselho Nacional de Saúde

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) instância máxima de deliberação do Sistema Único


de Saúde – SUS - órgão colegiado de caráter permanente e deliberativo, que tem como missão a
deliberação, fiscalização, acompanhamento e monitoramento das políticas públicas de saúde. É um
órgão vinculado ao Ministério da Saúde, composto por representantes de entidades e movimentos
representativos de usuários, entidades representativas de trabalhadores da área da saúde, governo e
prestadores de serviços de saúde, sendo o seu Presidente eleito entre os membros do Conselho. É
composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários,
cujas decisões, consubstanciadas em resoluções, são homologadas pelo Ministro de Estado da
Saúde.

É competência do Conselho, dentre outras, aprovar o orçamento da saúde assim como,


acompanhar a sua execução orçamentária. Também cabe ao CNS a responsabilidade de aprovar a
cada quatro anos o Plano Nacional de Saúde.

2.2 - Normas e regulamento de criação, alteração e funcionamento

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 12


A SGEP foi criada pelo Decreto 4.726, de 09/06/2003; revogado pelo Decreto 5.678, de
18/01/2006; revogado pelo Decreto 5.841 de 13/07/2006; revogado pelo Decreto 5.974, de
29/11/2006; revogado pelo Decreto 6.860, de 27/05/2009; revogado pelo Decreto 7.135, de
29/03/2010; revogado pelo Decreto 7.336, de 19/11/2010; revogado pelo Decreto 7.530, de
21/07/2011; Decreto 7.797, de 30/08/2012; revogado pelo Decreto 8.065, de 07/08/2013, que
aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções
Gratificadas do Ministério da Saúde e remaneja cargos em comissão, alterado pelo Decreto nº
8.490, de 13/07/2015; revogados pelo Decreto 8.901, de 10/11/2016, que aprova a Estrutura
Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança do
Ministério da Saúde, remaneja cargos em comissão e funções gratificadas e substitui cargos em
comissão do Grupo Direção e Assessoramento Superiores - DAS por Funções Comissionadas do
Poder Executivo – FCPE, entrando em vigor a partir de 08/12/2016.

2.2.1 - Normas e regulamento de criação, alteração e funcionamento do CNS

A Lei n.º 378, de 13 de janeiro de 1937, instituiu o CNS e reformulou o Ministério da


Educação e Saúde Pública. Nesse período, o Estado não oferecia assistência médica, a não ser em
casos especiais, como tuberculose, hanseníase e doença mental.

Com a separação do Ministério da Saúde e da Educação Pública, o CNS foi regulamentado


pelo Decreto n.º 34.347, de 8 de abril de 1954, para a função de assistir ao Ministro de Estado na
determinação das bases gerais dos programas de proteção à saúde. O CNS era composto por 17
membros. Em 1959, o Decreto n.º 45.913, de 29 de abril de 1959, aumentou o número de
conselheiros para 24.

O Decreto n.º 847, de 5 de abril de 1962, reafirmou a finalidade do Conselho de assistir ao


Ministro de Estado da Saúde, com ele cooperando no estudo de assuntos pertinentes a sua pasta. O
número de conselheiros passou para 27. Já o Decreto nº 67.300, de 30 de setembro de 1970 amplia
a atuação do Conselho.

Em 1987, foi publicado o Decreto n.º 93.933, de 14 de janeiro, dispondo sobre a organização
e atribuições do CNS, com funções normativas e de assessorar o Ministro de Estado da Saúde.
As Conferências de Saúde sempre foram fundamentais para a democratização do setor. Em 1986 foi
realizada a histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde, cujo relatório final serviu como subsídio
para os deputados constituintes elaborarem o artigo 196 da Constituição Federal - "Da Saúde". A
partir da promulgação da Constituição, em 1988, a saúde ganhou rumos diferentes com a criação do
SUS.

A Lei n° 8.142, de 28 de dezembro de 1990, instituiu as Conferências e os Conselhos de


Saúde, instâncias de Controle Social.

O Decreto n.º 99.438, de 7 de julho de 1990, regulamentou as novas atribuições do CNS e


definiu as entidades e órgãos que comporiam o novo plenário, com 30 membros. Essa legislação

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 13


fixou na composição do CNS entre representantes dos usuários, trabalhadores da saúde, gestores
(governo) e prestadores de serviço de saúde. Os usuários ficaram com 50% das vagas, e os outros
50% eram divididos entre trabalhadores, gestores e prestadores de serviço.

O Plenário do Conselho Nacional de Saúde Centésima Trigésima Sexta Reunião Ordinária,


realizada nos dias 3 e 4 de novembro, aprovou a Resolução n.º 333, de 4 de novembro de 2003, com
as diretrizes para a criação, reformulação, estruturação e funcionamento dos Conselhos de Saúde.
Na ocasião foi mantida a composição dos conselhos de saúde como propôs a Resolução n.º 33 de
1992, a qual reafirmava a paridade e a composição entre os segmentos.

O Plenário do Conselho Nacional de Saúde, em sua Ducentésima Trigésima Terceira


Reunião, realizada no dia 10 de maio de 2012, aprova a Resolução 453 que trata das diretrizes para
instituição, reformulação, reestruturação e funcionamento dos Conselhos de Saúde, revogando a
Resolução n.º 333, de 4 de novembro de 2003.

Uma nova estrutura entrou em vigor no ano de 2006 quando foi publicado o Decreto
Presidencial n.º 5.839, de 11 de julho de 2006. Atendendo às deliberações aprovadas na 11ª
Conferência Nacional de Saúde e 12ª Conferência Nacional de Saúde, o Conselho passa a escolher
seus membros a partir de processo eleitoral e também pela primeira vez na história elege seu
Presidente; cargo até então ocupado pelo Ministro de Estado da Saúde. O Conselho Nacional de
Saúde passou a contar com 48 conselheiros titulares representados por usuários, profissionais de
saúde, gestores e prestadores.

2.3 - Ambiente de Atuação

A SGEP atua junto aos órgãos e entidades públicos que integram o SUS, nas três esferas de
governo e junto aos cidadãos brasileiros, individualmente ou organizados em seus movimentos e
instituições.

Nesse sentido, tem a responsabilidade institucional de aprimorar a capacidade das instâncias


gestoras do SUS para a atuação interfederativa integrada e cooperada na implementação da política
pública de saúde; aprimorar a capacidade dos cidadãos brasileiros de participarem e exercerem o
controle social do SUS; e promover a equidade em saúde, mediante a articulação e o apoio às ações
de defesa dos direitos à saúde de grupos sociais em situação de vulnerabilidade.

No campo da gestão interfederativa, incumbe à SGEP articular, orientar, apoiar, fomentar e


instrumentalizar gestores e servidores do SUS para a adoção de métodos, tecnologias e
instrumentos de gestão pública que respeitem os princípios do SUS, em especial no que se refere à
sua natureza sistêmica e descentralizada, que integra a ação governamental articulada das três
esferas de governo com a ação da iniciativa privada, essa última, expressamente prevista no art. 199
da Constituição Federal como complementar a atuação direta dos órgãos e entidades públicos de
saúde, viabilizada por meio da celebração de contratos ou outros ajustes.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 14


A SGEP atua na qualificação do controle social para o entendimento do SUS, estimulando a
participação política nos conselhos de saúde no Brasil, debatendo temáticas que possibilitam a
reflexão e o aprimoramento da ação dos conselheiros de saúde junto ao Sistema.

Com relação à equidade, no que se refere ao entendimento das condições sociais,


econômicas, geográficas, de gênero, raça e orientação sexual como determinantes sociais de saúde a
SGEP orienta o trabalho de promoção de políticas públicas que ajudem a diminuir as diferenças
históricas no acesso ao SUS por parte de diversos grupos vulneráveis como as populações: Negra,
LGBT, do Campo, da Floresta e das Águas, Cigana e em Situação de Rua.

2.4 - Organograma

A SGEP é constituída por quatro Departamentos, um Gabinete e uma Coordenação-Geral de


Planejamento e Orçamento subordinados diretamente ao seu titular, que atuam de forma integrada e
complementar nos seus quatro macroprocessos.

Figura 1 – Organograma Funcional da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa

Fonte: SGEP/MS

Desde que foi instituída, a SGEP passou por diversas reestruturações institucionais.
Inicialmente, o Órgão era integrado por três departamentos: o Departamento de Monitoramento e
Avaliação da Gestão do SUS – (DEMAGS); o Departamento de Apoio à Gestão Participativa
(DAGEP) e o Departamento Nacional de Ouvidoria Geral do SUS (DOGES). Em 2011, o Decreto

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 15


nº 7.530, incorporou à sua estrutura o Departamento de Informática do SUS (DATASUS) e o
Departamento de Apoio à Gestão Descentralizada (DAGD), que passou a ser denominado
Departamento de Articulação Interfederativa (DAI). Além disso, a mencionada norma transferiu o
DEMAGS para a Secretaria Executiva do Ministério.

Em 2015, por meio do Decreto nº 8.490, nova reorganização de estrutura no Ministério da


Saúde, transferiu o DATASUS para a Secretaria-Executiva. A partir dessa data, a SGEP passou a
contar com quatro departamentos – DAGEP, DAI, DOGES e DENASUS – e uma estrutura de
governança constituída por um gabinete, uma coordenação-geral de planejamento e orçamento e um
setor de apoio administrativo, subordinados, diretamente, ao seu titular.

Tabela 1 - Informações sobre Áreas ou Subunidades Estratégicas


Áreas/ Período de
Subunidades Competências Titular Cargo atuação (no
Estratégicas exercício)

Lenir dos Santos Secretária Até 29/07/2016

A partir de
Gerlane Baccarin Secretária
Fomentar, implementar e coordenar 12/08/2016
ações de auditoria, ouvidoria,
Rogério Carvalho Secretário Até a
Secretaria de articulação interfederativa, promoção
Santos substituto 19/01/2016
Gestão da equidade, educação popular em
Estratégica e saúde e mobilização social, visando a André Luís
Secretário De 19/01/2016
Participativa qualificação e o fortalecimento da Bonifácio de
substituto até 16/06/2016
gestão estratégica e participativa e do Carvalho
controle social no SUS. Catarina Batista da Secretária De 16/06/2016
Silva Moreira substituta até 11/11/2016

Lucas Betti Secretário A partir de


Vasconcellos substituto 11/11/2016

Katia Maria Barreto


Diretora Até 13/05/2016
Souto

Propor e apoiar a gestão participativa Esdras Daniel dos Diretor


A partir de
por meio da implementação das Santos Pereira 20/10/2016
Departamento Políticas de Promoção da Equidade; o Rui Leandro da Diretor
de Apoio à fortalecimento do controle social, em Até 16/02/2016
Silva Santos substituto
Gestão articulação com o Conselho Nacional
Participativa - de Saúde e com os demais espaços e Carlos Alberto de Diretor De 16/02/2016
DAGEP atores do controle social; e a Souza e Silva Júnior substituto até 04/07/2016
implementação da Política Nacional Esdras Daniel dos Diretor De 13/07/2016
de Educação Popular em Saúde. Santos Pereira substituto até 20/10/2016

Vinícius Oliveira de Diretor A partir de


Moura Pereira substituto 15/12/2016

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 16


Coordenar a política nacional de
ouvidorias do SUS; apoiar a criação Antônia Eliana
Diretora Até 29/07/2016
de ouvidorias do SUS; estimular a Pinto
participação social no processo de
avaliação dos serviços prestados pelo Lucas Betti A partir de
Diretor
SUS; assegurar aos cidadãos o acesso Vasconcellos 20/12/2016
Departamento à informação; acionar os órgãos
de Ouvidoria competentes para a correção de
Geral do SUS problemas identificados, mediante as Ivan Tuyoshi Mori Diretor
- DOGES manifestações encaminhadas pelos Até 24/08/2016
Kakimoto substituto
cidadãos ao Ministério da Saúde; e
coordenar a realização de estudos e
pesquisas visando à produção do
conhecimento, no campo da ouvidoria Lucas Betti Diretor De 24/08/2016
em saúde, para subsidiar a formulação Vasconcellos substituto a 20/12/2016
de políticas de gestão do SUS.
Vladyson da Silva
Diretor Até 09/06/2016
Viana

Ulisses de Melo A partir de


Diretor
Departamento Amorim 22/11/2016
Auditar ações e serviços de saúde no
Nacional de
âmbito no SUS; promover o Adelina Maria Melo Diretora
Auditoria do Até 03/06/2016
fortalecimento do Sistema Nacional Feijão substituta
SUS -
de Auditoria do SUS.
DENASUS Ayres Pereira da Diretor De 03/06/2016
Costa Neto substituto a 10/11/2016

Luisa Guimarães Diretora De 11/11/2016


Queiroz substituta a 03/12/2016

Jorge Harada Diretor Até 31/01/2016


Departamento Fortalecer a capacidade de gestão do
de Articulação SUS nas três esferas da federação, por Washington Luiz De 01/03/2016
Diretor
Interfederativa meio de instrumentos e mecanismos Abreu de Jesus a 13/05/2016
- DAI efetivos de articulação e governança.
Isabel Maria Vilas Diretora
Até 31/12/2016
Boas Senra substituta
Áreas/ Período de
Subunidades Competências Titular Cargo atuação (no
Estratégicas exercício)
Aprovar o orçamento da saúde assim José João Lanceiro da Secretário
Até 26/02/2016
Conselho como, acompanhar a sua execução Palma Executivo
Nacional de orçamentária. Também cabe ao CNS a
Saúde - CNS responsabilidade de aprovar a cada quatro Neide Rodrigues dos Secretária A partir
anos o Plano Nacional de Saúde. Santos Executiva 07/04/2016
Secretária
Neide Rodrigues dos
Executiva Até 07/04/2016
Santos
substituta

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 17


Secretária
Ana Carolina Dantas A partir
Executiva
Souza 07/04/2016
substituta

2.5 - Macroprocessos Finalísticos

No cumprimento de suas competências institucionais, a SGEP é responsável por quatro


macroprocessos, conduzidos de forma integrada e complementar pelos quatro Departamentos e sua
estrutura de governança, conforme representado no quadro 1.

Quadro 1 – Macroprocessos Finalísticos.


Subunidades Descrição
responsáveis

Departamento de Apoio à Propor e apoiar a gestão participativa por meio da implementação das Políticas de
Gestão Participativa - Promoção da Equidade; o fortalecimento do controle social, em articulação com o
DAGEP Conselho Nacional de Saúde e com os demais espaços e atores do controle social; e
a implementação da Política Nacional de Educação Popular em Saúde.

Departamento de Coordenar a política nacional de ouvidorias do SUS; apoiar a criação de ouvidorias


Ouvidoria Geral do SUS do SUS; estimular a participação social no processo de avaliação dos serviços
- DOGES prestados pelo SUS; assegurar aos cidadãos o acesso à informação; acionar os
órgãos competentes para a correção de problemas identificados, mediante as
manifestações encaminhadas pelos cidadãos ao Ministério da Saúde; e coordenar a
realização de estudos e pesquisas visando à produção do conhecimento, no campo
da ouvidoria em saúde, para subsidiar a formulação de políticas de gestão do SUS.

Departamento Nacional Auditar ações e serviços de saúde no âmbito no SUS; promover o fortalecimento do
de Auditoria do SUS - Sistema Nacional de Auditoria do SUS.
DENASUS

Departamento de Fortalecer a capacidade de gestão do SUS nas três esferas da federação, por meio
Articulação de instrumentos e mecanismos efetivos de articulação e governança.
Interfederativa - DAI

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 18


3 - PLANEJAMENTO ORGANIZACIONAL E RESULTADOS

3.1 - Planejamento Organizacional

3.1.1 - Objetivos do exercício e vinculação com as competências institucionais e outros planos

O planejamento da SGEP é parte integrante do Planejamento Estratégico do Ministério da


Saúde – PEMS. Tem sua abrangência definida, para o período de 2016 a 2019, definidos a partir
dos Objetivos estabelecidos no Plano Nacional de Saúde - PNS e no Plano Plurianual - PPA,
assegurando assim alinhamento, conformidade e integração dos diversos instrumentos de
planejamento.

Figura 2 – Instrumentos de Planejamento

Fonte: DEMAS/SE/MS

O MS é responsável por um Programa e 14 (quatorze) Objetivos e participa em outros 10


Objetivos que são de responsabilidade de outros órgãos, perfazendo um total de 24 Objetivos

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 19


Estratégicos, 121 (cento e vinte e umas) metas e 162 (cento e sessenta e duas) iniciativas sob sua
responsabilidade. As figuras abaixo permitem visualizar esses objetivos.

Figura 3 - Objetivos Estratégicos do MS

Fonte: DEMAS/SE/MS

Figura 4 - Objetivos Estratégicos Transversais

Fonte: DEMAS/SE/MS

A estrutura do PEMS 2016-2019 está organizada da seguinte forma: objetivos estratégicos,


metas/iniciativas, produtos intermediários e atividades, conforme demonstra a figura abaixo. No
entanto, em 2016 só foram monitorados os níveis Objetivo e Metas/Iniciativas, pois os demais

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 20


níveis (produto intermediário e atividade) não foram desenvolvidos no exercício de 2016 em função
das diversas mudanças que ocorreram na direção do Ministério da Saúde.

Figura 5 - Estrutura do Planejamento Estratégico 2016-2019

Fonte: DEMAS/SE/MS

No conjunto de objetivos do PEMS 2016-2019 cabe à SGEP a responsabilidade por 7 (sete)


Metas e 12 (doze) Iniciativas, distribuídas dentro de 6 (Seis) Objetivos Estratégicos, conforme
quadro a abaixo.

A operacionalização do planejamento da SGEP é feita por seus Departamentos, sob a


supervisão do Gabinete da Secretaria e da Coordenação-Geral de Planejamento e Orçamento
(CGPO).

Quadro 2 - Metas e Inciativas sob responsabilidades da SGEP no PEMS 2016-2019

OBJETIVO ESTRATÉGICO (OE) 02 - PEMS


1120 - Aprimorar e implantar as Redes de Atenção à Saúde nas regiões de saúde, com ênfase na articulação da Rede de
Urgência e Emergência, Rede Cegonha, Rede de Atenção Psicossocial, Rede de Cuidados à pessoa com Deficiência, e
da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.
INICIATIVA/META PPA/PNS RESPONSÁVEL DESCRIÇÃO
PPA / Entrevista de 400 mil mulheres que fizerem parto pelo
I01 DOGES
05WL SUS, nos quatro anos.

OBJETIVO ESTRATÉGICO (OE) 03 - PEMS


1126 - Promover o cuidado integral às pessoas nos ciclos de vida (criança, adolescente, jovem, adulto e idoso),
considerando as questões de gênero, orientação sexual, raça/etnia, situações de vulnerabilidade, as especificidades e a

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 21


diversidade na atenção básica, nas redes temáticas e nas redes de atenção à saúde.

INICIATIVA/META PPA/PNS RESPONSÁVEL DESCRIÇÃO


Adequação ou regulamentação da alimentação de
PPA / sistemas de informação do SUS, considerando a
I01 DAGEP
05QP orientação sexual, a identidade de gênero, raça/cor e a
etnia, para promover o cuidado integral com equidade.

OBJETIVO ESTRATÉGICO (OE) 05 - PEMS


0726 -Ampliar o acesso da população a medicamentos, promover o uso racional e qualificar a assistência farmacêutica
no âmbito do SUS.
INICIATIVA/META PPA/PNS RESPONSÁVEL DESCRIÇÃO
Realização de 1.000 ações de auditoria em
PPA /
I01 DENASUS estabelecimentos privados credenciados ao Programa
06JL
Farmácia Popular do Brasil.

OBJETIVO ESTRATÉGICO (OE) 10 - PEMS


0724 - Fortalecer as instâncias do controle social e os canais de interação com o usuário, com garantia de transparência
e participação cidadã.
INICIATIVA/META PPA/PNS RESPONSÁVEL DESCRIÇÃO
Capacitar 80.000 lideranças dos movimentos sociais de
promoção de políticas de equidade, conselheiros de
PPA 02A6
M01 DAGEP saúde, integrantes dos comitês de promoção de equidade,
/ PNS 01
jovens, mulheres, gestores e trabalhadores da saúde em
gestão participativa e controle social no SUS.
PPA 02AJ
M02 DOGES Ampliar em 20% o número de ouvidorias do SUS.
/ PNS 02
PPA Implantar 20 comitês de políticas de promoção de
M03 04HN / DAGEP equidade em saúde para populações em situação de
PNS 03 vulnerabilidade social.
Atualização do Plano Operativo da Política Nacional de
I01 PPA 06Q3 DAGEP
Saúde Integral da População Negra.
Envio de correspondência para 100% dos usuários que
I02 PPA 05V8 DOGES passaram por internação hospitalar e por procedimentos
ambulatoriais de alta complexidade.
Estabelecimento de cooperação com países que tenham
I03 PPA 06JP DOGES sistema de ouvidoria de saúde, de participação social e
de direitos humanos.
Estabelecimento de cooperação entre as Ouvidorias do
I04 PPA 05WI DOGES SUS e as Ouvidorias de Políticas Sociais e de Direitos
Humanos.
Fomento e apoio a participação social e política de
mulheres, negros, povos e comunidades tradicionais,
I05 PPA 06OR DAGEP juventude, LGBT e pessoas com deficiência, respeitadas
as suas especificidades nos seus processos de formulação
e implementação de políticas públicas de saúde.
PPA
I06 DAGEP Realização da 16ª Conferência Nacional de Saúde.
05WH

OBJETIVO ESTRATÉGICO (OE) 11 - PEMS


1136 - Melhorar o padrão de gasto, qualificar o financiamento tripartite e os processos de transferência de recursos, na
perspectiva do financiamento estável e sustentável do SUS.
INICIATIVA/META PPA/PNS RESPONSÁVEL DESCRIÇÃO
PPA 04J6 Pactuar novos critérios de rateio entre os entes federados
M01 DAI
/ PNS 01 a partir das responsabilidades sanitárias.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 22


PPA Elaboração e pactuação de forma tripartite dos planos de
I01 DAI
05XA investimento para 100% das regiões de saúde.

OBJETIVO ESTRATÉGICO (OE) 12 - PEMS

0725 - Aprimorar a relação interfederativa e a atuação do Ministério da Saúde como gestor federal do SUS.

INICIATIVA/META PPA/PNS RESPONSÁVEL DESCRIÇÃO


PPA 04IO Implantar o Contrato Organizativo de Ação Pública da
M01 DAI
/ PNS 03 Saúde em 60% das regiões de saúde.
PPA 04IR Apoiar os entes da Federação para que 100% tenham
M02 DAI
/ PNS 06 Planos de Saúde.
Apoiar os entes da federação para que 100% tenham
PPA 04IS
M03 DAGEP Conselhos de Saúde legalmente instituídos e em
/ PNS 07
funcionamento.
Aprimoramento dos instrumentos de gestão sistêmica,
I01 PPA 06J9 DAI garantindo que as responsabilidades sanitárias dos entes
se expressem nos respectivos planos de saúde.
Tipificação de 100% das regiões de saúde, observando a
I03 PPA 06J7 DAI
capacidade de garantir a atenção integral à saúde.
Fonte: CGPO/SGEP/MS

3.2 - Formas e Instrumentos de Monitoramento da Execução e Resultados dos Planos

Para o acompanhamento dos resultados pactuados nos instrumentos de gestão citados


anteriormente, o MS adota uma sistemática de monitoramento periódico com suporte de uma
ferramenta de informação específica para esse fim.

O programa em rede computacional para Controle e Acompanhamento de Resultados (e-


Car) foi definida como ferramenta para dar suporte ao monitoramento das prioridades do MS desde
2011. É um instrumento gerencial que tem como objetivo o controle e o acompanhamento de ações
e projetos, possibilitando assim o monitoramento e a avaliação de resultados obtidos. Permite o
acompanhamento estratégico e o gerenciamento operacional, possibilitando destaque para os
projetos prioritários, além da adequação da estrutura a novas requisições de informações com
funções de acompanhamento customizáveis por nível de informação.

A sistemática de monitoramento é composta por etapas, nas quais diversos atores são
mobilizados. Primeiramente, os gestores responsáveis pelos resultados e produtos alimentam o e-
Car com os pareceres: situação atual, pontos críticos e recomendações, sobre o andamento das
metas pactuadas. Ao Gabinete da SGEP, por meio da Coordenação-Geral de Planejamento e
Orçamento (CGPLAN), cabe acompanhar sistematicamente a alimentação da ferramenta pelas áreas
técnicas.

Ainda, essa ferramenta é fonte primária para a coleta das informações que compõem os
Relatórios Quadrimestrais de Prestação de Contas (RQPC), Relatório Anual de Gestão do SUS
(RAG), monitoramento do SIOP, elaboração da Mensagem Presidencial, etc. Também nessa fase
cabe ao Gabinete da SGEP, por meio da CGPLAN, a validação das informações.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 23


3.3 – Desempenho Orçamentário

3.3.1 – Resultados Alcançados

Serão demonstrados a seguir os resultados alcançados pela SGEP no exercício de 2016


referentes às ações (Metas e Iniciativas) previstas no PEMS 2016-2019, apontando os pontos
críticos e as recomendações, bem como outros resultados relevantes para a gestão, mas que não
estão contemplados/destacados do PEMS.

OE 02 - Iniciativa I01
Entrevista de 400 mil mulheres que fizerem parto pelo SUS, nos quatro anos.
Responsável: Departamento de Ouvidora Geral do SUS (DOGES)
O Departamento de Ouvidoria Geral do SUS realiza pesquisas de satisfação com as
mulheres que fizeram parto pelo Sistema Único de Saúde, tendo por finalidade melhorar os serviços
prestados. Além da pesquisa de avaliação do Programa Rede Cegonha, iniciada em 2012, outras
pesquisas são realizadas. Desse modo, no período de janeiro a dezembro de 2016, foram aplicados
126.898 questionários da pesquisa Rede Cegonha.

Outra pesquisa, “Práticas de Atenção ao Parto em Hospitais de Ensino”, que tem como
objetivo avaliar as práticas de atenção ao parto realizadas nos serviços e, assim, avaliar se as
inovações estão sendo incorporadas e se as condutas, consideradas ultrapassadas, deixaram de ser
adotadas.

Dessa forma, no período de junho a dezembro de 2016, foram aplicados 45.491


questionários com mulheres atendidas nesses serviços.
Considerando as pesquisas relativas às mulheres, que fizeram parto pelo SUS em 2016, foram
realizadas 172.389 coletas de dados, utilizadas para a melhoria das políticas públicas desenvolvidas
pela área de Saúde da Mulher (SAS/MS).

OE 03 - Iniciativa I01
Adequação ou regulamentação da alimentação de sistemas de informação do SUS,
considerando a orientação sexual, a identidade de gênero, raça/cor e a etnia, para promover o
cuidado integral com equidade.
Responsável: Departamento de Apoio à Gestão Participativa – DAGEP
Quesito Raça-Cor: Em 2016, o Departamento de Apoio à Gestão Participativa - DAGEP
vem se articulando com as áreas técnicas, especialmente com o Departamento de Monitoramento e
Avaliação do SUS - DEMAS, no intuito de inserir o quesito raça-cor nos sistemas de informação do
SUS, bem como pensar em estratégias para seu preenchimento qualificado. Nesse sentido, o
DAGEP está mapeando, juntamente com o DATASUS, SVS e SAS, todos os sistemas de
informação do SUS que possuem o quesito raça/cor.

Ficha de Notificação de Violências Interpessoais e Autoprovocadas - SINAN: Em novembro


de 2014 houve alteração da ficha de notificação de violências interpessoais e autoprovocadas do
Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), realizada pelo Departamento de
Relatório de Gestão da SGEP – 2016 24
Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde/SVS em parceria com
o DAGEP/SGEP, que ampliou o objeto da notificação ao incorporar as violências por motivação
homo/lesbo/bi/transfóbica, bem como a informação acerca da identidade de gênero e orientação
sexual da pessoa atendida e a inclusão de campo para o nome social da vítima de violência. A partir
de 2016 os dados de violência homo/lesbo/bi/transfóbica estão disponíveis para tabulação e análise,
entretanto, nota-se que um grande percentual das fichas não possui esses campos preenchidos.

Sistema de Informação em Saúde: Em 2015 houve alteração no Sistema de Informação em


Saúde para a Atenção Básica – SISAB (e-SUS AB), realizada pela Coordenação Geral de Gestão da
Atenção Básica/DAB/SAS em parceria com o DAGEP/SGEP/MS. Conforme a nova versão da
Ficha de Cadastro Individual, deve-se utilizar no prontuário eletrônico do cidadão (PEC), receitas e
atestados, encaminhamentos com o nome social, quando preenchido (no caso de receitas e
atestados, o nome social será utilizado junto com o nome de registro civil em segundo plano). Em
2016 o DAGEP colaborou com a Coordenação-Geral de Acompanhamento e Avaliação/DAB/SAS
na produção do manual do CDS/e-SUS AB, um material que orienta os trabalhadores de saúde no
preenchimento do Cadastro Individual, levando em consideração o nome social, identidade de
gênero e orientação sexual dos usuários. Em 2016 o DAGEP também elaborou uma Nota Técnica,
demonstrando as especificidades de informação em saúde da população LGBT, a fim de subsidiar a
implantação da Estratégia E-Saúde em consonância com a Política Nacional de Saúde Integral
LGBT.

Há dificuldades em fazer o levantamento dos sistemas de informações, tendo em vista a


existência de mais de 400 sistemas no âmbito do SUS.

Ficha de Notificação de Violências Interpessoais e Autoprovocadas - SINAN: Muitos


trabalhadores que preenchem a ficha de notificação de violências não estão capacitados para o
preenchimento correto dos campos “nome social”, “identidade de gênero”, “orientação sexual” e
motivação da violência por homo/lesbo/bi/transfobia. Iniciou-se o desenvolvimento de roteiros para
a produção de dois vídeos de formação voltados aos trabalhadores que preenchem as fichas de
notificação de violências do SINAN, entretanto, devido ao término de contrato de integrantes da
equipe de comunicação do Departamento, não foi possível, até o momento, concluir os vídeos.

Sistema de Informação em Saúde: Os sistemas de informação em saúde precisam se


comunicar a fim de garantir que em todos os serviços e níveis de atenção os usuários tenham o
direito ao uso do nome social e o acesso a todos os procedimentos necessários para promoção,
proteção e recuperação da saúde, independente do sexo e/ou identidade de gênero do paciente.

Conforme reunião de equipe foi proposto a criação de nota técnica que respalde a
obrigatoriedade da inserção do quesito raça/cor nos sistemas de informações do SUS. A proposta
será apresentada na reunião do Comitê Técnico de Saúde da População Negra para discussão e
chancela do texto.

Ficha de Notificação de Violências Interpessoais e Autoprovocadas - SINAN: Promover


estratégias e ações de educação permanente de trabalhadores que preenchem a ficha de notificação

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 25


de violências, incluindo conteúdos sobre nome social, identidade de gênero, orientação sexual e
direitos da população LGBT; Garantir a finalização da produção dos vídeos previstos.

Sistema de Informação em Saúde: Promover a educação permanente de trabalhadores que


preenchem as fichas do e-SUS AB, incluindo conteúdos sobre nome social, identidade de gênero,
orientação sexual e direitos da população LGBT, a fim de qualificar as informações sobre a saúde
dessa população; inserir os campos “nome social”, “identidade de gênero” e “orientação sexual” em
todos os sistemas de informação em saúde, em especial na Estratégia do e-Saúde.

OE 05 - Iniciativa I01
Realização de 1.000 ações de auditoria em estabelecimentos privados credenciados ao
Programa Farmácia Popular do Brasil.
Responsável: Departamento Nacional de Auditoria do SUS - DENASUS
No período de janeiro a dezembro de 2016 foram realizadas 292 ações de auditoria no objeto
“Programa Farmácia Popular do Brasil - PFPB”, sendo, respectivamente, 17, 115 e 160 no primeiro,
segundo e terceiro quadrimestres.

Em 2016 foram encerradas 326 ações, independentemente do exercício em que se iniciaram,


e o quantitativo de 292 aqui informado diz respeito apenas a atividades que se iniciaram e se
encerraram em 2016.

O contrato social da empresa, solicitado no Comunicado de Auditoria, diversas vezes não é


disponibilizado pelo auditado. Quando isso ocorre, é necessário que a equipe o solicite às juntas
comerciais locais, causando um maior tempo para encerramento da atividade.

Outro ponto crítico relaciona-se com as fragilidades nos mecanismos de controle e


monitoramento das farmácias habilitadas ao programa, de responsabilidade do Departamento de
Assistência Farmacêutica (DAF/SCTIE). Esse monitoramento precário realizado pelo DAF gera um
quantitativo elevado de demandas de auditoria nas farmácias habilitadas ao programa e,
consequentemente, compromete a realização de ações de auditorias nos demais objetos. A Portaria
nº 111/2016, nos arts. 38, 39 e 40, transfere para o Denasus atos de gestão, que destoam da
atividade de auditoria, vez que esta não possui caráter decisório. Para se caracterizar ação de
auditoria, o Denasus, então, auditaria o Programa Farmácia Popular do Brasil. Nesse sentido, o
TCU, em auditoria operacional realizada no Denasus, assim se pronunciou: “Ações previstas no
Programa Farmácia Popular deveriam ser conduzidas pelos controles internos da gestão, não pelo
órgão de auditoria. A Portaria nº 971/2012, art. 41, §3º, que regulamenta o programa Farmácia
Popular, estabelece expressamente a atuação do Denasus de forma que deixa explícito o seu papel
como verificador, apurador de fatos noticiados, atuando como um complemento do controle
instituído pelo DAF, o que configura explicitamente atividade típica de controle interno, e não de
auditoria”. Além disso, considerando o volume de demandas de auditoria em Farmácia Popular e a
incapacidade operacional do Departamento em realizá-las de forma tempestiva, drogarias ingressam
com ação judicial alegando mora administrativa, antecipação da penalidade e prejuízos, em virtude
do longo prazo entre o bloqueio da conexão e a realização da auditoria.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 26


Recomenda-se reunir os atores envolvidos (DENASUS, DEMAS, DAF, CONJUR) para
discussão do Programa Farmácia Popular do Brasil e da Política Nacional de Assistência
Farmacêutica e proposição de mudança na Portaria nº 111/2016; demandar ao DAF o refinamento
das estratégias de monitoramento articuladas com o redesenho do regramento para credenciamento
e dispensação.

OE 10 – Meta M01 - Capacitar 80.000 lideranças dos movimentos sociais de promoção de


políticas de equidade, conselheiros de saúde, integrantes dos comitês de promoção de
equidade, jovens, mulheres, gestores e trabalhadores da saúde em gestão participativa e
controle social no SUS.
Responsável: Departamento de Apoio à Gestão Participativa – DAGEP
Foi prevista no PPA-2016-2019 a meta de capacitar 80 mil pessoas para o controle social e
gestão participativa no SUS (conselheiros, lideranças de movimentos sociais, ACS, ACE,
educadores populares e gestores). Para o exercício de 2016 foi previsto o quantitativo de 20.000
lideranças de movimentos sociais, gestores e profissionais de saúde capacitados para a
implementação das Políticas de Equidade e para o Controle Social no SUS nos estados e
municípios. Desse total, foram capacitadas 12.848 pessoas, representando 64,24% da meta prevista,
conforme distribuídas abaixo.

1. CAMPO E FLORESTA: 219 + 2.587 (UNASUS) + 1.471(AVASUS) = 4.277


2. POPULAÇÃO NEGRA: 552 (UNASUS)
3. POPULAÇÃO LGBT: 4.816 (UNASUS) + 863 (AVASUS) = 5.679
4. FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO POPULAR (Termo de Cooperação 48/2013): 2.340
Total de capacitações em 2016: 12.848

As capacitações englobaram ações que envolveram as populações-alvo das principais


políticas do Departamento:

POPULAÇÕES DO CAMPO, DA FLORESTA E DAS ÁGUAS


Ação “Projeto Educação em Saúde do Trabalhador da Pesca Artesanal e Formação de
Agentes Multiplicaras em Participação na Gestão do SUS”
O número de pescadores capacitados entre janeiro a dezembro de 2016 foi: Remanso (BA) -
39 pescadores, Olinda (PE) - 46 pescadores, Natal (RN) - 37 pescadores, Fortaleza (CE) - 30
pescadores, Santarém (PA) - 30 pescadores e São Luís (MA) - 37 pescadores, totalizando 219
pescadores.

No entanto não houve a previsão de determinadas questões do projeto no plano de trabalho,


que tiveram que ser adequadas posteriormente para o bom funcionamento dele, o que saiu das
previsões iniciais. Assim, é necessário que seja feito de forma conjunta e de forma mais detalhada,
de modo a evitar imprevistos ao longo da execução do projeto.

Ação 'Módulo Educacional sobre a saúde das populações do campo, floresta e águas'
No Módulo Educacional EAD da saúde das populações do campo, floresta e águas registrou,
de junho de 2015 a dezembro de 2016, um total de 18.063 matrículas, sendo capacitados 4.787

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 27


multiplicadores. Na Plataforma UNASUS foram capacitados, até dezembro, 2.587 multiplicadores.
Desde setembro de 2016 o curso também está disponível na plataforma AVASUS, sendo que até o
final de dezembro de 2016 foram matriculadas 2.914 pessoas e dessas 1.471 concluíram o curso.

Destaca-se o fato de o curso contar com diversos vídeos impossibilitando a participação de


pessoas com acesso mais precário à internet. Além disso, foi identificado que, após parar a
realização das atividades, quando a pessoa retorna à página não é indicado o ponto em que ela parou
no último acesso, o que dificulta a continuidade das atividades.

Nessa perspectiva, devem ser avaliadas possibilidades de viabilizar acesso Off-line de


mecanismos interativos que não necessitem de um acesso à internet de alta velocidade. Além disso,
deve ser indicado o ponto em que o aluno parou em seu último acesso. A divulgação deve ser
ampliada e divulgada entre estados e municípios para sensibilizar mais profissionais de saúde sobre
a pauta.

POPULAÇÃO NEGRA
Módulo Educacional EAD da saúde da População Negra
No Módulo Educacional EAD da saúde da População Negra (no período entre 22 de outubro
de 2014 a 20 de novembro de 2016) foram realizadas 23.672 matriculas, tendo como concluintes
2.287. No ano de 2016 foram capacitados até novembro (na Plataforma UNASUS) 552
multiplicadores.

O Módulo EAD da População Negra necessita de reformulação que possa contribuir para
definir e melhorar produtos referente a:
1. conteúdo mais sucinto e didático, combinando as informações baseadas na PNSIPN com a
experiência da UNASUS para criar conteúdos mais fluidos;
2. imagem/identidade visual;
3. exercícios didáticos;
4. indicações de experiências exitosas;
5. maior alcance do público alvo;
6. tentar garantir que um maior número de pessoas que iniciaram o curso possa concluí-lo, por meio
da reformulação do EaD para uma proposta mais didática e educativa.

Faz-se necessário textos de linguagem acessível a ser construído no modelo FDR - Fundação
Demócrito Rocha; criar banco de imagens de pessoas negras sendo atendidas no SUS; fazer
pílulas/pequenos vídeos com gestores/médicos/enfermeiros/seguranças dando depoimentos
positivos de atendimento e de uma gestão participativa antirracista; reduzir a densidade de textos;
ter mais exemplos do tipo “o que acontece” em contraposição à “como deveria/poderia acontecer”;
criar e/ou colher depoimentos de como se sente um/uma SUS usuária que vivencia preconceito e/ou
discriminação assim como simular situação similar com um SUS trabalhador.

POPULAÇÃO LGBT
Módulo Educacional EAD da saúde da população LGBT

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 28


O Módulo Educacional EAD da saúde da população LGBT registrou no ano de 2016 na
plataforma UNASUS (até dezembro) o total de 14.003 matrículas, sendo capacitados 4.816. O
mesmo curso também está disponível também na plataforma AVASUS, desde junho de 2016.
Assim, até o final de dezembro, 1.195 pessoas foram matriculadas e 863 concluíram o curso.

Faz-se necessário planejar a atualização do Módulo, assim como construir estratégias para
divulgá-lo. Uma maior divulgação desse curso garantirá a ampliação do número de inscritos e
concluintes, difundindo essa temática na rede SUS, que contribui para a qualificação do
atendimento prestado à população LGBT, prezando pelo respeito à orientação sexual e identidade
de gênero.

Recomenda-se divulgar o módulo EAD no site, blog e redes sociais do Ministério da Saúde;
divulgar o módulo no site e redes sociais da SGEP; divulgar o módulo no site da Política Nacional
de Saúde Integral LGBT; divulgar o módulo em listas de e-mail e eventos apoiados pelo
DAGEP/SGEP.

Total 2016
Além das capacitações realizadas por meio dos EaDs e da ação “Projeto Educação em Saúde
do Trabalhador da Pesca Artesanal e Formação de Agentes Multiplicaras em Participação na Gestão
do SUS” foi realizado o curso Formação em Educação Popular para a Saúde -TED 48/2013 (UFJF).
Esse curso capacitou 2.340 multiplicadores em promoção de políticas de equidades.

Em 2016 foram capacitados de janeiro a agosto nos módulos educacionais EAD (populações
do Campo, da Floresta e das Águas; população negra; população LGBT) e no TED 48/2013(UFJF)
o total de 12.848 conselheiros, gestores, movimentos sociais e profissionais de saúde.

OE 10 – Meta M02
Ampliar em 20% o número de ouvidorias do SUS.
Responsável: Departamento de Ouvidoria Geral do SUS (DOGES)
A meta apresentada consiste no estímulo para ampliação em 20% do número de ouvidorias
do SUS, no período de 2016 a 2019, por meio da realização de ações de sensibilização, capacitação,
qualificação, reuniões, visitas técnicas, análise e aprovação de planos de ação, com foco na
descentralização dos serviços de Ouvidoria, preferencialmente integradas ao sistema informatizado
OuvidorSUS (especializado na execução das principais atividades inerentes ao funcionamento das
ouvidorias de saúde). Para alcance da meta, essas estratégias são desenvolvidas em parceria com as
áreas do Departamento, áreas Técnicas do Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais
de Saúde, e, principalmente com as Ouvidorias do SUS.

Nessa perspectiva, no ano de 2016, foi apoiada a implantação de 60 (sessenta) serviços de


ouvidorias do SUS (24 ouvidorias no primeiro quadrimestre, 7 ouvidorias no segundo quadrimestre
e 29 ouvidorias no 3º quadrimestre) perfazendo 72,99% da meta prevista para o ano de 2016 (82,2
ouvidorias). Em relação ao sistema OuvidorSUS, 30 localidades entraram em produção,
fortalecendo a participação social e a instrumentalização da gestão do SUS.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 29


No ano de 2016, foram realizadas capacitações no Sistema OuvidorSUS e participações em
Encontro Estadual de Ouvidorias do SUS, Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
– CONASEMS e Curso Nacional de Qualificação das Auditorias e Ouvidorias do SUS, com vistas
a fomentar a integração dos demais entes e possibilitar a ampliação da rede de ouvidorias.

OE 10 – Meta M03
Implantar 20 comitês de políticas de promoção de equidade em saúde para populações em
situação de vulnerabilidade social.
Responsável: Departamento de Apoio à Gestão Participativa - DAGEP
Foi previsto no planejamento do DAGEP para o ano de 2016 a implantação e implementação de
5 (cinco) Comitês de Equidade nos estados e municípios e foram registrados 6 (seis) comitês que
contribuem para a implantação e monitoramento das políticas de promoção de equidade. Esses
comitês representam, percentualmente, 120% da meta prevista para o exercício. Os comitês de
políticas de promoção de equidade em saúde para populações em situação de vulnerabilidade social
implantados e implementados em 2016 foram os seguintes:
 Comitê Técnico Municipal da Saúde para a População em Situação de Rua no âmbito do
SUS do Município de Salvador, por meio da Portaria n°414/2016;
 Comitê Técnico Alagoano de Saúde da População LGBT, por meio da Portaria SESAU/AL
nº. 315, de 6 de dezembro de2016;
 Comitê Técnico Alagoano de Saúde da População Negra, por meio da Portaria SESAU/AL
nº. 224, de 13 de setembro de 2016;
 Comitê Estadual de Educação Popular em Saúde da Paraíba, por meio da Portaria N.º 049
/GS, de 22 de fevereiro de 2016;
 Comitê Técnico Municipal de Educação Popular e de Promoção da Equidade em Saúde do
Município de Fortaleza, por meio da portaria 25/2016 de 15/03/2016;
 Comitê Técnico de Saúde Integral da População Negra em Mato Grosso do Sul, por meio da
resolução nº 94/SES/MS de 03 de novembro de 2015.

Foram importantes as articulações do DAGEP com estados e municípios para acompanhar e


potencializar as ações dos comitês implantados e apoiar a criação de novos comitês.

No ano de 2016, os comitês nacionais das políticas de promoção de equidade realizaram menos
reuniões e as atividades regionais/estaduais foram limitadas, devido à restrição orçamentária. Esses
fatores se refletem na realidade de estados e municípios, onde praticamente não houve a criação de
novos comitês. Os comitês já existentes também passam por processos reorganização e
estruturação.

Importante fortalecer as articulações com estados e municípios para acompanhar, potencializar


as ações dos comitês implantados e apoiar a criação de novos comitês de equidade que participem
da implementação, monitoramento e avaliação das políticas de equidade, de modo a capilarizar as
pautas para dentro das suas realidades locais.

OE 10 - Iniciativa I01

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 30


Atualização do Plano Operativo da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.
Responsável: Departamento de Apoio à Gestão Participativa - DAGEP
A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, instituída pela Portaria nº
992/MS, de 13 de maio de 2009, é um compromisso firmado pelo Ministério da Saúde no combate
às desigualdades no SUS e pela promoção da saúde da população negra de forma integral.

O II Plano Operativo publicado pela Resolução nº 2, de 2 de setembro de 2014, foi revisado


e discutido na 1ª Reunião Ordinária do Comitê Técnico de Saúde da População Negra - CTSPN,
instância composta por representantes governamentais, movimentos sociais e especialistas com
conhecimento e atuação na área de saúde da população negra, realizada nos dias 30 e 31 de março
de 2016, em Brasília/DF.

O Plano Operativo é estruturado pelos seguintes eixos estratégicos, convergentes ao


problema estabelecido da dificuldade de acesso da população negra à atenção à saúde, e que
estabelecem ações impulsionadoras para a implementação da PNSIPN e da promoção da equidade
racial em saúde desta população:
1 - Acesso da População Negra às Redes de Atenção à Saúde;
2 - Promoção e Vigilância em Saúde;
3 - Educação Permanente em Saúde e Produção do Conhecimento em Saúde da População Negra;
4 - Fortalecimento da Participação e do Controle Social;
5 - Monitoramento e Avaliação das Ações de Saúde para a População Negra.

No Eixo 1 - Acesso da População Negra às Redes de Atenção à Saúde - o DAGEP


participou de reunião de avaliação do Projeto Protagonismo Quilombola na Luta por Saúde e
Direito Social, no dia 16 de fevereiro de 2016, juntamente com a Coordenação Nacional de
Articulação das Comunidades Negras, Rurais e Quilombolas - CONAQ e com a Fundação Oswaldo
Cruz - FIOCRUZ.

Em relação ao Eixo 2 - Promoção e Vigilância em Saúde - o DAGEP participou de reunião


de trabalho com a Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS e com a Fundação Nacional de Saúde -
FUNASA, no dia 18 de março de 2016, para discutir um Plano de Ação Emergencial sobre a
incidência de Leishmaniose no Município de Monte Alegre de Goiás, território Kalunga. Ao longo
de 2016, o DAGEP também participou das oficinas de alinhamento das linhas de cuidado em
Doença Falciforme (DF), no intuito de realizar a interação e intercâmbio de experiências sobre a
DF, fortalecendo a participação do controle social nos espaços de discussão. Na ocasião, foram
apresentadas as diretrizes da linha de cuidado, alinhando às ações realizadas nos estados. Ademais,
o DAGEP submeteu contribuições para a Chamada de Consulta Pública nº 22 - Proposta de
atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Falciforme da CONITEC.
Nessa perspectiva, foram apontados os encaminhamentos da reunião do CTSPN referentes à
questão de limitação da faixa etária de até 16 anos para o tratamento de medula óssea nos pacientes
com DF.

No âmbito do Eixo 03 da Política, impulsionando a parceria desenvolvida entre a


Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS, foi desenvolvida no dia 21 de março de 2016 - Dia

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 31


Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial - uma série de debates e reflexões sobre os
efeitos do racismo, machismo e da misoginia na saúde das mulheres negras brasileiras. A ação, que
levou o nome de 'Tenda Maria Carolina de Jesus', foi desenvolvida com a equipe de Educação
Popular em Saúde do DAGEP/MS, no intuito de melhor cooperar com a OPAS para incorporação
dos temas de gênero e raça, no estabelecimento de políticas públicas junto ao Ministério da Saúde.
No dia 04 de maio de 2016, em Salvador, foi lançada a “Revista Painel de Indicadores do SUS:
Saúde da População Negra”, com o intuito de contribuir para a produção de conhecimento em saúde
da população negra, assim como estimular processos de intervenção social, a partir de um conjunto
de informações estratégicas sobre saúde e uma análise do perfil epidemiológico da população negra,
levando em consideração suas múltiplas identidades, territórios, culturas, gerações e lugares sociais.
O conjunto de indicadores apresentado nessa edição da Revista Painel foi fundamental para a
qualificação da formulação de políticas públicas em saúde e aperfeiçoamento do SUS, apresentando
as iniquidades da situação de saúde das populações negras no Brasil.

No tocante ao Eixo 04, foi realizada a Oficina de Trabalho: Eixos Condutores para a
Promoção de Saúde da População Negra na Década Internacional de Afrodescendentes, nos dias 05
e 06 de maio de 2016. A Oficina teve a participação de representantes de movimentos sociais
negros que atuam no tema da saúde, pesquisadoras/es, bem como trabalhadores/as do SUS e
gestores.

Dessa maneira, visa-se incluir a temática etnicorracial nas capacitações, assim como na
política nacional, estadual e municipal de educação permanente de trabalhadoras/es do SUS,
especialmente para o combate ao racismo institucional, interpessoal e racismo internalizado,
fortalecendo processos de humanização no SUS e emancipação de negras e de negros. O evento
teve, além do relatório final, a pactuação de uma Carta que demonstra o interesse no avanço da
Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e como a agenda temática da saúde deve
ser espelhada no âmbito da Década Internacional de Afrodescendentes. Outra atividade referente ao
Eixo 4, foi a participação do DAGEP na Plenária Nacional da Coordenação Nacional de
Comunidades Quilombolas – CONAQ, realizada nos dias 19 e 20 de maio de 2016, em Brasília/DF,
com aproximadamente 80 participantes, e que teve como objetivo discutir e prestar contas
referentes ao ano de 2015. Discutiu-se, ainda, a constituição de uma Associação Quilombola.

Eixo 05 – em conversas e diálogos com a Coordenação Quilombola do INCRA, foi


disponibilizada pelo INCRA as informações referentes ao Georreferenciamento das Comunidades
Quilombolas no BRASIL, e em parceria com o DEMAS, deverá ser criado um Mapa Social da
Saúde Quilombola, ou seja, deverá ser referenciada as unidades de saúde próximas as Comunidades
Quilombolas. Esse departamento também participou da reunião do Projeto de Pesquisa sobre
Indicadores da PNSIPN, coordenada pelo Professor Luís Eduardo Batista. A referida reunião
aconteceu nos dias 28, 29 e 30/09, em São Paulo/SP, contando com a participação do CONASS,
CONASEMS, gestores estaduais e municipais da saúde, movimentos sociais e pesquisadores da
temática. Nesse sentido, foram sugeridos indicadores para o monitoramento da Política Nacional de
Saúde Integral da População Negra no âmbito dos estados e municípios. A ideia é incluir esses
indicadores na Sala de Apoio à Gestão Estratégica - SAGE para que os gestores/as do SUS possam
acompanhar a implementação da política.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 32


O DAGEP coordenou a 2ª Reunião Ordinária do Comitê Técnico de Saúde da População
Negra - CTSPN, nos dias 1 a 3 de junho de 2013, na ocasião do XXXII Congresso Conasems, em
Fortaleza/CE. Nesse sentido, foram apresentadas as discussões dos Grupos de Trabalho de Doença
Falciforme e Educação Permanente, bem como definidos outros GT prioritários, a exemplo da
Saúde da Mulher, Saúde do Homem e quesito raça-cor. Também foram discutidos os impactos do
Zika vírus na saúde da população negra e a Portaria Nº 1.321, de 21 de dezembro de 2015, sobre o
Transplante de Medula Óssea (TMO) para tratamento da Doença Falciforme. Ao fim, foi realizada
Roda de Conversa com Secretários Municipais de Saúde e discutida a importância do diálogo
interdeferativo na implementação da PNSIPN.

Por fim, a terceira e última reunião do CTSPN em 2016 foi realizada nos dias 15 e 16 de
novembro, em Porto Alegre/RS, na ocasião do I Simpósio Internacional de Saúde da População
Negra. A reunião contou com a participação da UNASUS e discutiu o módulo EAD e o
Observatório de Saúde da População Negra, bem como a renovação da composição do comitê e o
monitoramento e avaliação das ações da PNSIPN. Os representantes do CTSPN também
participaram do I Simpósio Internacional de Saúde da População Negra, especialmente como
convidados nas mesas do evento e apresentação de trabalhos, onde o DAGEP esteve na mesa de
abertura, abordando a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra - PNSIPN.

O Comitê Técnico de Saúde da População Negra - CTSPN revisou o II Plano Operativo


PNSIPN e propôs texto para repactuação do plano, do qual orientará gestores/as na
operacionalização da política no período de 2016 a 2019. No entanto, essa demanda ainda não foi
levada para a Comissão Intergestores Tripartite – CIT, por conta da atual conjuntura política.

No que tange ao Eixo 1 - Acesso da População Negra às Redes de Atenção à Saúde, foi
sinalizada a criação de um grupo de trabalho sobre saúde quilombola com participação de ESF,
ESB, ACS e Mais Médicos. A ideia é dialogar sobre estratégias de combate às doenças de maior
incidência nas comunidades quilombolas: leishmaniose, desnutrição, dificuldades de acesso
(ambulâncias não chegam e tampouco conseguem chegar às unidades de saúde) e saneamento
básico rural.

Para o Eixo 2 - Promoção e Vigilância em Saúde, a demanda é a formalização da parceria


entre MS e EMBRAPA na construção de um plano de ação de boas práticas entre os serviços
alopáticos de saúde e a valorização da fitoterapia presente nos terreiros como uma diretriz possível
para promoção de acesso e garantia de direitos ao acesso e tratamento em saúde, valorizando as
diversidades brasileiras.

No Eixo 3 - Educação Permanente em Saúde e Produção do Conhecimento em Saúde da


População Negra faz-se necessário construir material didático em formato de cartilha sobre saúde
das comunidades quilombolas. Nessa cartilha, é importante abordar as políticas e demandas
específicas para essa população, bem como orientar o processo de acompanhamento dos recursos
específicos que vão para os municípios no que tange às ações para as comunidades quilombolas.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 33


O DAGEP precisa avançar no processo de construção das publicações de “Juventude Negra” e
“Experiências Exitosas em Saúde”, a partir da revisão dos artigos e articulação de parceria com a
OPAS, GT Gênero e Raça (ONU) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Considerando o Eixo 4 – Fortalecimento da Participação e do Controle Social, o DAGEP


entrou em contato com todas as secretarias estaduais de saúde para atualização de informações das
instâncias de saúde da população negra e/ou equidade. Ademais, foi solicitado o encaminhamento
de materiais do DAGEP para uma lista de instituições, a exemplo dos comitês estaduais e
municipais de população negra, Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros - NEAB, unidades básicas de
saúde, conselhos estaduais e municipais de saúde, dentre outros.

Eixo 5 – Monitoramento e Avaliação das Ações de Saúde para a População Negra: - Faz-se
necessário o compromisso ministerial de apresentação anual de Relatório Sistematizado acercada
Situação de Saúde da População Negra no Brasil. A implementação do E-Saúde enquanto estratégia
de qualificação e otimização da gestão em saúde a partir de mecanismos de informatização,
padronização e fluxos das informações em saúde, em destaque a instituição do Registro Eletrônico
de Saúde, apontam para a necessidade de priorização deste Ministério da Saúde no reconhecimento
e implementação do quesito raça/cor. A incorporação do quesito raça/cor, orientação
sexual/identidade de gênero; condição de situação de rua é ação viável e fundamental para a
implementação de ações voltadas à superação das iniquidades em saúde.

OE 10 – Iniciativa I02
Envio de correspondência para 100% dos usuários que passaram por internação hospitalar e
por procedimentos ambulatoriais de alta complexidade.
Responsável: Departamento de Ouvidoria Geral do SUS - DOGES
A Carta SUS consistia em uma correspondência enviada pelo Ministério da Saúde aos
cidadãos que passaram por internação hospitalar ou procedimentos ambulatoriais de alta
complexidade, em hospitais ou unidades de saúde públicas ou contratualizadas com o SUS.

A estratégia iniciada em janeiro de 2012 foi suspensa em maio de 2016, período no qual
foram enviadas 54.833.427 de cartas aos usuários. No ano de 2016, até maio, foram enviadas
4.964.902 de cartas.

Ao longo da estratégia foram detectados alguns erros nos processos de geração e envio das
cartas, ocasionando a não entrega das correspondências para muitos cidadãos. Diante da situação, a
gestão do Ministério da Saúde optou pela suspensão do envio das cartas a fim de que houvesse uma
reestruturação da estratégia. Esta suspensão ocorreu a partir do mês de junho de 2016, entretanto, o
recebimento dos cartões resposta continuou até novembro de 2016. Assim, foram sugeridas
recomendações para a reformulação da rotina de emissão das cartas, realizando à Restruturação do
sistema Carta SUS, permitindo inclusive a emissão de relatórios, contratação de empresa
especializada para o tratamento dos cartões resposta recebidos regularmente. Pretende-se também a
disponibilização de aplicativo mobile para que o cidadão tenha acesso à carta via smartphone. Os
cidadãos que não acessarem aos meios eletrônicos continuarão recebendo cartas impressas.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 34


OE 10 - Iniciativa I03
Estabelecimento de cooperação com países que tenham sistema de Ouvidoria de Saúde, de
Participação Social e de Direitos Humanos.
Responsável: Departamento de Ouvidoria Geral do SUS - DOGES
As ações referentes ao alcance dessa iniciativa não foram iniciadas, pois não houve continuidade
do grupo de trabalho em razão das mudanças na direção da Secretaria e do Departamento. Assim, a
atual gestão planeja desenvolver essa inciativa no segundo semestre do ano de 2017.

OE 10 - Iniciativa I04
Estabelecimento de cooperação entre as Ouvidorias do SUS e as ouvidorias de políticas sociais
e de direitos humanos.
Responsável: Departamento de Ouvidoria Geral do SUS - DOGES
As ações referentes ao alcance dessa iniciativa não foram iniciadas, pois não houve continuidade
do grupo de trabalho em razão das mudanças na direção da Secretaria e do Departamento. Assim, a
atual gestão planeja desenvolver essa inciativa no segundo semestre do ano de 2017, com a previsão
de realizar ou participar de reuniões com as Ouvidorias de Políticas Sociais e de Direitos Humanos.

OE 10 - Iniciativa I05
Fomento e apoio à Participação Social e Política de Mulheres, Negros, Povos e Comunidades
Tradicionais, Juventude, LGBT e Pessoas com Deficiência, Respeitadas as suas
especificidades nos seus processos de formulação e implementação de Políticas Públicas de
Saúde.
Responsável: Departamento de Apoio à Gestão Participativa – DAGEP
População Negra
Foram realizadas as seguintes ações de apoio ao movimento social e às gestões estaduais e
municipais, a fim de fomentar a participação social na implementação da Política Nacional de
Saúde Integral da População Negra e promover a saúde integral dessa população, como se segue:
 Oficina de Trabalho “Eixos Condutores para a Promoção de Saúde da População Negra na
Década Internacional de Afrodescendentes”, no período dos dias 05 e 0 6 de maio de 2016.
A Oficina teve a participação de representantes de movimentos sociais negros que atuam no
tema da saúde, pesquisadoras/es, bem como trabalhadores/as do SUS e gestores. Nesse
sentido, visa-se incluir a temática etnicorracial nas capacitações, assim como na política
nacional, estadual e municipal de educação permanente de trabalhadoras/es do SUS,
especialmente para o combate ao racismo institucional, interpessoal e racismo internalizado,
fortalecendo processos de humanização no SUS e emancipação de negras e de negros. O
evento teve além do relatório final, a pactuação de uma Carta que demonstra os interesses de
avanços da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, e como a agenda
temática da saúde deve ser espelhada no âmbito da Década Internacional de
Afrodescendentes.
 Apoio à Plenária Nacional da Coordenação Nacional de Comunidades Quilombolas –
CONAQ. O evento teve como objetivo discutir e prestar contas referentes ao ano de 2015.
Ademais, discutiu-se a constituição de uma Associação Quilombola. A Plenária foi realizada
nos dias 19 e 20 de maio de 2016, em Brasília/DF, com aproximadamente 80 participantes.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 35


 Contato com todas secretarias estaduais de saúde para atualização de informações das
instâncias de saúde da população negra e/ou equidade. Ademais, foi solicitado o
encaminhamento de materiais do DAGEP para uma lista de instituições, a exemplo dos
comitês estaduais e municipais de população negra, Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros –
NEABs, unidades básicas de saúde, conselhos estaduais e municipais de saúde, dentre
outros.

Destaca-se a pouca articulação do DAGEP em relação às instâncias estaduais e municipais de


saúde da população negra.
É importante que o departamento possa se aproximar dessas instâncias para potencializar a
implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, bem como capilarizar a
pauta para as realidades locais, fortalecendo os processos monitoramento e avaliação.

População LGBT
Durante 2016 foram realizadas ações de apoio ao movimento social e gestões estaduais e
municipais, a fim de fomentar a participação social na implementação da Política Nacional de
Saúde Integral LGBT e promover a saúde integral dessa população. Foram 13 atividades apoiadas
pelo DAGEP, sendo duas na região Norte, seis na região Nordeste, uma na região Centro-Oeste,
três na região Sudeste e uma na região Sul. O DAGEP também participou, por meio de
representações técnicas, de eventos organizados pelo movimento social LGBT ou por gestões locais
de saúde, em todas as regiões do país.

Ações realizadas pelo DAGEP/SGEP em 2016, com participação do movimento social:


 Lançamento do Livro Transexualidade e Travestilidade na Saúde durante Fórum Social
Mundial em Porto Alegre/RS, realizado de 19 a 23 de janeiro de 2016.
 Realização, em parceria com o DIAHV/SVS, do lançamento da Campanha de
Visibilidade Trans, 27 de janeiro de 2016.
 Realização da 13ª Reunião do Comitê Técnico de Saúde Integral LGBT, 14 e 15 de
março de 2016.
 Lançamento da Campanha de Saúde de Homens Gays e Bissexuais, em 26 de abril de
2016.
 Conferências Nacionais:
 Participação na 3ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de LGBT, 24 a 27 de abril
de 2016.
 Participação na 4ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, 10 a 13 de maio de
2016.
 Participação no Seminário Nacional de Saúde das Mulheres, preparatório para a 2ª
Conferência Nacional de Saúde das Mulheres (a ser realizada em 2017), 4 e 5 de
novembro de 2016.

Em 2016 também foram distribuídas publicações sobre saúde integral LGBT para todas as
secretarias estaduais de saúde, secretarias municipais de capitais e cidades com mais de 300 mil
habitantes, entidades nacionais de representação da sociedade civil e demais instituições que
solicitaram diretamente o envio de materiais gráficos.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 36


Pontos Críticos: devido à reestruturação do Ministério da Saúde, os fluxos para a análise e
avaliação de apoios ao movimento social foram alterados. Tais alterações acarretaram em períodos
maiores de espera para enviar respostas aos movimentos sociais. A realização de reuniões do
Comitê Técnico de Saúde Integral LGBT também foi afetada devido à reestruturação.

Recomendações: fortalecer a participação dos movimentos sociais dentro dos espaços de


controle social como os Conselhos de Saúde, Comitês Estaduais e Municipais de Saúde LGBT e de
Equidade em Saúde; Acompanhar a realização das etapas municipais, estaduais e nacional da 2ª
Conferência Nacional de Saúde das Mulheres. Para tanto, o DAGEP tem participado, junto com o
Conselho Nacional de Saúde e com a Coordenação Nacional de Saúde das Mulheres, de reuniões de
organização, relatoria e mobilização, buscando qualificar e garantir a participação de todas as áreas
do Ministério da Saúde na referida conferência.

População em Situação de Rua


O Ministério da Saúde (MS), ao eleger como modelo a criação de uma política pública de
saúde para a população em situação de rua em convergência com as diretrizes da atenção básica e a
lógica da atenção psicossocial com sua proposição de trabalhar a redução de danos, assume
legitimamente a responsabilidade da promoção da equidade, garantindo o acesso dessa população às
outras possibilidades de atendimento no SUS, com a implantação dos Consultórios na Rua.

A Política Nacional de Atenção Básica – PNAB/Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011,


caracteriza a atenção básica como um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo,
que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento,
a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde, com o objetivo de desenvolver uma
atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e
condicionantes de saúde das coletividades. A atenção básica considera o sujeito em sua
singularidade e inserção sociocultural, buscando produzir a atenção integral, sendo o contato
preferencial dos usuários com os sistemas de saúde, orientando-se pelos princípios da
universalidade, da acessibilidade e da coordenação do cuidado, do vínculo e do acompanhamento
longitudinal, da integralidade, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação
social.

As ações do Ministério da Saúde para promover a saúde da população em situação de rua


são orientadas pelo Plano Operativo de Ações para a Saúde da População em Situação de Rua
(PSR) instituído por meio da Resolução nº 02 de 27 de fevereiro de 2013. Esse plano cria e organiza
em eixos as estratégias e ações para a saúde dessa população, as quais estão demandadas pela
Política Nacional para a População em situação de rua, criada pelo Decreto Presidencial nº 7053, de
23 de dezembro de 2009. Entendemos que esse Plano vem avançando por meio das atividades que
foram realizadas durante o ano de 2016.

As ações realizadas pelo DAGEP focada nos Eixos I - Inclusão da PSR no escopo das redes
de atenção à saúde; Eixo 3 - Educação Permanente em Saúde na abordagem da Saúde da população

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 37


em situação de rua e Eixo 4 - Fortalecimento da participação e do controle social deste Plano
Operativo. Entre as ações realizadas em 2016, destacamos as seguintes:
 Reunião do Comitê Técnico de Saúde da População em Situação de Rua: avaliação do
Plano Operativo de Ações em Saúde para a Pop Rua e pactuação de um novo Plano
Operativo.
 Participação no Fórum Social Mundial Temático em 19 a 22 de janeiro de 2016. O
objetivo do evento foi debater e formular propostas acerca do Direito à saúde, Educação
Popular em Saúde e Praticas Tradicionais de Cuidado, nos diversos segmentos da
sociedade.
 Participação no Grupo de Trabalho do CONANDA que discute ações para Crianças e
Adolescentes em Situação de Rua.
 Participação no Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política
Nacional para a Pop Rua.
 Construção da NOTA TÉCNICA CONJUNTA N° 001/2016 - SNAS/MDS, SAS/MS e
SGEP/MS sobre Diretrizes, Fluxo e Fluxograma para a atenção integral às mulheres e
adolescentes em situação de rua e/ou usuárias de álcool e/ou crack/outras drogas e seus
filhos recém-nascidos.
 Participação como Delegado da 12ª Conferência Nacional de Direitos Humanos
representando a vaga do MS no CIAMP Rua.
 Participação na Reunião da Comissão de Direitos da População de Rua da CNDH. O
objetivo desta reunião foi discutir e formular propostas para assegurar os direitos da
População em Situação de Rua, incluindo a Agenda de Convergência para evitar um
processo de higienização durante os Jogos Olímpicos 2016.
 Participação em Reunião da Secretaria de Educação do DF com objetivo de traçar
metodologia para uma política de educação para a Pop Rua do DF, que envolva a
educação em saúde.
 Participação em Reunião com os Conselheiros Tutelares Estaduais com o objetivo de
discutir a Nota Técnica do MS quanto à retirada compulsória de bebês/crianças de
mulheres em situação de rua e/ou usuárias de drogas psicoativas.
 Apoio e participação no III Seminário dos Povos da Rua em Goiânia (GO).
 Participação no Seminário sobre Promoção da Equidade, no Triangulo Sul de Minas
Gerais.
 Reunião em março com a SGTES/MS para discutir um módulo de saúde para a Pop
Rua;
 Reuniões para alinhar a participação do DAGEP com a Revista Traços;
 Participação no 3º Congresso Nacional da População de Rua;
 Participação da Oficina de Capacitação de Profissionais que atuam com a População em
situação de Rua nos dias 14 e 15 de dezembro de 2016, em Maceió, no intuito de
planejar ações para implementação dos comitês técnicos estadual e municipal de saúde,
bem como capacitar lideranças do movimento estadual de população de rua.

Houve baixa adesão aos Consultórios na Rua (hoje existem apenas 144), a carência de
CAPS e de unidades de acolhimento que afetam a concretude do Plano Operativo. Outro fator que

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 38


também compromete a efetividade das ações propostas se reflete na dificuldade de acesso dessa
população aos serviços de saúde.

Assim, recomenda-se continuar o processo de educação permanente dos trabalhadores;


ampliar os equipamentos para atendimento/acolhimento dessa população e principalmente,
aprofundar a articulação com os serviços da assistência social, assim como implementar novos
comitês técnicos de saúde, entendemos que são ações que primordiais para a efetividade na
implementação do Plano Operativo e a resolutividade da saúde da população em situação de rua.
Implantação do Observatório da Pop Rua, como espaço de troca de experiências e estímulo à
produção de conhecimento.

Populações do Campo, das Florestas e das Águas


No ano de 2016 foram realizados Seminários e Grupos de Trabalho relacionados a temas
estratégicos para a implementação da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do
Campo, da Floresta e das Águas.

O Departamento realizou o Seminário Nacional de Saúde, Ambiente e Comunidades


Tradicionais, entre os dias 27 e 29 de julho. Participaram do Seminário aproximadamente 125
pessoas, entre representantes de movimentos sociais do campo, da floresta, das águas e de
comunidades tradicionais, representantes da gestão nos níveis federal, estadual e municipal e
representantes da comunidade acadêmica.

O DAGEP foi responsável pelo Grupo de Trabalho instituído pela Portaria nº 1.965/2015 e
prorrogado pela Portaria nº 533/2016, com o objetivo de construir o plano de trabalho das ações
anunciadas pela Presidenta Dilma Rousseff na V Marcha das Margaridas, que aconteceu em
Brasília nos dias 11 e 12 de agosto de 2015. Fizeram parte desse Grupo de Trabalho representantes
do Ministério da Saúde e dos Movimentos Sociais que compõem a Marcha das Margaridas e o
Grupo da Terra. No ano de 2016 foram realizadas reuniões do Grupo de Trabalho nos dias 15 de
janeiro, 23 a 25 de fevereiro e 04 de abril. No dia 02 de junho, no XXXII Congresso Nacional do
CONASEMS, foi apresentado um relatório final do Grupo de Trabalho, com a descrição dos
problemas e propostas para a saúde dessas mulheres.

Nos dias 18 e 19 de abril de ocorreu a I Reunião Ordinária do Grupo da Terra de 2016. O


Grupo da Terra tem como objetivo monitorar a implementação da Política Nacional de Saúde
Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas. Essa reunião teve como pauta o
planejamento do ano de 2016 com base nas metas do PPA 2016-2019. Participaram da reunião
aproximadamente 30 pessoas, entre lideranças de movimentos sociais, representantes
governamentais e instituições de ensino integrantes do Grupo da Terra.

Destaca-se a pouca articulação do Departamento com as gestões estaduais e municipais de


saúde no que diz respeito ao desenvolvimento de estratégias para a implementação da Política
Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas. Para isso uma

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 39


maior articulação faz-se necessárias e recomenda-se que o Ministério da Saúde, o Conass e o
Conasems avancem na construção de estratégias para a Implementação dessas Políticas.

OE 10 - Iniciativa I06
Realização da 16ª Conferência Nacional de Saúde.
Responsável: Departamento de Apoio à Gestão Participativa - DAGEP
São repassadas amplamente a estados e municípios, as informações e apoio, com base na
legislação vigente, para a constituição dos conselhos de saúde. Assim, todas os estados e municípios
criaram seus respectivos conselhos de saúde, por meio de portaria ou lei, conforme consta no
Sistema de Acompanhamento dos Conselhos de Saúde - SIACS - criado em 2012.

Quanto ao funcionamento, consta que todos os conselhos da esfera estadual e distrito federal
tem seu funcionamento regular, reunindo-se mensalmente conforme preconizado na legislação
vigente. Já os conselhos da esfera municipal, ainda que residualmente, não funcionam regularmente.
De acordo com o SIACS, verificou-se o percentual de 82,61% de conselhos de saúde cadastrados.
Cabe ressaltar que a realização de conferências temáticas de saúde é pauta vinculada à realização
futura da 16ª Conferência Nacional de Saúde. Atualmente encontram-se convocadas para o ano de
2017 a 2ª Conferência Nacional de Saúde da Mulher (Portaria nª 1.016, de 11 de maio de 2016 que
convoca a 2ª Conferência Nacional de Saúde da Mulher) e a 1ª Conferência Nacional de Vigilância
em Saúde (Portaria nª 1.017, de 11 de maio de 2016).

O DAGEP incorporou em seu planejamento de ações o apoio à realização de ambas as


Conferências já tendo realizado nos dias 04 e 05 de novembro de 2016, 01 seminário nacional de
mobilização voltado à integração da pauta destes espaços às populações em situação de iniquidade
no acesso à saúde, bem como outras atividades preparatórias às Conferências.

Participações em Conferências/reuniões: Participação nas reuniões do Conselho Nacional de


Saúde: 277ª Reunião Ordinária CNS - 02 e 03 de fevereiro de 2016; 278ª Reunião Ordinária CNS
16 março; 279ª Reunião Ordinária CNS 17 e 18 março; 280ª Reunião Ordinária CNS, 06, 07 e 08
abril; 281ª Reunião Ordinária CNS 05 e 06 maio de 2016; 282ª Reunião Ordinária CNS 01, 02 e 03
junho de 2016; 283ª Reunião Ordinária CNS 06, 07 e 08 julho de 2016; 284ª REUNIÃO Ordinária
CNS 18 e 19 agosto de 2016; 285ª Reunião Ordinária CNS 15 e 16 setembro de 2016; 286ª Reunião
Ordinária CNS 06 e 07 outubro de2016; 287ª Reunião Ordinária CNS 10 e 11 novembro de 2016 e
288ª Reunião Ordinária CNS 08 e 09 dezembro de 2016. Apoio à realização das etapas do
Planejamento Participativo do Conselho Nacional de Saúde - Oficina de planejamento de ações do
CNS para a Gestão 2016-2018: 1ª Oficina - março e 2ª Oficina- abril 2016. O DAGEP/SGEP ainda
acompanha e participa do grupo ministerial para a realização da 1ª Conferência Nacional de
Vigilância em Saúde (convocada a etapa nacional para novembro 2017) e 2ª Conferência Nacional
de Saúde da Mulher (convocada a etapa nacional para agosto 2017). Este processo prevê a
realização de agendas de mobilização e a produção de conteúdos/materiais educativos.

Participações em Conferências/reuniões:
277ª Reunião Ordinária CNS - 02 e 03 de fevereiro de 2016;
278ª Reunião Ordinária CNS – 16 de março de 2016;

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 40


279ª Reunião Ordinária CNS 17 e 18 de março de 2016;
280ª Reunião Ordinária CNS, 06, 07 e 08 de abril de 2016;
281ª Reunião Ordinária CNS 05 e 06 de maio de 2016;
282ª Reunião Ordinária CNS 01, 02 e 03 de junho de 2016;
283ª Reunião Ordinária CNS 06, 07 e 08 de julho de 2016;
284ª REUNIÃO Ordinária CNS 18 e 19 de agosto de 2016;
285ª Reunião Ordinária CNS 15 e 16 de setembro de 2016;
286ª Reunião Ordinária CNS 06 e 07 de outubro de2016;
287ª Reunião Ordinária CNS 10 e 11 de novembro de 2016
288ª Reunião Ordinária CNS 08 e 09 de dezembro de 2016.

Apoio à realização das etapas do Planejamento Participativo do Conselho Nacional de Saúde


- Oficina de planejamento de ações do CNS para a Gestão 2016-2018: 1ª Oficina - março e 2ª
Oficina- abril 2016.
O DAGEP/SGEP ainda acompanha e participa do grupo ministerial para a realização da 1ª
Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (convocada a etapa nacional para novembro 2017) e
2ª Conferência Nacional de Saúde da Mulher (convocada a etapa nacional para agosto 2017). Este
processo prevê a realização de agendas de mobilização e a produção de conteúdos/materiais
educativos.

Faz-se necessário um acompanhamento sistemático com visitas técnicas às secretarias de


saúde em especial dos municípios de pequeno porte, bem como apoiar processos efetivos de
educação permanente para o controle social no SUS, a fim de propiciar aos membros desses
conselhos de saúde, as condições estruturais necessárias ao funcionamento regular e satisfatório de
seus conselhos de saúde.

OE 11 - Meta M01
Pactuar novos critérios de rateio entre os entes federados a partir das responsabilidades
sanitárias.
Responsável: Departamento de Articulação Interfederativa - DAI
Foi contratada uma consultoria com o objetivo de desenvolver uma proposta metodológica
para orientar o rateio dos recursos federais para os estados, Distrito Federal e municípios,
considerando o financiamento tripartite do SUS, a partir dos critérios estabelecidos no art. 17 da Lei
141, no início do segundo semestre do ano. A proposta apresentada foi estruturada em 3 eixos, a
saber: Eixo 1 – necessidades de saúde (a partir de critérios socioeconômico, geográfico,
demográfico e epidemiológico); Eixo 2 - Capacidade instalada e Eixo 3 - Avaliação de desempenho
da gestão do sistema.

O grupo apresentou uma simulação de resultados a partir da aplicação dos critérios


atribuídos ao Eixo 1 e Eixo 3. O produto que apresenta os critérios para o Eixo 2 (Capacidade
instalada) foi programado para ser entregue em março de 2017. Foi apresentada ao gabinete da
Secretaria Executiva, para discussão no colegiado do Ministro e, posterior discussão na CIT e no
CNS, conforme preconizado na própria Lei 141/12, de modo que seja implementada.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 41


OE 11 - Iniciativa I01
Elaboração e pactuação de forma tripartite dos planos de investimento para 100% das regiões
de saúde.
Responsável: Departamento de Articulação Interfederativa - DAI
Considerando que 2016 foi um ano de muita instabilidade institucional no país e em
particular no Ministério da Saúde, com mudanças substanciais do seu gestor, tendo culminado com
a promulgação do Decreto 8901, em novembro de 2016, que alterou a sua estrutura regimental, já
havia sido apontada a necessidade de rever os processos internos, para melhor integrar as ações
necessárias, junto à Secretaria de Atenção à Saúde que, conforme Decreto 8901, art. 17 cabe: II -
definir e coordenar sistemas de redes integradas de ações e serviços de saúde; e, XV - apoiar
financeiramente os Estados, os Municípios e o Distrito Federal na organização das ações de rede de
atenção à saúde.

No entanto, diante da necessidade de se regulamentar o apoio financeiro requerido para


novos serviços de saúde no SUS, por um ente federado aos demais entes da Federação, foi pactuada
na CIT de dezembro, a Resolução nº10, que dispõe complementarmente sobre o planejamento
integrado das despesas de capital e custeio para os investimentos em novos serviços de saúde no
âmbito do SUS.

OE 12 - Meta M01
Implantar o Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde em 60% das Regiões de Saúde.
Responsável: Departamento de Articulação Interfederativa - DAI
Os 22 Contratos Organizativos da Ação Pública da Saúde (COAP) do Ceará e os 4 do Mato
Grosso do Sul permaneceram vigentes até dezembro de 2016. Os COAP do CE, 20 haviam sido
firmados em agosto de 2012, e aditados na sua vigência, num processo de convalidação dos seus
atos administrativos, em dezembro de 2013 e em dezembro de 2015; os dois, correspondendo às
regiões de saúde de Fortaleza e Iguatu, haviam sido firmados em dezembro de 2015 e aditados
conjuntamente com os demais em dezembro de 2015. Dos 4 COAP do MS, correspondentes às 4
regiões de saúde do Estado, foram firmados em agosto de 2012 e aditados em dezembro de 2015.
Em novembro, foi realizada uma reunião tripartite, com representantes do Ministério da Saúde,
Conass, Conasems e representantes dos Estados envolvidos diretamente no processo de
contratualização interfederativa, para discutir a situação político-administrativa deste processo,
considerando o término do prazo dos mesmos no final do ano. Já havia sido colocado o desinteresse
em formalizar mais um termo aditivo aos COAP, somente com a intenção de prorrogar sua
vigência, sem observar de fato a viabilidade da sua implementação, por meio do planejamento, da
organização das redes de atenção, do financiamento, do cumprimento de metas, dentre outros
aspectos relevantes para uma gestão eficaz do SUS. A questão foi debatida em cada um dos Estados
envolvidos, cuja decisão bipartite, de não aditar meramente os COAP, foi levada ao conhecimento
do plenário da CIT e encaminhado para avaliação da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde -
Advocacia-Geral da União, que esclareceu que a adesão ao COAP pelos entes federativos não é
obrigatória, visto ter sido regulamentado por um Decreto e que apenas uma Lei, em sentido formal
poderia estabelecer este tipo de obrigação. Nesse sentido, o alcance de uma meta que dependa da
vontade política de entes autônomos não está sob a gestão de um ente apenas. Desse modo, faz-se
necessário, inclusive, em momento oportuno e com os instrumentos oportunos, a revisão da meta do

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 42


PPA federal em questão, a partir da avaliação dos resultados de ações, projetos e atividades que de
fato estejam sob a governabilidade do Departamento.

Registra-se, ainda, que no final do ano de 2015, o Ministério da Saúde havia recebido o
Acordão TCU nº 1714, onde fora solicitado ao Ministério da Saúde que realizasse um diagnóstico
das causas de não adesão ao COAP e elaborasse um plano de ação com vistas a enfrentá-las, donde
foram identificadas algumas causas, dentre as quais se destacam as imprecisões e ambiguidades
contidas no texto do Decreto 7.508/2011 e na Resolução da Comissão Intergestores Tripartite (CIT)
nº 03/2012; as responsabilidades municipais são as únicas objetivamente explicitadas, no modelo do
COAP vigente, gerando assimetria no compromisso contratual e, consequentemente, insegurança
jurídica do ponto de vista dos gestores municipais; uma cultura de centralização, hierarquização e
verticalismo ainda predominante no sistema, contrariando a ideia central de negociação/pactuação
entre os três entes da Federação, resultando em corresponsabilidades mal definidas; a dissociação
entre o processo de contratualização interfederativa e o financiamento das ações e serviços de
saúde; a baixa capacidade político-administrativa e técnica de municípios e alguns estados,
limitando sua participação enquanto atores do processo de planejamento, negociação, pactuação e
gestão do sistema de saúde e, por fim, a constatação de que o COAP, longe de ser um processo em
que a boa técnica possa garantir seu êxito, resulta da negociação e entendimento entre múltiplos
atores, dependendo fundamentalmente da vontade política dos envolvidos em sintonia. Na
sequência e, por ocasião do recebimento do Acórdão TCU 2.888, em novembro de 2015, que
avaliou aspectos de governança da pactuação intergovernamental no Sistema Único de Saúde
(SUS), foi recomendada pela Egrégia Corte, a discussão em reunião da CIT para regulamentar os
critérios legais para o rateio dos recursos federais vinculados à saúde, integrando os incentivos
financeiros oferecidos pelo MS, de modo a reduzir o excesso de normas; evitando sobreposições de
responsabilidades; e, considerando as fragilidades técnicas e financeiras da maior parte dos
municípios brasileiros; ainda, a revisão do modelo do COAP, incluindo o estabelecimento de
sanções nos casos de inadimplemento de responsabilidades assumidas; o diagnóstico das
necessidades de saúde, para subsidiar a elaboração de emendas parlamentares na área da saúde; a
adoção de medidas para o aperfeiçoamento da orientação e do apoio técnico e financeiro a estados e
municípios relativo à regionalização e à implementação do COAP e a estruturação de processo de
gestão de riscos da implementação do COAP. Estas recomendações do TCU foram levadas a debate
com representantes das diversas áreas do Ministério da Saúde, representantes do Conselho Nacional
de Secretários de Saúde – CONASS e Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde –
CONASEMS em oficina realizada no início do ano, cujo objetivo foi o de discutir o tema para o
aperfeiçoamento do modelo de governança e da pactuação intergovernamental do Sistema e propor
uma agenda de enfrentamento desses problemas identificados, mas as ações ficaram suspensas com
a mudança da direção do MS, dada a necessidade de reorganização interna da estrutura do
Ministério da Saúde. Em julho, em reunião do Plenário da Comissão Intergestores Tripartite (CIT),
foi então pactuada a constituição de subgrupo tripartite, formalizado por meio da Resolução CIT nº
3/2016, com a finalidade de rever o Decreto 7.508/2011, e apresentar propostas em até 90 (noventa)
dias, tendo sido prorrogada a sua vigência por mais 120 dias, na CIT de dezembro de 2016, dada a
complexidade dos temas centrais, a saber, a regionalização, a organização das redes de atenção, a
governança regional, o modelo de financiamento e o próprio instrumento de pactuação regional,
visando propor um objeto de contratualização e uma nova terminologia para o COAP.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 43


Houve também uma discussão importante, em seminário promovido pela Comissão de
Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados, cuja pauta foi o disposto no Projeto de Lei
nº 1645/2015: "a integração das ações e serviços em regiões de saúde, mediante Contrato
Organizativo de Ação Pública da Saúde (COAP), e disciplina a associação regional de saúde e o
atendimento integral". O debate concluiu que o PL 1645/2015 dispõe de temas que já foram
normatizados, embora ainda sejam necessárias adequações à sua efetiva implementação, o que vem
sendo trabalhado pelos gestores do SUS. Em relação à associação regional de saúde, proposição da
PL, também se reconheceu a necessidade de aprofundar a pertinência de criação deste dispositivo
tendo em vista que, outras experiências, com finalidade semelhante, encontram-se em curso, como é
o caso das Comissões Intergestores Regionais (CIR) e dos Consórcios Intermunicipais. O autor da
proposição, Deputado Odorico Monteiro, acolheu a proposta dos participantes em retirar de pauta o
PL 1645/2015, na perspectiva de que futuramente fosse reapresentado, devidamente alinhado com a
proposta tripartite para o fortalecimento do SUS e comprometeu-se em realizar 2 seminários nos
Estados que implementaram o processo de contratualização interfederativa para que se possa ter
mais elementos de subsídio aos ajustes necessários.

OE 12 - Meta M02
Apoiar os entes da federação para que 100% tenham Planos de Saúde.
Responsável: Departamento de Articulação Interfederativa - DAI
A Estratégia de Apoio Institucional, enquanto estratégia federal de cooperação
interfederativa para os processos de planejamento, regionalização, pactuação de metas e
contratualização entre os entes da Federação, manteve apoiadores de campo em 14 Estados com
orientação de apoiar prioritariamente as ações de combate ao aedes aegypti, dada a situação
epidemiológica emergencial relacionada à epidemia do Zika vírus, em particular na região Nordeste
até final de junho de 2016. O modelo adotado para a estratégia de apoio institucional ganhou
destaque a partir do 2º semestre do ano, dada a decisão da nova gestão em incorporar esta função de
apoio aos Núcleos Estaduais do MS (NEMS), visando construir uma Política Nacional de Apoio à
Gestão do SUS, tendo sido realizadas videoconferências com todos os NEMS, para aproximação e
discussão do tema.

Para além disso, a equipe técnica do departamento esteve presente em alguns eventos,
visando promover o debate e a qualificação do processo de implementação da gestão compartilhada
do SUS, considerando os processos de planejamento e de regionalização, dentre os quais
destacamos a Oficina de Fortalecimento do Planejamento Regional Integrado no estado do
Tocantins, realizada em Palmas/TO, cujo objetivo foi construir uma proposta de contratualização
com ênfase nas responsabilidades organizativas, a fim de fortalecer o Planejamento Regional
Integrado no estado; o III Congresso Cosems do ES, para debate dos desafios da contratualização
no Estado, envolvendo aspectos relacionados à regionalização, descentralização e espaços de
governança e planejamento regional; a oficina de retomada do processo de regionalização da saúde
em Roraima, demandada pelo Ministério Público do Estado, e promovida pela SESAU e
Cosems/RR, com o objetivo de avançar no processo de regionalização da saúde no estado, a partir
das bases conceituais trazidas pelo Decreto 7.508/2011; o Congresso COSEMS/PI - Oficina

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 44


"Instrumentos de Planejamento em Saúde", com o objetivo de construir uma proposta de trabalho
para que os municípios regularizassem a apresentação de planos municipais e relatórios de gestão
no sistema SARGSUS, a fim de fortalecer o Planejamento Regional Integrado no estado do Piauí.
Foram realizadas ainda oficinas no Estado do Piauí, sobre os instrumentos de planejamento do SUS,
com foco na elaboração do Plano Municipal de Saúde. Essas oficinas ocorreram simultaneamente
nas cidades de Teresina e Picos, contando com Secretários Municipais de Saúde e técnicos
municipais da área de planejamento. Ao todo participaram dessas oficinas, 79 pessoas de 63
municípios. Realizada oficina no Estado do Acre, também sobre os instrumentos de planejamento
no SUS e o treinamento na ferramenta Mapa da Saúde, com a participação representantes da
Secretaria de Estado de Saúde do Acre, de duas regiões de saúde, das secretarias municipais de
saúde: Acrelândia, Brasiléia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Manuel Urbano, Plácido de Castro,
Porto Acre, Rio Branco, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira, Senador Guiomar, Tarauacá e
Xapuri. Assim, 14 das 22 secretarias municipais estiveram presentes no evento e foram capacitados
na utilização da ferramenta Mapa da Saúde, aproximadamente 14 novos usuários, de modo a se
constituírem multiplicadores da ferramenta no estado. Da participação no XXXII Congresso
Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Congresso do Conasems), realizado em
Fortaleza/CE, destaca-se o seminário sobre "Regionalização e Pacto Federativo para o
fortalecimento do SUS" e o Curso "Ser Gestor - Encerramento da Gestão".
Do ponto de vista da informação dos instrumentos de planejamento estadual em Saúde e, de
acordo com o SARGSUS, os estados de AM, AP e RO (Norte); BA, CE, RN e SE (Nordeste); e o
RS (Sul) não haviam informado a existência do Plano Estadual de Saúde 2016-2019; considerando
o Relatório de Gestão referente ao ano anterior (2015), apenas o Distrito Federal não o havia
enviado. Do ponto de vista municipal, não há informação do Plano Municipal de Saúde (PMS) em
apenas 6% dos municípios brasileiros (319) e com relação ao Relatório de Gestão do ano anterior
(2015), 15% dos municípios ainda não o haviam enviado aos respectivos conselhos de saúde,
utilizando o sistema.

Foi, ainda, disponibilizado o Manual de Planejamento do SUS, volume 4 da "Série


Articulação Interfederativa", fruto de uma parceria entre o DAI e o Departamento de Ciências
Sociais da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (DCS/ENSP/Fiocruz),
com o objetivo de auxiliar os gestores na elaboração de instrumentos para o planejamento de ações
de saúde, na página eletrônica do departamento, ícone de “Publicações”, tendo sido, também,
distribuídos 27.912 exemplares para todos os estados.

OE 12 - Meta M03
Apoiar os entes da federação para que 100% tenham Conselhos de Saúde legalmente
instituídos e em funcionamento.
Responsável: Departamento de Apoio à Gestão Participativa - DAGEP
São repassadas amplamente a estados e municípios, as informações e apoio, com base na
legislação vigente, para a constituição dos conselhos de saúde. Assim, todas as Unidades da
Federação e Municípios criaram seu respectivo conselho de saúde, por meio de portaria ou lei,
conforme consta no Sistema de Acompanhamento dos Conselhos de Saúde - SIACS - criado em
2012. Quanto ao funcionamento, consta que todos os conselhos da esfera estadual e Distrito Federal
tem seu funcionamento regular, reunindo-se mensalmente conforme preconizado na legislação

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 45


vigente. Já os conselhos da esfera municipal, ainda que residualmente, não funcionam regularmente.
De acordo com o SIACS, verificou-se o percentual de 80,61% de conselhos de saúde cadastrados.

Dada a grande rotatividade da gestão municipal, a dificuldade e por vezes impossibilidade


de acesso à internet, bem como a outros meios de comunicação, além da correlação das forças
políticas e econômicas, os conselhos não recebem da gestão local, a estrutura necessária ao
funcionamento regular dos conselhos de saúde, fato mais comum nos municípios de pequeno porte.
Exemplo disso é a dificuldade em garantir o espaço físico para instalação de antena e decodificador
e ouros equipamentos do Programa de Inclusão Digital doados pelo Ministério da Saúde a esses
Conselhos.

Assim, faz-se necessário um acompanhamento sistemático com visitas técnicas às


secretarias de saúde em especial dos municípios de pequeno porte, bem como apoiar processos
efetivos de educação permanente para o controle social no SUS, a fim de propiciar aos membros
desses conselhos de saúde, as condições estruturais objetivas necessárias ao funcionamento regular
e satisfatório de seus conselhos de saúde.

OE 12 – Iniciativa I01
Aprimoramento dos instrumentos de gestão sistêmica, garantindo que as responsabilidades
sanitárias dos entes se expressem nos respectivos Planos de Saúde.
Responsável: Departamento de Articulação Interfederativa - DAI
O aprimoramento dos instrumentos de gestão sistêmica, a exemplo do Contrato
Organizativo da Ação Pública da Saúde, pressupunha uma agenda intensa de articulação entre as
áreas do Ministério da Saúde, além da articulação com os representantes das SES (CONASS) e das
SMS (CONASEMS). No entanto, as significativas mudanças pelas quais o Ministério da Saúde
passou no ano de 2016, não propiciaram um contexto favorável para tal articulação e acúmulo
dessas discussões, por razões já apontadas anteriormente. Um grupo tripartite foi constituído, no
início do 2º semestre do ano, com a finalidade de rever o próprio Decreto 7.508/11 e,
consequentemente o COAP, tendo tido seus trabalhos prorrogados por mais tempo, dado o contexto
de mudanças na direção institucional, além de questões outras, notadamente no que diz respeito ao
consenso sobre o financiamento do sistema e a transferência de recursos federais aos demais entes
da Federação.

OE 12 - Iniciativa I03
Tipificação de 100% das regiões de saúde, observando a capacidade de garantir a atenção
integral à saúde.
Responsável: Departamento de Articulação Interfederativa - DAI
Foi instituído um cronograma de reuniões de discussão sobre a regionalização no SUS,
marcada fortemente pelas orientações do Decreto 7508/11, envolvendo, inicialmente, as diversas
secretarias do MS, posteriormente estendida a representantes do Conass e Conasems, destacando-se
a necessidade de garantir o acesso, organizar a rede e o planejamento no SUS; oferta de serviços
versus necessidades em saúde; revisão normativa do processo da regionalização e a necessidade de

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 46


alinhar os conceitos existentes sobre o tema da regionalização; a discussão dos resultados de
estudos e pesquisas, firmados com instituições parceiras, seja com a Fundação Osvaldo Cruz
(Fiocruz), seja com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), com vistas a aprimorar o
entendimento sobre esse processo bem complexo na gestão do sistema, que é o do processo de
regionalização. Foram eles: "A governança regional do SUS: estudo de caso na região de saúde do
Juazeiro do Norte/CE" - Patrícia Ribeiro (Fiocruz)/Oswaldo Tanaka (USP); "Indicadores de
recursos em saúde e capacidade regional e avaliação, pelos gestores municipais, da implementação
dos processos de regionalização, planejamento e contratualização interfederativa, considerando o
Decreto 7508/11" - José Mendes e Marcelo Rasga (Fiocruz); a apresentação e discussão da
metodologia PROADESS - Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde, com destaque para o
desempenho das regiões de saúde e utilização de sua plataforma—Francisco Viacava (Fiocruz).

3.3.2 - Outros resultados da gestão

Outros resultados da gestão da Secretaria alcançados no exercício de 2016, que não estão
explicitados no PEMS 2016-2019, apresentados por departamento, incluindo as ações
desenvolvidas pela Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Saúde.

Departamento de Apoio à Gestão Participativa – DAGEP


O DAGEP atua apoiando a gestão, movimentos sociais e os conselhos de saúde no exercício
do controle social das políticas e ações de saúde, em especial as políticas de promoção da equidade,
de educação popular em saúde e na mobilização social em defesa do direito à saúde. Para tanto,
realizou em 2016, além das já contempladas no item anterior, diversas ações com esse objetivo,
entre as quais se destacaram:

Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS) - Prêmio Victor Valla -


segunda edição, com 202 experiências inscritas, distribuídas em quatro categorias: Textos
Artísticos, Produções Audiovisuais e Musicais, Narrativas e Relatos e Sistematizações. Esse
número foi bastante satisfatório e a diversidade de experiências inscritas surpreenderam, pois
contemplaram ações de grupos e coletivos de movimentos populares, de trabalhadores (as), de
gestores (as) e de pesquisa, ensino e extensão popular que desenvolvem ações de educação popular
em saúde nos serviços de saúde e nas comunidades. Os trabalhos expressaram o mapeamento, o
diálogo e o compartilhamento de saberes e práticas populares de cuidado desenvolvidas e
multiplicadas nas diversas comunidades de todo o país. Essas práticas resgatam e fortalecem o
conhecimento popular e promovem a autonomia dos sujeitos no enfrentamento de suas situações em
saúde, reforçando a necessidade de aproximação dos saberes técnico-científicos aos saberes
ancestrais/tradicionais de nossa população. A Premiação foi realizada na Tenda Paulo Freire
durante o 7º Congresso Brasileiro de Ciência Sociais e Humanas em Saúde, de 9 a 12 de outubro de
2016, em Cuiabá/MT.

Tendas de Educação Popular - em 2016, o Departamento apoiou as Tendas Paulo Freire


em congressos e eventos relacionados à saúde: em parceria com o Fórum Social Temático e

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 47


Seminário Saúde e Democracia, que contou com a 15ª Reunião do Comitê Nacional de Educação
Popular em Saúde, realizado em janeiro de 2016 em Porto Alegre/RS; no 12º Congresso da Rede
Unida, realizado no período de 21 a 24 de março de 2016, em Campo Grande/MS; no Fórum de
Educação Popular – FREPOP, realizado em julho de 2016, em Recife/PE; Tenda Paulo Freire -
Diversidade e Alteridade: diálogo e cuidado em saúde realizada durante o 7º Congresso Brasileiro
de Ciências Sociais e Humanas em Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva –
ABRASCO, no período de 10 a 12 de outubro de 2016, em Cuiabá, MT; a Tenda de Educação
Popular em Saúde Maria José Rossi no 68º Congresso Brasileiro de Enfermagem, da Associação
Brasileira de Enfermagem (ABEN), em outubro de 2016, em Brasília/DF; a Tenda Maria Carolina
de Jesus realizada em parceria com a Organização Pan Americana de Saúde - OPAS, que teve como
tema central raça e gênero. Tais espaços contaram com a participação de mais de 5000 (cinco mil)
pessoas.

V Encontro Nacional da Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação


Popular em Saúde (ANEPS) - realizado em Brasília/DF, no período de 04 a 06 de julho de 2016,
com o apoio do DAGEP. O encontro teve como tema: Em Defesa do SUS, Patrimônio Brasileiro e
objetivou o fortalecimento e organização da ANEPS nos 26 estados e no Distrito Federal, para que
a nível nacional as relações fossem fortalecidas e ampliadas. Ademais, a motivação de organizar
processos formativos, mobilizadores e de resistência, pautados nos princípios da Educação Popular
em Saúde.

Política Nacional de Saúde Integral LGBT - Processo Transexualizador - entre 2008 e


2013 havia quatro serviços habilitados no processo transexualizador. Em 2013 esse serviço foi
ampliado e redefinido por meio da Portaria GM/MS nº 2.803. Em 2014 um novo serviço foi
habilitado, e em dezembro de 2016 houve a habilitação de quatro novos serviços.

Dessa forma, nove estabelecimentos de saúde estão habilitados pelo Ministério da Saúde
para prestar a atenção especializada no processo transexualizador, sendo que cinco desses serviços
estão habilitados a realizar procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos e os outros quatro realizam
apenas procedimentos ambulatorial.

Os seguintes serviços estão habilitados a realizar procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos:


Hospital Universitário Pedro Ernesto - Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ;
Hospital de Clínicas de Porto Alegre - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto
Alegre/RS; Hospital das Clínicas - Universidade Federal de Pernambuco, Recife/PE; Hospital de
Clínicas da Faculdade de Medicina da USP - Fundação Faculdade de Medicina MECMPAS, São
Paulo/SP; e Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, Goiânia/GO.

Os seguintes serviços foram habilitados em dezembro 2016 e realizam atendimento apenas


ambulatorial: Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), Rio de Janeiro/RJ; Hospital
das Clínicas de Uberlândia, Uberlândia/MG; Centro de Referência e Treinamento (CRT)
DST/AIDS, São Paulo/SP; e Centro de Pesquisa e Atendimento para Travestis e Transexuais
(CPATT) do Centro Regional de Especialidades (CRE) Metropolitano, Curitiba/PR.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 48


Estão em funcionamento ainda quatro serviços de referência para o processo
transexualizador, criados e mantidos por iniciativa local: Ambulatório AMTIGOS do Hospital das
Clínicas de São Paulo, São Paulo/SP; Ambulatório para travestis e transexuais do Hospital
Clementino Fraga, João Pessoa/PB; Ambulatório transexualizador da Unidade de Referência
Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (UREDIPE), Belém/PA; e
Ambulatório de Saúde Integral Trans do Hospital Universitário da Federal de Sergipe Campus
Lagarto, Lagarto/SE.

A fim de apoiar a habilitação de serviços já existentes e fomentar a implantação de novos


serviços do processo transexualizador, em 2016 foram realizadas reuniões e visitas técnicas a
algumas localidades: São Paulo/SP, Vitória/ES, Salvador/BA, João Pessoa/PB, Curitiba/PR,
Aracaju e Lagarto/SE e Campo Grande/MS.

Participação do DAGEP em Comissões do Conselho Nacional de Saúde - no ano de


2016 o DAGEP formalizou a participação em quatro comissões do Conselho Nacional de Saúde
como representantes do Ministério da Saúde:
• Comissão Intersetorial de Educação Permanente para o Controle Social do SUS – CIEPCSS
• Comissão Intersetorial de Políticas de Promoção da Equidade (CIPPE)
• Comissão Intersetorial de Promoção, Proteção, Práticas Integrativas e Complementares em
Saúde – CIPPSPICS
• Comissão Intersetorial de Atenção a Saúde das Pessoas com Deficiência – CIASPD

Seminário sobre Acórdão do TCU em ações de Qualificação do Conselho Nacional de


Saúde e da Gestão Participativa - A SGEP, por meio do DAGEP, realizou, em outubro de 2016, o
Seminário sobre o Acórdão do TCU que trata de ações de Qualificação do Conselho Nacional de
Saúde e da Gestão Participativa.

Eventos apoiados no ano 2016 em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde


(OPAS)
• Oficina do Projeto Educação em Saúde para as Pescadoras Artesanais.
• I Simpósio Internacional de Saúde da População Negra (SISPN), durante o qual foi
realizada também a III Reunião do Comitê Técnico de Saúde da População Negra de 2016;
• 5º Congresso Nacional da União de Negro pela Igualdade – UNEGRO.
• Reunião da Direção Nacional da UNALGBT e participação na 20ª Parada do Orgulho
LGBT.
• Reunião do Comitê Técnico Saúde da População em Situação de Rua.
• Encontro das Religiões Afro-Brasileiras, População LGBT, Acolhimento Humanos.
• Oficina para subsidiar estratégias de promoção da equidade em saúde, em especial da saúde
da população negra e povos tradicionais de matriz africana de terreiros e ciganos.
• Oficina para subsidiar estratégias para o fortalecimento da gestão participativa, do controle
social e de promoção da equidade em saúde.
• Oficina para subsidiar estratégias para o fortalecimento da gestão participativa,
principalmente no que tange à Saúde da População em Situação de Rua.
• 9º Seminário Nacional de Lésbicas e mulheres Bissexuais – SENALESBI.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 49


• Reunião da Coordenação Nacional da União Brasileira de Mulheres.
• Reunião do Comitê Técnico de Saúde da População Negra.
• Reunião da Prestação de serviços técnicos para subsidiar estratégias para o fortalecimento da
gestão participativa.
• Reunião da Coordenação Nacional da União Brasileira de Mulheres.
• Reunião do Comitê Técnico de Saúde da População Negra.
• Seminário Nacional de Saúde, Ambiente e Comunidades Tradicionais.
• V Encontro Nacional da ANPES (Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de
Educação Popular e Saúde).
• Oficina Nacional do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde.
• Reunião da Banca de Avaliação da 2ª Edição do Prêmio Victor Valla.

Publicações distribuídas
• Cartaz da Campanha Cuidar bem da saúde de cada um faz bem para todos. Faz bem para o
Brasil (Saúde Trans) – 100.000 exemplares.
• Cartilha da Campanha - Cuidar bem da saúde de cada um faz bem para todos, faz bem para
o Brasil - Atenção integral à saúde da população trans – 5.000 exemplares.
• Cartaz da Campanha - Cuidar bem da saúde de cada um faz bem para todos. Faz bem para
o Brasil (Homens Gays e Bissexuais) – 105.000 exemplares.
• Livro Transexualidade e Travestilidade em saúde (1ª reimpressão) – 1.473 exemplares.
• Revista Painel de indicadores do SUS nº 10 - Temático: Saúde da População Negra -
21.000 exemplares (publicação realizada em parceria com DAI).
• Folder do Prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde – 5.000 exemplares.
• Livro Ideias e Dicas para o Desenvolvimento de Processos Participativos em Saúde – 597
exemplares.
• Cartilha: Subsídios para Cuidado à Saúde do Povo Cigano – 5.000 exemplares.

Sistemas de Informação em Saúde - em 2016 o DAGEP colaborou com a Coordenação-Geral


de Acompanhamento e Avaliação/DAB/SAS na produção do manual do CDS/e-SUS AB, que
orienta os trabalhadores de saúde no preenchimento do Cadastro Individual, levando em
consideração o nome social, identidade de gênero e orientação sexual dos usuários. Em 2016 o
DAGEP também elaborou uma Nota Técnica demonstrando as especificidades de informação em
saúde da população LGBT, a fim de subsidiar a implantação da Estratégia e-Saúde em consonância
com a Política Nacional de Saúde Integral LGBT. Participou no processo de formulação e
implementação no e-SUS, principalmente no que diz respeito ao quesito raça-cor.

Cuidado à População Migrante - a SGEP, por meio do DAGEP, e em parceria com a


Secretaria de Estado da Saúde de Roraima e a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS/OMS)
realizou, no dia 19 de dezembro de 2016, em Boa Vista/RR, o “Encontro para Construção de
Estratégias de Promoção de Cuidado a População Migrante em Roraima: a Gestão participativa
como mecanismo de diálogo, mediação de conflitos e reconhecimento de impactos da Migração no
Sistema Único de Saúde”. O encontro contou com a participação de representantes do Ministério da
Saúde, Secretaria Estadual de Saúde de Roraima, Defesa Civil de Roraima, Secretaria Municipal de
Saúde de Boa Vista e movimentos sociais.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 50


Departamentos de Nacional de Auditoria do SUS – DENASUS
Em 2016, o Denasus elencou sete ações prioritárias para atuação, as quais são: Farmácia
Popular, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Unidade Odontológica Móvel,
Dispositivos Médicos Implantáveis, Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica e
Relatório de Gestão. Essas ações representaram 50% de todas as atividades realizadas durante
nesse período. Os outros 50% correspondem a atividades loco-regionais (que são as ações
prioritárias de cada unidade federativa), passivos (que são atividades que deveriam ser realizadas no
exercício anterior, porém, por algum motivo justificável foram realizadas em 2016) e atividades
realizadas para atendimento de demandantes externos, tais como Ministério Público Federal e
Polícia Federal.

Das ações prioritárias foram realizadas 427 atividades, sendo: 291 atividades em Farmácia
Popular, 44 atividades em Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, 36 atividades em Unidade
Odontológica Móvel, 10 atividades em Dispositivos Médicos Implantáveis, 6 atividades em
Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica e 30 atividades em Relatório de Gestão

Além das atividades de controle, o Denasus planejou cursos de capacitação, encontros


regionais para reunir os técnicos dos três componentes do SNA totalizando dez eventos. Destaca-se
o Curso de Média e Alta e Complexidade, que teve como objetivo o treinamento dos auditores dos
três componentes do SNA na realização de auditorias para avaliar a assistência oncológica referente
ao acesso integral e tempestivo quanto ao tratamento hospitalar, clínico/cirúrgico oncológico e
ambulatorial, quimioterápico e radioterápico dos usuários do SUS diagnosticados com câncer, bem
como os mecanismos de regulação utilizados pelos gestores do SUS para garantia e tempestividade
do acesso dos pacientes.

Muitas atividades, especialmente de capacitação, tiveram que ser reavaliação devido a


mudanças na direção da Secretaria e do Departamento, bem como nas Seções de Auditoria,
ocorridas em meados do ano. Com isso cerca de 70% de atividades de capacitação planejadas para o
2º semestre do ano não foram realizadas.

Departamento de Ouvidoria Geral do SUS – DOGES


Desenvolvimento de nova versão do Sistema OuvidorSUS, buscando a melhoria das
funcionalidades para acesso e qualificação das informações utilizadas pela gestão do SUS. Também
foi iniciada a discussão para construção de um Sistema Nacional de Acreditação de Ouvidorias do
SUS, uma parceria entre a SGEP, por meio do DOGES, e a Fundação Oswaldo Cruz, por meio do
Departamento de Ciências Sociais da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca
(DCS/ENSP/FIOCRUZ).

Essa iniciativa visa implementar a qualidade do trabalho das Ouvidorias do SUS no Brasil.
O Projeto pretende criar um Sistema de Acreditação de Ouvidorias do SUS, inclusivo e não
“ranqueador”, capaz de qualificar a Gestão coletiva da qualidade, que fortaleça o processo de
gestão, de atenção, de controle social e de formação do SUS.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 51


Realização de oficinas do Sistema Nacional de Acreditação em Ouvidoria do SUS, nas cinco
regiões do país, para teste de ferramentas e para apresentação da proposta às ouvidorias e aos
gestores do SUS. E no final foi realizado o Encontro Nacional de Acreditação de Ouvidorias.

Em 2016 foram realizadas outras pesquisas e contatos fundamentais para o desenvolvimento


dos programas e políticas do SUS:
• Pesquisa Academia da Saúde – levantamento dos motivos da não solicitação do incentivo
de custeio do programa Academia da Saúde – efetuados, com sucesso, os contatos com 246
municípios;
• Alimentação Infantil – iniciada em 2013, com o objetivo de avaliar as práticas de
alimentação infantil e aleitamento materno em crianças menores de 2 anos – efetuados 1.438
contatos com sucesso em 2016;
• Amamenta e Alimenta Brasil – realizados contatos com gestores municipais com o intuito
de identificar as principais potencialidades e fragilidades da atuação dos tutores da
Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB). Foram aplicados 1.759 questionários com
sucesso;
• Pesquisa com os cidadãos que cadastraram manifestações no Disque Saúde 136, nos
anos de 2013 a 2015 – para averiguar se a(o) cidadã(o) recebeu resposta da(s) demanda(s)
cadastradas nos referidos anos. Foram efetuadas 5.951 entrevistas com sucesso;
• Pesquisa CTA – realizada junto aos Centros de Testagem e Aconselhamento com o
objetivo de qualificar as informações sobre estes estabelecimentos. 407 foram finalizados
com sucesso;
• Pesquisa PNASS – avaliar a satisfação dos usuários em relação ao atendimento recebido em
Emergência, Ambulatorial, Rede Cegonha ou Internação nos estabelecimentos de saúde do
SUS. Aplicados 52.845 questionários com sucesso;
• Pesquisa IAM/AVC – realizada com pacientes que estiveram internados pelo SUS por
motivo de Infarto Agudo do Miocárdio ou Acidente Vascular Cerebral. Iniciada no ano de
2013. Em 2016 foram 46.121 questionários realizados com sucesso;
• Pesquisa nas Ondas do Rádio – realizada com o objetivo analisar a iniciativa do setor
saúde para a prevenção da violência contra crianças e adolescentes e disseminação de uma
cultura de paz a partir de estratégias de radiodifusão, tomando como caso de análise o
“Projeto nas ondas do rádio”. Foram 58 entrevistas realizadas;
• Pesquisa PEC-FormSUS – realizada para levantar as necessidade e dificuldades dos
municípios para a instalação do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e-SUS AB ou de
prontuários eletrônicos próprios em unidades básicas de saúde. 336 foram finalizados com
sucesso;
• Pesquisa PEP – com o objetivo de atualizar os dados dos serviços de Profilaxia Pós-
Exposição ao HIV. Iniciada em 2015, foram 10 questionários finalizados com sucesso em
2016;
• Pesquisa Microcefalia – realizada junto às mães (ou responsáveis) de crianças que foram
consideradas suspeitas ou diagnosticadas com a microcefalia. O objetivo era melhorar o
atendimento à saúde destas crianças brasileiras. Realizadas 2.958 entrevistas;
• Pesquisa Saúde do Homem – realizada para avaliar a saúde do homem e o seu
envolvimento na paternidade. Os contatos foram alcançados a partir da amostra das

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 52


mulheres com as quais foi feita a pesquisa Rede Cegonha. Foram 9.830 entrevistas
finalizadas com sucesso;
• Pesquisa Serviços de Violência Sexual – intuito de verificar se os serviços de violência
sexual, auto cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde – CNES estão
atendendo as pessoas em situação de violência sexual, conforme a Norma Técnica do
Ministério da Saúde com a finalidade de qualificar e apoiar as necessidades específicas de
cada serviço. Foram pesquisados 161 serviços;
• Pesquisa Sisprenatal – realizada para verificar se o município tem feito uso do
SISPRENATAL Desktop ou SISPRENATAL WEB onde o resultado esperado seria um
cadastro atualizado que serviria de base para o planejamento e desenvolvimento de ações
nesta área. Efetuados 118 inquéritos telefônicos com sucesso;
• UBS Obras e UPA Obras – contato com municípios os quais estavam com obra(s) de
ampliação ou construção de Unidade Básica de Saúde ou Unidades de Pronto Atendimento
financiadas com recurso do PAC que estava com mesmo percentual de execução há mais de
6 meses no Sistema de Monitoramento de Obras – SISMOB, com solicitação para
atualização da situação no SISMOB. Realizados com sucesso 2.129 UBS e 73UPA’s;
• Ações de gestão – Convite para Cerimônia de Anuncio de Novas Ações de Gestão para
Melhoria da Saúde pública. Contatos com 77 municípios, por solicitação do Gabinete do
Ministro de Estado da Saúde;
• Pesquisa Vigiágua – com o objetivo de obter um diagnóstico situacional do Vigiágua anos
municípios, assim como compreender as dificuldades para sua implantação. Finalizados
com sucesso 1.538 questionários.

Departamento de Articulação Interfederativa – DAI


O processo de pactuação entre os entes da Federação, frente à realidade sanitária do país,
sofreu um atraso diante da instabilidade institucional já mencionada acima. Para subsidiar a
discussão dos indicadores centrais para o ano de 2016 foi feita uma análise do Plano Nacional de
Saúde encaminhado ao CNS para o período de 2016-2019, relacionada ao conjunto de indicadores
pactuados para o período anterior 2013-2015, cujo resultado mostrou 30 indicadores potenciais para
orientar o novo processo de pactuação. Após análise tripartite, foram selecionados 29 indicadores
que estiveram no centro do processo de pactuação interfederativa no ano de 2016, publicados na
Resolução Tripartite nº 2, cujas fichas de qualificação de cada indicador, revisadas pelas respectivas
áreas técnicas, foram disponibilizadas para os gestores do SUS. Do ponto de vista das Secretarias de
Estado, vinte e um estados (AC, AL, AM, AP, BA, CE, ES, GO, MA, MS, PA, PB, PE, PR, RJ,
RO, RR, RS, SC, SE e TO) já haviam validado as suas pactuações até ao final do ano; quatro
estavam realizando registro de metas (MG, MT, RN e SP) e um estado (PI) e o Distrito Federal não
haviam iniciado o registro. Quanto às Secretarias Municipais de Saúde, 82,28% estavam com as
pactuações homologadas (4.582); 5,06% haviam validado suas pactuações (282); 3,99% estavam
realizando o registro das metas (222) e 8,67% não haviam iniciado o registro de metas (483).

Para o processo de pactuação 2017-2019, foi instituído um subgrupo tripartite para discussão
das Metas e Indicadores período 2017 - 2019, vinculado ao GT de Gestão, conforme publicado na
Resolução nº04, cujo trabalho foi iniciado em setembro. Pactuada em reunião tripartite, a Resolução
nº08, que conta com 23 indicadores, com a ressalva de que o processo tenha validade até 2021, e

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 53


não mais 2019, como proposto inicialmente, considerando o período de vigência dos próximos
planos municipais de saúde, para o período 2018-2021.

Das parcerias institucionais estabelecidas com a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), no


intuito de promover e divulgar estudos e pesquisas para a produção de conhecimento no campo da
gestão estratégica, democrática e participativa, em especial, aquela relacionada aos temas de
regionalização, do planejamento em saúde e da contratualização interfederativa, como aporte ao
fortalecimento dos processos de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), destacamos, nesse
escopo, a conclusão e disponibilização dos produtos do Termo de Cooperação (TC) 227/12 –
Análise da Implementação do Contrato Organizativo de Ação Pública (COAP) - na perspectiva de
evidenciar fatores políticos e institucionais que têm influenciado o avanço do processo de
regionalização nos estados brasileiros, a saber: "A Implementação do COAP e a Regionalização do
Sistema Único de Saúde nos Estados Brasileiros" e "Indicadores de recursos em saúde e capacidade
regional"; o TED 108/2014 - Avaliação, pelos gestores municipais, da implementação do COAP,
onde foram realizadas 194 entrevistas (das 212 previstas = 91,51% da amostra do estudo) com os
gestores municipais que compunham as respectivas Comissões Intergestores Bipartite em seus
Estados, para conhecer a percepção destes sobre a implantação do COAP, na perspectiva de
identificar os entraves e as ações necessárias ao alcance da meta assumida pelo Ministério da Saúde,
em seu PPA, tendo havido uma apresentação preliminar dos principais resultados, restando a
entrega do relatório final para que seja disponibilizado na página eletrônica do departamento
(http://www.saude.gov.br/dai, no ícone “Parcerias Institucionais”); a finalização do TED 71/2014 -
Curso de Aperfeiçoamento em Política e Gestão da Saúde Pública para o Ministério Público, cujo
objetivo foi o de articular conhecimentos das principais políticas do campo da saúde, vis a vis a sua
gestão, o ordenamento jurídico/administrativo e seus efeitos na sociedade, colaborando para o
aprimoramento do exercício das atribuições dos membros do Ministério Público, voltadas à defesa
da dignidade da pessoa humana e garantia do direito à saúde. Foram ofertadas 200 vagas, tendo
chegado a seu término, 163 membros do MP, sendo 152 do Ministério Público Estadual (93%), 7 do
Ministério Público Federal (5%), 2 do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (1%) e 2
trabalhavam no Ministério Público de Contas (1%); o TED 107/2014 - Pesquisas e estudos
diagnósticos para concepção e implantação de rede de comunicação on line para as Comissões
intergestores do SUS, tendo em vista a necessidade de reconhecer os potenciais usuários de uma
rede de comunicação online para as Comissões Intergestores e rastrear as necessidades do público-
alvo; avaliação do site das CIB's e proposta organizativa de sistematizar as agendas federativas
considerando as reuniões do plenário da CIT, cujo projeto ainda se encontra em fase de
implementação; o TED 93/2014 - Avaliação de desempenho do sistema de saúde, com base nas
regiões de saúde, a partir da metodologia PROADESS, projeto coordenado pelo Instituto de
Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT); apresentados e discutidos
resultados parciais, orientados a partir da resolutividade das regiões de saúde, seus fluxos
assistenciais estabelecidos intra e interregionalmente e a coerência da rede assistencial com o
desenho intermunicipal definido para as regiões de saúde, tomando como ponto de partida a
assistência ao parto hospitalar, o acesso à mamografia e à angioplastia, cujo estudo sobre a
suficiência da rede nesta ótica, encontra-se disponibilizado na plataforma eletrônica do
departamento; o planejamento do TED 29/2015 - Desenvolvimento e governança territorial da
saúde, que prevê a realização de estudos e demais atividades de apoio ao desenvolvimento de

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 54


mecanismos de governança territorial (regional) e de iniciativas que visem subsidiar o planejamento
em saúde à guisa da promoção de equidade social no ambiente da gestão federativa do SUS, com
destaque para a região Norte, palco para a realização da próxima Conferência Macrorregional de
Determinantes Sociais da Saúde, envolvendo o núcleo da Fiocruz/AM e a Organização Pan-
Americana de Saúde (OPAS); o desenvolvimento do TED 30/2015 - Qualificação da Gestão
Estratégica e Participativa em seus diferentes níveis, no que diz respeito à estruturação de mestrado
profissional para servidores do Ministério da Saúde, a estudos e pesquisas sobre a gestão local e
regional do sistema nacional de saúde, trazendo elementos para pensar o perfil das necessidades em
saúde, padrões e tipologias de regiões de saúde, regimes de responsabilidade sanitária na
experiência nacional e internacional e responsabilidade sanitária, critérios e indicadores de
investimento e gastos; a formalização do TED 31/2016 - Desenvolvimento de competências em
gestão de contratos e outros ajustes celebrados com entidades públicas e privadas no âmbito do
SUS, com a perspectiva de levar a discussão das competências para a Gestão de Contratualização
no SUS, em parceria com o DRAC/SAS, a ser estruturado em curso de capacitação envolvendo
gestores estaduais e municipais; e, por fim, o TED 32/2016 - SUSLEGIS -, firmado com o
propósito de rever, sistematizar e propor uma nova ordenação das normas infralegais federais do
SUS, com vistas a organizar as portarias vigentes por grandes temas em uma matriz consolidadora,
de modo a constituir um Regulamento único do SUS, que oriente, de fato, os gestores do Sistema.
Destaca-se ainda a parceria firmada com a Universidade de Brasília, no final do ano, TED
140/2016, por meio do Departamento de Gestão Pública/FACE, para análise dos Relatórios de
Gestão do ano de 2015, elaborados pelos Estados e Municípios, com vistas a identificar
necessidades de aprimoramento do processo de planejamento e prestação de contas. Foi ainda
discutido e formalizado, embora não tenha sido implementado, considerando as mudanças na gestão
do MS, um projeto com a Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública - RedEscolas, com o
objetivo de promover uma cultura de cooperação entre as escolas e as instâncias da gestão do SUS,
na construção compartilhada de conhecimentos, contribuindo com processos de educação
permanente no âmbito da gestão do SUS.

Das parcerias institucionais estabelecidas por meio do Programa de Apoio ao


Desenvolvimento Institucional do SUS – PROADISUS, destaca-se a parceria com o Hospital do
Coração (HCor), no desenvolvimento do projeto "Apoio ao Desenvolvimento de Sistemas
Regionais de Atenção Integrada à Saúde/Regiões de Saúde", referente ao triênio 2015-2017, com o
objetivo de fomentar a articulação de atores relevantes no processo de organização regional do
sistema de saúde, compreendendo o planejamento em saúde e apoiando a capacidade de
implementação de modelos de provisão de serviços como resposta integrada às necessidades
sociais, tendo sido implementado no Estado do Pará, envolvendo técnicos e gestores das
Secretarias de Saúde que compõem as Regiões de Saúde do Marajó I e Marajó II e as Regiões de
Saúde do Tapajós e Baixo Amazonas. Esses encontros abordaram temas como "Modos de Atenção
e Modelos de Provisão de Serviços", "Regionalização: Territórios e Redes de Atenção à Saúde", e
“Gestão: Governos e Governança”, como subsídio à elaboração de Planos de Intervenção Regional.
Foi ainda discutido um projeto novo neste triênio, no contexto do PROADISUS, em parceria com o
HAOC, apontado pelo Conasems como uma prioridade e que se constitui no apoio à capacitação de
apoiadores dos Cosems em todos os Estados.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 55


Com relação aos problemas identificados nos sistemas de gestão utilizados pelos gestores do
SUS e sob gestão do departamento, SARGSUS, SISPACTO e MAPA da SAÚDE, foram
encaminhadas Notas Técnicas para conhecimento do gabinete da Secretaria Executiva, com o
objetivo de subsidiar as discussões de priorização de demandas corretivas e ajustes dos referidos
sistemas, junto ao DATASUS; alguns problemas continuavam com baixa resolução, impactando
diretamente no uso ou na geração de informação ao usuário ou ao público em geral, criando
situações dúbias quanto ao estado da arte dos instrumentos de planejamento e de prestação de
contas, havendo necessidade de se discutir de modo mais aprofundado, um sistema mais robusto
que atenda as necessidades dos gestores tanto no planejamento como na prestação de contas.
Apresentada em reunião da CIT, a estratégia do E-Saúde, proposta que colocou a necessidade de
discutir a integração dos diversos sistemas de informação existentes. Do ponto de vista da gestão,
vem sendo pensado o projeto E-SUS Gestor, cuja estratégia é o desenvolvimento de uma plataforma
agregando os sistemas relacionados à área da gestão, tendo o SARGSUS como protótipo desse
processo.

Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Saúde


A dotação orçamentária para o fortalecimento da participação e do controle social deve
prever recursos financeiros que garantam a estrutura e o funcionamento dos Conselhos de Saúde –
espaço físico, recursos financeiros e pessoais – a realização de conferências de saúde, plenárias de
conselhos, deslocamento de conselheiros, equipe técnica, produção de materiais de divulgação,
entre outras ações de educação permanente para o Controle Social no SUS e mobilização social.

Os resultados apresentados são decorrentes das atividades realizadas pelo Conselho


Nacional como um todo, e pelas suas subdivisões, sendo relacionadas as reuniões e deliberações do
Plenário e da Mesa Diretora. No tocante à presidência, estão elencadas as reuniões em que o
presidente esteve representando o Conselho. Quanto à Secretaria-Executiva, estão reunidas as suas
principais atividades, juntamente com as da área de Comunicação. Na parte destinada às Comissões
e aos Grupos de Trabalho, destacou-se as reuniões e eventos realizados.

O Conselho Nacional de Saúde iniciou as atividades no ano de 2016 contando com novos
Conselheiros Nacionais eleitos em novembro e empossados em dezembro 2015. Assim, foi
realizado o Seminário de Planejamento nos dias 17 e 18 de março e 07 e 08 de abril de 2016,
quando foi reafirmada a missão do CNS de “defender o Sistema Único de Saúde público, universal
e de qualidade, mobilizando a sociedade brasileira em defesa do estado democrático e do direito à
saúde, e participar da formulação e monitoramento da política nacional de saúde, fortalecendo o
caráter deliberativo do controle social”.

O Plenário, como fórum de deliberação, se reúne de formas ordinária e extraordinária. Essas


reuniões ocorrem, no primeiro caso mensalmente e no segundo, conforme requisição do Presidente
do CNS ou por deliberação do Plenário.

Aprovou a Resolução nº 506/2016 que estabelece os critérios para o processo de acreditação


de Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) do Sistema CEP/Conep, em instituições públicas e privadas. A
tramitação do protocolo terá como base a gradação e a tipificação dos riscos definidos em norma

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 56


própria, com critérios estabelecidos pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep),
decorrentes das atividades de pesquisa envolvendo seres humanos.

Por meio da Resolução nº 507/2016 foram publicadas as propostas, diretrizes e moções


aprovadas pelas Delegadas e Delegados na 15ª Conferência Nacional de Saúde, com vistas a
garantir-lhes ampla publicidade até que seja consolidado o Relatório Final.

A Resolução nº 510/2016 dispôs sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências


Humanas e Sociais, cujos procedimentos metodológicos envolvam a utilização de dados
diretamente obtidos com os participantes ou de informações identificáveis ou que possam acarretar
riscos maiores do que os existentes na vida cotidiana.

Por meio da Resolução nº 515/2016, o Plenário do Conselho se posicionou contrário à


autorização de todo e qualquer curso de graduação da área da saúde ministrado totalmente na
modalidade Educação a Distância (EaD) devido aos prejuízos que tais cursos podem oferecer à
qualidade da formação de seus profissionais, bem como pelos riscos que estes profissionais possam
causar à sociedade, de imediato, médio e longo prazos, refletindo uma formação inadequada e sem
integração ensino/serviço/comunidade.

O CNS convocou duas grandes conferências nacionais a serem realizadas no ano de 2017: a
2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres (2ª CNSMu), por meio da Resolução nº 538/2016 e
a 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), por meio da Resolução nº 539/2016.
Outra medida adotada pelo CNS foi a reestruturação das Comissões Intersetoriais, extinguindo
algumas e juntando outras.

Dentre as principais recomendações destacam-se: i) a manutenção do compromisso do


governo federal com a continuidade e qualificação do SUS, e que nenhuma reforma seja feita no
sentido de retroceder aos direitos conquistados. Por fim, foi reafirmado que “Direito garantido não
se compra e nem se vende, o SUS é nosso e ninguém tira da gente”; ii) que as Comissões
Intergestores Bipartite dos estados promovam o debate e deliberem pela não autorização da
pulverização aérea de agrotóxicos como medida para controle do mosquito vetor da Dengue, Zika e
Chikungunia; iii) o aperfeiçoamento do sistema de comunicação entre prestadores, usuários e
operadoras no sentido de que sejam disponibilizadas aos beneficiários informações de como
proceder em caso de dificuldades de atendimento, e orientação para contatar a operadora e procurar
a ANS nos casos de a dificuldade não ser solucionada; iv) ao Ministério Público Federal que
interceda junto ao Poder Judiciário no sentido da propositura e adoção de medidas cabíveis que
visem garantir a permanência das mães em situação de rua e/ou usuárias de álcool, crack/outras
drogas junto de seus bebês sempre que possível, e se caso tenha necessidade de se promover a
separação compulsória da mãe e bebê, que a mesma não ocorra sem antes esgotar todas as
possibilidades de fortalecimento do vínculo familiar e sem considerar a proteção integral da mãe e
do bebê juntos.

Em dezembro de 2016, o CNS recomendou a todas as entidades o ingresso de ação direta de


inconstitucionalidade contra a PEC 55/2016, promulgada como Emenda Constitucional 95/2016, no

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 57


intuito de evitar a redução dos valores da aplicação mínima com ações e serviços públicos de saúde
no período 2018-2036. Essa Recomendação elenca diversos motivos que fortalecem a necessidade
da ação judicial contra a chamada "PEC da Morte". Uma das justificativas está embasada nos
estudos realizados pelo Grupo Técnico Interinstitucional de Discussão sobre o Financiamento do
SUS, do qual o CNS é integrante. De acordo com esse estudo, a perda de recursos para o SUS
chegará a R$ 415 bilhões.

No mês de dezembro de 2016, o CNS obteve a aprovação e o empenho do projeto intitulado


“Conselho Presente” que visa fortalecer o controle social das políticas de saúde, conforme
especificado na criação do SUS. O objetivo geral do projeto é de fortalecer os espaços institucionais
de participação social e democracia participativa como os conselhos e as conferências de saúde nos
26 estados e no Distrito Federal. O projeto prevê, ainda, objetivos específicos de promoção da troca
de experiências e de informações entre os conselheiros nacionais, conselheiros estaduais e
conselheiros municipais sobre o histórico, funcionamento, dificuldades e avanços do controle social
de políticas de saúde no país e na agenda política do Conselho Nacional de Saúde; dialogar com os
conselheiros de saúde acerca das Conferências Nacionais de Saúde da Mulher e de Vigilância em
Saúde, com vistas a qualificar a participação dos representantes de usuários, profissionais de saúde,
gestores e prestadores de serviços nestes eventos e ainda dialogar sobre a importância dos espaços
de participação social com os novos gestores municipais de saúde que assumiriam as Secretarias
Municipais de Saúde em janeiro de 2017.

E por fim, o CNS, durante o ano de 2016, participou de eventos importantes no contexto do
país, dentre eles, o Fórum Social Mundial, o 12º Congresso Internacional da Rede Unida, 22ª
Conferência Mundial Promoção da Saúde, 7º Simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária – 7º
SIMBRAVISA. Organizou duas Oficinas Regionais de “Financiamento do SUS”, realizou 11
(onze) reuniões da Mesa Diretora (108ª a 118ª), 11 reuniões ordinárias do Conselho (277ª a 288ª),
11 reuniões da COFIN, 10 Reuniões da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relações de
Trabalho – CIRHRT e mais uma reunião ampliada da mesma comissão; realizou reunião de
Coordenadores dos Eixos Temáticos da Relatoria da 15ª CNS; participou das reuniões da CONEP e
CIT; realizou reuniões das Comissões Intersetoriais de Saúde das Mulheres; Saúde Suplementar;
Saúde Mental; Práticas Integrativas e complementares em Saúde; Ciência Tecnologia e Assistência
Farmacêutica. Publicou o Manual de Orçamento e Finanças públicas para Conselheiros e
Conselheiras de Saúde. Publicou Resolução nº 507 de 16/03/2016, Propostas, Diretrizes e Moções
aprovadas na 15ª Conferência Nacional de Saúde e aprovou o Projeto Conselho Presente junto à
Universidade Federal do Goiás. O Conselho Nacional de Saúde vem sendo efetivo no cumprimento
de seus objetivos com ênfase no Fortalecimento do Controle Social.

3.3.3 - Execução física e financeira das ações da LOA de responsabilidade da SGEP

Na Lei Orçamentária Anual 2016 (13.255/16) a SGEP é responsável pelo acompanhamento


de 5 (cinco) ações vinculadas ao Programa 2015 - Aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde –
consignadas às políticas conduzidas/acompanhadas pelos seus 4 (quatro) Departamentos e pelo
Conselho Nacional de Saúde, conforme segue:

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 58


DAGEP - Ação 20YM – Ampliação das Práticas de Gestão Participativa, de Controle Social, de
Educação Popular em Saúde e Implementação de Políticas de Promoção da Equidade.
DAI - Ação 8287 - Aprimoramento da Articulação e Cooperação Interfederativa e da Gestão
Compartilhada do SUS.
DENASUS - Ação 8708 - Auditoria do SUS
DOGES - Ação 6182 – Ouvidoria Nacional de Saúde.
CNS - Ação 2016 - Funcionamento do Conselho Nacional de Saúde.

3.3.3.1 - Ações relacionadas ao Programa 2015 do PPA de responsabilidade da SGEP – OFSS

Quadro 3A - Ação 20YM


Identificação da Ação
Responsabilidade da UPC ( x ) Integral ( ) Parcial
na execução da ação
Código 20YM Tipo: Atividade
Ampliação das Práticas de Gestão Participativa, de Controle Social, de Educação Popular em Saúde e
Título
Implementação de Políticas de Promoção da Equidade.
*Iniciativa
Fortalecer as instâncias do controle social e os canais de interação com o usuário, com garantia de
Objetivo
transparência e participação cidadã. Código: 0724
Programa Aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde Código: 2015 Tipo: -
Unidade Orçamentária 36901 – Fundo Nacional de Saúde
Ação Prioritária ( ) Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras
Lei Orçamentária do exercício
Execução Orçamentária e Financeira
Dotação Despesa Restos a Pagar do exercício
Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
processados
44.600.000,00 44.600.000,00 15.210.945,53 11.380.226,35 11.380.226,35 - 3.829.455,98
Execução Física
Unidade de Meta
Descrição da meta
medida Prevista Reprogramada Realizada
População beneficiada com as ações de Gestão Participativa e
Unidade 80.000 80.000 12.848
Promoção da Equidade no SUS
Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores
Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas
Unidade de
Valor em 1º janeiro Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizada
medida
8.396.576,71 7.292.807,91 572.727,03 - - -

Quadro 3B - Ação 2016


Identificação da Ação
Responsabilidade da UPC ( x ) Integral ( ) Parcial
na execução da ação
Código 2016 Tipo: Atividade
Título Funcionamento do Conselho Nacional de Saúde
*Iniciativa
Fortalecer as instâncias do controle social e os canais de interação com o usuário, com
Objetivo
garantia de transparência e participação cidadã. Código: 0724
Programa Aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde Código: 2015 Tipo: -
Unidade Orçamentária 36901 – Fundo Nacional de Saúde
Ação Prioritária ( )Sim ( X ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras
Lei Orçamentária do exercício
Execução Orçamentária e Financeira
Dotação Despesa Restos a Pagar do exercício

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 59


Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
processados
10.960.000,00 10.960.000,00 9.126.675,03 7.328.202,85 7.328.202,85 - 1.798.472,18
Execução Física
Unidade de Meta
Descrição da meta
medida Prevista Reprogramada Realizada
Conselho Nacional de Saúde mantido Unidade 01 01 01
Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores
Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas
Valor em 1º Unidade de
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizada
janeiro medida
521.798,35 175.397,89 346.400,46 - - -

Quadro 3C - Ação 8287


Identificação da Ação
Responsabilidade da UPC ( x ) Integral ( ) Parcial
na execução da ação
Código 8287 Tipo: Atividade
Aprimoramento da Articulação e Cooperação Interfederativa e da Gestão Compartilhada
Título
do SUS.
*Iniciativa -
Aprimorar a relação interfederativa e a atuação do Ministério da Saúde como gestor
Objetivo
federal do SUS. Código: 0725
Programa Aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde Código: 2015 Tipo: -
Unidade Orçamentária 36901 – Fundo Nacional de Saúde
Ação Prioritária ( )Sim ( x ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras
Lei Orçamentária do exercício
Execução Orçamentária e Financeira
Dotação Despesa Restos a Pagar do exercício
Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
processados
49.800.000,00 49.800.000,00 32.774.402,84 14.263.084,25 14.263.084,25 - 18.511.318,59
Execução Física
Unidade de Meta
Descrição da meta
medida Prevista Reprogramada Realizada
Plano Implementado Unidade 27 27 21
Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores
Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas
Valor em 1º Unidade de
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizada
janeiro medida
14.533.495,49 13.398.222,06 866.854,94 - - -

Quadro 3D - Ação 6182


Identificação da Ação
Responsabilidade da UPC ( x ) Integral ( ) Parcial
na execução da ação
Código 6182 Tipo: Atividade
Título Ouvidoria Nacional de Saúde
*Iniciativa -
Fortalecer as instâncias do controle social e os canais de interação com o usuário, com
Objetivo
garantia de transparência e participação cidadã. Código: 0724
Programa Aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde Código: 2015 Tipo: -
Unidade Orçamentária 36901 – Fundo Nacional de Saúde
Ação Prioritária ( )Sim ( x ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras
Lei Orçamentária do exercício
Execução Orçamentária e Financeira
Dotação Despesa Restos a Pagar do exercício
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Não

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 60


processados
99.700.000,00 79.700.000,00 50.615.722,16 42.371.553,23 42.371.553,23 - 8.244.168,93
Execução Física
Unidade de Meta
Descrição da meta
medida Prevista Reprogramada Realizada
Cidadão Atendido Unidade 648.050 648.050 919.752
Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores
Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas
Valor em 1º Unidade de
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizada
janeiro medida
7.896.730,04 7.502.686,82 461.702,19 - - -

Quadro 3E - Ação 8708


Identificação da Ação
Responsabilidade da UPC ( x ) Integral ( ) Parcial
na execução da ação
Código 8708 Tipo: Atividade
Título Auditoria do SUS
*Iniciativa -
Aprimorar a relação interfederativa e a atuação do Ministério da Saúde como gestor
Objetivo federal do SUS Códig o:
0725
Programa Aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde Código: 2015 Tipo: -
Unidade Orçamentária 36901 – Fundo Nacional de Saúde
Ação Prioritária ( )Sim ( x ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras
Lei Orçamentária do exercício
Execução Orçamentária e Financeira
Dotação Despesa Restos a Pagar do exercício
Não
Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados
processados
13.700.000,00 13.700.000,00 6.011.691,00 4.541.870,26 4.541.870,26 - 1.469.820,74
Execução Física
Unidade de Meta
Descrição da meta
medida Prevista Reprogramada Realizada
Ação de Auditoria realizada Unidade 1.223 1.223 1.315
Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores
Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas
Valor em 1º Unidade de
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizada
janeiro medida
783.888,70 433.478,97 350.409,73 - - -
*Observação: No PPA 2012-2015 a conexão PPA – LOA se dava com a ligação entre a Iniciativa (PPA) e as Ações
(LOA). Porém no PPA 2016-2019 a conexão se dá por meio de Objetivo (PPA) e Ações (LOA). Logo a informação
sobre a Iniciativa não precisa ser informada, devido à perda deste liame que existia com a ação.

3.3.3.2 - Ações não previstas na LOA 2016 - Restos a Pagar – OFSS

Quadro 4A - Ação 8705


Identificação da Ação
Código 8705 Tipo: Atividade
Título Ampliação das práticas de gestão participativa, de controle social e de educação em saúde
*Iniciativa
Fortalecer as instâncias do controle social e os canais de interação com o usuário, com
Objetivo garantia de transparência e participação cidadã. Código: 0724
Programa Aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde Código: 2015 Tipo:
Unidade Orçamentária 36901 – Fundo Nacional de Saúde
Ação Prioritária ( )Sim ( x ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 61


Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores
Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Meta
Valor em 1º de Unidade de
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizado
janeiro medida
94.800,00 0,00 0,00

Quadro 4B - Ação 8707


Identificação da Ação
Código 8707 Tipo: Atividade
Título Ampliação e fortalecimento da participação e mobilização social em defesa do SUS.
*Iniciativa
Fortalecer as instâncias do controle social e os canais de interação com o usuário, com
Objetivo garantia de transparência e participação cidadã. Código: 0724
Programa Aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde Código: 2015 Tipo:
Unidade Orçamentária 36901 – Fundo Nacional de Saúde
Ação Prioritária ( )Sim ( x ) Não Caso positivo: ( ) PAC ( ) Brasil sem Miséria ( ) Outras
Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores
Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Meta
Valor em 1º de Unidade de
Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizado
janeiro medida
10.000,00 0,00 0,00
*Observação: No PPA 2012-2015 a conexão PPA – LOA se dava com a ligação entre a Iniciativa (PPA) e as Ações
(LOA). Porém no PPA 2016-2019 a conexão se dá por meio de Objetivo (PPA) e Ações (LOA). Logo a informação
sobre a Iniciativa não precisa ser informada, devido à perda deste liame que existia com a ação.

3.3.3.3 - Ações – Orçamento de Investimento – OI


Não se aplica a esta Unidade.

3.3.3.4 - Análise Situacional/ Fatores intervenientes no desempenho orçamentário

A dotação orçamentária inicial aprovada pela Lei 13.255, de 14 de janeiro de 2016, para a
SGEP no exercício de 2016 foi R$ 218.760.000,00 (Duzentos e dezoito milhões, setecentos e
sessenta mil reais), tendo sido contingenciados/indisponibilizados parte significativa desse valor,
seja por força de Decreto ou por remanejamentos internos, na ordem de R$ 66.700.599,00.

Do valor que efetivamente a SGEP pôde utilizar - R$ 152.059.401,00 – foram empenhados R$


113.739.436,56 e liquidados/pagos R$ 79.884.936,94. Esses valores representam, respectivamente,
75% de empenhos e 53% de pagamentos.

Em termos individuais por Departamentos (considerando o CNS), o desempenho foi variado.


Enquanto três departamentos chegaram a empenhar acima de 80% dos recursos disponíveis, dois
alcançaram aproximadamente 50%. Quanto à execução, houve uma inversão nessa ordem: dois
departamentos tiverem execução superior a 70% e três na ordem de 35%. Essa inversão ocorreu
porque os empenhos de valores mais significativos do DAI, por exemplo, ocorreram bem próximo
ao final do exercício, impossibilitando o pagamento/liquidação dos mesmos. Em contrapartida, o
DOGES e o CNS tiveram uma próxima ao empenho devido à natureza de seus gastos. Contratos
continuados, no caso do DOGES, e diárias e passagens para conselheiros de saúde, no caso do
CNS.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 62


Vale salientar que no ano de 2016, por força da troca de governo no âmbito federal, que
ocasionou mudanças na gestão do Ministério e consequentemente na Secretaria e nos seus
Departamentos, houve descontinuidade na condução de determinadas políticas e ações, gerando o
não cumprimento de parte da programação física e orçamentária previstas.

A seguir serão demonstrados alguns fatores intervenientes, que contribuíram para o


desempenho apresentado acima:

DENASUS
Houve maior execução de atividades relacionadas ao Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB)
em detrimento de outros objetos, sendo que as atividades do PFPB não requerem necessariamente
recursos financeiros relacionados a passagens e diárias, uma vez que na maioria das vezes não
existe deslocamento da equipe durante a fase operativa.

No ano de 2016 foram programadas 250 atividades de controle no PFPB, porém foram executadas
292, resultando em uma execução no orçamento a menor no valor de aproximadamente R$ 2
milhões.

Preferência de alocação das equipes nas unidades desconcentradas do Denasus de origem,


diminuindo as atividades cruzadas que demandariam o deslocamento de servidores para outras
unidades da federação e gerariam maior custo operacional; aumento da fase analítica da auditoria
e, consequentemente, redução da fase operativa causando redução dos custos com o deslocamento
da equipe; e diminuição do número de membros dentro de uma equipe. Essas alterações levaram à
economia de recursos financeiros e, consequentemente, menor execução do orçamento.

Aliado a isso, muitos eventos foram cancelados em 2016 devido a mudanças na gestão e à crise
nacional. A partir do mês de junho ocorreram alterações na gestão, tanto no Denasus como nas
Seções de Auditoria, o que levou à reavaliação das atividades programadas, quando também houve
orientação da gestão do MS para suspender a realização de eventos/reuniões. Setenta por cento dos
cursos e eventos planejados não foram realizados por estarem previstos para o 2º semestre do ano.

DAGEP
No orçamento do DAGEP para o ano de 2016 houve indisponibilidade de recursos formalizada
pelo Decreto 8.859, de 26/09/2016. Ademais, desde o início do exercício houve dificuldades para a
viabilização financeira de pleitos orçamentários do departamento. Essa questão fez com que o
Departamento não firmasse compromissos junto a instituições de ensino e movimentos sociais para
o desenvolvimento de ações atinentes às suas metas. Sendo assim, as ações gerenciais planejadas
pelo DAGEP para 2016 foram reprogramadas no sentido de equilibrar necessidades de um lado e
limitações financeiras de outro, visando minimizar os impactos refletidos nas metas e nas ações
relacionadas às políticas de promoção de equidade, educação popular em saúde e das ações de
fortalecimento da participação social.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 63


Isso impediu o estabelecimento de Projetos de formação de abrangência nacional, parcerias de
apoio junto a instituições de ensino, movimentos sociais e secretarias municipais/estaduais de
saúde. Estas parcerias e seus produtos foram considerados no estabelecimento das metas o que as
tornou incongruentes com a realidade de execução deste DAGEP para o ano 2016.

A redução do quadro de pessoas e a alocação dos recursos financeiros em ações prioritárias,


condições estratégicas adotadas pelo MS diante do momento econômico que do país, fizeram
reduzir neste Departamento atividades que em anos anteriores mobilizavam lideranças para
capacitações em Seminários, Congressos e Encontros que não foram possíveis de acontecer no ano
em questão. Destaca-se que a rotina de monitoramento e cumprimento das metas abarcam ações
desenvolvidas por setores da sociedade civil, instituições de ensino e demais entes de gestão do
SUS o que demanda apoio financeiro e institucional na execução de atividades de educação,
mobilização e promoção da saúde.

Ainda, 2016 foi o primeiro ano do quadriênio em que foram realizadas novas cooperações com
objetivo de alcançar, por meio de EAD - Ensino a Distância, as lideranças sociais, público-alvo
desta meta em todo o país, para que as capacitações fossem efetuadas e o ano foi atípico com
dificuldades de repasse financeiro para que o processo se efetivasse.

Assim este DAGEP/SGEP aponta como ações para a superação da baixa execução:
 Definição de linha orçamentária e Edital público para a execução de Apoios a atividades de
mobilização, capacitação e produção de conhecimento nas temáticas de Promoção da
Equidade em Saúde, Participação Social e Gestão Participativa no SUS.
 Estabelecimento de Edital de Fomento a ações de implementação das Políticas de
Promoção da Equidade em Saúde voltado às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
 Estabelecimento de Parceria SGEP/com a FUNASA – Projeto SUSTENTAR para o
desenvolvimento de Projeto de Saúde da População do Campo, Floresta e Águas – Ação de
Educação, acesso a água e promoção da saúde.
 Monitoramento permanente da execução dos projetos e parcerias firmadas
 Ampliação de atividades de formação do Projeto de Formação de Pescadoras desenvolvido
em parceria com a UFBA.
 Execução do conjunto de atividades e eventos previstos para o DAGEP/SGEP.

Diante disso, reitera-se a necessidade de revisão das metas propostas e a priorização da execução
dos processos de formação e mobilização social desenvolvidos na perspectiva de efetivação da
Equidade em Saúde, Educação Popular em Saúde e Educação Permanente para o Controle Social.

CNS
O valor proposto pelo CNS para 2016 previa, entre outras despesas, investimentos na aquisição de
equipamentos para o melhoramento das ações da assessoria de comunicação, como máquinas
fotográficas, gravadores, Notebook para atividades gráficas, etc e ainda para a reestruturação
tecnológica do pleno do Conselho, adquirindo novos equipamentos de sonorização, audiovisuais e

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 64


de informática, etc. Contudo, a dificuldade encontrada perpassa pela falta de recursos humanos
especializados na construção dos termos de referência, no que diz respeito às especificidades
técnicas de cada equipamento, o que terminou por engessar o processo. Além disso, esbarra-se nas
dificuldades burocráticas do processo licitatório, o que inviabilizou, administrativamente, a
execução orçamentária total do previsto.

DAI
Como fatores intervenientes ao processo de gestão no ano de 2016, destaca-se a instabilidade
institucional, com mudança na direção do Ministério da Saúde como um todo, com reflexos na
gestão de departamentos e coordenações e implicando alteração da sua estrutura regimental,
conforme publicado no Decreto 8901. Outra questão foi o contingenciamento de recursos, dada a
crise política e econômica do país.

DOGES
O desempenho orçamento não ocorreu na sua totalidade devido a indisponibilidade de recursos
formalizada pelo Decreto 8.859, de 26/09/2016, fazendo com que o Departamento não firmasse
compromissos junto a instituições de ensino programado, bem como a descontinuidade da
estratégia Carta SUS, o que representou uma economia de valor significativo de recursos.

3.3.4 - Execução descentralizada com transferência de recursos

A execução descentralizada feita por meio da transferência de recursos a órgãos e entidades


públicas e privadas na forma de Convênios, Termos de Cooperação (TC) e Termos de Execução
Descentralizada (TED) que a Secretaria firmou para o cumprimento das suas ações é consolidada
pelo Fundo Nacional de Saúde em relatório próprio.

3.3.4.1 - Informações sobre a estrutura de pessoal para análise das prestações de contas

A análise das prestações de contas dos Termos de Execução Descentralizados – TED,


Termos de Cooperação e Convênios da SGEP é feita pelo Fundo Nacional de Saúde, no entanto as
áreas técnicas acompanham a execução técnica das etapas e metas estabelecidas nesses
instrumentos.

3.3.5 - Informações sobre a execução das despesas

Os quadros de Despesas por modalidade de contratação e Despesas por grupo e elemento de


despesas não são preenchidos na totalidade dos recursos descentralizados por esta UPC, visto que
no Ministério da Saúde é a Subsecretaria de Assuntos Administrativos da Secretaria Executiva que
celebra e acompanha a execução de contratos. Apenas as naturezas de despesas relativas ao

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 65


pagamento de diárias a servidores e colaboradores eventuais são executadas no âmbito da
Secretaria, constando, portanto, nos quadros abaixo.

Quadro 5 - Despesas por Modalidade de Contratação


Modalidade de Despesa executada Despesa paga
Contratação 2016 % 2015 % 2016 % 2015 %
1. Modalidade de
Licitação
(a+b+c+d+e+f+g)
a) Convite
b) Tomada de Preços
c) Concorrência
d) Pregão
e) Concurso
f) Consulta
g) Regime
Diferenciado de
Contratações Públicas
2. Contratações
Diretas (h+i)
h) Dispensa
i) Inexigibilidade
3. Regime de
Execução Especial
j) Suprimento de
Fundos
4. Pagamento de
Pessoal (k+l)
k) Pagamento em
Folha
l) Diárias 1.562.238,45 100 2.870.513,96 100 1.562.238,45 100 2.870.513,96 100
5. Total das Despesas 100
1.562.238,45 100 2.870.513,96 100 1.562.238,45 100 2.870.513,96
acima (1+2+3+4)

6. Total das Despesas


1.562.238,45 100 2.870.513,96 100 1.562.238,45 100 2.870.513,96
da UPC 100

Quadro 6 - Despesas por grupo e elemento de despesa


DESPESAS CORRENTES
RP não
Grupos de Despesa Empenhada Liquidada processados Valores Pagos
1. Despesas de Pessoal 2016 2015 2016 2015 2016 2015 2016 2015
Diárias - Pessoal Civil
465.517,34 1.115.816,06 465.517,34 1.115.816,06 - - 465.517,34 1.115.816,06
(14)
Outros Serviços de
1.096.721,11 1.754.697,90 1.096.721,11 1.754.697,90 - - 1.096.721,11 1.754.697,90
terceiros - P. Física(36)
2. Juros e Encargos da
Dívida
3. Outras Despesas
Correntes
DESPESAS DE CAPITAL
RP não
Grupos de Despesa Empenhada Liquidada Processados Valores Pagos
4. Investimentos 2016 2015 2016 2015 2016 2015 2016 2015
5. Inversões Financeiras
6. Amortização da Dívida

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 66


Análise Crítica da Realização da Despesa

Com a observação dos quadros acima, podemos aferir que houve queda na execução de
diárias, tanto pagas a servidores como colaboradores eventuais. Isto se deve, principalmente, ao fato
de que em 2015 ocorreu a 15ª Conferência Nacional de Saúde, cuja ação orçamentária se vincula à
SGEP no exercício que o evento está programado.

3.3.6- Suprimentos de fundos, contas bancárias tipo B e cartões de pagamento do governo


federal

A utilização de suprimento de fundos se deu unicamente por meio do Cartão de Pagamento


do Governo Federal (CPGF) para aquisição de passagens aéreas nacionais, via compra direta.

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão firmou contrato com o Banco do Brasil


para prestação de serviços relativos à emissão e administração de CPGF, exclusivo para aquisição
de passagens aéreas. As empresas de transporte aéreo regular credenciadas são: AVIANCA, AZUL,
GOL e TAM; e objetiva o fornecimento de passagens em linhas aéreas regulares domésticas, sem o
intermédio de agências de viagens, compreendendo a reserva, inclusive de assento, emissão,
cancelamento e reembolso.

A Portaria Interministerial nº 441, de 20 de novembro de 2014, autoriza a utilização do


Cartão de Pagamento do Governo Federal - CPGF como forma de pagamento, pela administração
pública federal, das despesas realizadas com a aquisição de passagens aéreas nas hipóteses de
licitação ou procedimento de contratação direta, realizados pela Central de Compras e Contratações
do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

O Ministério da Saúde aderiu, por meio da assinatura de Proposta de Adesão, ao contrato de


prestação de serviços celebrado entre o Governo Federal e o Banco do Brasil. No momento da
adesão foram definidos pela autoridade competente do MS (SAA/SE) a quantidade de cartões, os
limites de utilização e os portadores. A SGEP, enquanto integrante da estrutura do MS, é detentora
de 02 (dois) cartões, que ficam na posse dos fiscais de passagens da SGEP.

O pagamento das passagens aéreas é efetuado por meio eletrônico com utilização de Cartão
de Pagamento do Governo Federal, exclusivo para esse fim.

3.3.6.1 - Concessão de suprimento de fundos

Quadro 7 - Concessão de suprimento de fundos


Meio de Concessão Valor do
Unidade Gestora (UG) do
Exercício Cartão de Pagamento do maior limite
SIAFI Conta Tipo B
Financeiro Governo Federal individual
Código Nome ou Sigla Quantidade Valor Total Quantidade Valor Total concedido
250009 SGEP - - 1 10.200.000,00 10.200.000,00
2016
- - - - - - -

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 67


250009 SGEP - - 1 13.827.900,00 13.827.900,00
2015
- - - - - - -
Fonte: Sistema Tesouro Gerencial

3.3.6.2 - Utilização de suprimento de fundos

Quadro 8 - Utilização de suprimento de fundos


Unidade Gestora Cartão de Pagamento do Governo Federal
Conta Tipo B
(UG) do SIAFI Saque Fatura
Exercício Total
Nome ou Valor dos Valor das
Código Quantidade Valor Total Quantidade (a+b)
Sigla Saques (a) Faturas (b)
250009 SGEP - - 1 0,00 2.107.589,46 2.107.589,46
2016
- - - - - - -
250009 SGEP - - 1 0,00 3.005.917,44 3.005.917,44
2015
- - - - - - -
Fonte: Sistema Tesouro Gerencial

3.3.6.3 - Classificação dos gastos com suprimento de fundos no exercício de referência

Quadro 9 - Classificação dos gastos com suprimento de fundos no exercício de referência


Unidade Gestora (UG) do SIAFI Classificação do Objeto Gasto
Código Nome ou Sigla Elemento de Despesa Subitem da Despesa Total
250009 SGEP 33 01 2.107.589,46

3.3.6.4 - Análise crítica

O valor efetivamente gasto com passagens aéreas no exercício de 2016 representou pouco
mais de 20% da dotação orçamentária na LOA do exercício que correspondia a esse tipo de gasto.
Além disso, os gastos com a emissão de passagens pela Secretaria no período diminuíram cerca de
30% em relação a 2015 devido, entre outros fatores, a uma redução no número de
eventos/atividades que demandaram a emissão de passagens.

Quanto à queda no valor de concessão de suprimento de fundos de 2015 para 2016, na


ordem de mais de R$ 3,6 milhões, como ocorreu no subitem relativo à execução de despesas
(diárias), se deve à realização da 15ª Conferência Nacional de Saúde no exercício de 2015.

3.4 – Apresentação e Análise de Indicadores de Desempenho

Em 2015 foi elaborada uma proposta de qualificação dos indicadores de monitoramento e


avaliação para seus resultados após um processo de discussão interna entre a equipe da
Coordenação Geral de Planejamento e Orçamento - CGPLAN/SGEP e o Departamento de
Monitoramento e Avaliação do SUS – Demas/SE/MS. Contudo, a proposta não foi validada no

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 68


colegiado da SGEP por não se distinguirem o bastante das metas que já são acompanhadas
regularmente. Tendo em vista o início do novo ciclo do PPA 2016-2019 e consequente elaboração,
já em curso, do plano de ação da Secretaria, previa-se elaborar indicadores que subsidiassem o
monitoramento do desempenho da gestão. No entanto, com as constantes mudanças na direção do
Ministério e por conseguinte na Secretaria, esse tema não foi desenvolvido conforme se previa.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 69


4 - GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCOS E CONTROLES INTERNOS

4.1 - Descrição Das Estruturas De Governança

Governança pública corresponde ao conjunto de processos de direção da administração


pública que visam assegurar que seus órgãos e entidades atuem em conformidade com suas
competências legais, de forma harmônica e integrada, em direção ao alcance dos objetivos
constitucionais do Estado Brasileiro, estabelecidos no art. 3º da Constituição Federal de 1988. É,
portanto, a capacidade interna do Governo de implementar as políticas públicas e atingir seus
objetivos. No poder executivo está relacionada às capacidades, aos conhecimentos e às condições
existentes dentro da máquina pública para o exercício da função de direção superior.

As funções de direção superior e, portanto, de governança, na Secretaria de Gestão


Estratégica e Participativa são exercidas pelo seu gestor maior, o Secretário/a, pelos
diretores/diretoras dos Departamentos e Secretaria-Executiva do CNS e seus respectivos substitutos,
quando em exercício.
O processo decisório é definido em atividades colegiadas, reuniões, fóruns internos, instruções
diretoras, entre outros.

4.1.1 - Colegiado da Secretaria

Ocorre periodicamente e é constituído pelo secretário/a, pelos diretores dos Departamentos,


pelo Secretário Executivo do CNS, Chefia de Gabinete e assessores. As decisões são tomadas
conjuntamente, aproveitando as experiências diferenciadas dos gestores. É um espaço de diálogo,
socialização de informações, favorecendo o debate de ideias e a busca de alternativas para a solução
de problemas, com vistas à melhoria do desenvolvimento das ações de competência da Secretaria.

4.1.2 - Colegiado dos Departamentos

O colegiado das diretorias é um espaço de co-gestão das ações do Departamento, onde são
discutidas as prioridades das políticas, de modo a permitir um melhor alinhamento institucional. É
composto pelo diretor do Departamento e coordenações gerais. As decisões são tomadas
conjuntamente, aproveitando as experiências diferenciadas dos atores. É um espaço de diálogo,
socialização de informações, favorecendo o debate de ideias e a busca de alternativas para a solução
de problemas, com vistas à melhoria do desenvolvimento das ações de competência dos
Departamentos.

4.1.3 - Sistemática de Monitoramento do Planejamento da SGEP

O processo de Monitoramento do Planejamento da Secretaria ocorre ao longo do ano e


envolve diversos atores. Ele parte da análise dos pareceres que os responsáveis pelos resultados e
produtos esperados fazem sobre o seu andamento e avança em um processo de discussões coletivas
entre gestores e dirigentes do MS por meio de oficinas transversais. A expectativa é identificar
possíveis fragilidades e propor mudanças que impactem positivamente na obtenção dos resultados.
Relatório de Gestão da SGEP – 2016 70
Essa ação reafirma a importância do monitoramento como uma prática de acompanhamento
e correção de rumo subsidiando a tomada de decisão, extrapolando a lógica de simples prestação de
contas à direção e possibilitando a constante repactuação de ações, objetivos, metas e resultados da
Secretaria. Os resultados, produtos e indicadores são monitorados na ferramenta e-Car, que dentre
as suas funcionalidades, destacam-se os sinalizadores de status e a emissão de diversos tipos de
relatório, tais como: executivo, gerencial, operacional etc.

4.1.4 - Avaliação de Desempenho Funcional

A sistemática da avaliação de desempenho do Ministério da Saúde, instituída pelo Decreto


nº 7.133/2010, é considerada pela SGEP como um importante instrumento de diagnóstico capaz de
oferecer subsídios ao desenvolvimento de pessoas. A mensuração individual da qualidade do
desempenho profissional no exercício do cargo permite identificar as necessidades de ações de
educação; analisar as condições de trabalho; planejar, junto ao avaliado, as estratégias educacionais
e adequação de seu perfil ao cargo e estabelecer compromissos para o cumprimento das metas
institucionais e individuais.
As principais características desses mecanismos são:
 dar transparência ao processo de definição das prioridades e ações a serem
desenvolvidas pela Secretaria;
 acompanhar a execução do orçamento e os resultados definidos no Planejamento
Estratégico;
 fomentar o processo de comunicação institucional, envolvendo os partícipes em todos
os processos da Secretaria.

4.1.5 - Estrutura de governança do CNS

A Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde é o espaço de gestão compartilhada do


Conselho. Além desse, há as Comissões de assessoria ao Plenário do CNS, detalhadas abaixo, que
articulam e analisam as políticas e os programas de interesse da saúde em suas respectivas áreas,
bem como acompanham as suas implementações e emitem pareceres e relatórios para subsidiar
posicionamento do Pleno, agindo dessa forma como uma estrutura de Governança do CNS.

As comissões são as seguintes:


 Comissão Intersetorial de Atenção à Saúde de Pessoas com Patologias, DST-AIDS, TB,
Hanseníase e Hepatites Virais – CIASPP
 Comissão Intersetorial de Alimentação e Nutrição – CIAN
 Comissão Intersetorial de Atenção à Saúde das Pessoas com Deficiência – CIASPD
 Comissão Intersetorial de Atenção à Saúde nos Ciclos de Vida (Criança, Adolescente,
Adulto e Idoso) - CIASCV
 Comissão Intersetorial de Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica – CICTAF
 Comissão Intersetorial de Educação Permanente para o Controle Social do SUS – CIEPCSS
 Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento – COFIN

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 71


 Comissão Intersetorial de Políticas de Promoção da Equidade (População Negra; LGBT;
Campo; Floresta e Águas; Povos e Comunidades Tradicionais) – CIPPE
 Comissão Intersetorial de Promoção, Proteção à Saúde e Práticas Integrativas e
Complementares em Saúde – CIPPSPICS
 Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relação de Trabalho – CIRHRT
 Comissão Intersetorial de Saúde Bucal – CISB
 Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher – CISMU
 Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador (a) – CISTT
 Comissão Intersetorial de Saúde Indígena – CISI
 Comissão Intersetorial de Saúde Mental – CISM
 Comissão Intersetorial de Saúde Suplementar – CISS
 Comissão Intersetorial de Vigilância em Saúde – CIVS
 Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP
 Coordenação Nacional de Plenária de Conselhos de Saúde
 Grupo de Trabalho das Diretrizes Curriculares Nacionais
 Grupo de Trabalho da Atenção Básica
 Grupo de Trabalho da Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde
4.2 - Atividades de Correição e Apuração de Ilícitos Administrativos

A SGEP não possui estrutura de sistema de correição. Contudo, no âmbito do Ministério da


Saúde, foi instituída a Corregedoria Geral do Ministério da Saúde - órgão seccional do Sistema de
Correição do Poder Executivo Federal, subordinada administrativamente ao Ministro de Estado da
Saúde e sob a supervisão técnica da Controladoria Geral da União. Essa Corregedoria, por ser geral,
atende todas as unidades do Ministério da Saúde, cujas competências estão estabelecidas no artigo
16 do Decreto 8.901/2016.

4.3 - Gestão de Riscos e Controles Internos

A direção da SGEP percebe os controles internos como essenciais à consecução dos


objetivos da unidade e que dão suporte adequado ao seu funcionamento. As delegações de
autoridade e competências são acompanhadas de definições claras das responsabilidades. Os
procedimentos e as instruções operacionais em sua maioria estão postos em documentos formais.
Busca-se primar pela segregação de funções nos processos e atividades desenvolvidas. Há
cumprimento dos pressupostos estabelecidos no Código de Ética Profissional do Servidor Público
Civil do Poder Executivo Federal (Decreto 1.171, de 22 de junho de 1994), como também são
observadas as normas e regulamentos para as atividades de guarda documental e de conformidade
dos atos de gestão. Os objetivos e metas da Secretaria estão formalizados e há monitoramento
sistemático dos mesmos, com identificação da situação atual, dos pontos críticos e das
recomendações de medidas corretivas. Porém, de um modo geral, a gestão dos riscos, envolvendo a
identificação, a avaliação, a probabilidade de ocorrências, a definição dos níveis de riscos aceitáveis
pelos diversos níveis da gestão, e as medidas para mitigá-los, ainda é um projeto a ser desenvolvido
e implementado.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 72


Quanto ao estabelecimento do controle interno da gestão, de responsabilidade da alta
administração do Ministério da Saúde, segundo Instrução Normativa Conjunta MP/CGU n. 01/2016
que dispõe sobre controles internos, gestão de riscos e governança no âmbito do Poder Executivo
federal, esta Secretaria aguardará instruções para implantação e operacionalização desse processo.

Não obstante e de um modo específico, o Denasus vem trabalhando na elaboração de um


método para avaliação de riscos, baseado na medição da probabilidade e impacto da ocorrência de
eventos (p.e., de ocorrência dos achados das auditorias realizadas), que integrará o Plano Anual de
Atividades de Auditoria (PAAA). Este método, por sua vez, servirá como instrumento para auxiliar
o Departamento na percepção, avaliação e, consequentemente, definição de quais ações e objetos
serão auditados nos anos subsequentes. Entende-se que um planejamento eficiente deve ter como
base a avaliação de riscos das atividades propostas e que, embora, tenha-se avançado em uma
proposta inicial, necessitará de suporte adicional de órgãos que compõem o Sistema Federal de
Controle (SFC), uma vez que este Departamento, a partir da Lei nº. 13.328/2016 (que altera a Lei
nº. 10.180), passa a integrar este Sistema, sendo subordinado tecnicamente à Controladoria-Geral da
União (CGU), órgão central do SFC.

Esta mudança ainda gera dúvidas quanto à atuação do Denasus, pois a subordinação técnica
poderá alterar alguns dos seus processos de trabalho, que passariam a seguir as normas da CGU,
incluindo o processo de Planejamento. Todavia, a aproximação com a CGU com a finalidade de
determinar qual será a atuação do Denasus ainda não ocorreu e, no final do exercício de 2016, foi
publicada a Medida Provisória n. 765/2016 que transforma o Denasus em órgão setorial deste
Sistema. Essa transformação trouxe mais uma preocupação sobre os seus processos de trabalho.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 73


5 – ÁREAS ESPECIAIS DA GESTÃO

5.1 - Gestão de Pessoas

5.1.1 - Estrutura de pessoal da unidade

As informações sobre a estrutura de pessoal da SGEP serão demonstradas por meio dos
quadros detalhados a seguir, os quais foram elaborados com o apoio da Coordenação-Geral de
Gestão de Pessoas (CGESP/SAA/SE), tendo em vista que a gestão de pessoal no Ministério da
Saúde é feita de forma centralizada por essa Coordenação, atendendo as demandas desta Secretaria.

Quadro 10 – Força de Trabalho da SGEP


Lotação Ingressos Egressos no
Tipologias dos Cargos no
Autorizada Efetiva Exercício Exercício
1. Servidores em Cargos Efetivos (1.1 + 1.2) 0 168 2 16
1.1. Membros de poder e agentes políticos
1.2. Servidores de Carreira (1.2.1+1.2.2+1.2.3+1.2.4) 0 168 2 16
1.2.1. Servidores de carreira vinculada ao órgão 158 2
1.2.2. Servidores de carreira em exercício
descentralizado 3 3
1.2.3. Servidores de carreira em exercício provisório -
1.2.4. Servidores requisitados de outros órgãos e esferas 7 2 11
2. Servidores com Contratos Temporários 7 2
3. Servidores sem Vínculo com a Administração Pública 25 7 20
4. Total de Servidores (1+2+3) 0 200 9 38
Fonte: Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos - SIAPE

Quadro 11 – Distribuição da Lotação Efetiva


Lotação Efetiva
Tipologias dos Cargos
Área Meio Área Fim
1. Servidores de Carreira (1.1) 168
1.1. Servidores de Carreira (1.1.2+1.1.3+1.1.4+1.1.5) 168
1.1.2. Servidores de carreira vinculada ao órgão 158
1.1.3. Servidores de carreira em exercício descentralizado 3
1.1.4. Servidores de carreira em exercício provisório
1.1.5. Servidores requisitados de outros órgãos e esferas 7
2. Servidores com Contratos Temporários 7
3. Servidores sem Vínculo com a Administração Pública 25
4. Total de Servidores (1+2+3) 200
Fonte: Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos - SIAPE

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 74


Quadro 12 – Detalhamento da estrutura de cargos em comissão e funções gratificadas
Lotação Ingressos Egressos
Tipologias dos Cargos em Comissão e das Funções
no no
Gratificadas Autorizada Efetiva Exercício Exercício
1. Cargos em Comissão 0 46 9 12
1.1. Cargos Natureza Especial
1.2. Grupo Direção e Assessoramento Superior 0 46 9 12
1.2.1. Servidores de Carreira Vinculada ao Órgão 16
1.2.2. Servidores de Carreira em Exercício
Descentralizado 1 1
1.2.3. Servidores de Outros Órgãos e Esferas 4 2 2
1.2.4. Sem Vínculo 25 7 9
1.2.5. Aposentados
2. Funções Gratificadas 0 29 0 1
2.1. Servidores de Carreira Vinculada ao Órgão 29
2.2. Servidores de Carreira em Exercício Descentralizado
2.3. Servidores de Outros órgãos e Esferas 1
3. Total de Servidores em Cargo e em Função (1+2) 0 75 9 13
Fonte: Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos - SIAPE

5.1.1.1 – Análise Crítica

De acordo com informações da CGESP/SAA/SE, a Secretaria Executiva adotou


providências junto ao órgão central do Sistema de Pessoa Civil da Administração Federal (SIPEC)
para recomposição da força de trabalho no MS. Nesse sentido, foram realizados concursos no
âmbito da Carreira de Ciência e Tecnologia para as Secretarias de Atenção à Saúde, de Vigilância
em Saúde, de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos para a Saúde e Instituto Nacional de
Câncer José Alencar Gomes da Silva - INCA. Totalizando 768 vagas, sendo 185 para as Secretarias
do MS e 583 para o INCA.

Encaminhou, também, o Ofício nº 186/2015/GAB/SE/MS solicitando a inclusão na proposta


orçamentária anual de 2016 de 8.980 cargos, entretanto em conformidade com o Ofício SEI nº
16740/2015-MP do Ministério do Planejamento, a referida proposta não foi contemplada na
proposta de lei orçamentária anual de 2016 em decorrência do atual cenário restritivo para novos
ingressos de servidores.

Com o objetivo de fortalecer e profissionalizar o Quadro de Pessoal do Departamento


Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde - DENASUS, para fazer frente às complexas
atribuições decorrente da implantação do Sistema Nacional de Auditoria - SNA, de sua
responsabilidade, foram propostas diversas medidas consolidadas na Lei nº 13.328, de 2016, no
sentido de explicitar que as atribuições do cargo de Analista de Finanças e Controle são compatíveis
com o exercício de atividades no âmbito do SNA/SUS, previstas no § 1º do art. 6º da Lei nº 8.689,
de 27 de julho de 1993 bem como permitindo a lotação de servidores da Carreira de Finanças e

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 75


Controle no DENASUS. Ainda de acordo com a referida Lei o DENASUS passou a integrar o rol
de órgãos setoriais previstos no Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 76


5.1.2 - Demonstrativo das despesas com pessoal

O quadro a seguir visa demonstrar a composição do quadro de custos de pessoal da SGEP, onde serão discriminadas as naturezas de despesas
de pessoal com alguns grupos de servidores e tipologias de cargos relativamente ao exercício de referência do relatório de gestão e ao imediatamente
anterior
Quadro 13 – Despesas do pessoal
Despesas Variáveis
Vencimentos Despesas de
Tipologias/ Benefícios Demais Decisões
e Vantagens Exercícios Total
Exercícios Retribuições Gratificações Adicionais Assistenciais e Despesas Judiciais
Fixas Indenizações Anteriores
Previdenciários Variáveis
Membros de poder e agentes políticos
2016 0,00
Exercícios
2015 0,00
Servidores de carreira vinculados ao órgão da unidade jurisdicionada
2016 15.082.346,60 1.059.810,01 1.352.714,86 466.621,76 256.927,30 1.126.505,80 957.717,11 13.727,26 20.316.370,70
Exercícios
2015 15.255.117,90 972.463,11 1.347.940,72 456.039,32 182.442,99 944.072,68 780.352,04 28.739,01 19.967.167,77
Servidores de carreira SEM VÍNCULO com o órgão da unidade jurisdicionada
2016 463.491,08 39.100,38 6.781,79 25.205,64 534.578,89
Exercícios
2015 55.470,85 687.898,00 54.078,07 15.656,72 5.329,32 8.952,00 827.384,96
Servidores SEM VÍNCULO com a administração pública (exceto temporários)
2016 1.518.753,07 104.100,26 26.705,22 26.945,50 35.848,32 208.733,22 1.921.085,59
Exercícios
2015 1.671.149,99 119.680,67 42.148,74 21.007,49 30.298,81 201.914,29 2.086.199,99
Servidores cedidos com ônus
2016 0,00
Exercícios
2015 0,00
Servidores com contrato temporário
2016 645.489,00 45.464,16 20.433,30 0,00 79.190,66 790.577,12
Exercícios
2015 767.271,66 73.559,99 24.519,96 0,00 24.111,33 73.604,73 963.067,67
Fonte: Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos - SIAPE

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 77


5.1.3 - Gestão de riscos relacionados ao pessoal

Conforme informado pela CGESP/SE/MS, desde 2005, com a construção da primeira versão
da metodologia de Dimensionamento de Força de Trabalho para as áreas assistenciais, o Ministério
da Saúde vem realizando estudos com o intuito de gerar informações acerca do quadro de pessoal
de suas unidades e com isso subsidiar a tomada de decisão acerca da força de trabalho.

Segundo a CGESP/SE/MS, enquanto que na área assistencial o processo de


dimensionamento está avançado, em termos de metodologias, considerando que os processos
(serviços) são, em sua maioria, regulados, na área administrativa essa prática de gestão ainda é
incipiente. Assim, para o dimensionamento da força de trabalho para área administrativa, o
Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade de Brasília, realizou um projeto piloto com o
objetivo de desenvolver uma metodologia específica para dimensionar força de trabalho que
compreendesse tanto aspectos quantitativos, como qualitativos (perfis). A unidade onde se
desenvolveu o piloto da experiência foi o Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Após a experiência obtida com o projeto-piloto, a metodologia passou por adequações e em


2016 foi aplicada na Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (CGESP) e no Núcleo Estadual do
Ministério da Saúde no Ceará (NEMS/CE).

Em uma visão sistêmica, de acordo com a SGEPS/SE/MS, as ações de melhorias sugeridas


por meio do dimensionamento de força de trabalho viabilizam uma tomada de decisão com
potencial para proporcionar ganhos estratégicos à organização. Nesse sentido, é recomendável que
cada unidade estabeleça suas prioridades, considerando os resultados do dimensionamento. Como
diretrizes para tomada de decisão dos gestores, pode-se considerar a execução de algumas ações
específicas:
• avaliar quais ações podem ser adotadas para aumentar a produtividade na área, o que não
se restringe à quantidade de pessoas da área, mas também ao esgotamento de outras
possibilidades de atuação, a exemplo da informatização dos processos;
• identificar as entregas que precisam de melhor alocação de profissionais, levando em conta
o impacto na geração de valor para a organização como um todo;
• verificar a possibilidade de aumentar o quadro de pessoal, seja por meio de movimentação
interna ou contratação;
• analisar se os perfis profissionais que compõem à área estão aderentes às entregas dos
quais participam. Por vezes, há um subaproveitamento de potencial ou são necessárias
práticas de valorização/manutenção dos profissionais que atendem às demandas da área;
• identificar e realizar ações de aprendizagem para desenvolver as competências
profissionais para o alcance dos resultados esperados.

5.1.4 - Contratação de pessoal de apoio e de estagiários

A contratação de pessoal de apoio e estagiários no Ministério da Saúde é feita, também, de


forma centralizada pela Subsecretaria de Assuntos Administrativos (SAA/SE). O Serviço de
Estágio, faz parte da Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas (CODEP/SGEP/SAA/SE), que é

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 78


a unidade responsável por coordenar o processo de inscrição, recrutamento, seleção, controle de
frequência, pagamento e avaliação de desempenho e de aprendizagem dos estudantes que
desenvolvem estágio remunerado no Ministério da Saúde. Com relação ao pessoal de apoio, a
contratação é feita pela Coordenação-Geral de Administração e Logística (CGAL/SAA).

5.2 - Gestão da Tecnologia da Informação

A gestão da tecnologia da informação no Ministério da Saúde é feita de forma centralizada


pelo Departamento de Informática do SUS – DATASUS/SE.

O Ministério da Saúde elabora o Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI) para


um período de dois anos, um instrumento de diagnóstico, planejamento e gestão de recursos e
processos tecnológicos com base nas informações/demandas das áreas técnicas.

Em 2016, foi elaborado o Plano para o biênio 2017-18 e, para tanto, foram indicados pontos
focais de cada departamento da Secretaria, da Coordenação-Geral de Planejamento e Orçamento-
CGPO e do Gabinete. A Coordenação Geral de Gestão de Projetos-CGGP/DATASUS enviou
formulário online para que cada ponto focal discutisse dentro dos departamentos e respondesse no
sentido de ter todas as áreas contempladas no Plano de Ação e Orçamentário do DATASUS.
Qualquer atendimento de necessidade de compra ou contratação em TI só pode ser viabilizado se
previsto no PDTI do Ministério, balizando também o planejamento de novas soluções tecnológicas.

Todos os departamentos da Secretaria e o Gabinete, consolidado com a CGPO,


apresentaram suas respostas até a data limite de 26 de outubro. No anexo I deste Relatório,
podemos observar os formulários respondidos. No caso do DAI, como o departamento já se
encontrava no mês de outubro em processo de mudança para a gestão da Secretaria Executiva do
MS, não houve o encaminhamento das demandas para a SGEP, visto se tratar de previsão para o
período 2017-18.

5.2.1 - Principais sistemas de informações

Neste item relacionamos os principais sistemas informatizados relacionados aos


macroprocessos finalísticos e objetivos estratégicos da SGEP.

Sistema de Auditoria do SUS - SISAUD/SUS - tem por objetivo sistematizar o registro, o


acompanhamento e a produção das informações decorrentes das ações e atividades de auditoria do
SNA e está disponível no site http://snaautentica.saude.gov.br/login. Trata-se de um sistema
indispensável para o aperfeiçoamento dos instrumentos e mecanismos de auditoria, assegurando a
integração, agilidade e padronização, além de permitir a consolidação das informações coletadas
por todo o SNA. Suas principais funcionalidades são:
 Registro de demanda;
 Registro de denúncia;

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 79


 Registro de tarefa;
 Registro de atividades de auditoria, visita técnica, fiscalização e cooperação técnica,
planejadas e executadas;
 Registro de nota técnica, constatação, roteiro de atividade, planilha de devolução de recursos
financeiros, notificação ao auditado, tramitação, encaminhamento e desdobramento;
 Registro de órgão auditado;
 Permitir a publicação dos relatórios das auditorias, em atendimento à Lei de Acesso à
informação n° 12.527, de 18 de novembro de 2011;
 Relatórios gerenciais e estatísticos.

Sistema de RH do Sistema Nacional de Auditoria - SNA-RH - este sistema permite o


cadastro das informações pessoais e funcionais dos servidores que atuam nas atividades de auditoria
do SUS no âmbito do Sistema Nacional de Auditoria – SNA (esferas federal, estadual e municipal),
tendo como principal funcionalidade o cadastramento da força de trabalho.

Sistema de Legislação para Auditoria - LEGI/SUS - esse sistema tem por objetivo
disponibilizar conteúdo referente à legislação necessária à realização de auditoria no SUS, e está
disponível para consulta pública na Internet. O conjunto de informações sobre a legislação do SUS
constitui-se em instrumento fundamental para subsidiar a realização das ações de controle.

Sistema para Avaliação da GDASUS - sistema responsável pelo controle da avaliação da


Gratificação de Desempenho de Atividade de Execução e Apoio Técnico à Auditoria. A
alimentação do sistema com as informações de desempenho é fundamental para fins de percepção
das parcelas mensais relativas à GDASUS. Suas funcionalidades são:
 Preenchimento de informações sobre a execução das atividades
 Aferição do cumprimento de metas

Portal do Sistema Nacional de Auditoria – SNA - portal destinado à integração de


informações sobre o Sistema Nacional de Auditoria do SUS, disponível no site
http://sna.saude.gov.br. O portal constitui-se em canal de transparência, estimulando e apoiando o
controle social. Possibilita o acesso da sociedade às informações e resultados de suas ações. As
funcionalidades do Portal estão descritas a seguir:
 Acesso ao SISAUD/SUS.
 Consulta pública às auditorias no SUS.
 Consulta às legislações sobre auditorias.
 Consulta às publicações sobre auditorias do SUS e Relatórios de Atividades do Denasus e
Relatório de Gestão da SGEP.

Mapa da Saúde - o Mapa da Saúde é uma ferramenta de inteligência sanitária


georreferenciada, cujo objetivo é apoiar o planejamento no SUS e, consequentemente, o
desenvolvimento das regiões de saúde, possibilitando auxiliar na análise situacional, a partir da
identi¬ficação das necessidades de saúde da população, nas dimensões referentes às condições de
vida e acesso aos serviços e às ações de saúde e subsidiar o processo de pactuação de metas, frente
ao planejamento regional do sistema. Desenvolvida no contexto do Programa de Apoio ao

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 80


Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADISUS), na parceria com o Hospital Alemão
Oswaldo Cruz (HAOC) e internalizada no DATASUS (setor do MS responsável pela manutenção
dos sistemas de informação), ao acessar diversos bancos de dados nacionais oferece uma descrição
geográfi¬ca da distribuição de recursos humanos, de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS
e pela iniciativa privada. A ferramenta dispõe ainda de informações da capacidade instalada
existente, os investimentos e o desempenho aferido a partir da série histórica de indicadores de
saúde, de forma a possibilitar a análises em cada território.

Sistema de Pactuação de Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores – Sispacto - esse


sistema permite aos estados, municípios e Distrito Federal o registro das metas pactuadas para
enfrentar os principais problemas do sistema de saúde, permitindo o seu monitoramento e avaliação
do processo de pactuação interfederativo. No ano de 2016, por razões já apontadas anteriormente do
ponto de vista institucional, a versão do SISPACTO com vistas ao registro das metas pactuadas foi
disponibilizada somente no final do ano, não acarretando grandes prejuízos, visto que conseguiu
captar 78% do registro de metas dos Estados e 82,3% das metas municipais.

Sistema de Apoio à Construção do Relatório de Gestão – Sargsus - tal sistema tem por
objetivo subsidiar os gestores municipais e estaduais na elaboração dos seus Relatórios de Gestão,
permitindo aperfeiçoar mecanismos de controle e avaliação do processo de planejamento em Saúde,
apesar de erros e inconsistências surgidas em decorrência da própria tecnologia em que foi
desenvolvido.

Sistema de Acompanhamento dos Conselhos de Saúde – Siacs - esse sistema é mais uma
ferramenta de comunicação e informação para contribuir com a efetividade do Controle Social.
Todos os conselhos devem realizar seu cadastro, criando, dessa forma, uma única rede de dados dos
5.570 conselhos municipais, dos 26 estaduais, do Distrito Federal e dos 36 conselhos distritais de
saúde indígena junto ao Conselho Nacional de Saúde e ao Ministério da Saúde. O Siacs resultará
em um retrato detalhado dos conselhos de saúde de todo o País, mostrando a composição dos
colegiados e o cumprimento de normas legais relacionadas ao Sistema Único de Saúde.

OuvidorSUS - sistema que tem por funcionalidade desburocratizar e tornar dinâmica a


comunicação entre as Ouvidorias de Saúde nas três esferas de governo, bem como sistematizar as
informações recebidas diariamente pelos serviços citados, subsidiar a elaboração de relatórios
temáticos e gerenciais, desempenhando importante papel como instrumento de gestão. O
OuvidorSUS está dividido em módulos e cada um em abas que possibilitam diferentes
funcionalidades.

A seguir algumas das funcionalidades inerentes aos módulos:


i. Módulo Registro: permite incluir, classificar, tipificar, encaminhar e acompanhar a demanda
do usuário que foi direcionada ao órgão responsável;
ii. Módulo Gestão de Conteúdo: é o módulo que armazena os bancos de informações técnicas
em saúde (BITS) e permite a disseminação de informações aos cidadãos. Toda informação
disseminada é armazenada em sua base de dados para subsidiar a elaboração dos relatórios
gerenciais. O módulo é composto, além dos BITS, por diferentes campos de apoio ao

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 81


processo de disseminação de informações em saúde, como o material de apoio, assuntos não
pertinentes e sem resposta;
iii. Módulo Perfil Cidadão: permite a coleta de dados dos cidadãos que se manifestam na
Ouvidoria para geração de perfil estatístico.

São objetivos do OuvidorSUS:


 Atuar como ferramenta para a descentralização.
 Facilitar a integração das informações em saúde.
 Agilizar o processo de recebimento, encaminhamento, acompanhamento e resposta
das manifestações.
 Gerar relatórios.

Devido aos frequentes erros e instabilidades do sistema OuvidorSUS, está sendo


desenvolvida uma nova versão da ferramenta, em parceria com o DATASUS. A essência da versão
atual está sendo mantida (incluir manifestação, classificar, tipificar, encaminhar a demanda,
disseminar informações etc), entretanto, de fato, se trata de um novo sistema, com uma nova base
de dados. O OuvidorSUS III possibilitará uma ouvidoria descentralizada realizar suas próprias
capacitações, incluir suas próprias tipificações, otimizará a conclusão de demandas, enfim,
permitirá que a Ouvidoria Geral do SUS sistematize a maioria de seus processos de trabalho.

Sistema de Pesquisa da Ouvidoria Geral do SUS - o Sistema de Pesquisa da Ouvidoria


Geral do SUS - SPO tem objetivo de aperfeiçoar os serviços prestados por meio do Núcleo de
Pesquisa e do teleatendimento ATIVO do Disque Saúde 136, desenvolvido em parceria com
DATASUS, permitiu unificar a execução de todas as pesquisas realizadas pelo Departamento de
Ouvidoria. Entrou em produção em setembro de 2014, com a proposta de aumentar a confiabilidade
dos dados coletados, controlar a operação de forma mais eficaz e proporcionar maior autonomia ao
Núcleo de Pesquisas da Ouvidoria Geral do SUS, permitindo inserir os instrumentos de pesquisa.
Suas principais funcionalidades são:
i. Gerenciar Pesquisa: permite inserir, alterar e visualizar as pesquisas;
ii. Gerenciar horário de atendimento: permite controlar os horários de trabalho dos
teleatendentes, férias, faltas e atestados;
iii. Gerenciar equipe: definir a equipe de trabalho de supervisores e monitores, associar
os teleatendentes às equipes das pesquisas;
iv. Distribuir Atendimento: distribuir de forma igualitária as pesquisas que deverão ser
executadas pelos teleatendentes;
v. Transferir atendimento – transferir de um teleatendente para outro determinado
atendimento (pesquisa);
vi. Monitorar atendimentos – monitorar as pesquisas realizadas pelo ATIVO do Disque
Saúde 136;
vii. Analisar Monitoramento – permite o supervisor analisar os monitoramentos e
verificar a necessidade de correção;
viii. Executar Pesquisas - funcionalidade utilizada pelo teleatendente para realizar as
pesquisas;

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 82


ix. Relatórios: permite acompanhamento do trabalho dos teleatendentes, Produtividade e
Execução, Pesquisas Realizadas, Monitoramentos Realizados, Atendimentos com
Divergência, Pesquisas Anuladas e Fila de Atendimento.

Entre 2015 e 2016 foram implementadas novas funcionalidades, relatórios gerencias e


melhorias na aplicação do sistema.

Sistema do Prêmio Cecília Donnangelo de Ouvidoria SUS - sistema em desenvolvimento


para a gestão de todas as fases de realização do Prêmio Cecília Donnangelo, tendo como principais
funcionalidades a parametrização das ações, o cadastramento dos participantes, a inserção dos
trabalhos, a realização da avaliação dos trabalhos inseridos, a inserção de recurso dos participantes,
avaliação de recursos, relatórios diversos, gráficos quantitativos, dentre outras ações relacionadas às
etapas do prêmio, conforme edital vigente. O sistema deverá ser revisto tendo em vista a
possibilidade de alterações no prêmio relativo às ouvidorias concedido pelo DOGES.

Carta SUS - o Sistema Carta SUS tem como objetivo principal registrar os cartões-resposta
provenientes da estratégia. Ao registrar o cartão-resposta, cujo número é o mesmo da carta enviada,
o sistema apresenta as seguintes informações:
 Tipo de carta;
 Número da AIH/APAC
 Dados do paciente (Nome, Data de nascimento e número do CNS).
 Dados do atendimento prestado (Hospital/Unidade de Saúde, UF e município; Data da
internação/tratamento; Data da Alta; Motivo da internação/tratamento; e Valor pago pelo
SUS).
 Avaliação do atendimento prestado

Atualmente, o referido sistema não fornece nenhum tipo de relatório; todos os dados referentes à
estratégia Carta SUS são trabalhados via BI (DW Saúde), serão feitas adequações no sistema uma
vez que a estratégia Carta SUS está passando por restruturação para que sejam utilizadas outras
formas de envio e participação dos usuários.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 83


6 - RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE

A comunicação do cidadão com o MS, para obtenção de informações, realização de


solicitações, reclamações, denúncias e sugestões, é feita por meio da Ouvidoria Geral do SUS,
através de canais como o site www.saude.gov.br/ouvidoria, o Disque Saúde 136, o Atendimento
Presencial ou via correios, pelo endereço: SAF Sul - Trecho 2 - lote 5 e 6 - Edifício Premium –
Torre I - 3º andar - sala 305 – Brasília/DF - CEP: 70070-600. Além desses canais de relacionamento
com a Sociedade, a Ouvidoria Geral do SUS realiza ainda Pesquisas e Ações de Ouvidoria
Itinerante.

6.1 - Canais de Acesso do Cidadão

6.1.1 - Disque Saúde 136

O Disque Saúde 136 é um canal de comunicação entre o cidadão e o Ministério da Saúde. A


ligação para o Disque Saúde (136) é gratuita e o serviço funciona das 8 às 20 horas, de segunda a
sexta-feira e das 08 às 18 horas, aos sábados. Essa ferramenta possibilita o recebimento de
manifestações, disseminação de informações e realização de pesquisas. O Disque Saúde 136
desenvolve três ações: a primeira é de recebimento, registro, classificação (solicitações, denúncias,
reclamações, sugestões ou elogios) e encaminhamento à área competente para resposta; a segunda
refere-se à disseminação de informações em saúde à população; e a terceira é a realização de
pesquisas, nas quais são levantadas as opiniões dos usuários do Sistema Único de Saúde, para que
os programas e as ações do SUS sejam avaliados e implementados pelas áreas técnicas do
Ministério da Saúde.

Em 2016, foram recebidas 21.483 manifestações por meio do Disque Saúde 136, sendo que
2.196 foram denúncias, 386 elogios, 698 informações, 7.042 reclamações, 10.822 solicitações e 339
sugestões.

6.1.2 - Formulário WEB

O Formulário WEB é uma ferramenta disponibilizada por meio da internet no site do


Ministério da Saúde, no endereço eletrônico: http://ouvprod01.saude.gov.br/ouvidor/CadastroDemandaPortal.do.

O formulário pode ser preenchido de forma anônima, contudo, o cidadão deve fornecer o
maior número possível de informações pertinentes à manifestação, além de outros dados que julgar
necessário.

Em 2016 esse canal contabilizou o registro de 18.383 manifestações, sendo 6.685 denúncias,
369 elogios, 2.369 informações, 4.318 reclamações, 4.120 solicitações e 522 sugestões.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 84


6.1.3 - Via Correios

O cidadão pode optar pelo envio de sua manifestação por correspondência, via Correios.
Nesse caso, deve endereçá-la à Ouvidoria-Geral do SUS, no endereço: SAF Sul, Trecho 2, lotes 5 e
6, Edifício Premium, Torre I, 3º andar, sala 305; CEP: 70070-600 – Brasília/DF.

Cada correspondência recebida é respondida, informando ao cidadão o número de protocolo


e o órgão para qual sua manifestação foi encaminhada. Em 2016, foram registradas 1.884 demandas
por esse meio, sendo 154 denúncias, 134 elogios, 42 informações, 366 reclamações, 1.005
solicitações e 183 sugestões.

6.1.4 - Atendimento Presencial

Esse atendimento é realizado nas dependências do Ministério da Saúde, em Brasília/DF. Em


2016, foram registrados 78 atendimentos cujas demandas registradas foram classificadas em 8
denúncias, 1 elogio, 1 informação, 14 reclamações, 52 solicitações e 2 sugestões.

6.1.5 - Carta SUS

A Carta SUS consistia em uma correspondência enviada pelo Ministério da Saúde aos
cidadãos que passaram por internação hospitalar ou procedimentos ambulatoriais de alta
complexidade, em hospitais ou unidades de saúde públicas ou contratualizadas com o SUS.
A estratégia iniciada em janeiro de 2012 foi suspensa em maio de 2016, período no qual foram
enviadas 54.833.427 de cartas aos usuários. No ano de 2016, até maio, foram enviadas 4.964.902 de
cartas.

Foram sugeridas recomendações para a reformulação da rotina de emissão das cartas,


realizando à restruturação do sistema Carta SUS, permitindo inclusive a emissão de relatórios,
contratação de empresa especializada para o tratamento dos cartões resposta recebidos
regularmente. Pretende-se também a disponibilização de aplicativo mobile para que o cidadão tenha
acesso à carta via smartphone. Os cidadãos que não acessarem aos meios eletrônicos continuarão
recebendo cartas impressas.

6.1.6 - Pesquisas

O Departamento de Ouvidoria Geral do SUS realizou pesquisas em diversos programas do


Ministério da Saúde, por meio do Núcleo de Pesquisas.

As principais pesquisas desenvolvidas pelo DOGES foram:


Pesquisa Academia da Saúde – levantamento dos motivos da não solicitação do incentivo de custeio
do programa Academia da Saúde – efetuados, com sucesso, os contatos com 246 municípios;

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 85


Alimentação Infantil – iniciada em 2013, com o objetivo de avaliar as práticas de alimentação
infantil e aleitamento materno em crianças menores de 2 anos – efetuados 1.438 contatos com
sucesso em 2016;
Amamenta e Alimenta Brasil – realizados contatos com gestores municipais com o intuito de
identificar as principais potencialidades e fragilidades da atuação dos tutores da Estratégia
Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB). Foram aplicados 1.759 questionários com sucesso;
Pesquisa com os cidadãos que cadastraram manifestações, no Doges, nos anos de 2013 a 2015 –
para averiguar se a (o) cidadã(o) recebeu resposta da(s) demanda(s) cadastradas nos referidos anos.
Foram efetuadas 5.951 entrevistas com sucesso;
Pesquisa CTA – realizada junto aos Centros de Testagem e Aconselhamento com o objetivo de
qualificar as informações sobre estes estabelecimentos. 407 foram finalizados com sucesso;
Pesquisa PNASS – o objetivo foi avaliar a satisfação dos usuários em relação ao atendimento
recebido em Emergência, Ambulatorial, Rede Cegonha ou Internação nos estabelecimentos de
saúde do SUS. Aplicados 52.845 questionários com sucesso;
Pesquisa IAM/AVC – realizada com pacientes que estiveram internados pelo SUS por motivo de
Infarto Agudo do Miocárdio ou Acidente Vascular Cerebral. Iniciada no ano de 2013. Em 2016
foram 46.121 questionários realizados com sucesso;
Pesquisa nas Ondas do Rádio – realizada com o objetivo analisar a iniciativa do setor saúde para a
prevenção da violência contra crianças e adolescentes e disseminação de uma cultura de paz a partir
de estratégias de radiodifusão, tomando como caso de análise o “Projeto nas ondas do rádio”.
Foram 58 entrevistas realizadas;
Pesquisa PEC-FormSUS – realizada para levantar as necessidade e dificuldades dos municípios
para a instalação do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e-SUS AB ou de prontuários
eletrônicos próprios em unidades básicas de saúde. 336 foram finalizados com sucesso;
Pesquisa PEP – com o objetivo de atualizar os dados dos serviços de Profilaxia Pós-Exposição ao
HIV. Iniciada em 2015, foram 10 questionários finalizados com sucesso em 2016;
Pesquisa Microcefalia – realizada junto às mães (ou responsáveis) de crianças que foram
consideradas suspeitas ou diagnosticadas com a microcefalia. O objetivo era melhorar o
atendimento à saúde destas crianças brasileiras. Realizadas 2.958 entrevistas;
Pesquisa Saúde do Homem – realizada para avaliar a saúde do homem e o seu envolvimento na
paternidade. Os contatos foram alcançados a partir da amostra das mulheres com as quais foi feita a
pesquisa Rede Cegonha. Foram 9.830 entrevistas finalizadas com sucesso;
Pesquisa Serviços de Violência Sexual – intuito de verificar se os serviços de violência sexual, auto
cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde – CNES estão atendendo as pessoas
em situação de violência sexual, conforme a Norma Técnica do Ministério da Saúde com a
finalidade de qualificar e apoiar as necessidades específicas de cada serviço. Foram pesquisados
161 serviços;
Pesquisa Sisprenatal – realizada para verificar se o município tem feito uso do SISPRENATAL
Desktop ou SISPRENATAL WEB onde o resultado esperado seria um cadastro atualizado que
serviria de base para o planejamento e desenvolvimento de ações nesta área. Efetuados 118
inquéritos telefônicos com sucesso;
UBS Obras e UPA Obras – contato com municípios os quais estavam com obra (s) de ampliação ou
construção de Unidade Básica de Saúde ou Unidades de Pronto Atendimento financiadas com
recurso do PAC que estava com mesmo percentual de execução há mais de 6 meses no Sistema de

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 86


Monitoramento de Obras – SISMOB, com solicitação para atualização da situação no SISMOB.
Realizados com sucesso 2.129
UBS e 73UPA’s;
Ações de gestão – Convite para Cerimônia de Anuncio de Novas Ações de Gestão para Melhoria da
Saúde pública. Contatos com 77 municípios, por solicitação do Gabinete do Ministro de Estado da
Saúde;
Pesquisa Vigiágua – com o objetivo de obter um diagnóstico situacional do Vigiagua nos
municípios, assim como compreender as dificuldades para sua implantação. Finalizados com
sucesso 1.538 questionários.

6.1.7 - Ouvidoria Itinerante – OI

A Ouvidoria Itinerante - OI é uma ação de ouvidoria ativa, que ocorre com o deslocamento
territorial da equipe do Doges para alcançar populações vivendo em condições de vulnerabilidade
social, sem acesso a Ouvidora-Geral do SUS. A OI utiliza uma metodologia horizontal de
sensibilização e de conscientização das populações vulneráveis, por meio do empoderamento e da
educação popular.

6.1.8 - Serviço de Informação ao Cidadão – SIC

O Serviço de Informação ao Cidadão - SIC, implantado desde 14 de maio de 2012, é


responsável pelo atendimento e orientação ao cidadão quanto ao acesso às informações do
Ministério da Saúde, conforme estabelece a Lei de Acesso à Informação nº 12.527/2011.

Em 2016, foram direcionados ao Ministério da Saúde 3.337 pedidos de informação,


plenamente respondidos. No período de 14 de maio de 2012 a 31 de dezembro de 2016 foram
registrados 11.419 solicitações de informação, cujos conteúdos mais frequentes referiam-se à
assistência à saúde, aos programas e ações da saúde, recursos humanos, dados epidemiológicos e
assistência farmacêutica.

6.2 - Aferição do Grau de Satisfação dos Usuários da Ouvidoria do Sus

A Pesquisa de Satisfação do Doges é realizada com usuários que registram demandas no


Disque Saúde – 136, com o objetivo de avaliar a percepção do cidadão em relação ao serviço
prestado pelo Departamento.

Foram realizados no ano de 2016, 44.200 pesquisas de satisfação.

6.3 - Mecanismos de Transparência das Informações Relevantes dobre a Atuação da SGEP

No portal do MS, a SGEP dispõe de uma página, acessada pelo link:


www.saude.gov.br/sgep, que tem por finalidade disponibilizar informações referentes às atividades

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 87


desenvolvidas pelos Departamentos bem como as principais publicações, relatórios gerenciais e
informações sobre os sistemas.

Também conta com perfis nas principais redes sociais, como Facebook
(facebook.com/sgep.ms), Twiter (twitter.com/sgep_ms), Youtube (youtube.com/sgepms) e Flickr
(flickr.com/sgep).

Na página da SGEP também pode ser acessada a área “Fale com a Ouvidoria” onde o
cidadão pode registrar sua manifestação ao Sistema Único de Saúde.

6.4 - Medidas para garantir a acessibilidade aos Produtos, Serviços a Instalações

À SGEP compete, por meio do DAGEP, dentre outras ações, articular e apoiar a
implementação de políticas intra e intersetoriais de promoção de equidade nas três esferas do SUS;
apoiar projetos e ações de fortalecimento da atuação dos conselhos de saúde; apoiar e articular
grupos sociais que demandem políticas específicas de saúde para contribuir com a equidade no
âmbito do SUS.

Nesse contexto, o DAGEP, por meio da coordenação de Comitês Nacionais de Políticas de


Promoção de Equidade e Educação Popular em Saúde, acolhe propostas de diversos setores do
governo federal, sociedade civil, bem como instituições de ensino e pesquisa que, de forma
transversal, incidem sobre a determinação social da saúde e contribuem para o processo de
formulação e monitoramento dessas Políticas. O DAGEP também apoia o Conselho Nacional de
Saúde (CNS) no processo de fortalecimento do controle social no SUS e contribui para a
implementação de mecanismos de apoio à organização e ao funcionamento das estruturas de
controle social, a exemplo dos conselhos e conferências de saúde.

Relação de Portarias de Instituição dos Comitês Nacionais de Políticas de Promoção de


Equidade e Educação Popular em Saúde:
 Portaria nº 10, de 8 de janeiro de 2004, que institui o Comitê Técnico de Saúde da
População Negra.
 Portaria nº 880 de 13 de maio de 2004, que dispõe sobre a criação do Comitê Técnico para a
formulação de proposta da Política Nacional de Saúde da População de Gays, Lésbicas,
Transgêneros e Bissexuais – GLTB.
 Portaria nº 2.460, de 12 de dezembro de 2005, que institui o Grupo da Terra.
 Portaria nº 1.256, de 17 de junho de 2009, que institui o Comitê Nacional de Educação
Popular em Saúde (CNEPS).
 Portaria nº 3.305, de 24 de dezembro de 2009, que institui o Comitê Técnico de Saúde para
a População em Situação de Rua.

No ano de 2016 foi iniciado o desenvolvimento de um aplicativo paras as plataformas


Android e iOS, destinado a dispositivos moveis, como smartphones e tablets, conectados à Internet.
A previsão é de lançar a estratégia no segundo trimestre de 2017. A partir desse aplicativo, o
Relatório de Gestão da SGEP – 2016 88
cidadão poderá fazer denúncias, reclamações, elogios, sugestões e acessar informações sobre
programas e ações do Ministério da Saúde desses dispositivos móveis.

Os objetivos do aplicativo são: a sua consolidação como um canal de participação social; a


ampliação do acesso do cidadão aos serviços; a garantia do direito à saúde; e a qualificação da
gestão participativa no Sistema Único de Saúde. O cidadão que possuir o Cartão SUS Digital já terá
seus dados pré-cadastrados no aplicativo, precisando apenas confirmar ou ajustar as informações.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 89


7 - CONFORMIDADE DA GESTÃO E DEMANDAS DE ÓRGÃOS DE CONTROLE

7.1 - Tratamento de Determinações e Recomendações do TCU

Este item tem o objetivo de conhecer as providências adotadas pela SGEP para dar
cumprimento às deliberações exaradas em acórdãos do TCU.

7.1.1 - Deliberações do TCU que permanecem pendentes de cumprimento

O Quadro abaixo tem por objetivo identificar a situação das deliberações do TCU que
permanecem pendentes de atendimento no exercício, bem como as justificativas do setor
responsável pelo não cumprimento das deliberações expedidas pelo Tribunal.

Quadro 14A – Deliberações do TCU que permanecem pendentes de cumprimento


Caracterização da determinação/recomendação do TCU
Processo Acórdão Item Comunicação expedida
TC 007.681/2014-3 2403/2014 1.8.1 Ofício 2133/2014-TCU/SECEX-SP
Órgão/entidade/subunidade destinatária da determinação/recomendação
Conselho Nacional de Saúde
Descrição da determinação/recomendação
Encaminha cópia da denúncia e instrução contra supostas irregularidades cometidas pelo Conselho Municipal de Saúde
de Taiaçu/SP para adoção de providências que forem cabíveis.
Justificativa do não cumprimento e medidas adotadas
A deliberação foi encaminhada ao Conselho Nacional de Saúde para acompanhamento da questão junto ao Conselho
Municipal de Saúde. Por não ter finalizado ainda a ação, o Conselho Nacional de Saúde ainda não retornou os
resultados obtidos.

Quadro 14B – Deliberações do TCU que permanecem pendentes de cumprimento


Caracterização da determinação/recomendação do TCU

Processo Acórdão Item Comunicação expedida Data da ciência


Ofício
003.008/2012-6 5711/2014 1.6.1 10.10.2014
0468/2014/TCU/DF
Órgão/entidade/subunidade destinatária da determinação/recomendação

Departamento de Apoio à Gestão Participativa – DAGEP

Descrição da determinação/recomendação
1.6.1. recomendar à Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP/MS) que, com base no inciso III, art. 250,
do Regimento Interno do TCU, implemente ações visando a ampliação do número de conselhos cadastrados no
Sistema de Acompanhamento dos Conselhos de Saúde (SIACS), a continuidade de ações que estimulem o aumento no
número de conselhos com composição paritária, nos termos da Resolução 453/2012 do Conselho Nacional de Saúde,
além de executar medidas que visem fomentar a formalização dessa paridade por lei; e

Justificativa do não cumprimento e medidas adotadas


Considerando as mudanças da gestão deste Ministério no ano de 2016, em especial desta Secretaria de Gestão
Estratégica e Participativa – SGEP, que sofreu inclusive recentes alterações, segue o levantamento preliminar de
Relatório de Gestão da SGEP – 2016 90
pendências com essa Corte de Contas. Ressalto que estão sendo tomadas providências junto aos Departamentos
vinculados institucionalmente a esta Secretaria com vistas à atualização das pendências constatadas no Sistema
Integrado de Protocolo e Arquivo – SIPAR. Em tempo, informo que posteriormente serão encaminhadas informações
conclusivas acerca das determinações pendentes, bem como as respectivas justificativas.

Quadro 14C – Deliberações do TCU que permanecem pendentes de cumprimento


Caracterização da determinação/recomendação do TCU

Processo Acórdão Item Comunicação expedida Data da ciência


Ofício 0459/2015-
014.627/2015-9 4004/2015 1.6.2. 17.9.2015
TCU/SECEXSAUDE
Órgão/entidade/subunidade destinatária da determinação/recomendação

Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa

Descrição da determinação/recomendação
1.6.2. fixar o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para que a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), do
Ministério da Saúde (MS), apresente a esta Corte de Contas todas as informações conclusivas quanto ao atendimento
da determinação remanescente do Acórdão 789/2014-TCU-1ª Câmara, com relação ao subitem 1.7.1, relativamente às
seguintes deliberações: Acórdão 120/2011-TCU-Plenário (itens 10 a 10.2, da instrução de peça 21); Acórdão
596/2011-TCU-Plenário (itens 12 a 12.2, da instrução de peça 21); Acórdão 875/2011-TCU-Plenário (itens 13 a 13.2,
da instrução de peça 21); Acórdão 2.184/2011-TCU-1ª Câmara (itens 16 a 16.2, da instrução de peça 21);

Justificativa do não cumprimento e medidas adotadas


Considerando as mudanças da gestão deste Ministério no ano de 2016, em especial desta Secretaria de Gestão
Estratégica e Participativa – SGEP, que sofreu inclusive recentes alterações, segue o levantamento preliminar de
pendências com essa Corte de Contas. Ressalto que estão sendo tomadas providências junto aos Departamentos
vinculados institucionalmente a esta Secretaria com vistas à atualização das pendências constatadas no Sistema
Integrado de Protocolo e Arquivo – SIPAR. Em tempo, informo que posteriormente serão encaminhadas informações
conclusivas acerca das determinações pendentes, bem como as respectivas justificativas.

Quadro 14D – Deliberações do TCU que permanecem pendentes de cumprimento


Caracterização da determinação/recomendação do TCU

Processo Acórdão Item Comunicação expedida Data da ciência


Ofício nº 926/2015-
TC 007.509/2012-0 1.655/2015 9.4 TCU/SECEX-PR, de 22.3.2016
12.8.2015
Órgão/entidade/subunidade destinatária da determinação/recomendação

Conselho Nacional de Saúde – CNS

Descrição da determinação/recomendação
9.4. recomendar ao Fundo Nacional de Saúde que expeça orientação geral às prefeituras municipais sobre a
necessidade de, previamente à celebração de termos de parceria custeados com recursos do Fundo Nacional de Saúde,
verificarem se a entidade destinatária dos recursos apresenta condições técnicas, operacionais e institucionais para
executar a contento o objeto pretendido;

Justificativa do não cumprimento e medidas adotadas


Em 1º.10.2015, a Assessoria Especial de Controle Interno – AECI encaminhou o expediente a esta Secretaria
informando que, embora a recomendação tenha sido feita ao Fundo Nacional de Saúde – FNS, o assunto em tela se
insere entre as competências atribuídas a esta Secretaria, descritas no art. 34 do Decreto nº 8.065, de 7.8.2013. Em
7.4.2016, esta Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa – SGEP encaminhou os autos ao Conselho Nacional de
Saúde – CNS com a solicitação de expedição de ofício-circular aos Gestores Municipais, aos Presidentes dos
Conselhos Municipais de Saúde e aos Órgãos Colegiados, a fim de que a orientação seja disponibilizada aos entes
municipais, para dar conhecimento da recomendação dessa Corte de Contas.
Considerando as mudanças da gestão deste Ministério no ano de 2016, em especial desta Secretaria de Gestão

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 91


Estratégica e Participativa – SGEP, que sofreu inclusive recentes alterações, segue o levantamento preliminar de
pendências com essa Corte de Contas. Ressalto que estão sendo tomadas providências junto aos Departamentos
vinculados institucionalmente a esta Secretaria com vistas à atualização das pendências constatadas no Sistema
Integrado de Protocolo e Arquivo – SIPAR. Em tempo, informo que posteriormente serão encaminhadas informações
conclusivas acerca das determinações pendentes, bem como as respectivas justificativas.

Quadro 14E – Deliberações do TCU que permanecem pendentes de cumprimento.


Caracterização da determinação/recomendação do TCU

Processo Acórdão Item Comunicação expedida Data da ciência


7433/2016-TCU-2ª
TC 000.167/2014-2 9.1 a 9.9 Diligência 19/08/2016
Câmara
Órgão/entidade/subunidade destinatária da determinação/recomendação

Departamento Nacional de Auditoria do SUS – DENASUS/SGEP/MS

Descrição da determinação/recomendação
9.1. - conhecer da presente representação, vez que preenchidos os requisitos de admissibilidade previstos no art. 237,
inciso III, do Regimento Interno do TCU, para, no mérito, considerá-la procedente; 9.2. - considerar revéis as Sras.
Rosa Helena Fontenelle Vieira Rodrigues e Iracema Gonçalves Araújo Oliveira, nos termos do art. 12, § 3º, da Lei
nº 8.443, de 16 de julho de 1992; 9.3. - rejeitar as razões de justificativa apresentadas pelo Sr. Francisco Maciel
Oliveira; 9.4. - aplicar ao Sr. Francisco Maciel Oliveira e às Sras. Rosa Helena Fontenelle Vieira Rodrigues e Iracema
Gonçalves Araújo Oliveira, individualmente, a multa prevista no art. 58, inciso III, da Lei nº 8.443, de 1992, no valor
de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), com a fixação do prazo de 15 (quinze) dias, a contar da notificação, para
comprovarem, perante o Tribunal (art. 214, inciso III, alínea “a”, do Regimento Interno), o recolhimento das dívidas
aos cofres do Tesouro Nacional, atualizadas monetariamente na forma da legislação em vigor; 9.5. - autorizar, desde
logo, nos termos do art. 28, inciso II, da Lei nº 8.443, de 1992, a cobrança judicial das dívidas constantes deste
Acórdão, caso não atendidas as notificações; 9.6. - determinar, em relação aos recursos do IGD-M do Programa Bolsa
Família com a transferência de R$ 45.492,30 para a Conta Corrente 5.551-4 PMC SDSECI, sob a titularidade da
Secretaria do Desenvolvimento Social e Agrário, que o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário adote as
providências cabíveis para a elucidação da questão, aí incluída a eventual instauração de tomada de contas especial,
informando o TCU sobre o resultado das medidas adotadas no prazo de até 120 (cento e vinte) dias; 9.7. - determinar,
em relação à mistura de recursos próprios com os do aludido bloco de financiamento, na mesma conta, para a
realização de gastos efetivos com o pessoal na Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar, que
o Ministério da Saúde adote as providências cabíveis para a elucidação da questão, aí incluída a eventual instauração
de tomada de contas especial, informando o TCU sobre o resultado das medidas adotadas no prazo de até 120 (cento e
vinte) dias; 9.8. - determinar que a Secex/CE promova o monitoramento sobre as determinações contidas nos itens 9.6
e 9.7 deste Acórdão; 9.9. - enviar cópia deste Acórdão, acompanhado do Relatório e do Voto que o fundamenta, à
ilustre representante, ao Ministério da Saúde e ao Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

Justificativa do não cumprimento e medidas adotadas


Considerando as mudanças da gestão deste Ministério no ano de 2016, em especial desta Secretaria de Gestão
Estratégica e Participativa – SGEP, que sofreu inclusive recentes alterações, segue o levantamento preliminar de
pendências com essa Corte de Contas. Ressalto que estão sendo tomadas providências junto aos Departamentos
vinculados institucionalmente a esta Secretaria com vistas à atualização das pendências constatadas no Sistema
Integrado de Protocolo e Arquivo – SIPAR. Em tempo, informo que posteriormente serão encaminhadas informações
conclusivas acerca das determinações pendentes, bem como as respectivas justificativas.

7.2 - Tratamento de Recomendações do Órgão de Controle Interno

Objetivo Específico: Conhecer as providências adotadas pela SGEP para dar tratamento às
recomendações feitas pelo órgão de controle interno - OCI a que a Secretaria se vincula.

Estrutura de Informação: A informação está estruturada em dois demonstrativos. O


primeiro relacionado com as recomendações do OCI atendidas pela Secretaria no exercício de
Relatório de Gestão da SGEP – 2016 92
referência do relatório de gestão, independentemente do exercício em que originaram, enquanto o
segundo refere-se às recomendações que permaneceram pendentes de atendimento até o final do
exercício de referência do relatório de gestão, igualmente independentemente do exercício em que
originaram.

7.2.1 - Recomendações do Órgão de Controle Interno pendentes de atendimento ao final do


exercício

Os quadros abaixo remetem às justificativas pelo não cumprimento da recomendação


expedida pelo OCI:

Quadro 15A – Situação das recomendações do OCI que permanecem pendentes de


atendimento no exercício.
Recomendações do OCI
Identificação do Relatório de Demandas
Item do RA Comunicação
Externas
00206.000359/2015-65 - Ofício n° 2834/2016/SFC-CGU
Órgão/entidade/subunidade destinatária da determinação/recomendação
Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa – SGEP/MS e Departamento Nacional de Auditoria do SUS –
DENASUS/SGEP.
Descrição da determinação/recomendação
Ação de controle, por demanda da Justiça Federal no Ceará, com objetivo de verificar possíveis irregularidades na
aplicação de recursos federais no Município de Juazeiro do Norte/CE
Justificativa do não cumprimento e medidas adotadas
Considerando as mudanças da gestão deste Ministério no ano de 2016, em especial desta Secretaria de Gestão
Estratégica e Participativa – SGEP, que sofreu inclusive recentes alterações, segue o levantamento preliminar de
pendências com essa Corte de Contas. Ressalto que estão sendo tomadas providências junto aos Departamentos
vinculados institucionalmente a esta Secretaria com vistas à atualização das pendências constatadas no Sistema
Integrado de Protocolo e Arquivo – SIPAR. Em tempo, informo que posteriormente serão encaminhadas informações
conclusivas acerca das determinações pendentes, bem como as respectivas justificativas.

Quadro 15B – Situação das recomendações do OCI que permanecem pendentes de


atendimento no exercício.
Recomendações do OCI
Identificação do Relatório de Demandas
Item do RA Comunicação
Especiais
00190.026773/2010-14 - Aviso n.º 23/2013-GM/CGU-PR

Órgão/entidade/subunidade destinatária da determinação/recomendação


Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa – SGEP/MS e Departamento Nacional de Auditoria do SUS –
DENASUS/SGEP.

Descrição da determinação/recomendação
Ação de controle no Município de Pontal do Araguaia/MT referente à operação conjunta realizada visando apurar
possível fraude em licitação para aquisição de medicamentos em diversos municípios brasileiros.

Justificativa do não cumprimento e medidas adotadas

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 93


Considerando as mudanças da gestão deste Ministério no ano de 2016, em especial desta Secretaria de Gestão
Estratégica e Participativa – SGEP, que sofreu inclusive recentes alterações, segue o levantamento preliminar de
pendências com essa Corte de Contas. Ressalto que estão sendo tomadas providências junto aos Departamentos
vinculados institucionalmente a esta Secretaria com vistas à atualização das pendências constatadas no Sistema
Integrado de Protocolo e Arquivo – SIPAR. Em tempo, informo que posteriormente serão encaminhadas informações
conclusivas acerca das determinações pendentes, bem como as respectivas justificativas.

Quadro 15C – Situação das recomendações do OCI que permanecem pendentes de


atendimento no exercício.
Recomendações do OCI

Relatório Processo Item Comunicação expedida Data da ciência


Relatório de Ofício nº
Fiscalização nº 1597, IC 1.29.005.000105/2011- 17.686/2016/GAB/CGU-
4.1.5 25.11.2016
31º sorteio, Município 14 Regional /RS/CGU-PR, de
de Pedro Osório/RS. 9.11.2016.
Órgão/entidade/subunidade destinatária da determinação/recomendação

Departamento Nacional de Auditoria do SUS – DENASUS

Descrição da determinação/recomendação

4.1.5. Uso de recursos do PAB-Fixo na aquisição de gênero alimentício (leite) para fins de assistência caritativa.

Justificativa do não cumprimento e medidas adotadas


Em 29.11.2016, o expediente foi encaminhado ao Departamento Nacional de Auditoria do SUS – DENASUS para
análise dos pressupostos necessários para a celebração do Termo de Ajuste Sanitário – TAS com o Município de Pedro
Osório/RS.
Considerando as mudanças da gestão deste Ministério no ano de 2016, em especial desta Secretaria de Gestão
Estratégica e Participativa – SGEP, que sofreu inclusive recentes alterações, segue o levantamento preliminar de
pendências com essa Corte de Contas. Ressalto que estão sendo tomadas providências junto aos Departamentos
vinculados institucionalmente a esta Secretaria com vistas à atualização das pendências constatadas no Sistema
Integrado de Protocolo e Arquivo – SIPAR. Em tempo, informo que posteriormente serão encaminhadas informações
conclusivas acerca das determinações pendentes, bem como as respectivas justificativas.

Quadro 15D – Situação das recomendações do OCI que permanecem pendentes de


atendimento no exercício
Recomendações do OCI

Relatório Processo Item Comunicação expedida Data da ciência


Ofício nº 9.682/DS/SFC/CGU-PR,
- 00190.026729/2014-20 - 13.4.2016
de 6.4.2016.
Órgão/entidade/subunidade destinatária da determinação/recomendação

Departamento Nacional de Auditoria do SUS – DENASUS


Descrição da determinação/recomendação

Irregularidades na prestação de contas da área de saúde no Município de Passos/MG.


Justificativa do não cumprimento e medidas adotadas
Considerando as mudanças da gestão deste Ministério no ano de 2016, em especial desta Secretaria de Gestão
Estratégica e Participativa – SGEP, que sofreu inclusive recentes alterações, segue o levantamento preliminar de
pendências com essa Corte de Contas. Ressalto que estão sendo tomadas providências junto aos Departamentos
vinculados institucionalmente a esta Secretaria com vistas à atualização das pendências constatadas no Sistema
Integrado de Protocolo e Arquivo – SIPAR. Em tempo, informo que posteriormente serão encaminhadas informações
conclusivas acerca das determinações pendentes, bem como as respectivas justificativas.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 94


8 – ANEXOS E APÊNDICES

Anexo I – Formulários de resposta da SGEP ao Plano Diretor de Tecnologia da Informação -


PDTI biênio 2017-18

Formulário 1 – GABINETE SGEP E CGPO

IDENTIFICAÇÃO
1) Marque sua Secretaria/Diretoria:

SGEP/GAB/CGPLAN

2) Nome:

NELSON SOARES FILHO

3) E-mail:

nelson.filho@saude.gov.br

Necessidades de Informação
4) Quais são os principais problemas enfrentados na busca, coleta e armazenamento de informações que
subsidiam a tomada de decisão?

FILTRO/SELEÇÃO DA INFORMAÇÃO
QUALIDADE DA INFORMAÇÃO

5) No seu ponto de vista, quais seriam as sugestões de solução para os problemas enfrentados na questão
anterior?

Padronização no cadastro de informações, dando maior direcionamento para aquilo que se busca, através de sistemas como
o Sipar, por exemplo.

6) Quais sistemas e soluções apoiam a busca, coleta, armazenamento e prestação de informações da sua
área?

Sipar, OuvidorSUS, SCDP, Siafi, Siconv, Gescon, Tesouro Gerencial, BGSiconv, SISPROFNS, E-car, SIOP, entre outros.

7) É hábito da equipe, quando precisa resolver algum problema relacionado à informação, buscar outras
alternativas e só depois sugerir o desenvolvimento ou aquisição de algum sistema?

Busca na maioria das vezes

15) Existe algum projeto de desenvolvimento de sistema em curso no DATASUS?

Não.

16) Quais serviços precisam ser entregues ao cidadão e estão sob responsabilidade desta
Diretoria/Secretraria, que poderiam ser prestados de forma eletrônica?

Não detectamos nenhum, por estarmos no gabinete da Secretaria e não nas áreas mais finalísticas.

Necessidade de Infraestrutura
17) Na sua área, quanto a necessidade de melhoria dos recursos de TI para execução dos trabalhos.

Não atende totalmente. Há carência de micros e impressora/scanner multifuncional e colorida. Há necessidade de visita
técnica no mínimo 2 vezes ao mês para sanar problemas na manutenção de equipamentos.

18) Selecione e estime abaixo, os quantitativos necessários para os próximos dois anos.

MICROCOMPUTADORES
NOTEBOOKS
IMPRESSORAS
SCANERS
PROJETORES

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 95


19) Microcomputadores. Quantos?

29

20) Notebooks. Quantos?

22) Impressoras. Quantas?

23) Scaners. Quantos?

24) Projetores. Quantos?

27) Conforme sua percepção, existem recursos superestimados ou mal distribuídos dentro da sua unidade de
trabalho? Em caso positivo, por favor, liste-os.

Não. Apenas a questão da reposição que precisa ser mais eficiente.

28) Quanto a necessidade de softwares de mercado específicos da sua área de negócio. Atualmente, quais são
utilizados?

Apenas os de rotina administrativa, como pacote Office, por exemplo.

29) Quais softwares de mercado são necessários, porém não são usados atualmente?

Photoshop (área de Comunicação);


Software para controle de demandas, com prazo de resposta (Microsoft Access);
Software de geração de nº/controle de documentos (despachos, memorandos, etc).

Necessidade de Serviço
30) Quanto à prestação dos serviços de TI:

Sim.

31) O Suporte de TI (Ex. 2222, 136) atende de maneira satisfatória? Se não, favor descrever o que pode ser
melhorado ou incluído.

Sim. O que pode ser melhorado é a atualização dos dados pessoais que são solicitados quando se inicia um chamado no
2222, pois é normal que no próximo atendimento, o atendente continue pedindo para confirmar a informação desatualizada.

32) Há necessidade de eliminação de algum serviço existente ou sobreposto? Se sim, qual é o motivo?

Não.

33) Quais são os principais problemas ou dificuldades que sua área enfrenta na solicitação de serviços
prestados pelo DATASUS?

Não há problemas.

Criação : 19/10/2016 10:00:53

Atualização : 25/10/2016 15:13:40

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 96


Formulário 2 – DENASUS

IDENTIFICAÇÃO
1) Marque sua Secretaria/Diretoria:

SGEP/DENASUS

2) Nome:

Carlos Roberto Pires Dantas

3) E-mail:

dantas@saude.gov.br

Necessidades de Informação
4) Quais são os principais problemas enfrentados na busca, coleta e armazenamento de informações que
subsidiam a tomada de decisão?

BUSCA/LOCALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO
FILTRO/SELEÇÃO DA INFORMAÇÃO
FALTA DA INFORMAÇÃO
DIFICULDADE DE MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO
QUALIDADE DA INFORMAÇÃO

5) No seu ponto de vista, quais seriam as sugestões de solução para os problemas enfrentados na questão
anterior?

- o DENASUS como órgão de auditoria do SUS deveria ter facilitado o acesso dos auditores ao conjunto de informações
registradas no MS, além do que deveria se divulgar mais amplamente a LAI 12527 que torna pública as informações.

6) Quais sistemas e soluções apoiam a busca, coleta, armazenamento e prestação de informações da sua
área?

- o DENASUS, e demais órgãos de auditoria (SES e SMS) que compõem o Sistema Nacional de Auditoria no SUS - SNA,
registram as suas atividades no Sistema de Auditoria-SISAUD/SUS. As informações do SISAUD/SUS são tornadas públicas em
link no portal do MS e providas na página http://sna.saude.gov.br mediante a sessão "consulta relatórios de auditoria";

- Também utilizamos outros "sistemas satélites" tais como: Sistema de avaliação da GDASUS, Sistema de Legislação-
Legi/SUS, Perguntas Frequentes em auditoria, Audita-Cartas, site sna.saude.gov.br, Sistema de RH dos auditores do SNA, BI
do DENASUS, ferramenta em ACCESS para auditar especificamente o PFPB;

- utilizamos como busca: o TABWIN, TABNET, DW de AIH e APAC, DW (BI) do PFPB, Consulta no SISOBI, Consulta Gestão
do PFPB, SISMOB, Sistema de pagamento do FNS, CNES, SISTCE, SIRIUS, Ouvidor/SUS, consulta direta as bases nominais
no oracle/DF de: AIH, APAC, BPAI e RAAS além de outros já públicos;

- provemos informações do SISAUD/SUS, com acesso direto, para: SARGSUS, SISTCE.

7) É hábito da equipe, quando precisa resolver algum problema relacionado à informação, buscar outras
alternativas e só depois sugerir o desenvolvimento ou aquisição de algum sistema?

Busca na maioria das vezes

15) Existe algum projeto de desenvolvimento de sistema em curso no DATASUS?

- sim: SISAUD/SUS, GDASUS, Perguntas frequentes, Legis/SUS, sistema RH, site SNA, Audita-Cartas.

16) Quais serviços precisam ser entregues ao cidadão e estão sob responsabilidade desta
Diretoria/Secretraria, que poderiam ser prestados de forma eletrônica?

- transformar os relatórios de auditoria em relatórios eletrônicos, mediante certificação de assinatura digital.

Necessidade de Infraestrutura
17) Na sua área, quanto a necessidade de melhoria dos recursos de TI para execução dos trabalhos.

- problemas constante de acesso aos sistema, com erro frequente na gravação de registros, gerando retrabalhos constantes
pelos auditores do DENASUS e das SES e SMS;
- rede lenta com reclamações permanentes, principalmente pelas regionais;

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 97


- tablets que foram disponibilizados são de baixa qualidade ocasionando pouco uso e ociosidade.

18) Selecione e estime abaixo, os quantitativos necessários para os próximos dois anos.

MICROCOMPUTADORES
NOTEBOOKS
TABLETS
IMPRESSORAS
SCANERS
PROJETORES

19) Microcomputadores. Quantos?

108

20) Notebooks. Quantos?

25

21) Tablets. Quantos?

30

22) Impressoras. Quantas?

11

23) Scaners. Quantos?

24) Projetores. Quantos?

27) Conforme sua percepção, existem recursos superestimados ou mal distribuídos dentro da sua unidade de
trabalho? Em caso positivo, por favor, liste-os.

- tablets ficaram subutilizados em virtude da baixa qualidade e com frequentes reclamações

28) Quanto a necessidade de softwares de mercado específicos da sua área de negócio. Atualmente, quais são
utilizados?

- ACCESS, MicroStrategy

29) Quais softwares de mercado são necessários, porém não são usados atualmente?

- Para análise de dados

Necessidade de Serviço
30) Quanto à prestação dos serviços de TI:

- atendimento demorado das demandas SIRIUS, com processo moroso e dispendioso

31) O Suporte de TI (Ex. 2222, 136) atende de maneira satisfatória? Se não, favor descrever o que pode ser
melhorado ou incluído.

- sistema burocrático não podendo agregar demandas

33) Quais são os principais problemas ou dificuldades que sua área enfrenta na solicitação de serviços
prestados pelo DATASUS?

- tempestividade no atendimento, custo alto no atendimento (para pequenos ajustes se paga um valor fixo baseado no custo
inicial da funcionalidade)

Necessidade de Pessoal
34) Para subsidiar um plano de força de trabalho do DATASUS, precisamos saber as necessidades de pessoal
de TI para execução das atividades da sua área.

NÃO

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 98


36) A Equipe de TI alocada supre as necessidades?

NÃO

37) Informe o quantitativo necessário, para os próximos dois anos.

38) Quais perfis profissionais de TI atenderiam as necessidades?

1 gerente de projeto, 2 analistas de requisitos e 2 desenvolvedores

Criação : 18/10/2016 16:26:50

Atualização : 19/10/2016 10:57:47

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 99


Formulário 3 – DOGES

IDENTIFICAÇÃO
1) Marque sua Secretaria/Diretoria:

SGEP/DOGES

2) Nome:

Rafaela Dias Cabral

3) E-mail:

rafaela.cabral@saude.gov.br

Necessidades de Informação
4) Quais são os principais problemas enfrentados na busca, coleta e armazenamento de informações que
subsidiam a tomada de decisão?

BUSCA/LOCALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO
DIFICULDADE DE MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO
QUALIDADE DA INFORMAÇÃO

5) No seu ponto de vista, quais seriam as sugestões de solução para os problemas enfrentados na questão
anterior?

- Ausencia de sistema de dados originados


- Instabilidade (Ex.;SPO travou todos os dias durante 4 meses consecutivos)

6) Quais sistemas e soluções apoiam a busca, coleta, armazenamento e prestação de informações da sua
área?

- OuvidorSUS
- SPO
- CartaSUS
- Premio Cecilia Don'angelo

7) É hábito da equipe, quando precisa resolver algum problema relacionado à informação, buscar outras
alternativas e só depois sugerir o desenvolvimento ou aquisição de algum sistema?

Busca sempre

8) Existe algum projeto de desenvolvimento de sistemas mediante convênio ou mecanismo similar em


andamento?

OPAS/OMS
OUTROS

11) OPAS/OMS - Cite os projetos de desenvolvimento de sistemas.

Inovação; APP 136 - Disque Saúde

14) Cite os projetos de desenvolvimento de sistemas.

OuvidorSUS Versão 3; SPO; CartaSUS; Premio Cecilia Don'angelo

15) Existe algum projeto de desenvolvimento de sistema em curso no DATASUS?

OuvidorSUS Versão 3

16) Quais serviços precisam ser entregues ao cidadão e estão sob responsabilidade desta
Diretoria/Secretraria, que poderiam ser prestados de forma eletrônica?

Reestruturação do Sistema CartaSUS

Necessidade de Infraestrutura
17) Na sua área, quanto a necessidade de melhoria dos recursos de TI para execução dos trabalhos.

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 100


Sim

18) Selecione e estime abaixo, os quantitativos necessários para os próximos dois anos.

TABLETS

21) Tablets. Quantos?

04 (quatro)

27) Conforme sua percepção, existem recursos superestimados ou mal distribuídos dentro da sua unidade
de trabalho? Em caso positivo, por favor, liste-os.

Não

28) Quanto a necessidade de softwares de mercado específicos da sua área de negócio. Atualmente, quais
são utilizados?

Nenhum

29) Quais softwares de mercado são necessários, porém não são usados atualmente?

Nenhum

Necessidade de Serviço
30) Quanto à prestação dos serviços de TI:

PRazo de entrega de pacotes dos sistemas é muito longo

31) O Suporte de TI (Ex. 2222, 136) atende de maneira satisfatória? Se não, favor descrever o que pode ser
melhorado ou incluído.

- Demora no prazo para execução da tarefa;


- Opção 8 do 136 é muito demorado.

32) Há necessidade de eliminação de algum serviço existente ou sobreposto? Se sim, qual é o motivo?

Na verdade, o que precisamos é da integração de todos os sistemas para facilitar o trabalho do Departamento.

33) Quais são os principais problemas ou dificuldades que sua área enfrenta na solicitação de serviços
prestados pelo DATASUS?

Os prazos

Necessidade de Pessoal
34) Para subsidiar um plano de força de trabalho do DATASUS, precisamos saber as necessidades de pessoal
de TI para execução das atividades da sua área.

NÃO

36) A Equipe de TI alocada supre as necessidades?

NÃO

37) Informe o quantitativo necessário, para os próximos dois anos.

01 (um)

38) Quais perfis profissionais de TI atenderiam as necessidades?

Profissional com conhecimento dos sistemas para auxiliarem diretamente o setor para resolução de problemas rápidos.
Perfil: ATI, desenvolvedor, programador

39) Diante da necessidade de capacitação para a utilização de serviços ou sistemas providos pelo DATASUS,
especifique quais treinamentos seriam necessários e os seus quantitativos, para os próximos dois anos?

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 101


Formulário 4 – DAGEP

IDENTIFICAÇÃO
1) Marque sua Secretaria/Diretoria:

SGEP/DAGEP

2) Nome:

Túlio Correia de Souza e Souza

3) E-mail:

tulio.souza@saude.gov.br

Necessidades de Informação
4) Quais são os principais problemas enfrentados na busca, coleta e armazenamento de informações que
subsidiam a tomada de decisão?

BUSCA/LOCALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO
FILTRO/SELEÇÃO DA INFORMAÇÃO

5) No seu ponto de vista, quais seriam as sugestões de solução para os problemas enfrentados na questão
anterior?

Ampliação do acesso à informações sistematizadas acerca das condições de saúde das populações em situação de
iniquidades. (Ex: Quesito Raça/Cor; Nome Social...) Além da organização e sistematização das pastas do diretório
comum.

6) Quais sistemas e soluções apoiam a busca, coleta, armazenamento e prestação de informações da sua
área?

SIACS
Mapa da Saúde
SAGE
Diretório Comum

7) É hábito da equipe, quando precisa resolver algum problema relacionado à informação, buscar outras
alternativas e só depois sugerir o desenvolvimento ou aquisição de algum sistema?

Busca na maioria das vezes

15) Existe algum projeto de desenvolvimento de sistema em curso no DATASUS?

Nâo há desenvolvimento de sistema na nossa área.

16) Quais serviços precisam ser entregues ao cidadão e estão sob responsabilidade desta
Diretoria/Secretraria, que poderiam ser prestados de forma eletrônica?

Elaboração e produção de materiais audiovisuais com a finalidade de ampliar os processos formativos e educativos para
as políticas de promoção da equidade, educação permanente para o controle social e educação popular em saúde.

Necessidade de Infraestrutura
17) Na sua área, quanto a necessidade de melhoria dos recursos de TI para execução dos trabalhos.

De modo geral atende a demanda.

Microcomputadores

- Há quarenta computadores para os servidores. Porém, alguns com um da marca DELL e outros com a marca LENOVO
e POSITIVO, estes dois últimos são computadores antigos e que tendem a travar mais, gerando mais reclamações, ao
total são 12.

NoteBook

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 102


Há 4 notebooks, todos antigos. Sendo necessário a troca de pelo menos 3.

Tablet - Não há necessidade

Impressoras -
Há 02- HPLaser JET 1320n, sendo apenas uma funcionando, sendo necessária a troca da estragada.
Há 01 - HP Color Laser Jet CP3525dn em funcionamento
Sendo avaliado a necessidade de uma Ricoh MP 5002 PCL 6 para atender as demandas de cópia e scanner.

SCANERS
Há necessidade de 1, com a Ricoh MP 5002 PCL 6 essa demanda seria solucionada.

Projetores
Há 3, porém 2 em funcionamento. Estes atendem a atual demanda.

18) Selecione e estime abaixo, os quantitativos necessários para os próximos dois anos.

MICROCOMPUTADORES
NOTEBOOKS
IMPRESSORAS
SCANERS

19) Microcomputadores. Quantos?

Subistituição de pelo menos 12 (LENOVO/POSITIVO)

20) Notebooks. Quantos?

Substituição de pelo menos 3.

22) Impressoras. Quantas?

Substituição de uma HP LASER JET 1320n estragada por uma nova. Uma Ricoh MP 5002 PCL 6.

23) Scaners. Quantos?

Com a Ricoh MP 5002 PCL 6 esse problema seria solucionado.

27) Conforme sua percepção, existem recursos superestimados ou mal distribuídos dentro da sua unidade
de trabalho? Em caso positivo, por favor, liste-os.

Não.

28) Quanto a necessidade de softwares de mercado específicos da sua área de negócio. Atualmente, quais
são utilizados?

Nenhum.

29) Quais softwares de mercado são necessários, porém não são usados atualmente?

Pacote ADOBE, para a produção e divulgação de audivisuais com materiais informativos e educativos.

Necessidade de Serviço
30) Quanto à prestação dos serviços de TI:

De modo geral sim.

31) O Suporte de TI (Ex. 2222, 136) atende de maneira satisfatória? Se não, favor descrever o que pode
ser melhorado ou incluído.

Atende de modo satisfatório.

32) Há necessidade de eliminação de algum serviço existente ou sobreposto? Se sim, qual é o motivo?

Não.

33) Quais são os principais problemas ou dificuldades que sua área enfrenta na solicitação de serviços
prestados pelo DATASUS?

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 103


Se for possível diminuir o tempo da solicitação a prestação de serviços sempre é bom para otimizar o trabalho do
solicitante.

Necessidade de Pessoal
34) Para subsidiar um plano de força de trabalho do DATASUS, precisamos saber as necessidades de
pessoal de TI para execução das atividades da sua área.

NÃO

36) A Equipe de TI alocada supre as necessidades?

NÃO

37) Informe o quantitativo necessário, para os próximos dois anos.

Não há necessidade

39) Diante da necessidade de capacitação para a utilização de serviços ou sistemas providos pelo
DATASUS, especifique quais treinamentos seriam necessários e os seus quantitativos, para os próximos
dois anos?

Treinamento para busca, coleta e manipulação de informações nos sitemas:


SIACS
SAGE
Mapa da Saúde
Gerenciamento de pastas

Criação : 19/10/2016 15:33:11

Atualização : 19/10/2016 16:04:21

Relatório de Gestão da SGEP – 2016 104