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UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ

STEFANY WEBER

MEDICINA ALTERNATIVA NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE


ENFERMIDADES DOS CÃES - RELATO DE CASO -

CURITIBA

2015
STEFANY WEBER

MEDICINA ALTERNATIVA NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE


ENFERMIDADES DOS CÃES – RELATO DE CASO

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao curso de Medicina Veterinária
da Faculdade de Ciências biológicas e da
Saúde da Universidade Tuiuti do Paraná, como
requisito parcial para obtenção do título de
Médica Veterinária.
Professor Orientador: Celso Grigoletti
Orientador Profissional: Dra. Josimara Cazeta

CURITIBA

2015
Reitor
Prof. Luiz Guilherme Rangel Santos

Pró-Reitor Administrativo
Sr. Carlos Eduardo Rangel dos Santos

Pró-Reitora Acadêmica
Profa. Carmen Luiza da Silva

Pró-Reitor de Planejamento
Sr. Afonso Celso Rangel dos Santos

Pró-Reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão


Profa. Carmen Luiza da Silva

Secretário Geral
Prof. João Henrique Ribas de Lima

Diretor da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde


Prof. João Henrique Faryniuk

Coordenador do Curso de Medicina Veterinária


Prof. Wellington Hartmann

Coordenador de Estágio Curricular do Curso de Medicina Veterinária


Profa. Lucimeris Ruaro

CAMPUS PROF. SIDNEY LIMA SANTOS


Rua Sidney A. Rangel Santos, 238 – Santo Inácio
CEP: 82010-330 – Curitiba – Paraná
Telefone: 3331-7700
AGRADECIMENTOS

Os agradecimentos nesta fase do trabalho, não são apenas desejáveis. São


essenciais e representam a oportunidade de mostrar nosso reconhecimento às
pessoas que participaram, nos ajudaram ou, simplesmente, permaneceram ao nosso
lado. A Deus por sempre guiar meus passos e iluminar minha vida e por ter me dado
persistência e sabedoria para chegar até aqui. Ao meu pai, Deodato, por ter me
possibilitado estes estudos e por sempre estar do meu lado, dando força e me
incentivando para que este sonho se tornasse realidade. Obrigada por toda a
dedicação, pelos conselhos e pelo exemplo de vida. Às minhas tias, Denise e Márcia
que sempre torceram por mim e me deram força. Ao meu marido, Abel, que sempre
me apoiou e esteve ao meu lado em todas as horas. E a nossa filha, Celina, por ser a
luz que faltava na minha vida. Ao meu professor orientador Celso, que demonstrou
imenso prazer em repassar seus conhecimentos, além do companheirismo e amizade.
RESUMO

O presente trabalho de conclusão de curso, apresenta um relatório de estágio e


revisão de literatura sobre terapias alternativa em medicina veterinária. Estágio
realizado no Consultório Veterinário Estheticão, Curitiba-Pr, entre o período de 02 de
março de 2015 à 22 de maio de 2015. Foi possível auxiliar na rotina do consultório, e
acompanhar o uso da Medicina Tradicional Chinesa, como adjuvante no tratamento.
A revisão sugere a possibilidade do uso de outras práticas, além da alopatia.
Pretende-se dissertar sobre o uso, funcionamento e efeito das terapias alternativas
utilizadas em Medicina Veterinária, com ênfase na acupuntura, fitoterapia,
homeopatia, radiestesia, reflexologia e cromoterapia. A literatura relata haver um
crescente interesse por parte dos médicos veterinários e seus clientes, exigindo mais
pesquisas e periódicos científicos especializados nas evidências quanto aos possíveis
benefícios das práticas complementares e alternativas.

Palavras-chave: Acupuntura, Fitoterapia, Homeopatia, Radiestesia, Reflexologia,


Cromoterapia.
ABSTRACT

This report completion of the course was held at the Veterinary Office Estheticão
between period of March 2, 2015 to May 22, 2015. It was possible to assist in the office
routine, and monitor the use of traditional Chinese medicine, as an adjunct in the
treatment . The study suggests the possibility of using other practices, as well as
allopathy, among it is possible to mention: therapies that adopt the use of substances
of vegetable origin, animal or mineral, which can be concentrated, diluted, or using
physical means; therapies that embrace the outdoor use of substances of vegetable
origin, animal or mineral; therapies that do not use substances. It is intended to
elaborate on the use, operation and effect of Alternative Therapies used in veterinary
medicine, with emphasis on acupuncture, herbal medicine, homeopathy and
Reflexology. The analysis says there is growing interest on the part of veterinarians
and their clients physicians, requiring more research and specialized journals on the
evidence about the possible benefits of complementary and alternative practices.

Keywords: Traditional Chinese Medicine, Alternative Therapy, Acupuncture, Herbal


Medicine, Homeopathy, Reflexology, Chromotherapy.
LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 ACUPONTOS CONTIDOS NOS MERIDIANOS DE CÃES 13


FIGURA 2 ACUPONTOS DA COLUNA VERTEBRAL DOS CÃES 14
FIGURA 3 AURAMETER 22
FIGURA 4 LANTERNA E PLACAS USADAS NA CROMOTERAPIA 25
FIGURA 5 TRÍADE DA DISPLASIA COXOFEMORAL. 27
LISTA DE QUADROS

QUADROS 1 PLANTAS MEDICINAIS UTILIZADAS NA 17


FITOTERAPIA VETERINÁRIA
LISTA DE ABREVEATURAS

MTC Medicina Tradicional Chinesa


µV Microvolt
IL4 Interleucina 4
IL10 Interleucina 10
SNC Sistema Nervoso Central
Cm Centímetro
C3 3° Vértebra cervical
C6 6° Vértebra cervical
C7 7° Vértebra cervical
T1 1° Vértebra torácica
T2 2° Vértebra torácica
T4 4° Vértebra torácica
L3 3° Vértebra lombar
T8 8º Vértebra torácica
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO................................................................................... 8
2 REVISÃO LITERÁRIA........................................................................ 9
2.1 MEDICINA ALTERNATIVA................................................................. 9
2.1.2 Acupuntura.......................................................................................... 11
2.1.3 Fitoterapia........................................................................................... 15
2.1.4 Homeopatia........................................................................................ 18
2.1.5 Radiestesia......................................................................................... 20
2.1.6 Reflexologia e Cromoterapia............................................................... 23
3 RELATO DE CASO CLÍNICO............................................................ 27
3.1 ANAMNESE........................................................................................ 27
3.2 EXAME CLÍNICO................................................................................ 27
3.3 TRATAMENTO................................................................................... 31
4 DISCUSSÃO....................................................................................... 35
5 CONCLUSÂO..................................................................................... 38
6 REFERÊNCIAS.................................................................................. 39
.
1 INTRODUÇÃO

Este trabalho, baseado no estágio obrigatório, do Curso de Medicina


Veterinária da Universidade Tuiuti do Paraná tem como finalidade descrever sobre
práticas não-convencionais, usadas na prevenção, diagnóstico e tratamento das
enfermidades evidenciadas no cotidiano de um consultório.
Um fenômeno bastante interessante que tem ocorrido nos últimos anos é o
interesse de profissionais da área da saúde, em buscar conhecimentos e aplicar
técnicas da medicina tradicional chinesa. Dentro desta abordagem, essas práticas não
mais são um simples complemento ou alternativa ao tratamento convencional, mas
são indicados aos pacientes como parte do tratamento, de maneira integrada. E visam
orientar o fluxo natural das energias que percorrem o corpo dos animais, estimulando
pontos de eventuais bloqueios e promovendo desta forma um estado de homeostasia
em todo organismo.
E, ao contrário do que muitos pensam, a aplicação na medicina veterinária é
uma realidade que tem apresentado excelentes resultados práticos, desmistificando
alguns conceitos e apresentando vantagens sobre a medicina oficial. Propõe-se
apresentar e discutir resumidamente dada a hipótese de sua considerável relevância,
pouca difusão e alguma originalidade. Visando estes fatos, o fundamental objetivo é
poder contribuir, embora com as naturais limitações, para melhores interpretações das
principais práticas alternativas que podem ser desenvolvidas na medicina veterinária.
2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 MEDICINA ALTERNATIVA

No século XX, com as novas descobertas no campo da física, como as teorias


de Einstein, abriu-se um novo horizonte: a matéria é vista como manifestação de
energia e, assim sendo, os animais, também matéria, é constituído de sistemas
energéticos que interagem, formando um todo que deve ser equilibrado e harmonioso
(GERBER,1988).
Segundo essa concepção, somos seres multidimensionais de energia, cujo
corpo físico é apenas um dos componentes de um sistema dinâmico maior, ou seja, o
homem é um complexo mente/corpo/espírito, que existe em equilíbrio dinâmico
contínuo com as dimensões energéticas superiores (GERBER,1988). Os principais
componentes dessa visão holística são (NOGUEIRA, 1985):
1) As entidades ou sistemas do universo existem como um todo, um conjunto, uma
totalidade – nós fazemos parte de um todo, o universo.
2) As partes do conjunto ou unidade são dinamicamente independentes e inter-
relacionadas - somos únicos, desenvolvemos diferentes doenças que causam
mudanças em determinadas partes, afetando as outras partes e, consequentemente,
o todo.
3) A unidade não pode ser entendida pelo exame isolado das partes - quando
separadas, não permitem sua real compreensão por continuar sendo parte de algo
maior.
4) O todo é maior que a soma das partes – quando inter-relacionadas, as partes
adquirem características e qualidades novas, inexistentes anteriormente, maiores que
se somadas individualmente.
A compreensão da ação das Terapias Alternativas/Complementares é
intimamente dependente da visão holográfica (SOUZA, 1992). Sob a denominação de
Terapias Alternativas/ Complementares entende-se as técnicas que visam a
assistência de saúde ao indivíduo, seja na prevenção, seja no tratamento,
considerando-o como um todo - corpo/mente/espírito - e não como um conjunto de
órgãos ou partes isoladas (HILL, 2003), diferentemente da assistência alopática ou
medicina ocidental, cujo objetivo é a cura da doença pela intervenção direta no órgão
ou parte doente. É considerado boa saúde é um estado de neutralidade, de "ausência
de sintomas", em que não existem problemas identificáveis (GERBER, 1988).
Medicina alternativa ou complementar (MAC) tem sido definida como
diagnostico, tratamento e/ou prevenção que complementa a medicina convencional
por contribuir como um todo, por satisfazer as demandas não encontradas na
medicina ortodoxa ou por diversificar o quadro conceitual da medicina. Inclui formas
de terapia que não possuem bases cientificas ou eficácia comprovadas por métodos
científicos (AGUIAR, 2010).
Um fenômeno bastante interessante que tem ocorrido nos últimos anos é o
interesse de profissionais da área da saúde, formados dentro do que conhecemos por
medicina convencional, em buscar conhecimentos e aplicar técnicas da MAC. Aliás,
isto fez com que uma nova terminologia - medicina integrativa - começasse a ser
adotada em diversos hospitais e clínicas. Dentro desta abordagem, essas práticas não
mais são um simples complemento ou alternativa ao tratamento convencional, mas
são indicados aos pacientes como parte do tratamento, de maneira integrada
(AGUIAR, 2010).
Sob o ponto de vista holístico, ao prestar assistência à saúde, o profissional
visa harmonizar e equilibrar entre si todas as dimensões do ser humano, atuando não
só no corpo físico, mas também nas energias mais sutis que formam seu corpo. Para
tanto, há necessidade de buscar-se formas alternativas de assistência, que tratem do
corpo, da mente e do espírito (SOUZA, 1992).
Embora tratamentos não farmacológicos como exercícios e terapia cognitivo-
comportamental sejam as vezes considerados uma forma de medicina Alternativa e
complementar, o National Institutes of Health (NIH) não os classifica como tal.
Historicamente, a medicina alternativa e complementar era definida como
intervenções medicas não rotineiramente prescritas por clínicos da medicina
Ocidental, pouco difundidas nas escolas medicas. O NIH classifica este tipo de pratica
medica em cinco grupos (BRAZ, 2011):
1) medicina alternativa: medicina tradicional chinesa (incluindo acupuntura), medicina
neuropática, ayurvedica ou homeopatia;
2) terapias com bases biológicas, incluindo fitoterapia, suplementação dietética e
tratamento biológico individual - este último não aceito pelo FDA;
3) terapias energéticas, como Reike, toque terapêutico e terapia magnética, entre
outros;
4) sistemas baseados em manipulação corporal: quiropraxia, osteopatia e massagens;
5) intervenções corpo-mente, como meditação, relaxamento, biofeedback e
hipnoterapia.

3.1.1 Acupuntura

Derivada dos radicais latinos acus e pungere, que significam agulha e


puncionar, respectivamente, a acupuntura visa à terapia e cura das enfermidades pela
aplicação de estímulos através da pele, com a inserção de agulhas em pontos
específicos chamados acupontos (WEN, 1989; JAGGAR, 1992; SCHOEN, 1993).
A acupuntura veterinária é, provavelmente, tão antiga quanto a história da
acupuntura, acompanhando-a pari passu. Estima-se em 3000 anos a idade de um
tratado descoberto no Sri Lanka sobre o uso de acupuntura em elefantes indianos.
(ALTMAN, 1997).
Entretanto, além do sentido restrito de agulhamento, a palavra acupuntura pode
ter sentido mais amplo, o do estímulo do acuponto segundo as várias técnicas
disponíveis (agulhamento, alterações de temperatura, pressão e outras. A acupuntura
faz parte de um conjunto de conhecimentos teóricoempíricos, a Medicina Tradicional
Chinesa (MTC) que inclui técnicas de massagem (Tui-Na), exercícios espiratórios
(Chi-Gung), orientações nutricionais (Shu-Shieh) e a farmacopéia chinesa
(medicamentos de origem animal, vegetal e mineral) (ALTMAN, 1997).
Consiste na inserção de agulhas e/ou transferência de calor em áreas definidas
da pele e tecidos subjacente, denominados acupontos. Restabelecer o equilíbrio de
estados funcionais alterados, atingindo a homeostase, através da influência sobre
determinados processos fisiológicos (DRAEHMPAEHL, 1994; YAMAMURA, 2001).
A MTC baseia-se no equilíbrio ou harmonia tanto no interior do organismo como
o relacionamento com o meio externo. Inclui a homeostasia das funções
neuroendócrinas, estado emocional, influência hereditária. Considera também um
equilíbrio entre o corpo e o meio ambiente externo. O conceito básico utilizado é
representado pelos termos Yin e Yang, ou seja, energias opostas e ao mesmo tempo
complementares. Pode-se interpretar estas metáforas resumidamente como
processos de anabolismo (Ying) e catabolismo (Yang), ou ainda influência
parassimpática e simpática (JAGGAR, 1992)
Trata-se também de uma terapia reflexa, em que o estímulo de uma área age
sobre outra(s). Para este fim, utiliza, principalmente, o estímulo nociceptivo
(LUNDEBERG, 1993). Os estímulos nociceptivos são receptores específicos para a
dor e terminações nervosas. Ocorre transformação de estímulo mecânico, térmico ou
químico em impulso nervoso (CASSU, 2002, SCOGNAMILLO-SZABÓ, 2001).
Portanto, a acupuntura consiste na estimulação sensorial ou estímulo neural
periférico provocando liberação de neuropeptídios locais e a distância, devido ao
Sistema Nervoso Central e Periférico. (DAWIDSON et al, 1999).
Muitas vezes o uso somente da inserção de agulhas é indicado, as agulhas
desenvolveram um potencial elétrico na ponta, isoladamente de 1800µV, capaz de
provocarem a despolarização da membrana nervosa (YAMAMURA et al, 1997). Desta
forma o estímulo da acupuntura é transmitido do acuponto para a medula espinhal
através dos nervos periféricos aferentes (SMITH, 1992).
Como mecanismo local da acupuntura, é relatado além do efeito de
relaxamento muscular (CARNEIRO, 2001; STILL, 2003), estímulo à regeneração
tecidual, a promoção de uma alteração elétrica pela presença da agulha (CARNEIRO,
2001).
A ação local desencadeada com a acupuntura, é a indução de efeitos
piezoelétricos do colágeno, que funciona como um dipolo e se posiciona de acordo
com os campos elétricos (DRAEHMPAEHL, 1994). Ocorre estimulo a movimentação
do tecido conjuntivo/colagênico nos tendões, ligamentos e cápsulas articulares. Ativa
fibrócitos e a colagênesse em tendões cartilagens e ossos, similar ao fenômeno que
ocorre quando se exerce uma pressão no colágeno ao estresse de compressão do
osso (GUYTON, 1984).
A manipulação da agulha de acupuntura provoca uma deformação do tecido
conjuntivo, composto por matriz extracelular e fibras de colágeno, havendo a
transmissão de sinal mecânico dentro de fibroblastos e outras células aderidas as
fibras de colágeno e uma resposta celular de rearranjo no citoesqueleto, estimulando
vários sensores mecanoreceptores e/ou nociceptores. Este efeito é importante, pois
não se restringe ao local da agulha de acupuntura podendo se espalhar a planos de
tecido conjuntivo intersticial. Gera também alterações no fluxo sanguíneo, citocinas
e/ou fatores de crescimento que resultam na modulação a longo prazo da informação
sensorial e o efeito da acupuntura que pode durar horas ou dias (LAGEVIN,
CHURCHILL, CIPOLA, 2001).
Através dos conhecimentos neuroanatômicos e neurofisiológicos (YAMAMURA
et al., 1997), a acupuntura médica atua pode ser definida como um método de
estimulação neural periférica que acessa o SNC, objetivando um reajuste nas funções
cerebrais, neurais, hormonais, imunitárias e viscerais, ou seja, originando o termo
neuromodulação (CARNEIRO, 2001).

FIGURA 1 – ACUPONTOS CONTIDOS NOS MERIDIANOS DE CÃES.

Fonte: Carp Road Animal Hospital


FIGURA 2 – ACUPONTOS DA COLUNA VERTEBRAL DOS CÃES

Fonte: Carp Road Animal Hospital

São relatados tanto efeitos sistêmicos devido a participação dos centro


superiores do SNC e efeitos relacionados à liberação de diversas substâncias e
neurotransmissores: histamina, bradicinina, prostaglandina, serotonina
(DRAEHMPAEHL; ZOHMANN, 1994), substância P e peptídeo calcitonina-gene-
relacionado (CGRP), β-endorfinas, encefalinas e dinorfinas, noradrenalina,
acetilcolina, adenosina, somatostatina, ácido gama-aminobutírico, vasopressina,
angiotensina, corticotropina (ACTH), colecistoquinina, ácido glutâmico (CARNEIRO,
2001; HONG JIN PAI et al, 2004).
As citocinas estão implicadas em condições imunes e inflamatórias. São
produzidas principalmente por macrófados e linfócitos. Algumas são inflamatórias e
outras são anti-inflamatórias. As interleucinas fazem parte desta grande família, sendo
as interleucinas 4 (IL4) e interleucina 10 (IL10) mediadoras da regulação das
condições imunoinflamatórias. Sabe-se que as citocinas podem regular a liberação
pituitária de β-endorfina. Por outro lado, outras fontes de β-endorfinas compreendem
células imunológicas que podem ter influência na inflamação, sugerindo que as
endorfinas não estão envolvidas somente com analgesia. Além das endorfinas, outros
neuropeptídios podem estimular linfócitos. Desta forma a acupuntura pode amplificar
esta interação de neuropeptídios e citocinas, além do seu conhecido efeito em
aumentar a contagem de leucócitos no sangue periférico. Este processo fisiológico
pode estar implicado com relatos dos efeitos da acupuntura em condições
imunoinflamatórias como asma bronquial e artrite reumatóide (BONTA, 2002). CGRP
está envolvido na angiogênese (HUKKANEN et al., 1993), importante na regeneração
tecidual. As fibras nervosas não estimuladas parecem não liberar em grandes
quantidades este peptídeo, mas a estimulação acarreta liberação em terminações
nervosas e as concentrações locais deste neuripeptídeo tornam-se significativas
(KONTTINEN; IMAI; SUDA, 1996).
Diversos modelos explicamos possíveis mecanismos de ação para a analgesia
acupuntural, sendo conhecido o modelo neuro-humoral, onde a agulha de acupuntura
estimula os aferentes A-delta de um neurônio periférico, que termina no corno dorsal
da medula espinhal, transfere o impulso a um segundo neurônio dentro do mesmo
segmento espinhal, ativando três níveis do sistema nervoso. Em ordem ascendente
estes níveis são: medula espinhal dentro do mesmo segmento, região supra-espinhal
– substância cinzenta periaquedutal, núcleo magno da rafe e o complexo hipófise-
hipotálamo. Quando, cada um destes níveis, são estimulados, endorfinas específicas
e monoaminas, serotonina e adrenalina tornam-se envolvidas em uma cascata
química que inibe a dor (SMITH, 1992; YAMAMURA, 2001).

3.1.2 Fitoterapia

A Etnoveterinária é a ciência que envolve a opinião e o conhecimento das


práticas populares utilizadas para o tratamento ou prevenção das doenças que
acometem os animais. Um dos ramos desta ciência milenar está a Fitoterapia que é o
tratamento de patologias animal a base de plantas (MATHIUSMUNDY; MCCORKLE,
1989).
Dos métodos utilizados em terapia na Medicina Natural, a fitoterapia é, sem
dúvida, um dos mais antigos. Dele já lançava mão o homem pré-histórico, que
aprendeu, como os animais, a distinguir as plantas comestíveis daquelas que podiam
ajudá-lo a sanar suas moléstias (YWATA et al, 2005).
As vantagens conseguidas no tratamento com plantas medicinais são
inegáveis. A excelente relação custo/benefício (ação biológica eficaz com baixa
toxicidade e efeitos colaterais), deve ser aproveitada, uma vez que a natureza oferece
gratuitamente a cura para as doenças. Sua forma de ação é um efeito somatório ou
potencializador de diversas substâncias de ação biológica suave e em baixa
posologia, resultando num efeito farmacológico identificável. O uso de plantas
medicinais para tratamento de doenças passou a ser oficialmente reconhecido pela
Organização Mundial da Saúde (CARVALHO, 2005).
A ideia de que drogas naturais são seguras e livres de efeitos colaterais é falsa.
As plantas contêm centenas de constituintes e alguns deles são tóxicos, podendo
prejudicar o organismo daqueles que buscam auxílio no tratamento de seus males
(CALIXTO, 2000).
QUADRO 1 – Plantas medicinais utilizadas na Fitoterapia veterinária.
Fonte: FONTES, 2009

3.1.3 Homeopatia

A homeopatia vem sendo estudada e praticada como forma alternativa de


medicina há 200 anos, porém, somente nas últimas décadas têm-se encontrado na
literatura científica trabalhos experimentais demonstrando resultados objetivos acerca
dos efeitos biológicos das ultradiluições esclarecendo fatos já bem conhecidos na
prática clínica empírica (YOUBICIER et al, 1993; DEMANGEAT et al., 1994; BELON
et al, 1999; BONAMIN et al, 2001).
A homeopatia baseia-se na reação curativa do organismo através da
estimulação vital (BRUNINI, 1993; BENITES, 2000), preconiza a cura do indivíduo por
si só, encaminhando o para isso. O estímulo vital é dado pela atuação dos
medicamentos homeopáticos (BENITES, 2000), que são prescritos baseando-se na
individualização de cada caso. O processo de individualização é feito pelo médico-
veterinário através da pesquisa de sintomas objetivos (lesões, horários e situações),
uma vez que os subjetivos (sensações) necessitam de verbalização por parte do
próprio paciente (BENITES, 1999). Contudo, as técnicas semiológicas homeopáticas
baseiam-se, sobretudo, no perfil psicossomático do paciente, sendo por isso uma
ferramenta importante para permitir uma abordagem ampla e eficaz (BRUNINI, 1992;
BRUNINI, 1993; TORRO, 1999).
O princípio básico da homeopatia, é a utilização de medicamentos
dinamizados, ou seja, medicamentos preparados a partir de substâncias animais,
vegetais, minerais ou tecidos doentes. Na dinâmica desta preparação a matéria
oriunda desta substância impregna as moléculas do álcool (ou açúcar) utilizado,
determinando nesta, suas impressões energéticas, sem alterar sua forma química.
Consequentemente estaremos medicando os animais e vegetais com substancias
inócuas em termos químicos. (ARENALES, 2002).
O “efeito primário dos medicamentos”, são promotores de alterações nos
diversos sistemas orgânicos, e o “efeito secundário do organismo” é a reação vital ou
homeostática, que atua como uma resposta neutralizadora dos distúrbios primários
promovidos pelos fármacos, na tentativa de retornar ao “equilíbrio do meio interno”
(homeostase) anterior à intervenção medicamentosa (HAHNEMANN, 1994). Ação
primária é toda força que atua sobre a vida, todo medicamento afeta, em maior ou
menor escala, a força vital, causando certa alteração no estado de saúde por um
período de tempo maior ou menor. A essa ação, nossa força vital se esforça para opor
sua própria energia. Tal ação oposta faz parte de nossa força de conservação,
constituindo uma atividade automática da mesma, chamada ação secundária.
Administrando aos indivíduos enfermos substâncias que despertaram sintomas
semelhantes nos experimentadores sadios, o princípio da similitude terapêutica tem
como objetivo estimular uma reação homeostática curativa contra a enfermidade,
induzindo o organismo a reagir contra os seus próprios sintomas (HAHNEMANN,
1994).
O termo “homeostase” foi cunhado por W. B. Cannon em 1929, significando a
tendência ou habilidade de qualquer célula ou organismo em manter o seu equilíbrio
interno, através de auto ajustes nos processos fisiológicos. Citado por Hipócrates e
outros expoentes ao longo da história da medicina, o emprego deste princípio de cura
pela similitude (reação homeostática curativa) encontra fundamentação científica no
estudo do “efeito rebote” ou “reação paradoxal” das drogas modernas que atuam de
forma antagônica (oposta, contrária) aos sintomas, investigado e confirmado em
centenas de estudos experimentais e ensaios clínicos, mas pouco divulgado pela
farmacologia clássica, por entrar em conflito com o modelo terapêutico vigente (que
utiliza o princípio terapêutico dos contrários ou enantiopático).

3.1.4 Radiestesia

Os chineses praticavam radiestesia há 4200 anos. Sabiam como investigar o


subsolo e detectar o que chamavam de “cauda do dragão” (energia negativa do solo)
e tinham reputação como grandes prospectores de água. Para isso utilizavam uma
varinha em forma de forquilha. Os romanos utilizavam varetas em forma de forquilha
para descobrir água, conhecimento utilizado nas invasões como forma de matar a
sede de seus exércitos (RODRIGUES, 2000).
Na Idade Média a radiestesia teve uma das suas fases mais importantes, tendo
contribuído bastante para a descobertas das minas de carvão, cobre, estanho, prata,
ouro, chumbo...etc. Foi a partir de 1798 que alguns cientistas passaram a estudar o
pendulo com mais profundidade. O século XX é considerado o Renascimento da
Radiestesia. Foi em 1919 que os abades Alexis Bouly e Bayard batizaram
definitivamente a rabdomancia, do grego “rhabdos” vara e “manteia” – adivinhação,
que posteriormente se passou a chamar de Radiestesia, onde “radius” (palavra latina)
– radio, radiação palavra grega) e “aisthesis” (palavra grega) - sensibilidade (RIBAUT,
2000).
Não podemos falar em radiestesia sem analisarmos primeiramente o conceito
de energia e os diversos tipos de energia. Hoje sabe-se que tudo o que no rodeia é
energia. Nós somos formados por energia mais ou menos condensada, sendo energia
o nosso próprio pensamento. Os chineses falavam da existência de uma energia vital,
a qual chamavam de Chi, que contém as duas forças polares, o Yin e o Yang. Para
eles o equilíbrio dessas forças (yin e yang) é o responsável pela saúde física dos seres
vivos. Qualquer desequilíbrio acarreta moléstia física (GERBER,1997).
O Dr. John Pierrakos, criou um sistema de diagnóstico e tratamentos dos
distúrbios psicológicos baseado em observações visuais do campo da energia
humana e de observações com o pêndulo, das quais pode-se concluir que as
emissões de luz do corpo humano estão relacionadas com a saúde (BLACKBURN,
1983).
A radiestesia é a arte de se sensibilizar com radiações. Todos os corpos emitem
radiações na forma de ondas (vibrações), que estimulam o nosso sistema nervoso,
conduzindo-as ao cérebro, onde ficam armazenadas no nosso inconsciente. O corpo
humano também possui um campo energético a sua volta, chamado aura. A terra
possui um campo eletromagnético, no qual estamos mergulhados, que, ao mesmo
tempo que influencia no nosso campo, é também por ele influenciado (BRENNAM,
2003).
Existem diversos instrumentos utilizados na radiestesia, como: pêndulos com
diferentes formatos, Aurameter, Dualrod, Biotensor e existe também o instrumento
mais antigo de todos, a famosa forquilha. O Aurameter, que foi criado originalmente
para a pesquisa mineral, hoje é utilizado para diversas pesquisas quantitativas e
qualitativas envolvendo o campo energético humano. E exige muita sensibilidade por
parte do operador para que os resultados sejam precisos, é um “amplificador de
vibração”, que reproduz as respostas que estão no inconsciente de quem perguntou
(RODRIGUES, 2000).
FIGURA 3 - AURAMETER

Fonte: Arquivo pessoal.

Então, para que a radiestesia seja eficaz, é necessário que haja sintonia
energética entre os seres e as coisas, ao que chamamos de ressonância. Como
Mermet afirmou, “o radiestesista deverá estar em perfeita harmonia com o objeto de
suas pesquisas”. Dessa forma, o nosso cérebro funciona como receptor, o objeto
medido é o emissor e o pendulo, o amplificador. A consciência é o grande princípio
gerador de energia que transforma o inanimado e o animado. Somos constantemente
ativos ás suas manifestações, porque somos seres constituídos de energia e não
seres puramente matérias (RIBAUT, 2000).
Vibramos o tempo todo e nossas vibrações reverberam em nossas células,
moléculas e átomos. Quanticamente falando, somos compostos de 99,9% de energia
e 0,01% de matéria; e esses 0,01% de matéria, aproximadamente 75% é constituído
de água. Essa água cria ressonâncias energéticas em nossas células porque é
condutora de luz, e luz é energia. A água memoriza a emoção do ambiente, por isso,
nossa constituição hídrica é influenciada pelo nosso psiquismo (RODRIGUES, 2000).
A radiestesia, com todo seu instrumental foi utilizada para muitas coisas,
principalmente para tratamentos de saúde. A maioria dos dispositivos existentes tem
esta finalidade, eles possibilitam detectar problemas orgânicos, captam e emitem
frequências que tendem a restabelecer o equilíbrio perdido, e mesmo quando não
podem trazer a tão almejada cura, elas representam um reforço para qualquer tipo de
tratamento convencional, ativando os mecanismos de defesa do organismo e
acelerando o processo homeostático. O processo de programação via radiestesia tem
como base conceitos da física quântica, bem como os preceitos da Medicina
Tradicional Chinesa (com a utilização do gráfico-mãe e todas as frequências
energéticas pertinentes a atuação e emanação de ondas suficientes a “cura” do
indivíduo, no ponto de acupuntura especifico (BREVES, 2010).

3.1.5 Reflexologia e Cromoterapia

O termo reflexologia é o estudo dos reflexos, ou seja, o estudo das reações


involuntárias, sensoriais ou motoras a um estímulo exterior, então se pode entender
que a Reflexologia é o estudo das reações de pontos, partes ou áreas a serem
tocados, pressionados ou massageados (VENNELLS, 2003).
Define-se a reflexologia como a ciência e a arte que lida com o princípio de que
nos pés e nas mãos existem áreas de reflexos que correspondem a todos os órgãos,
glândulas e partes do corpo, como se sob os pés estivesse desenhado todo o corpo.
O corpo é dividido em dez zonas verticais, as quais, por sua vez, correspondem aos
dez dedos dos pés e das mãos - Teoria da Zonoterapia. Ademais, ele descobriu o
efeito anestésico da pressão sob alguns pontos específicos dos pés, por não só
suprimir a dor (respeitante à analgesia), mas também por atenuar a própria condição
deflagradora da dor ou, ainda, por estimular a circulação de energia em regiões
pertencentes àquela zona, possibilitando a auto cura do corpo (TASHIRO, 2001).
Há, pelo menos, duas escolas de pensamento sobre a reflexologia atualmente.
Uma explica os efeitos através dos conhecimentos da Medicina Oriental, afirmando a
existência de canais invisíveis – os meridianos - que conduzem a força da energia
vital (Chi) pelo corpo humano, sendo que a maioria desses canais começa ou termina
nos pés; o que justifica massageá-los para estimular o fluxo dessa energia. A outra
explica os benefícios da reflexologia através da ligação com as terminações nervosas
dos pés, nos quais existem um número grande delas, sendo que esta corrente defende
que as terminações correspondem às “zonas” do corpo (HARWOOD E PICKETT,
2000; TASHIRO et al., 2001; SMITH, 2002).
No entanto, nada existe para comprovar ou anular qualquer uma das duas
correntes, mostrando que a escolha por uma outra vai depender mais das crenças,
dos valores e até da formação do reflexologista do que dos resultados que uma ou
outra corrente podem gerar, já que a técnica e os efeitos são os mesmos; sendo assim
o que diferencia são as explicações embasadas numa ou noutra fornecidas ao cliente
sobre os resultados obtidos. (HARWOOD, 2000). A constante produção e troca de
energia das células do corpo humano sendo bloqueada por quaisquer motivos, deixa
de chegar a algum músculo, órgão ou glândula, diminuindo a capacidade deles, o que,
por sua vez, gera uma insuficiência no organismo, podendo ocasionar uma doença,
por isso ao massagear os pontos reflexos e, estimular e liberar a energia para circular
por todo o organismo de maneira mais adequada gera-se então, uma sensação de
equilíbrio e bem-estar no indivíduo, dando condições ao próprio organismo de se
defender, ou seja, o corpo humano desfrutando da sua energia, consegue reagir às
outras formas de desequilíbrio orgânico sejam eles estresses ou doenças. (TASHIRO
et al, 2001).
Acredita-se que os estímulos da reflexologia estão relacionados com o Sistema
Nervoso, que por sua vez controla as atividades rápidas do corpo, como as contrações
musculares, eventos vicerais que se alteram rapidamente e mesmo de algumas
secreções glandulares endócrinas (GUYTON, 1998). Pacientes paraplégicos com
rompimento de medula não respondiam aos estímulos da reflexologia podal, o que o
levou a acreditar que os estímulos da reflexologia passam pela medula espinhal
(LOURENÇO, 2002).
Energia é a propriedade de um sistema que lhe permite realizar trabalho. Ela pode
ter várias formas (calorífica, cinética, elétrica, eletromagnética, mecânica, potencial,
química, radiante), que são transformáveis umas nas outras. Em todas as suas
transformações há completa conservação dela, isto é, a energia não pode ser criada,
mas apenas transformada (primeira lei da termodinâmica). Ou seja, a energia
relaciona-se com a capacidade de realização de trabalho (VENNELLS, 2003).
A energia presente nos alimentos não é transferida diretamente para as células
para a realização de trabalho biológico, ela é conduzida através do ATP. A energia
potencial dentro da molécula de ATP é utilizada para todos os processos da célula
que necessitam de energia (McARDIE, et al, 1998). Diante disso, é lícito dizer que
toda forma que facilite e/ou melhore a produção e a circulação dessa energia por todo
o organismo, deve gerar benefícios para o indivíduo, interferindo até na sua qualidade
de vida (JIRAINGMONGKOL. et al, 2002, SMITH. 2002).
A reflexologia tem sido muito usada como terapia complementar, e sua
popularidade está crescendo cada vez mais no mundo ocidental e tem sido utilizado
com os mais diversos fins. No suporte para tratamento oncológico, ela é usada para
diminuir os efeitos da quimioterapia, tem sido usada em unidades oncológicas e tem
ajudado a diminuir náusea e vômito dos pacientes, por isso acredita-se que a
reflexologia pode ajudar a melhorar o sistema imunológico. Alguns reflexologistas
acreditam que ajuda o corpo a aceitar a quimioterapia e a melhorar a função dos rins,
do fígado e de outros órgãos (HODKINSON, 2001).
Cromoterapia é uma ciência que usa a cor para estabelecer o equilíbrio e a
harmonia do corpo, da mente e das emoções” (SUI ,1992). Vem sendo utilizada pelo
homem desde as antigas civilizações, como no Egito Antigo, como também na Índia,
na Grécia, na China onde suas aplicações terapêuticas foram comprovadas por
experimentações constantes e verificações de resultados. No tratamento
cromoterápico, podemos utilizar várias técnicas como fonte de equilíbrio ou
harmonização, como luz do espectro solar, lâmpadas coloridas, alimentação natural,
mentalização das cores e ainda contato com a natureza. Na presente pesquisa
bibliográfica verificam-se ambientes coloridos através de lâmpadas (SUI, 1992).

FIGURA 4 – LANTERNA E PLACAS USADAS NA CROMOTERAPIA

Fonte: Arquivo pessoal.

De acordo com Calazans (2004):


- Vermelho: Vitalizadora do sangue, dos tecidos e do sistema esquelético do corpo,
estimula o sistema nervoso, estimula emoções e auxilia na recuperação de cansaço
e enfraquecimento geral.
- Laranja: Indicado para depressivos ou pessoas com disritmia. Aumenta a vitalidade
do sistema nervoso, acelera o metabolismo ósseo, auxilia nas doenças renais e da
bexiga, e na constipação. Inquietação.
- Amarelo: Indicado para hepatite e doenças do baço e medula óssea e para trabalhos
intelectuais. Influencia no sistema nervoso simpático e parassimpático, aumenta a
pressão arterial e auxilia no fortalecimento à saúde dos tecidos, órgãos e ossos.
Estimula a concentração.
- Verde: Indicado para ambientes hospitalares. Acelera o metabolismo hepático,
incrementa a velocidade de cicatrização de tecidos em pós-operatório, baixa a febre
e é destruidor ou decompositor de células doentes e mortas. Tranquiliza o paciente
perturbado e melhora o equilíbrio.
- Azul: Indicado pacientes maníacos e violentos. Diminui a pressão arterial, é calmante
e anestésico suave, refrescante. Reduz a ansiedade, o estresse, elimina a dor e induz
ao relaxamento e ao sono.
- Branco: Cor neutra, não tendo efeito fisiológico e nem emocional.
- Rosa: Responde emocionalmente trazendo o amor fraterno.
- Violeta: É usado no tratamento de infecções graves. Contra a psoríase e dermatite,
é usada também para o mau funcionamento da tireóide. Efeitos fisiológicos:
antisséptico, regenerador do sistema nervoso esgotado e estressado com fadiga
prolongada e auxilia nos processos tumorais.
3 RELATO DE CASO CLÍNICO

3.1 ANAMNESE

O paciente James, um cão da raça Beagle macho e orquiectomizado, com seis


anos de idade, consultou com a Dra. Josimara Cazetta no dia 31 de março de 2015.
Proprietária relatou que James estava apático, inapetente, apresentou quadros de
incontinência urinária. Apresentava um nódulo de aproximadamente dois centímetros,
próximo a base da cauda. Não usava medicação. Afirmou que ele vocalizava muito e
ficava incomodado com barulhos altos. Quando realizou exames pré-operatórios, para
remoção de cálculo dentário, foi diagnosticado como cardiopata e displásico (displasia
coxofemoral leve no antímero direito), optando-se em não realizar o procedimento.
Morava em apartamento, passeava quatro vezes ao dia, comia ração premium para
cães obesos. Vacinas e vermífugos estavam atualizados.

3.2 EXAME CLÍNICO

O exame clínico foi realizado através da técnica de radiestesia, com o


instrumento aurameter, primeiramente conferiu a tríade da displasia coxofemoral,
localizado entre VB29, VB30 (equivalentes a vesícula biliar) e B54 (equivalente a
bexiga) visualizado na figura 5.
FIGURA 5 – TRÍADE DA DISPLASIA COXOFEMORAL.

Fonte: Acta Scientiae Veterinariae.


O aurameter mediu um bloqueio de 30% no ponto da displasia coxofemoral, a
porcentagem foi estabelecida empiricamente com o objetivo de acompanhar a
evolução do paciente (FIGURA 6).

FIGURA 6 - TRÍADE DA DISPLASIA


COXOFEMORAL 30%.

Fonte: Arquivo pessoal.

Posteriormente, foi examinado todos os pontos da coluna vertebral. Observou


um bloqueio de 10% na vértebra C3 correspondente à doença periodontal, cefaleia e
labirinto observado na figura 7. Confirmou os 10%, de bloqueio sendo cefaleia lado
direto no ponto correspondente (FIGURA 8).

FIGURA 7 – C3: 10% FIGURA 8 – SNC: 10%.

Fonte: Arquivo pessoal. Fonte: Arquivo pessoal.

C6 (escápula) teve bloqueio de 5% (FIGURA 9). Na figura 10, mesma


porcentagem, foi medida direto na escápula.
FIGURA 9 – C6: 5%. FIGURA 10 – ESCÁPULA ESQ.: 5%

Fonte: Arquivo pessoal. Fonte: Arquivo pessoal.

Foi medido 5% na vértebra C7 (pulso), visto na figura 11. No pulso esquerdo


foi medida a mesma porcentagem (FIGURA 12).

FIGURA 11 – C7: 5% FIGURA 12 – CARPO ESQ.: 5%

Fonte: Arquivo pessoal. Fonte: Arquivo pessoal.

A T1 (3° falange membro anterior) e a T2 (coração e 2° falange membro


anterior) mostraram 8%, exposto na figura 13 e 14 respectivamente.

FIGURA 13 – T1: 8% FIGURA 14 – T2: 8%

Fonte: Arquivo pessoal. Fonte: Arquivo pessoal.


A terceira falange do membro anterior esquerdo conferiu os mesmos 8%
(FIGURA 15) e o acuponto do coração apresentou 8% (FIGURA 16).

FIGURA 15 – 3º FALANGE MEMBRO


ANTERIOR ESQ: 8% FIGURA 16 – CORAÇÃO: 8%

Fonte: Arquivo pessoal. Fonte: Arquivo pessoal.

Na vértebra T4 (vesícula biliar) tinha 5% de bloqueio, confirmou o ponto VB29


e VB30 da displasia, visto na figura 17. Assim como, a vértebra L3 (bexiga urinária)
apresentou 5% de bloqueio, e confirmou o ponto B54 da displasia. Bloqueio de 10%
na vértebra T8 (baço), verificado na figura 18.

FIGURA 17 – T4: 5% FIGURA 18 – L3: 5%

Fonte: Arquivo pessoal. Fonte: Arquivo pessoal.

A figura 19 é referente ao ponto de alteração celular (nódulo na cauda) e o


aurameter mediu um bloqueio de 18%. Logo depois foi medido o nódulo próximo a
base da cauda, e constatou que era a mesma porcentagem (FIGURA 20).
FIGURA 19 – ACUPONTO ALTERAÇÃO
CELULAR: 18% FIGURA 20 – NÓDULO: 18%

Fonte: Arquivo pessoal. Fonte: Arquivo pessoal.

Por último se mediu o ponto de Yang, que é referente ao estado fisiológico do


animal no presente momento, e apresentou leve alteração na homeostasia (FIGURA
21). Este ponto confirmou a cor que foi usada na reflexologia podal, no caso deste
paciente foi amarelo/violeta.

FIGURA 21 – ACUPONTO YAN: AMARELO/VIOLETA

Fonte: Arquivo pessoal.

3.3 TRATAMENTO

A primeira parte do tratamento foi desbloquear os pontos, para tanto utilizou-se


a cromoterapia e reflexologia podal. A Dra. Josimara Cazetta colocou a cor verde-
limão e depois o magenta, sobre o ponto da alteração celular, demonstrado nas figuras
22 e 23 respectivamente.

FIGURA 22 – ACUPONTO ALT. CEL. FIGURA 23 - ACUPONTO ALT. CEL.


COR VERDE-LIMÃO COR MAGENTA

Fonte: Arquivo pessoal. Fonte: Arquivo pessoal.

Em seguida foi utilizado o aurameter no ponto da alteração celular e mensurou


o nódulo, ambos não apresentavam mais bloqueio, representado nas figuras 24 e 25
respectivamente.

FIGURA 24 - ACUPONTO ALT. CEL. FIGURA 25 – NÓDULO SEM


BLOQUEIO BLOQUEIO

Fonte: Arquivo pessoal. Fonte: Arquivo pessoal.

Para displasia foi usado o índico no B54 (FIGURA 26). O dourado foi usado
nos pontos VB29 e VB30 (FIGURA 27).
FIGURA 26 - ÍNDICO NO B54 FIGURA 27 – DOURADO, VB29 E VB30

Fonte: Arquivo pessoal. Fonte: Arquivo pessoal.

A reflexologia podal foi feita em ambos os membros pélvicos nas regiões


digitais e, utilizou-se as cores amarelo e violeta porque foi a frequência medida no
ponto de Yang, representado nas figuras 28 e 29 respectivamente.

FIGURA 28 – REFLEXOLOGIA COR FIGURA 29 – REFLEXOLOGIA COR


AMARELA MAGENTA

Fonte: Arquivo pessoal. Fonte: Arquivo pessoal.

Depois que os pontos foram desbloqueados, foi prescrito um protocolo


homeopático:
- Symphytum CH3 5 glóbulos/ 3 vezes por dia via oral
- Belladona CH12 5 glóbulos/ 3 vezes por dia via oral
- Cantharis CH3 + Aspargus oficinallis 5 glóbulos/ 3 vezes por dia via oral
- Biotônico com sucupira Uma tampa misturada na ração/ uma vez por dia
- HomeoPet Cardioplus1 Uma borrifada/ 3 vezes por dia via oral

1 Campo Grande-MS/ Laboratório Real H.


- HomeoPet Displasia2 Uma borrifada/ 3 vezes por dia via oral
- Canova3 Agitar 20x para dinamizar uma vez por dia via oral.
- Óleo de menta piperita Diluir 6 gotas em 3ml de azeite, massagear a todo o
membro torácico esquerdo, e dígitos do membro torácico direito.

2 Campo Grande-MS/ Laboratório Real H.


3 Laboratório Canova do Brasil.

Desenvolvido
5 DISCUSSÃO

O exame clínico foi realizado usando o aurameter, quando o altera o


ponto de equilíbrio entende-se que existe um bloqueio. O bloqueio significa que houve
uma quebra na homeostase, por um motivo ainda desconhecido. É impressionante a
capacidade de definir, por meio da radiestesia as alterações de órgãos e mesmo as
predisposições do indivíduo para contrair enfermidades (SCHEMBRI,1992). Cada
ponto representa um dos órgãos principais, existe assim o ponto pulso do olhos (C2),
estômago (T6), baço (T8), vesícula biliar (T4), fígado (T5), ovário (L2), glândula
adrenal (L7), rim (T10), supra renal (T9), pâncreas (T7), entre outros. Conhece-se
deste modo, os órgãos doentes e principalmente qual o grau de alteração da Energia
Vital, medido pela angulação que o aparelho apresentar. O paciente apresentou
bloqueio tríade da displasia coxofemoral, localizado entre VB29, VB30 (equivalentes
a vesícula biliar) e B54 (equivalente a bexiga) significa que confirmou a displasia
coxofemoral citada pela proprietária. Na coluna vertebral verificou que o motivo do
paciente apresentar vocalização excessiva seria o incômodo que o som causa em
casos de cefaleia. Escápula, carpo e dígitos do membro torácico esquerdo tinham
bloqueio, devido a possível luxação ou microfraturas, provavelmente porque animal
na tentativa de poupar o membro displásico sobrecarregou o membro oposto.
A cromoterapia se baseia nas sete cores do arco-íris(vermelho, laranja,
amarelo, verde, azul, índigo e violeta), para atingir o seu objetivo, existem cinco cores
(verde-limão, turquesa, dourado, púrpura, magenta e escarlate), usadas para
tratamentos específicos. O ponto de Yang, nos diz a Energia Vital do organismo,
segue quatro estágios, sem alteração e em equilíbrio corresponde a cor
dourado/índico, leve alteração do aurameter são as cores amarelo/ violeta, quando
moderada usa vermelho-alaranjado/turquesa e quando a alteração é mais acentuada
a cor correspondente é verde-limão/magenta, esta cor também é usada em casos de
neoplasias, foi usada no nódulo do paciente. A cor é colocada em cima do ponto com
bloqueio e através de um feixe de luz transmite a frequência energética e reestabelece
o equilíbrio, ou seja, reabre o ponto bloqueado para que os remédios homeopáticos
funcionem com maior eficácia. O paciente James, no ponto de Yang, apresentou leve
alteração na homeostasia, confirmou que sua cor usada na reflexologia podal, no caso
deste paciente era amarelo/violeta.
Empregando mais de 2000 remédios diferentes extraídos de substâncias
vegetais, animais e minerais, a homeopatia se propõe a estimular o sistema
imunológico e restaurar o equilíbrio energético do paciente com base nos sintomas e
tratar qualquer doença, embora nem todos os indivíduos se beneficiem integralmente
com a terapia. É imprescindível que o paciente seja estudado dentro do critério de
hierarquização dos sintomas, o que permite conduzir a individualização terapêutica
com seleção entre dezenas de produtos (SCHEMBRI,1992). A cromoterapia atua
também na prevenção, a aplicação correta das cores, está baseada em um estudo do
cliente e, só após, as cores são aplicadas, variando o tempo de exposição de acordo
com a necessidade de cada um, pois cada paciente reage de maneira diferente a
exposição de determinada cor.
O Symphytum officinale L. (confrei) é uma planta usada há mais de 2000 anos
como tratamento auxiliar na cicatrização e na consolidação de fraturas. Belladona é
usado em casos de cefaleia grave, aliviar crises de asma, tosse, entre outras.
Cantharis é utilizado em casos de dores ardentes em especial nas vias urinárias e nos
casos de cálculos renais ou areias, na nefrite aguda e nas várias afecções do aparelho
urinário e o Aspargus oficinallis tem ação imediata sobre a secreção urinária, cistite
com pus e muco e litíase renal, ambos foram receitados pois a bexiga irá eliminar toda
a infecção que está presente e pode sobrecarrega-la. As sementes de sucupira são
usadas na medicina homeopática, pode ser feito infusões com o biotômico (veículo)
para tratar doenças reumáticas e inflamatórias, como a artrite e o reumatismo,
beneficiando a saúde das articulações. O medicamento Canova é uma fórmula de
vários medicamentos homeopáticos que ajudam a promover um efeito geral mais
amplo, que foi confirmado na prática clínica e nas pesquisas científicas de base.
Várias são as situações médicas em que o sistema imunológico se encontra afetado
como: parasitoses crônicas, doenças infecciosas e inflamatórias e quadros
neoplásicos (BRANDÃO, 2012), nestas situações clínicas é comum que o organismo
aumente a produção de uma substância denominada Fator de Necrose Tumoral
(TNF), a qual, em excesso, passa a ter efeito tóxico sobre o organismo, produzindo
um quadro clínico dramático e de conclusão, muitas vezes fatal, chamado caquexia.
Uma das ações mais potentes dos medicamentos Canova é justamente a de modular
a produção desta substância, também conhecida como TNF-alfa. A menta piperita
estimula, refresca, resfria, restaura mente e corpo. Adiciona-se a óleos para
massagens para alívio das dores musculares. HomeoPet Cardioplus® recomendado
para o tratamento de doenças agudas e crônicas do coração, que acometem cães e
gatos, como Fibrose da Válvula Mitral, cardiopatia Dilatada Congestiva Idiopática,
cardiomiopatia Hipertrófica, tromboembolismo e dirofilariose. Modernamente tem se
tratado as patologias articulares degenerativas e inflamatórias, conhecidas como
artroses e artrites, através de produtos de origem natural, como é o caso do Homeo
Pet Displasia, que possui a propriedade de regenerar e proteger a cartilagem articular
degenerada, produzindo uma analgesia natural, e o melhor: não provocam efeitos
colaterais ou estresse nos cães.
5 CONCLUSÃO

O uso da Medicina Tradicional Chinesa e suas vertentes não são capazes de


substituir todos os recursos terapêuticos existentes, no relato de caso presente foi
usado apenas medicina alternativa, porém o nódulo deveria ter sido diagnóticado, isso
diz que pode haver algum descaso em certas situações na clínica. Porém a medicina
alternativa deve ser admitida como importante elemento para complementar os
esforços científicos, a fim de proporcionar meios mais amplos e diversificados para a
recuperação física e mental, colaborando com a prevenção e tratamento das
enfermidades. A Medicina Alternativa é revelada como um grandioso recurso na
medicina veterinária, com pesquisas recentes na sua evolução, devido ao maior
interesse dos profissionais da área.
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