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PSICO Ψ

v. 36, n. 2, pp. 175-179, maio/ago. 2005

Avaliação de estilos de personalidade segundo a


proposta de Theodore Millon
João Carlos Alchieri
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Clarissa Socal Cervo
Janaína Castro Núñez
Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)

RESUMO
Theodore Millon desenvolveu uma teoria de aprendizagem biopsicossocial e de personalidade patológica,
por meio do estabelecimento de categorias da personalidade através de deduções formais. Este artigo dis-
cute os principais pontos da teoria de Millon sobre Personalidade, já que seu modelo conjuga teoria com
avaliação e intervenção, o que implia a relevância para a investigação científica integrada na clínica psicoló-
gica. A teoria de Millon observa outras áreas do conhecimento, complementares a Psicologia, o que reforça
a noção de ser humano enquanto sistema, integrado por subsistemas (biológico, psicológico, social e cultu-
ral), em um contexto de interação permanente.
Palavras-chave: Millon; avaliação da personalidade; estilos de personalidade.

ABSTRACT
Millon’s factorial theory of personality styles
Theodore Millon developed a learning biopsicossocial’s theory and pathology personality’s theory, by means
of the personality categories establishment through formal deducations. This article aims the main points of
the Millon’s Personality theory, joining the model’s theory with assessment and intervention, extending the
scientific investigation relevance in the psychological clinic. Millon’s theory observe differents theoretical
models of knowledge’s area complementary to the Psychology, this reinforce the notion of human being
while a system, integrated for subsystems (biological, psychological, social and cultural) in a permanent
interaction context.
Key words: Theodore Millon; personality assessment; personality styles.

INTRODUÇÃO rias em distintos momentos históricos apresentaram


contribuições, caracterizando uma ou outra acepção
Um dos conceitos mais antigos e representativos teórica, com movimentos cíclicos de antagonismo e
da Psicologia enquanto ciência é o de personalidade, desenvolvimento, numa alternância constante pela
por meio do qual reside a compreensão das ações do busca de uma compreensão do comportamento hu-
comportamento humano. A evolução das idéias e con- mano.
cepções associadas aos comportamentos humanos, e
suas variações, marca os diferentes estágios e desen-
volvimentos da Psicologia, especialmente, no último MODELO DE ESTILOS DE
século. A personalidade permite entender aquilo que PERSONALIDADE DE MILLON
distingue as pessoas entre si nas suas diversas prefe- Theodore Millon desenvolveu uma teoria de
rências e ações e o que lhes é singular. Define e repre- aprendizagem biopsicossocial e de patologia de perso-
senta as pessoas em seus comportamentos, sentimen- nalidade, por meio do estabelecimento de categorias
tos, atos e escolhas, contemplando aspectos comuns da personalidade através de deduções formais (Aiken,
em relação aos demais membros de sua cultura. Nessa 1997). Para tanto, incorporou idéias de diferentes
dualidade, do próprio e do genérico, diferentes teo- modelos teóricos da personalidade e da psicologia em
176 Alchiei, J. C., Cervo, C. S. & Núñez, J. C.

sistema integrado pelos planos biológico, psicológico, Millon, são resultados das experiências de aprendiza-
social e cultural, em permanente interação. gem que se desenvolvem em contextos familiares e
O modelo, resultado de uma combinação de cons- escolares, assim como uma série de eventos vitais
tructos desenvolvidos a partir de diferentes escolas presentes desde o nascimento. Quando essas condutas
psicológicas, expressa tanto os princípios da aprendi- se mostram insuficientes para dar conta da adaptação
zagem característicos dos modelos comportamentais, do indivíduo, podem levar à expressão de ações
como os conceitos psicanalíticos, sob uma base de desadaptadas, patogênicas, conforme três modos
substrato neurobiológico do comportamento. É uma (Kirchner, Torres e Forns, 1998):
tentativa de conciliação das diversas perspectivas psi- – o sujeito exposto à situação ansiogênica que não
cológicas, sendo que, mais recentemente, incluiu al- dispõe ainda de capacidades ajustadas, adapta-
guns aspectos pontuais da teoria evolucionista. Esse das (maduras) para enfrentá-la, porque são frá-
conjunto de referências conceptuais caracteriza a teo- geis seus sentimentos de segurança e controle.
ria de Millon como uma rica perspectiva integradora A persistência neste tipo de conduta, pode gerar
(Lopez, 2000). O modelo de Estilos de Personalidade a estruturação de estratégias defensivas globais
de Millon conjuga teoria com avaliação e intervenção, que impedem uma forma sadia de desenvolvi-
o que amplia sobremaneira a relevância para a investi- mento;
gação científica integrada na clínica psicológica. – condições emocionalmente neutras que promo-
O interesse de Millon em categorias tipológicas vam a aprendizagem de formas de condutas não
provém dos anos 70, quando de suas colaborações nas adaptativas, que, por sua vez, ensinam ou refor-
distintas revisões do DSM (Diagnostic and Statistical çam estilos de comportamentos pouco adapta-
Manual of Mental Disorders, APA 1994), especial- dos ao ambiente;
mente quanto aos transtornos de personalidade do eixo – experiências insuficientes, na falta de estimula-
II. Na década de 70, Millon e colaboradores desenvol- ção adequada, que irá produzir déficit de apren-
veram uma escala de personalidade denominada In- dizagem de condutas mais adaptativas em
ventário de Personalidade de Millon, para avaliação termos de competências básicas.
de características e traços de personalidade normal e
patológica. Esse inventário apresentou-se pouco utili- As aprendizagens realizadas nas etapas iniciais do
zado por parte da comunidade científica e foi suplan- desenvolvimento podem ser analisadas em função de
tado por outros instrumentos, como o Millon Millon sua freqüência, intensidade e sensibilidade biológica.
Adolescent Clinical Inventory (MACI) e o Millon As experiências mais precoces afetam as subseqüen-
Behavioral Health Inventory (MBHI) desenvolvidos tes e tendem a repetir-se e fixar seu próprio ritmo de
especificamente para avaliação psicopatológica. ocorrência. Para Millon, existem quatro fatores, inter-
A idéia central de uma avaliação de aspectos nor- relacionados, que afetam um desenvolvimento adap-
mais da personalidade se manteve e, em uma publica- tativo de personalidade:
ção, na década de 80, sobre comportamento normal, – resistência à extinção – em geral, os comporta-
Millon expôs a noção de continuidade dos aspectos mentos aprendidos tendem a permanecer, salvo
representativos da normalidade e da patologia através aqueles que se originem de situações que possi-
de polaridades conceituais. Já nos anos 90, a represen- bilitem e requeiram uma nova aprendizagem.
tação de estilos de personalidade se faz presente em – reforçamento social – alguns aspectos dos vín-
seu trabalho com a edição de um artigo sobre a elabo- culos familiares, ou mesmo a ausência deles,
ração de um inventário, o Personality Adjective Check podem reforçar o que foi aprendido. Millon des-
List (PACL), onde, através de estudos empíricos, se creve como os três tipos básicos de influências
evidencia a equivalência e a similitude dos estilos de ao desenvolvimento da personalidade a re-
personalidade com as desordens de personalidade. petição de um mesmo tipo de experiência, o
Desenvolveu, mais tarde, as bases de um enfoque reforçamento recíproco de condutas e a existên-
dimensional da personalidade normal, onde se obser- cia de estereótipos que atuam como comporta-
va a presença dos estilos de personalidade ajustados mentos infantis;
afastados do domínio psicopatológico, culminando, – necessidade de permanência – mesmo que cer-
assim, na elaboração do Millon Index Personality tas experiências nunca se repitam, podem dei-
Styles (MIPS). xar marcas, entendidas, do ponto de vista fi-
A concepção de estilos de personalidade, como siológico, como alterações neuroquímicas, ou
forma de interação do organismo com o meio é repre- como processo psicológico na forma de vestí-
sentada como analogia ao sistema imunológico, no gios de memória, muitas vezes, inconscientes.
plano psicológico. Os estilos de personalidade, para Millon cita quatro processos psicológicos que
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tornam possível a perpetuação ou a permanên- das. Postula que a ação adaptativa é baseada em for-
cia de experiências: (a) a repressão, que tem mas flexíveis de reagir frente à diversidade das situa-
efeitos protetores; (b) as distorções perceptivas ções decorrentes da aprendizagem de atitudes inter-
e cognitivas; (c) a generalização cognitiva; e pessoais (como a autoconfiança, a identidade, etc.) e
(d) a compulsão a repetição, onde o sujeito re- da aprendizagem de estratégias de enfrentamento.
cria situações passadas que não puderam ser Assim sendo, é a partir do tipo e da fonte de reforços
resolvidas ou geraram frustração; utilizados pelo sujeito que se irão constituir e definir
– influências socioculturais – os contextos so- os padrões denominados de estilos de personalidade.
ciais e culturais, através de seus valores, são Contrapondo os indicativos adaptativos, sinais de
aspectos importantes e inalienáveis nos estilos um padrão de personalidade patológico podem ser ca-
de personalidade pela sua presença constante no racterizados nas seguintes circunstâncias: quando há
desenvolvimento psicológico. escassa flexibilidade para adaptação às situações
Segundo Widiger (1999) dois pontos são rele- diversificadas, no emprego de estratégias com pouca
vantes para a compreensão do modelo de Millon, o diversidade ou rígidas, na baixa resistência a estres-
conceito de personalidade e a diferenciação entre per- sores, no freqüente anseio para modificar as condições
sonalidade normal e patológica, bem como suas estra- do meio, na utilização de círculos comportamentais
tégias de afronta e organização de polaridades. onde o sujeito tende a manter alguns recursos, tais
A personalidade corresponde a um padrão de fun- como, restrições interpessoais (afastamento frente às
cionamento, uma forma intrínseca de agir, que resulta pessoas desconhecidas), distorções percepto/cogni-
de uma matriz de variáveis determinadas pelo de- tivas (interpretação equivocada sobre o outro), gene-
senvolvimento biopsicológico. O desenvolvimento da ralização de determinados comportamentos e compul-
personalidade recebe a influência dos fatores biológi- são repetitiva (ação repetida sem conseguir alcançar
cos e dos fatores psicológicos, que passam a interagir seus objetivos). Tais comportamentos restringem e
como em uma espiral sem fim, onde cada giro desta se impedem a aquisição de novas experiências, empobre-
constrói sobre as interações prévias, criando, assim, cendo significativamente a capacidade de reação fren-
novas bases para as próximas interações. te a diferentes situações com o meio (Choca, 1999).
Destaca Millon (1979) que no desenvolvimento, a A diferença entre os conceitos de normalidade e
criança traz uma carga genética que molda seu desen- patologia reside na maneira diferente e mais ou me-
volvimento físico e psicológico. Devido a essa heran- nos estável da capacidade demonstrada pelo sujeito
ça, o indivíduo está geneticamente predisposto a se para enfrentar eficazmente as situações no seu meio
comportar, sentir e ter inteligência similar a seus (Kirchner, Torres e Forns, 1998).
genitores. Dentre os fatores psicológicos, Millon re- Casullo (2000), refere que as necessidades (tare-
força o valor que a estimulação inicial na criança tem fas) evolutivas impostas pelo meio acarretam um esti-
sobre os processos de maturação e desenvolvimento lo de funcionamento mais adaptativo, se devidamente
neuropsicológico, tendo em vista a grande plasticidade ultrapassadas e atendidas pelo indivíduo na medida em
do substrato biológico (Casullo, 2000). que se organiza por meio delas. A primeira tarefa
A idéia de um período sensível é próxima ao con- evolutiva proposta corresponde às metas da existên-
ceito de período crítico, trabalhado por etólogos e psi- cia, que estão centradas no dilema ser ou não ser, onde
cólogos evolucionistas, definidos como momentos a existência está pautada nas capacidades vitais e na
próprios para o aprendizado de determinados proces- participação em um ecossistema que possibilite o cres-
sos psicológicos. Nesses períodos, a probabilidade de cimento e o desenvolvimento do organismo.
o aprendizado ocorrer é maior se a estimulação neces- Conforme Krinchner, Torres e Forns (1998), os
sária se produzir entre as margens do período sensível indivíduos tendem a evoluir desde um estado precá-
(Kirchner, Torres e Forns, 1998). Cada estágio neuro- rio, em que há uma ínfima organização, até obterem
psicológico irá refletir trocas entre o aparato biológico um alto grau de organização e de defesa frente às
do indivíduo e suas vivências, e essas transações fun- agressões do exterior. Esse princípio define o quanto o
damentarão o estágio seguinte. Caso as interações se- indivíduo está buscando uma melhor qualidade de
jam deficientes ou distorcidas em um dos estágios, os vida.
demais serão afetados, pois se encontrarão sustenta- Em uma tarefa posterior, estão os modos de adap-
dos por uma base deficiente (Millon, 1979). tação, que, segundo Casullo (2000), representam a ne-
Para Millon o sujeito pode desenvolver reações cessidade do sujeito em acomodar-se ao meio em que
adaptativas mesmo frente às situações traumáticas, em vive. Essa adaptação pode ser realizada de uma forma
função das aprendizagens anteriormente demonstra- passiva, em que o indivíduo procura abrigo, proteção
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e segurança, ou de forma ativa, em que ele busca adap- (extroversão versus introversão, sentimento versus
tar o ambiente às suas necessidades pessoais. Um fun- pensamento e sensação versus intuição).
cionamento psicológico normal é representado pela Millon (1994) elabora um modelo que agrupa as
manifestação de equilíbrio entre a atividade e passivi- atividades cognitivas tendo em conta duas funções su-
dade. periores: uma relacionada com a origem dos dados re-
Millon (1997) referencia as estratégias de auto- colhidos (fonte de informação), e a outra, aos métodos
preservação versus cuidado com os outros, como uma utilizados pelo sujeito para reconstruir esses dados
terceira etapa evolutiva. De acordo com Krinchner, (processos de transformação). Ambas são divididas em
Torres e Forns (1998), a estratégia de replicação está duas polaridades. As fontes de informação subdividi-
vinculada com os estilos de reprodução que maxi- ram-se em internas versus externas e tangíveis versus
mizam a diversificação e a seleção de atributos ecoló- intangíveis; e os processos de transformação, em
gicos benéficos à espécie. Para Casullo (2000), as intelectivos versus afetivos e assimilativos versus ima-
estratégias de replicação variam conforme o tamanho ginativos. As polaridades representativas definitivas
da prole, o sexo e, principalmente, nos seres humanos, são: extraversivo versus intraversivo, sensitivo versus
pela cultura em que estão inseridos. Relacionam-se intuitivo, reflexivo versus afetivo e sistematizador
também com a puberdade, fase em que ocorre a for- versus inovador (Millon, 1994).
mação da identidade, desenvolvendo, através de expe- Por fim, as Relações Interpessoais relacionam-se
riências, um estilo de personalidade mais voltado ao com as contribuições dos trabalhos desenvolvidos por
cuidado dos outros, com um maior compromisso so- Sullivan e Leary e, adicionalmente, ao modelo dos
cial, ou de si mesmo, buscando uma realização pes- Cinco Grandes Fatores (Big Five). Entretanto, tanto o
soal. Assim, se estrutura a primeira área da personali- enfoque interpessoal de Sullivan, quanto a fundamen-
dade, denominada Metas Motivacionais. tação dos Cinco Grandes Fatores, mostram-se orienta-
Além das Metas Motivacionais, o modelo de per- dos para os traços de conduta, ou seja, para as caracte-
sonalidade de Millon (1994) ainda contempla duas rísticas das ações, a motivação, e como estas se pro-
outras áreas, os Modos Cognitivos e as Relações cessam cognitivamente. Lopez (2000) observa que
Interpessoais. Millon se propõe a abordar um componente interpes-
A Tabela 1 apresenta, de forma sucinta, os três soal pretendendo avaliar o estilo de relação do sujeito
agrupamentos e a respectiva organização dos fatores com os demais com as seguintes polaridades: retrai-
no modelo de estilos de personalidade de Millon. mento versus comunicatividade, dúvida versus segu-
rança, discrepância versus conformidade, controle
TABELA 1 versus submissão e concordância versus insatisfação.
Fatores dos estilos de personalidade e suas respectivas
áreas de expressão CONCLUSÃO
Metas
Modos Cognitivos Relações Interpessoais
O conceito de estilos de personalidade para Millon
Motivacionais (1996) está amparado numa organização holística de
Abertura Extroversão Retraimento necessidades, motivos, mecanismos, traços, defesas
Preservação Introversão Comunicatividade que pode ser compreendido como sendo partes que a
Modificação Sensação Dúvida integram.
Acomodação Intuição Segurança Sua proposta representa a idéia de personalidade
Individualismo Reflexão Discrepância como sendo uma entidade com coerência, não somen-
Proteção Afetividade Conformismo te mera construção teórica, podendo ser entendida
Sistematização Submissão como uma forma, estilo de funcionamento adaptativo
Inovação Controle que um organismo exibe em seus vínculos nos diver-
Insatisfação sos contextos de expressão. O bojo da teoria proposta
Concordância por Millon, toma diferentes modelos teóricos de disci-
plinas complementares à Psicologia o que reforça a
noção de ser humano, enquanto sistema, integrado por
Os Modos Cognitivos estão fundamentados na subsistemas (biológico, psicológico, social e cultural),
perspectiva evolucionista e nas contribuições de auto- em um contexto de interação permanente. Contempla
res como Jung e Meyers. Eles se referem à forma como ainda a importância de diversos fatores representados
os organismos se orientam perante o meio e visam ava- em uma matriz única, específica para cada sujeito, da
liar os estilos ou maneiras de processamento da infor- mesma forma que integra aspectos nomotéticos e
mação aliados à proposta de três modelos junguianos idiográficos. Nesse sentido, a teoria de Millon sobre
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estilos de personalidade pode ser descrita como sendo status, sick-role and illness behaviour. Personality and Indivi-
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