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GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ

SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA


E DEFESA SOCIAL
POLÍCIA MILITAR DO PARÁ
AJUDÂNCIA GERAL
ADITAMENTO AO BG Nº 196
18 DE OUTUBRO DE 2017
Para conhecimento dos Órgãos subordinados e execução, público o seguinte:

I PARTE (SERVIÇOS DIÁRIOS)


• SEM REGISTRO

II PARTE (ENSINO E INSTRUÇÃO)


• ATO DA DIRETORIA DE ENSINO E INSTRUÇÃO
O CEL QOPM RG 18044 JOSÉ DILSON MELO DE SOUZA JÚNIOR, Diretor de
Ensino e Instrução da PMPA, no uso de suas atribuições legais, APROVOU:

“PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS PM / 2017”


1. IDENTIFICAÇÃO:
1.1. Unidade Responsável: Polícia Militar do Pará/DEI;
1.2. Supervisão: Instituto de Ensino de Segurança do Pará (IESP).
1.3. Coordenação e Execução: Academia de Polícia Militar “Cel. Fontoura” – APM.
1.4. Nível/ Denominação: Curso de Formação de Oficiais PM com Bacharelado em
Ciências de Defesa Social e Cidadania.
1.5. Área de conhecimento: Segurança Pública.
1.6. Aspectos Legais:
• Constituição Federal do Brasil de 1988, Caput e parágrafo 1º do Art 42 e o caput,
o Inciso V e os parágrafos 5º e 6º do Art 144 d
• Decreto Federal nº 88.777 de 30 de setembro de 1983 (Regulamento para as
Policias Militares e Corpo de Bombeiros Militares – R 200).
• Lei nº 5251 de 31 de Julho de 1985 (Estatuto da PMPA).
• Lei 6.833 de 13 de fevereiro de 2006 (Código de Ética e Disciplina da PMPA);
• Lei Complementar nº 053 de 07 de fevereiro de 2006, Art. 42, alínea a, alterado
pela LC nº 093, de 15 de janeiro de 2014.
• Lei n° 6257 de 17 de novembro de 1999 (Lei de Criação do IESP);

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• Decreto Governamental n° 6.784 de Criação da Diretoria de Ensino e Instrução e
da Academia de Policia Militar Cel Fontoura;
• Decreto nº 3.626, de 30 de Agosto de 1999, Regulamento da Academia de
Polícia Militar Cel Fontoura.
• Resolução nº 012/1999 – CONSEP, publicado no Diário Oficio do Estado nº
29122 de 05 de janeiro de 2000 (Estatuto do IESP);
• Resolução nº 010/CONSUP de 19 de Abril de 2006, publicado no Diário Oficio do
Estado nº 30665 de 19 de Abril de 2006 (Define o tempo da hora aula em 50 minutos);
• Resolução nº 148/2015/CONSUP, 12 de agosto de 2015, publicado no Diário
Oficio do Estado nº 32959 de 27 de agosto de 2015 (Aprova a tabela de Valores da hora
aula);
• Resolução n° 742 de 14 de dezembro de 2017 do Conselho Estadual de
Educação - CEE/PA, que credencia o IESP e autoriza o Curso de Bacharelado em Ciências
de Defesa Social e Cidadania;
• Resolução n° 02/2007 CES/CNE e o Parecer nº 08/2007 CES/CNE, que versam
sobre o Estágio Supervisionado nos Cursos de Bacharelados;
• Portaria nº 011/2002-DEI, publicada no Adit. ao BG nº018, de 27 de janeiro de
2003, que dispõe sobre as Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução;
• Manual do aluno da APM “Cel Fontoura” 2017.

2. CARACTERIZAÇÃO DO CURSO:
2.1. Carga Horária: 5.380h/a
2.2. Tipo/Modalidade: Curso de Graduação/Presencial.
2.3. Período de realização: outubro de 2017 a setembro de 2020.
2.4. Tempo de duração: 03 anos (36 meses).
2.5. Número de vagas: 160 vagas (144 vagas para o sexo masculino, 16 vagas
para o sexo feminino para candidatos aprovados no Concurso Público Nº 002/PMPA/2016) e
05 vagas extras para candidatos de concursos anteriores incluídos por medida judicial.
Totalizando 165 (cento e sessenta e cinco) vagas.
2.6. Quantidade de turmas: 04 (quatro).
2.7. Clientela: Alunos aprovados para o Curso de Formação de Oficiais da PMPA.
2.8. Seleção: Concurso Público nº 002/PMPA/2016 / Organizadora FADESP.
2.9. Local de realização: APM/IESP, localizada no município de Marituba/PA, na
Rodovia BR-316.

3. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS DO CURSO


3.1. Justificativa:
A Diretoria de Ensino e Instrução da Polícia Militar do Pará, criada pelo Decreto Nº
6784, de 20 de Abril de 1990, com o propósito de aperfeiçoar o ensino policial militar para
oferecer uma melhor qualidade de serviços ao povo paraense, no âmbito de suas
atribuições, oportuniza através deste Projeto Pedagógico o Curso de Formação de Oficiais
PM Combatentes, previsto no art. 42, alínea a, da Lei Complementar nº 053, de 07 de
fevereiro de 2006, alterado pela LC nº 093, de 15 de janeiro de 2014.
Considerando o crescimento populacional das cidades paraenses, conforme o
último censo do IBGE 2010, comparado com a população estimada de 2016, crescem
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concomitantemente os problemas relacionados à ordem pública, exigindo que a gerência da
organização policial militar no Estado do Pará seja exercida por autoridades públicas com
formação específica na gestão de segurança pública. Para tal mister, exige-se uma
formação pautada em conhecimentos específicos e aprofundados em ciências jurídicas, em
administração geral e militar, bem como das técnicas, táticas e estratégias policiais e
militares.
Vindo ao encontro dessa necessidade, o Bacharelado em Ciências de Defesa
Social e Cidadania está voltado para a defesa do cidadão e da sociedade, com vistas à luz
da filosofia dos Direitos Humanos, buscando-se um perfil de um novo profissional para os
policias militares. Neste contexto, a carreira do oficialato abrange, além das atribuições
gerenciais da Administração Militar, as funcionalidades de polícia judiciária militar e de
membros nos Conselhos de Justiça Militar Estadual, as quais demandam uma formação
jurídica complexa por uma abordagem científico-jurídica, com métodos de ensino bem
delineados.
Portanto, a formação profissional dos policiais militares em Segurança Pública é
essencial para se manter a excelência de suas atribuições militares estaduais no contexto
do Sistema de Segurança Pública. Nesse sentido a Diretoria de Ensino e Instrução vem por
meio deste Projeto Pedagógico, aprovado pelo Comando da Corporação e pelo Conselho
Superior do IESP (CONSUP), estabelecer mais uma edição do Curso de Formação de
Oficiais PM Combatentes – CFO/PM, definindo os parâmetros pedagógicos que nortearão
as ações formativas dos discentes nos anos em curso, atendendo à necessidade da
formação de novos Oficiais policiais militares, destinados às funções inerentes aos postos
de Oficial Subalterno e Intermediário, na forma da legislação em vigor.

3.2. Objetivos:
Para definir os objetivos gerais e específicos do Bacharelado em Ciências de
Defesa Social e Cidadania, foram utilizadas as ações formativas de segurança pública da
Matriz Curricular da SENASP/2014, adaptados às atribuições que serão desempenhadas
pelos futuros Oficiais.

3.2.1. Geral:
 Propiciar ao Oficial da PMPA a compreensão do exercício da atividade no âmbito
da Segurança Pública, focalizado nas Ciências Policiais, como prática da cidadania, da
participação profissional, social e política num Estado Democrático de Direito. Possibilitando
conhecimento cientifico para a formação profissional técnico-jurídica e humanística, e de
segurança pública, em nível superior, dos futuros Oficiais, habilitando-os para o exercício
das funções inerentes aos postos de Oficial Subalterno e Intermediário, na forma da
legislação em vigor, bem como, capacitando-os para a pesquisa e produção de artigos
científicos no âmbito da segurança pública.

3.2.2. Específicos:
 Possibilitar o desenvolvimento de conhecimentos sistemáticos, habilidades e
hábitos, atitudes e convicções sobre liderança, ética, iniciativa e proatividade,
adaptabilidade, senso de responsabilidade e capacidade de comunicação;

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 Perceber-se como agente transformador da realidade social e histórica do país,
identificando as características estruturais e conjunturais da realidade social e as interações
entre elas, a fim de contribuir ativamente para a melhoria da qualidade da vida social, institu-
cional e individual;
 Compreender a diversidade que caracteriza a sociedade brasileira, posicionan-
do-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, classe social, crença,
gênero, orientação sexual, etnia e outras características individuais e sociais;
 Conhecer e dominar diversas técnicas e procedimentos, inclusive os relativos ao
uso progressivo da força, e as tecnologias menos letais para o desempenho da atividade po-
licial, utilizando-os de acordo com os preceitos legais;
 Utilizar diferentes linguagens, fontes de informação e recursos tecnológicos para
produzir conhecimentos sobre a realidade em situações que requerem a atuação da corpo-
ração e de seus policiais militares;
 Construir possibilidades que oportunizem a produção de novos conhecimentos
em relação às Ciências Policiais, a partir do ensino e da pesquisa.

4. METODOLOGIA DE ENSINO
As disciplinas acadêmicas escolhidas para compor o Desenho Curricular deste
Projeto, estão baseadas na nova Matriz Curricular Nacional 2014/SENASP/MJSP, que trata
sobre a formação e capacitação dos profissionais da área de segurança pública, e que
objetiva ser um referencial teórico-metodológico que oriente as ações formativas desses
profissionais.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública aponta:
“A necessidade de formar profissionais capazes de lidar com as
diferentes formas de violência, conflitualidades e criminalidade,
buscando a qualidade de vida e a integridade das pessoas, por meio de
metodologias e técnicas fundamentadas nos princípios da legalidade,
proporcionalidade e necessidade” (CORDEIRO, 2008, apud SENASP,
2014, p. 15)

O processo de ensino-aprendizagem acontecerá em ambientes de salas de


aula, auditórios e os espaços destinados às instruções práticas, além dos espaços
extraclasses, quando necessárias para a construção coletiva do conhecimento.
De acordo com os objetivos traçados para os diversos conteúdos das
disciplinas a serem ministradas, poderão ser utilizadas como procedimentos de
ensino-aprendizagem individualizantes ou socializantes, como descreve HAYDT
(2000), por meio de aulas expositivas e dialogadas, trabalho em grupo (debates,
seminários, simpósio), atividades extraclasse e estudos de casos, além das
palestras, entre outras atividades.

4.1. Jornada Pedagógica dos Docentes:


Antes do início do curso, a Diretoria de Ensino e Instrução e a APM,
promoverão a Jornada Pedagógica dos Docentes do CFO PM, de modo a
apresentar o plano de curso e sua malha curricular, o calendário do curso e dirimir

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quaisquer dúvidas acerca da realização do período letivo, para o que será lavrada
ata com as deliberações adotadas de modo a atender as demandas do curso.

4.2. Serviços Diários:


Conforme a Lei nº 6.833, de 13 de fevereiro de 2006, que institui o Código
de Ética e Disciplina da Polícia Militar do Pará, o serviço ordinário dos alunos em
formação seguirão as seguintes normas, sem prejuízo do interesse acadêmico:
Art. 159. Os Alunos, a título de aprendizagem, concorrerão aos serviços
internos normais e extraordinários da OPM em que estão matriculados,
bem como participarão dos estágios e exercícios externos,
estabelecidos como atividades curriculares, extracurriculares ou
complementares da formação profissional peculiar de cada curso.
Excepcionalidades
Parágrafo único. Os Alunos somente serão empregados na execução
de serviços externos de segurança nos casos de grave perturbação da
ordem, calamidade pública, desastre ou eventos de extraordinária
necessidade.

O serviço Interno é considerado Estágio Profissional Supervisionado não


remunerado tendo carga horária mínima de 240 horas anualmente.

4.3. Manual do Aluno:


O Comando da APM, por meio da Divisão de Ensino e do Corpo de Alunos,
elaborará o Manual do Aluno que, uma vez submetido à aprovação da DEI e, devidamente
aprovado, será distribuído aos alunos, para que regulem suas condutas estudantis por meio
de tal documento, sem prejuízo das demais normas aplicáveis na corporação e da NGA da
APM.

4.4. Formatura Matinal:


Diariamente, os alunos entrarão em forma dentro dos respectivos pelotões a que
forem designados para o cômputo das faltas, atrasos, verificação do alinhamento do
uniforme e higiene pessoal, vistoria esta realizada pelo Comandante do Pelotão.

Cada um dos pelotões será apresentado ao respectivo Cmt de Pelotão e todos os


pelotões ao Cmt do Corpo de Alunos, que por sua vez fará apresentação à maior autoridade
presente na parada.

Em seguida, após o hasteamento do Pavilhão Nacional a tropa desfilará em


continência à maior autoridade presente à parada.

5. DESENHO CURRICULAR
5.1 Da Malha Curricular do CFO PM / 2017 (1º, 2º e 3º ANO)
A Malha Curricular das disciplinas para ações formativas na área de Segurança
Pública se constitui em um núcleo comum de disciplinas, agrupadas por áreas temáticas,
que congreguem conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, cujo objetivo é a
garantia da unidade de pensamento e ação dos profissionais da área de Segurança Pública.
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A Matriz Curricular do CFO PM/2017 atende aos requisitos e orientações da Matriz
Curricular Nacional /2014/SENASP/MJSP, conforme quadro abaixo:

1º ANO (2017 – 2018)


ÁREAS TEMÁTICAS ORD DISCIPLINAS C.H.
1 História da Polícia Militar do Pará 30
SISTEMAS, 2 Teoria da Polícia 40
INSTITUIÇÕES E 3 OLPM I 50
I
GESTÃO INTEGRADA
EM SEG. PÚBLICA 4 Sistema Nacional de Seg. Pública 20

TOTAL 140
Abordagem Sócio-Psicológica da Violência e do
5 40
VIOLÊNCIA, CRIME E Crime
II
CONTROLE SOCIAL 6 Medicina legal 30
7 Criminalística 30
TOTAL 100
8 Introdução ao Estudo do Direito 60
9 Direito Administrativo I 80
10 Direito Constitucional I 60
11 Direitos Humanos 50
III CONHECIMENTOS 12 Direito Processual Penal I 60
JURÍDICOS APLICADO 13 Direito Penal Militar I 60
14 Direito Processual Penal Militar I 60
15 Direito Penal I 60
Deontologia, Código de Ética e Disciplina Policial
16 60
Militar
TOTAL 550
MODALIDADES DE 17 Relações Interpessoais 30
GESTÃO DE
IV 18 Pronto Socorrismo 30
CONFLITOS E
EVENTOS CRITICOS 19 Conduta Policial Defensiva 30
TOTAL 90
VALORIZAÇÃO DO
PROFISSIONAL E
V 20 Treinamento Físico Militar I 120
SAÚDE DO
TRABALHADOR
TOTAL 120
COMUNICAÇÃO, 21 Informática I 30
INFORMAÇÃO E
VI
TÉCNOLOGIA EM SEG. 22 Redação Oficial 30
PÚBLICA
TOTAL 60
VII CULTURA, COTIDIANO 23 Chefia e Liderança I 30
E PRÁTICA REFLEXIVA
24 Ordem Unida I 50

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25 Instrução Policial Militar Básica 40
TOTAL 120
26 Policiamento Ostensivo Geral 40
27 Rádio Patrulhamento e Técnicas de Abordagem I 40
Operações Policiais Militares em Área Urbana e
FUNÇÕES, TÉCNICAS 28 100
VIII Área de Selva I
E PROCEDIMENTOS 29 Armamento, Munição e Tiro I 120
EM SEG. PÚBLICA 30 Defesa Pessoal Policial Militar I 80
31 Policiamento Tático 40
32 Psicologia Aplicada a Segurança Pública 40
TOTAL 460
SOMA DA CARGA-HORÁRIA DAS DISCIPLINAS / 1º ANO 1640
34 Palestras e Cursos em áreas Afins 50
Atividades Complementares
35 Estágio Supervisionado 200
TOTAL 250
CARGA HORÁRIA TOTAL DO 1º ANO 1890

2º ANO (2018 – 2019)


OR
ÁREAS TEMÁTICAS DISCIPLINAS C.H.
D
1 Comunicação em Defesa Social 30
SISTEMAS,
Teoria da Administração e Fundamentos da
INSTITUIÇÕES E 2 60
I Gestão Pública
GESTÃO INTEGRADA
3 Tomada de Decisão na Adm. Pública 30
EM SEG. PÚBLICA
4 OPLM II 50
TOTAL 170
VIOLÊNCIA, CRIME E
II 5 Criminologia Aplicada a Seg. Pública 40
CONTROLE SOCIAL
TOTAL 40
6 Teoria Geral do Processo 60
7 Direito Administrativo II 60
8 Direito Constitucional II 60
CONHECIMENTOS 9 Direito Civil – Parte Geral 60
III
JURÍDICOS APLICADO 10 Direito Processual Penal II 60
11 Direito Penal Militar II 60
12 Direito Processual Penal Militar II 60
13 Direito Penal II 60
TOTAL 480
MODALIDADES DE
IV GESTÃO DE CONFLITOS E 14 Prevenção de Combate a incêndio 30
EVENTOS CRÍTICOS
TOTAL 30
VALORIZAÇÃO DO
V PROFISSIONAL E SAÚDE 15 Treinamento Físico Militar II 120
DO TRABALHADOR
TOTAL 120
VI 16 Informática II 30
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COMUNICAÇÃO, 17 Tecnologia da Informação e Telecomunicações 40
INFORMAÇÃO E
Atividade de Inteligência Policial e
TECNOLOGIA EM SEG. 18 40
Contrainteligência
PÚBLICA
TOTAL 110
19Metodologia de Ensino e Aprendizagem 50
CULTURA, COTIDIANO 20Chefia e Liderança II 30
VII
E PRÁTICA REFLEXIVA 21Ordem Unida II 50
20Cerimonial, Protocolo e Etiqueta Social 30
TOTAL 160
23 Policiamento Ambiental 30
FUNÇÕES, TÉCNICAS E 24 Rádio Patrulhamento e Técnicas de Abordagem II 40
VIII PROCEDIMENTOS EM 25 Policiamento de Guarda e Penitenciário 40
SEGURANÇA PÚBLICA 26 Policiamento de Eventos 30
27 Policiamento de Choque 40
Operações Policiais Militares em Área Urbana e
29 100
Área de Selva II
30 Armamento, Munição e Tiro II 80
31 Defesa pessoal Policial Militar II 80
TOTAL 440
SOMA DA CARGA-HORÁRIA DAS DISCIPLINAS/ 2º ANO 1550
32 Palestras e Cursos em áreas Afins 50
Atividades Complementares
33 Estágio Supervisionado 200
TOTAL 250
CARGA HORARIA TOTAL DO 2º ANO 1800

3º ANO (2019 – 2020)


ÁREAS TEMÁTICAS ORD DISCIPLINAS C.H.
1 Gestão por Processos 30
SISTEMAS, 2 Gestão Estratégica 30
INSTITUIÇÕES E 3 Gestão de Logística 30
I
GESTÃO INTEGRADA 4 Gestão Orçamentária e Financeira 30
EM SEG. PÚBLICA 5 Gestão de Qualidade 30
6 Elaboração e Gerenciamento de Projetos 50
TOTAL 200
Direito Agrário com Foco na Resolução de
7 40
Conflitos
CONHECIMENTOS
III 8 Direito Ambiental 40
JURÍDICOS APLICADO
9 Legislação Especial 60
10 Legislação de Trânsito 30
TOTAL 170
MODALIDADES DE Gerenciamento de Crise, Negociação e Tomada
11 30
GESTÃO DE de Decisão
IV
CONFLITOS E Segurança de Instalações Físicas e Dignitários
12 40
EVENTOS CRÍTICOS
TOTAL 70
V VALORIZAÇÃO DO 13 Treinamento Físico Militar III 120

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PROFISSIONAL E
SAÚDE DO
TRABALHADOR
TOTAL 120
COMUNICAÇÃO, 14 Análise Criminal 40
INFORMAÇÃO E 15 Estatística e Análise de Dados 30
VI
TECNOLOGIA EM SEG. Cartografia e Geoinformação na Análise do
16 40
PÚBLICA Espaço Geográfico
TOTAL 110
17 Chefia e Liderança III 30
CULTURA, COTIDIANO
VII 18 Ordem Unida III 50
E PRÁTICA REFLEXIVA
19 Metodologia Científica 40
TOTAL 120
20 Policiamento Assistencial 30
21 Rádio Patrulhamento e Técnicas de Abordagem III 40
22 Policiamento Escolar 30
23 Policiamento Turístico 30
24 Policiamento com Cães 30
25 Policiamento Montado 30
FUNÇÕES, TÉCNICAS E
26 Policiamento Fluvial 30
VIII PROCEDIMENTOS EM
27 Policiamento Aéreo 30
SEGURANÇA PÚBLICA
28 Policiamento de Trânsito 30
Operações Policiais Militares em Área Urbana e
29 100
Área de Selva III
30 Defesa Pessoal Policial Militar III 120
31 Policiamento Comunitário 60
32 Planejamento Operacional Aplicado 40
TOTAL 600
1.39
SOMA DA CARGA-HORÁRIA DAS DISCIPLINAS / 3º ANO 0
33 Palestras e Cursos em áreas Afins 45
34 Estágio Supervisionado 200
Atividades Complementares
35 Curso de Condutor de Veículos de Emergência 50
36 Palestra sobre LIBRAS 05
TOTAL 300
CARGA HORARIA TOTAL DO 3º ANO 1690

TOTAL GERAL DA CARGA HORÁRIA DO CURSO 5380

5.2. Atividades Complementares:


As atividades complementares conforme o Art. 25, Resolução nº 10 EMG, de 20 de
Outubro de 2016, publicado no BG n° 206 de 04 de Novembro de 2016, são as atividades
que proporcionam ao discente a percepção experimental do conteúdo das disciplinas
curriculares, como instrumento complementar de aprendizagem.
As atividades complementares poderão ser pontuadas, e poderão ser realizadas
das seguintes formas:
I – Participação em palestras e cursos em áreas afins;
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II – Comparecimento em audiências;
III – Visita a unidades militares e a Órgãos Públicos;
IV – Outras Atividades, Conforme a conveniência pedagógica.

5.3. Estágio profissional Supervisionado:


Ainda tendo por base a o Art 27 da Resolução nº 10 EMG, o estágio tem por
finalidade primordial a complementação do ensino, particularmente no que concerne à
adaptação do futuro policial militar às peculiaridades de uma Organização Policial Militar,
devendo ser desenvolvido da seguinte forma:
§ 1º O Estágio profissional deverá ser desenvolvido de acordo com os seguintes
aspectos:
I - Ser realizado em missão vinculada a uma Organização Policial Militar que
execute a atividade-fim da corporação, sendo, praticamente, uma das últimas
atividades antes do ato de formação do referido soldado;
II - Deve estar focado nas lacunas procedimentais e atitudinais deixadas pelas
disciplinas curriculares;
III - A maneira de programação poderá ser:
a) Por meio de Ordem de Serviço que preveja o público discente como integrante
do efetivo policial a ser empregado, mediante proposta do Comando de
Policiamento de área;
b) Pedido de Cooperação de Instrução, relacionado com uma disciplina em
específico, sob a coordenação do Instrutor da respectiva cadeira; ou
c) Uma programação mista, de acordo com as peculiaridades da unidade que
sedie o polo de ensino.
IV - Deve ser planejado pela unidade de ensino com a devida antecedência e,
remetida a apreciação conjunta do Departamento Geral de Operações e do
Departamento Geral de Administração, precedida da análise técnica da Diretoria
de Ensino.
V – Todas as atividades do Estágio deverão contar com a supervisão de
profissional habilitado e designado para a avaliação dos alunos submetidos à tal
atividade, ficando este profissional com a atenção voltada aos estagiários e suas
condutas corrigindo, de imediato, as ações que estiverem em desacordo com a
disciplina e com a legislação.
Conforme Resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE)/Câmera de Ensino
Superior (CES) nº 02/2007 e o parecer n° 08/2007 CES/CNE, ficou estabelecido as
Diretrizes Nacionais para a organização e a realização de Estágio de alunos dos Cursos de
Bacharelado terá carga horária mínima de 20% (vinte por cento) da carga horária total do
curso.
Com a natureza especial da atividade policial militar, com tempo integral e
dedicação exclusiva ao serviço, bem como o crescente anseio e necessidade da população
paraense por uma polícia mais eficiente para fazer frente ao aumento da violência, há a
imprescindibilidade de não limitar a carga horária máxima dos estágios, e ainda flexibilizar a
redução dela, de acordo com a conveniência da administração, pois esta etapa reforça e
alicerça todo o aprendizado, e ainda por conta da natureza da necessidade do serviço
policial militar, podem transformar emergências em grandes oportunidades de ensino.
5.4. Trabalho de Conclusão de Curso- TCC/ Artigo Científico Individual:
Considerando que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/96), no
caput do art.83, dispõe que o ensino militar é regulado em lei específica, admitida a
equivalência de estudos, de acordo com as normas fixadas pelos sistemas de ensino.
Ainda, segundo a LDB/96, no § 3º do art. 43, a educação superior tem por finalidade
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incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da
ciência e da tecnologia.
Contextualizando tais disposições legais à realidade vivenciada pelo Executivo
Estadual, foi positivada através de Decreto nº 1.513, de 30 de março de 2016, que
estabelece medidas de contenção de gastos com pessoal e outras despesas correntes da
Administração Direta do Poder Executivo do Estado do Pará, dentre outras providências.
Logo, indo ao encontro do referido Decreto, a Ata nº 42 da Reunião Ordinária do
Conselho Superior do IESP – CONSUP, realizada em 06 de abril de 2016, aprovou a
proposta de alteração, no Projeto Pedagógico do CFO 2014/2016, da forma de
apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso, de Monografia para Artigo Científico
Individual, tendo por mote uma redução de custo financeiro estimada em aproximadamente
50% do valor original.
Conforme a Norma para Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução, da
Portaria Nº011/2002/DEI, em seu Título XV, que dispõe sobre a elaboração do Trabalho de
Conclusão de Curso ou Monografia:

“Art. 72 – O estudo de Metodologia Científica na Corporação deverá ocorrer em


todos os cursos de formação, aperfeiçoamento, especialização e habilitação, e em
especial no Curso de Formação de Oficiais, cujo objetivo é fornecer ao Cadete,
conhecimentos técnicos e científicos para a elaboração do Trabalho de Conclusão
de Curso ou Monografia. (...)
Ainda nos termos da NPCEI, seu art. 74 discorre sobre a elaboração de um
calendário específico para as fases do Trabalho de Conclusão de Curso que ficará sob a
responsabilidade da Divisão de Ensino da APM:
Visando sempre a qualidade do binômio ensino - aprendizagem, fica estabelecido
no presente Projeto Pedagógico que a elaboração deste Artigo Científico será individual,
visando um melhor aproveitamento da produção científica do graduando e aferição de seu
aprendizado.
O estudo da disciplina Metodologia Científica, que fornecerá embasamento técnico -
científico aos alunos Oficiais, será ministrada somente no 3º Ano de curso, tendo em vista
que já possuem escolaridade de nível superior, sendo este um dos pré-requisitos para
ingressar no CFO.
A elaboração de Artigos Científicos Individuais será obrigatória, sendo que eles
deverão tratar de assuntos de interesse da Corporação na atividade meio ou atividade fim, e
serão elaborados rigorosamente dentro das normas da ABNT.
O aluno Oficial deverá escolher um dentre os temas sugeridos pela coordenação do
curso, ou poderá escolher um tema que lhe convier, sendo que, neste último caso, deverá
ser comprovado o interesse direto ou indireto da Corporação ao mesmo, ocasião em que o
tema escolhido será submetido à aprovação da direção do curso.
Fica estabelecido, por motivo de manutenção da qualidade do ensino, que cada
orientador terá por limite a quantidade de 03 (três) orientandos com direito à 5 horas/aula
por aluno.
A Banca Examinadora será composta no mínimo por 20 membros, onde cada um
ficará responsável pela avaliação dos Artigos Científicos, podendo avaliar no máximo 09
(nove) trabalhos cada professor examinador, com direito à 05 horas/aula por trabalho
avaliado.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
A Banca Homologadora será composta por 03 (três) membros, ficando responsável
em recepcionar os Artigos Científicos, já avaliados pelos professores examinadores, e
mediante uma segunda análise homologar ou atribuir outra nota, que neste caso devendo
justificar sua decisão, sendo que o presidente da banca tem o voto de minerva. Ao final a
Banca deverá repassar relação nominal com as Notas dos Alunos Oficiais para a Divisão de
Ensino da APM. Cada Membro terá direito à 5 horas/aula.
A divisão de Ensino da APM de posse das notas do Artigo Científicos dos alunos
Oficiais, divulgará as notas obtidas individualmente, e os mesmos terão 48 h para interpor
recurso questionando a nota obtida.

O custo total com o Artigo Cientifica será conforme quadro abaixo:


Orientação 825
TCC (Artigo Cientifico) Banca Homologadora 15
Banca Examinadora 825
TOTAL 1.665

5.5. Resumo da carga horária do curso:


DIÁRIA 10 h/a
SEMANAL 50 h/a
PREVISÃO DE DIAS LETIVOS 588 dias letivos
RESERVA TÉCNICA 30 dias (ou 240 h/a)
PREVISÃO DE MESES 36 Meses
TEMPO DE UMA HORA AULA 50 Minutos

O funcionamento das instruções e horários no decorrer do Curso estarão previstos


no Manual do Aluno, a ser elaborado pela APM.
Para o cumprimento do Calendário do curso, eventualmente, poderá haver
sábados, domingos e feriados letivos, que não ultrapassarão a carga-horária de 10h/a
diárias, à exceção do Tiro Defensivo, Operações Policiais Militares em Área Urbana e em
área de selva, 1ª Intervenção em Crises, Marchas e Maneabilidades e o Estágio
Supervisionado, dentre outras, dado o caráter prático destas disciplinas.

6. PROCESSO AVALIATIVO
6.1 Das Avaliações
As avaliações dos níveis de aprendizagem serão realizadas em consonância como
previsto na NPCEI, Código de ética da PMPA e a Resolução nº 003/PMPA, nos seguintes
termos:
a) Verificação Imediata (VI)1 – É a avaliação aplicada imediatamente após ser
ministrada determinada matéria, e seu resultado poderá servir de complemento para a nota
da VC ou VF.
b) Verificação Especial (VEsp)1– É um trabalho escolar a ser realizado
individualmente ou em grupo;

1Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI art. 36, Incisos I, II, III, IV e V.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
c) Verificação Corrente (VC)1 – São as avaliações feitas, no decorrer do
desenvolvimento do programa de cada uma das disciplinas do curso, e terão seu número
determinado pela carga horária da matéria;
d) Verificação Final (VF)1 – É a avaliação que marca o término da disciplina ou do
curso, e poderá ser aplicada sobre a totalidade ou parte dos assuntos ministrados durante o
período letivo;
e) Verificação Final Especial (VFE – 2ª Época)1 – É um tipo de avaliação exclusiva
dos cursos de formação, habilitação e aperfeiçoamento, que obrigatoriamente deverá
abordar a totalidade dos assuntos ministrados em determinada disciplina, aplicada ao aluno
que não alcançou a nota mínima para aprovação em 1ª Época.
f) Comportamento Escolar (CE)2 – Tem por finalidade apreciar o comportamento
profissional, moral e ético do aluno, a partir de critérios comportamentais, os quais serão
aplicados de acordo com o que está estabelecido no Código de Ética e Disciplina da Polícia
Militar do Estado do Pará – CEDPM;
g) Avaliação Física (AF) 3– A Educação Física será avaliada com a aplicação de
graus em notas, como qualquer outra disciplina do curso ou estágio, contudo para obtenção
de tais notas, deverão ser observados os critérios estabelecidos nas normas vigentes na
corporação.

6.2. Da Avaliação Docente:


O corpo docente será constituído de professores e instrutores, selecionados através
do cadastro do IESP, em reunião integrada com a participação do Diretor de Ensino e
Instrução ou representante legal, Cmt da APM, Cmt do Corpo de Alunos da APM, Chefe da
Divisão de Ensino da APM e do Chefe da Seção de Formação da Diretoria de Ensino,
ocasião em que as decisões da Comissão serão registradas em Ata.
A escolha dos docentes recairá sobre sua qualificação, e/ou pela experiência e
realização de atividades docentes anteriormente, bem como pela conveniência da
administração pública.
Os docentes, após escolhidos, serão cientificados, formalmente, a fim de se
manterem preparados para o exercício da docência na APM e para a participação na
Jornada Pedagógica Docente.
Os docentes, ao longo do seu trabalho no CFO serão submetidos à avaliação por
meio de seus planejamentos disciplinares pela Divisão de Ensino e também pelos
Discentes, a partir de questionários aplicados aos alunos, ao final de cada disciplina.
Os professores/Instrutores, devem sempre ter em mente a conscientização
profissional de bem ministrar suas aulas, de modo a:
• Evitar o uso restrito à exposição oral;
• Cumprir fielmente o conteúdo proposto;
• Empregar didática coerente com as disciplinas ministradas;
• Estimular a dedicação ao estudo;
• Desenvolver a confiança através do esforço pessoal;
2 Lei n° 6833, do art. 155 ao 173.
3Resolução nº 003/PMPA, de 09 de janeiro de 2014. Publicada no Boletim Geral nº 007, de 10 de janeiro de 2014 e no Aditamento ao
Boletim Geral nº 007, de 10 de janeiro de 2014. Disponível em http://www.pm.pa.gov.br/?q=bg_2014, acessado em 04/02/2014.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
• Fazer o aluno participar ativamente do processo de ensino-aprendizagem;
• Estimular o aluno a aprender técnicas e obter o melhor rendimento na matéria;
• Adotar, sempre, postura institucional evitando manifestações de caráter
pessoal;
• Observar a rigorosa apresentação pessoal e uso adequado de vocabulário,
compatíveis à boa formação policial militar;
As Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução, da Portaria
Nº011/2002/DEI, atribuem competência aos professores e instrutores para o CFO:
Art. 37 – Na aplicação da prova escrita, o professor/instrutor necessariamente
deverá observar os seguintes aspectos:
I – Deverá estar presente em sala de aula na aplicação da mesma, salvo motivo
de grande relevância que o impeça, devidamente reconhecido pelo Comando da
UPM onde funciona o curso ou estágio;
II – Elaborar a mesma de forma clara, precisa, abrangente e, diretamente
relacionada com os assuntos ministrados;
III – Deve ser constituída de questões objetivas e subjetivas, na proporção de 60
por 40%, ressalvada as disciplinas de caráter eminentemente prático ou subjetivo.
IV – O total de pontos atribuídos a cada prova será igual a 10,0(dez);
V– Os assuntos cobrados em uma VC, não devem ser cobrados na verificação
seguinte, salvo nas Verificações Finais.
Art. 38 – O professor/instrutor deverá corrigir a prova conforme a matéria
ministrada e o seu gabarito, fornecendo o resultado no período máximo de 08
(oito) dias após a sua aplicação, ou na aula seguinte a aplicação da verificação.
Art. 39 - A quantidade de verificações, deverá variar em função da carga horária
de cada disciplina, conforme o quadro abaixo:
Hora/Aula Verificação
Até 30horas/aula 01 VF
De 31 à 75horas/aula 01 VC + 01 VF
Acima de 75 horas/aulas 02 VC + 01 VF

Art. 40 – O aluno poderá ser submetido no máximo a 02 (duas)


avaliações por dia, e 06 (seis) por semana;
Art. 44 – Os resultados das avaliações somente serão aceitos se, no
mínimo 30% dos alunos ficarem acima da média mínima exigida, pois
se 70% ficarem abaixo da média, o resultado da prova será analisado
por meio de uma pesquisa pedagógica, a qual servirá como parecer
para que o Conselho de Ensino da APM “Cel Fontoura” ou Comando da
UPM, onde funciona o curso ou estágio, decidir sobre possíveis
correções e/ou anulação se for o caso.

6.3. Da Prova de 2ª Chamada:


Com base no Art 41 da NPCEI a prova de segunda chamada será regulado da
seguinte maneira:
a) O pedido para a realização de avaliação de segunda chamada deverá ser
encaminhado, por escrito ao Chefe da Divisão de Ensino no prazo máximo de 48 (quarenta
e oito) horas depois de cessado o motivo de impedimento do aluno de se deslocar até a
UPM.
Vale ressaltar, que a falta à prova, teste ou exame sem motivo justificado, será
atribuída nota “0” (zero), estando automaticamente em 2ª época na Disciplina, conforme

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
previsto no Art. 57 parágrafo 1º da NPCEI.

6.4. Da revisão de prova:


Com relação à revisão de prova será balizada pela NPCEI e o Regulamento da
APM, da seguinte maneira:
a) No caso o aluno verificar incorreção na contagem de pontos de uma verificação,
o mesmo deverá solicitar a revisão de provas, fundamentando seu pedido, no primeiro
momento, ao julgamento do instrutor/professor, no momento em que lhe for mostrada a
verificação em sala de aula e, em caso de recurso, à decisão do Conselho de Ensino4;
b) O aluno terá um prazo de 48 (quarenta e oito) horas úteis, a contar da entrega
da avaliação, para recorrer por escrito, junto ao Chefe da Divisão de Ensino, solicitando a
revisão de prova, no qual deverá fundamentar suas razões dentro dos limites da hierarquia e
da disciplina5;
c) Caberá ao Conselho de Ensino da APM, com base em orientações pedagógicas
e específicas da disciplina, decidir sobre o provimento parcial, total ou negativa do pedido de
revisão, sendo que a comissão deverá solicitar ao Instrutor/ Professor uma justificativa para
o indeferimento do pleito do aluno, para poder avaliar e manifestar sua decisão. A decisão
deverá ser publica em Boletim Interno6.
Com base no Art 64 do Regulamento da APM, o Conselho de Ensino compõe-se
de:
I – Presidente (subcomandante da APM);
II – Membros (Chefe da Divisão de Ensino, Comandante do Corpo de Alunos, Um
professor ou instrutor e um representante discente);
III – Secretário (nomeado pelo Presidente do Conselho e não terá direitos a voz
nem voto).

6.5. Da Aprovação, Reprovação e Conceito:


Quanto à aprovação e reprovação serão de acordo com as NPCEI e o Regulamento
da APM, Conforme a seguir:

6.5.1. Será considerado APROVADO:


• Será considerado aprovado no CFO o discente que atingir a média 7,00 (sete)
em cada uma das disciplinas em que for avaliado7.
• Obtiver frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento)8 da carga horária
da disciplina;

6.5.2. Será considerado REPROVADO:

4Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI art. 45.


5Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XIV.
6Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 65 inciso IV alínea A.
7 Portaria nº 011/2002-DEI, art. 47 Inciso II.
8 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XIV.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
• Obtiver média aritmética das verificações (correntes e final) aplicada na disciplina
um valor inferior a 3,0 (três)9.
• Não atingir um valor igual ou superior a 10,0(dez), proveniente da soma da VFE
(2ª Época) com a média aritmética das verificações (VC’s e VF) aplicadas em 1ª Época na
disciplina9.
• Ficar para ser submetido a VFE (2ª Época) em mais de três disciplinas em um
anoletivo9.
• Não obter frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária
da disciplina10;

6.5.3. Equivalência entre notas e conceitos:

NOTA CONCEITO
10,00 E (EXCELENTE)
De 8,000 a 9,999 MB (MUITO BOM)
De 7,000 a 7,999 B (BOM)
De 5,000 a 6,999 R (REGULAR)
De 0,100 a 4,999 I (INSUFICIENTE)
0 (zero) Sem rendimento
6.6. Do Desligamento
O Aluno Oficial será desligado, conforme prescreve o Art 173 do Código de Ética e
disciplina da PMPA, o Art. 60 inciso XXII do Regulamento da APM Cel. Fontoura e o Art. 60
da NPCEI, quando:
I - Solicitar por escrito, através de requerimento11;
II - For transferido para a reserva remunerada, reformado, licenciado ou excluído a
bem da disciplina ou demitido, nos termos deste código11;
III - Não obtiver nota mínima de comportamento escolar11;
IV - For reprovado em matéria curricular11;
V - Estando no comportamento mau e praticar novo ato com indícios de
transgressão disciplina12;
VI - Vier a falecer durante o período do curso13;
VII – Utilizar, fornecer, intermediar, portar ou tentar utilizar meios ilícitos para
obtenção de resultados favoráveis, em quaisquer das formas de verificação prevista13.
VIII - Ser condenado, por qualquer espécie de crime, com pena restritiva da
liberdade, desde que a sentença condenatória tenha transitado em julgado e não ocorra o
benefício do sursis13;
IX – Incapacidade física e mental permanente, devidamente avaliada pela Junta
Regular de Saúde (JRS) da Corporação14;
X – Incapacidade moral, ética ou profissional, apurada através de procedimento que
9 Portaria nº 011/2002-DEI, art. 49 Incisos I, II e III.
10 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 65 inciso IV alínea A.
11 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 173 Incisos I, II, III e IV.
12 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 69 Incisos V.
13 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XXII alínea A,De H.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
permita ao aluno, o exercício de seus direitos inerentes a Ampla Defesa, Contraditório e ao
Devido Processo Legal14;

6.7. Do Trancamento
Com base no Art. 60 inciso XIX do Regulamento da APM, o trancamento de matrícula
poderá ser solicitado pelo período de um ano e apenas uma vez durante o curso, e
submetido a analise do Conselho de Ensino da APM, Subsidiado com parecer do JRS, nos
seguintes casos:
a) O discente for considerado inapto temporariamente para o serviço policial-militar;
b) Quando mulher, engravidar durante o curso.

6.8. Dos Critérios Para Classificação Final do Curso


A classificação final será assim determinada, conforme NPCEI, Código de ética e
Disciplina da PMPA e Regulamento da APM:
a) Ordem decrescente de nota final do curso15;
b) Para fins de classificação final, o discente aprovado em recuperação (VFE - 2ª
Época) ficará colocado após o último classificado dentre os aprovado no regime regular
(sem recuperação), considerado, ainda, o número de matérias na primeira situação16;
c) No caso do CFO, calcula-se a média final do curso, através da média ponderada
entre as notas finais dos anos letivos, atribuindo-se peso 2(dois) à média final do último ano,
e peso 1(um) às médias dos dois anos anteriores15.
d) No cálculo da média final do Curso, será usada aproximação de até milésimos;
quando houver empate, o primeiro critério a ser considerado deverá ser o maior número de
aprovação em disciplinas em 1ª Época, e o segundo critério a idade maior15;
e) A nota do Comportamento Escolar deverá ser incluída no cálculo para a
obtenção da média final do Curso17.
f) Cálculos de Médias15;

f.1) Cálculo da Média Final da Disciplina (MFD) com aprovação em 1ª Época:


Caso a média aritmética simples de todas as verificações (MV) - correntes e final
-aplicadas na disciplina, seja igual ou superior 7,00 (sete inteiros), a Média Final da
Disciplina (MFD) será a própria Média das Verificações (MV), ou seja, MFD = MV.
f.2) Cálculo da Média Final de Disciplina, com aprovação em 2ª Época (VFE):
Caso o Cadete não alcance o grau mínimo de 7,00 (sete inteiros), como resultado
da média aritmética simples de todas as Verificações - correntes e final - aplicadas na
disciplina (MV), o mesmo estará automaticamente em 2ª Época, e será submetido a VFE.
Exemplo: O cadete que em uma disciplina com carga horária de 60 horas/aula,
onde são aplicadas 2 VC’s e 1 VF, obtém as seguintes notas: 1ª VC=6,0; 2ª VC=7,0;
VF=5,0.

14 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI, art. 60 Incisos I e III.


15 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI, art. 54 Incisos II alínea A parágrafos 2º, 3º e 4º, e o ANEXO I.
16 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XVIII.
17 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 164 parágrafos 1º e 2º.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Então:
MV = 6,0+7,0+5,0 =6,0
3
Para saber qual a nota mínima necessária a ser obtida na VFE para aprovação,
basta subtrair a MFD de dez. Ou seja: VFE=10 – MV.
Neste caso, VFE = 10 – 6 = 4,0
Para saber qual a média final do cadete, aprovado mediante a realização da VFE
(2ªÉpoca), será aplicada a seguinte fórmula:
MFDE = MV + VFE + 10
4
Onde:
MV = Média Aritmética de todas as verificações (Correntes e Final) aplicadas na
disciplina.
MFD = Média Final da disciplina, com aprovação em 1ª época.
VFE = Verificação Final Especial (2ª Época).
MFDE = Média Final da Disciplina, com aprovação em 2ª época.
Neste caso, e considerando que o cadete obtenha uma nota 9,00 (nove) na
Verificação Especial, a sua Média Final da Disciplina (MFD) será:
MFD = 6 + 9 + 10 = 6,25
4
f3) Classificação Final dos Alunos Oficiais será feita com base na Média
ponderada das notas de todas as disciplinas que integram a matriz curricular do 1º, 2º e 3º
ano (média final - MF), com peso 2 para esta última, e da Nota do Artigo Científico (NAC),
com peso 2, dividido pela somatória dos pesos, que no caso será 6,.onde a Nota Final do
discente será obtida a partir da fórmula:
(MF 1º ANO + MF 2º ANO + (MF 3º ANO x2))+ (NACx2)*=Nota Final
6

OBS*: Considerando que o Trabalho de Conclusão de Curso (Artigo Cientifico)


ocorrerá no 3° Ano, cujas disciplinas terão peso 2, por analogia, o TCC terá
igualmente peso 2.

6.9. Do Critério de Desempate:


Quando houver empate, em qualquer um dos casos acima, o critério de desempate
deverá ser o maior número de aprovação em disciplinas em 1ª Época, e o segundo critério a
idade maior, conforme Art 54 parágrafo 4º da NPCEI.

6.10. Do Regime Disciplinar:


a) Caso o aluno incorra em algum dos critérios de reprovação ou desligamento
acima discriminados será submetido a um Processo Administrativo Disciplinar Simplificado
(PADS), garantindo-lhe o direito ao contraditório e à ampla defesa. No decorrer do processo
o discente não será impedido de frequentar as demais atividades pedagógicas, e o
desligamento do curso somente será realizado após a solução do referido procedimento,
cuja decisão administrativa seja desfavorável ao aluno.

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b) Os alunos do CFO estão sujeitos ao regime disciplinar previsto na Lei Estadual
nº 6.833, de 13 de fevereiro de 2006, que institui o Código de Ética e Disciplina da Polícia
Militar do Pará (CED/PMPA);

7. INFRAESTRUTURA FÍSICA E EQUIPAMENTOS


Para o desenvolvimento do CFO, o Instituto de Segurança Pública do Pará
disponibilizará em sua estrutura os seguintes itens: salas de aula, sala de docentes e
coordenação, laboratório de informática, auditório, refeitório, complexo esportivo,
alojamentos, dentre outras estruturas para o desenvolvimento do curso de formação, assim
como poderão ser utilizados espaços físicos de outros órgãos externos (federal, estadual,
municipal).
8. PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO
8.1. Materiais e Serviços Diversos:
a) Previsão de Alvos e Munições:
a.1) Munição Letal (Treina):
CUSTO COM MUNIÇÃO
(ESTIMADO PARA UM PERÍODO DE 3 ANOS)
ANO DISCRIMI
Nº ALUNO TIRO/ALUNO TOTAL MUNIÇÃO R$/UNIT. TOTAL PARCIAL
LETIVO NAÇÃO
1º ANO 150 24.750 R$ 68.310,00
Cal. .40
2º ANO 165 100 16.500 2,76 R$ 45.540,00
S&w
3º ANO 100 16.500 R$ 45.540,00
TOTAL Cal. .40 R$ 159.390,00
2º ANO 50 8.250 R$ 36.712,50
Cal. 5.56 165 4,45
3º ANO 50 8.250 R$ 36.712,50
TOTAL Cal. 5.56 R$ 73.425,00
3º ANO Cal. 12 165 50 8.250 3,60 R$29.700,00
3º ANO Cal. 7.62 165 50 8.250 4,89 R$40.342,50
3º ANO Cal. 30 165 50 8.250 4,11 R$33.907,50
TOTAL GERAL R$ 336.765,00

a.2) Alvos, barricadas, PPI/PPA, obreias e armações em madeira:


ALVOS
Nº ALVOS/A
TIPO TOTAL CUSTO / UNID(R$) CUSTO PARCIAL ANO
ALUNOS LUNO
165 ZONADO 03 495 R$ 2,24 R$ 1.108.80
165 SILHUETA 03 495 R$ 2,17 R$ 1.074,15 1º ANO
TOTAL R$ 2.182,95
165 ZONADO 03 495 R$ 2,24 R$ 1.108.80
165 SILHUETA 03 495 R$ 2,17 R$ 1.074,15 2º ANO
TOTAL R$ 2.182,95
165 ZONADO 03 495 R$ 2,24 R$ 1.108.80
165 SILHUETA 03 495 R$ 2,17 R$ 1.074,15 3º ANO
TOTAL R$ 2.182,95
TOTAL GERAL R$ 6.548,85

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017

CUSTO COM BARRICADAS


Nº BAR./ CUSTO UNID CUSTO TOTAL
ANO Nº ESTANDE TOTAL N° de Turmas
ESTANDE (R$) (R$)
1º ANO 08 02 16 35,00 04 R$ 2.240,00
2º ANO 08 02 16 35,00 04 R$ 2.240,00
3º ANO 08 02 16 35,00 04 R$ 2.240,00
TOTAL R$ 6.720,00

CUSTO COM PPI / PPA


CUSTO UNID CUSTO TOTAL
ANO Nº PISTAS Nº ESTANDE TOTAL N° de Turmas
(R$) (R$)
1º ANO 02 02 04 500,00 04 R$ 8.000,00
2º ANO 02 02 04 500,00 04 R$ 8.000,00
3º ANO 02 02 04 500,00 04 R$ 8.000,00
TOTAL R$ 24.000,00

CUSTO COM OBREIAS


CUSTO PARCIAL
ANO COR QTD (MILHEIRO) CUSTO UNID (R$)
(R$)
BRANCA 10 5,38 R$ 53,80
1º ANO PRETA 15 5,70 R$ 85,50
BRANCA 10 5,38 R$ 53,80
2º ANO PRETA 15 5,70 R$ 85,50
BRANCA 20 5,38 R$ 107,60
3º ANO PRETA 30 5,70 R$ 171,00
TOTAL R$ 557,20

CUSTO COM ARMAÇÕES EM MADEIRA


N°ARM./ CUSTO UNI CUSTO TOTAL
ANO Nº ESTANDE TOTAL N° de Turmas
ESTANDE (R$) (R$)
1º ANO 8 2 16 60,00 04 R$ 3.840,00
2º ANO 8 2 16 60,00 04 R$ 3.840,00
3º ANO 8 2 16 60,00 04 R$ 3.840,00
TOTAL R$ 11.520,00

a.3) Custo total com material de tiro:


CUSTO TOTAL COM MATERIAL DE TIRO (R$)
MUNIÇÃO R$ 336.765,00
ALVOS R$ 6.548,85
BARRICADAS R$ 6.720,00
ARMAÇÕES R$ 11.520,00
CUSTO COM PPI / PPA R$ 24.000,00
OBRÉIAS R$ 557,20
CUSTO TOTAL (R$) R$ 386.111,05

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
b) Serviços de Impressão e Cópias:
Para a contagem dos gastos com impressão e cópias para aplicação das provas,
foi aplicado o número de verificações conforme o número de disciplinas, de acordo com o
quadro de número de verificações constante no art. 39, da NPC EI.
Tanto para a aplicação das provas quanto à elaboração das apostilas, foi utilizada a
quantidade de laudas praticadas pela Escola de Governança do Estado do Pará.
Nesse sentido serão aplicadas durante 48 (quarenta e oito) verificações,
considerando-se que cada prova utilizará no máximo 05 folhas de papel multiplicado pelo
número de alunos, resultando no quadro abaixo:
Nº páginas
Ano Justificativa N° Alunos Qtd Total Cópias Unitário Total
por prova
1º Ano Provas 165 55 05 45.375 0,10 R$ 4.537,50
Apostila 165 31 20 102.300 0,10 R$ 10.230,00
2º Ano Provas 165 57 05 47.025 0,10 R$ 4.702,50
Apostila 165 32 20 105.600 0,10 R$ 10.560,00
3º Ano Provas 165 52 05 42.900 0,10 R$ 4.290,00
Apostila 165 33 20 108.900 0,10 R$ 10.890,00
TOTAL R$ 45.210,00

8.2. Pagamento de Pessoal


a) A tabela de valores de hora-aula das Disciplinas e do Artigo Cientifico a serem
remunerados os professores, instrutores e monitores contratados para a prestação de
serviços terá o valor médio das horas/aulas de R$ 80,00 (mestre), conforme a Resolução Nº
148/2015 - CONSUP. O total do pagamento de pessoal está relacionado, conforme o quadro
abaixo:
HORA/ CUSTO INSS
ANO TURMAS C/H TOTAL
AULA PARCIAL PATRONAL
1º ANO 4 1.890 R$ 80,00 R$ 604.800,00 R$ 120.960,00 R$725.760,00
2º ANO 4 1800 R$ 80,00 R$ 576.000,00 R$ 115.200,00 R$ 691.200,00
3º ANO 4 1690 R$ 80,00 R$ 540.800,00 R$ 108.160,00 R$ 648.960,00
TOTAL GERAL R$ 2.065.920,00

INSS
FASES DO AC C/H HORA/AULA CUSTO PARCIAL TOTAL
PATRONAL
TCC Orientação 825 R$ 80,00 R$ 66.000,00 R$ 13.200,00 R$ 79.200,00
(Artigo Banca
Cientifico) 15 R$ 80,00 R$ 1.200,00 R$ 240,00 R$ 1.440,00
Homologadora
Banca
825 R$ 80,00 R$ 66.000,00 R$ 13.200,00 R$ 79.200,00
Examinadora
TOTAL R$ 159.840,00

PMPA/AJG Pág. 21
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
8.3. Despesas Auxílio Fardamento e Alimentação
DESPESAS SOLDO Nº DE VEZES ALUNOS CUSTO TOTAL
AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO R$ 700,00 36 165 R$ 4.158.000,00
AUXILIO FARDAMENTO R$ 868,77 3 165 R$ 430.041,15
TOTAL R$ 4.588.041,15

Além do soldo pago aos Cadetes, estes receberão, conforme as diretrizes do


Governo Estadual, no Plano de Valorização do Servidor Público, o pagamento do auxílio
fardamento diretamente no contracheque. Além disso, tem-se o custo relativo ao auxílio-
alimentação no valor de R$ 700,00, conforme quadro abaixo:
8.4 Suprimento de Fundos:
- Destinado a custear despesas extraordinárias em virtude da necessidade de se
manter em bom funcionamento a estrutura física de cada uma das unidades/subunidades
envolvidas na formação dos novos soldados.
- Os suprimentos de fundos equivalem ao investimento de R$ 5,00 por aluno/mês e
serão pagos conforme abaixo:

SEDE POLOS DE FORMAÇÃO SALAS/ALUNOS Nº DE ALUNOS VALOR


RMB -
APM 4 165 R$ 825,00
Marituba
TOTAL X 36 MESES R$ 29.700,00

8.5 Planilha Consolidada:


A planilha consolidada apresenta a somatória de todo o custeio do CFO PM 2017,
nos termos seguintes:

DESPESA VALOR

DOCENTES R$ 2.065.920,00

AUX. FARDAMENTO E
PAGAMENTO DE PESSOAL R$ 4.588.041,15
ALIMENTAÇÃO

TCC R$ 159.840,00

SERVIÇO DE IMPRESSÃO R$ 45.210,00

RECURSOS ADMINISTRATIVOS INSTRUÇÃO TIRO R$ 386.111,05

SUPRIMENTO DE FUNDOS R$ 29.700,00

A - TOTAL GERAL (R$) R$ 7.274.822,20

B - CUSTO TOTAL POR ALUNO


R$ 44.089,83
B = A ÷ 165

C – CUSTO MENSAL DO ALUNO R$ 1.224,72


C = B ÷ 36 (meses)

PMPA/AJG Pág. 22
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
8.6 Planilha de Custos – Geral:

ITEM DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA


Natureza da despesa 339030
Natureza da despesa 33901514
TOTAL DO CURSO: R$ 7.274.822,20

Funcional Programática: 06.128.1425-8278


Fonte (material de consumo): 0101000000
Fonte (pagamento de pessoal): 0101006358

9. PRESCRIÇÕES DIVERSAS:
• O CFO PM ocorrerá de acordo com o que prescreve o presente Projeto
Pedagógico, que poderá ser revisto para atualização, a fim de dar viabilidade à sua
execução, conforme Súmula nº473/69 – STF;
• O pagamento dos professores dar-se-á de acordo com o Plano de Trabalho
constante do Termo de Cooperação assinado entre a Polícia Militar do Pará e a Secretaria
de Estado de Segurança Pública e Defesa Social;
• O pagamento das horas-aulas aos professores/instrutores dar-se-á mediante a
apresentação da documentação comprobatória da prestação dos serviços profissionais:
termo de compromisso; contrato assinado; planilhas; e, boletim de notas ou de aplicação de
verificações, tudo atestado pelo Supervisor do Curso;
• A execução financeira ficará à cargo da Diretoria de Finanças da PMPA, para o
que serão fornecidas as documentações pertinentes a fim de instrumentalizar os
procedimentos financeiros e contábeis. Para o fim de comprovação dos pagamentos, a
Diretoria de Finanças encaminhará à DEI todas as comprovações de pagamentos
realizados, que serão arquivadas na Seção de Formação/DEI;
• Compete à Diretoria de Apoio Logístico a aquisição de todos os bens destinados
à logística do curso, ouvida a Diretoria de Ensino e Instrução, onde será remetido a APM;
• As munições letais (treina) destinadas ao curso serão mantidas no depósito do
Almoxarifado Central (SAM/DAL) e somente serão liberadas para as instruções através da
Diretoria de Ensino e Instrução;
• A Diplomação dos Concluintes do CFO PM 2017/2020, dar-se-á em até 60
(sessenta) dias após a conclusão do curso pelo IESP, devendo a Divisão de Ensino da APM
remeter a Lauda de Diploma dos alunos com cópia dos seguintes documentos anexo: RG,
CPF e Comprovante de Residência.
• Os casos omissos serão dirimidos pelo Diretor de Ensino e Instrução no que
tange às questões de ensino e os demais pelo Comandante Geral da PMPA.

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e
Bases da Educação Nacional. Disponível em
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acessado em 04/01/2017.

PMPA/AJG Pág. 23
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
BRASIL. Ministério da justiça. Sistema Nacional de Segurança Pública.Matriz
Curricular Nacional para Ações Formativas dos Profissionais da Área de Segurança Pública,
2014. Disponível em: https://www.justica.gov.br/central-de-conteudo/seguranca-
publica/livros/matriz-curricular-nacional_versao-final_2014.pdf. Acesso em: 09/01/2017.

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 6. ed. rev
e ampl. São Paulo: Heccus Editora, 2013.
PARÁ, Constituição do Estado do Pará. Promulgada em 05 de outubro de
1999.

PARÁ. Lei Complementar Nº 06/91 de 27 de fevereiro de 1991. Estabelece a


criação dos Conselhos Escolas nas Escolas Públicas.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Aditamento Boletim Geral Nº 018, 27 de Janeiro de


2003. Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução. Disponível em:
http://www.pm.pa.gov.br/sites/default/files/files/2003/ADIT_BG_018_DE_27_JAN_2003.pdf.
Acesso em: 03/01/2017.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Código de Ética e Disciplinar - Lei nº 6833, de 13 de


Fevereiro de 2006. Belém: PMPA, 2006.
POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Diretriz Geral de Emprego Operacional da Polícia
Militar do Pará – DGOp/PMPA. Belém: PMPA, 2014.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Normas Reguladoras para Aplicação do Teste de


Avaliação Física para Promoção de Oficiais e Praças e aos Alunos dos Cursos de Formação
da PMPA. Belém: PMPA, 2014. Publicada no Aditamento ao Boletim Geral nº 007, de 10 de
janeiro de 2014.

SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que avaliar? Como avaliar? Críticas e Instrumentos.
16. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: projeto de ensino e aprendizagem e


projeto político pedagógico. 16. ed. São Paulo: Libertad, 2006.

“PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS


PM 2017”
1. IDENTIFICAÇÃO:
1.1. Unidade Responsável: Polícia Militar do Pará/DEI;
1.2. Supervisão: Instituto de Ensino de Segurança do Pará (IESP).
1.3. Coordenação e Execução: Centro de Formação e Aperfeiçoamento de
Praças - CFAP
1.4. Nível/Denominação: Curso Técnico-Profissional / Curso de Formação de
Praças.
1.5. Área de conhecimento: Segurança Pública.

PMPA/AJG Pág. 24
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
1.6. Aspectos Legais:
• Constituição Federal do Brasil de 1988, Caput e parágrafo 1º do Art 42 e o caput,
o Inciso V e os parágrafos 5º e 6º do Art 144 da;
• Constituição do Estado do Pará de 1988, Art 198;
• Lei Federal n° 9.394 de 20 de Dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional), Art 83;
• Decreto Federal nº 88.777 de 30 de setembro de 1983 (Regulamento para as
Policias Militares e Corpo de Bombeiros Militares – R 200);
• Lei nº 5251 de 31 de Julho de 1985 (Estatuto da PMPA).
• Lei 6.833 de 13 de fevereiro de 2006 (Código de Ética e Disciplina da PMPA);
• Lei Complementar nº 053 de 07 de fevereiro de 2006, Art. 42, alínea a, alterado
pela LC nº 093, de 15 de janeiro de 2014;
• Lei n° 6257 de 17 de novembro de 1999 (Lei de Criação do IESP);
• Lei nº 8230 de 13 de julho de 2015, Lei de Promoção de Praças.
• Decreto Governamental n° 6.784 de Criação da Diretoria de Ensino e Instrução e
da Academia de Policia Militar Cel Fontoura;
• Decreto nº 3.626, de 30 de Agosto de 1999, Regulamento da Academia de
Polícia Militar Cel Fontoura;
• Decreto nº 1337, de 17 de julho de 2015, regulamenta a Lei nº 8230, de 13 de
julho de 2015;
• Resolução nº 10 Estado-Maior Geral da PMPA, de 20 de outubro de 2016, que
dispõe sobre as matrizes curriculares do CFP;
• Resolução nº 012/1999 – CONSEP, publicado no Diário Oficio do Estado nº
29122 de 05 de janeiro de 2000 (Estatuto do IESP);
• Resolução nº 010/CONSUP de 19 de Abril de 2006, publicado no Diário Oficio do
Estado nº 30665 de 19 de Abril de 2006 (Define o tempo da hora aula em 50 minutos);
• Resolução nº 148/2015/CONSUP, 12 de agosto de 2015, publicado no Diário
Oficio do Estado nº 32959 de 27 de agosto de 2015 (Aprova a tabela de Valores da hora
aula);
• Portaria nº 011/2002-DEI, publicada no Adit. ao BG nº018, de 27 de janeiro de
2003, que dispõe sobre as Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução;
• Manual do aluno da APM “Cel Fontoura” 2017.

2. CARACTERIZAÇÃO DO CURSO:
2.1. Carga Horária: 2132 h/a.
2.2. Tipo/Modalidade: Formação Profissional Técnico/Presencial.
2.3. Período de realização: Outubro 2017 a Junho 2018.
2.4. Tempo de duração: 09 meses.
2.5. Número de vagas: 2010 vagas.
2.6. Quantidade de turmas: 44 (quarenta e quatro).
2.7. Clientela: Alunos do Curso de Formação de Soldados PM.
2.8. Seleção: O CFP PM abrangerá o universo decorrente de concurso público de
maneira exclusiva, bem como os alunos remanescentes de concursos anteriores a 2017,
incluídos por determinação judicial, respeitando-se as devidas pontuações dos candidatos e

PMPA/AJG Pág. 25
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
o número de vagas ofertadas.
2.9. Local de realização: Belém – CFAP e CPR’s I ao XII, conforme classificação
do candidato no provimento originário a ser providenciada a distribuição do efetivo pela
Diretoria de Pessoal da PMPA, ressalvada a conveniência da própria Administração Pública
em matricular alunos de provimento derivado no Polo de formação de conformidade com o
interesse público.

3. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS DO CURSO


3.1. Justificativa:
Considerando art. 144 da Constituição Federal, no qual designa a competência da
Polícia Militar “a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública” (Brasil, 1988), cabe a
PMPA estabelecer outras atribuições e diretrizes para o funcionamento da Instituição.
Com o crescimento populacional das cidades paraenses, conforme o último censo
do IBGE 2010, comparado com a população estimada de 2016, constata-se que há
concomitantemente um aumento progressivo dos problemas relacionados à ordem pública,
como a criminalidade.
Com a intenção de reduzir as diferentes formas de violência e de criminalidade, a
fim de garantir a qualidade de vida e a integridade das pessoas, surge a necessidade de
formar novos profissionais da área de segurança pública que atuem diretamente no combate
a essas mazelas sociais, policiais militares que estejam atrelados a uma formação pautada
nos desígnios do Estado Democrático de Direito, cujos fundamentos assentem-se na busca
pela cidadania e pela dignidade da pessoa humana, visando a consolidação de valores
sociais, morais e éticos, para atender os anseio da sociedade.
Neste sentido, a Diretoria de Ensino e Instrução vem por meio deste Projeto
Pedagógico, aprovado pelo Comando da Corporação e pelo Conselho Superior do IESP
(CONSUP), estabelecer a primeira edição do Curso de Formação de Praças – CFP/PM,
definindo os parâmetros pedagógicos que nortearão as ações formativas dos discentes no
ano em curso.

3.2. Objetivos:
Para definir os objetivos gerais e específicos do Curso de Formação de Praças –
CFP/PM, foram utilizadas as ações formativas de segurança pública da Matriz Curricular da
SENASP/2014, adaptados às atribuições que serão desempenhadas pelos futuros Oficiais.

3.2.1. Geral:
Formar o policial militar para o exercício das funções e atividades operacionais e
administrativas, desde Soldado PM até a graduação de 3º Sargento PM, podendo vir a
integrar e comandar frações de tropa compatíveis com a sua graduação.

3.2.2. Específicos:
 Proporcionar aos novos policiais militares a aquisição dos conhecimentos
voltados para as atividades de Segurança Pública nas questões que envolvem a postura
ética, humanitária, profissional e técnica, além de ser capaz de interagir com os demais
sistemas;

PMPA/AJG Pág. 26
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
 Possibilitar conhecimentos culturais e científicos da atividade policial militar, tendo
como dimensão o saber (conhecimentos), saber fazer (habilidades e conteúdos
procedimentais) e o saber ser (atitudes);
 Desenvolver a capacidade de pronta reação, de agir demonstrando conhecimento
sobre metodologias e técnicas de resolução de conflitos e/ou intervenção;
 Dominar o manuseio de armas letais e não letais, e a aplicação do uso de armas
e munições, quando necessário sendo capaz de atuar de acordo com o escalonamento do
uso progressivo da força, assim como a capacidade de aplicar as técnicas de defesa
pessoal;
 Ampliar o relacionamento interpessoal com a comunidade local, para levantar
informações sobre o local da ocorrência; isolar local de crime; prever socorro de vítimas;
obter ou captar informações sobre a ocorrência; entrevistar pessoas; arrolar testemunhas;
conduzir as partes envolvidas no crime; elaborar documentos pertinentes à ocorrência;
elaborar relatórios; cumprir determinações judiciais; produzir estatística; e tipificar as
condutas delituosas.
 Cumprir e fazer cumprir, dentro de suas atribuições legalmente definidas, as
funções de presidente e encarregado de procedimentos administrativos, além de escrivães
de IPM, quando na graduação de 3º Sargentos.

4. METODOLOGIA DE ENSINO:
As disciplinas acadêmicas escolhidas para compor o Desenho Curricular deste
Projeto, estão baseadas na nova Matriz Curricular Nacional/SENASP, que trata sobre a
formação e capacitação dos profissionais da área de segurança pública, e que objetiva ser
um referencial teórico-metodológico que oriente as ações formativas desses profissionais.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública aponta:
“a necessidade de formar profissionais capazes de lidar com as diferentes formas
de violência, conflitualidades e criminalidade, buscando a qualidade de vida e a
integridade das pessoas, por meio de metodologias e técnicas fundamentadas nos
princípios da legalidade, proporcionalidade e necessidade” (apud, CORDEIRO,
2008).
Com base nela as aulas práticas objetivam proporcionar aos discentes a aquisição
de competências profissionais cognitivas, operativas e atitudinais ligadas à promoção da
saúde e educação corporal, ao controle da força e uso de técnicas de imobilização segura, à
utilização de métodos e técnicas para se abordar e realizar a busca em pessoas, veículos,
edificações dentro do uso diferenciado da força e, também, para utilização da arma de fogo
com segurança.
As demais disciplinas acadêmicas comporão o campo jurídico relacionado aos
Direitos Humanos atrelados à atuação policial militar e suas competências, assim como
disciplinas voltadas para as áreas temáticas constantes no Desenho Curricular.
O processo de ensino-aprendizagem acontecerá em ambientes de salas de aula,
auditórios e os espaços destinados às instruções práticas, além dos espaços extraclasses,
quando necessárias para a construção coletiva do conhecimento.
De acordo com os objetivos traçados para os diversos conteúdos das disciplinas a
serem ministradas, poderão ser utilizadas como procedimentos de ensino-aprendizagem
individualizante ou socializantes, como descreve HAYDT (2000), por meio de aulas
expositivas e dialogadas, trabalho em grupo (debates, seminários, simpósio), atividades
extraclasses e estudos de casos, além das palestras, entre outras atividades.
PMPA/AJG Pág. 27
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
No que se referem aos serviços diários, independentemente da carga horária dos
Estágios Supervisionados os alunos concorrerão às escalas de serviço interno e de
policiamento ostensivo, conforme a necessidade da Corporação e, conforme o
desenvolvimento das atividades acadêmicas das disciplinas ministradas, sem prejuízo do
interesse acadêmico.

4.1. Jornada Pedagógica dos Docentes:


Antes do início do curso, a Diretoria de Ensino e Instrução, o CFAP e os demais
Polos de formação, promoverão a Jornada Pedagógica dos Docentes do CFP PM, de modo
a apresentar o plano de curso e sua malha curricular, o calendário do curso e dirimir
quaisquer dúvidas acerca da realização do período letivo, para o que será lavrada Ata com
as deliberações adotadas de modo a atender as demandas do curso.

4.2. Serviços Diários:


Conforme a Lei nº 6.833, de 13 de fevereiro de 2006, que institui o Código de Ética
e Disciplina da Polícia Militar do Pará, o serviço ordinário dos alunos em formação seguirão
as seguintes normas, sem prejuízo do interesse acadêmico:

“Art. 159. Os Alunos, a título de aprendizagem, concorrerão aos serviços internos


normais e extraordinários da OPM em que estão matriculados, bem como
participarão dos estágios e exercícios externos, estabelecidos como atividades
curriculares, extracurriculares ou complementares da formação profissional
peculiar de cada curso.
Excepcionalidades
Parágrafo único. Os Alunos somente serão empregados na execução de serviços
externos de segurança nos casos de grave perturbação da ordem, calamidade
pública, desastre ou eventos de extraordinária necessidade.”

4.3. Manual do Aluno:


O Comando do CFAP, por meio da Divisão de Ensino e do Corpo de Alunos,
elaborará o Manual do Aluno que, uma vez submetido à aprovação da DEI e, devidamente
aprovado, será distribuído aos alunos de todos os Polos de Formação, para que regulem
suas condutas estudantis por meio de tal documento, sem prejuízo das demais normas
aplicáveis na corporação e das NGA’s das OPM’s onde estiver funcionando o curso.

4.4. Formatura Matinal:


Diariamente, os alunos, entrarão em forma dentro dos respectivos pelotões a que
forem designados para o cômputo das faltas, atrasos, verificação do alinhamento do
uniforme e higiene pessoal, vistoria esta realizada pelo Graduado Monitor do Pelotão.
Cada um dos pelotões será apresentado ao respectivo Cmt de Pelotão e todos os
pelotões ao Cmt do Corpo de Alunos, que por sua vez fará apresentação à maior autoridade
da OPM presente na parada.
Em seguida, após o hasteamento do Pavilhão Nacional a tropa desfilará em
continência à maior autoridade presente à parada.

5. DESENHO CURRICULAR
5.1 Da Malha Curricular do CFP PM / 2017
A Malha Curricular das disciplinas para ações formativas na área de Segurança
PMPA/AJG Pág. 28
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Pública se constitui em um núcleo comum de disciplinas, agrupadas por áreas temáticas,
que congreguem conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, cujo objetivo é a
garantia da unidade de pensamento e ação dos profissionais da área de Segurança Pública.
Conforme Resolução de n° 10 / Estado Maior Geral da PMPA, de 20 de outubro de
2016, foram aprovadas as matrizes curriculares do Curso de Formação de Praças, do Curso
de Adaptação à Graduação de Sargentos e do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos e dá
outras Providências, Regulamento a Lei Nº 8.230 DE 2015.
A Matriz Curricular do CFP PM/2017, também atende aos requisitos e orientações
da Matriz Curricular Nacional – SENASP/2014, conforme quadro abaixo:

MALHA CURRICULAR DO CFP PM / 2017


ÁREAS TEMÁTICAS DISCIPLINAS C.H.

I - Sistemas, Instituições e Gestão 01 Policiamento Comunitário 40


Integrada em Segurança Pública 02 Sistema de Segurança Pública 20
TOTAL 60 h/a
Abordagem sociopsicológica da violência e
II - Violência, Crime e Controle Social 03 20
criminalidade
TOTAL 20 h/a
04 Direito Civil 20
05 Direito Constitucional 60
06 Direito Administrativo 60
07 Direito Penal 60
08 Direito Processual Penal 40
III - Conhecimentos Jurídicos
09 Direito Penal Militar 60
10 Direito Processual Penal Militar 40
11 Legislação Especial 60
12 Procedimento Administrativo Disciplinar 30
13 Legislação Básica Institucional 60
TOTAL 490 h/a

14 Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos 20

15 1ª Intervenção em Crises 30
IV - Modalidades de Gestão de
16 Táticas e Técnicas Policial Militar 30
Conflitos e Eventos Críticos
17 Local de Crime 30

18 Sistema de Comando de Incidentes (SCI) 20

TOTAL 130 h/a


19 Relações Interpessoais 20
V - Valorização Profissional e Saúde 20 Treinamento Físico Militar 120
do Trabalhador
21 Conduta Policial Defensiva 30

PMPA/AJG Pág. 29
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
TOTAL 170 h/a
22 Introdução à Análise Criminal 20

23 Tecnologia da Informação e Telecomunicações 40


VI - Comunicação, Informação e
Tecnologias 24 Atividade de Inteligência Policial Militar 20
em Segurança Pública
25 Correspondência Policial Militar 20
26 Segurança Pública e Comunicação Social 20
TOTAL 120 h/a
27 História da PM 20
28 Ética, Cidadania e Direitos Humanos 40

VII - Cultura, Cotidiano e Prática 29 Chefia e Liderança Militar 20


Reflexiva 30 Instrução Militar Básica 100
31 Metodologia da Pesquisa Científica 30
32 Deontologia PM 20
TOTAL 230 h/a
33 Armamento e Tiro Policial 120
34 Defesa Pessoal Policial 120
VIII - Funções, Técnicas e 35 Técnica de Abordagem 120
Procedimentos em Segurança
Pública 36 Policiamento Ostensivo Geral 60
37 Primeiros Socorros 30
38 Operações Policiais em Área de Selva 50
TOTAL 500 h/a
SOMA DA CARGA-HORÁRIA DAS DISCIPLINAS 1.720 h/a
39 Condutor de Veículo de Emergência 50
40 Palestras e Cursos em áreas Afins 30
Atividades Complementares
41 Coordenação do curso 166

42 Auxiliar de Coordenação 166

TOTAL DE ATIVIDADE COMPLEMENTAR 412

CARGA HORÁRIA TOTAL 2.132

5.2. Atividades complementares:


As atividades complementares conforme o Art. 25, Resolução nº 10 EMG, são as
atividades que proporcionam ao discente a percepção experimental do conteúdo das
disciplinas curriculares, como instrumento complementar de aprendizagem.
As atividades complementares poderão ser pontuadas, e poderão ser realizadas
das seguintes formas:
I – Participação em palestras e cursos em áreas fins;
II – Comparecimento em audiências;

PMPA/AJG Pág. 30
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
III – Visita a unidades militares e à Órgãos Públicos;
IV – Conforme a conveniência pedagógica.
A previsão da hora aula aos coordenadores e seus auxiliares, faz-se necessário,
devido as atividades diárias extraclasse, que também deverão ter o intuito pedagógico da
construção da rotina policial militar no instruendo, as quais serão ministradas por esse
Policiais do corpo docente permanente, com uma média de 10% da carga horária total do
curso.

5.3. Estágio profissional Supervisionado:


Ainda tendo por base a o Art 27 da Resolução nº 10 EMG, o estágio tem por
finalidade primordial a complementação do ensino, particularmente no que concerne à
adaptação do futuro policial militar às peculiaridades de uma Organização Policial Militar,
devendo ser desenvolvido da seguinte forma:

§ 1º O Estágio profissional deverá ser desenvolvido de acordo com os seguintes


aspectos:
I - ser realizado em missão vinculada a uma Organização Policial Militar que
execute a atividade fim da corporação, sendo, praticamente, uma das últimas
atividades antes do ato de formação do referido soldado;
II - deve estar focado nas lacunas procedimentais e atitudinais deixadas pelas
disciplinas curriculares;
III - a maneira de programação poderá ser:
a) por meio de Ordem de Serviço que preveja o público discente como integrante
do efetivo policial a ser empregado, mediante proposta do Comando de
Policiamento de área;
b) Pedido de Cooperação de Instrução, relacionado com uma disciplina em
específico, sob a coordenação do Instrutor da respectiva cadeira; ou
c) uma programação mista, de acordo com as peculiaridades da unidade que
sedie o polo de ensino.
IV - deve ser planejado pela unidade de ensino com a devida antecedência e,
remetida a apreciação conjunta do Departamento Geral de Operações e do
Departamento Geral de Administração, precedida da análise técnica da Diretoria
de Ensino.
V – Todas as atividades do Estágio deverão contar com a supervisão de
profissional habilitado e designado para a avaliação dos alunos submetidos à tal
atividade, ficando este profissional com a atenção voltada aos estagiários e suas
condutas corrigindo, de imediato, as ações que estiverem em desacordo com a
disciplina e com a legislação.

Conforme Resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE)/Câmera de


Educação Básica (CEB) Nº 1, de 21 de janeiro de 2004, ficou estabelecido as Diretrizes
Nacionais para a organização e a realização de Estágio de alunos da Educação Profissional
e do Ensino Médio, inclusive nas modalidades de Educação Especial e de Educação de
Jovens e Adultos e resolveu em seu Art. 1º, em atendimento ao prescrito no Art. 82 da LDB,
definir diretrizes para a organização e a realização de estágio de alunos da educação
profissional, usando essa resolução como analogia ao presente curso, pode-se definir com
base no parágrafo terceiro que:

“§ 3º O estágio referente a programas de qualificação profissional com carga


horária mínima de 150 horas, pode ser incluído no respectivo plano de curso da
Instituição de Ensino, em consonância com o correspondente perfil profissional de
conclusão definido com identidade própria...”

PMPA/AJG Pág. 31
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Com a natureza especial da atividade policial militar, com tempo integral e
dedicação exclusiva ao serviço, bem como o crescente anseio e necessidade da população
paraense por uma polícia mais eficiente para fazer frente ao aumento da violência, há a
imprescindibilidade de não limitar a carga horária máxima dos estágios, e ainda flexibilizar a
redução dela, de acordo com a conveniência da administração, pois esta etapa reforça e
alicerça todo o aprendizado, e ainda por conta da natureza da necessidade do serviço
policial militar, podem transformar emergências em grandes oportunidades de ensino.
Para a participação em estágios supervisionados, a malha curricular foi distribuída
em três módulos, sendo que o aluno do CFP deverá ter cursado as disciplinas distribuídas
no primeiro e segundo módulos, adequados a primazia dos conteúdos a serem ministrados,
em conformidade com a natureza essencial do serviço policial militar, devendo portanto seu
desenvolvimento seguir conforme descrito no quadro abaixo.

MÓDULOS DE EXECUÇÃO DA MALHA CURRICULAR DO CFP PM / 2017

ÁREAS TEMÁTICAS DISCIPLINAS C.H.

01 Treinamento Físico Militar 40


02 Táticas e Técnicas Policial Militar 30
03 Armamento e Tiro Policial 60
04 Defesa Pessoal Policial 40
05 Técnica de Abordagem 60

MODULO – I 06 Policiamento Ostensivo Geral 60


07 Direito Penal 60
08 Direito Penal Militar 60
09 Legislação Especial 60
10 Legislação Básica Institucional 60
11 Instrução Militar Básica I 50
12 História da PM 20
TOTAL 600
13 Treinamento Físico Militar 40
14 Armamento e Tiro Policial 60
15 Técnica de Abordagem 60
16 Defesa Pessoal Policial 40
17 Ética, Cidadania e Direitos Humanos 40
18 Direito Civil 20
MODULO – II 19 Direito Constitucional 60
20 Direito Processual Penal 40
21 Direito Processual Penal Militar 40
22 Policiamento Comunitário 40
23 Procedimento Administrativo Disciplinar 30
24 Conduta Policial Defensiva 30

PMPA/AJG Pág. 32
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
25 Primeiro Socorros 30
26 Deontologia PM 20
27 Instrução Militar Básica II 50
TOTAL 600
28 Treinamento Físico Militar 40
29 Defesa Pessoal Policial 40
30 Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos 20
31 1ª Intervenção em Crises 30
32 Sistema de Segurança Pública 20
33 Local de Crime 30
34 Sistema de Comando de Incidentes (SCI) 20
35 Relações Interpessoais 20
36 Abordagem sociopsicológica da violência e criminalidade 20
MÓDULO – III 37 Introdução à Análise Criminal 20
38 Tecnologia da Informação e Telecomunicações 40
39 Atividade de Inteligência Policial Militar 20

40 Correspondência Policial Militar 20


41 Segurança Pública e Comunicação Social 20
42 Direito Administrativo 60
43 Chefia e Liderança Militar 20
44 Metodologia da Pesquisa Científica 30
45 Operações Policiais em Área de Selva 50
TOTAL 520
CARGA HORÁRIA TOTAL 1.720

5.4. Resumo da carga horária do curso:

DIÁRIA 10 h/a
SEMANAL Até 56 h/a
PREVISÃO DE DIAS 168 dias letivos
RESERVA TÉCNICA 24 dias
PREVISÃO DE MESES 09 meses
TEMPO DE UMA HORA AULA 50 Minutos

O funcionamento das instruções e horários no decorrer do Curso, estarão previstos


no Manual do Aluno, a ser elaborado pelo CFAP.
Para o cumprimento do Calendário do curso poderá haver sábados, Domingos e
Feriados letivos, que não ultrapassarão a carga-horária de 6h/a diárias, à exceção do Tiro
Defensivo, Marchas e Maneabilidades, 1ª Intervenção em Crises e o Estágio
Supervisionado, dado o caráter prático destas disciplinas.

PMPA/AJG Pág. 33
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
6. PROCESSO AVALIATIVO:
6.1 Das Avaliações
As avaliações dos níveis de aprendizagem serão realizadas em consonância como
previsto na NPCEI, Código de ética da PMPA e a Resolução nº 003/PMPA, nos seguintes
termos:
a) Verificação Corrente (VC) 18 – São as avaliações feitas, no decorrer do
desenvolvimento do programa de cada uma das disciplinas do curso, e terão seu número
determinado pela carga horária da matéria;
b) Verificação Final (VF)1 – É a avaliação que marca o término da disciplina ou
do curso, e poderá ser aplicada sobre a totalidade ou parte dos assuntos ministrados
durante o período letivo;
c) Verificação Final Especial (VFE – 2ª Época)1 – É um tipo de avaliação
exclusiva dos cursos de formação, habilitação e aperfeiçoamento, que obrigatoriamente
deverá abordar a totalidade dos assuntos ministrados em determinada disciplina, aplicada
ao aluno que não alcançou a nota mínima para aprovação em 1ª Época.
d) Comportamento Escolar (CE) 19 – Tem por finalidade apreciar o
comportamento profissional, moral e ético do aluno, a partir de critérios comportamentais, os
quais serão aplicados de acordo com o que está estabelecido no Código de Ética e
Disciplina da Polícia Militar do Estado do Pará – CEDPM;
e) Avaliação Física (AF) 20– A Educação Física será avaliada com a aplicação de
graus em notas, como qualquer outra disciplina do curso ou estágio, contudo para obtenção
de tais notas, deverão ser observados os critérios estabelecidos nas normas vigentes na
corporação.
OBS: As disciplinas com até 10h/a não serão objeto de avaliação quantitativa.

6.2. Da avaliação docente:


O corpo docente será constituído de professores e instrutores, selecionados
através do cadastro do IESP, em reunião integrada com a participação do Diretor de Ensino
e Instrução ou representante legal, Cmt do CFAP, Cmt do Corpo de Alunos do CFAP, Chefe
da Divisão de Ensino do CFAP e do Chefe da Seção de Formação da Diretoria de Ensino,
ocasião em que as decisões da Comissão serão registradas em Ata, sendo que no âmbito
dos Polos, cada Coordenador deverá encaminhar uma relação com a sugestão dos
instrutores, em prazo exequível antes do início de cada módulo, para apreciação da referida
comissão e cadastro no IESP, caso ainda não possua.
A escolha dos docentes recairá sobre sua qualificação, e/ou pela experiência e
realização de atividades docentes anteriormente, bem como pela conveniência da
administração pública.
Os docentes, após escolhidos, serão cientificados, formalmente, a fim de se
manterem preparados para o exercício da docência no CFAP e para a participação na
Jornada Pedagógica Docente.
18 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI art. 36, Incisos III, IV e V.
19 Lei n° 6833, do art. 155 ao 173.
20Resolução nº 003/PMPA, de 09 de janeiro de 2014. Publicada no Boletim Geral nº 007, de 10 de
janeiro de 2014 e no Aditamento ao Boletim Geral nº 007, de 10 de janeiro de 2014. Disponível em
http://www.pm.pa.gov.br/?q=bg_2014, acessado em 04/02/2014.
PMPA/AJG Pág. 34
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Os docentes, ao longo do seu trabalho no CFP, serão submetidos à avaliação por
meio de seus planejamentos disciplinares pela Coordenação do Curso e também pelos
Discentes, a partir de questionários aplicados aos alunos, ao final de cada disciplina.
Os professores/Instrutores, devem sempre ter em mente a conscientização
profissional de bem ministrar suas aulas, de modo a:
• Evitar o uso restrito à exposição oral;
• Cumprir fielmente o conteúdo proposto;
• Empregar didática coerente com as disciplinas ministradas;
• Estimular a dedicação ao estudo;
• Desenvolver a confiança através do esforço pessoal;
• Fazer o aluno participar ativamente do processo de ensino-aprendizagem;
• Estimular o aluno a aprender técnicas e obter o melhor rendimento na matéria;
• Adotar, sempre, postura institucional evitando manifestações de caráter pessoal;
• Observar a rigorosa apresentação pessoal e uso adequado de vocabulário,
compatíveis à boa formação policial militar;
As Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução, da Portaria Nº
011/2002/DEI, atribuem competência aos professores e instrutores para o CFP:

Art. 37 – Na aplicação da prova escrita, o professor/instrutor necessariamente


deverá observar os seguintes aspectos:
I – Deverá estar presente em sala de aula na aplicação da mesma, salvo motivo
de grande relevância que o impeça, devidamente reconhecido pelo Comando da
UPM onde funciona o curso ou estágio;
II – Elaborar a mesma de forma clara, precisa, abrangente e, diretamente
relacionada com os assuntos ministrados;
III – Deve ser constituída de questões objetivas e subjetivas, na proporção de 60
por 40%, ressalvada as disciplinas de caráter eminentemente prático ou subjetivo.
IV – O total de pontos atribuídos a cada prova será igual a 10,0(dez);
V– Os assuntos cobrados em uma VC, não devem ser cobrados na verificação
seguinte, salvo nas Verificações Finais.
Art. 38 – O professor/instrutor deverá corrigir a prova conforme a matéria
ministrada e o seu gabarito, fornecendo o resultado no período máximo de 08
(oito) dias após a sua aplicação, ou na aula seguinte a aplicação da verificação.
Art. 39 - A quantidade de verificações, deverá variar em função da carga horária
de cada disciplina, conforme o quadro abaixo:

Hora/Aula Verificação
Até 30horas/aula 01 VF
De 31 à 75horas/aula 01 VC + 01 VF
Acima de 75 horas/aulas 02 VC + 01 VF

Art. 40 – O aluno poderá ser submetido no máximo a 02 (duas) avaliações por dia,
e 06 (seis) por semana;
Art. 44 – Os resultados das avaliações somente serão aceitos se, no mínimo 30%
dos alunos ficarem acima da média mínima exigida, pois se 70% ficarem abaixo
da média, o resultado da prova será analisado por meio de uma pesquisa
pedagógica, a qual servirá como parecer para que o Conselho de Ensino da APM
“Cel Fontoura” ou Comando da UPM, onde funciona o curso ou estágio, decidir
sobre possíveis correções e/ou anulação se for o caso.

PMPA/AJG Pág. 35
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Os docentes de cada disciplina, deverão submeter as questões de suas provas
escritas à DEI, a qual através de Seção específica, irá selecionar as questões dentre o
universo enviado pelos instrutores, para compor uma prova única a todos os Polos.

6.3. Da Prova de 2ª Chamada:


Com base no Art 41 da NPCEI a prova de segunda chamada será regulado da
seguinte maneira:
O pedido para a realização de avaliação de segunda chamada deverá ser
encaminhado, por escrito ao Chefe da Divisão de Ensino no prazo máximo de 48 (quarenta
e oito) horas depois de cessado o motivo de impedimento do aluno de se deslocar até a
UPM.
Vale ressaltar, que a falta à prova, teste ou exame sem motivo justificado, será
atribuída nota “0” (zero), estando automaticamente em 2ª época na Disciplina, conforme
previsto no Art. 57 parágrafo 1º da NPCEI.

6.4. Da revisão de prova:


Com relação à revisão de prova será balizada pela NPCEI da seguinte maneira:
a) No caso o aluno verificar incorreção na contagem de pontos de uma verificação,
o mesmo deverá solicitar a revisão de provas, fundamentando seu pedido, no primeiro
momento, ao julgamento do instrutor/professor, no momento em que lhe for mostrada a
verificação em sala de aula21;
b) O aluno terá um prazo de 48 (quarenta e oito) horas úteis, a contar da entrega
da avaliação, para recorrer por escrito, junto ao Chefe da Divisão de Ensino, solicitando a
revisão de prova, no qual deverá fundamentar suas razões dentro dos limites da hierarquia e
da disciplina4;
c) Caberá a uma comissão composta por 03(três) membros, a ser nomeada pelo
Comandante da UPM onde funciona o Curso, com base em orientações pedagógicas e es-
pecíficas da disciplina, decidir sobre o provimento parcial, total ou negativa do pedido de re-
visão, sendo que a comissão deverá solicitar ao Instrutor/ Professor uma justificativa para o
indeferimento do pleito do aluno, para poder avaliar e manifestar sua decisão. A decisão de-
verá ser publica em Boletim Interno4.

6.5. Da Aprovação, Reprovação e Conceito:


Quanto à aprovação e reprovação serão de acordo com as NPCEI, Conforme a
seguir:

6.5.1. Será considerado APROVADO:


• Será considerado aprovado no CFP o discente que atingir a média 7,00 (sete)
em cada uma das disciplinas em que for avaliado22.
• Obtiver frequência mínima de 80% (oitenta por cento)5 da carga horária da
disciplina;

21Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI art. 45 parágrafos 1 .º e 2º.


22 Portaria nº 011/2002-DEI, art. 47 Incisos I e II.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
6.5.2. Será considerado REPROVADO:
• Obtiver média aritmética das verificações (correntes e final) aplicadas na
disciplina um valor inferior a 3,0 (três) 23.
• Não atingir um valor igual ou superior a 10,0(dez), proveniente da soma da VFE
(2ª Época) com a média aritmética das verificações (VC’s e VF) aplicadas em 1ª Época na
disciplina6.
• Ficar para ser submetido a VFE (2ª Época) em mais de três disciplinas em um
ano letivo6.
• Não obter frequência mínima de 80% (oitenta por cento) da carga horária da
disciplina5;

6.5.3. Equivalência entre notas e conceitos:


NOTA CONCEITO
10,00 E (EXCELENTE)
De 8,000 a 9,999 MB (MUITO BOM)
De 7,000 a 7,999 B (BOM)
De 5,000 a 6,999 R (REGULAR)
De 0,100 a 4,999 I (INSUFICIENTE)
0 (zero) Sem rendimento

6.6. Do Desligamento
O Aluno será desligado, conforme prescreve o Art. 173 do Código de Ética e
disciplina da PMPA, o Art. 60 da NPCEI, e por analogia o Art. 60 inciso XXII do Regulamento
da APM Cel. Fontoura e, quando:
I - Solicitar por escrito, através de requerimento24;
II - For transferido para a reserva remunerada, reformado, licenciado ou excluído a
bem da disciplina ou demitido, nos termos deste código7;
III - Não obtiver nota mínima de comportamento escolar7;
IV - For reprovado em matéria curricular7;
V - Estando no comportamento mau e praticar novo ato com indícios de transgres-
são disciplina25;
VI - Vier a falecer durante o período do curso26;
VII - Ser condenado, por qualquer espécie de crime, com pena restritiva da liberda-
de, desde que a sentença condenatória tenha transitado em julgado e não ocorra o benefí-
cio do sursis9;
VIII – Fornecimento, intermediação, porte, utilização ou tentativa de utilização de
meios

23 Portaria nº 011/2002-DEI, art. 47 Incisos I e II.


24 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 173 Incisos I, II,
III e IV.
25 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 69 Incisos V.
26 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XXII alí-
nea A e H.
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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
ilícitos nas verificações de aprendizagem 27.
IX – Incapacidade física e mental permanente, devidamente avaliada pela Junta
Regular de Saúde (JRS) da Corporação28;
X – Incapacidade moral, ética ou profissional, apurada através de procedimento
que permita ao aluno, o exercício de seus direitos inerentes a Ampla Defesa, Contraditório e
ao Devido Processo Legal11.

6.7. Do Trancamento
Por analogia será utilizado o Art. 60 inciso XIX do Regulamento da APM, onde o
trancamento de matrícula poderá ser solicitado pelo período de um ano e apenas uma vez
durante o curso, e submetido a análise da Diretoria de Ensino, Subsidiado com parecer do
JRS, nos seguintes casos:
a) O discente for considerado inapto temporariamente para o serviço policial-militar;
b) Quando mulher, engravidar durante o curso.

6.8. Dos Critérios Para Classificação Final do Curso


A classificação final será assim determinada, conforme NPCEI, Código de ética e
Disciplina da PMPA e por analogia pelo Regulamento da APM:
a) Ordem decrescente de nota final do curso29;
b) Para fins de classificação final, o discente aprovado em recuperação (VFE - 2ª
Época) ficará colocado após o último classificado dentre os aprovado no regime regular
(sem recuperação), considerado, ainda, o número de matérias na primeira situação30;
c) No cálculo da média final do Curso, será usada aproximação de até milésimos;
quando houver empate, o primeiro critério a ser considerado deverá ser o maior número de
aprovação em disciplinas em 1ª Época, e o segundo critério a idade maior12;
d) A nota do Comportamento Escolar deverá ser incluída no cálculo para a
obtenção da média final do Curso31.
e) Cálculos de Médias12;
e.1) Cálculo da Média Final da Disciplina (MFD) com aprovação em 1ª Época:
Caso a média aritmética simples de todas as verificações (MV) - correntes e final
-aplicadas na disciplina, seja igual ou superior 7,00 (sete inteiros), a Média Final da Discipli-
na (MFD) será a própria Média das Verificações (MV), ou seja, MFD = MV
e.2) Cálculo da Média Final de Disciplina, com aprovação em 2ª Época (VFE):
Caso o Cadete não alcance o grau mínimo de 7,00 (sete inteiros), como resultado
da média aritmética simples de todas as Verificações - correntes e final - aplicadas na
disciplina (MV), o mesmo estará automaticamente em 2ª Época, e será submetido a VFE.
Exemplo: O Aluno que em uma disciplina com carga horária de 60 horas/aula, onde
são aplicadas 2 VC’s e 1 VF, obtém as seguintes notas: 1ª VC=6,0; 2ª VC=7,0; VF=5,0.
27 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEIart. 58 Incisos V.
28 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI, art. 60 Incisos I e II.
29 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI, art. 54 Incisos II alínea A parágrafos 2º, 3º e 4º, e o ANEXO I.
30 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XVIII.
31 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 164 parágrafos 1º
e 2º.
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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Então:
MV = 6,0+7,0+5,0 =6,0
3
Para saber qual a nota mínima necessária a ser obtida na VFE para aprovação,
basta subtrair a MFD de dez. Ou seja: VFE=10 – MV.
Neste caso, VFE = 10 – 6 = 4,0
Para saber qual a média final do cadete, aprovado mediante a realização da VFE
(2ªÉpoca), será aplicada a seguinte fórmula:
MFDE = MV + VFE + 10
4
Onde:
MV = Média Aritmética de todas as verificações (Correntes e Final) aplicadas
na disciplina.
MFD = Média Final da disciplina, com aprovação em 1ª época.
VFE = Verificação Final Especial (2ªÉpoca).
MFDE = Média Final da Disciplina, com aprovação em 2ª época.
Neste caso, e considerando que o cadete obtenha uma nota 9,00 (nove) na
Verificação Especial, a sua Média Final da Disciplina (MFD) será:
MFD = 6 + 9 + 10 = 6,25
4

e.3) Classificação Final dos Alunos será feita com base na Média aritmética
simples das notas de todas as disciplinas que integram a matriz curricular do curso, dividido
pelo numero de disciplinas. A Nota Final do discente será obtida a partir da fórmula:
SOMA DAS NOTAS DE TODAS AS DISCIPLINAS = NOTA FINAL
_______________________________________
NÚMERO DE DISCIPLINAS

6.9. Do Critério de Desempate:


Quando houver empate, em qualquer um dos casos acima, o critério de desempate
deverá ser o maior número de aprovação em disciplinas em 1ª Época, e o segundo critério a
idade maior, conforme Art. 54 parágrafo 4º da NPCEI.

6.10. Do Regime Disciplinar:


a) Caso o aluno incorra em algum dos critérios de reprovação ou desligamento
acima discriminados será submetido a um Processo Administrativo Disciplinar Simplificado
(PADS), garantindo-lhe o direito ao contraditório e à ampla defesa. No decorrer do processo
o discente não será impedido de frequentar as demais atividades pedagógicas, e o
desligamento do curso somente será realizado após a solução do referido procedimento,
cuja decisão administrativa seja desfavorável ao aluno.

b) Os alunos do CFP estão sujeitos ao regime disciplinar previsto na Lei Estadual


nº 6.833, de 13 de fevereiro de 2006, que institui o Código de Ética e Disciplina da Polícia
Militar do Pará (CED/PMPA);

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
7. INFRAESTRUTURA FÍSICA E EQUIPAMENTOS:
O curso será realizado nos doze CPR’s e Região Metropolitana de Belém, conforme
classificação do candidato no provimento originário a ser providenciada a distribuição do
efetivo pela Diretoria de Pessoal da PMPA, ressalvada a conveniência da própria
Administração Pública em matricular alunos de procedimento de provimento derivado no
Polo de formação de conformidade com o interesse público.
O público referente à Região Metropolitana de Belém será concentrado no Centro
de Formação e Aperfeiçoamento de Praças para as atividades de formação inicial. Nos
Polos localizados no interior do Estado, a sede de ensino deverá dispor de estrutura que
propicie ao instruendo o desenvolvimento de suas habilidades relacionadas a todas as
disciplinas, inclusive aquelas que exijam ambientes específicos como Defesa Pessoal
Policial, Treinamento Físico Militar, Instrução Militar Básica, Armamento e Tiro Policial e
outras, cabendo ao Comandante do Policiamento Regional propor a instrumentalização de
eventuais convênios ou parcerias.
Toda a estrutura física será fornecida pela Polícia Militar, dentro de suas
possibilidades, assim como poderão ser utilizados espaços físicos de outros órgãos
externos (federal, estadual, municipal).
No atendimento das demandas de infraestrutura, a Polícia Militar poderá celebrar
convênios e termos de cooperação, inclusive com instituições privadas para o fim de
otimizar os recursos mobilizados mantendo o padrão elevado da formação dos Alunos
Soldados PM.

8. PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO:
8.1. Materiais e Serviços Diversos:
a) Previsão de Alvos e Munições:

MUNIÇÃO

DISCRIMINAÇÃO TIRO/ALUNO TOTAL/MUNIÇÃO CUSTO / UNID(R$) TOTAL PARCIAL
ALUNO
.40 S&W 2010 150 301.500 2,76 R$ 832.140,00

5,56 2010 100 201.000 4,45 R$ 894.450,00

TOTAL R$ 1.726.590,00
ALVOS
Nº ALUNOS TIPO ALVOS/ALUNO TOTAL CUSTO / UNID(R$) CUSTO PARCIAL

2010 ZONADO 03 6.030 R$ 2,24 R$ 13.507,20

2010 SILHUETA 03 6.030 R$ 2,17 R$ 13.085,10

TOTAL R$ 26.592,30

a.2) barricadas, PPI/PPA, obreias e armações em madeira:


BARRICADAS
Nº BAR./STANDE Nº STANDE TOTAL CUSTO UNID (R$) CUSTO TOTAL (R$)

04 15 60 35,00 R$ 2.100,00

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
PPI / PPA
Nº PISTAS Nº STANDE TOTAL CUSTO UNID (R$) CUSTO TOTAL (R$)

01 15 15 500,00 R$ 7.500,00

OBREIAS

COR QTD (MILHEIRO) CUSTO / UNID (R$) CUSTO PARCIAL (R$)

BRANCA 88 5,38 R$ 473,44


PRETA 88 5,70 R$ 501,60
TOTAL R$ 975,04

ARMAÇÕES EM MADEIRA
N°ARM./
Nº STANDE TOTAL CUSTO UNI (R$) CUSTO TOTAL (R$)
ESTANDE
4 15 60 60,00 R$ 3.600,00

a.3) Custo total com material de tiro:


CUSTO TOTAL COM MATERIAL DE TIRO (R$)
MUNIÇÃO R$ 1.726.590,00
ALVOS R$ 26.592,30
BARRICADAS R$ 2.100,00
ARMAÇÕES R$ 3.600,00
CUSTO COM PPI / PPA R$ 7.500,00
OBRÉIAS R$ 975,04
CUSTO TOTAL (R$) R$ 1.767.357,34

b) Serviços de Impressão e Cópias:


Para a contagem dos gastos com impressão e cópias para aplicação das provas,
foi aplicado o número de verificações conforme o número de disciplinas, de acordo com o
quadro de número de verificações constante no art. 39, da NPCEI.
Tanto para a aplicação das provas quanto à elaboração das apostilas, foi utilizada a
quantidade de laudas praticadas pela Escola de Governança do Estado do Pará.
Nesse sentido serão aplicadas 49 (quarenta e nove) verificações, acrescido de uma
reserva técnica de aproximadamente 30%, do total de disciplinas para segunda época,
perfaz um total de 61 verificações, considerando-se que cada prova poderá utilizar no
máximo 5 folhas de papel. Para a confecção das apostilas, estão previstas 37 (trinta e sete)
disciplinas, com uma estimativa de 60 (sessenta) laudas/cópias por disciplina, resultando no
quadro abaixo:
Justificativa N° Alunos Qtd Nº Cópias Total Cópias Vl Unitário Vl Total
Provas 2010 61 05 613.050 0,10 R$ 61.305,00
Apostilas 2010 37 60 4.662.000 0,10 R$ 466.200,00
VALOR TOTAL R$ 527.505,00

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8.2. Pagamento de Pessoal
a) A tabela de valores de hora-aula a serem remunerados a professores, instrutores
e monitores contratados para a prestação de serviços terá o valor médio das horas/aulas de
R$ 80,00 (mestre), conforme a Resolução Nº 148/2015-Consup.
O total do pagamento de pessoal está relacionado, conforme o quadro abaixo:
TURMAS C/H HORA/AULA CUSTO PARCIAL INSS PATRONAL TOTAL
44 2.132 R$ 80,00 R$ 7.504.640,00 R$ 1.500.928,00 R$ 9.005.568,00

8.3. Despesas com Salário e Auxílio Fardamento


Além do soldo pago aos alunos soldados, estes receberão, conforme as diretrizes
do Governo Estadual, no Plano de Valorização do Servidor Público, constante do PPA 2011-
2013 e da LOA 2013, o pagamento do auxílio fardamento de Cabos e Soldados diretamente
no contracheque e tem como base 01 (um) soldo. Além disso, tem-se o custo relativo ao
auxílio-alimentação no valor de R$ 700,00, conforme quadro abaixo:

DESPESAS SOLDO MESES ALUNOS CUSTO TOTAL


SOLDO R$ 788,00 09 2010 R$ 14.254.920,00
AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO R$ 700,00 09 2010 R$ 12.663.000,00
AUXILIO FARDAMENTO R$ 788,00 01 2010 R$ 1.583.880,00
TOTAL R$ 28.501.800,00

8.4 Suprimento de Fundos:


- Destinado a custear despesas extraordinárias em virtude da necessidade de se
manter em bom funcionamento a estrutura física de cada uma das unidades/subunidades
envolvidas na formação dos novos soldados.
- Os suprimentos de fundos equivalem ao investimento de R$ 5,00 por aluno/mês e
serão pagos conforme abaixo:
SALAS/
SEDE POLOS DE FORMAÇÃO Nº DE ALUNOS VALOR
ALUNOS
RMB - Belém CFAP 11 x 45 495+10(MJ) R$ 2.525,00
CPR I -Santarém 3º BPM – Santarém 3 x 45 135 R$ 675,00
4º BPM – Marabá 3 x 45 135 R$ 675,00
CPR II - Marabá
23º BPM - Parauapebas 2 x 45 90 R$ 450,00

5º BPM – Castanhal 3 x 45 135 R$ 675,00


CPR III - Castanhal
12º BPM – Santa Izabel 2 x 45 90 R$ 450,00

CPR IV - Tucuruí 13º BPM – Tucuruí 2 x 50 100 R$ 500,00

22º BPM – Conc. do


CPR V - Redenção 3 x 45 135 R$ 675,00
Araguaia

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017

CPR VI - Paragominas 19º BPM – Paragominas 2 x 45 90 R$ 450,00

11º BPM – Capanema 2 x 40 80 R$ 400,00


CPR VII - Capanema
5ª CIPM – Bragança 1 x 40 40 R$ 200,00

CPR VIII - Altamira 16º BPM – Altamira 2 x 50 100 R$ 500,00

CPR IX - Abaetetuba 14º BPM – Barcarena 3 x 45 135 R$ 675,00

CPR X – Itaituba 15º BPM – Itaituba 2 x 50 100 R$ 500,00

CPR XI – Soure 8º BPM – Soure 1 x 50 50 R$ 250,00

CPR XII – Breves 9º BPM – Breves 2 x 45 90 R$ 450,00

13 16 44/2010 2010 R$ 10.050,00

TOTAL x 09 R$ 90.450,00

8.5 Planilha Consolidada:


A planilha consolidada apresenta a somatória de todo o custeio do CFP PM 2017,
nos termos seguintes:

DESPESA VALOR
DOCENTES R$ 9.005.568,00
PAGAMENTO DE PESSOAL DISCENTES R$ 28.501.800,00
SERVIÇO DE IMPRESSÃO R$ 527.505,00
RECURSOS
INSTRUÇÃO TIRO R$ 1.767.357,34
ADMINISTRATIVOS
SUPRIMENTO DE FUNDOS R$ 90.450,00
A - TOTAL GERAL (R$) R$ 39.892.680,34
B - CUSTO TOTAL POR ALUNO
R$ 19.847,11
B = A ÷ 2010
C – CUSTO MENSAL DO ALUNO
R$ 2.205,23
C = B ÷ 09 (meses)

8.6. Planilha de Custos – Geral:

ITEM DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA


Natureza da despesa 339030
Natureza da despesa 33901514
TOTAL DO CURSO: R$ 39.639.240,34

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Funcional Programática: 06.128.1425-8278
Fonte (material de consumo): 0101000000
Fonte (pagamento de pessoal): 0101006358

9. PRESCRIÇÕES DIVERSAS:
• O CFP PM ocorrerá de acordo com o que prescreve o presente Projeto
Pedagógico, que poderá ser revisto para atualização, a fim de dar viabilidade à sua
execução, conforme Súmula nº473/69 – STF;
• O pagamento dos professores dar-se-á de acordo com o Plano de Trabalho
constante das Diretorias de Apoio Logístico, Finanças e Ensino e Instrução, mediante a
apresentação da documentação comprobatória da prestação dos serviços profissionais:
termo de compromisso; contrato assinado; planilhas; e, boletim de notas ou de aplicação de
verificações, tudo atestado pelo Coordenador do Curso;
• A execução financeira ficará à cargo da Diretoria de Finanças da PMPA, para o
que serão fornecidas as documentações pertinentes a fim de instrumentalizar os
procedimentos financeiros e contábeis. Para o fim de comprovação dos pagamentos, a
Diretoria de Finanças encaminhará à DEI todas as comprovações de pagamentos
realizados, que serão arquivadas na Seção de Formação/DEI;
• Compete à Diretoria de Apoio Logístico a aquisição de todos os bens destinados
à logística do curso, ouvida a Diretoria de Ensino e Instrução;
• As munições letais (treina) destinadas ao curso serão mantidas no depósito do
Almoxarifado Central (CSM/DAL) e somente serão liberadas para as instruções através da
Diretoria de Ensino e Instrução;
• Ao CFAP as munições serão liberadas, da mesma forma, com antecedência
mínima de 20 (vinte) dias, cumpridas as mesmas formalidades do item anterior;
• A Divisão de Ensino do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças
(CFAP), é a responsável pela elaboração do Manual do Aluno que, uma vez submetido à
aprovação da DEI, será disponibilizado aos alunos do CFP, em anexo, para que regulem
suas condutas acadêmicas por meio de tal documento, sem prejuízo das demais normas
aplicáveis na corporação e das NGA’s do batalhão escola.
• Os alunos que concluírem com aproveitamento o CFP, estarão habilitados como
Promotores de Policia Comunitária, devendo a Diretoria de Policia Comunitária e Direitos
Humanos expedir os certificados.
• Os casos omissos serão dirimidos pelo Diretor de Ensino e Instrução no que
tange às questões de ensino e os demais pelo Comandante Geral da PMPA;

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e
Bases da Educação Nacional. Disponível em
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acessado em 04/01/2017.

BRASIL. Ministério da justiça. Sistema Nacional de Segurança Pública.Matriz


Curricular Nacional para Ações Formativas dos Profissionais da Área de Segurança Pública,

PMPA/AJG Pág. 44
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
2014. Disponível em: https://www.justica.gov.br/central-de-conteudo/seguranca-
publica/livros/matriz-curricular-nacional_versao-final_2014.pdf. Acesso em: 09/01/2017.

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 6. ed. rev
e ampl. São Paulo: Heccus Editora, 2013.

PARÁ, Constituição do Estado do Pará. Promulgada em 05 de outubro de 1999.

PARÁ. Lei Complementar Nº 06/91 de 27 de fevereiro de 1991. Estabelece a


criação dos Conselhos Escolas nas Escolas Públicas.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Aditamento Boletim Geral Nº 018, 27 de Janeiro de


2003. Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução. Disponível em:
http://www.pm.pa.gov.br/sites/default/files/files/2003/ADIT BG018 DE_27_JAN_03.pdf.
Acesso em: 03/01/2017.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Código de Ética e Disciplinar - Lei nº 6833, de 13 de


Fevereiro de 2006. Belém: PMPA, 2006.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Diretriz Geral de Emprego Operacional da Polícia


Militar do Pará – DGOp/PMPA. Belém: PMPA, 2014.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Normas Reguladoras para Aplicação do Teste de


Avaliação Física para Promoção de Oficiais e Praças e aos Alunos dos Cursos de Formação
da PMPA. Belém: PMPA, 2014. Publicada no Aditamento ao Boletim Geral nº 007, de 10 de
janeiro de 2014.

SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que avaliar? Como avaliar? Críticas e Instrumentos.
16. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: projeto de ensino e aprendizagem e


projeto político pedagógico. 16. ed. São Paulo: Libertad, 2006.
Quartel em Icoaraci-PA, 01 de agosto de 2017.
MARCUS VINÍCIUS OEIRAS FORMIGOSA – MAJ QOPM RG 27319
CHEFE DA SEÇÃO TÉCNICA DA DEI

“PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE HABILITAÇÃO DE OFICIAIS


PM 2017”
1. IDENTIFICAÇÃO:
1.1. Unidade Responsável: Polícia Militar do Pará/DEI;
1.2. Supervisão: Instituto de Ensino de Segurança do Pará (IESP).
1.3. Coordenação e Execução: Academia da Polícia Militar Cel. Fontoura – APM.
1.4. Nível/Denominação: Formação Profissional/Curso de Habilitação de Oficiais
PM.
PMPA/AJG Pág. 45
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
1.5. Área de conhecimento: Segurança Pública.
1.6. Aspectos Legais:
• Constituição Federal do Brasil de 1988, Caput e parágrafo 1º do Art 42 e o caput,
o Inciso V e os parágrafos 5º e 6º do Art 144 da;
• Constituição do Estado do Pará de 1988, Art 198;
• Lei Federal n° 9.394 de 20 de Dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional), Art 83;
• Decreto Federal nº 88.777 de 30 de setembro de 1983 (Regulamento para as
Policias Militares e Corpo de Bombeiros Militares – R 200);
• Lei nº 5251 de 31 de Julho de 1985 (Estatuto da PMPA).
• Lei 6.833 de 13 de fevereiro de 2006 (Código de Ética e Disciplina da PMPA);
• Lei Complementar nº 053 de 07 de fevereiro de 2006, Art. 42, alínea a, alterado
pela LC nº 093, de 15 de janeiro de 2014;
• Lei n° 6257 de 17 de novembro de 1999 (Lei de Criação do IESP);
• Decreto Governamental n° 6.784 de Criação da Diretoria de Ensino e Instrução e
da Academia de Policia Militar Cel Fontoura;
• Decreto nº 3.626, de 30 de Agosto de 1999, Regulamento da Academia de
Polícia Militar Cel Fontoura;
• Resolução nº 012/1999 – CONSEP, publicado no Diário Oficio do Estado nº
29122 de 05 de janeiro de 2000 (Estatuto do IESP);
• Resolução nº 010/CONSUP de 19 de Abril de 2006, publicado no Diário Oficio do
Estado nº 30665 de 19 de Abril de 2006 (Define o tempo da hora aula em 50 minutos);
• Resolução nº 148/2015/CONSUP, 12 de agosto de 2015, publicado no Diário
Oficio do Estado nº 32959 de 27 de agosto de 2015 (Aprova a tabela de Valores da hora
aula);
• Portaria nº 011/2002-DEI, publicada no Adit. ao BG nº018, de 27 de janeiro de
2003, que dispõe sobre as Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução;
• Manual do aluno da APM “Cel Fontoura” 2017.

2. CARACTERIZAÇÃO DO CURSO:
2.1. Carga Horária: 1.316 horas – aula.
2.2. Tipo/Modalidade: Presencial/Ensino Técnico Profissional.
2.3. Período de realização: Outubro de 2017 a Maio de 2018.
2.4. Tempo de duração: 8 meses.
2.5. Número de vagas: 100 vagas.
2.6. Quantidade de turmas: 02 (duas).
2.7. Clientela: 1º, 2º e 3º sargentos e subtenentes da PMPA.
2.8. Seleção: Processo Seletivo/Organizadora CONSULPLAN.
2.9. Local de realização: APM/IESP, localizada no município de Marituba/PA, na
Rodovia BR-316.

3. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS DO CURSO


3.1. Justificativa:
Considerando art. 144 da Constituição Federal, no qual designa a competência da
Polícia Militar “a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública” (Brasil, 1988), cabe a
PMPA/AJG Pág. 46
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
PMPA estabelecer outras atribuições e diretrizes para o funcionamento da Instituição.
O Curso de Habilitação de Oficiais da Polícia Militar do Pará (CHO PMPA) tem
por finalidade qualificar o Subtenente, o 1º Sargento, 2º Sargento e 3º Sargento, para o
desempenho do cargo de oficial administrativo e especialista (regente, maestro da banda de
música ou sinfônica e outras atividades especializadas de interesse da corporação), e o
exercício de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, conforme exigências
previstas na Lei nº 8.403, de 13 de outubro de 2016, que alterou e revogou dispositivos na
Lei Estadual nº 5.162-A, de 16 de outubro de 1984, que dispões sobre o ingresso e
promoção nos Quadros de Oficiais de Administração (QOA) e de Oficiais de Especialistas
(QOE).
Concluído com aproveitamento o CHO PM e satisfeitas as exigências legais, o
aluno será promovido a patente de 2º Tenente, segundo a ordem de classificação no curso,
podendo ser classificado, de acordo com a necessidade e conveniência administrativa, em
qualquer unidade da Polícia Militar, em todo o Estado do Pará.
A adequada formação profissional dos policiais militares em Segurança Pública é
essencial para se manter a excelência de suas atribuições militares estaduais no contexto
do Sistema de Segurança Pública.
Neste sentido, a Diretoria de Ensino e Instrução vem por meio deste Projeto
Pedagógico, aprovado pelo Comando da Corporação e pelo Conselho Superior do IESP
(CONSUP), estabelecer mais uma edição do Curso de Habilitação de Oficiais – CHO/PM,
definindo os parâmetros pedagógicos que nortearão as ações formativas dos discentes, com
o compromisso de habilitá-los para o exercício de sua atividade, com o dever funcional de
servir e proteger a sociedade paraense.

3.2. Objetivos:
Para definir os objetivos gerais e específicos do CHO 2017, foram utilizadas as
ações formativas de segurança pública da Matriz Curricular da SENASP/2014, adaptados às
atribuições que serão desempenhadas pelos futuros Oficiais.

3.2.1. Geral:
 Habilitar o policial militar, na condição de 1º, 2º e 3º Sargento, bem como o
subtenente, para o exercício do oficialato, no quadro de Oficiais de Administração ou no
Quadro de Oficiais Especialistas, propiciando a compreensão do exercício da atividade no
âmbito da Segurança Pública, focalizado nas Ciências Policiais, como prática da cidadania,
da participação profissional, social e política num Estado Democrático de Direito.
Possibilitando conhecimento cientifico para a formação profissional técnico-jurídica e
humanística, e de segurança pública, dos futuros Oficiais, habilitando-os para o exercício
das funções inerentes aos postos de Oficial Subalterno e Intermediário, na forma da
legislação em vigor.

3.2.2. Específicos:
• Proporcionar aos novos Oficiais PM do Quadro de Administração e Especialista, a
aquisição dos conhecimentos voltados para as atividades de Segurança Pública nas
questões que envolvem a postura, o relacionamento, a promoção dos direitos humanos, da
ética e da cidadania na sociedade, dentro dos limites específicos de suas atuações

PMPA/AJG Pág. 47
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
conforme os quadros a que pertencem;
• Possibilitar aos Oficiais conhecimentos culturais, científicos gerais e específicos
da atividade policial militar, tendo como dimensão o saber, saber fazer e querer fazer, como
eixo metodológico de Direitos Humanos, da Ética e da Cidadania;
• Desenvolver a capacidade de resolver, com competência, quer estejam sob
comando ou por iniciativa própria, os problemas imprevistos que atinjam o serviço em sua
OPM;
• Habilitar ao atendimento ao cidadão, na sua área de atuação, enfocando a
segurança, a orientação, a proteção e a defesa das pessoas com maior vulnerabilidade
social sejam elas de caráter de sexual, de gênero, cor da pele, etnia, gênero, idade ou
situação social;
• Viabilizar aos Oficiais do Quadro de Administração e Especialista as habilidades
inerentes ao uso dos armamentos orgânicos da corporação, distinguindo-os quantos às
limitações e especificidades do uso de cada um deles, bem como as circunstâncias que
envolvem o uso da arma de fogo, primando pelo uso diferenciado da força, pelo diálogo e
pelo uso das alternativas legais, éticas e morais aceitáveis, ficando claro que a utilização do
armamento letal consiste no último recurso de uso da força.

4. METODOLOGIA DE ENSINO:
As disciplinas acadêmicas escolhidas para compor o Desenho Curricular deste Projeto, estão
baseadas na nova Matriz Curricular Nacional 2014, que trata sobre a formação e capacitação dos
profissionais da área de segurança pública, e que objetiva ser um referencial teórico-metodológico que
oriente as ações formativas desses profissionais.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública aponta:

“A necessidade de formar profissionais capazes de lidar com as diferentes formas


de violência, conflitualidades e criminalidade, buscando a qualidade de vida e a
integridade das pessoas, por meio de metodologias e técnicas fundamentadas nos
princípios da legalidade, proporcionalidade e necessidade” (CORDEIRO, 2008,
apud SENASP, 2014, p. 15)

O processo de ensino-aprendizagem acontecerá em ambientes de salas de aula,


auditórios e os espaços destinados às instruções práticas, além dos espaços extraclasses,
quando necessárias para a construção coletiva do conhecimento.
De acordo com os objetivos traçados para os diversos conteúdos das disciplinas a
serem ministradas, poderão ser utilizadas como procedimentos de ensino-aprendizagem
individualizante ou socializantes, como descreve HAYDT (2000), por meio de aulas
expositivas e dialogadas, trabalho em grupo (debates, seminários, simpósio), atividades
extraclasses e estudos de casos, além das palestras, entre outras atividades.

4.1. Jornada Pedagógica dos Docentes:


Antes do início do curso, a Diretoria de Ensino e Instrução e a APM, promoverão a
Jornada Pedagógica dos Docentes do CHO PM, de modo a apresentar o plano de curso e
sua malha curricular, o calendário do curso e dirimirem quaisquer dúvidas acerca da
realização do período letivo, para o que será lavrada Ata com as deliberações adotadas de
modo a atender as demandas do curso.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
4.2. Serviços Diários:
Conforme a Lei nº 6.833, de 13 de fevereiro de 2006, que institui o Código de Ética
e Disciplina da Polícia Militar do Pará, o serviço ordinário dos alunos em formação seguirão
as seguintes normas, sem prejuízo do interesse acadêmico:

Art. 159. Os Alunos, a título de aprendizagem, concorrerão aos serviços internos


normais e extraordinários da OPM em que estão matriculados, bem como
participarão dos estágios e exercícios externos, estabelecidos como atividades
curriculares, extracurriculares ou complementares da formação profissional
peculiar de cada curso.
Excepcionalidades
Parágrafo único. Os Alunos somente serão empregados na execução de serviços
externos de segurança nos casos de grave perturbação da ordem, calamidade
pública, desastre ou eventos de extraordinária necessidade.

4.3. Manual do Aluno:


O Comando da APM, por meio da Divisão de Ensino e do Corpo de Alunos,
elaborarão o Manual do Aluno que, uma vez submetido à aprovação da DEI e, devidamente
aprovado, será distribuído aos alunos, para que regulem suas condutas estudantis por meio
de tal documento, sem prejuízo das demais normas aplicáveis na corporação e da NGA da
APM.

4.4. Formatura Matinal:


Diariamente, os alunos, entrarão em forma dentro dos respectivos pelotões a que
forem designados para o cômputo das faltas, atrasos, verificação do alinhamento do
uniforme e higiene pessoal, vistoria esta realizada pelo Comandante do Pelotão.
Cada um dos pelotões será apresentado ao respectivo Cmt de Pelotão e todos os
pelotões ao Cmt do Corpo de Alunos, que por sua vez fará apresentação à maior autoridade
presente na parada.
Em seguida, após o hasteamento do Pavilhão Nacional a tropa desfilará em
continência à maior autoridade presente à parada.

5. DESENHO CURRICULAR
5.1 Da Malha Curricular do CHO
A Malha Curricular das disciplinas para ações formativas na área de Segurança
Pública se constitui em um núcleo comum de disciplinas, agrupadas por áreas temáticas,
que congreguem conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, cujo objetivo é a
garantia da unidade de pensamento e ação dos profissionais da área de Segurança Pública.
A Matriz Curricular do CHO PM/2017 atende aos requisitos e orientações da Matriz
Curricular Nacional – SENASP/2014, conforme quadro abaixo:

AREAS TEMÁTICAS DA MATRIZ DISCIPLINAS C/H

ÁREAS TEMÁTICAS I 1 Administração e Finanças Públicas 60


SISTEMAS, INSTITUIÇÕES E
2 Fundamentos da Gestão Pública 60
GESTÃO INTEGRADA EM
SEGURANÇA PÚBLICA 3 Policiamento Comunitário 20

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
TOTAL 140
4 Análise Criminal 20
ÁREAS TEMÁTICAS II Abordagem Sócio-psicológica do Crime e da
VIOLÊNCIA, CRIME E 5 20
Violência
CONTROLE SOCIAL
6 Criminologia Aplicada à Segurança Pública 30
TOTAL 70
7 Direito Constitucional Aplicado 50
8 Direito Penal 30
9 Direito Penal Militar 30
ÁREAS TEMÁTICAS III
10 Leis Especiais Aplicadas 40
CONHECIMENTOS JURÍDICOS
11 Direitos Humanos 20
APLICADO
12 Direito Administrativo 40
13 Direito Processual Penal Militar 30
14 Legislação Básica Institucional 60
15 Direito Processual Penal 30
TOTAL 330
ÁREAS TEMÁTICAS IV 16 Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos 20
MODALIDADE DE GESTÃO DE
Gerenciamento de Crise e Técnicas de
CONFLITOS E EVENTOS 17 40
Negociação
CRÍTICOS
TOTAL 60
ÁREAS TEMÁTICAS V
18 Treinamento Físico Militar 100
VALORIZAÇÃO DO
PROFISSIONAL E SAÚDE DO
19 Gestão de Qualidade 20
TRABALHADOR
TOTAL 120
ÁREAS TEMÁTICAS VI 20 Gestão de Informação 30
COMUNICAÇÃO, INFORMAÇÃO
E TECNOLOGIA EM 21 Tecnologia da Informação e Comunicação 40
SEGURANÇA PÚBLICA
22 Redação Oficial 20
TOTAL 90
23 Chefia e Liderança 20
ÁREA TEMÁTICA VII 24 Ordem Unida 40
CULTURA, COTIDIANO E
25 Processo Decisório 30
PRÁTICA REFLEXIVA
26 Deontologia PM 20
TOTAL 110
ÁREA TEMÁTICA VIII 27 Procedimentos e Processos Correcionais 60
FUNÇÕES, TÉCNICAS E 28 Instrução Militar Básica 30
PROCEDIMENTOS EM 29 Armamento, Tiro e Munição 60
SEGURANÇA PÚBLICA 30 Metodologia de Ensino e Aprendizagem 30
Primeiros Socorros (emergência e socorro de
31 20
urgência)
32 Técnica de Abordagem 30
33 Policiamento Ostensivo Geral 40
34 Defesa Pessoal 30

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
35 Técnica de Polícia Judiciária 30
36 Operações Policiais em Área de Selva 30
TOTAL 360
TOTAL GERAL DO CURSO: 1.310h/a
37 Geo-referenciamento e geoprocessamento 06

38 Licitações e contratos da administração pública 06


ATIVIDADES
COMPLEMENTARES 39 SICONV e SIAFEM 06
40 Atividades de Inteligência 06
41 Oratória 06
42 Programa Proerd na PMPA 06
TOTAL DA CARGA-HORÁRIA DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES 36
CARGA-HORÁRIA TOTAL 1.316

5.2. Atividades complementares:


As atividades complementares conforme o Art. 25, Resolução nº 10 EMG, de 20 de
Outubro de 2016, publicado no BG n° 206 de 04 de Novembro de 2016, são as atividades
que proporcionam ao discente a percepção experimental do conteúdo das disciplinas
curriculares, como instrumento complementar de aprendizagem.
As atividades complementares poderão ser pontuadas, e poderão ser realizadas
das seguintes formas:
I – Participação em palestras e cursos em áreas afins;
II – Comparecimento em audiências;
III – Visita a unidades militares e a Órgãos Públicos;
IV – Outras Atividades, Conforme a conveniência pedagógica.
5.3. Estágio profissional:
Ainda tendo por base o Art 27 da Resolução nº 10 EMG, o estágio tem por
finalidade primordial a complementação do ensino, particularmente no que concerne à
adaptação do futuro policial militar às peculiaridades de uma Organização Policial Militar,
devendo ser desenvolvido da seguinte forma:
§ 1º O Estágio profissional deverá ser desenvolvido de acordo com os seguintes
aspectos:
I - ser realizado em missão vinculada a uma Organização Policial Militar que
execute a atividade fim da corporação, sendo, praticamente, uma das últimas atividades
antes do ato de formação do referido soldado;
II - deve estar focado nas lacunas procedimentais e atitudinais deixadas pelas
disciplinas curriculares;
III - a maneira de programação poderá ser:
a) por meio de Ordem de Serviço que preveja o público discente como integrante do
efetivo policial a ser empregado, mediante proposta do Comando de Policiamento de área;
b) Pedido de Cooperação de Instrução, relacionado com uma disciplina em
específico, sob a coordenação do Instrutor da respectiva cadeira; ou
c) uma programação mista, de acordo com as peculiaridades da unidade que sedie
o polo de ensino.
IV - deve ser planejado pela unidade de ensino com a devida antecedência e,
remetida a apreciação conjunta do Departamento Geral de Operações e do Departamento
PMPA/AJG Pág. 51
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Geral de Administração, precedida da análise técnica da Diretoria de Ensino.
V – Todas as atividades do Estágio deverão contar com a supervisão de profissional
habilitado e designado para a avaliação dos alunos submetidos à tal atividade, ficando este
profissional com a atenção voltada aos estagiários e suas condutas corrigindo, de imediato,
as ações que estiverem em desacordo com a disciplina e com a legislação.
Conforme Resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE)/Câmera de
Educação Básica (CEB) Nº 1, de 21 de janeiro de 2004, ficou estabelecido as Diretrizes
Nacionais para a organização e a realização de Estágio de alunos da Educação Profissional
e do Ensino Médio, inclusive nas modalidades de Educação Especial e de Educação de
Jovens e Adultos e resolveu em seu Art. 1º, em atendimento ao prescrito no Art. 82 da LDB,
definir diretrizes para a organização e a realização de estágio de alunos da educação
profissional, usando essa resolução como analogia ao presente curso, pode-se definir com
base no parágrafo terceiro que:

“§ 3º O estágio referente a programas de qualificação profissional com carga


horária mínima de 150 horas, pode ser incluído no respectivo plano de curso da
Instituição de Ensino, em consonância com o correspondente perfil profissional de
conclusão definido com identidade própria...”

Com a natureza especial da atividade policial militar nos quadros de Saúde e


Complementar da PMPA, com tempo integral e dedicação exclusiva ao serviço, há a
imprescindibilidade de não limitar a carga horária máxima dos estágios, e ainda flexibilizar a
redução dela, de acordo com a conveniência da administração, pois esta etapa reforça e
alicerça todo o aprendizado, e ainda por conta da natureza da necessidade do serviço
policial militar, podem transformar emergências em grandes oportunidades de ensino.

5.4. Resumo da carga horária do curso:


DIÁRIA 10 h/a
SEMANAL Até 46 h/a (Segunda á Sexta)
PREVISÃO DE DIAS 140 dias letivos
RESERVA TÉCNICA 30 dias
PREVISÃO DE MESES 8 meses
TEMPO DE UMA HORA AULA 50 Minutos

O funcionamento das instruções e horários no decorrer do Curso, estarão previstos


no Manual do Aluno, a ser elaborado pela APM.
Para o cumprimento do Calendário do curso, eventualmente, poderá haver
sábados, domingos e feriados letivos, que não ultrapassarão a carga-horária de 10h/a
diárias, à exceção do Tiro Defensivo, Marchas e Maneabilidades e o Estágio
Supervisionado, dentre outras, dado o caráter prático destas disciplinas.

6. PROCESSO AVALIATIVO:
As avaliações dos níveis de aprendizagem serão realizadas em consonância como
previsto na NPCEI, Código de ética da PMPA e a Resolução nº 003/PMPA, nos seguintes
termos:
6.1. Quanto ao tipo:
As avaliações dos níveis de aprendizagem poderão ser feitas conforme os itens
PMPA/AJG Pág. 52
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
abaixo:
a) Verificação Corrente (VC)32 – São as avaliações feitas, no decorrer do
desenvolvimento do programa de cada uma das disciplinas do curso, e terão seu número
determinado pela carga horária da matéria;
b)Verificação Final (VF)1 – É a avaliação que marca o término da disciplina ou do
curso, e poderá ser aplicada sobre a totalidade ou parte dos assuntos ministrados durante o
período letivo;
b) Verificação Final Especial (VFE – 2ª Época)1 – É um tipo de avaliação exclusiva
dos cursos de formação, habilitação e aperfeiçoamento, que obrigatoriamente deverá
abordar a totalidade dos assuntos ministrados em determinada disciplina, aplicada ao aluno
que não alcançou a nota mínima para aprovação em 1ª Época.
c) Comportamento Escolar (CE) 33 – Tem por finalidade apreciar o comportamento
profissional, moral e ético do aluno, a partir de critérios comportamentais, os quais serão
aplicados de acordo com o que está estabelecido no Código de Ética e Disciplina da Polícia
Militar do Estado do Pará – CEDPM;
f) Avaliação Física (AF)34 – A Educação Física será avaliada com a aplicação de
graus em notas, como qualquer outra disciplina do curso ou estágio, contudo para obtenção
de tais notas, deverão ser observados os critérios estabelecidos nas normas vigentes na
corporação e atenderão aos conceitos expressos adiante:

6.2. Da avaliação docente:


O corpo docente será constituído de professores e instrutores, selecionados através
do cadastro do IESP, em reunião integrada com a participação do Diretor de Ensino e
Instrução ou representante legal, Cmt da APM, Cmt do Corpo de Alunos da APM, Chefe da
Divisão de Ensino da APM e do Chefe da Seção de Formação da Diretoria de Ensino,
ocasião em que as decisões da Comissão serão registradas em Ata.
A escolha dos docentes recairá sobre sua qualificação, e/ou pela experiência e
realização de atividades docentes anteriormente, bem como pela conveniência da
administração pública.
Os docentes, após escolhidos, serão cientificados, formalmente, a fim de se
manterem preparados para o exercício da docência na APM e para a participação na
Jornada Pedagógica Docente.
Os docentes, ao longo do seu trabalho no CHO, serão submetidos à avaliação por
meio de seus planejamentos disciplinares pela Divisão de Ensino e também pelos
Discentes, a partir de questionários aplicados aos alunos, ao final de cada disciplina.
Os professores/Instrutores, devem sempre ter em mente a conscientização
profissional de bem ministrar suas aulas, de modo a:
• Evitar o uso restrito à exposição oral;
• Cumprir fielmente o conteúdo proposto;
• Empregar didática coerente com as disciplinas ministradas;

32 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI art. 36, Incisos III, IV e V.


33 Lei n° 6833, do art. 155 ao 173.
34 Resolução nº 003/PMPA, de 09 de janeiro de 2014. Publicada no Boletim Geral nº 007, de 10 de janeiro de 2014 e no Aditamento ao
Boletim Geral nº 007, de 10 de janeiro de 2014. Disponível em http://www.pm.pa.gov.br/?q=bg_2014, acessado em 04/02/2014.

PMPA/AJG Pág. 53
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
• Estimular a dedicação ao estudo;
• Desenvolver a confiança através do esforço pessoal;
• Fazer o aluno participar ativamente do processo de ensino-aprendizagem;
• Estimular o aluno a aprender técnicas e obter o melhor rendimento na matéria;
• Adotar, sempre, postura institucional evitando manifestações de caráter pessoal;
• Observar a rigorosa apresentação pessoal e uso adequado de vocabulário,
compatíveis à boa formação policial militar;

As Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução, da Portaria


Nº011/2002/DEI, atribuem competência aos professores e instrutores para o CHO:

Art. 37 – Na aplicação da prova escrita, o professor/instrutor necessariamente


deverá observar os seguintes aspectos:
I – Deverá estar presente em sala de aula na aplicação da mesma, salvo motivo
de grande relevância que o impeça, devidamente reconhecido pelo Comando da
UPM onde funciona o curso ou estágio;
II – Elaborar a mesma de forma clara, precisa, abrangente e, diretamente
relacionada com os assuntos ministrados;
III – Deve ser constituída de questões objetivas e subjetivas, na proporção de 60
por 40%, ressalvada as disciplinas de caráter eminentemente prático ou subjetivo.
IV – O total de pontos atribuídos a cada prova será igual a 10,0(dez);
V– Os assuntos cobrados em uma VC, não devem ser cobrados na verificação
seguinte, salvo nas Verificações Finais.
Art. 38 – O professor/instrutor deverá corrigir a prova conforme a matéria
ministrada e o seu gabarito, fornecendo o resultado no período máximo de 08
(oito) dias após a sua aplicação, ou na aula seguinte a aplicação da verificação.
Art. 39 - A quantidade de verificações, deverá variar em função da carga horária
de cada disciplina, conforme o quadro abaixo:

Hora/Aula Verificação
Até 30horas/aula 01 VF
De 31 à 75horas/aula 01 VC + 01 VF
Acima de 75 horas/aulas 02 VC + 01 VF

Art. 40 – O aluno poderá ser submetido no máximo a 02 (duas) avaliações por dia,
e 06 (seis) por semana;
Art. 44 – Os resultados das avaliações somente serão aceitos se, no mínimo 30%
dos alunos ficarem acima da média mínima exigida, pois se 70% ficarem abaixo
da média, o resultado da prova será analisado por meio de uma pesquisa
pedagógica, a qual servirá como parecer para que o Conselho de Ensino da APM
“Cel Fontoura” ou Comando da UPM, onde funciona o curso ou estágio, decidir
sobre possíveis correções e/ou anulação se for o caso.

6.3. Da Prova de 2ª Chamada:


Com base no Art. 41 da NPCEI a prova de segunda chamada será regulado da
seguinte maneira:
O pedido para a realização de avaliação de segunda chamada deverá ser
encaminhado, por escrito ao Chefe da Divisão de Ensino no prazo máximo de 48 (quarenta
e oito) horas depois de cessado o motivo de impedimento do aluno de se deslocar até a
UPM.
Vale ressaltar, que a falta à prova, teste ou exame sem motivo justificado, será

PMPA/AJG Pág. 54
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
atribuída nota “0” (zero), estando automaticamente em 2ª época na Disciplina, conforme
previsto no Art. 57 parágrafo 1º da NPCEI.

6.4. Da revisão de prova:


Com relação à revisão de prova será balizada pela NPCEI e o Regulamento da
APM, da seguinte maneira:
a) No caso o aluno verificar incorreção na contagem de pontos de uma verificação,
o mesmo deverá solicitar a revisão de provas, fundamentando seu pedido, no primeiro
momento, ao julgamento do instrutor/professor, no momento em que lhe for mostrada a
verificação em sala de aula e, em caso de recurso, à decisão do Conselho de Ensino35;
b) O aluno terá um prazo de 48 (quarenta e oito) horas úteis, a contar da entrega da
avaliação, para recorrer por escrito, junto ao Chefe da Divisão de Ensino, solicitando a
revisão de prova, no qual deverá fundamentar suas razões dentro dos limites da hierarquia e
da disciplina36;
c) Caberá ao Conselho de Ensino da APM, com base em orientações pedagógicas
e específicas da disciplina, decidir sobre o provimento parcial, total ou negativa do pedido de
revisão, sendo que a comissão deverá solicitar ao Instrutor/ Professor uma justificativa para
o indeferimento do pleito do aluno, para poder avaliar e manifestar sua decisão. A decisão
deverá ser publica em Boletim Interno37.

Com base no Art 64 do Regulamento da APM, o Conselho de Ensino compõe-se


de:
I – Presidente (subcomandante da APM);
II – Membros (Chefe da Divisão de Ensino, Comandante do Corpo de Alunos, Um
professor ou instrutor e um representante discente);
III – Secretário (nomeado pelo Presidente do Conselho e não terá direitos a voz
nem voto)

6.5. Da Aprovação, Reprovação e Conceito:


Quanto à aprovação e reprovação serão de acordo com as NPCEI e o Regulamento
da APM, Conforme a seguir:

6.5.1. Será considerado APROVADO:


• Será considerado aprovado no CHO o discente que atingir a média 7,00 (sete)
em cada uma das disciplinas em que for avaliado38.
• Obtiver freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) 39 da carga horária
da disciplina;

35Portaria nº 011/2002-DEI, art. 45.


36Portaria nº 011/2002-DEI, art. 45 parágrafo 1º.
37Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 65 inciso IV alínea A.
38 Portaria nº 011/2002-DEI, art. 47 Inciso II.
39 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XIV.

PMPA/AJG Pág. 55
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
6.5.2. Será considerado REPROVADO:
• Obtiver média aritmética das verificações (correntes e final) aplicadas na
disciplina um valor inferior a 3,0 (três) 40.
• Não atingir um valor igual ou superior a 10,0(dez), proveniente da soma da VFE
(2ª Época) com a média aritmética das verificações (VC’s e VF) aplicadas em 1ª Época na
disciplina9.
• Ficar para ser submetido a VFE (2ª Época) em mais de três disciplinas em um
ano letivo9.
• Não obter freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária
da disciplina41;

6.5.3. Equivalência entre notas e conceitos:

NOTA CONCEITO
10,00 E (EXCELENTE)
De 8,000 a 9,999 MB (MUITO BOM)
De 7,000 a 7,999 B (BOM)
De 5,000 a 6,999 R (REGULAR)
De 0,100 a 4,999 I (INSUFICIENTE)
0 (zero) Sem rendimento

6.6. Do Desligamento
O Aluno será desligado, conforme prescreve o Art. 173 do Código de Ética e
disciplina da PMPA, o Art. 60 inciso XXII do Regulamento da APM Cel. Fontoura e o Art. 60
da NPCEI, quando:
I - Solicitar por escrito, através de requerimento42;
II - For transferido para a reserva remunerada, reformado, licenciado ou excluído a
bem da disciplina ou demitido, nos termos deste código11;
III - Não obtiver nota mínima de comportamento escolar11;
IV - For reprovado em matéria curricular11;
V - Estando no comportamento mau e praticar novo ato com indícios de
transgressão disciplina43;
VI - Vier a falecer durante o período do curso44;
VII – Utilizar, fornecer, intermediar, portar ou tentar utilizar meios ilícitos para
obtenção de resultados favoráveis, em quaisquer das formas de verificação prevista13.
VIII - Ser condenado, por qualquer espécie de crime, com pena restritiva da
liberdade, desde que a sentença condenatória tenha transitado em julgado e não ocorra o
benefício do sursis13;
IX – Incapacidade física e mental permanente, devidamente avaliada pela Junta
40 Portaria nº 011/2002-DEI, art. 49 Incisos I, II e III.
41 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 65 inciso IV alínea A.
42 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 173 Incisos I, II, III e IV.
43 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 69 Incisos V.
44 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XXII alínea A,De H.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Regular de Saúde (JRS) da Corporação45;
X – Incapacidade moral, ética ou profissional, apurada através de procedimento que
permita ao aluno, o exercício de seus direitos inerentes a Ampla Defesa, Contraditório e ao
Devido Processo Legal14;

6.7. Do Trancamento
Com base no Art. 60 inciso XIX, o trancamento de matrícula poderá ser solicitado
pelo período de um ano e apenas uma vez durante o curso, e submetido a análise do
Conselho de Ensino da APM, Subsidiado com parecer do JRS, nos seguintes casos:
a) O discente for considerado inapto temporariamente para o serviço policial-militar;
b) Quando mulher, engravidar durante o curso.

6.8. Dos Critérios Para Classificação Final do Curso


A classificação final será assim determinada, conforme NPCEI, Código de ética e
Disciplina da PMPA e Regulamento da APM:
a) Ordem decrescente de nota final do curso46;
b) Para fins de classificação final, o discente aprovado em recuperação (VFE - 2ª
Época) ficará colocado após o último classificado dentre os aprovado no regime regular
(sem recuperação), considerado, ainda, o número de matérias na primeira situação47;
c) No cálculo da média final do Curso, será usada aproximação de até milésimos;
quando houver empate, o primeiro critério a ser considerado deverá ser o maior número de
aprovação em disciplinas em 1ª Época, e o segundo critério a idade maior15;
d) A nota do Comportamento Escolar deverá ser incluída no cálculo para a
obtenção da média final do Curso48.
e) Cálculos de Médias NPCEI15
e.1) Cálculo da Média Final da Disciplina (MFD) com aprovação em 1ª Época:
Caso a média aritmética simples de todas as verificações (MV) - correntes e final
-aplicadas na disciplina, seja igual ou superior 7,00 (sete inteiros), a Média Final da
Disciplina (MFD) será a própria Média das Verificações (MV), ou seja, MFD = MV

e.2) Cálculo da Média Final de Disciplina, com aprovação em 2ª Época (VFE):


Caso o Cadete não alcance o grau mínimo de 7,00 (sete inteiros), como resultado
da média aritmética simples de todas as Verificações - correntes e final - aplicadas na
disciplina (MV), o mesmo estará automaticamente em 2ª Época, e será submetido a VFE.
Exemplo: O cadete que em uma disciplina com carga horária de 60 horas/aula,
onde são aplicadas 2 VC’s e 1 VF, obtém as seguintes notas: 1ª VC=6,0; 2ª VC=7,0; VF=5,0.
Então:
MV = 6,0+7,0+5,0 =6,0
3
Para saber qual a nota mínima necessária a ser obtida na VFE para aprovação,
45 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI, art. 60 Incisos I e III.
46 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI, art. 54 Incisos II alínea A parágrafos 2º, 3º e 4º, e o ANEXO I.
47 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XVIII.
48 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 164 parágrafos 1º e 2º.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
basta subtrair a MFD de dez. Ou seja: VFE=10 – MV.
Neste caso, VFE = 10 – 6 = 4,0
Para saber qual a média final do cadete, aprovado mediante a realização da VFE
(2ªÉpoca), será aplicada a seguinte fórmula:
MFDE = MV + VFE + 10
4
Onde:
MV = Média Aritmética de todas as verificações (Correntes e Final) aplicadas na
disciplina.
MFD = Média Final da disciplina, com aprovação em 1ª época.
VFE = Verificação Final Especial (2ªÉpoca).
MFDE = Média Final da Disciplina, com aprovação em 2ª época.
Neste caso, e considerando que o cadete obtenha uma nota 9,00 (nove) na
Verificação Especial, a sua Média Final da Disciplina (MFD) será:
MFD = 6 + 9 + 10 = 6,25
4
e.3) Classificação Final dos Alunos será feita com base na Média aritmética
simples das notas de todas as disciplinas que integram a matriz curricular do curso, dividido
pelo número de displinas. A Nota Final do discente será obtida a partir da fórmula:

SOMA DAS NOTAS DE TODAS AS DISCIPLINAS = NOTA FINAL


NÚMERO DE DISCIPLINAS

6.9. Do Critério de Desempate:


Quando houver empate, em qualquer um dos casos acima, o critério de desempate
deverá ser o maior número de aprovação em disciplinas em 1ª Época, e o segundo critério a
idade maior, conforme Art. 54 parágrafo 4º da NPCEI.

6.10. Do Regime Disciplinar:


a) Caso o aluno incorra em algum dos critérios de reprovação ou desligamento
acima discriminados será submetido a um Processo Administrativo Disciplinar Simplificado
(PADS), garantindo-lhe o direito ao contraditório e à ampla defesa. No decorrer do processo
o discente não será impedido de frequentar as demais atividades pedagógicas, e o
desligamento do curso somente será realizado após a solução do referido procedimento,
cuja decisão administrativa seja desfavorável ao aluno.
b) Os alunos do CHO estão sujeitos ao regime disciplinar previsto na Lei Estadual
nº 6.833, de 13 de fevereiro de 2006, que institui o Código de Ética e Disciplina da Polícia
Militar do Pará (CED/PMPA);

7. INFRAESTRUTURA FÍSICA E EQUIPAMENTOS


O curso será realizado na Academia de Polícia Militar (APM), no IESP, na cidade de
Marituba/PA, o qual serão disponibilizadas suas dependências físicas e pedagógicas para a
efetivação do Curso.

PMPA/AJG Pág. 58
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
8. PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO
8.1. Materiais e Serviços Diversos:
a) Previsão de Alvos e Munições:
GASTO COM MUNIÇÃO
TOTAL
DISCRIMINAÇÃO Nº ALUNO TIRO/ALUNO R$/UNIT. TOTAL PARCIAL
MUNIÇÃO
.40 S&w 100 100 10.000 3,17 R$ 31.700,00
5,56 mm 100 50 5.000 4,45 R$ 22.250,00
TOTAL GERAL R$ 53,950,00

b) Alvos, Barricadas, PPI/PPA, Obreias e Armações em madeira:


CUSTO COM ALVOS
CUSTO UNID
TIPO Nº ALUNOS ALVOS/ALUNO TOTAL CUSTO TOTAL (R$)
(R$)
ZONADO PM/L74 100 04 400 2,24 R$ 896,00
SILHUETA PM/L4 100 04 400 2,17 R$ 868,00
TOTAL R$ 1.764,00

CUSTO COM BARRICADAS


Nº BAR./ESTANDE Nº ESTANDE TOTAL CUSTO UNID (R$) QUANT.TURMAS CUSTO TOTAL (R$)
02 02 04 35,00 02 R$ 280,00

CUSTO COM PPI / PPA


Nº PISTAS Nº ESTANDE TOTAL CUSTO UNID (R$) QUANT.TURMAS CUSTO TOTAL (R$)
01 02 02 500,00 02 R$ 2.000,00

CUSTO COM OBREIAS


COR QTD (MILHEIRO) CUSTO UNID (R$) CUSTO PARCIAL (R$)
BRANCA 10 5,38 R$ 53,80
PRETA 05 5,70 R$ 28,50
TOTAL R$ 82,30

CUSTO COM ARMAÇÕES EM MADEIRA


N°ARM./ESTANDE Nº ESTANDE TOTAL CUSTO UNI (R$) QUANT.TURMAS CUSTO TOTAL (R$)
4 2 8 60,00 02 R$ 960,00

a.3) Custo total com material de tiro:

CUSTO TOTAL COM MATERIAL DE TIRO (R$)


MUNIÇÃO R$ 53,950,00
ALVOS R$ 1.764,00
BARRICADAS R$ 280,00
ARMAÇÕES R$ 960,00
CUSTO COM PPI / PPA R$ 2.000,00
OBRÉIAS R$ 82,30
CUSTO TOTAL (R$) R$ 59.036,30

b) Serviços de Impressão e Cópias:


Para a contagem dos gastos com impressão e cópias para aplicação das provas,
foi aplicado o número de verificações conforme o número de disciplinas, de acordo com o
quadro de número de verificações constante no Art. 39, da NPC EI.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Tanto para a aplicação das provas quanto à elaboração das apostilas, foi utilizada a
quantidade de laudas praticadas pela Escola de Governança do Estado do Pará.
Nesse sentido serão aplicadas 48 (quarenta e oito) verificações, considerando-se
que cada prova utilizará no máximo 5 folhas de papel multiplicado pelo número de alunos.
resultando no quadro abaixo:

Nº paginas por
Justificativa N° Alunos Qtd Total Cópias Vl Unitário Vl Total
prova
Provas
100 48 05 24.000 0,10 R$ 2.400,00
(verificações)
Apostila 100 36 20 72.000 0,10 R$ 7.200,00
TOTAL R$ 9.600,00

8.2. Pagamento de Pessoal


a) A tabela de valores de hora-aula a serem remunerados a professores, instrutores
e monitores contratados para a prestação de serviços terá o valor médio das horas/aulas de
R$ 80,00 (mestre), conforme a Resolução Nº 148/2015-Consup. O total do pagamento de
pessoal está relacionado, conforme o quadro abaixo:

TURMAS C/H HORA/AULA CUSTO PARCIAL INSS PATRONAL TOTAL


2 1.316 R$ 80,00 R$ 210.560,00 R$ 42.112,00 R$ 252.672,00

8.3. Despesas com Auxílio Fardamento e Alimentação


Conforme as diretrizes do Governo Estadual, no Plano de Valorização do Servidor
Público, constante do PPA 2011-2013 e da LOA 2013, o pagamento do auxílio fardamento
com base em 01(um) soldo de 3ª SGT PM, diretamente no contracheque. Conforme quadro
abaixo:
DESPESAS SOLDO MESES ALUNOS CUSTO TOTAL
AUXILIO FARDAMENTO R$ 868,77 01 100 R$ 86.877,00
AUXILIO ALIMENTAÇÃO R$ 700,00 08 100 R$ 560,000,00
TOTAL R$ 646.877,00

8.4 Suprimento de Fundos:


- Destinado a custear despesas extraordinárias em virtude da necessidade de se
manter em bom funcionamento a estrutura física de cada uma das unidades/subunidades
envolvidas na formação dos novos soldados.
- Os suprimentos de fundos equivalem ao investimento de R$ 5,00 por aluno/mês e
serão pagos conforme abaixo:

SEDE POLOS DE FORMAÇÃO SALAS/ALUNOS Nº DE ALUNOS VALOR


RMB - Marituba APM 2x50 100 R$ 500,00
TOTAL X 8 MESES R$ 4.000,00

8.5 PLANILHA CONSOLIDADA:


A planilha consolidada apresenta a somatória de todo o custeio do CHO PM 2017,
nos termos seguintes:

PMPA/AJG Pág. 60
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017

DESPESA VALOR

DOCENTES R$ 252.672,00
PAGAMENTO DE PESSOAL AUX. FARDAMENTO E
R$ 646.877,00
ALIMENTAÇÃO

SERVIÇO DE IMPRESSÃO R$ 9.600,00

RECURSOS ADMINISTRATIVOS INSTRUÇÃO TIRO R$ 59.036,30

SUPRIMENTO DE FUNDOS R$ 4.000,00

A - TOTAL GERAL (R$) R$ 972.185,30

B - CUSTO TOTAL POR ALUNO


R$ 9.721,85
B = A ÷ 100

C – CUSTO MENSAL DO ALUNO R$ 1.215,23


C = B ÷ 08 (meses)

8.6 PLANILHA DE CUSTOS – GERAL:

ITEM DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA


Natureza da despesa 339030
Natureza da despesa 33901514
TOTAL DO CURSO: R$ 972.185,30

Funcional Programática: 06.128.1425-8278


Fonte (material de consumo): 0101000000
Fonte (pagamento de pessoal): 0101006358

9. PRESCRIÇÕES DIVERSAS:
• O CHO PM ocorrerá de acordo com o que prescreve o presente Projeto
Pedagógico, que poderá ser revisto para atualização, a fim de dar viabilidade à sua
execução, conforme Súmula nº473/69 – STF;
• O pagamento dos professores dar-se-á de acordo com o Plano de Trabalho
constante do Termo de Cooperação assinado entre a Polícia Militar do Pará e a Secretaria
de Estado de Segurança Pública e Defesa Social;
• O pagamento das horas-aulas aos professores/instrutores dar-se-á mediante a
apresentação da documentação comprobatória da prestação dos serviços profissionais:
termo de compromisso; contrato assinado; planilhas; e, boletim de notas ou de aplicação de
verificações, tudo atestado pelo Supervisor do Curso;
• A execução financeira ficará à cargo da Diretoria de Finanças da PMPA, para o
que serão fornecidas as documentações pertinentes a fim de instrumentalizar os
procedimentos financeiros e contábeis. Para o fim de comprovação dos pagamentos, a
Diretoria de Finanças encaminhará à DEI todas as comprovações de pagamentos
realizados, que serão arquivadas na Seção de Formação/DEI;
• Compete à Diretoria de Apoio Logístico a aquisição de todos os bens destinados à
logística do curso, ouvida a Diretoria de Ensino e Instrução, onde será remetido a APM;

PMPA/AJG Pág. 61
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
• As munições letais (treina) destinadas ao curso serão mantidas no depósito do
Almoxarifado Central (CSM/DAL) e somente serão liberadas para as instruções através da
Diretoria de Ensino e Instrução;
• A Certificação dos Concluintes do CHO PM 2017, dar-se-á em até 60 (sessenta)
dias após a conclusão do curso pelo IESP, devendo a Divisão de Ensino da APM remeter a
Lauda de Certificado dos alunos com cópia dos seguintes documentos anexo: RG, CPF e
Comprovante de Residência.
• Os casos omissos serão dirimidos pelo Diretor de Ensino e Instrução no que
tange às questões de ensino e os demais pelo Comandante Geral da PMPA.

Registre-se, publique-se e cumpra-se.


Quartel em Icoaraci-PA, 22 de agosto de 2017.
MARCUS VINICIUS OEIRAS FORMIGOSA – MAJ QOPM
CHEFE DA SEÇÃO TÉCNICA DA DEI/PMPA

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e
Bases da Educação Nacional. Disponível em
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acessado em 04/01/2017.

BRASIL. Ministério da justiça. Sistema Nacional de Segurança Pública. Matriz


Curricular Nacional para Ações Formativas dos Profissionais da Área de Segurança Pública,
2014. Disponível em: https://www.justica.gov.br/central-de-conteudo/seguranca-
publica/livros/matriz-curricular-nacional_versao-final_2014.pdf. Acesso em: 09/01/2017.

HAYDT, Regina Célia Cazaux. Curso de Didática Geral. 1.ed. São Paulo: Ática,
2011.

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 6. ed. rev
e ampl. São Paulo: Heccus Editora, 2013.
PARÁ, Constituição do Estado do Pará. Promulgada em 05 de outubro de
1999.

PARÁ. Lei Complementar Nº 06/91 de 27 de fevereiro de 1991. Estabelece a


criação dos Conselhos Escolas nas Escolas Públicas.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Aditamento Boletim Geral Nº 018, 27 de Janeiro de


2003. Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução. Disponível em:
http://www.pm.pa.gov.br/sites/default/files/files/2003/ADIT_BG_018_DE_27_JAN_2003.pdf.
Acesso em: 03/01/2017.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Código de Ética e Disciplinar - Lei nº 6833, de 13 de


Fevereiro de 2006. Belém: PMPA, 2006.
POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Diretriz Geral de Emprego Operacional da Polícia

PMPA/AJG Pág. 62
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Militar do Pará – DGOp/PMPA. Belém: PMPA, 2014.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Normas Reguladoras para Aplicação do Teste de


Avaliação Física para Promoção de Oficiais e Praças e aos Alunos dos Cursos de Formação
da PMPA. Belém: PMPA, 2014. Publicada no Aditamento ao Boletim Geral nº 007, de 10 de
janeiro de 2014.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Altera e revoga dispositivos na Lei Estadual nº 5.162-


A, de 16 de outubro de 1984, que dispõe sobre o ingresso e promoções nos Quadros de
Oficiais de Administração (QOA) e de Oficiais Especialistas (QOE). LEI N° 8.403, DE 13 DE
OUTUBRO DE 2016 .

SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que avaliar? Como avaliar? Críticas e Instrumentos.
16. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: projeto de ensino e aprendizagem e


projeto político pedagógico. 16. ed. São Paulo: Libertad, 2006.

➢ “PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ADAPTAÇÃO DE


OFICIAIS PM 2017”
1. IDENTIFICAÇÃO:
1.1. Unidade Responsável: Polícia Militar do Pará/DEI;
1.2. Supervisão: Instituto de Ensino de Segurança do Pará (IESP).
1.3. Coordenação e Execução: Academia da Polícia Militar Cel. Fontoura – APM.
1.4. Nível/Denominação: Formação Profissional/Curso de Adaptação de Oficiais da
PMPA.
1.5. Área de conhecimento: Segurança Pública.
1.6. Aspectos Legais:
• Constituição Federal do Brasil de 1988, Caput e parágrafo 1º do Art 42 e o caput,
o Inciso V e os parágrafos 5º e 6º do Art 144 da;
• Constituição do Estado do Pará de 1988, Art 198;
• Lei Federal n° 9.394 de 20 de Dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional), Art 83.
• Decreto Federal nº 88.777 de 30 de setembro de 1983 (Regulamento para as
Policias Militares e Corpo de Bombeiros Militares – R 200).
• Lei nº 5251 de 31 de Julho de 1985 (Estatuto da PMPA).
• Lei 6.833 de 13 de fevereiro de 2006 (Código de Ética e Disciplina da PMPA);
• Lei Complementar nº 053 de 07 de fevereiro de 2006, Art. 42, alínea a, alterado
pela LC nº 093, de 15 de janeiro de 2014.
• Lei n° 6257 de 17 de novembro de 1999 (Lei de Criação do IESP);
• Decreto Governamental n° 6.784 de Criação da Diretoria de Ensino e Instrução e
da Academia de Policia Militar Cel Fontoura;
• Decreto nº 3.626, de 30 de Agosto de 1999, Regulamento da Academia de

PMPA/AJG Pág. 63
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Polícia Militar Cel Fontoura.
• Resolução nº 012/1999 – CONSEP, publicado no Diário Oficio do Estado nº
29122 de 05 de janeiro de 2000 (Estatuto do IESP);
• Resolução nº 010/CONSUP de 19 de Abril de 2006, publicado no Diário Oficio do
Estado nº 30665 de 19 de Abril de 2006 (Define o tempo da hora aula em 50 minutos);
• Resolução nº 148/2015/CONSUP, 12 de agosto de 2015, publicado no Diário
Oficio do Estado nº 32959 de 27 de agosto de 2015 (Aprova a tabela de Valores da hora
aula);
• Portaria nº 011/2002-DEI, publicada no Adit. ao BG nº018, de 27 de janeiro de
2003, que dispõe sobre as Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução;
• Manual do aluno da APM “Cel Fontoura” 2017.

2. CARACTERIZAÇÃO DO CURSO:
2.1. Carga Horária: 1.212 h/a.
2.2. Tipo/Modalidade: Presencial/Ensino Técnico Profissional.
2.3. Período de realização: Outubro de 2017 a Abril de 2018.
2.4. Tempo de duração: 07 (sete) meses.
2.5. Número de vagas: 34 (trinta e quatro) vagas.
2.6. Quantidade de turmas: 01 (uma).
2.7. Clientela: Candidatos aprovados e classificados em concurso público para o
Curso de Adaptação de Oficiais da PMPA /2017.
2.8. Seleção: Processo Seletivo / Organizadora FADESP.
2.9. Local de realização: APM/IESP, localizada no município de Marituba/PA, na
Rodovia BR-316.

3. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS DO CURSO:


3.1 - Justificativa
As carreiras dos Quadros de Saúde e Complementar têm por finalidade o bom
desempenho dos demais quadros pelos cuidados gerais em que atuam, promovendo a
saúde e o bem-estar psicossocial da tropa como um todo. Não obstante, a composição de
um Quadro técnico especializado, impõe-lhe a necessidade de, além de cultura geral e
profissional, evidenciar liderança, cuja estruturação complexa combina, entre outros
requisitos, a adaptabilidade, a decisão, a direção, a flexibilidade e a iniciativa; identificando-
se com os valores centrais da Instituição e com suas tradições, cultuando grandes vultos
militares, em particular o de seu Quadro, denotando acentuado espírito de corpo que é
traduzido por sua lealdade, cooperação, dedicação, persistência e resistência.

Nesse sentido, a Diretoria de Ensino e Instrução vem por meio deste Projeto
Pedagógico do Curso de Adaptação de Oficiais PM/2017, onde destina-se à formação de
oficiais dos Quadros de Saúde e Complementar da PMPA, atendendo à necessidade de
complementação de tais quadros profissionais na Corporação, a fim de atuarem no
atendimento ao público interno e externo (dependentes dos policiais), com o propósito de
promover a melhor qualidade de vida a todos os que fazem a Polícia Militar do Pará.

PMPA/AJG Pág. 64
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
3.2. Objetivos:
Para definir os objetivos gerais e específicos do CADO 2017, foram utilizadas as
ações formativas de segurança pública da Matriz Curricular da SENASP/2014, adaptados às
atribuições que serão desempenhadas pelos futuros Oficiais.

3.2.1.Geral
• Formar Oficiais do Quadro de Saúde e Complementar da PMPA, capacitando-os
para o desenvolvimento de suas atividades profissionais na Corporação, dentro dos
parâmetros estabelecidos aos demais Oficiais PM, a partir da adoção de conhecimentos,
procedimentos e atitudes ligadas à hierarquia e disciplina policial militar.

3.2.2. Específicos:
• Proporcionar aos novos Oficiais PM do Quadro de Saúde e Complementar, a
aquisição dos conhecimentos voltados para as atividades de Segurança Pública nas
questões que envolvem a postura, o relacionamento, a promoção dos direitos humanos, da
ética e da cidadania na sociedade, dentro dos limites específicos de suas atuações
conforme os quadros a que pertencem;
• Possibilitar aos Oficiais conhecimentos culturais, científicos gerais e específicos
da atividade policial militar, tendo como dimensão o saber, saber fazer e querer fazer, como
eixo metodológico de Direitos Humanos, da Ética e da Cidadania;
• Desenvolver a capacidade de resolver, com competência, quer estejam sob
comando ou por iniciativa própria, os problemas imprevistos que atinjam o serviço em sua
OPM;
• Habilitar ao atendimento ao cidadão, na sua área de atuação, enfocando a
segurança, a orientação, a proteção e a defesa das pessoas com maior vulnerabilidade
social sejam elas de caráter de sexual, de gênero, cor da pele, etnia, gênero, idade ou
situação social;
• Viabilizar aos Oficiais do Quadro de Saúde e Complementar as habilidades
inerentes ao uso dos armamentos orgânicos da corporação, distinguindo-os quantos às
limitações e especificidades do uso de cada um deles, bem como as circunstâncias que
envolvem o uso da arma de fogo, primando pelo uso diferenciado da força, pelo diálogo e
pelo uso das alternativas legais, éticas e morais aceitáveis, ficando claro que a utilização do
armamento letal consiste no último recurso de uso da força.

4. METODOLOGIA DE ENSINO:
As disciplinas acadêmicas escolhidas para compor o Desenho Curricular deste
Projeto, estão baseadas na nova Matriz Curricular Nacional 2014, que trata sobre a
formação e capacitação dos profissionais da área de segurança pública, e que objetiva ser
um referencial teórico-metodológico que oriente as ações formativas desses profissionais.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública aponta:
“a necessidade de formar profissionais capazes de lidar com as diferentes formas
de violência, conflitualidades e criminalidade, buscando a qualidade de vida e a
integridade das pessoas, por meio de metodologias e técnicas fundamentadas nos
princípios da legalidade, proporcionalidade e necessidade” (CORDEIRO, 2008,
apud SENASP, 2014, p. 15)

PMPA/AJG Pág. 65
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
O processo de ensino-aprendizagem acontecerá em ambientes de salas de aula,
auditórios e os espaços destinados às instruções práticas, além dos espaços extraclasses,
quando necessárias para a construção coletiva do conhecimento.
De acordo com os objetivos traçados para os diversos conteúdos das disciplinas a
serem ministradas, poderão ser utilizadas como procedimentos de ensino-aprendizagem
individualizante ou socializantes, como descreve HAYDT (2000), por meio de aulas
expositivas e dialogadas, trabalho em grupo (debates, seminários, simpósio), atividades
extraclasses e estudos de casos, além das palestras, entre outras atividades.

4.1. Jornada Pedagógica dos Docentes:


Antes do início do curso, a Diretoria de Ensino e Instrução (DEI) e a Academia de
Policia Militar Cel Fontoura (APM), promoverão a Jornada Pedagógica dos Docentes do
CADO PM, de modo a apresentar o plano de curso e sua malha curricular, o calendário do
curso e dirimirem quaisquer dúvidas acerca da realização do período letivo, para o que será
lavrada Ata com as deliberações adotadas de modo a atender as demandas do curso.

4.2. Serviços Diários:


Conforme a Lei nº 6.833, de 13 de fevereiro de 2006, que institui o Código de Ética
e Disciplina da Polícia Militar do Pará, o serviço ordinário dos alunos em formação seguirão
as seguintes normas, sem prejuízo do interesse acadêmico:

Art. 159. Os Alunos, a título de aprendizagem, concorrerão aos serviços internos


normais e extraordinários da OPM em que estão matriculados, bem como
participarão dos estágios e exercícios externos, estabelecidos como atividades
curriculares, extracurriculares ou complementares da formação profissional
peculiar de cada curso.
Excepcionalidades
Parágrafo único. Os Alunos somente serão empregados na execução de serviços
externos de segurança nos casos de grave perturbação da ordem, calamidade
pública, desastre ou eventos de extraordinária necessidade.

4.3. Manual do Aluno:


O Comando da APM, por meio da Divisão de Ensino e do Corpo de Alunos,
elaborarão o Manual do Aluno que, uma vez submetido à aprovação da DEI e, devidamente
aprovado, será distribuído aos alunos, para que regulem suas condutas estudantis por meio
de tal documento, sem prejuízo das demais normas aplicáveis na corporação e da NGA da
APM.

4.4. Formatura Matinal:


Diariamente, os alunos, entrarão em forma dentro dos respectivos pelotões a que
forem designados para o cômputo das faltas, atrasos, verificação do alinhamento do
uniforme e higiene pessoal, vistoria esta realizada pelo Comandante do Pelotão.
Cada um dos pelotões será apresentado ao respectivo Cmt de Pelotão e todos os
pelotões ao Cmt do Corpo de Alunos, que por sua vez fará apresentação à maior autoridade
presente na parada.
Em seguida, após o hasteamento do Pavilhão Nacional a tropa desfilará em
continência à maior autoridade presente à parada.

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
5. DESENHO CURRICULAR
5.1. Da Malha Curricular do CADO
A Malha Curricular das disciplinas para ações formativas na área de Segurança
Pública se constitui em um núcleo comum de disciplinas, agrupadas por áreas temáticas,
que congregam conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, cujo objetivo é a
garantia da unidade de pensamento e ação dos profissionais da área de Segurança Pública,
que atuam nos do Quadros de Saúde e Complementar da PMPA.

A Matriz Curricular do CADO PM/2017, atende aos requisitos e orientações da


Matriz Curricular Nacional – SENASP/2014, conforme quadro abaixo:

ÁREA TEMÁTICA ORD. DISCIPLINA C/H


1 Sistema Nacional de Segurança Pública 20

SISTEMAS, INSTITUIÇÕES E GESTÃO 2 Administração de Pessoal 20


I INTEGRADA EM SEGURANÇA
PÚBLICA 3 Fundamentos da Administração Pública 20

4 Policiamento Comunitário 20

TOTAL 80
VIOLÊNCIA, CRIMES E CONTROLE
III 5 Psicologia Aplicada à Segurança Pública 20
SOCIAL
TOTAL 20
6 Procedimentos e Processos Correcionais 60
7 Direito Penal Militar 40

8 Direito Processual Penal Militar 40

9 Direitos Humanos 30
CULTURA E CONHECIMENTO
IIII JURÍDICO 10 Legislação Básica Institucional 60
11 Direito Administrativo 60
12 Direito Constitucional 20
13 Direito Penal 40
14 Direito Processual Penal 40
TOTAL 390

VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL E 15 Treinamento Físico Militar 100


IV
SAÚDE DO TRABALHADOR
16 Relações Interpessoais 10
TOTAL 110

17 Deontologia Policial Militar 20

CULTURA, COTIDIANO E PRÁTICA 18 Chefia e Liderança 15


V
REFLEXIVA
19 Ética e Cidadania 15

20 História da PM 15

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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017

TOTAL 65

21 Instrução Policial Militar Básica 40

22 Armamento, Munição e Tiro Defensivo 60


FUNÇÕES, TÉCNICAS E
VI PROCEDIMENTOS EM SEGURANÇA 23 Policiamento Ostensivo Geral 20
PÚBLICA Procedimento no Atendimento
24 20
Biopsicossocial
25 Operações Policiais em Área de Selva 30

TOTAL 170
Licitações e Contratos da Administração
26 06
Pública
ATIVIDADES COMPLEMENTARES
(Palestras) 27 SICONV e SIAFEM 06

28 Estágio em Ambiente de Trabalho 365

TOTAL 377

TOTAL DA CARGA-HORÁRIA 1.212 h/a

5.2. Atividades complementares:


As atividades complementares conforme o Art. 25, Resolução nº 10 EMG, de 20 de
Outubro de 2016, publicado no BG n° 206 de 04 de Novembro de 2016, são as atividades
que proporcionam ao discente a percepção experimental do conteúdo das disciplinas
curriculares, como instrumento complementar de aprendizagem.
As atividades complementares poderão ser pontuadas, e poderão ser realizadas
das seguintes formas:
I – Participação em palestras e cursos em áreas afins;
II – Comparecimento em audiências;
III – Visita a unidades militares e a Órgãos Públicos;
IV – Outras Atividades, Conforme a conveniência pedagógica.

5.3. Estágio profissional Supervisionado:


Ainda tendo por base a o Art. 27 da Resolução nº 10 EMG, o estágio tem por
finalidade primordial a complementação do ensino, particularmente no que concerne à
adaptação do futuro policial militar às peculiaridades de uma Organização Policial Militar,
devendo ser desenvolvido da seguinte forma:
§ 1º O Estágio profissional deverá ser desenvolvido de acordo com os seguintes
aspectos:
I - ser realizado em missão vinculada a uma Organização Policial Militar que
execute a atividade fim da corporação, sendo, praticamente, uma das últimas
atividades antes do ato de formação do referido soldado;
II - deve estar focado nas lacunas procedimentais e atitudinais deixadas pelas
disciplinas curriculares;
III - a maneira de programação poderá ser:
a) por meio de Ordem de Serviço que preveja o público discente como integrante
do efetivo policial a ser empregado, mediante proposta do Comando de
Policiamento de área;
b) Pedido de Cooperação de Instrução, relacionado com uma disciplina em
específico, sob a coordenação do Instrutor da respectiva cadeira; ou

PMPA/AJG Pág. 68
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
c) uma programação mista, de acordo com as peculiaridades da unidade que
sedie o polo de ensino.
IV - deve ser planejado pela unidade de ensino com a devida antecedência e,
remetida a apreciação conjunta do Departamento Geral de Operações e do
Departamento Geral de Administração, precedida da análise técnica da Diretoria
de Ensino.
V – Todas as atividades do Estágio deverão contar com a supervisão de
profissional habilitado e designado para a avaliação dos alunos submetidos à tal
atividade, ficando este profissional com a atenção voltada aos estagiários e suas
condutas corrigindo, de imediato, as ações que estiverem em desacordo com a
disciplina e com a legislação.

Conforme Resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE)/Câmera de


Educação Básica (CEB) Nº 1, de 21 de janeiro de 2004, ficou estabelecido as Diretrizes
Nacionais para a organização e a realização de Estágio de alunos da Educação Profissional
e do Ensino Médio, inclusive nas modalidades de Educação Especial e de Educação de
Jovens e Adultos e resolveu em seu Art. 1º, em atendimento ao prescrito no Art. 82 da LDB,
definir diretrizes para a organização e a realização de estágio de alunos da educação
profissional, usando essa resolução como analogia ao presente curso, pode-se definir com
base no parágrafo terceiro que:

“§ 3º O estágio referente a programas de qualificação profissional com carga


horária mínima de 150 horas, pode ser incluído no respectivo plano de curso da
Instituição de Ensino, em consonância com o correspondente perfil profissional de
conclusão definido com identidade própria...”

Com a natureza especial da atividade policial militar nos quadros de Saúde e


Complementar da PMPA, com tempo integral e dedicação exclusiva ao serviço, há a
imprescindibilidade de não limitar a carga horária máxima dos estágios, e ainda flexibilizar a
redução dela, de acordo com a conveniência da administração, pois esta etapa reforça e
alicerça todo o aprendizado, e ainda por conta da natureza da necessidade do serviço
policial militar, podem transformar emergências em grandes oportunidades de ensino.

5.4. Resumo da carga horária do curso:


DIÁRIA 10 h/a
SEMANAL Até 46 h/a (Segunda á Sexta)
PREVISÃO DE DIAS 133 dias letivos
RESERVA TÉCNICA 30 dias
PREVISÃO DE MESES 7 meses
TEMPO DE UMA HORA AULA 50 Minutos

O funcionamento das instruções e horários no decorrer do Curso, estarão previstos


no Manual do Aluno, a ser elaborado pela APM.
Para o cumprimento do Calendário do curso, eventualmente, poderá haver
sábados, domingos e feriados letivos, que não ultrapassarão a carga-horária de 10h/a
diárias, à exceção do Tiro Defensivo, Operações Policiais Militares em área de selva,
Marchas e Maneabilidades e o Estágio Supervisionado, dentre outras, dado o caráter prático
destas disciplinas.

PMPA/AJG Pág. 69
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
6. PROCESSO AVALIATIVO:
6.1 Das Avaliações
As avaliações dos níveis de aprendizagem serão realizadas em consonância como
previsto na NPCEI, Código de ética da PMPA e a Resolução nº 003/PMPA, nos seguintes
termos:
6.1.1 Quanto ao tipo:
As avaliações dos níveis de aprendizagem poderão ser feitas conforme os itens
abaixo:
a) Verificação Corrente (VC)49 – São as avaliações feitas, no decorrer do
desenvolvimento do programa de cada uma das disciplinas do curso, e terão seu número
determinado pela carga horária da matéria;
b) Verificação Final (VF)1 – É a avaliação que marca o término da disciplina ou do
curso, e poderá ser aplicada sobre a totalidade ou parte dos assuntos ministrados durante o
período letivo;
c) Verificação Final Especial (VFE – 2ª Época)1 – É um tipo de avaliação exclusiva
dos cursos de formação, habilitação e aperfeiçoamento, que obrigatoriamente deverá
abordar a totalidade dos assuntos ministrados em determinada disciplina, aplicada ao aluno
que não alcançou a nota mínima para aprovação em 1ª Época.
d) Comportamento Escolar (CE) 50 – Tem por finalidade apreciar o comportamento
profissional, moral e ético do aluno, a partir de critérios comportamentais, os quais serão
aplicados de acordo com o que está estabelecido no Código de Ética e Disciplina da Polícia
Militar do Estado do Pará – CEDPM;
e) Avaliação Física (AF)51 – A Educação Física será avaliada com a aplicação de
graus em notas, como qualquer outra disciplina do curso ou estágio, contudo para obtenção
de tais notas, deverão ser observados os critérios estabelecidos nas normas vigentes na
corporação e atenderão aos conceitos expressos adiante:

6.2. Da avaliação docente:


O corpo docente será constituído de professores e instrutores, selecionados
através do cadastro do IESP, em reunião integrada com a participação do Diretor de Ensino
e Instrução ou representante legal, Cmt da APM, Cmt do Corpo de Alunos da APM, Chefe da
Divisão de Ensino da APM e do Chefe da Seção de Formação da Diretoria de Ensino,
ocasião em que as decisões da Comissão serão registradas em Ata.
A escolha dos docentes recairá sobre sua qualificação, e/ou pela experiência e
realização de atividades docentes anteriormente, bem como pela conveniência da
administração pública.
Os docentes, após escolhidos, serão cientificados, formalmente, a fim de se
manterem preparados para o exercício da docência na APM e para a participação na
Jornada Pedagógica Docente.
Os docentes, ao longo do seu trabalho no CADO, serão submetidos à avaliação por
meio de seus planejamentos disciplinares pela Divisão de Ensino e também pelos
49 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI art. 36, Incisos III, IV e V.

50 Lei n° 6833, do art. 155 ao 173.


51 Resolução nº 003/PMPA, de 09 de janeiro de 2014. Publicada no Boletim Geral nº 007, de 10 de janeiro de 2014 e no Aditamento ao
Boletim Geral nº 007, de 10 de janeiro de 2014. Disponível em http://www.pm.pa.gov.br/?q=bg_2014, acessado em 04/02/2014.

PMPA/AJG Pág. 70
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Discentes, a partir de questionários aplicados aos alunos, ao final de cada disciplina.
Os professores/Instrutores, devem sempre ter em mente a conscientização
profissional de bem ministrar suas aulas, de modo a:
• Evitar o uso restrito à exposição oral;
• Cumprir fielmente o conteúdo proposto;
• Empregar didática coerente com as disciplinas ministradas;
• Estimular a dedicação ao estudo;
• Desenvolver a confiança através do esforço pessoal;
• Fazer o aluno participar ativamente do processo de ensino-aprendizagem;
• Estimular o aluno a aprender técnicas e obter o melhor rendimento na matéria;
• Adotar, sempre, postura institucional evitando manifestações de caráter pessoal;
• Observar a rigorosa apresentação pessoal e uso adequado de vocabulário,
compatíveis à boa formação policial militar;

As Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução, da Portaria


Nº011/2002/DEI, atribuem competência aos professores e instrutores para o CADO:

Art. 37 – Na aplicação da prova escrita, o professor/instrutor necessariamente


deverá observar os seguintes aspectos:
I – Deverá estar presente em sala de aula na aplicação da mesma, salvo motivo
de grande relevância que o impeça, devidamente reconhecido pelo Comando da
UPM onde funciona o curso ou estágio;
II – Elaborar a mesma de forma clara, precisa, abrangente e, diretamente
relacionada com os assuntos ministrados;
III – Deve ser constituída de questões objetivas e subjetivas, na proporção de 60
por 40%, ressalvada as disciplinas de caráter eminentemente prático ou subjetivo.
IV – O total de pontos atribuídos a cada prova será igual a 10,0(dez);
V– Os assuntos cobrados em uma VC, não devem ser cobrados na verificação
seguinte, salvo nas Verificações Finais.
Art. 38 – O professor/instrutor deverá corrigir a prova conforme a matéria
ministrada e o seu gabarito, fornecendo o resultado no período máximo de 08
(oito) dias após a sua aplicação, ou na aula seguinte a aplicação da verificação.
Art. 39 - A quantidade de verificações, deverá variar em função da carga horária
de cada disciplina, conforme o quadro abaixo:

Hora/Aula Verificação
Até 30horas/aula 01 VF
De 31 à 75horas/aula 01 VC + 01 VF
Acima de 75 horas/aulas 02 VC + 01 VF

Art. 40 – O aluno poderá ser submetido no máximo a 02 (duas) avaliações por dia,
e 06 (seis) por semana;
Art. 44 – Os resultados das avaliações somente serão aceitos se, no mínimo 30%
dos alunos ficarem acima da média mínima exigida, pois se 70% ficarem abaixo
da média, o resultado da prova será analisado por meio de uma pesquisa
pedagógica, a qual servirá como parecer para que o Conselho de Ensino da APM
“Cel Fontoura” ou Comando da UPM, onde funciona o curso ou estágio, decidir
sobre possíveis correções e/ou anulação se for o caso.

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6.3. Da Prova de 2ª Chamada:
Com base no Art 41 da NPCEI a prova de segunda chamada será regulado da
seguinte maneira:
O pedido para a realização de avaliação de segunda chamada deverá ser
encaminhado, por escrito ao Chefe da Divisão de Ensino no prazo máximo de 48 (quarenta
e oito) horas depois de cessado o motivo de impedimento do aluno de se deslocar até a
UPM.
Vale ressaltar, que a falta à prova, teste ou exame sem motivo justificado, será
atribuída nota “0” (zero), estando automaticamente em 2ª época na Disciplina, conforme
previsto no Art. 57 parágrafo 1º da NPCEI.

6.4. Da revisão de prova:


Com relação à revisão de prova será balizada pela NPCEI e o Regulamento da
APM, da seguinte maneira:
a) No caso o aluno verificar incorreção na contagem de pontos de uma verificação,
o mesmo deverá solicitar a revisão de provas, fundamentando seu pedido, no primeiro
momento, ao julgamento do instrutor/professor, no momento em que lhe for mostrada a
verificação em sala de aula e, em caso de recurso, à decisão do Conselho de Ensino52;
• O aluno terá um prazo de 48 (quarenta e oito) horas úteis, a contar da entrega da
avaliação, para recorrer por escrito, junto ao Chefe da Divisão de Ensino, solicitando a
revisão de prova, no qual deverá fundamentar suas razões dentro dos limites da hierarquia e
da disciplina53;
• Caberá ao Conselho de Ensino da APM, com base em orientações pedagógicas
e específicas da disciplina, decidir sobre o provimento parcial, total ou negativa do pedido de
revisão, sendo que a comissão deverá solicitar ao Instrutor/ Professor uma justificativa para
o indeferimento do pleito do aluno, para poder avaliar e manifestar sua decisão. A decisão
deverá ser pública em Boletim Interno54.

6.5. Da Aprovação, Reprovação e Conceito:


Quanto à aprovação e reprovação serão de acordo com as NPCEI e o Regulamento
da APM, Conforme a seguir:

6.5.1. Será considerado APROVADO:


• Será considerado aprovado no CADO o discente que atingir a média 7,00 (sete)
em cada uma das disciplinas em que for avaliado55.
• Obtiver freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento)56 da carga horária
da disciplina;

52Portaria nº 011/2002-DEI, art. 45.


53Portaria nº 011/2002-DEI, art. 45 parágrafo 1º.
54Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 65 inciso IV alínea
55 Portaria nº 011/2002-DEI, art. 47 Inciso II.
56 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XIV.

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6.5.2. Será considerado REPROVADO:
• Obtiver média aritmética das verificações (correntes e final) aplicadas na
disciplina um valor inferior a 3,0 (três) 57.
• Não atingir um valor igual ou superior a 10,0(dez), proveniente da soma da VFE
(2ª Época) com a média aritmética das verificações (VC’s e VF) aplicadas em 1ª Época na
disciplina9.
• Ficar para ser submetido a VFE (2ª Época) em mais de três disciplinas em um
ano letivo9.
• Não obter frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária
da disciplina58;

6.5.3. Equivalência entre notas e conceitos:

NOTA CONCEITO
10,00 E (EXCELENTE)
De 8,000 a 9,999 MB (MUITO BOM)
De 7,000 a 7,999 B (BOM)
De 5,000 a 6,999 R (REGULAR)
De 0,100 a 4,999 I (INSUFICIENTE)
0 (zero) Sem rendimento

6.6. Do Desligamento
O Oficial Aluno será desligado, conforme prescreve o Art. 173 do Código de Ética e
disciplina da PMPA, o Art. 60 inciso XXII do Regulamento da APM Cel. Fontoura e o Art. 60
da NPCEI, quando:
I - Solicitar por escrito, através de requerimento59;
II - For transferido para a reserva remunerada, reformado, licenciado ou excluído a
bem da disciplina ou demitido, nos termos deste código11;
III - Não obtiver nota mínima de comportamento escolar11;
IV - For reprovado em matéria curricular11;
V - Estando no comportamento “MAU” e praticar novo ato com indícios de trans-
gressão disciplina60;
VI - Vier a falecer durante o período do curso61;
VII – Utilizar, fornecer, intermediar, portar ou tentar utilizar meios ilícitos para obten-
ção de resultados favoráveis, em quaisquer das formas de verificação prevista13.
VIII - Ser condenado, por qualquer espécie de crime, com pena restritiva da liberda-
de, desde que a sentença condenatória tenha transitado em julgado e não ocorra o benefí-
cio do sursis13;
IX – Incapacidade física e mental permanente, devidamente avaliada pela Junta
57 Portaria nº 011/2002-DEI, art. 49 Incisos I, II e III.
58 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 65 inciso IV alínea A.
59 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 173 Incisos I, II, III e IV.
60 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 69 Incisos V.
61 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XXII alínea A,De H.

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Regular de Saúde (JRS) da Corporação62;
X – Incapacidade moral, ética ou profissional, apurada através de procedimento
que permita ao aluno, o exercício de seus direitos inerentes a Ampla Defesa, Contraditório e
ao Devido Processo Legal14;

6.7. Do Trancamento:
Com base no Art. 60 inciso XIX, o trancamento de matrícula poderá ser solicitado
pelo período de um ano e apenas uma vez durante o curso, e submetido a análise do Con-
selho de Ensino da APM, Subsidiado com parecer do JRS, nos seguintes casos:
a) O discente for considerado inapto temporariamente para o serviço policial-militar;
b) Quando mulher, engravidar durante o curso.

6.8. Dos Critérios Para Classificação Final do Curso


A classificação final será assim determinada, conforme NPCEI e Regulamento da
APM:
a) Ordem decrescente de nota final do curso63;
b) Para fins de classificação final, o discente aprovado em recuperação (VFE - 2ª
Época) ficará colocado após o último classificado dentre os aprovado no regime regular
(sem recuperação), considerado, ainda, o número de matérias na primeira situação, contudo
tal situação não influenciará para classificação final do curso64.
c) No caso do CADO, calcula-se a média final do curso, através da média Aritmética
simples entre as notas. Ressalta-se que a classificação final não implicara em qualquer
repercussão para antiguidade dos concluintes, que já foi estabelecida por ocasião do
respectivo concurso publico65.
d) No cálculo da média final do Curso, será usada aproximação de até milésimos;
quando houver empate, o primeiro critério a ser considerado deverá ser o maior número de
aprovação em disciplinas em 1ª Época, e o segundo critério a idade maior15;
e) A nota do Comportamento Escolar deverá ser incluída no cálculo para a obtenção
da média final do Curso66;
f) Cálculos de Médias:
f.1) Cálculo da Média Final da Disciplina (MFD) com aprovação em 1ª Época:
Caso a média aritmética simples de todas as verificações (MV) - correntes e final
-aplicadas na disciplina, seja igual ou superior 7,00 (sete inteiros), a Média Final da
Disciplina (MFD) será a própria Média das Verificações (MV), ou seja, MFD = MV
f.2) Cálculo da Média Final de Disciplina, com aprovação em 2ª Época (VFE):
Caso o Cadete não alcance o grau mínimo de 7,00 (sete inteiros), como resultado
da média aritmética simples de todas as Verificações - correntes e final - aplicadas na
disciplina (MV), o mesmo estará automaticamente em 2ª Época, e será submetido a VFE.
Exemplo: O cadete que em uma disciplina com carga horária de 60 horas/aula,
onde são aplicadas 2 VC’s e 1 VF, obtém as seguintes notas: 1ª VC=6,0; 2ª VC=7,0; VF=5,0.
62 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI, art. 60 Incisos I e III.
63 Portaria nº 011/2002-DEI, NPCEI, art. 54 Incisos II alínea A parágrafos 2º, 3º e 4º, e o ANEXO I.
64 Decreto nº 3626 de 30 de agosto de 1999 Regulamento da APM Cel Fontoura Art 60 inciso XVIII.

65 Lei nº 6.626 de 03 de fevereiro de 2004, alterada pela Lei 8.342 de 14 de junho de 2016, Art 28 inciso I.
66 Lei n° 6833 de 13 de Fevereiro de 2006 Código de Ética e Disciplina da PMPA, Art. 164 parágrafos 1º e 2º.

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Então:
MV = 6,0+7,0+5,0 =6,0
3
Para saber qual a nota mínima necessária a ser obtida na VFE para aprovação,
basta subtrair a MFD de dez. Ou seja: VFE=10 – MV.
Neste caso, VFE = 10 – 6 = 4,0
Para saber qual a média final do cadete, aprovado mediante a realização da VFE
(2ªÉpoca), será aplicada a seguinte fórmula:
MFDE = MV + VFE + 10
4
Onde:
MV = Média Aritmética de todas as verificações (Correntes e Final) aplicadas na
disciplina.
MFD = Média Final da disciplina, com aprovação em 1ª época.
VFE = Verificação Final Especial (2ªÉpoca).
MFDE = Média Final da Disciplina, com aprovação em 2ª época.
Neste caso, e considerando que o cadete obtenha uma nota 9,00 (nove) na
Verificação Especial, a sua Média Final da Disciplina (MFD) será:
MFD = 6 + 9 + 10 = 6,25
4
f3) Classificação Final dos Alunos será feita com base na Média aritmética
simples das notas de todas as disciplinas que integram a matriz curricular do curso, dividido
pelo número de displinas. A Nota Final do discente será obtida a partir da fórmula:

SOMA DAS NOTAS DE TODAS AS DISCIPLINAS = NOTA FINAL


NÚMERO DE DISCIPLINAS

6.9. Do Critério de Desempate:


Quando houver empate, em qualquer um dos casos acima, o critério de desempate
deverá ser o maior número de aprovação em disciplinas em 1ª Época, e o segundo critério a
idade maior, conforme Art. 54 parágrafo 4º da NPCEI.

6.10. Do Regime Disciplinar:


a) Caso o aluno incorra em algum dos critérios de reprovação ou desligamento
acima discriminados será submetido a um Processo Administrativo Disciplinar Simplificado
(PADS), garantindo-lhe o direito ao contraditório e à ampla defesa. No decorrer do processo
o discente não será impedido de frequentar as demais atividades pedagógicas, e o
desligamento do curso somente será realizado após a solução do referido procedimento,
cuja decisão administrativa seja desfavorável ao aluno.
b) Os alunos do CADO estão sujeitos ao regime disciplinar previsto na Lei
Estadual nº 6.833, de 13 de fevereiro de 2006, que institui o Código de Ética e Disciplina da
Polícia Militar do Pará (CED/PMPA);

7. DA INFRAESTRUTURA FISICA E EQUIPAMENTOS:


O curso será realizado na Academia de Polícia Militar (APM), no IESP, na cidade de
Marituba/PA, o qual serão disponibilizadas suas dependências físicas e pedagógicas para a
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efetivação do Curso.

8. PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO:
8.1. Materiais e Serviços Diversos:
a) Previsão de Alvos e Munições:
a.1) Munição Letal (treina):
GASTO COM MUNIÇÃO
TOTAL
DISCRIMINAÇÃO Nº ALUNO TIRO/ALUNO R$/UNIT. TOTAL PARCIAL
MUNIÇÃO
.40 S&w 34 50 1700 2,76 R$ 4.692,00
5,56 mm 34 20 680 4,45 R$ 3.026,00
7,62 mm 34 20 680 4,89 R$ 3.325,20
TOTAL R$ 11.043,20

a.2) Alvos, Barricadas, PPI/PPA, Obreias e Armações em madeira:


CUSTO COM ALVOS
ALVOS/
TIPO Nº ALUNOS TOTAL CUSTO UNID (R$) CUSTO TOTAL (R$)
ALUNO
ZONADO PM/L74 34 04 136 2,24 R$ 304,64
SILHUETA PM/L4 34 04 136 2,17 R$ 295,12
TOTAL R$ 599,76

CUSTO COM BARRICADAS


Nº BAR./STANDE Nº STANDE TOTAL CUSTO UNID (R$) CUSTO TOTAL (R$)
02 02 04 35,00 R$ 140,00

CUSTO COM PPI / PPA


Nº PISTAS Nº STANDE TOTAL CUSTO UNID (R$) CUSTO TOTAL (R$)
01 02 02 500,00 R$ 1.000,00

CUSTO COM OBREIAS


COR QTD (MILHEIRO) CUSTO UNID (R$) CUSTO PARCIAL (R$)
BRANCA 2 5,38 R$ 10,76
PRETA 2 5.,70 R$ 11,40
TOTAL R$ 22,16

CUSTO COM ARMAÇÕES EM MADEIRA


N°ARM./ Nº ESTANDE TOTAL CUSTO UNI (R$) CUSTO TOTAL (R$)
ESTANDE
4 4 16 60,00 R$960,00

a.3) Custo total com material de tiro:


CUSTO TOTAL COM MATERIAL DE TIRO (R$)
MUNIÇÃO R$ 11.043,20
ALVOS R$ 599,76
BARRICADAS R$ 140,00
ARMAÇÕES R$ 960,00
CUSTO COM PPI / PPA R$ 1.000,00
OBREIAS R$ 22,16
TOTAL R$ 13.765,12

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b) Serviços de Impressão e Cópias:
Para a contagem dos gastos com impressão e cópias para aplicação das provas,
foi aplicado o número de verificações conforme o número de disciplinas, de acordo com o
quadro de número de verificações constante no art. 39, da NPCEI.
Tanto para a aplicação das provas quanto à elaboração das apostilas, foi utilizada a
quantidade de laudas praticadas pela Escola de Governança do Estado do Pará.
Nesse sentido serão aplicadas 29 (vinte e nove) verificações, considerando-se que
cada prova utilizará no máximo 5 folhas de papel multiplicado pelo número de alunos,
resultando no quadro abaixo:
Nº paginas por
Justificativa N° Alunos Qtd Total Cópias Vl Unitário Vl Total
prova
Provas
34 29 05 4.930 0,10 R$ 493,00
(verificações)
Apostila 34 22 20 14.960 0,10 R$ 1.496,00
TOTAL R$ 1.989,00

8.2. Pagamento de Pessoal:


a) A tabela de valores de hora-aula a serem remunerados a professores, instrutores
e monitores contratados para a prestação de serviços terá o valor médio das horas/aulas de
R$ 80,00 (mestre), conforme a Resolução Nº 148/2015-Consup. O total do pagamento de
pessoal está relacionado, conforme o quadro abaixo:

TURMAS C/H HORA/AULA CUSTO PARCIAL INSS PATRONAL TOTAL


1 1.212 R$ 80,00 R$ 96.960,00 R$ 19.392,00 R$ 116.352,00

8.3. Despesas com Auxílio Fardamento e Alimentação:


Conforme previsto no Art. 79 Parágrafo Único da Lei n° 4.491 de 28 de Novembro
de 1973 (Lei de remuneração dos Policiais Militares do Estado do Pará), o pagamento do
auxílio fardamento com base em 03 (três) soldos de 2ª TEN PM, diretamente no
contracheque. Conforme quadro abaixo:
DESPESAS SOLDO MESES ALUNOS CUSTO TOTAL
AUXILIO FARDAMENTO R$ 1.558,60 x 3 01 34 R$ 158.977,20
AUXILIO ALIMENTAÇÃO R$ 700,00 07 34 R$ 166.600,00
TOTAL R$ 325.577,20

8.4 Suprimento de Fundos:


- Destinado a custear despesas extraordinárias em virtude da necessidade de se
manter em bom funcionamento a estrutura física de cada uma das unidades/subunidades
envolvidas na formação dos novos soldados.
- Os suprimentos de fundos equivalem ao investimento de R$ 5,00 por aluno/mês e
serão pagos conforme abaixo:
SEDE POLOS DE FORMAÇÃO SALAS/ALUNOS Nº DE ALUNOS VALOR
RMB - Marituba APM 1x34 34 R$ 170,00
TOTAL X 7 MESES R$ 1.190,00

8.5 Planilha Consolidada:


A planilha consolidada apresenta a somatória de todo o custeio do CADO PM 2017,
nos termos seguintes:
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ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017

DESPESA VALOR

DOCENTES R$ 116.352,00
PAGAMENTO DE PESSOAL
AUX. FARDAMENTO E ALIMENTAÇÃO R$ 325.577,20

SERVIÇO DE IMPRESSÃO R$ 1.989,00

RECURSOS ADMINISTRATIVOS INSTRUÇÃO TIRO R$ 13.765,12

SUPRIMENTO DE FUNDOS R$ 1.190,00

A - TOTAL GERAL (R$) R$ 458.873,32

B - CUSTO TOTAL POR ALUNO


R$ 13.496,27
B = A ÷ 34

C – CUSTO MENSAL DO ALUNO R$ 1.928,04


C = B ÷ 07 (meses)

8.6 PLANILHA DE CUSTOS – GERAL:


ITEM DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA
Natureza da despesa 339030
Natureza da despesa 33901514
TOTAL DO CURSO: R$ 458.873,12

Funcional Programática: 06.128.1425-8278


Fonte (material de consumo): 0101000000
Fonte (pagamento de pessoal): 0101006358

9. PRESCRIÇÕES DIVERSAS:
a) O CADO PM ocorrerá de acordo com o que prescreve o presente Projeto
Pedagógico, que poderá ser revisto para atualização, a fim de dar viabilidade à sua
execução, conforme Súmula nº473/69 – STF;
b) O pagamento dos professores dar-se-á de acordo com o Plano de Trabalho
constante do Termo de Cooperação assinado entre a Polícia Militar do Pará e a Secretaria
de Estado de Segurança Pública e Defesa Social;
c) O pagamento das horas-aulas aos professores/instrutores dar-se-á mediante a
apresentação da documentação comprobatória da prestação dos serviços profissionais:
termo de compromisso; contrato assinado; planilhas; e, boletim de notas ou de aplicação de
verificações, tudo atestado pelo Supervisor do Curso;
d) A execução financeira ficará à cargo da Diretoria de Finanças da PMPA, para o
que serão fornecidas as documentações pertinentes a fim de instrumentalizar os
procedimentos financeiros e contábeis. Para o fim de comprovação dos pagamentos, a
Diretoria de Finanças encaminhará à DEI todas as comprovações de pagamentos
realizados, que serão arquivadas na Seção de Formação/DEI;
e) Compete à Diretoria de Apoio Logístico a aquisição de todos os bens destinados
à logística do curso, ouvida a Diretoria de Ensino e Instrução, onde será remetido a APM;
f) As munições letais (treina) destinadas ao curso serão mantidas no depósito do
Almoxarifado Central (SAM/DAL) e somente serão liberadas para as instruções através da
Diretoria de Ensino e Instrução;
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g) A Certificação dos Concluintes do CADO PM 2017, dar-se-á em até 60
(sessenta) dias após a conclusão do curso pelo IESP, devendo a Divisão de Ensino da APM
remeter a Lauda de Certificado dos alunos com cópia dos seguintes documentos anexo:
RG, CPF e Comprovante de Residência.
h) Os casos omissos serão dirimidos pelo Diretor de Ensino e Instrução no que
tange às questões de ensino e os demais pelo Comandante Geral da PMPA;

Registre-se, publique-se e cumpra-se.

Quartel em Icoaraci-PA, 15 de setembro de 2017.


MARCUS VINICIUS OEIRAS FORMIGOSA – MAJ QOPM
CHEFE DA SEÇÃO TÉCNICA DA DEI/PMPA

10. REFERÊNCIAS:
BRASIL. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e
bases da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF,
23 dez. 1996.

BRASIL. Mistério da Justiça. Disponível em: http://justica.gov.br/noticias/ministerio-


da-justica-comemora-10-anos-de-cursos-on-line-na-seguranca-publica. Acesso em:
03/04/2016

BRASIL. Ministério da justiça. Sistema Nacional de Segurança Pública. Matriz


Curricular Nacional para Ações Formativas dos Profissionais da Área de Segurança Pública.
Disponível em: https://www.justica.gov.br/central-de-conteudo/seguranca-
publica/livros/matriz-curricular-nacional_versao-final_2014.pdf. Acesso em: 05/04/2016

HAYDT, Regina Célia Cazaux. Curso de Didática Geral. 1.ed. São Paulo: Ática,
2011.

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 6. ed. rev
e ampl. São Paulo: Heccus Editora, 2013

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. 22. ed. São Paulo:
Cortez, 2011.

PARÁ. Constituição do Estado do Pará. Disponível em:


http://pa.gov.br/downloads/ConstituicaodoParaateaEC48.pdf

PARÁ. IESP. Resolução nº 94/2013-CONSUP. Disponível em:


https://www.jusbrasil.com.br/diarios/67582536/doepa-caderno-2-14-03-2014-pg-3. Acesso
em: 17/04/2017.

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Lei nº 6833, de 13 de Fevereiro de 2006. Código de

PMPA/AJG Pág. 79
ADITAMENTO AO BG N° 196 – 18 OUT 2017
Ética e Disciplinar da Polícia Militar do Pará. Disponível em:
http://www.acspa.com.br/images/leis_pdf/cdigo_de_tica_e_disciplina_da_pmpa.pdf. Acesso
em: 07/04/2016

POLÍCIA MILITAR DO PARÁ. Aditamento Boletim Geral Nº 018, 27 de Janeiro de


2003. Normas para o Planejamento e Conduta de Ensino e Instrução. Disponível em:
http://www.pm.pa.gov.br/sites/default/files/files/2003/ADIT_BG_018_DE_27_JAN_2003.pdf.
Acesso em: 04/04/2016

SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que avaliar? Como avaliar? Críticas e Instrumentos.
16. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: projeto de ensino e aprendizagem e


projeto político pedagógico. 16. ed. São Paulo: Libertad, 2006.

Quartel em Icoaraci-PA, 18 de outubro de 2017.


MARCUS VINÍCIUS OEIRAS FORMIGOSA – MAJ QOPM
CHEFE DA SEÇÃO TÉCNICA / DEI
(Nota nº 247/2017 - DEI/Técnica).

III PARTE (ASSUNTOS GERAIS E ADMINISTRATIVOS)

1 - ASSUNTOS GERAIS

A) ALTERAÇÕES DE OFICIAIS

• SEM REGISTRO

B) ALTERAÇÕES DE PRAÇAS ESPECIAIS

• SEM REGISTRO

C) ALTERAÇÕES DE PRAÇAS

• SEM REGISTRO
D) ALTERAÇÕES DE INATIVOS

• SEM REGISTRO

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2 - ASSUNTOS ADMINISTRATIVOS

• SEM REGISTRO

IV PARTE (JUSTIÇA E DISCIPLINA)


• SEM REGISTRO

ASSINA:

ERICK FLEMING ROQUE BARRETO – CEL QOPM RG 18048


AJUDANTE GERAL DA PMPA

CONFERE COM ORIGINAL:

LUIZ MARIA DA SILVA JÚNIOR - MAJ QOPM RG 24935


SECRETÁRIO DA AJUDÂNCIA GERAL DA PMPA

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