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APOSENTADORIAS DO

SERVIDOR PÚBLICO
Bruno Sá Freire Martins
SEGURIDADE SOCIAL
SISTEMA PREVIDENCIÁRIO BRASILEIRO

RGPS – REGIME
GERAL DE RPPS – REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA
PREVIDÊNCIA PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES COMPLEMENTAR
SOCIAL
QUALQUER CIDADÃO
TRABALHADORES ESTATUTÁRIOS e MILITARES NOS FUNDOS
DO SETOR ESTABILIZADOS FEDERAIS,
ABERTOS E PÚBLICO
PRIVADO E ESTADUAIS E
DISTRITAIS DELIMITADO NOS
SERVIDORES FUNDOS FECHADOS
PÚBLICOS
COMISSIONADOS,
TEMPORÁRIOS E Fiscalizado pelo MPS
CELETISTAS (fundos fechados) e
pelo MF (fundos
Administrado pelo
Administrado pelos respectivos governos abertos)
INSS
CONCEITO
Benefício de prestação continuada
destinado aos segurados que,
voluntaria ou compulsoriamente,
cumpriram os requisitos para sua
inativação ou tenha se tornado
incapaz definitivamente para o
exercício das atribuições do cargo.
SEGURADOS
- Servidor latu sensu até o advento da EC n.º
20/98.

- Após a edição da Emenda:

a) Efetivos.
b) Vitalícios.
c) Estabilizados.
d) Militares.
MODALIDADES

1 – Compulsória

2 – Invalidez

3 - Voluntária
HISTÓRICO
1 – Constituição Federal:

● Exigia-se apenas o requisito de tempo de


serviço ou a idade para a concessão de
aposentadoria;

● Possibilidade de contagem fictícia de tempo


de serviço;
HISTÓRICO

● A aposentadoria poderia ocorrer com valores


superiores à última remuneração;

● Paridade entre ativos e inativos;


HISTÓRICO
2 – Emenda Constitucional n. 03/93:
● Introduziu a obrigatoriedade de contribuição
previdenciária somente para os servidores públicos
da União.

3 – Emenda Constitucional n. 20/98:


● Introduziu o conceito de tempo de contribuição.

● Vedou a contagem fictícia.


HISTÓRICO
● Requisitos: Tempo de Contribuição e/ou Idade
(aposentadoria por tempo de contribuição
e/ou idade).

● Carência do RPPS (tempo de exercício no


serviço público e no cargo).

● São criadas regras de transição.


HISTÓRICO

● Proventos correspondentes à última


remuneração do cargo efetivo;

● Ampliação da paridade entre ativos e inativos;


HISTÓRICO
4 – Emenda Constitucional n. 41/03:
● Proventos calculados pela média contributiva,
em regra.

● Limitados à última remuneração do cargo


efetivo;

● Reajuste para recuperar o poder de compra do


benefício.
HISTÓRICO
● Regras de transição com proventos calculados
pela média (com redução percentual) e reajuste
para recuperar o poder de compra.

● Introduz regra de transição que exige tempo


mínimo na carreira e autoriza a aposentadoria
integral e com paridade.

● Surge o Abono de Permanência


HISTÓRICO
5 – Emenda Constitucional n. 47/05:

● Surge a regra de transição 85/95 com


paridade e integralidade;

● Estabelece contribuição previdenciária


diferenciada para aposentados e pensionistas
portadores de doenças incapacitantes;
HISTÓRICO
● Permitiu a instituição de um limite
remuneratório único para os Entes Federados

● Excluiu as verbas indenizatórias fixadas em


lei do limite remuneratório.
HISTÓRICO
6 – Emenda Constitucional n. 70/12:

● Altera a forma de cálculo e do reajuste dos


proventos decorrentes da aposentadoria por
invalidez do servidor que ingressou no RPPS
até 31/12/2003.
HISTÓRICO
7 – Emenda Constitucional n. 88/15:

● Altera a idade para a aposentadoria


compulsória dos servidores, estabelecendo
regra de transição para os magistrados de
Tribunais Superiores e do TCU.
Aposentadorias
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
● Benefício de natureza obrigatória.

● Benefício sob condição.

● Exige a incapacidade laboral permanente.

● A incapacidade refere-se às atribuições do cargo


ou de outro compatível.
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)

Readaptação
x
Desvio de Função
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
● Os proventos são em regra proporcionais ao
tempo de contribuição.

● Nos casos de moléstia profissional, acidente


do trabalho e doença grave, contagiosa ou
incurável a proporcionalidade é afastada.
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
...1. Na linha da orientação que atualmente predomina
na jurisprudência deste Tribunal Superior, para fins
de recebimento de proventos integrais por servidor
público aposentado por invalidez permanente, não
há como considerar taxativo o rol inscrito no § 1º do
art. 186 da Lei nº 8.112/1990, uma vez que deve-se
levar em conta a impossibilidade de a norma
alcançar todas as doenças consideradas pela
medicina como graves, contagiosas e incuráveis...
(STJ. AgRg no AgRg no Ag 1150262/SC)
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
...1. O art. 40, § 1º, I, da Constituição Federal assegura aos
servidores públicos abrangidos pelo regime de previdência nele
estabelecido o direito a aposentadoria por invalidez com
proventos proporcionais ao tempo de contribuição. O benefício
será devido com proventos integrais quando a invalidez for
decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou
doença grave, contagiosa ou incurável, “na forma da lei”.
2. Pertence, portanto, ao domínio normativo ordinário a definição
das doenças e moléstias que ensejam aposentadoria por
invalidez com proventos integrais, cujo rol, segundo a
jurisprudência assentada pelo STF, tem natureza taxativa. (STF.
RE 656860/MT)
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
EC n.º 20/98:
 I - por invalidez permanente, sendo os
proventos proporcionais ao tempo de
contribuição, exceto se decorrente de
acidente em serviço, moléstia profissional
ou doença grave, contagiosa ou incurável,
especificadas em lei;
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
EC n.º 41/03
I - por invalidez permanente, sendo os
proventos proporcionais ao tempo de
contribuição, exceto se decorrente de
acidente em serviço, moléstia profissional
ou doença grave, contagiosa ou incurável,
na forma da lei;
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
EC n.º 70/12:

Base de cálculo dos proventos


correspondente à última remuneração do
cargo efetivo para quem ingressou no
serviço público até 31/12/2003.
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)

Integralidade dos
Proventos
x
Proventos Integrais
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
Retroatividade da EC n.º 70/12:

ARE n.º 791.475


Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
● O laudo pericial vincula a Administração
Pública.

● O § 12 do artigo 40 da Constituição Federal


autoriza a aplicação do conceito de doença do
trabalho/moléstia profissional.
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
● Convalidação do Benefício (Lei n. 8.213/91):
Art. 101...
§ 1º O aposentado por invalidez e o pensionista inválido estarão isentos do
exame de que trata o caput após completarem 60 (sessenta) anos de
idade.
§ 2o A isenção de que trata o § 1o não se aplica quando o exame tem as
seguintes finalidades:
...
II - verificar a recuperação da capacidade de trabalho, mediante solicitação
do aposentado ou pensionista que se julgar apto;
...
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)

Retorno à Atividade
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)

● Reversão.

● Exercício de Atividades Diversas.

● Mandato Eletivo
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)

● Reversão:  retorno à atividade de servidor


aposentado quando a perícia médica oficial
declarar que não mais existem os motivos da
aposentadoria.
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
... 1. É possível a percepção conjunta do subsídio
decorrente do exercício de mandato eletivo
(vereador), por tempo determinado, com o
provento de aposentadoria por invalidez, por se
tratarem de vínculos de natureza diversa, uma
vez que a incapacidade para o trabalho não
significa, necessariamente, invalidez para os
atos da vida política... (STJ. REsp 1377728/CE)
Por Invalidez (art. 40, § 1º, I)
● Os proventos serão reajustados:

a) Pelo princípio da isonomia para quem está


abarcado pela EC n.º 70/12.

b) Para os demais aplica-se o princípio da


preservação do valor real.
Compulsória (art. 40, § 1º, II)
- Requisito: 75 anos de idade independente de
sexo.

- Exceção aos agentes diplomáticos, onde há uma


progressividade prevista na LC n.º 152/15.

- Proventos: calculados pela média e proporcionais


ao tempo de contribuição.
Compulsória (art. 40, § 1º, II)
● Nenhum direito adquirido ou o tempo de
contribuição posterior ao aniversário pode ser
incorporado aos proventos.

● O reajuste dos proventos toma por base o


princípio da preservação do valor real.
Por Idade (art. 40, § 1º, III, b)
● Benefício de natureza voluntária.

● Requisitos:
Requisitos HOMEM MULHER
Idade 65 60
Serviço Público 10 10
Cargo Efetivo 5 5
Por Idade (art. 40, § 1º, III, b)

Efetivo Exercício no Serviço Público: o tempo de


exercício de cargo, função ou emprego público,
ainda que descontínuo, na Administração
direta, indireta, autárquica, ou fundacional de
qualquer dos entes federativos.
Por Idade (art. 40, § 1º, III, b)

Cargo Efetivo: o conjunto de atribuições,


deveres e responsabilidades específicas
definidas em estatutos dos entes federativos
cometidas a um servidor aprovado por meio de
concurso público de provas ou de provas e
títulos.
Por Idade (art. 40, § 1º, III, b)
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Direito Administrativo. 3. Servidor público.
Aposentadoria. 4. A Constituição Federal não exige que
os cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se
dará a aposentadoria sejam ininterruptos. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento.
(STF. RE 591467 AgR, Relator(a):  Min. GILMAR
MENDES, Segunda Turma, julgado em 10/04/2012,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-080 DIVULG 24-04-2012
PUBLIC 25-04-2012)
Por Idade (art. 40, § 1º, III, b)
● Proventos proporcionais ao tempo de
contribuição do (a) servidor(a).

● A base de cálculo da proporcionalidade é a


média contributiva ou a última remuneração do
cargo efetivo?

● O reajuste toma por base o princípio da


preservação do valor real.
Por Idade (art. 40, § 1º, III, b)
SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ COM PROVENTOS
PROPORCIONAIS. CÁLCULO. MÉDIA ARITMÉTICA DAS MAIORES REMUNERAÇÕES
UTILIZADAS COMO BASE PARA AS CONTRIBUIÇÕES DO SERVIDOR. ART. 1º, CAPUT,
DA LEI N. 10.887/2004. RESULTADO SOBRE O QUAL DEVE INCIDIR O PERCENTUAL
DE PROPORCIONALIDADE. POSTERIOR CONFRONTAÇÃO COM A ÚLTIMA
REMUNERAÇÃO PARA FINS DE OBSERVÂNCIA DO LIMITADOR CONSTITUCIONAL
(ART. 40, § 2º). SENTENÇA REFORMADA. RECURSO PROVIDO. "Para fins de
cumprimento da limitação salarial prevista no § 2º do art. 40 da Constituição
Federal, no cálculo da aposentadoria do servidor público, o resultado da média
aritmética das maiores remunerações deve ser previamente ajustado com o
respectivo percentual proporcional para depois sofrer a confrontação com a
última remuneração do servidor" (TJSC. Apelação Cível n. 2012.038080-2, da
Capital, Relator: Des. Luiz Cézar Medeiros, julgada em 13/7/2013)
Por Idade (art. 40, § 1º, III, b)
...1. Os proventos da aposentadoria proporcional de
professores públicos, que exerçam função exclusiva de
magistério, deverão ser calculados com base no tempo
exigido para a aposentadoria dessa categoria
profissional. Precedentes: RE 717.701-ED, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de
11/3/2013, e RE 214.852, Rel. Min. Ilmar Galvão,
Primeira Turma, DJ 26/5/2000”... (STF. ARE 738222
AgR)
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)
● Benefício de natureza voluntária.

● Requisitos:
Requisitos HOMEM MULHER
Idade 60 55
Tempo de Contribuição 35 30
Serviço Público 10 10
Cargo Efetivo 5 5
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)

● Proventos calculados pela média contributiva.

● O reajuste toma por base o princípio da


preservação do valor real.
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)

● Conceito de Tempo de Contribuição.

● A legislação local pode trazer seu próprio


conceito e autorizar a contribuição no período
de licença sem vencimento.
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)

● O servidor cedido mantém seu vínculo


com o RPPS de origem.

● As contribuições devem ser recolhidas e


repassadas aos Institutos.
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)
EMENTA Ação civil originária. Distrito Federal. Servidora cedida para a União, com ônus
para o órgão cessionário. Ausência de repasse dos valores referentes às remunerações e
demais encargos sociais. Procedência da ação. 1. Previsão expressa no ato da Presidência
da Câmara Legislativa do Distrito Federal de que a cessão da servidora distrital à União se
deu com ônus para o órgão cessionário. Atuação do ente federativo pautada no art. 93,
inciso I e parágrafo único, da Lei federal nº 8.112/90, cujas disposições se aplicam aos
servidores do Distrito Federal, por força do art. 5º da Lei distrital nº 197/91. 2. Não é
condizente com a Constituição da República a interpretação restritiva dada pela
Administração Federal quanto à impossibilidade de custeio dos ônus remuneratórios da
servidora cedida em face da ausência de norma federal que previsse tal responsabilidade
até o advento da Medida Provisória nº 1.573-9/97. 3. Sendo a cessão de servidores parte do
arco maior da cooperação federativa, caberia à União, como regra de isonomia, ressarcir
os valores desembolsados pelo Distrito Federal com a servidora cedida. 4. Ação julgada
procedente. (STF. ACO 555, Relator(a):  Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em
23/04/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-108 DIVULG 05-06-2015 PUBLIC 08-06-2015)
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)
● O servidor pode se licenciar sem
remuneração.

● Não havendo autorização o servidor pode


contribuir como segurado obrigatório (art.12,
Lei n. 8.213/91) ou facultativo (art. 11, § 2º,
Decreto n. 3.048/99).

● O § 9º autoriza a contagem recíproca.


Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL. AFASTAMENTO SEM VENCIMENTOS. CONTINUIDADE DO
VÍNCULO. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. SISTEMA PREVIDENCIÁRIO.
COBRANÇA DA PARCELA PATRONAL. IMPOSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA
SOLIDARIEDADE. VIOLAÇÃO. DECISÃO MANTIDA. I. O servidor público
legalmente licenciado, ainda que sem vencimentos, não perde o vínculo
funcional estabelecido com a Administração Pública. II. Inviável que se exija
do servidor, durante o afastamento, o pagamento da contribuição
previdenciária patronal, nos moldes dos comandos contidos no art. 72, § 2º c/c
art. 77 da Lei Municipal nº 10.362/11. III. Segundo o Órgão Especial deste
egrégio Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a disposição que obriga o
servidor afastado sem remuneração a recolher a contribuição
previdenciária patronal é inconstitucional, porque transfere
responsabilidade do ente público e fere o princípio da solidariedade. (TJ-MG
- AI: 10024141523472002 MG , Relator: Washington Ferreira, Data de
Julgamento: 30/06/2015, Câmaras Cíveis / 7ª CÂMARA CÍVEL, Data de
Publicação: 02/07/2015)
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)
TEMPO RURAL E ALUNO APRENDIZ
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA.
APOSENTADORIA. REGISTRO NO TCU. ATO COMPLEXO.
DECADÊNCIA NÃO CONFIGURADA. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INOCORRÊNCIA. A
CONTAGEM RECÍPROCA DO TEMPO DE SERVIÇO PRESSUPÕE A
COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (STF. MS
26734 AgR, Relator(a):  Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em
07/04/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-074 DIVULG 20-04-2015
PUBLIC 22-04-2015)
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)
Restrição
.. 2. A imposição de restrições, por legislação local, à contagem
recíproca do tempo de contribuição na administração
pública e na atividade privada para fins de concessão de
aposentadoria viola o art. 202, § 2º, da Constituição Federal,
com redação anterior à EC 20/98. Precedentes. A Lei n.
1.109/81 do Município de Franco da Rocha/SP não foi
recepcionada pela Constituição Federal de 1988... (STF. RE
650851 QO, Relator(a):  Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno,
julgado em 01/10/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO
REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-244 DIVULG 11-12-2014
PUBLIC 12-12-2014)
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)
● Pode haver tempo excedente:
...2. O abono de permanência é um direito patrimonial disponível,
circunstância que possibilita a sua renúncia. Assim, nada impede a
desaverbação do tempo de serviço averbado para fins de viabilizar
o seu deferimento, após a impetrante ter manifestado o seu desejo
de renúncia ao abono de permanência, com o consequente
devolução dos valores recebidos a este título.
3. Não há prejuízo ao erário, em face do ressarcimento dos valores
recebidos, ou violação da normas legais, pois o tempo de serviço
não será utilizado em duplicidade, mas apenas para fins de
aposentadoria junto ao RGPS... (TRF 5)
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)
APOSENTADORIA. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA
SOCIAL/ESTATUTÁRIO. CONTAGEM RECÍPROCA. EXCESSO DE
TEMPO. APROVEITAMENTO NO CÁLCULO. ART. 98 DA LEI Nº 8.213
/91. INTERPRETAÇÃO FAVORÁVEL AO SEGURADO. 1. Eventual
excesso de tempo que restar após contagem recíproca para a
concessão de aposentadoria no regime estatutário pode ser
considerado, como na hipótese, para efeito de aposentadoria por
tempo de serviço no Regime Geral de Previdência Social. 2. Recurso
especial provido em parte. (STJ. REsp 674708/RS , Rel. Ministro
NILSON NAVES, SEXTA TURMA, julgado em 18.10.2007, DJ 17.12.2007
p. 353)
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)
● Até 1998, regra geral, a exigência era de tempo
de serviço.

● A legislação local autorizava que as


licenças-prêmio e as férias não gozadas fossem
contadas em dobro para efeitos de
aposentadoria.

● Aqueles que completaram o período aquisitivo


antes da EC n. 20/18 tem direito à contagem em
dobro.
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)
EMENTA: - CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. CONVERSÃO DE LICENÇA-PRÊMIO
NÃO GOZADA EM TEMPO DE SERVIÇO. DIREITO
ADQUIRIDO ANTES DA VIGÊNCIA DA EMENDA
CONSTITUCIONAL 20/98. I. - Conversão de
licença-prêmio em tempo de serviço: direito
adquirido na forma da lei vigente ao tempo da reunião
dos requisitos necessários para a conversão.
Precedentes do STF. II. - Agravo não provido. (STF. RE
394661 AgR / RS)
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, a)
RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA.
ADMINISTRATIVO. SERVIDORA ESTADUAL. FÉRIAS-PRÊMIO.
CONTAGEM EM DOBRO PARA EFEITOS DE
APOSENTADORIA. AQUISIÇÃO ANTERIOR À VIGÊNCIA DA EC
20/98.O direito à contagem em dobro das férias-prêmio
para fins de aposentadoria já se teria incorporado ao
patrimônio jurídico da impetrante antes do advento da
Emenda Constitucional 20/98.Recurso parcialmente
provido. (STJ. RMS 18023 / MG. 5ª T. Rel. Min. José Arnaldo
da Fonseca. DJ 09/05/2005)
Regra de Transição (art. 2º, EC n.º 41/03)

● Benefício voluntário.

● Aplica-se somente àqueles que ingressaram


em cargo efetivo até 16/12/1998.
Regra de Transição (art. 2º, EC n.º 41/03)
● Requisitos:

Requisitos HOMEM MULHER


Idade 53 48
Tempo de Contribuição 35 30
Pedágio 20% 20%
Cargo Efetivo 5 5
Regra de Transição (art. 2º, EC n.º 41/03)
● Pedágio: corresponde a 20% do tempo de
contribuição que faltava para o servidor se
aposentar em 16/12/1998.

Exemplo:
Mulher com 20 anos em 16/12/1998.
Faltavam 10 anos
Pedágio 2 anos (10 x 20%)
Regra de Transição (art. 2º, EC n.º 41/03)

● No caso dos magistrados, membros do


Ministério Público e do Tribunal de Contas,
homens, o tempo exercido até 16/12/1998 é
acrescido de 17% antes do cálculo do pedágio.
Regra de Transição (art. 2º, EC n.º 41/03)
● Os proventos são calculados pela média e reajustados
com observância do princípio da preservação do valor
real, sofrendo redução de:

a) 3,5% por ano de idade antecipado para aquele que


completar os requisitos até 31/12/2005.

b) 5% por ano de idade antecipado para aquele que


completar os requisitos a partir de 01/01/2006.
Regra de Transição (art. 6º, EC n.º 41/03)
● Benefício voluntário.

● Aplica-se somente àqueles que ingressaram


no serviço público até 31/12/2003.
Regra de Transição (art. 6º, EC n.º 41/03)
Art. 70. Na fixação da data de ingresso no serviço
público, para fins de verificação do direito de opção
pelas regras de que tratam os arts. 68 e 69, quando o
servidor tiver ocupado, sem interrupção, sucessivos
cargos na Administração Pública direta, autárquica e
fundacional, em qualquer dos entes federativos, será
considerada a data da investidura mais remota dentre as
ininterruptas. (ON n. 02/09)
Regra de Transição (art. 6º, EC n.º 41/03)
...b) Na sucessão ininterrupta de cargos públicos vinculados à
Administração Pública direta, autárquica e fundacional, em
qualquer dos entes federativos, considera-se como termo de
ingresso no serviço público a data de investidura mais remota,
inclusive para efeito de aplicação das regras introduzidas pela
Emenda Constitucional nº 70/2012. c) No caso de interrupção na
sucessão de cargos públicos que trata o item acima, inferior ou até
12 (doze) meses, aplica-se o dispositivo do artigo 15, §§ 2º e 3º, da
Lei nº 8.213/1991, para assegurar o direito às regras de transição de
aposentadoria... (Resolução 18/12 TCE;/MT)
Regra de Transição (art. 6º, EC n.º 41/03)
No contexto das aludidas reformas previdenciárias, esta Secretaria
considera correta a interpretação que limita o âmbito de aplicação
do requisito relacionado à época de ingresso no serviço público tão
somente aos servidores estatutários, titulares de cargo efetivo,
porquanto os servidores celetistas, ocupantes de emprego público
da Administração direta, autárquica ou fundacional do ente
político foram excluídos, desde a promulgação da Emenda
Constitucional nº 20, da proteção dos regimes próprios de
previdência social, o que também importou a extinção do vínculo
acaso existente com este regime previdenciário (NT n.º 03/13)
Regra de Transição (art. 6º, EC n.º 41/03)
● Requisitos:
Requisitos HOMEM MULHER
Idade 60 55
Tempo de Contribuição 35 30
Tempo de Serviço Público 20 20
Carreira 10 10
Cargo Efetivo 5 5
Regra de Transição (art. 6º, EC n.º 41/03)

Os proventos são integrais e reajustados com


base no princípio da isonomia.
Regra de Transição (art. 3º, EC n.º 47/05)
● Benefício voluntário.

● Aplica-se somente àqueles que ingressaram


no serviço público até 16/12/1998.
Regra de Transição (art. 3º, EC n.º 47/05)
● Requisitos:
Requisitos HOMEM MULHER
Idade 60* 55*
Tempo de Contribuição 35 30
Tempo de Serviço Público 25 25
Carreira 15 15
Cargo Efetivo 5 5
Regra de Transição (art. 3º, EC n.º 47/05)
* A idade é reduzida em razão do número de
anos de contribuição a mais do que o mínimo
exigido.

Os proventos são integrais e reajustados com


base no princípio da isonomia.
Aposentadoria dos
Professores
Efetivo Exercício do Magistério
a) Exercício da Docência;

b) Coordenação Pedagógica;

c) Direção Escolar;

d) Assessoramento Pedagógico.
Efetivo Exercício do Magistério
Servidora Pública Estadual – Diretora de escola –
Tempo de serviço/contribuição para fins de
aposentadoria especial – Possibilidade - Artigos 40, §5.
º e 201, §8.º da Constituição Federal – Artigo 67, §2º
da Lei n.º 9394/1996 - Cômputo dos períodos de licença
saúde e faltas médicas – Admissibilidade - Art. 91,
parágrafo único, do Estatuto do Magistério Paulista e
art. 78, X, do Estatuto dos Funcionários Públicos do
Estado – Recursos oficial e voluntário
desprovidos.(TJSP. Relator(a): Luciana
Bresciani; Comarca: Piracicaba; Órgão julgador: 2ª
Câmara de Direito Público; Data do julgamento:
07/07/2015; Data de registro: 07/07/2015)
Efetivo Exercício do Magistério
- Decreto n.º 3.048/99:

Art. 188-F.  Aplica-se o disposto no § 2o do art. 56 aos pedidos


de benefícios requeridos a partir de 11 de maio de 2006,
levando-se em consideração todo o período de exercício
nas atividades citadas.

- No RE 611954 o STF reconheceu a possibilidade de aplicação


da Lei n.º 11.301/96 para o tempo de contribuição em
período anterior a sua publicação.
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, b, § 5º)
● Benefício de natureza voluntária.

● Requisitos:
Requisitos HOMEM MULHER
Idade 55 50
Tempo de Contribuição 30 25
Serviço Público 10 10
Cargo Efetivo 5 5
Por Tempo de Contribuição (art. 40, § 1º,
III, b, § 5º)

● Proventos calculados pela média contributiva.

● O reajuste toma por base o princípio da


preservação do valor real.
Regra de Transição (art. 2º, § 4º, EC n.º
41/03)

● Benefício voluntário.

● Aplica-se somente àqueles que ingressaram


em cargo efetivo até 16/12/1998.
Regra de Transição (art. 2º, § 4º, EC n.º
41/03)
● Requisitos:

Requisitos HOMEM MULHER


Idade 53 48
Tempo de Contribuição 35 30
Pedágio 20% 20%
Cargo Efetivo 5 5
Regra de Transição (art. 2º, § 4º, EC n.º
41/03)
● Pedágio: corresponde a 20% do tempo de
contribuição que faltava para o servidor se
aposentar em 16/12/1998.

● Caso o tempo de contribuição tenha se dada em


efetivo exercício do magistério haverá um
acréscimo no tempo exercido até 16/12/1998 de
17% para o homem e 20% para a mulher.
Regra de Transição (art. 2º, § 4º, EC n.º
41/03)
Exemplo:
Mulher Professora com 20 anos em 16/12/1998.

Acréscimo 4 anos (20 x 20%)


Tempo faltante – 6 anos
Pedágio 6x20%= 1a e 2m
Regra de Transição (art. 2º, § 4º, EC n.º
41/03)
● Os proventos são calculados pela média e reajustados
com observância do princípio da preservação do valor
real, sofrendo redução de:

a) 3,5% por ano de idade antecipado para aquele que


completar os requisitos até 31/12/2005.

b) 5% por ano de idade antecipado para aquele que


completar os requisitos a partir de 01/01/2006.
Regra de Transição (art. 6º, EC n.º 41/03)
● Benefício voluntário.

● Aplica-se somente àqueles que ingressaram


no serviço público até 31/12/2003.
Regra de Transição (art. 6º, EC n.º 41/03)
● Requisitos:
Requisitos HOMEM MULHER
Idade 55 50
Tempo de Contribuição 30 25
Tempo de Serviço Público 20 20
Carreira 10 10
Cargo Efetivo 5 5
Regra de Transição (art. 6º, EC n.º 41/03)

Os proventos são integrais e reajustados com


base no princípio da isonomia.
Aposentadoria Especial
§ 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados
para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo
regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos
definidos em leis complementares, os casos de servidores: 
I portadores de deficiência; 
II que exerçam atividades de risco; 
III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais
que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 
Portador de Deficiência
E M E N T A: MANDADO DE INJUNÇÃO
– SERVIDOR PÚBLICO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA – DIREITO PÚBLICO
SUBJETIVO À APOSENTADORIA ESPECIAL (CF, ART. 40, § 4º, N. I) –
RECONHECIMENTO DESSE DIREITO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL –
SUPERVENIÊNCIA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 142/2013 – APLICAÇÃO
ANALÓGICA DE SUAS REGRAS À APOSENTADORIA ESPECIAL
DO SERVIDOR PÚBLICO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA– POSSIBILIDADE –
PRECEDENTES – PRETENSÃO RECURSAL DA UNIÃO FEDERAL QUE
CONFLITA COM DIRETRIZ JURISPRUDENCIAL PREVALECENTE NESTA
SUPREMA CORTE – LEGITIMIDADE DA DECISÃO DO RELATOR QUE
EXTINGUE O PROCEDIMENTO RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO. (STF. MI 3322)
Portador de Deficiência
Pessoa com deficiência aquela que tem
impedimentos de longo prazo de natureza
física, mental, intelectual ou sensorial, os quais,
em interação com diversas barreiras, podem
obstruir sua participação plena e efetiva na
sociedade em igualdade de condições com as
demais pessoas.
Portador de Deficiência
Gravidade Homem Mulher

Grave 25 20
Moderada 29 24

Leve 33 28
Portador de Deficiência

HOMEM - 60 (sessenta) anos de idade


MULHER - 55 (cinquenta e cinco) anos de idade

●É preciso cumprir pelo menos 15 anos de


contribuição com deficiência. 
Portador de Deficiência
- A IN impõe, também, o cumprimento de:

a)10anos de serviço público


b)5 anos no cargo efetivo em que se dará a
aposentadoria.

- Proventos calculados pela média e reajustados com


base na preservação do valor real.
Periculosidade
● Somente existe previsão nos casos de policiais.

● Lei Complementar n.º 51/85.

● A Lei fala em proventos integrais.

● Reajuste pela preservação do valor real.

● Acórdão nº 7891/2014 – TCU – 1ª Câmara.


Periculosidade
REQUISITOS:
Compulsória: 75 anos (LC n. 152/15)

Voluntária:
HOMEM: 30 anos de contribuição, sendo 20 em
atividade policial.
MULHER: 25 anos de contribuição, sendo 15 em
atividade policial.
Insalubridade
Súmula Vinculante 33
APLICAM-SE AO SERVIDOR PÚBLICO, NO QUE
COUBER, AS REGRAS DO REGIME GERAL DA
PREVIDÊNCIA SOCIAL SOBRE APOSENTADORIA
ESPECIAL DE QUE TRATA O ARTIGO 40, § 4º, INCISO
III DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ATÉ A EDIÇÃO DE
LEI COMPLEMENTAR ESPECÍFICA.
Insalubridade
● O MPS editou a IN n. 01/10 para regular a aplicação
dos Mis e da Súmula Vinculante.

● Trouxe várias regras do RGPS.

● Exigiu o cumprimento de:


a) 10 anos de serviço público
b) 5 anos no cargo efetivo em que se dará a
aposentadoria.
Insalubridade
REQUISITOS:

15 anos de contribuição.
20 anos de contribuição.
25 anos de contribuição.
Insalubridade
● A comprovação da exposição se dá:

a) Até Abril de 1995 pelo cargo exercido.


b) Até Maio de 1999 pela exposição aos agentes
nocivos.
c) A partir dessa data é preciso elaborar LTCAT e
PPP.
Insalubridade
A IN permite a emissão de laudo posterior.

O Laudo deve ser emitido preferencialmente


pela Administração Pública (art. 9º).

O artigo 10 versa sobre os requisitos para a


emissão de laudo individual.
Insalubridade

A perícia médica deve ratificar o laudo.

Os proventos são calculados pela média e


reajustados com base no princípio da
preservação do valor real.
Insalubridade
Art. 13. Consideram-se tempo de serviço sob condições
especiais, para os fins desta Instrução Normativa,
desde que o servidor estivesse exercendo atividade
considerada especial ao tempo das seguintes
ocorrências:
I - períodos de descanso determinados pela legislação
do regime estatutário respectivo, inclusive férias;
II - licença/afastamento por motivo de acidente,
doença profissional ou doença do trabalho;
Insalubridade
III - aposentadoria por invalidez acidentária;
IV - licença gestante, adotante e paternidade;
V - ausência por motivo de doação de sangue,
alistamento como eleitor, participação em júri,
casamento e falecimento de pessoa da família;
Insalubridade
SÚMULA n.º 49 TNU
Para reconhecimento de condição especial de
trabalho antes de 29/4/1995, a exposição a
agentes nocivos à saúde ou à integridade física
não precisa ocorrer de forma permanente”.
Insalubridade

SÚMULA n.º 68 TNU


O laudo pericial não contemporâneo ao período
trabalhado é apto à comprovação de atividade
especial do segurado
Insalubridade
... 10. Consectariamente, a primeira tese objetiva que se firma é: o direito
à aposentadoria especial pressupõe a efetiva exposição do trabalhador a
agente nocivo à sua saúde, de modo que, se o EPI for realmente capaz de
neutralizar a nocividade não haverá respaldo constitucional à
aposentadoria especial. 11. A Administração poderá, no exercício da
fiscalização, aferir as informações prestadas pela empresa, sem prejuízo
do inafastável judicial review. Em caso de divergência ou dúvida sobre a
real eficácia do Equipamento de Proteção Individual, a premissa a
nortear a Administração e o Judiciário é pelo reconhecimento do direito
ao benefício da aposentadoria especial. Isto porque o uso de EPI, no caso
concreto, pode não se afigurar suficiente para descaracterizar
completamente a relação nociva a que o empregado se submete...
Insalubridade
... 14. Desse modo, a segunda tese fixada neste Recurso
Extraordinário é a seguinte: na hipótese de exposição do
trabalhador a ruído acima dos limites legais de tolerância, a
declaração do empregador, no âmbito do Perfil
Profissiográfico Previdenciário (PPP), no sentido da eficácia
do Equipamento de Proteção Individual - EPI, não
descaracteriza o tempo de serviço especial para
aposentadoria. (STF. ARE 664335, Relator(a):  Min. LUIZ FUX,
Tribunal Pleno, julgado em 04/12/2014, ACÓRDÃO
ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-029
DIVULG 11-02-2015 PUBLIC 12-02-2015)
Insalubridade
● Conversão de Tempo:
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Constitucional
e Administrativo. Tempo de serviço prestado em condições especiais sob
regime celetista. Conversão em tempo de atividade comum.
Transformação do vínculo em estatutário. Averbação. Aposentadoria.
Contagem recíproca. Possibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da
Corte é no sentido de que o servidor que laborou em condições
insalubres, quando regido pelo regime celetista, pode somar esse
período, ainda que convertido em tempo de atividade comum, com a
incidência dos acréscimos legais, ao tempo trabalhado posteriormente
sob o regime estatutário, inclusive para fins de aposentadoria e
contagem recíproca entre regimes previdenciários distintos. 2. Agravo
regimental não provido.(STF. RE 603581 AgR)
Insalubridade
- Entendimentos atuais do STF sobre a conversão:

a)É inconstitucional ante a vedação de contagem


fictícia de tempo de contribuição.
b)O MI não é a via adequada para tratar do assunto.
c)A Súmula Vinculante n. 33 não autoriza sua
aplicação.
Insalubridade
● Conversão de Tempo:
Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO.MANDADO DE
INJUNÇÃO. SERVIDOR PÚBLICO. ATIVIDADE EXERCIDA EM CONDIÇÕES
PREJUDICIAIS À SAÚDE OU À INTEGRIDADE FÍSICA. CONTAGEM
DIFERENCIADA DE TEMPO ESPECIAL.
1. No regime próprio de previdência dos servidores públicos, a conversão de
tempo especial em comum por um fator multiplicador decorre
diretamente do direito constitucional à aposentadoria especial (CF, art.
40, § 4º) e não incide na proibição de cômputo de tempo ficto (CF, art.
40, § 10).
2. Direito previsto no regime geral (Lei nº 8.213/1991, art. 57, § 5º) que a
Constituição garante no regime próprio (CF, art. 40, § 12).
Insalubridade
3. Consequentemente, a omissão legislativa em
assegurar esse direito pode ser reconhecida na
via do mandado de injunção. Revisão da
jurisprudência do STF.
4. Voto pela concessão parcial da ordem. (STF.
MI 4204)
Insalubridade

O servidor aposentado de forma especial pode


continuar atuando em atividade onde há
exposição ao mesmo agente?
Abono de
Permanência
Conceito: gratificação de natureza
remuneratória (STJ. REsp 1287295/DF)
concedida ao servidor que tendo alcançado
todos os requisitos para se aposentar, opte
por permanecer em atividade
- aposentadoria por tempo de contribuição (art.
40, § 1˚, III, a, CF);

- aposentadoria com redutor (art. 2˚, § 5˚, EC n.


41/03);

- aposentadorias com direito adquirido, desde


que conte com no mínimo 25 anos de
contribuição, se mulher, e 30 anos de
contribuição, se homem. (art. 3˚, § 1˚, EC n.
41/03).
Acórdão n.º 1.482/12 TCU
9.1. conhecer da presente consulta, uma vez preenchidos os requisitos de
admissibilidade previstos nos arts. 264 e 265 do Regimento Interno do TCU;
9.2. responder ao nobre Presidente do Conselho Superior da Justiça do
Trabalho que é lícita a concessão de abono de permanência, de que trata o
art. 3º, § 1º, da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, nas
hipóteses em que sejam implementados, por servidores ou magistrados, os
requisitos para aposentadoria com base na regra do art. 3º da Emenda
Constitucional nº 47, de 5 de julho de 2005, no caso de opção por permanecer
em atividade, sendo aplicável ao caso, por analogia, o disposto no art. 86 da
Orientação Normativa MPS/SPS nº 2, de 2009;
....
O TJMG entende ser cabível abono na regra da
Emenda Constitucional n.º 47/05

TJ-MG - AC: 10024120313226001


Data de Início
Art. 86...
§ 4º O pagamento do abono de permanência é
de responsabilidade do respectivo ente
federativo e será devido a partir do
cumprimento dos requisitos para obtenção do
benefício conforme disposto no caput e § 1º,
mediante opção expressa do servidor pela
permanência em atividade. (ON n. 02/09)
Data de Início
APELAÇÃO CIVEL. SERVIDOR PÚBLICO. MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO DO
CAÍ. ABONO PERMANÊNCIA. PAGAMENTO DEVIDO A PARTIR DA DATA EM QUE
PREENCHIDOS OS REQUISITOS PARA A APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA OU DA
DATA DE ENTRADA EM VIGOR DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41/2003. O
direito ao recebimento do abono permanência decorre de normas
constitucionais de eficácia plena, ou seja, que possuem aplicabilidade
direta, imediata, não dependendo de regulamentação por norma
infraconstitucional, sendo necessário, tão-somente, que o servidor
preenchia os requisitos impostos pela Constituição Federal. Negaram
provimento ao apelo e confirmaram a sentença em reexame necessário.
Unânime. (Apelação e Reexame Necessário Nº 70052740164, Quarta Câmara
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Alexandre Mussoi Moreira, Julgado
em 07/05/2014).
Data de Início
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ABONO DE
PERMANÊNCIA. Tratando-se de verdadeiro reembolso
da contribuição previdenciária pela permanência na
atividade ao completar os requisitos para
aposentaria, é imperativo reconhecer que o servidor
possui direito às parcelas do abono desde a data em
que implementou os aludidos requisitos.    (TRF4,
APELREEX 5000182-48.2012.404.7107, Terceira Turma,
Relatora p/ Acórdão Marga Inge Barth Tessler, juntado
aos autos em 24/07/2014).
Data de Início
...Se o artigo 97, parágrafo 19, da Constituição do Estado de Goiás, que é norma de
repetição obrigatória do artigo 40, parágrafo 19, da Constituição da República,
dispõe que a fruição do abono de permanência não está condicionada à
formalização de qualquer requerimento prévio administrativo, mas tão somente à
implementação dos requisitos para a aposentadoria voluntária, de modo que a
opção do servidor público por permanecer em atividade seria manifestada de
forma tácita, pela simples omissão do interessado em requerer a aposentadoria,
declara-se a inconstitucionalidade material do segmento textual “a ser concedido
com efeito a partir da data da opção expressa formalizada por meio do próprio
requerimento de abono”, presente na parte final do artigo 139 da Lei
Complementar Estadual 77/2010, com a redação conferida pela Lei Complementar
Estadual 88/2011, porque impõe requisito não exigido no Texto Constitucional
para o usufruto do benefício pelo servidor público que atende às condições para a
aposentadoria voluntária. (TJGO. ADIN n. 313987-19.2014.8.09.0000)
Cessação

O abono será pago até que o servidor venha a se


aposentar ou complete setenta ou setenta e
cinco anos (idade para a aposentadoria
compulsória)
Abono na Aposentadoria Especial

... A Constituição Federal não restringe a


concessão da vantagem apenas aos servidores
que cumprirem os requisitos necessários para a
aposentadoria voluntária comum, tampouco
veda tal benefício aos que se aposentam com
fundamento no art. 40, § 4º, da CF. Agravo
regimental a que se nega provimento. (STF. ARE
782834 AgR)
Abono e Regra Geral de Professor
5. A Orientação Normativa nº. 6, de 13 de outubro de 2008, do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão corresponde a um ato administrativo normativo que não pode afastar a
essência de um instituto constitucionalmente assentado.
6. Nessa linha comungo do mesmo entendimento manifestado pelo Procurador Regional da
República, no sentido de que: "Adotar a previsão da Orientação Normativa nº. 6 do Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão (art. 4º) defendida pelo apelante é medida por demais
rigorosa e desvirtua o próprio sentido do abono de permanência que é 'incentivar o servidor que
implementou os requisitos para aposentar-se a permanecer na ativa, pelo menos até a
aposentadoria compulsória; e promover maior economia para o Estado que, com a permanência
do servidor na ativa, consegue postergar no tempo a dupla despesa de pagar proventos a este e
remuneração ao que o substituirá' (TRF5. AGTR112833/PE. Dês. Rel. Nilcéa Maria Barbosa Maggi
(substituta). Quarta Turma. Data do Julgamento: 22/03/2011".
7. Destarte, tendo o impetrante preenchido os requisitos para a obtenção da aposentadoria
voluntária, não há como lhe negar o direito ao abono de permanência. (TRF5. PROCESSO:
00069514120104058000, APELREEX19826/AL)
Incidência de IR
Ementa: AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. AÇÃO ANULATÓRIA C/C REPETIÇÃO DE
INDÉBITO. Possibilidade de prover parcialmente, por decisão monocrática, recurso que
ataca decisão proferida em parcial confronto com jurisprudência dominante deste
Tribunal e de Tribunais Superiores, nos termos do art. 557, §1º-A, do Código de Processo
Civil. Ratificação da decisão pelo Colegiado. ABONO DE
PERMANÊNCIA. IMPOSTO DE RENDA. NÃO INCIDÊNCIA. EQUIVALÊNCIA COM O VALOR
DEVIDO A TÍTULO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. O abono de permanência a que
tem direito o servidor público - estímulo à atividade - deve corresponder ao exato
valor da contribuição previdenciária, conforme expressa previsão constitucional (§ 19 do
art. 40, da CRFB). A incidência de imposto de renda sobre as parcelas
de abono desconfiguraria tal equivalência. Condenação do ente estatal à repetição dos
valores indevidamente retidos, devidamente corrigidos pela taxa SELIC, desde a data do
desembolso de cada parcela, nos termos da Súmula 162 do STJ, e acrescidos de juros de
mora de 1% ao mês, incidentes a partir do trânsito em julgado da presente decisão,
ressalvada a prescrição quinquenal. AGRAVO DESPROVIDO. (TJRS. Agravo Nº
70064927056, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Denise Oliveira Cezar, Julgado em 11/06/2015)
Remuneração de
Contribuição
Compreende todas as parcelas da remuneração
que compõem a base de cálculo da contribuição
previdenciária devida ao RPPS pelos segurados
e pelo ente federativo, na forma estabelecida
em lei do ente federativo, nos termos do art. 4º,
caput da Portaria MPS nº 402/2008, acima
referido. (Nota Técnica n.º
04/2012/CGNAL-CGACI/DRPSP/SPPS/MPS)
Consequentemente, todas as parcelas de
natureza permanente e geral, extensíveis aos
benefícios revistos pela paridade, são
componentes da remuneração do cargo
efetivo correspondente. Por isso, também
passarão a integrar o valor dos proventos a
serem concedidos com fundamento nas regras
de transição que preveem aplicação da
paridade, independentemente do tempo em
que houve contribuição sobre tal parcela. NOTA
TÉCNICA Nº 77/2014 CGNAL/DRPSP/SPPS/MPS
Quanto aos benefícios calculados pela média das
remunerações de contribuição, a parcela
considerada geral, componente da remuneração
do cargo efetivo, além de elevar o valor da média,
conforme a quantidade de competências em que
houve contribuição sobre seu valor, ampliará o
limite máximo desses benefícios, estabelecido no §
5° do art. 1° da Lei n° 10.887, de 2004.
NOTA TÉCNICA Nº 77/2014 CGNAL/DRPSP/SPPS/MPS
Cálculo da Média
● Média aritmética simples das 80% maiores
remunerações de contribuição do servidor, desde
julho de 1994 ou de sua data de ingresso.

● As remunerações devem ser atualizadas


mensalmente.

● Não havendo contribuição a base de cálculo é a


remuneração do cargo efetivo.
● A remuneração não pode ser:

a) inferior ao salário mínimo;


b) superior ao salário de contribuição no período em
que o servidor esteve vinculado ao RGPS;

● Havendo lacuna no período contributivo do


servidor, esse período será desprezado para
efeito do cálculo;
Reajuste dos
Proventos
Isonomia
● Permite que todos os aumentos concedidos
àqueles que estão em atividade sejam
estendidos aos aposentados e pensionistas;
Isonomia
● Alcança as modificações decorrentes de
transformação ou reclassificação do cargo ou
função.

● Permite a extensão de quaisquer benefícios ou


vantagens posteriormente concedidos aos
servidores em atividade.
Isonomia

● Aplica-se às aposentadorias concedidas com


base nos artigos 3˚ e 6˚, da EC n. 41/03 e 3˚, da
EC n. 47/05, bem como na EC n.º 70/12;
Isonomia
Art. 83. A partir de janeiro de 2008, os benefícios de
aposentadoria de que tratam os arts. 56, 57, 58, 59, 60 e
67 e de pensão previstas no art. 66, concedidos a partir
de 20 de fevereiro de 2004, devem ser reajustados para
preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, nas
mesmas datas e índices utilizados para fins de reajustes
dos benefícios do RGPS, excetuadas as pensões
derivadas dos proventos de servidores falecidos que
tenham se aposentado em conformidade com o art. 69.
(ON n. 02/09)
Isonomia
...1. Segundo a jurisprudência firmada em ambas as Turmas do STF, não há
direito adquirido a regime jurídico. Assim, desde que mantida a
irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última
classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes
aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente.
Precedentes.
2. Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei
13.666/02, do Estado do Paraná, assegura-se aos servidores inativos, com
base no artigo 40, § 8º, da Constituição Federal (redação anterior à da EC
41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes
aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do
tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação.
3. Recurso extraordinário a que se dá parcial provimento. (STF. RE n.
606.199/PR)
Isonomia
...I) as vantagens remuneratórias legítimas e de
caráter geral conferidas a determinada
categoria, carreira ou, indistintamente, a
servidores públicos, por serem vantagens
genéricas, são extensíveis aos servidores
inativos e pensionistas;... (STF. RE 596962/MT)
Isonomia
Consequentemente, todas as parcelas de natureza
permanente e geral, extensíveis aos benefícios
revistos pela paridade, são componentes da
remuneração do cargo efetivo correspondente...
Por isso, também passarão a integrar o valor dos
proventos a serem concedidos com fundamento
nas regras de transição que preveem aplicação da
paridade, independentemente do tempo em que
houve contribuição sobre tal parcela.
NOTA TÉCNICA Nº 77/2014
CGNAL/DRPSP/SPPS/MPS
Isonomia
Súmula Vinculante n.° 34
A Gratificação de Desempenho de Atividade de
Seguridade Social e do Trabalho - GDASST, instituída
pela Lei 10.483/2002, deve ser estendida aos inativos
no valor correspondente a 60 (sessenta) pontos, desde
o advento da Medida Provisória 198/2004, convertida
na Lei 10.971/2004, quando tais inativos façam jus à
paridade constitucional (EC 20, 41 e 47).
Preservação do Valor Real

● Tem por objetivo restabelecer as perdas


inflacionárias do período

● Deve ocorrer a fixação anual de índices de


reajustes para os proventos;

● Na omissão aplica-se o fixado para o INSS


(INPC).
Direito Adquirido
EC n.º 41/03
Art. 3º É assegurada a concessão, a qualquer
tempo, de aposentadoria aos servidores públicos,
bem como pensão aos seus dependentes, que, até
a data de publicação desta Emenda, tenham
cumprido todos os requisitos para obtenção desses
benefícios, com base nos critérios da legislação
então vigente.
Constitui-se com o preenchimento de todos os
requisitos exigidos para a concessão do benefício.

Súmula 359 STF:  Ressalvada a revisão prevista em


lei, os proventos da inatividade regulam-se pela lei
vigente ao tempo em que o militar, ou o servidor
civil, reuniu os requisitos necessários.
APOSENTADORIA – PROVENTOS – CÁLCULO. Cumpre observar o
quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o
decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao
implemento das condições legais. Considerações sobre o
instituto do direito adquirido, na voz abalizada da relatora –
ministra Ellen Gracie –, subscritas pela maioria.
(STF. RE 630501, Relator(a):  Min. ELLEN GRACIE, Relator(a) p/
Acórdão:  Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em
21/02/2013, DJe-166 DIVULG 23-08-2013 PUBLIC 26-08-2013
REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO EMENT VOL-02700-01
PP-00057)
Cumulação de Benefícios
● Permite-se a cumulação de aposentadorias
nos casos em que a CF autoriza a cumulação
de cargos.

● Pode-se cumular aposentadoria no RPPS e no


RGPS.
● As aposentadorias podem ser cumuladas com
remuneração de cargo efetivo, de cargo
comissionado e de mandato eletivo.

● Nos casos de cumulação no RPPS


observar-se-á os limites remuneratórios
Limites Remuneratórios
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e
empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos
membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais
agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória,
percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de
qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em
espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como
limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito
Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o
subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo
e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa
inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie,
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário,
aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e
aos Defensores Públicos;
1 – Entes Federados:
a) União – Ministro do STF
b) Poder Executivo Estadual – Governador;
c) Poder Legislativo Estadual – Deputado;
d) Poder Judiciário Estadual – Desembargador;
e) Município – Prefeito.
Obs.: O subsídio do Desembargador é limitado a
90,25% do subsídio do Ministro do STF,
estando os Procuradores do Estados, os
membros do Ministério Público e os
Defensores Públicos atrelados ao limite do
Poder Judiciário Estadual.
- Excluem-se as verbas de natureza
indenizatória,definidas em lei, para
efeito do cômputo dos limites
remuneratórios;

- Os Estados podem fixar como limite


único, excluindo-se o subsídio dos
Deputados, o subsídio do
Desembargador.
-TIPOS DE CUMULAÇÃO:
a)Voluntária.
b)Obrigatória.
c)Involuntária.
... 1. "Tratando-se de cumulação legítima de
cargos, a remuneração do servidor público não
se submete ao teto constitucional, devendo os
cargos, para este fim, ser considerados
isoladamente".
(Precedentes: AgRg no RMS 33.100/DF, Rel.
Ministra ELIANA CALMON, DJe 15/05/2013 e
RMS 38.682/ES, Rel. Ministro HERMAN
BENJAMIN, DJe 05/11/2012).
2. Recurso Ordinário em Mandado de Segurança
provido. (STJ. RMS n.º 33134/DF)
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL.
REMUNERAÇÃO. PROFESSORA EM ATIVIDADE.
CUMULATIVIDADE COM PENSÃO POR MORTE.
POSSIBILIDADE. ABATE-TETO.
1.  A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de
que "para aplicação do limite remuneratório constitucional
do art. 37, XI da Carta Política, os respectivos benefícios
devem ser considerados isoladamente, pois se trata de
proventos distintos e cumuláveis legalmente".
2. Apelação provida. (TRF4. APELAÇÃO CÍVEL Nº
5044871-33.2014.4.04.7100/RS)
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