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Esboço do Estudo do Capítulo 2 da Carta aos Gálatas

Tema: O Evangelho de Hoje: autêntico ou sintético?

Texto: Gálatas 2. 1 – 21

INTRODUÇÃO

- Em vista das inúmeras distorções do Evangelho divulgadas em nossos dias, urge a necessidade da
divulgação do Evangelho autêntico.

DESENVOLVIMENTO

Para discorrer sobre o capítulo 2, Paulo o divide em três partes:

1ª Parte (verso 1 ao 10)

Nesta, Paulo aponta qual o problema a que se refere e usa a conversão de Tito, um irmão não
circuncidado, para mostrar que o evangelho que pregava, era um evangelho soberano e que em nada
dependia de avaliação humana, nem mesmo, da avaliação daqueles que eram tidos por “colunas” da
igreja, muito embora, estes já o tivessem acatado.

2ª Parte (verso 11 ao 14)

Desta feita, Paulo mostra a distorção que a circuncisão imposta pelos judaizantes aos novos convertidos,
iria trazer ao verdadeiro evangelho de Cristo, e o prejuízo que essa atitude traria à igreja, isso porque iria
influenciar o aprendizado correto dos seus liderados.

3ª Parte (verso 15 ao 21)

Paulo, realçando três grandes verdades, toma os argumentos bíblicos da justificação pela fé e neles
sustenta a sua defesa, mostrando assim, qual o comportamento que os irmãos de gálatas deveriam
exercer para manter a unidade da igreja, e assim, serem exemplos vivos do evangelho autêntico, e não
do evangelho sintético.

1ª Verdade: “a justificação é uma doutrina essencial da fé cristã” (Gl 2.15,16);

- Afirmações incontestáveis:

1. “a justificação é um ato, ... e não um processo”

2. “a justificação tem na morte de Cristo sua causa meritória”

3. “a justificação tem na fé sua causa instrumental”.


Esboço Estudo (Gálatas 2) EBD
Jan 2018 - Oriel Filho – p.1
2ª Verdade: “A justificação é a maior necessidade do homem” (2.15,16).

- “Por que a justificação é a maior necessidade do homem?”

1. Porque o homem é pecador ... e não pode salvar a si mesmo (2.15)

2. Porque o homem é impuro e não pode purificar a si mesmo (2.15).

3. Porque o homem é filho da ira e não pode alcançar o favor de Deus por si mesmo (2.15).

3ª Verdade: “A justificação é recebida pela fé e não pelas obras” (2.16).

A justificação é:

1. Uma declaração geral

2. Uma declaração pessoal

3. Uma declaração universal

4ª Verdade: “A justificação é uma doutrina atacada ontem e hoje” (2. 17, 18).

- Com essa verdade, Paulo levanta e refuta as acusações falaciosas dos judaizantes e nos diz como
devemos enfrentá-los e vencê-los.

As acusações feitas pelos judaizantes com as respectivas refutações paulinas:

1. A doutrina da justificação apresentada por Paulo promovia o pecado.


Refutação paulina: Se a tese fosse verdadeira, Cristo seria o ministro do pecado (1 Jo 3.8).

2. A doutrina pregada por Paulo motiva viver no pecado (2.17).


Refutação paulina: Eles eram justificados em Cristo, ou seja, ligados a Cristo. Que em Cristo
eles morreram e ressuscitaram.

3. A doutrina paulina de desestimular os melhores esforços humanos (2. 18).


Refutação paulina: Nenhum homem, a não ser Cristo, consegue atingir a perfeição pelas
obras da lei.

5ª Verdade: “A justificação é a fonte de uma nova vida” (2. 19 - 21).

- Com essa verdade, Paulo afirma que em vez de viver no pecado e para o pecado, uma pessoa
justificada, vive para Deus, e que essa vida com Deus passa a ser marcada por quatro realidades:

1ª Realidade: O crente vive para Deus morrendo para lei (2.19).

2ª Realidade: O crente vive para Deus sendo crucificado com Cristo (2. 19b).

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Jan 2018 - Oriel Filho – p.2
3ª Realidade: O crente vive para Deus quando Cristo vive nele (2. 20).

4ª Realidade: O crente vive para Deus confiando na graça (2. 21).

CONCLUSÃO

Paulo constrói toda a sua argumentação em cima deste contraponto: Enquanto a graça diz: “Não há
distinção! Todos são pecadores, e todos podem ser salvos pela fé em Cristo”; a lei diz: “Há distinção! A
graça de Deus não é suficiente; também precisamos da lei”. O argumento de Paulo ressalta que a volta à
lei anula a cruz, pois, enquanto a lei diz: “Faça!”, a graça diz: “Já foi feito!”.

APLICAÇÃO

1. Devemos estar atentos as distorções do evangelho dentro da igreja.

2. Devemos enfrentar com coragem e determinação os deturpadores do evangelho.

3. Devemos usar como única arma a Palavra de Deus, pois ela por si só é suficiente.

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