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Folclore Pernambucano

2 DE MAIO DE 2016

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Folclore Pernambucano – O marcante


passado histórico aliado a criatividade do
povo pernambucano resultaram em uma cultura popular
extremamente rica e diversificada.
Dos europeus, o gosto pelas danças da corte, pelos bailados
e epopéias; dos negros escravos, os requebros, a religiosidade
e ritmos cadenciados; dos índios, o misticismo, a graça
e a leveza de movimentos, próprios de uma raça que tinha
na dança o reflexo do seu dia-a-dia.
Assim surgiram as mais variadas expressões populares, quase
sempre associadas aos principais ciclos festivos:
Ciclo Carnavalesco: é a principal festa popular, manifestando-se
em praticamente todo Estado. Destaque para Olinda e Recife ( Boa Viagem
e Centro ). Blocos, troças, clubes, maracatus ( rural e de baque
virado ), caboclinhos, ursos, blocos anárquicos, escolas de
samba, afoxés, mascarados, bonecos gigantes, bois de carnaval.
Ciclo Quaresmal: malhação de Judas, serra velho e micarême,
sendo este um carnaval no Sábado de Aleluia, manifestação
bastante observada há anos passados e que vem sendo revivida
atualmente.
Ciclo Junino: ocorre durante o mês de Junho, quando se homenageia
Santo Antônio, São João e São Pedro. Manifesta-se
em praticamente todo o Estado. Destaque para Caruaru ( a capital do
forró ) Carpina, Paulista, Petrolina, Recife e Olinda. É tempo
de fogueira, de ruas enfeitadas de bandeirolas e balões, de
fazer adivinhações, de soltar fogos, de apreciar bandas
de pífano, cantadores, acorda povo, bacamarteiros, violeiros,
emboladores e de dançar quadrilha, forró, ciranda, xote,
xaxado, coco e baião.
Ciclo Natalino: seu principal representante é o pastoril. Pode-se
também observar o pastoril profano, a queima da lapinha, o reisado,
a cavalhada, o fandango e o bumba – meu – boi.
MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS E RELIGIOSAS
Acorda Povo / Bandeira de São João:
“Acorda Povo” é uma tradicional procissão, com danças
e cânticos, às vezes profanos, que conduz a bandeira de São
João Batista ao som de zabumbas e ganzás. Seu inicio é quase
sempre a partir de zero hora e vai até o dia clarear.
Bacamarteiros:
Tradição que tem origem na guerra do Paraguai. Consiste na reunião
de atiradores de bacamarte sob a direção geral de um comandante,
dividido em batalhões e que durante os festejos juninos e natalinos
deflagram grandes descargas de pólvora seca, em homenagem aos santos
padroeiros. São acompanhados por bandas de pífanos ou zabumbas,
num ritual místico de grande efeito pictórico.
Banda de Pífanos:
A Banda de Pífanos é um conjunto de instrumentos de percussão
e sopro. Apresenta-se tradicionalmente nas festas de ruas e nas cerimônias
religiosas. É conhecida como cabaçal ou zabumba.
Blocos:
São agremiações carnavalescas, formadas por rapazes e
moças de determinado bairro, que desfilam à noite, dançando
e cantando suas músicas ( frevo – canção e marcha
de bloco ) ao som de uma orquestra de “pau e corda”, com fantasias
luxuosas. Quase sempre há um enredo que lembra certo episódio
histórico.
Boi de Carnaval:
Conjunto de “bichos” do bumba-meu-boi ou dos entremeios do reisado
que se desligam do auto do boi, durante o Carnaval para brincar na rua.
Geralmente
saem “Boi”, “Burra”, “Babau”, “Ema”, “Mateus” e
outros palhaços com porta estandartes, cordão feminino e orquestra
de gonguê, bombo, surdo, etc.
Bumba – Meu – Boi:
O Bumba- Meu- Boi é um dos espetáculos populares nordestinos. É praticado
em arena, onde o público em pé forma a roda e vai se fechando
em torno dos intérpretes no qual os papéis femininos são
desempenhados por homens vestidos de mulher com uma orquestra composta
de zabumba,
ganzá e pandeiro.
Caboclinhos:
É um dos mais antigos bailados populares do Brasil. Nele está bastante
evidente a origem de influência indígena. A indumentária
consiste em tanga e cocar de penas de aves. Os componentes carregam arco
e flecha,
que servem não apenas como elementos de caracterização do índio,
mas também para marcar o ritmo da música tirada por um terno: pífanos,
ganzá e caixa-surdo.
Cavalhada:
A cavalhada é uma reminiscência dos torneios da Idade Média.
Como folguedo popular, a cavalhada é um torneio equestre onde os cavaleiros
procuram demonstrar sua habilidade. Começa com manobras em círculos,
rodopios e outros figurados. Depois tem lugar a manobra de guerra e jogo de
argollinhas.
Ciranda:
É uma dança rodada distinta das “cirandinhas infantis”.
Distinta pelos “cirandeiros” (que são adultos), pelo repertório
poético – musical; pelo instrumental obrigatório, que acompanha
a roda ondulante dos cirandeiros que se enlaçam alternadamente; distinta
ainda pelo local que escolhe, em geral afastado dos aglomerados urbanos, e
se
realizando pela noite a dentro; ou ainda, pela presença do Mestre Cirandeiro,
a quem cabe “tirar as cantigas” (cirandas), improvisar versos e presidir
a festa.
Clubes de Rua:
O clube de rua é a mais representativa agremiação carnavalesca.
Dele fazem parte o baliza, ou mestre de cerimônia; o estandarte, tão
sagrado na vida de um clube quanto a bandeira de um regimento; em seguida,
a “onda”, grande corrente humana que retrata o prestígio
de determinado clube; a fanfarra conjunto musical de metais e clarins; e,
fechando
o cortejo, o “cordão”, grupo de sócios do clube,
realizando manobras pitorescamente vestidos.
Coco:
Acredita-se que o coco, dança popular nordestina, tenha nascido nas
praias (daí sua designação). Quando apareceu, era dançado
em roda formada com pares, na cadência de cantos especiais. Os dançarinos,
cantando, trocavam umbigadas com o seu par e a moça do par vizinho,
em movimentos sincronizados.
Dança de São Gonçalo:
Há um altar e nele São Gonçalo. Diante do altar, duas
filas de dançarinos, cada um com um guia e um contraguia. Dá-se
o revezamento dos extremos das filas e começam os movimentos em semi-
círculo.
Os dançarinos saltitam compenetrados, em busca da melhor harmonia
coreográfica.
Com métricas quebradas que sucedem, a dança se estende a não
mais cansar.
Excelência:
É um canto entoado a cabeça dos moribundos ou mortos. Acredita-se
que a excelência tem o poder de despertar no moribundo o horror do pecado,
incitando-o ao arrependimento. É cantada sem acompanhamento instrumental,
em uníssono, em série de 12 versos.
Fandango:
O fandango é um espetáculo popular que soma romance, dança,
musica, anedotas, ditos, lendas e orações. A brincadeira desenvolve-se
em um tablado armado no pátio alegórico, às vezes, à beira-
mar. A duração é de toda uma noite. Os atores vestem-se
de branco como marinheiros. Cantam, dançam e gritam ao som de
instrumentos
de corda, fazendo percurssão com um sapateado próprio.
Frevo:O Berço do frevo é o Estado de Pernambuco. É uma dança
de multidão onde possui uma coreografia: se abaixando e se levantando,
pulando de um lado para o outro, porém não há disciplina
a seguir podendo o passista ser criativo.

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Malhação do Judas:
Os Judas são os bonecos de pano que ficam pendurados em postes e portais
para serem estipardos e queimados ao amanhecer do Sábado de Aleluia.
Originalmente, a cena representa o castigo ao apóstolo traidor.
Mamulengo:
Nome dos teatrinhos de fantoches introduzidos em Pernambuco ainda no
século
XVI. Foi inspirado no catolicismo alegórico da Idade Média. As
peças apresentadas, embora obedecendo a um roteiro, são quase
sempre improvisadas, representando uma resposta à reação
dos expectadores. O mamulengo aparece em várias festas populares do
ano ou faz a festa com as suas peças ligeiras, vivas e irônicas.
Maracatu:O maracatu cujo o desfile evoca os cortejos dos soberanos negros é
chamado
de “nação africana”, urbano ou de “baque virado” e é uma
exclusividade do carnaval pernambucano. A dança evoca o banzo africano
em terras estranhas; é bamboleante, imitando o movimento do mar. A
orquestra
que acompanha o cortejo é formada por taróis, bombos, zabumba,
ganguês e ganzás. Existem, ainda, os chamados maracatus rurais
de orquestra ou de ‘baque solto”.
Quadrilha:
Manifestação folclórica típica do ciclo junino.
Dança-se em pares formando duas alas. O primeiro par de cada ala representa
o guia, aquele que deve orientar os demais. Enquanto isso, o marcador vai
anunciando
os passos (cuja terminologia básica teve origem nos salões aristocráticos
da França), em geral a o número de 30. Ao som de conjuntos regionais
música da época, os participantes dessa manifestação,
vestido em “trajes matutos”, enchem de alegria e beleza as noites
pernambucanas.
Reisado:
Auto natalino, fusão de cenas e cantos de reis com as congadas. Sincretismo
também com o próprio bumba-meu-boi, que o admite como um dos
seus entremeios. Seus personagens (reis, rainhas, embaxatriz, príncipe,
vassalos, etc.)dançando, cantando e dialogando, apresentam os mais garridos
trajes – saiotes e capas de cetim, guarda-peito e chapéu com enfeites
de espelhos, vidrilhos lantejoulas, perólas muídas e fitas coloridas.
Serração do Velho:
A serração do velho é uma tradição européia
conhecida em Pernambuco desde do começo do século XVIII. O folguedo
reúne um grupo de brincalhões, diante da casa de um velho ou
uma velha, na noite da Quarta-feira da Quaresma. Um deles, serrando uma
tábua,
e acompanhando, nesse rouco e lúgubre ruído, gritos, lamentos
e prantos dos demais. Os velhos de modo geral, irritam-se com a brincadeira,
dando ouvidos a crença de que o “velho serrado” não
chega a outra Quaresma.
Troça:
As troças são clubes que desfilam durante o dia. Sua organização é idêntica
a do clube de frevo, apenas apresentando menos figuras e luxo – é mais
rústica. Também sua orquestra é similar a do clube de
frevo, embora o número de instrumentos musicais seja mais reduzido.
Urso de Carnaval:
Conjunto cujas figuras centrais são o “Urso” (homem trajando
máscara de urso e macacão de estopa), o Domador ou “Italiano” é o “Caçador”.
Geralmente acompanhados por balizas, estandarte, orquestra (formada por
sanfona,
triângulo, bombo, pandeiro, etc.), malabarista, etc.
Vaquejada:
A vaquejada é o folguedo de derrubada do gado, indo o vaqueiro à cavalo.
Correm sempre dois cavaleiros para conservar o animal em determinada
direção.
Emparelhado o cavaleiro com o novilho, aproximado o cavalo, o vaqueiro
segura
a calda do animal dando um forte puxão e afastando o cavalo. Desequilibrado
o touro cai espetacularmente. A vaquejada é festa popularíssima
no Nordeste.
Violeiros:
O violeiro nordestino constitui um tipo especial, que tem alguma diferença
do cantador de viola do resto do País. De viola em punho ou responde
o desafio ou canta estórias ou, simplesmente, os acontecimentos do dia
estendendo sua opinião ou interpretando os fatos a seu modo, enquanto
fabrica suas rimas.
Xangô:
Tipo de culto africano introduzido em pernambuco pelos negros escravos. As
grandes funções públicas do Xangô têm lugar à noite,
nos dias santificados pela Igreja Católica. A maior de suas celebrações
públicas é o “toque” – em que ao som de ritmos
originalmente africanos, os fiéis dançam em círculos,
trajando as cores dos seus deuses patronos.
Xaxado:
O xaxado, nasceu no Sertão Pernambucano. Dança-se em fila indiana,
um atrás do outro, sem volteio, avançando o pé direito,
fazendo de três a quatro movimentos laterais e puxando o esquerdo, num
rápido e deslizado sapateado. Tem letra agressiva e música simples,
com acompanhamento de zabumbas, pífanos, triângulos e sanfonas.

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