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PRESBÍTERO
(TEÓLOGO APOLOGISTA)
PROJETO SEMEADORES DA PALAVRA
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Conheça meUior a teologia cristã por meio de tabelas


e diagram as cronológicos e explicativos ér

H. Wayne House J
Teologia Cristã
em Quadros

H. WAYNE HOUSE

VMla
Prazer, emoção e conhecimento
IS B N 85-7367-311-7

Caregoria: Teologia/R eferência

Este livro foi publicado em inglês co m o título


Charts o f Christian Teobgy and Doctnne
por Zondervan Publishing H ouse

~ 1986‫ ׳‬por T he Zondervan Corporation


2 1999 por Editora Vida

Traduzido por Alderi S. de Matos, Th. D .

I a impressão, 1999
7a impressão, 2000

T odos os direitos reservados na língua portuguesa por


Editora Vida, rua Júlio de Castilho, 280
03059-000 São Paulo, SP — Telefax: (O xxll) 6096-6833

Gerência editorial: Reginaldo de Souza


Preparação de textos: Jair A. Rechia
Revisão de provas: Fabiani Medeiros
Capa: N ou veau Com unicação
Diagramação: Imprensa da Fé

Impresso no Brasil, na Imprensa da Fé


A W. Robert Cook,
com quem aprendi minha teologia básica,
e a Earl D. Radmacher, mestre,
amigo e pai adotivo espintual, com quem
aprendi a viver a minha teologia
Sumário
Prolegômenos
1. Traços Distintivos dos Sistemas Teológicos 11
2. M odelos Teológicos Feministas C on te m p o rân eo s 21
3. G uia para a Interp re tação de Textos Bíblicos 22
4· C om paração en tre Teologia do Pacto e Dispensacionalismo 23
5. Esquemas D ispensacionais Representativos 25

Bibliologia
6. M odelos de Revelação 26
7. C oncepções A ce rca da R evelação Geral 29
8. M odalidades da R evelação Especial 30
9. Teorias de Inspiração 31
10. Teorias Evangélicas de Inerrância 32
11. M aneiras de H arm onizar as Discrepâncias da Escritura 33
12. Respostas a Supostas D iscrepâncias da Escritura 34

Teologia Propriamente Dita


13. C oncepções Rivais A cerca de Deus 38
14· Sete G randes Cosmovisões 41
15. A rg um entos Clássicos a Favor da Existência de Deus 42
16. A valiação dos A rg u m en to s Clássicos a Favor da Existência de Deus 44
17· O C o n h e c im e n to de Deus 46
18. Esquemas de Classificação dos A tributos Divinos 47
19. R epresentação Gráfica dos A tributos de Deus 48
20. Definições dos A tributos de Deus 49
21. 0 D esenv olvim ento H istórico da D o u trin a da Trindade 51
22. A ntigo D iagram a da Trindade S a n ta 53
23. Principais N oções A cerca da Trindade 54
24· U m a A p resen taç ão Bíblica da Trindade 56
25. C oncepções Falsas A cerca da Trindade 58
26. O s N o m es de Deus 59

Cristologia
27. Heresias Cristológicas Históricas 61
28. Falsas C oncepções A cerca da Pessoa de Cristo 63
29. A U nião da D ivindade e da H u m an id ad e n a Pessoa do Filho 64
30. Teorias A cerca da Kenosis 65
31. A Pessoa de Cristo 65
32. Profecias Messiânicas C um pridas em Cristo 68
33. A Pecabilidade versus Impecabilidade de Cristo 70
34· Teorias A cerca da Ressurreição de Jesus Cristo 71

Pneumatologia
35. O Ensino Bíblico A cerca do Espírito S anto 74
36. Títulos do Espírito Santo 76
37· A O b ra do Espírito Santo na Salvação 77
38. Q u a tro C o n ju n to s de D ons Espirituais 78
39. Síntese dos D ons Espirituais 79
40. Pontos de Vista A cerca das “Línguas” 82

Angelologia
41· C om paração entre os Anjos, os Seres H u m a n o s e os A nim ais 83
42. Os Filhos de D eus em Gênesis 6 84
43. O Ensino Bíblico A cerca dos Anjos 85
44· A D o u trin a de S atanás e dos D em ônios 86
45. N om es de Satanás 88

Antropologia
46. Teorias A cerca da C onstituição do H o m em 89
47. As D im ensões da Imago Dei 91
48. C oncepções sobre a N atureza da Imago Dei 92
49. ·Teorias da Justiça Original 93
50. Teorias do Pecado Original 94
51. A Im putação do Pecado de A d ão 95
52. Teorias sobre a N atu rez a do Pecado 98

Soteriologia
53. Definição dos Termos Básicos da Salvação 99
54· C oncepções A cerca da Salvação 100
55. C om paração de Termos Soteriológicos 101
56. A A plicação da Salvação no Tempo 102
57. A rgum entos Tradicionais sobre a Eleição 103
58. Principais C oncepções Evangélicas sobre a Eleição 105
59. A O rd e m dos D ecretos 106
60. O s C inco Pontos do Calvinism o e do A rm inianism o 107
61. D iferentes C oncepções A cerca dos Meios de G ra ça 109
62. Vocação G eral versus Vocação Eficaz 110
63. O s Sete S acram entos C atólico -R om anos 111
64· C oncepções A cerca da Expiação 112
65. A E xtensão da E xpiação 114
66. A Teoria Penal Substitutiva da Expiação 115
67. O s Resultados da M orte de Cristo 116
68. Variedades do U niversalismo 117
69. C oncepções A cerca da Santificação 119
70. C inco C oncepçõ es A cerca da Santificação 120

Eclesiologia
71. O F u n d a m e n to da Igreja 122
72. U m a C om p aração Dispensacional entre Israel e a Igreja 123
73. A Igreja Local C o n trasta d a com a Igreja U niversal 124
74· A nalogias e n tre Cristo e a Igreja 125
75. O s Ofícios de Presbítero e D iácono - Qualificações e D everes 126
76. Qualificações Funcionais dos Presbíteros e Diáconos 127
77. O Ofício de Presbítero 128
78. O Ofício de D iácono 129
79. Q u a tro C on cepções sobre o Batismo com A gua 130
80. Q u a tro C oncepções sobre a Ceia do S en h o r 132
81. Disciplina Eclesiástica 134
82. Fluxogram a de Disciplina Eclesiástica 135

Escatologia
83. Termos Básicos sobre a S egunda Vinda de Cristo 136
84· C oncepções A cerca do A rre b a ta m e n to 137
85. C oncepções A cerca do M ilênio 141
86. Q u a d ro C ronológico Dispensacional das Últim as Coisas 145
87. C oncepções A cerca das Ultim as Coisas 146
88. Perspectivas sobre o Extincionism o 147
89. Castigo E terno 148

Bibliografia 149
Prefácio
A p reparação deste livro de esboços de teologia e d o u trin a foi um a tarefa prolongada, porém frutífera. Desde
que com ecei a ensinar teologia n a U niversidade LeTourneau e depois no Sem inário Teológico de Dallas, senti que
havia a necessidade de um livro de esboços básicos sem elhante ao m eu O N ovo 7estamento em Quadros (Ed. Vida,
1999). Este volum e não é um a ten tativ a de oferecer u m a análise ou pan o ra m a exaustivo da teologia. A n tes, m in h a
in te n çã o foi expor de m aneira tão equitativa q u a n to possível as diferentes perspectivas acerca de u m a grande
variedade de tem as teológicos que com freqüência interessam aos e stu d a n tes de teologia ou pelo m enos são
en co n trad o s por eles. Essencialm ente, segui um a abordagem clássica da teologia, o que poderá de sa p o n ta r alguns
estudiosos. Todavia, creio que, de m aneira geral, isto será mais benéfico aos professores, estudantes e leigos que
serão os principais usuários desta obra. A teologia tem e xperim entado tem pos difíceis em alguns círculos, porém,
para aqueles que verd ad eiram en te valorizam a Palavra dc Deus e desejam saber o que Deus está p rocurando
revelar ao seu povo, ela é um a tareia necessária e gloriosa. Espero que todos aqueles que utilizarem este livro
o b te n h a m os benefícios que recebi ao escrevê-lo. E inevitável que ocorram diferentes tipos de erros n a preparação
de um livro desta natureza, com sua infinidade de detalhes. Terei prazer em corrigidos em futuras edições, à
m edida que os leitores me inform arem a respeito deles.

H. W ayne H ouse

Soli D eo Gloria!
Agradecimentos
M uitas pessoas influenciaram na produção deste livro. Desejo agradecer aos alunos de m inhas diferentes
turm as de teologia n o Sem inário Teológico de Dallas, especialm ente aos que me ofereceram um a assistência especial
n a elaboração destes esboços: M ark A llen, Rod Chaney, K athie C h u rc h , Larry Gilcrease, A la n K. G inn, Casey
Jones, Mike Justice, Jo h a n n Lai, R andy Knowles, Toni M artin, D o re e n M ellott, Steve Pogue, Greg Powell, Brian
Rosner, D avid Seider, Brian Smith, Gayle Sumner, Larry Trotter. A gradeço de m aneira especial a R ichard G reene,
Greg Trull e Steve Rost, assistentes de pesquisa e amigos que trab alh aram comigo neste e em outros projetos,
prestando u m serviço de am or a um irmão em Cristo. Se h ouver outros, peço perdão por m eu esquecim ento.

Alguns auxiliares de ensino do W estern Baptist College tam bém me foram úteis q u an d o eu era deão e professor
de teologia n aq u ela escola: Rob Baddeley, M arie T h o m p so n , Toni Powell e C olleen S chneider Frazier. M eu m uito
obrigado tam b ém ao Professor T im A nderson.

Também desejo expressar m in h a gratidão aos colegas do Sem inário de Dallas (Craig Blaising, Lanier Burns,
N o r m a n Geisler, Fred H owe, R obert L igthner e Ken Sarles) que e x am in aram os diferentes esboços relacionados
com as suas especialidades teológicas.

Gregg Harris deu-m e grande incentivo n a decisão de e m p ree n d e r a pro dução deste livro utilizando m eu
c o m p u tad o r M acin to sh e A ldus PageMaker. O brigado Gregg.

S ta n G u ndry e Len Goss, da Z ondervan, foram mais que pacientes em aguardar a conclusão desta obra. Eles
d em o n stra ram simpatia e com preensão cristã para comigo d u ra n te os últimos anos, m uito além do que eu poderia
ter esperado deles. A gradeço sinceram ente ao S en h o r por eles.

Finalm ente, quero agradecer a m inha esposa, Leta, e aos m eus filhos, Carrie e N a th a n , que têm sido um a
b ênção de D eus para mim ao longo dos anos. O seu apoio realm en te tem sido um a das maravilhosas dádivas de
D eus a mim.
1. Traços Distintivos dos Sistemas Teológicos
Teologia Católica Rom ana Tradicional

N a tu re z a da A teologia está evoluindo c o n sta n te m e n te no seu e n te n d im e n to da fé cristã. O princípio


I t / o 'n ‫ ״‬ia inaciano da acom odação e 0 princípio do desenvolvim ento, proposto por J. H. N ew m an,
refletem a natureza m utável da teologia católica rom ana. O elem en to de m u d a n ç a do
catolicismo deve-se prim ordialm ente à posição de autoridade conferida ao ensino da igreja.

R ev e la çã o A Bíblia, incluindo os apócrifos, é reconhecida co m o a fonte autorizada de revelação,


ju n ta m e n te com a tradição e 0 ensino da igreja. O papa tam b ém faz pro n u n ciam e n to s
investidos de autoridade ex cathedra (da cadeira) sobre questões de d o u trin a e moral. Esses
pro n u n ciam e n to s são isentos de erro. A igreja é a mãe, guardiã e intérprete do cânon.

M uitos estudiosos católicos rom anos posteriores ao C oncilio Vaticano II afastaram -se do
ensino tradicional da igreja nessa área, abraçaram as perspectivas d a alta crítica acerca das
Escrituras e rejeitaram a infalibilidade papal.

Salvação A graça salvadora é com unicada m ediante os sete sacram entos, que são meios de graça. O
Batismo, a C onfirm ação (ou Crisma) e a Eucaristia referem-se à iniciação n a igreja. A
Penitência (ou Confissão) e a U n ç ã o estão relacionadas com a cura. O M atrim ônio e as
O rd e n s são sacram entos de compromisso e vocação.

A igreja m inistra os sacram entos por meio do sacerdócio o rd e n ad o e hierarquicam ente


organizado. Segundo a concepção tradicional, n ã o havia salvação fora da igreja, mas o
ensino recente tem reconhecido que a graça pode ser recebida fora da igreja.

N o sacram ento da Eucaristia, 0 pão e 0 vin h o tornam -se literalm ente o corpo e 0 sangue de
Cristo (tra n su b sta n ciação ).

igreja O s qu atro atributos essenciais da igreja são unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade.
F u n d am e n ta lm e n te , a igreja é a hierarquia ordenada, atingindo o seu ápice no papa.

A organização está constituída em torno de um a autoridade sacerdotal centralizada, que


teve 0 seu início com Pedro. A autoridade do sacerdócio é transm itida por meio da
sucessão apostólica n a igreja. O s bispos de Rom a tê m autoridade para avaliar as
conclusões acadêm icas e fazer p ro n u n c ia m en to s e definições conciliares.

A igreja é a m ediadora da presença de Cristo no m undo. D eus usa a igreja com o sua agente
para levar 0 m u n d o em direção ao seu reino.

M ana N o Concilio de Efeso (431 d.C.), M aria foi declarada a mãe de Deus assim como a mãe de Jesus
Cristo, no sentido de que 0 Filho que ela deu à luz era ao mesmo tem po Deus e hom em .

São observadas q u atro festas m arianas (anunciação, purificação, assunção e o nascim ento
de Maria).

M aria ficou isenta do pecado original ou de pecado pessoal em virtude da intervenção de


D eus (a im aculada concepção).

M aria é a misericordiosa m ediadora en tre 0 ser h u m a n o e Cristo, 0 Juiz.

A lgum as partes deste gráfico baseiam -se e m m ateriais extraídos de Tensions in Gmtemjxirurs Tfw )logy [Tensões n a Teologia C o n te m p o r â n e a ] , eds. Stanley
N. G u n d rv e A la n F. J o h n so n (Chicago: M oody Press, 1976). U sado m e d ia n te permissão.
1. Traços Distintivos (continuação)
Teologia N atural

D e fin iç ã o A teologia n atu ra l é a te n tativ a de obter (‫ י‬e n te n d im e n to de D eus e do seu relacio nam ento
co m o universo por meio da reflexão racional, sem apelar à revelação especial tal com o a
au to-revelação de D eus em Cristo e nas Escrituras.

Base D eus é 0 Ser eterno, im utável, soberano, santo, pessoal, criador do universo. Ele tem tudo
E p iste m o - sob seu controle e desde a etern idade planejou o futuro por meio de seus eternos decretos.
lógica Isso é feito de tal m aneira que ele n ão é m o ralm en te responsável pelo mal.

R e la ç ã o co m A teologia n a tu ra l tra ta da existência e dos atributos de D eus a partir de fontes com uns a
a Teologia todos os seres h u m a n o s (criação, raciocínio lógico, etc.), ao passo que a teologia revelada
R e v e la d a tra ta de verdades específicas discernidas nas Escrituras. A teologia n a tu ra l requer som ente
a razão, e n q u a n to que a teologia revelada tam bém req u er fé e a ilum inação do Espírito.

P ro p ó s ito A teologia n atu ra l pode ser usada apologeticam ente para provar a existência de Deus. Ela
da Teologia tam b é m fornece apoio à teologia revelada. Se as conclusões da teologia n atu ra l são aceitas,
N a tu r a l e n tã o tam b ém é “razoável” aceitar a verdade teológica revelada. Assim, a teologia n atu ral
te m u m propósito evangelístico.

Possíveis A teologia n a tu ra l carece de base bíblica.


O b je ç õ e s
A teologia n a tu ra l te n ta isentar a razão dos efeitos da q u e d a e da depravação.

Teologia Luterana

Teologia A teologia e stru tu ra ‫ ׳‬se em to m o das três doutrinas fundam entais da sola scriptura
(som ente a Escritura), sola gratia (som ente a graça) e sola fide (som ente a fé).

C risto C risto é o c e n tro d a Escritura. A sua pessoa e obra, especialm ente a sua m orte vicária,
são 0 fu n d a m e n to da fé cristã e da m ensagem da salvação.

R e v e la ç ã o S om ente a Escritura é a fonte autorizada da teologia e da vida e ensino da igreja. A Escritura


é a própria Palavra de Deus, sendo tão verdadeira e d o ta d a de autoridade q u a n to 0 próprio
Deus.
N o cen tro da Escritura estão a pessoa e a obra de Cristo. Assim sendo, o principal propósito
da Escritura é soteriológico - proclam ar a m ensagem de salvação em Jesus Cristo. A
Palavra, por meio da obra de Cristo, é 0 m odo com o Deus efetua a salvação.
1. Traços Distintivos (continuação)
S alvação A salvação é somente pela graça m ediante a fé. A fonte da salvaçao é a graça de Deus manifestada
pela obra de Cristo, 0 fundam ento da salvação. O meio de receber a salvação é somente a fé.

As pessoas em n a d a con trib u em para a sua salvação. Elas estão inte ira m e n te destituídas de
livre ‫ ׳‬arbítrio com respeito à salvação, e assim D eus é a causa eficiente da salvação.

O Espírito S a n to a tu a por interm édio da palavra do Evangelho (inclusive 0 batism o e a Ceia


do Senhor) para trazer salvação.

0 Espírito usa 0 batism o das crianças para produzir nelas a fé e levá-las à salvação.

A Eucaristia (ou Ceia do Senhor) envolve a presença real de Cristo com o pão e o vinho,
em bora tais elem entos p e rm an e çam pão e vinho (consubstanciação).

A teologia da cruz deve ser a m arca da verdadeira teologia. Em vez de se co n c e n tra re m nas
coisas referentes à natureza invisível e às obras de Deus, conform e discutidas n a teologia
natural, que L utero cha m a de teologia da glória, os cristãos devem concentrar-se na
hum ildade de Deus revelada n a m orte de Cristo n a cruz. Em u m a teologia da cruz, os
crentes passam a ter 0 c o n h e cim e n to de D eus e tam bém u m verdadeiro co n h e c im e n to
de si mesmos e do seu relacion am ento com Deus.

Teologia Anabatista

Ieologia O s anabatistas não deram ênfase aos estudos teológicos sistemáticos. A ntes, as doutrinas
eram forjadas à m edid a que se aplicavam à vida. O s anabatistas caracterizaram -se por seu
zelo missionário, vida separada e ênfase n a eclesiologia.

R ev e la ç ã o A Bíblia deve ser p le n a m e n te obedecida n a vida do cnstão. Ela é a única autoridade e guia.
O Espírito revela a m ensagem d a Palavra à com unidade da té. A in terp retaçã o das
Escrituras é discernida principalm ente nas reuniões da igreja. Os anabatistas te n d e m a
concentrar-se mais nos ensinos de Cristo e do N ovo Testam ento do que n o A ntigo
T estam ento.

Salvação O pecado não é ta n to u m a servidão do livre-arbítrio h u m a n o e sim a capacidade perdida


de responder a Deus. 0 livre-arbítrio do ser h u m a n o lhe perm ite arrepender-se e obedecer
ao evangelho. Q u a n d o alguém se arrepende e crê, D eus o regenera para a n d ar em
novidade de vida. A ênfase m aior está n a obediência e n ã o n o pecado, n a regeneração e
n ã o n a justificação.

Igreja A igreja é 0 corpo visível dos crentes obedientes a Cristo. A igreja existe com o u m a
c o m u nidad e visível, e não com o um corpo invisível ou u m a igreja estatal.

S om ente adultos crentes podem participar do batismo. O batism o testifica a separação do


c re n te em relação ao m u n d o e o seu compromisso de obediência a Cristo.

O s sacram entos - batism o e Ceia do S e n h o r - são apenas símbolos da obra de Cristo; eles
n ã o conferem graça ao participante. As características da vida do m em bro da igreja devem
ser conversão pessoal, vida santificada, sofrim ento por Cristo, separação, am or pelos
irmãos, não-resistência e obediência à G rande Comissão. A igreja é o reino de Deus que
está em co n stan te conflito com o reino ímpio do sistema m undial. A igreja deve
evangelizar no m undo , mas não deve participar do seu sistema. Isto afasta a participação
em qualquer ofício g overnam ental ou serviço militar.
1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia Reformada

Teologia A teologia reform ada fu n d am en ta-se no tem a central da soberania de Deus. Toda a realidade
está sob o dom ínio suprem o de Deus.

D eus D eus é soberano. Ele é perfeito em todos os aspectos e possui to d a justiça e poder. Ele criou
todas as coisas e as sustém. C o m o o Criador, ele em n e n h u m sentido é lim itado pela
criação.

R e v e la ç ã o A teologia reform ada baseia-se som ente n a Escritura (sola scríptura). A Bíblia é a Palavra de
D eus e com o tal p erm anece isenta de erros em todos os aspectos. A Escritura dirige toda a
vida e ensino da igreja. A Bíblia possui autoridade em todas as áreas que aborda.

S alvação N a eternidade passada, Deus escolheu um certo n ú m ero de criaturas caídas para serem
reconciliadas com ele mesmo. N o tem po oportuno, Cristo veio para salvar os escolhidos.
O Espírito S a n to ilumina os eleitos para que possam crer no Evangelho e receber a
salvação. A salvação pode ser resum ida nos C inco Pontos do Calvinismo: D epravação
Total, Eleição Incondicional, Expiação Limitada, G raça Irresistível e Perseverança dos
Santos (as iniciais em inglês form am a palavra T U L IP).

Igreja A igreja é com posta dos eleitos de D eus que recebem a salvação. Por meio do p acto com
Deus, eles estão com prom etidos a servi-lo no m undo.

O batism o simboliza a e n trad a n a co m unidade do pacto ta n to para as crianças q u a n to para


os adultos, em bora ambos possam ren u n c iar ao seu batismo.

Q u a n d o os crentes participam com fé da C eia do Senhor, 0 Espírito S a n to atua neles para


torná-los participantes espirituais.

Em geral, os presbíteros eleitos pela igreja ensinam e governam a com unidade local.
A unidade da igreja deve basear-se no consenso doutrinário.
1. Traços Distintivos (continuação)
Teologia A rm iniana

Teologia A teologia arm iniana preocupa-se em preservar a justiça (equam m idade) de Deus. C om o
pode u m Deus justo considerar as pessoas responsáveis pela obediência a m a n d am en to s
que são incapazes de obedecer? Esta teologia dá ênfase à presciência divina, à
responsabilidade e livre-arbítrio hum anos, c à graça capacitadora universal (graça com um ).

Í \ ‫־‬US D eus é soberano, mas resolveu conceder livre-arbítrio aos seres hum anos.

S a h açao Deus predestinou para a salvação aqueles que ele viu de a n te m ã o que iriam arrepender-se e
crer (eleição condicional). Cristo sofreu pelos pecados de toda a hum an idade; assim sendo,
a expiação é ilimitada. A salvação pode ser perdida pelo crente, e por isso a pessoa deve
esforçar-se para não cair e se perder. Cristo não pagou a penalidade dos nossos pecados,
pois se o tivesse feito todos seriam salvos. A ntes, Cristo sofreu pelos nossos pecados para
que o Pai pudesse perdoar aqueles que se arre p e n d em e crêem. A m o rte de Cristo foi um
exemplo da penalidade do pecado e do preço do perdão.

Teologia Wesleyana

leolo gia A teologia wesleyana é essencialm ente arm iniana, mas tem um senso mais forte da
realidade do pecado e da depen d ên c ia da graça divina.

ί\Γ\ !,11 ·H‫׳‬ A Bíblia é a revelação divina, o padrão suprem o para a fé e a prática. Todavia, existem
qu atro meios pelos quais a verdade é m ediada - a Escritura, a razão, a tradição e a
experiência ( 0 quadrilátero wesleyano). A Escritura possui autoridade suprema. Depois
da Escritura, a experiência c o n tin u a a ser a m elhor evidência do cristianismo.

Salvação A salvação é um processo de graça com três passos: graça preveniente, graça justificadora e
graça santificadora. A graça p rev en ien te é a obra universal do Espírito en tre 0 nascim ento
e a salvação de um a pessoa. A graça preveniente im pede que alguém se afaste m uito de
Deus e capacita a pessoa a responder ao evangelho, positiva ou negativam ente. Para
aqueles que recebem 0 evangelho, a graça justificadora produz salvação e inicia 0
processo de santificação.

O cren te te m com o alvo a obte n ç ão da inteira santificação, que é produzida pelo Espírito
San to em um a segunda obra da graça. A inteira santificação significa que a pessoa foi
aperfeiçoada em amor. A perfeição n ão ·é absoluta, porém relativa e dinâm ica. Q u a n d o
alguém pode am ar sem interesse próprio ou m otivos impuros, e n tão ele ou ela alcançou
a perfeição.
1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia Liberal

Teologia Os teólogos liberais procuram articular 0 cristianismo em termos da cultura e do


p en sa m en to contem porâneos. Eles buscam preservar a essência do cristianismo em
termos e conceitos m odernos.

Deus Deus é im anente. Ele habita no m u n d o e não está acima ou separado dele. Assim,
não existe distinção entre o n a tu ra l e 0 sobrenatural.

T rin d a d e O Pai n ão atu a sobrenaturalm en te, mas por meio da cultura, filosofia, educação e
sociedade. A teologia liberal geralm ente é unitária e não trinitária, re c o n h e c en d o
som ente a divindade do Pai. Jesus estava “repleto de D eus”, mas não era Deus
encarnado. O Espírito n ão é u m a pessoa da Divindade, mas simplesmente a atividade
de Deus no m undo.

C ris to C risto deu à h u m a n id ad e um exemplo moral. Ele tam b é m expressou Deus a nós. Cristo não
m orreu para pagar a penalidade dos nossos pecados ou para im putar a sua justiça aos seres
hum anos. Ele não era D eus n e m salvador, mas simplesmente o re p resentante de Deus.

E sp írito O Espírito é a atividade de D eus no m undo, e n ã o um a terceira pessoa da D ivindade


S a n to igual em essência ao Pai e ao Filho.

R e v e la ç ã o A Bíblia é um registro h u m a n o falível de experiências e pensam entos religiosos. A validade


histórica do registro bíblico é posta em dúvida. As avaliações científicas provam que os
elem entos miraculosos da Bíblia são apenas expressões religiosas.

Salvação O ser h u m a n o n ã o é pecador por natureza, mas possui um s entim ento religioso universal.
O alvo da salvação não é a conversão pessoal, mas 0 aperfeiçoam ento da sociedade. Cristo
deu 0 exemplo supremo daquilo que a h u m a n id a d e se esforça por alcançar e irá tornar-se
um dia. D e m aneira característica, a teologia liberal tem negado uniform em ente a queda,
o pecado original e a natureza substitutiva da Expiação.

F u tu r o Cristo não irá voltar em pessoa. O reino virá à terra com o conseqüência do progresso moral
universal.
1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia Existencial

Teologia O s teólogos existenciais afirmam que precisamos desmitificar ou “desmitologizar” a


Escritura. “Desmitologizar a Escritura significa rejeitar não a Escritura ou a m ensagem
cristã, mas a cosmovisão de um a época antiga.” Isso implica em explicar tudo 0 que é
sobrenatural com o sendo u m mito. Por conseqüência, a parte im portante da fé cristã
passa a ser a experiência subjetiva, e não a verdade objetiva (ver Salvação). A Bíblia,
q u an d o desmitologizada, não fala acerca de Deus, mas acerca do hom em .

D eus E impossível u m c o n h ec im e n to objetivo da existência de Deus. O con ceito de D eus foi um


auxílio para os primeiros cristãos e n te n d e re m a si próprios, mas em nosso tem po, ten d o
um a cosmovisão diferente, podem os ver o que está por trás do m ito. Assim, D eus é a
nossa declaração acerca da vida h u m a n a . “Portanto, está claro que, se um h o m e m vai
falar acerca de Deus, ele e v id e n tem en te precisa talar a respeito de si m esm o” (B ultm ann).
Se D eus existe, ele atu a no m u n d o com o se não existisse, e nós n ã o podem os conhecê-lo
de n e n h u m m odo objetivo.

T rin d a d e A Trindade é u m m ito relacionado com o c o n te ú d o sobrenatural da Bíblia (ver Deus).

C risto Jesus é sim plesm ente um h o m e m com um . C om o 0 N ovo T estam ento é considerado um
mito, nós n ã o temos m uito c o n h e c im e n to do “Jesus histórico", se é que temos algum
c o n hecim ento. Isso nos deixa um quadro de Jesus desprovido de qu alquer intervenção
“divina.” A Cruz n a d a significa n o que se retere a levar os pecados de m odo vicário, e a
Ressurreição é to ta lm en te inconcebível com o ev en to histórico. Isso tam b ém se aplica ao
N ascim en to Virginal e a outros milagres.

E sp írito Tudo 0 que sabemos sobre 0 Espírito S a n to provém de trechos sobrenaturais e n ã o fidedignos
S a n to da Bíblia, que n a realidade são apenas míticos.

R e v e la ç ã o A Bíblia não é um a fonte de informações objetivas a respeito de Deus. Para m elhor


com pre en d ere m a si mesmas, as pessoas dos primeiros séculos criaram u m m ito em to rn o
de Jesus. Ele n ão operou milagres n e m ressurgiu d en tre os mortos. Se puderm os “elim inar
os m itos” do Evangelho, descobriremos o propósito original por trás do m ito e poderem os
e n c o n tra r orientação para as nossas vidas n a atualidade. Isto é ch a m ad o de
“desmitologização.” A Bíblia to rn a ‫ ׳‬se um livro que tem com o objetivo transform ar as
pessoas por meio do encontro.

S alvação “Salvação” é e n c o n tra r o nosso “verdadeiro e u .” Isso é feito por m eio da decisão de colocar
a nossa fé em Deus, e essa decisão irá m u d ar o nosso e n te n d im e n to de nós mesmos. Assim
sendo, a salvação é um a m u d a n ç a de toda a nossa perspectiva e c o n d u ta de vida,
fu n d am e n tad a em u m a experiência de “D e u s”; n ão é um a m u d a n ç a da natureza h u m an a.
C om o na d a conh ecem os ob jetivam ente acerca de Deus, é um a questão de “ter fé n a fé.”

M ito B u ltm an n en ten d ia um m ito com o um m odo de falar do T ran scen d en te em termos deste
m undo: “M itologia é um a form a de simbolismo na qual aquilo que n ã o é deste m undo,
aquilo que é divino, é representad o com o se fosse deste m u n d o e h u m a n o ; o ‘além ’ é
representado com o ‘0 aqui e agora.’”
1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia N eo-O rtodoxa

Teologia A n e o -o rto d o x ia é mais um a h e rm e n ê u tic a do que u m a teologia sistem ática com pleta.
Ela foi um a reação c o n tra o liberalismo do final do século dezenove e esforçou-se por
preservar a essência da teologia da Reform a ao m esm o tem po que se ad ap tav a a
questões co n tem p o rân eas. E u m a teologia do e n c o n tro en tre D eus e 0 ser hu m an o .

Deus D eus é to ta lm e n te tra n sc e n d e n te, exceto q u a n d o decide revelar-se ao ser h u m an o .


D eus é in te ira m e n te soberano sobre a sua criação e in d e p e n d e n te dela. D eus n ã o pode
ser co n h ecid o por m eio de provas (K ierkegaard). D eus n ã o pode ser c o n h ecid o por
dou trin as objetivas, mas por meio de u m a experiência de revelação.

Cristo Cristo, conform e m anifesto n a Escritura, é 0 Cristo d a fé, e n ã o necessariam ente 0 Jesus
histórico. Cristo é a revelação de Deus. O Cristo im p o rta n te é aquele e x p erim en tad o
pelo indivíduo. Cristo n ã o teve u m n asc im e n to virginal (B ru n n e r). Ele é o símbolo do
n ov o ser n o qual tu d o o que separa as pessoas de D eus é elim inado (Tillich).

Revelação H á u m a tríplice revelação de D eus ao h o m e m por m eio da sua Palavra. Jesus é o Verbo feito
carne. A Escritura a p o n ta para a Palavra. A pregação proclam a o Verbo feito carne.

A Bíblia c o n té m a Palavra de Deus. A Palavra é revelada pelo Espírito à m edida que a


Bíblia e C risto são proclam ados. A Bíblia é h u m a n a e falível, sen do confiável som ente
n a m edida em que D eus se revela por m eio de en co n tro s co m a Escritura. A historicidade
d a Escritura n ã o é im p o rtante. O relato d a criação é um m ito (N iebuhr) ou u m a saga
(Barth).

Salvação O h o m e m é to ta lm e n te pecam inoso e so m en te pode ser salvo pela graça de Deus.


A Palavra produz u m a crise de decisão en tre a rebeldia do p ecado e a graça de Deus.
So m e n te pela fé a pessoa pode escolher a graça de D eus nessa crise e receber a salvação.
Toda a h u m a n id a d e está eleita em Cristo (Barth). N ã o existe n e n h u m pecado h erd ad o
de A d ã o (B ru n n e r). O h o m e m peca por opção, e n ã o por causa d a sua natureza (B ru n n e r).
Pecado é 0 egocentrism o (B runner). Pecado é a injustiça social e o m edo (N iebuhr).
A salvação é o com prom isso com D eus por in term éd io de u m “salto de fé” às cegas
q u a n d o se está em desespero (Kiekegaard).

Escatologia O inferno e o castigo ete rn o n ã o são realidades (B ru n n e r).


1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia da Libertação

Teologia A teologia n ã o é vista com o um sistema de dogmas e sim com o um meio de dar início a
m udan ças sociais. Essa n oção tem sido ch am ad a “a libertação da teologia” (H. Segundo).
Essa teologia surgiu a partir do V aticano II e das tentativas de teólogos liberais no sentido
de en fren ta rem as desigualdades sociais, políticas e econôm icas em face de um cristianismo
n ã o mais guiado por u m a cosmovisão bíblica. Boa parte do c o n tex to da teologia da
libertação tem sido a A m érica Latina e essa teologia to r n o u ‫ ׳‬se um a resposta à opressão
política dos pobres. O s seus pro p o n en tes com freqüência têm concepções distintas; na
realidade, não existe um a teologia da libertação “unificada.” A ntes, trata-se de diversas
“altern ativas” estreitam en te relacionadas que derivam de raízes com uns. Em vez de um a
teologia clássica interessada em questões teológicas com o a n atureza de Deus, o ser
h u m a n o ou 0 futuro, a teologia da libertação está interessada neste m u n d o e em com o
p odem ocorrer m u danças por meio da ação política. N a A m érica L atina em especial,
teólogos católicos rom anos procuraram com binar 0 cristianismo e o marxismo.

D eus Deus é ativo, colocando-se sempre ao lado dos pobres e oprimidos e co n tra os opressores,
de m odo que não a tu a de m aneira igual para com todos. O s teólogos da libertação
a c e n tu a m a sua im an ência em d etrim e n to da sua transcendên cia. D eus é m utável.

C risto Jesus é visto com o u m messias do envo lvim ento político. Ele é D eus e n tra n d o n a luta pela
justiça ao lado dos pobres e dos oprimidos. Todavia, ele n ã o foi u m salvador no sentido
tradicional da palavra. Em vez disso, os teólogos da libertação defen dem um a idéia de
“influência m o ral” no que diz respeito à expiação. N a d a se diz acerca de um a satisfação da
ira de Deus c o n tra 0 ser hu m ano.

E sp írito A pneum atologia está virtualm ente ausente da teologia da libertação. Parece difícil en co n trar
S a n to um papel para a obra do Espírito S an to nos sistemas políticos centrados no ser h u m ano.

R e v e la ç ã o A Bíblia não é um livro de verdades e norm as eternas, mas de registros históricos específicos
(muitas vezes pouco fidedignos). N o e n ta n to , m uitas passagens são utilizadas em apoio
dessa teologia, especialmente o relato do Exodo. O s teólogos da libertação utilizam a “nova”
h erm e n ê u tic a a fim de defenderem as suas posições. C o m o a sua teologia se apóia em um a
análise m arxista e é vista com o u m m odo útil de criar ações “apropriadas” (ver Salvação),
eles dão ênfase prim ariam ente a norm as éticas que alcancem os fins do m ovim ento.

S alvação A salvação é vista com o u m a transformação social em que se estabelece justiça para os pobres
e oprimidos. “O católico que não é u m revolucionário está vivendo em pecado m o rtal” (C.
Torres). Q u a lq u e r m étodo para alcançar esse fim é aceitável, até m esm o a violência e a
revolução. Essa concepção tende para o universalismo, e o evangelismo torna-se
sim plesm ente 0 esforço de gerar consciência e preparar as pessoas para a ação política.

Igreja A igreja é vista com o um in stru m en to para transform ar a sociedade: “A atividade pastoral da
igreja não é um a conclusão que resulta de premissas teológicas... [ela] te n ta ser parte do
processo pelo qual o m u n d o é transform ado ” (G. Gutiérrez). A n eutralidade política n ã o é
um a opção para a igreja.
1. Traços Distintivos (continuação)

Teologia Negra

Teologia A teologia negra é um a forma de teologia da libertação que tem n o seu ce n tro 0 tem a da
opressão dos negros pelos brancos. Ela resultou da “necessidade de as pessoas negras
definirem 0 propósito e sentido da existência negra em um a sociedade racista b ra n c a ”
(C one). Essa teologia em ergiu nas últim as duas décadas n a o n d a dos m ovim entos de
libertação com o um a expressão da consciência negra e pro cu ra abordar as questões que os
negros precisam en fren tar no seu d ia‫ ׳‬a ‫ ׳‬dia.

D eus C onceitos complexos ou essencialm ente filosóficos acerca de D eus são em grande parte
ignorados por causa da preferência pelas necessidades dos oprimidos. Assim sendo, os
conceitos cristãos brancos ensinados ao h om em negro devem ser rejeitados ou ignorados.
A firm a‫ ׳‬se que a pessoa de Deus, a T rindade, 0 seu suprem o poder e autoridade, bem
com o “indícios sutis do c aráter m asculino e b ran co de D eu s” n ã o se relacionam com a
experiência negra (e em alguns casos são antagônicos à m esm a). A perspectiva d o m in a n te
sobre D eus é de um D eus em ação, que liberta os oprimidos por causa da sua justiça. A sua
im an ên cia é mais enfatizada que a sua tra n sc e n d ê n cia e por isso ele é visto com o um ser
instável ou que está sem pre em m ud an ça.

T rin d a d e A T rindade n ã o é a c en tu ad a. Todavia, Jesus é Deus, mas no sentido da expressão visível de


interesse e salvação da parte de Deus.

C risto Cristo é aquele que liberta quase que exclusivam ente n u m sentido social. Ele é um libertador
ou “Messias N e g ro ” cuja obra de em ancipação dos pobres e oprimidos da sociedade
assem elha‫ ׳‬se à busca de libertação por p arte dos negros. A m ensagem de Cristo é “poder
n e g ro ” (H enry). A sua n atu reza intrínseca e atividade espiritual recebem pouca ou
n e n h u m a atenção. A lguns até m esm o n eg am o seu papel de sacrifício expiatório pelos
pecados do m u n d o e de d oador da vida e te rn a (Shrine).

R e v e la ç ã o A teologia negra n ã o está presa ao literalismo bíblico, mas é de natureza mais pragm ática.
S om en te a experiência da opressão negra é 0 padrão investido de autoridade.

S alv ação A salvação é a liberdade da opressão e perten ce aos negros nesta vida. O s p ro p o n en tes da
teologia negra estão interessados mais especificam ente nos aspectos políticos e teológicos
da salvação do que nos aspectos espirituais. Em outras palavras, a salvação é a libertação
física da opressão b ra n c a em vez d a liberdade n o to c a n te à natureza e atos pecam inosos
de cada indivíduo. A ap resen tação do céu com o u m a recom pensa por seguir a Cristo é
vista com o u m a te n ta tiv a de dissuadir os negros do alvo da verdadeira libertação de sua
pessoa integral.

Igreja A igreja é 0 c e n tro da expressão social da c o m un idade negra, o n de os negros p od em expressar


liberdade e igualdade (C one). Assim sendo, a igreja e a política con stitu e m u m todo coeso
em que se realiza a expressão teológica do desejo de liberdade social.
2. Modelos Teológicos Feministas Contemporâneos
Raízes da Teologia Feminista
O surgim ento do M ovim ento de Libertação da M ulher a partir de m eados do século XX ajudou a criar um a
consciência crítica feminista. Essa consciência, ao interagir com a Bíblia e as tradições teológicas cristãs,
tem buscado um a nova investigação de paradigmas antigos e um a n ova agenda de estudo. Essa “n o v a ”
investigação e agenda resultou nos seguintes modelos.

M o d e lo P r o p o n e n te s P o n to de Vista

R e je c c io n ista E n ten d e que a Bíblia prom ove um a estru tu ra patriarcal


(pós-cristão) opressora e rejeita a sua autoridade.

B. Friedan, K. Millett, G. Rejeita to talm e n te as tradições judaico ‫ ׳‬cristãs com o


A la da Rejeição
S tein em irrem ediavelm ente voltadas para o masculino.

R estaura a religião da magia ou aceita um misticismo da


A la da Restauração M. Daly, N. G oldenberg natureza baseado exclusivam ente n a consciência das
m ulheres.

C o n serv a d o r N ã o vê qualquer sexismo radicalm ente opressor no


(evangélico) relato bíblico.

A la J. Hurley, S. Foh, S. Clark, Busca o rdem por meio de papéis com plem entares. O
Tradicional G. Knight, E. Elliot, papel da m u lh er n a ordem criada por D eus deve
C oncilio pela expressar‫ ׳‬se pela submissão e d e p e n d ê n c ia voluntária
M asculinidade e n a igreja e n a família (e para alguns n a sociedade). O
Feminilidade Bíblica p adrão divino p ara os h o m en s é a liderança amorosa.
Isso não dim inui a verdadeira liberdade e dignidade
das m ulheres.

A la C. Kroeger, A. Spencer, G. A Bíblia requer m ú tu a submissão, n e m o h o m e m n em a


Igualitária Bilizikian, Cristãos pela m ulher sendo relegados a um papel particular n a família,
Igualdade Bíblica igreja ou sociedade com base exclusiva no seu gênero.

R efo rm ista C o m o os rejeccionistas, vê um chauvinism o (valorização


(libertação) exagerada) patriarcal n a Bíblia e n a história cristã,
te n d o 0 desejo de s u pe r á 10 ‫ ׳‬. Seu com prom isso com a
libertação com o a m ensagem ce n tral da Bíblia impede
que rejeite a tradição cristã.

A la M oderada L. Scanzoni, V. M ollenkott, Por meio da exegese, te n ta trazer à luz o papel positivo
M. S. van L eeuwen das mulheres n a Bíblia. Algumas reformistas moderadas
buscam n a tradição profética um a herm enêutica
“utilizável” de libertação. Em textos que não tratam
especificamente de mulheres, elas en co n tram um apelo
à criação de um a sociedade justa, livre de todo tipo de
opressão social, econôm ica ou sexista.

A la Radical E. Schüssler, E. S ta n to n A pela a um a “h e rm e n ê u tic a de suspeita” feminista mais


abrangente. Parte do re c o n h e cim en to de que a Bíblia
foi escrita, traduzida, canonizada e in te rp reta d a por
hom ens. 0 c â n o n da fé ficou centralizado n o hom em .
Por meio da reconstrução teológica e exegética, as
m ulheres n o v a m e n te d evem assumir 0 lugar de
destaque que o cuparam na história cristã primitiva.
3. Guia para a Interpretação de Textos Bíblicos
Descritiva Racional Conclusiva
O que significa? Por que isso foi dito aqui? Qual é a importância?

T erm os O q u e se q u e r dizer co m o termo? Por q ue este te rm o é usado? (de m o d o geral) Q u ais são as verdades d o m in a n te s e nsinadas na
, passagem?
C o m o ele funciona nesta sentença? Por q u e este te rm o é usado? (de m o d o específico)
O q u e essas v erdades indicam sobre c o m o Deus
Q u e p alav ras-ch av e c are c e m de u m estud o Por q ue este é u m te r m o - c h a v e n a passagem? age o u q u e r q ue os c rentes ajam?
aprofu n dado ?

E stru tu ra Q u e tipo de frase é esta? Por q ue foi usado este estilo de frase? Q u ais são as verd ad es p e rm a n e n te s ensinadas
nas principais afirmações?
Q u e leis estru tu rais são utilizadas? Q u a is são as causas, efeitos ou propósitos
refletidos nas cláusulas? Q u e grandes m otivações ou promessas revelam
c o n tra s te causa/efeito as cláusulas subordinadas?
c o m p a ra ç ã o síntese/explicação Por q ue é usada esta o rd e m de palavras,
re p e tiç ã o p e rg u n ta/re spo sta expressões ou cláusulas? Q u e idéias c en trais são enfatizadas por meio da
p ro p o rç ão geral/específica o rd em das palavras ou das expressões?
clím ax p e rm u ta /in versão Por q ue os relac io n am en to s declarados são
c o m o são? Q u e limitações sã() e n co n tradas?
Q u ais são as principais palavras de ligação?

F orm a Q u e forma literária é utilizada? Por q u e é em p re g ad a esta forma literária? Q u a l é a im p o rtân c ia desta forma de literatura
L iterária e m relação à v erd ad e transm itida?
Q u a is são as suas características? Por q ue as figuras são usadas com o são?
Q u e luz é la n ç a d a sobre a v erd ad e pelas figuras
C o m o esta form a literária tra n sm ite o de linguagem utilizadas?
sen tid o d o autor?

A linguagem é literal o u figurada?

A tm o sfe ra Q u e aspectos d a passagem rev elam a Por qu e esse tipo de atm osfera d o m in a esta Q u a l é a im p o rtân c ia da atm osfera para a
atmosfera? passagem específica? a rg u m e n ta ç ã o d a passagem?

Q u e palavras que tra n sm ite m e m o ç ã o são Por q u e essa atm osfera é essencial para a O teor d o m in a n te da passagem é de
usadas? ap resen ta çã o eficaz desta passagem? e n c o ra ja m e n to ou repreensão?

C o m o se desenvolve n o te x to a a titu d e do
autor? e a dos leitores?

© 1987 Mark Bailey. Adaptado e usado mediante permissão.


4. Comparação entre Teologia do Pacto e Dispensacionalismo
P o n to de V ista Teologia do P a c to D is p e n s a c io n a lis m o

Descrição A teologia do pacto concentra-se em um grande A teologia dispensacionalista vê o m undo e a história da


pacto geral conhecido como 0 pacto da graça. hu m anidade como um a esfera doméstica sobre a qual
Alguns o tem denominado pacto da redenção. Deus supervisiona a realização do seu propósito e
Ele é definido por muitos como um pacto eterno vontade. Essa realização do seu propósito e vontade
enrre os membros da Trindade, incluindo os pode ser vista ao se observarem os diversos períodos
seguintes elementos: ( 1 ) 0 Pai escolheu um ou estágios das diferentes economias pelas quais Deus
povo para ser seu; (2) o Filho foi designado, lida com a sua obra e com a hum anidade em
com seu consentimento, para pagar o castigo particular. Esses diversos estágios ou economias são
do pecado desse povo; e (3) o Espírito Santo cham ados dispensações. O seu núm ero pode chegar
foi designado, com seu consentimento, para a sete: inocência, consciência, governo hum ano,
aplicar a ohra do Filho ao seu povo escolhido. promessa, lei, graça e reino.

Esse pacto da graça é realizado n a terra,


historicamente, por meio de pactos
subordinados, iniciando com 0 pacto das obras
e culm inando com a nova aliança, que cumpre
e completa a obra graciosa de Deus em relação
aos seres hum anos, n a terra. Esses pactos
incluem 0 pacto adâmico, o pacto noaico, 0
pacto abraâmico, 0 pacto mosaico, 0 pacto
davídico e a nova aliança.

O pacto da graça tam bém é usado para explicar


a unidade da redenção ao longo de todas as
eras, com eçando com a Queda, quando
term inou o pacto das obras.

A teologia do pacto não considera cada pacto


separado e distinto. Ao contrário, cada pacto
apoia-se nos anteriores, incluindo aspectos
dos mesmos e culm inando na nova aliança.

O Povo de Deus Deus tem um povo, representado pelos santo; Deus tem dois povos - Israel e a igreja. Israel é um povo
da era do Antigo T estam ento e os santos da terreno e a igreja é o seu povo celestial.
era do N ovo Testamento.

O Planei de Deus Deus tem 11m povo, a igreja, para 0 qual ele tem Deus tem dois povos separados, Israel e a igreja, e tem
para o seu Povo um plano em todas as eras desde Adão: reunir tam bém dois planos separados para esses dois povos
esse povo em um só corpo, tan to na era do distintos. Ele planeja um reino terreno para Israel.
Antigo quanto do N ovo Testamento. Esse reino foi adiado até a vinda de Cristo com poder,
um a ve: que Israel 0 rejeitou na sua primeira vinda.
D urante a era da igreja Deus está reunindo um povo
celestial. Os dispensacionalistas discordam se os dois
povos perm anecerão distintos no estado eterno.

O Plant) Divino Deus tem um plant) de salvação para 0 seu povo Deus tem som ente um plano de salvação, embora isso
de Salvação desde a época de Adão. E um plano de graça, muitas vezes seja m al-com preendido por causa de
sendo a realização do pacto eterno da graça, e inexatidões em alguns escritos dispensacionais.
vem por interm édio da fé em Jesus Cristo. Alguns têm ensinado ou entendido erroneam ente
que os crentes do A ntigo T estam ento foram salvos
por obras e sacrifícios. Todavia, a maior parte crê
que a salvação sempre toi pela graça m ediante a fé,
mas que o conteú do da té pode variar até a plena
revelação de Deus em Cristo.

Este grático re pre senta c oncep ções tradic ionais e está baseado prin c ipa lm e nte n o estudo de R ichard R Belcher, A Comparison of D is p a a a a a tiJ im and
Covenant Theoiapi [C o m p a ra ç ão e n tre 0 D ispensacionalism o e a Teologia do Pacto] (Columbia . S.Cl: R ichharrv Press, 1980).
4. Teologia do Pacto/Dispensacionalismo (continuação)
Ponto de Vista Teologia do Pacto Dispensacionalismo

O Lugar do Destino Deus tem som ente um lugar para 0 seu povo, Existem divergências entre os dispensacionalistas
Eterno do Povo de um a ve: que ele tem som ente um povo, um q u a n to ao futuro estado de Israel e da igreja. Muitos
Deus plano para esse povo e 11111 plano de salvação. crêem que a igreja irá sentar-se com Cristo no seu
O seu povo estará na sua presença por toda a trono na N ova Jerusalém d urante o milênio quando
eternidade. ele governar as nações, ao passo que Israel será a
cabeça das nações da terra.

O Nascim ento da A igreja existiu antes da era do Novo A igreja nasceu no dia de Pentecoste e não existiu na
Igreja Testamento, incluindo todos os remidos desde história até aquele tempo. A igreja, 0 corpo de Cristo,
Adão. O Pentecoste não foi 0 início da igreja, não é encontrada no Velho Testamento, e os santos
mas a capacitação do povo de Deus manifesto do Velho T estam ento não são parte do corpo de
na nova dispensação. Cristo.

0 Propósito da Cristo veio para morrer pelos nossos pecados e Cristo veio para estabelecer o reino messiânico. Alguns
Primeira Vinda de para estabelecer 0 N ovo Israel, a manifestação dispensacionalistas crêem que ele deveria ser um reino
Cristo da igreja do N ovo Testamento. Essa terreno em cum prim ento às promessas do Velho
c ontinuação do plano de Deus colocou a Testam ento feitas a Israel. Se os judeus tivessem aceito
igreja sob um pacto novo e melhor, que foi a oferta de Jesus, esse reino terreno teria sido
um a nova manifestação do mesmo Pacto da estabelecido de imediato. O utros dispensacionalistas
Graça. O reino que Jesus ofereceu foi 0 reino crêem que Cristo estabeleceu o reino messiânico em
presente, espiritual e invisível. alguma forma da qual a igreja participa, mas que o
reino terreno aguarda a segunda \‫׳‬inda de Cristo à
Alguns pactualistas (especialmente pós‫׳‬ terra. Cristo sempre teve em m ente a cruz antes da
milenistas) tam bém vêem um aspecto físico no coroa.
reino.

O C um prim ento da As promessas da N ova A liança m encionadas Os dispensacionalistas não concordam se somente Israel
N ova Aliança em Jeremias 3 1.31 ss são cumpridas no N ovo irá participar da N o va Aliança, n um a época posterior,
T estamento. ou se tan to a igreja como Israel participam
con juntam ente. Alguns dispensacionalistas acreditam
que existe só um a nova aliança com duas aplicações:
um a para Israel e outra para a igreja. O utros
acreditam que existem duas novas alianças: uma
para Israel e outra para a igreja.

O Problema do A teologia do pacto tem sido historicamente Todos os dispensacionalistas são pré-milenistas, embora
Amilenismo e do amilenista, crendo que o reino é presente e não necessariam ente pré-tribulacionistas. Esse tipo
Pós-Milenismo espiritual, ou pós-milenista, crendo que 0 de pré-milenista crê que Deus irá voltar-se
versus o Pré- reino está sendo estabelecido n a terra e terá no vam ente para a nação de Israel, à parte de sua
Milenismo a sua culm inação na vinda de Cristo. Em obra com a igreja, e que haverá um período de mil
anos recentes alguns teólogos do pacto têm anos em que Cristo reinará n o trono de Davi, de
sido pré-milenistas, crendo que haverá uma acordo com as profecias do Velho T estam ento e em
futura manifestação do reino de Deus na cum prim ento das mesmas.
terra. N o entanto, a relação de Deus com
Israel estará em conexão com a igreja. Os
pós-milenistas crêem que a igreja está
instaurando 0 reino agora e que Israel
finalmente se tornará um a parte da igreja.

A Segunda Vinda de A vinda de Cristo irá trazer 0 juízo final e o De acordo com a maioria, primeiro irá ocorrer o
Cristo estado eterno. Os pré-milenistas afirmam A rrebatam ento, e então um período de tribulação,
que um período milenar irá preceder 0 juízo seguido do reino de Cristo d urante mil anos, após 0
e o estado eterno. Os pós-milenistas crêem qual haverá o juízo e o estado eterno.
que 0 reino está sendo estabelecido pelo
trabalho do povo de Deus na terra, até 0
m o m en to em que Cristo irá consumá-lo,
na sua vinda.
5. Esquemas Dispensacionais Representativos
J. N. Darby J. H . Brookes James M. Gray C. I. Scofield
18004882 18304897 18514935 18434921
É den Edênico Ino cência
Estado paradisíaco
(até o Dilúvio)
A n te -d ilu v ia n o A n te -d ilu v ia n o C on sciência

Noé G o v e rn o humanei
Patriarcal Patriarcal
A braão Promessa

Israel M osaico M osaico Lei


sob a lei
sob o sacerdócio
sob os reis

G entios Messiânico Igreja G raça

Espírito Espírito S a n to

Milênio M ilenar M ilenar Reino

P lenitude do tem p o

Eterno

Adaptado de Charles C. Ryrie, D íspensationalism Today [Dispensacionalismo Hoje] (Chicago: Moody Press, 1965), p. 84· Usado mediante permissão.
6. Modelos de Revelação
Modelo Partidários Definição de Revelação Propósito da Revelação

Revelação com o Pais da igreja A revelação é d ota d a de autoridade divina, D espertar a fé salvadora por meio da aceitação da
Doutrina* Igreja medieval sendo transm itida de m aneira objetiva e verdade revelada de m aneira suprem a em Jesus
Reformadores proposicional pelo meio (palavras) exclusivo Cristo.
B. B. Warfield da Bíblia.** As suas proposições em geral
Francis Schaeffer assumem (‫ ו‬caráter de doutrina.
Concilio Internacional
sobre Inerrância Bíblica

Revelação como William Temple Revelação é a d em o nstração da disposição e Instilar esperança e confiança no Deus da história.
Evento Histórico G. Ernest Wright capacidade redentora de D eus conform e
O scar Cullm an testificada por seus grandes feitos na história
Wolfhart Pannenberg hum ana.

Revelação como Friedrich Schleierm acher Revelação é a auto-m anifestação de D eus por Propiciar uma experiência de união com Deus
Experiência Π. W. R. Inge meio de sua presença íntim a nas profundezas que eqüivale à imortalidade.
Interior C. H. Dodd do espírito e da psique hum anos.
Karl R ah ner

Revelação com o Karl Barth Revelação é a mensagem de Deus àqueles que G erar a fé com o a a dequada consum ação meta-
Presença Emil B runner ele co nfro nta com a sua Palavra n a Bíblia e revelatória de si própria.
Dialética John Baillie com Cristo na proclam ação cristã.

Revelação como Teilhard de C ha rdin Revelação é (‫ ו‬ating im ento de um nível superior O b te r a reestru tu ração da percepção e da
Nova Consciência M. Blondel de consciência à medida que se é atraído para experiência e uma c o n c o m ita n te a u t o ‫׳‬
Gregory Baum um a participação mais frutífera n a criatividade transformação.
Leslie D ewart divina.
Ray L. H art
Paul Tillich

* O m o de lo d o u trinário re c o n h e c e a “ revela ção n a tu ra l" (aquilo que pode ser discernido acerca de D eus pela razão ou pela criação) c o m o algo distinto da revela ção bíblica especial. Todavia, ela é consid erada de
p e q u e n a im po rtânc ia e m v irtud e de n ã o ser salvífica (ela sim plesm ente “fere ” a consciê ncia). Este m od elo consid era os milagres e os sinais apostólicos to m o confirm ações da rcvclaçao.
** O s rcólogos católicos ro m a n o s que a bra ça m esse m o d e lo acres c en tam a essa definiç ão as pala vra s “ou pelo en sin o oficial da Igreja.”
lisle gráfico baseia-se em Avery Dulles, Models o f Revelation [M odelos de R evela ção] (Maryknoll, N.Y.: O rbis Books, 1992). U sa do m e d ia n te permissão.
6. Modelos de Revelação (continuação)
Modelo Visão Geral da Bíblia Relação com a História Meio de Apreensão Humana

Revelação com o A Bíblia é a Palavra de Deus (tanto na A revelação é trans-histórica (ela é discreta Ilum inação (pelo Espírito Santo)
Doutrina forma com o no co n teú d o ). e determ inativ a q u a n to à sua
contigüidade com a história).

Revelação com o A Bíblia é um evento. Está ligada à a u to ‫׳‬ A revelação é intra-histórica (a Bíblia Razão
Evento Histórico revelação de Deus manifesta revela a história dentro da história).
in d iretam en te na totalidade de sua
atividade na história. Ela n u n c a é
extrínseca seja á con tin u id a d e ou à
particularidade dessa história.

Revelação com o A Bíblia contém a palavra de Deus A revelação é psico-histórica (ela relaciona‫׳‬ In tuição
Experiência (m isturada co m os elem entos h u m a n o s se com a história com o um a imagem
Interior de erro e mito: a Bíblia é um a “casca” m e n ta l d a c o ntin u idade h u m a n a ).
que envolve o “c e rn e ” da verdade). Essa
verdade som en te pode ser apreendida
(experim entada) por meio da ilum inação
pessoal.

Revelação com o A Bíblia limut'Se a palavra de D eus a nós A revelação é supra-histórica (a Bíblia Razão “transacion al” (interação com a fé
Presença (a revelação não é estática, mas revela a “história além da história”). intrínseca à revelação)
Dialética dinâm ica, e tem que ver com a
c o ntingência da resposta h um an a) n a
m edida em que é dinam izada pelo
Espírito Santo.

Revelação com o A Bíblia é um paradigm a - um m ediador A revelação é a-histórica (a história to rn a ‫׳‬ M ed itação racional/mística
Nova pelo qual se pode ob ter a u t o ‫׳‬ se v irtualm ente irrelevante ao ser
Consciência transform ação e tra n sc e n d ê n cia (mas su bm etida a contínuas reinterpretações
ela é so m ente um esforço h u m a n o que de tran sc e n d ê n cia pessoal).
utiliza um a linguagem h u m a n a
“c la u d ic a n te ” com vistas a esse objetivo).
6. Modelos de Revelação (continuação)
M o d e lo H e r m e n ê u tic a B ásica P o n to s F ortes A legados P o n to s Fracos A legados

R e v e la ç ã o In d u ç ão (objetiva) D eriva do próprio te ste m u n h o da Bíblia sobre si A Bíblia não reivindica a sua própria infalibilidade
c o m o D o u tr in a ^ mesm a. proposicional.
E a concepção tradicional, desde os pais da igreja Os exegetas antigos e medievais eram abertos a
até o presente. interpretações alegóricas/espirituais. A diversidade de
E distintivo em virtud e da sua coerência interna. termos e convenções literárias milita contra esse nuxielo.
Provê o fu n d a m e n to para um a teologia consistente. A ciência m oderna refuta o literalismo bíblico e
outras noções ligadas a esse modelo.
Sua h e rm e n ê u tic a ignora o poder sugestivo do
c o n te x to bíblico.

R e v e la ç ã o D ed u ç ã o (objetiva/ Tem valor religioso pragm ático por causa de seu Relega a Bíblia a um a posição de “fen ô m e n o ”. E
c o m o E v e n to subjetiva) c ará te r concreto. virtualm ente desprovido d e susten tação teológica.
H is tó r ic o Identifica certos temas bíblicos subestimados ou ignorados A pesar de sua alegada plausibilidade, n ã o prom ove
‫ ״‬pelo modelo proposicional- (Revelação como Doutrina).
o diálogo ecum ênico.
E mais orgânico em sua abordagem e ap o n ta para um
‫ ״‬m odelo de história.
E não-autoritário, sendo assim mais plausível para a
m entalidade conte m p o râ n ea.

R e v e la ç ã o Ecletismo (subjetiva) O ferece defesa co n tra um a crítica racionalista da Faz um a seleção arbitrária de dados bíblicos.
com o Bíblia. Substitui o conceito bíblico da eleição pelo elitismo
E x p e riê n c ia Prom ove a vida devocional. natural. Por sua ênfase n a experiência, faz um
I n te r io r A sua flexibilidade incentiva o diálogo inter-religioso. divórcio en tre revelação e doutrina.
Sua orientação experimental tam bém apresenta o risco
de uma excessiva introspecção na prática devocional.

R e v e la ç ã o In d u ç ão (subjetiva) Procura apoiar‫ ׳‬se sobre um fu n d a m e n to bíblico. Em bora fu n d a m e n ta d o na Bíblia, carece de coerência
com o P resença Evidencia u m claro enfoque cristológico, porém não interna.
D ia lé tic a ortodoxo. A sua ênfase ao paradoxo afasta m uitas Sua linguagem paradoxal é confusa.
objeções q u a n to à implausibilidade da m ensagem Sua obscuridade ao relacionar (‫ י‬Cristo da fé com o
cristã. O ferece a o p o rtu n id a d e de en c o n tro com Jesus histórico enfraquece a sua validade.
um Deus tran scen d en te.

R e v e la ç ã o U ltra-ecletism o Evita a inflexibilidade e o autoritarismo. Respeita o papel Faz violência à Escritura por meio de suas
com o N ova (ex tre m a m en te ativo da pessoa no processo revelatório. Harmoniza-se interpretações não-ortodoxas.
C o n s c iê n c ia subjetiva) com o pensamento evolucionista ou transfonnacionista. E um neo-gnosticism o inadequado para uma
Sua filosofia satisfaz a necessidade de u m viver experiência cristã significativa.
frutífero no m undo. Em sua totalidade, nega o valor cognitivo/objetivo da Bíblia.
7. Concepções Acerca da Revelação Geral
D e fin iç ã o Revelação geral é a comunicação de Deus acerca de si mesmo a todas as pessoas, em todos os
tempos e lugares. Ela refere‫ ׳‬se à auto-manifestação de Deus por meio da natureza, da história
e do ser interior (consciência) da pessoa humana.

Tomás de Aquino é um defensor da teologia natural, que afirma ser possível obter um conhecimento verdadeiro
A q u in o de Deus a partir da natureza, da história e da personalidade humana, à parte da Bíblia.
Toda verdade pertence aos dois reinos. 0 reino inferior é o reino da natureza e é conhecido por meio
da razão; 0 reino superior é 0 reino da graça e é aceito com base na autoridade, pela fé. Aquino
insistiu que podia demonstrar pela razão a existência de Deus e a imortalidade da alma.

Teologia A revelação geral fornece 0 fundam ento para a formulação da teologia natural. A teologia católica
Católica romana tem dois níveis:
R om ana
Primeiro Nível: A teologia natural é construída com blocos de revelação geral cimentados pela razão.
Inclui as evidências da existência de Deus e da imortalidade da alma. E insuficiente para um
conhecim ento salvador de Deus. A maior parte das pessoas não atinge este primeiro nível pela
razão, mas pela fé.
Segundo Nível: Um a teologia revelada é construída com blocos de revelação especial cimentados
pela fé. Inclui a expiação vicária, a trindade etc. Neste nível a pessoa chega à salvação.

João Deus oferece uma revelação objetiva, válida e racional acerca de si mesmo na natureza, na história e na
Calvino personalidade humana. Ela pode ser observada por qualquer pessoa. Calvino tira essa conclusão de
Salmos 19.1-2 e de Romanos 1.19-20. O pecado deturpou as evidências da revelação geral e 0
testemunho de Deus ficou obscurecido. A revelação geral não capacita 0 descrente a obter um
conhecimento verdadeiro de Deus. Existe a necessidade dos óculos da té. Quando alguém é exposto e
regenerado por meio da revelação especial, ele é capacitado a ver claramente o que está na revelação
geral. Mas 0 que se vê sempre esteve lá de maneira genuína e objetiva.
Seria possível encontrar uma teologia natural em Romanos 1.20, mas Paulo passa a demonstrar que o ser
humano caído empenha-se na supressão e substituição da verdade. A menção da natureza no Salmo 19
foi feita por um homem piedoso que \‫־‬ia essa natureza da perspectiva da revelação especial.

Karl Barth rejeita a teologia natural e a revelação geral. A revelação é redentora por natureza. Conhecer
B a rth a Deus e ter informações correntes sobre ele é estar relacionado com ele na experiência salvífica.
Os seres humanos são incapazes de conhecer a Deus à parte da revelação em Cristo. Se as pessoas
pudessem obter algum conhecimento de Deus fora da sua revelação em Jesus Cristo, elas teriam
contribuído de algum modo para a sua salvação. N ão existe revelação fora da Encarnação.
Romanos 1.18-32 indica que as pessoas de fato encontram a Deus no cosmos, mas somente
porque já 0 conhecem por meio da revelação especial comunicada pelo Espírito Santo quando
se lê a Palavra de Deus.
A Bíblia é apenas um registro da revelação, um indicador da revelação, dotado de autoridade.

P assag en s O Salmo 19 pode ser interpretado no sentido de que não há linguagem ou palavras cuja voz não seja
Bíblicas ouvida. Os versículos 7 a 14 mostram como a lei vai além da revelação do cosmos.
Romanos 1.18-32 enfatiza a revelação de Deus na natureza. Romanos 2.14-16 enfatiza a revelação
geral na personalidade humana. Paulo argumenta em 1.18 que as pessoas têm a verdade mas a
suprimem por causa da sua injustiça. Os ímpios ficam sem desculpa porque Deus mostrou por meio
da criação 0 que pode ser conhecido sobre ele. Romanos 2 observa que o judeu deixa de fazer 0 que
a lei requer e que 0 gentio também sabe o suficiente para ficar responsabilizado diante de Deus.
Atos 14.15-17 observa que as pessoas devem voltar-se para 0 Deus vivo, que fez os céus e a terra.
Embora Deus tenha permitido que as nações andem nos seus próprios caminhos, ele deixou um
testemunho na história e na natureza.
Atos 17.22-31 registra a proclamação de Paulo aos atenienses sobre 0 Deus desconhecido como
sendo o mesmo Deus que ele conhecia pela revelação especial. Eles haviam discernido esse Deus
desconhecido sem n enhum a revelação especial. O versículo 28 admite que até mesmo um poeta
pagão, sem revelação especial, pôde alcançar a verdade espiritual, ainda que não a salvação.
8. Modalidades da Revelação Especial

Eventos Miraculosos: Deus atuando no m undo de maneiras históricas


concretas, afetando o que ocorre

Exemplos:
Chamado de Abraão (Gn 12)
Nascimento de Isaque (Gn 21)
Páscoa (Êx 12)
Λ.

Travessia do Mar Vermelho (Ex 14)

Com unicações Divinas: A revelação de Deus por meio da linguagem hum ana

Exemplos:
Linguagem audível (Deus falando a Adão no jardim, Gn 2.16, e a
Samuel no templo, 1 Sm 3.4)
O ofício profético (Dt 18.15-18)
Sonhos (Daniel, José)
Visões (Ezequiel, Zacarias, João no Apocalipse)
A Escritura (2 Tm 3.16)

Manifestações Visíveis: Deus manifestando ‫ ׳‬se em forma visível

Exemplos:
Teofanias do Velho Testamento antes da encarnação de Jesus Cristo
(geralmente descrito como o Anjo do Senhor, Gn 16.7-14, ou como
um homem, como no caso de Jacó, Gn 32)
A glória do shekinah (Êx 3.2-4; 24-15-18; 40.34-35)
Jesus Cristo (a inigualável manifestação de Deus como um verdadeiro ser
humano, com todos os processos e experiências humanas tais como o
nascimento, a dor e a morte, Jo 1.14; 14.9; Hb 1.1-2)
9. Teorias da Inspiração
Teorias da
Formulação do Conceito Objeções ao Conceito
Inspiração

Mecânica ou 0 autor bíblico é um instrumento passivo Se Deus houvesse ditado a Escritura, 0


do Ditado na transmissão da revelação de Deus. estilo, o vocabulário e a redação seriam
A personalidade do autor é posta de lado uniformes. Mas a Bíblia indica diferentes
para preservar o texto de aspectos personalidades e modos de expressão nos
humanos falíveis. seus escritores.

Parcial A inspiração diz respeito apenas às Não é possível inspirar idéias gerais de modo
doutrinas da Escritura que não podiam infalível sem inspirar as palavras da
ser conhecidas pelos autores humanos. Escritura.
Deus proporcionou as idéias e tendências A maneira como as palavras de revelação
gerais da revelação, mas deu ao autor foram dadas aos profetas e 0 grau de
hum ano liberdade na maneira de conformidade às próprias palavras da
expressá-la. Escritura por parte de Jesus e dos escritores
apostólicos indicam a inspiração de todo 0
texto bíblico, até mesmo das palavras.

Graus de Certas partes da Bíblia são mais inspiradas Não se encontra no texto nenhum a sugestão
Inspiração que outras ou inspiradas de modo de graus de inspiração (2 T m 3.16).
diferente.
Toda a Escritura é incorruptível e não pode
Essa concepção admite erros de diferentes falhar (Jo 10.35; 1 Pe 1.23).
tipos na Escritura.

Intuição ou Indivíduos talentosos dotados de Esta concepção torna a Bíblia não muito
Natural excepcional percepção foram escolhidos diferente de outras obras literárias religiosas
por Deus para escreverem a Bíblia. ou filosóficas inspiradoras.
A inspiração é semelhante a uma O texto bíblico afirma que a Escritura vem de
habilidade artística ou ao talento Deus por meio de homens (2 Pe 1.20-21).
natural.

Iluminação Os autores humanos foram capacitados O ensino bíblico indica que a revelação veio
ou Mística por Deus a redigirem a Escritura. por meio de comunicações divinas especiais,
e não por meio de capacidades humanas
O Espírito Santo intensificou as suas
intensificadas.
capacidades normais.
Os autores humanos expressam as próprias
palavras de Deus, e não simplesmente as
suas próprias palavras.

Verbal, Elementos tanto divinos quanto humanos Se toda palavra da Escritura fosse uma
Plenária estão presentes na produção da Escritura. palavra de Deus, então não existiria o
elemento hum ano que se observa na
Todo 0 texto da Escritura, inclusive as
Bíblia.
próprias palavras, é um produto da mente
de Deus expresso em termos e condições
humanos.
10. Teorias Evangélicas de Inerrância

Posição Proponente Formulação do Conceito

I n e r râ n c ia P le n a H aro ld Lindsell A Bíblia é p len am e n te veraz em tudo o que ensina e afirma.


Isso se estende ta n to à área da história q u a n to da ciência.
Roger Nicole
N ã o significa que a Bíblia tem o propósito prim ário de
M illard Erickson a presentar informações exatas acerca de história e ciência.
P ortanto, 0 uso de expressões populares, aproximações e
linguagem fen om ênica é reconhecido e en ten d id o no
sentido de cum prir com 0 requisito da veracidade. Assim
sendo, as aparentes discrepâncias podem e devem ser
harm onizadas.

I n e r r â n c ia D aniel Fuller A Bíblia é inerra n te som ente em seus ensinos doutrinários


L im ita d a salvíficos. A Bíblia n ã o foi con cebida para ensinar ciência
S tep h en Davis
ou história, n e m D eus revelou questões de história ou
W illiam LaSor ciência aos escritores. Nessas áreas, a Bíblia reflete a
com preensão da sua cultura e, portan to , pode co n te r
erros.

I n e r r â n c ia de Jack Rogers A Bíblia é isenta de erros no sentido de concretizar o seu


P r o p ó s ito propósito primário de levar as pessoas a um a co m u n h ão
James O rr
pessoal com Cristo. Portanto, a Escritura é verdadeira
(inerrante) som ente n a m edida em que realiza o seu
propósito fundam ental, e não por ser factual ou precisa
naquilo que assevera. (Esta concepção é sem elhante
àquela da Irrelevância da Inerrância.)

Irre le v â n c ia da D avid H u b b a rd A inerrância é substancialm ente irrelevante por várias razões:


I n e r r â n c ia (1) A inerrância é um co nceito negativo. A nossa
c oncepção da Escritura deve ser positiva. (2) A inerrância
n ã o é u m conceito bíblico. (3) N a Escritura, erro é um a
questão espiritual ou moral, e n ã o intelectual. (4) A
inerrância c o n c e n tra a nossa aten çã o nos detalhes, e não
nas questões essenciais da Escritura. (5) A inerrância
im pede um a avaliação h o n esta das Escrituras. (6) A
inerrância produz desunião n a igreja. (Este conceito é
sem elhante ao da Inerrância de Propósito.)
11. Maneiras de Harmonizar as Discrepâncias da Escritura
Estratégia/Defensor Explanação

Abordagem Abstrata Aqueles que seguem esta abordagem estão cientes de que existem dificuldades n a Escritura,
B. B. Warfield mas eles ten d em a sentir que essas dificuldades não precisam ser todas elas explicadas porque
o peso da evidência a favor da inspiração e da con seq ü e n te inerrância da Bíblia é tão grande
que n e n h u m a q u a n tid a d e de dificuldades poderia derrubá-la. Eles te n d em a usar com o
argu m ento final p rincipalm en te a consideração doutrinária da inspiração da Bíblia.

Abordagem Harmonística O s partidários desta abordagem su ste n ta m que a crença n a inerrância baseia-se no ensino
h d w a r d J. Y o u n g doutrin ário d a inspiração. Eles afirmam que as dificuldades apresentadas podem ser resolvidas,
Loui.s ( J a n s s e n e pro cu ram fazê-lo - às vezes usando de conjecturas.

Abordagem Harmonística Esta abordagem até certo p o n to segue o estilo da abordagem harm onística. O s problem as são
HddZH

Moderada encarados com seriedade, hav e n d o um esforço em resolvê-los ou a te n u a r as dificuldades até


on d e isso é razoavelm ente possível com os dados a tu alm e n te disponíveis. As tentativas não
Everett H arrison
são feitas p rem a tu ram en te.

Abordagem da Fonte Errante* A inspiração som ente assegura a reprodução precisa das fontes utilizadas pelo escritor bíblico,
h d w a r d J. C a r n e l l e não a retificação das mesmas. Assim, se a fonte c o n tin h a u m a referência errônea, o escritor
bíblico registrou aquele erro e x ata m en te com o estava n a fonte. Por exemplo, o C ronista podia
><jh

estar apelando a um a fonte falível e errônea ao elaborar a sua relação dos núm eros de carros e
cavaleiros.

Abordagem da Errància Bíblica* A Bíblia c o n té m erros - problemas reais e insolúveis. Eles devem ser aceitos e não
P e w e y B e e g le racionalizados. A natureza da inspiração deve ser inferida daquilo que a Bíblia produziu.
Q u a lq u e r que seja a inspiração, ela não é verbal. N ã o se pode considerar que a inspiração
estende-se à própria escolha das palavras do texto. Portanto, não é possível ou necessário
reconciliar todas as discrepâncias.

*Estes nomes foram escolhidos somente para distinguir as concepções. Nem Carnell nem Beetle identificam as suas posições com os nomes aqui mencionados.
A tabela foi adaptada de Gleason L. Archer, “Alleged Errors and Discrepancies in the Original Manuscripts of the Bible” [Supostos Erros e Discrepâncias nos Manuscritos Originais da Bíblia),
em Norman L. Gcisler, ed., In e rra n c y ]Inerrância] (Grand Rapids: Zondervan, 1979), pp. 57-82; e Millard J. Erickson, C h ris tia n Theology [Teologia Cristã] (Grand Rapids: Baker, 1983, 1984,
1985), pp. 230-32. Estas obras foram usadas mediante permissão.
12. Respostas a Supostas Discrepâncias da Escritura
A tabela abaixo reflete um resum o da resposta dada por G leason L. A rc h e r aos supostos erros e discrepâncias da Escritura apo ntados por W illiam LaSor
e Dewey Beegle.* Estas são consideradas as mais difíceis d e n tre as m uitas discrepâncias m encionad as pelos críticos c o n tra os m anuscritos originais da
Bíblia. LaSor ap o n to u dez objeções, mas som ente seis das quais foram incluídas aqui, porque duas foram refutadas com u m a só resposta, um a foi retirada
e duas das suas objeções foram dirigidas co n tra a arg u m en tação de o u tra pessoa, e não co n tra a própria Escritura. Beegle apo n to u onze objeções. A rcher
abordou som ente dez delas, um a vez que a décim a prim eira era a repetição de um a área tam bém m e n cio n a d a por LaSor. C o m relação às alegações, a
in te n çã o óbvia desta tabela é sim plesm ente identificar as áreas de preocupação, e n ã o fornecer um a síntese com pleta das alegações. Isto pode ser
obtido m ed ian te consulta das fontes utilizadas para a tabela.

Erro ou Discrepância Alegada Explicação

Discrepâncias Num éricas nos Livros Históricos N ão existe prova de que essa discrepância existia nos m anuscritos originais. Provavelm ente era
2 Sm 10.18 X 1 C r 19.18 difícil e n te n d e r os num erais q u a n d o se copiavam m anuscritos velhos e gastos. Os sistemas
2 C r 36.9 X 2 Reis 24.8 antigos de n o ta çã o num érica eram suscetíveis de erros como, por exemplo, om itir ou
1 Reis 4.26 X 2 C r 9.25 acrescentar zeros.
1 C r 11.11 X 2 Sm 23.8

LaSor

Genealogias de Cristo O s pais da igreja en te n d e ra m que M ateus fornece a linhagem de José, 0 pai legal de Jesus,
M t 1 X Lucas 3 e n q u a n to que Lucas fornece a linhagem de Maria, a sua mãe. Esta in terpretação retrocede
ao q u in to século cristão, se não antes.
LaSor

A Localização do T úm ulo de José C aso paralelo àquele em que Isaque confirm ou com A him eleque os seus direitos à terra em que foi
A tos 7.16 X J s 24.32 escavado o poço de Berseba (Gn 26.26-33). A terra havia sido adquirida a n te rio rm en te por
Abraãt) (21.22-31). Por causa dos hábitos nôm ades de A braão, Isaque julgou necessário
LaSor e Beegle restabelecer os seus direitos ao poço. P ro vavelm ente ocorreu um a situação sem elhante q u and o
Jacó com prou o cam po de sep u ltam e n to perto de Siquém (33.18-20). Embora não se m encione
em Gênesis que A b raão com prara a terra, Estêvão provavelm ente sabia disso por meio da tradição
oral, e é significativo que Siquém foi a região on d e A braão edificou o seu primeiro altar após
migrar para a Terra Santa.

* 1;1hela adaptada de Gleason L. Archer, “Alleged Errors and Discrepancies in the Original Manuscripts of the Bible,” em Norman L. Geisler, ed., In e rra n c y ((!rand Rapids: Zondervan, 1979), pp. 57-82; e Millard J.
Erickson, C h ris tu m Theology (Grand Rapids: Baker, 1983, 1984, 1985), pp. 230-32. Estas obras são usadas mediante permissão.
12. Respostas a Supostas Discrepâncias (continuação)
O Núm ero dos Anjos no T úm ulo de Jesus U m a com p aração cuidadosa dos relatos m ostra que dois anjos estavam envolvidos, em bora o anjo
M t 28.5; Mc 16.5 X Lc 24-4; Jo 20.12 que realizou o milagre do terrem oto, rem oveu a pedra, aterrorizou os guardas e falou às três
m ulheres em sua primeira visita provavelm en te fosse o mais destacad o dos dois, dessa m aneira
LaSor levando M ateus e M arcos a referirem-se a ele especificamente. Existem exemplos paralelos nos
evangelhos com respeito a dem ônios (Mt 8.28 X Mc 5.2; Lc 8.27) e cegos (M t 20.30 X Mc
10.46; Lc 18.35), nos quais a p roem inência de um indivíduo em cada exem plo levou alguns
autores a registrarem som ente a presença daquele indivíduo, q u a n d o de fato havia dois. “U m ” é
diferente de “um e somente u m .”

A Fonte da Referência ao Campo do Oleiro Em bora M ateus cite em parte Zacarias 11.13, o p o n to principal da passagem de M ateus (27.6-9)
M t 27.9 refere-se ao campo do oleiro, que n ã o é m en c io n a d o e m Zacarias e sim em Jeremias (19.2,11;
32.9). Q u a n d o c om bin av am citações do Velho T estam ento com o M ateus faz aqui, era prática
LaSor geral dos escritores do N o v o T estam ento referirem-se so m ente à que era mais famosa. Assim,
M ateus atribuiu a citação a Jeremias. Isto pode ser co m p arado co m M c 1.2-3, o n d e um a citação
mista de M alaquias 3.1 e Isaías 40.3 é atribuída som ente a Isaías.

A Data do Êxodo Juizes 11.26 e A tos 13.19-20 apoiam a afirmação de 1 Reis 6.1 de que o Exodo ocorreu por volta de
Êx 1.11 X 1 Rs 6.1 1446 a.C. A s evidências bíblicas e arqueológicas m ostram que Exodo 1.11 não se constitui em
prova conclusiva para localizar o Exodo em 1290 a.C. Ver a explicação de A rc h e r sobre essas duas
LaSor afirmações nas páginas 64-65 do seu ensaio.

A Referência de Judas a Enoque A rc h e r observa que n ã o há n e n h u m a razão por que obras pseudepigráficas escritas n o período
Jndas 14 in tertestam en tário, com o o Livro de Enoque citado em Judas 14, não pudessem co n te r alguns
fatos e relatos historicam ente corretos. A rc h e r argu m en ta que a profecia de E noque foi
Beegle preservada do m esm o m odo que o diálogo de A d ão e Eva foi preservado para que Moisés o
registrasse milhares de anos mais tarde.

A Referência de Judas a Miguel e Satanás A suposição im plícita de Beegle de qu e Judas não possuía o u tra fonte válida de inform ação a não
Judas 9 ser o texto hebraico do Velho T estam ento, que n ã o registra este incidente, é errônea porque o
registro de Judas foi inspirado pelo Espírito Santo. O s eventos ou afirmações m en cionados na
Beegle Escritura Sagrada n ã o precisam aparecer mais de um a vez n a Bíblia a fim de serem aceitos com o
verdadeiros. O próprio Beegle susten ta que João 3.16 é a u tê n tic o e fidedigno, m uito em bora
ocorra som enie uma vez na Bíblia.
12. Respostas a Supostas Discrepâncias (continuação)
A Duração do Reinado de Peca Embora Peca estivesse limitado a Gileade nos doze primeiros anos do seu reinado, ele foi 0 único rei legítimo
2 Rs 15.27 de Israel de 752 a 732 a.C. O s reinados de Manassés e de seu filho Pecaías entre 752 e 740 a.C. foram
usurpações. M esm o quando confinado a Gileade, Peca reivindicou o trono de Israel e considerou Samaria
Beegle como a sua legítima capital. Existe um paralelo em Davi, que, segundo 1 Reis 2.11, reinou sobre Israel por 40
anos, em bora a sua autoridade te n h a sido limitada nos primeiros sete anos. O rei Tutmés III, da 18- dinastia
do Egito, teve um reinado oficial de 48 ou 49 anos, porém, como subiu ao trono q uando ainda criança, a sua
m adrasta assumiu a autoridade por vários anos e o governo efetivo de Tutmés foi de apenas 35 anos.

A Data das Invasões de Senaqueribe N ã o h á n e n h u m a evidência co n v in ce n te de erro no m anuscrito original, pois e v id en te m e n te ho u v e 0


2 Rs 18.1 X 2 Rs 18.13 equívoco de algum escriba n a transcrição de 2 Reis 18.13. Q u e r te n h a m sido utilizados num erais ou os
núm eros te n h a m sido escritos por extenso, 24 facilm ente poderia ser transcrito com o 14· Todas as outras
Beegle datas de 2 Reis (15.30; 16.1-2; 17-1) apóiam a d a ta de 18.1. U m a simples correção textual em 18.13
harm onizaria todos os relatos.

O N úm ero de Vezes que o Galo Cantou M ateus e Lucas q u a n d o m uito som ente implicam u m c an to do galo, ac) passo que M arcos m encio na
N a N egação de Pedro especificam ente dois cantos. A exegese confirm a que M ateu s e Lucas n ão especificam qu an tas vezes 0
M t 26.34, 7 4 7 5 ‫ ; ׳‬Lc 22.34, 60-61 X M c galo iria cantar, e p o rta n to n ão h á n e n h u m a contradição.
14.30,72

Beegle

A Citação de Elifaz feita por Paulo Provavelm ente n u n c a foi alegado por qualquer estudioso evangélico que a Bíblia som ente cite com o
1 C o 3.19 válidas as afirmações de santos inspirados ou que todas as afirmações desses santos sejam válidas.
Algum as das censuras que Jó dirigiu co n tra D eus foram m enos que inspiradas e pelas mesmas ele foi
Beegle justam ente repreendido (Jó 34-1-9; 38.1-2; 40.2). Por o u tro lado, m uitos dos sentim entos expressos por
seus três conselheiros eram d o u trín a ria m e n te corretos. A citação de Elifaz feita por Paulo não representa
n e n h u m a am eaça.

Q uem Levou Davi a Fazer o Censo Segundo a Bíblia, Deus pode perm itir que um c re n te que está sem co m u n h ã o com ele pratiq ue uma ação
2 Sm 24.1 X 1 C r 21.1 insensata ou ofensiva co n tra D eus a fim de que, depois que a pessoa colher o fruto am argo do seu erro,
experim ente o juízo disciplinar apropriado e assim, hum ilh ad a pelo Espírito, seja levada a um a c o m u n h ão
Beegle mais íntim a com 0 Senhor. Foi esse o caso de Jonas. N a parte final do reinado de Davi, este e a nação
c o m eçaram a confiar em seu crescim ento núm erico e m aterial a tal p o n to que precisaram de um juízo
disciplinar que os restaurasse à devida d ep e n d ê n c ia de Deus. Portanto, o S e n h o r perm itiu que Satanás
induzisse D avi a fazer o censo, o que resultou em um a rigorosa disciplina d a parte de Deus. Assim, ambos
os relatos são verdadeiros, pois ta n to D eus com o S atanás influenciaram Davi.
12. Respostas a Supostas Discrepâncias (continuação)
A Duração das Genealogias de G ênesis 5 e 10 N ã o há n e n h u m a razão porque n ã o possa haver saltos nesta genealogia, pois Lucas 3.36 indica pelo
m enos u m salto n a genealogia e n c o n tra d a em Gênesis 10.24· A lém disso, o estudo cuidadoso do
Beegle uso con c re to dos term os hebraicos e gregos para “pai” e “gerou” revela que fre q ü e n te m en te não
significavam n a d a mais específico do que um a linha direta de ascendência. Por exemplo, Jesus foi
m uitas vezes c h a m a d o de “Filho de D avi.” A lém disso, nem Gênesis 5 nem Gênesis 10 m encionam
d u ra çã o específica que totalize todo o período de tem po desde A dão até N oé, ou de N o é até
A braão. N o en ta n to , são fornecidos os anos de cada geração, de m odo que o período total desde
A d ã o até A b ra ão pode ser calculado com facilidade. O problem a está em harm onizar a cronologia
bíblica com a cronologia histórica secular.

A Idade de Terá Quando Abraão D eixou Harã A inferência de Beegle de que Terá tin h a 70 anos q u a n d o A b raã o nasceu é a lta m en te discutível.
G n 12.4 X A t 7.4 à luz de G n 11.26,32 A Escritura som ente diz que Terá tin h a 70 anos q u a n d o nasceu o seu primeiro filho. Ela não diz
especificam ente q u em n asceu primeiro. A braão é m enc io n ad o em primeiro lugar p rovavelm ente
Beegle por causa da sua im portância. O u tra s passagens, com o Gênesis 11.28, indicam que H a rã pode ter
sido o mais velho, desde que foi 0 prim eiro a morrer. A ssim sendo, n ã o h á n e n h u m a dificuldade
em supor que A braão nasceu q u a n d o Terá tin h a 130 anos. Essa idade av ançada para a p aternidade
não era incom um naquele tempo.

O Local do Sepultamento de Jacó Q u a n d o A tos 7.16 é a d e q u a d a m en te interpretado, d escobre‫ ׳‬se que se refere ao local do
G n 2.3.19; 50.1.3 X Ar 7.16 se p u ltam en to dos filhos de Jacó, ao passo que Gênesis 23.19 e 50.13 referem-se ao local do
sep u lta m en to de Jacó.
Beegle

Duração da Peregrinação de Israel no Egito A ênfase da observação de Paulo não está em revelar o período entre G ênesis 12, q u a n d o a
Êx 12.40 X U1 3.17 prom essa foi feita pela primeira vez a A braão, e Êxodo 20, q u a n d o a lei foi da d a a Moisés.
O p o n to principal d a sua afirmação é qu e a lei, que foi d a d a 430 anos após a ép oca dos três
Beegle patriarcas a q u e m foram feitas as promessas, n u n c a teve a in ten ç ão de anular ou substituir
aquelas promessas. Paulo sim plesm ente m e ncio na 0 c o nh ecido intervalo da peregrinação
egípcia com o algo que fez separação en tre o período da prom essa do p acto e 0 período da
legislação mosaica. C o m o tal, o co m entário de Paulo foi perfeitam ente histórico e correto.
13. Concepções Rivais Acerca de Deus
Concepção Politeísmo Idealismo

Partidários Antigas Religiões da Natureza Josiah Royce


Hinduísmo William Hocking
Zen‫ ׳‬Budismo Ciência cristã
Mormonismo Platão
Hegel
Emerson

Síntese da Crença de que existe uma pluralidade de deuses. Alguns Essa filosofia é um reducionismo intelectual que
Doutrina dizem que surgiu como rejeição do monoteísmo. Muitas explica o dualismo observado entre mente e matéria
vezes intimamente ligado ao culto da natureza. É a em termos de uma mente infinita que inclui tudo.
contraparte popular do panteísmo. Todos os componentes do universo, inclusive o bem
e o mal, tornam-se nada mais que equivalente finitos
do Infinito. Todos os elementos fundem-se com o
bem último. O bem, por sua vez, representa a
realidade ideal.

Idéia de Deus Deus é relegado a um entre muitos em um panteão de Deus é uma personificação nebulosa do Absoluto.
deuses. Difere do henoteísmo, o qual, embora admita Embora perfeito, imutável e transcendente, ele é
muitos deuses, vê um deus acima de todos os demais. impessoal.

Contraste com H á somente um Deus verdadeiro (Dt 6.4; Is 43.10-11; 1 Co Deus é pessoal bem como transcendente (SI 103.13;
a Bíblia 8.4-6; G1 4.8). 113.5-6; Is 55.8-9).
O ser hum ano está naturalmente alienado de Deus
(Ef 4.18).
13. Concepções Rivais Acerca de Deus (continuação)
Concepção Realismo Panteísmo

Partidários Thomas Reid Spinoza


Neo-realistas Radhakrishnan
Hindus
Transcendentalistas

Síntese da Doutrina Os universais têm uma existência em certo sentido Esta concepção dá ênfase à identificação de Deus com
independente das percepções particulares da mente. todas as coisas. A realidade é representada como uma
Em sua forma pura, é diametralmente oposto ao fusão amorfa de toda matéria e espírito. O ser pessoal é
reducionismo. Procura estabelecer o equilíbrio entre a absorvido na Alma Superior predominante. Como tal,
objetividade e a subjetividade. Sua estrutura essa concepção é diametralmente oposta ao deísmo.
sistematizada dá ênfase à importância da intuição.
Fornece uma base para a distinção sujeito/objeto.

Idéia de Deus Essa concepção é essecialmente o mesmo que o Deus eqüivale a tudo e tudo eqüivale a Deus (Deus é
Idealismo. Deus é distinto da sua criação e, portanto, impessoal e imanente, mas não transcendente).
a transcende.

Contraste com a Ver o Idealismo com relação aos três primeiros pontos. Deus é pessoal e transcendente (SI 103.13; 113.5-6;
Bíblia O ser hum ano em nenhum sentido é independente de Is 55.8-9).
Deus, nem pode alcançar a verdade espiritual de O ser hum ano é uma entidade real (Gn 2.7; 1 Ts 5.23)
modo autônomo (At 17.28; 1 Co 2.10-14). e um agente moral livre limitado (Rm 7.18 e Jo 6.44).
13. Concepções Rivais Acerca de Deus (continuação)
Concepção Panenteísm o Deísmo

Partidários Diógenes Voltaire


Henri Bergson Thomas Hobbes
Charles Hartshorne Charles Blount
Alfred N. W hitehead John Toland
Schubert Ogden Evolucionistas teístas
John Cobb Thomas Jefferson

Síntese da Uma concepção processiva da realidade e de Deus (em A natureza e a razão apontam para certas verdades básicas.
Doutrina contraste com uma concepção estática) na qual um Por um processo racional, o indivíduo pode chegar ao
Deus finito que compreende todas as possibilidades do conhecimento dessas verdades auto-evidentes sem a
mundo é gradualmente concretizado no mundo em necessidade de iluminação divina. Esta concepção
parceria com o ser humano. Deus tem um pólo reconhece Deus, mas nega qualquer intervenção
potencial e um pólo factual, e por isso às vezes usa-se sobrenatural no universo.
o termo bipolarteísmo.

Idéia de Deus Deus é finito, distinto do mundo, mas inseparável e Deus é pessoal e transcendente, mas não imanente. Ele é
interdependente do mundo. uma espécie de Deus “controle remoto.” (Ele “apertou
um botão” para criar todas as coisas e agora observa
passivamente o que acontece.)

Contraste com Deus é infinito (SI 139.7 Ί 2 ; Jr 23.23; Ap 1.8). Deus é imanente (2 Cr 16.9; A t 17.28; Ag 2.5;
a Bíblia
Deus é transcendente (SI 113.5-6). M t 6.25-30).
Deus é onipotente (Gn 18.14; M t 28.18). O ser hum ano é inerentem ente depravado (Jr 17.9;
O ser hum ano necessita de Deus (At 17.28). Ef 2.1-2) e necessita da graça para salvar-se (Ef 2.8-9).
Deus não necessita do ser hum ano (aseidade: “Eu sou o O ser hum ano não é “autônom o”.
que sou,” Ex 3.14· Ver também D n 4.35).
14. Sete Grandes Cosmo visões

Realidade
Ú ltim a

N enhum Deus (es) Muitos Deuses


Um Deus
A teísm o Politeísmo

Infinitos Finitos
(nenhuma concepção)

Finito Infinito

Deus está dentro do mundo e Um Deus finito está além do Deus identifica-se Deus não se
identifica-se com ele. universo, mas age no mesmo com o mundo. identifica com
Panenteísmo de modo limitado. Panteísmo o mundo
Teísmo finito

Deus não intervém Um Deus infinito e pessoal


no mundo, mas é está além do universo, mas
exclusivamente age no mesmo.
transcendente. Teísmo
D eísm o

© 1990 Norman Geisler. Adaptado e usado mediante permissão.


15. Argumentos Clássicos a favor da Existência de Deus
T ip o de T ítu lo do P r o p o n e n te do C o n te ú d o do
A r g u m e n to A r g u m e n to A r g u m e n to A r g u m e n to

a posteriori* O Argumento do Tomás de Aquino Existe movimento (locomoção) no universo. Uma


Movimento, ou coisa não pode mover‫ ׳‬se a si própria; é necessário
do Motor uma torça ou agente externo. Uma regressão
infinita de forças é sem sentido. Portanto, deve
haver um ser que é a fonte última de todo
movimento, mas que não é movida ela mesma.
Esse ser é Deus, 0 primeiro motor imóvel.

a posteriori O Argumento Tomás de Aquino Todo efeito tem uma causa. Não pode haver uma
Cosmológico regressão infinita de causas finitas. Portanto, deve
(Argumento existir uma causa não causada ou um ser necessário.
pela Causa) Esse ser é Deus.

a posteriori 0 Argumento da Tomás de Aquino As coisas existem em uma rede de relacionamentos


Possibilidade e com outras coisas. Elas só podem existir dentro
da Necessidade dessa rede. Portanto, cada coisa é dependente.
Todavia, uma regressão infinita de dependências
é contraditória. Assim, deve existir um ser que é
absolutamente independente e não contingente
a qualquer outra coisa. Esse ser é Deus.

a posteriori O Argumento Tomás de Aquino Observa-se no universo a existência de uma pirâmide


da Perfeição de seres (por exemplo, desde os insetos até o ser
humano) em um grau sempre crescente de
perfeição. Deve existir um ser final que é
absolutamente perfeito, a fonte de toda perfeição.
Esse ser é Deus.

a posteriori O Argumento Tomás de Aquino Existe no mundo uma ordem ou desígnio observável
Teleológico que não pode ser atribuída ao próprio objeto (por
(Argumento exemplo, objetos inanimados). Essa ordem
do Desígnio) observável argumenta em favor de um ser
inteligente que estabeleceu essa ordem. Esse ser
é Deus.

a posteriori O Argumento Immanuel Kant Todas as pessoas possuem um impulso moral ou


Moral (ou imperativo categórico. Como essa moralidade nem
Antropológico) sempre é recompensada nesta vida, deve haver
alguma base ou razão para o comportamento moral
que está além desta vida. Isso implica na existência
da imortalidade, do juízo final e de um Deus que
estabelece e sustenta a moralidade recompensando
o bem e punindo o mal.

a priorit 0 Argumento Agostinho Toda pessoa normal nasce com a idéia de Deus
de que Deus implantada em sua mente, embora ela esteja
é uma Idéia João Calvino suprimida pela injustiça (Rm 1.18). A medida que a
Inata Charles Hodge criança cresce em direção à idade adulta, essa idéia
torna-se mais clara. Experiências críticas no
transcurso da vida podem despertar essa idéia.

*a posteriori: afirmações ou argumentos logicamente posteriores à experiência sensorial, ou dela dependentes,


fa priori: afirmações ou argumentos logicamente anteriores à experiência sensorial, ou independentes da mesma.
15. Argumentos Clássicos (continuação)
Tipo de T itu lo do P r o p o n e n te do C o n te ú d o do
A r g u m e n to A r g u m e n to A r g u m e n to A r g u m e n to

a priori O Argumento Evelyn Underhill O ser humano é capa: de ter uma experiência mística
do Misticismo direta com Deus que resulta em uma experiência de
êxtase. Essa união com Deus é tão peculiarmente
poderosa que ela produz uma auto-validação da
existência de Deus.

a priori O Argumento Agostinho Todas as pessoas crêem que algo é verdadeiro. Se Deus
da Verdade é o Deus da verdade e 0 verdadeiro Deus, então
A. H. Strong Deus é a Verdade. Essa Verdade (com V maiúsculo)
é o contexto de qualquer outra verdade. Portanto, a
existência da verdade implica na existência da
Verdade, que implica na existência de Deus.

a priori O Argumento Anselmo de Premissa maior: O ser humano tem uma idéia de um
Ontológico Cantuária ser infinito e perfeito.
Premissa menor: A existência é uma parte necessária
da perfeição.
Conclusão: Existe um ser mtmito e perfeito, pois o
próprio conceito de perteição requer a existência.

a priori O Argumento da Aristóteles 0 ser humano é consciente da sua própria finitude.


Finitude do O que torna 0 ser humano consciente disto? Deus
Ser Humano está continuamente impressionando o ser humano
com a infinitude divina. Portanto, 0 próprio senso
de tinitude é uma prova de que existe um ser
infinito, Deus.

a priori O Argumento Agostinho O ser humano é inquieto. Ele tem um vago desejo de
da Bem- bem-aventurança. Esse desejo foi dado por Deus,
Tomás de Aquino
Aventurança pois o homem está inquieto até que descanse em
Deus. A presença desse desejo é uma prova indireta
da existência de Deus.

a priori O Argumento Bispo Berkeley O ser humano é capaz de perceber (sentir) as coisas ao
da Percepção seu redor. Isso não pode ser causado seja por eventos
tísicos (percepção como ato mental) ou pelo próprio
homem. Portanto, a existência da percepção implica
na existência de Deus como a única explicação
racional das percepções humanas.

a priori O Argumento Auguste Sabatier Deus prova a si mesmo por meio do Kerygma, que é a
Existencial sua declaração de amor, perdão e justificação do ser
humano. Quando alguém se decide pelo Kerygma,
ele então sabe que Deus existe. Nenhuma outra
evidência é necessária. Deus não é tanto provado
como é conhecido, e isso ocorre existencialmente.
16. Avaliação dos A rgum entos Clássicos a favor da Existência de D eus
A r g u m e n to C o sm o ló g ico
Todo efeito tem uma causa; não pode haver uma regressão intinita de causas finitas; portanto, deve existir uma causa
não causada ou um ser necessário; este ser é Deus.

P r o p o n e n te
Tomás de A quino
A r g u m e n to s a F avor A r g u m e n to s C o n tr a

A ausência de um ser essencial ou causa não causada Não existe nenhuma conexão necessária (logicamente) entre
conduz em última análise à auto‫ ׳‬criação ou à criação causa e efeito. Quando muito, temos somente uma
pelo acaso, ambas as quais são logicamente impossíveis. disposição psicológica para esperar que 0 efeito ocorra.

Um círculo ou cadeia de causas exigiria que um elo da Um círculo de causas pode ser uma alternativa para uma
cadeia estivesse simultaneamente causando existência regressão infinita de causas.
e tendo sua existência causada, potencialidade
produzindo factualidade, e isto não é possível. O nada
não pode causar alguma coisa.

Um ser necessário deve ser infinito. Somente aquilo que A existência de um Criador infinito não pode ser
tem potencialidade pode ser limitado, e um ser demonstrada a partir da existência de um universo finito.
necessário deve ser pura factualidade (ou então poderia
ser possível que ele não existisse).

A lei da causalidade aplica-se somente a seres finitos. Se tudo necessita de uma causa, assim também Deus, ou
Deus, que é infinito e eternamente auto-existente, então Deus deve ser auto-causado, o que é impossível.
não requer uma causa.

A r g u m e n to Teleológico
Existe no mundo uma ordem ou desígnio observável que não pode ser atribuída ao próprio objeto (por exemplo, objetos
inanimados); essa ordem observável argumenta em favor de um ser inteligente que estabeleceu essa ordem; esse ser é
Deus.

P r o p o n e n te
Tomás de Aquino

A rg u m e n to s a Fav o r A rg u m e n to s C o n tr a

A criação pelo acaso é equivalente à auto-criação, pois A ordem do mundo pode ser atribuída a agentes outros que
o acaso é uma abstração matemática sem qualquer não um ser inteligente, tais como 0 acaso ou a seleção
existência real em e de si mesma. Além disso, 0 acaso natural.
e a eternidade não reforçam o argumento, já que em
uma arena puramente aleatória as coisas tornam-se
mais desorganizadas com o tempo, e não menos.

Mesmo no que parecem ser ocorrências naturais Este argumento deixa de explicar ocorrências como
aleatórias e em enfermidades, a ordem ainda assim catástrofes naturais e doenças, que argumentam contra a
está presente. A força desse argumento é a favor da existência de um Deus bom.
existência de um criador inteligente. Ele não procura
argumentar acerca do caráter do criador.

Este argumento é a posteriori - a partir de algo externo, Este argumento é inválido porque aplica o que é observável
isto é, baseado na observação. Diante do fato de que àquilo que vai além da experiência.
a única base alternativa para postular uma criação
inteligente é um a priori - a partir de algo interno -,
temos pouca escolha, a não ser basear nossos
argumentos a favor da existência de Deus naquilo
que observamos no mundo ao nosso redor.
16. Avaliação dos Argumentos Clássicos (continuação)
A rg u m e n to A n tr o p o ló g ic o (M oral)
Todas as pessoas possuem um impulso moral ou imperativo categórico. Como essa moralidade nem sempre é
recompensada nesta vida, deve haver alguma base ou razão para o comportamento moral que está além desta vida.
Isso implica na existência da imortalidade, do juízo final e de um Deus que estabelece e sustenta a moralidade
recompensando 0 bem e punindo o mal.

P r o p o n e n te
Immanuel Kant

A r g u m e n to s a Favor A r g u m e n to s C o n tr a

Como a consciência ou impulso moral do ser humano O impulso moral do ser humano pode ser atribuído a fontes
muitas vezes não atende aos seus melhores interesses outras que não Deus, tal como a idéia de consciência que
em termos de sobrevivência, é improvável que ela se se desenvolve como uma parte necessária do processo
desenvolveria como uma parte necessária da seleção evolutivo ou de seleção natural.
natural.

Embora a existência de um Deus bom (e todo-poderoso) Se Deus existe como recompensador do bem, por que existe
possa exigir a destruição do mal, ela não exige essa 0 mal (especialmente se, como professam os teístas, Deus
destruição necessariamente agora. é totalmente bom e todo-poderoso) ?

Esse impulso moral está baseado na natureza de Deus, e Se esse impulso moral vem somente do ato criador de Deus,
não em sua vontade arbitrária. Na verdade, Deus não tal impulso é arbitrário e Deus não é essencialmente bom
pode ser considerado arbitrário, porque ele não pode (isto milita contra 0 Deus bom do teísmo, em favor do
querer algo contrário à sua natureza. qual este argumento é usado como prova).

A rg u m e n to O n to ló g ic o
Este argumento assume a seguinte forma (e muitas outras):
premissa maior: O ser humano tem uma idéia de um ser infinito e perfeito.
premissa menor: A existência é uma parte necessária da perteição.
conclusão: Existe um ser infinito e perfeito, pois 0 próprio conceito de perfeição requer a existência.

P r o p o n e n te
Anselmo de Cantuária

A rg u m e n to a Favor A rg u m e n to s C o n tr a

Se a afirmação “nenhuma afirmação sobre a existência é As afirmações sobre a existência não podem ser necessárias
necessária” for verdadeira, ela também deve aplicar-se porque a necessidade é simplesmente uma característica
à própria afirmação, 0 que seria auto-anulatório. Assim lógica das proposições.
sendo, é possível que se possam fazer algumas
afirmações necessárias sobre a existência. Não existe nenhuma conexão entre a existência de um ser
perfeito na mente de uma pessoa e a efetiva existência
deste ser no mundo.

O argumento requer a adoção de uma estrutura platônica,


na qual 0 ideal é mais real que o físico.
17. O Conhecimento de Deus
Revelação Revelação
N atural Especial

Dada a todos Dada a Poucos


Destinada a Todos Destinada a Todos

Suficiente para a Suficiente para a


Condenação Salvação

Declara a Grandeza Declara a Graça


de Deus de Deus

Manifestações Manifestações

1. Natureza Salmos 19.1 1. Moisés e os Profetas Hb 1.1


2. História Israel 2. A Encarnação Hb 1.2
3. Consciência Moral Humana 3. Os Apóstolos Hb 2.3-4
4· Natureza Religiosa do Ser Humano

Apologética Natureza

1. Argumento Cosmológico 1. Pessoal Fp 3.10


2. Argumento Teleológico 2. Antrópica Linguagem humana
3. Argumento Antropológico 3. Analógica Rm 5.7-8
4· Argumento Ontológico
18. Esquemas de Classificação dos Atributos Divinos
Strong Chafer Erickson Mueller Thiessen

Atributos Atributos de Atributos


Personalidade Essência de Deus
Absolutos Grandeza Negativos

Espiritualidade, Onisciência Espiritualidade Unidade Espiritualidade


envolvendo Sensibilidade Personalidade Simplicidade Imaterial, incorpóreo
Vida S a n tid a d e Vida Imutabilidade Invisível
Personalidade Justiça Infinidade Infinidade Vivo
A m or Constância Eternidade Pessoal
Infinidade, B o ndade Onipresença
envolvendo Verdade A u to - existência
A u to -ex istên cia Imensidade
Im utabilidade Vontade Eternidade
Liberdade
Perfeição, O n ip o tê n c ia
envolvendo
Verdade
A m or
S antidade

Atributos Atributos Atributos de Atributos Os Atributos


Relativos Constitucionais Bondade Positivos de Deus

Tempo e Espaço, Simplicidade Pureza Moral Vida Atributos Nã<)'morais


em relação a Unidade S antidade Conhecimento O n ip resen ç a
E ternidade Infinidade Retidão Sabedoria O nisciência
Im ensidade Eternidade Justiça Vontade O n ip o tê n c ia
Imutabilidade Santidade Im utabilidade
C'riação Onipresença ou Integridade Justiça
O n ip re se n ça imensidade ü e n u im d a d e Veracidade Atributos Morais
O nisciência Soberania Veracidade Poder S antidad e
O n ip o tê n c ia Fidelidade Bondade Justiça e Retidão
Am or B ondade
Seres Morais B enevolência Verdade
Veracidade, Fidelidade
G raça
Misericórdia, Bondade M isericórdia
Justiça, Retidão Persistência
19. Representação Gráfica dos Atributos de Deus
20. Definições dos Atributos de Deus
Atributos Definição Referências Bíblicas

Sim plicidade/ Deus n ã o é com posto de partes, n e m é Jo 1.18; 4.24; 1 T m 1.17;


Espiritualidade complexo; é indivisível, único e espiritual 6.15-16
em seu ser essencial.

U n id a d e Deus é um. D t 6.4; 1 C o 8.6

Infinidade Deus não possui térm ino ou limitação. 1 Rs 8.27; SI 145.3; A t 17.24

E ternidade Deus é im une à passagem do tem po. G n 21.33; SI 90.2

Im utabilidade/ Deus n ã o m u d a n e m pode m u d a r em seu ser. SI 102.27; M l 3.6; T g 1.17


C o n stâ n c ia

O n ip re se n ç a Deus está presente em toda parte. SI 139.7-12; Jr 23.23-24

Soberania D eus é 0 chefe supremo, in d e p e n d e n te de Ef 1, espec. v. 21


qualquer autorid ade fora de si mesmo.

O nisciência D eus co n h ece todas as coisas existentes e SI 139.1-4; 147.4-5; M t 11.21


possíveis.

O n ip o tê n c ia Deus é todo-poderoso. M t 19.26; A p 19.6

Justiça Deus possui eqüidade moral; ele n ã o m ostra A t 10.34-35; Rm 2.11


favoritismo.

A m or Deus busca 0 bem suprem o dos seres hum anos, SI 103.17; Ef 2.4-5; 1 Jo 4.8,10
pagando u m preço infinito.

B enevolência Deus te m um interesse altruísta pelo bem -estar D t 7.7-8; Jo 3.16


daqueles que ama.

G raça Deus concede favores imerecidos àqueles que Êx 34.6; Ef 1.5-8; T t 2.11
ama, segundo as suas necessidades.
20. Definições dos Atributos de Deus (continuação)
Atributos Definição Referências Bíblicas

Bondade A quilo que constitui 0 caráter de Deus, sendo Êx 33.19; SI 145.9


d e m o n stra d a pela benevolência, graça e
misericórdia.

L iberdade D eus é in d e p e n d e n te das suas criaturas. SI 115.3

San tidade Deus é justo, perfeito e separado de todo 1 Pe 1.16


pecado ou mal.

R etidão A santidade aplicada aos relacionamentos; a lei de SI 19.7-9; Jr 9.24a


Deus e as suas ações são perfeitamente retas.

Verdade A cordo e consistência com tud o o que é Jo 14.6; 17.3


rep resentado pelo próprio Deus.

G e n u in id a d e D eus é real e verdadeiro. Jr 10.5-10; Jo 17.3

Veracidade D eus fala a verdade e é digno de confiança. 1 Sm 15.29; Jo 17.17,19; H b 6.18;


T t 1.2

Fidelidade D eus prova ser fiel; ele m a n té m as suas N m 23.19; SI 89.2; 1 Ts 5.24
promessas.

Personalidade D eus é pessoal. Ele te m a u to ‫ ׳‬con h ecim en to, Êx 3.14; G n 3


vo ntade, in telecto e a u to ‫ ׳‬determ inação.

Vida Deus é vida e a fonte últim a de toda a vida. Êx 3.14; Jr 10.10; Jo 5.26

Misericórdia A tern a com paixão de D eus para com as Êx 3.7,17; SI 103.13; M t 9.36
pessoas miseráveis e necessitadas que ele
ama, e tam b ém 0 fato de não dar aos
pecadores aquilo que m erecem .

Persistência A natureza Iongânim a de Deus e sua SI 86.15; Rm 2.4; 9.22


paciência para com 0 seu povo.
21. O Desenvolvimento Histórico da Doutrina da Trindade

Introdução
A doutrina da Trindade é essencial ao cristianismo bíblico; ela descreve os relacionamentos
existentes entre os três membros da Divindade de um modo consistente com a Escritura.

É fundamental nessa doutrina a questão de como Deus pode ser ao mesmo tempo um e três. Os
primeiros cristãos não queriam perder o seu monoteísmo judaico enquanto exaltavam o seu
Salvador. Surgiram heresias quando as pessoas procuraram explicar o Deus cristão sem se
tornarem triteístas (como os judeus rapidamente os acusaram de ser). Os cristãos argumentaram
que o monoteísmo judaico do Antigo Testamento não excluía a Trindade.

O clímax da formulação trinitária ocorreu no Concilio de Constantinopla, em 381 d.C. Devemos a


esse concilio a expressão do conceito ortodoxo da trindade. Todavia, para apreciarmos o que disse
o concilio é útil acompanharmos o desenvolvimento histórico da doutrina. Isso não significa que a
igreja ou qualquer concilio tenha inventado a doutrina. Antes, foi para responder às heresias que
a igreja explicou o que a Escritura já pressupunha.

A Igreja Pré-Nicena: 33-325 d.C.

Os Apóstolos, 33-100 d.C.


O ensino apostólico claramente aceitou a plena e real divindade de Jesus, e aceitou e adotou a
fórmula batismal trinitária.

Os Pais Apostólicos, 100-150 d.C.


Os escritos dos Pais Apostólicos eram caracterizados por uma paixão acerca de Cristo (Cristo provém
de Deus; ele é pré‫ ׳‬existente) e por ambigüidade teológica acerca da Trindade.

Os Apologistas e os Polemistas, 150-325 d.C.


As crescentes perseguições e heresias forçaram os escritores cristãos a declararem de maneira mais
precisa e defenderem o ensino bíblico acerca do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Justino Mártir: Cristo é distinto do Pai em sua função.


Atenágoras: Cristo não teve princípio.
Teófilo: O Espírito Santo é distinto do Logos.
Orígenes: O Espírito Santo é co-eterno com o Pai e o Filho.
Tertuliano: Falou em “Trindade” e “pessoas” - três em número, mas um em
substância.
21. A Doutrina da Trindade (continuação)
Concilio de Nicéia: 325 d.C.
Por causa da difusão da heresia ariana, que negava a divindade de Cristo, a unidade e até mesmo o
futuro do Império Romano pareciam incertos. Constantino, recentem ente convertido, reuniu um
concilio ecumênico em Nicéia para resolver a questão.

A Questão: Cristo era plenamente Deus, ou era um ser criado e subordinado?

Á rio A tanásio
Somente Deus Pai é eterno. Cristo é co-etem o com o Pai.
O Filho teve um princípio como o primeiro e Cristo não teve princípio.
mais importante ser criado. O Filho e o Pai têm a mesma essência.
O Filho não é um em essência com o Pai. Cristo não é subordinado ao Pai.
Cristo é subordinado ao Pai.
Ele é chamado Deus como um título honorífico.

D eclarações F undam entais do C redo do Concilio


[Nós cremos] “em um Senhor Jesus Cristo... verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, não feito,
de uma só substância com o Pai.”
“Mas aqueles que dizem que houve um tempo em que Ele não existia, e que antes de ser gerado
Ele não era... a estes a Igreja Católica anatematiza.”
“E cremos no Espírito Santo.”

Resultados do Concilio
O arianismo foi formalmente condenado.
A declaração hom oousia (mesma substância) criou conflitos.
Os arianos reinterpretaram hom oousia e acusaram o concilio de monarquianismo modalista.
A doutrina do Espírito Santo ficou sem ser elaborada.

Concilio de Constantinopla: 381 d.C.


O arianismo não foi extinto em Nicéia; na realidade, ele cresceu em importância. Além disso, surgiu
o macedonianismo, que subordinava o Espírito Santo essencialmente da mesma maneira que o
arianismo havia subordinado Cristo.

A Questão: O Espírito Santo é plenamente Deus?

Declaração Fundam ental do C redo do Concilio


“... e no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai, que é adorado e glorificado
juntam ente com o Pai e o Filho.”

Resultados do Concilio
O arianismo foi rejeitado e o Credo Niceno reafirmado.
O macedonianismo foi condenado e a divindade do Espírito Santo afirmada.
Foram resolvidos grandes conflitos acerca do trinitarianismo (embora os debates cristológicos
tenham continuado até Calcedônia, em 451 d.C.).
22. Antigo Diagrama da Trindade Santa
23. Principais Noções Acerca da Trindade
Noção Fonte Partidários Percepção da Essência de D eus Percepção da Subsistência de Deus
(Uno-Unidade) (Trino-Diversidade)

Monarquianismo T eo do to Paulo de S am ósata A un id ade de D eu s d e n o t a ta n to singularidade A n o çã o de u m D eus subsistente é uma


Dinâmico A rtem o n de natu reza q u a n t o singularidade de pessoa. impossibilidade palpável, uma vez que a sua
S o cin o Portanto, o Filho e o Espírito S a n to são perfeita u n id a d e é p e rfeitam e n te indivisível. A
M o d e rn o s U nitários consubstanciais com a essência d iv ina d o Pai “diversidad e” de D eus é aparen te, e n ã o real, já
som ente co m o atributos impessoais. A dynamis q ue o e v e n to de C risto e a obra do Espírito
divina veio sobre o h o m e m Jesus, mas ele Santo som ente atestam um a operação dinâmica
n ã o era D eus n o sen tido estrito da palavra. d e n tro de Deus, e n ã o um a un ião hipostática.

Monarquianismo Práxeas N o e to A un id a d e de D eus ó ultra-simples. Hle é O conceito de um Deus subsistente é errôneo e


Modalista Sabélio q u a lita tiv a m e n te caracterizado em sua confunde a verdadeira questão do fenômeno da
S w ed enb org essência por um a natureza e um a pessoa, auto-manifestação modalista de Deus. O
S c h le ie rm a c h e r hssa essência pode ser designada seja co m o paradoxo de um “três em unida de” subsistente é
Pentecostais U nidos Pai, Filho ou Espírito S an to. Estes são refutado pelo reconhecim ento de que Deus não é
(Jesus So m e n te) diferentes n omes do Deus unificado e simples, três pessoas, mas uma pessoa com três nomes
porém idênticos com ele. O s três no m e s são diferentes e papéis correspondentes que se seguem
os três m odos pelos quais D eus se revela. um ao outro com o as partes de um drama.

Subordinacionismo Á rio M o d e rn as T este m u nh as A u nid ad e in e re n te d a n atureza de D eus A essência unipessoal de Deus exclui o conceit()
de Jeová e várias outras s o m e n te se identifica de m a n e ira apropriada de subsistência divina com um a Divindade.
seitas m e nos co m o Pai. O Filho e 0 Espírito S a n to são A “trin d a d e na u n id a d e ” é a u t o ‫ ׳‬contraditória
co nh ecid as e n tid ad es discretas q ue não partilh am da e viola os princípios bíblicos de um Deus
essência divina. m o no teísta.

Trinitarianismo H ipólito D iferentes trinitarianos A D iv ind a d e caracteriza-se pela triunidade: Pai, A subsistência d e n tro da D ivind a d e é articulada
“Econômico” T ertuliano “n e o e c o n ô m ic o s” Filho e Espírito S a n to são três manifestações por meio de termos co m o “d is tin ção ” e
da única substância idêntica e indivisível. “dis tribuição,” afastand o de m od o eficaz a
A perfeita un id a d e e co nsuh stancialid ade n o ç ã o de separação ou divisão.
estão envolvidas d e m aneira especial em
ações triádicas manifestas c o m o a criação
e a redenção.

Trinitarianismo A tan ásio Basílio O ser de D eus é p erfe itam en te unificado e Diz-se que a subsistência divina ocorre
Ortodoxo Gregório de Nisa simples: de um a só essência (hornoousia). sim u lta n e a m e n te em três m odos de ser ou
G reg ário de N azianzo Essa essência de div in dad e é possuída em hipóstases. C o m o tal, a D ivin da de existe
A g o stin h o c o m u m pelo Pai, Filho e Espírito S an to . As “indivisa em pessoas divididas." Essa
Tomás de A q u in o três pessoas são consubstanciais, c o -in eren te s co n c e p ç ã o c o n tem p la u m a identidade de
L utero
(perichoresis), co-iguais e co-etern as. n atureza e cooperação de funções sem a
C alv ino
C ristianism o orto d o x o n egação das distinções das pessoas da
contem porâneo D ivindade.
23. Principais Noções Acerca da Trindade (continuação)
Atribuição de Divindade/Eternalidade Crítica (s)
Concepção Referente (s)
Pai I Filho Espírito Santo Analógico (s)

Monarquianismo O rig in ad o r único 1 U m h om em virtuoso (mas U m a trib u to impessoal da Eleva a razão acima do te s te m u n h o da
Dinâmico do universo. Ele I finito) em cuja vida Deus D ivindade. N ã o atribui revelação bíblica n o que c o n c e rn e à
6 ete rn o , a u t o ‫ ׳‬1 estava dinamic amente n e n h u m a divin d ade ou Trindade.
existente, sem presente de maneira e te rn alid a d e ao Espírito N ega cate g o ric a m e n te a divin dad e de
princípio ou fim. 1 singular. Cristo certamente S an to . C risto e do Espírito S anto , solapando
| 7uto era divino, em bora a assim a su ste n ta ç ã o teológica da
I sua hum an idad e tenha d o u tr in a bíblica da salvação.
■ sido deificada.

Monarquianismo P le n a m e n te Deus ' Plena div indade/eternidade D eus e te rn o so m en te na U m a pessoa Despersonaliza a D ivindade. Para
Modalista e p le n a m e n te I atribuídas som en te no m ed ida em q ue o título re p r e se n ta n d o três c o m p en sar as suas deficiências
e te rn o c o m o o I sentido de ser outro modo designa a fase na qual o papéis diferentes trinitárias, essa c o n cep ção propõe
m o d o ou 1 do Deus único, e idêntico D eus uno, em secjuencia n o m e sm o dram a. idéias c la ra m e n te heréticas (por
m anifestação co m a sua essência. Ele é tem poral, m anifestou-se Agua-gelo-vapor. exemplo, o patripassianism o). O seu
primordial do 1 o m esmo Deus manifesto e m te rm o s da fun ção conceito de manifestações sucessivas
D eus único, | em seqüência temporal de re gen eração e da D iv in d a d e n ã o po de explicar os
singular e 1 específica a um a função santificação. ap arecim en to s sim ultâneos das três
unitário. . (en carnação). pessoas, com o n o batismo de Cristo.

Subordinacionismo O Deus ún ic o e 1 U m ser criado e, p ortan to, U m a e m a n a ç ã o do Pai M e n te -id é ia -a ç ã o Conflita co m o farto te stem unho bíblico
ingênito q ue é | n ã o etern o. Embora não pessoal e não eterna. acerca da div indade ta n to de Cristo
e t e r n o e sem 1 d eva ser ven era d o , ele F visto co m o um a co m o do Espírito Santo. Sua
princípio. n ã o possuí a essência influência ou um a concepção hierárquica também afirma
1 divina. expressão de Deus. N ão três pessoas essencialmente separadas
1 se lhe atribui divindade. com relação ao Pai, Cristo e o Espírito
Santo. Isso resulta em uma
1 soteriologia inteiram ente confusa.
1
Trinitarianismo A igual d iv ind ade do Pai, Filho e Espírito S a n to é c la ra m e n te elucidada na U m a fonte e o seu rio. E mais h esita n te e ambígua n o seu
“Econômico” observação das características relacionais/operacionais sim ultâneas da A u nid a d e e n tre a tr a ta m e n to do aspecto relacionai da
D ivindade. Por vezes a c o - e t e rn i d a d e n ã o se m anifesta inteligivelmente raiz e o seu ramo. Trindade.
nessa co n c e p ç ã o ambígua, mas parece ser um a im plicação lógica. O sol e a sua luz.

Trinitarianismo Em sua destilação final, esta c o n c e p ç ã o ap resen ta re s o lu ta m e n te 0 Pai, 0 Filho Todas as analogias A ú nica deficiência tem qu e ver com
Ortodoxo e o Espírito S a n to com o co-iguais e c o -e te rn o s n a D iv in d a d e com relação deixam de as limitações in eren tes à própria
t a n to à essência q u a n t o à fu n ção divinas. expressar linguagem e p e n s a m e n to h um ano s:
a d e q u a d a m e n te a im possibilidade de descrever
o trinitarianism o p le n a m e n te o mistério inefável
ortodoxo. de “três e m u n id a d e .”
24. Uma Apresentação Bíblica da Trindade
I n tr o d u ç ã o A palavra “T rin dade” n u n c a é usada, n em a d o u trin a do trinitarianism o jamais é
ensinada explicitam ente nas Escrituras, mas 0 trinitarianism o é a m elho r explicação
da evidência bíblica. A exposição teológica da d o u trin a resultou de ensinos bíblicos
claros, porém n ã o abrangentes. E um a d o u trin a essencial para o cristianismo porque
se c o n c e n tra em q u e m Deus é, e especialm ente n a divindade de Jesus Cristo. C om o
o trinitarianism o não é ensinado explicitam ente nas Escrituras, 0 estudo da d o u trin a
é um esforço de reunir tem as e dados bíblicos por meio de um estudo teológico
sistemático e pela observação do desenvolvim ento histórico da atual concep ção
ortod ox a acerca de qual é a apresentação bíblica da Trindade.

E le m e n to s 1. D eus é um.
E ssenciais da 2. C a d a um a das pessoas da D eidade é divina.
T rin d a d e 3. A unidade de Deus e a trindade de D eus não são contraditórias.
4· A Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) é eterna.
5. C a d a um a das pessoas de Deus te m a m esm a essência e não é inferior ou superior
às outras em essência.
6. A T rindade é um mistério que n u n c a poderem os e n te n d e r plenam ente.

E n s in o
V elho T e s ta m e n to N o v o T e sta m e n to
B íhlico

D eus é U m O uv e, Israel, 0 S e n h o r nosso Deus é o Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível,


único S e n h o r (D t 6.4; cf. 20.2-3; D eus único, h o n ra e glória pelos séculos
3.13-15). dos séculos. A m é m (1 T m 1.17; cf. 1 Co
8.4-6; l T m 2.5-6; T g 2.19).

O Pai: Ele m e disse: “Tu és m eu Filho, ... eleitos segundo a presciência de Deus
eu hoje te gerei” (SI 1.1). Pai... (1 Pe 1.2; cf. Jo 1.17; 1 C o 8.6;
Fp 2.11).

O Filho: Ele me disse: “Tu és m eu Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que
Filho, eu hoje te gerei” (SI 2.7; cf. se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de
H b 1.1-13; SI 68.18; Is 6.1-3; 9.6). Deus d escendo com o pomba, vindo sobre
Três Pessoas ele. E eis um a voz dos céus, que dizia:
D is tin ta s “Este é o m eu Filho am ado, em q uem
t

descritas me com prazo” (M t 3.16-17).


com o
D iv in a s

O Espírito Santo: N o princípio criou E ntão disse Pedro: “A nanias, por que en c h e u
Deus os céus e a terra... e o Espírito S atanás teu coração, para que mentísses
de Deus pairava por sobre as águas ao Espírito Santo...? N ã o m entiste aos
(G n 1.1-2; cf. Êx 31.3; Jz 15.14; hom ens, mas a D e u s” (Atos 5.3-4; cf. 2
Is 11.2). Co 3.17).
24. Uma Apresentação Bíblica da Trindade (continuação)

P lu ra lid a d e N o Velho Testam ento, 0 uso de pronom es O uso da palavra singular “n o m e ” em


de Pessoas n o plural ap o n ta para, ou pelo m enos referência a Deus Pai, Filho e Espírito
n a D iv in d a d e sugere, a pluralidade de pessoas na S a n to indica um a unid ad e d e n tro da
D ivindade. trindade de Deus.
“Tam bém disse Deus: ‘Façamos o h o m e m “Ide, p ortan to, fazei discípulos de todas as
à nossa imagem, conform e a nossa nações, ba tiz a n d o ‫ ׳‬os em no m e do Pai e
sem elhança...’” (G n 1.26). do Filho e do Espírito S a n to ” (M t 28.19).

A tr ib u to Pai F ilh o E spírito S a n to

E tern id ad e SI 90.2 Jo 1.2; A p 1.8,17 H b 9.14

Poder 1 Pe 1.5 2 C o 12.9 R m 15.19

Pessoas c o m
a M esm a O nisciên cia Jr 17.10 A p 2.23 1 C o 2.11
E ssên cia:
A tr ib u to s
A p lic a d o s
a Cada O n ip re se n ç a Jr 23.24 M t 18.20 SI 139.7
Pessoa

S a n tid ad e A p 15.4 A tos 3.14 A tos 1.8

Verdade João 7.28 A p 3.7 1 João 5.6

Benevolência R m 2.4 Ef 5.25 N e 9.20

Criação do SI 102.25 Cl 1.16 G n 1.2; Jó 26.13


M undo
Igualdade com
D if e r e n te s
Funções: C riação do Flom em G n 2.7 Cl 1.16 Jó 33.4
A tiv id a d e s
que
E n v o lv e m
Batismo de Cristo M t 3.17 M t 3.16 M t 3.16
T odas as
Três Pessoas

M orte de Cristo H b 9.14 H b 9.14 H b 9.14


25. Concepções Falsas Acerca da Trindade

Unitarianismo Sabelianismo
Pai (V.T.)
Filho (N.T.)
Criador Espírito
(Hoje)

Δ C riatura

A Impessoal T rindade M odalística

© 1990 D avid Miller. Usa J o m e d ia n te permissão.


26. Os Nomes de Deus
N om es S e n tid o /S ig n ific a d o R e fe rê n c ia s Bíblicas

lavé/Jeová O a u to-ex istente. A lguns ach am que ele Êx 3.14-15; cf. G n 12.8; 13.4;
destaca a natureza ontológica de Deus: 26.25; Êx 6.3; 7; 20.2; 33.19;
“EU S O U O Q U E SO U "; outros crêem 34.5-7; SI 68.4; 76.1;
que apresen ta a fidelidade de Deus: “Eu Jr 31.31-34
sou [ou serei] quem eu te n h o sido,” ou
“Eu serei q u e m eu serei.” Esse nom e é 0
n om e próprio e pessoal de Deus.

Iavé Jireh O S enh or proverá G n 22.8-14

lave Nissi O S e n h o r é m in h a bandeira Êx 17.15

Iavé Shalom O S e n h o r é paz Jz 6.24

Iavé S ab ao th O S e n h o r dos Exércitos 1 Sm 1.3; 17.45; SI 24-10; 46.7,11

Iavé M acad eshém O Senh or é vosso santificador Êx 31.13

Iavé Raah O S e n h o r é m eu pastor Salmo 23.1

Iavé Tsidkênu O S e n h o r é nossa justiça Jr 23.6; 33.16

Iavé El ü e m o la h O S e n h o r é o Deus da retribuição Jr 51.56

Iavé N a k e h O S e n h o r que fere Ez 7.9

Iavé Sham á O S e n h o r que está presente Ez 48.35

Iavé Rafá O S e n h o r que sara Êx 15.26

Iavé Eloim Senhor, o poderoso Jz 5.3; Is 17.6


26. Os Nomes de Deus (continuação)
N om es S e n tid o /S ig n ifica d o R e fe rê n c ia s Bíblicas

Adonai Senhor, M estre; o nom e de D eus usado em Êx 4.10-12; Js 7.8-11


lugar de Iavé q u a n d o o nom e próprio de
D eus passou a ser considerado m uito
sagrado para ser pronunciado.

Elohim Poderoso; term o plural aplicado a Deus, que G n 1.1,26-27; 3.5; 31.13; D t 5.9; 6.4;
geralm ente se refere à sua m ajestade ou à SI 5.7; 86.15; 100.3
sua plenitude.

El Elion Altíssimo (literalm ente, 0 Poderoso mais G n 14.18; N m 24.16; Is 14.13-14


forte)

E lR o i O Poderoso que vê G n 16.13

El Shadai D eus Todo-Poderoso ou Deus Todo- G n 17.1-20


Suficiente

El O la m D eus E tern o ou D eus da Eternidade G n 21.33; Is 40.28

El Elohe Israel Deus, 0 D eus de Israel G n 33.20

Ieshua Jesus, 0 S e n h o r é Salvador ou Salvação M t 16.13-16; Jo 6.42; A tos 2.36;


T t 2.13; 2 Pe 1.11

C hristós Cristo, Messias, 0 Ungido M t 16.13-16; João 1.41; 20.31;


A t 2.36; R m 6.23; T t 2.13; 2
Pe 1.11

Kírios Senhor, M estre Lc 1.46; A t 2.36; Jd 4

Sotêr Salvador; aquele que livra do perigo ou da Lc 1.47; 2.11


m orte

Deus, u m substantivo genérico que pode Lc 1.47; Jo 20.28; T t 2.13; 2 Pe 1.11


T h eó s
referir-se a qu alquer deus ou ao Deus
verdadeiro; aplicado ao S e n h o r Jesus
com o verdadeiro Deus
27. Heresias cristológicas históricas
P o n to s de
vista dos Ebionitas Docetistas Arianos

Proponentes Judaizantes Basílides Ário, presbítero de


V alentino A lexand ria
Patripassianos O rígenes (?)
Sabelianos

Época Segundo século Final do prim eiro século Q u a rto século

Negação G e n u ín a divindade G e n u ín a h u m a n id ad e G e n u ín a divindade

Explicação Cristo recebeu 0 Espírito Jesus parecia hu m an o , Cristo foi 0 prim eiro e o
após o seu batismo; ele mas de fato era divino. mais elevado ser criado;
n ã o foi pré-existente. homoiousia, e não
homoousia.

Condenados Sem c o n d e n aç ão oficial Sem c o n d en a ção oficial C oncilio de Nicéia, 325 d.C.

Associados Legalismo A m aldade do m u n d o G eração = criação


com m aterial e a divindade
essencial do ser hu m an o ,
conform e o ensino de
M árcion e dos gnósticos

Argumento a São m onoteístas. A firm am a divindade de E nsinam que Cristo é


favor Cristo. subordinado ao Pai.

A rgum ento S o m e n te um Cristo divino Se Cristo não fosse humano, S o m e n te u m Cristo divino é
contra é digno de adoração ele n ão poderia redimir a digno de adoração. Essa
(Jo 1.1; 20.28; H b 13.8). h u m a n id ad e (H b 2.14; posição tend e ao
1 Jo 4.1-3). politeísmo. S om ente um
Cristo divino pode salvar
(Fp 2.6; A p 1.8).

Principais Irineu Irineu A tanásio


Opositores Hipólito H ipólito Osio
O rígenes
Eusébio
27. Heresias Cristológicas Históricas (continuação)
P o n to s de
vista dos Apolinarianos Nestorianos Eutiquianos

P ropon entes A polinário, bispo de Representados por Nestório, Representados por Eutiques
Laodicéia bispo de C o n sta n tin o p la Tcodósio II
Justino M ártir (59 século)

Epoca Q u a rto século Q u in to século Q u in to século

N egação P lenitude da h u m anidade U nidade da pessoa D istinção das naturezas

Explicação O Logos divino tom ou 0 A união era m oral e não Monofisismo; a natureza
lugar da m e n te h u m an a. orgânica - assim, eram h u m a n a foi absorvida pela
duas pessoas. O h u m a n o divina para criar uma
era c om pletam ente terceira n o va natureza -
co ntrolado pelo divino. u m tertium quid.

C o n d e n ad o s C oncilio de A ntioquia, Sínodo de Éfeso, 431 d.C D efendido pelo “Sínodo de


378-379 d.C. Ladrões” em Efeso, 449
Concilio de Constantinople, d.C.; co n d e n a d o pelo
381 d.C C oncilio dc C alcedônia,
451 d.C.

Associados Logos = razão que h á em Cristologia do “verbo- Preocupação com a unidade


com todos ho m e m ” (antioquiana), e a divindade de Cristo;
e não do “v e rb o -c a rn e ” alexandrinos
(alex an d rin a); co n tra (minimizavam a
a aplicação do term o h u m a n id ad e)
theotokos a Maria.

A rg u m e n to a A firm avam a divindade e Distinguiam o Jesus M a n tin h a m a unidade da


favor a verdadeira h um a n id a d e hu m a n o , que m orreu, pessoa de Cristo.
de Cristo. do Filho Divino, que
não pode morrer.

A rg u m e n to Se Cristo não tivesse uma Se a m orte de Jesus fosse Se Cristo não fosse h o m e m
c o n tra m e n te h u m an a, ele não o ato de um a pessoa n em Deus, ele não poderia
seria verdadeiram ente h u m an a, e não um ato redimir com o h o m e m ou
h u m a n o (H b 2.14; de Deus, ela não poderia com o D eus (Fp 2.6).
1 Jo 4-1-3). ser eficaz (Ap 1.12-18).

Principais Vitalis Cirilo de A lexandria Flaviano de C o n sta n tin o p la


O positores Papa D âm aso Papa Leão
Basílio, Tcodósio Teodoreto
G regório de Nazianzo Eusébio de Doriléia
Gregório de Nisa
28. Falsas Concepções Acerca da Pessoa de Cristo

Ebioilismo Doce tismo

( H X) (x D )
Negou a Na tureza Divina Negou a NatLireza H um ana

Ariarlismo Nestori anismo

( H X)
Negou a Na :ureza Divina
V
Negou a Uniãc das Naturezas

Eutiquianismo Apolinairianismo
I^ o s

I A lm a

\ C o rp o D )
Negou a Distinção das Naturezas I j Negou o Esp; rito Humano

© D avid Miller. A d a p ta d o e usado m e d ia n te permissão.


29. A União da Divindade e da Humanidade na Pessoa do Filho
30. Teorias Acerca da Kenosis
Teorias Q uenóticas Tradicionais

Cristo Esvaziou-se da O Filho de Deus pôs de lado a sua participação na


Consciência Divina Deidade quando tornou‫ ׳‬se homem. Todos os
atributos da sua divindade literalmente cessaram
quando ocorreu a encarnação. O Logos tornou-
se uma alma que residiu no Jesus humano.

Cristo Esvaziou-se da O Logos trocou a sua forma eterna por uma forma
Forma Eterna de Ser temporal condicionada pela natureza humana.
Nessa forma temporal, Cristo não mais possuía
todos os atributos pertinentes à Deidade,
embora pudesse exercer poderes sobrenaturais.

Cristo Esvaziou-se dos Esta noção faz uma distinção entre atributos
A tribu tos Relativos da D eidade essenciais, tais como verdade e amor, e aqueles
relacionados com 0 universo criado, tais como
onipotência e onipresença.

Cristo Esvaziou-se da N a encarnação de Cristo, 0 Logos assumiu uma


Integridade da Existência D ivina Infinita vida dupla. Um “centro vital” continuou a
funcionar conscientemente na Trindade, ao
passo que o outro encarnou‫ ׳‬se com a natureza
humana, inconsciente das funções cósmicas
da Deidade.

Cristo Esvaziou-se da 0 Logos entregou ao Pai todas as suas funções


A tiv id a d e D ivina e responsabilidades divinas. O Logos encarnado
estava inconsciente dos acontecimentos
internos da Trindade.

Adaptado de Robert E. Picirilli, “He Emptied Himself" [Ele se Esvaziou a Si Mesmo], B ib lic a l V ie w p o in t, Vol. .3, Μ- 1 (Abril 1969): 23-30. Usado
mediante permissão.
30. Teorias Acerca da Kenosis (continuação)

Cristo Esvaziou-se do O Logos removeu a atuação dos atributos


Exercício Efetivo das Prerrogativas D ivinas divinos do campo do real para o potencial.
Ele reteve sua consciência divina mas
renunciou às condições da infinidade e à
sua forma.

Teorias Sub-Quenóticas

Cristo Esvaziou-se do 0 Logos possuía os atributos divinos, mas


Liso dos A tribu tos Divinos escolheu não usá-los.

Cristo Esvaziou-se do 0 Logos sempre possuiu e pôde utilizar as


Exercício Independente dos A tributos Divinos prerrogativas da Deidade, mas sempre em
submissão ao poder do Pai e pelo poder do
Pai (e do Espírito Santo). O Cristo encarnado
nunca fez nada independentem ente por meio
da sua própria divindade.

Cristo Esvaziou-se das O Logos esvaziou-se da forma exterior da


Insígnias da M ajestade, as Prerrogativas divindade. (Esta noção é vaga quanto ao seu
da D ivindade significado preciso.)
31. A Pessoa de Cristo
Pré-Enearnado Natureza Divina Natureza Humana União das Naturezas Caráter

E x is t iu E t e r n a m e n t e A n t e s P o s s u i A t r ib u t o s D i v i n o s T eve u m N a sc im e n to H u m a n o T e a n t r ó p ic a A b s o lu ta m e n te S a n to
d a C r ia ç ã o Ele é eterno (João 1.1; 8.58; 17.5) Nasceu de uma virgem (Mt 1.18- A pessoa de Cristo é teantrópica; A sua natureza hum ana foi criada
Desde n “princípio” (Jo 1.1; 1 Elé é onipresente (Mt 28.20; Ef 1.23) 2.11; Lc 1.30-38). ele tem duas naturezas (divina santa (Lc 1.35).
Jo !·D Ele é onisciente (Jo 16.30; 21.17) e h u m an a em unia só pessoa) Ele não com eteu pecado (1 Pe
“Com Deus” (Jo 1.1-2) Ele é onipotente (Jo 5.19) T eve u m D e se n v o lv im e n to ^ 2.22).
“A ntes que houvesse m u n d o ” Ele é imutável (Hb 1.12; 13.8) H um ano P esso a l Ele sempre agradou o Pai
(Jo 17.5) C on tinu o u a crescer e a fortalecer- União hipostática, constituindo (Jo 8.29).
O Verbo “se fez c arn e ” P o s s u i O fíc io s D iv in o s se (Lc 2.50,52). uma só substância pessoal;
(implica em unia existência Ele é criador (Jo 1.3; Cl 1.16) duas naturezas, uma pessoa P ossu i A m o r G e n u ín o
pré-encarnada, Jo 1.14). Ele é sustentador (Cl 1.17) T e v e o s E l e m e n t o s E s s e n c ia is da Ele entregou a sua vida
N a tu r e z a H u m a n a I n c l u i Q u a l id a d e s e A t o s (Jo 15.13).
P a r tic ip o u d a C r ia ç ã o P o s s u i P r e r r o g a t iv a s D iv in a s Corpo hu m an o (M t 26.12; Jo 2.21) H u m a n o s e D iv in o s O seu amor ultrapassa todo
“Façamos o hom em ” (Gn 1.26) Perdoa pecados (Mt 9.2; Lc 7.47) Razão e vontade (M t 26.38; Tanto as qualidades e os atos divinos o conhecim ento.
C) “arquiteto” (Pv 8.30) Ressuscita os mortos (Jo 5.25; 11.25) Mc 2.8) q u anto hum anos podem ser
O “primogênito de toda a Executa julgam ento (Jo 5.22) atribuídos a Jesus Cristo sob V e r d a d e ir a m e n t e H u m i l d e
criação” (Cl 1.15) T eve N o m e s H u m a n o s qualquer uma de suas naturezas. Ele tomou a forma de servo
Iodas as coisas tor ,«11 criadas E le é I d e n t if ic a d o c o m I a v é d o Jesus (Mt 1.21) (Fp 2.5-8).
“por meio dele” (Jo 1.3; Cl A n tig o T esta m en to Filho do H om em (Mt 8.20; 11.18) P r e se n ç a C o n s ta n te T a n to da
1.16) “EU S O U ” G<> 8.58) Filho de Abraão (Mt 1.1) H u m a n id a d e Q u a n t o da I n t e ir a m e n t e M a n s o
O m un d o foi criado “por Visto por Isaías (Jo 12.41; 8.24,50-58) D iv i n d a d e (Mt 11.29)
intermédio d ele” (Jo 1.10; 1 T e v e a s L im it a ç õ e s da N a t u r e z a As suas naturezas não podem ser
C o 8.6) P o ssu i N o m e s D iv in o s H um ana, S em Pecado separadas. P e r f e it a m e n t e E q u ilib r a d o
Todas as coisas foram criadas “Alfa c Ô m ega” (Ap 22.1 3) Ficou cansado (Jo 4.6). Ele foi sério sem ser melancólico.
“para ele” (Cl 1.16) “EU S O U ” (Jo 8.58) Sentiu fome (Mt 4-2; 21.18). Ele foi alegre sem ser frívolo.
Tudo subsiste “n ele” (Cl 1.17) “E m anuel” (Mt 1.22) Sentiu sede (Jo 19.28).
“Filho do H om em ” (Mt 9.6; 12.8) Foi tentado (Mt 4; Hb 2.18). T e v e u m a V id a d e O r a ç ã o
M a n i f e s t o u - s e A p ó s a C r ia ç ã o “S e n h o r” (M t 7.21; Lc 1.43) (Mt 14.23; Lc 6.12)
(A n tig o T esta m en to ) “Filho de Deus” (jo 10.36) F o i M u it a s V e z e s C h a m a d o d e
Com o “Iavé” “Deus” (Jo 1.1; 2 Pe 1.1) H om em T r a b a lh a d o r I n c a n s á v e l
A A braão (Gn 18) (Jo 1.30; 4.9; 10.38) Realizou as obras do seu Pai
Em julgamento (Gn 19) P o s s u i R e l a ç õ e s D iv in a s (Jo 5.17; 9.4).
Em promessa (Os 1.7) E a imagem expressa de Deus
(Cl 1.15; Hb 1.3).
C o m o o “A n j o d e I a v é ” Ele é um com o Pai (Jo 10.31).
A Hagar (Gn 16)
A A braão (Gn 22) A c e ita A d o r a ç ã o D iv in a
A Jacó (Gn 31) (Mt 14.33; 28.9; Jo 20.28-29)
A Moisés (Êx .3.2)
A Israel (Êx 14.19) R e iv in d ic a ser D e u s
A Balaão (Nm 22.22) (Jo 8.58; 10.30; 17.5)
A Gideão (Jz 6)
32. Profecias Messiânicas Cumpridas em Cristo
(Apresentadas na Ordem do seu Cumprimento)

P assag em q u e C o n té m P assag em q u e D e c la ra
A s s u n to da P ro fe c ia
a P ro fe c ia o C u m p rim e n to

G ênesis 3.15 N ascido da sem en te de um a m u lher G álatas 4-4

G ênesis 12.2-3 N ascido da sem ente de A braão M ateu s 1.1

G ênesis 17.19 N ascido da sem ente de Isaque M ateu s 1.2

N ú m ero s 24.17 N ascido da sem ente de Jacó M ateu s 1.2

G ênesis 49.10 D esc e n d e n te da tribo de Judá Lucas 3.33

Isaías 9.7 H erd eiro do tro n o de D avi Lucas 1.32-33

D an iel 9.25 O casião do n ascim en to de Jesus Lucas 2.1-2

Isaías 7.14 N ascido de u m a virgem Lucas 1.26-27,30-31

M iquéias 5.2 N ascido em Belém Lucas 2.4-7

Jerem ias 31.15 M a ta n ç a dos ino cen tes M ateus 2.16-18

O séias 11.1 Fuga para o Egito M ateus 2.14-15

Isaías 40.3-5; M alaquias 3.1 Precedido por um precursor Lueas 7.24,27

Salm os 2.7 D eclarado Filho de Deus M ateus 3.16-17

Isaías 9.1-2 M inistério n a G aliléia M ateus 4.13-17

D eu te ro n ô m io 18.15 O profeta por vir A tos 3.20,22

Isaías 61.1-2 Veio p ara cu rar os q u eb ran tad os Lucas 4.18-19

Isaías 53.3 R ejeitado pelos seus (os judeus) João 1.11

Salm o 110.4 S acerd ote segundo a o rd em de H eb reu s 5.5-6


M elquisedeque

Zacarias 9.9 E n tra d a triunfal M arcos 11.7,9,11


32. Profecias Messiânicas Cumpridas em Cristo (continuação)
P assag em q u e A s s u n to da P ro fe c ia P a ssa g e m q u e D e c la ra
C o n té m a P ro fe c ia o C u m p rim e n to

Salm os 41.9 Traído por um amigo Lucas 22.47-48

Zacarias 11.12-13 V endido por trin ta peças de p rata M ateus 26.15; 27.5-7

Salm os 35.11 A cusado por falsa te ste m u n h a M arcos 14.57-58

Isaías 53.7 M u d o d ia n te das acusações M arcos 15.4-5

Isaías 50.6 C uspido e ferido M ateus 26.67

Salm os 35.19 O d ia d o sem m otivo João 15.24-25

Isaías 53.5 Sacrifício vicário R om anos 5.6,8

Isaías 53.12 C rucificado com transgressores M arcos 15.27-28

Zacarias 12.10 M ãos traspassadas João 20.27

Salm os 22.7-8 E scarnecido e zom bado Lucas 23.35

Salm os 69.21 R ecebeu vinagre e m irra M ateus 27.34

Salm os 109.4 O ra ç ã o por seus inimigos Lucas 23.34

Salm os 22.18 Soldados lan çam sortes sobre a sua M ateus 27.35
tú n ic a

Salmos 34.20 N e n h u m de seus ossos foi quebrado João 19.32-33,36

Zacarias 12.10 Seu lado é perfurado João 19.34

Isaías 53.9 Sep ultad o com os ricos M ateus 27.57-60

Salm os 16.10; 49.15 R essuscitaria d e n tre os m ortos M arcos 16.6-7

Salmos 68.18 Subiria à destra de Deus M arcos 16.19


33. A Pecabilidade versus Impecabilidade de Cristo
Pecabilidade Impecabilidade
Definição Cristo podia pecar. Cristo não podia pecar.

Expressão- Capaz dc n ã o pecar (Potuit non peccare) Incapaz de pecar (Non potuit peccare)
chave

Hebreus 4.15 Cristo foi te n ta d o em todas as coisas Cristo foi te n ta d o em todas as coisas com o
com o nós, mas não com ete u pecado nós, mas não possuía um a natureza
(o pecado é visto no seu resultado). pecam inosa (o pecado é visto com o
A verdadeira ten ta ç ã o adm ite a natureza ou estado de existência).
possibilidade de sucumbir à tentação.

Questão da Se Jesus não podia pecar, com o poderia Se Jesus podia pecar, com o poderia ser
Verdadeira ser verdadeiram ente hum ano? v erdadeiram ente divino.7
H um anidade
ou Verdadeira
Divindade

Pontos de As tentações de Cristo foram reais (Hb 4.15).


Convergência Cristo experim entou lutas (M t 26.36-46).
Cristo não pecou (2 C o 5.21; H b 7.26; Tg 5.6; 1 Pe 2.22; 3.18; 1 Jo 3.5).

Pró Pecabilidade Contra a Pecabilidade

Se Cristo podia ser tentado, e n tã o ele Tentabilidade n ã o implica em suscetibilidade.


poderia ter pecado. A pecabilidade é Só porque um exército pode ser atacado
um a d edução necessária da não significa que ele pode ser vencido.
tentabilidade. A te n ta çã o implica na Isso tam b é m resulta da falsa pressuposição
possibilidade do pecado. de que aquilo que se aplica a nós tam bém
se aplica necessariam ente a Cristo.
Se Cristo n ão podia pecar, e n tã o a Embora as tentações de Cristo n e m sempre
ten ta ç ã o n ão toi real e ele não pode sejam e x a ta m e n te com o as nossas, ele foi
Argumentação identificar-se com 0 seu povo. provado por meio de sua natureza h u m a n a
Lógica Pró e com o nós somos. N o e n ta n to , ele não
Contra a tin h a um a natureza pecam inosa e era
Pecabilidade ta m b é m u m a pessoa divina.
Se Cristo é impecável, e n tão suas As tentações de Cristo foram, em todos os
tentações foram leves. sentidos, iguais às nossas, exceto no fato
de que n ã o se originavam em desejos maus
e proibidos. Ele foi te n ta d o a partir de fora,
e n ã o de dentro.

Se Cristo n ão podia pecar, e n tã o ele não Cristo m anifestou o seu livre-arbítrio não
possuía livre-arbítrio. pecando. Cristo era livre para fazer a
v o n ta d e do Pai. Tendo a m esm a v ontad e
que 0 Pai, ele não era livre para ir c ontra
aquela vontade.
34. Teorias Acerca da Ressurreição de Jesus Cristo
I. Teorias do T úm ulo O cupado
T eo ria E x plicação R e f u ta ç ã o

T ú m u l o D e s c o n h e c id o O corpo de Jesus foi sepultado em um a vala N em todos os criminosos eram sepultados em um a vala com um .
co m u m desconhecida dos seus discípulos.
C harles A. G uignebert O N o v o T estam ento apresenta José de A rim atéia com o te ste m u n h a do
P ortanto, o relato da ressurreição resultou
sepulta m e n to em um túm ulo familiar específico.
da ignorância q u a n to ao paradeiro do
corpo. As m ulheres viram o corpo sendo preparado para o se p u ltam en to e
conheciam a localização do túm ulo.
Os romanos sabiam onde estava o túmulo, pois colocaram guardas n o mesmo.

T ú m u l o E rra d o A s m ulheres foram ao túm u lo errado, pois As m ulheres não foram à procura de um tú m u lo aberto, mas de um túm ulo
havia muitos túm ulos sem elhantes em selado. Elas c e rta m e n te deixariam de lado o tú m u lo aberto caso estivessem
Kirsopp Lake em dúvida q u a n to à exata localização do tú m u lo correto.
Jerusalém. Elas en c o n tra ra m um túm ulo
aberto e um jovem que negou que aquele O hom em que estava no túm ulo n ã o disse apenas “Ele n ã o está aqui”, mas
era (‫ י‬túm ulo de Jesus. As mulheres tam bém “Ele ressuscitou”.
assustadas eq u ivo cadam ente
identificaram o h o m e m com o um anjo As mulheres haviam observado a localização do túmulo setenta e duas horas antes.
e fugiram. O s judeus, os rom anos e José de A rim atéia c o n h eciam a localização do
túm ulo e facilmente poderiam tê-lo identificado com o prova contra
qualquer ressurreição.

Lenda A ressurreição foi um a inve n ç ã o que A recente crítica histórica te m d em o n stra d o que as narrativas da
evoluiu d u ra n te u m longo período a fim ressurreição originaram-se em m eados do primeiro século.
A ntigos Críticos da Forma
de vindicar u m líder que estava m orto
Paulo, em f Coríntios (55 d.C.), fala da ressurreição co m o um fato e ap o n ta
havia m uito tempo.
q u in h e n ta s testem unhas, muitas das quais ainda estavam vivas para serem
interrogadas pelos seus leitores.

R e s s u r r e iç ã o O espírito de Jesus foi ressuscitado, embora Isso nega o e n te n d im e n to judaico da ressurreição (física e não espiritual).
E sp iritu a l o seu corpo estivesse m orto.
Cristo com eu e foi tocado e apalpado.

Gnósticos O s judeus poderiam m ostrar o tú m u lo o cupado aos seus patrícios para provar
a falsidade da ressurreição.
34. Teorias Acerca da Ressurreição (continuação)
Teoria E xplicação R e f u ta ç ã o

A lu c in a ç ã o O s discípulos e seguidores de Jesus 1. Mais de q u in h e n ta s pessoas, em diferentes situações, com diversos graus de
estavam tão envolvidos em ocionalm ente compromisso com Jesus e com diferentes e n te n d im e n to s dos seus ensinos
Agnósticos
com a expectativa messiânica que as tiveram todas elas alucinações?
suas m entes projetaram alucinações
2. M uitos aparecim entos a c o nteceram a mais de u m a pessoa. Essas ilusões
d o S e n h o r ressurreto.
simultâneas são improváveis.
3. O s discípulos não estavam esperando a ressurreição de Cristo. Eles viram
a sua m orte com o algo definitivo.
4· O s judeus poderiam ter a p o n ta d o para o tú m u lo o cupado para provar
a falsidade dos discípulos.

II. Teorias do T úm ulo Vazio

C o m p lô d a P á s c o a Jesus planejou cum prir as profecias 1. A escolta colocada ju n to ao túm ulo é ignorada na teoria de Schónfield.
veterotestam entárias ta n to de servi)
H u g h Schónfield 2. O fu n d a m e n to da teoria é falho. O s mitos de ressurreição sobre os quais
sofredor q u a n to de rei por meio de uma
Jesus supostam ente baseou a sua tram a não foram evidentes até o quarto
m orte e ressurreição fictícias. José de
século d.C.
A rim atéia e um misterioso “jovem ”
foram os outros conspiradores. O 3. Tal “ressurreição” não poderia explicar a dram ática transform ação dos
com plô fracassou q u a n d o o soldado discípulos.
perfurou Jesus e este veio a morrer.
4· Todas as teste m u n h a s bíblicas, exceto quatro, são identificadas,
O “S e n h o r ressurreto” era o jovem.
especialm ente as q u in h e n ta s teste m u n h a s oculares que, de acordo com
Paulo, ainda viviam.
5. Toda a tram a no sentido de suportar a crucificação (e, em assim fazendo,
afastar os partidários nacionalistas) parece improvável.

R e s s u s c ita ç ã o Jesus n ão m orreu na cruz; ele apenas 1. A ciência médica já dem onstro u que Jesus não poderia ter sobrevivido
(D e sm a io ) desm aiou por causa da exaustão. aos açoites e à crucificação.
A baixa te m p e ratu ra e os aromas 2. Poderia esse Jesus quase m orto produzir um a impressão com o o Senhor
Racionalistas do
d e n tro do túm ulo o reanim aram . ressurreto?
Século 18
34. Teorias Acerca da Ressurreição (continuação)
Teoria E x plicação Refutação

Roubo do Corpo O s discípulos roubaram o corpo e n q u a n to 1. Se os guardas estavam dorm indo, com o eles souberam que os discípulos
pelos Discípulos os guardas dormiam. roubaram o corpo?
Judeus 2. A conseqüência de dorm ir em serviço seriam punições rigorosas, até
m esm o a m orte. Assim, a escolta alta m e n te disciplinada não teria
dormido.

3. O s discípulos de m odo algum poderiam ter sup lan tad o os guardas.

4· E absurdo acreditar que os discípulos m orreram por causa de uma


m en tira que eles criaram.

Ressurreição Existencial U m a ressurreição histórica jamais será O s primeiros discípulos foram convencidos por eventos históricos. Eles
provada, e não é necessária. O Cristo afirmaram que fu n d a m e n ta v am sua fé no que viram, e não em um a
Rudolf B ultm ann
da fé não precisa estar preso ao Jesus necessidade existencial ou em um a fé a priori (Lc 24-33-35; 1 Co 15.3-8).
histórico. A ntes, Cristo ressuscita
em nossos corações.

Ressurreição Jesus foi ressuscitado pelo poder de Deus. 1. Esta concepção requer m ud an ças pressuposicionais, cren ça em Deus e
Histórica Ele m anifestou-se aos seus discípulos e supernaturalism o.
depois subiu aos céus. 2. Esta c oncepção v irtualm ente exige fé em Jesus.
Cristianism o
O rto d o x o
35. O Ensino Bíblico Acerca do Espírito Santo
Categoria Descrição/Definição Referências Bíblicas

Nomes Espírito Santo Lc 11.13; Jo 20.22; A t 1.5; cf. SI 51.11

Espírito da Graça Hb 10.29

Espírito da Verdade Jo 14.17; 15.26; 16.13; cf. 1 Jo 5.6

Espírito de Sabedoria Is 11.2; cf. 61.1-2; 1 Tm 1.17


e Conhecimento

Espírito da Glória 1 Pe 4.14; cf. Êx 15.11; SI 145.5

Conselheiro Jo 14.16; 16.7

Personalidade Ele é a terceira pessoa da M t 3.16-17; Jo 14.16; A t 10.38.


Divindade, a Trindade

Tem conhecimento Is 11.2; Rm 8.27; 1 Co 2; 10-11

Tem sentimento Is 63.10; Ef 4.30; cf. A t 7.51; Rm 15.30

Tem vontade 1 Co 12.11

Atributos Ele é divino A t 5.3-4; 2 Co 3.18

É eterno H b 9.14

E onipresente SI 139.7

E onisciente Jo 14.26; 16.13; 1 Co 2.10

Obras Ele atuou na criação G n 1.2; Jó 33.4; SI 104.30

Inspirou os escritores bíblicos 2 Pe 1.21

Efetuou a concepção de Cristo Lc 1.35


35. O Ensino Bíblico Acerca do Espírito Santo (continuação)
Categoria Descrição/Definição Referências Bíblicas

Obras (cont.) Ele convence do pecado Jo 16.8; cf. G n 6.3

Regenera Jo 3.5-6

Aconselha Jo 14.1647; 16.7,12-14

Dá certeza da salvação Rm 8.15

Ensina ou ilumina Jo 16.1244; 1 Co 2.13

Auxilia as orações por meio Rm 8.26-27


da intercessão

Ressuscitou a Cristo Rm 8.11; 1 Pe 3.18

Cham a para 0 serviço At 13.4

Sela a salvação dos eleitos Rm 8.23; 2 Co 1.21-22; Ef 1.13-14; 4.30

Habita no crente Rm 8.9; 1 Co 3.16-17; 6.9

A tua na igreja 1 Co 12.7-11

Dons Fonte de todos os dons da igreja 1 Co 12.7-11

Profecia 1 Co 14.1-40

Milagres e curas 1 Co 12.4,28-30

Línguas 1 Co 12.4,10

Ensino 1 Co 12.4,28

Fé 1 Co 12.8-9

Serviço 1 Co 12.4,28; Ef 4.12

Exortação Rm 12.8; cf. 1 Co 12.4,7


36. Títulos do Espírito Santo
Título Ênfase Citação

Um Espírito Sua unidade Efésios 4-4

Sete Espíritos Sua perfeição, onipresença Apocalipse 1.4; 3.1


e plenitude

O Senhor, o Espírito Sua soberania 2 Coríntios 3.18

Espírito Eterno Sua eternidade Hebreus 9.14

Espírito da Glória Sua glória 1 Pedro 4-14

Espírito da Vida Sua vitalidade Romanos 8.2

Espírito de Santidade Sua santidade Romanos 1.4


Espírito Santo Mateus 1.20
O Santo 1 João 2.20

Espírito de Sabedoria Sua onisciência, sabedoria e Isaías 11.2


Espírito de Entendim ento conselho cf. 1 Coríntios 2 .1013 ‫׳‬

Espírito de Conselho
Espírito de Conhecimento

Espírito de Poder Sua onipotência Isaías 11.2

Espírito de Temor Sua reverência Isaías 11.2


do Senhor

Espírito da Verdade Sua veracidade João 14.17

Espírito da Graça Sua graça Hebreus 10.29

Espírito de Graça Sua graça e intercessão Zacarias 12.10


e Súplica

Adaptado de Paul Enns, T he Mood)’ H a n d b o o k o f Theology [Manual de Teologia Moody] (Chicado: Moody Press, 1989), p. 250. Usado mediante permissão.
37. A Obra do Espírito Santo na Salvação
Atividade Descrição da Atividade Referências Bíblicas

Regeneração Por meio do ministério do Espírito a Jo 3. 36. 63 ;8‫ ; ׳‬Tt 3.5


pessoa nasce de novo, recebe vida
eterna e é transformada.

Habitação O Espírito habita no crente. Sem a Jo 14.17; Rm 8.9,11; 1 Co 3.16; 6.19


habitação do Espírito, a pessoa não
pertence a Cristo.

Batismo Os crentes são batizados no Espírito M t 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; 1 Co 12.13


Santo por Cristo, unindo‫ ׳‬os todos
em um só corpo.

Selo Deus sela os crentes com o Espírito Santo, 2 Co 1.22; Ef 1.13; 4.30; cf. Rm 8.16
fornecendo uma declaração de proprie-
dade e uma garantia de redenção final.

Enchimento Os crentes são instruídos a serem “cheios Ef 5.18; cf. A t 4.8; 4.31; 6.3; 9.17;
do Espírito.” 0 ministério de 11.24; 13.9
preenchim ento do Espírito pode ser
classificado em um preenchimento geral
com vistas ao crescimento e
amadurecimento espiritual e em
habilidades especiais concedidas pelo
Espírito para tarefas especiais para Deus.

Direção Os crentes são instruídos a andarem no G1 5.16,25; cf. A t 8.29; 13.2; 15.7-9;
Espírito e serem conduzidos pelo Espírito. 16.6; Rm 8.14
O Espírito preserva o crente da servidão
ao legalismo e também proporciona
disciplina e orientação para a vida cristã.

Capacitação O Espírito que habita no crente concede Rm 8.13; G1 5 .1 7 4 8 ,2 2 2 3 ‫׳‬


vitória na vida cristã, a produção de
frutos cristãos e a capacidade de vencer
as obras de Satanás.

Ensino Jesus prometeu que quando o Espírito Jo 14.26; 16.13; 1 Jo 2.20,27


viesse, ele conduziria os crentes à
verdade. O Espírito ilumina a mente do
crente para receber a revelação da
vontade de Deus através de sua Palavra.
38. Quatro Conjuntos de Dons Espirituais
1 Coríntios 1 Coríntios Romanos Efésios 4.11
1 2.8-10 1 2 .28 -3 0 12.6-8

Palavra da
sabedoria

Palavra do
c o n h e c im e n to

D ons de curar D ons de curar

Milagres Milagres

Profecia Profecia Profecia Profecia

D iscernim ento D iscernim ento


de espíritos de espíritos

Línguas Línguas

In te rp re ta ção
de línguas

Apóstolos Apóstolos

M estres Ensino Ensino [ou


Pastores
G overnos Mestres]

M inistério

Socorros E xortação

C o n trib u ição

Liderança

M isericórdia

Evangelistas

Pastores
39. Síntese dos Dons Espirituais
Dom Descrição Resultado Exemplo

Profecia Falar verdades diretamente reveladas Entender mistérios Timóteo - 1 T m 4.14


προφητεία por Deus 1 Co 13.2 Filhas de Filipe - A t 21.8-9
Rm 12.6
1 Co 14.29-32

Serviço, Socorro Ajudar outros a fazer a obra de Deus Servir a igreja e os necessitados Onesíforo
διακονία Dar assistência prática aos membros A t 6.1 2 T m 1.16
Rm 12.7 da igreja

Ensino Comunicar as verdades e aplicações Entender a Palavra de Deus Priscila e Áquila - A t 18.26
διδασκαλία das Escrituras At 18.26 Apoio - A t 18.27-28
Rm 12.7 P a u l o - A t 18.11
1 Co 12.28
Ef4.11

Exortação Instar alguém a ter uma conduta Encorajam ento Barnabé


(e ncor aj amento) apropriada ou consolar A t 9.27 A t 4.36
παρακλησίς
Rm 12.8

Contribuição Dar dos bens e posses à obra de Deus Satisfazer necessidades físicas Dorcas
μεταδίδωμί com alegria e liberalidade A t 9.36 A t 9.36
Rm 12.8

Liderança Organizar e administrar a obra O rdem Tito


προιστημί do ministério T t 1.5 T t 1.5
Rm 12.8
39. Síntese dos Dons Espirituais (continuação)
Dom Descrição Resultado Exemplo

Exercer Misericórdia Prestar auxílio imerecido a outros Simpatia, compaixão aos que Barnabé
6 λ6 € ω não merecem Atos 9.27
Rm 12.8

Apostolado Ser testem unha ocular do Cristo Apresenta os preceitos de Paulo - G1 1.1
α π ο σ τ ο λ ο ς ressurreto e falar com autoridade Deus para a igreja Pedro - 1 Pe 1.1
1 Co 12.28 sobre fé e prática 1 Co 14.37
Ef4.ll

Evangelismo A presentar o evangelho com clareza, Entendim ento do Evangelho Filipe


ευα γγ ελι στ ής sentindo responsabilidade pelos A t 21.8
Ef4.ll não-salvos

Pastor/Mestre Pastorear e ensinar a igreja Cuidado e instrução na piedade Paulo


ποιμηνς A t 20.28-31 1 Ts 2.7-12
Rm 12.7; Ef 4.11

Palavra da Sabedoria Discernir e apresentar a verdade Capacidade de apreender e João


λο γ ο ς σ ο φ ί α ς de Deus aplicar a revelação dada 1 Jo 1.1-3
1 Co 12.8 Aplicar a Palavra ou sabedoria de
Deus a situações específicas

Palavra do Entender e expor sabedoria da parte A verdade entendida em seu Paulo


Conhecimento de Deus sentido espiritual Cl 2.2-3
λ ο γ ο ς γ ν ω σ β ω ς Revelação de Deus sobre pessoas, 1 Co 2.6-12
1 Co 12.8 circunstâncias ou verdades bíblicas
39. Síntese dos Dons Espirituais (continuação)
Dom Descrição Resultado Exemplo

Fé Confiar em Deus implicitamente Realização de grandes tarefas Estêvão


mcrrLç para realizar feitos incomuns Atos 6.5
1 Co 12.9

Cura Ser capaz de curar enfermidades Curas completas Pedro e João - A t 3.6-7
ίαμα A t 3.6-7 Paulo - A t 20.9-12
1 Co 12.9

Milagres Ser capaz de realizar obras de poder As pessoas temem a Deus Paulo
δυναμά A t 5.9-11 A t 13.8-11
1 Co 12.10

Discernimento Identificar o poder pelo qual um Desmascarar os falsos profetas Crentes de Corinto
ÔLüKpLGLÇ mestre ou profeta fala 1 Jo 4.1 1 Co 14.29
1 Co 12.10

Línguas Falar em uma língua não entendida Louvor a Deus entendido pelas Os discípulos
γλωσσά por aquele que fala pessoas que conhecem a
1 Co 12.10 língua falada (At 2.1-12)
Ação de graças a Deus que
pode ser entendida se alguém
interpretar a língua falada
(1 Co 14.5,16,27-28)

Interpretação Tornar as “línguas” inteligíveis Confirmação da língua


ερμηνεία estrangeira
1 Co 12.10 1 Co 14.27-28
40. Pontos de Vista Acerca das “Línguas”
Categoria Tradicional Pentecostal Carismático

Natureza das As línguas de A tos são línguas A s línguas de A tos são línguas A s línguas de A tos são línguas
Línguas h u m a n a s, ao passo que as h u m a n as, ao passo q ue as h u m a n as, ao passo que as
línguas de 1 C oríntios são línguas de 1 C oríntios são línguas de 1 C o ríntios são
línguas h u m a n as, línguas línguas celestiais ou línguas celestiais ou
celestiais ou angélicas, ou angélicas. angélicas.
expressões de êxtase.

Conteúdo das Glossolália é o rar a D eus e m um a A s línguas p o d e m ser orações A s línguas p o d e m ser orações
Línguas língua q u e n ã o se estudo u. a D eus ou p o d e m ser a a D eus o u p o d e m ser u m
A lguns acred itam q u e os relatos m a n eira pela qual D eus m eio pelo qual D eus fala
do N o v o T estam en to acerca de fala ao seu povo, sendo ao seu povo, sendo
“línguas” referem -se a um a eq u iv alen te à profecia, equ iv alen te à profecia,
língua c o n h e c id a que é dirigida caso seja in terp retad a. caso haja interp retação .
a D eu s em lo u vor e ação de
graças. N u n c a se p re te n d e que
as línguas sejam eq u iv alen tes à
profecia no sentid o de serem
dirigidas a pessoas.

Necessidade O s dispensacionalistas crêem que A s línguas n ã o som ente N e m todos os cristãos falam
das Línguas as línguas tiveram um valor significam a p resença e 0 em línguas, e o Espírito está
lim itado na igreja primitiva, para p o d er do Espírito, mas p resen te em to d o cristão,
d e m o n stra r com o D eus fez a ta m b é m dão a capacid ad e m as 0 cristão recebe um
transição de Israel para a igreja. de falar a D eus p or meio do p o d er especial pela liberação
A m aior p arte deles co n co rd a Espírito sobre questões que do p o d er d o Espírito através
que elas ta m b é m eram usadas a m e n te n ã o é capaz de das línguas, qu e são
para edificar a igreja q u a n d o expressar. O d o m de línguas c o nced id as a alguns cristãos
ac o m p a n h a d a s pelo d o m de ta m b é m é conced id o a p ara tran sm itir a v o n ta d e
in te rp re ta ç ã o de línguas. alguns cristãos para transmitir de D eus à igreja, para a sua
H oje elas n ã o são necessárias. a v o n ta d e de D eus. edificação.

Propósito das O propósito prim ordial das línguas A s línguas são a evidência A s línguas são u m indício (mas
Línguas foi d e m o n stra r a transição da inicial e necessária de que n ã o o único) de q ue alguém
n a ç ã o de Israel p ara as nações alguém recebeu o Espírito ou possui a plenitude d o Espírito
de to d o 0 m u n d o . Elas n ã o são a cap acitação do Espírito por de D eus. Todos os cristãos
u m indício n o rm a tiv o de que meio do batism o do Espírito tê m o Espírito a partir da
alguém recebeu 0 Espírito de San to . A lé m disso, elas são conversão, mas a p le n itu d e
D eus ou u m segu ndo batism o usadas pelo c re n te ch eio do ocorre q u a n d o se deixa que
do (ou no) Espírito. Espírito p ara orar c o m mais D eu s assum a o c o n tro le da
eficácia. O s pentecostais vida. Essa não é um a segunda
divergem q u a n to a se a b ênção, mas o
pessoa recebe o Espírito de re c o n h e c im e n to d o p o der
D eus n o m o m e n to da de D eus. A s línguas aju d am
co n versão ou so m en te com a pessoa a o ra r no Espírito.
0 batism o d o Espírito.

Duração das A s línguas cessaram após a A s línguas têm persistido ao A s línguas tê m persistido ao
Línguas conclusão do N o v o longo dos séculos, longo dos séculos,
T estam en to. H oje n ã o existe reap a re c e n d o e m vários re a p a re c e n d o e m vários
n e n h u m a ev idência fidedigna períodos da história da períodos da história da
do d o m m iraculoso de falar igreja em que te m ocorrido igreja em q ue te m ocorrido
línguas estranhas. u m desejo mais forte de u m desejo mais forte de
espiritualidade. espiritualidade.
41. Comparação entre os Anjos, os Seres Humanos e os Animais
Categoria Anjos Seres H um anos Animais

Imagem de Deus N ão Sim Não

N atureza/Existência
C orpo Imaterial/espírito Imaterial/físico Material/físico

Influência por meio de seres Influenciado por espíritos Sem casamento, mas com propagação
hum anos

Sem casamento ou propagação Casamento/propagação

Personalidade Plena personalidade Plena personalidade Personalidade parcial


Ênfase na vontade/obediência Enfase na vontade/obediência Enfase na subordinação

Pecado Rebeldia arrogante: desejo de ser Rebeldia arrogante: desejo de Não-moral, derivado do homem ou de
“como Deus” ser “como Deus” Satanás (Gn 3)

Relação com Deus Direta Direta Indireta


Celestial/terrena Terrena/celestial Terrena sob o homem

Função/Propósito Influência na terra sob Deus Domínio na terra sob Deus Serviço na terra sob o homem

Adaptada de uma tabela de Lanier Burns. Usada mediante permissão.


42. Os Filhos de Deus em Gênesis 6
Posição Criaturas Angélicas Setitas Apóstatas Déspotas Am biciosos

Pessoas A njos caídos c o ab itam c o m Setitas ímpios c a sa m -se com C hefes despóticos casam -se
belas m ulheres cainitas depravadas c o m m uitas esposas

Perversão Perversão da raça h u m a n a pela C o rru p ç ã o da linhagem santa Poligamia dos príncipes cainitas
introm issão de anjos por meio de casamentos mistos p ara ex p a n d ir 0 seu d om ín io

Progênie G igantes m onstruosos T iranos ímpios Líderes dinásticos

Provas A referência a anjos co m o A ênfase a h o m e n s n o A an tigüidade desta


“filhos de D e u s ” c o n te x to in te rp re ta ç ã o

A s referências A base do p ecad o h u m a n o O uso bíblico de “d e u s” em


n e o te sta m e n tá ria s ao p ecad o co m o razão para o D ilúvio referência a g o v ernantes
angélico de G ênesis 6 e m 2 e juizes
Pedro 2.4-5 e Judas 6-7

A an tig üidad e do co n ceito O d e sen v o lv im en to te m ático A referência n o c o n te x to ao


de G ênesis 4 e 5 surgim ento de dinastias ímpias

A exp licação satisfatória de A aversão a casam en to s e n tre A prática de c h a m a r os reis de


que alguns anjos estão justos e ímpios e m Gênesis “filhos de D e u s ” n o orien te
presos e o u tro s não e o u tros lugares p róxim o

A referência nos antigos relatos


à origem d a realeza p o uco
antes do Dilúvio

A s impossibilidades psicológicas A dificuldade te x tu a l de A falta de ev idência de q ue tal


Problemas
e fisiológicas de casam en tos to rn a r o te rm o “h o m e n s ” sistem a foi estabelecido na
angélicos de G ênesis 6.1 diferente linh ag em de C aim
de “h o m e n s ” n o versículo 2

A probabilidade de q ue “anjos A ausência d a expressão A falta de ev id ên cia de que o


de D e u s” refira-se a h om en s, exata “filhos de D e u s ” te rm o “filhos de D e u s ” foi
já q ue e m o utros lugares aplicada aos cren tes n o to m a d o da literatura
aplica-se a h o m e n s Velho T estam en to c o n te m p o râ n e a

A impossibilidade de explicar O fato de q ue n e n h u m au to r


a origem dos gigantes e da E scritura jamais consid erou
v alen tes sim plesm ente por os reis co m o deuses
in term éd io de casam en tos
mistos

Proponentes A lbright, G aebelein, Kelly, H engsten berg, Keil, Lange, Kaiser, Birney, Kline, C ornfield,
Unger, W altke, D elitzsch, Jam ieson, Fausset, Brown, Kober
Bullinger, Larkin, Pember, Henry, Scofield, Lincoln,
W uest, Gray, Torrey, Meyer, Murray, Baxter, Scroggie,
Mayor, Plum mer, Alford, L eupold
Ryrie, S m ith
43. O Ensino Bíblico Acerca dos Anjos
Origem O s anjos foram criados p or D eus (Cl 1.16) co m o seres santos (M c 8.38), antes da criação da te rra (Jó 38.7), por u m fiat divino (SI 148.2,5).

Natureza O s anjos foram criados com a capacidade de comunicar-se e com um a personalidade expressa por intelecto (1 Pe 1.12), em oção (Jó 38.7) e vontade (Is
14· 1 2 1 5 ‫)׳‬, mas n u n ca se diz que possuem a imagem de Deus, com o o ser h um ano. Eles são seres com localização definida (D n 9.21-23), imortais (Lc
20.36) e têm um con hecim ento limitado (Mt 24-36). São n orm alm ente invisíveis (Cl 1.16), mas têm aparecido a pessoas na forma de seres masculinos
(Gn 18.1-8), às vezes com o h om ens muitos incom uns (D n 10.5-6) e por vezes com algum tipo de fulgor sobrenatural (M t 28.3) ou com o seres viventes
extraordinários no céu (Ap 4.6-8). G eralm ente a sua aparência leva o ser h u m a n o envolvido a responder com tem or e agitação (Lc 1.29).

Condição E m bora todos os anjos te n h a m sido criados bons, existem agora duas categorias morais: santos e eleitos (M c 8.38; 1 Tm 5.21) e ímpios e
Espiritual im un dos (Lc 8.2; 11.24-26). Eles estão aliados a D eus (João 1.51) ou a S ata n ás (M t 25.41).

Semelhanças com C riados por D eus, com localização definida, responsáveis d ia n te de D eus Qo 16.11), lim itados n o c o n h e c im e n to (M t 24.36)
o Homem

Diferenças em D iferente o rd e m de ser (H b 2.5-7), invisíveis, n ã o p rocriam (M t 22.28-30), m aiores e m inteligência, força e rapidez (2 Pe 2.1 1), n ã o sujeitos à
Relação ao Homem m o rte física.

Classificação Principados, p otestades, d o m in ad o res do m u n d o (Ef 6.12), dom ínios (Ef 1.21), soberanias (Cl 1.16).

Propósito Caídos N ão Caídos


P rom over o program a de S ata n ás de oposição a D eus (A p 12.7) Servir a Deus no culto (Ap 4.6-11), n o ministério (Hb 1.7), com o mensageiros
in c ita n d o a rebelião (Gn 3), a idolatria (Lv 17.7), falsas religiões de Deus (SI 103.20), agir no governo de Deus (D n 10.13,21), protegendo o
(1 Jo 4.1-4) e a opressão d a h u m a n id a d e . povo de Deus (SI 34.7), execu tando o juízo de D eus (Gn 19.1).

Relação com os P rom o v er a guerra (Ef 6.10-18), acu sar (A p 12.10), sem ear a dúvida R ev elar a v e rd a d e (G1 3.1 9 ), guiar (M t 1.20-21), suprir necessidades
Crentes (G n 3.1-3), induzir ao p ecad o (Ef 2.1-3), perseguir (A p 12.13), físicas (1 Rs 19.6), p ro te g e r (D n 3 .2 4 -2 8 ), lib ertar (A t 5.17-20),
im pedir 0 serviço (1 Ts 2.18), p e rtu rb a r a igreja (2 C o 2.10-11). e n c o ra ja r (A tos 5 .1 9 -2 0 ), agir e m resposta à o ra ç ã o (D n 9 .20-24 ),
a c o m p a n h a r os m o rto s (Lc 16.22).

Relação com Cristo S ata n ás te n to u a C risto (M c 1.13), levou as pessoas a traí-lo e m atá- A n u n c ia ra m o n ascim en to de C risto (Lc 1.26-38), guiaram José a um lugar
na Terra lo (Lc 22.3-4); C risto expulsou os d em ô n io s e fin alm en te os seguro (M t 2.14), m inistraram a Cristo (M t 4.11; Lc 22.43), an unciaram
d erro to u na cruz (Cl 2.15). a sua ressurreição (M t 28.2-4), ascensão e reto rn o (At 1.11).

Lugar de Regiões celestes ou espirituais (Ef 6.12), abism o (A p 9.1-11), N a p resen ça de D eus (Is 6.1-6), lugares celestiais (Ef 3.10)
Habitação pessoas (M c 9.14-29), trevas (Judas 6).

Destino D errotados por Cristo (Cl 2.1 5), lançados 11o abismo d u rante o Milênio Estar n a p resen ça de D eus e n a p resença de C risto n o seu reino
(Ap 20.1-2), lançados 11o lago d o fogo com o punição final (Ap 20.10). (A p 21-22)

Anjos Específicos S atanás Miguel, G abriel


44. A Doutrina de Satanás e dos Demônios
Satanás
Hebraico sãtãn, grego satanas = adversário, opositor
(1 Cr 21.1; Jó 1.6; Jo 13.27; A t 5.3; 26.18; Rm 16.20)

Nom es e Títulos Escritura A Doutrina de Satanás


Textos Bíblicos Categorizada

A badom A p 9.11 Sutil (G n 3.1), p ro v o cad o r (1 C r 21.1), sen h o r


Descrição
dos reinos e da glória do m u n d o (M t 4-8),
A c u sa d o r de A p 12.10
assassino e m en tiro so (Jo 8.44), cheio de to d o o en g a n o e de to da
nossos irmãos
a malícia, inimigo de to d a a justiça, aquele que p erv erte os retos
A dversário 1 Pe 5.8 cam in h o s do S e n h o r (A t 13.10). T em poder, sinais e prodígios da
m e n tira (2 Ts 2.9). Pecador desde o princípio (1 Jo 3.8), sedutor
A n jo do A p 9.11 de to d o o m u n d o (A p 12.9). Pode ap arecer co m o u m anjo de luz
abismo (2 C o 11.14). C o n d u z os seus seguidores (1 T m 5.15). Seus filhos
A n tig a serpente A p 12.9; 20.2 são c h am ad o s de joio (M t 13.38).

A poliom A p 9.11

Assassino Jo 8.44

Belzebu M t 12.24; M c 3.22; Atividades/ Descrição Geral. In cita (1 C r 21.1), passeia pela
Lc 11.15 te rra (Jó 1.7), p o de causar enferm idades físicas
Obras
(Jó 2.7), pode cegar pessoas (Lc 13.16), cega
Belial 2 C o 6.15 espiritu alm en te os incrédulos (2 C o 4.4), la nça dardos inflam ados
D eus deste 2 C o 4.4 (Ef 6.16), im pede (1 Ts 2.18), c o n d e n a e p re n d e (1 T m 3.6-7),
m undo p rocu ra d ev o rar (1 Pe 5.8), a rreb ata a Palavra de D eus sem eada
(M t 13.19), q u e r a lcan çar v a n ta g e m (2 C o 2.11), transform a-se em
D iabo M t 4-1; L c4 -2 ; A p 20.2 anjo de luz (2 C o 11.14). Exemplos específicos: feriu o c a lcan h ar
D o m in a d o r deste Ef 6.12 de C risto (G n 3.15), te n to u a Jesus (M t 4-1), quis p en eirar Sim ão
Pedro co m o trigo (Lc 22.31), e n tro u e m Judas e o persuadiu a trair
m u n d o tenebroso
a Jesus (Jo 13.2,27), e n c h e u o co ração de A n a n ia s p ara que
Espírito im u n d o M t 12.43 m entisse (A t 5.3), la n çará alguns n a prisão (A p 2.10).
Espírito m aligno 1 Sm 16.14

Espírito m en tiro so 1 Rs 22.22

Espírito que atu a Ef 2.2 D eve receber perm issão de D eus (Jó 1.12), sua
nos filhos da Limitações
cabeça foi esm agada p o r Cristo, cujo c a lc a n h a r
deso b ed iência feriu (G n 3.15), p ode ser resistido (Tg 4.7), pode ser v en cido
G ra n d e dragão A p 12.3 (1 Jo 2.13), v en cido pelo sangue do C o rd eiro (A p 12.11), n ã o
verm elh o pode to c ar os que são nascidos de D eu s (1 Jo 5.18).

Im pério das trevas C l 1.13

Inimigo M t 13.39

M aioral dos M t 12.24 Destino S ua cab eça foi esm agada p or C risto (G n 3.15),
dem ônios será esm agado pelo D eus da paz (Rm 16.20),
seu p o der da m o rte foi d estruído po r Jesus (H b 2.14), suas obras
M aligno M t 13.19,38
são d estruídas pelo Filho de D eus (1 João 3.8), preso po r mil anos
M entiroso Jo 8.44 (A p 20.2), la n ç a d o n o abismo (A p 20.3), solto após mil anos para
seduzir as nações (A p 20.7-8), la n ç a d o no lago do fogo (A p 20.10),
Pai da m e n tira Jo 8.44 re p reen d id o pelo S e n h o r (Zc 3.2), c o n d e n a d o ao fogo e te rn o (M t
Príncipe da Ef 2.2 25.41), expulso do céu (Lc 10.18), julgado por D eus (Jo 16.11).
po te sta d e do ar

Príncipe deste G n 3.4,14; 2 C o 1.3


m undo

S erp en te Jo 12.31

T e n ta d o r M t 4 .3 ; lTs 3.5
44. A Doutrina de Satanás e dos Demônios (continuação)
Demônios
Grego daimon, daimonion, espíritos caídos

Ocorrências na Textos Bíblicos A Doutrina dos Dem ônios


Escritura Categorizada

Proibição do culto aos Lv 17.7; D t 32.17; 2 C r 11.15; Descrição A njos que caíram com Satanás
d em ôn ios SI 106.37; Zc 13.2; M t 4.9; (M t 12.24), divididos em dois
Lc 4.7; A p 9.20; 13.4 grupos. U m grupo atu a e m oposição ao povo de
D eus (A p 9.14; 16.14) e o u tro está co nfinado na
Exemplos de possessão 1 S m 16.14-23; 18.10-11; 19.9,10
prisão (2 Pe 2.4; Jd 6); são inteligentes (Mc 1.24),
d e m o n ía c a c o n h e c e m o seu d estino (M t 8.29), c o n h e c e m o
O s dois gadarenos M t 8.28-34; M c 5.2-20 p lano de salvação (Tg 2.19), tê m sua própria
d o u tr in a (1 T m 4.1-3).
O hom em mudo M t 9.32-33

O h o m e m cego e m u d o M t 12.22; Lc 11.14

A filha d a m u lh e r siro- M t 15.22-29; M c 7.25-30;


fenícia Lc 9.37-42 P ro c u ra m frustrar o p la n o de D eus
Atividades/
Obras (D n 10.10-14; A p 16.13-16),
O jo v e m lun á tic o M t 17.14-18; M c 9.17-27
cau sam enferm idades (M t 9.33;
O h o m e m n a sinagoga M c 1.23-26; Lc 4.33-35 Lc 13.11-16), possuem anim ais (M c 5.13),
p ro m o v em falsas d o u trin as (1 T m 4.1), influenciam
M uitas pessoas são libertas M t 4.24; 8.16,30-32; M c 3.22; nações (Is 14; Ez 28; D n 10.13; A p 16.13-14),
p or Jesus Lc 4.41 p o ssuem incrédulos (M t 9.32-33; 10.18; M c 6.13).
A u to rid a d e sobre os M t 10.1; M c 6.7; 16.17
d em ôn ios c o n ced id a aos
discípulos
M c 9.38; A t 5.16; A t 8.7;
Expulsos pelos discípulos 16.16-18; 19.12 Lim itados no espaço co m o os anjos
Limitações
n ã o caídos (M t 17.18; M c 9.25),
O s discípulos incapazes de
são usados por D eu s p ara seus propósitos q u a n d o ele
expulsar dem ônios M c 9.18, 28-29
deseja (1 S m 16.14; 2 C o 12.7), p o d e m ser expulsos
O s filhos de C eva A t 19.13-16 e re to rn a r à pessoa da q ual foram expulsos (Lc 11.
exorcizam dem ônios 24-26).

A parábola do h o m e m M t 12.43-45
repossuído

Jesus falsam ente acusado M t 3.22-30; Jo 7.20; 8.48; 10.20


de ter d em ô n io Destino A lguns que eram livres n a época
de C risto foram lançados no
Testificam sobre a M t 8.29; M c 1.23-24; 3.11; 5.7; abism o (Lc 8.31), alguns agora confinad os serão
d ivind ade de Jesus Lc 8.28; A t 19.15 soltos d u ra n te a tribulação (A p 9.1-11; 16.13-14),
M t 12.45 serão para sem pre lançados c o m S a ta n á s n o lago
A dversários das pessoas
de fogo (M t 25.41).
E nviados p ara causar J: 9.23
discórdia en tre
A b im e leq ue e os
siquem itas

D e ra m m ensagens aos 1 Rs 22.21-23


falsos profetas

C rê e m e tre m e m T g 2.19

S erão julgados M t 8.29; 2 Pe 2.4; Jd 6

A sua p u nição M t 8.29; 25.41; Lc 8.28; 2 Pe


2.4; Jd 6; A p 12.7-9

Possessão (M aria M c 16.9; Lc 8.2,3


M ad alena)
45. Nomes de Satanás
Título Ênfase Passagem

Satanás Adversário Mateus 4.10

Diabo Acusador Mateus 4.1

Maligno Intrinsecamente mau João 17.15

Grande dragão vermelho Criatura destruidora Apocalipse 12.3,7,9

Antiga Serpente Enganador do Éden Apocalipse 12.9

A badom Destruição Apocalipse 9.11

Apoliom Destruidor Apocalipse 9.11

Adversário Opositor 1 Pedro 5.8

Belzebu Senhor das moscas (Baalzebu) Mateus 12.24

Belial Imprestável 2 Coríntios 6.15

Deus deste mundo Controla a filosofia deste mundo 2 Coríntios 4-4

Príncipe deste mundo Governa no sistema do mundo João 12.31

Príncipe da potestade Controle dos crentes Efésios 2.2


do ar

Inimigo Opositor Mateus 13.28; 1 Pedro 5.8

Tentador Incita as pessoas a pecar Mateus 4.3

Homicida Leva as pessoas à morte eterna João 8.44

Mentiroso Perverte a verdade João 8.44

Acusador Opõe-se aos crentes diante Apocalipse 12.10


de Deus

Adaptado de Paul Enns, T h e M o o d y H a n d b o o k of Theology [Manual de Teologia Moody] (Chicago: Moody Press, 1989), p. 293. Usado mediante
permissão.
46. Teorias Acerca da Constituição do Homem
D icotom ia
O Homem como um Ser Duplo

A rgum entos a Favor A rgum entos C o n tra

Deus assoprou no homem apenas um princípio - O texto hebraico está no plural: “Então formou
uma alma vivente (Gn 2.7). o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e
lhe soprou nas narinas o fôlego de vida (vidas),
e o homem passou a ser alma vivente.”

A parte imaterial do ser humano (a alma) é vista Paulo declara que o homem tem tanto um
como uma vida individual e consciente, capaz espírito como uma alma, que estão alojados
de possuir e animar um organismo físico em um corpo físico (1 Ts 5.23).
(corpo).

Os termos “alma” e “espírito” parecem ser usados Hebreus 4.12 fala da separação entre a alma e
indiferentemente em algumas passagens (Gn 0 espírito. Se eles fossem o mesmo, não
41.8 e SI 42.6; M t 20.28 e 27.50; Jo 12.27 e poderiam ser divididos.
13.21; Hb 12.23 e Ap 6.9).

“Espírito” (bem como “alma”) é atribuído à 0 termo “espírito” ou “alma” pode ser aplicado
criação irracional (Ec 3.21; Ap 16.3). à “vida” animal ou “animação,” mas nunca
no sentido especial em que espírito ou alma
humanos são utilizados. Ao contrário dos
animais, os espíritos humanos continuam
além da existência física e relacionam-se
com o espírito divino de Deus (Mt 17.3;
A t 7.59; G1 6.8; 1 Ts 5.23; Ap 16.3).

Corpo e alma são mencionados como se Espírito, alma e corpo são referidos como se
constituíssem a pessoa inteira (Mt 10.28; constituíssem a pessoa integral (Mc 12.30;
1 Co 5.3; 3 Jo 2). 1 Co 2.14; 3.4; 1 T s 5.23).

A consciência testifica que existem dois É o espírito do homem que se relaciona com o
elementos no ser do homem. Nós podemos reino espiritual. A alma é a dimensão do
distinguir uma parte material e uma parte homem que se relaciona com 0 reino mental
imaterial, mas a consciência de ninguém - o intelecto, as sensibilidades e a vontade do
pode distinguir entre alma e espírito. ser humano - a parte que raciocina e pensa.
O corpo é a parte do ser hum ano que tem
contato ou relação com o reino físico.
Hebreus 4.12 fala literalmente da separação
entre alma e espírito (1 Ts 5.23; ver Jo 3.7;
Rm 2. 281 ;29‫ ׳‬Co 2.14; 14.14).
46. Teorias Acerca da Constituição do Homem (continuação)
Tricotom ia
O Homem como um Ser Tríplice

A rgum entos a Favor A rgum entos C on tra

Gênesis 2.7 não declara de maneira absoluta que Não se diz que o homem se tornou espírito e
Deus fez um ser duplo. O texto hebraico está alma. Além disso, “alma vivente” é a mesma
no plural: “Então, formou o Senhor Deus ao expressão aplicada a animais e traduzida
homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas como “ser vivente” (Gn 1.21-24).
o fôlego de vida [vidas], e o homem passou a
ser alma vivente.”

Paulo parece pensar em corpo, alma e espírito Paulo está dando ênfase a toda a pessoa, e não
como três partes distintas da natureza do ser tentando distinguir as suas partes. Hebreus
hum ano (1 Ts 5.23). O mesmo parece ser 4-12 não fala de separação entre alma e
indicado em Hebreus 4.12, texto que diz que a espírito, mas da própria separação que se
Palavra “penetra até ao ponto de dividir alma e estende até aquele ponto. A Palavra penetra
espírito, juntas e medulas.” até a divisão da própria alma e do próprio
espírito. A alma e o espírito são expostos.

Uma tríplice organização da natureza humana Indica-se que corpo e alma constituem a
pode estar implícita na classificação do ser pessoa inteira (Mt 10.28; 1 Co 5.3; 3 Jo 2).
hum ano como “natural", “carnal" e “espiritual”
em 1 Coríntios 2.14; 3.1-4·

Em Lucas 8.55, lemos a respeito da menina que Pneuma (espírito) e psyche (alma) são usados
Jesus ressuscitou que “voltou-lhe o espírito um pelo outro em todo o Novo Testamento.
[pn eu m a].” Q uando Cristo morreu, diz-se que Ambos representam um só princípio vital.
ele “entregou o espírito” (Mt 27.50). “O corpo
sem espírito é m orto” (Tg 2.27). Pneuma
refere-se a um princípio vital distinto da alma.
47. As Dimensões da Imago Dei
A imagem de Deus no ser humano foi distorcida, mas não eliminada
(Gn 9.6; 1 Co 11.7; Tg 3.9)

D im ensão O ser hum ano recebeu a responsabilidade de exercer domínio sobre


R acional a terra (Gn 1.26-28; SI 8.4-9).

Adão foi instruído a cuidar do jardim.

Adão deu nome aos animais (Gn 2.19-20)

Adão reconheceu que a mulher lhe era uma ajudadora idônea


(Gn 2.22-24; ver 2.20).

D im ensão Adão e Eva tinham comunhão com Deus (Gn 3.8).


Espiritual
Adão e Eva temeram a Deus após o seu pecado (Gn 3.10).

D im ensão Deus deu a Adão e Eva uma ordem moral (Gn 2.17).
M oral
Adão e Eva possuíam um sentido de retidão moral (Gn 2.25).

Adão e Eva reconheceram-se culpados logo após a sua transgressão


(Gn 3.7)

Isto parece indicar que a imagem incluía a justiça original


(Gn 1.31; Ec 7.29).

D im ensão Adão e Eva [presumivelmente] falavam um ao outro


Social (Gn 2.18,23; 3.6-8; 4.1).
48. Concepções sobre a Natureza da Imago Dei
Concepção Apoio Problem as
Concepção Substantiva Im agem (tselem) em G ênesis 1.26 pode ser Este c o n c e ito define D eus ao definir o ser h u m an o .
A im agem de D eus consiste traduzida po r “e stá tu a ”; assim, a passagem pode D eus é espírito (ver Jo 4.24). Em que sentido, en tã o , o nosso
em um a característica dizer: “Façam os o h o m em p arecido co n o sco .” corpo físico rep resen ta a Deus? A lém disso, os pássaros e
específica física, psicológica Em João 1.14-18 (e outros lugares) fica claro que o u tros anim ais têm corpos físicos mas n ão se diz que foram
e/ou espiritual e x isten te na Jesus era D eus e que ele tin h a um corpo feitos à im agem de D eus (ver G n 1.20-23).
n atu reza hu m an a. h u m an o .

Concepção Funcional Gênesis 1.26-28 diz claramente que o ser hum ano deve G ênesis 1.27 indica que D eus criou o ser h u m a n o à sua im agem
A im agem de D eus consiste governar ou ter domínio sobre o restante da criação. antes de lhe d ar o dom ínio. P o rtan to , a Imago Dei pode ser
n o que o ser h u m a n o faz. D eus c laram en te governa. algo d iferen te da capacidade de dom inar.

Concepção Relacionai D eus criou o “h o m em ” m ach o e fêm ea (G n 1.26- G ênesis 9.6 e Tiago 3.9 to rn a m claro que o ser h u m a n o n ão
S o m en te q u a n d o tem os fé 27), in d ican d o o aspecto relacionai de D eus n a reg en erad o tam bém foi criado à im agem de Deus.
(isto é, “interagim os”) em hu m an id ad e. Êxodo 20; M arcos 12.28-31 e
Jesus C risto nós possuím os Lucas 10.26-27 tam b ém sugerem as dim ensões
p le n a m e n te a im agem de relacionais de D eus e d a h u m an id ad e.
D eus. Toda a Palavra de D eus registra a n atu reza
relacionai de Deus.

Concepção Reformada Parte d a im agem de D eus n o ser h u m a n o está n o G ênesis 1.26-28 n ã o se refere a divisões da im agem de Deus;
A imagem de Deus no hom em são ser espiritual, m oral e im ortal do hom em , q u e foi an tes fala de um a ú nica im agem de Deus.
as tendências conscientes do ser “m u tilad o m as n ã o apag ad o .” (Ver G n 8.15—
hum ano e o conhecim ento 9.7; SI 8.4-9; 1 C o 1 1.7; 15.49; Tiago 3.9;
verdadeiro do ser hum ano. Hb 2.5-8).
Parte da im agem de D eus n o O c o n h e c im e n to da justiça e da san tid ad e por
ho m em (isto é, a sua “im agem parte do ser h u m a n o foi p erd id o por causa do
n a tu ra l”) foi obscurecida mas pecado e é restau rad o por C risto. (Ver El 4.22-
n ã o d estru ída pelo pecado, e 25; C l 3.9-10).
p arte d a “im agem m o ral” de D eus é co n scien te e possui verdadeiro
D eus foi perdida pelo ser co n h e c im e n to .
h u m a n o em con seq ü ên cia do
pecado, mas é re sta u ra d a por
C risto.
49. Teorias da Justiça Original
Conceito A rgum ento

Pelagiano Existe livre-arbítrio; não existe a chamada justiça original.


“O ser humano foi dotado de razão para que pudesse conhecer a Deus; de livre-arbítrio para que pudesse escolher e
praticar o bem; e da necessária capacidade de governar a criação inferior.”
“Todo bem e mal, pelo qual somos aplaudidos ou acusados, não se origina em nós, mas é praticado por nós. Nascemos
capazes de ambos, mas não cheios de um deles. E assim somos produzidos sem virtude, mas também sem vício; e
antes da ação da sua própria vontade, existe no ser humano somente o que Deus fez.”

Tomás de Aquino A justiça é um dom acrescentado após a criação do ser humano.


A santidade primitiva era exclusivamente uma dotação ou dom sobrenatural. Como tal, ela deve ter sido estranha à
natureza de Adão e foi concedida após o término da sua criação.
“Deus formou o ser humano do pó... Mas quanto à sua alma, ele o formou segundo a sua imagem e semelhança...
A seguir, ele acrescentou o dom admirável da justiça original...”

Agostiniano A justiça é parte da natureza humana original.


Ela era uma qualidade intrínseca da natureza do ser humano.
Pelo at() criador divino, o ser humano foi constituído santo, e não somente não houve nenhum ato subseqüente, mas
também não houve nenhum ato separado pelo qual ele tenha sido assim constituído.
Essa natureza foi constituída de tal maneira a ser sensível aos reclamos de uma vida prudente e boa, não no sentido de
um cumprimento necessário de tais reclamos, mas no sentido de uma inclinação ou disposição espontânea para tal
cumprimento.
50. Teorias do Pecado Original
Conceito A rgum ento

Pelagianismo A alm a humana é criada por Deus (cm cada indivíduo, no sen nascimento ou próximo dele).
A alma humana é criada sem corrupção.
A influência do pecado de Adao 1‫ ׳‬a de um exemplo.
O ser humano tem uma vontade livre.
A graça de Deus 6 universal, uma vez que todos os seres humanos têm livre-arbítrio; os adultos podem obter perdão por
meio do batismo.
Assim, 0 pecado de Adao não alela diretamente a outros, não existe nenhum pecado original e 0 ser humano não é
depravado.
Como o ser humano não nasce em pecado, é‫ ׳‬lhe possível ser preservado e nunca necessitar de salvação.

Arminianismo 0 sei humano recebe de Adão uma natureza corrompida, mas não recebe a culpa de A dão.
1 ssa natureza é corrompida física e intelectualmente, mas não volitivamente.
Λ graça preveniente capacita o ser humano a crer.
Assim, o ser humano não 6 inteiramente depravado, mas ain da re té m a volição para buscar a Deus.

Calvinismo Cada indivíduo está relacionado com A dão. Existem dois conceitos básicos:

Chefia Federal (conceito criacionista da origem da alma)


O indivíduo recebe dos pais a natu reza física.
D eus cria cada alma.
A d ão foi nosso rep re se n ta n te, conform e o rd e n a d o po r D eus.
Essa rep resen tação é paralela de estar em C risto para a justiça.

Chefia Natural (conceito trad u cian ista d a origem da alm a— A gostinho)


O indivíduo recebe dos pais a n atureza física e a alma.
Assim, todas as pessoas estavam presentes em A d ã o de m o do germ inal ou seminal.
C a d a indivíduo participa do pecado de A dão.
Assim, cad a indivíduo h e rd a o pecado de A dão.
51. A Imputação do Pecado de Adão
Passagem-Chave: Romanos 5.12-21 /Expressão-Chave: è(f) ώ TTaisreç ήμαρτον (v. 12d)

Distinção dos Conceitos

C onceito do Exemplo Conceito da Solidariedade


O pecado de Adão foi um pequeno ato de Existe uma solidariedade entre Adão e a sua
desobediência que afetou somente a ele raça, de modo que Paulo pode dizer que um
mesmo. Romanos 15.12d refere ‫ ׳‬se aos pecou (ver 5.1319 ‫ )׳‬e ao mesmo tempo dizer
pecados exclusivamente pessoais de que todos pecaram (ver 5.12). Ambas as
indivíduos que seguiram o exemplo de declarações referem-se à queda.
Adão, cometeram pecados e, portanto,
são culpados diante de Deus.

Seminalism o Federalismo
A união entre Adão e a sua posteridade é A união entre Adão e a sua posteridade é
biológica e genética, de modo que Adão devida ao fato de que Deus o nomeou como
incorporava todos os seres humanos em uma o cabeça representativo da raça humana.
única entidade coletiva, é assim todas as O que Adão fez é debitado à sua posteridade.
pessoas são co‫ ׳‬pecadoras com Adão.

Imputação Mediata (Indireta) Imputação Imediata (Direta)


As pessoas têm uma natureza corrompida O primeiro pecado de Adão foi imputado a todas
imputada a elas - o efeito do pecado de Adão. as pessoas. Todas as pessoas foram julgadas em
Assim, a depravação hereditária é imputada. Adão, o nosso representante, e declaradas
Todos pecaram porque todos herdaram a culpadas.
corrupção natural de Adão.
51. A Imputação do Pecado de Adão (continuação)
Compreendendo os Conceitos

Ponto de Vista Ao nascer, qual é a condição Quais são os efeitos do Com o todos pecaram? O que é imputado (debitado
da pessoa em relação pecado de Adão sobre a na conta de alguém)?
a Deus? sua posteridade?

Pelagianismo* E inocente e capaz de Não teve nenhum efeito. O Todos escolheram pecar Somente os pecados pessoais do
obedecer a Deus. pecado de Adão afetou seguindo o exemplo de indivíduo.
somente a ele mesmo. Adão.

Arminianismo* Tem uma natureza Corrompeu-a física e Todos conscientemente Somente os pecados pessoais do
pecaminosa, mas ainda é intelectualmente, mas a ratificam o ato de Adão por indivíduo.
capaz de cooperar com o culpa do pecado de Adão meio de pecados pessoais.
Espírito pela graça não lhe foi imputada. Causa mediata: todos pecam
preveniente. porque possuem uma
natureza corrompida
herdada de Adão.

Realismo Toda a sua natureza está Trouxe culpa pessoal, Iodos participam do pecado O pecado de Adão, a culpa, uma
contaminada pelo pecado; corrupção e morte para de Adão, que é o cabeça natureza corrupta e os próprios
está sob condenação e é todos. natural da raça humana. pecados da pessoa. (O Realismo
incapaz de merecer o favor e o Federalismo diferem somente
salvífico de Deus. quanto ao modo da imputação.)

Federalismo Toda a sua natureza está Trouxe condenação e Causa mediata: Todos pecam Imputação mediata: Uma natureza
contaminada pelo pecado; contaminação pelo pecado à porque possuem uma corrupta e os próprios pecados da
está sob condenação e é natureza inteira de todos. natureza corrupta herdada pessoa.
incapaz de merecer o favor de Adão. Imputação imediata: A culpa do
salvífico de Deus. Causa imediata: Todos pecam pecado de Adão, uma natureza
porque todos são corrompida e os próprios pecados
constituídos pecadores por da pessoa.
causa do pecado de Adão.

*O Pelagianismo e o Arminianismo subscrevem em diferentes proporções o conceito de que as pessoas pecam por seguirem o exemplo de Adão.
51. A Imputação do Pecado de Adão (continuação)

Avaliando os Conceitos

Ponto de Vista Tradução de έ φ ' ώ Crítica


em Romanos 5.12

Conceito do Exemplo “é por isso que” O tempo aoristo de ή μ α ρ τ ο ν sugere que todos pecaram em ou com Adão, e não depois de Adão.
Em 5.15-19 afirma-se cinco vezes que somente um pecado causou a morte de todos. O
conceito do exemplo ignora a analogia entre Adão e Cristo.

Seminalismo “em quem” (isto é, em Hebreus 7.9-10 fornece o exemplo de um homem (Abraão) que inclui outro (Levi). O
Adão) seminalismo enfraquece a analogia entre Adão e Cristo, propõe um sentido não comprovado
para έ φ ' ώ nos escritos paulinos e levanta certas questões absurdas (por exemplo: Alguém pode
agir antes de “existir”? Por que não somos responsáveis pelos pecados posteriores de Adão?).

Conceito da “porque” έ φ ' ψ significa “porque” em 2 Coríntios 5.4 (ver Fp 3.12; 4.10). A imputação mediata enfrenta
Imputação Mediata certas dificuldades contextuais em Romanos 5: (1) ά μ α ρ τ α ν ω não significa “ter uma natureza
corrompida”; (2) tanto Adão como a sua posteridade morrem por causa da única transgressão
de Adão (vv. 12, 18-19) e não é citada nenhuma condição intermediária; (3) ■ γ ά ρ (5.13-14)
introduz uma explicação que não é consistente com o argumento de 5.12 se este conceito for
adotado.

Federalismo Imediato “porque” O federalismo imediato enfrenta o problema de explicar como o pecado de um homem, Adão,
pode ser contado contra toda a raça humana. Deuteronômio 24.16 diz que “cada qual será
morto pelo seu pecado,” o que parece contradizer o conceito federalista. Além disso, uma culpa
alheia (ser acusado pela culpa de outro) parece ser injusta.
52. Teorias sobre a Natureza do Pecado
Teoria Fonte Ensino
Dualism o Filosofia Grega e O ser humano tem um espírito derivado do reino da luz e um corpo com sua vida animal derivado do
Gnosticismo reino das trevas. Assim, o pecado é um mal físico, a contaminação do espírito por meio da sua união
com um corpo material. O pecado é vencido ao se destruir a influência do corpo sobre a alma.

Egoísmo Strong Pecado é egoísmo. É preferir as próprias idéias ao invés da verdade de Deus. E preferir a satisfação da
própria vontade ao invés de fazer a vontade de Deus. E amar-se a si próprio mais do que a Deus.
Pode manifestar-se na forma de sensualidade, incredulidade ou inimizade contra Deus.

Pelagiana Pelágio O pecado de Adão prejudicou somente a ele próprio. Todas as pessoas nascem no mundo no mesmo
estado em que Adão foi criado. Elas têm 0 conhecimento do que é mau e a capacidade de fazer
tudo o que Deus requer. O pecado, portanto, consiste apenas na escolha deliberada do mal.

Agostiniana Agostinho Todas as pessoas possuem uma depravação inerente e hereditária que inclui tanto culpa quanto
corrupção. Nós ofendemos a santidade de Deus por causa de atos deliberados de transgressão e da
ausência de sentimentos corretos. Porém, pecado é negação; ele não é necessário.

Católica Ensino da igreja O pecado original é transmitido a todas as pessoas. Nós nascemos em pecado e somos oprimidos pela
Romana e tradição corrupção da nossa natureza. Essa privação da justiça permite que as capacidades inferiores da
natureza humana ganhem ascendência sobre as superiores, e a pessoa cresce em pecado. A
natureza do pecado é definida como a morte da alma. Portanto, o pecado consiste na perda da
justiça original e na desordem de toda a natureza.

D efinição Escrituras A Bíblia usa muitos termos para descrever a natureza do pecado: ignorância (Ef 4.18), erro (Mc
Bíblica 12.24-27), impureza, idolatria (G1 5.19-20), transgressão (Rm 5.15) etc. A essência do pecado
está em colocar algo mais no lugar de Deus. E qualquer coisa que fica aquém da sua glória e
perfeição. Pecado é desobediência.
53. Definição dos Termos Básicos da Salvação
T e rm o T extos B íblicos D e fin iç ã o

Eleição M t 22.14; A t 13.48; Aquele aspecto do propósito eterno de Deus pelo qual ele determina de
Ef 1.4; 2 Ts 2.13 maneira certa e eterna, por meio de uma escolha amorosa e
incondicional, quem irá crer. Não é simplesmente a intenção de Deus
de salvar todos os que possam crer; antes, ela determina quem irá crer.

O nisciência SI 139.1-4; Is 40.28; Refere-se ao conhecimento de Deus de tudo o que é ou poderia ser.
Rm 11.33; Hb 4.13 Ele tem pleno conhecimento de si mesmo e de toda a sua criação.
Ele conhece desde a eternidade tudo o que efetivamente ocorrerá
e também tudo 0 que poderia ocorrer.

Presciência At 2.23; Rm 8.29; O conhecimento seletivo de Deus que torna alguém objeto do amor de
11.2; Ef 1.5 Deus; é mais do que um mero conhecimento ou cognição antecipada.
O termo concentra-se na motivação de Deus para agir, relacionando-
se com as pessoas e não com o que as pessoas irão ou não irão fazer.

Pré-ordenação Ef 1.5 A predeterminação por parte de Deus de todas as coisas que oconem na sua
criação, tanto os eventos quanto as ações de uma pessoa. Todas as coisas
que acontecem fora de Deus são determinadas por ele e são certas.

Predestinação Rm 8.29-30 Difere da pré-ordenação em que esta se refere à determinação de todas


as coisas, ao passo que a predestinação se refere especificamente à
determinação dos eleitos e sua conformidade com a imagem de
Cristo. A predestinação nunca ocorre no sentido de alguém ser
predestinado para a condenação.

Vocação Geral: M t 22.14; João Geral: O chamado do Evangelho por meio da proclamação, no qual
3.16-18 todas as pessoas são convidadas a receberem a Cristo.
Eficaz: Jo 6.44; Rm Eficaz: A aplicação da palavra do Evangelho aos eleitos. O Espírito
8.28-30; 1 Co Santo faz essa obra somente nos eleitos e ela resulta em salvação.
1.23-24

Salvação Jo 3.16-17; 6.37; A consumação da eleição: o somatório de toda a obra de Deus em favor do
At 4.12 ser humano, libertando‫ ׳‬o de sua condição de perdição no pecado e
apresentando-o em glória. E recebida por meio da fé, mas a fé não é uma
causa ou razão pela qual Deus justifica a pessoa. A causa da salvação de
Deus está inteiramente nele mesmo, e não no ser humano (Rm 9.12,16).

Reprovação Is 6.9-10; Rm 9.27; A atitude passiva de Deus^no sentido de omitir algumas pessoas na
11.7 concessão da salvação. E uma expressão da justiça de Deus ao
condená-las à punição eterna dos seus pecados.
54. Concepções Acerca da Salvação
S iste m a P r o p o n e n te s Sig n ificad o d a S alvação O b s tá c u lo à S alv ação M eio de S alvação
T eológico

Teologia da Gustavo Gutiérrez; muitos Libertação da opressão A opressão e exploração das Política e revolução
Libertação sacerdotes católicos romanos classes inferiores pelos
latino-americanos; poderosos
representada pela Teologia
Negra, Teologia Feminista e
Teologias do Terceiro Mundo.

Teologia Rudolph Bultmann Uma alteração fundamental da nossa O ser humano está aprisionado O ser humano precisa fazer morrer 0 seu
Existencial existência, da nossa perspectiva da pela racionalidade do seu ego e esforço por auto-gratificação e
Martin Heidegger vida e da nossa maneira de viver. por experiências passadas segurança à parte de Deus, colocar a
Alcançar uma “existência formadoras de identidade. Ele sua fé em Deus e ser aberto ao futuro.
autêntica” ou ser chamados por está vivendo uma existência Fé significa abandonar a busca de
Deus (ou pelo evangelho) para a inautêntica. realidades tangíveis e objetos
nossa verdadeira identidade e transitórios.
verdadeiro destino.

Teologia Dietrich Bonhoeffer Salvação é afastar-se da religião e A dependência de Deus e da Abandonar a religião e a necessidade de
Secular aprender a ser independente de religião torna o ser humano Deus e tornar-se auto-suficiente e
John A. T. Robinson Deus, atingir a maioridade, imaturo e presta-se para a plenamente humano. Isso é alcançado
Thomas J. Altizer afirmar-se e envolver-se no desonestidade intelectual e a por meio da introspecção, afirmação e
mundo. irresponsabilidade moral. prática da investigação científica (isto
é, anti-sobrenatural).

Teologia Católica Receber a graça de Deus por meio Pecados mortais não confessados. Receber a graça por meio da participação
Rom ana da igreja. nos sacramentos da Igreja.

Concilio Vaticano 11 Receber a graça quer por meio da Receber a graça quer por meio da natureza
natureza ou por meio da igreja. ou por meio dos sacramentos da Igreja.
Karl Rahner
Os católicos estão incorporados na
Yves Congar Igreja; os cristãos não-católicos
Hans Küng estão ligados à Igreja; os não-
cristãos estão relacionados com
a Igreja.

Teologia Martinho Lutero Salvação é mudança de posição O pecado rompe o relacionamento Ser justificado pela fé na obra consumada
Evangélica diante de Deus, de culpado com Deus. A natureza humana de Cristo e receber o Espírito Santo de
Jonathan Edwards para inocente. está arruinada e se inclina para Deus, sendo regenerado, habitado e
João Calvino 0 mal. selado para o dia da redenção.
55. Comparação de Termos Soteriológicos
C o n c e ito E n s in o d o V elho T e sta m e n to E n sin o d o N o v o T e sta m e n to

Lei Deus em sua graça estabeleceu uma aliança com O papel da lei não é justificar, mas mostrar-nos
0 seu povo. A lei era simplesmente o padrão o que é o pecado. Ela foi a mestra para
proposto para aqueles que iriam aderir a essa conduzir-nos a Cristo (G1 2.16; 3.24).
aliança (Gn 17.7).

Salvação Inteiramente baseada na obra de Cristo. A graça Inteiramente baseada na obra de Cristo. Ele
era recebida indiretamente. Os crentes não tomou-se maldição por nós. Ele é a
sabiam como essa graça havia sido efetivada. propiciação pelos nossos pecados. A graça é
Foi obtida pela morte futura de Cristo. A graça recebida diretamente pela fé, que é um dom
era mediada por sacerdotes e ritos sacrificiais; de Deus. O Espírito Santo habita
não se manifestava por meio de uma relação permanentemente no crente (Rm 3.25;
direta e pessoal com Cristo. O Espírito Santo G1 3.13; Ef 2.8-9).
ainda não havia vindo em sua plenitude.

Justificação Deus estabeleceu uma aliança com o seu povo. Nós somos justificados pela fé em Cristo. O seu
Embora a aliança tenha sido certificada por um sacrifício satisfez as justas exigências de Deus
ritual externo, a circuncisão, isso não era e ele agora considera como justos todos os
suficiente para salvar. Também era necessária que nele confiam (Rm 4-5; 5.1).
uma circuncisão do coração (Dt 10.16; Jr 4-4)·
Também não era o cumprimento da lei que
salvava; a salvação vinha por meio da fé.
Abraão creu em Deus e a sua fé lhe foi
atribuída como justiça (G1 3.6). Se o
cumprimento pessoal da lei tivesse sido
exigido, ninguém teria sido salvo.

Regeneração Não existe evidência de que os santos do Velho A transformação espiritual operada em uma
Testamento não eram regenerados. Moisés pessoa pelo Espírito Santo, pela qual ela
identificou um certo número de judeus que passa a possuir uma nova vida. A mudança
tinham corações circuncidados (Dt 30.6). Eles do estado de morte espiritual para o de vida
eram “verdadeiros judeus” que foram espiritual. Uma transformação da nossa
purificados a partir do seu interior, tendo suas natureza (2 Co 5.17; Ef 2.1; 1 Jo 4.7).
vidas transformadas para conformar‫ ׳‬se à
vontade de Deus (Rm 2.28-29). Isaías também
descreveu certas mudanças que se assemelham
à descrição feita pelo Novo Testamento acerca
do novo nascimento (Is 57.15). Tais descrições
parecem ser mais do que meras figuras.

Santificação No Antigo Testamento encontramos casos A obra de Deus visando desenvolver a nova
daquilo que o Novo Testamento chama de vida e levá-la à perfeição. O afastamento do
“fruto do Espírito”. Noé e Jó eram ambos que é pecaminoso e a separação para um
homens justos e inculpáveis na sua conduta. propósito sagrado. Embora santificados
Recebe atenção especial a fé de Abraão, a plenamente em Cristo, gradualmente
bondade de José, a mansidão de Moisés, a estamos nos tornando na experiência aquilo
sabedoria de Salomão e 0 auto-controle de que somos em termos de condição (Rm 6.11;
Daniel. Esses crentes não tinham a plenitude 12.1; 1 Co 1.2).
do Espírito Santo, mas desfrutavam da sua
presença (SI 51.10-12) e dos seus dons
(Êx 36.1; Nm 11.26-30).
56. A Aplicação da Salvação no Tempo
Aspecto Descrição Passagens

A vocação eficaz de O ato especial de Deus cham ando os Rm 8.30; 1 Co 1.9


Deus eleitos para a com unhão com Jesus
Cristo

Regeneração pelo A obra purificadora e renovadora do Jo 3.5-8; 2 Co 5.17; T t 3.5


Espírito Santo Espírito Santo, concedendo nova vida
ao ser hum ano e capacitando-o a crer

Conversão pela fé em O ato dos incrédulos de afastar-se do Lc 24.46-47; Jo 3.16;


Cristo e arrependimento pecado e voltar-se para Cristo At 2.38
do pecado

Justificação pela fé O ato de declarar os pecadores justos Rm 3.21; 4.5; 8.33-34

Adoção como filhos do A transferência do crente da alienação Jo 1.12; G1 4.4-5; Ef 1.5


Pai celestial de Deus para a filiação

Santificação para A obra contínua de Deus na vida do T t 2.14; H b 13.21; 1 Pe


praticar boas obras crente tom ando-o santo 5.10

Perseverança na Palavra A impossibilidade de que o crente Jo 6.39; 10.27-30; H b 4.14;


de Cristo verdadeiro decaia da graça de modo 1 Pe 1.3-5
pleno e final e a sua continuação na
fé até a morte

Glorificação com Cristo A redenção completa e final da pessoa Jo 14.16-17; Rm 8.29-30;


na sua volta inteira conformada à imagem de Fp 3.21; 1 Jo 1.3
Cristo
57. Argumentos Tradicionais sobre a Eleição

A rm inianism o

Argum entos a Favor Argum entos C ontra

Deus deseja que todas as pessoas sejam salvas Deus escolheu alguns para serem salvos, não
e não deseja a morte do ímpio (Ez 33.11; todos; ele até mesmo escolheu não revelar
1 T m 2.3-4; 2 Pe 3.9). algumas verdades a algumas pessoas (Mt 13.10-
16; Jo 10.24-30).

O caráter universal das ordens e exortações de O padrão de Deus não muda por causa da
Deus revelam o seu desejo de salvar todas as incapacidade hum ana de obedecer; a pessoa
pessoas 0 ° 3.3,5-7; 1 Pe 1.16). Deus também somente pode ir a Deus se Deus a atrair (Jo
faz um convite universal para todos virem a 6.35-40, 44-47, 65).
Cristo (Is 55.1; M t 11.28; Jo 9.37-39).

Todas as pessoas são capazes de crer e ser A expressão “graça preveniente” não é
salvas, porque Deus publicou um convite encontrada na Bíblia. Paulo expressa o fato
universal à salvação e porque Deus deu a de que 0 ser hum ano é incapaz de voltar-se para
todas as pessoas a graça preveniente que Deus e nem mesmo busca a Deus, mas rejeita
neutraliza o pecado e possibilita que todos a revelação que recebeu (Rm 1.18-32; 3.10-19).
respondam ao evangelho. N ão há
necessidade de uma graça especial de
Deus para a salvação.

Seria injusto que Deus responsabilizasse as “Presciência”, conforme usada na Escritura, não
pessoas por algo que elas são incapazes de é simplesmente o conhecimento de eventos
fazer. futuros, mas é um termo relacionai para
mostrar que Deus amou e relacionou-se com
os eleitos antes de eles existirem, e os escolheu
para serem salvos porque decidiu amá-los,
independentem ente das suas ações (Rm 9.26-
29).

Deus escolhe alguns para a salvação e omite


outros porque previu quem irá aceitar a oferta
de salvação em Cristo. A presciência significa
que Deus conhece de antem ão quem irá
receber a salvação e está intimamente ligada
com a eleição (Rm 8.29; 1 Pe 1.1-2).
57. Argumentos Tradicionais sobre a Eleição (continuação)

Calvinismo

Argum entos a Favor Argum entos C ontra

A raça hum ana inteira está perdida no pecado Se 0 ser hum ano é incapaz de responder e não
e cada indivíduo está totalm ente corrompido pode obedecer a Deus, então como pode Deus
no intelecto, vontade e emoções pelo pecado. verdadeiramente oferecer salvação a todos por
0 ser hum ano é incapaz de responder à meio do Evangelho e esperar obediência da
oferta divina de salvação porque está parte do ser hum ano (Mt 11.28-30; Jo 3.16;
espiritualmente morto (Jr 17.9; Jo 6.44; 6.35)?
Rm 3.1-23; 2 Co 4 . 3 4 ‫ ; ׳‬Ef 2.1-3).

Deus é soberano em tudo o que faz e faz todas Deus deseja que todos sejam salvos (1 T m 2.3-4;
as coisas de acordo com a sua boa vontade e 2 Pe 3.9).
prazer. Ele não tem de prestar contas ao ser
humano, porque ele é o Criador e pode
escolher a quem quer salvar (Rm 9.20-21;
Ef 1.5; Fp 2.13; A p 4.11).

Deus escolheu certas pessoas para a sua graça Deus não seria justo ao escolher somente alguns
especial, independentem ente de sua para a vida eterna e omitir outros, porque isso
ascendência física, caráter ou boas obras. violaria o livre-arbítrio do ser hum ano para
Especificamente no que tange à salvação, escolher e porque a oferta do Evangelho a
ele escolheu salvar determinadas pessoas todos não seria de boa fé.
por meio da fé em Cristo (Jo 6.37,44,65;
15.16; A t 13.48; Rm 9.6-24; Ef 1.4-5).

A eleição é uma expressão da vontade soberana Deus não pode exigir que a pessoa creia se a fé
de Deus e é a causa da fé (Ef 2.8-10). vem dele.

A eleição é certam ente eficaz para a salvação Existe a possibilidade de que aqueles que vieram
de todos os eleitos. Aqueles que Deus escolhe a crer decaiam da graça e percam a sua
certam ente chegarão à fé em Cristo (Rm salvação.
8.29-30).

A eleição é de toda a eternidade e é imutável Deus previu aqueles que iriam crer e os elegeu
(Ef 1.4,9-11). na eternidade (Rm 8.29).
58. Principais Concepções Evangélicas sobre a Eleição
A rm in ia n is m o C a lv in ism o C a lv in ism o M o d e ra d o

Definição A escolha condicional de Deus pela A escolha incondicional e A escolha incondicional e


qual ele determinou quem iria amorosa de Deus pela qual ele amorosa de Deus pela qual
crer com base na sua presçiência determina quem deve crer. E a ele determina quem irá crer.
de quem irá exercer a fé. É o causa da fé do ser humano. E a causa da fé do ser
resultado da fé do ser humano. humano.

Principais Jacó Armínio, João Wesley João Calvino, Carlos Spurgeon Millard J. Erickson
Expoentes

Raízes No início do século dezessete, o Durante a Reforma, Calvino Essencialmente uma


H istóricas pastor holandês Armínio, assimilou a ênfase de Agostinho interpretação recente.
enquanto procurava defender na graça irresistível de Deus, na
as idéias de Beza, convenceu-se natureza pecaminosa do ser
de que Beza e Calvino estavam humano e na predestinação.
errados. Mais tarde, Wesley foi Calvino foi sucedido por Beza,
além de Armínio ao enfatizar a que foi um passo além.
graça preveniente.

Prós Acentua a responsabilidade do ser Acentua a santidade e soberania de Acentua a santidade e soberania
humano de fazer uma escolha. Deus e, portanto, 0 seu direito de Deus, ao mesmo tempo que
Também reconhece a de fazer decretos como o da preserva a idéia da
depravação e desamparo eleição para a salvação. responsabilidade humana. A
humanos sem a intervenção graça de Deus é irresistível,
de Deus. Seu aspecto mais Acentua corretamente a total mas somente porque Deus
atraente é aceitação do livre- depravação do ser humano e escolheu torná-la tão atraente
arbítrio humano. O ser sua incapacidade de escolher para os eleitos que eles irão
humano pode resistir à graça por si mesmo o que é certo. A aceitá-la. Em outras palavras,
de Deus. doutrina predominante é a Deus capacita os eleitos a
absoluta soberania de Deus, quererem a sua graça.
que não depende dos caprichos
ou da vontade do ser humano. Assim, Deus aciona a sua
O ser humano não pode resistir vontade soberana por meio
à graça de Deus. da vontade dos eleitos. E uma
posição intermediária entre 0
Esse conceito é sustentado por calvinismo tradicional e 0
uma imensa quantidade de arminianismo.
evidências bíblicas.

Contras Deixa de acentuar a soberania de Deixa de acentuar a responsabilidade Carece de um precedente claro
Deus. Ao colocar Deus em uma humana. Parece obscurecer o na história da igreja.
posição de dependência das livre-arbítrio do ser humano e, Aproxima-se de um sofisma
decisões de um ser criado, essa portanto, a sua responsabilidade semântico quando distingue
concepção dá a impressão de pelo seu pecado. Os críticos entre Deus tornar algo certo
que Deus não tem o controle acusam que essa posição é e algo necessário (Deus
do seu universo. Além disso, o fatalista e destrói a motivação decidir que algo irá acontecer
reconhecimento da doutrina para o evangelismo. Problema em contraste com decidir
da depravação total exigiu que principal: aparente contradição que tem de acontecer).
Wesley introduzisse a idéia da lógica com a liberdade humana.
graça preveniente, que não
tem base bíblica.

Base Texto central: não existem Texto central: Romanos 9.6-24· Nenhum texto central é
Bíblica tratados lógicos que apóiam a Esse texto demonstra que a apresentado especificamente.
posição arminiana. Assim, eleição está baseada no caráter Erickson fundamenta a sua
apelam para 0 caráter universal justo de Deus e na sua posição nos pontos fortes da
do convite de Deus à salvação. soberania. Portanto, ele não irá posição calvinista e na fraqueza
1 Timóteo 2.3-4 é apresentado tomar uma decisão injusta e da posição arminiana, sendo
como evidência de que Deus não precisa explicar ao ser motivado pela aparente
deseja que todos sejam salvos humano porque ele ainda culpa contradição entre a soberania
(ver também Is 55.1; Ez 33.11; aqueles que não escolheu. de Deus e 0 livre-arbítrio
At 17.30-31; 2 Pe 3.9). humano. Ele inclina-se para a
posição calvinista na maior
parte das passagens.
59. A Ordem dos Decretos
Supralapsariana Infralapsariana Amiraldiana Luterana Wesleyana Católica Romana
(Expiação Limitada) (Expiação Limitada) (Expiação Ilimitada)

Criação do ser A permissão da queda A permissão da queda A permissão da queda A permissão da queda A permissão da queda
hum ano visando do ser humano do ser hum ano do ser hum ano do ser hum ano do ser humano
eleger alguns para resulta em culpa, resulta em culpa, resulta em culpa, resulta em culpa, resulta na perda da
a vida eterna e corrupção e corrupção e corrupção e corrupção e justiça sobrenatural
condenar outros incapacidade total incapacidade total incapacidade total incapacidade total
à perdição eterna

A permissão da Eleição de alguns Dádiva de Cristo Dádiva de Cristo Dádiva de Cristo para Dádiva de Cristo para
queda do ser para a vida em para tornar a para prestar prestar satisfação prestar satisfação
humano resulta em Cristo salvação possível satisfação pelos pelos pecados do por todos os
culpa, corrupção e a todos pecados do mundo mundo pecados humanos
incapacidade total

Dádiva de Cristo Dádiva de Cristo Eleição de alguns Dádiva dos meios de Remissão do pecado Instituição da igreja e
para redimir os para redimir os para o dom da graça para original para todos dos sacramentos
eleitos eleitos capacidade moral comunicar a graça e dom da graça para aplicar a
salvadora suficiente para todos satisfação de Cristo

Dádiva do Espírito Dádiva do Espírito Dádiva do Espírito Predestinação para a Predestinação para a Aplicação da satisfação
Santo para salvar Santo para salvar Santo para operar a vida daqueles que vida daqueles que de Cristo através dos
os redimidos os redimidos capacidade moral não resistem aos aperfeiçoam a graça sacramentos, sob a
nos eleitos meios da graça suficiente operação de causas
secundárias

Santificação de Santificação de todos Santificação pelo Santificação pelos Santificação de todos Edificação em
todos os redimidos os redimidos e Espírito meios da graça os que cooperam santidade de vida de
e regenerados regenerados com a graça todos aqueles a quem
suficiente os sacramentos são
comunicados

Adaptado de Benjamin B. Warfield, T h e P la n o f S a lv a tio n [O Plano de Salvação] (Reimpressão. Grand Rapids: Eerdmans, 1977), p. 31.
60. Os Cinco Pontos do Calvinismo e do Arminianismo

Categoria A rm inianism o Calvinismo

1. Livre ‫׳‬Arbítrio ou Capacidade Humana 1. Incapacidade Total ou Depravação Total

Depravação Embora a natureza humana tenha sido Por causa da queda, o ser humano é incapaz de,
Total seriamente afetada pela queda, o homem por si mesmo, crer salvificamente no evangelho.
não foi deixado em um estado de total O pecador está morto, cego e surdo às coisas de
impotência espiritual. Deus graciosamente Deus; o seu coração é pecaminoso e
capacita cada pecador a arrepender-se e desesperadamente corrupto. A sua vontade não
crer, mas não interfere na liberdade humana. é livre, mas está presa à sua natureza maligna.
Cada pecador possui o livre-arbítrio e 0 seu Portanto, ele não irá escolher - de fato não pode
destino eterno depende de como 0 utiliza. escolher - o bem em lugar do mal na esfera
A liberdade do ser humano consiste na sua espiritual. Conseqüentemente, é necessário
capacidade de escolher o bem em lugar do muito mais que a assistência do Espírito para
mal em questões espirituais; a sua vontade levar o pecador a Cristo —é necessária a
não está escravizada por sua natureza regeneração, pela qual o Espírito vivifica 0
pecaminosa. O pecador tem a capacidade pecador e lhe dá uma nova natureza, mas é ela
seja de cooperar com o Espírito de Deus e mesma parte da dádiva divina da salvação. A
ser regenerado, ou de resistir à graça de salvação é uma dádiva de Deus ao pecador, e
Deus e perecer. O pecador perdido necessita não uma dádiva do pecador a Deus.
da assistência do Espírito, mas não precisa
ser regenerado pelo Espírito antes que possa
crer, pois a fé é um ato humano e precede o
novo nascimento. A fé é a dádiva do
pecador a Deus; é a contribuição do ser
humano para a salvação.

2. Eleição Condicional 2. Eleição Incondicional

Eleição A escolha de certos indivíduos para a salvação, A escolha de certos indivíduos para a salvação,
Incondicional feita por Deus antes da fundação do mundo, feita por Deus antes da fundação do mundo,
baseou-se na sua presciência de que eles baseou-se unicamente em sua própria vontade
responderiam ao seu chamado. Ele elegeu soberana. A sua escolha de pecadores
somente aqueles que ele sabia que iriam individuais não se baseou em resposta ou
crer no evangelho livremente, de si mesmos. obediência prevista da parte 30s mesmos, tal
Portanto, a eleição foi determinada ou como fé, arrependimento etc. Ao contrário,
condicionada pelo que a pessoa haveria de Deus concede fé e arrependimento a cada
fazer. A fé que Deus previu e sobre a qual indivíduo que elegeu. Esses atos são o resultado
ele fundamentou a sua escolha não foi dada e não a causa da escolha de Deus. Portanto, a
ao pecador por Deus (ela não foi criada eleição não foi determinada ou condicionada
pelo poder regenerador do Espírito Santo), por uma qualidade ou um ato virtuoso previsto
mas resultou do livre-arbítrio humano que no ser humano. Aqueles a quem Deus elegeu
coopera com a atuação do Espírito. Deus soberanamente ele conduz a uma aceitação
escolheu aqueles que sabia que iriam, por voluntária de Cristo, pelo poder do Espírito.
seu próprio livre-arbítrio, escolher a Cristo. Assim, a causa última da salvação é a escolha
Nesse sentido, a eleição de Deus é do pecador por Deus, e não a escolha de Cristo
condicional. pelo pecador.
60. Os Cinco Pontos (continuação)
Categoria A rm inianism o Calvinismo
3. Redenção Universal 3. Redenção Particular
ou Expiação Geral ou Expiação Limitada

Expiação A obra redentora de Cristo possibilitou a salvação A obra redentora de Cristo visou salvar somente
Limitada de todos, mas não assegurou efetivamente a os eleitos e de fato assegurou a salvação dos
salvação de ninguém. Embora Cristo tenha mesmos. Além de tirar os pecados do seu povo,
morrido por todas as pessoas e por cada pessoa, a redenção de Cristo assegurou tudo 0 que era
somente aqueles que crêem nele são salvos. A necessário para a sua salvação, inclusive a fé,
sua morte permitiu que Deus perdoasse os que os une a eles. O dom da fé é aplicado
pecadores sob a condição de que creiam, mas infalivelmente pelo Espírito a todos aqueles
não afastou efetivamente os pecados de por quem Cristo morreu, dessa maneira
ninguém. A redenção de Cristo somente se garantindo a sua salvação.
toma eficaz se a pessoa decidir aceitá-la.

4. Pode-se Efetivamente Resistir 4· A Vocação Eficaz do Espírito


ao Espírito Santo ou a Graça Irresistível

Graça O Espírito chama internamente todos os que Além do chamado geral externo para a salvação,
Irresistível são chamados externamente pelo convite do feito a todos os que ouvem 0 Evangelho, 0 Espírito
Evangelho; ele faz tudo 0 que pode para levar Santo dirige aos eleitos um chamado interno
cada pecador à salvação. Porém, na medida especial que os leva inevitavelmente à salvação.
em que 0 ser humano é livre, ele pode resistir O chamado externo (feito a todos sem distinção)
com êxito à chamada do Espírito. O Espírito pode ser e muitas vezes é rejeitado, ao passo que
não pode regenerar o pecador até que este o chamado interno (feito somente aos eleitos)
creia; a fé (que é uma contribuição humana) não pode ser rejeitado, mas sempre resulta em
precede e tom a possível o novo nascimento. conversão. Por meio desse chamado especial 0
Assim, o livre-arbítrio humano limita 0 Espírito leva irresistivelmente os pecadores a
Espírito na aplicação da obra redentora de Cristo. Ele não está limitado em sua obra de
Cristo. O Espírito Santo somente pode levar aplicar a salvação à vontade do ser humano, nem
a Cristo aqueles que lhe permitem fazê-lo. depende da cooperação humana para ter êxito.
Até que o pecador responda, o Espírito não O Espírito graciosamente faz com que o pecador
pode dar vida. Portanto, a graça de Deus não eleito coopere, creia, arrependa-se e vá livre e
é irresistível; ela pode ser e freqüentemente espontaneamente a Cristo. Portanto, a graça de
é resistida e frustrada pelos seres humanos. Deus é irresistível; ela nunca deixa de resultar na
salvação daqueles a quem é estendida.

5. Decair da Graça 5. Perseverança dos Santos

Perseverança Aqueles que crêem e são verdadeiramente Todos os que são escolhidos por Deus, redimidos
dos salvos podem perder a sua salvação se por Cristo e recebem fé por meio do Espírito
deixarem de guardar a sua fé. estão eternamente salvos. Eles são mantidos na
Santos
fé pelo poder do Deus Todo-poderoso e assim
Nem todos os arminianos concordam nesse
perseveram até o fim.
ponto; alguns sustentam que os crentes
estão eternamente seguros em Cristo - que
uma vez o pecador estando regenerado, ele
jamais poderá perder-se.

Rejeitado pelo Sínodo de Dort Reafirmado pelo Sínodo de Dort


Este foi o sistema de pensamento contido na Este sistema de teologia foi reafirmado pelo Sínodo
“Remonstrância” (embora originalmente os de Dort em 1619 como sendo a doutrina da
“cinco pontos” não estivessem dispostos nessa salvação contida nas Escrituras Sagradas. Naquela
ordem). Esse sistema foi apresentado pelos ocasião, 0 sistema foi formulado em “cinco pontos”
arminianos à Igreja da Holanda em 1610, mas (em resposta aos cinco pontos apresentados pelos
foi rejeitado pelo Sínodo de Dort em 1619 arminianos) e desde então tem sido conhecido
sob a justificativa de que era anti-bíblico. como “os cinco pontos do calvinismo”.
61. Diferentes Concepções Acerca dos Meios de Graça

Reform ada A rm iniana Luterana Católica Rom ana

Fé Salvadora pela Fé Salvadora pela Batismo e Batismo, Eucaristia e


G raça Eficaz G raça C om um Eucaristia O utros Sacramentos

fé sem meios fé por meio da fé meios sem fé

(ex opere operato)


operação pelo
contato físico
62. Vocação Geral versus Vocação Eficaz
Vocação Geral Vocação Eficaz

Definição R efere-se à a p resen tação do E vangelho, n a qual se oferece R efere-se ao ch a m a d o geral de D eus no E vangelho to rn ad o
ao indivíduo a prom essa de salvação em C risto e o co n v ite eficaz em u m a pessoa q u a n d o ela crê n o E vangelho e aceita
p ara aceitar a C risto pela fé a fim de receb er o p erd ão dos a C risto com o S alvador e Senhor.
pecados e a vida etern a.

Agente D irigida pelo Pai a todos os que o u vem o E vangelho; Dirigida pelo Pai e to rn a d a eficaz pela obra do Espírito S an to
tran sm itid a p rin cip alm ente por m eio de cren tes capacitados q u a n d o ele ilum ina e cap acita o indivíduo a co m p reen d er e
pelo Espírito S a n to de D eus qu e c o m u n icam o E vangelho resp o n d er p o sitiv am en te ao E vangelho do S e n h o r Jesus
com o é revelado n a Palavra de Deus. c o n tid o n a Palavra de Deus.

Destinatários e E p ara todas as pessoas, m as é recebida so m en te por aqueles É dirigida so m en te a todos os eleitos.
Exemplos que ou v em o E vangelho.
Saulo (A t 9.1-19); Lídia (A t 16.14); R m 8.30.
“M uitos são cham ados, m as poucos, escolhidos” (M t 22.14)·

Propósito R evela o grande am o r de D eus para com os pecadores em Por causa da d ep rav ação to ta l d o ser h u m an o , é ab so lu tam en te
geral. necessária para levar os eleitos à fé e à conversão.

R evela a san tid ad e e a justiça de Deus.

Resultados N ã o resulta n ecessariam en te em salvação. Por ser eficaz e irrevogável, resu lta n ecessariam en te na
salvação.
Pode ser rejeitada, resu ltan d o n a c o n d e n a ç ã o do pecador.
E im possível que seja rejeitada.

Ocasião É a n te rio r à co nversão e pode ou n ã o conduzir a ela. E logicam ente anterior à conversão e necessariam ente conduz a ela.
63. Os Sete Sacramentos Católicos Romanos
S a c ra m e n to P r o c e d im e n to S ig n ificad o Ê n fase do V a tic a n o II

Batismo O sacerdote aplica o rito a Produz regeneração, “um novo O batismo deve receber maior ênfase.
crianças. cristão”. Os convertidos devem receber
É necessário para a salvação. instrução prévia.
Liberta do pecado e da culpa Ilustra o compromisso com Cristo.
original. Acentua a unidade de todos os
Une a pessoa a Cristo e à igreja. membros em Cristo.

Confirmação O bispo impõe as mãos sobre a E algo necessário após 0 batismo. Esforço no sentido de unir o
pessoa e esta recebe o Juntam ente com o batismo, é batismo e a confirmação como
Espírito Santo. parte do “sacramento de um só ato de iniciação.
iniciação”. A separação dos dois sacramentos
A pessoa recebe o Espírito sugere que existem graus de
Santo, resultando em membresia na igreja.
maturidade e dedicação.

Eucaristia O sacerdote celebra a missa. A missa é a continuação do Incentivo à participação


Ao declarar “Isto é o meu sacrifício de Cristo. freqüente para aumentar a
corpo”, o pão e 0 vinho E igual ao Calvário, exceto que “união com Cristo”.
tornam-se 0 corpo e o a missa não é sangrenta. Agora a cerimônia inclui leigos.
sangue de Cristo. Na missa, Cristo oferece Cerimônia mais breve e simples;
expiação pelo pecado. maior uso das Escrituras.
O participante recebe o perdão
dos pecados veniais.
Comer o pão é comer a Cristo.

Confissão Três passos: Tendo confessado ao sacerdote Nova concepção de pecado:


(Penitência) 1. Tristeza pelo pecado todos os pecados conhecidos relacionamentos e motivações
2. Confissão oral ao sacerdote e tendo declarado a intenção pessoais distorcidos.
3. Absolvição dos pecados pelo de não pecar no futuro, o fiel Permite confissão e absolvição
sacerdote recebe absolvição dos pecados geral.
pelo sacerdote. A confissão geral é feita em culto
composto de cânticos, leitura
bíblica, oração, sermão, auto-
exame, confissão e absolvição.

Santas Ordenação aos ofícios de bispo, Confere ao recipiente o poder Maior envolvimento de leigos no
O rdens sacerdote e diácono. Como sacerdotal de mediar a graça por ministério.
sucessor dos apóstolos, o meio dos sacramentos, tal como Os leigos devem desenvolver e
bispo ordena o sacerdote. oferecer o corpo e 0 sangue de utilizar os dons na igreja.
Cristo para remir os pecados. Reduziu a distinção entre
O sacerdote é mediador entre sacerdote e povo.
Deus e os seres humanos, O sacerdote é considerado um
como Cristo foi mediador “irmão entre irmãos”.
entre Deus e os seres
humanos.

M atrim ônio Faz-se a troca de votos na Sinal da união entre Cristo e a O matrimônio não é somente para
presença de um sacerdote. igreja. E indissolúvel porque o a procriação.
casamento entre Cristo e a Maior ênfase ao amor no
igreja é indissolúvel. casamento.
A missa é permitida em
casamentos com não-católicos
batizados.

U nção dos O bispo consagra o óleo. O Remove as fraquezas e Uso ampliado: mudança de
Enfermos sacerdote unge a pessoa que obstáculos deixados pelo “extrema unção” para “unção
está próxima da morte. pecado, que impedem que a dos enfermos”.
Utilizada para fortalecer/curar o
alma entre na glória.
corpo e a alma.
Prepara as pessoas para a morte A pessoa enferma participa das
ao fortalecer a graça na alma. feituras e orações.
64. Concepções Acerca da Expiação
Teoria do Resgate Teoria da Teoria Teoria Teoria do
a Satanás Recapitulação Dramática Mística Exemplo

Definição A morte de Cristo foi um Em sua vida, Cristo Cristo é o Vencedor de Cristo assumiu uma A morte de Cristo
resgate pago a Satanás recapitulou todos os um conflito divino natureza humana e ofereceu um exemplo
para libertar o ser estágios da vida humana, entre o bem e o mal e pecaminosa, mas por de fé e obediência para
humano cativo das e assim fazendo reverteu conquista a libertação meio do poder do inspirar o ser humano
reivindicações de o caminho que Adão do ser humano do Espírito Santo triunfou a ser obediente.
Satanás. havia iniciado. cativeiro. sobre a mesma. O
conhecimento desse
fato influencia o ser
humano misticamente.

Proponentes Orígenes Irineu Aulen Schleiermacher Pelágio, Socino,


Abelardo

Base Mateus 20.28; Marcos Romanos 5.15-21; Mateus 20.28; Marcos Hebreus 2.10,14-18; 1 Pedro 2.21; 1 João 2.6
Bíblica 10.45; 1 Coríntios 6.20 Hebreus 2.10 10.45; 1 Coríntios 4.14-16
15.51-57

Objeto Satanás Satanás Satanás O ser humano O ser humano

Condição Servidão a Satanás Servidão a Satanás Servidão a Satanás Falta de consciência de Espiritualmente vivo
Espiritual Deus (Pelágio)
do Homem

Sentido da A vitória de Deus sobre A recapitulação feita por A vitória de Deus sobre O triunfo de Cristo sobre Um exemplo de
Morte de Satanás Cristo de todos os Satanás a sua própria natureza verdadeira fé e
Cristo estágios da vida humana. pecaminosa obediência

Valor para Libertação da servidão Reversão do caminho da A reconciliação do Uma influência mística Inspiração para uma vida
o Ser a Satanás humanidade, da mundo efetuada por subconsciente fiel e obediente
H um ano desobediência para a Deus, livrando-o da
obediência. sua servidão ao mal. 1
64. Concepções Acerca da Expiação (continuação)
Teoria da Influência Moral Teoria Comercial Teoria Governamental Teoria da Substituição Penal

Definição A morte de Cristo demonstrou o A morte de Cristo trouxe A morte de Cristo demonstra a alta A morte de Cristo foi um
amor de Deus, o que amolece honra infinita a Deus. Assim, consideração de Deus para com sacrifício vicário (substitutivo)
o coração do ser humano e o Deus concedeu a Cristo uma a sua lei. Ela mostra a atitude de que satisfez as exigências da
leva a arrepender-se. recompensa da qual ele não Deus em relação ao pecado. Por justiça de Deus em relação ao
necessitava, e Cristo meio da morte de Cristo, Deus pecado, pagando a penalidade
transferiu-a ao ser humano. tem uma justificativa para do pecado humano, trazendo
perdoar os pecados daqueles que perdão, imputando justiça e
se arrependem e aceitam a morte reconciliando o ser humano
substitutiva de Cristo. com Deus.

Proponentes Abelardo, Bushnell, Rashdall Anselmo Grócio Calvino

Base Bíblica Romanos 5.8; 2 Coríntios 5.17- João 10.18 Salmos 2, 5; Isaías 42.21 João 11.50-52; Romanos 5.8-9;
19; Filipenses 2.5-11; Tito 2.14; 1 Pedro 3.18
Colossenses 3.24

Objeto O ser humano Deus/ser humano Deus/ser humano Deus

Condição O ser humano está enfermo e O ser humano desonra a Deus. O ser humano é um violador O ser humano é totalmente
Espiritual necessita de auxílio. da lei moral de Deus. depravado.
do H om em

Sentido da Demonstrou o amor de Deus Trouxe honra infinita a Deus. Foi um substituto para a Cristo suportou a penalidade do
Morte de para com o ser humano. penalidade do pecado e pecado em lugar do ser
Cristo mostrou a atitude de Deus humano.
para com o pecado.

Valor para Ao ver o amor de Deus pelo ser Essa honra, da qual Cristo não Toma legal o desejo de Deus de Por meio do arrependimento o
o Ser humano, este é movido a necessita, é aplicada aos perdoar aqueles que aceitam a ser humano pode aceitar a
H um ano aceitar o perdão de Deus. pecadores para a salvação. Cristo como seu substituto. substituição de Cristo como
pagamento pelo pecado.
65. A Extensão da Expiação
Expiação Ilimitada
D e c la r a ç ã o d o
A morte de Cristo foi suficiente para todas as pessoas, mas eficaz para um número limitado.
C o n c e ito

Apoio Objeções
Numerosas passagens parecem indicar que a morte de Cristo foi As palavras “todos” e “inteiro” nem sempre se referem à totalidade
por toda a humanidade. Os dois versículos principais são 1 de seus conteúdos. Um exemplo é a tributação de todo o mundo
Timóteo 4.10 e 1 João 2.2, que declaram que Cristo é a por César; isso não incluiu os japoneses. O mundo inteiro nesses
propiciação e o Salvador do mundo. Outros versículos são versículos significa pessoas de todas as áreas geográficas.
Isaías 53.6; João 1.29; 1 Timóteo 2.6; Tito 2.11; Hebreus 2.9.

A proclamação universal do evangelho está baseada na A proclamação do Evangelho está baseada na obra consumada de
expiação ilimitada de Cristo. Para que o Evangelho seja Cristo. Os eleitos estão em todo o mundo e necessitam ouvir o
oferecido sinceramente a toda a humanidade, Cristo precisa Evangelho para serem salvos. A pregação do Evangelho a todos
ter morrido por toda a humanidade (Mt 24.14; 28.19; Atos é uma questão de obediência e não de expiação ilimitada.
1.8; 17.30).

O amor de Deus é dirigido a todo o mundo e todo aquele que O amor de Deus é dirigido a um grupo especial, como se pode ver
crê é salvo. Portanto, a extensão da morte de Cristo inclui no seu amor para com Israel (Am 3.2). O seu amor é dirigido
todas as pessoas. aos eleitos de todas as áreas geográficas do mundo. Aqueles
que crêem são os que Deus deu ao Filho (Jo 6.37-40).

A obra de Cristo é suficiente para assegurar a salvação dos Se a morte de Cristo foi suficiente para todos, a fé torna-se
eleitos, mas é obtida por meio da fé (Rm 10.17). desnecessária e sem sentido.

Os benefícios naturais do mundo também são desfrutados O s b e n e fíc io s naturais são resultado da graça comum de Deus.
pelos não-eleitos. Esses benefícios incluem o sol, a chuva, E ssas c o isa s s ã o dadas por Deus por causa do caráter de Deus.
boa saúde etc. E le p o d e ser b o n d o s o a quem ele quer.

Expiação Definida e Limitada


D e c la r a ç ã o d o Cristo não veio para proporcionar salvação a toda a humanidade, mas para tornar certa a salvação dos
C o n c e ito eleitos.

Apoio Objeções
Aqueles que defendem uma expiação limitada dizem que Deus A expiação não salva todas as pessoas, mas é disponível para
providenciou salvação somente para o seu povo (Mt 1.21), todas. Esses versículos referem-se àqueles que Deus escolheu.
suas ovelhas (Jo 10.15,26), seus amigos (Jo 15.13), a igreja São estes que tom am a expiação eficaz.
(At 20.28) e a esposa (Ef 5.25).

Aqueles por quem Cristo morreu são aqueles que 0 Pai lhe deu Esses versículos não mencionam uma expiação limitada. È
(Jo 6.37-40). Cristo não morreu por aqueles que o Pai não evidente que somente um determinado número é escolhido,
lhe deu. Portanto, foi por um certo número que ele morreu. pois nem todos se salvam.

Cristo morreu pelos eleitos de todas as áreas do mundo. E isso Q ue a morte de Cristo foi por toda a humanidade faz mais
que a Escritura quer dizer quando afirma que Cristo morreu sentido do que entender que ele morreu por pessoas de todas
pelo mundo inteiro (1 T m 4.10; 1 Jo 2.2). as áreas geográficas.

Que ligação a morte de Cristo tem com os não-eleitos? Se ele A morte de Cristo tom a potencial a salvação de todos, mas ela toma-
morreu por todos, por que algumas pessoas não são salvas? se real somente para um determinado número. Essa é a única
conexão. Aqueles que rejeitam isso devem sofrer as conseqüências.

A obra intercessória de Cristo foi a favor dos seus. Como ele Somente um certo número efetivamente será salvo. Cristo sabia
orou somente por um determinado grupo, ele pretendia quem seriam essas pessoas e foi por elas que ele orou.
oferecer salvação para um número limitado.

Paulo diz que a obra de Cristo foi em favor de grupos A sua salvação é tornada real para certos grupos, mas ele morreu
específicos: Israel, a igreja. Isso mostra que a sua obra não por todos. Os grupos que recebem a salvação são apenas uma
tem um escopo ilimitado. parcela daqueles pelos quais ele morreu.
66. A Teoria Penal Substitutiva da Expiação
Necessidade Substituição Propiciação Imputação
E x p la n a ç ã o Deus não pode O sentido normal da Para recuperar o favor ou Enquanto a substituição e
simplesmente ignorar palavra deve ser aceito aplacar a ira de Deus. a propiciação estão
0 pecado do ser neste contexto. Ela Para satisfazer as suas relacionados com os
humano, nem pode simplesmente significa exigências e assim aspectos negativos da
meramente perdoar que a expiação é um afastar a sua ira. O expiação (o que Deus
0 ser humano sem sacrifício oferecido em pecado humano não tirou de nós), a
exigir um pagamento lugar do pecador. Assim, apenas entristece a imputação está
ou uma punição pelo o sacrifício leva a culpa Deus, mas o deixa relacionada com os
pecado. Nesse sentido, do pecador. irado. A sua ira aspectos positivos da
a expiação é somente pode ser expiação (o que Deus
necessária para que satisfeita pela execução nos deu). Deus tirou a
o ser humano seja da sua justiça. O seu culpa dos crentes, mas
reconciliado com o sistema judicial não também lhes imputou a
seu Criador. pode ser negligenciado. justiça de Cristo.

R e fe r ê n c ia Hebreus 9.22 João 1.29; 2 Coríntios 5.21; Levítico 4.35; Romanos Romanos 6.3-4
B íb lic a Gálatas 3.13 3.25-26; 5.9

O b jeçã o Por que Deus N ão é impróprio e injusto O aplacamento da ira do N ão é impróprio e injusto
simplesmente não nos penalizar uma parte Pai pelo Filho não recompensar uma parte
perdoa como um ato inocente? revela conflito dentro culpada?
de boa vontade em vez da Divindade?
de requerer um
pagamento?

R esp o sta à Mesmo que Deus A resposta a essa pergunta A resposta a essa Essa pergunta é o outro
O b jeção pudesse ignorar o é sim, a menos que a pergunta pode ser lado da objeção contra
pecado contra si parte inocente receba a colocada na forma de a substituição. Não
mesmo como um ato punição voluntariamente outra pergunta: uma parece justo que uma
de boa vontade, ele e o juiz seja inseparável pessoa pode estar irada parte inocente seja
ainda assim é da parte inocente. Jesus e ser amorosa ao punida e, do mesmo
constrangido por sua satisfaz ambos os mesmo tempo? Todo modo, não parece justo
natureza a preservar requisitos. Ele deu a sua pai e mãe sabe que a que uma parte culpada
a justiça no universo. vida voluntariamente resposta é sim. Õ Pai seja recompensada.
Ignorar o pecado (Jo 10.17-18) e ele era ficou irado com 0 Todavia, é isso o que
destruiria o significado inseparável do Pai. pecado do mundo, mas acontece na expiação.
do conceito de justiça. Assim, com efeito 0 ele amou o mundo de Mas a razão por que
Além disso, os seres Juiz puniu a si mesmo. tal modo que enviou o Deus vê essa transação
humanos podem seu Filho para expiar 0 como absolutamente
simplesmente perdoar pecado do ser humano. justa é que quando
outros seres humanos Assim, o Pai não depositamos a nossa fé
como um ato de boa mudou de um Deus nele, somos unidos com
vontade porque somos irado para um Deus Cristo. Em certo
imperfeitos e temos amoroso quando sentido, nós ficamos
nós mesmos uma Cristo morreu na cruz. casados, inseparáveis,
desesperada O amor de Deus de modo que não é
necessidade de perdão. estava presente o tanto uma
Porém, Deus é perfeito tempo todo e de fato transferência de justiça
e não necessita de foi a motivação da quanto possuí-la em
perdão. Assim sendo, expiação. A sua comum. Ela é
o paralelo entre 0 santidade exigia um compartilhada.
perdão humano e 0 pagamento pelo
perdão de Deus não pecado. O seu amor
se mantém. ofereceu o pagamento.

Im p lic a ç õ e s Ênfase na soberania e na Ênfase no amor de Deus Ênfase na absoluta Enfase no desejo de Deus
A cerca do posição de Deus como pela sua criação. Ele santidade e na ira de ter comunhão
C a r á te r d e administrador oficial define 0 amor pela sua justificada de Deus íntima com a sua
D eus do sistema judicial do natureza. O amor quanto ao pecado. Ele criação. Por causa da
universo. verdadeiro sempre merece respeito e expiação somos
requer sacrifício pessoal. absoluta obediência e herdeiros do Pai e co-
manifesta a sua ira herdeiros com 0 Filho.
contra a impiedade.
67. Os Resultados da Morte de Cristo
Substituição dos Pecadores Afastamento dos Juízos Divinos
Jesus tomou o nosso lugar; ele sofreu a punição dos nossos pecados (Lc Deus vê o pecado como julgado na morte do seu Filho. O crente está protegido
22.19-20; Jo 3.36; 6.51; 15.13; Ef 1.3; Hb 2.9; 1 Pe 3.18; 1 Jo 5.11-12) pelo sangue redentor de Cristo (Rm 2.4-5; 4.17; 9.22; 1 Pe 3.20; 2 Pe 3.9,15).

Cumprimento da Lei Rem oção dos Pecados Cobertos por Sacrifícios Antes da Cruz
A justiça imputada de Jesus torna-se a justiça do crente diante de Deus Os pecados cometidos entre a época de Adão e a morte de Cristo na cruz
como o perfeito cumprimento da lei (At 15.10; Rm 1.16-17; 3.21-22,31; foram cobertos pelos sacrifícios. Em Cristo eles são removidos (At 17.30;
4.5,11,13-16,23-24; 5.19; 10.4; 2 Co 5.21; G1 3.8; 4.19-31; 5.1). Rm 3.25; Hb 9.15; 10.2-26).

Redenção do Pecado Salvação Nacional de Israel


O próprio Deus pagou o resgate do pecado humano por meio da morte O futuro Israel crente terá seus pecados removidos (Rm 9-11,
do seu Filho (At 20.28; Rm 3.23-24). especialmente 11.25-29).

Reconciliação do Ser H um ano com Deus Bênçãos Milenais e Eternas sobre os Gentios
A atitude de Deus para com o mundo mudou completamente (Rm 5.10- As bênçãos terrenas milenais, que estão asseguradas a Israel, serão
11; 2 Co 5.18-20; Ef 2.16; Cl 1.20-22). partilhadas pelos gentios (Mt 25.31-46; At 15.17; Ap 21.24).

Propiciação em Relação a Deus O Despojam ento dos Principados e Potestades


A justiça e a lei de Deus foram vindicadas (satisfeitas) (Rm 3.25; Hb 4-16; Na cruz Cristo obteve uma vitória legal direta sobre Satanás e suas hostes
1 Jo 2.2; 4.10). Go 12.31; 16.11; Ef 1.21; Cl 2.14-15).

Julgamento da Natureza Pecaminosa O Fundamento da Paz


A natureza pecaminosa foi julgada na cruz e agora pode ser controlada A cruz produziu a paz entre Deus e os seres humanos (Rm 5.1; Ef 2.13-14a;
pelo Espírito na vida do crente. Em termos de sua posição, o crente Cl 1.20), entre judeus e gentios (Ef 2.14-18; Cl 3.11) e paz universal
participa da crucificação, morte, sepultamente e ressurreição de Cristo. (1 Co 15.27-28; Ef 2.14-15; Cl 1.20).

Perdão e Purificação Purificação das Coisas no Céu


O crente em Jesus tem perdão e purificação tanto na justificação quanto As “coisas” celestiais foram purificadas por causa do sangue de Cristo
na santificação por meio do sangue e da contínua intercessão de Cristo (Hb 9.23-24).
nos céus (1 Jo 1.1-2.2).
68. Variedades do Universalismo
Reconciliação Universal Sustenta que a morte de Cristo alcançou 0 seu propósito de
(segundo alguns bartianos) reconciliar toda a humanidade com Deus. Qualquer separação
que exista entre 0 ser humano e os benefícios da graça de Deus
é de natureza subjetiva, existindo somente na mente do ser
humano. A reconciliação é um fato consumado.

Perdão Universal Sustenta que Deus, sendo amoroso, não irá ater-se
(segundo C. H. Dodd) resolutamente às condições que estabeleceu. Embora
tenha ameaçado com a punição eterna, no fim ele irá
ceder e perdoar a todos. Deus irá tratar todas as pessoas
como se tivessem crido.

Restauração Universal Em algum ponto do' futuro todas as coisas serão restauradas
(segundo Orígenes) ao seu estado original e pretendido. A salvação plena
poderá ser precedida de ciclos de reencarnação ou de
algum período de purificação no início da vida futura.

A Doutrina da Segunda Oportunidade A obra de Cristo é suficiente para assegurar a salvação dos
eleitos, mas a salvação é assegurada efetivamente por meio
da fé (Rm 10.10Ί3). Todas as pessoas, mesmo aquelas que
ouviram e rejeitaram, serão confrontadas com as
reivindicações de Cristo na vida futura. Evidentemente,
todos os que tiverem tal oportunidade irão aceitá-la.

Bênçãos Temporais Universais Os benefícios naturais do mundo também são desfrutados


por todos. Esses benefícios incluem o sol, a chuva, boa
saúde etc., e são resultado da graça comum de Deus.
Essas coisas são dadas por Deus por causa do caráter de
Deus.

Argum entos a Favor Argum entos C ontra


E ridículo imaginar que um Deus vivo, todo ‫ ׳‬poderoso Deus não fará nada que contradiga qualquer um de seus
e soberano poderia criar um sistema pelo qual uma atributos. Assim, a fim de harmonizar o seu perfeito amor
parte da humanidade (0 auge da sua criação) seria e a sua perfeita justiça ele concebeu o sistema de redenção
condenada à punição eterna. exposto nas Escrituras. Devemos aceitar 0 registro bíblico
e não nossos próprios raciocínios finitos.

É injusto condenar os não-salvos à punição eterna como Deus é o padrão final de justiça, e não o ser humano.
resultado de sua vida relativamente breve na terra.

Se um Deus todo-poderoso e soberano deseja que todas Embora Deus deseje a salvação de toda a humanidade, as
as pessoas sejam salvas (1 Tm 2.3-4; 2 Pe 3.9), então pessoas devem responder à oferta divina de salvação, e
seguramente todos serão salvos. muitos não o fazem (]o 5.40).

A morte de Cristo absolveu toda a humanidade de sua O contexto dos dois versículos mostra claramente que os
condenação diante de Deus, assim como Adão levou benefícios da morte de Cristo são para os que estão em
toda a raça humana ao pecado (Rm 5.18; 1 Co 15.22). Cristo, assim como as penalidades do pecado de Adão são
para aqueles que estão em Adão.
68. Variedades do Universalismo (continuação)
Argum entos a Favor A rgum entos C ontra

O tema do Novo Testamento é o amor soberano de Concordamos, Deus tem amor infinito, mas ele também
Deus. Se o seu amor é soberano, ele deve ser tem justiça e santidade. Ele já concebeu um plano
inteiramente vitorioso. Dizer que o amor de Deus consistente com todos os seus atributos infinitos.
não é capaz de assegurar a salvação final de toda a Depende do ser humano aceitar o plano de Deus ao
humanidade pressupõe um Deus finito. invés de conceber o seu próprio plano e chamar Deus
de injusto se ele não o aceitar.

Cristo pagou a penalidade do pecado em favor de toda A morte substitutiva de Cristo foi suficiente para a salvação
a humanidade (Hb 2.9) e, legalmente, se uma de todos (2 Co 5.19); todavia, cada pessoa deve crer a
substituição tão adequada é realizada e aceita, é fim de que ela seja eficaz a seu favor (v. 20).
injusto que 0 credor também exija o pagamento
original.

O atributo mais abrangente de Deus é 0 amor. O seu A Escritura nunca se refere à habitação dos incrédulos após
juízo é apenas um instrumento temporário para a morte como um lugar de reforma. Ela é sempre descrita _
reformar as pessoas impenitentes, sendo assim ele como um lugar de destruição e punição (Mt 25.46; Lc
próprio motivado pelo amor. Por fim, todas as pessoas 16.19-31). A única referência a um encontro de Cristo
serão reformadas, quer nesta vida, quer na vida futura, com os descrentes após a morte dos mesmos está em 1
e desse modo ao final todos serão salvos. Pedro 3.19, e essa passagem aplica-se quando muito
somente aos descrentes dos dias de Noé.

Por fim, toda a humanidade irá crer, seja nesta vida ou A morte de Cristo tornou todas as pessoas passíveis de
no porvir (Fp2.10‫ ׳‬l l ; 1 Pe 3.19-20). serem salvas (2 Co 5.19). Todavia, o ser humano precisa
crer a fim de ser salvo (v. 20).

Muitos não haverão de crer nesta vida, mas o porvir As constantes referências bíblicas à “fé salvadora” indicam
oferecerá uma segunda oportunidade. claramente que alguns não irão crer (Jo 1.11-12; 3.18;
20.31).

As palavras de Jesus indicam claramente que alguns vão


para a vida eterna e outros para a punição eterna. Além
disso, em Mateus 25.46 a palavra traduzida como eterno
é aionos, que significa “referente à ordem final das coisas
que não irá acabar”.

As advertências quanto à “perdição” são meramente Outras passagens do Novo Testamento apontam para a
hipotéticas e constituem uma das maneiras pelas destruição dos não-eleitos (Rm 9.22; 2 Ts 1.9; Ap 21.8).
quais Deus assegura a salvação universal de toda a
humanidade.

Cristo e os apóstolos constantemente advertiam as pessoas


acerca da ira e do juízo de Deus contra o pecado,
chamando-as com urgência ao arrependimento.
Portanto, se 0 universalismo for verdadeiro, Cristo e os
apóstolos eram ignorantes ou inteiramente enganosos.
69. Concepções Acerca da Santificação
Perfeccionismo Wesleyano
John Wesley, John Fletcher, Metodismo, Igreja do
Estado de Perfeição Cristã
«Cd
Λ .‫*׳צ‬ (Perfeito Amor para com Deus e o Ser Humano)
■ti ‫כד׳‬
<‫ ע‬c
Não-santificados £ os
1- Obra da Graça 2- Obra da Graça
(Fé em Cristo) (Fé no Espírito Santo)

Ensino de Keswick
ac
H annah W. Smith, Andrew Murray, <
Watchman Nee, Ian Thomas
Vida Vitoriosa
■? Ω
^ a (Repouso Interior e Vitória Exterior)
ma> ■<
‫עצ‬
Cristão Derrotado c‫־‬í Q Cristão Vitorioso
Conversão Consagração
(Aceita a Cristo) (Inteira Rendição)

Randy Gleason. Adaptado e usado mediante permissão.


70. Cinco Concepções Acerca da Santificação
P o n t o d e P a r tid a A O bra de D e u s A R e s p o n s a b ilid a d e H u m a n a E f e it o s d a S a n t if ic a ç ã o A E x t e n s ã o d a S a n tific a ç ã o

W e s le y a n a A santificação começa na A santificação é uma obra da O ser humano está obrigado A santificação produz amor O cristão deve atingir um ponto
conversão (novo graça de Deus. O Espírito a fazer a vontade de Deus em ação (27). O ser humano em que ele não peca
nascimento), quando a Santo opera a regeneração (27). Ele deve ser santo (1 é libertado do poder da lei deliberadamente contra Deus
pessoa responde à graça do coração do crente, Pe 1.15-16) e revestir-se do (27). Ó Espírito Santo (Mt 5.48; 6.13; Jo 3.8) (15).
preveniente de Deus para levando-o da rebelião ao “novo homem” (Ef 4.22,24). comunica aos crentes a Nesse momento cessa a luta
a salvação (19, 25).* amor total. Após a salvação Pela contínua desobediência natureza de Deus e lhes entre o bem e 0 mal (17). Esse
(a resposta hum ana à graça a Deus pode-se perder a concede uma vida de amor; é um estado de “inteira
preveniente de Deus), Deus salvação. O cristão deve dá-lhes um novo coração, santificação” (17-19). Somente
concede ao ser humano a “cumprir a lei com base fazendo-os amar em vez na segunda vinda de Cristo o
graça santificadora para na fé” (27). de desobedecer (28). crente será aperfeiçoado em
capacitá-lo a evitar o termos de suas deficiências
pecado deliberado (25). desconhecidas.

R e fo r m a d a A santificação começa na Deus nos renova à sua O ser humano deve seguir o O cristão já não tem o seu velho Pela santificação, 0 crente
conversão por meio da fé semelhança, conformando- exemplo de Cristo (67). Ele eu, que foi crucificado (Rm torna-se mais semelhante
salvadora (61-62). nos com Cristo (Rm 8.29). deve servir aos membros do 6.6). Por meio da santificação, a Cristo. N o entanto, a
E um processo contínuo, corpo de Cristo (Jo 13.14‫׳‬ o cristão é genuinamente perfeição não é alcançada
no qual o Espírito Santo 15). Ele também deve novo, embora não seja uma nesta vida (84). O crente
atua em nós (2 Co 3.18). revestir-se do sentimento pessoa totalmente nova (74). deve continuar a lutar contra
de Cristo (Fp 2.5-11). O A santificação continua por 0 pecado enquanto viver
ser hum ano precisa cooperar toda a vida, e por ela a pessoa (G1 5.16-17).
com a obra de Deus nele, é renovada. Por exemplo, a
expressando gratidão pela pessoa é capaz de resistir ao
salvação (85). pecado (82). Além disso,
Deus conforma o crente à
sua imagem (Rm 8.29).

P e n te c o sta l Os pentecostais holiness crêem Deus produz um batismo no O ser humano deve cooperar A santificação é ao mesmo O alvo da santificação é a
que uma segunda obra do Espírito (a obra inicial da com o Espírito Santo, tempo progressiva e uma “inteira santificação”, pela
Espírito Santo santifica o santificação) para produzir apresentando-se a Deus questão de posição (113-14). qual o crente alcança o
crente em uma experiência crescimento (118). O (Rm 12.1-2) (120). A santificação é instantânea “pleno desejo e determinação
de crise na qual 0 pecado sangue de Cristo também Devemos obedecer a Deus no sentido de que de fazer a vontade de Deus”
original é inteiramente nos purifica do pecado constantem ente (126). imediatamente separa 0 (124). O crente ainda é
removido (108-9, 134). continuam ente (1 Jo 1.7) Isso inclui mortificar as crente do pecado para Deus tentado e ainda conserva a
Outros pentecostais (como (117). A Palavra de Deus coisas pecaminosas que (Cl 2.11-12) (115-16). A sua velha natureza durante
as Assembléias de Deus) também produz pertencem à nossa santificação é também toda a sua vida terrena
afirmam que os crentes que santificação no crente natureza terrena (1 Ts 4.3-4) progressiva, pois por meio (124).
já receberam nova vida por (120). (117). dela Deus continua a
meio do Espírito (salvação) purificar-nos do pecado
mais tarde recebem um (1 Jo 1.7) (117).
batismo capacitador do
Espírito Santo que inicia
neles uma vida de
crescimento espiritual (193).
Essa obra posterior do
Espírito é contínua, e não
uma única experiência de
crise (109-10).

*Os números entre parênteses indicam as páginas de Melvin E. Dieter e outros, Five Views on Samification [Cinco Concepções Acerca da Santificação] (Grand Rapids: Zondervan, 1987). Usado mediante permissão.
70. Cinco Concepções Acerca da Santificação (continuação)
P o n t o d e P a r tid a A O bra de D eu s A R e s p o n s a b ilid a d e H u m a n a E fe ito s d a S a n t if ic a ç ã o A E x t e n s ã o d a S a n t if ic a ç ã o

K e s w ic k A santificação começa no Deus (Pai, Filho e Espírito O ser hum ano deve viver no O cristão “norm al” (que está O crente não irá alcançar a
momento em que se crê Santo) vem habitar com Espírito para receber toda sendo santificado) deve ter perfeição nesta vida, mas
(com a salvação). o crente e o renova a plenitude de Deus (Ef uma vitória contínua sobre deve experimentar êxito
segundo a semelhança 3.19). O alvo primordial pecados conhecidos (153). consistente em vencer o
de Deus (174). da vida do cristão deve ser A velha natureza não está pecado (155). A vida do
o de ter um íntimo erradicada, mas é cristão deve ser controlada
relacionamento com contrabalançada pela obra pelo Espírito Santo (155).
Deus (166). do Espírito Santo no crente A santificação total não irá
(157). A santificação é tanto ocorrer até a segunda vinda
em termos de posição (perdão, de Cristo (1 Jo 3.2) (160).
justificação, regeneração [a
nova vida recebida]) quanto
de experiência (nosso
chamado à santidade, 2 Co
7.1). O ser humano ainda é
influenciado pelo pecado, mas
não está necessariamente sob
seu controle (174). A pessoa
tem um novo potencial - a
capacidade de escolher
corretam ente e de fazê-lo
consistentemente (178).

A g o s t in ia n a A santificação começa por Na regeneração (no O ser humano tem a O cristão tem duas naturezas, Os cristãos não irão receber
D is p e n s a c io n a lis t a ocasião da conversão (fé momento da salvação), responsabilidade de andar a carne e o espírito, que são perfeição completa até que
salvadora) (205). Deus prepara o indivíduo no Espírito (dependendo opostas entre si (Rm 7) (203). estejam no céu (Ef 5.25-27;
para a santificação continuam ente do poder As duas naturezas do ser 1 Jo 3.2).
experiencial (209). O do Espírito) (220). humano são paralelas às duas
batismo do Espírito Santo Utilizando o poder de Deus, naturezas de Cristo (humana
coloca o crente no corpo os cristãos devem evitar 0 e divina) (203-4). O crente
de Cristo, capacitando-o pecado, que entristece o recebe um “novo eu”, uma
a ter comunhão, receber Espírito que neles habita nova vida que brota da sua
poder espiritual, dar fruto (219). Devemos estar nova natureza (Cl 3.9-10)
etc. (213). O Espírito prontos a seguir a vontade (208).
habita todos os crentes e e a direção de Deus para
também enche aqueles as nossas vidas (219). Os
que se rendem a ele crentes de hoje devem
voluntariamente (218). refletir a santidade de
Por causa da habitação Deus como um exemplo
do Espírito, o cristão pode da graça de Deus (226).
crescer em santificação.
71. O Fundamento da Igreja
Posição 1 Posição 2 Posição 3

“A Pedra” = Pedro “A Pedra” = C risto “A Pedra” = a confissão de Pedro

S u ste n ta d a por T ertuliano, C ipriano, S u ste n ta d a po r A g o stin ho , C alvino, Zuínglio S u ste n ta d a por C risóstom o, Z ah n
V aticano I e II

Argumentos a favor: Argumentos a favor: Argumentos a favor:


C risto estav a se dirigindo a Pedro q u a n d o Passagens com o 1 C oríntios 3.11; 1 Pedro 2.4-8. C risto agradou-se d a confissão de Pedro (M t 16.16-
falou da pedra. 18).
Petra é aplicada m etafo ricam en te a C risto n o
Petros (Pedro) significa um a p e q u en a rocha. N o v o T estam ento. O ofício da pregação foi estabelecido sobre a
confissão de Pedro.
D e acordo co m o catolicism o ro m an o , Pedro C risto faz u m a distin ção e n tre petros e petra.
foi o prim eiro papa.

Argumentos contra: Argumentos contra: Argumentos contra:


H á u m a diferença e n tre petros (um a p eq uen a C risto p ode n ã o te r falado e x a ta m e n te essas Pedro negou a m o rte im in en te de C risto (M t 16.22-
pedra) e petra (um a grande p e d ra ). palavras, já q u e ele falava aram aico. 23).

Pedro c h a m a a C risto de fu n d a m e n to (1 Pe C risto n u n c a afirm a ser a rocha. O ofício d a pregação foi estabelecido m u ito antes
2 .4-8). da confissão de Pedro.

Pedro n u n c a afirm ou ser papa.

1 C orín tio s 3.11 to rn a im possível q u e Pedro


seja o fu n d a m e n to da igreja.
72. Uma Comparação Dispensacional entre Israel e a Igreja

Israel Igreja

N e n h u m deles rep resen ta a to talid ad e do program a de D eus.

A m bos p articip am do p rogram a m ais am plo d o rein o de D eus.


Sem elhanças A m bos visam glorificar a D eus, em bora de m aneiras diferentes.

E xiste u m a c o n tin u id a d e e n tre as duas entidades.

D Relação R elacio n am en to baseado n o


na sc im e n to físico
R elacio n am en to baseado no
n a sc im e n to espiritual

I
Chefia Abraão Cristo
S

T Nacionalidade Uma nação D e todas as nações

I
Interação N a c io n a l e individual Salvação individual, mas
Divina re la c io n a m en to n o corpo de
N C risto

Ç Dispensações A p a rtir de A b raão R estrita so m en te à p resen te era


‫׳··׳‬

o
E Princípio In co rp o rad o n a aliança m osaica U m sistem a de graça que inclui a lei
Regente (no futuro, a n o v a aliança)

S
73. A Igreja Local Contrastada com a Igreja Universal
Visível Invisível

M em bros: salvos e perdidos M em bros: so m en te os salvos

S o m en te pessoas p re se n te m e n te vivas T an to os m ortos q u a n to os vivos em C risto

M uitas igrejas locais S o m en te u m a igreja universal

D iferentes den o m in açõ es N e n h u m a d e n o m in ação específica

Parte do corpo de C risto Todo o corpo de C risto

D iferentes tipos de governo C risto é o ún ico cabeça

M inistra as o rd en an ças (ou sacram entos) O rd e n a n ç a s cum pridas (por ex., 1 C o 11.23-26;
A p 19.9)
74. Analogias entre Cristo e a Igreja
Cristo Igreja Passagem Terminologia

C abeça C orp o C olossenses 1.18a “Ele é a cabeça d o corpo, d a igreja”.

Pedra A n g u lar T em plo Efésios 2.20-21 “... sen d o ele m esm o, C risto Jesus,
a p ed ra a n g u lar”.

A m ado Virgem 2 C o rín tio s 11.2 vos te n h o p rep arad o p ara vos
a p resen tar co m o virgem p u ra a
um só esposo, q u e é C risto ”.

N o iv o N o iv a A pocalipse 21.9 “Vem, m o stra r-te -e i a noiva, a


esposa d o C o rd e iro ”.

G o v e rn a n te C id ad e A pocalipse 21.9-10 e m e m ostro u a sa n ta cidade,


(im plícito) Jerusalém , que descia do céu,
da p a rte de D e u s”.

Possuidor Povo T ito 2.14 “... e purificar p ara si m esm o um


povo ex clusivam ente seu”.

Pastor R e b an h o 1 Pedro 5.2-4 “Pastoreai o re b a n h o de D eus...


Logo q u e o S uprem o Pastor se
m anifestar, recebereis a
im arcescível co ro a da glória”.

P rim ogênito Família Efésios 2.19 “... sois d a família de D e u s”.

Colossenses 1.18b “Ele é o princípio, o prim ogênito


de e n tre os m o rto s”.

C riad o r N o v o H o m em Efésios 2.15 “... p ara q u e dos dois criasse, em si


m esm o, u m n o v o h o m em ”.

Fundador Povo Eleito 1 Pedro 2.9 “Vós, porém , sois raça eleita, ...
(im plícito) n a ç ã o santa, povo de p ropriedade
exclusiva de D e u s”.

S um o S acerdote Sacerdócio Real H eb reu s 4.14 “Tendo, pois, a Jesus, 0 Filho de


D eus, com o grande sum o
1 Pedro 2.9
sac e rd o te .” “... sacerdócio real...”

H erd eiro H e ra n ç a Efésios 1.18 "... a riqueza d a glória d a sua


h e ra n ç a nos san to s”.
75. Os Ofícios de Presbítero e Diácono - Qualificações e Deveres
Qualificações

Presbíteros Hospitaleiros Aptos para ensinar Não violentos, porém Não avarentos Inimigos de contendas Não sejam neófitos
cordatos
1 Timóteo 3.2; Tito 1 Timóteo 3.2; 5.17; 1 Timóteo 3.3 1 Timóteo 3.3 1 Timóteo 3.6
1.8 Tito 1.9 1 Timóteo 3.3; Tito 1.7

Sóbrios Tenham bom Não arrogantes Não irascíveis Amigos do bem Justos e piedosos Que tenham domínio
testemunho dos de si
de fora

1 Timóteo 3.2; 1 Timóteo 3.7 Tito 1.7 Tito 1.7 Tito 1.8 Tito 1.8 Tito 1.8
Tito 1.8

Diáconos e Irrepreensíveis Esposos de uma só Temperantes Respeitáveis Não dados ao vinho Que governem bem
Presbíteros mulher a própria casa

1 Timóteo 3.2,9; 1 Timóteo 3.2,12; 1 Timóteo 3.2,8; 1 Timóteo 3.2,8 1 Timóteo 3.3,8; 1 Timóteo 3.4,12;
Tito 1.6 Tito 1.6 Tito 1.7 Tito 1.7 Tito 1.6

Que tenham filhos Não cobiçosos de Apegados à palavra De uma só palavra Experimentados
obedientes sórdida ganância fiel
Diáconos
1 Timóteo 3 . 4 5 ‫ ׳‬, 1 Timóteo 3.8; 1 Timóteo 3.9;
12; Tito 1.6 Tito 1.7 Tito 1.9 1 Timóteo 3.8 1 Timóteo 3.10

Deveres
Presbíteros Administrativos - Pastorais - pastorear Educacionais - Oficiativos - dirigir Representativos -
presidir a igreja a igreja ensinar a igreja os ofícios da igreja representar a igreja

1 Timóteo 5.17; 1 Pedro 5.2; judas 12 Efésios 4.12-13; 1 Tiago 5.14 Atos 20.17;
Tito 1.7 Timóteo 3.2 1 Timóteo 5.17

Diáconos Socorrer os pobres Liberar os presbíteros

Atos 6.1-6 Atos 6.1-4


76. Qualificações Funcionais dos Presbíteros e Diáconos
^ Em Relagão a Deus J

A p e g a d o s à p a la v ra fiel Irre p re e n s ív e is
1 T im ó teo 3.9; T ito 1.9 1 T im ó teo 3.2,9; T ito 1.6

J u sto s e p ied o so s N ã o se ja m n e ó fito s


T ito 1.8 1 T im ó te o 3.6

A p to s p a ra e n s in a r A m igo s d o b e m
1 T im ó te o 3.2; 5.17; T ito 1.9 T ito 1.8

E x p e rim e n ta d o s
1 T im ó teo 3.10

(^Em Relagão aos Outros J


D e u m a só p a la v ra N ã o v io le n to s, p o ré m c o rd a to s
1 T im ó te o 3.8 1 T im ó teo 3.3; T ito 1.7

R e sp e itá v e is T e n h a m b o m te ste m u n h o dos de fora


1 T im ó te o 3.2,8 1 T im ó teo 3.7

H o s p ita le iro s N ã o a rro g a n te s


1 T im ó teo 3.2; T ito 1.8 T ito 1.7
In im ig o s de c o n te n d a s N ã o c o b iço so s d e só rd id a g a n â n c ia
1 T im ó teo 3.3 1 T im ó teo 3.8; T ito 1.7

(Em Relagão a Si Mesmos)


Q u e te n h a m d o m ín io de si S ó b rio s
T ito 1.8 1 T im ó teo 3.2; T ito 1.8

T e m p e ra n te s N ã o irascív eis
1 T im ó teo 3.2,8; T ito 1.7 T ite 1.7
N ã o a v a re n to s N ã o d ad o s a o v in h o
1 T im ó teo 3.3 1 T im ó teo 3.3,8; T ito 1.7

^ Em Relagão à Família j
E sp o so s de u m a só m u lh e r Q u e g o v e rn e m b e m a p ró p ria casa
1 T im ó te o 3.2,12; T ito 1.6 1 T im ó teo 3.4,12; T ito 1.6

Q u e te n h a m filhos o b e d ie n te s
1 T im ó teo 3.4-5,12; T ito 1.6
77. O Ofício de Presbítero
Palavra grega: presbyteros; Nos tempos antigos, os idosos eram governantes Uso no N.T.: ofícios de liderança em geral: os anciãos O presbiterato da igreja não provém
A s s u n to da nação judaica (Atos 4.8), os presbíteros da igreja do presbiterato judaico.
literalmente, “pessoa mais velha” O termo tomou-se um títulodado a qualquei
governante, de qualquer idade. cristã (At 14.23).

Vida irrepreensível Cordato (não agressivo, Amigo do bem (não dado ao H omem de família que tem uma Boa reputação junto aos de fora da igreja;
Q u a lific a ç õ e s d o (comportamento íntegro: paciente: 1 T m 3.3; vinho, nem avarento, injusto, esposa e filhos fiéis (1 T m 3.2,4; piedoso dentro e fora (1 T m 3.7)
P re s b íte ro Tt 1.6-8; 1 T m 3.2,9) Tt 1.7-8) egoísta: 1 T m 3.3; Tt 1.8) Tt 1.6)

1 Timóteo 3. 17‫׳‬ Apegado à palavra (fielà Apto para ensinar (possui Mente sóbria e sadia (reflete Cristão maduro (somente os maduros Deve ser um homem (as mulheres não
Tito 1.5-9 doutrina: Tt 1.9) conhecimento: sobre os problemas: 1 T m podem exercer a autoridade da têm permissão para presidir na igreja:
1 T m 3.2) 3.2; Tito 1.7) liderança: 1 T m 3.6) 1 T m 2.11-12)

Administrativos (presidir a Pastorais (pastorear a igreja; Educacionais (ensinar a igreja, Oficiativos (liderar a igreja, Representativos (representar a igreja
D e v e re s d o P re s b íte ro quando necessário: At 20.17-31)
igreja como mordomo de apascentar o rebanho: At 20. corrigir, exortar: 1 T m 3.2; presidir sobre a igreja:
Deus: Tt 1.7; 1 Pe 5.2-3) 28; 1 Pe 5.2) Tt 1.9) Tg 5.14)

A autoridade do presbítero é espiritual; sua autoridade não é A autoridade do presbítero é delegada pela igreja. O presbítero não A autoridade do presbítero está
A A u to rid a d e limitada à igreja local que o elegeu.
eclesiástica - isto é, não é fundamental para a existência ou tem outra autoridade na igreja a não ser aquela que lhe é dada pela
d o P re s b íte ro continuidade da igreja. igreja. Ela é concedida pela igreja e pode ser retirada dele pela igreja.

A pluralidade de presbíteros era comum nas antigas 1 Timóteo 3.2 é um exemplo de presbiterato Não se dispõe que a igreja Presbiterato colegiado aparentemente
N ú m e r o dos deva eleger um número com a mesma autoridade (Tg 5.14)
igrejas do Novo Testamento (At 14.23; 20.17; singular: “bispo". Porém, isso provavelmente
P re s b íte ro s Fp 1.1; Tt 1.5). refere-se a um líder, um presidente dos definido.
presbíteros/diáconos.

Aquele que aspira a esse ofício, almeja A igreja deve realizar um exame cuidadoso para verificar se a vida do candidato confere com as A duração da liderança não é
E leição d o P re s b íte ro especificada.
uma “excelente obra” (1 T m 3.1). qualificações (1 T m 3.1-13; Tt 1.5-9).

Ordenação”:deve referir-se ao ato de A cerimônia de ordenação é como Os presbíteros da igreja devem dirigir a A ordenação é o reconhecimento da igreja da
O rd en ação do aptidão espiritual de seus oficiais eleitos
“nomear”,e não a uma cerimônia segue: imposição de mãos, oração, cerimônia, assim como devem fazer
P re s b íte ro formal de investidura no ofício. jejum, leitura das qualificações, em todas as reuniões oficiais. (At 6.3-6).
votos.

A D ig n id a d e d o Jesus foi chamado de “bispo” (1 Pe 2.25). Pedro foi chamado de “co-presbítero” (1 Pe 5.1). João era um presbítero (2 Jo 1). A igreja foi exortada a respeitar a dignidade desse ofício
(lTs 5.12-13; Hb 13.7,17,24).
P re s b íte ro

O presbítero deve ser considerado e deve considerar-se a simesmo como um mordomo de Deus (1 Co 4.1-2; Tt 1.7).
A R e sp o n sa b ilid a d e
d o P re s b íte ro

R ecom pensas Crescerá em sua autoridade (Lc 12.43-44)·, Também terá uma eterna coroa de glória que não é para todos os cristãos, mas para o presbítero fiel (1 Pe 5.1-4).

d o P re s b íte ro
78. O Ofício de Diácono
A ssunto Com ponentes/Apoio/Passagens

O Ofício do Diácono Diakonos significa aquele Uso neotestam entário de diakonos (diakonoV): “ministro", O termo refere-se a um Possível origem: os sete
que serve. 20 vezes (por ex., Ef 3.7); “servo”, 7 vezes (M t 23.11; Jo 2.5); ofício especial de servos de Atos 6.1-6.
“diácono", 3 vezes (Fp 1.1; 1 T m 3.8,12).* serviço na igreja.

Caráter: 1 Timóteo 3.8 Fé: 1 Timóteo 3.9 Relações familiares: 1 Timóteo 3.12
Respeitável, de uma só palavra, não inclinado Deve conservar o mistério da fé com a As mesmas expectativas que o presbítero deve
a muito vinho, não cobiçoso, apto para gerir consciência limpa. Não precisa ter o dom ou satisfazer. Deve ser esposo de uma só mulher e
os recursos para os pobres. Deve administrar a capacidade natural para o ensino, mas deve governar bem os filhos. Isso gera confiança na igreja,
bem as questões financeiras da igreja em geral. entender e sustentar a doutrina. uma vez que o diácono cuida das coisas da igreja.

Qualificações dos
Diáconos Reputação: Atos 6.3 Discernimento: 1 Timóteo 3.2-4 Espiritualidade: Atos 6.3 Sexo: 1 Timóteo 3.11
1 Timóteo 3 Conhecido como alguém Pessoa de bom discernimento. Cheio do Espírito. Cuidar dos As mulheres são elegíveis para esse ofício.
cheio do Espírito Santo Sensato, sóbrio, disciplinado. recursos para os pobres e servir Elas devem ter qualificações especiais.
e de sabedoria. as mesas requer mais que tino Não devem ser maledicentes porque boa
empresarial e sabedoria deste parte do seu serviço inclui visitação. Ver
mundo. Romanos 16.1 - Febe.
O utra concepção é a de que esta passagem
se refere às esposas dos diáconos em vez
de diaconisas.

Deveres do Diácono Socorrer os pobres. A responsabilidade da igreja local é ajudar os seus Liberar os presbíteros. O diaconato está entre os diversos ministérios que
próprios pobres. Atos 6.1-6 e 1 Timóteo 3.8 sugerem que os diáconos permitem aos presbíteros se concentrarem na esfera espiritual da igreja.
devem gerir os fundos da igreja.

Eleição dos Diáconos É necessário um período de experiência A eleição formal é feita pela igreja N a igreja primitiva sempre havia pluralidade de diáconos
(1 Tm 3.10). (At 6.1-6). (At 6.1-6; Fp 1.1).

O Mandato dos A duração do m andato não é especificada.


Diáconos

A Dignidade dos O próprio título emplica' em grande Serviço angélico (Mt 4.11), como aquele do próprio Senhor (Mt 20.28).
honra.
Diáconos

As Recompensas Boa reputação, respeito (1 T m 3.7-8), sabedoria e ousadia (At 6.8-10).


dos Diáconos

*O uso pode variar de acordo com a tradução da Bíblia utilizada.


79. Quatro Concepções sobre o Batismo com Agua
Posição C a tó lic a R o m a n a L u te r a n a
In stru m e n to da graça salvadora C o n c e d e a graça salvadora àquele que exerce u m a fé v erdadeira

Declaração da “Q u e r d espertando ou fortalecendo a fé, o batism o efetua a Para q u e o batism o seja eficaz, a fé salvadora deve ser exercida
Posição/ lavagem da regeneração”. Para os católicos, isso ocorre n o a n tes do batism o. Sem a graça salvadora o batism o é ineficaz.
Significado batism o ex opere operato, ou seja, pela atu ação do próprio ele-
do Batismo m en to . A fé não precisa estar presente. A obra é som ente obra
de D eus n a pessoa. O batism o erradica ta n to o pecado original
q u a n to os pecados veniais e infunde graça santificadora.

Objetos C rian ças e adultos A dultos e crianças

Modo A spersão A spersão o u im ersão

Fundamentação A tos 22.16 e T ito 3.5 fazem um a conexão entre salvação e batismo. A tos 2.41; 8.36-38; 10. 4718. 8 ;16.15,31-34 ;48‫ ; ׳‬R om anos 6.1-11

A tos 2.38 relaciona o arrepen dim en to e o batism o com a salvação.

O u tra s bases bíblicas: João 3.5; R om anos 6.3; 1 C oríntios 6.11;


1 João 3.9; 5.8.
A p oio dos pais d a igreja: Epístola de B arnabé, o Pastor de
H erm as, Justino, T ertuliano, C ipriano. O C oncilio de T ren to
apoiou essa posição.

Objeções Efésios 2.8-9 diz que a salvação é pela graça m ed ian te a fé. E sta posição difere d a católica so m en te co m respeito à fé. A
posição cató lica n ã o req u e r fé salvadora da p arte de q u em está
A ênfase d o N ov o T estam en to é sobre a fé, à p arte das obras.
sendo batizado. O batism o é eficaz em e de si m esm o. M arcos
N o N o v o T estam en to o batism o está in tim a m e n te ligado à 16.16 n ã o reflete a necessidade do batism o. Em M arcos 16.16
conversão, mas n u n c a é u m requisito d a conversão. so m en te a in cred u lid ad e co n d en a.

O s cren tes do N o v o T estam ento eram todos adultos. N ã o h á O uso do batism o com o m eio de o b te r a graça n ã o foi claram en te
n e n h u m exem plo claro de batism o infantil n o N o vo en sinad o po r C risto ou por Paulo. Isso sugere q u e ele n ã o é
T estam en to . essencial. A s m uitas pessoas com quem Jesus se relacionou não
foram co n fro n tad as com a necessidade d o batism o, m as som ente
com a necessidade de fé.
A ssociar 0 batism o e a fé com vistas à salvação transgride Efésios
2.8-9. Existe o problem a das obras.
79. Quatro Concepções sobre o Batismo com Água (continuação)
Posição R e fo rm a d a B a tista
Sinal e selo d a aliança Sím bolo d a salvação

Declaração da O s sacram en to s são sinais e selos exteriores de u m a realidade É sim plesm ente um te ste m u n h o - a prim eira profissão de fé que
Posição/ interior. “O b atism o é o ato de fé pelo qual som os incluídos n a o c re n te faz. O rito m o stra à co m u n id ad e q u e o indivíduo agora
Significado aliança e assim ex perim en tam o s os seus benefícios”. O batism o está identificado com C risto. F um sím bolo de u m a realidade
do Batismo é a iniciação n a aliança e um sinal da salvação. interior, e n ã o u m sacram en to . N ã o ocorre n e n h u m efeito
objetivo sobre a pessoa.

Objetos C rian ças e adultos A dultos cren tes e crianças cren tes

Modo A spersão o u efusão Im ersão

Fundamentação O batism o d á c o n tin u id a d e à alian ça feita com A b ra ã o e sua N o N o v o T estam ento, a fé salvadora é sem pre um pré-requisito
d escen d ên cia (G n 17.7). O batism o substitui a circuncisão da salvação.
(A t 2.39; R m 4.13-18; H b 6.13-18; C l 2.11-12).
Exem plos do N ov o T estam en to m o stram cre n te s adultos sendo
Famílias inteiras foram incluídas n o batism o, assim com o n o batizados.
Velho T estam en to as famílias foram incluídas n a aliança
O batismo por imersão ilustra melhor a morte e a ressurreição de Cristo.
(A t 16.15,33; 18.19).
M uitas passagens do N o v o T estam en to discutem a salvação pela
fé à p arte do batism o (Lc 23.43; A t 16.30-31; Ef 2.8-9).

Objeções A igreja e Israel n ã o são a m esm a en tid ad e. O N o v o T estam en to te m exem plos de batism os de famílias, que
p ro v av elm en te in clu íam crianças (A t 16.29-34).
A circuncisão m arcav a a e n tra d a n a teocracia, q u e incluía ta n to
c ren tes com o descrentes. A igreja prim itiva a p a re n te m e n te batizava crianças n ã o crentes
de pais crentes.
A circuncisão era so m en te p ara os ho m en s; o batism o é para
todos os cren tes. M uitas passagens do N o v o T estam en to relacio n am estreitam en te
o batism o com a salvação.
O s crentes d o N o v o T estam en to eram todos adultos. N ã o h á
n e n h u m exem plo claro de batism o infantil n o N o v o
T estam en to .
80. Quatro Posições Acerca da Ceia do Senhor (continuação)
T ra n s u b s ta n c ia ç ã o C o n s u b s ta n c ia ç ã o R e fo rm a d a M e m o ria l

Principais D ecretos d o C oncilio de T ren to C onfissão de A ugsburgo C onfissão de W estm in ster Confissão de S ch leith eim
Documentos
C atecism o M enor S eg u nd a C onfissão H elv ética C onfissão de D o rd re c h t

Ministrante S acerd o te M in istro O rd e n a d o Pastor Pastor


Apropriado
Líderes d a igreja Líderes d a igreja

Participantes Pão (óstia) p ara os m em bros da S o m en te os cren tes S o m en te os cren tes S om en te os cre n te s (alguns
igreja; o cálice n ã o é d a d o aos grupos p raticam a co m u n h ã o
leigos restrita, em q u e os
p articip an tes d ev em ser
m em bros da den o m in ação .
O u tro s p raticam a
c o m u n h ã o exclusiva, em
q u e se deve ser m em bro
da igreja local).

Interpretação In te rp re ta ç ã o literal In te rp re ta ç ã o literal In te rp re ta çã o n ã o literal In te rp re ta çã o n ã o literal


de “Isto é o
meu corpo”

Pontos de 1. A C eia do S e n h o r foi in stitu íd a pelo próprio Jesus (M t 26.26-28; M c 14.22-24; Lc 22.19-20).
Convergência
2. Jesus o rd e n o u a rep etição d a C eia d o S e n h o r (M t 26.29).

3. A C eia do S en h o r proclam a a m o rte de Jesus C risto (1 C o 11.26).

4· A C eia d o S e n h o r co n ced e algum tipo de benefício espiritual ao p articip an te.


80. Quatro Posições Acerca da Ceia do Senhor
T ra n s u b s ta n c ia ç ã o C o n s u b s ta n c ia ç ã o R e fo rm a d a M e m o ria l

Grupos C ató lica R o m an a L u te ra n a P resbiteriana, o utras Igrejas Batista, M e n o n ita


(Tradições) R eform adas

“Fundador” Tomás de A q u in o M a rtin h o L utero João C alvino U lrico Zuínglio


da Posição

Presença de Pela consagração do pão e do O s elem en tos n ã o se C risto n ã o está literalm en te C risto n ã o está p resen te nos
Cristo vinho, o pão transform a-se tran sfo rm am n a p resen ça de p resen te nos elem entos. elem entos, seja literalm en te
n o corpo de C risto e o v in h o C risto, m as ele está realm en te Ele está presen te espiritual- o u espiritu alm en te.
transform a-se n o sangue de p resen te em , co m e sob os m e n te n a p articip ação dos
C risto. C risto está elem entos. elem en to s.
v erd a d e iram e n te e
su b stancialm en te presen te
nos próprios elem entos.

Significado A lim e n to espiritual p ara a O recip ien te te m o p erd ão dos U m a com em o ração da m o rte de U m a co m em oração da m orte
da Ceia do alm a; fortalece o p articip an te seus pecados e a confirm ação C risto que co n ced e graça para de C risto. O p articip an te
Senhor e livra dos p ecados veniais. d a sua fé. A p articipação deve selar os p articip antes n o am or é lem b rad o dos benefícios
C risto é sacrificado em cada incluir a fé, caso co n trá rio o de C risto. A ceia pro p o rcio n a da re d e n ç ã o e salvação
missa p ara fazer expiação sacram en to n ã o traz n e n h u m a lim en to espiritual e leva a produzida pela m o rte de
pelos pecados do benefício. pessoa p ara m ais p e rto da C risto.
co m u n g an te. p resen ça de C risto.
81. Disciplina Eclesiástica
“M u ita s p e sso a s d e ix a m d e fazer u m a c la r a d is tin ç ã o e n t r e p u n iç ã o e d is c ip lin a , e e x iste u m a
d if e r e n ç a m u ito sig n ific a tiv a e n t r e esses d o is c o n c e ito s . A pu nição v isa a p lic a r u m a r e tr ib u iç ã o
p o r u m e r r o c o m e tid o . A disciplina, p o r o u t r o la d o , v isa in c e n tiv a r a restauração d a p e ss o a
e n v o lv id a n o e rro . A p u n iç ã o é c o n c e b id a p r im a r ia m e n te p a r a v in g a r u m e r r o e a firm a r a ju s tiç a .
A d is c ip lin a é c o n c e b id a p r im a r ia m e n te c o m o u m a c o r r e ç ã o d a q u e le q u e d e ix o u d e v iv e r
s e g u n d o o s p a d ‫ ”״־‬°s d a ig re ja e /o u d a s o c ie d a d e ”*.

Passagem Problem a Procedim ento Propósito

Mateus 18.15-18 O pecado de um “irmão” 1. Repreensão em particular Restauração (ganhar


(não definido) 2. Reunião em particular “a teu irmão”)
3. Anúncio público
4· Exclusão pública

1 Coríntios 5 Imoralidade 1. Lamentar coletivamente. Restauração (5.5)


Avareza 2. Remover do grupo. Purificação (5.7)
Idolatria 3. Não se associar.
Embriaguez
Fraude

2 Coríntios 2.5-11 Não citado Após o arrependimento Restauração (2.11)


sincero: Proteção (2.11)
1. Perdoar
2. Confortar
3. Amar

Gálatas 6.1 “Alguma falta” Restaurar: Restauração


1. Como pessoas espirituais
2. Com brandura
3 .Com reflexão

2 Tessalonicenses 3.6-15 Preguiça, maledicência 1. Observá‫ ׳‬lo. Restauração (“para que


(“se intrometem”) 2. Não se associar com ele. fique envergonhado”)
3. Adverti‫ ׳‬lo (como irmão,
não como inimigo).

1 Timóteo 5.19-20 Denúncia contra presbítero 1. Necessidade de 2-3 Purificação (“para que
sem testemunhas testemunhas. também os demais
2. Se o pecado continuar, temam”)
repreender diante de
todos.

Tito 3 .911 ‫׳‬ Comportamento faccioso 1. Admoestá-lo duas vezes. Proteção (contra divisões)
2. Evitá-lo (como
pervertido, pecaminoso,
auto-condenado).

Carl Laney, A Guide to Church Discipline [Guia sobre Disciplina Eclesiástica] (Minneapolis: Bethany, 1985), p. 79.
82. Fluxograma de Disciplina Eclesiástica
1. Imoralidade sexual aberta (1 Coríntios 5 . 1 Ί 3 )
2. Conflitos pessoais não resolvidos (Mateus 18.15-20)
3. Espírito faccioso (Romanos 1 6 . 1 7 1 8 ‫ ;׳‬Tito 3.10)
4. Falsos ensinos (Gálatas 1. 81 ;9 ‫ ׳‬Timóteo 1.20; 6. 32 ;5 ‫ ׳‬João 9-11;
Apocalipse 2 .1 4 Ί6 )
83. Termos Básicos sobre a Segunda Vinda de Cristo

Termos “Parousia” “Apocalipse” “Epifania”

Referências Bíblicas 1 Tessalonicenses 3.13 1 Coríntios 1.7 1 Timóteo 6.14


1 Tessalonicenses 4.15 2 Tessalonicenses 1.6-7 2 Timóteo 4.8
1 Pedro 4.13 Tito 2.1344

Sentido Literal “estar junto” “revelação” “aparecimento”


“presença”

Sentido Traduzido “presença” “revelar” “aparecer”


“vinda”
“chegada”
84. Concepções Acerca do Arrebatamento
Pré-Tribulação
Declaração Cristo virá para os seus santos; depois ele virá com os seus santos. O primeiro estágio da vinda de Cristo é
chamado de arrebatamento; 0 segundo é chamado de revelação. A escola mais antiga acentuava a questão
da Posição da “iminência”. Todavia, atualm ente 0 ponto crucial desta posição concentra-se mais no aspecto da ira de
Deus e se a igreja será chamada a experimentar parte dela ou toda ela durante a tribulação.

Proponentes John F. Walvoord, J. Dwight Pentecost, John Feinberg, Paul Feinberg, Herman Coyt, Charles Ryrie, Rene Pache,
Henry C. Thiessen, Leon Wood, Hal Lindsay, Alva McClain, John A. Sproul, Richard Mayhue.

Argumentos a Favor Argumentos Contra

A Bíblia diz que os cristãos (a igreja) estão isentos da ira divina Os cristãos estão isentos da ira de Deus ( ό ρ γ η ) , mas a maior
(1 Ts 1.10). Essa isenção não significa que a igreja não parte dos textos que tratam da tribulação ( θ λ ί φ ί ζ · ) referem-se
experimenta provações, perseguição ou sofrimento. à tribulação que os crentes sofrem. Isenção da ira não significa
isenção de tribulação. Além disso, se os cristãos estão isentos
da ira da tribulação, aqueles que cressem durante a tribulação
teriam de ser arrebatados no momento da conversão.

Os crentes também estão isentos do tempo da ira registrado O sentido normativo de ek ( έ κ ) é “tirado do meio de” e não
em Apocalipse 3.10. Isto é apoiado pela maneira com que implica em ser afastado da provação. Pode significar preservado
a preposição grega ek ( έ κ ) é usada nesta passagem. da tribulação sem ser tirado da provação. A preposição normal
com o sentido de “m anter afastado de” é apó ( ά π ο ) .

Todas as posições de arrebatam ento tribulacionista prevêem Os 144 mil do Apocalipse podem povoar a terra durante a
um reino milenal. A posição pré-tribulação requer que época do milênio.
crentes vivos e não gíorificados entrem no reino, para assim
o repovoarem (Zc 12.10-13.1; Rm 11.26).

Esta posição faz uma clara distinção entre 0 arrebatam ento e A “bendita esperança” e o “glorioso aparecimento” são o mesmo
a revelação, um intervalo de tempo. Isso é consistente com evento (arrebatamento e revelação). O Novo Testamento fala
diferentes passagens que tratam desses dois eventos. de uma segunda vinda, e não de duas vindas ou de uma vinda
Q uanto ao arrebatamento: Jo 14-1-4; 1 Co 15.51-58; 1 Ts em dois estágios. A distinção pode estar na natureza dos
4· 13-18; quanto à revelação ou à segunda vinda de Cristo: eventos e não em diferenças de tempo.
Zc 14; M t 24.29-31; Mc 13.24-27; Lc 21.25-27; Ap 19.

Esta posição dá ênfase à iminência. Cristo pode voltar a Para os apóstolos e para a igreja primitiva durante essa época, a
qualquer momento; portanto, os crentes têm uma atitude iminência estava relacionada com a segunda vinda de Cristo.
de expectativa (Tt 2.3). N ão existem advertências Assim, os dois eventos são coincidentes e não separados (Mt
preparatórias de uma tribulação próxima para os crentes 24.3,27,37,39; 2 Ts 2.8; Tg 5.7-8; 1 Jo 2.28). Ademais, 2
da era da igreja (At 20.29-30; 2 Pe 2.1; 1 Jo 4.1-3). Tessalonicenses 2.1-10 pode enumerar eventos que devem ser
esperados antes do arrebatamento.

Esta posição contempla uma tribulação literal conforme Boa parte da linguagem de Apocalipse 6-19 é figurada; a
mostrada em Apocalipse 6-19. Não há nenhum a menção tribulação também 0 pode ser. O argumento do silêncio é um
à igreja em Apocalipse 4-18 (argumento do silêncio). raciocínio inerentem ente fraco.

Aquele que detém, mencionado em 2 Tessalonicenses 2.1-12, O ministério de habitação do Espírito Santo não é equivalente à
é o Espírito Santo que habita na igreja. Ele precisa removê-la sua obra de retenção. Além disso, 0 texto não equipara
(a igreja) antes do início da tribulação. claramente o que detém com 0 Espírito Santo, ou a remoção
da retenção com 0 arrebatam ento da igreja.

Várias partes desta tabela foram adaptadas de Millard J. Erickson, Christian Theobgy, Vol. 3 (Grand Rapids: Baker Book House, 1985), pp. 1149-1224·
Usado mediante permissão. Também Gleason L. Archer, Jr., Paul D. Feinberg, Douglas J. Moo e Richard R. Reiter, The Rapture: ?re-, Mid-, Post-
Tribulational? [O Arrebatamento: Pré, Meso ou Pós-Tribulacionista?] (Grand Rapids: Zondervan, 1984). Usado mediante permissão.
84. Concepções Acerca do Arrebatamento (continuação)
A rrebatam ento Parcial

Declaração Esta posição declara que somente os crentes que estiverem vigiando e esperando pelo Senhor serão arrebatados
em diferentes ocasiões antes e durante a tribulação de sete anos. Os que forem arrebatados serão os santos
da Posição espiritualmente maduros, tanto mortos quanto vivos (1 Ts 4.13-18).

Proponentes Joseph Seiss, G. H. Lang, Robert Govett, Witness Lee, G. H. Pember, Ira E. David, D. H. Panton

Argumentos a Favor Argumentos Contra

O Novo Testamento freqüentemente vê a ressurreição como O arrebatam ento é parte da consumação da salvação. Deus
uma recompensa pela qual se deve lutar (Mt 19.28-29; inicia a salvação pela graça e irá completá-la por sua graça,
Lc 9.62; 20.35; Fp 3.10-14; Ap 2; 11; 3.5). Portanto, nem não por nossas obras (Ef 2.8-9).
todos os crentes serão alcançados pela primeira ressurreição,
somente aqueles que forem dignos.

O utras passagens indicam o arrebatam ento parcial dos crentes Existe confusão entre versículos que se aplicam a Israel e
ou algo semelhante a isso (Mt 24.40-51). versículos que se aplicam à igreja em passagens dos Evangelhos.
Isso não é o arrebatamento, mas um envio ao juízo, como no
exemplo do dilúvio em Mateus 24.39. Em 1 Coríntios 15.51-52
está escrito que todos os crentes serão arrebatados.

H á uma ênfase em vigiar, aguardar, trabalhar e esperar A ênfase está em trabalhar por recompensas (coroas, 2 Tm 4.8)
recompensas (Mt 24.41-42; 25.1-13; 1 Ts 5.6; Hb 9.28). e não em participação no arrebatamento.

Há versículos que enfatizam a necessidade de sofrer a fim de Os crentes sofrem em todas as épocas e todos os crentes irão
reinar (Rm 8.16-17; Lc 22.28-30; A t 14.22; Cl 3.24; 2 Ts reinar com Cristo. O sofrimento e o reinado dos cristãos
1.4-5). Portanto, os crentes devem sofrer agora ou durante nunca é ligado a qualquer suposta ordem do arrebatamento.
a tribulação antes que possam reinar com Cristo.

Por causa do pecado, um crente pode perder o direito a Essas passagens falam que os não salvos não entram no reino.
desfrutar da primeira ressurreição e do reino (1 Co 6.19-20; Elas não se aplicam aos crentes.
G1 5.19-21; Hb 12.14).

Os crentes dignos e vigilantes terão a recompensa de serem Aí está a divisão na igreja, no corpo de Cristo. Parece que
arrebatados antes da tribulação (Ap 3.10). aqueles que são dignos de serem levados serão arrebatados,
ao passo que os não dignos serão deixados para trás.
Passagens como João 14-1 e 1 Coríntios 15.51-52
evidentem ente incluem todos os crentes.

Como o batismo do Espírito capacita para testem unhar (At 1.8) O batismo do Espírito coloca todos os crentes no corpo de
e nem todos os crentes testemunham, nem todos os crentes Cristo (1 Co 12.13).
estão no corpo de Cristo (1 Co 12.13) e nem todos serão
arrebatados.
84. Concepções Acerca do Arrebatamento (continuação)
Meso 'Tribulação

Declaração Esta posição entende que a igreja, os crentes em Cristo, serão arrebatados no meio do período da tribulação,
antes da Grande Tribulação. Este conceito reúne 0 melhor das posições da pré-tribulação e da pós-tribulação.
da Posição Ele também tem 0 arrebatamento no meio da septuagésima semana.

Proponentes Gleason L. Archer, Norm an Harrison, J. Oliver Buswell, Merrill C. Tenney, G. H. Lang

Argumentos a Favor Argumentos Contra

Esta posição apresenta menos problemas do que os conceitos Existe uma perda de iminência nesta posição (assim como na pós-
pré ou pós-tribulacionistas. Ela evita os problemas dos dois tribulação). Nós já não somos chamados a vigiar e esperar, mas
extremos. a aguardar sinais preparatórios, conforme indicados no livro do
Apocalipse e em Mateus 24.1-14·

As Escrituras dão grande ênfase aos 3 anos e meio (42 meses, A ênfase no meio da tribulação é devida ao rompimento da
1260 dias) que dividem os 7 anos da tribulação (Dn 7; 9.27; aliança com Israel (Dn 9.27), e não ao arrebatamento.
12.7; Ap 11.23; 12.3,6,14).

O discurso do Monte das Oliveiras (Mt 24-25) fala da vinda, O único elo concreto é 0 uso do termo parousia em ambas as
aparecimento e retorno de Cristo. Ele coincide com a passagens. Esse elo torna-se débil por causa de muitas outras
passagem do arrebatamento em 1 Tessalonicenses 4.15. diferenças nos contextos.

2 Tessalonicenses 2.14 claramente especifica sinais que 2 Tessalonicenses 2 .lss refere-se aos dois eventos que p r e c e d e m
precedem o arrebatamento. o Dia do Senhor, e não ao arrebatamento da igreja.

Apocalipse 11.15-19 menciona a sétima trombeta, que é O arrebatam ento realmente ocorre em Apocalipse 11 só p o c q u e
idêntica à trombeta de Deus em 1 Tessalonicenses 4.16. existe um toque da trombeta? O argumento é fr a c o e te m
base bíblica.

Esta posição mantém a distinção entre 0 arrebatam ento e a A pré-tribulação também mantém a d is tin ç ã o 1■■f™1 A pâs-
revelação, que são assim dois estágios da vinda de Cristo. tribulação igualmente mantém uma d is tin ç ã o , e m íx x a seta
uma diferença em essência e não n o te m p o .

A igreja é libertada da ira de Deus, mas não de provações e Aqueles que sustentam essa p o s iç ã o d e v e m v e r u m novo conceito
testes, uma vez que 0 arrebatam ento ocorre no meio da de ira no livro do A p o c a lip s e . H á u m a espiritualização forçada
tribulação, logo antes da grande manifestação da ira de dos capítulos 1-11 com p r o p ó s ito s contemporâneos e não para
Deus. cumprimento futuro. A igreja p o d e ser libertada da ira seja
pelo arrebatamento p r é-trib u la çã o o u pela proteção contra a ira.

Assim como no livro de Atos há uma sobreposição em termos A igreja tem em si tanto judeus quanto gentios. Todavia, isso
do programa de Deus para a igreja e para Israel, assim há não tom a necessária uma sobreposição do programa de Deus
uma sobreposição no programa de Deus no livro do para a igreja e para Israel como nação.
Apocalipse.

Esta posição permite que os santos não gloriftcados do final A pré-tribulação também permite o repovoamento. Além disso,
da tribulação entrem no reino milenal para repovoar o é possível que alguns descrentes entrem no Milênio, uma vez
mundo. que a conversão de Israel não ocorrerá até a Segunda Vinda.
84. Concepções Acerca do Arrebatamento (continuação)
Pós-Tribulação
Declaração Esta posição afirma que os crentes vivos serão arrebatados na segunda vinda de Cristo, que irá ocorrer
da Posição no final da tribulação. Dentro deste grupo, existem quatro posições conforme categorizadas por
Walvoord: (a) clássica, (b) semi-clássica, (c) futurista, (d) dispensacional. O espectro é amplo,
abrangendo um período desde os pais da igreja antiga até o presente século.

Proponentes Clássica: J. Barton Payne


Semi-clássica: Alexander Reese, Norm an MacPherson, George L. Rose, George H. Fromow
Futurista: George Ladd, Dave MacPherson
Dispensacional: Robert H. Gundry, Douglas J. Moo
Outros: Harold Ockenga, J. Sidlow Baxter

Argumentos a Favor Argumentos Contra

O arrebatamento é precedido por sinais inconfundíveis Esta posição levanta problemas quanto ao repovoamento
(Mt 24.3-31). Esses sinais são parte do período de do reino milenal por crentes de carne e sangue se todos
tribulação pelo qual os santos têm de passar. Sua eles são arrebatados e glorificados.
culminância será o retorno de Cristo, que incluirá 0
arrebatamento dos crentes (Mt 24.29-31,40-41).
No discurso do Monte das Oliveiras, Cristo fala do
arrebatamento em conexão com a revelação.

A parábola do joio e do trigo (Mt 13.24) mostra que a A noção de que os 144 mil do Apocalipse são aqueles que
separação irá ocorrer no final dos tempos. Naquela irão repovoar a terra deixa de levar em consideração o
ocasião, os bons (crentes) serão separados dos maus contexto desta passagem.
(incrédulos) e isso irá ocorrer no final da tribulação.

A seqüência da ressurreição exige que todos os crentes Seu argumento exegético de Apocalipse 3.10 com ele (“de”) é
de todas as eras sejam ressuscitados em seus corpos fraco. Interpretar “provação” como qualquer outra coisa exceto
glorificados no final da tribulação (Ap 20.4-6). a ira de Deus não faz justiça a esta palavra ou à passagem.

Os ensinos do Novo Testamento acerca do retomo de A seqüência dos eventos, relacionando-se 1 Tessalonicenses
Cristo não fazem distinção de estágios: epifania, 4 com o arrebatamento e 1 Tessalonicenses com o Dia
manifestação, revelação, parusia, o dia, 0 dia de Jesus do Senhor, é desprezada ao se determinar a ordem
Cristo, o dia do Senhor Jesus e o dia do Senhor. cronológica dos eventos.

A expressão “te guardarei da hora da provação”, em Assim como a Escritura pode ser um tanto reticente
Apocalipse 3.10, também pode referir-se à libertação quanto a um arrebatamento pré-tribulação, existe um
da ira de Satanás que estará atuando no período da silêncio ainda maior quanto a um arrebatamento pós-
tribulação. tribulação. Isso é especialmente verdadeiro na epístola
profética joanina do Apocalipse, que dá mais ênfase ao
retorno de Cristo. Um exemplo disso são as vagas
referências à igreja em Apocalipse 4-18.

O surgimento de apostasia é um sinal que irá preceder o O argumento de que 0 arrebatamento pós-tribulação era a
retorno de Cristo (2 Ts 2.8). crença da igreja cristã histórica cai por terra quando
verificamos que aquilo que se acreditava na igreja
primitiva é bastante diferente do que se acredita hoje.
Não obstante, o fundamento de uma verdade doutrinária
não é a igreja primitiva, mas a Palavra de Deus.

Boa parte do ensino bíblico dado à igreja acerca do tempo Esta posição conflita com 0 ensino do retorno iminente
do fim torna-se sem sentido se a igreja não irá passar de Cristo. A Escritura nos ensina a vigiar e esperar, não
pela tribulação (Mt 24.15-20). os sinais preparatórios da vinda de Cristo, mas a bendita
esperança da sua volta (Tt 2.13).
85. Concepções Acerca do Milênio
Prem ilenism o H istórico
(Também denominado Premilenismo Clássico e Não-Dispensacional)
Declaração Os premilenistas sustentam que o retorno de Cristo será precedido de certos sinais, depois seguidos
do Conceito de um período de paz e justiça no qual Cristo irá reinar sobre a terra em pessoa como Rei. Os
premilenistas históricos entendem a volta de Cristo e o arrebatamento como um só e 0 mesmo
evento. Eles vêem unidade. Portanto, eles são distintos dos premilenistas dispensacionais, que os
consideram como dois eventos separados pela tribulação de sete anos. O premilenismo foi a
interpretação escatológica predominante nos três primeiros séculos da igreja cristã. Os antigos
pais Papias, Irineu, Justino Mártir, Tertuliano e outros sustentaram essa concepção.

Proponentes George E. Ladd, J. Barton Payne, Alexander Reese, Millard Erickson

Argumentos a Favor Argumentos Contra

A cronologia de Apocalipse 10-20 mostra que O reino de Cristo não começa após a primeira ressurreição,
imediatamente após a segunda vinda de Cristo irá pois ele já reina à destra do Pai (Hb 1.3). (178-79)
acontecer o seguinte: a prisão de Satanás (20.1-3), a
primeira ressurreição (20.4-6) e o início do reino de
Cristo (20.4-7) por “mil anos.” (17-18)*

No tempo presente, a igreja é o Israel espiritual. Deus irá Ainda que a igreja se beneficie espiritualmente das
restaurar a nação de Israel ao seu legítimo lugar a fim promessas feitas a Israel, Israel e a igreja nunca são
de cumprir as promessas do reino (Rm 11) no reino equiparados especificamente. (42-44)
milenal. Esta passagem apóia o ensino de Rm 11. 24: Um reino composto tanto de santos glorificados quanto
“... quanto mais não serão enxertados na sua própria de pessoas ainda na carne parece excessivamente irreal
oliveira aqueles que são ramos naturais!” (18-29) para ser possível. (49)

O Velho Testamento e Cristo predisseram um reino no O reino é um ensinamento geral da Bíblia. Ele agora está
qual o Ungido haveria de governar (SI 2; M t 25.24). na igreja (Mt 12.28; Lc 17.20-21). Cristo reina agora
nos céus (Hb 1.3; 2.7-8). (178-79)

Como as profecias do Velho Testamento foram cumpridas A interpretação de Apocalipse 20.1-7 não exige literalismo.
no passado, assim aquelas referentes ao futuro também Esses versículos podem ser entendidos simbolicamente,
0 serão. Este é um argumento a favor da consistência uma vez que 0 livro do Apocalipse utiliza muitos
na hermenêutica. (27-29). símbolos. (161)

A igreja serve para cumprir algumas das promessas feitas Esta concepção insiste que o Novo Testamento interpreta
a Israel. Cristo deixou isto claro depois que os judeus profecias do Antigo Testamento em casos nos quais o
o rejeitaram (Mt 12.28; Lc 17.20-21). (20-26) Novo Testamento na realidade está aplicando um princípio
encontrado em uma profecia do Velho Testamento (Os
11.1 em Mt 2.15; Os 1.10 e 2.23 em Rm 9.24-26). (42-43)
O sentido de “viveram” (Ap 20.4) pode ser entendido
como “vivos”, e não como referência à ressurreição.

Muitos dos pais da igreja antiga abraçaram esta visão da Não é fácil encaixar os pais da igreja definitivamente em
escatologia. (9) uma concepção da escatologia. Além disso, as doutrinas
não são definidas pela análise dos pais da igreja, mas pelo
estudo da Escritura. (41)
Um reino terreno literal de mil anos é mencionado somente As profecias do Velho Testamento constituem 0 fundamento
em uma passagem (Ap 20.1-6) e também ocorre na das profecias do Novo Testamento. O Novo Testamento
literatura apocalíptica. O Velho Testamento não pode ser estabelece o local e a duração do milênio (Ap 20.1-6) e
usado para suprir informações acerca do Milênio. (32) o Velho Testamento fornece muita informação sobre a
natureza do milênio. (43-46)
Romanos 11.26 diz que a nação de Israel será convertida. Muitas passagens do Novo Testamento dissolvem as distinções
(27-28) entre Israel e a igreja (G1 2.28-29; 3.7; Ef 2.14-16). (109)

Deus reservou um lugar especial para a nação de Israel Israel foi escolhido como a nação por intermédio da qual
no seu plano. (27-28) viria o Messias. Como Jesus consumou sua obra, o
propósito especial de Israel já foi cumprido. (53)

*Os números que seguem as afirmações referem‫ ׳‬se às páginas de Robert G. Clouse, The Meaning of the Millennium: Four Views [O Significado do Milênio:
Quatro Posições] (Downers Grove: InterVarsity Press, 1977). Usado mediante permissão. Outras afirmações procedem de diferentes autores.
85. Concepções Acerca do Milênio (continuação)
Prem ilenism o Dispensacional

Declaração Os adeptos desta escola são aqueles que geralmente sustentam 0 conceito de dois estágios na vinda
do Conceito de Cristo. Ele virápara a sua igreja (arrebatamento) e depois com a sua igreja (revelação). Os dois
eventos são separados por uma tribulação de sete anos. Existe uma distinção consistente entre
Israel e a igreja ao longo da história.

Proponentes J. N. Darby, C. I. Scofield, Lewis Sperry Chafer, John Walvoord, Charles Feinberg, Herman Hoyt,
Harry Ironside, Alva McClain, Eric Sauer, Charles Ryrie

Argumentos a Favor Argumentos Contra

Este conceito mantém uma hermenêutica consistente Israel já cumpriu as promessas de uma terra com a
que permite a Israel cumprir as promessas que lhe foram conquista de Canaã (Js 21.43,45). Seu propósito de
feitas e à igreja cumprir as suas promessas. (66-68) trazer o Messias também já foi cumprido. (101)

A expressão “e viveram” (Ap 20.4-5), entendida como a Essa ressurreição não é física porque somente pode ocorrer
primeira ressurreição, sustenta esta concepção. Essa uma ressurreição física 0 o 5.28-29); A t 24-15). Essa é
ressurreição precede o reino milenal. (37-38) uma ressurreição espiritual. (56-58; 168)

A Escritura revela tanto um reino universal quanto um O governo de Deus sobre a criação sempre tem sido por
reino mediatorial, que são dois aspectos do governo de um mediador. Assim, o seu governo mediatorial não
Deus. O reino mediatorial é o Milênio, no qual Cristo pode ser restringido ao Milênio. (93)
irá reinar na terra. (72-73ss; 91)

Uma leitura literal de Apocalipse 19-20 conduz a uma Grande parte do Apocalipse deve ser entendida
concepção premilenista dispensacional. Outras simbolicamente em razão de sua natureza apocalíptica.
concepções precisam espiritualizar os eventos.

O pacto abraâmico será plenamente cumprido em Israel As promessas feitas ao Israel do Antigo Testamento
(Gn 12.1-3). Sua realização é vista nos pactos palestino foram sempre condicionais e baseadas na obediência
e davídico e na nova aliança. A igreja participa das e fidelidade de Israel. A nova aliança é para a igreja,
bênçãos da nova aliança, mas não cumpre as suas e não para Israel. (100)
promessas (G13.16).

O conceito de um reino terreno literal é uma O Novo Testamento, que é a única autoridade para a
conseqüência dos ensinamentos gerais acerca do reino igreja, substituiu o Velho Testamento e suas promessas.
tanto no Antigo como no Novo Testamento. (42-43) (97)

O Milênio é possível e necessário porque nem todas as A desobediência de Israel anulou as suas promessas, que
promessas feitas a Israel foram cumpridas. (Enns, 390) estavam baseadas na sua fidelidade (Jr 18.9-10). (98)

O Velho Testamento descreve o reino como um reino O Novo Testamento mostra que Cristo estabeleceu um
literal do Messias sobre todo o mundo, na terra. (79-84) reino em sua primeira vinda e está reinando agora sobre
todo o mundo. (102)
85. Concepções Acerca do Milênio (continuação)
Pós-M ilenismo

Declaração Os pós-milenistas crêem que o reino de Deus está sendo estabelecido agora por meio do ensino, da
do Conceito pregação, da evangelização e das atividades missionárias. 0 mundo será cristianizado e a
conseqüência será um longo período de paz e prosperidade chamado de Milênio. Isso será seguido
pela volta de Cristo. Esta posição aparentemente está alcançando mais adeptos em círculos
contemporâneos, como o Instituto de Estudos Cristãos para a Reconstrução Cristã. A principal
proponente do pós-milenismo tradicional foi Lorraine Boettner. Ver seu livro The Millennium
(Filadélfia: Presbyterian and Reformed Publishing Co., 1957).

Proponentes Agostinho, Loraine Boettner, A. Hodge, Charles Hodge, W.G.T. Shedd, A. H. Strong, B. B.
Warfield, Joaquim de Fiore, Daniel Whitby, James Snowden, os reconstrucionistas cristãos

Argumentos a Favor Argumentos Contra

Em certo sentido, o governo do Espírito de Deus no Esta concepção deixa de encarar adequadamente
coração do crente é um milênio (Jo 1 4 1 2 1 ) .(16 ‫)׳‬ Apocalipse 20 ao formular e definir a sua noção do
Milênio. (Erickson, 1208)

A difusão universal do evangelho é prometida por Cristo A Grande Comissão não ordena a proclamação universal
(Mt 28.18-20). do evangelho; 0 mundo é caracterizado por declínio e
não por crescimento espiritual.

O trono de Cristo está no céu, onde ele agora reina e Nenhum a dessas afirmações exige o pós-milenismo ou
governa (SI 47.2; 97.5). A igreja tem a tarefa de afasta um futuro reino terrestre.
proclamar essa verdade e ajudar as pessoas a crerem
nele. (118-119)

A salvação virá a todas as nações, tribos, povos e línguas Ainda que a salvação venha a todas as nações, isso não
(Ap 7.9-10). significa que todos, ou quase todos, serão salvos, nem o
Novo Testamento diz que o evangelho visa melhorar as
condições sociais do mundo.

A parábola de Cristo sobre o grão de mostarda mostra Uma maioria de pessoas salvas na terra não garante a era
como o evangelho se estende e se expande lentamente, dourada que 0 pós-milenismo espera que venha.
mas com segurança, até que venha a cobrir todo o
mundo (Mt 13.31-32).
Os salvos serão muito mais numerosos que os perdidos
no mundo. (150-51)

Existem muitas evidências a demonstrar que onde o A atitude de idealismo otimista ignora as passagens que
evangelho é pregado as condições sociais e morais mostram a confusão e apostasia do final dos tempos
estão melhorando acentuadamente. (Mt 24.3-14; 1 Tm 4.1-5; 2 Tm 3.1-7).
Além disso, pode-se reunir a mesma quantidade de
evidências para provar que as condições do mundo
estão piorando. (15)

Por meio da pregação do evangelho e da obra salvífica do O uso de uma abordagem alegórica na interpretação
Espírito, o mundo será cristianizado e Cristo voltará ao bíblica de Apocalipse 20 alegoriza inteiramente o reino
final de um longo período de paz comumente chamado de mil anos.
de Milênio. (118) Existe uma quantidade limitada de apoio bíblico para
essa posição.
85. Concepções Acerca do Milênio (continuação)
Am ilenism o

Declaração A Bíblia prediz um contínuo crescimento paralelo do bem e do mal no mundo entre a primeira e a
do Conceito segunda vindas de Cristo. O reino de Deus está presente agora no mundo por meio da sua Palavra,
do seu Espírito e da sua igreja. Esta posição também tem sido chamada de “milenismo realizado”.

Proponentes Oswald Allis, Louis Berkhof, G. Berkouwer, William Hendricksen, Abraham Kuyper, Leon Morris,
A nthony Hoekema, outros teólogos reformados, e a Igreja Católica Romana.

Argumentos a Favor Argumentos Contra

A natureza condicional do pacto abraâmico (bem como Muitas passagens mostram que o pacto abraâmico foi
dos outros pactos) indica que o seu cumprimento, ou incondicional e deveria ser literalmente cumprido por
falta de cumprimento, é transferido para a igreja por Israel.
meio de Jesus Cristo (Gn 12.1-3; Rm 10; G1 3.16).

As promessas de uma terra feitas no pacto abraâmico Esta posição tem problemas para ser hermeneuticamente
foram expandidas a partir dos judeus para todos os consistente na interpretação da Escritura. Ela
crentes e da terra de Canaã para a nova terra. espiritualiza passagens que claramente podem ser
entendidas literalmente.

A profecia exige uma abordagem simbólica na A cronologia de Apocalipse 19-20 é contínua e descreve
interpretação da Bíblia. Portanto, as passagens eventos que irão ocorrer no final da tribulação e antes
proféticas podem ser entendidas no contexto geral do reino milenar de Cristo.
da concretização do pacto por Deus (por ex., Ap 20).
(161)

O Velho e 0 Novo Testamento estão intimamente unidos A Escritura não revela claramente um pacto da graça.
sob o pacto da graça. Agora, Israel e a igreja não são Esse é um termo teológico que foi cunhado para
dois programas distintos mas um só cumprimento dos encaixar no esquema amilenista de escatologia.
propósitos e planos de Deus. (186)

O reino de Deus é central na história bíblica. Foi central A posição obviamente considera que Deus não tem um
no Velho Testamento, no ministério de Jesus e na igreja, lugar para Israel no futuro. Os amilenistas têm
e irá consumar-se com o retorno de Cristo. Não há dificuldade de explicar Romanos 11.
necessidade de esperar um reino em uma época futura,
pois 0 reino sempre existiu. (177-79)

A história está se movendo para o alvo da redenção total A redenção total do universo é o alvo de todas as
do universo (Ef 1.10; Cl 1.18). (187) concepções milenistas. Isso não apóia especificamente
um conceito amilenista.

Apocalipse 20.4-6 refere-se ao reino das almas com Apocalipse 20.4-5 claramente refere-se a uma ressurreição,
Cristo no céu, enquanto ele reina pela sua Palavra mas os amilenistas evitam 0 assunto. Algumas formas do
e pelo seu Espírito. (164-66) verbo grego zao (ζ ά ω ), “viver”, são usadas no sentido de
ressurreição em João 5.25 e Apocalipse 2.8.

O Novo Testamento freqüentemente equipara Israel A nação de Israel e a igreja são tratadas como distintas no
e a igreja como uma unidade (At 13.32-39; G1 6.15; Novo Testamento (At 3.12; 4.8-10; 21.28; Rm 9.3-4;
1 Pe 2.9). (Hoekema, 197-98) 10.1; 11; Ef 2.12).
86. Quadro Cronológico Dispensacional das Últimas Coisas

O D ia d o S e n h o r Ο άποκαλυφις E stado E tern o


E n carn ação Ο ά ρ πα γη σό μβ θα

I
(“a rre b a ta m e n to ”) (“re v elação ”)

I Era d a Igreja

I I
In te rv a lo

I
O Tem po da A n g ú stia de Jacó
(Tribulação Interm ediária)

I I M ilênio

I
M t 1.18-23 Ef 2.3-6 1 Ts 4· 17 Ml 4.5 Dn 9.27 M t 24.30-31 Ap 20.1-6 1 Co 15.24-28
G14.4 1 Ts 5.4 1 Pe 1.7,13 Ap 7.26-27 Ap 21-22
Fp 2.6-8 2 Ts 2.2 Ap 1.1
2 Pe 3.10
87. Concepções Acerca das Últimas Coisas
Categorias Am ilenism o Pós-M ilenismo P ré‫״‬M ilenismo Pré-M ilenism o
H istórico Dispensacional
Segunda Vinda Um único evento; nenhuma Um único evento; nenhuma Arrebatamento e segunda vinda A segunda vinda será em duas
de Cristo distinção entre arrebatamento distinção entre arrebatamento simultâneos; Cristo volta para fases; arrebatamento da igreja;
e segunda vinda; introduz 0 e segunda vinda; Cristo retorna reinar na terra. segunda vinda à terra sete anos
estado eterno. após o milênio. depois.

Ressurreição Ressurreição geral dos crentes Ressurreição geral dos crentes e Ressurreição dos crentes no início Distinção entre duas ressurreições:
e incrédulos na segunda vinda incrédulos na segunda vinda do Milênio. Ressurreição dos 1. Igreja no arrebatamento; 2.
de Cristo. de Cristo. incrédulos no final do Milênio. Santos do Velho Testamento e
da tribulação na segunda vinda;
3. Incrédulos no final do Milênio.

Julgamentos Julgamento geral de todas as Julgamento geral de todas as Julgamento na segunda vinda. Distinção no julgamento:
pessoas. pessoas. Julgamento no final da tribulação. 1. Obras dos crentes no
arrebatamento; 2. Judeus/gentios
no final da tribulação; 3.
Incrédulos no final do Milênio.

Tribulação A tribulação é experimentada A tribulação é experimentada Conceito pós-tribulação; a igreja Conceito pré-tribulação: a igreja é
nesta era presente. nesta era presente. passará pela futura tribulação. arrebatada antes da tribulação.

Milênio N enhum milênio literal na terra A era presente tranforma‫ ׳‬se no O Milênio é tanto presente N a segunda vinda, Cristo inaugura
após a segunda vinda. O reino Milênio por causa do progresso quanto futuro. Cristo está um milênio literal de mil anos
está presente na era da igreja. do evangelho. reinando no céu. O Milênio não na terra.
tem necessariamente mil anos.

Israel e a Igreja A igreja é 0 novo Israel. Não há A igreja é o novo Israel. Não há Alguma distinção entre Israel e a Completa distinção entre Israel e
distinção entre Israel e a igreja. distinção entre Israel e a igreja. igreja. H á um futuro para Israel, a igreja. Programa distinto para
mas a igreja é o Israel espiritual. cada um.

Defensores L. Berkhof; O. T. Allis; G. C. Charles Hodge; B. B. Warfield; W. G. E. Ladd; A. Reese; M. J. L. S. Chafer; J. D. Pentecost; C. C.
Berkhouwer G. T. Shedd; A. H. Strong Erickson Ryrie; J. F. Walvoord

Adaptado de Paul Enns, Moody Handbook of Theology (Chicago: Moody Press, 1989), p. 383. Usado mediante permissão.
88. Perspectivas sobre o Extincionismo
D e c la ra ç ã o do Todas as pessoas são criadas im ortais, m as aquelas q u e persistirem n o p ecad o serão
C o n c e ito co m p le ta m e n te aniquiladas, o u seja, reduzidas à n ão -ex istên cia.

P r o p o n e n te s A rnóbio, Edw ard Fudge, C lark H . P in n o ck , socinianos, Jo h n R. W. S to tt, B. B. W arfield,


J o h n W en h am

P rin c íp io s Existe um in fern o literal.


N e m todos serão salvos.
Existe apenas um tipo de existência futura.
A queles q u e n ão forem salvos serão elim inados o u aniquilados. Eles sim plesm ente
deix arão de existir.
N in g u ém m erece u m sofrim ento e te rn o e consciente.

A rgum entos a Favor Argum entos C ontra

E inconsistente com o am or de D eus que ele perm ita Essa n o ção d á ênfase excessiva ao aspecto m aterial
o to rm e n to e te rn o de suas criaturas. do ser h u m an o .

A cessação da existência está im plícita em certos N ã o h á n e n h u m a evidência lexicográfica ou exegética


term os aplicados ao d estin o dos ímpios, tais com o q u e su sten te a afirm ação de q u e tais term os
d estruição (M t 7.13; 10.28; 2 Ts 1.9) e p erecer significam aniquilação. A m an eira com o esses
Go 3.16). term os são usados n a E scritura revela que n ão
p o d em significar aniquilação.

A p u n ição e te rn a m en c io n a d a em M ateu s 25.46 Em M ateus 25.46, é feito u m paralelo e n tre a


n ã o significa algo infindável. existência dos cren tes e a dos incrédulos. A firm a-se
que am bas as form as de existência são etern as. A
m esm a palavra é usada em am bos os casos. Se a
passagem fala de vida e te rn a p ara o cre n te , tam b ém
deve estar falando de p u n ição e te rn a p ara o
incrédulo. D e o u tro m odo, a palavra “e te rn o ” tem
dois sentidos c o n tra sta n te s n o m esm o versículo.

S o m en te D eus possui im ortalidade (1 T m 1.17; D eus tam b ém confere im ortalidade aos santos anjos e
6 .16). à h u m a n id a d e redim ida. S o m en te D eus tem vida e
im ortalidade em si m esm o (Jo 5.26), mas isso n ão
significa q u e ele n ã o te n h a conferido existência
infindável com o um a dád iv a n a tu ra l às suas
criaturas racionais. A E scritura ap resen ta a m o rte
com o um a p u n ição pelo p ecado (G n 2.17; R m 5.12)
em vez d a im ortalidade com o um a recom pensa
pela obediência.

A im ortalidade é um dom especial relacio n ad o com A vida e te rn a é u m a qualid ade de vida q u e os ímpios
a re d e n ç ã o em Jesus C risto (R m 2.7; 1 C o 15.52- jam ais ex p erim en tarão . A expressão “vida e te rn a ”
54; 2 T m 1.10). n ã o indica u m a ex istência sem fim, m as refere-se
à felicidade d a v erd ad eira c o m u n h ã o co m D eus
Qo 17.3).
89. Castigo Eterno

Descrição Trevas (Mt 8.12)


Choro e ranger de dentes (Mt 8.12; 13.50; 22.13; 24.51)
Fornalha de fogo (Mt 13.50)
Fogo eterno (Mt 25.41)
Fogo inextinguível (Lc 3.17)
Abismo (Ap 9.1-11)
Tormento eterno, sem descanso de dia ou de noite (Ap 14.10-11)
Lago do fogo (Ap 19.20; 21.8)
Negridão das trevas (Judas 13)

Participantes Satanás (Ap 20.10)


A besta e o falso profeta (Ap 20.10)
Anjos pecaminosos (2 Pe 2.4)
Seres humanos (corpo e alma) serão lançados na punição eterna (Mt 5.30; 10:28; 18.9;
Ap 20.15).

Efeitos Separação de Deus e da sua glória (2 Ts 1.9)


Diferentes graus de punição (Mt 11.21-24; Lc 12.47-48)
Estado eterno final; sem segunda oportunidade (Is 66.24; Mc 9.44-48; M t 25.46; 2 Ts 1.9)
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Teobg ia C ristã em Q uadros apresenta de uma maneira sucin-
ta, equilibrada e sistemática as diferentes perspectivas acerca
de uma grande variedade de temas teológicos de enorme im-
portância, tais como:

• Teorias evangélicas da inerrância


• Argumentos clássicos a favor da existência de Deus
• Profecias messiânicas cumpridas em Cristo
• O ensino bíblico acerca do Espírito Santo
• Os filhos de Deus em Gênesis 6
• Os cinco pontos do calvinismo e do arminianismo
• Quatro concepções sobre o batismo em água
• Concepções acerca das últimas coisas
‫׳׳‬
Estes e muitos outros assuntos abordados tomam essa obra
de consulta imprescindível para todo estudioso que verdadei-
ramente valoriza a Palavra de Deus e deseja saber o que Ele
revelou sobre si me^mo, sua natureza e atributos, bem como
sobre outros temas relacionados à Teologia Cristã.

‫־‬ -------- — r ---------------------

H. Wayne House nasceu em 1948. Doutorou-se em Teologia no


Dallas Theological Seminary e em Direito na Coburn School of Law.
C om mais de 25 anos de experiência em instituições acadêmicas,
atualmente é professor de Direito e de Teologia e Cultura na Trinity
International University, além de professor visitante de Teologia no
Michigan Theological Seminary. Ele é autor de vários livros sobre
Teologia e colaborador trequ?11te de periódicos especializados.
H. Wayne House é casado com Leta e têm dois filhos.

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