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Efectivamente

(G.N.R.)
Introdução: Dó Dó/Si Lám (2x)
Rém Rém/Dó Rém/Si (2x)
Dó Dó/Si Lám Dó Dó/Si Lám
Adoro o campo, as árvores e as flores, jarros e perpétuos amores;
Rém Rém/Dó Rém/Si Rém Rém/Dó Rém/Si
Que fiquem perto da esplanada de um bar, pássaros estúpidos a esvoaçar.
Adoro as pulgas dos cães, e todos os bichos do mato,
O riso das crianças dos outros, cágados de pernas para o ar.
Fá Sol Mim Lám Fá Sol Mim Lám
Efectivamente, ___ ___ escuto as conversas, ___ ___
Fá Sol Mim Lám Fá Sol Mim Lám
Importantes ou ambíguas, aparentemente sem moralizar.
Adoro as pegas e os pederastas que passam, finjo nem reparar,
Na atitude tão clara e tão óbvia de quem anda a engatar.
Adoro esses ratos do esgoto que disfarçam ao dialar,
Como se fossem mafiosos convictos habituados a controlar.
Fá Sol Mim Lám Fá Sol Mim Lám
Efectivamente, ___ ___ escuto as conversas, ___ ___
Fá Sol Mim Lám Fá Sol Mim Lám
Importantes ou ambíguas, aparentemente sem moralizar.
Fá Sol Mim Lám Fá Sol Mim Lám
Efectivamente, __ __ gosto de aparências ___ ___
Fá Sol Mim Lám Fá Sol Mim Lám
Imponentes ou equívocas aparentemente sem moralizar.
Dó: x32010
Dó/Si: x2x010
Rém: xx0231
Rém/Dó: x3x231
Rém/Si: x2x231
Mim: 022000
Fá: 133211
Sol: 320003
Lám: x02210
20 anos
(José Cid)
Refrão:
Mi Fá#m Si7 Mi
Vem viver a vida, amor, que o tempo que passou não volta, não.
Fá#m Si7 Lá Mi
Sonhos que o tempo apagou mas para nós ficou esta canção. __
Mi Sol#m
Há muito, muito tempo eras tu uma criança
Fá#m Si7
Que brincava num baloiço e ao pião.
Mi Sol#m
Tinhas tranças pretas e caçavas borboletas
Fá#m Si7
Como quem corria atrás de uma ilusão.
Sol Ré
Há muito, muito tempo era eu outra criança
Dó Sol
Que te amava ternamente sem saber
Sol Ré
Vínhamos da escola e oferecia-te uma flor
Dó Si7
Que tu punhas no cabelo a sorrir.
Refrão
Vinte anos mais tarde encontrei-te por acaso
Numa rua da cidade onde moravas.
Ficámos parados e olhámo-nos sorrindo
Como quem se vê a um espelho pela manhã.
Dei-te o meu telefone convidei-te para jantar,
Adoraste ver a minha colecção.
Pelo tempo fora continuámos unidos
E cantámos tantas vezes a canção.
Refrão
Daqui a vinte anos quando tu já fores velhinha
Talvez eu já não exista p´ra te ver.
Ficas à lareira a fazer a tua renda,
Mas que importa se recordar é viver.
Há muito, muito tempo tu e eu duas crianças
Que brincavam num baloiço e ao pião.
Vínhamos da escola e oferecia-te uma flor
Que desponta agora no teu coração.
Dó: x32010
Ré: xx0232
Mi: 022100
Fá#m: 244222
Sol: 320003
Sol#m: 466444
Lá: x02220
Si7: x21202
Brincando com o fogo
(Rita Guerra e Beto)
Introdução: Lám Sol Fá Mi Lám

Vem no fim da noite sem avisar,
Dança no silêncio do teu olhar,
Sol Lám
A chamar por mim, a chamar por mim.

Chega com a brisa que vem do mar,
Brinca no meu corpo a desinquietar
Sol Lám Fá Mi
Como arlequim, como arlequim. __ __
Refrão:
Lám
Chega quando quer e não quer saber
Nem do mal que fez ou que vai fazer,
Sol Fá Sol
É um bem que faz querer ou não querer.
Fá Sol Lám Sol
Chega assim cavaleiro andante,
Fá Mi
Louco e triunfante como salteador.
Fá Sol Lám Sol
P´ra no fim nos deixar a contas

Com as palavras tontas
Mi Lám
Que dissemos por amor.

E eu que jurei nunca mais cair


Nesses teus "ardis", nunca mais seguir
Esse teu olhar, esse teu olhar.
De nada nos vale tentar fingir,
Para quê negar ou se quer fugir
Desse mal de amar, desse mal de amar?

Refrão
Eu gosto é do Verão (Fúria do Açucar)

Verso 1:

Sol

Na Primavera o amor anda no ar


Mi-
Na Primavera os bichos andam no ar

Na Primavera o pólen anda no ar

E eu não consigo parar de espirrar
Sol
No Verão os dias ficam maiores
Mi-
No Verão as roupas ficam menores

No Verão o calor bate recordes

E os corpos libertam seus suores

Refrão:
Sol Mi-
Eu gosto é do Verão
Lá- Ré
De passearmos de prancha na mão
Sol Mi-
Saltarmos e rirmos na praia
Lá- Ré
De nadar e apanhar um escaldão
Sol Si7
E ao fim do dia bem abraçados
Dó Lá-
A ver o pôr-do-sol
Sol Ré Sol Ré
Patrocinado por uma bebida qualquer

Verso 2 (acordes iguais ao Verso 1)

No Outono a escola ameaça abrir


No Outono passo a noite a tossir
No Outono há folhas sempre a cair
E a chuva faz os prédios ruir

No Inverno o Natal é baril


No Inverno ando engripado e febril
No Inverno é Verão no Brasil
E na Suécia suicidam-se aos mil

Refrão
A noite - Resistência
==================

Introdução: Ré Mi- Sol Ré

Verso

Mi- Sol Ré
Ela sorriu e ele foi atrás

Mi- Sol Ré
Ela despiu-o e ela o satisfaz

Mi-
Passa a noite

Sol Ré
passa o dia devagar

Mi-
já é dia

Sol Ré
já é hora de voltar

Refrão

Ré Mi-
Aqui ao luar ao pé de ti

Sol
ao pé do mar só o sonho fica


só ele pode ficar
RÁDIO MACAU – ANZOL

Sol Ré Lá- Dó
Ai eu já pensei mandar pintar o céu

Sol Ré Lá- Dó
Em tons de azul pra ser original

Sol Ré Lá- Dó
Mas só depois notei que azul já ele era

Sol Ré Lá- Dó
Houve alguém que teve ideia igual

Sol Ré Lá- Dó
Eu não sei se hei-de fugir ou morder o anzol

Sol Ré Lá- Dó Sol


Já não há nada de novo aqui debaixo do Sol

Já me persegui por becos e ruelas de horror

Caminhos sem saída

Até que me perdi sozinha sem saber de cor

Pintar a minha vida

Eu não sei se hei-de fugir ou morder o anzol

Já não há nada de novo aqui debaixo do Sol


NãO Há Estrelas No CéU

Rui Veloso

Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho,


Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso pr'a cigarros e bilhar?

[Refrão]
A primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar!

Passo horas no café, sem saber para onde ir,


Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.

[Refrão]

Hu-hu-hu-hu-hu, hu-hu-hu-hu-hu.

Vou por aí às escondidas, a espreitar às janelas,


Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.

Não vês como isto é duro, ser jovem não é um posto,


Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto.
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,
Se não fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?

[Refrão]

Não há-á-á estrelas no céu...


Traz outro amigo também

Zeca Afonso

Lá Ré
Amigo maior que o pensamento
Dó Lá
Por essa estrada amigo vem
Sol Lá
Por essa estrada amigo vem
Ré Lá
Não percas tempo que o vento
Dó Mi Lá
É meu amigo também

Ré Lá
Não percas tempo que o vento
Dó Mi Lá
É meu amigo também

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem-vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

Aqueles
Aqueles que ficaram
Em toda a parte todo o mundo tem
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
Playback – dó menor

Carlos Paiao

Podes não saber cantar,


Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play back, em play-back!

Só precisas de acertar,
Não tem nada que enganar,
E, assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play back, em play-back!

Põe o microfone à frente,


Muito disfarçadamente,
Vai sorrindo, que é p'ra gente
Lá presente
Não notar!...

Em play-back tu és alguém
Mesmo afónico cantas bem...
Em play-back,
A fazer play-back
E viva o play-back
Hás-de sempre cantar
em play-back, respirar p'ra quê?
Quem não sabe também não vê...
Em play-back,
A fazer play-back
E viva o play-back
Dá p'ra toda uma soirée!..

Podes não saber cantar,


Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play back, em play-back!

Só precisas de acertar,
Não tem nada que enganar,
E, assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play back, em play-back!
.
Abre a boca, fecha a boca
Não te enganes, não te esganes,
Vais ter uma apoteose,
Põe-te em pose
P´ra agradar!...
Em play-back é que tu és bom,
A cantar sem fugir do tom...
Em play-back
A fazer play-back
E viva o play-back
Hás-de sempre cantar
com play-back até pedem bis:
Mas decerto, dirás feliz...
Em play-back
A fazer play-back
E viva o play-back
Agradeces e sorris!!

Podes não saber cantar,


Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play back, em play-back!

Só precisas de acertar,
Não tem nada que enganar,
E, assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play back, em play-back!

Em play-back, em play back, em play-back!

Em play-back, em play back, em play-back!


Canção Do Beijinho

Herman José

Ai rapariga, rapariga, rapariga


Que só dizes disparates, disparates, disparates
É tanta asneira, tanta asneira, tanta asneira
Que p'ra tirar tanta asneira não chegam cem alicates.

Mas tu não sabes, tu não sabes, tu não sabes


Que isso de dar um beijinho já é um costume antigo
Ai quem te disse, quem te disse, quem te disse
Que lá por dares um beijinho tinhas de casar comigo.

Oh chega cá...
Não vou.
Tu és tão linda...
Pois sou.
Dá-me um beijinho...
Não dou.

Interesseira, convencida, ignorante,


Foragida, sua burra,
És a miúda mais palerma, cameloide que eu já vi,
Mas por que raio é que tu queres
Os beijinhos só p'ra ti?

Ora dá cá um e a seguir dá outro,


Depois dá mais um que só dois é pouco
Ai eu gosto tanto e é tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho (bis)

Ai rapariga, rapariga, rapariga,


Dás-me cabo do miolo, p'ra te levar com cantigas.
Ai mas que coisa, mas que coisa, mas que coisa,
Diz lá por que não és como as outras raparigas.

Quando eu pergunto se elas me dão um beijinho,


Dão-me tantos, tantos, tantos, que parecem não ter fim
E tu agora estás com tanta esquisitice
Que qualquer dia já queres e não sabes mais de mim.

Dás ou não dás?


Não e não.
Então dou eu...
Oh! isso não.
Dá-me um beijinho...
Não dou não.

Não dás porquê, sua esganada, egoísta,


Malcriada, sua parva,
Só se pensas que eu acaso tenho
a barba mal cortada
E vê lá se tens receio que a boca fique arranhada

Ora dá cá um e a seguir dá outro,


Depois dá mais um que só dois é pouco
Ai eu gosto tanto e é tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho (bis)

Então dá lá...
Já disse.
Eu faço força...
Que parvoíce.
Dá-me um beijinho...
Oh que chatice.

Analfabruta, pestilenta, hipocondríaca,


Avarenta, bexigosa,
Vou comprar um dicionário
Que só tenha nomes feios
Para eu te chamar todos
Até teres o ouvido cheio.

Ora dá cá um e a seguir dá outro,


Depois dá mais um que só dois é pouco
Ai eu gosto tanto e é tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho (bis)
Não Sou O único

Xutos & Pontapés

Pensas que eu sou um caso isolado


Não sou o único a olhar o céu
A ver os sonhos partirem
À espera que algo aconteça
A despejar a minha raiva
A viver as emoções
A desejar o que não tive
Agarrado às tentações

E quando as nuvens partirem


O céu azul ficará
E quando as trevas abrirem
Vais ver, o sol brilhará
Vais ver, o sol brilhará

Não, não sou o único


Não, sou o único a olhar o céu
Não, não sou o único
Não, sou o único a olhar o céu

Pensas que eu sou um caso isolado


Não sou o único a olhar o céu
A ouvir os conselhos dos outros
E sempre a cair nos buracos
A desejar o que não tive
Agarrado ao que não tenho
Não, não sou o único
Não sou o único a olhar o céu

E quando as nuvens partirem


O céu azul ficará
E quando as trevas abrirem
Vais ver, o sol brilhará
Vais ver, o sol brilhará

Não, não sou o único


Não, sou o único a olhar o céu
Não, não sou o único
Não, sou o único a olhar o céu
Lisboa Menina e Moça

Carlos do Carmo

No castelo, ponho um cotovelo


Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar
À ribeira encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo

Lisboa menina e moça, menina


Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

No terreiro eu passo por ti


Mas da graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar

Lisboa menina e moça, menina


Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

Lisboa no meu amor, deitada


Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
Cinderela - Carlos Paiao
Mi- Si7
Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Mi-
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.
Mi Lá-
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira, sempre sem falar.
Ré Sol Si7 Mi- Si7
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.
Mi- Si7
Foram juntos noutro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Mi-
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"
Mi Lá-
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Ré Sol Si7 Mi- Mi
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Refrão

Lá-
Então,
Mi-
Bate, bate coração!
Si7
Louco, louco de ilusão!
Mi- Mi
A idade assim não tem valor.
Lá-
Crescer,
Mi-
Vai dar tempo p'ra aprender,
Si7
Vai dar jeito p'ra viver
Mi-
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias, a avivar memórias, a deixar mistério.


Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.
Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada, ninguém deu por nada, ele até chorou...

Refrão

E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.


E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.
E, num desses bons momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes Cinderela, eu gosto de ti..."
Dunas

Gnr

Dunas, são como divãs,


Biombos indiscretos de alcatrão sujo
Rasgados por cactos e hortelãs,
Deitados nas Dunas, alheios a tudo,
Olhos penetrantes,
Pensamentos lavados.

Bebemos dos lábios, refrescos gelados (refrão)


Selamos segredos,
Saltamos rochedos,
Em camara lenta como na TV,
Palavras a mais na idade dos "PORQUÊ"

Dunas, como que são divãs


Quem nos visse deitados de cabelos molhados bastante enrolados
Sacos camas salgados,
Nas Dunas, roendo maçãs
A ver garrafas de óleo boiando vazias nas ondas da manhã

Bebemos dos lábios, refrescos gelados,


nas dunas!
Em camara lenta como na TV,
Nas dunas..
Nas dunas..
Naasss duunas...
Naasss duunas..
Refrescos gelados...
Como na Tv.
Nas duunas..
Poeira Ivete Sangalo

Introdução: MIm RÉ MIm RÉ

MIm
A minha sorte grande foi você cair do céu

minha paixão verdadeira
MIm
Viver a emoção, ganhar teu coração

pra ser feliz a vida inteira


É lindo teu sorriso, brilho dos teus olhos

meu anjo querubim

Doces dos meus beijos, calor dos meus abraços

perfume de jasmim

MIm
Chegou no meu espaço mandando no pedaço

O amor que não é brincadeira
MIm
pegou me deu um laço,
Dançou bem no compasso,

de prazer levantou poeira

MIm RÉ MIm
Poeira, poeira, poeira
RÉ MIm
Levantou poeira
Chuva

Versos:

As coisas vulgares que há na vida


Não deixam saudades

Só as lembranças que doem

Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história


da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida


à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma


e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

Refrão

A chuva molhava-me o rosto

Gelado e cansado

As ruas que a cidade tinha

Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida

gritava à cidade

que o fogo do amor sob chuva

há instantes morrera
O Marido das Outras
RÉ SOL RÉ SOL RÉ
Toda a gente sabe que os homens são brutos, que deixam camas por fazer
SOL RÉ MI SOL
E coisas por dizer, muito pouco astutos, muito pouco astutos
LÁ RÉ SOL RÉ SOL
Toda a gente sabe que os homens são brutos
RÉ SOL RÉ SOL RÉ
Toda a gente sabe que os homens são feios, deixam conversas por acabar
SOL RÉ MI SOL
E roupa por apanhar, vêm com rodeios, vêm com rodeios
LÁ RÉ SOL RÉ RÉ7
Toda a gente sabe que os homens são feios
SOL Mim LÁ FÁ#m SIm
Mas os maridos das outras não, porque os maridos das outras são
SOL Mim LÁ FÁ#m SIm
O arquétipo da perfeição o pináculo da criação
SOL LÁ LÁ#7dim SIm
Dóceis criaturas de outra espécie qualquer
SOL LÁ SOL RÉ LÁ
Que servem para fazer felizes as amigas da mulher tudo o que os homens não
SOL RÉ SOL RÉ LÁ
(Tudo o que os homens não) os maridos das outras são
RÉ SOL RÉ SOL RÉ
Toda a gente sabe que os homens são lixo gostam de músicas que ninguém gosta
SOL RÉ MI SOL
Nunca deixam a mesa posta abaixo de bicho, abaixo de bicho
LÁ RÉ SOL RÉ SOL
Toda a gente sabe que os homens são lixo
RÉ SOL RÉ SOL RÉ
Toda a gente sabe que os homens são animais que cheiram muito a vinho
SOL RÉ MI SOL
E nunca sabem o caminho na na na na na, na na na na na
LÁ RÉ SOL RÉ RÉ7
Toda a gente sabe que os homens são animais
SOL Mim LÁ FÁ#m SIm
Mas os maridos das outras não, porque os maridos das outras são
SOL Mim LÁ FÁ#m SIm
O arquétipo da perfeição o pináculo da criação
SOL LÁ LÁ#7dim SIm
Dóceis criaturas de outra espécie qualquer
SOL LÁ SOL RÉ LÁ
Que servem para fazer felizes as amigas da mulher tudo o que os homens não
SOL RÉ SOL RÉ LÁ RÉ SOL RÉ
(Tudo o que os homens não) os maridos das outras são
PILINHA
Ré Sol
Quando eu era pequenino

Minha mãe disse vai, vai

Vai depressa assar sardinhas

Para o jantar do teu pai.

Vai depressa assar sardinhas

Para o jantar do teu pai.

Refrão
Ré Lá
Estava a assar sardinhas com o lume a arder

Queimei a pilinha sem ninguém saber

Se fosse outra coisa eu não me importava

Mas era pilinha que eu tanto estimava.

Menina da saia curta


Manda as sardinhas assar
Que eu não queimo a pilinha
Para consigo casar.
Que eu não queimo a pilinha
Para consigo casar.

Refrão

Passei-lhe as mãos pelas pernas


Para as comparar com as minhas
Ela disse: ” Ó skinhead
Vai mas é assar sardinhas.”
Ela disse: ” Ó skinhead
Vai mas é assar sardinhas.”

Refrão

Ó filha não digas isso


Trinca lá nessa sardinha
Se queres ver um "skinhead"
Olha para a minha pilinha.
Se queres ver um "skinhead"
Olha para a minha pilinha.

Refrão
Vejam Bem
Zeca Afonso
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar

Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar

E se houver
uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de de febre a arder

Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer

Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão

E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão

Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem
quando um homem se põe a pensar

Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
Da Vinci - Conquistador

D Bm
Era um mundo novo, um sonho de poetas
D A
Ir até ao fim, cantar novas vitórias

F#m Bm
E erguer orgulhosas bandeiras,
F#m Bm
viver aventuras guerreiras
Em G
Foram mil epopeias, vidas tão cheias,
Em A
foram oceanos de amor

refrão:
D
Já fui ao Brasil, Praia e Bissau
A
Angola, Moçambique, Goa e Macau
D
Ai, fui até Timor
A G A
Já fui um conquistador

D Bm
Era todo um povo guiado pelos céus
D A
Espalhou-se pelo mundo seguindo os seus heróis
F#m Bm
E levaram a luz da cultura,
F#m Bm
semearam laços de ternura
Em G
Foram mil epopeias, vidas tão cheias,
Em A
foram oceanos de amor

(refrão)

Em Bm
Foram dias e dias e meses e anos no mar
Em A
Percorrendo uma estrada de estrelas a conquistar

E
Fui conquistador, fui conquistador, fui conquistador
Verde Vinho
Ninguém na rua na noite fria,
Só eu e o luar;
Voltava a casa quando vi que havia
Luz num velho bar.
Não hesitei,
Fazia frio e nele entrei.

Estando tão longe da minha terra


Tive a sensação,
De ter entrado numa taberna
De Braga ou Monção;
E um homem velho se acercou
E assim falou :

Vamos brindar com vinho verde


Que é do meu Portugal
E o vinho verde me fará recordar
A aldeia branca que deixei atrás do mar.

Vamos brindar com verde vinho


P'ra que possa cantar, canções do Minho
Que me fazem sonhar,
Com o momento de voltar ao lar.

Falou-me então daquele dia triste,


O velho Luís;
Em que deixara tudo quanto existe,
P'ra fazer feliz;
A noiva, a mãe, a casa, o pai
E o cão também.

Pensando agora naquela cena


Que tão estranha vi;
Recordo a mágoa, recordo a pena,
Que com ele vivi;
Bom português
Regressa breve e vem de vez !

Vamos brindar com vinho verde


Que é do meu Portugal
E o vinho verde me fará recordar
A aldeia branca que deixei atrás do mar.

Vamos brindar com verde vinho


P'ra que possa cantar, canções do Minho
Que me fazem sonhar,
Com o momento de voltar ao lar.
A Garagem Da Vizinha
by Quim Barreiros

Lá na rua onde eu moro, conheci uma vizinha


Separada do marido está morando sozinha
Além dela ser bonita é um poço de bondade
Vendo meu carro na chuva ofereceu sua garagem!

Ela disse: ninguém usa desde que ele me deixou!


Dentro da minha garagem teias de aranha juntou!
Põe teu carro aqui dentro, se não vai enferrujar!
A garagem é usada mas teu carro vai gostar!

Refrão:
Ponho o carro, tiro o carro, há hora que eu quiser
Que garagem apertadinha, que doçura de mulher
Tiro cedo e ponho à noite, e às vezes à tardinha
Estou até mudando o óleo na garagem da vizinha!

Só que o meu possante carro, tem um bonito atrelado,


Que eu uso pra vender cocos e ganhar mais um trocado
A garagem é pequena, o que é que eu faço agora?
O meu carro fica dentro, os cocos ficam de fora!
A minha vizinha é boa, da garagem vou cuidar
Na porta mato cresceu, dei um jeito de cortar!
A bondade da vizinha, é coisa de outro mundo
Quando não uso a da frente, uso a garagem do fundo!

Refrão
Doce - Amanhã de manhã
D
Fecha a porta apaga as luzes
G D
vem deitar-te a meu lado
D
dá-me um beijo e o meu desejo
G D
vem ficar acordado

D A
Vem amor a noite é uma criança
D A
e depois quem ama por gosto não cansa
D A
Amanha de manhã

A D
Vamos acordar e ficar a ouvir
A D
a rádio no ar a chuva a cair
D7 G D
eu vou-te abraçar e prender-te então
A D
no corpo que é teu na cama no chão

D7 G D
Os nossos lençóis e colcha de lã
A D
eu vou-te abraçar amanha de manhã

Fecha os olhos esquece o tempo


nesta noite sem fim
Abre os braços acende um beijo
Fica dentro de mim

Vem amor a noite é uma criança


e depois quem ama por gosto não cansa

Amanha de manhã

Vamos acordar e ficar a ouvir


a rádio no ar e a chuva a cair
eu vou-te abraçar e prender-te então
no corpo que é teu na cama no chão

Os nossos lençóis e a colcha de lã


eu vou-te abraçar amanha de manhã
Vamos acordar e ficara ouvir
a rádio no ar a chuva a cair
eu vou-te abraçar e prender-te então
no corpo que é teu na cama no chão

Os nossos lençóis e a colcha de lã


eu vou-te abraçar amanha de manhã

Doce - Bem bom


D
Uma da manhã
F#m
Um toque, um brilho no olhar

G
Duas da manhã
A
Dois dedos de magia
Às duas por três
Quem sabe onde isto irá parar
G
Quatro da manhã caindo
Gm
Um luar de lua lindo
E
Uma gota a mais
A
E o chão ia fugindo

Em
Uma da manhã hei bem bom
A
Duas da manhã bem bom
F#m
Já três da manhã hei bem bom
B7
Quatro da manhã bem bom
Em7
Cinco da manhã hei bem bom
A
Já seis da manhã bem bom
F#m
Sete da manhã hei bem bom
B
Oito da manhã bem bom
Em
Café da manhã para dois
Gm A D
Sem saber o que virá depois bem bom

Cinco da manhã ai sim coração sigo


O bater das seis e meia de loucura
Sete da manhã ouvindo um disco antigo
hoje é o primeiro dia
Do resto da tua vida
São horas a mais
E já não há saída

Em
Uma da manhã hei bem bom
A
Duas da manhã bem bom
F#m
Já três da manhã hei bem bom
B7
Quatro da manhã bem bom
Em7
Cinco da manhã hei bem bom
A
Já seis da manhã bem bom
F#m
Sete da manhã hei bem bom
B
Oito da manhã bem bom
Em
Café da manhã para dois
Gm A D
Sem saber o que virá depois bem bom
A Minha Cidade
Paco Bandeira

Eu nasci no Alentejo
À beira do Guadiana
Sinto orgulho quando vejo
A paisagem Alentejana!

Ó Elvas, ó Elvas
Badajoz à vista.
Sou contrabandista
De amor e saudade
Transporto no peito
A minha cidade.
A minha cidade.
A minha cidade.

Uma moça da cidade


Chamou-me de provinciano
Eu tenho grande vaidade
De ter nascido alentejano!

Ó Elvas, ó Elvas
Badajoz à vista.
Sou contrabandista
De amor e saudade
Transporto no peito
A minha cidade.
A minha cidade.
A minha cidade.

Eu nasci no Alentejo
À beira do Guadiana
Sinto orgulho quando vejo
A paisagem Alentejana!
Ó Elvas, ó Elvas
Badajoz à vista.
Sou contrabandista
De amor e saudade
Transporto no peito
A minha cidade.
A minha cidade.
A minha cidade.
(4 vezes)

Vasco Santana - Fado do estudante


Que negra sina ver-me assim
Que sorte e vil degradante
Ai que saudades eu sinto em mim
Do meu viver de estudante

Nesse fugaz tempo de Amor


Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar cabeça ao léu
Só para amar vivia eu, sem me ralar
A vadiar e tudo mais eram cantigas

Nenhuma delas me prendeu


Deixá-las eu era canja
Até ao dia que apareceu
Essa traidora de franja

Sempre a tinir sem um tostão


Batina a abrir por um rasgão
Botas a rir num bengalão e ar descarado
A vadiar com outros mais
E a dançar para os arraiais
Para namorar beber, folgar cantar o fado

Recordo agora com saudade


Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa da anatomia

Invoco em mim recordações


Que não têm fim dessas lições
Frente ao jardim do velho campo de Santana
Aulas que eu dava se eu estudasse
Onde ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana
O Fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Pois chega a ser bonito até
Na radio-telefonia

Quando é tocado com calor


Bem atirado e a rigor
É belo o Fado, ninguém há que lhe resista
É a canção mais popular, tem emoção faz-nos vibrar
Eis a razão de eu ser Doutor e ser Fadista

Menina Estás À Janela


Vitorino
Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua

Sem levar uma prenda tua


sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela

Os olhos requerem olhos


e os corações corações
e os meus requerem os teus
em todas as ocasiões

Menina estás à janela


com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua

Sem levar uma prenda tua


sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela
Samaritana
Dos amores do redentor
Não reza a história sagrada
Mas diz uma lenda encantada
Que o bom jesus sofreu de amor

Sofreu consigo e calou


Sua paixão divinal
Assim como qualquer mortal
Que um dia de amor palpitou

Samaritana
Plebéia de sicar
Alguém espreitando
Te viu jesus beijar
De tarde quando
Foste encolntrá-lo só
Morto de sede,
Junto à fonte de jacob

E tu risonha acolheste
O beijo que te encantou
Serena, empalideceste
E jesus cristo corou

Corou ao ver quanta luz


Irradiava da tua fronte
Quando disseste: " - ó bom jesus,
Que bem eu fiz, senhor, em vir à fonte."

Samaritana