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Pós Graduação em Engenharia de Segurança do

Trabalho

Disciplina: VENTILAÇÃO INDUSTRIAL


•Aula 01: Conceitos

Jânio Cesar
Eng. de Segurança do Trabalho – UFRN
Contato: janiocesar2004@yahoo.com.br
GENERALIDADES

(Vídeo: VLE Fundacentro)


Funções do engenheiro de segurança

• Reconhecimento preliminar dos ambientes de trabalho;

• Avaliação dos riscos;

• Indicação e projeto de “métodos e equipamentos” para o


controle dos riscos;

• Supervisão periódica da eficiência dos “métodos e


equipamentos” do projeto.
Medidas da engenharia de segurança do trabalho

Encontrar a solução adequada para que os limites de segurança


sejam respeitados, envolvendo ações como :

• Substituição de materiais tóxicos tentar quando for


possível;
• Umidificação do ar  caso de poeiras (cerâmica, minas, valas,
estradas, britagem, etc);
• Confinamento  impedir o escape para outros ambientes;
• Isolamento  prédios separados, automação;
• Uso de EPI`s;
• Ordem, limpeza e conservação;

• Projeto adequado (método + equipamentos) + Ventilação +


(separação + coleta + tratamento)  Ventilação Industrial e
Controle de Poluição Aplicada em Engenharia de Segurança do
Trabalho.
Introdução

• A ventilação é um ramo do conhecimento tecnológico com


aplicações em, praticamente, todas as atividades
humanas:

 Processos
produtivos
industriais

 Processos de
controle
ambiental
 Ambientes ocupados pelo homem  a ventilação se aplica:
o Conforto
o Segurança e saúde
 Resumindo: a ventilação se aplica em todas as atividades
onde existe a preocupação com o controle da qualidade
do ar

 Foco de estudo: ventilação de processos industriais


Conceitos fundamentais:

 Ventilar: é trocar o ar de um recinto fechado.


o Natural: é quando essa ventilação ocorre por meios naturais
o Mecânica: quando é induzida por equipamentos mecânicos
 Objetivo fundamental da ventilação: controlar a pureza
do ar, visando à segurança e ao bem estar físico dos
trabalhadores.
Aplicações da ventilação industrial

 Uso da ventilação industrial:


o Controle de contaminantes em níveis aceitáveis
o Controle de temperatura e umidade para conforto
o Prevenção ao fogo e a explosões
 A ventilação industrial, assim, visa:

o Atender a condições favoráveis para aqueles que trabalham


no interior das fábricas ou nos seus limites

o Impedir que o
lançamento de
contaminantes na
atmosfera venha a
poluir o ar das
vizinhanças e de
lugares
relativamente
afastados
Tipos de ventilação industrial

 A ventilação industrial pode ser classificada em dois grandes


grupos:

o Ventilação local exaustora (VLE):

 Realizada por meio de um


equipamento captor de ar junto à
fonte poluidora;

 Indicada para situações em que


as fontes de poluição sejam
perfeitamente identificadas e
localizadas no interior do
ambiente;
o Ventilação geral diluidora (VGD):

 Proporciona a ventilação de um ambiente de modo


global;
 Indicada para situações em que a fonte de poluição do
ar não está confinada em pontos perfeitamente
identificáveis
Medidas de controle

 Não existem regras


preestabelecidas para a
indicação das medidas ou
dos métodos que devem
ser utilizados para controlar
os riscos sanitários
industriais;

 Condições específicas: as
condições específicas de
cada indústria determinam
o tipo de proteção a ser
empregado;
Observações importantes:

 Vazão de ar: é o principal parâmetro de um projeto de


ventilação industrial, pois, determina, praticamente, todas
as dimensões da instalação de ventilação.

 Quando se quer ventilar um ambiente, torna-se


necessário retirar a mesma massa de ar que se pretende
introduzir (imprescindível: aberturas de entrada e de saída
em posições adequadas).
 Na ventilação industrial, via de regra, o escoamento do
ar pode ser considerado incompressível;

 No cálculo da perda de carga do escoamento do ar


contaminado, quando a relação entre a massa do
contaminante e a massa de ar é pequena, a presença do
contaminante pode ser ignorada;

 Movimentos verticais dos contaminantes: pode ser


demonstrado matematicamente que, em ambientes
ventilados, os contaminantes não são sujeitos a
apreciáveis movimentos, para cima ou para baixo, devido
à sua própria densidade.
CONTAMINANTES DO AR
 Constituintes normais da
atmosfera:
o Oxigênio, nitrogênio, CO2,
vapor d’água, traços de gases
inertes...

 Contaminantes: são quaisquer


outras substâncias no ar, sob a
ótica da ventilação industrial.
o Ou também qualquer
componente normal cuja
concentração ultrapasse certos
limites.
 Origem: os contaminantes podem ser oriundos de:
o Processos de manufatura (solda, cortes, fundição etc.)
o Tratamentos superficiais (limpeza com solventes,
pintura, jateamento, polimento etc.);
o Transporte e transferência de materiais particulados
(correias transportadoras, enchimento de recipientes
etc.).
Classificação dos contaminantes

 Na ventilação industrial, com base no estado físico dos


contaminantes dispersos no ar, existe a seguinte classificação:
o Gases
 Substâncias no estado gasoso
 Condição termodinâmica afastada do ponto de
condensação (CO, CO2, SO2, etc.)

o Vapores:
 Substâncias no estado gasoso
 Condição térmica próxima do ponto de condensação
(solventes em geral: vapor de gasolina, de álcool, etc)
o Particulados:
 Sistemas dispersos
 Fases dispersas consistem em partículas sólidas ou
líquidas

 Aerossol: partículas que possuem diâmetro < 100


µm. São tipos de aerossóis:

a)Fumos:
o Partículas sólidas;
o diâmetro < 10 µm;
o resultam da condensação
de vapores de matais que
surgem no processo de
fusão, solda e corte de
metais.
b) Poeiras
o Partículas sólidas
o Resultantes da desintegração
mecânica de substâncias
o Diâmetro: 1 a 100 µm

c) Fumaças
o Resultantes da combustão
incompleta de materiais
orgânicos
d) Organismos vivos:
o Mais comuns: pólen das
flores (5 a 100 µm),
esporos de fungos (1 a 10
µm) e bactérias (0,2 a 5
µm).
Limites de tolerância

 Na prática da ventilação industrial, não há a pretensão de se


alcançar uma purificação total do ar;

 O objetivo é de se atingir um grau de pureza, com base na


concentração do contaminante no ar, que não ofereça
riscos à saúde do trabalhador.
 Limites de tolerância normatizados:

o Ministério do Trabalho, Norma Regulamentadora nº 15,


Anexo nº 11 (limites de tolerância para agentes
químicos) e Anexo nº 12 (limites de tolerância para
poeiras minerais)
o A ACGIH (American Conference of Governmental Industrial
Hygienists) publica, periodicamente, os chamados valores
limites de tolerância (Threshold limit values - TLV).

 Existem dois critérios para os valores de TLV:

a)TLV-TWA (Time Whighted Average):


o concentrações ponderadas pelo tempo, para
uma jornada de trabalho de 8h diária e uma
semanal de 40h as quais os trabalhadores podem
ser expostos repetidamente, sem efeito adverso.
b) TLV-STEL (Short Term Exposure Limit):

o concentração à qual os trabalhadores podem ser expostos


por um tempo de no máximo 15 min;

o deve haver pelo menos 60 min entre duas exposições


sucessivas;

o não podem ser repetidas mais de 4 (quatro) exposições ao


dia
Efeitos Aditivos  os efeitos dos diferentes contaminantes
devem ser considerados como aditivos.

 Isto é, para que o limite de tolerância da mistura não seja


ultrapassado, a desigualdade a seguir deve ser satisfeita:

C1 / CL1 + C2 / CL2 +...+ Cn / CLn + ≤ 1

C1,C2,… Cn = concentrações das “n” substâncias


presentes no ambiente

CL1,CL2,… CLn = concentrações limites das “n”


substâncias presentes no ambiente
Movimento de partículas no ar

 A coleta de partículas sólidas ou líquidas em um equipamento


de controle de poluição do ar está intimamente ligada com a
velocidade da partícula no interior do fluxo gasoso

 Mecanismo de captura da partícula: relembrando os


conceitos básicos que governam o comportamento de uma
partícula inserida no escoamento de fluido:

o Para que a partícula seja capturada é necessário que


esteja sujeita a esforços externos de magnitude
suficiente para separá-la do escoamento gasoso.
 Resistência ao escoamento:

o Os três tipos de esforços externos mais significativos a que


estão sujeitas as partículas no interior de um escoamento,
são:

 força gravitacional,
 força de empuxo e a
 força de arrasto.
 Força de arrasto: é a força que se opõe ao movimento de uma
partícula no ar.

 É resultante do deslocamento do ar imediatamente à frente


da partícula, fazendo com que quantidade de movimento da
partícula seja transferida para o fluido adjacente.
 Força de arrasto: é a força que se opõe ao movimento de uma
partícula no ar.

 É resultante do deslocamento do ar imediatamente à frente


da partícula, fazendo com que quantidade de movimento da
partícula seja transferida para o fluido adjacente.

Movimento para a direita queda


 Força de arrasto: turbulência

Maior
Turbulência

Menor
Turbulência
VENTILAÇÃO GERAL DILUIDORA (VGD)
Introdução

 Atua de maneira a minimizar a concentração do contaminante


por meio de sua diluição;

 Neste processo, o ar do espaço de trabalho é substituído por ar


exterior, modo global e contínuo
 Deve-se distinguir dois casos:

o Infiltração: movimento do ar
não controlado, através de:
aberturas e frestas
existentes;

o Ventilação: deslocamento
controlado ou intencional de
ar através de aberturas
específicas e dispositivos de
para ventilação.
 Movimento do ar: seja por o ou por ventilação, poderá
ocorrer por:

o Diferencial de pressão provocada pela ação do


vento OU por diferença de densidade entre ar
externo e o interno – nesses casos, temos a ventilação
natural;

Ar
aquecido
(menos
denso)

Ar frio
(mais
denso)
 Movimento do ar: seja por infiltração ou por ventilação,
poderá ocorrer por:

o Diferença de pressão provocada pela ação de um


ventilador (insuflando ou succionando) – aqui temos a
ventilação forçada ou mecânica.

Exemplo:
Sucção
Componentes de uma instalação VGD:
a) Tomada de ar externo
 A instalação seria constituída b) Filtro
pelos seguintes c) Ventilador de insuflamento
d) Dutos
componentes:
e) Boca de insuflamento
f) Bocas de exaustão
g) Ventilador de exaustão
Componentes de uma instalação VGD:
Componente
s de uma
instalação
VGD:
Efeito direcional do jato de ar

 O efeito direcional do jato de ar é importante, pois podemos


observar na figura abaixo, a qual apresenta um insuflamento e
uma sucção com dutos de mesmo diâmetro, que:

o Na sucção, à
distância de 1
diâmetro a partir
da boca de
entrada, tem-se
velocidades da
ordem de 10% da
velocidade de
saída do jato;
o Já na aspiração, observa-se que a velocidade atinge 10%
da velocidade de sução, mesmo na distância de apenas
30 diâmetros.
Tipos de ventilação geral diluidora:

 A ventilação geral diluidora por meios mecânicos pode ser


feita por insuflamento, exaustão ou ainda por um sistema
misto.
 Ventilação por insuflamento:
o Ventilador sopra o ar novo para dentro do recinto ventilado;

o A pressão do ar no interior do ambiente, Ps, torna-se maior


do que a pressão do ar da vizinhança, Pe, tornando o
ambiente pressurizado;
o Este diferencial de pressão, (Ps – Pe), é responsável pela
saída do ar para a vizinhança pelas aberturas específicas
e frestas existentes.

o OBS: nesse tipo de ventilação, pode-se tirar proveito do


efeito direcional do jato, podendo orientá-lo à finalidades
específicas:

 A exemplo: obter um alto grau de movimentação junto


aos ocupantes do recinto  melhoria no conforto OU
então um alto grau de mistura, reduzindo localmente a
concentração do contaminante no ambiente.
o A ventilação por insuflamento permite ainda o
controle da qualidade do ar:

 Pela localização adequada da tomada do ar novo


 Tratamento do ar capturado (filtrando-se o mesmo)
 Ventilação por exaustão:

o Um ventilador succiona o ar contaminado para fora do


recinto ventilado

o A pressão do ar no interior do ambiente (Ps) torna-se


menor que a pressão do ar na vizinhança (Ps)
o O ambiente torna-se despressurizado (pressão negativa)

o O diferencial de pressão (Pe – Ps) é responsável pela


entrada do ar novo da vizinhança pelas aberturas
específicas.

o Pureza:

 Neste tipo de ventilação é muito difícil controlar a


pureza do ar novo  em função do número de
aberturas e, sobretudo, das frestas existentes.

 Por outro lado, permite facilmente o controle da pureza


do ar a ser lançado no ambiente externo.
 Sistema misto de ventilação

o É o obtido pela combinação dos dois tipos anteriores, isto


é, um sistema misto de ventilação.

o Pode-se obter por esse sistema, um ambiente interno com


pressão positiva ou negativa (dependendo da razão entre
as vazões de insuflamento e de exaustão de ar)
o Seleção - vai depender da demanda e da análise do
projetista:

 Pressão ( - ) :
ventilação de sanitários e
cozinhas deverá manter os
ambientes em pressão
negativa.

evitando que
contaminantes e odores
gerados se espalhem para
ambientes vizinhos.

Aplicação: campânula em cozinhas


Obs.: Exaustão > Insuflação
 Pressão ( + ):
Ventilação de um recinto que não deva ser contaminado
pelo ar da vizinhança (procedimentos de análise, salas de
cirurgia, escadas de incêndio...)

A troca de ar será sempre do recinto ventilado para a


vizinhança
o Se por alguma razão
torna-se necessária a
canalização do ar
novo e de exaustão,
este sistema possui a
flexibilidade de poder
atender a essa
situação

 Mantendo os
ambientes em
pressão (+) ou (-),
conforme
necessidade.
 Vantagens e desvantagens da VGD:
 Fator de mistura (φ):
o Está ligado aos mecanismos que governam a dispersão
de material contaminante no ar

o Definição:
 Equação da diluição
o É estabelecida, desenvolvendo-se um balanço de massa para o
contaminante, para um intervalo de tempo, em um determinado
ambiente de volume conhecido.
o Limitações:
 Restrita à hipótese simplificativa de concentração
uniforme
 Para resultados mais próximos da realidade, é
necessário dividir o ambiente em múltiplas células e
aplica-la (concentração melhor conhecida)
 VGD para remoção de calor sensível
o Ambientes com grande desprendimento de calor: sala
de transformadores, salas de caldeiras e outros.

o É efetuado um balanço de energia para se determinar


a vazão de ar a ser insuflada (Qe) necessária à
remoção de calor sensível. [fig. 4.7.1, eq. 4.7.4; 80]
 VGD para remoção de umidade

o Desprendimentos de vapor d’água que ocorrem em muitas


indústrias
 Vazamentos
 Especificidades do processo

o Podem resultar em níveis intoleráveis de umidade do ar

o Com a VGD, pode atenuar este problema, movimentando-


se uma vazão adequada de ar, de maneira a arrastar este
vapor gerado no ambiente
o A vazão de ar a ser insuflada será determinada por
um balanço de massa de vapor, de acordo com com
esquema:
 Para aplicações gerais

o A vazão de ar externo necessária (Qe), para locais:


 Com pé direito normal e onde ocorre aglomeração de
pessoas (cinemas, teatros, ginásios de esportes, etc).

 Com geração de contaminantes que oferecem pouco


risco para saúde dos ocupantes ...
... Pode ser calculada por um dos critérios abaixo:

a)Número de trocas de ar por hora: por ser um método


empírico e pouco rigoroso deve ser utilizado com reservas:

b)Ração de ar por pessoa: remover odores e fumaça. A vazão


de ar externo é obtida por:
 Os Valores de N e Qp, podem ser encontrados na literatura
específica ou nas tabelas apresentadas a seguir:

(i) Ração de ar por pessoa (ii) Trocas de ar por hora, N


Recomendações:

o Para situações em que se deseja remover apenas os


contaminantes emitidos pelos ocupantes do recinto  8
trocas de ar / hora são suficientes.

o O limite superior da faixa é recomendado para a remoção de


calor e vapor d’água em zonas temperadas.

o Em climas quentes, sugere-se o dobro dos valores indicados


na Tabela (ii)
(ii)

(i)
VENTILAÇÃO NATURAL

(Vídeo: lanternins)
 A ventilação natural tem seu campo de aplicação em edifícios
industriais, edifícios públicos, habitações e garagens...

Aplicação: pilotis
• Permitindo que o térreo seja público e acessível a todos
• Melhoria na ventilação
 Diferenciais de pressão: necessários para a movimentação ar
na ventilação natural, são decorrentes do vento e das
diferenças de temperatura entre o ar exterior e o ar interior

 Esses dois mecanismos podem agir de forma separada ou


de maneira combinada, a depender:
o Condições atmosféricas
o Do projeto
o Localização do edifício
 Para produzir diferencias de pressão através da
aberturas de entrada (ΔPe) e de saída (ΔPs), como
mostra a figura:
Lanternins

• Os Lanternins são aberturas, dispostas na cobertura de


edificações, para propiciarem ventilação e iluminação naturais
dos ambientes.

• O funcionamento dos lanternins é devido à diferença de


densidade do ar ambiental ao ganhar calor .

• O ar, ao ser aquecido, fica menos denso e ascende para a


cobertura. Quanto maior a altura da cobertura, mais significativa
será a ascensão do ar .

• Do ponto de vista da ventilação natural, os lanternins apresentam


ótimo desempenho quando aplicados em pavilhões altos onde o
processo industrial desprende muito calor e, eventualmente,
poluição.
Lanternins

O uso de lanternins para ventilação natural deve levar em


consideração os seguintes fatores:

• Os dimensionamentos das áreas de lanternins devem ser


adequados e compatíveis com as aberturas, para ingresso de
ar, no nível inferior da edificação;

• Os ambientes ventilados por lanternins ficam com pressão


negativa em relação ao ambiente externo. Este fato faz com
que uma eventual poluição nas proximidades do prédio migre
para o interior do mesmo;

• Em locais com inverno rigoroso, devem ser tomadas


providências de fechamento parcial das aberturas para
melhorar as condições de conforto ambiental nos dias de muito
frio.
Lanternins

(Vídeo)
Clarabóias

• Instalada sobre base em fibra de vidro, de perfil especial, acoplável


a qualquer tipo de cobertura de unidades industriais ou comerciais.

• Os sistemas de abertura manual ou elétrica, que se instala,


permitem maior ventilação e iluminação constituindo num
investimento em segurança contra incêndio pela retirada de fumaça
do ambiente.
Torres de vento

• São captadores altos, adequados para as casas de tijolos ou


blocos.

• Com o vento entrando por um lado da torre e saindo pelo outro,


o ar quente dos quartos é sugado até a torre, fazendo com
que o ar fresco entre pelas janelas.

• No inverno, se fecha as aberturas entre a torre e os cômodos.

• O teto e as partes cruzadas são de tijolos, e as laterais são de


tijolos vazados.

• A circulação de ar fresco é regulada através das portas entre a


torre e os cômodos e das janelas das paredes externas.
Torres de vento
Exaustores eólicos

• O exaustor eólico, utiliza para seu funcionamento o deslocamento das


massas de ar atmosférico e o efeito da conveccão da massa de ar
interna proporcionando uma exaustão ininterrupta de gases, fumaça e
calor; renovando e circulando o ar ambiente.

• Trabalham a partir de correntes de ar que incidem sobre o globo,


fazendo com que ele se movimente.

• Mesmo na ausência de ventos, as massas de ar quente internas


tendem a começar a subir, provocando uma pressão no interior do
globo, fazendo com que o exaustor gire.
Exaustores eólicos
Efeito chaminé

A diferença entre as temperaturas do ar interior e exterior provocam


um deslocamento da massa de ar da zona de maior para a de
menor pressão.

Quando, nestas condições, existem duas aberturas em diferentes alturas, se


estabelece uma circulação de ar da abertura inferior para a superior, denominada
efeito chaminé.

Ele não é muito eficiente em casas térreas pois depende da diferença entre as
alturas das janelas.

Como depende, também, das diferenças entre a temperatura do ar interior e


exterior, para climas quentes, especialmente no verão, esse mecanismo de
ventilação não deve ser visto como a forma mais eficiente de gerar situações de
conforto térmico e/ou remover o excesso de calor acumulado no interior da
edificação.

Neste caso, deve-se dar maior importância à ventilação dos ambientes


pelo efeito do vento.
Efeito chaminé
Casos típicos
de Ventilação
Natural em
galpões
Efeitos da
distância entre
obstáculo e
edificação com
relação ao sentido
da Ventilação
Natural interna
 Aberturas de ventilação: no projeto de um sistema de
ventilação natural, o arranjo, localização e o controle das
aberturas de ventilação devem ser tais que:

o Os dois diferencias de pressão atuem


cooperativamente;

o Tendo-se em mente a ação das diferenças de


temperatura:
 as aberturas de entrada de ar deverão estar
situadas em nível inferior às de saída;
 Regras gerais para obtenção de uma ventilação natural
com o máximo de eficiência:

o Evitar projetos de pavilhões com grandes vãos entre as


paredes contendo as aberturas de entradas de ar  a
ventilação da região central poderá ficar prejudicada por
curtos-circuitos entre aberturas de entradas e saída do ar

o Maximizar as distâncias verticais entre as aberturas de


ventilação  tirar maior proveito da diferença de
temperatura

o Orientar o prédio de maneira conveniente  otimizar a


ação dos ventos predominantes
o Proteger as aberturas de saídas de ar da ação contrária
dos ventos  anteparos

o A área de entrada (Ae) deve ser o dobro da área de


saída (As)  a vazão será aumentada em cerca de 25%
em relação ao valor obtido para Ae ==As.

 garantia da manutenção da vazão desejada, mesmo nos dias


desfavoráveis, quanto parte das aberturas de entrada poderão
estar em depressão, devido à ação do vento diferente da adotada
no projeto.
o Uma instalação de uma ventilação local exaustora
também produz a ventilação geral diluidora do recinto e
pode complementar a ventilação natural em locais com
deficiência de movimentação do ar
VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA (VLE)
 Na VGD, o controle do poluente é feito para todo o interior
do recinto de trabalho, implicando, portanto, movimentações
de quantidades de ar muito grandes...

 Já na VLE, o contaminante é removido junto ao ponto onde


ele é gerado
o Evitando que se espalhe no ar do recinto
o Necessitando de quantidades menores de ar
o É uma solução mais eficiente, porém nem sempre possível de
ser aplicada:

 Quando o número de fontes de geração de contaminantes


se torna muito grande

 Quando não se consegue uma aproximação adequada da


fonte de contaminante
 Componentes de uma instalação VLE:
a) Captor: ponto de entrada do contaminante a ser exaurido
pelo sistema

o Geometria: pode variar desde uma entrada abrupta na


extremidade de um duto até um complexo sistema de
enclausuramento de todo o processo de geração de
contaminante

Obs.: O sucesso ou falha de qualquer sistema VLE está


intimamente ligado com a qualidade do projeto do captor
a) Captor: ponto de entrada do contaminante a ser exaurido
pelo sistema

o Geometria: exemplo de aplicação na galvanoplastia


• A galvanoplastia é um processo químico ou eletroquímico de deposição de
uma fina camada de um metal sobre uma superfície, que pode ser
metálica ou não.

• O objetivo deste processo é embelezar as peças, e também protegê-las


contra a corrosão, aumentar sua durabilidade, melhorar as propriedades
superficiais e características de resistência, espessura, condutividade e
capacidade de estampar.

• É aplicada em vários ramos da atividade econômica: na indústria


automobilística, na indústria de bijuterias, na construção civil, na indústria
de utensílios domésticos, na informática, na indústria de telefonia e na
recuperação de objetos decorativos.

• Para ganhar uma camada externa metálica, as peças são submetidas a


um ou mais banhos, que podem ser de cromio, níquel, ouro, prata, cobre,
zinco ou estanho.
a) Captor: ponto de entrada do contaminante a ser exaurido
pelo sistema

o Geometria: exemplo de aplicação na galvanoplastia


a) Captor: ponto de entrada do contaminante a ser exaurido
pelo sistema

o Geometria: exemplo de aplicação na galvanoplastia


a) Captor: ponto de entrada do contaminante a ser exaurido
pelo sistema

o Geometria: exemplo de aplicação na galvanoplastia


b) Dutos:
o Componentes responsáveis pela condução do ar
com o contaminante

o Interliga diversos componentes do sistema


c) Ventilador:
o Responsável pelo fornecimento da energia necessária
ao escoamento do ar
d) Coletor:
o Destina-se a remover, com uma eficiência adequada, os
co do ar

o Também é conhecido como equipamento de controle


de poluição (ECP) e é utilizado para evitar a poluição da
atmosfera circunvizinha

Filtros de mangas
o Figura (a): o contaminante gerado no interior do pavilhão
se espalha por todo o ambiente interno, podendo ainda
provocar uma poluição externa;

o Figura (b): Foi


adotado um sistema
VLE sem o
componente coletor,
resolvendo-se o
problema da
poluição interna,
porém agravando-se
a poluição externa
o Figura (c): o problema é corretamente solucionado com
a adoção de um equipamento de controle de poluição
 Sistemas centrais e coletores unitários: a depender: tipo
de processo a que se destina, custos envolvidos,
flexibilidade desejada, confiabilidade exigida, pode-se optar
entre duas possibilidades:

o Sistemas centrais de VLE


o Coletores unitários
 Sistemas centrais de VLE:
o Diversos captores atendendo a diversos pontos de
geração de contaminantes;

o O captores são conectados por meio de dutos a uma


única unidade exaustora
o São características deste sistema:
 Serem fixos e de grande porte
 Apresentarem pouca flexibilidade de operação
 Alterações de arranjo físico (requerem alteração na
infraestrutura)

o Quando bem projetados:


 Baixos custos de operação e manutenção
 Ocupam pequena área no interior do pavilhão
industrial (equipamentos de grande porte como
ventiladores e equipamentos coletores, podem ser
instalados externamente)
 Coletores Unitários
o Apresentam os mesmos componentes dos sistemas
centrais
o São caracterizados pelo pequeno porte e mobilidade
o A mobilidade permite o atendimento a mais de uma
fonte de geração de contaminante
o Normalmente trabalham com recirculação de ar

 succionam o ar junto à fonte de geração de contaminante


devolvendo-o para o ambiente após uma adequada
depuração do mesmo

o Na escolha de equipamentos unitários, deve-se ter especial


atenção no sentido de o coletor ser suficientemente eficiente:
 Processo
 Qualidade do ar que se deseja no ambiente
 Princípios gerais de VLE:
o Princípios básicos para aumentar a eficiência de
captação e diminuir as vazões de trabalho:

 Enclausurar ao máximo a fonte contaminante:

OBS: Quanto maior o enclausuramento, menor será a


quantidade de ar requerida pela exaustão
 Princípios gerais de VLE:
o Princípios básicos para aumentar a eficiência de
captação e diminuir as vazões de trabalho:

 Instalar o captor o mais próximo possível da fonte


contaminante
 Instalar o sistema de aspiração de modo que o
trabalhador não fique no fluxo de contaminante

 Tirar vantagem do movimento natural do contaminante


 Induzir uma velocidade de captura suficiente

 Evitar correntes de ar adversas


 Captores
o O ideal seria que a fonte geradora de contaminantes
ficasse num ambiente específico confinado, onde, por
meio de um duto de sucção, o ar contaminado fosse
removido
o Todavia, para um grande número de processos, tal
procedimento é inviável, em razão do acesso ou do fluxo
de material relativo ao processo industrial.

o Assim, na prática, é usual os captores serem


apresentados em três grupos clássicos:
 Captor enclausurante:

possui todos os seus lados fechados, exceto


pequenas aberturas (frestas) para entrada de ar

a velocidade recomendada para o ar nas frestas


deve variar de 0,5 a 1,0 m/s
 Cabine:
Semelhante ao captor enclausurante, porém apresenta
uma de suas faces aberta;
A função da face aberta é permitir o acesso ao processo
industrial

A velocidade média do ar na
face aberta depende do
processo e da toxidade do
contaminante, podendo variar
de 0,5 a 1,0 m/s.
 Captor externo:
Dispositivo de captação de contaminantes que não
envolve a fonte;
Só deve ser adotado quando não for possível adotar os
tipos anteriores
 Critério: o critério a ser respeitado é o da velocidade do
ar, induzida no ponto mais desfavorável em relação à
posição do captor, denominada velocidade de captura.

Ponto mais desfavorável (ponto crítico):

Ponto de geração de contaminante mais afastado da


face de entrada do captor

Se a partícula mais desfavorável for capturada,


significa que as outras também serão.
 A velocidade de captura deverá:

ser suficiente para arrastar o contaminante e

opor-se aos efeitos dispersivos das correntes de ar e ao


movimento inicial adverso
 A velocidade de captura deverá:

ser suficiente para arrastar o contaminante e

opor-se aos efeitos dispersivos das correntes de ar e ao


movimento inicial adverso
o Determinação experimental da velocidade de captura (captores
externos)

 A velocidade de captura necessária para uma operação


específica pode ser determinada, experimentalmente, por
meio de um aparato simples: o Captor explorador
 Obter a vazão de ar induzida no captor por meio da leitura
da pressão estática e de posse de uma curva de
calibração

 Conhecida a vazão, aproximando-se o captor explorador


do processo de geração, pode-se medir a distância “X”
para qual ocorre a captura do contaminante

 De posse da distância “X” pode-se obter a velocidade de


captura por meio da correlação apropriada para o tipo de
captor explorador utilizado.
o Estimativa da vazão de ar

 Para captores enclausurantes e as cabines, a vazão é


obtida aplicando-se a equação da continuidade, Q = V.A
o Neste caso, V: velocidade recomendada; A: área de
fresta para os captores enclausurantes ou área da
face aberta para as cabines.

 Já para os captores externos, a vazão deve ser


suficiente para induzir no ponto crítico a velocidade de
captura necessária (cálculos na Aula 02).
 Assim, nesses casos, é
preciso utilizar uma
correlação entre vazão,
velocidade de captura e
distância do captor ao
ponto crítico.

 Correlações
para alguns
captores
simples:
o Captor receptor: o captor é classificado como sendo tipo
receptor quando aproveita a velocidade de geração do
contaminante

Exemplo: gases quentes de fornos


 Processos quentes
o No dimensionamento de captores para processos quentes,
com considerável dissipação de calor por convecção:

 Não se pode esquecer que existe o efeito empuxo, que impõe ao


contaminante uma corrente ascensional.

 Esta corrente, por efeito de troca de quantidade de movimento,


induz no ar circunvizinho um fluxo adicional de ar, aumentando a
vazão a ser aspirada pelo captor. Assim, a vazão de projeto deve
ser:

• Qy = vazão de projeto do captor


• Q0 = vazão nos limites da fonte quente
• Qi = vazão de ar induzida
o Além disso, para satisfazer as equações de conservação da
massa e da quantidade de movimento:

 O Ar adicional produzirá uma certa divergência nas fronteiras


do fluxo ascendente  isso exigirá um acréscimo nas
dimensões da face da boca de captação em relação às
dimensões da superfície de geração o contaminante:
o Para aproveitar o efeito do empuxo, o captor mais
adequado para os processos quentes é a coifa, e o seu
dimensionamento, pode ser dividido em duas situações:

 Coifas baixas:
são coifas que poderão trabalhar a uma pequena
altura da fonte quente

em decorrência da pequena altura de montagem


(Y≤1m), o aumento de vazão correspondente ao ar
induzido e divergência do fluxo podem ser
desprezados:
 Coifas baixas:
 Coifas altas:
São coifas que deverão trabalhar em cotas mais elevadas
com relação à fonte quente;

Possibilitam o deslocamento de materiais, carga e descarga


automatizada de tanques, passagem de pontes rolantes,
etc.
Seu dimensionamento deverá levar em consideração os
efeitos do empuxo:
 Jatos planos de ar
o Tem sua origem em saídas do tipo frestas e possui importantes
aplicações na ventilação industrial;

o Ventilação sopro-exaustão: Uma aplicação frequente na VLE é


a ventilação sopro-exaustão (sistema push-pull):
 Recomendações: V0: de 5 a 10m/s; VL: maior ou igual a
1,5m/s; QL: de 0,51 a 0,76 m3/s;

 É utilizada em tanques com superfície aberta de grande


largura, para os quais a ventilação por meio de frestas
laterais de sucção seria inadequada para a captura do ar
contaminado na região central do tanque

 A solução sopro-exaustão, assim, consiste em se soprar


ar em uma das laterais do tanque enquanto a oposta
permanece sob sucção.
o Cortinas de ar:
o Cortinas de ar: usadas nos processos quentes para:

 Evitar a deflexão do fluxo ascensional:

 Separação de ambientes com diferentes concentrações de


contaminantes do ar:
Obrigado!

Feliz Natal!!!

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