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Livro Técnico Projeto Seletto

CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI

Trabalho de Conclusão do Curso de Engenharia Mecânica Automobilística

Seletto CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI Trabalho de Conclusão do Curso de Engenharia Mecânica Automobilística 2008

2008

PROJETO SELETTO 2

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 2

2

PROJETO SELETTO 3 CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI ALEXANDRO LEAL SANTOS FELIPE DI STEFANO PEREIRA JEFERSON

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 3 CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI ALEXANDRO LEAL SANTOS FELIPE DI STEFANO PEREIRA JEFERSON F.

3

CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI

ALEXANDRO LEAL SANTOS FELIPE DI STEFANO PEREIRA JEFERSON F. PEREIRA HEITOR SILVA SARRO HUGO L. RISHTER TIAGO MARIN CARNEIRO VITOR DE SÁ LOPES GARCIA

LIVRO TÉCNICO - PROJETO SELETTO

São Bernardo do Campo

2008

PROJETO SELETTO 4 ALEXANDRO LEAL SANTOS FELIPE DI STEFANO PEREIRA JEFERSON F. PEREIRA HEITOR SILVA

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 4 ALEXANDRO LEAL SANTOS FELIPE DI STEFANO PEREIRA JEFERSON F. PEREIRA HEITOR SILVA SARRO

4

ALEXANDRO LEAL SANTOS FELIPE DI STEFANO PEREIRA JEFERSON F. PEREIRA HEITOR SILVA SARRO HUGO L. RISHTER TIAGO MARIN CARNEIRO VITOR DE SÁ LOPES GARCIA

LIVRO TÉCNICO - PROJETO SELETTO

Trabalho final de conclusão de curso de Engenharia Mecânica Automobilistica do Centro Universitário da FEI.

São Bernardo do Campo

2008

PROJETO SELETTO 5 Carneiro, Tiago Marin Garcia, Vitor de Sá Lopes Pereira, Felipe di Stefano

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 5 Carneiro, Tiago Marin Garcia, Vitor de Sá Lopes Pereira, Felipe di Stefano Pereira,

5

Carneiro, Tiago Marin Garcia, Vitor de Sá Lopes Pereira, Felipe di Stefano Pereira, Jeferson F.

Rishter, Hugo L. Santos, Alexandro Leal Sarro , Heitor Silva

Livro Técnico Projeto Seletto São Bernardo do Campo, 2008

311f. : il.

Trabalho de conclusão de curso Centro Universitário da FEI

Orientador: Prof. Edson Esteves

1. Veículo Esportivo.

PROJETO SELETTO 2 ALEXANDRO LEAL SANTOS FELIPE DI STEFANO PEREIRA JEFERSON F. PEREIRA HEITOR SILVA

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 2 ALEXANDRO LEAL SANTOS FELIPE DI STEFANO PEREIRA JEFERSON F. PEREIRA HEITOR SILVA SARRO

2

ALEXANDRO LEAL SANTOS FELIPE DI STEFANO PEREIRA JEFERSON F. PEREIRA HEITOR SILVA SARRO HUGO L. RISHTER TIAGO MARIN CARNEIRO VITOR DE SÁ LOPES GARCIA

LIVRO TÉCNICO - PROJETO SELETTO

Trabalho de Conclusão de Curso - Centro Universitário da FEI

Edson Esteves

Edson Esteves

Orientador

Coordenador da EXPO

Turma:

11

São Bernardo do Campo Data de aprovação:

PROJETO SELETTO 3 Dedicamos este trabalho aos companheiros de todas as horas.

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 3 Dedicamos este trabalho aos companheiros de todas as horas.

3

Dedicamos este trabalho aos companheiros de todas as horas.

PROJETO SELETTO AGRADECIMENTOS 4 Agradecemos primeiramente à oportunidade que nos foi dada em nossas vidas

PROJETO SELETTO

AGRADECIMENTOS

PROJETO SELETTO AGRADECIMENTOS 4 Agradecemos primeiramente à oportunidade que nos foi dada em nossas vidas para

4

Agradecemos primeiramente à oportunidade que nos foi dada em nossas vidas para a realização deste trabalho, assim como o empenho de todas as grandes mentes da história que contribuíram para a disponibilidade das ferramentas e conhecimentos necessários. Não poderíamos deixar de agradecer enormemente a todos que nos apoiaram e continuam nos apoiando em todos os projetos de nossas vidas, sejam familiares, amigos, colegas de trabalho ou namoradas. Agradecemos a todos que se empenharam para elaboração deste projeto e principalmente aos mestres e professores da FEI.

PROJETO SELETTO 5 O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 5 O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

5

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário. Albert Einstein

PROJETO SELETTO RESUMO 6 O presente trabalho de conclusão de curso sobre o projeto de

PROJETO SELETTO

RESUMO

PROJETO SELETTO RESUMO 6 O presente trabalho de conclusão de curso sobre o projeto de um

6

O presente trabalho de conclusão de curso sobre o projeto de um veículo tem como objetivo o

dimensionamento e especificação básica de um veículo automotor de 4 passageiros do segmento.esportivo Este livro técnido ilustra os projetos e especificações, entra no detalhamento nos cálculos dos pricipais componentes e possui também algumas análises de mercado e de custo, pois além do embasamento técnico, também é necessário ter um conjunto com viabilidade de mercado. Usando critérios como desempenho do veículo e parâmetros de mercado, foram dimensionados os componentes que caracterizam este veículo.

O projeto de formatura focado nas diferentes áreas do veículo moderno passa por várias fases

desde sua criação, passando pelo desenvolvimento, e finalizando com o que se compreende por ser a opção mais otimizada de valores e consideração para o objetivo traçado. Uma das fases mais prolongada, produtiva e, sem dúvida, importante é a fase de desenvolvimento, onde são consultadas diversas fontes de conhecimento, tais como livros, professores, profissionais do ramo, e por que não, o bom senso. Em nosso caso, aprimoramos os valores inúmeras vezes para concluir uma solução que agrade a todos, porém cumprindo também o objetivo principal do projeto, ou seja, o aprendizado.

Palavras-chave: veículo esportivo - seletto

PROJETO SELETTO ABSTRACT 7 The current graduation paper about a vehicle project aims at a

PROJETO SELETTO

ABSTRACT

PROJETO SELETTO ABSTRACT 7 The current graduation paper about a vehicle project aims at a basic

7

The current graduation paper about a vehicle project aims at a basic design and specification

of a 4 occupants sport vehicle. This book illustrates projects, design and especifications, gives

a deep dive on the main components calculations, and also includes analysis and gaphs of cost and market positioning, because beyond the technical basis, there is also a need of an

association with feasibility on the market. Using criteria such as performance and parameters of the market, the components that characterize this sport vehicle were designed.

A graduation project focused on all different areas of the modern vehicle passes through the

stages of creation, development and outcome with what is understood to be the most optimum

values and consideration for the target set. One of the most productive, long and undoubtedly important stages, is the development phase, where several sources of knowledge are consulted, such as books, teachers, professionals in the industry, and why not, the common sense.

In our case, the values were revised and improved uncountable times to complete a final

solution which satisfy all of the group, but also fulfilling the main objective of the project,

namely learning.

Key words: sport vehicle - seletto

PROJETO SELETTO 8

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 8

8

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Parâmetros de desempenho

24

Tabela 2 - Ficha técnica do veículo

24

Tabela 3 - Ficha técnica do motor 1

48

Tabela 4 - Ficha técnica do motor 2

50

Tabela 5 Relação de transmissão dos engrenamentos

59

Tabela 6 - Relação total de transmissão de cada marcha

60

Tabela 7 -Módulos das engrenagens pelos critérios de Lewis e Hertz

63

Tabela 8 - Resumo dos esforços nas engrenagens

65

Tabela 9 - Resumo dos esforços dos engrenamentos nos eixos

70

Tabela 10 - Forças radiais nos rolamentos e fatores X e Y

73

Tabela 11 - Carga atuante P [kgf]

74

Tabela 12 - Relações de transmissão U

75

Tabela 13 - Carga média em cada rolamento

75

Tabela 14 - Vida útil requerida dos rolamentos

77

Tabela 15 - Especificação, vida útil e dimensões

78

Tabela 16 - Resumo dos parâmetros das engrenagens

83

Tabela 17 - Inércias dos conjuntos por engrenagento

84

Tabela 18 - Rotação em cada marcha

85

Tabela 19 - Variação de rotação e aceleração angular em cada situação de sincronismo

86

Tabela 20 - Esforços na alavanca de câmbio para o sistema de sincronismo de en

87

Tabela 21 - Resumo de esforços no pinhão e coroa

104

Tabela 22 - Parâmetros do rolamento 31308

106

Tabela 23 - Parâmetros do rolamento 30308-A

109

Tabela 24 - Parâmetros do rolamento 7907C

112

Tabela 25 - Parâmetros do veículo Seletto

113

Tabela 26 - Carga nos rolamentos para as 3 condições

117

Tabela 27 - Parâmetros do rolamento 7007A

119

Tabela 28 - Parâmetros do veículo Seletto

120

Tabela 29 - Carga nos rolamentos para as 3 condições

124

Tabela 30 - Cálculo do CG para o veículo descarregado

132

Tabela 31 - Cálculo do CG para o veículo carregado

133

Tabela 32 - Ficha técnica da suspensão

145

Tabela 33 - Valores de ∆Fz para determinados raios de curvatura e velocidade

160

Tabela 34 - Valores de Kllt para o veículo carregado e descarregado

161

Tabela 35 - Valores de Klfcs para o veículo carregado e descarregado

164

Tabela 36 - Valores de H para o veículo carregado e descarregado

167

Tabela 37 - Ficha técnica da direção

184

Tabela 38 - Ficha de dados técnicos Seletto

192

Tabela 39 -Resumo dos balanceamentos.

194

Tabela 40 - Resumo dos balanceamentos traseiros.

195

Tabela 41 -Análise do torque de frenagem por eixo.

198

PROJETO SELETTO 9 Tabela 42 -Características do freio dianteiro Tabela 43 -Características do freio traseiro

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 9 Tabela 42 -Características do freio dianteiro Tabela 43 -Características do freio traseiro Tabela

9

Tabela 42 -Características do freio dianteiro Tabela 43 -Características do freio traseiro Tabela 44 - Características do freio de estacionamento Tabela 45 -Características do cilindro mestre Tabela 46 -Características do servo freio Tabela 47 - Parâmetros para a curva de frenagens ótimas Tabela 48 - Características do pedal do freio Tabela 49 - Características do sistema de corte

Tabela 50 - Parâmetros de desempenho à velocidade máxima e veículo carregado (0,87g) 214

213

212

201

201

201

202

202

211

Tabela 51 - Distância de frenagem 80 km/h a 0 km/h

214

Tabela 52 - Resumo do desempenho dos freios para veículo carregado

215

Tabela 53 - Resumo do desempenho dos freios para veículo descarregado

215

Tabela 54 - Potência dos componentes do veículo

225

Tabela 55 Tempo de aceleração de 0 a 100 km/h

236

Tabela 56 - Torque disponibilizado em cada rotação

238

Tabela 57 - Rigidez à rolagem equivalente requerida

256

Tabela 58 - Estimativa de custos

295

PROJETO SELETTO 10

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 10

10

LISTA DE ILUSTAÇÕES

Figura 1 - Barra estabilizadora convencional

 

21

Figura 2 Barra estabilizadora com rigidez ajustável

22

Figura 3 Esquema da proposta do ciclo térmico para aproveitamento dos gases de escape . 23

Figura 4 - Desenho ilustrativo

28

Figura 5 - Gráfico de interesse em veículos esportivos x sexo

34

Figura 6 - Gráfico de interesse em veículos esportivos x faixa etária

35

Figura 7 - Gráfico de faixa salarial

36

Figura 8 - Gráfico de qual motivo de não possuir carro esportivo

36

Figura 9 - Gráfico de vantagens dos veículos com apelo esportivo no Brasil

37

Figura 10 - Gráfico de características mais importantes dos veículos esportivos

38

Figura 11 - Gráfico de itens sem valor na visão do usuário

39

Figura 12 - Gráfico de confortos necessários em um veículo esportivo

40

Figura 13 - Gráfico de características mais importantes no veículos esportivos

41

Figura 14 - Gráfico de controles eletrônicos que devem estar presente no veículo esportivo . 41

Figura 15 - Gráfico de intenção de compra de veículo originalmente esportivo

Figura

Figura 38 - Seqüência do sincronizador

37

Componentes da engrenagem

42

Figura 16 - Gráfico de valor de aquisição de veículo de concepção esportiva

43

Figura 17 - Gráfico de vantagens do veículo nacional

44

Figura 18 - Gráfico de valor da barra estabilizadora com rigidez ajustável eletronicamente

45

Figura 19 - Gráfico de valor do sistema de aumento da potência

45

Figura 20 Principais dimensões do veículo

47

Figura 21 - Curvas de potência e torque à plena carga

49

Figura 22 - Curva de consumo específico de combustível

50

Figura 23 - Seção transversal da caixa de transmissões

55

Figura 24 - Linha de fluxo da primeira marcha

56

Figura 25 - Linha de fluxo da segunda marcha

57

Figura 26 - Linha de fluxo da terceira marcha

57

Figura 27 - Linha de fluxo da quarta marcha

58

Figura 28 - Linha de fluxo da quinta marcha

58

Figura 29 - Gráfico de escalonamento de marchas “dente de serra”

60

Figura 30 - Esforços transmitidos nas engrenagens

64

Figura 31 - Diagrama de esforços no eixo primário

66

Figura 32 - Diagrama de esforços no eixo intermediário

67

Figura 33 - Diagrama de esforços no eixo secundário

69

Figura 34 Esquema de posicionamento dos rolamentos na transmissão

72

Figura 35 - Explodida do sistema de sincronismo

79

Figura 36 - Vista explodida do sistema de sincronismo

79

-

80

81

Figura 39 - Etapa do sincronismo dos dentes da engrenagem e da luva de engate

81

Figura 40 - Modelo para cálculo do momento de inércia da engrenagem

82

Figura 41 - A embreagem e seus principais componentes

89

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO

11

Figura 42 - Principais dimensões do disco de embreagem

92

Figura 43 - Representação da mola beneville com e sem carga

93

Figura 44 - Representação dos esforços na cruzeta

98

Figura 45 - Componentes da caixa diferencial

99

Figura 46 - Ilustração do Diferencial

100

- Figura 48 - Esquema de fixação da homocinética ao cubo de roda

Figura

47

Ilustração

da

homocinetica deslizante

126

127

Figura 49 - Modelamento 3D em desenvolvimento

129

- Figura 51 - Empacotamento dos componentes

Figura

50

Área frontal

131

134

Figura 52 - Distribuição dos pesos com veículo descarregado

134

Figura 53 - Distribuição dos pesos com veículo carregado

135

Figura 54 - Ângulos de entrada e saída e estudo de ergonomia

137

Figura 55 - Sketch inicial do veículo

138

Figura 56 - Análise estrutural do chassis tubular 1

140

Figura 57 - Análise estrutural do chassis tubular 2

140

Figura 58 - Análise estrutural do chassis tubular 3

141

Figura 59 - Análise estrutural do chassis tubular 4

141

Figura 60 - Análise estrutural do chassis tubular 5

142

Figura 61 - Análise estrutural do chassis tubular 6

142

Figura 62 - Análise estrutural do chassis tubular 7

143

Figura 63 - Análise estrutural do chassis tubular 8

143

Figura 64 - Suspensão com braços oscilantes (double-wihsbone)

144

Figura 65 - Esforços em barra estabilizadora comum

146

Figura 66 Esquema da mola torcional na barra estabilizadora com rigidez ajustável

147

Figura 67 - Sistema de bloqueio dos discos

148

Figura 68 - Gráfico de carregamento x rigidez de curvatura

149

Figura 69 - Curva de Rigidez do pneu 225/45 R17 Good Year

151

Figura 70 - Comparativo de aceleração lateral dos veículos concorrentes

154

Figura 71 - Roll axis e Roll Center

155

Figura 72 - Gráfico de ganho de cambagem

158

Figura 73 - Gráfico de ganho de cambagem

158

Figura 74 - Modelo usado para cálculo das freqüências

171

- Figura 76 - Posicionamento da suspensão em relação ao veículo

Figura

75

Componentes da suspensão

177

178

Figura 77 - Braço superior

178

Figura 78 - Braço inferior dianteiro

179

Figura 79 - Braço inferior traseiro

179

Figura 80 - Ângulo de montagem de ângulo do pino mestre

180

Figura 81 - Manga de eixo traseira

181

Figura 82 - Ângulo de caster

181

Figura 83 - Vistas do sistema de suspensão e direção

182

Figura 84 - Modelo da suspensão traseira

183

Figura 85 - Raio de giro

186

PROJETO SELETTO 12

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 12

12

Figura 86 -Freio a disco com alivio de peso

187

Figura 87 -Arquitetura do

189

Figura 88 - Gráfico dos balanceamentos

194

Figura 89 - Gráfico de frenagens ótimas carregado e descarregado

216

Figura 90 - Gráfico de relação de pressão dianteira/traseira

217

Figura 91 -Curva de utilização da aderência

218

Figura 92 - Gráfico de aderência pneu pista para veículo descarregado

219

Figura 93 - Gráfico de aderência pneu pista para veículo carregado

220

Figura 94 - Gráfico de progressividade do sistema de acionamento do freio

221

Figura 95 - Gráfico de desaceleração em função da pressão na linha dianteira

222

Figura 96 - Gráfico de curso do pedal em função da pressão na linha dianteira

223

Figura 97 Gráfico de força x curso do

224

Figura 98 - Iteração dos sistema elétricos

228

Figura 99 - Diagrama elétrico do veículo

228

Figura 100 - Esquema do módulo de controle do ABS

229

Figura 101 - Esquema de funcionamento do sistema ABS

229

Figura 102 - Esquema de funcionamento do sistema ABS

230

Figura 103 - Esquema do sistema de injeção eletrônica

230

Figura 104 - Gráfico de Torque disponível na roda em cada marcha x Velocidade

231

Figura 105 Gráfico de Torque necessário x Velocidade para rampa zero

232

Figura 106 Gráfico de Torque necessário x Velocidade para rampa de 5%

233

Figura 107 Gráfico de Torque necessário x Velocidade para rampa de 10%

233

Figura 108 Gráfico de Torque necessário x Velocidade para rampa de 15%

234

Figura 109 Gráfico de Torque necessário x Velocidade para rampa de 20%

234

Figura 110 Gráfico de Torque necessário x Velocidade para rampa máxima de 55%

235

Figura 111 - Gráfico de Torque x Velocidade

239

Figura 112 - Esforços em barra estabilizadora comum

245

Figura 113 -Esforços em mesma direção em ambas suspensões

246

Figura 114 -Detalhe do sistema de variação de rigidez da barra estabilizadora

247

Figura 115 -Sistema de bloqueio dos discos

248

Figura 116 - Sistema de simulação da barra

249

Figura 117 - Esquema do movimento das rodas e da suspensão

250

Figura 118 - Disco torcional com seus ângulos e deformações

251

Figura 119 - Ângulos e deformações e suas correlações

252

Figura 120 - Dimensões do sistema

253

Figura 121 - Forças e deformações do sistema

255

Figura 122 -Potências e rendimentos em um motor de combustão interna

263

Figura 123 -Perdas da energia liberada pelo combustível pelo

264

Figura 124 -Esquema do ciclo de Rankine

265

Figura 125 -Discos de turbina Tesla

266

Figura 126 -Fluxograma do sistema

267

Figura 127 -Curva de potência e torque x rotação

268

Figura 128 -Relação específica ar/combustível por abertura da borboleta

269

Figura 129 -Evaporador utilizado em Ar condicionado de veículo de

272

PROJETO SELETTO 13

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 13

13

Figura 130 -Curva de viscosidade do vapor d´água

276

Figura 131 -Turbina patenteada por Nikola Tesla

281

Figura 132 -Variação real de velocidade

284

Figura 133 -Demonstração da variação linear da velocidade do vapor

284

Figura 134 -Método de integração do momento na face do disco

286

Figura 135 -Diagrama Temperatura por entropia

293

Figura 136 - Modelo 3D do protótipo da inovação principal 1

297

Figura 137 - Modelo 3D do protótipo da inovação principal 2

297

Figura 138 - Modelo 3D do protótipo da inovação principal 3

298

Figura 139 - Protótipo da inovação principal 1

298

Figura 140 - Protótipo da inovação principal 2

298

Figura 141 Discos com rigidez torcional 1

299

Figura 142 - Disco com rigidez torcional

299

Figura 143 - Disco com rigidez torcional

299

Figura 144 Cronograma parte 1

300

Figura 145 Cronograma parte 2

301

Figura 146 Cronograma parte 3

301

Figura 147 Cronograma parte 4

302

  PROJETO SELETTO 14
 

PROJETO SELETTO

  PROJETO SELETTO 14

14

 

SUMÁRIO

1.

INTRODUÇÃO

 

17

2.

DESCRITIVO DA PROPOSTA DO PROJETO:

 

18

2.1.

Proposta do projeto

 

18

2.2.

Motivação do projeto

18

2.3.

Objetivos da proposta/ vantagens competirivas (qualitativos e quantitativos)

20

2.4.

Conceito das inovações

 

21

2.5.

Principais parâmetros de desempenho do veículo proposto

24

2.6.

Ficha técnica detalhada dos sistemas e componente

 

24

2.7.

Desenho ilustrativo

 

28

3.

LEGISLAÇÕES PERTINENTES AO CONCEITO

 

29

3.1.

Classificação do Veiculo

 

29

3.2.

Segurança Veícular

30

3.3.

Nível de ruído

 

32

3.4.

Nível de Emissões

 

33

4.

ANÁLISE MERCADOLÓGICA

 

34

4.1.

Pesquisa de Mercado

 

34

4.2.

Perfil do Usuário

34

4.3.

Características do mercado competitivo

 

37

4.4.

Principais necessidades a serem atendidas

39

4.5.

Confirmação da Proposta

 

42

5.

DESENHO DE “MASTER LAY-OUT” EM PELO MENOS 3 VISTAS

47

6.

DESCRITIVO TÉCNICO DOS SISTEMAS CONSTRUTIVOS DO PROJETO

48

6.1.

Motor básico e sistemas

 

48

6.2.

Admissão de ar e alimentação de combustível

 

50

6.3.

Exaustão

50

6.4.

Arrefecimento

 

51

7.

SISTEMA DE PROPULSÃO

 

55

7.1.

Caixa de transmissão e reduções

55

7.2.

Embreagem

 

89

7.3.

Eixo diferencial e semi árvores

 

98

7.3.1.

Caixa diferencial

98

7.3.1.1. Dimensionamento das engrenagens

 

100

7.3.1.2. Cálculo das cargas no engrenamento hipóide

103

7.3.1.3. Dimensionamento dos Rolamentos do Pinhão

104

7.3.1.4. Dimensionamento do rolamento da extremidade do pinhão

107

7.3.1.5. Dimensionamento dos Rolamentos da Coroa e Caixa Satélite

108

7.3.2.

Cubo de roda

 

110

7.3.2.1. Cubo de Roda Dianteiro

 

111

7.3.2.2. Cubo

de

roda traseiro

118

7.3.3.

Homocinética

125

PROJETO SELETTO 15

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 15

15

8.

CARROÇARIA/CARENAGEM

129

8.1.

Desenvolvimento de superfície

129

8.2.

Área frontal, Cx

131

8.3.

Cálculo do CG

132

8.4.

Ângulos de visibilidade, ângulos de entrada/saída e estudo de ergonomia

 

137

8.5.

Desenhos

138

9.

CHASSIS, ANÁLISE ESTRUTURAL

 

139

10.

SISTEMA DE SUSPENSÃO

144

10.1.

Configuração da suspensão selecionada

144

10.2.

Cálculo do Gradiente de Esterçamento

149

10.3.

Cálculo dos Gradientes de Esterçamento e Velocidade Característica

150

10.4.

Seleção das Molas do Veículo

170

10.5.

Curso

da

Suspensão

175

10.6.

Curso

da

Mola

176

10.7.

Detalhamento da Suspensão

 

177

11.

SISTEMA DE DIREÇÃO

184

11.1.

Ficha técnica

184

11.2.

Efeito de forças trativas no comportamento em curvas

 

184

11.3.

Estudo de raio de curvatura do veículo

186

12.

SISTEMA DE FREIOS

187

12.1.

Configuração do sistema de freios

 

187

12.2.

Freio a disco ventilado com pinça flutuante

187

12.3.

Sistema antibloqueio

189

12.4.

Sistema de distribuição eletronica da força de frenagem (EBD)

 

190

12.5.

Regulamentos conferme EEC

191

12.6.

Dados para determinação do sistema de freio

192

12.7.

Cálculo do balanceamento ideal

196

12.7.1.

Cálculo do balanceamento ideal para o veículo carregado:

196

12.7.2.

Cálculo do balanceamento ideal para o veículo descarregado:

196

12.8.

Torque de frenagem requerido por eixo

198

12.9.

Cálculo de frenagem dianteira e traseira ideais

199

12.10.

Cálculo da força de retardamento dianteira e traseira

200

12.11.

Características gerais do sistema de freios selecionado

201

12.12.

Cálculo da pressão da linha efetiva na dianteira e traseira

203

12.13.

Cálculo da frenagem real dianteira e traseira

205

12.14.

Cálculo da carga na pastilha dianteira e traseira

207

12.15.

Cálculo do crescimento da temperatura na pastilha dianteira e traseira

209

12.16.

Análise

da distribuição da forças de frenagem

210

12.17.

Principais características do pedal de freio

212

12.18.

Característica do sistema de corte em superfície de coeficiente de atrito 0,87

213

12.19.

Frenagem a 0,87g, velocidade máxima e veículo carregado

 

214

12.20.

Resumo do desempenho dos freios

215

12.20.1.

Gráficos Utilizados no Dimensionamento

216

  PROJETO SELETTO 16
 

PROJETO SELETTO

  PROJETO SELETTO 16

16

12.20.3. Curva de utilização de aderência

218

12.20.4. Gráfico EEC 75/524 Veículo descarregado

219

12.20.5. Gráfico EEC 75/524 Veículo carregado

220

12.20.6. Gráfico esforço no pedal x desaceleração

221

12.20.7. Gráfico de pressão na linha dianteira pela desaceleração

222

12.20.8. Gráfico de deslocamento do pedal em função da pressão na linha dianteira

223

12.20.9. Gráfico de deslocamento do pedal em função da força no pedal

 

224

13.

ARQUITETURA ELÉTRICA

225

13.1.

Seleção da Bateria

 

225

13.2.

Alternador

226

13.3.

Chicotes

227

14.

ARQUITETURA ELETRÔNICA

 

229

15.

ESTUDO

DE DESEMPENHO

231

15.1.

Curvas de torque em função da velocidade para diferentes aclives

231

15.2.

Rampa

máxima dinâmica

232

15.3.

Aceleração

máxima

235

15.4.

Velocidade

máxima

238

15.5.

Especificações de frenagem

 

240

15.6.

Margem estática

 

241

15.7.

Limite de capotamento

242

16.

DETALHAMENTO DAS INOVAÇÃÕES TÉCNICAS

 

244

16.1.

Barra estabilizadora com rigidez ajustável através de mola torcional

245

16.1.1.

Introdução

 

245

16.1.2.

Análise teórica/modelamento

 

250

16.1.3.

Conclusão

 

261

16.2.

Ciclo térmico para reaproveitamento do calor dos gases de escape

 

262

16.2.1.

Introdução

 

262

16.2.2.

Objetivo

265

16.2.3.

Método

265

16.2.4.

Cálculo da energia disponível nos gases de escape

 

268

16.2.5.

Calculo Do Evaporador

272

16.2.6.

Dimensionamento Da Turbina Tesla

281

16.2.7.

Dimensionamento Do Condensador

289

16.2.8.

Bomba do sistema

 

293

16.2.9.

Conclusão

294

1.

ESTIMATIVA DE CUSTOS

 

295

2.

FOTOS E ESTUDOS DO MODELO EM ESCALA

297

3.

CRONOGRAMA

 

300

4.

CONCLUSÃO

303

5.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

 

304

1. INTRODUÇÃO PROJETO SELETTO 17 O objetivo deste livro técnico é determinar os principais parâmetros

1.

INTRODUÇÃO

PROJETO SELETTO

1. INTRODUÇÃO PROJETO SELETTO 17 O objetivo deste livro técnico é determinar os principais parâmetros de

17

O objetivo deste livro técnico é determinar os principais parâmetros de sistemas como

motor, transmissão, freios, rodas, pneus, direção e suspensão, assim como o desempenho do

veículo e sua interface com o motorista e a influência no comportamento do mesmo. Os parâmetros definidos como objetivos foram baseados em intensa pesquisa de mercado, avaliação dos concorrentes e informações dadas em sala de aula. Como base de pesquisa, foi avaliado os sistema dos nossos concorrentes de mercado, como o Lobini, Honda Civic Si, Volkswagen Golf GTI, Fiat Stilo Abarth e alguns esportivos importados, como o Lancer EVO IX, Porsche 911, e também outros projetos de formatura do Centro Universitário da FEI, como o Projeto Vitã, Projeto Cielo e Projeto Probe.

O objetivo deste livro técnico é unicamente acadêmico, pois temos ciência do número

de horas e de engenheiros que são necessários para realizar o desenvolvimento de um veículo

na prática dentro de uma montadora, assim como em seus principais fornecedores.

PROJETO SELETTO 18 2. DESCRITIVO DA PROPOSTA DO PROJETO: 2.1. Proposta do projeto A proposta

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 18 2. DESCRITIVO DA PROPOSTA DO PROJETO: 2.1. Proposta do projeto A proposta do

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2. DESCRITIVO DA PROPOSTA DO PROJETO:

2.1. Proposta do projeto

A proposta do projeto é um veículo originalmente esportivo que atingirá o mesmo

desempenho dos concorrentes de maior custo, através de uma razão otimizada de peso/potência. O veículo foi desenvolvido visando unicamente desempenho esportivo, não sendo concebido a partir de adaptações de plataformas de outros nichos já existentes.

Em termos de desempenho, a relação custo benefício será superior aos concorrentes, devido à redução do custo através do conceito simplificado de acabamento e opcionais.

O projeto conta com duas inovações, sendo a primeira um barra estabilizadora com

rigidez ajustável, permitindo 3 níveis de rigidez da suspensão, e consequentemente rigidez à

rolagem do veículo.

A segunda inovação trata-se de um ciclo térmico que aproveitará o calor gerado pelo

motor, contido nos gases de escape para evaporizar água para mover uma turbina conectada diretamente do eixo das rodas.

Veremos os detalhes de cada uma das inovações, com seus respectivos cálculos no item 16.

2.2. Motivação do projeto

A afinidade por carros esportivos já seria suficiente para escolher esta categoria de

veículo para nosso trabalho. No entanto, a combinação com a engenharia por trás de cada componente do veículo e a possibilidade de aplicar muitos dos conhecimentos adquiridos durante o curso de engenharia mecânica automibilística aumentaram ainda mais a preferência do grupo por este tema.

PROJETO SELETTO 19 Sabemos que um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento de novas tecnologias está

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 19 Sabemos que um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento de novas tecnologias está no

19

Sabemos que um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento de novas tecnologias está no automobilismo, e o segmento de esportivos é um dos primeiros a incorporar muitas das invovações. Isto se deve pela busca de esportividade, almejada pelo ser humano, e principalmente pela evolução da engenharia no tempos atuais.

A crescente demanda por engenheiros de alta qualidade não só no mercado brasileiro, mas também nos mercados mundiais também encoraja a realização de um trabalho acima das espectativas.

PROJETO SELETTO 20 2.3. Objetivos da proposta/ vantagens competirivas (qualitativos e quantitativos) O objetivo da

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 20 2.3. Objetivos da proposta/ vantagens competirivas (qualitativos e quantitativos) O objetivo da

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2.3. Objetivos da proposta/ vantagens competirivas (qualitativos e quantitativos)

O objetivo da proposta é introduzir um veículo originalmente esportivo no mercado,

com boa versatilidade em termos de conforto em terremos irregulares (comuns nas cidades brasileiras), bem como obter maior maior rendimento do poder calorífico do combustível.

O sistema de propulsão (do motor até das rodas e pneus) foi selecionado para permitir

que o veículo atinja os parâmetros de desempenho objetivados.

A construção do chassi visa o posicionamento do centro de gravidade baixo, para

melhorar a dinâmica e estabilidade do veículo. A suspensão do veículo irá permitir ajustar a rigidez da barra estabilizadora, permitindo uma melhor adequação em função do terreno.

No anexo I e II podemos ver a comparação das vantagens competitivas do Seletto, com os principais concorrentes do mercado, sendo elas quantitativas ou qualitativas, respectivamente. Como o segmento de veículos originalmente esportivos no Brasil é muito pequeno, se restringindo apenas ao Lobini, acabamos adicionando veículos adaptados da versão original não esportiva.

2.4. Conceito das inovações PROJETO SELETTO 21  INOVAÇÃO PRINCIPAL: Barra estabilizadora com rigidez ajustável.

2.4. Conceito das inovações

PROJETO SELETTO

2.4. Conceito das inovações PROJETO SELETTO 21  INOVAÇÃO PRINCIPAL: Barra estabilizadora com rigidez ajustável.

21

INOVAÇÃO PRINCIPAL: Barra estabilizadora com rigidez ajustável.

As barras estabilizadoras convencionais do mercado possuem um único nível de rigidez, fazendo com que o veículo se comporte, em termos de rolagem, da mesma forma em terrenos irregulares ou em estradas. Isto faz com que o veículo seja projetado para uma condição mediana, que visa atender as duas consições críticas de forma razoável. A Figura 1 abaixo ilustra o funcionamento de uma barra estabilizador convencional, com uma única rigidez, e realizando sua função, que é transmitir o deslocamento da suspensão de um lado para outro através da torção da mesma.

de um lado para outro através da torção da mesma. Figura 1 - Barra estabilizadora convencional

Figura 1 - Barra estabilizadora convencional Fonte: www.ruralwillys.tripod.com

A barra estabilizadora com rigidez ajustável permite que o veículo se torne mais versátil, atendendo conforto em terrenos irregulares, assim como baixa rolagem e segurança em estradas.

PROJETO SELETTO 22 O princípio utilizado para tornar isso possível é a adição de um

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 22 O princípio utilizado para tornar isso possível é a adição de um elemento

22

O princípio utilizado para tornar isso possível é a adição de um elemento com variação de rigidez no centro da barra, ou seja, uma mola com pré-deformação ajustável. A Figura 2 abaixo ilustra o projeto da barra para o Seletto, contanto com discos de rigidez torncional no centro da barra, responsáveis por estabelecer os 3 estágios de rigidez do conjunto.

por estabelecer os 3 estágios de rigidez do conjunto. Figura 2 – Barra estabilizadora com rigidez

Figura 2 Barra estabilizadora com rigidez ajustável

Pontos positivos:

Permite melhor desempenho em curvas;

Permite maior conforto em trecho urbano;

Possui acionamento mecânico através de interface eletrônica com o usuário.

Maiores detalhes serão apresentados no item 16.

PROJETO SELETTO 23  INOVAÇÃO SECUNDÁRIA: Ciclo térmico de aproveitamento do calor dos gases de

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 23  INOVAÇÃO SECUNDÁRIA: Ciclo térmico de aproveitamento do calor dos gases de escape.

23

INOVAÇÃO SECUNDÁRIA: Ciclo térmico de aproveitamento do calor dos gases de escape.

Esta inovação visa a utilização do calor dos gases de escapes para vaporizar água em uma máquina térmica de Rankine. A energia térmica é destes gases é normalmente dissipada em forma de calor pelo conjunto de escape até a atmosfera. A Figura 3 ilustra o princípio do ciclo térmico que conta com um evaporador responsável por transferir o calor dos gases de escape para a água, que irá vaporizar. Os gases seguirão o caminho convencional até a atmosfera, passando pelo catalizador, e o vapor de água será utlizado para mover uma turbina Tesla, sendo que seu eixo será diretamento ligado na roda do veículo. Na saída da turbina Tesla haverá um condensador para transformar o vapor d’água em água líquida, para que a mesma seja bombeada novamente ao evaporador.

para que a mesma seja bombeada novamente ao evaporador. Figura 3 – Esquema da proposta do

Figura 3 Esquema da proposta do ciclo térmico para aproveitamento dos gases de escape

Pontos positivos:

Aproveitamento do calor comumente desperdiçado;

Aumento de potência fornecida para mover o veículo;

Economia de combustível.

PROJETO SELETTO 24 2.5. Principais parâmetros de desempenho do veículo proposto Os principais parâmetros de

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 24 2.5. Principais parâmetros de desempenho do veículo proposto Os principais parâmetros de desempenho

24

2.5. Principais parâmetros de desempenho do veículo proposto

Os principais parâmetros de desempenho do veículo foram selecionados atraveés de comparação com os principais concorrentes. Tal comparação pode ser visualizada nos anexos I e II. Os parâmetros do Seletto podem ser visualizados na tabela 1 abaixo.

Tabela 1 - Parâmetros de desempenho

Parâmetros de desempenho

Parâmetros de desempenho

Velocidade máxima

Aceleração de 0 a 100 Km/h

Frenagem de 80 a 0 Km/h

250 Km/h

5 s

25 m

2.6. Ficha técnica detalhada dos sistemas e componente

A ficha técnica do veículo foi definida atraveés de comparação com os principais concorrentes. Tal comparação pode ser visualizada nos anexos I e II. A ficha técnica do Seletto pode ser visualizada na tabela 2 abaixo.

Tabela 2 - Ficha técnica do veículo

Classificação do veículo

Classificação do veículo

Aplicação

Tipo

Misto (urbano e rodoviário)

Passageiros - Coupé

Dados mercadológicos

Dados mercadológicos

Valor de aquisição

Durabilidade

Confortos mecânicos

R$ 80.000 a R$ 100.000

10 anos

Coluna de direção regulável em altura e profundidade, assentos esportivos envolventes com regulagem de altura.

PROJETO SELETTO 25 Confortos eletrônicos Ar condicionado, computador de bordo, ar quente, vidros, travas e

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 25 Confortos eletrônicos Ar condicionado, computador de bordo, ar quente, vidros, travas e

25

Confortos eletrônicos

Ar condicionado, computador de bordo, ar quente, vidros, travas e retrovisores elétricos

Limites e capacidades

Limites e capacidades

Número de passageiros

Capacidade de carga

Peso

Capacidade de volume (porta-malas)

2 + 2

3500 N (2x750+2x750+500)

10000 N

150 litros

 

Sistemas

Motor

1 motor a combustão interna de 147 kW

Transmissão

Transmissão manual de 5 velocidades à frente + 1 à ré

Tração

Traseira (motor à combustão) Dianteira (motor elétrico)

Suspensão

Dianteira e traseira duplo A, com barra de torção de rigidez ajustável e molas helicoidais

Direção

Pinhão cremalheira com assistência hidráulica

Freios

ABS com EBD nas 4 rodas

Rodas

Liga leve (aro 17)

Pneus

225/45 R17 88W

Carroceria

Termoplástico

Dimensões

 

Comprimento total

4194

mm

Largura total

1965

mm

Bitola

1600

mm

Distância entre-eixos

2500

mm

Altura total

1200

mm

PROJETO SELETTO 26 Motor Tipo Traseiro, ciclo Otto, 4 cilindros em linha, 2,0 litros 16

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 26 Motor Tipo Traseiro, ciclo Otto, 4 cilindros em linha, 2,0 litros 16 válvulas,

26

Motor

Tipo

Traseiro, ciclo Otto, 4 cilindros em linha, 2,0 litros 16 válvulas, turbo alimentado

Combustível

Etanol

Potência máxima / rotação

147 kW / 5500 rpm

Torque máximo / rotação

300 N.m / 5000 rpm

Embreagem

Embreagem

Tipo

Diâmetro

Número de discos

Acionamento

Atrito seco

372 mm

2 discos

Hidráulico

Caixa de transmissão

Caixa de transmissão

Tipo

Número de marchas

Relações de transmissão

Escalonada Manual

5 à frente + 1 à ré

2,10 2ª 1,39 3ª 1,13 4ª 1 5ª 0,75 ré 2

Eixo Propulsor

Eixo Propulsor

Tipo de tração

Relação de transmissão

Traseira por semi-eixo

diferencial 2,15 cubos de roda 1,0

PROJETO SELETTO 27 Pneus Tipo 225/45 R17 88W Raio dinâmico 0,3175 m

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 27 Pneus Tipo 225/45 R17 88W Raio dinâmico 0,3175 m

27

Pneus

Tipo

225/45 R17 88W

Raio dinâmico

0,3175 m

2.7. Desenho ilustrativo PROJETO SELETTO 28 Os primeiros desenhos ilustrativos sempre visaram um design esportivo.

2.7. Desenho ilustrativo

PROJETO SELETTO

2.7. Desenho ilustrativo PROJETO SELETTO 28 Os primeiros desenhos ilustrativos sempre visaram um design esportivo. Muito

28

Os primeiros desenhos ilustrativos sempre visaram um design esportivo. Muito se evoluir desde o primeiro esboço, porém a ilustração, que não afeta em nada os projeto dos componente, com exceção das dimenções primcipais, que sempre foi privilegiada com esportividade. A Figura 4 a seguir representa o veículo em uma perspectiva artística gerada para ilustrar o conceito de design esportivo, não se esquecendo dos parâmetros de desempenhos objetivados.

se esquecendo dos parâmetros de desempenhos objetivados. Figura 4 - Desenho ilustrativo Podemos concluir que o

Figura 4 - Desenho ilustrativo

Podemos concluir que o desenho ilustrativo foi a base para o modelamento do veículo, assim como o packaging, e estudos de ergonomia. Certamente as dimensões principais foram a base para que o desenho ilustrativo fosse gerado.

PROJETO SELETTO 29 3. LEGISLAÇÕES PERTINENTES AO CONCEITO 3.1. Classificação do Veiculo De acordo com

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 29 3. LEGISLAÇÕES PERTINENTES AO CONCEITO 3.1. Classificação do Veiculo De acordo com o

29

3. LEGISLAÇÕES PERTINENTES AO CONCEITO

3.1. Classificação do Veiculo

De acordo com o a norma NBR13776, o véiculo Seletto é clasificado da seguinte

forma:

Quanto à tração - Automotor

Quanto a espécie - De passageiros: Automóvel;

Quanto a Categoria Particular

Quanto as características técnicas:

o

Categoria M: Veículo rodoviário automotor com pelo menos quatro rodas ou com três rodas e peso bruto total superior a 1 ton utilizado para transporte de passageiros.

o

Categoria M1: Veículos para transporte de passageiros com até nove lugares incluindo o motorista.

3.2. Segurança Veícular PROJETO SELETTO CONTRAN – Resolução 14/98 30 Estabelece os equipamentos obrigatórios para

3.2. Segurança Veícular

PROJETO SELETTO

CONTRAN Resolução 14/98

Veícular PROJETO SELETTO CONTRAN – Resolução 14/98 30 Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de

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Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências.

Art. 1º - Para circular em vias públicas, os veículos deverão estar dotados dos equipamentos obrigatórios relacionados abaixo, a serem constatados pela fiscalização e em condições de funcionamento.

I) Nos veículos automotores e ônibus

1)

Pára-choques, dianteiro e traseiro;

2)

Protetores das rodas traseiras dos caminhões;

3)

Espelhos retrovisores, interno e externo;

4)

Limpador de pára-brisa;

5)

Lavador de pára-brisas;

6)

Pala interna de proteção contra o sol (pára-sol) para o condutor;

7)

Faróis principais dianteiros de cor branca ou amarela;

8)

Luzes de posição dianteiras (faroletes) de cor branca ou amarela;

9)

Lanternas de posição traseiras de cor vermelha;

10) Lanternas de freio de cor vermelha 11) Lanternas indicadoras de direção: dianteiras de cor âmbar e traseiras de cor âmbar ou vermelha; 12) Lanterna de marcha à ré, de cor branca.

13) Retrorefletores (catadióptrico) traseiros, de cor vermelha; 14) Lanterna de iluminação da placa traseira, de cor branca; 15) Velocímetro; 16) Buzina; 17) Freios de estacionamento e de serviço, com comandos independentes; 18) Pneus que ofereçam condições mínimas de seguranças; 19) Dispositivo de sinalização luminosa ou refletora ou refletora de emergência, independente do sistema de iluminação do veículo;

PROJETO SELETTO 31 20) Extintor de incêndio; 21) Registrador instantâneo e inalterável de velociadade e

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 31 20) Extintor de incêndio; 21) Registrador instantâneo e inalterável de velociadade e tempo,

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20) Extintor de incêndio; 21) Registrador instantâneo e inalterável de velociadade e tempo, nos veículos de transporte e condção de escolares, nos de transporte de passageiros com mais de dez lugares e nos de carga com capacidade máxima de tração superior a 19t; 22) Cinto de segurança para todos os ocupantes do veículo; 23) Dispositivo destinado ao controle de ruído do motor, naqueles dotados de motor a combustão; 24) Rodas sobressalente, compreendendo o aro e o pneu, com ou sem câmara de ar, conforme o caso; 25) Macao, compatível com o peso e carga do veículo; 26) Chave de roda; 27) Chave de fenda ou outra ferramenta apropriada para a remoção de calotas; 28) Lanternas delimitadoras e lanternas laterais nos veículos de carga, quando suas dimensões assim o exigirem; 29) Cinto de segurança para a árvore de transmissão em veículos de transporte coletivo e carga.

3.3. Nível de ruído PROJETO SELETTO CONTRAN – Resolução 272/00 32 Estabelece os equipamentos obrigatórios

3.3. Nível de ruído

PROJETO SELETTO

CONTRAN Resolução 272/00

de ruído PROJETO SELETTO CONTRAN – Resolução 272/00 32 Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota

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Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e dá outras providências.

Art 1º - Estabelecer, para os veículos automotores nacionais e importados, fabricados a partir da data de publicação desta Resolução, exceto motocicletas, motonetas, ciclomotores, bicicletas com motor auxiliar e veículos assemelhados, limites máximos de rúido com os veículos em aceleração.

§ 1º - Para os veículos nacionais produzidos para o mercado interno e veículos importados, entram em vigor os limites máximos de ruído, com o veículo em aceleração, definidos na tabela constante nesta Resolução.

Veículos de passageiros até nove lugares (M1) Motor Otto Nível de ruído máximo: 74 dB(A)

3.4. Nível de Emissões PROJETO SELETTO CONTRAN – Resolução 342/03 33 Estabelece novos limites para

3.4. Nível de Emissões

PROJETO SELETTO

CONTRAN Resolução 342/03

Emissões PROJETO SELETTO CONTRAN – Resolução 342/03 33 Estabelece novos limites para emissões de gases

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Estabelece novos limites para emissões de gases poluentes por ciclomotores, motociclos e veículos similares novos, em observância à Resolução nº 297, de 26 de fevereiro de 2002, e dá outras providências.

CONAMA Resolução nº15

Art 1º - Estabelecer para o controle de emissão veicular de gases, material particulado e evaporativa, nova classificação dos veículos automotores, a partir de 1º de janeiro de 1996.

§1º - Veículo leve de passageiros: Veículo automotor com massa total máxima autorizada até 3856 kg e massa do veículo em ordem de marcha até 2720 kg, projetado para o transporte de até 12 pasasgeiros, ou seus derivados para o transporte de carga.

Art 3º - Estabelecer limites de emissão de poluentes para veículos automotores novos, com motor ciclo Otto, em substituição àqueles estabelecidos nas Resoluções nº18/86 e 03/89 do CONAMA.

§2º - A partir de 1º de janeiro de1997, a emissão dos gases de escapamento por veículos leves de passageiros nacionais ou importados, e por veículos leves comerciais importados, não deverá excedes os seguintes valores:

a) 2,0 g/km de monóxido de carbono (CO);

b) 0,3 g/km de hidrocarbonetos (HC);

c) 0,6 g/km de óxidos de nitrogênio (NOx);

d) 0,03 g/km de aldeídos totais (CHO);

e) 0,5% g/km de monóxido de carbono (CO) em marcha lenta.

PROJETO SELETTO 4. ANÁLISE MERCADOLÓGICA 4.1. Pesquisa de Mercado 34 Após definido os conceitos básicos

PROJETO SELETTO

4. ANÁLISE MERCADOLÓGICA

4.1. Pesquisa de Mercado

SELETTO 4. ANÁLISE MERCADOLÓGICA 4.1. Pesquisa de Mercado 34 Após definido os conceitos básicos do veículo,

34

Após definido os conceitos básicos do veículo, o grupo realizou a pesquisa de mercado para analisar a aceitação da proposta e obter informações sobre o perfil do usuário e necessidades do mercado. Nesta pesquisa analisamos também a satisfação do público com os veículos do mesmo segmento disponíveis. Desta forma, foi possível constatar os pontos fortes e fracos dos concorrentes.

Para atender estes objetivos, o grupo realizou entrevista com 26 pessoas no Autódromo de Interlagos, na abertura do Campeonato Stock Car Brasil em 13/04/2008. Por se tratar de um evento de carros esportivos, não houve pré seleção dos entrevistados por sexo ou faixa salarial para haver imparcialidade nos resultados.

4.2. Perfil do Usuário

Dos entrevistados que possuem interesse em veículos esportivos, verificamos que a maioria é do sexo masculino na faixa etária entre 18 e 35 anos. Conforma gráfico da Figura 5 abaixo, 96% dos interessados em veículo esportivo são do sexo masculino.

Interesse em Veículos Esportivos x Sexo

4% 96%
4%
96%
masculino. Interesse em Veículos Esportivos x Sexo 4% 96% Masculino Feminino Figura 5 - Gráfico de

Masculino

Interesse em Veículos Esportivos x Sexo 4% 96% Masculino Feminino Figura 5 - Gráfico de interesse

Feminino

Figura 5 - Gráfico de interesse em veículos esportivos x sexo

PROJETO SELETTO 35 Já com relação à faixa etária, podemos verificar no gráfico da Figura

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 35 Já com relação à faixa etária, podemos verificar no gráfico da Figura 6

35

Já com relação à faixa etária, podemos verificar no gráfico da Figura 6 abaixo que

57% dos interessados possui de 25 a 35 anos.

Interesse em Veículos Esportivos x Faixa Etária

8% 12% 57% 23%
8%
12%
57%
23%
em Veículos Esportivos x Faixa Etária 8% 12% 57% 23% 18 a 25 anos 26 a

18 a 25 anos

Esportivos x Faixa Etária 8% 12% 57% 23% 18 a 25 anos 26 a 35 anos

26 a 35 anos

x Faixa Etária 8% 12% 57% 23% 18 a 25 anos 26 a 35 anos 36

36 a 50 anos

8% 12% 57% 23% 18 a 25 anos 26 a 35 anos 36 a 50 anos

acima de 50 anos

Figura 6 - Gráfico de interesse em veículos esportivos x faixa etária

Podemos concluir que trata-se de um público relativamente jovem, logo inovações no design são bem-vindas em nosso veículo.

A faixa salarial da maior parte dos interessados em veículos esportivos varia entre 1 e

20 salários mínimos, confome mostrado no gráfico da Figura 7 a seguir, o que restringe atualmente este público a obtenção de veículos deste segmento devido ao alto custo de aquisição. Sendo assim, concluímos que há carência de veículos esportivos de baixo custo no

mercado.

PROJETO SELETTO 36 Faixa Salarial 6% 3% 52% 39% 1 a 10 salários mínimos 11

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 36 Faixa Salarial 6% 3% 52% 39% 1 a 10 salários mínimos 11 a

36

Faixa Salarial 6% 3% 52% 39% 1 a 10 salários mínimos 11 a 20 salários
Faixa Salarial
6%
3%
52%
39%
1 a 10 salários mínimos
11 a 20 salários mínimos
21 a 30 salários mínimos
acima de 30 salários mínimos

Figura 7 - Gráfico de faixa salarial

O gráfico da Figura 8 reforça a necessidade de um veículo com valor de aquisição relativamente baixo no mercado atual.

Qual o motivo de não possuir carro esportivo?

3% 9% 15% 73%
3%
9%
15%
73%
Tem interesse, mas os valores atuais são muito altos Não tem interesse Tem interesse, mas
Tem interesse, mas os valores atuais são muito altos
Não tem interesse
Tem interesse, mas não existem esportivos nacionais
Outros

Figura 8 - Gráfico de qual motivo de não possuir carro esportivo

Podemos concluir que nosso veículo atende as demandas atuais do mercado, e está dentro das expectivas de seu público alvo.

PROJETO SELETTO 4.3. Características do mercado competitivo 37 Conforme gráfico da Figura 9, na visão

PROJETO SELETTO

4.3. Características do mercado competitivo

PROJETO SELETTO 4.3. Características do mercado competitivo 37 Conforme gráfico da Figura 9, na visão dos

37

Conforme gráfico da Figura 9, na visão dos entrevistados, as vantagens dos veículos esportivos disponíveis no mercado são dirigibilidade e versatilidade. Nestes dois aspectos o Seletto irá superar os concorrentes devido a presença de barra estabilizadora com rigidez ajustável.

Vantagens dos veículos com apelo esportivo no Brasil

8% 11% 28% 13% 26% 14%
8%
11%
28%
13%
26%
14%
com apelo esportivo no Brasil 8% 11% 28% 13% 26% 14% Dirigibilidade Versatilidade Valor de revenda

Dirigibilidade

no Brasil 8% 11% 28% 13% 26% 14% Dirigibilidade Versatilidade Valor de revenda Consumo Preço Manutenção

Versatilidade

8% 11% 28% 13% 26% 14% Dirigibilidade Versatilidade Valor de revenda Consumo Preço Manutenção Figura 9

Valor de revenda

13% 26% 14% Dirigibilidade Versatilidade Valor de revenda Consumo Preço Manutenção Figura 9 - Gráfico de

Consumo

14% Dirigibilidade Versatilidade Valor de revenda Consumo Preço Manutenção Figura 9 - Gráfico de vantagens dos

Preço

Dirigibilidade Versatilidade Valor de revenda Consumo Preço Manutenção Figura 9 - Gráfico de vantagens dos veículos

Manutenção

Figura 9 - Gráfico de vantagens dos veículos com apelo esportivo no Brasil

Para constatar se a proposta do grupo atende as necessidades do mercado, verificamos quais as características os usuários julgam mais importantes. Dos entrevistados, 54% acreditam que as características mais importantes são arranque, retomada de velocidade, bom desempenho em curvas e visual arrojado, conforme ilustrado no gráfico da Figura 10.

Nos quesitos arrancada e retomada de velocidade, o Seletto será superior aos concorrentes devido a melhor relação peso x potência (66,6 N/kW). O desempenho em curvas será obtido pela barra estabilizadora com rigidez ajustável. Como será visto posteriormente, a barra possibilitará a regulagem da rigidez, adaptando-se aos diversos tipos de terrenos sem perder desempenho.

PROJETO SELETTO 38 Por ser um projeto com concepção esportiva, o Seletto tem visual mais

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 38 Por ser um projeto com concepção esportiva, o Seletto tem visual mais arrojado

38

Por ser um projeto com concepção esportiva, o Seletto tem visual mais arrojado comparado aos veículos esportivos nacionais que geralmente são adaptações de veículos populares.

Características mais importantes dos veículos esportivos 4% 17% 7% 8% 14% 9% 9% 12% 9%
Características mais importantes dos veículos esportivos
4%
17%
7%
8%
14%
9%
9%
12%
9%
11%
Arranque
Retomada
Bom desempenho em curvas
Visual arrojado
Velocidade máxima
Segurança
Conforto
Boa dirigibilidade
Conforto em terrenos irregulares
Preço

Figura 10 - Gráfico de características mais importantes dos veículos esportivos

Por outro lado, o gráfico da Figura 11 mostra os itens que os usuários consideram desnecessários, entre eles foram citados as imitações de madeira no acabamento interno, porta objetos, apoio de braços e detalhes cromados. Os itens citados não serão incorporados ao projeto Seletto a fim de reduzir custo.

PROJETO SELETTO 39 Itens sem valor na visão do usuário 9% 9% 32% 9% 10%

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 39 Itens sem valor na visão do usuário 9% 9% 32% 9% 10% 11%

39

Itens sem valor na visão do usuário 9% 9% 32% 9% 10% 11% 10% 10%
Itens sem valor na visão do usuário
9%
9%
32%
9%
10%
11%
10%
10%
Imitações de madeira
Porta objetos
Apoio de braço revestido
Detalhes cromados
Espelho no pára-sol
Revestimento de couro
Painel e portas com mesmo acabamento
Outros

Figura 11 - Gráfico de itens sem valor na visão do usuário

4.4. Principais necessidades a serem atendidas

Quando questionamos os clientes sobre os principais confortos necessários notamos que a maioria dos veículos esportivos nacionais comete excessos neste aspecto. Isso ocorre pois os veículos atuais são adaptações que utilizam a mesma plataforma de carros populares e as montadoras lançam vários acessórios na versão esportiva para diferenciar este do original.

O gráfico da Figura 12 mostra o resultado da pesquisa, e como resultado dessa pergunta, e para atender a necessidade do mercado, o Seletto será equipado com ar condicionado, travas elétricas e computador de bordo.

PROJETO SELETTO 40 Confortos necessários em um veículo esportivo 4% 6% 6% 18% 6% 6%

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 40 Confortos necessários em um veículo esportivo 4% 6% 6% 18% 6% 6% 16%

40

Confortos necessários em um veículo esportivo 4% 6% 6% 18% 6% 6% 16% 7% 13%
Confortos necessários em um veículo esportivo
4%
6%
6%
18%
6%
6%
16%
7%
13%
9%
9%
Ar Condicionado
Travas Elétricas
Computador de Bordo
Vidros Elétricos
Comando no Volante
Teto Solar
Banco de couro
Ajuste de Altura
Ajuste Lombar
Retrovisores Elétricos
GPS

Figura 12 - Gráfico de confortos necessários em um veículo esportivo

Exatamente de encontro com o objetivo da proposta, o gráfico da Figura 13 mostra que na opinião da metade dos entrevistados, o veículo que aliar conforto e estabilidade tem vantagem no mercado, porém quando comparado apenas as duas características notamos que estabilidade tem maior importância para os clientes.

Desta forma constatamos que os confortos já citados acima atenderão as necessidades dos clientes e estabilidade é o principal diferencial do Seletto comparado aos concorrentes devido a presença da inovação na barra estabilizadora.

PROJETO SELETTO 41 Característica mais importante no veículo esportivo 6% 50% 44% Conforto Estabilidade Ambos

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 41 Característica mais importante no veículo esportivo 6% 50% 44% Conforto Estabilidade Ambos Figura

41

Característica mais importante no veículo esportivo

6% 50% 44%
6%
50%
44%

Confortomais importante no veículo esportivo 6% 50% 44% Estabilidade Ambos Figura 13 - Gráfico de características

mais importante no veículo esportivo 6% 50% 44% Conforto Estabilidade Ambos Figura 13 - Gráfico de

Estabilidade

no veículo esportivo 6% 50% 44% Conforto Estabilidade Ambos Figura 13 - Gráfico de características mais

Ambos

Figura 13 - Gráfico de características mais importantes no veículos esportivos

Referente aos controles eletrônicos, os entrevistados citaram ABS, controle de tração e EBD, confirmando a proposta do grupo para os controles já disponíveis no Seletto. No mercado, apenas o Seletto possui as três características citadas.

Controles eletrônicos que devem estar presente no veículo

esportivo

28% 55% 17%
28%
55%
17%

ABSque devem estar presente no veículo esportivo 28% 55% 17% Controle de tração EBD Figura 14

devem estar presente no veículo esportivo 28% 55% 17% ABS Controle de tração EBD Figura 14

Controle de tração

no veículo esportivo 28% 55% 17% ABS Controle de tração EBD Figura 14 - Gráfico de

EBD

Figura 14 - Gráfico de controles eletrônicos que devem estar presente no veículo esportivo

4.5. Confirmação da Proposta PROJETO SELETTO 42 Apesar de indiretamente podermos concluir que as expectativas

4.5. Confirmação da Proposta

PROJETO SELETTO

4.5. Confirmação da Proposta PROJETO SELETTO 42 Apesar de indiretamente podermos concluir que as expectativas do

42

Apesar de indiretamente podermos concluir que as expectativas do grupo foram confirmadas, questionamos as entrevistados se realmente há espaço no mercado para veículos originalmente esportivos e todos os entrevistados confirmaram a necessidade por este tipo de veículo, visto que atualmente possuímos apenas a opção de importados pois os nacionais derivam de veículos de outra categoria.

Sendo assim, o conceito do Seletto tem a aprovação do público alvo. O gráfico da Figura 15 confirma mais ainda nossa proposta.

Agradaria a idéia de ter um veículo originalmente esportivo

nacional

0%
0%

100%

de ter um veículo originalmente esportivo nacional 0% 100% Sim Não Figura 15 - Gráfico de

Sim

ter um veículo originalmente esportivo nacional 0% 100% Sim Não Figura 15 - Gráfico de intenção

Não

Figura 15 - Gráfico de intenção de compra de veículo originalmente esportivo

Porém, para atingir o público alvo, sabemos que o valor que aquisição não pode ser elevado, conforme analisado na pesquisa do perfil do usuário interessado em veículo esportivo. Portanto, perguntamos aos entrevistados se o valor de aquisição entre R$ 80.000,00

PROJETO SELETTO 43 e R$ 100.000,00 é atraente. Conforme o gráfico da Figura 16, para

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 43 e R$ 100.000,00 é atraente. Conforme o gráfico da Figura 16, para mais

43

e R$ 100.000,00 é atraente. Conforme o gráfico da Figura 16, para mais de 75% dos pesquisados, o valor é compatível com a faixa salarial, aprovando a proposta do Seletto.

O valor de aquisição de R$ 80.000 a R$ 100.000 para um veículo de concepção
O valor de aquisição de R$ 80.000 a R$ 100.000 para um veículo de
concepção esportiva é atraente?
24%
76%
Sim
Não

Figura 16 - Gráfico de valor de aquisição de veículo de concepção esportiva

O valor pretendido para o Seletto é inferior aos concorrentes importados, que foi

citado por 23% dos entrevistados como a segunda principal vantagem de possuir um veículo

esportivo nacional, conforme visto no gráfico da Figura 17.

A principal vantagem está relacionada aos custos de manutenção, seguro e impostos

que automaticamente classifica o projeto aqui exposto como a melhor opção financeira para o

usuário.

PROJETO SELETTO 44 Qual a maior vantagem em possuir um veículo nacional em relação ao

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 44 Qual a maior vantagem em possuir um veículo nacional em relação ao importado

44

Qual a maior vantagem em possuir um veículo nacional em relação ao importado 23% 59%
Qual a maior vantagem em possuir um veículo nacional em
relação ao importado
23%
59%
16%
2%
Custo
Valor do carro
Facilidade de manutenção
Confiabilidade

Figura 17 - Gráfico de vantagens do veículo nacional

Além do conceito básico, o grupo procurou avaliar também a aceitação do público em relação as inovações propostas, bem como o valor que o cliente pagaria por cada inovação.

Como já mencionado neste caderno, uma das inovações do projeto Seletto é a barra estabilizadora com rigidez ajustável eletronicamente. Conforme gráfico da Figura 18, constatamos que estabilidade ou bom desempenho em curvas é uma das principais necessidades do mercado para veículos desta categoria. E para possuir um veículo com esta característica, a maior parte dos usuários está disposto a pagar entre R$ 4.000,00 e R$

6.000,00.

A solução adotada pelo grupo provavelmente tem custo menor que o citado pelos clientes por utilizar componentes comuns como barra estabilizadora e molas torcionais, similares aos utilizados em uma embreagem.

PROJETO SELETTO 45 Valor a ser pago para ajuste eletrônico da rigidez da barra estabilizadora

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 45 Valor a ser pago para ajuste eletrônico da rigidez da barra estabilizadora 9%

45

Valor a ser pago para ajuste eletrônico da rigidez da barra estabilizadora 9% 24% 9%
Valor a ser pago para ajuste eletrônico da rigidez da barra
estabilizadora
9%
24%
9%
26%
32%
R$ 2.000,00
R$ 4.000,00
R$ 6.000,00
R$ 8.000,00
Acima de R$ 8.000,00

Figura 18 - Gráfico de valor da barra estabilizadora com rigidez ajustável eletronicamente

Outra inovação proposta é o ciclo regenerativo de calor dos gases de escape que será visto em detalhes posteriormente. Esta inovação permitirá o aumento de aproximadamente 15% da potência do veículo sem aumentar o consumo de combustível. No gráfico da Figura 19, concluímos que para esta inovação, o usuário está disposto a pagar entre R$ 2.000,00 e R$ 4.000,00, o que se tornou uma meta atingida pelo grupo também por utilizar componente comum como o alternador, acrescentando apenas uma turbina Tesla e dois motores elétricos ao sistema.

Valor a ser pago no sistema que possibilita o aumento de potência

de 15%, sem aumentar o consumo de combustível

62% 17% 15% 3% 3%
62%
17%
15%
3%
3%
sem aumentar o consumo de combustível 62% 17% 15% 3% 3% R$ 2.000,00 R$ 4.000,00 R$

R$ 2.000,00

o consumo de combustível 62% 17% 15% 3% 3% R$ 2.000,00 R$ 4.000,00 R$ 6.000,00 R$

R$ 4.000,00

combustível 62% 17% 15% 3% 3% R$ 2.000,00 R$ 4.000,00 R$ 6.000,00 R$ 8.000,00 Acima de

R$ 6.000,00

62% 17% 15% 3% 3% R$ 2.000,00 R$ 4.000,00 R$ 6.000,00 R$ 8.000,00 Acima de R$

R$ 8.000,00

15% 3% 3% R$ 2.000,00 R$ 4.000,00 R$ 6.000,00 R$ 8.000,00 Acima de R$ 8.000,00 Figura

Acima de R$ 8.000,00

Figura 19 - Gráfico de valor do sistema de aumento da potência

PROJETO SELETTO 46 Sendo assim, podemos concluir que na pesquisa de mercado, o grupo obteve

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 46 Sendo assim, podemos concluir que na pesquisa de mercado, o grupo obteve a

46

Sendo assim, podemos concluir que na pesquisa de mercado, o grupo obteve a aceitação do conceito do veículo bem como das inovações propostas. Existe de fato uma lacuna no mercado que será bem receptivo ao veículo Seletto.

PROJETO SELETTO 47 5. DESENHO DE “MASTER LAY - OUT” EM PELO MENOS 3 VISTAS

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 47 5. DESENHO DE “MASTER LAY - OUT” EM PELO MENOS 3 VISTAS Como

47

5. DESENHO DE “MASTER LAY-OUT” EM PELO MENOS 3 VISTAS

Como podemos ver na Figura 20, o desenho de layout em 3 vistas foi desenvolvido a partir dos sketches e modelos artísticos do veículo. O campo de anexos no final deste livro técnico possui uma impressão em A0 para melhor visualização dos detalhes. A posiçaõ do motorista e passageiro privelegia um bom espaço para as pernas e braços. Este fato também é devido ao teto relativamente baixo, fazendo com que o ocupante possua uma posição mais horizontal. O ângulo de visão é repeitado, e os vidros são desenhados de acordo.

visão é repeitado, e os vidros são desenhados de acordo. Figura 20 – Principais dimensões do

Figura 20 Principais dimensões do veículo

bastante

particulares, privilegiando o posicionamento do centro de gravidade baixo e, por conseqüência, a dirigibilidade e estabilidade do veículo em altas velocidades.

Por

tratar-se

de

um

veículo

esportivo,

as

dimensões

do

Seletto

são

PROJETO SELETTO 48 6. DESCRITIVO TÉCNICO DOS SISTEMAS CONSTRUTIVOS DO PROJETO 6.1. Motor básico e

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 48 6. DESCRITIVO TÉCNICO DOS SISTEMAS CONSTRUTIVOS DO PROJETO 6.1. Motor básico e sistemas

48

6. DESCRITIVO TÉCNICO DOS SISTEMAS CONSTRUTIVOS DO PROJETO

6.1. Motor básico e sistemas

Conforme citado na ficha técnica do veículo, o motor possui as características conforme Tabela 3 abaixo. O motor foi selecioado com o objetivo de atingir os parâmetros de desempenho do veículo, tornando-o um esportivo.

Tabela 3 - Ficha técnica do motor 1

 

Ficha técnica do motor

Tipo

Traseiro, ciclo Otto, 4 cilindros em linha, 2,0 litros, 16 válvulas,

Diâmetro x Curso

86 x 86 mm

Potência máxima / rotação

147 kW / 5500 rpm

Potência específica

100,1 cv/l

Torque máximo / rotação

300 N.m / 5000 rpm

Levando em consideração que o veículo esportivo caracteriza-se por arrancadas vigorosas e respostas rápidas em qualquer situação, buscamos uma configuração do motor que privilegiasse o torque elevado em qualquer rotação. O resultado de nossos estudos podem ser vistos na Figura 21, que apresenta as curvas características de potência e torque à plena carga.

49 PROJETO SELETTO Torque e potência x rotação 350,00 300,00 300,00 250,00 250,00 200,00 200,00
49
PROJETO SELETTO
Torque e potência x rotação
350,00
300,00
300,00
250,00
250,00
200,00
200,00
150,00
150,00
100,00
100,00
50,00
50,00
0,00
0,00
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
7000
Rotação
Torque
Potência
Torque (N x m)

Figura 21 - Curvas de potência e torque à plena carga

O motor selecionado para o veículo é um motor de 4 cilindros, com 2 litros de capacidade volumétrica, turbo-alimentado com 300 Nm de torque máximo e 147 KW de potência máxima. Segue abaixo a curva de torque e potência pela rotação esperada para o motor. Esta curva foi retirada de um motor atual do Golf GTI 2.0 turbo com 147 KW (200 cv)

Vale comentar o comportamento da curva de torque e potência, no caso de um motor com sobre alimentado. Nota-se um segundo pico de torque e também uma certa faixa de torque constante, o que favorece o desempenho do veículo nos cálculos a seguir.

Podemos ver através da curva de consumo da Figura 22, que a faixa ideal de trabalho do motor para favorecer o consumo é entre 3000 e 5000 rpm, justamente uma faixa de torque máximo e aproximadamente constante do nosso motor. Estes valores são importantes para o cálculo de custo operacional do veículo.

PROJETO SELETTO 50 Consumo específico de combustível 0,40 0,38 0,36 1000 2000 3000 4000 5000

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 50 Consumo específico de combustível 0,40 0,38 0,36 1000 2000 3000 4000 5000 6000

50

Consumo específico de combustível

0,40 0,38 0,36 1000 2000 3000 4000 5000 6000 Kg/Kw.h
0,40
0,38
0,36
1000
2000
3000
4000
5000
6000
Kg/Kw.h

Rotação (rpm)

Figura 22 - Curva de consumo específico de combustível

6.2. Admissão de ar e alimentação de combustível

O motor contará com admissão de ar arpirado e alimentação de combustível por

injeção eletrônica multiponto. A Tabela 4 mostra alguns detalhes adicionais do motor.

Tabela 4 - Ficha técnica do motor 2

Ficha técnica do motor

Ficha técnica do motor

Injeção

Taxa de compressão

Combustível

Multiponto

11:1

Etanol

6.3. Exaustão

A exaustão dos gases de escape do motor do Seletto será importante para a inovação

secundária, que aproveita o calor destes gases para gerar energia mecânica. Maiores detalhes

podem ser vistos no capítulo 17.

A temperatura média dos gases de escape dos motores a combustão em geral é de

750ºC, considerando plena carga, que é a condição em que o motor mais irá necessitar de

potência adicional.

PROJETO SELETTO 51 A massa dos gases de escape considerada é de aproximadamente 500 Kg/h,

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 51 A massa dos gases de escape considerada é de aproximadamente 500 Kg/h, pois

51

A massa dos gases de escape considerada é de aproximadamente 500 Kg/h, pois foi

calculada com a vazão de ar somada a vazão de combustível.

6.4. Arrefecimento

O sistema de arrefecimento do motor é independente do ciclo de aproveitamento de

calor, e será feito por circulação de água.

A temperatura média da água é de aproximadamente 85ºC. A válvula termostática

desempenha um papel importante, pois se o motor trabalhar muito tempo com temperatura baixa ou alta, haverá problemas em geral.

No Brasil, os radiadores são dimensionados para uma temperatura ambiente de 50ºC]

A queda de temperatura no radiador deve girar em torno de 5ºC, pois este é a diferença

de temperatura entre a entrada e a saída de água do motor.

A área disponível no veículo para o alojamento do radiador é de 0,16 m 2 em cada

lateral do veículo, ou seja, no total a área disponível é de 0,32 m 2 . Desta forma, os primeiros parâmetros do radiador são definidos.

H

400

mm

L

425

mm

Como temos 2 radiadores, iremos considerar nos cálculos:

H

400

mm

L

850

mm

Primeiramente, devemos calcular a quantidade de calor necessária para o radiador tranferir. Para isso são necessários alguns dados do motor.

PROJETO SELETTO 52 Q .  q . m . . pci H O H

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 52 Q .  q . m . . pci H O H 2

52

Q .  q . m . . pci H O H 2 O c
Q
.
 q
.
m
.
.
pci
H
O
H
2 O
c
2
.
Q H
0,25.59,41 kg h
.
.6441
kcal kg
95.665
kcal h
O
2
Q
.
 111.255,9
W
H
2 O

O coeficiente de transmissão de calor h deve ser obtido no gráfico, e no caso de nosso

veículo temos:

 1kg m 3  ar 12 m s v ar  h  80
 1kg
m
3
 ar
12 m s
v ar
h  80
W
m

2o

C

O

próximo passo é o cálculo da área total de dissipação de calor.

A

tot

.

Q

H

2

O

h

.

T

H

2

O ar

,

Para tanto precisamos calcular a diferença de temperatura entre a temperatura média da água e a temperatura média do ar.

t

H

2

O

(1)

90

o

C

t

H

2

O

(2)

80

o

C

t

ar

(1)

45

o

C

t

ar

(2)

60

o

C

 
 
   

90

80

t

 

 

H

2

O

2

     
   

45

60

t

 

ar

2

T

85

 

H

2

O ar

,

 

85

o

C

52,5

o

C

52,5 32,5

o

C

PROJETO SELETTO A tot 111.255,9  80.32,5  42,8 m 2 Com o fator 

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO A tot 111.255,9  80.32,5  42,8 m 2 Com o fator  ,

A tot

111.255,9

80.32,5

42,8 m

2

Com o fator

, podemos calcular quanto deverá ser a área de tubos e aletas.

A total

A tubos

7

A tubos

A

total

42,8

6,1 m

2

7

A

aletas

A

 

A

tubos

 

42,8

 

6,1

 

36,7 m

2

total

53

Com este valor podemos calular o número de tubos e o número de aletas.

N

tubos

A

1 tubo

N

tubos

A

tubos

A

1 tubo

2.a

2.b .H

6,1.10

6

12.000

510

(2.13

N

A

A

N

aletas

1

aleta

A

aletas

A

1 aleta

2. L.l a.b.N

tubos

1

aleta

aletas

aletas

2. 850.150

13.2.510

36,7.10

6

228.480

161

2.2).400 12.000 mm

228.480 mm

2

2

Estes parâmetros são definidos em função dos valores abaixo, adotados para satisfazer

as dimensões disponíveis para o alojamento do radiador.

t

f

10 mm

t

a

25 mm

a 13 mm

b 2 mm

PROJETO SELETTO t m  H 400  N aletas 161  2,48 L 

PROJETO SELETTO

t

m

H 400

N aletas

161

2,48

L

N tubos

. t

f

510.10

N fileiras

6

850 mm OK

l

t

a

.

N

fileiras

25.6 150

mm

OK

Finalmente, podemos calcular o coeficiente de compacticidade

rad

rad

A

f

A

f

rad

A tot

A

tot

V

rad

A

f

. l

2

3

.

N

tubos

.

H b

.

2

3

.510.400.2

L e N

.

.

aletas

2 .b.e.N

3 aletas

.N

tubos

850.0,13.161

2 3 .2.0,13.161.510

42,8.10

6

275.558,1.150

0,103525

1

m

275.558,1 mm

2

6  275.558,1.150 0,103525  1 m  275.558,1 mm 2 54 Podemos concluir que o

54

Podemos

concluir

que

o

veículo

contará

com

2

radiadores

com

dimensões

especificadas

nos

cálculos

acima,

e

que

serão

suficiente

para

executar

sua

função

adequadamente.

PROJETO SELETTO 7. SISTEMA DE PROPULSÃO 7.1. Caixa de transmissão e reduções 55 A principal

PROJETO SELETTO

7. SISTEMA DE PROPULSÃO

7.1. Caixa de transmissão e reduções

DE PROPULSÃO 7.1. Caixa de transmissão e reduções 55 A principal função das caixas de transmissão

55

A principal função das caixas de transmissão é adequar o regime de trabalho do motor de combustão interna às necessidades de torque, rotação e potência definidas no estudo de desempenho esperado. Um veículo com acionamento direto das rodas pelo motor, sem a modulação da transmissão, apresentaria baixa capacidade de aceleração e não seria capaz de vencer aclives, rampas e concluir ultrapassagens nas rodovias. Devido à característica esportiva de nosso veículo, optamos por utilizar uma caixa de transmissão escalonada, manual, de cinco velocidades à frente e uma à ré. Nossa caixa de transmissão terá posicionamento transversal, acompanhando a posição do motor, e será projetada considerando três arvores, conforme Figura 23:

será projetada considerando três arvores, conforme Figura 23: Figura 23 - Seção transversal da caixa de

Figura 23 - Seção transversal da caixa de transmissões

PROJETO SELETTO 56 Nota-se que a estrutura da caixa é composta de um eixo primário,

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 56 Nota-se que a estrutura da caixa é composta de um eixo primário, um

56

Nota-se que a estrutura da caixa é composta de um eixo primário, um intermediário e o eixo secundário, ou eixo de saída. Foi proposta uma situação não muito comum que é uso de um sincronizador no eixo primário. Isto proporciona uma redução do número de pares de engrenagens, sendo que conseguimos as 5 relações de transmissão usando somente 4 pares engrenados sendo a 4º relação um acoplamento direto do eixo primário e secundário.

ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DA TRANSMISSÃO

A primeira marcha funciona com o sincronizador 5 acionando o par de engrenagens 1

e transferindo o torque para o eixo intermediário. Ao mesmo tempo, o sincronizador 6 aciona

o par de engrenagens 3, conforme Figura 24.

3 3 3 2 2 2 4 4 4 1 1 1 5 5 5
3 3
3
2 2
2
4 4
4
1 1 1
5 5
5
7
7 7
6 6
6
Figura 24 - Linha de fluxo da primeira marcha

A segunda marcha mantem-se o sincronizador 5 acionando o par de engrenagens 1 e

transferindo o torque para o eixo intermediário. Ao mesmo tempo, o sincronizador 6 aciona o

par de engrenagens 4, conforme Figura 25.

PROJETO SELETTO 57 3 3 2 2 4 4 1 1 5 5 7 7

PROJETO SELETTO

PROJETO SELETTO 57 3 3 2 2 4 4 1 1 5 5 7 7 6

57

3 3 2 2 4 4 1 1 5 5 7 7 6 6 Figura
3 3
2 2
4 4
1 1
5 5
7 7
6 6
Figura 25 - Linha de fluxo da segunda marcha

A terceira marcha alterna-se o sincronizador 5 que passa a acionar o par de engrenagens 2 e transferindo o torque para o eixo intermediário. Ao mesmo tempo, o sincronizador 6 aciona o par de engrenagens 3, conforme Figura 26.

3 3 3 2 2 2 4 4 4 1 1 1 5 5 5
3 3
3
2 2
2
4 4
4
1 1 1
5 5
5
7
7 7
6 6
6
Figura 26 - Linha de fluxo da terceira marcha

A quarta marcha funciona com uma relação de transmissão de 1:1, ou seja, o torque de entrada é o mesmo da saída, através do acionamento do sincronizador 7, conforme Figura 27.