Elétrica
Elétrica
Elétrica
Módulo II
www.colegiosoer.com.br
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(18) 3117-7481 / (18) 3117-7482 / (18) 3625-6960
CRÉDITOS
Diretora Geral do Colégio SOER: Prof.ª Drª Maria das Graças Rodrigues de Paula
OBJETIVOS
Esta apostila de estudos tem como objetivo transmitir as principais noções de:
Instalações Elétricas Residenciais conteúdo referente ao Curso Técnico em Edificações
pelo Sistema de Ensino Presencial Conectado SOER/EAD.
Para isso, apresentamos uma visão do conteúdo para aplicação no curso EAD. Este
estudo dará conhecimentos ao Profissional Técnico em Edificações.
LEGENDA
Conteúdos complementares
Disjuntores… duvida!
Em um sítio, serão instalados equipamentos como motores de bombas d´água,
compressores de ar. E na sede serão instalados os eletrodomésticos, dentre os quais
microondas, lavadoura de louças, chuveiros e aquecedor.
Assim quais disjuntores seriam adequados curva “B” curva “C” na caixa de distribuição,
visto que lá é 220 volts?
E qual o disjuntor adequado para o padrão?
Acrescento que será uma casa normal de 100 m², e no sítio 2 bombas d´água de 1 HP e
um compressor de 2 HP.
Solução:
Sua pergunta é muito pertinente, pois você já sabe que existem tipos específicos de
disjuntores para cada tipo de equipamento.
O que você ainda não sabe, é que a tensão de entrada não influi no tipo de disjuntor, e
sim o tipo ou característica do equipamento.
Dica
Quadro de disjuntores
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Identificação de Linha e Carga em Disjuntores!
Como identificar nos disjuntores comuns o local de linha e carga?
São os próprios fabricantes que determinam a conexão de ligação dos condutores fases
em seus produtos (disjuntores).
Portanto você deve ficar atento às indicações de fábrica, para padronizar corretamente a
ligação de seus disjuntores, pois cada fabricante determina o modo de conexão.
Vamos ilustrar a maioria dos disjuntores para que você não tenha mais nenhuma dúvida:
Disjuntor GE
Como pode ver, existe uma marcação denominada “STRIP/GAGE” que identifica a
ligação do condutor que vem da sua casa (fio interno).
O outro lado é para o fio condutor que vem do MEDIDOR e no lado que fica a alavanca no
modo ligar (ON).
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Disjuntor LORENZETTI
Já no caso dos disjuntores Lorenzetti, a marcação é feita através de duas setas, uma
delas com a ponta em direção as letras UNI, indicando que este lado é o linha da entrada
de rede (letra “I”-liga).
A outra seta do outro lado esta apontando para o lado de fora indicando a posição do
condutor carga (letra “O”- desliga, fio que vem de dentro da casa).
Disjuntores STECK
Conexão: é permitido conectar tanto diretamente nos terminais de linha ou nos terminais
de carga.
Nessa marca, o fabricante não é muito conhecido, mas pode ser encontrada em muitos
lugares instalada, e se for o caso de você ter que instalar um deles, o fabricante diz que
não tem lado específico para a conexão do condutor linha de rede ou o carga.
Mas o importante é que em qualquer marca de disjuntores, não importando quem seja o
fabricante, é sempre do lado em que o disjuntor está na posição LIGA (ON), que se
conecta o condutor que vem do medidor (LINHA).
Isso nos traz a padronização correta para se instalar um Disjuntor Eletro Magnético.
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Dispositivo DR
Este dispositivo detecta fugas de corrente, – quando ocorre vazamento de energia dos
condutores – desarmando o disjuntor onde está ocorrendo o problema, evitando que uma
pessoa possa levar um choque.
O dispositivo DR (Diferencial Residual) protege as pessoas e os animais contra os efeitos
do choque elétrico por contato direto ou indireto (causado por fuga de corrente).
Ao detectar uma fuga de corrente na instalação, o Dispositivo DR desliga o circuito
imediatamente.
- Contato direto
A pessoa toca um condutor eletricamente carregado que está funcionando normalmente.
- Contato indireto
A pessoa toca algo que normalmente não conduz eletricidade, mas que se transformou
em um condutor acidentalmente (por exemplo, devido a uma falha no isolamento).
O dispositivo DR é um interruptor automático que desliga correntes elétricas de pequena
intensidade (da ordem de centésimos de ampère), que um disjuntor comum não consegue
detectar, mas que podem ser fatais se percorrerem o corpo humano.
Dessa forma, um completo e eficaz sistema de aterramento deve conter o fio terra e o
dispositivo DR.
De acordo com o item 5.1.3.2.2 da norma NBR 5410, o dispositivo DR é obrigatório desde
1997 nos seguintes casos:
1. Em circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais que contenham
chuveiro ou banheira.
2. Em circuitos que alimentam tomadas situadas em áreas externas à edificação.
3. Em circuitos que alimentam tomadas situadas em áreas internas que possam vir a
alimentar equipamentos na área externa.
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4. Em circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas,
lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas normalmente
molhadas ou sujeitas a lavagens.
Cuidado
Se você não tem conhecimento de eletricidade procure um acompanhamento profissional!
Observações:
A exigência de proteção adicional por dispositivo DR de alta sensibilidade se aplica às
tomadas de corrente nominal de até 32A; quanto ao item 4, admite-se a exclusão dos
pontos que alimentem aparelhos de iluminação posicionados a pelo menos 2,50m do
chão; o dispositivo DR pode ser utilizado por ponto, por circuito ou por grupo de circuitos.
A NBR 5410/97, norma da ABNT sobre instalações elétricas de baixa tensão, prescreve a
separação dos circuitos de iluminação e tomadas em todos os tipos de edificações e
aplicações, independentemente do local (quarto, sala, etc).
Há dois motivos básicos para essa exigência.
O primeiro é que um circuito não deve ser afetado pela falha de outro, não permitindo
que, por ocasião de um defeito em circuito, toda uma área fique desprovida de
alimentação elétrica.
O segundo é que a separação dos circuitos de iluminação e tomadas auxilia, de modo
decisivo, na implementação das medidas de proteção adequadas contra choques
elétricos.
Nesses casos, quase sempre é obrigatória a presença de um dispositivo DR nos circuitos
de tomada, o que não acontece com os circuitos de iluminação.
Ao contrário do que pode parecer, o aumento de custo de uma instalação é quase
insignificante quando se separam os circuitos de iluminação e tomadas.
Além disso, a crescente presença de aparelhos eletrônicos (computadores, videocassete,
DVDs, reatores eletrônicos, etc.) nas instalações provoca um aumento na presença de
harmônicas nos circuitos, perturbando assim o funcionamento geral da instalação.
Uma das recomendações básicas quando se trata de reduzir a interferência provocada
pelas harmônicas é separar as cargas perturbadoras em circuitos independentes dos
demais.
A NBR 5410/97 exige ainda que a seção mínima dos circuitos de iluminação seja de 1,5
mm e a dos circuitos de força, que incluem as tomadas, de 2,5 mm.
Portanto, a exigência da norma de separar os circuitos de iluminação e força tem forte
justificativa técnica, seja no que diz respeito ao funcionamento adequado da instalação, à
segurança das pessoas ou à qualidade de energia no local.
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Dispositivo DR: o que é? para que serve?
Acerte na escolha do dispositivo DR
A corrente nominal (In) do dispositivo DR deve ser maior ou igual à corrente do disjuntor.
Esquema de instalação do DR
Cuidados no uso
Quando um disjuntor desliga um circuito ou a instalação inteira, a causa pode ser uma
sobrecarga ou um curto-circuito.
Desligamentos frequentes são sinal de sobrecarga.
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Por isso, nunca troque seus disjuntores por outros de corrente mais alta (amperagem
maior).
Como regra, a troca de um disjuntor por outro de corrente mais alta requer, antes, a troca
dos fios e dos cabos elétricos por outros de seção (bitola) maior.
Da mesma forma, nunca desative ou remova o dispositivo DR contra choques elétricos
mesmo em caso de desligamentos sem causa aparente.
Se os desligamentos forem frequentes e, principalmente, se as tentativas de religar a
chave não tiverem êxito, isso significa que a instalação elétrica apresenta anomalias
internas.
A desativação ou remoção do interruptor significa a eliminação de medida protetora contra
choques elétricos e risco de vida para os usuários da instalação.
Tipos de fusíveis
Efeito Rápido- Usados em circuitos que não possuem considerável variação de corrente
entre a ligação do circuito no equipamento e seu funcionamento normal, ou seja, quando
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acionamos o equipamento, ele não gera e o um pico de corrente alta, como por exemplo:
Luminárias, Fornos, etc.
Efeito Retardado- Utilizados em circuitos em que as correntes na partida alcance valores
superiores a corrente normal de funcionamento, ou em circuitos que tenham sobrecarga
por pequenos períodos como, por exemplo: Motores elétricos e cargas capacitivas em
geral.
Efeito Ultra Rápido- apropriados para instalações industriais na proteção de
semicondutores, tiristores, GTO’S e diodos (Equipamentos com circuitos eletrônicos) que
precisam de corte rápido em caso de curto para não danificar esses circuitos eletrônicos.
Instalação de fusíveis Diazed ou NH
Os fusíveis Diazed ou NH devem ser instalados sempre no início do circuito a ser
protegido.
O local deve ser arejado para que a temperatura iguale a do ambiente.
A instalação deve ser feita de maneira que facilite a inspeção e manutenção de acordo
que permita o manuseio sem causar perigo de choque ao profissional operador.
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Fusível Neozed
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Alguns modelos de Disjuntores!
Modelo NEMA
Disjuntores DR
Disjuntores Termomagnéticos
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No sistema de proteção atual com disjuntor termomagnético e DR, também se deve
proceder à descoberta da causa do desarme do disjuntor antes de rearma-lo, pois do
contrario o disjuntor termomagnético irá novamente desarmar no ato do rearme, caso não
seja efetuado a manutenção e conserto onde houve o curto circuito que provocou o
desarme do disjuntor.
Em caso da queima dos fusíveis, deve-se proceder a substituição com extrema cautela,
pois pode haver a incidência de choque por um contato acidental na base, principalmente
se acontecer durante a noite.
Pois esses fusíveis são utilizados para a proteção elétrica residencial, onde normalmente
não existe balanceamento da rede em circuitos distintos (rede elétrica antiga).
Torna-se necessário usar uma lanterna para iluminar o local onde se situa a chave geral
de fusíveis (caso a troca seja em plena noite), e assim efetuar a substituição do fusível
queimado.
Atenção:
Antes da troca do fusível é aconselhável identificar o motivo que provocou a queima do
fusível, que é normalmente um pequeno curto circuito.
Se fizer a troca do fusível sem remover a causa de sua queima, pode haver nova queima
do fusível novo ao ser colocado na base.
Portanto devem-se tomar medidas preventivas para não haver queima de fusível
tais como:
A- Verificação periódica da fiação tais como: isolação mal feita, fios descascados em que
aparece o cobre visualmente podendo a qualquer hora entrar em curto, etc. etc.
B- Caixas de derivação abertas e expostas a água (chuva ou locais úmidos próximos a
torneiras)
C- Fiação exposta e no chão: as extensões e as famosas “Gambiarras”
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Troque sempre o fusível queimado por outro da MESMA CAPACIDADE, nem mais,
nem menos!
Como melhorar o sistema?
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Fusível queimado… como substituir?
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Atualmente ainda existem muitas residências que utilizam fusíveis para proteção de
circuitos elétricos.
Os tipos de fusíveis que eram mais utilizados e comuns e que ainda hoje são usados são:
“Fusível roscável” tipo “Rolha” e fusível tipo “Cartucho”.
Em alguns lugares também são usados os fusíveis tipo Faca
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Fusível Tipo Faca
A Evolução:
Dos fusíveis tipo Rolha, Cartucho e Faca, aos modernos Diazed e NH
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Fusíveis para que servem e como funcionam?
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Com várias formas é feito basicamente com um filamento ou lamina de metal que derrete
(queima) quando existe uma sobrecarga no circuito.
Como o fusível é um elo de ligação por onde passa a corrente, ele aquece se a variação
da corrente for acima do padrão para o qual foi projetado.
Este aquecimento leva ao derretimento(queima) do filamento e por consequência ao corte
de eletricidade naquele circuito.
Por esta razão é sempre muito importante que a capacidade dos fusíveis seja sempre
bem dimensionada.
Porque se ele não queimar pelo excesso de carga, o que poderá queimar é a fiação do
circuito, ou os aparelhos ligados nela, com o risco de provocar um incêndio.
Tenha em mente que nada pode substituir um fusível (arame, fio, papel alumínio, etc).
Use sempre os fusíveis adequados, não substitua por outros de capacidade diferente.
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Questão ligada a proteção elétrica de máquina de costura industrial.
Que tipo de disjuntor posso usar e como calculo?
Motor de 1/4hp – 110v em rede monofásica domestica.
De acordo com cálculos efetuados por engenheiros especialistas do setor elétrico, a
equivalência ou conversão de unidades de medidas elétricas é feita assim:
01 CV (cavalo vapor) corresponde a 739 watts
1 HP (horse power) equivale a 746 watts
Pois bem, sua máquina de costura industrial trabalha com um motor de 1/4 HP, e como
você especificou, a tensão de alimentação é de 110 volts, portanto:
746 watts divididos por 4 = 186,5 watts que corresponde a um motor de 1/4 HP
Para sabermos qual o disjuntor apropriado para a proteção do mesmo, temos a seguinte
fórmula matemática da Lei de OHM:
A corrente (em ampères) é igual à potência (em watts) dividida pela tensão (em volts):
Ou seja: I= P/U I- símbolo da corrente P- símbolo da potência U- símbolo da tensão
Temos então aqui o cálculo em função de várias tensões:
Potência de 186.5 watts divididos por 110 volts = 1.69 ampères
186.5 watts divididos por 115 volts= 1.62 ampères
186.5 watts divididos por 127 volts= 1.46 ampères
Como você vê, a corrente de trabalho do motor de sua máquina é bem pequena, neste
caso o disjuntor apropriado seria de no máximo para cinco ampères, o que é difícil de
achar, se não encontrar nas lojas, o mais próximo seria de 10 ampères.
Eu fiz o cálculo para as três tensões possíveis que podem incidir na entrada do seu motor,
é só você comprar o disjuntor apropriado e coloca-lo na entrada da fase (aquele fio que
quando esta com energia “DÁ CHOQUE”).
Use um teste apropriado para identifica-lo, pode ser uma simples CHAVE TESTE NEON.
É uma pequena chave de fenda com uma lâmpada NEON dentro do cabo plástico.
Você segura à chave na parte de plástico e encosta o dedo em cima do cabo da chave.
A ponta de metal da chave você encosta no fio onde está sem o isolante plástico.
Se ele for o fio fase, a lâmpada NEON acende.
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Feito isto, DESLIGUE A REDE ELÉTRICA para não haver acidentes e instale o disjuntor.
Acerte na escolha do fio e do disjuntor!
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Atenção:
A norma 5410 não permite a utilização de fio menor que 2,5mm2 em circuito de tomadas.
* Se você não tem conhecimento de eletricidade procure um acompanhamento
profissional competente!
Consultando a tabela acima:
Se a instalação é residencial, você deve obedecer à Norma NBR NM 60898 que
regulamenta o uso de disjuntores em instalações residenciais.
· Para a tensão do circuito de 127 V~, o disjuntor será monopolar.
Acerte na escolha do fio (2)
A capacidade de interrupção de 3.000 vezes a corrente nominal é suficiente para sua
instalação segundo a Norma NBR NM 60898, portanto, você vai utilizar a Linha K32a.
Como a corrente nominal do disjuntor calculada deve estar entre 34 A e 41A, o modelo
que atende essa condição tem corrente nominal de 40A
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Para circuitos de tomadas são utilizados disjuntores com Curva C, por não saber de carga
que o usuário final irá ligar.
Agora você já sabe que precisa do disjuntor monopolar K32a, código 11273.
Como ficou o circuito
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Portanto não devemos substituir os disjuntores sem antes avaliar os fios dos circuitos.
Assim como o diâmetro de um cano é determinado em função da quantidade de água que
passa em seu interior, a bitola de um condutor elétrico depende da quantidade de elétrons
que por ele circula (corrente elétrica).
Toda vez a corrente circula pelo condutor, ele se aquece devido ao atrito dos elétrons em
seu interior. No entanto, há um limite máximo de aquecimento suportado pelo fio ou cabo,
acima do qual ele começa a se deteriorar. Nessas condições, os materiais isolantes se
derretem, expondo o condutor de cobre, podendo provocar choques e causar incêndios.
Para evitar que os condutores se aqueçam acima do permitido, devem ser instalados
disjuntores ou fusíveis nos quadros de luz. Esses dispositivos funcionam como uma
espécie de “guarda-costas” dos cabos, desligando automaticamente a instalação sempre
que a temperatura nos condutores começar a atingir valores perigosos.
O valor do disjuntor ou fusível (que é expresso sempre em ampères) deve ser compatível
com a bitola do fio, sendo que ambos dependem da corrente elétrica que circula na
instalação.
Desarme do Disjuntor
Obs:
Recorra sempre aos serviços de um profissional qualificado e habilitado, principalmente
na hora de calcular a capacidade de um circuito.
Jamais aumente o valor do disjuntor ou do fusível sem trocar a fiação.
Tem de haver uma correspondência entre eles!
Em minha residência há apenas um disjuntor de 50 ampères e nos últimos dias ele tem se
desligado com frequência, porque?
De acordo com sua descrição, tudo indica que será necessária a substituição do único
disjuntor de 50 ampères que está instalado para a proteção elétrica de sua residência, e
que está desarmando com frequência sem motivo aparente.
Antes de tudo, devo alerta-lo que não deveria ser assim a proteção de sua casa, pois o
correto seria a rede elétrica balanceada ou dimensionada com a divisão por circuitos
protegidos por disjuntores independentes, o que facilitaria identificar qualquer sobre carga
com a consequente indicação pelo desarme do disjuntor daquele circuito, permanecendo
o restante de sua casa com energia elétrica ligada.
O que provavelmente está causando o desarme deste único disjuntor é a soma de todas
as correntes bem próximas do limite de corrente de desarme do disjuntor instalado.
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Como vou exemplificar a seguir, os disjuntores são projetados para desarmarem quando
houver uma sobre carga de corrente ( aquecimento dos cabos condutores) acima do limite
ou um curto circuito na rede elétrica interna.
O funcionamento interno do disjuntor é baseado em bobina eletromagnética e lâminas bi
metálicas para desarme de acordo com o tipo de problema a que ele será submetido.
Como pode ver, são componentes de extrema precisão e que se submetidos
constantemente ao limite de trabalho, ocasiona o desgaste prematuro de suas peças
internas, provocando o desarme sempre que alcançar o limite próximo da corrente de
desarme.
Como você afirmou que não adquiriu nenhum equipamento novo e não existe um
consumo maior de energia atualmente, sugiro contatar um eletricista de sua confiança
para que possa analisar detalhadamente sua rede elétrica e verificar se existe alguma
fuga de corrente na rede interna provocando o desarme, se os condutores existentes
foram dimensionados na bitola correta e se poderá ser feito um dimensionamento melhor
para a instalação de circuitos independentes.
É difícil encontrar profissionais qualificados para isso, mas não vejo uma solução mais
adequada para solucionar o problema. No momento é aconselhável a substituição do
disjuntor único como medida provisória e verificar se continua acontecendo o desarme do
disjuntor.
Mas mesmo assim é imprescindível a presença de um eletricista com experiência para
não haver nenhum acidente como curto circuito ou choque em pessoas que estiverem
efetuando a manutenção elétrica sem conhecimentos necessários para tal.
A segurança de seu imóvel e de sua família dependem deste trabalho bem feito !
fonte: ProCobre
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Qual a função dos disjuntores e fusíveis?
Esses funcionam como chaves automáticas cuja a função é cortar a passagem de
corrente elétrica quando esta for excessiva para circuito causando danos ao sistema.
Portanto, a função dos disjuntores e fusíveis é desarmar em caso de sobrecarga,
protegendo a instalação, pessoas e seus aparelhos conectados a instalação.
A diferença básica entre os dois sistemas de proteção é que os disjuntores permitem
serem rearmados, já os fusíveis, uma vez atuados devem ser substituídos.
Esses dois sistemas de proteção, disjuntores e os fusíveis, devem atender as normas:
NBR IEC 60898 e 60947-2 e NBRs 11840 a 11849, respectivamente.
Tipos de disjuntores mais usados
Disjuntor UNIPOLAR
Disjuntor BIPOLAR
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Disjuntor TRIPOLAR
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Já o disjuntor geral que está na sua caixa de disjuntores interna, é você que calcula o
valor em ampères efetuando um cálculo da Lei de OHM/Watts-NBR 5410 ABNT, onde diz
que:
A corrente em ampères é igual à potência em watts dividida pela tensão em volts, ou seja:
I=símbolo da corrente P= símbolo da potência U= símbolo da tensão e teremos a fórmula
matemática : I=P/U
Portanto, agora você já sabe como calcular a corrente de desarme de seus disjuntores
internos a serem instalados, de acordo com a potência em watts dos equipamentos e sua
tensão em volts de alimentação de cada um.
Não esquecendo que qualquer tomada padrão 2P+T instalada para equipamentos que
não sejam de potência elevada tem o valor de 100 watts para a soma das potências para
o calculo da corrente.
Já as tomadas de uso especial, Ex.: chuveiro elétrico, micro-ondas, freezer e outros, tem
seu valor de acordo com a potência especificada pelo fabricante, podendo usar a mesma
fórmula para o calculo da corrente caso o fabricante não a informe no manual ou etiqueta
colada no equipamento.
Esse cálculo também é valido para determinar a bitola ou calibre dos cabos condutores de
acordo com sua capacidade de condução de corrente.
Veja no site Faz Fácil a tabela para a instalação correta dos cabos condutores.
Importante: É preciso que as instalações sejam dimensionadas de acordo com a carga a
ser utilizada.
Para estipular as cargas e sua distribuição você tem de recorrer a um eletricista
profissional gabaritado.
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Primeiramente você tem que verificar a potência em watts da lâmpada e saber a tensão
em volts que esta lâmpada será alimentada, depois basta dividir a potência pela tensão e
descobrir a corrente em ampères. É a corrente em ampères que determina qual o
disjuntor e o calibre ou bitola do fio condutor corretos.
Essa regra esta normalizada na NBR 5410 da ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas pela LEI de OHM/Watt).
Exemplo: Lâmpada de 100 watts e funcionando em 127 volts. Teremos 100:127= 0,78
ampères.
Nota-se que a corrente de uma única lâmpada de 100 watts é muito baixa, portanto pela
tabela de capacidade de condução de corrente dos condutores que o fio condutor pode
ser de baixo calibre, em torno de 1,5 mm² a 2,5mm² de seção.
Tabela de capacidade de condução de corrente:
Cabo condutor de 1,5 mm² suporta sem aquecer 15,5 ampères.
Cabo condutor de 2,5 mm² suporta sem aquecer 21,0 ampères.
Cabo condutor de 4,0 mm2 suporta sem aquecer 28,0 ampères.
Cabo condutor de 6,0 mm² suporta sem aquecer 36,0 ampères.
Agora você já sabe como determinar o DISJUNTOR correto e fazer a escolha certa do
cabo condutor (fio) que será utilizado na sua iluminação externa nos postes.
Mesmo que sejam várias lâmpadas ligadas na mesma rede, somam-se todas as
potências em watts e divide-se pela tensão em volts de alimentação, para descobrir a
corrente em ampères.
Distribuição elétrica
Queima de lâmpadas…
Dúvida!
Gostaria de saber: num conjunto de 06 interruptores, alimentados por somente uma fase
de 127 volts, até quantas lâmpadas, dessas econômicas de 25 watts, podem ser ligadas?
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Faço a pergunta em virtude de uma instalação dessa natureza estar ocasionando queima
de lâmpadas muito frequentes.
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Para ter uma ideia desta verificação, também temos uma regra básica da Lei de
OHM/Watt que nos dá a resposta da Corrente em Ampères de cada lâmpada, onde o
cálculo é efetuado da seguinte maneira utilizando uma fórmula matemática:
A CORRENTE EM AMPÈRES É IGUAL À POTÊNCIA EM WATTS DIVIDIDA PELA
TENSÃO EM VOLTS =
símbolo da corrente em ampère
P- símbolo da potência em watts
U- símbolo da tensão em volts
E assim temos a equação: I=P/U
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- Verifique a boa qualidade das lâmpadas:
A qualidade das lâmpadas também deve ser levada em conta, pois existem muitas
marcas e modelos de lâmpadas que não são fabricadas com o devido controle de
qualidade, tendo tempo útil de vida curto e sensibilidade maior a quedas de tensão.
- Mau contato em emendas e conexões:
Outro fator importante é o mau contato em emendas e conexões (interruptores inclusive),
que também geram aumento da corrente, devendo então ser corrigidos após verificação.
A queda de tensão de entrada (127 volts) com frequência acentuada também influi no
tempo de vida útil das lâmpadas compactas frias.
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Em alguns casos se estiver muito abaixo de 127 volts, estas lâmpadas nem acendem, ou
as faz piscar muito.
Se a tensão estiver muito acima, provoca um aumento de luminosidade e até a queima
das mesmas.
Verifique sempre que possível se a tensão esta estável, com variação mínima, utilizando
um voltímetro ou multímetro comum (analógico ou digital) na escala ACV 750 volts.
A rede monofásica a dois fio (uma fase e um neutro), somente é instalada quando a carga
residencial somada chega até 8000 watts (8Kwa).
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- Fornecimento elétrico Bifásico
Já a rede bifásica somente é instalada em Áreas rurais e é a três fios, composta de duas
fase e um neutro.
A Empresa não justifica esta modalidade de instalação mais para área rural.
Mas se fizermos uma análise superficial simples, iremos deduzir que o custo não justifica
sua instalação na área urbana.
Pois nesta área o poder aquisitivo de seus moradores é sempre maior que na área de
periferia.
Moradores de área urbana tendem a ter maior quantidade de equipamentos elétricos, e
que se for instalada a rede bifásica, logo adiante será necessária uma ampliação de rede,
pois a tendência destes residentes é adquirir novos equipamentos, maiores, melhores e
mais potentes, ocasionando um aumento de carga.
Assim quando o morador tem rede monofásica instalada e pede aumento de carga, é
melhor a imediata instalação da rede trifásica, poupando tempo, material e horas de
trabalho.
É isso que a distribuidora deve avaliar, ou levar em consideração, quando lhe é solicitado
uma troca de rede elétrica (“Aumento de carga”, como é conhecido por aqui).
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No Município do Rio de Janeiro, a Empresa Distribuidora de Energia, especifica que
quando a carga interna da residência (soma total de todos os valores em Watts dos
equipamentos elétricos e tomadas simples de valor 100 watts cada) ultrapassa 8KWA (
8000 watts), é comum a instalação de medidor trifásico, consequentemente a rede de
entrada será a quatro fios, sendo três fases e um neutro.
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Caso haja algum tipo de problema de falta de luz em um cômodo ou uma área por motivo
de curto circuito ou algum fio partido, os demais setores continuarão com energia elétrica.
Eletricidade – Voltagens!
Voltagens
A energia elétrica é distribuída em 127 Volts ou 220 Volts conforme a região.
Antes de ligar qualquer aparelho à energia elétrica você deve saber qual a voltagem
naquele local (127V ou 220V) e a voltagem do aparelho.
Um aparelho não pode funcionar em outra voltagem que aquela indicada em seu corpo.
Porém existem eletrodomésticos com “bi-voltagem” automáticos ou com uma pequena
chave que deverá ser colocada na posição correta, antes de ligados à tomada…
Pode ser usado também um transformador de voltagem para produzir a voltagem certa
que o aparelho exige.
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A forma de geração de 220 volts em apenas um condutor mais o neutro é através de um
transformador onde acontece o fenômeno da conversão de rede de alta tensão para rede
de baixa tensão através da indução eletromagnética entre as bobinas.
Rede de alta tensão (cabos) e transformador para baixa tensão
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correto, pois em alguns casos específicos, determinados tipos de equipamentos
eletrônicos aterrados assim, poderão até entrar em curto e queimar.
Não use o aterramento do medidor para seus Equipamentos Elétricos ou Eletrônicos.
Veja nos links do Faz Fácil, a forma correta em instalar sua rede própria de aterramento
independente do aterramento que a Cia. Distribuidora local utiliza para proteger seus
medidores.
Obs: Para quem não tem experiência, qualquer conserto ou mesmo uma troca de
lâmpada deve ser feita com a energia (fusíveis) desligada!
* Monofásico DTM
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* Monofásico DR
* Bifásico ou Trifásico DR
fonte: www.energiflex.com.br
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Quadros de distribuição – exemplos!
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* Quadro de Distribuição Trifásico
fonte: www.energiflex.com.br
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interno da porta) a Relação de Circuitos, identificando o dispositivo de proteção (ex:
disjuntor) e o local e pontos (iluminação, tomadas,…) que são abrangidos por aquele
dispositivo e circuito.
Use sempre produtos conforme as normas técnicas da ABNT.
Recomendações Gerais
* Toda a rede de distribuição de energia elétrica deve ser obrigatoriamente executada
utilizando-se eletrodutos, calhas ou perfilados contínuos sem perfuração e com
ferramenta apropriada.
* Os eletrodutos não podem ser embutidos em pilares, vigas, nem atravessar elementos
vazados.
* Na instalação dos eletrodutos deve ser utilizado o critério abaixo, prevalecendo a
especificação indicada no projeto executivo de elétrica:
a) para instalações embutidas em lajes, pisos e paredes: eletrodutos de PVC rígido;
b) para instalações enterradas: eletrodutos de PVC rígido envelopados em concreto;
c) para instalações aparentes: eletrodutos de aço galvanizado ou perfilado galvanizado.
* Nas instalações enterradas, o eventual cruzamento com instalações de gás, água, ar
comprimido ou vapor deve-se dar a uma distância mínima de 0,20m.
* No caso de proximidade da tubulação elétrica com a tubulação de gás combustível,
devem ser observadas as seguintes recomendações:
a) se a tubulação for de “gás de rua” (menor densidade que o ar), a tubulação elétrica
deve ser abaixo dela;
b) se a tubulação for de “gás engarrafado” (maior densidade que o ar), a tubulação
elétrica deve estar acima dela.
* Nas instalações dos fios e cabos alimentadores, devem ser evitadas emendas.
Quando forem necessárias, somente podem ser executadas nas caixas de passagem e
com conectores apropriados.
* As caixas de passagem no piso devem ser de alvenaria, revestidas internamente, com
tampa de concreto removível e com dreno de brita.
56
* Em obras localizadas no litoral, as caixas de passagem nas paredes devem ser
preferencialmente em PVC, ou pintadas com tinta antiferruginosa para melhor
conservação.
* Todos os circuitos alimentadores devem ser identificados nas caixas de passagem.
* Após a execução, toda a rede de distribuição deve ser testada e ensaiada, para evitar
riscos de choques elétricos, curto-circuitos, etc.
Como instalar um quadro de luz?
57
Circuito de pontos de tomada
Neste caso será utilizado um circuito com quatro pontos de tomada de 600VA e quatro
pontos de 100VA cada, totalizando 2.800VA de potência instalada.
Veja as tabelas a seguir:
58
* Se você não tem conhecimento de eletricidade procure um acompanhamento
profissional!
fonte: schneider-electric
Rede de distribuição de eletricidade!
A rede de distribuição!
Uma rede de distribuição é constituída de fios, cabos, eletrodutos e caixas de passagem,
destinados a conduzir a energia elétrica da entrada (poste) ao quadro geral de distribuição
e depois ás tomadas, interruptores e bocais de luz.
A rede de distribuição bem feita evita super-aquecimento nos fios e economiza energia, já
uma rede mal feita pode entre outras coisas, queimar aparelhos eletro-eletronicos e
mesmo super-aquecer e pegar fogo no imóvel.
Portanto nesta hora não se pode pensar em economia (comprar material elétrico sem
qualidade) ou fazer “gatilhos” em detrimento da segurança e durabilidade da instalação!
59
A caixa de luz, onde vão ficar os fusíveis ou disjuntores, deve ficar em local de fácil
acesso.
As caixas de passagem e os conduítes (eletrodutos) podem ser embutidos nas paredes
ou ficar aparentes, fixados com presilhas (braçadeiras).
As tomadas devem ficar, no mínimo, 30 cm acima do piso acabado e os interruptores, a
1,20 m.
Para o chuveiro, utilize um circuito próprio, com fio terra, para evitar choques.
60
Dica:
Chame um eletricista para colocar os disjuntores e puxar a fiação.
Se a casa não tiver laje, a fiação que corre debaixo do telhado pode ser presa no
madeiramento com isoladores.
Rede de distribuição de energia – Cuidados!
Importante:
Ao final da execução dos serviços de instalações elétricas, sugerimos que você, ou um
profissional habilitado (eletricista) deverá colocar no interior do quadro (ex: colar no lado
interno da porta) a Relação de Circuitos, identificando o dispositivo de proteção (ex:
disjuntor) e o local e pontos (iluminação, tomadas,…) que são abrangidos por aquele
dispositivo e circuito.
Use sempre produtos conforme as normas técnicas da ABNT.
Recomendações Gerais
* Toda a rede de distribuição de energia elétrica deve ser obrigatoriamente executada
utilizando-se eletrodutos, calhas ou perfilados contínuos sem perfuração e com
ferramenta apropriada.
61
* Os eletrodutos não podem ser embutidos em pilares, vigas, nem atravessar elementos
vazados.
* Na instalação dos eletrodutos deve ser utilizado o critério abaixo, prevalecendo a
especificação indicada no projeto executivo de elétrica:
a) para instalações embutidas em lajes, pisos e paredes: eletrodutos de PVC rígido;
b) para instalações enterradas: eletrodutos de PVC rígido envelopados em concreto;
c) para instalações aparentes: eletrodutos de aço galvanizado ou perfilado galvanizado.
* Nas instalações enterradas, o eventual cruzamento com instalações de gás, água, ar
comprimido ou vapor deve-se dar a uma distância mínima de 0,20m.
* No caso de proximidade da tubulação elétrica com a tubulação de gás combustível,
devem ser observadas as seguintes recomendações:
a) se a tubulação for de “gás de rua” (menor densidade que o ar), a tubulação elétrica
deve ser abaixo dela;
b) se a tubulação for de “gás engarrafado” (maior densidade que o ar), a tubulação
elétrica deve estar acima dela.
* Nas instalações dos fios e cabos alimentadores, devem ser evitadas emendas.
Quando forem necessárias, somente podem ser executadas nas caixas de passagem e
com conectores apropriados.
* As caixas de passagem no piso devem ser de alvenaria, revestidas internamente, com
tampa de concreto removível e com dreno de brita.
* Em obras localizadas no litoral, as caixas de passagem nas paredes devem ser
preferencialmente em PVC, ou pintadas com tinta antiferruginosa para melhor
conservação.
* Todos os circuitos alimentadores devem ser identificados nas caixas de passagem.
* Após a execução, toda a rede de distribuição deve ser testada e ensaiada, para evitar
riscos de choques elétricos, curto-circuitos, etc.
Como dimensionar um circuito elétrico?
62
Para o dimensionamento correto de um circuito elétrico temos que considerar
primeiramente todos os equipamentos e componentes que estarão ligados (lâmpadas,
geladeiras, aquecedores, torneiras elétricas e outros).
A partir daí, é preciso calcular a corrente elétrica que circulará pelo circuito e escolher a
seção adequada dos condutores, ou seja, seu “tamanho”.
Quando uma corrente elétrica passa por um condutor, ele se aquece naturalmente e a
temperatura máxima que ele pode suportar não pode ser ultrapassada, sob o risco de
ocorrerem danos graves na isolação.
Se uma corrente é demasiada, deve ser escolhido um condutor maior.
Para garantir que a corrente não seja maior do que a permitida nos condutores, devem
ser instalados disjuntores nos quadros de luz, que funcionam como “guarda-costas” dos
cabos, desligando automaticamente o circuito em caso de algum problema, seja de sobre-
carga ou de curto-circuito.
Esse dispositivo deve ser escolhido cuidadosamente para ser coerente com o tipo de
condutor.
Os critérios de dimensionamento de um circuito elétrico estão definidos na Norma Técnica
da ABNT aplicável e o projeto deve ser realizado somente por profissionais qualificados e
habilitados.
Normal
Conforme a NBR 5410 os tipos de “sistemas de distribuição” são determinados em
função do:
a – esquema de condutores vivos
b – esquema de aterramento
A Norma considera o seguinte esquema de condutores vivos:
a – Corrente Alternada
- monofásico a 02 condutores
- monofásico a 03 condutores
- bifásico a 03 condutores
- trifásico a 03 condutores
- trifásico a 04 condutores
b – Corrente Contínua
- 2 condutores
- 3 condutores
63
O que é o Curto-circuito
Curto-circuito é a passagem de corrente elétrica acima do normal em um circuito devido à
redução abrupta da impedância do mesmo.
Normalmente o curto-circuito provoca danos tanto no circuito elétrico em que ocorre como
no elemento que causou a redução de impedância.
Um exemplo de curto-circuito, que acidentalmente é comum em residências, ocorre
quando se coloca as extremidades de um fio metálico nos orifícios de uma tomada.
Geralmente os curto-circuitos provocam reações violentas devido à dissipação
instantânea de energia, tais como: explosões, calor e faíscas. É uma das principais
causas de incêndios em instalações elétricas mal conservadas ou com erros de
fontes: Wikipédia/eletrointernacional
64
- Não use joias ou objetos metálicos, tais como relógios, pulseiras e correntes, durante a
execução de um trabalho de manutenção ou instalação elétrica.
- Use sempre sapatos com solado de borracha.
Nunca use chinelos ou calçados do gênero, eles aumentam o risco de contato do corpo
com a terra e, consequentemente, o risco de choques elétricos.
- Nunca trabalhe com as mãos ou os pés molhados.
- Utilize capacete de proteção sempre que for executar serviços em obras onde houver
andaimes ou escadas.
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Um circuito monofásico é um circuito que é constituído apenas de uma fase elétrica e um
neutro, devendo também possuir um condutor de equipotencialização chamado de “terra”.
Eletrodutos ao ar livre!
Ao ar livre
Nas instalações ao ar livre só devem ser utilizados cabos unipolares ou cabos
multipolares.
Os cabos podem ser instalados:
(a) fixos a paredes ou tetos, com auxílio de argolas, abraçadeiras ou outro meio de
fixação;
(b) sobre bandejas, leitos, prateleiras ou suportes.
Os meios de fixação, as bandejas, leitos, prateleiras ou suportes devem ser encolhidos e
dispostos de maneira a não poder trazer prejuízo aos cabos.
Eles devem possuir propriedades que lhes permita suportar sem danos as influências
externas a que são submetidos.
Nos percursos verticais devem ser assegurado que os esforços de tração exercidos pelo
peso dos cabos não conduzam a deformações ou rupturas dos condutores.
Tais esforços de tração não devem ser exercidos sobre as conexões.
Nas bandejas, leitos e prateleiras, preferencialmente, os cabos devem ser dispostos em
uma única camada.
Admite-se, no entanto, a disposição em várias camadas, desde que haja uma limitação de
material combustível (isolações, capas e coberturas), de modo a evitar a propagação de
incêndio.
Para tanto, o volume de material combustível deve ser limitado a:
(a) 3,5 dm³ por metro linear, para cabos de categoria BF da NBR 6812 (cabos usuais).
(b). 7 dm³ por metro linear, para cabos de categoria AF ou AF/R da NBR 6812;
66
Instalações sobre isoladores
1. Nas instalações sobre isoladores podem ser usados condutores nus, condutores
isolados, condutores isolados em feixe ou barras.
2. Essa maneira de instalar não deve ser usada em locais destinados a habitação.
3. As instalações sobre isoladores devem obedecer às prescrições informadas na
proteção por colocação fora de alcance.
4. As barras só são admitidas quando instaladas em locais de serviço elétrico.
5. Em locais comerciais ou assemelhados, as linhas com condutores nus são admitidas
como linhas de contato alimentando lâmpadas ou equipamentos móveis, desde que
sejam alimentadas em SELV.
6. As instalações de condutores nus sobre isoladores em estabelecimentos industriais ou
assemelhados devem ser limitadas aos locais de serviço elétrico ou a utilizações
específicas (por exemplo, alimentação de pontes rolantes).
7. Nas instalações de condutores nus ou barras sobre isolantes, devem ser considerados:
(a) os esforços a que eles podem ser submetidos em serviço normal;
(b) os esforços eletrodinâmicos a que eles podem ser submetidos em condições de curto-
circuito;
(c) os esforços relativos à dilatação devida às variações de temperatura que possam
acarretar a flambagem dos condutores ou a destruição dos isoladores; pode ser
necessário prever juntas de dilatação; convém, por outro lado, tomar precauções contra
as vibrações excessivas dos condutores pela utilização de suportes suficientemente
próximos.
Linhas aéreas externas
- Nas linhas aéreas externas podem ser usados condutores nus ou providos de cobertura
resistente às intempéries, condutores isolados ou cabos multiplexados em feixes e
montados sobre postes ou estruturas.
- Quando uma linha aérea servir a locais que apresentem riscos de explosão (BE3), a
alimentação deve ser efetuada por intermédio de uma linha enterrada com um
comprimento mínimo de 20 m.
67
- Os condutores nus devem ser instalados de forma que seu ponto mais baixo observe as
seguintes altura mínimas em relação ao solo:
(a) 5,50 m onde houver tráfego de veículos pesados;
(b) 4,50 m onde houver tráfego de veículos leves;
(c) 3,50 m onde houver passagem exclusiva de pedestres.
- Os condutores nus devem ficar fora do alcance de janelas, sacadas, escadas, saídas de
incêndio, terraços ou locais análogos.
Para que esta prescrição seja satisfeita, os condutores devem atender a uma das
condições seguintes:
(a) estar a uma distância horizontal igual ou superior a 1,20 m;
(b) estar acima do nível superior das janelas;
(c) estar a uma distância vertical igual ou superior a 3,50 m acima do piso de sacadas,
terraços ou varandas;
(d) estar a uma distância vertical igual ou superior a 0,50 m abaixo do piso de sacadas,
terraços ou varandas.
fonte: www.cordeiro.com.br
Eletrodutos – canaletas e enterrados!
Canaletas
1. Nas canaletas instaladas sobre paredes, em tetos ou suspensas, e nos perfilados,
podem ser instalados condutores isolados, cabos unipolares e cabos multipolares.
Os condutores isolados só podem ser utilizados em canaletas ou perfilados de paredes
maciças e com tampas que só podem ser removidas com o auxílio de ferramentas.
Nota: Admite-se o uso de condutores isolados em canaletas ou perfilados sem tampa ou
com tampa desmontável se auxílio de ferramentas, ou em canaletas e perfilados cujas
paredes sejam perfuradas, com ou sem tampa, em uma das condições seguintes:
(a). estejam instalados em locais só acessíveis a pessoas advertidas (BA4) ou
qualificadas (BA5);
(b). estejam instaladas a uma altura mínima de 2,50 m do piso.
68
2. As canaletas instaladas sobre paredes, em tetos ou suspensas e os perfilados devem
ser escolhidos e dispostos de maneira a não poder trazer prejuízo aos cabos.
Eles devem possuir propriedades que lhes permitam suportar sem danos as influências
externas a que são submetidos.
3. Nas canaletas instaladas no solo podem ser utilizados cabos unipolares ou cabos
multipolares.
4. As canaletas instaladas no solo são classificadas, sob o ponto de vista das influências
externas (presença de água), como AD4.
5. Nas canaletas encaixadas no piso podem ser utilizados condutores isolados, cabos
unipolares ou cabos multipolares. Os condutores isolados só podem ser utilizados se
contidos em eletrodutos.
Molduras
Nas molduras só devem ser instalados condutores isolados ou cabos unipolares.
As ranhuras das molduras devem possuir dimensões tais que os cabos ou condutores
possam alojar-se facilmente.
Só é permitido passar em uma ranhura condutores ou cabos de um mesmo circuito.
69
As molduras não devem ser embutidas na alvenaria nem cobertas por papel de parede,
tecido ou qualquer outro material, devendo sempre permanecer aparentes.
70
Tipos de eletrodutos mais usados!
Aplicação
* Em instalações elétricas e de telefonia, embutidas em lajes, paredes ou pisos.
* Em instalações enterradas, devidamente envelopados em concreto.
71
Execução
* Cortar os eletrodutos perpendicularmente a seu eixo e executar de forma a não deixar
rebarbas e outros elementos capazes de danificar a isolação dos condutores no momento
da enfiação.
* Executar as junções com luvas e de maneira que as pontas dos tubos se toquem,
devendo apresentar resistência à tração pelo menos igual à dos eletrodutos.
* Não deve haver curvas com raio inferior a 6 vezes o diâmetro do respectivo eletroduto;
somente curvar na obra eletroduto com bitola igual ou menor a 25mm² (3/4″) e desde que
não apresente redução de seção, rompimento, dobras ou achatamento do tubo; nos
demais casos, as curvas devem ser pré-fabricadas.
* Quando enterrada no solo, envolver a tubulação por uma camada de concreto; como
elemento vedante nas junções, utilizar fita Teflon; a tubulação deve apresentar uma ligeira
e contínua declividade em direção às caixas, não sendo admitida a formação de cotovelo
na sua instalação.
* Quando embutidos em laje, instalar os eletrodutos após a armadura estar concluída e
antes da concretagem; devem ser fixados ao madeiramento por meio de pregos e arames
usados com 3 ou mais fios, em pelo menos 2 pontos em cada trecho; fazer as junções
com zarcão ou fita Teflon.
* Nas juntas de dilatação de lajes, seccionar os eletrodutos, mantendo intervalo igual ao
da própria junta; fazer a junta dentro da luva de diâmetro adequado.
* Quando embutidos no contra piso, assentar sobre o lastro de concreto e recobrir com
concreto magro para sua proteção até a execução do piso.
* Fazer a fixação dos eletrodutos às caixas de derivação e passagem por meio de buchas
na parte interna e arruelas na parte externa.
* Durante a execução da obra, fechar as extremidades livres do tubo e as caixas, para
proteção.
* Deixar no interior dos eletrodutos, provisoriamente, arame recozido para servir de guia à
enfiação, inclusive nas tubulações secas.
Eletrodutos Rígidos
Os eletrodutos rígidos são tubos de aço sem costura, galvanizados a fogo, interna e
externamente próprios para nosso clima, e têm por fim suportar e proteger os fios e cabos
de circuitos elétricos.
Os tubos se destinam a instalações elétricas residenciais e industriais, aparentes ou
embutidas, que demandem segurança, alta responsabilidade e a prova de explosão;
72
APLICAÇÕES: Instalações elétricas industriais tais como: refinarias de petróleo, indústrias
de explosivos, petroquímica, papel, madeira, centrais elétricas e indústrias em geral.
fontes: Tigre/Amanco
Eletrodutos, tubos que protegem nossa fiação, como usar?
Tem como função de ser o percurso pelo qual os fios e cabos serão instalados para
interligarem os componentes elétricos da instalação.
Sua função principal é proteger os condutores elétricos contra certas influências externas
(ex. choques mecânicos, agentes químicos, etc.) podendo também, em alguns casos,
proteger o meio ambiente contra perigos de incêndio e de explosão, resultantes de faltas
envolvendo condutores e, até mesmo, servir como condutor de proteção.
Os eletrodutos, que, em função do material usado podem ser metálicos ou isolantes ou
ainda magnéticos ou não magnéticos, classificam-se, segundo a IEC, em rígidos,
curváveis, transversalmente elásticos e flexíveis.
Os conduítes e eletrodutos são encontrados em duas versões respectivamente: rígidos ou
flexíveis, metálicos ou plásticos.
Os rígidos são mais indicados para lajes e superfícies concretadas. Na maior parte das
instalações os mais usados são os flexíveis, justamente por serem de mais fácil
instalação; porém, deve-se evitar executar curvas com ângulos muito fechados pois
podem impedir a passagem dos fios ou cabos.
O PVC é usado na fabricação de eletrodutos flexíveis e rígidos. Possui propriedades de
isolação térmica, elétrica e à umidade, além de ser um material antichama quando
formulado adequadamente.
73
Dados importantes
1. Nos eletrodutos só devem ser instalados condutores isolados, cabos unipolares ou
cabos multipolares, admitindo-se a utilização de condutor nu em eletroduto isolante
exclusivo, quando tal condutor destinar-se a aterramento.
Cuidados
* Um cuidado importante que se deve tomar é não carregar demais a quantidade de fios e
cabos dentro de um conduíte ou eletroduto.
2. As dimensões internas dos eletrodutos e respectivos acessórios de ligação devem
permitir instalar e retirar facilmente os condutores ou cabos após a instalação dos
eletrodutos e acessórios.
Para isso, é necessário que:
(a) a taxa máxima de ocupação em relação à área da seção transversal dos eletrodutos
não seja superior a:
- 53% no caso de um condutor ou cabo;
- 31% no caso de dois condutores ou cabos;
- 40% no caso de três condutores ou cabos;
( b) não haja trechos contínuos (sem interposição de caixas ou equipamentos) retilíneos
de tubulação maiores que 15 m, sendo que, nos trechos com curvas, essa distância deve
ser reduzida de 3 m para cada curva de 90º.
3. Em cada trecho de tubulação, entre duas caixas, entre extremidades, ou extremidade e
caixa, podem ser previstas no máximo três curvas de 90º ou seu equivalente até no
máximo 270º.
Em nenhuma hipótese devem ser previstas curvas com deflexão superior a 90º.
4. As curvas feitas diretamente nos eletrodutos não devem reduzir efetivamente seu
diâmetro interno.
5. Devem ser empregadas caixas de derivação:
74
fontes: Conduite Tigre/gravia.ind.br
(a) em todos os pontos de entrada ou saída dos condutores da tubulação, exceto nos
pontos de transição ou passagem de linhas abertas para linhas em eletrodutos, os quais,
nestes casos, devem ser rematados com buchas;
(b) em todos os pontos de emenda ou derivação de condutores;
(c) para dividir a tubulação em trechos não maiores do que o especificado em 2.b.
6. As caixas devem ser colocadas em lugares facilmente acessíveis e ser providas de
tampas.
As caixas que contiverem interruptores, tomadas de corrente e congêneres devem ser
fechadas pelos espelhos que completam a instalação desses dispositivos.
As caixas de saída para alimentação de equipamentos podem ser fechadas pelas placas
destinadas à fixação desses equipamentos.
7. Os condutores devem formar trechos contínuos entre as caixas de derivação; as
emendas e derivações devem ficar colocadas dentro das caixas.
Condutores emendados ou cuja isolação tenha sido danificada e recomposta com fita
isolante ou outro material não devem ser enfiados em eletroduto.
8. Os eletrodutos embutidos em concreto armado devem ser colocados de modo a evitar
deformação durante a concretagem, devendo ainda ser fechadas as caixas e bocas dos
eletrodutos com peças apropriadas para impedir a entrada de argamassas ou nata de
concreto durante a concretagem.
9. As junções dos eletrodutos embutidos devem ser efetuadas com auxílio de acessórios
estanques em relação aos materiais de construção.
10. Os eletrodutos só devem ser cortados perpendicularmente ao seu eixo.
Deve ser retirada toda rebarba susceptível de danificar as isolações dos condutores.
11. Nas juntas de dilatação, os eletrodutos rígidos devem ser seccionados, devendo ser
mantidas as características necessárias à sua utilização
(por exemplo, no caso de eletrodutos metálicos, a continuidade elétrica deve ser sempre
mantida).
75
12. Quando necessário, os eletrodutos rígidos isolantes devem ser providos de juntas de
expansão para compensar as variações térmicas.
13. Os condutores somente devem ser enfiados depois de estar completamente
terminada a rede de eletrodutos e concluídos todos serviços de construção que os
possam danificar.
A enfiação só deve ser iniciada após a tubulação ser perfeitamente limpa.
A instalação de uma rede de dados com cabos Utp é complexa e trabalhosa, mais com os
conhecimentos básicos de informática e eletrotécnicos, não deverá ser muito difícil sua
execução.
Conversão
Primeiramente vou lhe dar a tabela de relação de conversão de milímetros para
polegadas para tubulações, eletro dutos etc, instituída pela ABNT e INMETRO:
mm polegadas
16mm 1/2″
76
20mm 5/8″
25mm 3/4″
32mm 1″
A seguir as informações básicas mais importantes que você deve acompanhar para
executar um trabalho com a máxima perfeição, pois como é a primeira vez que você vai
executar essa instalação, não pode cometer erros, pois qualquer falha comprometerá a
transmissão de dados entre os terminais de computadores, tornando o trabalho dos
operadores inoperante.
O alicate de crimpagem é usado para prender as pontas do cabo UTP aos conectores RJ-
45.
Estes, por sua vez, são conectados à placa de rede do computador ou ao hub/switch.
Combinações dos fios:
Repare que eles são combinações das cores laranja, azul, verde e marrom com
correspondentes na cor branca.
Assim, um fio na cor azul tem como par um fio nas cores azul e branco. Um fio na cor
verde tem como par um fio nas cores verde e branco, e assim por diante.
É muito comum encontrar os cabos UTP na cor azul, mas também existem em outras
cores em seu revestimento externo, portanto não se preocupe nesse aspecto, o
importante é que funcionem perfeitamente após sua instalação.
77
Tipos de Cabos Utp:
Quanto à confecção dos cabos, existem duas maneiras de ligação: o Cabo CROSSOVER
e/ou Cabo DIRETO.
CABO CROSSOVER - Ao se conectar uma máquina a outra, ou seja, dois computadores
entre si, não é preciso à utilização de dispositivo HUB, basta usar o cabo Crossover
diretamente entre eles.
CABO DIRETO - Na interligação de três ou mais computadores, o ideal é a utilização do
dispositivo HUB, então deve ser criado um cabo para cada computador e interliga-los
através do dispositivo HUB. O cabo Direto também é conhecido como “Patche Cable”.
Resumindo, para se ligar computador a computador é usado o Cabo Crossover.
Já para se ligar vários computadores através de HUB é utilizado o Cabo Direto.
A diferença entre eles é que o Cabo Crossover tem a conexão de seus fios no conector
RJ 45 diferentes em uma ponta em relação à outra, enquanto o Cabo Direto tem a
disposição dos fios conectados iguais em cada extremidade.
O cabo Crossover também pode ser usado caso seja preciso utilizar dois dispositivos
HUB, ficando essa interligação entre os Hubs pelo cabo Crossover.
Como pode ver, antes de iniciar seu trabalho, é preciso um estudo detalhado dos tipos de
conexões que serão necessárias para o funcionamento perfeito do sistema de
transmissão de dados entre os PCs.
O ideal seria traçar um diagrama com todos os PCs e executar um fluxograma dos
detalhes de conexões, ou seja, um pequeno desenho indicando cada cabo, suas
conexões e suas finalidades, para que quando começar a confecção dos mesmos, não
haver dúvidas de quais seriam suas direções nas ligações entre os PCs.
Disposição de conexão dos fios nos conectores RJ 45:
78
Corte
Cabo elétrico:
1 – Da caixa de força externa (relógio) até a caixa de força interna devo usar qual bitola
para os fios (Um eletricista me diz para usar 10 para corrente e 6 para o neutro, outro diz
para usar tudo 6 para economizar).
2 – Quanto a fiação da tomada verifiquei em seu site (e em outros) a utilização de bitola
2,5 (Um eletricista me informa que é melhor usar bitola 4 pois os eletrodomésticos, etc,
mudam a cada dia e no futuro a bitola de 2,5 será abolida, outro diz para usar 2,5 em tudo
(incluindo chuveiro e a ligação do relógio a caixa de força interna, e um terceiro ainda me
diz para usar bitola 4 em tudo (exceção relógio a caixa de força) para não ter sobra de
material.
79
Em minha casa só possuo e só desejo possuir aparelhos elétricos básicos, TV, geladeira,
máquina de lavar, etc, não possuo ar condicionado e não prendendo comprar um.
Desta maneira se a bitola 2,5 for a ideal, para mim está ótimo, se for necessário “trocar no
futuro” então já vou me preparando, mas agora (final de obra) a c/c e a paciência estão na
UTI.
No entanto se a bitola do cabo elétrico 4 for a ideal para daqui há 2 anos, por exemplo, já
a coloco agora.
Resposta:
Nenhum dos Eletricistas consultados por você lembrou-se de efetuar uma projeção
simples, ou seja, um pequeno projeto elétrico baseado em uma planta baixa de sua
residência, onde deve constar a quantidade de luminárias e tomadas que serão
instaladas.
É simples e fácil essa confecção de diagrama, no site Faz Fácil você vai encontrar a
maneira correta de fazer seu projeto elétrico.
Por que isso vai facilitar seus cálculos de bitolas dos condutores?
80
Já em São Paulo, A Distribuidora Elektro de Energia Elétrica, diz que com carga em watts
de até 15000 watts (15 KW) a rede elétrica é de 127 volts, a partir desse valor até 25000
Watts (25 KW) a rede é de 220 volts, e acima disso a rede é de 380 volts.
81
O fio de aterramento deve ser o mesmo do fio fase? Qual é a bitola correta do fio
fase? Quais eletrodomésticos deverão ser aterrados?
O aterramento deve sempre ser observado com muita atenção, pois é ele que protege as
pessoas que utilizam o equipamento elétrico.
O condutor (fio) de aterramento deve ser igual ou maior na sua bitola em relação ao
condutor fase e neutro.
82
E quais equipamentos domésticos aterrar?
Quanto, a saber, quais os equipamentos elétricos que devem ser aterrados, observe na
parte de trás dos equipamentos se existe um condutor (fio) na cor VERDE ou
VERDE/AMARELO.
Esse condutor é o indicado para ser ligado ao aterramento. Caso não exista esse
condutor, tenha o cuidado de verificar se o equipamento precisa do condutor terra.
Normalmente os aparelhos tipo: Ventilador de mesa, liquidificadores, ferros de passa
roupa, e outros do mesmo porte não precisam de aterramento.
Já computadores (torre), máquinas de lavar roupa, geladeiras, freezer, fogões com
acendedores elétrico, ar condicionado e outros de grande porte, é essencial o
aterramento para proteção contra fugas de corrente através de sua caixa (carcaça)
metálica.
É sempre importante consultar um profissional eletricista nessa questão de aterramento,
pois a instalação do condutor terra e sua conexão a terra propriamente dita, deve ser
executada com cuidado e seguindo as normas estabelecidas pela ABNT.
83
Quando a escolha é bem feita, sendo usado um fio de ligação com seção maior (menor
resistência elétrica), a queda de tensão nele torna-se desprezível, e não há alteração
sensível em um aparelho quando outros são ligados à rede.
Evidentemente esses cuidados devem ser tomados em qualquer instalação elétrica,
inclusive nos fios que ligam uma residência à rede elétrica da rua.
84
120 0,40 0,36 0,42
150 0,35 0,31 0,37
185 0,30 0,27 0,32
240 0,26 0,23 0,29
Queda de tensão (V) = queda de tensão tabelada (v/a.km) X corrente do circuito (A) X
comprimento (km)
Queda de tensão em % = Queda de tensão (V) / Tensão do circuito (V) X 100
fonte:Sil
Resposta:
A distância dos condutores com relação à fonte geradora e o equipamento (no caso o
motor) gera uma resistência, e, portanto consequentemente a queda da tensão de
alimentação ao chegar ao equipamento.
Primeiramente vamos calcular a bitola correta do condutor apropriada ao motor de 5 Cv
que funciona com tensão de alimentação em 110 volts.
85
Considerando que um Cv equivale a 739 watts, teremos então: 739 x 5= 3695 watts.
Utilizando a Lei de OHM/Watt que em suas fórmulas matemáticas, uma delas nos diz que
a corrente em ampères é igual à potência em watts dividida pela tensão em volts, e assim:
I = P/U I- símbolo da corrente P- símbolo da potência u- símbolo da tensão
No caso, 3695 watts divididos por 110 volts = 33,59 ampères.
Pela tabela de condução de corrente conforme bitola
E consultando a tabela de capacidade de condução de corrente dos condutores de acordo
com sua bitola/calibre mais utilizados, vemos que:
Condutor de 1,5 mm² suporta uma corrente sem aquecer de 15,5 ampères
Condutor de 2,5 mm2 suporta uma corrente sem aquecer de 21,0 ampères
Condutor de 4,0 mm² suporta uma corrente sem aquecer de 28,0 ampères
Condutor de 6,0 mm² suporta uma corrente sem aquecer de 36,0 ampères
Condutor de 10,0 mm² suporta uma corrente sem aquecer de 50,0 ampères
Devemos considerar a distancia no cálculo da bitola
Chegamos à conclusão que o condutor de 6,0 mm² seria apropriado para o motor de 5
Cv.
Mas devemos ainda considerar a distância do mesmo até o transformador que o alimenta,
que é em torno de 200 metros.
E que a cada quilômetro a resistência aumenta e ocasiona a queda da tensão de acordo
com a tabela 19 da Empresa fabricante de cabos condutores Pirelli e normalizada pela
NBR 6880 da ABNT que informa o seguinte:
Condutor 1,5 mm² – queda de 23 a 27 VA/km
Condutor 2,5 mm² – queda de 14 a 16,8 VA/Km
Condutor 4,0 mm² – queda de 9,0 a 10,5 VA/Km
Condutor 6,0 mm² – queda de 5,87 a 7,0 VA/Km
Condutor 10,0 mm²- queda de 3,54 a 4,20 VA/Km
Essa variação de queda de tensão refere-se à mudança da temperatura ambiente.
Portanto podemos chegar à conclusão que o melhor calibre para atender seu motor
de 5 Cv seria o de 10 mm², que suporta uma corrente de 50 ampères e tem uma
variação mínima de tensão na distância citada por você.
Não esqueça que de acordo com a NBR 5410 da ABNT na seção 6.2.6.2, especifica que
o condutor neutro deve possuir a mesma seção em mm² que o condutor fase em circuitos
monofásicos de 110, 115 e 127 volts e bifásicos de 220 volts.
Então os dois condutores para o seu motor devem ter a mesma BITOLA/CALIBRE.
86
E assim para calcular a Bitola dos condutores para sua “Ensiladeira”, basta utilizar os
mesmos parâmetros acima que vai dar tudo certo.
Como você não me enviou a capacidade em Cv deste motor nem a tensão em volts de
trabalho dele, fico sem poder efetuar esse calculo, mas acredito que com todas as
informações acima não haverá nenhum problema para você mesmo faze-lo.
Aplicações:
Puxamento e arrasto de fios e cabos de energia ou telecomunicações;
Lubrificação de partes ou componentes em geral para arrasto;
Lubrificações temporárias contra atrito;
Não danifica a superfície do cabo;
Não deixa resíduo depois de aplicado.
Lubrificante 3M, gel a base de água
Lembre-se:
…a vida útil dos fios e cabos elétricos é de 20 anos!
Este dado, porém, depende das condições de instalação e uso.
…fios e cabos elétricos desencapados e emendas mal feitas, desperdiçam energia
elétrica!
…um disjuntor antigo ou hiperdimencionado, pode não desarmar quando ocorrer um
curto-circuito e você terá um principio de incêndio em sua residência!
Passa Fio
Passa fio é o nome popular dado á ferramenta que auxilia a instalação dos fios elétricos
nos eletrodutos.
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Feito de plástico e com uma ponta metal flexível, desliza facilmente pela tubulação
elétrica embutida nas paredes, tetos e chão.
Disponível em: 10, 15 e 20 metros.
No final do passa fio um dispositivo também de metal, permite amarrar os fios que
queremos instalar.
Puxando com delicadeza pela ponta do passa fio que já saiu (em alguma caixa de
passagem, interruptor, etc.) no destino, veremos os fios elétricos entrando nos dutos e
depois saindo no lugar desejado.
Tipo de utilização:
Em serviços de instalações em geral: comerciais, industriais e domésticas, por
profissionais eletricistas e por empresas de sistema de TV a cabo.
Sem passa fio, é praticamente impossível colocar a fiação no seu devido lugar. É uma
ferramenta muito barata.
Vídeo: Como usar a fita passa fio ou de enfiação
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=lQBa-Xf3QfU
Fios e cabos!
Lembre-se: Os fios condutores podem ser rígidos ou flexíveis, porém as características
técnicas de resistividade ou condutibilidade são as mesmas, sendo os flexíveis mais
fáceis de passar pelas tubulações e curvas nas instalações.
Os fios rígidos são mais indicados para as conexões, tanto em chaves termomagnéticas
(disjuntores) quanto em instalações de tomadas simples.
Alguns tipos de fios e cabos
88
fonte: fios e cabos Nambei
89
90
fonte: fios e cabos Nambei
A temperatura do fio!
O que é temperatura de trabalho?
É a temperatura máxima que um condutor pode atingir em regime permanente.
Para um cabo isolado em PVC a temperatura de trabalho é de 70°C e para cabos
isolados em EPR 90°C.
91
Caso seja necessário, efetue um aumento de capacidade do circuito por intermédio de um
profissional habilitado.
Aparelhos com potência elevada:
Forno de micro-ondas
Máquina de lavar louça
Chuveiro, torneira e aquecedor elétrico de água
Máquina de secar roupa
Ferro de passar roupa
Ar condicionado
Fogão e forno elétrico
Secador de cabelo
Aquecedor de ambiente, entre outros.
Importante: Alguns fabricantes informam na embalagem do equipamento, os valores
recomendados para os condutores e dispositivos de proteção (disjuntor ou fusível).
Use sempre produtos conforme as normas técnicas da ABNT.
92
Qual é a seção mínima para ser utilizada em tomadas e nos circuitos de
iluminação?
A seção mínima (bitola ou espessura, grossura) para as tomadas de uso geral é 2,5mm² e
para os circuitos de iluminação é 1,5mm².
Não há problema em utilizar uma seção nominal superior; ela só não pode ser inferior.
Qual a menor seção do condutor que pode ser utilizado em uma residência?
Conforme definição da Norma Brasileira de instalações elétricas de baixa tensão – NBR
5410.
Define:
1,5 mm² como seção mínima para condutores em cobre para uso de circuitos de
iluminação e 2,5 mm² como seção mínima para condutores em cobre para uso de
circuitos de força, que incluam tomadas de uso geral.
O Neutro
93
Existe alguma limitação para a ocupação de cabos dentro de eletrodutos?
De acordo com a NBR 5410 os fios ou cabos não devem ocupar mais do que 53% da
área útil do eletroduto quando é utilizado um condutor, 31% quando são utilizados dois e
40% para três ou mais condutores no mesmo eletroduto.
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* Cada fio ou cabo deve conter as seguintes informações gravadas de forma
contínua: bitola – isolação – temperatura – nome do fabricante.
Basicamente as características elétricas (capacidade de condução de corrente,
resistência da isolação, etc.) dos cabos flexíveis são as mesmas dos fios rígidos.
A grande diferença é que os cabos flexíveis são melhores para a instalação devido ao
fácil manuseio.
Os fios e cabos elétricos de potência em baixa tensão são os responsáveis pela
transmissão de energia em circuitos de até 1000 volts.
São basicamente constituídos de três partes distintas…
95
Seja qual for a marca e o tipo de material utilizado (fio ou cabo) utilize os produtos que
tenham suas identificações claras como seção, temperatura, tensão de isolamento, n° da
norma que especifica as características técnicas referidas para este cabo.
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Lembre-se:
…A menor bitola permitida por norma para circuitos de lâmpadas é de 1,5mm e para
tomadas é de 2,5mm.
…A vida útil dos fios e cabos elétricos é de 20 anos! Este dado, porém, depende das
condições de instalação e uso.
…Fios e cabos elétricos desencapados e emendas mal feitas, desperdiçam energia
elétrica!
…Nunca utilize o fio neutro (cor azul) como fio terra.
…Um disjuntor antigo ou hiperdimencionado, pode não desarmar quando ocorrer um
curto-circuito e você terá um principio de incêndio em sua residência!
Fazer as emendas de cabos de bitola igual ou superior a 16mm².
Não instalar nenhum cabo ou condutor nu dentro de qualquer tipo de eletroduto, incluindo-
se o condutor de aterramento.
Não passar os condutores por dentro de dutos destinados a instalações não-elétricas
(dutos de ventilação, exaustão, etc.).
As curvas realizadas nos condutores e cabos não devem danificar a sua isolação.
Cabos utilizados em instalações subterrâneas não devem sofrer esforços de tração ou
torção que prejudiquem sua capa isolante.
Nos casos de instalação de condutores ligados em paralelo, bem como instalações,
emendas e derivações realizadas dentro de caixas, quadros, etc., observar as prescrições
da norma NBR-5410.
Nas ligações dos condutores a chaves, disjuntores e bases fusíveis, utilizar terminais
apropriados.
As ligações dos condutores às enfiações das luminárias, principalmente as de lâmpadas
fluorescentes, projetores da quadra de esportes e luminárias externas, devem ser feitas
por meio de conectores com isolação plástica.
97
Exemplo de utilização!
O código de cores, o qual deve ser rigidamente obedecido em novas instalações, é
prescrito pelas normas, tanto ABNT como ISO IECC, ANSI, e outras, para instalações de
equipamentos de telecomunicações ou informática, como segue:
Fase – Vermelho (Vm)
Neutro – Azul (Az) (preferencialmente claro)
Terra – Verde (Vd)
Para instalações residenciais pode-se utilizar outras cores, porém mantendo cada
condutor com sua finalidade, como:
Fase – Vermelho (Vm), Preto (Pr), ou ainda o Cinza (Cz)
Neutro – Azul (Az), ou ainda o Branco (Br)
Terra – Verde (Vd), ou ainda o Amarelo (Am)
A utilização mais comum dos condutores é:
O fio 10,0 é mais utilizado para redes de forma geral.
O fio 8,0 não é mais fabricado.
O fio 6,0 é utilizado para redes, sub-redes, chuveiro elétrico etc.
O fio 4,0 é utilizado para sub-redes de pequeno porte, e distribuição em circuitos
ramificados a partir de um condutor maior.
O fio 2,5 é utilizado para ligação de tomadas, ramificados a partir de uma sub-rede ou
rede.
O fio 1,5 é utilizado apenas para ligação de lâmpadas.
Exemplo: O fio condutor 1,5 para ligar lâmpadas suporta 15 A (ampères) de corrente (veja
tabela anterior). Uma lâmpada fluorescente de 100 W está ligada na tensão de fase de
220 V, gerando uma corrente de:
100 W / 220 V = 0,45 A.
Quantas lâmpadas posso ligar em um circuito simples nesse condutor?
15 A / 0,45 A = 33 lâmpadas.
Portanto se ligarmos mais do que 33 lâmpadas estaremos sobrecarregando o condutor.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rgUO2WevyEI
98
Fios condutores de eletricidade! Como funcionam?
O fio elétrico…
Um fio é um segmento fino, cilíndrico, flexível e alongado de um certo material de acordo
com sua função:
Na eletrônica são usados fios distintos para tanto transportar energia elétrica quanto
informação.
São feitos de metal, em geral cobre, revestido de plástico ou borracha isolante.
Os materiais condutores mais utilizados são; alumínio e cobre. O primeiro tem seu uso em
aplicações mais especificas.
O mais utilizado é o cobre por ter a melhor relação custo benefício.
No Brasil atualmente, os fios são identificados pelos valores de suas seções retas, ou
seja, a área específica de seu diâmetro.
Aplicação- Como condutores de eletricidade, protegidos em eletrodutos, destinados à
distribuição de luz, força motriz, aquecimento, sinalização e campainha.
Em instalações fixas, embutidas ou aparentes.
Vida útil- Um sistema bem feito dura em média 20 anos, mas 10 anos já é um bom
período para se fazer uma revisão:
verificar a fiação, os soquetes, os interruptores…
Um soquete com problemas rouba energia da lâmpada e um interruptor com algum fio
solto ou com mal contato pode causar um curto circuito.
A Fiação - A escolha da bitola (grossura) do fio ideal para cada circuito deve levar em
conta as cargas associadas a cada circuito.
As bitolas mínimas recomendadas são de 1,5mm para iluminação e 2,5mm para tomadas
de força.
Circuitos especiais, como do chuveiro ou da torneira elétrica devem ter a potencia do
equipamento como parâmetro para a determinação da bitola do fio.
Atenção com os fios que não ficam embutidos nas paredes. Eles precisam estar sempre
com uma segunda capa plástica protetora, além da isolação.
É recomendável instalá-los dentro de canaletas aparentes.
99
No caso dos aparelhos de ar condicionado, a bitola recomendada para o fio é de no
mínimo 6 mm (também para o fio terra).
O chuveiro elétrico também requer tratamento especial, tanto na fiação quanto nos
disjuntores no quadro de força. É necessário um disjuntor bipolar (ou dois unipolares).
Do quadro de força sairão dois fios (bitola 6 mm), direto para o chuveiro, além do fio terra
(também de 6 mm).
Quais são as cores padrão utilizadas?
Dica
Os rolos de fio possuem 100 metros.
Foram especificadas as cores de isolação dos condutores somente para duas situações:
- Fio condutor Neutro – Azul-Claro ;
- Fio condutor de Proteção (Terra) – Verde ou Verde Amarelo*
Para os outros cabos/fios (fases) não é prevista a utilização obrigatória de uma cor
específica.
* Importante: os fios condutores Verde ou Verde Amarelo só podem ser utilizados como
condutores de proteção.
Tipos de cabos elétricos de potência em baixa tensão
100
O que é corrente de fuga?
É a corrente que, por imperfeição dos terminais, conexões ou até mesmo da isolação, flui
para a terra ou para elementos condutores estranhos à instalação. São responsáveis por
grandes desperdícios de energia elétrica podendo ser comparados aos vazamentos das
instalações hidráulicas.
O que é a capacidade de corrente de um cabo?
É a maior corrente, em regime permanente, que um condutor suporta sem que a
temperatura do mesmo ultrapasse a temperatura máxima suportada pela isolação
(temperatura de trabalho). Depende do material do condutor, do material da isolação, da
construção do cabo, da temperatura ambiente e da forma como está instalado.
A NBR 5410 apresenta tabelas de capacidade de corrente para vários métodos de
instalação de baixa tensão.
Conectores para fios & cabos elétricos!
101
Atenção
Evite acidentes.
Antes de proceder a instalação verifique se os condutores estão desenergizados.
Utilize chave-teste.
Aconselha-se pessoa qualificada para realizar serviços elétricos.
Ao conectar, aperte bem os parafusos.
102
Otimizar e manter a qualidade dos contatos elétricos. (Um mau contato eleva o valor
da conta e é sempre causa de acidentes)
Viabilizar aferição, inspeção, verificação, manutenção e reparo nos pontos de junção
de condutores. (Esta tarefa sempre foi dificultada pelo uso de emendas)
Proporcionar componente alternativo para a multiplicação de pontos de energia.
Evidenciar estética, praticidade, segurança.
Contribuir para a eficiência energética nas instalações elétricas residenciais,
comerciais ou similares.
O Conector Derivador
103
Conector Elétrico Scotchlok (MR)2
Protegida por uma capa isolante, encontra-se a mola interna que se expande para
acomodar firmemente os condutores e os mantém unidos sob pressão constante, sem
danificá-los, para soltar os fios basta girar o conector no sentido anti-horário, podendo ser
reutilizado em outra conexão.
Os conectores foram dimensionados para a corrente máxima da maior combinação de
fios.
Tensão Máxima de Aplicação: 750 V, Classe de Temperatura: 105ºC.
Utilizado para instalações em chuveiros, luminárias, lustres etc., além de conexões em
motores elétricos.
104
Dotados de contatos de latão estanhado em forma de ‘U’ que, em uma única operação,
removem a capa isolante dos fios sem a utilização de alicates especiais, conectam e
isolam através do corpo de polipropileno anti-chama.
A remoção da capa isolante pelo próprio conector reduz o tempo de aplicação,
aumentando a produtividade dos instaladores. Corpo em Polipropileno.
Fácil e simples de aplicar, são utilizado em instalações prediais, industriais e
equipamentos automotivos.
Disponíveis em sete versões, permitem emendas e derivações sem interrupção dos
circuitos de condutores de 0,5 a 4,0mm^2.
Tensão Máxima de Aplicação: 750V. Classe de Temperatura: 105ºC.
105
Além disso, deve ser instalado o DISJUNTOR DR (proteção contra fuga de corrente), no
quadro de distribuição (após o disjuntor termomagnético geral).
Este desarma imediatamente quando uma pessoa leva um choque acidental.
Disjuntor Diferencial DR
3- Os quadros de força ou de distribuição não podem ser de madeira ou outro qualquer
material combustível, para evitar risco de incêndio em caso de curto circuito em seu
interior.
4- Fusível tipo rolha ou cartucho devem ser substituídos por Disjuntores termomagnéticos
para proteção contra curtos circuitos na fiação ou equipamentos elétricos.
5- As instalações elétricas possuem uma limitação de uso, seja pelo tempo de utilização
(desgaste natural) ou pela simples mudança de hábito das pessoas, que estão sempre
trocando seus equipamentos por outros melhores e de mais capacidade ou potência, não
avaliando se a rede elétrica suporta esse aumento de carga
6- Evite fazer uma instalação elétrica provisória ou mal feita, tipo Gambiarra (veja fotos
acima), pois você assim estará provavelmente ocasionando uma sobrecarga na rede
elétrica, o que possivelmente mais tarde, irá provocar um CURTO CIRCUITO.
7- Uma revisão dessa natureza deve ser feita a cada cinco anos para a fiação, sendo que
as tomadas, interruptores e receptáculos das lâmpadas devem ser substituídos sempre
que for constatado folga em seus contatos ou centelhamento visível.
Fuga de energia e os disjuntores termomagnéticos
106
Fuga de corrente – disjuntor tri
107
Economia de energia em casas, prédios e condomínios!
Economia de energia
Economia de energia com minuteria e sensores!
Já há bastante tempo, os síndicos e proprietários de imóveis se preocupam em
economizar energia elétrica de forma simples mas sem prejudicar o funcionamento
normal no dia a dia do condomínio. Muitas formas foram usadas e muitas também não
surtiram efeito, devido a erros de cálculos e custos diferenciados do previsto.
Hoje em dia, já existem muitas maneiras em economizar energia elétrica, pois a
tecnologia ajuda, e muito.
Com o advento das lâmpadas compactas frias que tem um tempo de vida útil maior e
economizam muito mais que as incandescentes, quase em torno de 60 por cento até
chegando a 80 por cento, melhorou muito essa economia, mas ainda não era o ideal, pois
em alguns casos precisavam permanecer acesas por tempo indeterminado, o que não
diminua em quase nada na economia, a não ser a diferença de tempo de vida útil e uma
pequena diferença na conta de energia mensal.
As Minuterias foram então aprovadas como a última forma avançada de tecnológica em
vigor.
Mas com o uso constante e às vezes indevido, seu mecanismo tipo relógio davam
problemas mecânicos que nem sempre os eletricistas sabiam consertar, então era preciso
troca-las por novas, o que ocasionava mais um custo aos condôminos, incluindo é claro a
mão de obra do profissional.
108
Surgem finalmente os SENSORES tipo:
- INFRAVERMELHO, que identifica a variação de calor no ambiente ao entrar uma
pessoa em seu raio de ação, e permite o acendimento de lâmpadas no ambiente.
- ULTRA-SÔNICO, emitem ondas ultra sônicas que rebatem no objeto ou pessoas que
entram em sua área de atuação e retornam ao receptor do sensor, que imediatamente
aciona a lâmpada a ele conectada.
Apesar de ser um pouco mais caro, é indicado para determinados ambientes, como locais
sem ventilação ou qualquer fluxo de ar, ou áreas sem carpete ou anteparos acústicos.
- FOTOS ELÉTRICOS, que permitem o acendimento de lâmpadas ao anoitecer e as
apagam ao amanhecer.
109
Sensor ultra sônico para paredes
O que deve prevalecer é simplesmente o bom senso, a análise criteriosa, a avaliação
orçamentária de custo-benefício, a determinação correta dos locais onde devem ser
instalados os sensores ou Minuterias.
Os tipos de lâmpadas adequadas ao atendimento dos condôminos nos locais de acesso
coletivos e a contratação de um profissional eletricista qualificado para que seja
executado um serviço de qualidade e com garantias de bom funcionamento e economia
de energia elétrica com a consequente redução do valor na conta de energia, gerando
assim a satisfação de todos os usuários, moradores e demais pessoas que transitam por
esses locais.
Sensores e Minuterias
Economia de energia em prédios e condomínios!
A diferença entre Sensores e Minuterias, é que as Minuteria são dispositivos eletro
mecânicos (semi automáticos), ou seja, além de possuírem a parte elétrica, dependem de
um mecanismo com engrenagens parecidas com um relógio, que em caso de defeito,
110
nem sempre o eletricista pode efetuar o conserto, e também devem ser instaladas em
locais pré determinados devido ao seu mecanismo.
E além destes pormenores, também precisa ser acionados através de um interruptor,
manualmente e só o apagamento das lâmpadas é automático.
Já os Sensores (automáticos) podem ser instalados no teto, paredes, embutidos em
caixas de luz, embutidos em luminárias e são completamente automáticos.
Não precisam ser acionados manualmente, basta à presença de uma pessoa no local, ou
o anoitecer e amanhecer e ele aciona a lâmpada, acendendo-a e apagando-a no tempo
pré programado no caso dos sensores de presença e ultra sônico.
Minuteria individual embutida em caixa de luz.
A grande maioria dos sensores podem ser programados para deixarem as lâmpadas
acesas por um determinado tempo, seja 30 segundos ou até minutos tais quais as
minuterias.
Já existem também os sensores combinados (chamados DUAL), que podem ser
acionados pela presença de pessoas ou acionados pela chegada da noite e amanhecer.
Tudo depende da situação em que podem ser necessários.
111
Sensores e Minuterias - Itens importantíssimos ao usar sensores ou minuterias
Devem-se levar em consideração alguns itens importantíssimos ao se usar
sensores ou minuterias:
a) Segundos alguns especialista, os sensores são relativamente mais econômicos em
energia elétrica que as minuterias .
b) O item SEGURANÇA não pode nem deve ser colocado em segundo plano, pois com
os sensores de presença, fica mais fácil identificar a entrada ou permanência de pessoas
indesejáveis nos locais do condomínio que não estão visíveis aos porteiros e vigias
noturnos, basta estarem instalados alarmes ou lâmpadas de sinalização( alarme
silencioso) em locais estratégicos, para que os funcionários encarregados de vigilância
percebam a entrada indevida.
Torna o controle agradável pela portaria sem precisar que o porteiro ou vigilante se
ausente da portaria para essa verificação constante.
c) Em locais de muito movimento de pessoas (Halls e Portarias) é preferível utilizar as
incandescentes, ao invés de lâmpadas fluorescentes tubulares ou compactas, no caso de
estarem ligadas em minuterias ou sensores.
As lâmpadas fluorescentes tubulares ou compactas tem seu tempo de vida útil
consideravelmente reduzido devido aos constantes acendimentos e desligamentos.
Seu custo também em relação às incandescentes é bem maior.
Ao usar as incandescentes ou fluorescentes nestes locais, deve-se preferir que fossem
instaladas em pontos estratégicos, como corredores principais e frente de elevadores,
para que permaneçam acesas em caráter direto, desde que sejam de baixa potência sem
uso de dispositivos como sensores ou minuterias.
Nos outros locais podem ser instalados os dispositivos semi automáticos (minuterias) ou
automáticos (sensores) de acordo com a necessidade do local e o tipo de lâmpada
apropriada.
d) Analisar a quantidade de lâmpadas que serão acesas e apagadas automaticamente
pelos sensores e manualmente pelas minuterias, pois os mesmos tem um limite de
potência em watts a suportar, e sendo esse limite excedido pode queimar o sensor ou
danificar as minuterias.
Devem-se observar as instruções do fabricante e só assim executar os cálculos e
determinar a locação das lâmpadas.
A potência em watts das lâmpadas que serão comandadas pelos dispositivos, deve ser
somada e estar um pouco abaixo do limite estabelecido pelo fabricante como margem de
segurança.
112
A manutenção das instalações elétricas é fundamental para evitar grandes
prejuízos!
113
Fusíveis se queimam para proteger a instalação elétrica de algum problema, descubra ,
resolva e coloque um com a mesma capacidade.
Os disjuntores têm a mesma função dos fusíveis, são feitos para proteger e desarmam
quando necessário.
Se desarmam com muita frequência ou as tomadas e os fios estão ficando quentes,
chame um eletricista de sua confiança.
Antes de trocar uma lâmpada, desligue o interruptor, (se puder desligue o disjuntor
referente ao circuito da lâmpada, se for um abajour, tire a tomada da parede).
Não toque na parte metálica do bocal, nem na rosca. Você pode usar um pano seco e
dobrado para segurar o bocal.
Segure a lâmpada pelo vidro (bulbo). E desenrosque no sentido anti-horário.
Pegue uma lâmpada nova da mesma potencia para não ter variação na iluminação e
enrosque no bocal.
114
Não exagere na força ao rosqueá-la, pois o vidro pode partir . Basta ajustá-la para dar
contato.
Religue o disjuntor e depois o interruptor. E pronto.
Lembre-se de executar a troca de forma segura (use uma escada e não faça o serviço
descalço).
Obs.
Se você desligou da parede (da tomada) ou desligou o disjuntor da área (SE NÃO
SOUBER exatamente qual é... desligue o principal ou geral) se for de dia, (é
sempre melhor fazer este trabalho durante o dia).
Depois de ter feito o desligamento, não tem como dar choque, É IMPOSSIVEL.
Pode trocar a lâmpada calmamente e depois religar na tomada ou o disjuntor.
Dica: Para facilitar a retirada da lâmpada
Sugestão muito interessante principalmente quando aplicada a lâmpadas externas.
Se você quiser evitar a oxidação e por consequência facilitar a futura troca da lâmpada
queimada!
Basta colocar uma gota de óleo na rosca antes de apertá-la ou um pouco de WD40.
115
Se algum fio de luz cair sobre a cerca, o aterramento escoará a energia elétrica pelo fio
terra e não pelo arame da cerca.
Eletricidade… fuga de energia!
Conta de luz muito alta? Reveja sua instalação e verifique se existe “Fuga de
Corrente”
O que é “Fuga” de corrente em casas ou apartamentos?
É um fluxo de corrente indesejado e inesperado de corrente elétrica que vaza causado
pela baixa isolação de um condutor (fio) ou de equipamento, o qual utiliza um caminho
anormal de baixa impedância.
Um exemplo fácil de encontrar é simplesmente um fio desencapado ou mal isolado em
uma geladeira ou máquina de lavar roupa, se o fio estiver encostando-se à parte metálica,
quem colocar a mão nesta parte, levará um CHOQUE.
Mas se o equipamento estiver aterrado, ou seja, aquele fio na cor verde ou verde e
amarelo estiver ligado em uma “Haste de Aterramento”, esse Choque seria no mínimo
atenuado ou completamente inexistente.
116
lavar roupa, fogão com acendedor elétrico e lâmpada no forno, e até por consertos
improvisados.
117
A energia elétrica entra em sua casa por um cabo de alimentação que vai até o relógio de
luz.
O medidor é o equipamento utilizado para medir e registrar o consumo de energia elétrica
(contagem).
É comum haver dúvidas quando você recebe a sua conta e verifica o consumo cobrado
naquele período.
Aprenda a “ler” o medidor para acompanhar e controlar o seu consumo de eletricidade.
Aqui encontra-se o disjuntor principal. O interruptor principal (geral) que permite cortar a
energia em toda a casa.
Tipos de medidores
- Medidor Analógico
O tipo mais comum de medidor de energia elétrica é o Analógico ou de ponteiros. Ele é
composto por quatro relógios. Veja como é fácil fazer a sua leitura:
118
Obs.: caso, na sua conta de luz, o campo constante seja diferente de 1, multiplicar o
consumo parcial pelo valor da constante para chegar ao número de kilowatts gastos no
período.
“Para que você tenha um maior controle do seu gasto mensal de energia, este
procedimento pode ser realizado periodicamente.”
- Medidor Digital (Eletrônico)
Apresenta os algarismos em formato digital, funcionando como um registrador de
quilometragem percorrida por um veículo.
Nesse tipo de relógio de luz, os números que aparecem no visor já indicam o valor da
leitura.
119
Atenção: Existem diferentes tipos de bancos de capacitores no mercado.
O uso excessivo deste equipamento pode aumentar a geração da energia reativa e ser
prejudicial para sua instalação elétrica, por isso é fundamental a contratação de um
profissional habilitado para orientá-lo.
Nenhum técnico a serviço da AES Eletropaulo tem autorização para prestar esse tipo de
serviço.
O que é um banco de capacitores?
É um equipamento que faz a compensação entre a energia ativa e a reativa,
possibilitando que a circulação dos campos magnéticos seja limitada onde é necessária.
Seu uso adequado possibilita reduzir perdas, melhorar as condições operacionais e
liberar capacidade de transformadores e condutores para novas cargas, tanto nas
instalações dos consumidores como na rede de distribuição de energia.
Informações importantes sobre a leitura do novo medidor
Vinte minutos após a visita do leiturista da AES Eletropaulo, o medidor eletrônico ficará
repetindo as leituras colhidas no display. Depois desse período, o equipamento voltará a
atualizar as leituras.
fonte: Eletropaulo
120
Essa queixa pode ser feita pelo 0800, e o cliente deve anotar o protocolo da reclamação.
INSTALAÇÕES: O segundo passo é o próprio consumidor averiguar se há problema nas
instalações internas (fio desencapado, instalações elétricas em mau estado de
conservação ou até equipamentos e/ou eletrodomésticos com defeito ou em más
condições). Todos esses fatores podem elevar a conta.
CONTA: Enquanto estiver contestando uma conta, o consumidor pode não pagá-la e não
terá a energia cortada.
No entanto, se terminada a verificação, a empresa disser que a leitura está certa, o
consumidor terá que pagar a conta vencida com juros.
INSTRUMENTOS: O problema pode estar em algum erro de leitura ou no equipamento
de medição.
Nesse caso, o consumidor pode acompanhar a leitura, pois, pelo Código de Defesa do
Consumidor, ele tem direito à informação.
JUSTIÇA: Se o consumidor e a empresa chegarem a um impasse sobre a leitura correta
do medidor, a saída é entrar na Justiça e pedir a avaliação de um órgão independente.
Teste de fuga de energia
As principais causas de “fuga de corrente” são: emendas de condutores malfeitas,
condutores desencapados, mal dimensionados ou com isolação desgastadas pelo tempo.
Pode ser provocada ainda por eletrodomésticos defeituosos.
Para localizar esse defeito, basta proceder do seguinte modo: Na instalação elétrica:
Desligue todos os aparelhos das tomadas e apague as luzes.
Verifique se o disco do medidor continua girando. Se continuar e der uma volta em menos
de quinze minutos, pode existir “fuga de corrente”.
No caso de “fuga de corrente”, a causa pode ser defeito na instalação elétrica ou
problema no medidor, pois os aparelhos devem estar todos desligados.
Verifique se o disco do medidor para de funcionar. Então, o defeito é da instalação
elétrica. Nesse caso, o melhor que você tem a fazer é consultar um eletricista de sua
confiança.
No caso do medidor continuar funcionando, o defeito poderá ser do próprio medidor.
Depois de testar a instalação elétrica e o medidor, verificando que estão perfeitos, faça o
mesmo com os seus eletrodomésticos: Aparelhos eletrodomésticos:
Ligue novamente a chave geral (disjuntor ou fusível), mantenha todos os aparelhos
desligados das tomadas e apague as luzes.
121
Ligue um aparelho por vez numa tomada, sem fazê-lo funcionar. O teste pode ser feito
com a geladeira, o rádio relógio, o videocassete ou qualquer outro aparelho automático
que se liga sozinho e que deve ser desligado da tomada na hora do teste.
Verifique o disco do medidor de energia elétrica. Se ele começar a girar, está comprovado
que o eletrodoméstico ou a tomada está com algum defeito. Conecte outro
eletrodoméstico na mesma tomada, porém sem ligá-lo, e verifique novamente se o disco
do medidor continua a girar.
Caso continue, o defeito está na tomada.
Há ainda a possibilidade de os dois aparelhos estarem com defeito. Para confirmar, teste-
o em outra tomada.
fonte: Eletropaulo
122
Depois de testar a instalação elétrica e o medidor, verificando que estão perfeitos, faça o
mesmo com os seus eletrodomésticos:
- Aparelhos eletrodomésticos:
Ligue novamente a chave geral (disjuntor ou fusível), mantenha todos os aparelhos
desligados das tomadas e apague as luzes.
Ligue um aparelho por vez numa tomada, sem fazê-lo funcionar. O teste pode ser feito
com a geladeira, o rádio relógio, o videocassete ou qualquer outro aparelho automático
que se liga sozinho e que deve ser desligado da tomada na hora do teste.
Verifique o disco do medidor de energia elétrica. Se ele começar a girar, está comprovado
que o eletrodoméstico ou a tomada está com algum defeito.
Conecte outro eletrodoméstico na mesma tomada, porém sem ligá-lo, e verifique
novamente se o disco do medidor continua a girar.
Caso continue, o defeito está na tomada.
Há ainda a possibilidade de os dois aparelhos estarem com defeito. Para confirmar, teste-
o em outra tomada.
A instalação
Toda a instalação elétrica deve passar por uma avaliação criteriosa, feita por um
profissional qualificado e habilitado, com base em normas técnica NBR5410 (da ABNT),
que dá os parâmetros e as condições mínimas de qualidade e desempenho que as
instalações de baixa tensão devem apresentar, garantindo assim o seu correto e seguro
funcionamento.
Falhas e acertos na instalação elétrica
123
Para se descobrir se os fios estão carregando energia, pode-se fazer uma lâmpada teste,
com um bocal e dois pedaços de fio e uma lâmpada.
Ao encostar as duas pontas do fio da lâmpada (um em cada buraco da tomada ou um em
cada fio), se tiver energia a lâmpada tem de acender.
Mas já requer um conhecimento mínimo sobre eletricidade.
Aparelho de testes
Existem aparelhos de teste no mercado, muito baratos e muito mais seguros (veja
também a seção MULTIMETRO):
Chave (de fenda) para teste de corrente elétrica:
Esta chave tem uma luz no cabo que se acende quando encosta
num fio ou tomada que tenha energia elétrica.
Use uma chave-teste nos orifícios da tomada escolhida e veja em qual deles acende a
lâmpada existente no cabo da chave.
Este orifício que fez acender a lâmpada é o que tem o fio da fase ou também chamado de
positivo, ligado a ele por trás da tomada, o outro será o fio neutro ou também chamado de
negativo.
Em tomadas bipolares a fase pode tanto estar no orifício direito, quando no orifício
esquerdo.
Obs.: É necessário encostar o dedo no conector de metal que fica na parte traseira da
chave teste para fazer a lâmpada acender.
Isto não é perigoso.
fonte: Legrand
fonte: Eletropaulo
124
Palavras mais usadas em eletricidade… de A / C
- Ampère (A):
Medida da quantidade de corrente elétrica que passa por um condutor. Cada disjuntor
dentro do quadro de distribuição tem a amperagem identificada, que corresponde à
quantidade de energia do circuito a que ele serve.
- Amperímetro
Aparelho destinado a medir o valor de uma corrente elétrica.
- Acumulador de Energia
Mais comumente conhecido como bateria ou pilha, podendo ser recarregadas ou não.
Utilizadas em iluminação de emergência e em No Breaks, que tem como função suprir a
energia de um circuito ou restabelecer um nível mínimo aceitável de luz na ausência da
fonte de energia principal da rede elétrica.
- Aterramento
É o ato de se conectar intencionalmente um circuito elétrico de baixa impedância com a
terra, em caráter permanente ou temporário. Este ato possui função protetora contra
choques elétricos.
- AWG
Sigla de American Wire Gauge, denominação norte-americana utilizada para bitola
(espessura) de fios e cabos elétricos. Utiliza-se no Brasil no momento o padrão de série
métrica em mm².
- Benjamin
Extensão elétrica múltipla para ampliar o número de tomadas disponíveis num ponto.
- Cabos e fios:
Condutores de corrente elétrica para o ponto de consumo. A capacidade de corrente dos
dois é a mesma, desde que a seção (espessura do cobre) seja igual. Ambos levam
revestimento plástico isolante, mas, enquanto o fio é único, o cabo é constituído de um
conjunto de filamentos. O fio geralmente custa menos, e o cabo pode ser instalado com
maior facilidade. Seja qual for a opção, o importante é que o produto seja antichamas e de
boa procedência.
125
- Capacitância
Grandeza escalar que caracteriza a propriedade que tem um sistema de condutores e de
dielétricos a estes associados, de armazenar energia quando é submetido a um campo
elétrico.
- Capacitor
Dispositivo elétrico utilizado para introduzir capacitância num circuito. Este dispositivo
permite corrigir o fator de potência. Como consequência teremos uma maior eficiência
energética, devido ao melhor aproveitamento de carga da rede elétrica. Na iluminação os
capacitores usados são os de partida. Os capacitores cerâmicos também filtram a
distorção de harmônicas. Este dispositivo permanece energizado depois de acionado,
mesmo que o circuito seja desligado posteriormente. Como nem todos os fabricantes
embutem os fios, aconselha-se que nas trocas e manutenções seja descarregada a carga
remanescente, com um simples “triscar” das pontas dos cabos de saída.
- Carga Instalada
Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade
consumidora, em condições de entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW).
- Circuito:
Conjunto de condutores elétricos que servem a determinado número de pontos. Há
aparelhos com maior potência, como chuveiros elétricos, que exigem circuito só para eles.
- Circuito Elétrico
Segmento de condutores elétricos que compõem uma seção de uma rede elétrica maior.
Conjunto de equipamentos elétricos alimentados por uma mesma fonte e protegidos pelos
mesmos disjuntores ou fusíveis.
- Conduite (ou eletroduto):
Canal por onde passam os condutores elétricos. Existem os flexíveis, mais usados nas
construções e que têm preços menores, e os rígidos, geralmente utilizados quando a rede
é aparente ou em lajes concretadas.
- Comando em Grupo
Dispositivo utilizado para comutar vários pontos de luz, ampliando a capacidade de
potência do comando automático.
- Comando Individual
Dispositivo utilizado para comutar o circuito de um único ponto de luz.
126
Comutador
Mecanismo que proporciona o efeito de intercambiar circuitos. Este dispositivo de
manobra mecânico, elétrico ou eletrônico, realiza a função principal de transferir a ligação
existente de um condutor ou circuito para outros.
- Condições de Operação
Condições informadas pelo fabricante, dentro das quais o equipamento pode funcionar.
- Condições Nominais de Operação
Condições que caracterizam a operação de um sistema ou equipamento elétrico, dentro
da faixa de variação permitida para os seus valores nominais.
- Condutor Elétrico
Produto normalmente metálico utilizado para transportar a energia elétrica e distribuí-la
numa rede ampla. Neste conceito enquadramos os fios, cabos e cordoalhas. Mas,
também são condutores quaisquer objetos que possuam esta propriedade e que por
descuido na instalação, façam contato com um circuito elétrico, energizando-se, podendo
provocar choques elétricos, corrente de fuga ou até incêndios.
- Conectores
Dispositivos de aplicação rápida, utilizados para realizar emendas ou ligações elétricas
através de meio mecânico (parafusos, compressão, travas etc).
- Consumo de Energia
Quantidade de energia elétrica utilizada por um consumidor, que é oferecida e medida
pela distribuidora do sistema elétrico num determinado período. A grandeza que a define
é o kWh (Quilowatt-hora), e sua unidade base é o Watt.
- Contato
Interface de duas superfícies condutoras que se tocam fechando um circuito elétrico.
Contatos NF (Normalmente Fechados) e NA (Normalmente Abertos), que designam a
posição padrão de funcionamento.
- Corrente Alternada
Corrente periódica, cujo valor médio é igual a zero. Esta corrente oscila polaridades
positiva e negativa num mesmo condutor. A frequência deste fenômeno de alternância
periódica é medida em Hertz (Hz). Padrão Brasileiro 60 Hz. Corrente habitualmente
encontrada em toda rede elétrica distribuída pela malha de uma Distribuidora de Energia:
Residências, Condomínios, Comércio, Clubes, Estádios, Indústria e demais edificações.
- Corrente Contínua
Corrente cujo valor é independente do tempo. Não provoca oscilações de polaridades.
Por definição é uma corrente em que o componente essencial é a continuidade.
127
Encontrada em circuitos com baterias, pilhas e acumuladores de energia em geral. Ex:
Veículos, Barcos, Aviões, Aparelhos à pilha e similares.
- Corrente de Curto Circuito
É uma corrente muito elevada e várias vezes superior a corrente limite nominal dos
condutores, que é gerada por um curto circuito. Esta corrente pode ser originária da rede
elétrica ou de algum equipamento elétrico com as fases cruzadas. Como consequência
deste fenômeno é gerado um sobreaquecimento intenso no circuito, proporcionando o
risco de incêndios e queima prematura de aparelhos elétricos.
- Corrente de Fuga
Corrente de condução que, devido a isolamento imperfeito, percorre um caminho diferente
do previsto, e flui para elementos condutores estranhos a instalação.
Note que os isolamentos, mesmo os mais perfeitos, proporcionam alguma corrente de
fuga, mas a qualidade do serviço de isolamento manterá esta corrente em níveis
aceitáveis.
As distorções de corrente de fuga, devido a trabalhos mal feitos, causam perdas de
energia, gerando consumo desnecessário que refletirá na conta de energia. Corrente de
Partida
Valor de “pico” da corrente que resulta da aplicação da tensão em condições
especificadas, ocorrendo em alguns instantes à partir do acendimento de uma lâmpada.
- Corrente Elétrica
Fluxo de carga elétrica de um condutor. Unidade Ampère.
- Curto Circuito
Ligação intencional ou acidental entre dois ou mais pontos de um circuito com impedância
desprezível. Este termo também se aplica onde dois ou mais pontos que se encontram
sob diferença de potencial. A consequência direta é uma sobrecorrente instantânea
elevada e perigosa para o circuito. Utilizar sempre disjuntores para proteção dos circuitos
elétricos que desligam a rede na eventualidade deste fenômeno.
- Demanda
Média das potências elétricas ativas ou reativas, solicitada ao sistema elétrico pela
parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora, durante um intervalo de
tempo especificado. Esta medida é utilizada exclusivamente nas unidades consumidoras
do Grupo “A” que recebem tensão de alimentação à partir de 2,3 kV, ou quando atendidas
em tensão inferior a 2,3 kV à partir de um sistema subterrâneo de distribuição de energia
elétrica.
128
- Demanda de Ultrapassagem
Parcela da demanda medida que excede o valor da demanda contratada, expressa em
quilowatts (kW). Existe uma possível folga em relação a demanda contratada,
dependendo do perfil da unidade consumidora, permitindo ultrapassar a demanda medida
real até um limite entre 5% a 20% em relação ao valor de contratação.
- Demanda Faturável
Valor da demanda de potência ativa, identificado de acordo com os critérios estabelecidos
e considerada para fins de faturamento, com aplicação da respectiva tarifa, expressa em
quilowatts (kW).
- Demanda Contratada
Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela
concessionária no ponto de entrega conforme valor e período de vigência fixadas no
contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga, seja ou não utilizada
durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW).
- Demanda Medida
Maior demanda de potência ativa, verificada por medição, integralizada no intervalo de 15
(quinze) minutos durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW).
- Densidade de Potência
É a razão total da potência instalada em watts num ambiente para cada metro quadrado
de área deste mesmo ambiente (W/m²). Esta medida é muito útil para futuros cálculos de
dimensionamento de aparelhos de ar condicionado. Quanto menor o valor encontrado,
menor o acúmulo de calor e menor o consumo de energia do ar condicionado.
- Descarga Elétrica
Processo causado por um campo elétrico, que muda abruptamente todo ou em parte de
um meio isolante para meio condutor.
- Dimmer:
Dispositivo para automação das luzes que pode ser mecânico ou elétrico. O primeiro é
colocado nos interruptores e controla apenas a intensidade da luz. O elétrico funciona via
cabo ou frequência, pode ser manejado por controle, painel ou computador. Além da
intensidade da luz, oferece outras funções, como programar a hora em que uma lâmpada
deve acender.
- Disjuntor:
Localizado dentro do quadro de distribuição, é a chave que corta a passagem de corrente
elétrica se ela for excessiva para o circuito. Sua função é proteger a instalação.
- DR (dispositivo de corrente diferencial residual):
129
Aparelho que detecta fugas de corrente (vazamento de energia dos condutores). Quando
isso acontece ele desarma e evita que a pessoa tome um choque. Geralmente fica ao
lado do quadro de distribuição. Sua instalações recomendada pela ABNT (Associação
Brasileira de Normas Técnicas) desde 1999.
- Eletricidade
Manifestação de uma forma de energia associada a cargas elétricas, estáticas ou
dinâmicas. Seus principais agentes são os elétrons dos átomos e os materiais
condutores. Por este motivo os melhores condutores são aqueles com instabilidade de
elétrons.
- Eletrodo
Parte condutora de um dispositivo elétrico destinada a constituir uma interface condutora
com um meio de condutividade diferente. Ex: Algumas lâmpadas de descarga possuem
este dispositivo internamente, dispensando o uso de ignitores de partida associados ao
reator.
- Energia
Grandeza escalar que caracteriza a aptidão de um sistema físico para realizar trabalho.
- Energia Aparente
É a soma vetorial entre a energia ativa e a energia reativa, sendo a energia total que um
equipamento elétrico consome ou produz.
- Energia Ativa
Energia elétrica que pode ser convertida em outra forma de energia, gerando trabalho. Ou
ainda, energia efetivamente utilizada por um equipamento elétrico para realizar sua
função.
- Energia Reativa
Energia elétrica que circula continuamente entre os diversos campos elétricos e
magnéticos de um sistema de corrente alternada, sem produzir trabalho. Seu uso ocorre
em função do baixo fator de potência de alguns equipamentos, que por falta do capacitor
apropriado, não armazenam energia necessária para produzir sua indução e/ou ignição
inicial. Esta modalidade de energia hoje no Brasil ainda não é cobrada de consumidores
residenciais Classe B (Classificação tarifária).
- Espectro eletromagnético
É a escala de comprimentos de onda existentes. É composto por: Ondas Largas; Ondas
Médias; Ondas Curtas; Ondas ultracurtas; Televisão; Radar; Infravermelho; Luz Visível;
Ultravioleta; Raios X; Raios Gama e Raios Cósmicos. Ver Comprimento de Onda;
Radiação Eletromagnética e Interferência Eletromagnética.
130
- Espeto de Jardim
Conjunto que agrega um corpo com vedação de borracha para acomodação de uma
lâmpada, e um espeto de fixação na terra com pequena extensão de cabo para instalação
elétrica. Esta peça foi criada para aproveitar o potencial de iluminação de destaque das
lâmpadas do tipo PAR20 e PAR38 refletoras, que possuem vidros prensados de boa
resistência a choques mecânicos e térmicos.
- Estabilizador de Tensão
Regulador de tensão que mantém constante a tensão aplicada a um circuito elétrico
receptor, a despeito das variações de tensão, dentro de limites especificados, que
ocorram no circuito alimentador.
- Estrutura Tarifária
Conjunto de tarifas aplicáveis às componentes de consumo de energia elétrica e/ou
demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento.
- Estrutura Tarifária Convencional
Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia elétrica e/ou
demanda de potência independente das horas de utilização do dia e dos períodos do ano.
- Estrutura Tarifária Horo-Sazonal
Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia
elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos
períodos do ano. Atualmente existem dois subgrupos ( AZUL e VERDE ).
- Fase Elétrica
Termo genérico que se refere tanto a uma tensão de fase como a um condutor fase.
Situação relativa de duas ou mais grandezas senoidais de mesma frequência quando a
defasagem entre elas é igual a zero.
Em corrente alternada é equivocado dizer polo positivo ou negativo, pois existe uma
frequência de variação de polaridade de 60 Hz, ou 60 variações por segundo.
Somente é válido mencionar a polaridade da fase elétrica em circuitos de corrente
contínua.
Razão entre a demanda média e a demanda máxima da unidade consumidora, ocorridas
no mesmo intervalo de tempo especificado.
- Fator de Demanda
Razão entre a demanda máxima num intervalo de tempo especificado e a carga instalada
na unidade consumidora.
131
- Fator de Potência
Razão da potência ativa pela potência aparente. Medida de desempenho no
aproveitamento otimizado da energia elétrica oferecida pela distribuidora de energia. O
fator de potência no Brasil é definido como alto à partir de 0,92 (ABNT).
- Fator de Uniformidade
É a relação entre o menor e o maior valor de iluminância em uma área considerada, e é
expressa pela fórmula U = E min. / E média, onde E = ilumância. Quanto mais próximo o
fator de uniformidade estiver de “1″, mais homogêneo será a iluminância do local.
- Fita Isolante
Fita adesiva com revestimento apropriado para utilizar em isolamento elétrico de emendas
ou ligações de fios e cabos.
- Fusível:
Em quadros de distribuição mais antigos, em vez de disjuntores, a chave que corta a
passagem de corrente elétrica pode ser um fusível. Sua função também é proteger a
instalação elétrica; quando há sobrecarga, o fusível rompe (queima) e deve ser
substituído.
- Gerador de Energia Elétrica
Máquina que converte energia mecânica, solar ou química em energia elétrica, segundo
parâmetros pré estabelecidos.
- Gerenciador de Demanda
Aparelho que gerencia e limita o uso de energia de um circuito elétrico. Sua finalidade é o
controle do uso da energia elétrica num dado tempo, programando sua capacidade
máxima limite para este circuito. O dispositivo à partir daí só permitirá a passagem da
corrente máxima suficiente para atender ao nível máximo de potência programado. Este
sistema racionaliza o uso da energia, garantindo uma cota periódica de energia
controlada.
- Grau de Proteção
Conjunto de medidas de construção aplicada aos invólucros de equipamentos elétricos
para proporcionar proteção no meio ambiente. Em luminárias o grau de proteção, em
escalas distintas, permite o uso seguro em locais expostos a gases; vapores; pó; água;
fuligem e até atmosferas explosivas. Simbolizado pela sigla IP.
- Grupo Motor-Gerador
Conjunto de um ou mais motores acoplados mecanicamente a um ou mais gerados de
energia elétrica.
132
- Haste de Aterramento
Ferragem constituída por haste metálica rígida que se crava no solo para fins de
aterramento de um circuito elétrico.
- Hertz
Unidade de medida de frequência alternada de um fenômeno periódico na medida de um
segundo. Símbolo Hz.
- Horário de Ponta (P)
Período definido pela concessionária dentro dos limites estipulados pela ANEEL e
composto por 3 (três) horas diárias consecutivas, exceção feita ao sábados, domingos e
feriados nacionais, considerando as características do seu sistema elétrico. Corresponde
ao horário em que o consumo de energia elétrica se amplia substancialmente.
- Horário Fora de Ponta (F)
Período composto pelo conjunto das horas consecutivas e complementares àquelas
definidas no horário de ponta.
- Impedância
Grandeza escalar igual ao quociente do valor eficaz da tensão pelo valor eficaz da
corrente. Ressaltamos que uma impedância é composta por uma resistência e por uma
reatância (indutiva ou capacitiva). Em cálculos de circuitos elétricos em corrente
alternada, é fundamental a determinação das correspondentes impedâncias,
principalmente para a obtenção das correntes de curto-circuito. Sigla Z.
- Inversor
Transmutador de energia elétrica que converte corrente contínua para corrente alternada.
- Isolação Elétrica
Impedir a condução de corrente entre duas partes condutoras por meio de materiais
isolantes entre elas. O material isolante forma uma banda de espessura, largura e
comprimento tais, que impedem a passagem de elétrons entre as partes isoladas até um
determinado limite de resistência
- Isolação Térmica
Conjunto dos materiais utilizados para diminuir as transferências de calor entre dois meios
físicos.
- Jampe
Em inglês jumper. Pequeno trecho de condutor, não submetido à tração, que mantém a
continuidade elétrica de duas pontas descontinuas de outros condutores. Atentar para a
qualidade do isolamento desta conexão, pois nestes pontos as ocorrências de corrente de
fuga são mais críticas.
133
- Joule
Unidade de medida de energia, igual a energia transportada (potência em Watts) por 1
segundo em uma corrente elétrica invariável de 1 Ampère, sob uma diferença de potencial
constante igual a 1 Volt. Símbolo J. Esta grandeza é referencial para emissão de calor.
- kVA
Unidade de medida de potência aparente na base unitária de 1000 VAs, diferencia-se de
Watts, pois é a soma vetorial da potência ativa com a reativa.
- kWh (Quilowatt-hora)
Símbolo universal que define a unidade base de medida de consumo de energia elétrica.
Corresponde a 1000 Watts de consumo em uma hora.
- Lâmpada Elétrica
Fonte de luz primária artificial construída para emitir radiação óptica visível. Inventor:
Thomas Edson em 1879. Desde sua criação a lâmpada evoluiu significativamente,
apresentando na atualidade uma diversidade de opções diferentes.
Basicamente os conceitos de construção de uma lâmpada possuem as seguintes
vertentes, por ordem de eficiência menor para a maior: Incandescentes; Halógenas;
Mistas (tubo de descarga e filamento); Gás Xenônio; Descarga de baixa pressão
(Fluorescentes);
Descarga de alta intensidade (Vapor de Mercúrio, Vapor Metálico e Vapor de Sódio);
Indução Magnética e LED (Diodo Emissor de Luz).
- Lâmpada Dicróica
Esta lâmpada reflete a luz da ampôla halógena em seu interior com abertura de facho
exato, e redireciona mais de 60% do calor gerado pelo filamento para trás da lâmpada
pela propriedade do dicroísmo, esta característica aliás acabou por definir o seu nome.
Obs: As lâmpadas similares com refletores de alumínio, não são dicróicas, pois não
possuem a propriedade do dicroísmo.
- Lâmpada Fluorescente de Cátodo Frio
É um conceito alternativo de construção de lâmpada fluorescente, onde temos um cátodo
cilíndrico de ferro de amplas dimensões, comparado aos eletrodos com tungstênio do
sistema quente, que proporcionam longa vida. São recobertos com uma camada de
óxidos emissores de elétrons que bombardeiam a camada interna de fósforo do tubo da
lâmpada. Em operação o eletrodo atinge uma temperatura térmica de 150ºC. Possuem a
metade da capacidade de emissão de uma fluorescente de catodo quente, necessitando
do dobro do tamanho. Devido à tendência mundial de compactação das lâmpadas e
luminárias, este sistema caiu em desuso.
134
- Lâmpada Fluorescente de Cátodo Quente
É um conceito consagrado de construção de lâmpada fluorescente onde temos eletrodos
negativos de tungstênio espiralados, recobertos com um camada de óxidos emissores de
elétrons, que bombardeiam a camada interna de fósforo do tubo da lâmpada. Em
operação o tungstênio atinge uma temperatura térmica de 950ºC. Existem dois tipos
básicos de sistema desenvolvidos: Com Preaquecimento, que são as de uso mais
abrangente e comum no Brasil e no mundo, compostas pelo sistema convencional com
starter e partida rápida. Temos ainda o sistema de operação Sem Preaquecimento, que é
identificada pela existência de um único pino em cada extremidade da lâmpada,
encontradas em aplicações especiais, mais comuns na Europa e EUA. Em operação o
tungstênio no sistema de catodo quente atinge uma temperatura térmica de 950ºC.
- Lâmpada Halógena
Lâmpada incandescente mais evoluída contendo gases halógenos para proporcionar uma
maior vida média e útil. Possuem bulbo de quartzo, que é mais resistente as altas
temperaturas térmicas e pressões atmosféricas. Consiste no uso do efeito do ciclo
halógeno de transmutação do gás com o filamento de tungstênio renovando o filamento e
limpando o tubo de quartzo. Possuem luz um pouco mais branca na faixa de 3000 K, e
geram mais calor que as incandescentes comuns. Necessitam de cuidados especiais no
manuseio para não criar fissuras no bulbo e explodir pela diferença de atmosferas interna
e externa.
- Lâmpada Incandescente
Primeira lâmpada elétrica, inventor Thomaz A. Edson em 1879. Consiste basicamente de
um filamento espiralado até três vezes de tungstênio, que é levado a incandescência pela
passagem de corrente elétrica (efeito Joule). Este filamento é encapsulado num bulbo de
vidro com vácuo ou gás inerte selado pela base que realiza o contato elétrico.
Apesar de sua importância histórica, as possibilidades de tecnologia para otimizar sua
produtividade já se esgotaram. Sua eficiência energética e luminosa é a pior de todas as
lâmpadas existentes. Por outro lado, é uma excelente fonte de calor limpo, pois converte
aproximadamente entre 80% à 90% da energia consumida em calor, o restante é que se
converte em luz visível.
- Lâmpada Refletora
Independente do conceito de construção e operação de uma lâmpada, a indústria de
lâmpadas ao longo dos anos vem adaptando alguns conceitos de lâmpadas distintas para
versões refletoras.
135
Na verdade, basta “revestir” a lâmpada com um vidro soprado ou prensado em formato
cônico, ou semi-cônico com material reflexivo interno para proporcionar o efeito de
projeção da luz. Com este artifício as lâmpadas adquirem maior poder de intensidade
luminosa, com ganhos de rendimentos significativos.
- Ligação Elétrica
União de partes condutoras entre si. Circuito ou condutor que liga terminais ou outros
condutores. Ou ainda, Maneira de ligar circuitos ou equipamentos elétricos.
- Ligação Eletromecânica
Ligação elétrica feita por meios mecânicos com conectores próprios que não a solda.
- Ligação em Paralelo
Ligação de dispositivos de modo que todos eles sejam submetidos à mesma tensão.
- Ligação em Série
Ligação de dispositivos de modo que todos eles sejam percorridos pela mesma corrente.
- Linha de Distribuição
Linha elétrica que é parte de um sistema de distribuição. Normalmente utiliza média
tensão, devendo antes de conectar as redes dos usuários, passar por um transformador
que converte para baixa tensão padrão do local, no Brasil (127V ou 220V).
- Linha de Transmissão
Linha elétrica destinada à transmissão de energia elétrica. É o meio de trasmitir a energia
gerada nas usinas por diversas regiões. Normalmente utiliza alta tensão e se conecta com
subestações transformadoras.
- Malha de Distribuição
Conjunto de linhas de um sistema de distribuição ou de uma parte deste sistema,
interligadas de modo a formarem um circuito fechado, alimentado em dois ou mais
pontos, e ao qual são conectadas linhas de alimentação e/ou de consumidores.
- Manobra
Termo técnico que define mudança na configuração elétrica de um circuito, feita manual
ou automaticamente por dispositivo adequado e destinado a essa finalidade.
- Manobra
Ato de executar uma alteração no circuito elétrico, ligando e desligando ou até
redirecionando as várias partes deste circuito.
- Manutenção Corretiva
Manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane. Destinada a recolocar um ítem em
condições de executar sua função. É importante salientar que o mais recomendável é a
manutenção preventiva. Na ausência do procedimento ideal, a manutenção corretiva é o
136
trabalho que é normalmente realizado pelos responsáveis em órgãos governamentais;
empresas; clubes; condomínios e residências. No aguardo do evento da queima de
lâmpadas e reatores, o nível de iluminamento ou iluminância decresce ao longo do tempo,
ficando abaixo do mínimo necessário, afetando com isto a acuidade visual das pessoas.
- Manutenção Preventiva
Manutenção efetuada em intervalos predeterminados ou de acordo com critérios
prescritos, destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do
funcionamento de um equipamento. Em iluminação, a manutenção preventiva prevê uma
troca regular de lâmpadas de acordo com sua vida útil, mesmo antes da queima. Este
procedimento é recomendado, pois as lâmpadas depreciam seu fluxo luminoso ao longo
do tempo. Quando o fluxo está abaixo de 75% do valor nominal do projeto é o ponto ótimo
de troca. À partir deste momento a iluminância vai caindo prejudicando a acuidade visual
das pessoas.
- Medidor de Energia ( Ativa e Reativa )
Instrumento destinado a medir energia ativa (reativa), integrando a potência ativa (reativa)
em funcão do tempo na unidade de consumo de kWh. As medições são realizadas pelo
equipamento e controladas por funcionários da distribuidora de energia. Imprescindível
ficar atento a medições por média que são prejudiciais aos consumidores, pois não
permitem aferir a economia de energia realizada. A cobrança por média tem tempo limite
de 90 dias ou 3 contas de energia.
- Medidor de Energia ( Com Indicador de Demanda )
Medidor de energia elétrica que também indica o mais alto valor da demanda num
intervalo de tempo pré determinado. Este dispositivo é utilizado em instalações com
demanda contratada, Classe A (Classificação Tarifária), como: Indústrias; Shopping
Centers; Supermercados; Grandes Condomínios; Estádios e edificações de porte
similares.
- Medidor de Fator de Potência
Instrumento destinado a medir a razão da potência ativa para potência aparente de um
circuito elétrico. As distribuidoras de energia realizam MTFPs (Medições Transitórias de
Fator de Potência).
- Multímetro
Instrumento multi escala e multi função destinado a medir tensão, corrente e às vezes
outras grandezas elétricas, como a resistência, por exemplo.
137
- Neutro
Condutor de um sistema monofásico, bifásico ou trifásico ligado permanentemente sem
passagem de corrente. Termo genérico que se refere tanto ao ponto neutro como ao
condutor neutro. Algumas instalações não possuem neutro (ligação delta).Por exemplo:
ligações fase à fase, que não possuem neutro.
- Nível de Isolamento
Conjunto das tensões suportáveis nominais atribuídas a um equipamento ou vários
elementos de um sistema elétrico. Determina a tensão de ensaio de laboratório que o
isolamento de um dispositivo elétrico deve ser capaz de suportar em condições
especificadas.
Todo material de instalação elétrica, mesmo os descritos isolantes, podem conduzir
eletricidade, à partir de um dado valor de tensão que rompa com a sua propriedade
isolante, destruindo então o elemento isolador.
Atenção ! existe a possibilidade de incêndio ao se romper um material isolante com
sobretensão.
- Ohm
Unidade de medida de resistência elétrica, que é a resistência de um elemento passivo de
um circuito no qual circula uma corrente elétrica invariável de 1 Ampère quando existe
uma diferença de potencial de 1 Volt entre seus terminais. Símbolo (W).
- Perfilado
Eletrocalha ou bandeja de dimensões reduzidas. Produto utilizado para criar sistemas
pendentes em locais de pé direito relativo alto, para instalar luminárias, acomodar
reatores e passar cabeamentos.
- Polaridade Elétrica
Situação relativa dos potenciais de dois pontos que se encontram em oposição de cargas
positiva e negativa. Na frequência de oscilação em Hertz, ocorrem 60 variações de
polaridade em um segundo, padrão brasileiro.
- Potência
Indica o consumo e o fornecimento de energia elétrica em um circuito de corrente
alternada, a qual é igual ao produto da tensão e da corrente. Quando se referir a uma
potência elétrica, não utilizar o termo “wattagem” que é incorreto. Unidade de Medida
Watt, Símbolo W, unidade referencial para consumo de energia elétrica kWh.
- Potência Aparente
É a soma vetorial entre a potência ativa (utilizada para o trabalho em si), e a potência
reativa (utilizada para dar partida no equipamento). Unidade de Medida (VA).
138
- Potência de Alimentação
Soma das potências nominais de todos os equipamentos de utilização existentes ou
previstos na instalação, ou ainda um segmento considerado da instalação, suscetíveis de
funcionar simultaneamente. O valor desta soma é um norteador do dimensionamento dos
circuitos de proteção (disjuntores e fusíveis).
- Potência de Entrada
Potência total recebida por um dispositivo elétrico ou por um conjunto de dispositivos.
- Potência de Saída
Potência transferida por um dispositivo elétrico sob uma forma e uma finalidade
especificadas. Também denominada “Potência Útil”.
- Potência Disponibilizada
Potência que o sistema elétrico da concessionária deve dispor para atender às
instalações elétricas da unidades consumidoras, segundo os critérios estabelecidos na
Resolução nº456 da ANEEL. Esta potência está configurada em dois grupos distintos:
* Unidade Consumidora do Grupo “A” com tensão de alimentação à partir de 2300V e
* Unidade Consumidora do Grupo “B” com tensão de alimentação abaixo de 2300V.
- Potência Instalada
Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos de mesma espécie de uma
instalação que, após concluídos os trabalhos, estão em condições de entrarem em
funcionamento.
- Potenciômetro
Elemento resistivo cujo contato deslizante, permite a regulagem contínua da resistência
de saída, entre quase zero e o valor máximo do elemento resistivo. O potenciômetro pode
ser usado como regulador de tensão e potência, continuamente regulável pelo movimento
circular ou linear do cursor, tanto em correntes contínuas como alternadas. Não há
economia de energia caso utilizemos o potenciômetro( reostato ) pura e simplesmente
como dímer.
- Propagação da Luz
Inúmeras experiências demonstram que a luz se propaga em linha reta e em todas as
direções, em qualquer meio homogêneo e transparente. Chama-se raio luminoso a linha
que indica a direção de propagação da luz.
O conjunto de raios que parte de um ponto é um feixe. Se o ponto de onde procedem os
raios está muito distante, os raios são considerados paralelos. Numa casa às escuras,
uma pequena abertura numa janela nos permite observar a trajetória reta da luz.
139
Do mesmo modo, se fizermos alguns furos nas paredes de uma caixa opaca e
acendermos uma lâmpada em seu interior, percebemos que a luz sai por todos os
orifícios, isto é, ela se propaga em todas as direções.
- Pulso de Tensão
Variação abrupta e de curta duração de uma grandeza física, seguida de retorno rápido
ao estado inicial. Operação realizada por ignitores e starters para provocar a partida de
acendimento de algumas lâmpadas de descarga e fluorescentes.
- Quiliwatts-hora (kWh):
Medida do consumo de energia. O cálculo da conta de energia é baseado nela.
Unidade de medida de potência ativa em circuitos elétricos de corrente alternada igual a
1000 watts num período de uma hora.
Símbolo kWh.
- Quadro de distribuição:
Equipamento elétrico destinado a receber energia através de uma ou mais alimentações e
a distribuí-la a um ou mais circuitos, podendo também desempenhar funções de proteção,
seccionamento, controle e/ou medição.
Caixa onde estão os disjuntores ou os fusíveis da qual partem os circuitos que abastecem
a residência.
- Qualidade
Esta expressão tão difundida não é perfeitamente clara ao consumidor em geral. Um
produto que é concebido com esta premissa, atenderá à normas de segurança, técnicas
do seu uso específico e a legislação pertinente em vigor.
Conterá o acúmulo de tecnologia que o fabricante pôde agregar ao longo de anos de
pesquisa, experimentação e sugestões dos clientes e revendedores. Portanto, o antigo
ditado “O barato sai caro” é muito apropriado.
Ao comprar um equipamento elétrico o menor custo associado a ele será o de aquisição,
sendo muito maior o custo de eletricidade, o qual o usuário comum não enxerga. Temos
ainda, o custo de manutenção e o de reposição do produto.
- Queda de Tensão
Diferença entre as tensões existentes em dois pontos ao longo de um circuito em que há
corrente. Ou também, a diferença entre as tensões em dois pontos ao longo de uma linha
elétrica num dado instante. As quedas de tensões frequentes comprometem todos os
equipamentos elétricos que não possuem auto regulagem, abreviando sua vida útil ou
provocando queimas prematuras e inoperância dos dispositivos elétricos.
140
- Ramal de Ligação
Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede da
concessionária e o ponto de entrega.
- Rede Bifásica
Rede de distribuição elétrica composta por duas fases e um neutro.
- Rede de Distribuição Secundária
Rede de distribuição de sistema trifásico das empresas de energia elétrica. É utilizada
normalmente para alimentação de vias e prédios públicos ou privados, geralmente
fornecendo tensão de 220V entre fases, podendo ser aérea ou subterrânea.
- Rede Monofásica
Rede de distribuição elétrica composta por uma fase e um neutro.
- Rede Trifásica
Rede de distribuição elétrica composta por três fases e um neutro.
- Relé Fotelétrico
Dispositivo de controle de iluminação pública e externa que opera por comutação de
contatos comandados pelo acionamento de uma célula fotelétrica. Este dispositivo
contribui para a conservação de energia, pois automatiza a operação de pontos de luz
dentro de um nível pré determinado.
- Resistência de Isolamento
Valor da resistência elétrica, em condições especificadas, entre duas partes condutoras
separadas por materiais isolantes.
- Resistência Elétrica
Grandeza escalar que caracteriza a propriedade de um elemento de circuito de converter
energia elétrica em calor, quando percorrido por uma corrente elétrica. Unidade (ohm) que
determina a resitência de passagem de uma corrente elétrica de 1 Ampère sob uma
tensão de 1 volt.
- Resistor
Dispositivo elétrico utilizado para introduzir resistência em um circuito.
- Rigidez Dielétrica
É um valor de tensão que define a propriedade dos materiais isolantes e seus
distanciamentos relativos, para suportar durante um certo período curto de tempo sobre
tensões, sem ocasionar um arco elétrico entre os pontos, nem provocar danos físicos
como rupturas e perfurações neste material analisado.
141
- Seccionamento
Ação destinada a interromper a alimentação de toda ou de uma parte determinada de
uma instalação elétrica, separando-a de qualquer fonte de energia elétrica, por razões de
segurança.
- Sentido da Corrente
Sentido do movimento das cargas elétricas positivas que constituem a corrente, ou
sentido oposto as cargas negativas.
- Sobrecorrente
Corrente elétrica cujo valor excede o valor nominal suportável. Para condutores, o valor
nominal é a capacidade máxima de condução de um valor de corrente medido em
Ampères.
- Sobre tensão
Tensão cujo valor excede o maior valor nominal especificado. Este fenômeno é o motivo
da queima de equipamentos elétricos em instalações diversas, devido a variação indevida
de tensão gerada por falha da rede da distribuidora.
- Subestação
Parte das instalações elétricas da unidade consumidora atendida em tensão primária de
distribuição que agrupa os equipamentos; condutores e acessórios destinados à proteção,
medição; manobra e transformação de grandezas elétricas.
- Subtensão
Tensão cujo valor é inferior ao valor nominal mínimo de trabalho de um equipamento
elétrico.
- Supressores de surto
Dispositivo que tem a finalidade de evitar que surtos de tensão danifiquem os
equipamentos dispostos na continuidade do mesmo circuito elétrico. Os supressores
absorvem a energia dissipada na ocorrência de surto de tensão não permitindo que esta
carga de energia excedente atinja outros equipamentos.
- Surto de Tensão
Onda de Tensão transitória que se propaga ao longo de um sistema elétrico,
caracterizada por elevada taxa de crescimento inicial, seguida de decréscimo mais lento
da tensão.
- Seção (bitola):
Espessura de um fio ou cabo, que corresponde à capacidade de condução de energia.
Quanto maior, mais energia suporta.
142
Tarifa Convencional – Grupo
Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia elétrica e/ou
demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e dos períodos
do ano.
- Tarifa de Energia
É o preço da unidade de energia elétrica expressa em função de kWh consumidos e/ou
da demanda de potência ativas que recai sobre uma unidade consumidora.
- Tarifa de Energia Binômia – Grupo
Conjunto de Tarifas de fornecimento constituído por preços aplicáveis ao consumo de
energia elétrica ativa e à demanda faturável.
- Tarifa de Energia Monômia – Grupo
Conjunto de tarifas de fornecimento de energia elétrica constituída por preços aplicáveis
unicamente ao consumo de energia elétrica ativa.
- Tarifa de Ultrapassagem
Tarifa aplicável sobre a diferença positiva entre a demanda medida e a contratada,
quando exceder os limites estabelecidos.
- Tarifa Horo-Sazonal Azul – Grupo
Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia
elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano, bem como de
tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com os horários de ponta (dias
úteis) e fora ponta (quaisquer dias).
- Tarifa Horo-Sazonal Verde – Grupo
Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de enegia
elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano, bem como de
uma única tarifa de demanda de potência.
- Temperatura Ambiente
Temperatura do ar ou de outro meio no qual um componente da instalação elétrica é
previsto para ser instalado.
- Temperatura de Trabalho
É uma faixa de temperatura térmica em que um dispositivo elétrico pode operar mantendo
suas características funcionais. Ao ultrapassar os limites estipulados pelo fabricante,
estarão comprometidos: os circuitos elétricos; a funcionalidade, e a própria integridade do
produto.
143
- Tensão de Trabalho
Valor de tensão à qual os contatos estão sujeitos quando algum aparelho elétrico é
alimentado na tensão nominal, sob condição de utilização normal ou de falha provável de
alguns de seus componentes. A faixa limite de variação aceitável de tensão, normalmente
é da ordem de +/- 10%, para não comprometer a integridade de um equipamento elétrico.
- Tensão Elétrica
Unidade de grandeza escalar que determina a diferença de potencial entre dois pontos. A
tensão elétrica regular é o ideal num circuito para manter a integridade de funcionamento
dos diversos equipamentos elétricos. Devido a ocorrência de flutuações de tensão, todos
os equipamentos são afetados causando defeitos e/ou queima prematura. O contato com
condutores ligados a rede sem isolamento e de diferentes tensões, provoca curtos
circuitos. Unidade de medida Volt, símbolo V.
- Tensão Nominal
Tensão atribuída a um aparelho pelo seu fabricante e que serve de referência para o
projeto, o funcionamento e a realização dos ensaios de laboratório.
- Tensão Primária de Distribuição
Tensão disponibilizada no sistema elétrico da concessionária com valores padronizados
superiores a 2300V.
- Tensão Secundária de Distribuição
Tensão disponibilizada no sistema elétrico da concessionária com valores inferiores a
2300V.
- Terminal
Parte condutora de um dispositivo elétrico com o qual se conecta um condutor
correspondente a um circuito elétrico externo.
- Termostato
Dispositivo de acionamento por sensibilidade térmica, podendo ligar, desligar
equipamentos diversos ou até regular seu funcionamento através da temperatura.
- Terra
Massa condutora da terra cujo potencial elétrico, em qualquer ponto, é
convencionalmente considerado igual a zero.
- Transformador
Equipamento elétrico estático que, por indução eletromagnética, transforma tensão e
corrente alternadas entre dois ou mais enrolamentos sem mudança de frequência. Ex: Os
transformadores para lâmpadas alógenas de 12V, são do tipo “abaixador”, pois a tensão
do enrolamento primário (127V ou 220V) é superior à do enrolamento secundário (12V).
144
- Transformador Eletrônico
Conceito mais moderno de dispositivos de acendimento de lâmpadas de baixa tensão
como as lâmpadas halógenas de 12V e as lâmpadas dicroicas. Composto basicamente
por componentes eletrônicos tipo: diodo; resistores; filtros entre outros. Principais
vantagens: São silenciosos; devido seu funcionalmente ser em alta frequência; mais
compactos; mais leves; emitem menos calor no ambiente; consomem menos energia e
possuem vida útil elevada.
- Usina Elétrica
Empreendimento com instalações destinadas a gerar energia elétrica, em larga escala,
por conversão de outra forma de energia.
- Usina Eólica
Usina elétrica na qual a energia elétrica é obtida por conversão da energia dos ventos.
- Usina Geotérmica
Usina termelétrica na qual a energia térmica é extraída diretamente de zonas favoráveis
da crosta terrestre.
- Usina Hipotérmica
Usina termelétrica na qual a energia elétrica é obtida por conversão da energia do sol,
diretamente por efeito fotovoltaico, ou indiretamente, por transformação térmica.
- Usina Hidrelétrica
Usina elétrica na qual a energia elétrica é obtida por conversão de energia gravitacional
da água.
- Usina Maré Motriz
Usina elétrica que utiliza a diferença entre níveis d’água, devida à amplitude das marés,
transformando a energia em moldes similares a usina hidrelétrica.
- Usina Nuclear
Usina termelétrica que utiliza reação nuclear como fonte de energia térmica, que por sua
vez é convertida em elétrica. É uma fonte distinta das demais pela possibilidade de
armazenamento de energia para épocas futuras.
- Usina Termelétrica
Quaisquer usinas elétricas nas quais a energia elétrica é obtida por conversão de energia
térmica obtidas de fontes distintas.
- VA
Unidade de medida de potência aparente, diferencia-se de Watts, pois é a soma vetorial
da potência ativa com a reativa.
145
- Valor Mínimo Faturável
Valor referente ao custo de disponibilidade do sistema elétrico aplicável ao faturamento de
unidades consumidoras do Grupo “B”, de acordo com os limites fixados por tipo de
ligação:
Monofásico e bifásico a 2 (dois) condutores, valor equivalente a 30 kWh
Bifásico a 3 (três) condutores, valor equivalente a 50 kWh
Trifásico, valor equivalente a 100 kWh.
- Voltímetro
Instrumento destinado a medir o valor de uma tensão elétrica
-Volt (V):
Unidade que mede a tensão elétrica da ligação. As tensões podem ser 110V ou 127V e
220V, dependendo do que a concessionária deixou disponível no poste. Unidade de
grandeza elétrica entre os terminais de um elemento passivo de circuito que dissipa a
potência de 1W quando percorrido por uma corrente de 1A. Símbolo V.
- Watímetro
Instrumento destinado a medir o valor de uma potência elétrica ativa.
- Watt
Potência desenvolvida quando se realiza, de maneira contínua e uniforme, o trabalho de 1
Joule em 1 segundo. Símbolo W. Nunca confundir com a emissão do fluxo luminoso de
uma lâmpada.
- Watt (W):
Potência, o consumo de energia do aparelho ou lâmpada.
O dimmer é usado para controlar a quantidade de energia que é enviada para a lâmpada,
gerando maior ou menor luminosidade.
É o dispositivo usado para variar a intensidade luminosa de uma ou mais lâmpadas,
tornando o ambiente mais agradável e economizando energia.
Podem ser usados em lâmpadas incandescentes, dicroicas (que não utilizam
transformador não dimerizáveis) e pequenos motores universais.
146
Possui interruptor incorporado para desligar totalmente a lâmpada.
Não deve ser utilizado com lâmpadas fluorescentes, transformadores não dimerizáveis,
motores de indução ou outras cargas reativas.
Observação: o variador para lâmpada incandescente não pode ser usado para lâmpada
dicróica e vice-versa.
Não recomendado para lâmpadas dicroicas que utilizem transformadores que não
permitem a variação de luminosidade.
Em caso de dúvidas, consulte o fabricante do transformador.
No projeto luminotécnico é importante e deve levar em conta a utilização dos ambientes e
a economia de energia.
Você pode não perceber, mas a iluminação tanto pode “levantar” um ambiente como
“derrubá-lo”.
147
Veja os códigos:
Módulo
Módulo Marfim Tipos de Lâmpadas
Grafite
Incandescente 127V~
Módena PRM55061 PRM55062 PRM55063
250W 1 módulo
Incandescente 127V~
PRM55121 PRM55121 PRM55123
400W 2 módulos
Incandescente 220V~
PRM55001 PRM55002 PRM55003
400W 1 módulo
Incandescente 220V~
PRM55091 PRM55092 PRM55093
600W 2 módulos
Dicróica 127V~ 250W
PRM55071 PRM55072 PRM55073
1 módulo
Dicróica 127V~ 400W
PRM55131 PRM55132 PRM55133
2 módulos
Dicróica 220V~ 400W
PRM55021 PRM55022 PRM55023
1 módulo
Dicróica 220V~ 600W
PRM55101 PRM55102 PRM55103
2 módulos
Módulo Módulo
Duna Módulo Marfim
Branco Grafite
127V~ 300W 2
PRM25190 PRM25190GB PRM25191
módulos
220V~ 600W 2
PRM25200 PRM25200GB PRM25201
módulos
Módulo Módulo
Decor Módulo Marfim
Branco Grafite
127V~ 300W 2
PRM045191 PRM045193 PRM045192
módulos
220V~ 600W 2
PRM045201 PRM045203 PRM0452092
módulos
Módulo
Lunare Módulo Gelo Módulo Marfim
Branco
127V~ 300W 2
PRM 45191 PRM 45190 PRM 45192
módulos
220V~ 600W 2
PRM45201 PRM45200 PRM45202
módulos
Para o exemplo acima, caso a Linha escolhida fosse a Lunare Decor e o módulo desejado
é o branco, o código que você encontra é: PRM045191
Em quais casos o dimmer NÃO deve ser utilizado?
O dimmer não pode controlar as seguintes cargas:
Lâmpadas fluorescentes;
148
Lâmpadas dicróicas com transformadores eletrônicos não dimerizáveis;
Para controlar velocidade de motores;
Para controlar o volume do som de uma caixa acústica;
Para controlar a velocidade de ventilador de teto (dependendo do dimer);
Cargas menores que 40W.
149
Altura padrão para as tomadas
150
Frequência: 50/60 Hz
Potência máxima: 2300 VA (até 10A)
Dimensões: 3,5/7/12 cm (Prof/Larg/Alt)
Aplicações:
Lâmpadas
Back Light
Vitrines
Televisão
Bomba de piscina
Aquecedor elétrico, entre outros.
Timer Digital
Armazena até 8 configurações por dia;
Os ajustes de tempo são realizados com muita facilidade;
Pode-se ajustar para 12 ou 24 horas;
A função Summertime é muito útil para locais que tenham horário de verão;
A função Random é indicada para fazer com que os ajustes sejam executados
aleatoriamente de 0-32 minutos;
São 16 combinações de dia da semana ou “blocos de dias”;
Recomendado para lâmpadas, vitrines, luminosos, aparelhos de som, televisão,
ventilador, aquário, bomba de piscina, aquecedor elétrico, refletores, etc.;
Proporciona economia de energia, maior segurança e praticidade;
Na sua ausência, pode simular a presença de pessoas no local, ligando e desligando
luzes ou abajures.
Tensão de alimentação: 100 – 240 V
Frequência: 50/60 Hz
Potência: 2300 V
Corrente máxima: 10 A
Ajuste de tempo: 1 minuto
Temperatura de operação: -10 ~ 40º C
Precisão: +/- 1 minuto por mês
Bateria do backup de memória: Ni-Mh 1,2 V > 100 horas
Dimensões: 4,2/6/14 cm (Prof/Larg/Alt)
Aplicações:
Lâmpadas
Back Light
Vitrines
Televisão
Bomba de piscina
151
Aquecedor elétrico, entre outros.
Alimentação: Uma pilha de 1,5V tipo AAA.
Tensão de entrada: 127 ou 220V, 50/60Hz.
Modos de operação: Alarme (24 disparos/dia), contagem regressiva (count-down) e até
12 programas de liga/desliga por dia.
Corrente máxima: 12A de carga resistiva.
Exatidão: ±5 minutos/ano
Dimensões e peso: 105X55X70mm, 150g.
Temperatura e umidade de operação: de 0º a 40ºC, menor que 80%.
Alimentação: Uma pilha de 1,5V tipo AAA.
Tensão de entrada: de 100 a 125V, 50/60Hz.
Modos de operação: Alarme, contagem regressiva (count-down) e até 12 programações
por dia.
Corrente máxima: 16A.
Exatidão: ±5 minutos/ano
Dimensões e peso: 142x70x75mm, 210g.
Temperatura e umidade de operação: de 0º a 40ºC, menos que 80%.
Recomendado para ser aplicado em ambientes onde se deseja variar a luminosidade, tais
como quartos, salas, home theaters, copas, etc.
Substitui interruptores comuns com inúmeras vantagens, e o mais importante “Economiza
energia elétrica”.
Lâmpadas incandescentes, dicroicas e halógenas
152
Dicas
De fácil instalação, este produto pode ser aplicado por qualquer pessoa sem qualquer
conhecimento em eletricidade, tomando-se os seguintes cuidados:
Esquema de ligação
153
O dimmer NÃO pode ser utilizado em paralelo.
Você pode fazer a ligação do dimmer entre dois interruptores paralelos.
Assim, a mesma lâmpada pode ligada/desligada pelos interruptores em dois pontos
diferentes, e ainda, pelo dimmer.
No entanto, a intensidade luminosa das lâmpadas somente poderá ser controlada pelo
dimmer.
Vídeo: Dimmer
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=j_9MK81dkT4
Interruptores elétricos – Three Way!
Interruptor Triplo
154
Interruptores com acessório luminoso
155
Onde:
te = Runtime
Circuito de iluminação com desligamento automático através de minuteria e dispositivo
de pré-aviso:
O dispositivo de pré-aviso é utilizado juntamente com a minuteria e reduz a luminosidade
de determinado circuito após um período ajustado na minuteria, retardando de 10s a 30s
o desligamento.
156
Onde:
te = Runtime
tn = Response Threshold
Minuteria individual
Instalação em paralelo com um ou mais pulsadores
157
Os sensores de presença com minuteria 6303/6305 saem de fábrica ajustados para o
tempo mínimo e com o jumper desligado, fazendo com que a lâmpada apague após 5
segundos da detecção de movimento e atue em qualquer ambiente claro ou escuro.
Após a instalação, efetue os procedimentos descritos no item AJUSTES, ligando ou
desligando jumper e ajustando o tempo da minuteria de acordo com a necessidade ou até
mesmo antes da instalação.
O sensor deve ser instalado na caixa de embutir 2X4” e substitui diretamente o espelho já
existente.
A minuteria é um dispositivo elétrico que permite manter acesas, por um período definido
de tempo, as lâmpadas de ambientes como: corredores de andares, garagens etc.
Esse sistema pode ser instalado nas versões coletivas ou individuais.
Ao acionar os botões de comando da minuteria, o modelo coletivo liga as lâmpadas de
alguns (ou todos) os andares ao mesmo tempo.
No modo individual, cada lâmpada recebe um comando separado e são ligadas
individualmente.
Vantagens da minuteria
Economia de energia elétrica: as lâmpadas permanecerão ligadas somente quando
necessárias.
Aciona quando desejado e desliga automaticamente.
O acionamento pode ser feito através de um ou mais pulsadores.
Ideal para iluminação temporizada de escadarias, halls, corredores e outros ambientes
que não necessitem de iluminação contínua.
Para comando de lâmpadas fluorescentes, incandescentes, etc
Exemplo de economia de energia elétrica na iluminação de halls e corredores
Tomando-se como base um prédio de 10 andares, com 2 lâmpadas incandescentes de 60
Watts por andar, funcionando 12 horas por dia, no período noturno
159
- Minuteria Coletiva:
Após as 22h, quando o movimento do prédio decresce, não se justifica manter acesas
todas as lâmpadas.
O mais racional é acendê-las somente no momento em que as pessoas chegam ou saem
do prédio e, em seguida, apagando-se automaticamente.
Nesse caso, a instalação de uma minuteria coletiva permite uma economia de cerca de
67% na conta de energia
- Minuteria Individual
Esse sistema é mais econômico que o coletivo, pois permite ligar a iluminação dos
andares separadamente.
A economia mensal é cerca de 83%.
- Substituição das lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes:
As lâmpadas fluorescentes não podem ser ligadas diretamente à instalação elétrica, elas
necessitam de um reator com starter ou, somente, de reator de partida rápida ou
eletrônico.
Nessa alternativa, a economia mensal é de aproximadamente 55%.
Dicas de Instalação
Ligar conforme o esquema constante no corpo do produto. Caso seja ligada
incorretamente, a minuteria poderá ser danificada.
A bitola dos cabos deve ser compatível com a corrente das lâmpadas utilizadas.
As lâmpadas utilizadas devem ter a mesma tensão da rede elétrica.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=X6JN4hyiAHI
Infravermelho
Regulagem de tempo (desligamento após o último movimento é de 1 min ou 4 min)
área monitorada: 6m de distância; 120º de abertura
Utilizado em qualquer tipo de lâmpada
Tensão: 127V / 220V (bivolt automático)
161
Sensor Teto Parede – bivolt
Para qualquer tipo de Lâmpada
162
1- Em casos de dias muito quente em que a diferença de temperatura do objeto a ser
detectado e a área ao redor é muito pequena, o sensor terá reação lenta.
Neste caso, o raio de alcance pode diminuir significativamente.
2- Fluxo de vapor ou corrente de ar quente, motor de veículos, árvores e arbusto vizinhos,
rápida mudança de temperatura e rajada de vento podem causar o acionamento do
refletor.
Posso colocar além de lâmpadas, outros equipamentos?
Sim, mas deve tomar cuidado para não ultrapassar o potencia máxima.
Em alguns tipos de lâmpadas não funcionam perfeitamente
Se e lâmpada estiver muito próxima do sensor, poderá ocorrer o acionamento indevido
Como instalar em paralelo?
A ligação em paralelo deverá se feita com 2 ou mais sensores.
1- Ligue os fios preto e vermelho de ambos os sensores e estes na FASE da rede elétrica.
2- Ligue o fio branco de ambos os sensores no NEUTRO da rede elétrica
3- Ligue um dos fios da lâmpada na FASE e o outro fio, RETORNO, no fio azul da ambos
os sensores.
Não desliga
Reduza o tempo e verifique se não há alguma corrente de ar que esteja acionando o
sensor
Atenção
Estas Perguntas e Respostas referem-se aos Sensores da marca Force Line.
Não sabemos se estas dicas também servem para sensores de outra marca.
fonte: ForceLine
163
Como instalar o interruptor intermediário
Não esqueça que eletricidade sem conhecimento especifico é uma coisa perigosa.
164
E um serviço mal feito, desrespeitando por exemplo as normas das grossuras (bitolas)
que os fios devem ter ou a qualidade das conexões que estes fios devem usar para se
conectarem no mínimo podem provocar um incêndio!
Antes de executar qualquer procedimento, consulte sempre um profissional qualificado
fonte: Pial-Legrand
165
fonte:Prime
Ferramentas… eletricidade… medição!
166
Em nenhuma circunstância deve-se ligar o multímetro ao circuito ou mudar a chave
seletora com a fonte ligada!
Caso não se conheça a melhor escala que deve ser usada em uma medida deve-se
iniciar sempre pelas escalas de valor mais alto.
Por exemplo, se vamos realizar uma medida de tensão contínua, cujo valor
desconhecemos totalmente, podemos selecionar a escala de 1000 V (DCV) e, a partir da
leitura obtida, selecionar a escala mais adequada.
Para quase todas as medidas utilizam-se os terminais marcados VmA e COM.
O terminal COM deve estar no potencial mais baixo, caso esteja num potencial mais alto
surge um sinal negativo no visor.
O terminal marcado 10ADC é para utilização, em conjunto com o terminal COM, somente
para medidas de corrente quando a chave estiver na posição ADC – 10 A.
Após a utilização, o multímetro deve ser desligado, colocando a chave seletora na
posição OFF.
É importante que os multímetros sejam desligados antes de serem guardados.
CABOS
São fornecidos cabos com terminais banana-banana, banana-jacaré e jacaré-jacaré.
Em geral apenas os cabos banana-banana serão necessários nos experimentos com
circuitos elétricos.
Estes cabos são compatíveis com os terminais do multímetro, da fonte e da placa de
circuitos.
Usualmente utilizam-se cabos pretos para ligações aos terminais negativos da fonte e do
multímetro, e cabos vermelhos para os terminais positivos.
É importante que a pessoa se familiarize com esta convenção; mas também é importante
que compreendam que isto é apenas uma convenção e que não existe nenhuma
diferença, do ponto de vista elétrico, entre os cabos pretos e vermelhos.
AMPERIMETRO – FUNCIONAMENTO 1
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=V8uS1o48KKI
AMPERIMETRO – FUNCIONAMENTO 2
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=K9U2kwtEkoE
167
Como fazer a medição de corrente do aterramento?
Passo 1
- A medição inicial do aterramento é feita entre o orifício da fase e o orifício do terra .
Esta medição terá que mostrar um valor aproximado do valor obtido entre fase e neutro,
conforme mostrado na página anterior.
As ponteiras podem ser inseridas em qualquer ordem, independente da cor.
Passo 2
- A próxima medição do aterramento é feita entre o orifício do neutro e orifício do terra terá
que dar um valor de preferência abaixo de 3.0v, caso esteja acima, é possível que o
aterramento esteja ineficiente ou mal feito.
As ponteiras podem ser inseridas em qualquer ordem, independente da cor. No exemplo
abaixo a medição deu 1.8v.
Nota:
168
1 – Caso o valor medido entre neutro e terra seja: “0 volt”, não será referência de que o
aterramento está eficiente, muito pelo contrário, isto pode indicar a falta completa de
aterramento.
2 – Anualmente ou semestralmente meça o aterramento, pois podem ocorrer
afrouxamentos e oxidações das tomadas e pinos, e isto pode ocasionar a falta de
aterramento sem que o usuário perceba.
fonte: Guia Prático de Aterramento
169
2 – Marque 200 se a rede a ser medida for 110v e se a rede for 220v, marque 750,
conforme fora aprendido antes.
3 – Meça a voltagem existente entre fase e neutro e anote o valor obtido, conforme a foto
a seguir.
4 – Com os passos anteriores devidamente efetuados, conecte a lâmpada no bocal,
parafuse os fios nos conectores do bocal/soquete, ou enrosque nos pinos (se este foi o
modelo de bocal/soquete adquirido).
5 – Após este passo, conecte o fio da lâmpada com o bocal nos orifícios do fase e do
terra (Não existe polaridade quando se liga lâmpada diretamente na tomada).
6 – Se a lâmpada acendeu corretamente, meça a corrente conforme a foto .
ATENÇÃO:
Cuidado para não tomar choque nos pinos ou fechar curto-circuito encostando as
ponteiras uma na outra no momento da medição!
Resultado:
Observe que a medição entre fase e terra com a lâmpada conectada deu 112.9 volts, e a
mediação entre fase e neutro deu 117.3 volts, portanto, ocorreu uma diferença de 4.4v,
que está dentro do padrão recomendado como uma boa condição de aterramento.
Relembrando que a constatação para esta boa condição é que a diferença seja de até 10
volts para rede de 110v e de até 20v para rede de 220v.
fonte: Guia Prático de Aterramento
170
Isso pode ser explicado da seguinte maneira: Uma das fases tem 127 volts, e a outra
pode ter uma pequena diferença de tensão para mais ou menos, quando medida com o
neutro.
Lembre-se que na rede de 220 volts, cada fase tem uma tensão de 127 volts cada uma ao
medi-las independentemente com o neutro.
Existe também a rede monofásica de 220 volts, sendo uma fase e um neutro utilizados
normalmente na região sul do Brasil.
Portanto tenha cuidado ao efetuar medições de tensão com instrumentos de teste tipo
multímetro ou alicate amperímetro, que deve de preferência estar na escala de 750 volts
em ACV, para evitar a provável queima do aparelho.
Bem, após medir a tensão entre as fases e neutro, partimos agora para a medição efetiva
do aterramento.
Com as pontas de prova, mede-se entre uma fase e o terra a tensão entre elas, que deve
ser de 127 volts ou 220 volts conforme medição entre fase e neutro.
Se a tensão medida for igual, significa que o aterramento é muito bom.
A medição deve ser igual entre fase e neutro e a medição entre fase e terra.
Caso haja diferença entre as duas medições em torno de 2,5 a 3,0 volts, pode até ser
usado, mas significa que o aterramento não está perfeito por diversas razões, que podem
ser:
A- Terreno muito seco
B- Haste de Aterramento com extensão de tamanho pequeno
C- Mau contato nas conexões
Assim basta verificar a causa e corrigi-la.
Pode-se também medir a resistência ôhmica entre o neutro e o terra, que deve estar
próximo de zero ou no máximo em torno de 10 Ohm.
Essa medição é feita na escala que é identificada com o símbolo da letra grega OMEGA:
Ω
Quanto menor for à resistência medida, melhor será o aterramento.
Essa medição só é feita após muita prática na utilização dos instrumentos de teste,
portanto, continue praticando o manuseio de seu aparelho.
Existe ainda um aparelho de medição de aterramento denominado TERRÔMETRO, mais
o valor financeiro é alto, e somente é usado por engenheiros elétricos ou eletro técnicos
profissionais.
171
Como medir corrente alternada?
172
Notas:
Posicionar o multímetro em 200 para medir uma região que já se sabe que é 220v, a
princípio não tem problema, mas não é aconselhável para o bom funcionamento do
multímetro.
Caso não saiba se uma tomada é 220v ou 110v, coloque o ponteiro do multímetro no
valor mais alto de marcação de corrente alternada (ACV), no caso, 750v, e desça depois
para 200v se ele apresentar valor próximo à 110v.
O valor mostrado sofrerá alterações e nem sempre marcará exatamente 220v ou 110v –
pois energia elétrica residencial geralmente oscila, e sofre variações leves, picos e
quedas.
Os valores mostrados no display serão a voltagem daquela tomada e/ou da
casa/prédio/cidade/estado.
173
Nos dois modelos, um sistema de chave mecânica ou eletrônica divide o sinal de entrada
de maneira a adequar a escala e o tipo de medição.
- Voltímetro
O voltímetro é um aparelho que realiza medições de tensão elétrica em um circuito e
exibe essas medições, geralmente, por meio de um ponteiro móvel ou um mostrador
digital,de cristal líquido (LCD) por exemplo.
A unidade apresentada geralmente é o volt.
- Amperímetro
O amperímetro é um instrumento utilizado para fazer a medida da intensidade no fluxo da
corrente elétrica que passa através da sessão transversal de um condutor.
A unidade usada é o Ampère.
Multímetro – uso
O multímetro digital é uma ferramenta utilizada para medir, dentre outras coisas,
Corrente elétrica contínua (DC) ou alternada (AC);
Tensão elétrica contínua (DC) ou alternada (AC);
Resistência elétrica;
Capacitância;
Frequência de sinais alternados;
Temperatura.
Funções básicas de um Multímetro
Aparentemente, o multímetro e seus símbolos apresentam-se bastante complexo a uma
primeira vista, porém, para uso doméstico ao contrário do que se imagina, é bem fácil de
ser manipulado até mesmo por iniciantes.
174
As principais funções para uso doméstico:
- Campo DCV
Mede Corrente Contínua.
Geralmente localiza-se à esquerda foto ao lado é usado para medir pilhas e baterias.
Basta encostar qualquer uma das duas ponteiras em um dos pólos da bateria e a outra no
outro pólo.
Para medição de pilhas e baterias pequenas e médias, basta apontar o ponteiro do
multímetro para a posição 20.
* Não ligar este campo em tomadas.
Obs:
Para uso doméstico, não é necessário encostar a ponteira vermelha no positivo da
tomada, e a preta no negativo da tomada.
A inversão lê a voltagem do mesmo jeito e não causa choques, curtos ou estragos ao
multímetro.
- Campo ACV
Mede Corrente Alternada
Geralmente localiza-se à direita do multímetro.
É usado para medir a voltagem em tomadas e aterramento.
Para medir a voltagem de uma tomada.
Basta introduzir qualquer uma das duas ponteiras em um dos orifícios da tomada e a
outra no outro orifício, após isto, marque no ponteiro o referencial de medida desejada.
fontes: Guia Prático de Aterramento/Wikipedia
175
O que é o Projeto Elétrico!
Materiais Elétricos
O uso de materiais de boa qualidade é fundamental para garantir uma instalação elétrica
segura e eficiente.
Estes componentes tais como, fios e cabos, disjuntores, chaves, eletrodutos, entre outros,
são em sua maior parte avaliados e fiscalizados pelo INMETRO.
176
O que é PLANTA BAIXA?
177
Projeto mais completo e complexo:
178
Quadro geral de luz e força aparente
Interruptor de duas seções, também pode ser representado pela letra S2.
Interruptor de três seções, também pode ser representado pela letra S3.
Luminárias e lâmpadas comuns, a potência também tem que ser indicada em Watts.
Tomada à meia altura na parede a distância de 1,30 metros do piso acabado, também
chamada tomada média
Tomada na parede na altura de 2,00 metros do piso acabado, também chamada tomada
alta
179
Saída para telefone externo
milímetros.
Obs.: Quando o conduite ou eletro duto for embutido no piso, o traçado será espaçado
com pontos, ou seja: ponto-traço-ponto-traço.
O uso de materiais de boa qualidade é fundamental para garantir uma instalação elétrica
segura e eficiente.
Estes componentes tais como, fios e cabos, disjuntores, chaves, eletrodutos, entre outros,
são em sua maior parte avaliados e fiscalizados pelo INMETRO.
Portanto só escolha materiais com este selo, que é o maior garantia de segurança, bom
funcionamento e durabilidade!
Projeto elétrico
Uma instalação elétrica é composta por centenas de componentes e produtos que devem
ser escolhidos e instalados adequadamente, resultando em um funcionamento correto e
seguro para os usuários.
180
Por isso é fundamental a realização de um projeto devidamente elaborado por
profissionais capacitados (Arquitetos e Eng. Civis: fins residenciais), evitando que
pessoas e patrimônios sejam colocados em perigo.
A contratação do projeto elétrico contribui também na economia para o usuário, que terá
uma lista exata de materiais a comprar, evitando sobras e desperdícios.
- Exemplo: Ao utilizar um bomba d’água, tipo ANAUGER 900 – 220V, a uma distância de
180 metros qual a bitola do fio ou cabo necessário para que este não tenha fuga de
energia.
Na verdade a FUGA DE CORRENTE em cabos elétricos de longa distância se traduz
em queda de tensão e aumento da corrente em ampères devido a RESISTÊNCIA à
passagem dos elétrons pelo condutor (fio) de acordo com a distância a ser percorrida.
Neste caso descrito por você, a distância de 180 metros em rede de 220 volts, não vai
haver uma queda acentuada da tensão em volts, bastando para isso utilizar a bitola
correta dos cabos condutores (fios).
A bomba Anauger 900 tem uma potência de 450 watts e funcionando em 220 volts, tem
como corrente o valor de 2,04 ampères.
181
De acordo com as normas técnicas, quanto menor for a seção (bitola) do condutor (fio),
maior será a sua resistência elétrica, e consequentemente maior a perda de energia ao
longo do percurso.
A Fábrica PIRELLI diz que a queda de tensão em seus cabos condutores é o seguinte na
tabela calculada por seus técnicos e utilizada como parâmetro por muitos eletricistas:
Bitola Resistência por Quilometro (Km) Queda de tensão p/quilometro(km)
1,5 mm² 12,1 Ohm 23,9 volts
2,5 mm² 7,41 Ohm 14,7 volts
4,0 mm² 4,61 Ohm 9,2 volts
Portanto no seu caso, como a distância não é muito longa (180 metros) e a corrente de
trabalho da Bomba Anauger é de 2,04 ampères, a queda de tensão será mínima, desde
que se houverem emendas, elas devem estar bem feitas e justas, sem mau contato, e
devidamente isoladas com fita isolante de boa qualidade.
Se a emenda for ao ar livre, sugiro a utilização de fita isolante de AUTO FUSÃO, que é de
uso especial e um pouco mais cara, pois evita a penetração de umidade nas emendas.
Sua utilização é a seguinte: quanto mais você a esticar, mais ela adere no fio condutor,
pois quando ela estica, acontece uma reação química em que ela se aquece um pouco,
tornando a emenda firme e uniforme à medida que você enrola em volta da emenda.
Quanto ao calibre ou bitola do cabo condutor (fio), utilize a maior bitola possível, para
prevenir possível queda de tensão e aumento da corrente ao aciona-la, devido ao pico de
tensão na partida.
Eu aconselho a utilizar o condutor de 4 mm² de seção ou no mínimo o de 2,5 mm².
Assim você estará despreocupado e não terá problemas futuros na rede elétrica da
bomba.
182
Não use chuveiro ou torneira elétrica.
Evite contato com qualquer objeto que possua estrutura metálica, tais como fogões,
geladeiras, torneiras, canos, etc.
Evite ligar aparelhos e motores elétricos, para não queimar os equipamentos.
Afaste-se das tomadas e evite usar o telefone.
Desconecte das tomadas os aparelhos e eletrônicos tais como televisão, som,
computadores, etc.
Permaneça dentro de sua casa até a tempestade terminar.
Desligue os fios de antenas dos aparelhos.
* O que você deve fazer fora de casa.
Evite contato com cercas de arame, grades, tubos metálicos, linhas telefônicas, de
energia elétrica e qualquer objeto ou estrutura metálica.
Afaste-se dos seguintes locais:
tratores e outras máquinas agrícolas;
motocicletas, bicicletas e carroças;
campos abertos pastos, campos de futebol, piscina, lagos, lagoas, praias, árvores
isoladas, postes, mastros e locais elevados;
permaneça dentro de seu veículo caso o mesmo tenha teto de estrutura metálica.
As lendas
A sabedoria popular, nem sempre tão sábia, criou uma série de noções falsas que podem
levar à tragédia:
Lenda: Se não está chovendo não caem raios.
Verdade: Os raios podem chegar ao solo a até 15 km de distância do local da chuva.
Lenda: Sapatos com sola de borracha ou os pneus do automóvel evitam que uma pessoa
seja atingida por um raio.
Verdade: Solas de borracha ou pneus não protegem contra os raios.
No entanto, a carroceria metálica do carro dá uma boa proteção a quem está em seu
interior; sem tocar em partes metálicas.
Mesmo que um raio atinja o carro é sempre mais seguro dentro do que fora dele.
Lenda: As pessoas ficam carregadas de eletricidade quando são atingidas por um raio e
não devem ser tocadas.
Verdade: As vítimas de raios não “dão choque” e precisam de urgente socorro médico,
especialmente reanimação cardio-respiratória.
Lenda: Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar.
183
Verdade: Não importa qual seja o local ele pode ser atingido repetidas vezes, durante
uma tempestade. Isto acontece até com pessoas.
O guarda florestal norte-americano Roy Sullivan foi atingido sete vezes durante sua vida.
Sofreu pequenas queimaduras, contusões, tombos e roupas rasgadas.
Hoje, aposentado, Roy mora numa casa reboque com um pára-raios em cada quina.
Formas de proteção
Para a proteção das edificações, é necessária a utilização de outros tipos de para-raios
de acordo com a norma ABNT NBR 5419.
Um deles é o para-raios tipo haste (conhecido como para-raios Franklin) instalado no alto
de edificações.
Este para-raios oferece proteção para a edificação (ou parte dela) contida sob o cone de
proteção cujo vértice encontra-se no topo da haste captora.
O que estiver dentro desse espaço estará protegido (método Franklin).
O Ângulo de proteção variará de acordo com o nível de proteção requerido, tipo de
ocupação, valor do conteúdo, localização e altura da edificação.
A norma ABNT NBR 5419 fornece os detalhes da sua especificação.
O método Franklin não se aplica a todos os tipos de edificações, devendo ser utilizados
outros métodos (eletro geométrico, malha ou gaiola de Faraday), de acordo com a norma
ABNT NBR 5419.
185
No caso de edificações maiores, acima de 60 metros, aplica-se somente o método da
gaiola de Faraday.
Em quaisquer dos métodos utilizados deve sempre haver um adequado aterramento.
Para-raios radioativos não proporcionam proteção adequada e sua utilização é proibida
no Brasil.
Para antenas instaladas sobre as edificações, o suporte ou ponto de fixação da antena
deve ser aterrado adequadamente.
Quando a antena não estiver localizada sobre a edificação, são necessários cuidados
especiais, tais como aterramentos adicionais e instalação de blindagem.
O bom funcionamento dos para-raios e a adequada proteção contra sobre tensão estão
associadas a um sistema de aterramento eficaz.
O tipo de aterramento e o número de eletrodos de terra (hastes de aterramento) a serem
utilizados para assegurar a eficácia do aterramento dependem das características do solo.
Existem vários equipamentos para a proteção da sua rede de baixa tensão. Os mais
comuns são os para-raios de baixa tensão (varistores), supressores de surtos, que podem
ser encontrados no comércio especializado.
Para o correto funcionamento desses equipamentos é necessário que sejam
especificados adequadamente, que a sua rede elétrica seja bem aterrada e que o
condutor neutro seja contínuo, bem dimensionado e com emendas bem feitas.
O bom aterramento (hastes, malha de terra, condutores de descida, etc.) é de
responsabilidade do proprietário do imóvel.
Para equipamentos sensíveis como a televisão, existem outros tipos de proteção que são
instalados nas tomadas.
Esses dispositivos são conhecidos como protetores contra surtos de tensão.
Computadores, aparelhos de fax, secretárias eletrônicas ou mesmo televisores, podem
requerer uma proteção especial.
Para a atuação eficiente de qualquer dispositivo de proteção desses equipamentos, é
necessário que o sistema de aterramento da sua instalação também seja eficiente.
No caso de um aterramento mal feito, os dispositivos podem não funcionar perfeitamente.
186
Existem dois tipos de DPS:
Classe I - Indicado para locais sujeitos a descarga de alta intensidade, sendo a rede
elétrica aérea e exposta diretamente à incidência do Raio.
É instalado na entrada da rede local.
Classe II – Indicado para locais com rede elétrica interna (embutida ou subterrânea).
É instalado diretamente dentro do Quadro de Distribuição.
São regulamentados pela ABNT- NBR NM 60898 e NBR IEC 60947-2
Veja um exemplo de instalação nos diagramas abaixo:
E a tecnologia não para por aí não, pois ainda nos oferece o DPS individual, especifico
para cada equipamento como é o caso do computador, modem e telefones sem fio.
É só ligar na tomada e conectar o PC, o telefone ou o modem.
187
Como podemos ver se utilizarmos a tecnologia a nosso favor, estaremos protegendo dos
raios nossos equipamentos dos quais gostamos tanto.
188
Orientações para instaladores “habilitados”
Estas instruções detalhadas a seguir é um resumo das diretrizes da norma em vigor, a
NBR-5419/2005 da ABNT, norma esta que orienta nas instalações de sistemas de para-
raios, e que deve obrigatoriamente ser seguida pelos instaladores, pois na eventualidade
de algum acidente proveniente de uma negligencia na instalação ou nos materiais
utilizados, o responsável responderá criminalmente pelo acidente e suas consequências e
civilmente, no que tange a indenizações.
Estaremos dividindo em 4 tópicos básicos, as orientações sobre a instalação de para-
raios, sendo a primeira o sistema de captação, ou seja, tudo aquilo que será montado
sobre a edificação e suas estruturas destinadas a receber a descarga elétrica do raio.
O segundo tópico destina-se ao sistema de descidas, ou seja, tudo aquilo que for utilizado
para conduzir as correntes elétricas dos raios até os aterramentos.
O terceiro tópico destina-se ao sistema de aterramento, ou seja, o que deve ser
aproveitado da edificação e instalado, visando proporcionar a dissipação das correntes
elétricas no solo, sem causar danos.
O quarto e ultimo tópico, será destinado às estruturas metálicas que devem ser
interligadas aos sistemas de para-raios, como forma de promover uma equalização de
potenciais.
Sistemas de captação de Raios!
189
Sistema de captação Franklin
190
Quando se utiliza mais de um captor Franklin, todos eles obrigatoriamente devem estar
interligados entre si com cabo de cobre nu de 35mm², passando por suportes adequados,
que devem ser instalados a cada 2 metros no máximo.
Captor Franklin- 300 mm em latão, 01 Descida.
Caso existam estruturas metálicas sobre a edificação, como antenas de tv, tubulações,
placas metálicas, sistema de captação solar ou outras estruturas, estas também
obrigatoriamente devem ser interligadas ao sistema de captação mais próximo, com cabo
de cobre nu de 35mm² e com conectores do tipo split-bolt de latão.
O sistema de captação do tipo gaiola de Faraday, hoje muito utilizado, não apresenta
necessariamente um ângulo de proteção, pois seu conceito é diferente, e a proteção se
dá pela malha de proteção que será formada sobre a edificação.
Basicamente este sistema é utilizado em áreas maiores e de preferência em coberturas
planas, como por exemplo, grandes galpões com cobertura em telhas pré-moldadas ou
telhas de fibrocimento.
Sua constituição básica se dá, primeiro por um anel de cabo de cobre nu de 35mm², ou
outro condutor permitido por norma, que obrigatoriamente deve percorrer todo o perímetro
da edificação.
A segunda preocupação deve ser com telhados que tenham linhas de cumeeira mais
elevadas que o restante do telhado, pois neste caso necessariamente uma linha de cabo
de cobre nu de 35mm² deverá também percorrer toda a extensão desta linha de
cumeeira.
Feito isto, o restante da área que sobrou, deverá ser dividido, no objetivo de formar
módulos que não podem ser maiores do que 10 x 20 metros, logicamente executados
com cabo de cobre nu de 35mm² ou com outros condutores permitidos por norma.
A titulo de exemplo, imaginemos um galpão de 20 x 40 metros com telhado de duas
águas, e com uma cumeeira central no sentido do comprimento.
Neste caso, o primeiro passo é passar um cabo em toda a volta, fechando o perímetro, e
uma linha no sentido da cumeeira, ficando, portanto cada lado do galpão, um retângulo de
10 x 40 metros.
191
Como a norma exige uma modulação de 10 x 20 metros, teremos então que atravessar
uma linha de cabo de uma lateral até a outra, dividindo-se o galpão no sentido do
comprimento, ao meio, ficando agora, 4 módulos de 10 x 20 metros.
Todos estes cabos obrigatoriamente devem ser de 35mm² no mínimo, e estar com
suportes adequados a cada 2 metros, ou com outros condutores e com suas fixações
adequadas.
Para completar o sistema de gaiola de Faraday, neste condutor que circunda o perímetro,
e no condutor que percorre a linha de cumeeira, deverão ser instalados terminais aéreos
de altura de 500mm, que devem ser interligados aos condutores, sendo que estes
terminais devem ser instalados com uma distância máxima entre si de 6 metros.
Vale lembrar que em locais classificados ou com grande risco de incêndio, como
industrias químicas ou com materiais inflamáveis, a norma é mais severa, e deve ser
consultada, pois alguns itens deste descritivo sofrem alterações.
Caso a opção pelo sistema de captação seja tipo Franklin ou gaiola de Faraday, a norma
exige a mesma quantidade de descidas, ou seja, para fábricas, casas, prédios
residenciais e comerciais!
São adotados como norma uma descida para cada 20 metros de perímetro e para
edificações de grande circulação de pessoas, como shoppings, hospitais, escolas, é
adotada uma descida para cada 15 metros de perímetro.
192
norma neste caso de galpão industrial exige uma descida para cada 20 metros de
perímetro, portanto, será necessário instalar 6 descidas (120/20)=6.
Já se esta edificação fosse uma escola, por exemplo, com um perímetro de 120 metros, e
a recomendação de uma descida para cada 15 metros de perímetro, teríamos um total de
8 descidas (120/15)= 8.
Cada descida deve ser executada sempre que possível obedecendo, o distanciamento do
cálculo do perímetro, porém se houverem interferências e não for possível obedecer ao
espaçamento, a quantidade deve ser mantida, porém o distanciamento entre elas pode
ser menor, e devem ser executadas com cabo de cobre nu de 35mm², cabos de alumínio
ou fitas de alumínio, passando por suportes adequados colocados a cada 2 metros.
Outra exigência da norma, é quanto a utilização de um tubo de proteção até 3 metros
acima do solo, para evitar acidentes e danos ao condutor de descida, tubo este que pode
ser de 1.½”, 1.¼” ou até de 1″, e neste tubo deve ser instalada uma caixa de inspeção
com um conector de medição em latão dentro da caixa, para que, quando for efetuar as
medições dos aterramentos, a conexão do equipamento seja efetuada no conector interno
à caixa.
Isolador Reforçado com Chapa de Encosto
Nos locais onde estarão as descidas, caso haja alguma estrutura metálica próxima, esta
deverá ser interligada ao sistema de proteção, e devemos evitar instalar descidas a
menos de 0,50 metros de portas e janelas.
Outro fator importante a ser considerado, é que nos casos de se utilizar condutores de
descida de cabo ou fitas de alumínio, estes condutores devem seguir até no máximo a
caixa de inspeção tipo suspensa instalada no tubo de pvc, pois a partir deste ponto,
obrigatoriamente o condutor que seguirá para o aterramento, deverá ser de cabo de cobre
nu, pois é proibido instalar condutores de alumínio enterrados ao solo, pois o alumínio
sofre corrosão.
Esta emenda na caixa de inspeção, deve ser efetuada com o próprio conector de
medição.
193
Isolador simples com rosca soberba h=50 mm
O Aterramento do Para-raios!
194
Em qualquer tipo de distribuição, é necessário uma caixa de inspeção de 8″ ou de 12″
com tampa, se possível em todas as hastes, ou na pior das hipóteses, pelo menos na
primeira haste mais próxima da edificação, para o caso da distribuição ser em linha ou em
triângulo, caixa esta que serve para verificações das hastes e de suas conexões.
A norma recomenda que se for utilizado caixa de inspeção no solo, pode-se utilizar
conector para conectar o cabo às hastes, porém se for ficar tudo enterrado,
obrigatoriamente, deverá ser utilizado solda exotérmica.
Outro item que a norma recomenda, é a interligação de todos os aterramentos, a ser
executado com cabo de cobre nu de 50mm², circundando toda a edificação, e enterrado
aproximadamente 0,50 metros.
Esta malha de aterramento, muitas vezes por questão de custo e até por questões físicas
das construções, não são executadas, e se esta for a opção, torna-se mais importante
ainda se ter um valor de resistência ôhmica o mais baixo possível, já que os aterramentos
estarão individualizados.
A norma recomenda uma resistência ôhmica abaixo de 10 ohms, para se garantir um bom
funcionamento do sistema de para-raios.
Estruturas metálicas
Toda estrutura metálica que estiver próxima do sistema de para-raios deve ser interligada
ao sistema de proteção, mesmo que estas estejam próximas das descidas.
As edificações construídas totalmente metálicas, desde que avaliada a sua utilização, e a
espessura do telhado, não necessitam de sistema de captação, pois a própria estrutura já
é um captor natural, e se ainda esta estrutura se prolongar até o solo, desde que
garantidas as continuidades elétricas entre suas partes, está poderá simplesmente ser
aterrada, utilizando-se para saber quantos aterramentos, o mesmo calculo do perímetro.
No caso de ser metálico somente a estrutura de cobertura e as paredes serem de
alvenaria, neste caso será necessário efetuar as descidas, partindo da estrutura metálica
até os aterramentos.
Importante:
Instalador lembre-se, antes de qualquer coisa, primeiro da sua SEGURANÇA, só trabalhe
em altura se estiver totalmente seguro e com todos os equipamentos obrigatórios em
ordem e revisados.
195
Cálculos
Como forma de proteção, o para-raios é um dispositivo simples e eficiente, desde que
corretamente dimensionado e instalado.
Os suportes de sustentação dos cabos de cobre, devem ser instalados a cada 2 metros,
e como existem suportes simples e suportes reforçados, a utilização é de 5 suportes
simples para 1 suporte reforçado, lembrando que a finalidade dos suportes reforçados são
garantir o tencionamento dos cabos de cobre, portanto, em cada lance de cabo a ser
tencionado, pelo menos em cada extremidade do cabo, deve ter um suporte reforçado
que deverá ser travado no cabo com conector do tipo split-bolt e tencionado com
esticador de cabo adequado.
Nas informações relacionadas quanto à utilização de suportes adequados, dependendo
da edificação onde se vai instalar o sistema de para-raios, por exemplo, se for metálica,
se for alvenaria ou outro tipo de construção, deve-se consultar o catálogo de produtos da
RAYCON DO BRASIL, pois temos todos os componentes, suportes simples e reforçados
com varias fixações, captores, mastros, caixas de inspeção e conectores necessários
para se instalar um sistema de para-raios, e principalmente componentes que atendem
todas as exigências da norma NBR-5419/2005 da ABNT.
Sabemos da existência dos “PARA RAIOS” que é uma proteção excelente e muito
utilizada contra descargas atmosféricas (raios) .
A tecnologia avançou muito, e nos proporciona outros tipos de proteção mais fáceis de
instalar, e às vezes muito mais em conta financeiramente como vemos a seguir:
196
O Para Raios oferece uma excelente proteção contra essas descargas, mas tem algumas
situações em que pode acontecer um desvio da descarga elétrica do raio por outro
caminho, e assim chegando dentro da residência, causando a queima de equipamentos
elétricos.
O raio pode percorrer distâncias enormes.
Basta ter um condutor metálico apropriado tais como a rede elétrica externa e a rede
telefônica, que o raio pode entrar na sua casa sem estar protegida pelo Sistema de Para
Raios, e assim conduzir os efeitos de um Raio que caiu nas proximidades e não foi
detectado pelo para- raio.
Então a tecnologia nos traz o DPS – dispositivo de proteção contra surtos, uma espécie
de disjuntor que se desliga (desarma) quando é percorrido pela descarga elétrica
produzida por um raio.
197
Deve-se levar em consideração que a incidência de Raios, sempre ocorre nos locais mais
altos (Para Raio em cima de prédios, elevações geográficas como morros e montanhas,
árvores altas, etc), e partindo dessa observação, se houver essas condições próximas da
residência, ela estará relativamente protegida da incidência direta do Raio, mas não
protegida de sobre cargas vindas diretamente pela rede elétrica.
Esses modelos de DPS como já dito, são instalados diretamente nos QDGs, onde entram
a fase ou as fases de um lado e neutro incluso, e do outro lado são conectados
diretamente os condutores (cabos) direcionados a haste de aterramento.
198
O triângulo na cor verde são hastes de aterramento.
Os marcados em vermelho são DPS.
São conectados às fases e neutro de um lado, e o outro lado vai diretamente a terra, por
meio de um condutor elétrico.
Porque instalar um fio terra, para que serve o aterramento?
O fio terra, muitas vezes desprezado, mas muito importante para sua segurança!
Objetivos de um aterramento
Obter uma resistência de aterramento a mais baixa possível, para correntes de falta à
terra;
Manter os potenciais produzidos pelas correntes de falta dentro de limites de segurança
de modo a não causar fibrilação do coração humano;
199
Fazer que os equipamentos de proteção sejam mais sensibilizados e isolem
rapidamente as falhas à terra;
Proporcionar um caminho de escoamento para terra de descargas atmosféricas;
Usar a terra como retorno de corrente do sistema MRT;
Escoar as cargas estáticas geradas nas carcaças dos equipamentos.
Qual a função do fio Terra?
A principal função do aterramento é o escape para um local seguro, de energia
dispensável . Seja por motivos de segurança, seja para efeitos de melhoria acústica, ou
como meio de prolongamento da vida útil de equipamentos. É o condutor cuja função é
conectar à terra todos os dispositivos que precisarem utilizar seu potencial como
referência.
Obs:
Observe que a bitola do fio terra deve ser a mesma que a do fio fase.
Pode-se utilizar um único fio terra por eletroduto, interligando vários aparelhos e tomadas.
Por norma, a cor do fio terra é obrigatoriamente verde/amarela ou somente verde
Diz-se que um dispositivo está “aterrado” quando está conectado ao condutor designado à função
de aterramento – o terra do circuito.
As cargas elétricas podem ser negativas ou positivas e sempre procuram um caminho para
encontrar cargas contrárias.
A circulação dessas cargas elétricas, através de uma conexão à terra, evita que a corrente elétrica
circule pelas pessoas, evitando que elas sofram choques elétricos.
Como o corpo humano é capaz de conduzir eletricidade, se uma pessoa se encosta a um
equipamento elétrico ela estará sujeita a levar um choque, que nada mais é do que a sensação
desagradável provocada pela passagem dos elétrons pelo corpo. O conceito básico da proteção
contra choques é o de que os elétrons devem ser desviados da pessoa.
A existência de um adequando sistema de aterramento também pode minimizar os danos em
equipamentos, em casos de curto-circuitos.
Todo circuito elétrico bem projetado e executado deve ter um sistema de aterramento. Um sistema
de aterramento adequadamente projetado e instalado minimiza os efeitos destrutivos de
descargas elétricas (e eletrostáticas) em equipamentos elétricos, além de proteger os usuários de
choques elétricos.
Para isto, as tomadas são dotadas de três pinos, dois dos quais são fase ou fase e neutro, e o
terceiro, isolado dos primeiros, é o terra.
O fio de cobre é um milhão de vezes melhor condutor do que o corpo humano, por isso se
oferecermos aos elétrons dois caminhos para eles circularem (sendo um o corpo e o outro um fio),
a maioria deles circulará pelo fio, minimizando os efeitos do choque na pessoa. Esse fio pelo qual
irão circular os elétrons que escapam dos aparelhos é chamado de fio terra.
200
Duvida:
Pode-se usar a haste de aterramento do padrão de energia?
Aterramento elétrico
A haste de aterramento que existe junto à caixa do medidor não serve para aterrar os
equipamentos que você especificou, nem qualquer outro dentro de sua residência.
O motivo é simples, repare que o cabo que está conectado a esta haste vai diretamente
ligado ao fio neutro na entrada de energia do medidor, servindo apenas para o
aterramento do mesmo, ou seja, se você utiliza-lo para aterrar seus aparelhos elétricos,
você estará conectando-os ao neutro da rede, o que não vai funcionar como aterramento
interno de sua casa.
Você deve instalar uma nova haste de aterramento no local mais úmido de seu terreno, e
instalar um cabo condutor novo, direcionando-o para as tomadas e equipamentos internos
de sua residência.
Assim você estará protegendo-os de qualquer fuga de corrente que possa acontecer.
201
Assim, a função do fio terra é recolher elétrons “fugitivos”, mas muitas vezes as pessoas
esquecem de sua importância para a segurança.
Atenção
O aterramento nas instalações elétricas atuais é um item OBRIGATÓRIO.
Aterramento elétrico
Grosseiramente falando, o aterramento nada mais é do que uma ou mais hastes de cobre
enterradas e ligadas a um fio ou cabo, que se estende até a(s) tomada(s).
Na(s) tomada(s), este fio ou cabo será ligado ao terceiro orifício, que é destinado ao terra
(nome popular).
* A cor do cabo Terra deve ser Amarela-Verde e sua seção é a mesma dos cabos Fase e
Neutro.
Sistema de aterramento
Os sistemas de aterramento devem ser realizados de modo a garantir a melhor ligação
possível com a terra.
O fio terra deve ser instalado em todas as tomadas e pontos de energia da casa,
independente do ambiente. Isto garante que qualquer equipamento que possua o fio terra
seja interligado ao sistema de aterramento.
O aterramento nas instalações elétricas atuais é um item obrigatório. Sua função está na
proteção dos equipamentos através da criação de um caminho para as correntes de falta
(curto entre fase-carcaça do equipamento), atuando assim nos dispositivos de proteção.
A principal função do aterramento, além da proteção de equipamentos, é evitar choques
elétricos que venham a causar desfibrilação ventricular (parada cardíaca).
Para tanto é recomendado em qualquer caso o uso de dispositivos DR 30mA, ou seja,
equipamentos diferenciais residuais que atuam desligando os sistemas no caso de
choque elétrico ou fugas de corrente maior do que 30mA.
A tomada tripolar
A tomada que aceita aterramento e tem conector para o fio terra, é a tomada TRIPOLAR
(fotos abaixo), ela possui três orifícios: o da fase + o do neutro + orifício do terra.
Este é o padrão adotado por vários países e atualmente adotado por arquitetos na
construção da rede elétrica dos imóveis brasileiros, pois este é o padrão de tomada
tripolar indicada pelas normas da ABNT.
No Brasil, principalmente nas casas e apartamentos mais antigos, o mais comum é a
tomada BIPOLAR, que tem apenas o orifício do fase+orifíco do neutro.
Esta (acima) não é uma tomada tripolar, é bipolar para entrada de plugue com 2 pinos,
sejam eles chatos ou redondos.
203
Por que alguns equipamentos não possuem o fio terra na tomada ou pendurados
atrás?
Nem todos os equipamentos necessitam do fio terra.
Estes equipamentos já possuem na sua construção isolamento de suas carcaça, não
colocando os usuários em risco de choque.
Mas o pino de aterramento na tomada deve estar disponibilizado em toda a residência,
para os equipamentos que possuem o fio terra (condutor de proteção).
Fio terra… a haste de contato com o solo!
Como cravar a haste:
Escolha um lugar com terra e inicie um furo ou buraco no chão para enterrar a haste.
No caso de você não conseguir um local de terra, terá que escolher um outro próximo
de onde será utilizado o aterramento e romper o chão utilizando ferramentas de pedreiro
(marreta, talhadeira, ponteiro, etc).
Coloque uma mangueira, sem esguicho, saindo água na entrada desse buraco iniciado
e deixe por alguns minutos. Estando umedecida, a terra deverá ficar mais branda e será
mais fácil enterrar a haste de cobre.
Retire a mangueira e comece a enterrar a haste com as mãos. Enterre o quanto
conseguir e retire a haste novamente, deixando somente o buraco.
Coloque a mangueira novamente no buraco e deixe por alguns minutos.
Repita esta operação com a mangueira e a haste até que não consiga mais empurra-la
com as mãos. Quando isto acontecer continue a operação batendo com a marreta.
Sempre que conseguir, retire a haste e coloque a mangueira em seu lugar por alguns
minutos. Quando não conseguir mais retirar a haste, continue batendo com a marreta até
que restem somente 10 centímetros para fora da terra.
204
Deve-se interligar, na origem desta instalação, o condutor neutro com o condutor de terra
para fins de proteção e da mesma forma, deve-se proceder a ligação das partes metálicas
não destinadas a conduzir corrente elétrica.
Como conectar o cabo a haste?
Descasque um cabo de diâmetro (S), conforme tabela 1 na cor verde ou verde-amarelo,
mais ou menos 10 cm e conecte o cabo na haste com um conector tipo olhal ou conector
prensa haste-cabo.
Atenção
O aterramento nas instalações elétricas atuais é um item OBRIGATÓRIO.
Conector tipo Olhal
Conector Cabo-Haste
205
Aterramento… a caixa de inspeção!
Caixa de inspeção
O desenho ao lado mostra uma caixa de inspeção que é usada geralmente quando os
imóveis são preparados para aterramento desde a construção, quem não tiver uma caixa
destas no piso, ou não quiser ter o trabalho e o gasto de quebrar para instalar, poderá
enterrar a haste diretamente no solo mesmo, inclusive em jardins de inverno internos.
Não introduza a haste no cimento nem substitua a haste pela armação estrutural existente
nas colunas das construções, isso poderá não resolver, além de ser perigoso, caso o
prédio possua sistema de gás encanado ou esquadrias externas ligadas à estrutura
interna do prédio risco de choque letal.
Aterramento em caixa de inspeção
206
O dispositivo DR é um interruptor automático que desliga correntes elétricas de pequena
intensidade (da ordem de centésimos de ampère), que um disjuntor comum não consegue
detectar, mas que podem ser fatais se percorrerem o corpo humano.
Dessa forma, um completo e eficaz sistema de aterramento deve conter o fio terra e o
dispositivo DR.
Veja mais sobre DISPOSITIVO DR nas páginas. Disjuntores!
Sistema de aterramento de cercas em áreas rurais!
Uma nuvem tempestuosa pode carregar de eletricidade estática o arame das cercas.
O gado que tocar a cerca funcionará como fio terra, conduzindo a corrente da cerca até o
solo, que passará pelo seu corpo, podendo provocar a morte do animal.
Por este motivo e importante descarregar a eletricidade estática acumulada nos arames
da cerca através de aterramento.
Cuidado com as cercas
As cercas conduzem o raio. Elas podem ser isoladas das edificações e aterradas nesses
pontos.
Em locais de circulação de pessoas e animais as cercas devem ser seccionadas e
aterradas em intervalos regulares.
Essas recomendações aplicam-se também a varais longos e ou que estejam em contato
com edificações.
O aterramento sempre deverá ser feito utilizando-se hastes próprias para o mesmo.
Cerca Paralela à Rede de Distribuição Rural.
No caso do paralelismo situado ate 30m da rede, a cerca deverá ser aterrada e
seccionada a cada 250 metros.
207
Cerca Transversal à rede de Distribuição Rural.
O aterramento e o seccionamento deverão localizar-se próximo ao limite da faixa de
segurança.
Aterramento das cercas
O aterramento das cercas deve ser feito a pelo menos cada 40 metros, interligando os
arames da cerca entre si e ligando o arame de interligação a uma haste ou malha de
aterramento.
Para reduzir a eletricidade acumulada é conveniente secionar a cerca a cada dois ou três
aterramentos.
A figura abaixo mostra como deve ser feito este secionamento que pode ser realizado
de três maneiras:
Utilizando isoladores especiais;
Utilizando pedaços de madeira de 30 a 50 cm, fixando os arames de interligação e
aterramento em suas extremidades.
Interrompendo a cerca pôr dois mourões afastados de 30 a 50 cm e aterrando
cada trecho no mourão correspondente.
Como instalar uma tomada nova, modelo três pinos não tendo aterramento em
minha casa?
A substituição ou instalação de uma tomada de três pinos (2P+T) de acordo com a nova
padronização pela NBR 14136 da ABNT, não exige muito conhecimento em eletricidade,
sendo facílima a sua execução.
208
Apenas deve-se desligar o disjuntor do circuito ou o disjuntor geral antes da
execução do serviço, para evitar acidentes com choque ou curto-circuito nos fios
condutores.
A nova tomada tem três orifícios para que seja conectado a fase, o neutro e o condutor de
proteção TERRA, sendo aqui a tensão de 127 volts, assim protegendo os equipamentos
de prováveis fugas de corrente que podem causar acidentes com choques até fatais.
Quando a tensão for de 220 volts, serão duas fases conectadas mais o condutor terra.
Você deve simplesmente observar a potencia em watts do equipamento que vai ser ligado
nessa tomada, pois existem dois tipos de tomadas atualmente fabricadas, que são:
- Tomada 2P+T para 10 ampères (com orifício de 4,0 mm de diâmetro)
- Tomada 2P+T para 20 ampères (com orifício de 4,8 mm de diâmetro)
Os plugs dos aparelhos elétricos atuais também obedecem à mesma medida no diâmetro.
Portanto é sempre bom verificar o aparelho que vai ser conectado na tomada para não
haver dúvidas quanto à potência do mesmo em relação à tomada instalada.
Tomadas elétricas!
210
Cores e funções nos fios
Cuidado
Os fios condutores Verde ou Verde Amarelo só podem ser utilizados como condutores de
proteção.
Tomadas quentes… muito cuidado!
* Tomada quente é sinônimo de desperdício e indicação de perigo (possibilidade de fogo).
Cada tomada é dimensionada para a passagem de um determinado valor de corrente
elétrica.
Muitos aparelhos ligados na mesma tomada podem causar sobrecarga e curto-circuito na
fiação
Por isso, evite o uso de benjamins.
Ponto de Tomada
E o local onde se faz a ligação entre a eletricidade e o equipamento elétrico (TV,
Geladeira, etc).
O ponto de tomada pode ter mais de uma tomada.
211
Uma vez que nestes lugares o acabamento das paredes tende a ser executado com a
colocação de cerâmicas, o que torna inviável quebrar, ou cortar paredes para instalar
novos conduítes e caixas de luz para tomadas e interruptores.
Tomadas diferentes conforme o equipamento usado
Um planejamento prévio é essencial para evitar esses transtornos, por isso iniciamos
essa série de artigos pela cozinha e lavanderia, pois é onde se concentra a maioria de
equipamentos elétricos de diversas potências, e onde estão localizadas as tomadas de
baixa e alta potência.
Quando falamos baixa e alta potência, podemos traduzir por tomadas simples de uso
geral e tomadas especiais , estas direcionadas especificamente a alguns equipamentos
elétricos.
- Eletrodomésticos da cozinha:
Alguns eletrodomésticos consomem uma corrente elétrica muito grande devido a sua
potência elevada tais como:
micro ondas, fornos elétricos, torradeiras, freezer, geladeiras duplex e etc., e outros
consomem menos corrente elétrica como:
batedeiras de massas e bolos, liquidificadores e similares, então para estes equipamentos
elétricos é imprescindível que cada um tenha uma ou mais tomadas apropriadas a sua
capacidade de potência.
De acordo com a nova Norma NBR 14136 da ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas) já em vigor em todo o Brasil, para equipamentos elétricos de baixa potência e
alta potência conforme já descritos acima, as tomadas são diferentes na conexão dos
plugs, ou seja, a furação nas tomadas são de diâmetros diferentes.
As tomadas simples tem os furos menores que as tomadas especiais.
Observe as fotos e veja essa diferença.
Conforme pode ser visto, o tamanho da furação de encaixe dos plugs é totalmente
diferentes, o da esquerda é de diâmetro menor, apropriado para equipamentos de até dez
ampères (10 amp.) e o da direita o diâmetro é maior, indicado para equipamentos de até
vinte ampères (20 amp.).
212
Veja a diferença em milímetros.
Esse novo modelo de tomada foi designado como: 2P+T (dois polos mais terra).
A condutora Terra (fio terra) tem sua instalação obrigatória desde 2001, de acordo com a
NBR 5410 da ABNT.
Esse condutor é conectado no contato central da tomada.
Lembre-se que tomadas bifásicas são composta de apenas duas fases, não estando
ligado nelas o condutor neutro, mas se forem tomadas modernas no modelo 2P+T, deve
ser conectado o condutor de proteção Terra.
Caso não exista uma rede de aterramento no local, e na impossibilidade de instala-la, o
parafuso do centro das tomadas no modelo 2P+T deve ficar livre.
Para sabermos qual o tipo de tomada a ser instalada, podemos verificar isso de duas
maneiras:
- Uma é olhando com atenção o plug que está na ponta do cabo elétrico do equipamento,
pois de acordo com sua potência, pode ser para dez ampères ou vinte ampères, só
depende do diâmetro ou espessura do pino de contato.
- Visto isso, basta olha a plaquinha ou etiqueta que vem colada normalmente na parte de
trás do aparelho, e caso não traga a informação adequada, verificar no MANUAL DO
FABRICANTE, que dirá a potencia do equipamento, e assim poderemos saber que tipo de
tomada a instalar, de acordo com a capacidade em watts.
Vimos no artigo (Cozinha e lavanderia), a grande importância de um planejamento
antecipado e se possível mediante um projeto, para a instalação das tomadas.
Projete o ponto do ar condicionado
Na sala e quartos, um dos únicos aparelhos elétricos com previsão de grande potência, é
sem dúvida o ar condicionado, que normalmente será instalado na parede que separa
esse cômodo da área externa.
É preciso prever a drenagem da água que se forma por um processo condensação
quando o aparelho está em uso.
Os aparelhos tradicionais, normalmente são instalados abaixo ou acima (do lado) das
janelas, então se deve prever um ponto de tomada na altura padrão de acordo com essa
instalação.
Já os atualíssimos aparelhos de ar condicionado modelo Splits, se dividem em
duas partes:
- uma interna (parte menor) que não tem entrada de energia elétrica;
- e, a parte maior que fica na área externa, que é onde se conecta a fiação elétrica.
Portanto a tomada será na área externa.
Qualquer desses modelos pode funcionar em tensões de 127 ou 220 volts, e suas
tomadas devem ser para 20 ampères tipo padrão atual “2P+T” em caso de existir cabo de
aterramento.
214
Caso não haja aterramento previsto, deve se usar as tomadas padrão atuais “2P”.
O ideal seria as 2P+T, pois em caso de ampliação ou revisão da rede elétrica, ao ser
passado o cabo terra, já teremos no lugar as tomadas corretas para esse fim, ficando o
terceiro BORN de conexão para o fio terra vazio até que haja a revisão elétrica futura.
Não esquecer é claro que essa rede elétrica direcionada ao ar condicionado é especifica
e única para ele.
Não podendo ser utilizada para outros equipamentos em paralelo, e tem que ser instalado
um disjuntor termomagnético só para ele.
A previsão deve ser uma tomada para cada equipamento elétrico!
215
Assim estará evitando de ter que ampliar sua rede elétrica no futuro, caso vá aumentando
a carga de uso.
Assim como todo bom profissional de eletricidade deve perguntar ao proprietário, essas
mesmas informações, para executar um projeto dentro das normas e com a máxima
perfeição.
Tomadas na varanda
Na varanda sempre acaba se esquecendo do ponto ou pontos de tomadas, mas que
devem sim ser lembradas.
O morador em suas horas de lazer pode querer utilizar algum tipo de equipamento
elétrico, como um rádio, uma TV ou outro qualquer.
Assim é sempre preciso efetuar essa previsão, pois como já foi dito anteriormente, depois
da obra acabada, fica muito complicado e principalmente caro, quebrar paredes para
instalação de novos conduítes para colocação de tomadas.
Com esta previsão evita-se o uso perigoso de extensões e os conhecidos Benjamins (T),
que podem causar riscos de curto circuito e incêndios.
Tomadas na garagem
Também não podemos esquecer as residências que além de varandas, ainda possuem
garagens, onde se ligam compressores para lavagem de automóveis, pequenas bombas
d’água, e toda a sorte de ferramentas elétricas que todo morador utiliza para os reparos
em seus equipamentos.
Sempre é preciso instalar tomadas nesses espaços.
Devemos procurar instalar o máximo possível de tomadas (sala e quartos), observando a
estética do ambiente, e as medidas padrão em altura e nivelamento das mesmas.
Não é preciso exagerar, mas sempre instalar uma quantidade de tomadas compatível
com o número de equipamentos elétricos utilizados no ambiente, fazendo com que NÃO
seja preciso o uso de extensões e benjamins (T).
216
A Lei 11.337, de 26 de julho de 2006, determina que todas as novas edificações precisam
ter o aterramento da rede elétrica.
Esquemas de Instalação
Para instalar uma tomada basta colocar o fio Fase (positivo) num dos parafusos da
tomada e o Neutro (negativo) no outro parafuso, apertar bem, ligar a energia…
Tomada universal 10A
Recomenda-se que a fase seja ligada ao pino da direita, considerando-se que o terceiro
deles (terra) esteja na parte de baixo.
Aliás, recomenda-se a fase sempre do lado direito, mesmo com dois pinos.
Alguns plugs em aparelhos importados, nos quais um dos pinos achatados tem a ponta
mais larga que a outra? É justamente por isto.
A tomada correta estaria projetada para recebê-lo numa determinada posição.
É a razão do porque algumas geladeiras (120v.) dão choque. É só inverter o plugue e
deixa de dar.
Vídeo: nova tomada residencial com fio terra
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=0aNzaK9JANU
217
Como instalar tomadas elétricas!
218
Tomadas Instalação!
Circuito de pontos de tomadas de uso geral
219
Exemplo de circuito protegido por interruptor DR
Atenção:
Estes diagramas mostrados acima, são apenas exemplos de conexões elétricas. Não
esqueça que eletricidade sem conhecimento especifico é uma coisa perigosa. E um
serviço mal feito, desrespeitando por exemplo as normas das grossuras (bitolas) que os
fios devem ter ou a qualidade das conexões que estes fios devem usar para se
conectarem, no mínimo podem provocar um incêndio!!!
220
Vídeo: Interruptor Simples+Tomada
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=P22M9VQb52Q
Obs: Para tomadas monofásicas em 127 volts, você deverá utilizar apenas uma fase e o
condutor neutro.
Portanto se houver duas fases (220 volts) e um condutor neutro, escolha uma das fases
mais o neutro, e terá uma rede de 127 volts para a tomada.
Plugues e Benjamin… cuidados!
Benjamins
Quase toda casa possui pelo menos um benjamim. Esses utensílios são bem úteis e
muito utilizados.
Entretanto, é importante que a população saiba como evitar situações que possam causar
curto circuito ou uma sobrecarga na sua instalação elétrica e, ainda, que os pontos de
energia comuns são dimensionados para suportar a energia elétrica de aparelhos com
potências pequenas, na ordem de 200 W, se ficassem o tempo todo ligados (em
funcionamento).
Como utilizamos alguns aparelhos por determinado tempo apenas, o fio da tomada
suporta mais potência. Esses aparelhos chegam a possuir potências de até 600 Watts.
Por isso, existem tomadas cujos fios são especialmente mais grossos , ou seja, que foram
dimensionadas para suportar a potência do aparelho que ficará acoplado naquela tomada,
como é o caso das tomadas de geladeiras, freezers, aparelhos de micro-ondas, entre
outros.
É importante saber que, ao utilizarmos os benjamins, estamos somando as potências de
todos os aparelhos que neles são acoplados, fazendo com que o fio da tomada fique
sobrecarregado.
Desta maneira, a utilização do benjamim não deve ser permanente. Caso isto ocorra, é
importante que a instalação elétrica seja revisada por um eletricista habilitado para avaliar
se o fio da instalação suporta a potência que está sendo imposta àquele circuito elétrico.
222
Durante seu uso os benjamins não devem apresentar desgaste, deterioração, folgas ou
escorrimento de qualquer material constituinte.
Antes de utilizar o seu benjamim, observe alguns cuidados:
Introduza-o em locais onde haja ventilação permanente;
Não o deixe perto de aparelhos que esquentam muito, como estufas, pois ele pode
derreter com o calor excessivo ou contínuo;
Se estiver molhado, não chegue perto de aparelhos elétricos, você pode levar um choque;
Deixe crianças longe de benjamins e tomadas;
Seque bem as mãos antes de ligar uma tomada ou benjamim e nunca desligue um
aparelho puxando pelo fio;
Proteja os fios desencapados.
Tomada com mau contato : Faíscas ao inserir o plug na tomada!
223
Acontece que com o ferro é mais difícil se manter na posição original quando se retira o
Plug, ou seja, ele não retorna, ficando um espaço maior para a entrada do Plug quando
for de novo introduzido na tomada.
O Plug fica frouxo, provocando faíscas.
Faíscas que saem da tomada caracterizam mau contato!
Isso caracteriza mal contato, ocasionando aumento da corrente elétrica, podendo até
provocar incêndio se o disjuntor não desarmar.
A solução é trocar por uma tomada nova, preferencialmente de melhor qualidade.
Não são todos os fabricantes que tem esse cuidado e qualidade na fabricação de material
elétrico.
Por isso, ao comprar, devemos verificar a qualidade do material ou perguntar ao vendedor
o tipo de material usado na fabricação do componente elétrico.
È melhor gastar alguns Reais a mais na compra de material elétrico, pois a qualidade
sempre custa um pouco mais, do que mais tarde ter prejuízo em milhares de reais
causado por curto-circuito na rede elétrica provocado por material ou componente elétrico
de BAIXA QUALIDADE.
Lembrando que, antes de trocar a tomada, verificar os parafusos de conexão dos fios,
pois eles podem estar frouxos, e devem ser ajustados para uma conexão firme.
Tomada com mau contato: A importância do material das lâminas metálicas das
tomadas
224
Ferro latonado – média qualidade:
- As laminas de contato são fabricadas em ferro e recobertas com uma fina camada de
latão mediante um processo eletroquímico chamado eletrólise, também conhecido como
Galvanoplastia.
Esse processo se dá em um tanque com produtos químicos, normalmente ácidos ou
derivados, onde de um lado estão penduradas dentro do tanque as lâminas de ferro
ligadas a um fio com corrente elétrica polarizada e imersas no liquido em temperatura
controlada, e do outro lado do tanque também é pendurado uma barra de latão puro,
devidamente ligado ao outro fio energizado; onde circula uma corrente elétrica
previamente calculada.
Quando os elétrons percorrem o líquido de um lado para o outro (corrente elétrica),
arrastam junto os átomos do latão já devidamente “amaciados” (podemos dizer assim)
pelo componente ácido no tanque, e são depositados nas lâminas de ferro que ficam
amareladas iguais ao latão puro, só que é somente uma fina camada de latão que recobre
o ferro.
E isso é o suficiente para tornar o ferro imune durante muito tempo à oxidação (ferrugem)
o que proporciona um bom contato elétrico.
O processo de eletrólise também é usado com outros metais, como o OURO. Todos já
ouviram falar dos “Folheados a ouro”, que são joias mais baratas.
Com o Níquel o processo é conhecido pelo nome popular de “Niquelar” outros metais para
evitar oxidação (uma espécie de ferrugem, também conhecida como Zinabre).
Ferro cadmiado – qualidade abaixo da média:
- Boa condução elétrica, mas desgasta com facilidade e se deteriora fácil, provocando
corrosão rápida.
O Cádmio é um metal raro, mas produzido facilmente por reação oxida, e quando
aplicado sobre o ferro pelo mesmo processo de Eletrólise descrito anteriormente, torna o
ferro na cor amarelo parecido com o Latão, porém com leves tons de avermelhado ou
esverdeado.
225
Esquema elétrico de deposição de Cádmio em aço carbono por Eletrólise Com o tempo
de uso devido ao seu baixo ponto de fusão, inicia-se um processo de ferrugem no ferro,
provocando faíscas nas lâminas de ferro das tomadas e nos encaixes roscáveis dos
receptáculos para lâmpadas.
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