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RADIAÇÃO Radiação

RADIAÇÕES
NÃO IONIZANTES
Eng. Joaquim Gomes Pereira

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO eletromagnética ou particulada

"RADIAÇÃO"
Energia transmitida por ondas eletromagnéticas ou
partículas subatômicas
CLASSIFICAÇÃO
Segundo a forma: ELETROMAGNÉTICA OU
CORPUSCULAR

ELETROMAGNÉTICA : oscilações elétricas e magnéticas


formando ondas que se propagam na velocidade da luz (v) e
que diferem tão somente no comprimento de onda () e por
sua frequência (f).

CORPUSCULAR: partículas subatômicas e portanto dotadas de


massa, com elevada energia cinética, emitidas por núcleos de
átomos instáveis
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO eletromagnética ou particulada

CLASSIFICAÇÃO - Segundo o efeito:


Ionizante ou não ionizante:
Ionizante: Ocorre o fenômeno “ionização” quando a
radiação, ao interagir com um (ou mais) átomos, tem
energia capaz de arrancar um ou mais elétrons das
camadas eletrônicas ,subdividindo-o em em duas partes
eletricamente carregadas (formar par de ions).

Não ionizante: Quando a radiação ao atingir um átomo não


tem a capacidade de ioniza-lo, ocorre a “excitação”, ou seja,
cede parte ou toda sua energia promovendo alterações ou
perturbações no movimento orbital do(s) elétron(s) do
átomo, com o aumento da energia interna no(s) elétron (s)
do átomo com o(s) qual(is) interagiu.
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RADIAÇÃO eletromagnética ou particulada

IONIZAÇÃO
Radiação secundária
Radiação
primária (a+)

Energia mínima para


ionização 12,4 ev

(e- ) Elétron
ejetado

EXCITAÇÃO
A radiação cede parte ou toda sua energia promovendo
alterações ou perturbações no movimento orbital do(s)
elétron(s) do átomo, com o aumento da energia interna
no(s) elétron (s) do átomo com o(s) qual(is) interagiu.
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO Classificação

ELF, Radiofreqüência,
Eletromagnética microondas; Não ionizantes
infravermelho; luz
visível; ultravioleta;
raios  e raios Gama ()
beta(β); alfa (α) ; Ionizantes
Corpuscular neutrons(n)

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Classificação – Rad eletromagnética

ELF,
Radiofreqüência,
microondas;
infravermelho; Não
Radiação luz visível;
 ionizantes
Eletromagnética ultravioleta; EXCITAÇÃO

raios  e
IONIZAÇÃO
raios Gama ()
Ionizantes

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RADIAÇÃO EM

RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA - EM

FREQUÊNCIA

f = c/
onde: f=

f  frequência (Hz = ciclos por segundo) = 3m


c  Velocidade da luz (cte = 3.1010
cm/seg) = f=

  Comprimento de onda em cm

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RADIAÇÃO Rad Eletromagnéticas

RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS

Max Planck em 1901 desenvolveu a teoria dos “Quanta” e


chamou de “fótons” a pacotes ou quanta de energia
eletromagnética. A energia desses fótons não é constante, mas
depende da frequência da radiação. De acordo com a teoria
quântica, a energia de um quanta é dada pela fórmula:
E = h. 
Considerando  = f = c/  ........................
Então:
E = h. c /  ...........................................................Onde:
E  Energia (erg)
h  Constante de Planck (6,62.10-27 erg x Seg)
c  Velocidade da luz (m/Seg) (Ctte = 3 x 1010 cm/Seg)
  Comprimento de onda (cm)
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO EM

RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA - EM
Pode ser descrita como uma série de ondas de energia composta por oscilações
senoidais elétricas e magnéticas, que se propagam no espaço à velocidade da luz

c  Velocidade da luz (m/Seg)


( 3 x 1010 cm/Seg)

Também definida como uma forma de energia que possui oscilações elétricas e
magnéticas formando um movimento ondulatório que se transmite no espaço
numa mesma velocidade, conhecida como velocidade da “Luz”.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO espectro

Espectro das radiações eletromagnéticas

FREQUENCIA ( MHz)
0,03 3 300 3.10 4 3.106 3.108 3..1010 3..1012 3..1014 3..1016 3..1018
                     

λ - COMPRIMENTO DE ONDA (m)


104 0,01 1 10-2 10-4 10-6 10-8 10-10 10-12 10-14 10-16
                     

ELF VLF LF MF HF VHF UHF SHF EHF Radiação Radiação X


solar
RADIOFREQUÊNCIA MICROONDA UV
RF) (MO) INFRAVERMELHO (IV) U
Z Radiação gama 
V
I
S
LUZ VISÍVEL I

RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE RADIAÇÃO IONIZANTE

12,4 Ev
- 10 -6
10 --13 10 -12 10 -11 10 10 -9 10- 8 10 -- 7 10 - 10- 5 10 - 4 10 -3 10 - 2 10- 1 1 10 10
2
103 104 105 106
                   
ENERGIA ( Ev)

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO eletromagnética ou particulada

CARACTERÍSTICAS DAS RADIAÇÕES

1. Se propagam em linha reta no vácuo quando não


interagem com a matéria.
2. Conservam sua energia quando se propagam
através do vácuo.
3. Atenuam a intensidade com o quadrado da
distancia
4. Podem ser transmitidas, refletidas, absorvidas e
espalhadas quando interagem com a matéria.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Atenuação

ATENUAÇÃO

Lei do quadrado das distâncias. As radiações eletromagnéticas se atenuam


proporcionalmente com o quadrado das distancias

ESFERA 2
d2
4p R2

d1

Fonte ESFERA 1
4p R1

I(d1)

I(d2)

I(d2) = I(d 1) . (d 1/d2)2


I= Intensidade da ondas eletromagnéticas ,
d = distanci a
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RADIAÇÃO Características - eletromagnética ou particulada

CARACTERÍSTICAS DAS RADIAÇÕES


Podem ser refletidas, transmitidas, absorvidas ou
espalhadas quando interagem com a matéria.

Radiação Ia
It
I o= Incidente

Ir Ie

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RADIAÇÃO Características - eletromagnética ou particulada

Lei da transmissão / absorção da


radiação eletromagetica pela matéria.

It = Io . e -kλ .x

It = radiação transmitida
I0 = radiação incidente

e = número de Neper
x = espessura do material
kλ = Coeficiente de absorção do material para o comprimento de onda

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Características - eletromagnética ou particulada

Lei da transmissão /
absorção da radiação
eletromagetica pela
matéria.

X
It = radiação transmitida
I0 = radiação incidente

e = número de Neper It = Io . e -kλ .x


x = espessura do material
kλ = Coeficiente de absorção do material para o comprimento de onda

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Rad. não ionizante

Radiação não ionizante

Promove a “excitação” da matéria.


Possui menor nocividade em comparação com as ionizantes,
mas exposições sem controle podem levar à ocorrência de lesões
ou doenças.
Com exceção da parte visível do espectro, todas as outras
radiações são invisíveis e dificilmente detectáveis pelas pessoas
através de seus outros sentidos.
A seguir, analisam-se sob o ponto de vista ambiental os diversos
tipos de radiações não ionizantes. Também classificam-se como
radiações não ionizantes as ELF (Frequência extremamente
baixa), radiação com frequência até 300 Hz, presente na
distribuição de energia elétrica.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Rad. não ionizante

RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE


ELF – Extra Low Frequency
A radiação (campo eletromagnético) é gerada quando da passagem da
corrente elétrica nos meios condutores. Os efeitos possíveis no organismo
humano decorrente da exposição ao campo eletromagnético são de
natureza elétrica e magnética. Os efeitos do campo elétrico são de ordem
elétrica (choques, queimaduras, parada cardíaca, quedas....). Quanto aos
de origem magnética citamos os efeitos térmicos, endócrinos e suas
possíveis patologias produzidas pela interação das cargas elétricas com o
corpo humano.

+ +
Fonte
Fonte
-
-

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Rad. não ionizante

RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE

ELF – Extra baixa Frequência

Distortion of an originally homogeneous


electric field E by an upright person. High voltage
homogeneous field of 20 kV/m (Silny, 1979).
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO Rad. não ionizante

RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE - CAMPO ELETROMAGNÉTICO

ELF – Extra Low Frequency

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Rad. não ionizante – RADIOFREQUÊNCIA - RF

RADIOFREQUÊNCIA -RF

São radiações de baixa freqüência e grande comprimento de


onde e classificam-se:
VLF LF MF HF VHF
muito baixa Baixa frequência Média frequência Alta frequência Muito alta
frequência frequência

3......30 kHz 30...300kHz 0,3....3 MHz 3....30 MHz 30..300MHz

Modulação de freq. Áudio, aplicações médicas, fornos elétricos,


aquecimento, solda, fusão e refino por indução, monitor de vídeo.
Radionavegação, comunicação da marinha/ aeronáutica, monitor
de vídeo, tratamento por eletro-erosão, aquecimento de metais por
indução

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Rad. não ionizante – RF(2)

RADIOFREQUÊNCIA -RF

EFEITOS NO ORGANISMO HUMANO


• Efeitos térmicos
• Cuidados com próteses metálicas e circuitos eltronicos
incorporados ao corpo humano

LIMITES DE TOLERÂNCIA
•Portaria nº 3.214/78 - NR 15 - Anexo 7 ( Nada consta)
•ACGIH – American Conference governmental Industrial Higienist

CONTROLE DOS RISCOS


• Enclausuramento
• Dispositivos de bloqueio (fornos)
• Sinalização adequada

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Rad. não ionizante – MICROONDAS - MO

MICROONDAS -MO

UHF SHF EHF


Ultra alta frequência Super alta frequência Extra alta frequência

300 MHz .... 3GHZ 3................30 GHZ 30.............300GHZ

APLICAÇÕES
• Aquecimento doméstico e industrial (fornos), secagem -
desidratação - esterilização.
• Radiodifusão FM, Televisão, Comunicação celulares,
Radares ..
• Ressonância magnética
•Vulcanização, baquelite, poliéster e polimelana.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Rad. não ionizante - MO - 2

MICROONDAS -MO

EFEITOS NO ORGANISMO HUMANO


Os efeitos no organismo humano dependem da freqüência, da
potência dos geradores e do tempo de exposição, classificando-se
em térmicos e magnéticos.
• Térmicos: queimaduras (internas e externas) e cataratas
• Magnéticos: Elevação da pressão arterial
• Distúrbios cardiovasculares e endócrinos
• Alterações no sistema nervoso central

** Cuidado especial com indivíduos portadores de


marca- passo (dispositivos eletrônicos), pinos
metálicos, próteses.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Rad. não ionizante - MO -3

MICROONDAS -MO

CONTROLE DOS RISCOS


• Enclausuramento das fontes com dispositivos de desligamento
automático (ex.: áreas de antenas de radares, forno de microondas,
etc.).
• Barreiras construídas em função da freqüência
de radiação (malhas, telas metálicas, etc.).
• Proteção dos trabalhadores - E.P.I (óculos, roupas especiais).
• Sinalização adequada da área.

LIMITES DE TOLERÂNCIA
Portaria nº 3.214/78 - NR 15 - Anexo 7 (considera insalubre sem as
proteções adequadas)
ACGIH – American Conference governmental Industrial Higienist, que
estabelece os limites de tolerância para a esposição.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Gráfico ACGIH

Gráfico de TLV`s para RF e MO – ACGIH

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Gráfico ACGIH

Gráfico de TLV`s (OCUPACIONAL / AMBIENTAL) RF e MO – CENELEC

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Gráfico ACGIH

Art. 5o da RESOLUÇÃO ANATEL nº 303 de 2/07/ 2002 - Regulamento sobre limitação da exposição a campos
elétricos, magnéticos e eletromagnéticos na faixa de radiofreqüências entre 9 khz e 300 ghz

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Gráfico ACGIH

Art. 5o da RESOLUÇÃO ANATEL nº 303 de 2/07/ 2002 - Regulamento sobre limitação da exposição a campos
elétricos, magnéticos e eletromagnéticos na faixa de radiofreqüências entre 9 khz e 300 ghz

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Gráfico ACGIH

Art. 5o da RESOLUÇÃO ANATEL nº 303 de 2/07/ 2002 - Regulamento sobre limitação da exposição a campos
elétricos, magnéticos e eletromagnéticos na faixa de radiofreqüências entre 9 khz e 300 ghz

onde:
Ei é o valor da intensidade de campo elétrico na freqüência i.
EL,i é o limite de campo elétrico, de acordo com as Tabelas I e II.
Hj é o valor da intensidade de campo magnético na freqüência j.
HL,j é o limite de campo magnético, de acordo com as Tabelas I e II.
“ a ” dever ser igual a 610 V/m para exposição ocupacional e a 87 V/m para
exposição do público em geral.
“b ” deve ser igual a 24,4 A/m (30,7 μT) para a exposição ocupacional e 5 A/m (6,25
μT) para a exposição do público em geral.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO Gráfico ACGIH

Para avaliação dos efeitos causados por densidade de corrente induzida e estimulação
elétrica, os níveis de campo em locais multi-usuários devem obedecer às seguintes relações:

onde:
Ei é o valor da intensidade de campo elétrico na freqüência i.
EL,i é o limite de campo elétrico, de acordo com as Tabelas I e II.
Hj é o valor da intensidade de campo magnético na freqüência j.
HL,j é o limite de campo magnético, de acordo com as Tabelas I e II.
“ c ” deve ser igual a 610/f V/m (f em MHz) para exposição ocupacional e 87/f1/2
V/m para exposição do público em geral.
“ d ” deve ser igual a 1,6/f A/m (f em MHz) para exposição ocupacional e 0,73/f A/m
para exposição do público em geral.
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO Aplicação - Celular

Telefonia celular (ou-MO


MICROONDAS móvel)
Sistema de comunicação móvel que utiliza a radiação não
ionizante (microondas) para a transmissão de sinais
(dados,voz,imagem).
CDMA (code division multiple access) – Utiliza Bandas simples para todo o
tráfego de informações – Bandas A e B - frequencia de 806 a 902
MHz (cerca de 7,8 milhões de usuários);
TDMA (time division multiple access) – Utiliza a tecnica de múltipla
multiplexação, nas mesmas Bandas A e B (com cerca de 15,4
milhões de usuários);

GSM (global system for mobily communications) Bandas C , D e E -


frequencia de 1,84 a 1,93 GHz. Desenvolvida na Europa,
Constitui-se na 2ª geração de tecnologia digital e está sendo
usada por 71% dos usuários no mundo

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO MO

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO IV Luz

RADIAÇÃO - INFRAVERMELHO
Também chamda de calor radiante, é uma radiação com comprimento de
onda () compreendido entre 1mm a 760 ηm (0,76 μm) , sendo subdividida
em:
• 1,4μm >>1 mm  Infravermelho A
• 3,0 μm >> 1,4 μm  Infravermelho B
• (760 ηm) 0,76 μm >> 3,0 μm  Infravermelho C

RADIAÇÃO - LUZ VISÍVEL

É uma radiação eletromagnética com com comprimento de onda ()


compreendido entre 760 ηm (0,76 μm) e 400 ηm. Tem a propriedade de ser
sensível ao olho humano e portanto responsável pela iluminação natural e
artificial.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO UV

RADIAÇÃO – ULTRAVIOLETA (UV)

ULTRAVIOLETA : São radiações eletromagnéticas contendo sub-


classificação conforme o comprimento de onda, a seguir:

 (ηm) 100 280 320 400 (ηm)

UV -C UV -B UV -A

 (ηm) 10 100 200 300 400 (ηm)

Vácuo afastado próximo Luz


Visivel
Ozona Eritemas
Radição ionizante Luz negra e ação
Ação sobre ligações
“X”e “γ” moleculares Germicida fotoquímica

12,4 eV Energia 3,1 eV

1 eV (elétron Volt) = 1,6 x 10-19 Joule(j)


Radiação não ionizante: Onda eletromagnética com energia fóton inferior a 12,4 eV
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO UV

RADIAÇÃO – ULTRAVIOLETA (UV)

APLICAÇÕES
 Trabalhos com exposição à radiação solar;  Esterilização;
 Processos industriais;  Controle de qualidade;
 Soldagem (elétrica/mig/tig);  Uso médico (fisioterapia) e Odontologia

EFEITOS NO ORGANISMO HUMANO


 Térmicos (eritemas)  Carcinogênicos  Conjuntivite e Queratite

LIMITES DE TOLERÂNCIA
A Portaria nº 3.214/78 - NR 15 - Anexo 7 - considera a radiação ultravioleta com
..... < 320 nm....., insalubre, quando o trabalhador não está adequadamente
protegido.
A ACGIH - recomenda uma série de valores de limites de tolerância para
exposições a radiações ultravioleta, limites que variam em função do
comprimento de onda da radiação.
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO UV

RADIAÇÃO – ULTRAVIOLETA (UV)


MEDIÇÃO
Os equipamentos mais utilizados são os que se utilizam de célula foto voltaica e
os de termopilhas. Sua leitura é dada em w/cm2 (watts por cm2), ou seu
equivalente J/S/CM2 (joule por segundo por cm2).
Devem ser tomados cuidados especiais nas medições de UV, pois alguns
ambientes com substâncias no ar (ozona, vapor de mercúrio) e materiais como
vidros ou plásticos interferem na absorção e transmissão de UV.

CONTROLE DE RISCOS
As radiações com  <200 nm, são fortemente absorvidas pelo ar e portanto
apresentam riscos desprezíveis, com exceção dos laseres, onde deve-se
observar as recomendações dos fabricantes.
Para radiação com  > 200 nm, deve-se usar barreiras/anteparos.
 Enclausuramento das fontes.
 E.P.I * Para os trabalhadores em áreas abertas deve-se fornecer chapéus e
proteção do pescoço, ombros e braços.
   Para os trabalhadores diretamente expostos recomenda-se o uso de
protetores oculares e faciais e proteção das mãos, braços, tórax
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO LASER

LASER

É a amplificação de radiação não ionizante, que tem


como característica principal a multiplicação de um único
comprimento de onda da radiação tomada, dentre as
radiações já comentadas.

LASER - Light amplification by stimulated


emission of radiation (amplificação de luz mediante
emissão estimulada de radiação).

Os equipamentos de LASER são construídos para


operarem numa determinada freqüência podendo variar
em INFRAVERMELHO, VISÍVEL e ULTRAVIOLETA.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO LASER

LASER

Um elétron pode ser estimulado a passar de uma órbita para


outra, de energia menor, por um fóton de energia igual à energia
do estado inicial menos a energia do estado final. Esse processo é
chamado de emissão estimulada. O fóton que estimulou a
transição e o fóton emitido pelo átomo são coerentes, isto é, têm
energias, freqüências, comprimentos de onda e fases iguais e,
ainda, a mesma direção de propagação. Este é o processo básico
de amplificação da radiação que origina o raio laser.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO LASER

Laser a cristal Cor  (nm)


Alexandrita IV 700 a 815

Cromo safira vermelho 694

Érbio (vidro) IV 1540

Érbio (YAG) IV 2940

Hólmio (YAG) IV 2100


Hólmio (YLF) IV 2060

Neodímio (YAG) IV 1064

Neodímio dobrado (YAG) verde 532


Titânio safira IV 840 a 1100

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO LASER

Laser a gás Cor  (nm)


Argônio azul 488
Idem verde 514
Criptônio amarelo 568
Idem azul 476
Idem verde 528
Idem vermelho 647
Dióxido de carbono IV 10600
Fluoreto de hidrogênio IV 2700
Hélio cádmio violeta 441
Idem UV 325
Hélio neônio amarelo 594
Idem laranja 612
Idem verde 543
Idem vermelho 633
Idem IV 1152
Idem IV 3390
Nitrogênio UV 337
Xenônio branco vários
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO LASER

Laser a gás "Excimer" Cor  (nm)


Cloreto de criptônio UV 222
Cloreto de xenônio UV 308
Fluoreto de argônio UV 193
Fluoreto de criptônio UV 248
Fluoreto de xenônio UV 351
Laser a líquido Cor  (nm)
Coumarin C30 verde 504
Rhodamine 6G IV 570 a 650
Laser a semicondutor Cor  (nm)
Arsenieto de gálio (usado em leitores de CDs) IV 840
Arsenieto de gálio e alumínio (usados em IV 670 a 830
impressoras)
Fosfeto arsenieto de gálio (usados em IV 1300
telecomunicações)
Laser a vapor metálico Cor  (nm)
Cobre amarelo 570
Idem verde 510
Ouro vermelho 627
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO LASER

APLICAÇÃO
Indústria:
* Microusinagem
* Soldagem de peças/corte de aço
* Alinhamento ótico
* Levantamentos telemétricos
* Fotocoagulação
* Holografia
Medicina:
•Microcirugias, eliminação de tumores, tratamentos de
pele;
Odontologia.

EFEITOS NO ORGANISMO HUMANO


Seus riscos variam em função da aplicação, usos,
potência aplicada, faixa de frequência em que opera ,
etc..., porem todos afetam principalmente os olhos e a
pele, ainda que com baixa potência..
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO LASER

LIMITES DE TOLERÂNCIA
A Portaria nº 3.214/78 - NR 15 - Anexo 7, considera as
atividades que exponham o trabalhador à radiação
laser, como insalubre, quando desprovido de proteção
adequada.
A ACGIH faz uma série de recomendações e
estabelece limites de tolerância em função da energia
e do tipo de equipamento.

MEDIÇÃO E CONTROLE
Devido ao risco elevado e à variedade de laseres
existentes, a avaliação e o controle devem ser
realizados de acordo com o aconselhamento de
fabricantes e especialistas, e atendimento aos limites
estabelecidos pela ACGIH.
Eng. Joaquim Gomes Pereira
RADIAÇÃO LASER

PRECAUÇÕES GERAIS (COMUNS PARA QUALQUER


INSTALAÇÃO DE LASER)

1. Nenhuma pessoa deve olhar o feixe principal do Laser nem


suas reflexões.
2. Nunca focar o feixe de laser no corpo, salvo nos casos
terapêuticos , cirúrgicos e de diagnósticos médicos.
3. O trabalho com laser deve ser feito em áreas de boa
iluminação geral, para manter as pupilas contraídas, e assim
limitar a energia que poderia, inadequadamente, penetrar nos
olhos.
4. O feixe laser deve terminar num material-alvo que seja não
refletor e resistente a energia do feixe, as áreas laterais do deixe
devem ter barreiras e ficar isoladas do pessoal.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO LASER

5. Os equipamentos de laser devem ser operados por pessoas


ou profissionais devidamente treinados;
6. Deve ser especificado o uso de protetores oculares de
segurança não estilhaçáveis (proteção parcial), destinados a
filtrar as freqüências específicas, características do
equipamento. Esses EPI devem ser avaliados periodicamente,
para assegurar a preservação da densidade ótica de segurança
para laser. Quando o equipamento emitir vários comprimento
de onda, os óculos de segurança devem possuir as armações de
diferentes cores, com densidade mostrada no filtro, evitando
erros (filtros para diferentes comprimentos de onda).
7. Devem ser tomadas precauções especiais, se forem usados
tubos retificadores de alta voltagem (acima de 15 KV), porque
com esse potencial há possibilidade de que sejam gerados
raios x.

Eng. Joaquim Gomes Pereira


RADIAÇÃO LASER

Eng. Joaquim Gomes Pereira


joaquimg@terra.com.br

Eng. Joaquim Gomes Pereira