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APOSTILA DE REALIZAÇÃO CINEMATOGRÁFICA 1ª Parte - Volume V – O Projeto de Documentário

ORIENTAÇÕES DO PROJETO PONTÃO DE CULTURA RAPSÓDIA AUSENTE VISANDO A QUALIFICAÇÃO E CAPACITAÇÃO DOS PARTICIPANTES PARA A PRODUÇÃO DIGITAL.

PONTÃO DE AUDIOVISUAL

Rapsódia Ausente

OFICINAS DE EXPERIMENTAÇÃO

APOSTILA DE REALIZAÇÃO CINEMATOGRÁFICA

INTRODUÇÃO

Esta apostila faz parte do material de apoio às oficinas do projeto Rapsódia Ausente e é fruto do trabalho de nossa equipe de oficinistas. Está dividida em duas partes. A primeira parte está dividida em quatro volumes que percorrem o trajeto de um filme desde sua idéia até sua finalização. É quase um bate-papo. Não pretende ser nenhum manual, mas sinaliza de forma didática e rápida, os caminhos a percorrer em uma produção cinematográfica de baixo orçamento. A segunda parte é mais técnica e há uma razoável minúcia de informação, orientando você a cumprir determinadas funções técnicas dentro da realização de um filme. Aqui você encontrará desde um curso de como escrever roteiros para cinema até uma coleção das planilhas técnicas básicas que uma produção precisa, passando pela assistência de direção, captação de som direto, decupagem, edição e a assistência de câmera. De forma clara e sucinta, mas sem a pretensão de ser soberana, a primeira parte orienta, informa e auxilia na formação de jovens realizadores e a segunda dá as bases para formar roteiristas e técnicos de cinema. Mas é na prática concreta de uma produção que este trabalho didático se completa. Por isto, precisa ser colocado em prática por você ou por seu grupo de amigos. E mais: a apostila vai permitir a você conhecer as muitas funções técnicas ou artísticas dentro de um filme e talvez escolher uma delas, pois a vantagem de uma produção cinematográfica é esta: há lugar para todos, do narcisista ao introspectivo. Mas deixamos uma lacuna: não se chegou ao atrevimento e à pretensão de ensinar você a ser um diretor de cinema, pois tenho plena convicção de que isto é impossível de se colocar no papel. Não existe bula que ensine alguém a ser artista e não há como se formar diretores a partir de lições teóricas. Somente a prática do set dirá se alguém está talhado para a direção e será resolvendo os problemas de mise-en-scène, por tentativa e erro, que se construirá uma promessa de carreira. Portanto, os oficinistas do projeto Caravana Holiday, projeto de inclusão audiovisual em atividade desde 2001 e que deu origem ao Pontão de Audiovisual Rapsódia Ausente, se dedicaram nesta apostila à tarefa menos espinhosa, embora muito trabalhosa: a de estabelecer e destrinchar de forma sucinta e de fácil entendimento, todos os parâmetros e passos para se chegar ao final de uma produção. Faça bom proveito e esteja à vontade pelo minisite do projeto no endereço www.animatographo.org.br/rapsodiaausente ou pelo skype “rapsodia ausente” para participar e tirar dúvidas ou dar sugestões para a melhoria deste trabalho de equipe que ora iniciamos. Nos orientou nesse trabalho o repúdio coletivo às mistificações nas artes industriais. Acreditamos, com sinceridade, que todo mundo pode tudo.

FLÁVIO CÂNDIDO

coordenador

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Rapsódia Ausente

PARA FORMATAR UM PROJETO DE DOCUMENTÁRIO

Você pode precisar de um projeto bem formatado para apresentar a possíveis patrocinadores ou concorrer em alguns editais públicos e privados. E se você é daqueles que precisa de organização e método para seguir em frente, esta formatação vai também lhe ser útil, pois vai colocar seu projeto em perspectiva. Por sua vez, essa brochura precisa de um pouco de sofisticação e uma boa apresentação. O Ministério da Cultura, através da Ancine ou da SAV (Secretaria do Audiovisual) tem seus próprios formulários, mas você certamente vai precisar de uma brochura para a “venda” do projeto. É desejável que seu projeto seja apresentado de forma bonita, informativa e funcional. A brochura não deve ser nem muito fina nem muito grossa, ou seja, não entregue um material sem consistência nem transforme essa brochura num volume pesado. Coloque imagens com parcimônia para não poluir a diagramação. Faça uma capa bonita, mas sem muitos floreios. Logo abaixo vai um esqueleto de como deve ser apresentado um projeto de documentário. Cada projeto de documentário pede um certo número de páginas para ser bem entendido e apresentado. Mas tente encaixar entre 10 e 20 páginas que ficará de bom tamanho. Se for possível coloque também um DVD sobre o projeto. Afinal estamos falando de cinema.

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De todo modo, vão aqui os itens que devem constar de sua brochura:

1. PROPOSTA DO DOCUMENTÁRIO (uma página)

› Descreva a idéia central cinematográfica do projeto de

documentário. Essa idéia deve conter em si uma visão original

sobre os fenômenos abordados. Não se trata de descrição do tema ou de sua importância.

› Se quiser ou achar conveniente cite filmes que tenham proposta semelhante.

2. CARTA DE INTENÇÕES DO REALIZADOR E / OU ESTRATÉGIAS DE ABORDAGEM (de uma a duas páginas) › Aqui o realizador descreve suas justificativas para levar a termo o projeto audiovisual e como cinematográfica e filosoficamente pretende chegar aos seus objetivos. Mas não se alongue demais nem utilize muitos adjetivos e jamais se auto- elogie. Pode ser poético, mas não se derrame em termos melodramáticos, pomposos ou pretensamente líricos.

3. ELEIÇÃO E DESCRIÇÃO DO(S) OBJETO(S) DO DOCUMENTÁRIO (utilize cinco linhas, em média, para cada descrição de objeto) › O documentarista se relacionará com o quê ou com quem para levar a cabo sua proposta de filme (?): pessoas, bens materiais

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e imateriais, materiais de arquivo, manifestações da natureza, etc.

4. ELEIÇÃO E JUSTIFICATIVA PARA A ESTRATÉGIA DE

ABORDAGEM (de uma a duas páginas)

› A pergunta que precisa ser respondida aqui é: como o

realizador se relacionará com cada objeto eleito? Mas há muitas

outras a serem respondidas:

a) qual será a relação da câmera com os personagens reais

(?): ponto de vista do narrador, da câmera, do espectador, do diretor no set, misto; b) haverá uma reconstituição ficcional utilizando personagens reais (?); c) como se dará o tratamento sonoro (?): ruídos, som ambiente, som direto, trilha musical, locução, voice over, voz off;

d) como serão utilizados os materiais de arquivo?

› Dê uma justificativa sucinta para cada abordagem descrita.

5. SIMULAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE ABORDAGEM (três

páginas no máximo)

› Se você já tem o projeto bem maduro na sua cabeça, arrisque-

se colocando no papel em palavras ou em um story board, imagens simulando proposta de captação e/ou edição de imagens, sugerindo possibilidades de enquadramento, de

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movimentação da câmera e tratamento visual e plástico e, quando couber, um texto sobre o som, sua captação e tratamentos de camadas para a edição final, sugerindo propostas para utilização de ruídos e som ambiente,e a utilização de trilha musical como ilustração ou como narrativa.

6. SUGESTÃO DE ESTRUTURA / PRÉ-ROTEIRO (20 páginas

no máximo)

Isso não deve seguir com o projeto obrigatoriamente, a não ser que lhe seja pedido.

› Se o seu projeto permite, escreva um pré-roteiro no modelo

francês ou dê uma sugestão de estrutura do filme a partir das estratégias de abordagem escolhidas por você.

› Não se deixe amarrar pelo pré-roteiro ou pela sugestão de

estrutura, aqui o que se quer é apenas uma descrição do que poderá ser o documentário e de como o realizador pretende organizar imagens e sons segundo a abordagem escolhida.

7. DOCUMENTOS DE CESSÃO DE DIREITOS AUTORAIS

› Caso o seu projeto se baseia ou fará uso de obras literárias, teatrais, musicais ou de artes plásticas de terceiros.

8. DOCUMENTOS DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM

› Se o seu projeto vai tratar de personagens reais e/ou de comunidades específicas (tribos, quilombos, grupos tradicionais,

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etc.) esses documentos são imprescindíveis à realização do projeto de documentário.

9. ORÇAMENTO

› Utilize uma planilha de orçamento que você pode baixar no site da Ancine (www.ancine.gov.br) ou da SAV;

› Dividido em fases:

a) Desenvolvimento do projeto

b) Preparação

c) Filmagem

d) Finalização

› Cada edital vai infernizar você com o seu próprio modelo, mas

pelo menos você já terá os dados para copiar e colar nas outras planilhas.

› Não se esqueça de colocar a previsão de pagamento dos

impostos, contribuições previdenciárias e taxas bancárias e cartoriais.

10. PLANO DE PRODUÇÃO (uma página)

› A

exercício de planejamento com as fases do projeto.

partir

do orçamento feito e

de sua proposta,

faça um

11. CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO (uma página)

› A partir do planejamento faça uma previsão do desembolso

para cada uma dessas fases.

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PONTÃO DE CULTURA AUDIOVISUAL RAPSÓDIA AUSENTE

EQUIPE DE OFICINISTAS E ARTICULISTAS AROLDO BERÇOT |(MG) CLEUMO SEGOND (SP) DANIELA ALMEIDA (PE) DAVY ALEXANDRISKY (RJ) DENIS MENEZES RAMOS (PE) EDUARDO SANCHEZ (RJ) FLÁVIO CÂNDIDO (MG) FRED BORBA (RJ) GEORGE ANDREONI (CE) LUCIA SEIXAS (RJ) LULA GONZAGA (PE) MARCELO PAES DE CARVALHO (CE) MARCELO RIBEIRO (RJ) MARVIO CIRIBELLI (RJ) MÁRCIO GUIMARÃES (RJ) MAURO DUQUE ESTRADA (RJ) SILVIA ANDUEZA (RJ) WILLAMY TENÓRIO DE ARAÚJO (PE)

Texto final e revisão FLÁVIO CÂNDIDO