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Uma limitação para o entendimento claro e realista da cor é a cegueira.

No entanto o sistema
de leitura Braille (ou braile), inventado pelo francês Louis Braille no ano de 1827 em Paris
sendo que o sistema aproveita-se da sensibilidade epicrítica do ser humano, a capacidade de
distinguir na polpa digital pequenas diferenças de posicionamento entre dois pontos
diferentes.

A célula Braille é composta por 6 pontos alinhados em duas colunas paralelas, conforme se vê
na imagem seguinte. Na primeira coluna os pontos são referenciados como pontos 1, 2 e 3
respectivamente de cima para baixo. Na segunda coluna e pela mesma ordem da primeira
coluna encontram-se os números 4, 5 e 6. Pode ver o número do ponto colocando o rato em
cima do ponto respectivo. As pessoas cegas têm acesso a essa legenda usando uma linha
braille ou sintetizador de voz. O alfabeto braille apresentado abaixo também é possível ser
visto com uma linha braille ou um sintetizador de voz. Se posicionar o rato em cima de um
dos seguintes caracteres braille encontra a sua legenda, a qual é composta pelos pontos
braille. As pessoas cegas têm acesso a esta legenda usando a linha braille ou o sintetizador de
voz. A preocupação de implementar o braile na arquitectura é já uma realidade, sendo que a
imagem 205, é já representativa disso. O estúdio de arquitectura grego KLab Architecture
criou esta farmácia em Atenas envolvendo o antigo prédio, com uma fachada que tem
caracteres em Braille. Entre a fachada perfurada e o edifício, que tem um curioso formato
hectagonal, há plantas e muita vegetação, que recebe a luz natural que passa pelas aberturas
da fachada.

Actualmente a cor é quase um elemento a descorar da grande maioria dos projectos de


arquitectura e dos espaços que percorremos ou vivenciamos, desta forma a solução não passa
apenas por pensar na cor como um factor a ter em consideração num futuro próximo, mas
também intervir sobre os espaços já existentes recorrendo á cromoterapia e a uma forma
alternativa de tratar o espaço.

Sendo que a base fundamental da cromoterapia e a técnica mais usada actualmente é por
meio da luz, escolhendo a cor adequada a cada tipo de observador, e dos efeitos positivos
que esta pode provocar no mesmo, o objectivo da intervenção num qualquer espaço em que a
cor é inexistente, é a criação de um novo tijolo de vidro, que não só adiciona ao tijolo de
vidro convencional a cor que se pretende através da luz LED, de forma a que seja possível a
sua fácil alteração e desta forma a mutação da cor de acordo com o estado de espírito de
quem ocupa um determinado espaço. Desta forma é também possível para grupos
minoritários, nomeadamente invisuais e daltónicos uma percepção da cor, e da forma como
esta se desenvolve e influencia o espaço.

Imagem 208 Imagem 209

A possibilidade de alterar o espaço, mais concretamente a cor de cada bloco, está


intimamente ligada á iluminação e consequentemente á domótica, uma vez que é necessário
o uso de dispositivos para automatizar uma certa função. A domótica permite desta forma,
controlar e personalizar as rotinas e tarefas de um determinado espaço, normalmente
fazendo controles de temperatura ambiente, iluminação e som, distinguindo dos controlos
normais por ter uma central que comanda tudo, que as vezes é acoplada a um computador
e/ou internet.

Imagem 208_ Alfabeto em braile


Imagem 209_ Farmácia Placebo_ KLab Architecture_ Atenas_ Grécia

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