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Instalações Elétricas de BT

Programa:
• A importância das Normas Técnicas e principais tópicos
• Esquemas de Aterramento
• Funções e funcionamento dos dispositivos para proteção
• Escolha dos dispositivos de proteção contra as sobrecargas
e curtos-circuitos
• Seletividade das proteções
• Noções da técnica de filiação (circuitos em cascata)
• Seletividade com filiação reforçada
• Proteção básica e supletiva(proteção das pessoas e
patrimônios)
• Dispositivos de proteção contra surtos

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Programa:
• A importância das Normas Técnicas e principais tópicos
• Esquemas de Aterramento
• Funções e funcionamento dos dispositivos para proteção
• Escolha dos dispositivos de proteção contra as sobrecargas
e curtos-circuitos
• Seletividade das proteções
• Noções da técnica de filiação (circuitos em cascata)
• Seletividade com filiação reforçada (seletividade energética)
• Proteção básica e supletiva(proteção das pessoas e
patrimônios)
• Dispositivos de proteção contra surtos

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Organização da ABNT

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Regulamentações
o (NR10) - SSMT/MTb Normas Regulamentadoras

“§10.1.2 : Nas instalações e serviços em eletricidade, devem ser


observadas no projeto,execução, operação, manutenção, reforma e
ampliação, as normas técnicas estabelecidas pelos órgãos oficiais
competentes e, na falta destas, as normas internacionais vigentes.”

o ANEEL/MME - Portaria nº 456/00

“Art.3º-I a) Efetivado o pedido de fornecimento à concessionária, esta


cientificará o interessado quanto à obrigatoriedade de observância, nas
instalações elétricas da unidade consumidora, das normas oficiais da
Associação Brasileira de Normas Técnicas-ABNT e das normas e
padrões da concessionária, postos à disposição do interessado”

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Regulamentações
o Lei Federal nº 8078/90 - (CDC) Código de Defesa do consumidor

“Art. 39 - VIII : É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços,


colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em
desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais
competentes ou, se normas específicas não existirem, pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade
credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial-CONMETRO.”

Art. 12 - Responsabilidade pelo Fornecimento do Produto.

Art. 14 - Responsabilidade pelo Fornecimento do Serviço.

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Regulamentações
o LEI FED. Nº 8078/90 - (CDC) Código de Defesa do Consumidor

Art. 10 - O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo


produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau
de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.

Art. 14 - O fornecedor de serviços responde, independentemente


da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos
consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem
como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua
fruição e riscos.
Art. 26 - O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de
fácil constatação caduca em:
I - 30 dias (não duráveis)
II - 90 dias (duráveis)
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Regulamentações
o Lei Municipal nº 11228 de 25/06/92 (código de Obras- SP)
2.4.1 É obrigatória a assistência de profissional habilitado na
elaboração de projetos, na execução, na implantação de obras...
2.4.2.2 Para os efeitos desta lei, será considerado dirigente técnico
da obra, o profissional responsável pela direção técnica das
obras,... Respondendo por sua correta execução e adequado
emprego de materiais, conforme projeto aprovado na “PMSP”
e observância das “Normas Técnicas Oficiais”.
9. Componentes:... Os componentes das edificações deverão
atender as especificações constantes das “Normas Técnicas
Oficiais.”
9.1.1 O desempenho obtido pelo emprego de componentes.... Será
de inteira responsabilidade do profissional que os tenha
especificado ou adotado.

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ABNT NBR 5410 (2004)
o Título:
Instalações Elétricas de Baixa Tensão;
o Validade:
partir de 31/03/2005
(publicada em 30/09/2004);
o Versão anterior: NBR-5410:1997;
o Órgãos Responsáveis:
(COBEI) - Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica,
Iluminação e Telecomunicações;
(ABNT) - Associação Brasileira de Normas Técnicas;
(ABNT/CB-03) - Comitê Brasileiro de Eletricidade da ABNT;
(CE-03:064.01) - Comissão de Estudo de Instalações
Elétricas de Baixa Tensão

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ABNT NBR 5410 (2004)
o Objetivo:
“Estabelecer as condições a que devem satisfazer as instalações
elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de
pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a
conservação dos bens” (§ 1.1);
o Abrangência:
U ≤ 1000Vca e f ≤ 400Hz ou 1500Vcc (§1.2.2.a);
o Aplicação:
Instalações novas e reformas de instalações existentes em
edificações, qualquer que seja o seu uso (§ 1.2 e §1.2.3);
o Obrigatoriedade Legal:
- Legislação oficial
- Código de Defesa do Consumidor
- Normas regulamentadoras – NR-10.

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Evolução da ABNT NBR 5410
● 1a. Versão: 1965 Conforme NEC

● 2a. Versão: 1970 Conforme NEC

● 3a. Versão: 1980 Conforme IEC 60364


● 4.a Versão: 1990 Uso obrigatório tomada 3 pinos
Menção do DR

● 5a. Versão: 1997 Uso obrigatório do DR


Menção do DPS

● 6a. Versão: 2004 Uso obrigatório do DPS


Menção do DR imunizado

Não possui prazo de validade, mas é atualizada de 5 a 10 anos

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ABNT NBR 5410 (2004)

Aplica-se a :

o Edificações residenciais, comerciais e pré-fabricadas

o Estabelecimentos de uso público, industriais,


agropecuários e hortifrutigranjeiros
o Trailers, campings, marinas
o Canteiros de obras, feiras, exposições

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ABNT NBR 5410 (2004)

Não se aplica a:
o Instalações de tração, veículos automotores, barcos,
aeronaves, iluminação pública, minas, cercas
o Equipamentos para supressão de perturbações
radioelétricas
o Sistemas de proteção contra descargas atmosféricas
o Redes de distribuição pública

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ABNT NBR 5410 (2004)
§6.1.8 documentação da instalação

§ 6.1.8.1 o projeto especifico da instalação deve conter


obrigatoriamente os seguintes documentos:
a) Plantas;
b) Esquemas (unifilares e outros que se façam necessários);
c) Detalhes de montagem quando necessários;
d) Memorial descritivo da instalação
e) Especificação dos componentes (descrição sucinta do
componente, características nominais e normas a que deve
atender);
f) Parâmetro de projeto (corrente de curto-circuito, queda de
tensão, fatores de demanda, temperatura ambiente etc).

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ABNT NBR 5410 (2004)

“É imprescindível que uma instalação


elétrica possua um projeto realizado por
pessoa qualificada e habilitada para tal, ou
seja, profissionais que possuam a conclusão
do curso específico na área elétrica
reconhecido pelo sistema oficial de ensino”.

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Normas técnicas
Instalações domésticas ou similares

oImplemantação e
seleção simples
oUso por pessoal não
qualificado
oDispositivos não
ajustáveis
oDispositivos não
ABNT NBR NM 60898 aptos a manutenção
ABNT NBR IEC 61008
-
ABNT NBR IEC 61009
-

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ABNT NBR NM 60898 (2004)

Disjuntores para proteção de sobrecorrentes para


instalações domésticas e similares :

o Proteção contra sobrecorrentes de instalações


elétricas de edifícios e aplicações similares
o Projetados para uso por pessoas não qualificadas
o Projetados para não sofrerem manutenção
o Corrente nominal até 125A
o Tensão nominal até 440Vca entre fases
o Capacidade de curto-circuito nominal até 25000A
o curvas de atuação magnética tipos B, C, D
o Capacidade de curto-circuito nominal : Icn

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Normas técnicas
Instalações industriais
o Concebidos para aplicação em ambientes
severos / agressivos

o Uso por pessoal qualificado ou advertido

Disjuntor caixa moldada

mini-disjuntor
ABNT NBR IEC 60947-2
Disjuntor aberto

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ABNT NBR IEC 60947-2 (1998)
o Dispositivos de manobra e comando de baixa tensão Parte 2 – Disjuntores :

o Proteção contra sobrecorrentes de instalações


elétricas em geral de baixa tensão
o Tensão nominal não exceda 1000Vca ou 1500Vcc
o Uso por pessoas qualificadas
o Sem limite de corrente nominal (até 6300A)
o Sem limite de capacidade de interrupção (200kA )
o Categorias de utilização:
- Cat. A: não possui intencionalmente o dispositivo
de curto retardamento de tempo (Icw); é
definido por Icu e Ics
- Cat. B: possui intencionalmente dispositivo de
curto retardamento de tempo (Icw); é
defindo Icu, Ics e Icw

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Normas técnicas
ABNT NBR NM 60898 ABNT NBR IEC 60947-2

o Corrente nominal até 125A o Sem limite de corrente nominal


o Tensão nominal até 440Vca o Tensão nominal até 1000Vca / 1500Vcc
o Capacidade de interrupção até 25000A o Sem limite capacidade de interrupção

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ABNT NBR IEC 60947-1 (2006)
Dispositivos de manobras e comando de baixa tensão Parte 1- Regras
gerais

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ABNT NBR IEC 60947-1 (2006)
Dispositivos de manobras e comando de baixa tensão Parte 1- Regras
gerais

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Normas técnicas
Certificação INMETRO
o Selo INMETRO: obrigatório a todos os fabricantes de :
o

DISJUNTORES RESIDENCIAIS ATÉ 63A


conforme ABNT NBR NM 60898

o Normas vigentes Aplicação

ABNT NBR NM 60898 Disjuntores Residenciais


(pessoas não qualificadas)

ABNT NBR IEC 60947-2 Disjuntores Industriais


(pessoas qualificadas)

ABNT NBR 5361(Cancelada) Disjuntores Residenciais e Industriais


(Válida somente no INMETRO portaria 243/2006)

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Normas técnicas
Proteção de pessoas, animais e patrimônios

o Obrigatório o uso do DR na instalação elétrica,


seja residencial ou industrial

o Conforme a Norma NBR NM 61008-1

o Proteção contra choques elétricos :


Corrente de fuga de 30mA

o Proteção contra incêndios :


Corrente de fuga acima de 30mA,
geralmente 300mA
Norma NBR NM 61008-1

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Programa

• A importância das Normas Técnicas e principais tópicos


• Esquemas de Aterramento
• Funções e funcionamento dos dispositivos para proteção
• Escolha dos dispositivos de proteção contra as sobrecargas
e curtos-circuitos
• Seletividade das proteções
• Noções da técnica de filiação (circuitos em cascata)
• Seletividade com filiação reforçada (seletividade energética)
• Proteção básica e supletiva(proteção das pessoas e
patrimônios)
• Dispositivos de proteção contra surtos

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Esquema de aterramento

Basicamente a ligação dos circuitos a terra em vários níveis


de tensão se dão pelas seguintes razões :

o Segurança de pessoas - NBR 5410(2004) / 14039(2005)


o Proteção Predial (SPDA)- NBR 5419(2005)
o Minimizar sobre-tensões e potencias perigosos - NBR 5410
o Permitir atuações de relés e detecção da falta
o Controlar as falhas de isolação

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Esquema de aterramento
Regimes de aterramento em BT
Dentre os sistemas de aterramento e regime de neutro temos :
- TN
- TT
- IT
o Primeira letra : A situação da alimentação em relação ao terra :
- T Æ Aterrado
- I Æ Isolado
o Segunda letra : Situação das massas em relação ao terra :
- T Æ Aterrado independente do aterramento da fonte
- N Æ Aterrado no mesmo ponto da fonte

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Esquema de aterramento
Percurso da corrente elétrica

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Esquema de aterramento
Percurso da corrente elétrica

IF

IF

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Esquema de aterramento
Percurso da corrente elétrica

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Esquema de aterramento
Percurso da corrente elétrica

IF

IF

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Esquema de aterramento
TN (neuto aterrado)

o Corrente de falta está limitada


somente a impedância dos cabos
e do transformador
oA tensão de contato
normalmente é Uo/2 Æ Rph = Rpe
oPara uma rede 110/127, Ud > 50 é
necessário uma desconexão
automática

(5410) Tabela 25 – tempos de seccionamento máximo em TN

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Esquema de aterramento
Variações do esquema TN

Sistema TN-S Sistema TN-C Sistema TN-C-S

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Esquema de aterramento
Métodos de proteção do esquema TN
o Proteção por dispositivos de sobrecorrente
oGarantir que a corrente de defeito seja maior que a corrente
de atuação do dispositivo de proteção
oO DDR (Dispositivo Diferencial Residual) torna-se obrigatório
nas condições BB3 (R baixa, condições molhadas) tabela 19
oNo caso de sistemas TN-C o dispositivo DR não poderá ser
usado como proteção contra choques
oConsidera-se que o valor de atuação para dispositivos DR
para proteção de pessoas (choque elétrico) seja de no
máximo 30 mA
oDispositivos DR com ajustes maiores que 30mA são
considerados como proteção de patrimônio (300 mA)

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Esquema de aterramento
IT

oCorrente de falta está limitada


as correntes parasitas através da
capacitância a terra
oA impedância típica está em
torno de 2600 Ω/km
oPara uma rede 127/220V ou
uma rede 230/400V e Ud << 50 é
não é necessário uma
desconexão automática
oHá a necessidade de um
monitor de isolação para
verificar defeitos a terra

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Esquema de aterramento
Métodos de proteção do esquema IT

o Uso de monitor de isolação para verificar a primeira falta a terra


o Uso de DPCC para garantir a desconexão frente a segunda
falta a terra
oUso de dispositivos de leitura de corrente de defeito nos ramais
para identificação da falta
o Necessidade de proteção contra surtos de tensões oriundos de
falta a terra
(5410) Tabela 26 – tempos de seccionamento máximos em IT (segunda falta)

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Esquema de aterramento
TT
o Corrente de falta está limitada a
resistência de aterramento da
fonte mais a da carga
oA resistência de contato Rd = 0,
geralmente as resistências de
aterramento são baixas (~ 10Ω)
oPara uma rede 110/127, Ud > 50 é
necessário uma desconexão
automática

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Esquema de aterramento
Métodos de proteção do esquema TT

oGarantir que a corrente de defeito seja maior que a corrente de


atuação do dispositivo de proteção sobrecorrente
oCaso não seja, o uso de dispositivo diferencial residual DR é
obrigatório
o Todas as regulagens dos DR deverão ter ajustes inferiores a Id
o Considera –se que o valor de atuação para dispositivos DR deverão
ter tempo máximo de desconexão de 1s
oPara garantir a seletividade todos os circuitos deverão possuir DR
além do DPCC

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Programa

• A importância das Normas Técnicas e principais tópicos


• Esquemas de Aterramento
• Funções e funcionamento dos dispositivos para proteção
• Escolha dos dispositivos de proteção contra as sobrecargas
e curtos-circuitos
• Seletividade das proteções
• Noções da técnica de filiação (circuitos em cascata)
• Seletividade com filiação reforçada (seletividade energética)
• Proteção básica e supletiva(proteção das pessoas e
patrimônios)
• Dispositivos de proteção contra surtos

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Transformadores

o Usado para adequar a tensão da rede à tensão necessária ao


equipamento

o Pode ser elevador ou abaixador de tensão

o Parâmetros par escolha


o Tensão de entrada e saída,

o Tipo de enrolamento e ligação,

o Potência e impedâncias

(influenciam no nível de Curto Circuito).

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Transformadores

o Definição do tipo do transformador (Monofásico


ou trifásico) e isolamento (óleo ou seco)

o Somatória das potências nominais das cargas em KW (Motor,


tomada, chuveiro, ar condicionado, etc, etc)

o Defina o fator de potência

o Defina a previsão de aumento de carga em %

o Defina o fator K se necessário

o Defina o fator de demanda - Tabela

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Condutores
● Diferênciação entre os condutores

Fase
Neutro Condutores vivos
Retorno

Terra Condutor de proteção

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Dimensionamento de condutores

• Conforme ABNT NBR 5410 para dimensionamento dos condutores,


devemos atender os 6 critérios abaixo (§6.2.6.1.2):

– Capacidade de condução de corrente;


– Proteção contra sobrecarga;
– Proteção contra curto circuito e solicitações térmicas;
– Proteção contra choques elétricos;
– Limites de queda de tensão
– Seção mínima dos condutores

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Definiçãos dos condutores

● Quanto a aplicação:
sinal, potência, etc;
● Ao Material Condutor:
cobre; alumínio (# acima de 16 mm²);
● A isolação:
isolação: PVC, EPR e XLPE;
● A cobertura:
proteção contra influências externas;
● A armação:
proteção mecânica do cabo;

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Definiçãos dos condutores

● A proteção contra campos eletromagnéticos:


blindagens, revestimento metálicos, etc
● Maneira de instalar e temperatura ambiente
agrupamento
tipo de linha
● Quanto a capacidade de condução de corrente:
seção mínima permitida
queda de tensão
curto circuito / sobrecarga

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Classe de tensão
As normas brasileiras (NBR 6251, entre outras), definem e padronizam as classes
de tensão, como segue:
CORDÕES PARA EXTENSÕES RESIDENCIAIS
300 V
CABOS DE INSTRUMENTAÇÃO E SINAIS
FIOS E CABOS PARA ILUMINAÇÃO E INSTALAÇÕES
PREDIAIS
750 V
CABOS DE USO MÓVEL OU PORTÁTEIS DE BAIXA
TENSÃO
CABOS DE CONTROLE (SEÇÕES 1,0 mm² e
500 V
MENORES)
CABOS DE CONTROLE (SEÇÕES 1,5 mm² e
1000 V
MAIORES)
0,6/1 kV CABOS DE POTÊNCIA - BAIXA TENSÃO

1,8/3; 3,6/6;
6/10; 8,7/15;
CABOS DE POTÊNCIA - MÉDIA TENSÃO.
12/20; 15/25;
20/35; 27/35 kV
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Temperaturas máxima
(5410) Tabela 35 –Temperaturas características dos condutores

oTemperatura em Sobrecarga: Temperatura admitida durante no máximo


100 horas por ano, ou 500 horas durante toda a vida útil do condutor
oTemperatura de Curto-Circuito: Maior valor da temperatura que o
condutor pode atingir. É dependente da seção e do tempo.
Exemplo um condutor PVC 4mm2 à 70 ºC submetido a 2KA, tem sua
temperatura limite 160 ºC atingida em 2 ciclos.

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Método de instalação

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Considerações para o dimensionamento
Fator de agrupamento

Considerar o maior número de circuitos que se agrupam em uma


determinada linha elétrica.

Deve-se:
● Reduzir ao máximo o agrupamento

● Ocupação do eletroduto não deve passar de 40% de seu


diâmetro

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Considerações para o dimensionamento
(5410) Tabela 47 –Seção mínima dos condutores

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Considerações para o dimensionamento
Seções mínimas conformea utilização pela NBR 5410

4
6
16

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Considerações para o dimensionamento
Limites de queda de tensão

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Programa

• A importância das Normas Técnicas e principais tópicos


• Esquemas de Aterramento
• Componentes da instalação elétrica
• Dispositivos de proteção (disjuntores)
• Seletividade das proteções
• Noções da técnica de filiação (circuitos em cascata)
• Seletividade com filiação reforçada (seletividade energética)
• Proteção básica e supletiva(proteção das pessoas e
patrimônios)
• Dispositivos de proteção contra surtos

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Disjuntores
Câmara Borne
Extinção Bobina
De arco

Manípulo

Bimetal Mecanismo

>
Borne
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Disjuntores
t
Efeito térmico
Proteção contra sobrecarga

Efeito magnético
Proteção contra curto-circuito

xIn

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Atuação térmica
Bimetal

t t

1h até 63A 113% 145% 1h até 63A 105% 130%


2hs > 63A 2hs > 63A
255% 200%

1s<t<60s até 32A


1s<t<120s > 32A

x In x In

ABNT NBR NM 60898 ABNT NBR IEC 60947-2

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Atuação magnética Bobina

ABNT NBR NM 60898

Curva B : > 3 a 5 x In, inclusive


t Aplicação em: circuitos resistivos;
cabos muito longos

Curva C : > 5 a 10 x In, inclusive


Aplicação em: iluminação
fluorescente; tomadas de corrente;
aplicações gerais .
B C D
Curva D : > 10 a 20 x In, inclusive
Aplicação em: circuitos de forte
chamada de corrente; motores;
3..5 5..1010..20 x In transformadores.

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Atuação magnética Bobina

ABNT NBR IEC 60947-2

o Não definida curva de atuação magnética :


t
escolha do fabricante

o Na prática, encontra-se :
• Magnético fixo: geralmente 10 a 12 x In

• Magnético ajustável
5 a 10 x In (mais usual)
MA 2 a 8 x In
6 a 12 x In
4 a 10 x In

xIn

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Praticando
o Um aquecimento excessivo nos terminais de uma carga fez
desarmar o disjuntor após um certo tempo. Qual proteção do
disjuntor atuou?
Proteção contra sobrecarga devido o ação do bimetal no mecanismo
de disparo
o Qual tipo de curva de atuação magnética devo usar no circuito
elétrico :
o Do chuveiro Curva B

o Do motor Curva D

o De um forno industrial elétrico resistivo Curva B

o De tomadas de força 2 pinos + terra até 10A Curva C

o De várias lâmpadas incandescentes Curva B

o De várias lâmpadas fluorescentes Curva C

o De um transformador Curva D

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Capacidade de interrupção
ABNT NBR NM 60898
Capacidade de curto circuito nominal (Icn)
Ensaio de curto-circuito máximo: O – t – CO
ABNT NBR IEC 60947-2
Capacidade nominal de interrupção máxima
em curto circuito (Icu)
Ensaio de curto-circuito máximo: O – t – CO
Ensaios de Ics nas Normas :
ABNT NBR NM 60898
Capacidade de curto circuito em serviço (Ics)
Seqüência : O – t – O – t – CO (1P e 2P)
Seqüência : O – t – CO – t – CO (3P e 4P)
ABNT NBR IEC 60947-2
Capacidade nominal de interrupção de curto-circuito
em serviço (Ics)
Seqüência : O – t – CO – t – CO

Onde: O = abrir, t = tempo, C = fechar >


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Capacidade de interrupção

ABNT NBR NM 60898 ABNT NBR IEC 60947-2

• Ics = Icn até 6kA • Escolha do fabricante


• Ics = 75% Icn acima de
6kA até 10kA • 25%, 50% 75%, 100% de
• Ics = 50% Icn acima de Icu
10kA
Capacidade de curto circuito Capacidade nominal de interrupção
em serviço (Ics) de curto-circuito em serviço (Ics)

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Ics em relação ao Icu
Norma % Ics em relação ao Icu Disjuntores

ABNT NBR NM Ics = 100% Icn (até 6kA) K32a, K60, C60N
60898
Ics = 75% Icn (> 6kA até 10kA) C60H, C120N

Ics = 50% Icn (> 10kA) C60L, C120H

ABNT NBR IEC Ics = 25% de Icu EasyPact


60947-2 EZC100H 2P e 3P em T >415V)

Ics = 50% de Icu EasyPact


Ics = 75% de Icu Compact NR
Ics = 100% de Icu Compact NS / Masterpact

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Especificação básica

o Corrente nominal :
In em [A] (Ampères)
o Tensão nominal :
Ue em [V] (Volts)
o Capacidade de interrupção na tensão
nominal:
Icu/Icn ou Ics em [kA] (quilo Ampères)
o Número de pólos :
monopolar, bipolar, tripolar ou tetrapolar

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 66


Especificação complementar
o Tipo de circuito ou carga a ser protegida:
Gerador, Motor, Equipamento em CC, etc

o Curvas de atuação magnética

o Disparadores:
Magnético, Termomagnéticos e Eletrônicos

o Disparadores: Fixos, Ajustáveis

o Norma aplicável:
NBR IEC 60947-2 / NBR NM 60898

o Frequência: 60 Hz

o Funções complementares: Acessórios

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 67


Especificação complementar

As seguintes características técnicas também


influenciam na escolha do produto:

o Tensão de isolamento nominal = Ui

o Tensão de impulso suportável = Uimp

o Grau de poluição

o Isolação adequada

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 68


Tensão de isolamento Ui
2 x Ui É o máximo valor de tensão que pode ser aplicado
60 Hz
entre os terminais de um dispositivo, respeitando
as suas características dielétricas (isolantes) e
suas distâncias de escoamento.

Geralmente, o valor da tensão de isolamento


nominal é o valor da tensão nominal máxima do
2 x Ui disjuntor.
60 Hz
Ex: tensão nominal máxima = 415 Vca
tensão de isolamento nominal = 415 Vca

O ensaio de tensão elétrica suportável deve ter


como resultado a não ocorrência de fugas de
2 x Ui corrente no disjuntor
60 Hz

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 69


Tensão de impulso suportável Uimp
o É o máximo valor de tensão que o disjuntor deve
suportar sem se danificar ao ser submetido a um pico
de sobretensão
o A NBR 5410 define a tensão de impulso suportável
Uimp + 60% por categoria de utilização
o O valor de Uimp é uma escolha do fabricante entre
8/20 μs 0.33kV a 12kV, conforme a Norma IEC 60947-1

IEC 60364 (NBR 5410)


Categoria I II III IV
tensão de impulso (kV) 1.5 2.5 4 6
equipamento
de proteção aparelhos distribuição entrada,
tipo de equipamento especial eletro- e circuitos medição
(dispositivos domésticos terminais
eletrônicos...)

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 70


Isolação
Contatos
soldados Distância mínima entre contatos quando na
50 a 150 N posição OFF, que não permita o
estabelecimento do arco voltaico

o O disjuntor é:
o Apto ao seccionamento

o Não tem circulação de correntes de fuga


no teste de impulso

o Alavanca permanece na posição ON se os


contatos estiverem soldados
Uimp + 60%
8/20 μs
o Possibilidade de uso de cadeados para
atender a NR10

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 71


Grau de poluição
Define o grau máximo de poluição (poeira) que pode ser
depositado no interior do orifício (microambiente), a fim de
evitar um arco voltaico gerado por poluição condutora

Nível Definição Local


Ue
1 Sem poluição

Condutor Condutor 2 Sem poluição Ambiente


Poluição =>
condutora Residencial
Isolante
3 Poluição Ambiente
condutora Industrial
4 Elevado índice Ambientes
de poluição Externos
condutora

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 72


Conceitos gerais
1. Disjuntor: Equipamento de proteção que permite a passagem de
corrente elétrica dentro do limite de normalidade do circuito (até a
corrente nominal do disjuntor), e interrompe o mesmo caso haja uma
sobrecorrente no circuito que possa vir a danificar o seus
componentes (sobrecarga ou curto-circuito);
2. ABNT NBR NM 60898: Norma Brasileira, baseada na norma
internacional IEC-60898, que especifica o uso e aplicação de
disjuntores para instalações residenciais ou análogas (até 440 V –
125 A) que podem ser operadas por pessoas não advertidas
(minidisjuntores);
3. ABNT NBR IEC 60947-2: Norma Brasileira, baseada na norma
internacional IEC-60947-2, que especifica o uso e aplicação de
disjuntores para instalações em geral de baixa tensão em qualquer
corrente (disjuntor caixa moldada ou aberto);

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 73


Conceitos gerais
4. Corrente Nominal (In): Máxima corrente que pode circular pelo
disjuntor em regime permanente na temperatura de calibração, sem
provocar a sua atuação ou danos ao mesmo;
5. Tensão Nominal de Emprego (Ue): Tensão do disjuntor para uso,
mantendo as características especificadas nos dados de placa
(podem existir varias Ues);
6. Tensão de Isolação (Ui): Máxima tensão que pode ser aplicada ao
disjuntor sem que este altere suas características (maior valor de Ue);
7. Corrente de Sobrecarga (Ir): Sobrecorrente oriunda do acréscimo de
carga no circuito, ou de um defeito no circuito (não provoca a
interrupção do funcionamento do dispositivo a ser protegido),
normalmente está contida até 10 vezes a corrente nominal;
8. Corrente de Curto-Circuito (Ik): Sobrecorrente originária de uma
falha no circuito (o dispositivo a ser protegido, deixa de funcionar),
normalmente está contida acima de 3 vezes a corrente nominal;
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 74
Conceitos gerais
9. Capacidade de Interrupção Nominal (Icn): Capacidade máxima
de interrupção do disjuntor (máxima corrente que ele consegue
suportar) estabelecida pela NBR-IEC-60898 (Icn = Icu) – 1,5; 3;
4,5; 6; 10; 15; 20 e 25 kA;
10. Capacidade Limite de Interrupção (Icu): Capacidade máxima de
interrupção do disjuntor (máxima corrente que ele consegue
interromper) estabelecida pela NBR-IEC-60947-2
Obs.: Icn ou Icu > Ik (presumido).
11. Capacidade de Interrupção em Serviço (Ics): Capacidade de
interrupção do disjuntor para garantir, no mínimo, três atuações
sucessivas com essa corrente, sem modificar as suas
características mecânicas e elétricas (desempenho do disjuntor);
Obs.: Ics > Ik

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 75


Programa

• A importância das Normas Técnicas e principais tópicos


• Esquemas de Aterramento
• Funções e funcionamento dos dispositivos para proteção
• Escolha dos dispositivos de proteção contra as sobrecargas
e curtos-circuitos
• Seletividade das proteções
• Noções da técnica de filiação (circuitos em cascata)
• Seletividade com filiação reforçada (seletividade energética)
• Proteção básica e supletiva(proteção das pessoas e
patrimônios)
• Dispositivos de proteção contra surtos

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 76


Seletividade
• Seletividade total • Sem seletividade

D1 D1
D1 e/ou
D2
desligam

Só D2
desliga D2
D2

A alimentação A alimentação
é assegurada não é mais
para as demais assegurada para as
saídas demais saídas

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 77


Seletividade: para que serve?
Garantir a continuidade da alimentação elétrica.

• Seletividade • Sem seletividade

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 78


Seletividade
Definição de Seletividade:
Associação de dois disjuntores onde no evento de uma falta o disjuntor
mais próximo a falta é que deve realizar a interrupção da mesma.
Nunca
D1 D1 desliga ?? Seletividade total

D1
D2 A partir de um certo
limite de corrente
Seletividade parcial D2
Aceitável se a continuidade
Sempre de serviço não é prioritária
Sem Seletividade

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 79


Seletividade

Só D7
desliga

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 80


Seletividade
Seletividade Seletividade
amperimétrica cronometrica

t t

I I

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 81


Curvas de desligamento
Tempos de
desligamento

zona de
desligamento
Funcionamento possivel abertura
certamente

zona de Não
desligamento
Não abertura certamente Intensidade
de corrente
I nominal I defeito

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 82


Limite amperimétrico

10A
30s
limitel

O desligamento intervem à partir de um


10A 15A 25A
certo limite de corrente

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 83


Seletividade amperimétrica

• Seletividade total • Seletividade parcial

não
D1 coincidindo

D2

D3
I limite

coincidindo

D2 e D3
desligam

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 84


Limite cronométrico

75 s disjuntor já aberto
10 A
62 s limite

50 s Disjuntor não abre

Quanto maior é a intensidade menor


é o tempo de desligamento 10 A 25 A Corrente de defeito

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 85


Seletividade cronométrica

D1

D2

D3

Tempo de desligamento crescentes para


a fonte

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 86


Seletividade energética

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 87


Seletividade energética
Proteção contra os curtos-circuitos muito elevados

D1

D2

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 88


Seletividade energética

Curva de limitação Curva de não


de energia desligamento

D
1 D
1

D D
2 2

Energia que passa Energia requerida para Isc < Is => seletivo
pelo disjuntor disparar o disjuntor Isc > Is => não seletivo

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 89


Seletividade em proteção diferencial

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 90


Defeitos de isolamento
Proteção das pessoas e dos bens
• Sem dispositivo diferencial • Com dispositivo diferencial

Disjuntor
diferencial

Interruptor
diferencial

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 91


Seletividade diferencial vertical total
Entre os dispositivos à montante e o dispositivo à jusante :

2 condições simultâneas :

• amperimétrica : • cronométrica :

D1
DDR* = 1A 50 ms

D2
DDR* = 0.5A 20 ms

DDR* à montante
=2
DDR* à jusante
*DDR = Dispositivo Diferencial à corrente
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08
Residual
92
Seletividade diferencial horizontal
Entre dispositivos diferenciais no mesmo nível

D1
D1

D2 D3
D3 D2

Economia eventual* do DDR de entrada


*(se não houver nehum risco de colocar em perigo as pessoas)
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 93
EXERCICIO BT

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 94


EXERCÍCIO
QUESTÃO 1 :

Numa instalação, um disjuntor D1 é colocado à montante de um


disjuntor D2. Uma corrente de curto-circuito estabelece-se à jusante de
D2. Se D2 abre e D1 continua fechado, o que teremos neste caso ?

D1
† uma seletividade

† uma não-seletividade D2

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 95


EXERCÍCIO
QUESTÃO 1 :
Numa instalação, um disjuntor D1 é colocado à montante de um
disjuntor D2. Uma corrente de curto-circuito estabelece-se à jusante de
D2. Se D2 abre e D1 continua fechado,o que teremos neste caso ?
RESPOSTA 1

D1
; uma seletividade

† uma não-seletividade D2

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 96


EXERCÍCIO
QUESTÃO 2 :

Para que serve a seletividade ?

† assegurar a continuidade de serviço ?

† abrir unicamente o dispositivo situado exatamente


acima da saída em defeito ?

† aumentar o tempo de intervenção para assegurar o


conserto ?

† Aumentar a produtividade ?

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 97


EXERCÍCIO
RESPOSTA 2 Para que serve a seletividade ?

; assegurar a continuidade de serviço ?

; Abrir unicamente o dispositivo situado exatamente


acima da saída em defeito ?

† aumentar o tempo de intervenção para assegurar o


conserto ?

; aumentar a produtividade ?

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 98


EXERCÍCIO
QUESTÃO 3 : Para cada um dos defeitos A, B, C das curvas de disparo
dizer se o dispositivo de proteção atua ?

os pontos
Dispositivo A B C
C
de proteção
Abre
B
A
Não abre

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 99


EXERCÍCIO
RESPOSTA 3 : Para cada um dos defeitos A, B, C das curvas de disparo
dizer se o dispositivo de proteção atua ?

os pontos
Dispositivo A B C
de proteção
Abre
9
Não abre 9 9

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 100


EXERCÍCIO
QUESTÃO 4 : A corrente de defeito à jusante do disjuntor D5 é de 400 A.
No caso de uma seletividade total quais são os disjuntores
que abrir-se-ão ?

† D5

† D1

† D1 + D4

† D4

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 101


EXERCÍCIO
RESPOSTA 4 : A corrente de defeito à jusante do disjuntor D5 é de 400 A.
No caso de uma seletividade total quais são os disjuntores
que abrir-se-ão ?

; D5

† D1

† D1 + D4

† D4

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 102


Seletividade lógica

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 103


Seletividade lógica
• Uma seletividade total vertical com um número importante de
disjuntores em série

Fio
piloto
independente da
R1 localização do defeito

Espera lógica

R2

Espera lógica

abertura
R3 Relé de
proteção

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 104


Seletividade lógica

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 105


Seletividade lógica

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 106


Tabelas de seletividade

DT40N
Courbe D

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 107


Tabelas de seletividade

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 108


O que é necessário lembrar
• Vantagens da seletividade
Garantir a continuidade de serviço máxima
Garantir o respeito as produções
Garantir a proteção de um receptor, de um barramento
Garantir o conforto dos utilizadores

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 109


Programa

• A importância das Normas Técnicas e principais tópicos


• Esquemas de Aterramento
• Funções e funcionamento dos dispositivos para proteção
• Escolha dos dispositivos de proteção contra as sobrecargas
e curtos-circuitos
• Seletividade das proteções
• Noções da técnica de filiação (circuitos em cascata)
• Seletividade com filiação reforçada (seletividade energética)
• Proteção básica e supletiva(proteção das pessoas e
patrimônios)
• Dispositivos de proteção contra surtos

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 110


Limitação

o Dispositivos de proteção limitadores


Îcc
Icc garantem atuação rápida em condições de
Icc crista
presumida Corrente
presumida
curto-circuito de alta magnitude,
ocorrendo a abertura total do contato em
um intervalo inferior a meia onda.

o Permite a aplicação de sistemas seletivos


O disjuntor restringe a mais precisos no circuito elétrico
passagem da energia

Îcc o Possibilitam o uso de circuitos em


limitada cascata, também conhecido por Filiação.
Corrente o Oferecem o que se tem de maior
limitada real
tecnologia em repulsão de contatos
atualmente no mercado de disjuntores.
tc t

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 111


Limitação na pratica

Disjuntor não limitador Disjuntor limitador


Falta de 3 kA, abertura sem limitação Falta de 3 kA, abertura com limitação
Energia passante no cabo: 60 kA2s Energia passante no cabo: 7 kA2s !!!

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 112


oClasses de limitação

o A Norma de disjuntores ABNT


NBR NM 60898 consta a tabela
de classe de limitação do
disjuntor:
Classe 1 : o disjuntor não é limitador
o3
Classe 2 : o disjuntor é limitador
Classe 3 : o disjuntor é altamente limitador

o A classe de limitação do
disjuntor pode ser visualizada
o>
no frontal do disjuntor,
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08
geralmente logo abaixo do 113
Classes de limitação

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 114


Classes de limitação

Disjuntores com corrente nominal 40A podem ser aplicados valores de I2t
máximo iguais a 120% daqueles indicado na tabela

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 115


Limitação - Proteção reflex

Curva de atuação da
unidade de controle
Curva atuação Reflex
MCCB

Desligamento
Reflex
MCCB

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 116


Disjuntores limitadores

C120N

C60N/H/L EASYPACT

MASTERPACT
COMPACT NSX
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 117
Curvas de limitação

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 118


Curvas de limitação

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 119


Proteção contra Icc
(5410) § 5.3.5.1- Determinação das correntes de curto-circuito presumidas
As correntes de curto-circuito presumidas devem ser determinadas em todos
os pontos da instalação julgados necessários.
Essa determinação pode ser efetuada por cálculo ou por medição.

(5410) § 5.3.5.5.1- A capacidade de interrupção do dispositivo deve ser no mínimo


igual à corrente de curto-circuito presumida no ponto onde for instalado.
Só se admite um dispositivo com capacidade de interrupção inferior se houver, a
montante, um outro dispositivo com a capacidade de interrupção necessária; neste
caso, as características dos dois dispositivos devem ser coordenadas de tal forma
que a energia que eles deixam passar não seja superior à que podem suportar, sem
danos, o dispositivo situado a jusante e as linhas por eles protegidas.
NOTA :características que necessitam coordenação devem ser obtidos com os
fabricantes dos dispositivos.

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 120


Proteção contra Icc
(5410) § 5.3.5.1- A integral de Joule que o dispositivo deixa passar deve ser
inferior ou igual à integral de Joule necessária para aquecer o condutor desde
a temperatura máxima para serviço contínuo até a temperatura limite de
curto-circuito, o que pode ser indicado pela seguinte expressão:
onde:
é a integral de Joule (energia) que o dispositivo de proteção deixa passar,
em ampères quadrados–segundo;
k2S2 é a integral de Joule (energia) capaz de elevar a temperatura do condutor
desde a temperatura máxima para serviço contínuo até a temperatura de curto-
circuito, supondo-se aquecimento adiabático.
O valor de k é da tabela 30 e S é a seção do condutor, em milímetros quadrados.
NOTA Para curtos-circuitos de qualquer duração em que a assimetria da corrente
não seja significativa, e curtos-circuitos assimétricos de duração 0,1s ≤ t ≤ 5s
podemos escrever :
onde:
I é a Icc presumida simétrica, em ampères, valor eficaz;
t é a duração do curto-circuito, em segundos.

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 121


Coordenação disj.x cabo

I2t

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 122


Limites admissíveis - cabos

ABNT NBR 5410 (2004) - Tabela 30 valores de k para condutores com isolação de :
PVC - Cu (k=115) Al (k=76) EPR – Cu (k=143) Al (k=94)
Exemplo :Um cabo Cu / PVC com seção de 10 mm2 estará protegido por um NS160N?
A tabela acima indica que o limite térmico admissível é de 1,32 106 A2s.Qualquer Icc no ponto
onde estiver instalado um NS160N (Icu=36kA /380V será limitada com um esforço térmico inferior
a I2t = 6x105(ver curvas de limitação). Portanto a proteção do cabo é sempre assegurada até ao
poder de interrupção do disjuntor.

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 123


Coordenação disj.x cabo

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 124


Filiação
Definição de Filiação:
Associação de dois disjuntores onde o disjuntor à jusante
têm seu poder de interrupção aumentado em função do
disjuntor à montante.
Deve-se a:
- curva de limitação da corrente de curto circuito
- ensaios de laboratório

Tabela de Filiação
- relações tabeladas
- limites de capacidade de
interrupção

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 125


Filiação

D1
800A
3~ N 380V 60HZ - 55KA sem Filiação com Filiação

D2
D1 NS800H NS800H
250A 70KA 70KA Proteção
de
D2 NS250H NS250N retaguarda
70KA 36KA
3~ N 380V 60HZ - 27KA
Escolha dos disjuntores pelo
D3 catalogo
100A

Aplicação da proteção de retaguarda


Carga
Economia sem perder a proteção

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 126


Programa

• A importância das Normas Técnicas e principais tópicos


• Esquemas de Aterramento
• Funções e funcionamento dos dispositivos para proteção
• Escolha dos dispositivos de proteção contra as sobrecargas
e curtos-circuitos
• Seletividade das proteções
• Noções da técnica de filiação (circuitos em cascata)
• Seletividade com filiação reforçada (seletividade energética)
• Proteção básica e supletiva(proteção das pessoas e
patrimônios)
• Dispositivos de proteção contra surtos

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 127


Seletividade reforçada por filiação

Estudo mais apurado


Projeto mais econômico
Uso de tabelas de ensaios de
laboratório
Tabela
-relações tabeladas
-limites de capacidade de
interrupção reforçada dos
disjuntores a jusante
-limite da seletividade

25/25

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 128


Seletividade reforçada por filiação

D1
1000A
3~ N 380V 60HZ -80KA

D2
250
D1 NS1000L NS1000L Seletivo
A 150KA 150KA
e
D2 NS250L NS250N Protegido
150KA 36KA
3~ N 380V 60HZ - 50KA

Escolha dos disjuntores pelo catalogo


D3
100A Aplicação da tabela de Seletividade +
Filiação
Carga
Redução do custo da instalação com
seletividade

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 129


Programa

• A importância das Normas Técnicas e principais tópicos


• Esquemas de Aterramento
• Funções e funcionamento dos dispositivos para proteção
• Escolha dos dispositivos de proteção contra as sobrecargas
e curtos-circuitos
• Seletividade das proteções
• Noções da técnica de filiação (circuitos em cascata)
• Seletividade com filiação reforçada (seletividade energética)
• Proteção básica e supletiva(proteção das pessoas e
patrimônios)
• Dispositivos de proteção contra surtos

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 130


Proteção de pessoas e patrimônio

o Obrigatório o uso do dispositivo Diferencial-


Residual (DR) na instalação elétrica, seja
residencial ou industrial

o Conforme a Norma NBR IEC 61008-2-1


(obrigatório uso de DR eletromecânico no
Mercosul)

o Proteção contra choques elétricos :


Corrente de fuga de 30mA

o Proteção contra incêndios :


Corrente de fuga acima de
Norma IEC 61008-1 30mA, geralmente 300mA

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 131


Causas da corrente de fuga

o Emendas com isolação inadequada ou imperfeita


o Danificação da isolação dos condutores durante a enfiação
oCaixa de passagem que armazenam água de chuva durante a
obra, afetando as emendas
o Fixação e montagem inadequada de luminárias
oParafusos das caixas de passagem que danificam a isolação dos
condutores, durante a fixação
oEquipamentos de utilização inadequados, com elevada corrente
de fuga natural (certos chuveiros, aquecedores de passagem,
etc.)
o Erros de ligação entre condutores neutro e de proteção
o “Confusão” de neutros em quadros contendo mais de 1 “DR”

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 132


Principio de funcionamento

15 - 30
mA

15 - 30
mA

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 133


Princípio de funcionamento

São dispositivos que detectam a soma fasorial das correntes que percorrem
os condutores de um circuito num determinado ponto. O módulo dessa
soma fasorial é a chamada “Corrente Diferencial-Residual”(DR) .

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 134


Efeitos fisiológicos

1 A Parada cardíaca

80 mA Danos severos
Fibrilação cardíaca
50 mA Queima da pele
parada respiratória
30 mA Contração muscular
Sem danos físicos
10 mA
Desconforto
nenhum perigo até 5s
0.5 mA Sensação de formigamento
Sem reação física

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 135


Impedância do corpo humano

700 a 6100 Ohms, dependendo do :

R ( kW )
Pele seca
Pele úmida
Pele molhada
Pele imersa

25 50 230 400 Uc (V)

caminho da corrente condição da pele frequencia


contato de superfície individuos tensão AC ou DC

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 136


Proteção para contato direto

o Contato direto com partes condutoras

o Sensibilidade da proteção : 30 mA

o 45% do total de acidentes

o Proteção contra contato direto:

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 137


Proteção para contato indireto
o Contato com partes metálicas eletricamente
viva devido faltas

o 20% do total de acidentes

o Proteção contra contato indireto:


o Aterramento de carcaças metálicas

o Isolação antes de manutenção

o Extra baixa tensão de 25V ou 50V para


áreas úmidas

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 138


Proteção contra incêndio
o Degradação da isolação devido ao:
o Aquecimento, derretimento

o Superfícies de isolação poluida

o Acidentes

o Criação de sobretemperatura, reações


químicas, arcos voltáicos, etc.
30% dos fogos em prédios são causados por
faltas elétricas

DR com sensibilidade de 300 mA irá


desconectar antes de correntes de fugas de
potencial perigoso para o patrimônio

Corrente de princípio de incêndio: 270mA

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 139


Instalação

N F F F N F F N F F F F F F

o DR não tem proteção de sobrecarga e nem curto-circuito


o Instalar após o disjuntor

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 140


Instalação

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 141


Instalação

Notas:

1) Cada setor / DR possui o


seu próprio neutro não
devendo misturá-los.

2) O condutor de proteção é
comum

3) Os interruptores
diferenciais, têm que ser
protegidos contra curtos-
circuitos.

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 142


Instalação

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 143


Instalação

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 144


Instalação
1- Barramento de cobre para ligação do
alimentador dos setores.
2- Barramento compacto de cobre para
ligação dos disjuntores (circuitos)
(inclui os circuitos reservas).
3- Para quadro com 2 fases, basta
desconsiderar deste detalhe, a
distribuição da terceira fase
o Deverá haver espaço interno
suficiente para a distribuição dos
condutores,conforme folha de
especificações correspondente.
o Cada setor / DR possui seu próprio
neutro, não devendo mistura-los.
o O condutor de proteção é comum.

o Os interruptores diferenciais, têm que


estar protegidos contra curtos-
circuitos.
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 145
Proteção de pessoas e do patrimônio
• Os interruptores diferenciais - ID asseguram o comando e o
seccionamento dos circuitos elétricos, a proteção das
pessoas contra a proteção básica (contatos diretos) e
supletiva (contatos indiretos), ou seja, proteção contra
choques elétricos 30 mA e a proteção das instalações contra
os defeitos de isolamento, proteção contra incêndios 300 mA
• Corrente nominal: 25, 40, 63, 80, 100 e 125 A
• Bi e tetrapolares
• Sensibilidade: 30mA e 300mA instantâneo / 300mA seletivo
s.
• ID instantâneo: interrompe um circuito manual, ou
automaticamente, em caso de defeito de isolamento entre um
condutor ativo e a terra, superior ou igual a 30 ou 300 mA.
• ID seletivo: permite obter seletividade vertical e total com os
dispositivos diferenciais instantâneos 30 mA colocados a
jusante.
• Conforme a norma internacional IEC 61008-2-1.
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 146
Classificação dos DRs
‰ Classe AC: os interruptores diferenciais desta classe
asseguram o desligamento para as correntes diferenciais
residuais alternadas senoidais.
‰ Classe A: os interruptores diferenciais desta classe
asseguram o desligamento tanto para as correntes
diferenciais residuais alternadas senoidais como também
na presença de uma corrente retificada ou pulsante.
Aplicações: dispositivos eletrônicos, retificadores,
instrumentação, etc.,
‰ Classe B: os interruptores diferenciais desta classe
atendem as condições das classes A, além de filtrar as
componentes contínuas geradas geralmente em sistemas
trifásicos, como no-breakers, inversores de freqüência
trifásico, raios X, etc.

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 147


DR super imunizado
oClasse AC SiE: Reforça a continuidade de serviço em redes
distorcidas com alto risco de disparos intempestivos como
conseqüência de:
o sucessivas descargas atmosféricas;
o sistema de aterramento IT;
o variadores de velocidade, inversores de freqüência;
o presença de reatores eletrônicos;
o presença de aparelhos que apresentam filtros anti-parasitas,como:
iluminação, microprocessadores;
o presença de harmônicas ou fugas em altas freqüências;
o presença de componentes contínuas: diodos, tiristores, triacs;
o baixas temperaturas.
oAlém destas características, o tipo "SiE" é apropriado para uso em
ambientes úmidos e/ou ambientes poluídos com agentes agressivos.
Aplicações: indústria alimentícia, hospitais, estação de tratamento
de água, piscinas, etc.
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 148
Programa

• A importância das Normas Técnicas e principais tópicos


• Esquemas de Aterramento
• Funções e funcionamento dos dispositivos para proteção
• Escolha dos dispositivos de proteção contra as sobrecargas
e curtos-circuitos
• Seletividade das proteções
• Noções da técnica de filiação (circuitos em cascata)
• Seletividade com filiação reforçada (seletividade energética)
• Proteção básica e supletiva(proteção das pessoas e
patrimônios)
• Dispositivos de proteção contra surtos

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 149


A norma nacional e internacional
reforça estas recomendações

● ABNT NBR 5410: norma nacional de instalações:


Trata da seleção e instalação de dispositivos destinados a prover
proteção contra sobretensões transitórias nas instalações de
edificações ,linhas de energia e de sinal.

● IEC 60364: norma internacional de instalações:


identifica situações de risco elevado nas quais são obrigatórios os
limitadores contra sobretensões transitórias.

● IEC 62305: nova norma (2005) dedicada a proteção contra os efeitos


das descargas atmosféricas:
resalta a necessidade de proteção dos equipamentos elétricos diante
destes efeitos.

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 150


Normas sobre produtos
IEC 61643

● 1998, primeira publicação (versão 1.0).


● 2001-2002, emendas.
● 2005, versão 2.0, que inclui:
resistência a sobretensões de transitórios (maior duração em
condições de sobretensão limitada),
coordenação entre diferentes dispositivos de proteção automáticos.

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 151


Modos de propagação

● 4 tipos de descargas atmosféricas

Descarga descendente Descarga ascendente Descarga descendente Descarga ascendente


de polaridade negativa de polaridade negativa de polaridade positiva de polaridad positiva
A mais comum (90%)

● Nota: os diferentes tipos de descargas não afetam a escolha do DPS

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 152


Forma de onda típica
da corrente do raio

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 153


Caraterísticas elétricas de uma
descarga atmosférica :

● Duração total de uma descarga:


Quase 100 microsegundos
● Corrente de pico : I pico = 5 à 40kA típico
Máximo medido 270 kA
Probabilidade de I pico > 100 kA menor que 1%
● Frente de onda de corrente típica :
10-30 kA / microsegundo,
Máximo 150 kA / microsegundos

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 154


Ondas normalizadas

Onda de corrente
10/350 μs

Onda de tensão
1,2/50 μs

Onda de corrente
8/20 μs

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 155


O raio cria dois efeitos elétricos com
diferentes consqüências:

15 kV / m
Vara condutora 10 a 150 kV/m
Ex.: exposta ao impacto
30kA / terra =10 Ohms 10 a 150 A/m
de raios
⇒ 300 kV
de sobretensão à terra!

30 kA

R terra = 10 ohms

1° Efeito Elétrico
● Próximo do impacto da descarga (< 100m) : efeito direto, energia elevada !
● Alta corrente devido ao raio conduzida para a terra => Alta sobretensão na
terra
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 156
O raio cria dois efeitos elétricos com
diferentes consqüências:

Sobretensão& sobrecorrente
Com 10 a 100 vezes
menos energía que os efeitos diretos

Ainda assim altos


kV/m & kA/m !

2° Efeito Elétrico
● Distante do impacto da descarga : efeito indireto conduzido & induzido
● Efeito muito menor, podendo criar sérios danos aos circuitos e equipamentos
elétricos
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 157
Proteção contra sobretensões de
uma habitação comum

● Nível de proteção Up -> resistência à U V pico

sobretensões dos equipamentos elétricos:


50%
NBR5410 / IEC 60364 / IEC 60664-1
1.2
50
Onda de Tensão 1.2/50 µs

Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação


Categoria I II III IV
tensão de 1,5 2,5 4 6
impulso(kV)
tipo de Aparelhos Aparelhos Aparelhos Material na
equipamento eletrônicos: elétricos: industriais: origen da
computadores, eletrodomés- motores... instalação:
T.V., Hi-Fi… ticos… Medidores de
energia..
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 158
Situações de risco elevado de queda de
raios

• Densidade da descarga atmosférica Ng varia de:


5 à 25 raios km2 / ano em países subtropicais ou tropicais

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 159


Pára-raios instalado em edifício
ou em um raio de 50 metros

Proteção da estrutura do edifício.


Risco elevado para o equipamento elétrico.

100 kA
50 kA

30 kA / μs

50 kA
Tipo 1

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 160


Proteção contra sobretensões
de um edifício comercial ou industrial

8 kA
8 kA

8 kA
40 kA
8 kA

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 161


Equipamentos sensíveis a grandes
distâncias do quadro de distribuição

Tipo 3

8 kA

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 162


Escolha da proteção:
Tudo aquilo que devemos lembrar
● Tensão máxima de serviço permanente Uc 275 V
para todas as redes de 220 V com neutro (TT, TN).
● Nivel de proteção Up ≤1,5 kV
para proteger todos os tipos de equipamentos, incluído os mais sensíveis.
● Corrente de descarga máxima Imáx.:
15 kA para aplicação residencial
40 kA para aplicação terciário/industrial
ampliar a 40 kA ou 65 kA se existe um risco elevado.
● Incluir um limitador de sobretensão de tipo I na entrada para os
edificios com pára-raios:
equipado com protetor contra raios (SPDA) ou em forma de pico.
● Incluir un limitador tipo III próximo de:
cargas sensíveis que se encontrem a mais de 30 “metros” a partir do
limitador de sobretensões do quadro de distibuição.

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 163


Normas definem DPS classe 1 para
proteção contra descargas diretas:
Iimp (10/350) = 25kA por pólo, 50kA N-PE atinge
99% dos casos

100 kA máx

Dependendo da configuração do circuito,

3P+N => Imp = 50kA / 4 = 12,5 kA / pólo


1P+N => Imp = 50kA / 2 = 25 kA / pólo
3P => Imp = 50 kA / 3 = 18,7 kA / pólo

50% = 50 kA -25kA
Em 99% dos casos, Imp <
para a terra -50kA N-PE

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 164


Normas definem DPS classe 2 para
proteção contra descargas indiretas:
In (8/20) = 5kA por pólo, 10/20kA N-PE

Norma:
In = 5kA por pólo,
10/20 kA N-PE (1/3 fases)

Maior vida útil:


In = 10 à 20 kA por pólo
(em caso de operação frequente)

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 165


Esquemas de Conexão do DPS

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 166


Proteção contra sobretensão

(AQ)
Td

Uso do DPS
Características : Nível ceráunico (Td) do local

Alimentção BT - (total/parcial) linha aérea Não obrigatório Obrigatório

Alimentção BT – linha subterrânea Não obrigatório Não obrigatório

Edificação com SPDA (AQ3) Obrigatório


Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 167
Selecionando um DPS
Equipamento com alto custo
Instalação sem Equipamentos sensíveis Instalação com
pára-raios pára-raios ou
localizado em
um raio de 50m

Residencial Terciário / Industria


Continuidade de serviço da instalação

Urbano Rural Não Parcial Muito


necessária importante
Densidade de
descarga
atmosférica (Ng) Classe I
<4 ≥4 ≤ 1 1< Ng < 4 ≥ 4 <4 ≥4 ≤ 1 1< Ng < 4 ≥ 4 ≤1 >1 65

I.max da proteçao Classe II


de entrada (kA)
15 40 15 40 65 15 40 15 40 65 40 65 40

Em geral, não necessária


em residências
Classe III
8 8 8 8 8 8 8 8 8
8
Se a distância entre o DPS do quadro principal e o receptor for ≥ 30 m e/ou se o
equipamento é muito sensível, deverá ser instalado um DPS classe III

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 168


Proteção por DPS classe 1 e 2
Prédios com alta exposição a descargas atmosféricas
devem ser protegidos por DPS Classe 1 e Classe 2 no painel principal

Prédio com pára-raio ou Telecom ou TV...


alimentado pela concessionária

Prédios industriais,
altos, sozinhos
DPS
Classe 1 + Classe 2

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 169


Proteção por DPS Classe 2
Prédios pequenos, flats e shoppings com baixa exposição a descargas
diretas devem ser protegidos por DPS Classe 2

Prédios altos remotos

DPS
Classe 1
Apartamentos
+Classe 2
de um prédio
(no painel
protegido
principal)
> 100m

DPS
Classe 2

Prédios pequenos,
não sujeitos a raios diretos

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 170


Continuidade de serviço

Intensidade de descarga > Imax Curto-circuita o varistor


55 kA

15 kA 15 kA

Necessidade de disjuntor a montante


Imáx Curva Calibre
8 a 40 kA C 20 A
65 kA C 50 A

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 171


Regras básicas de instalação

● Conexões mais curtas possíveis


Aproximadamente menor de 50 cm
● Regra dos 10 m
A distancia entre dois limitadores Classe II
deverá ser maior que 10 m.
Não é necessário respeitar esta distancia
entre limitadores Classe I PRF1 e Classe
II.
● Regra dos 30 m
Se a distância entre o limitador e o
receptor é muito grande (aprox. 30 m) é
necessário um limitador PRD8 Classe III

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 172


Regra dos 50 cm
Para quadros / painéis altos, acrescentar barras de terra no meio do
quadro para respeitar a regra de 50 cm

Bloco terminal
fase / neutro
circuitos protegidos
Distância entre:
L/N e terra
deve ser < 50cm
DPS conectado ao terra
com cabo 10mm2 min

Ponto referência central


Para ser conectada com:
Bloco terminal de terra
--> a terra
Secundário
--> bloco de terra
--> cabos de proteção de terra
secundário
(dos circuitos de carga) terra --> DPS
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 173
Proteção contra sobretensões Classe I

PRF1 Master
PRF1 fixo

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Proteção contra sobretensões Classe II

PRD Plug-in

PF fixo

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 175


Proteção contra sobretensões Classe II
com disjuntor incorporado
Quick PF fixo Quick PRD

Auxiliar de
sinalização

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 176


O brigado
pela sua atenção

Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 177


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Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 178
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Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 179
<
Schneider Electric - MKT-DE – Treinamento-JUL08 180

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