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Em

Gênesis 45.27
“Porém, havendo-lhe eles contado todas as palavras de José, que ele lhes falara, e vendo ele os
carros que José enviara para levá-lo, reviveu o espírito de Jacó seu pai”. José ordena que
trouxessem o seu pai e lemos que o Espírito de Jacó, seu pai, reviveu. A palavra hebraica usada
significa: "fazer o espírito vivo novamente, vivificado". Embora ele não estivesse morto, sem dúvida
alguma estava muito abatido de espírito, muito triste; e ele reviveu, tornou-se reavivado em seu
espírito. É muito difícil dizer que foi um reavivamento espiritual nesse caso; pois, ao que tudo
indica, o que correu foi um reavivamento emocional. Em
Juízes 15.19
, Sansão estava muito faminto e sedento, mas, quando ele bebeu água, seu espírito recobrou alento
e reviveu. Novamente ocorre a mesma frase, mas desta vez referindo-se ao bem estar físico e não
apenas emocional. Em
1 Samuel 30.12
, encontramos Davi que há três dias estava sem comer ou beber, então lemos que o seu espírito
retornou, reviveu, quando ele comeu novamente. A palavra hebraica usada aqui significa "retornar,
voltar", portanto, o seu espírito voltou a ele. Quando olhamos para o
Salmo 80
, aprendemos que a palavra também se aplica a um reavivamento, uma revivificação da alma. No
versículo 3, temos: "faze-nos voltar (restaura-nos) ó Deus, faze resplandecer o teu rosto e seremos
salvos"; no verso 7: "faze-nos voltar (restaura-nos) ó Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu
rosto, e seremos salvos"; no verso 14: "volta-te para nós". O mesmo verbo está usado aqui, mas
agora, não com o sentido de "restaura", mas de "volta"; no verso 18: "não nos iremos de após ti,
(reaviva-nos) guarda-nos em vida, e invocaremos o teu nome". Então aqui temos o verbo "reaviva-
nos" que significa "fazer reviver" em lugar de "retornar" ou "voltar". Na verdade este Salmo é uma
súplica por uma volta, um reavivamento.

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No Salmo 85:6, a questão colocada é: "não tornarás a vivificar-nos para que o teu povo se alegre em
ti?". Em hebraico lê-se mais ou menos como se o salmista estivesse dizendo: "deixa-me respirar
novamente, traze-me o fôlego novamente". Mas o Salmo 19:7 diz que "a Lei do Senhor (a Toráh) é
perfeita, e refrigera (vivifica) a alma". A Lei do Senhor, a Palavra do Senhor, revivifica, reanima
completamente a minha vida. Também em
Isaías 57:15
encontramos este termo: "Porque assim diz o alto e o sublime que habita na eternidade, cujo nome
é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido de espírito, para
vivificar o espírito
dos abatidos e também para
vivificar o coração
dos contritos". Conforme o contexto desta passagem, o Deus Soberano, Sublime, que habita na
eternidade, condescende-Se a descer até o homem penitente, o homem contrito de espírito, para
vivificá-lo. Há outras passagens que tratam desta renovação. Em Habacuque 3, por exemplo: Deus
restaura, Deus vivifica, e Deus renova. E Habacuque ora para que a obra de Deus continue e ela seja
renovada, restaurada de uma maneira nova. Então, sumarizando o ensino bíblico sobre a palavra
reavivamento, ou vivificação, vemos que ela se aplica ao físico, ao emocional, assim como à
situação interior do coração do homem penitente. Em Habacuque, e em outras textos, vemos Deus
descendo até o homem e trabalhando com ele, renovando a Sua obra nele. Sendo assim podemos
claramente demonstrar pelo texto do Velho Testamento que o avivamento ocorreu também nesses
tempos registrados pela Sagrada Escritura. Precisamos estar atentos como estiveram os profetas e
homens de Deus, conforme narra o Velho Testamento. O livro do profeta Ezequiel é mais um
exemplo de chamada de volta a Deus e ordem divina por uma comunhão sincera.
Ezequiel 33.30-32
: "Quanto a ti, ó filho do homem, os filhos do teu povo falam de ti junto às paredes e nas portas das
casas; e fala um com o outro, cada um a seu irmão, dizendo: Vinde, peço-vos, e ouvi qual seja a
palavra que procede do Senhor. E eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de
ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra: pois lisonjeiam com a sua
boca, mas o seu coração segue a sua avareza. E eis que tu és para eles como uma canção de
amores, canção de quem tem voz suave, e que bem tange; porque ouvem as tuas palavras, mas não
as põem por obra."
(I) Avivamento no Velho Testamento.
No Antigo Testamento o conceito avivar, vem da palavra hebraica Hyh, que assume o
sentido de "preservar" ou "manter vivo". Porém, "avivar" não significa somente
preservar ou manter vivo, mas também purificar, corrigir e livrar do mal. Esta é uma
consequência natural em toda vez que Deus aviva. Na história de cada avivamento,
dentro ou fora da Bíblia, lemos que Deus purifica, livra do mal e do pecado, tira a
escória e as coisas que estavam impedindo o progresso da causa ou da alegria do
povo de Deus. O verbo "avivar", em suas várias formas, é usado mais de 250 vezes
no Antigo Testamento, das quais, 55 vezes estão num grau chamado piel. Um verbo
nas formas do Piel, expressa uma ação ativa intensiva no hebraico. Neste sentido, o
avivamento é sempre indicado como uma obra ativa e intensiva de Deus. Começando
com o termo reavivamento, podemos notar que ele ocorre em Gênesis, Juízes,
Samuel e Salmos. Segundo esses textos, uma pessoa pode ser reavivada ou
revivificada em diferentes áreas da vida.

De modo geral poderemos destacar situações distintas onde o avivamento ocorreu e


foi registrado nas Escrituras Sagradas:
1. Avivamento com Samuel – (1 Samuel 7, com capítulos 1 à 6 mostrando o
contexto).
2. Avivamento com Davi – (2 Samuel 6,7)
3. Avivamento com Asa – (2 Crônicas 14-16)
4. Avivamento com Josafá – (2 Crônicas 17-20)
5. Avivamento com Jeoiada – (2 Crônicas 23,24)
6. Avivamento com Ezequias – (2 Crônicas 29-32)
7. Avivamento com Josias – (2 Crônicas 34,35)
8. Avivamento com Zorobabel – (Esdras 1-6)
9. Avivamento com Esdras – (Esdras 7-10)
10. Avivamento com Neemias – (Neemias 1-13)
11. Avivamento com Joel – ( Joel 1, 2)
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3. Avivamento no Novo Testamento.
Para tratarmos de avivamento a partir do Novo Testamento iremos apresentar o
conjunto de palavras gregas que expressam o conceito básico de avivamento. São
elas: egeíro, anastáso, anázoe e anakaínoo. Outras palavras gregas comparam o
avivamento ao reacender de uma chama que se apaga aos poucos (‘anazopyréo em 2
Timóteo 1:6) – “Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe
em ti pela imposição das minhas mãos”. No Novo Testamento a Igreja Primitiva
apresenta-se como uma igreja avivada, mas ainda em Atos, percebemos que Deus
precisou despertá-los espiritualmente, os pais da igreja ao longo dos séculos
seguintes nos deixaram inúmeros relatos de avivamentos espirituais que vieram
sobre cada geração de cristãos. Vemos nos dias relatados no livro de Atos que, no
cenáculo, Deus manifestou poderosamente seu Espírito Santo, inaugurando assim a
Igreja Neo-Testamentária. Cada uma das pessoas levantadas por Deus para mobilizar
os avivamentos foram antes de tudo grandes guerreiros de Intercessão, Jejum e
Oração! No apogeu de um grande avivamento Jesus aparece e é batizado por João
Batista, depois de sair de um longo período de jejum e oração no deserto e ter
vencido as tentações do diabo. Escolhe e treina seus discípulos; ascende aos céus,
deixando-os na expectativa de receberam a promessa do Espírito (Lc 24.49-53; At
1.1-26). O poderoso derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes,
inaugura o avivamento, aquilo que Jesus havia predito (At 2.1-47). Marca-se, assim, o
início de uma nova era na história da redenção. Por três anos Jesus trabalhara na
preparação desse dia: – o dia em que a Igreja, discipulada por intermédio de seu
exemplo, redimida por seu sangue, garantida por sua ressurreição, sairia em seu
nome a proclamar o Evangelho “até os confins da terra” (At 1.8). O livro de Atos
registra a dimensão desse avivamento. Avivamento em Jerusalém, em Samaria, em
Antioquia da Síria e em Éfeso. E de lá para cá, são muitos os relatos da obra
vivificadora do Espírito Santo na história da igreja, O Espírito Santo é o agente divino
que usa a Palavra em mãos humanas. O Espírito Santo é o autor executivo do
avivamento, é Ele que convence o homem de sua condição de pecador e o vivifica.
Assim é o Espírito quem impulsiona o homem ao avivamento. Sem o Espírito Santo
os ossos secos continuaram sem vida. Belém que literalmente significa “Casa de
Pão” continuará sem pão e seus filhos continuarão fugindo para Moabe, “terra de
morte”, conforme relatado no livro de Rute e os profetas não serão impulsionados a
pregaram com poder e fervor a Palavra de Deus. A ação do Espírito Santo não parou
na igreja primitiva. Ele continua como um agente ativo trabalhando nas vidas,
capacitando homens e mulheres ao ministério, atuou e atua na história,
proporcionando avivamentos ao redor do mundo.

4. Avivamento na História do Cristianismo.


Existem muitos registros de avivamentos na história da igreja cristã, mas iremos
destacar os precursores mais imediatos dos avivamentos norte-americanos,
influenciados por três movimentos europeus:
A. O Puritanismo (séculos 16 e 17)
Os puritanos foram os calvinistas ou reformados ingleses dos séculos 16 e 17 que
visavam purificar a Igreja da Inglaterra em sua teologia, culto e forma de governo.
Destacaram-se por seu grande apego às Escrituras, preocupação com a glória de
Deus, ênfase à conversão, à vida espiritual e à santificação, e visão integrada da vida
(família, igreja e sociedade), sob a autoridade suprema de Deus. Pressionados pelas
perseguições, milhares de puritanos foram para a América do Norte, onde por um
século procuraram pôr em prática a sua visão para a igreja e a sociedade. Ênfases
dos puritanos:

A centralidade de Deus – colocavam Deus em primeiro lugar e avaliavam tudo o


mais em relação a ele. Sua vontade revelada era o interesse supremo.

Toda a vida é sagrada – não faziam separação entre sagrado e secular; faziam da
busca da santidade moral e espiritual a grande preocupação da vida.

Vendo a Deus nas coisas comuns – tudo na vida era um indicador de Deus e um
condutor da graça; Deus exerce a sua soberania sobre todos os aspectos da vida.
B. O Pietismo (séculos 17 e 18)
Avivamento do luteranismo alemão no final do século 17, tendo como líderes iniciais
Philip Jacob Spener (autor do livro Pia Desideria = Desejos Piedosos) e August
Hermann Francke. Ênfases: cristianismo experimental e prático; pequenos grupos
para comunhão, estudo bíblico e oração (collegia pietatis); importância da conversão
e da vida espiritual e devocional. Realizaram notável obra missionária, educativa e
social; influenciaram muitas pessoas e grupos em outras regiões; acenderam a
chama do avivamento na Inglaterra e no Novo Mundo.
C. O Despertamento Evangélico Inglês (século 18)
Seus principais líderes foram o ministro anglicano-metodista João Wesley e o
pregador calvinista George Whitefield. Iniciaram práticas como as pregações ao ar
livre a grandes auditórios. Ênfases: evangelismo de massa, produção de hinos
(Carlos Wesley, Isaac Watts), missões transculturais, reforma social. Outros nomes:
John Newton, William Wilberforce. Alguns historiadores acreditam que o avivamento
evangélico livrou a Inglaterra de uma revolução sangrenta como a que abalou a
França (1789).
9
D. Os Avivamentos Norte-Americanos 1. Os puritanos da Nova Inglaterra

Plymouth (1620)

Boston (1630)
2. Convicções
(a) A soberania de Deus na salvação. (b) A autoridade das Escrituras – princípio
regulador. (c) Ênfase na conversão e na vida santificada. (d) Visão unificada da
sociedade – igreja e estado; áreas individual e pública. (e) Deus se relaciona com as
pessoas através de pactos – igreja, comunidade, nação
3. Prosperidade e declínio
Após as dificuldades iniciais, os puritanos prosperaram na nova terra: vida
confortável, pouca pobreza, educação. Com a prosperidade veio o declínio religioso:
cristianismo nominal, apatia, mundanismo. Influência do racionalismo europeu.
Crises: “pacto do meio-termo” (1662); guerra contra os índios (1675); julgamentos
em Salem (1693). Anseio por revitalização expresso no púlpito e nas orações.
4. Precursores do avivamento

Solomon Stoddard
: Pastoreou por 60 anos a Igreja Congregacional de Northampton, Massachusetts;
“colheitas” de almas em 1679, 1683, 1696, 1712, 1718.

Theodore Frelinghuysen
: chegou a Nova Jersey em 1719 vindo da Holanda; foi influenciado pelo pietismo
alemão. Enfatizou a pregação, conversão, ceia somente para os convertidos e
reuniões devocionais. Esses avivamentos iniciais foram limitados geograficamente,
servindo de preparação para um evento muito mais amplo.
10
E. Primeiro Grande Despertamento
Essa obra de Deus, à medida que se multiplicou o número dos verdadeiros santos,
logo produziu uma gloriosa transformação na cidade, de modo que na primavera e
verão seguintes (ano de 1735), a cidade parecia estar cheia da presença de Deus. Ela
nunca esteve tão cheia de amor e de alegria, e no entanto tão cheia de angústia,
como esteve então. Houve notáveis sinais da presença de Deus em quase todos os
lares. Foi uma ocasião de alegria nas famílias por causa da salvação que chegou até
elas... Mais de 300 almas foram levadas a Cristo de modo redentor, nesta cidade, no
espaço de meio ano... Eu espero que a grande maioria das pessoas da cidade, acima
de dezesseis anos, tenham agora o conhecimento salvador de Jesus Cristo. (Fiel
Narrativa)
a. Pregadores: Jonathan Edwards (1703-1758) Gilbert Tennent (1703-1764) George
Whitefield (1714-1770) b. Princípios bíblico-teológicos

Fundamento – as Escrituras e a fé reformada.

Ponto de partida – o Deus soberano em sua majestade, graça e glória.

Critério principal – Quem está no centro das atenções: Deus ou o ser humano?

Senso de incapacidade, pecaminosidade e dependência de Deus.

A atuação imprescindível do Espírito Santo.

Crítica das teorias de salvação que dão ênfase às obras humanas ou à capacidade
humana.
c. Conhecimento experimental de Deus

A necessidade de conversão.

A fé simplesmente intelectual não é suficiente.


Necessidade de entendimento e sentimentos (luz e calor).

A importância dos “afetos” ou “afeições” na vida espiritual.

Dois erros no avivamento: (a) mero emocionalismo; (b) ênfase não a Deus, mas às
respostas humanas a Deus.

O conhecimento de Deus deve ser sensível, experimental, afetivo.

11
d. Jonathan Edwards e o avivamento
Jonathan Edwards defendeu veementemente suas ideias e destacou a importância e
necessidade do avivamento, declarava a consciência de desvios, excessos e até
manifestações satânicas, embora esses problemas não invalidam os aspectos
positivos. Frisou também:

Critérios de autenticidade – “frutos visíveis”:

Convicção de pecado

Seriedade nas coisas espirituais

Preocupação com a glória de Deus

Apego às Escrituras

Mudança no comportamento ético


Relacionamentos transformados

Influência regeneradora na comunidade


e. Efeitos do Primeiro Grande Despertamento
1. Crescimento das igrejas 2. Reflexão bíblica e teológica 3. Ênfase em missões e
educação 4. Liberdade política e religiosa

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E. Primeiro Grande Despertamento
Essa obra de Deus, à medida que se multiplicou o número dos verdadeiros santos,
logo produziu uma gloriosa transformação na cidade, de modo que na primavera e
verão seguintes (ano de 1735), a cidade parecia estar cheia da presença de Deus. Ela
nunca esteve tão cheia de amor e de alegria, e no entanto tão cheia de angústia,
como esteve então. Houve notáveis sinais da presença de Deus em quase todos os
lares. Foi uma ocasião de alegria nas famílias por causa da salvação que chegou até
elas... Mais de 300 almas foram levadas a Cristo de modo redentor, nesta cidade, no
espaço de meio ano... Eu espero que a grande maioria das pessoas da cidade, acima
de dezesseis anos, tenham agora o conhecimento salvador de Jesus Cristo. (Fiel
Narrativa)
a. Pregadores: Jonathan Edwards (1703-1758) Gilbert Tennent (1703-1764) George
Whitefield (1714-1770) b. Princípios bíblico-teológicos

Fundamento – as Escrituras e a fé reformada.

Ponto de partida – o Deus soberano em sua majestade, graça e glória.

Critério principal – Quem está no centro das atenções: Deus ou o ser humano?

Senso de incapacidade, pecaminosidade e dependência de Deus.

A atuação imprescindível do Espírito Santo.


Crítica das teorias de salvação que dão ênfase às obras humanas ou à capacidade
humana.
c. Conhecimento experimental de Deus

A necessidade de conversão.

A fé simplesmente intelectual não é suficiente.

Necessidade de entendimento e sentimentos (luz e calor).

A importância dos “afetos” ou “afeições” na vida espiritual.

Dois erros no avivamento: (a) mero emocionalismo; (b) ênfase não a Deus, mas às
respostas humanas a Deus.

O conhecimento de Deus deve ser sensível, experimental, afetivo.

11
d. Jonathan Edwards e o avivamento
Jonathan Edwards defendeu veementemente suas ideias e destacou a importância e
necessidade do avivamento, declarava a consciência de desvios, excessos e até
manifestações satânicas, embora esses problemas não invalidam os aspectos
positivos. Frisou também:

Critérios de autenticidade – “frutos visíveis”:

Convicção de pecado
Seriedade nas coisas espirituais

Preocupação com a glória de Deus

Apego às Escrituras

Mudança no comportamento ético

Relacionamentos transformados

Influência regeneradora na comunidade


e. Efeitos do Primeiro Grande Despertamento
1. Crescimento das igrejas 2. Reflexão bíblica e teológica 3. Ênfase em missões e
educação 4. Liberdade política e religiosa

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5. Conclusão
Os grandes avivamentos registrados nas Escrituras Sagradas, no Velho e Novo
Testamentos, os avivamentos documentados pela história da igreja e em especial as
reformas realizadas nos reinados de Asa e Josias e no Grande Despertamento da
Inglaterra, possuem em comum o caos moral e religioso do povo, a mornidão
espiritual, e a ausência do culto verdadeiro. Portanto, quando verificamos o declínio
do evangelicalismo brasileiro, a superficialidade da fé cristã contemporânea, a falta
de embasamento bíblico, o pragmatismo, o pluralismo e o secularismo dominante,
não podemos nos abater, pois tais contextos foram vencidos em reformas
anteriores. Não podemos concordar com a tese de Jean Baudrillard, citada por Brian
K. Morley, de que “estamos condenados infinitamente a pós-modernidade”. Cremos
que a terra e toda a sua plenitude e os que nele residem ainda pertencem o Senhor
(Salmos 24.1) e que Ele convergirá tudo e todos em Cristo Jesus (Ef. 1.10). Cremos
que Deus é o Senhor da história e, sendo assim, Ele próprio a colocará sobre seus
trilhos. Podemos ainda ver erguer-se sobre o Brasil uma igreja de maioria ética,
comprometida com os valores do Reino, que milite para ser sal e luz nesse mundo.
Que seja evangelística, profética, referência, portadora de uma mensagem singular,
que aponte o caminho para o céu, que valorize a cruz, o discipulado, que ensine a
oração como um meio de nos aproximarmos de Deus e, por Ele, sermos moldados (e
não o contrário). Uma igreja que ame o testemunho, que lute contra a miséria. Que
denuncie os males espirituais e sociais, que se posicione sempre do lado de quem
está com a verdade, que não seja corporativa, que não ajunte tesouros e edifícios na
terra, que seja uma comunidade do amor, da restauração, e do perdão, que seja
teológica, reflexiva e madura, que seja movida pelo Espírito Santo, que seja
apaixonada por Jesus, seu Salvador e que impacte o Brasil, assim como fez em
outras épocas e lugares na história da redenção. Que Deus abençoe o Brasil! Soli
Deo Glória !!
III - O Padrão Bíblico de Avivamento:

Podemos definir o avivamento bíblico em dois sentidos distintos:

3.1. O sentido estrito de avivamento.

Estritamente falando, avivamento é algo que acontece unicamente no meio do povo de Deus. O
Espírito Santo renova, reaviva e desperta a igreja sonolenta. É revitalização onde já existe vida.
Ou, como disse Robert Coleman, é "o retorno de algo à sua verdadeira natureza e propósito" (7).

Comentando um pouco mais sobre o sentido estrito de avivamento, diz o Dr. Martin Lloyd-Jones:

É uma experiência na vida da Igreja quando o Espírito Santo realiza uma obra incomum. Ele a
realiza, primeiramente, entre os membros da Igreja: é um reviver dos crentes. Não se pode
reviver algo que nunca teve vida; assim, por definição, o avivamento é primeiramente uma
vivificação, um revigoramento, um despertamento de membros de igreja que se acham
letárgicos, dormentes, quase moribundos (8).

Quando há esse impacto da obra do Espírito de Deus na vida da igreja, os resultados imediatos
do avivamento são sentidos no povo de Deus: senso inequívoco da presença de Deus; oração
fervorosa e louvor sincero; convicção de pecado na vida das pessoas; desejo profundo de
santidade de vida e aumento perceptível no desejo de pregação do evangelho. Em outras
palavras, a igreja amortecida e tristemente doente é a primeira a ser beneficiada pelo avivamento.

3.2. O sentido amplo de avivamento.

Como a própria expressão define, neste sentido não apenas a igreja, mas a sociedade não-cristã
também é beneficiada pelo avivamento. Isto acontece porque, além da atuação soberana do
Espírito Santo no mundo, na igreja passa a existir uma conscientização profunda de sua missão;
isto é, a missão integral de servir o mundo evangelística e socialmente. No avivamento a igreja
vive a missão para a qual foi chamada.

A sociedade não-cristã, por sua vez, volta-se para Deus em resposta ao evangelho.
Acertadamente o Dr. Héber de Campos comenta que "o reavivamento começa na igreja e termina
na comunidade maior onde ela vive. Os efeitos do reavivamento são muito mais perceptíveis nas
mudanças morais que acontecem na região ou num país onde ele acontece. Ele não se limita
simplesmente aos membros das igrejas atingidas pela obra de Deus. Ele causa impacto em toda
a comunidade onde a igreja de Deus está inserida" (9).
Em suma, as duas características principais do avivamento são 1) o extraordinário revigoramento
da igreja de Cristo e 2) a conversão de multidões que até o momento estiveram fora dela na
indiferença e no pecado.

3.3. Avivamento e a Bíblia.

Aqui também abordaremos dois aspectos essenciais do avivamento.

1) O padrão bíblico de avivamento é a Bíblia

Por mais simplória e pleonástica que esta declaração pareça ser, ela é tão autêntica e singular
como dois e dois são quatro. Estamos falando do único padrão inerrante e infalível de
avivamento: a Bíblia.

Uma vez que a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, é ela e somente ela que nos pode dar a
direção certa deste assunto. A relação entre a Bíblia e o avivamento é tão intrínseca que é
impossível um avivamento de verdade sem que a Bíblia faça parte dele.

Além disso, numa época de tantos extremos como este em que vivemos, é fundamental o
equilíbrio que só a Bíblia oferece. Sabemos que hoje existem desde aqueles que vêem toda e
qualquer manifestação entusiástica como avivamento, até àqueles que negam a sua existência,
ou quando muito acham que avivamento é a mais nova onda do momento, uma coqueluche
moderna, uma inovação humana sem respaldo bíblico. É necessário, mais do que nunca,
recorrermos à lei e ao testemunho.

Permita-me ilustrar o que queremos dizer por "extremos". Edwin Orr (10), uma das maiores
autoridades sobre avivamentos, disse que viu duas igrejas nos Estados Unidos convidando
pessoas para suas reuniões de avivamentos. Uma delas dizia: "Reavivamento aqui todas às
segundas-feiras à noite", enquanto que a outra prometia: "Reavivamento aqui todas às noites,
exceto às segundas-feiras". Orr menciona este fato para relatar um desses extremos em que a
palavra "avivamento" ou "reavivamento" é usada aleatoriamente, como se o avivamento fosse
produzido simplesmente pelo desempenho humano com data e hora marcadas.

Voltando ao lugar da Bíblia no avivamento, é importante salientar que ela foi, é e sempre será a
espada do Espírito Santo em todo avivamento bíblico. Não existe verdadeira espiritualidade sem
a Bíblia. Observando os avivamentos ocorridos na Bíblia e na história da igreja, notamos que os
objetos do Espírito eram sempre persuadidos com e para a Bíblia. Avivamento onde a Bíblia não
está presente não passa de um mero pentecostalismo convencional.
"Um reavivamento", diz o Dr. Héber de Campos, "que é produto da obra do Espírito Santo na
igreja, certamente tem sua ênfase naquilo que tem sido esquecido por muito tempo: a Palavra de
Deus. A autoridade da Palavra de Deus passa ser algo extremamente forte num momento
genuíno de reavivamento. A Bíblia passa novamente a ser honrada como a única Palavra
inspirada de Deus" (11).

2) O padrão bíblico de avivamento está na Bíblia

Os primórdios do avivamento bíblico aparecem em Gênesis. Segundo Coleman, o que se pode


chamar de "o grande despertamento geral" ocorreu nos dias de Sete, pouco depois do
nascimento de seu filho Enos: "Então se começou a invocar o nome do Senhor" (Gn 4.26) (12). O
nome Enos quer dizer fraco ou doente. O que é deveras significativo. Considerando o
assassinato de Abel (Gn 3.9-15) e o aparecimento cada vez mais forte de doenças na raça
humana, o nome Enos era bastante adequado. "É provável que fosse um reflexo da consciência
da depravação humana e da necessidade da graça divina" (13). À parte desta indicação não
existe nenhum outro relato de avivamento no princípio da história da raça humana. O relato
subseqüente do dilúvio ilustra de modo dramático o que acontece com um povo que não se
arrepende de seus pecados.

Depois temos os patriarcas que por vários séculos lideraram o povo de Deus. Sempre que a
vitalidade espiritual do povo se desvanecia, eles agiam como a força que promovia novo vigor. O
breve avivamento na casa de Jacó é um bom exemplo disso (Gn 35.1-15). Mais tarde, sob a
liderança de Moisés, há períodos empolgantes de refrigério, especialmente nos acontecimentos
ligados à primeira páscoa (Ex 12.21-28), na outorga da lei do Senhor no Sinai (Ex 19.1-25; 24.1-8;
32.1-35.29) e no levantamento da serpente de bronze no monte Hor (Nm 21.4-9).

No tempo de Josué um despertamento espiritual predominou em suas campanhas, como na


travessia do rio Jordão (Js 3.1-5.12) e na conquista de Ai (Js 7.1-8.35). Mas quando terminaram as
guerras e o povo se assentou para desfrutar os despojos da vitória, uma apatia espiritual se
apoderou da nação. Sabendo que seu povo estava dividido, Josué reuniu as tribos de Israel, em
Siquém, e exigiu que cada um escolhesse, de uma vez por todas, a quem servir (Js 24.1-15). Um
verdadeiro avivamento segue-se a esse desafio, prosseguindo durante "todos os dias de Josué,
e todos os dias dos anciãos que ainda viveram muito tempo depois de Josué, e sabiam toda a
obra que o Senhor tinha feito a Israel" (Js 24.31).

O período de trezentos anos de liderança dos juízes mostra os israelitas, de quando em quando,
traindo o Senhor e servindo a outros deuses. O juízo de Deus é inevitável. Então, após longos
anos de opressão, o povo se arrepende e clama ao Senhor (Jz 3.9,15; 4.3; 6.6,7; 10.10). Em cada
ocasião Deus responde as orações, enviando-lhes um libertador que liberta o povo na vitória
contra os inimigos. Um dos maiores movimentos avivalistas aparece no final desse período, sob
a direção de Samuel (I Sm 7.1-17).

Tempos de renovação ocorreram periodicamente no período dos reis. A marcha de Davi,


entrando com a arca em Jerusalém, possui muitos ingredientes de um avivamento (2 Sm 6.12-23).
A dedicação do templo, no início do reinado de Salomão, é outro grande exemplo (I Rs 8). O
avivamento também chega a Judá nos dias de Asa (I Rs 15.9-15). E Josafá, outro rei de Judá,
lidera uma reforma (I Rs 22.41-50), bem como o sacerdote Joiada (2 Rs 11.4-12.16). Outro
poderoso despertamento é vivenciado na terra sob a liderança do rei Ezequias (2 Rs 18.1-8). Por
fim, a descoberta do livro da lei, durante o reinado de Josias, dá início a um dos maiores
avivamentos registrados na Bíblia (2 Rs 22,23; 2 Cr 34,35).

Ainda, sob a liderança de Zorobabel e Jesua, outra vez começa a reacender um novo avivamento
(Ed 1.1-4.24). Tendo as intimidações dos inimigos induzido os judeus a interromperem a
reconstrução do templo, os profetas Ageu e Zacarias entraram em cena para instigar o povo a
prosseguir (Ed 5.1-6.22; Ag 1.1-2.23; Zc 1.1-21; 8.1-23). Setenta e cinco anos depois, com a
chegada de outra expedição liderada por Esdras, novas reformas são iniciadas em Jerusalém,
dando-se mais atenção à lei (Ed 7.1-10.44). O avivamento alcança o auge poucos anos depois,
quando Neemias se apresenta para completar a construção dos muros de Jerusalém e
estabelecer um governo teocrático (Ne 1.1-13.31).

Uma oração por avivamento e a promessa de sua ocorrência encontramos também em Joel 2.28-
32; Habacuque 2.14-3.19 e Malaquias 4.

No apogeu de um grande avivamento Jesus aparece e é batizado por João Batista. Escolhe e
treina seus discípulos; ascende aos céus, deixando-os na expectativa de receberam a promessa
do Espírito (Lc 24.49-53; At 1.1-26). O poderoso derramamento do Espírito Santo, no dia de
Pentecostes, inaugura o avivamento que Jesus havia predito (At 2.1-47). "Marca-se, assim, o
início de uma nova era na história da redenção. Por três anos Jesus trabalhara na preparação
desse dia - o dia em que a Igreja, discipulada por intermédio de seu exemplo, redimida por seu
sangue, garantida por sua ressurreição, sairia em seu nome a proclamar o Evangelho 'até os
confins da terra' (At 1.8)" (14).

O livro de Atos registra a dimensão desse avivamento. Avivamento em Jerusalém, em Samaria,


em Antioquia da Síria e em Éfeso. E de lá para cá, são muitos os relatos da obra vivificadora do
Espírito Santo na história da igreja, como por exemplo, na Alemanha com a Reforma Protestante
do século XVI, na Inglaterra no século XVIII, entre os negros Zulus da África do Sul na década de
60 e na Coréia do Sul nestes últimos tempos, dentre outros.

Que Deus derrame do seu Espírito sobre nós para que possamos, como igreja e povo brasileiros,
experimentar mais uma vez daquele "fogo abrasador" que nos purifica e nos santifica para uma
vida cristã de obediência à sua Palavra.
Sete pilares que sustentam o Avivamento

1° Arrependimento: o primeiro pilar precisa ser o arrependimento, pois é impossível atrair a presença de
Deus sem o tal. (Salmos 80:3,7,9) - Faze-nos voltar, ó Deus, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos
salvos.
Falar sobre a nação de Israel pecado escravidão, arrependimento e perdão, grande avivamento de Nínive.

2° Jejum, Oração e Palavra: separar esses três pontos. Palavra sem oração pode resultar em
intelectualismo e heresia, e a oração sem o jejum pode não surtir tanto efeito, (Marcos 9:29) - E disse-
lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum. E jejum sem oração só
surti um efeito emagrecer.
(Daniel 9:3) - E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e
saco e cinza.

3° Adoração: eu coloco a adoração como o segundo pilar, pois é impossível estruturar o avivamento sem
a adoração, pois a adoração ao Senhor, gera uma profunda intimidade com Deus a ponto de trazer a vida
do adorador uma edificação pessoal. (João 4:23) - Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros
adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
(Lucas 4:8) - E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito:
Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás.

4º Santificação: interessante foi a primeira ordenança de Josué foi levar o povo a santificação, Josué
sabia que para a mão de Deus operar era necessário a santificação, (I Pedro 1:16) - Porquanto está
escrito: Sede santos, porque eu sou santo.

5º Unidade: (II Crônicas 5:13) - E aconteceu que, quando eles uniformemente tocavam as trombetas, e
cantavam, para fazerem ouvir uma só voz, bendizendo e louvando ao SENHOR; e levantando eles a voz
com trombetas, címbalos, e outros instrumentos musicais, e louvando ao SENHOR, dizendo: Porque ele
é bom, porque a sua benignidade dura para sempre, então a casa se encheu de uma nuvem, a saber, a
casa do SENHOR;

6º Glorificar a Deus com os lábios e com a vida: (Mateus 12:34b) - Pois do que há em abundância no
coração, disso fala a boca.

7º Vigiar: (Mateus 26:41) - Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está
pronto, mas a carne é fraca. (Apocalipse 3:3) - Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-
o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti
virei.
Quais são as marcas do avivamento verdadeiro?
Quais seriam as marcas do verdadeiro avivamento? Nem sempre é fácil defini-las sem cair numa lista meramente
legalista. Ainda que o desafio seja grande, vale a pena tentar sinalizar algumas das marcas mais inequívocas. Conheça as
principais marcas do avivamento verdadeiro:

Oração
É uma das maiores ênfases do Novo Testamento (1Ts 5.17). Tanto Jesus como os discípulos oravam com freqüência.
Quando alguém crê em Deus, tal pessoa ora. A maior prova de incredulidade é a falta de oração. Sem oração, não há vida
espiritual verdadeira. Deus deseja agir por meio de nossas orações. A oração muda as mais diversas situações. Todavia,
não nos iludamos com a aparente dedicação à oração de certos grupos extremistas. Na verdade, muito do que é chamado
de oração parece mais um repetir desconexo de palavras e sons que nada têm a ver com a oração bíblica.

Louvor e Gratidão
As experiências difíceis da vida muitas vezes tornam alguns cristãos aborrecidos e revoltados contra Deus. Por isso, o
coração destes torna-se duro e insensível. Quando não temos disposição de agradecer a Deus por aquilo que ele é e pelo
que ele tem feito, algo está errado. Passamos a acreditar que Deus não nos ama, ou que ele não está no controle da
situação, conforme pensávamos. Muitos cristãos vivem esse drama de maneira oculta no coração. É preciso mudar tal
atitude, com arrependimento, e ver pela fé que Deus mantém sua bênção sobre nossa vida. Quem está cheio de alegria e
de gratidão é um verdadeiro “avivado” (At 13.52), pois consegue ver quem Deus é com os olhos da fé.

Arrependimento
Há duas possibilidades de viver a vida cristã. Uma é fazer de conta que estamos bem, escondendo os erros e conflitos no
nosso mundo interior. Tal atitude gera a espiritualidade farisaica e perigosa, que pretender “vender” aos outros uma boa
imagem de nós mesmos. A outra maneira é “deixar a luz de Deus entrar em nossas vidas”, reconhe-cendo nossa
fragilidade e pecado, voltando constantemente, com humildade, ao trono da graça de Deus, arrependidos do que somos e
do que fazemos. Isso deve fazer parte de nossa vida diária. Há uma espiritualidade religiosa neurótica hoje muito
diferente desse arrepen-dimento humilde. Sempre que quisermos mostrar aos outros o que não somos agimos com
hipocrisia. Examinemos o coração, cheguemos ao arrependimento e à mudança de atitude.

Comunhão com os Outros


A espiritualidade falsa é egocêntrica e sectarista. Já a marca do cristão é o amor. Quem não ama seu irmão não é cristão
(1Jo 3.15). Não seremos mais es-pirituais por estarmos afastados dos mais “pecadores”, pelo contrário, nossa
espiritualidade se mostrará verdadeira quando estivermos dispostos a conviver com quem não pode retri-buir o bem que
lhe fazemos. Aquele que conversa com uma criança e que dá atenção ao pobre e ao ignorante é de fato espiritual. Há
muita gente que jejua, ora, lê a Bíblia, mas que evita certas pessoas e não fala com determinado irmão. Por causa de nosso
egoísmo, sem-pre procuramos ser amigos de pessoas que podem nos recompensar de alguma forma; a espiritualidade
verdadeira não tem segundos interesses e procura comunhão com todo tipo de pessoa. Um cristão espiritual consegue
superar as diferenças culturais, sociais, raciais, que o separam de seu irmão na fé. Aquilo que nos une deve ser mais forte
do que aquilo que nos separa!

Disposição para perdoar


Nada é mais difícil do que perdoar. Todavia, o sinal de que o poder de Deus está em nossa vida pode ser visto na
disposição de perdoar. Somente quando praticamos o perdão, estaremos imitando a Cristo e seguindo os passos dos
cristãos da igre-ja primitiva (veja o caso de Estêvão em At 7.59-60). O mundo sem Deus acredita no poder da força e da
violência, o cristão crê no poder constrangedor do amor perdoador. Devemos enfatizar as palavras de Jesus, no final da
oração do Pai Nosso: Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;
se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas. (Mt 6.14,15).

Interesse pelas Escrituras


A Bíblia é a Palavra de Deus. E como palavra divina é a fonte de orientação. Todavia, muitos membros de igreja têm
demonstrado pouco interesse pelas Escrituras. Alguns, depois de anos na igreja, pouco sabem do livro de Deus. Outros
até aprendem algo, mas isso não lhes chega ao coração. A atuação do Espírito deve produzir uma atitude de meditação e
de aprofundamento na mensagem das Escrituras. O conhecimento bíblico sem a disposição de obedecer a Deus pode
trazer ainda mais malefícios, pois tal conhecimento torna-se uma arma de auto-defesa. Sem a humildade trazida pelo
Espírito, não conheceremos as Escrituras como devem ser conhecidas.

Obediência
Dizemos que somos servos de Deus, mas muitos cristãos são donos de suas próprias vidas e agem como se fossem os
senhores. Há muita gente que pensa que, estando já salva, pode levar a vida espiritual de qualquer jeito. É como um time
classificado que jo-ga pelo empate! Se não temos mais a disposição sincera de querer obedecer o que Deus ordena, ainda
que soframos prejuízo com isso, não estamos agindo como cristãos. Quem não pretende mais obedecer a Deus está
“jogando sujo” na vida espiritual e tem pecados ocultos em sua vida.

Mundanismo
Milhares de cristãos gastam mais tempo vendo televisão, passeando e divertindo-se do que usando o seu tempo com
coisas que edificam. Na verdade, o mundanismo não está apenas nas novelas e nos programas imorais ou nas danceterias
e barzinhos. Se nosso coração não ama mais a Deus, transformamos a vida cristã e da igreja em “mundo”. Nossas orações
serão frias e demonstrarão palavras para os outros, nosso trabalho na igreja será apenas uma posição de honra perante os
outros; tudo o que fizermos será baseado na concupiscência da carne, dos olhos e na soberba da vida. Ser mundano é não
ver as coisas conforme Deus, tendo apenas essa vida como horizonte de nossos interesses. Deus nos dê cristãos que
tenham a visão do Pai.

Disposição para o auto-sacrifício


Quem quiser ganhar a vida irá perdê-la, mas quem perde a vida por amor a Jesus vai achá-la novamente. (Mt 16.24,25). A
fé cristã proclama a graça de Deus, que se entregou por amor em nosso favor. Nada é mais comovente. Se o poder do
Espírito age em nós, devemos desenvolver a mesma disposição. Cada cristão deve fazer o seu “plano de morte”. Como
gastarei minha vida de modo útil, em favor daqueles que Deus tanto ama. É claro que isso é muito difícil e que fere nosso
egoísmo. Vivemos em dias quando o interesse pelo que é passageiro e fútil domina a sociedade. Mas, só faremos
diferença na sociedade se estivermos dispostos a perder em favor dos outros. Sejamos imitadores de Cristo.

Evangelização e Missões
Muitas igrejas de hoje tornaram-se refúgio para os cristãos não se envolverem com os maus desse mundo. Todavia a
igreja não existe para si, nem para dar conforto aos cristãos, com um “ambiente saudável”. A igreja deve cumprir seu
papel de proclamar a mensagem de salvação. Toda igreja “avivada” está preocupada com o cres-cimento do reino de
Deus. Sempre que o salmista tinha uma grande experiência com Deus, que o levava conhecer mais profundamente a
Deus, logo começava a convidar a todos a louvar e a conhecer a Deus. Quem está espiritualmente saudável deseja
compartilhar sobre Deus e sua graça com os outros. Deus nos dê um coração cheio de amor pelos perdidos.
Habacuque e sua época

O profeta Habacuque viveu numa das épocas mais conturbadas da história de Israel. Homem de
oração, de profunda comunhão com o Senhor, teve o privilégio de ver, com clareza o que estava
ocorrendo e as consequências que adviriam de tanta desobediência e afastamento do Senhor.

Para que sua pregação e testemunho permanecessem, ele escreveu sua mensagem num livro
preciosíssimo. Além dos problemas espirituais de afastamento do Senhor, havia graves problemas
internos e ex-ternos em seu país.

● Externamente, a nação, por ser pequena, sentia-se insegura diante da ameaça da Babilônia (que
hoje é o Iraque) e era um poderoso império. Temida por causa das atrocidades de seu exército,
havia vencido os assírios e se preparava para atracar Israel: “Pois eis que suscito os caldeus, nação
amarga e impetuosa, que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são
suas”, Hc 1: 6.

● Internamente, Israel vivia um tempo de declínio espiritual e moral. Imperavam a violência, a


iniquidade, a opressão, a injustiça (1: 1-4); Nessa fase o povo estava longe de Deus e chegavam até
a praticar a idolatria: “Ai daquele que diz à madeira: Acorda! E à pedra muda: Desperta! Pode o
ídolo ensinar? Eis que está coberto de ouro e de prata, mas, no seu interior, não há fôlego
nenhum”. Enfim, havia um fracasso nacional, como descrito em Hc 1: 2-5.

Notamos que os homens que não servem a Deus agem da mesma forma em todas as épocas:
exploração do próximo, enriquecimento ilícito, ameaças, violência e assim por diante.

Habacuque sofria duplamente, pois via esse quadro de falta de temor em seus compatriotas e o
Senhor lhe revelava o que iria acontecer ao seu país nos próximos e anos, que era a irreversível
invasão por parte dos babilônios, Hc 1: 6-8, e o cativeiro.

De fato, a invasão e o cativeiro ocorreram. Narra a história bíblica que, em 586 AC, o exército
babilônico cercou Jerusalém. Depois de uns tempos, tomaram a cidade, prenderam o rei Zedequias,
furaram-lhe os olhos, incendiaram o templo e queimaram as edificações mais importantes, fizeram
de seus líderes e habitantes prisioneiros, que foram levados ao cativeiro, Jr 52: 4-30 e 2Rs 25: 1-10.
Habacuque e seu livro

Pouco se sabe sobre a vida de Habacuque, a não ser o que se pode deduzir de seu livro, classificado
entre os profetas menores por ter apenas três capítulos. Diferente dos demais, não há profecias
contra países vizinhos ou pessoas, mas revelações do que Deus lhes mostrara, suas orações e
reflexões.

Provavelmente atuasse no templo na área do louvor, como instrumentista ou cantor, Hc 3: 19.

Podemos destacar três afirmações muito importantes em seu livro:

a) “o justo viverá pela sua fé”, 2: 4. Esta declaração inspirou o apóstolo Paulo a escrever a Carta aos
Romanos (Rm 1:7) e, posteriormente, a Martinho Lutero, que a tomou como base para a Reforma
Protestante.

b) Os últimos versos de seu livro são considerados a mais elevada expressão de fé de todo o Antigo
Testamento, 17-19.

c) O versículo “Aviva, ó Senhor, a tua obra”, 3: 2, revela sua insistência com Deus pela mudança do
coração dos homens. E tem sido o lema dos anseios de renovação nas Igrejas.

Habacuque e a Igreja de hoje

Que lições podemos tirar dos ensinos desse homem de Deus para nossa vida espiritual e para
nossas igrejas hoje?

É tempo de clamar por um avivamento. Habacuque percebeu que seus compatriotas precisavam
mudar seu comportamento espiritual. Por isso, se coloca diante de Deus e roga que os olhos deles
sejam abertos para a maior das necessidades, que é a de estar mais perto do Senhor e viver seus
princípios.

A essa prática espontânea no modo de servir ao Senhor é que chamamos de avivamento ou


renovação espiritual. Ela resultará na ação poderosa, irresistível do Espírito Santo, que se sobrepõe
a qualquer força.
Quando o avivamento acontece, a renovação aparece e, consequentemente, seus grandes e
necessários resultados surgem. A Igreja avivada cria crentes avivados. Seus membros tornam-se
ativos, buscam ao Senhor, Is 55: 6, deixam de ser simples admiradores e ouvintes e passam a
realizadores, Jó 42: 5. “Eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora os meus olhos te vêem”. Os
crentes espirituais, 1Co 2: 15, são ativos e produtivos na obra do Senhor, Ap 22: 11.

É tempo de orar com profundidade. Orar crendo, orar buscando com sinceridade, orar tendo
certeza de que está falando com o rei do universo. Orar para que Deus conceda um avivamento
pessoal e coletivo com poder, glória e soberania. Vigílias, orações que partam do profundo de uma
alma preocupada e que se derramem diante de Deus.

É tempo de buscar os meios de graça. A Bíblia enfatiza, tanto no Antigo como no Novo Testamento,
que os grandes eventos foram antecedidos, marcados e alcançados com jejum, arrependimento,
confissão, quebrantamento, espírito de humildade junto ao Deus que santifica, Josué 3: 5.

É tempo de valorizar a Palavra de Deus. Levar para a Igreja a eficiente palavra que vem como fogo e
como martelo que esmiúça a penha do pecado, Jr 23: 29. Palavra abundante, fluente, poderosa,
reavivadora como um carro forte. A palavra do Senhor é o agente ativo e divino para gerar o
avivamento de que desesperadamente a Igreja precisa.

A Igreja carece de púlpito e de ensino que exponham as excelências do Espírito Santo e o culto ao
Senhor tem de ser realizado com seriedade e espiritualidade.

É tempo de louvar o Senhor no poder do Espírito Santo. No andamento de um culto, o louvor


ministrado com unção e testemunho de vida faz a glória de Deus se manifestar. Mas o louvor, se
não for vigiado, pode ser a porta para entrada de costumes os mais indesejáveis na Igreja. Temos de
clamar por avivamento de fogo em nossos louvores e zelar pela liturgia que agrade do Senhor e não
aos homens, Amós 5: 21.

É tempo de buscar o temor a Deus e seus resultados. Se não houver temor constante, o crente vai
perdendo a noção dos valores espirituais, dos perigos que o cercam, perde o repúdio ao mal, ao
pecado, perde a sensibilidade para com os valores divinos e santos do Senhor. Isso empobrece sua
vida espiritual. Quando os valores espirituais são apagados, há impedimento de acesso àquela vida
de santidade e de retidão a Deus que é de suma importância para sua vida ministerial e no seu viver
cotidiano, Habacuque afirma: “Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi”, 3: 2.
História dos Avivamentos Espirituais

Avivamento é quando o Espírito Santo renova, reaviva e desperta a


igreja sonolenta, abatida e corrompida pelo pecado. É revitalização
onde já existiu vida. Ou, como disse Robert Coleman, é "o retorno de
algo à sua verdadeira natureza e propósito".

Segundo o Dr. Martin Loyd-Jones: “É uma experiência na vida da Igreja


quando o Espírito Santo realiza uma obra incomum. Ele a realiza,
primeiramente, entre os membros da Igreja: é um reviver dos crentes.
Não se pode reviver algo que nunca teve vida; assim, por definição, o
avivamento é primeiramente uma vivificação, um revigoramento, um
despertamento de membros de igreja que se acham letárgicos,
dormentes, quase moribundos".

Quando há esse impacto da obra do Espírito de Deus na vida da igreja,


os resultados imediatos do avivamento são sentidos no povo de Deus:
senso inequívoco da presença de Deus; oração fervorosa e louvor
sincero; convicção de pecado na vida das pessoas; desejo profundo de
santidade de vida e aumento perceptível no desejo de pregação do
evangelho. Em outras palavras, a igreja amortecida e tristemente
doente é a primeira a ser beneficiada pelo avivamento.

Outro mito muito freqüente é afirmar que algumas igrejas são "frias" e
outras mais "espirituais". Não existem igrejas frias! Existem sim,
pessoas frias, mortas ou acomodadas espiritualmente! Isso existe!

Todo avivamento espiritual promovido por Deus, tem o objetivo final de


transformar a sociedade não-cristã. Isto acontece porque, além da
atuação soberana do Espírito Santo no mundo, na igreja passa a existir
uma conscientização profunda de sua missão; isto é, a missão integral
de servir o mundo evangelística e socialmente. No avivamento a igreja
vive a missão para a qual foi chamada.

A sociedade não-cristã, por sua vez, volta-se para Deus em resposta ao


evangelho. Acertadamente o Dr. Héber de Campos comenta que "o
reavivamento começa na igreja e termina na comunidade maior onde
ela vive. Os efeitos do reavivamento são muito mais perceptíveis nas
mudanças morais que acontecem na região ou num país onde ele
acontece. Ele não se limita simplesmente aos membros das igrejas
atingidas pela obra de Deus. Ele causa impacto em toda a comunidade
onde a igreja de Deus está inserida".

Ao fazermos uma análise histórica dos fatos e acontecimentos, desde o


povo de Israel na Antiga Aliança, até a igreja de nossos dias, no Novo
Testamento percebemos que o povo tem oscilado entre ondas de
grande avivamento espiritual e períodos de profundas trevas e
degradação pecaminosa.
Associado a cada período de avivamento espiritual observamos que o
antecedeu um longo período de intercessão, jejum e oração. Na verdade
os avivamentos espirituais precisam ser gerados espiritualmente por
intercessores, em nosso Seminário sobre Avivamento Espiritual
desenvolvemos com maior propriedade esse tema, porém é importante
que você tenha em mente um pequeno resumo dos principais
avivamentos espirituais da história.

Destacam-se pelo menos doze movimentos de avivamento

JELSON BECKER
História dos Avivamentos Espirituais
Avivamento é quando o Espírito Santo renova, reaviva e desperta a igreja sonolenta,
abatida e corrompida pelo pecado. É revitalização onde já existiu vida. Ou, como disse
Robert Coleman, é "o retorno de algo à sua verdadeira natureza e propósito".

Segundo o Dr. Martin Loyd-Jones: “É uma experiência na vida da Igreja quando o


Espírito Santo realiza uma obra incomum. Ele a realiza, primeiramente, entre os
membros da Igreja: é um reviver dos crentes. Não se pode reviver algo que nunca
teve vida; assim, por definição, o avivamento é primeiramente uma vivificação, um
revigoramento, um despertamento de membros de igreja que se acham letárgicos,
dormentes, quase moribundos".

Quando há esse impacto da obra do Espírito de Deus na vida da igreja, os resultados


imediatos do avivamento são sentidos no povo de Deus: senso inequívoco da presença
de Deus; oração fervorosa e louvor sincero; convicção de pecado na vida das pessoas;
desejo profundo de santidade de vida e aumento perceptível no desejo de pregação do
evangelho. Em outras palavras, a igreja amortecida e tristemente doente é a primeira
a ser beneficiada pelo avivamento.

Outro mito muito freqüente é afirmar que algumas igrejas são "frias" e outras mais
"espirituais". Não existem igrejas frias! Existem sim, pessoas frias, mortas ou
acomodadas espiritualmente! Isso existe!

Todo avivamento espiritual promovido por Deus, tem o objetivo final de transformar a
sociedade não-cristã. Isto acontece porque, além da atuação soberana do Espírito
Santo no mundo, na igreja passa a existir uma conscientização profunda de sua
missão; isto é, a missão integral de servir o mundo evangelística e socialmente. No
avivamento a igreja vive a missão para a qual foi chamada.

A sociedade não-cristã, por sua vez, volta-se para Deus em resposta ao evangelho.
Acertadamente o Dr. Héber de Campos comenta que "o reavivamento começa na
igreja e termina na comunidade maior onde ela vive. Os efeitos do reavivamento são
muito mais perceptíveis nas mudanças morais que acontecem na região ou num país
onde ele acontece. Ele não se limita simplesmente aos membros das igrejas atingidas
pela obra de Deus. Ele causa impacto em toda a comunidade onde a igreja de Deus
está inserida".

Ao fazermos uma análise histórica dos fatos e acontecimentos, desde o povo de Israel
na Antiga Aliança, até a igreja de nossos dias, no Novo Testamento percebemos que o
povo tem oscilado entre ondas de grande avivamento espiritual e períodos de
profundas trevas e degradação pecaminosa.
Associado a cada período de avivamento espiritual observamos que o antecedeu um
longo período de intercessão, jejum e oração. Na verdade os avivamentos espirituais
precisam ser gerados espiritualmente por intercessores, em nosso Seminário sobre
Avivamento Espiritual desenvolvemos com maior propriedade esse tema, porém é
importante que você tenha em mente um pequeno resumo dos principais avivamentos
espirituais da história.

Destacam-se pelo menos doze movimentos de avivamento só nas páginas do Antigo


Testamento, isso sem nos aprofundarmos em cada um dos reis que lideraram o reino
do norte (Israel) e reino do sul(Judá).

No Novo Testamento a Igreja Primitiva apresenta-se como uma igreja avivada, mas
ainda em Atos, percebemos que Deus precisou despertá-los espiritualmente, os pais
da igreja ao longo dos séculos seguintes nos deixaram inúmeros relatos de
avivamentos espirituais que vieram sobre cada geração de cristãos.

Infelizmente a história também nos mostra que tristemente ocorreram negros


períodos de falta de avivamento, em especial destaco a Idade Média.

Existe pelo menos quatro fatores que precedem cada avivamento, porém não são
comuns a todos. O texto que segue abaixo foi resumido a partir do livro "The Solemn
Assembly" (A Assembléia Solene) por Richard Owen Roberts-1989.

1) Declínio Espiritual e Moral. Cada avivamento é precedido por um período de declínio


moral e espiritual entre o povo de Deus. Como exemplos que ilustram este problema,
podemos citar Êxodo 32 e 33, onde o declínio incluiu a fabricação do bezerro de ouro
para ser adorado; e no tempo de Davi, que foi precedido por mais de seis décadas em
que a Arca da Aliança de Deus estava fora do lugar certo em Jerusalém.

2) Execução do Juízo Divino. Sem exceção, os avivamentos sempre foram precedidos


por alguma espécie de juízo da parte de Deus. Enquanto alguns destes juízos foram
imediatos e finais, resultando em mortes entre os ímpios, outros foram
misericordiosos e redentores, resultando em quebrantamento, oração,
arrependimento e intensa busca da face de Deus.

3) Surgimento Líder ou Líderes Consagrados ao Senhor. Este fato pode ser ilustrado,
examinando a relação completa dos avivamentos no Velho Testamento:

a) Avivamento com Moisés – (Êxodo 32 e 33)


b) Avivamento com Samuel – (1 Samuel 7, com capítulos 1-6 dando o contexto)
c) Avivamento com Davi – (2 Samuel 6,7)
d) Avivamento com Asa – (2 Crônicas 14-16)
e) Avivamento com Josafá – (2 Crônicas 17-20)
f) Avivamento com Jeoiada – (2 Crônicas 23,24)
g) Avivamento com Ezequias – (2 Crônicas 29-32)
h) Avivamento com Josias – (2 Crônicas 34,35)
i) Avivamento com Zorobabel – (Esdras 1-6)
j) Avivamento com Esdras – (Esdras 7-10)
k) Avivamento com Neemias – (Neemias 1-13)
l) Avivamento com Joel – ( Joel 1, 2)

Obviamente, em cada caso Deus mesmo levantou um líder que tinha o pesado encargo
das necessidades morais e espirituais do seu povo. As palavras de Moisés em Êxodo
32.32 destacam isso enfaticamente:
"Agora, peço-te, perdoa o seu pecado; ou, se não, risca-me do livro que escreveste". O
intercessor é essa pessoa que se coloca na "brecha" para intermediar espiritualmente
pelo povo (Ez 22:30-31).

4) Manifestação Extraordinária do Poder de Deus. Embora esta ação tenha sido


diferente em cada avivamento, a mais freqüente tomada era da Assembléia Solene.
Outra vez, observemos o que aconteceu em cada caso.

a) Êxodo 33.7-11 – Moisés tomou a tenda e armou-a fora do arraial, a uma boa
distância do arraial. Chamou a este lugar de "tenda do encontro", e exigia a todos que
quisessem buscar ao Senhor que fossem para fora do arraial, para longe do local do
pecado, ao tabernáculo, para encontrar-se com o Senhor.

b) 1 Samuel 7.5,6 – Samuel ordenou que todo Israel se ajuntasse em Mispa, numa
Assembléia Solene, onde orou por eles, e onde jejuaram e confessaram seus pecados.

c) 2 Samuel 6.14 e 1 Crônicas 13-18 – Depois de um princípio desastrado, quando


pecaram contra o Senhor colocando a Arca da Aliança num carro novo (o método
filisteu), Davi e o povo a carregaram de acordo com a Palavra do Senhor, em
humilhação com regozijo. Davi dançou diante de Deus com toda sua força, cingido de
uma estola sacerdotal de linho.

Depois de colocar de lado sua coroa e roupagens reais, Davi portou-se como um
homem comum entre homens comuns. Embora não haja menção de uma Assembléia
Solene no relato de 2 Samuel, a passagem paralela de 1 Crônicas a reconta em
detalhes.

d) 2 Crônicas 15.9-15 – Asa convocou uma Assembléia Solene em Jerusalém onde o


povo entrou numa aliança para buscar o Senhor Deus de seus pais com todo seu
coração e toda sua alma.
e) 2 Crônicas 20.3-13 – Josafá chamou uma Assembléia Solene por todo o Judá e
Jerusalém, e o povo jejuou e buscou ao Senhor.

f) 2 Crônicas 23.16 – Jeoiada, numa Assembléia Solene, fez uma aliança entre si, todo
o povo e o rei, para que fossem o povo do Senhor. Então procederam a fazer uma
limpeza de todo o mal da terra.

g) 2 Crônicas 29.5 em diante – Ezequias e os líderes estabeleceram um decreto que foi


circulado extensivamente, exigindo que todo o povo se reunisse para uma Assembléia
Solene e a celebração da Páscoa. Quatorze dias inteiros foram dedicados para buscar
e adorar ao Senhor.

h) 2 Crônicas 34.31-33 – Josias reuniu o povo numa Assembléia Solene, e entraram


numa aliança com o Senhor para andar em todos seus caminhos e cumprir todas as
palavras da aliança, escritas no livro.

i) Esdras 6.16-22 – Zorobabel dirigiu o povo numa Assembléia Solene e uma


celebração de sete dias da Páscoa, em que se separaram da impureza das nações, e se
comprometeram a buscar ao Senhor Deus de Israel.

j) Esdras 8.21-23; 9.5-15 – Esdras proclamou um jejum no Rio Aava, para que todos
pudessem se humilhar e buscar ao Senhor. No fim, fizeram uma humilhação pública, e
afastaram o pecado de si, através de uma Assembléia Solene.

k) Neemias 8.1 em diante – Uma Assembléia Solene foi realizada na frente da Porta
das Águas, onde foi lido o livro da lei de Moisés, hora após hora, e um compromisso foi
feito por escrito, de afastar o pecado e buscar ao Senhor com todo seu coração.
l) Joel 1.13; 2.12-17 – Joel chamou uma Assembléia Solene em que todo o povo
deveria comparecer, e onde todos deviam voltar ao Senhor com todo seu coração, com
jejum, choro e lamentação, e onde deviam rasgar seus corações e não suas vestes.

Considere a situação na época da Assembléia Solene convocada pelo profeta Joel. O


povo, como era comum, era culpado de pecado flagrante, que não fora confessado e
nem abandonado. Deus os visitou com um juízo corretivo: uma praga de gafanhotos
em tal proporção que nada semelhante havia sucedido até então.

"O que ficou do gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que ficou do
gafanhoto migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que ficou do gafanhoto
devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor".

Além da terrível praga dos insetos, uma seca cruel afligira a terra. Os ébrios
lamentavam porque não tinham vinho novo para beber; os sacerdotes choravam
porque a oferta de manjares e a libação foram cortadas da casa do Senhor, os campos
estavam arruinados, e a própria terra estava de luto, os lavradores uivavam, os
animais gemiam e andavam errantes, pois não havia pasto para eles.

O próprio povo pranteava como virgem cingida de pano de saco pelo marido da sua
mocidade.
O profeta anunciou as ordens: “Cingi-vos de pano de saco, e lamentai-vos ó
sacerdotes: gemei ministros do altar! Entrai e passai, vestidos de pano de saco,
durante a noite, ministros do meu Deus.”

"Santificai um jejum, convocai uma assembléia solene, congregai os anciãos, e todos


os moradores desta terra para a casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor".
"Tocai a trombeta em Sião, e daí o alarme no meu monte santo! Tremam todos os
moradores da terra".

"Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Voltai para mim de todo o vosso coração,
com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes.
Voltai para o Senhor vosso Deus".

"Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, proclamai um dia de assembléia


solene. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os
filhinhos, e os que mamam. Saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu tálamo.
Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa
a teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações
façam escárnio dele".

O jejum, clamor, oração de intercessão movem o coração de DEUS, em resposta ao


quebrantamento espiritual do povo, promessas foram dadas como encorajamento:

"Então o Senhor teve zelo da sua terra, e se compadeceu do seu povo. O Senhor
responderá ao seu povo:

Eu vos envio o trigo, o vinho novo e o azeite, deles sereis fartos, e não vos entregarei
mais ao opróbrio entre as nações. Farei o exército do Norte partir para longe de vós e
lançá-lo-ei em uma terra seca e deserta, a sua frente para o mar oriental, e a sua
retaguarda para o mar ocidental. E subirá o seu mau cheiro, e subirá o seu fedor...".

Em resposta ao arrependimento coletivo do povo através de usar o meio divinamente


ordenado da Assembléia Solene, a terra se regozijou e se alegrou. Os pastos do
deserto ficaram verdes outra vez.
As árvores e vides deram seu fruto. E o fruto que deram não era um fruto comum, mas
um fruto extraordinário, pois Deus aproximou mais os períodos de chuva, e fez com
que o sol brilhasse sobre a terra, de tal forma que as eiras se encheram de trigo, e os
lagares transbordaram.

Tão grande foi a bênção derramada pelo Deus que se compraz num povo quebrantado
e contrito, que ele recuperou a eles os anos perdidos ao grande exército de
gafanhotos.

O povo tinha em abundância, e estava satisfeito, louvando o nome do Senhor que


operara maravilhosamente com eles. Sabiam que Deus estava no seu meio, que ele
era o único Deus, e que não havia nenhum outro!

Encontramos uma oração por avivamento e a promessa de sua ocorrência em Joel


2.28-32; Habacuque 2.14-3.19 e Malaquias 4.

Infelizmente, alguns que se chamam “cristãos” não levam muito a sério este assunto
de Assembléia Solene, porque todos os exemplos citados foram do Antigo Testamento.
Neste caso, deveriam pensar a respeito de todo o tempo de preparação para o
Pentecostes, à luz da Assembléia Solene, vemos que aqueles dias no cenáculo foram
de fato uma Assembléia Solene, onde Deus manifestou poderosamente seu Espírito
Santo, inaugurando assim a Igreja Neo-Testamentária.

Cada uma das pessoas levantadas por Deus para mobilizar os avivamentos foram
antes de tudo grandes guerreiros de Intercessão, Jejum e Oração!

No apogeu de um grande avivamento Jesus aparece e é batizado por João Batista,


depois de sair de um longo período de jejum e oração no deserto e ter vencido as
tentações do diabo. Escolhe e treina seus discípulos; ascende aos céus, deixando-os
na expectativa de receberam a promessa do Espírito (Lc 24.49-53; At 1.1-26).

O poderoso derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, inaugura o


avivamento aquilo que Jesus havia predito (At 2.1-47). Marca-se, assim, o início de
uma nova era na história da redenção. Por três anos Jesus trabalhara na preparação
desse dia: – o dia em que a Igreja, discipulada por intermédio de seu exemplo,
redimida por seu sangue, garantida por sua ressurreição, sairia em seu nome a
proclamar o Evangelho "até os confins da terra" (At 1.8).

O livro de Atos registra a dimensão desse avivamento. Avivamento em Jerusalém, em


Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. E de lá para cá, são muitos os relatos da
obra vivificadora do Espírito Santo na história da igreja, como por exemplo, na
Alemanha com a Reforma Protestante do século XVI, na Inglaterra no século XVIII,
entre os negros Zulus da África do Sul na década de 60 e na Coréia do Sul nestes
últimos tempos, e o mais recente talvez seja o da décata de 90 em Toronto, Canadá.

Nos Estados Unidos, em 1734. Havia uma consciência da necessidade de alcançar os


não-crentes e fortalecer os já convertidos. Jonathan Edwards (1703-1758), com sua
simplicidade de vida e muita oração, exerceu grande impacto sobre as pessoas.
George Whitefield (1714-1770) foi outro grande avivalista desse período. O resultado
do trabalho desses homens foi milhares de conversões e o nascimento de muitas
igrejas. Na Nova Inglaterra (EUA), numa população de 300 mil pessoas, houve entre
30 e 40 mil conversões. Houve fortalecimento moral nos lares, fundação de cursos
teológicos e de obras sociais.

Já na Europa, várias ondas de grandes avivamentos começaram após a metade do


século XVII. Em 1670, na Alemanha, o pastor Philip Spener organizou reuniões para
estudo bíblico e oração nas casas. Surgiram obras sociais e um novo vigor espiritual
veio sobre a igreja luterana. Fundaram-se muitos campos missionários.

O avivamento dos Morávios iniciou-se em 1727. Começaram a buscar ao Senhor em


oração e, de repente, houve um derramar do Espírito sobre a igreja. Havia choro,
quebrantamento e manifestações até entre crianças. Os morávios iniciaram um
ministério de oração contínua que durou mais de 100 anos, 24 horas de oração diária
e ininterrupta.

Na Inglaterra, João Wesley foi o instrumento de Deus para mudar a história da igreja.
Homem de oração deu ênfase ao estudo bíblico. Opôs-se ao álcool, à guerra, à
escravidão. Houve muitas conversões.
Já no século XIX alguns homens foram instrumentos de Deus para liderar grandes
avivamentos:
Charles G. Finney foi poderoso na Palavra, na oração e no testemunho. Viveu nos
Estados Unidos. Sob a influência de sua pregação, igrejas foram renovadas, nasceram
novas comunidades, pessoas deixaram vícios, etc.

Charles H. Spurgeon (1834-1892) foi professor de crianças na EBD e viu muitos pais
se converterem com o testemunho dos filhos. Spurgeon foi poderoso na pregação.
Sinais e prodígios eram comuns em suas reuniões. Esse avivamento iniciou-se na
Inglaterra e alcançou outros países.

Dwight L. Moody viveu de 1837 a 1899, nos Estados Unidos da América. Calcula-se
que cerca de 500 mil pessoas entregaram-se a Cristo por seu intermédio. Dedicou-se a
EBD. Começou com 12 crianças e, em poucos anos, esse número chegou a 12 mil.

Que Deus derrame do seu Espírito sobre nós para que possamos, como igreja e povo
brasileiros, experimentar mais uma vez aquele "fogo abrasador" que nos purifica e
nos santifica para uma vida cristã de obediência à sua Palavra e somente assim
transformarmos nossa sociedade tão corrompida pelo pecado.

Desafio: Deus está levantando uma geração de cristãos verdadeiramente


comprometidos com o evangelho. Um comprometimento radical, um concerto
profundo, uma vida no altar, semelhante ao que aconteceu na vida de cada
personagem bíblico analisado neste capítulo: - Você esta disposto a ser um Agente
Mobilizador de Avivamento em sua comunidade? Você esta disposto a correr riscos, se
expor, denunciar o pecado, derrubar os postes ídolos em sua vida? E em sua igreja? E
cidade?

Lembre-se de Marcos 10:30: "que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas,


irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida
eterna" e 2 Timóteo 3:12: "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo
Jesus serão perseguidos".

Caso a resposta seja sim, comece agora mesmo a jejuar, orar e a interceder!
Jelson Becker é pastor. Reside atualmente em Recife-PE, onde desenvolve a base do
ministério Avivamento Extravagante. Ministra em média 35 mil pessoas ao ano em
seminários e encontros no Brasil e no exterior. Entre os temas abordados, estão:
ativação de dons espirituais, princípios de transferência de unção, adoração profética,
princípios que antecedem o avivamento, espíritos aprisionados e como implantar uma
equipe de profetas intercessores em sua igreja. Lidera a Escola de Ativação Profética
em Recife com o apoio de tele-salas de aula, que objetivam ensinar o evangelismo
profético a igrejas no mundo.

http://guiame.com.br/v4/67639-1598-Hist-ria-dos-Avivamentos-Espirituais.html
Contato:
www.avivamentoextravagante.com.br
só nas páginas do Antigo Testamento, isso sem nos aprofundarmos em cada um dos
reis que lideraram o reino do norte (Israel) e reino do sul(Judá).

No Novo Testamento a Igreja Primitiva apresenta-se como uma igreja avivada, mas
ainda em Atos, percebemos que Deus precisou despertá-los espiritualmente, os pais
da igreja ao longo dos séculos seguintes nos deixaram inúmeros relatos de
avivamentos espirituais que vieram sobre cada geração de cristãos.

Infelizmente a história também nos mostra que tristemente ocorreram negros


períodos de falta de avivamento, em especial destaco a Idade Média.

Existe pelo menos quatro fatores que precedem cada avivamento, porém não são
comuns a todos. O texto que segue abaixo foi resumido a partir do livro "The Solemn
Assembly" (A Assembléia Solene) por Richard Owen Roberts-1989.

1) Declínio Espiritual e Moral. Cada avivamento é precedido por um período de declínio


moral e espiritual entre o povo de Deus. Como exemplos que ilustram este problema,
podemos citar Êxodo 32 e 33, onde o declínio incluiu a fabricação do bezerro de ouro
para ser adorado; e no tempo de Davi, que foi precedido por mais de seis décadas em
que a Arca da Aliança de Deus estava fora do lugar certo em Jerusalém.

2) Execução do Juízo Divino. Sem exceção, os avivamentos sempre foram precedidos


por alguma espécie de juízo da parte de Deus. Enquanto alguns destes juízos foram
imediatos e finais, resultando em mortes entre os ímpios, outros foram
misericordiosos e redentores, resultando em quebrantamento, oração,
arrependimento e intensa busca da face de Deus.

3) Surgimento Líder ou Líderes Consagrados ao Senhor. Este fato pode ser ilustrado,
examinando a relação completa dos avivamentos no Velho Testamento:

a) Avivamento com Moisés – (Êxodo 32 e 33)


b) Avivamento com Samuel – (1 Samuel 7, com capítulos 1-6 dando o contexto)
c) Avivamento com Davi – (2 Samuel 6,7)
d) Avivamento com Asa – (2 Crônicas 14-16)
e) Avivamento com Josafá – (2 Crônicas 17-20)
f) Avivamento com Jeoiada – (2 Crônicas 23,24)
g) Avivamento com Ezequias – (2 Crônicas 29-32)
h) Avivamento com Josias – (2 Crônicas 34,35)
i) Avivamento com Zorobabel – (Esdras 1-6)
j) Avivamento com Esdras – (Esdras 7-10)
k) Avivamento com Neemias – (Neemias 1-13)
l) Avivamento com Joel – ( Joel 1, 2)

Obviamente, em cada caso Deus mesmo levantou um líder que tinha o pesado encargo
das necessidades morais e espirituais do seu povo. As palavras de Moisés em Êxodo
32.32 destacam isso enfaticamente:

"Agora, peço-te, perdoa o seu pecado; ou, se não, risca-me do livro que escreveste". O
intercessor é essa pessoa que se coloca na "brecha" para intermediar espiritualmente
pelo povo (Ez 22:30-31).

4) Manifestação Extraordinária do Poder de Deus. Embora esta ação tenha sido


diferente em cada avivamento, a mais freqüente tomada era da Assembléia Solene.
Outra vez, observemos o que aconteceu em cada caso.

a) Êxodo 33.7-11 – Moisés tomou a tenda e armou-a fora do arraial, a uma boa
distância do arraial. Chamou a este lugar de "tenda do encontro", e exigia a todos que
quisessem buscar ao Senhor que fossem para fora do arraial, para longe do local do
pecado, ao tabernáculo, para encontrar-se com o Senhor.

b) 1 Samuel 7.5,6 – Samuel ordenou que todo Israel se ajuntasse em Mispa, numa
Assembléia Solene, onde orou por eles, e onde jejuaram e confessaram seus pecados.

c) 2 Samuel 6.14 e 1 Crônicas 13-18 – Depois de um princípio desastrado, quando


pecaram contra o Senhor colocando a Arca da Aliança num carro novo (o método
filisteu), Davi e o povo a carregaram de acordo com a Palavra do Senhor, em
humilhação com regozijo. Davi dançou diante de Deus com toda sua força, cingido de
uma estola sacerdotal de linho.

Depois de colocar de lado sua coroa e roupagens reais, Davi portou-se como um
homem comum entre homens comuns. Embora não haja menção de uma Assembléia
Solene no relato de 2 Samuel, a passagem paralela de 1 Crônicas a reconta em
detalhes.

d) 2 Crônicas 15.9-15 – Asa convocou uma Assembléia Solene em Jerusalém onde o


povo entrou numa aliança para buscar o Senhor Deus de seus pais com todo seu
coração e toda sua alma.
e) 2 Crônicas 20.3-13 – Josafá chamou uma Assembléia Solene por todo o Judá e
Jerusalém, e o povo jejuou e buscou ao Senhor.

f) 2 Crônicas 23.16 – Jeoiada, numa Assembléia Solene, fez uma aliança entre si, todo
o povo e o rei, para que fossem o povo do Senhor. Então procederam a fazer uma
limpeza de todo o mal da terra.

g) 2 Crônicas 29.5 em diante – Ezequias e os líderes estabeleceram um decreto que foi


circulado extensivamente, exigindo que todo o povo se reunisse para uma Assembléia
Solene e a celebração da Páscoa. Quatorze dias inteiros foram dedicados para buscar
e adorar ao Senhor.

h) 2 Crônicas 34.31-33 – Josias reuniu o povo numa Assembléia Solene, e entraram


numa aliança com o Senhor para andar em todos seus caminhos e cumprir todas as
palavras da aliança, escritas no livro.

i) Esdras 6.16-22 – Zorobabel dirigiu o povo numa Assembléia Solene e uma


celebração de sete dias da Páscoa, em que se separaram da impureza das nações, e se
comprometeram a buscar ao Senhor Deus de Israel.

j) Esdras 8.21-23; 9.5-15 – Esdras proclamou um jejum no Rio Aava, para que todos
pudessem se humilhar e buscar ao Senhor. No fim, fizeram uma humilhação pública, e
afastaram o pecado de si, através de uma Assembléia Solene.

k) Neemias 8.1 em diante – Uma Assembléia Solene foi realizada na frente da Porta
das Águas, onde foi lido o livro da lei de Moisés, hora após hora, e um compromisso foi
feito por escrito, de afastar o pecado e buscar ao Senhor com todo seu coração.

l) Joel 1.13; 2.12-17 – Joel chamou uma Assembléia Solene em que todo o povo
deveria comparecer, e onde todos deviam voltar ao Senhor com todo seu coração, com
jejum, choro e lamentação, e onde deviam rasgar seus corações e não suas vestes.

Considere a situação na época da Assembléia Solene convocada pelo profeta Joel. O


povo, como era comum, era culpado de pecado flagrante, que não fora confessado e
nem abandonado. Deus os visitou com um juízo corretivo: uma praga de gafanhotos
em tal proporção que nada semelhante havia sucedido até então.

"O que ficou do gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que ficou do
gafanhoto migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que ficou do gafanhoto
devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor".

Além da terrível praga dos insetos, uma seca cruel afligira a terra. Os ébrios
lamentavam porque não tinham vinho novo para beber; os sacerdotes choravam
porque a oferta de manjares e a libação foram cortadas da casa do Senhor, os campos
estavam arruinados, e a própria terra estava de luto, os lavradores uivavam, os
animais gemiam e andavam errantes, pois não havia pasto para eles.

O próprio povo pranteava como virgem cingida de pano de saco pelo marido da sua
mocidade.
O profeta anunciou as ordens: “Cingi-vos de pano de saco, e lamentai-vos ó
sacerdotes: gemei ministros do altar! Entrai e passai, vestidos de pano de saco,
durante a noite, ministros do meu Deus.”

"Santificai um jejum, convocai uma assembléia solene, congregai os anciãos, e todos


os moradores desta terra para a casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor".
"Tocai a trombeta em Sião, e daí o alarme no meu monte santo! Tremam todos os
moradores da terra".

"Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Voltai para mim de todo o vosso coração,
com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes.
Voltai para o Senhor vosso Deus".

"Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, proclamai um dia de assembléia


solene. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os
filhinhos, e os que mamam. Saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu tálamo.
Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa
a teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações
façam escárnio dele".

O jejum, clamor, oração de intercessão movem o coração de DEUS, em resposta ao


quebrantamento espiritual do povo, promessas foram dadas como encorajamento:

"Então o Senhor teve zelo da sua terra, e se compadeceu do seu povo. O Senhor
responderá ao seu povo:

Eu vos envio o trigo, o vinho novo e o azeite, deles sereis fartos, e não vos entregarei
mais ao opróbrio entre as nações. Farei o exército do Norte partir para longe de vós e
lançá-lo-ei em uma terra seca e deserta, a sua frente para o mar oriental, e a sua
retaguarda para o mar ocidental. E subirá o seu mau cheiro, e subirá o seu fedor...".

Em resposta ao arrependimento coletivo do povo através de usar o meio divinamente


ordenado da Assembléia Solene, a terra se regozijou e se alegrou. Os pastos do
deserto ficaram verdes outra vez.

As árvores e vides deram seu fruto. E o fruto que deram não era um fruto comum, mas
um fruto extraordinário, pois Deus aproximou mais os períodos de chuva, e fez com
que o sol brilhasse sobre a terra, de tal forma que as eiras se encheram de trigo, e os
lagares transbordaram.

Tão grande foi a bênção derramada pelo Deus que se compraz num povo quebrantado
e contrito, que ele recuperou a eles os anos perdidos ao grande exército de
gafanhotos.

O povo tinha em abundância, e estava satisfeito, louvando o nome do Senhor que


operara maravilhosamente com eles. Sabiam que Deus estava no seu meio, que ele
era o único Deus, e que não havia nenhum outro!
Encontramos uma oração por avivamento e a promessa de sua ocorrência em Joel
2.28-32; Habacuque 2.14-3.19 e Malaquias 4.

Infelizmente, alguns que se chamam “cristãos” não levam muito a sério este assunto
de Assembléia Solene, porque todos os exemplos citados foram do Antigo Testamento.
Neste caso, deveriam pensar a respeito de todo o tempo de preparação para o
Pentecostes, à luz da Assembléia Solene, vemos que aqueles dias no cenáculo foram
de fato uma Assembléia Solene, onde Deus manifestou poderosamente seu Espírito
Santo, inaugurando assim a Igreja Neo-Testamentária.

Cada uma das pessoas levantadas por Deus para mobilizar os avivamentos foram
antes de tudo grandes guerreiros de Intercessão, Jejum e Oração!

No apogeu de um grande avivamento Jesus aparece e é batizado por João Batista,


depois de sair de um longo período de jejum e oração no deserto e ter vencido as
tentações do diabo. Escolhe e treina seus discípulos; ascende aos céus, deixando-os
na expectativa de receberam a promessa do Espírito (Lc 24.49-53; At 1.1-26).

O poderoso derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, inaugura o


avivamento aquilo que Jesus havia predito (At 2.1-47). Marca-se, assim, o início de
uma nova era na história da redenção. Por três anos Jesus trabalhara na preparação
desse dia: – o dia em que a Igreja, discipulada por intermédio de seu exemplo,
redimida por seu sangue, garantida por sua ressurreição, sairia em seu nome a
proclamar o Evangelho "até os confins da terra" (At 1.8).

O livro de Atos registra a dimensão desse avivamento. Avivamento em Jerusalém, em


Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. E de lá para cá, são muitos os relatos da
obra vivificadora do Espírito Santo na história da igreja, como por exemplo, na
Alemanha com a Reforma Protestante do século XVI, na Inglaterra no século XVIII,
entre os negros Zulus da África do Sul na década de 60 e na Coréia do Sul nestes
últimos tempos, e o mais recente talvez seja o da décata de 90 em Toronto, Canadá.

Nos Estados Unidos, em 1734. Havia uma consciência da necessidade de alcançar os


não-crentes e fortalecer os já convertidos. Jonathan Edwards (1703-1758), com sua
simplicidade de vida e muita oração, exerceu grande impacto sobre as pessoas.
George Whitefield (1714-1770) foi outro grande avivalista desse período. O resultado
do trabalho desses homens foi milhares de conversões e o nascimento de muitas
igrejas. Na Nova Inglaterra (EUA), numa população de 300 mil pessoas, houve entre
30 e 40 mil conversões. Houve fortalecimento moral nos lares, fundação de cursos
teológicos e de obras sociais.

Já na Europa, várias ondas de grandes avivamentos começaram após a metade do


século XVII. Em 1670, na Alemanha, o pastor Philip Spener organizou reuniões para
estudo bíblico e oração nas casas. Surgiram obras sociais e um novo vigor espiritual
veio sobre a igreja luterana. Fundaram-se muitos campos missionários.

O avivamento dos Morávios iniciou-se em 1727. Começaram a buscar ao Senhor em


oração e, de repente, houve um derramar do Espírito sobre a igreja. Havia choro,
quebrantamento e manifestações até entre crianças. Os morávios iniciaram um
ministério de oração contínua que durou mais de 100 anos, 24 horas de oração diária
e ininterrupta.

Na Inglaterra, João Wesley foi o instrumento de Deus para mudar a história da igreja.
Homem de oração deu ênfase ao estudo bíblico. Opôs-se ao álcool, à guerra, à
escravidão. Houve muitas conversões.
Já no século XIX alguns homens foram instrumentos de Deus para liderar grandes
avivamentos:
Charles G. Finney foi poderoso na Palavra, na oração e no testemunho. Viveu nos
Estados Unidos. Sob a influência de sua pregação, igrejas foram renovadas, nasceram
novas comunidades, pessoas deixaram vícios, etc.

Charles H. Spurgeon (1834-1892) foi professor de crianças na EBD e viu muitos pais
se converterem com o testemunho dos filhos. Spurgeon foi poderoso na pregação.
Sinais e prodígios eram comuns em suas reuniões. Esse avivamento iniciou-se na
Inglaterra e alcançou outros países.

Dwight L. Moody viveu de 1837 a 1899, nos Estados Unidos da América. Calcula-se
que cerca de 500 mil pessoas entregaram-se a Cristo por seu intermédio. Dedicou-se a
EBD. Começou com 12 crianças e, em poucos anos, esse número chegou a 12 mil.

Que Deus derrame do seu Espírito sobre nós para que possamos, como igreja e povo
brasileiros, experimentar mais uma vez aquele "fogo abrasador" que nos purifica e
nos santifica para uma vida cristã de obediência à sua Palavra e somente assim
transformarmos nossa sociedade tão corrompida pelo pecado.

Desafio: Deus está levantando uma geração de cristãos verdadeiramente


comprometidos com o evangelho. Um comprometimento radical, um concerto
profundo, uma vida no altar, semelhante ao que aconteceu na vida de cada
personagem bíblico analisado neste capítulo: - Você esta disposto a ser um Agente
Mobilizador de Avivamento em sua comunidade? Você esta disposto a correr riscos, se
expor, denunciar o pecado, derrubar os postes ídolos em sua vida? E em sua igreja? E
cidade?

Lembre-se de Marcos 10:30: "que


não receba, já no presente, o cêntuplo de
casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no
mundo por vir, a vida eterna" e 2 Timóteo 3:12: "Ora, todos quantos
querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos".