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ISSN 0872-5276

Estatísticas do Ambiente 2011


Edição 2012

e Estatísticas
oficiais
Estatísticas do Ambiente 2011

Edição 2012
2

FICHA TÉCNICA

Título
Estatísticas do Ambiente 2011

Editor
Instituto Nacional de Estatística, I.P.
Av. António José de Almeida
1000-043 Lisboa
Portugal
Telefone: 21 842 61 00
Fax: 21 842 63 64

Presidente do Conselho Diretivo


Alda de Caetano Carvalho

Design e Composição Atualizado em 07-01-2013:


Instituto Nacional de Estatística, I.P.
Substituição do Quadro 6.3 na página 112

Atualizado em 15-05-2013:

ISSN 0872-5276 Substituição do Quadro 2.2 na página 60, dos


ISBN 978-989-25-0154-3
Periodicidade Anual
Quadros 6.2 e 6.4 na página 112, dos Quadros
6.5 e 6.6 na página 113, dos Quadro 6.7, 6.8 e
6.9 na páginas 114 e do Quadro 6.10 na página
115.

Apoio ao cliente

O INE, I.P. na Internet


808 201 808
www.ine.pt
© INE, I.P., Lisboa · Portugal, 2012 *
Estatísticas
*A do Ambiente de
reprodução 2011
quaisquer páginas desta obra é autorizada, exceto para fins comerciais, desde que
mencionando o INE, I.P., como autor, o título da obra, o ano de edição, e a referência Lisboa-Portugal.
3
INTRODUÇÃO
A publicação Estatísticas do Ambiente, na sua edição de 2012, segue a linha editorial e a estrutura do ano
anterior e apresenta uma análise detalhada do setor do ambiente privilegiando-se a divulgação da informação
através de quadros com indicadores síntese, figuras e mapas, alguns dos quais com acesso direto à base de
dados do Portal de Estatísticas Oficiais.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) tem vindo a reforçar a apropriação de dados administrativos para fins
estatísticos, com o objetivo de reduzir a carga sobre os respondentes e os custos de produção. Contudo, o
acesso a tais dados não está isento de dificuldades pelo que, nesta publicação, não é possível apresentar, pelo
segundo ano consecutivo, informação atualizada relativa ao Inventário Nacional de Sistemas de Abastecimento
de Água e Águas Residuais, nas suas componentes física e económica. Regista-se igualmente a ausência de
informação relativa à qualidade das águas balneares e ao índice das aves comuns. Em contrapartida, a edição
de 2012 inclui pela primeira vez, um quadro síntese com informação relativa aos eixos e operações financiadas
no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (2007-2011), orientadas para a proteção do ambiente.

A informação estatística divulgada nesta publicação não esgota o vasto conjunto de dados existentes. O INE
pode disponibilizá-la com uma maior desagregação geográfica, bem como informação adicional a ser fornecida
sob pedido específico, com proteção da confidencialidade estatística, em condições e suportes a acordar.

O INE expressa os seus agradecimentos a todas as entidades que contribuíram para a elaboração da presente

Estatísticas do Ambiente 2011


publicação, em especial à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), à Autoridade Nacional de Proteção Civil
(ANPC), à Direção-Geral do Orçamento (DGO), à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), à Direção
Regional do Orçamento e Tesouro, à Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), à Direção Regional
do Orçamento e Contabilidade, às empresas, às entidades detentoras de Corpos de Bombeiros e outras
entidades inquiridas, à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), ao Instituto de
Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), ao Instituto Financeiro do Desenvolvimento Regional, I.P.
(IFDR), ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), aos Municípios, ao Serviço Regional de Estatísticas
dos Açores (SREA), ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) e a todos os utilizadores
que participaram na reformulação desta publicação, esperando que a mesma possa constituir um bom instrumento
de trabalho.

Agradecem-se antecipadamente todas as sugestões e comentários ao conteúdo desta publicação, com o


objetivo de enriquecer as futuras edições.

Dezembro de 2012

INTRODUCTION
The 2012 edition of Environment Statistics, with a similar outline and structure of the previous year, presents a
detailed analysis of environment and economic activities favoring the dissemination of information through
summary tables with indicators, figures and maps, some of which have direct access to the database of website
of Statistics Portugal.

Throughout this process, the (INE) aims at increasing the use of administrative sources whenever possible, in
order to reduce costs and the burden on repondents. Nevertheless, the access to such data faces some
problems and constraints, therefore it is not possible to provide updated data, for the second year running, from
the Inventory on Public Systems for Water Supply and Wastewater Management, in both economic and physical
terms. There is also a lack of information concerning the quality of bathing water and the index of common
birds. In contrast, the 2012 edition includes for the first time, a framework reporting information on axes and
operations funded under the National Strategic Reference Framework (2007-2011) that were framed within
broader actions aimed at the environment protection.

Environment statistics covers a wide range of thematic areas and it is not yet possible to include in this edition
figures for some emerging topics related to environment impacts on our daily life and choices. However Statistics
Portugal is able to provide some of the contents at a more detailed geographical level, within customized user
needs and whenever the statistical confidentiality is not applicable.

Statistics Portugal welcomes all comments and suggestions about the contents of this publication in order to
identify opportunities for quality improvement in future editions.

December 2012
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ÍNDICE

INTRODUÇÃO/INTRODUCTION 3

SUMÁRIO EXECUTIVO 5

EXECUTIVE SUMMARY 8

SINAIS CONVENCIONAIS/SIGLAS E ABREVIATURAS 11

POPULAÇÃO E ATIVIDADES EMPRESAS COM ATIVIDADES DE

HUMANAS COM IMPACTO GESTÃO E PROTEÇÃO DO

NO AMBIENTE - pág. 17 AMBIENTE - pág. 125

AR E CLIMA - pág. 45 SETOR DE BENS E SERVIÇOS

DE AMBIENTE - pág. 139

ÁGUAS RESIDUAIS - pág. 71 ORGANIZAÇÕES COM ATUAÇÃO

NA ÁREA DO AMBIENTE - pág. 147

SOLOS, ÁGUAS SUBTERRÂNEAS EMPREGO AMBIENTAL - pág. 161

E SUPERFICIAIS - pág. 75

BIODIVERSIDADE E PAISAGEM - IMPOSTOS E TAXAS AMBIENTAIS -


pág. 87 pág. 175

RESÍDUOS - pág. 103 METODOLOGIAS, CONCEITOS

E NOMENCLATURAS - pág. 197

OUTROS DOMÍNIOS DE AMBIENTE


ANEXOS - pág. 221
- pág. 119

Estatísticas do Ambiente 2011


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SUMÁRIO EXECUTIVO
A publicação “Estatísticas do Ambiente” divulga um vasto conjunto de informação organizada em 14 capítulos,
com textos de análise económica, financeira e física bem como quadros estatísticos.

Como principais resultados salientam-se:


ATIVIDADES HUMANAS COM IMPACTO NO AMBIENTE

Em 2011, o consumo privado das famílias residentes em Portugal registou um decréscimo de 3,8% em volume,
para o que contribuiu o decréscimo de 18,5% registado na aquisição de bens duradouros, em particular na
aquisição de automóveis (-24,9%).

Portugal representava 3% das explorações agrícolas, em 2010, e 2% da Superfície Agrícola Utilizada (SAU)
registadas a nível da UE27, que contava com 12 milhões de explorações agrícolas que exploravam uma de
171,6 milhões de hectares.

A comercialização de produtos fitofarmacêuticos em Portugal rondou as 14 mil toneladas em 2011, mantendo-


-se estável desde 2009, ano em que o volume de vendas diminuiu 18%.

O Balanço do Azoto em 2010 resultou num excesso de 43 mil toneladas, expresso em nutriente azoto, o que

Estatísticas do Ambiente 2011


equivale a um excedente de 12 kg por hectare de SAU.

A Entrada Direta de Materiais totalizou 197 milhões de toneladas em 2011, o quantitativo mais baixo desde
2003 e o segundo pior desde 1997.

Em 2011, os minerais não metálicos representavam 70% do consumo de materiais, seguindo-se a biomassa e
os produtos de biomassa, com cerca de 18%.

Em 2011, o consumo de energia primária em Portugal foi de 22 237 ktep, tendo decrescido de forma gradual,
cerca de 12% entre 2007 e 2011.

O consumo de energia final situou-se nos 17 mil ktep em 2011, menos 5% face a 2010 e menos 11% face a
2007.

O consumo final de eletricidade representou, em 2011, cerca de 25% do consumo final de energia, equivalente
a 4 216 ktep.

Entre 2006 e 2011, verificou-se um aumento de 20% na eficiência energética da economia, para o que foi
essencial a redução de 12% do consumo final de energia. Deste modo, para produzir a mesma riqueza,
Portugal consume atualmente menos energia.

A contribuição das fontes de energia renováveis para o consumo de energia primária foi de 22% em 2011,
com um decréscimo de 3% face a 2010.
AR E CLIMA

Em 2010, as emissões de gases de efeito estufa sem Land Use, Land-Use Change and Forestry (LULUCF) foi
de cerca de 69 360 kton de CO2eq, e com LULUCF foi de 59 480 kton de CO2eq, o que resulta de um
sequestro líquido de 9 880 kton de CO2eq por parte do setor LULUCF.

Em 2010, cerca de 70% das emissões ocorridas tiveram origem no setor “energia”, no qual se destacam os
“transportes” como os principais responsáveis pelas emissões de gases de efeito de estufa, representando
27% do total das emissões.

Em 2010, Portugal registava uma intensidade carbónica de 411 t CO2eq./106, a preços correntes de 2006.

Em 2010, registava-se uma emissão de 6,5 t CO2eq por pessoa.

A aplicação do regime “Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE)”, levou à atribuição anual de
licenças de emissão no período de 2008-2012, no valor de 30,5 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

Em Portugal, no período de 2007 a 2011, o Índice de Qualidade do Ar situou-se predominantemente na classe


“Bom”.
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Em 2011, a despesa das Administrações Públicas com a “Proteção da qualidade do ar e clima” quase que
duplicou face ao ano anterior, ascendendo a 11 milhões de euros.
SOLOS, ÁGUAS SUBTERRÂNEAS E SUPERFICIAIS

Portugal continental apresenta grande parte do território ocupado por “florestas e meios naturais e seminaturais”
(cerca de 54,3%).

Em 2011 estavam constituídas 157 Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) que abrangiam uma superfície florestal
com 801 mil hectares.

O peso da área florestal abrangida por ZIF na Área Florestal Nacional aumentou cerca de 12 p.p., entre 2007
e 2011, passando de um peso de 0,7% em 2007 para 12,5 % em 2011.

No período de 1960/1990, as áreas suscetíveis à desertificação ocupavam 1/3 da área geográfica de Portugal
Continental, sendo que em 2000/2010 essa área quase que duplicou.

Em 2011, a despesa das Administrações Públicas com a “Proteção e recuperação dos solos e águas subterrâneas
e superficiais” decresceu 19%, fixando-se em 106 milhões de euros.
BIODIVERSIDADE E PAISAGEM

Em 2011 deflagraram 25 221 incêndios florestais (responsáveis pela perda de 74 560 hectares) dos quais 73%
eram matos.

Entre 2007 e 2011, apenas 40 dos 278 municípios do Continente não foram atingidos por fogos florestais.

Em 2011, os 312 incêndios ocorridos em áreas protegidas consumiram 8 095 hectares, menos 10 331 hectares
do que em 2010.

As áreas protegidas que tiveram maior percentagem de área ardida acumulada do seu território foram os
Parques Naturais do Alvão (30%) e da Peneda-Gerês (24%).

Em 2011, a despesa das Administrações Públicas na “Proteção da biodiversidade e paisagem” decresceu 9%,
tendo ficado abaixo da média do quinquénio 2007-2011.
RESÍDUOS

Em 2011, cada habitante gerou, em média, cerca de 486 kg de resíduos urbanos, dos quais cerca de 73 kg
foram separados/triados para valorização multimaterial e/ou orgânica.

A quantidade de resíduos urbanos recolhidos seletivamente fixou-se em 777 mil toneladas, o que corresponde
a cerca de 15% do total de resíduos urbanos recolhidos.

No período de 2007 a 2011, a quantidade global de resíduos de fluxos específicos valorizados foi de 6,5
milhões de toneladas, o que corresponde a uma média de 1,3 milhões de toneladas de resíduos recuperados
por ano.

Em 2011, o total de resíduos exportados destinados a operações de valorização e eliminação ascenderam a 62


mil toneladas, correspondente a um acréscimo de 13%, face à quantidade registada no ano anterior, que se
fixou em 56 mil toneladas.

O montante despendido no domínio “Gestão de resíduos” ascendeu a 548 milhões de euros.


EMPRESAS COM ATIVIDADES DE GESTÃO E PROTEÇÃO DO AMBIENTE

Em 2011, a agenda económica e ambiental das empresas relativa aos processos produtivos promoveu um
investimento de 155 milhões de euros (menos 9 milhões de euros face a 2010) e registou um resultado
financeiro negativo da ordem dos 102 milhões de euros, ainda assim inferior em 28 milhões de euros, face ao
exercício de 2010.

As empresas de maior dimensão (tendo por base o número de pessoas ao serviço) são as que revelaram
maior responsabilidade ambiental. Em 2011 todas as empresas com 1 000 ou mais pessoas ao serviço adotaram
medidas de proteção ambiental.

Estatísticas do Ambiente 2011


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Apenas 10% das empresas possuíam certificações ambientais, destacando-se os setores das “Indústrias
petrolíferas”(100%), “Indústrias de material de transporte” (26%), “Indústrias químicas e farmacêuticas” e
“Indústrias de equipamento informático e elétrico”, estas últimas com 17% do total do setor.
SETOR DE BENS E SERVIÇOS DE AMBIENTE

O volume de negócios das entidades produtoras de bens e serviços de ambiente atingiu 5,4 mil milhões de
euros no exercício fiscal de 2011, mais 4% do que o valor faturado no ano precedente.

O grupo “Gestão da poluição” gerou um volume de negócios de 2,9 mil milhões de euros.
ORGANIZAÇÕES COM ATUAÇÃO NA ÁREA DO AMBIENTE

As atividades desenvolvidas pelas ONGA mais que triplicaram em 2011, face ao ano transato, atingindo as 39
560 ações.

O investimento realizado em 2011 mais que duplicou face a 2010, atingindo os 5 milhões de euros, e foi
maioritariamente aplicado em terrenos e edifícios e outras construções.

A participação dos Corpos de bombeiros no combate a incêndios em povoamentos florestais diminuiu 37%,
contabilizando-se 10 619 ocorrências.

Estatísticas do Ambiente 2011


De 2007 a 2011, o número total de atividades desenvolvidas pelo Serviço de Proteção da Natureza e do
Ambiente (SEPNA) caiu 56%, sendo que a área de intervenção que registou a maior quebra foi o “patrulhamento
de prevenção de fogos florestais” (-65%) seguindo-se as “ações de sensibilização ambiental (-24%).
EMPREGO AMBIENTAL

Em 2011, as empresas das indústrias extrativas, transformadoras, de eletricidade e gás e de captação, tratamento
e distribuição de água empregavam 11 964 indivíduos dedicados a atividades de proteção ambiental.

O número de indivíduos ao serviço das ONGA era de 1 896, predominantemente homens (64% do total).

O efetivo dos Corpos de bombeiros aumentou ligeiramente em 2011 (+1%), fixando-se o quadro de pessoal
(comando e ativo) em 30 530 indivíduos.
SÍNTESE ECONÓMICO FINANCEIRA

Em 2011, o valor dos impostos com relevância ambiental fixou-se em 5,55 mil milhões de euros, o que corresponde
a uma quebra da ordem dos 265 milhões de euros face a 2010.

Em Portugal, o peso dos impostos com relevância ambiental no total das receitas de impostos e contribuições
sociais é muito superior à média europeia (8,1% face a 6,2%).

Em 2010, o valor das taxas com relevância ambiental atingiu 676 milhões de euros (0,4% do PIB), representando
um decréscimo de 10,2% face a 2009.

No final de 2011, estavam aprovados, pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN 2007-2011),
projetos no valor de 1,9 milhões de euros, orientados para a proteção do ambiente, para financiamento de
operações em matéria de energia, abastecimento de água, gestão de resíduos urbanos, prevenção de riscos,
etc. Em 2011, a taxa de execução foi de 28%, correspondente a cerca de 560 milhões de euros.
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EXECUTIVE SUMMARY
“Environment Statistics” edition covers a wide range of themes organized into 14 chapters, including statistical
tables, economic and financial analysis and physical data.

The overall results are the following:


HUMAN ACTIVITIES WITH IMPACT ON THE ENVIRONMENT

In 2011, private consumption of households in Portugal fell by 3.8% in volume, mainly due to the decrease of
18.5% in the purchase of durable goods, particularly cars (-24,9%).

In 2010, the EU27 had 12 million holdings exploring an utilized agricultural area (UAA) of 171.6 million hectares.
Portugal accounted for 3% of these farms and 2% of the UAA.

The sales of pesticides and related products in Portugal reached 14 thousand tons in 2011. After Turnover
declined 18% in 2009, but remained at similar levels since then.

Nitrogen Balance in 2010 resulted in an excess of 43 000 tons expressed in nutrient nitrogen, which correspond
to a surplus of 12 kg N per hectare of UAA.

The Direct Materials Input plunged 197 million tons in 2011, the lowest since 2003 and the second worse since
1997.

In 2010, the non-metallic minerals accounted for 70% of material consumption followed by biomass and biomass
products, around 18%.

In 2011, primary energy consumption in Portugal reached 22 237 ktep, decreasing 12% yearly between 2007
and 2011.

The final energy consumption stood at 17 000 ktep in 2011, less than 5% compared to 2010 and 11% less vis-
à-vis to 2007.

The final electricity consumption represented in 2011 approximately 25% of final energy consumption, equivalent
to 4216 ktep.

Between 2006 and 2011, there was a 20% increase in energy efficiency of the economy, due to the reduction
of 12% of final energy consumption. Nowadays, Portugal is consuming less energy to produce the same GDP
unit than in 2006.

The contribution of renewable energy sources to primary energy consumption was 22% in 2011, a decrease of
3% compared to 2010.
AIR AND CLIMATE

In 2010, emissions of greenhouse gases without LULUCF was about 69 360 kton of CO2eq and including
LULUCF was 59 480 kton of CO2eq, which results in a net abstraction of 9 880 kton of CO2eq by the LULUCF
sector.

In 2010, 70% of emissions were caused by “energy” sector, from which “transportation” generates the major
part of greenhouse gases, accounting for 27% of total emissions.

In 2010, Portugal recorded a carbon intensity of 411 t of CO2eq./106 GDP at current prices of 2006.

In 2010, an emission of 6.5 t of CO2eq. per person was recorded.

The application of the European greenhouse gas emission allowance trading (EU GhGEAT), in the period 2008-
2012 led to the annual allocation of permits for emission reaching 30.5 million tonnes of CO2 equivalent.

In Portugal, the IQAr rate of “Good” was the most predominant classification observed from 2007 up to 2011.

In 2011, general Government expenditure with the “Protection of air quality and climate” has almost doubled
over the previous year, amounting to 11 million euros.

Estatísticas do Ambiente 2011


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SOILS, SURFACE AND GROUNDWATER BODIES

Mainland territory in Portugal is mostly occupied with “forests and natural and semi natural landscapes” (54.3%).

In 2011 157 Forest Intervention Areas (ZIF) were created covering an area of 801 000 hectares.

The ZIF area as a percentage of national forests area increased by 12 p.p. between 2007 and 2011, weighting
0.7% (2007) up to 12.5% of national forest area in 2011.

In the period 1960/1990, areas in risk of desertification cover nearly one third of Portuguese Mainland territory,
and in 2000/2010 those areas almost doubled.

In 2011, general Government expenditure with the “protection and recovery of soil, ground and surface water
bodies” fell by 19%, standing at 106 million euros.
BIODIVERSITY AND LANDSCAPE

In 2011, 25 221 forest fires have sparked which caused a loss of 74,560 hectares of arboreal areas where 73%
were bushes.

In the period 2007-2011, only 40 of the 278 municipalities of the Mainland have not been hit by forest fires.

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The 312 fires recorded in 2011 in protected areas, consumed 8 thousand hectares of natural landscapes,
however less 10 thousand hectares than in 2010.

The Natural Parks of Alvão (30%) and of Peneda-Gerês (24%), were the protected areas in 2011 with highest
percentages of accumulated area of their territory destroyed by fires.

In 2011, general Government expenditure on “Protection of biodiversity and landscape” decreased by 9%,
standing below the average for the period 2007-2011.
WASTE

In 2011, each inhabitant generated around 486 kg of municipal waste, of which near 73 kg, were sorted out for
multimaterial recycling and / or organic recovery.

In 2011, the amount of municipal waste selectively collected, accounted 777 000 tons which corresponds to
15% of total municipal waste collected.

In the period 2007-2011, the total quantity of specific waste streams, reached 6.5 million tons which correspond
to an annual average of 1.3 million tons of waste recovered.

In 2011, total exports of waste for disposal and recovery operations reached 62 thousand tons, a slight increase
of 7 000 tons (+13%) when compared with previous year exports that amounted 56 thousand tons.

In 2011, the public expenditure on “waste management” summed up to 548 million euros.
BUSINESS ACTIVITIES WITH MANAGEMENT AND PROTECTION OF ENVIRONMENT

In 2011, the corporations and businesses environmental policy fostered an investment of 155 million euros (less
9 million euros when comparing to 2010) and a financial loss of around 102 million euros, around 28 million
euros less than in 2010.

The largest companies (measured by employees) are facing environmental responsibility as a core policy
issue. In 2011 all companies with 1000 or more employees have adopted environmental protection measures.

In 2011, only 10% of companies had environmental certifications, especially “Oil Industry” (100%), “Manufacture
of transport equipment” (26%), “Chemical and Pharmaceutical Industries” and “Manufacturing of electrical
and computer equipment”, both with 17% of the total sector.
10
SECTOR OF GOODS AND SERVICES ENVIRONMENT

The turnover of the entities producing environmental goods and services reached the level of 5.4 billion euros in
2011, 4% more when compared to 5.2 billion euros billed in the previous year.

The group “Management of pollution” generated in 2011 a turnover of 2.9 billion euros.
ORGANIZATIONS ACTIONS IN THE FIELD OF ENVIRONMENT

The activities carried out by environmental NGO more than tripled in 2011 (+247%) comparing with previous
year and summed up 39 560 initiatives.

The investment made in 2011 (more than doubled compared to 2010), accounted for a total of 5 million euros for
acquiring land, buildings and other constructions

In 2011, the participation of fire departments in fighting fires in forest stands decreased by 37%, accounting for
10 619 occurrences.

From 2007 up to 2011 the total number of activities of SEPNA fell by 56%, and the target area that recorded the
largest drop was “patrolling to prevent forest fires” (-65%) followed by “awareness and information on environmental
issues” (-24%).
WORK ENVIRONMENT

In 2011, the companies of the extractive industries, manufacturing, electricity and gas and abstraction, treatment
and distribution of water employed 11 964 individuals dedicated to environmental protection activities.

In 2011 the number of staff employed by NGOs was 1896, from which more than 64% were men.

The firefighting departments personnel increased slightly (+1%) in 2011 and totaled 30 530 individuals.
ECONOMIC AND FINANCIAL SUMMARY

In 2011, the value of environmentally relevant taxes stood at 5,550 million euros, which represents a decrease
of around 265 million euros, compared to 2010 revenue.

In Portugal the weight of environmentally relevant taxes in total tax revenues and social contributions is much
higher than the european average, 8.1% versus 6.2%.

In 2010, environmentally relevant fees totaled 676 million euros (0.4% of GDP), a decrease of 10.2% over
2009.

In late 2011, the National Strategic Reference Framework (NSRF 2007-2011) approved 1.9 million euros targeted
for environmental protection, to finance operations in energy, water supply, municipal waste management, risk
prevention, etc.. In 2011 the implementation rate was 28%, totaling 560 million euros.

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SINAIS CONVENCIONAIS
... Valor confidencial

Po Valor provisório

Rv Valor revisto

X Dado não disponível

// Não aplicável

ԥ Valor inferior a metade do módulo da unidade utilizada


Nota: Por razões de arredondamento, os totais podem não corresponder à soma das parcelas.

SIGLAS E ABREVIATURAS
ANPC Autoridade Nacional de Proteção Civil

AP Áreas Protegidas

Estatísticas do Ambiente 2011


APA Agência Portuguesa do Ambiente

ARH Administrações de Região Hidrográfica

CAE - Rev. 3 Classificação das Atividades Económicas - Revisão 3

CE Comunidade Europeia

CEE Comunidade Económica Europeia

CGE Conta Geral do Estado

CH4 Metano

CIRVER Centros Integrados de Recuperação e Valorização de Resíduos

CITES Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção

CMVMC Custo das Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas

CN Cabeça Normal

ºC Graus Celsius

CO2 Dióxido de Carbono

COV Compostos Orgânicos Voláteis

COVNM Compostos Orgânicos Voláteis Não Metânicos

DMC Consumo Interno de Materiais

DMI Entrada Direta de Materiais

DGAV Direção Geral de Alimentação e Vetrinária

DGEG Direção Geral de Energia e Geologia

DRA Direção Regional do Ambiente

DRACA Direção Regional dos Assuntos Comunitários da Agricultura

DRADR Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural

DREM Direção Regional de Estatísticas da Madeira


12
DGADR Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural

DRF Direção Regional de Florestas

EMAS Sistema Comunitário de Auditoria e Ecogestão

ENE Estratégia Nacional para a Energia

EPS Escalões de Pessoal ao Serviço

eq. Equivalente

ERA Embalagens e Resíduos de Embalagens

ERSAR Entidade Reguladora de Serviços de Águas e Resíduos

EUR Euros

EUROSTAT Statistical office of the European Union

EVN Escalão de Volume de Negócios

Expl. Explorações agrícolas

FEADER Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural

FEDER Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional

FEP Fundo Europeu das Pescas

FPC Fundo Português do Carbono

FSE Fundo Social Europeu

FSE Fornecimentos e Serviços Externos

GEE Gases de Efeito de Estufa

GPP Gabinete de Planeamento e Políticas

ha Hectare

hab Habitante

ICNF Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas

IES Informação Empresarial Simplificada

IFAP Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I. P.

IPMA Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I.P.

INE Instituto Nacional de Estatística, I. P.

INSAAR Inventário Nacional de Sistemas de Abastecimento e Água e de Águas Residuais

ISFL Instituições Sem Fins Lucrativos

IVA Imposto sobre o Valor Acrescentado

kg Quilograma

kt Quilotonelada

ktep Quilotonelada equivalente de petróleo

l Litro

LULUCF Land Use, Land-Use Change and Forestry

m3 Metro cúbico

Estatísticas do Ambiente 2011


13
MAA Medidas Agro-Ambientais

mm Milímetros

MRRI Mapas de Registo de Resíduos Industriais

MW Mega Watt

N Azoto

N2O Óxido Nitroso

NH3 Amónia

NOx Óxidos de azoto

NPS Número de Pessoas ao Serviço

NUTS Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos

O3 Ozono troposférico

ONGA Organizações Não-Governamentais de Ambiente

Estatísticas do Ambiente 2011


ONU Organização das Nações Unidas

PC Posto de Cloragem

PDRu Açores Plano de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma dos Açores (2000-2006)

PDRu Madeira Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma da Madeira (2000-2006)

PIB Produto Interno Bruto

PNAC Programa Nacional para as Alterações Climáticas

PNAER Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis

PNALE Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão

PRODER Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (2007-2013)

PRODERAM Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma da Madeira (2007-2013)

PRORURAL Programa de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma dos Açores (2007-2013)

QREN Quadro de Referência Estratégico Nacional

RAA Região Autónoma dos Açores

RAM Região Autónoma da Madeira

REEE Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos

RIP Resíduos Industriais Perigosos

RFCN Rede Fundamental de Conservação da Natureza

RURIS Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (2000-2006)

s.a. Substância ativa

SAU Superfície Agrícola Utilizada

SEPNA Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente

SERIEE Sistema Europeu de Recolha de Informação Económica sobre o Ambiente

SIRAPA Sistema Integrado de Registo da Agência Portuguesa do Ambiente

SIRER Sistema Integrado de Registo Eletrónico de Resíduos


14
SNC Sistema de Normalização Contabilística

SOx Óxido de Enxofre

SREA Serviço Regional de Estatísticas dos Açores

SRA Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais da Região Autónoma da Madeira

SRAF Secretaria Regional da Agricultura e Floresta

SRAM Secretaria Regional do Ambiente e do Mar da Região Autónoma dos Açores

t Tonelada

tep Tonelada equivalente de petróleo

TOPF Potencial de Formação do Ozono Troposférico

UE União Europeia

µg/m3 Micrograma por metro cúbico de ar

VVN Volume de Negócios

INFORMAÇÃO DISPONÍVEL E NÃO PUBLICADA

Em condições a acordar, dentro do regime de prestação de serviços, os dados relativos às variáveis inquiridas
pelos questionários em anexo (desde que não se encontrem sujeitos a segredo estatístico) poderão ser fornecidos
sob pedido específico dirigido ao INE.

Estatísticas do Ambiente 2011


População e
atividades
humanas
com impacto
no ambiente
17

1 - POPULAÇÃO E ATIVIDADES HUMANAS COM IMPACTO NO AMBIENTE

O impacto ambiental define-se como o conjunto das alterações favoráveis e desfavoráveis produzidas em
parâmetros ambientais e sociais, num determinado período de tempo e numa determinada área (situação de
referência), resultantes da realização de um projeto, comparadas com a situação que ocorreria, nesse
período de tempo e nessa área, se esse projeto não viesse a ter lugar (Decreto-lei nº 69/2000 de 3 de Maio).

Todas as atividades humanas geram impactos ambientais em maior ou menor escala, nomeadamente as

População e atividades humanas com impacto no ambiente


atividades relacionadas com a energia, as indústrias, a agricultura e os transportes.

Neste capítulo, são apresentados diversos indicadores que permitem percecionar a evolução, ao longo dos
últimos anos, do ritmo de crescimento da população residente, dos respetivos níveis de consumo e do
comportamento de algumas das principais atividades com impacto ambiental: a agricultura, a produção
industrial, a produção e o consumo de energia.

Esta abordagem permite avaliar o sentido da evolução da pressão exercida pelas atividades humanas sobre
o ambiente e contribui para a definição de estratégias de prevenção relativamente aos impactos negativos
que geram.

Salienta-se que a série de dados relativos à população apresentada neste capítulo ainda não incorpora a
revisão da série das estimativas da população residente com base nos Censos 2011, informação que só
estará disponível em 2013.
18
1.1 - POPULAÇÃO E ATIVIDADES ECONÓMICAS

1.1.1 - População

Figura 1.1 - Variação populacional e taxa de Figura 1.1


crescimento efetivo
N.º %
80 000 0,73 0,80
0,70 O ritmo de crescimento anual da população
70 000 0,70
0,58 residente sofreu uma desaceleração acentuada
60 000 0,60 entre 2005 e 2008. Em 2010, a população
0,45
50 000 0,50 residente estimada era de 10 637 milhares de
0,35 0,33
40 000 0,40 indivíduos, o que representa uma variação
30 000 0,23 0,30 populacional negativa de cerca de 700 indivíduos,
20 000 0,13 0,20 face a 2009.
0,09
0,05
10 000 0,10
0 0,00
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Variação populacional Taxa de crescimento efetivo

Fonte: INE, I. P.

1.1.2 – Consumo privado

Figura 1.2 - Consumo privado (despesa de A taxa de variação em volume do consumo privado
das famílias residentes apresentou, no período
consumo final) - Dados encadeados em volume
em análise, um comportamento coincidente com
(ano de referência=2006)
o início da crise económica mundial em 2008.
3 % Em 2011, o consumo privado das famílias
2 residentes em Portugal registou um decréscimo
1 de 3,8% em volume, para o que contribuiu o
0
decréscimo de 18,5% registado na aquisição de
2006 2007 2008 2009 2010 2011 (Po) bens duradouros, em particular na aquisição de
-1
automóveis (-24,9%). Esta variação surge como
-2 consequência do aumento que se verificou na
-3 aquisição destes bens duradouros em 2010
-4 (+28%), por antecipação à implementação
anunciada de um conjunto de medidas
-5
Taxas de variação em volume do consumo privado penalizadoras como o aumento da taxa normal
do IVA e a redução substancial do incentivo fiscal
Fonte: INE, I. P.
ao abate de veículos em fim de vida.

Em relação aos bens não duradouros, em 2011, o consumo privado das famílias registou também um decréscimo
na ordem dos 2,1%.
1.1.3. Atividade agrícola

1.1.3.1 - Atividade agrícola na UE27

Em 2010, a UE27 contava com 12 milhões de explorações agrícolas que exploravam uma Superfície Agrícola
Utilizada (SAU) de 171,6 milhões de hectares. Portugal representava 3% dessas explorações e 2% da SAU.

Com base nos dados dos Recenseamentos da Agricultura realizados nos Estados Membros em 2010 e em
2009 no caso de Portugal, apresenta-se uma análise estrutural da atividade agrícola na UE27, posicionando
Portugal face aos restantes Estados Membros.

Figura 1.3; Figura 1.4

Estatísticas do Ambiente 2011


19
Figura 1.3 - Dimensão média das explorações Figura 1.4 - Importância da SAU na superfície
agrícolas (2010) - UE27 territorial (2010) - UE27
República Checa Irlanda
Reino Unido Reino Unido
Eslováquia Dinamarca
Dinamarca Roménia
Luxemburgo Países Baixos
Alemanha Luxemburgo
França Hungria
Estonia Espanha
Suécia Alemanha
Finlândia Polónia

População e atividades humanas com impacto no ambiente


Irlanda República Checa
UE Bélgica
Bélgica França
Países Baixos Lituânia
Espanha Itália
Letónia Bulgária
Áustria UE
Lituânia Portugal
Bulgária Eslováquia
Portugal Malta
Polónia Austria
Hungria Letónia
Itália Grécia
Eslovénia Eslovénia
Grécia Estónia
Roménia Chipre
Chipre Finlândia
Malta Suécia
0 50 100 150 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 %
ha/expl.
Fonte: INE, I. P. Fonte: INE, I. P.

A dimensão média das explorações agrícolas na UE27 situa-se nos 34 ha/exploração, enquanto em Portugal
este indicador não ultrapassa os 12 ha/exploração, muito abaixo da média comunitária, mas ainda assim
acima de outros Estados Membros do sul da Europa, como é o caso da Itália (8 ha/exploração) e da Grécia (5
ha/exploração), embora consideravelmente abaixo da Espanha (25 ha/exploração). A República Checa é o
Estado Membro que lidera o ranking da dimensão média das explorações agrícolas da UE27 com 154 ha/
exploração, o que se justifica pela privatização das antigas cooperativas de grandes dimensões e das explorações
estatais.

Relativamente ao peso da SAU na superfície territorial dos Estados Membros da UE27, verifica-se que sete
destes têm mais de metade do seu território dedicado à atividade agrícola, sendo a Irlanda o país que lidera
este indicador com 73%. Já Portugal está alinhado
Figura 1.5 - Explorações agrícolas por dimensão
com a média da UE27, com 40% do território dedicado
à agricultura. Países como a Finlândia e a Suécia, económica (2010) - UE27
com vastas áreas de florestas, apresentam apenas Bélgica
8% e 7% dos seus territórios dedicados a esta ReinoUnido
atividade.
França
Em mais de metade dos Estados Membros da UE27 Irlanda
predominam as explorações de muito pequena
dimensão económica, sendo na sua maioria países Suécia

do sul e do leste da Europa, onde predominam Austria


explorações de pequena dimensão física. Portugal Bulgária
faz parte deste grupo, com 92% das explorações
classificadas nas dimensões económicas “muito Eslováquia

pequena” e “pequena” e com apenas 3% de Espanha


explorações de grande dimensão. Grécia

Países como a Dinamarca, Reino Unido, França, Itália


Alemanha e República Checa, têm uma distribuição Lituânia
uniforme das explorações agrícolas pelas diferentes
classes de dimensão económica, enquanto nos Países Polónia

Baixos 54% das explorações são de grande dimensão Roménia


económica. Este Estado Membro, apesar de ter 0% 20% 40% 60% 80% 100%
explorações com dimensão física abaixo da média Muitopequenas(<8000euros) Pequenas(8000Ͳ 24999euros)
comunitária, pratica uma agricultura altamente Médias(25000Ͳ 99999euros) Grandes(>100000euros)
intensiva. Fonte: INE, I. P.
20
Figura 1.6 - Composição da SAU (2010) - UE27 Figura 1.7 - Importância das Pastagens
Finlândia
Permanentes na SAU (2010) - UE27
Dinamarca
Suécia Irlanda
Hungria Reino Unido
Malta Eslovénia
Lituânia Luxemburgo
Polónia Áustria
República Checa Portugal
Chipre Países Baivos
Alemanha Bélgica
Eslováquia Letónia
Bulgária
Espanha
Estónia
Roménia
França
UE Estónia
Roménia UE
Letónia França
Bélgica Eslováquia
Países Baixos Alemanha
Itália Bulgária
Grécia Itália
Áustria República Checa
Espanha Polónia
Luxemburgo Lituânia
Reino Unido Grécia
Eslovénia Hungria
Portugal
Suécia
Irlanda
Dinamarca
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Chipre
Terras aráveis Horta familiar % Finlândia
Pastagens permanentes Culturas permanentes Malta

Fonte: INE, I. P.
0 20 40 60 80 %

Fonte: INE, I. P.

A ocupação cultural nos diferentes países é muito diversificada, sendo reflexo das diferentes condições edafo-
climáticas. Em certos Estados Membros como a Finlândia, a SAU é quase exclusivamente constituída por
terras aráveis (98%), enquanto que em Portugal estas superfícies ocupam 32%, abaixo da média comunitária
(63%) e dos países do sul Europa, nos quais esta utilização representa em geral cerca de 50% da SAU. Esta
situação decorre da importância que as pastagens permanentes têm no nosso país (49%), o que nos aproxima
de países especializados na produção pecuária extensiva como o Reino Unido ou a Irlanda, onde as pastagens
permanentes ocupam, respetivamente, 62% e 80% da SAU. Realça-se ainda a importância que as culturas
permanentes têm nos países do sul da Europa (Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Chipre e Malta), destacando-
se dos restantes Estados Membros onde esta ocupação não tem grande expressão. A média comunitária
aponta para 6% da SAU com culturas permanentes,
Figura 1.8 - Índice de densidade pecuária (2010) - quando em Portugal representa 19% e atinge um
UE27 máximo na Grécia com 27% da SAU.
Malta
Países Baixos O índice de densidade pecuária é um indicador da
Chipre pressão que a produção animal exerce sobre o
Bélgica
Dinamarca
ambiente. O efetivo animal, pela produção de
Itália estrume e chorume, pode promover riscos
UE consideráveis para o ambiente. Assim, quanto mais
Espanha
Alemanha elevado for o índice, maior será a quantidade de
Irlanda estrume e chorume produzidos por hectare de SAU
Áustria
Luxemburgo e maiores serão os riscos para o ambiente. A média
Eslovénia comunitária do índice situa-se nas 1,88 Cabeças
Grécia
França
Normais (CN) por hectare de SAU das explorações
Reino Unido com efetivo animal, estando Portugal muito abaixo
Polónia deste valor com 0,81 CN. Malta lidera o ranking da
Finlândia
Bulgária UE27 com 13 CN por hectare, apesar de ter um
Hungria efetivo animal reduzido, mas que está afeto a um
Suécia
Roménia
número também reduzido de explorações agrícolas,
Portugal situação esta que também se verifica com o Chipre.
República Checa Países como a Dinamarca, os Países Baixos e a
Estónia
Lituânia Bélgica, importantes a nível da produção animal
Eslováquia intensiva na UE27, apresentam também índices de
Letónia
densidade pecuária elevados.
0 5 10 15
CN/ha
Fonte: INE, I. P.
Figura 1.9; Figura 1.10

Estatísticas do Ambiente 2011


21
Figura 1.9 - Vacas leiteiras por exploração (2010) - Figura 1.10 - Suínos por exploração (2010) - UE27
UE27 Dinamarca
Países Baixos
Dinamarca Irlanda
República Checa Bélgica
Chipre Suécia
Reino Unido Finlândia
Países Baixos Luxemburgo
Suécia França
Irlanda Malta
Luxemburgo Chipre
Malta UE
Alemanha República Checa

População e atividades humanas com impacto no ambiente


Bélgica Alemanha
França Reino Unido
UE Itália
Itália Espanha
Espanha Estónia
Estónia Áustria
Portugal Eslováquia
Eslováquia Grécia
Finlândia Polónia
Grécia Portugal
Hungria Letónia
Áustria Hungria
Eslovénia Eslovénia
Polónia Lituânia
Letónia Bulgária
Lituânia Roménia
Bulgária
Roménia 0 400 800 1200 1600 2000 2400 2800
N.º suínos/ expl.
0 20 40 60 80 100 120 140
N.º vacas leiteiras/ expl. Fonte: INE, I. P.

Fonte: INE, I. P.

Relativamente ao efetivo leiteiro, Portugal apresenta em média cerca de 27 cabeças por exploração, quando a
média comunitária é de 42 cabeças, destacando-se a Dinamarca, a República Checa e o Chipre com mais de
100 cabeças por exploração. Quanto ao efetivo suíno, Portugal tem em média 38 cabeças por exploração,
muito abaixo da média comunitária que se situa nas 487 cabeças. Também nos suínos, é a Dinamarca que
lidera o ranking com cerca de 2 600 cabeças por exploração.

Figura 1.11; Figura 1.12

Figura 1.11 - Proporção de SAU regada (2010) - UE Figura 1.12 - Proporção de superfície irrigável
Grécia
efetivamente regada (2010) - UE
Malta
Malta
Chipre
Portugal
Itália
Espanha
Espanha
Grécia
Portugal
Estónia
Dinamarca
Países Baixos Chipre
UE Reino Unido
França França
Hungria Dinamarca
Alemanha Bulgária
Suécia Itália
Bulgária Letónia
Roménia Lituânia
Eslováquia República Checa
República Checa Alemanha
Finlândia UE
Reino Unido Polónia
Polónia Hungria
Bélgica Suécia
Lituânia Roménia
Letónia Países Baixos
Estónia Bélgica
Irlanda Finlândia
Fonte: INE, I. P.
0 10 20 30 % Eslováquia

Nota: dados não disponíveis para a Áustria, Eslovéna e Luxemburgo Fonte: INE, I. P.
0 20 40 60 80 100 %

Nota: dados não disponíveis para a Áustria, Eslovéna e Luxemburgo


22
O regadio, devido aos condicionalismos climatéricos e aos sistemas culturais mais dirigidos para as culturas
permanentes e hortícolas, está praticamente circunscrito aos países do sul da Europa, constituindo a Dinamarca
e a Holanda dois exemplos de como a intensificação da agricultura praticada levou a uma extensificação
geográfica da irrigação. Assim, a proporção de SAU regada assume maior importância na Grécia (29%),
Malta (25%), Chipre (24%), Itália (19%), Espanha (13%) e em Portugal (13%), seguindo-se a Dinamarca
(12%) e a Holanda (7%), países acima da média comunitária que se situa nos 7%.

Relativamente à proporção de superfície irrigável efetivamente regada, conclui-se que Portugal é um dos
Estados Membros que melhor aproveita as infraestruturas instaladas de regadio, com 86% da superfície
irrigável efetivamente regada.
1.1.3.2 - Produtos fitofarmacêuticos

Figura 1.13 - Vendas de produtos Figura 1.13


fitofarmacêuticos, por tipo de função
As vendas de produtos fitofarmacêuticos são uma
toneladas s. a.
forma indireta de avaliar o uso destes produtos na
20 000
agricultura, uso esse que pode variar
consideravelmente de ano para ano, de acordo com
15 000
as condições climatéricas e com os problemas
fitossanitários que surjam ao longo do ano agrícola,
10 000
mas também com o preço destes fatores de
produção.
5 000
O uso destes produtos pode acarretar riscos para a
0 saúde humana e para o ambiente, pelo que a sua
2007 2008 2009 2010 2011
utilização deve ser sustentável, ou seja, apenas na
Fungicidas Herbicidas
Inseticidas e acaricidas Óleo mineral
medida suficiente para garantir a fitossanidade e
Fumigantes de solo Outros (a) dessa forma garantir produções e rendimentos para
(a) Inclui Moluscicidas, Reguladores de Crescimento, Rodenticidas e Outros.
Fonte: INE, I. P. os agricultores, assim como garantir o abastecimento
das populações, salvaguardando a saúde pública
dos consumidores. Relativamente aos riscos para o ambiente, o arrastamento destes produtos pelo vento, a
lixiviação ou o escoamento são fontes de disseminação não controlada de produtos fitofarmacêuticos no
ambiente, causando poluição do solo e das águas. A utilização de produtos fitofarmacêuticos pode ter igualmente
implicações ao nível da perda de biodiversidade.

A comercialização de produtos fitofarmacêuticos em Portugal rondou as 14 mil toneladas em 2011. Depois do


volume de vendas ter aumentado 2% de 2007 para 2008, registou-se em 2009 um decréscimo significativo de
18%, mantendo-se desde então em níveis estabilizados até 2011.

Em termos da estrutura de vendas, o grupo dos fungicidas é o mais importante, representando em 2011 cerca
de 71% do volume total de vendas, seguido dos herbicidas (14%) e dos fumigantes do solo (8%). De referir
que o enxofre, substância ativa de toxicidade reduzida, foi responsável, nesse ano, por 67% do volume de
vendas dos fungicidas e por 48% do volume total de produtos fitofarmacêuticos.
1.1.3.3 - Consumo de fertilizantes

Figura 1.14 - Consumo aparente de fertilizantes Os fertilizantes inorgânicos, em cuja composição


inorgânicos azotados, fosfatados e potássicos na entram os macronutrientes essenciais ao
agricultura crescimento das plantas, azoto e/ou fósforo e/ou
toneladas s.a potássio, são utilizados na agricultura com o
250 000 objetivo de aumentar e otimizar as produções e
as produtividades. Contudo, em termos ambientais,
200 000
a sua aplicação excessiva produz efeitos
150 000 negativos, nomeadamente ao nível da poluição da
água e dos solos. O risco de poluição por
100 000 fertilizantes minerais encontra-se associado à
intensidade da sua utilização, a qual por sua vez
50 000
depende de diversos fatores, nomeadamente do
tipo de culturas presentes, de fatores edafo-
2007 2008 2009 2010 (Po) climáticos e das práticas de gestão agrícola.
Azoto (N) Fósforo (P205) Potássio (K20)
Figura 1.14
Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


23
O consumo aparente de fertilizantes registou em 2010 cerca de 169 mil toneladas, refletindo um aumento de
6% face a 2009. Esta evolução ocorre após a crise de 2008/2009, em que os preços dos fatores de produção
dispararam e num ano em que a reestruturação do setor dos fertilizantes abriu novas perspetivas de mercado.
Esta situação implicou que se tenham atingido mínimos históricos nas quantidades vendidas de fertilizantes em
2009, tendo recuperado ligeiramente em 2010. A maior recuperação ocorreu na utilização do nutriente fósforo
(+15%), apesar do azoto e do potássio também terem aumentado 2% e 12%, respetivamente.
1.1.3.4 - Balanço de nutrientes

O fornecimento adequado de nutrientes aos solos é fundamental para o desenvolvimento das culturas agrícolas.
No entanto, a manutenção do equilíbrio entre a incorporação de nutrientes no solo e a sua remoção pelas

População e atividades humanas com impacto no ambiente


culturas é também de extrema importância para a utilização racional de recursos (fertilizantes inorgânicos e
orgânicos) e para impedir a poluição relacionada com a deposição excessiva de azoto e fósforo no solo. Por
outro lado, a deficiência de nutrientes nos solos põe em causa a sua fertilidade e a produtividade das culturas
neles instalados.

O cálculo dos Balanços de Nutrientes permite, assim, identificar situações de excesso ou défice de nutrientes
no solo e antever situações que podem colocar em risco quer o ambiente quer a produção agrícola. Sempre
que o Balanço de nutrientes aumenta, incorpora-se uma maior carga de nutrientes no solo, aumentando o
risco de consequências negativas para o ambiente.

Figura 1.15 - Balanço do azoto à superfície do solo Figura 1.16 - Repartição da incorporação de azoto
toneladas N no solo por fonte de azoto (2010)
400 000
Fixação
biológica de
300 000 azoto
Deposição
5%
atmosférica
200 000 de azoto
5%
100 000 Incorporação
de estrume e Bovinos
chorume 31%
2007 2008 2009 2010 (Po) 55% Outros
Incorporação (Fertilizantes inorgânicos, estrume animal, deposição
atmosférica, fixação biológica)
animais
Remoção (Culturas agrícolas) 22%
Consumo de
Balanço fertilizantes
azotados
Fonte: INE, I. P. 37%
Figura 1.15; Figura 1.16 Fonte: INE, I. P.

O balanço do azoto resultou em 2010 em cerca de 43 mil toneladas de azoto, o que equivale a uma deposição
de cerca de 12 kg por hectare de SAU. Face a 2009, o balanço aumentou cerca de 3 mil toneladas (+7%), o
que se traduziu em mais 1 kg de azoto por hectare de SAU (+9%).

Em 2006, tinha-se atingido o mínimo absoluto do balanço do azoto, em resultado do período de seca extrema
(2005 e 2006) e do início da aplicação do Regime de Pagamento Único, com a ajuda desligada da produção,
tal como sucedeu com o consumo aparente de fertilizantes. Já em 2007, promovido pelo aumento do consumo
de fertilizantes, o balanço do azoto aumentou mas, com o início da crise económica em 2008, decresceu,
revelando uma variação negativa da ordem dos 19% entre 2007 e 2009, tendência que reflete um menor risco
potencial em termos das perdas deste nutriente. Esta evolução resulta da menor incorporação de azoto no solo
(-3%) e simultaneamente duma maior remoção de nutriente pelas culturas (+1%).
24
1.1.4 - Índice de produção industrial

Figura 1.17
Figura 1.17 - Índice de Produção Industrial
Índice 100 (2005 = 100)
O Índice de Produção Industrial apresentou um
120
110 decréscimo de 1,9% em 2011, face a 2010, após
100 um aumento de 1,5% verificado no ano anterior,
90 retomando assim a tendência de evolução negativa
80 que se iniciou em 2007. Esta variação negativa foi
70
60
determinada pela diminuição do índice de
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 produção das Indústrias Transformadoras (-0,9%)
Indústrias extrativas e, essencialmente, pelo índice de produção da
Indústrias transformadoras secção de “Eletricidade, gás, vapor, água quente
Electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio e fria e ar frio” (-7,4%). Os índices de produção
Captação, tratamento e distribuição de água, saneamento, gestão de resíduos e
das Indústrias Extrativas e da “Captação,
despoluição tratamento e distribuição da água, saneamento,
Fonte: INE, I. P. gestão de resíduos e despoluição” apresentaram,
para o mesmo período, um acréscimo de 0,6% e
0,8%, respetivamente.
1.1.5 – Fluxo de Materiais

As atividades humanas causam impactos sobre o


Figura 1.18 - Consumo Interno de materiais por tipo
ambiente, não só pela emissão de poluentes, mas
de material também pelos recursos extraídos, consumidos ou
Input Economia Output
introduzidos nos processos produtivos.
Saída de
Extração materiais para
doméstica de A contabilização dos fluxos de materiais entre a
o ar, água, etc,
materiais em resultado economia e o ambiente, mais especificamente “as
do compilações coerentes das entradas de materiais
funcionamento nas economias nacionais, das alterações dos
da economia
stocks de materiais na economia e das saídas de
materiais para outras economias ou para o
Importações Exportações ambiente” é efetuada periodicamente pelos
Estados-Membros, no âmbito das contas
económicas do ambiente.
Stocks
Neste capítulo apresentam-se alguns indicadores
Fluxos entre a economia e o ambiente (Entrada Direta de Materiais, Consumo Interno de
Fluxos com outras economias Materiais, etc.) que expressam os fluxos de
Fonte: adaptado de Eurostat, Economy Wide Material Flow Accounts: Compilation materiais associados ao funcionamento da
Guidelines for reporting to the 2009 Eurostat questionnaire - v01 - June 2009
Fonte: INE, I. P.
economia portuguesa.

A Entrada Direta de Materiais (DMI), que mede


Figura 1.19 - Entrada direta de materiais (DMI) e
todos os materiais com valor económico extraídos
Consumo interno de materiais (DMC)
106 t
do meio ambiente e utilizados na produção e
300
consumo da economia, totalizou 197 milhões de
toneladas em 2011, o quantitativo mais baixo desde
250
2003 e o segundo pior desde 1997. Entre 1995 e
200
2008 é percetível uma tendência crescente deste
150 indicador, com as quantidades a variarem entre
100 143 e 254 milhões de toneladas. Com efeito, nesse
50 período, Portugal apresentou uma necessidade
0
crescente de materiais extraídos, tanto do ambiente
1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 2009 2011 interno, como provenientes do exterior, de modo a
(Po)
Importação responder às necessidades de produção e
Extração interna
Entrada Direta de Materiais (DMI)
consumo da economia nacional. A partir de 2008,
Consumo Interno de Materiais (DMC) há uma contração da DMI que regista crescimentos
Fonte: INE, I. P. negativos anuais da ordem dos 7%.

Figura 1.20; Figura 1.21

Estatísticas do Ambiente 2011


25
Figura 1.20 - Extração interna de materiais e peso Figura 1.21 - Extração interna de minerais não
da extração interna de materiais no DMI metálicos e VAB da construção
106 t 106 t 106 EUR
250 200 12 000

200 0,2% 0,4% 10 000


0,3% 0,1% 150
0,2% 8 000
150
100 6 000
66,8%
66 8% 68,0%
68 0%
100 66,1% 64,2%
60,4% 4 000
50 50
2 000

População e atividades humanas com impacto no ambiente


10,1% 9,6% 10,5% 11,1% 12,4%
0 0 0
2007 2008 2009 2010 2011 (Po) 2007 2008 2009 2010 2011p
Biomassa Minerais Não-Metálicos Minério Metálico (minério bruto) Minerais Não-Metálicos
VAB do setor da construção (dados encadeados em volume)
Fonte: INE, I. P. Fonte: INE, I. P.

No período em análise constata-se que são os minerais não metálicos (nomeadamente areia e saibro, calcário
e gesso e rochas ornamentais e outras pedras de cantaria ou de construção), o material mais extraído em
Portugal, representando, em média, no quinquénio em apreço, 86% do total do material extraído. Desta forma,
o comportamento evolutivo do DMI é grandemente determinado pela evolução deste tipo de material. A comparação
com o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da construção (principal ramo utilizador deste material) permite observar
algum alinhamento entre as respetivas evoluções temporais, pelo que o decréscimo do VAB da construção no
período 2007-2011 (taxa média de crescimento anual de -7,3%) terá condicionado os materiais produzidos e
consumidos na economia nacional.
Figura 1.22 - Importação de materiais e peso das importações de
materiais no DMI
106 t
Outros produtos
70

60
1,1% 1,1% Materiais energéticos fósseis
1,2% 1,3% 1,5%
50 (em bruto ou processados)

40 11,3% 10,6% 10,8%


11 6%
11,6% 12,3% Minerais Não-Metálicos (em
bruto e processados)
30
2,0% 1,6% 2,2% 1,9%
20 1,5% Minério metálico e seus
3,0% 2,9% 2,8% 3,1%
2,5% concentrados, metais
10 processados
5,6% 5,8% 6,3% 7,3% 8,3%
Biomassa e produtos da
0 biomassa
2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
Fonte: INE, I. P.

Em 2011 a importação de materiais fixou-se nas 53 milhões de toneladas, quantidade abaixo da média do
quinquénio em análise. A redução do volume importado ficou a dever-se, sobretudo, aos minerais não metálicos
com um volume importado inferior em 1,1 milhões de toneladas num total de menos 1,8 milhões de toneladas.
A análise à tipologia do material importado em 2011 permite constatar que esta se mantém, com o predomínio
dos materiais energéticos fósseis, que
representam, em média, quase metade (45%) do Figura 1.23 - Importações totais de materiais e peso
total das importações, seguidos da biomassa e das componentes das importações no DMI
produtos de biomassa, que em média representam 106 t 106 EUR
35 25 000
30% do total das importações no período em
análise. 30
20 000
25
De referir ainda que o decréscimo das importações 15 000
20
nos materiais energéticos fósseis, deverá estar
15
relacionado com o aumento da produção de 10 000
energia a partir de fontes renováveis. O confronto 10
5 000
entre a evolução dos dois indicadores, aponta para 5
trajetórias opostas, com a importação de 0 0
combustíveis fósseis a decrescer no período em 2006 2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
análise 15% e a produção de eletricidade, através Materiais energéticos fósseis (em bruto ou processados)
de energias renováveis, a crescer entre 2007 e Produção de eletricidade a partir de fontes renováveis
2009 (último ano para o qual a informação está Fonte: INE, I. P.

disponível) 15%, o que, do ponto de vista ambiental,


é uma evolução desejável e positiva.
26
As importações de materiais representaram em média no período em análise 23% da DMI, assumindo os
materiais energéticos fósseis o principal contributo com 11% do total de entradas diretas.
Figura 1.24 - Exportação totais de materiais e peso das componentes das
exportações no DMI
106 t
35 Outros produtos

0,7% 0,9%
0,7% 0,8%
30
2,8% 3,0% 0,7% 4,2% Materiais energéticos fósseis
3,6%
25 (em bruto ou processados)
3,1%
20 3,2% 3,0% 3,9% Minerais Não-Metálicos (em
3,5%
2,8% b t e processados)
bruto d )
15
2,0% 1,9% 2,0% 2,5%
1,7% Minério metálico e seus
10
concentrados, metais
4,2% 5,4% processados
5 4,1% 4,1% 4,5%
Biomassa e produtos da
0 biomassa
2007 2008 2009 2010 2011 (Po)

Fonte: INE, I. P.

Contrariamente ao que sucede na extração interna e nas importações, no que se refere às exportações de
materiais, a biomassa constitui a categoria mais importante (principalmente os produtos florestais e os produtos
da indústria da pasta do papel, do cartão e seus artigos), representando 32% quer do volume total de exportações
em 2011, quer da quantidade exportada no quinquénio em análise. Em 2011 o volume de exportações atingiu o
seu máximo com 33,3 milhões de toneladas, tendo crescido a um ritmo anual de 4% o que fez aumentar em 2 p.p.
a importância das exportações na DMI que passaram de um contributo de 13% em 2007 para 15% em 2011.

Figura 1.25 - Consumo Interno de materiais por tipo de material


100% 0% 0% 1% 1% 1% Outros produtos
10% 9% 10% 8% 10%
90%
80%
Materiais energéticos fósseis
70% (em bruto ou processados)
60%
75% 76% 74% 73% 70% Minerais Não-Metálicos (em
50%
bruto e processados)
40%
30% Minério metálico e seus
1% concentrados, metais
20% 1% 1% 1%
2% processados
10% 15% 16% 18%
13% 13% Biomassa e produtos da
0% biomassa
2007 2008 2009 2010 2011 (Po)

Fonte: INE, I. P.

Analisando o Consumo Interno de Materiais (DMC), que constitui o conjunto de materiais diretamente consumidos
no território, por tipo de material, constata-se que os minerais nãometálicos são, ao longo da série, os principais
materiais utilizados pela economia nacional.
Figura 1.26 - Evolução do PIB. DMC e Em 2011, o consumo interno de materiais rondou os
Produtividade dos recursos na economia 163 milhões de toneladas, quantidade inferior em 14%
20% ao ano precedente e 18% face à média do quinquénio
1999 em análise. Os minerais não metálicos representam,
15%
2006
1997
em média, 74% do consumo de materiais (70% em
2011) seguindo-se a biomassa e os produtos de
anual)

10%
ção anua

2004 1998
biomassa, com cerca de 15% (18% em 2011).
5% 2001 2000
DMC (taxa de variação

2008 2007
1996 Entre 1995 e 2011, o Consumo Interno de Materiais
0% 2005
-5% -4% -3% -2% -1% 0% 1% 2% 3% 4% 5% 6% (DMC) aumentou 29%, cerca de 37 milhões de
-5% 2002 2010
toneladas. Neste período é possível identificar os anos
2009 -10% em que ocorreu uma desmaterialização (crescimento
2003 -15%
2011
do DMC inferior ao do PIB). Assim em 2002 e 2010 é
possível falar-se de desmaterialização absoluta -
-20% decoupling (com evoluções contrárias do PIB e DMC)
Fonte: INE, I. P. PIB (taxa de variação anual, em volume)
e nos anos de 1996, 2003, 2005, 2009 e 2001 de
desmaterialização relativa (evoluções no mesmo
sentido, mas com intensidades distintas).
Estatísticas do Ambiente 2011
27
1.2 - ENERGIA

O setor energético apesar de ser essencial para o equilíbrio das economias mundiais, tem um forte impacto
ambiental, quer pela forte ligação ao consumo de combustíveis fósseis com uma disponibilidade finita, como o
petróleo, mas essencialmente porque gera, através do consumo destes combustíveis, um nível considerável de
emissões de gases com efeito de estufa, em particular dióxido de carbono (CO2), que estão diretamente
relacionadas com as alterações climáticas.

Os objetivos da política energética - segurança no abastecimento, crescimento económico e competitividade e


sustentabilidade ambiental - continuam a ser os principais pilares sobre os quais deve assentar qualquer

População e atividades humanas com impacto no ambiente


estratégia neste domínio, sobretudo para um país como Portugal, que exibe um elevado grau de dependência
externa, apesar de se ter registado neste campo uma evolução positiva. A política nacional para as Fontes de
Energia Renováveis (FER) está integrada numa nova visão para 2020 do setor energético, a qual procura
aproveitar as sinergias resultantes da articulação das estratégias para a procura e oferta de energia, tendo
como principal objetivo colocar a energia ao serviço da economia e das famílias, garantindo em simultâneo a
sustentabilidade de preços. Neste sentido, Portugal pretende continuar a aposta nas energias renováveis e na
eficiência energética, tendo para isso objetivos claros a que se propõe atingir em 2020 (31% de fontes
renováveis no consumo final bruto de energia, 10% de fontes renováveis nos transportes, redução do consumo
de energia primária em 20%).
1.2.1. Consumo de Energia

1.2.1.1. - Consumo de Energia Primária Figura 1.27 - Consumo de energia primária por
fonte energética
ktep kt CO2 eq.
Em 2011, o consumo de energia primária em 30 000 60 000
Portugal foi de 22 237 ktep, tendo decrescido de
25 000 50 000
forma gradual cerca de 12%, entre 2007 e 2011.
Esta evolução foi acompanhada pelo decréscimo 20 000 40 000

das importações líquidas de energia primária (-14%) 15 000 30 000


e das emissões de CO2 (-13%). Realça-se, no 10 000 20 000
entanto, que as importações em 2011 inverteram a
5 000 10 000
tendência de decréscimo dos últimos anos e
aumentaram 1% face a 2010, evolução esta 0 0
2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
promovida pelo aumento das importações de carvão Petróleo Gás natural
Carvão Outros
(+32%) para utilização em centrais térmicas para Eletricidade Importações líq. energia primária
produção de energia elétrica. Emissões de CO2 - Energia
Fonte: INE, I. P.

Relativamente à estrutura do consumo primário, em


2011, o petróleo representou 46% da energia primária consumida, apesar de, no período em análise, ter
perdido cerca de 8 p.p. a favor do gás natural que surge como a segunda fonte energética mais consumida
(20%), com um incremento de 5 p.p. no mesmo período.

As preocupações ambientais em termos da redução


Figura 1.28 - Consumo de energia primária por
das emissões de CO 2 justificam a redução no
consumo de carvão como fonte de energia primária, fonte energética - UE27 e Portugal (2010 Po)
MW
que se verificou entre 2007 e 2011 (-23%). Destaca-
100%
se, em 2010, a redução no consumo de carvão de 90% 10%
24%
42%, face a 2009, em consequência deste ter sido 80% 14%
um excelente ano para a produção hidroelétrica, o 70% 16% 7%
60%
que determinou menor consumo de carvão pelas 20%
50%
centrais térmicas para a produção de eletricidade. 40%
25%
No entanto, devido a um regime hidrológico muito 30%
mais seco em 2011, com o decréscimo da produção 20% 49%
10% 35%
por parte das centrais hidroelétricas, o consumo
0%
de carvão retomou valores semelhantes aos de 2009 UE27 Portugal
com um acréscimo de consumo de 34%, Petróleo Gás Carvão Energia nuclear Renováveis Outros
acompanhando o aumento das importações desta
Fonte: INE, I. P.
fonte energética.

Figura 1.28
28
Em comparação com a estrutura de consumo de energia primária da UE27, segundo dados de 2010, Portugal
tem uma maior dependência do petróleo, 49% face a 35%, mas por outro lado consome menos carvão, 7%
face a 16%, e consome mais energia proveniente de fontes renováveis, 24% em contraponto aos 10% que se
consomem na UE27. Realça-se ainda a importância que a energia nuclear tem como fonte de energia primária
na UE27, representando 14% do total de energia primária consumida.

Figura 1.29 - Dependência energética nacional Figura 1.29


%
90 82,5 83,3 81,2 79,0
Em 2011, cerca de 79% da energia primária
76,7
80 consumida em Portugal foi importada, o que traduz
70 a elevada dependência energética do nosso país
60 54,6
53,0 53,7 52,7 52,7
face ao exterior e que se situa muito acima da média
50
da UE27, que, em 2010, foi de 53%. Refira-se que,
40
30
neste último ano, o indicador nacional aumentou
20 cerca de 2 p.p., promovido pelo aumento já referido
10 do consumo de carvão para produção de
0 eletricidade, após uma tendência de decréscimo que
2007 2008 2009 2010 2011 (Po) já vinha desde 2008, derivado à diminuição da
Dependência energética nacional UE27 hidraulicidade.
Fonte: INE, I. P.

1.2.1.2 - Consumo de energia final

Figura 1.30 - Consumo de energia final por setor de O consumo de energia final situou-se nos 17 mil
atividade ktep em 2011, menos 5% face a 2010 e menos 11%
ktep face ao início do período em análise.
20 000
Em 2011, os setores de atividade que apresentaram
15 000 maior consumo final de energia foram o dos
transportes (36%), da indústria (31%) e o doméstico
10 000 (17%).
5 000 Em termos evolutivos, o setor industrial apresentou
uma forte retração no consumo de energia final em
0
2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
2009 (-11%), promovida pela crise económica
Transportes Indústria mundial com consequências na atividade industrial,
Doméstico Serviços situação esta que não afetou significativamente os
Agricultura e pescas Construção e obras públicas
outros setores. Já em 2010, a ligeira retoma
Fonte: INE, I. P.
económica da atividade industrial, com o índice de
produção industrial a aumentar 2% face a 2009, promoveu o aumento do consumo final de energia neste setor,
que foi da ordem dos 9%. Neste ano, o setor dos transportes, o doméstico e o dos serviços apresentaram
decréscimos de 1%, 8% e 8%, respetivamente. Com a evolução negativa da economia nacional, em 2011,
todos os setores apresentaram um decréscimo no consumo final de energia, face ao ano anterior, em particular
o setor dos transportes (-7%), da construção (-6%) e o doméstico (-5%).

Figura 1.31
Figura 1.31 - Consumo de energia final por setor - Comparando a estrutura nacional do consumo final
UE27 e Portugal (2010) de energia por setor de atividade com a da UE27,
MW verifica-se, em 2010, que em ambos os casos é o
100% 1% 0%
13%
11% setor dos transportes o responsável pela maior fatia
80% 2% 3% do consumo final de energia (37% em Portugal e
17%
27% 32% na UE27). No entanto, na UE27 o setor que
60% surge em segundo lugar é o setor doméstico (27%),
33%
25% enquanto em Portugal é o industrial (33%).
40%

20%
Figura 1.32
32% 37%

0%
UE27 Portugal
Transportes Indústria Doméstico
Agricultura/Floresta Serviços Outros
Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


29
O consumo final de eletricidade representou, em Figura 1.32 - Consumo final de eletricidade
2011, cerca de 25% do consumo final de energia, ktep ktep
equivalente a 4 216 ktep. Apesar do consumo final 7 500 20 000
de energia ter decrescido entre 2007 e 2011 de 18 000
16 000
forma gradual, o consumo final de eletricidade
5 000 14 000
aumentou 4% em 2010 face a 2009, promovido pelo 12 000
aumento de consumo por parte do setor doméstico 10 000
(+2%), serviços (+2%) e indústria (+9%). No 8 000
2 500
entanto, em 2011, retoma a tendência de 6 000
4 000
decréscimo dos anos anteriores e decresce 3%

População e atividades humanas com impacto no ambiente


2 000
face ao ano anterior, descida essa que se verifica 0 0
em todos os setores de atividade. 2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
Consumo final de eletricidade Consumo final de energia

Fonte: INE, I. P.

1.2.1.3 - Intensidade energética

A intensidade energética mede a quantidade de


energia primária necessária para produzir uma Figura 1.33 - Intensidade energética da economia
unidade de PIB. Dado que Portugal tem uma Índice100 (2006 = 100)
intensidade energética elevada, a par de uma 110
eficiência baixa, precisa de consumir mais energia 100
primária para produzir riqueza. 90
80
Em 2011, a intensidade de energia primária foi de
70
130 tep/106 euros (preços de 2006), apresentando
um decréscimo, face a 2010, de 2% e reforçando o 60

decréscimo que se verificou no ano anterior (-7%). 50


2006 2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
Esta evolução justifica-se principalmente pelo
Consumo de energia primária
decréscimo no consumo de energia primária que se Intensidade em energia primária
verificou neste período, associado a uma aposta PIB a preços correntes base 2006
crescente em fontes renováveis de energia e no Fonte: INE, I. P.
aumento da eficiência energética, quer no consumo
quer na produção.

1.2.1.4 - Eficiência energética da Economia

A eficiência energética da economia é calculada tendo Figura 1.34 - Eficiência energética da economia
em conta o PIB e o consumo de energia final, Índice100 (2006 = 100)
traduzindo a riqueza gerada por cada unidade de 130

energia final consumida. 120


110
Entre 2006 e 2011, verificou-se um aumento de 20% 100
neste indicador, para o que foi essencial a redução 90
de 12% do consumo final de energia. Atualmente, para 80

produzir a mesma riqueza, Portugal está a consumir 70

menos energia. Mesmo nos anos em que o PIB 60


2006 2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
nacional decresceu, 2009 e 2011, devido às crises Consumo de energia final
económicas, a eficiência energética da economia Eficiência energética
aumentou, já que o decréscimo no consumo final de PIB a preços correntes base 2006
energia foi mais acentuado do que o registado pelo Fonte: INE, I. P.
PIB nestes anos. Esta situação assume particular
importância face ao objetivo de Portugal aumentar,
até 2020, a eficiência energética da economia pela
via do decréscimo de 20% no consumo final de
energia.
30
1.2.2 - Energias Renováveis

Figura 1.35
Figura 1.35 - Proporção de fontes renováveis no
consumo de energia primária A contribuição das fontes de energia renováveis
% para o consumo de energia primária foi de 22%
25 em 2011, com um decréscimo de 3% face a 2010.
Este decréscimo não representa um abrandamento
20
da aposta nas fontes de energia renováveis, mas é
15 reflexo dos elevados níveis de precipitação
registados em 2010, o que fez aumentar a
10
contribuição da energia hídrica para o total das
5 energias renováveis no consumo primário neste
ano. Como 2011 já não apresentou os mesmos
0 níveis de precipitação, a contribuição das energias
2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
renováveis decresceu, sendo no entanto superior
Hídrica Eólica Solar Térmico Biomassa Outras
à registada em 2009 (20%). A biomassa (lenhas e
Fonte: INE, I. P. resíduos florestais, biogás e biodiesel) continua a
ser a fonte de energia com maior contribuição para
o consumo primário (8%).

Figura 1.36 - Produção de eletricidade a partir de Figura 1.37 - Contribuição das fontes renováveis
fontes renováveis para a produção total de eletricidade
ktep %
2 500 60

2 000 50

1 500 40

1 000 30

20 36% 34% 38% 54% 48%


500

10
0
2006 2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
0
Hídrica Eólica Térmica Geotérmica Fotovoltaica 2007 2008 2009 2010 2011 (Po)

Fonte: INE, I. P. Fonte: INE, I. P.

Figura 1.36; Figura 1.37

Figura 1.38
Figura 1.38 - Contribuição das energias renováveis A energia elétrica produzida a partir de fontes
para o consumo final de eletricidade renováveis, cerca de 2 151 ktep em 2011,
70% representou 48% do total de eletricidade produzida
60% em Portugal e contribuiu com 52% para o consumo
50%
final de eletricidade. Realça-se neste período o
ano de 2010, no qual se registou um aumento de
40%
50% na produção de eletricidade a partir de fontes
30% renováveis, evolução esta justificada pelo aumento
20% de 84% na produção de eletricidade a partir da
10% componente hídrica e de 21% na componente
eólica, o que resultou numa contribuição de 54%
0%
2007 2008 2009 2010 2011 (Po) para o total de eletricidade produzida no país.
Hídrica Eólica Térmica Geotérmica Fotovoltaica
Em termos do peso relativo de cada fonte no total
Fonte: INE, I. P. da produção de eletricidade a partir das fontes
renováveis, em 2011, a hídrica representou 48%,
a eólica 37% e a térmica 13% (inclui a queima de
biomassa e resíduos sólidos urbanos), sendo as
restantes pouco significativas.

Figura 1.39
Estatísticas do Ambiente 2011
31
Em 2011, a potência total instalada de energias Figura 1.39 - Capacidade instalada de energias
renováveis foi de 10 525 MW, a qual apresentou renováveis
desde 2007 um crescimento de 38%, promovido MW
essencialmente pelo aumento de 1 874 MW de 12 000
potência instalada de energia eólica. Em termos
10 000
relativos, a potência instalada de energia hídrica
representou, em 2011, cerca de 51% da potência 8 000
instalada total e a energia eólica cerca de 41%. 6 000

As previsões do Governo para a capacidade 4 000

População e atividades humanas com impacto no ambiente


instalada de energias renováveis visam dispor de 2 000
uma potência instalada de 15 565 MW, até 2020.
0
Tendo em conta a potência instalada de energias 2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
renováveis em 2011, Portugal terá ainda de Hídrica Eólica Geotérmica Fotovoltaica Biomassa
promover o investimento nestas tecnologias por
Fonte: INE, I. P.
forma a atingir o objetivo pretendido para 2020,
segundo o qual se prevê uma potência instalada de
8 932 MW de hídrica e 5 300 MW de eólica.

1.3 - TRANSPORTES

“Um dos grandes desafios do século XXI consistirá em minimizar os efeitos negativos dos transportes – gases
com efeito de estufa, poluição atmosférica e ruído – mantendo, simultaneamente, os aspetos positivos da
mobilidade. “

Jacqueline McGlade, Diretora Executiva da AEA,

(http://www.eea.europa.eu/pt/pressroom/newsreleases/poluicao-proveniente-do-trafego-continua)

Os transportes constituem hoje um setor de relevo e com elevado peso na emissão de poluentes. De facto,
quer a produção de resíduos no contexto das atividades de manutenção de veículos automóveis, embarcações
e aeronaves quer em particular, a emissão de poluentes gasosos e de ruído durante a circulação dos mais
diversos meios de transporte por via rodoviária, marítima, fluvial e aérea, constituem no seu conjunto as
principais fontes de poluição.

As emissões provocadas pelo setor dos transportes são exploradas mais adiante no âmbito do tema das
emissões atmosféricas de poluentes. O presente subcapítulo pretende restringir a análise à dimensão do
parque automóvel existente em Portugal, bem como a algumas caraterísticas como a tipologia de motorizações
por combustível usado e a idade média dos automóveis, que têm impacto ao nível das emissões e, por
extensão, na qualidade do ambiente.

Segundo o último relatório do Sistema de Relatórios de Transportes e Ambiente (TERM acrónimo do inglês
Transport and Environment Reporting Mechanism) da AEA, que avalia o impacto ambiental dos transportes na
Europa, “pessoas que residem próximo de estradas movimentadas, na Europa, continuam a estar
particularmente expostas a níveis excessivos de poluição atmosférica. Em 2010, 44% das estações rodoviárias
de controlo da qualidade do ar registaram níveis de dióxido de azoto (NO2) nocivos, superiores aos limites
legais, e os níveis de partículas (PM10) ultrapassaram os limites em 33% dessas estações. Estes poluentes
podem afetar o sistema cardiovascular, os pulmões, o fígado, o baço e o sangue.”

Neste contexto não deixa de ser relevante e importante conhecer a dimensão e as características do parque
automóvel.

Em Portugal, nos anos de 2010 e 2011, estimava-se que o número de veículos automóveis (ligeiros e pesados)
em circulação no país fosse na ordem dos 6,1 milhões.

Figura 1.40
32
Figura 1.40 - Parque de veículos rodoviários
motorizados presumivelmente em circulação (a),
segundo o tipo de veículo
N.º
7 000 000 6 182 106 6 181 188 Do total, 60% dos veículos eram movidos a motores
6 000 000 diesel e só menos de 1% é que apresentavam uma
5 000 000 fonte de alimentação que não gasóleo ou gasolina.
4 000 000
Figura 1.41
3 000 000

2 000 000

1 000 000

0
2010 2011
Total de veículos em circulação Ligeiros Pesados
Nota: (a) Parque com exclusão de ciclomotores, motociclos e tratores agrícolas; veículos
presumivelmente em circulação: compareceram a pelo menos uma das duas últimas
inspeções obrigatórias
Fonte: INE, I. P.

Figura 1.41 - Parque de veículos rodoviários


motorizados presumivelmente em circulação por
Em 2011, verificava-se que, por cada automóvel
tipo de veículo, segundo o combustível principal
movido a GPL ou outro combustível, estavam
N.º igualmente em circulação cerca de 74,9 veículos
7 000 000 6 181 188
movidos a gasóleo.
6 000 000
5 000 000 Seguindo o mesmo rácio de relação entre
3 619 670
4 000 000 automóveis movidos a gasolina e a gasóleo,
2 513 202
3 000 000 estimava-se que, por cada veículo em circulação
2 000 000 movido a gasolina, circulavam 1,4 veículos movidos
1 000 000 a gasóleo.
38 210 10 106
0
Figura 1.42
Gasolina

Outros
Total

GPL
Gasóleo

Fonte: INE, I. P.

Figura 1.42- Veiculos ligeiros de passageiros No que respeita ao ciclo de vida do parque automóvel
presumivelmente em circulação, por escalões de de ligeiros de passageiros, em 2011, verificava-se
idade que mais de metade dos veículos (55%) se
N.º Idade encontrava em circulação há 10 ou mais anos. Já
5 000 000 4 712 354 18,0 no que diz respeito aos veículos com menos de 2
4 500 000 16,0 anos, constata-se que estes representavam somente
4 000 000 14,0
3 500 000
8% do total e que, contabilizando todos os veículos
12,0
3 000 000 com menos de 5 anos, a proporção de veículos
2 612 319 10,0
2 500 000 presumivelmente em circulação atingia o patamar
8,0
2 000 000 dos 21% do total de veículos ligeiros. Circunstância
6,0
1 500 000 1 105 379 que se reflete na idade média dos automóveis ligeiros
1 000 000 4,0
379 218 de passageiros, que se situava nos 10,6 anos. No
500 000 2,0
615 438 grupo de automóveis com 10 ou mais anos de
0 0,0
Total <2 anos 2 - <5 anos 5 - <10 10 anos ou circulação, a idade média atingia os 15,3 anos.
anos mais
Figura 1.43
Fonte: INE

Estatísticas do Ambiente 2011


33
Figura 1.43 - Veiculos pesados de passageiros
presumivelmente em circulação, por escalões de
idade
No que se refere aos veículos pesados de N.º Idade
16 000 15 181 18,0
passageiros, constata-se que globalmente
14 000 16,0
apresentavam uma idade mais avançada. Desta
14,0
forma, a idade média por veículo atinge os 11,3 12 000
12,0
anos (quase mais 1 ano do que os ligeiros) e cerca 10 000 8 816
10,0
de 58% dos veículos em circulação possuiam mais 8 000
8,0
de 10 anos de existência (mais 3 p.p. que o peso

População e atividades humanas com impacto no ambiente


6 000
6,0
relativo equivalente nos automóveis ligeiros). 4 000 3 463
4,0
Figura 1.44 2 000 901 2,0
2 001
0 0,0
Total <2 anos 2 - <5 anos 5 - <10 10 anos ou
anos mais
Fonte: INE, I. P.

Figura 1.44 - Vendas de veiculos ligeiros


N.º
Atendendo ao registo das quebras de vendas no setor 18 000
automóvel em geral, e em particular de veículos
16 000
ligeiros de passageiros, releva-se esta circunstância
14 000
na medida em poderá produzir resultados menos
12 000
benéficos para o ambiente. Com o envelhecimento
do parque automóvel espera-se uma perda de 10 000

eficiência com o correspondente aumento de 8 000


consumo de combustíveis e emissões de poluentes. 6 000
4 000
Assinala-se que, entre janeiro e outubro de 2012,
fev

nov

fev

jun
jan

jun

jan
set

set
mar

mar
dez
mai

mai
jul

jul
ago

ago
out

out
abr

abr
venderam-se cerca de 81 mil veículos ligeiros de
2011 2012
passageiros, menos 50 mil unidades do que as
Fonte: INE, I. P.
vendidas em igual período no ano transato, que
atingiu 132 mil unidades.

Figura 1.45

Figura 1.45 - Consumo de combustíveis no


transporte rodoviário, 2010 (a) e 2011 (b)
tep
Atendendo ao parque automóvel em circulação,
5 000 000
verifica-se que no consumo de combustíveis (medido 4 500 000
em toneladas equivalentes de petróleo = tep) a 4 000 000
proporção do uso de gasóleo é esmagadora e, em 3 500 000
3 000 000
2011, representava cerca de ¾ dos combustíveis
2 500 000
consumidos. 2 000 000
1 500 000
Em termos médios, cada veículo movido a gasóleo 1 000 000
consumiu em 2011 cerca de 1,2 toneladas 500 000
0
equivalentes de petróleo. 2010 (a) 2011 (b)

GPL Gasolinas Gasóleo Outros


(a) Dados corrigidos
Nota:
(b) Dados provisórios
Fonte: INE, I. P.
34
1.4 - QUADROS DE RESULTADOS
Quadro 1.1 - População residente e taxa de crescimento efetivo, por NUTS II
NUTS
Ano
Portugal Continente Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira

2000 10 256 658 9 779 845 3 643 795 2 325 161 2 661 748 765 742 383 399 237 028 239 785
2001 10 329 340 9 851 424 3 667 529 2 339 561 2 686 872 766 529 390 933 237 575 240 341
2002 10 407 465 9 927 441 3 691 922 1 779 238 2 714 614 767 983 398 370 238 767 241 257
2003 10 474 685 9 991 654 3 711 797 2 366 691 2 740 237 767 549 405 380 240 024 243 007
2004 10 529 255 10 043 763 3 727 310 2 376 609 2 760 697 767 679 411 468 241 206 244 286
População
2005 10 569 592 10 082 154 3 737 791 2 382 448 2 779 097 765 971 416 847 242 241 245 197
residente (nº)
2006 10 599 095 10 110 271 3 744 341 1 793 728 3 635 110 515 564 421 528 243 018 245 806
2007 10 617 575 10 126 880 3 745 236 1 791 144 3 652 435 511 679 426 386 244 006 246 689
2008 10 627 250 10 135 309 3 745 439 1 786 692 3 665 613 507 481 430 084 244 780 247 161
2009 10 637 713 10 144 940 3 745 575 1 782 646 3 679 189 503 507 434 023 245 374 247 399
2010 10 636 979 10143600 3741092 1776349 3689478 499038 437643 245811 247568
2000 0,60 0,64 0,62 0,55 0,70 0,14 1,99 -0,08 -0,28
2001 0,71 0,73 0,65 0,62 0,94 0,10 1,95 0,23 0,23
2002 0,75 0,77 0,66 0,64 1,03 0,19 1,88 0,50 0,38
2003 0,64 0,64 0,54 0,51 0,94 -0,06 1,74 0,53 0,72
2004 0,52 0,52 0,42 0,42 0,74 0,02 1,49 0,49 0,52
Taxa de
crescimento efetivo 2005 0,38 0,38 0,29 0,26 0,63 -0,20 1,28 0,46 0,37
(%) 0,28
2006 0,28 0,18 0,14 0,54 -0,22 1,12 0,32 0,25
2007 0,17 0,16 0,02 0 0,51 -0,44 1,15 0,41 0,36
2008 0,09 0,08 0,01 -0,11 0,39 -0,51 0,86 0,32 0,19
2009 0,10 0,09 0 -0,09 0,40 -0,48 0,91 0,24 0,10
2010 -0,01 -0,01 -0,12 -0,22 0,32 -0,58 0,83 0,18 0,07

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I.P.

Quadro 1.2 - Consumo privado (despesa de consumo final) - Dados encadeados em volume
(ano de referência=2006)
Ano Consumo privado (10 6 euros) Taxas de variação em volume (%)

2000 93 716,9 3,8


2001 94 787,8 1,2
2002 95 934,1 1,2
2003 95 725,0 -0,2
2004 98 262,9 2,7
2005 99 867,7 1,6
2006 101 660,7 1,8
2007 104 089,8 2,4
2008 105 423,9 1,3
2009 102 890,1 -2,3
2010 105 586,2 2,6
2011 (Po) 101 525,4 -3,8

Nota: - 1995 a 2010: dados definitivos / 2009 e 2011: dados preliminares


Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I.P.

Estatísticas do Ambiente 2011


35
Quadro 1.3 - Dimensão média das explorações agrícolas e Importância da SAU na superfície
2010
UE27 Dimensão média das explorações (ha/exploração) Importância da SAU na superfície territorial (%)
Alemanha 55,8 47
Áustria 19,2 35
Bélgica 31,7 45
Bulgária 12,1 41
Chipre 3,0 13
Dinamarca 62,9 61
Eslováquia 77,5 39
Eslovénia 6,5 24
Espanha 24,0 47
Estonia 48,0 22

População e atividades humanas com impacto no ambiente


Finlândia 35,9 8
França 53,9 44
Grécia 4,8 27
Hungria 8,1 50
Irlanda 35,7 73
Itália 7,9 43
Letónia 21,5 29
Lituânia 13,7 44
Luxemburgo 59,6 51
Malta 0,9 36
Países Baixos 25,9 55
Polónia 9,6 46
Portugal 12,0 40
Reino Unido 84,0 65
República Checa 152,4 45
Roménia 3,4 58
Suécia 43,1 7
Fonte: EUROSTAT
36
Quadro 1.4 - Composição da SAU - UE27
2010
Composição da SAU (%)
UE27 SAU (ha)
Terras aráveis Horta familiar Pastagens permanentes Culturas permanentes
Alemanha 16 704 040 70,9 0,0 27,9 1,2
Áustria 2 878 170 47,6 0,1 50,0 2,3
Bélgica 1 358 020 61,6 0,0 36,8 1,6
Bulgária 4 475 530 69,8 0,2 27,7 2,2
Chipre 118 400 71,7 0,0 1,8 26,5
Dinamarca 2 646 860 91,4 0,0 7,6 1,0
Eslováquia 1 895 500 70,9 0,1 28,0 1,0
Eslovénia 482 650 35,0 0,2 59,2 5,6
Espanha 23 752 690 47,5 0,0 35,3 17,2
Estónia 940 930 68,0 0,2 31,5 0,3
Finlândia 2 290 980 98,4 0,0 1,4 0,2
França 27 837 290 66,0 0,1 30,2 3,7
Grécia 3 477 930 50,8 0,3 21,6 27,3
Hungria 4 686 340 81,0 0,4 15,4 3,2
Irlanda 4 991 350 20,3 0,0 79,7 0,0
Itália 12 856 050 54,5 0,2 26,7 18,5
Letónia 1 796 290 62,3 0,9 36,2 0,5
Lituânia 2 742 560 77,1 0,0 22,1 0,8
Luxemburgo 131 110 47,3 0,0 51,6 1,1
Malta 11 450 79,3 9,8 0,0 10,9
Países Baixos 1 872 350 54,6 0,0 43,4 2,0
Polónia 14 447 290 74,7 0,2 22,4 2,7
Portugal 3 668 150 32,0 0,5 48,7 18,8
Reino Unido 15 686 440 37,9 0,0 61,9 0,2
República Checa 3 483 500 72,3 0,0 26,7 1,1
Roménia 13 306 130 62,4 1,4 33,9 2,3
Suécia 3 066 320 85,2 0,0 14,7 0,1
Fonte: EUROSTAT

Quadro 1.5 - Índice de densidade pecuária - UE27


2010
Índice de densidade pecuária
UE27 Vacas leiteiras/exploração (nº) Porcos/exploração (nº)
(CN/ha SAU com efetivo animal)
Alemanha 1,4 46 459
Áustria 1,3 11 86
Bélgica 3,4 46 1092
Bulgária 1,0 4 8
Chipre 3,9 103 524
Dinamarca 2,7 134 2598
Eslováquia 0,4 24 55
Eslovénia 1,2 10 14
Espanha 1,6 31 354
Estónia 0,5 27 251
Finlândia 1,0 24 657
França 1,2 45 569
Grécia 1,2 23 49
Hungria 1,0 22 18
Irlanda 1,4 58 1253
Itália 2,1 35 356
Letónia 0,4 6 21
Lituânia 0,5 4 14
Luxemburgo 1,3 56 598
Malta 13,1 48 543
Países Baixos 4,9 75 1743
Polónia 1,1 6 39
Portugal 0,8 27 38
Reino Unido 1,1 78 445
República Checa 0,6 123 477
Roménia 0,8 2 3
Suécia 0,8 62 894
Fonte: EUROSTAT

Estatísticas do Ambiente 2011


37
Quadro 1.6 - Dimensão económica das explorações agrícolas - UE27
2010 Unidade: N.º Explorações
Explorações agrícolas por dimensão económica
UE27
Muito pequenas (< 8 000 euros) Pequenas (8 000 - 24 999 euros) Médias (25 000 - 99 999 euros) Grandes (>100 000 euros)
Alemanha 34 610 68 020 91 630 104 890
Áustria 55 010 37 490 43 300 14 360
Bélgica 5 670 6 170 10 280 20 730
Bulgária 340 880 18 570 7 320 3 730
Chipre 32 540 3 570 1 990 760
Dinamarca 6 950 11 110 10 970 13 090
Eslováquia 18 490 2 600 1 530 1 840
Eslovénia 51 460 15 650 6 630 900
Espanha 554 910 207 560 161 820 65 520

População e atividades humanas com impacto no ambiente


Estónia 14 290 2 770 1 660 900
Finlândia 21 250 17 610 16 410 8 610
França 118 080 80 670 157 000 160 360
Grécia 516 800 148 930 52 780 4 500
Hungria 516 050 38 350 16 440 6 000
Irlanda 59 880 43 600 26 320 10 100
Itália 1 018 500 296 530 217 250 88 620
Letónia 71 590 7 550 3 190 1 070
Lituânia 173 630 17 920 6 760 1 620
Luxemburgo 270 330 600 1 010
Malta 10 660 1 150 530 200
Países Baixos 8 730 11 370 13 280 38 940
Polónia 1 049 980 307 910 130 330 18 400
Portugal 239 640 37 730 19 490 8 400
Reino Unido 56 060 39 740 45 830 45 020
República Checa 8 050 5 890 4 830 4 100
Roménia 3 731 930 100 700 19 820 6 580
Suécia 31 090 18 040 12 990 8 980
Fonte: EUROSTAT

Quadro 1.7 - Proporção de SAU regada e proporção de superfície irrigável efetivamente regada -
UE27
2010 Unidade: %
UE27 SAU regada Superfície irrigável efetivamente regada
Alemanha 2 58
Áustria x x
Bélgica 0 25
Bulgária 2 66
Chipre 24 70
Dinamarca 12 67
Eslováquia 1 14
Eslovénia x x
Espanha 13 85
Estónia 0 72
Finlândia 1 18
França 6 68
Grécia 29 79
Hungria 2 49
Irlanda 0 //
Itália 19 64
Letónia 0 62
Lituânia 0 61
Luxemburgo x x
Malta 25 90
Países Baixos 7 28
Polónia 0 53
Portugal 13 86
Reino Unido 0 70
República Checa 1 60
Roménia 1 32
Suécia 2 39
Fonte: EUROSTAT

Quadro 1.8 - Vendas de produtos fitofarmacêuticos, por tipo de função


Unidade 2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
Total t s.a. 16 689 17 060 13 985 13 795 14 002
Fungicidas t s.a. 11 519 12 820 9 399 9 475 9 968
Enxofre t s.a. 8 970 9 938 6 693 6 719 6 697
Herbicidas t s.a. 2 120 1 693 1 700 2 042 1 995
Inseticidas e acaricidas t s.a. 627 370 383 371 334
Óleo mineral t s.a. 645 630 619 542 532
Fumigantes de solo t s.a. 1 716 1 475 1 612 1 316 1 139
Outros (a) t s.a. 62 72 271 48 33
Vendas de produtos fitofarmacêuticos / Superfície agrícola utilizada kg s.a./ha 4,6 4,6 3,8 3,8 3,9
Vendas de produtos fitofarmacêuticos (excluindo enxofre) / Superfície agrícola utilizada kg s.a./ha 2,1 1,9 2,0 1,9 2,0

Fonte: Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária


(a) Inclui Moluscicidas, Reguladores de Crescimento, Rodenticidas e Outros.
38
Quadro 1.9 - Consumo aparente de fertilizantes inorgânicos azotados, fosfatados e potássicos na
agricultura
Portugal
Unidade 2007 2008 2009 2010 (Po)
Total t 233 558 189 729 159 126 169 339
Azoto t N 113 005 105 131 98 062 99 807
Fósforo t P2O5 68 049 41 135 34 922 40 174
Potássio t K2O 52 504 43 463 26 142 29 358

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I.P.

Quadro 1.10 - Balanço do azoto à superfície do solo


Unidade 2007 2008 2009 2010 (Po)

Incorporação (Fertilizantes inorgânicos, estrume animal, deposição t N 307 299 289 921 282 843 283 350
atmosférica, fixação biológica)
Remoção (Culturas agrícolas) t N 243 278 245 473 242 492 240 191
Balanço (Incorporação - Remoção) t N 64 020 44 448 40 351 43 158
kg N / ha 17 12 11 12
Balanço (Incorporação - Remoção) / Superfície agrícola utilizada

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I.P.

Quadro 1.11 - Índices de Produção Industrial - média anual (a)


Captação, tratamento e distribuição de água,
Eletricidade, gás, vapor,
Ano Total Indústrias extrativas Indústrias transformadoras saneamento, gestão de resíduos e
água quente e fria e ar frio
despoluição
2005 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
2006 103,1 89,6 102,9 107,0 101,8
2007 103,1 100,5 104,1 98,4 101,7
2008 98,9 105,8 99,9 91,3 107,1
2009 90,8 84,8 90,1 95,6 107,0
2010 92,2 78,9 91,9 96,1 112,1
2011 (Po) 90,5 79,4 91,0 89,0 113,0
(a) ajustados dos efeitos de calendário e da sazonalidade
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I.P.

Quadro 1.12 - Principais indicadores da conta de fluxos de materiais


Unidade: 106t
Extração interna de Entrada direta de Consumo interno de
Ano Entradas de materiais Saídas de materiais
materiais materiais materiais
2007 191,95 57,17 32,09 249,12 217,03
2008 197,95 56,16 32,68 254,11 221,43
2009 174,68 52,66 28,42 227,34 198,92
2010 168,49 54,76 32,07 223,25 191,19
2011 (Po) 143,49 52,99 33,33 196,48 163,15
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I.P.

Estatísticas do Ambiente 2011


39
Quadro 1.13 - Principais indicadores das contas de fluxos, por categoria
Unidade: 106t
Indicador 2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
Extração interna
Total 191,95 197,95 174,68 168,49 143,49
Biomassa 25,06 24,35 23,80 24,75 24,46
Minério Metálico (minério bruto) 0,45 0,90 0,70 0,32 0,34
Minerais Não-Metálicos 166,45 172,70 150,18 143,42 118,70
Entrada de materiais (importações)
Total 57,17 56,16 52,66 54,76 52,98
Biomassa e produtos da biomassa 13,84 14,82 14,38 16,35 16,30
Minério metálico e seus concentrados, metais processados 7,56 7,36 5,76 6,35 6,01
Minerais Não-Metálicos (em bruto e processados) 4,88 4,17 3,38 4,86 3,74

População e atividades humanas com impacto no ambiente


Materiais energéticos fósseis (em bruto ou processados) 28,25 27,04 26,38 24,19 24,07
Outros produtos 2,63 2,76 2,75 3,00 2,86
Saída de materiais (exportações)
Total 31,91 32,48 28,35 32,01 33,27
Biomassa e produtos da biomassa 10,13 10,61 9,26 9,97 10,63
Minério metálico e seus concentrados, metais processados 5,03 4,73 3,98 4,37 4,96
Minerais Não-Metálicos (em bruto e processados) 8,09 7,65 6,45 7,92 7,60
Materiais energéticos fósseis (em bruto ou processados) 7,02 7,69 7,06 8,05 8,23
Outros produtos 1,63 1,80 1,60 1,70 1,85
Consumo interno de materiais (DMI)
Total 217,21 221,63 198,98 191,23 163,20
Biomassa e produtos da biomassa 28,77 28,56 28,91 31,13 30,13
Minério metálico e seus concentrados, metais processados 2,98 3,54 2,49 2,30 1,38
Minerais Não-Metálicos (em bruto e processados) 163,24 169,22 147,11 140,36 114,83
Materiais energéticos fósseis (em bruto ou processados) 21,23 19,35 19,32 16,14 15,84
Outros produtos 1,00 0,96 1,16 1,30 1,01
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I.P.

Quadro 1.14 - Consumo de energia primária por fonte energética


Unidade: ktep
Fonte energética
NUTS
Total Carvão Petróleo Eletricidade Gás natural Outros

Portugal
2007 25 350 2 883 13 567 1 909 3 821 3 145
2008 24 215 2 526 12 365 1 953 4 157 3 214
2009 23 920 2 858 11 533 1 867 4 233 3 429
2010 22 879 1 657 11 241 2 475 4 507 3 000
2011 (Po) 22 237 2 222 10 331 2 114 4 492 3 077
Continente
2007 24 544 2 883 12 804 1 881 3 821 3 130
2008 23 383 2 526 11 577 1 924 4 157 3 199
2009 23 093 2 858 10 757 1 831 4 233 3 415
2010 22 089 1 657 10 516 2 434 4 507 2 978
2011 (Po) x x x x x x
Região Autónoma dos Açores
2007 394 0 372 21 0 0
2008 405 0 384 21 0 0
2009 416 0 395 20 0 0
2010 405 0 379 23 0 3
2011 (Po) x x x x x x
Região Autónoma da Madeira
2007 412 0 391 7 0 14
2008 427 0 404 9 0 14
2009 411 0 382 16 0 13
2010 385 0 346 18 0 19
2011 (Po) x x x x x x
Fonte: Direção Geral de Energia e Geologia - Balanço energético Nacional, 2007-2011; Balanço energético RAA e RAM 2007-2010
40
Quadro 1.15 - Consumo de energia final por setor de atividade
Unidade: ktep
Setor de atividade
NUTS Agricultura e Construção e obras
Total Indústria Transportes Doméstico Serviços
pescas públicas

Portugal
2007 18 937 474 5 617 6 791 632 3 213 2 210
2008 18 365 452 5 488 6 491 632 3 191 2 112
2009 17 841 424 4 858 6 539 657 3 203 2 160
2010 17 721 455 5 281 6 488 555 2 954 1 988
2011 (Po) 16 903 444 5 165 6 042 520 2 798 1 933
Continente
2007 18 332 444 5 573 6 508 609 3 131 2 068
2008 17 743 416 5 450 6 170 597 3 107 2 003
2009 17 218 387 4 816 6 235 610 3 118 2 052
2010 17 126 421 5 241 6 189 523 2 859 1 894
2011 (Po) x x x x x x x
Região Autónoma dos Açores
2007 318 21 34 129 18 40 77
2008 322 26 31 150 23 42 50
2009 329 29 32 144 29 43 52
2010 320 32 30 146 23 52 36
2011 (Po) x x x x x x x
Região Autónoma da Madeira
2007 287 10 10 153 6 42 66
2008 300 9 7 171 12 43 58
2009 295 8 10 161 17 43 57
2010 276 2 10 152 9 43 59
2011 (Po) x x x x x x x
Fonte: Direção Geral de Energia e Geologia - Balanço energético Nacional, 2007-2011; Balanço energético RAA e RAM 2007-2010

Quadro 1.16 - Consumo final de eletricidade


Unidade: ktep
NUTS 2007 2008 2009 2010 2011 (Po)

Portugal 4 216 4 159 4 126 4 289 4 158


Continente 4 080 4 017 3 984 4 146 x
Região Autónoma dos Açores 63 65 65 67 x
Região Autónoma da Madeira 74 77 77 75 x
Fonte: Direção Geral de Energia e Geologia - Balanço energético Nacional, 2007-2011; Balanço energético RAA e RAM 2007-2010

Quadro 1.17 - Intensidade energética da economia e importação de energia primária


Intensidade energética da Importação de energia primária (tep)
Ano
economia (tep/10 6 euros) Total Carvão Petróleo Eletricidade Gás natural Renováveis
2006 161 26 274 405 3 497 905 18 360 581 741 664 3 674 256 0
2007 150 24 539 493 2 909 866 17 027 341 829 126 3 773 160 0
2008 141 24 022 754 2 327 219 16 608 384 923 984 4 163 167 0
2009 142 23 059 640 3 095 934 15 015 644 653 428 4 282 310 12 324
2010 132 21 908 084 1 700 470 15 168 389 500 004 4 523 693 15 528
2011 (Po) 130 22 174 884 2 242 680 14 775 259 579 838 4 562 107 15 000
Fonte: Direção Geral de Energia e Geologia - Balanço energético 2007-2011

Quadro 1.18 - Eficiência energética da economia em energia final


Ano Eficiência energética da economia (106 euros/tep)
2006 0,00865
2007 0,00923
2008 0,00967
2009 0,00975
2010 0,01001
2011 (Po) 0,01038

Fonte: Direção Geral de Energia e Geologia - Balanço energético 2007-2011

Quadro 1.19 - Produção de eletricidade a partir de fontes renováveis


Unidade: tep
NUTS Total Hídrica Eólica Fotovoltaica Geotérmica Biomassa
Portugal
2007 1 449 186 898 614 347 182 2 064 17 286 184 040
2008 1 325 862 627 456 495 102 3 268 16 512 183 524
2009 1 661 004 774 774 651 622 13 760 15 824 205 024
2010 2 497 612 1 423 042 789 652 18 404 16 942 249 572
2011 (Po) 2 150 774 1 041 804 787 932 23 822 18 060 279 156
Fonte: Direção Geral de Energia e Geologia - Balanço energético 2007-2011

Estatísticas do Ambiente 2011


41
Quadro 1.20 - Parque de veículos rodoviários motorizados presumivelmente em circulação (a),
segundo o tipo de veículo
Unidade: N.º
Tipo de Ligeiros Pesados
veículo Total Mercadorias
Total Passageiros Mercadorias Outros Total Passageiros Outros
Data Camiões Tratores

31-12-2011 6 181 188 6 054 508 4 712 354 1 321 711 20 443 126 680 15 181 61 482 40 358 9 659
31-12-2010 6 182 106 6 049 889 4 692 000 1 337 373 20 516 132 217 15 425 65 236 41 657 9 899

Nota: (a) Parque com exclusão de ciclomotores, motociclos e tratores agrícolas; veículos presumivelmente em circulação: compareceram a pelo menos uma das duas últimas
inspeções obrigatórias
Fonte: IMTT - Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres

População e atividades humanas com impacto no ambiente


Quadro 1.21 - Parque de veículos rodoviários motorizados de passageiros presumivelmente em
circulação (a), por escalões de idade segundo o tipo de veículo
31-12-2011 Unidade: N.º
Tipo de veículo Transporte de passageiros
Ligeiros Pesados
Idade dos veículos Nº Idade média Nº Idade média
Total 4 712 354 10,6 15 181 11,3
<2 anos 379 218 0,6 901 0,6
2 - <5 anos 615 438 3,1 2 001 3,1
5 - <10 anos 1 105 379 7,1 3 463 7,1
10 anos ou mais 2 612 319 15,3 8 816 15,9
Nota : (a) Parque com exclusão de ciclomotores e motociclos; veículos presumivelmente em circulação: compareceram a pelo menos uma das duas últimas inspeções
obrigatórias
Fonte: IMTT - Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres

Quadro 1.22 - Parque de veículos rodoviários motorizados presumivelmente em circulação (a) por
tipo de veículo, segundo o combustível principal
31-12-2011 Unidade: N.º
Tipo de Ligeiros Pesados
veículo Total Mercadorias
Total Passageiros Mercadorias Outros Total Passageiros Outros
Combustível Camiões Tratores

Total 6 181 188 6 054 508 4 712 354 1 321 711 20 443 126 680 15 181 61 482 40 358 9 659
Gasóleo 3 619 670 3 493 473 2 168 710 1 304 633 20 130 126 197 14 822 61 456 40 334 9 585
Gasolina 2 513 202 2 513 163 2 496 585 16 309 269 39 6 9 0 24
GPL 38 210 38 177 37 381 754 42 33 3 4 22 4
Outros 10 106 9 695 9 678 15 2 411 350 13 2 46
Nota: (a) Parque com exclusão de ciclomotores, motociclos e tratores agrícolas; veículos presumivelmente em circulação: compareceram a pelo menos uma das duas últimas
inspeções obrigatórias
Fonte: IMTT - Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres

Quadro 1.23 - Consumo de combustíveis no transporte rodoviário


Unidade: tep
2010 (a) 2011 (b)
Consumo de combustíveis no transporte rodoviário - Total 6 193 453 5 785 975
GPL 31 801 28 970
Gasolinas 1 450 134 1 318 959
Petróleos 6 0
Gasóleo 4 654 280 4 384 332
no qual, biodiesel incorporado 321 473 303 203
Lubrificantes 40 686 36 617
Gás Natural 12 581 13 000 (c)
Biodiesel 3 965 4 097
Nota:
(a) Dados corrigidos
(b) Dados provisórios
(c) Valor estimado
Fonte: DGEG - Direção Geral de Energia e Geologia
Ar e clima
45

2 - AR E CLIMA

A decisão de como viver nos próximos anos, como tratar as florestas, gerar e usar a energia e organizar os
transportes é determinante para fazer face às alterações climáticas com que hoje o planeta se depara.

Os países em desenvolvimento têm um papel crucial a desempenhar na formatação de políticas e ações


internacionais para cortar as emissões de gases de efeito de estufa, as quais são a principal causa das
mudanças ambientais.

Ao longo dos anos, Portugal tem vindo a desenvolver um conjunto de esforços e de medidas com vista ao
controlo e diminuição dos poluentes atmosféricos.

O Protocolo de Quioto é um dos exemplos de medidas que visam limitar as emissões de poluentes emitidos
para a atmosfera. No acordo de partilha de responsabilidades a nível comunitário, ficou estabelecido que
Portugal poderia aumentar as suas emissões em 27% em relação a 1990, não podendo exceder, no período
2008-2012, 381,94 milhões de toneladas de equivalentes de CO2 (Mt CO2 eq), representando um valor médio
anual de 76,39 Mt CO2 eq.

O cumprimento dos objetivos nacionais em matéria de alterações climáticas no âmbito do Protocolo de


Quioto baseia-se nos seguintes instrumentos fundamentais: o Programa Nacional para as Alterações Climáticas
(PNAC), o Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão para o período 2008-2012 (PNALE II) e
o Fundo Português de Carbono.

Neste capítulo são apresentados alguns indicadores climatológicos os quais permitem retratar a mudança
climática em Portugal. Adicionalmente, são apresentados indicadores sobre o Fundo Português de Carbono
e sobre poluentes atmosféricos que têm impacto na qualidade do ar.

Ar e clima
46
2.1 – CARATERIZAÇÃO CLIMÁTICA DO PERÍODO 2001-2012

Na presente caracterização e análise climática da década de 2001-2010 e do ano de 2011 consideram-se os


dados de 18 estações meteorológicas do IPMA no Continente e 2 nas Regiões Autónomas. A análise comparativa
é efetuada com base nos valores médios do período 1971-2000.
2.1.1 – Temperatura

Figura 2.1 - Temperatura máxima


Figura 2.1
20,0
20,4
19,8
18,6
18,8
21,0
A variação espacial da média anual da temperatura
21,0
20,1 19,9
17,9 máxima diária, para o período 1971-2000, 2001-
22,3 18,8
21,0
20,0 2010 e para o ano 2011, é apresentada na figura
20,8
21,0
2.1.
20,3 19,6
18,8 19,6
19,4 21,0
18,6 A temperatura máxima anual no período 1971-2000
20,1 16,8 variou entre 14,7ºC na Guarda e 22,5ºC, em Beja.
19,5 14,7
19,6
21,0 15,7
21,0

22,9 Na década 2001/2010, os valores médios foram


21,2
PONTA DELGADA
PONT
21,2
21,0
22,5
21,0
superiores aos da normal 1971-2000, registando-
19,9
19,8 21,9
21,5
21,0 se o valor mais baixo na Guarda 15,7ºC e o mais
20,6
20,1
20,9
21,0 alto no Funchal 23,3ºC. Comparando os dados de
21,3
19,5 2011 com a normal, verifica-se que em 2011 todas
23,0
20,5
21,0
Temperatura
o
22,3
21,0
22,8
as estações meteorológicas consideradas
Grau C
2011 apresentavam valores de temperatura máxima
Normal 1971-2000
Média 2001-2010 22,5
23,4
20,7
superiores. A estação de Évora foi a que registou
20,9
21,9
21,0
22,8
21,0 uma maior anomalia positiva da temperatura
23,1
21,8 máxima, tendo em 2011 registado 23,4ºC, enquanto
FUNCHAL
21,0
22,7
22,5
22,1 23,4
que em 1971-2000 o valor foi 20,7ºC, o que
23,3 22,5
21,0
23,0
representa uma diferença de +2,7ºC.
22,9
22,0
22,2
21,0
Fonte: INE, I. P.

2.1.2 – Precipitação

Figura 2.1 - Precipitação total


O valor médio da precipitação total no período 1971-
736,0
2000 variou entre 511,5 mm e 1 470,2 mm, sendo
1 153,6
1 470,2
1 057,6
968,7 721,0
que o valor mais baixo foi registado na estação de
1 340,4 758,3 Faro e o mais elevado na de Viana do Castelo.
808,5
1 198,1
1 465,7
1 396,3
Comparando os dados da década 2001-2010 com
935,3 a normal, verifica-se que em 65% das estações
1 146,2 981,4
1 203,4 1 169,9 ocorreram valores de precipitação total superiores
1 242,3
789,3 à normal. As exceções são as estações de Viana
906,7 841,8
999,5 882,0 do Castelo, Braga, Vila Real, Coimbra, Alcobaça,
9345,8
695,8 Beja e Faro.
905,1
PONTA DELGADA
PONT 894,1 758,0
737,1
972,1 768,9
751,7
801,9
Em 2011, a média da precipitação total anual nas
1 075,0 839,6
737,2
estações meteorológicas consideradas nesta
851,0
852,4
análise, foi de cerca de 805 mm, apresentando
Precipitação
859,5 uma variação espacial muito significativa. No
mm
2011 Continente, os valores mais elevados foram
Normal 1971-2000
Média 2001-2010
1 045,4
725,6 639,1
observados no Minho, na estação de Braga, com
861,3 609,4
849,8
1 198 mm e os valores mais baixos ocorreram em
772,5
715,9
Faro, com 522 mm.
FUNCHAL
746,9
491,9
596,4 656,8
571,8
No ano de 2011 os valores de precipitação foram
711,9
530,1
inferiores aos valores da normal 1971-2000. De facto
522,2
511,5
70% das estações registaram valores de
Fonte: INE, I. P.
503,1
precipitação inferiores à normal, sendo as
exceções, as estações de Castelo Branco, Lisboa,
Setúbal, Évora, Beja e Faro.
Estatísticas do Ambiente 2011
47
2.1.3 – Fenómenos meteorológicos extremos

Os fenómenos meteorológicos extremos e a variabilidade climática podem ser caracterizados através de índices
climáticos, geralmente calculados a partir de observações diárias de temperatura e precipitação. Neste item,
apresentam-se alguns índices climáticos, tais como: o número de noites tropicais (para os Açores e Madeira),
o número de ondas de calor e de frio (Continente), e o índice de precipitação padronizada (SPI).
2.1.3.1- Ondas de calor e de frio
Figura 2.3 - Número de ondas de calor e de frio, no
As ondas de calor são fenómenos climáticos Continente
recorrentes, que se caracterizam por períodos N.º
8
de calor intenso, com duração de vários dias. 7
As ondas de calor têm efeitos diretos ou
6
indiretos sobre a saúde humana e contribuem
5
também para a criação de condições propícias
4
à propagação de incêndios florestais.
3
Na figura 2.3 apresenta-se o número de ondas 2
de calor e de frio para o período de 2001-2011, 1
no Continente. A série anual do número de ondas 0
de calor apresenta variações no período em 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

análise, verificando-se o valor mais baixo em Ondas de calor Ondas de frio

2008 (1 onda de calor) e o mais elevado em Fonte: INE, I.P

2009 (7 ondas de calor). Figura 2.4 - Número de locais/estações em onda de


No que concerne ao número de ondas de frio calor/frio por ano
N.º
na série em análise, nos anos de 2004, 2008 e 18
2010 não se registou a ocorrência deste 16
fenómeno.

Ar e clima
14

Na série temporal em análise verifica-se que o 12


ano de 2011 foi o que apresentou mais estações 10
em onda de calor, 16 das 18 estações (apenas 8
Faro e Évora não registaram este fenómeno), 6
seguido pelos anos de 2006 e 2009 com 15. 4
2
No que diz respeito às ondas de frio, os anos
de 2005, 2007 e 2011 apresentaram os valores 0
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
mais elevados (3 ondas de frio). No último ano
N.º de estações com registo de ondas de calor
em análise, 2011, as estações que registaram N.º de estações com registo de ondas de frio
ondas de frio foram Alcobaça, Castelo Branco Fonte: INE, I.P
e Braga. De referir que Alcobaça e Braga
Figura 2.5 - Número de dias com noites tropicais
também tinham registado ondas de frio em
N.º de dias
2007 e 2005. 120

Nas Regiões Autónomas, a ocorrência de ondas 100

de calor é reduzida ou mesmo inexistente, uma 80


vez que nestas regiões a variabilidade da 60
temperatura máxima e mínima do ar é baixa.
Desta forma foi analisado o indicador noites 40

tropicais que é definido como dias em que a 20


temperatura mínima é superior ou igual a 20ºC. 0
2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

O número de dias com noites tropicais no


período de 2001 a 2011 (Figura 2.5), nas Ponta Delgada (Nordela)
estações meteorológicas de Ponta Delgada/ Observatório Funchal
Normal 1971-2000, Ponta Delgada
Açores e Funchal/Madeira apresentam uma forte Normal 1971-2000, Funchal
variabilidade inter-anual, em particular no Fonte: INE, I.P
Funchal. Por outro lado, a comparação com a
normal revela que no Funchal o número de dias com noites tropicais foi muito superior em todos os anos da
década em análise, sendo o ano de 2009, o que registou o maior número de noites tropicais (107 dias), mais 79
dias do que a média 1971-2000. Em Ponta Delgada, o número de dias com noites tropicais também foi superior,
exceto nos anos de 2002 e 2007. De referir ainda que o menor número de noites tropicais nas duas Regiões
Autónomas ocorreu no mesmo ano, 2007.
48
2.1.3.2- Precipitação intensa

Figura 2.6 - Número médio de dias com Figura 2.6


precipitação • 10 mm e • 30 mm, no continente A eventual alteração dos padrões de precipitação
N.º de dias
45 pode traduzir-se num aumento da frequência do
40 número de dias com precipitação intensa e muito
35 intensa (• 10 mm e • 30 mm).
30
25 Mudanças nos extremos de precipitação, como por
20 exemplo a frequência de precipitação intensa e a
15 possível ocorrência de cheias e inundações, podem
10 trazer graves consequências económicas, sociais
5 e ambientais.
0
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 A figura 2.6 apresenta o número médio de dias
N.º médio de dias com precipitação •10mm
N.º médio de dias com precipitação •30mm
com precipitação intensa (•10mm) e muito intensa
Fonte: INE, I.P (•30mm), no Continente (baseado em 18 estações).

No que se refere ao número médio de dias com precipitação intensa (• 10mm), verifica-se que no período em
análise varia entre 16 dias no ano de 2007e 40 dias no ano de 2010.

Figura 2.7 - Número de dias com precipitação • 10 Figura 2.8 - Número de dias com precipitação • 10
mm e • 30 mm, na Região Autónoma dos Açores mm e • 30 mm, na Região Autónoma da Madeira
N.º de dias N.º de dias
50 45
40
40 35
30
30
25
20 20
15
10 10
5
0
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 0
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
N º de dias com precipitação •10mm em Ponta Delgada (Nordela) N.º de dias com precipitação •10mm no Observatório Funchal
N º de dias com precipitação •30mm Ponta Delgada (Nordela) N.º de dias com precipitação •30mm no Observatório Funchal
Fonte: INE, I.P Fonte: INE, I.P

Figura 2.7 e Figura 2.8

Nas Regiões Autónomas verifica-se que tanto Ponta Delgada/Açores como o Funchal/Madeira apresentam
grandes variações na serie temporal em análise (Figuras 2.7 e 2.8).

Em Ponta Delgada, a precipitação intensa (• 10mm) variou entre 19 dias (2008) e 42 dias (2010) e a precipitação
muito intensa (• 30mm) entre 2 dias (2008 e 2009) e 8 dias (2010).

No Funchal, o número de dias com precipitação intensa (•10mm) foi inferior aos registados na região autónoma
dos Açores, tendo variado entre 16 dias (2007) e 40 dias (2010).

Salienta-se ainda o facto de 2010 ter sido o ano em que se registou um maior número de dias com precipitação
intensa e muito intensa, tanto em Ponta Delgada como no Funchal, sendo que esta estação registou mais 5
dias de precipitação muito intensa do que Ponta Delgada.

Figura 2.9

Estatísticas do Ambiente 2011


49
Figura 2.9 - Número médio de dias com precipitação • 10 mm e • 30 mm, por
estação
24 3
39 37 7 8*
52 36 10 7
23 3
44 26 8 3
27 4
39 9
49 11
36 9

28 7
39 32 7 7
39 40 7 8
41 10
24 2
32 19 5* 4
34 30 6 6
PONTA DELGADA 25 PONTA DELGADA 7
22 24 3 2
30 32 5 4
32 31 25 5 5 6
25 4
26 27 3 5
29 4*
26 Precipitação 2
Superior a 30 mm
Precipitação 28 6
Superior a 10 mm 2011
31 4
Normal 1971-2000
2011 29 5
Média 2001-2010
Normal 1971-2000
* valores estimados das grelhas do Atlas 1971-2000
Média 2001-2010

36 8
24 4
30 5
FUNCHAL FUNCHAL
16 25 3 6
19 23 4 4
23 24 5 4
21 4
20 2
19 2

16 3
16 3
Fonte: INE, I. P. 17 Fonte: INE, I. P. 3

Na figura 2.9 apresenta-se o número de dias com precipitação intensa ( •10 mm) e muito intensa ( •30 mm) no
território nacional, nas 20 estações em análise.

Ar e clima
Analisando o número médio de dias com precipitação intensa e muito intensa, por estações, na década 2001-
2010, verifica-se que as estações de Braga, Viana do Castelo e de Viseu registaram o maior número médio
de dias com precipitação, quer intensa quer muito intensa.

Relativamente à precipitação intensa (• 10 mm), comparando os dados de 2001-2010 com a normal de 1971-
2000, verifica-se que a estação de Braga foi a que apresentou uma maior diferença no número de dias com
precipitação intensa, menos 13 dias.

Em 2011, a média da precipitação intensa e muito intensa anual, nas estações meteorológicas consideradas
nesta análise, foi de cerca de 26 dias e 5 dias respetivamente. No Continente, os valores mais elevados de
precipitação intensa foram observados nas estações de Viana de Castelo e Braga (39 dias), Lisboa (36 dias)
e Viseu (32 dias). Em termos de precipitação muito intensa os valores mais elevados registaram-se nas
estações de Braga (9 dias) e Lisboa (8 dias).

No ano de 2011 na generalidade das estações analisadas, das regiões Norte e Centro registaram-se valores
do número médio de dias com precipitação intensa inferiores à normal 1971-2000.
2.1.3.3 – Índice SPI

Uma seca pode ser entendida como um período suficientemente longo com ausência ou deficiência de
precipitação e que causa um desequilíbrio hidrológico acentuado. Consoante as suas consequências,
distinguem-se entre secas meteorológicas, agrícolas, hidrológicas e socioeconómicas.

A seca hidrológica corresponde a períodos de redução do nível de água nos reservatórios superficiais e
subterrâneos.

De entre os índices existentes para avaliar a intensidade das secas, um dos mais utilizados é o índice de
precipitação padronizada (em inglês, Standardized Precipitation Index), desenvolvido por Mckee et al. (1993).

As escalas de tempo mais frequentes para cálculo do SPI são 3, 6, 9 e 12 meses, sendo entendimento geral
que as escalas inferiores a 6 meses, permitem monitorizar a seca meteorológica e agrícola (défice de
precipitação e de humidade no solo, respetivamente), e as escalas superiores, em particular 9 e 12 meses,
permitem monitorizar a seca hidrológica que reflete a escassez de água nos escoamentos e nos reservatórios
artificiais (albufeiras).
50
A classificação do índice SPI varia entre a seca extrema (inferior a -2) e chuva extrema (superior a +2),
estando os valores negativos (inferiores a -0.5) associados a episódios de seca e os valores positivos (superiores
a 0.5) associados a situações de chuva. A figura 2.10 apresenta a classificação do índice SPI, para períodos
secos e chuvosos.

Figura 2.10 - Classificação do índice SPI para períodos secos e períodos chuvosos
Valores do SPI Categoria da Seca
>2,00 chuva extrema
1,50 a 1,99 chuva severa
1,00 a 1,49 chuva moderada
0,99 a 0,50 chuva fraca
0,49 a -0,49 normal
-0,50 a -0,99 seca fraca
-1,00 a -1,49 seca moderada
-1,50 a -1,99 seca severa
<- 2,00 seca extrema
Fonte: INE, I.P

Figura 2.11 - Evolução histórica do SPI, entre 2000 e 2011, nas principais bacias do
Continente
Índice
3

0
dez. 2000

dez. 2001

dez. 2002

dez. 2003

dez. 2004

dez. 2005

dez. 2006

dez. 2007

dez. 2008

dez. 2009

dez. 2010

dez. 2011
-1

-2

-3
Tejo Douro Guadiana

Fonte: INE, I.P

Figura 2.10 e 2.11

Com base na figura 2.11 pode ser analisada a evolução dos valores do SPI-12 meses, de 2000 a 2011, para as
3 principais bacias do Continente: Douro, Tejo e Guadiana.

Em 2011, de acordo com a classificação do SPI, as bacias do Tejo e do Guadiana não apresentavam período
de seca, já a bacia do Douro apresentou situações de seca fraca a moderada.

Salienta-se ainda que na série temporal em análise, houve uma situação de seca com maior severidade, no
período 2004-2005, nas 3 principais bacias hidrográficas, chegando as bacias do Tejo e do Guadiana a atingir
valores de SPI inferiores a -2, o que corresponde a uma situação de seca extrema.
2.2 – ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

2.2.1 - Emissões de gases de efeito de estufa

O setor floresta e alteração de uso do solo (sigla inglesa: LULUCF, Land Use, Land-Use Change and Forestry)
pode atuar como fonte de emissão ou como sumidouro de carbono. Nos países industrializados, o setor
LULUCF representa, na maioria dos casos, um sumidouro de carbono.

A figura 2.12 apresenta as emissões de gases de efeito de estufa (somatório dos três principais: dióxido de
carbono, o óxido nitroso e metano), desde 1990 a 2010, com e sem contabilização das emissões de alteração
do uso do solo e florestas. Entre 2007 e 2010, o potencial de efeito de estufa com e sem LULUCF, tem vindo a
decrescer a uma taxa média anual de 4,2% e 3,9%, respetivamente.

Estatísticas do Ambiente 2011


51
Em 2010, as emissões de gases de efeito estufa Figura 2.12- Potencial de efeito de estufa
sem LULUCF foram de cerca de 69 360 kton de kton CO2 eq.
CO2eq e com LULUCF foram de 59 480 kton de 100 000
CO2eq, o que resulta de um sequestro líquido de
9 880 kton de CO2eq por parte do setor LULUCF. 80 000
Em 2007, o contributo deste setor foi estimado em - 60 000
10 451 kton de CO2eq representando um sequestro
superior de carbono nesse ano. A contribuição do 40 000
setor LULUCF apresenta grande variação anual, 20 000
resultado da variação das taxas de alteração de uso
de solo, da procura de biomassa, da exploração 0
1990 2007 2008 2009 2010
florestal e em particular da incidência dos incêndios
Total com LULUCF Total sem LULUCF
florestais. Diferentes usos do solo, diferentes
atividades de gestão agrícola e silvícola e diferentes Nota: Inclui CO2, CH4 e N2O
usos dos produtos de madeira abatida podem afetar Fonte: INE, I.P
o teor e os fluxos de carbono de e para a atmosfera.

Figura 2.13

Entre 1990 e 2007 (figura 2.13), os níveis de emissão de GEE aumentaram em quase todos os setores de
atividade, exceto no setor da “agricultura” que apresentou até 2007 uma taxa de variação de -5%, em resultado
das mudanças estruturais ocorridas.

No período de 2009 a 2010, apenas os setores da


“ind. energia” e dos “transportes” apresentaram uma Figura 2.13 - Emissão de GEE (sem LULUCF) por
tendência decrescente, registando uma variação sector de emissão, entre 1990 e 2010
anual de -25% e -1%, respetivamente. A grande Índice100 (1990 = 100)
200
redução observada no setor energia resulta de um

Ar e clima
ano de precipitação elevada, que permitiu uma 160
elevada produção hídrica e uma menor necessidade
de produção de fontes mais poluentes. No entanto a 120

diminuição das emissões deste setor tem sido uma


80
tendência registada já em anos anteriores, sendo
de apontar outras causas para esta tendência, como 40
sejam o crescimento significativo da energia 1990 2007 2008 2009 2010
produzida a partir de fontes de energia renovável Ind. Energia
Combustão Ind. Transformadora
(principalmente eólica) e a implementação de Transportes
Processos Industriais
medidas de eficiência energética. Em termos do Agricultura
setor “transportes”, que é fortemente dominado pelo Resíduos
Nota: Inclui CO2, CH4 e N2O
tráfego rodoviário, regista-se uma diminuição dos Fonte: INE, I.P
níveis de emissão desde meados dos anos 2000,
situação que está associada a uma melhoria da
eficiência no setor dos transportes (através da
renovação do parque automóvel), e nos anos mais
recentes, pode ser também explicada pelo aumento
do preço dos combustíveis e consequente redução
de consumo, também em consequência do
abrandamento económico do país.

No que se refere aos restantes setores de emissão, a “combustão na ind. transformadora” foi o que registou
um maior crescimento (9%) seguindo-se os “resíduos” (6%) e os “processos industriais” (4%). O crescimento
das emissões relativas à indústria no período 2009/10 está associado à ligeira recuperação económica registada
no ano 2010. O crescimento do setor dos resíduos poderá estar também relacionado com a variação da
atividade industrial, podendo ainda ser explicado pelo método de contabilização das emissões que, no caso da
deposição em aterro, tem em conta uma degradação da matéria orgânica no tempo e não imediatamente após
a deposição.

Figura 2.14
52
Figura 2.14 - Emissão de GEE (sem LULUCF) por
sector de emissão, em 2010
Emissões
No que concerne à repartição das emissões
Fugitivas nacionais por setor, em 2010, verifica-se que 70%
2%
Ind. Energia das emissões ocorridas tiveram origem no setor
Resíduos
21% “energia”, no qual se destacam os “transportes”
11%
Combustão como os principais responsáveis pelas emissões
Energia Ind. Transf.
Agricultura 70% 14% de gases de efeito de estufa, representando 27%
11% Transportes do total das emissões.
27%
Uso de Outros
solventes 8% Figura 2.15
0%
Processos
Industriais
6%

Nota: Inclui CO2, CH4 e N2O

Fonte: INE, I.P


Em 2010, o CO2 foi o principal gás responsável
pelo efeito de estufa, representando cerca de 76%
Figura 2.15 - Emissão dos principais gases de do total das emissões, situação relacionada com a
efeito de estufa importância do setor da energia e a predominância
Índice100 (1990 = 100) do uso de combustíveis fósseis.
150
140
Em relação a 1990, apenas as emissões de N2O
130
diminuíram, a uma taxa média anual de -0,8%, o
120
que pode ser justificado pela redução de emissões
110
da agricultura. Relativamente às emissões de CH4,
100
o aumento verificado está relacionado em grande
90
medida com o aumento das emissões no setor dos
80
resíduos, grande responsável pelas emissões deste
70
gás resultante da decomposição anaeróbia da
60
1990 2007 2008 2009 2010 componente orgânica dos resíduos e dos sistemas
CO2 CH4 N2O de tratamento de águas residuais.
Fonte: INE, I.P
Figura 2.16
Figura 2.16 - Intensidade carbónica da economia O indicador da intensidade carbónica da economia
Índice100 ( 1990 = 100)
é calculado por unidade de PIB, sendo expresso
140 130 128
122
pelo rácio entre o total das emissões de GEE a
130
120 135 115 nível nacional e o PIB.
121 114
110 110
No contexto da UE, definiu-se como prioridade
100 107
106 105 promover uma economia de baixa intensidade
90
96 carbónica e eficiente no plano energético.
80
70
Entre 2007 e 2010, registaram-se reduções
60
1990 2007 2008 2009 2010 progressivas da intensidade carbónica da economia
Emissão de GEE (t CO2 eq.) nacional. Em 2007, Portugal registava uma
PIB 2006 intensidade carbónica de 508 t CO2eq./106 PIB
Intensidade Carbónica da Economia (t CO2 eq./ 106PIB 2006)
2006 alcançando em 2010 as 411 t CO2eq./106 PIB
Fonte: INE, I.P
2006, o que corresponde a uma taxa de variação
média anual de cerca de -7%.

A trajetória descendente verificada nos últimos anos pode explicar-se pela conjugação de vários fatores, em
particular: a penetração de fontes energéticas menos poluentes e de tecnologias mais eficientes (como o gás
natural, instalação de centrais de ciclo combinado e de unidades de cogeração); o crescimento da energia
produzida a partir de fontes renováveis, e a implementação de medidas de eficiência energética.

Figura 2.17

Estatísticas do Ambiente 2011


53
No período de 2007 a 2010, as emissões de GEE Figura 2.17 - Emissão de GEE per capita
per capita decresceram progressivamente, a uma t CO2 eq/população
taxa média anual de cerca de 3,9 %, registando- 7,90
se uma taxa de crescimento efetivo de -5,3% em 7,40 7,36 7,23
2010, relativamente a 2009.
6,90
6,89
No que respeita às emissões per capita, o valor 6,40 6,52

registado em 2010 (6,5 t CO2eq/per capita) foi 5,90 6,02


praticamente da mesma ordem de grandeza do
5,40
verificado em 1990 (6,0 t CO2eq/per capita).
4,90

4,40
1990 2007 2008 2009 2010
Emissão de GEE per capita
Fonte: INE, I.P

2.2.2 – Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE)

O CELE constitui o principal instrumento político-administrativo europeu e nacional para controlo e mitigação
das emissões de gases de efeito de estufa num conjunto de setores de atividade industrial.

A UE criou o mecanismo CELE1 como forma de implementar a estratégia comunitária de redução de emissões
e garantir a execução dos respetivos objetivos.

A aplicação do regime CELE teve o seu início em Figura 2.18 - Licenças atribuídas e emissões
2005, numa primeira fase como período verificadas no âmbito da aplicação do PNALE II
experimental, que decorreu entre 2005 e 2007. A 106 tCO2e
segunda fase que está a terminar abrange o 34
período 2008-2012, o qual coincide com o período

Ar e clima
32
de cumprimento do Protocolo de Quioto.
30

Nestes dois períodos de aplicação do CELE 28


(2005-2007 e 2008-2012), as regras fundamentais 26
genéricas de funcionamento consistem na
24
atribuição gratuita de licenças de emissão (LE),
a obrigação de monitorização, verificação e 22
comunicação de emissões e a devolução de LE 20
no montante correspondente. A atribuição gratuita 2008 2009 2010 2011
Atribuição total Emissões verificadas
de LE teve lugar através dos planos nacionais de
Fonte: INE, I.P
atribuição de licenças de emissão, PNALE I (2005-
2007) e PNALE II (2008-2012), que foram
aprovados pela Comissão.

No período 2008-2011 (PNALE II) foi prevista a atribuição anual de um total de 30,5 milhões de toneladas de
CO2 equivalentes.
Figura 2.19 - Número de empresas abrangidas por
Em 2008 a atribuição efetiva de licenças foi setor emissor no âmbito da aplicação do PNALE II
ligeiramente inferior à atribuição prevista, devido
a não atribuição de licenças a operadores que N.º
70
não dispunham licença ambiental no âmbito da 60
regulamentação comunitária da Prevenção e 50
40
Controlo Integrados da Poluição, a operadores 30
com atividade suspensa ou que cessaram 20
atividade, e ainda a operadores excluídos do 10
0
regime CELE.
refinação
Cerâmica

Cimentos e cal

cogeração
Energia: centrais

Energia: instal.

Metais ferrosos

Vidro
Pasta de papel
de combustão

Energia:
Energia:
termoeletricas

Todavia, à atribuição efetiva somaram-se as


licenças de emissão de caráter de reserva, o
que determinou que de 2009 a 2011, o total de
licenças de emissão atribuídas tivesse superado 2008 2009 2010 2011
de modo significativo o previsto. Fonte: INE,
INE I.P
IP

1 - Diretiva 2003/87/CE, de 13 de outubro, transposta para a ordem jurídica nacional pelo D.L. n.º 233/2004, de 14 de Dezembro, última
redação dada pelo D.L. n.º 154/2009, 6 de julho, habitualmente designado por Diploma CELE.
54
As emissões verificadas de 2008 a 2010 divergiam significativamente do total das licenças atribuídas, significando
em 2010 cerca de 75% das mesmas.

A Agência Portuguesa do Ambiente é a Autoridade Competente que, no âmbito nacional e conforme a legislação,
detém as responsabilidades de coordenação geral do instrumento CELE.
2.3 - QUALIDADE DO AR

2.3.1 - Índice de qualidade do ar

Figura 2.20 - Qualidade do ar


Figura 2.20
100% 4% 3%
10% 4% 6%
13% 18% 16% O índice de qualidade do ar (IQAr) é calculado e
17%
80% 24% disponibilizado diariamente pela Agência
Portuguesa do Ambiente (APA), com base em
60% informação recolhida pelas Comissões de
73% 69% 73% 69%
Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR)
40%
62% no Continente e pelas Direções Regionais do
Ambiente (DRAs) nos Açores e na Madeira.
20%

9% 9% 7%
Este índice é apresentado para cada uma das
8%
0% 4%
2007
2008 2009 2010 2011
zonas ou aglomerações e constitui uma
classificação simples e compreensível do estado
Muito Bom Bom Médio Fraco Mau
da qualidade do ar, traduzida numa escala de cores,
Fonte: INE, I.P
em que a cada poluente correspondem gamas de
concentrações diferentes divididas em cinco classes de “Muito Bom” a “Mau”, em função dos seus valores-
limite, representando a pior classificação obtida para os poluentes medidos. Os poluentes considerados para o
cálculo são o dióxido de azoto (NO2), o ozono (O3) e as partículas PM10 (partículas de diâmetro igual ou inferior
a 10 µm), sendo a medição de CO e de SO2 não obrigatória, no entanto, caso exista, as concentrações são
também utilizadas para o cálculo do IQAr.

Em Portugal, verifica-se que no último quinquénio, a classe predominante do IQAr foi “Bom”. Comparando o
ano de 2011 com o ano anterior, constata-se que, apesar da percentagem de número de dias com o IQAr
“Bom” ter sofrido um decréscimo de 4%, observa-se um ligeiro aumento do número de dias com a classificação
de “Muito Bom” e um decréscimo do IQAr com a classificação “Mau”, embora insignificante em termos
percentuais.
2.3.2 - Ozono troposférico

O Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro, fixa os objetivos para a qualidade do ar ambiente tendo em
conta as normas, orientações e programas da Organização Mundial da Saúde, destinados a evitar, prevenir ou
reduzir as emissões de poluentes atmosféricos. Define ainda, as unidades de avaliação e gestão da qualidade
do ar, as zonas, que são áreas geográficas de caraterísticas homogéneas em termos de ocupação do solo,
densidade populacional e qualidade do ar, e também as aglomerações, coincidentes com as grandes áreas
urbanas e suburbanas, cuja delimitação tem em conta o número de habitantes (superior a 250 000) e/ou a
densidade populacional (superior a 500 hab/km2).

Para o ozono troposférico, este decreto fixa


Figura 2.21 - Valor Alvo para a Proteção da Saúde
como limiar de alerta o valor de 240 µg/m3 e
Nº de dias
30 como limiar de informação ao público, o valor
Valor Alvo de 180 µg/m3 (concentrações médias horárias).
25
Além dos referidos limiares, o Decreto-Lei
20 n.º102/2010 estabelece outros parâmetros para
15 o ozono, como o valor alvo e o objetivo de longo
prazo, ambos definidos para a proteção da
10
saúde humana e para a proteção da vegetação.
5 O valor alvo para proteção da saúde humana
0 corresponde a 120 µg/m3, a não ultrapassar
2007 2008 2009 2010 2011 mais de 25 dias por ano civil e em média num
Zonas Aglomerações período de três anos, enquanto o objetivo de
longo prazo consiste em não ultrapassar essa
Fonte: INE, I.P
concentração em nenhum dia do ano.

Estatísticas do Ambiente 2011


55
Da análise da figura 2.22, constata-se que o valor Figura 2.22 - Objectivo de Longo Prazo para a
alvo para a proteção da saúde nas “zonas” foi Proteção da Saúde
excedido em 3 anos (2007, 2009 e 2010), enquanto 180
175 172 170

Octo-
159 161 162 164
nas aglomerações não se registou nenhum 155 151153
160
excedente durante o período em análise.

trações Médias
3)
140

orárias (μg/m
ObjetivoLongoPrazo

M

A Figura 2.23 pretende ilustrar uma análise de 120

Concentrações
horárias
tendência, efetuada com base na média de todos 100

os valores máximos anuais (das concentrações 80

máximas diárias das médias octo-horárias de 60


ozono), considerando as estações de 40
monitorização com uma eficiência de medição 20
superior a 85 %, agregadas por zona e 0
2007 2008 2009 2010 2011
aglomeração. Em 2011 verificou-se que o valor
Zonas Aglomerações
obtido para as zonas foi de 151 µg/m3 e para as
Fonte: INE, I.P
aglomerações foi de 153 µg/m3, observando-se,
desde 2009, um ligeiro decréscimo dos níveis
medidos, quer nas zonas quer nas aglomerações.

Confirmando a tendência dos últimos cinco anos, os valores das concentrações obtidas em 2011 continuam
acima do objetivo de longo prazo estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 102/2010.
Figura 2.23 - Objectivo de Longo Prazo para a Proteção da Saúde, por
Zonas/Aglomerações (2011)
trações Médias Octo-

240
220
200
3)

180
orárias (μg/m

160
140
(

Objetivo Longo Prazo


Concentrações
horárias

120

Ar e clima
100
80
60
40
20
0 Setúbal/…
Aveiro/Ílhav

Centro

Interior

RAM

Açores
Sousa (a)
Porto Litoral

Coimbra (a)

AML Norte

AML Sul (a)


Braga (a)

Vale do Ave

Vale do Tejo

Zona Sul
Setúbal (a)
Centro
Litoral
Interior

Estarreja
Norte Litoral

Pen.
Z.Infl. de
Vale do

Norte

e Oeste
o (a)

(a)
(a)

(a)

Fonte: INE, I.P

Analisando genericamente as concentrações médias octo-horárias por zona/aglomeração, em 2011, verifica-


se que os valores registados ultrapassaram quase sempre o objetivo de longo prazo estabelecido (120 µg/m3),
exceto nas zonas da Região Autónoma da Madeira (RAM) e Açores e na aglomeração de Coimbra, onde foi
também registado o nível mais baixo de 112 µg/m3.
2.3.3 - Substâncias precursoras de ozono troposférico

Analisando o Inventário nacional de emissões Figura 2.24 - Emissão de substâncias percursoras


de poluentes atmosféricos, publicado em 2012, de ozono troposférico, por poluente
constata-se que Portugal tem desenvolvido kt de COVNM eq.
esforços para diminuir as emissões de
600
substâncias precursoras de ozono troposférico
(óxidos de azoto (NOx) e compostos orgânicos 500

voláteis não metânicos (COVNM)), desde 1990. 400

300
Em 2010, o potencial de formação do ozono
troposférico (TOPF 2 ), o qual avalia a 200

concentração de substâncias que favorecem a 100


formação de ozono, diminuiu cerca de 29%, em 0
relação a 1990, devido sobretudo à redução de 1990 2007 2008 2009 2010
COVNM, cuja taxa de crescimento registada foi Nox (inclui NO2) COVNM
de -39%. Fonte: INE, I.P
2 - “Potencial de Formação de Ozono Troposférico” (TOFP,
na sigla inglesa), faz a agregação das diversas emissões dos referidos gases após afetação de cada um por fatores de ponderação
específicos em COVNM equivalente. Fatores de ponderação/conversão em COVNM equivalente - TOFP: NOx=1,22; COVNM=1,00
56
Salienta-se que, o período entre 2009 e 2010, foi o que registou um decréscimo menos acentuado de TOPF
(-2%), em contraste com o período entre 2008 e 2009 em que a taxa de crescimento do TOPF foi de cerca
de -6%.

Figura 2.25 - Emissão de substâncias precursoras de ozono troposférico, por setor


de emissão
kt de COVNM eq.
600
500
400
300
200
100
0
1990 2007 2008 2009 2010

Ind. Energia Combustão Ind. Transf. de energia Transportes Resíduos Processos Industriais Agricultura Outros

Nota: "Outros" inclui "outros" + "emissões fugitivas" + "uso de solventes"


Fonte: INE, I.P

Figura 2.26

Entre 1990 e 2010, a análise setorial revela que


Figura 2.26 - Emissão de substâncias precursoras quase todos os setores contribuíram para o
de ozono troposférico por setor de emissão em decréscimo das emissões de substâncias
2010 precursoras de ozono troposférico, à exceção da
“combustão na indústria transformadora”, dos
Agricultura
“processos industriais” e dos “resíduos” que
Resíduos
registaram um crescimento médio anual de 1,3%,
Emissões fugitivas 0,9% e 6,6%, respetivamente.
Ind. energia
Assinale-se ainda, que em todos os anos da análise,
Processos industriais
foram sempre o setores relacionados com a
Outros
energia (“industria de energia, comb. indústria
Uso de solventes transformadora, transportes e outros”), os que mais
Com. Ind. Transf.energia contribuíram para as emissões de NOX e COVNM.
Transportes
Relativamente a 2010, verifica-se que os setores
0 10 20 30 40 % da “combustão na indústria transformadora” (16%)
Fonte: INE,
INE I.P
IP e dos “transportes” (32%) foram os maiores
responsáveis pelos níveis de emissão de
substâncias percursoras de ozono troposférico.

Figura 2.27

Figura 2.27 - Emissão de substâncias precursoras de ozono troposférico e metas


alcançar em 2010
kt
300

250 250

200
180
150
226 209
100 193 187 196 186
175 177
50

0
2007 2008 2009 2010
Nox (inclui NO2)
COVNM
Metas estabelecida pelo Decreto-lei nº 193/2003, para o NOx
Metas estabelecida pelo Decreto-lei nº 193/2003, para o COVNM
Fonte: INE, I.P

Estatísticas do Ambiente 2011


57
A Comissão Económica para a Europa da ONU aprovou, no âmbito da Convenção sobre a poluição atmosférica
transfronteiriça a longa distância (sigla inglesa CLRTAP), o Protocolo de Gotemburgo relativo à redução da
acidificação, da eutrofização e do ozono troposférico. Este protocolo fixa as metas de emissão (valores-limite
de emissão) para o ano 2010, aplicáveis a nível nacional, no que respeita aos quatro principais poluentes
precursores responsáveis pela acidificação, eutrofização ou ozono troposférico: dióxido de enxofre, óxidos de
azoto, compostos orgânicos voláteis e amoníaco.

Para além do Protocolo de Gotemburgo, existe um outro instrumento de controlo da qualidade do ar, a Diretiva
2001/81/CE do Parlamento Europeu e do Conselho (transposta para direito interno pelo Decreto-lei nº 193/
2003, de 22 de agosto). Esta Diretiva fixa valores-limite nacionais de emissão para cada Estado-Membro, que
devem ser atingidos o mais tardar em 2010, e que são semelhantes aos exigidos no Protocolo de Gotemburgo
(metas de emissão para NOx = 260 kt e COV = 202 kt). O Decreto-lei nº 193/2003, de 22 de agosto fixa as
seguintes metas: 250 kt para o NOx e 180 kt para os COVNM.

A Figura 2.27 permite retirar conclusões relativamente ao nível das emissões face aos tetos estabelecidos pelo
Decreto-lei nº 193/2003, de 22 de agosto

Em 2010 foram emitidas 186 kt de NOX e 177 kt de COVNM, valores inferiores ao teto imposto pelo Decreto-lei
nº 193/2003, o que significa que Portugal atingiu os objetivos estabelecidos para 2010 no que respeita à
emissão de substâncias precursoras do ozono troposférico.

Em 2010, as emissões de NOx e de COVNM encontravam-se 17% abaixo do limite máximo fixado.
2.3.4 - Substâncias acidificantes e eutrofizantes

De acordo o Inventário nacional de emissões de Figura 2.28 - Emissão de substâncias acidificantes


poluentes atmosféricos de 2012, constata-se que e eutrofizantes por poluente
Portugal tem desenvolvido esforços para diminuir kt eq. ácido
as emissões de substâncias acidificantes e 16 000

Ar e clima
eutrofizantes para a atmosfera (óxido de enxofre 14 000
(SOx), amónia (NH3) e óxidos de azoto (NOx)). 12 000
10 000
Em 1990, Portugal emitia para a atmosfera 13 785
8 000
kt de equivalente ácido3, enquanto que em 2010
6 000
eram emitidas 8 650 kt de equivalente ácido, o que
4 000
corresponde a uma taxa de variação média anual
2 000
negativa de 2,4%.
0
1990 2007 2008 2009 2010
O SO x (óxidos de enxofre), principal gás
SOx (inclui SO2) NOx (inclui NO2) NH3
acidificante, foi o que registou um decréscimo
médio anual mais acentuado de cerca de 5,5%, Fonte: INE, I.P

seguindo-se o NH3 com 1,5% e o NOx com 1,0%.

Da análise das substâncias acidificantes por tipo de poluente, observa-se que em 2010, o NOx e NH3, foram
responsáveis por 47% e 33% de emissões, respetivamente, sendo o resto imputado ao SOx.

Figura 2.29 - Emissão de substâncias acidificantes e eutrofizantes por setor de


emissão
kt eq. ácido
15 000

10 000

5 000

0
1990 2007 2008 2009 2010

Ind. Energia Processos Industriais Comb. Ind. Transf. de energia Transportes Resíduos Outros Agricultura

Nota: "Outros" inclui "outros" + "emissões fugitivas" + "uso de solventes"

Fonte: INE, I.P

Figura
3 2.29
- O indicador “Equivalente Ácido”, agrega os valores de dióxido de enxofre (SO2), óxidos de azoto (NOx) e amónia (NH3), a partir de fatores
de ponderação específicos adotados pela Agência Europeia do Ambiente. Fatores de ponderação/conversão em equivalente ácido
(equivalentes ácido/kg): SO2=31,25; NOx=21,74; NH3=58,82.
58
Figura 2.30 - Emissão de substâncias acidificantes Na avaliação da evolução e tendência das
e eutrofizantes por setor de emissão, em 2010 substâncias acidificantes e eutrofizantes por setor
de atividade, entre 1990 e 2010, verifica-se que
Uso de solventes todos os setores diminuíram os seus níveis de
Resíduos emissão. Destaca-se o setor dos “resíduos” o qual
Emissões fugitivas decresceu a um ritmo médio anual de cerca de
Processos… 7,1%, seguindo-se o setor da “indústria da energia”
Ind. energia
(6,3%) e da “ind. transformadora de energia”
(3,3%).
Outros
Ind. transf.energia Figura 2.30
Transportes
Agricultura
Em 2010, os setores de atividade que mais
contribuíram para a emissão de substâncias
0 10 20 30 40 %
acidificantes e eutrofizantes foram a agricultura
Fonte: INE, I.P (30%) e os “transportes” (23%). Importa salientar
que os valores registados no setor da “agricultura”
devem-se principalmente às emissões de amoníaco,
que provêm essencialmente da gestão do estrume
e de dejetos animais resultantes do pastoreio e da
aplicação de fertilizantes minerais azotados.

Figura 2.31 - Emissão de substâncias acidificantes e eutrofizantes e metas a


alcançar em 2010
kt
400

250
200
160
226
209 196 186 90
83 50 74 49 57 48 55 49
0
2007 2008 2009 2010
NOx (inclui NO2)
SOx (inclui SO2)
NH3
Meta estabelecida pelo Decreto-lei nº 193/2003 para SOx
Meta estabelecida pelo Decreto-lei nº 193/2003 para NOx
Fonte: INE, I.P

Figura 2.31

Tal como referido no item sobre substâncias precursoras de ozono, o Protocolo de Gotemburgo fixa também
valores-limite para substâncias acidificantes e eutrofizantes a atingir até 2010, os quais são: SO2 = 170 kt,
NO2 = 260 kt e NH3 = 108 kt. No que se refere à Diretiva 2001/81/CE relativa aos tetos de emissão (transposta
para direito interno pelo Decreto-lei nº 193/2003, de 22 de agosto), esta estabelece como metas para as
emissões atmosféricas, em 2010: SO2 = 160 kt, NO2 = 250 kt e NH3 = 90 kt.

A Figura 2.31 revela que os níveis de emissão dos três poluentes se encontram abaixo dos tetos de emissão
impostos pelo Decreto-lei nº 193/2003, de 22 de agosto. De facto, já em 2007 Portugal se situava abaixo de
ambos os tetos para emissões de todos as substâncias acidificantes e eutrofizantes.

Em 2010, as emissões de substâncias acidificantes e eutrofizantes atingiram o valor mais baixo, encontrando-
se o SOx, 65% abaixo da meta fixada pela Diretiva 2001/81/CE, seguido do NH3 (46%) e do NOx (26%).
2.4 – DESPESAS NA PROTEÇÃO DA QUALIDADE DO AR E CLIMA

Em 2011, a despesa das Administrações Públicas com a “Proteção da qualidade do ar e clima” quase que
duplicou face ao ano anterior, ascendendo a 11 milhões de euros. Este crescimento resulta sobretudo do
aumento das atividades do Fundo Português de Carbono (FPC), instrumento financeiro criado pelo Estado
Português para suprir o desvio do cumprimento do Protocolo de Quioto.

Figura 2.32

Estatísticas do Ambiente 2011


59
No entanto, a comparticipação da despesa das Figura 2.32 - Despesa das Administrações
Administrações Públicas na “Proteção da qualidade Públicas na Proteção da qualidade do ar e clima
do ar e clima” no total da despesa em ambiente 103 EUR
continua a ser diminuta. O montante despendido 12 000
neste domínio ambiental em 2011, foi de apenas 10 000
4% do total dos gastos da Administração Central, e
8 000
de 1% da Administração Regional da Região
Autónoma dos Açores decorrente de despesas 6 000
efetuadas nas Estações de Controlo de Qualidade 4 000
do Ar das Ilhas de S. Miguel e do Faial.
2 000
A análise da estrutura da despesa na “Proteção da 0
qualidade do ar e clima” coloca em evidência as 2007 (Rv) 2008 (Rv) 2009 (Rv) 2010 (Rv) 2011
“Despesas correntes” que constituem o principal
Total Med. quinq (2007-2011)
encargo nos últimos cinco anos De referir, contudo,
que a estrutura da despesa se alterou em 2011, Fonte: INE, I.P

com a contribuição das “aquisições de bens e


serviços” a recuar 37 p.p., o que foi compensado Figura 2.33 - Percentagem da Proteção da
pelas “transferências correntes” que absorveram qualidade do ar e clima no total da despesa em
mais de 1/3 do total da despesa. Para estes ambiente, por setor institucional (2011)
100%
resultados destacam-se:
4% 1%
80%
1. As verbas despendidas nas “aquisições de bens
e serviços” pelo FPC com o Programa de Apoio 60%

a Projetos no País, programa que apoia iniciativas 40%


que conduzam à redução de emissões de gases
20%
com efeito de estufa ou ao sequestro de carbono,
particularmente os projetos das Pastagens 0%

Ar e clima
Adm. Central Adm. Reg. - Adm. Reg. - Adm. Local
Permanentes Semeadas Biodiversas Ricas em Açores Madeira
Leguminosas 2009 -2012 e 2011-2014 e do Total em ambiente Qualidade do ar e clima
Controlo de Matos 2011-2014; Nota: não foi considerado no período de referência de 2011 a informação do domínio
Gestão de águas residuais (dados não disponíveis) .
2. O montante gasto pelo FPC no apoio à
Fonte: INE,
INE I.P
IP
participação de entidades públicas e privadas no
mercado de carbono, e dos acordos
internacionais de cooperação climática para as denominadas “medidas de implementação imediata” designadas
de “Fast Start”, em países em vias de desenvolvimento. Este contributo financeiro está direcionado para
ações relacionadas com alterações climáticas ou ações que integrem a vertente das alterações climáticas.
Em 2011, Portugal deu enfoque especial aos PALOP com 2 projetos localizados em Moçambique denominados
por “Atlas das energias renováveis de Moçambique” e “Fornecimento e instalação de sistemas fotovoltaicos
para eletrificação de 50 vilas de Moçambique”, cujas transferências atingiram o montante de 3,7 milhões de
euros. O FPC apoiou ainda, em 2011, outros projetos nacionais de redução de emissões, como seja a rede
piloto do MOBI.E, com a construção da rede de carregamento dos veículos elétricos, e incentivos financeiros
à aquisição de veículos elétricos.

De referir que as “Despesas de capital” no Figura 2.34 - Despesa das Administrações


quinquénio em análise referem-se exclusivamente Públicas na Proteção da qualidade do ar e clima,
a “investimentos”. Estes têm vindo gradualmente a por agregado económico
perder importância, apesar da ligeira recuperação 2011
em 2011, contribuindo de forma marginal para o
total da despesa deste domínio. 2010

2009
Figura 2.34
2008

2007

100 80 60 40 20 0 % 0 20 40 60 80 100
Despesas de capital Despesas correntes
Despesas com o pessoal
Investimentos Aquisição de bens e serviços
Transferências correntes
Fonte: INE,
INE I.P
IP Outras despesas correntes
60
2.5 - QUADROS DE RESULTADOS

Quadro 2.1 - Precipitação total por NUTS II e por estação meteorológica


Unidade: mm
Estações 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Normal 1971-2000
Norte
Braga/P.A. (2) 1968,4 1605,4 1398,5 1101,7 811,3 1633,0 x 1112,7 1408,6 1527,2 1198,1 1465,7
Bragança 1040,9 1056,7 919,1 519,3 458,2 965,2 575,3 561,1 751,2 1237,5 721,0 758,3
Porto 1717,0 1532,9 1653,3 958,8 693,3 1290,5 720,2 1021,4 1243,5 1203,5 935,3 1146,2
Viana do
1920,0 1562,7 1591,2 945,4 932,1 1503,7 775,8 1120,1 1575,3 1478,0 1153,6 1470,2
Castelo/Meadela (1)
Vila Real 1328,7 1206,5 1066,9 670,6 569,9 1121,3 592,6 777,2 1090,6 1262,8 736,0 1057,6
Centro
Alcobaça x 816,3 1028,0 547,7 x x 347,0 672,0 751,5 998,1 768,9 839,6
Aveiro* 1323,1 1222,2 1180,9 732,3 504,6 1226,3 592,9 894,2 1131,6 1186,6 789,3 906,7
Castelo Branco 879,0 933,5 968,4 501,3 514,6 1166,3 535,0 615,6 714,1 1190,8 758,0 751,7
Coimbra/Bencanta (3) 1189,1 1086,5 1085,6 685,9 555,2 1109,9 581,3 734,1 1004,9 908,7 695,8 905,1
Guarda 1212,3 933,8 1074,1 684,0 737,4 1285,9 799,5 663,6 792,3 1274,9 841,8 882,0
Viseu 1733,0 1506,6 1378,3 863,4 721,5 1498,0 743,8 1071,1 1469,8 1437,8 981,4 1169,9
Lisboa
Lisboa/I.G. 772,8 840,0 875,6 573,9 482,9 1058,1 530,3 834,3 1100,1 1544,7 1045,4 725,6
Setúbal 787,4 818,0 952,7 487,7 451,8 945,1 431,8 653,3 738,5 1203,1 772,5 715,9
Alentejo
Beja 682,2 589,7 607,6 328,0 338,9 575,5 351,4 510,0 495,8 822,0 656,8 571,8
Évora/CC 659,5 647,6 1263,9 688,8 799,0 1113,4 836,9 1134,6 596,9 757,3 639,1 609,4
Portalegre 977,8 888,2 882,5 618,3 546,0 1204,1 668,3 888,9 795,5 1125,8 851,0 852,4
Santarém/F.B 698,0 640,4 781,3 424,7 385,3 892,0 345,9 488,5 668,1 946,7 x 665,3
Algarve
Faro 692,3 496,1 522,7 314,8 352,2 566,2 371,5 505,5 492,0 718,0 522,2 511,5
R. A. Açores
Ponta Delgada 1230,7 1000,7 1059,3 998,6 1092,5 1193,0 1128,5 737,4 835,6 1474,0 737,1 972,1
R. A. Madeira
Funchal 724,0 682,5 606,0 468,3 676,9 590,9 490,7 623,1 721,6 1535,3 491,9 596,4
Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P.
Notas:
(1) A partir de 2006 os dados são da estação automática Viana do Castelo/Chafé
(2) A partir de 2007 os dados são da estação automática Braga/Merelim
(3) valor anual apurado sem informação do mês de agosto nos anos de 2001 a 2009
(*) Vários dias de falhas nos meses de Maio, Julho e outubro de 2011

Quadro 2.2 - Temperatura máxima por NUTS II e por estação meteorológica **


Unidade: ºC
Estações 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Normal 1971-2000
Norte
Braga/P.A. (2) 20,2 20,2 20,5 20,6 21,0 21,4 21,4 20,5 21,5 20,6 22,3 20,0
Bragança 18,7 18,7 19,0 18,6 19,1 19,2 18,6 18,3 19,4 18,3 19,9 17,9
Porto 19,0 18,9 19,4 19,1 19,6 20,0 19,7 19,1 19,5 19,5 30,3 18,8
Viana do Castelo/Meadela (1) 20,5 20,5 20,7 20,9 21,2 19,8 19,6 18,9 19,2 19,5 20,4 19,8
Vila Real 18,4 18,7 18,9 18,5 19,2 19,3 18,6 18,1 19,2 18,9 20,0 18,6
Centro
Alcobaça (4) 20,7 20,4 20,9 20,7 20,8 20,9 21,2 20,9 21,3 21,1 21,9 20,6
Aveiro 19,2 19,2 19,7 19,5 19,9 20,1 19,5 19,1 19,6 20,2 20,1 19,5
Castelo Branco 21,0 21,2 21,4 21,6 21,8 21,8 21,2 21,3 22,5 21,3 22,5 21,0
Coimbra/Bencanta (3) 20,5 20,8 20,9 21,0 21,5 21,3 21,3 20,9 21,5 22,2 22,9 21,2
Guarda 15,4 15,6 15,7 15,7 15,3 16,2 15,6 15,4 16,2 15,7 16,8 14,7
Viseu 18,5 18,1 18,5 18,3 19,1 19,1 18,8 18,1 18,6 18,5 19,6 19,6
Lisboa
Lisboa/I.G. 21,3 21,6 22,0 21,9 22,0 22,3 21,6 21,7 22,5 21,8 22,5 20,9
Setúbal 22,3 22,4 22,8 23,1 23,2 23,0 22,7 22,3 23,1 22,4 23,1 21,8
Alentejo
Beja 22,7 22,8 23,2 23,3 23,5 23,4 22,8 21,9 23,8 22,8 23,4 22,5
Évora/CC 22,1 22,3 22,6 23,0 23,3 23,1 22,4 22,3 23,5 23,1 23,4 20,7
Portalegre 20,4 20,4 20,5 20,7 21,4 21,2 20,4 19,6 20,8 20,2 21,3 19,5
Santarém/F.B 22,3 22,3 22,9 23,0 23,5 23,2 22,8 22,1 23,0 22,4 23,0 22,3
Algarve
Faro 22,1 22,1 22,3 22,3 21,8 22,3 22,2 22,0 22,6 22,3 22,9 22,0
R. A. Açores
Ponta Delgada 20,2 19,9 20,0 20,4 20,3 20,1 20,2 20,5 19,8 19,7 19,9 19,8
R. A. Madeira
Funchal 23,5 23,3 23,5 23,7 22,7 23,2 23,3 23,4 23,3 23,0 22,5 22,1
Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P.
Notas:
(1) A partir de 2006 os dados são da estação automática Viana do castelo/Chafé
(2) A partir de 2007 os dados são da estação automática Braga/Merelim
(3) valor anual apurado sem informação do mês de agosto nos anos de 2001 a 2009
(4) A estação de Leiria (capital de distrito) só tem dados a partir de 2008 pelo que se optou por representar o distrito com a aestação de Alcobaça
** Quadro atualizado em 15-05-2013

Estatísticas do Ambiente 2011


61
Quadro 2.3 - Número de ondas de calor, por local
Unidade: N.º
Local 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Lisboa 7 6 0 0 7 0 0 0 15 13 14
Porto 0 0 0 7 0 23 0 6 0 12 15
Coimbra 6 0 6 6 0 21 0 0 0 7 31
Faro 0 0 0 0 0 0 0 0 7 0 0
Viseu 8 15 9 0 12 9 0 6 17 0 17
Beja 17 23 24 20 14 24 0 0 16 6 29
V.Real 9 16 15 19 20 13 0 6 25 12 35
C.Branco 15 14 16 0 18 12 0 0 15 0 20
Portalegre 15 23 17 15 17 29 8 6 33 19 29
Bragança 19 22 29 0 16 16 17 0 18 0 37
Monção 14 9 18 19 19 33 6 7 29 9 46
Braga 15 0 6 13 6 30 6 6 28 7 32
Guarda 11 16 11 22 8 36 0 6 33 20 30
Anadia 8 6 9 8 12 40 7 0 14 21 37
Alcobaça 0 0 0 0 0 6 6 0 7 6 24
Santarém 0 8 9 7 6 34 0 6 12 6 29
Setúbal 6 6 9 0 0 8 0 0 23 6 20
Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P.

Quadro 2.4 - Número de ondas de frio, por local


Unidade: N.º
Local 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Lisboa 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Porto 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Coimbra 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Faro 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Évora 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Viseu 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Beja 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
V.Real 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
C.Branco 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6
Portalegre 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Ar e clima
Bragança 6 6 6 0 6 0 8 0 0 0 0
Monção 0 0 0 0 0 0 0 0 6 0 0
Braga 0 0 0 0 17 6 0 0 6 0 7
Guarda 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Anadia 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Alcobaça 0 0 0 0 0 0 7 0 0 0 6
Santarém 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Setúbal 0 0 0 0 6 0 6 0 0 0 0

Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P.

Quadro 2.5 - Número de dias de precipitação maior ou igual a 10mm


Unidade: N.º
Local 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Lisboa 30 31 35 15 18 35 18 25 40 52 36
Porto 47 59 52 30 20 41 19 33 45 40 28
Setúbal 25 24 35 14 13 27 12 21 22 45 25
Braga 61 61 52 38 30 53 x 31 43 46 39
Aveiro 44 48 43 25 10 43 19 27 41 43 24
Alcobaça x 36 39 13 x x 10 24 24 37 26
Santarém 25 24 31 14 11 33 7 15 23 40 x
Faro 21 18 20 11 12 17 9 17 19 24 16
Coimbra 43 40 36 21 18 39 19 29 38 30 24
Viseu 52 50 51 26 23 46 23 32 50 54 32
VCastelo 67 58 63 28 27 30 24 39 53 47 39
VReal 50 48 38 24 21 44 19 25 42 44 24
CBranco 31 35 33 17 15 35 15 17 21 47 25
Évora 20 25 36 21 23 36 19 31 19 28 3
Guarda 38 40 25 16 20 22 16 15 24 34 19
Beja 23 21 20 9 6 23 11 20 18 34 21
Bragança 29 34 31 16 16 32 21 18 31 44 23
Portalegre 33 32 36 26 18 39 16 24 31 38 28

Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P.


62
Quadro 2.6 - Número de dias de precipitação maior ou igual a 30mm
Unidade: N.º
Local 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Lisboa 4 3 4 2 2 8 2 5 9 14 8
Porto 10 11 9 6 2 8 1 3 7 9 7
Setúbal 6 6 6 2 2 6 2 4 4 4 6
Braga 20 9 10 8 3 16 x 2 8 8 9
Aveiro 10 6 8 3 2 9 3 3 6 8 2
Alcobaça x 1 7 2 x x 1 2 1 3 3
Santarém 2 2 2 1 1 7 2 4 3 3 x
Faro 7 2 2 2 1 3 2 3 3 2 3
Coimbra 8 2 7 4 1 9 3 2 6 4 2
Viseu 19 10 13 5 3 13 6 7 13 13 7
VCastelo 15 7 11 5 6 6 3 3 15 9 7
VReal 13 9 5 6 2 8 5 3 8 9 3
CBranco 4 6 7 5 3 10 3 4 5 6 6
Évora 3 2 6 4 8 7 4 6 1 2 1
Guarda 8 10 9 5 7 9 4 3 2 8 4
Beja 5 1 3 0 2 3 1 1 1 3 4
Bragança 9 5 4 4 3 5 1 0 2 8 3
Portalegre 8 2 5 2 4 7 6 3 4 8 6

Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P.

Quadro 2.7 - Índice de precipitação padronizada (SPI)


Principais Mês
bacias Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Tejo
2000 -0,694 -0,626 -0,829 -0,19 -0,022 -0,024 -0,001 -0,064 -0,379 -1,091 -0,47 0,579
2001 1,4 1,58 2,018 1,549 1,357 1,368 1,371 1,378 1,468 1,609 1,252 0,198
2002 -0,359 -0,65 -0,969 -0,84 -0,996 -1,019 -1,078 -1,075 -0,758 -0,885 -0,375 0,14
2003 0,247 0,552 0,413 0,538 0,455 0,455 0,471 0,514 0,179 0,504 0,426 0,131
2004 -0,151 -0,297 -0,489 -0,722 -0,533 -0,533 -0,552 -0,52 -0,538 -0,666 -1,213 -1,624
2005 -1,978 -2,221 -2,015 -2,185 -2,201 -2,152 -2,101 -2,203 -2,308 -2,181 -1,814 -1,753
2006 -1,496 -1,124 -0,737 -0,631 -0,713 -0,47 -0,467 -0,419 -0,189 0,103 0,664 0,657
2007 0,59 0,69 0,318 0,307 0,472 0,464 0,454 0,445 0,422 -0,104 -0,99 -1,559
2008 -1,23 -1,25 -1,152 -0,798 -0,602 -0,778 -0,785 -0,805 -1,002 -1,017 -1,268 -1,069
2009 -0,827 -0,799 -0,83 -1,332 -1,601 -1,371 -1,349 -1,334 -1,427 -1,182 -0,987 -0,441
2010 -0,41 -0,065 0,399 0,524 0,55 0,48 0,47 0,465 0,467 0,584 0,626 0,652
2011 0,48 0,31 0,07 0,13 0,29 0,23 0,24 0,30 0,41 0,30 0,60 -0,10
Guadiana
2000 -0,613 -0,618 -0,898 -0,23 0,15 0,157 0,157 0,129 -0,226 -0,852 -0,503 0,58
2001 1,025 1,401 1,686 1,141 0,872 0,891 0,89 0,888 1,157 1,399 1,284 0,477
2002 0,171 -0,306 -0,449 -0,059 -0,168 -0,2 -0,2 -0,184 -0,149 -0,308 -0,107 0,058
2003 0,087 0,418 0,162 0,166 0,084 0,08 0,082 0,074 -0,28 0,204 0,284 0,112
2004 -0,044 -0,122 -0,121 -0,438 -0,24 -0,237 -0,239 -0,175 -0,169 -0,5 -1,043 -1,53
2005 -1,726 -2,02 -2,078 -2,214 -2,24 -2,197 -2,176 -2,251 -2,292 -2,011 -1,566 -1,564
2006 -1,168 -0,939 -0,552 -0,407 -0,577 -0,445 -0,398 -0,288 -0,127 0,088 0,402 0,331
2007 0,205 0,339 -0,012 0,094 0,275 0,276 0,235 0,21 0,207 -0,346 -0,959 -1,021
2008 -0,805 -0,669 -0,564 -0,373 -0,249 -0,427 -0,415 -0,491 -0,482 -0,759 -0,924 -0,936
2009 -0,608 -0,707 -0,732 -1,155 -1,42 -1,355 -1,367 -1,315 -1,456 -1,41 -1,466 -0,66
2010 -0,554 -0,083 0,267 0,51 0,534 0,575 0,571 0,556 0,54 0,64 0,835 0,78
2011 0,48 0,11 0,08 0,11 0,31 0,28 0,28 0,24 0,86 0,37 0,70 -0,11
Douro
2000 -0,424 -0,385 -0,467 0,058 0,072 0,05 0,139 -0,018 -0,343 -0,798 -0,173 0,971
2001 1,871 2,099 2,744 2,347 2,281 2,25 2,214 2,238 2,25 2,314 2,021 0,918
2002 0,156 -0,153 -1,16 -1,203 -1,392 -1,272 -1,355 -1,392 -1,086 -0,972 -0,314 0,436
2003 0,66 0,74 0,629 0,849 0,752 0,789 0,805 0,837 0,628 0,834 0,692 0,186
2004 -0,272 -0,43 -0,443 -0,714 -0,535 -0,637 -0,67 -0,511 -0,531 -0,575 -1,068 -1,384
2005 -1,607 -1,56 -1,41 -1,404 -1,432 -1,406 -1,372 -1,722 -1,743 -1,93 -1,797 -1,701
2006 -1,501 -1,18 -0,828 -0,813 -0,911 -0,745 -0,676 -0,554 -0,349 -0,139 0,386 0,383
2007 0,324 0,549 0,245 0,232 0,431 0,555 0,539 0,505 0,317 -0,251 -0,968 -1,36
2008 -0,863 -1,209 -1,149 -0,699 -0,633 -0,847 -0,878 -0,933 -0,851 -0,865 -0,993 -0,878
2009 -0,716 -0,602 -0,637 -1,197 -1,421 -1,299 -1,259 -1,296 -1,546 -1,232 -0,839 -0,254
2010 -0,172 0,205 0,628 0,754 0,778 0,795 0,756 0,726 0,784 0,849 0,711 0,55
2011 0,399 0,15 -0,111 -0,217 -0,185 -0,347 -0,335 -0,435 -0,427 -0,653 -0,527 -1,118
Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


63
Quadro 2.8 - Número de empresas abrangidas pelo regime CELE
Unidade: N.º
Setor de emissão 2008 2009 2010 2011
Total 212 220 219 217
Cerâmica 68 67 66 62
Cimentos e cal 12 12 12 12
Energia / Centrais termoelétricas 17 22 23 22
Energia / Cogeração 35 38 38 38
Energia / Instalações de combustão 39 40 39 40
Energia / Refinação 2 2 2 2
Metais ferrosos 2 2 2 2
Pasta de papel 28 28 28 30
Vidro 9 9 9 9
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, I.P.

Quadro 2.9 - Licenças de emissão atribuidas às empresas e emissões verificadas por setor de
atividade
Unidade: t CO2 eq.
Atribuição Prevista Emissões
Setor de emissão Anos Atribuição efetiva Atribuição reserva
(PNALE II) verificadas

Total 2008 30 510 334 30 367 854 19 877 29 914 270


2009 30 510 334 30 202 058 538 414 28 261 960
2010 30 510 334 30 154 088 2 166 350 24 167 190
2011 30 510 334 29 871 905 3 038 952 25 010 518
Cerâmica 2008 567 628 487 690 797 268 547
2009 567 628 450 306 5 696 212 520
2010 567 628 408 820 7 875 196 044
2011 567 628 377 993 8 686 169 682
Cimentos e cal 2008 7 207 913 7 190 874 0 6 782 263

Ar e clima
2009 7 207 913 7 190 874 0 5 451 997
2010 7 207 913 7 190 874 0 5 736 026
2011 7 207 913 7 190 874 107 291 4 870 715
Energia / Centrais termoelétricas 2008 14 001 981 14 001 981 5 255 15 776 515
2009 14 001 981 14 001 981 108 550 16 171 752
2010 14 001 981 14 001 981 1 241 540 11 075 099
2011 14 001 981 13 863 004 1 805 447 13 128 476
Energia / Cogeração 2008 2 583 778 2 583 778 5 576 1 891 379
2009 2 583 778 2 583 778 117 724 1 887 776
2010 2 583 778 2 583 778 518 884 2 231 966
2011 2 583 778 2 572 357 716 945 2 243 184
Energia / Instalações de combustão 2008 1 422 666 1 416 757 0 1 041 312
2009 1 422 666 1 291 716 9 438 825 524
2010 1 422 666 1 285 232 20 733 1 032 619
2011 1 422 666 1 280 451 126 919 937 186
Energia / Refinação 2008 3 235 575 3 235 575 0 2 949 946
2009 3 235 575 3 235 575 241 635 2 616 075
2010 3 235 575 3 235 575 169 735 2 832 142
2011 3 235 575 3 235 575 44 248 2 612 182
Metais ferrosos 2008 335 436 335 436 0 204 304
2009 335 436 335 436 0 154 594
2010 335 436 335 436 0 127 565
2011 335 436 335 436 0 142 192
Pasta de papel 2008 388 320 361 245 8 249 341 777
2009 388 320 357 874 55 371 375 339
2010 388 320 357 874 207 583 388 069
2011 388 320 357 874 212 716 358 486
Vidro 2008 767 037 754 518 0 658 227
2009 767 037 754 518 0 566 383
2010 767 037 754 518 0 547 660
2011 767 037 658 341 16 700 548 415
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, I.P.
64
Quadro 2.10 - Potencial de efeito de estufa
Unidade: kt CO2 eq.
Setor de emissão 1990 2007 2008 2009 2010
Total com LULUCF 53 190 67 601 65 240 61 375 59 480
Total sem LULUCF 60 077 78 051 76 753 73 218 69 360
Energia 40 980 56 523 55 757 54 057 49 654
Ind. Energia 16 369 19 863 19 691 19 527 14 586
Ind. Transformadora 9 270 10 687 10 096 8 696 9 487
Transportes 10 309 19 504 19 205 19 156 18 936
Outros 4 760 5 532 5 529 5 369 5 328
Emissões Fugitivas 272 938 1 236 1 308 1 316
Processos Industriais 4 664 6 290 6 078 4 344 4 517
Uso de solventes 332 303 266 272 228
Agricultura 8 113 7 688 7 540 7 508 7 515
Floresta e Alteração do Uso do Solo -6 887 -10 451 -11 514 -11 842 -9 880
Resíduos 5 988 7 248 7 113 7 036 7 446
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, I.P. /Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 2.11 - Gases de Efeito de Estufa por setor de emissão


Unidade: kt CO2 eq.
Sector de Emissão
Energia Processo Floresta
Total com Total sem e
Ano Ind. s Uso de Agricultur
LULUCF LULUCF Ind. Transport Emissões Resíduos
Total Transfor Outros Industriai solventes a Alteração
Energia es Fugitivas
madora s do Uso
d S l
CO2
1990 37 158,1 44 317,1 39 936,8 16 303,3 9 170,8 10 139,8 4 171,3 151,6 4 136,9 233,3 0,0 -7 159,0 10,1
2007 50 810,8 61 345,7 55 411,5 19 728,4 10 536,6 19 245,6 5 174,1 726,8 5 705,9 225,9 0,0 -10 534,9 2,4
2008 48 540,9 60 122,1 54 363,7 19 550,3 9 949,2 18 959,1 5 143,5 761,5 5 542,1 214,3 0,0 -11 581,2 2,0
2009 44 788,2 56 766,2 52 522,8 19 381,5 8 555,3 18 937,2 5 001,1 647,7 4 040,8 197,6 0,0 -11 978,0 5,1
2010 42 471,5 52 619,1 48 202,7 14 459,8 9 339,6 18 718,1 4 971,9 713,4 4 209,1 205,4 0,0 -10 147,6 1,9

CH4
1990 10 429,8 10 216,9 589,3 4,3 32,0 86,6 348,5 117,8 9,1 0,0 4 104,6 212,9 5 514,0
2007 11 501,5 11 468,5 528,7 7,3 50,0 44,4 218,5 208,4 11,8 0,0 4 291,4 33,1 6 636,7
2008 11 620,0 11 601,8 777,1 8,0 48,5 38,7 210,1 471,8 13,8 0,0 4 284,2 18,2 6 526,7
2009 11 733,5 11 659,7 954,3 8,1 49,7 36,9 201,3 658,3 11,1 0,0 4 218,7 73,8 6 475,6
2010 12 166,9 11 984,4 883,1 7,8 48,6 34,0 192,6 600,0 11,7 0,0 4 242,8 182,5 6 846,8

N2 O
1990 5 601,8 5 542,8 454,0 61,0 67,4 82,5 240,6 2,4 517,9 98,6 4 008,3 58,9 464,0
2007 5 288,2 5 237,3 583,1 127,0 100,2 213,5 139,5 2,9 572,2 76,9 3 396,8 50,9 608,4
2008 5 078,9 5 029,7 616,0 132,9 98,6 206,9 174,9 2,8 522,0 51,8 3 255,6 49,2 584,3
2009 4 853,6 4 791,8 580,1 137,5 91,3 182,2 166,6 2,5 292,5 74,6 3 289,3 61,8 555,3
2010 4 841,7 4 756,6 568,0 118,6 98,9 184,0 163,9 2,6 296,4 22,6 3 272,6 85,1 597,1
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, I.P.

Quadro 2.12 - Intensidade carbónica da economia nacional


Unidade: tCO2eq. / 106PIB.
Ano Intensidade Carbónica da Economia
1990 375
2007 508
2008 453
2009 426
2010 411
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, I.P. /Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


65
Quadro 2.13 - Índice de qualidade do ar
Unidade: N.º de dias
Classe de qualidade
2007 2008 2009
Zonas /
N.º total de N.º total N.º total de
Aglomerações Muito Muito Muito
Obser- Bom Médio Fraco Mau de Obser- Bom Médio Fraco Mau Obser- Bom
Bom Bom Bom
vações vações vações

Norte Litoral 280 2 231 45 2 0 262 47 198 14 3 0 276 71 191


Norte Interior 303 0 244 48 9 2 322 1 246 60 15 0 294 2 194
Braga (a) 358 4 179 93 76 6 351 54 220 53 24 0 298 37 167
Vale do Ave (a) 360 10 209 88 52 1 355 83 201 52 19 0 363 47 231
Vale do Sousa (a) 349 9 189 100 50 1 337 60 235 34 8 0 333 49 235
Porto Litoral (a) 365 19 158 98 89 1 366 28 236 67 34 1 365 46 208
Zona de Influência 308 11 132 92 72 1 22 162 62 42 1 283 27 172
289
de Estarreja
Centro Interior 365 15 308 40 2 0 362 19 307 33 3 0 361 19 283
Aveiro/Ílhavo (a) 365 10 186 100 68 1 366 16 233 81 35 1 362 15 239
Centro Litoral 335 17 219 78 21 0 366 73 254 34 5 0 364 30 287
Coimbra (a) 344 43 209 65 27 0 305 60 222 19 4 0 362 13 248
Vale do Tejo e 336 15 262 57 2 0 15 288 43 2 0 365 21 282
348
Oeste
AML Norte (a) 365 9 208 115 33 0 366 14 295 41 16 0 365 23 243
AML Sul (a) 365 6 177 117 64 1 365 7 244 81 33 0 365 16 243
Setúbal (a) 365 5 217 111 32 0 365 7 274 72 12 0 365 13 246
Península de 215 6 137 59 13 0 13 279 44 8 0 332 16 232
Setúbal/Alcácer do 344
Sal
Alentejo Litoral 349 30 194 78 47 0 363 23 318 20 2 0 357 23 281
Alentejo Interior 199 21 139 34 5 0 205 35 151 14 5 0 232 52 152
Algarve 79 3 64 12 0 0 0 x x x x x x x x
Portimão/Lagoa (a) 352 5 157 125 65 0 0 x x x x x x x x
Albufeira/Loulé (a) 363 5 223 107 28 0 0 x x x x x x x x
Faro/Olhão (a) 356 7 243 88 17 1 0 x x x x x x x x
Açores 204 10 194 0 0 0 72 0 70 2 0 0 4 0 4
Funchal (a) 365 41 243 53 28 0 366 25 292 35 12 2 359 62 266
Classe de qualidade

Ar e clima
2009 2010 2011
Zonas /
N.º total de N.º total de
Aglomerações Muito Muito
Médio Fraco Mau Obser- Bom Médio Fraco Mau Obser- Bom Médio Fraco Mau
Bom Bom
vações vações

Norte Litoral 14 0 0 205 16 181 8 0 0 182 10 141 31 0 0


Norte Interior 83 13 2 170 0 141 27 2 0 297 0 215 69 13 0
Braga (a) 69 25 0 351 28 251 52 20 0 348 16 240 71 21 0
Vale do Ave (a) 62 23 0 365 63 261 31 10 0 340 52 243 35 10 0
Vale do Sousa (a) 41 8 0 269 45 190 29 4 1 191 26 116 33 16 0
Porto Litoral (a) 75 36 0 365 32 217 77 39 0 365 57 178 80 50 0
Zona de Influência 63 21 0 290 11 173 71 31 4
360 62 159 76 62 1
de Estarreja
Centro Interior 58 1 0 365 8 291 59 6 1 363 34 303 25 1 0
Aveiro/Ílhavo (a) 85 23 0 286 6 188 79 13 0 363 14 197 85 67 0
Centro Litoral 43 4 0 363 17 282 57 7 0 341 24 240 56 21 0
Coimbra (a) 83 18 0 360 13 244 85 18 0 339 45 212 63 19 0
Vale do Tejo e 62 0 0 365 19 297 46 3 0
356 18 290 45 3 0
Oeste
AML Norte (a) 85 14 0 365 17 257 78 13 0 363 21 239 78 25 0
AML Sul (a) 75 31 0 365 22 263 65 15 0 363 22 235 73 33 0
Setúbal (a) 88 18 0 365 15 275 68 7 0 354 12 240 81 21 0
Península de 76 8 0 322 16 242 58 6 0
Setúbal/ Alcácer do 312 17 238 48 9 0
Sal
Alentejo Litoral 50 3 0 357 54 265 32 6 0 363 53 264 38 8 0
Alentejo Interior 25 3 0 253 34 176 36 6 1 90 11 70 5 4 0
Algarve x x x 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Portimão/Lagoa (a) x x x 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Albufeira/Loulé (a) x x x 63 0 37 25 1 0 0 0 0 0 0 0
Faro/Olhão (a) x x x 116 6 100 9 1 0 279 2 220 55 2 0
Açores 0 0 0 236 43 190 3 0 0 322 45 276 1 0 0
Funchal (a) 23 8 0 345 21 284 32 8 0 196 2 159 25 10 0
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, I.P.
Nota: (a) aglomeração
66
Quadro 2.14 - Concentrações médias octo-horárias de ozono troposférico e nº de excedências ao
valor alvo para a proteção da sáude humana
2007 2008 2009 2010 2011
Estações por Exc. Exc. Exc. Exc. Exc.
Conc. Conc. Conc. Conc. Conc.
aglomeração/zona (N.º de (N.º de (N.º de (N.º de (N.º de
(ug/m 3) (ug/m 3) (ug/m 3) (ug/m 3) (ug/m 3)
dias) dias) dias) dias) dias)
Braga 26 178 1 130 1 124 10 169 17 170
Vale do Ave 30 218 7 177 27 176 16 193 4 130
Vale do Sousa 27 201 5 158 13 155 5 151 10 155
Porto Litoral 5 174 8 161 10 213 8 165 7 178
Aglomeração Aveiro/Ílhavo 27 195 10 149 16 155 21 187 13 157
Coimbra 3 133 3 130 22 172 17 168 0 112
AML Norte 15 163 9 167 33 171 22 166 17 175
AML Sul 6 166 6 160 5 166 19 159 17 156
Setúbal 14 150 6 159 22 166 28 156 16 149

Norte Litoral 37 153 11 155 1 123 3 133 26 159


Norte Interior 44 207 47 202 78 210 65 240 67 192
Z.Infl. de 24 172 7 172 8 170 32 202 4 131
Centro Litoral 17 147 8 155 22 185 29 198 52 169
Centro Interior 51 183 19 148 48 181 65 212 14 136
Vale do Tejo e
Zona 26 163 23 174 55 165 56 193 38 181
Oeste
Pen. Setúbal/
16 153 7 162 31 183 35 154 26 186
Álcacer do Sal
Zona Sul 21 154 8 144 18 142 0 110 16 135
RAM 0 96 3 151 11 156 1 121 0 114
Açores 0 112 5 135 4 147 2 125 0 119
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, I.P.

Quadro 2.15 - Emissão de substâncias precursoras de ozono troposférico, por poluente e por setor
de emissão
Unidade: kt
Poluente
Setor de Emissão NOx COVNM
1990 2007 2008 2009 2010 1990 2007 2008 2009 2010

Total 226,3 226,3 208,6 196,4 186,2 290,0 192,9 187,0 174,7 177,3
Energia 220,2 218,2 200,5 188,6 177,9 167,4 63,5 59,1 56,2 53,1
Ind. Energia 61,2 41,2 33,9 29,2 19,0 0,4 0,9 1,1 1,4 1,7
Ind. Transformadora 35,9 47,3 44,2 39,9 42,2 7,9 14,6 14,4 14,7 14,9
Transportes 84,5 101,3 91,5 88,8 86,8 134,2 32,5 28,0 25,1 22,1
Outros 38,6 28,4 30,9 30,7 29,9 24,8 15,6 15,6 15,0 14,4
Emissões Fugitivas 0,0 0,5 0,4 0,3 0,4 18,4 20,4 19,9 17,4 18,4
Processos Industriais 3,4 5,0 4,8 4,8 4,9 26,4 30,4 31,1 30,1 30,4
Uso de solventes 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 70,5 68,4 64,8 59,7 62,1
Agricultura 2,5 1,9 1,9 1,9 1,8 4,1 3,5 3,5 3,5 3,5
Resíduos 0,1 0,7 1,1 0,8 1,2 3,2 6,7 8,7 7,7 9,8
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, I.P.

Quadro 2.16 - Emissão de substâncias acidificantes e eutrofizantes por poluente e setor de


emissão
Unidade: kt
Poluente
Setor de emissão NOx SOx NH3
1990 2007 2008 2009 2010 1990 2007 2008 2009 2010 1990 2007 2008 2009 2010
Total 226,3 226,3 208,6 196,4 186,2 160,7 82,7 74,2 56,8 55,3 65,3 50,2 48,5 48,4 48,9
Energia 220,2 218,2 200,5 188,6 177,9 104,4 36,2 32,8 31,4 31,9 0,6 2,4 2,2 2,0 1,9
Ind. Energia 61,2 41,2 33,9 29,2 19,0 41,5 27,8 24,3 14,5 11,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Ind. Transformadora 35,9 47,3 44,2 39,9 42,2 79,7 29,4 27,2 26,1 25,9 0,6 0,8 0,7 0,5 0,5
Transportes 84,5 101,3 91,5 88,8 86,8 14,5 2,4 2,4 2,1 2,1 0,1 1,6 1,5 1,4 1,3
Outros 38,6 28,4 30,9 30,7 29,9 10,2 4,3 3,1 3,2 3,9 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Emissões Fugitivas 0,0 0,5 0,4 0,3 0,4 1,3 6,8 5,9 5,3 6,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Processos Industriais 3,4 5,0 4,8 4,8 4,9 13,0 11,3 10,6 5,2 5,2 2,0 2,2 1,7 1,2 1,5
Uso de solventes 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Agricultura 2,5 1,9 1,9 1,9 1,8 0,3 0,3 0,3 0,3 0,3 53,0 44,0 42,9 43,5 43,6
Resíduos 0,1 0,7 1,1 0,8 1,2 0,1 0,3 0,3 0,1 0,2 9,7 1,6 1,7 1,8 1,9
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, I.P.

Estatísticas do Ambiente 2011


67
Quadro 2.17 - Despesa das Administrações Públicas na Proteção da qualidade do ar e clima, por
setor institucional e agregado económico
Unidade: 103 EUR
Setores institucionais e agregados Anos
económicos 2007 2008 2009 2010 2011
Administrações Públicas
Total das despesas 1 799 (Rv) 2 628 (Rv) 4 312 (Rv) 6 291 (Rv) 11 230
Despesas correntes 1 516 2 332 4 032 6 261 10 795
Despesas com o pessoal 31 94 164 171 145
Aquisição de bens e serviços 1 480 2 180 3 630 6 021 6 625
Transferências correntes 3 58 238 23 4 024
Outras despesas correntes 2 ԥ 0 46 ԥ
Despesas de capital 283 296 280 30 435
Investimentos 283 296 280 30 435
Transferências de capital 0 0 0 0 0
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Central
Total das despesas 1 709 (Rv) 2 430 (Rv) 4 059 (Rv) 5 989 (Rv) 10 536
Despesas correntes 1 454 2 285 3 857 5 973 10 531
Despesas com o pessoal 26 72 73 72 67
Aquisição de bens e serviços 1 428 2 154 3 551 5 886 6 449
Transferências correntes 0 58 232 16 4 015
Outras despesas correntes 0 0 0 0 ԥ
Despesas de capital 256 146 202 16 5
Investimentos 256 146 202 16 5
Transferências de capital 0 0 0 0 0
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Regional - Açores
Total das despesas 0 0 0 0 243
Despesas correntes 0 0 0 0 24
Despesas com o pessoal 0 0 0 0 0
Aquisição de bens e serviços 0 0 0 0 24
Transferências correntes 0 0 0 0 0
Outras despesas correntes 0 0 0 0 0
Despesas de capital 0 0 0 0 218
Investimentos 0 0 0 0 218
Transferências de capital 0 0 0 0 0

Ar e clima
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Regional - Madeira
Total das despesas 41 12 32 75 0
Despesas correntes 31 8 32 61 0
Despesas com o pessoal 0 0 0 0 0
Aquisição de bens e serviços 31 8 32 61 0
Transferências correntes 0 0 0 0 0
Outras despesas correntes 0 0 0 0 0
Despesas de capital 10 4 ԥ 14 0
Investimentos 10 4 ԥ 14 0
Transferências de capital 0 0 0 0 0
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Local
Total das despesas 49 186 221 227 451
Despesas correntes 32 40 143 227 240
Despesas com o pessoal 6 22 91 99 78
Aquisição de bens e serviços 22 18 47 75 152
Transferências correntes 3 0 6 7 10
Outras despesas correntes 2 ԥ 0 46 ԥ
Despesas de capital 18 146 78 0 212
Investimentos 18 146 78 0 212
Transferências de capital 0 0 0 0 0
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.
Águas
residuais
71

3 - ÁGUAS RESIDUAIS

Pelo segundo ano consecutivo, não se dispõe da informação habitualmente recolhida pelo Inventário Nacional
de Sistemas de Abastecimento e de Águas Residuais (INSAAR), da responsabilidade do ex-INAG e atualmente
da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Face a esta situação e à inexistência de perspetivas para a sua solução junto da APA, o INE está a
desenvolver esforços conjuntos com a ERSAR para que na próxima edição seja possível divulgar informação
sobre a matéria.

Águas residuais
Solos, águas
subterrâneas
e
superficiais
75

4 - SOLOS, ÁGUAS SUBTERRÂNEAS E SUPERFICIAIS

O solo pode apresentar-se mais ou menos modificado como resultado da sua utilização pelo Homem. O solo
está a ser degradado como resultado das pressões exercidas pelos diversos setores económicos, que
muitas vezes têm intervenções inadequadas sobre este meio natural.

A construção em solos com aptidão agrícola ou florestal, a deposição de material contaminado e a erosão
acelerada devida a práticas agrícolas insustentáveis, são alguns exemplos que promovem a degradação do
solo.

Embora ainda não exista uma política comunitária explícita centrada na proteção do solo, há muitos
instrumentos comunitários que influenciam essa proteção como por exemplo as medidas agro-ambientais.

Neste capítulo apresenta-se alguns indicadores que permitem retratar o estado deste meio natural – o Solo.

Solos, águas subterrâneas e superficiais


76
4.1 – SOLO

4.1.1 – Ocupação do Solo

Figura 4.1 - Carta de ocupação e uso do solo, 2007


Figura 4.1

A Carta de uso e ocupação do solo (COS2007)


é uma cartografia temática que pretende
caraterizar a ocupação/uso do solo no território
de Portugal continental. Esta carta tem um papel
fundamental no ordenamento do território e na
monitorização ambiental, podendo servir de base
ao planeamento ambiental, político, económico
e social.

A figura permite avaliar a extensão e distribuição


das diferentes classes de ocupação do solo. Da
análise decorre que Portugal continental
apresenta uma grande parte do território ocupado
por “florestas e meios naturais e seminaturais”
(cerca de 54,3%) e “áreas agrícolas e agro-
florestais” (cerca de 39,3%).

As áreas urbanas localizadas maioritariamente


Classificação junto às zonas costeiras, representam apenas
Corpos de água 4,8% do território continental. As classes “corpos
Florestas e meios naturais e semi-naturais
de água e “zonas húmidas” têm um peso pouco
Territórios artificializados
Zonas húmidas
significativo no território nacional, representando
Áreas agrícolas e agro-florestais apenas 1,2% e 0,3% respetivamente.

Fonte: INE, I. P.

Figura 4.2 - Numero de ZIF constituídas* em


Figura 4.2
Dezembro de 2011
Nº As Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) têm como
180
objetivo para além da integração das diferentes
160
vertentes da política para os espaços florestais,
140
designadamente a gestão sustentável dos espaços
120
florestais, conservação da natureza e da
100
biodiversidade, conservação e proteção do solo
80
60
e dos recursos hídricos, desenvolvimento rural,
40
proteção civil, fiscalidade, especialmente em
20
regiões afetadas por agentes bióticos e abióticos
0
e que necessitem de um processo rápido de
2007 2008 2009 2010 2011** recuperação (Fonte: Decreto-Lei n.º 15/2009),
Nota: * Valores acumulados ** dados até 15 de dezembro de 2011 ultrapassar os bloqueios fundamentais à
Fonte: INE, I. P. intervenção florestal, nomeadamente a estrutura
da propriedade privada, em particular nas regiões
de minifúndio.

Figura 4.3

Estatísticas do Ambiente 2011


77
Figura 4.3 - ZIF constituídas em dezembro de 2011

Na série temporal em análise verifica-se que o


número de ZIF constituídas no Continente tem
vindo a crescer a uma taxa média anual de cerca
de 2%. O ano de 2009 foi o ano em que mais
zonas de intervenção florestal foram criadas (56
ZIF), seguindo-se os anos de 2008 (36 ZIF) e
2011 (28 ZIF).

Solos, águas subterrâneas e superficiais


ZIF constituídas a 15
de dezembro de 2011

Fonte: INE, I. P.

Figura 4.4 Figura 4.4 - Importância das ZIF por município


(dezembro de 2011)
Atualmente existem constituídas 157 ZIF que abrangem
uma superfície florestal de cerca de 801 mil hectares.

A região mais dinâmica é a do Centro com 299 mil


hectares, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo
(272 mil ha) e Norte (117 mil ha).

Relativamente às áreas dos municípios com zonas


de intervenção florestal constata-se que 97 dos 279
municípios apresentam ZIF. Desta forma, 65% dos
municípios não apresenta ZIF. Dos municípios com
ZIF, 54% não vão além dos 15% da área ocupada
com ZIF, sendo que apenas 14% apresentam mais
de 45% do seu território com ZIF.

Salienta-se que as Regiões do Centro e do Alentejo


são as que apresentam maior número de municípios
com maior percentagem de território ocupado por ZIF.

ZIF por municipio (%)


[0; 15 [
[15; 30 [
[30; 45 [
[45; 100]
Continente

Fonte: INE, I. P.
78
Figura 4.5 - Área florestal abrangida por ZIF* em Figura 4.5
percentagem da Área Florestal Nacional
A área florestal abrangida por Zonas de Intervenção
%
14
Florestal, em percentagem da Área Florestal
12,5
Nacional aumentou ao longo do período em
12
análise, passando de um peso de 0,7% da área
10 8,5 florestal nacional em 2007, para 12,5 % em 2011.
7,4
8
Figura 4.6
6 4,3
4

2 0,7 Segundo a Estratégia Nacional para o


0 Desenvolvimento Sustentável a desertificação é um
2007 2008 2009 2010 2011** processo complexo de degradação ambiental que,
Nota: * Valores acumulados ** dados até 15 de dezembro de 2011 uma vez iniciado, é difícil de reverter. As suas
Fonte: INE, I. P. manifestações incluem o aumento do stress
Figura 4.6 - Síntese das áreas suscetíveis à hídrico, a salinização dos solos, a erosão hídrica
acelerada do solo, a perda de biodiversidade e a
desertificação em Portugal Continental (%)
%
redução da produtividade agrícola. Existem vários
70 64 62 fatores que influenciam a desertificação, tais como
58
60 54 as variações climáticas e as atividades humanas.
50 46
42
36 38 Da análise da figura 4.5 verifica-se que em Portugal
40
Continental, o fenómeno de desertificação
30
acentuou-se bastante nos últimos 50 anos. Em
20
1960/1990, cerca de 1/3 de Portugal Continental
10
apresentava áreas suscetíveis à desertificação,
0
1960/1990 1970/2000 1980/2010 2000/2010
sendo que em 2000/2010 esse valor quase que
duplicou. De facto, na década de 2000/2010 quase
Áreas não suscetíveis (húmidas e sub-húmidas)
Suscetíveis (sub-húmidas secas) e Muito suscetíveis (semiáridas)
2/3 (cerca de 62%) do território de Portugal
continental apresentava áreas suscetíveis à
Fonte: INE, I. P. desertificação.
4.2 – QUALIDADE DE ÁGUA

4.2.1 – Qualidade de água para consumo humano

No âmbito das suas competências, a Entidade Reguladora de Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) efetua
a supervisão do controlo da qualidade da água para consumo humano que os operadores de serviço do setor
de abastecimento de água devem realizar regularmente.

No que se refere ao desempenho na implementação do controlo regulamentar da qualidade da água para


consumo humano na torneira do consumidor, regista-se que Portugal atingiu desde 2008 um nível de
cumprimento sempre acima dos 99%, estando por isso muito próximo do cumprimento integral de análises
regulamentares obrigatórias.
Figura 4.7 - Análises efetuadas em relação ao regulamentar
n.º de análises
700 000 100%
99,84% 99,84% 100%
600 000
644 590
621 806

610 362

99,67%
603 582

578 069

100%
569 530

564 736

500 000
547 778

548 390
520 422

99%
400 000 99,29%
99%
300 000
99%
98,91%
200 000
99%
5 673

4 270

1 815

100 000
951

876

99%

0 98%
2007 2008 2009 2010 2011
N.º análises regulamentares obrigatórias N.º análises realizadas obrigatórias
N.º análises em falta % análises realizadas

Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


79
Em termos absolutos e no conjunto das entidades gestoras responsáveis pelo abastecimento de água aos
consumidores, é de realçar que o número de análises em falta, que no biénio 2007/2008 rondava em média as
4 970 análises, baixou de forma expressiva para níveis abaixo das 1 000 análises. O ano de 2010 constitui a
exceção com 1 815 análises em virtude da falta de capacidade de resposta de alguns dos laboratórios
especializados neste tipo de análises.

Figura 4.8 - Análises efetuadas em cumprimento do valor paramétrico

529 771

453 802
517 165
N.º de análises

500 616

490 178
479 403

467 085

466 116

462 710
600 000 98%

455 420
500 000 98%

97,6% 97,9% 98,1% 98%


400 000
97,4% 97,7% 98%
300 000
97%
200 000
97%
12 318

12 606

10 438

10 696

8 908
100 000 97%

Solos, águas subterrâneas e superficiais


0 97%
2007 2008 2009 2010 2011
N.º análises realizadas com VP N.º análises em cumprimento do VP
N.º análises em incumprimento do VP % análises em cumprimento do VP
Fonte: INE, I. P.

Figura 4.8

No que respeita ao cumprimento das normas de qualidade da água fixadas na legislação, verifica-se que a
proporção de análises que revelam o cumprimento dos valores paramétricos segue uma tendência crescente,
com exceção do ano de 2010, que revela uma ligeira descida devida essencialmente aos resultados obtidos
em fontanários origem única de água, tendo superado em 2011, a fasquia dos 98%.

No período em análise, este indicador demonstra que o nível de desempenho dos operadores está cada vez
mais próximo do cumprimento integral e é também um resultado dos investimentos feitos no país na melhoria
dos serviços de abastecimento de água. No âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional4 (QREN) no
período 2007-2011, foi aprovado um montante global de 407 milhões de euros em projetos de melhoria e
desenvolvimento de sistemas de abastecimento de água, registando-se uma execução global de 103 milhões de
euros). Condição que é expressa também pela melhoria do indicador “água segura”, calculado pela ERSAR e
que corresponde ao produto da percentagem de análises realizadas pela percentagem de análises em
cumprimento dos valores paramétricos (ver conceito de água segura). De facto, enquanto em 2007 o indicador
“água segura” era de 96,37%, em 2011 atingiu os 97,92%, aumentando 1,6 pontos percentuais.
4.3 - DESPESA NA PROTEÇÃO E RECUPERAÇÃO DOS SOLOS, DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS E SUPERFICIAIS

De 2007 a 2009, o ritmo de crescimento das Figura 4.9 - Despesa das Administrações Públicas
despesas das Administrações Públicas com a na Proteção e recuperação dos solos, de águas
“Proteção e recuperação dos solos, de águas
subterrâneas e superficiais
subterrâneas e superficiais” evoluiu de forma 106 EUR
regular, atingindo o valor mais elevado em 2010 140
para descer no ano seguinte e fixar-se nos 106
milhões de euros. Esta diminuição deveu-se a duas 120

situações distintas: 100

1. A conclusão dos trabalhos de reconstrução, 80

requalificação e reabilitação de empreitadas de 60


regularização e limpeza de leitos de ribeiras,
40
resultantes do temporal que assolou a Região
Autónoma da Madeira em fevereiro de 2010; 20

0
2. A redução nas despesas de funcionamanto e 2007 (Rv) 2008 (Rv) 2009 (Rv) 2010 (Rv) 2011
nas do plano de investimento e despesas de Total Med. quinq (2007-2011)
desenvolvimento da Administração Central Fonte: INE, I. P.
(PIDDAC) de, respetivamente 13% e 7%, das
entidades afetas a este domínio ambiental.
4 - Inclui Programa Operacional de Valorização do Território (POVT) e Programas Operacionais Regionais da Região Norte, Centro e
Figura
Alentejo.
4.9
80
Figura 4.10 - Percentagem da Proteção e Em termos setoriais, os gastos aplicados na
recuperação dos solos, de águas subterrâneas e “Proteção e recuperação dos solos, de águas
superficiais no total da despesa em ambiente, por subterrâneas e superficiais” representaram em
2011 cerca de 1/5 do total da despesa da
setor institucional (2011)
100%
Administração Central e cerca de 70% da
21%
16% Administração Regional/Região Autónoma da
80% Madeira, refletindo um decréscimo, face ao ano
70% transato, de 3 p.p. e de 5 p.p., respetivamente,
60%
na estrutura da despesa. Na Região Autónoma
40% dos Açores os gastos neste domínio ambiental
aumentaram 32% em comparação com o ano
20% de 2010, pelo que a sua contribuição para a
despesa da região passou dos 12% para 16%.
0%
Adm. Central Adm. Reg. - Adm. Reg. - Adm. Local Este aumento ficou a dever-se aos gastos com
Açores Madeira os trabalhos de finalização da implementação das
Total em ambiente Solos e águas subterrâneas e superficiais Diretivas “Quadro da Água” e “Águas
Nota: não foi considerado no período de referência de 2011 a informação do domínio Subterrâneas”, de monitorização da qualidade
Gestão de águas residuais (dados não disponíveis).
das águas balneares, interiores, de transição e
Fonte: INE, I. P.
costeiras e à requalificação e proteção de
recursos hídricos.

Figura 4.10

Em 2011, cerca de metade dos gastos deste domínio foram aplicados em “investimentos”, dos quais 4/5
aplicados na Região Autónoma da Madeira. A rubrica “aquisição de bens e serviços” diminuiu 36%, pelo que a
sua contribuição para a estrutura recuou 7 p.p., face ao ano anterior. As “despesas com o pessoal” e as
“transferências correntes” mantiveram os níveis de 2010 com, respetivamente 15% e 9% do total do domínio.

Figura 4.11 - Despesa das Administrações Públicas na Proteção e recuperação dos solos,
de águas subterrâneas e superficiais, por agregado económico
2011

2010

2009

2008

2007

100 80 60 40 20 0 % 0 20 40 60 80 100
Despesas de capital Despesas correntes

Investimentos Transferências de capital Despesas com o pessoal Aquisição de bens e serviços

Outras despesas de capital Transferências correntes Outras despesas correntes

Fonte: INE, I. P.

Figura 4.11

Estatísticas do Ambiente 2011


81
4.4 - QUADROS DE RESULTADOS

Quadro 4.1 - Carta de ocupação do solo 2007 e respetivas áreas por classe
Unidade: ha
Classes Área
Total 8 877 745,2
Áreas agrícolas e agro-florestais 3 490 759,5
Corpos de água 107 682,5
Florestas e meios naturais e semi-naturais 4 823 699,3
Territórios artificializados 426 642,1
Zonas húmidas 28 961,8
Fonte: Instituto Geográfico Português

Solos, águas subterrâneas e superficiais


Quadro 4.2 - Área florestal abrangida por ZIF em percentagem da área florestal nacional
Ano ZIF constituídas (N.º)* Área florestal nacional (%)*
2007 12,0 0,7
2008 48,0 4,3
2009 104,0 7,4
2010 129,0 8,5
2011** 157,0 12,5

Nota: * Valores acumulados


** dados até 15 de Dezembro de 2011
Fonte: Instituto de Conservação da Natureza e Floresta
82

Quadro 4.3 - Área das ZIF e taxa de ocupação por concelho, 2011
NUTS III Área (ha) Taxa de ocupação
1 Continente 800 816,6
11 Norte 117 164,9
111 Minho-Lima 24 685,5
Arcos de Valdevez 1 349,0 3,0
Caminha 542,6 4,0
Ponte de Barca 2 504,6 13,8
Ponte de Lima 6 135,0 19,2
Viana do Castelo 14 154,2 44,4
114 Grande Porto 1 255,9
Gondomar 1 255,9 9,5
115 Tâmega 27 482,4
Castelo de Paiva 7 610,3 66,2
Celorico de Bastos 3 958,6 21,9
Amarante 2 211,3 7,3
Felgueiras 2 819,6 24,4
Lousada 2 184,3 22,7
Marco de Canaveses 1 476,4 7,3
Paredes 2 116,5 13,5
Penafiel 5 105,4 24,1
117 Douro 18 361,7
Freixo de Espada á Cinta 1 826,7 7,5
Torre de Moncorvo 3 650,2 6,9
Alijó 2 967,7 10,0
Sabrosa 4 500,1 28,7
Vila Real 1 954,6 5,2
Moimenta da Beira 1 580,2 7,2
Sernancelha 1 882,3 8,2
118 Alto de Trás-os-Montes 45 379,4
Bragança 7 320,1 6,2
Macedo de Cavaleiro 3 052,3 4,4
Mogadouro 22 455,5 29,5
Vinhais 2 141,6 3,1
Chaves 4 794,3 8,1
Vila Pouca de Aguiar 5 615,6 12,8
16 Centro 326 171,7
162 Baixo Mondego 16 693,3
Figueira da Foz 1 874,5 4,9
Montemor-o-Velho 630,5 2,8
Penacova 6 794,6 31,4
Soure 7 393,7 27,9
164 Pinhal Interior Norte 57 196,4
Arganil 5 336,5 16,0
Goís 1 317,6 5,0
Oliveira do Hospital 22 727,6 96,9
Pampilhosa da Serra 1 395,4 3,5
Tábua 19 669,1 98,5
Ansião 1 207,9 6,9
Figueiró dos Vinhos 3 119,4 18,0
Pedrogão Grande 2 422,8 18,8
165 Dão-Lafões 55 964,4
Aguiar da Beira 3 867,5 18,7
Carregal do Sal 11 613,1 99,3
Mangualde 4 452,5 20,3
Oliveira de Frades 1 747,9 12,0
Penalva do Castelo 2 744,3 20,4
Santa Comba Dão 10 479,9 93,6
São Pedro do Sul 6 087,6 17,4
Sátão 4 420,9 21,9
Vouzela 10 550,7 54,5
166 Pinhal Interior Sul 14 788,2
Oleiros 6 003,1 12,7
Proença-a-Nova 1 282,1 3,2
Sertã 256,5 0,6
Mação 7 246,4 18,1
167 Serra da Estrela 45 309,0
Gouveia 18 397,5 61,2
Seia 26 911,6 61,8
168 Beira Interior Norte 8 871,6
Almeida 1 980,6 3,8
Celorico da Beira 1 112,3 4,5
Figueira de Castelo Rodrigo 2 666,2 5,2
Guarda 1 657,5 2,3
Sabugal 1 454,9 1,8
169 Beira Interior Sul 92 890,8
Castelo Branco 58 977,6 41,0
Idanha-a-Nova 33 020,9 23,3
Penamacor 892,4 1,6
16A Cova da Beira 7 159,8
Fundão 7 159,8 10,2
(continua)

Estatísticas do Ambiente 2011


83
Quadro 4.3 - Área das ZIF e taxa de ocupação por concelho, 2011 (cont.)
NUTS III Área (ha) Taxa de ocupação
16B Oeste 21 353,0
Alcobaça 4 819,8 11,8
Nazaré 2 572,4 31,2
Alenquer 3 433,6 11,3
Cadaval 3 616,5 20,7
Torres Vedras 6 910,7 17,0
16C Médio Tejo 5 945,3
Abrantes 4 184,9 5,9
Alcanena 542,6 4,3
Sardoal 1 217,7 13,2
17 Lisboa 7 681,6
171 Grande Lisboa 3 358,7
Mafra 2 607,6 8,9
Vila Franca de Xira 751,0 2,4
172 Península de Setúbal 4 323,0
Montijo 4 323,0 12,4
18 Alentejo 276 959,2
181 Alentejo Litoral 12 659,5
Grândola 4 357,3 5,3
Santiago do Cacém 8 302,2 7,8

Solos, águas subterrâneas e superficiais


182 Alto Alentejo 20 998,1
Mora 10 908,1 24,6
Gavião 6 980,7 23,7
Ponte de Sôr 3 109,3 3,7
183 Alentejo Central 10 212,2
Montemor-o-Novo 10 212,2 8,3
184 Baixo Alentejo 2 917,5
Mértola 2 917,5 2,3
185 Lezíria do Tejo 230 171,9
Almeirim 14 369,7 64,7
Alpiarça 6 106,0 64,0
Benavente 78,7 0,2
Chamusca 68 994,1 92,5
Coruche 109 215,0 97,9
Rio Maior 12 887,9 47,2
Salvaterra de Magos 15 123,5 62,0
Santarém 3 397,0 6,1
15 Algarve 72 839,2
150 Algarve 72 839,2
Alcoutim 22 573,7 39,2
Castro Marim 5 128,7 17,0
Loulé 5 507,2 7,2
Monchique 5 001,4 12,7
São Brás de Alportel 2 357,5 15,4
Silves 18 897,2 27,8
Tavira 6 521,9 10,7
Azambuja 6 851,5 26,1

Fonte: Instituto de Conservação da Natureza e Floresta

Quadro 4.4 - Síntese das áreas suscetíveis à desertificação em Portugal Continental


Unidade: %
1960/1990 1970/2000 1980/2010 2000/2010
Áreas não suscetíveis (húmidas e sub-húmidas) 64 46 42 38
Suscetíveis (sub-húmidas secas) e Muito suscetíveis (semiáridas) 36 54 58 62
Fonte: MAMAOT / Observatório Nacional de Desertificação

Quadro 4.5 - Qualidade da água para consumo humano


2007 2008 2009 2010 2011
Número de análises regulamentares obrigatórias 520 422 603 582 578 069 547 778 543 390
Número de análises realizadas obrigatórias 621 806 644 590 610 362 569 530 564 736
Número de análises em falta 5 673 4 270 951 1 815 876
Proporção de análises realizadas (%) 98,91 99,29 99,84 99,67 99,84
Número de análises em cumprimento do VP 467 085 517 165 490 178 455 420 453 802
Proporção de análises em cumprimento do VP (%) 97,43 97,63 97,91 97,71 98,07
Número de análises realizadas com VP 479 403 529 771 500 616 466 116 462 710
Número de análises em incumprimento do VP 12 318 12 606 10 438 10 696 8 908
Proporção (%) de água controlada e de boa qualidade (%) 96,37 96,93 97,75 97,38 97,92
Fonte: Entidade Reguladora de Serviços de Águas e Resíduos
84
Quadro 4.6 - Despesa das Administrações Públicas na Proteção e recuperação dos solos, de águas
subterrâneas e superficiais, por setor institucional e agregado económico
Unidade: 10 3 EUR
Setores institucionais e agregados Anos
económicos 2007 2008 2009 2010 2011
Administrações Públicas
Total das despesas 31 722 (Rv) 38 120 (Rv) 54 483 (Rv) 131 336 (Rv) 105 725
Despesas correntes 16 914 16 657 37 869 72 907 53 569
Despesas com o pessoal 8 257 7 899 17 724 17 240 15 426
Aquisição de bens e serviços 8 084 8 181 19 195 45 246 28 994
Transferências correntes 563 575 902 10 322 9 072
Outras despesas correntes 11 2 47 100 77
Despesas de capital 14 807 21 463 16 614 58 428 52 156
Investimentos 12 635 18 669 12 525 55 929 49 032
Transferências de capital 737 1 024 2 442 2 499 3 108
Outras despesas de capital 1 436 1 770 1 647 1 16
Administração Central
Total das despesas 18 363 (Rv) 14 483 (Rv) 44 537 (Rv) 58 114 (Rv) 51 494
Despesas correntes 12 011 11 553 34 682 45 438 42 929
Despesas com o pessoal 6 762 6 458 17 544 17 178 15 282
Aquisição de bens e serviços 5 221 5 095 16 788 18 451 18 533
Transferências correntes 28 0 315 9 716 9 047
Outras despesas correntes 0 0 35 93 67
Despesas de capital 6 352 2 929 9 855 12 676 8 564
Investimentos 6 225 2 659 8 843 11 182 6 243
Transferências de capital 127 270 1 013 1 494 2 321
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Regional - Açores
Total das despesas 3 610 4 482 4 937 3 754 4 974
Despesas correntes 1 722 1 852 1 840 1 709 2 290
Despesas com o pessoal 34 19 22 21 0
Aquisição de bens e serviços 1 687 1 833 1 819 1 655 2 263
Transferências correntes 0 0 0 33 25
Outras despesas correntes 0 ԥ 0 1 2
Despesas de capital 1 888 2 630 3 097 2 045 2 684
Investimentos 12 109 20 1 041 1 957
Transferências de capital 603 754 1 429 1 004 726
Outras despesas de capital 1 273 1 766 1 647 0 0
Administração Regional - Madeira
Total das despesas 4 826 15 340 3 417 67 970 47 843
Despesas correntes 298 867 384 24 937 7 706
Despesas com o pessoal 0 0 0 0 0
Aquisição de bens e serviços 298 867 384 24937 7706
Transferências correntes 0 0 0 0 0
Outras despesas correntes 0 0 0 0 0
Despesas de capital 4 528 14 473 3 033 43 034 40 137
Investimentos 4 528 14 473 3 033 43034 40137
Transferências de capital 0 0 0 0 0
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Local
Total das despesas 4 923 3 816 1 592 1 497 1 415
Despesas correntes 2 884 2 385 962 824 643
Despesas com o pessoal 1 460 1 422 159 40 144
Aquisição de bens e serviços 878 386 204 204 491
Transferências correntes 535 575 587 573 0
Outras despesas correntes 11 2 12 7 9
Despesas de capital 2 039 1 431 629 673 772
Investimentos 1 869 1 428 629 672 695
Transferências de capital 7 0 0 0 60
Outras despesas de capital 163 3 0 1 16
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


Biodiversidade
e paisagem
87

5 - BIODIVERSIDADE E PAISAGEM

A Biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade
dos ecossistemas, e fonte de imenso potencial de uso económico. Pode ser definida como a variedade e a
variabilidade existentes entre os organismos vivos e os ecossistemas nas quais elas ocorrem.

Assiste-se atualmente a uma perda constante da biodiversidade, com profundas consequências para o
mundo natural e o bem-estar humano. Tal facto deve-se, em muito, ao modo de vida das sociedades que se
estão a desenvolver a um ritmo acelerado, criando maior pressão sobre os ecossistemas.

A perda de biodiversidade, isto é de variabilidade entre organismos vivos de todas as origens, surge como
resposta às alterações climáticas e a outras pressões, nomeadamente desflorestação, incêndios, intensificação
dos sistemas de produção biológica, entre outros.

No que se refere aos incêndios florestais, o Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios,
criado pelo Decreto-Lei nº 156/2004, de 30 de junho, prevê um conjunto de medidas e ações estruturais e
operacionais relativas à prevenção e proteção das florestas contra incêndios. A floresta, sendo um património
essencial ao desenvolvimento sustentável de um país, necessita de uma política de defesa estruturada,
envolvendo entidades como o Governo, as Autarquias e também os cidadãos.

Biodiversidade e paisagem
88
5.1 - CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

5.1.1 – Incêndios florestais

Figura 5.1 - Incêndios florestais por tipo de área Figura 5.1


ardida - Portugal Continental e R. A. Madeira
Em 2011 deflagraram 25 221 incêndios florestais (a
ha N.º incêndios
160 000 30 000 segunda maior ocorrência no período em análise)
140 000 responsáveis pela perda de 74 560 hectares dos
25 000
120 000 quais 73% eram matos. No período em análise
100 000
20 000 destaca-se ainda o ano de 2009 pelo maior número
80 000 15 000
de ocorrências de incêndios e o ano de 2010 pela
60 000
extensão de área ardida (141 723 hectares).
10 000
40 000
5 000
Salienta-se ainda o facto de, em todos os anos, os
20 000 incêndios florestais terem afetado sobretudo zonas
0 0 de matos, totalizando, no período em análise, a área
2007 2008 2009 2010 2011
acumulada ardida 261,3 mil hectares de matos contra
Povoamentos florestais Matos Incêndios
111,6 mil hectares de povoamentos florestais
Nota: não inclui dados sobre Açores, na medida em que não se aplica a esta Região
Autónoma. atingidos.
Fonte: INE, I. P

Figura 5.2

Figura 5.2 - Número de incêndios florestais por


classes de área ardida - Portugal Continental
(2011)
N.º Verifica-se que os incêndios com menos de 1
25 000
hectare - fogachos (20 179 incêndios), tiveram um
20 000
peso bastante significativo no total de incêndios
registados, representando 80% do total. Já os
15 000 incêndios com valores de área superiores a 100
hectares (121 incêndios) representaram apenas
10 000 cerca de 0,5% no total de incêndios ocorridos em
2011.
5 000

0
[0; 1[ [1; 10[ [10; 50[ [50; 100[ [>100] ha

Fonte: INE, I. P

Figura 5.3 - Número de incêndios florestais por Figura 5.3


classes de área ardida - R. A. Madeira (2011)
N.º
No que diz respeito à Região Autónoma da
90 Madeira, constata-se que os incêndios de
80 dimensão inferior a 1 hectare constituiram a
70 ocorrência com maior peso no total de incêndios
60 registados (64%), tal como sucede no Continente.
50 Os incêndios com grandes dimensões (>=20 ha)
40 representaram apenas 7% do total de incêndios.
30
20 Figura 5.4
10
0
[0; 1[ [1,1; 10[ [10,1; 20[ [>= 20] ha

Fonte: INE, I. P

Estatísticas do Ambiente 2011


89
De acordo com a distribuição da percentagem de área Figura 5.4 - Área ardida acumulada
ardida acumulada (2007-2011) no total da área entre 2007 e 2011
geográfica, por município e segundo 5 classes,
verifica-se que dos 278 municípios existentes no
Continente, apenas 40 não registaram incêndios
florestais no período em análise.

Salienta-se o facto de a Região Norte ser a que


concentrava mais municípios com maior percentagem
de área ardida acumulada, verificando-se um
predomínio das classes superiores a 5%. Os
municípios em que se observa uma maior percentagem
de área ardida acumulada (classe 20% a 30%) foram:
Ponte da Barca, Terras do Bouro, Montalegre, Boticas,
Cabeceiras de Basto, Fafe, Baião, Cinfães e Gouveia.

Área ardida acumulada


entre 2007 e 2011 (%)
Figura 5.5 [0; 1[

Biodiversidade e paisagem
[1; 5[
[5;10[
Segundo os dados do Inventário Florestal Nacional [10;20[

(IFN5), no Continente, o pinheiro bravo (Pinus [20;30]


Sem área ardida
pinaster) e o eucalipto (Eucalyptus spp.) representam Fonte: INE, I. P.

a primeira e segunda espécies em área de ocupação,


com respetivamente: 885 019 ha (28%) e 739 515 ha Figura 5.5 - Áreas ardidas por espécie
(23%). Estas espécies apresentam também uma ha
16 000
elevada importância económica, designadamente pela
14 000
integração setorial em território nacional das respetivas
fileiras de transformação industrial. 12 000
10 000
Em termos de área ardida, por espécie, o pinheiro 8 000
bravo e o eucalipto constituem também as espécies 6 000
que verificam maiores áreas ardidas, citam-se os
4 000
dados para o ano de 2011, onde o pinheiro bravo
2 000
representou 41,5% e o eucalipto 26,9% da área
0
ardida. O sobreiro (Querqus suber) merce um Eucalipto Pinheiro bravo Outras espécies
destaque positivo pois embora seja a terceira espécie 2010 2011
no que diz respeito á área florestal ocupada, apresenta Nota: não inclui dados sobre Açores, na medida em que não se aplica a esta região
historicamente menores áreas ardidas, como autónoma.
Fonte: INE, I. P
exemplificam as estatísticas de incêndios para 2011,
que reportam apenas 2,1% da área ardida
relativamente a esta espécie.
Figura 5.6 - Distribuição anual do número de
incêndios e área ardida em Áreas Protegidas -
Continente
Figura 5.6 ha N.º
20 000 800
Em 2011 os 312 incêndios registados em áreas 18 000 700
protegidas consumiram 8 095 hectares dessas áreas, 16 000
600
14 000
menos 10 331 hectares do que em 2010, ano em que 500
12 000
se registou a maior área ardida no período em análise. 10 000 400
8 000 300
As oscilações verificadas, quer no número de incêndios 6 000
quer na área ardida, devem-se às condições 200
4 000
climatéricas extremamente adversas em alguns verões, 2 000 100

bem como a outros fatores externos, nomeadamente 0 0


2007 2008 2009 2010 2011
às atividades humanas.
Área Ardida Incêndios
Figura 5.7 Fonte: INE, I. P
90
Figura 5.7 - Número de incêndios em áreas
protegidas, por classes de área ardida -
Continente (2011)
N.º Nas áreas protegidas verificiou-se um predomínio
250
dos incêndios de pequenas dimensões, inferiores a
200 1 hectare, nos dois anos em análise. Em 2011,
150
apesar de ter ocorrido um decréscimo do número
de incêndios, verificou-se contudo um aumento do
100 número de incêndios de maiores dimensões. De
facto, enquanto em 2010 os incêndios com áreas
50
ardidas iguais ou superiores a 5 hectares foram
0 responsáveis por 15% do total de área ardida, em
[0,1] [1,5] [5,20] [20,100] [>,100] 2011 esta proporção subiu para 25%.
ha
2010 2011 Figura 5.8
Fonte: INE, I. P

Figura 5.8 - Importância das áreas ardidas nas AP


(2010) - Portugal Continental De acordo com a distribuição da área ardida
acumulada (2007-2011) no total da área geográfica
das áreas protegidas.

Verifica-se que predominaram as áreas protegidas


em que a importância da área ardida foi inferior a
5%, bem como incluindo as àreas que não tiveram
incêndios.

As áreas protegidas que tiveram maior


percentagem de área ardida acumulada do seu
território foram os Parques Naturais do Alvão (30%)
e da Peneda-Gerês (24%).

Figura 5.9
Área ardida nas AP (%)
Sem área ardida

[0; 1[

[1; 5[

[5; 15[

[15; 35[

Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


91
No âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Figura 5.9 - Ações de defesa da floresta contra
Floresta contra incêndios, o Decreto-Lei n.º 124/ incêndios - Portugal Continental e R. A. Madeira
2006, de 28 de junho, estabelece medidas e ações Índice 100 ( 2007 = 100 )
estruturais e operacionais relativas à prevenção 350
e proteção da floresta contra incêndios. 300
250
Prevenir os incêndios implica o desenvolvimento 200
de diversas atividades, nomeadamente ações de 150
silvicultura preventiva. São várias as ações a 100
integrar na silvicultura preventiva, tais como gestão 50
de combustíveis florestais (corte de mato, limpeza 0
de povoamentos, etc.), beneficiação de pontos 2007 2008 2009 2010 2011
de água, manutenção da rede viária florestal Gestão de combustíveis
(caminhos, estradões ou trilhos) e rede de faixas Pontos água beneficiados
de gestão de combustível. Estas faixas de gestão Manutenção de rede viária florestal
Rede primária de faixas de gestão de combustiveis executada
de combustível podem-se subdividir em redes
Nota: a informação apresentada inclui dados da Autoridade Florestal Nacional e da
primárias, secundárias e terciárias, tendo em Direcção Regional de Florestas da Madeira
conta a função que podem desempenhar. A rede Fonte: INE, I. P

primária de faixa de gestão de combustível, de


interesse regional, tem como principais funções:
a diminuição da superfície percorrida por
grandes incêndios, a redução dos efeitos da

Biodiversidade e paisagem
passagem de incêndios e o isolamento de
potenciais focos de ignição de incêndios.

Analisando as ações de silvicultura preventiva levadas a cabo pelo Instituto de Conservação da Natureza e
Floresta (ICNF) e pela Direção Regional de Florestas da Madeira (DRFM), salienta-se o decréscimo acentuado
entre 2007 e 2009, da rede primária de faixas de gestão de combustíveis executadas, o qual rondava os 92%.
A partir de 2009 esta tendência inverteu-se sendo a taxa de crescimento de cerca de 61%.

Entre 2008 e 2010, no que concerne à gestão de combustíveis, número de pontos de água beneficiados e
quilómetros de rede viária florestal verifica-se que todas estas apresentavam uma tendência decrescente. A
partir de 2010 esta tendência inverteu-se para os pontos de água beneficiados e para a manutenção de rede
viária florestal.

Analisando o período 2010-2011, verifica-se que quase todas as ações de silvicultura preventiva registaram
um crescimento exceto a gestão de combustíveis cuja taxa de decréscimo anual foi de cerca de 10%.
5.1.2 - Medidas Agro-ambientais

As Medidas Agro-Ambientais (MAA) têm como principal objetivo incentivar os agricultores a utilizar ou a manter
práticas agrícolas compatíveis com a preservação do ambiente, dos recursos naturais e da biodiversidade.

Estas medidas sido incluídas nos Programas de Desenvolvimento Rural nacionais, RURIS/PDRu Açores/PDRu
Madeira – 2000-2006 e PRODER/PRODERAM/PRORURAL – 2007-2013, tendo sido alteradas substancialmente
neste último programa, o que levou a que no início da sua aplicação em 2009 se tenha passado por um
período de ajustamento, com decréscimos no número de beneficiários das MAA, dos montantes pagos e das
áreas de compromisso envolvidas.

Tendo em conta que os dois programas de desenvolvimento rural tiveram um período de aplicação em que se
sobrepuseram (2008 e 2009), optou-se por uma análise global das MAA para o total dos compromissos dos
dois programas.

Em 2011, cerca de 25 mil agricultores receberam apoios no âmbito das MAA do PRODER/PRODERAM/
PRORURAL, num total de 74 milhões de euros. Desde 2009, o número de beneficiários abrangido por estas
medidas aumentou 14% (+ 2 mil agricultores) e os montantes pagos aumentaram 31% (+ 9 milhões de euros)
no mesmo período. Apesar de, em 2011, se terem atingido valores de financiamento semelhantes aos verificados
em 2007 e 2008, antes da entrada em aplicação do novo programa de desenvolvimento rural em 2009, o
número de agricultores que beneficiaram destes apoios em 2011 continua a ser inferior aos que beneficiaram
dos apoios no início do período em análise. De realçar que o número de beneficiários decresceu, entre 2007
e 2009, cerca de 40%.
92
Figura 5.10 - Área e Cabeças Normais pagos ao Figura 5.11 - Beneficiários das Medidas Agro-
abrigo das Medidas Agro-Ambientais (2007-2011) Ambientais e montantes pagos
N.º 103 EUR
ha CN
40 000 80 000
600 000 120 000
110 000 35 000 70 000
500 000 100 000
30 000 60 000
90 000
400 000 80 000 25 000 50 000
70 000 20 000 40 000
300 000 60 000
50 000 15 000 30 000
200 000 40 000 10 000 20 000
30 000
100 000 20 000 5 000 10 000
10 000 0 0
0 0 2007 2008 2009 2010 2011
2007 2008 2009 2010 2011
Montantes pagos MAA Beneficiários
Área CN
Fonte: INE, I. P
Fonte: INE, I. P

Figura 5.10 e 5.11

A área total de compromissos das MAA rondou os 504 mil hectares em 2011, o que equivale a um aumento
gradual de 48% entre 2009 e 2011, recuperando para valores muito próximos das áreas de compromissos de
2007 e 2008. Relativamente às medidas de proteção da biodiversidade doméstica (raças autóctones), foram
contabilizadas cerca de 104 mil cabeças normais (CN) em 2011, menos 12% face a 2010, ano em que se
verificou um aumento significativo de 197%, face a 2009.
5.2 - DESPESA NA PROTEÇÃO DA BIODIVERSIDADE E PAISAGEM

A conservação da natureza e da biodiversidade tem


Figura 5.12- Despesa das Administrações sido considerada como um dos domínios prioritários
Públicas na Proteção da biodiversidade e de intervenção da política ambiental das
paisagem Administrações Públicas, o que justifica o montante
106 EUR significativo das verbas envolvidas. No entanto, nos
350 últimos dois anos a despesa nesta área tem vindo a
300 descer, tendo em 2011 ficado abaixo da média do
250
quinquénio em análise, fixando-se nos 277 milhões
de euros. Esta quebra foi extensível aos quatro
200
setores institucionais, com destaque para a
150 Administração Regional que apresentou decréscimos
100 de 36% na Madeira e de 26% nos Açores. Na Madeira
50
constata-se uma retração da despesa para a
generalidade dos projetos desta área ambiental,
0
2007 (Rv) 2008 (Rv) 2009 (Rv) 2010 (Rv) 2011 inclusive no apoio às associações humanitárias de
Total Med. quinq (2007-2011)
bombeiros. Já nos Açores, a contração da despesa
ficou a dever-se a um descritivo da conta regional
Fonte: INE, I. P
mais pormenorizado, que permitiu a individualização
e consequente contabilização dos projetos apenas
afetos a este domínio.

Figura 5.12

A Administração Central absorveu 3/5 dos gastos deste domínio ambiental em ações e medidas empreendidas
pelo ex-Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, ex-Instituto da Água e pelas Administrações
das Regiões Hidrográficas nas áreas protegidas, na educação ambiental, na alimentação artificial das praias e
na gestão e proteção das zonas costeiras. A Autoridade Nacional de Proteção Civil também realizou despesas
na prevenção e combate a incêndios florestais e no apoio aos municípios com corpos de bombeiros e às
associações humanitárias de bombeiros voluntários no território continental.

Estatísticas do Ambiente 2011


93
Na Região Autónoma dos Açores, 22% dos gastos Figura 5.13 - Percentagem da Proteção da
foram aplicados neste domínio, com realce para biodiversidade e paisagem no total da despesa
os projetos relacionados com a comparticipação em ambiente, por setor institucional (2011)
regional relativa às medidas agroambientais, em 100%
particular as que dizem respeito à manutenção da 22% 6% 18%
extensificação da produção pecuária, à Natura 80%

2000 e ao uso múltiplo da floresta, aos programas 60%


60%
Conservação da natureza e Património mundial,
nomeadamente com os projetos do Parque Natural 40%
dos Açores e da Paisagem protegida da vinha do
20%
Pico.
0%
Este domínio consumiu apenas 6% da despesa Adm. Central Adm. Reg. - Adm. Reg. - Adm. Local
da Região Autónoma da Madeira e 18% da Açores Madeira
Administração Local, com realce para as despesas Total em ambiente Biodiversidade e paisagem
de manutenção dos corpos de bombeiros de Nota: não foi considerado no período de referência de 2011 a informação do domínio
Gestão de águas residuais (dados não disponíveis).
iniciativa municipal e para a gestão dos parques e
Fonte: INE, I. P
matas florestais de nível concelhio.

Figura 5.13

As “transferências correntes e de capital” e as


Figura 5.14 - Despesa das Administrações

Biodiversidade e paisagem
“despesas com o pessoal” constituíram as
Públicas na Proteção da biodiversidade e
principais rubricas dos gastos no quinquénio em
análise, absorvendo em média, respetivamente paisagem, por agregado económico
2/5 e 1/3 do total das despesas das 2011
Administrações Públicas na “Proteção da
2010
biodiversidade e paisagem”. As transferências
destinaram-se sobretudo a apoiar as equipas de 2009
combate a incêndios florestais e de intervenção
permanente do território continental, à reparação 2008

de viaturas e equipamentos, e ao apoio dos 2007


municípios detentores de corpos de bombeiros,
bem como ao patrocínio das associações 100 80 60 40 20 0 % 0 20 40 60 80 100
humanitárias de bombeiros voluntários do país. Despesas de capital Despesas correntes
Despesas com o pessoal
Investimentos
Aquisição de bens e serviços
Em média, cerca de 1/5 dos gastos foram Transferências de capital Transferências correntes
direcionados para “aquisição de bens e serviços”, Outras despesas de capital Outras despesas correntes
nomeadamente para o aluguer de meios aéreos Fonte: INE, I. P
para o combate a incêndios florestais por parte
da Administração Central.

De referir ainda que, em 2011, a Administração Central realizou “investimentos” com a alimentação artificial
(enchimento das praias) e intervenções diversas nas praias das Regiões do Norte, de Lisboa e do Algarve,
num montante superior a 6 milhões de euros e que correspondia a 1/3 do total desta rubrica.

Figura 5.14
94
5.3 - QUADROS DE RESULTADOS

Quadro 5.1 - Incêndios florestais por NUTS III


Unidade: N.º
NUTS III 2007 2008 2009 2010 2011
1 Continente 20 316 14 930 26 136 22 026 25 221
11 Norte 11 441 7 130 18 161 14 582 17 524
111 Minho-Lima 1 182 587 1 877 2 104 2 161
112 Cávado 876 366 946 771 1 120
113 Ave 1 600 761 2 278 1 723 2 372
114 Grande Porto 1 419 925 1 772 1 868 2 290
115 Tâmega 2 921 1 879 6 324 4 873 4 707
116 Entre Douro e Vouga 810 454 1 090 1 301 1 286
117 Douro 1 228 943 1 383 838 1 379
118 Alto Trás-os-Montes 1 405 1 215 2 491 1 104 2 209
16 Centro 5 295 4 786 5 374 5 024 5 734
161 Baixo Vouga 787 563 735 1 072 1 000
162 Baixo Mondego 324 355 314 263 466
163 Pinhal Litoral 305 242 219 155 275
164 Pinhal Interior Norte 265 311 397 380 369
165 Dão-Lafões 1 006 795 1 336 1 415 1 239
166 Pinhal Interior Sul 105 130 71 73 81
167 Serra da Estrela 150 178 150 117 115
168 Beira Interior Norte 590 624 857 493 503
169 Beira Interior Sul 135 209 148 75 126
16A Cova da Beira 135 233 238 159 164
16B Oeste 1 186 863 656 651 1 165
16C Médio Tejo 307 283 253 171 231
17 Lisboa 2 079 1 793 1 442 1 591 1 081
171 Grande Lisboa 1 228 1 036 794 971 535
172 Península de Setúbal 851 757 648 620 546
18 Alentejo 880 707 558 502 488
181 Alentejo Litoral 204 172 122 98 81
182 Alto Alentejo 114 75 90 62 61
183 Alentejo Central 104 97 56 78 30
184 Baixo Alentejo 78 66 52 43 31
185 Lezíria do Tejo 380 297 238 221 285
15 Algarve 621 514 601 327 394
150 Algarve 621 514 601 327 394
2 Açores x x x x 0
3 Madeira 95 137 49 102 123
Fonte: Instituto de Conservação da Natureza e Floresta e Secretaria Regional da Agricultura e Floresta - Direção Regional das Florestas, Região Autónoma da Madeira

Estatísticas do Ambiente 2011


95
Quadro 5.2 - Superfície ardida por tipo área, por NUTS III
Unidade: ha
2007 2008 2009
Povoa-
NUTS III Povoamentos Povoamentos
Total Matos Total Matos Total mentos Matos
florestais florestais
florestais

1 Continente 49 364 9 829 39 535 17 565 5 461 12 104 87 422 24 098 63 324
11 Norte 14 497 3 691 10 806 7 788 1 961 5 827 59 304 14 727 44 577
111 Minho-Lima 1 967 368 1 599 810 454 356 5 856 1 089 4 767
112 Cávado 1 588 426 1 162 426 70 356 2 840 564 2 276
113 Ave 2 283 754 1 529 832 230 602 5 515 2 111 3 404
114 Grande Porto 278 134 144 163 74 89 623 367 256
115 Tâmega 3 580 1 256 2 324 843 223 620 15 765 4 500 11 265
116 Entre Douro e Vouga 250 172 78 187 146 41 528 182 346
117 Douro 1 573 189 1 384 1 680 279 1 401 9 757 1 965 7 792
118 Alto Trás-os-Montes 2 978 392 2 586 2 847 485 2 362 18 420 3 949 14 471
16 Centro 29 054 3 240 25 814 7 880 2 616 5 264 24 486 8 263 16 223
161 Baixo Vouga 184 116 68 102 56 46 499 434 65
162 Baixo Mondego 50 28 22 482 283 199 86 57 29
163 Pinhal Litoral 2 580 265 2 315 115 26 89 71 18 53
164 Pinhal Interior Norte 144 102 42 175 139 36 525 329 196
165 Dão-Lafões 18 138 341 17 797 657 137 520 4 297 724 3 573
166 Pinhal Interior Sul 19 14 5 75 56 19 16 14 2
167 Serra da Estrela 459 61 398 472 75 397 1 201 193 1 008
168 Beira Interior Norte 3 646 146 3 500 2 938 623 2 315 16 844 6 149 10 695
169 Beira Interior Sul 333 124 209 1 216 470 746 242 137 105
16A Cova da Beira 82 25 57 500 245 255 313 106 207
16B Oeste 595 96 499 405 47 358 312 54 258
16C Médio Tejo 2 824 1 922 902 744 460 284 80 47 33

Biodiversidade e paisagem
17 Lisboa 1 066 213 853 735 167 568 724 314 410
171 Grande Lisboa 601 72 529 565 105 460 410 117 293
172 Península de Setúbal 465 141 324 169 62 107 313 196 117
18 Alentejo 4 489 2 682 1 807 862 608 254 1 167 415 752
181 Alentejo Litoral 594 503 91 141 92 49 186 162 24
182 Alto Alentejo 936 828 108 34 20 14 42 14 28
183 Alentejo Central 666 632 34 64 56 8 39 32 7
184 Baixo Alentejo 2 074 597 1 477 100 79 21 772 129 643
185 Lezíria do Tejo 219 122 97 523 361 162 127 77 50
15 Algarve 258 3 255 300 109 191 1 741 379 1 362
150 Algarve 258 3 255 300 109 191 1 741 379 1 362
2 Açores 0 0 0 0 0 0 0 0 0
3 Madeira 1 483 1 022 461 476 327 149 289 62 227
2010 2011
Povoa- Povoa-
NUTS III
Total mentos Matos Total mentos Matos
florestais florestais

1 Continente 133 091 46 079 87 012 73 814 20 044 53 770


11 Norte 84 494 27 488 57 006 49 327 13 154 36 172
111 Minho-Lima 24 246 6 409 17 837 5 606 2 304 3 302
112 Cávado 7 328 1 610 5 718 2 680 1 099 1 582
113 Ave 7 245 2 940 4 305 4 283 1 422 2 862
114 Grande Porto 1 281 817 464 982 706 275
115 Tâmega 18 236 6 530 11 706 5 524 1 655 3 869
116 Entre Douro e Vouga 6 838 4 629 2 209 1 803 1 350 453
117 Douro 9 145 2 402 6 743 10 399 1 801 8 597
118 Alto Trás-os-Montes 10 175 2 151 8 024 18 050 2 817 15 232
16 Centro 44 170 15 787 28 383 22 541 5 809 16 732
161 Baixo Vouga 857 806 51 828 727 101
162 Baixo Mondego 1 031 706 325 297 204 93
163 Pinhal Litoral 507 167 340 1 062 369 692
164 Pinhal Interior Norte 1 120 467 653 1 006 653 353
165 Dão-Lafões 12 819 4 383 8 436 3 791 572 3 219
166 Pinhal Interior Sul 70 62 8 534 379 156
167 Serra da Estrela 13 163 5 719 7 444 2 107 330 1 777
168 Beira Interior Norte 12 460 2 552 9 908 8 866 1 277 7 589
169 Beira Interior Sul 456 214 242 2 252 857 1 395
16A Cova da Beira 729 140 589 386 119 267
16B Oeste 287 53 234 1 276 231 1 044
16C Médio Tejo 668 517 151 136 91 46
17 Lisboa 794 126 668 613 150 464
171 Grande Lisboa 565 43 522 434 69 365
172 Península de Setúbal 229 83 146 179 81 99
18 Alentejo 3 528 2 651 877 1 214 912 303
181 Alentejo Litoral 2 052 1 683 369 45 29 17
182 Alto Alentejo 223 196 27 166 91 75
183 Alentejo Central 467 313 154 488 488
184 Baixo Alentejo 210 169 41 207 154 53
185 Lezíria do Tejo 576 290 286 308 150 158
15 Algarve 105 27 78 119 19 100
150 Algarve 105 27 78 119 19 100
2 Açores 0 0 0 0 0 0
3 Madeira 8 632 4 241 4 391 746 436 310
Fonte: Instituto de Conservação da Natureza e Floresta e Secretaria Regional da Agricultura e Floresta - Direção Regional das Florestas, Região Autónoma da Madeira
96
Quadro 5.3 - Áreas ardidas por espécie, por NUTS I
Unidade: ha
Espécie
NUTS I Total Outras Outras
Acácia Azinheira Carrasco Castanheiro Eucalipto Indeterminada
Folhosas Resinosa
2007 4 964 0 289 0 39 3 605 742 289 0
2008 1 588 19 98 73 40 1 149 136 73 18
Continente 2009 4 054 0 232 20 188 2 177 502 935 102
2010 12 052 0 82 0 160 10 078 510 1 222 151
2011 11 170 0 167 222 175 3 001 410 632 111
2007 0 0 0 0 0 0 0 0 0
2008 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Açores 2009 0 0 0 0 0 0 0 0 0
2010 0 0 0 0 0 0 0 0 0
2011 0 0 0 0 0 0 0 0 0
2007 x x x x x x x x x
2008 x x x x x x x x x
Madeira 2009 x x x x x x x x x
2010 1 459 177 0 0 196 1 086 0 0 114
2011 436 11 0 0 0 209 0 0 0
Espécie
NUTS I Pinheiro Pinheiro Floresta Urzais Povoamentos
Outros Carvalhos Sobreiro Outras
bravo manso "Laurissilva" arbóreos jovens

2007 366 3 768 125 414 0 0 0 0


2008 216 1 218 0 110 0 0 0 0
Continente 2009 2 234 4 240 3 186 0 0 0 0
2010 4 020 13 081 401 498 0 0 0 0
2011 1 584 4 637 0 232 0 0 0 0
2007 0 0 0 0 0 0 0 0
2008 0 0 0 0 0 0 0 0
Açores 2009 0 0 0 0 0 0 0 0
2010 0 0 0 0 0 0 0 0
2011 0 0 0 0 0 0 0 0
2007 x x x x x x x x
2008 x x x x x x x x
Madeira 2009 x x x x x x x x
2010 0 654 0 0 1 062 354 517 0
2011 0 201 0 0 0 0 0 15
Fonte: Instituto de Conservação da Natureza e Floresta e Secretaria Regional da Agricultura e Floresta - Direção Regional das Florestas, Região Autónoma da Madeira

Quadro 5.4 - Incêndios na Rede Nacional de Áreas Protegidas


Incendios (N.º) Área Ardida (ha)
2011
Área Protegida
2007 2008 2009 2010 Classe de área ardida 2007 2008 2009 2010 2011
Total
[0,1] [1,5] [5,20] [20,100] [>100] s/registo
Continente 684 472 727 368 312 149 84 42 20 17 0 4 690 2 539 10 059 18 426 8 095
PNacPG 121 44 191 34 47 18 10 9 5 5 0 1 362 238 4 273 9 227 1 652
PNM 112 135 175 42 110 48 40 14 4 4 0 322 1 398 2 726 275 2 473
PNLN 4 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0
PNAL 12 1 36 25 20 8 4 4 2 2 0 32 33 390 1 615 814
PNDI 70 21 72 42 21 11 5 2 1 2 0 193 180 744 1 356 441
PNSE 112 103 96 82 68 28 19 11 6 4 0 215 589 1 055 5 706 2 618
PNSAC 13 6 5 7 1 0 0 1 0 0 0 27 5 42 45 8
PNTI 1 0 2 1 0 0 0 0 0 0 0 2 0 3 20 0
RNSM 1 0 3 3 2 0 0 1 1 0 0 11 0 17 11 45
RNB 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
RNDSJ 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
RNPA 0 0 4 2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
PPSA 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0
PNAR 6 15 14 23 19 17 2 0 0 0 0 22 4 4 5 10
PNSC 107 69 8 35 4 1 2 0 1 0 0 294 47 9 98 30
RNET 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
RNES 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 10 0 0
PPAFCC 2 4 3 3 4 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
PNSSM 67 52 42 24 13 12 1 0 0 0 0 66 16 13 55 3
PNSACV 12 7 35 28 1 0 1 0 0 0 0 10 15 13 7 2
PNVG 43 7 14 6 1 1 0 0 0 0 0 2 131 9 750 3 1
RNPB 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
RNLSAS 0 0 2 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0
PNRF 1 7 19 9 0 0 0 0 0 0 0 3 4 8 3 0
RNSCM 0 0 4 2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Fonte: Instituto de Conservação da Natureza e Floresta

Estatísticas do Ambiente 2011


97
Quadro 5.5 - Medidas Agro-ambientais no âmbito dos programas de Desenvolvimento Rural
(RURIS/RURIS/PDRu Açores/PDRu Madeira)
Área de compromisso (ha) ou
Beneficiários Pagos (N.º) Montante Pago (10 3 EUR)
Medidas Agro-ambientais Cabeças normais (CN)
2007 2008 2009 2007 2008 2009 2007 2008 2009
TOTAL 35 968 17 964 1 158 x x x 67 899 37 985 1 173
Grupo I - Protecção e Melhoria do Ambiente,
16 496 8 930 225 428 977 276 475 5 187 53 140 32 003 945
dos Solos e da Água (ha)
Redução da Lixiviação de Agro-químicos 256 237 0 12 718 11 861 0 5 323 4 933 0
Sistemas Arvenses de Sequeiro 1 017 944 0 27 216 26 032 0 2 842 2 839 0
Luta Química Aconselhada 3 0 0 17 0 0 0 0 0
Protecção Integrada 8 887 4 298 0 86 600 42 742 0 14 235 6 796 0
Produção Integrada 1 776 1 005 0 35 877 22 291 0 7 935 4 597 0
Agricultura Biológica 577 281 0 48 249 27 776 0 5 678 3 082 0
Sementeira Directa 169 135 0 9 492 7 422 0 1 085 835 0
Técnicas de Mobilização Mínima 5 0 0 217 0 0 12 0 0
Enrelv. da Entrelinha de C. Permanentes 755 308 0 10 631 4 798 0 672 291 0
Sistemas Forrageiros Extensivos 1 120 808 0 162 971 124 078 0 9 234 7 080 0
Cultura Complementar Forrageira 619 582 0 2 350 1 977 0 180 154 0
Agricultura Biológica - Madeira 39 30 12 121 104 17 77 64 15

Retirada de Terras para Protecção de Lagoas 3 3 3 13 13 13 7 7 7


Manutenção da Extensificação da Produção
1 270 299 210 32 502 7 381 5 157 5 859 1 323 923
Pecuária
Grupo II - Preservação da Paisagem e das
Características Tradicionais nas Terras 3 381 1 872 934 2 523 1 239 386 1 012 508 227
Agrícolas (ha)

Biodiversidade e paisagem
Vinha em Socalcos do Douro 155 74 0 239 108 0 86 39 0
Hortas do Sul 32 10 0 16 5 0 6 2 0
Sistema Vitícola de Colares 3 0 0 1 0 0 1 0 0
Apoio à Apicultura 16 15 0 684 336 0 7 4 0
Preservação da Paisagem 2 2 0 7 7 0 2 2 0
Manutenção de Muros de Suporte 3 004 1 738 925 1 423 754 373 843 451 223
126 14 0 109 7 0 55 4 0
Conservação de Curraletas e Lagidos da Vinha

Conservação de Sebes Vivas 43 19 9 45 22 13 13 6 4


Grupo III - Conservação e Melhoria dos
Espaços Cultivados de Grande Valor Natural 18 053 7 950 0 68 885 21 928 0 9 877 3 896 0
(ha)
Sistema Policulturais Tradicionais 11 784 5 291 0 28 057 12 082 0 6 597 2 873 0
Montados de Azinho e Carvalho Negral 136 0 0 13 298 0 0 497 0 0
Lameiros e Outros Prados e Pastagens 845 335 0 3 548 1 387 0 497 200 0
Olival Tradicional 3 252 1 205 0 7 612 2 689 0 930 329 0
Pomares Tradicionais 1 984 1 108 0 6 888 3 529 0 698 366 0
Plano Zonal de Castro Verde 52 11 0 9 483 2 240 0 656 129 0
Grupo IV - Conservação de Manchas Residuais
de Ecossistemas Naturais em Paisagem 84 70 0 406 280 0 106 83 0
Dominantemente Agrícola (ha)
Preservação de Bosquetes 10 1 0 95 4 0 9 1 0
Arrozal 74 69 0 311 275 0 97 82 0
Grupo VI - Planos Zonais 909 495 0 4 598 1 608 0 1 696 715 0
P. Nacional da Peneda Gerês - Apoio às Expl. 17 3 0 25 5 0 10 2 0
Parque Natural de Montesinho 96 68 0 1 300 543 0 318 141 0
Parque Natural do Douro Internacional 162 86 0 1 510 360 0 274 67 0
Parque Natural da Serra da Estrela 4 1 0 46 13 0 11 3 0
Parque Natural do Tejo Internacional 2 1 0 176 1 0 21 0 0
Parque Natural das Serras de Daire e 3 1 0 101 29 0 16 5 0
Douro Vinhateiro 625 335 0 1 439 657 0 1 046 496 0
TOTAL PARCIAL (hectares) x x x 505 389 301 529 5 573 65 831 37 204 1 173
Grupo V - Protecção da Diversidade Genética
Manutenção de Raças Autóctones 2 144 820 0 15 239 4 343 0 2 028 778 0
Protecção da Raça Bov. Autóctone Ramo Grande 66 8 0 304 19 0 41 3 0
TOTAL PARCIAL (CN) x x x 15 544 4 362 0 2 068 781 0
Fonte: Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I. P.
98
Quadro 5.6 - Medidas Agro-ambientais no âmbito dos programas de Desenvolvimento Rural
(PRODER/PRODERAM/PRORURAL )
Área de compromisso (ha) ou Montante Pago
Beneficiários Pagos (Nº)
Medidas Agro-ambientais Cabeças normais (CN) (103 EUR)

2008 2009 2010 2011 2008 2009 2010 2011 2008 2009 2010 2011

Portugal 13 861 20 590 22 746 24 734 x x x x 35 716 55 218 64 942 73 653


Continente 11 997 16 876 18 343 19 523 x x x x 29 125 47 575 56 580 64 153
Valorização de modos de produção
Alteração dos Modos de Produção
Agrícola
Modo de Produção Integrada 3 999 6 096 6 814 7 432 81 156 160 941 222 531 265 686 12 691 24 494 30 579 34 761
Modo de Produção Biológico 1 020 1 466 1 469 1 765 40 323 67 166 72 564 85 545 7 189 11 415 11 986 13 305
Protecção da Bio-diversidade Doméstica 4 296 5 610 5 787 4 614 31 410 38 833 117 779 103 506 3 647 4 523 5 179 4 016
Conservação do solo 0 0 151 166 0 0 17 417 13 073 0 0 722 792
Intervenções territoriais integradas
Alentejo
Unidades de Produção Agro-Ambientais 0 0 0 17 0 0 0 1 503 0 0 0 96
Douro Vinhateiro
Unidades de Produção Agro-Ambientais 2 045 2 916 3 185 4 118 x 6 106 6 787 9 862 2 457 3 417 3 688 4 958
Serra da Estrela
Unidades de Produção Agro-Ambientais 45 73 130 191 599 832 1 141 1 523 73 108 168 274
Unidades de Produção Silvo-Ambientais 0 1 13 26 0 117 265 380 0 12 25 44
Baldios - Silvo-Ambientais 0 0 1 5 0 0 14 184 0 0 2 22
Douro Internacional
Unidades de Produção Agro-Ambientais 861 1 129 1 204 1 452 5 507 7 851 8 539 10 313 497 694 755 1 209
Unidades de Produção Silvo-Ambientais 0 1 1 1 0 3 104 104 0 1 9 9
MONCHIQUE
Unidades de Produção Agro-Ambientais 0 0 0 6 0 0 0 7 0 0 0 3
Unidades de Produção Silvo-Ambientais 0 0 0 6 0 0 0 53 0 0 0 6
Montesinho Nogueira
Unidades de Produção Agro-Ambientais 30 198 238 351 207 1 331 1 784 2 951 33 198 273 505
Unidades de Produção Silvo-Ambientais 0 3 3 9 0 35 37 247 0 5 5 26
Baldios - Silvo-Ambientais 0 0 3 11 0 0 139 667 0 0 15 57
Peneda Gerês
Unidades de Produção Agro-Ambientais 542 598 589 744 2 608 2 575 2 081 3 328 337 339 270 469
Baldios Agro-Ambientais 22 23 25 26 30 630 31 422 33 546 33 675 1 083 1 117 1 202 1 210
Baldios Silvo-Ambientais 28 27 30 31 2 222 2 123 2 376 2 476 273 125 210 218
Serras de Aires e Candeeiros
Unidades de Produção Agro-Ambientais 9 13 22 30 26 38 95 273 5 8 15 39
Costa Sudoeste
Unidades de Produção Agro-Ambientais 2 3 6 18 15 19 105 576 1 2 9 55
Unidades de Produção Silvo-Ambientais 0 3 13 19 0 89 265 395 0 10 31 44
Tejo International
Unidades de Produção Agro-Ambientais 16 20 30 86 272 434 557 841 41 50 65 159
Unidades de Produção Silvo-Ambientais 3 7 26 48 144 293 1 236 3 768 15 27 115 227
Castro Verde
Unidades de Produção Agro-Ambientais 81 101 122 135 12 952 17 150 21 182 22 650 779 1 028 1 256 1 644
Unidades de Produção Silvo-Ambientais 1 1 1 1 47 28 14 14 4 3 0 2
Região Autónoma dos Açores 1 482 1 718 1 858 2 093 x x x x 6 497 7 179 7 696 8 639

Agricultura Biológica 16 16 16 34 119 162 199 224 35 40 48 56


Conservação de Curraletas e Lagidos da 222 277 300 313 191 227 245 252 152 181 196 201
Cultura da Vinha
Conservação de Pomares Tradicionais dos 77 119 137 183 129 162 178 212 103 129 142 168
47 81 101 114 51 94 112 127 29 55 66 74
Conservação de Sebes Vivas para a
Protecção de Culturas HortoFrutiFlorícolas,
Plantas Aromáticas e Medicinais

Proteção de lagoas 0 0 1 1 0 0 55 73 0 0 66 88
Manutenção da Extensificação da Produção 1 195 1 316 1 392 1 561 32 105 35 010 36 858 41 027 6 053 6 617 6 975 7 742
Protecção da Raça Autóctone Ramo Grande 124 155 161 161 663 809 935 1 003 126 156 180 192
Pagamentos Natura 2000 Terras florestais 0 0 5 8 0 0 62 238 0 0 12 48
Pagamentos silvo-ambientais 0 0 2 5 0 0 61 336 0 0 12 67
Prémio Perda Rendimento 0 0 0 2 0 0 0 4 0 0 0 2
Prémio Manutenção 0 0 0 1 0 0 0 2 0 0 0 1
Região Autónoma da Madeira 382 1 996 2 545 3 118 x x x x 94 464 666 861
Agricultura Biológica 13 35 44 73 9 45 48 99 6 30 42 85
Manutenção de Muros de Suporte de Terras 372 1 972 2 522 3 078 205 967 1 077 1 360 88 433 624 777
Pagamentos Rede natura 0 0 0 4 0 0 0 237 0 0 0 43
Fonte: Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


99
Quadro 5.7 - Ações de defesa da floresta contra incêndios executadas anualmente, por NUTS I
Ação de defesa da floresta contra incêndios (DFCI)
NUTS I Gestão de combustíveis Pontos água Manutenção de rede viária Rede primária de faixas de gestão
(ha) beneficiados (N.º) florestal (km) de combustiveis executada (ha)

2007 19 404 339 4 528 12 010


2008 39 480 865 13 294 6 365
Continente 2009 29 008 525 8 927 972
2010 22 174 307 3 556 1 145
2011 19865 429 9669 1836
2007 x x x x
2008 x x x x
Açores 2009 x x x x
2010 x x x x
2011
2007 5 3 24 4
2008 4 0 25 2
Madeira 2009 30 0 20 0
2010 14 0 15 0
2011 5 1 26 3
Fonte: Instituto de Conservação da Natureza e Floresta e Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais - Direção Regional das Florestas, RAM

Quadro 5.8 - Despesa das Administrações Públicas na Proteção da biodiversidade e paisagem, por
setores institucionais e agregados económicos
Unidade: 10 3 EUR
Setores institucionais e agregados Anos
económicos 2007 2008 2009 2010 2011

Biodiversidade e paisagem
Administrações Públicas
Total das despesas 258 459 (Rv) 281 965 (Rv) 308 403 (Rv) 303 753 (Rv) 277 268
Despesas correntes 211 226 231 242 257 272 265 024 245 162
Despesas com o pessoal 83 860 86 141 87 847 92 482 86 998
Aquisição de bens e serviços 39 265 52 779 76 181 69 423 59 853
Transferências correntes 85 239 90 079 90 649 100 020 97 375
Outras despesas correntes 2 862 2 243 2 595 3 099 937
Despesas de capital 47 233 50 723 51 131 38 729 32 106
Investimentos 31 551 37 103 33 456 25 283 21 468
Transferências de capital 14 159 13 141 17 205 13 212 10 257
Outras despesas de capital 1 522 479 471 234 381
Administração Central
Total das despesas 114 405 (Rv) 130 905 (Rv) 162 959 (Rv) 162 001 (Rv) 150 454
Despesas correntes 102 738 123 643 149 113 149 367 139 498
Despesas com o pessoal 16 686 21 563 21 132 20 818 20 928
Aquisição de bens e serviços 21 946 34 139 62 412 53 945 46 344
Transferências correntes 61 984 66 583 65 444 74 378 72 095
Outras despesas correntes 2 123 1 360 125 225 132
Despesas de capital 11 667 7 262 13 846 12 634 10 955
Investimentos 9 129 7 107 12 463 12 624 10 828
Transferências de capital 2 538 155 1 383 10 127
Outras despesas de capital 0 0 0 ԥ 0
Administração Regional - Açores
Total das despesas 16 080 17 801 8 676 9 254 6 844
Despesas correntes 6 912 7 053 4 098 4 229 2 334
Despesas com o pessoal 898 841 831 778 163
Aquisição de bens e serviços 5 591 5 743 2 421 2 754 1 518
Transferências correntes 423 465 845 697 651
Outras despesas correntes ԥ 3 1 1 2
Despesas de capital 9 167 10 748 4 578 5 025 4 510
Investimentos 6 595 8 869 1 235 1 320 1 113
Transferências de capital 2 405 1 879 3 343 3 705 3 397
Outras despesas de capital 167 0 0 0 0
Administração Regional - Madeira
Total das despesas 8 045 8 476 8 044 6 193 3 947
Despesas correntes 4 744 4 611 4 563 4 841 3 812
Despesas com o pessoal 1 401 1 464 1 497 1498 1498
Aquisição de bens e serviços 1 117 979 562 780 482
Transferências correntes 2 226 2 168 2 504 2 562 1 831
Outras despesas correntes ԥ 0 ԥ 0 ԥ
Despesas de capital 3 301 3 865 3 481 1 352 135
Investimentos 2 298 2 697 2 488 685 135
Transferências de capital 1 003 1 168 993 667 0
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Local
Total das despesas 119 929 124 783 128 724 126 305 116 024
Despesas correntes 96 832 95 935 99 498 106 587 99 518
Despesas com o pessoal 64 877 62 273 64 386 69 388 64 409
Aquisição de bens e serviços 10 610 11 917 10 786 11 943 11 509
Transferências correntes 20 606 20 864 21 857 22 383 22 797
Outras despesas correntes 739 881 2 469 2 873 803
Despesas de capital 23 097 28 848 29 226 19 718 16 506
Investimentos 13 529 18 430 17 269 10 655 9 392
Transferências de capital 8 214 9 939 11 486 8 830 6 732
Outras despesas de capital 1 355 479 471 234 381
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.
Resíduos
103

6 - RESÍDUOS

A atual situação económico financeira tem trazido à ordem do dia questões muito diretas sobre o ambiente,
a sustentabilidade e impacto da atividade humana sobre o ambiente e os custos associados à obtenção de
energia e matéria-prima para a produção de bens e serviços.

A gestão e reciclagem de resíduos é uma questão que se relaciona e se torna cada vez mais intrínseca a
toda a esta problemática, na medida em que os resíduos podem constituir uma origem alternativa de matéria-
prima, em simultâneo contribuir para a redução das necessidades energéticas uma vez que a reciclagem
exige menores quantidades de energia e de material para produzir uma mesma quantidade de “matéria-
prima” original e/ou extraída em bruto da natureza ou gerada numa primeira vez.

É tendo presente esta preocupação e situação que a recente legislação em matéria de gestão de resíduos
em Portugal define uma política e hierarquia de prioridades nas práticas de gestão de resíduos conforme
representado na figura seguinte.

É neste contexto que se assiste no país a uma Figura 6.1 - Hierarquia de prioridades na gestão de
alteração de paradigma na gestão de resíduos, resíduos
procurando o desvio de resíduos biodegradáveis
Prevenção e Redução
da deposição em aterro através da construção
de centrais de valorização orgânica.
Reutilização
Com o aumento das capacidades de produção
de composto orgânico, procura-se reduzir a Reciclagem
deposição de resíduos biodegradáveis em aterro,
de forma a contrariar a tendência de crescimento Outra
do setor dos resíduos nas emissões de GEE. valorização

Resíduos
Entre 2009 e 2010 (dados disponíveis) as
Eliminação
emissões de GEE a partir dos resíduos registou
um crescimento de 6% e em 2010 representava
11% do total de emissões de GEE.

O setor da gestão de resíduos em Portugal já permite dar resposta à generalidade das necessidades no país,
o que em parte explica que nos últimos 3 anos (2009 a 2011), as saídas de resíduos do país se tenham
mantido relativamente estáveis em quantidades próximas das 60 mil toneladas por ano. Muito embora se
registe uma quebra de 11% de saídas entre 2009-2010 (de 63 mil toneladas em 2009 para 55 mil em 2010)
e um crescimento da mesma ordem de grandeza (+13%) entre 2010 e 2011, atingindo 62 mil toneladas em
2011.

Em termos de gestão de resíduos urbanos, o país está hoje servido por vinte e três sistemas plurimunicipais
no território continental, dois na Região Autónoma dos Açores e um na Região Autónoma da Madeira.

Não obstante os objetivos de desvio de Resíduos Urbanos Biodegradáveis (RUB) da deposição em aterro e
das estratégias de incremento da reciclagem e recuperação de resíduos, em 2011 ainda se verificava que
em cada 10 quilos de resíduos urbanos geridos, aproximadamente 5,8 kg eram encaminhados para deposição
direta em aterro, 2,1 kg para valorização energética, 1,2 kg correspondia a multimateriais enviados para
reciclagem e 0,8 kg eram encaminhados para valorização orgânica.

Situação que de acordo com as conclusões sobre a aplicação do PERSU I (resumidas na publicação do
PERSU II, Portaria 187/2007 de 12 de fevereiro em aplicação) significa que ainda não foi atingido o meio do
target definido para a valorização orgânica de resíduos urbanos que por esta altura, deveria ter já atingido
um nível de abrangência sobre ¼ dos resíduos urbanos geridos.

A atividade das entidades gestoras de fluxos específicos de resíduos (resíduos de embalagens, óleos usados,
pneus usados, veículos em fim de vida, resíduos de pilhas e acumuladores, resíduos de equipamentos
elétricos e eletrónicos) contribuiu em 2011 para a recolha seletiva e consequente valorização de 1,2 milhões
de toneladas de resíduos, dos quais 8% destinaram-se a valorização energética e os restantes 92% a uma
recuperação por reciclagem/reintrodução no ciclo produtivo.
104
6.1 - RESÍDUOS URBANOS

No quinquénio em análise (2007-2011), verifica-se que


Figura 6.2 - Capitação de resíduos urbanos total UE
a produção nacional de resíduos urbanos per capita
e Portugal
kg/hab. ano
manteve-se abaixo da média europeia entre 2007 e
530 2008, tendo evoluído neste período cerca de 10%. A
520 partir de 2008 e até 2010 cada português gerava mais
510 resíduos urbanos do que a média comunitária,
500
verificando-se que a partir de 2011 (487 kg / habitante
490
480
ano), ao qual não será alheio a contração da
470 economia nacional, este valor recua para um valor
460 intermédio aos valores registados em 2007 e 2008,
450 468 e 515 kg / habitante ano, respetivamente. De
440 referir que na UE a produção per capita de resíduos
2007 2008 2009 2010 2011
tem vindo a diminuir de forma sustentada, passando
UE 27 Portugal
de 523 kg / habitante ano em 2007 para 502 kg/
Fonte: INE, I. P.
habitante ano em 2011.

Figura 6.3 - Resíduos urbanos recolhidos e


capitação, por NUTS II
103 t kg/hab.ano
2 000 1 000
Entre 2010 e 2011 a geração de resíduos urbanos em
1 500 800 Portugal decresceu 5%, quebra que será mais
acentuada do que a estimada para a UE, que situará
1 000 600
em menos 1,2% de resíduos urbanos, tendo por base
500 400
a tendência e os valores médios de decréscimo
registados nos últimos anos.
0 200
Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira Figura 6.2
2007 2008
2009 2010
2011 Capitação média no período Figura 6.3
Fonte: INE, I. P.

Observando a média das capitações nos quatro anos em análise, verifica-se que são as regiões do Algarve e
da Madeira, aquelas que apresentam os valores mais elevados, 946 kg/habitante e 601 kg/habitante,
respetivamente, influenciados pela produção de resíduos urbanos decorrentes da atividade turística. De referir,
contudo, que em ambas as regiões a produção de resíduos baixou nos dois últimos anos. No caso da RAM, ao
abrandamento da atividade turística consequente à calamidade das cheias no início de 2010, somam-se em
2011 novas quebras na geração de resíduos urbanos também por força do abrandamento económico, registando
neste último ano um valor de 474kg/habitante ano, o que coloca a RAM abaixo da média nacional, que se
situou em 487 kg/habitante ano.

Figura 6.4
Figura 6.4 - Recolha indiferenciada e seletiva, NUTS
II (2011) Em Portugal, a quantidade de resíduos urbanos
103 t recolhidos seletivamente, em 2011, fixou-se nas 777
1 600 mil toneladas, o que representa 15% do total de 5,1
1 400 milhões de toneladas de resíduos recolhidos.
1 200
1 000 A região do Algarve atingiu um valor relativo mais
800 expressivo, resgatando seletivamente cerca de 26%
600
dos resíduos recolhidos na região. De relevar ainda
400
a região de Lisboa e Região Autónoma da Madeira,
200
0
em que cerca de 20% e 13% dos resíduos,
Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira respetivamente, foram recolhidos seletivamente.
Indiferenciada Seletiva
Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


105
Em termos absolutos e como seria expectável destacam-se em primeiro lugar, a região Norte e logo a seguir
Lisboa como os centros populacionais onde se geram maiores quantidades de resíduos, 1 587 e 1 530 milhões
de toneladas, respetivamente. Contudo, em termos médios por habitante, verifica-se que cada habitante da
região de Lisboa (541 kg / habitante ano) gerou durante o ano de 2011, mais 110 quilogramas de resíduos do
que cada habitante da região Norte (431 kg/habitante ano).

A região do Algarve, por força do fator turismo, continua a ser a região que regista o valor mais elevado da
geração média de resíduos por habitante, com 838 kg/habitante ano. Seguem-se as regiões de Lisboa e do
Alentejo com 541 e 538 kg/habitante ano, respetivamente.

Figura 6.5 Figura 6.5 - Resíduos urbanos por operação de


Em 2011, cerca de 58% dos resíduos urbanos gestão
103 t
recolhidos foram encaminhados para aterro, o que 6 000
corresponde a menos 5 p.p. do que a proporção 5 000
verificada em 2007.
4 000
Todavia, no período em análise a evolução da 3 000
deposição de resíduos em aterro regista um 2 000
comportamento irregular, naturalmente dependente
1 000
da quantidade global de resíduos gerados e
0
recolhidos ao longo dos anos. 2007 2008 2009 2010 2011
Aterro Valorização energética
Entre 2007 e 2008 regista-se que as quantidades Valorização orgânica Valorização multimaterial
encaminhadas para aterro tiveram um aumento de
Fonte: INE, I. P.
cerca de 1 p.p. que se repetiu entre 2009 e 2010.

Entre 2010 e 2011 as quantidades de resíduos depositados em aterro diminuíram cerca de 300 mil toneladas o
que determina que a proporção de resíduos encaminhados para aterro tivesse recuado 3 p.p., caindo de 62%
em 2010 para 59% em 2011.

Resíduos
Em 2011, muito embora a valorização orgânica tenha conhecido uma evolução positiva nos últimos anos,
regista-se que ainda não constitui um dos principais mecanismos de desvio de resíduos biodegradáveis de
aterro. A valorização orgânica, seja por via de recolha indiferenciada ou seletiva, continuava a absorver
apenas 8% dos resíduos urbanos recolhidos. Sem alterações significativas estruturalmente, mantém-se a
repartição de valores verificados nos últimos anos, em que a valorização orgânica regista uma subida de 1 p.p.
(aumentando a sua importância relativa de 20% para 21%).

Figura 6.6

Entre 2007 e 2011, foram recuperados para Figura 6.6 - Resíduos urbanos recolhidos
reciclagem 2,1 milhões de toneladas de materiais como seletivamente, por principais materiais
vidro, papel e cartão, embalagens e pilhas e 100%
acumuladores separados na origem pelas famílias e
empresas, e recolhidos seletivamente através de 80%
ecopontos, porta-a-porta e entregas em ecocentros.
60%

Os resíduos de papel e cartão e vidro, em conjunto, 40%


representavam perto de 82% do total no período em
análise, em termos absolutos atingiam 929 mil e 856 20%
mil toneladas, respetivamente.
0%
2007 2008 2009 2010 2011
A fileira das pilhas e acumuladores apresentava uma
Vidro Papel e cartão Embalagens Pilhas
tendência evolutiva inconstante e no período em
análise, dada a quebra registada em 2011, apresentava Fonte: INE, I. P.

um decréscimo de 2% ao ano.

A fileira dos resíduos de embalagens continuava a destacar-se como a fileira em que se registava a maior taxa
crescimento médio na respetiva recolha seletiva, atingindo cerca de 13% ao ano, no quinquénio em análise
(2007-2011).

O vidro registava um crescimento médio ao ano de 2% e a fileira de papel e cartão registava uma taxa de
crescimento inferior a 1% ao ano, significando que a margem e potencial de evolução de recolha seletiva
destes materiais é muito mais reduzida e eventualmente estará num ponto mais próximo do máximo atingível.

Figura 6.7
106
Os ecopontos absorviam cerca de 53% dos
Figura 6.7 - Resíduos urbanos recolhidos por via de
resíduos recolhidos seletivamente para reciclagem.
ecopontos, porta-a-porta e ecocentros É de assinalar as quantidades de resíduos
103t
400 reportadas como recolhidas em ecocentro, que no
350 período em análise cresceram a um ritmo médio
300 de 10% ao ano, atingindo em 2011 perto de 231
250 mil toneladas. Ainda assim entre 2010 e 2011, dada
200 a quebra generalizada de resíduos recolhidos,
150
registaram-se menos 2000 toneladas de resíduos
100
recolhidos via ecocentros.
50
0
2007 2008 2009 2010 2011
Figura 6.8
Ecopontos Porta-a-porta Ecocentros

Fonte: INE, I. P.
No gráfico 6.8 apresenta-se totais de evolução das
quantidades de resíduos recolhidos por habitante
(geradas por habitante no ano), e quantidades de
Figura 6.8 - Recolha de resíduos por habitante recolha seletiva por habitante.
kg/hab.
600 No período de 2002 a 2011, registou-se uma taxa
500 de crescimento médio anual de 1% no que se refere
às quantidades de resíduos gerados por habitante/
400
ano. Em 2002 cada habitante gerava em média
300 443 kg, registando-se em 2011 um valor de 487 kg
200
habitante.

100 As quantidades de resíduos recolhidos


seletivamente por habitante registaram uma taxa de
0
2007 2008 2009 2010 2011 crescimento médio ao ano da ordem dos 15%. Em
total recolhido recolhido seletivamente
2002 cada habitante contribuía em média para a
separação de 21 kg de resíduos no ano, e em 2011
Fonte: INE, I. P.
este mesmo valor ascendia a 74 quilogramas por
habitante.

Em termos relativos regista-se que em 2011, do total dos resíduos recolhidos, 15% dos mesmos foram recolhidos
separadamente, destinando-se na sua grande maioria para reciclagem multimaterial e valorização orgânica
(669 mil toneladas), num total de 777 mil toneladas recolhidas seletivamente.
6.2 - FLUXOS ESPECÍFICOS DE RESÍDUOS

Em Portugal, após uma forte subida de 16% entre 2007 e 2008, a quantidade global de resíduos de fluxos
específicos recolhidos evoluiu negativamente desde 2008 a uma taxa média anual de -4,6 %, atingindo-se em
2011 um valor global de 1,2 milhões de toneladas.

Na análise dos últimos dois anos (2010 e 2011), regista-se uma tendência generalizada de queda das quantidades
de resíduos recolhidos sobre os diferentes fluxos, em que se destaca num extremo negativo, o fluxo de
veículos em fim de vida (VFV) que entre 2010 e 2011 registaram uma quebra de 34%, com menos 32 mil
toneladas de VFV recolhidos, a qual se explica pela crise do comércio automóvel e pelo fim do programa de
incentivos fiscais ao abate de veículos.

Num sentido positivo, destaca-se em contraciclo, o aumento registado no fluxo de resíduos de equipamentos
elétricos e eletrónicos (REEE) que de 2010 para 2011 apresentou um crescimento de 20% das quantidades
recolhidas (46 e 55 mil toneladas, respetivamente), numa fase em que a colocação dos respetivos produtos em
mercado apresentava uma redução significativa, caindo de 157 mil toneladas em 2010, para 130 mil toneladas
em 2011.

Em 2011, as entidades SPV, VALORMED e VALORFITO contribuíram para a valorização de cerca de 1 milhão
de toneladas de resíduos de embalagens, registando uma quebra de 4% face às quantidades registadas em
2010.

Figura 6.9

Estatísticas do Ambiente 2011


107
Na figura 6.9 apresenta-se a evolução das
quantidades de resíduos de embalagens gerados, Figura 6.9 - Fluxo de resíduos de embalagens
valorizados, e destes os que foram para gerados e recuperados
103 t
reciclagem. A diferença existente entre a linha de
1 950
total valorizado e total enviado para reciclagem
corresponde a embalagens que foram enviadas 1 750
para valorização energética, como é o caso do 1 550
fluxo restrito de embalagens de medicamentos e
medicamentos fora de uso que são remetidos para 1 350

este tipo de operação pela entidade responsável 1 150


(VALORMED).
950
Verifica-se uma ligeira convergência das curvas 750
de total de resíduos valorizados e reciclados, o 2007 2008 2009 2010 2011
que representa uma diminuição da proporção de Produção de resíduos Valorização Reciclagem

resíduos de embalagem enviados para valorização Fonte: INE, I. P.

energética, e que em 2011 representava apenas


7% do total dos resíduos de embalagem
valorizados.

Nos últimos 3 anos verificou-se uma estabilização


nas quantidades de óleos usados gerados, bem Figura 6.10 - Fluxo de óleos minerais usados
como nas quantidades de resíduos reciclados. Em 103 t
2011 registou-se uma quebra de 3 mil toneladas 60
na quantidade reciclada, motivada pela queda das
quantidades recolhidas e uma ligeira subida nas 43 41
37 38 37
quantidades enviadas para regeneração. 32 32
30 30
28
30
Figura 6.10

Resíduos
17 18 18 18
15
No que se refere à recuperação de pneus usados, 10 10 9 9 10
destaca-se uma descida sustentada da proporção
de pneus usados encaminhados para 0
recauchutagem, que em 2007 representava 27% 2007 2008 2009 2010 2011
Produção de resíduos Recolha Regeneração Reciclagem (b)
dos pneus valorizados e em 2011 representava
Fonte: INE, I. P.
apenas 18% do total de pneus usados.

Figura 6.11

Por seu lado, a valorização energética tem ganho Figura 6.11 - Estrutura de valorização de pneus
alguma expressão salientando-se que entre 2007- usados por operações
2009 representava em média cerca 24% do total, e 100%
nos últimos 2 anos aumentou em média 3 p.p. 90%
atingindo um valor de 27%. 80%
70%
Destaca-se ainda a queda significativa das 60%
quantidades de veículos em fim de vida (VFV) no 50%
último ano da série em análise. Em termos 40%
estruturais, verifica-se que a valorização energética 30%
de resíduos de VFV tem permanecido estável e em 20%
termos médios representa cerca de 4% do total, 10%
com exceção do ano de 2008, em que atingiu 7% 0%
2007 2008 2009 2010 2011
do total de resíduos de VFV valorizados.
Reciclagem Recauchutagem Valorização energética

Figura 6.12 Fonte: INE, I. P.


108
Figura 6.12 - Resíduos de veículos em fim de vida
103 t
100
90 Verifica-se que os fluxos de resíduos recolhidos em
80
avaliação seguem uma tendência crescente.
70
60
Figura 6.13
50
40
30
20
10
0
2007 2008 2009 2010 2011

Recolha Reutilização/Reciclagem Valorização energética


Fonte: INE, I. P.

Figura 6.13 - Percentagem de resíduos recolhidos


De salientar no fluxo de pilhas e acumuladores que
por fluxo relativamente às quantidades de
os dados de 2007 a 2009 se referem à entidade
respetivo produto colocado em mercado gestora do sistema integrado de gestão de pilhas e
140% acumuladores portáteis existente nesse período
120% (ECOPILHAS), e de 2010 em diante incluem cinco
100% entidades gestoras licenciadas para a gestão de
80% pilhas e acumuladores (tipo portátil, industrial e de
60% baterias de automóveis), designadamente
40% ECOPILHAS, ERP, AMB3E, VALORCAR e GVB e
20%
um sistema individual autorizado para a gestão de
0%
resíduos deste fluxo.
2007 2008 2009 2010 2011
Óleos lubrificantes usados
Pneus usados
Resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos
Fonte: INE, I. P.

6.3 - MOVIMENTO TRANSFRONTEIRIÇO DE RESÍDUOS

Figura 6.14

Figura 6.14 - Resíduos exportados por principal Em 2011, o total de resíduos exportados atingiu 62,3
destino e operação de gestão mil toneladas de resíduos destinados a operações de
valorização (97%) e eliminação (3%) verificando-se
um acréscimo de 13% face à quantidade registada
Eliminação no ano anterior.
3,1%

Figura 6.15
Outros Países da UE Valorização
1,3% 98,7% 96,8%

Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


109
À semelhança do ano anterior, em 2011 a
Figura 6.15 - Resíduos exportados por operação de
maior parte dos resíduos transferidos eram
gestão
perigosos e foram conduzidos para operações
3
10 t
de valorização, somando nesta dupla categoria 180
59 558 toneladas o que corresponde a mais 160
de 95% do total de resíduos exportados. 140
120
A maior parte dos resíduos exportados (99%)
100
destinaram-se a Estados membros da União
80
Europeia, excetuando-se 832 toneladas de
60
resíduos com destino a Marrocos.
40
Em 2011, os resíduos encaminhados para 20
eliminação atingiram 1947 toneladas, o que 0
corresponde a um decréscimo de 9,5 % face 2007 2008 2009 2010 2011
Eliminação Valorização
ao valor de 2010, e que representa, em termos Fonte: INE, I. P.

absolutos, uma redução de 200 toneladas.

6.4 - DESPESA NA GESTÃO DE RESÍDUOS

Entre 2007 e 2011, as Administrações Públicas aplicaram, anualmente em média, mais de 500 milhões de
euros. Em 2011, o montante despendido neste domínio ascendeu a 548 milhões de euros.

Cerca de 4/5 dos gastos da Administração Local


Figura 6.16 - Despesa das Administrações
foram aplicados nas atividades de recolha e
Públicas na Gestão de resíduos
transporte de resíduos, incluindo a varredura e
106 EUR
limpeza urbana, asseguradas principalmente pelas

Resíduos
600
entidades gestoras de nível municipal segundo os
modelos de gestão considerados: serviços municipais 500

e municipalizados e empresas municipais e 400


intermunicipais.
300

Na Região Autónoma dos Açores, a gestão de 200


resíduos foi responsável por mais de 2/5 dos gastos
100
da Região em ambiente, correspondentes a 12
milhões de euros. Este montante foi aplicado em 0
2007 (Rv) 2008 (Rv) 2009 (Rv) 2010 (Rv) 2011
estudos e acompanhamento técnico, na aquisição,
em diversas ilhas do arquipélago, de terrenos para Total Med. quinq (2007-2011)

implantação e execução de obras de construção de Fonte: INE, I. P.

centros de processamento de resíduos e centros de


valorização orgânica por compostagem, e na compra
de bens e serviços com vista à prevenção e divulgação
de boas práticas de gestão de resíduos. Figura 6.17 - Percentagem da Gestão de resíduos
no total da despesa em ambiente, por setor
Por sua vez, a totalidade da despesa da Região institucional (2011)
Autónoma da Madeira foi concedida, em forma de 100%
subsídio e de transferência corrente a uma sociedade 22%
anónima de capitais exclusivamente públicos, que gere 80% 38%

o Sistema de transferência, triagem, tratamento e 79%


60%
valorização de resíduos da Região Autónoma da
Madeira, mediante concessão em regime de serviço 40%
público e de exclusividade.
20%
É de referir que na Administração Central se
0%
registaram igualmente gastos nesta área ambiental, Adm. Central Adm. Reg. - Adm. Reg. - Adm. Local
nomeadamente nas atividades desenvolvidas pela Açores Madeira
Agência Portuguesa de Ambiente, mas pelo facto de Total em ambiente Gestão de resíduos
não ser possível a sua identificação, dada a Nota: não foi considerado no período de referência de 2011 a informação do domínio
diversidade de funções que desempenha no âmbito Gestão de águas residuais (dados não disponíveis).
Fonte: INE, I. P.
das políticas do ambiente, foram integradas no
capítulo “Outros domínios de ambiente”.

Figura 6.17
110
Figura 6.18 - Despesas das Administrações Em termos de agregados económicos, salienta-se,
Públicas na Gestão de resíduos, por agregado no período em análise, o predomínio das despesas
económico correntes face às de capital.

2011 Com efeito, cerca de metade das despesas


correntes referiam-se a aquisição de bens e
2010 serviços, de recolha de resíduos (indiferenciada e
2009 seletiva) realizada por terceiros mediante contratos
de prestação de serviços e os pagamentos a
2008 entidades gestoras de serviços “em alta”,
2007
responsáveis pela armazenagem, triagem,
valorização e eliminação dos resíduos.Inclui
100 80 60 40 20 0 % 0 20 40 60 80 100 também os gastos com pessoal (1/3 das despesas
Despesas de capital Despesas correntes correntes) que somado aos movimentos anteriores
Despesas com o pessoal
Investimentos
Aquisição de bens e serviços
representava 83% do total de despesas correntes
Transferências de capital
Transferências correntes em 2011.
Outras despesas de capital Outras despesas correntes
Fonte: INE, I. P. De referir que nas despesas de capital a
contribuição dos investimentos no último ano não
foi além dos 6% no total das despesas.

Figura 6.18

Figura 6.19 - Despesas da Administração Local


por habitante no domínio da Gestão de resíduos
Em 2011, mais de metade dos municípios do País
(abrangendo cerca de 4,5 milhões de pessoas)
gastaram, em média, entre 25 e 50 euros/habitante
com a gestão de resíduos. Aproximadamente 1/5
dos municípios (representandom cerca de 22%
do total da população), sobretudo das regiões Norte
e Centro, situavam-se no escalão inferior a 25
euros/habitante.

No extremo oposto, 12% dos municípios


encontravam-se no escalão mais elevado, com
realce para os municípios situados nas zonas
turísticas do litoral do Continente e Regiões
Autónomas e em alguns municípios do interior.

Figura 6.19
Unidade: Euros/hab
[0; 25[
[25; 50[
[50; 75[
[75; 300[

Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


111
6.5 - QUADROS DE RESULTADOS

Quadro 6.1 - Resíduos urbanos produzidos e capitação


Resíduos recolhidos Capitação
2007 2008 2009 2010 2011
Ano 2007 2008 2009 2010 2011 (Po)
(Rc) (Rc) (Rc) (Rc) (Rc)
t kg / hab. ano

Portugal 4 967 273 (Rc) 5 471 844 (Rv) 5 496 267 5 457 137 (Rv) 5 138 645 468 515 517 513 487
1 Continente 4 646 171 5 144 882 (Rv) 5 185 031 5 183 569 4 879 939 459 508 511 511 486
11 Norte 1 581 954 1 662 967 (Rv) 1 676 001 1 673 896 1 587 634 422 444 447 447 431
111 Minho-Lima 95 363 108 296 110 328 106 701 100 205 379 431 440 427 410
112 Cávado 171 792 185 701 (Rv) 185 107 178 348 167 004 418 451 448 430 407
113 Ave 197 289 200 893 205 971 201 317 192 076 377 383 392 383 376
114 Grande Porto 654 477 685 492 676 364 675 312 651 048 511 535 527 525 506
115 Tâmega 197 053 201 534 217 891 215 097 202 349 351 359 389 384 368
116 Entre Douro e Vouga 94 603 103 539 104 222 114 734 101 715 329 359 361 397 370
117 Douro 85 403 85 434 86 783 89 380 86 266 401 405 415 432 420
118 Alto de Trás-os-Montes 85 974 92 078 89 334 93 007 86 971 396 428 418 439 427
16 Centro 978 189 1 006 951 1 010 733 1 038 390 976 311 410 422 424 437 420
161 Baixo Vouga 165 595 177 780 178 302 179 046 172 490 415 444 445 446 442
162 Baixo Mondego 148 676 155 980 159 226 167 090 153 611 446 471 483 510 463
163 Pinahla Litoral 105 401 109 949 110 214 113 751 107 882 396 411 410 422 413
164 Pinhal Interior Norte 45 148 47 380 48 071 50 417 45 869 328 345 350 369 350
165 Dão-Lafões 105 886 108 650 108 014 109 060 103 332 363 373 371 375 373
166 Pinhal Interior Sul 13 700 12 497 12 805 12 228 12 690 331 307 319 310 313
167 Serra da Estrela 17 023 17 356 17 025 17 027 16 294 354 364 361 364 374
168 Beira Interior Norte 41 038 41 726 41 380 42 414 39 634 371 381 381 395 381
169 Beira Interior Sul 36 144 32 791 32 377 31 667 32 694 486 446 445 439 437
16A Cova de Beira 32 970 33 213 32 957 33 564 32 816 360 365 365 374 374
16B Oeste 176 414 174 279 173 428 187 325 168 118 489 480 475 511 464
16C Médio Tejo 90 195 95 352 96 934 94 800 90 882 390 412 420 411 412
17 Lisboa 1 365 057 1 637 421 1 642 825 1 649 609 1 530 008 487 582 581 582 542
171 Grande Lisboa 1 009 933 1 146 515 1 161 195 1 165 794 1 084 495 499 565 572 573 531
172 Peninsula de Setúbal 355 124 490 906 481 630 483 815 445 513 456 624 607 604 571
18 Alentejo 400 985 410 787 411 067 418 925 407 663 526 541 544 558 539
181 Alentejo Litoral 57 566 57 595 57 544 60 642 60 081 597 601 604 641 614
182 Alto Alentejo 58 237 64 338 63 092 65 150 62 317 490 548 544 568 528

Resíduos
183 Alentejo Central 95 937 94 265 94 395 95 361 91 936 564 556 560 569 551
184 Baixo Alentejo 70 484 69 266 69 911 70 147 69 140 550 546 556 564 547
185 Lezíria do Tejo 118 761 125 323 126 126 127 624 124 190 477 502 505 511 502
15 Algarve 319 986 426 755 444 405 402 749 378 323 755 997 1029 924 839
2 Região Autónoma dos Açores 147.668 (Rc) 152 183 142 058 140 139 131 694 606 623 580 571 533
3 Região Autónoma da Madeira 173 434 174 780 169 178 133 430 127 012 704 708 684 539 474
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, Direcção Regional de Estatísticas da Madeira, Serviço Regional de Estatísticas dos Açores
112
Quadro 6.2 - Resíduos urbanos geridos por tipo de recolha, por NUTS II
2011 Unidade: t
Produção
NUTS II Total
Recolha Indiferenciada Recolha Selectiva
Portugal 5 138 645 2 978 439 777 786
Continente 4 879 939 2 749 843 747 676
Norte 1 587 634 1 382 780 ** 204 854
Centro 976 311 875 970 100 341
Lisboa 1 530 008 1 233 345 297 024
Alentejo 407 663 359 511 48 152
Algarve 378 323 281 017 97 306
Região Autónoma dos Açores 131 694 118 952 12 742
Região Autónoma da Madeira 127 012 109 644 17 368
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, Direcção Regional de Estatísticas da Madeira, Serviço Regional de Estatísticas dos Açores
** Quadro atualizado em 15-05-2013

Quadro 6.3 - Resíduos urbanos geridos por operação de gestão


Unidade: t
Operação de Gestão
Ano Total Valorização
Aterro Valorização Energética Valorização Orgânica
Multimaterial

2007 4 967 273 (Rc) 3 170 430 (Rc) 947 902 321 038 (Rc) 527 902 (Rc)
2008 5 471 844 (Rc) 3 530 220 992 953 382 025 (Rc) 566 647 (Rc)
2009 5 496 267 3 341 707 (Rv) * 1 082 831 423 515 (Rc) 648 214 (Rc)
2010 5 457 137 (Rv) 3 380 815 (Rv) 1 058 376 (Rv) 398 593 (Rv) 619 354 (Rv)
2011 5 138 645 3 020 857 1 091 250 433 219 593 318
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, Direcção Regional de Estatísticas da Madeira, Serviço Regional de Estatísticas dos Açores
* Quadro atualizado em 07-01-2013

Quadro 6.4 - Resíduos urbanos recolhidos seletivamente por material


Unidade: t
Ano Total Vidro Papel/Cartão Embalagens Pilhas

2007 369 645 151 963 167 914 49 590 178


2008 445 758 172 259 197 689 75 573 237
2009 482 127 182 121 207 136 92 652 218
2010 452 200 (Rc) 185 942 (Rc)** 186 818 (Rc) 79 270 (Rc) 169
2011 414 556 164 022 169 443 80 926 165
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente, Direcção Regional de Estatísticas da Madeira, Serviço Regional de Estatística dos Açores
** Quadro atualizado em 15-05-2013

Estatísticas do Ambiente 2011


113
Quadro 6.5 - Resíduos urbanos recolhidos seletivamente por meio de recolha
Unidade: t
Ano Total Ecopontos Porta-a-porta Ecocentros
2007 478 840 292 174 29 602 157 064
2008 446 410 348 211 11 670 86 529
2009 495 265 344 294 33 252 117 719
2010 581 491 315 714** 32 143 233 634
2011 560 313 297 786 30 897 231 631
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente
** Quadro atualizado em 15-05-2013

Quadro 6.6 - Número de pontos de recolha e outros locais de entrega/receção de resíduos de


Unidade: N.º
2008 2009 ERP AUTOSIL GVB
VALORMED VALORFITO VALORCAR
(Rc) (Rc) Portugal Resíduo Resíduo
Ponto
Veícu- Ponto Centro Ponto de
Distritos / Ilhas Sistema Resí- Ponto Locais Pontos Pontos
Sistema Centros de los em de de de Rece-
Veteri- duos de Ele- de de de
Farmá-cias Recolha Fim de Reco- Rece- Reco- ção da
nário Baterias trão Receção Recolha Recolha
Vida lha ção lha Distri-
buição
Total 2670 54 653 75 71 49 98 218 181 20 1654 895 25
1 Aveiro 190** 4 45 5 5 2 11 6 12 0 124 13 2
2 Beja 57 3 17 2 2 2 3 24 1 0 40 65 0
3 Braga 181 3 63 4 4 2 4 9 9 2 89 14 1
4 Bragança 41 6 29 1 1 1 1 13 0 0 19 11 1
5 Castelo Branco 62 0 20 2 2 1 2 10 2 0 36 3 1
6 Coimbra 146 2 41 5 5 2 5 4 12 1 79 45 0

Resíduos
7 Évora 59 3 16 3 3 1 2 17 0 0 50 18 0
8 Faro 113 0 15 3 3 2 4 11 9 2 90 86 1
9 Guarda 56 2 20 1 1 1 0 11 0 0 31 19 0
10 Leiria 130 4 48 5 5 3 7 4 8 0 89 30 1
11 Lisboa 656 5 28 9 8 5 13 36 50 1 347 244 4
12 Portalegre 46 1 9 1 1 1 1 5 0 0 20 8 0
13 Porto 428 9 67 7 7 4 9 14 27 4 268 98 3
14 Santarém 146 3 55 7 4 2 4 23 10 1 78 25 1
15 Setúbal 199 4 18 5 5 5 10 15 18 1 122 110 0
16 Viana do Castelo 65 2 38 3 3 2 2 3 3 1 45 6 0
17 Vila Real 69 0 42 3 3 2 1 2 3 0 31 15 1
18 Viseu 113 2 64 4 4 2 3 3 9 2 61 54 0
19 Ilha do Corvo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
20 Ilha da Graciosa 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 0 1
21 Ilha das Flores 1 0 0 0 0 1 2 0 0 0 0 0 1
22 Ilha de Santa Maria 0 0 2 0 0 1 1 0 0 0 1 0 1
23 Ilha de São Jorge 2 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 1
24 Ilha do Faial 3 0 2 0 0 1 1 0 1 0 4 0 1
25 Ilha do Pico 4 0 3 0 0 1 1 0 0 0 2 1 1
26 Ilha Terceira 11 0 2 2 2 1 2 2 2 1 7 0 1
27 Ilha de S. Miguel 23 1 9 2 2 1 2 6 2 1 20 30 1
28 Ilha da Madeira 58 0 0 1 1 1 4 0 3 3 0 0 1
29 Ilha de Porto Santo 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0

Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente


** Quadro atualizado em 15-05-2013
114
Quadro 6.7 - Fluxos específicos de resíduos recolhidos e valorizados
Unidade: t
Quantidades de materiais geridos e valorizados
Fluxo especifico de resíduos
2007 2008 2009 2010 2011
Embalagens e resíduos de embalagens
Produção de resíduos 1 713 272 1 784 849 1 719 274 1 664 296 1 583 888
Total valorizado 1 012 759 1 178 626** 1 131 921 1.020.580 Rv 981 356
do qual: valorização energética 45 294 90 439 101 370 96.589 Rv 70 035
Óleos minerais usados
Total colocado em mercado (a) 79 255 77 135 68 936 70 302 64 416
Produção de resíduos 42 572 41 169 36 767 38 080 36 964
Total recolhido 32 091 31 695 29 578 30 097 28 024
Total valorizado 29 237 28 253 27 078 26 837 24 744
do qual: valorização energética 3 031 0 0 0 0
Pneus usados
Total colocado em mercado 83 722 83 139 78 349 83 294 72 785
Produção de resíduos 93 747 90 304 86 959 89 058 78 881
Total recolhido 92 322 96 210 89 575 94 373 90 373
Total valorizado 91 921 96 210 89 575 94 373 90 373
do qual: valorização energética 22 897 23 504 21 878 25 759 25 144
Resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos
Total colocado em mercado 179 089 173 812 169 049 157.065 Rv 129 732
Total recolhido 25 851 41 231 45.190 Rv 46.660 Rv 55 779
Total valorizado 12 557 35 463 38.733 Rv 40.549 Rv 50 140
Resíduos de pilhas e acumuladores
Total colocado em mercado 2 486 2 472 2 371 30 900 30 780
Total recolhido 478 479 497 34 664 30 946
Total valorizado 478 479 497 30 982 30 392
Veículos em fim de vida
Total recolhido 78 860 95 691 95 703 96.242 Rv 63 862
Total valorizado 67.581 Rc 83.468 Rc 83.159 Rc 82.937 Rv 55 960
do qual: valorização energética 3 166 6 103 2 477 3.815 Rv 3 211
Total eliminado 11 280 12 115 // // //
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente
(a) Óleos novos colocados no mercado sujeitos a ecovalor.
** Quadro atualizado em 15-05-2013

Quadro 6.8 - Movimento transfronteiriço de resíduos por nível de perigo


e principal operação de gestão
Unidade: t
Movimentos, operações e nível de
2007 2008 2009 2010 2011
perigosidade

Exportações 175 057 194 822 62 503 55 123 62 336


Não perigoso 2 166 894 1 093 1 333 939
Perigoso 172 891 193 928 61 411 53 791 61 397
Eliminação 117 821 154 709** 10 019 2 152 1 947
Não perigoso 631 554 282 154 107
Perigoso 117 190 154 155 9 737 1 998 1 840
Valorização 57 236 40 113 52 485 52 971 60 389
Não perigoso 1 535 340 811 1 179 832
Perigoso 55 701 39 773 51 674 51 793 59 558
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente
** Quadro atualizado em 15-05-2013

Quadro 6.9 - Movimento transfronteiriço de resíduos por país de destino


e principal operação de gestão
Unidade: t
País de destino das Eliminação 2007 (Rc)
exportações 2007 2008 2009 2010 2011 2007 2008 2009 2010 2011
Total exportado 117 821 154 708 10 019 2 152 1 947 57 236 40 113 52 485 52 971 60 389
Alemanha 619 646 591 236 175 75 84 436 139 308
Áustria 0 0** 0 0 0 379 459 25 0 0
Bélgica 691 880 721 1 381 1 307 888 191 0 147 224
Espanha 115 165 152 985 8 572 481 404 33 465 39 263 51 165 51 584 58 935
França 1 346 197 135 54 61 13 0 48 116 6
Holanda 0 0 0 0 0 22 417 116 0 0 71
Índia 0 0 0 0 0 0 0 811 324 0
Inglaterra 0 0 0 0 0 0 0 0 0 13
Marrocos 0 0 0 0 0 0 0 0 661 832
Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente
** Quadro atualizado em 15-05-2013

Estatísticas do Ambiente 2011


115
Quadro 6.10 - Despesa das Administrações Públicas na Gestão de resíduos,
por setor institucional e agregado económico
Unidade: 103 EUR
Setores institucionais e agregados Anos
económicos 2007 2008 2009 2010 2011
Administrações Públicas
Total das despesas 504 045 (Rv) 539 175 (Rv) 553 462 (Rv) 553 146 (Rv) 547 769
Despesas correntes 445 540 487 443** 500 426 503 845 503 742
Despesas com o pessoal 152 112 166 944 189 171 185 501 167 542
Aquisição de bens e serviços 235 322 273 991 278 607 276 409 286 999
Transferências correntes 31 328 21 558 21 544 16 200 22 536
Outras despesas correntes 26 777 24 949 11 105 25 735 26 664
Despesas de capital 58 506 51 732 53 036 49 300 44 027
Investimentos 42 879 33 946 36 582 34 125 31 697
Transferências de capital 10 932 12 722 8 953 8 872 8 798
Outras despesas de capital 4 695 5 063 7 502 6 303 3 532
Administração Central
Total das despesas 2 679 (Rv) 1 134 (Rv) 1 106 (Rv) 218 (Rv) 277
Despesas correntes 2 598 835 1 106 218 277
Despesas com o pessoal 473 0 0 0 0
Aquisição de bens e serviços 2 123 835 1 106 218 277
Transferências correntes 1 0 0 0 0
Outras despesas correntes 0 0 0 0 0
Despesas de capital 82 299 0 0 0
Investimentos 82 299 0 0 0
Transferências de capital 0 0 0 0 0
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Regional - Açores
Total das despesas 0 0 1 578 10 643 11 553
Despesas correntes 0 0 659 547 698
Despesas com o pessoal 0 0 12 0 0
Aquisição de bens e serviços 0 0 647 546 598
Transferências correntes 0 0 0 1 100
Outras despesas correntes 0 0 ԥ ԥ 0
Despesas de capital 0 0 919 10 097 10 855
Investimentos 0 0 913 10 097 10 782
Transferências de capital 0 0 6 0 73
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0

Resíduos
Administração Regional - Madeira
Total das despesas 8 276 12 090 1 730 12 503 15 200
Despesas correntes 8 276 9 832 1 730 12 503 15 048
Despesas com o pessoal 0 0 0 0 0
Aquisição de bens e serviços 0 0 0 0 0
Transferências correntes 8 276 0 0 0 5 693
Outras despesas correntes 0 9 832 1 730 12503 9355
Despesas de capital 0 2 258 0 0 151
Investimentos 0 0 0 0 0
Transferências de capital 0 2 258 0 0 151
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Local
Total das despesas 493 091 525 951 549 049 529 781 520 739
Despesas correntes 434 666 476 776 496 931 490 577 487 718
Despesas com o pessoal 151 639 166 944 189 159 185 501 167 542
Aquisição de bens e serviços 233 199 273 157 276 854 275 645 286 125
Transferências correntes 23 051 21 558 21 544 16 200 16 743
Outras despesas correntes 26 777 15 117 9 375 13 232 17 309
Despesas de capital 58 424 49 175 52 117 39 204 33 021
Investimentos 42 797 33 647 35 669 24 028 20 915
Transferências de capital 10 932 10 465 8 947 8 872 8 573
Outras despesas de capital 4 695 5 063 7 502 6 303 3 532
(a) Inclui apenas os serviços municipais.
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.
** Quadro atualizado em 15-05-2013
Outros
domínios de
ambiente
119

7 - DESPESA NOS OUTROS DOMÍNIOS DE AMBIENTE

Este capítulo engloba os restantes domínios de ambiente definidos pela “Classificação de atividades e
despesas de proteção do ambiente”, exceto o domínio “Gestão de águas residuais”, tais como “Proteção
contra ruídos e vibrações” (exceto proteção nos locais de trabalho), “Proteção contra as radiações”,
“Investigação e desenvolvimento” e “Outras atividades de proteção do ambiente”.

O domínio “Gestão de águas residuais” não foi incluído nesta publicação pelo facto de não estarem disponíveis
dados atualizados no momento da compilação desta publicação.

Outros domínios de ambiente


120
7.1 - DESPESAS NOS OUTROS DOMÍNIOS DE AMBIENTE

Figura 7.1 - Despesa das Administrações Públicas


Dos “Outros domínios de ambiente”, o mais
nos Outros domínios de ambiente
representativo é constituído por “Outras atividades
106 EUR
70
de proteção de ambiente”, que compreende as
ações de administração geral, planeamento e
60
regulamentação no âmbito das atividades de
50 proteção do ambiente, incluindo ainda as
40 atividades que não são passíveis de
30 desagregação, como acontece em alguns
20
Organismos e programas/projetos inseridos nos
planos de investimento.
10

0 No período em análise, as despesas das


2007 (Rv) 2008 (Rv) 2009 (Rv) 2010 (Rv) 2011 Administrações Públicas registaram acréscimos
Outros domínios de ambiente Med. quinq (2007-2011)
nos primeiros três anos, mas em 2011 assistiu-
Fonte: INE, I. P.
-se a uma contração de 10%, fixando-se nos
63 milhões de euros, valor muito aproximado da
média do quinquénio.

Figura 7.2 - Percentagem dos Outros domínios no


total da despesa em ambiente, por setor
institucional (2011) Numa análise setorial, o peso deste conjunto de
100% domínios no total da despesa em ambiente é
15%
23% 2% 3% muito distinto: por um lado, 15% dos gastos da
80%
Administração Central e cerca de 1/4 da
60% Administração Regional/Região Autónoma dos
Açores foram aplicados neste grupo, em oposição
40%
à Região Autónoma da Madeira e à
20% Administração Local que, individualmente, não
registaram valores superiores a 3%.
0%
Adm. Central Adm. Reg. - Adm. Reg. - Adm. Local
Açores Madeira Figura 7.2
Total em ambiente Outros domínios de ambiente
(a) Nota: não foi considerado no período de referência de 2011 a informação do domínio
Gestão de águas residuais (dados não disponíveis).

Fonte: INE,
INE I.
I P.
P

Figura 7.3 - Despesa das Administrações Públicas Ao longo do período em análise, mais de metade
nos Outros domínios de ambiente, por agregado dos gastos deste conjunto de atividades foram
económico aplicados em “despesas com o pessoal” e entre
17% e os 28% em “aquisição de bens e serviços”,
2011
somando, em conjunto, cerca de 3/4 do total da
2010 despesa destes domínios.
2009
As “Despesas de capital” continuaram a ter um
2008 peso mais baixo, oscilando entre os 7% e os
2007
14%, com realce para o ano de 2009, ano em
que contribuíram com 14% para a estrutura da
100 80 60 40 20 0 % 0 20 40 60 80 100
Despesas de capital despesa, dos quais 2/3 foram aplicados em
Despesas correntes
Despesas com o pessoal “investimentos”.
Investimentos
Aquisição de bens e serviços
Transferências de capital
Transferências correntes Figura 7.3
Outras despesas de capital Outras despesas correntes
Fonte: INE,
INE I.
I P.
P

Estatísticas do Ambiente 2011


121
7.2 - QUADROS DE RESULTADOS

Quadro 7.1 - Despesa das Administrações Públicas nos Outros domínios de ambiente, por setor
institucional e agregado económico
Unidade: 10 3 EUR
Setores institucionais e agregados Anos
económicos 2007 2008 2009 2010 2011
Administrações Públicas
Total das despesas 355 002 (Rv) 359 132 (Rv) 440 656 (Rv) 71 011 63 791
Despesas correntes 233 976 232 849 284 165 63 723 59 364
Despesas com o pessoal 27 073 32 426 37 113 37 700 37 081
Aquisição de bens e serviços 16 257 13 681 13 519 14 646 11 061
Transferências correntes 5 926 5 480 9 066 11 089 11 021
Outras despesas correntes 184 720 181 262 224 467 289 201
Despesas de capital 121 025 126 283 156 491 7 288 4 427
Investimentos 120 689 124 918 153 416 6 449 3 960
Transferências de capital 302 1 319 2 777 745 388
Outras despesas de capital 33 45 298 93 79
Administração Central
Total das despesas 35 322 (Rv) 35 169 (Rv) 41 641 (Rv) 44 116 (Rv) 37 683
Despesas correntes 27 635 26 624 34 766 39 846 35 575
Despesas com o pessoal 13 199 15 617 20 733 21 498 19 978
Aquisição de bens e serviços 10 747 8 377 7 939 9 290 5 374
Transferências correntes 3 689 2 629 6 067 9 017 10 132
Outras despesas correntes ԥ 1 27 41 91
Despesas de capital 7 687 8 545 6 875 4 270 2 109

Outros domínios de ambiente


Investimentos 7 552 7 402 4 933 3 623 2 109
Transferências de capital 135 1 143 1 942 647 0
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Regional - Açores
Total das despesas 6 555 8 790 11 111 8 759 7 174
Despesas correntes 6 441 7 591 7 351 7 230 6 521
Despesas com o pessoal 3 849 4 582 4 832 4 912 5 154
Aquisição de bens e serviços 1 587 1 365 1 405 1 547 1 268
Transferências correntes 1 004 1 643 1 099 770 98
Outras despesas correntes 0 0 15 0 1
Despesas de capital 114 1 199 3 759 1 529 653
Investimentos 93 1 082 2 966 1 489 304
Transferências de capital 21 117 793 40 350
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Regional - Madeira
Total das despesas 1 181 1 215 1 638 (Rv) 1 770 1 766
Despesas correntes 1 181 1 215 1 623 1 760 1 753
Despesas com o pessoal 1 155 1 192 1 552 1666 1568
Aquisição de bens e serviços 25 22 71 94 186
Transferências correntes 1 0 0 0 ԥ
Outras despesas correntes 0 0 0 0 0
Despesas de capital 0 0 15 10 13
Investimentos 0 0 15 10 13
Transferências de capital 0 0 0 0 0
Outras despesas de capital 0 0 0 0 0
Administração Local
Total das despesas 311 944 313 958 386 266 16 367 (a) 17 168 (a)
Despesas correntes 198 720 197 419 240 425 14 888 15 515
Despesas com o pessoal 8 870 11 034 9 997 9 624 10 382
Aquisição de bens e serviços 3 897 3 916 4 104 3 715 4 233
Transferências correntes 1 232 1 209 1 899 1 301 791
Outras despesas correntes 184 720 181 260 224 425 248 110
Despesas de capital 113 224 116 538 145 841 1 478 1 653
Investimentos 113 045 116 434 145 502 1 328 1 536
Transferências de capital 146 59 42 57 38
Outras despesas de capital 33 45 298 93 79
(a) Dados do domínio Gestão de águas residuais não disponíveis.
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.
Empresas
com
atividades
de gestão e
proteção do
ambiente
125

8 - EMPRESAS COM ATIVIDADES DE GESTÃO E PROTEÇÃO DO AMBIENTE

A agenda ambiental vem conquistando uma importância crescente na vida social, na economia das empresas
e no planeamento do desenvolvimento. No entanto a dimensão do compromisso ambiental entre as empresas
portuguesas é ainda reduzida, como atesta a pouca expressão que a certificação ainda tem no parque

Empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente


empresarial. Ainda assim, as grandes empresas parecem já terem adotado alguma racionalidade ambiental,
suportada pela elevada concentração das certificações ambientais no escalão com mais de 1 000 pessoas
ao serviço.
126
8.1 - EMPRESAS COM ATIVIDADES DE GESTÃO E PROTEÇÃO DO AMBIENTE

Em 2011, a agenda económica e ambiental das empresas relativa aos processos produtivos promoveu um
investimento de 149 milhões de euros (menos 15 milhões de euros face a 2010) e um resultado financeiro
negativo da ordem dos 102 milhões de euros, ainda assim inferior em 28 milhões de euros face ao exercício
de 2010. Para este resultado concorreu um montante de gastos de 245 milhões de euros, face a um valor total
de rendimentos de 143 milhões de euros.

A informação apurada por setor de atividade económica vem confirmar a fraca adesão do parque empresarial
para reduzir o impacto ambiental negativo dos seus sistemas produtivos. De facto em 2011, tal como em 2010,
só 37% das empresas realizaram investimentos ou despesas com medidas de proteção ambiental. O setor das
“Indústrias petrolíferas” é o único em que a totalidade das unidades produtivas adota as medidas de proteção
ambiental necessárias. Os restantes setores com maior adesão a atividades de monitorização, prevenção,
redução ou eliminação da poluição, ou outros fatores de degradação do ambiente inerente aos processos
produtivos apresentam contudo uma conduta ambiental apenas seguida por menos de metade das suas unidades
produtivas, são eles as “Indústrias da borracha e matérias plásticas” (48% do total das empresas deste setor),
as “Indústrias de material de transporte” (48%), as “Indústrias químicas e farmacêuticas” (47%), as “Indústrias
de equipamento informático e elétrico” (47%) e as “Indústrias da pasta de papel, papel e cartão; impressão e
reprodução” (46%). No extremo oposto estão os setores menos sustentáveis do ponto de vista ambiental ou
sem necessidade de realizarem ações de controlo e redução da poluição: as empresas dos setores das
“Indústrias extrativas” e as “Outras indústrias transformadoras”, em que as medidas adotadas de proteção do
ambiente apenas cobrem 1/4 do total de empresas em atividade em cada um dos respetivos setores.

Figura 8.1 - Empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por atividade
económica (2011)
Extrativas
Alimentação, bebidas e tabaco
Têxteis
Couro e produtos de couro
Madeira, cortiça e suas obras
Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução
Petrolíferas
Químicos
Borracha e matérias plásticas
Produtos minerais, não metálicos
Metalúrgicas de base
Produtos metálicos, exceto máq. e equip.
Equip. informático e elétrico
Material de transporte
Outras indústrias transformadoras
Eletricidade, gás e água

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Fonte: INE, I. P.

Figura 8.1

Figura 8.2 - Empresas com atividades de gestão e As empresas de maior dimensão (tendo por base
o número de pessoas ao serviço) são as que
proteção do ambiente por escalão de pessoal ao
revelam maior responsabilidade ambiental. De
serviço (2011)
100%
facto, em 2011 todas as empresas com 1 000
ou mais pessoas ao serviço adotaram medidas
80%
de proteção ambiental. Já nas empresas
posicionadas nos escalões de pessoal de menor
dimensão (entre 50 a 99 e menos de 49
60%
indivíduos), o conceito de sustentabilidade
ambiental aplicada ao setor empresarial só está
40%
presente, respetivamente em 55% e 19% das
empresas.
20%
Figura 8.2
0%
1 a 49 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 a 999 1000 ou +

Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


127
Em termos regionais, o ranking das empresas
Figura 8.3 - Empresas com atividades de gestão e
com atividades de controlo e redução da poluição
continua mais uma vez a ser liderado pela região proteção do ambiente por NUTS II (2011)
%
Centro com 47% das empresas com sede nesta 50 47%
região, seguindo-se as regiões do Norte e de 45
Lisboa cujas unidades produtivas apresentam 40 40%
38%
compromissos ambientais em 40% e 38%, do 35 32%
respetivo parque empresarial regional. Na última 30
posição encontra-se a Madeira onde apenas 11% 25
20 19%
das empresas adotam medidas de proteção 18%

Empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente


ambiental. De referir ainda que não obstante o 15
11%
10
fraco compromisso ambiental das empresas da
5
região do Algarve (a penúltima região do ranking),
0
estas foram as que mais evoluíram, face a 2010, Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira
cerca de 7 p.p..
Fonte: INE, I. P.

Figura 8.3

Os benefícios que os agentes económicos podem alcançar com a certificação ambiental são diversos, desde
a otimização dos processos tecnológicos (diminuição dos consumos energéticos, matérias-primas, recursos
naturais), minimização do impacto ambiental das atividades, melhoria da imagem perante a opinião pública,
acessibilidade a determinados mercados e concursos em que a certificação ambiental é obrigatória e ainda a
melhoria da posição competitiva face aos concorrentes não certificados.

Contudo, a dimensão do compromisso ambiental entre as empresas portuguesas ainda não é satisfatória, uma
vez que os instrumentos de gestão ambiental colocados à disposição e que atestam o cumprimento dos
requisitos ambientais legais, nomeadamente o Sistema Comunitário de Auditoria e Eco gestão (EMAS, da sigla
em inglês) e ISO 14001, de forma voluntária com o objetivo de garantir uma gestão ambiental eficaz e melhorar
o seu desempenho ambiental ainda são utilizados de forma restrita.

De facto, em 2011, apenas 1/10 das empresas possuem certificações ambientais, destacando-se os setores
das “Indústrias petrolíferas”, com apenas uma empresa classificada nesta atividade, “Indústrias de material de
transporte” (26%), “Indústrias químicas e farmacêuticas” e “Indústrias de equipamento informático e elétrico”,
ambas com 17% do total do setor. O menor número de certificações atribuído registou-se nas “Outras indústrias
transformadoras” (6%), “Indústrias têxteis” e “Indústrias do couro e produtos do couro” com 5% e “Indústrias
extrativas” com 4%.

Figura 8.4 - Empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por atividade económica
e certificação ambiental (*) (2011)
Extrativas
Alimentação, bebidas e tabaco
Têxteis Com
Couro e produtos de couro certificação
Madeira, cortiça e suas obras ambiental
Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução
Petrolíferas
Químicos
Borracha e matérias plásticas
Produtos minerais, não metálicos
Metalúrgicas de base Sem
Produtos metálicos, exceto máq. e equip. certificação
Equip. informático e elétrico ambiental
Material de transporte
Outras indústrias transformadoras
Eletricidade, gás e água
0% 20% 40% 60% 80% 100%
(*) Inclui ISO 14001, EMAS e exclusivamente ISO 14001 e EMAS.
Fonte: INE, I. P.

Figura 8.4
128
Figura 8.5 - Empresas com atividades de gestão e Apesar da reduzida dimensão da certificação
proteção do ambiente, por escalão de pessoal ao há definitivamente um compromisso ambiental
serviço e certificação ambiental (*) (2011) na agenda das grandes empresas. Com efeito
100% 83% das empresas pertencentes ao escalão de
1 000 ou mais pessoas ao serviço possuíam
80% em 2011 certificações ambientais. A adesão a
este tipo de acreditação vai diminuindo nas
83%
60% empresas de escalões de pessoal ao serviço
progressivamente menores, atingindo o mínimo
53%
40% nas empresas com menos de 50 pessoas ao
45%
serviço (4%). Naturalmente que o facto do
20% parque empresarial ser constituído
24%
4%
maioritariamente por empresas de pequena
11%
0% dimensão, faz com que a certificação efetuada
1 a 49 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 a 999 1000 ou
mais
pelas grandes empresas represente apenas 4%
Com certificação ambiental Sem certificação ambiental do total de empresas certificadas a nível
(*) Inclui ISO 14001, EMAS e exclusivamente ISO 14001 e EMAS.
nacional sendo que o maior contributo (35%)
Fonte: INE, I. P.
provém das empresas pertencentes ao escalão
Figura 8.6 - Empresas com atividades de gestão e de 100 a 249 pessoas ao serviço.
proteção do ambiente por NUTS II e certificação
ambiental (*) (2011) Figura 8.5
100%
Cerca de 86% das organizações certificadas
80% estavam sediadas nas regiões do Norte, Centro
e Lisboa, em contraste com as da Região
60% Autónoma da Madeira e as do Algarve, em que
apenas 1,6% das empresas, para a primeira
40% região, e 1,8%, para a última, utilizaram os
instrumentos de gestão ambiental EMAS e ISO
20% 14001. A nível regional, as empresas certificadas
de Lisboa e Centro destacaram-se das restantes,
0% com 15% e 14% respetivamente do total das
Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira organizações de cada região.
Com certificação ambiental Sem certificação ambiental
Figura 8.6
(*) Inclui ISO 14001, EMAS e exclusivamente ISO 14001 e EMAS.
Fonte: INE, I. P.
À semelhança do ano anterior, 17% das
empresas afirmaram ter adotado estratégias para reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa, com
destaque para as “Indústrias petrolíferas”, “Indústrias da borracha e matérias plásticas”, “Indústrias da pasta
de papel, papel e cartão; impressão e reprodução” e “Indústrias de produtos minerais não metálicos”. Entre as
ações adotadas, destaque para medidas efetuadas para a melhoria da eficiência energética das instalações e
equipamentos que cobriram 69% das empresas certificadas. De referir ainda que 16% das empresas
acreditadas procederam à contratação de auditoria externa para redução de consumos de energia.

Figura 8.7 - Empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por atividade
económica e estratégia para redução das emissões GEE (2011)
Extrativas
Alimentação, bebidas e tabaco
Têxteis
Couro e produtos de couro
Madeira, cortiça e suas obras
Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução
Petrolíferas
Químicos
Borracha e matérias plásticas
Produtos minerais, não metálicos
Metalúrgicas de base
Produtos metálicos, exceto máq. e equip.
Equip. informático e elétrico
Material de transporte
Outras indústrias transformadoras
Eletricidade, gás e água
0% 20% 40% 60% 80% 100%
Melhoria da eficiência energética das instalações
Melhoria da eficiência energética dos equipamentos
Contratação de serviços de energias renováveis
Contratação de auditoria externa na redução de consumos de energia
Outras estratégias
Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


129
A análise setorial revela que a principal estratégia adotada pelas empresas foi a melhoria da eficiência energética,
nomeadamente nas “Indústrias da madeira, da cortiça e suas obras”, “Indústrias extrativas” e “Indústrias
têxteis” que absorveu 3/4 do total das medidas destes setores. A contratação de serviços de auditoria externa
para a redução de consumos de energia teve maior expressão nas “Indústrias petrolíferas”, “Indústrias da
pasta de papel, papel e cartão; impressão e reprodução” e ”Indústrias da borracha e matérias plásticas”,
enquanto a contratação de serviços de energia produzida a partir de fontes renováveis teve relevância para o
setor “Eletricidade, gás e água”.

Figura 8.7

Empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente


A separação de papel e cartão e de embalagens plásticas e metálicas foram as práticas ambientais correntes
mais adotadas pelas organizações em 2011, totalizando mais de metade das medidas implementadas, com
exceção das “Indústrias petrolíferas”, “Indústrias extrativas” e “Indústrias de produtos minerais não metálicos”.
A separação do vidro e a utilização de lâmpadas de baixo consumo constituem o segundo grupo de medidas
adotadas com maior expressão, com as “Indústrias alimentares, das bebidas e do tabaco” e as “Indústrias de
equipamento informático e elétrico” a privilegiarem a primeira medida, e as “Indústrias da madeira, da cortiça
e suas obras”, a última.

Figura 8.8 - Empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por atividade económica
e prática ambiental corrente (2011)
Extrativas
Alimentação, bebidas e tabaco
Têxteis
Couro e produtos de couro
Madeira, cortiça e suas obras
Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução
Petrolíferas
Químicos
Borracha e matérias plásticas
Produtos minerais,
minerais não metálicos
Metalúrgicas de base
Produtos metálicos, exceto máq. e equip.
Equip. informático e elétrico
Material de transporte
Outras indústrias transformadoras
Eletricidade, gás e água
0% 20% 40% 60% 80% 100%
Separação de papel e cartão Separação de embalagens plásticas e metálicas
Separação de vidro Utilização de lâmpadas de baixo consumo
Reutilização das águas usadas e/ou chuvas Outra
Fonte: INE,, I. P.

Figura 8.8

Em 2011, o “Investimento” das empresas, no âmbito da proteção do ambiente, foi aplicado maioritariamente
(56%), no domínio da “Proteção da Qualidade do Ar e Clima” através de equipamentos para depuração e/ou
purificação de gases de combustão e equipamentos para recuperação de enxofre após processamento de
gases e tratamento de emissões gasosas para a atmosfera através de construção e recuperação de chaminés.

Figura 8.9

Os “Gastos” (245 milhões de euros), por seu Figura 8.9 - Principais variáveis das empresas com
turno, incidiram sobretudo no domínio da atividades de gestão e proteção do ambiente, por
“Gestão de Resíduos” decorrente da atividade domínio de ambiente (2011)
industrial e que resultou na geração de 100%
resíduos por parte das empresas. Daí a Outros Domínios
de Ambiente
importância da “Contratação de Serviços 80%
Especializados” na estrutura dos gastos que Gestão de
inclui as contrapartidas pagas às entidades 60% Resíduos
gestoras de fluxos específicos de resíduos
(Sociedade Ponto Verde, Valormed, Valorcar, Gestão de Águas
40% Residuais
entre outras) e representou 48% do total dos
gastos, menos 22 p.p. face ao registado no 20% Qualidade do Ar e
ano anterior. Esta quebra é o reflexo do Clima

abrandamento da atividade industrial e por 0%


consequência a diminuição na produção de Investimentos Gastos Rendimentos
resíduos. Fonte: INE, I. P.
130
Praticamente a totalidade dos “Rendimentos” das empresas em análise (143 milhões de euros) foram obtidos
maioritariamente através da “Venda de Resíduos e/ou Materiais Reciclados” que ascenderam a 141 milhões de
euros, o que reflete um aumento de 36%, relativamente ao exercício de 2010, justificada pelo facto das empresas,
por questões de mercado, terem estrategicamente optado por vender estes produtos, valorizando-os.

Figura 8.10 - Investimentos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente,
por atividade económica e domínio do ambiente (2011)
Extrativas
Alimentação, bebidas e tabaco
Têxteis
Couro e produtos de couro
Madeira, cortiça e suas obras
Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução
Petrolíferas
Químicos
Borracha e matérias plásticas
Produtos minerais, não metálicos
Metalúrgicas de base
Produtos metálicos, exceto máq. e equip.
Equip. informático e eléctrico
Material de transporte
Outras indústrias transformadoras
Eletricidade, gás e água
0% 20% 40% 60% 80% 100%
Qualidade do Ar e Clima Gestão de Águas Residuais Gestão de Resíduos Outros Domínios de Ambiente
Fonte: INE, I. P.

Figura 8.10

Quando se comparam as variáveis económicas recolhidas junto das empresas, por setor de atividade, constata-
se que 31% dos investimentos realizados foram efetuados pelo setor “Eletricidade, gás e água”. Apesar de ter
registado uma quebra de 3 p.p., o setor das “Indústrias petrolíferas” manteve a segunda posição, face a 2010,
em termos de importância relativa com 16% dos ativos aplicados. As “Indústrias de produtos minerais não
metálicos” e as “Indústrias de produtos metálicos, exceto máquinas e equipamentos” ocupam a 3ª posição,
contribuindo, com 10% do investimento total de cada setor.
Figura 8.11 - Gastos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente, por
atividade económica e domínio do ambiente (2011)
Extrativas
Alimentação, bebidas e tabaco
Têxteis
Couro e produtos de couro
Madeira, cortiça e suas obras
Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução
Petrolíferas
Químicos
Borracha e matérias plásticas
Produtos minerais, não metálicos
Metalúrgicas de base
Produtos metálicos, exceto máq. e equip.
Equip. informático e elétrico
Material de transporte
Outras indústrias transformadoras
Eletricidade, gás e água
0% 20% 40% 60% 80% 100%
Qualidade do Ar e Clima Gestão de Águas Residuais Gestão de Resíduos Outros Domínios de Ambiente

Fonte: INE, I. P.

Figura 8.11

O setor das “Indústrias alimentares, das bebidas e do tabaco” foi, em 2011, aquela que mais gastos efetuou na
defesa e proteção ambientais (19% do total), secundado pelo setor da “Eletricidade, gás e água” com 15%. A
análise por domínios de ambiente revela, por seu lado, que a “Gestão de Resíduos”, com um montante gasto
de 109 milhões de euros, foi o domínio que concentrou maior despesa, seguindo-se a “Gestão de Águas
Residuais” com 60 milhões de euros.

Figura 8.12

Estatísticas do Ambiente 2011


131
Figura 8.12 - Rendimentos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente,
por atividade económica e domínio do ambiente (2011)
Extrativas
Alimentação, bebidas e tabaco
Têxteis
Couro e produtos de couro
Madeira, cortiça e suas obras
Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução
Petrolíferas
Químicos
Borracha e matérias plásticas
Produtos minerais, não metálicos
Metalúrgicas de base

Empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente


Produtos metálicos, exceto máq. e equip.
Equip. informático e elétrico
Material de transporte
Outras indústrias transformadoras
Eletricidade, gás e água
0% 20% 40% 60% 80% 100%
Qualidade do Ar e Clima Gestão de Águas Residuais Gestão de Resíduos Outros Domínios de Ambiente

Fonte: INE,
INE I.
I P.
P

Os rendimentos são gerados essencialmente nas atividades de “Indústrias de Produtos metálicos, exceto
máquinas e equipamentos” e “Indústrias de material de transporte” com 25% e 21% do total respetivamente.
Estas são atividades potencialmente geradoras de resíduos comercializáveis, totalizando no seu conjunto 46%
do valor desta rubrica. De referir que em 2011 muitas empresas, para se capitalizarem, venderam lotes de
sucata (resíduos) que haviam acumulado nos últimos anos.
132
8.2 - QUADROS DE RESULTADOS
Quadro 8.1 - Investimentos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por
atividade económica, segundo o tipo de tecnologia
2011 Unidade: 103 EUR
Tipo de tecnologia Tecnologias
Total Tecnologias Integradas
Atividades económicas (CAE-Rev.3) Fim-de-linha

Total 149 239 116 286 32 953


05-09 Extrativas 3 006 2 119 887
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 11 130 9 553 1 578
13-14 Têxteis 2 954 2 004 950
15 Couro e produtos de couro 196 70 126
16 Madeira, cortiça e suas obras 1 337 1 308 29
17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 4 369 2 331 2 039
19 Petrolíferas 23 977 20 934 3 042
20-21 Químicos 14 140 12 660 1 480
22 Borracha e matérias plásticas 4 623 2 971 1 652
23 Produtos minerais, não metálicos 15 266 8 927 6 340
24 Metalúrgicas de base 2 183 1 706 477
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 15 126 13 890 1 236
26-27 Equip. informático e elétrico 1 127 588 540
29-30 Material de transporte 2 438 1 495 943
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 897 461 436
35-36 Eletricidade, gás e água 46 469 35 272 11 197
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 8.2 - Investimentos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por
atividade económica, segundo o domínio de ambiente
2011 Unidade: 103 EUR
Domínios de ambiente Qualidade do Ar Gestão de Águas Gestão de Outros domínios
Total
Atividades económicas (CAE-Rev.3) e Clima Residuais Resíduos de ambiente (*)
Total 149 239 87 598 24 350 10 810 26 481
05-09 Extrativas 3 006 474 1 198 934 400
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 11 130 2 111 7 390 626 1 004
13-14 Têxteis 2 954 1 273 1 033 613 35
15 Couro e produtos de couro 196 83 43 53 17
16 Madeira, cortiça e suas obras 1 337 423 808 22 83
17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 4 369 1 911 1 525 737 197
19 Petrolíferas 23 977 15 954 5 264 99 2 660
20-21 Químicos 14 140 7 964 2 512 1 605 2 060
22 Borracha e matérias plásticas 4 623 2 863 151 1 555 54
23 Produtos minerais, não metálicos 15 266 8 507 1 864 2 508 2 387
24 Metalúrgicas de base 2 183 666 161 204 1 151
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 15 126 13 022 1 133 674 296
26-27 Equip. informático e elétrico 1 127 487 364 169 107
29-30 Material de transporte 2 438 1 718 247 265 208
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 897 702 76 110 8
35-36 Eletricidade, gás e água 46 469 29 440 580 635 15 813

(*) Outros domínios de ambiente: Solos, águas subterrâneas e superficiais + Ruído + Biodiversidade + I&D + Outras atividades.
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 8.3 - Investimentos das empresas com atividades de gestão e proteção por atividade
económica, segundo o escalão de pessoal ao serviço
2011 Unidade: 103 EUR
Escalões de pessoal ao serviço 1000 ou
Total 1 a 49 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 a 999
Atividades económicas (CAE-Rev.3) mais

Total 149 239 36 356 7 232 25 221 17 321 12 403 50 706


05-09 Extrativas 3 006 684 325 114 … … 0
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 11 130 1 319 3 568 2 223 1 926 770 1 325
13-14 Têxteis 2 954 8 313 1 418 … … 0
15 Couro e produtos de couro 196 12 0 100 … 0 …
16 Madeira, cortiça e suas obras 1 337 15 28 913 … … 102
17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 4 369 538 390 1 871 528 1 041 -
19 Petrolíferas 23 977 0 0 0 0 0 23 977
20-21 Químicos 14 140 85 426 8 637 … … 0
22 Borracha e matérias plásticas 4 623 116 1 504 2 671 … … …
23 Produtos minerais, não metálicos 15 266 899 11 2 896 6 042 5 419 0
24 Metalúrgicas de base 2 183 161 110 1 515 396 0 0
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 15 126 13 805 247 681 116 276 0
26-27 Equip. informático e elétrico 1 127 17 47 106 … … 499
29-30 Material de transporte 2 438 145 51 471 993 319 460
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 897 281 117 101 341 20 37
35-36 Eletricidade, gás e água 46 469 18 270 94 1 504 … 2 371 …
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


133
Quadro 8.4 - Investimentos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por
atividade económica, segundo as NUTS II
2011 Unidade: 103 EUR
NUTS II
Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira
Atividades económicas (CAE-Rev.3)

Total 149 239 22 921 37 995 76 579 8 090 872 1 464 1 318
05-09 Extrativas 3 006 0 1 477 114 … 0 … 0
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 11 130 1 647 1 876 3 879 2 762 0 966 0
13-14 Têxteis 2 954 2 226 728 0 0 0 0 0
15 Couro e produtos de couro 196 108 89 0 0 0 0 0
16 Madeira, cortiça e suas obras 1 337 787 0 22 529 0 0 0

Empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente


17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 4 369 648 2 806 899 0 0 … 0
19 Petrolíferas 23 977 0 0 23 977 0 0 0 0
20-21 Químicos 14 140 430 7 376 4 455 … … 0 0
22 Borracha e matérias plásticas 4 623 2 715 1 137 727 43 0 0 0
23 Produtos minerais, não metálicos 15 266 1 306 7 083 6 857 … 0 … 0
24 Metalúrgicas de base 2 183 373 745 909 … 0 0 …
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 15 126 2 202 11 963 913 46 0 1 0
26-27 Equip. informático e elétrico 1 127 243 336 417 … … … 0
29-30 Material de transporte 2 438 284 1 545 580 28 0 0 0
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 897 557 250 74 … 0 … …
35-36 Eletricidade, gás e água 46 469 9 393 582 32 757 1 242 862 315 1 318
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 8.5 - Investimentos das empresas com gestão e proteção do ambiente por NUTS II,
segundo o escalão de pessoal ao serviço
2011 Unidade: 103 EUR
Escalões de pessoal ao serviço
Total 1 a 49 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 a 999 1000 ou mais
NUTS II
Portugal 149 239 36 356 7 232 25 221 17 321 12 403 50 706
Norte 22 921 11 452 1 143 4 745 2 242 1 737 1 602
Centro 37 995 13 407 1 279 14 777 7 156 … …
Lisboa 76 579 9 855 1 468 3 569 6 020 6 740 48 927
Alentejo 8 090 1 450 2 990 665 1 903 … …
Algarve 872 10 0 862 0 0 0
Açores 1 464 182 351 604 0 327 0
Madeira 1 318 0 0 0 0 1 318 0

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 8.6 - Gastos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por atividade
económica, segundo a rubrica contabilística
2011 Unidade: 103 EUR
Rubricas contabilísticas Gastos com a Contratação de
Formação
Total execução e Pessoal serviços Investigação
Atividades económicas (CAE-Rev.3) profissional
monitorização especializados

Total 245 898 59 447 50 233 1 216 133 405 1 598


05-09 Extrativas 4 139 659 1 418 … 2 023 …
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 47 517 8 367 4 546 66 34 135 403
13-14 Têxteis 9 812 2 941 1 639 66 5 077 88
15 Couro e produtos de couro 2 852 138 179 … 2 524 …
16 Madeira, cortiça e suas obras 2 356 809 802 … 687 …
17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 28 341 10 216 4 666 70 12 889 499
19 Petrolíferas 14 124 4 377 1 535 0 8 212 0
20-21 Químicos 26 074 8 995 6 304 206 10 563 5
22 Borracha e matérias plásticas 5 756 1 282 1 144 85 2 959 286
23 Produtos minerais, não metálicos 23 409 9 470 5 189 49 8 660 42
24 Metalúrgicas de base 11 100 2 073 1 433 32 7 561 1
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 7 919 2 794 2 529 62 2 507 27
26-27 Equip. informático e elétrico 6 075 1 555 1 886 … 2 543 …
29-30 Material de transporte 10 782 3 094 2 644 88 4 929 27
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 8 158 1 000 2 721 170 4 175 92
35-36 Eletricidade, gás e água 37 483 1 675 11 597 171 23 960 80
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.
134
Quadro 8.7 - Gastos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por atividade
económica, segundo o domínio de ambiente
2011 Unidade: 103 EUR
Domínios de ambiente Qualidade do Ar Gestão de Águas Gestão de Outros domínios
Total
Atividades económicas (CAE-Rev.3) e Clima Residuais Resíduos de ambiente (*)

Total 245 898 27 575 60 553 109 952 47 818


05-09 Extrativas 4 139 160 1 158 1 756 1 065
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 47 517 1 238 12 398 29 958 3 923
13-14 Têxteis 9 812 293 6 263 2 315 940
15 Couro e produtos de couro 2 852 35 1 748 961 108
16 Madeira, cortiça e suas obras 2 356 262 729 1 181 184
17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 28 341 3 864 11 806 10 209 2 462
19 Petrolíferas 14 124 1 230 6 338 2 683 3 873
20-21 Químicos 26 074 2 604 6 759 13 898 2 814
22 Borracha e matérias plásticas 5 756 602 362 3 659 1 133
23 Produtos minerais, não metálicos 23 409 8 920 1 550 9 247 3 693
24 Metalúrgicas de base 11 100 2 388 983 7 173 556
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 7 919 900 1 381 4 513 1 124
26-27 Equip. informático e elétrico 6 075 295 850 3 743 1 187
29-30 Material de transporte 10 782 404 1 669 6 202 2 507
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 8 158 528 1 176 4 692 1 762
35-36 Eletricidade, gás e água 37 483 3 852 5 383 7 761 20 487
(*) Outros domínios de ambiente: Solos, águas subterrâneas e superficiais + Ruído + Biodiversidade + I&D + Outras atividades.
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 8.8 - Gastos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por atividade
económica, segundo o escalão de pessoal ao serviço
2011 Unidade: 103 EUR
Escalões de pessoal ao serviço 1000 ou
Total 1 a 49 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 a 999
Atividades económicas (CAE-Rev.3) mais

Total 245 898 14 231 24 406 55 668 51 352 48 822 51 419


05-09 Extrativas 4 139 … 330 165 … 2 905 0
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 47 517 2 171 6 765 11 272 8 559 8 489 10 261
13-14 Têxteis 9 812 775 1 786 4 195 1 267 1 788 0
15 Couro e produtos de couro 2 852 753 361 1 549 83 … …
16 Madeira, cortiça e suas obras 2 356 … 273 483 … … …
17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 28 341 779 1 299 8 759 2 305 15 198 0
19 Petrolíferas 14 124 0 0 0 0 0 14 124
20-21 Químicos 26 074 … 4 399 10 274 8 628 … 0
22 Borracha e matérias plásticas 5 756 … 549 2 493 477 … …
23 Produtos minerais, não metálicos 23 409 793 915 2 888 6 996 … …
24 Metalúrgicas de base 11 100 202 345 994 9 559 0 0
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 7 919 1 347 1 344 3 530 1 365 333 0
26-27 Equip. informático e elétrico 6 075 … 509 1 039 1 755 … 2 457
29-30 Material de transporte 10 782 185 758 2 530 3 282 1 524 2 503
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 8 158 933 1 131 1 444 2 121 1 614 915
35-36 Eletricidade, gás e água 37 483 4 176 3 642 4 053 4 082 … …
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 8.9 - Gastos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por atividade
económica, segundo as NUTS II
2011 Unidade: 103 EUR
NUTS II
Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira
Atividades económicas (CAE-Rev.3)

Total 245 898 57 320 52 783 111 315 16 350 1 698 4 118 2 313
05-09 Extrativas 4 139 398 592 142 2 982 26 … …
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 47 517 13 927 7 777 18 863 3 756 132 2 285 779
13-14 Têxteis 9 812 8 690 984 36 98 4 0 0
15 Couro e produtos de couro 2 852 875 1 762 6 209 0 0 0
16 Madeira, cortiça e suas obras 2 356 1 415 627 211 96 7 0 1
17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 28 341 2 555 14 896 10 610 210 42 28 0
19 Petrolíferas 14 124 0 0 14 124 0 0 0 0
20-21 Químicos 26 074 4 211 3 817 12 147 5 898 … 0 …
22 Borracha e matérias plásticas 5 756 3 228 1 528 524 466 … … …
23 Produtos minerais, não metálicos 23 409 2 580 6 632 13 894 149 … 141 …
24 Metalúrgicas de base 11 100 4 645 1 553 4 786 116 0 0
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 7 919 4 039 1 929 823 523 1 602 2
26-27 Equip. informático e elétrico 6 075 1 819 1 873 2 110 274 0 0 0
29-30 Material de transporte 10 782 3 181 2 532 4 870 200 0 0 0
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 8 158 2 603 2 243 3 056 240 … 14 …
35-36 Eletricidade, gás e água 37 483 3 153 4 041 25 114 1 134 1 472 1 047 1 523
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


135
Quadro 8.10 - Gastos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por NUTS II,
segundo o escalão de pessoal ao serviço
2011 Unidade: 103 EUR
Escalões de pessoal ao serviço 1000 ou
Total 1 a 49 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 a 999
NUTS II mais

Portugal 245 898 14 231 24 406 55 668 51 352 48 822 51 419


Norte 57 320 5 500 9 120 13 869 9 684 7 002 12 145
Centro 52 783 … 8 554 20 391 8 374 10 808 …
Lisboa 111 315 3 596 2 977 12 165 29 832 24 837 37 909
Alentejo 16 350 … 2 637 5 710 3 402 3 639 …
Algarve 1 698 120 107 1 472 0 0 0

Empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente


Açores 4 118 180 607 1 694 60 1 577 0
Madeira 2 313 581 405 367 0 960 0

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 8.11 - Rendimentos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por
atividade económica, segundo a rubrica contabilística
2011 Unidade: 103 EUR
Venda de
Rubricas contabilísticas
resíduos e/ou Prestações de Subsídios à Outros
Total
materiais serviços exploração rendimentos
Atividades económicas (CAE-Rev.3)
reciclados

Total 143 284 136 392 2 713 170 4 010


05-09 Extrativas 1 749 1 681 … 0 …
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 5 395 4 379 … … 886
13-14 Têxteis 1 198 1 129 22 0 47
15 Couro e produtos de couro 81 77 … 0 …
16 Madeira, cortiça e suas obras 1 176 1 109 66 0 0
17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 10 099 9 955 0 59 86
19 Petrolíferas 614 614 0 0 0
20-21 Químicos 791 791 0 0 0
22 Borracha e matérias plásticas 3 002 2 818 … 0 …
23 Produtos minerais, não metálicos 6 907 2 254 2 107 0 2 547
24 Metalúrgicas de base 10 719 10 718 0 0 1
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 35 867 35 802 … … 36
26-27 Equip. informático e elétrico 22 628 22 628 0 0 0
29-30 Material de transporte 29 808 29 754 … 0 …
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 7 094 7 071 0 0 23
35-36 Eletricidade, gás e água 6 158 5 613 … … …
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 8.12 - Rendimentos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por
atividade económica, segundo o domínio de ambiente
2011 Unidade: 103 EUR
Domínios de ambiente Gestão de
Qualidade do Gestão de Outros domínios
Total Águas
Atividades económicas (CAE-Rev.3) Ar e Clima Resíduos de ambiente (*)
Residuais

Total 143 284 1 009 475 141 486 314


05-09 Extrativas 1 749 0 0 1 749 0
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 5 395 … 0 4 405 …
13-14 Têxteis 1 198 26 … 1 146 …
15 Couro e produtos de couro 81 0 0 81 0
16 Madeira, cortiça e suas obras 1 176 0 … 1 109 …
17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 10 099 100 0 9 997 2
19 Petrolíferas 614 0 0 614 0
20-21 Químicos 791 0 0 791 0
22 Borracha e matérias plásticas 3 002 … … 2 995 …
23 Produtos minerais, não metálicos 6 907 0 0 6 876 31
24 Metalúrgicas de base 10 719 0 0 10 719 0
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 35 867 … 0 35 862 …
26-27 Equip. informático e elétrico 22 628 0 0 22 628 0
29-30 Material de transporte 29 808 0 0 29 808 0
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 7 094 0 0 7 094 0
35-36 Eletricidade, gás e água 6 158 … … 5 613 141
(*) Outros domínios de ambiente: Solos, águas subterrâneas e superficiais + Ruído + Biodiversidade + I&D + Outras atividades.
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.
136
Quadro 8.13 - Rendimentos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por
atividade económica, segundo o escalão de pessoal ao serviço
2011 Unidade: 103 EUR
Escalões de pessoal ao serviço 1000 ou
Total 1 a 49 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 a 999
Atividades económicas (CAE-Rev.3) mais

Total 143 284 9 797 22 917 39 274 34 135 14 898 22 264


05-09 Extrativas 1 749 871 … 66 … 659 0
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 5 395 181 524 1 941 810 991 949
13-14 Têxteis 1 198 10 71 696 163 256 0
15 Couro e produtos de couro 81 0 0 38 34 0 9
16 Madeira, cortiça e suas obras 1 176 265 … 276 351 … …
17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 10 099 443 1 401 4 340 3 109 806 0
19 Petrolíferas 614 0 0 0 0 0 614
20-21 Químicos 791 15 339 287 149 0 0
22 Borracha e matérias plásticas 3 002 144 … 1 402 … … …
23 Produtos minerais, não metálicos 6 907 106 135 1 033 1 897 … …
24 Metalúrgicas de base 10 719 139 1 977 7 121 1 482 0 0
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 35 867 6 619 13 430 10 130 4 002 1 685 0
26-27 Equip. informático e elétrico 22 628 71 … 7 904 3 282 … 6 085
29-30 Material de transporte 29 808 102 1 342 1 725 16 518 1 512 8 609
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 7 094 429 692 2 125 2 003 1 566 279
35-36 Eletricidade, gás e água 6 158 403 30 189 157 … …
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 8.14 - Rendimentos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por
atividade económica, segundo as NUTS II
2011 Unidade: 103 EUR
NUTS II
Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira
Atividades económicas (CAE-Rev.3)

Total 143 284 51 195 41 102 40 283 6 205 174 4 010 315
05-09 Extrativas 1 749 71 944 … … 0 0 0
10-12 Alimentação, bebidas e tabaco 5 395 1 420 910 1 565 1 433 … 43 …
13-14 Têxteis 1 198 1 021 56 0 121 0 1 0
15 Couro e produtos de couro 81 59 … 0 … 0 0 0
16 Madeira, cortiça e suas obras 1 176 873 … … … 0 0 0
17-18 Pasta, papel e cartão; impressão e reprodução 10 099 1 884 2 869 5 005 318 … … …
19 Petrolíferas 614 0 0 614 0 0 0 0
20-21 Químicos 791 62 511 182 36 0 0 0
22 Borracha e matérias plásticas 3 002 1 925 497 181 399 0 0 0
23 Produtos minerais, não metálicos 6 907 386 1 577 4 901 27 … … …
24 Metalúrgicas de base 10 719 3 191 … 5 683 … 0 0 0
25 Produtos metálicos, exceto máq. e equip. 35 867 18 651 10 515 1 732 1 236 13 3 715 6
26-27 Equip. informático e elétrico 22 628 7 578 10 304 4 234 511 0 0 0
29-30 Material de transporte 29 808 9 972 8 825 10 214 798 0 0 0
28-31-32-33 Outras indústrias transformadoras 7 094 3 976 2 094 896 112 0 15 0
35-36 Eletricidade, gás e água 6 158 127 47 4 919 423 142 222 278
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 8.15 - Rendimentos das empresas com atividades de gestão e proteção do ambiente por
NUTS II, segundo o escalão de pessoal ao serviço
2011 Unidade: 103 EUR
Escalões de pessoal ao serviço 1 000 ou
Total 1 a 49 50 a 99 100 a 249 250 a 499 500 a 999
NUTS II mais

Portugal 143 284 9 797 22 917 39 274 34 135 14 898 22 264


Norte 51 195 … 16 097 10 353 14 589 6 088 …
Centro 41 102 6 032 5 158 12 738 10 379 3 292 3 504
Lisboa 40 283 730 576 10 344 8 124 4 219 16 289
Alentejo 6 205 … 1 059 1 958 1 042 779 …
Algarve 174 24 9 141 0 0 0
Açores 4 010 36 17 3 716 0 241 0
Madeira 315 13 0 24 0 278 0
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


Setor de
bens e
serviços de
ambiente
139

9 - Entidades produtoras de bens e serviços de ambiente

O desenvolvimento de políticas e de regulamentação em matéria de ambiente, assim como a crescente


consciencialização da importância do combate da poluição ambiental e da preservação dos recursos naturais,
conduziram a um rápido aumento na procura e oferta de bens e serviços vocacionados para a prevenção,
medição, controlo, limitação, minimização ou correção de danos ambientais e esgotamento de recursos.

Setor de bens e serviços de ambiente


140
9.1 – ENTIDADES PRODUTORAS DE BENS E SERVIÇOS DE AMBIENTE

Figura 9.1 - Volume de negócios em ambiente das


Figura 9.1
entidades produtoras de bens e serviços de
ambiente, por domínios O volume de negócios das entidades produtoras
106 EUR de bens e serviços de ambiente alcançou o
6 000
patamar dos 5,4 mil milhões de euros no
5 000 exercício fiscal de 2011, avançando 4% face
4 000 aos 5,2 mil milhões de euros faturados no ano
precedente. Este aumento deveu-se, sobretudo
3 000
ao desempenho do grupo “Gestão de recursos”
2 000 que cresceu 7%. O grupo “Gestão da poluição”
1 000 continua a ser aquele que mais contribui para o
0 total do volume de negócios gerado, registando
2008 2009 2010 (Rv) 2011 uma participação de 54% do total.
Gestão da poluição
Gestão de recursos
Média do quadriénio (2008-2011) Figura 9.2
Fonte: INE, I. P.

Figura 9.2 - Volume de negócios em ambiente das A “Distribuição de água” e a “Valorização de


entidades produtoras de bens e serviços de resíduos metálicos” foram as atividades
ambiente, por principal atividade económica (2011) económicas que maior volume de negócios
geraram em 2011, representando,
Captação e tratamento de água
respetivamente, 14% e 12% do total.
Distribuição de água Comparativamente a 2010, a “Valorização de
9%
Tratamento de águas residuais resíduos metálicos” foi a atividade que mais
28% cresceu (16%), atingindo os 645 milhões de
14% Recolha de outros resíduos não
perigosos euros de volume de negócios, seguindo-se o
Tratamento e eliminação de outros
4% resíduos não perigosos “Tratamento de águas residuais” com um
5%
Valorização de resíduos metálicos acréscimo de 11%. Em sentido oposto, o
8% Valorização de resíduos não “Tratamento e eliminação de outros resíduos
7% metálicos
não perigosos” contraiu 9%, resultante do
9% Comércio por grosso de sucatas e
4% 12% de desperdícios metálicos abrandamento da atividade industrial, o que
Outras atividades centrais de
ambiente levou à diminuição na recolha de resíduos para
Outras atividades tratamento e eliminação por parte das entidades
Fonte: INE, I. P. deste setor.

Figura 9.3 - Volume de negócios em ambiente das Figura 9.3


entidades produtoras de bens e serviços de O grupo “Gestão da poluição” gerou em 2011
ambiente, por domínio do grupo "Gestão da um volume de negócios de 2,9 mil milhões de
poluição" (2011) euros o que demonstra a importância que as
I&D entidades atribuem a esta área de negócio. O
1% Outras domínio “Gestão de resíduos” movimentou mais
atividades
5% de 72% do valor total das vendas e prestações
de serviços, reforçando a sua posição em 1
Qualidade do
ar e clima
p.p. face ao ano anterior. Já o domínio
Gestão de
resíduos 2% “Proteção da qualidade do ar e clima” continuou
72% a perder importância relativa face a 2010, com
Gestão de o volume de negócios a cair para mais de
águas metade, fixando-se nos 67 milhões de euros
residuais
20% quando comparado com os 152 milhões de
euros do exercício anterior. De referir que a
“Investigação e desenvolvimento” gerou 35
Fonte: INE, I. P.
milhões de euros de volume de negócios e
contribuiu com cerca de 1% do total do setor.

Estatísticas do Ambiente 2011


141
Figura 9.4 Figura 9.4 - Volume de negócios em ambiente das
entidades de bens e serviços de ambiente, por
No que se refere ao grupo “Gestão de recursos”,
domínio do grupo "Gestão de recursos" (2011)
o volume de negócios cresceu 7% em
Gestão e
comparação com o exercício anterior, fixando- otimização de
se nos 2,5 mil milhões de euros. O perfil do valor energia
30%
das vendas de bens e prestações de serviços Materiais e Gestão dos
ambientais deste grupo manteve-se sensivelmente produtos recursos
reciclados florestais
idêntico ao de 2010, com os domínios “Gestão 28% 2%
da água” e “Gestão e otimização de energia” a
Outras
gerarem, respetivamente, 39% e 30% do total atividades
do volume de negócios deste grupo. O domínio 1%
“Materiais e produtos reciclados” aumentou 8%
e gerou 699 milhões de euros de volume de
Gestão da
negócios em 2011. água
39%
Figura 9.5 Fonte: INE, I. P.

Setor de bens e serviços de ambiente


Figura 9.5 - Volume de negócios em ambiente das
A “Prestação de serviços” continuou a afirmar- entidades produtoras de bens e serviços de
-se como a principal atividade ambiental
ambiente, por tipo de atividade
desenvolvida pelas entidades do setor, com uma
%
taxa de crescimento média anual de 5%. Em 90
2011, o volume de negócios desta atividade
75
apresentou uma variação positiva de 7%, com
reflexo na posição relativa na estrutura do 60

volume de negócios que aumentou 2 p.p., 45


fechando o ano com 4,4 mil milhões de euros, 30
dos quais 3/5 foram gerados pelo grupo “Gestão 15
da poluição”. Em contrapartida, a “Fabricação
0
de produtos” registou um decréscimo de 3%, 2008 2009 2010 2011
reflexo da queda de cerca de 1/4 do volume de Fabricação de produtos Fabricação de bens de equipamento
negócios do grupo “Gestão da poluição”, e viu Prestação de serviços
a sua importância diminuir para 17% do total
Fonte: INE, I. P.
do volume de negócios.

Figura 9.6

Figura 9.6 - Volume de negócios em ambiente das


entidades de bens e serviços de ambiente, por tipo
O montante do volume de negócios por tipo de de atividade e domínio de ambiente (2011)
atividade desenvolvida e domínio de ambiente
Qualidade do ar e clima
revela algumas assimetrias. Nos domínios “Gestão
Gestão de águas residuais
de águas residuais” e “Outras atividades da Gestão
Gestão de resíduos
da poluição”, a quase totalidade do volume de
negócios ambiental foi gerado pela “Prestação de Outras ativ. Gestão poluição

serviços”. Mais de 3/5 do volume de negócios do Gestão da água

domínio “Proteção da qualidade do ar e clima” foi Materiais e produtos reciclados


gerado pela “Fabricação de produtos” e Gestão e otimização de energia
“Fabricação de equipamentos”. No domínio Outras ativ. Gestão recursos
“Materiais e produtos reciclados” a repartição foi 0% 20% 40% 60% 80% 100%
equitativa entre “Fabricação de produtos” e Fabricação de produtos Fabricação de bens de equipamento
“Prestação de serviços”. Prestação de serviços

Fonte: INE, I. P.
Figura 9.7
142
Figura 9.7 - Volume de negócios total das As vendas e prestações de serviços das
entidades produtoras de bens e serviços de entidades produtoras de bens e serviços de
ambiente, por mercado e setor institucional (2011) ambiente cresceram 5%, em 2011, fixando-se
nos 5,8 mil milhões de euros. O principal cliente
foi o mercado interno, com destaque para as
Países
Terceiros Empresas e para a Administração Pública com,
2% respetivamente 55% e 19% do total do volume
Empresas de negócios gerado. O mercado externo registou
55%
Portugal um acréscimo de 5%, movimentando 642
89% milhões de euros, dos quais 82% das vendas
Adm.
Pública foram transacionadas com os países da União
19% Europeia.
União Outros
Europeia 15%
9%

Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


143
9.2 - QUADROS DE RESULTADOS

Quadro 9.1 - Dados gerais das Entidades produtoras de bens e serviços de ambiente por atividade
económica
2011
Empresas (N.º) VVN (103 EUR)
VVN
Atividades Económicas (CAE-Rev.3) Ambiental
Total * ambiental Total *
>=50% Total Poluição Recursos
Total 1 894 1 786 5 778 545 5 401 954 2 903 406 2 498 549
Atividades Centrais de Ambiente 1 579 1 522 3 952 531 3 870 274 2 497 082 1 373 192
22112 - Reconstrução de pneus 19 11 64 962 39 565 17 554 22 011
36001 - Captação e tratamento de água 60 59 505 795 504 929 125 704 379 225
36002 - Distribuição de água 61 60 787 219 770 965 265 445 505 520
37001 - Recolha e drenagem de águas residuais 15 15 27 507 27 407 26 387 1 020
37002 - Tratamento de águas residuais 25 25 196 923 195 680 161 129 34 551
38111 - Recolha de resíduos inertes 19 18 14 476 13 363 10 637 2 726
38112 - Recolha de outros resíduos não perigosos 140 138 292 623 288 153 266 830 21 323
38120 - Recolha de resíduos perigosos 8 7 20 788 20 621 20 405 216
38211 - Tratamento e eliminação de resíduos inertes … … … … … …

Setor de bens e serviços de ambiente


38212 - Tratamento e eliminação de outros resíduos não
perigosos 57 57 365 782 362 546 277 021 85 525
38220 - Tratamento e eliminação de resíduos perigosos 15 14 125 352 120 422 74 444 45 978
38311 - Desmantelamento de veículos automóveis, em fim de
vida 38 33 21 246 19 422 18 611 811
38312 - Desmantelamento de equipamentos elétricos e
eletrónicos, em fim de vida … … … … … …
38313 - Desmantelamento de outros equipamentos e bens,
em fim de vida 6 6 3 904 3 904 2 527 1 377
38321 - Valorização de resíduos metálicos 87 86 649 510 645 469 556 785 88 684
38322 - Valorização de resíduos não metálicos 159 149 215 770 207 999 81 112 126 886
39000 - Descontaminação e atividades similares 13 12 2 627 2 373 2 349 23
46771 - Comércio por grosso de sucatas e de desperdícios
metálicos 540 530 483 297 476 290 455 873 20 417
46772 - Comércio por grosso de desperdícios têxteis, de
cartão e papéis velhos 131 127 88 740 88 321 64 204 24 116
46773 - Comércio por grosso de desperdícios de materiais,
n.e. 86 84 42 215 41 564 29 931 11 633
81292 - Limpeza e esvaziamento de sarjetas 92 83 37 494 35 059 33 934 1 125
Outras atividades 315 264 1 826 014 1 531 680 406 323 1 125 357
* com resposta e com atividade ambiental.

Quadro 9.2 - Volume de negócios das Entidades produtoras de bens e serviços de ambiente por
domínio de ambiente - Gestão da poluição
2011
VVN ambiental
N.º de Fabricação Fabricação de Prestação de
Domínios de ambiente Total bens de
empresas (*) % de produtos serviços
3
equipamento
10 EUR
Gestão da poluição 1 802 100,0 2 903 406 244 102 12 379 2 646 924
Proteção da qualidade do ar e clima 83 2,3 66 586 37 947 4 280 24 359
Gestão de águas residuais 219 20,1 583 275 5 320 5 519 572 436
Gestão de resíduos 1 216 72,3 2 100 317 196 263 2 168 1 901 885
Proteção e recup. dos solos, de águas subterrâneas e superficia 57 0,7 19 263 3 583 9 15 671
Proteção contra ruídos e vibrações 44 0,3 9 457 779 364 8 314
Proteção da biodiversidade e paisagem 55 0,3 9 301 45 0 9 256
Investigação e desenvolvimento 25 1,2 34 637 41 30 34 566
Proteção contra as radiações 5 0,0 135 22 0 112
Outras atividades de gestão da poluição 98 2,8 80 436 103 9 80 324
(*) as empresas são contadas tantas vezes quantos os domínios em que atuam.
144
Quadro 9.3 - Volume de negócios das Entidades produtoras de bens e serviços de ambiente por
domínio de ambiente - Gestão de recursos
2011
VVN ambiental
N.º de Fabricação de Fabricação de bens Prestação de
Domínios de ambiente Total
empresas (*) % produtos de equipamento serviços
103 EUR
Gestão de recursos 718 100,0 2 498 549 688 540 24 973 1 785 036
Gestão da água 199 39,0 974 626 234 151 655 739 819
Materiais e produtos reciclados 347 28,0 699 360 344 068 6 808 348 485
Gestão e otimização de energia 67 29,5 736 855 101 559 17 509 617 787
Gestão dos recursos florestais 26 2,2 54 403 8 392 0 46 010
Outras atividades de gestão de recursos 79 1,3 33 304 369 1 32 934
(*) as empresas são contadas tantas vezes quantos os domínios em que atuam.

Quadro 9.4 - Distribuição do volume de negócios das entidades produtoras de bens e serviços de
ambiente por atividade económica segundo o tipo de mercado
2011
Economia nacional Resto do mundo
União Países
Atividades económicas (CAE-Rev.3) Empresas Adm. pública Outros
Europeia terceiros
103 EUR % 103 EUR % 103 EUR % 103 EUR % 103 EUR %

Total 3 160 681 54,7 1 106 721 19,2 868 735 15,0 525 270 9,1 117 138 2,0
Atividades centrais de ambiente 1 933 309 48,9 896 635 22,7 759 092 19,2 304 210 7,7 59 285 1,5
22112 - Reconstrução de pneus 52 549 80,9 188 0,3 3 585 5,5 8 454 13,0 186 0,3
36001 - Captação e tratamento de água 137 174 27,1 138 485 27,4 229 720 45,4 0 0,0 416 0,1
36002 - Distribuição de água 134 657 17,1 258 456 32,8 394 107 50,1 0 0,0 0 0,0
37001 - Recolha e drenagem de águas residuais 23 205 84,4 1 965 7,1 332 1,2 2 005 7,3 0 0,0
37002 - Tratamento de águas residuais 43 843 22,3 141 161 71,7 11 214 5,7 64 0,0 640 0,3
38111 - Recolha de resíduos inertes … … … … … … … … … …
38112 - Recolha de outros resíduos não perigosos 142 738 48,8 108 577 37,1 19 540 6,7 9 384 3,2 12 385 4,2
38120 - Recolha de resíduos perigosos 16 323 78,5 1 120 5,4 0 0,0 3 345 16,1 0 0,0
38211 - Tratamento e eliminação de resíduos inertes 849 66,4 387 30,2 39 3,1 0 0,0 4 0,3
38212 - Tratamento e eliminação de outros resíduos não
perigosos 154 121 42,1 194 632 53,2 13 957 3,8 2 778 0,8 293 0,1
38220 - Tratamento e eliminação de resíduos perigosos 107 943 86,1 15 846 12,6 1 191 1,0 346 0,3 26 0,0
38311 - Desmantelamento de veículos automóveis, em
fim de vida 16 972 79,9 77 0,4 2 368 11,1 1 683 7,9 145 0,7
38312 - Desmantelamento de equipamentos elétricos e
eletrónicos, em fim de vida … … … … … … … … … …
38313 - Desmantelamento de outros equipamentos e
bens, em fim de vida 3 904 100,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0
38321 - Valorização de resíduos metálicos 475 049 73,1 26 0,0 26 641 4,1 137 228 21,1 10 567 1,6
38322 - Valorização de resíduos não metálicos 165 425 76,7 8 580 4,0 4 943 2,3 30 968 14,4 5 853 2,7
39000 - Descontaminação e atividades similares 1 570 59,8 652 24,8 405 15,4 0 0,0 0 0,0
46771 - Comércio por grosso de sucatas e de
desperdícios metálicos 327 440 67,8 5 869 1,2 44 244 9,2 84 478 17,5 21 266 4,4
46772 - Comércio por grosso de desperdícios têxteis, de
cartão e papéis velhos 66 947 75,4 1 405 1,6 280 0,3 14 552 16,4 5 556 6,3
46773 - Comércio por grosso de desperdícios de
materiais, n.e. 29 417 69,7 53 0,1 3 313 7,8 7 828 18,5 1 604 3,8
81292 - Limpeza e esvaziamento de sarjetas 18 960 50,6 15 548 41,5 2 912 7,8 74 0,2 0 0,0
Outras atividades 1 227 372 67,2 210 086 11,5 109 643 6,0 221 060 12,1 57 853 3,2
* com resposta e com atividade ambiental.

Estatísticas do Ambiente 2011


Organizações
com atuação
na área do
ambiente
147

10 - ORGANIZAÇÕES COM ATUAÇÃO NA ÁREA DO AMBIENTE

Neste capítulo estão incluídas algumas entidades com relevância na gestão e proteção do ambiente,
nomeadamente:

Organizações não governamentais de ambiente, através de ações de sensibilização junto das populações,
estudos e pareceres técnicos sobre as várias temáticas ambientais;

Entidades detentoras de corpos de bombeiros, pelo papel de prevenção e combate aos fogos florestais;

Outras entidades, como o Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA), que desenvolve várias

Organizações com atuação na área do ambiente


atividades que visam proteger e conservar o património natural.

Os temas abordados estão divididos por duas vertentes: a vertente física, com informação relativa ao número
de entidades, associados e atividades desenvolvidas e a vertente financeira, com informação sobre as
principais rubricas contabilísticas/económicas.
148
10.1 - ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS DE AMBIENTE

Em 2011, o número de ONGA existentes em Portugal era de 125. Embora em número, o total de ONGA seja
praticamente igual ao registado no ano anterior (+1 associação), constatou-se o início da atividade de 7 novas
associações, uma das quais dedicadas sobretudo à área de estudos e pareceres técnicos e a cessação da
atividade de 6 associações de cariz maioritariamente de sensibilização ambiental. A maior concentração
destas entidades localiza-se na região de Lisboa (1/3 do total), seguindo-se as regiões Norte e Centro.

O número de inscritos nas ONGA registou um


Figura 10.1 - Número de ONGA e associados, ligeiro decréscimo (-1%), tendência generalizada
por região (2011) a praticamente todos os setores institucionais. De
N.ª N.º referir que os particulares continuam a constituir
250 000 150 a quase totalidade dos associados (cerca de 98%
200 000 do total), apresentando uma média de 1 664
100 indivíduos por instituição; as empresas constituem
150 000
o segundo setor mais representado, mas a grande
100 000 distância, congregando 3 031 unidades com uma
50
50 000
média de 24 empresas por ONGA. De salientar
que as inscrições nas regiões do Norte, do
0 0 Alentejo e nas Regiões Autónomas dos Açores e
2007 2008 2009 2010 2011
Norte Centro Lisboa
da Madeira contrariaram a tendência verificada
Alentejo Algarve Açores e Madeira a nível nacional tendo-se verificado aumentos de,
Nº ONGA respetivamente 10%, para a primeira região e
Fonte: INE, I. P. 5%, para as restantes.

Os cidadãos da região de Lisboa revelaram, em 2011, uma maior preocupação com as causas ambientais,
com uma média de 58 inscrições por 1 000 habitantes, valor largamente superior à média nacional que se
situou nas 20 inscrições por 1 000 habitantes. A nível de filiação, a região de Lisboa apresentou, igualmente a
média mais elevada do país, com 3 753 indivíduos por associação, em oposição com o Alentejo que não foi
além dos 326 associados por instituição.

As atividades desenvolvidas pelas ONGA mais que triplicaram em 2011 (+247%) face ao ano transato, atingindo
as 39 560 ações. Este forte crescimento deveu-se, essencialmente às atividades das equipas de sapadores
florestais nas ações de prevenção e defesa da floresta, nomeadamente no apoio ao combate aos incêndios
florestais, na vigilância nos períodos de maior probabilidade de ocorrência de incêndios e no pós incêndio e
nas campanhas de sensibilização sobre as boas práticas na utilização do fogo. Estas ações, entre outras
(denúncias às autoridades, reuniões de acompanhamento e ações interligadas), tipificadas como “outras
atividades” executadas pelas organizações de ambiente somaram mais de 4/5 do total. As publicações, estudos
e pareceres técnicos constituiram a segunda atividade com aumento de atividades desenvolvidas face a 2010.
Em contrapartida todas as restantes atividades, ações junto dos media, educação ambiental, passeios de
natureza e congressos, seminários e ações de formação registaram uma diminuição, com particular destaque
para a educação ambiental que ficou reduzida a 1 183 atividades, quase 5 vezes menos do que em 2010.

Por esta razão, mais de 4/5 das ações dos


Figura 10.2 - Atividades desenvolvidas pelas domínios “Gestão de águas residuais”, “Proteção
Organizações não governamentais de ambiente, da qualidade do ar e clima” e “Gestão de resíduos”
por domínio (2011) e cerca de 2/3 do “Investigação e desenvolvimento”
Qualidade do ar e clima
e “Proteção dos solos, águas subterrâneas e
Gestão de águas residuais
superficiais” foram dedicadas à elaboração de
Gestão de resíduos
publicações, estudos e pareceres técnicos. No
Solos, águas subt. e superficiais
domínio “Proteção da biodiversidade e paisagem”
Biodiversidade e paisagem
a quase totalidade das ações inseridas nas “outras
atividades” reportaram-se às atividades efetuadas
Investigação e desenvolvimento
pelas equipas de sapadores florestais na
Outros domínios de ambiente
prevenção e proteção das áreas florestais contra
0% 20% 40% 60% 80% 100%
incêndios.
Publicações, estudos técnicos e pareceres
Ações junto dos media
Educação ambiental Figura 10.2
Congressos, seminários e ações de formação
Passeios de natureza
Outras actividades
Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


149
A região Centro concentrou 80% das atividades
realizadas em todo o país, sendo precisamente a Figura 10.3 - Atividades desenvolvidas pelas
região onde se encontram sediadas as Organizações não governamentais de ambiente,
associações que possuem equipas de sapadores por tipo e região (2011)
100%
florestais. Cerca de 11% das ações foram
efetuadas pelas instituições da região Norte com 80%
realce para as publicações, estudos e pareceres 60%
técnicos, que envolveram 71% do total de 40%
atividades realizadas nesta região. De referir ainda 20%
que no Alentejo mais de metade das atividades
0%
foram dirigidas para a educação ambiental e para Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores e
as ações junto dos meios de comunicação social, Publicações, estudos técnicos e pareceres Madeira
enquanto no Algarve 3/5 das ações realizadas Ações junto dos media
Educação ambiental
privilegiaram a educação ambiental e os passeios Congressos, seminários e ações de formação

Organizações com atuação na área do ambiente


de natureza. Nas Regiões Autónomas as atividades Passeios de natureza
mais relevantes foram os passeios de natureza e Outras atividades
as publicações, estudos e pareceres técnicos que, Fonte: INE, I. P.

em conjunto, representaram 2/3 das ações


desenvolvidas nestas regiões.

Figura 10.3
Figura 10.4 - Principais variáveis contabilísticas
Em 2011, as principais rubricas contabilísticas das Organizações não governamentais de
mantiveram a tendência de crescimento iniciada ambiente
com o exercício de 2008, embora com ritmos 103 EUR
27 000
diferentes. O investimento atingiu os 5 milhões de
24 000
euros, maioritariamente aplicado em terrenos e 21 000
edifícios e outras construções, mais que duplicou, 18 000
face ao ano anterior. Os gastos que rondaram os 15 000
25 milhões de euros e os rendimentos que 12 000
totalizaram os 26 milhões de euros, também 9 000
aumentaram, embora de forma menos acentuada, 6 000
11% e 7%, respetivamente, face a 2010. 3 000
0
O investimento médio das associações passou de 2007 2008 2009 2010 2011
14 669 euros por ONGA em 2010 para 36 871 Investimentos Gastos Rendimentos
euros em 2011, enquanto a média dos Fonte: INE, I. P.
rendimentos e dos gastos em 2011 se situaram,
respetivamente, nos 191 910 euros e nos 184 687
euros.

Os “fornecimentos e serviços externos” (FSE) e Figura 10.5 - Gastos e rendimentos das


os “gastos com o pessoal” foram as rubricas mais Organizações não governamentais de ambiente,
significativas das ONGA, contribuindo com mais por variável contabilística e região (2011)
de 4/5 dos gastos das associações. No entanto, Norte
ao nível regional a participação das rubricas dos Centro
gastos foi distinta: metade dos gastos do Norte e
Lisboa
2/3 dos gastos do Algarve foram absorvidos em
custos com pessoal: na região Norte, sobretudo Alentejo
para pagar o quadro de pessoal efetivo existente Algarve
nas associações de produtores florestais, e no
Açores
Algarve, para custear os indivíduos remunerados Madeira
ao serviço das associações de ambiente. Cerca 100 80 60 40 20 0
% 0 20 40 60 80 100
Rendimentos Gastos
de 2/3 dos gastos e 55% dos custos das regiões
Vendas CMVMC
do Centro e do Alentejo destinaram-se a FSE para Prestações de serviços FSE
o desenvolvimento dos projetos e atividades das Subsídios à exploração Gastos com pessoal
ONGA. Salienta-se ainda que os gastos com a Outros rendimentos Outros gastos
Fonte: INE, I. P.
rubrica “custo das mercadorias vendidas e
matérias consumidas“ (CMVMC) representaram
14% do total dos gastos da região de Lisboa.
150
Os “subsídios à exploração” e as “prestações de serviços” foram as principais fontes de financiamento das
organizações de ambiente, somando, em conjunto, mais de 3/4 do total dos rendimentos. Para as regiões do
Algarve e do Alentejo, mais de 75% dos rendimentos fram provenientes dos “subsídios à exploração”, em
oposição às restantes regiões, em que as fontes de financiamento foram mais diversificadas. Para as regiões
do Norte e Centro, os “subsídios à exploração” contribuíram com, respetivamente, 66% e metade dos rendimentos
e as “prestações de serviços” representaram 25%, para a primeira região e 30%, para a segunda. Na região
de Lisboa, a partição dos rendimentos foi mais equitativa: “subsídios à exploração” e as “prestações de
serviços”, ambas com 1/3 dos rendimentos e “vendas” com 18% do total da região. De salientar ainda que as
“vendas” representaram 23% do total dos recursos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Figura 10.5
10.2 – ENTIDADES DETENTORAS DE CORPOS DE BOMBEIROS

Os Corpos de bombeiros constituem um dos


Figura 10.6 - Serviços prestados pelos Corpos de serviços mais relevantes de proteção e socorro
bombeiros (2011) às populações existentes no País e funcionam
Conflitos Proteção civil como estrutura de base para uma resposta a nível
legais 8%
2%
local.

Outros Em 2011, os 474 Corpos de bombeiros do País


serviços Incêndios prestaram 1,1 milhões de serviços em todo o
14% 5%
território nacional, com realce para a assistência
Meios de
transporte
“pré-hospitalar” que representou 1/3 do total de
3% serviços prestados. Os “outros serviços”,
Pré-
hospitalar Infra- constituídos na sua maioria por serviços de
66% estruturas e prevenção, através de patrulhamento/vigilância,
vias de
comunicação apoio em recintos de espetáculo e desportivos,
2% abertura de portas, remoção de obstáculos, entre
Fonte: INE, I. P.
outros, ocuparam a segunda posição na estrutura
(14%). A contribuição dos restantes serviços foi
menos expressiva, oscilando entre os 2% e os
8%.

Figura 10.7 - Serviços prestados pelos Corpos de Figura 10.6


bombeiros por NUTS II, segundo o tipo (2011)
Mais de metade dos serviços prestados pelos
100%
Corpos de bombeiros do País ocorreu nas regiões
80% do Norte e Centro, em oposição ao Algarve e à
Região Autónoma da Madeira, ambas com apenas
60% 4%. Numa análise regional, a assistência “pré-
hospitalar” foi a mais significativa em todas as
40%
regiões do território nacional, variando entre os
20%
53% no Algarve e os 70% na Região Autónoma
da Madeira. De referir que cerca de 1/3 dos
0% serviços da Região Autónoma dos Açores foram
Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira realizados na rubrica “outros serviços”.
Incêndios Meios de transporte Pré-hospitalar
Conflitos legais Proteção civil Outros serviços Figura 10.7
Fonte: INE, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


151
A participação dos Corpos de bombeiros no
combate a incêndios em povoamentos florestais Figura 10.8 - Participação dos Corpos de
diminuiu 37%, totalizando em 2011, 10 619 bombeiros no combate a incêndios em
ocorrências. Este facto foi notório nas regiões do povoamentos florestais por NUTS II
Centro e do Alentejo em que as ocorrências N.º
diminuíram para mais de metade, e também na 8 000

região Norte, que diminuiu 25% face a 2010. Em 7 000

sentido oposto, o Algarve e a Região Autónoma 6 000


dos Açores registaram acréscimos nas 5 000
ocorrências de, respetivamente 46% e de 23%. 4 000
De referir que as associações localizadas nas 3 000
regiões do Norte e Centro foram as mais solicitadas 2 000
no quinquénio em análise, em comparação com 1 000
as restantes regiões do País. 0

Organizações com atuação na área do ambiente


Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira
Figura 10.8 2007 2008 2009 2010 2011

Fonte: INE, I. P.
No período 2007-2011, o saldo entre os gastos e
investimentos e os rendimentos das entidades
detentoras de Corpos de bombeiros manteve-se
negativo, na ordem dos 60 milhões de euros
médios anuais. O rendimento médio anual do
quinquénio, fixou-se nos 273 milhões de euros,
enquanto os gastos atingiram os 310 milhões de
euros e os investimentos ascenderam a 22
Figura 10.9 - Principais variáveis contabilísticas
milhões de euros.
das Entidades detentoras de Corpos de
Figura 10.9 bombeiros
106 EUR
Em 2011, os gastos das entidades detentoras de 350
Corpos de bombeiros mantiveram o nível do ano 300
transato e totalizaram 320 milhões de euros. Cerca
250
de 2/3 dos gastos foram aplicados no pessoal,
200
seguidas pelo FSE com apenas 28%. Esta
situação é transversal em todas as regiões do 150
país, com realce para a Região Autónoma da 100
Madeira, em que os “gastos com o pessoal” 50
contribuíram com 81% do total dos gastos da 0
região. De salientar ainda que cerca de 1/4 gastos 2007 2008 2009 2010 2011
da região do Algarve foram direcionados para Investimentos Gastos Rendimentos

FSE, dos quais 85% se deveram apenas a uma Fonte: INE, I. P.


única entidade.
Figura 10.10 - Gastos e rendimentos das
Os rendimentos destas entidades registaram um
Entidades detentoras de corpos de bombeiros,
acréscimo de 2% em comparação com 2010 e
por NUTS II (2011)
ascenderam a 286 milhões de euros. As
“prestações de serviços” e os “subsídios à Norte

exploração” foram as rubricas mais significativas Centro


com, respetivamente, 44% e 43% do total dos Lisboa
recursos. Numa análise regional, os “subsídios à Alentejo
exploração” foram a principal fonte de Algarve
financiamento para a Região Autónoma da
Açores
Madeira, representando 68% do total dos
Madeira
rendimentos. Para a região do Algarve, as
“prestações de serviços” contribuíram com mais 100 80 60 40 20 0 % 0 20 40 60 80 100
Rendimentos Gastos
de metade dos recursos da região.
Vendas CMVMC
Prestações de serviços FSE
Fig 10.10 Subsídios à exploração Gastos com pessoal
Outros rendimentos Outros gastos
Fonte: INE, I. P.
152
10.3 - OUTRAS ENTIDADES

Figura 10.12 - Autos originados pela prática de O Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente
ilícitos ambientais (SEPNA) tem vindo a desenvolver um conjunto
N.º de atividades promotoras da proteção do
25 000 ambiente, tais como ações de sensibilização
19 450 19 331
ambiental, patrulhamentos de prevenção de fogos
20 000 17 554 18 196 florestais e levantamento de autos de
15 840
contraordenação pela prática de ilícitos
15 000
ambientais, entre outras.
10 000 De 2007 a 2011 o número total de atividades
desenvolvidas pelo SEPNA caiu 56%, sendo que
5 000
1 256 1 708 1 353 1 559 a área de intervenção que registou a maior
1 079
quebra foi o “patrulhamento de prevenção de
0
2007 2008 2009 2010 2011 fogos florestais” (-65%) seguindo-se as “ações
Crimes Contra ordenações de sensibilização ambiental (-24%).
Fonte: INE, I. P.
Figura 10.12

Figura 10.13 - Autos pela prática de ilícitos No que diz respeito ao número de autos originados
pela prática de ilícitos ambientais, resultantes de
ambientais, por áreas de intervenção do SEPNA
N.º
ações de patrulhamento, fiscalização e
4 500 investigação, constata-se que em 2011, foram
4 000
3 500 elaborados 18 196 autos de notícia por
3 000 contraordenação e 1 559 por crime. Comparando
2 500
2 000
os valores de 2011 com 2007, verifica-se que o
1 500 numero de autos de noticia por contraordenação
1 000 teve um decréscimo de cerca de 6%, enquanto
500
0 que o autos por crime apresentaram um
crescimento de 24%.
Poluição atmosférica
Incêndios florestais

Leis sanitárias

Resíduos
Fauna, caça e pesca

Ordenamento do

Poluição acústica
Flora/florestas

Outras intervenções
CITES
Actividades extrativas

território

Figura 10.13

No período de 2007 a 2011, quase todas as


2007 2008 2009 2010 2011 áreas registaram um decréscimo do número de
Fonte: INE, I. P.
autos pela prática de ilícitos ambientais, exceto
o “ CITES”, os “incêndios florestais”, as “leis
sanitárias e a “poluição atmosférica”, nos quais
se observou um crescimento médio anual de
12%, 4%, 27% e 20%, respetivamente.

Estatísticas do Ambiente 2011


153
10.4 - QUADROS DE RESULTADOS

Quadro 10.1 - Associados das Organizações não governamentais de ambiente por região, segundo
o setor institucional
Unidade: N.º
Setores institucionais
Regiões Estado e outros Instituições sem
Total Empresas Particulares Exterior Outros
entes públicos fins lucrativos

2007
Portugal 187 440 286 1 136 88 185 409 277 244
Norte 14 633 16 157 5 14 425 0 30
Centro 14 301 36 83 10 13 851 277 44
Lisboa 149 630 216 857 55 148 334 0 168
Alentejo 3 513 12 15 12 3 472 0 2
Algarve 1 980 6 11 6 1 957 0 0
Açores e Madeira 3 383 0 13 0 3 370 0 0

Organizações com atuação na área do ambiente


2008
Portugal 185 641 305 1 246 202 183 779 13 96
Norte 17 849 72 95 17 17 630 3 32
Centro 14 571 46 68 23 14 430 0 4
Lisboa 144 341 175 1 031 148 142 919 10 58
Alentejo 3 229 12 16 12 3 187 0 2
Algarve 2 172 0 22 0 2 150 0 0
Açores e Madeira 3 479 0 14 2 3 463 0 0
2009
Portugal 189 423 399 2 393 253 186 281 23 74
Norte 13 850 26 222 53 13 546 3 0
Centro 15 496 50 80 25 15 339 0 2
Lisboa 151 371 306 2 045 161 148 769 20 70
Alentejo 3 640 12 16 12 3 598 0 2
Algarve 2 255 4 21 0 2 230 0 0
Açores e Madeira 2 811 1 9 2 2 799 0 0
2010
Portugal 214 604 429 3 063 305 210 671 26 110
Norte 16 661 84 264 61 16 240 3 9
Centro 15 792 46 80 26 15 638 0 2
Lisboa 172 961 278 2 576 182 169 835 23 67
Alentejo 3 668 12 124 14 3 516 0 2
Algarve 2 568 8 12 15 2 533 0 0
Açores e Madeira 2 954 1 7 7 2 909 0 30
2011
Portugal 211 993 376 3 031 299 208 039 126 122
Norte 18 276 92 776 66 17 308 3 31
Centro 16 396 24 79 24 16 269 0 0
Lisboa 167 858 223 2 130 177 165 146 123 59
Alentejo 3 662 16 26 15 3 583 0 22
Algarve 2 700 10 13 10 2 667 0 0
Açores e Madeira 3 101 11 7 7 3 066 0 10
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.
154
Quadro 10.2 - Atividades das Organizações não governamentais de ambiente por tipo, segundo a
região
Unidade: N.º
Regiões
Atividades Açores e
Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve
Madeira
2007
Total 8 317 1 477 838 4 044 993 206 759
Publicações, est. técnicos e pareceres 950 68 99 312 297 4 170
Ações junto dos media 760 106 106 406 61 18 63
Ações de formação 599 217 61 280 5 0 36
Educação ambiental/ateliers/oficinas 2 975 659 291 1403 390 98 134
Congressos, seminários 578 39 53 405 50 3 28
Ecoturismo/passeios de natureza 1 505 260 153 596 111 79 306
Outras atividades 950 128 75 642 79 4 22
2008
Total 14 090 5 131 1 023 6 830 678 101 326
Publicações, est. técnicos e pareceres 1 169 444 85 511 69 28 31
Ações junto dos media 655 285 84 120 72 23 71
Ações de formação 300 21 45 150 46 1 38
Educação ambiental/ateliers/oficinas 7 020 1481 363 4704 425 23 25
Congressos, seminários 482 176 63 210 17 7 9
Ecoturismo/passeios de natureza 1 024 155 145 565 40 19 100
Outras atividades 3 440 2569 237 570 9 1 53
2009
Total 12 972 1 044 993 9 602 506 442 385
Publicações, est. técnicos e pareceres 911 23 75 687 65 14 47
Ações junto dos media 867 132 152 461 25 21 76
Ações de formação 341 124 28 135 45 9 0
Educação ambiental/ateliers/oficinas 7 149 518 420 5745 241 158 67
Congressos, seminários 205 14 31 113 12 13 22
Ecoturismo/passeios de natureza 1 282 195 183 686 49 53 116
Outras atividades 2 216 38 104 1774 69 174 57
2010
Total 11 401 1 337 635 7 911 560 448 510
Publicações, est. técnicos e pareceres 984 93 72 640 90 19 70
Ações junto dos media 814 127 93 480 36 14 64
Ações de formação 477 99 21 209 114 6 28
Educação ambiental/ateliers/oficinas 5 575 714 191 4 239 214 160 57
Congressos, seminários 260 46 21 142 13 9 29
Ecoturismo/passeios de natureza 1 443 201 130 812 65 61 174
Outras atividades 1 848 57 107 1 389 28 179 88
2011
Total 39 560 4 403 31 580 2 514 293 342 428
Publicações, est. técnicos e pareceres 3 845 3 147 203 373 32 16 74
Ações junto dos media 481 132 64 175 59 26 25
Ações de formação 332 51 35 175 22 15 34
Educação ambiental/ateliers/oficinas 1 183 379 186 330 97 152 39
Congressos, seminários 391 205 24 117 15 12 18
Ecoturismo/passeios de natureza 1 112 109 110 606 48 62 177
Outras atividades 32 216 380 30 958 738 20 59 61
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Estatísticas do Ambiente 2011


155
Quadro 10.3 - Investimentos, gastos e rendimentos das Organizações não governamentais de
ambiente por rubrica contabilística, segundo a região
Unidade: 10 3 EUR
Regiões
Rubricas contabilísticas Açores e
Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve
Madeira
2007
Investimentos 1 018 68 146 801 ԥ 3 0
Gastos 22 002 3 904 2 310 11 908 2 928 336 616
CMVMC 1 297 31 20 1 245 0 0 ԥ
Fornecimentos e serviços externos 12 591 2 738 1 442 6 186 1 627 128 469
Impostos 43 1 3 37 1 1 ԥ
Gastos com o pessoal 5 386 837 713 2 668 914 110 143
Gastos e perdas de financiamento 336 8 20 293 11 2 1
Outros gastos não especificados 2 350 289 111 1 478 376 94 3
Rendimentos 23 131 3 980 2 473 12 536 3 173 357 612
Vendas 2 253 49 39 1 934 24 0 207
Prestações de serviços 5 099 495 695 3 518 374 0 18
Subsídios à exploração 12 060 3 050 1 469 5 136 1 879 153 373

Organizações com atuação na área do ambiente


Trabalhos para a própria entidade 39 0 0 39 0 0 0
Outros rendimentos e ganhos 3 617 381 265 1 867 888 205 11
Outros rendimentos não especificados 62 5 5 42 8 ԥ 2
2008
Investimentos 684 85 260 184 142 7 6
Gastos 18 152 2 175 2 940 8 312 3 237 486 1 003
CMVMC 1 917 17 13 1 190 77 0 619
Fornecimentos e serviços externos 9 717 1 298 2 005 4 043 1 990 139 241
Impostos 34 4 11 16 1 1 ԥ
Gastos com o pessoal 4 877 645 803 2 233 920 135 140
Gastos e perdas de financiamento 160 20 29 80 27 3 ԥ
Outros gastos não especificados 1 447 191 77 750 221 207 2
Rendimentos 19 084 2 429 2 920 8 785 3 600 449 901
Vendas 1 914 32 32 1 622 21 0 206
Prestações de serviços 5 547 1 188 949 3 043 350 1 16
Subsídios à exploração 8 103 631 1 723 2 532 2 493 137 587
Trabalhos para a própria entidade 0 0 0 0 0 0 0
Outros rendimentos e ganhos 3 428 556 206 1 545 722 310 88
Outros rendimentos não especificados 92 22 10 43 13 0 4
2009
Investimentos 900 36 131 509 176 1 47
Gastos 20 856 1 663 2 043 11 135 4 715 297 1 002
CMVMC 1 506 12 10 1 435 1 ԥ 48
Fornecimentos e serviços externos 10 546 1 197 1 012 5 723 2 188 118 308
Impostos 47 12 7 15 13 1 ԥ
Gastos com o pessoal 7 039 357 854 3 105 1 958 141 625
Gastos e perdas de financiamento 300 7 28 106 153 4 2
Outros gastos não especificados 1 417 79 132 751 403 34 18
Rendimentos 20 218 1 849 2 302 11 790 2 850 405 1 021
Vendas 1 857 22 17 1 736 27 2 53
Prestações de serviços 6 198 362 489 4 764 408 0 175
Subsídios à exploração 8 913 1 380 1 533 3 040 1 937 255 768
Trabalhos para a própria entidade 0 0 0 0 0 0 0
Outros rendimentos e ganhos 3 170 82 257 2 191 467 148 25
Outros rendimentos não especificados 80 2 7 59 11 ԥ ԥ
2010
Investimentos 1 819 197 324 1 125 95 47 31
Gastos 22 901 2 460 1 966 12 781 5 004 278 412
CMVMC 1 467 12 ԥ 1 437 1 0 16
Fornecimentos e serviços externos 11 507 1 001 773 7 023 2 521 122 67
Impostos 46 4 1 39 ԥ 1 ԥ
Gastos com o pessoal 8 172 1 313 1 061 3 323 2 056 147 272
Gastos e perdas de financiamento 119 8 16 51 41 3 ԥ
Outros gastos não especificados 1 591 121 115 909 384 5 57
Rendimentos 23 797 3 033 2 000 13 208 4 801 283 473
Vendas 1 815 47 9 1 739 6 0 13
Prestações de serviços 7 099 507 833 5 163 519 26 51
Subsídios à exploração 11 099 2 103 879 4 023 3 562 176 356
Trabalhos para a própria entidade 331 249 79 2 0 0 1
Outros rendimentos e ganhos 3 136 104 97 2 097 707 80 51
Outros rendimentos não especificados 317 22 102 184 8 1 1
2011
Investimentos 4 609 264 259 3 709 286 51 41
Gastos 24 490 3 923 3 408 11 155 5 450 370 184
CMVMC 1 580 32 7 1 526 5 0 10
Fornecimentos e serviços externos 11 357 1 569 2 080 4 525 3 017 114 53
Impostos 44 14 6 16 7 1 ԥ
Gastos com o pessoal 8 617 2 030 949 3 285 2 056 246 52
Gastos e perdas de financiamento 166 9 12 44 94 6 ԥ
Outros gastos não especificados 2 726 270 355 1 760 271 3 68
Rendimentos 26 391 4 069 3 507 12 502 5 703 422 188
Vendas 2 417 59 9 2 296 11 0 43
Prestações de serviços 6 780 1 027 1 042 4 088 597 19 7
Subsídios à exploração 13 463 2 694 1 898 4 162 4 236 375 99
Trabalhos para a própria entidade 16 0 16 0 0 0 0
Outros rendimentos e ganhos 3 404 165 516 1 881 808 27 8
Outros rendimentos não especificados 310 124 27 75 52 1 30
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.
156
Quadro 10.4 - Serviços prestados pelos corpos de bombeiros por NUTS II, segundo o tipo
2011 Unidade: N.º
Tipo de serviço
Incêndios Infraestru-
NUTS II Povoamen- Meios de turas e vias Pré- Conflitos Tecnológicas Proteção Outros
Total Outros
tos transporte de hospitalar legais e industriais civil serviços
incêndios
florestais comunicação

Portugal 1 108 877 10 619 50 552 35 790 20 101 727 076 19 937 2 693 94 237 147 872
Norte 337 522 5 697 22 491 12 519 4 669 228 960 6 360 462 19 554 36 810
Centro 266 628 2 959 10 877 9 010 4 374 169 431 4 023 287 30 426 35 241
Lisboa 248 475 165 10 518 8 285 8 524 168 321 5 781 1 562 20 956 24 363
Alentejo 100 098 356 3 763 3 143 1 571 69 405 1 872 188 9 024 10 776
Algarve 46 733 546 1 785 1 427 628 24 725 1 528 122 6 769 9 203
Açores 69 786 154 327 781 145 38 662 70 38 6 440 23 169
Madeira 39 635 742 791 625 190 27 572 303 34 1 068 8 310
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 10.5 - Investimentos, gastos e rendimentos das Entidades detentoras de corpos de


bombeiros por rubrica contabilística, segundo as NUTS II
2011 Unidade: 103 EUR
NUTS II
Rubricas contabilísticas
Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira
Investimentos 26 312 9 467 5 979 4 143 2 406 861 2 055 1 402
Gastos 319 707 82 489 71 926 84 549 37 508 19 572 9 904 13 759
CMVMC 10 633 2 195 950 1 995 702 4 594 39 157
Fornecimentos e serviços externos 88 878 27 024 25 993 16 171 12 829 3 189 2 239 1 433
Gastos com o pessoal 206 981 50 227 42 611 64 092 21 616 11 376 5 936 11 123
Gastos e perdas de financiamento 2 857 431 421 473 465 95 541 431
Outros gastos e perdas 10 358 2 612 1 950 1 818 1 896 319 1 149 615
Rendimentos 285 536 80 312 72 998 60 955 41 134 16 285 9 218 4 633
Vendas 721 115 228 104 33 216 25 1
Prestações de serviços 126 425 36 238 29 748 28 159 19 758 8 229 3 086 1 207
Trabalhos para a própria entidade 212 5 166 0 39 0 2 0
Subsídios, doações e legados à exploração 122 784 34 223 34 710 23 960 15 708 6 528 4 498 3 158
Outros rendimentos e ganhos 31 658 8 158 7 473 7 968 5 020 1 282 1 512 245
Outros rendimentos 3 735 1 573 675 764 576 29 96 22
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, I. P.

Quadro 10.6 - Atividades do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente


Unidade: N.º
NUTS I
Designação da actividade Ano
Portugal Continente Açores Madeira
2007 993 984 7 2
2008 1 157 1 144 8 5
Ações de sensibilização ambiental 2009 602 585 13 4
2010 695 660 29 6
2011 751 698 43 10
2007 20 706 20 496 108 102
2008 20 410 20 061 206 143
Autos pela prática de ilícitos ambientais 2009 17 548 17 267 229 52
2010 18 907 18 320 561 26
2011 19 755 19 239 489 27
2007 127 952 127 952 5 x
2008 122 668 122 668 8 x
Patrulhamentos de prevenção de fogos florestais 2009 99 702 99 702 18 x
2010 33 481 33 481 19 x
2011 45 212 45 212 0 0
Fonte: Serviço de Prot