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FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE

CURSO: ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ASSUNTO: INTRODUÇÃO ÀS EQUAÇÕES DIFERENCIAIS,


EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM
SEPARÁVEIS, HOMOGÊNEAS, EXATAS, FATORES
INTEGRANTES, LINEAR E BERNOULLI

PROFESSOR: MARCOS AGUIAR CÁLCULO III

1. DEFINIÇÃO.

Uma equação que contém as derivadas ou diferenciais de uma ou mais variáveis dependentes,
em relação a uma ou mais variáveis independentes, é chamada de equação diferencial.

2. CLASSIFICAÇÃO

Pelo Tipo
Equação Diferencial Ordinária
Equação Diferencial Parcial
Pela Ordem
Pela Linearidade
Linear
Não – Linear

2.1. Classificação pelo Tipo

Equações diferenciais ordinárias são equações que contém somente derivadas ordinárias, por
exemplo:

dy d3y d2y dy
 10 y  5 ,  y  x  dx  4xdy  0 , 3
 2  2  6y  0
dx dx dx dx

Equações que envolvem derivadas parciais são denominadas de equações diferenciais parciais, por
exemplo:

u v  2u  2u u
  2 2
y x x 2
t t

2.2 Classificação pela Ordem

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A ordem da derivada de maior ordem em uma equação diferencial é, por definição, a ordem da
equação. Por exemplo.

dy d2y dy
 10 y  5 , é 1ª Ordem 2
 2  6 y  0 , é de 2ª Ordem
dx dx dx

3
d2y  dy 
 5    4 y  e x é de 2ª Ordem
 dx 
2
dx

2.3 Classificação como linear ou não – linear

dny d n1 y d2y dy


an  x  n
 an 1  x  n 1
   a2  x  2
 a1  x   a0 y  g  x  é linear de ordem n
dx dx dx dx

Observe que a variável dependente y e todas suas derivadas são do primeiro grau; isto é, a
potência de cada termo envolvendo y é 1 e cada coeficiente depende apenas da variável x .

A equação xdy  ydx  0 linear

d3y
3
 y 2  0 é não – linear
dx

Exercícios.

I. Classifique as equações diferenciais dizendo se elas são lineares ou não – lineares. Dê


também a ordem de cada equação.
4
d3y  dy 
1. 1  x  y '' 4 xy ' 5 y  cos x 2. x 3  2    y  0
dx  dx 
3. yy ' 2 y  1  x 2 4. x 2 dy   y  xy  xe x  dx  0

3. SOLUÇÕES DE UMA EQUAÇÃO DIFERENCIAL

3.1 DEFINIÇÃO.

Qualquer função f definida em algum intervalo I, que, quando substituída na equação diferencial,
reduz a equação a uma identidade, é chamada de solução para a equação no intervalo.

Exemplo. Verifique se a função y  5tg 5x é solução da equação y '  25  y 2

Solução: y '  25sec2 5x

25sec2 5x  25   5tg 5x 
2
Substituindo na equação temos:

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25sec2 5x  25  25tg 2 5x
 
25sec2 5x  25 1  tg 2 5x , como 1  tg 2 5x  sec2 5x podemos escrever,
25sec2 5x  25sec2 5x , logo concluímos que y  5tg 5x é solução da equação y '  25  y 2

3.2 NÚMERO DE SOLUÇÕES

Uma equação diferencial geralmente possui um número infinito de soluções. Dada uma família de
dy
parâmetro y  ce x , em que c é uma constante arbitrária, satisfaz a equação  2 xy . Como
2

dx
indicado na figura abaixo, podemos observar algumas soluções particulares conforme os valores
atribuídos a c .

Fonte: Dennis Zill, 2001, p. 8

Exercícios.

I. Verifique se as função dada é uma solução para a equação diferencial ( c1 e c2 são


constantes )

x
 dy 6 6
5. 2 y ' y  0; y  e 2
6.  20 y  24; y   e20 x
dx 5 5

4. EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM

4.1 TEORIA PRELIMINAR.

Problema do Valor Inicial - PVI


dy
Vamos resolver uma equação diferencial de primeira ordem  f  x, y  , sujeita à condição
dx
inicial y  x0   y0 em que x0 é um número no intervalo I e y0 é um número real arbitrário. O
problema.

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dy
Resolva  f  x, y  , sujeito as condições y  x0   y0 é chamado de problema do valor inicial.
dx
Em termos geométricos, procurando uma solução para a equação diferencial, definida em algum
intervalo I tal que o gráfico da solução passe por um ponto  x0 , y0  conforme figura 1.

Exemplo. Sendo y  ce x uma família a um parâmetro de soluções para y '  y no intervalo


 ,   . Se especificarmos, digamos, y  0  3 , então substituindo x  0 , y  3 na família,
obtemos c  3 , logo a solução chamada de particular é y  3e x conforme figura 2.

figura 1 figura 2
Fonte: Dennis Zill, 2001, p. 39 Dennis Zill, 2001, p. 39

5. VARIÁVEIS SEPARÁVEIS

Definição

Uma equação diferencial da forma

dy g  x 
 (1) é chamada de separável.
dx h  y 

5.1 Método de Solução.

Escrevendo (1) na forma, h  y  dy  g  x  dx e integrando ambos os lados temos:

 h  y  dy  c   g  x  dx  c não há necessidade de usar


1 2 as duas constantes, logo podemos
escrever  h  y  dy   g  x  dx  c

dy
Exemplo. Resolva  sen5 x
dx

Solução: dy  sen5xdx

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 dy   sen5xdx
cos 5 x
y c
5
I. Resolva a equação dada por separação de variável.

dy dy
 sen5 x   x  1
2
1. 2.
dx dx
3. dx  e3 x dy  0 4. dx  x 2 dy  0
dy dy
5.  x  1  x  6 6. e x  2x
dx dx

II. Resolva a equação dada sujeita à condição inicial indicada.

7.  e y  1 senxdx  1  cos x  dy; y  0   0 8. 1  x 4  dy  x 1  4 y 2  dx  0; y 1  0


1
9. xdy  4 x  y 2  1 2 dx; y  0   1
dy
10.  ty  y; y 1  3
dt

6. EQUAÇÕES HOMOGÊNEAS

6.1 Função homogênea

Definição.

Se uma função satisfaz f  tx, ty   t n f  x, y  , para algum número real n, então dizemos que f é
uma função homogênea de grau n

y4
Exemplo. Determine se x3  2 xy 2  é homogênea. Especifique o grau de homogeneidade.
x
y4
Solução: f  x, y   x3  2 xy 2 
x
 ty 
4

f  tx, ty    tx   2tx  ty 
3 2

tx
t y4 4
f  tx, ty   t x  2txt y 
3 3 2 2

tx
 y 
4
f  tx, ty   t 3  x3  2 xy 2  
 x 
f  tx, ty   t 3 f  x, y  , logo a função é homogênea de grau 3

Exercícios.

I. Determine se a função dada é homogênea. Especifique o grau de homogeneidade.

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y4
1. x  2 xy 
3 2
2. x  y  4x  3 y 
x
x yx y
3 2 2
x
3. 4.
 x  8y
2
y 2  x4  y 4

6.2 DEFINIÇÃO DE UMA EQUAÇÃO HOMOGÊNEA

Uma equação diferencial da forma.

M  x, y  dx  N  x, y  dy  0 , é chamada de homogênea se ambos os coeficientes M e N são


funções homogêneas de mesmo grau.

Ou seja M  x, y  dx  N  x, y  dy  0 é homogênea se

M  tx, ty   t n M  x, y  e N tx, ty   t n N  x, y 

6.2.1 Método de Solução.

A equação M  x, y  dx  N  x, y  dy  0 pode ser resolvida por uma substituição algébrica do tipo


y  ux ou x  vy em que u e v são as novas variáveis independentes, que transformará a equação
em uma nova equação de variáveis separável.

Vejamos, diferenciando y  ux temos, dy  udx  xdu , substituindo em


M  x, y  dx  N  x, y  dy  0 temos;

M  x, ux  dx  N  x, ux  udx  xdu   0 , pela propriedade de homogeneidade podemos escrever:

xn M 1, u  dx  x n N 1, u  udx  xdu   0


 M 1, u   uN 1, u  dx  xN 1, u  du  0

dx N 1, u  du
 0
x M 1, u   uN 1, u 

Exemplo. Resolva a equação  x  y  dx  xdy  0 , usando uma substituição apropriada.

Solução:  x  y  dx  xdy  0 , inicialmente testamos se M  x  y e N  x são homogêneas de


mesmo grau.

M  x, y   x  y

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M  tx, ty   tx  ty
M  tx, ty   t  x  y  , logo M  x, y   x  y é homogênea de grau 1
N  x, y   x  N  tx, ty   tx , também é homogênea de grau 1, então podemos resolver esta
equação utilizando uma substituição apropriada.
Fazendo y  ux e diferenciando temos dy  udx  xdu , substituindo em  x  y  dx  xdy  0
temos:

 x  ux  dx  x udx  xdu   0

xdx  uxdx  xudx  x2du  0

xdx  x2 du  0 equação separável

dx   xdu

dx
 du Integrando ambos os membros temos
x

ln x  u  c , voltando a variável y

y
ln x    c arrumando y   x ln x  cx que é a solução geral da equação.
x

Exercícios.

I. Resolva a equação diferencial dada usando uma substituição apropriada.

5.  x  y  dx  xdy  0 6.  x  y  dx  xdy  0
7. xdx   y  2 x  dy  0 8. ydx  2  x  y  dy

II. Resolva a equação diferencial dada sujeita à condição inicial indicada.

10.  x 2  2 y 2  dx  xydy; y  1  1


dy
9. xy 2  y 3  x3 ; y 1  2
dx
dy
11. 2 x 2  3xy  y 2 ; y 1  2 12. xydx  x 2 dy  y x 2  y 2 dy; y  0   1
dx

7. EQUAÇÕES EXATAS

Embora a equação ydx  xdy  0 , seja separável e homogênea, podemos ver que ela é também
equivalente à diferencial do produto de x e y , isto é ydx  xdy  d  xy   0 .

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Por integração obtemos imediatamente a solução implícita xy  c

Você deve se lembrar do cálculo que, se z  f  x, y  é uma função com derivadas parciais
contínuas em sua região R do plano xy , então sua diferencial total é

f f
dz dx  dy
x y
f f
Agora se f  x, y   c segue-se que dx  dy  0 .
x y
Em outras palavras, dada uma família de curvas f  x, y   c ,podemos gerar uma equação
diferencial de primeira ordem,calculando a diferencial total.

Exemplo. Gerar a equação que tem como solução x2  5xy  y3  c .

f f f f
Solução: dx  dy  0 , calculamos as derivadas parciais e de f  x, y   c
x y x y

f  x, y   x 2  5xy  y 3  c

f f
 2x  5 y e  5 x  3 y 2
x y
 2 x  5 y  dx   5x  3 y 2  dy  0

dy 2x  5 y

dx 5 x  3 y 2

7.1 DEFINIÇÃO

Uma expressão diferencial M  x, y  dx  N  x, y  dy é uma diferencial exata em uma região R no


plano xy se ela corresponder a diferencial e total de alguma função f  x, y  . Uma equação
diferencial da forma M  x, y  dx  N  x, y  dy  0 é chamada de equação exata se a expressão do
lado esquerdo é uma diferencial exata.

Exemplo: A equação x2 y3dx  x3 y 2 dy  0 é exata, pois

1 
d  x3 y 3   x2 y3dx  x3 y 2 dy
3 

7.2 CRITÉRIO PARA UMA DIFERENCIAL EXATA

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Teorema.

Sejam M  x, y  e N  x, y  funções contínuas em uma região retangular R definida por


a  x  b, c  y  d . Então, uma condição necessária e suficiente para que
M  x, y  dx  N  x, y  dy seja uma diferencial exata é:

M N
=
y x
Prova:

Suponha que M  x, y  e N  x, y  tenham derivadas parciais de primeira ordem contínuas em todo


plano xy . Se M  x, y  dx  N  x, y  dy é exata existe alguma função f tal que
f f
M  x, y  dx  N  x, y  dy dx  dy para todo plano xy em R . Logo,
x y
f f M   f   2 f   f  N
M  x, y   , N  x, y   , e      
x y y y  x  yx x  y  x

7.3 Método de Solução.

Dada a equação M  x, y  dx  N  x, y  dy  0

M N
1º Passo. Mostre que =
y x

f
2º Passo. Suponha que  M  x, y  e integre M  x, y  em relação a x , considerando y
x
constante.

f  x, y    M  x, y  dx  h  y  (2) onde h  y  é uma constante de integração.

f
3º Passo. Derive f  x, y  em relação a y e suponha  N  x, y  :
y

f 
  M  x, y  dx  h'  y   N  x, y 
y y


h '  y   N  x, y   M  x, y  dx (3)
y 

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Observação importante expressão N  x, y   M  x, y  dx independe de x , pois,
y 
    N     N M
 N  x, y    M  x, y  dx      M  x, y  dx    0
x  y  x y  x  x y

4º Passo. Integre (3) em relação a y

  
h  y     N  x, y    M  x, y  dx  dy (4)
 y 

5º Passo substituindo (4) em (3) temos a solução da equação

   
f  x, y    M  x, y  dx    N  x, y    M  x, y  dx dy  c
y  y 

f
Obs: De maneira análoga no 2º passo supor  N  x, y 
y

Exemplo. Verifique se  2 x  1 dx   3 y  7  dy  0

M N
Solução: 1º passo. 0 e  0 , logo é exata
y x

f
2º Passo. Suponha  M  x, y   2 x  1 e integre em relação a x
x

f  x, y   x 2  x  h  y  ( 1 )

3º Passo. Derive f  x, y   x 2  x  h  y  em relação a y e iguale a N  x, y   3 y  7

f
 h'  x   3 y  7
y

4º Passo. Integre h'  x   3 y  7 em relação y

3y2
h y   7y ( 2 )
2

5º Passo. Substitua ( 2 ) em ( 1 )

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3y2
f  x, y   x 2  x   7y  c
2

Exercícios.

I. Verifique se a equação dada é exata. Se for resolva.

1.  2 x  1 dx   3 y  7  dy  0 2.  2 x  y  dx   x  6 y  dy  0
3.  5x  4 y  dx   4 x  8 y 3  dy  0 4.  seny  ysenx  dx   cos x  x cos y  y  dy  0

II. Resolva a equação diferencial dada sujeita à condição inicial dada

5.  x  y  dx   2 xy  x 2  1 dy  0; y 1  1
2

6.  e x  y  dx   2  x  ye y  dy  0; y  0   1
7.  4 y  2 x  5 dx   6 y  4 x 1 dy  0; y  1  2
 3 y 2  x 2  dy x
8.  5   4  0; y 1  1
 y  dx 2 y

8. FATOR DE INTEGRAÇÃO

Se M(x,y) + N(x,y) = 0 ( I ) não é exata, necessita-se de um fator de integração que a torne


exata.

M N

y x
 f ( x) , uma função apenas de x, então e 
f ( x ) dx
Se é o FI ( fator de integração) de ( I )
N

M N

y x
 g ( y ) uma função apenas de y, então e 
 g ( y ) dy
Se é o FI ( fator de integração) de ( I )
M

1
Se ( I ) é homogênea e Mx + Ny  0, então é o FI
Mx  Ny

Se ( I ) pode ser colocada na forma yf ( x, y)dx  xg ( x, y)dy  0 onde f ( x, y)  g ( x, y) , então,


1 1
 é o FI
xy  f ( x, y )  g ( x, y ) Mx  Ny

As vezes, depois de reagrupados os termos da equação pode-se determinar um fator de integração


pelo reconhecimento de um certo grupo de termos como parte de uma diferencial exata, como
mostra a tabela abaixo:

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GRUPOS DE FATOR DE DIFERENCIAL EXATA
TERMOS INTEGRAÇÃO

xdy  ydx xdy  ydx  y


1 d 
x
2
x2 x

1
xdy  ydx  ydx  xdy  x
y2 2
 d  
y  y

xdy  ydx
1 dy dx  y
  d  ln 
xy y x  x

xdy  ydx
1 xdy  ydx x2  y
  d  arctg 
xdy  ydx x  y2
2
x y
2 2
 y
2
 x
1  
x

xdy  ydx  1 
d  se n  1
 xy 
n
  n  1 xy n 1 
xdy  ydx 1  
 xy 
n

xdy  ydx
 d ln  xy  se n = 1
 xy 
n

xdx  ydy 1 
x y
2 2
2 

 d  ln x 2  y 2  se n = 1 
xdx  ydy 1
x 
n
2
 y2
 
xdx  ydy 1
 d  se n  1
x  
 2  n  1 x 2  y 2
 
n n 1
2
 y2  

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A equação xr y s  mydx  nxdy   x p y   ydx  vxdy   0 onde r, s, m, n,  ,  e v são constantes e
mv - n   0 tem um fator de integração da forma x y  . O método de solução comumente
dado, consiste na determinação de  e  por meios de certas fórmulas.
Exemplo: Resolver a equação x  4 ydx  2 xdy   y3  3 ydx  5xdy   0
Resolução: Multiplique a equação por x y 

(1)  4x  1  1
y  
dx  2 x 2 y  dy  3x y  4dx  5x 1 y  3dy  0
Em que cada dois termos seja uma diferencial exata. Então o primeiro de ( 1 ) é proporcional a:

(2)  
d x  2 y  1    2  x 1 y  1dx     1 x  2 y  dy isto é
 2  1
(3)  e   2  0
4 2

Do mesmo modo, o segundo termo de ( 1 ) é proporcional a

(4)  
d x 1 y  1    1 x y  4 dx     4  x 1 y  3dy isto é
 1  4
(5) e 5  3  7 Resolvendo o sistema de equações abaixo temos:

3 5
  2  0
 onde   2 e   1
5  3  7
Daí, concluímos que ( 1 ) fica na forma:

4 x3 y 2 dx  2 x4 ydy  3x 2 y5dx  5x3 y 4dy  0

A primitiva é x4 y 2  x3 y5  c

I. Resolver as equações

a) x 2

 y 2  x dx  xydy  0 Resp. 3x4  4 x3  6 x2 y 2  c
x2 x
b)  2 xy e  2 xy  y  dx   x y e  x y  3x  dy  0 Resp. x e   3  0
4 y 3 2 4 y 2 2 2 y

y y

8. EQUAÇÕES LINEARES

8.1. DEFINIÇÃO
dy
Uma equação diferencial da forma a1  x   a0  x  y  f  x  ( 1 ) é chamada de linear.
dx

Dividindo ( 1 ) por a1  x  obtemos a forma mais usada ( 2 )

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dy
 P  x y  f  x ( 2 )
dx

8.2. FATOR DE INTEGRAÇÃO.

dy
Colocando  P  x  y  f  x  na forma diferencial temos:
dx
dy   P  x  y  f  x   dx  0
Em uma equação linear podemos sempre encontrar um fator de integração e torná-la exata
Multiplicando dy   P  x  y  f  x   dx  0 por uma função  ( x) ( FI ) temos:
  x  dy    x   P  x  y  f  x   dx  0 ( 1 ) que é uma equação exata.
Como o lado esquerdo de ( 1 ) é uma diferencial exata podemos escrever.
 
  x     x   P  x  y  f  x 
x y
d
  P  x  . Como esta equação é separável podemos resolvê-la e determinar   x 
dx
d
 P  x  dx

ln    P  x  dx

  x   e
P x  dx
( 2 ) que é o fator de integração
Substituindo ( 2 ) em ( 1 ) temos
e dy  e   P  x  y  f  x  dx e e dy  e
P x  dx P x  dx P x  dx P x  dx
P  x  ydx são diferenciais exatas,
agora escrevemos ( 1 ) na forma.
e dy  e P  x  ydx  e
P x  dx P x  dx P x dx
f  x  dx como o lada esquerdo é uma diferencial exata
podemos escrevê-la
d e
P x  dx 
y   e
P  x  dx
f  x  dx integrando temos
 
e y   e
P x  dx P x  dx
f  x  dx  c

ye   P x dx f  x  dx  ce  P x dx


 P x  dx
e
dy
Exemplo: Encontre a solução geral de 3  12 y  4
dx
dy
Solução: Inicialmente colocamos a equação na forma  P  x y  f  x
dx
dy 4
 4 y  , onde P  x   4
dx 3
  x   e
4 dx
Calculando o Fator de integração  e4 x e multiplicando pela equação temos

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dy 4
e4 x  4e4 x y  e4 x como o lado esquerdo é uma diferencial exata podemos escrever
dx 3
  4
d e4 x y  e4 x dx integrando ambos os lados temos
3
4
e4 x y  e4 x  c
43
1
y   ce4 x
3

I. Encontre a solução geral para a equação diferencial dada. Especifique um intervalo no


qual a solução geral é definida.

dy dy
1.  5y 2.  2y  0
dx dx
dy dy
3. 3  12 y  4 4. x  2 y  3
dx dx
II. Resolva a equação diferencial dada sujeita à condição inicial dada

6. y '  2 y  x  e3 x  e2 x  0; y  0   2
dy
5.  5 y  20; y  0   2
dx
di dx
7. L  Ri  E, L, R e E cons tan tes; i  0   i0 8. y  x  2 y 2 ; y 1  5
dt dy

9. EQUAÇÕES DE BERNOULLI

A equação diferencial;

dy
 P  x y  f  x yn , (1)
dx

em que n é um número qualquer, é chamada de equação de Bernoulli. Para n  0 e n  1, a


equação ( 1 ) é linear em y . Agora, se y  0 , ( 1 ) pode ser escrita como,

dy
yn  P  x  y1n  f  x  ,
dx

Se fizermos w  y n1 , n  0, n  1, então,

dw dy
 1  n  y  n . (2)
dx dx

Com essa substituição, ( 2 ) transforma-se na equação linear

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dw
 1  n  P  x  w  1  n  f  x  (3)
dx

Cálculo do fator: FI  e
1 n  P x dx

e
dw  1 nP x dx
1  n  P  x  w  e
1 n P  x  dx 1 n P  x  dx
e 1  n  f  x 
dx

d e w  e
1 n P  x  dx 1 n P  x  dx
1  n  f  x  dx
 

e w   e
1 n P  x  dx 1 n P  x  dx
1  n  f  x  dx  c

1  1 n P x  dx 1  n  f  x  dx  ce  1 n P  x dx


y n 1  e
e
1 n P  x  dx

yn  x 
y  1 nP x  dx 1  n  f  x  dx  ce  1 n P x dx
e
e
1 n P  x  dx

Exercícios

I. Resolva a equação de Bernoulli dada

dy 1 dy dy
1. x y 2 2.  y  xy 2 3.  y  ex y2
dx y dx dx

II. Resolva a equação diferencial dada sujeita à condição inicial dada.

dy 1
1. x 2  2 xy  3 y 4 y 1 
dx 2
1 3
dy
2. y 2  y2 1 y  0  4
dx
3. xy 1  xy 2 dy
dx

 1 y 1  0
dy y x
4. 2   2 y 1  1
dx x y

REFERENCIA BIBLIOGRAFICA:
Zill Dennis G., Cullen Michael R.Equações Diferenciais. v. 1.São Paulo: Makron Books do
Brasil, 2001.

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