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In arithmetic we assume the existence of the unit: but, as regards the rest, only the definitions, e.g.

those of odd, even, square, cube, are assumed, and existence has to be proved. We have then clearly
distinguished, among the indemonstrable principles, axioms and definitions. A postulate is also
distinguished from a hypothesis, the latter being made with the assent of the learner, the former
without such assent or even in opposition to his opinion (though, strangely enough, immediately
after saying this, Aristotle gives a wider meaning to “postulate” which would cover “hypothesis” as
well, namely whatever is assumed, though it is matter for proof, and used without being proved).
Heiberg remarks that there is no trace in Aristotle of Euclid's Postulates, and that “postulate” in
Aristotle has a different meaning. He seems to base this on the alternative description of postulate,
indistinguishable from a hypothesis; but, if we take the other description in which it is distinguished
from a hypothesis as being an assumption of something which is a proper subject of demonstration
without the assent or against the opinion of the learner, it seems to fit Euclid's Postulates fairly well,
not only the first three (postulating three constructions), but eminently also the other two, that all
right angles are equal, and that two straight lines meeting a third and making the internal angles on
the same side of it less than two right angles will meet on that side.

Na aritmética, assumimos a existência da unidade: mas, no que diz respeito ao resto, apenas as
definições, p.e. são assumidos de estranhos, mesmo, quadrado, cubo, e a existência deve ser
comprovada. Distinguimos claramente, entre os princípios indemonstráveis, axiomas e definições.
Um postulado também se distingue de uma hipótese, este sendo feito com o consentimento do
aluno, aquele sem o consentimento ou mesmo contra a sua opinião (ainda que, estranhamente, logo
depois de dizer isso, Aristóteles dá um significado mais amplo para "postulado", que abrangeria
também "hipóteses", ou seja, tudo o que for assumido, embora seja uma prova e seja usado sem ser
provado). Heiberg observa que não há vestígio em Aristóteles dos Postulados de Euclides, e que o
"postulado" em Aristóteles tem um significado diferente. Ele parece basear isso na descrição
alternativa do postulado, indistinguível de uma hipótese; mas, se tomarmos a outra descrição em
que se distingue de uma hipótese como sendo uma suposição de algo que é um sujeito adequado de
demonstração sem o consentimento ou contra a opinião do aluno, parece encaixar bem os
postulados de Euclides, não apenas os três primeiros (postulando três construções), mas
eminentemente também os outros dois, que todos os ângulos retos são iguais e que duas linhas retas
que encontram uma terceira e que fazem os ângulos internos no mesmo lado disto, menos de dois
ângulos retos se encontrarão nesse lado.
Aristotle's description also seems to me to suit the “postulates” with which Archimedes begins his
book On the equilibrium of planes, namely that equal weights balance at equal distances, and that
equal weights at unequal distances do not balance but that the weight at the longer distance will
prevail.
Aristotle's distinction also between hypothesis and definition, and between hypothesis and
axiom, is clear from the following passage: “Among immediate syllogistic principles, I call that a
thesis whichit is neither possible to prove nor essential for any one to hold who is to learn anything;
but that which it is necessary for any one to hold who is to learn anything whatever is an axiom: for
there are some principles of this kind, and that is the most usual name by which we speak of them.
But, of thesis, one kind is that which assumes one or other side of a predication, as, for instance,
that something exists or does not exists, and this is a hypothesis; the other, which makes no such
assumption, is a definition. For a definition is a thesis: thus the arithmetician posits (τίθεται) that a
unit is that which is indivisible in respect of quantity; but this is not a hypothesis, since what is
meant by a unit and the fact that a unit exists are different things1.”

A descrição de Aristóteles também me parece adequar-se aos "postulados" com os quais


Arquimedes começa seu livro No equilíbrio dos planos, a saber, o equilíbrio dos pesos iguais em
distâncias iguais, e que pesos iguais em distâncias desiguais não equilibram, mas que o peso no
longo A distância prevalecerá.
A distinção de Aristóteles também entre hipótese e definição, e entre hipótese e axioma, é
clara a partir da seguinte passagem: "Entre os princípios silogísticos imediatos, eu chamo de uma
tese que não é possível provar nem essencial para que alguém possa aprender a aprender tudo ; mas
o que é necessário para alguém segurar quem é aprender qualquer coisa seja um axioma: pois
existem alguns princípios desse tipo, e esse é o nome mais comum pelo qual falamos deles. Mas, de
tese, um tipo é aquele que assume um ou outro lado de uma predicação, como, por exemplo, que
algo existe ou não existe, e esta é uma hipótese; O outro, que não faz essa suposição, é uma
definição. Para uma definição é uma tese: assim, o aritmeticiano postula (τίθεται) que uma unidade
é aquilo que é indivisível em relação à quantidade; mas esta não é uma hipótese, pois o que se
entende por uma unidade e o fato de que uma unidade existe são coisas diferentes1 ".

1 Anal. post. I. 2, 72 a 14-24.


Aristotle use as an alternative term for axioms “common (things),” τᾰ κοιυά, or “common
opinions” (κοιυαἰ δόζαι), as in the following passages. “That, when equals are taken from equals,
the remainders are equal is (a) common (principle) in the case of all quantities, but mathematics
takes a separate department (ἀπολαβουσα) and directs its investigation to some portion of its proper
subject-matter, as e.g. lines or angles, numbers, or any of the other quantities 2.” “The common
(principles), e.g. that one of two contradictiones must be true, that equals taken from equals etc.,
and the like3...” “With regard to the principles of demonstration, it is questionable whetever they
belong to one science or to several. By principles of demonstration I mean the common opinions
from which all demonstration proceeds, e.g. that one of two contradictories must be true, and that it
is impossible for the same thing to be and not be 4.” Similarly “even demonstrative (science)
investigates, with regard to some subject-matter, the essential attributes, starting from the common
opinions5.” We have then here, as Heiberg says, a sufficient explanation of Euclid's term for axioms,
viz. common notions (κοιυαἰ ἔυυοιαι), and there is no reason to suppose it to be a substitution for the
original term due to the Stoics: cf. Proclus's remark that, according to Aristotle and the geometers,
axiom and common notion are the same thing6.

Aristóteles usam como um termo alternativo para axiomas "comuns (coisas)" τᾰ κοιυά, ou
"opiniões comuns" (κοιυαἰ δόζαι), como nas seguintes passagens. "Isso, quando os equais são
retirados de iguais, os remanescentes são iguais é (a) comum (princípio) no caso de todas as
quantidades, mas a matemática toma um departamento separado (ἀπολαβουσα) e direciona sua
investigação para uma parte de seu próprio assunto - assunto, como por exemplo linhas ou ângulos,
números ou qualquer uma das outras quantidades1. "" O comum (princípios), e. que uma das duas
contradições deve ser verdadeira, que é igual a tomadas de iguais, etc., e similares2 ... "" No que diz
respeito aos princípios da demonstração, é questionável que eles pertençam a uma ciência ou a
várias. Por princípios de demonstração, quero dizer as opiniões comuns das quais toda a
demonstração prossegue, e. que uma das duas contraditórias deve ser verdadeira e que é impossível
que o mesmo seja e não seja 3. "Da mesma forma" até mesmo demonstrativo (ciência) investiga, em

2 Metaph. 1061 b 19-24.


3 Anal. post. I. 11, 77 a 30.
4 Metaph. 996 b 26-30.
5 Metaph. 997 a 20-22.
6 Proclus, p. 194, 8.
relação a algum assunto, os atributos essenciais, a partir do comum Opiniões4. "Temos aqui, como
diz Heiberg, uma explicação suficiente do termo de euclides para axiomas, a saber. Noções comuns
(κοιυαἰ ἔυυοιαι), e não há motivo para supor que seja uma substituição do termo original devido aos
estóicos: cf. A observação de Proclus de que, segundo Aristóteles e os geómetros, o axioma ea
noção comum são a mesma coisa5.
Aristotle discusses the indemonstrable character of the axioms in the Metaphysics. Since
“all the demonstrative sciences use the axioms7,” the question arises, to what science does their
discussion belong8? The answer is that, like that of Being (οὐσία), it is the province of the (first)
philosopher9. It is impossible that there should be demonstration of everything, as there would be an
infinite series of demonstrations: if the axioms behind were the subject of a demonstrative science,
there would have to be here too, as in other demonstrative sciences, a subject-genus, its atttibutes
and corresponding axioms10; thus there would be axioms behinds axioms, and só on continually. The
axiom is the most firmly established of all principles 11. It is ignorance alone that could lead any one
to try to prove the axioms12; the supposed proof would be a petitio principii13. If it is admitted that
not everything can be proved, no one can point to any principle more truly indemonstrable14. If any
one thought he could prove them, he could at once be refuted; if he did not attempt to say anything,
it would be ridiculous to argue with him: he would be no better than a vegetable15.

Aristóteles discute o caráter indemostrativo dos axiomas na Metafísica. Uma vez que
"todas as ciências demonstrativas usam os axiomas1", surge a questão, a que ciência pertence a sua
discussão2? A resposta é que, como a de Ser (οὐσία), é a província do (primeiro) filósofo3. É
impossível que haja demonstração de tudo, pois haveria uma série infinita de demonstrações: se os
axiomas atrás fossem objeto de uma ciência demonstrativa, haveria também aqui, como em outras
ciências demonstrativas, um sujeito - gênero, seus atributos e axiomas correspondentes4; assim,
haveria axiomas atrás dos axiomas, e assim continuamente. O axioma é o mais firmemente
estabelecido de todos os princípios5. É apenas a ignorância que pode levar alguém a provar os
axiomas6; a suposta prova seria uma petitio principii7. Se é admitido que nem tudo pode ser
7 Metaph. 997 a 10.
8 ibid. 996 b 26.
9 ibid. 1005 a 21-b 11.
10 ibid. 997 a 5-8.
11 ibid. 1005 b 11-17.
12 ibid. 1006 a 5.
13 ibid. 1006 a 17.
14 ibid. 1006 a 10.
15 ibid. 1006 a 11-15.
comprovado, ninguém pode apontar nenhum princípio mais verdadeiramente indescritível8. Se
alguém pensasse que ele poderia prová-los, ele poderia ser imediatamente refutado; se ele não
tentasse dizer nada, seria ridículo discutir com ele: ele não seria melhor do que um vegetal9.