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Variação linguística: registro geográfico

Professora Sanimar Busse Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE

Dialetologia e Geolinguística

1880
1880

Atlas Linguístico

da França ALF

“A Geografia Linguística é essencial para reconstruir a história das palavras, das flexões, dos agrupamentos sintáticos, de acordo com a distribuição de formas e tipos no presente.” (DAUZAT, 1922)

“A Geografia Linguística permite recriar as camadas de palavras muitas vezes soterradas pelo tempo, no espaço,

e identificar as leis que levaram a mudanças, a criações,

a associações, a viagens, à vida e à luta das palavras”.

(DAUZAT, 1922)

As cartas linguísticas transformam-se em um ‘inventário de formas’, segundo Brandão (2005, p. 11), proporcionando “uma visão dinâmica de cada fato descrito”.

Os atlas documentam as línguas e seus falares em sua face mais móvel e dinâmica.

O caminho percorrido pelas formas no espaço refaz o trajeto do homem e revela a organização e o papel o grupo na comunidade.

“Moreno Fernández (1998, p. 58) destaca que os dados recolhidos da realidade pela Dialetologia e Geolinguística permitem a “demonstração de que as palavras migram”. O registro dos fenômenos nas cartas linguísticas representa os caminhos trilhados pelas palavras, refazendo as etapas pelas quais elas avançam em determinada direção, bem como aquelas em que estacionam em determinados espaços e grupos.

O conhecimento profundo dos “aspectos históricos,

geográficos, ecológicos, socioeconômicos”, segundo

Brandão (2005, p. 27), pode orientar a pesquisa para a

obtenção de uma “visão global da dinâmica dos grupos

humanos que ali viviam”, e, assim, reconhecer os elementos que atuaram na composição do quadro de fenômenos que ali se apresentam.

Dialetologia e Geolinguística

Dialetologia Tradicional Monodimensional (GILLIERÓN)

Dialetologia Contemporânea

Pluridimensional (THUN)

J. Gillierón e E. Edmont selecionaram os informantes do Atlas Linguistique de la France (ALF), seguindo os critérios:

homem,

rural,

velho (ROM).

Numa perspectiva mais contemporânea, Abbé Jean Rousselot (1887) identifica o fenômeno da variação não só na dimensão

diatópica, mas também diageracional, diassexual e diastrática.

A pesquisa geolinguística compreende as seguintes etapas:

Seleção da rede de pontos;

Elaboração do questionário;

Coleta do material;

Registro do material colecionado em mapas que constituem os atlas;

Estudo e a interpretação do material proporcionado pelos mapas.

A metodologia da pesquisa dialetológica observa:

a rede de pontos onde serão desenvolvidas as investigações;

o questionário que será aplicado para recolha dos dados;

o informante a quem será aplicado o questionário;

o inquiridor, responsável pela realização das entrevistas.

A rede de pontos é reveladora dos objetivos do estudo, pois a escolha não é aleatória, mas representativa dos fenômenos da

variação observados em determinada área. Por meio da fixação

dos pontos, poderão ser identificadas áreas inovadoras, áreas conservadoras e áreas de dispersão e de irradiação linguística.

O questionário deve considerar a possibilidade de extrair as variantes a que o estudo se dedica.

As questões podem variar de acordo com a extensão do estudo, pois o questionário é o instrumento pelo qual se constituirá o corpus da pesquisa, além de informações relacionadas à história das localidades e as observações do inquiridor sobre o informante.

Segundo Chambers e Trudgill (1980, p. 24), a aplicação do questionário para o levantamento dos dados tem a vantagem de “garantir que os resultados de todas as entrevistas realizadas na pesquisa serão comparáveis”.

Atlas Linguístico do Paraná II (ALPR)

Atlas Linguístico do Paraná II (ALPR)

Antenor Nascentes (1923)

Antenor Nascentes

(1923)

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Áreas Linguísticas/ALERS

ESTUDOS GEOLINGUÍSTICOS DO Sul do

Brasil

Atlas Linguístico-Etnográfico da Região Sul

do Brasil/alers (2002)

Atlas Linguístico do paraná/alpr (1994)

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Estudo Geossociolinguístico da fala do

Oeste do Paraná