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Como Funciona uma

Distorção

O efeito preferido da maioria dos guitarristas e de alguns baixistas também é com


certeza a distorção. A distorção harmônica ocorre em TODOS os amplificadores, até os
Hi-Fi, no entanto neste ocorre distorção de baixa ordem e em baixa quantidade.

Primeiro, o que são harmônicos?

Harmônicos são freqüências derivadas de do 1º. Harmônico. Por exemplo, o A3 que é


referência mundial é o som gerado por 220Hz, ou seja 220 oscilações por segundo, é o
som que se ouve no telefone quando há linha e na maioria dos diapasões. Se gerarmos
uma onda cuja freqüência é o dobro do A3 teremos o harmônico do A3, que é o A4 que
é o som com 440Hz. Se fizermos o triplo teremos o E4 cuja freqüência é 660Hz. Se
pegarmos o quarto harmônico teremos A5 cuja freqüência é 1760Hz.

Vale lembrar que esses valores são aproximados, principalmente pois nem todos os
instrumentos usam a afinação de Pitágoras (ou afinação matemática). E também que
alguns países usam um A3 com uma freqüência levemente maior.

Os instrumentos geram muitos harmônicos além do 1º. Harmônico. Isso que diferencia
o TIMBRE do instrumento (desconsiderando a “pegada”do músico, é claro).

Se pegarmos uma guitarra veremos que ela gera bastante do 2º e 3º harmônicos.


Como? Simples, é só tocar os harmônicos naturais. Segue aí uma tabela:

Traste Harmônico Intervalo Exemplo (com a E3)


predominante
Corda solta 1º. 1ª. Justa E3
12 2º. 8ª. Justa E4
7 ou 19 3º. 5ª. Justa B4
5 ou 24 4º. 8ª. Justa E5
4* 5º.* 3ª. Maior* G#5*
3 (um pouco 8º.* 8ª. Justa* E6*
acima)*

*Não tenho muita certeza

Tá, mas o que isto tem a ver com a distorção?

Simples, a distorção é uma mudança na proporção dos harmônicos, ou seja, ela muda
o timbre do instrumento.

E como a distorção é gerada ou induzida?

Está aí uma questão complicada. Como eu já disse todos os amplificadores geram


alguma distorção, e normalmente ela é indesejável (pense num rádio que distorce,
seria ruim não?). Os amplificadores antigos não eram feitos para distorcer, tanto em
alguns era necessário colocá-lo no talo para gerar alguma distorção.

Leo Fender era técnico de rádios valvulados então ele devia fazer seus amps pensando
em sons limpos Hi-Fi e não em sons heavy =]. Depois vieram uns fenders com maior
ganho, mas no começo (1950) eles eram feitos só para sons limpos.

Mesmo assim por não serem projetados para tal a distorção não era a que alguns
guitarristas queriam. (Não estou dizendo que um fender distorcido seja ruim, mas
alguns queriam poder distorcer sem ficar surdos =) Digo isso pois não havia
amplificadores máster-volume, então só havia um controle de ganho (imaginem um
pedal de distorção sem o controle level).

Alguns músicos cortavam os falantes de seus amps para gerar distorção, algo muito
corajoso e interessante, mas NÃO façam isso, é praticamente irreversível e o resultado
não vale tanto a pena. Mas eu os admiro pela “pesquisa e tentativa” mesmo que não
tão científica.

Depois vieram os amplificadores como o JCM que tinham bastante ganho no pré que
geravam distorção no pré, mas também geram no power. E também os pedais de fuzz.

Ai vieram os máster-volume que são amps que tem a distorção do pré e um controle
para o máster. Então as válvulas que iam “no talo” eram as do pré. Há ainda muita
história, como os racks, os pedais mas vou parar por aqui.

Os tipos de distorção

Não há um consenso dos “tipos” de distorção, principalmente pois não há uma barreira
separando um overdrive de uma distorção, mas há pelo menos o que costuma-se
designar. Mas não leve tão a sério tudo o que está aqui

• Crunch: distorção leve, sendo que dá para tocar alguns acordes abertos sem
problema.
• Overdrive: um pouco mais do que crunch, mas ainda leve. Os pedais de OD
geralmente tem um filtro de graves para tornar o som mais agradável, no
entanto o som não é tão pesado.
• Fuzz: é o nome dado aos primeiros pedais de distorção o som não tinha muitos
filtros, principalmente pois os transistores eram tecnologia nova e não havia
como saber como “emular” uma válvula.
• Distorção: esse é o termo genérico, normalmente se usa como sendo o Hard
Clip, mas alguns pedais são considerados distorções por distorcerem o som e
não por serem hardclip.
• Distorção de pré: é aquela gerada pelas válvulas do pré (ex. 12AX7, 12AU7,
12AY7, etc). Ela é muito mais facilmente gerada pois as válvulas do pré não
podem amplificar apartir de um ponto e então o sinal distorcido é levado ao
power, se o master estiver baixo a distorção ouvido será majoritariamente do
pré.
• A distorção do power: é a mais desejável pois ela é “limpa”, ou seja, o som é
bem transparente e musical, além disso a dinâmica é muito mais acentuada
nele, pois ele vai distorcendo mais gradualmente que as válvulas de pré e
MUITO mais gradualmente que aparelhos de estado sólido. No entanto isto só é
conseguido com volumes altos.

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Distorção fisicamente

O sinal original seria a onda amarela, a azul um overdrive e uma distorção a verde.
Sabemos que o sinal da guitarra não é senoidal, mas para experiência e didática
usaremos o sinal assim.

O sinal é “amassado” pois o circuito não pode amplificar infinitamente, no “limite” ele
corta.

Agora veremos um outros exemplos.

Sinal “clean”
Drive assimétrico

Drive simétrico
Hard Clip Assimétrico

Hard Clip simétrico

Podem notar como esse último exemplo deixa a onda quase como uma onda quadrada
né? O som da onda quadrada é interessante, mas caso haja intermodulação o som
pode ficar muito desagradável. Veremos o que é intermodulação mais tarde.

Mas não confundam! Distorcer não é o mesmo que transformar em ondas quadradas!
Ondas quadradas podem ser ouvidas com um teclado na voz Square Lead, e não se
parece nada com um som de guitarra.

O ideal é "achatar" o sinal, mas sem pontas, como as válvulas fazem.

Por quê soam bem ou mal?

Algumas distorções são consideradas ZOOMbidos (sic) outras parecem ter algum efeito
mágico. Mas o que será que faz o som ser bom ou ruim?

Isto pode ser MUITO subjetivo, visto os inúmeros estilos musicais e gostos
musicais.Além disso pode-se usar mais de um tipo de distorção ou pedais diferentes
para conseguir texturas únicas.

Os problemas mais comuns em pedais de distorção são:

• Ter um som embolado


• Ter um som “ardido”
• Som magro
• Som de zumbido
• Falta de dinâmica
• Intermodulação

Embolado
Esse é de longe o problema que mais se reclama. Esse problema pode ser causado por
muitas coisas. Normalmente é porque o pedal “clipa” demais as freqüências graves, e
essas geram distorções menos agradáveis.
Na verdade eu não sei porque o som fica ruim, acho q deve ser porque nos graves vc
consegue ouvir as intermodulacoes somadas e subtraídas. Mas eu não tenho certeza.
Eu sei que nos Fuzz o som não é filtrado, por isso o som é meio embolado, melhor para
bicordes e solos monofônicos.
Ardido
O som ardido é causado por um excesso de agudos, principalmente os agudos surgidos
dos harmônicos da distorção. Depois eu vou explicar como resolver isso.
Som magro
Som magro é causado pela falta de graves e/ou médios. Não confundir com excesso de
agudos. O som pode ser magro e não ser ardido.
Zumbido
Som de zumbido pode significar duas coisas. O hum e o fizz. O hum é o chiado da rede
elétrica. Em alguns lugares (Brasil) a freqüência é 60Hz e em outros é 50Hz (Portugal).
Usar fontes de boa qualidade e aterramento resolve boa parte desse problema. O fizz é
aquela distorção que você ouve com pedais ruins, plugando a guitarra num radinho ou
colocando um compressor e uma distorção seguidas sem regular direito.
Falta de dinâmica
Dinâmica é a interação da pegada com o instrumento. Se você toca forte o som sai
mais forte ou mais distorcido e se mais fraco o som sai mais baixo ou limpinho. Toque
num valvulado plugando a guitarra direto e você saberá do que eu estou falando.
Eu particularmente gosto de ter um som bem “dinâmico”, então esse quesito é bem
importante para mim. Compressores tendem a diminuir a dinâmica, aliás essa é a
função deles. MsS por outro lado tem gente que gosta de mais de um som mais estável
ou com mais sustain. Então a falta de dinâmica não lhes faz falta.
Intermodulação
Intermodulação ocorre quando 2 ou mais “notas” (freqüências) são amplificadas. As
freqüências se somam e subtraem etc... enfim interferem umas com as outras.
Como já foi visto todo instrumento gera várias freqüências quando uma nota é tocada.
Mas como são harmônicos que caem quase exponencialmente (diminuem para caramba
com a ordem) então só são audíveis os de baixa ordem. Então para notas sozinhas não
há muita intermodulação. Mas para um acorde aberto já pode ser um problema.
Intermodulação é o que faz um acorde aberto soar desagradável ou embolado com
distorção.

Agora que sabemos aspectos qualitativos dos pedais de distorção podemos ver
aspectos mais quantitativos.

Esquema de distorção
Primeiro vamos começar por um esquema em blocos, para entender o que acontece
com o som. Este é um esquema genérico e não pode ser aplicado a todos os pedais. No
entanto imagino que sirva para 80% dos pedais por ai.

Input
Input Buffer/ Pré-EQ
Amplificação
Clipping
Output Buffer/Pos-EQ
Output

Primeiro o som entra no pelo pedal.

Em alguns pedais o som passa por um buffer para diminuir a impedância do sinal.

Logo após isso ele passa por um equalizador.

O som em seguida é amplificado, mas nem todas as freqüências são amplificadas por
igual (normalmente se amplificam mais os agudos).

O sinal agora é clipado, ou seja, ele é, como vimos antes, “amassado”. É nesse
“estágio” que o som é “distorcido”.

Agora o som é equalizado denovo e passa por um outro buffer. Alguns pedais mais
simples não tem esse buffer.
E por último há a saída que é o Jack de saída do pedal.

Vejamos então um pedal genérico.

Input Buffer / Pré EQ

Aí estão 3 tipos comuns de Input buffer/Pré EQ

Mas peraí! Não estou vendo um equalizador!

Mas há!

A diferença é que esse equalizador quase nunca é “regulável”, na maioria dos casos ele
é fixo e bem sutil.

1 No primeiro caso não há buffer. O resistor serve para “estabilizar” a impedância e os


capacitores para equalizar. O ligado ao terra corta os agudos (“aterra os agudos”) e o
ligado ao output corta os graves (“filtra os graves”).
2 e 3 No segundo e no terceiro há o buffer (no 2 é um BJT e no 3 é um FET), ambos
capacitores podem cortar os graves, mas geralmente, se algum deles cortar, será o
ligado ao output, pois buffers de entrada são usados normalmente quando o
chaveamento do pedal é feito por Fets e o buffer serve para casar a impedância.

Mas não adiantaria eu dizer que não gosto dos buffers comuns se não houvesse uma
alternativa. Nos pedais eu costumo usar a simulação dele e trocar o buffer pelos
capacitores equivalentes.

Há também a possibilidade de um buffer incomum, que na verdade amplifica o sinal um


pouco. Esse seria um buffer semelhante ao Fetzer Valve (do www.runoffgroove.com),
mas com menos peças e ganho.

O 2N5457 pode ser substituído por um J201 ou semelhante.

O sinal fica com 1.6 a amplitude inicial aproximadamente e sua impedância cai para
menos de 10kOhms. É interessante para um pedal com ganho humilde ter um buffer
desses na entrada. Seria como ter um tube screamer como booster ou até um captador
de alta saída.

Experimentar não dói.

Amplificação
Aqui está um estágio de amplificação com um amplificador operacional.

É aqui onde se amplifica o sinal para “saturá-lo”.

Como se regula o “ganho”?

Simples, o “ganho” é dado por (Rvar+Rfix)/R1 e/ou por (Rvar+Rfix)/R2

A maioria dos pedais não tem o R2 e o C2, mas para tornar o tutorial mais completo
achei melhor colocar. Alguns dos pedais que usam esses R2 e C2 são o Blues Breaker e
o Proco Rat.

C1 e C2 regulam as freqüências que serão amplificadas e o R1 e R2 o quanto elas serão


amplificadas. Então usando o grupo capacitor+resistor 1 e 2 podemos amplificar 2
faixas de freqüências “independentemente”. Quanto menor o valor do capacitor mais
aguda será a “faixa” amplificada. Quanto menor o capacitor maior o “ganho”

Rfix é como um “ganho mínimo”, quanto maior o seu valor mais alto será seu ganho
mínimo.

Rvar seria o knob de ganho do pedal

O CI é um fator que pode influenciar bastante no desempenho do seu pedal. Por


exemplo, alguns dizem que o 4558 dos TS808 é muito melhor do que o que vem nos
TS9. Ou que o âmago do som do Rat está no LM308.

Eu não chego a dizer que está lá, pois assim estaria desprezando todo o trabalho dos
projetistas no resto do pedal. E dando um crédito a projetistas de CI que muitas vezes
não tinham o mínimo propósito em fazer boas distorções, aliás, eles evitam distorções
ao máximo.

Mas uma coisa é fato. Cada CI dás sua “personalidade” ao som, mesmo que sutil. Outra
coisa que o CI pode influenciar é na relação ruído/som. Por exemplo, um CI mais
moderno como o TL081 tem muito pouco chiado, já um LM741 é conhecido pelo seu
característico chiado.

Nessas horas vale usar um soquete e experimentar.

CI’s comuns são

Opamp Simples: LM741, LM308, TL081, TL091, TL071 etc

Opamps Duplos: 4558, 4559, TL072, TLC2262, OPA2134

Não é comum se usar quad opamps.

Clipping

Nesse “estágio” é que o som distorce “pra valer”, é aqui que o som é “amassado”

O comum é o som passar por diodos para o seu “topo” ser “retificado” ou seja cortado.

Primeiro eu vou ter que dar um pouco de teoria.

Os diodos semicondutores são componentes que só conduzem eletricidade para uma


direção. Mas como quase tudo na vida, eles não são perfeitos. Aliás, algumas dessas
“imperfeições”ajudam a dar uma distorção legal.

Primeiro ele não conduz totalmente quando está conduzindo, ele tem uma certa
resistência, então ele tem um limite de corrente dependendo de seu tamanho. O
germânio é pior que o silíco nesse quesito. Isso é legal na distorção, pois se ele
retificasse completamente apartir de um ponto nos perderíamos muito do som, e em
vez de “amassar” ele iria simplesmente cortar a parte de cima, então perderíamos
freqüências e com isso o timbre da guitarra.

Segundo, a tensão deve ser maior do que um valor específico para cada material para
ele funcionar. O do silício é aproximadamente 0,7V, do Ge é 0,3V e dos Leds podem
variar. Eu nunca vi diodos de Carbono e também não sei o seu valor, mas seria possível
fazer um diodo com ele. Isso é bom pois se apartir que U>0V ele conduzisse não
poderíamos usar esses diodos para o pedal, pois ele iria “aterrar” o sinal inteiro.

O terceiro seria que eles sofrem diferenças de operação com a temperatura, mas isso
não afeta tanto para nossos propósitos.

Agora seguem os dois “estágios” de clipagem mais comuns.


O primeiro costuma ser encontrado em pedais de overdrive e o 2º em pedais de
distorção, mas não é uma convenção, até porque não há convenção na diferença entre
essas “distorções”.
1 – Esse vai ser o estilo de notação que usarei nesses exemplos;

2 – Esse seria um estagio assimétrico em que se corta mais um lado da onda do que
outro;

(uns dizem que dá um som mais de valvulado que o simétrico. Verdade? Não sei dizer.
Interessante? Bastante. Uma coisa é clara, um estágio assimétrico gera harmônicos
pares, o que não ocorre no simétrico)

3 – Esses seria um simétrico com uma tensão de joelho será maior, logo o som será
menos distorcido, mas com o volume maior

4 – Simétrico com tipos diferentes de diodos. Pode? Claro. =]

5 – Estágio assimétrico com resistor.

6 – Quem sabe até um potenciômetro para controlar a “assimetricidade” do estagio.

7 – É um capacitor que define as freqüências que seriam clipadas. Isso poderia impedir
das baixas freqüências cliparem.
8 – Capacitor de 47pF até uns 220pF para retirar um pouco do ardido do som.

9 – Um resistor para diminuir a clipagem.

10 ? - Sim, no mundo do DIY você pode criar seu próprio estágio. Mas claro, ninguém
garante que ficará bom. Você pode misturar vários conceitos, e fazer um pedal só seu
que sirva para o seu som “assinatura”.

A seguir 2 tipos incomuns de clipagem. O primeiro seria para ter o som de um FET num
pedal de distorção normal. E o segundo usa diodos zener. Os amps SS da Crate usam
essa clipagem, mas tem um problema, o som tem que ser BEM mais amplificado, então
talvez só com uma pilha de 18V e mais ganho você consiga mais overdrive.

Post EQ / Ouput Buffer

Para evitar que o som seja embolado os pedais de distorção amplificam mais os agudos
do que os graves. Mas depois do som estar “clipado” é bom que haja algum sistema
para domar esses agudos monstruosos.

Para isso serve o Post-EQ. Mas a equalização aqui normalmente é regulável. As vezes
por um controle de Tone, as vezes por uma equalização com mais bandas, ou as vezes
nem é equalizada.

O Output buffer serve para diminuir a impedância do sinal, ou seja, preparar para o
sinal ir pelo cabo até o amplificador. Com menor impedância o “aproveitamento” do
sinal será melhor e haverá menos perdas no cabo.
1 – Este é o encontrado no TS e no SD-1, o C1 corta uma boa parte dos agudos, mas
ainda deixa ele agudo, o R2(tone pot) regula o resto que vai ao C4 para também ser
cortado, apartir daí o som segue até o R9 (level pot) onde se regula o level do pedal.
Depois tem um buffer em transistor.

2 – Este é o tone do RAT, aliás é um filter, que funciona ao contrário, quanto maior o
valor do filter, mais os agudos são filtrados. Pois a freqüência que passa pelo capacitor
depende da impedância do sinal e da capacitância do capacitor, modificando a
impedância a freqüência muda. Logo após há um buffer em FET, e o Pot de level.

3 – Este é o mais simples, e não contém nem buffer nem tone. Alguns pedais mais
simples são assim. Acredite ou não o Distortion+ usado por Randy Rhoads era assim.
(Mas no caso dele ele usava o pedal mais como um booster).

4 – Esse seria um melhoramento do 3, onde o R23 controla o Tone do pedal.

5- O 5 seria um equalizador que simula o equalizador de um amplificador. O


equalizador no caso seria a lá Marshall. Com o equalizador depois de um cathode
follower. Só que no caso é um FET e não uma 12ax7.
Input/Output

Parece óbvio, mas as vezes para melhorar o som, não basta o pedal e sim o que vem
antes e depois, que no caso seriam a guitarra e o amplificador. Não basta um pedal
super incrementado se o amp for vagabundo a guitarra uma porcaria e o cabo nem se
fala.

Acho que isso não era necessário, mas de qualquer jeito: pense nisso.

Divisor de tensão/Fonte

Fonte e divisor de tensão podem não fazer a mínima diferença no seu som, e se não
fazem isso é bom. Uma boa fonte e um divisor de tensão bem projetados vão fazer o
seu som ser mais cristalino e sem chiados. Vale a pena usar uma fonte regulada, a
diferença é perceptível até para os destreinados.

A tensão que chega ao pedal também limita o que convenia-se a chamar de


"headroom". Que seria como o limite do amplificável. Um opamp que recebe 9V não
pode amplificar mais do que 9V senão ele acaba clipando.

Ai vai um divisor de tensão comum só para constar.