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O TRABALHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM ENFOQUE

ERGONÔMICO

Clarissa Stefani Teixeira1


Rogê Roberto Foschi2
Érico Pereira Gomes Felden3

RESUMO: O presente estudo buscou verificar as condições ergonômicas em ambiente escolar


e associar as queixas musculoesqueléticas com as posturas assumidas durante as atividades de
trabalho. O estudo foi realizado em uma escola de educação infantil da região de Florianópolis
– Santa Catarina – Brasil. O trabalho foi focado em uma professora do gênero feminino –
graduada em pedagogia – com idade de 47 anos e tempo de atuação profissional, neste contexto
de trabalho, de 18 anos. Os principais problemas associados ao trabalho da educação infantil
dizem respeito aos mobiliários e equipamentos serem projetados para a faixa antropométrica de
alunos de quatro a sete anos de idade o que acaba prejudicando o correto posicionamento
corporal da professora. Além disso, mesmo que o trabalho seja realizado em pé, sentado ou
agachado, as posturas observadas não favorecem as estruturas osteomioarticulares. Pois, na
maioria das vezes, foram encontradas posições em inconformidade com a literatura. Sugere-se
que ações corretivas e preventivas sejam aplicadas no contexto da atividade laboral de forma a
reduzir ou ainda minimizar as queixas de dor/desconforto relatadas pela professora.

Palavras-chave: Ergonomia. Educação infantil. Queixas musculoesqueléticas.

1 INTRODUÇÃO
A ergonomia se conceitua, como uma disciplina científica que trata da compreensão das
interações entre os seres humanos e outros elementos de um sistema, e a profissão que aplica
teorias, princípios, dados e métodos, a projetos que visam otimizar o bem-estar humano e a

1Doutora, Departamento de Engenharia do Conhecimento, Universidade Federal de Santa Catarina, Santa


Catarina, Brasil. E-mail: clastefani@gmail.com.

2 Graduado, Departamento de Engenharia de Produção, Faculdade Sociedade Educacional de Santa Catarina


(SOCIESC), Santa Catarina, Brasil. E-mail: rogefoschi@gmail.com.

3Doutor, Departamento de Educação Física, Universidade do Estado de Santa Catarina, Santa Catarina,
Brasil. E-mail: ericofelden@gmail.com.

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performance global dos sistemas (INTERNATIONAL ERGONOMICS ASSOCIATION – IEA,
2009).
As aplicações desta ciência, na maioria das vezes, se dão principalmente dentro da
indústria, onde são identificados muitos estudos associados às especialidades da ergonomia, ou
seja, à ergonomia física, a ergonomia cognitiva e a organizacional (GRANT; HABES;
TEPPER, 1995; PEREIRA, 2008; MATEUS JÚNIOR; TEIXEIRA; MERINO, 2010;
TEIXEIRA, 2010; MERINO; TEIXEIRA, 2010; GUO et al., 2011). No entanto, muitas são as
possibilidades de inserção de trabalhadores e consequentemente estes devem ser assistidos
principalmente quanto às questões relativas à segurança e medicina do trabalho, conforme
especificações das Normas Regulamentadoras que vigoram no Brasil (BRASIL, 1978a). Na
verdade, cabe legalmente aplicação ergonômica – associada à segurança e medicina do trabalho,
a todos aqueles trabalhadores regidos sob a Consolidação das Leis do Trabalho (BRASIL,
1978a).
As necessidades de intervenções sob enfoque da saúde e segurança do trabalhador
buscam, de maneira geral, minimizar os prejuízos associados à realização das atividades de
trabalho. Neste sentido, a ergonomia, considerando a legislação vigente que trata da Norma
Regulamentadora 17 – Ergonomia – visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das
condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a
proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente (BRASIL, 1978b).
Especificamente tratando do ambiente escolar, autores como Grant, Habes e Tepper
(1995), Guo et al. (2011) indicam inadequações ergonômicas no trabalho de professores. No
entanto, pode-se dizer que normalmente estes ambientes são desassistidos de estudos/laudos
ergonômicos e consequentemente não seguem as indicações contidas na legislação de forma a
identificar os problemas sejam físicos, cognitivos e/ou organizacionais.
Assim, a busca de soluções de compromisso na tentativa de evitar ou ao menos abrandar
os quadros de doença não estão presentes na maioria desses ambientes. Entretanto, a escola é
uma “indústria complexa” (ALEXANDER, 2001) que envolve diversas atividades que
potencializam principalmente a ocorrência de problemas de saúde e desta forma é um ambiente
importante e necessário de ser avaliado e monitorado.
Este estudo justifica-se pelo fato de que ao mesmo tempo em que estas evidências estão
presentes neste campo de atuação profissional, observa-se que estudos que busquem a
investigação do trabalho docente de professores da educação infantil ainda são escassos e

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apresentam uma lacuna de conhecimento no que tange os problemas ergonômicos enfrentados
por estes profissionais. Além disso, pode-se dizer que os efeitos encontrados com as condições
de trabalho são observados além dos momentos destinados a ele, como por exemplo, durante
as atividades de lazer.
Baseando-se nestas premissas o presente estudo teve o objetivo verificar as condições
ligadas a ergonomia física, em ambiente de educação infantil, de forma a associar as queixas
de dor/desconforto percebidos pelos professores.
O presente artigo se encontra organizado nas seções de metodologia, revisão bibliográfica
sobre a temática do estudo, resultados e discussão, considerações finais e referências.

2 METODOLOGIA
O presente estudo foi realizado em uma escola da região de Florianópolis – Santa Catarina
– Brasil. Nessa escola se considerou como unidade de análise uma sala de aula da educação
infantil com atividades desenvolvidas em período vespertino.
O trabalho foi focado em uma professora do sexo feminino – graduada em pedagogia –
com idade de 47 anos e tempo de atuação profissional, neste contexto de trabalho, de 18 anos.
As características da professora podem ser assim definidas: estatura corporal de 1,63 m e massa
corporal de 58 kg.
Para a identificação do processo de trabalho (atividade) foi utilizada a metodologia da
Análise Ergonômica do Trabalho (AET) proposta por Guérin et al. (2001). Para a realização da
AET foi seguida as indicações de Santos e Fialho (1997) que indicam a necessidade de
referências bibliográficas sobre o homem em atividade de trabalho, a coleta de dados (que foi
feita por meio de observação do trabalho e diálogo com a professora), e a formulação de
hipótese que permitem o avanço para a próxima fase constituindo assim o diagnóstico da
situação de trabalho. A Figura 1 ilustra as fases da AET que foram consideradas para a
realização da presente investigação.

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Figura 1 – Etapas da Análise Ergonômica do Trabalho

Fonte: Adaptado de Santos e Fialho (1997)

As queixas musculoesqueléticas foram verificadas por meio do instrumento do mapa


corporal (KOURINKA et al., 1987; ENGQUIST; ØRBAEK; JAKOBSSON, 2004). Este
instrumento foi adaptado culturalmente para a língua portuguesa por Barros e Alexandre
(2003), apresentando uma confiabilidade variando de 0,88 a 1 segundo o coeficiente de Kappa
e validado por Pinheiro, Tróccoli e Carvalho (2002) mostrando bom índice de validade
concorrente para a versão brasileira.
O instrumento utilizado (autoaplicado) apresenta uma figura humana com vistas de costas
e com vistas de frente. As questões relacionadas a cada área anatômica verificam a presença de
dores nos últimos 12 meses e nos últimos sete dias que se associam as atividades de trabalho,
ou seja, a educação das crianças.
Além disso, esse instrumento investiga se os indivíduos ficaram impedidos de exercer
suas atividades normais (BARROS; ALEXANDRE, 2003) e se houve necessidade de
impedimento das atividades profissionais. Para cada região foi considerada quatro intensidades
de queixas, sendo: sem queixas, queixas leves, queixas moderadas e queixas intensas.
Considerando-se a utilização do questionário, optou-se por definir sintomas osteomusculares
como o autorrelato de dor, desconforto, formigamento ou dormência.

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3 A TEMÁTICA DO TRABALHO
Os riscos ocupacionais, segundo muitos autores, estão presentes em diversas profissões e
na atividade dos professores estas indicações não são diferentes (PEREIRA, TEIXEIRA,
LOPES, 2013; PEREIRA et al, 2014a; 2014b). Dentre os problemas apontados pela literatura
são evidenciados principalmente os aspectos físicos (REIS; REIS; MORO, 2005) e os aspectos
quanto aspectos cognitivos (PEREIRA; TEIXEIRA; LOPES, 2013). Entretanto, os estudos em
sua maioria focam na atividade de professores da educação básica (MANGO, et al. 2012;
PEREIRA, et al., 2014); e do ensino universitário (LIMA JÚNIOR; SILVA, 2014).
O estudo com foco em professores da educação infantil ainda se encontra abrandado pela
literatura. Todavia, a literatura indica que os aspectos físicos de uma sala de aula para crianças
são diferenciados daquela utilizada para jovens-adultos (REIS; REIS; MORO, 2005) o que pode
influenciar negativamente a atuação dos professores no que tange os sintomas osteomusculares.
Neste sentido, o estudo de Reis, Reis e Moro (2005) demonstrou que a adoção de um
único modelo de mobiliário para escolares de sete a 17 anos não atende as especificações
ergonômicas, pois os padrões antropométricos destes indivíduos não são compatíveis com as
dimensões do mobiliário utilizado, proporcionando a adoção de posturas incorretas e
desconfortos corporais. O caderno técnico desenvolvido por Bergmiller (1990) e idealizado
pelo próprio Ministério da Educação já indicava preocupações com o mobiliário escolar e as
diferenças corporais (antropometria) de crianças nas diferentes faixas etárias (Figura 2).

Figura 2 – Representação esquemática do desenvolvimento das partes do corpo humano de crianças


em diferentes faixas etárias

Fonte: Bergmiller (1990)

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De fato, na educação infantil os mobiliários são adaptados para crianças que e,
consequentemente apresentam dimensões diferentes de adultos ou ainda adolescentes. Assim,
importante demonstrar que as disparidades entre indivíduos de sete a 17 anos, ou ainda adultos.
O estudo de Bergmiller (1990) apresentou que a adoção de padrões diferenciados, em função
da antropometria, permite o atendimento aos requisitos ergonômicos da postura sentada de
alunos (Figura 3). Entretanto, a interação dos professores nestes ambientes ainda precisa ser
investigada.

Figura 3 – Padrões corporais diferenciados e adequação do mobiliário escolar

Fonte: Bergmiller (1990)

Reis et al. (2002) já discutem que o uso da média na construção de mobiliários escolares
pode ser uma ilusão ao conforto e a saúde e vai ao encontro dos esforços do Ministério da
Educação que apoia a aplicação das Normas Regulamentadoras Brasileiras - ANBT. Assim, é
válido ressaltar que o trabalho deve ser então adaptado ao homem (IIDA, 2005) e, desta forma,
no caso dos professores, deve haver esforços em conscientizar esses profissionais que as
posturas adotadas no trabalho podem ser preditoras das doenças de ordem musculoesquelética
apresentadas.
Autores como Grant, Habes e Tepper (1995), Paschoarelli et al. (1998), Elali (1999),
Souza, Avila e Nunes (1999), Moro (2000), Pereira e Fornazari (2005) já realizam estudos com
enfoque nas adequações do ambiente escolar considerando a antropometria de seus usuários –
alunos.
O estudo de Alexandre et al. (2009) indica a importância do espaço físico e arranjo
espacial das salas de aula considerando o dimensionamento de seus estudantes. Como exemplo
dessas informações, os autores citam, por exemplo, tamanho de móveis e equipamentos que

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devem ser organizados de acordo com os interesses e necessidades da criança de cada faixa
etária. Entretanto, na mesma linha de autores Reis et al. (2002) e Reis, Reis e Moro (2005),
Alexandre et al. (2009) indicam neste ambiente projetado para atender à criança convivem dois
segmentos – a criança e o educador – e o espaço deve também proporcionar conforto e bem-
estar ao educador para a realização do seu trabalho.
Enquanto as dimensões de mesas, por exemplo, para indivíduos adultos devem estar com
profundidade de variam entre 60-80 cm e altura (IIDA, 2005), as cadeiras de crianças
apresentam dimensionamentos de 34 cm, por exemplo. Mesmo que os professores não façam
uso dessas cadeiras efetivamente para sentar, observa-se que as interações entre professor-aluno
necessitam de ajustes corporais que desfavorecem as estrauturas mioarticulares do professor –
os chamados constrangimentos corporais.
Para Talmasky (1993) os espaços de trabalho projetados sem considerar as características
morfológicas da população usuária, que no caso da educação vai além de seus alunos e abrange
os professores, provoca reações inseguras no seu uso e na sua manipulação e consequentemente
favorece acidentes e problemas de saúde que podem ser fatais para a continuação das atividades
de trabalho. Os problemas músculo-esqueléticos da profissão de professores, nos diferentes
níveis de ensino, já foram retratados pela literatura (CARVALHO, 2006; CARDOSO, et al.,
2009; FERNANDES, DA ROCHA e RONCALLI DA COSTA-OLIVEIRA, 2009; BRANCO
et al., 2011).

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Considerando a Análise Ergonômica do Trabalho, pode-se dizer que as atividades são
desenvolvidas pela professora no período vespertino (das 13h10min às 18h10min). Na sala de
aula em que a professora realiza as atividades há presença de 18 crianças. Outras salas de aula
da mesma escola apresentam variações de alunos (tanto para um número menor quanto para um
número maior de alunos; além disso, as idades dos alunos são diferenciadas, pois os mesmos
se encontram em outros níveis de ensino).
As atividades realizadas em ambiente escolar apresentam uma gama de possibilidades
que ainda não foram descritas pela literatura de forma detalhada. Diferentemente de outros
níveis escolares, a prática com a educação infantil apresenta atividades diferenciadas para cada
dia na semana considerando um mesmo profissional – a professora da turma. Na verdade, a
formação da pedagogia permite essa gama de possibilidades dentro da sala de aula.

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O trabalho é dividido basicamente em seis etapas que variam em função dos dias na
semana e dos horários dentro do turno de trabalho. As atividades desenvolvidas pelos
professores são ligadas as diversas áreas de conhecimento, sendo: alfabetização, matemática,
natureza e sociedade, culinária, artes, teatro, música e educação física. Basicamente tanto o
início quanto a finalização de cada atividade são controlados em função dos horários já
predeterminados pela Instituição. Porém, em alguns casos, como culinária, artes, música, teatro
e educação física as atividades são realizadas apenas uma vez na semana. As atividades de
organização, alfabetização, matemática e natureza e culinária são realizados com frequência
diária. Todas as atividades propostas apresentam duração de 50 minutos cada, seguindo outros
níveis de ensino (quanto ao tempo de execução).
Os professores apresentam intervalo de 20 minutos (das 16h às 16h20min). Neste
momento, as crianças brincam de jogos em sala com as assistentes e os professores são liberados
para realizarem atividades próprias, ou ainda para alimentação e banheiro, por exemplo.
Alexandre et al. (2009) indicam que a ação do educador, dentro e fora da sala é
influenciada pela filosofia do programa da instituição e pela faixa etária das crianças com quem
atua. No caso da educação infantil, os professores têm menor envolvimento em função das
assistentes que ficam com as crianças nos momentos de intervalos. Assim, observando as
atividades realizadas pelos profissionais da área da educação infantil pode-se dizer a legislação
vigente não define nenhuma diferenciação de pausas, sendo assim adotada uma única em uma
jornada de aproximadamente cinco horas de trabalho em sala de aula.
O Quadro 1 ilustra as atividades em função dos dias da semana e seus respectivos horários
de início e fim.

Quadro 1 – Atividades escolares considerando os dias da semana e seus horários


ATIVIDADES Horário Seg. Ter. Qua. Qui. Sex.
Organização4 13:10 às 13:30 X X X X X
Alfabetização5 13:30 às14:20 X X X X X
Matemática6 14:20 às 15:10 X X X X X

4 Início do dia; chamada, calendário, planejamento do dia, hora da conversa, hora da surpresa,
aniversariantes etc. Preparo para a saída: avaliação do dia.
5 Linguagem oral, leitura, escrita (incluindo as atividades propostas no Caderno do aluno), pesquisa em

jornais e revistas, atividades com as letras, móveis, jogos, exercícios de coordenação motora fina etc.
6 Atividades propostas no Caderno do aluno, pesquisa em jornais e revistas, trabalho com materiais

estruturados (Cuisinaire, Blocos Lógicos), contagem, medidas, jogos, escrita de numerais etc.

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ATIVIDADES Horário Seg. Ter. Qua. Qui. Sex.
Natureza e sociedade7 15:10 às 16:00 X X X X X
Culinária8 16:20 às 17:10 X
Teatro9 16:20 às 17:10 X
10 16:20 às 17:10 (Seg a Qua)
Hora do conto X X X X X
17:10 às 18:00 (Qui e Sex)
Artes11 17:10 às 18:00 X
Música 17:10 às 18:00 X
Educação Física
17:10 às 18:00 X
(movimento)
Fonte: Elaborado pelos autores

De maneira geral, muitos dos problemas encontrados com o trabalho dos professores vêm
sendo associado às condições de trabalhos aos quais os mesmos estão inseridos. Considerando
os problemas de ordem ergonômica, foram observados que no ambiente da educação infantil
há agravos ocasionados principalmente pelas características de mobiliários que os alunos fazem
uso e que influenciam o posicionamento adotado pelos professores.
Neste contexto, pode-se afirmar que há conformidade entre mobiliários e alunos. Além
disso, as normas brasileiras (NBR14006: Móveis escolares – Assentos e mesas para instituições
educacionais – Classes e dimensões (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS – ABNT, 1997a); NBR14007: Móveis escolares – Assentos e mesas para
instituições educacionais – Requisitos (ABNT, 1997b)) realizam as indicações necessárias
visando à segurança dos alunos e qualidade dos equipamentos escolares.
Para indivíduos adultos as dimensões não permitem um correto ajuste postural dos
professores, uma vez que, muitas vezes os mesmos fazem uso dos equipamentos dos escolares
e/ou, necessitam fazer ajustamentos corporais para a interação com os alunos, assim como
demonstra a Figura 4.

7 Ciências, História e Geografia: atividades propostas no Caderno do aluno, pesquisas, jogos, passeios de
reconhecimento e investigação, experiências, entrevistas, construção de maquetes relacionadas aos temas
estudados etc.
8 Receitas propostas no Caderno do aluno e outras que sejam selecionadas pela escola.
9 Dramatizações, teatro de sombra, de fantoches etc.
10 Atividades com livro de histórias, na classe ou na biblioteca, incluindo o trabalho com as histórias

recomendadas no Caderno do aluno.


11 Inclui propostas no caderno do aluno.

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Figura 4 – Ajuste corporal do professor para realizar interação com aluno

Fonte: Elaborado pelos autores

Estudos como o de Reis, Reis e Moro (2005) já demonstram que a adoção de um único
modelo de mobiliário não atende as especificações ergonômicas e, de fato, quando professores
são avaliados na interação com mobiliários adequados a alunos pode-se dizer que há um
descompasso entre a saúde de discentes e docentes. De maneira geral, o presente estudo
corrobora com os achados de Reis, Reis e Moro (2005) que indicou que os mobiliários
utilizados por crianças de quatro a seis anos (Figura 5) não podem ser utilizados, sob nenhuma
condição, por professores, ou seja, por adultos. Entretanto, os dados indicam que não apenas o
uso é prejudicial, mas a própria necessidade de ajustes posturais para a interação com os alunos
é fator crítico para a manutenção dos aspectos ligados a saúde física.
Assim como indicam Reis et al. (2002), Reis, Reis e Moro (2005), Alexandre et al. (2009)
os espaços da escola devem também proporcionar conforto e bem-estar ao educador para a
realização do seu trabalho.

Figura 5 – Mobiliário da educação infantil

Fonte: Elaborado pelos autores

Na prática, se observam postos de trabalho que não contemplam ou não se associam a


antropometria de seus profissionais – os professores. Considerando os estudos já realizados na

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literatura, há indicativas de que a infraestrutura das escolas é um dos fatores que podem gerar
problemas nos professores (ANDRADE, 2012).
Especificamente avaliando as atividades de professores da educação infantil, no presente
estudo foram observados que na maioria do tempo há necessidade de que o professor
desenvolva suas atividades junto às cadeiras e mesas dos alunos. Mesmo que o profissional
tenha uma mesa e cadeira dentro da sala de aula, adaptada a suas dimensões observa-se que na
maioria do tempo o mesmo fica em função dos alunos e não se mantém em seu “posto de
trabalho”.
Uma das problemáticas das atividades realizadas junto a equipamentos que não estejam
adaptadas ao corpo humano do trabalhador se associa as inconformidades dimensionais
encontradas – antropometria. Mesmo que para as crianças da sala de aula esses mobiliários
estejam adaptados, para os professores, esses não se encontram em conformidade com os
aspectos antropométricos o que acaba prejudicando a postura mantida ao longo da jornada de
trabalho.
Assim como em outros níveis de ensino, como o fundamental e o médio, os problemas
de saúde na educação infantil também são observados. O presente estudo demonstra elevada
ocorrência de sintomas osteomusculares nas diversas regiões corporais. Considerando as
queixas dos últimos 12 meses, pode-se dizer que houve percepção de queixas intensas,
moderadas e leves, assim como ilustra a Figura 6.

Figura 6 – Intensidade das queixas musculosqueléticas considerando os últimos 12 meses de trabalho


na educação infantil.

Fonte: Elaborado pelos autores

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Já nos últimos sete dias estas se mostraram mais amenizadas, tanto em relação a
intensidades das queixas quanto ao número de regiões corporais percebidas como sendo
desconfortáveis ou dolorosas (Figura 7).

Figura 7 – Intensidade das queixas musculoesqueléticas considerando os últimos sete dias de trabalho
na educação infantil

Fonte: Elaborado pelos autores

Dados semelhantes foram observados em um estudo realizado no interior de São Paulo


com professores da rede pública do ensino fundamental, em que as queixas foram 90,4%
(CARVALHO; ALEXANDRE, 2006) e 93% (FERNANDES et al., 2009). A alta prevalência
encontrada e relatada pela literatura em ambiente escolar durante a avaliação de docentes pode
estar associada a diversos fatores do dia a dia de trabalho desses profissionais (BRANCO;
JANSEN, 2011).
Autores como Alexandre et al. (2009) desenvolveram estudo em ambiente escolar e
avaliaram 40 posturas diferentes de professores da rede de educação. Os autores observaram
que 67,5% do total das posturas avaliadas necessitam de intervenção ergonômica. Para os
mesmos autores, essas posturas podem ser consideradas como fatores de riscos que podem
provocar distúrbios musculoesqueléticos e, por conseguinte afetar a saúde dos trabalhadores e
gerar afastamento das atividades profissionais.

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No estudo realizado por Grant, Habes e Tepper (1995) os resultados dos 22 professores
avaliados 33% reportaram queixa de dor/desconforto na região do pescoço e dos ombros, 33%
nas extremidades inferiores e 11% nas mãos e punhos. No caso do presente estudo as queixas
foram predominantes nas regiões dos membros superiores, principalmente nos ombros e braços.
Além disso, pode-se destacar o trabalho desenvolvido por um longo período de tempo com o
membro superior suspenso associado à rotação de tronco com o pescoço levemente inclinado,
assim como indica o estudo de Branco et al. (2009).
Bergmiller (1999) indica que os suportes de comunicação, como o quadro negro, devem
possibilitar ajustes aos diferentes professores. Na prática, essas flexibilizações não são
observadas sendo que apenas a altura de fixação é estabelecida e, muitas vezes, inadequada a
antropometria do docente. Essas questões podem estar associadas às queixas percebidas nas
regiões dos membros superiores.
Mesmo com posições de tronco, em angulações que desfavorecem a correta postura
(Figura 8) e sobrecarregam as estruturas musculoesqueléticas a região da coluna não foi
percebida como sendo dolorosa ou como tendo queixas de dor.

Figura 8 – Posturas de tronco durante a atividade de trabalho

Fonte: Elaborado pelos autores

As regiões de queixas no que tange os joelhos e quadril, classificadas como intensas,


podem estar associadas à manutenção de agachamentos necessários quando as crianças sentam
no chão (Figura 9) ou ainda associadas a fatores como o uso de sapato de salto durante as
atividades de trabalho.

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Figura 9 – Posição sentada durante as atividades de trabalho

Fonte: Elaborado pelos autores

Alexandre et al. (2009) encontraram diversificadas posturas que podem ser consideradas
como sendo prejudiciais durante as atividades dos professores. Os dados do estudo demonstram
que posições sentadas apresentam constrangimentos na coluna vertebral e sobrecarga nas
articulações do quadril. Desta forma, a professora avaliada deve observar a postura mantida
durante essa posição de forma a manter um alinhamento corporal mais adequado. Entretanto,
ações realizadas por meio de treinamentos, por exemplo, devem ocorrer e enfocar estratégias
de posturas corretas durante as diversas situações de trabalho buscando minimizar os impactos
a saúde.
Enquanto na posição ajoelhada/agachada (ALEXANDRE et al., 2009), há pressão na
articulação do joelho deixando a circulação prejudicada. Essas informações corroboram com
os problemas encontrados no presente estudo e indicam a necessidade de ação imediata no
ambiente escolar, uma vez que, queixas vêm sendo relatadas há pelo menos 12 meses. Portanto,
mesmo que os sintomas musculoesqueléticos estejam presentes a professora não ficou afastada
do trabalho em função dessas queixas. Esses fatos permitem que ações corretivas e preventivas
sejam imediatamente realizadas de forma a minimizar possíveis afastamentos da jornada e
impactos negativos na vida da professora.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esse estudo buscou verificar as condições ligadas a ergonomia física, em ambiente de
educação infantil, de forma a associar as queixas de dor/desconforto percebidos pelos
professores. Os principais problemas associados ao trabalho dos professores dizem respeito às

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posturas encontradas durante as atividades realizadas em sala de aula com alunos da educação
infantil. Além disso, observa-se que o fato do mobiliário e equipamentos serem projetados para
a faixa antropométrica de alunos de quatro a sete anos prejudica o correto posicionamento
corporal da professora quando há necessidade de interação entre professor-aluno.
Sugere-se que ações corretivas e preventivas sejam aplicadas no contexto da atividade
laboral de forma a reduzir ou ainda minimizar as queixas de dor/desconforto relatadas pela
professora. Além disso, atividades de educação em ergonomia enfocando o correto
posicionamento corporal podem auxiliar tanto na redução das queixas quanto na possibilidade
de ocorrer afastamentos das atividades em função desses sintomas.
Sugerem-se novos estudos com enfoque na educação infantil que considerem ainda um
número maior de indivíduos analisados. Além disso, são necessários estudos que abordem
outros aspectos da ergonomia, como a carga cognitiva/psicológica e organizacional da atividade
docente. Estudos que busquem identificar os riscos ocupacionais, além dos ergonômicos,
também são ações importantes no âmbito escolar principalmente para o entendimento global
das atividades de trabalho e seus impactos nos diversos aspectos da vida. Assim, como os
estudos realizados em outros níveis de ensino a investigação da qualidade de vida dos
professores de educação infantil também são sugestões para estudos futuros.

CHILDHOOD EDUCATION WORKS: AN APPROACH ERGONOMIC

ABSTRACT: The present study aims to evaluate ergonomic conditions in the school
environment and musculoskeletal complaints associated with the postures assumed during
work activities. The study was conducted in a childhood education at Florianopolis - Santa
Catarina - Brazil. The work was focused on a female teacher - graduated in pedagogy - 47
years old and 18 years of practice in context the work with children. The problems
associated with childhood education work relate to furniture and equipment are designed
for anthropometric range of children from four to seven years old and affect the correct
body position of teacher. Moreover, even if the work is done standing, sitting or crouching,
the observed positions do not favor the musculoskeletal structures, because in most cases,
positions were found in disagreement with the literature. It is suggested that corrective and
preventive actions are implemented in the context of work activity to reduce or minimize
complaints of pain/discomfort reported by the teacher.

Keywords: Ergonomics. Childhood education. Musculoskeletal complain.

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REFERÊNCIAS

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Originais recebidos em: 13/05/2013


Aceito para publicação em: 19/06/2015

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