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NOTAS DO AUTOR

Luís Gustavo Bezerra de Menezes é Auditor de Controle Externo do


Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro e Ex-Presidente da
ANPAC. Aprovado em diversos concursos públicos, dentre os quais
destacam-se Técnico Judiciário da Justiça Federal do Rio de Janeiro e
Fiscal de Tributos do Espírito Santo, já atuou em diversos cursos
preparatórios, em vários Estados. Também é professor em diversos cursos
preparatórios virtuais e telepresenciais.

LIVROS PUBLICADOS:
Direito Administrativo - Coleção Provas Comentadas FCC – Editora Ferreira (2ª.
Edição) – Luís Gustavo Bezerra de Menezes
Direito Administrativo - Coleção Provas Comentadas CESGRANRIO – Editora
Ferreira (1ª. Edição) – Luís Gustavo Bezerra de Menezes e Henrique Cantarino
Direito Administrativo - Coleção Provas Comentadas FUNRIO – Editora Ferreira
(1ª. Edição) – Luís Gustavo Bezerra de Menezes e Henrique Cantarino
Comentários à Lei 8.112/90 – Teoria mais 500 questões de provas anteriores –
Editora Ferreira (1ª. Edição) – Luís Gustavo Bezerra de Menezes e Henrique Cantarino
Meu Primeiro Concurso – Editora Jus Podium – Luís Gustavo Bezerra de Menezes e
outros.

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APRESENTAÇÃO

Nesse trabalho, foram selecionadas 100 questões, da Fundação Carlos Chagas


(FCC). Abaixo, coloco os tópicos que foram tratados nesse trabalho:

 Estrutura da Administração Pública Brasileira


 Princípios do Direito Administrativo
 Atos Administrativos
 Poderes Administrativos
 Lei 9.784/99 (Processo Administrativo Federal)
 Lei 8.987/95 (Serviços Públicos)
 Controle da Administração Pública
 Responsabilidade Civil do Estado
 Servidores Públicos Federais (Lei 8.112/90 e Aspectos Constitucionais)
 Lei 8.429/92 (Improbidade Administrativa)

Optei por colocar as questões separadas por assunto para resolução.


Posteriormente, o quadro de gabarito e após os comentários. Esse era o formato
que eu mais gostava, enquanto aluno.

Espero que gostem e aproveitem.....

Grande abraço e sucesso,

Luís Gustavo Bezerra de Menezes

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ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA

1(FCC/Câmara de SP/Procurador Legislativo) No que tange aos órgãos públicos, é correto


afirmar:

(A) A teoria do mandato é a explicação adotada pela doutrina atual para explicar a expressão da
vontade estatal pelos órgãos públicos e pelos agentes administrativos que os compõem.
(B) Somente se pode proceder à criação de um órgão público mediante lei de iniciativa da Chefia do
Poder Executivo, sob pena de inconstitucionalidade por vício de iniciativa.
(C) Como regra, os órgãos públicos são destituídos de capacidade processual; porém, a doutrina e a
jurisprudência nacionais vêm reconhecendo tal capacidade a órgãos de status constitucional, quando
necessária à defesa de suas prerrogativas e competências institucionais.
(D) O Chefe do Poder Executivo pode, por decreto, promover a extinção de órgãos públicos,
quando seus cargos estiverem vagos.
(E) As Câmaras Municipais não são propriamente órgãos públicos, mas entes autárquicos, dado a
autonomia que lhes é conferida pela Constituição.

2(FCC/TCEPI/Auditor de Controle Externo) A Administração pública pode desempenhar as


atividades públicas de forma centralizada ou descentralizada. Na administração descentralizada,

(A) o Estado-Administração atua por meio de seus órgãos internos e agentes públicos, ligados, entre
si, por vínculo hierárquico, prestando serviços públicos típicos.
(B) o Estado-Administração atua por meio de entidades ou pessoas jurídicas, que necessariamente
têm natureza de direito privado.
(C) parte das atividades da Administração direta são atribuídas à Administração indireta, constituída
por pessoas administrativas autônomas e por isso destituídas de relação ou vínculo com a
Administração direta.
(D) a atuação da Administração se dá por meio de pessoas jurídicas, com natureza de direito
público ou de direito privado, que compõe a denominada Administração pública indireta.
(E) o Estado transfere a mera execução de suas atividades a outras entidades, nascendo o fenômeno
da delegação.

3(FCC/TRF-2/Técnico Judiciário) A Administração pública de determinada esfera promoveu


planejamento e reestruturação de sua organização, cujo resultado recomendou a criação de uma
autarquia para desempenho de serviço público, uma empresa estatal para desempenho de atividade
econômica e uma fundação para atrelar recursos e patrimônios fundiários necessários para ditar a
política agrária. O movimento levado a efeito pelo ente federado demonstra que a organização
administrativa seguiu o modelo de

(A) desconcentração, utilizando pessoas jurídicas distintas para distribuição de competências.


(B) descentralização administrativa vertical, na qual se instaura hierarquia entre os entes das
diversas pessoas políticas criadas.

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(C) descentralização política, na qual se instaura vínculo hierárquico entre os diversos entes e
pessoas jurídicas envolvidas, subordinados ao Chefe do Poder Executivo.
(D) desconcentração política, na qual se instaura vínculo hierárquico entre as diversas pessoas
políticas e jurídicas envolvidas, não obstante esses entes guardem algum grau de autonomia.
(E) descentralização, por meio da qual há distribuição de competências entre as pessoas jurídicas
envolvidas, que detêm capacidade de autoadministração e não se subordinam por vínculo
hierárquico com o Chefe do Executivo.

4(FCC/TCEPI/Auditor de Controle Externo) Com objetivo de implementar políticas públicas e


desenvolver ações governamentais, os entes federados podem optar por criar entidades com
personalidades jurídicas próprias e deles distintas. É exemplo das referidas entidades a sociedade de
economia mista que

(A) detém personalidade de direito privado e é criada por lei sob a forma de sociedade anônima.
(B) tem a criação autorizada por lei específica, o respectivo ato constitutivo arquivado no registro
próprio e personalidade de direito privado.
(C) detém personalidade de direito privado, cuja criação é por lei autorizada, sob forma de
sociedade limita da, para exploração de atividade econômica.
(D) detém personalidade de direito público, cuja criação é por lei autorizada quando exploradora de
atividade econômica.
(E) é dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei, sob a forma de sociedade
anônima.

5(FCC/PGMMT/Procurador Municipal) Observe as seguintes características, no tocante a


determinadas entidades da Administração Indireta:

I – sua criação deve ser autorizada por lei específica.

II – a contratação de seus servidores deve ser feita por concurso público, porém, eles não titularizam
cargo público e tampouco fazem jus à estabilidade prevista no art. 41 da Constituição Federal.

III – seus servidores estão sujeitos à proibição de acumulação de cargos, empregos e funções
públicas, com as exceções admitidas pela Constituição; porém, nem sempre é aplicável a essas
entidades a regra do teto remuneratório.

Estamos nos referindo à:

(A) empresas públicas e às sociedades de economia mista.


(B) autarquias e às sociedades de economia mista.
(C) fundações governamentais e às empresas públicas.
(D) sociedades de economia mista e aos consórcios públicos.
(E) agências e às empresas públicas.

6(FCC/TRT 2/Analista Administrativo) A propósito de semelhanças ou distinções entre as


empresas públicas e as sociedades de economia mista sabe-se que,

(A) as duas pessoas jurídicas de direito público integram a Administração indireta e podem ser
constituídas sob quaisquer das formas disponíveis às empresas em geral, distinguindo-se pela
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composição do capital, 100% público nas sociedades de economia mista e com participação privada
empresas públicas.
(B) as duas pessoas jurídicas de direito público submetem-se ao regime jurídico de direito privado,
com exceção à forma de constituição, na medida em que são criadas por lei específica, enquanto as
empresas não estatais são instituídas na forma da legislação societária vigente.
(C) ambas submetem-se ao regime jurídico de direito público, não se lhes aplicando, contudo,
algumas normas, a fim de lhes dar celeridade e competitividade na atuação, tal como a lei de
licitações e a realização de concurso público para contratação de seus servidores.
(D) as empresas públicas submetem-se integralmente ao regime jurídico de direito público, na
medida em que seu capital é 100% público, enquanto as sociedades de economia mista podem se
submeter ao regime jurídico de direito privado, caso a participação privada no capital represente
maioria com poder de voto.
(E) as sociedades de economia mista admitem participação privada em seu capital, enquanto as
empresas públicas não; ambas se submetem ao regime jurídico típico das empresas privadas,
embora possam ter que se submeter à regra de exigência de licitação para contratação de bens e
serviços.

7(FCC/PGMMT/Procurador Municipal) Determinado Município, visando promover prestação


mais eficiente de serviço municipal de coleta de lixo domiciliar, edita lei específica, por meio da
qual cria empresa pública dedicada ao referido serviço antes praticado por órgão municipal. No
caso, houve:

(A) concentração de um serviço uti possidetis.


(B) desconcentração de um serviço uti universi.
(C) descentralização de um serviço uti universi.
(D) descentralização de um serviço uti singuli.
(E) desconcentração de um serviço uti singuli.

8(FCC/TRT 16/Analista Judiciário) Facundo, Auditor Fiscal da Receita Federal, pretende multar
a Fundação “Vida e Paz”, fundação instituída e mantida pelo Poder Público, haja vista que a mesma
jamais pagou imposto sobre seu patrimônio, renda e serviços. Nesse caso,

(A) Facundo apenas pode cobrar tributo pelos serviços exercidos pela fundação, mas não sobre a
renda e o patrimônio, os quais detém imunidade tributária.
(B) correta a postura de Facundo, vez que a citada fundação não detém imunidade tributária.
(C) correta a postura de Facundo, pois apenas as autarquias possuem imunidade tributária.
(D) incorreta a postura de Facundo, vez que a fundação possui imunidade tributária relativa aos
impostos sobre seu patrimônio, renda e serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou as
delas decorrentes.
(E) Facundo apenas pode cobrar tributo sobre a renda da fundação, mas não sobre seus serviços e
patrimônio, os quais detém imunidade tributária.

9(FCC/TRT 16/Técnico Judiciário) Luísa, candidata a uma vaga de concurso público, em seu
exame oral, foi questionada pelos examinadores acerca da classificação dos órgãos públicos,
especificamente quanto à posição estatal, devendo exemplificar os órgãos públicos superiores.
Luísa forneceu cinco exemplos de órgãos públicos superiores, equivocando-se acerca de um deles,
qual seja,

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(A) Divisões.
(B) Departamentos.
(C) Ministérios.
(D) Coordenadorias.
(E) Gabinetes.

10(FCC/Pref. De Recife/Procurador) Considere:

I. É característica recorrente nas agências reguladoras estabelecidas no Brasil a partir da década de


90 a definição de mandato aos seus dirigentes, com duração fixada em suas respectivas leis
instituidoras.

II. Para as empresas públicas, a Constituição Federal prevê uma espécie de investidura especial aos
seus diretores, que dependerá de prévia aprovação do poder legislativo respectivo.

III. Nas sociedades de economia mista, desde que se preservem o capital social exclusivamente
público e a maioria do capital votante nas mãos da União, é possível a transferência das demais
ações a outros entes federados.

Está correto o que consta em


(A) I, II e III.
(B) I, apenas
(C) I e II, apenas
(D) I e III, apenas
(E) II e III, apenas

PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO

11(FCC/TRT 16/Oficial de Justiça) Determinada empresa privada, concessionária de serviços


públicos, torna-se inadimplente, deixando de prestar o serviço de administração de uma estrada do
Estado do Maranhão, descumprindo o contrato firmado e prejudicando os usuários. Neste caso, a
retomada do serviço público concedido ainda no prazo de concessão pelo Governo do Estado do
Maranhão tem por escopo assegurar o princípio do serviço público da

(A) cortesia.
(B) continuidade.
(C) modicidade.
(D) impessoalidade.
(E) atualidade.

12(FCC/TRT 16/Técnico Judiciário) Em julgamento proferido pelo Supremo Tribunal Federal, a


Corte Suprema firmou entendimento no sentido de que assessor de Juiz ou de Desembargador tem
incompatibilidade para o exercício da advocacia. Ao fundamentar sua decisão, a Corte explanou
que tal incompatibilidade assenta-se, sobretudo, em um dos princípios básicos que regem a atuação
administrativa. Trata-se do princípio da

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(A) supremacia do interesse privado.
(B) publicidade.
(C) proporcionalidade.
(D) moralidade.
(E) presunção de veracidade.

13(FCC/TRT 2/Oficial de Justiça) O princípio da supremacia do interesse público informa a


atuação da Administração pública

(A) subsidiariamente, se não houver lei disciplinando a matéria em questão, pois não se presta a
orientar atividade interpretativa das normas jurídicas.
(B) alternativamente, tendo em vista que somente tem lugar quando não acudirem outros princípios
expressos.
(C) de forma prevalente, posto que tem hierarquia superior aos demais princípios.
(D) de forma ampla e abrangente, na medida em que também orienta o legislador na elaboração da
lei, devendo ser observado no momento da aplicação dos atos normativos.
(E) de forma absoluta diante das lacunas legislativas, tendo em vista que o interesse público sempre
pretere o interesse privado, prescindindo da análise de outros princípios.

14(FCC/TRT 19/Oficial de Justiça) Determinada empresa do ramo farmacêutico, responsável pela


importação de importante fármaco necessário ao tratamento de grave doença, formulou pedido de
retificação de sua declaração de importação, não obtendo resposta da Administração pública. Em
razão disso, ingressou com ação na Justiça, obtendo ganho de causa. Em síntese, considerou o
Judiciário que a Administração pública não pode se esquivar de dar um pronto retorno ao particular,
sob pena inclusive de danos irreversíveis à própria população. O caso narrado evidencia violação ao
princípio da

(A) publicidade.
(B) eficiência.
(C) impessoalidade.
(D) motivação.
(E) proporcionalidade.

15(FCC/TRT-19/Técnico Judiciário) Roberto, empresário, ingressou com representação dirigida


ao órgão competente da Administração pública, requerendo a apuração e posterior adoção de
providências cabíveis, tendo em vista ilicitudes praticadas por determinado servidor público,
causadoras de graves danos não só ao erário como ao próprio autor da representação. A
Administração pública recebeu a representação, instaurou o respectivo processo administrativo,
porém, impediu que Roberto tivesse acesso aos autos, privando-o de ter ciência das medidas
adotadas, sendo que o caso não se enquadra em nenhuma das hipóteses de sigilo previstas em lei. O
princípio da Administração pública afrontado é a:

(A) publicidade
(B) eficiência
(C) isonomia
(D) razoabilidade
(E) improbidade

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16(FCC/TCEPI/Assessor Jurídico) A Administração pública se sujeita a princípios na execução
de suas funções, expressamente consagrados na Constituição Federal ou implícitos no ordenamento
jurídico. Dessa realidade se pode depreender que

(A) somente os princípios expressos na Constituição Federal possuem coercibilidade para


conformar a Administração pública ao atendimento de seu conteúdo.
(B) os princípios previstos na legislação infraconstitucional são regras desprovidas de sanção pelo
seu descumprimento, de modo que sua violação não se consubstancia em ilegalidade.
(C) a violação aos princípios que regem a atuação da Administração pública dá lugar a tutela
judicial dos interesses em questão, desde que também tenha havido infração à legislação vigente.
(D) os princípios expressos na Constituição Federal são hierarquicamente superiores aos demais
princípios gerais de direito, ainda que previstos na legislação setorial, posto que estes possuem
natureza apenas opinativa para a atuação da Administração pública.
(E) a violação a algum dos princípios constitucionais permite a tutela judicial para que sejam
conformados ou anulados os atos da Administração pública

17(FCC/TRT 16/Oficial de Justiça) O Diretor Jurídico de uma autarquia estadual nomeou sua
companheira, Cláudia, para o exercício de cargo em comissão na mesma entidade. O Presidente da
autarquia, ao descobrir o episódio, determinou a imediata demissão de Cláudia, sob pena de
caracterizar grave violação a um dos princípios básicos da Administração pública. Trata-se do
princípio da

(A) presunção de legitimidade.


(B) publicidade.
(C) motivação.
(D) supremacia do interesse privado sobre o público.
(E) impessoalidade.

18(FCC/TRF 3/Contador) A proibição de que determinado governo − de qualquer nível − ao


exteriorizar em placas, anúncios, propaganda e outros meios de divulgação de suas obras, faça
qualquer referência ao nome do Presidente, Governador ou Prefeito ou do Partido Político ou
coligação pelo qual foi eleito é uma decorrência do princípio constitucional da

(A) publicidade.
(B) legalidade.
(C) impessoalidade.
(D) eficiência.
(E) finalidade.

ATOS ADMINISTRAITVOS

19(FCC/TCEPI/Auditor de Controle Externo) A recomposição da ordem jurídica violada pela


edição de atos administrativos com vicío de validade poderá ser obtida pela

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(A) revogação, que opera efeitos ex tunc, sendo opção discricionária do administrador a retirada ou
não do ato administrativo exarado com vício de competência.
(B) invalidação, que, em razão do princípio da legalidade, não encontra limites e opera
necessariamente efeitos ex tunc.
(C) invalidação, que, necessariamente, opera efeitos ex tunc e pela revogação, que opera efeitos ex
nunc, na hipótese em que atingidos terceiros de boa-fé.
(D) revogação, que opera efeitos ex tunc, podendo, no entanto, operar efeitos ex nunc quando
atingidos terceiros de boa-fé ou na hipótese de atos discricionários produzidos com vício de
competência.
(E) invalidação que opera efeitos ex tunc, podendo, no entanto, operar efeitos ex nunc quando, por
exemplo, atingidos terceiros de boa-fé.

20(FCC/TCEPI/Auditor de Controle Externo) São sujeitos ativos da invalidação dos atos


administrativos:

(A) o Poder Judiciário e a Administração pública, que poderão invalidar os atos administrativos
quando provocados ou de ofício, não havendo necessidade, para tanto, de lide instaurada.
(B) a Administração pública que, deve, necessariamente, ser provocada a fazê-lo.
(C) a Administração pública, que poderá invalidar os atos de ofício ou quando provocada a fazê-lo e
o Poder Judiciário, que poderá invalidá-los, no curso de uma lide, quando provocado.
(D) o Poder Judiciário, que poderá invalidar os atos administrativos, não sendo necessário, para
tanto, haver ação judicial em curso.
(E) a Administração pública, que é sempre interessada na correção de seus atos, o que torna o poder
de invalidação ilimitado.

21(FCC/PGMMT/Procurador Municipal) Motivação alliunde é:

(A) motivação baseada em afirmações falsas.


(B) sinônimo de motivação obter dictum.
(C) motivação omissão, capaz de gerar a nulidade do ato administrativo.
(D) sinônimo de ratio decidendi, nos processos administrativos.
(E) fundamentação por remissão àquela constante em ato precedente.

22(FCC/TRF-3/Técnico Judiciário) Pietra, servidora pública do Tribunal Regional Federal da 3ª


Região, praticou ato administrativo válido, porém discricionário, no entanto, cinco dias após a
prática do ato, revogou- o, motivada por razões de conveniência e oportunidade. A propósito do
tema,

(A) a revogação não se dá por razões de conveniência e oportunidade.


(B) o ato discricionário não comporta revogação.
(C) se o ato já exauriu seus efeitos, não pode ser revogado.
(D) a revogação opera efeitos retroativos.
(E) a revogação pode se dar tanto pela Administração pública (Poder Executivo), quanto pelo Poder
Judiciário, que, nesse caso, ocorre apenas em situações excepcionais.

23(FCC/TRT-19/Técnico Judiciário) Lúcio, servidor público federal, praticou ato administrativo


desrespeitando a forma do mesmo, essencial à sua validade. O ato em questão:

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(A) admite convalidação
(B) não comporta anulação
(C) é necessariamente legal
(D) comporta revogação
(E) é ilegal

24(FCC/PGMMT/Procurador Municipal) Trata-se de ato administrativo unilateral de natureza


discricionária, pelo qual se exerce o controle a priori ou a posterior de outro ato administrativo.
Estamos nos referindo à:

(A) licença
(B) homologação
(C) autorização
(D) aprovação
(E) admissão

25(FCC/TRF 3/Oficial de Justiça) O agente competente de um órgão público emitiu determinada


licença requerida por um particular. Posteriormente, no mesmo exercício, em regular correição na
repartição, identificou-se que o agente não observou que não foi preenchido um dos requisitos
legais para aquela emissão. Em razão disso, a autoridade competente, sem prejuízo de outras
possibilidades aqui não cotejadas,

(A) poderá revogar a licença concedida, instaurando processo administrativo com observância da
ampla defesa e do contraditório.
(B) não poderá anular a licença emitida, em razão do direito adquirido do particular beneficiado
com o ato.
(C) não poderá anular a licença emitida, tendo em vista que se trata de ato administrativo cujos
efeitos já foram exauridos, não havendo motivação para a revisão do mesmo.
(D) deverá anular a licença emitida, diante da ilegalidade verificada, garantindo, para tanto, a
observância, em regular processo administrativo, do contraditório e da ampla defesa.
(E) deverá ajuizar medida judicial cautelar para suspender a licença concedida e pleitear a anulação
posterior em ação judicial autônoma.

26(FCC/TRT 19/Oficial de Justiça) A atuação discricionária da Administração pública

(A) nem sempre se fundamenta por razões de conveniência e oportunidade.


(B) permite, excepcionalmente, a edição de atos que contrariem a lei, desde que favoráveis ao
interesse público.
(C) aplica-se aos atos administrativos vinculados.
(D) tem como exemplo a revogação de atos administrativos.
(E) tem como exemplo a anulação de atos administrativos.

27(FCC/TRT 16/Técnico Judiciário) Ao praticar um ato administrativo, José, servidor público,


intencionalmente assim o fez com finalidade diversa da prevista em lei, prejudicando inúmeros
administrados. Quinze dias após a prática do ato, José, arrependido do ocorrido, decide revogar o
ato administrativo. A propósito dos fatos narrados, é correto afirmar:

(A) A revogação é possível, mesmo tendo o ato vício de finalidade.


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(B) Trata-se de hipótese de anulação do ato administrativo e não de revogação.
(C) O correto seria José convalidar o ato.
(D) O ato em questão não pode mais ser extirpado do mundo jurídico, tendo em vista o lapso
temporal transcorrido.
(E) O ato em questão pode ser extirpado do mundo jurídico, tanto por anulação quanto por
revogação.

28(FCC/METRO SP/Administrador) Diz-se que determinado ato foi praticado com desvio de
finalidade:

(A) sempre que atingir, além dos envolvidos na relação jurídica original, terceiros que dela não
participem.
(B) quando a motivação não for coincidente com o contexto fático real, sendo que a validade do ato
estava vinculada aos fatos indicados na motivação para sua prática.
(C) quando o objetivo que a administração pública quer alcançar com a edição do ato não for aquele
previsto na lei.
(D) sempre que a forma de que se revestir o ato não estiver prevista ou autorizada em lei.
(E) sempre que o objeto do ato não for lícito, estando expressamente vedado pela legislação.

29(FCC/Pref. De Recife/Procurador) A chamada teoria dos motivos determinantes sustenta que

(A) quando motivado o ato administrativo, ainda que discricionário, sua validade fica condicionada
aos motivos apresentados pela Administração.
(B) ainda que produzido o ato administrativo por pessoa competente, sua validade fica condicionada
à existência de motivos de interesse público.
(C) quando o ato administrativo implicar constrição de direitos individuais, a Administração deve
demonstrar o caráter imprescindível da sua adoção, em detrimento de outro ato menos oneroso ao
particular.
(D) ainda que em determinados casos a lei tenha deixado certa margem de discricionariedade à
Administração, os motivos dos atos administrativos serão sempre vinculados à finalidade pública.
(E) quando servidor público for flagrado reincidindo em falta grave, deverá ser afastado, sem direito
de defesa.

PODERES ADMINISTRATIVOS

30(FCC/PGMMT/Procurador Municipal) Acerca do poder normativo da Administração Pública


é correto afirmar:

(A) os chamados regulamentos executivos não existem no Direito Brasileiro, que somente admite os
chamados regulamentos autorizados ou delegados.
(B) é exercido por meio de decretos regulamentares, resoluções, portarias e outros atos dotados de
natureza normativa primária.
(C) não se confunde com o poder regulamentar, pois ambos têm natureza jurídica distinta.
(D) compete ao Congresso Nacional sustar atos normativos dos demais Poderes que exorbitem o
poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa.

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(E) Nem toda lei depende de regulamento para ser executada, mas toda e qualquer lei pode ser
regulamentada se o Executivo julgar conveniente fazê-lo.

31(FCC/TRT-19/Técnico Judiciário) Carlos Eduardo, servidor público estadual e chefe de


determinada repartição pública, adoeceu e, em razão de tal fato, ficou impossibilitado de
comparecer ao serviço público. No entanto, justamente no dia em que o mencionado servidor faltou
ao serviço, fazia-se necessária a prática de importante ato administrativo. Em razão do episódio,
Joaquim, servidor público subordinado de Carlos Eduardo, praticou o ato, vez que a lei autorizava a
delegação. O fato narrado corresponde a típico exemplo do poder

(A) disciplinar
(B) de polícia
(C) regulamentar
(D) hierárquico
(E) normativo-disjuntivo

32(FCC/TRT 2/Analista Administrativo) O Poder de Polícia atribuído à Administração pública


para o bom desempenho de suas atribuições

(A) emana da própria natureza das atribuições, a fim de que seja possível realizá-las, prescindindo
de previsão normativa estabelecendo os aspectos da atuação.
(B) possui alguns atributos inerentes à sua atuação, sem os quais nenhum ato de polícia teria
efetividade, tal como a autoexecutoriedade.
(C) permite a não aplicação de algumas garantias constitucionais estabelecidas em favor dos
administrados, tendo em vista que visa ao atendimento do interesse público, que prevalece sobre os
demais princípios.
(D) demanda previsão normativa para sua utilização, embora possa permitir margem de apreciação
discricionária no seu desempenho.
(E) autoriza a imposição de medidas concretas coercitivas de direitos dos administrados, demanda
autorização judicial, contudo, para autoexecutoriedade das mesmas.

33(FCC/TRT 16/Analista Judiciário) Considere as afirmações abaixo.

I. O poder disciplinar não abrange as sanções impostas a particulares não sujeitos à disciplina
interna da Administração.
II. Os órgãos consultivos, embora incluídos na hierarquia administrativa para fins disciplinares,
fogem à relação hierárquica no que diz respeito ao exercício de suas funções.
III. A discricionariedade existe, ilimitadamente, nos procedimentos previstos para apuração da falta
funcional, pois os Estatutos funcionais não estabelecem regras rígidas como as que se impõem na
esfera criminal.

A propósito dos poderes disciplinar e hierárquico, está correto o que se afirma em

(A) III, apenas.


(B) I, II e III.
(C) I e II, apenas.
(D) II, apenas.
(E) I e III, apenas.
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34(FCC/TRT 2/Oficial de Justiça) Quando a Administração pública edita atos normativos que se
prestam a orientar e disciplinar a atuação de seus órgãos subordinados, diz-se que atuação é
expressão de seu poder

(A) disciplinar, atingindo eventuais terceiros que não integram a estrutura da Administração.
(B) de polícia interna, que tem lugar quando os destinatários integram a própria estrutura da
Administração.
(C) normativo, que tem lugar quando os destinatários integram a própria estrutura da
Administração.
(D) de polícia normativa, embora não atinjam os administrados em geral, sujeitos apenas ao poder
regulamentar.
(E) hierárquico, traduzindo a competência de ordenar a atuação dos órgãos que integram sua
estrutura.

35(FCC/Câmara de SP/Procurador Legislativo) Analise as seguintes afirmações, acerca do


exercício do poder disciplinar pela Administração:

I. O afastamento preventivo do servidor público e a chamada “verdade sabida” não são admitidos
após a Constituição Federal de 1988, pois tais institutos violam os princípios da presunção de
inocência, da ampla defesa e do contraditório, nela consagrados.
II. A anulação de ato punitivo anterior, produzido com vício de legalidade, e a aplicação de outra
punição, mais gravosa, não constitui bis in idem.
III. A renúncia formal ao direito de defesa, pelo acusado, dispensa a constituição de defensor dativo
no processo administrativo disciplinar.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I e II.
(B) II.
(C) III.
(D) I e III.
(E) II e III.

36(FCC/TCE-PI/Assessor Jurídico) O poder disciplinar atribuído à Administração pública,


considerando o disposto na Lei no 8.112/90,

(A) submete-se ao princípio da eficiência, o que concede discricionariedade para instauração do


procedimento disciplinar, prescindindo de previsão legal.
(B) constitui-se poder essencialmente vinculado, posto que em razão da possibilidade de imposição
de punição, a lei não deixa qualquer margem de escolha ao administrador.
(C) é incompatível com a discricionariedade, devendo ser aplicado nos estritos termos da lei.
(D) abrange discricionariedade onde não houver disposição expressa de lei, tal como considerar a
natureza e a gravidade da infração na aplicação da pena.
(E) abrange discricionariedade para instaurar o procedimento disciplinar e punir o acusado, mas não
para definição da pena cabível, que se submete à legalidade estrita.

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37(FCC/TCE-PI/Assessor Jurídico) Sobre Poderes da Administração, considere os seguintes
itens:

I. A nomeação de pessoa para um cargo de provimento em comissão é expressão do exercício do


poder discricionário.

II. É possível que um ato administrativo consubstancie o exercício concomitante de mais de um


poder pela Administração pública.

III. A Súmula vinculante no 13, relativa à vedação ao nepotismo, é expressão dos poderes
normativo e disciplinar da Administração pública.

Está correto o que consta em

(A) I, II e III.
(B) I, apenas.
(C) III, apenas.
(D) I e II, apenas.
(E) II e III, apenas.

LEI 9.784/99 (PROCESSO ADMINISTRATIVO)

38(FCC/TRF-3/Técnico Judiciário) Inácio, servidor público federal do Tribunal Regional Federal


da 3ª Região e responsável pela condução de determinado processo administrativo, detectou que
uma das partes interessadas do aludido processo é casada com Carlos, com quem possui amizade
íntima. Vale salientar que o mencionado processo administrativo apresenta uma pluralidade de
partes interessadas. No caso narrado e nos termos da Lei nº 9.784/1999,

(A) o processo deverá continuar a ser conduzido por Inácio, tendo em vista que existe uma
pluralidade de partes interessadas.
(B) trata-se de hipótese de impedimento expressamente prevista na lei.
(C) inexiste qualquer proibitivo para que Inácio continue na condução do processo, pouco
importando a pluralidade de partes interessadas.
(D) Inácio deverá afastar-se da condução do processo por razão moral, embora não se trate nem de
impedimento, nem de suspeição.
(E) Inácio deverá declarar-se suspeito.

39(FCC/TRT 19/Analista Judiciário) No curso de determinado processo administrativo, a parte


interessada interpôs recurso administrativo, que deveria ter sido decidido dentro do prazo de trinta
dias, contados do recebimento dos autos pelo órgão competente, conforme preceitua a Lei no
9.784/99. No entanto, passados quarenta dias do recebimento, a autoridade competente ainda não
havia proferido decisão no recurso. A propósito do tema, a autoridade competente

(A) deverá decidir no prazo, máximo, de cento e vinte dias, não sendo necessário justificar a
extensão do prazo, haja vista a discricionariedade de tal prorrogação.

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(B) violou o dever de decidir, pois deveria ter decidido no prazo improrrogável de trinta dias,
estando a demora eivada de ilegalidade.
(C) deverá decidir no prazo, máximo, de quarenta e cinco dias, desde que justifique de forma
explícita a necessidade de extensão do prazo.
(D) deverá decidir no prazo, máximo, de quarenta e cinco dias, não sendo necessário justificar a
extensão do prazo, haja vista a supremacia do interesse público.
(E) não violou o dever de decidir, caso tenha prorrogado o prazo de trinta dias por igual período,
justificando de maneira explícita.

40(FCC/TRF 3/Analista Judiciário) Segundo a Lei no 9.784/99, o órgão competente poderá


declarar extinto o processo administrativo quando exaurida sua finalidade ou o objeto da decisão se
tornar

(A) inútil, apenas.


(B) impossível, apenas.
(C) impossível ou prejudicado por fato superveniente, apenas.
(D) prejudicado por fato superveniente, apenas.
(E) impossível, inútil ou prejudicado por fato superveniente.

41(FCC/TRT 2/Analista Administrativo) Órgão integrante do Poder Legislativo federal, no


desempenho da função administrativa, solucionou controvérsia proferindo ato administrativo
restritivo de direito sem, no entanto, observar a Lei no 9.784/1999. Considerando o âmbito de
aplicação da referida lei, é correto afirmar que o administrador atuou

(A) conforme a lei, porque o referido ato normativo aplica-se, exclusivamente, ao Poder Executivo
federal, abrangendo a Administração pública direta e indireta.
(B) conforme a lei, porque o referido ato normativo aplica-se ao Poder Executivo federal,
abrangendo a Administração pública direta e indireta e ao Poder Judiciário federal, não se aplicando
ao Poder Legislativo federal, estadual ou local.
(C) em desconformidade com a lei, porque os preceitos da supracitada norma também se aplicam
aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função
administrativa.
(D) em desconformidade com a lei, porque os preceitos da norma também se aplicam aos órgãos
dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, respectivamente, quando no desempenho de função
legislativa e judicial.
(E) conforme a lei, porque o ato normativo aplica-se tão somente às unidades de atuação integrantes
da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta federal.

42(FCC/TRT 19/Analista Administrativo) Em determinado processo administrativo, a única parte


interessada, Carolina, requereu a desistência total do pedido formulado e a extinção do processo, o
que foi indeferido pela Administração pública, por entender necessário o prosseguimento do
processo, em razão do interesse público envolvido. No segundo processo, com duas partes
interessadas, uma delas requereu a desistência do pedido formulado, o que foi acolhido pela
Administração extinguindo o feito e, portanto, estendendo o pedido de desistência também à outra
parte interessada que não fez tal pleito. Nos termos da Lei no 9.784/99, a postura da Administração
pública está

(A) correta no primeiro processo e incorreta no segundo.


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(B) incorreta nos dois processos administrativos.
(C) correta nos dois processos administrativos.
(D) incorreta no primeiro processo e correta no segundo.
(E) correta no primeiro tão somente se Carolina concordar com o prosseguimento do feito, e correta
no segundo.

43(FCC/TRT 19/Analista Administrativo) Nos termos da Lei no 9.784/99, que regula o processo
administrativo no âmbito da Administração pública federal, as sanções, desde que assegurado o
prévio direito de defesa, serão aplicadas por autoridade competente e

(A) terão natureza pecuniária ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer.


(B) terão natureza, exclusivamente, pecuniária.
(C) consistirão, exclusivamente, em obrigação de fazer.
(D) terão natureza pecuniária ou consistirão em obrigação tão somente de fazer.
(E) consistirão, exclusivamente, em obrigação de não fazer.

44(FCC/TRT 19/Oficial de Justiça) Nos termos da Lei no 9.784/99, considere:

I. O recurso administrativo não será conhecido quando interposto por quem não seja legitimado.
II. Quando o recurso administrativo for interposto perante órgão incompetente, ele não será
conhecido; no entanto, será indicada a autoridade competente ao recorrente, sendo-lhe devolvido o
prazo para recurso.
III. O recurso administrativo será conhecido ainda que interposto fora do prazo, haja vista que
determinadas formalidades legais podem ser relevadas em prol do interesse público.

Está correto o que consta APENAS em

(A) III.
(B) I e III.
(C) I e II.
(D) II e III.
(E) II.

45(FCC/TCEPI/Auditor de Controle Externo) No que concerne aos princípios aplicáveis ao


processo administrativo é correto afirmar:

(A) É instaurado a pedido do interessado, sendo vedada à Administração a atuação de ofício, em


razão do princípio da inércia.
(B) Não há impedimento à utilização de provas obtidas por meio ilícito, em obediência aos
princípios da oficialidade, da verdade real e da economia processual.
(C) A instauração pode dar-se de ofício, em atendimento ao princípio da oficialidade.
(D) A instauração pode dar-se de ofício, em atendimento ao princípio da oficialidade, ou a pedido
do interessado, que, no entanto, no que diz respeito à instrução, está impedido de provar os fatos
que alega, em respeito ao princípio do impulso oficial.
(E) É vedado ao interessado a participação nos atos do processo, em respeito ao princípio do
interesse público, direito assegurado apenas no processo judicial.

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LEI 8.987/95 (SERVIÇOS PÚBLICOS)

46(FCC/TRT-16/Técnico Judiciário) Um particular questionou a atuação da Administração


pública, tendo em vista a inobservância de um dos princípios basilares dos serviços públicos,
justificando não ter havido urbanidade na prestação do serviço. Trata-se do princípio da

(A) continuidade.
(B) modicidade.
(C) universalidade.
(D) mutabilidade.
(E) cortesia.

47(FCC/TRT 16/Oficial de Justiça) Determinada empresa privada, concessionária de serviços


públicos, torna-se inadimplente, deixando de prestar o serviço de administração de uma estrada do
Estado do Maranhão, descumprindo o contrato firmado e prejudicando os usuários. Neste caso, a
retomada do serviço público concedido ainda no prazo de concessão pelo Governo do Estado do
Maranhão tem por escopo assegurar o princípio do serviço público da

(A) cortesia.
(B) continuidade.
(C) modicidade.
(D) impessoalidade.
(E) atualidade.

48(FCC/Câmara de SP/Procurador Legislativo) Conforme prevê a Lei Federal no 8.987/95, que


dispõe sobre o regime das concessões de serviço público, é correto afirmar:

(A) Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção motivada por razões de
ordem técnica ou de segurança das instalações, contanto que haja prévio aviso aos usuários.
(B) As concessões terão prazo máximo de 25 (vinte e cinco) anos, prorrogáveis por igual período,
condicionada a prorrogação à prévia autorização legislativa.
(C) Admite-se a concessão a título precário de serviços públicos, desde que tal delegação não
implique em investimento de vulto pelo concessionário ou na reversão de bens ao poder
concedente.
(D) A criação, alteração ou extinção de qualquer tributo, após a apresentação da proposta, quando
comprovado seu impacto, implicará a revisão da tarifa, para mais ou para menos, conforme o caso.
(E) Nas condições estabelecidas no contrato de concessão, o poder concedente autorizará a
assunção do controle da concessionária por seus financiadores para promover sua reestruturação
financeira e assegurar a continuidade da prestação dos serviços, podendo dispensar do financiador a
comprovação do atendimento às exigências de capacidade técnica e idoneidade financeira para
assunção do serviço.

49(FCC/TCEPI/Assessor Jurídico) A Constituição Federal dispõe, em seu art. 175, que ao Poder
Público incumbe a prestação de serviços públicos “diretamente ou sob regime de permissão ou
concessão”. Considerando os diversos instrumentos de gestão de serviços públicos e o disposto na
Constituição Federal, é correto afirmar:
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(A) a prestação de serviços públicos somente pode se dar por meio de órgãos integrantes da
Administração direta ou sob a forma de concessão ou permissão.
(B) a prestação de serviços direta engloba as relações jurídicas contratuais que transferem a
terceiros, não integrantes da Administração Pública, a execução de serviços públicos.
(C) quando se trata da prestação indireta de serviços públicos se está abrangendo as relações
contratuais e disposições legais que transferem a entes integrantes da Administração direta e
indireta a titularidade e a execução de serviços públicos.
(D) a execução de serviços públicos pode se dar diretamente pela Administração direta, sendo que a
prestação indireta abrange a delegação da titularidade para se viabilizar.
(E) quando a Constituição Federal trata da execução direta de serviços públicos também contempla
o desempenho por meio de autarquias criadas pelo ente titular do serviço, pra as quais é possível,
inclusive, a delegação da titularidade.

50(FCC/TRT 2/Oficial de Justiça) Os serviços públicos podem ser prestados direta ou


indiretamente pelo Poder Público, respeitadas a titularidade e competência previstas na legislação
pertinente. Dentre a possibilidade de execução indireta do serviço público por determinado ente está
a outorga de

(A) permissão de serviço público, cuja natureza contratual permite a delegação de titularidade e
execução das atribuições típicas do ente político.
(B) concessão de serviço público, contrato que estabelece as atribuições e condições da prestação
do serviço, cabendo ao contratado o desempenho adequado do mesmo e a responsabilidade pelo
risco do negócio.
(C) concessão de serviço público, ato que transfere ao privado a competência para o adequado
desempenho das atribuições, responsabilizando-se o Poder Público, no entanto, integralmente pelo
risco do negócio.
(D) autorização de serviço público, contrato que delega ao privado execução do serviço público e,
caso também tenha transferido a titularidade, permite o exercício do poder de polícia antes
competência do poder público.
(E) permissão de serviço público, contrato que delega ao privado execução do serviço público e,
caso também tenha transferido a titularidade, permite o exercício do poder de polícia antes
competência do Poder Público.

51(FCC/TCEPI/Auditor de Controle Externo) Quanto aos serviços públicos é correto afirmar


que

(A) sua prestação incumbe exclusivamente ao Poder Público, sendo vedada a atuação da iniciativa
privada no setor.
(B) a atuação da iniciativa privada no setor pode se dar, na forma da lei, sob o regime de concessão
ou permissão, hipótese em que o particular tem o dever de manter a prestação adequada dos
serviços que, no entanto, não titulariza.
(C) sua prestação incumbe ao Poder Público, sendo possível a prestação indireta do serviço, por
meio da atuação da iniciativa privada, necessariamente sob o regime de exclusividade.
(D) a atuação da iniciativa privada no setor pode se dar, na forma da lei, sob o regime de concessão
ou permissão, hipótese em que o particular tem o dever de manter a prestação adequada dos
serviços, que passa a titularizar.

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(E) sua prestação pode se dar diretamente pelo Estado ou, na forma da lei, indiretamente, por meio
de concessão ou permissão, hipótese em que o particular está sujeito apenas às regras gerais de
polícia administrativa que disciplinam todas as demais atividades econômicas.

52(FCC/Pref. De Recife/Procurador) A gestão de serviço público definido na Constituição


Federal como de competência municipal pode ser identificada na

a) permissão de serviço de transporte coletivo, de caráter essencial.


b) concessão de serviços de distribuição de gás canalizado.
c) concessão de serviços de radiodifusão sonora em seu território.
d) permissão de uso de praça pública para comício partidário.
e) autorização de serviços de energia elétrica em perímetro urbano municipal.

CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA e RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO

53(FCC/TRF-3/Técnico Judiciário) As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado


prestadoras de serviços públicos, quanto à responsabilidade por danos causados a terceiro,

(A) apenas responderão pelos danos que seus agentes causarem se houver prova de dolo.
(B) responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem, independentemente de
dolo ou culpa.
(C) apenas responderão pelos danos que seus agentes causarem em caso de culpa.
(D) não responderão pelos danos causados por seus agentes.
(E) responderão pelos danos causados, desde que seus agentes tenham sido condenados em ação
anterior ao ressarcimento.

54(FCC/TRT 2/Oficial de Justiça) CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO, ao tratar de


determinada modalidade de responsabilidade civil do Estado, ensina que o fundamento da
responsabilidade estatal é garantir uma equânime repartição dos ônus provenientes de atos ou
efeitos lesivos, evitando que alguns suportem prejuízos ocorridos por ocasião ou por causa de
atividades desempenhadas no interesse de todos. De conseguinte, seu fundamento é o princípio da
igualdade, noção básica do Estado de Direito. (Curso de Direito Administrativo. São Paulo,
Malheiros, 27a ed., 2010. p. 1007).
As lições trazidas são pertinentes à modalidade de responsabilidade Civil

(A) subjetiva, que demanda a demonstração de culpa do agente causador do dano.


(B) subjetiva imprópria, que prescinde da demonstração de culpa do agente causador do dano.
(C) objetiva, em decorrência de atos comissivos ilícitos, que prescindem de demonstração de culpa
do agente causador do dano.
(D) objetiva, em decorrência de atos omissivos ilícitos ou lícitos, que podem ou não demandar a
demonstração de culpa do agente causador do dano.
(E) objetiva, em decorrência de atos comissivos lícitos, que prescindem da demonstração de culpa
do agente estatal.

55(FCC/SEFAZRJ/Fiscal da Receita Estadual) Em matéria de responsabilidade civil das pessoas


jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público, nos termos do art. 37, § 6o, da
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Constituição Federal, a jurisprudência mais recente do Supremo Tribunal Federal alterou
entendimento anterior, de modo a considerar que se trate de responsabilidade

(A) objetiva relativamente a terceiros usuários e a terceiros não usuários do serviço.


(B) subjetiva relativamente a terceiros usuários e a terceiros não usuários do serviço.
(C) objetiva relativamente a terceiros usuários, e subjetiva em relação a terceiros não usuários do
serviço.
(D) subjetiva relativamente a terceiros usuários, e objetiva em relação a terceiros não usuários do
serviço.
(E) subjetiva, porém decorrente de contrato, relativamente a terceiros usuários, e objetiva em
relação a terceiros não usuários do serviço.

56(FCC/SABESP/Advogado) Analise a seguinte assertiva: Desastres ocasionados por chuvas, tais


como, enchentes, inundações e destruições, excluem a responsabilidade estatal. A assertiva em
questão

(A) não está correta, pois inexiste excludente da responsabilidade estatal, sendo hipótese de
responsabilidade subjetiva.
(B) está correta, não comportando exceção.
(C) não está correta, pois, em regra, o Estado responde diante de fatos decorrentes da natureza.
(D) está correta, mas se for comprovado que o Estado omitiu-se no dever de realizar certos serviços,
ele responderá pelos danos.
(E) não está correta, pois o Estado sempre responde objetivamente.

57(FCC/TRT 2/Oficial de Justiça) Francisco é servidor de sociedade de economia mista,


prestadora de serviço público. Em determinada data, Francisco, no exercício de sua função,
intencionalmente, causou danos a particulares. Nesse caso, a responsabilidade da sociedade de
economia mista pelos danos ocasionados é

(A) objetiva.
(B) subjetiva.
(C) subsidiária.
(D) inexistente.
(E) disjuntiva.

58(FCC/Pref. De Recife/Procurador) Um motorista de ônibus de uma empresa privada de


transporte coletivo municipal, ao fazer uma curva mais acentuada em determinado ponto de seu
itinerário, colidiu com veículo estacionado na via pública em local e horário permitidos,
ocasionando perda total neste veículo. No presente caso, consoante o mais recente posicionamento
do STF,

(A) não responderão objetivamente o Município, nem a empresa privada, pois se trata de exercício
de atividade econômica lucrativa, situação não albergada pelo tratamento especial da
responsabilidade civil do Estado.
(B) responderá o município primária e objetivamente pelos danos causados no veículo estacionado,
em razão do serviço público prestado ser de titularidade do Município.
(C) responderá a empresa privada, direta e objetivamente, seja por se tratar de concessionária de
serviço público, seja em razão do risco inerente à sua atividade.
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(D) responderá a empresa privada objetivamente, com direito de regresso contra o Município, titular
do ser viço público prestado.
(E) não responderão objetivamente o Município, nem a empresa privada, pois o proprietário do
veículo estacionado não é usuário direto do serviço público prestado.

59(FCC/TRF 3/Oficial de Justiça) Uma concessionária que explora rodovia estadual, no decorrer
da execução das obras de duplicação de determinado trecho, não executou adequadamente as
contenções das encostas. Durante uma tempestade ocorrida alguns dias após o início das obras,
houve deslizamento de grande quantidade de terra de uma encosta, possibilitando a ocorrência de
acidentes entre os veículos que trafegavam pelo local no momento. Diante dessa narrativa e levando
em conta o disposto na Constituição Federal,

(A) está-se diante de força maior, excludente de responsabilidade, tanto para a concessionária de
serviço público, quanto para os motoristas envolvidos nos acidentes.
(B) a concessionária estadual responde, objetivamente, pelos danos causados, comprovado o nexo
de causalidade com o ato dos representantes daquela empresa, que não executaram adequadamente
as obras necessárias para evitar o incorrido.
(C) a concessionária estadual responde, civilmente, pelos acidentes ocorridos, desde que reste
demonstrada a culpa de, pelo menos, um de seus funcionários que atuavam nas obras de duplicação.
(D) o Estado responde, objetivamente, pelos danos causados, na qualidade de titular do serviço que
era prestado pela concessionária, esta que não pode ser responsabilizada diretamente, apenas pela
via regressiva.
(E) o Estado responde, objetivamente, pelos danos causados pela tempestade, tendo em vista que o
poder público responde, direta e integralmente, pelos atos de suas concessionárias de serviço
público, inclusive em razão da ocorrência de força-maior.

60(FCC/Câmara de SP/Procurador Legislativo) Considere determinado Município que tenha


Tribunal de Contas Municipal. De acordo com a Constituição Federal, no que toca ao controle
externo do Município,

(A) o parecer prévio, emitido pelo Tribunal de Contas do Município a respeito das contas que o
Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão da maioria dos membros da
Câmara Municipal.
(B) cabe ao Tribunal de Contas do Município realizar, por iniciativa própria, inspeções e auditorias
de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades
administrativas dos Poderes Legislativo e Executivo.
(C) é vedado ao Tribunal de Contas do Município aplicar multa aos responsáveis, em caso de
ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, uma vez que esta sanção somente poderá ser
imposta pelo Poder Judiciário.
(D) é vedado ao Tribunal de Contas do Município assinar prazo para que o órgão ou entidade
vinculada ao Poder Executivo adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, ainda
que verificada ilegalidade, tendo em vista o princípio da separação de poderes.
(E) é vedado ao Tribunal de Contas do Município sustar, por ilegalidade, a execução de qualquer
ato que tenha sido submetido à sua apreciação, visto que a competência deverá ser exercida
diretamente pela Câmara dos Vereadores.

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61(FCC/TRT 19/Analista Administrativo) O sistema de controle interno engendrado pela
Constituição Federal, mantido de forma integrada pelos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário,
tem, dentre as suas finalidades, a de

(A) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título,
na Administração direta e indireta.
(B) aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as
sanções previstas em lei.
(C) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres
da União.
(D) representar a União, em sistema rotativo, na execução da dívida ativa de natureza tributária.
(E) receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou
omissões das autoridades ou entidades públicas.

62(FCC/TRT 2/Analista Administrativo) De acordo com a separação de poderes


constitucionalmente estabelecida, a função de administrar incumbe ao Poder Executivo. A
Administração pública, no desempenho das tarefas inerentes a essa função

(A) submete-se a controle externo do Poder Judiciário, vedada interferência de outros órgãos ou
entes, ainda que da mesma esfera de governo, em especial quando se tratar de atuação
discricionária.
(B) admite controle interno de outros órgãos, entes ou Poderes, vedado controle externo no que se
refere aos aspectos discricionários da atuação.
(C) submete-se a controle interno, pelos órgãos que integram sua própria estrutura, e a controle
externo, desempenhado pelo Tribunal de Contas e pelo Poder Judiciário, vedada análise de qualquer
aspecto discricionário.
(D) admite controle do poder externo, tanto dos órgãos que integram a estrutura da Administração,
quanto do Tribunal de Contas, cuja análise de mérito é mais restrita que o controle desempenhado
pelo Poder Judiciário, que o faz sem distinção.
(E) submete-se a controle externo exercido pelo Legislativo, com auxilio do Tribunal de Contas,
que pode abranger análise de critérios que excedem a legalidade, tal como economicidade.

63(FCC/TRT 2/Oficial de Justiça) Os atos praticados pela Administração estão sujeitos a


controle, exercido por diversos entes, em variados graus e medidas. O controle judicial possui
amparo constitucional, abrangendo análise

(A) estritamente de legalidade, não abrangendo atos discricionários ou violação de outros princípios
constitucionais.
(B) eminentemente de legalidade, como, por exemplo, a conveniência e oportunidade dos motivos
para a prática de determinado ato.
(C) eminentemente de legalidade, podendo, no entanto, também apreciar aspectos técnicos dos atos
discricionários.
(D) abrangente, tanto dos aspectos de legalidade, quanto de moralidade e discricionariedade dos
atos administrativos, sem distinção.
(E) restritiva, considerando apenas os aspectos de legalidade referentes à forma dos atos, excluindo
análise de violação ao princípio da moralidade e qualquer elemento do ato discricionário.

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64(FCC/Pref. De Recife/Procurador) Sobre o controle judicial da Administração pública, é
correto afirmar:

(A) Quando a falta de norma regulamentadora tornar inviável o exercício das prerrogativas
inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, conceder-se-á mandado de segurança coletivo.
(B) Consoante súmula do STJ, é cabível o habeas data ainda que não tenha havido recusa de
informações por parte da autoridade administrativa.
(C) Não há que se falar em invasão do mérito quando o Poder Judiciário aprecia fatos precedentes e
motivadores da elaboração do ato administrativo discricionário.
(D) Os atos políticos são insuscetíveis de apreciação judicial, eis que dizem respeito a interesses
superiores da nação.
(E) Nas ações específicas de controle da Administração pública não incidem prerrogativas
ordinariamente conferidas a esta nas ações comuns, tais como juízo privativo e duplo grau de
jurisdição.

SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS


(LEI 8.112/90 E NORMAS CONSTITUCIONAIS)

65(FCC/TRT-16/Tecnologia da Informação) Juscelino, servidor público federal, praticou falta


administrativa e foi penalizado com a sanção de suspensão por noventa dias. Nos termos da Lei no
8.112/1990, a falta funcional praticada por Juscelino, que acarretou nessa punição, foi

(A) revelar segredo do qual se apropriou em razão do cargo.


(B) inassiduidade habitual.
(C) incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição.
(D) recusar fé a documentos públicos, reincidentemente.
(E) proceder de forma desidiosa.

66(FCC/TRF-2/Técnico Judiciário) No que concerne ao direito de petição, previsto


constitucionalmente, e sua aplicação aos servidores públicos, é correto afirmar que

(A) embora haja regramento constitucional, inexistindo previsão na Lei n 8.112/1990, não se pode
considerar aplicável o direito nas relações travadas na esfera administrativa.
(B) é assegurado ao servidor público na Lei nº 8.112/1990, inclusive com previsão de cabimento de
pedido de reconsideração e recurso administrativo.
(C) não se aplica diretamente aos servidores, que podem, no entanto, fazê-lo por intermédio de sua
chefia imediata.
(D) é aplicável ao servidor público na esfera administrativa, com possibilidade de apresentação de
pedido de reconsideração, vedada, no entanto, a interposição de recurso em razão daquela decisão.
(E) é garantido aos servidores, do qual decorre o direito de recorrer, uma única vez, às autoridades
superiores, vedada interposição de recursos sucessivos daquela e de subsequentes decisões.

67(FCC/TRF-3/Técnico Judiciário) Considere os seguintes atos:

I. Inquirição de testemunhas.

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II. Interrogatório do servidor acusado.
III. Apresentação de defesa escrita.
IV. Indiciação do servidor.

Nos termos da Lei nº 8.112/1990, as fases do processo administrativo disciplinar ocorrem na ordem
descrita em

(A) II, I, III e IV.


(B) I, II, IV e III.
(C) II, I, IV e III.
(D) I, II, III e IV.
(E) IV, II, III e I.

68(FCC/TRT-19/Técnico Judiciário) Sobre os servidores públicos, conforme determina a


Constituição federal, considere:

I. É estável o servidor público nomeado para cargo de provimento derivado ou efetivo, em virtude
de concurso público, após dois anos de efetivo exercício.

II. O servidor público estável poderá perder o cargo mediante processo administrativo em que lhe
seja assegurada ampla defesa.

III. Se for invalidada, por sentença judicial, a demissão de um servidor estável, ele será reintegrado.
Nesse caso, o eventual ocupante da vaga, se também estável, será reconduzido ao cargo de origem,
sem direito à indenização, ou será aproveitado em outro cargo ou será posto em disponibilidade
com remuneração proporcional ao tempo de serviço.

Está correto o que consta APENAS em

(A) I
(B) II
(C) III
(D) I e II
(E) II e III

69(FCC/TRT-19/Técnico Judiciário) Alice, servidora pública do Tribunal Regional do Trabalho


da 19a Região, encontrava-se em seu local de trabalho, exercendo normalmente suas atribuições,
quando foi surpreendida por um particular que lhe dirigiu graves xingamentos, ofensivos à sua
moral. Alice, abalada emocionalmente, ofendeu fisicamente o particular. Nos termos da Lei
no 8.112/1990, Alice

(A) está sujeita à pena de repreensão


(B) não sofrerá punição, haja vista ter agido sem legítima defesa
(C) cometeu ato de improbidade e pode sofrer a suspensão dos seus direitos políticos por 8 (oito)
anos
(D) está sujeita à pena de demissão
(E) não sofrerá punição, mas terá o episódio registrado em seu prontuário, para fins de antecedentes
funcionais.
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70(FCC/METRO SP/Advogado) Pedrus, servidor público da Administração Direta, foi investido
no mandato de Vereador de determinado Município de São Paulo. Nos termos da Constituição
Federal, caso inexista compatibilidade de horários entre o cargo efetivo e o cargo eletivo, Pedrus

(A) ficará afastado do cargo eletivo e receberá obrigatoriamente a remuneração do cargo efetivo.
(B) será afastado do cargo efetivo e receberá obrigatoriamente a remuneração do cargo eletivo.
(C) será afastado do cargo efetivo, podendo optar pela remuneração de quaisquer dos cargos.
(D) será exonerado do cargo efetivo.
(E) perderá o cargo eletivo.
71(FCC/TRT 19/Analista Judiciário) Segundo a disciplina da Lei no 8.112/90, uma das fases do
processo disciplinar denomina-se inquérito administrativo. A propósito do tema, considere a
seguinte situação hipotética: a Administração pública, durante o inquérito administrativo, não
concedeu oportunidade de contraditório e ampla defesa ao servidor público interessado, justificando
que durante tal fase tais garantias encontram-se mitigadas em prol do interesse público. Neste caso,
a Administração pública

(A) não agiu corretamente, pois na fase do inquérito tais garantias existem e devem ser respeitadas.
(B) agiu corretamente, pois tais garantias não se aplicam na fase do inquérito.
(C) agiu corretamente, pois tais garantias, embora existam no inquérito, podem ser negadas em prol
do interesse público.
(D) não agiu corretamente, pois embora a regra seja a inexistência de tais garantias no inquérito,
elas não podem ser obstaculizadas sob a justificativa do interesse público envolvido.
(E) agiu corretamente, pois pode, mediante sua atuação discricionária, negar tais garantias em
qualquer fase do processo disciplinar.

72(FCC/TRF 3/Analista Judiciário) Maria, servidora pública do Tribunal Regional Federal da 3a


Região, desesperada para pagar uma conta pessoal já vencida, ausentou-se do serviço, durante o
expediente, sem prévia autorização de seu chefe imediato. Vale salientar que Maria jamais sofreu
qualquer sanção administrativa, tendo um histórico impecável na vida pública. Nos termos da Lei
no 8.112/90, Maria

(A) está sujeita à pena de suspensão.


(B) não está sujeita a qualquer sanção administrativa, sendo mantido intacto seu prontuário.
(C) está sujeita à pena de advertência.
(D) está sujeita à pena de censura.
(E) não está sujeita a qualquer sanção administrativa, no entanto, o fato será anotado em seu
prontuário.

73(FCC/TRT 2/Analista Administrativo) Servidor Público federal, ocupante de cargo junto ao


Ministério da Fazenda, foi deslocado, no âmbito do mesmo quadro, com mudança de sede, no
interesse da Administração. O ato administrativo descrito, nos termos da Lei no 8.112/1990,
denomina-se

(A) redistribuição, que se constitui na modalidade de deslocamento do servidor que se dá de ofício,


no interesse da Administração, com ou sem mudança de sede, independentemente de motivação.

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(B) remoção, que compreende as modalidades de ofício, hipótese em que o deslocamento do
servidor se dá no interesse da administração, e a pedido, hipótese em que o deslocamento do
servidor se dá a critério da Administração, podendo, no entanto, ocorrer independentemente do
interesse da Administração, nas situações expressamente autorizadas pela Lei.
(C) transferência, que é a modalidade de deslocamento do servidor que se dá de ofício, com ou sem
mudança de sede, sempre no interesse da Administração.
(D) remoção, que compreende as modalidades de ofício, hipótese em que o deslocamento do
servidor se dá no interesse da Administração, e a pedido, hipótese em que o deslocamento do
servidor se dá, exclusivamente, a critério da Administração.
(E) recondução, que se constitui na modalidade de deslocamento do servidor que se dá de ofício, no
interesse da administração, com ou sem mudança de sede, hipótese em que a motivação do ato é
dispensada; denominando-se redistribuição, o deslocamento a pedido do servidor.

74(FCC/TRT 16/Analista Administrativo) André, servidor público do Tribunal Regional do


Trabalho da 19a Região, acumulou ilegalmente seu cargo com outro no âmbito do Tribunal de
Justiça do Estado de Alagoas. O TRT tomou conhecimento da infração, no entanto, não tomou
providência, já tendo transcorrido o prazo de dois anos da ciência. Na hipótese narrada e nos termos
da Lei no 8.112/90, a ação disciplinar

(A) pende de condição suspensiva, pois é necessário aguardar a ciência do TJ (Tribunal de Justiça
de Alagoas) para adotar eventual medida administrativa.
(B) está prescrita, pois, no caso narrado, o prazo prescricional é de dois anos.
(C) está prescrita, pois, no caso narrado, o prazo prescricional é de cento e oitenta dias.
(D) não está prescrita.
(E) está prescrita, pois, no caso narrado, o prazo prescricional é de um ano.

75(FCC/TRT 16/Analista Administrativo) Cristiano, servidor público federal, responde a


processo disciplinar em razão de grave conduta cometida. Após a tipificação da infração disciplinar,
foi formulada a indiciação de Cristiano, com a especificação dos fatos a ele imputados e das
respectivas provas. O próximo passo será sua citação para apresentar defesa escrita. Ocorre que
Cristiano encontra-se em lugar incerto e não sabido, razão pela qual sua citação dar-se-á por edital.
Nos termos da Lei no 8.112/90, o prazo para defesa na hipótese narrada será de

(A) 10 dias, contados a partir da primeira publicação do edital.


(B) 15 dias, contados a partir da última publicação do edital.
(C) 30 dias, contados a partir da última publicação do edital.
(D) 25 dias, contados a partir da primeira publicação do edital.
(E) 20 dias, contados a partir da última publicação do edital.

76(FCC/TRT 2/Analista Administrativo) Os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais foram


inscritos no título da Constituição Federal dedicado a enunciar os direitos e garantias fundamentais.
Tal posicionamento sugere, sob certa perspectiva, a qualificação desses direitos como direitos
fundamentais da pessoa humana. Nesse sentido, o constituinte acabou por estendê-los, em grande
medida, a outras categorias de trabalhadores, a exemplo dos servidores públicos e dos trabalhadores
domésticos. No caso dos servidores públicos, o texto constitucional determina a extensão, dentre
outros, dos seguintes direitos:

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(A) remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; proibição de distinção entre trabalho
manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos; e licença à gestante, sem prejuízo
do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias.
(B) garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável;
proteção em face da automação; e salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de
baixa renda.
(C) proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos; remuneração do
trabalho noturno superior à do diurno; e salário-família pago em razão do dependente do
trabalhador de baixa renda.
(D) jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento;
proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos; e proteção do salário
na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa.
(E) jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento;
proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais
respectivos; e assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até cinco anos de
idade em creches e pré-escolas.

77(FCC/TRT 16/Analista Judiciário) Poliana, após tomar posse em determinado cargo público,
não entrou em exercício no prazo estabelecido. Nos termos da Lei no 8.112/90, a conduta de
Poliana acarretará sua

(A) demissão.
(B) exoneração de ofício.
(C) cassação de disponibilidade.
(D) suspensão por noventa dias, até que regularize a falta cometida.
(E) advertência, compelindo-a a regularizar a falta cometida.

78(FCC/TRT 16/Analista Judiciário) João, Manoela e Francisco, todos servidores públicos


federais, praticaram condutas sujeitas às respectivas sanções previstas na Lei no 8.112/90. João
recusou-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente. Manoela
revelou segredo do qual se apropriou em razão do cargo. Francisco aliciou seus subordinados para
que se filiassem a um determinado partido político.

A ação disciplinar prescreverá em dois anos para a sanção referente à(s) falta(s) praticada(s) por

(A) João, Manoela e Francisco.


(B) João e Francisco.
(C) Manoela.
(D) Manoela e Francisco.
(E) João.

79(FCC/TRT 19/Oficial de Justiça) Caterina, servidora pública federal, deverá ter exercício em
outro Município em razão de ter sido removida. Nos termos da Lei no 8.112/90, a servidora terá um
prazo mínimo, contado da publicação do ato, para a retomada do efetivo desempenho das
atribuições do cargo, incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova
sede. O prazo mínimo a que se refere o enunciado é de

(A) dez dias.


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(B) um mês.
(C) cinco dias.
(D) setenta e duas horas.
(E) quinze dias.

80(FCC/ALEPE/Consultor Legislativo Administração) Consideradas as disposições contidas na


Constituição Federal acerca dos cargos, empregos e funções públicos, é correto afirmar:

(A) os empregos e funções públicos são acessíveis a brasileiros e estrangeiros, mas os cargos
públicos somente são acessíveis a brasileiros.
(B) os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração destinam-se apenas
às atribuições de direção, chefia e assessoramento.
(C) a exigência constitucional de aprovação prévia em concurso público refere-se somente à
investidura em cargos públicos efetivos, sendo dispensada para cargos comissionados e empregos
públicos.
(D) a Administração pública de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios deverá publicar decreto reservando percentual dos seus respectivos cargos públicos
para as pessoas portadoras de deficiência.
(E) por força de Emenda à Constituição, não mais se admite a contratação por tempo determinado
no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

81(FCC/METRO SP/Administrador) Os servidores públicos sujeitam-se a deveres legais e têm


assegurado outra gama de direitos em seu favor. Alguns desses direitos e deveres relacionam-se aos
princípios que regem a atuação da Administração pública, podendo-se exemplificar com a:

(A) possibilidade de greve nos serviços públicos, considerando entendimento jurisprudencial do


STF, diante da inexistência de lei específica, como expressão do princípio da continuidade dos
serviços públicos.
(B) permissão de greve para os servidores públicos, amplamente permitida ante a ausência de
regramento legal ou jurisprudencial, como expressão do princípio da igualdade.
(C) proibição de greve para todos os servidores estatutários e a possibilidade de greve para todos os
celetistas, como expressão do princípio da eficiência.
(D) possibilidade plena de greve para todos os ocupantes s de cargo, emprego e função, como forma
de expressão do princípio da impessoalidade.
(E) proibição de greve no serviço público, posto ser integralmente vedada para todas as categorias,
como expressão do princípio da legalidade.

82(FCC/TRF 3/Contador) Claudio, servidor público federal ocupante de cargo efetivo, foi
colocado em disponibilidade em face da extinção do órgão no qual estava lotado. Posteriormente, o
Órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinou o imediato provimento, por Cláudio, de vaga
aberta junto a outro órgão da Administração pública federal. De acordo com as disposições da Lei
no 8.112/90, referida situação caracteriza:

(A) aproveitamento, cabível desde que se trate de cargo com vencimentos e atribuições compatíveis
com o anteriormente ocupado pelo servidor.
(B) recondução, obrigatória apenas se o servidor estiver em disponibilidade há menos de 5 (cinco)
anos.

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(C) reintegração, somente obrigatória em se tratando de órgão sucessor do extinto nas respectivas
atribuições.
(D) reversão, facultativa para o servidor, que poderá optar por permanecer em disponibilidade,
recebendo 50% (cinquenta por cento) de seus vencimentos.
(E) redistribuição, obrigatória para o servidor, independentemente dos vencimentos do novo cargo.

83(FCC/TRT 19/Contador) Monique, servidora pública federal, descumpriu ordens diretas de seu
superior hierárquico, ordens estas decorrentes da própria lei, referentes ao exercício de atividades
inerentes ao cargo por ela ocupado. Nos termos da Lei no 8.112/90, Monique cometeu

(A) incontinência hierárquica, passível de pena de advertência.


(B) insubmissão dolosa, passível de pena de suspensão por noventa dias.
(C) insubordinação grave, passível de demissão.
(D) recalcitrância administrativa, passível de pena de suspensão por sessenta dias.
(E) desinteligência hierárquica, não passível de punição, mas terá o episódio registrado em seu
prontuário, para fins de antecedentes funcionais.

84(FCC/TRT 19/Contador) Jéssica, servidora pública federal, aposentou-se por invalidez em


2011. Decorridos dois anos, a junta médica oficial declarou insubsistentes os motivos de sua
aposentadoria. Cumpre salientar que Jéssica, no início de 2013, completou 70 (setenta) anos de
idade. A propósito do tema e nos termos da Lei no 8.112/90,

(A) aplica-se, no caso, o instituto da recondução.


(B) aplica-se, no caso, o instituto da readaptação.
(C) é possível a reversão, independentemente da idade, devendo Jéssica, posteriormente, requerer
sua aposentadoria por idade.
(D) não é possível a reversão, uma vez que Jéssica completou setenta anos de idade.
(E) é possível a recondução de Jéssica, independentemente da idade, devendo, posteriormente,
requerer sua aposentadoria por idade.

85(FCC/TRT 16/Contador) Vinicius, servidor público federal, pretende tirar licença para
capacitação profissional. A propósito de tal licença e nos termos da Lei no 8.112/90, é
INCORRETO afirmar que:

(A) é concedida sem prejuízo da remuneração do servidor


(B) só pode ocorrer após cada quinquênio de efetivo exercício
(C) é concedida no interesse da Administração
(D) se dá com o afastamento do exercício do cargo efetivo
(E) tem, como prazo máximo, o período de dois meses.

86(FCC/Pref. De Recife/Procurador) Quanto às normas constitucionais aplicáveis aos servidores


públicos dos Municípios, é correto afirmar que

(A) a investidura em cargo efetivo ou em comissão ou em emprego público depende de aprovação


prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei.

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(B) aos titulares de cargos efetivos e em comissão é assegurado regime de previdência especial de
caráter contributivo, mediante contribuição exclusiva do respectivo ente público e dos servidores
ativos.
(C) os cargos efetivos são inacessíveis aos estrangeiros, senão para atender a necessidade
temporária de excepcional interesse público.
(D) a aposentadoria por invalidez permanente de servidor titular de cargo efetivo, quando não
decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável,
terá proventos proporcionais ao tempo de serviço.
(E) a aposentadoria compulsória de servidor titular de cargo efetivo, aos 70 anos de idade, terá
proventos proporcionais ao tempo de contribuição.

LEI 8.429/92 (IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA)

87(FCC/TRT-19/Técnico Judiciário) Mateus, agente público, recebeu vantagem econômica,


diretamente de Bruno, para tolerar a exploração de jogo de azar por parte deste último. Nos termos
da Lei no 8.429/92, a conduta de Mateus:

(A) constitui ato ímprobo causador de prejuízo ao erário.


(B) constitui ato ímprobo que importa enriquecimento ilícito.
(C) não constitui ato ímprobo, embora seja conduta criminosa.
(D) constitui ato ímprobo, na modalidade atentatória aos princípios da Administração Pública.
(E) não constitui ato ímprobo, mas caracteriza falta funcional passível de punição na seara
administrativa.

88(FCC/SABESP/Advogado) Em janeiro de 2005, José, vereador de determinado Município,


praticou ato de improbidade administrativa, previsto na Lei no 8.429/92. Em dezembro de 2008,
deu-se o término do exercício do mandato de José e, em janeiro de 2012, o Ministério Público
ajuizou a respectiva ação de improbidade administrativa. A propósito dos fatos narrados, a ação
ajuizada pelo Ministério Público

(A) não é cabível, vez que José não é considerado sujeito ativo de improbidade administrativa.
(B) está prescrita, pois deveria ser ajuizada até janeiro de 2010.
(C) está prescrita, pois deveria ser ajuizada até janeiro de 2011.
(D) não está prescrita, pois poderá ser ajuizada até dezembro de 2015.
(E) não está prescrita, pois poderia ser ajuizada até dezembro de 2013.

89(FCC/METRO SP/Advogado) Marilis, Prefeita de um Município Paulista, foi processada e


condenada por improbidade administrativa, haja vista ter sido comprovada a prática de ato ímprobo
que importou em enriquecimento ilícito. A propósito do aludido ato de improbidade, é
INCORRETO afirmar que

(A) não admite conduta culposa.


(B) admite a medida de indisponibilidade de bens.
(C) tem as sanções mais severas previstas na Lei de Improbidade Administrativa.
(D) pode gerar, dentre outras consequências, a perda da função pública.

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(E) o sucessor não está sujeito às cominações previstas na Lei de Improbidade Administrativa,
independentemente do limite do valor da herança.

90(FCC/TRT 19/Analista Judiciário) Antônio, agente público, foi processado e condenado por
improbidade administrativa. De acordo com a sentença condenatória, Antônio frustrou a licitude de
importante concurso público que ocorreu em Maceió. Nos termos da Lei no 8.429/92, NÃO
constitui sanção passível de ser aplicada a Antônio em razão do ato ímprobo cometido:

(A) Ressarcimento integral do dano, se houver.


(B) Suspensão dos direitos políticos por sete anos.
(C) Perda da função pública.
(D) Proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios pelo prazo de três anos.
(E) Pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração de Antônio.

91(FCC/TRT 16/Analista Administrativo) Maurício é servidor público do Governo do Maranhão,


atuando em cargo diretivo em determinada secretaria e, no exercício regular de suas funções,
recebeu dinheiro em espécie de uma empresa para omitir ato de ofício a que estava obrigado. Neste
caso, Maurício cometeu ato de improbidade administrativa e estará sujeito, dentre outras sanções
previstas na Lei de Improbidade Administrativa, à suspensão dos direitos políticos de

(A) oito a dez anos, e ao pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo
patrimonial.
(B) cinco a oito anos, e ao pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo
patrimonial.
(C) três a cinco anos, e ao pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo
patrimonial.
(D) oito a dez anos, e ao pagamento de multa civil de até cinco vezes o valor do acréscimo
patrimonial.
(E) cinco a oito anos, e ao pagamento de multa civil de até cinco vezes o valor do acréscimo
patrimonial.

92(FCC/TRT 19/Analista Administrativo) Francisco, servidor público federal, está sendo


processado em ação de improbidade administrativa. Segundo o Ministério Público, autor da
demanda, Francisco teria ordenado a realização de despesas não autorizadas em lei. Para que
Francisco seja condenado pela Justiça, deve ficar provado que sua conduta foi

(A) necessariamente dolosa, não sendo necessária a prova de eventual dano ao erário.
(B) necessariamente culposa, não sendo necessária a prova de eventual dano ao erário.
(C) necessariamente dolosa e causadora de dano ao erário.
(D) dolosa ou culposa, não sendo necessária a prova de eventual dano ao erário.
(E) dolosa ou culposa e causadora de prejuízo ao erário.

93(FCC/TRT 16/Analista Judiciário) Beltrano, agente público, foi processado por improbidade
administrativa, haja vista ter praticado ato ímprobo que atenta contra os princípios da
Administração pública. Em sua defesa, alega que agiu sem qualquer intenção de praticar o ato
ímprobo, isto é, com conduta meramente culposa, razão pela qual pleiteou a improcedência da
demanda. A tese de defesa de Beltrano, caso efetivamente comprovada,
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(A) constitui causa de agravamento das sanções previstas na Lei de Improbidade.
(B) não afasta o ato ímprobo.
(C) constitui causa de redução das sanções previstas na Lei de Improbidade.
(D) afasta o ato ímprobo.
(E) afasta única e exclusivamente a aplicação da sanção de suspensão dos direitos políticos.

94(FCC/TRT 16/Oficial de Justiça) Renato é diretor de uma empresa de pequeno porte situada no
Estado do Maranhão, que ao longo dos anos vem praticando diversas irregularidades, dentre elas, a
sonegação de tributo estadual (ICMS). Após receber, em sua empresa, a visita dos fiscais Patrício e
Joaquim, e diante da ameaça iminente de receber sanções administrativas e penais, Renato, ciente
da inocência de Patrício e Joaquim, e para tentar se isentar da fiscalização, resolve denunciá-los ao
Ministério Público, acusando-os da prática de ato de improbidade. Nos termos da Lei no 8.429/92,
Renato

(A) cometeu crime previsto na Lei de Improbidade Administrativa punido com detenção de seis a
dez meses e multa, e estará sujeito a indenizar os denunciados pelos danos materiais, morais ou à
imagem que houver provocado.
(B) cometeu crime previsto na Lei de Improbidade Administrativa punido com reclusão de um a
três anos e multa, e estará sujeito a indenizar os denunciados pelos danos materiais, morais ou à
imagem que houver provocado.
(C) não cometeu crime previsto na Lei de Improbidade Administrativa, pois não acusou os
denunciados da prática de crime, mas sim de ato de improbidade administrativa, e estará sujeito,
apenas, a indenizar os denunciados pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver
provocado.
(D) cometeu crime previsto na Lei de Improbidade Administrativa punido com detenção de três a
seis meses e multa, e estará sujeito a indenizar os denunciados pelos danos materiais, morais ou à
imagem que houver provocado.
(E) cometeu crime previsto na Lei de Improbidade Administrativa punido com detenção de um a
dois anos e multa, e estará sujeito a indenizar os denunciados pelos danos materiais, morais ou à
imagem que houver provocado.

95(FCC/TRT 16/Oficial de Justiça) Justino praticou ato de improbidade administrativa que


atentou contra os princípios da Administração pública. Marcio praticou ato de improbidade
administrativa que importou em enriquecimento ilícito. Tonico praticou ato de improbidade
administrativa que causou prejuízo ao erário. Nos termos da Lei no 8.429/92, o Ministério Público,
ao propor as respectivas ações de improbidade, poderá requerer a medida de indisponibilidade de
bens contra:

(A) Marcio e Tonico, apenas.


(B) Justino, Marcio e Tonico.
(C) Tonico, apenas.
(D) Marcio, apenas.
(E) Marcio e Justino, apenas.

96(FCC/TRT 19/Analista Administrativo) Emerson, agente público, está respondendo a uma


ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público. Segundo a petição inicial da
ação, Emerson teria deixado de prestar contas quando estava obrigado a fazer.
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Em razão disso, o Ministério Público requereu a indisponibilidade de seus bens, o que foi indeferido
pelo juiz sob o fundamento de que o ato ímprobo em questão não causou prejuízo ao erário ou
mesmo enriquecimento ilícito. A propósito do tema e nos termos da Lei no 8.429/92,

(A) não está correta a decisão do juiz, pois o ato ímprobo em questão comporta o pedido de
indisponibilidade de bens, não importando se inexistiu prejuízo ao erário ou enriquecimento ilícito.
(B) pela descrição da conduta, sequer existe ato ímprobo, logo, o juiz deveria ter rejeitado de plano
a petição inicial.
(C) não está correta a decisão do juiz, pois a indisponibilidade de bens é cabível para qualquer ato
ímprobo e em qualquer circunstância, sempre visando o interesse público.
(D) está correta a decisão do juiz, pois não é cabível, na hipótese narrada, a medida de
indisponibilidade de bens.
(E) pela descrição do enunciado, foi praticada conduta expressamente prevista na lei como ato
ímprobo que importa enriquecimento ilícito; logo, o juiz deveria ter deferido a indisponibilidade de
bens.

97(FCC/TRT 16/Contador) Suzana, servidora pública, permitiu a permuta de bem público por
preço superior ao de mercado, razão pela qual foi condenada por improbidade administrativa. Uma
das sanções aplicáveis ao agente ímprobo é a suspensão dos seus direitos políticos que, no caso de
Suzana, será de

(A) 5 a 8 anos.
(B) 8 a 10 anos.
(C) 3 anos, obrigatoriamente.
(D) 2 a 4 anos.
(E) 10 anos, obrigatoriamente.

98(FCC/TRT-16/Tecnologia da Informação) O Sr. XYZ, Secretário Municipal de determinado


Município do Estado do Maranhão, foi responsável pela contratação direta de quinze pessoas para
trabalharem na Prefeitura, sem a realização do respectivo concurso público. Posteriormente,
descobriu-se ilegal o procedimento adotado por XYZ, que atuou com imperícia no trato da coisa
pública, isto é, não agiu dolosamente. Diante disso, o Ministério Publico ingressou com ação de
improbidade administrativa contra o Secretário. No caso narrado e nos termos da Lei no
8.429/1992, o Sr. XYZ

(A) praticou ato ímprobo que importa enriquecimento ilícito.


(B) praticou ato ímprobo causador de prejuízo ao erário.
(C) não praticou ato de improbidade, haja vista ser necessário o dolo para a caracterização do ato
ímprobo narrado.
(D) praticou ato ímprobo que atenta contra os princípios da Administração pública.
(E) é parte ilegítima para figurar como ré em ação de improbidade.

99(FCC/TRT-16/Técnico Judiciário) Matheus, servidor público, concedeu benefício


administrativo sem a observância das formalidades legais aplicáveis à espécie e foi condenado por
improbidade administrativa, tendo em vista o cometimento de ato ímprobo causador de lesão ao
erário. A propósito do tema, considere as afirmativas abaixo:

I. Comporta a medida de indisponibilidade de bens.


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II. Não tem como uma de suas sanções a condenação em multa civil.
III. Admite conduta culposa.
IV. Não atinge, em qualquer hipótese, o sucessor do agente ímprobo.

Nos termos da Lei no 8.429/1992 e tendo em vista as características e peculiaridades do ato


ímprobo cometido por Matheus, está correto o que consta APENAS em

(A) I e IV.
(B) I, II e III.
(C) II e IV.
(D) II, III e IV.
(E) I e III.

100(FCC/TRT-16/Técnico Judiciário) Tíbério, Governador de determinado Estado brasileiro, foi


condenado às seguintes sanções pelo cometimento de ato ímprobo: ressarcimento de dano e perda
de valores acrescidos ilicitamente ao seu patrimônio. Após a condenação tornar-se definitiva, o
Ministério Público requereu a execução do julgado, a fim de serem aplicadas as sanções. No
entanto, o juiz responsável pelo processo indeferiu o requerimento, sob o fundamento de que a
aplicação das sanções dependeria da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle
interno ou pelo Tribunal de Contas, o que ainda não havia ocorrido. A postura do magistrado está

(A) incorreta, haja vista tratar-se de Governador de Estado.


(B) correta, haja vista tratar-se de Governador de Estado.
(C) correta, pois, em razão da natureza das sanções impostas a Tibério, é necessária a aprovação ou
rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal de Contas, antes de serem
aplicadas.
(D) incorreta, pois a aplicação de quaisquer das sanções previstas na Lei de Improbidade
Administrativa independe da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou
pelo Tribunal de Contas.
(E) incorreta, pois tal requisito só se faz necessário para a aplicação da sanção de perda da função
pública.

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GABARITOS

1 C 2 D 3 E 4 B 5 A 6 E 7 D 8 D 9 C 10 B
11 B 12 D 13 D 14 B 15 A 16 E 17 E 18 C 19 E 20 C
21 E 22 C 23 E 24 D 25 D 26 D 27 B 28 C 29 A 30 E
31 D 32 D 33 C 34 E 35 B 36 D 37 D 38 E 39 E 40 E
41 C 42 A 43 A 44 C 45 C 46 E 47 B 48 X 49 E 50 B
51 B 52 A 53 B 54 E 55 A 56 D 57 A 58 C 59 B 60 B
61 C 62 E 63 C 64 C 65 D 66 B 67 B 68 E 69 D 70 C
71 A 72 C 73 B 74 D 75 B 76 C 77 B 78 E 79 A 80 B
81 A 82 A 83 C 84 D 85 E 86 E 87 B 88 E 89 E 90 B
91 A 92 E 93 D 94 A 95 A 96 D 97 A 98 C 99 E 100 D

COMENTÁRIOS

QUESTÃO 01:

Tendo em vista que a questão solicita a alternativa correta, irei analisar todas as alternativas
apontando as incorreções:

a) Errada. Diversas teorias tentam explicar a relação jurídica existente entre o Estado e seus agentes
públicos, pessoas que agem em nome do Estado, por vontade própria. Dentre essas teorias, a
doutrina majoritária preferiu a denominada teoria do órgão ou da imputação.
Segundo Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino: “Por essa teoria, amplamente adotada por nossa
doutrina e jurisprudência, presume-se que a pessoa jurídica manifesta sua vontade por meio dos
órgãos, que são partes integrantes da própria estrutura da pessoa jurídica, de tal modo que, quando
os agentes atuam nestes órgãos manifestam sua vontade, considera-se que esta foi manifestada pelo
próprio Estado. Fala-se em imputação (e não representação) da atuação do agente, pessoa natural,
à pessoa jurídica.”

b) Errada. Primeiramente, é sempre bom lembrar que essa regra não comporta exceção. Todo órgão
público é sempre criado e extinto através de lei. A incorreção está na iniciativa de lei, pois nem
sempre será do Chefe do Executivo. Para este, a iniciativa é, apenas, para criação de órgãos no
âmbito deste Poder.

c) Correta. O órgão, por ser um ente despersonalizado, via de regra não possui capacidade
processual para estar em juízo, ou seja, não pode figurar em um dos pólos da relação jurídica.
Entretanto o Código de Processo Civil, em seu artigo 7º, atribui capacidade processual para os
órgãos independentes e autônomos, não alcançando os demais órgãos públicos. A jurisprudência e

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a doutrina atribuem capacidade processual do órgão público para impetração de mandado de
segurança, na defesa de sua competência, quando violada por outro órgão.
d) Errada. O examinador está tentando nos enganar! Uma coisa é a extinção de cargo outra a do
órgão. Tanto a criação quanto à extinção do órgão, são sempre feitas por lei. Já o cargo público é
sempre criado por lei e, como regra, extinto por lei. Porém, nos termos da CF, art. 84, VI, se estiver
vago, poderá ser extinto por decreto autônomo.

e) Errada. As Câmaras Municipais são órgãos independentes e integram a estrutura do Poder


Legislativo Municipal.

QUESTÃO 02:

Para exercer suas funções, o Estado organiza-se de duas formas básicas: administração centralizada
e administração descentralizada. Daí, surgem, respectivamente, os conceitos de centralização e
descentralização.

Centralização (ou administração centralizada) dá-se quando o Estado exerce suas atividades por
meio de seus órgãos e agentes integrantes da estrutura da Administração Direta. Podemos entender
que essa definição foi colocada na alternativa “A”.

Já na descentralização (ou administração descentralizada) ocorre quando as entidades políticas


(União, Estados, Distrito Federal e Municípios) exercem suas funções através de outras pessoas
físicas ou jurídicas. Esse processo poderá ocorrer por outorga ou por delegação. Assim, temos:

a) Descentralização por outorga – resulta na criação da Administração Indireta (pessoas jurídicas


com personalidade de direito público ou de direito privado), que mantém uma relação de vinculação
(não é subordinação!) com o ente criador.

Com isso, percebemos que o gabarito é letra “D” e encontramos os erros das alternativas “B”
(podem ter natureza de direito privado ou não) e da “C” (mantêm vínculo com a Administração
Direta).

b) Descentralização por delegação – ocorre quando o Estado transfere somente a execução do


serviço para particulares (pessoas físicas ou jurídicas) que atuarão em colaboração com o Estado. É
o caso das concessionárias e permissionárias. Essa definição encontra-se na letra “E”. Vale lembrar
que o enunciado pediu a definição de administração descentralizada, ou seja, do processo de
descentralização por outorga (e não por delegação!).
Pra finalizar, e não passar “em branco”, registramos que a desconcentração resulta na criação dos
órgãos públicos, sendo definida como a distribuição interna de competências dentro de uma mesma
pessoa jurídica.

QUESTÃO 03:

Tendo em vista a explicação da questão anterior, fica fácil...Trata-se da criação de autarquia


(Administração Indireta), logo, a questão versa sobre o processo de descentralização. Assim,
descaramos as alternativas “A” e “D”.

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Na alternativa “C”, a questão trata da descentralização política que seria o processo de criação das
próprias entidades políticas, ou seja, da União, dos Estados, do Distrito Federal e Mnicípios.

Ficamos entre duas: “B” e “E”. Porém, na letra “B”, temos uma incorreção, pois ela fala em relação
de hierarquia (o correto é vinculação!). Assim, temos que o gabarito só pode ser a letra “E”.

QUESTÃO 04:

Nos termos da CF, art. 37, XIX, a única entidade da Administração Indireta que é criada
diretamente por lei é a autarquia (não havendo, assim, necessidade de registro dos atos
constitutivos). As demais entidades têm sua criação apenas autorizada por lei específica, havendo,
consequentemente, necessidade de registro. Vale lembrar que as empresas públicas e as sociedades
de economia mista possuem personalidade jurídica de direito privado, sendo que as primeiras
poderão adotar qualquer forma permitida no Direito, já as segundas, apenas a de sociedade
anônima.
QUESTÃO 05:

Questão interessante! Eu diria até diferente das tradicionais! Mas não deixa de ser fácil...
Então, o examinador vem dando pistas pra descobrirmos de quem ele está falando. A primeira delas
está no próprio enunciado, pois são “entidades da Administração Indireta”.
Ao passarmos para o item I, já eliminamos uma delas. Nos termos da CF, art. 37, XIX, apenas as
autarquias são criadas por lei específica. As demais a lei específica só autoriza a criação.
Com a segunda pista, matamos a questão! Quem ingressa por concurso público, mas não ocupa
cargo público e nem tem a estabilidade prevista no art. 41, da CF? Isso mesmo, os empregados
públicos....que são encontrados nas EMPRESAS PÚBLICAS E SOCIEDADES DE ECONOMIA
MISTA.
E, finalmente, para ter certeza, analisaremos o item III: Essas entidades estão submetidas às regras
de acumulação de cargos (CF, art. 37, XVII) e, nem sempre, ao teto remuneratório (CF, art. 37, §
9º.). Quanto a esse último detalhe, vale lembrar que só as empresas públicas e as sociedades de
economia mista só estarão sujeitas ao teto quando receberem recursos da União, dos Estados, do
Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.
QUESTÃO 06:

Tendo em vista que a questão versa sobre as semelhanças e distinções entre as empresas públicas e
sociedades de economia mista, vale um breve resumo:

Empresa pública é a entidade com personalidade jurídica de Direito Privado, integrante da


Administração Indireta, instituída pelo Poder Público, mediante autorização legislativa específica,
revestindo-se de qualquer das formas admitidas em Direito e com capital exclusivamente
público, para exploração de atividades econômicas ou execução de serviços públicos.

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Sociedade de Economia Mista é a entidade com personalidade jurídica de Direito Privado,
integrante da Administração Indireta, instituída pelo Poder Público, mediante autorização
legislativa específica, revestindo-se sob a forma de sociedade anônima e com controle acionário
do Poder Público, para exploração de atividades econômicas ou execução de serviços públicos.
As empresas públicas e as sociedades de economia mista possuem as seguintes
CARACTERÍSTICAS COMUNS:

 Personalidade jurídica de Direito Privado (sem as prerrogativas de Direito Público)


 Criação por autorização legislativa específica
 Objeto: atividade econômica ou prestação de serviço público
 Regime de pessoal: celetista (trabalhista), mas o ingresso depende previamente de concurso
público
 Estão sujeitas às regras gerais de licitação (Lei 8.666/93), porém poderão ter seu próprio
estatuto, quando seu objeto for atividade econômica (CF, art. 173, § 1º, III)
 Estão sujeitas a um regime híbrido, ou seja, seguem regras do direito público (concurso
público e licitação, por exemplo) e regras do direito privado (obrigações trabalhistas, por exemplo).

Já como DISTINÇÕES entre elas, podemos apontar as seguintes através do quadro abaixo:

Distinções Sociedade de Economia Mista Empresa Pública


Forma Societária somente S/A (Sociedade Anônima)
Qualquer forma (inclusive S/A)
Majoritariamente Público
Composição do Capital Exclusivamente Público
Foro Processual* Justiça Estadual (U/E/DF/M) Justiça Federal (União) ou Justiça
Estadual (E/DF/M)
Exemplos Banco do Brasil, Petrobras, Instituto
Correios,de Caixa Econômica Federal
Resseguros do Brasil (IRB), (CEF), dentre outras
dentre
outros
* No caso de causas trabalhistas, o foro é o mesmo – Justiça do Trabalho
Assim, após esse breve resumo, constatamos que o gabarito é a letra “E”.
QUESTÃO 07:

Na segunda questão deste material já discutimos os conceitos de descentralização e de


desconcentração e vimos que no tocante à estrutura da Administração Pública temos:

 Desconcentração – criação de órgãos públicos

 Descentralização – criação das entidades da Administração Indireta

Tendo em vista que o Município “cria uma empresa pública”, ocorreu o processo de
descentralização (já eliminamos as alternativas “A”, “B” e “E”). Agora, temos que conhecer um
pouco sobre a classificação dos serviços públicos quanto aos destinatários: serviços gerais (uti
universi) x serviços individuais (uti siguli).
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Os serviços gerais (uti universi) são prestados sem ter usuários determinados, para atender à
coletividade no seu todo, como os de polícia, iluminação pública e limpeza urbana. São indivisíveis,
devendo ser mantidos, como regra, por imposto. Já os serviços individuais (uti singuli) possuem
usuários determinados e utilização particular e mensurável para cada destinatário, devendo ser
remunerados por taxa (tributo) ou tarifa (preço público), tais como iluminação domiciliar, coleta de
lixo e telefone.
Assim, ao criar uma empresa pública para tornar mais eficiente a coleta de lixo domiciliar, o
Município praticou a descentralização de um serviço uti singuli.
QUESTÃO 08:

A questão versa sobre a imunidade tributária recíproca, prevista no art. 150, VI, “a” da Constituição
Federal, cláusula pétrea que protege o pacto federativo ao vedar “à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios instituir impostos sobre o patrimônio, a renda ou serviços, uns dos
outros”.

Inicialmente cabe grifar que o texto constitucional ao tratar da imunidade recíproca falou em
impostos, e não em tributos, de maneira geral. Assim, não há impedimento para que a União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios cobrem as demais espécies tributárias uns dos outros.
Não há impedimento, por exemplo, para que um Município cobre uma taxa da União.

O Poder Constituinte, no § 2° do mesmo art. 150, estende esta imunidade “às autarquias e às
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos
serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes”. Complementou, assim, a
abrangência da imunidade às autarquias e fundações, atingindo, apenas, o patrimônio, a renda e os
serviços vinculados às suas finalidades essenciais ou às decorrentes delas (restrição que não existe
em relação aos entes políticos).

Assim, percebemos que Facundo foi infeliz na sua atuação como fiscal, tendo em vista a afirmativa
da alternativa “D”.

QUESTÃO 09:

Quanto à posição estatal, os órgãos públicos classificam-se como independentes, autônomos,


superiores e subalternos.

Os órgãos superiores são aqueles que possuem atribuições de direção, controle e decisão, mas que
sempre estão sujeitos ao controle hierárquico de uma chefia mais alta. Não têm autonomia
administrativa nem financeira. Incluem-se nessa categoria órgãos com denominações muito
heterogêneas, como Procuradorias, Coordenadorias, Gabinetes, Divisões e Departamentos.

Já os órgãos autônomos estão situados na cúpula da Administração Pública. Hierarquicamente,


encontram-se logo abaixo dos órgãos independentes. Possuem ampla autonomia administrativa,
financeira e técnica, caracterizando-se como órgãos diretivos. São exemplos: os Ministérios, as
Secretarias de Estado, a AGU etc.

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Assim, percebemos que o equívoco de Luísa foi ter indicado os Ministérios como órgãos superiores,
pois os mesmos são órgãos autônomos.

QUESTÃO 10:

Vamos analisar os itens...

I – Correta. No início da década de 90, iniciou-se um processo denominado “Reforma do Estado”,


que tinha como objetivo principal a redução da máquina administrativa (formação de um “Estado
Mínimo”). Nesse contexto, surgem as Agências Reguladoras com o objetivo de fiscalizar a
prestação de serviços públicos praticados pela iniciativa privada e de criar regras para o setor.
Com o objetivo de garantir maior grau de independência perante o Poder Executivo, as Agências
Reguladoras criadas em âmbito federal assumiram a forma de autarquias em regime especial.
Dentre as características que compõe o “regime especial” destas autarquias, destacamos o mandato
fixo e a estabilidade de seus dirigentes (impossibilidade de demissão, salvo falta grave apurada
mediante devido processo legal).

Por fim, vale ressaltar que o prazo do mandato fixo dos dirigentes das Agências Reguladoras pode
variar, pois dependerá da lei instituidora de cada uma delas.

II – Errada. A CF não estabelece a exigência de aprovação prévia, pelo Poder Legislativo, dos
dirigentes de empresas públicas e sociedades de economia mista.

III – Errada. O capital das sociedades de economia mista é “misto”, ou seja, público e privado,
sendo que a maioria deve ser público. Assim, deverá ser majoritariamente público e não
exclusivamente público.

Com isso, temos que apenas o item I é correto. Logo, a alternativa correta é a letra “B”.

QUESTÃO 11:

Os serviços públicos por serem prestados no interesse da coletividade devem ser adequados e seu
fornecimento não deve sofrer interrupções. A Lei 8.987/95 (estabelece normas gerais sobre as
concessões e permissões de serviço público) estabelece, em seu art. 6o., que serviço público
adequado é aquele que atende a alguns requisitos, dentre eles, o da continuidade.

Porém, devemos ressaltar que não acarretará uma descontinuidade as interrupções por situações de
emergência ou após aviso prévio – nos casos de segurança, ordem técnica ou inadimplência do
usuário.

QUESTÃO 12:

Boa questão! Se o candidato tivesse calma, perceberia que tal incompatibilidade está relacionada
com o princípio da moralidade. Porém, não podemos justificar o gabarito pela lógica! Então, temos
que a FCC cobrou a literalidade de um julgado do STF. Nessa linha, transcrevo as palavras do
ministro Carlos Velloso, relator do RE 199.088:

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“É claro que as condições para o exercício de profissão deverão ser razoáveis. No caso, parece-me
perfeitamente razoável ficar incompatível com a advocacia quem exerce cargo de assessor de juiz
ou de desembargador. A incompatibilidade, em tal caso, assenta-se, sobretudo, na ética, na
MORALIDADE administrativa, que é princípio constitucional imposto à Administração Pública,
direta e indireta.”

QUESTÃO 13:

Apesar de não encontrar previsão expressa no Texto Constitucional, tal princípio é decorrência do
regime democrático e do sistema representativo. Através dele, presume-se que a atuação do Estado
tenha por finalidade o interesse público.

Sempre que o Estado estiver presente na relação jurídica, como representante da sociedade, seus
interesses prevalecerão sobre os interesses particulares, visto que o Estado defende o bem-comum,
o interesse público primário ou secundário. Tal princípio consagra o Direito Administrativo como
ramo do Direito Público. Marca uma relação de verticalidade existente entre o Estado e os
particulares.

Nas lições de Maria Sylvia Zanella di Pietro, o princípio da supremacia do interesse público está
presente tanto no momento da elaboração da lei como no momento da sua execução em concreto
pela Administração Pública. Ele inspira o legislador e vincula a autoridade administrativa em toda a
sua atuação

QUESTÃO 14:

O princípio da eficiência foi introduzido no Texto Constitucional através da Emenda Constitucional


19/98. Através dele, o agente público tem a obrigação de realizar suas atribuições com presteza,
perfeição e rendimento funcional. Segundo a professora Maria Sylvia Di Pietro, o princípio da
eficiência está relacionado à forma de atuação do agente público, espera-se melhor desempenho
possível de suas atribuições, a fim de obter os melhores resultados.

QUESTÃO 15:

O princípio da publicidade está relacionado com a transparência da Administração Pública. Nesse


contexto, ganha relevo a recente Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/11), que estabelece
normas gerais, em caráter nacional, sobre o acesso à informação no âmbito da Administração
Pública.

Na situação hipotética, a Administração impediu que Roberto tivesse acesso aos autos, sendo que
ainda reforça a ideia de que “o caso não se enquadra em nenhuma das hipóteses de sigilo previstas
em lei.” Ou seja, claramente, houve afronta ao princípio da publicidade.

A publicidade dos atos da administração é a regra, devendo ser ampla. O sigilo é uma exceção para
Administração. Em princípio, todo ato administrativo deve ser publicado, só se admitindo o sigilo

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nos casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior da administração, em
processo previamente declarado sigiloso.

QUESTÃO 16:

Os princípios são as ideias centrais de um sistema, estabelecendo suas diretrizes e conferindo a ele
um sentido lógico, harmonioso e racional, o que possibilita uma adequada compreensão de seu
modo de organizar-se. Os princípios determinam o alcance e sentido das regras de um determinado
ordenamento jurídico.

Encontram-se, de maneira explícita (art. 37, caput) ou não no texto da Constituição Federal. Os
primeiros são, por unanimidade, os chamados princípios expressos (ou explícitos). Os demais são os
denominados princípios reconhecidos (ou implícitos). Assim, percebemos que o art. 37 da
Constituição Federal não esgota todos os princípios aplicáveis à Administração Pública.

Tendo em vista que a questão solicita a alternativa correta, passamos a analisar cada uma delas:

a) Errada. Os princípios, sejam explícitos ou implícitos, possuem coercibilidade e aplicação


imediata.
b) Errada. A doutrina moderna enquadra o desrespeito a um princípio como uma ilegitimidade, algo
até mais amplo do que ilegalidade. A ilegalidade seria o desrespeito à norma legal, já a
ilegitimidade seria desrespeito à lei e aos princípios.
c) Errada. A tutela judicial não é aplicável somente quando houver infração à legislação vigente. O
conceito moderno de legitimidade pressupõe a observância da lei e dos princípios que regem a
Administração Pública, possibilitando o controle judicial de forma mais ampla e abrangente.
d) Errada. Ressaltamos que não há hierarquia entre os princípios (expressos ou não), visto que tais
diretrizes devem ser aplicadas de forma harmoniosa. Assim, a aplicação de um princípio não exclui
a aplicação de outro e nem um princípio se sobrepõe ao outro.
e) Correta. Essa alternativa está perfeita e sua explicação já foi apresentada na alternativa “C” que é
justamente contrária a essa.

QUESTÃO 17:

A questão versa sobre o nepotismo, ou seja, o favorecimento dos vínculos de parentesco nas
relações de trabalho ou emprego. As práticas de nepotismo substituem a avaliação de mérito para o
exercício da função pública pela valorização de laços de parentesco.

Assim, visivelmente, na situação hipotética, ao nomear a companheira para cargo em comissão na


mesma entidade, o Diretor Jurídico praticou nepotismo. Tal prática que viola as garantias
constitucionais de impessoalidade administrativa, na medida em que estabelece privilégios em
função de relações de parentesco e desconsidera a capacidade técnica para o exercício do cargo
público.

Porém, o examinador não teve cuidado com a questão! Digo isso porque a prática do nepotismo não
fere somente o princípio da impessoalidade. Obviamente, dentre as opções, esta seria a melhor, sem
dúvida, mas vale o registro. Segundo o STF, ao tratar da Súmula Vinculante no. 13 (Súmula
Antinepotismo), tal prática viola os princípios da Administração de maneira geral, destacando-se a
impessoalidade, a moralidade e a eficiência.
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QUESTÃO 18:

Outra concepção do princípio da impessoalidade relaciona-se à vedação da promoção pessoal do


agente público. Nesse sentido, a Constituição Federal, em seu art. 37, § 1°, prevê:

“A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter
caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos
ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.”

Isso quer dizer, na prática, que, se o prefeito de determinada cidade faz uma obra, ele não pode
divulgar que a obra foi executada pelo Prefeito “X”, mas sim que a obra foi realizada pela Prefeitura
do Município “Y”.

Essa é uma questão tradicional de prova, tendo em vista que a Constituição Federal inicia tal
dispositivo legal com “A publicidade”, porém, a doutrina majoritária reconhece nele a
impessoalidade.

QUESTÃO 19:

Essa questão foi bem infeliz, na minha opinião. Vejamos...

Antes de analisarmos objetivamente a questão, já merece ressaltar que a banca utilizou, como vários
doutrinadores, o termo invalidação como sinônimo de anulação.

No enunciado da questão, o examinador pergunta o que deve ser feito para recompor a ordem
jurídica violada pela edição de um ato com vício de validade (Primeiro vacilo: ficou esquisito,
não!? Deveria ter falado apenas de vício ou em vício de formação).

O fato é que já estamos “carecas” de saber. Se o ato administrativo possui um vício, ele deverá ser
ANULADO (OU INVALIDADO, como preferiu a banca).

Essa invalidação opera efeitos retroativos, ou, em latim, ex-tunc, pois o desfazimento do ato alcança
os efeitos produzidos desde a sua origem.

Porém, a doutrina majoritária reconhece que terceiros de boa-fé, beneficiários do ato eivado de
nulidade, não podem ser prejudicados, devendo seus direitos serem resguardados. Assim, em prova,
costumamos afirmar que na anulação, devem ser resguardados os efeitos já produzidos em relação a
terceiros de boa-fé.

E aí, em minha opinião, o segundo vacilo, pois os efeitos da anulação são ex-tunc, o que acontece é
que, excepcionalmente, na situação dos terceiros de boa-fé, eles não serão prejudicados,
resguardando-se os seus direitos. A banca considerou que nesse caso, o ato operaria efeito ex-nunc.
Mas, na hora da prova, o negócio é não brigar com a banca!

O fato é que a alternativa “E” seria realmente a melhor resposta. As alternativas “A”, “C” e “D”
falam de revogação, então já estão de fora. A dúvida seria “B” ou “E”. Ficamos com a “E”, pois na
“B”, a incorreção está na parte do “não encontra limites” – vimos que os efeitos já produzidos para
os terceiros de boa-fé seriam uma limitação.
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QUESTÃO 20:

Mais uma vez, a banca utilizou o termo invalidação como sinônimo de anulação. Já sabemos que a
anulação de um ato que contenha vício de legalidade pode ocorrer tanto pelo Poder Judiciário
(controle externo) quanto pela própria Administração Pública (controle interno).

A invalidação por via judicial dependerá, sempre, de provocação do interessado (princípio da


inércia do Poder Judiciário). Já a via administrativa poderá resultar do Poder de Autotutela do
Estado, que deve extingui-lo, de ofício ou mediante provocação, pois, muito embora proveniente
da manifestação de vontade de um de seus agentes, o ato contém vício de legalidade.
QUESTÃO 21:

Motivação é a exposição dos motivos que determinaram a prática do ato; é a exteriorização dos
motivos que originaram a prática do ato. Formalmente, definimos motivação como sendo a
exposição da situação de fato ou de direito que autoriza ou determina a prática do ato
administrativo.

É bom lembrar, que a boa prática administrativa recomenda a motivação de todo ato administrativo,
a fim de se dar maior transparência à atividade administrativa. A Lei 9.784/99, em seu art. 50,
enumera diversos atos administrativos que exigem motivação.

A expressão latina “alliunde” é um advérbio que significa “de outro lugar”. Assim, motivação
alliunde ou motivação per relationem é aquela que não está no próprio texto do ato administrativo,
mas está em outro lugar. Isso acontece com frequência quando a autoridade administrativa se
reporta a um parecer, laudo ou outro documento que se encontra em outra página do mesmo
processo ou está juntado em outro processo. Essa forma de motivação é plenamente admitida no
Direito.

QUESTÃO 22:

O Poder Discricionário dado à Administração Pública de revogar seus atos administrativos, por
questões lógicas não é ilimitado. Alguns atos são insuscetíveis de revogação, ou seja, são atos ditos
irrevogáveis. São eles:

 os atos consumados, que já exauriram seus efeitos


 os atos vinculados, pois nesse o administrador não tem escolha na prática do ato
 os atos que geram direitos adquiridos
 os atos que integram um procedimento administrativo
 os “meros atos administrativos” (certidões, pareceres, atestados)

Pelas alternativas propostas, percebemos que a melhor é a letra “C”. Analisando rapidamente as
demais respostas: “A” (conveniência e oportunidade são fundamentais à revogação do ato. Na
alternativa “D”, temos outra incorreção. A revogação do ato administrativo opera efeitos proativos.

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Outrossim, vale a pena lembrar que a revogação poderá atingir os atos discricionários e é um ato
próprio da Administração Pública, não podendo ser exercido pelo Poder Judiciário (são eliminadas
as alternativas “B” e “E”)
QUESTÃO 23:

Como já sabemos, quando o ato administrativo possui algum vício, ele deverá ser anulado, tendo
em vista que esse defeito (vício) gera a ilegalidade do mesmo.

Na situação hipotética, Lúcio praticou o ato com vício de forma (ilegal). Além disso, o examinador
informa que esta forma era essencial à validade do ato, ou seja, o ato só poderia ser praticado
daquela forma determinada. Logo, quando a forma é essencial à validade do ato não há como se
“consertar” (convalidar) caso ela seja desrespeitada. O ato será nulo.

Resumindo: Na situação hipotética, Lúcio praticou um ato ilegal que deverá ser anulado (e não
revogado!), sem que haja possibilidade de convalidação.

QUESTÃO 24:

A questão versa sobre o conceito de algumas espécies de atos administrativos. Para que sirva como
fonte de estudo, vamos trazer os conceitos dos atos apresentados em todas as alternativas:

a) Licença - é o ato administrativo unilateral e vinculado pelo qual a Administração faculta àquele
que preencha os requisitos legais o exercício de uma atividade.
b) Homologação - é um ato unilateral vinculado no qual a Administração Pública reconhece a
legalidade de um ato jurídico. É sempre realizado a posteriori e observa tão somente o aspecto da
legalidade.
c) Autorização - ato administrativo unilateral, discricionário e precário que concede ao particular o
uso de bem público via autorização, ou prestação de serviço público, ou ainda desempenho de
atividade material, ou prática de ato que sem este consentimento seriam legalmente proibidos.
d) Aprovação - é o ato administrativo unilateral discricionário, pelo qual a Administração
manifesta sua concordância com ato jurídico já praticado ou que ainda deva ser praticado. É um ato
jurídico que controla outro ato jurídico. Pode ser a priori ou a posteriori. Logo, essa é a nossa
alternativa correta!
e) Admissão - consubstancia em ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração pública
reconhece ao particular, que preencha os requisitos legais, o direito à prestação de um serviço
público.

QUESTÃO 25:

Boa questão! O núcleo da questão mais uma vez envolve os conceitos de anulação e revogação.
Pela análise do enunciado, temos uma licença (ato administrativo) que foi emitida sem observância
dos requisitos legais exigidos, ou seja, temos uma licença ilegal. Logo, já sabemos que a forma
apropriada de desfazimento de tal licença é a ANULAÇÃO.

Assim, a Administração Pública deve anular a referida licença, devendo ser assegurado o devido
processo legal à parte interessada. A doutrina majoritária, apoiada por recentes posições do STF,

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tem entendido que quando o ato afetar interesse do administrado, deve ser assegurado o
contraditório e ampla defesa, através de procedimento administrativo apropriado.

Por fim, ressaltamos que até na revogação dos atos administrativos há posicionamentos favoráveis à
observância de contraditório e ampla defesa.

QUESTÃO 26:

A atuação discricionária da Administração Pública implica liberdade de atuação para o


administrador, dentro dos limites impostos por lei. A margem de liberdade do administrador é
estabelecida por lei, que na verdade, atua como fonte do Direito Administrativo, e como maior
limitadora da discricionariedade administrativa.
Nesse sentido, vale a pena lembrar a diferença entre discricionariedade e arbitrariedade. Caso o
administrador público ultrapasse tais limites impostos por lei, praticará um ato administrativo
arbitrário, e não discricionário. Ato arbitrário é sinônimo de ato ilegal, ilegítimo, eivado de
nulidade.
Obviamente, o conceito de discricionariedade está atrelado ao de ato discricionário, onde o
administrador possui liberdade na análise de mérito do ato a ser praticado, ou seja, seu fundamento
é a análise da conveniência e oportunidade na prática do ato administrativo.
Por fim, dentre as principais formas de extinção do ato administrativo, a doutrina majoritária
entende que a revogação representa um ato discricionário e a anulação um ato vinculado. Em outras
palavras, a Administração pode revogar ato inconveniente e deve anular ato ilegal.
QUESTÃO 27:

Questão já tradicional. Devemos observar que José praticou ato com finalidade diversa àquela
prevista em lei, ou seja, praticou um ato com vício no elemento finalidade. Sendo assim, esse ato é
nulo, devendo ser anulado pela Administração Pública ou via Poder Judiciário.
Não há que se pensar em revogação de um ato viciado (eliminamos, assim, as alternativas “A” e
“E”) e nem na convalidação, tendo em vista que o vício de finalidade é um vício insanável, que não
permite conserto (eliminamos agora a alternativa “C”).
Com isso, percebemos que o gabarito adequado é a letra “B”, não havendo que se pensar no lapso
temporal transcorrido de apenas 15 dias.
QUESTÃO 28:

O desvio de poder (ou desvio de finalidade), uma das modalidades do abuso de poder, admite duas
formas. A primeira quando o administrador, ao praticar o ato, atinge finalidade diversa do interesse
público, ou seja, decorre da atuação do agente apartada do interesse público, ainda que dentro da
sua competência.

Ocorre, por exemplo, quando o Prefeito de determinada cidade desapropria vizinho inimigo
político. Nessa situação, não estará atendendo a desapropriação à finalidade do interesse público,
mas sim ao interesse particular do administrador.
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Na segunda modalidade de desvio de poder, administrador utiliza-se de ato com finalidade
(objetivo) diversa daquela prevista em lei, muito embora possa até atingir ao interesse público.

Um exemplo de remoção de ofício como forma de punição de um servidor. Em tal situação, o


administrador utiliza-se do ato de remoção com finalidade de punição, que não é a prevista em lei,
visto que o ato de remoção não tem caráter punitivo.

Como bem sintetiza Maria Sylvia Di Pietro: “É o legislador que define a finalidade que o ato deve
alcançar, não havendo liberdade de opção para a autoridade administrativa; se a lei coloca a
demissão entre os atos punitivos, não pode ela ser utilizada com outra finalidade que não a de
punição; se a lei permite a remoção ex officio do funcionário para atender a necessidade do
serviço público, não pode ser utilizada para finalidade diversa como a punição.

Seja infringida a finalidade legal do ato (em sentido estrito), seja desatendido o seu fim de interesse
público (sentido amplo), o ato será ilegal por desvio de poder. Tanto ocorre esse vício quando a
Administração remove o funcionário a título de punição, como no caso em que ela desapropria um
imóvel para perseguir o seu proprietário, inimigo político. No primeiro caso, o ato foi praticado
com finalidade diversa da prevista em lei; no segundo, fugiu ao interesse público e foi praticado
para atender ao fim de interesse particular da autoridade.”.

QUESTÃO 29:

De acordo com a teoria dos motivos determinantes, a partir do momento em que o administrador
público motiva um ato administrativo, ainda que não precisasse, a motivação passa a integrar a
validade do ato administrativo, devendo ser comprovada a existência dos motivos alegados pelo
administrador, sob pena de sua nulidade.

Quando, por exemplo, a explicitação do motivo não for exigida (ou seja, a motivação), o agente fica
com a faculdade de praticá-lo sem motivação. Entretanto, se motivar, terá que demonstrar sua
efetiva ocorrência, como por exemplo, no caso de dispensa de um servidor exonerável que não exija
motivação. Se forem explicitados os motivos, ficará a autoridade que os deu sujeita à comprovação
de sua real existência.

QUESTÃO 30:

Há muito a doutrina administrativa vem trançando a distinção entre poder regulamentar e poder
normativo. O Poder Regulamentar, em sentido estrito, consubstancia-se na autorização, ao Chefe do
Poder Executivo, para a edição de decretos e regulamentos.

Já o poder normativo, segundo a doutrina moderna, seria o fundamento para que as demais
autoridades públicas também emitissem atos de caráter normativo e, não só o Chefe do Poder
Executivo. Assim, quando um Ministro de Estado expede uma Instrução Normativa ou quando o
Presidente de uma Agência Reguladora expede uma Resolução, teremos o exercício do poder
normativo.

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O poder regulamentar é uma das formas pelas quais o Poder Executivo exerce a sua função
normativa, sendo certo que o exercício do poder regulamentar é fruto do poder normativo (conceito
mais amplo e genérico).

Feita esta introdução, passamos a analisar todas as alternativas propostas na questão:

a) Errada. O regulamento executivo é aquele que complementa o conteúdo de uma lei, nos termos
da Constituição Federal, art. 84, IV, servindo como instrumento à fiel execução de uma lei.
b) Errada. A incorreção está na expressão “norma primária”, tendo em vista que tais atos
administrativos são tidos como normas secundárias, não podendo contrariar ou
extrapolar a lei, norma primária.
c) Errada. Pelas definições expostas na introdução da questão, constatamos que não são expressões
sinônimas, para a doutrina moderna.
d) Errada. Esta é uma competência do Congresso Nacional, expressa na CF, art. 49, V, porém, é
restrita a atos do Poder Executivo.
e) Correta. Segundo o professor Hely Lopes Meirelles, “nem toda lei depende de regulamento para
ser executada, mas toda e qualquer lei pode ser regulamentada se o Executivo julgar conveniente
fazê-lo. Sendo o regulamento, na hierarquia das normas, ato inferior à lei, não a pode contrariar,
nem restringir ou ampliar suas disposições. Só lhe cabe explicitar a lei, dentro dos limites por ela
traçados, ou completa-la, fixando critérios técnicos e procedimentos necessários para sua
aplicação.”.

QUESTÃO 31:

Segundo Hely Lopes Meirelles: “Poder hierárquico é o de que dispõe o Poder Executivo para
distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes,
estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal.”

Para que haja manifestação do poder hierárquico, é fundamental que haja uma relação de hierarquia,
de subordinação entre as partes. A hierarquia é típica da atividade administrativa da Administração
Pública, sendo resultado da relação de subordinação que existe entre os diversos órgãos e agentes
que integram a estrutura do Poder Executivo.

Da relação de subordinação, existente na estrutura hierárquica da Administração, podemos destacar


como objetivos e consequências do poder hierárquico:

• ordenar, controlar e corrigir as atividades administrativas


• delegar e avocar atribuições
• obedecer às determinações superiores, salvo se manifestamente ilegais
• fiscalizar os atos praticados pelos subordinados
• rever os atos de inferiores hierárquicos

Ressaltamos que segundo a legislação vigente, poderá haver delegação de competências entre
órgãos ou autoridades, sem que haja uma relação de hierarquia, ao passo que na avocação de
competências é sempre essencial que haja hierarquia entre os órgãos ou autoridades envolvidas.

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QUESTÃO 32:

Segundo o professor Celso Antônio Bandeira de Mello, poder de polícia é a atividade estatal de
condicionar a liberdade e a propriedade ajustando-as aos interesses coletivos. De maneira mais
objetiva, temos que poder de polícia é a faculdade de que dispõe o Poder Público de fiscalizar o uso
e gozo de bens, atividades e direitos individuais, em prol do interesse da coletividade.

É importante destacar que para a doutrina administrativa, a concepção ampla de poder de polícia
engloba as atividades do Poder Legislativo quando da criação das limitações administrativas e as
atividades do Poder Executivo ao executar as leis. Em um sentido estrito, abrange, apenas, as
atividades do Poder Executivo.

Essa atividade legislativa que integra a primeira etapa do ciclo de polícia é responsável pela
previsão normativa necessária ao exercício da atividade de polícia.

Segundo Maria Sylvia Di Pietro, temos que “pelo conceito moderno, adotado no direito brasileiro, o
poder de polícia é a atividade do Estado consistente em limitar o exercício dos direitos individuais
em benefício do interesse público.”. Não há qualquer incompatibilidade existente entre os direitos
individuais e os limites a eles impostos pelo Estado, com base no Poder de Polícia.

Na verdade, o fundamento de tal Poder é o princípio da supremacia do interesse público sobre o


particular, porém, não pode o Estado aniquilar totalmente os direitos individuais. Por fim, a questão
ainda aborda os atributos do poder de polícia. São eles:

a) Discricionariedade

Reside na livre escolha, pela Administração Pública, da oportunidade e conveniência de exercer o


poder de polícia, assim como de aplicar sanções e empregar os meios tendentes a atingir o fim
pretendido, que é a proteção do interesse público.

Muito embora a discricionariedade seja apontada como regra, não podemos esquecer que, em
alguns casos, haverá total vinculação do administrador à lei, no exercício do poder de polícia, como,
por exemplo, na concessão de uma licença para o exercício de uma profissão a um particular.

b) Auto-executoriedade

Consiste na possibilidade que tem a Administração Pública de, com seus próprios meios, pôr em
execução as suas decisões, sem precisar recorrer previamente ao Poder Judiciário.

Segundo a definição de Hely Lopes Meirelles: “a auto-executoriedade consiste na possibilidade que


certos atos administrativos ensejam de imediata e direta execução pela própria Administração,
independentemente de ordem judicial”.

Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade têm funcionado como limitadores à auto-


executoriedade dos atos administrativos.

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c) Coercibilidade

É a imposição coativa das medidas adotadas pela Administração, ou seja, deve ser obrigatoriamente
observada pelo particular. A imposição coercitiva também prescinde de prévia autorização judicial,
mas não impede uma posterior avaliação por tal poder, com vistas a apurar o chamado abuso de
poder, em suas modalidades: excesso de poder e desvio de poder.

Abaixo, de forma conclusiva, passamos à análise das alternativas propostas:

a) Errada. É necessária a previsão normativa estabelecendo os aspectos de sua atuação,


caracterizando a primeira etapa do ciclo de policia, a cargo do Poder Legislativo.
b) Errada. Embora tal atributo seja uma regra nos atos de polícia, existem atos desprovidos da auto-
executoriedade, tais como a cobrança de multa.
c) Errada. Como vimos, o exercício do poder de polícia poderá restringir os interesses individuais,
mas não aniquilar.
d) Correta. Há necessidade de previsão normativa, bem como, margem de discricionariedade na
prática dos atos de polícia, como regra.
e) Errada. A auto-executoriedade dispensa prévia autorização judicial.

QUESTÃO 33:

Analisando os itens propostos na questão, teremos:

I – Correta. Para Maria Sylvia Di Pietro o poder disciplinar é o que cabe à Administração Pública
para apurar infrações e aplicar penalidades aos servidores públicos e demais pessoas sujeitas à
disciplina administrativa; é o caso dos que com ela contratam. Para Maria Sylvia Di Pietro, “não
abrange as sanções impostas a particulares não sujeitos à disciplina da Administração porque nesse
caso as medidas punitivas encontram seu fundamento no poder de polícia do Estado.”

II – Correta. Segundo a doutrina administrativa, pode haver distribuição de competências dentro da


organização administrativa, excluindo-se a relação hierárquica com relação a determinadas
atividades. É o que acontece, por exemplo, nos órgãos consultivos que, embora incluídos na
hierarquia administrativa para fins disciplinares, por exemplo, fogem à relação hierárquica no que
diz respeito ao exercício de suas funções. São determinadas atividades que, por sua própria
natureza, são incompatíveis com uma determinação de comportamento por parte do superior
hierárquico.

III – Errada. O poder disciplinar é um poder discricionário. Nesse ponto, há que se ressaltar que a
discricionariedade existe, limitadamente, uma vez que os Estatutos Funcionais não estabelecem
regras rígidas como as que impõem na esfera criminal. A doutrina reconhece a discricionariedade
de tal poder, por exemplo, na possibilidade de graduação da sanção a ser aplicada, porém, na
apuração da irregularidade cometida, não haverá discricionariedade.

Assim, percebemos que o gabarito que retrata os itens corretos é a alternativa “C”.

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QUESTÃO 34:

Galera, mais uma vez, a FCC quer saber se vocês conhecem a definição de poder hierárquico e suas
consequências. Na questão 31 fizemos um breve resumo sobre tal poder administrativo. Então, para
não ficar repetitivo, vamos ao foco, de maneira objetiva. Quando o texto falar de “superior x
subordinado”, não há dúvidas! Temos manifestação de poder hierárquico.

QUESTÃO 35:

Boa questão! A questão fala sobre poder disciplinar no seu enunciado, porém, não é uma questão
básica, como as outras. Analisando os itens, temos:

I – Errado. O afastamento preventivo representa uma medida cautelar que impede a influência do
servidor investigado nos atos praticados ao longo da apuração. O Estatuto Federal, por exemplo,
prevê expressamente essa possibilidade, ficando o servidor afastado até o final da apuração, sem
prejuízo de sua remuneração.
Porém, este item está incorreto em função da verdade sabida, pois tal instituto não é permitido no
Direito Brasileiro. A verdade sabida permite que o servidor seja punido diretamente, sem prévia
apuração por meio de PAD ou sindicância, caso a autoridade responsável pela punição presencie a
prática da infração.
II – Correta. O bis in idem é um fenômeno do Direito que consiste na repetição (bis) de uma
sanção sobre mesmo fato (in idem). Porém, caso a punição anterior seja invalidada, por vício de
ilegalidade, não haverá a ocorrência de tal fenômeno.
III – Errado. Será declarado revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no
prazo legal. Essa revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e devolverá o prazo para
defesa. Porém, o indiciado não ficará sem defesa, pois para isso, a autoridade instauradora do
processo designará um servidor como defensor dativo.

Com isso, temos que o gabarito da questão é a letra “B”.

QUESTÃO 36:

O exercício do poder disciplinar compreende duas etapas. A primeira está relacionada com a
apuração da infração, mediante processo administrativo, cometida pelo servidor, não cabendo à
Administração nenhum juízo de conveniência e oportunidade sobre ela. A segunda diz respeito à
aplicação da penalidade ao servidor infrator, se for o caso.
Genericamente, a doutrina administrativa aponta o poder disciplinar como de exercício
discricionário, sem distinção das etapas, mas a FCC, em provas anteriores, já deixou claro que a
discricionariedade existe apenas no segundo momento (aplicação da penalidade). Não há que se
pensar em discricionariedade quanto ao dever de punir, mas sim quanto à graduação da pena a ser
aplicada. Há que se observar, então, que tal discricionariedade é reduzida (relativa).
No que tange à aplicação das penalidades, a doutrina aponta basicamente duas formas de
manifestação discricionária:

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1) Graduação da penalidade – por exemplo, se pensarmos na suspensão de até 90 dias (Lei
8.112/90), onde o administrador, dentro dos limites da lei (90 dias), escolhe o prazo da suspensão a
ser aplicada. O próprio estatuto federal reforça certa margem de liberdade na hora da aplicação da
pena, tendo em vista que a mesma pode ser graduada de acordo com a natureza e gravidade da
infração.
2) Conceitos Jurídicos Indeterminados – como decorrência do princípio da atipicidade de ilícitos
e infrações, nem todas as condutas são descritas minuciosamente nos Estatutos, dando margem a
uma análise subjetiva por parte da autoridade julgadora. É o que ocorre, por exemplo, quando
falamos em falta grave e conduta escandalosa. Nestes casos, a lei não vincula totalmente a decisão
da autoridade, tendo em vista que a lei não descreve detalhadamente tais infrações.
Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro a discricionariedade decorre de previsão legislativa, de omissão
legislativa em razão da impossibilidade de previsão de todas as situações supervenientes à
promulgação ou, ainda, de quando a lei prevê competência, mas não regula a conduta a ser adotada.
Por tudo exposto, temos que o gabarito da questão é a letra “D”.
QUESTÃO 37:

Analisando os itens propostos sobre “Poderes da Administração”, temos:


I – Correto. O cargo em comissão é de livre nomeação e exoneração, nos termos da CF. Logo, fica a
cargo da conveniência e da oportunidade da Administração o provimento e a vacância de tal cargo.
Sendo assim, temos um exemplo de manifestação do poder discricionário.
II – Correto. Vamos traduzir por um exemplo. Ao aplicar a pena de suspensão a um servidor
público (subordinado), a chefia (superior) exerce concomitantemente poder hierárquico e
disciplinar.
III – Errado. Não há que se pensar em poder disciplinar quando o Poder Judiciário edita uma
súmula vinculante! A dúvida pode surgir em relação à manifestação de poder normativo. Para
alguns autores, a introdução da Súmula vinculante em nosso ordenamento, trouxe, ao
menos aparentemente, mais uma função anômala ao Poder Judiciário, uma função de caráter
normativo da conduta dos órgãos do Poder Judiciário e da administração pública em geral. Porém,
mesmo nessa linha, não podemos afirmar que seria um “Poder Administrativo”.
Com isso, temos que o gabarito da questão é a letra “D”.
QUESTÃO 38:

A questão versa sobre o tema “impedimento x suspeição”. Tratado entre os artigos 18 e 21, da Lei
9.784/99, o impedimento e a suspeição podem acarretar vícios nos atos processuais praticados.

Segundo José Náufel o impedimento é a circunstância que impossibilita a pessoa de exercer


regularmente suas funções ou que a proíbe de realizar certos atos jurídicos, já a suspeição é o fato
de se duvidar da imparcialidade de um juiz.

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Ao tratar da suspeição, em seu art. 20, a Lei 9.784/99 deixa claro que é uma faculdade a arguição da
suspeição quando a autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com
algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o
terceiro grau. Assim, o fato de haver uma pluralidade de interessados no processo não interfere na
suspeição de Inácio, pois basta que haja amizade íntima ou inimizade notória “com algum dos
interessados”.

Outro ponto que merece destaque é que, mais uma vez, esta é a melhor resposta, mas a banca falhou
ao afirmar que Inácio DEVERÁ declarar-se suspeito. A suspeição poderá ser arguida pela parte
interessada, não havendo obrigação de Inácio em se declarar suspeito.

QUESTÃO 39:

Nos termos do art. 59, § 1º., da Lei de Processo Administrativo Federal, quando a lei não fixar
prazo diferente, o recurso administrativo deverá ser decidido no prazo máximo de trinta dias, a
partir do recebimento dos autos pelo órgão competente. Em seu § 2º., a lei estabelece que tal prazo
poderá ser prorrogado por igual período, ante justificativa explícita. Assim, não haverá violação de
dever legal caso a autoridade tenha solicitado a prorrogação do prazo justificando de maneira
explícita.

QUESTÃO 40:

Os artigos 51 e 52 da Lei 9.784/99 tratam da desistência e de outros casos de extinção dos processos
administrativos. Assim, o interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou
parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis. Em havendo vários
interessados, a desistência ou renúncia atinge somente quem a tenha formulado.

Devido ao princípio da oficialidade (ou impulso oficial), informador dos processos


administrativos, a desistência ou renúncia do interessado, conforme o caso, não prejudica o
prosseguimento do processo, se a Administração considerar que o interesse público assim o exige.

Quanto à extinção, tema trabalhado nessa questão, cabe ao órgão competente declarar extinto o
processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto da decisão se tornar impossível, inútil ou
prejudicado por fato superveniente.

QUESTÃO 41:

Nessa questão o examinador queria saber o campo de aplicação da Lei 9.784/99. Preliminarmente, é
importante destacarmos que a referida legislação veio estabelecer normas básicas sobre o processo
administrativo no âmbito da Administração Pública Federal Direta e Indireta.

Tal lei teve por finalidade o disciplinamento geral dos processos administrativos existentes no
âmbito federal. É importante salientarmos desde já que há alguns tipos de processos administrativos
federais que possuem regulamentação própria. Nesses casos, o art. 69 da Lei 9.784/99 explicita que
os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-lhes,
apenas subsidiariamente, os preceitos desta Lei.

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A Lei 9.784/99 só regulamentará, por inteiro, aqueles processos administrativos que não possuírem
regulamentação própria. Já no caso de haver legislação específica regulamentando determinado tipo
de processo administrativo, a Lei 9.784/99 só será aplicada subsidiariamente, em caso de lacunas da
lei específica.

Por fim, em seu art. 1º., estabelece seu âmbito de aplicação à Administração Federal Direta e
Indireta, bem como aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no
desempenho das suas funções administrativas, ou seja, atípicas.

Assim, órgão integrante do Poder Legislativo federal, no desempenho da função administrativa, ao


solucionar controvérsia proferindo ato administrativo restritivo de direito sem, no entanto, observar
essa legislação, age em desconformidade com o referido diploma legal.

QUESTÃO 42:

Esse tema já foi tratado por nós numa questão anterior, mas vamos lá! Os artigos 51 e 52 da Lei
9.784/99 tratam da desistência e de outros casos de extinção dos processos administrativos. Assim,
o interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do pedido
formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.

Na situação hipotética, Carolina assim fez! Requereu a desistência total do pedido formulado e a
extinção do processo. Porém, a Administração pública, por entender necessário o prosseguimento
do processo, indeferiu o processo em razão do interesse público envolvido.

Essa situação está correta, pois, devido ao princípio da oficialidade (ou impulso oficial),
informador dos processos administrativos, a desistência ou renúncia do interessado, conforme o
caso, não prejudica o prosseguimento do processo, se a Administração considerar que o interesse
público assim o exige.

No segundo processo, com duas partes interessadas, uma delas requereu a desistência do pedido
formulado, o que foi acolhido pela Administração extinguindo o feito e, portanto, estendendo o
pedido de desistência também à outra parte interessada que não fez tal pleito. Essa conduta está
incorreta. Nos termos da lei, em havendo vários interessados, a desistência ou renúncia atinge
somente quem a tenha formulado, não podendo, assim, na situação a Administração extinguir o
feito.

QUESTÃO 43:

Mais uma questão literal da lei! Nos termos do art. 68, as sanções, a serem aplicadas por autoridade
competente, terão natureza pecuniária ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer,
assegurado sempre o direito de defesa.

QUESTÃO 44:

Nos termos do art. 63, da Lei 9.784/99, o recurso administrativo não será conhecido quando
interposto: fora do prazo; perante órgão incompetente, hipótese em que será indicada ao recorrente
a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o prazo para recurso; por quem não seja legitimado e
após exaurida a esfera administrativa.
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Assim, pela análise dos itens propostos na questão, percebemos que somente estão corretos os itens
I e II, sendo a alternativa correta a letra “C”.

QUESTÃO 45:

Tendo em vista que a questão solicita a resposta correta, vamos analisar todas as alternativas:

a) Errada. O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. A


instauração de ofício é pautada no princípio da oficialidade (ou do impulso oficial do processo),
característico dos processos administrativos.

b) Errada. Muito embora os processos administrativos sejam regidos pelo princípio da verdade
material (ou real), não são admissíveis no processo administrativo as provas obtidas por meios
ilícitos, por motivos óbvios.

c) Correta. Este comentário já foi apresentado na alternativa “A”.

d) Errada. A incorreção está no “impedido de provar os fatos que alega”. O art. 36, da Lei 9.784/99,
estabelece que cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.

e) Errada. Tendo em vista a aplicabilidade do princípio da verdade material, o particular interessado


poderá participar dos atos processuais.

QUESTÃO 46:

Segundo o art. 6º, §1º, da lei 8.987/95, podemos conceituar serviço público adequado como aquele
que satisfaz as condições de regularidade, continuidade (permanência), eficiência, segurança,
atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. Tais requisitos ficaram
conhecidos como princípios aplicáveis à prestação dos serviços públicos.

A cortesia na prestação do serviço público adequado refere-se à necessidade de o serviço público ser
prestado por pessoas que tratem os usuários com respeito e educação, ou seja, tal princípio guarda total
correlação com o dever de urbanidade dos servidores públicos.

QUESTÃO 47:

Segundo os ensinamentos da Professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, serviço público é “toda
atividade material que a lei atribui ao Estado para que a exerça diretamente ou por meio de seus
delegados, com o objetivo de satisfazer concretamente às necessidades coletivas, sob regime jurídico
total ou parcialmente público.”

Os serviços públicos por serem prestados no interesse da coletividade devem ser adequados e seu
fornecimento não deve sofrer interrupções. A Lei 8.987/95 (estabelece normas gerais sobre as
concessões e permissões de serviço público), em seu art. 6o., dispõe que serviço público adequado é
aquele que atende a alguns requisitos, dentre eles, o da continuidade.
Porém, devemos ressaltar que isto não se aplicará às interrupções por situações de emergência ou
após aviso prévio – nos casos de segurança, ordem técnica ou inadimplência do usuário.
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Ao retomar um serviço que não está sendo executado pela concessionária, a Administração agiu em
cumprimento ao princípio da continuidade dos serviços públicos.

QUESTÃO 48:

O gabarito preliminar desta questão foi a alternativa “E”, porém, a questão foi ANULADA, tendo
em vista que a alternativa “A” também está correta. Analisando as alternativas da questão, em
conformidade com as normas da Lei 8.987/95, temos:
a) Correta. O princípio da continuidade do serviço tem aplicação relativa, tendo em vista que há
casos em que a Administração pode interromper a prestação do serviço, sem gerar a sua
descontinuidade. São elas: interrupções por situações de emergência ou após aviso prévio – nos
casos de segurança, ordem técnica ou inadimplência do usuário.
b) Errada. Não há prazo estipulado na Lei 8.987/95 para as concessões de serviço público.
c) Errada. As concessões de serviço público exigem um investimento maior por parte das
concessionárias, logo, a precariedade não é uma característica dessa forma de delegação de serviço
público. Nos termos do art. 2º., da Lei 8.987/95, precariedade e revogabilidade unilateral são
características da permissão.
d) Errada. O art. 9º., da Lei 8.987/95, estabelece que ressalvados os impostos sobre a renda, a
criação, alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos legais, após a apresentação da
proposta, quando comprovado seu impacto, implicará a revisão da tarifa, para mais ou para menos,
conforme o caso.
e) Correta. Essa é a disposição do art. 27, em seus parágrafos 2º. e 3º.
QUESTÃO 49:

Pela literalidade do dispositivo constitucional, citado no enunciado da questão, constatamos que os


serviços públicos poderão ser executados diretamente ou indiretamente, mediante concessão ou
permissão.

Ocorre execução direta quando o serviço é prestado pelo Estado, através de seus órgãos e agentes
da Administração Direta (centralizadamente) ou através das entidades da Administração Indireta
(descentralizadamente).

A execução indireta de serviços públicos ocorre quando o serviço é prestado por conta e risco de
particulares contratados pelo Estado, mediante delegação. Nesta hipótese, o Estado continua com a
titularidade do serviço, ficando a delegatária com a mera execução.

Neste caso, surgem as delegatárias de serviço público. Muito embora a CF só fale de duas
(concessões e permissões), a doutrina reconhece também a autorização como uma das formas de
delegação. Resumindo:

Execução Direta – Pela Administração Direta ou Indireta


Execução Indireta – Pelas Delegatárias de Serviço Público

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Para fecharmos a questão, abaixo, apresento o erro em cada uma das alternativas:

a) Errada. A alternativa fala em “somente”. Esqueceram da Administração Indireta e até das


autorizatárias.
b) Errada. Essa é a definição de prestação indireta.
c) Errada. Serviços prestados pela Administração Direta e Indireta é execução direta.
d) Errada. Corrigindo, teríamos: “a execução de serviços públicos pode se dar diretamente pela
Administração direta ou indireta, sendo que a prestação indireta abrange a delegação da execução
(titularidade) para se viabilizar”

QUESTÃO 50:

A execução indireta de serviços públicos ocorre quando o serviço é prestado por conta e risco de
particulares contratados pelo Estado, mediante delegação. Nesta hipótese, o Estado continua com a
titularidade do serviço, ficando a delegatária com a mera execução.

Por essa breve explanação, concluímos que a alternativa correta é a letra “B”. Mas ainda vale
ressaltar que a concessão e a permissão de serviços públicos são formalizadas através de contrato; já
a autorização por ato administrativo discricionário e precário.

QUESTÃO 51:

Mais uma questão sobre a execução direta e indireta de serviços públicos! Ou seja, tudo o que foi
falado na questão 49 aplica-se aqui. Então, para ser objetivo, vamos à análise das alternativas
incorretas:

a) Errada. Já sabemos que a CF permite a delegação de serviços públicos a particulares.


c) Errada. A incorreção está na parte final “necessariamente sob o regime de exclusividade”.
d) Errada. As delegatárias irão apenas executar os serviços. A titularidade continua na mão do
Estado.
e) Errada. O particular estará sujeito às normas que disciplinam as pessoas que prestam serviço
público (e não atividades econômicas!).
QUESTÃO 52:

A competência na prestação de serviços públicos foi partilhada pela nossa Carta Magna levando-se
em consideração a predominância de interesses. Assim, caberá à União a prestação de serviços de
interesse, predominantemente, nacional, destinando aos Estados e aos Municípios os de interesse
regional e local, respectivamente.

Para os Estados, as questões de interesse regional são atribuídas de forma residual, pois a eles foram
atribuídas as competências que não forem vedadas pelo Texto Constitucional. A única competência
expressa dos Estados relaciona-se à exploração direta, ou mediante concessão, dos serviços locais
de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação
(letra “B”).

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As alternativas “C” e “E” trazem serviços de competência da União, nos termos do art. 21, da CF.
Por outro lado, a alternativa “D” não trata da prestação de serviço público, mas sim de uma
permissão de uso de espaço público.

Com essas considerações, temos que o gabarito correto é a letra “A”, que representa uma
competência dos Municípios prevista na CF, art. 30, V (organizar e prestar, diretamente ou sob
regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte
coletivo, que tem caráter essencial). Cabe ressaltar que esse dispositivo trata do serviço de
transporte coletivo intermunicipal, pois tal serviço pode ser prestado por diversos entes da
federação, como bem explica Cláudio Brandão ao tratar do princípio da predominância de
interesses:

“O transporte coletivo serve como exemplo do critério adotado. Se o transporte coletivo é feito de
um Estado para outro, a competência é da União, se o transporte é feito de um Município para
outro, dentro do mesmo Estado é competência estadual, se o transporte é feito nos limites de um
Município a competência é municipal.”

Por fim, destacamos que situação relevante é a do Distrito Federal, que por não poderem ser
divididos em Municípios, caberá a ele as questões de interesse regional (serviços de competência
dos Estados) e as de interesse local (serviços de competência dos Municípios).

QUESTÃO 53:

A nossa Constituição Federal trata da responsabilidade civil do Estado, em seu art. 37, §6º, onde
temos que “As pessoas jurídicas de Direito Público e as de Direito Privado prestadoras de
serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo e culpa”.

Com essa leitura, já percebemos que o nosso gabarito é a alternativa “B”, mas para não ficarmos
por aí, vamos aprofundar um pouco o tema!

Esse assunto é hoje tratado pela doutrina administrativa com base na Teoria do Risco
Administrativo que consagra a Responsabilidade Objetiva do Estado no caso de dano causado a
terceiros através de seus agentes. Surge a obrigação econômica de reparar o dano sofrido
injustamente pelo particular, independentemente de dolo ou culpa do na conduta do agente público.
Basta que exista o dano, sem que para ele tenha concorrido o particular. Resumidamente, existindo
o fato do serviço e o nexo de causalidade entre o fato e o dano ocorrido, presume-se a culpa da
Administração.
Por fim, vale ressaltar que a responsabilidade objetiva abrange somente as pessoas jurídicas de
direito público e as pessoas jurídicas de direito privado, desde que prestadoras de serviço público,
não abrangendo, assim, aquelas que exploram atividade econômica.

QUESTÃO 54:

Como explicado anteriormente, a atual Carta Magna consagra a responsabilidade civil do Estado
pautada na Teoria do Risco Administrativo. Assim, surge a obrigação econômica de reparar o dano
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sofrido injustamente pelo particular, independentemente de dolo ou culpa do na conduta do agente
público. Basta que seja comprovado o dano e o nexo causal entre a conduta estatal e o prejuízo
causado, independentemente de o ato ser lícito ou ilícito.

O texto destacado no enunciado da questão retrata o fundamento da responsabilidade civil do


Estado. Em aula, sempre falo o seguinte: Por que o nome é Teoria do Risco? Porque o Estado, ao
prestar um serviço para nós, particulares, corre risco nessa prestação. E por que a responsabilidade é
objetiva, independente de dolo ou culpa? Porque todos nós seremos beneficiados pela prestação
deste serviço, logo, não seria justo apenas um suportar um prejuízo causado em virtude disso, tendo
que “brigar” com o Estado comprovando se o agente agiu com dolo ou culpa.

De forma mais didática, Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino resumem: “se todos seriam
beneficiados pelos fins visados pela Administração, todos devem igualmente suportar os riscos
decorrentes dessa atividade, ainda que essa atividade tenha sido praticada de forma irregular, porém
em nome da Administração. É, em última análise, mais uma face do princípio regular da
igualdade.”.

QUESTÃO 55:

Sabemos que a responsabilidade objetiva abrange somente as pessoas jurídicas de direito público e
as pessoas jurídicas de direito privado, desde que prestadoras de serviço público, não abrangendo,
assim, aquelas que exploram atividade econômica, nos termos da Constituição Federal.

Nesse contexto, inserem-se, como pessoas jurídicas de direito privado, prestadoras de serviço
público, as concessionárias, as permissionárias e as autorizatárias de serviço público. Apesar de não
haver tal precedente no Texto Constitucional, os Tribunais enfrentaram a seguinte questão em
relação a elas:

A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público
abrange danos causados a terceiros usuários e não usuários do serviço?

Através do RE 591.874/MS, o STF consolidou, com repercussão geral, a orientação de que tais
pessoas jurídicas respondem objetivamente pelos danos que sua atuação cause a terceiros
usuários ou não do serviço. Segundo o Ministro relator Ricardo Lewandowski, a Constituição
Federal não traz tal distinção e, consequentemente, onde a lei não distingue, não cabe ao intérprete
distinguir.

QUESTÃO 56:

Sabemos que a Constituição Federal consagra a responsabilidade civil objetiva do Estado, pautada
na Teoria do Risco Administrativo, porém, paralelamente a essa teoria, a doutrina administrativa
adota, em alguns casos, a Teoria da Culpa Administrativa.
Trata-se de uma teoria de responsabilidade civil objetiva, ou seja, acabamos de descobrir: como
regra, a responsabilidade civil do Estado é objetiva, mas, em alguns casos, haverá responsabilidade
subjetiva!

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Segundo a Teoria da Culpa Administrativa, o dever de o Estado indenizar o dano sofrido pelo
particular somente existe caso seja comprovada a existência de falta do serviço. Não se trata de
perquirir da culpa subjetiva do agente, mas da ocorrência de falta na prestação do serviço.

A tese subjacente é que somente o dano decorrente de irregularidade na execução da atividade


administrativa ensejaria indenização ao particular, ou seja, exige-se também uma espécie de culpa,
mas não culpa subjetiva do agente, e sim uma culpa especial da Administração à qual
convencionou-se chamar de culpa administrativa, baseada na falha do Estado na prestação de um
serviço.

A culpa administrativa podia decorrer de uma das três formas possíveis de falta do serviço:
inexistência do serviço, mau funcionamento do serviço ou atraso na prestação do serviço. Caberá
sempre ao particular prejudicado pela falta comprovar sua ocorrência para fazer jus à indenização.

Essa teoria é adotada no direito pátrio no caso de danos oriundos de fenômenos da natureza, por
exemplo, em virtude de desastres ocasionados por chuvas, tais como, enchentes, inundações e
destruições. Nessas situações, o Estado só responderá pelos danos causados aos particulares de for
comprovada a falha do Estado na prestação de um serviço (Teoria da Culpa Administrativa). Caso
contrário, exclui-se a responsabilidade do Estado.

QUESTÃO 57:

Questão fácil! A responsabilidade da sociedade de economia mista prestadora de serviço público


será objetiva, ou seja, independe da comprovação de dolo ou culpa de Francisco.

Vale lembrar que, posteriormente, Francisco poderá ser responsabilizado em ação regressiva
movida contra ele pelo Estado. Nesse caso, deverá ser comprovado dolo ou culpa de sua conduta,
tendo em vista que sua responsabilidade é do tipo subjetiva.

Por fim, percebam a preocupação do examinador em realçar que a sociedade de economia mista
(pessoa jurídica de direito privado) é “prestadora de serviço público”. Caso isso não fosse
apresentado no enunciado, não necessariamente enquadraríamos a situação no art. 37, § 6º., da
Constituição Federal.

QUESTÃO 58:

Como já vimos, a nossa Constituição Federal trata da responsabilidade civil do Estado, em seu art.
37, §6º, onde temos que “As pessoas jurídicas de Direito Público e as de Direito Privado
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade,
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo e
culpa”.

A responsabilidade civil objetiva abrange somente as pessoas jurídicas de direito público e as


pessoas jurídicas de direito privado, desde que prestadoras de serviço público, não abrangendo,
assim, aquelas que exploram atividade econômica. Temos prestação de serviço público quando uma
empresa privada pratica o transporte coletivo municipal.

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Logo, percebemos que a empresa privada, na situação hipotética descrita, estará sujeita aos ditames
constitucionais referentes à responsabilidade objetiva. Como já afirmamos anteriormente, a
responsabilidade civil objetiva é pautada na Teoria do Risco Administrativo, pois surge em razão do
risco inerente à sua atividade, qual seja, a prestação de um serviço público.

Por fim, mais uma vez ressaltamos que através do RE 591.874/MS, o STF consolidou, com
repercussão geral, a orientação de que tais pessoas jurídicas respondem objetivamente pelos
danos que sua atuação cause a terceiros usuários ou não do serviço. Segundo o Ministro relator
Ricardo Lewandowski, a Constituição Federal não traz tal distinção e, consequentemente, onde a lei
não distingue, não cabe ao intérprete distinguir.

QUESTÃO 59:

A questão é bem semelhante à anterior. De pronto, já sabemos que nesse caso a responsabilidade
civil é objetiva e incidirá sobre a concessionária (pessoa jurídica de direito privado prestadora de
serviço público).

Surge a obrigação econômica de reparar o dano sofrido injustamente pelo particular,


independentemente de dolo ou culpa do na conduta do agente público. Basta que exista o dano, sem
que para ele tenha concorrido o particular. Resumidamente, existindo o fato do serviço e o nexo de
causalidade entre o fato e o dano ocorrido, presume-se a culpa da Administração.
QUESTÃO 60:

Preliminarmente, temos que ter em mente que as competências dos Tribunais de Contas Municipais
são as mesmas do TCU (CF, art. 71), obviamente, com as devidas adaptações. Visto isso, ao
analisarmos todas as alternativas, temos:
a) Errada. Segundo a CF, art. 31, § 2º, o parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as
contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços
dos membros da Câmara Municipal.
b) Correta. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos
Municípios é exercida pela Câmara Municipal, com auxílio do TCM. Essa atividade é desenvolvida
através de inspeções e auditorias, nas unidades dos Poderes Executivo e Legislativo.
c) Errada. Os Tribunais de Contas têm competência para aplicar diretamente multa aos responsáveis
por ilegalidades ou irregularidades (CF, art. 71, § 3º.).
d) Errada. Nos termos da CF, art. 71, IX, compete ao Tribunal de Contas assinar prazo para que o
órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada
ilegalidade.
e) Errada. Segundo a CF, art. 71, X, compete ao Tribunal de Contas sustar, se não atendido, a
execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos Vereadores.

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QUESTÃO 61:

O controle interno é aquele exercido dentro da própria estrutura do órgão ou entidade fiscalizada. A
Constituição Federal determina, em seu art. 74, que os Poderes mantenham sistema de controle
interno, cabendo aos responsáveis pelo controle interno dar ciência ao Tribunal de Contas das
irregularidades conhecidas, sob pena de responsabilização solidária.

Assim, a Constituição estabelece que os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de


forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de:

 avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos da União;
 comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como
da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
 exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e
haveres da União;
 apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

QUESTÃO 62:

O art. 71, do Texto Constitucional consagra que o controle externo, a cargo do Congresso Nacional,
será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União. Pelo princípio da simetria, esta regra
deve ser aplicada aos Estados e Municípios com as devidas adaptações.

Assim, de forma genérica, temos que o controle externo será exercido pelo Poder Legislativo, com
auxílio do Tribunal de Contas. Vale ressaltar que o Tribunal de Contas é órgão auxiliar, pois o
titular do controle externo é o Poder Legislativo! (com isso, eliminamos as alternativas “A”, “C” e
“D”).

O controle legislativo, ou parlamentar, é um controle externo (exercido pelo Poder Legislativo


sobre o Executivo) e político exercido sobre determinados atos do Executivo e somente se verifica
nas situações e nos limites expressamente previstos na CF (princípio da independência e harmonia
dos poderes – clausula pétrea).

Nos termos do mesmo art. 71, fica estabelecido ainda que o controle externo abrangerá a
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades
da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das
subvenções e renúncia de receitas.

QUESTÃO 63:

O controle judiciário, ou judicial, é aquele exercido pelos órgãos do Poder Judiciário sobre os atos
administrativos praticados pelo Poder Executivo, Legislativo. Caracteriza-se com uma forma de
controle externo, dependendo sempre de provocação do interessado. Em regra, exercido a
posteriori, e versa sobre legalidade, sendo sobretudo um meio de preservação de direitos individuais
dos administrados.

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Obviamente, quanto aos atos vinculados, não há dúvida de que o Poder Judiciário pode e deve
controlar a legalidade de tais atos. A dúvida consiste na possibilidade de controle dos atos
discricionários por via judicial.

Atualmente, é pacífico o entendimento de ser possível que os atos administrativos discricionários


sejam controlados pelo Judiciário, no que tange a sua legalidade e a sua legitimidade, permitindo-
se, assim, ao julgador examinar o ato à luz dos princípios não só da legalidade, mas também da
impessoalidade, da igualdade, da eficiência, da publicidade, da moralidade, da razoabilidade, da
proporcionalidade.

Durante muito tempo, afirmou-se que o Judiciário não poderia efetuar qualquer controle de mérito
sobre os atos administrativos discricionários. O entendimento era de que a análise de conveniência e
oportunidade era exclusiva da Administração Pública, dentro dos limites permitidos por lei.

Porém, hoje, é reconhecido ao Judiciário a possibilidade de examinar a conveniência e a


oportunidade dos atos sob os aspectos não só da lei, mas também dos princípios da Administração
Pública, sobretudo o da moralidade e o da razoabilidade.

Nesse sentido, o STJ já se pronunciou: “O Poder Judiciário não mais se limita a examinar os
aspectos extrínsecos da administração, pois pode analisar, ainda, as razões de conveniência e
oportunidade, uma vez que essas razões devem observar critérios de moralidade e razoabilidade.”.

De forma conclusiva, temos que o controle exercido pelo Poder Judiciário sobre o mérito dos atos
administrativos discricionários não é um controle de mérito, mas sim um controle de legalidade
mais amplo, levando-se em consideração não só os aspectos da lei, mas também dos princípios da
Administração Pública.

QUESTÃO 64:

Tendo em vista que a questão solicita a afirmativa correta no que tange ao controle judicial da
Administração Pública, optamos por analisar todas as alternativas:

a) Errada. Nos termos do art. 5º., LXXI, o remédio constitucional apropriado no caso de inércia do
Poder Legislativo é o mandado de injunção.
b) Errada. A Súmula no. 2 do STJ dispõe que não cabe o habeas data (CF, Art. 5º, LXXII, “a”) se
não houve recusa de informações por parte da autoridade administrativa.
c) Correta. Já sabemos que a doutrina administrativa não permite que o Poder Judiciário realize
controle de mérito sobre os atos administrativos dos demais Poderes. Porém, o controle judicial
comporta a análise dos atos sob os aspectos da legalidade e da legitimidade. Podemos entender
como análise dos fatos precedentes e motivadores da elaboração do ato administrativo aquela que
incide sobre os elementos de formação do ato, sob os aspectos de legalidade.
d) Errada. Os atos políticos, assim como os atos administrativos, estão sujeitos a controle de
legalidade por parte do Poder Judiciário.
e) Errada. No Direito Brasileiro é cabível o duplo grau de jurisdição e o juízo privativo para as
entidades integrantes da estrutura da Administração Pública.

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QUESTÃO 65:

A questão exige do candidato conhecimento das penalidades que podem ser aplicadas ao servidor
público federal. Assim, analisando as condutas apresentadas pelo examinador, constatamos que
todas elas ensejam a demissão do servidor público, nos termos do art. 132, com exceção da
alternativa “D”.

No caso da letra “D”, temos que “recursar fé a documentos públicos” enseja a advertência, porém, a
palavra “reincidentemente” acarreta uma reincidência de advertência que será punida com a pena de
suspensão, nos termos da legislação federal.

Por fim, vale a pena lembrar que a pena de suspensão poderá ser aplicada pelo prazo de até 90 dias,
a critério da Administração Pública.

QUESTÃO 66:

O direito de petição é o direito de apresentar exposições escritas para defesa de direitos. Pode ser
exercido junto de qualquer órgão de soberania ou de quaisquer autoridades públicas, sobre qualquer
matéria desde que a pretensão, obviamente, não seja ilegal.

Tal direito está consignado no art. 5º, XXXIV, do Texto Constitucional, assegurando a todos o
direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de
poder.

Nessa linha, o Estatuto do Servidor Público Federal prevê tal direito aos servidores públicos entre
seus artigos 104 e 115. Havendo indeferimento do pedido, caberá ao servidor duas espécies de
recursos administrativos: o pedido de reconsideração (art. 106) e o recurso administrativo (art. 107).

QUESTÃO 67:

Boa questão! Galera, vamos resolver “usando a cabeça”! Fazendo uma síntese grotesca da apuração
de uma irregularidade, teremos o início dos trabalhos através de uma denúncia, por exemplo.
Posteriormente, a Comissão apura os fatos tentando obter todas as provas necessárias, pelos meios
lícitos permitidos. Por fim, antes da conclusão, formalizamos “um acusado” e ele se defende.

Assim, dentre os atos apresentados na questão, acho que todos concordam que o último deve ser a
apresentação de defesa escrita, correto?

Talvez, alguns fiquem em dúvida quanto à indiciação por não lembrarem o significado deste ato.
Indiciar é atribuir o fato a alguém. É aí que surge o acusado. Nesta linha, o art. 161, da Lei
8.112/90, estabelece que tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação do servidor,
com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas.

Assim, percebemos que a defesa é posterior à indiciação, afinal, é o próprio indiciado que será
citado para apresentar defesa escrita no prazo de 10 dias.

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E seguindo aquele passo a passo inicial que traçamos, antes de “acusar”, a Comissão deverá buscar
as provas necessárias, através da instrução do processo. Isso ocorrerá de diversas formas, dentre as
quais, teremos a inquirição de testemunhas e o interrogatório do servidor acusado.

E agora sim, a pergunta que considero difícil: O que vem primeiro? A inquirição de testemunhas ou
o interrogatório do acusado?

Nossa resposta está prevista no art. 159, da Lei 8.112/90. O mesmo estabelece que concluída a
inquirição das testemunhas, a comissão promoverá o interrogatório do acusado.

Então, resumidamente, temos: Inquirição de testemunhas → Interrogatório do servidor acusado →


Indiciação do servidor → Apresentação de defesa escrita.

QUESTÃO 68:

A questão versa sobre a literalidade do art. 41, da Constituição Federal. Na verdade, todas as
afirmativas propostas referem-se ao tema estabilidade no serviço público. Assim, analisando cada
item, teremos:

I – Errado. Após a EC 19/98, o Texto Constitucional estabelece que são estáveis após três anos de
efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso
público.

II – Correta. A redação atual da CF prevê três formas de perda do cargo no art. 41, § 1º. São elas:
em virtude de sentença judicial transitada em julgado, mediante processo administrativo em que lhe
seja assegurada ampla defesa e mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na
forma de lei complementar, assegurada ampla defesa. Vale ressaltar que o item está correto porque
o examinador não afirmou que a perda ser APENAS nesta hipótese.

III – Correta. Esta é praticamente a literalidade da CF, art. 41, § 2º. o qual estabelece que invalidada
por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da
vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro
cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.

Assim, temos que a alternativa correta é a letra “E”.

QUESTÃO 69:

A questão é relativamente fácil por conta das alternativas propostas. Nos termos da Lei 8.112/90,
art. 132, VII, a ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria
ou de outrem, ensejará a pena de demissão do servidor.

Vale ressaltar que não há que se falar em legítima defesa, tendo em vista que a reação da servidora
foi desproporcional à ofensa verbal recebida.

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QUESTÃO 70:

Nos termos do art. 38, III, da CF, o servidor público eleito para o cargo de Vereador poderá
acumular suas atribuições com o mandato eletivo, desde que haja compatibilidade de horários.

Ocorre que na situação hipotética, não há compatibilidade de horários para Pedrus acumular tais
funções. Neste caso, a CF determina que deverá ser seguida a regra do Prefeito, ou seja, ele será
afastado de seu cargo efetivo, para exercer o mandato de Vereador, podendo optar por uma das
remunerações.

QUESTÃO 71:

O Processo Administrativo Disciplinar compreende três fases, a instauração, o inquérito


administrativo e o julgamento. A segunda fase, do inquérito administrativo, é dividida em três
subfases: instrução, defesa e relatório. Percebemos, assim, que a defesa é uma etapa obrigatória do
inquérito administrativo.

Princípio decorrente do "due process of law" (devido processo legal) existente nos Estados
democráticos de Direito, o Princípio da Ampla Defesa e do Contraditório é absoluto, não
comportando exceções.

Na esfera administrativa, não é diferente, o devido processo legal também se realiza, nos termos do
artigo 5º inciso LIV, da Constituição, através da garantia do contraditório e da ampla defesa aos
litigantes e acusados em geral.

Tal princípio garante ao agente administrativo, supostamente faltoso, o direito ao contraditório e


ampla defesa, com todos os meios legais existentes, em cada fase do Processo Administrativo
Disciplinar, e, logicamente, de fazer prova contrária.

Neste sentido, Hely Lopes Meirelles, afirma que o "processo administrativo sem oportunidade de
defesa ou com defesa cerceada é nulo, conforme têm decidido reiteradamente nossos Tribunais
judiciais, confirmando a aplicabilidade do princípio constitucional do devido processo legal, ou
mais especificadamente, da garantia da defesa."

Assim, a Administração não agiu corretamente ao não conceder oportunidade de contraditório e


ampla defesa ao servidor público interessado.

QUESTÃO 72:

Mais uma vez a FCC exige conhecimento das penalidades que são aplicáveis aos servidores
públicos federais.

Nos termos do art. 117, I, da Lei 8.112/90, ao servidor é proibido ausentar-se do serviço durante o
expediente, sem prévia autorização do chefe imediato. Caso haja violação de tal proibição, o art.
129 estabelece a pena de advertência para o servidor faltoso.

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QUESTÃO 73:

Prevista no art. 36, do Estatuto Federal, a remoção representa o deslocamento do servidor (e não do
cargo!), a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro de pessoal, com ou sem mudança de
sede, ou seja, o servidor permanecerá no mesmo cargo, podendo implicar ou não mudança na
localidade de exercício de suas atribuições.

A remoção poderá ocorrer de ofício ou a pedido. A remoção de ofício ocorre independentemente de


solicitação do servidor, para atender ao interesse da Administração. Vale lembrar que neste caso, o
servidor perceberá ajuda de custo pelo deslocamento que não poderá ser utilizado para punir o
servidor, sob pena da prática de ato com desvio de poder.

Já a remoção a pedido dependerá, obviamente, de solicitação do servidor, podendo exigir ou não a


concordância da Administração. No primeiro caso, o servidor solicita o deslocamento e a
Administração pode ou não deferir o seu pedido, porém, no segundo caso, a Administração deverá
acatar o pedido, desde que seja fundamentado em um dos casos previstos expressamente no art, 36,
III, da Lei 8.112/90. São elas:

 para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de


qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi
deslocado no interesse da Administração;

 por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas
expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica
oficial;

 em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for


superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em
que aqueles estejam lotados.

Depois desta breve explanação, percebemos que o gabarito é a letra “B”. Em relação a letra “D”, a
sua incorreção deve-se à palavra “exclusivamente”.

QUESTÃO 74:

Na situação hipotética, André acumulou ilicitamente cargos públicos, logo, segundo a Lei 8.112/90,
art. 132, XII, estará sujeito à pena de demissão. Assim, de acordo com o art. 142, I, ação disciplinar
contra André prescreverá em 5 anos, contados da data da ciência da infração por parte do Tribunal.

Tendo em vista que na situação hipotética transcorreram apenas dois anos da ciência da infração
pelo TRT, podemos concluir que a ação disciplinar não está prescrita.

QUESTÃO 75:

Sucintamente, podemos definir a citação como o ato através do qual o acusado é chamado para se
defender no processo. Tendo em vista que Cristiano foi indicado, com a especificação dos fatos a
ele imputados e das respectivas provas, caberá a ele, agora, a defesa dos fatos alegados, logo,
deverá ser citado.
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Nos termos da lei 8.112/90, em seu art. 163, achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido,
será citado por edital, publicado no Diário Oficial da União e em jornal de grande circulação na
localidade do último domicílio conhecido, para apresentar defesa. Nesta hipótese, o prazo para
defesa será de 15 (quinze) dias a partir da última publicação do edital.

QUESTÃO 76:

A Constituição Federal, em seu art. 39, § 3º., estendeu aos servidores ocupantes de cargos públicos
alguns dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, previstos no seu art. 7º. E, infelizmente, essa
é uma típica questão que exige do candidato a terrível decoreba!

O gabarito da questão é a alternativa “C”. Abaixo, apontarei os ERROS das demais alternativas:

(A) proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais
respectivos
(B) proteção em face da automação
(D) jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento
(E) jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento;
proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais
respectivos; e assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até cinco anos de
idade em creches e pré-escolas.

QUESTÃO 77:

Ao ser aprovado em concurso público, o candidato deve aguardar a sua nomeação. Após a
publicação desse ato, o candidato terá o prazo improrrogável de 30 dias para tomar posse. Caso isso
não ocorra, a lei 8.112/90 estabelece que o ato de nomeação será tornado sem efeito.

Vale a pena relembrar que o candidato aprovado em concurso público só se tornará servidor com a
assinatura do termo de posse. Assim, caso não haja a posse, a Administração tornará sem efeito o
ato de provimento (nomeação), não havendo que se pensar em exoneração (pois ainda não temos
um servidor!).

Ocorrendo a posse, no prazo legal, o servidor terá mais 15 dias para entrar em exercício. Caso não
entre em exercício e passe a desempenhar as atribuições de seu cargo, aí sim, o servidor será
exonerado diretamente pela Administração, ou seja, de ofício.

QUESTÃO 78:
Questão interessante, pois exigia do candidato a correlação entre a conduta faltosa e a respectiva
penalidade, além do prazo prescricional das mesmas. Correlacionando as condutas dos servidores
com as respectivas penalidades e seus prazos prescricionais, temos:

João – suspensão de até 15 dias – Prazo de Prescrição: 2 anos;


Manoela – demissão – Prazo de Prescrição: 5 anos; e
Francisco – advertência – Prazo de Prescrição: 180 dias.

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Assim, percebemos que o gabarito correto é a alternativa “E”. Por fim, vale lembrar que caso a
infração seja tipificada no Código Penal como crime, o prazo prescricional a ser seguido será o da
lei penal.

QUESTÃO 79:

O art.18, do Estatuto Federal estabelece que o servidor que deva ter exercício em outro município
em razão de ter sido removido, redistribuído, requisitado, cedido ou posto em exercício provisório
terá, no mínimo, dez e, no máximo, trinta dias de prazo, contados da publicação do ato, para a
retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo, incluído nesse prazo o tempo necessário
para o deslocamento para a nova sede.

QUESTÃO 80:

Essa é uma típica questão que a FCC gosta de cobrar nas provas de Direito Constitucional, tendo
em vista que versa sobre os dispositivos constitucionais previstos no art. 37 da nossa Constituição.
Analisando cada uma das alternativas, temos:

a) Errada. CF, art. 37, I. Há previsão para estrangeiros acessarem cargos públicos, na forma da lei.
b) Correta. CF, art. 37, IV.
c) Errada. CF, art. 37, II. A exigência constitucional de prévia aprovação em concurso público é
aplicável aos cargos efetivos e aos empregos públicos. Não se aplica aos cargos em comissão.
d) Errada. CF, art. 37, VIII. A reserva percentual de vagas aos portadores de deficiência deve ser
realizada por lei.
e) Errada. CF, art. 37, IX. É prevista a possibilidade de contratação temporária por prazo
determinado.

QUESTÃO 81:

O Texto Constitucional, em seu art. 37, VIII, concede ao servidor público o direito a greve que
deverá ser exercido nos termos e limites definidos em lei ordinária específica. Trata-se de uma
norma constitucional de eficácia limitada, segundo o STF, ou seja, é um direito dependente de
regulamentação para ser exercido.

Por mais incrível que pareça, após mais de 25 anos de existência da Constituição Federal, até hoje
não houve a regulamentação de tal direito, através da lei ordinária específica requerida.

Diante a inércia do legislador, o STF, após diversos mandados de injunção, determinou, até a edição
desta lei regulamentadora, a aplicação temporária ao setor público, no que couber, da lei de greve
vigente no setor privado (Lei 7.783/89).

Outrossim, ressaltamos que a doutrina administrativa aponta a limitação ao exercício de greve como
uma decorrência do princípio da continuidade do serviço público. Nesse sentido, Marcelo
Alexandrino e Vicente Paulo: “Decorrência relevante do princípio da continuidade dos serviços
públicos é o fato de o texto constitucional tratar a greve dos servidores públicos não como um
direito autoexercitável, de forma plena, independente de regulamentação legal, mas sim como um
direito a ser exercido nos termos e limites definidos em lei específica.”.

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Assim, pelo acima exposto, temos que o gabarito é a alternativa “A”, pois, apesar de mal redigida é
a melhor das opções.

QUESTÃO 82:

A questão versa sobre uma das formas de provimento derivado de cargo público denominada
aproveitamento. Vale ressaltar que também há previsão deste instituto na Constituição Federal, no
art. 41. Caracteriza-se como sendo o retorno, ao serviço ativo, do servidor estável, posto em
disponibilidade.

Sendo assim, cabe esclarecer que disponibilidade é uma prerrogativa inerente à estabilidade,
garantindo ao servidor estável que teve seu cargo extinto ou declarado desnecessário, o direito de
permanecer sem trabalhar, percebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço, até um
eventual aproveitamento em cargo compatível ao anteriormente ocupado (em remuneração,
atribuição e nível de escolaridade).

QUESTÃO 83:

Monique descumpriu ordens diretas e decorrentes da lei, de seu superior hierárquico. Nessa
situação, Monique praticou um ato enquadrado como insubordinação grave em serviço, punível
com demissão, nos termos do art. 132, VI, da Lei 8.112/90.

Em meu livro de Comentários à Lei 8.112/90 (Editora Ferreira), destaco:

“Apenas a insubordinação grave em serviço ensejará a pena de demissão ao servidor que


desrespeitou aos seus superiores hierárquicos. Lembramos aqui que o servidor não está obrigado a
cumprir a s ordens manifestamente ilegais emanadas de seus superiores.

A quebra de hierarquia, nessa situação, além de ser um ato consciente e desrespeitoso, deve ser
manifestada com revolta e indisciplina. A insubordinação grave em serviço pressupõe acintoso
desrespeito à ordem diretamente recebida do superior hierárquico.”

QUESTÃO 84:

A questão versa sobre uma das formas de provimento derivado de cargo público denominada
reversão. Prevista no art. 25, da Lei 8.112/90, esta forma de provimento representa o retorno à
atividade do servidor aposentado, podendo ocorrer a pedido ou de ofício.

Na situação criada pelo examinador, Jéssica foi aposentada por invalidez permanente. Neste caso,
temos que analisar a possibilidade da reversão de ofício, que ocorre quando junta médica oficial
declara insubsistentes os motivos de sua aposentadoria, determinando o retorno à atividade do
servidor aposentado.

Porém, vale ressaltar que, obviamente, não poderá ser revertido o servidor aposentado que já houver
completado 70 anos de idade, tendo em vista que já completou a idade para sua aposentadoria
compulsória. Assim, temos que o gabarito correto é a letra “D”.

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QUESTÃO 85:

Prevista no art. 87, do Estatuto Federal, a licença para capacitação veio substituir a antiga licença
prêmio. Nos termos atuais, após cada cinco anos de efetivo exercício (não acumuláveis), o servidor
poderá, no interesse da Administração (ato discricionário), afastar-se do exercício do cargo efetivo,
com a respectiva remuneração, por até três meses, para participar do curso de capacitação
profissional.

QUESTÃO 86:

Mais uma vez temos aquela típica questão de provas de Direito Constitucional da FCC, tendo em
vista que versa sobre os dispositivos constitucionais previstos no art. 37 da nossa Constituição.
Analisando cada uma das alternativas, temos:

a) Errada. CF, art. 37, II. A exigência constitucional de prévia aprovação em concurso público é
aplicável aos cargos efetivos e aos empregos públicos. Não se aplica aos cargos em comissão.
b) Errada. CF, art. 40. O regime especial de previdência só é aplicável aos ocupantes de cargo
efetivo, possuindo caráter contributivo e solidário, mediante contribuição não só dos entes públicos
e dos servidores ativos, mas também dos inativos e pensionistas.
c) Errada. CF, art. 37, I. O ingresso dos estrangeiro, na forma da lei, é permitido nos cargos,
empregos e funções públicas.
d) Errada. CF, art. 40, I. A aposentadoria proporcional dos servidores públicos tem por base o
tempo de contribuição (e não de serviço!).
e) Correta. CF, art. 40, II.

QUESTÃO 87:

Questão tradicional! Requer que o candidato conheça a classificação dos atos de improbidade
administrativa.

Sabemos que a Lei 8.429/92 estabelece quatro categorias de atos de improbidade: os que importam
enriquecimento ilícito (art. 9º.), os que acarretam lesão ao erário (art. 10), os decorrentes de
concessão ou aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário (art. 10-A) e os que atentam
contra princípios da Administração Pública (art. 11).

Assim, o candidato deve conhecer a literalidade desses três artigos. A situação hipotética em que
Mateus foi enquadrada está prevista no art. 9º., V (receber vantagem econômica de qualquer
natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio,
de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar
promessa de tal vantagem).

Porém, para ficar mais fácil ainda, devemos perceber que a característica dessa espécie de ato de
improbidade é que o beneficiário do ato ímprobo será o próprio agente que o praticou. Para isso, a
conduta relacionada com a expressão “receber vantagem econômica” será sempre enquadrada como
enriquecimento ilícito.

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QUESTÃO 88:

O art. 23, da Lei de Improbidade, estabelece o prazo prescricional para as ações de improbidade
administrativa.

Segundo o referido dispositivo, será de cinco anos o prazo prescricional para ações a serem
ajuizadas contra agentes públicos que exerçam mandato eletivo, cargo em comissão ou função de
confiança, contados a partir do término do mandato ou do vínculo funcional.

Já o prazo prescricional para aqueles agentes públicos que exerçam cargo efetivo ou emprego
público, é o estabelecido em lei específica, para as faltas puníveis com demissão a bem do serviço
público.

Outrossim, a Lei 13.019/14, alterou o referido dispositivo, acrescentando o inciso III que
estabeleceu o prazo prescricional de até cinco anos da data da apresentação à administração pública
da prestação de contas final pelas entidades referidas no parágrafo único do art. 1o desta Lei.

Tendo em vista que José é Vereador, temos que o prazo prescricional é de cinco anos contados a
partir do término do mandato, que no caso em pauta foi em dezembro de 2008. Observa-se, então,
que a pretendida ação poderá ser proposta até dezembro de 2013.

QUESTÃO 89:

O enunciado da questão informa que Marilis foi condenada por ato de improbidade administrativa
que importa enriquecimento ilícito e solicita a alternativa incorreta. Por isso, passamos a analisar
todas as alternativas propostas:

a) Correta. Segundo a jurisprudência, a única modalidade que admite a conduta culposa ou dolosa
do autor do ato é na lesão ao erário. As outras duas categorias só admitem a conduta dolosa.
b) Correta. Nos termos do art. 7º., da LIA, quando o ato de improbidade ensejar enriquecimento
ilícito, caberá à autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério
Público para indisponibilidade dos bens.
c) Correta. O ato de improbidade que importa enriquecimento ilícito é a pior das três categorias.
Consequentemente, as sanções impostas são as mais severas.
d) Correta. Esta é uma das consequências previstas na CF, art. 37, §4º
e) Errada. O art. 8º. da LIA, estabelece que a responsabilidade dos sucessores daqueles que
causarem lesão ao patrimônio público ou que se enriquecerem ilicitamente, é limitada ao valor da
herança recebida.

QUESTÃO 90:

Essa questão é interessante, pois, apesar de fácil, ela não usou a “letra fria da lei”.

Dentre as sanções genéricas aplicáveis às categorias de ato de improbidade, temos o ressarcimento


integral do dano, se houver, bem como a perda da função pública. Outras sanções são graduadas nos
termos do art. 12, da LIA.

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Ao analisarmos o ato de improbidade praticado por Antônio (frustrar a licitude de concurso
público), constatamos que este ato é enquadrado como atentatório aos princípios da Administração
Pública.

Nesse caso, Antônio também estaria sujeito à suspensão dos direitos políticos entre 3 e 5 anos, a
proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios pelo prazo de três anos e ao pagamento de multa civil de até cem vezes o valor de sua
remuneração.

Assim, percebemos que o gabarito é letra “B”, pois ele não poderia ter seus direitos políticos
suspensos pelo prazo de 7 anos.

QUESTÃO 91:

Mais uma vez a banca examinadora exigiu que o candidato soubesse classificar os atos de
improbidade. E, como já dito anteriormente, quando o autor do ato “receber vantagem econômica”,
estaremos diante de ato de improbidade que importa enriquecimento ilícito.

Logo, nos termos do art. 12, da LIA, Maurício estará sujeito à suspensão dos direitos políticos de
oito a dez anos, e ao pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial.

QUESTÃO 92:

De novo! Nos termos do art. 10., da LIA, IX, Francisco ao ordenar ou permitir a realização de
despesas não autorizadas em lei ou regulamento praticou ato de improbidade que causa lesão ao
erário. E esta é a única categoria de ato de improbidade que admite a conduta culposa ou dolosa
para a sua prática. Outrossim, obviamente, para ser enquadrado no art. 10, é necessário que haja
prejuízo/lesão ao erário, segundo jurisprudência do STJ.

QUESTÃO 93:

Para resolver a questão, o candidato deveria conhecer o elemento subjetivo na prática dos atos de
improbidade. A doutrina e a jurisprudência entendem que o único ato de improbidade que admite
conduta culposa ou dolosa é no caso de lesão ao erário (art. 10). Já no caso do enriquecimento
ilícito (art. 9º.), nos decorrentes de concessão ou aplicação indevida de benefício financeiro ou
tributário (art. 10-A) e no ato atentatório aos princípios da Administração Pública (art. 11), só é
admitida a conduta dolosa.

QUESTÃO 94:

Essa é a única sanção penal prevista na Lei de Improbidade. Reparem que não há sanção penal na
LIA para quem pratica ato de improbidade (agente ímprobo). Nesse caso a sanção penal é para uma
espécie de “denunciação caluniosa”.

Assim, nos termos do art. 19, constitui crime, sujeito a pena de detenção de seis a dez meses e
multa, a representação de ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando
o autor da denúncia o souber inocente, sem prejuízo da ação de indenização por danos materiais,
morais ou à imagem que forem provocados.
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QUESTÃO 95:

Nos termos do art. 7º, da LIA, quando houver enriquecimento ilícito ou lesão ao erário, caberá à
autoridade administrativa responsável pelo inquérito, representar ao Ministério Público para que
seja declarada a indisponibilidade dos bens, com o fim de assegurar o ressarcimento integral de uma
futura execução forçada, caso haja condenação.
Percebemos que tal medida não poderá ser solicitada nos atos de improbidade que atentam contra os
princípios da Administração Pública. Porém, há que se ressaltar que a jurisprudência do STF
entende que no caso do ato que atenta contra princípios, é possível a indisponibilidade dos bens por
conta do valor da multa aplicada.

QUESTÃO 96:

Fazendo questões de provas anteriores, às vezes, eu tenho a sensação de que a FCC escolhe um
determinado artigo da lei por ano...rs....Reparem que essa questão exige conhecimento idêntico ao
da questão anterior, ou seja, a literalidade do art. 7º., da LIA.

Como já sabemos, no caso de ato de improbidade que atenta contra princípios da Administração
Pública (art. 10), não cabe indisponibilidade dos bens. Porém, há que se ressaltar que a
jurisprudência do STF entende que no caso do ato que atenta contra princípios, é possível a
indisponibilidade dos bens por conta do valor da multa aplicada.

QUESTÃO 97:

Para resolver a questão, o primeiro passo é enquadrar a conduta na classificação dos atos de
improbidade prevista na Lei de Improbidade Administrativa. Suzana permitiu a permuta de bem
público por preço superior ao de mercado, logo, foi enquadrada no art. 10, V (Ato de improbidade
que causa prejuízo ao erário).

Porém, sem conhecer a literalidade da legislação, devemos perceber que na referida conduta,
tivemos um terceiro beneficiário, não sendo a Suzana a própria beneficiária do ato de improbidade.
Esta é a característica principal deste tipo de ato de improbidade.

Para finalizar a questão, o candidato deveria conhecer o art. 12, da mesma legislação, que no caso
de ato de improbidade que causa prejuízo ao erário, indica a suspensão dos direitos políticos de 5 a
8 anos.

QUESTÃO 98:

Boa questão! Na situação hipotética, o Secretário Municipal frustrou a licitude de um concurso


público, ao contratar servidores sem a observância do princípio concursivo. Em princípio, deveria
ser enquadrado no art. 11, V, da Lei 8.429/92.

Porém, a doutrina e a jurisprudência ensinam que nas hipóteses de atos de improbidade que
importam enriquecimento ilícito (art. 9º.) nos decorrentes de concessão ou aplicação indevida de

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benefício financeiro ou tributário (art. 10-A) ou que atentam contra princípios da Administração
Pública (art. 11), é essencial que haja dolo na conduta do agente ímprobo.

Tendo em vista que na situação hipotética o Secretário Municipal agiu com imperícia no trato da
coisa pública, não havendo dolo, não há como enquadrá-lo na prática de ato de improbidade
administrativa.

Por fim, vale ressaltar que, segundo a doutrina e a jurisprudência, a única hipótese em que se admite
conduta culposa ou dolosa do agente ímprobo é no caso de ato de improbidade que cause prejuízo
ao erário.

QUESTÃO 99:

Nessa questão a banca foi menos rigorosa, tendo em vista que já afirma que Matheus praticou ato de
improbidade que causa prejuízo ao erário, por ter concedido benefício administrativo sem a
observância das formalidades legais aplicáveis à espécie. Logo, não exigiu do candidato o
conhecimento do enquadramento nas hipóteses legais. Passando à analise dos itens propostos,
temos:

I – Correto. Nos termos do art. 7º., da Lei de Improbidade, quando o ato de improbidade causar
lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa
responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do
indiciado.

II – Errado. As quatro categorias de ato de improbidade podem ensejar a aplicação de multa civil,
nos termos do art. 12.

III – Correto. Segundo a doutrina e a jurisprudência, a única hipótese em que se admite conduta
culposa ou dolosa do agente ímprobo é no caso de ato de improbidade que cause prejuízo ao erário.

IV – Errado. O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer


ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança.

QUESTÃO 100:

Podemos destacar o art. 21, da Lei 8.429/92, como um dos dispositivos mais cobrados em prova. E,
essa questão exigia do candidato apenas o conhecimento de sua literalidade. Inclusive, vale destacar
que este artigo sofreu recente alteração através da Lei 12.120/09. Com a redação atual, temos que a
aplicação das sanções previstas na lei independe:

 da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento;

 da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou
Conselho de Contas.

Percebemos, asism, que a postura do magistrado perante o caso concreto foi incorreta, nos termos
da alternativa “D”.

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