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4º SIMULADO

XXIVEXAME DE ORDEM

2ª FASE
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4º Simulado 2ª Fase XXIV Exame de Ordem: Direito Civil


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4º Simulado 2ª Fase XXIV Exame de Ordem: Direito Civil


4º SIMULADO - 2ª FASE XXIV EXAME DE
ORDEM: DIREITO CIVIL
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PEÇA PROFISSIONAL

Em 2014, Pedro, fotógrafo, foi citado em um processo de conhecimento (n. 0000554-23.2015.8.17.0001) com
pedido de indenização por danos morais com fundamentação questionável e fraca ante posicionamentos
jurisprudenciais, movido por Patrícia, um cliente, na 20ª Vara Cível de Recife/PE.

Após o devido processo de instrução, em novembro de 2014, o réu foi condenado a pagar o valor de R$
100.000,00 (cem mil reais), a título de danos morais, em favor da parte autora, com fundamento no art. 5º, da
Lei X/2015.

Como não houve recurso ou o pagamento, teve início o cumprimento de sentença e, em novembro de 2017,
Pedro foi intimado para pagar o débito acrescido de custas no prazo de 15 dias.

No dia seguinte à sua citação, durante uma conversa com um colega policial, recebeu a informação de que,
no final de janeiro de 2017, o magistrado responsável pelo julgamento na fase de conhecimento havia sido
condenado por corrupção em vários processos e ainda era investigado em outras situações.

Após pesquisar as condenações e as provas apresentadas, verificou que havia gravações em que o juiz
recebia dinheiro da autora, Patrícia, em troca de uma sentença favorável, especialmente no “quantum”
indenizatório.

Falou, então, com seu advogado que lhe disse nada poder fazer acerca do caso.

Inconformado com a atuação de seu patrono, decidiu buscar a prestação de serviços de outro profissional.

Na qualidade de advogado(a) de Pedro, elabore a peça adequada para o caso apresentado.

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4º Simulado 2ª Fase XXIV Exame de Ordem: Direito Civil


QUESTÃO 1

Ana namorava Patrício há dois anos quando, em setembro de 2017, terminaram o relacionamento; ocorre
que, em outubro de 2017, ela descobriu que estava grávida há pouco mais de um mês, coincidindo com a
época da última relação do casal.

Patrício, porém, questionou a paternidade do bebê, recusando-se a ajudar nos gastos da gravidez a qual,
segundo verificou o médico-responsável, seria de risco, devendo Ana permanecer em repouso com o
acompanhamento e auxílio constante de um profissional de enfermagem.

Ana, então, moveu ação de alimentos para que fosse determinado que o seu ex-namorado, suposto pai,
pagasse pensão no percentual de 30% sobre o valor da remuneração dele para ajudar durante a gravidez, o
que foi integralmente concedido em sentença judicial transitada em julgado.

Quando a criança nasceu, Patrício parou de depositar os valores, pois entendeu inexistir mais qualquer
obrigação sua em decorrência da decisão judicial, visto que esta se refere aos alimentos a serem pagos
durante a gravidez, devendo a mãe acionar a justiça novamente para pedir a pensão em favor da criança,
após comprovar a paternidade por meio do exame de DNA.

Considerando o caso relatado, responda:

A) É cabível o pedido alimentos conforme solicitado por Ana durante a gravidez? Quem seria o credor de tais
alimentos? Justifique.

B) Procede o entendimento de Patrício a respeito de não ser mais devido o pagamento de pensão, cabendo à
mãe mover nova ação? Justifique.

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QUESTÃO 2

Carlos, viúvo, aos 40 anos de idade desapareceu de seu domicílio, em abril de 2017, tendo seus dois únicos
filhos, Anabel e Gian, buscado o apoio policial para fins de encontrá-lo.

Seu tio, Anderson, 60 anos, já perdeu as esperanças e insiste que seja feito o procedimento de ausência para
a posterior declaração da morte presumida, bem como também a sucessão em favor dos filhos e dos tios, ele
e Amélia, em vista de previsão testamentária feita anteriormente por Carlos.

Até a presente data, ele não foi encontrado, de modo que até Anabel e Gian decidiram buscar o
aconselhamento de um advogado para fins de como proceder para fins sucessórios.

Considerando o caso relatado, responda:

A) Está correta a alegação de Anderson quanto a ser cabível o procedimento de ausência? Justifique.

B) Em caso de morte de Carlos, Anderson e Amélia podem ser chamados a suceder? Justifique.

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QUESTÃO 3

Em 2015, sem o consentimento de sua irmã, Isadora, Fabian aceitou ser fiador desta em um contrato por
prazo indeterminado com Xavier, renunciando ainda expressamente ao benefício de ordem.

Em março de 2017, disse a sua irmã que iria se exonerar da fiança, não tendo notificado Xavier até a
presente data.

Ocorre que, em julho de 2017, Isadora se tornou inadimplente, tendo o credor decidido acionar Fabian na
justiça para que pagasse o débito de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) existente, correndo a ação perante a
14ª Vara Cível de Recife/PE, desde o mês de setembro de 2017.

Considerando o caso relatado, responda:

A) O contrato de fiança assinado por Fabian é Válido? Justifique

B) Fabian poderia exonerar-se da fiança? Justifique.

C) Fabian responde em relação ao débito de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais)? Justifique.

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QUESTÃO 4

Camila, idosa, com baixo grau de escolaridade, em Ouricuri/PE, foi obrigada a celebrar instrumento particular
de confissão de dívida com Daniel, fazendeiro com grande influência na cidade, reconhecendo e confessando
dívidas firmadas pelo seu marido, já falecido, que não deixou bens ou patrimônio a inventariar.

Daniel ameaçou Camila de bloquear o pagamento da pensão deixada pelo seu falecido marido, caso não
fosse assinado o instrumento de confissão de dívida, o que foi feito pela senhora e posteriormente por 2
testemunhas.

Após sair da casa de Daniel, porém, Gabriel, técnico de enfermagem, um senhor que estava no local e
presenciara a situação, disse-lhe que deveria procurar um advogado pois esse negócio não geraria efeitos e
seria anulável.

Considerando a hipótese acima e as regras de Direito Civil, responda:

A) O instrumento particular de confissão de dívida assinado por Camila preenche os pressupostos gerais de
validade dos negócios jurídicos? Justifique.

B) Procede a alegação de Gabriel quanto ao negócio não poder produzir efeitos? Com base nessa alegação,
qual seria o prazo para Camila entrar com a respectiva ação?

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