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Não existe a obrigatoriedade de a Administração pública contratar com

o licitante vencedor, por força da supremacia do interesse público sobre


o interesse particular. De modo diverso, o licitante vincula-se à
proposta apresentada por um período de sessenta dias.
A adjudicação compulsória difere da contratação
compulsória, significando apenas que, caso a Administração pública
venha a contratar, deverá fazê-lo com o licitante vencedor. O mesmo
princípio impede que seja aberto novo procedimento licitatório enquanto
válida a adjudicação realizada em procedimento anterior.
Os contratos administrativos são regidos por normas de
direito público, de que são exemplos os contratos previstos na lei de
licitação, em que se inscrevem cláusulas exorbitantes, dentre outras
distinções. No entanto, os chamados contratos da administração
subordinam-se aos mandamentos do direito privado.
Caso haja o inadimplemento do contrato pela Poder
cedente, o cessionário apenas poderá requerer a rescisão contratual no
Poder Judiciário, sendo que os serviços poderão ser interrompidos
apenas após o trânsito em julgado judicial.
A teor do art. 40, X, é vedada a fixação, no edital, de um
preço mínimo.
O exceptio non adimpleti contractus (exceção do contrato não
cumprido), regra aplicada nos casos de inadimplência do contrato
privado, é mitigado nos contratos administrativos, dada a sua sujeição
ao direito público, razão porque só em determinados casos será possível
a sua invocação, e não no mero inadimplemento do Poder Público.
O controle do contrato administrativo é um poder implícito
da Administração pública.
O leilão destina-se à venda de bens móveis.
A revogação da licitação, quando antecedente à
homologação e à adjudicação, não abre oportunidade para o exercício
da ampla defesa e do contraditório.
As hipóteses de dispensa da licitação enumeram-se de
forma taxativa, enquanto que as hipóteses de inexigibilidade, de forma
exemplificativa.
Admite-se que se realize procedimento licitatório destinado
exclusivamente à participação de microempresas e empresas de
pequeno porte nas contratações cujo valor seja de até R$ 80.000,00, a
teor do art. 48, I da LC 123/2006.
Consideram-se de grande vulto as obras cujo valor estimado
seja superior a R$ 37.500.000,00.
Os serviços técnicos deverão ser realizados
preferencialmente na modalidade de concurso, sendo que seus autores
deverão ceder os seus direitos autorais sobre a obra contratada.
As compras, sempre que possível, deverão ser processadas
através de sistema de registro de preços, na modalidade de concorrência
ou pregão, dividida em tantas parcelas quanto quantas necessárias
pelas peculiaridades do mercado, cujos preços serão trimestralmente
atualizados, com validade não superior a 01 ano, não gerando obrigação
à Administração de contratar. Para compras em valor superior a R$
80.000,00, deverá processar-se por comissão composta de, no mínimo,
03 membros.
A alienação de bens móveis da administração direta e
indireta autárquica e fundacional depende de autorização
legislativa, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, de
avaliação prévia e licitação na modalidade concorrência, que é
dispensada, dentre outros, em dação em pagamento, doação a outros
órgãos públicos, permuta, veda a outro órgão.
Os bens imóveis obtidos em procedimentos judiciais ou
em dação em pagamento poderão ser alienados por ato da autoridade
competente, desde que haja avaliação, comprovação da utilidade ou
necessidade e licitação na modalidade concorrência ou leilão.
Ou seja, a regra para alienação de bens imóveis da
Administração é a licitação na modalidade concorrência e
excepcionalmente na modalidade leilão.
As concessionárias e as permissionárias de serviço
público não se enumeram na Lei de Licitações.
A súmula 270/TCU dispõe que “em licitações referentes a
compras, inclusive de softwares, é possível a indicação de marca, desde
que seja estritamente necessária para atender exigências de
padronização e que haja prévia justificação.
Segundo o TCU, é lícita a adoção da sistemática de revisão
contratual por reajuste calcado em índices dos valores de contratos de
prestação de serviços de duração continuada em que não há a
prevalência da mão de obra. O reajuste resulta da aplicação de um
índice, já a repactuação é a revisão dos valores do contrato a partir da
demonstração, por parte da contratada, das variações nos seus custos
operativos, ajustando-se, assim, mais harmonicamente aos
empreendimentos em que a mão de obra seja elemento principal.
Quando se fala em critério está-se a dizer de tipo de
licitação (art. 45, § 1º).
Segundo entendimento do STJ, a lei não exige a
disponibilidade financeira, mas, tão somente, que haja previsão destes
recursos na lei orçamentária.
O contrato administrativo feito verbalmente que tenha por
objetivo prestação de valor igual ou superior a R$ 4.000,00 é nulo.
Quando ocorrer a alteração unilateral do contrato, é necessária a
revisão de suas cláusulas econômico-financeiras a fim de manter o
equilíbrio contratual.
Admite-se a subcontratação parcial, na forma da lei, do objeto
licitado pela contratada.
As OSCIPs são obrigadas a licitar, mas não se subordinam
necessariamente às previsões da Lei de Licitações.
As entidades privadas sem fins lucrativos não são obrigadas a
licitar, mas devem observar os princípios que regem as atividades da
Administração pública.
O prazo de validade da ata de registro de preços não poderá ser
superior a 01 ano, aí computadas suas eventuais prorrogações.

Da Licitação
Os editais devem ser publicados com antecedência mínima de:
a) 45 dias, para concurso e concorrência (empreitada integral ou
tipo “melhor técnica” e “técnica e preço”);
b) 30 dias, para concorrência e tomada de preços (tipo “melhor
técnica” ou “técnica e preço”);
c) 15 dias, para tomada de preços ou leilão;
d) 5 dias, para convite.

Valores:
1) para obras e serviços de engenharia:
a) convite – até R$ 150.000,00;
b) tomada de preços – até R$ 1.500.000,00;
c) concorrência – acima de R$ 1.500.000,00;
2) para compras:
a) convite – até R$ 80.000,00;
b) tomada de preços – até R$ 650.000,00;
c) concorrência – acima de R$ 650.000,00.
Notar que os valores de dispensa de licitação estipulados com
base nos seguintes totais ampliam-se para 20% no caso de
Consórcio Público, Sociedade de Economia Mista, Empresa
Pública e Autarquia qualificada como Agência Executiva.

Quando se tratar de licitação na modalidade convite, não se


admite a utilização do critério “técnico e preço”. Nenhum dos tipos de
licitação aplica-se à modalidade concurso.
As hipóteses de dispensa e de inexigibilidade da licitação deverão
ser comunicadas à autoridade superior para ratificação no prazo de 3
dias e para que, assim, sejam publicadas na imprensa oficial, em até 5
dias.

Capítulo II – Da Licitação
Seção II – Da Habilitação
São 5 as habilitações necessárias:
I. Jurídica:
a) Identidade;
b) Registro comercial;
c) Ato constitutivo ou estatuto;
d) Autorização, em caso de sociedade estrangeira.
II. Regularidade fiscal e trabalhista:
a) CPF ou CGC;
b) Inscrição em cadastro de contribuintes do domicílio do
licitante;
c) Regularidade com a Fazenda Nacional, Estadual ou
Municipal;
d) Seguridade Social e FGTS;
e) Inexistência de débitos trabalhistas.
III. Qualificação técnica:
a) Inscrição em entidade profissional competente;
b) Comprovação da aptidão para execução do objeto da
licitação;
c) Comprovação de conhecimento das informações do edital
licitatório;
IV. Qualificação econômico-financeira:
a) Balanço patrimonial e demonstrações contáveis que
comprovem a boa situação financeira, vedada a exigência
de valores mínimos de lucro ou faturamento anteriores,
mas podendo-se exigir capital ou patrimônio líquido
mínimos limitados a 10% do valor do objeto do contrato;
b) Certidão negativa de falência ou recuperação judicial;
c) Garantia, na modalidade caução, fiança bancária etc.
limitada a 1% do valor do objeto do contrato.
V. Não submeter menores a trabalho insalubre etc.
Os órgãos públicos poderão providenciar registros cadastrais que
substituam as exigências de habilitação.
Às empresas que participarem em consórcio, notar que se admite o
somatório de recursos para efeitos de qualificação técnica e econômico-
financeira, cujas exigências podem acrescer-se de até 30%. Vedada a
participação de empresa em mais de um consórcio. A responsabilidade
é solidária durante a licitação e execução do contrato. Quando houver
consórcio entre empresa brasileira e estrangeira, a liderança caberá
necessariamente àquela.
A documentação de habilitação poderá ser dispensada, nos termos de
regulamento, no todo ou em parte, para a contratação de produto para
pesquisa e desenvolvimento, desde que para pronta entrega ou até o
valor de R$ 80 mil.
Seção III – Do Processo e Julgamento
Art. 41, § 1º. Qualquer cidadão pode impugnar o edital em até 5 dias
úteis antes da data de abertura dos envelopes, que será respondida em
até 3 dias úteis.
§ 2º. O licitante poderá impugnar em até 2 dias úteis antes da abertura.
Na tomada de preço e no convite, a fase de habilitação não é
obrigatória. No pregão, a habilitação ocorre depois do julgamento das
propostas.
A não ser que por fato superveniente, após a habilitação não cabe
desistência da proposta.
A contratação de bens e serviços de informática comuns dar-se-á na
modalidade pregão segundo o tipo menor preço. O tipo técnica e preço
será nos casos não comuns.
Os envelopes contendo as propostas dos candidatos que não forem
habilitados na fase preliminar lhes serão devolvidos ainda lacrados.
A regra, a teor do art. 46, é que os tipos de licitação “melhor técnica” e
“técnica e preço” serão empregados exclusivamente em serviços de
natureza intelectual, excepcionando-se quando tratar-se de obras ou
serviços de grande vulto cuja realização depende de emprego de
tecnologia sofisticada.
Na licitação pelo critério de “melhor técnica”, abrem-se, primeiro, as
“propostas técnicas”, classificando-as pelos critérios dispostos no
instrumento convocatório, em que se fixará preço máximo que a
Administração propõe-se a pagar. Após, passa-se a, sucessivamente,
discutir com os licitantes, na ordem da classificação, os termos da
contratação. Pode fixar-se pontuação mínima para a técnica.
Consideram-se manifestamente inexequíveis as propostas, em obras e
serviços de engenharia, cujos valores sejam inferiores a 70% do menor
valor dentre a “média aritmética das propostas superiores a 50% do
valor orçado pela administração” e “o valor orçado pela administração”,
sendo que as que orçarem abaixo de 80% do menor destes valores
deverá vir acompanhada de garantia no valor da diferença.
No caso de licitação fracassada, abre-se o prazo de 8 dias úteis para
refazimento das propostas, podendo reduzir-se para 3 dias úteis em
caso de convite. Se, após o novo prazo, as propostas não forem
regularizadas, a Administração poderá contratar diretamente por meio
de dispensa de licitação. Contudo, em caso de inabilitação dos
licitações, não a legislação não prevê hipótese de dispensa da licitação.
A revogação da licitação ocorre se houver fato superveniente ou o
adjucatário não assinar o contrato. Pode ser apenas até a assinatura do
contrato. É sempre total. Prescinde de contraditório e da ampla defesa
até a adjudicação.
Em regra, a anulação não gera o dever de indenizar, exceto se, não
havendo culpa, pelos prejuízos que daí advirem à licitante.
Dois do servidores, da comissão de 3, devem ser qualificados e
pertencentes ao quadro permanente do órgão.
Não se pode exigir que a licitante seja vinculada a sindicato.
Inadmite-se o estabelecimento de preferência às sociedades
cooperativas.
A minuta do contrato deve sempre integrar o edital convocatório.
No caso de contratação com dispensa ou inexigibilidade de licitação,
devem-se justificar os preços.
A encampação é instituto pelo qual o poder concedente, por motivo de
interesse público, mediante lei autorizativa e após prévio pagamento de
indenização, realiza a retomada do serviço durante o período de
concessão.
Os contratos, mesmo de concessão de serviço público, podem ser
alterados unilateralmente pela Administração, ressalvadas as cláusulas
econômico-financeiras, a fim de melhor atender ao interesse público.
Podem receber preferência adicional os produtos e serviços
manufaturados, que atendam a normas técnicas brasileiras e que sejam
resultado de desenvolvimento e inovação produzidos no país.
O pregão é a modalidade de licitação não submetida a valor máximo que
tem o menor prazo entre a publicação do edital/aviso de licitação e a
data da abertura do certamente, pois é de 8 dias úteis.
Não fere a igualdade dos licitantes a exigência de prévia experiência em
serviço de natureza similar como condição para a habilitação técnica.
Em regra, as minutas dos contratos devem passar pela assessoria
jurídica do órgão ou entidade, contudo, excepcionalmente, admite-se a
utilização de minuta-padrão previamente aprovada e verificar-se a
identidade do objeto e das cláusulas.
A declaração de inidoneidade pela inexecução de um contrato por um
ente federativo repercutirá celebração de contrato com os demais entes
federativos.
Para a habilitação fiscal, basta apenas a comprovação da regularidade.
A exigência de capital social mínimo, patrimônio líquido mínimo e
garantia, segundo entendimento do TCU, não são cumulativas.
Pode adotar-se o critério de “técnica e preço” em registro de preço em
caráter excepcional. Não se exige, relembre-se, a indicação de dotação
orçamentária. A modalidade é concorrência.
É inconstitucional considerar os valores pagos em impostos como
critério de avaliação das propostas dos licitantes.
Admite-se excepcionalmente, nas licitações internacionais, a cotação em
moeda estrangeira.
O prazo para interposição de recurso relativo à habilitação ou
inabilitação é de 5 dias a contar da lavratura da ata ou do aviso de
recebimento.
O recurso contra a habilitação tem, necessariamente, efeito suspensivo.
Ofende a competitividade exigência de que a empresa possua usina de
asfalto para participar de licitação.
É obrigatória a admissão da adjudicação por item nos editais de
licitação para a contratação de obras, serviços, compras e alienações
cujo objeto seja divisível e desde que comprovada e justificadamente
não haja prejuízo para o conjunto ou complexo, perda de economia de
escala, e as exigências de habilitação estejam adequadas a essa
divisibilidade.
A rescição unilateral do contrato pela Administração trata-se de
rescisão indireta, visto que a Administração, ao fazê-lo, deve observar os
princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Por outro
lado, nas hipóteses de falecimento do contratado ou dissolução da
sociedade empresária, verifica-se a nomeada rescisão de pleno direito,
que se processa de modo independente da vontade das partes
contratantes.
Em determinadas hipóteses, o instrumento de contrato pode ser
substituído pela ordem de execução de serviço.
O instrumento de contrato deve ser publicado na imprensa oficial no
prazo de vinte dias a contar do quinto dia útil do mês subsequente ao
de sua assinatura.
Segundo o entendimento firmado no âmbito do STJ, rescisão de
contrato administrativo por ato unilateral da administração pública, sob
a justificativa de interesse público, impõe ao contratante a obrigação de
indenizar o contratado pelos prejuízos daí decorrentes, considerando-se
não apenas os danos emergentes, mas também os lucros cessantes.
Credenciamento é hipótese de licitação inexigível, porquanto a
Administração contrata todos os participantes que se manifestarem.
Os crimes licitatórios não admitem a modalidade culposa.
Segundo a jurisprudência, a renovação de contrato de concessão de
serviço sem a realização de regular procedimento licitatório implica
perpetuação da irregularidade durante o período de renovação, razão
pela qual deve ser afastada a invocação de decadência se a ação civil
pública for ajuizada no referido período.
O prazo para a interposição do pedido de reconsideração da decisão
administrativa é contado a partir da data da intimação do ato.
A responsabilidade civil do contratado é subjetiva, não se excluindo ou
reduzindo a fiscalização ou acompanhamento da execução contratual
pelo órgão interessado.
Quando o dano decorre de fato da obra ou fato imprevisível, há, então, a
responsabilidade civil objetiva da Administração Pública.
O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários,
fiscais e comerciais. Contudo, entende o Supremo Tribunal Federal que,
excepcionalmente, no exame de casos concretos, se houver omissão
culposa por parte da Administração, seja in eligendo ou in vigilando,
poderá ela responder subsidiariamente pelos encargos trabalhistas.
Há responsabilidade solidária entre o contratado e a Administração
quanto aos encargos previdenciários.
A subcontratação, para que seja válida, deve estar previstas no edital e
no contrato e fazer-se no limite admitido, em cada caso, pela
Administração.
As obras e serviços recebem-se mediante termo circunstanciado
provisoriamente por autoridade de fiscalização e definitivamente por
servidor ou comissão designada para esse fim. Em caso de compras, se
pequenas, recebem-se por recibo, se grandes, por termo
circunstanciado.
Cabe ao contratado a opção pela modalidade de garantia.
O reajuste dos valores contratados não pode ser feito com periodicidade
inferior a 1 (um) ano, a contar, inicialmente, da data do recebimento
das propostas dos licitantes.
A rescisão é o desfazimento de contrato válido, operando efeitos ex
nunc.
A rescisão do contrato pelo contratado poderá ser requerida após 90
dias de inadimplemento das obrigações pecuniárias assumidas pela
Administração, salvo calamidade pública ou guerra. Admite-se também
em caso de suspensão do contrato por prazo superior a 120 dias.
A permissão ou concessão de prestação de serviços públicos deverá
obrigatoriamente ser precedida de procedimento licitatório. Caso o
contrato estabelecido não tenha se originado de licitação, não caberá ao
contratado, por manifesta ilegalidade do ajuste pactuado com a
Administração, pleitear, administrativa ou judicialmente, a manutenção
do equilíbrio econômico-financeiro.
Em caso de serviço público de transporte público, é obrigatório o uso da
concessão.
A revisão do contrato, para a manutenção do equilíbrio econômico-
financeiro, é distinta do seu reajuste, o qual é previsto no contrato
mesmo.
Nas parcerias público-privadas, admite-se que também a Administração
pública tenha de oferecer garantias à fiel execução do objeto do
contrato.
Segundo o TCU: a) somente as alterações qualitativas,
excepcionalmente, poderão extrapolar os limites estabelecidos na lei; b)
as alterações qualitativas não modificam a natureza ou a dimensão do
objeto; c) as alterações qualitativas e quantitativas podem ser feitas
unilateralmente pela Administração.
Segundo o entendimento do TCU, é possível que os limites percentuais
estabelecidos pela referida lei sejam ultrapassados, excepcionalmente,
em caso de haver fatos supervenientes que impliquem em dificuldades
não previstas ou imprevisíveis por ocasião da contratação inicial, desde
que haja consenso entre as partes.
A execução do contrato inicia-se com a ordem de serviço expedida pela
Administração.
O Administração, no caso de obras, compras e serviços, pode acrescer
ou suprimir os valores do contrato em até 25% e, nas reformas de
edifício ou equipamento, acrescer em até 50%.
Ofende o princípio da legalidade a retenção de pagamentos pela
execução do objeto contrato em caso de irregularidade fiscal da
contratada.
Os reajustes de preços previstos no próprio contrato não caracterizam
uma necessidade de alteração contratual e, por isso, podem ser
registrados por simples apostila, sem necessidade de celebração de
aditamento.
São formas de alterações bilaterais nos contratos: a substituição da
garantia, a mudança da execução do serviço, o reequilíbrio financeiro e
a mudança na forma de pagamento.
Na empreitada por preço global, a remuneração da contratada é feita
após a execução de cada parcela da obra ou serviço, consoante o
cronograma físico-financeiro de execução.
Quando se tratar de supressão resultante de acordo das partes, admite-
se que se exceda os 25%.
O reequilíbrio econômico-financeiro dá-se necessariamente por acordo
das partes.
O fato do príncipe é um fato genérico e extracontratual imputável à
administração pública que acarreta o aumento dos custos do contrato
administrativo.
No caso de compra de entrega imediata e integral dos bens adquiridos, é
dispensável o termo de contrato, independentemente do valor.
A aplicação de multa por mora na execução do contrato deve estar
prevista no instrumento convocatório/edital ou no contrato firmado.
De acordo com o entendimento do STJ, para a contratação, pelo poder
público, de serviços técnicos de natureza singular com profissionais de
notória especialização, hipótese de inexigibilidade de licitação, é
indispensável a formalização de prévio processo administrativo
destinado a demonstrar a singularidade do serviço técnico a ser
executado, ainda que seja notória a especialidade do trabalho
desenvolvido pelo contratado.
Quando o convênio e o consórcio administrativo previrem o repasse de
verbas não previstas na lei orçamentária, é necessária a autorização
legislativa.
As únicas sanções que podem ser aplicadas cumulativamente com as
demais outras são a multa por mora e pela inexecução total ou parcial
do objeto do contrato.
De acordo com posicionamento do STJ, a prorrogação de contrato de
concessão de serviço público sem a realização de prévia licitação
macula o negócio jurídico com nulidade absoluta, perdurando o vício
até o encerramento do pacto, quando se inicia o prazo prescricional da
pretensão que visa anulá-lo
A fiscalização da execução do contrato deverá obrigatoriamente ser feita
por servidor ou funcionário da Administração, sendo permitida a
contratação de terceiros para subsidiá-lo com informações e prestar-lhe
o devido auxílio. Assim, não cabe a sua substituição por terceiros.
Quando houver a rescisão contratual por razões de interesse público,
por caso fortuito ou força maior ou por fato a que a Administração
tenha dado causa, todos sem culpa da contratada, a Administração
ressarcerá os prejuízos comprovados e, também, devolverá a garantia
prestada, pagará os valores devidos pela execução do contrato até a
data da rescisão e pagará, ainda, o custo de desmobilização. Contudo,
há doutrina, como a de Di Pietro, que afirma que, quando houver caso
fortuito ou força maior, por seres fatos alheios à conduta da
Administração, excepcionalmente poderá ser afastada a previsão do §
2º.
Genericamente, os contratos celebrados por dispensa de licitação por
motivos de segurança nacional e inovação tecnológica poderão ter
vigência por até 120 (cento e vinte) meses.
Na delegação de serviço público, a modalidade de licitação adotada será
obrigatoriamente a concorrência.
No caso da prorrogação do contrato que tenha por objeto serviço de
natureza continuada, cuja prorrogação pode estender-se,
ordinariamente, até o período de 60 (sessenta) meses, o valor do
contrato original, somado aos valores resultantes das prorrogações, não
pode exceder o limites legalmente estabelecido para a modalidade
licitatória adotada.
Conforme o art. 111 da Lei, o projeto ou serviço técnico especializado só
poderá ser contratado caso o autor ceda os direitos patrimoniais a ele
relativos.
No julgamento da APN 323/CE, em 2005, o Superior Tribunal de
Justiça entendeu que a falta de observância das formalidades à
dispensa ou à inexigibilidade do procedimento licitatório de que trata o
art. 89 da Lei 8.666/93 apenas será punida quando “acarretar
contratação indevida e retratar o intento reprovável do agente”. Logo, se
não foi realizado o devido procedimento, mas existiam os pressupostos,
a conduta é penalmente irrelevante. Deve, necessariamente, haver o
dolo, ainda que genérico. Havendo o dolo, no entanto, desnecessário
estar configurado efetivo prejuízo ao erário, pois o tipo penal tutela,
para além do erário, outros bens jurídicos, dentre os quais a moralidade
administrativa em que devem manter-se os agentes públicos.
O prazo para interposição do recurso conta a partir da intimação do ato
ou da lavratura da ata (5 dias úteis). O prazo para a reconsideração (10
dias úteis) conta-se exclusivamente a partir da intimação. Note-se que o
pedido de reconsideração destina-se ao Ministro de Estado, secretário
estadual ou municipal que, valendo-se da sua competência exclusiva
para tanto, aplicar a pena de inidoneidade para licitar com a
administração pública.