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arrafadas são produtos produzidos pela

maceração de plantas medicinais em cachaça ou


vinho branco. Na composição das garrafadas são
utilizados frutos, folhas, cascas, raízes e flores,
verdes ou secos. No preparo da garrafadas à base
de água, esta é fervida com as ervas; quando
preparada com a cachaça, toda a composição fica
algum tempo em infusão; no vinho, também é posta
em infusão, havendo os que deixam a composição
enterrada na lama, por alguns dias,
por considerarem a temperatura mais adequada.

Salve Deus. nossos queridos pretos velhos e pretas velhas são falanges de espíritos de
alta hierarquia, Raios de Olorum, que assumem a roupagem de Pretos Velhos, atuando
com simplicidade e carinho, em ação desobsessiva, aliviando os seres humanos de seus
cobradores e obsessores, desintegrando cargas negativas pela força do amor. Também a
eles está destinado o trabalho das comunicações, confortando os aflitos, revertendo
quadros de sofrimentos e dando esperança e paz àqueles que os consultam. São
verdadeiros seres revestidos de Luz e Amor, sempre protegendo e orientando as pessoas,
principalmente médiuns que são seus aparelhos, confortando-os ou, se for o caso,
repreendendo-os, mas sempre com ternura e carinho, jamais magoando ou humilhando
quem quer que seja.

As Caboclas assumem nomes diferentes, conforme a Linha em que se enfeixem, assim, na


Linha de Iemanjá encontraremos os seguintes nomes:

Cabocla Janaína*, Cabocla do Mar*, Cabocla Guaraciaba*, Cabocla das Ondas*, Cabocla
Jaciema*, Cabocla Potira, Cabocla Jaciaba*, Cabocla Sete Luas, Cabocla Cinda, entre outras.(1)

As Caboclas de Iemanjá são delicadas, carinhosas, maternais, apresentam-se movendo os


braços circularmente à frente do tórax, como se estivessem sob a água. Entoam cânticos que
são verdadeiros mantras e que são geralmente associados ao famoso e lendário cântico das
sereias. Manifestam-se em médiuns de ambos os sexos, uma vez que também os homens
possuem o equilíbrio enérgético dito Yin, o princípio feminino da natureza. Na essência, assim
como acontece em todas as linhas, as entidades que se manifestam nessa roupagem não
necessariamente tiveram uma encarnação como índias americanas, pois Cabocla é um
arquétipo e o que realmente importa é a sintonia e a preparação para o trabalho.

CABOCLA ESTRELA DO MAR: 2 FITAS VERDES E NO MEIO AZUL CLARA


ão sete as “qualidades” (caminhos) de Yemanjá:

1. Yemanjá AWOYÓ:
A primogênita. A mais velha das Yemanjás e dos mais ricos trajes; usa sete saias para
guerrear e defender seus filhos. Ela vive distante no mar e repousa na lagoa; come
carneiro e, quando sai a passeio, usa as jóias de Olokum e coroa-se com Oxumarê, o
arco-íris.

2. Yemanjá OKETÉ (OGUTÉ, OKUTÍ ou KUBINI)


É a guardiã de Olokum. A do azul pálido (claro), está nos arrecifes da costa (porteira de
Olokum). Encontra-se tanto no mar, no rio, na laguna, quanto na mata. Yemanjá, nesta
qualidade, é mulher do deus da guerra e dos ferros, OGUM. Come (recebe sacrifícios) em
sua companhia e os aceita tanto no mar quanto no matagal. Quando guerreia leva
pendentes da cintura o facão e as demais ferramentas de Ogum. Ela trabalha muito, é
severa, rancorosa e violenta. É uma temível amazona.

3. Yemanjá MAYALEO ou MAYELEWO:


Mora nos bosques, em um pequeno poço ou manancial, que sua presença torna
inesgotável. Nesse caminho, assemelha-se à sua irmã Oxum Ikolé, porque é feiticeira.
Tem estreitas ligações com Ogum. Tímida e reservada, incomoda-se quando se toca o
rosto de sua iaô e retira-se da festa.

4. Yemanjá AYABÁ ou ACHABÁ


Nesta qualidade, Yemanjá é perigosíssima, sábia e muito voluntariosa. Usa no tornozelo
uma corrente de prata. Seu olhar é irresistível e seu ar é altaneiro. Foi mulher de Orunmilá,
e Ifá sempre acata sua palavra. Para ouvir seus fiéis costuma ficar de costas. Suas
amarrações jamais podem ser desatadas.

5. Yemanjá KONLÉ ou KONLÁ:


A da espuma. Está na ressaca da maré; enreda e envolta em um mato de algas e limo.
Por ser navegante, vive nas hélices dos barcos.

6. Yemanjá AKUARA:
A das duas águas – Yemanjá na confluência de um rio. Ali encontra-se com sua irmã
Oxum. Mora na água doce, gosta de dançar, é alegre e muito correta; Não pratica
malefícios. Cuida dos doentes, prepara remédios, amarra abicus.

7. Yemanjá ASESU:
É a mensageira de Olokum, a da água turva, suja. Muito séria e trabalhadora.; vai no
esgoto, nas latrinas e cloacas. Recebe suas oferendas na companhia dos mortos. É muito
lenta em atender seus fiéis, pois conta meticulosamente as penas do pato a ela
sacrificado, e caso se engane na conta, começa de novo e essa operação se prolonga
indefinidamente.

A Linha de Yemanjá, também chamada de linha do POVO DO MAR ou POVO D’ÁGUA, se


apresentam na Umbanda na forma de caboclas; gostam de trabalhar com água do mar ou
água com sal grosso, Perfumes e espelhos (elementos que também servem para uma
oferenda para as entidades no nível de protetoras e não no nível de guias e orixás). Fazem
uso da mecânica de incorporação emitindo sons que são verdadeiros mantras que são
confundidos por lamentos devido a associação do canto das sereias. Nada impede que
médiuns homens trabalhem com essas entidades pois todos tem o equilíbrio dentro de si.

O Orixá Ancestral é representado no planeta Terra (no plano físico e astral) pelos 7 “Orixás
Menores”. Na Vibração de Yemanjá são: Cabocla YARA; Cabocla ESTRELA DO MAR;
Cabocla DO MAR; Cabocla INDAYÁ; Cabocla INHASSÃ; Cabocla NANÃ-BURUCUN;
Cabocla OXUM. Abaixo dessas Entidades, temos os GUIAS de Yemanjá: Caboclo DO
MAR; Cabocla CINDA; Cabocla 7 LUAS; Cabocla JUÇANÃ; Cabocla JANDIRA e outros.
Ainda dentro da Hierarquia Sagrada, logo abaixo, temos os PROTETORES. Dentre eles
citarei: Cabocla LUA NOVA; Cabocla ROSA BRANCA; Cabocla DA PRAIS; Cabocla
JACY; Cabocla CaboclaDA CONCHA DOURADA; Caboclo 7 CONCHAS e outros.

NUNCA DEVEMOS ESQUECER QUE: Yemanjá é sensível às atenções ou bondades que


se dispensam espontaneamente a seus filhos, e também aprecia e recompensa aqueles
que são respeitoso e lhe demonstram consideração. Em todos os momentos graves, os
Orixás pedem conselhos a Yemanjá, a Deusa progenitora, muito sábia e dona do mais
precioso dos princípios vitais.

Iá nlá, Iyá Oyibó, Iyá erú, Iyá, mi lánu…

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