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IGREJA BATISTA NACIONAL – FAMÍLIA NOVA VIDA

ESTUDO BÍBLICO DOMINICAL - A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO


Jesus orava. Nós podemos ver, em nossas próprias limitações e
necessidade, razões para orar. Mas, o que estava atrás das orações de
Jesus? Jesus é Divino, Todo-poderoso, o Eu Sou, Jeová. Que
necessidades suas poderiam ser satisfeitas com oração? Contudo, ali estava ele em forte choro,
lágrimas e devoção, orando (Hebreus 5:7). Quando ele tomou a humanidade sobre si mesmo, ele
ainda era aquele que sempre existia, e existe. Mas, por muitas razões no plano de Deus, por ter sido
gerado como um homem, ele tomou voluntariamente a relação de Filho para Pai, e aprendeu a
obediência. Esta posição estabelecia, não somente identidade carnal conosco, mas identidade moral
também, na exigência de sujeição. Tendo vindo para fazer a vontade de outro, ele era guiado pelo
Espírito (Lucas 4:1,14), e operava milagres pelo poder do Espírito Santo (Atos 10:38), e não pela
sua própria vontade (Marcos 5:30). Ele orava porque confiava na providência do céu.
A ORAÇÃO DO SENHOR NO JARDIM: Jesus era um homem de oração e freqüentemente fazia
súplica a seu Pai em favor de outros. No jardim, poucas horas antes de sua morte, encontramo-lo
orando por si mesmo, mostrando-nos que é certo descarregarmos nossas mais profundas
inquietações e ansiedades sobre um carinhoso Pai Celestial. Nosso Senhor, além de ser divino era
um ser humano. Nossas mentes frágeis não podem compreender como pode existir um tal ser nem
como esta dupla natureza se encaixou em sua vida. Simplesmente acreditamos que é assim. Uma
das peças de evidência que Jesus foi realmente humano foi aquele choro angustiado na tranqüila
noite no Getsêmani: "Aba,Pai... passa de mim este cálice". Quando ele enfrentava a horrível
perspectiva da crucificação, ele chorou profundamente e orou fervorosamente para que não
precisasse beber o cálice amargo do sofrimento. Sua humanidade, naquela cena, deveria ficar
impressa definitivamente em nossos corações. Quando ele continua a orar, ele reconhece que todas
as coisas são possíveis para o Pai, entretanto sua atitude é: "Contudo, não seja o que eu quero, e
sim o que tu queres". Ele reconhece que na boa providência de Deus não pode haver modo de
escapar da crucificação, entretanto, em sua humanidade, ele anseia pela possibilidade remota. Ele
repete a oração três vezes e não é vã repetição. Seu coração está profundamente perturbado, e seu
pedido em lágrimas enche o silêncio da noite. Como Deus respondeu à oração? Conquanto não haja
afirmação definitiva, sabemos qual foi a resposta de Deus. Sua resposta foi: "Não, Filho, não pode
escapar desta experiência horrível. Tem que beber o cálice até o fim." É possível que a resposta
tenha vindo quando "lhe apareceu um anjo do céu que o confortava" (Lucas 22:43). Embora Deus
amasse seu Filho unigênito, ele não o pouparia deste grande trauma. O plano da eternidade para a
redenção do homem estava em jogo e não poderia haver nenhum ponto de retorno agora. Pelo bem-
estar do mundo, Deus disse "não" a Jesus naquela noite fatídica. E devemos ser gratos. Porque
Deus disse não e porque Jesus aceitou esta resposta, temos o perdão de nossos pecados e a
esperança de vida eterna no céu. Terá Deus jamais respondido negativamente a uma oração que
tivesse um impacto maior sobre o mundo? Ao dizer "não" ao seu Filho, ele estava dizendo "sim" a
nós!

A ORAÇÃO PÍBLICA E PARTICULAR: É certamente entendido por todos que a oração é uma parte
essencial da vida do cristão. Se esquecemos de orar, é porque nossas vidas estão muito ocupadas
com coisas materiais e precisamos desesperadamente fazer alguma reorganização de nossas
prioridades! Jesus orava freqüentemente em público e em particular. Lucas, especialmente, toma
nota da freqüência com a qual nosso Senhor orava. Ele registra sua oração em seu batismo (3:21),
no deserto (5:16), antes de indicar os apóstolos (6:12), a sós, longe das multidões (9:18) e na
transfiguração (9:28-29). Numa dessas ocasiões, quando Jesus estava orando, seus discípulos lhe
pediram que os ensinasse a orar, assim como João tinha ensinado seus discípulos (Lucas 11:1).
Nós também precisamos aprender a orar pública e particularmente. Há elementos comuns na
oração pública como na particular. Ambas são dirigidas a nosso Pai que está no céu. Ambas
precisam ser em nome de Cristo, isto é, com sua autoridade. Fazer uma oração que não esteja em
harmonia com a vontade revelada de Deus é adoração em vão. Alguém disse: "Se você quiser que
Deus o ouça quando ora, você precisa ouvir Deus quando ele fala." Tanto a oração em particular
como a pública conterão nossas petições de coisas que necessitamos e agradecimento por bênçãos
recebidas. Precisamos orar pelo perdão dos pecados, por seu auxílio e orientação em nossas vidas,
e pelas bênçãos físicas que ele nos dá gratuitamente. Mas há algumas coisas que deveriam ser
diferentes em nossas orações públicas e particulares. Jesus ensinou que "...quando orares, entre
no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em
secreto, te recompensará" (Mateus 6:6). Jesus não estava ensinando que nunca deveríamos orar
onde outros possam nos ver e ouvir. Lembre-se de que ele orava com seus discípulos
freqüentemente. Antes, a idéia é que precisamos passar algum tempo a sós, longe das interrupções,
em comunhão silenciosa com Deus. Várias vezes as Escrituras mostram nosso Salvador afastando-
se das multidões, e mesmo dos discípulos, para estar só com seu Pai, em oração. Marcos registra
que ele se levantou cedo, muito antes da aurora, só para que pudesse estar só para orar (Marcos
1:35). Nós precisamos de um tempo sozinhos para derramarmos nosso coração a Deus. Precisamos
orar por necessidades pessoais específicas que não possam ser tão facilmente expressas em
público. Necessitamos estar sós para pedir que Deus nos ajude com circunstâncias especiais e
problemas pessoais em nossas vidas. Não há melhor ilustração dessa necessidade do que o
exemplo de Jesus no Getsêmani. Lucas nos conta que Jesus retirou-se de seus discípulos "cerca
de um tiro de pedra" e orou: "E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu
que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra" (Lucas 22:44). Se nosso
Salvador precisou de tempo a sós para orar a seu Pai, podem os homens fracos e pecaminosos
esperar vencer a tentação sem apelar a Deus em oração?

AQUELES POR QUEM DEVEMOS ORAR: Por quem devemos orar? A resposta parece óbvia
demais. Devemos orar por nós mesmos e pelos outros. Mas por quê? A motivação para orar por nós
mesmos não é, normalmente, um problema. As dificuldades de motivação ocorrem, às vezes,
enquanto oramos por outros. A oração, quando feita apropriadamente, exige um esforço. Em
Colossenses 4:12, foi dito que Epafras "se esforça sobremaneira" pelos colossenses em suas
orações. A oração é um esforço. Ana servia noite e dia com jejuns e orações (Lucas 2:36-37). Se
você duvidar que a oração seja esforço, pegue (ou faça) uma lista dos membros da igreja onde você
está e ore sinceramente para cada um dos nomes anotados ali. Isto, a propósito, é um exercício
muito bom. Se você o fez adequadamente, terá passado bastante tempo se esforçando sobre as
muitas situações e circunstâncias únicas daqueles que estão na sua lista. Por que alguém haveria
de querer gastar tanto tempo e energia em favor de outros? Novamente, qual é a motivação e que
tipo de atitude reflete uma tal motivação? Antes de responder à pergunta: "Por que oramos por nós
mesmos e por outros?", por favor, perceba que o desejo de orar demonstra uma aceitação de Deus
Todo-Poderoso, seu poder, o fato que ele está vivo e que cremos que a oração dá certo. Em outras
palavras, a oração é um ato de fé. A fé requer obediência e Jesus exige claramente que nós oremos
por nós mesmos e pelos outros. Ele nos diz para orar por aqueles que nos perseguem (Mateus
5:44). Ele insiste conosco para que oremos pedindo trabalhadores para as colheitas (Mateus 9:38).
Ele nos ensina a orar pelos amigos que enfrentam a tentação (Lucas 22:32), bem como por nós
mesmos para que não entremos em tentação (Lucas 22:40). Através de Paulo, ele nos exorta a
fazer "súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em
favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade..." (1 Timóteo 2:1-2). Em
vista destas instruções, a oração é um dever, um mandamento a ser obedecido. Isto, por si só, é
bastante motivação para aquele que tem fé para obedecer.

CONCLUSÃO: Quando amadurecemos, contudo, nossa atitude muda e se desenvolve. Tornamo-


nos mais o que deveríamos ser, um reflexo de Jesus. Desenvolvemos a capacidade para pôr de
lado os interesses egoístas e para nos submetermos a Deus enquanto sujeitamo-nos a outros
(Efésios 5:21). O amor se torna nossa motivação para orar por outros, porque ele nos dá forças para
amar nosso próximo como a nós mesmos; a amar os irmãos no Senhor colocando seus interesses
acima dos nossos; a amar e ser cuidadoso com as coisas de Deus, antes que com nossos
interesses pessoais. Quando atingimos o ponto em que ficamos tão preocupados com os outros
como conosco, então a oração pelos outros se torna tão natural como a oração por nós mesmos.