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O CAVALO

AZUL

“Para meu anjinho,


minha esposa...”

Ilustrações e história de
ADRIANO EDO NEUENFELDT
1ª EDIÇÃO
SANTA MARIA
2009
BIOGRAFIA DO AUTOR

Adriano Edo Neuenfeldt é formado em Matemática (Licenciatura


Plena) e bacharel em Desenho e Plástica, ambos pela UFSM.
Também é Mestre em Educação e desenvolve oficinas pedagógicas
trabalhando prioritariamente com Literatura Infantil e Ensino de
Matemática. Atuou durante dois períodos como professor substituto
na UFSM e como professor da rede pública de ensino. Atualmente
é professor de Matemática do Ensino à Distância – Curso de
Pedagogia – UAB.

Contato: nea2007@bol.com.br

C481n Neuenfeldt, Adriano Edo


O cavalo azul/
ilustrações e história de Adriano Edo Neuenfeldt. –
1. ed. – Santa Maria : [s. n.], 2009.
16 p. : il. ; 20 cm.

1. Literatura 2. Literatura infanto-juvenil


3. Literatura infantil I. Título.

CDU 82-93
VOCÊ JÁ IMAGINOU SE TODAS AS
COISAS NÃO TIVESSEM COR? SE O
MUNDO FOSSE TODO PRETO E
BRANCO?
POIS BEM, HAVIA UM MUNDO
ASSIM, TODO PRETO E BRANCO.
MAS NESTE MUNDO, CERTO DIA
NASCEU UM CAVALINHO AZUL.
O CAVALINHO SABIA QUE ERA
DIFERENTE, NO ENTANTO, COMO
NUNCA HAVIA VISTO ALGO COLORIDO,
ACHAVA QUE TER AQUELA COR ERA
NATURAL. OS OUTROS É QUE O
ACHAVAM ESTRANHO.
O CAVALO PASSOU A SER
CHAMADO DE AZUL. ELE PASSEAVA,
TROTEAVA, COMO TODOS. A ÚNICA
COISA DIFERENTE ERA A COR DE SEU
PELO.
CERTO DIA ELE ENCONTROU UMA
LATA DE TINTA E UM PINCEL. MAS ELE
NÃO SABIA O QUE ERA UMA LATA DE
TINTA, POIS NUNCA HAVIA VISTO UMA
ANTES. CURIOSO, FOI VERIFICAR O
QUE ERA AQUILO. AO ENCOSTAR,
ACABOU DERRAMANDO UM POUCO E
PERCEBEU QUE, ONDE A TINTA CAÍA,
IA TINGINDO.
AZUL GOSTOU DAQUILO, ENTÃO
PEGOU O PINCEL, MERGULHOU NA
TINTA E SAIU PINCELANDO.
INICIALMENTE PINCELOU AS
PEDRAS E DEU COR A ELAS.
DEPOIS, PINCELOU AS ÁRVORES,
SEUS GALHOS E FOLHAS, E DEU COR.
PINCELOU, COM CARINHO, AS
FLORES.
PINCELOU AS FRUTAS, COMO
SE SENTISSE O GOSTO DELAS.
PINCELOU AS BORBOLETAS. CADA
UMA DELAS. ASSIM QUE ERAM
TOCADAS PELO PINCEL, ATINGIAM
TONALIDADES E CORES DIFERENTES.
AZUL FOI ATÉ O RIO E PINCELOU
OS PEIXES. ELES REFLETIAM O SEU
COLORIDO NA ÁGUA.
NEM OS PÁSSAROS ELE DEIXOU
ESCAPAR.
AZUL ESTAVA SE DIVERTINDO
MUITO, TINGINDO TUDO. FOI QUANDO
ELE AVISTOU UMA LINDA EGUINHA
QUE AINDA NÃO ESTAVA PINTADA.
AZUL FICOU ENAMORADO POR ELA.
RESOLVEU QUE IRIA PINTÁ-LA.
MAS ASSIM QUE ELE SE
APRÓXIMOU DELA, ELA OLHOU PARA
AZUL E DISSE:
- NÃO QUERO SER PINTADA. ESTOU
BEM ASSIM.
AZUL FOI EMBORA, TRISTE. PORÉM
NÃO DESISTIU. AINDA HAVIA MUITA
COISA PARA SER PINTADA.
AZUL COLORIU AS FLORES, O CÉU,
AS ESTRELAS, MAS SABIA QUE AINDA
FALTAVA ALGO, A EGUINHA.
PARA CONSQUISTÁ-LA LEVOU AS
FLORES MAIS LINDAS, MAS NADA A
ATRAÍA.
O TEMPO PASSOU E, QUANDO NÃO
HAVIA MAIS NADA PARA PINTAR,
SOMENTE A EGUINHA, PROCUROU-A
NOVAMENTE. A EGUINHA ATRAÍDO
PELA INSISTÊNCIA DE AZUL, OLHOU-O
E DISSE:
- SÓ VOU DEIXAR VOCÊ ME PINTAR
SE ME RESPONDER UMA PERGUNTA:
DE QUE COR É O AMOR?

SERÁ QUE AZUL SABERÁ


RESPONDER?
E VOCÊ, DE QUE COR ACHA QUE
ELE É?
SERÁ?
...