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Wilson Araújo– Contabilidade Pública

Curso de Contabilidade Pública

15. Fatos contábeis orçamentários podem originar-se de um ato administrativo ou de um fato


administrativo. Assim, um fato contábil orçamentário é aquele que envolve os passos relativos à receita
orçamentária (registro da previsão, da arrecadação/recolhimento etc.) e à despesa orçamentária
(registro da dotação, descentralização, empenho, liquidação e pagamento etc.). Um exemplo de fato
contábil orçamentário é:

(A) previsão da receita relativa ao recolhimento de cauções em dinheiro;


(B) execução da despesa para pagamento do décimo terceiro salário;
(C) liberação financeira relativa à devolução de cauções em dinheiro;
(D) descentralização de restos a pagar processados;
(E) recolhimento de cauções em dinheiro.

16. De acordo com a NBC T 16.4 – Transações no Setor Público – identifique, nas alternativas abaixo, as
naturezas de transações no setor público, que respectivamente completam o trecho a seguir:
As transações ____________, afetam o patrimônio público, realizadas, ou não, em decorrência da
execução do orçamento e as transações____________, são originadas de atos praticados pelos
gestores públicos, com o objetivo de dar cumprimento às metas programadas e o funcionamento das
entidades públicas.

A) Econômicas e Orçamentárias.
B) Administrativas e Financeiras.
C) Econômico-Financeiras e Administrativas.
D) Econômico-Administrativas e Financeiras.
E) Econômicas e Administrativas.

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Conversibilidade: a qualidade do que pode ser conversível, ou seja, característica de transformação de
bens e direitos em moeda.

CIRCULANTE

Exigibilidade: a qualidade do que é exigível, ou seja, característica inerente às obrigações pelo prazo de
vencimento.

18. Estão em vigor algumas características do registro e da informação contábil no setor público, que
devem observância aos princípios e às Normas Brasileiras Aplicadas ao Setor Público. A característica
que preconiza que o registro e a informação contábil devem reunir requisitos de verdade e de validade
que possibilitem segurança e credibilidade aos usuários no processo de tomada de decisão é
denominada:

A) fidedignidade.
B) confiabilidade.
C) integridade.
D) objetividade.
E) representatividade.

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19. As informações apresentadas nas demonstrações contábeis devem ser entendidas pelos usuários.
Para esse fim, presume-se que estes já tenham conhecimento do ambiente de atuação das entidades do
setor público. Todavia, as informações relevantes sobre temas complexos não devem ser excluídas das
demonstrações contábeis, mesmo sob o pretexto de que são de difícil compreensão pelos usuários.
Essa característica do registro e da informação contábil denomina-se:

A) Confiabilidade.
B) Comparabilidade.
C) Compreensibilidade.
D) Objetividade.
E) Visibilidade.

d) Compreensibilidade – as informações apresentadas nas demonstrações contábeis devem ser


entendidas pelos usuários. Para esse fim, presume-se que estes já tenham conhecimento do ambiente
de atuação das entidades do setor público. Todavia, as informações relevantes sobre temas complexos
não devem ser excluídas das demonstrações contábeis, mesmo sob o pretexto de que são de difícil
compreensão pelos usuários;

A entidade do setor público deve manter sistema de informação contábil refletido em plano de contas
que compreenda:

(a) a terminologia de todas as contas e sua adequada codificação, bem como a identificação do
subsistema a que pertence, a natureza e o grau de desdobramento, possibilitando os registros de
valores e a integração dos subsistemas;
(b) a função atribuída a cada uma das contas;
(c) o funcionamento das contas;

(d) a utilização do método das partidas dobradas em todos os registros dos atos e dos fatos que afetam
ou possam vir a afetar o patrimônio das entidades do setor público, de acordo com sua natureza de
informação; (Redação dada pela Resolução CFC n.º 1.437/13)
(e) contas específicas que possibilitam a apuração de custos; (Excluída pela Resolução CFC n.º 1.437/13)
(f) tabela de codificação de registros que identifique o tipo de transação, as contas envolvidas, a
movimentação a débito e a crédito e os subsistemas utilizados.

q O registro deve ser efetuado em idioma e moeda corrente nacionais, em livros ou meios
eletrônicos que permitam a identificação e o seu arquivamento de forma segura.
q Quando se tratar de transação em moeda estrangeira, esta, além da inscrição gráfica, deve ser
convertida em moeda nacional aplicando-se-lhe a taxa de câmbio oficial e vigente na data da
transação.
q O Livro Diário e o Livro Razão constituem fontes de informações contábeis permanentes e neles
são registradas as transações que afetem ou possam vir a afetar a situação patrimonial.
q O Livro Diário e o Livro Razão devem ficar à disposição dos usuários e dos órgãos de controle,
na unidade contábil, no prazo estabelecido em legislação específica.

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q Os registros contábeis devem ser efetuados de forma analítica, refletindo a transação constante
em documento hábil, em consonância com os Princípios de Contabilidade. (Redação dada pela
Resolução CFC n.º 1.437/13)
q Os registros contábeis devem ser validados por contabilistas, com base em documentação hábil
e em conformidade às normas e às técnicas contábeis.
q Os registros extemporâneos devem consignar, nos seus históricos, as datas efetivas das
ocorrências e a razão do atraso.

19. A entidade do setor público deve manter sistema de informação contábil refletido em plano de
contas que compreenda:

A) titulação atribuída a cada uma das contas.


B) contas específicas que impossibilitam a apuração de custos.
C) funcionamento das contas.
D) emprego de tabela de decodificação de registros que identifique o tipo de transação.
E) utilização do método das partidas dobradas em apenas alguns registros dos atos e dos fatos que
afetam ou possam vir a afetar o patrimônio das entidades do setor público.

(a) a terminologia de todas as contas e sua adequada codificação, bem como a identificação do subsistema a que pertence, a
natureza e o grau de desdobramento, possibilitando os registros de valores e a integração dos subsistemas;
(b) a função atribuída a cada uma das contas;
(c) o funcionamento das contas;
(d) a utilização do método das partidas dobradas em todos os registros dos atos e dos fatos que afetam ou possam vir a afetar
o patrimônio das entidades do setor público, de acordo com sua natureza de informação; (Redação dada pela Resolução CFC
n.º 1.437/13)
(e) contas específicas que possibilitam a apuração de custos; (Excluída pela Resolução CFC n.º 1.437/13)
(f) tabela de codificação de registros que identifique o tipo de transação, as contas envolvidas, a movimentação a débito e a
crédito e os subsistemas utilizados.

ELEMENTOS ESSENCIAIS DO REGISTRO CONTÁBIL

q A data da ocorrência da transação;


q A(s) conta(s) debitada(s);
q A(s) conta(s) creditada(s);
q O histórico da transação de forma descritiva ou por meio do uso de código de histórico
padronizado, quando se tratar de escrituração eletrônica, baseado em tabela auxiliar inclusa em
livro próprio;
q O valor da transação;
q O número de controle para identificar, de forma unívoca, os registros eletrônicos que integram
um mesmo lançamento contábil.

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RECONHECIMENTO E BASES DE MENSURAÇÃO APLICÁVEIS

NBCT 16.5

q O patrimônio público, o orçamento, a execução orçamentária e financeira e os atos de gestão


pública que provoquem efeitos de caráter econômico e financeiro no patrimônio da entidade
pública devem ser mensurados monetariamente e registrados pela Contabilidade.

q As transações no setor público devem ser reconhecidas e registradas integralmente, no


momento em que ocorrerem.

q As transações no setor público, desde que estimáveis tecnicamente, devem ser registradas,
mesmo na hipótese de existir somente razoável certeza de sua ocorrência.

q Os registros contábeis das transações das entidades públicas devem ser efetuados
considerando as relações jurídicas, econômicas e patrimoniais, prevalecendo, nos conflitos
entre elas, a essência sobre a forma.

ESSÊNCIA SOBRE A FORMA

A mais importante de todas as características contábeis é valorizar a essência de cada operação


ao invés do que está descrito em um documento, nota fiscal ou contrato.

Para que a informação represente adequadamente as transações e outros eventos que ela se
propõe a representar, é necessário que sejam contabilizados e apresentados de acordo com a
sua substância e realidade econômica, e não meramente sua forma legal.

q A entidade pública deve aplicar métodos de mensuração dos ativos e passivos, possibilitando o
reconhecimento dos ganhos e perdas patrimoniais, inclusive aqueles decorrentes de ajustes de
valores recuperáveis de ativo (ajuste impairment), em conformidade com os Princípios
Fundamentais de Contabilidade.

q Quando da necessidade de reconhecimento de ajustes decorrentes de omissões, erros de


registros ou mudanças de critérios contábeis de anos anteriores, a entidade pública deve realizá-
lo à conta do patrimônio líquido e evidenciá-lo em notas explicativas.

q Na ausência de norma contábil específica, o profissional da contabilidade deve utilizar


subsidiariamente normas nacionais e internacionais que tratem de temas similares,
evidenciando o procedimento e os impactos em notas explicativas.

q Havendo conflito entre dispositivos da legislação e os preceitos das Normas Brasileiras de


Contabilidade aplicadas ao Setor Público, o profissional de contabilidade deve observar, para a
elaboração das demonstrações contábeis, as diretrizes estabelecidas nestas Normas, e deve
evidenciar, em notas explicativas, as disposições conflitadas da legislação específica.

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20. Em relação ao registro contábil das operações do setor público, a NBC T 16 estabelece que

(A) os registros contábeis devem ser realizados e os seus efeitos evidenciados nas
demonstrações contábeis no momento da execução orçamentária.

(B) o reconhecimento de ajustes decorrentes de omissões e erros de registros ocorridos em


anos anteriores ou de mudanças de critérios contábeis deve ser realizado à conta do patrimônio
líquido e evidenciado em notas explicativas.

q As transações no setor público devem ser contabilizadas e os seus efeitos evidenciados nas
demonstrações contábeis dos exercícios financeiros com os quais se relacionam, reconhecidas,
portanto, pelos respectivos fatos geradores.

q Quando da necessidade de reconhecimento de ajustes decorrentes de omissões, erros de


registros ou mudanças de critérios contábeis de anos anteriores, a entidade pública deve
realizá-lo à conta do patrimônio líquido e evidenciá-lo em notas explicativas.

(C) a transação em moeda estrangeira, além do registro na moeda de origem, deve ser
convertida em moeda nacional, aplicando-se a taxa de câmbio oficial e vigente no primeiro dia
útil do mês em que ocorrer a transação.

(D) a compreensibilidade é uma característica do registro e da informação contábil que


estabelece que estes devem reunir requisitos de verdade e de validade que possibilitem
segurança e credibilidade aos usuários no processo de tomada de decisão.

(E) o plano de contas da entidade do setor público não deve conter contas específicas que
possibilitem a apuração de custos.

q Quando se tratar de transação em moeda estrangeira, esta, além da inscrição gráfica, deve ser
convertida em moeda nacional aplicando-se-lhe a taxa de câmbio oficial e vigente na data da
transação.

d) Compreensibilidade – as informações apresentadas nas demonstrações contábeis devem ser


entendidas pelos usuários. Para esse fim, presume-se que estes já tenham conhecimento do
ambiente de atuação das entidades do setor público. Todavia, as informações relevantes sobre
temas complexos não devem ser excluídas das demonstrações contábeis, mesmo sob o
pretexto de que são de difícil compreensão pelos usuários;

No âmbito de cada esfera de governo, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e o


Ministério Público devem manter sistema integrado de Contabilidade Pública, pautado em Plano
de Contas, que deve compreender:

(a) terminologia de todas as contas e a sua adequada codificação, BEM COMO A IDENTIFICAÇÃO
DO SUBSISTEMA A QUAL PERTENCE, a natureza e o grau de desdobramento, de modo a
possibilitar os registros de valores efetivos e potenciais e a integração dos subsistemas;

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21. No Setor Público os registros contábeis devem ser validados por contabilistas, com base em
documentação hábil e em conformidade às normas e às técnicas contábeis. Constitui elemento
essencial do registro contábil o(a):

A) livro diário.
B) título debitado.
C) data da ocorrência da transação.
D) razonete.
E) livro-razão.

q A data da ocorrência da transação;


q A(s) conta(s) debitada(s);
q A(s) conta(s) creditada(s);
q O histórico da transação de forma descritiva ou por meio do uso de código de histórico
padronizado, quando se tratar de escrituração eletrônica, baseado em tabela auxiliar inclusa em
livro próprio;
q O valor da transação;
q O número de controle para identificar, de forma unívoca, os registros eletrônicos que integram
um mesmo lançamento contábil.

RETIFICAÇÃO DO
REGISTRO CONTÁBIL

Retificação de lançamento é o processo técnico de correção de registro realizado com erro na


escrituração contábil da entidade e pode ser feito por meio de:

(a) estorno;
(b) transferência; e
(c) complementação. (Incluído pela Resolução CFC n.º 1.437/13)

TABELA DE ATRIBUTOS DA CONTA CONTÁBIL

a) Título – palavra ou designação que identifica o objeto de uma conta, ou seja, a razão para a qual foi
aberta e a classe de valores que registra;
b) Função – descrição da natureza dos atos e fatos registráveis na conta, explicando de forma clara e
objetiva o papel desempenhado pela conta na escrituração;
c) Funcionamento (quando debita e quando credita) – descrição da relação de uma conta específica
com as demais, demonstrando quando se debita a conta, e quando se credita;
d) Natureza do Saldo – identifica se a conta tem saldo credor, devedor ou mista;
e) Código – conjunto ordenado de números que permite a identificação de cada uma das contas que
compõem o plano de contas de uma entidade;
f) Encerramento – indica a condição de permanência do saldo em uma conta, conforme sua natureza;

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g) Indicador para cálculo do Superávit Financeiro – atributo utilizado para informar se as contas do Ativo
e Passivo são classificadas como Ativo/Passivo Financeiro ou Ativo/Passivo Permanente, conforme
definições do art. 105 da Lei nº 4.320/1964. Neste Manual tal indicador será dado pelas letras “P”
(Permanente) e “F” (Financeiro), entre parênteses, ao lado das contas de Ativo e Passivo. Quando a
natureza da conta puder constar saldos com atributo “P” e “F”, constará na descrição da conta do
PCASP a letra “X”.

22. Uma das alternativas abaixo, NÃO apresenta um dos atributos da conta contábil, segundo o Manual
de Contabilidade Aplicado ao Setor Público – Parte IV. Aponte-a.

A) Título
B) Código
C) Natureza do saldo
D) Classe
E) Função

PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE

A Resolução CFC nº 750/1993 consagra os princípios de contabilidade.


Ressalta-se que a Contabilidade Aplicada ao Setor Público constitui ramo da ciência contábil e deve
observar os princípios de contabilidade, que representam a essência das doutrinas e teorias relativas a
essa ciência.

P. ENTIDADE

O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia


patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios
existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade
ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta
acepção, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de
sociedade ou instituição.

O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou a agregação


contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza
econômicocontábil.

O PRINCÍPIO DA ENTIDADE AFIRMA-SE, PARA O ENTE PÚBLICO, pela autonomia e responsabilização do


patrimônio a ele pertencente. A autonomia patrimonial tem origem na destinação social do patrimônio
e a responsabilização pela obrigatoriedade da prestação de contas pelos agentes públicos.

P. CONTINUIDADE

O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, a


mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância.

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SOB A PERSPECTIVA DO SETOR PÚBLICO, a continuidade está vinculada ao estrito cumprimento da
destinação social do seu patrimônio, ou seja, a continuidade da entidade se dá enquanto perdurar sua
finalidade.

P. OPORTUNIDADE

Refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir


informações íntegras e tempestivas.

A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode


ocasionar a perda de sua relevância, por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a
confiabilidade da informação.

PARA O SETOR PÚBLICO, o princípio da oportunidade é base indispensável à integridade e à


fidedignidade dos registros contábeis dos atos e dos fatos que afetam ou possam afetar o patrimônio
da entidade pública, observadas as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público.

A integridade e a fidedignidade dizem respeito à necessidade de as variações serem reconhecidas na


sua totalidade, independentemente do cumprimento das formalidades legais para sua ocorrência,
visando ao completo atendimento da essência sobre a forma.

É importante destacar que, para atender ao princípio da oportunidade, a contabilidade não pode se
restringir ao registro dos fatos decorrentes da execução orçamentária, devendo registrar
tempestivamente todos os fatos que promovam alteração no patrimônio. Essa situação é verificada
em fatos que não decorrem de previsão e execução do orçamento, como, por exemplo, um incêndio
ou outra catástrofe qualquer.

P. REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL

O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser
inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional.

Sob a perspectiva do setor público, nos registros dos atos e fatos contábeis será considerado o valor
original dos componentes patrimoniais que, ao longo do tempo, não se confunde com o custo histórico. Ou
seja, o registro pelo valor original corresponde ao valor resultante de consensos de mensuração com
agentes internos ou externos, com base em valores de entrada.

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Para obedecer ao princípio, é importante que os elementos patrimoniais sejam avaliados com suficiente
regularidade, de maneira que o seu valor registrado não difira significativamente daquele que possa ser
determinado utilizando-se os critérios pertinentes para cada elemento patrimonial na data de
encerramento do balanço patrimonial.

P. COMPETÊNCIA

O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos
nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento, APLICANDO-SE
INTEGRALMENTE AO SETOR PÚBLICO.

Os fatos que afetam o patrimônio público devem ser contabilizados por competência, e os seus efeitos
devem ser evidenciados nas demonstrações contábeis do exercício financeiro com o qual se relacionam,
complementarmente ao registro orçamentário das receitas e das despesas públicas.

P. PRUDÊNCIA

O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior
para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das
mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.

O princípio da prudência adquire relevância quando são feitas estimativas, tais como os passivos
contingentes que representam obrigações possíveis, ou ativos contingentes que são possíveis ativos, cuja
existência depende de fatores imprevisíveis, tais como resultados dos julgamentos de processos judiciais.
Nesse caso, se existirem alternativas igualmente válidas para a quantificação do fato, será escolhida aquela
que resultar no maior valor para o passivo e/ou o menor para o ativo.

RESUMO

PRINCÍPIO DA ENTIDADE

• Autonomia: tem origem na destinação social do patrimônio.


• Responsabilização: pela obrigatoriedade da prestação de contas pelos agentes públicos.

PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE:

A continuidade está vinculada ao estrito cumprimento da destinação social do seu patrimônio.

PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE

Produzir informações íntegras e tempestivas independentemente do cumprimento das formalidades legais


para sua ocorrência, visando ao completo atendimento da essência sobre a forma.

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PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA

Os efeitos das transações e outros eventos devem ser reconhecidos nos períodos a que se referem,
independentemente do recebimento ou pagamento, APLICANDO-SE INTEGRALMENTE AO SETOR PÚBLICO.

PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA

Determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO.

QUESTÕES

1. O Princípio de Contabilidade que pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de


despesas correlatas é o:

A) Da Prudência.
B) Da Competência.
C) Da Entidade.
D) Do Registro pelo valor original.
E) Da Oportunidade.

PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA
Os efeitos das transações e outros eventos devem ser reconhecidos nos períodos a que se referem,
independentemente do recebimento ou pagamento, APLICANDO-SE INTEGRALMENTE AO SETOR
PÚBLICO.

2. Em uma das alternativas abaixo, encontra-se identificado o Principio Contábil, que faz menção ao
processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais no sentido de produzir
informações integras e tempestiva. Aponte-a.

A) Competência
B) Continuidade
C) Entidade
D) Oportunidade
E) Prudência

PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE

Produzir informações íntegras e tempestivas independentemente do cumprimento das formalidades


legais para sua ocorrência, visando ao completo atendimento da essência sobre a forma.

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3. Determinado Princípio Contábil, determina a adoção do menor valor para os componentes
patrimoniais do Ativo e do maior para os componentes do Passivo, sempre que se apresentem
alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o
Patrimônio Líquido. O Princípio Contábil ao qual se faz referência é o da:

A) prudência.
B) entidade.
C) continuidade.
D) oportunidade.
E) competência.

PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA

Determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO.

4. Através da Resolução nº 1.282/2010, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), excluiu um dos


Princípios de Contabilidade, que, anteriormente, era tratado na Resolução CFC nº 750/1993 em um
conjunto denominado de Princípios Fundamentais de Contabilidade. Identifique nas alternativas abaixo,
a qual princípio a afirmação está se referindo.

Assinale-a.

A) Prudência.
B) Oportunidade.
C) Registro pelo Valor Original.
D) Continuidade.
E) Atualização Monetária.

5. Determinado Princípio de Contabilidade, quando aplicado, não deve levar a excessos ou a situações
classificáveis como manipulação do resultado, ocultação de passivos, super ou subavaliação de ativos.
Pelo contrário, em consonância com os Princípios Constitucionais da Administração Pública, deve
constituir garantia de inexistência de valores fictícios, de interesses de grupos ou pessoas, especialmente
gestores, ordenadores e controladores. Sob a perspectiva do Setor Público, a afirmação faz referência a
qual Principio Contábil?

A) Entidade
B) Prudência
C) Oportunidade
D) Continuidade
E) Registro pelo valor original

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A aplicação do Princípio da Prudência não deve levar a excessos ou a situações classificáveis como
manipulação do resultado, ocultação de passivos, super ou subavaliação de ativos. Pelo contrário, em
consonância com os Princípios Constitucionais da Administração Pública, deve constituir garantia de
inexistência de valores fictícios, de interesses de grupos ou pessoas, especialmente gestores,
ordenadores e controladores.

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.111/2007

PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE:

A continuidade está vinculada ao estrito cumprimento da destinação social do seu patrimônio.

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Valorizar a essência de cada operação ao invés do que está descrito em um documento, nota fiscal ou
contrato.

10. Reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a


necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes,
independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição
de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. O Princípio a que se faz referência é o da:

A) entidade.
B) continuidade.
C) competência.
D) registro pelo valor original.
E) individualismo.

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11. Ao analisar os registros contábeis de uma fundação instituída e mantida pelo poder público, o auditor
percebeu que uma parcela de suas receitas era oriunda de prestação de serviços específicos, como a
produção de vídeos institucionais, cujo reconhecimento era realizado no momento da arrecadação.
Neste caso, de acordo com a Resolução CFC no 1.111/2007 e alterações posteriores, não houve
obediência ao princípio contábil

(A) do registro pelo valor original.


(B) da competência.
(C) da prudência.
(D) da entidade.
(E) da continuidade.
VARIAÇÕES

PATRIMONIAIS

As variações patrimoniais são transações que resultam em alterações nos elementos patrimoniais da
entidade do setor público, mesmo em caráter compensatório, afetando, ou não, o seu resultado.
Assim, todas as alterações ocorridas no patrimônio são denominadas Variações Patrimoniais e podem ser
classificadas em:
- Quantitativas;
- Qualitativas;
QUALITATIVAS

Variações patrimoniais qualitativas são aquelas decorrentes de transações no setor público que alteram a
composição dos elementos patrimoniais sem afetar o patrimônio líquido.

Como exemplos têm-se a compra de veículo e a contratação de operações de crédito, que são variações
patrimoniais qualitativas, pois o que acontece, no primeiro exemplo, é a troca (permuta) de uma obrigação
de pagar por veículo e, no segundo exemplo, é a entrada de caixa, advinda do empréstimo, em
contrapartida a um registro de uma obrigação de devolução do empréstimo.

QUANTITATIVAS

As variações patrimoniais quantitativas decorrem de transações que aumentam ou diminuem o patrimônio


líquido, subdividindo-se em:
- Variações patrimoniais aumentativas – quando aumentam o patrimônio líquido (receita sob o enfoque
patrimonial);
- Variações patrimoniais diminutivas – quando diminuem o patrimônio líquido (despesa sob o enfoque
patrimonial).

A receita sob o enfoque patrimonial será denominada de variação patrimonial aumentativa e a despesa sob
o enfoque patrimonial será denominada de variação patrimonial diminutiva. Ambas não devem ser
confundidas com a receita e a despesa orçamentária.

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QUANTITATIVA
AUMENTATIVA

Segundo os princípios contábeis, a variação patrimonial aumentativa deve ser registrada no momento da
ocorrência do seu fato gerador, independentemente de recebimento.

Quanto à dependência da execução orçamentária

- Variação patrimonial aumentativa resultante da execução orçamentária – são receitas orçamentárias


efetivas arrecadadas, de propriedade do ente, que resultam em aumento do patrimônio líquido. Exemplo:
receita de tributos.

- Variação patrimonial aumentativa independente da execução orçamentária – são fatos que resultam em
aumento do patrimônio líquido, que ocorrem independentemente da execução orçamentária. Exemplo:
incorporação de bens (doações recebidas).

QUANTITATIVA
DIMINUTIVA

Analogamente, a variação patrimonial diminutiva deve ser registrada no momento da ocorrência do seu
fato gerador, independentemente do pagamento.

Quanto a dependência da execução orçamentária

- Variação patrimonial diminutiva resultante da execução orçamentária – aquela que depende de


autorização orçamentária para acontecer. Exemplo: despesa com salário, despesa com serviço, etc.

- Variação patrimonial diminutiva independente da execução orçamentária – aquela que independe de


autorização orçamentária para acontecer. Exemplo: constituição de provisão, despesa com depreciação,
etc.

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REALIZAÇÃO DA
VARIAÇÃO PATRIMONIAL
AUMENTATIVA

I - nas transações com contribuintes e terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem
compromisso firme de efetivá-lo, quer pela ocorrência de um fato gerador de natureza tributária,
investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à entidade, ou fruição de serviços por esta
prestados;
II - quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, sem o
desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior;
III - pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de terceiros;
IV - no recebimento efetivo de doações e subvenções.

REALIZAÇÃO DA
VARIAÇÃO PATRIMONIAL
DIMINUTIVA

I - quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua propriedade para
terceiro;
II - pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo;
III - pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo.

RESULTADO
PATRIMONIAL

O resultado patrimonial corresponde à diferença entre o valor total das variações patrimoniais
aumentativas e o valor total das variações patrimoniais diminutivas de um dado período.

RP = VPQA - VPQD
Reconhecimento da variação patrimonial

AUMENTATIVA

q antes,
q depois,
q ou no momento da arrecadação da receita orçamentária.

DIMINUTIVA

q antes da liquidação da despesa.


q depois da liquidação da despesa.
q no momento da liquidação da despesa orçamentária.

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EXEMPLOS

Variação Patrimonial Aumentativa

q antes da arrecadação da receita.


q depois da arrecadação da receita.
q momento da arrecadação da receita orçamentária.

NO LANÇAMENTO DA RECEITA
Exemplo 1: reconhecimento da variação patrimonial aumentativa antes da ocorrência da arrecadação da
receita orçamentária.

Nesse caso, registra-se a débito o reconhecimento do direito e a crédito uma variação patrimonial
aumentativa no momento do fato gerador e não no momento da arrecadação, que acontecerá
futuramente.

Variação Patrimonial Aumentativa


q Antes da arrecadação da receita.
q Depois da arrecadação da receita.
q Momento da arrecadação da receita orçamentária.

Quando ocorrer o recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de serviços, a receita
orçamentária é registrada antes da ocorrência do fato gerador.

Ou seja, a variação patrimonial aumentativa ocorre em momento posterior à arrecadação da receita


orçamentária.

Novamente, o efeito real desses dois lançamentos é uma variação patrimonial qualitativa, pois se registra a
entrada antecipada dos valores em contrapartida à obrigação assumida pela entidade em prestar o serviço:

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Quando o serviço for prestado, ocorrerá o fato gerador da variação patrimonial aumentativa, causando
impacto no resultado da entidade pública:

Variação Patrimonial Aumentativa

q Antes da arrecadação da receita.


q Depois da arrecadação da receita.
q Momento da arrecadação da receita orçamentária.

Quando ocorrer o recebimento de valores provenientes da venda de serviços concomitantemente com a


prestação do serviço, a receita orçamentária é contabilizada junto com a ocorrência do fato gerador:

Variação Patrimonial Diminutiva


q Antes da liquidação da despesa.
q Depois da liquidação da despesa.
q No momento da liquidação da despesa orçamentária.

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O 13° salário, a ser pago no final do ano, deve ser reconhecido a cada mês trabalhado, ou seja, uma
variação patrimonial diminutiva deve ser reconhecida mensalmente, mas o empenho, liquidação e
pagamento da despesa orçamentária só acontecerá no mês do pagamento:

Variação Patrimonial Diminutiva

q Antes da liquidação da despesa.


q Depois da liquidação da despesa.
q No momento da liquidação da despesa orçamentária.

Quando há uma concessão de suprimento de fundos, a despesa orçamentária é empenhada, liquidada e


paga no ato da concessão e só com a prestação de contas do suprido é que há o efetivo registro da variação
patrimonial diminutiva.

Variação Patrimonial Diminutiva

q Antes da liquidação da despesa.


q Depois da liquidação da despesa.
q No momento da liquidação da despesa orçamentária.

Quando ocorrer liquidação da despesa orçamentária concomitantemente com a prestação do serviço, a


despesa orçamentária e o fato gerador da variação patrimonial diminutiva são contabilizados juntos:

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