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Wilson Araújo – Contabilidade Pública – Aula 035 - 037

Curso de Contabilidade Pública

QUESTÕES

2. Você é contador de um ente público e precisa apurar o resultado patrimonial. Considerando o


plano de contas aplicado ao setor público, o caminho mais eficiente (ou mais rápido) a ser
percorrido para realizar sua tarefa é analisar as classes de contas:
A) (Classe 1 – Classe 2) = resultado patrimonial.
B) (Classe 2 – Classe 3) = resultado patrimonial.
C) (Classe 3 – Classe 4) = resultado patrimonial.
D) (Classe 4 – Classe 5) = resultado patrimonial.
E) (Classe 5 – Classe 6) = resultado patrimonial.

3. A estrutura básica do Plano de Contas do setor público apresenta as receitas ordenadas em:
A) operacionais e não operacionais.
B) realizadas e a realizar.
C) orçamentária e extraorçamentária.
D) circulante e não circulante.
E) correntes, de capital e deduções da receita.

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4. O Plano de Contas objetiva, em geral, o estabelecimento de normas e procedimentos para o
registro contábil pelas entidades do setor público, de forma a viabilizar a consolidação das
contas públicas. De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicado ao Setor Público, são
diretrizes do PCASP:
1. Harmonização dos procedimentos contábeis com os princípios e normas de contabilidade,
sempre observando a legislação vigente.
2. Existência da necessária vinculação entre as classificações orçamentária e patrimonial.
3. As contas devem ser construídas, estritamente dentro do padrão estabelecido, ou seja, as
necessidades dos entes devem se adequar a esse padrão.
4. Possibilidade de extração de informações de modo a atender seus usuários.

· Inexistência de necessária vinculação entre as classificações orçamentária e


patrimonial;

· Flexibilidade para que os entes detalhem, conforme suas necessidades, os


níveis inferiores das contas a partir do nível seguinte ao padronizado;

A alternativa que apresenta um conjunto de diretrizes corretas é:


A) 2, 3 e 4.
B) 1, 3 e 4.
C) 1 e 3.
D) 1, 2 e
E) 1 e 4.

5. Considere as classes de contas do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público abaixo.


1. Ativo;
2. Passivo e Patrimônio Líquido;
3. Variações Patrimoniais Diminutivas;
4. Variações Patrimoniais Aumentativas;
5. Controles da Aprovação do Planejamento e Orçamento;
6. Controles da Execução do Planejamento e Orçamento;
7. Controles Devedores;
8. Controles Credores.

Para o registro do pagamento a fornecedores, quanto à natureza patrimonial da informação,


devem ser utilizadas contas APENAS das classes
(A) 1 e 2.
(B) 2, 3 e 7.
(C) 1, 2, 4 e 6.
(D) 2, 3, 5 e 6.
(E) 1, 2, 6 e 8.

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6. Quanto ao novo plano de contas aplicado ao setor público, assinale a afirmativa correta.
(A) As classes 1 e 2 são exclusivas para transações do subsistema orçamentário.
(B) A classe 3 refere‐se à variação patrimonial diminutiva e a classe 4 à variação patrimonial
aumentativa
(C) A execução da despesa orçamentária por mutação é registrada nas classes 1 e 3.
(D) As classes iniciadas com números impares são de natureza credora e as de números pares
devedoras.
(E) As contas retificadoras pertencem somente as classes 7 e 9.

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1. O subsistema de informações que “registra, processa e evidencia os fatos financeiros e não
financeiros relacionados com as variações qualitativas e quantitativas,” de acordo com a NBC
TSP 16.2, é
(A) orçamentário.
(B) financeiro.
(C) permanente.
(D) patrimonial.
(E) custos.

2. Na estrutura básica do novo Plano de Contas Aplicado ao Setor Público, as Classes 2, 3 e 6 são
destinadas aos seguintes registros, respectivamente:
(A) Passivo e Patrimônio Liquido, Variação Patrimonial Diminutiva e Controles da Execução do
Planejamento e Orçamento.
(B) Passivo, Patrimônio Liquido e Variação Patrimonial Aumentativa.
(C) Passivo, Variação Patrimonial Diminutiva e Controles de Aprovação do Planejamento e
Orçamento.
(D) Ativo, Controles Devedores e Controles Credores.
(E) Ativo, Variação Patrimonial Diminutiva e Controles Diversos.

3. No novo plano de contas aplicado ao setor público, o subsistema de custos está registrado nas
contas codificadas em

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(A) 1.1 e 2.1
(B) 1.9 e 2.9
(C) 3.1 e 4.1
(D) 5.6 e 6.6
(E) 7.8 e 8.8

4. Segundo a NBC T SP 16, o registro contábil de uma doação recebida de mesas e cadeiras,
correspondendo ao valor financeiro corrente de R$ 50.000 será feito no
(A) subsistema patrimonial com Débito de Bens Móveis e Crédito de Variação Patrimonial
Aumentativa.
(B) subsistema orçamentário com Débito de Bens Móveis e Crédito de Variação Patrimonial
Aumentativa.
(C) subsistema financeiro com Débito de Variação Financeira Aumentativa e Crédito de Receita
Corrente Patrimonial.
(D) subsistema patrimonial com Débito de Bens Móveis e Crédito de Receita Corrente Patrimonial.
(E) subsistema orçamentário com Débito de Receita Corrente Patrimonial a Realizar e Crédito de
Receita Corrente Realizada.

5. Quanto ao novo plano de contas aplicado ao setor público, assinale a afirmativa correta.
(A) As classes 1 e 2 são exclusivas para transações do subsistema orçamentário.
(B) A classe 3 refere-se à variação patrimonial diminutiva e a classe 4 à variação patrimonial
aumentativa .
(C) A execução da despesa orçamentária por mutação é registrada nas classes 1 e 3.
(D) As classes iniciadas com números impares são de natureza credora e as de números pares
devedoras.
(E) As contas retificadoras pertencem somente as classes 7 e 9.

6. Conforme o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público vigente, o grupo de contas do ativo
possui a seguinte segregação:
(A) circulante e realizável no longo prazo;
(B) circulante, não circulante e permanente;
(C) realizável no curto prazo, realizável no longo prazo e permanente;
(D) circulante e não circulante;
(E) ativo financeiro e ativo permanente.

Orientação: Para responder as questões 7 e 8, considere os dados a seguir: O Plano de Contas


Aplicado ao Setor Público está dividido em 8 classes:

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A natureza da informação evidenciada pelas contas das quatro primeiras classes, 1 a 4, é
Patrimonial, ou seja, informa a situação do patrimônio da entidade pública. A natureza da
informação das contas das duas classes seguintes, 5 e 6, é Orçamentária, pois nessas classes são
feitos os controles do Planejamento e do Orçamento, desde a aprovação até a execução. Por
fim, a natureza da informação das contas das duas últimas classes, 7 e 8, é de controle, pois
nessas classes são registrados os atos potenciais e os diversos controles.

7. A assinatura de contrato relativo à aquisição de móveis e utensílios envolve lançamentos nas


classes:
(A) 1 e 2;
(B) 5 e 6;
(C) 7 e 8;
(D) 1, 2, 6, 7 e 8;
(E) 6, 7 e 8.

8. Considerando apenas as despesas de natureza orçamentária e de controle, o pagamento da


despesa orçamentária com aquisição de equipamentos de informática envolve lançamentos nas
classes:
(A) 1 e 2;
(B) 5 e 6;
(C) 7 e 8;
(D) 1, 2, 6, 7 e 8;
(E) 6, 7 e 8.

9. A estrutura básica do plano de contas do governo federal tem o objetivo de realçar o estado
patrimonial e suas variações. Nesse contexto, as contas com função precípua de controle são
aquelas relacionadas a situações não compreendidas no patrimônio, mas que, direta ou
indiretamente, possam vir a afetá-lo, inclusive as que dizem respeito a atos e fatos ligados à
execução orçamentária e financeira. O grupo que compreende as contas com função precípua de
controle é:
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(A) ativo permanente;
(B) resultado diminutivo do exercício;
(C) resultado extraorçamentário;
(D) ativo circulante;
(E) ativo compensado.

10. A Tabela de Lançamentos Contábeis Padronizados (LCP), constante do Plano de Contas


Aplicado ao Setor Público (PCASP) – Parte IV, do Manual de Contabilidade Aplicado ao Setor
Público (MCASP), é o instrumento que identifica os padrões de lançamentos de 1ª fórmula,
expressos em códigos padronizados de acordo com a classe do plano, com vistas a facilitar o
registro dos fenômenos patrimoniais, orçamentários e de controle. Com base nesse
instrumento, correlacione a 2ª coluna de acordo com a 1ª coluna e assinale a alternativa que
contém a sequência correta.
1ª Coluna
1) Classes de contas de controle.
2) Classes de contas orçamentárias.
3) Classes de contas patrimoniais.

2ª Coluna
( )Classe 1 –Ativo.
( )Classe 2 – Passivo.
( )Classe 3 – Variação Diminutiva.
( )Classe 4 – Variação Aumentativa.
( )Classe 5 – Controle da Aprovação.
( )Classe 6 – Controle da Execução.
( )Classe 7 – Controles Devedores.
( )Classe 8 – Controles Credores.

A) 2 – 2 – 2 – 2 – 3 – 3 – 1 – 1
B) 3 – 3 – 3 – 3 – 1 – 1 – 2 – 2
C) 3 – 3 – 3 – 3 – 2 – 2 – 1 – 1
D) 1 – 1 – 1 – 1 – 2 – 2 – 3 – 3
E) 2 – 2 – 1 – 1 – 2 – 2 – 3 – 3

11. O Plano de Contas objetiva, em geral, o estabelecimento de normas e procedimentos para o


registro contábil pelas entidades do setor público, de forma a viabilizar a consolidação das
contas públicas. De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicado ao Setor Público, são
diretrizes do PCASP:

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1. Harmonização dos procedimentos contábeis com os princípios e normas de contabilidade,
sempre observando a legislação vigente.
2. Existência da necessária vinculação entre as classificações orçamentária e patrimonial.
3. As contas devem ser construídas, estritamente dentro do padrão estabelecido, ou seja, as
necessidades dos entes devem se adequar a esse padrão.
4. Possibilidade de extração de informações de modo a atender seus usuários.

· Inexistência de necessária vinculação entre as classificações


orçamentária e patrimonial;

· Flexibilidade para que os entes detalhem, conforme suas necessidades, os


níveis inferiores das contas a partir do nível seguinte ao padronizado;

A alternativa que apresenta um conjunto de diretrizes corretas é:


A) 2, 3 e 4.
B) 1, 3 e 4.
C) 1 e 3.
D) 1, 2 e
E) 1 e 4.

12. Considere as classes de contas do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público abaixo.
1. Ativo;
2. Passivo e Patrimônio Líquido;
3. Variações Patrimoniais Diminutivas;
4. Variações Patrimoniais Aumentativas;
5. Controles da Aprovação do Planejamento e Orçamento;
6. Controles da Execução do Planejamento e Orçamento;
7. Controles Devedores;
8. Controles Credores.
Para o registro do pagamento a fornecedores, quanto à natureza patrimonial da informação,
devem ser utilizadas contas APENAS das classes
(A) 1 e 2.
(B) 2, 3 e 7.
(C) 1, 2, 4 e 6.
(D) 2, 3, 5 e 6.
(E) 1, 2, 6 e 8.

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13. Para elaborar as variações qualitativas, são utilizadas na Demonstração das Variações
Patrimoniais, a(s) seguinte(s) classe(s) do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público:
(A) 1 e 2;
(B) 3 e 4;
(C) 5 e 6;
(D) 3, 4 e 5;
(E) somente a 6.

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
NBC T 16.6
Técnica contábil que evidencia, em período determinado, as informações sobre os resultados
alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do
patrimônio de entidades do setor público e suas mutações.
As Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público (DCASP) são compostas pelas
demonstrações enumeradas pela Lei nº 4.320/19641, pelas demonstrações exigidas pela NBC T
16. 6 – Demonstrações Contábeis e pelas demonstrações exigidas pela Lei Complementar nº
101/2000, as quais são:
a. Balanço Orçamentário;
b. Balanço Financeiro;
c. Balanço Patrimonial;
d. Demonstração das Variações Patrimoniais;
e. Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC); e
f. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL).

BALANÇO ORÇAMENTÁRIO

O Balanço Orçamentário demonstrará as receitas e despesas previstas em confronto com as


realizadas.
O Balanço Orçamentário é composto por:
a. Quadro Principal;
b. Quadro da Execução dos Restos a Pagar Não Processados; e
c. Quadro da Execução dos Restos a Pagar Processados.

QUADRO PRINCIPAL

O quadro principal apresentará as receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas.


As receitas e despesas serão apresentadas conforme a classificação por natureza. No caso da
despesa, a classificação funcional também será utilizada complementarmente à classificação por
natureza.
As receitas deverão ser informadas pelos valores líquidos das respectivas deduções, tais como
restituições, descontos, retificações, deduções para o Fundeb e repartições de receita tributária

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entre os entes da Federação, quando registradas como dedução, conforme orientação da Parte I
– Procedimentos Contábeis Orçamentários (PCO).

ESTRUTURA

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ELABORAÇÃO

q Elaboração

O Balanço Orçamentário será elaborado utilizando-se as seguintes classes e grupos do Plano de


Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP):

a. Classe 5 (Orçamento Aprovado), Grupo 2 (Previsão da Receita e Fixação da Despesa); e

b. Classe 6 (Execução do Orçamento), Grupo 2 (Realização da Receita e Execução da Despesa).

APRESENTAÇÃO DAS RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS

q Previsão Inicial

Demonstra os valores da previsão inicial das receitas conforme consta na Lei Orçamentária Anual
(LOA).

Os valores registrados nessa coluna permanecerão inalterados durante todo o exercício, pois
refletem a posição inicial do orçamento previsto na LOA.

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As atualizações monetárias autorizadas por lei, efetuadas até a data da publicação da LOA,
também integrarão os valores apresentados na coluna.

q Previsão Atualizada

Demonstra os valores da previsão atualizada das receitas, que refletem a reestimativa da receita
decorrente de, por exemplo:

a. abertura de créditos adicionais, seja mediante excesso de arrecadação ou contratação de


operações de crédito;

b. criação de novas naturezas de receita não previstas na LOA;

c. remanejamento entre naturezas de receita; ou

d. atualizações monetárias autorizadas por lei, efetuadas após a data da publicação da LOA.

Se não ocorrerem eventos que ocasionem a reestimativa da receita, a coluna Previsão


Atualizada apresentará os mesmos valores da coluna Previsão Inicial.

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q Receitas Realizadas

Correspondem às receitas arrecadadas diretamente pelo órgão, ou por meio de outras instituições
como, por exemplo, a rede bancária.

Na linha:

q Receitas Correntes

Receitas Correntes são as receitas orçamentárias que aumentam as disponibilidades financeiras do


Estado

e são instrumentos de financiamento dos programas e ações orçamentários, a fim de se atingirem


as finalidades públicas e que, em geral, provocam efeito positivo sobre o Patrimônio Líquido.

q Receitas de Capital

Receitas de Capital são as receitas orçamentárias que aumentam as disponibilidades financeiras


do Estado e são instrumentos de financiamento dos programas e ações orçamentários, a fim de se
atingirem as finalidades públicas e que, em geral, não provocam efeito sobre o Patrimônio Líquido.

q Recursos Arrecadados em Exercícios Anteriores

São recursos de exercícios anteriores que serão utilizados para custear despesas do exercício
corrente, permitindo o equilíbrio na aprovação da Lei Orçamentária.

A classificação orçamentária criada para essa finalidade é a “9990.00.00 – Recursos arrecadados


em exercícios anteriores”, que encontra-se disponível na relação de naturezas de receitas,
conforme estabelecido na Portaria Interministerial STN/SOF nº 163/2001.

Deste modo, os recursos arrecadados em exercícios anteriores poderão ser incluídos na previsão
da receita para fins de equilíbrio orçamentário. Todavia, tais recursos não são passíveis de
execução, por já terem sido arrecadados em exercícios anteriores.

Quando da elaboração do projeto de lei orçamentária, estes recursos arrecadados em exercícios


anteriores ainda não podem ser classificados como superávit financeiro, já que este só pode ser
obtido ao final do exercício.

Entretanto, na execução do orçamento, estes recursos serão lançados como superávit financeiro
no Balanço Orçamentário na coluna de receita realizada (c).

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Como exemplo, pode-se citar a utilização de recursos arrecadados em exercícios anteriores para
o pagamento de aposentadorias e pensões do RPPS.

No caso do RPPS, inicialmente há mais receitas do que pagamentos de benefícios (fase de


capitalização).

Para que haja equilíbrio orçamentário, a diferença de valores é lançada como reserva do RPPS
do lado da despesa orçamentária.

Entretanto, a partir de determinado momento, é provável que haja mais despesas do que
receitas, fazendo-se necessário utilizar os recursos que foram anteriormente capitalizados.
Assim, a parcela de recursos de exercícios anteriores que será utilizada para complementar os
pagamentos de aposentadorias e pensões deverá constar do lado da receita orçamentária a fim
de permitir o equilíbrio do orçamento.

q Operações de Crédito / Refinanciamento

Demonstra o valor da receita decorrente da emissão de títulos públicos e da obtenção de


empréstimos, inclusive as destinadas ao refinanciamento da dívida pública.

Os valores referentes ao refinanciamento da dívida pública deverão ser segregados em operações


de crédito internas e externas, e estas segregadas em dívida mobiliária e dívida contratual. Este
nível de agregação também se aplica às despesas com amortização da dívida e refinanciamento.

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q Déficit

Demonstra a diferença negativa entre as receitas realizadas e as despesas empenhadas, se for o


caso.

Equivale à diferença entre a linha Subtotal com Refinanciamento (VI) das receitas e a linha
Subtotal com Refinanciamento (XV) das despesas.

q Déficit

Se as receitas realizadas forem superiores às despesas empenhadas, essa diferença será lançada
na linha Superávit (XVI). Nesse caso, a linha Déficit (VII) deverá ser preenchida com um traço (-),
indicando valor inexistente ou nulo.

O déficit é apresentado junto às receitas a fim de demonstrar o equilíbrio do Balanço


Orçamentário.

q Saldos de Exercícios Anteriores (Utilizados para Créditos Adicionais)

Demonstra o valor dos recursos provenientes de superávit financeiro de exercícios anteriores que
está sendo utilizado como fonte para abertura de créditos adicionais. Demonstra, também, os
valores referentes aos créditos adicionais autorizados nos últimos quatro meses do exercício
anterior ao de referência e reabertos no exercício de referência.

q Saldos de Exercícios Anteriores (Utilizados para Créditos Adicionais)

Apresenta valores somente nas colunas Previsão Atualizada e Receita Realizada e deverá
corresponder ao valor utilizado para a execução de despesas no exercício de referência.

Tais valores não são considerados na receita orçamentária do exercício de referência nem serão
considerados no cálculo do déficit ou superávit orçamentário já que foram arrecadados em
exercícios anteriores.

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APRESENTAÇÃO DAS DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS

q Dotação Inicial

Demonstra os valores dos créditos iniciais conforme consta na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Os valores registrados nessa coluna permanecerão inalterados durante todo o exercício, pois
refletem a posição inicial do orçamento previsto na LOA.

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q Dotação Atualizada

Demonstra a dotação inicial somada aos créditos adicionais abertos ou reabertos durante o
exercício de referência, deduzidos das respectivas anulações e cancelamentos.

Se não ocorrerem eventos que ocasionem a atualização da despesa, a coluna Dotação Atualizada
apresentará os mesmos valores da coluna Dotação Inicial.

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q Despesas Empenhadas

Demonstra os valores das despesas empenhadas no exercício, inclusive das despesas em


liquidação, liquidadas ou pagas.

Considera-se despesa orçamentária executada a despesa empenhada.

q Despesas Liquidadas

Demonstra os valores das despesas liquidadas no exercício de referência, inclusive das despesas
pagas. Não inclui os valores referentes à liquidação de restos a pagar não processados.

q Despesas Pagas

Demonstra os valores das despesas pagas no exercício de referência. Não inclui os valores
referentes ao pagamento de restos a pagar, processados ou não processados.

q Despesas Correntes

Despesas Correntes são as despesas que não contribuem, diretamente, para a formação ou
aquisição de um bem de capital.

q Despesas de Capital

Despesas de Capital são as despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição
de um bem de capital.

q Reserva de Contingência

Reserva de Contingência é a destinação de parte das receitas orçamentárias para o atendimento


de passivos contingentes e outros riscos, bem como eventos fiscais imprevistos, inclusive para a
abertura de créditos adicionais.

q Reserva do RPPS

Reserva do RPPS é a destinação de parte das receitas orçamentárias do Regime Próprio de


Previdência Social (RPPS) para o pagamento de aposentadorias e pensões futuras.

Ressalta-se que a diferença entre a reserva do RPPS e a reserva de contingência está na


subfunção, identificadas pelos códigos 997 e 999, respectivamente, conforme a Portaria
Interministerial STN/SOF nº 163/2001.

q Amortização da Dívida/ Refinanciamento

Demonstra o valor da despesa orçamentária decorrente do pagamento ou da transferência de


outros ativos para a quitação do valor principal da dívida, inclusive de seu refinanciamento.

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Os valores referentes à amortização da dívida pública deverão ser segregados em operações de
crédito internas e externas, e estas segregadas em dívida mobiliária e dívida contratual. Este nível
de agregação também se aplica às receitas com operações de crédito e refinanciamento.

q Superávit

Demonstra a diferença positiva entre as receitas realizadas e as despesas empenhadas, se for o


caso.

Equivale à diferença entre a linha Subtotal com Refinanciamento (VI) das receitas e a linha
Subtotal com Refinanciamento (XV) das despesas.

q Superávit

Se as despesas empenhadas forem superiores às receitas realizadas, essa diferença será lançada
na linha Déficit (VII). Nesse caso, a linha Superávit (XVI) deverá ser preenchida com um traço (-),
indicando valor inexistente ou nulo.

O superávit é apresentado junto às despesas a fim de demonstrar o equilíbrio do Balanço


Orçamentário.

QUADRO DE EXECUÇÃO DE RP NÃO PROCESSADO

Neste quadro, deverão ser informados os restos a pagar não processados inscritos até o
exercício anterior e suas respectivas fases de execução. Os restos a pagar inscritos na condição
de não processados que tenham sido liquidados em exercício anterior ao de referência deverão
compor o Quadro da Execução de Restos a Pagar Processados.

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