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Recuperação unidade III 901

LEITURA, ANALISE E INTERPRETACAO TEXTUAL


Leia o texto que se segue para responder aos itens de 01 a 07.
Texto 1
Paz social
Está provado (...) que a violência só gera mais violência. A rua
serve para a criança como uma escola preparatória. Do menino marginal,
esculpe-se o adulto marginal, talhado diariamente por uma sociedade violenta
que lhe nega condições básicas de vida.
Por trás de um garoto abandonado existe um adulto abandonado. E o
garoto abandonado de hoje é o adulto abandonado de amanhã. É um círculo
vicioso, onde todos são, em menor ou maior escala, vítimas. São vítimas de
uma sociedade que não consegue garantir um mínimo de paz social.
Paz social significa andar na rua sem ser incomodado por pivetes. Isso
porque num país civilizado não existe pivete. Existem crianças desenvolvendo
suas potencialidades. Paz é não ter medo de sequestradores. É nunca desejar
comprar uma arma para se defender ou querer se refugiar em Miami. É não
considerar normal a ideia de que o extermínio de crianças ou adultos garanta a
segurança.
Entender a infância marginal significa entender por que um menino vai
para a rua e não à escola. Esta é, em essência, a diferença entre o garoto que
está dentro do carro, de vidros fechados, e aquele que se aproxima do carro
para vender chiclete ou pedir esmola. E esta é a diferença entre um país
desenvolvido e um país de Terceiro Mundo.
É também entender a História do Brasil, marcada por um descaso das elites
em relação aos menos privilegiados. Esse descaso é simbolizado por uma
frase que fez muito sucesso na política brasileira: caso social é caso de polícia.
A frase surgiu como uma justificativa para o tratamento dado ao trabalhador no
começo do século[XX].
Em outras palavras, é a mesma postura que assumem hoje em relação à
infância carente e aos meninos de rua.
(Gilberto Dimenstein. O cidadão de papel – a infância; a adolescência. São
Paulo: Ática, 1994, p. 39)

VERDADEIRO OU FALSO
COLOQUE UM “X” NO RETÂNGULO COM V, QUANDO A SENTENÇA FOR
DE SENTIDO VERDADEIRO, OU NO RETÂNGULO COM F, QUANDO A
SENTENÇA FOR DE SENTIDO FALSO.
01. Quanto à estrutura e características do texto Paz social, podemos afirmar
que

( ) a variedade linguística usada é o padrão informal da língua, tendo em


vista palavras como “pivete”.
( )o título retoma parte do texto, dando ao leitor uma rápida ideia do que
poderá ser tratado no texto.
( )no desenvolvimento, o autor usa argumentos de autoridade e citação
para provar sua tese.
( )há introdução e desenvolvimento da tese bem definidos e, no 6º
parágrafo, uma síntese como conclusão.
( )o texto mescla objetividade e subjetividade, pois esta última é garantida
pela presença do interlocutor no texto.

02.Qual é a tese defendida pelo autor no texto Paz social?


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A tese defendida pelo autor e de que a violencia traz como consequencia


mais violencia.√
03. O autor contesta outra tese muito difundida. Que tese é essa? Cite a frase
do texto que a resume.
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Ele contesta a tese de que os problemas sociais podem ser resolvidos


como transgressao a ser punida, √como exemplifica a frase “caso social é
caso de polícia”. √
04. “(...) todos são, em menor ou maior escala, vítimas. São vítimas de uma
sociedade que não consegue garantir um mínimo de paz social.” Segundo o
autor, o que acontece numa sociedade em que há paz social? Apresente cinco
ideias que estão implícitas nos argumentos de Dimenstein.
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As pessoas podem andar na rua sem ser incomodadas √, nao ha medo de


sequestradores√, nao e preciso desejar uma arma para se defender√ ou
querer se refugiar em Miami√ e nao considerar normal a ideia de que
exterminar criancas e adultos garanta a seguranca. √
05. Para o autor, qual a diferença entre um país desenvolvido e um país de
Terceiro Mundo quanto ao cuidado com a infância?
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No pais desenvolvido, a crianca esta na escola, desenvolvendo suas
potencialidades.√No terceiro mundo, a crianca esta na rua, vendendo
chicletes ou pedindo esmolas. √

06. De acordo com o texto, a violência é somente gerada por marginais adultos
e crianças? Justifique sua resposta apontando um argumento do texto. (03
escores)
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Nao.√ A sociedade favorece a violencia ao tratar com descaso os


marginalizados,√isso se observa no seguinte trecho: “Do menino
marginal, esculpe-se o adulto marginal, talhado diariamente por uma
sociedade violenta que lhe nega condicoes basicas de vida.”
ou
“Por tras de um garoto abandonado existe um adulto abandonado. E o
garoto abandonado de hoje e o adulto abandonado de amanha. E um
circulo vicioso, onde todos sao, em menor ou maior escala, vitimas. Sao
vitimas de uma sociedade que nao consegue garantir um minimo de paz
social.

07. De acordo com o texto, qual a postura das pessoas, hoje, em relação à
infância carente e aos meninos de rua?
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As pessoas continuam a achar que os marginalizados devem ser tratados
como desordeiros ou como infratores da lei. √

Leia o texto 2 para responder aos itens de 8 a 11.


Texto 2
O homem de hoje vive sob o signo da violência. O medo é o sentimento que
mais nos acompanha. Se há medo, alguma coisa nos ameaça e põe em risco
nossa segurança. Que coisa é essa? Se se fizesse uma pesquisa, ficaria
flagrante que a preocupação primeira dos indivíduos é sua segurança pessoal.
Estamos constantemente sob o risco de ter nossa casa assaltada, a filha
violentada ou o carro roubado. O que há por trás disso?
Toda violência tem um agente e um paciente, o que a pratica e o que a sofre.
Será? Ficaria fácil se pudéssemos explicar o mundo pela ótica maniqueísta, o
violento e o violentado, o bom e o mau, o vilão e o mocinho, mas o mundo é
mais complexo. Não podemos esquecer que existem pessoas que foram
esvaziadas de qualquer espécie de poder: político, econômico ou social.
Pessoas que, como hoje, no sistema capitalista em crise, não encontram nem a
quem vender o que lhes resta, sua força de trabalho. Mais violenta que o
marginal que matou um engenheiro é a injusta estrutura social pousada na
propriedade privada, na existência de uma classe exploradora e outra
explorada, na desigualdade de chances. O marginal apenas devolve à
sociedade a violência que ela cometeu em relação a ele.
(VAL, Maria da Graça Costa. Redação e Textualidade. São Paulo: Martins
Fontes, 1991, p.98-99.)
Maniqueismo: doutrina que se funda em dois princípios opostos, o bem e o
mal.
Signo: sinal indicativo, indício, marca.

ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X”


NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.
08. É correto afirmar, a respeito do texto 2, que se trata essencialmente de uma
( A ) argumentação apoiada em teorias religiosas e filosóficas.
( B ) dissertacao que analisa com minucias um problema social dando-
lhe a importancia devida.
( C ) descrição um tanto exagerada de fatos cotidianos, como assaltos e roubo
de carros.
( D ) narração que deixa visível o sentimento de medo que acomete as pessoas
de hoje.
( E ) dissertação que aponta a falta de rigor na punição de marginais soltos na
sociedade.

09. No texto 2 a tese abordada é o (a) (s)

( A ) temor constante da violencia urbana.


( B ) previsões do futuro sobre os perigos que nos cercam.
( C ) necessidade de o indivíduo ter garantida sua segurança pessoal.
( D ) ameaça que marginais representam para a sociedade.
( E ) desigualdade de oportunidades geradas pela sociedade capitalista.
10. O último período do texto 2 ilustra a afirmativa

( A ) “O homem de hoje vive sob o signo da violência.”


( B ) “ O medo é o sentimento que mais nos acompanha.”
( C ) “Se há medo, alguma coisa nos ameaça.”
( D ) “Toda violencia tem um agente e um paciente.”
( E ) “Mais violenta que o marginal é a injusta estrutura social.”

11. Comparando o texto 1, Paz social, ao texto 2, podemos afirmar que eles
apresentam, em comum
( A ) a presença da criança e do adulto marginal na sociedade.
( B ) uma visão maniqueísta da violência, exposta no texto 1 como “um círculo
vicioso”.
( C ) uma visão ingênua de que marginais podem ter perspectivas de
mudanças.
( D ) o argumento de que a violencia urbana e consequencia da omissao
da sociedade.
( E ) a ideia de que segurança pessoal só será mantida se houver política de
policiamento.

Há, no anúncio que se segue, dois períodos. Em cada um deles há uma oração
subordinada adverbial.
12- Qual o valor semântico expresso:
a) pela oração “como dar beijo na boca”?
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_______________________________________________________________
O valor semantico expresso pela oracao e de comparacao. √
b) pela oração “Quando você começa”?
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
O valor semantico expresso pela oracao e de tempo. √
Leia o titulo do anuncio que se segue:
Quando é conjunção subordinada adverbial, a palavra “se” pode apresentar
mais de um valor semântico:condicional, causal ou temporal.
O anúncio acima visa estimular as empresas a assinarem a revista Veja na
Sala de Aula e a doarem a assinatura a escolas públicas de todo o país.

Considerando esses dados, responda:


a) Que outra conjunção ou locução conjuntiva poderia substituir a palavra
se sem alterar o sentido básico do enunciado?

b) Logo, qual é o valor semântico da conjunção se?


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__________________

c) Separe e classifique as orações “Se o estudo é a luz da sabedoria, o seu
investimento é o interruptor”.
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_________________

d) Justifique o uso da vírgula no período “Se o estudo é a luz da sabedoria, o


seu investimento é o interruptor”.
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_______________________________________________________________
____________________________________

Leia a tira abaixo:

Tira :A

.
Observe a tirinha A – do Calvin
“ ...A mamã diz que não vê TV quando eu estou na escola.”

a. – Classifique a oração destacada no trecho acima.


_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

b- Explique a ausência da vírgula no período:

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

__Por isso, se volto para casa às cinco, eu poderia ver TV até às 22h30.

a. – Classifique a oração destacada no trecho acima.

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

b . Explique o emprego da vírgula no período abaixo.

_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
___________________________________________________

Leia a tira:

Tira:b

.
Observe a fala da Helga na tirinha b– do Hagar:
...”Não te incomoda me ver trabalhando tão duro enquanto você simplesmente
fica sentado aí bebendo cerveja?”

a. Identifique a oração subordinada adverbial presente nessa fala.

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b. Reescreva o período, mudando a posição da oração subordinada


adverbial, pontuando adequadamente a frase.
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Texto 3
Como dirimir o trabalho infanto-juvenil no Brasil
O Brasil se encontra, no século XXI, com mais da metade da população
localizada abaixo da linha de pobreza. Em consequência a tal fato, crianças e
adolescentes entram prematuramente no mercado de trabalho para
complementarem a renda familiar.
A constituição brasileira determina claramente que é inconstitucional o
trabalho infantil de menores de dezesseis anos de idade. Mas não serão
somente palavras que irão salvar as crianças de levarem uma vida severa no
labor das casas de farinha, nas lavouras, no corte de cana. Muitas são
expostas ao manejo de ferramentas cortantes e a longas jornadas de trabalho
que lhes tiram toda a força, deixando-as sem tempo para estudar.
A inserção prematura de crianças e adolescentes no mercado de trabalho
violenta suas possibilidades de desenvolvimento. Uma vez que seja esse
desenvolvimento impróprio, isso lhes prejudicará a saúde e a formação física e
mental. É importante assegurar aos menores o direito à liberdade e o respeito
aos seus direitos.
Assim, o trabalho infanto-juvenil deve ser combatido, pois com o
tempo, haverá um imenso contingentede adultos sem uma formação
profissional qualificada. E isso acarretará um montante de
trabalhadoresdesempregados futuramente. É preciso prevenir esse problema
com a criação de programas que combatam mais severamente esse mal que
assola nossos jovens e crianças.
(Disponível em http//letrasmundosaber.blogspot.com/textodissertativo-
argumentativo.)
Dirimir: impedir totalmente, obstruir

12. Leia o texto acima para responder aos subitens que se seguem.
a) Qual o tema abordado no texto?
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__________________

O tema abordado no texto e o trabalho infanto-juvenil√.


b) Identifique, na introdução, o tópico frasal e reescreva-o.
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_______________________________________________________________
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“...criancas e adolescentes entram prematuramente no mercado de
trabalho para complementarem a renda familiar” √
c) Quais são os objetivos do autor?
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____________________________________
Alertar sobre a exploracao do trabalho infanto-juvenil √ e incentivar o
combate a essa exploracao.

d) A que público este texto é destinado? Por quê?
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A adultos, √ porque eles podem tomar atitudes que combatam a
exploracao do trabalho infantojuvenil
√, ja que o problema parte deles.
e) Tendo por base o texto, cite 02 (duas) consequências da inserção prematura
da criança e adolescentes no mercado de trabalho?
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_______________________________________________________________
____________________________________
As consequencias sao: prejuizo a saude√ a formacao fisica e mental. √
f) A conclusão feita no texto é uma síntese ou é proposta de solução para o
problema? Comente.

A conclusao apresenta uma proposta, √ ja que o autor sugere que se


criem programas que
combatam o problema. √
2
teste

901

PENSAR É VIVER
Não tenho nenhuma receita, nenhum facilitador para se entender a vida:
ela é confusão mesmo.
A gente avança no escuro, teimosamente, porque recuar não dá. Nesse
labirinto a gente encontra o fio de um afeto, pontos de criatividade, explosões
de pensamento ou ação que nos iluminem, por um momento que seja. Coisas
que nos justifiquem enquanto seres humanos.
Tenho talvez a ingenuidade de acreditar que tudo faz algum sentido, e
que nós precisamos descobrir – ou inventá-lo. Qualquer pessoa pode construir
a sua “filosofia de vida”. Qualquer pessoa pode acumular vida interior. Sem
nenhuma conotação religiosa, mas ética: o que valho, e os outros, o que valem
para mim? O que estou fazendo com a minha vida, o que pretendo com ela?
Essa capacidade de refletir, ou de simplesmente aquietar-se para sentir,
faz de nós algo além de cabides de roupas ou de idéias alheias. Sempre foi
duro vencer o espírito de rebanho, mas esse conflito se tornou esquizofrênico:
de um lado precisamos ser como todo mundo, é importante adequar-se, ter seu
grupo, pertencer; de outro lado é necessário preservar uma identidade e até
impor-se, às vezes transgredir, para sobreviver.
Discernir e escolher fica mais difícil, porque o excesso de informações
nos atordoa, a troca de mitos nos esvazia, a variedade de solicitações nos
exaure. Para ter algum controle de nossa vida é necessário descobrir quem
somos ou queremos ser – à revelia dos modelos generalizantes.
Dura empreitada, num momento em que tudo parece colaborar para que
se aceitem modelos prontos para servir. Pensamento independente passou a
ser excentricidade, quando não agressão. Família, escola e sociedade deviam
desenvolver o distanciamento crítico e a capacidade de avaliar – e questionar –
para poder escolher.
Mas, embora a gente se pense tão moderno, não é o que acontece.
Alunos (e filhos) questionadores podem ser um embaraço. Preferimos nos
tornar membros da vasta confraria da mediocridade, que cultua o mais fácil, o
mais divertido, o que todo mundo pensa ou faz, e abafa qualquer inquietação.
Por sorte nossa, aqui e ali aquele olho da angústia mais saudável
entreabre sua pesada pálpebra e nos encara irônico: como estamos vivendo a
nossa vida, esse breve sopro... e o que realmente pensamos de tudo isso – se
por acaso pensamos?
LUFT, Lya.Pensar é transgredir.Rio de
Janeiro: Record, 2004. pp 177-78
• alheio – que não é nosso
• esquizofrênico – que demonstra perda de unidade da personalidade
• transgredir – passar além; atravessar; desobedecer
• discernir – saber distinguir; diferenciar
• atordoar – perturbar os sentidos; ficar tonto
• exaurir – esgotar inteiramente; cansar
• à revelia – despercebidamente; ao acaso
• empreitada – tarefa difícil ou desagradável
• excentricidade – anormalidade; esquisitice; irregularidade
• confraria – irmandade; associação
• mediocridade – qualidade dos que não têm destaque; pequenez espiritual

TEXTO II: IGUAL-DESIGUAL


Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são
iguais.
Todos os partidos políticos
são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda
são iguais.
Todas as experiências de sexo
são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.
Ninguém é igual a ninguém.
Todo ser humano é um estranho
ímpar.
ANDRADE, Carlos Drummond de. A paixão medida.
In: Nova reunião: 19 livros de poesia. RJ: José
Olympio, 1985. Vol. 2. p. 537.
• best-sellers – os livros mais vendidos (termo em inglês)
• sonetos, gazéis, virelais, sextinas, rondós – formas fixas de composição
TEXTO III: TOMEM SEUS LUGARES
ESTÃO 1
Leia atentamente o trecho destacado do texto I.
“Sempre foi duro vencer o espírito de rebanho, mas esse conflito se tornou
esquizofrênico: de um lado precisamos ser como todo mundo, é importante
adequar-se, ter seu grupo; de outro lado é necessário preservar uma
identidade e até impor-se, às vezes transgredir, para sobreviver.”
Pode-se resumir o conflito citado acima em duas palavras: adequação e
transgressão. Em outras passagens também do texto I, há expressões que
podem ser associadas a cada um desses lados conflitantes. Relacione-os e
1- numere os parênteses, obedecendo ao seguinte código:
1 – Adequação;
2 – Transgressão.
A seguir, assinale a opção com a seqüência correta:
( ) “cabides de idéias alheias”
( ) “pontos de criatividade”
( ) “pensamento independente”
( ) “modelos generalizantes”
( ) “espírito de rebanho”
( ) “explosões de pensamento”
(a)2–1–1–2–2–1
(b)2–1–2–1–1–2
(c)1-2–1–2–1–1
(d)1–2–2–1–1–2
(e)1–2–1–2–1–2

Resposta: letra D

2-No 7º. parágrafo do texto I, Lya Luft afirma que há uma “vasta confraria da
mediocridade, que cultua o mais fácil, o mais divertido, o que todo mundo
pensa ou faz.” Observe o cartum de Babette Harper (texto III) e indique os
elementos não-verbais que nele representam possíveis membros dessa
“confraria da mediocridade”.

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Resposta: Esses elementos são o sorriso, o olhar, a forma das


circunferências/figuras que sorriem.
No texto III, há uma crítica a um tipo de sociedade que ignora as diferenças,
levando à exclusão de todos os que não se encaixam em modelos pré-
estabelecidos.
3- Que verso do texto II, por ser uma justificativa para essa crítica, serve
como título para o texto III?

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Resposta: “Ninguém é igual a ninguém”


4-No 5º. parágrafo do texto I, Lya Luft defende a idéia de que devemos
buscar nossa identidade. Que expressão, formada por substantivo mais
adjetivo, utilizada no parágrafo seguinte, retoma essa idéia ao mesmo
tempo em que transmite uma opinião da cronista?

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Resposta: A expressão é “Dura empreitada”.

5-Leia os versos abaixo, retirados do texto II.


“Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.”
a) No verso “Todos os amores, iguais iguais iguais”, o uso da vírgula
serviu para substituir um termo já utilizado anteriormente. Reescreva
o verso, trocando a vírgula pela palavra substituída.

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Resposta da letra A: Todos os amores são iguais iguais iguais.


b) A repetição da palavra “iguais” em um só verso é empregada para
intensificar uma idéia. Copie, da 2ª. estrofe, um verso em que
apareça outro processo de intensificação.

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__________________________________________________________
Resposta da letra B: “A morte é igualíssima”.
6. Leia o primeiro parágrafo do texto I:
“Não tenho nenhuma receita, nenhum facilitador para se entender a vida:
ela é confusão mesmo.”

a) Que conjunção ou locução conjuntiva poderia substituir os dois pontos


sem que o sentido fosse alterado?

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Resposta da letra A: Porque, já que e equivalentes.


b) Que valor semântico, ou seja, que significado apresentam tanto os dois
pontos quanto a conjunção/locução conjuntiva que os substitui?

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Resposta da letra B: Apresentam valor semântico de causa.


7. Observe o período a seguir, retirado do texto I.
“Mas, embora a gente se pense tão moderno, não é o que acontece.”

a) Qual o valor semântico da oração sublinhada?

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Resposta da letra A: Valor de concessão.

B- Podemos perceber, nesse período destacado, a utilização da linguagem


informal. Reescreva o período de acordo com a norma padrão da língua
portuguesa.

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_______________________________________________________________
Resposta da letra B: Mas, embora nós nos pensemos tão modernos, não é o
que
___________________________________
___________________________________
___________
Observe atentamente a tirinha que se A proclise acontece pelo uso da linguagem

segue para responder aos itens 29 e informal. √


31. Leia o quadrinho de Adão Iturrusgarai,
publicado na Folha de São Paulo e
responda aos subitens que se seguem.
a) Observe a colocação do pronome
oblíquo átono no 3º quadrinho. Essa
colocação está de acordo com o
padrão formal da língua? Justifique. (03
escores)
UD: II - Ass.: 10 - Obj.: a - ID: M - Tempo: 3'
___________________________________
30. ___________________________________
29. Justifique a colocação dos pronomes ___________
oblíquos átonos no primeiro quadrinho. (02 ___________________________________
escores) ___________________________________
UD: II - Ass.: 10 - Obj.: a - ID: D - Tempo: 4' ___________
___________________________________ ___________________________________
___________________________________ ___________________________________
___________ ___________
Esta de acordo√ , pois o verbo esta no
10

345
350 futuro do preterito √, logo ocorre a
355
360 mesoclise. √
365 b) Considerando a profissão do
370 personagem do quadrinho e a linguagem
375 que ele utilizou, comente o
380 inusitado da situação. (02 escores)
385 UD: II - Ass.: 10 - Obj.: a - ID: M - Tempo: 2'
CMCG AE3/2011 – PORTUGUES 9o ANO ___________________________________
DO ENS. FUNDAMENTAL 1a CHAMADA 11 ___________________________________
Visto: ___________
___________ ___________________________________
Profª Londina/ ___________________________________
ALUNO N°: NOME: TURMA: Profª Vânia ___________
___________________________________ O inusitado ocorre por conta de o
___________________________________
personagem ser borracheiro √ e utilizar
___________
___________________________________ uma linguagem formal,
___________________________________
incomum para a situacao. √
___________
32. Leia a tira que se segue com muita
Em “antes que eu me irrite”, ha proclise atenção e construa, coerentemente, uma
porque o uso da linguagem e coloquial. √ oração subordinada adverbial
causal que complete a oração do primeiro
Em “cante algo para me agradar”, ha quadrinho conforme a imagem do segundo.
proclise porque ha uma conjuncao (01 escore)
subordinativa reduzida – UD: II - Ass.: 6 - Obj.: c - ID: M - Tempo: 2'
390
para que, exercendo atracao sobre o 395
pronome obliquo atono. √ 400
30. No segundo quadrinho, explique o uso 405
da próclise na fala do rei. (01 escore) 410
415
UD: II - Ass.: 10 - Obj.: a - ID: M - Tempo: 1'
CMCG AE3/2011 – PORTUGUES 9o ANO
DO ENS. FUNDAMENTAL 1a CHAMADA 12
Visto:
___________
Profª Londina/
ALUNO N°: NOME: TURMA: Profª Vânia
___________________________________
___________________________________
___________
___________________________________
___________________________________
___________
Hoje nao preciso regar minha florzinha,
porque esta chovendo.√
Vamos brincar de poesia?
PAES, José Paulo. Quem, eu? São Paulo:
Atual,1996.
Texto II
BOLHAS
Olha a bolha d’água
801/802 No galho!
Olha o orvalho!
Texto I Olha a bolha de vinho
CONVITE na rolha!
Poesia Olha a bolha!
é brincar com palavras Olha a bolha na mão
como se brinca que trabalha!
com bola, papagaio, pião. Olha a bolha de sabão
Só que na ponta da palha:
bola, papagaio, pião brilha, espelha
de tanto brincar e se espalha.
se gastam. Olha a bolha!
As palavras não: Olha a bolha
quanto mais se brinca que molha
com elas a mão do menino:
mais novas ficam. A bolha da chuva na calha!
Como a água do rio MEIRELES, Cecília. Obra poética. Rio de
que é água sempre nova. Janeiro:
Aguilar, 1983.
Cada dia
que é sempre um novo dia.
Texto III
BRINCADEIRAS
A maioria das crianças de hoje em dia desconhece divertimentos simples
como cabra-cega,passa-anel, pula-sela, siga-o-mestre, chicote-queimado, telefone-
sem-fio e centenas de outras brincadeiras transmitidas oralmente há séculos por
sucessivas gerações. Também as cantigas e frases que acompanhavam o pular
corda e a roda se reduziram bastante na memória infantil.
Alguns passatempos nem chegaram a sair de moda, e resistem bravamente
à concorrência da televisão e à escassez de espaços livres na cidade. Basta observar:
não há menino ou menina que não saiba brincar de esconde-esconde, polícia-e-
ladrão, pegador, casinha e tantas outras do tipo faz-de-conta, ainda as preferidas pela
maioria das crianças.
O que nem todos sabem é que muitas brincadeiras guardam sentidos
simbólicos ancestrais, do tempo em que cumpriam funções de caráter sagrado. Com o
passar dos séculos, viraram entretenimento, primeiro para adultos, depois para
crianças.De caráter universal, muitas brincadeiras são encontradas em civilizações
que às vezes não travaram entre si nenhuma forma de contato.[...] A amarelinha, por
exemplo, é jogada em países diferentes como Estados Unidos e Rússia, China e
Birmânia. O curioso traçado do jogo se assemelha a representações de templos
antiqüíssimos, conforme observou um pesquisador argentino. Marelle para os
franceses, rayuela para os espanhóis, academia para os portugueses, no Brasil a
amarelinha tem vários nomes: maré, pé-pé, sapata e avião. Entre os romanos era
jogos do odre e para os gregos, ascolias.
Na verdade, isso mostra apenas que brincadeiras se transformam, algumas
perdem sentido e muitas, muitas mesmo, ainda merecem ser resgatadas, pois
certamente ainda irão cativar o interesse das crianças.
(Rio de Janeiro, Kalunga, n.º 91, ano XXVI, jul.1998, p.21, com
adaptações.)
1 -Qual é a principal diferença, de acordo com o texto I, entre brincar com palavras e
brincar com bola,papagaio, pião ?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
______________________

2 -A expressão “só que” liga as duas primeiras estrofes do texto I. Que palavra poderia
substituir essa expressão, mantendo o mesmo sentido presente no poema ?

3 -É possível perceber que o texto II é uma brincadeira com uma palavra: bolha. Em
que verso do texto I fica claro que brincar de poesia é dar outros significados às
palavras?
_____________________________________________________________________
___________

4 -Em uma estrofe do texto II, as bolhas apresentam um significado diferente das
demais bolhas dasoutras estrofes.
a) Copie essa estrofe.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
______________________

b) Que significado é esse?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
______________________

5-No texto II, foram usadas as palavras “olha, bolha, galho, orvalho, rolha, trabalha,
palha, brilha,espelha, espalha, molha e calha”, levando à brincadeira, porque:
(a) são todas da mesma classe gramatical;
(b) guardam entre si significados semelhantes;
(c) são todas de valor positivo;
(d) possuem sonoridades semelhantes

6 -De acordo com o texto III, quais são os maiores adversários das brincadeiras
infantis?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
______________________

7 -Leia com atenção o trecho abaixo, retirado do texto III:


“Na verdade, isso mostra apenas que brincadeiras se transformam, algumas perdem
sentido e muitas, muitas mesmo, ainda merecem ser resgatadas, pois certamente
ainda irão cativar o interesse das crianças.”
a) Que forma verbal simples substituiria a forma composta sublinhada?
_____________________________________________________________________
___________
b) No trecho destacado, o autor, ao reforçar a idéia de que determinadas brincadeiras
devem ser recuperadas, organiza as palavras de modo particular. Copie somente as
palavras que representam esse reforço.
_____________________________________________________________________
___________

8 -Apesar de suas evidentes diferenças, os textos I, II, III têm um tema em comum.
Assinale a única alternativa correta:
(a) Os textos denunciam a desvalorização pelas crianças atuais de divertimentos
simples;
(b) Os textos tratam de brincadeiras, delas falando ou realizando-as na prática;
(c) Os textos valorizam os passatempos, antigos ou atuais, que têm muitos nomes;
(d) Os textos apresentam o uso poético de palavras como mais uma forma de
brincadeira.

Leia a tira:

a- Quantas orações compõem o quadrinho acima? Justifique a sua resposta.

_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

b- Classifique o sujeito do primeiro balão da tira.

_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
c- Classifique o predicado da frase destacada na tira acima( 2º quadrinho).

_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

9- Explique em que consiste o humor da tira.

_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

Leia a tira :

Em: “...Seu Boné parece meio diferente..” e “ está fazendo a revisão das 10 mil
horas.”
10- Classifique sintaticamente as palavras destacadas no trecho acima, explicando
seu valor semântico.

_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
Leia esta tira, de Laerte:

a)Identifique, no 1º quadrinho, dois verbos de ligação e indique os predicativos do


sujeito.

_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

b) Na oração “A papinha do nenê está pronta?”, do último quadrinho, classifique o


verbo quanto à predicação e indique a função sintática do termo : pronta.

_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
Teste unidade

Texto I
Grafite
A arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A
definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes. Existem
relatos e vestígios dessa arte desde o Império Romano. Seu aparecimento na Idade
Contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum tempo
depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.

Texto II
Grafite é arte?
A prefeitura de São Paulo quer preservar os desenhos
Carol Patrocinio
5
10
15
20
25
A discussão entre arte e poluição visual gira em torno do grafite e da pichação desde
que o mundo é mundo. Os artistas se defendem falando sobre a arte e as experiências
em outros países, onde sua influência criativa é reconhecida. As autoridades ainda
não conseguem diferenciar o que é arte e o que é sujeira. E no fim das contas, como
fica essa situação? No começo deste mês [julho de 2008], a prefeitura de São Paulo
contratou uma empresa para limpar os muros da cidade que tinham pichações. A
empresa terceirizada seguiu as ordens e começou a passar tinta branca em tudo,
inclusive em uma das obras dos grafiteiros mais aclamados da atualidade, Os
Gêmeos. A Prefeitura disse que houve um equívoco da empresa contratada, mas os
artistas não acreditam que tenha sido “sem querer”. Eles questionam qual seria o
critério adotado para pintar as paredes, já que a obra da dupla tinha mais de 700
metros quadrados. Os irmãos acabaram de voltar dos EUA, onde tiveram suas obras
expostas e nos últimos meses também pintaram a fachada da Tate Modern, em
Londres. Depois desse incidente, a Prefeitura da cidade de São Paulo concluiu que os
painéis de grafite devem ser preservados. A ideia é que seja criada uma comissão de
grafiteiros para produzir uma lista com os endereços dos painéis que deverão ser
preservados durante a limpeza da cidade. Na década de 80 surgiu o Profeta Gentileza,
que fazia grafites com inscrições e textos sob alguns viadutos do Rio de Janeiro. Após
sua morte os murais foram apagados e pintados de cinza, porém, com a crítica feita
sobre a atitude, puderam ser restaurados. Para a restauração foi criada a ONG Rio
com Gentileza. O trabalho começou em 1999 e em maio de 2000 estava concluída e o
patrimônio preservado. A obra do poeta gerou um livro com as imagens de seus
painéis e uma música com seu nome, interpretada por Marisa Monte.
(http://jovem.ig.com.br/street/noticias/2008/07/30/grafite_e_arte_1479987.html -
acesso em 08/10/2011)
Português – 2012
Colégio Pedro II - MEC
1ª Série do Ensino Médio Regular
3
Texto III

Gentileza
Apagaram tudo Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro Ficou coberta de tinta
Apagaram tudo Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro Tristeza e tinta fresca
Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza
Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria
O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que libert
a Já dizia o Profeta
(Marisa Monte. Cd Memórias, crônicas e declarações de amor. EMI, 2000)

Texto IV

(oimpressionista.wordpress.com - acesso em 24/10/2011)


Português – 2012
Colégio Pedro II - MEC
1ª Série do Ensino Médio Regular
4
QUESTÃO 1
(VALOR: 0,5)
Segundo a autora do texto I, “o grafite reflete a realidade das ruas” (texto I, linhas 9 e
10).
Transcreva do segundo parágrafo do texto I uma palavra que resume a ideia da autora
sobre o que é essa realidade das ruas.
A palavra é “opressão.”
QUESTÃO 2
(VALOR: 0,5) “Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de
um lado o grafite é desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de
poluição visual e vandalismo.” (texto I, linhas 15 a 17). No período acima, há duas
expressões nominais que formam a antítese empregada pelo autor para caracterizar o
grafite. Quais são elas?
As duas expressões são “qualidade artística” e “poluição visual”.
QUESTÃO 3
(VALOR: 0,5) “Os artistas se defendem falando sobre a arte e as experiências em
outros países, onde sua influência criativa é reconhecida.” (texto II, linhas 2 e 3) A que
termo do texto II se refere a palavra destacada?
A palavra destacada refere-se ao termo “em outros países”.
QUESTÃO 4
(VALOR: 0,5)
Considerando o último parágrafo do texto II, que expressão adverbial indica a
finalidade da criação da ONG Rio com Gentileza?
A expressão adverbial que indica finalidade é “Para a restauração”.
QUESTÃO 5
(VALOR: 0,5)
“A empresa terceirizada seguiu as ordens e começou a passar tinta branca em tudo,
inclusive em uma das obras dos grafiteiros mais aclamados da atualidade, Os
Gêmeos.” (texto II, linhas 7 a 9)
Qual das opções abaixo melhor substitui a palavra destacada no período acima?
(A) também
(B) sobretudo
(C) até mesmo
(D) principalmente
Português – 2012
Colégio Pedro II - MEC
1ª Série do Ensino Médio Regular
5
QUESTÃO 6
(VALOR: 0,5) Os versos “Apagaram tudo/ Pintaram tudo de cinza”, do texto III,
abordam o mesmo acontecimento citado no texto II. Transcreva do quarto parágrafo
do texto II o substantivo que foi empregado para se referir a esse acontecimento.
O substantivo é “incidente”.
QUESTÃO 7
(VALOR: 0,5)
Sabe-se que o sujeito indeterminado é empregado quando não se quer ou não se
pode determiná-lo. No texto III, foi usada uma marca de indeterminação do sujeito no
verso “Apagaram tudo”. Por uma aproximação entre a ação de “limpar a cidade”, que
ocorre nos textos II e III, no entanto, é possível determinar esse sujeito. Transcreva do
segundo parágrafo do texto II um substantivo que poderia ser núcleo do sujeito, caso
ele fosse determinado.
O substantivo pode ser “prefeitura” ou “empresa”.
QUESTÃO 8
(VALOR: 1,0 – 0,25 CADA ITEM)
Coloque C (certo) ou E (errado) nos parênteses abaixo, acerca de afirmações feitas
sobre o texto III.
(C)
Na primeira estrofe, a preposição “de” foi empregada com sentidos diferentes.
(C)
Considerando os versos finais da segunda estrofe, também estaria correta a seguinte
concordância: Só ficaram no muro/ Tristeza e tinta fresca.
( E ) Não haveria modificação de sentido se o verso “E as palavras de Gentileza”, da
terceira estrofe, fosse reescrito como E as palavras do Gentileza.
( C ) Na quarta estrofe, os versos “Se é mais inteligente / O livro ou a sabedoria” foram
empregados como complemento do verbo perguntar.
QUESTÃO 9
(VALOR: 0,5)
Reescreva a oração “que gera gentileza”, do texto IV, substituindo o pronome relativo
pelo termo antecedente, a fim de construir um período simples.
Gentileza gera gentileza.

Viciados em internet
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Sou noturno. Gosto de escrever até de madrugada. Entro na internet em horários
variados. Há
gente que, seja qual for o horário em que apareço, permanece on-line. Em todas as
redes sociais ao
mesmo tempo! Recentemente conversei pelo Facebook com um rapaz de Belo
Horizonte, de 25 anos.
Não consegue arrumar emprego nem amigos. Confessou: “Só falo da minha
intimidade quando abro a
webcam”. Um diretor de uma multinacional, divorciado e sociável, lamentou-se:
— A maior parte dos meus antigos amigos hoje em dia só se relaciona pela internet.
O ciberviciado entra em síndrome de abstinência se não estiver plugado. É fácil
reconhecê-lo:
em locais públicos tecla nervosamente o celular à procura de uma conexão. Assume
uma expressão de
alívio quando consegue trocar duas ou três palavras com alguém que nem sequer
conhece
pessoalmente.
Eu mesmo já me aproximei perigosamente do cibervício. Houve uma fase em que
sentava
para escrever e passava horas trocando e-mails, no Twitter, MSN, Facebook.
Reconheço um saldo
positivo: são inúmeras as pessoas com quem estabeleci uma sólida amizade. Com um
toque
gastronômico, admito. Uma amiga mineira, outra paraense, senhoras do interior de
São Paulo, todas
habituaram-se a me enviar vidros de compota, bombons de cupuaçu e uma infinidade
de delícias.
Como conheceria damas tão dedicadas a me engordar sem o Twitter? Na época,
porém, minha
produção literária diminuiu fragorosamente. Ainda adoro as redes sociais, mas me
contenho. Boa
parte dos autores sofre a tendência. A palavra escrita é nosso meio de expressão. Nas
redes sociais, eu
me torno muito mais sedutor que ao vivo, com minha estatura mediana, barriga
proeminente e óculos
de míope. Bate-papos na web, com todas as fantasias decorrentes, são uma isca para
os artistas.
Tolstói não teria escrito Guerra e paz nem Proust Em busca do tempo perdido se
tivessem
computador. Prefiro não citar nomes, mas alguns escritores famosos que conheço
leem e produzem
menos do que antes porque ficam se divertindo na web.
Para algumas pessoas, o uso contínuo da internet tem impacto no trabalho, nas
relações de
amizade e também nas afetivas. A pesquisadora americana Kimberly Young fundou o
Center for
Online Addiction, em Bradford, na Pensilvânia, para tratar ciberviciados. Como nos
EUA existem
grupos para tudo, lá funcionam os de apoio para ciberviúvas – esposas de viciados em
relações
amorosas, pornografia ou apostas pela internet. A compulsão já é tratada em vários
outros centros
especializados dos EUA. O fenômeno é mundial. O hospital londrino Capio Nightingale
também
oferece sessões de terapia a jovens viciados no computador. Na Coreia do Sul, o
tratamento procura
estimular as relações face a face e trabalhos manuais, para criar outros interesses
entre os
ciberviciados. Desde 2008 o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo
iniciou o tratamento
de jovens com dependência tecnológica, incluindo em videogames.
Os casos mais sérios de que tive conhecimento acontecem no Japão. Existem
pessoas que
moram em lan houses! Explico: em Tóquio, há lan houses com espaços privativos. A
pessoa chega de
mochila. Pendura-se no computador noite e dia. Dorme algumas horas num
colchonete e volta a viver
no fantástico mundo da web. Quando sai, leva tudo o que tem na mochila. Alimenta-
se, arruma
dinheiro de algum jeito e volta a se instalar na lan house de sua preferência.
Muitos pais se negam a acreditar nos perigos da internet porque, afinal, o adolescente
está sob
seus olhos, dando uma falsa impressão de segurança. Foi o caso de uma amiga
carioca. Sua filha
passava horas on-line. A mãe orgulhava-se do empenho da garota. “Talvez ela estude
informática!”,
dizia. Há dois meses a menina, menor de idade, fugiu de casa. Desesperada, a mãe
descobriu que ela
estava num site de relacionamento com o sugestivo apelido de Safadinha.
São raros os pais que detectam quando o adolescente começa a usar drogas
tradicionais. O
cibervício também é enganador. Pais tendem a acreditar que mexer com computador
é sinônimo de
inteligência. Preferem o adolescente em casa que na balada. É um erro. No mínimo,
os ciberviciados
afastam-se do convívio social importante para sua formação. Há quem diga que o
viver on-line é tão
perigoso quanto consumir cocaína ou qualquer outra droga. Talvez seja exagero. Mas
o cibervício
pode afetar perigosamente a vida do dependente e destruir sua qualidade de vida.
Walcyr Carrasco
Época, 23 jan. 2012, p. 96.
Português (6° ao 9° ano) Pág. 3 de 11
01. Quanto às características linguísticas do gênero a que pertence o texto “Viciados
em internet”, o que o
distingue do editorial é:
A) a declaração de autoria.
B) a construção de parágrafos curtos.
C) a explicitação de um ponto de vista.
D) o predomínio da sequência narrativa.
E) a utilização do discurso indireto livre.
02. Assinale a opção em que se observa a mesma relação semântica de causa e
consequência que se
estabelece em “Sou noturno. Gosto de escrever até de madrugada.” (linha 01).
A) “Como conheceria damas tão dedicadas a me engordar sem o Twitter? Na época,
porém, minha
produção literária diminuiu fragorosamente.” (linhas 16-17).
B) “A compulsão já é tratada em vários outros centros especializados dos EUA. O
fenômeno é
mundial.” (linhas 28-29).
C) “Os casos mais sérios de que tive conhecimento acontecem no Japão. Existem
pessoas que moram
em lan houses!” (linhas 34-35).
D) “A pessoa chega de mochila. Pendura-se no computador noite e dia.” (linhas 35-
36).
E) “O cibervício também é enganador. Pais tendem a acreditar que mexer com
computador é sinônimo
de inteligência.” (linhas 44-46).
03. O termo destacado em “Na época, porém, minha produção literária diminuiu
fragorosamente.” (linha 17)
pode ser substituído sem alteração de sentido por:
A) repentinamente.
B) paulatinamente.
C) incessantemente.
D) imensamente.
E) amistosamente.
04. Aponte a opção em que a interpretação inferida está corretamente relacionada à(s)
palavra(s) ou
expressão(ões) do texto que a autoriza(m).
A) O diretor está à procura de novos relacionamentos e não enfrenta dificuldade de
relacionar-se com
as pessoas – “divorciado e sociável” (linha 05).
B) Escritores, por passarem horas a fio na internet, estão lendo e produzindo menos –
“síndrome de
abstinência” (linha 07).
C) O toque gastronômico da amizade pela internet fez o autor engordar e tornar-se um
sedutor – “saldo
positivo” (linhas 12-13).
D) Muitas pessoas hoje em dia só conseguem manter relacionamentos nas redes
sociais –“compulsão”
(linha 28).
E) Nos EUA, há vários grupos de apoio que ajudam no tratamento de ciberviciados e
até de ciberviúvas
– “exagero” (linha 48).
05. Assinale a alternativa em que o trecho 2 é uma exemplificação para o que é dito no
trecho 1.
A) Trecho 1: “Há gente que [...] permanece on-line. Em todas as redes sociais ao
mesmo tempo!”
(linhas 01-03).
Trecho 2: “Recentemente conversei pelo Facebook com um rapaz de Belo Horizonte,
de 25 anos”
(linha 03).
B) Trecho 1: “O ciberviciado entra em síndrome de abstinência se não estiver
plugado.” (linha 07).
Trecho 2: “em locais públicos tecla nervosamente o celular à procura de uma
conexão.” (linha 08).
C) Trecho 1: “são inúmeras as pessoas com quem estabeleci uma sólida amizade.”
(linha 13).
Trecho 2: “Com um toque gastronômico, admito.” (linhas 13-14).
D) Trecho 1: “A compulsão já é tratada em vários outros centros especializados dos
EUA.” (linhas 28-29).
Trecho 2: “O hospital londrino Capio Nightingale também oferece sessões de terapia a
jovens
viciados no computador.” (linhas 29-30).
E) Trecho 1: “O cibervício também é enganador.” (linha 45).
Trecho 2: “No mínimo, os ciberviciados afastam-se do convívio social importante para
sua
formação.” (linhas 46-47).
Português (6° ao 9° ano) Pág. 4 de 11
06. A interpretação das informações do quinto parágrafo do texto (linhas 24-33)
autoriza afirmar
corretamente que:
A) as ciberviúvas incluem mulheres cujos maridos têm relações extraconjugais reais
iniciadas pela
internet.
B) o autor considera comum a existência de um grupo de apoio para ciberviúvas.
C) a expressão “o fenômeno” (linha 29) refere-se ao uso compulsivo da internet.
D) o trabalho da pesquisadora KimberlyYoung inspirou a criação mundial de centros
de tratamento para
ciberviciados.
E) o tratamento do cibervício na Coreia do Sul parte de interesses demonstrados pelos
pacientes.
07. A expressão “isca” (linha 20), usada em sentido conotativo (figurado), remete, no
texto, às noções de:
A) arrependimento e originalidade.
B) satisfação e saciedade.
C) produtividade e lazer.
D) sobrevivência e farsa.
E) desejo e perigo.
08. Assinale a alternativa em que o autor, para manipular o leitor, apresenta um
argumento que se sustenta na
presunção.
A) “A maior parte dos meus antigos amigos hoje em dia só se relaciona pela internet.”
(linha 06).
B) “Tolstói não teria escrito Guerra e paz nem Proust Em busca do tempo perdido se
tivessem
computador.” (linhas 21-22).
C) “Existem pessoas que moram em lan houses!” (linhas 34-35).
D) “[A pessoa] Alimenta-se, arruma dinheiro de algum jeito e volta a se instalar na lan
house de sua
preferência.” (linhas 37-38).
E) “São raros os pais que detectam quando o adolescente começa a usar drogas
tradicionais.” (linha 44).
09. A composição, processo pelo qual se unem dois ou mais radicais para formar uma
nova palavra, explica a
criação de “cibervício” (linha 11). Assinale a opção em que se encontra uma palavra
formada pelo
mesmo processo:
A) “internet” (linha 01).
B) “on-line” (linha 02).
C) “plugado” (linha 07).
D) “videogames” (linha 33).
E) “lan houses” (linha 35).
10. Assinale a opção em que o excerto transcrito revela omissão de complemento
nominal, facilmente
recuperado no texto.
A) “Gosto de escrever até de madrugada.” (linha 01).
B) “Eu mesmo já me aproximei perigosamente do cibervício.” (linha 11).
C) “Boa parte dos autores sofre a tendência.” (linha 17-18).
D) “A palavra escrita é nosso meio de expressão.” (linha 18).
E) “A pessoa chega de mochila.” (linhas 35-36).
11. Identifique a alternativa em que se verifica que a posição do pronome oblíquo
deixou de atender o que
diz a gramática normativa sobre colocação pronominal.
A) “A maior parte dos meus antigos amigos hoje em dia só se relaciona pela internet.”
(linha 06).
B) “É fácil reconhecê-lo” (linha 07).
C) “Eu mesmo já me aproximei perigosamente do cibervício.” (linha 11).
D) “todas habituaram-se a me enviar vidros de compota” (linhas 14-15).
E) “os ciberviciados afastam-se do convívio social importante para sua formação.”
(linhas 46-47).
12. Em “Os casos mais sérios de que tive conhecimento acontecem no Japão.” (linha
34), o pronome relativo
vem antecedido por preposição porque
A) funciona como objeto indireto do verbo “ter”.
B) é complemento nominal do adjetivo “sérios”.
C) introduz uma oração substantiva que exerce a função de objeto indireto.
D) funciona como elemento expletivo que pode ser dispensado.
E) é regido pelo substantivo “conhecimento”, que pede complemento.
Português (6° ao 9° ano) Pág. 5 de 11
13. Releia o enunciado: “É fácil reconhecê-lo: em locais públicos tecla nervosamente
o celular à procura de uma
conexão” (linhas 07-08). Assinale a alternativa cuja reescrita mantém o mesmo sentido
do trecho original.
A) É fácil reconhecê-lo nervosamente: em locais públicos tecla o celular à procura de
uma conexão.
B) É fácil reconhecê-lo: nervosamente em locais públicos tecla o celular à procura de
uma conexão.
C) É fácil reconhecê-lo: em locais públicos tecla o celular nervosamente à procura de
uma conexão.
D) É fácil reconhecê-lo: em locais públicos tecla o celular à procura, nervosamente,
de uma conexão.
E) É fácil reconhecê-lo: em locais públicos tecla o celular à procura de uma conexão,
nervosamente.
14. Assinale a alternativa em que o acréscimo do conectivo mantém o sentido do
trecho original.
A) “Embora goste de escrever até de madrugada, entro na internet em horários
variados” (linha 01).
B) “Boa parte dos autores sofre a tendência, já que a palavra escrita é nosso meio de
expressão” (linhas
17-18).
C) “Nas redes sociais, eu me torno muito mais sedutor que ao vivo, por causa de
minha estatura
mediana, barriga proeminente e óculos de míope” (linhas 18-20).
D) “Os casos mais sérios de que tive conhecimento acontecem no Japão. Portanto,
existem pessoas que
moram em lan houses!” (linhas 34-35).
E) “Foi o caso de uma amiga carioca, à medida que sua filha passava horas on-line”
(linhas 40-41).
15. Os tempos verbais das formas “negam” (linha 39), “passava” (linha 41) e “fugiu”
(linha 42) são usados
para estabelecer, respectivamente, a função de:
A) tecer comentário, descrever situação no passado e narrar fato passado.
B) informar ação habitual, apresentar ação interrompida e argumentar sobre fato
passado.
C) trazer fato passado para o presente, narrar ação passada anterior à outra ação
passada, narrar fato
passado.
D) proferir verdade atemporal, apresentar ação interrompida no passado, descrever
situação no passado.
E) narrar ação no presente, descrever situação no passado e argumentar sobre fato
passado

1001

___ Data: ____________________


PROVA DE PORTUGUÊS
Leia o texto a seguir para responder às questões de
Língua Portuguesa.
“A WEB ESTÁ CRIANDO A GERAÇÃO MAIS INTELIGENTE
DE TODAS”
Autor de Wikinomics diz que hoje em dia o que conta não
é o que você sabe, mas o que pode aprender
DON TAPSCOTT*
Você não precisa temer a internet. A
mente da geração digital parece ser
incrivelmente flexível, adaptável e ter um
profundo conhecimento da mídia. A imersão em
um ambiente digital e interativo fará as pessoas
mais inteligentes do que a média dos sedentários
que passam o tempo todo assistindo TV no sofá.
Em vez de simplesmente receberem as
informações, eles interagem. Em vez de apenas
acreditarem que um anunciante na TV está
falando a verdade, avaliam minuciosamente a
mistura de fatos contraditórios e ambíguos. A
internet deu a oportunidade de tornar essa
geração a mais inteligente da história.
O que conta não é mais o que você
sabe: é o que você pode aprender. Hoje, o
importante é processar as informações novas o
mais rápido possível. Nós estamos na era da
informação, onde, à medida que os empregos
mudam, você não pode enviar seus empregados
para outro treinamento. Nós precisamos
aprender constantemente, pelo resto das nossas
vidas.
Esse novo mundo permite que
trabalhemos unidos como uma mente só,
qualificada para resolver nossos problemas.
Agora, os cientistas podem acelerar suas
pesquisas ao abrir suas informações e métodos
possibilitando que colegas experientes do mundo
inteiro colaborem. Médicos podem ajudar
comunidades de pacientes onde pessoas com
problemas de saúde semelhantes dividem
informações, fornecem auxílio mútuo e
contribuem para pesquisa.
Nós entramos numa era de contribuição.
Milhões colaboram com a Wikipedia, e milhares
em iniciativas como o Linux e o Projeto Genoma
Humano (PGH). Há agora uma oportunidade
histórica. Afinal, o potencial para novos modelos
de colaboração não termina com a produção de
software, mídia e entretenimento. Por que nosso
governo, nosso sistema educacional, de saúde,
de pesquisas científicas e a produção de
energia não têm um “código aberto”? São
oportunidades reais e palpáveis, não fantasias.
Vivemos um tempo excitante, onde
todos podem participar na produção de
informação de maneira que antes era
impossível. Para os governos e sociedade
como um todo, as evidências mostram que nós
podemos armazenar a explosão de
conhecimento, colaboração e inovação de
negócios para liderarmos vidas mais ricas e
cheias, e estimularmos a prosperidade e o
desenvolvimento.
*Don Tapscott é consultor de empresas como General Eletric e
autor dos livros Wikinomics e A hora da Geração Digital , entre
outros. Ele já conseguiu US$ 4 milhões para investir em
pesquisas sobre a “geração net”
Fonte: Revista Galileu, agosto de 2010, p.45.
Diante da linguagem, da organização e do objetivo
comunicativo do texto, considera-se que se trata de:
a. um artigo
b. um conto
c. uma crônica
d. uma notícia
e. uma reportagem
O adjetivo “mútuo” (l.33) poderia ser substituído, sem
alterar o sentido do texto, por:
a. emprestado
b. igual
c. parecido
d. gratuito
e. recíproco
Entre as opções abaixo, a que retoma a expressão
“geração digital”, da qual trata o texto, é:
a. sedentários (l.6)
b. eles (l.9)
c. você (l.15)
d. Nós (l.18)
e. os cientistas (l.27)
Questão 01
Questão 02
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Prova realizada em 28/11/2010


Prova de Seleção do Ensino Médio 2011
Colégio Politécnico da UFSM
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Escolha a alternativa que apresenta a melhor
explicação para a expressão “código aberto” (l.44),
usada por Don Tapscott.
a. Trata-se de uma linguagem comum aos
sistemas educacional, de saúde, de pesquisas
científicas e de produção de energia para que
possam trocar informações uns com os outros no
mundo virtual.
b. Refere-se a uma espécie de senha
compartilhada pelos sistemas mencionados para uso
da internet.
c. Configura-se como um espaço de
comunicação democrático em que toda a população
pode contribuir, compartilhando ideias com os
representantes dos sistemas referidos (l.42-44) e
esses entre si.
d. Seria semelhante à “TV aberta”, mas no
mundo online; ou seja, uma forma gratuita de
conexão à internet para toda a população.
e. Um site produzido pelos sistemas citados
exclusivamente para divulgação de fatos
relacionados a eles.
A partir da afirmação que “(...) à medida que os
empregos mudam, você não pode enviar seus
empregados para outro treinamento” (l.19-21),
entende-se que:
a. os empresários não devem enviar seus
funcionários para cursos de atualização.
b. não se trata de uma questão de
possibilidade, mas de dever, ou seja, você deve
enviar seus empregados para treinamentos a cada
mudança.
c. os funcionários devem procurar, eles
próprios, o maior número possível de cursos de
aprimoramento para acompanharem as mudanças
constantes em seus empregos.
d. o mundo atual muda tão rápido que já
não é mais possível acompanhar as transformações
a partir de cursos, os quais aconteceriam constante e
interminavelmente.
e. não se pode enviar os empregados para
cursos de treinamento, pois estes não existem.
Analise os fragmentos a seguir:
I - “(...) a média dos sedentários que passam o
tempo todo assistindo TV no sofá.” (l.6-7)
II -“Nós estamos na era da informação, onde, à
medida que os empregos mudam (...)”. (l.18-20)
III - “Vivemos um tempo excitante, onde todos
podem participar na produção de informação (...)”.
(l.46-48)
O texto em discussão está veiculado em uma
revista que busca popularizar dados científicos, a fim
de atingir o maior número possível de leitores. Para
isso, vale-se de uma linguagem simples, muitas
vezes até rompendo com a norma padrão da Língua
Portuguesa.
Marque a alternativa que corresponde ao(s) trecho(s)
que é(são) representativo(s) desse fenômeno.
a. I, II e III
b. I e II
c. II e III
d. somente I
e. somente II
Na análise dos sinais de pontuação presentes no
texto, NÃO se pode afirmar que:
a. as aspas do título indicam ali discurso
direto; no caso, as palavras de Don Tapscott.
b. a vírgula, na linha 3, separa elementos de
mesma função sintática; no caso, dois predicativos
do sujeito.
c. os dois pontos, na linha 16, poderiam ser
perfeitamente trocados por uma vírgula, sem resultar
em nenhuma alteração de efeito de sentido para o
que o antecede.
d. as vírgulas presentes nas linhas 16 e 27
separam adjuntos adverbiais de tempo, os quais
estão rompendo com a ordem direta do Português,
pois se encontram antes do sujeito das orações em
que aparecem.
e. o ponto de interrogação, na linha 44,
indica uma pergunta direta.
As palavras não pertencem a uma classificação
morfológica fixa, já que essa varia de acordo com o
contexto em que aquelas aparecem. Nesse caso,
identifique a alternativa em que, no texto, o par de
palavras pertence à mesma classe gramatical.
a. digital (l.5) – potencial (l.39)
b. incrivelmente (l.3) – mais (l.18)
c. Por que (l.41) – Para (l.49)
d. inteligente (l.14) – importante (l.17)
e. um (l.3) – uma (l.25)
Questão 04
Questão 05
Questão 06
Questão 07
Questão 08

Prova realizada em 28/11/2010


Prova de Seleção do Ensino Médio 2011
Colégio Politécnico da UFSM
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Na análise das formas verbais do texto, NÃO se
pode afirmar que:
a. a locução verbal “está criando” (título)
indica uma ação em andamento, portanto inacabada.
b. o verbo “fazer” (l.5) expressa uma previsão.
c. o verbo “trabalhar” (l.25) encontra-se no
Presente do Subjuntivo.
d. na linha 38, o verbo “haver” poderia ser
perfeitamente substituído por “ter”, sem resultar em
desvio da norma padrão da Língua Portuguesa.
e. na linha 44, o verbo “ter” recebe acento
diferencial, indicando sujeito no plural.
Considere o fragmento a seguir e indique a opção
que corresponde a sua análise correta.
“Agora, os cientistas podem acelerar suas pesquisas
ao abrir suas informações e métodos possibilitando
que colegas experientes do mundo inteiro
colaborem.” (l.27-30)
a. O fragmento sublinhado corresponde a
uma oração subordinada adverbial concessiva.
b. O pronome pessoal “suas” retoma a
expressão “os cientistas”.
c. O verbo “possibilitar” é um verbo transitivo
indireto.
d. O sujeito de “colaborar” classifica-se como
composto.
e. O adjetivo “experientes” funciona, sintaticamente,
como predicativo do sujeito.
Na gramática da Língua Portuguesa, não há um
consenso sobre o motivo que determina a
acentuação de palavras como “auxílio” (l.33). Existe
a possibilidade de considerá-la uma proparoxítona e,
por isso, o fato de ser acentuada. Também se pode
tratá-la como paroxítona terminada em ditongo e
essa seria a razão de sua acentuação. Identifique a
opção em que ambas as palavra se inserem nessa
discussão.
a. história (l.14) – mútuo (l. 33)
b. rápido (l.18) – saúde (l.42)
c. sofá (l.7) – ambíguos (l.12)
d. médicos (l.30) – histórica (l.39)
e. contraditórios (l.12) – possível (l. 18)