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ARTIGO TÉCNICO 12
Data: 08/06/2017

COMO AVALIAR O DESEMPENHO DE UM FILTRO DE MANGAS Págs.: 1 de 6

RESUMO EXECUTIVO

O Desempenho de um Filtro de Mangas tem sido erroneamente baseado unicamente no


atendimento ou não do limite de emissão definido pela Legislação Ambiental. Contudo, temos
observado que não apenas a Agência de Fiscalização, mas também o Ministério Público tem
atuado requisitando a correção da performance destes Equipamentos. Isso porque o Filtro de
Mangas, e seu Sistema de Ventilação associado, também operam como um EPC (Equipamento de
Proteção Coletiva).
Partindo desta percepção e utilizando raciocínio minimalista foi possível estabelecer 5
critérios que podem ser utilizados pela Indústria e por Fabricantes como norteadores da
performance mínima a ser alcançada pelo Sistema para Desempoeiramento.

VOCABULÁRIO

Existem dois tipos de Sistemas Antipoluição para Controle da Poluição Atmosférica Industrial:
Sistema para Desempoeiramento e Sistema para Tratamento Químico de Gases efluentes (FGD,
DNOX, DVOC, DCO2).
Os Sistemas para Desempoeiramento são compostos pelo Sistema de Filtração e pelo Sistema
de Ventilação local exaustora.
O Sistema de Filtração pode ser composto por um ou combinação dos seguintes Equipamentos:
Precipitadores Eletrostáticos, Filtros de Mangas, Ciclones, Lavadores de Gases, Separadores
Dinâmicos.
O Sistema de Ventilação local exaustora é composto pelos seguintes componentes: Coifas,
Dutos, Dumpers, Válvulas direcionadoras de fluxo, Válvulas para controle de vazão total,
Ventilador, Chaminé.
Emissões Atmosféricas corresponde às emissões de poluentes na saída de uma Chaminé,
podendo ser tipicamente Material Particulado ou teor de algum componente gasoso, tais como:
SOx, H2S, NOx, NH3, HCl, HF, Cl2, F2, CO, VOC, S-VOC, TOC, Dioxinas e Furanos, Blue Haze;
sendo usualmente expressa em mg/Nm3 ou ppm. Cabe a Legislação Ambiental o estabelecimento
de limites de concentração destas emissões para cada processo industrial em específico.
Emissões Fugitivas são emissões de poluentes sólidos (material particulado) ou gasosos
provenientes de algum equipamento, transporte de material ou coifa. No segundo caso, esta
emissão se deve a ineficiência do sistema de ventilação local exaustora. Usualmente estão
localizadas no chão de fábrica, mas também podem acontecer fora dos prédios fabris. Cabe a
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Legislação Trabalhista e Legislação Ambiental o estabelecimento de limites de concentração


destas emissões.
Ventilação ou Filtração de Processo corresponde ao transporte pneumático em fase diluída do
material particulado e filtração, tal que, se o transporte falhar (como por exemplo: devido
entupimento do Filtro e/ou dos Dutos), o Processo Produtivo será paralisado. Em geral, todo o
material particulado gerado será captado e sua concentração nos dutos estará na ordem de
algumas g/m3.
Ventilação ou Filtração de Utilidade corresponde ao transporte pneumático em fase diluída do
material particulado, tal que, se o transporte falhar (como por exemplo: devido ao entupimento
do Filtro e/ou dos Dutos), o Processo Produtivo NÃO será paralisado. Neste caso, somente
pequena parte do material particulado gerado será captada e sua concentração nos dutos estará
na ordem de algumas mg/m3.
Testes de Comissionamento correspondem ao conjunto de testes e métricas capazes de
informar se um Sistema para Desempoeiramento está ou não performando. Tendo em vista que o
Sistema de Filtração se adapta às variações do Processo Fabril gerador de poluição até alcançar a
condição de operação em regime, estes Testes devem ser realizados cerca de 30 dias após a
partida estável do Sistema para Desempoeiramento.
No caso de Filtros inseríveis é recomendado o dobro deste prazo. Seguidamente o pagamento
final do Fornecedor está atrelado a obtenção aprovação nestes Testes.

Fig.1: classificação da Ventilação/Filtro conforme o uso e representação de um Sistema para


Desempoeiramento (Fonte: Curso Vortex F1)
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FINALIDADE DO SISTEMA DE VENTILAÇÃO LOCAL EXAUSTORA

O Sistema de Ventilação existe para coletar TODO poluente, tal que não haja Emissões
Fugitivas em torno do Equipamento gerador deste poluente. Contudo, esta finalidade somente
será satisfeita se ponto gerador de poluentes for adequadamente enclausurado pelas coifas e
existir pressão negativa nas mesmas. Além disso, o poluente não poderá precipitar no duto
(entupindo-o), bem como, não gerar furos por abração no mesmo (gerando novas Emissões
Fugitivas). Um Sistema de Ventilação que não atenda ao exposto acima, não estará performando
e necessitará de um Diagnóstico de Engenharia, sob risco da Indústria propiciar uma condição de
trabalho insalubre e, eventualmente, receber sanções por parte do Ministério Público do Trabalho.
Por outro lado, além da questão de Segurança do Trabalho, a presença de elevadas
concentrações de poluentes (seja gasoso corrosivo, seja sólido) dentro do prédio fabril ainda
acarreta severos danos nos demais Equipamentos nele instalados, em especial os eletrônicos.
Tem sido verificado nos Serviços de Diagnóstico Vortex ser esta a principal causa de panes
aleatórias nos sistema de automação levando a milhares de Reais de prejuízo na forma de
paradas de Produção.
Por isso, após 30 dias da partida estável de um Sistema para Desempoeiramento
recentemente adquirido, deve ser avaliada a obtenção ou não da finalidade do Sistema de
Ventilação por meio dos Testes de Comissionamento.

Fig.2: Perda de carga do Filtro (Flange-to-Flange) e das Mangas (Câmara Suja - Câmara Limpa) (Fonte:
Curso Vortex F1).
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FINALIDADE DO SISTEMA DE FILTRAÇÃO

O Sistema de Filtração existe para separar a fase sólida da fase gasosa, liberando gases
para atmosfera com teor de sólidos abaixo do limite definido pela Legislação Ambiental ou pela
Agência fiscalizadora. Contudo, esta finalidade somente será satisfeita se o Filtro descarregar
normalmente em sua Tremonha o Material Particulado recebido, pois a quantidade que entra
deve ser igual à quantidade que sai. Se não fosse assim, o Filtro tornar-se-ia um Silo, paralisando
em seguida sua operação por entupimento.
Por outro lado, sua resistência (dificuldade) à passagem do gás filtrado (Perda de Carga)
não pode ser elevada demais, sob risco de ocorrer o seu entupimento. Em contrapartida também
não pode ser baixa demais, sob o risco das velocidades internas no Equipamento tornarem-se tão
elevadas ao ponto de gerar processos abrasivos nas Mangas Filtrantes, fato que redundaria em
alta emissão na Chaminé (acima do Limite Legal). Então existe uma faixa de Perda de Carga cuja
operação é a adequada para viabilizar uma estabilidade do Sistema de Filtração. Para a média
desta faixa de Perda de Carga se dá o nome de Perda de Carga de Projeto.
Em se tratando de Sistemas de Filtração Industriais com o recurso de autolimpeza o
consumo de elementos filtrantes é drasticamente reduzido. A vida útil média dos elementos
filtrantes varia conforme o tipo e a intensidade deste Sistema de Limpeza, visto que é a principal
causa de fadiga mecânica. Em se tratando de Filtros com limpeza por Sacudimento Mecânico a
vida útil esperada dos elementos filtrantes é de 6 anos; já se for limpeza por Fluxo Reverso a
vida útil esperada é de 4 anos e se for limpeza tipo Jato Pulsante a vida útil esperada é de 2
anos.
Um Sistema de Filtração que não atenda ao exposto acima, não estará performando e
necessitará urgentemente de um Diagnóstico de Engenharia, sob risco da Indústria ser
penalizada com um Custo de Manutenção 50% ou mais do que deveria. Além deste custo ainda
poderia ser lembrado o custo da parada ou redução da Produção em função do “gargalo” gerado
pelo Filtro de Processo. Adicionalmente, a Indústria ainda pode sofrer sansões por parte da
Agência fiscalizadora na forma de multas e interdições devido às altas Emissões Atmosféricas.
Assim sendo, realmente é questionável a afirmação de que um Filtro de Mangas tipo Jato
Pulsante está performando quando a troca de mangas é inferior a 2 anos (por exemplo: anual ou
até mensal).
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CONCLUSÃO
Com base no raciocínio de qual é a única finalidade do Sistema de Ventilação e do Sistema
de Filtração e quais são os parâmetros mínimos que devem ser respeitados para que estas
finalidades sejam alcançadas, foi possível resumir os 5 Critérios Mínimos de Performance, os
quais podem guiar Fabricantes e Indústrias usuárias na determinação do Desempenho de um
Sistema para Desempoeiramento constituído por Filtros de Mangas. Ou seja, estes critérios
desenvolvidos pela Vortex podem ser usados para delimitar o desempenho destes Sistemas para
Desempoeiramento em termos de Garantia, Cartas-Consulta e Testes de Comissionamento.

Fig.3: resumo dos 5 Critérios Mínimos de Performance (Fonte: Curso Vortex F1).

Obviamente, os Sistemas para Desempoeiramento também devem atender aos requisitos


mecânicos e elétricos, os quais são validados no momento da Partida.
Mas em termos de Processo, não é difícil perceber que estes 5 Critérios também podem
ser aplicados aos demais Sistemas de Filtração, tais como: Precipitadores Eletrostáticos, Ciclones,
Lavadores de Gases e Separadores Dinâmicos. Nestes casos, o 5o Critério seria reinterpretado
como um período de tempo “X” onde os 4 Critérios acima são atendidos sem necessidade de
Manutenção Corretiva!
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Boa leitura!

Eng.Tito de A.Pacheco
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Antipoluição (Filtros de Mangas, Ciclones, Precipitadores Eletrostáticos e/ou Sistemas de Ventilação e
Tratamento Químico de Gases – FGD, DNOX, DVOC, DCO2), readequando-os ao Processo Industrial
específico no qual estão inseridos para o devido Controle das Emissões Atmosféricas e Emissões
Fugitivas. Além do aumento da Produção, esta readequação viabiliza a conformidade com a Legislação
Trabalhista e Ambiental.

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