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Relatório de Física II – Comprimento de Ondas Sonoras.

André Luís Guimarães Azevedo , Bruno Augusto da Cruz, Celso Luiz Bonfim, Jonas Gomes, Marluce
Gomes - Turma 3002
FACULDADE ESTÁCIO DE CURITIBA
e-mail: andre_azevedo2005@hotmail.com;

Resumo - Este artigo descreve a execução da


experiência referente ao conteúdo de ondas
sonoras. 𝑣 = 𝜆 .𝑓

I. INTRODUÇÃO Onde:
𝑚
𝑣 → 𝑉𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 ( )
Durante as aulas, foram estudadas as características 𝑠
das ondas sonoras e seu comportamento em 𝜆 → 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑑𝑒 𝑜𝑛𝑑𝑎 (𝑚)
determinadas situações. 𝑓 → 𝐹𝑟𝑒𝑞𝑢ê𝑛𝑐𝑖𝑎 (𝐻𝑧)
A experiência descrita permite observar o
comportamento das ondas sonoras em um tubo Equação 1 : Velocidade
aberto.
Nesta experiência é possível medir e calcular Podemos determinar a velocidade das ondas sonoras
características das ondas sonoras. em tubos pois as ondas estacionárias são formadas no
interior do tubo, formando um padrão se o
II. DESCRIÇÃO comprimento de onda tiver relação com o
A prática desenvolvida consistiu em gerar ondas comprimento do tubo.
sonoras com um conjunto gerador – alto falante e Para determinar o comprimento de onda em um tubo
direcionar as ondas geradas para um tubo de vidro aberto, é necessário existir um número inteiro de
aberto com serragem. Os materiais utilizados são: meios comprimentos de onda que se ajustem ao
comprimento do tubo (Figura 1).
• Gerador de ondas.
• Tubo de vidro.
• Serragem.
• Régua milimetrada.
• Alto falante.
• Base de fixação para o tubo.

Os procedimentos e métodos são: Figura 1: Primeiro harmônico para tubo aberto


• Inserir a serragem no interior do tubo, de maneira
uniforme por toda a extensão do tudo. Ao posicionar o alto falante na extremidade do tubo,
• Fixar o tubo na base. a compressão e rarefação do ar empurra a serragem
• Aproximar o alto falante de uma das extremidades no interior do tubo. Porém, quando a onda é
do tubo. estacionária a posição dos nodos e antinodos não se
• Ligar o gerador de sinais com ajustes de frequência altera e a serragem permanece estática nos nodos e
e amplitude nulos. Aumentar a amplitude e em movimentando nos antinodos. Esse efeito permite
seguida a frequência. visualizar e medir o comprimento das ondas.
• Através da observação da movimentação da
serragem, identificar os nodos e antinodos e a IV. TABELAS E GRÁFICOS
frequência dos harmônicos com comprimento de
onda de dimensões múltiplas do comprimento do A Tabela 1 descreve os resultados obtidos na
tubo. experiência.

Harm. Freq. λ Medido λ Onda Veloc.


III. A TEORIA (Hz) (m) (m) (m/s)
A velocidade de qualquer onda mecânica depende da 1º 199 0,44 1,76 350
propriedade inercial e elástica do meio. No caso da 2º 399 0,40 0,80 319
experiência realizada, o meio é constante e possui 3º 635 0,50 0,50 317
velocidade conhecida. Através da relação entre a 4º 813 0,36 0,36 310
velocidade, o comprimento da onda e sua frequência 5º 1144 0,26 0,26 342
(Equação 1), é possível gerar uma frequência Tabela 1: Dados experimentais
conhecida, medir o comprimento de onda e calcular a
velocidade do som no ar.

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V. COMENTÁRIOS E CONCLUSÕES

Pode-se concluir, com base nos dados obtidos, que a


velocidade do som é determinada pelas características
do meio. Ao comparar os valores calculados com o
valor teórico de 340m/s, é possível observar uma
variação entre 310 a 350 m/s. Conclui-se que esta
variação seja determinada por erros de medição,
causados pela dificuldade de identificar as regiões
corretamente conforme o ar empurra a serragem.
Como comentário, pode-se dizer que a serragem
permite a observação do comportamento das ondas
porém gera a dificuldade de leitura conforme o ar
arrasta e retira o material de dentro do tubo.

VI. REFERÊNCIAS

Texto da teoria baseado no link:


http://sites.ifi.unicamp.br/lunazzi/files/2014/04/F809_
sem1_2002_Cris_Interf_Ondas_Sonoras.pdf.
Visitado no dia 19 de outubro de 2016.