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A missa nova é válida?

Atualmente nos meios tradicionais muitos se perguntam se a missa reformada por Paulo VI é
válida. Bem, primeiramente temos que ir pela lógica, pelo fato de chamarmos a missa nova de
"missa" ela em si deveria ser uma missa válida pois foi aprovada canonicamente pela Igreja e é
celebrada pelo Santo Padre em Roma. Sabendo então disso devemos considerar tal lógica e
ver o que poderia invalidar esta missa, em primeiro lugar a coisa mais importante seria a
ordenação dos padres que a celebram, pois se não for ordenado corretamente evidentemente
a missa será inválida pois não terá o poder sacerdotal em suas mãos para celebrar o Sacrifício.
Vejamos por pontos:

1- O novo rito de ordenação Sacerdotal

Um dos pontos que poderia invalidar quase praticamente todas as missas novas do mundo
inteiro seria o novo rito de ordenação Sacerdotal, pois inúmeros teólogos levantam dúvidas
quanto a validade deste rito. Primeiro olhemos para o que disse D. Lefebvre no dia das
sagrações em Écone (perdoem-me a péssima tradução) "Vocês bem sabem, meus queridos
irmãos, que não pode haver padres sem bispos. Quando Deus chama-me isso certamente vai
não ser longo do qual estes seminaristas recebem o sacramento da Ordem? De bispos
conciliares, que devido a suas intenções duvidosas, conferem sacramentos duvidosos? Isto não
é possível." O próprio D. Lefebvre insistia em querer ordenar novamente os padres ordenados
pelo rito novo pois o grau de dúvida e as razões teológicas para invalidá-lo seriam enormes.

O incidente das modificações do ritual de ordenação é o pior de todos pois invalida o


sacramento. O Concílio Vaticano II declarou que o ritual da Ordem deveria ser revisado tanto a
cerimônia como os textos, indo contra o que havia decretado Pio XII de que ninguém poderia
mudar a fórmula essencial deste sacramento na "In Sacramentum Ordinis" ou transgredi-lo de
qualquer maneira. Antes da reforma litúrgica na liturgia antiga havia 8 passos envolvendo a
ordenação presbiteral, mas as orientações aprovadas por Paulo VI em 1968 reduziram este
número para apenas 2 passos. A despeito do Concílio de Trento que havia proibido mudanças
tão substanciais como esta, diferentemente do Novo Rito na liturgia antiga os bispos instruem
os candidatos ao sacerdócio de que o ofício do padre é oferecer o sacrifício, abençoar, guiar e
batizar. Hoje entretanto, os ordinandos são consagrados para simplesmente celebrar a liturgia.
Todavia a mudança mais significante foi a remoção de certas orações essenciais, então aos
padres não é mais especificamente confiado o poder de celebrar o Sacrifício, ou seja,
transformar o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nem mesmo
lhes é confiado o poder de perdoar os pecados, essas omissões se aproximam enormemente
das remoções feitas na liturgia de ordenação dos protestante no século XVI. A reforma litúrgica
reduziu o sacerdote a um mero presidente de assembleia, olhando para isso parece-nos que
Lutero e Calvino finalmente triunfaram na Igreja, também pelo fato de depois do Vaticano II
muitos protestantes utilizarem o missal reformado para suas ceias.E justamente por causa
destas mudanças questionáveis muitos teólogos levantaram várias dúvidas quanto a validade
da Ordenação pós-conciliar. Portanto se os bispos ordenados com este rito ordenam padres
com o mesmo rito logo é evidente que suas missas são inválidas. Viria então a pergunta o Papa
Bento XVI é mesmo Papa, já que foi ordenado bispo em 1977 com o Rito Novo, antes de
responder já quero dizer que não me considero sedevacantista e nem papólatra eu aceito o
Primado de Pedro atual, mas então Bento XVI é bispo? Se ele é bispo ou não, não posso dizer
pois não sou teólogo, mas Papa ele é pois mesmo modernista foi declarado e aclamado Papa,
mas claro o Novo Rito tem muita chance de ser inválido. Logo frequentar as missas de padres
ordenados com este Rito com certeza seria inválida, pois o prórpio D. Lefebvre disse em 1970
que o Novo Rito era absolutamente inválido. Podemos resumir o fato do novo rito ser inválido
na seguinte frase "os modernistas alteraram as palavras essenciais mediante a remoção da
ideia da plenitude do sacerdócio". Este é, portanto um dos motivos essenciais pelo fato de a
maioria das missas novas celebradas pelo mundo serem inválidas. Com certeza D. Lefebvre
estava certo, o novo rito é inválido.

2- O uso do pão de trigo e do vinho de uva

Outro dia mesmo li no site da Montfort o padre Fábio de Melo falando que o vinho da missa
pode ser trocado por suco de uva, à parte se ele foi ordenado corretamente, mas isso é
completamente um absurdo! O Papa João Paulo II na RedemptionisSacramentum disse em seu
artigo 50 "O vinho utilizado na celebração do santo sacrifício eucarístico deve ser natural, do
fruto da videira, genuíno, não alterado, nem misturado com substâncias estranhas. Na mesma
cerimônia da Missa se mistura ao vinho uma pequena quantidade de água. Cuide-se com a
máxima preocupação para que o vinho destinado à Eucaristia seja conservado em perfeito
estado e não se torne vinagre. É absolutamente proibido usar vinho, sobre cuja constituição e
proveniência há dúvida. Não se admita, depois, sob nenhum pretexto preferir usar outras
bebidas de qualquer gênero que seja, que não constituem matéria válida". Muitos padres
ordenados corretamente, mas que celebrem a missa com suco de uva invalidam o sacrifício
pois é da consagração do vinho que se tira o essencial da missa. Neste caso aquele que fizesse
isso deveria ser denunciado ao bispo responsável. O uso de pão sem glúten também invalida a
missa, o pão ázimo é essencial para o sacrifício ser de agrado de Deus, não se pode mudar isso,
pois o é dogmático e infalível. Isto seria com certeza mais um motivo para as missas celebradas
por padres como Fábio de Melo que a celebra com suco de uva serem inválidas.

3-A pronúncia das palavras da Consagração

Também ouvi de um sacerdote de que o essencial para a missa ser válida era a intenção do
sacerdote que bastava sem nem sequer lembrar que a pronúncia das palavras da consagração
são essenciais, e devem ser mesmo as palavras proferidas por Nosso Senhor Jesus Cristo na
véspera de sua Paixão e não palavras inventadas. Já assisti várias missas em que o sacerdote
muda as palavras da consagração a seu bel prazer e isto é completamente errado, não se pode
mudá-la de jeito nenhum. Vejamos, por exemplo, que o padre age "in persona Christi" quando
consagra as espécies do pão e do vinho e logo necessita enormemente de pronunciar as
palavras que Cristo pronunciou em seu sacrifício incruento.
4- A intenção do sacerdote

Por fim um último motivo que invalidaria boa parte das missas novas celebradas atualmente é
a intenção do sacerdote que para que a missa seja válida tem a necessidade de ter a intenção
do Sacrifício incruento de Nosso Senhor que seria ser propiciatório, eucarístico etcetara. Um
dos problemas das missas novas atuais é que muitos sacerdotes não creem na presença real
de Cristo na Sagrada Hóstia, ou senão afirmam que pela Consagração Cristo fica presente no
povo. E é evidente que essas missas não são válidas pois os sacerdotes não tem a intenção de
fazer o que a Igreja sempre fez. Agora, no caso de se haver dúvida quanto a intenção do
sacerdote a missa é válida. O problema é que com tantas profanações nas missas atuais as
missas não se tornam em si inválidas, mas ilícitas e nenhum católico está autorizado a assistir
uma missa com profanações.

Conclusão

Não digo que as missas novas sejam todas inválidas tomemos por exemplo que o sacerdote
ordenado com rito novo não teria poder de celebrar a missa. Um outro problema o qual não
discorri aqui seria a mudança na missa nova das palavras "mistério da fé" que do meio da
consagração passou-se para após a mesma, e eram estas palavras que reconheciam a
transubstanciação. De acordo com a Sagrada Tradição estas foram as palavas de Cristo,
confirmadas por papas através dos séculos e preservadas no tempo em "Quo Primum
Tempore". Mas na missa de Paulo VI estas palavras se referem às declarações protestantes de
que Cristo morreu, Cristo ressuscitou,Cristo virá novamente, mais do que o óbvio que um
artigo de fé e que não se trata de nenhum mistério. Além de mudanças drásticas no Canon
Romano que tornara questionável a transubstanciação.

Está aí mais um motivo para não assistir a missa nova que pode ser acrescido as 62 razões dos
padres tradicionalistas de Campos, ou seja, a invalidez desta missa. A missa nova em si não é
inválida pois exige todo o necessário para ser válida que são o sacerdote corretamente
ordenado, intenção tradicional, pão de trigo e vinho de uva e proferir as palavras da
Consagração, a não ser como pelas mudanças da oração eucarística que pode invalidá-la
completamente. Termino com um trecho de um livro elogiado pelo Cardeal Ratzinger e Silvio
Odi de Monsenhor Klaus Gamber" É preciso ir até o ponto de afirmar, como por vezes
acontece, que o Novo Ordo seria de si inválido. Mas o número de missas verdadeiramente
inválidas poderia ter aumentado bem desde a reforma litúrgica"

Salve Maria!