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Observações gerais: Boa aula.

Os alunos sentem-se à vontade a cada aula para


participar, demonstrando interesse e progressão ao compreender a proposta do
curso. Usei o relatório da Júlia Viana e da Thamires Araujo.

Sobre a sala: Tudo certo.

Alunos inscritos: 48C+ 1F+ 1LE


Alunos presentes: 44C + 1F + 1P + 2 convidados do professor

A ARTE DA SEDUÇÃO

Professor: Heni Ozi Cukier


Monitora: Jéssica Linhares
Sala: Vermelha

Aula 2 – Padrões e personalidades: arquétipos dos sedutores – 17/4/2017

Outros arquétipos de sedutores

Casanova foi um dos grandes sedutores da história. Com o arquétipo de


amante ideal, ele aprendeu como ninguém a estudar a sua vítima e oferecer a ela
justamente o que ela precisava. Muito paciente e detalhista, buscava preencher as
lacunas da vida de seu alvo. Além disso, o amante ideal transforma tabus em algo
leve e nobre.

Já o dândi é aquele arquétipo cuja sedução encontra-se em suas


peculiaridades. Sutilmente desprezando algumas convenções, ele é uma figura
andrógina, apresentando características de ambos os sexos. Assim, o dândi feminino
é alguém que trata uma mulher como ela gostaria de ser tratada, com o mesmo
cuidado que outra mulher – trata-se de um homem com uma alma feminina. O dândi
masculino, por sua vez, pode ser representado por Lou Andreas-Salomé, que, em
uma época em que essas eram atividades essencialmente masculinas, interessava-
se por filosofia, literatura e psicanálise. Esse arquétipo é confiante e utiliza-se de
armas masculinas, como o desapego.

Os encantadores são aqueles que trazem à tona a sexualidade sem


necessariamente ter relações sexuais. Eles não falam excessivamente de si mesmos,
focando-se no outro, e são capazes de transformar embates em harmonia, pois são
alegres, divertidos e elegantes. Além disso, eles se oferecem como pessoas úteis.
Exemplos célebres deste tipo de pessoa são Benjamin Disraeli que, galanteador como
era, conquistou a rainha Vitória, Bill Clinton e Zhou Enlai. O risco corrido por pessoas
que usam esta estratégia é que sempre há alguém imune aos encantos, que os vê
como manipuladores. É necessário saber a hora certa de buscar o encanto e tentar
conquistar o maior número de pessoas para possuir aliados.

Outro perfil de sedutor é o do coquete: aquele que adia a satisfação do outro


e cria insegurança, desperta o desejo e aprisiona, envia sinais contraditórios o tempo
todo. Uma pessoa capaz de praticar este tipo de sedução foi Andy Warhol, que não
dava satisfação, não se explicava e, quanto mais ele fingia não ter interesse nos
outros, mais ele fascinava todo mundo. O risco apresentado por este tipo de
estratégia é o de, em vez de seduzir, criar ódio nas pessoas, pois se trata de uma
técnica que se desgasta ao longo do tempo.

Ao contrário do que se pode pensar, uma pessoa de perfil natural também


pode ser considerada sedutora: sua espontaneidade e simplicidade são mágicas. No
mundo muitas vezes artificial em que vivemos, esta naturalidade encanta, como a
das crianças. O natural pode ser o do tipo inocente, prodígio ou amante desprotegido
e um exemplo deste tipo de perfil é o de Charles Chaplin, cuja fama foi construída
com base em sua aura de criança: sua imagem de desamparo toca no desejo
inconsciente das pessoas de voltar à infância.

Observação: Este relatório foi preparado pela monitora do curso, uma estudante
universitária, com base em suas anotações da aula. É apenas uma versão do
conteúdo apresentado, destinada a apoiar o aluno em seus estudos. Não substitui a
presença no curso, nem outras pesquisas sobre o tema, podendo conter eventuais
incorreções – caso identifique alguma, por favor, aponte-a.

Jéssica Linhares
Monitora
Casa do Saber
Fone: +55 (11) 3707 8900 / Fax: +55 (11) 3707 8903
E-mail: carolina@casadosaber.com.br
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