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ESCOLA DE ENGENHARIA DE LORENA – EEL/USP

Produção e análise de uma liga

Paula Cury

Diagrama de fases – 2° Semestre de 2016


Quarta feira – às 8h00
Ligas metálicas
PRODUÇÃO:

DEFINIÇÃO:

As ligas metálicas são materiais com


propriedades metálicas que contêm
dois ou mais elementos, sendo que
pelo menos um deles é metal.
E O BRONZE...

TENTEM ENCONTRÁ-LO NA
TABELA PERIÓDICA??
Bronze?
Bronze é uma LIGA METÁLICA!

Cu (67%) e Sn(33%)
Ligas metálicas – Exemplos:

Aço inoxidável Latão

Aço (74%), Cr (18%) e Ni (8%) Cu (95 a 55%) e Zn (5 a 45%)

Ouro 18 quilates Amálgama

Au (75%), Ag (13%) e Cu (12%) Ag (70%), Sn (18%), Cu (10%) e


Hg (2%)
Ligas metálicas para o TRABALHO PRÁTICO

Nb-Si Ti-Si
Zr-Si
Matéria prima

Zircônio
Silício grau
em grão
metalúrgico
(99,99%)
(99,94%)

Chapa de Chapa de
titânio nióbio
(99,99%) (99,99%)
Procedimento experimental
Cálculo das massas
1ª Etapa: a serem pesadas

Pesagem

% atômica Fusão a Arco

Corte das
amostras

Preparação das
amostras

% mássica Caracterização

DRX MEV
Procedimento experimental
Cálculo das massas
2ª Etapa: a serem pesadas

Pesagem

Fusão a Arco

Corte das
amostras

Preparação das
amostras
Precisão de 4 casas
depois da vírgula! Caracterização

DRX MEV
Procedimento experimental
Cálculo das massas
3ª Etapa: a serem pesadas

Pesagem

Fusão a Arco

Corte das
amostras

Preparação das
amostras

Caracterização

DRX MEV
Procedimento experimental
Cálculo das massas
4ª Etapa: a serem pesadas

Pesagem

Fusão a Arco
Discos de diamante
Corte das
amostras

Preparação das
amostras

Caracterização
IsoMet 1000 - Buehler
DRX MEV
Procedimento experimental
6ª Etapa: Cálculo das massas
a serem pesadas

Pesagem

Fusão a Arco

Corte das
amostras

Preparação das
amostras

Caracterização

DRX MEV
Difratometria de Raios X (DRX)

É a técnica de análise
estrutural e microestrutural
mais empregada para
identificar os diferentes
materiais.
Alguns conceitos
SÓLIDO CRISTALINO:
Arranjo ordenado e periódico de
átomos formando um sólido ou
parte dele (um grão). Ex.: NaCl.

ESTRUTURA CRISTALINA:
É a forma como estes átomos
estão arranjados em um cristal.

SÓLIDO AMORFO:
Arranjo desordenado do átomos,
não possui padrão de cristalização.
Ex.: vidros, alguns polímeros, etc.
Espectro de ondas eletromagnéticas – Raios X
Quem é este?
Dualidade onda-partícula

Luz
FÓTONS
(radiações
(pacotes de energia)
eletromagnéticas)

𝐸𝑓ó𝑡𝑜𝑛 = ℎ ∗ 𝑓

Onde, E = energia do fóton; f = frequência; h = constante de Plank = 6,626068 x 10 -34 kg/m2.s.


Produção de Raios X

Tubo de raios X tradicional:


Produção de Raios X

Salto quântico:
Produção de Raios X

Salto quântico:
Tipos de ânodo: material alvo

Ânodo Energia crítica de


Número atômico λ – Kα (Å)
(material alvo) excitação (keV)
Cr 24 2,291 5,99

Fe 26 1,937 7,11

Cu 29 1,542 8,98

Mo 42 0,710 20,00
Princípios da difração de raios X

d = distância interplanar para o


conjunto de planos (hkl)

Θ = Ângulo de incidência

λCu = 1,542 Å
Princípios da difração de raios X

LEI DE BRAGG:

𝒏. 𝝀 = 𝟐. 𝒅. 𝒔𝒆𝒏𝜽

λ = comprimento de onda da radiação incidente;


n = número inteiro 1, 2, 3....(ordem de difração);
d = distância interplanar para o conjuto hkl;
Θ = ângulo de incidência dos raios X
Princípios da difração de raios X

Interação Interação
construtiva: destrutiva:

Sinal intenso Não há sinal


Princípios da difração de raios X

LEI DE BRAGG:

𝒏. 𝝀 = 𝟐. 𝒅. 𝒔𝒆𝒏𝜽

λ = comprimento de onda da radiação incidente;


n = número inteiro 1, 2, 3....(ordem de difração);
d = distância interplanar para o conjuto hkl;
Θ = ângulo de incidência dos raios X
Exemplos:

MATERIAL AMORFO MATERIAL CRISTALINO - NaCl


Difratômetro de raios X
Tipos de difratômetros existentes no DEMAR:

PANalytical - Empyrean Shimadzu – XRD6000 Seifert


Difratômetro de raios X
Difratômetro de raios X
Tipos de goniômetros: Tubo de raios X

PANalytical - Empyrean
Shimadzu – XRD6000
Tubo de raios X Detector
Detector

Porta amostra

Monocromador Monocromador
Porta amostra

Amostra se mantêm fixa e detector e o tubo de O tubo de raios X se mantêm fixo e detector e a mostra
raios X se movem. de movem.
ESCOLA DE ENGENHARIA DE LORENA – EEL/USP

Metalografia
Microscopia Óptica
Microscopia Eletrônica de Varredura
Tamires Brekailo

Diagrama de fases – 2° Semestre de 2016


Quarta feira – às 8h00
Metalografia

DEFINIÇÃO:
Metalografia é o ramo a ciência que Macrografia
estuda e interpreta a estrutura
interna dos metais e ligas metálicas,
relacionando a mesma com a Micrografia
composição química, propriedades
físicas e mecânicas.
Macrografia
•Macrografia:
•Análise a olho nú ou baixas
ampliações (<50x)
•Permite analisar:
•Homogeneidade do material;
•Distribuição e natureza das falhas;
•Impurezas;
•Processo de fabricação;
•Qualidade de solda;
•Profundidade de tratamentos
térmicos.
Micrografia
• Micrografia:
•Análise com auxílio de microscópio
(≥50x)
• Permite analisar:
•Fases presentes
•Tamanho de grão
•Natureza, forma, quantidade e
distribuição dos diversos
constituintes
•Inclusões
Etapas de preparação
• Escolha das amostras e das seções
• Corte
• Embutimento
• Lixamento
• Polimento
• Ataque
Escolha das amostras e seções
• A escolha das amostras e da seção pode levar a conclusões completamente
distintas
Corte (seccionamento)
• O corte da amostra deve ser efetuado de tal maneira que não altere a
microestrutura do material (evitar deformações severas e super-aquecimento)
• Variáveis do corte:
• Tipo e a quantidade de líquido refrigerante e o método de aplicação.
• Pressão aplicada pelo disco sobre a amostra.
• Tamanho e a velocidade do disco abrasivo.
• Potência do motor do disco abrasivo.
• Dureza do disco abrasivo.
• Dureza do material da amostra.
Embutimento
• O embutimento da amostra é realizado para facilitar o manuseio de peças
pequenas, evitarem a danificação da lixa ou do pano de polimento,
abaulamento da superfície, que traz sérias dificuldades ao observador. O
embutimento consiste em circundar a amostra com um material adequado,
formando um corpo único.
Embutimento a Frio Embutimento a quente
Lixamento
• Tem por objetivo eliminar riscos e marcas mais profundas da superfície dando
um acabamento a esta superfície, preparando-a para o polimento.
• Cuidados:
• Lubrificar a amostra
• Manter a amostra sob pressão uniforme
• Girar a amostra 90° entre as lixas
Polimento
• Usa-se para dar o acabamento final à superfície
• Pode ser: mecânico, químico ou eletrolítico
• Mais usado: mecânico
Ataque metalográfico

Aço 1006
Fe-Cr
Microscopia
Microscopia Óptica
Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV)
Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV)
Elétrons secundários Elétrons retroespalhados

Fase clara Fase escura


Ni1,5Sn Ni3Sn
MEV
• EDS  ENERGY-DISPERSIVE SPECTROMETER (Espectrômetro de energia
dispersiva)
• É possível determinar a composição através da identificação dos raios-X
emitidos pela amostra.
• EDS é quando a detecção dos raios-X emitidos pela amostra é realizada pela
medida de sua energia
Exemplo Níquel – Estanho

• Ni-33Sn
• Estanho
• 118,71 g/mol
• Níquel
• 58,6934 g/mol
Exemplo Níquel – Estanho

Fase clara
Ni1,5Sn

Fase escura
Ni3Sn
Exemplo Níquel – Estanho
Fase clara
Ni1,5Sn

Elemento % massa % atômica


Níquel 43.778 61.152
Estanho 56.222 38.848

Fase escura
Ni3Sn
Exemplo Níquel – Estanho
Fase clara
Ni1,5Sn

Elemento % massa % atômica


Níquel 56.393 72.333
Estanho 43.607 27.667

Fase escura
Ni3Sn
Exemplo Níquel – Estanho

Elemento % massa % atômica


Níquel 49.134 66.134
Estanho 50.866 33.866
TRABALHO PRÁTICO
LIGAS E GRUPOS
Grupo 1  Nb-Si

Composições Integrantes grupo 1


Ligas
%at. (Segunda feira – à tarde)

1 15 Si – 85 Nb

2 20 Si – 80 Nb Danilo Alencar de Abreu


Carlos Gabriel G. de Moura
3 30 Si – 70 Nb Felipe Campos Almeida
Marcos Vinicius H. Miyagi
4 39 Si – 61 Nb
Marina de Paula Nagao
5 60 Si – 40 Nb Guilherme Dias Glina
6 85 Si – 15 Nb
LIGAS E GRUPOS
Grupo 2  Ti-Si

Integrantes grupo 2
Composições
Ligas (Quinta feira – à tarde)
%at.

1 90 Ti – 10 Si

2 75 Ti –25 Si Ana Júlia J. Victaliano


Pedro Enrique S. de Lima
3 60 Ti – 40 Si Eduardo Pettirossi Motta
Victor Lonigro
4 45 Ti – 55 Si
Gabriel Felipe Sarzi
5 38 Ti – 62 Si Vinicius Alves de Lima

6 25 Ti – 75 Si
LIGAS E GRUPOS
Grupo 3  Zr-Si

Integrantes grupo 3
Composições
Ligas (Sexta feira – à tarde)
%at.

1 5 Si – 95 Zr

2 15 Si – 85 Zr José Ferreira de Sousa Junior


Jéssica Midori Ogawa
3 25 Si – 75 Zr Joao Chad Figueiredo
Rafael de Paula Silva
4 70 Si – 30 Zr Tatiane Baccan Pierobon

5 85 Si – 15 Zr
CALENDÁRIO
Agosto
D S T Q Q S S
3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
Cálculo das massas e pesagem
28 29 30 31
Setembro
1 2 3 Fusão das amostras
4 5 6 7 8 9 10 Fusão das amostras
11 12 13 14 15 16 17 Preparação Metalográfica das amostras
18 19 20 21 22 23 24 Entrega dos dados para os alunos
25 26 27 28 29 30
Outubro
1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22 Apresentação do trabalho
23 24 25 26 27 28 29 Prova 1
30 31
LOCAL DA PESAGEM
LOCAL DA PREPARAÇÃO METALOGRÁFICA

D 08

Final do corredor
• D 08 Laboratório de metalografia D 05

• D 05 Laboratório químico geral

Copa
CONTATOS

TAMIRES PAULA

E-mail: tamiresbrekailo@usp.br E-mail: paulactcury@usp.br


Sala: A-40 Sala: A-25
Telefone: (12) 3159-9959 Telefone: (12) 3159-9949