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1 . Torno Mecânico Torno Mecânico é uma máquina ferramenta destinada a executar operações de
1 . Torno Mecânico Torno Mecânico é uma máquina ferramenta destinada a executar operações de

1 . Torno Mecânico

Torno Mecânico é uma máquina ferramenta destinada a executar operações de usinagem cilíndrica externa ou interna como eixos, luvas, polias, pinos, roscas, cones, e outras operações que normalmente são feitas por furadeiras, fresadoras, etc.

O torno tem como característica o movimento rotativo contínuo realizado pelo eixo árvore, conjugado com o

movimento de avanço da ferramenta de corte que remove o material em forma de cavaco. Esta ferramenta pode trabalhar deslocando-se paralelamente (operação denominada de tornear) ou perpendicularmente ao eixo da peça (operação denominada de facear). Quando isso acontece em metais, denomina-se operação de usinagem.

Cavaco Material que é removido da peça pela ferramenta durante o processo de usinagem. Tem formatos e tamanhos diferentes, conforme o trabalho e o material utilizado.

Usinagem - Processo de fabricação que confere novas formas, dimensões e acabamento da superfície de uma peça.

formas, dimensões e acabamento da superfície de uma peça. 2 . Torneamento É a operação por

2 . Torneamento

É a operação por intermédio da qual um sólido indefinido é feito girar ao redor do eixo da máquina operatriz

(Torno) que executa o trabalho de usinagem, ao mesmo tempo em que uma ferramenta de corte executa movimento

de translação retirando material perifericamente, de modo a transformá-lo numa peça bem definida, tanto em relação

à forma como às dimensões.

No torneamento, é necessário que tanto a peça quanto a ferramenta estejam devidamente fixados. As peças a serem

torneadas são presas por meio de um acessório chamado de placa universal de três castanhas, onde a peça

cilíndrica ou hexagonal regular é fixada de forma centralizada, ou na placa de quatro castanhas quando a peça for

de outros formatos. A ferramenta é fixada no porta ferramentas através dos parafusos de aperto.

no porta ferramentas através dos parafusos de aperto. ↑ ← Peça Placa de três castanhas Ferramenta

Peça

Placa de três castanhas

Ferramenta →

↑ ← Peça Placa de três castanhas Ferramenta → ← Porta Ferramentas 1 BÁSICO DE USINAGEM

Porta Ferramentas

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BÁSICO DE USINAGEM TORNO MECÂNICO APOSTILA ORGANIZADA PELO PROF.GERALDO LEÃO

Para executar o torneamento, são necessários três movimentos relativos entre a peça e a ferramenta:
Para executar o torneamento, são necessários três movimentos relativos entre a peça e a ferramenta:

Para executar o torneamento, são necessários três movimentos relativos entre a peça e a ferramenta: corte, avanço e penetração.

entre a peça e a ferramenta: corte, avanço e penetração. 1 ) Movimento de Corte (Rotação

1 ) Movimento de Corte (Rotação da Peça).

2) Movimento de Avanço (Translação da Ferramenta).

3) Movimento de Penetração ou Profundidade (Transversal da Ferramenta).

1 - Movimento de Corte: é o movimento principal que permite cortar o material. O movimento é rotativo e realizado pela peça.

2 - Movimento de Avanço: é o movimento que desloca a ferramenta ao longo da superfície da peça, gerando um levantamento repetitivo ou contínuo de cavacos durante vários cursos ou voltas.

3 - Movimento de Penetração: é o movimento que determina a profundidade de corte ao empurrar a ferramenta em direção ao interior da peça, onde a camada de material a ser retirada é determinada de antemão.

2.1. Operações Básicas de Torneamento

Tornear superfícies cilíndricas externas e internas.

Tornear superfícies cilíndricas externas e internas. Tornear superfícies cônicas externas e internas. Roscar

Tornear superfícies cônicas externas e internas.

internas. Tornear superfícies cônicas externas e internas. Roscar superfícies externas e internas. Facear. Perfilar
internas. Tornear superfícies cônicas externas e internas. Roscar superfícies externas e internas. Facear. Perfilar

Roscar superfícies externas e internas.

e internas. Roscar superfícies externas e internas. Facear. Perfilar superfícies. Recartilhar. Sangrar (cortar

Facear.

e internas. Roscar superfícies externas e internas. Facear. Perfilar superfícies. Recartilhar. Sangrar (cortar

Perfilar superfícies.

externas e internas. Facear. Perfilar superfícies. Recartilhar. Sangrar (cortar penetrando a ferramenta até o

Recartilhar.

e internas. Facear. Perfilar superfícies. Recartilhar. Sangrar (cortar penetrando a ferramenta até o centro).

Sangrar (cortar penetrando a ferramenta até o centro).

Furar

(cortar penetrando a ferramenta até o centro). Furar 2 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO –
(cortar penetrando a ferramenta até o centro). Furar 2 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO –

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3 . Cuidados com a Segurança Extremo cuidado é necessário ao operar este tipo de
3 . Cuidados com a Segurança Extremo cuidado é necessário ao operar este tipo de

3 . Cuidados com a Segurança

Extremo cuidado é necessário ao operar este tipo de máquina ferramenta, pois por ter suas partes giratórias, necessariamente expostas, pode provocar graves acidentes, por isso, é necessário seguir rigorosamente as Normas de Segurança. Antes de iniciar qualquer operação no torno, lembre-se sempre de usar os equipamentos de proteção individual (EPIs).

1 - É recomendado o uso de calçado de segurança com biqueira protetora.

o uso de calçado de segurança com biqueira protetora. – Recomendam-se manter os cabelos curtos, para
o uso de calçado de segurança com biqueira protetora. – Recomendam-se manter os cabelos curtos, para

Recomendam-se manter os cabelos curtos, para evitar o contato destes com a máquina. Para cabelos longos usar rede de segurança.

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a máquina. Para cabelos longos usar rede de segurança. 2 3 – Na oficina é obrigatório
a máquina. Para cabelos longos usar rede de segurança. 2 3 – Na oficina é obrigatório

3 Na oficina é obrigatório o uso do óculos de proteção durante todo o tempo.

o uso do óculos de proteção durante todo o tempo. 4 – Usar roupas apropriadas, (avental,
o uso do óculos de proteção durante todo o tempo. 4 – Usar roupas apropriadas, (avental,

4 Usar roupas apropriadas, (avental, jaleco).

5 Evitar o uso de joias durante as aulas de oficina (anel, pulseiras, brincos cordão, etc.)

6 O piso próximo da máquina e de todo o laboratório deve ser mantido limpo.

7 Não deixe a chave na placa sob nenhum pretexto.

8 Mantenha as mãos distantes da peça, da placa e do porta ferramenta quando o torno estiver em movimento.

9 Para remover os cavacos, use somente o gancho puxador.

10 Manter as ferramentas e os calços de ação em locais apropriados.

11 Pare a máquina para fazer qualquer verificação ou medição.

12 Não ligue a máquina com as alavancas dos automáticos engatados.

13 Não faça mudança de velocidade com o torno ligado.

Observação:

Ao encerrar qualquer trabalho de torneamento, deve-se proceder a limpeza e a lubrificação das guias, barramentos e demais partes da máquina.

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4 . Principais Partes do Torno Mecânico Horizontal Base (pés do torno) : Sua função
4 . Principais Partes do Torno Mecânico Horizontal Base (pés do torno) : Sua função

4 . Principais Partes do Torno Mecânico Horizontal

4 . Principais Partes do Torno Mecânico Horizontal Base (pés do torno) : Sua função é

Base (pés do torno): Sua função é nivelar e fixar a máquina no solo da oficina.

a placa

b cabeçote fixo

c caixa de engrenagens

d torre porta ferramenta

e carro transversal

f carro principal

g barramento

h cabeçote móvel

i carro superior ou espera

Placa de Três e de Quatro Castanhas: Servem para efetuar a fixação da peça a ser usinada e a sua centralização.

a fixação da peça a ser usinada e a sua centralização. 4 BÁSICO DE USINAGEM –
a fixação da peça a ser usinada e a sua centralização. 4 BÁSICO DE USINAGEM –

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Cabeçote Fixo : Está fixado sobre o barramento à esquerda do operador. É a parte
Cabeçote Fixo : Está fixado sobre o barramento à esquerda do operador. É a parte

Cabeçote Fixo: Está fixado sobre o barramento à esquerda do operador. É a parte mais importante do torno. Tem como finalidade principal, transmitir movimento de rotação para a peça a ser torneada, ao fuso e à vara.

No cabeçote fixo estão colocados:

1 - O eixo principal (eixo árvore), que suporta e dá movimento de rotação à peça presa na placa.

2 - O mecanismo de mudança de velocidade de rotação do eixo principal.

3 - O mecanismo de inversão de sentido do movimento do carro.

- O mecanismo de inversão de sentido do movimento do carro. Vista Superior do Cabeçote Fixo
- O mecanismo de inversão de sentido do movimento do carro. Vista Superior do Cabeçote Fixo

Vista Superior do Cabeçote Fixo Aberto

Recâmbio: É composto pela grade, eixos e engrenagens. Tem como função, transmitir o movimento de rotação do cabeçote fixo para a caixa Norton (caixa de roscas e avanços).

fixo para a caixa Norton (caixa de roscas e avanços). Caixa Norton : É um conjunto
fixo para a caixa Norton (caixa de roscas e avanços). Caixa Norton : É um conjunto

Caixa Norton: É um conjunto formado de carcaça, eixos e engrenagens e tem como função, transmitir a rotação do recâmbio para o fuso de guia (execução de roscas) e para a vara de avanços (execução de torneamento liso).

e para a vara de avanços (execução de torneamento liso). Porta Ferramentas (Torre) : Serve para

Porta Ferramentas (Torre): Serve para fixar as ferramentas de usinagem presas por meio de parafusos.

as ferramentas de usinagem presas por meio de parafusos. 5 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO
as ferramentas de usinagem presas por meio de parafusos. 5 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO

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Carro Principal ou Carro Longitudinal : É uma das partes principais do torno que se
Carro Principal ou Carro Longitudinal : É uma das partes principais do torno que se

Carro Principal ou Carro Longitudinal: É uma das partes principais do torno que se desloca ao longo do barramento conduzindo o carro transversal, a espera (carro superior) e o porta ferramentas, manual ou automaticamente.

superior) e o porta ferramentas, manual ou automaticamente. Barramento : São superfícies planas e paralelas que

Barramento: São superfícies planas e paralelas que sustentam as partes principais do torno, servindo de guia para o carro principal e o cabeçote móvel no deslizamento longitudinal. Essas guias servem também para o perfeito alinhamento entre os cabeçotes, fixo e móvel.

o perfeito alinhamento entre os cabeçotes, fixo e móvel. Cabeçote Móvel : Parte do torno que
o perfeito alinhamento entre os cabeçotes, fixo e móvel. Cabeçote Móvel : Parte do torno que

Cabeçote Móvel: Parte do torno que se desloca sobre o barramento e fixado na posição desejada. Serve para suportar a contra ponta para apoiar um dos extremos da peça a ser torneado, fixar mandril de haste cônica para furar com broca no torno e deslocar lateralmente a contra ponta para tornear peças cônicas de pequena conicidade.

ponta para tornear peças cônicas de pequena conicidade. Anel Graduado (Colar): É um dispositivo que controla

Anel Graduado (Colar): É um dispositivo que controla o movimento dos carros relacionando um determinado número de divisões do anel com a penetração necessária para efetuar o corte. Para remover certa espessura de material, “dar um passe”, ou seja, fazer avançar a ferramenta contra a peça na medida determinada, a fim de que o trabalho se execute de modo preciso.

a fim de que o trabalho se execute de modo preciso. 6 BÁSICO DE USINAGEM –

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Avental: É onde ficam localizados os acionamentos automáticos, longitudinal e transversal. Carro Transversal : Situado
Avental: É onde ficam localizados os acionamentos automáticos, longitudinal e transversal. Carro Transversal : Situado

Avental: É onde ficam localizados os acionamentos automáticos, longitudinal e transversal.

Carro Transversal: Situado sobre o carro longitudinal, pode movimentar-se manual ou automaticamente deslizando sobre a mesa no sentido transversal.

Carro Superior ou Espera: Situado sobre o carro transversal recebe o porta ferramentas e tem na base um círculo graduado que ao girar para direita ou esquerda nos dá o ângulo desejado para o torneamento cônico manual.

Fuso: É um vergalhão cilíndrico, provido de rosca em quase toda sua extensão. Usado exclusivamente para aberturas de roscas. Sua rotação determina o avanço longitudinal do carro principal para cada tipo de rosca.

Vara: É um vergalhão cilíndrico liso que tem em quase todo o seu comprimento um rasgo de chaveta. Serve para realizar o avanço automático do carro transversal e longitudinal necessários ao torneamento liso.

Alavancas de Comando dos Movimentos e Velocidades

Carros:

Porta

Carro

Colar do

Ferramentas

Superior

Carro Superior

Manípulo

Escala em Graus Para Inclinação Do Carro Superior

Colar do Carro Transversal

Alavanca do

Automático dos

Carros

Manípulo do

Carro

Transversal

dos Carros Manípulo do Carro Transversal Carro Transversal Carro Longitudinal Colar do Carro

Carro

Transversal

Carro

Longitudinal

Colar do Carro Longitudinal

Manípulo do Carro Longitudinal

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5 . Acessórios do Torno Mecânico O torno tem vários tipos de acessórios que servem
5 . Acessórios do Torno Mecânico O torno tem vários tipos de acessórios que servem

5 . Acessórios do Torno Mecânico

O torno tem vários tipos de acessórios que servem para auxiliar na execução de muitas operações de torneamento.

DENOMINAÇÃO

FIGURA

 

FUNÇÃO

Placa de três castanhas

Placa de três castanhas   Fixar e centralizar peças cilíndricas.
 

Fixar e centralizar peças cilíndricas.

Placa de quatro castanhas

Placa de quatro castanhas Fixar e centralizar peças cilíndricas para tornear excêntricos e também fixar e

Fixar e centralizar peças cilíndricas para tornear excêntricos e também fixar e centralizar peças quadradas, retangulares e outros formatos para serem torneadas.

Ponta rotativa (contra ponta)

Ponta rotativa (contra ponta) Suportar e apoiar a peça a ser torneada por meio dos furos

Suportar e apoiar a peça a ser torneada por meio dos furos de centro quando for necessário uma fixação entre pontas no torno.

Bucha cônica

Bucha cônica Adequar o cone da haste cônica das brocas e mandris com o encaixe cônico

Adequar o cone da haste cônica das brocas e mandris com o encaixe cônico do mangote e eixo-árvore.

   

A

luneta fixa é usada no torneamento

Luneta fixa e Luneta móvel

Luneta fixa e Luneta móvel externo, rebaixos e no torneamento das faces e superfícies internas atuando

externo, rebaixos e no torneamento das faces e superfícies internas atuando como um mancal, evitando que a peça saia de centro ou vibre com a ação da

ferramenta.

A

luneta móvel, por sua vez, é usada no

torneamento externo em peças finas e

longas em que o risco de ocorrer flexões

 

e

vibrações é mito grande.

Ponta rebaixada

Ponta rebaixada Facilitar o completo faceamento do topo da peça.

Facilitar o completo faceamento do topo da peça.

Arrastadores

Arrastadores Fixar as peças que devem ser torneadas entre pontas.
Arrastadores Fixar as peças que devem ser torneadas entre pontas.

Fixar as peças que devem ser torneadas entre pontas.

Placa arrastadora

Placa arrastadora Fornecer movimento giratório à peça fixada entre pontas.

Fornecer movimento giratório à peça fixada entre pontas.

Placa lisa

Placa lisa Fixar peças de formas irregulares.

Fixar peças de formas irregulares.

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6 . Ferramentas de Corte para Torno 1 - Aço Rápido A ferramenta de aço
6 . Ferramentas de Corte para Torno 1 - Aço Rápido A ferramenta de aço

6 . Ferramentas de Corte para Torno

1 - Aço Rápido

A ferramenta de aço rápido chamado de Bits é a mais comum no processo de usinagem. Possui além do carbono, vários outros elementos de liga, tais como tungstênio, cromo, vanádio, molibdênio e cobalto, que são responsáveis pelas propriedades de resistência ao desgaste e da resistência de corte a quente até 550ºC. As ferramentas de aço rápido são comercializadas em forma de bastões de perfis quadrados (Fig.1), redondos (Fig.2) ou lâminas (Fig.3) no qual um dos extremos recebe forma própria, com ângulos determinados por meio das operações de esmerilhamento e afiação (Fig.4). Elas são classificadas em esquerda e direita.

(Fig.4). Elas são classificadas em esquerda e direita. Fig.1 Fig.2 Fig.3 Fig.4 Os exemplos abaixo mostram

Fig.1

Elas são classificadas em esquerda e direita. Fig.1 Fig.2 Fig.3 Fig.4 Os exemplos abaixo mostram alguns

Fig.2

Elas são classificadas em esquerda e direita. Fig.1 Fig.2 Fig.3 Fig.4 Os exemplos abaixo mostram alguns

Fig.3

são classificadas em esquerda e direita. Fig.1 Fig.2 Fig.3 Fig.4 Os exemplos abaixo mostram alguns tipos

Fig.4

Os exemplos abaixo mostram alguns tipos de ferramentas de aço rápido afiadas na forma desejada.

de ferramentas de aço rápido afiadas na forma desejada. Ferramenta para alisar a passo fino. Ferramenta

Ferramenta para alisar a passo fino.

na forma desejada. Ferramenta para alisar a passo fino. Ferramenta para sangrar ou bedame. Ferramenta para

Ferramenta para sangrar ou bedame.

para alisar a passo fino. Ferramenta para sangrar ou bedame. Ferramenta para tornear interno (furos pequenos).

Ferramenta para tornear interno (furos pequenos).

ou bedame. Ferramenta para tornear interno (furos pequenos). Ferramenta para roscas triangulares (55° ou 60°).

Ferramenta para roscas triangulares (55° ou 60°).

Ferramenta para roscas triangulares internas (55° ou 60°).

Ferramenta para roscas triangulares internas (55° ou 60°). Ferramenta para desbastar o passo grosso. 2 -

Ferramenta para desbastar o passo grosso.

2 - Metal Duro

Ferramenta para desbastar a direita.

Ferramenta para desbastar a esquerda.

Ferramenta para facear direita.

Ferramenta para facear esquerda.

Metal duro ou Carboneto metálico, conhecido popularmente como “Widia”, compõe as ferramentas de corte muito utilizadas na usinagem dos materiais na mecânica. O metal duro apresenta-se em forma de tungstênio, tântalo, cobalto e titânio, que misturados e compactados na forma desejada tornam-se uma peça acabada de metal duro em forma de pastilha. Sua dureza mantém-se inalterada até uma temperatura de 800°C.

As pastilhas (widia) são apresentadas em diversas formas e classes adequadas a cada operação. A escolha das pastilhas é feita por meio de consultas a tabelas específicas dos catálogos de fabricante.

a tabelas específicas dos catálogos de fabricante. 9 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO – APOSTILA
a tabelas específicas dos catálogos de fabricante. 9 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO – APOSTILA

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As pastilhas podem ser fixadas por soldagem, sendo afiáveis, ou mecanicamente, por meio de suportes
As pastilhas podem ser fixadas por soldagem, sendo afiáveis, ou mecanicamente, por meio de suportes

As pastilhas podem ser fixadas por soldagem, sendo afiáveis, ou mecanicamente, por meio de suportes especiais que permitem intercâmbio entre elas e nesse caso não são reafiáveis.

Para realizar um trabalho de qualidade e precisão, é indispensável a utilização de ferramentas bem apoiadas, centradas, com o gume de corte afiado e geometria adequada ao trabalho e material a ser usinado. Por isso, para cada operação no torno exige uma ferramenta apropriada para desbastar, facear, filetar ou abrir roscas, sangrar (cortar) etc. A forma da ferramenta certa é um dos principais fatores para o rendimento e de um trabalho seguro em todas as operações executadas em máquinas ferramenta.

Se a forma de uma ferramenta não está apropriada para uma determinada operação, além de por em risco o próprio torneiro, ainda está sujeita a quebrar a ferramenta e não obter o rendimento desejado. Veja alguns exemplos abaixo.

Ferramentas de metal duro (widia) fixadas com solda.

abaixo. Ferramentas de metal duro (widia) fixadas com solda. 1 Ferramenta para desbaste. 2 Ferramenta curva

1 Ferramenta para desbaste.

2 Ferramenta curva para desbaste.

- Ferramenta curva para facear

3 Ferramenta curva de desbastar cantos.

4 Ferramenta para canais ou chanfro.

5 Ferramenta reta para facear.

6 Ferramenta reta para facear e desbastar.

7 Ferramenta para sangramento.

FRE Ferramentas para rosqueamento externo.

Ferramentas de suporte especiais para pastilhas intercambiáveis.

de suporte especiais para pastilhas intercambiáveis. Observação : A ponta da ferramenta deve coincidir com o

Observação:

A ponta da ferramenta deve coincidir com o centro geométrico da peça, ou situar-se exatamente na altura do centro da contra ponta.(Fig. 1 e 2). Ao fixar a ferramenta, deve-se observar se é necessário colocar um ou mais calços de aço para obter a altura desejada da ferramenta. (Fig. 1).

aço para obter a altura desejada da ferramenta. (Fig. 1). Fig.1 Ponta rotativa ou contra ponta

Fig.1

Ponta rotativa ou contra ponta

ferramenta. (Fig. 1). Fig.1 Ponta rotativa ou contra ponta Ferramenta ↑  Fig.2 10 BÁSICO DE

Ferramenta

Fig.2

10

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7 . Parâmetro de Corte Para uma operação de usinagem, o operador considera dois fatores:
7 . Parâmetro de Corte Para uma operação de usinagem, o operador considera dois fatores:

7 . Parâmetro de Corte

Para uma operação de usinagem, o operador considera dois fatores: Avanço de Corte (s) e Velocidade de Corte (vc).

Avanço de Corte (s) é o deslocamento da ferramenta ou da peça a cada rotação do eixo principal e é expresso em mm/rotação. Esses valores estão reunidos em tabelas, manuais, catálogos dos fabricantes de ferramentas e demais documentos técnicos ou fixados no torno.

Velocidade de Corte é o espaço que a ferramenta percorre cortando um material dentro de um determinado tempo.

Embora exista uma fórmula que expressa a velocidade de corte, ela é fornecida por tabelas, manuais, catálogos e demais documentos técnicos. A velocidade de corte é indicada pelas letras Vc e seu valor é expresso em metros por minuto (m/mim).

A velocidade de corte é calculada pela fórmula vc =

vc = velocidade de corte

d = diâmetro do material em milímetros

rpm = número de rotação por minuto 1000 = constante de transformação de “mm” para “m” π = 3.1416 (constante matemática equivalente à razão entre o perímetro da circunferência e o diâmetro de um

círculo).

onde:

A Velocidade de Corte depende, entre outros, dos seguintes fatores:

1º - Material a Tornear; 2º - Diâmetro desse Material; 3º - Material da Ferramenta; 4º - Operação a ser Executada.

A tabela a seguir apresenta as velocidades de corte, de acordo com os fatores acima.

Tabela de Velocidade de Corte para Torno (em m/min.).

Materiais

Ferramenta de aço Rápido

 

Ferramenta de Carboneto Metálico

 

Desbaste

Acabamento

Roscar e Recartilhar

Desbastar

Acabamento

Aço 0,35%C

25

30

 

10

200

300

Aço 0,45%C

15

20

 

8

120

160

Aço Extra Duro

12

16

 

6

40

60

Ferro Fundido

20

25

 

8

70

85

Maleável

 

Ferro Fundido

15

20

 

8

65

95

Cinzento

 

Ferro Fundido

10

15

 

6

30

50

Duro

 

Bronze

30

40

10

até 25

300

380

Latão e Cobre

40

50

10

até 25

350

400

Alumínio

60

90

15

até 35

500

700

Fibras

25

40

10

até 20

120

150

7.1 - Cálculo de rpm em Função da Velocidade de Corte

Quando o trabalho de usinagem é iniciado, é preciso ajustar a rpm (rotação por minuto) da máquina. Para isso, é necessário calcular a rpm em função da velocidade de corte através da fórmula:

rpm =

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8 . Operações Fundamentais no Torno 8.1 – Tornear: É desbastar a superfície externa ou
8 . Operações Fundamentais no Torno 8.1 – Tornear: É desbastar a superfície externa ou

8 . Operações Fundamentais no Torno

8.1 Tornear: É desbastar a superfície externa ou interna de um sólido. Esta operação é obtida pelo deslocamento

da ferramenta paralelamente ao eixo de rotação da peça. A peça para tal operação, geralmente é presa na placa universal ou na de castanhas independentes.

8.2 Torneamento Cilíndrico Externo: É uma das operações mais executadas no torno mecânico, para se obter

formas cilíndricas definitivas (eixos e buchas) como também preparar o material para outras operações.

como também preparar o material para outras operações. 8.3 – Torneamento Cilíndrico Interno: Consiste em
como também preparar o material para outras operações. 8.3 – Torneamento Cilíndrico Interno: Consiste em

8.3 Torneamento Cilíndrico Interno: Consiste em construir uma superfície cilíndrica interna pela ação da ferramenta. Esta operação é conhecida também como Broquear. É executado no torneamento de buchas, furos de polias, de engrenagens, furos roscados, etc.

furos de polias, de engrenagens, furos roscados, etc. 8.4 – Facear: É desbastar a superfície plana
furos de polias, de engrenagens, furos roscados, etc. 8.4 – Facear: É desbastar a superfície plana
furos de polias, de engrenagens, furos roscados, etc. 8.4 – Facear: É desbastar a superfície plana

8.4 Facear: É desbastar a superfície plana que constitui a base de um sólido. Esta operação é obtida pelo

deslocamento da ferramenta perpendicularmente ao eixo de rotação da peça. O faceamento é a primeira operação a

ser executada numa peça. Sua finalidade é preparar uma face de referência para marcar um comprimento e permitir

a furação sem desvio da broca.

um comprimento e permitir a furação sem desvio da broca. Faceamento externo do centro para periferia

Faceamento externo do centro para periferia da peça.

broca. Faceamento externo do centro para periferia da peça. Faceamento externo da periferia da peça para

Faceamento externo da periferia da peça para o centro da peça.

externo da periferia da peça para o centro da peça. Faceamento interno. 8.5 - Sangramento e

Faceamento interno.

8.5 - Sangramento e Abertura de Canais: A operação de sangrar no torno é muito usada pelo torneiro na abertura

de canais e no corte de peças. A ferramenta usada nessa operação é denominada Ferramenta de Sangrar ou Bedame. Este tipo de ferramenta tem a ponta frágil, e por isso é necessário muito cuidado na sua utilização.

a - Sangrar é uma operação que consiste em cortar (separar) uma peça em duas no torno, com uma ferramenta especial chamada Bedame, que penetra perpendicular ao eixo do torno.

chamada Bedame, que penetra perpendicular ao eixo do torno. Ferramenta de sangrar – bedame Sangramento radial.

Ferramenta de sangrar bedame

ao eixo do torno. Ferramenta de sangrar – bedame Sangramento radial. 12 BÁSICO DE USINAGEM –

Sangramento radial.

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b – Abrir Canais é uma operação que consiste em fazer gargantas nas peças através
b – Abrir Canais é uma operação que consiste em fazer gargantas nas peças através

b Abrir Canais é uma operação que consiste em fazer gargantas nas peças através do bedame, sem que ocorra a separação (corte) da peça.

do bedame, sem que ocorra a separação (corte) da peça. 8.6 - Perfilamento : A operação

8.6 - Perfilamento: A operação de perfilar consiste em obter superfícies côncavas e convexas sobre o material. É um processo de torneamento no qual a ferramenta desloca segundo uma trajetória retilínea radial ou axial (avanço e penetração) visando a obtenção de uma “forma” definida, determinada pelo perfil da ferramenta. A ferramenta usada

é a ferramenta de forma ou de perfilar (ferramenta com a mesma forma do perfil que se deseja dar à peça) que

permitem a execução de sulcos côncavos e convexos, arredondamento de arestas e de perfis esféricos e semiesféricos. O controle da forma do perfil pode ser feito por meio de moldes ou modelos chamado gabaritos.

ser feito por meio de moldes ou modelos chamado gabaritos. Perfilar axial Perfilar radial Tornear curvilíneo

Perfilar axial

meio de moldes ou modelos chamado gabaritos. Perfilar axial Perfilar radial Tornear curvilíneo 8.7 - Furação

Perfilar radial

ou modelos chamado gabaritos. Perfilar axial Perfilar radial Tornear curvilíneo 8.7 - Furação : A furação

Tornear curvilíneo

8.7 - Furação: A furação no torno é um processo mecânico de usinagem destinado a obtenção de um furo geralmente cilíndrico na peça, com auxilio de uma broca helicoidal. O torno permite executar:

a - Furos de formas e dimensões determinadas chamados de furos de centro, em materiais que precisam ser trabalhados entre duas pontas ou entre a placa e a ponta. Esse tipo de furo, feito com a broca de centrar, também é um passo prévio para se fazer um furo com broca comum.

é um passo prévio para se fazer um furo com broca comum. Furo de centro Broca
é um passo prévio para se fazer um furo com broca comum. Furo de centro Broca
é um passo prévio para se fazer um furo com broca comum. Furo de centro Broca
é um passo prévio para se fazer um furo com broca comum. Furo de centro Broca

Furo de centro

Broca de centro

Forma definida do furo de centro

b - Furos cilíndricos por deslocamento de uma broca montada no cabeçote e com o material em rotação. Podendo ser

um furo definitivo ou um furo de preparação do material que deva ser posteriormente torneado no seu interior por uma ferramenta que se desloca paralelamente ao eixo do torno. Essa operação é também conhecida como broqueamento ou torneamento interno, que permite fazer canais internos, facear interno, abrir roscas internas e obter furos cilíndricos com diâmetros exatos.

internas e obter furos cilíndricos com diâmetros exatos. Furação cilíndrica com broca helicoidal 13 BÁSICO DE

Furação cilíndrica com broca helicoidal

13

BÁSICO DE USINAGEM TORNO MECÂNICO APOSTILA ORGANIZADA PELO PROF.GERALDO LEÃO

8.6 - Recartilhar : É uma operação que tem como finalidade produzir estrias ou sulcos
8.6 - Recartilhar : É uma operação que tem como finalidade produzir estrias ou sulcos

8.6 - Recartilhar: É uma operação que tem como finalidade produzir estrias ou sulcos paralelos ou cruzados em

determinadas peças, com uma ferramenta denominada Recartilha. A superfície estriada resultante recebe o nome de recartilhado. A finalidade do recartilhado é de preparar uma superfície rugosa que possibilite segurá-la com firmeza.

superfície rugosa que possibilite segurá-la com firmeza. Recartilha 8.7 - Torneamentos Cônicos Recartilhado paralelo

Recartilha

8.7 - Torneamentos Cônicos

com firmeza. Recartilha 8.7 - Torneamentos Cônicos Recartilhado paralelo Recartilhado cruzado O torneamento de

Recartilhado paralelo

Recartilha 8.7 - Torneamentos Cônicos Recartilhado paralelo Recartilhado cruzado O torneamento de peças cônicas

Recartilhado cruzado

O torneamento de peças cônicas externas e internos é uma operação muito comum na indústria mecânica. Para fazer isso, o torneiro tem três processos a sua disposição: através da inclinação do carro superior, através do deslocamento do cabeçote móvel e através do aparelho conificador.

a) Inclinação do Carro Superior: É o método mais usado para tornear peças cônicas de pequeno comprimento.

Esse processo consiste em inclinar o carro superior da espera de modo a fazer a ferramenta avançar manualmente ao longo da linha que produz o corte no ângulo de inclinação desejado. Pode ser externo ou interno.

de inclinação desejado. Pode ser externo ou interno. Torneamento cônico externo Torneamento cônico interno Para

Torneamento cônico externo

Pode ser externo ou interno. Torneamento cônico externo Torneamento cônico interno Para esse processo, é

Torneamento cônico interno

Para esse processo, é necessário calcular a inclinação do carro superior, e a fórmula usada é sempre:

Tg α =

sendo: D = diâmetro maior do cone

d = diâmetro menor do cone

C = comprimento do cone

Exemplo: Calcular a inclinação do carro superior para tornear uma peça cônica com 100mm de comprimento, diâmetro maior 50mm e diâmetro menor 20mm.

Tg α =

tg α=

tg α=

= 0,15 Consultando a tabela de valores das tangente, o valor mais

próximo de 0,15 é 0,1495 que corresponde a 8°30’ que será inclinação do carro superior. (α = 8°30’).

b) Deslocamento do Cabeçote Móvel: Esse processo consiste em deslocar transversalmente o cabeçote móvel

(contra ponta) por meio de um parafuso de regulagem, fazendo com que a linha de centro do torno e a linha de centro da peça formem o ângulo desejado do cone. Usa-se este processo para cones longos.

desejado do cone. Usa-se este processo para cones longos. 14 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO

14

BÁSICO DE USINAGEM TORNO MECÂNICO APOSTILA ORGANIZADA PELO PROF.GERALDO LEÃO

Para calcular o deslocamento do cabeçote móvel (contra ponta), usam-se duas fórmulas: 1 - Quando
Para calcular o deslocamento do cabeçote móvel (contra ponta), usam-se duas fórmulas: 1 - Quando

Para calcular o deslocamento do cabeçote móvel (contra ponta), usam-se duas fórmulas:

1 - Quando o comprimento do cone não for total, ou seja, não atingir todo o comprimento da peça, a fórmula é:

M

=

sendo:

M

= deslocamento do cabeçote móvel em milímetros;

L

= comprimento total da peça;

C

= comprimento da parte cônica;

D

= diâmetro maior do cone;

d

= diâmetro menor do cone.

Exemplo: Calcule o deslocamento do cabeçote móvel (contra ponta) para tornear uma peça com as seguintes dimensões: Ø maior 30mm, Ø menor 26mm, comprimento total da peça 180mm e comprimento do cone 100mm.

M =

M =

M =

M =

= 3,6mm de deslocamento do cabeçote móvel (contra ponta).

2 - Quando todo o comprimento da peça for cônico e, por isso, L = C, a fórmula é: M =

Exemplo: Calcular o deslocamento do cabeçote móvel (contra ponta) para tornear a seguinte peça cônica:

D

= 40mm, d = 38mm, L = 120mm e C = 120mm.

M

=

M =

M =

= 1,0mm de deslocamento do cabeçote móvel (contra ponta).

c) Aparelho Conificador: É um aparelho muito usado para tornear peças cônicas em série. Na parte posterior do torno coloca-se o copiador cônico que pode ser inclinado no ângulo desejado. O deslizamento ao longo do copiador comanda o carro transversal, que para isso, deve estar destravado. Quando o carro principal (ou longitudinal) avança, manual ou automaticamente, conduz o movimento comandado pelo copiador cônico. O movimento, resultante do deslocamento longitudinal do carro e do avanço transversal da ferramenta, permite cortar o cone desejado.

transversal da ferramenta, permite cortar o cone desejado. 15 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO –

15

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16 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO – APOSTILA ORGANIZADA PELO PROF.GERALDO LEÃO
16 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO – APOSTILA ORGANIZADA PELO PROF.GERALDO LEÃO
16 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO – APOSTILA ORGANIZADA PELO PROF.GERALDO LEÃO

16

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17 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO – APOSTILA ORGANIZADA PELO PROF.GERALDO LEÃO
17 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO – APOSTILA ORGANIZADA PELO PROF.GERALDO LEÃO
17 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO – APOSTILA ORGANIZADA PELO PROF.GERALDO LEÃO

17

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8.8 - Roscas Rosca é uma saliência de perfil constante, uniformemente cortado que se desenvolve
8.8 - Roscas Rosca é uma saliência de perfil constante, uniformemente cortado que se desenvolve

8.8 - Roscas

Rosca é uma saliência de perfil constante, uniformemente cortado que se desenvolve em forma de hélice em uma superfície externa de um cilindro ou cone e no interior de um furo do mesmo tipo. Estas saliências recebe o nome de filete. A distância entre dois filetes consecutivos, medido paralelamente ao eixo da peça é chamado de Passo da Rosca. Fig.1.

A rosca é um recurso mecânico de grande importância e constante aplicação,pois, possibilita a união não permanente

de peças e a facilidade de desmontá-las, quando necessário, possibilita também o movimento de avanço de um elemento de máquina, quando há movimento de rotação em uma das partes do conjunto; uma morsa ou um fuso de

um torno mecânico são bons exemplos da aplicação desse recurso.

A execução de roscas é um dos processos mais complexos de usinagem, exigindo do Torneiro muita habilidade e

atenção. A rosca também pode ser executada com machos e tarraxas, empregando-se o próprio torno como apoio.

As roscas têm algumas medidas que devem ajustar entre si, como, diâmetro externo, diâmetro interno, passo da rosca e ângulo de hélice da rosca. Se uma dessas medidas estiver incorreta, o ajuste ou a transmissão de forças ou movimentos entre a rosca interna (peça fêmea) e a rosca externa (peça macho) será deficiente. Fig.1.

Fig.1

a rosca externa (peça macho) será deficiente. Fig.1. Fig.1 Quanto ao perfil, as roscas podem ser

Quanto ao perfil, as roscas podem ser triangular, dente de serra, trapezoidal, quadrada e redonda.

triangular, dente de serra, trapezoidal, quadrada e redonda. Rosca Métrica Triangular Rosca Whitworth Triangular Rosca

Rosca Métrica Triangular

trapezoidal, quadrada e redonda. Rosca Métrica Triangular Rosca Whitworth Triangular Rosca Trapezoidal Rosca Dente de

Rosca Whitworth Triangular

Rosca Métrica Triangular Rosca Whitworth Triangular Rosca Trapezoidal Rosca Dente de Serra Rosca Redonda Rosca

Rosca Trapezoidal

Triangular Rosca Whitworth Triangular Rosca Trapezoidal Rosca Dente de Serra Rosca Redonda Rosca Quadrada 18 BÁSICO

Rosca Dente de Serra

Whitworth Triangular Rosca Trapezoidal Rosca Dente de Serra Rosca Redonda Rosca Quadrada 18 BÁSICO DE USINAGEM

Rosca Redonda

Rosca Trapezoidal Rosca Dente de Serra Rosca Redonda Rosca Quadrada 18 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO

Rosca Quadrada

18

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Representação Normal do Perfil da Rosca (Seção do Filete) Perfil Triangular A rosca triangular é
Representação Normal do Perfil da Rosca (Seção do Filete) Perfil Triangular A rosca triangular é

Representação Normal do Perfil da Rosca (Seção do Filete)

Perfil Triangular

A rosca triangular é a mais comum. É utilizada em parafusos e porcas de fixação, uniões e tubos.

em parafusos e porcas de fixação, uniões e tubos. Perfil Trapezoidal A rosca trapezoidal é utilizada
em parafusos e porcas de fixação, uniões e tubos. Perfil Trapezoidal A rosca trapezoidal é utilizada

Perfil Trapezoidal

A rosca trapezoidal é utilizada em órgãos de comando das máquinas operatrizes para transmissão de movimento

suave e uniforme. (fusos de máquinas e prensas).

movimento suave e uniforme. (fusos de máquinas e prensas). Perfil Quadrado A rosca quadrada está quase
movimento suave e uniforme. (fusos de máquinas e prensas). Perfil Quadrado A rosca quadrada está quase

Perfil Quadrado

A rosca quadrada está quase em desuso, mas ainda é utilizada em parafusos e peças sujeitas a choques e grandes

esforços. (morsas).

e peças sujeitas a choques e grandes esforços. (morsas). Perfil Dente de Serra A rosca dente
e peças sujeitas a choques e grandes esforços. (morsas). Perfil Dente de Serra A rosca dente

Perfil Dente de Serra

A rosca dente de serra é usada quando a força de solicitação é muito grande em um só sentido. (morsas, macacos,

pinças para torno e fresadoras).

sentido. (morsas, macacos, pinças para torno e fresadoras). Perfil Redondo A rosca redonda é usada em
sentido. (morsas, macacos, pinças para torno e fresadoras). Perfil Redondo A rosca redonda é usada em

Perfil Redondo

A rosca redonda é usada em parafusos de grandes diâmetros e que devem suportar grandes esforços, geralmente

em componentes ferroviários. É usada também em lâmpadas e fusíveis pela facilidade na estampagem.

em lâmpadas e fusíveis pela facilidade na estampagem. 19 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO –

19

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As ferramentas de usinagem para construir os filetes das roscas têm os ângulos de corte
As ferramentas de usinagem para construir os filetes das roscas têm os ângulos de corte

As ferramentas de usinagem para construir os filetes das roscas têm os ângulos de corte adequados para cada um

dos tipos de rosca pretendida, empregando-se o avanço automático do TORNO para “espaçar” os filetes na distância

adequada (existem tabelas de avanço para cada tipo de rosca).

(existem tabelas de avanço para cada tipo de rosca). Rosca triangular Rosca trapezoidal Rosca quadrada Sendo

Rosca triangular

de avanço para cada tipo de rosca). Rosca triangular Rosca trapezoidal Rosca quadrada Sendo assim, para

Rosca trapezoidal

para cada tipo de rosca). Rosca triangular Rosca trapezoidal Rosca quadrada Sendo assim, para abrir uma

Rosca quadrada

Sendo assim, para abrir uma rosca triangular do sistema métrico, a ferramenta deverá ter perfil triangular com ângulo

de 60°. Para uma rosca triangular do sistema inglês Whitworth, a ferramenta terá um ângulo de 55°.

inglês Whitworth, a ferramenta terá um ângulo de 55°. Perfil da rosca métrica Perfil da rosca

Perfil da rosca métrica

terá um ângulo de 55°. Perfil da rosca métrica Perfil da rosca Whitworth Os ângulos das

Perfil da rosca Whitworth

Os ângulos das ferramentas são obtidos com o verificador de ângulos, conhecidos como Escantilhão fig.1 e 2. É também usado no posicionamento da ferramenta com o eixo longitudinal, perpendicular ao eixo da peça fig.3.

o eixo longitudinal, perpendicular ao eixo da peça fig.3. Fig.1 Sistema de Roscas Fig.2 Fig.3 O

Fig.1

Sistema de Roscas

Fig.2

ao eixo da peça fig.3. Fig.1 Sistema de Roscas Fig.2 Fig.3 O sistema de rosca é

Fig.3

O sistema de rosca é uma padronização de normas indispensáveis para a construção das mesmas. Assim, a

padronização de um determinado sistema prevê o diâmetro do parafuso, o passo da rosca em milímetros ou o número de fios por polegada, o seu perfil, a profundidade do filete, em fim, todas as características necessárias para construir qualquer peça rosqueada.

As roscas de perfil triangular são fabricadas segundo três sistemas normalizados: O Sistema Métrico ou Internacional,

O Sistema Inglês ou Whitworth e o Sistema Americano.

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No sistema métrico, as medidas da rosca são determinadas em milímetros. Os filetes têm forma
No sistema métrico, as medidas da rosca são determinadas em milímetros. Os filetes têm forma

No sistema métrico, as medidas da rosca são determinadas em milímetros. Os filetes têm forma triangular, ângulo de 60°, crista plana e raiz arredondada.

ângulo de 60°, crista plana e raiz arredondada. No sistema Whitworth, as medidas da rosca são

No sistema Whitworth, as medidas da rosca são dadas em polegadas. Nesse sistema, o filete tem forma triangular, ângulo de 55°, crista e raiz arredondadas. O passo da rosca é determinado dividindo-se uma polegada pelo número de filetes contidos em uma polegada e é indicado por “f.p.p”. (fios por polegada).

e é indicad o por “f.p.p”. (fios por polegada). No sistema americano, as medidas da rosca

No sistema americano, as medidas da rosca são expressas em polegadas. O filete tem forma triangular, ângulo de 60°, crista plana e raiz arredondada. Nesse sistema, como no whitworth, o passo da rosca é determinado dividindo-se uma polegada pelo número de filetes contidos em uma polegada e é indicado por “f.p.p”. (fios por polegada).

polegada e é indicado por “f.p.p”. (fios por polegada). Nos três sistemas, as roscas são fabricadas

Nos três sistemas, as roscas são fabricadas em dois padrões: Normal (grossa) e Fina.

No sistema whitworth, a rosca normal (grossa) é caracterizada pela sigla BSW (British Standard Whitworth padrão britânico para roscas normais). Nesse mesmo sistema, a rosca fina é caracterizada pela sigla BSF (British Standard Fine padrão britânico para roscas finas).

No sistema americano, a rosca normal (grossa) é caracterizada pela sigla NC (National Coarse) e a rosca fina pela sigla NF (National Fine).

Exemplos:

a) 3/4" BSW (10 f.p.p) - significa rosca Whitworth grossa, com ¾” de diâmetro e passo da rosca de 10 fios por polegada.

de diâmetro e passo da rosca de 10 fios por polegada. b) 3/4" BSF (12 f.p.p)

b) 3/4" BSF (12 f.p.p) - significa rosca Whitworth fina, com ¾” de diâmetro e passo da

rosca de 12 fios por polegada.

c)

M10 x 1,5 - significa rosca métrica grossa de 10mm de diâmetro e 1,5mm de passo.

d)

M10 x 1 - significa rosca métrica fina de 10mm de diâmetro e 1mm de passo.

e)

3/4” NC (10 f.p.p.) - significa rosca americana grossa, com ¾” de diâmetro e passo da

rosca de 10 fios por polegada.

f) 3/4” NF (16 f.p.p.) - significa rosca americana fina, com ¾” de diâmetro e passo da

rosca de 16 fios por polegada.

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Sentido de Direção da Rosca As roscas têm dois sentidos: Direito ou Esquerdo, denominados Rosca
Sentido de Direção da Rosca As roscas têm dois sentidos: Direito ou Esquerdo, denominados Rosca

Sentido de Direção da Rosca

As roscas têm dois sentidos: Direito ou Esquerdo, denominados Rosca Direita e Rosca Esquerda.

Rosca Direita: É a rosca que rosqueia (aperta) no sentido horário.

É a rosca que rosqueia (aperta) no sentido horário. Rosca Esquerda: É a rosca que rosqueia

Rosca Esquerda: É a rosca que rosqueia (aperta) no sentido anti-horário.

É a rosca que rosqueia (aperta) no sentido anti-horário. O passo da rosca pode ser medido

O passo da rosca pode ser medido com um Verificador de Roscas (canivete de rosca) fig.1, com um Paquímetro fig.2 ou com uma Escala comum fig.3.

com um Paquímetro fig.2 ou com uma Escala comum fig.3. Fig.1 Fig.2 Fig.3 Atenção: Antes de
com um Paquímetro fig.2 ou com uma Escala comum fig.3. Fig.1 Fig.2 Fig.3 Atenção: Antes de

Fig.1

um Paquímetro fig.2 ou com uma Escala comum fig.3. Fig.1 Fig.2 Fig.3 Atenção: Antes de iniciar

Fig.2

Fig.3

Atenção:

Antes de iniciar qualquer operação no torno, lembre-se sempre de usar o equipamento de proteção individual (EPI): óculos de segurança, sapatos e roupas apropriados e rede para prender os cabelos, se necessário.

apropriados e rede para prender os cabelos, se necessário. 22 BÁSICO DE USINAGEM – TORNO MECÂNICO

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9 . Tabela de Roscas Rosca Métrica Grossa Rosca Comum Whitworth - BSW Diâmetro Passo
9 . Tabela de Roscas Rosca Métrica Grossa Rosca Comum Whitworth - BSW Diâmetro Passo

9 . Tabela de Roscas

Rosca Métrica Grossa

Rosca Comum Whitworth - BSW

Diâmetro

Passo

Diâmetro

Diâmetro

Diâmetro

Diâmetro

Nº de

Passo

Diâmetro

Diâmetro

em mm

em mm

Médio

da Broca

 

em

em mm

Fios por

em mm

Médio

da Broca

em mm

em mm

Polegada

Polegada

em mm

em mm

4

0,7

3,545

3,3

1/8”

3,17

40

0,635

2,76

2,5

5

0,8

4,480

4,2

3/16”

4,76

24

1,058

4,08

3,7

6

1

5,350

5

1/4"

6,35

20

1,270

5,53

5

7

1

6,350

6

5/16”

7,93

18

1,411

7,03

6,5

8

1,25

7,188

6,8

3/8”

9,52

16

1,588

8,50

8

9

1,25

8,188

7,8

7/16”

11,11

14

1,814

9,95

9,25

10

1,5

9,026

8,5

1/2"

12,7

12

2,117

11,34

10,5

12

1,75

10,863

10,3

5/8”

15,87

11

2,309

14,39

13,75

14

2

12,701

12

3/4"

19,05

10

2,540

17,42

16,5

16

2

14,701

14

7/8”

22,22

9

2,822

20,41

19,5

18

2,5

16,376

15,5

 

1”

25,4

8

3,175

23,36

22,2

20

2,5

18,376

17,5

1

1/8”

28,57

7

3,629

26,25

25,5

22

2,5

20,376

19,5

1

1/4"

31,75

7

3,629

29,42

28

24

3

22,051

21

1

3/8”

34,92

6

4,233

32,21

30,25

27

3

25,051

24

1

1/2"

38,1

6

4,233

35,39

33,5

30

3,5

27,727

26,5

1

5/8”

41,27

5

5,080

38,02

36

33

3,5

30,727

29,5

1

3/4"

44,45

5

5,080

41,19

39,5

36

4

33,402

32

1

7/8”

46,62

4,5

5,645

44,01

42

39

4

36,402

35

 

2”

50,8

4,5

5,645

47,18

45

42

4,5

39,077

37,5

2

1/8”

53,97

4,5

5,645

50,36

48

45

4,5

42,077

40,5

2

1/4"

57,15

4

6,350

53,08

51

48

5

44,752

43

2

3/8”

60,32

4

6,350

56,26

53,5

52

5

48,752

47

2

1/2"

63,5

4

6,350

59,43

57

56

5,5

52,428

50,5

2

5/8”

66,67

4

6,350

62,61

60

60

5,5

56,428

54,5

2

3/4"

69,85

3,5

7,257

65,20

62,5

64

6

60,103

58

2

7/8”

73,02

3,5

7,257

68,38

65

         

3”

76,2

3,5

7,257

71,55

69

Nesta apostila contem informações importantes sobre o torno mecânico. Descreve também algumas operações que podem ser realizadas em tornos mecânicos universais horizontais e que dependem muito da prática e habilidade do operador. Em tornos mais avançados, como o CNC, essas operações podem ser executadas com mais rapidez, qualidade e eficiência.

Torno é uma máquina operatriz capaz de imprimir rotação à peça e translação simultânea à ferramenta.

É dever de todos respeitarem as normas de segurança durante as atividades profissionais.

Apostila de Torno Mecânico Organizada pelo Prof. Geraldo Leão.

Janeiro de 2017

Referências Bibliográficas

H. A .Buzzani, Tecnologia Mecânica, Editora brasiliense, 1993 Geraldo Dionísio, Izildo Antunes - Torno Mecânico Editora Érica Ltda, 1996 Tele curso 2000 Sites da Internet Casillas, Al., Máquinas, Diral Gráfica Editora Ltda, São Paulo, 1981, 3ª ed. Freire, J.M., Torno Mecânico, Livros Técnicos e Científicos Editora S.A. Rio de Janeiro 1984 Gerling, H. A Volta da Máquina Ferramenta, Livro Ibero-Americano Ltda, Rio de Janeiro 1967 Ferrarezi, D., Usinagem de Metais, Vol.1, Editora Edgard Blucher Ltda, 1970 Diniz, A.E., Marcondes, F.C., Coppini, N.L., Tecnologia da Usinagem dos Metais; Editora MM 1999. Apostila do Senai ABNT Ferramentas Ferramentas de corte para torno e processos mecânicos de Usinagem Apostila SENAI (RJ, SP e RS)

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