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INTRODUÇÃO

O trabalho a que nos dispomos realizar orientado pelo docente sob o tema Islão e sua
expansão no mundo, vimos ser um tema actual e de partida delimitamos pelas seguintes
hipóteses, o que é o islão? Quem é o seu percursos? Como se difundiu no mundo? Qual
é o percentual de fieis no mundo todo? Qual é a sua representatividade no continente
Africano?

Para realização do trabalho distinguimos os seguintes objectivos gerais e específicos:

Os objectivos gerais é conhecer uma das religiões monoteístas o islão, descrever os


países em que esta religião esta presente.

Os objectivos específicos elencados são aprender sobre a religião islâmica, destrinçar o


islamismo de outras religiões, extrair mais conhecimentos sobre a cultura islamita e a
cultura dos países que ela se faz presente.

O trabalho foi desenvolvido da seguinte forma, inicialmente fizemos uma incursão


histórica sobre as origem do islamismo, como religião monoteísta, falando do seu
percurso ou Profeta Maomé, e dos primeiro anos do islão.

Finalmente, a segunda parte deste trabalho versaremos sobre a expansão do islão no


mundo, como esta distribuído pelos países do mundo; um capitulo abre-se aqui de
forma particular só para falar do islão em África, como está rapidamente a se propagar
por África à dentro, começou inicialmente na região do Sahara, Magreb e vai descendo
pelas regiões à da África subsariana e tem sido o motivo de vários conflitos étnicos e
religiosos nestas regiões.

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ISLÃO E SUA EXPANSÃO NO MUNDO

Evolução Histórica do Islão:

A civilização islâmica floresceu no século VII d.C., na Península Arábica, e expandiu-


se, inicialmente, por toda a região do Oriente Médio e, em seguida, em direcção ao
norte da África, ao sul da Europa e ao centro do Império Bizantino, na Anatólia (actual
Turquia). Esse processo inicial da expansão islâmica, entretanto, só se tornou possível
com a unidade e a disciplina proporcionadas pela doutrina elaborada pelo profeta
Maomé. Com a morte de Maomé em 634, seus sucessores ficaram encarregados de
continuar a propagação da fé islâmica. Foi nesse contexto que apareceram as
dinastias Omíadas e Abássidas.

O título para “sucessor do profeta” era khalifat rasul Allah, literalmente “sucessor do
profeta de Deus”. O khalifat (Califa), portanto, estava investido da legitimidade política
e religiosa para governar o povo muçulmano. Os primeiros quatro califas foram Abu-
Béquer, Omar, Otman e Ali. No início do processo de sucessão dos califas, sobretudo
com Abu-Béquer e Omar, houve uma nítida aceitação da autoridade deles pelas tribos
árabes – sobretudo pelo reconhecimento da força militar e da capacidade de domínio.
Contudo, com o assassinato de Omar por um escravo em 644, quem ascendeu ao poder
foi Otman, da família Omíada, uma das mais poderosas de Meca. Todavia, nem todos
reconheceram a legitimidade de Otman. Várias tribos de beduínos e muitos habitantes
de Medina passaram a opor-se a Otman, que acabou sendo assassinado em 656. Ali,
primo de Maomé e sucessor de Otman como califa, acabou sendo acusado de
envolvimento no crime.

A tensão entre omíadas e os partidários de Ali, bem como entre esses últimos e
os kharidjitas, provocou a primeira grande guerra civil entre muçulmanos. Ali foi
então derrubado pelos omíadas e kharidjitas, que buscavam a vingança de Otman.
Como relatou o historiado Robert Mantran:

“Enquanto Ali se voltava contra os kharidjitas, que ele exterminou de forma sangrenta
em Nahrawan, à beira do Tigre, Moawiya vencia o governador do Egito nomeado por
Ali, confiava a província a Amr e atacava o Iraque controlando o Hedjaz. Em Maio de
660, era solenemente proclamado califa por seus fies, em Jerusalém. Ali, vendo seu
domínio diminuir gradativamente, preparava-se talvez para lançar um ataque
desesperado à Síria, quando, em Janeiro de 661, foi assassinado em Kufa por um jovem
Kharidjita, que vingava de uma só vez o massacre de Nahrawan e o assassínio de
Otman.” (MANTRAN, Robert. Expansão Muçulmana (Séculos VII-XI). Pioneira
Editora. São Paulo, 1977. p. 94)

Foi essa disputa que deu origem às divergências entre sunitas e xiitas. Os xiitas
(ligados aos laços de sangue de Maomé) passaram a considerar, por exemplo, o califa
Ali o primeiro imã, isto é, aquele que veio para salvar os fiéis das eventuais falhas dos
muçulmanos.

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MAOMÉ
(610 - 632)
Maomé (c 570 - 8 de Junho de 632) é visto como o último de
uma série de profetas principais. Durante os últimos 22 anos de
sua vida, começando aos 40 anos, em 610, de acordo para as
primeiras biografias restantes, Maomé relatou revelações que ele
acreditava serem de Deus, transmitidas a ele através
do arcanjo Gabriel (Jibril). O conteúdo dessas revelações,
conhecido como o Alcorão, foi memorizado e gravado por seus
companheiros.

Durante esta época, Maomé pregava ao povo na cidade de Meca, implorando-lhos a


abandonar o politeísmo e adorar um Deus. Embora alguns tenham se convertido ao Islã,
Maomé e seus seguidores foram perseguidos pelas autoridades de Meca. Isso resultou
na migração para a Abissínia de alguns muçulmanos (ao Império Axumita). Muitos dos
primeiros convertidos ao Islã eram os pobres e ex-escravos como Bilal Ibn Rabah al-
Habashi. A elite de Meca acreditava que Maomé iria desestabilizar a ordem social
através da pregação de uma religião monoteísta, da igualdade racial e do processo de
dar ideias aos pobres e seus escravos.

Depois de 12 anos de perseguição de muçulmanos por os habitantes de Meca,


Maomé, sua família e os primeiros muçulmanos realizaram a Hijra ("emigração") para a
cidade de Medina (anteriormente conhecida como Yathrib) em 622. Lá, com os
convertidos de Medina (Ansar) e os migrantes de Meca (muhajirun), Maomé
estabeleceu sua autoridade política e religiosa. Um Estado foi estabelecido em
conformidade com a jurisprudência económica islâmica.

A Constituição de Medina foi formulada, instituindo uma série de direitos e


responsabilidades para os muçulmanos, judeus, cristãos e para as
comunidades pagãs de Medina, unindo-os dentro de uma comunidade - a Umma.

A Constituição estabeleceu: a segurança da comunidade, a liberdade religiosa, o papel


de Medina como um lugar sagrado (com proibição da violência e de armas), a segurança
das mulheres, as relações tribais estáveis dentro de Medina, um sistema fiscal para
apoiar a comunidade, os parâmetros para alianças políticas exógenas, um sistema de
concessão de protecção das pessoas importantes e um sistema judicial para a resolução
de litígios em que os não-muçulmanos também poderia usar as suas próprias leis.

Todas as tribos assinaram o acordo para defender Medina de todas as ameaças externas
e de viver em harmonia entre si. Dentro de alguns anos, duas batalhas foram travadas
contra as forças de Meca: a primeira, a Batalha de Badr em 624, foi uma vitória
muçulmana, e, em seguida, um ano depois, quando os habitantes de Meca retornaram a
Medina, houve a Batalha de Uhud, que terminou de forma inconclusiva.

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AS PRINCIPAIS CRENÇAS DO ISLÃO

O islão ensina seis crenças principais:

1. A crença em um único Deus;


2. A crença nos anjos, seres criados por Deus;
3. A crença nos livros sagrados, entre os quais se encontram a Torá, os Salmos e
o Evangelho. O Alcorão é o principal e mais completo livro sagrado,
constituindo a colectânea dos ensinamentos revelados por Deus
ao profeta Maomé;
4. A crença em vários profetas enviados à humanidade, dos quais Maomé é o
último;
5. A crença no dia do Julgamento Final, no qual as acções de cada pessoa serão
avaliadas;
6. A crença na predestinação: Deus tudo sabe e possui o poder de decidir sobre o
que acontece a cada pessoa.
Deus:

A pedra basilar da fé islâmica é a crença estrita no monoteísmo. Deus é considerado


único e sem igual. Cada capítulo do Alcorão (com a excepção de um) começa com a
frase "Em nome de Deus, o clemente, o misericordioso". Uma das passagens do Alcorão
frequentemente usadas para ilustrar os atributos de Deus é a que se encontra no capítulo
(sura) 59: "Ele é Deus e não há outro deus senão Ele, que conhece o invisível e o
visível.

Os anjos:

Os anjos são, segundo o islão, seres criados por Deus a partir da luz. Não possuem livre
arbítrio, dedicando-se apenas a obedecer a Deus e a louvar o seu nome. Maomé nada
disse sobre o sexo dos anjos, mas rejeitou a crença dos habitantes de Meca, de acordo
com a qual eles seriam os filhos de Deus. Desempenham vários papéis, entre os quais o
anúncio da revelação divina aos profetas; protegem os seres humanos e registaram todas
as suas acções. O anjo mais famoso é Gabriel, que foi o intermediário entre Deus e o
profeta.

Os livros sagrados:
Os muçulmanos acreditam que Deus usou profetas para revelar escrituras aos homens.
A revelação dada a Moisés foi a Taura (Torá), a Davi foram dados os Salmos e
a Jesus o Evangelho. Deus foi revelando a sua mensagem em escrituras cada vez mais
abrangentes que culminaram com o Alcorão, o derradeiro livro revelado a Muhammad.

Os profetas:
O islamismo ensina que Deus revelou a sua vontade à humanidade através de profetas.
Existem dois tipos de profeta: os que receberam de Deus a missão de dar a conhecer aos
homens a vontade divina (anbiya; singular nabi) e os que para além dessa função lhes
foi entregue uma escritura revelada (rusul; singular rasul, "mensageiro").

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O DESENCADEAR DA EXPANSÃO ISLAMICA

Expansão e conflitos civis (632-750):

1. Mapa da expansão dos califados árabes


2. Expansão até à morte de Maomé, 622-632
3. Expansão durante o Califado Ortodoxo, 632-661
4. Expansão durante o Califado Omíada, 661-750

Com a morte de Maomé, em 632, a discordância eclodiu sobre quem iria sucedê-lo
como líder da comunidade muçulmana. Abu Bakr, um companheiro e amigo próximo
de Maomé, foi nomeado o primeiro califa. Durante a liderança de Abu Bakr os
muçulmanos se expandiram para a Síria depois de derrotar uma rebelião de tribos árabes
em um episódio conhecido como as guerras Ridda, ou "Guerras de Apostasia". Neste
período, o Alcorão foi compilado em um único volume.

A morte de Bakr, em 634, resultou na sucessão de Umar ibn al-Khattab como o califa,
seguido por Uthman ibn al-Affan, Ali ibn Abi Talib e Hasan ibn Ali. Os primeiros
califas são conhecidos como al-khulafā' ar-rāshidūn ("califas bem orientados"). No
governo deles, o território sob o domínio muçulmano expandiu profundamente em
regiões persas e em territórios bizantinos.

Quando Umar foi assassinado pelos persas em 644, a eleição de Uthman como
sucessor foi recebida com uma crescente oposição. Cópias padrão do Alcorão também
foram distribuídos em todo o Estado islâmico. Em 656, Uthman também foi morto e Ali
assumiu o cargo de califa. Após a primeira guerra civil (a "Primeira Fitna"), Ali foi
assassinado por carijitas em 661. Após um tratado de paz, Muawiya I chegou ao poder e
começou a dinastia Omíada.

Estas disputas pela liderança política e religiosa dariam origem ao cisma na comunidade
muçulmana. A maioria que aceitava a legitimidade dos três governantes antes de Ali
ficou conhecida como os sunitas. A minoria discordante, que acreditava que somente
Ali e alguns de seus descendentes deviam governar, ficou conhecida como os xiitas.
Após a morte de Muawiya em 680, o conflito sobre a sucessão eclodiu novamente em
uma guerra civil conhecida como o "Segunda Fitna".

A dinastia Omíada conquistou o Magrebe, a Península Ibérica, a Gália


Narbonense e Sind. As populações locais de judeus e de cristãos nativos eram
perseguidas por serem minorias religiosas e os muçulmanos tributavam-nas
pesadamente para financiar as guerras bizantino-sassânidas, o que ajudou os
muçulmanos a tomarem terras de bizantinos e persas, resultando em conquistas
excepcionalmente rápidas. A partir da Constituição de Medina, os judeus e os cristãos
continuaram a usar suas próprias leis no Estado islâmico e tinham seus próprios juízes.
Os descendentes do tio de Maomé, Abbas ibn Abd al-Muttalib, reuniram os convertidos
descontentes não-árabes (Mawali), árabes pobres e alguns xiitas contra os omíadas e
derrubou a dinastia com a ajuda do general Abu Muslim, o que deu início a dinastia
Abássida em 750.

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O ISLÃO NO MUNDO
O islamismo é uma religião do Oriente Médio que vem experimentando intenso
crescimento no Ocidente. Pode-se dizer que as causas desse fenómeno são, antes de
tudo, o recuo do Cristianismo frente aos avanços da filosofia e da ciência modernas, que
deixou um vácuo na consciência religiosa do ocidental, vácuo este que foi preenchido
por outras religiões.

Em segundo lugar, os muçulmanos possuem alta taxa de fecundidade. Com os avanços


da sociedade moderna, a taxa de mortalidade diminuiu em todo o mundo, mas, ao passo
que os casais liberais diminuíram o número de filhos, os muçulmanos ortodoxos
continuam formando grandes famílias, pois não praticam anticoncepção e creem que
Deus deseja a proliferação da humanidade.

Outros factores podem ser apontados. Em regiões de miséria, a religião cumpre


importante função social, assim como uma religião equitativa como o islamismo pode
se tornar uma alternativa a povos oprimidos. Conforme o depoimento de um jovem da
periferia que se converteu após presenciar uma cena de racismo:
“ Nos textos e músicas, Shabazz não fala diretamente sobre religião. “Mas está lá,
de forma indirecta. Eu vivo o islamismo. Para mim, não é uma religião, é um
código de vida”, afirma ele, que mora em Taboão da Serra, na região
metropolitana de São Paulo. As letras não precisam falar de religião. Muitas
tocam na questão racial e no abismo social do país. Muitas vezes isso basta para
conquistar uma alma. “O profeta Maomé pregava o Islão para as pessoas de
diversos povos e culturas para que a religião fosse apresentada na linguagem
típica de cada nação, com exemplos locais. E vemos no exemplo desses jovens
um esforço necessário para trazer nossa religião às periferias das grandes
cidades”, afirma Honeré sobre a música feita por grupos como o Denigri,
formado por quatro muçulmanos, entre eles Shabazz. ”
No Brasil, estima-se que haja entre 700.000 e 3.000.000 de muçulmanos, mas tais dados
são de pouca confiabilidade.

Há comunidades muçulmanas significativas em São Paulo, no ABC Paulista e na área


de Santos. Também há comunidades no Estado do Paraná, distribuídas na região
litorânea, em Curitiba e em Foz do Iguaçu, na região da Tríplice Fronteira.

No mundo, o islamismo é actualmente uma das maiores religiões, seguramente


passando de um bilhão de fiéis. É também a religião que mais cresce no mundo.
Entretanto, isso também conduz ao aumento do fundamentalismo islâmico, para o qual
os ocidentais vêm advogando o estímulo ao secularismo e ao laicismo, começando por
separar a religião do Estado nos países muçulmanos.

O islamismo e o Estado: A Arábia Saudita tem um papel central no mundo islâmico


porque é lá que ficam Meca e Medina, as duas cidades mais sagradas do islamismo. O
wahabismo, uma interpretação conservadora do islamismo sunita, tem sido um dos
pontos fundamentais para a legitimidade da Família Real. A Arábia Saudita mantém
uma interpretação altamente conservadora das leis islâmicas (sharia). O reino é
amplamente criticado por violações dos direitos humanos

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ISLÃO E SUA EXPANSÃO NA ÁFRICA
O Islamismo é a religião com o maior número de adeptos na África, seguido
do Cristianismo, de acordo com a World Book Encyclopedia. Apesar disso, o número
exato de pessoas que praticam esta religião é desconhecido, pois as pesquisas
demográficas no continente são incompletas. Segundo a Encyclopedia Britannica, a
África é constituída por 45% de muçulmanos, 40% de cristãos e menos de 15%
de ateus, ou que seguem cultos africanos

O Islã foi introduzido no continente africano pouco depois de seu surgimento, e


diversos reinos islâmicos se estabeleceram no continente durante os períodos seguintes,
continuando seu rápido crescimento através do século XX e no século XXI, com uma
taxa de crescimento, por algumas estimativas, que é duas vezes mais rápido do
Cristianismo na Áfric O islamismo na África está aumentando paralelamente aos
falantes das línguas bantu, que costumam seguir o islã na África central e na oriental.

Norte de África:

A expansão muçulmana no norte da África pode ser datada do século VII, quando
chegaram ao Egito muçulmanos da Península Arábica, a partir da expansão do Califado
Omíada. Estes árabes muçulmanos tiveram que enfrentar resistência dos
exércitos bizantinos, bem como dos povos berberes. No século X, a busca
por ouro levou o avanço egípcio à região da Líbia, estendendo a influência islâmica e a
cultura árabe para aquelas partes.
África ocidental:
A islamização da África ocidental não se deu a partir de conquistas territoriais. O factor
principal da expansão muçulmana nesta região foi o comércio transa ariano, que envolvia a
África ocidental e o norte do continente. O processo ocorreu após a consolidação da conquista
árabe ao norte, iniciando-se a partir do século IX. Esse comércio envolvia a captura de escravos
que eram levados ao norte do continente. Esse tráfico de escravos teve inicio com as guerras
santas, incluídas no processo de expansão do islamismo para o Norte da África e para a
Europa mediterrânica.
Séculos XVIII e XIX:
Começa no século XVIII uma nova fase da islamização africana. A demanda por escravos
gerada pelo comércio transatlântico de escravos resultou no surgimento de novos Estados no
litoral africano e de elites comerciantes muçulmanas. Parte dos escravos vendidos eram também
muçulmanos, que podiam ser considerados como "impuros" devido à coexistência de
rituais politeístas com práticas islâmicas. Nesta época, havia uma forte relação entre o comércio
e a religião, o que propiciou a expansão desta.

No século XIX, o colonialismo principalmente francês e britânico concorreu com os Estados


islâmicos independentes. Estes Estados não reagiram de maneira uniforme, havendo variações
de região para região. Na luta contra a influência europeia, havia a presença de muçulmanos e
de elites ocidentalizadas em consequência da própria colonização.
Costa oriental:
A Costa oriental por muito tempo foi parte de rotas comerciais que ligavam o Oriente Médio e o
norte da África até o Extremo Oriente. As trocas comerciais favoreciam o contacto com
diferentes ideias e a circulação de pessoas trouxe o islamismo para esta região da África. O
avanço da islamização teve como consequência o surgimento de algumas populações
muçulmanas na costa oriental. No século XI fundou-se uma dinastia islâmica em Quíloa, na
costa da actual Tanzânia.

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CONCLUSÃO

A conclusão que se pode chegar do estudo feito é que a religião muçulmana ou islão
esta em constante crescimento no mundo, alguns autores pesquisados defendem que o
islão poderá a religião dos próximos séculos ao contrário do cristianismo que já foi
durante muito tempo a religião que predominante, levanta-se esta hipótese porque o
islão contínua em expansão, não parou no tempo e no espaço, continua a se propagar
com os ideias de crença de suas origem, muitas vezes usam meios violentos para
propagar a fé e a crença em Alá.

África era maioritariamente cristã, excepto o Egipto, Tunísia, Marrocos, Argélia. Mas
alguns países como a Nigéria, Republica Centro Africana, já a cidadão que reclamam
direitos da Sharia, em alguns estados da Nigéria, Chade, Camarões e Gana, já aplicam
normas ou leis da Sharia.

Portanto, a nosso entender a expansão de uma religião é um feito positivo dado que o
anúncio da palavra de Deus ajuda na pacificação dos espíritos, mas por outro lado o
modo como alguns fiéis ilsamitas, defendem a fé e a impõem coercivamente aos outros
povos como forma de os subjugar é de facto completamente mau e nós os membros
deste grupo reprovamos tal atitude.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

THOMAS O. A África do Sul e seus vizinhos: estratégias regionais em confrontação.


Estudos Afro-asiáticos pág. 19, 1990, pp.149-179.

COLIN D. História Moderna de ÁFRICA. Universidades de Oxford e Bradford, 2001.

INTERNET

https://www.google.co.ao

https://www.google.pt/

https://pt.wikipedia.org/wiki/