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DefinicSo 1.1 (Coordenadas cartesianas no espaco) ‘Um sistema (ortegonal positivo) de coordenadas cartesianas no espago con- siste da escolha de um ponto O do espago, denominado origem, e de trés retas concorrentes em O e mutuamente perpendiculares, denominadas eiros OX, OY €0Z, sob cada uma das quais h4 uma cépia da reta real R, satisfazendo ‘as seguintes propriedades: (a) O zero de cada cépia de R considerada, coincide com o ponto O. (b) Escolhamos duas dessas retas. As retas escolhidas determinam um plano que passa pela origem O. Nesse plano, escolhemos uma das retas para ser © cixo OX e a outra para ser o eixo OY. O plano que contém esses eixos é denominado plano XY. (©) Escolhamos um dos semi-eixos do eixo OX para ser o 0 semi-cixo OX positive. No plano XY, o semi-eixo OY positivo 6 obtido pela rotagao de 90° do semi-eixo OX positivo, no sentido anti-hordrio, em tomo da origem. (d) A terceira reta, perpendi- Z cular ao plano XY e que passa pela origem, 60 eixo OZ. Nela, © semi-eixo OZ positivo 6 es colhido de modo que se um observador em pé na origem z , sobre o plano XY’, com as costas apoiadas no semi-eixo OZ po- sitive e 0 braco direito esti Figura 1.3: Escolha do semi-cixo OZ posi- cado na diregio do semi-cixo tivo, OX positivo, verd 0 semi-cixo OY positivo A sua frente (Figura 1.3). Em relagio a um sistema de coordenadas cartesianas OXY Z, cada ponto P do espaco é caracterizado por um terno de mimeros reais (x,y, 2) denominados as coordenadas do ponto P no sistema OXYZ. Convengio Daqui em diante, um ponto P que tem abscissa 1, ordenada y € cota = seré identificado com seu temo de coordenadas eartesianas (1, y,2) P Y2) Observagio Os planos eartesianos sio caracterizados da seguinte maneira: Txy = {(z,¥, 0), y €R}, Mxz = {(2,0,2)|z,2 € R} eMyz = {(0,y, 2)ly.2 €R} Isto 6, dado um ponto P P ely = Pelxz ry Pellyz a (x, y,2) wo espago, temes: D, portanto, a equacio cartesiana de yy &: 0, portanto, a equac cartesiana de Iyz & y 0, portanto, a equac&o cartesiana de yz & «= 0. Com esta caracterizagio dos planos cartesianos, vemos que o ¢ixo OX’ consiste nos pontos tais que y = 0 ¢ z= 0, isto &: OX = Ixy MIlyz ¢ suas equagdes cartesianas so { Analogamenti OY =Tyy MMyz = { e OZ =TxzNIlyz: { =0 A distancia no espago Em relagio a um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas OXYZ, a distincia entre Py = (1,y1,21) € Ps = (2,42, 22) 6 0 mtimero real nio- negative: Py, Pa) = Ve — 22? + (1 — 9)? + = 22)” (24) Observacio As propriedades da distincia no plano que conhecemos do Médulo 2 do Pré- Céleulo continuam validas para a distancia no espago. Enuneiamos esas propriedades apenas para fazer mais completa a nossa explanagéo: Propriedades da distancia, Sejam P,Q e R pontes do espago. Endo: A d(P,Q)>0. B.d(P,Q)=0 => P=Q. C d(P,Q) = d(Q,P). D. d(P,R) < d(P.Q) + d(Q. R) (desigualdade triangular). £(Po.r): (a ~ ta)? + (y~ w)? + (2-2) =P (22) Definigio 2.2 Seja E(Po,r) a esfera de centro no ponto Py e raio r e seja P um ponto no espago, Dizemos que P & um ponto interior a £(Py.r), se (P,P) r dizemes que P é um ponto exterior a E(Py.7). Proposicio 2.1 Sejam 5, ¢ Sp esferas centradas em A, € Ap de raios Ry > Oe Ry > 0, respectivamente, e seja L =d(Ay, A,). entio, a. SiMS2 = @ se, esomente se, L > Ri+Rz0u Ry > Ry+Lou Ry > Ro+L. b. S:MS» é um tinico ponto se, ¢ somente se, Fi + Ry = Lou Ry +L = Ry eL>0ouR,+L=ReLl>0. ©. $1152 é uma cireunferéneia se, ¢ somente se, L-< Ri + Ro, Ry < Rit L eR Ry = SINS, = 2 => Ry < |; SMS, 6 uma cireunferéneia => Ry > |2| Observacio Se AB e CD tém sentidos opostos e A # C, entio Pg Pp é a resitio do plano I limitada pelas retas r e s. No entanto, se A= C, Pa Pp = © comprimento ou médulo |AB| de um segmento AB é a distancia do ponto A ao ponto B. Como d(A, B) = d(B, A), temos que |AB| = |R Al. De posse dos conceitos de direcio, sentido e médulo, estamos prontos para classificar os segmentos orientados no espace por meio da relagio de equipoléncia, como fizemos na Aula 1, do Médulo 1. Comegamos redefinindo a relagio de equipolencia de segmentos no espacp. Definigdo 3.3 (Segmentos equipolentes) Dois segmentos orientados no espago so equipolentes quando tém a mesma diregio, o mesmo sentido ¢ 0 mesmo médulo (veja a Figura 3.42). Se os segmentos orientados AB © CD sio equipolentes, escrevemos AB = CD. Caso contrétio, escrevemos AB # CD. Como dois segmentos equipolentes ou sic colineares ou esto contic dos em retas paralelas (¢ portanto sio coplanares), 0 seguinte critério de equipoléneia que wsamos no plano continua vélido com a mesma demon- stragHo feita na Aula 1, do Médulo 1. Proposigio 3.2 Sejam A, B,C e D pontos do espaco, entio: AB=CDs somente se, AD e BC possuem 0 mesmo ponto médio A caracterizagio geoméirica da equipoléucia dada na Proposigio 3.2 6 complementada com a Proposigio 3.3, que estabelece que qualquer ponte do espaco € origem de um segmento equipolente a um segmento dado. Proposigio 33 Se AB é um segmento orientado e C & um ponto do espaco, entio apenas ‘um segmento orientadlo com origem em C' é equipolente a AB. Convencio ‘Um segmento AB, onde A = B, é chamado um segmento nulo. Os segmentos, nulos tém médulo zero © nao tém diregio nem sentido. O segmeato nulo de origem e extremidade A se designa por AA, ¢ todos os seamentos nulos sio considerados equipolentes. Consideremos, agora, um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas OXYZ no espaco em relagio ao qual os pontos sio identificados por suas coordenadas. Proposicao 3.4 Sejam A= (ay, 43.05), B = (bysb.bs), C pontos do espaco, entiio: AB = CD = (by — a1, by — a9, bs — as) = (di — €1, da — €2, ds — 3) C63) © D = (dyedyds) A relagéo de equipoléncia entre segmentos do espaco & (como a relagio de equipoléncia no plano) uma relagio de equivaléncia, isto 6, a relagio sae tisfuz as seguintes propriedades: Reflexiva. Todo segmento orientado é equipolente a si préprio, Simétrica. Se AB = CD, entio CD = AB. Transitiva. Se AB = CD e CD = EF, entio AB = EF. Definigo 3.4 (Vetor no espago) Um vetor no espago é a colegio de todos os segmentos orientados do espaco equipolentes a um segmento orientado dado. Notagio Se AB 6 um segmento orientado, designamos por AB’ o vetor que consiste de todos os segmentos orientados equipolentes a AB. Qualquer segmento orientado equipolente a AB é chamado wm representante do vetor AB’. Os votores sito também escritos tsando letras mintiseulas com uma flocha, como 7.5.7 ete. Temos: AB =CD se, ¢ somente se, AB’ Além disso, da Proposi¢io 3.3, obtemos: Dados um vetor @ eum ponto A do espago, existe um Yinieo ponto B do espaco, tal que 7 = AB Os vetores no espaco sio representados em termos de coordenadas da mesma forma que os vetores no plano: Definico 3.5 (Coordenadas de um vetor no espaco) (a1, a2, a3) e B = (b1,b2, bs) sio pontos do espaco, dadas em termos de coordenadas em relac&o a um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas OXYZ, entio, as coordenadas de @ = 1B = (bi = a4, by — 09,03 = as) Definigdo 3.6 (AdicSo de vetores) Sejam a’ e 5” vetores no espaco, A um ponto qualquer no espago, AB o representante de @” com origem no ponto Ae BC’ 0 representante de B” com origem no ponto B. O vetor soma de @ e D, designado por 7 + 0,60 vetor representado pelo segmento orientado AC: w4+0 =4B +BC =AC Na pritica, a soma de dois vetores é feita em termos de um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas, por meio da seguinte definigfo: Coordenadas do vetor soma As coordenadas do vetor soma sio abtidas son pectivas das parcelas. Isto 6, se a” = (r1,%1,21) eB T+0 = (ten tha +2) wd as coordenadas res (2. yo, 2), ento: Propriedades da adigio de vetores no espaco A operagio de adigio de vetores no espago possi as mesmas pro- priedades que a operagio de adigio de vetores no plano, herdadas também das correspondentes propriedades da adicfio de niimeros reais. Scjam 7, 0 7 vetores quaisquer no espaco. 1. Propriedade comutativa 7 +0 =F +7. 2. Elemento neutro: O vetor nulo, que designamos por 0, é 0 vetor representado por qualquer segmento nulo. Em termos de coontenadas, temos T = (0.0.0). O vetor nalo € 0 tinico vetor que satisfaz: T +0 =7. 3. Blemento inverse: Dado um vetor @, existe um vetor que desig- ‘namos por ~@ € chamamos o simétrico de @, tal que: 7 +(-7)= 7 4. Propriedade associative: A adigéio de vetores é associativa. Isto é, dados trés vetores @, Ve, temos: (W +0) +7 =7+(b 47) Defnigéo 3.7 (Multipicacio de escalares por vetoes) _ Se AB’ é um vetor do exspago ed € R, entio o produto de d por AB’ 6 0 voter AB” = \. 7B’, onde 03 pontos A, B ¢ BY sio colineares ¢ satisfazem: |AB'| = d(A, BY) = [A] -d(A, B) = [A - |ABI. As propriedades L. Associativa: -(p-7) A+ O+n- 3. Bristéncia de neutro multiplicativo: 1.7 = 7 ; so vélidas para quaisquer vetores @, be T do espago € quaisquer Xp € R. Definigao 4.8 Sejam 7 e B vetores do espaco. O vetor b é um muiltiplo de @ quando existe um escalar A € R, tal que 5” = Aa’. 2. Distributivas: { Observagio a. Todo vetor & miiltiplo de si préprio (basta tomar A = 1). b. O vetor zero (0) é miiltiplo de qualquer vetor, de fato, dado um vetor 7 qualquer, temos 0” = 07". No entanto, nenlumn vetor ndonnulo pode ser aniiltiplo de 0, co SeT4¢T. FAT ed mente, diferente de zero. d. Se @ =(x4,y1,21) € B= (co, yp, 2), entio: B= AT se, e somente se, (22, yo, 22) = A(t1, 41,21) = (As, Msn, Azi), OU Seja, Se, e somente se, lo 7, entaio 7 = =F, pois d 6, necessariae x =n, wedn, 2=da. (49) Proposi¢io 4.5 Se = (21,y.21) € © = (x2,yp.22) so vetores do espago, entio Fé ntltiplo de @ se, e somente se, We — Liye = 1221 — Ti = wa m2 = 0. Definicio 4.9 Os vetores a € 5” so colincares quando um deles € miiltiplo do outro. Isto 6 existe NER, tal que, 7 =A ou b= Az’. Propasigio 4.6 Sejam A, B e C pontos niio-colineares do espago ¢ seja Tape 0 (tinico) plano que os contém, Um ponto D pertence ao plano Tage se, e somente se, 0 vetor AD’ & soma de miiltiplos dos vetores AB’ e AC” Isto 6 DE Tlasc <> existem escalares r,s €R, tais que AD =rAB +sAC’. Defnicio 4.10 ‘Tres vetores 7 = AB’, iy’ = AC’ eG = AD’ sav chamattos linearmente dependentes (LD), quando os pontos A, B, Ce D sko coplanares. Caso contritio, dizemos que os vetores sio linearmente independentes (LI). Observacio a. Pela proposicéio 4.6, os vetores 0", i e ij” sio LD quando existem escalares a ¢ 8, tais que iy” = az” + 3%". b. Trés vetores niio-nulos tj", dy’ € Oy" siio LI quando no existem escalares a © 8, tais que Ty = aii’ + BH. Isto 6, TH e TH so vetores LI se, € somente se, a identidade é vélida apenas quando a = 9 == Teorema 4.1 Sejam i", i’ e iy trés vetores linearmente independentes no espaco. Entio, para cada vetor i” do espago, existem escalates tinicos x,y,2 € Ry tais que: Wart tye +: (4.18) Terminologia ‘Uma hase do espaco é um conjunto formado por trés vetores LI. SeB = { ii", , 5’ } é uma base do espaco e 7 é um vetor qualquer, sabemos, pelo Teorema 4.1, que existem escalares tinicos ar, y @ 2, tais que WD =00F ty +25". Os mimeros x, y € z séo chamados coordenadas de IF em relagio A base B, e escrevemes 7 = (2,y2)e Considerando um sistema ortogonal de coordenadascartesianas OXY Z, os vetores %” = (1,0,0), & = (0,1,0) e %° = (0,0,1) sio LI. A base C = {&, &, } 6 chamada base candnica do espaco em relagho ao sis- tema OXYZ. Note que, se as coordenadas de um vetor i em relagio a0 sistema OXY Z sio w= (x,y, 2), entio @ = 207" + yay + at". Por isso, as coordenadas de i” no sistema OXYZ séo exatamente as coordenadas de 7 em relagio A base candnica do sistema OXYZ: W = (2.y,2) = (2.4. 2)o. Equagées paramétricas de uma reta no espaco Comegamos considerando um sistema ortogonal de eoordenadas earte- sianas OXYZ no espago. Dados dois pontos distintos Ae B no espaco, caracterizamos a reta r que os contém como sendo o conjunto dos pontos P do espaco que sio colineares com Ae B. Como vimos na Aula 4, 0 ponto P seri colinear com A e B se, esomente se, 0 vetor AP’ for miltiplo do vetor AB’. Isto é, os pontos da reta r sé carscterizados da seguinte maneita: Pere AP AB’ , para algum escalar | € B (5.19) Lembrando que AP = OP — OA’, temos que AP = t AB’ equivale a OP —OA =1AB’. isto 6a OP =O4 +tAB. Convengio Sabemos que, em relaco a um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas OXY Z, as coordenadas de um ponto Q sio exatamente as coordenadas do vetor OG. Portanto, convencionamos em escrever apenas Q em se tratando do vetor O@ . Desta forma podemos definir a adigdo de um ponto Q com um vetor 7” como sendo a extremidade R (on o vetor OR’) da soma OQ +QR, onde QR é um segmento representante do vetor 7” com origem no ponte Q. DefinicSo 5.11 ‘Duas retas uo espago que nio sio paralelas, nem coincidentes € nem concor rentes sio chamadas reversas. Definigao 6.12 (Angulo entre dois vetores do espaco) Sejam 7 = AB’ ev = AC’ vetores do espago. O angulo de 7 para 3”, que designamos (7°, 7’), é por definigéo o angulo de 7” para 7” medido no plano Tlaze que contém os pontos A, B e C (veja a Figura 6.75). A medida do ngulo (77, 7”) é a menor medida nao negativa do angulo entre as semi-retas. AB e AC. Definigo 6.13 (Norma de um vetor no espaco) A norma ou comprimento de um vetor 7 do espago ¢ igual ao comprimento de qualquer segmento representante de 7° e se designa por |Z") Observagio A norma definida para vetores do espago satisfaz as mesmas propriedades que a norma definida para vetores do plano. Para lembrar mais especificamente, listamos essas propriedades no seguinte destaque: Propriedades da norma de vetores no espago Sew’, 7” ew sio vetores do espago e 1 € R, temos: © [fe] = 0, alm disso, jz] 0 7-7 eT] =D el [2 +0] < lf] + [7] (desigualdade triangular). Definicdo 6.14 (Produto interno entre vetores do espao) O produto intemo de dois vetores 7” e 7” do espaco é o niimero reak \7||- FI] costar, 7) Proposico 6.7 (O produto interno usual em termos de coordenadas) Sejam @ = (us, tz, us) © T = (v4, v2,03) vetores do espago expressos em. termos de um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas. Entao: @7)=untmatun Proposicio 6.8 Se B = (07°, 77.75") & uma base ortonormal do espago, entdo, as coordenadas de um vetor qualquer @ do espaco, sao: = (wi, we, ws)e = (WT), (WB), (WTS) w ji¢do 7.15 (Vetor normal a um plano) Sejam 77 um vetor ndo-nulo e TT um plano no espaco. Dizemos que 7 é um. ‘vetor normal ao plano TI e escrevemoe 7° L II, quando 7 & perpendicular a qualquer vetor AB’ onde A, B € TI (Figura 7.83). Proposicio 7.9 As equagies art+bytez=d e a'r+Vy+cz =a sho equagies cartesianas de um plano II se, e somente se, existe uma constante \ € R, 0, tal que d=\a, V=Xd, e Proposicio 7.10 ‘Seja TT o plano que pasa pelo ponto Fy e parslelo aos vetores LIZ” e 3. Entio, um vetor 77° 6 normal a TI se, e somente se, 7” & perpendicular aos vetores geradores i e 7. Definicéo 8.16 Um referencial € do plano consiste na escotha de um ponto P) e dois ve- tores linearmente independentes %° ¢ &’ no plano. Entdo, dizemos que E = {Py.2.2%} é um referencial do plano com origem no ponto Py. Definicio 8.17 ‘Um referencial € = {Py:2%",%',@'} no espago consiste na escolha de um ponto P), denominado origem, junto com a escolha de trés vetores linear- meate independentes %’, &’ e %" no espaco de maneira ordenada. Isto 6, num referencial deve ficar claro qual vetor é o primeiro da lista, qual é 0 segundo e qual 0 terceito. Definicao 8.18 Seja OXYZ um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas no espaco, © referencial C = {0;47,&',G}, no qual |” = (1,0,0), & = (0,1,0) © & = (0,0,1), 6 chamado referencial candnico associado ao sistema de coordenadas OXY Z. Convensa0 O referencial candnico mencionado na defingéo anterior (Figura 8.102) € de- nominado positive, Qualquer referencial de mesma orientagko que o referen= cial candnico & chamado um referencial positive, e, qualquer referencial de orientagdo contréria A do referencial candnico & denominado um referencial negative. Porém, preste muita atengio ao fato de que “esta é uma convengio que fazemos, ¢ iremos manter, daqui em diante”. Observardo Os vetores G7 = (1,0,0), @ = (0,1,0) © &| = (0,0,1) do referencial caninico C, formam uma hase ortenormal do espago, denominada a base candnica do espaco, associada ao sistema de coordenadas OXY Z fixado. O produto vetorial Como dissemos anteriormente, fixamos um sistema ortogonal de co- ordenadas cartesianas OXYZ wo espayo, e, em relagio a ele, considera ‘mos 0 referencial ortonormal (positive) candnico C = {O;%',@',@'}, onde & =(1,0,0), & =(0,1,0)e & = (0.0.1). Definicao 8.19 (Produto vetorial) Sejam 7 e D” vetores no espago. O produto vetorial de w e 7”, designado W x 7, é definido da seguinte maneira: a. Se algum dos vetores 7” ou 7” é nulo ou os vetores 7 e 7” sdo colineares {isto 6, 08 vetores sio LD), definimes a’ x @” =T°. b. Se os vetores 7 ¢ T* so LI, definimas 7 x T* como sendo o tinico vetor do espace que satisfax: aa soguintes condighes: 2 [fe xP = el [PM seul", 7). 2. @ x F 6 simnltaneamente perpendicular a 7 ea 7 3. O referencial (Py;@, 7,7 x F} & um referencial positivo, qualquer que seja o ponto Pp. Observacdo '# Se os vetores 7 7 so LI, a condicéo b1. na Definicio 8.19 estabelece © médulo de 7 x 7, a condigio b.2. determina a direcio de i x 7 e, a condig&o b.3. especifica 0 sentido de u” x 0’. Como existe apenas um vetor com médulo, diresao e sentido dados, 0 produto vetorial 7 x T° fica detcrminado completa ¢ unicamente pelos vetores 7 ¢ 7. ‘+ Aléin disso, na parte b.3., estamos dizendo, de forma implicita, que quando T eT sio LL entio. T xT 40. De fato, se os vetores i e 7 siio LI, entiio eles slo nio-nulos ¢ o angulo (7,7") é diferente de ya zero € de 180°. Portanto, [Tl] #0. 7] #0 e son(T, 7) # 0. * Sejam 7 = OA eT =OB vetores Lle 7 seja C0 ponto do planoquecontém 0. Ae B, tal que OACB 6 um paralelogramo. Entio, XW A \|w x FI] = Area(OACB) . a | Figura 8.105. fw x TI] = pois tal paralelogramo tem altura Brea(OACB). [OB| |sen(4AOB)| = FI] sen, 7)] © base de medida |OA| = ||7'l] (Figura 8.108). Na pritica, © produto vetorisl 6 caleulado usando coordenadas em relagdo a um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas, mas antes de apresentar a forma do produto vetorial em coordenadas, analisames suas propriedades usando apenas a Definicio 8.19. Proposi¢éo 8.11 (Propriedades do produto vetorial) Sejam 7”, 7° ¢ iw” vetores do espago e seja AE R. Entio, aTxP=0 i eV sto LD. b. xT =—W xT (propriedade anti-comutativa). «. (MP) x 7 =A xT) = x (AP). avx(@tw)=7 Definigo 9.20 (Produto misto de trés vetores no espaco) 0 produto misto dos vetores 7, T° 1 no espaco é 0 miimero real: wx) 2) Proposigao 9.12 (Propriedades do produto misto) Sejam W, 7, Up € W" vetores no espago € A ER. Entdo: Rew 2. [W, 7, @"] =0se, e somente se, 7, D” e W so coplanares (LD). 6 [Tw] >0 positivo, Conseqiient ¢ somente se, (0:77, @} 6 um refereneial mente, [77,7] < 0 se, e somente se, {0; ‘um referencial negativo. (0.8) -@ aT] =e .e a] -- 0,7] 0.0] = TT] [Pav .w] =F re] =r] [w.0,w] + [woo] Proposiciio 9.13 (Propriedade distributiva do produto vetorial) Sejam i’, 7” ¢ i” vetores no espaco, entio, Tx(P+P)aTxTseT xT Proposicao 9.14 Seja (0:27, 2", &"} um referencial ortonomnal positive no espago. Entio valem as occa identidades: Axe =0, a xay=0 KGB, AxXG-a, GK =-2, &xa =e, Proposicao 10.15 Sejam T= (uy, ta,u3), 7 = (vi,02, 09) © T= (ws, a, ts) tes vetores no espago. Designamos por det(7”, 7”, 7") o determinante 33, cujas linhas siio as coordenadas respectivas dos vetores 7, 7” @ iz. Entio, | daw wre] (10.11) Ses Proposicao 10.16 (Propriedades dos determinantes) Sejam (us, ta, Us), 7 = (v1,02,03), D6" = (01,2253) © = (wr, we, ws) vetores no espago (darlos em termos de um sistema ortogonal positivo de co- ordenadas cartesianas OXY Z) e um escalar \ € R.. Entao, valem as seguintes propriedades. A. det(7”, 7°, 7”) = 0 se, e somente se, os vetores 7”, 7” e i” sao LD. B. det(7",7",T") > 0 {0;T, 7,7} 6 um referencial positivo. det (7, 7,0") <0 <=> (0:7, 7,7} 6 um referencial negativo. C. Permutar duas linhas adjacentes muda o sinal do determinante: det(0" 7,0") = det(T,w, 7) = det(T, 7, 7) = — det (7.7.7). det(T", TT) = det (T, 7, T) =det(7, 7,7). D. Multiplicar todos os elementos de uma fila do determinante por uma constante \ equivale a multiplicar o determinante por det(A@, 7, D) = det(T, ATT) = det(T, TAD’) = d det(7. 7,7). E. Valem as seguintes propriedades: det (7 +07 TW) =det(7 7.7) + det(y’. 7.7). det(W’, 7” + tp, ') =det(W,T’,D) + det(T, iH’, T). det(w”, 0”, i” + Ip’) =det(i7, TW") + det(T, 7", iH). Definicio 11.21 A distancia de um ponto P, a um plano Tl é a menor das distincias de Py aos pontos de II ¢ se designa d(P), 1) (Figura 11.11). Definigo 11.22 Sejam Il, € Thy dois planos. A distdncia entre Tl, € Tp, que denotamos d(T, Th), €a menor das distdncias d(P;, P2), com Py € Th € P; € Th. Definigo 11.23 Dados uma reta €¢ um plano II, a disténcia entre ( ¢ Tl, que denotamos d(C,11), 6 a menor das distaneias entre pontos de £ ¢ os pontos do plano TI. Dados uma reta £¢ um ponto Py, a distin- cia de Py a £, que designamos por d(Py.0), 6 a menor das distncias de Py aos pontos de €. Resumo As retas men sfio ralelas: se existe 4 € R, tal que 0” = AT” e (12.17) nao tem solugio. se existe NR, tal que 7 = AT e (12.17) tem solugao. se nao existe 1 €R, tal que 7” = AT’ e (12.17) tem solucio| : se nao existe AE R, tal que 7 = AT e (12.17) nao tem solugao] incidents ncorrent Distancia entre retas DefinigSo 12.25 A distincia de wna reta m a outra n, denotada d(m,n), 6 a menor das distncias entre pontos de m e pontos de n. ProposicSo 12.17 Dadas duas retas reversas, ri € r2, existem planos Il, e Tz, tais quer: C Th, rz C Tz eT, A Tz = B. On seja, retas reversas esto contidas em planos paralelos. Proposigio 12.18 Duas retas reversas tm uma reta perpendicular comum. Proposigao 14119 (Regra de Cramer) O sistema (III) tem uma sinica solugio se, ¢ somente se, A #0. Além disso, se A #0, entio a solugio do sistema & (19.4%, 9). com t=. yy = Shey ==. Angulo entre retas DefinigSo 13.26 O ngulo entre as retus 7, € rz no espago, que denotamos (r1,r2), é 0 menor dos angulos formado entre diregies de ry e rz. Concluséo Sejam r; ¢ 72 retas com diregdes 7” e 7’ respectivamente. Angulo (r;,r2), entre r; ¢ rp, 6 0 Angulo que satisfaz cos(ri,r2) = | cos(ii", 2”)| Angulo entre planos DefinigSo 13.27 © Angulo entre os planos a € a2, denotado (1,02), ¢ definido da seguinte maneira: # Se a1 € a» so paralelos, © Angulo entre eles € igual a zero (graus ou radianos). Figura 13.25: Angulo entre dois planes. # Se a1 e az sao transversos, consideramos a reta m= a1 Na. Como mostramos na Figura 13.25, tomamos um ponto A € me as retas: 7 contida em a , perpendicular am e passando por A; r» contida em a2, perpendicular am ¢ passando por A. Entao, definimos 0 Angulo entre a1 € a2 como sendo o angulo entre as retas ry © 2, ou seja, (ax,a2) = (ri.72) Conclusio Dessa forma, mostramos que o Angulo (a1, a2), entre os planos a1 € a2, com respectivos vetores normais ij’ e 7p’, é 0 menor Angulo, tal que c0s(a4,42) = leos(in’ 72”) Definigao 13.28 A projecao ortogonal de uma reia r sobre um plano Il é 0 conjunto formado elas projecdes ortogonais de todos os pontos de r sobre o plano II. Defini¢io 13.29 Sejam r uma reta e I um plano, tais que MI # 2. O dngulo de incidéncia der em IL 6 definido da seguinte maneita: ‘* Se r 6 perpendicular a I, entao o Angulo de incidéncia de r em II 6 90 graus (x/2 radianos); ‘* Se r est contida em II, o angulo de incidéncia de r em II é zero (graus ou radianos); ‘* Se re II tém apenas um ponto em comum e néo sio perpendiculares (isto 6, r é transversa a II), o Angulo de incidéncia de r em TI é o Angulo entre re sua projecio ortogonal r! sobre Il. Observagao Note que o angulo de incidéncia da reta r no plano II nao esté definido quando r MIL = @, isto é, quando r é paralela a II. Concluso Com isso, vemos que, para obter a projegao ortogonal de uma reta r sobre um plano II, basta tomarmos dois pontos distintos A, B € re determi- narmos suas respectivas projegies ortogonais A’ e B’ sobre Il. Se A’ = B’, entdo a projegio de toda a reta r é umn tinico ponto (no caso, igual a A’). Se A’ ¢ B’, enti a projecio de r sobre TI 6a reta r’ CTI determinada pelas projegies A’ e BY Conclusio 0 Angulo de incidéncia de r em II é 0 menor Angulo cujo cosseno é 1 rr) em que D” é direcio de r, e 7 é direc&io normal a II. Definicdo 15.30 Um subconjunto $ de pontos do espago 6 uma superficie regrada se as seguintes condigées sio satisfeitas: i. Existe uma curva D contida em S, tal que para calla ponto P de D existe uma reta Lp contida em S, passando por P; ii, A unido de todas as retas Lp é a superficie S. A curva D é chamada uma diretriz da superficie S c cada reta Lp é denomi- nada uma geratriz de S (veja a Figura 15.39). Dentro do conjunto de superficies regradas, encontramos dois tipos es- peciais: as superficies cilindricas ¢ as superficies cénicas. Superficies regradas cilindricas: so superficies regradas em que as retas Lp sto paralelas. Definig3o 15.31. Consideremos uma curva C e uma reta r, ambas contidas mm plano TI. Tmaginemos 0 movimento de rotagao desse plano em torno da reta r, como 0 movimento da Terra em tomo de seu eixo. Em nosso caso, a reta r desempenha © papel do eixo. Pensemos, agora, no conjunto de pontos do espago descrito pela curva C ao dar uma volta completa em toro der. Esses pontos determinam uma superficie $ denominada superficie de revolugéo. A curva C é denominada uma gerairiz de Se a reta r 6 chamada eiro de revolucao (ou eizo de rotagéo) de S. Caracteristica importante Como movimento de rotagéo em tomo da reta r, cada ponto P de € determina um circulo. Esses circulos sfio denomina- dos paralelos da superficie. Cada um dos planos obtidos girando o plano II em torno da reta r contém uma cépia da curva C. Es- ‘sas copias de C sao chamadas meridianos da superficie S (Figura 15.42). Figura 15.42: Superficie de re- volugio S. Resumindo Para obter a equacio cartesiana da superficie de revolucio S, gerada pela rotacio de uma curva geratriz C contida em um dos planos coordena- Idos, procedemos de maneira anéloge A explicada anteriormente, observando, cuidadosamente, qual é a coordet ada que permanece fixa ao girar os pontos da curva geratriz. Calculando como fizemos antes, obtemos a equag&o carte- siana da superficie de revolugiio S, dependendo da posigfo da curva C, como mostramos na seguinte tabela. Gomaute of sen=o |, {es =0 o{ ie 2=0 e=0 no plano XY no plano XZ no plano ¥Z eixo—OX | f(2.t/FF=) =0 | f(wtVFF=)=0 x eixo-OY | f(tvFF27,y) =0 x Sy AVE) eixo—OZ x SAVER 2) =0| 4VF Fez) =0 Definicéo 16.32 Uma superficie quddrica é 0 subconjunto de pontos do espaco que satisfaz uma equagio do tipo Ar? + By? + C2 + Dry + Ex: + Fyz+ Gr+ Hy +Iz+J=0, onde A, B,C, D, E, F,G, H, Isio escalares reais constantese A, B,C, D, E, F nao sao simultaneamente nulos, isto 6, pelo menos um desses valores é dife- rente de zero. Elipsdides Definigao 16.33 Dados trés niimeros reais positivos a, b e c, denominamos elipsdide de centro (0,0,0) 0 conjunto €, cujos pontos P = (.r,y, z) satisfazem a equacio 2 ate Definicio 16.34 Dizemos que um plano II 6 tangente a um elipsdide € se ele eo elipsdide ‘tém um tinico ponto em comum. Isto é, ITM € consiste de apenas um ponto, denominado ponto de tangéncia. Proposicio 16.20 Os elipsdides cuja equagio 6 de uma das seguintes formas Bede om Sede Ss Rds 2 2 eSeS-1, siio superficies de revolugio. Proposicao 16.21 Os elipsdides no so superficies regradas. Proposicao 16.22 (Propriedade dos planos tangentes 3 esfera) Se um plano II é tangente a uma esfera S de centro O e raio r em um ponto P, entio a reta que passa por O com diregéo OP’ 6 perpendicular a II. Cones quédricos Nesta aula, vamos estudar outro tipo de superficies formadas por pontos cujas coordenadas satisfazem uma certa equagio do segundo grau nas trés varidveis espaciais. Comecamos com a seguinte definigio. Definigio 17.35 Sejam a, b, c valores reais positivos. Denominamos cone quédrico a superficie quédrica $ formada pelos pontos P = (x,y, z) cujas coordenadas satisfazem a equagio do segundo grau (1726) Conven¢ao Daqui em diante, omitiremos 0 termo guddrico, mas ele nao deve ser es- quecido. Todas as superficies cénicas que iremos estudar sfo cones quédricos. Observacao 2 x ate pois as segdes planas obtidas intersectando S por planos perpendiculares ao eixo OZ sio elipses. Esse eixo é denominado eizo do cone. Quando as segies planas perpendiculares ao eixo sdio circulos, dizemos que $ éum cone circular. Os cones de equagio S = F silo denominados cones elipticos, Definicio 18.36 Datos valores reais positivos a, b, c, denominamos hiperboldide de uma folha a0 conjunto de pontos do plano que satisfaz uma equagio do tipo (18.30) Hiperboléide de duas folhas Definicao 18.37 Dados valores reais positivos a, b,c, denominamos hiperboldide de duas fol- has a superficie quédrica formada pelo conjunto de pontos P = (x,y,z) do espago, cujas coordenadas satisfazem Figura 18.95: Hiperboléide de duas ‘uma equacdio do tipo folhas S (18.34) . (18.34) Definigio 19.38 Sejam a e b niimeros reais positives. Denominamos paraboléide eliptico & superficie quédrica $ formada pelos pontos P = (x,y,2) cujas coordenadas satisfazem uma equagio do tipo Paraboléide hiperbélico Definicgo 19.39 Sejam a e b utimeros reais positives. Denom- S. formada pelos pontos P = (2, 2) doespaco, cujas coordenadas satisfazem uma equaciio do tipo (veja a Figura 19.111) Figura 19,111: Paraboléide e hiperbélico S. Proposi¢ao 19.23 : O paraboldide hiperbélico $: 2= 5 - e 6 uma superficie regrada. inamos paraboléide hiperbdlico & superficie quédrica, Definicio 20.40 x Um cilindro quddricoé uma superficie regrada S que satisfaz.as seguintes pro- priedades: i. Contém uma diretriz D que 6 uma cénica contida em um plano; ii, Para cada P € D, a reta gera- Y triz Lp, pasando pelo ponto P, é per- pendicular ao plano que contém a di- s retriz D (Figura 20.129). Portanto, as geratrizes sfio retas paralelas. Figura 20.129: Cilindro eliptico. Um cilindro quédrico 6 denominado eliptico, parabélico ou hiperbélico, se a sua geratriz. for uma elipse, uma parabola ou uma hipérbole. Cilindros elipticos Os cilindros elipticos so os cilindros quédricos em que a diretriz é uma. elipse. Para obter a equacao do cilindro elfptico, consideremos 0 caso em que. a diretriz é a elipse Poy vii ate! 2=0. Cilindros parabélicos Os cilindros parabélicos sao os cilindros qudricos em que a diretriz é uma parabola. | . Cilindros hiperbélicos Os cilindros hiperbélicos siio os cilindros quédricos cuja diretriz D é uma hipérbole. iro quidrico de revolug3o Os cilindros quédricos de revolugao so cilindros elipticos em que as diretrizes so cireulos. Portanto, a equagio de um cilindro quédrico de revolugao 5 é da forma Sivty =a Esse cilindro 6 obtido pela rotagao da seta y=0 &™ tomo do eixo OZ. Obseracio Figura 20.138: Cilindso quidsico de revolugao S. Damos énfase & expressio cilindro quidrico, porque ha ontros tipos de cilindros que n&o so quédricos, isto 6, as coordenadas de seus pontos no satisfazem uma equagio do segundo grau. Em todo o seguinte, omitiremos 0 ‘termo quédrico para simplificar a linguagem, mas ele nio deve ser esquecido. Identificagio de quédricas Nas aulas anteriores, apresentamos as superficies quédricas, deduzimos ‘as sas equagées e demos-Ihes um nome. Nesta aula, vamos apresentar alguns critérios que auxiliam na identificagéo de uma quédrica. Ao final do nosso estudo, vocé poderd identificar uma quédrica a partir de uma equagio do segundo grau e vice-versa. Quédrica | Tipo e caracterfsticas da equagio Enpsope | Ar? + By +Cz=D, com A, B,CoD todos com mesmo sinal. HIPERBOLOWE | Ax? + By? +C2* =D, com D>0;e A, BeC DE_UMA FOLHA. | nio-nulos, sendo apenas um deles negativo. HiperBoLowe | Ar? + By? +C2? =D, com D>0;e A, BeC DE DUAS FOLHAS | nfio-mulos, sendo dois deles negativos. PARABOLOWE | Cz= Ar? + By?, com A, B de mesmo sinal guiprico___| eC #0 com qualquer sinal. Paraporéme | Cz = Ax? + By?, com A, B de sinais opostos mperndrico_| e C0 com qualquer sinal ‘Cones Ar? + By =C2*, com A, Be C nio-nulos e de mesmo sinal. CiinpRos | Na equagio aparecem apenas duas varidveis em termos distintos com grau 1 ou 2.