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rl rt a hocncannccdececceerccece / Ollie }.Elgerd Introdugao a teoria de sistemas ‘| de energia elétrica ABifARo aLpenro mactaD BITTENCOURT | cor a Prefer Escola de Engenharia Mak Revkor Técnico PAULO M. CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE Profesor da ‘Escola de Engenharia Maud McGRAW-HILL ‘Sho Paulo. Rlode Jenelro. Lebos . Bogotd.. Buenos Alres. Guatemala. Madrid. Méxko ‘Now York ; Panarié . Sen Juan. Sent ‘Avekland , Hamburg. Jobannesburg . Kuala Lumpur . London . Montreal . New Bein Pasis Singapore Byaney «Aokye Toronto r ‘lectric Energy Systems Theory blind not UA. pela McGraw Bok Company ‘Conyignt © 1970 by McGraw Ine. Copytitht © 1976 da Eaitora McGaw do Bes, Lida Nenhuna pute desta pucagio poder ser reprodusde, dada pelo ster “revlon” ou tetanlea de quigies mods’ of por ‘ualgier outro melo, seh esta elttnico, messin, ae forostpi," avaeo, ou outros, som prévia autoriaglo por evn de Loko, WANS 00 (St) na ND BIBLIOTECA - CENTRAL FICHA CATALOGRAFICA (Preparada pelo Centro de Catalogapfo-ne-Fonte, ‘Cimara Brasileira do Livro, SP) [i me, Eigerd, Olle Ingemar, 1925 — Esai Tntrodueo a ‘teoria de sisteniae de energia létrica {por} Olle 1. Elgerd; tradutor: Ademaro Alberto Machado Bittencourt Cotsimsrevisor téenico: Paulo Cavalcanti de Albuquerque. Sto Paulo, ‘McGraw-Hill do Bras, lust Bibliografia . 1, Energia elisa ~ Sistemas 2. Engenaia elétrica ae . aan cppe21.3 76-0709 621.3191 Indice para cattlogo sistemttico: . SUMARIO. xalL xv 1 K 2 1.2 — Fontes de Energia Eétrica 4 42:1 ~ Energia Hidrodtiica 4 122 Combustoes Foses 5 123 Energe Nuclear. EI 7 1.3— A Estrutura e a Economia da Inddstra de Energia Elérica 7 14-0 Futuro daESEE ........ ceveseeess 8 Referéncias .... 2. oe 10 3B Bletromagnética..... 2... . Is 2.2 Formas Adicionas de Energia Elétrica 19 ‘221 ~ Energia de Campo Bltico wef «« 19 2.22— Energi de Campo Megntico, wmf - 2 2.23 Energia Ohmiea, ou Dispade, wo) > n 2.3 --Poténeia em CC versus Poténcia em CA — Conceitos de Potdncia Ativa ¢ Reatva vicee tetas 23 231 ~ Trensmisfo Monoftses 6. 4 23.2 ~ Treumiuto Trfbee « 29 + Yon. 4 OSidema eb ¥ C = Representagdo por Unidede de Impede! Tensbes e Poténcias 26 ~Sumério . Exerescios : Referéneias <2 221) ObjetivOr eee es eee eerecte ree 3.2 ~ A Estrutura do Sistema de Energia Eléttica |. | 321 ~ Nbvel de Disrbuigto . . 322 ~ Nivel de Sudranimtsto 3.2.3 ~ Nivel de Trenamissio . 33- 7 pias de Traamisto 34 ~Carateritns da Cua Saeed pects | 352 Um Andiogo Mecinco 346 ~ 0 Balango da Poténcia Reativa 37 RSH oor estes de Seguranga 6 3.8-Sumério . oer Brerefeios 22221121 Refertncias 222111 Seer St AMlsuin Sinton — Represent par Moda 42- “Modtoge AnopsaBimetiee* 5 421 ~ Convote de Mdguinas Sternat 422 UmAniiogo Mectnco vs 42.3 ~ OMecntono Conegado ~ nga de 424 Otto do 4.3 = Desenvolvimento das 421 ~ OrParimeirorBécot de Mdguing 432~ As Equpbes Gerda Muna.” 4335 A Emer Gert de Ponte 7 ae Blondel 2222S i Rt ae 441 ~A Méquine tom Cora (em Yatio} 44 442 A acuina sob Condigber Simtirices de Carga. . 4.5 ~ Valores Nominats da Mi 46—Sumiio rest action Bxerefclos | Referéncias” | Cap. § OTransfommador de Poténcia $.1 ~ Consideragbies Priticas de Projeto * a Elevica - CondierarSes Operncionais Efeitos sobre a Tensfo = Difirentes Tipos de Disposipto de Nicleot .. . ~ Diferentes Dispoicbes dos Enrolamentore Liggbes Eitrces Yolores Nominais .« 5.2~ Greate Bquvlenes pas Transformadores com Deis Enrolamentos . . 52,1 ~ Chealto Equlalente Esato pare Tesforaores com S bigepfo YY se. ‘$2.2 ~ Chreuitos Equvalentes Aproximados par Trensformadores com Ligapd0YY ses. S23 ~ Cheulto Equivlene pare TransformadoresLigedos em 324 Equiratentest . . 52.5— A Matrit Impedénci de um Trensformador Tiftsico com Funcionamento Simro.» « : 5.3 — Cireuitos Equivalentes para Transformadores de’ Nihptoe - Enrolamentos . ». 5.4 — Autotransformadores «| : 5.5 - 0 Tiansformador com Equipamento de Controle SL = Transformedores Tipo "TCUL" 5 $32. omfrmedore Reger: 5.6 ~ Sumétio ; aoe 1 Exerefcior 2222202220 20101 Serer Referéncias 12211 : Tn Xenon deena de Ata po00 61 ~Introdugio will 6.2 — ConsideragBes de Projeto 63 —Parimetros de Linha 6.31"~ Resittnclae Condutineta er Paraelo da Linka 6.3.2 ~Induttnele da Linke 5 5 6.3.3 ~ Cepecttinca de Linka 2 64 — Teoria da Linha Longa . . . . - a 4. ~ Bquapbes de Linke Longe \ 64.2 ~ Coniderpbes de Cleulo . a vw 643 ~ CheuttoEqubaente de Linke Longe. 6.4.4 — A Linka tem Perdat 65—Sumitio ve... Brerefelor 12221111 Referéncias : ‘Cea. 2-0 Sistema de Energia em Regime Sistema Ande do Flsxo de Cups 7.4= Um Exemplo Demonstrative u Ui Mobo de Stent A Sr Br ao Gare (EEFC) 74.2 ~ Castres importante dos EBFC 11.3 ~ Carafeagto det arte do tena 7..4~ Soluglo der EFC ~ Um Dileme Biico : 11.3 ~ Enpeegbee Modeeder~ Solute de nats Bona. = Modelos. vir 130 130 BI 132 134 138 140 143 144 149 152 152 153 163 164 16 169 169 In 174 174 175 188 202 202 205, 209 210 216 217 219 221 23 24 26 27 28 229 ~ Restrgbes Priat des Verdvee de Eviado . - ‘8 ~ RestrigbesPrvcas det Verldvets de Controle. zi 24.9 ~ Procedimento Prisco para Expecfiesrlo des Varitreis’ | 7.410 — Clesifcapo de Barret com Bate no Tipo de Erpecfcasdo . 7.2—A Andlise da Sensibilidade e 0 Problema do Controle... 721 ~ Andie de Perturbapho ou da Sensiblidede -. - « 7.22 ~ MatrixesJcoblena e de Senibildede . 17.3 — Definio do Problema do Fluxo de Carga. | 4 ~ Formulagfo do Modelo de Rede... - 74.1 ~ Um Exemplo de Demonstragfo.. . 7.42 ~ EBFC na Forma Geral 24.3 ~ Terminologh de Redes 744 ~ Redes Pitt... 24.5 Grafs Linearer de Oheultos 2 . 74.6 ~ Escolhe de Varldeis de Rede Linearmente Independentes 74.7 ~ Varbvls de uma Rede com Estrature de Matha 74.8 ~ Vartvts de uma Rede com Exirture de Barra. 7.5 ~ Um Exemplo de Estudo de Fluxo de Carga. >... 7.6 — Aspectos Computacionais do Problema do Fluxo de Carga. 2.6.2 ~ Cieulo Iterative des Equepdes de Fluxo de Carga 17.1 ~ Efeitos dos Transformadores Reguladores - Exercicios | ‘i See neeeeee Referéncias . Renin enter Gp. 8 OS) Energia em Regime Permanente — Estratégias timas de Funcionamento...... - 8.1 ~ 0 Problema Geral de Programagio ...! 11! 8.2 — Distribuieo Otima de Poténcia dos Geradores — Desprezadas as Perdas de Linha . . . $21 Ortérode Custos... Ottmo pars um Sistema comm Barat... . ae : 834 ~ Consideropbet de Cleulo.... 4.04: ss 8.4 — O Problema Geral do Funcionamento Gtimo .. | | 4:41 ~ Um Bxemplo de Demossiropto . . . 44.2 ~ Formuleplo Matemdtica do Probieme 250 Bi 232 233, 234 235 236 27 241 243, 244 245 247 250 251 282 254 259 261 266 267 27 290 291 292 297 301 302 303 303, 304 306 312 314 316 317 317 322 328 334 334 334 ‘p.10_Tanstros em Sistemas de Enrya Fen 24:3 ~ Condgber Necsils poe COtim! + * 444 ~ Procedimentode ilies 8.5 —Sumitio .........0.. 50) Brerfelos 020022220 : Referéncias |.) eee Cap. 9 © Sema de Enea em Regine Permaneit_-Ebleme do, 9.1 — Estrutura dos Sistemas de Controle Bu ~ Vertes de Etado Dintnices 942 Coerncin sevens co 9.13 ConvoleP/Veris Controle QV. ++ 2.14 tnerpo Dinnc ene Males 11" 0" 9.2 OProblema do Controle Megewatt- Fre! 8.241 ~ Caacterteas Fundamenct do sent He Cone Pottneis num Gerador Individual eer — Divisio do Sistema de Poténcia em Asm * 823~ Controle Pf deus Once dren de inti °° 00° 92.4 Contador de epshoBeoném aon 9.25 ~ Controle Pf de Sttena com muita di (fe losme de Sistema Interligado) ...... «+ . 93 ~OProblema do Controle Megavar-Tensi «°° 9.3.1 ~ Estratégia de Controle... 2. 6 188 93.2 ~ Caceres Pundemett do sion HHO Tipo e ener et roa’ 9.3.3 ~ Novo apc: do PobledoCanle : 9.4 —Controle Otimo de Sistemas... .. 4 2.1 ~ Enablldede"Eudica” x Estabdads "WH" 942 ~ Neesdde deum Novo Enfoque «61+ jiye, Ge 94.3 ~ Desenorimento de wm Modelo Dini Varies de Evado por tema com duas reat» °°" * 2:44 ~ Ctra de Contote Otimo » 3.43 ~ Butta de Controle Otimo ... 94.6 ~ Inrodupto de Amortecimento na hath I! CContole dé Tensio . 95 ~Sumétio --« Exercicios Refertncias . 2221! jravts do jus de Surto 10.1 ~Clasifcagfo dos Transitris do Sistema 01. 5." 101 ~ Cae A. Trentin Ure Rion - bole 10.1.2 ~ Casse 3. Transtros Meio-Répldos ~ tomlin de or 10.1.3 ~ Caste C Transtriot Lentos~ tbl 1 10.2 ~ Classe A, Transitcios de Linhas de Trannlell? °° = ** 1021 Ondes Proper veers ent 337 425 426 426 426 428 49 429 Boone 1022~ Trantor de ereamento ooo. e cece 103 ~CurtoCireutos Simétricos 22202222 2ITIII 10.81 ~ Coneaio de Capeldade de Curt-Geii (S00) «2 103.2 Ligepo ene SCC 0 Teorema de Thorens > 104 ~ Compartamento dx Méquina Sinerona durante rh CurtoCieuito Equilbrado...s ss seee sess ss 10:1 ~ Ande de wm Curto-Cicuo Ferma Eglibrade 1042 ~ Bfetos det Redttncias do Enrlemento do Brolents 1043 ~ Consterrter rites de Glens 222 10.5 ~‘Andlise de Curto-Circuto Simétrico — in Exempla Simples 10.51 ~ Buuncledo do Prolena vs 105.2 Solugld «20s... 20 ssi te vee levine 10.6 — Cfleulos Sistemséticos de Curto-Cireuito |. 22! 10.7 -Sumério . . een coe Exerefclos . See ener Refertncias| Sees eeneeeenene corer de Si ibmdos .... 6... Ti.T ~ As Transformagbes de Componentes Simétricos |. Uhl ~ Defogbet ove eee eececeseeteccee WL2 ~ Propredades Oreivdee TOS TT 11.2 — Impedincias de SeqQéncia de Componentes de Rede ||, 121 ~ Impedincies de Seqdénce de Maquina: Streronat 11.22 Impedinclas de Seqddncle de Tronsfomadores 1123 ~ Impedincls de Seqdtncte pare Lina de Trenemisdo | | 11.3 ~ Cileulo de Faltas Desequilibradas em Computador Digital” | 11.31 ~ Conttuglo do Cieulto de Seqatncla tines ve» 4.3.2 ~ Formulas Gees det Correntes Tenses Pot Fal | 1133 Deteminas det Maree de Foleo WE ‘Sumério 14 : Exerefclos |? Referéncias | 1222 A Bquaplode Ontogio 2 12234 Potlce Tetris de Turbine Py 1224-4 PottclePrtble do Gordon Fy LT 12,3 ~Solugfo da Bquasfo de Oxllagfo ~ Caso de wn Grico 1231 ~ Ontapia de Pequena Bieta 1232 Owteyberde Lage Beda. 1233 ~ Métodr Diet de Ande de Bistiase 1234 Solpto de Equoplo de Ooo (Ande “Indeed ‘Brtbtidde) 434 437 437 438 443 447 449 450 450 457 489 490 491 497 303 513, 513 S15 si? 317 519, 520 521 523 524 $30 532 534 536 $39 12.4 ~ Solugto das Equagbes de Oscilago — Caso de Varios Geradores... cones 124.1 ~ Dexrgto do Sitema 124.2 ~ Sequtnca de Falter... 1243 ~ Hiporeses 2... Fs 1244 ~ Determinayéo do Estedo nical do Stems 12.45 ~ Modelos Pr Falta do Sister (Perioda Bos ales i) 1246 ~ Modelos Pix Fala fo Sistema (Pe (ado Pistose I) 124.7 ~ Seqitnela de Cileuloe . ~ 12.48 ~ Resultados do Computitdor Seecerere ee 12.5 ~ Os Controladores de FreqUéncia de Carga t de Tensio ¢ seus Efeitos na Estabilidade em Transit6rio 5 125.1 ~ Efeltot da Molha de Controle Pf. 128.2 ~ Ffeltos da Matha de Controle de Tenito 12.5.3 ~Resumo do Modelo . . 12.6~Sumério .. 2.2.0... Exerefcios |! Referéncias’ =. 221! Apéndice A” Elementos de Algebra Vetorale Mate ‘Al ~ Vetores ‘Abd VetoresEmecate 2.201111! *ALL2 ~ Operagbes Blementares de Vetores A.1-3 ~ 0 Produto Interno de Vetores A2-Mattizes «0.2... ‘Ard ~ Opergsex Matricits Elementares 4.22 ~ Matrzes Epecits ‘2.3 ~ Determinantes¢ Mairises Adjuniat . | A24~A Maris Inver... Referéncias , . . Apéndice B_Programa de Compistador para Solusio das EEFC $46 347 547 548 549 550 354 5355 560 550 561 564 566 568 569 572 377 37 518 378 579 381 582 585 586 588 590 so 599 PREFACIO A EDICAO BRASILEIRA . © livro do Prof. Olle Elgerd, embora relativamente recente (1970), jé s6 tornoy uma obra clissica. Nfo exagerarfamos ao dizer que ele representa um ‘marco no ensino ¢ na engenharia dos Sistemas de Poténcia, pelo enfoque atual ¢ objetivo dado aos assuntos, baseado numa nova flotofia, esta imposta pelo desenvolvimento brutal da indGstria de energiaelétrica nos Estados Unidos. Com uma linguagem didética e objetiva-e com vétlos ¢ oportunos exemplos priticos, © autor apresenta um curso introdutério de Engenharia de Sistemas de Energia Elétrica, que tanto pode ser usado em nivel de graduagfo como em nivel de pés-graduagto. ‘No momento. em que’os sistemas de poténcia'vém passando no Brasil por um Processo de crescimento e renovagfo, com o projeto’e de grandes iat convencionay, de was uclnesv de lnhas do oxalate poderia ser mais oportuno -o langamento pela McGraw-Hill do Brasil do ELECTRIC ENERGY ‘SYSTEMS “THEORY: AN INTRODUCTION, em Portugués. Que o digam, e temos a certeza de que 0 farfo, nostos engenhelros © estudantes de engenharia, Ademaro A.M. Bittencourt Cotrim PREFACIO A indstria de energia elétricd dos Estados Unidos 6 a primeira sob muitos aspectos. Com um investimento total, em usinas e equipementos, de cerca de 90 bilhées de délares (dados de 1970), 6 a major indéstria do pats e do mundo. Sua produgfo anual de quase 2 trlhves de quilowattehore, nfo $6 Supera a de qualquer outro pais, como corresponde @ mais de um tergo da Produgfo mundial de energia elétrica. Ela é a primelta do mundo no que eonceme ao uso pacifico do stomo; atualmente (em 1970) existe em construgto neste pats um nimero de usinas nucleares cuje capacidade nupera existente no resto do mundo. A indéstria de energiaelétrica tem sido a Unica ‘nos Estados Unidos a manter um ereseimento anual médio de 7 2 8 por cento Por quase quatro décadas ¢ tudo leva a eret que tal ctescimento se manterd nas préximas trés décadas, No entanto, em termos académicos, o desenvolvimento parou em algum lugar. Hoje em dia apenas algumas universidades americanas podem oferecer programas bem elaborados modernos de engenharia de sistemas de-poténcia, Na realidade, a maloria das universidades nflo oferece nem cursos de graduagto ZN, do, Tz Tradupto de! “lactic Utility Indust", © autor referese 40 conjunto de ‘erapress (Ze sarigo pblico) que produsem energie létca, XVI nem oportunidades de pesquisa nesse campo, Esta situagfo vem evoluindo desde 2 28 gueira mundial e nfo serviria a nenhum propésio tentaraqul fxar responsabilidades, A verdadé & que 0 quadro nfo foi sempre tio sombrio, Nos anos trinta ¢ ‘quarenta a maloria das escolas possuia bons cursos de sistemas de poténcia, bem sintonizados com as necessidades do momento, Alguns dos cursos de hoje sio, na realidade, remanescentes daqueles. Por outro lado, uma grande porcentagem dos atuais engenheiros de sistemas de poténcia formou-se antes da guerra. Nessas condig6es, medida que esses engenheiros orem saindo de cena 4 indGstria, de energia elétrica verse-4 numa espécie de crise de mfo-deobra especializads. E isso ocorre no momento em.que a indistria est4 no meio de uma “‘revolugfo nuclear”, estd enfrentando a “barrelra do meio ambiente”, ean como novos 'e numerosos problemas tecnolégicos relacionados com sua sempre crescente densidade de poténcia. E no setor dos livros-texto que se pode ver mais claramente o papel de pitia que a indistria de energia elétrica desempenha no meio académico. Enguanto Sio publicados, anualmente, dizias de novos textos em éreas expecializadas, como tecnologia de computadores, teoria de. controle, circultos etc., © professor de sistemas de poténcia tem que contentarse com livrostexto que datam de dez a vinte anos atrés, A partir da certeza de que um novo enfoque deve ser dado 20 ensino dos sistemas de energla elétrca,*o autor elaborou um conjunto de notas de aula tefletindo uma moderna filotofia de ensino. O presente texto nasceu destas notas. Consultando varios engenheiros e educadores, foi possfvel identificar um conjunto de aspectos que ‘deveriam caracterizar um modemno texto para um curso de graduacfo, Sfo eles: 1. Os principals objetivos de um sistema de, energia elétrica deveriam ser apretentados com clareza, tendo em vistas situagto enemgética nacional atual e a preyisfo para o futuro, 2.0 enfoque de sistema deveria ser seguido, enfatizando inicialmente os principais aspectos operacionais, 3. Deveriam ser inclufdos modelos mateméticos de todos oi componentes do sistema, principal. Esses modelos teriam que ser suficientemente acurados para. que pudessem ser usados: em estudos de sistemas, tanto estudos em regime permanente como dindmicos. . 4. Deveria ser feita uma clara demonstragto da interagfo existente entre freqQéncia ¢ tensfo © aswarléveis relacionadas com o fluxo de poténcia . Ativa ¢ reativa que caracterizam o funcionamento quase estitico em regime permanente de um sistema, : \. do Ti Os termes “astema de potdncia™ « “sistema de energa elbticn" sho usudos come sinBnimen. © segunda 6 conslderado-mals aptopriade pelo autor, XxvIt 5. Deveria ser inclufda uma discusso compleia sobre o problema de céntrote de sistemas, 6. Todos 0s aspectos da estabil 4 necessdria énfase, 7. A anilise de faltas bem como’o funcionamento desequilibrado deveriam ser tratados, Existem opinides divergentes quanto & necessidade de_inclusfo de tdpicos periféricos como Tecnologia de distribuigso Protegto de sistemas Conuunicagio em sistemas ‘Esses téplcos, niima andlise final, foram todos exclufdos do texto, devo, unicamente,2'falta de espago, O produto final ¢ um livro-texto déstinado a estudantes de graduagdo ¢ Pés-graduagfo, Esperase que 0 leitor tenha tido um curso introduténo de Sircultos, sendo desejével, porém nfo necesstro, que ele tenha felto um curse de méquinas, Também seria desejével que o leitor tivesse conhecimentos sobre {Hansformadas de Laplace, teoria elementar de controle « equagbes diferencias ares, Devido & complexidade’ até mesmo dos menores sistemas*de poténcia, 36 & Possivel deduzir solugGes analiticas de modelos de sistemas em eltcunstlncies ‘muito tara. Tomate portanto imperativo: amar o leitor com um amplo tepert6rio de métodos de solugfo por computador, apresentados t0b a forma “de programas. A maioria dot alunos de graduagio jf teve curso. de Programagto ¢ assim nfo Ihes serd diffe! redigir os programas necessirion, Mesmo assim, no Apéndice B, 6 apresentado um programa detalhado para 6 importante caso de fluxo de poténcia. A andlise matricial 6 usada em todo o texto. No'entanto, battaré 20 leitor conhecer a8, operagSes mais simples, que sto apresentadas resumidamente no Apéndlee A, para aqueles que nfo estejam familirizados com esta ferramente, A Snfase dada aos métodos de anilise por computador é apenas um dos ‘ultos aspectos novos do texto, A’ profusto de varidvels que determina fanto 0 estado estético como o estado dindmico de um sistema de potEncia* constitul um obstéculo no caminho dos alunos que querem obter, pelo mencs, um entendimento intuitive do que ocorre num sistema. ‘Tentamos remove: ‘esse obstéculo pelo uso constante de andlogos simples, 5 Utne impede dons bur funcionando em gine permanant &cnterado ‘por 12 variévels, vc oa enemas F XVII Tentamos também: dar uma ordem 20 assunto, utlizando 0 método (desenvolvdo pelo pestoal de controle) de clasificar 0 grande ndmero de varidveis de tlatema’ em vativeis “de estado”, “'de controle” ede perturbagto". Tentamos elucidar as relagées de ‘causa e efelto utilizando étodos modernos de ants. No extenso capitulo sobre sistemas de controle, introduzimos métodos de controle 6timo ¢ examinamas criticamente (¢ encontramos falhas) a8 prticas vusualmente adotadat, Também sugerimos estratégias alterativas de controle, Teoria dos grafos lineares, programapio em geral e uso de modelos de variéveis de estado na formulagfo do problema da estabilidade, constituem novidades em textos para cursos de graduagto, O conteddo do livio pode corresponder a um curso de dois semestres ou de lugs quatrimestres. Em alguns casos, 0 material dos capftulos 4 a 6 pode ser abordado em profundidade em outras disciplinas e entfo esses capttulos poderto ser simplesmente saltados, Durante preparagfo do manuscrito recebemos a assisténcia ¢ incentivos de viras partes, O Professor Erv Priem testou a primeira versfo do manuscrito em nosso programa de graduagfo. Também contel com a ajuda de vitios alunos dedleados, sem os quals nenhum projeto dessa natureza poderia ser levado a cabo, Lembro com especial prazer e gratidio as multas discussbes estimulantes (virias delas numa canoa nas matas da Flérida) com Charles Fosha, Bob Sullivan, Charles Durick, Jim Dickenson e Don Smith. Esses alunos revisaram o original, testaram os programas de computador e sugerram ‘uitas modiicagdes destinadas a melhorar o texto. O projeto deste, livro 6 parte de um amplo programa de engenharia elética patrocinado em. conjunto pelas companhias Florida Power and Light Co. Florida Power Corp., Tampa Electric Co. e Gulf Power Co. Delat dbtivemos ampla colaboragfo sob a forma de dados, tabelas conselhos ¢ gostaia de agradecer em particular a T.F. Thompson, T.L. Jones, W.C. Summers, A.N. Aldredge Jt. JK. Wiley e G.E, Marks. © clima harmonioso em -nosso departamento proporcionow-nos © ambiente académico “apropriado, devido em grande parte a lideranga enérgica, 4diplomética e inteligente de nosso chefe, Dr. Wayne Chen, A Sra. Edwina Huggins datilografou todo o manuserito ¢ sett trabalfio foi muito apreciado. (Olle 1, Elgerdt Introdugao Voss tarefe#neda menos do qué e ragéo de uma tecnologia industrial ‘totalmente nova eeivizeds, pare subettur 1¢ miquina rude que tanto contribute ‘ara. inferno ecolégeo, WALTER J. HICKEL ‘Seeretirio do Intertor (ium discurso aos foriandos do Stovens Institute of Technology, malo, 1970), A engenharia de sistemas de energia elética (ESEE)* 6 a parte da engenharia que trata da tecnologia de geragHo, transmissfo e distribuigfo de energia clétrica. © grande sistema de energia elétrica que cobre todas as modernas hnagOes. representa o maior © © mais caro dos sistemas construfdos pelo hhomem. Para os engenheiros cuja fungfo & projetar e operar tais sistemas, cles oferecem 0$ mais desafiadores problemas que podem set encontradoy em qualquer ramo da engenharia, s © objetivo de ium sistema de energia elétrica pode set posto em poucas Palavras: ele deve gerar energia elétrica em quantidades suflcientes e nos locals ‘mals spropriados, transmit(-la em grandes quantidades aos centros de carga ¢ entio distributla 40s consumidores individuais, em forma e qualidade ‘propriads, © com o menor custo ecol6gico e econdmico posstvel, ‘N. do. = No onginl BBSE ~ Steciric Energy Systems Engineering. 2 Introduglo & Teoria de Sistema de Eneraia Elétris 1.1 ENERGIA ELETRICA — SEU IMPACTO NA SOCIEDADE Para que se possa avaliar 0s problemas que enfrentard o engenheiro de sistemas de energia elétrica no tergo final do século vinte, devemos iniclalmente ‘observar alguns dos aspectos caracterfsticos da demanda de energia elétrica, [Nos gréficas da Fig. 1.1, vemos o erescimento da produgdo de energia elétrica ¢ da capacidade de geracto, nos Estados Unidos, em fungio do tempo, em scala semilogaritmica, para’ as ditimas trés décadas, tendo sido extrapolados os valores correspondentes a 1980." O fato de serem retas as linhas indice que 4 demanda de energa elétrica é uma fungio exponencial** Uma fungio desse tipo tem a propriedade de constantemente dobrar seu valor em intervalos de fempo regulares, no e280, “aproximadamente a cada 10 anos, que comesponde a um crescimento anual da ordem de 7%. Se admitimos a Permanéncia dessa taxa de crescimento, isso significard que deveremos instalar, nos proximos 10 anos, uma capacidade geradora igual A que fl instalada desde 0 infcio da era tecnolbgica.. Extrapolando os grificos da Fig 1.1 para o ano 2000, concluiremos que a capacidade geradora deverd ser aumentada de 700%, com base no. valor de 1970.,No entanto, devido a crescente atratividede da energia elétrica, em comparagio com outras formas de energia (ver préxima segdo), esse valor Provavelmente iré revelarse muito modesto. ‘Ao etcrevermos este Ho (1970) a demanda anual de energia elétrica nos BUA sproximase dos 2 trlhes de quilowattshora. A capecidade de geraglo instalada excede 300 gigawatts (GW), ou teja, 1,5 kW por cldadto. Qual 0 significado desses némeros? Para. darmos a eles’ uma interpretaglo ‘apropriada, devemos, comparativamente, mencionar 0 fato de que uma pessoa realizando um trabalho’ manual pesado pode produzir, em média, de 25 4 SOW, Assim, podemos dizer que a energia elétrica consttul a “force muscular” de nossa sociedade industrial ¢ sua abundéncia assegura 0 poder de nossa indtstria ¢ também nosso padrto de vida. * Todos os dados Electric Inatitate « itioos apresentados neste capftulo foram obtidos do Edison came & indGstria de energa eldtica don EUA- fatureza 6 encarada com muito rexpeto pela maiora dos engenhcios significa uma situagio de natureza itdvel. Obviamente um esc Ianto exponencial nfo pode sar admitdo senfo por um perfodo de tempo lmitado. Mal ‘4do ou mals tarde um controle extern dever ser aplcado pas eitar coueeqUnelas deta: trots, Inflizmente © nowso crescimento populacional que influencia grandsmente © cre ‘mento do contumo de enegia elétic, & exponenci Ao entrarmos no itlmo tergo seule estamos tendo nowse steno voltads, em muitos aspect, part os conflites ents dae {ocledade que crete exponencialmente esos demanda de espage ¢recssen haters amine Introdupio 3 -Capacidede de ‘geragdo x 10° MW oa ProdueSo anual de fenergia x 10"? kWh 02 oa 84019801960 1971980 T900 ‘Ano Fig. Ll Crescimento da demands de energlaelética nos Estados Unidos. Qs Estados Unidos, com apenas 6% da populagio mundial, respondem 36% de toda a energin eric prodat to mundo" f itaceen noes, or outro lado, que a producko de bens ¢ servicos consttul aproximadaments 35% do total mundial. Certamente existe uma correlacto entre esses dole valores, Exist, entretanto, o outro lado da medalha, A mesma energia elétrca cuja sbundincia tanto contribuiu para & riqueza desta nagio, retém 0 potencial de ‘nossa prépria destruiglo, Consumimos hoje aproximadamente um tergo dos recursos naturals exgotévels do mundo ¢ produzimos cerca de metade de teus produtos supésfluos E esses ‘ntimeros crescem exponencialmente! Sap Norns «Suet sho 06 pats que aprerntam oF maores valores de grag per ‘ Intodugdo 8 Teoria de Sistemas de Energia Eris Nenhuma ‘utra nagfo pode alcansar nosso impacto, per capa, no meio ambiente ~ ¢ 2 capacidade de perturbar o delicado .equlfbrio ecolbgico da natureza, Estimase que 0 “fator de. impacto ecologico” de um eidadso americano seja cingUenta vezes superior ao de um cidadao da India. 1.2, FONTES DE ENERGIA ELETRICA Dois rilhbes de qullowatts-hora € um valor dé proporgbes estonteantes. Porém, apesar disso, constitul apenas cerca de um quinto do total anual dy snergia consumida ‘nos EUA, 80% do-qual & de natureze nlo elétricn Transports aquecimento doméstico e industrial caem nesta titima categoria, No entanto, estimase que, na'virada do século, como resultado da energia ‘nuclear barata (ver adiante) e das severas medidas contra a poluiglo, aquelet dois servigos serto elétricos. Imagine, por exemplo, 0 que o automovel estrico Significarl'em termos de consumo anual de energia. NZo serd, provavelmente, exagerado prover que, na virada do século, a parte elétrica do nosto consume de energia ultrapastark 0s 50%. Em vista destas previsbes, a demanda de energia elétrica, nos EUA, no ano 2000, seré provavelments muito superior a0 que se obteia pela extrapolaglo “near” dat curvas da Fig. 1.1. Talvez, 3000 GW de capacidade geradors ¢ uma produsfo anual de 20 trilhbes de quilowatts-hora, sam valores razodvels, Mas, de que-fontes de energia vird essa fantistica quantidade de eletricdade? Como indicio, vyjamos onde vamos buscéla fale (1970). Como mostra a Fig 1.2, aos combuttiveis fossis (carvio, gfx natural ¢ 6leo) corresponde a parte do lelo, eabendo a energia hidroeléirca e & nuclear papéis secundéris, Fara podermos avaliar as tendéncias futuras, passemos a investigar cada uma das fontes potencsis de energie: 1.2.1 ENERGIA HIDROELETRICA Historicamente, a8 usinas hidroelétricas desempenbaram papel principal como fontes de energa eltrca. Em muitos patses isso ainda ocorre. Em now pals, fm 1970, j& haviamos comprometido cerca de metade dos recurso: hidroclétricos dispontvels, Estimese que o total desses recursos nos Estaloe Unidos (nfo incluindo © Alasca) correspondem a 130000 MW. Estamos, Portanto, falando de uma fonte realmente eicassa. Vejamos os seguintes fatos: 1, Or recwnos hidroeléricos ainda dispontvels not Estados Unidos comspondem @ um aumento de demande total de energia elétea, que corre Introdueo 5 ‘Ano 170 88 Oie0 ts Natural canto Combustvel fossil 7% FRx 12, Importinia latin dat fontes primis de eerianos Estados Unidr: em 1970 Raila o feta. Nota o futuro rotomfls dtr ates ae om 1972 & iostea.[Mesmo exporando toda as ontessinds exinenter rose ng ‘orrespondeda «apenas 4 do tolal no ano 2000 (ina tasgade] ums époce'em que existem tho poucas regides naturals ainda nfo devastidas, jg lsposiglo de uma populasto explosivamente crescent, e em que Jd dispomos de outras fontes de energia, seria de uma completa falta de (sto sngenharia pensar em desenvolver novos recursos hidroeltrcos, Nosto pals possul pelo menos a metade de seus rios essencialmente intocados, Varoon ‘manté-l0s assim — j6 que podemos fazé-lo. 122 COMBUSTIVEIS FOssEIS O carvto; os naturale o leo respondem por quatro quintos da grag de Snerga elériea nos EUA. Com excepto do gf talun, eyo contum’ pan gragto J sth raclonado, of combustivels fossels ato relativamente abundantes. 0 Departamento do Interior estima que as “reservas recupertvels” de caro, atualmente o principal deles, montam em 830 bilhBes de toneladas aproximadamente. Comparativamente, a demanda anual de carvio atingida cerca de 900 milhbes de toneladas em’ 1980, ‘A energia quimica armazenada nos combustiveis fosseis transformada em: cenergia eléttica nas usinas termoelétricad. A energia térmica 6 liberada pela ueima do combuatvel ud cfmart de combust vendo ena ener tada para produsir vapor na caldeira. © vapor passa através de uma turbina, onde deixa parte de sua energia, sob a forma mecinica. A turbina a vapor aciona gerador elétrico. O rendimento total do processo & baixo, consideravelmente inferior a 50%. AS perdas calorficas nos gases “de combustio © a Agua de retftiamento do condensador predominam. © baixo rendimento pode ser tolerado;-no entanto, os problemas de poluipzo do ar e térmica, asociados a este tipo de geracdo, sto de grandes proporcbes. Os poluentes do ar slo emitidos por meio dos gates de’ escape,” ¢ 0 térmica estf associads 2 elevada perda de calor na Sgua de resfriamento do conderando. or exemgl, uma un de 1 00 MW tila ceca de 40 m? de Lquido reftigerante por segundo, com uma elevaglo de temperatura de 6 2 ier? ume aia ida 0 onl poluigfo térmica terd, provavelmente, efeitos desprezfveis na vida aquética, porém, uma usina malor, ‘ebxima a um pequeno rio ou lago, pode criar problemas sérios. Devemos observar que. tanto os problemas de poluigio do ar como térmica podem ser, na prética, resolvidos com suficiente investimento de capital. Os polventes do ar podem ser removidos e a Sgua de resftiamento pode ser Tesfrada em torres de resftiamento, Deveros observar que uma usina térmica & uma fonte de poluigio “ocalizada” e, portanto, de controle muito mais fici do que as pequenas ¢ indmeras fontes de poluicko em nossa estradas. ‘A mineragto a ofa aberto do carvio, quando permitia, apresenta uma ameaga potencial 20 ambiente multo maior do que a poluigso do ar e a térmica. ‘Atualmente sfrios danos estfo sendo causados & paisagem de muitos de nosso: ‘stados orientalis, * ‘Numa clasifcago ger, of poluentes do ax consstem em particule ues. Nas uinaso combustfvel f6ssil, ren e085 ee ee oueee a Jngredlentes Finials do grupo dus partials; os Gxidos de nkrogtnlo ede ensoe slo os pine fospupe co ns im pods tats 000) o gene nag nie See ‘al le om todo combute ‘bene dill remove, prnepalmente no crv. és © aixide de emote aparece, portant, na sada da chaming,o, apts trnsformarae em tnsido de eat (609) nu combusto nor proceed anteeneia de ele, comb ‘arsed coma dps da atmostera, Hy O, tansformandose em kido sulfuric Tatas de Um compost extremament ative, que pode causar muitos danos Asada aos materi, fem quantidades varivels,e& extrema 12.3 ENERGIA NUCLEAR A Fig 1.2 indica que 0 terceito tipo de fonte de energia, a energia nuclear, atualmente responde por apenas 1% da produgdo total, Esse valor & multo enganador, uma vez que'a energla nuclear foi a Gltima a entrar na arena. AS mals recentes e autorizadas previsbes indicam que em 1980 teremos 150 GW. de capacidade nuclear instalada, No fim do século, a energia nuclear deverd ser 4 fonte dominante; de fato, por essa poca, nfo devertio mais ser construldas usinas a combustfels fosseis. Numa usina nuclear, um reator nuclear controlado substitui a caldeira tradicional, como fonte de calor. O calor liberado no processo de ‘issto é levado, através de um refrigerante primério, a um “gerador de vapor”, que & essencialmente um trocador de calor. O vapor & entio.usado da maneira “convencional” para produzireletricidade, ‘A energia nuclear apresenta muitas vantagens sobre os combustiveis fésseis: 1, No polui o ar. 2. A quantidade necesséria de combustivel nuclar, sendo telativamente ‘pequena, nfo oferece problemas de transporte. 3, Sob 0 ponto de vista econdmico, & mais vantajoso que 0 carvio. ‘Suas perdas muito elevades constituem um potencial de poluigao térmica; sob esse aspecto uma usina nuclear & cefca de 30% piot que uma usina térmica ‘convencional de mesmo tamanho. No entanto, de todas as ameagas 20 meio ambiente, oferecidas por qualquer processo conhecido de produgio de grandes quantidades de energiaelétrica, esta, além de nfo ser um problema insolGvel, Pode ser facilmente tolerdvel, Nessas condigbes, a energia nuclear. seri certamente nossa escolhal nas décadas vindouras. Ela deverd substituir todos os demais métodos durante os préximos quarenta anos e permanecer como nossa fonte bésica de energia elétrica até que chegue a vez do processo da fusto controlada, no préximo séeulo — se 0 homo sapiens ainda estiver por aqui, entto, 1.3 A’ ESTRUTURA E A ECONOMIA DA INDUSTRIA DE ENERGIA ELETRICA Comeyando’rodestamente com a instaasto de um gerador movido 4 roda igus, pela Rochester (Nova Torque) Eletric Light Company, em 1880, india de ener elétca don EUA ctesceu atl tomarat 2 Yabr indtsiin do mundo. As indian privada elas ligadas represent aproniadarsente data de energa lten de esperar ia Quanto i propledete, 12% do investimento total no setor industrial, A postui uma estrutura de natureza. pluralite, como exjos cidadtos thm uma ample possblidade de escol Introsucdo& Teoria de Siswemas de Energia Eltrca a gn mm inne a 30 one sere ee eae coe civado, Em sua grande maioria os sistemas s40 de pequeno porte, sendo que {os 100 malores conesponde cerca de 90% do total da gerapto. Tabela 1 ‘Porcentagem da capactdade ae total de gerapto 6 Prado Federal 13 Municipal (pblico) 10 Cooperativo 1 4e capital investido & de tal proporgto que milo se pode esbanjar em Supa te eg sno, tb Cor Wp deta fe eg clétria constitul um monopélio. No entanto, através de Orgfos reguladores, os governos estaduals ¢ federal t8m poderes para exercer 0 controle das tarifas Por razbes econdmicas ¢ tecnol6gicas, que serlo discutidas com detalhes em Outer caple, a oaloia de sulmat donegone gut regionais*, Cada’ sistema individual de um deses grupos opera técnica © economicatiente Independente, porém esti contratualmente ligido 20s demais membros do grupo, no que concere a certas caractersticas de goragto ¢ de planejamento, Com .o exescimento do. sistema global, em tamanho, complexidade ¢ densidade de tnergia, observamos uma maior tendéncia para & operagdo em grupo, reg ct jigs pi peo Ba i ets i ae bi wa 1. Constr a8 usinas prximo As fonts de energia« transportr a energia. ara os centon de cap, 2. Constr as uses prOximo 20s centros de carg e transportar 0 combiutivl desde as fonts . * N, do T: Eases propos so design tema interigado” ou um “sstema Intepad 4a TerminologlaBrasdlea TRAD; Grupe 25, tm ats por por pot, conisind us el ebahel a 1840 e318 003 ae Introdupto ° fensfo determina a capacidade de transmissio de energia, Aumentando constantemente © nivel de tensio © 0 comprimento de nossa rede de {transmissfo, estamos desenvolvendo um “supersistema” para grandes blocos de energie, que mais ¢ mais ampliam nossas possibilidade de esecthe. importante resaltar que a tendéacia em dtegio a energia nuclear, siglicard fem multos casos a loclizeZo de usinas proximo aor ents eopan ae Isso, devido & auséncia de poluigéo atmosférica e também; & aro, a inexistncia de problemas de transporte de combustivel 1.4 O FUTURO DA ESEE 1A demanda de eletricidade nos Estados Unidos crescerd ainda mais rapidamente, com 4 abertura de novos mercados, inclusive alguns atualmente nfo elétricos. Pelo ano 2000 & provivel que tenhamos uma demanda da ordem de dez a quinze vezes a de 1970, 2. A energia nuclear suplantaré todas as fontes primdras de energia, 3. A seguranga eo controle de uma using nuclear nfo permitem margens de [tt0. Portanto, seu projeto e operapfo sfo muito complexos, comperados om os de uma'usina convencional. Por razdes econdmicas, a sins ruclearea deverdo ser de grande porte (1.000 MW'e superiors), o que tomard impraticdvel a permanéncia de pequenas companhias no campo da gerapto. Assim, a tendéncia seré entregar a geraglo as grandes companhias, Pare preservar uma distribuigto justa de tarfas, deverf aumentat o controle federal, 4.05 sistemas -triftsicos de gerago e’ de transmissto continuarto a ‘redominar. As tensbes de transmissdo deverto estabilizarse em tomo de 1000 000 V, uma vez que a energia nuclear permite localizar at usinas de seragto, préximo aos centros de carga. 5. Como a8 densidades de poténcia crescerto de dez a quinze vere, as linhas deverto ser subterrdneas nas éreas metropolitanas, 6.,A desvantagem da estrutura pluralista do sistema de poténcia dos BUA tem sido a tendéneia para o controle regional e auto-sufleiéncia, Com o sistema atual caracterizado por uma rede pouco intedligada, nfo estamos operando com o mfximo rendimento, em termos nacionals, nem sob o ponto de viele 10 Introduglo% Teoria de Siatemas'de Energia Eltrie * econdmico, nem no que concerne a seguranga. Espera-e que a inddstria de fervigds piblicos, por sua propria iniclativa, detenvolva.planos para um centro de controle continental e para um sistema cuja rede abranja todo 0 continente, de acordo com as futuras densidades de carga. 7. Com-o crescimento do sistema dos EUA, em tamanho,-poténcia ¢ complexidade, aver ums necessidade continuads de melhorar sua estabilidade, A atual estratégia de controle.de freqUancia da carga (Cap.9) nfo € 6tima, nem necessariamente a melhor, em termos de perturbagbes ‘em larga escala. O autor acredita que o problema de controle do sistema deve ser submetido a um estudo penetrante e sem preconceitos, que objetive desenvolver um método de controle que sa timo” para tuba, tanto em putes como em lar sea. (Va dsruso no Cap. 12) Concluindo, podemos afirmar inequivocamente que parece pouco provével que a éngenharia de sistemas de-energia elétrica (ESEE) esteja as portas da obsolesoéncls, No entanto, 0 modemo engenheiro de sistemas de energia deverd ser formado de modo inteiramente diferente de seu predecessor. £ verdade que os objetivos de um sistema de poténcia s4o iguals em 1970°a0s que eram em 1930, porém, os requisitos de funcionamento, as grandezas cavolvidas © 08 equipamentos, sfo bastante diferentes. O mais importaite, talver, & que a sociedade moderna depende muito mals de servigos elétricot Ininterraptos, De fato, enquanto em 1930 um blackout podia ser motivo de piada, hoje, em 1970, significa catéstrofe. A consclentizagfo ecoldgica & uma das caracterfsticas que tomar a nova sgerapto de engenheiros — particularmente engenheiros de energia — diferente de seus antecessores, No passado, era muito freqdente justificar 08 projetos de ‘engenharia por critérios puremente econdmicos, ignorando seu impacto no rielo ambiente, Como guardifo dos recursos naturais de sua nacto, o engenheiro deverd assumir maior responsabilidade quanto ao seu uso adequado e equilibrado, REFERENCIAS 1, “National Power Survey", pti. I'e Il, US. Government Printing Office, Washington chal "wt Printing Office, Weshingtor 2. Federal_Powér Commission: “Prevention of Power Failures", vols Lill, US’ Governisent Printing Offlee, Washington, D.C. 1967. 3. Vogel, W.A., © W.E, Mortson: Patterns of US. Enétsy Consumption to 1980, 1EEE Spectnin, seiembeo, 1967, pp. 8136. 4 Ealon Electric institute: “Statistical Yearbook of the Electric Utility Industry”, Nova orgue. Introduphe " 5 Hicks, B.C: The Future of Energy Supply, IEEE Spectrum, outubro, 1966, pp. 8284, 6. Kusko, A A Prediction of Power System Development, 1968.2 Kee sks Prec System Development, 1968-2030, EEE Spectrum, 7. Died, 5.4, CH, Bldvin © NH. Woodley: The Future Role of Breeder Utility Planning, JEEE Spectrum, marco, 1969, pp. 100-107. Resco in 8. Dubos, R: "So Human an Animal”, Charles Scribner's Sons, Nova lorgue, 1968. ni zeae Conceitos fundamentais de engenharia de sisternas de energia elétrica © engenheiro de comunicagbes usa a eletricidade como meio para transmitir dados © mensagens’ ou, em termos gerais, informagtes. As vastas redes de omunicagBer que se espalham por toda a nacfo e pelo mundo sf0 projetedas para atender & certos critrios minimos, tendo em vista! 1, Capacidade de transmissto de informagSes; 2 Qualidade de transmissfo; . 3. Conflabilidide; 4. Economia, Os sistemas de_transmissio de energia elétrica sio projetados para atendet a certos critérios mfnimos, no que diz respeito a: 1. Capacidade de transmissfo de energia; 2. Qualidade de transmissfo; 4 Introcugio& Teoria de Sistemas de Energia Elrca 3. Conflablidade; 4. Economia, CObviamenteexlstem slgumas semelhangas entre a engenharla de comunicasCes ade sistemas e energy no entanto, eas sf apens sapercas © quacuer tentativa de estabelecerpaallos tis entre as duasflhal. Exstent mates Aiferengas entre tyformapto © energia; 0 conelto de informasfo & ago ¢ diffell de definir; energia, a0 contrério, 6 um conceito fisico bem definido e tem acett, (O” letor "std certmtnte fanilarzado com 08 aipectos ‘clementares da energia elétrica, suas virias formas, os fatores que a afetam etc, 34 que a energiaelétrica sert objeto de nossa atengfo 20 Iongo do lira, € convenient que fagamos, agora, uma revsto de susnearecttites Scns, Inicialmente, devemos ressaltar que, por virias razBes, achamos conveniente na ‘maior parte das ocasibes dar atenofo, ndo & energia w em si, mas a sua taxa de variaga0 com 0 tempo,, ou poténcia pr Pot definigéo, temos: pie ow @y Algumas palavras.devern ser ditas sobre a notaglo escolhida, Usaremos letras ‘minGsculas para indicar fungBes de tempo ou valores instantineos.* O simbolo 2, portanto, indica um valor de poténcia num dado instante t. Rigorosamente Falando, a representago deveria ser p/t), no entanto, preferimos o simbolo mais simples p. Da Eq, 2.1 obtemos, por integracto: wall pdt We(ous) @2) Observe que w dependeré do instante inicial re, arbitrariamente escolhido, Iss0 ‘nfo ocorre com a pottnela, sendo esta a raz%o principal de nossa escolha, As unidades de energa ¢ de poténcia elétricas no sistema MKS (que 6 0 usado neste livro) so © wattsegundo (Ws) ¢ o watt (W), respectivamente, Essas lunidades sfo muito pequenas, sendo preferivel usar o quilowatt (KW), 0 ‘megawatt (MW) ¢ o gigawatt (GW), para a poténcia, ¢ 0 quilowatt-hora (kWh), ara energis. As constantes de conversfo sto as seguintes 1.GW = 10? MW =. 10¢kW = 10°W °" LkWh='3.6x 108 Ws LExeto para ot simboloe que representam vetores de campo eléttico © magnético, lwadicionalmente designados por lett malisule, bee lesbo Conceitos Fundamentals de Engerhais ce Sistemas de Energie Ettrice 6 2.1 A FORMULA’FUNDAMENTAL DA POTENCIA — ENERGIA ELETROMAGNETICA ‘Toda a tecnologia da ESEE & baseada no fato de que & possivel transformar as formas “primitivas” do energia disponiveis na natureza, em energia elétc {ransmitir etsa energia a0 usuério em potencial e entfo, finalmente, de nove transforméla em outras ¢ variadas formas Gtela. Ess tranformuybes. de ‘energia fteqUentemente ocorrem de uma manelta um tanto compleas, ‘Tomemos, por-exemplo, a energia quimica armazenada no carvio, O carvio pulverizado é misturado com o ar na cdmara de combustfo da caldeira, onde 2 energia quimica 6 liberada sob a forma: de energia térmica, ou alot, Nua Seqitincla. de trocadores de calor, a energia térmica é transmitida para um utro melo, a gua, que a absorve ¢ muds de fase, transformandose em vapor, Este, passando por.uma turbina, perde parte de sua enetgia térmica, soo a forma de eritpla mecinica Finalmente, no gerador létrico, a energia ‘mecinica transformase em energia elétrica Em cada uma dai etapas acima, a transformagio de energia ocorre as custas de erdas que podem ser consideriveis. No processo descrito, as malores perdas encontramse nos gases, de combustfo emitidos pela chaminé e na dgua de resfriamento do condensador, Praticamente 100% da energa elétrica hoje produzida & obtida a partir de geradores rotativos (miquinas girantes), nos quais a transformagdo de energia & de mecnica part létea. Grandes esforgos etfo sendo. empreendidot.na Pesquisa de thétodos de conversio direta' de energia (CDE).* A principal saracteriticn de todas as ténicas da CDE & que tentese climiaur's etapa ‘meciniea intetmeditria, procurando obter energa eléttica diretamente, ou de fenergia térmica, ou da solar, ou da energia quimica, Embora muitos equipamentos de CDE (termocléticos, termoidnlcos, pthas, MHD ¢ outros) tenham encontrado importantes aplicagées no setor de balxas Poténcis, “ muito diffell que eles venham a competi com 0 gersdor ‘onvencional no campo das altas poténcias, nas préximas duas ou trés decades Nosta sepfo diseutiremos . caracteristicas da energa jé na forma elétrica, ‘nfo importando como ela chegou a essa forma. Nossa suposigfo inical € de gue dispose. de um ‘equipamento, designado por gerador, que posul no minimo dois terminais de safda, dos’ quals podemos retirar uma corrente Z estével num potencil », extdvel, entre esses terminals. Fatemos a ruposigto adicional de que ¥ ¢ 1 sejam quaseestdticos, isto 8, que suas vaiagbetsejam telativamente lentas, o que, na pritica, significa que eles no devem conter componentes de freqd@ncia que excedam unt poucos qulloicios, +N ao Em nglés DEC - Direct Energy Conversion {ntrodusdo & Teorle de Sistemas de Energia Elétrica & Aermula fundamental da poténeia agora informa que o gerador fornece ‘enengia numa taxa pen ow es, Seo serador tive gtd, por meio de dos condutore, a uma ea, eno mostt a Fig 2a entlo tno ee, rotbtipo ‘male simples ‘de tm {itera de onde. A talk siposito gus devereon face area ‘ respelto dn carp, 64 de que ela “aceard"s coronte ne ae ae et E pefetamente ilido considear @ equagdo (2.3) como uma lel Sisica Faget gilt "valdade 80 pode ser questonada ‘Come’ is SGagentements, na, Fsica, podemos obviamente,postiie le nem ands mals simples” © entfo tentar, a partir delay, deduai a fSemene Se, por Siemplo, postularmos (como comumente feito em toa ae ‘eampos) as ffamadss equapber de compo de Maxwell, poderemo dels dedeer aqua Rimula No entanto, ob o ponto de vista de engentara tio nese minicias que em nada ajudriam o entendimento do proceso tn queste, A Fa (2.3) podemos dar um maior erédito, se interpretarmos 0 proceso de casa. 't Fig 21a como realizado por um mecanismo de “hosbeees & catga”, A corrente representa, como sabemos, flue de carga elétrica por Tne oe eeimPe © Berador“Bombeia™ eta earg, sendo cance de ae fuxo i contra a pressfo, ou potencia, », Gerador Fluxo de energia Carga Diferenge de potencial y ) Bomba Motor Diferenca de pressov “16-21 Silema elements de tani de ener: /) Cato erica Caso hidetico, GoresosFundaiatas de Eognharia de Stumes de Engle Eutica ” © ,gluno poderé sentir iethor 0 significado do problems, fazendo, uma analogia com o si Poténcia mecinica = forga x velocidade SEuMeS 4 sequinte expresto para a poténcia mecinica ‘ransmitida por esse tf (24) 8 de {tansmisslo elético, Embora a Eq (2.3) mone eameRt, ave sem divide lcalizese no rion ‘condutores, 0 condateesn ogue dado pela Fisica tende a stuns Mens ge energi fora dos Nessa expressfo temos para os vetores: E = Intensidade de campo eléttco, V/m HT = Intensidade de campo magnétieo, A/m Oztt0r Ps deftido pela Ba, (2.5), tem uma dizegzo dicular a0 plano Cate eH atl do por et It eases cntre Ee H; sua dimensto 6 watts por metro quadravor momar 8 PAOD. & a segue: 4 enrge evomaots mmovinentote Ou tradode man digtos nim snts eineemeek 3 sev rsermmaconsc 18 Intocigio& Teoria de Sletamas de Energie Eétrice de P. A quantidade de energi que penetra na unidade de drea (perpendicular & diregto da radiasfo), por unidade de tempo, & dads pelo médulo IP Para ‘exemplifies, apliquemos 0 conceito de Pradiaglo de" energla cletromagnética 0 sistema simples da Fig 21a. O aspecto do campo életromagnético em tomo dos condutores, supostos retos e relativamente longos, ¢ mostrado na Fig. 2.2 As linhas de campo magistico so eltculos nlo concéntritos © as de campo eltrico constituem segmentos de cfrculo, ‘ortogonais as primeiras, Estando E ¢ H ambos localizados num plano perpendicular aos condutores, P ser paralelo aos condutores e (segundo a regra do produto vetoral) dirighdo para a carga. Devido & ortogonalidade de E e H, 0 madulo de P seré: (Pl = TELL W/mt {A densidade de energia serd maior nas proximidades dos condutores, pois Ee Hi tem suas “maiores intensidades nessa regifo; esse densidade.diminul rapidamente com 0 aumento ds distincia aos condutores, Notese que, se 03 gondutores forem perftitos, o campo elétrico E seré zero no seu interior, nfo havendo, por ali crculagfo de energia. Fit-2.2 Aspecto do campo letromagnéticg em torno dos condutores da Fig 2.18 \Conceitos Fundamentals de Engenharia de Sistemas de Enersia Erica 19 A oneteia total imadiads ¢ obtida pela integracio'sobre a drea total na Fig 22 Iso nfo & diffe em vista da. geometria simples e, recizonie wt ‘operagbes necessérias, obtemos: peo W isto, 6, © mesmo resultado obtido dicetamente pela equa¢fo fundamental da potlncia (2,3), Podemos adotar liremente a inerpretasfo que nos parecer mais conveniente; Gorgtultado seré 0 mesmo. A energia estd presente; ela realmente movimentexe do gerador para a carpe, ¢ sous valores sZo dads pela equagdo (2.3) he se Propaga no fluido uma perturbacZo de pressfo, isto &, com a velocidade do som no fluido em questto, No sistema elétrico da Fig, 2.12 a velocidade com que a energia movimenta-se ual 3 velocidade com que a perturbagio de tensfo (ou de coren) Propagese ao longo da linha. Esta varia um pouco gom or parimetron ae nas & sempre ligezamente menor do que a velocidade da iu2.*Podemos, Portanto, coneluir que, para todos os fins prdticos, a transmissfo da energie Score instantaneainente, Esse fato tem importantes conseqUéncias priticat’ serem discutidas em outros eapitulos, 2.2 FORMAS ADICIONAIS DE ENERGIA ELETRICA {iti da energia eletromagnética,inteessamnos na ESEE tr8s outras formas ‘energia: 1. Energia de campo elétrico,we 2. Energi de campo magaétcov, 3. Energia dhmica, ou disipada, wr! 221 ENERGIA DE CAMPO ELETRICO wer pasar de energia existe em todos os tugures do espago, onde exeja Pesente um campo elético, por exemplo, entre as placs de um capacitor e om tomo dos condutofes de uma lia de transmisto, Ela 6 encostrde on * Ver, no Cap. 10, a discusto sobre propagasto de ondas. 20 Inerodupte 8 Teoria de Sitemas de Energie Eldtriea densidades de volume; que podem ser calculadas por* Bef Leese? Ws/m? (2. eh = Feet sl . 6 onde E = intensidade de campo elétrico, como antes = al +m const ° €0™ -xgq X10? = constante delétrica para o vécuo € = constante diel6trica relativa para o meio em questo Costumamios dizer que a energia de campo elétrico esté armazenada no camp: Exemplo 21 Vamos stud a stuasfo da enepa de camyo no capacitor da Fi. 2.4 amos admitiy que fren ds placs sea a mi ¢ gue age dm's Gtance eats ar} 4 tenafo aplcads Denpestremot eo’ ce 3s gue 0 campo elfico& constant e gt 7d em {ode o espago ents as plas ‘Se utumimor Um desi instr eee disses ¢ oberomos, dk Eq (26) sepunteexpeaio pan adeno area erg: € Wan? | Sendo esta densidade conitante em todo 0 volume Ad, obtemos par a energie total 4b cea (Jade! wept moe Z aw A formula na eaidade 6 eo te Walm? en von | pEde,D & & densidade de faxo elétrico, medida em Vslm?. Trataremos apenas de melos ‘totrbpleot e lneares, onde Vale uteagis D = eee an Area a Campo___] elétrco E Fig. 2.3 Capacitor simples do placas \Concsitos Fundamentals de Engenharia de Sistemas de Energia Elttrica a est cto, ag (2.7 reduae A expressfo mais simples dada pela Ep (2.6), A capacitincia C do éapacitor & cud F ¢ entfoobtemos weber ws a) Podete prom que ext fEmula& vida para capcitor de qualquer geomet, sendo orange 222 ENERGIA DE CAMPO MAGNETICO wm A energia de campo mignstco wm 6 encontrada em qualquer lugar do espago ‘onde esteja presente um campo magnético, Sua densidade de volume & dads por" Simp at Wom? 2. Avoly 7 2 Hee IB sm @.10) onde H= intensidade de campo magnético, como antes Mo = 4X 107 = permeabilidade magnética do vécuo ‘= permeabilidade magnética relativa do meio em questo Como no caso da energia de campo elétrico, obtemos o valor total da energia de campo magnético por integragfo em todo o volume onde o campo existe. Para um elemento de circuito (bobina) que tenha uma indutincia L ¢ conduza corrente | podemos facilmente deduzis a f6rmula wmp=-LA Ws ay +A txmala raiment & BH Wain? crn) ‘fiuxo magnético em Wo/m?, Em melo lotsbpioos elineares temoe B= nue — Wolm* a3) ‘neste caso Bq, (2.12) redurae Mexpiessfo mals simples dads pela Ea, (2.10). 2 Inwroako 8 Teri de Sistemas de Energia Eee representando a energia total dy campo “Aims ts sre de cargo mgntico pa un tena de bobnas magetitmene ses cnter cmos aon devior {mdse Innes i hg sistema de duas bobinas com correntes /; ¢ /, teremos en eae vent = tah? +b ah sail, @ (Note a austnca do fator 1/2 no fimo terme.) ) 223 ENERGIA OHWICA, OU DISSIPADA vq cotte m ett ¢ disipada sob a forma de ealor sempre que uma Gnipuczo ie Cu alo teistvo. A taxa de vacagdo com 0 tempo, Gene Assipasto de energlaseré, por unidade de volume® & . rom = pl? Wim? @s ‘onde I =vetor densidade de corrente, A/in? p=tesistividade espectfica do meio em questfo, ©. m Exemplo22 Num condutor de Gomprimento Lm e rea de seceio, Am? conduzindo datpeantnte total 1A (de densidade uniforme de corren *) obtemos para dissipagdo total no volume L.A Ye WA Am) obtemos pas 1 pa ack 16 ‘Aresisténcla dos condutores & Reh og © a nos condus&fErmulamultoconkcids da dsigagfo de calor Qt khow an iyi tliat de calor representa una forma Ail de ent, come, por Seu stm foro slic No entate, na maton dos coy, a aces See oo feria ua pede de ne como no co ae ue te Se Example 23. Condee que desemes transits uma crtaquantlnde de te soteme da Fly 21a, Devido reste ua inte R ona Semone cad eee Conceitos Fundementias de Engenharia de Sitemes de Energia Elérice 2 ‘una inevtfvel pera de poténcia Plogg = RP 2 Na ealidade a fbrmula & 8 ete wm? ais) Tod | ‘Num melo ioixépico ¢ linear temos E=p1 Vim 4g. (2.18) redurse A expresso mals simples dada pel Eq-(2.15). [Unando a Eg (2.3) eliminamos a cortentee obtemos Poss = RPE)? 19) " Retcionando a perdas de pottacia com a poténcia transmitid obtemos lot wp Be a2 Pe Esta frmula nos ensina uma importante lgfo: ¢ perde relative de pottncle &Invertamente ‘roporcional ao quadrado de tentao de trantmistde Esse timo exemplo mostia ai necessidade de altas tenses de transmissfo, Gomo vantagem adicional, uma alta tensfo de transmissfo também resulta ftuma maior “capacidade de transmissfo”, um conceito que serf explicado no préximo capitulo, 23 POTENCIA EM CC VERSUS POTENCIA EM CA — CONCEITOS DE POTENCIA ATIVA E REATIVA © primeiro sistema de poténcia posto em funcionamento nos idos de 1880 (incluindo a histérica usina de Pearl Street, Nova Torque, construlda. por Edison) operava com cortente continua. A corrente alternada monofface {fpltou em uso not Estados Unidos em 1890 e a trifésica, poucos anos depois. Desde entfo a corrente alterads trfésica tem dominado © campo, Na dition décads 2 corrente continua, em sistemas de alta tensfo, voltou A cena e, no ‘momento em que escrevemos este livro, existem importantes sistema: de corrente continua em funcionamento no mundo. Pode-se, no entanto, dizer que © método de transmissio em corrente alterneda trifasica convinuard redominando durante muitos anos, 4 comente continua possul algumas vantagens que a tomam o método Ideal de transmits, em certor casos, A corrente altemnads, por outro lado, ter facilmente gerade conventontemente transformada para alton nivek de ‘sceusao § Teoria de Sistemas de Energia Eltrice CormoUe 4 pegPOdAM fet construfdos motores de CA bons ¢ baratos, ola fornouse 8 forma mals comum de energa eletscg, 231 TRANSMISSAO MONOFAsIcA Veremos'.aqui algumas ‘caracterfsticas fundamentais da poténcia em CA, Comegaremos com a monofiel ‘S% ¢ mais adiante, dermonstraremos “as vantagens da Span eROS 8 C4800 que, no sistema da Fig 21a tensto © a corrente sejam senoidais >= mee tent ' tax Sen (ct ~ 9) a Usando 2 Ea. (2.3) obtemos, para a potencia ‘tansmitida, a seguinte expressfo: Pa MS ymax Imex 3 ct sen (ut ~ 4) Ou Imex imax ATT Leos 9 ~ 005 (2ur — 9) (2.22) ‘Aqut introduaimos os valores efcaces* de testo ¢ corrente, dados por 1 = Ym sen (wt +0) S-Pelosintlotm «.. uiemes indica “puts naga Pe infil. raf ass need ‘ot dfininos 9 for ¥ como 6 némero complexe " poderemor escover v8 tom gu 7 fe temos entéo 1 = VFin frei i 4 { t Concsitos Fundumentas de Engenharia de Sistemas de Enerse Erion s a2 WEE nee cry oS « podemoseterver P= IPM cos ~ 171 LN cos (2ux - ¢) (224) ns 10 téncla mitim transmitida pulsa (Fig. 2.42) em tomo da port i tt i ew te seer, Sit ‘ul no sentido negative. JUO OO 3 3 6 ‘Intrbdurdo 8 Teoria de Satemas de Energie Eltice A equagto (2.24) pode ser transformada em P= IVIMl cos (1 ~ cos 2cot) ~ 1V1 iN sen $ sen 2ut Pe imincorp Poténcia ative ou real 2211 Mseng poténela reativa . Ce) © entdo podemos eserever a Ea, (2.25) de riansira mais compacta. P= Pl ~ cos 2st) ~ Qsen 2eot Fee conceli sf6 de importincia tho fundamental na ESBE, que achamos ‘Propriado dizer algumas palacas sobre seu sigunceds: ‘ara enfatizat 0 fato de que a Gltima roltompttes renpeetenea “afostva” Ou “teats, ce oe weet en wlampéres reattios (VAS), O-quilovar (RV, GISLIOTECA CENTRAL U.E,R& 7 CConceitor Funcamentias de Engenharia de Sistemas de Enero Eltice 2 Examplo 24 Considere a quarta entrada da Tabela 2 eto & o citeulto RL sie. Sea tensto for do tipo yaVJT IVI sen cor (cepa ida tetra td oe VF Wl s0n (oor ~ 9) - 4 4 VR HOLY = “Poréncia absorvida os Tipo de Carga ‘Relagéo fasorial Fase P @ We ty | yo | ese | ons e>o = 90" | pmo | oo | a>0 -%<4<0 | P>0 | o Vil, a poténcla tiv ainds uno sentido fj as ‘oténia ative so relativamente pequenas comparadss com o fuxo de ‘otdnciaativa mains, ‘Uma varia no nivel de tensfo de uma barra afeta 0 fluxo de pot orb, praticamente, nfo afta o da poténca ative 4-Umavariagfo doingulo de fase 8 afeta bastante ouxo de poténci tha na inka 25 Escolhamos, para’ Exerceio 24, os seuintes valores tase [Spl = 100 MVA tito Wol= 345 RV tonsfo de tina {e) Expr &impedtnca $ 4/40 em valor po unde, com a bases acim (2) Exprima todas as tenses dudss tous as potencas calclnées em alors pot unldade, com at bates dada 26 Beemplo 24 demcnstrou que, sob conde normals a perdas ma tah sfo shoul gen i So te ee (Tories ie vs na bara. Charemos sexu poténaa (edcusta por stom come aia doe valores nos dl exten) de “poses wearer atta eS Pet denies « rat eta a mt oc ext Piro ofits. Asim, om praca aproxinapi, comtdermet tale ae transl, Vik tga pa todo nhe reatiy nt “ Inrocuglo b Teoria de Sistas de Enero Eitica (o) Prove que peas de transmisso podem er calcula da peas rma aprcximades Pir? + Qn? Pow RPE ARO sy Wak ion x 282 #20? es WoP (2) Mote gon Sy Vor foram aon em alos po fama Erma das perdas A votes pfs, ptm Si topetentar patina tfaea Potro ene dein eri eae ee a oe, o} Compare as paras calaadss pels arenes C53) (0 om los ts clone tenes ea Pak Note: As equagbes (2.3) © (2.54) indicam que as poténcis athe @ reative transmi- {das contibuem iuaimente para as perdas Uma vex qu, na pritin, estamos inte: ‘etsdot plnipalments na wansmindo de poténca aia, podem, evidentements ‘minimizar as perdas de transmis reduzindo Qyn Ito pose tr felto “produindo™ a ‘polnciareativa no local” em que haja necesi dade. ‘As Eqs 2.53) ¢ (2.84) também confimam o que havfamos visto anterlormente, que ‘8 perdas so inversamente proporcionals ao quacrado da tensfo de transmis. 27 Sie o cabo spends 98 Fig 214 Mantes o condor inteme no pote MSs Sere si er Blindagem mation aterrads Conitor eee Fig. L14- Secgfo 46 um eabo, (4) Dedusa uma féemula para energia de campo eétrico srmazenada no cabo, em Jou Jes por metro da cabo. -t ‘Supertdo: Ocampo etrico 6 radial e sou mbdulo & proporcional 27}, (0) Wo Es 25) para edu una expresso paras cpactnca do cabo, em fards por metro de ‘Conceitos Fundamentals de Engenhatle de Sistemas de Energi Eltrca “s (6) Considere.0 seguinte caso numéro: Ri = iSem Ra = 400m © = 5S. constante dilética relative Se 0 abo for usado pare uma trntmissfo tiftsica 4 138 kV (de linha 4 nhs) ¢ 60 Hs, calcule » poténcia reativa gerada por quilbmetro. de cabo (4) Qual seria a rexposta anterior # dobeissemos 1 tnsio dininalsemos fre incia para 50°F? 28 Comider novamantso cabo d exeselo ane. Admit Gu por se pum ume ie ce etc winds © lade ed Loe ee spe © “eto plane” t comer que oman eal ae, distribufda em ambos os condutores, . a (gl Detriea retina pox mtr co, inclonando dea mae, (0S Sms expr daa ok om akon to Clase fica por guna Fig. 2.15 Carga ignda om deta, / 29 Consider o dtema du Fi 215. A carga cote om tits impedncls igus de 20103 4/0051 pu. cad formando ua cae equalraae cas ay Mane temo sien tc 61,00 pu Calas pottSce snaumfltpa neg tm raloer por undade 2.10 Como versmos no Cap.$, um transformador de pottncla pode set reprtintado por 1m ieulto conistindo simplemente de impedinca em vlte, Dos taastoneadioes funcionando em pra podem portant, ‘et representagor pelo coco paciots simples mosirdo na'Fig 216° Para exe circa, eaoule Wt perdas tobe ee j 4 I) =0.82pu, Fig. 2.16 Circuito equivdnte de dos transformadores em parleo, me me ae am aes H “4 Introdugo b Teoria de Sistemas de Energia Ettrice ‘warsformadores,tabendo que a corente total vale 0,82 pu, com bases 100 MVA © 220 RV. As Impedincls dos wansformadores 880: 2 = G0051+/0,103 pu, tees 2204V 0 5OMVA 2, = 0,0063+/0,0861 pu, tues 220kV075 MVA, (30.8 15 MVA sfo as poténcias nominais don tranaformadores) ‘BG as perdasem pu, com base 100 MVAL 2 No nls 247 ete me one 46 tt 0 los ets de 3 ‘piu, Gaeule at poténcias (tiva e reativa) sbeorvidas pelos nove elementor cijas [ripadncas (com valores base MVA-KV) sf0 PEREREEEE Fig. 2.17 Circuito umdo no Exerefcio 2.11. 212 Num sisem simétrico com n fees, asm tenaSes de fsbo da forma n= V2 Menwr sy, Yn = V2 Wi sen (wor ~ D360 CCleule a poténeia total consumida por uma carga edilibrads consstindo de 1 Impedincas igus lignéas em estela Prove, constants, (Concsitos Fundamentais de Engenbarla de Sitemes de Energia Eltrica ” REFERENCIAS Ure Tei, pes of Hecttomechancl Energy Convnion” ‘McGraw Company, Nova lorque, 1966. ieee aera 2 Fitsgerlg, AE, e © Kingsley, Je “Electric Machinery", 2c 1 top Ab King tric Machinery", 2404, MeGrawtill. Book 3 Wopdion HLL ¢1R Mecer:“Eecomechanil Dynami, vole £1 Jo & Sons, Inc., Nova lorque, 1968, eae era ‘4 Hallén, E: “Electromagnetic Theory”, John Wiley & Sony, Ine, Nova Torque, 1962. (0s apts lntrodatcos ds Ret 1 3 conttoem uma excelente eur plement Fata te cepts Are 4 ta eft mgs de une me a ea Jn de energia series energia elétrica -Consideragées Operacionais 3.1, OBJETIVOS © objetivo bisico de um sistema de energia elétrica & fomecer esta energia is arias cargas existentes numa dada érea de servico. Quando adequadamente rojetado ¢ operado, ele deve atender aos seguintes requisitos, 1, Deve fomecer energla praticamente em todos os locals exigidos pelos consumidores, 2 A carga alimentada necessita de pottncia ativa e reativa, varifveis como tempo. O sistema deve estar apto a fornecer essa demanda variével, 3. A energia fornecida deve obedecer a certas condigbes minimas, relacionadas com a “qualidade”, Trés fatores bésicos determinam essa qualidade: (a) freqdéncia constante; (b) tens4o constante; /c) alta confabilldade. 4. 0 sistema deve fornecer energia com custos mfaimos, tanto econdmicos, como ecolégicos. st Introdupto & Teora de Slatomas de Energia Erica Neste capitulo examinaremos aqueles fatores que afetam mals de porto esses cobjetivos. Comegaremos discutindo a estrutura do sistema, de fundamental importincia no que concerne & disponibilidade geogréfica da energia elétrica. Em sequlda, definiemos a capacidade de transmissdo, conceito que determina ss postbilidades de transmiss¥o de poténcia da rede. AAs caracterstcas da “carga” tipica sfo_investigadas e, em seguida, sfo discutidos 08 fatores que determinam a constincia da freqUéncia ¢ da tensfo, Por Gltimo, veremos os problemas da configbilidade e da economia. 3.2 A ESTRUTURA DO SISTEMA DE ENERGIA ELETRICA Um sistema elétrico de poténcia nunca 6 tfo simples como 0 que foi mostrado na Fig 28 caracterizado por um gerador, uma carga e uma linha do {ransmissfo. Na realidade, mesmo o mais simples dos sistemas 6 constitufdo por uma rede de grande complexidade, Mais do que qualquer outro, o fator que determina a estrutura do sistema 6 0 tamanho, A maior companhia individual, nos Estados Unidos, opera numa érea que cobre sete estados, tem uum pico de demanda de 10 600MW ¢ uma produgfo anual superior a 67 bilhoes de kWh (nimeros de 1970). Os objetivos principals do projeto de sua tede de 137000 quildmetros, devem, necessariamente, set muito diferentes dos que governam a ‘constricio do’ sistema de uma pequena companhia ‘municipal, com carga inferior a 1 MW. Nfo discutiremot aqui as razBes de ordem econdmics, ‘politica, histria e tecnol6gica, que determinaram 0 tamanho dos atuas sistemas. Queremos deixar claro’ que nfo éxistem regras serais, relacionadas com a estrutura, que se apliquem a todos os sistemas, & possive, no entanto, vislumbrar certas similaridades que caracterizam a Imaioria dos slsteras, Todos eles tém uma coisa em comum: operam em virios n{vels de tensfo, feparados por transformadores. Comegando com o nivel mais baixo, podemos dlistinguir os seguintes: 1. Nivel de distribuigfo (secundaria e primfria) 2 Nivel de subtransmissto 3. Nivel de transmlssfo e do grupo (poo). A Fig. 3. mostra esquematicamente como 6 estruturado um sistema t{pico, do ponto de vista dos nfveis de tensfo. 321 NIVEL DE DISTRIBUICAO Os circuitos de dlsttbuigfo constituem as mathas mals refinadas da rede total Usualmente dois nfvels de distribuigfo sf0 usados: sk (Sistema de Energie Eldtriea ~Consideraptes Oparecionais 8 A outro membro A outro membro 0 grupo. 228 do grupo we Nivel de ‘ransmissfo) Nivel de subtrans rmissfo--] ~ Nivel de | PA stribUIGE ge cconsumidores Consumidores "Grandes Gormumidores médios ‘consumidores’ muito grandes + Fig. 3.1 Estrutura de um sistema de poténca 1. A tensto primdria, ou de alimentapto (pot exemplo, 13 200 V), 2. A tensto secundinl, ou de consumidor (por exempio, 120/240 V). Os circuitos de distribuiglo, slimentados a partir das subestapdes de distribuigio (estagbes de ‘transformadores), fornecem energia 208 consumidores Pequenos (domésticos)e médios (pequenas indéstrias © coméecio) A engenharia de distribuigfo ¢, ‘em si, uma aubtecnologia de considerdvel ‘importincia, cobrindo uma grande variedade de setores como redes aéreas € subtertineas, mediefo, manobra:e proteggo. Um sistema tipico pode ter metade de seu capital de investimento aplicado em circuitos de dlstribulg6es, 322 NIVEL DE SUBTRANSMISSAO Os _citcuitos de subtransmissfo distribuem energia is subestagdes de Astibuisto localizadas numa certa drea geogéfica, num nivel de tensfo que, RW Raw. 2 Introdugio 8 Teoria de Slates de Energia Erie O) Simbolo 2 gerador i Simbolo de Cédigo de Simbolo édigo de S{mbolo 7 transformador v \ 2 Linh de int ‘com sistema vial ® Fig. 3.2 Sistemas radial 4) ¢ em anel (2). em geral, varii entre 11 © 138 kV. Eles recetiem energia diretamente da barra do gerador na estagto de geracfo, ou por meio de subestapBes de potincia Os ‘andes consumidores sfo servidos diretamente por essas estagbes. © papel de um sistema de subtransmissfo & bascamente © mesmo que o de lum sistema de distribuito, exceto que a trea geogifica snrvida 6 malor e 4 energia 6 distribuida em. maiores blocos, com n{vels de poténcia e tensio naires, Devose restr que, em muitos sistemas, nfo existe uma cara linha de demarcapto entre os czcuitos de subtransmissio e os de transmissfo. O sumento da densidade de: carga toma necessrio e econdmico superpor Uma a rede, re mais alta, a uma jé existente, Assim, uma rede que ontem era de tranamissio, amanhf poderd tomarse “uma “rede “de subtransmissfo, aa 323 NIVEL DE TRANSMISSAO O sistema de transmissfo difere, quanto ao funclonamento ¢ as caracteristicas, dos sistemas de distribulefo e subtransmissfo, Enquanto que esses dois tltimos © Sistema de Energia Ebtrice — Consiceragbes Oparaionais 6a simplesmente “‘etiram” energia de uma Gnica fonts e-a transniltem a cargis individuals, a fungfo de um sistema de transmissfo ¢ bem diferente. Ele nfo somente lida com maiores blocos de pottncia, como também interlign as estagBes geradoras e todos os pontos de maior carga do sistema. A energia pode ser condurids, geralmente, em qualquer diregio desejada, nas’ vérias ‘malhas do sistema de transmissfo, de modo a comresponder as condigbes de funcionamento mais econdmicas ou a melhor servis aos objetivos tEonicos. Por meio de interconextes, a energia pode ser transportada de um a outro dos sistemas de poténcia que pertengam ao mesmo pool A diferenga fundamental nos objetivos do sistema de transmissfo comparado ‘com o dos de subtransmissfo e de distribuigo 4 evidenciada na estrutura da rede. Enguanto os dois Gitimos sfo geralmente (mas nfo sempre) de estrutura ‘radial (Fig, 3.22), 0 primeiro costuma ter uma estrutura em anel, como mostra a Fig 3.25.* A rede do tipo radial & & solucio mais 6bvia no caso da energia fluir numa diregfo predominante, A estrutura em anel permite uma malor combinagdo de percursos e portanto serve melhor aos proptsitos do nivel de transmissio, * ‘Como jé mencionamos, o sistema de transmissfo conduz os miores blocos de poténcia e, por isso, é facil compreender que seus componentes (geradores, ‘transformadores, linhas e dispositivos de manobra) sfo, nfo $6 os mals importantes, como também, do ponto de vista da engenhara. de sistemas, of ‘mais interessantes, As tens6es de transmissfo usadas neste pals atingem, atualmente (1970), a valores como 765 kV. Muito embora o projeto ¢ 0 funcidnamento das redes de distribuigfo e de subtransmissfo envolvam problemas tecnicos de grande interese e importincis, somos forgados, por razSet de espaco, a exclutlos deste livre. Os mais Sofisticados ¢, certamente, os mais importantes problemas de engenhara, ‘envolvem, quase que exclusivamente, o nivel de transmissf0. Aqui, trataremos dos problemas associados 20 controle e 20 encaminhamento das grandes quantidades de energia que se mover nesse n{vel, tanto em condigbes normals de regime, como sob condig6es anormais (no caso da ocorténcia de falta). © projeto de um sistema de transmissfo de energia elética apresenta‘muitas analogias com o de qualquer outro sistema de transporte, como por exemplo, uum sistema de estradas. Muitas restrigbes devem ser levadas em conta, das (qual a8 maié impottantes sf0: 1, Sistemas existentes. 2. Localizaglo geogréfica dos atuais ¢ futuros (projetados) centros de carga. «A Fig. 32b representa o chariado “Aipgrama unifas” de um sistema de thansmiss. Os ‘sfobolos para geradores,transformadores, barr, inhas © cagas, que uatemot neste va $0 Introduaidos new figura. Um ponto nodal de tum rede de tunnsmissfo shamado de So BERR SRE wh oe ce «a i eB 8 lorodieto & Teora de Sistemas de Energi El 3. Localiago geogrifica adéquada para as tisinis geradoris, Em particular, devem ser'consideradas as disponiblidades de combustivel e de Agua (part 0 tesfriamento dos condensadores). Deve ser ressaltado que o desenvolvimento de um sistema de transmissfo & um processo gradual de erescimento, No projeto de novas redes, devemos sempie {omar como base a8 previsBes de erescimento populacional ¢ industrial pars @ frea. As companhias de enerpia elétrica, dando garantias de fornecimento barato ¢ abundante para uma regifo nfo desenvolvids, podem contrbuir pera © etescimento daquela regifo, De acofdo com as restrigSes impostas ¢ abs terem sido tomadas’decistes de natureza econdmica ¢, multas vezes, politica sobre a expansfo do sistema, caberé ao engenheiro de sistemas de energia desenvolver projetos vives do onto de vista téenico-econdmico-ecolbgico. ‘Assim como a estrutura geogréfica ¢ a capacidade de trfego de nosso sistema de auto-stradas interestaduals, devem ser determinadss para condigbes atuals¢ Futures de configuracfo e volume de tréfego, também o projeto de um sistema de transmissfo de. energia elétrica deve ser baseado nas condigbes atuals ¢ futuras de‘configuracto e volume de carga 33 CAPACIDADE DE TRANSMISSAO Um fater erftico no projeto e no funcionamento de um sistema de transmissfo € 4 capacidade de carga de uma linha de transmissio especifica. Quando quisermos conduzir energia elétrica por melo de uma linha de transmissfo, deveremos esperai, por nenhum outro motivo que no por pure intuislo, @ existéncia de ‘um’ limite para a quantidade de energia a ser {ransmitida pela linha. Nesta secpo investigaremos tais limites para condigbes estitiens, isto &, deduziremos a capacidade estatica de transmisudo, ou 0 limite de establidade estdtica, de wina linha de transmissfo. A hipStese que faremos & que, aumentando lentamente 4 cargs, forgamos um aumento lento da enetgia que std sendo transmitida pela linha em estudo. Para sermos especificos, onsideremos a links da Fig. 212, para a qual f deduzimos expresses para 4 + poténcia transmitide. Para tomar a situagfo tfo simples ¢ clara quanto possivel, vamos inicislmente fazer a hipbtese adicional de que a lnkia nfo tena perdas; om outras palvrs, Yamos desprecar a resisténcia R em face da reatincia X ‘Tratase de ums: hipbtese vilida na pritica, © que seré confirmado nos eapitulos 4 2 6. Sem Perdas ativay na linhs,* as poténcias ativas, no “terminal de salda” e no ‘Ainda temos,& claro, as perdasreatvas na reatincia sé X Sisteme de Energia Eitries ~Consierasdes Opercionais 85 plarminal de‘entrada” deverfo ser iguals, Para A'S 0, as Eqs (2.47) not Ao, para a poténcia ativa transmitida eae rye aye HEN ans an pembramos que 5 representa 0 ingulo de fate entre Vj ¢ Vj. Se a tenses nas Rass forem mantidas constantes,* poderemos escrovesa equaglo. seine como Py = Pax sen a2 onde Prax $ vem = const 33) (Note que, se entrarmos na fOrmula com tensBes de linha em kV, a poténcia Prax Obtida serd triffsica em MW). A, inica mancira pela qual podemos afetar o valor da potencta transmitida & Qbriamente, mudando o dngulo de fse 5. Quando um aumento do cara forse G,\rescimento da poténcia transmitida, isso ocorre por meio de um sumone fingulo de fase entre Vj © Vj. A Fig. 3.3 mostea a rlagdo entre a pottncle {ansmitida @ 8. Note que a poténcia muda de sinal com a mudanga de sil & 50 sentido do fluxo de poténcia & determinado simplesmente pela tensfo, ¥; ou Yj, que esteja adiantada em relagio 4 outra. Quando a potineia transmitida atinge 0 valor Prax, 0 Angulo & stinge 90° ¢ eo cat? de uma rede infinitamente forte, a freqUéncia f do sistema ¢ as fensbes Individuals de barra, [V1 entio, portanto, fora ‘da influtnela dee Phaser individuals e, nessas “condigves, as quatro saféat, da Fig. 43 Sauzemse a duas, a8 potencas atva © reativa de safda da miquina Bore om Nese cao especial as condigdes de nfointeraszo aZ0 quase ttiet A Tanipulasfo da corente de campo afetad apenas a potdncia tatia, 10 paise Te mms mudanga ‘no .conjugado aplicado, provocads por uma vtiag2o na Tepulagem da vdlvula oui da entrada no equipamento de aclonamento, sistant Drincipalmente « poténcia ativa. A vatiaefo do conjugado também distort ¢ Poténcla reativa, porém de modo muito fraco,relativamente; ito 6 tenes ae faco acoplamento entre tiny © Oow A ted Sinfinitamente forte” representa um caso extremo, no qu diz resplto Timea ae gout, extreme & representado por “um ‘nico. gerador slimentando uma Gnica carga, «Para simplifca, admitamos que essa carga seje uma impedincla. Admitarios ‘gore gue soja sumentado o conjugado aplicado, O que acontecert? Une wer * Compare com o “trem” do Cap. 3, litera | a tas 1A Miquina Sincrona —Represantapto por Modelo a ‘rovocari' um auménto de velocidade, portanto, um aumento de freqUnci Aumento de velocidade significa aumento de forga sletromotes, & portanto, atumento da tensfo de barra; ¢ daf conclufmos que tanto a poténcla atin: como a reativa variarlo, Em resumo, a variagio do conjugado causatd varlagdo do todas as quatro safdas, Oleitor devera, anelogamente, examina as conseqG8nclas da vatiagfo da corrente de campo. Dessa andlise, deve ter ficado bem claro que podemos esperar,.no caso geral, uma relagfo bastante complicada ‘entre as entradas e as safdes das miquinas {individuais, Nossos modelos matemfticos deverto ser suficentemente acurados para contar toda essa hist6ria 422 UM ANALOGO MECANICO A relagfo entre 0 conjugado de acionamento e a poténcia ativa de saféa, numa ingen sino ccevonele ts ‘sande sistema, pode ser demonstrada or meio do andlogo mecinico representado na Fig 44, Temos all virios “mécanismos” que, por meio de uma calxa de engrenagens, acionam juntos ‘uma carga mecinica, Vamos admiti, iniialmente, que um dos mecaaismos esteja desligado do sistema e que desejamos lilo. Como isso sek feito? ‘Trés condigbes deverio ser satisfeitas antes de podermos. engrenar o ‘mecanismo, 1. A roda dentada A, no mecanismo, deve girar com velocidade igual a da toda B do sistema, ¢ no sentido apropriado, Fig.44 Andiogo mectinico do sistema da Fig. 4.3. , 7 Introduete b Teoria de Sstamas de Energie Eltice A A a a O) © Fig. 48 Anflogo mectnico do angulo de poténcit: (a) sem carga; (2) caso de gerador; Wd eaio de motor. 2. As rodas dever ter dentes coincidentes, 43. As rodas devem ter uma posigio relativa coincidente (fase). Obviamente, ‘nfo poderemos engrenar as rodas se elas estiverem girando dente contra dente, ‘Se as tr8s condigGes acima forem atendidas, poderemos suavemente ligar 0 ‘mecanismo ao sistema, simplesmente, juntando as respectivas rodas dentadas, ‘Uma ez felta essa “sincronizagio” podemos agir sobre cada mecanismo, de modo a fomecer poténcia a0 sistema (“gerador"), ou a reoeber poténcia do ‘sistema (‘niotor"), simplesmente controlando seut'conjugado, Se agirmos de ‘maneira que 0 conjugado tenda a acelerar o sistema, entfo 0 mecanismo estark funcionando como, gerador, abastecendo o sistema, Se, 20 conttirio, o ‘mecanismo estiver “earregando” 0 sistema, com um conjugado que tenda a Aesacelert-lo, ent teremos agio motors. Se coniiderarmos, a fim de conseguir uma analogia ainda melhor, que as rodas dentadas so elisticas (por exemplo, feitas de borracha dura), entfo, observando a engrenagem por meio de um estrobosaSpio, .poderemos determinar se temos agfo geradora ou motora, ¢ também o grau de cada uma. AA Fig. 8.5 representa 0 que serd observado. No “caso de gerador”, Fig 4.50, 4 toda A do mecanismo esté girando adiantada de um certo Angulo em relagio 4 toda B do sistema. 0 valor do Angulo depende do conjugado, isto &, da ppoténcia fomecida ao sistema, No “‘caso de motor", Fig 4.5, a situagdo se Inverte, Em ambos 08 casos, se 0 conjugado (ou a poténcis) for muito grande, ‘uma das rodas deniadas poderi “escapar®, “‘pulando” dentes, com resultados desatrosos, O valor desse conjugado limite (ou “de escape”) depende (1) do tamanho dos dentes ¢ (2) da dureza do material, 423 O MECANISMO CONJUGADO — ANGULO DE POTENCIA Apbs essa “excunsfo” pelos “domfnios da mecinica”, retomemos a0 sistema elétrico ¢ tentemos interpretar as ig6es aprendidas, ‘A Maquina Sincrona — Repreantasio por Modelo a Como no caso'mectnico, devemos inicialmente liga ou “sineronizar” riossa rquina & rede. Iso 6 foto ligando © dixjuntor do gerador, 8s eondlgbes everto ser atendidas antes disso: 41, 0 gerador deve girar com uma velocidade igual A do sistema, e no sentido apropriado, Isso & conseguido quando a tensfo do gerador tiver uma frequéncia igual & da tensfo do sistema e ambas apresentarem a mesma seqncia de fases, 2. Os fasores tensfo, da miquina e do sistema, deverto ter médulo igual (sto & por meio da corente de campo, devemos ajustar as forgas eletromottizes do geradot aos valores de tensto da rede). 3. As tensbes da méquina e do sistema deverzo ter fase igual Com um pouco de imaginagfo podemos relacionar estas condig6es, uma uma, com as da sincronizagio meciniea. Sendo todas elas atendidas, podemos ligar 0 disjuntor, ¢ a méquina serd suavemente conectada ao sistema, Feito isso, a miquina poderi funciona’ como gerador ou como moter, dependendo do conjugado, Se, por meio do equipamento de acionampento do ‘gerador, aplicarmos um conjugado crescente que tenda a acelerar o sistema, ‘teremos agto de gerador. Se, ao contrério, aplicarmos um conjugado frenante, entio, forgaremos a méquina a funcionar como motor. Em ambos os casor, Podemos efetivamente, por meio de um estroboseSpio, confirmar se 0 rotor Gira com um certo Angulo mecinico, dngulo de potencia, adiantado ou atrasado em relagfo a rede, Na ago geradora, a miquina tenta traclonar fede; na ago motora, a rede traciona a méquina. O valor do tngulo depende do conjugado (ou da poténcia). Se ultrapastarmos um certo valor limite para o conjugado, a miquina comega a “>pular polos” (ou “pular dentes eléttcos") com resultados desastrosos, O ‘antlogo acima nfo é, logicamente, perfeito, Por exemplo, ele nada nos diz sobre a pottncla reativa No entanto, como a mfquina sinerona € um equipamento bastante complicado; nfo abandonaremos um anflogo til, apenas porque ele falha em certos detalhes, 424. CRIACAO DO CONJUGADO Quando aplicamos 4 rods dentads A da Fig. 4.5 um conjugado crescente ou decrescente, imediatamente, forgas mecinicas internas a engrenagem fazem parecer um conjugado para contrabalangélo, As forgas resultantes sobre 0 material causam a deformagio mostrada na Fig. 4.5. Uma situagfo semelhante, s0b certos aspectos, ocorre no caso elétrico, sendo que o conjugado de equilforio agora nfo 6 devido a forgas mecinicas, Na méquina sfncrona tals forgas so de natureza elefromagnética, cavsadas pela interagdo entre o fluxo do rotor © as correntes no enrolamento da armadura. a ig ki md rt =_-—-s = a 8 Intosuglo b Teoria de Sistas de Energia Eide Ajudard se fizermos uma analogia entre a situagGo existente no interior da smiguina sincrona ¢ 0 aparelho simples mostrado na Fig 4,6, Al temos uma ina com corrente que pode girar livremente no campo magnétlco, Axo comideranos de denade constante B Wh/a?, & mtengeo ene oe fluxo ¢ a corrente f na bobina resulta em duas forgas verticals F'= BIL N, que, em conjunto, agem sobre a bobina. Se nfo houver nenhum conjugado externo aplicado.i bobina, por uma.cargs, esta ficari numa posiefo de equilforio vertical Caso contririo, a bobina assumisi uma. posicgo inclinada, caracterizada pelo Angulo a. O conjugado eletromagnético comrespondente seri te = FDsena=BiLDsena N.m (4.1) ‘Sendo © campo magnético B, proporcional a fem Ee & te = ide R é a resisténcia da bobina smével obtemes ich ue re~ Bina Nim 6 (Para definigfo de Ve Ever Fig. 46.) Se o conjugado de carga for aumentado, o angulo de inclinagio a aumentard st6 que, com a=90", teremos o “‘conjugado de escape". Logicamente, GAS Poti nun capo malate, ‘A Méquina Sinerons ~ Representacio por Modelo as sumentindo Ve £; pédemds obier um malor valor para esse conjugada No interior da mfquina sfncrona, © mecanismo de equilforio do conjugado & de natureza similar, porém diferente em detathes. 4.3. DESENVOLVIMENTO DAS EQUAGOES GERAIS DA MAQUINA A fim de conseguirmos um ertendimento completo do comportamento da méquina sincrona, em ambas as condig6es de funcionamento, em regime Permanente ¢ em condigbes dintmicas, nfo temos outro recurso senfo deduzir ‘equagdes vélidss para as condig¥es mais gerais, Para tomar a méquina passivel de uma andlise razoavelmente simples, devemos (como sempre) fazer certas |ipbteses simplificadoras, Indicaremos tas hipSteses no decorrer da andlise. Tradicionalmente, a teorla da miquina s{ncrona era apresentada em termos das formas de onda do fluxo no entreferro, da corrente e da fem. Exe método tem a vantagem de proporeionar uma visto das realidades fisicas intemas & miquina ¢ serve perfeitamente 20 limitado propbsito de explicar suas ccaracter(sticas elementares de funcionamento em regime permanente, ‘Tal enfoque, no entanto, tomese impraticdvel quando & necessirio, como em ‘Rosso caso, expor o comportamento da mAquina sob condigSes transitras « fem rélagdo com a rede extema. Para tal propésito, nfo’ conhecemos um método de andlise melhor do que 0 que -apresentaremos a seguir. Sua caracterfticn principal 6 0 uso exclusivo de conceitos de cireuto; a méquina & considerada como um conjunto de circutos acoplados, magneticamente, cujos pparimetros principais variam,com o tempo. 4.21 OS PARAMETROS BASICOS DA MAQUINA. ‘A mfquina (Fig. 4.1) “contém quatro enrolamentos_bésicos: of .trés corolamentos simetrcamente dispostos no estator (identifieados pelos {ndices 4, b ¢c)¢ 0 enrolamento do rotor, ou de campo (fndice 7). Uma miquina real pode possulr também enrolamentos de amorteclmento, consistindo em bobinas curto-sircuitadas, tipo gaiola de esqulo,localizadas em ranhuras na supertice do rotor. Uma vez que estamos, no momento, intereisados em apcesentar as caracteristicas bisicas da méquina, faremos, inicialmente, as seguintes hipbteses: Hipétese 1 Despreze a influéncia dos enrolamentos de amortecimento* (Mais tarde discutiremos, qualitativamente, seu efeito.) Cada um dos quatro enrolamentos & caracterizado pela reisténcia, indutincia 5 No funcionamentoequirado em repine pemanenieo erlanento de amoctecnento 6 inoperante, “ 2 c= SM BERMAE ER K a6 Introdupio Teoria de Satemas de Energie Eldvice Fig. 4.7_ Pasimettos dos enzolamentos ~ rsisténclas ¢indutincas, pope ¢ pindutincia métua, em relagio aos outros trés enrolamentos . Para 0 enrolamento de ordem {esses parkmettos slo representados or 16 ti @ ly» tespectivamente, O leitdr deve observar que admitindo ‘existinca deses parimetros,tacitamente fazemos a Hipbtese 2 A miquina & magneticamente linea, O conceito de indutincia 6 faz sentido s6 admitirmos proporcionalmente direta entre comrentes ¢ faves, Nesse ponto, devemos fazer as seguintes importantes. observagSes sobre os arimetros: 1, As resistincias do estator rq) 7 ¢ re so, por projeto,iguaise telativamente = Prquenas Assim podemos, em nossa andlse, fazer 7¢=75 =7e. © te 2 Como podemos verifcar da Fig. 4.1, todas as 16 induldnclss, cof a Gnica frseefo de ty dependem da posigio do rotor, sendo portanto, fungSes do Angulo a, varivel com o tempo.* (Para definigio de a ver Fig. Al). * Bata afirmagfo 6 yerddeira apenas para rotor sllente, ‘A Maquina Sincrone — Representaeto por Modelo 87 3. Se “0 rotor for do tipo ndosaliente (ou cilindrico),. como & aptoximadamente, 0 caso do turbo-gerador, entio todas a! indutinciat Serfo constantes, com excegfo das muituas contendo indices x 4. A indutincia propria fgg do enrolamento a do estator vara periodicamente com 0 Angulo a, como mostra a Fig. 48, atingindo o valor miximo quando 0 eixo do-rotor coincide com o elxo do enrolamento, isto & quando'a=0¢a, portanto, duas vezes por revolusto do rotor, ‘Agora fazemos’a Hipstese 3A variagto da indutdncia, mostrada na Fig. 480, & considerada harmonica; isto &, podemos escrever lgg como segue Iga = Ly + Ly cos 20 (43) condy/os parimetros positives £1 ¢ Lz sfo definidos na figura. Note que Ly -zerd para rotor cilindrico. Essa hipdtese 6 multo boa. Desejamos, realmente, eliminar as harmbaléas mais altas, ¢, para iso a8 superficies dos pOlos so construfdas de forma a obtet felutancias tHo senoidais quanto poss{vel) ‘ 5. As indutinelas prOprias Ipp ¢ lee parecem Idénticas a fgg, porém, como os enrolamentos b ¢ ¢ do estator esto espagados de 21/3'e 4n/3 radlanos do entolamento a, devemos substitutir em nossas fSrmulas a por (@ ~2n/3) (@ ~4n/3), respectivamente, Usando a hipbtese 3, teremos portato . Inp = yt ly cos a~ 22) 4a Teg = Ly +13 008 (a~ St 6 As Indus smituas ly satisfazem as equaytes 7 wan | co) © as indutincias do estator fyp, lag € Ine 880 todad negativas, al equayo (4.5) 6 uma conseqitncia do ‘fato de que a comente no enrolamento / produziré um fluxo concatenado com 'enrolamento j, cujos ¢ sentido sZ0 idénticos 20 do fluxo a que uma corrente igual em j aria origem no enrolamento.{ Notamos também, da Fig 4.1, que uma a Introdupio &Teotie de States de Ene fi T ” © @ ig. 4.8 Vasiagfo das induttncas com a posigfo angular do rotor, ja Euriee [AMéquina Snerona —Represintecbo por Modelo o corrente positiva® né ‘enrolamento i do estator dari origem a um componente ‘egativo de fluxo concatenado com os outros dois enrolamentos do extator. Iso, portanto,, significa que as tr8s indutincias métuas do estator sf0 negatvas, 7. 0 fluxo concatenado com o enrolamento b do estator, produzido por uma dada corrente no enrolamento a, terd seu valor méximo quando o Angulo a valet +30° ou 150°, uma vez que nessas posigBes © rotor oferece a menor reluténcia, Analogamente, 0 fluxo seré mfnimo para a= 60° ou 240°. A indutinci miitua J,p ter entfo a forma mostrada na Fig, 4.8. Note que 0 componente de dupla freqiiéncia terd a mesma amplitude que no caso da indutincia propria Teremos, portanto ap = ~ Ly ~ La c0s2(a+ £-) 46) onde Ls 6 definido na Fig 4.88 Note que Ly & positivo, 8. Um arrazoado semelhante revela que [ge terk um valor méximo para = 90" € 270° e, no caso de lgc, para a= 30° e 210°. Teremos, entio Ine = ~ Ly ~ Ly 008 2(a~ F-) “ (47) lec =~ Ly Ly cos 2(a- 4) 9. Com relagfo as indutincias do rotor, notamos que (a) A induténcla prépria fy do rotor & constante (como jé fol mencionado) ‘Vamos representé-la por Ly (Fig. 4.8¢). (0) As indutincias mtuas entre 08 ensolamentos do rotor’ ¢ do estator Variam entre méximos positivos ¢ negativos. Um ciclo corresponde a 360" de movimento do rotor. Podemos, portanto, usando novamente a hipdtese 3, eserever yg = Ly cos hy = Ly 008 (@- 22.) 43) Ihe = bs cos (a~ S)m Ly cos (at 28) onde Ls 6 definido como na Fig. 4.84 * Pana definite de corente “postive” ver Fig. 4.7. Vo também, na pégina 90, dlscur so sobre polariade de coments, 0 Introdugdo bTeorla de Sistemas a Enerple Eltrica 10, Em todas as frmulss, acima, o Angulo @ pode ser entendido como representando © Angulo elézrica. Como mostra a Fig 41, os angulos elétrico € mectinico sfo Idénticos para uma miquina de dois pblos, porém, para p> 2, temos ae =F mech (49) 11, Resumindo, podemos concluir que todas as 16 indutincias podem ser expressas em termos de um conjunto de cinco parkmetros. positios, Li, vrbg (todos definidos na Fig. 48) ¢ no Angulo de potigfo do rotor, a. Na andlise que segue, admitiremos tais parimetros conhecidos, seja por ‘ensaio, seja por tabela do fabricante. Note também que, no caso de rotor cilindrico, © conjunto de parimetros reduzse a quatro (Ly, Ls, Ls ¢ Ls). 432. AS EQUAGDES GERAIS DA MAQUINA Nessa altura, possutmos um conhecimento completo de todos os parimetros de cireuito relativos a0 problema. Passaremos agora a escrever © conjunto geral de equagbes de etruito, das quals, posteriormente, poderemos deduzir todas ss informagBes relativas a nossos estudos de sistemas. Se escrevermos as equagbes de Kirchhoff para tens®es, para os quatro citcuitos separados da Fig. 4.7, obteremos diretamente da Mem i Fad Sad — 2 ud) + Atty d ad BOW FU GW G+ FUE . a a ad mee Fat — Fain — 4 td + 4 at) a d a a it, gd Gol) — Fedo) + Flot) Na Fig. 47 a8 correntes do estator sf0 consideradss positivas no sentido do potencial postivo, isto & no sentido de gerador. A corrente do rotor & considerada positiva no sentido oposto. A mistura de definig6es decorre do funcionamento normal dos respectivos enrolamentos, No entanto, 880 causa uma mistura de sinls nas Eqs. (4.10), que somos forgados a tolerar, Seria impossvel prostepuir daqui sem langarmos mfo das caractertstioat compactas da notagfo matricial, A maioria dos alunos deve conhecer anslise matricial; para aqueles que nfo estejam multo familarizados com 0 assunto, ‘A Maquina Sincrona — Reprstentsebo por Modelo o sugerimos uma recordagio.* Lidaremos, neste livro, com circuitos grandes, ¢ 0 Ietor, & medida em que se for familiarzando com eésa “ferramenta”, Goiicordard conosco que, no manuseio de equagSes complexas como as Eqs.(4.10) ¢, em particular, na programapio de nossos. problemas em computadores, setia tolice nfo adotar métodos matric.’ No. entanto, podemos assegirar que nfo ‘utilizaremos sofisticagbes desnecesséries; na Yerdade serd suficlente conhecer apenas as operagSes mais elementares do cfleulo matricial ‘Uma ver explicada a necessidade do uso dessa nova roupagem matemética, ppassamos a definir as seguintes matrizes: (4.11) ty fe (4.12) 9.0 Off, * Vel, por oxemplo, o Aptndice A. = IntrodugSo Teoria de Siutemat-de Energia Elbtrice ‘A Midquina Sinerona ~ Repreyentarbo por Modelo 93 £ importante lembrar que no caso de rotor cilindrico, todas as indutinctas ‘roprias @ métuas do estator sf0 independentes do Angulo a do rotor, 0 que ‘equivale a dizer que o coeficiente L2, na Eq, 4.8, 6 igual a zero, Neste cas0 a matriz de indutdncia assume o valor mais simples hi nhs obs Lseoa aks Ly a Ly by costa 2) Le Ly aly Li | Lyom(as 28) Ly cosa Ly cosa -2E) Ly cos(a+ 2E) u | ay Note que as matrzes v ¢ { cont apenas uma cluna, Simbolizaemos a rails coluna 0 vetor pot lett miniscule em nego. Todas as demal- Iarzes wero representadas por ltt maltclas ern net As Ines de artigdo, tracejadas, set explicadas posteriormente.) Em ‘termos das matrizes apresentadas, podemos escrever o sistema (4.10) de rmaneira compacta: Ria ay (413) Esperamos que o leitor jé se tenha convencido da utilidade das matrizes, Uma vez feitas as “tabulagdes”, de (4.11) 2 (4.14), podemos trabalhar com equagdes vetoriais compactas ¢ sempre que quizermos dados detalhados, necessitaremos apenas consultar as “tabelas”, ‘Antes de prosseguirmos em nossa andlise, faremos algumas observagdes em telagdo & Eq. (4.10) [ou (4.15)]: 1, Note’ que, pelo fato dos elementos da matriz L dependerem de a (¢, portanto, do tempo 4) nfo podemos escrever 0 segundo termo d aL ai ele Assim, as equagBes diferenciais nfo sfo do’tipo de parimetros constantes, ‘por essa raxdo, ndo podemos usar diretamente transformadas de Laplace para sua solugt, =sBAERAE “as = SS @# 8S 7 ff 9 Inrodugio 8 Teoria de Siatemas de Energla Elbtrice 2, Coasideré um terme tipico da Eq, (4.10), por exemplo Fuld) Derivando, obtemos tecmos dos tipos 4 sen te cos. fGh ene 6 Sh cos20 Se a velocidade angular do rotor, da/dt for constante (0 que & em geral 0 aso, devido a grande inéreia da miquina), entfo podemos escrever f= w= const 416) a= wttay ¢08 termos acima reduzemse a wheeler en), & cos att ay) He Conclutmos que nossss equagbes diferenciais (gerais) sfo, nesse caso, do tipo near, com coeficientes variéveis com o tempo. Assim, poderemos obter * SolugBes para o sistema das Eqs. (4.15). Por outro lado, sob a influéncla do conjugado eletrodinimico (sobre 0 qual ainda nfo falamos), a velocidade a poderia variar ¢ entfo as equapSes diferencias (4.15) seriam ndo-lineares e nfo Poderiamos achat solugGes analfticat Mesmo assim, setia possive, & claro, abter solupbes mumdricas por computador, Na segio 4.3" vollarenos se assunto, 4.33 A EQUACAO GERAL DA POTENCIA Usando equagfo fundamental da poténcia, aptesentada no Cap, 2, teimos a feguinte expresso para a poténcia total fomecida pelos enrolamentos do stator: PHhrt hry the W . (4.17) Devemos ressaltar que p 6 considerado positive no sentido do gerador. Notamos que essa formula contém os elementos das matrizes ve | associados A Maquine Stncrona — Represgntes8o por Modelo 9 ‘com 0 estator.* Nesse ponto achamos ima razZo para trabalhar apenas com artes das matrizes anteriormente definidas. Se, por um momento, Tetornarmos is equagbes de definigfo (4.11) a (4.14) notaremos que elas foram partidas de modo a fazer uma distingdo entre as poredes do rotor ¢ do ‘stator, Tendo em vista essas partigBes definimos as novas submatrizes: we 7 18) ¥ m0 Oj R2 lo n 0 (a9) 0 0 tec dae Ter Le® Joe tee toe] tne © |iay (4.20) lea Hed ee fer, Logicamente, as matrizes totais v, i, Re L sto compostas pelas submatrizes, 4a seguinte manera: ot | =k, r.l/* ° e[ (an or, La? © “expoonte” 7 indica transponigfo (ver Ap. A) Voltando & nossa equasfo (4.17), conclufmos imediatamente que podemos eacrevéla em termos das matrizes ¥,e jy, como segue: “tae ans ns 1, ne pam ree cee sel 4 ey sm Loner %6 ‘nzoduet Teoria de Siemans e EnrgeElrce % Prletvid |r| =i Ww (423) % Noremos que, para s andlse seguinte, seré conveniente exprimir a equagdo: seal (4-19) em Fungo des submatrizes definidas. Obtemos, dretaments, sor substitulgio, fe sup « Podemos escrever essa ‘equagdo na forma de “‘componentes”: = Rie 2 i-th) = = Rabe Cla Bt a tee Bali Int) Note que © piimelto “componente” 6 na realidade, um vetor a trés fimensbes. © leltor deveré fazer todas as operagdes maticais nessas dave ‘imas equates ¢ verificar que elas so realmente idéntics &s Ege (410), 4.34 A TRANSFORMACAO DE BLONDEL Aicaneamck sor postive obtersolugbes analiica para o sistema do eqiagbes ‘ferent, Eas (4.10), considerando constante a locdsds © Mee tee, pes Porsivel chegar a essassolugtes dietamente' partir das equasdes, na A labia orignal fol de Andsé Blonde, na Fi rém o método desenvolveuse com Doherty, Nickle, Park e outros, mass Pe ‘ote oe ‘A Méquina Stnerona — Repreventaglo por Modelo 7 Essas correntes de Blondel sf0 definidas como segue ta F cosais+ $ cos(a- 3 Wy + Zeos(a 2), la 8 Fsen ely -Zsen(a- 22) ~Fren(ar At) (426) bo PF httht yi ou utilizando notigo matricial ip 2 Bi, 27 onde iy 6 0 vetor conente de estator, jf introduzido, definido plas Eqs. (418), ¢ as matrizes ip e B sf0 definidas por: cota cos(a- 28) cos(a+2ty (4.28) S88 E48 (4.57) como a fem do ‘Todos os fasores acima so mostrados na Fig. 4.11, Trata-se de w; Cxttemamente importante, uma vee que tele € pesshel “ota Sata +t ‘A Maquina Sinerone— Represenacéo por Modelo 107 a & Pale h le 7 4.11 Diagrams fesorial de uma méquina em funcionamento siméttico, Apents a fae 28 mostads, Informagdes essencials, concementes a0 funcionamento simétrico de méquinss sineronas, Antes de discutirmos esses assuntos, faremos algumas observag6es ‘em relagGo a0 diagrama fasorial: 41, Uma vez que existe uma completa simetria entre as trs fases, omitimos 0 {indice a nos fasores V, Ee L 2, Identifiames 0 angulo de poténcia 8, introduzido na Fig. 4.10. Gonsideraremos 8 positivo quando E estiver adiantado em relagio a ¥. 3, Também identificamot 0 angulo de fase , introduzido nas Eqs (4.47) ¢ também 0 mais importante, 0 Angulo $, isto 6, 0 angulo de fase entre fensBo ¢ corrente de estator. Como & usual, § & considerado. positive quando a tensfo ative adiantada em relaglo & corrente, como na Fig 4.11, Relogdes de poténcia Quando funcionando em concigdes simétrcas, a questo mals solicitada diz respeito &s poténcias ativa e reativa consumilas ou fomecidas pela miquina. J4 haviamos observado que a poténcia ativa ¢ gonstante, Poderfamos prontamente obter uma expresso para ela, usando a Eq. (4.43), mo entanto, preferimos usar nossa bem conhecida formula da poténcia complexa, que forneceri tanto a poténcia ativa como a reativa, Temos So = Pe tiQg=|MM cos6+/1M Ml sen g Fizemos uso das Eqs. (2.26), que dizem Po = (Mico — MW/fase OG = Miser — MVAr/fase (4.59) Y, Le @ catfo definidos e aparecem na Fig. 4.11. Note que pot ser 7 onsiderado postive saindo da ‘méquina, as Eqs (4.59) definem Fo ¢ Oo como positivos no sentido de gerador. Observe também que as equasses noe 108 Introdupto b Teoria de Sistamas de Energie Eltrica 4dfo valores por fase da poténcia. Como as Eqs. (4.59) contém a corrente, aramente conhecida de maneira explicita, deveremos escrevélas de forma diferente, Do disgrama fasorial da Fig. 4.11, obtemos por projegfo, sobre E € perpendicular a E 1B ~ Wal Xa = 1M cos 6 Ugh Xq = 1M sen 8 (4.60) temos também Ml =U sen Wal= IN cos ¥ a para os Angulos ot b+ v= 90" (4.62) Da fitima equago deduzimos £01 6 ven W cos 5 + cos W sen 5 ¢ portanto Mi.cos $= [ll sen ¥ cos 8 + |/] cos W sen 5 (4.63) Usando as Eqs. (4.61) temos, da filtima equaggo. M1 cos Mel cos 8+ Wal sen (4.64) ¢ substituindo nas Eqs (4.59) ¢, 20 mesmo tempo, usando as Eqs. (4.60) chegamot, apés algumas operagdes algbricas simples, a seguinte férmula, para 4 poténca ativa: P= TUB se + YE Gg) hen (465) A importiincia dessa formula ¢ devida ao fato de que a tensio de barra iné ~uma .grandeza praticamente constante, quando a rede é suficientemente grande,* O médulo [é] da fem serd constante, se mantivermos a corrente de campo constante. Conclutmos, portanto, que, para todos os efeitos priticos, Pg é wma fungio apenas do angulo de poténcia 8. * Para uma rede “infinite” i havfamos conciufdo que IM & absolutamente conitente, ‘A Mbquina Sinerone— Repeesantasio por Modelo 109 ‘A formula fica’ mais simples para o caso de méquina sem saligneia no rotor (fotor cilindrico). Nesse caso, Xq=Xq ¢ dat Pgs a send (4.66) © segundo termo* . na Bq, (4.65) & designado por componente de salléncia, ‘ou de relutincia, do conjugado e, como regra geral, é relativamente pequeno (20 a 20%), em comparacfo com 6 primeiro termo. [Na andlise que segue, qaremos mais énfase a0 comportamento qualitativo que 0 quantitative entfo usaremos, como base, a Eq. 4.66" (para. rotor ilfndsico). Necessitamos, de infcio, uma férmula semethante para a poténcia reativa e 1 obtemos da segunda das Eqs (4.59). Uma deduglo andloga a da Eq, (4.66) fornece = HEU cogs = HE ’ Og = EA cons - (467) A potincia reativa 6 também considerada positiva quando sai da miquina. A formula aplicese a0 caso de rotor cilindrico, com Xq= Xy. Devemos obserar qué at equates (4.65) « (4.67) forecem Pg © Og por fase. Se, no entanto, |B} ¢ IM\ forem tensBes de linha dadas em KY, 0s resultados serfo poténeias roti tsifscas, em MW e MVAL Potincia ativa do gersdor, Pg Vejamos agora, inicialmente, algumas das ‘aracterfiticas da poténcia ativa Pg. Se a rede for muito grande, (“infinita”), ppodemos considerar |V| praticamente constante. Se nfo variarmos a corrente ‘de campo f,, a fem |E} serd também constante, e podemos escrever (4.68) 8 JAIN (469) Na Fig. 4.12 temos Pg em fungio do dngulo de poténcia 8. Pg positivo, indicando agfo geradora, é obtido para § >, isto 6, £ adiantado em relaglo IB; to &, ese Asin,um ‘ero como ‘componente de relutincia do conjugado é independente lstird mesmo quando a corrente de campo, no rotor, ‘conjugado, embors fraco, pode ser obtido utlizandove ume rotor. Ese tipo de motor afnerono & multo usado nos relax elgticos, 10 Introd & Teorla de Sistemas de Energia Elétrce Mor Gerador Fe 412, Pottcs ata gerade em fungfo do fngulo de potéal, pata méquna com rotor cilfndrieo, “ ne “ aa arin aY; Bg negative coresponde & agfo motor, sendo obtido para’8 negativo. A poténcia de escape, Pygy isto & a poténcia na qual a méquina “eseapa” da sincronizaglo, vale mn ae = Fyo = #Pmag = 2 Ay 470) %e A firmeza da mfquina 6 definida por dee JALIV - a. NBL any Be css an ‘indica o aumento diferenial de poténcia obtido por um aumento diferencial do ingulo de potincia. Note que no ponto de escape a fimeza & zero, Podemes, evidentemente, tornar nossa mdquina, “mais frme” aunentando IE, ‘sto 6 utilsando'um flsto maior por’ pélo, ou diminuindo a reatincie ‘AMaquin Sincrona —Repréventacbo por Modelo m stncrona Xq. O iltimo imétodo 36 pode ser utilizado como uma ferramenté de Projete. A melhor maneira de construir uma méquina com baixo Xq 6 utilizar fentreferros relativamente grandes.* (Pagamos um prego por isso: deve ser ‘sada uma fonte de excitagto muito potente para fazer frente & relutincla do entreferro © produzir a necesséria densidade de fluxo.) © leitor, nessa altura, j4 deve ter notado a grande semelhanca existente entre 08 conceitos de “poténcia de escape”, para gerador, e de “‘capacidade de ‘transmissfo”, para linha de transmissfo. Em particulat, compare as equages B.2) ¢ (4.68), Sabemos agora como Pg varia com 6 ¢ a proxima questio é: como fazer 5 variar? E af que o conjugado entra, Sendo a velocidade constante, sabemos que o conjugado de acionamento tm, que vem do equipamento matria, deve ser igual a0 conjugado eletrodinimico re. Se as poténciss slo constantes, 0 mesmo ocorte “com ot conjugados e, se desprezarmos as perdas, poderos obté los da equagto tentm= 2 MN.m (472) mech isto 6, existe uma proporcionalidade direta entre 0 conjugado e 1 poténcia, ‘Vemos agora como 0 Angulo de poténcis, e, portanto, a poténcia, variark Quando, por meio da méquina motriz, € aplicado um conjugado’ positivo major (conjugado “positivo” tende a acelerat 0 gerador, se desacoplado da tede) 0 rotor avangaré de um certo ingulo (compare com a Fig, 4.5) . 1s10 significa, com efeito, que 0 fasor £, cuja fase depende da posigfo do rotor, avancaré em relasio'a ¥, aumentando 6 ¢, conseqdentemente Pg. 0 ‘N00 valor de § corresponde exatamente 4 poténcia necesséria para equilibrar'o ‘tumento de conjugado, de acordo com a Eq (4.72). Se esse Conjugado erescer alm de Pmax/tomechs entfo um outro aumento nfo. resultard num correspondents aumento de Pg, ¢ a méquina saik de sincronismo. O processo ‘que acabamos de descrever pode ser visto mais facilmente por melo de um estroboscbpio, Se, por meio de alguma carga mecénica, apicarmos um conjugado negativo A nossa méquina, « fem £ flcard atrasada em relagto a Ve teremos entfo agfo ‘motora. Um conjugado negativo elevado também causard a desincronizacto, E importante que o aluno entenda perfeitamente 0 mecanismo onjugado-poténeia que acabamos de descrever, uma vez que ele 6 bisico para * 0 leitor deverd contirmar eta afirmacto voltando A definigho de Xz e convencendoe de (que as menses do entrefero afetam grandemente a reatines. 2 lntrodupio 8 Teoria de Sirtemas de Energie Eltrice © funcionamesito de um sistema de poténcia. Obviamente, o problema do funcionamento da _mfquina sincrona como gerador, ou como motor, dependers intelramente de como tratarmos no que conceme 20 conjugado. Uma vez sincronizads a uma rede, a méquina estaré pronta a servirnos de qualquer dos dois modos.. Antes de pastarmos a outro t6pico, ¢ interessante, uma vez mais, fazer uma comparagfo entre a mfquina sincrona e o sistema mostrado na Fig. 4.6, n0 aque diz respeito 40 conjugado, Voltando a Eq.(4.2), notamos uma grande semelhanga entre cla e a Eq, (4.66). A Ganica diferenga bésica & que numa as varlveissf0 do tipo CC ¢ nna outra do tipo CA. ‘A potincia reativa Og Até aqui nada dissemos a resgetto da potdncia reativa Qg fornecida pela “méquina. Na discussio que segue faremos uso da Eq. (4.67). A formula da Qg para a miquina de polos salientes € um pouco mais complicada nfo nos preocuparemos em deduztla. No entanto, 0 que diremos aplice-se também, num sentido qualitativo, 2 méquina de p6los salientes, A formula da Qc nos diz que se lel cos 6 > IV (4.73) entio Qg >0, ¢ 0 gerador produz poténciareatva, isto 6, age, sob 0 ponto de vista da rede, como um capacitor. A Eq. 4.73), evidentemente, depende do 6, isto & da pottncla ativa Po,* Geralmente, entretanto, a ‘desigualdade & satisfeita para valores elevades de (61, ou seja, para excitagto forte. Falamos em superexcltagfo, ‘Temes, portanto, a seguinte regra, de grande importancla Uma méquina sinerona superexcitada (funcionando como motor ou como ‘serador) produz poténcia reativa e age, sob 0 ponto de vista da rede, como lum capacitor em paralelo, : ‘Uma méafina subexcitada, a0 contrério, consome poténcia reativa da rede e, conseqdentemente, age como uma bobina em paraelo, sob 0 ponto de vista da rede. A subexcitagfo € definida pela desigualdade Et cos 6 <1 (4.74) Esa caracteristica da méquina sfnerona superexcitada, de gerar poténcia teativa, € aproveitada no chamado eapacitor sincrono, Nesse tipo de No entanto, Gomo cor 8 6 uma fungfo par de 8, nfo import se temos agfo motora ou seradors. ‘A Muiquina Siherona ~ Representacbo por Modelo na funcionamento, a indquina usualmente nfo alimenta nenhuma carga ativa, isto €,5=0. Da Eq. (4.67) temos entfo og » igei= I var 425 4 A beleza desse arranjo 6 que Qg pode set controlado, continua ¢ simplesmente, pela variagS0 de ||, ou seja, pela variagfo da corrente continua de excitagto, ‘Um banco de capacitores, usado com a mesma finalidade de gerar MVAr, #6 pode ser controlado descontinuamente (em degraus) e apenas num sentido ositivo. Estamos agora em condighes de verficar 0 que dissemos anteriormente, na Sec. 4.2, sobre os modos de controlar as poténcias ativa e reativa ‘num alternador. Logicamente, a vatiagfo da corrente de campo afetard o valor de IE e, portanto, 0 valor e 0 sentido de Qc, como indica a Eq.(4.67). A variagdo também afetaré o valor de Pax, € portanto, a firmeza da méquina Isso sigifica que 0 &ngulo de poténcia, mas ndo a poténcia Pq, vatiars. Por exemplo, uma redugfo na corrente de’ campo aumentard o valor de 6, até potsivelmente o ponto de escape (compare com 0 Exemplo 4.3). Uma variaplo no conjugado do cixo, como fol dito antes, afetaré imediatamente a poténcia Pe. Ao mesmo tempo, o ingulo 8 também vars, e.como Og depende do cos’, a poténcla reativa também softertvariagfo, Em seal, trabaihamos com Angulos de poténca infeiores a 30". Para dngulos fo equenos, o cos 6 pratcamente isensiel a varegbes de 8, € anim nfo have também uma pande ftuagfo em Qa, Dizemon que Scopaente¢ a0. Reprosontacso do alternador por dlagrama equivalente Considere a diferenga entre as tensdes V e E (tracejada) no diaprama faorial da Fig. 4.11. Se admitirmos que 0 altemador- tem um rotor ellindrico, e entto’ Xy =z, vetificaremos de maneira simples, que tal diferenga de tensfo esté adlantada de 90° em relagfo a corrente ZO diagrama fesorial apretenta agora 2 forma simplificada mostrada na Fig. 4.13, Uma vez que essa dference vale Xa VU AVE = Xai fica Iogico que podemos considerat a tensfo‘em questfo como uma “queda” na reatincla Xq, causada pela corrente J, de acordo com a equacfo fasoral Vs E- jy (4.76) Isso equivale a dizer que a méquina, quando funciona em regine permanente 4 Introdupdo dTeorla de Sistemas de Emerge Eltrice £ /s Te Fie 4.13, Diagrama fatoriat de méquina sincroma de rotor cilfidrco, A queda de tensio resitiva 6 debpretada,, simétrico, pode’ ser vista, de seus terminals, como ima fonte de fem E em série com uma impedéncia interna jX. O diagrama equivalente é mostrado na Fig. 4.14. A impedincia jXg ¢ designada como a “impedincia s{ncrona” da miquina. As equagbes (4.53), (4.54) ¢ (4.76) provam que: 1. As tensBes em todas as trés fasessZo caracterizadas por simetria triftsca, 2. A queda de tensfo em cada fase & proporcional apenas & corrente naquela hase. Podemos escrever para as trés fases Va = Ba ~ileXa Vo = By ~ilyXe Ve= Ee ~iteXa <4 6 pom (2) a pov eal “% y : tis Fi 416, Repenistoequvalnte de uma mfquina com funcionamento sindtico, A mlese rotor eindriga ‘AMaquina Sincrona ~ Represntato por Modelo 18 Geradorsubeenciago ees neo Aro aro 5 | are iy | J AN Wik A | . caso |. o0 | ce ’ an y (Tm hy 7 E & -w<8<0 | -so-t-0 90° $180" | 100°%<4<270" Fig. 4 18 Oe quatro ca uma entquine ainerone. ‘ou, em forma vetorial, VeE-2 7) ‘onde a matriz de impedincia interna 2, € definida por possivale de funclonament Myo 0 0 im 0 4.78) 0 0 1X4 cos vetores V, Ee por 16 Intouch Teota de Sitmas de EnralaEldtice Ye fe te vi ly By 18ly, Ye. Ee. Je Sette Zi set agonal signiica acoplamento mulo ente fases ¢ iso & 2 ceeeeaa! Guantia do que podemos fazer uma ante por fase do sltonadoe senda rateeettmeR. 80 no pode set fete no exo ‘deme Aesequilibrada (Cap. 11). eicrit 41S resumimos os quatro casos posses de funcionamento de uma {Rigune sincrona: motor ou gerador, super ou subexctade, Ohare que em {dos 0s quatro eatos, a queda de tensfo /IXy estd 90° adlantate on relaglo a aera chasm também, que, nos diagrams, of sentidon postivos de" Se Ho 08 eomespondentes &s Eat. (4.59), isto & ambos poniiven not erie de yerador, apes, foe guns exemplos qu srvem para star os renutados a que chegamos nesta septo. ® St Un et ap at S51 = 400 MVA total triisico Wp = 20KV linha & tinha aoe ie ie le tnt ert een Face fe ae ice LS ce el etente de campo ete njestada de modes ac, 125%, duo igen que mt ‘Lio eter gant emacs pon sere ela 125%, oe ne tat ‘sande a Bq 2.50) ealeulamos inicaments valor da restncasfacrona Hg = 100 109 Stag 400 Das equagdes 4.66) (4.67), obterios ent, diretamente 2 Bg BU eng 822 5 %a 10 250 MW Wei Wf | 25x20 207 wy be = 82 cos 308 2 ss var oe % "19 10 ‘A Maquina Sinerona —Representsiéo por Modelo "7 Got gus Inuodusinos ns ftemuat a tenes de ke 6, portinta, obtvemot tunente pore fo fan) Seem ver dina lo ot tra acing teenies 125 21.0 yn 59° FG ABEAIO en 30% 0,625 pe Og = MAELO. coy 20° GY? 6 0525-10 00825 pu 1 ; arog we 10 . formar ets valores pu em MW e MV, deveremoslembrar qu 1 De catcponde ts MA nom TDS a Pg 0,625 x 400 =250 MW 0G = 00825 «400 = 33 MVAr ‘© que eth de acordo com os resultados anteriores, Exemplo 4.2 Um gerador de pélos salientes & caracterizado pelas segulntes reatincis sfacronat 4 = 106% Xq = 60% ue a méquina esteja funcionando com 0 angulo de poténtia de 45° e com trim bode" Gla's Sorter pone a Bl fat e A% com retin, nt 29.085)? Temes 10 x1, 4 GO? (11 ya goe Fo = AEE enasts Oh GL hy Dat Pg = 0,10740,333= 1,000 pu ‘A contribuigfo do segundo terme serk P33 x 100 = 31% da poténcis total 7040" * 100 ce otamos que 0 geadorfrnece 104% de potécis 0 qu sign qu le et 20 ieee pte tbracrpda ae Bo agua en. 2 Moorentt Sere an st fo re ane em ietaaee ar yoga lientado una equ, pr tdo of pn, pode oan Sr as tec Se tees ne Introdueto d Teoria de Sitemes de Energia Elérica { Scatéuenee que tltinets wader tndone ne pen Sih SU er momen om ease 1 BV .66 pons ae aro tg de pottcn 0325 ASALO wen any : bene scatto bso \ + (67) bs nto cto potas etd ia ! = Asx10 ye — (1,0) 26 = HEE cust 10" oo payne OLMVA de sala gener tet, portato s V(0,25)7 + (0,48)? = 0,54 pu MVA, | cenetnde, 9 seradr it funcionando com uma corrent ligirmente superior 3 mula rent de Meta nadn s weoe uonnne verre et Ela in EO nde «oto dex Srp eitale de confugsdo Vamos sdmitic que abrimes s vilwla de vapor, se alpendendo ¢ um aumento de 100% no conjusndo de turinn, to dt ote ee ova mor mental para O.S pu. © angulo de pottnca sumentar¢ nér ernst 05 = ASLO a5 5 = 195° Pus 8 nove potito do rotor & poténlareatvadiminulrd para Og» ASA cory. 2 42? wont punvar Coneuimos, portant, que um aumento de 100% no conjugdo de entada (¢tabém na ‘A Miquina Sinerona ~ Representacto por Modeto 19 Fogg fe gy thidey resulta numa diminuiclo ex Og de. ulda de We8-0,413 048 100 = 15m. Tonos age Sonar, fh ac Eek ttt, sntrada © 0 Q de sald, ptm im acoplasets tee (ito b. Controle de exctepfo Considremos agora gue, prtindo do metme estado till ‘ter, mantenhamosInatrade a Tgsagen a vineis porte: sates Cee campo. Pat exerpio,adnliamos" um aumento de 20% fa'coren de eee gee Seale (adtindo ao haver saturapte) que J] wamentard put 120x190 1s Ete aumento no fluo de po telat numa migine mats fae, & ae egunia ae Pe caleulames 0 novo valor, menor, do tagle Se potent 025 = Age. en 5 Isto 5 = 800°. [Nilo aver, & claro, variagfo na Pg de salds. A nova Og de 4 wt Og = IBD corso? 05 078 gu var il 4 am mamento de 69% do lr oc! de O48 pA ptt de wld do enor port, mato senses vragen eS sei 45 VALORES NOMINAIS DA MAQUINA Os valores nominais de uma méquina sinerona so limitados pelas perdas, que Bodem ser de dos tipos: as perdas Ohmlcas, Pp, nosentlanentos do sets ¢ 4 etator, es perdas no fro, Pre, not nideos do estator# do rotoe art as pimetas tomes, ’q~ ut (79) AS perdas no ferro consistem nas perdas por correntes Foucault, Pee,* ¢ as perdashisterdticas, Pyyat, isto & Pre = Pee + Payst (6.80) Pela aplicapfo direta da lei de Faraday, as correntes dé Foucault, Ig estfo relacionadas & freqlfnca fe a0 Muxo ¢ no esator, por Meel ~ F101 81) ‘Sendo as perdss Foucault proporcionais a /2., temos portanto Pee ~f oP (482) *'N.do Tim inglés eddy current later, dato fndice ee 120 ‘ntrodunio 8 Teoris de Sistemas de Energia Edrice Para ofluxo @ temos term 4, ~ (4.83) (Ess tia passage decorte da Ea, (4.46) Daa (4.82) temos, portanto Pee ~ IER (4.84) As perdas histerdticas sto diretamente ci ci corde fo ae roporcionais a freqéncia e aumentani Pays ~ SI 4.85) onde IS Nanutitutng Cos Bat Pibburpy Pes 1966,