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PARA UMA SOCIEDADE CIVIL MERCOSUL.

Velhos e novos atores no contexto


sub-regional

Jorge Grandi, Lincoln Bizzozero

INTRODUÇÃO.

O objetivo deste trabalho é analisar a participação e localização dos atores no processo


de integração sub-regional do MERCOSUL, tendo em conta o chamado déficit
democrático social, que é um dos processos de integração não resolvidos nos anos 90.
Isto serve para dar uma contribuição, no sentido de que o processo de integração
significativamente complexo seja desenvolvido simultaneamente na América Latina,
ligada ao surgimento de uma sociedade civil e sua relação com a esfera sub
intergovernamental. Processos de integração regional são confrontados, até o final do
século, com a necessidade de avançar certos debates e transformações sociais e
institucionais que permitem mudar de canal que ocorreram na esfera política e
econômica, como resultado da queda do Muro de Berlim e o acelerado processo de
globalização.

Com a queda do muro de Berlim, o impacto ocorreu condições ideológicas, políticas,


econômicas e sociais em todo o planeta. No entanto, as conseqüências diretas pós muro
estão relacionadas com as alterações feitas nos países da Europa Central e Oriental e, de
alguma forma têm afetado a sua credibilidade, o conteúdo e as modalidades de
integração do continente. Discussões relacionadas ao "déficit democrático", que visam a
revisão do Tratado de Maastricht, disse que o processo europeu concluída mais uma
etapa e precisa de uma reformulação da dimensão política que permite a legitimidade
institucional na sociedade europeia (1 ).

Embora a questão do déficit democrático no processo de integração surgiu com força


em particular na Europa, tem sido relatada também na América Latina (2). Por outro
lado, os atores da sociedade civil nos processos de integração na América Latina são
estruturalmente vulneráveis devido ao acúmulo de déficit social histórico. Assim, além
do déficit democrático da participação limitada ou marginalização de certos atores do
processo de integração, e os déficits sociais juntamente com o ajuste econômico
estrutural derivado deve ser incluído que vem da reestruturação, transferência e
redistribuição faz com que todo o processo de integração.

O link para o processo de globalização, em que há um movimento em direção a


mercados internacionais, tem sido o pressuposto básico do novo regionalismo na década
de noventa. Este movimento teve origem nos Estados Unidos, liderada regionalismo na
América do Norte debates ideológicos, posicionamento e propostas dos partidos

1
políticos e a participação de diferentes setores sociais, e o surgimento de novos grupos
relacionados com itens atuais da agenda sistema internacional (3).

O Mercado Comum do Sul deve ser colocado no contexto de novos regionalismos que
têm sido associados com o processo de globalização, buscando uma melhor posição
competitiva no mercado internacional (4). Apesar deste posicionamento, o debate sobre
os efeitos da globalização nas opções políticas, ideológicas do partido e as propostas de
articulação dos atores sociais dentro do governo e tecnoburocrática foram subordinados
ao progresso comercial e econômico na esfera lato sensu (5). Sem dúvida, esta
subordinação tem sido favorecida pela estratégia de integração que tem priorizado o
progresso nas definições de liberalização, tarifárias e não tarifárias do comércio em
normas técnicas de produtos e na concepção de uma base institucional ( 6).

A Cúpula Presidencial recentemente teve lugar em Fortaleza, em dezembro de 1996,


mostrou o progresso na estratégia: aprofundamento da União Aduaneira, a expansão do
Mercosul, aspectos institucionais precisão. Ele também concordou em outras decisões
que constituem o progresso na construção de uma identidade regional: definição da sede
administrativa, protocolos, a integração educacional e cultural e, finalmente, a
realização de um logotipo Mercosul. No que diz respeito ao aprofundamento da União
Aduaneira, a decisão mais importante da Cúpula Presidencial XI está relacionada com a
adoção de regras comuns de salvaguarda, que é uma ferramenta essencial da política
comercial.

O crescimento do espaço vizinho do Mercosul, formando TLC com o Chile e a Bolívia,


e as negociações sobre o plano externo têm-se multiplicado, mudaram as questões
relacionadas com o aprofundamento do processo de (7). Isso significa que, na gestão da
relação entre a engenharia institucional (o que faz com que a competência de órgãos
regionais), aprofundamento (que se refere ao grau de integração) e externa de expansão
e de articulação (que se refere à composição membros do grupo e sua articulação com
outros processos de integração e regiões) foram priorizados nas relações externas (8).
Isto é significativo, uma vez que a capacidade de relacionar estes três conceitos é uma
condição dinâmica de estabilidade, de acordo com o que nos mostra a experiência da
integração europeia e regimes internacionais, entre os quais consideram o sistema
multilateral de comércio com a criação relativamente recente da Organização Mundial
do Comércio (OMC) (9).

O progresso que tem sido feito e da complexidade dos temas da agenda levaram à
consideração de fortalecer e aprofundar o processo de integração na perspectiva dos
governantes dos Estados-Membros (10). Este tipo de fraude a necessidade de discutir
dentro do bloco certo pendente tanto o político-econômico e institucional,
organizacional e sócio-político, entre os quais incluem: maior coordenação das políticas
macroeconômicas, harmonização fiscal, compras, de propriedade serviços de natureza
intelectual, política regional, padrões de admissão e Controlador de implementação,
coordenação e governança, a consolidação das formas de participação das partes
interessadas, para que possam exercer a sua "voz" e pode canalizar o potencial dos
2
recursos e capacidades esfera pública: e definição de diretrizes para a incorporação de
sociedades discussões regionais (11).

Este trabalho é focado no envolvimento dos parceiros sociais no Mercosul, assunto que
tem tido tratamento em estudos de desenvolvimento parcial na análise do
comportamento e participação de grupos sociais, como no caso de empregadores e
sindicatos, e na coordenação da administração pública com os diferentes atores na
gestão da política de integração, para permitir que o reforço (12).

Com este estudo, queremos permitir uma leitura da participação dos principais atores no
Mercosul, a fim de tirar conclusões sobre as redes que estão em desenvolvimento na
formulação de políticas públicas e de tendências diferentes que definem a evolução de
decisores na sub-região. Lendo a participação de atores de sua posição (localização
formal em relação aos decisores) e inclui a sua evolução em termos de processo
(desenvolvimento de atitudes e de impacto sobre a formação de uma sociedade
embrionária Mercosul Civil). Gostaríamos de saber se faz sentido falar de sociedade
civil para não mencionar o estado que é seu homólogo. A resposta afirmativa a usar
neste contexto resulta de um debate em curso sobre a relevância de se referir ao que
contrapartida intergovernamental Intersocietal.

Para chegar a este ponto, o trabalho primeiro executar com precisão conceitual e
metodológica, referindo-se aos vários círculos de influência dos atores. Esta abordagem
é importante, a fim de localizar a partir do início dos diferentes espaços em que surgem
os atores nacionais e sub-e os vários círculos de influência sobre os decisores e
negociadores do processo de integração, com o qual definir o padrão de comércio a ser
realizada.

Depois, vamos analisar o nível de interação e resposta dos diferentes atores do


andamento do processo de integração. Esta reativa externalização considera que poderia
ser chamado de uma manifestação estrutural contra derramamento sobre o processo.
Nesse sentido, podemos constatar que as etapas cumpridas no caso do Mercosul têm
canalizado demandas dos diferentes atores relacionados a diferentes círculos de
influência. Primeiro, os governos, negociadores, burocracia e grupos econômicos.
Posteriormente, parlamentos, sindicatos, partidos políticos, pequenas e médias
empresas, organizações sociais e de alguma forma as Forças Armadas. Finalmente, a
passagem para a União Aduaneira canalizou várias demandas setoriais, com prioridades
e questões relacionadas à necessidade de uma maior institucionalização.

O trabalho será abordado em outra seção das atitudes dos atores e os principais tópicos
do processo de integração. Essas atitudes vão cimentar o processo, formam o mapa
permitirá aos atores do Mercosul "ativos". A atitude positiva da maioria dos atores não
significa que todo mundo suporta os mesmos objetivos e instrumentos. Em particular, as
diferenças surgem em determinados temas de discussão sobre a construção do
Mercosul. Estes temas percorrem o eixo interno / internacional, tanto nas esferas
política e econômica e, em certos aspectos, tais como aqueles sobre as prioridades
3
externas, o papel do Estado e sua capacidade de regulação, segurança espaço regional,
aprofundamento e / ou ampliação de Mercosul e definições institucionais. As posições
sobre estas questões definir orientações e expectativas diferentes sobre os caminhos a
serem percorridos pelos diferentes atores, o que leva a mecanismos de decisão
reconstituir na região, de acordo com o embrião da sociedade civil para germinar com o
avanço do processo.

Finalmente, destacamos algumas conclusões sobre o envolvimento dos atores no


processo de integração eo estabelecimento de uma rede social sub-regional. Isto
confirma a necessidade de estabelecer um Atores Observatório Mercosul, para
monitorar as mudanças que estão sendo processados na interação de níveis
internacionais, sub-nacional e local, tanto a realidade dos fluxos econômicos que
ocorrem e sua consequências políticas e sociais, tais como as respostas e iniciativas de
diferentes atores.

POSIÇÃO dos atores do processo de integração.

Formulação de políticas e tomada de decisões, tanto no design como na sua


implementação, especialmente durante o processo de negociação, tem uma influência
núcleo de tomada de decisão e círculos localizados em diferentes distâncias a partir
dele. Esta caracterização não deve ser vista como uma estrutura rígida e bem definida,
mas flexível, permeável e, em constante movimento, onde a densidade das redes de
vários círculos e destes com o núcleo, fazer a "caixa de tomada de decisões". Ambientes
efeitos de estímulos em diferentes partes do sistema, que exibem suas habilidades de
acordo com sua localização (distância institucional) e recursos (distância real). Cada
decisão é então a própria especificamente, mesmo se não houver estruturas, formas de
organização e as tendências que orientam influência sobre as habilidades dos atores, de
acordo com sua posição relativa e os recursos disponíveis.

Em um processo de integração, o fato de analisar o mapa de atores significa considerar


círculos de influência de várias Estados membros e sua capacidade de transcender a
nível nacional. Este esclarecimento leva, então, fazer a distinção entre uma
demonstração a nível nacional e outros atores em nível sub-regional.

Quanto ao nível nacional, a capacidade de influenciar os atores é condicionada pelas


necessidades políticas, institucionais, econômicas, sociais e culturais de cada estado. A
capacidade de transcender o nível de Mercosul é determinada pela estrutura
institucional do processo de integração, história e sistemas de ação desses atores
organizacionais.

No processo de integração do Mercosul pode classificar os jogadores em três círculos de


influência (Tabela 1), que têm uma representação a nível nacional e outra em nível sub-
4
regional. O primeiro círculo de influência, é encontrado em todo o país, são os líderes
do governo, a tecnoburocracia ministerial e grupos empresariais (13). Ao nível sub-
regional, os líderes do governo estão nas cúpulas presidenciais e no Mercosul
institucional (Conselho do Mercado Comum de reuniões dos Ministros, a Comissão de
Comércio do Grupo Mercado Comum). A negociação tecnoburocracia, no entanto,
consiste nos subgrupos dos Comuns de Mercado grupo de trabalho, comissões, comitês
e grupos ad hoc que são formadas como parte desse corpo, e os comitês técnicos da
Comissão de Comércio. Embora estes três tipos de atores envolvidos no primeiro
círculo de influência, há uma diferença entre os decisores políticos e comerciais, e
grupos empresariais. O primeiro representante dos interesses públicos e responder de
alguma forma para o público ou para órgãos de controle público, enquanto grupos
empresariais têm como interesses de referência.

Um segundo círculo de influência dos atores na tomada de decisões sobre o processo de


integração regional, é feita pelo Parlamento, os partidos políticos, os sindicatos, as
associações representativas das pequenas e médias empresas, e subnacionais quando
eles podem gerar iniciativas, desencadeada por efeitos positivos ou negativos da
integração, especialmente no caso de áreas de fronteira (14).

No terceiro círculo de influência são as organizações sociais em geral, entre os quais


podemos colocar as organizações não-governamentais (grupos ambientais,
ambientalistas, de defesa do cidadão, de apoio às mulheres, anti-discriminação, a defesa
do minorias, consumidores e outros), as forças armadas (com reservas, uma vez que
podem ser integrados em alguns casos, um outro círculo) as entidades subnacionais
mais distante da área de fronteira ou o centro do poder de tomada de decisão, o que, por
vezes, neste círculo influências (províncias, órgãos estaduais, regiões, municípios), a
universidade, as elites culturais, quando são organizados, associações profissionais.

Embora estes três círculos de influência posam ter variação nesta tipologia, tanto no
pano de fundo histórico sócio-político (eixo estrutural), e o fato de que os atores estão
em constante movimento (eixo processual) estão guiando como um ponto de partida.
Assim, a metodologia em dois eixos de referência: o que se refere ao nível de ação (sub-
nacional), e o grau de influência do primeiro ao terceiro círculo de influência. Esses três
círculos de influência também pode ser colocado politológicamente em termos de
decisores (governo e burocracia), grupos de interesse (câmaras, sindicatos e partidos
políticos) e os grupos de pressão.

Em suma, existem três momentos em que você pode definir a posição dos atores, dois
níveis de atuação (onde, sem dúvida, dominar a nível nacional, uma vez que existem
ainda algumas ligações institucionais sub-regionais) e vários círculos de influência. A
relação entre os círculos de influência, o prazo e o nível de desempenho exigido no fato
de que se os atores estão no primeiro círculo, vai se manifestar em diferentes momentos
e níveis, enquanto que, se você pertence ao terceiro círculo, tendem a manifestar-se de
uma só vez, porque o processo se estabeleceu e tornou-se o espaço sub-regional visível
para os outros atores em sociedades nacionais.
5
A diferença nos níveis foi institucionalizada por meio de protocolos e normas do
Mercosul, em alguns atores, como a Comissão Parlamentar Conjunta e o Foro
Consultivo Econômico e Social (15). A necessidade de institucionalizar a nível sub-
regional tem verificado uma tendência crescente, especialmente após a conclusão do
período de transição ea adoção do Protocolo de Ouro Preto.

Esta secção, foi possível visualizar a relação entre o espaço sub-nacional e, em termos
de os círculos de influência dos agentes. Depois de definir os vários círculos de
influência é de importância para compará-los com os estádios na construção do processo
de integração, de modo a detectar as reações dos actores e as modalidades de resposta
em função da posição no interior do mapa da sociedade.

RESPOSTAS DAS atores de "spill over" do processo.

Como seria em outros processos, como a integração europeia, a articulação de um


tecido institucional para responder a situações levantadas pelo processo de integração,
resultando em os atores são obrigados a dar conteúdo a ele e, de fato favorecer a
construção de processo. Embora esta relação não seja linear, como foi observado em
alguns estudos de teoria política de integração, a consecução dos objetivos e a
capacidade de gerar respostas diferenciais no espaço leva a uma aproximação dos
jogadores de diferentes países.

Esta abordagem no processo de "spill-over" não é uniforme para os diferentes círculos


de influência, como mostrado no processo do Mercosul. Se você pegar o surgimento do
processo de integração é o primeiro círculo de influência foi relacionado diretamente a
ele na formulação e negociação por parte dos governos e tecnoburocracias, bem como a
precisão dos calendários de liberalização comercial e definição dos produtos sensíveis
por câmaras empresariais. Em contraste, no segundo círculo, apenas os parlamentos
estavam diretamente ligados aos primórdios do processo. Você não pode dizer o mesmo
de partidos políticos e sindicatos cujas manifestações externas, sem muito compromisso
ou "defensiva" mostrou a baixa prioridade que tinha o problema de os atores, no início
do processo (16). Finalmente, no que diz respeito aos atores localizados no terceiro
círculo de influência não é de ligação específico no início do processo, no início da
década. Estes grupos têm mostrado, no entanto, uma parte crescente do Mercosul com a
passagem para a fase de União Aduaneira.

A resposta estrutural dos governos foi processada em duas fontes: na estrutura


ministerial e representantes diplomáticos tradicionais. Regionalismo nos anos noventa
levou à necessidade de adaptação da diplomacia, forçado a entrar circuitos de
negociação permanente em vários níveis. Isto levou a uma busca de apoio a seu
desempenho através de ajustes de projeto organizacional para levar em conta as
deficiências da economia política, a política regional e a política de comércio. Além
6
disso, os governos da região buscaram apoio através de parcerias com diversas
instituições acadêmicas e técnicas para impulsionar debates e identificar diferentes
opções sobre os desafios e problemas na agenda regional.

Respostas institucionais que os governos desenvolvidos para atender às exigências dos


novos regionalismos impulsionado não têm um padrão definido. No Brasil, o Ministério
dos Negócios Estrangeiros continuou seu papel cone cargos de coordenador no país (17)
e estrategista. Na Argentina, deu maior destaque às questões econômicas na política
externa (18). No Paraguai, o novo Ministério da Integração e a Secretaria de Economia
e Integração do Ministério da Fazenda (19). No Uruguai, criou uma Comissão
Interministerial para a Comissão Setorial do Mercosul e uma defasagem entre as
questões de integração regional e setorial, mais recentemente reestruturou o Ministério
dos Negócios Estrangeiros, que definiu uma Direção de Integração (20) .

Estas respostas são diferentes de outra forma diferentes modelos de acordo com as
tradições, recursos e posição do país no sistema internacional, o que tem implicações
para as negociações intergovernamentais.

Os objetivos do Tratado de Assunção e a definição de prazos e metas do cronograma


Las Lenas causou a necessidade de vários governos tiveram participação em áreas
competitivas anteriormente detidas pelos Ministérios das Relações Exteriores. Este
envolvimento tem ajudado a desenvolver reformas internas relacionadas com as áreas
de competência e de representação setorial, mas tem causado dificuldades na gestão das
políticas públicas.

Os tecnoburocracias negociação foram obrigados a participar do processo, devido às


definições adotadas políticas. A orientação e as características do processo e pelo apoio
que deu aos governos obrigaram as negociações diferentes níveis das administrações
nacionais para ajustar as suas mentalidades, a negociação de objetivos e metodologia.
Em termos de processo, essa reação não era burocracia imediata, de modo que a
interferência ocorreu e dificuldades em determinar a definição e construção, quando
começaram as negociações intergovernamentais (21). Problemas organizacionais
relacionados a vários lógica burocrática foram resolvidos com o avanço do processo, o
que levou às dificuldades atuais são referidos desenho organizacional, a definição de
competências e métodos de gestão.

Grupos empresariais foram envolvidos desde o início do processo. No entanto, devemos


diferenciar dentro do setor de negócios três grupos diferentes: as corporações
transnacionais, o grupo guarda-chuva para negócios nacionais e pequenos e médios
produtores. Embora os três grupos fossem envolvidos desde o início, a indústria
participou ativamente na definição de cronogramas e setores sensíveis foi a empresa
nacional, que em alguns casos tem uma estrutura de peso equivalente ou multinacionais.
Isto levou a diferenças no grau de participação ativa do empresariado nacional na
tomada de decisão e negociação, tanto para defender posições e setores sensíveis, como
para tentar melhorar sua vantagem competitiva (22).
7
A mudança para uma união aduaneira catapultou o interesse das câmaras de negócios
para consolidar o seu grau de institucionalização, definindo as demandas específicas
relacionadas com a passagem para uma nova fase do processo de integração. Nesta
situação, o Conselho industrial do Mercosul (MIC), composto da CNI no Brasil, a
União Industrial Argentina (UIA), União Industrial do Paraguai (UIP) e da Câmara de
Indústrias do Uruguai (CIU), apresentou duas classes reivindicações relacionadas ao
reconhecimento: a institucionalização da CIM, como o principal instrumento para o
fortalecimento das políticas de competitividade industrial no Mercosul e uma
participação mais ativa nas negociações dos quatro com outro ALADI (23). Além disso,
o setor empresarial definiu outros órgãos da organização, tanto a nível nacional e
regional e criou alguns grupos de defesa dos interesses setoriais (24).

No primeiro círculo de influência, as respostas estruturais não só levou a mudanças em


cada ator de referência, mas também levou a novas formas de interação entre eles. A
liderança do governo e negociar burocracia gestados outras formas de comunicação com
o setor privado e as empresas em particular, o que tem levado a instâncias de consulta e
coordenação são diversificados, mais complexos mecanismos de tomada de decisão
para os diversos compromissos que foram assumidos.

A marcha do processo e "spill-over" foram aumentando aos atores institucionais no


segundo e terceiro círculo de influência a necessidade de responder às situações e
instâncias consubstanciar Mercosul. A este respeito, a Comissão Parlamentar Mista tem
proporcionado uma aproximação de parlamentares de diferentes países. Os sindicatos
têm tido a oportunidade de expressar, especialmente a partir dos horários de
consolidação de subgrupos. A adoção do Protocolo de Ouro Preto levou a uma interação
entre as câmaras e os sindicatos dos países do pedido de participação no Fórum
Econômico e Social. O fórum, por outro lado, fez com que as organizações sociais de
diferentes países tratassem o seu pedido de participação institucional (25).

Neste círculo de influência, a resposta estrutural dos atores devido a diferentes


circunstâncias e tempos diferentes, isso levou a uma abordagem positiva para o
processo. Parlamentos têm sido forçados a lidar com os acordos negociados pelos
governos regionais, pequenos e médios empresários descobriram que o espaço deve
incorporar regional como referência para estratégias alternativas, os sindicatos têm
negligenciado questionar o modelo para discutir os problemas posou trabalho expandido
espaço, e as Forças Armadas têm incorporado as suas preocupações sobre a agenda
regional.

Os primeiros parlamentares de tempo da região expressaram preocupação acompanhar o


processo de integração se manifesta antes da ratificação do Tratado de Assunção, em
uma reunião que foi realizada em Assunção, Paraguai, em maio de 1991. Durante o
período de transição, a Comissão Parlamentar Conjunta (CPC) teve quatro reuniões
ordinárias que adotaram algumas recomendações relacionadas a pontos sensíveis na
agenda do processo de integração (26).

8
Neste momento, a participação MPs na Comissão Parlamentar Mista é confrontada com
dois desafios inerentes a qualquer processo de integração: o que está relacionado ao
desenvolvimento de órgãos (especificidade, atributos e habilidades) e referiu-se à
definição da identidade política para além da esfera nacional. Enquanto os dois estão
ligados, questões colocadas atividades institucionais e como definir os eixos de
referência para localizar as "famílias" políticas são derivadas da lógica específica. A
falta de definição do CPC e sua localização institucional no Protocolo de Ouro Preto
colaborar para a "função política" é identificado pelo público no espaço nacional.

Os partidos políticos também têm sido limitados na sua resposta estrutural pelo
desenvolvimento insuficiente têm redes regionais até agora intrapartidárias. No entanto,
as afinidades históricas e recentes desenvolvimentos localizar alguns jogos permitem a
reflexão e linhas de ação quanto às questões de integração.

Pequenas e médias empresas tiveram que mudar completamente sua estratégia, o que
resultou em ajustes significativos no processo de reestruturação produtiva e tecnológica
e de gestão dos seus produtos (27). A necessidade desses ajustes e da importância das
pequenas e médias empresas na economia regional levaram a governos, agências
técnicas nacionais, internacionais e regionais, prestar especial atenção para a questão.
Em particular, os temas recorrentes para pequenas e médias empresas são apoiadas pelo
Estado, as opções de conversão e os "nichos" de mercados e estratégias de cooperação
empresarial da região (28).

Os sindicatos foram fornecidos na participação regional a partir de uma iniciativa da


ORIT / CIOSL, que criou o Coordenador do Cone Sul da União, em 1986, com a
participação da Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Chile. No entanto, estes
dois últimos não fazem parte do Fórum Econômico e Social. Este coordenador não
impediu que a baixa participação ativa de vários sindicatos nacionais durante o
Mercosul cedo, devido a questões de "modelo neoliberal". No entanto, em 1992-1993,
os sindicatos se tornou fase mais ativa da discussão com os governos, a partir da
percepção de que o processo de integração teve implicações para as políticas de
desenvolvimento nos níveis de emprego, estimulado dumping social e a emergência de
novas relações de trabalho adquiriu os direitos questionada (29). Positivamente em
termos de esclarecer as exigências dos sindicatos, concentram-se em quatro temas: o
respeito à legislação trabalhista, a definição de um estatuto social regional, o
desenvolvimento de um acordo multilateral sobre segurança social e um acordo sobre
migração trabalho na região (30). Também foram incorporadas na agenda as questões
da competitividade e do emprego e reconversão industrial sobre as relações do Mercosul
no âmbito da ALADI e da ALCA.

Forças Armadas pôr de lado a sua primeira reação ceticismo ao processo e incorporados
realidade regional pós muro de Berlim e a necessidade de definir os novos perigos para
a segurança regional. Esta abordagem regional para a questão da integração foi
verificada em simpósios anuais a realização de análise estratégica e de outras medidas

9
que permitam dar continuidade ao intercâmbio e cooperação em atividades conjuntas
realizadas pelas forças armadas (31).

A transferência de poderes e responsabilidades para os serviços públicos e as iniciativas


políticas em diferentes áreas para o territorial sobre a possibilidade de respostas mais
rápidas e mais flexíveis para os mercados regionais causou uma resposta estrutural das
regiões (32). Esta resposta é verificada especialmente nas áreas de fronteira, onde tem
havido várias iniciativas de funcionamento e repartição de competências, as quais são
processadas através de Comitês de Fronteira ou perante organismos nacionais
responsáveis pela implementação de políticas de integração fronteiriça (33).

A mudança para uma união aduaneira e a percepção de um território sem fronteiras


provocou resposta estrutural para os atores subnacionais que até agora não tinha
encontrado o seu espaço, ou ter uma preocupação localizada. A livre circulação de
pessoas, não só as expectativas criadas em agentes de viagens dos governantes levantou
o reconhecimento do turismo como uma prioridade política e econômica, mas também a
preocupação dos chefes de polícia dos quatro países pelo possível aumento da
criminalidade (34 ).

Agora, o tema que promove a livre troca de serviços na região provocou uma resposta
diferente ligada ao setor. A este respeito, a distinção de diferentes canais e agentes, que
estão localizados entre os organismos profissionais e entidades de ensino, incluindo
universidades (35). As associações profissionais têm realizado reuniões regionais, em
alguns casos, onde eles têm procurado definir alguns parâmetros para a livre circulação
de serviços na região. As preocupações dos profissionais de duas frentes: ligada ao
reconhecimento de graus acadêmicos e a derivada da liberalização proposta no âmbito
da OMC. Embora o reconhecimento das qualificações sejam circunscritas ao nível
acadêmico, o impacto potencial e o fato de que este levantou uma questão na agenda de
liberalização do comércio internacional de serviços, levou as escolas a aumentar o
número de encontros regionais.

A universidade também foi obrigada a participar mais ativamente do processo de


integração regional e aumentou sua participação no âmbito do Mercosul (36). Além
disso, o chamado Mercosul educacional, vinculado às decisões tomadas pelos Ministros
da Educação, criou uma lógica de ação, que por sua vez provocou reações em diferentes
intervenientes, incluindo a faculdade. A universidade tem apoiado as demandas de
reconhecimento de diplomas para fins de ensino e pós-graduação continuou. Além
disso, as universidades do Mercosul está em um processo de aproximação, a fim de
garantir o financiamento internacional para melhorar a gestão, mecanismos de
avaliação, a utilização de recursos humanos, a relação com o setor produtivo a nível
regional (37).

A diversidade e complexidade do processo encontra-se no surgimento de outros eventos


regionais, lidando com o espaço territorial, o ambiente, o consumidor e o cidadão.
Nesse sentido, houve um encurtamento do tempo entre o momento em que o ator
10
emergente regional e as consequências de sua ocorrência. Alguns exemplos são claros
nesta aceleração na formação de sub-redes e, especialmente, nas consequências, que por
sua vez representa o processo de novos estímulos. Esse endereço pode ser localizado um
projeto de levantamento da legislação ambiental em relação aos processos de integração
regional e uma proposta de base para a harmonização dos requisitos ambientais
apresentados por ONGs nos quatro países, a realização do primeiro encontro de
associações defesa do consumidor privado dos quatro países, o que aumenta a
disposição para incorporar as diretrizes do código de defesa do consumidor brasileiro,
sendo o mais avançado na região, a proposta da reunião de juízes da região especificar
um tribunal supranacional apreendidos de disputas comerciais, costumes e diplomatas
fiscais, a criação de "Mercocidades" do encontro de prefeitos, e a participação das
pequenas e médias empresas Mercocidades (38).

Esta seção identifica as respostas dos atores, em sua capacidade como agentes sociais
desempenham um papel específico com funções específicas. Isto permitiu uma visão
estrutural mapa dos atores, com as respostas de seus círculos de influência. Embora esta
abordagem é adequada, em termos de compreensão das etapas do processo, as respostas
dos atores e sua posição estrutural, ele pode exibir o conteúdo da construção do
Mercosul ligada a questões políticas no debate e atitudes tem os atores. Na próxima
seção é dedicada.

ATITUDES de atores e temas de discussão.

Esta seção é dedicada à análise das atitudes dos atores e os problemas que causam
disputas entre os países da sub-região e dentro de cada um entre os atores. Para
classificar o debate, são catalogados primeiro atitudes favoráveis ou desfavoráveis ao
Mercosul, e em seguida, localize as questões em discussão e a disposição específica
dos atores (39).

As elites dos quatro países têm uma visão positiva da integração em geral e,
particularmente, do Mercosul. Além disso, as elites convergem em considerar as
relações com os países da América Latina como uma prioridade importante ou
prioritária na política externa. Esta série de convergências, como alguns estudos
específicos, ele não colocar algumas bases para o apoio ao processo (40).

O apoio das elites dos quatro países tem algumas diferenças em relação ao país de que
surge como apoio. No caso de pequenos parceiros, explicando o apoio maciço é,
basicamente, dois motivos: a expansão do mercado e modernização da sociedade (não
apenas econômico). Da mesma forma, parceiros de pequenas elites percebem que o
Mercosul é limitada às negociações argentino-brasileiras. No caso das elites argentino-
brasileiras, bem como a expansão dos mercados, importe a imagem e as negociações
seguiram em sistema hemisférico e internacional.
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Os temas em discussão podem ser agrupados em cinco itens: estratégia de processo, o
papel do Estado, política externa, política interna e de segurança regional. Nesse
sentido, quando você incorporar as questões em disputa, pode-se observar que em
vários deles, não estão contestando posições por parte de alguns atores, levando a
perguntas sobre o modelo integrador, ao longo do tempo, as prioridades, os métodos de
processo ou os instrumentos utilizados.

A estratégia do processo pode ser dividida em vários temas macro que diferenciam
claramente os caminhos e opções que tratados, entre eles a escolha entre alargamento e
aprofundamento, a controvérsia sobre o modelo de integração, e referiu-se ao
institucional e construção. Estes temas macro particulares afetar a lógica dos governos e
burocracias negociadores, que têm mostrado diferenças no processo Mercosul
articulações específico. As diferenças podem ser resumidas na relação entre o grau de
articulação externa (expansão para novos parceiros e / ou cumprem outras regiões
integradas de outros megaprojetos FTZ) e procurou nível mais profundo, e as opções
oferecidas pelo desenvolvimento um modelo institucional.

No que diz respeito ao desenvolvimento de um modelo institucional específico, os


temas em debate sobre a repartição de competências entre o nível nacional e sub-
regional (de planos de continuidade intergovernamentais ou supranacionais outras
opções), os mecanismos de que o processo decisório levar em conta a relação de
recursos de parceiros, de resolução de litígios (possibilidade de inclusão de um tribunal
de justiça) e gestão de processos (aplicabilidade das regras dos Estados-Membros).

As diferenças relacionadas com o desenvolvimento de um modelo institucional


específico foram expressas ao nível de cada país e entre países. Em geral, estas questões
que afetam o modelo e as lógicas nacionais, institucionais são identificadas, em que os
atores se manifestam convergente. Nesse sentido, enquanto alguns estados têm
procurado maiores níveis supranacionais a partir da inserção de um tribunal de justiça,
outros marchavam relutantes em perturbar a continuidade do modelo e modificar
existem mecanismos de resolução de litígios intergovernamentais puros (41).

As questões relacionadas com o papel e as funções do Estado têm sido caracterizadas


como fortemente encaixotado em referenciais ideológicos primários. Com relação ao
processo de integração, questões que dizem respeito ao papel do Estado se refere às suas
capacidades de intervenção e regulação global e setorial sua capacidade de transcender
o mero ajuste de política pública regional. Em outras palavras, os temas em debate são
referidos às possibilidades intervencionistas do Estado em sua mediação vis-à-vis os
demais sócios e a frente externa, o comércio político, econômico e regional, e apoiar a
reestruturação e certas áreas sociais.

Nesta categoria, também há diferenças entre os países e entre as diferentes situações ou


estágios de um país, em comparação com as demandas do ambiente externo. É assim
que pode ser observado, a partir de uma perspectiva do governo, que alguns países
estavam localizados em um mais "liberal", enquanto outros foram identificados com um
12
mais "intervencionista". Além disso, aconteceu que um país tem posições
intermediárias: mais liberais na indústria e mais intervencionista em outras áreas.

Estas diferenças entre os países têm implicações óbvias para a relação de governos com
grupos econômicos e setores sindicais. Neste sentido, alguns países surgiram atitudes
desfavoráveis ao processo por parte de alguns setores da economia, em especial as
PME, e os grupos de trabalho, porque eles são identificados pela mesma política de
"desindustrializacióné" sem isso levou a propostas alternativas de possíveis diferenciais
que poderiam ser iniciados pela esfera econômica.

Políticas externas geraram controvérsia em diferentes ordens tema diferente. Eles


podem ser agrupados em dois temas macro: estratégia de integração competitiva eo
nível de convergência a serem alcançados em relação às questões relativas à paz e à
segurança no sistema internacional. Com relação à estratégia de integração competitiva,
as questões que surgiram sobre o grau e o ritmo da abertura, para resolver as questões
na agenda das relações com os países desenvolvidos no âmbito da OMC, as prioridades
regionais ser desenvolvido.

A extensão e o ritmo de abertura do Mercosul tem ligações com várias questões


relacionadas com o protecionismo regional e acesso aos mercados internacionais. A
primeira edição veio nitidamente à tona com as declarações de um funcionário do
Banco Mundial, o que forçou uma resposta comum na sub-região.

Comentários foram direcionados principalmente para o governo brasileiro, que insiste


em reciprocidade no acesso aos mercados dos países industrializados. Enquanto os
países do Mercosul compartilham a necessidade de harmonizar as regras do comércio
com as vigentes no sistema de comércio internacional, a abordagem institucional e
setorial com os ritmos e padrões de abertura sugere diferenças entre os países da região.
Neste caso, temos as diferenças entre a posição da Argentina e do Brasil, que por sua
vez a posição dos atores tanto a nível nacional e regional. Enquanto o que está em
negociação são os setores da indústria brasileira, negociações internas deixar espaço
para pagamentos colaterais ligados à localização do investimento e níveis de
participação na produção regional.

Os tópicos abordados nas relações com os países desenvolvidos também apontam as


dificuldades na definição de uma estratégia de integração regional, quando o cenário
externo é o alvo e é por si só um instrumento. Nestas circunstâncias, muitas reuniões
são agendadas, que afetam posteriormente as relações entre os países membros, porque
não há capacidade de processar corretamente as questões.

Insuficiente capacidade das instituições nacionais, em termos institucionais, em seguida,


provoca um efeito de pista parceiros pequeno, enfraquecendo a posição regional. Neste
sentido, os países da região têm demonstrado convergência em alguns pontos. No
entanto, as diferenças surgem quando se lida especificamente com as relações no âmbito
da Área de Livre Comércio das Américas ou da União Europeia. Estas diferenças
13
surgem nas negociações internas, mas fora do Mercosul começou a agir como um bloco,
tal como consagrado na reunião da ALCA, em Belo Horizonte (42).

Prioridades relações regionais são, então, uma fonte de diferenças entre os países da
região. Nesse sentido, as divergências sobre se juntar ao Acordo de Livre Comércio da
América do Norte entre os dois maiores sócios do Mercosul mostrou diferenças em
relação às prioridades para avançar na medida em que a inserção competitiva no mundo.
Estes aspectos aparelhamento desavanencia através de diferentes disputas entre
Argentina e Brasil, que foram modificados ao longo do tempo e incluir diferentes atores
regionais. Isto é como entrar em questões relacionadas como o Acordo de Livre
Comércio da América do Sul, as relações com os países do Pacto Andino, as
modalidades e o conteúdo da expansão do Mercosul. Por outro lado, ao mesmo tempo
colocando o regionalismo aberto o Mercosul e a participação na ALCA e um acordo-
quadro com a União Europeia excluir qualquer definição de prioridades, prazos, temas e
prazos para cada uma das várias frentes serão marcação debates específicos e tomada de
decisões que afetam a política regional.

A possibilidade de políticas externas convergirem para assuntos relacionados à paz e à


segurança no sistema internacional vai depender de como as diferentes posições são
canalizadas e recursos com os parceiros regionais internamente. No curto prazo, as
diferenças podem se manifestar em relação à reestruturação do Conselho de Segurança
das Nações Unidas e a possibilidade de expansão. A este nível, a continuidade de um
projeto político-estratégico nas relações entre diferentes comunidades afetará as
relações internacionais e também regionais. A possibilidade de se tornar um membro
permanente do Conselho de Segurança para a Argentina e o Brasil não é um
compromisso simbólico do Estado, mas é apoiado por vários setores da sociedade, que
vêem nesta distinção a possibilidade de estender a influência do ambiente externo.

Os debates regionais de segurança envolvendo diferentes tópicos, incluindo as casas do


papel do Estado nesta edição, o conteúdo das funções de segurança a ser cumprida pelas
Forças Armadas, a identificação dos desafios de segurança regionais. As principais
questões em controvérsia que surgiram até agora são chamados de papel e as funções
das Forças Armadas (43) do Estado. Neste sentido, a possibilidade de que as forças
armadas dos países da região para atender as funções repressivas sobre a questão do
tráfico de drogas foi explicitamente rejeitada. Além disso, em matéria de cooperação e
definição de segurança de conteúdo regional, as Forças Armadas da sub-região fizeram
uma nova abordagem dinâmica.

Em relação à atitude das forças armadas contra o Mercosul, em geral, há um consenso


de que o apoio ao processo deve ser acompanhado nas forças armadas com crescente
cooperação que abrange as operações comuns, projetos conjuntos, complementação,
intercâmbio de pessoal e mídia. Mas, as Forças Armadas dos quatro países parecem se
opor à criação de órgãos supranacionais, mesmo quando considerado necessário ir mais
longe na definição de objetivos comuns associados com a defesa e a realização efetiva
de segurança compartilhado (44).
14
Controvérsias sobre as políticas internas estão diretamente relacionados com os custos
de integração na vida econômica e da evolução das relações de trabalho na esfera social.
Os dois planos estão relacionados com o debate sobre o papel do Estado, mesmo
quando eles obedecem a lógicas diferentes. No primeiro, as controvérsias relacionadas
com as possibilidades do Estado para apoiar alguns sectores sensíveis e iniciativas
locais, para apoiar algumas regiões e sectores vulneráveis e dentro de certos parâmetros
de intervir na economia.

Na segunda, as questões que estão sendo discutidas estão relacionadas com a


flexibilidade do trabalho, mudanças no sistema de produção, as capacidades
competitivas das empresas, direitos sociais e de segurança social. Este subpacote se
tornou o centro das controvérsias que tiveram os países da região. Por outro lado,
saíram no Subgrupo de Trabalho sobre o Trabalho, Emprego e Segurança Social do
Grupo Mercado Comum, onde a harmonização das normas de segurança está sujeita a
tensões de várias propostas e atores nacionais.

Controvérsias sobre as políticas internas expressas nos debates eleitorais e envolveu


partidos políticos nacionais. Embora as eleições no Brasil e no Uruguai foram
questionados alguns aspectos do processo de integração relacionadas com a eliminação
de tarifas, setores sensíveis e medidas de compensação, manteve-se uma continuidade
nos princípios de funcionamento do Mercosul (45). Nas eleições na Argentina tema
Mercosul foi debatida eleição, por isso, parece haver um consenso em considerar a
questão como política de Estado (46).

O impacto social do processo Mercosul levaram a câmaras empresariais e sindicatos


adotar algumas orientações e os objetivos em matéria de proteção do emprego e da
competitividade. Esta abordagem em questão nacional também produziu governos
centrais pela ausência de políticas sociais que apóiam as mudanças que são processadas.
As consequências em termos de união e instrumentos para combater o desemprego
levaram a debates sobre a estratégia a ser seguida pelos sindicatos em nível nacional,
sub-regional. A prioridade de uma sub-estratégia é o custo do tratamento de
virtualmente qualquer acordo de que pode ser alcançado. Além disso, uma estratégia
focada no nacional pode resultar em decisões que a continuidade em um país está
bloqueada, com as consequências que isso implica (47).

As organizações sociais também foram expressas no que diz respeito às consequências


sociais que resultaram em pequenas unidades de produção a combinação de
alargamento do espaço estendido com fraco poder de barganha dos atores sociais na
rede de relações do Mercosul. É ilustrativo sobre a experiência de diferentes projetos de
ONGs que procuram as organizações sub-grupo, a fim de melhorar as habilidades de
negociação e gestão (48).

CONCLUSÕES E linhas de ação possível.

15
Em conclusão, pode-se afirmar que a análise da localização e envolvimento dos atores
chave do Mercosul aparece como uma necessidade urgente enfrentar os desafios
múltiplos e simultâneos de integração na sub-região experimentou nos últimos anos
deste século. Como apontado, a capacidade de se relacionar de forma equilibrada os três
conceitos: engenharia institucional (o que torna a jurisdição dos órgãos regionais),
aprofundamento (que se refere ao grau de integração) e extensão (a que se refere às
fronteiras externas e da composição dos membros do grupo), é uma condição dinâmica
de estabilidade do projeto de integração de todo, de acordo com o que a experiência
mostra.

Neste processo dinâmico e complexo, as assimetrias entre e dentro de seus membros


pode ser acentuada na primeira etapa e colocar em risco a viabilidade do projeto. Para
que isso funcione, você tem que estar muito atentos para a satisfação equilibrada dos
vários interesses em jogo, que é em última análise, que vai decidir a continuidade e
sucesso do processo ou não, se não ficar satisfeito, o seu fracasso.

Um comportamento reativo dos atores tem que somar-se ao comportamento cada vez
mais pró-ativa que acompanha a atividade cada vez mais importante chamado
integração positiva que se relaciona com a atividade de integração negativa que
prevalecia antes da passagem de uma união aduaneira. Neste contexto, o potencial para
o aumento do déficit democrático social e aumentar o acompanhamento e
monitoramento do processo é apresentado como uma necessidade urgente para
combater essas tendências possíveis.

Um observatório do comportamento dos atores nacionais e sub-regionais


complementam o extenso trabalho de várias instituições públicas e privadas da sub-
região, rastreamento e monitoramento do Mercosul, econômica, jurídica e comercial e
permanente e contínuo dar um grande número empregos de qualidade, mas dispersos,
sem continuidade e rápido envelhecimento que têm abordado o assunto em questão.
Uma localização ativa dos principais e subnacional atores irão contribuir para o tecido
Intersocietal é afirmada e gestação do embrião da sociedade civil consolidar o
Mercosul. Esse projeto, no entanto, dado o seu nível de ambição e de seus desafios é
prolixo e suas características, pode ser realizado apenas por uma forte rede de entidades
e uma metodologia de trabalho de projeto e execução rigorosos.

16
PARTES IMPORTANTES

Início - Queda do muro de Berlim

Com a queda do muro de Berlim, o impacto ocorreu condições ideológicas, políticas,


econômicas e sociais em todo o planeta. No entanto, as conseqüências diretas pós muro
estão relacionadas com as alterações feitas nos países da Europa Central e Oriental e, de
alguma forma têm afetado a sua credibilidade, o conteúdo e as modalidades de
integração do continente. Discussões relacionadas ao "déficit democrático", que visam a
revisão do Tratado de Maastricht, disse que o processo europeu concluída mais uma
etapa e precisa de uma reformulação da dimensão política que permite a legitimidade
institucional na sociedade europeia (1 ).

Embora a questão do déficit democrático no processo de integração surgiu com força


em particular na Europa, tem sido relatada também na América Latina (2). Por outro
lado, os atores da sociedade civil nos processos de integração na América Latina são
estruturalmente vulneráveis devido ao acúmulo de déficit social histórico. Assim, além
do déficit democrático da participação limitada ou marginalização de certos atores do
processo de integração, e os déficits sociais juntamente com o ajuste econômico
estrutural derivado deve ser incluído que vem da reestruturação, transferência e
redistribuição faz com que todo o processo de integração.

O Mercado Comum do Sul deve ser colocado no contexto de novos regionalismos que
têm sido associados com o processo de globalização, buscando uma melhor posição
competitiva no mercado internacional (4). Apesar deste posicionamento, o debate sobre
os efeitos da globalização nas opções políticas, ideológicas do partido e as propostas de

17
articulação dos atores sociais dentro do governo e tecnoburocrática foram subordinados
ao progresso comercial e econômico na esfera lato sensu (5).

A Cúpula Presidencial recentemente teve lugar em Fortaleza, em dezembro de 1996,


mostrou o progresso na estratégia: aprofundamento da União Aduaneira, a expansão do
Mercosul, aspectos institucionais precisão. Ele também concordou em outras decisões
que constituem o progresso na construção de uma identidade regional: definição da sede
administrativa, protocolos, a integração educacional e cultural e, finalmente, a
realização de um logotipo Mercosul. No que diz respeito ao aprofundamento da União
Aduaneira, a decisão mais importante da Cúpula Presidencial XI está relacionada com a
adoção de regras comuns de salvaguarda, que é uma ferramenta essencial da política
comercial.

Este trabalho é focado no envolvimento dos parceiros sociais no Mercosul, assunto que
tem tido tratamento em estudos de desenvolvimento parcial na análise do
comportamento e participação de grupos sociais, como no caso de empregadores e
sindicatos, e na coordenação da administração pública com os diferentes atores na
gestão da política de integração, para permitir que o reforço (12).

Nesse sentido, podemos constatar que as etapas cumpridas no caso do Mercosul têm
canalizado demandas dos diferentes atores relacionados a diferentes círculos de
influência. Primeiro, os governos, negociadores, burocracia e grupos econômicos.
Posteriormente, parlamentos, sindicatos, partidos políticos, pequenas e médias
empresas, organizações sociais e de alguma forma as Forças Armadas. Finalmente, a
passagem para a União Aduaneira canalizou várias demandas setoriais, com prioridades
e questões relacionadas à necessidade de uma maior institucionalização.

Estabelecimento de uma rede social sub-regional. Isto confirma a necessidade de


estabelecer um Atores Observatório Mercosul, para monitorar as mudanças que estão
sendo processados na interação de níveis internacionais, sub-nacional e local, tanto a
realidade dos fluxos econômicos que ocorrem e sua consequências políticas e sociais,
tais como as respostas e iniciativas de diferentes atores.

Posição dos atores do processo de integração.

Em um processo de integração, o fato de analisar o mapa de atores significa considerar


círculos de influência de várias Estados membros e sua capacidade de transcender a
nível nacional. Este esclarecimento leva, então, fazer a distinção entre uma
demonstração a nível nacional e outros atores em nível sub-regional.

18
No processo de integração do Mercosul pode classificar os jogadores em três círculos de
influência (Tabela 1), que têm uma representação a nível nacional e outra em nível sub-
regional. O primeiro círculo de influência, é encontrado em todo o país, são os líderes
do governo, a tecnoburocracia ministerial e grupos empresariais (13). Ao nível sub-
regional, os líderes do governo estão nas cúpulas presidenciais e no Mercosul
institucional (Conselho do Mercado Comum de reuniões dos Ministros, a Comissão de
Comércio do Grupo Mercado Comum). A negociação tecnoburocracia, no entanto,
consiste nos subgrupos dos Comuns de Mercado grupo de trabalho, comissões, comitês
e grupos ad hoc que são formadas como parte desse corpo, e os comitês técnicos da
Comissão de Comércio. Embora estes três tipos de atores envolvidos no primeiro
círculo de influência, há uma diferença entre os decisores políticos e comerciais, e
grupos empresariais. O primeiro representante dos interesses públicos e responder de
alguma forma para o público ou para órgãos de controle público, enquanto grupos
empresariais têm como interesses de referência.
Um segundo círculo de influência dos atores na tomada de decisões sobre o processo de
integração regional, é feita pelo Parlamento, os partidos políticos, os sindicatos, as
associações representativas das pequenas e médias empresas, e subnacionais quando
eles podem gerar iniciativas, desencadeada por efeitos positivos ou negativos da
integração, especialmente no caso de áreas de fronteira (14).

No terceiro círculo de influência são as organizações sociais em geral, entre os quais


podemos colocar as organizações não-governamentais (grupos ambientais,
ambientalistas, de defesa do cidadão, de apoio às mulheres, anti-discriminação, a defesa
do minorias, consumidores e outros), as forças armadas (com reservas, uma vez que
podem ser integrados em alguns casos, um outro círculo) as entidades subnacionais
mais distante da área de fronteira ou o centro do poder de tomada de decisão, o que, por
vezes, neste círculo influências (províncias, órgãos estaduais, regiões, municípios), a
universidade, as elites culturais, quando são organizados, associações profissionais.

Esses três círculos de influência também pode ser colocado politológicamente em


termos de decisores (governo e burocracia), grupos de interesse (câmaras, sindicatos e
partidos políticos) e os grupos de pressão.

A resposta estrutural dos governos foi processada em duas fontes: na estrutura


ministerial e representantes diplomáticos tradicionais. Regionalismo nos anos noventa
levou à necessidade de adaptação da diplomacia, forçado a entrar circuitos de
negociação permanente em vários níveis. Isto levou a uma busca de apoio a seu
desempenho através de ajustes de projeto organizacional para levar em conta as
deficiências da economia política, a política regional e a política de comércio. Além
disso, os governos da região buscaram apoio através de parcerias com diversas
instituições acadêmicas e técnicas para impulsionar debates e identificar diferentes
opções sobre os desafios e problemas na agenda regional.

Respostas institucionais que os governos desenvolvidos para atender às exigências dos


novos regionalismos impulsionado não têm um padrão definido. No Brasil, o Ministério
dos Negócios Estrangeiros continuou seu papel cone cargos de coordenador no país (17)
19
e estrategista. Na Argentina, deu maior destaque às questões econômicas na política
externa (18). No Paraguai, o novo Ministério da Integração e a Secretaria de Economia
e Integração do Ministério da Fazenda (19). No Uruguai, criou uma Comissão
Interministerial para a Comissão Setorial do Mercosul e uma defasagem entre as
questões de integração regional e setorial, mais recentemente reestruturou o Ministério
dos Negócios Estrangeiros, que definiu uma Direção de Integração (20) .

A mudança para uma união aduaneira catapultou o interesse das câmaras de negócios
para consolidar o seu grau de institucionalização, definindo as demandas específicas
relacionadas com a passagem para uma nova fase do processo de integração. Nesta
situação, o Conselho industrial do Mercosul (MIC), composto da CNI no Brasil, a
União Industrial Argentina (UIA), União Industrial do Paraguai (UIP) e da Câmara de
Indústrias do Uruguai (CIU), apresentou duas classes reivindicações relacionadas ao
reconhecimento: a institucionalização da CIM, como o principal instrumento para o
fortalecimento das políticas de competitividade industrial no Mercosul e uma
participação mais ativa nas negociações dos quatro com outro ALADI (23). Além disso,
o setor empresarial definiu outros órgãos da organização, tanto a nível nacional e
regional e criou alguns grupos de defesa dos interesses setoriais (24).

A marcha do processo e "spill-over" foram aumentando aos atores institucionais no


segundo e terceiro círculo de influência a necessidade de responder às situações e
instâncias consubstanciar Mercosul. A este respeito, a Comissão Parlamentar Mista tem
proporcionado uma aproximação de parlamentares de diferentes países. Os sindicatos
têm tido a oportunidade de expressar, especialmente a partir dos horários de
consolidação de subgrupos. A adoção do Protocolo de Ouro Preto levou a uma interação
entre as câmaras e os sindicatos dos países do pedido de participação no Fórum
Econômico e Social. O fórum, por outro lado, fez com que as organizações sociais de
diferentes países tratassem o seu pedido de participação institucional (25).

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